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INSTITUTO FEDERAL MINAS GERAIS

LICENCIATURA EM FÍSICA

GABRIEL DUMONT ROSA

JÚLIA RODINGTON COUTO SEABRA

CURVAS CÔNICAS

Disciplina: Geometria Analítica


Professor (a): Cássio Vidigal

Congonhas, MG
2019
INSTITUTO FEDERAL MINAS GERAIS
LICENCIATURA EM FÍSICA

GABRIEL DUMONT ROSA


JÚLIA RODINGTON COUTO SEABRA

CURVAS CÔNICAS

Trabalho apresentado ao curso


de licenciatura em física, como
quesito parcial para a obtenção
do diploma de licenciado em física
professor: Cássio Vidigal

Congonhas, MG
2019
LISTA DE FIGURAS
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO

Chamamos de cônicas as curvas geradas ou encontradas na intersecção de um


plano que atravessa um cone.

 Elipse: definida na interseção de um plano que atravessa a superfície de um


cone;
 Parábola: também definida na intersecção de um plano que penetra a superfície
de um cone;
 Hipérbole: definida na interseção de um plano que penetra num cone em
paralelo ao seu eixo.

Figura 1 – Cônicas
2. DEFINIÇÕES

ELIPSE

Figura 2 – Elipse construída no geogebra

Definição: A elipse é o conjunto dos pontos do plano que satisfazem a condição:


“Fixados dois pontos quaisquer do plano, F1 e F2, tal que, d(F1, F2) = 2c, c>0,
chama-se elipse o conjunto dos pontos P pertencentes ao plano cuja soma da
distância entre eles, ou seja, d(P, F1) e d(P, F2) é uma constante 2ª, a>0. Logo d(P,
F1) + d(P, F2) = 2a.
Assim podemos definir a elipse através de uma equação algébrica conhecida como
equação reduzida da elipse que é dada por: Observação: Os valores a, b e c
satisfazem a relação a² = b² + c² e a equação da elipse é (𝑥−𝑥0)² ÷𝑎² + (𝑦−𝑦0)²÷ 𝑏² =
1, Onde, x0 e y0 são as coordenadas do centro C(x0, y0) da elipse.
HIPÉRBOLE

Figura 3 – Hipérbole feita no Geogebra

Definição: A hipérbole é o conjunto dos pontos do plano que satisfazem a condição,


fixados dois pontos F1 e F2 de um plano, tal que, d(F1, F2) = 2c, c>0, chama-se
hipérbole o conjunto dos pontos P pertencentes ao plano cujas diferenças, em
módulo, das distâncias d(P, F1) e d(P, F2) é uma constante 2a, (0 < 2a < 2c). Logo: |
d(P, F1) - d(P, F2)| = 2.

Assim podemos definir a hipérbole através de uma equação algébrica conhecida


como equação reduzida da hipérbole que é dada por: Observação: Os valores de a,
b e c satisfazem a relação c² = a² + b² e a equação da hipérbole é (𝑥 − 𝑥0)²÷ 𝑎² − (𝑦
− 𝑦0)²÷ 𝑏² = 1 Onde, x0 e y0 são as coordenadas do centro C(x0, y0) da hipérbole.

PARÁBOLA

Figura 4 – Parábola feita no Geogebra

Definição: Dados uma reta d e um ponto F de tal modo que F não pertencente a d.
Define-se parábola como sendo o lugar geométrico dos pontos P do plano tais que
d(P, F) = d(P, d), onde F é denominado foco da parábola e a reta r, é chamada de
diretriz.
Assim podemos definir a parábola através de uma equação algébrica conhecida
como equação reduzida da parábola que é dada por: (𝑦 − 𝑦0 )² = 2𝑝(𝑥 − 𝑥0)², Onde,
x0 e y0 são as coordenadas do vértice V(x0, y0) da parábola.
3. CORTES EM CONES

3.1 a elipse

É uma curva plana fechada que se obtém quando um plano intercepta um cone de
maneira inclinada em relação à sua base, sendo que essa inclinação deve ser
menor do que a inclinação da geratriz do cone. Na elipse há a presença de dois
pontos fixos, denominados focos, e a soma das distâncias de qualquer ponto da
elipse até esses focos sempre é um valor constante.

Figura 5 – Obtenção da elipse

3.2 a parábola

É uma curva plana aberta que se obtém quando um plano intercepta um cone reto
de modo paralelo à sua geratriz. Na parábola todos os pontos estão a uma mesma
distância de um ponto fixo, denominado foco, e de uma reta fixa, denominada
geratriz.

