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REPÚBLICA DE ANGOLA

GOVERNO DA PROVÍNCIA DO BENGO

PLANO DE DESENVOLVIMENTO PROVINCIAL


DO BENGO - 2013-2017

Estruturar a economia para um futuro melhor

SETEMBRO/2014
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Índice

1. Introdução ........................................................................................................................ 3
2. Metodologia ..................................................................................................................... 4
3. Diagnóstico - análise das dinâmicas e Metas de desenvolvimento ................................. 5
3.1. Domínio Económico.......... ...................................................................................... 6
3.2. Domínio Social....................................................................................................... 28
3.3. Domínio das Infra-estruturas .................................................................................. 55
3.4. Domínio Institucional ............................................................................................. 67
4. O Plano de desenvolvimento provincial e inserção na estratégia nacional ................... 74
4.1. Estratégia e objectivos nacionais............................................................................ 74
4.2. Estratégia e objectivos para a Província do Bengo ................................................ 75
5. Objectivos de desenvolvimento da província no horizonte 2013-2017 ........................ 78
6. Opções Estratégicas, Medidas de Intervenção e Metas ................................................. 82
6.1. Domínio Económico .............................................................................................. 82
6.2. Domínio Social..................................................................................................... 105
6.3. Domínio das Infra-estruturas ................................................................................ 130
6.4. Domínio Institucional ........................................................................................... 141
7. Meios disponíveis/disponibilizáveis para atingir os objectivos .................................. 148
8. Quadro indicativo das fontes de financiamento .......................................................... 150
8.1. Fontes de financiamento de responsabilidade pública ......................................... 150
8.2. Investimentos privados ......................................................................................... 156
9. Sistema de Monitoria e Avaliação ............................................................................... 183
9.1. Princípios fundamentais do sistema ..................................................................... 183
9.2. Elementos do Sistema .......................................................................................... 184
9.3. Responsabilidades institucionais .......................................................................... 184
10. Anexo 1 – Plano de Desenvolvimento da Província por domínio, sector,
programa e projecto ................................................................................................................ 186
10.1. Domínio Económico ...............................................Error! Bookmark not defined.
10.2. Domínio Social........................................................Error! Bookmark not defined.
10.3. Domínio das Infra-estruturas ...................................Error! Bookmark not defined.
10.4. Domínio Institucional ..............................................Error! Bookmark not defined.
11. Anexo 2 – Plano de Desenvolvimento Provincial para o Sector da Saúde ................. 187

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

1. INTRODUÇÃO
O Plano de Desenvolvimento da Província do Bengo, elaborado a pedido de Sua
Excelência o Governador da Província, Dr. João Miranda, visa enquadrar, de forma
lógica e harmoniosa, o conjunto de projectos e acções que serão desenvolvidos na
Província do Bengo, entre 2013 e 2017. Lista também os projectos já previstos de
empresas privadas, tendo presente que outros investimentos privados poderão vir a
completar o quadro ao longo dos próximos anos. Não se trata portanto do Plano do
Governo Provincial do Bengo, mas sim do Plano da Província, dando uma visão o mais
completa possível do empenho de todos os actores envolvidos no desenvolvimento da
mesma. Por outro lado, o Plano pretende ser uma orientação para os que têm a
responsabilidade de gerir os programas e projectos da província e uma base para a
alocação de recursos.
Em Dezembro de 2012 foi aprovado o Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017,
baseado na Estratégia de Desenvolvimento a Longo Prazo para Angola, conhecida
como “Estratégia 2025”. Em Março de 2013 foi aprovada a versão actual do Roteiro de
Elaboração de Planos de Desenvolvimento Provincial que orienta o formato dos planos
provinciais. O Plano de Desenvolvimento da Província do Bengo encaixa devidamente
nestes dois documentos orientadores.
Para além desta introdução, o documento está estruturado da seguinte forma:
 Uma secção sobre a metodologia que foi usada para se elaborar este plano;
 O diagnóstico sectorial da província, baseado nos relatórios fornecidos e numa
recolha de dados realizada nos municípios em sessões de CACS alargadas e
junto das Direcções Provinciais em Junho de 2013;
 Uma secção mostrando as relações entre o Plano Provincial e o Plano Nacional;
 A descrição dos objectivos de desenvolvimento da província no horizonte 2013-
2017;
 As principais medidas de intervenção, metas e estratégias a médio prazo;
 Uma lista dos meios disponíveis / disponibilizáveis para atingir os objectivos;
 O quadro indicativo das fontes de financiamento, tanto públicas como privadas,
sendo o quadro das fontes públicas um resumo do Plano apresentado por
sector em Anexo 1;
 Uma proposta para o sistema de monitoria e avaliação por se criar; e
 Os anexos, que apresentam o Plano de forma detalhada, por domínio.

O plano aqui apresentado é fundamentalmente uma base para a acção. O seu


cumprimento e nível de actualidade deverão ser anualmente revistos, resultando daí
versões cada vez mais aperfeiçoadas. A manutenção de ciclos de planificação, acção,
avaliação e nova planificação, é fundamental para o reforço da capacidade
institucional e aperfeiçoamento da acção governativa. A melhoria da informação da
base, em particular da informação demográfica, é também fundamental para se ir
apurando a qualidade dos planos.