Figura 6 – Obtenção da parábola


3.3 a hipérbole

É uma curva aberta, com dois ramos, que se obtém quando um plano intercepta um
cone reto de modo perpendicular à base do cone, sendo que o ângulo do plano é
maior do que o ângulo da geratriz do cone. Na hipérbole há a presença de dois
pontos fixos, denominados focos, tal que a diferença entre as distâncias de qualquer
ponto da hipérbole aos focos é sempre um valor constante.

Figura 7 – Obtenção da hipérbole


4. CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS

4.1 construção da elipse

Consideramos uma semirreta com origem em X e direção diferente daquela


de r e, nela, marcamos os pontos M, N e N’ de modo que o segmento MX
tenha comprimento unitário, o segmento NX tenha comprimento 1 + e e o
segmento N’X, 1 – e. As retas que passam por M e são paralelas a NF e a
N’F intersectam a reta r respectivamente nos pontos A e A’. Com a aplicação
do Teorema de Tales vê-se que A e A’ são pontos da tal elipse. Não é difícil
verificar que A e A’, que chamamos vértices da elipse, são seus únicos
pontos na reta r.

Figura 7 – construção da elipse

4.2 construção da parábola

No plano, localizamos a diretriz d e o foco F (Figura 5). Consideramos uma


circunferência λ centrada em F e raio x ≥ VF. Traçamos, no semiplano
determinado pela reta d ao qual pertence F, a reta s à distância x de d. Vê-se
claramente que o(s) ponto(s) de intersecção entre a reta s e a circunferência λ
pertence(m) à parábola em questão. Fazendo uso de programa de Geometria
Dinâmica (G.D.), podemos ter acesso a esse lugar geométrico quando
variamos x. Contando ainda com esse recurso, desde que se tenha x ≥ VF,
podemos deslocar o foco F e verificar, com isso, as alterações na parábola.
Observemos ainda que o vértice V é o ponto de tangência de λ com s, ao
tomarmos x = VF

É oportuna a investigação do quociente QF/Qd, para um ponto Q


arbitrariamente tomado nesse plano. Esse quociente é menor do que 1 para
Q na região delimitada pela parábola em que se encontra o seu foco e é
maior do que 1 na região complementar. Esse fato nos diz os locais onde
habitam, por assim dizer, as elipses e as hipérboles com esse foco e essa
diretriz, para cada e, tendo como fronteira a parábola em questão.

Figura 8 – construção da parábola


4.3 construção da hipérbole

Vamos agora construir a hipérbole a partir dos elementos F, d e e que a define.


No plano, localizamos a diretriz d e o foco F e traçamos a reta r (Figura 4).
Consideramos uma circunferência λ centrada em F e de raio x ≥ AF (a justificativa
para essa adoção pode ser encontrada em . Realizamos a construção de pontos da
hipérbole de maneira inteiramente análoga à da elipse. Tomando para x a medida
AF, vértice A é o ponto de tangência de λ com s.
Não é difícil mostrar que, tomando x ≥ A’F, a circunferência λ, além de s, intersecta
também a reta s’, simétrica de s com relação à diretriz d. E, se x = A’F, vértice A’ é o
ponto de tangência de λ com s’.

Figura 9 – Construção da hipérbole


5. FÓRMULAS ANALÍTICAS

5.1 da elipse

Para deduzir uma equação da elipse E, vamos escolher um sistema ortogonal de


coordenadas tal que F1 = (−c, 0) e F2 = (c, 0). É importante que a origem do sistema
de coordenadas seja o ponto médio entre os pontos F1 e F2 (chamado de centro da
elipse) e que os focos pertençam ao eixo das abscissas, para efeito de simplificação
de cálculos.
Um ponto X = (x, y) pertence à elipse se, e somente se, d(X, F1) + d(X, F2) = 2a.
Logo, X pertence a E se, e somente se, d(X, F1) = 2a − d(X, F2), ou seja,

√(𝑥 + c)² + y 2 = 2a – √(𝑥 − 𝑐)² + 𝑦²

Após algumas manipulações algébricas, temos:

𝑥² 𝑦²
+ =1
𝑎² 𝑏²

5.2 da hipérbole

Faremos a dedução de uma equação da hipérbole da mesma forma que fizemos


para a elipse. Fixamos um sistema ortogonal de coordenadas tal que F1 = (−c, 0) e
F2 = (c, 0).