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

2. METODOLOGIA
O presente trabalho surge em linha com o esforço do Governo de Angola para
empreender uma nova abordagem, mais consistente, sustentada e estruturada, de
apoio ao desenvolvimento local. O presente plano seguiu metodologicamente o
Roteiro para elaboração de Programas provinciais de Médio Prazo do Ministério do
Plano, o Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017 (PND) e o Manual do Instituto
de Formação para a Administração do Estado (IFAL) sobre Análise e Planeamento
Integrado, que naturalmente obedece à Lei Nº 1/11 de 14 de Janeiro. Foi elaborado
seguindo os passos descriminados abaixo:
 Análise documental – usando-se a documentação disponibilizada pelo Governo
Provincial até ao fim do período de revisão do Plano, para além da obtida pela
equipe nos contactos com os ministérios, em Luanda, e outras fontes;
 Diagnóstico da situação dos municípios – envolvendo análise documental e
organização de sessões extraordinárias de CACS municipais, no sentido de
recolher dos seus participantes a sua opinião sobre a situação de cada
município, por sector, e os problemas prioritários por resolver;
 Diagnóstico da situação dos sectores – através de entrevistas e reuniões de
trabalho com todas as direcções e delegações provinciais (DPs), seguidas por
entrevistas com os Vice-governadores, de forma a perceber a visão do
executivo provincial;
 Desenvolvimento de uma visão a médio prazo para a província – partindo das
opções estratégicas nacionais para o Bengo, da visão do executivo provincial e
das necessidades dos municípios;
 Elaboração de propostas de objectivos, medidas de política, programas e
projectos orçamentados – esboços de propostas sectoriais foram elaboradas e
mandadas às DPs para serem completadas e revistas;
 Avaliação dos meios públicos e privados disponíveis;
 Elaboração de uma proposta de sistema de monitoria e avaliação;
 Inserção do PIP 2013 e 2014 tais como mandados pelo GEPE ao Ministério do
Plano (antes da sua aprovação no que concerne o PIP 2014).

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

3. DIAGNÓSTICO - ANÁLISE DAS DINÂMICAS E METAS DE DESENVOLVIMENTO


O diagnóstico apresentado no Volume I foi elaborado com base na documentação
recebida do Governo Provincial do Bengo e das Direcções e Delegações Provinciais, das
entrevistas realizadas aos Senhores Vice Governadores e a outros membros do
Governo Provincial, do trabalho feito junto das Administrações Municipais e Conselhos
de Auscultação e Concertação Social e outra pesquisa documental feita. O diagnóstico
inclui não só dados quantitativos, mas também qualitativos, fazendo uma descrição
narrativa da situação de cada sector. O diagnóstico é um documento analítico que
pode servir de base ao sistema de monitoria apresentado no último capítulo deste
Plano, sendo apresentadas as seguintes informações, para cada sector:
 Observações preliminares sobre a organização institucional do sector;
 Indicadores de produção/desempenho, investimentos e emprego de 2009 a
2012, em grande parte inspirados nos indicadores usados no Plano Nacional de
Desenvolvimento – de onde viemos e onde estamos;
 Na mesma tabela, previsão de evolução dos mesmos indicadores entre 2013 e
2017 – onde vamos1;
 Análise SWOT (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças segundo a sigla
inglesa).
Os indicadores constantes do Plano reflectem os investimentos provinciais e centrais.
Para além do diagnóstico por sector, encontra-se no fim deste capítulo uma análise
SWOT da província, onde são destacados os pontos mais significativos dos sectores.
A apresentação por sector, de uma tabela única para os indicadores de impacto de
2009 a 2017 permite dar uma imagem global de evolução, que ajuda a colocar os
programas em perspectiva e à sua monitoria. Contudo é importante reconhecer que
muitos dos dados existentes para os anos precedentes não são baseados em fontes
seguras, por falta de meios, métodos e capacidades de recolha e compilação de dados
na maioria dos sectores. Muitos dos dados existentes são contraditórios de uma fonte
para outra, tornando assim muito difíceis e inseguras as estimativas para o futuro.

Para além dos indicadores de impacto, são apresentados indicadores de projecto por
programa, que mostram o que se poderá esperar, da implementação dos projectos.
Estes indicadores são ainda importantes para a monitoria do Plano, de mais fácil
medição e menos sujeitos a erros, porque independentes dos dados actualmente
existentes. Em relação aos indicadores de impacto, é de referir que os indicadores de
projecto são indicadores intermédios primordiais na monitoria do Plano, uma vez que
se depois de atingidos, não implicarem o alcance dos indicadores de impacto, significa
que a estratégia proposta está errada ou que um constrangimento ou uma mudança
no contexto impediu de se chegar ao impacto esperado. Assim, indicadores, monitoria
e ajustamento dos programas devem estar estreitamente interligados para se poder
atingir a visão e os resultados propostos no Plano.

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Foi decidido apresentar os indicadores de impacto passados, presentes e futuros nas mesmas tabelas,
para corresponder às orientações fornecidas pelo Ministério do Planeamento no Roteiro para Elaboração
de Programas de Desenvolvimento Provincial – Março de 2013.

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3.1.Domínio Económico
3.1.1. Agricultura, Pecuária, Cafeicultura e Silvicultura
A Direcção Provincial de Agricultura é composta por três departamentos: Departamento de
Agricultura e Sívicultura, Departamento de Desenvolvimento Rural e Departamento de
Administração. O quadro de pessoal da Direcção prevê a existência de 48 funcionários, mas
conta apenas com 29 dos quais 3 são técnicos superiores e 11 técnicos médios.

Na província existem representações de Institutos tutelados pelo Ministério da Agricultura:


Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), Instituto Nacional do Café (INCA), Instituto dos
Serviços de Veterinária (ISV), Instituto dos Cereais (INCER) e Instituo de Desenvolvimento
Florestal (IDF), para além da Empresa de Mecanização Agrícola (MECANAGRO-EP). A
existência desses institutos não se compagina com a tendência para a desconcentração e
descentralização administrativas, na medida em que limita a capacidade de intervenção da
Direcção Provincial e, logo, do Governo Provincial, embora em termos práticos se procure
ultrapassar os problemas que se levantam no quotidiano através de mecanismos de
coordenação, mas o desempenho do sector fica sempre afectado.

Esta situação é mais gravosa nos municípios, onde a actividade agrícola está dependente
quase exclusivamente das Estações de Desenvolvimento Agrário (EDA) que são, legalmente,
representações do IDA, que estando sujeitas à subordinação central, limitam a intervenção
das respectivas Administrações. Isso tem reflexos, por exemplo, nas dotações atribuídas à
agricultura nos Programas Municipais Integrados de Desenvolvimento Rural e Combate à
Pobreza (PMIDRCP).

 Principais indicadores do sector2


Indicadores 2009 2010 2011 2012
Agricultura
1. Nº de explorações agrícolas familiares
(EAF):
a) Existentes 91.000 89.287 80.747 61.763
 Bula 2.900 2.900 2.900 2.900
 Dembos 18.465 18.465 6.300 6.309
 Nambuangongo 29.700 29.700 29.700 29.700
 Pango 3.500 3.500 3.500 3.500
 Dande 11.700 11.700 17.235 17.235
 Ambriz 5.285 3.572 2.119 2.119
 Icolo e Bengo 13.770 13.770 13.304 -
 Quissama 5.680 5.680 5.680 -
2. Nº de pequenos agricultores:
a) Existentes 522 512 546 306

2
Dada a pouca credibilidade dos dados dos anos anteriores, as estimativas dos indicadores, a partir de 2013 e
nalgunas casos a partir de 2014, foram reajustadas numa tentativa de se encontrar uma linha de base que permita a
monitoria ao longo dos anos até 2017.
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Bula Atumba 8 8 6 6
 Dembos 17 17 20 20
 Nambuangongo 16 16 25 25
 Pango Aluquém 0 0 7 7
 Dande 237 237 235 238
 Ambriz 19 9 10 10
 Icolo e Bengo 204 204 224 -
 Quissama 21 21 19 -
3. Nº de empresas agrícolas ND ND ND ND
4. Área cultivada familiar total (a+b+c) 55.791 35.039 73.415 137.059
(a) Manual: 54.679 34.804 67.460 127.900
 Bula 3,18% 7,5% 6,57% 6,04%
 Dembos 20,26% 10.61% 10,57% 11,73%
 Nambuangongo 32,59% 25,6% 34,95% 37,68%
 Pango 3,84% 3% 7,16% 7,92%
 Dande 12,84% 31,12% 14,78% 23,3%
 Ambriz 5,94% 9,33% 4,6% 5,33%
 Icolo e Bengo 15,11% 7,9% 13,52% -
 Quissama 6,26% 4,9% 7,85% -
(b) Mecanizada (Mecanagro): 1.112 235 5.955 433
 Bula 0 0 0 0
 Dembos 0 0 0 0
 Nambuangongo 0 0 0 0
 Pango 0 0 0 0
 Dande 93,08% 55,31% 99,08% 100%
 Ambriz 5,85% 38,73% 0 0
 Icolo e Bengo 1,08% 5,95% 0,92% 0
 Quissama 0 0 0 0
(c) Mecanizada (Brigadas Privadas): ND ND ND 8.726
 Bula ND ND ND 0
 Dembos ND ND ND 0,03%
 Nambuangongo ND ND ND 0
 Pango ND ND ND 0
 Dande ND ND ND 99,97%
 Ambriz ND ND ND 0
 Icolo e Bengo ND ND ND 0
 Quissama ND ND ND 0
5. Tractores adquiridos3 (p. estender
ND ND ND ND
área mecanizada)
6. Área cultivada empresarial ND ND ND ND
7. Área cultivada média família (4/1) 0,6 0,4 0,9 2,2
8. Produção agrícola (toneladas)

3 O Plano não prevê a aquisição de tractores pela Direcção Provincial de Agricultura, daí o indicador entre 2013 e 2017 ser zero. No entanto é muito provável
que haja aquisição de tractores através dos projectos integrados e dos provados

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

a) Familiar: 217.615 163.886 374.736 830.681


 Mandioca 177.940 121.180 339.435 700.355
 Milho 7.691 11.772 5.160 20.349
 Feijão 0 342 40 788
 Macunde 1.126 457 1.428 2.166
 Batata-doce 25.416 17.272 27.155 101.185
 Batata rena 0 0 0 0
 Amendoim 2.652 423 60 5.838
 Banana 0 0 0 0
 Hortícolas 2.790 12.440 1.458 0
b) Empresarial ND ND ND ND
 Mandioca ND ND ND ND
 Feijão NB NB NB NB
 Batata rena ND ND ND ND
 Banana ND ND ND ND
 Hortícolas ND ND ND ND
 Fruteiras ND ND ND ND
9. a) Nº de associações de camponeses:
 Bula 189 189 217 170
 Dembos 31 31 33 33
 Nambuangongo 28 28 34 37
 Pango 29 29 29 29
 Dande 9 9 12 12
 Ambriz 34 34 41 43
 Icolo e Bengo 9 9 16 16
 Quissama 33 33 35 -
16 16 17 -
b) Nº de Cooperativas:
 Bula Atumba 68 68 106 83
 Dembos 7 7 11 11
 Nambuangongo 9 9 13 13
 Pango 9 9 13 13
 Dande 9 9 11 11
 Ambriz 14 14 27 34
 Icolo e Bengo 1 1 1 1
 Quissama 17 17 19 -
2 2 11 -
10. Crédito
a) Beneficiários do Crédito de Campanha
(Nº de chefes de família): ND ND 1.284 587
 Bula ND ND 20 0
 Dembos ND ND 86 86
 Nambuangongo ND ND 38 0
 Pango ND ND 85 325
 Dande ND ND 86 176
 Ambriz ND ND 5 0
 Icolo e Bengo ND ND 526 -
 Quissama ND ND 446 -