Um ponto X = (x, y) pertence à hipérbole se, e somente se, |d(X, F1)−d(X, F2)| = 2a.
Logo, X pertence a H se, e somente se, d(X, F1) − d(X, F2) = 2a, se X está mais
próximo de F2, ou d(X, F1) − d(X, F2) = −2a, se X está mais próximo de F1 .
Então temos:

√(𝑥 + c)² + y 2 = ±2a + √(𝑥 − 𝑐)² + 𝑦²

Após algumas manipulações algébricas, temos:


𝑥² 𝑦²
- =1
𝑎² 𝑏²

5.3 da parábola

Para obtermos uma equação da parábola P, escolheremos o sistema ortogonal de


coordenadas cuja origem é o vértice de P, e tal que o foco pertença ao semi-eixo
positivo das abscissas. Em relação a esse sistema, o foco é F = (p, 0) e a diretriz é a
reta r : x = −p.

Após algumas manipulações, temos que:

𝑦 2 = 4𝑝𝑥
6. ELEMENTOS RELEVANTES

6.1 na elipse

Equação reduzida da elipse


,a>b
Eixos maior e menor 2a e 2b, respectivamente
Focos (-c,0); (c,0)
Vértices (±a,0); (0,±b)
Distância Focal 2c
Centro da elipse (0,0)
Excentricidade

Directrizes

6.2 na hipérbole

Figura 10 – Elementos de uma hipérbole

F1 e F2 → são os focos da hipérbole


O → é o centro da hipérbole
2c → distância focal
2a → medida do eixo real ou transverso
2b → medida do eixo imaginário
c/a → excentricidade
Existe uma relação entre a, b e c → c2 = a2 + b2

6.3 na parábola

Foco
O ponto F da definição da parábola e da imagem anterior é chamado de foco e
determina essa figura.

Diretriz
A reta r, também presente na definição e na imagem anterior, é chamada
de diretriz da parábola. Essa reta é usada junto ao foco para a definição dessa
figura. A distância entre qualquer ponto da parábola e a sua diretriz é igual à
distância entre esse mesmo ponto da parábola e o seu foco.

Parâmetro
É a distância entre o foco e a diretriz. Esse cálculo pode ser feito por meio
da distância entre ponto e reta.

Vértice
O vértice da parábola é o ponto mais próximo de sua diretriz. Existe uma
propriedade que afirma o seguinte:
VF = p
2
Em que VF é o segmento de reta que tem início no vértice da parábola e tem fim em
seu foco, e p é o parâmetro da parábola. Em outras palavras, o vértice de uma
parábola fica no meio do caminho entre seu foco e a diretriz.

Eixo de simetria
É a reta perpendicular à diretriz que passa pelo vértice da parábola. Essa reta
também contém o foco da parábola. Essa reta é assim chamada porque divide
a parábola em duas partes simétricas.

Figura 11 – Elementos da parábola


7. PROPRIEDADES REFLEXIVAS

7.1 da parábola

As parábolas são utilizadas no nosso cotidiano em diversos equipamentos e


sistemas de muita importância para nossa sociedade. As propriedades refletoras da
parábola contribuem para a construção de telescópios, antenas, radares, faróis, etc.
Fazendo uso da propriedade refletora da parábola, Arquimedes construiu espelhos
parabólicos, os quais por refletirem a luz solar para um só ponto, foram usados para
incendiar os barcos romanos nas invasões de Siracusa (cidade italiana). A partir da
propriedade refletora das parábolas, os engenheiros civis constroem pontes de
suspensão parabólica.
Podemos observar no alto das casas e edifícios as antenas parabólicas, que captam
ondas eletromagnéticas dos satélites em órbita ao redor da terra. Isto somente é
possível devido à propriedade da parábola de refletir o conjunto de raios recebidos
em um único ponto (o foco da parábola). Neste ponto encontra-se posicionado o
receptor de ondas, que enviará o sinal recebido para um conversor que as
decodificará e enviará para o receptor de televisão. Os radares operam de forma
semelhante às antenas parabólicas, recebendo o eco de pulsos eletromagnéticos.
Os refletores parabólicos de faróis e lanternas permitem que a luz da lâmpada
localizada no foco se propague em raios paralelos ao eixo da parábola formando o
facho. Nos telescópios, a maior parte dos espelhos é parabólico e quase sempre um
astrônomo amador imagina que todos os espelhos destes aparelhos são
parabólicos. Um espelho deve ser parabólico quando a sua distância focal é
pequena e espelhos com grande razão focal (conhecida como f/d, a razão focal é
nada mais que a distância focal da objetiva pelo diâmetro da mesma distância focal)
apresentam superfícies esféricas.

Figura 12 – Antena parabólica


Figura 13 – Telescópio

7.2 da hipérbole

Um raio luminoso incidente com a direção de um foco ao se refletir tem a direção do


outro foco.
Consequentemente os focos são pontos conjugados.