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

b) Nº de Associações Beneficiadas: ND ND ND 33
 Bula ND ND ND 0
 Dembos ND ND ND 20
 Nambuangongo ND ND ND 0
 Pango ND ND ND 11
 Dande ND ND ND 2
 Ambriz ND ND ND 0

c) Nº de Cooperativas Beneficiadas: ND ND ND 34
 Bula ND ND ND 0
 Dembos ND ND ND 33
 Nambuangongo ND ND ND 0
 Pango ND ND ND 0
 Dande ND ND ND 0
 Ambriz ND ND ND 1
Cafeicultura
11. Produtores de café:
a) Empresas agrícolas familiares (EAF)
ND 356 562 1.024
existentes:
 Bula ND 40 85 125
 Dembos ND 20 61 81
 Nambuangongo ND 210 320 609
 Pango ND 86 96 182
 Dande (Úcua) ND ND ND 27
a) EAF em actividade ND 188 274 462
 Bula ND 48 68 116
 Dembos ND 20 26 46
 Nambuangongo ND 100 127 227
 Pango ND 20 53 73
 Dande (Úcua) ND ND ND ND
b) Explorações empresariais: ND 120 150 310
 Bula ND 36 42 78
 Dembos ND 28 34 62
 Nambuangongo ND 28 37 65
 Pango ND 28 37 65
 Dande (Úcua) ND ND ND 40
12. Áreas (ha):
a) Área das Explorações Familiares: ND 1.477 1.590 3.120
 Bula ND 150 187 337
 Dembos ND 142 200 342
 Nambuangongo ND 1.103 1.103 2.206
 Pango ND 82 100 182
 Dande (Úcua) ND ND ND 53
b) Área das Explorações Empresarias: ND 79.372 112.800 204.782
 Bula ND 17.102 23.510 40.612
 Dembos ND 18.293 22.290 40.493

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Nambuangongo ND 25.610 34.000 59.610


 Pango ND 18.367 33.000 51.367
 Dande ND ND ND 12.700
c) Área plantada ND 64.228 103.707 129.840
 Bula ND 15.450 19.302 21.222
 Dembos ND 27.128 30.350 35.000
 Nambuangongo ND 4.650 42.320 47.850
 Pango ND 17.000 19.735 25.768
d) Área Assistida ND 11.362 18.550 28.367
 Bula ND 2.500 3.750 7.685
 Dembos ND 3.312 5.130 8.770
 Nambuangongo ND 4.250 6.220 7.563
 Pango ND 1.300 3.450 4.349
13. Produtividade Média de Café Cereja
ND 64 80 157
(kgs/ha)
 Bula Atumba ND 84 94 150
 Dembos ND 67 88 250
 Nambuangongo ND 45 74 110
 Pango ND 58 63 119
 Dande (Úcua) ND ND ND ND
14. Produção de Café Comercial (kg): ND 49.000 67.000 53.000
 Bula ND 15.000 21.000 16.000
 Dembos ND 12.000 18.000 14.000
 Nambuangongo ND 10.000 13.000 10.000
 Pango ND 12.000 15.000 13.000
 Dande (Úcua) ND ND ND ND
15. Nº de mercados de café ND ND ND ND
16. a) Efectivo animal empresarial:
 Bovinos 12.565 13.315 11.168 5.364
 Suínos 4.028 1.787 885 234
 Ovinos 2.802 4.365 1.648 743
 Caprinos 4.843 8.575 4.798 2.512
17. a) Número de animais vacinados,
Sector empresarial:
 Bovinos 10.730 12.829 9558 3.894
 Canídeos / raiva 3.016 2.709 1.418 0
 Caprinos/Ovinos 11 5 0 8
18. Nº de serrações industriais 4 4 4 5
19. Nº de licenças de exploração
90 86 51 131
(madeira, carvão e lenha):
20. Público (1.000 Akz) ND ND ND ND
21. Privado (1.000 Akz) ND ND ND ND

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Análise FOFA do sector


Forças Fraquezas
Agricultura: Geral:
 Diversidade ecológica  permite a  Falta de fiabilidade dos dados estatísticos 
diversificação de culturas e dificulta o processo de planificação.
vantagens comparativas  Autonomia das representações locais dos institutos
diferenciadas na produção de certos  dificulta a sua articulação com as Administrações
bens: café, palmar e madeira nos Municipais e integração das políticas públicas a
Dembos e outros municípios com nível local.
floresta, banana em Nambuangongo  Representações dos institutos, em especial do IDF
e Dande, horticultura no Dande e com meios e capacidades limitadosfraca
Ambriz. capacidade de intervenção e reflexos negativos na
 Solos relativamente férteis produção.
comparativamente a outras regiões  Fragilidade institucional em geralfraca
do País capacidade de intervenção e reflexos negativos na
 Recursos hídricos produção.
abundantespossibilidade de  Reduzido número de pessoal técnico qualificado
irrigação não permite o aumento da produtividade, bem
 Localização geográfica próxima do como a capacidade organizacional do sector.
maior centro consumidormais  Falta de recursos das instituições responsáveis pelo
facilidade de colocação dos registo de terras dificulta a implementação da
produtos no mercado legislação fundiária.
 Tradição na cultura de  Fraco conhecimento da legislação pela população
mandiocaimportante para reflexos negativos na organização produção.
segurança alimentar e para a  Êxodo de jovens para Luanda  reduz a
merenda escolar. disponibilidade de foça de trabalho.
 Número significativo de explorações
agrícolas familiares em Agricultura:
Nambuangongopode ajudar a  Forte dependência da produção de mandiocacom
dinamização da economia local. implicações negativas sobre a diversificação da
 Tradição empresarial agrícola no dieta alimentar na região e sobre os níveis de
Dande pode atrair investimentos nutrição.
para o município e aumentar as  Deficiente serviço de mecanização, devido aos
oportunidades de emprego. problemas de gestão dos parques de máquinas,
 Projectos empresariais em curso incluindo a pouca preparação de operários
com bons resultados estímulo ao especializados, e custos elevados Isso exige maior
desenvolvimento empresarial. esforço humano e tem impacto negativo na
 Infra-estruturas do Perímetro motivação dos agricultores e na sua produtividade.
Irrigado de Caxito (Caxito Rega)  Poucas empresas agrícolas privadas a operarem na
pode contribuir para o aumento região diminuindo assim a oferta de serviços no
da produtividade e para a segurança sector.
alimentar.  Sistema de assistência técnica e de prestação de
 Experiência recente de produção de serviços aos agricultores deficiente e centralizado,
banana com boa tecnologia e com maior incidência em Nambuangongo. Em
produtividade (Caxito Rega) pode particular, as EDAs têm meios e capacidades muito
contribuir para a modernização da limitados provocando baixa produtividade e
agricultura da província e para a desmotivando as famílias em relação à produção
exportação. para o mercado.

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Crédito de campanha:  Baixo nível tecnológico pode provocar o


 Crédito atribuídoIncentiva a envelhecimento precoce da população, através do
utilização de meios de produção que esforço para lavrar a terra, desmotiva os
permitem obter maiores produções. agricultores e tem efeito na baixa produtividade.
Uma vez que tem de ser  Maior concentração de associações e cooperativas
reembolsado exige o uso mais no Dandecontribui para as assimetrias entre a
racional por parte de quem recebe. sede e outros municípios.
Permite o reforço do cimento das  Sistema de comercialização muito débil (concepção,
cooperativas e associações. recursos humanos, empresas, mercados) provoca
desmotivação dos agricultores e reflexos negativos
Associações e Cooperativas: na produção.
 Boa experiência da Cooperativa de  Existência de fazendas inoperantes (Dande)
Kissomeira, uma das maiores do País diminui a capacidade produtiva da província.
em área cultivada  pode servir de  Péssimas condições das vias secundárias e terciárias
referência estratégica para a (transversal) dificuldades de escoamento dos
organização dos agricultores, para a produtos às sedes municipais.
prestação de serviços e para maior  Falta de meios de transporte para o escoamento da
orientação da produção agrícola produçãofaz com que muitos produtos se
para o mercado. estraguem no campo.
 Existência de problemas com pragas e doenças
Cafeicultura: afectam as culturas prejudicando a produtividade e
 Tradição no cultivo de café e a produção.
existência de produtores
interessados  pode permitir o Crédito:
relançamento desta produção que  Deficiências na organização e operacionalização das
já teve grande importância no linhas de crédito dificultam o acesso aos recursos
passado. Com potencial em por parte dos agricultores, o que afecta a
Nambuangongo, Pango Aluquém, possibilidade de aumento da produção.
Bula Atumba, e Dembos e Dande  Fraca capacidade para o reembolsocontribui para
(Úcua). que o sistema não se renove.
 Existência de explorações agrícolas
familiares, com maior ênfase em Associações e Cooperativas:
Nambuangongo pode contribuir  Associações e cooperativas com fraca capacidade
para a ocupação de mão-de-obra, afecta a prestação de serviços aos agricultores
para o aumento do rendimento das  Existência de poucas associações e cooperativas
famílias e para o fomento da legalizadasafecta a possibilidade de acesso ao
actividade comercial na região. crédito e a outras instituições, incluindo a
 Existência de explorações agrícolas integração em programas como o das MPME.
empresariais, sobretudo em Bula
Atumba pode atrair investimentos Cafeicultura:
para o município e aumentar as  Baixo preço de mercado de café o que dificulta a
oportunidades de emprego. rentabilização dos investimentos realizados e
conduz à desmotivação dos agricultores.
Silvicultura:  Deficiente sistema de comercialização do
 Áreas florestais vastas e madeira de cafébaixos níveis de produção e de rendimentos
alta qualidade nos municípios de das famílias.
Nambuangongo, Dembos, Pango  Assistência técnica aos cafeicultores deficitária
Aluquém e Bula Atumbaque causa baixa produtividade.
permite o desenvolvimento da

12
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

fileira de madeira (serração, Silvicultura:


construção civil, produção de  Abate indiscriminado de árvores para fins
móveis para o apetrechamento das diversosafecta a sustentabilidade dos recursos
escolas, hospitais e demais unidades florestais.
construídas ou reabilitadas) e  Elevados níveis de exploração de lenha e de carvão
geração de emprego; produção e provoca a degradação dos recursos florestais.
recolecção de produtos florestais  Falta de recursos humanos e materiais para o
não lenhosos. exercício de uma fiscalização eficaz e baixo salário
dos fiscaisafecta a actividade de fiscalização e
Pecuária: contribui para a degradação dos recursos florestais
 Tradição na produção pecuária de e faunísticos.
grande, médio e pequeno porte 
que pela sua cadeia de valores pode Agro-indústria:
aumentar grandemente a renda das  Fábrica de tomate de Caxito paralisadadiminui a
famílias (carne, leite e derivados e oferta do produto, pode prejudicar o equipamento
ovos). e desprestigia o sector.
 Falta de pequenas indústrias transformadorasnão
acrescenta valor à produção local e não permite a
criação de emprego.