Quais os principais usos dos espelhos hiperbólico ?

Reflexão da luz – usado nos telescópios para preparar a luz proveniente da objetiva
parabólica para ser detectada por uma ocular ou câmera fotográfica, como mostra a
figura.

Figura 14 – elementos do espelho hiperbólico


7.3. da elipse

Um raio luminoso incidente proveniente de um foco ao se refletir passa pelo outro


foco.
Consequentemente os focos são pontos conjugados.

FiFffdwk
Figura 15 – Pontos conjugados

Quais os principais usos dos espelhos elípticos?

Reflexão da luz – sistema de iluminação usado pelos dentistas. Uma fonte luminosa
é colocada no foco de um espelho elíptico, a luz refletida no espelho fica
concentrada no outro foco propiciando uma iluminação intensa sem incomodar o
paciente.

Figura 16 – Anteparo opaco

Reflexão do som – em salas cujo teto tem a forma de meio elipsóide, duas pessoas
colocadas nos focos se uma delas falar, mesmo que seja baixo, a outro ouvirá
perfeitamente, ainda que a sala seja grande e que existam outros ruídos. Existem
salas deste tipo (às vezes chamadas “galerias de murmúrios) em vários edifícios
públicos na Europa e nos Estados Unidos.
8. APLICAÇÕES DAS CÔNICAS

8.1 da elipse

Uma propriedade muito importante da elipse é que qualquer raio luminoso ou onda
sonora que saia de um dos focos será refletido pela elipse na direção do outro foco,
conforme indicado na figura ao lado:
A propriedade acima justifica algumas aplicações da elipse como, por exemplo, a
aplicação óptica de um dispositivo de iluminação usado em consultórios
odontológicos. Este dispositivo consiste num espelho com a forma de um arco de
elipse e numa lâmpada que se coloca no foco mais próximo. A luz da lâmpada é
concentrada pelo espelho no outro foco, ajustando-se o dispositivo de forma a
iluminar o ponto desejado.
Ainda no campo da saúde, existe um procedimento muito utilizado no tratamento de
cálculo renal, denominado litotripsia extracorpórea. Neste procedimento, conforme
esquema abaixo, ondas de choque criadas fora do corpo do paciente viajam através
da pele e tecidos até encontrarem os cálculos mais densos, pulverizando-os. O
litotriptor possui um espelho elíptico que concentra os raios emitidos num
determinado ponto com grande precisão.
Outra aplicação da propriedade acima é no campo da acústica utilizada em igrejas,
auditórios e teatros, pois quando duas pessoas estão cada uma em um dos focos de
um elipsóide (sólido que se obtém rodando uma elipse em torno do seu eixo, isto é,
da reta definida pelos dois focos) e uma delas falar, mesmo que seja baixo, a outra
pessoa ouvirá perfeitamente, mesmo que haja outros ruídos e sem que demais
pessoas que estiverem entre os dois focos possam ouvir. Esses espaços são
chamados de sala dos murmúrios ou sala dos sussurros e são utilizados em vários
edifícios públicos da Europa e dos Estados Unidos.
Na arquitetura e engenharia há uma grande variedade de aplicações como no
famoso Coliseu de Roma e em outras construções de pontes, arcos e cúpulas de
igrejas.
Outra aplicação da elipse foi nos estudos de Kepler na área de Astronomia. Ele
formulou três leis a respeito dos movimentos planetários, sendo que a primeira
dessas leis afirma que os planetas descrevem órbitas elípticas com o Sol ocupando
um dos focos.

Figura 17 – Johannes Kepler

8.2. da parábola

A propriedade de destaque na parábola, denominada de propriedade de reflexão,


é o fato de que todo raio luminoso ou onda sonora que incida sobre a parábola
paralelamente ao seu eixo é refletido de modo a passar pelo foco da parábola. O
processo inverso também acontece, ou seja, qualquer raio ou onda que seja emitido
do foco da parábola e que incida sobre a parábola é refletido numa mesma direção
segundo retas paralelas ao eixo da parábola. Essa propriedade faz com que a
parábola apresente várias aplicações, como por exemplo, em antenas parabólicas,
faróis de veículos, fornos solares e em telescópios.
Na engenharia, as pontes suspensas (juntamente com as pontes estaiadas) são
bastante utilizadas, pois possibilitam os maiores vãos. Nessas pontes, a base
(tabuleiro) é sustentada por vários cabos metálicos verticais (pendurais) ligados a
dois cabos maiores principais, que por sua vez, são conectados às torres de
sustentação. Os cabos comprimem as torres de sustentação e estas últimas
transferem as forças de compressão para as fundações. Como os cabos verticais
são distribuídos de maneira regular, a carga da ponte é distribuída de modo
uniforme aos cabos principais, que formam uma parábola.
Como exemplos, apresenta-se a seguir a maior ponte suspensa do mundo, que fica
no Japão, com extensão de quase 4 Km e vão central de quase 2 Km suspensa,
conhecida no Brasil, é a Ponte Hercílio Luz, que fica em Florianópolis, SC.
Figura 18 - Ponte