Pecuária:
 Fraco desenvolvimento do subsectorgera baixo
nível de rendimentos e não contribui para uma boa
nutrição das famílias.
 Baixos índices de vacinação  baixa produtividade
e limita o efectivo de animais das diversas espécies.
 Inexistência de estruturas de assistência veterinária
e de infra-estruturas sanitárias (mangas de
vacinação, tanques banheiros) nos municípios 
induz uma baixa produtividade e limita o
desenvolvimento das fileiras de carne e ovos.
 Falta de fábricas de rações.
Oportunidades Ameaças
 Programas definidos na estratégia  Pouca sensibilidade para os problemas da
2025 e no PND relacionados com a agricultura no Estado e na sociedade leva à
agricultura contribuirão para o subalternização do sector na definição de
aumento da produção agro- prioridades em várias esferas da vida económica e
pecuária, criação de emprego, social.
geração de rendimentos das famílias  Preconceito relativamente ao potencial da
e contenção do êxodo rural. agricultura familiar na sua ligação ao mercadonão
 Linhas de crédito agrícola definidas favorece os investimentos na agricultura de
pelo Executivo, caso as lições das pequena escala, nem nos serviços de assistência
primeiras experiências forem técnica (IDA, INCA, ISV).
aproveitadas para melhorar o  Dificuldades na implementação da Lei de Terras 
sistema maior disponibilidade de gera desconfianças e insegurança entre os
inputs agrícolas e outros serviços agricultores e não permite garantias para a
por parte dos agricultores e obtenção de créditos. Potencial aumento dos
aumento da produção. conflitos sobre as antigas fazendas de café e em
 Políticas e programas de fomento caso de justaposição entre projectos agro-

13
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

do empreendedorismo e do industriais e terras comunitárias.


comércio rural possibilidade de  Constrangimentos no funcionamento dos sistemas
aumento da produção mercantil e de créditopoderão afectar a recuperação da
de modernização do sector agrícola. agricultura e desmobilizar as associações e
 Prioridade dada à reabilitação de cooperativas.
estradas primárias e secundárias  Falta de legislação específica para o trabalho
contribuirá para a promoção do agrícola dificulta a organização do trabalho
comércio rural. empresarial e a produtividade.
 Disponibilidade de energia eléctrica  Legislação sobre cooperativas desactualizada e
caso se concretize o plano do sector desfasada da realidade dificulta o crescimento do
 pode proporcionar o cooperativismo.
desenvolvimento da agro-indústria e  Determinadas práticas culturais dificulta a
aumento do valor dos produtos. modernização empresarial e o aumento da
 Proximidade do maior centro produtividade.
consumidor possibilidade de  Condições de vida nos municípios e comunidades
acesso ao mercado em condições dificulta a fixação de técnicos e favorece a
comparativamente mais vantajosas. migração de mão-de-obra jovem.
 Calamidades naturais (irregularidades climáticas,
pragas, doenças)  podem afectar a produção de
modo mais ou menos considerável.
 Baixos níveis salariais dos técnicos dos serviços
públicos em comparação com outros sectores,
como, por exemplo, o da educação prejudica a
colocação de técnicos nas áreas rurais e não
permite o progresso tecnológico.
 Falta de implementação da legislação em matéria
de subsídios (de campo e isolamento, de
deslocação, de risco) desmotiva os técnicos.
 Ambiente pouco atractivo para o investimento
privadodificulta o desenvolvimento empresarial.
 Ausência de uma visão sobre a importância da
silvicultura para a diversificação da economianão
favorece o desenvolvimento da fileira da madeira.

3.1.2. Pesca e Produtos do Mar


 Indicadores
Pesca e Aquicultura 2009 2010 2011 2012
Produção
1. Previsão da Biomassa
2. Volume da produção pesqueira (Ton):
a) Industrial e Semi Industrial 0 0 0 0
b) Artesanal (marítima) ND 185,51 185,5 120
c) Artesanal (continental): ND 9.822 60.730 225
- Tilápia ND 85% 85% 65%
- Bagre ND 15% 15% 35%
d) Aquicultura 0 0 0 0
3. Produção de peixe seco (Ton.) ND ND ND ND

14
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

4. Produção de sal (Ton.) 0 0 0 2.558


5. Produção de conservas (Mil Ton.) 0 0 0 0
Equipamentos
6. a) Embarcações (Pesca marítima): ND 325 325 315
- Equipadas com Motores ND 42% 42% 62%
- Não equipadas ND 58% 58% 38%
b) Canoas (Pesca continental) ND ND ND 3.600
Investimentos
7. Públicos (1.000 Akz) ND ND ND ND
8. Privados (1.000 Akz) ND ND ND ND
Agentes / emprego
9. Nº de pescadores:
a) Componente marítima ND ND ND ND
b) Componente continental ND ND ND 5.500
10. Nº de associações de pescadores ND 0 0 0
11. Nº de Cooperativas de pescadores: ND 18 18 21
a) Pesca artesanal marítima ND 18 18 17
b) Pesca continental ND 0 0 4
12. Nº de membros de cooperativas: ND 580 580 804
a) Pesca marítima ND 580 580 371
b) Pesca continental ND ND ND 433
13. Licenças de embarcações emitidas: ND 181 534 418
a) Pesca Marítima ND 0 ND 33%
b) Pesca Continental ND 100% ND 67%
14. Receitas para cofres do Estado (licenças e
ND 1.161,6 4.633,8 3.884,92
multas) (em milhares de Akz)
15. Nº de salinas:
 Existentes ND 6 6 6
 Em funcionamento ND 0 0 2
1
Produção declarada de apenas 5 das 18 cooperativas existentes em 2010. Idem em 2011.

 Análise SWOT
Forças Fraquezas
Potencial de produção e venda: Técnicas, meios e equipamentos:
 Abundância de recursos hídricos (39 zonas de  Pesca de caracter artesanal é feita com
pesca fluvial, 16 ilhas de pesca, lagos e poucos meios  limita a quantidade de
lagoas) e peixe  forte potencial para pescado, os rendimentos e o contributo
fomento da pesca continental para segurança alimentar
 5.500 pescadores registados na componente  Falta de ponte cais para a pesca semi-
continental  existência de uma massa industrial, falta de investidores e de apoio
crítica de agentes e tradição pesqueira ao sector  pesca semi-industrial
suficiente para desenvolver o sector inexistente
 50km de costa  potencial para fomento da  Falta de estaleiros navais para manutenção
pesca marítima de barcos, capotagem, infra-estruturas de
 Existência de várias espécies como bagre, atracagem, serviços de capitania  perda
tilápia, garoupa, corvina, pargo crustáceo, de oportunidade de emprego para os
lagostas, gambas etc.  pescado agentes locais e limita a atracção de barcos

15
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

diversificado que pode fomentar o comércio de médio e grande porte


 Existência de 10 mercados de pesca (IPA) e  Não existe câmara para conservação do
quitandeiras que vão comprar o peixe pescado  possibilidades de conservação e
directamente no lugar de pesca  rede comercialização programada do pescado
comercial já relativamente desenvolvida para limitadas
assegurar o encontro entre oferta e procura  Inexistência de peixaria  limita a
 2 salinas em funcionamento e 4 que podem promoção do pescado local e o acesso aos
ser relançadas  potencial para forte circuitos formais de venda e às cadeias
aumento da produção de sal, e com a sua formais de distribuição
comercialização, o aumento do emprego  Fraca consciência ambiental dos pescadores
gerado e dos rendimentos (muitas redes abandonadas nas águas, uso
 Localização da província (entre Luanda e o de meios proibidos)  ameaça sobre a
Norte do país)  facilidade de escoamento e biomassa, a actividade pesqueira e a
venda do pescado segurança alimentar a médio e longo prazo

Agentes do sector: Órgãos e mecanismos de apoio e controlo:


 Existência e aumento do número de  Falta de apoio ao sector  pode
cooperativas  facilita a organização e o desincentivar a prática da pesca e limita o
apoio ao sector fomento do sector
 No município de Ambriz, pequenos  Falta de pessoal na DP  limita a
produtores de gelo para conservação do capacidade de apoio ao sector e a sua
pescado  bom exemplo de fortalecimento organização
do cluster agro-alimentar / pesca, melhores  Falta de capacidade de recolha de dados
condições de comercialização do pescado e das quantidades capturadas  dificulta a
criação de rendimentos para agentes com gestão e o controlo da actividade pesqueira
funções de suporte no mercado pesqueiro  Funcionamento débil do centro de apoio
por fraca capacidade de gestão da
Órgãos de apoio e controlo: cooperativa responsável  perda de
 Existência do posto de observação pesqueira recursos e oportunidades para desenvolver
na Barra do Dande  base para fiscalização o sector
da pesca marítima  Alto nível burocrático da concessão de
 Representação do Instituto de Pesca crédito aos pescadores  limita os
Artesanal (IPA) e do Fundo Desenvolvimento investimentos na cadeia de valores e o
da Indústria Pesqueira (FADEPA)  apoiam o aumento dos níveis de captura e
sector através do licenciamento e rendimentos
fornecimento de Inputs  Proporção de pescadores licenciados muito
 Existência de 8 fiscais comunitários  base baixa (5%)  limita a arrecadação de
para ajudar a recolha de dados, sensibilizar e impostos e a organização do sector, facilita
fiscalizar a corrupção dos fiscais e incentiva a
aparição de pescadores ilegais
 Número de fiscais comunitários muito
reduzidos e carência de verbas para mantê-
los activos  incentiva a fuga ao fisco e
diminui a capacidade de recolha de dados e
de sensibilização ambiental e fiscal
 Barco de fiscalização da DP foi transferido
para o CEFOPESCA de Cacuaco  carência
de barcos para fiscalização da pesca
marítima

16
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Oportunidades Ameaças
 FIDA prevê apoiar a pesca artesanal  Transformação de algumas zonas
continental na província do Bengo  pesqueiras como lavras  afecta a
potencial de reforço e dinamização do sector sustentabilidade ambiental e cria risco de
 Presença do ISPA no Dande (Instituto conflitos
Superior Pesqueiro de Angola)  fonte de  Exploração petrolífera no Ambriz  riscos
formação de quadros e pesquisa sobre o de derrames de petróleo no mar
sector  Embarcações marítimas de outras
 CEFOPESCA no Cacuaco  proximidade de províncias e outros países acreditadas pelo
centro de formação especializado Minpesca sem controlo da DP  reduz a
 Projecto do Ministério das Pescas de Centro possibilidade da DP defender os pescadores
Regional de Fiscalização Pesqueira  reforço locais.
da fiscalização marítima que é difícil de  Secas  põe em risco o volume de pescado
assumir pela DP, porque as embarcações de e afecta o rendimento das Famílias
grande porte tem autorizações do nível  Exploração de inertes sem precaução
central ambiental  poluição de rios e lagoas
 Previsão de construção de uma fábrica de
camarão no Ambriz  nova fonte de venda
para os pescadores
 Construção do porto comercial no Dande 
instalação de agentes e infra-estruturas com
capacidade de serviço no sector da pesca
semi-industrial e industrial
 Potencial para eco turismo, nomeadamente
no Zenze do Golungo, Dande e Úcua  novas
fontes de promoção e venda do pescado

3.1.3. Indústria, Geologia e Minas


A DP tem 14 funcionários, devia ter 48 segundo o estatuto orgânico mas precisa de 25 para
responder à necessidades do sector.
Com a saída de Icolo e Bengo em 2011, a Província perdeu algumas indústrias de
transformação de grande vulto, causando uma baixa dos níveis globais de produção, assim
como a diminuição do número de emprego no sector e da base de arrecadação fiscal.
Contudo, constata-se o aumento dos investimentos privados na província, os quais deverão
aumentar ao longo do período do plano dentro dos grandes projectos de infra-estruturação
previstos, nomeadamente na costa.