8.3 da hipérbole

A propriedade de reflexão da hipérbole afirma que qualquer segmento de reta


dirigido a um dos focos da hipérbole encontra o ramo correspondente e é refletido
em direção ao outro foco.
Essa propriedade é muito aplicadada nos telescópios de reflexão, os quais são
constituídos de dois espelhos, sendo um maior, que é parabólico e outro menor, que
é hiperbólico. Esses dois espelhos dispõem-se de modo que os eixos da parábola e
da hipérbole coincidam e que o foco da parábola coincida com um dos focos da
hipérbole.
Já na engenharia civil, o hiperbolóide (sólido originado da rotação de uma hipérbole)
é utilizado na construção de torres de refrigeração de usinas nucleares. Isso se deve
ao fato de que o hiperbolóide é uma superfície duplamente regrada, ou seja, para
cada um dos seus pontos existem duas retas distintas que se interceptam na
superfície (observe detalhe na imagem da próxima página). Deste modo as torres
podem ser construídas com vigas de aço retas, permitindo assim uma minimização
dos ventos transversais e mantendo a integridade estrutural com uma utilização
mínima de materiais de construção.
Finalmente, outra importante utilização das hipérboles é no sistema de localização
em navegação, denominado de LORAN (Long Range Navigation - Navegação de
Longa Distância). Este sistema permite a um navegante de um navio ou o piloto de
um avião achar sua posição sem confiar em marcos visíveis. O LORAN utiliza
hipérboles confocais, isto é, hipérboles com um dos focos em comum, onde estão os
radares que emitem sinais. Cada par de radares dá uma hipérbole que contem a
posição do navio ou do avião e, assim, a sua posição exata é o ponto onde as três
hipérboles interceptam-se. Essa posição pode ser determinada pela plotagem das
três hipérboles em um mapa, obtendo a interseção em comum usando coordenadas
e computando algebricamente a interseção.

Figura 19 – Usina nuclear


9. RELAÇÃO COM AS FIGURAS DE LINGUAGEM

9.1 hipérbole

Na hipérbole, a distância do plano usado para cortar o cone excede (vai além) da
diretriz e atinge a outra parte dele.
Hipérbole é uma figura de linguagem que significa exagero.

9.2 parábola

A parábola é uma cônica formada por pontos do plano que são eqüidistantes de uma
reta e de um ponto fixo.
Parábola é uma figura de linguagem que representa uma história que fica no meio
entre a realidade e a ficção.

9.3 elipse

Na elipse, a distância do plano usado para cortar o cone não chega à diretriz.
Elipse, que é uma figura de linguagem, vem de Elleipsis, que significa “ato de não
chegar a”
10. CONCLUSÃO

Percebe-se que desde os tempos remotos as cônicas eram utilizadas. Na


matemática, são estudadas com muito vigor e também analisadas com muita
precisão. Há a aplicação delas em várias áreas, astronomia, saúde, engenharia,
entre outras. Também podemos associá-las às figuras de linguagem com seus
respectivos nomes.
11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

http://www.rc.unesp.br/tmelo/diss-mainara.pdf;
https://www.coladaweb.com/matematica/conicas;
http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/EABA-
98VH9U/monografia_guilhermefreire.pdf?sequence=1;
http://parquedaciencia.blogspot.com/2013/04/conicas-nocoes-intuitivas-e-
aplicacoes.html;
https://regijs.github.io/gaalt/reflexhiper.pdf;
http://portais4.ufes.br/posgrad/teses/tese_7674_Disserta%E7%E3o%20-
%20final%20-%20Rubens%20Monteiro.pdf;
https://origemdapalavra.com.br/pergunta/conicas-e-figuras-de-linguagem/;
https://www.alfaconnection.pro.br/fisica/luz/espelhos/espelhos-parabolicos-
elipticos-e-hiperbolicos/;
file:///C:/Users/Cliente/Desktop/diss-mainara.pdf;
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/matematica/parabolas.htm#;
http://minerva.ufsc.br/~natalia/teaching/FSC5194-2016-1/artigos.pdf