 Principais indicadores do sector


Indicadores 2009 2010 2011 2012
Produção
1. Produção industrial ND ND ND ND
2. Exploração de inertes:
 Produção declarada (1000 de m3) ND ND 18.734 323
 Produção estimada (1000 m3) ND ND 58.076 ND

17
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Investimento e receitas arrecadadas


3. Investimento Público (1.000 Akz) ND ND ND ND
4. Investimento Privado (1.000 USD) ND ND ND 10.959
(1.000 Euros) ND ND ND ND
5. Impostos arrecadados (1.000 Akz):
 Indústria transformadora ND ND ND ND
 Indústria extractiva ND ND 335.987 16.579
Indicadores de agentes / emprego
6. Empresas transformadoras: Total 28 29 49 46
Funcionais ND 26 32 46
Por tipo:
 Padaria 4 2 ND 8
 Moageira 3 4 ND 4
 Indústria de bebidas 6 7 ND 7
 Serração 5 4 ND 4
 Serralharia 1 1 ND 1
 Cerâmica 5 7 ND 7
 Fábrica de carne seca 1 0 ND 0
 Fábrica de tubos 1 1 ND 1
 Fábrica de papel 1 0 ND 0
 Fábrica de chapas 1 1 ND 2
 Transformação de asfalto a cor 0 1 ND 1
 Britadeira 0 1 ND 1
 Confecção de vestuários ND ND ND 1
 Carpintaria ND ND ND 2
 Fábrica de blocos e manilhas ND ND ND 2
 Fáb. de Postes iluminação pública ND ND ND 1
 Fáb. Gesso e placas ND ND ND 1
 Transf. de madeira serrada ND ND ND 1
 Fáb. de guardanapos e papel hig. ND ND ND 1
 Transf. de inertes ND ND ND 1

Por município:
 Dande ND 8 ND 41
 Icolo e Bengo (até 2011/2012) ND 16 ND -
 Ambriz ND 0 ND 0
 Nambuangongo ND 1 ND 1
 Dembos ND 0 ND 0
 Pango Aluquém ND 3 ND 3
 Kissama (até 2011/2012) ND 0 ND -
 Bula Atumba ND 0 ND 1
7. Empresas exploradoras de recursos
minerais: Total 273 286 286 198
Funcionais 72 83 83 48
8. Emprego gerado (Nº de pessoas):
Indústria transformadora ND ND 2.430/2.320 932
 Construção civil ND ND 1.753 1.056

18
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Análise FOFA do sector


Forças Fraquezas
Geologia e minas: Geologia e minas:
 Existência de mapa geológico  facilita a
 Sector informal de exploração de inertes em
orientação das actividades na província
crescimento constante e existência de
 Existência de recursos minerais diversos empresas de construção que fazem passar a
(ex: mármore nos Dembos, inertes em exploração de inertes em actividade conexa à
todos os municípios, com nível de construção  exploração desorganizada e
exploração já alto em todas as comunas do descontrolada dos recursos minerais da
Dande)  fonte da actividade de província e base de arrecadação fiscal muito
exploração mineira menor do que devia ser

Indústria transformadora:  Instituto Geológico não representado na


 Processo de legalização em curso sem província  certos recursos minerais são
mandar pagar emolumentos  permite explorados de forma não sustentável e sem
manter postos de trabalho e controlo (por ex. a areia para produção de
paulatinamente enquadrar o sector vidro está a ser esgotada para o sector da
informal sem que padeça da mudança  construção)
aumento progressivo da base de  Falta de laboratório na província para realizar
arrecadação fiscal e diminuição da análises básicas  impede uma resposta
corrupção rápida às necessidades locais de
 Existência de excedentes na produção conhecimento de inertes
agrícola das famílias  pode constituir a
matéria-prima para pequenas unidades de Indústria transformadora:
acondicionamento e transformação   Perda de Icolo e Bengo enquanto a maioria
cadeias de valor maiores e aumento do das indústrias transformadoras encontravam-
rendimento para os agentes partes das se neste município / recuperação do Panguila
mesmas onde predomina o sector informal 
 Existência de 2 reservas fundiárias para desestruturação do tecido industrial
pólos industriais em Caxito e previsão de existente até 2011 e forte diminuição da base
usar uma reserva fundiária dos municípios de arrecadação fiscal
do triângulo para criar um parque
industrial criação de pólos de atracção  Reservas para pólos industriais não infra-
para potenciais investidores, para estruturadas (depende do nível central) 
lançamento de grandes e médias empresas nível de atracção para grandes investidores
limitado
(nos pólos) como de micro, pequenas (no
parque)  Falta de conhecimento sobre o
 Tradição de indústria salineira (Dande e desenvolvimento de um tecido de pequena e
Ambriz)  se relançada, potencial para média indústria  assistência da DP às
criação de emprego e rendimento MPMEs limitado
 Barragem das Mabubas e outras fontes  Sistema de distribuição de energia débil 
potenciais de produção de energia  base dificulta e torna caras as actividades
para apoiar o fomento do sector industrial industriais
Oportunidades Ameaças
Geologia e minas: Geologia e minas:
 Proximidade do mercado da construção de  Concessões de mineração adjudicadas

19
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Luanda e existência de empresas de directamente pelo Ministério  dificulta o


construção civil sedeadas na província  controlo e a planificação a nível provincial
fonte permanente de procura de inertes
 Poluição das águas provocada pelas
Indústria transformadora: actividades de mineração  degradação da
qualidade das águas  fonte de doenças e
 Opções estratégicas da Estratégia 2025 e
ameaça para o sector da pesca continental
do PND 2013-2017 para o Bengo incluem a
criação de pólos urbanos-industriais de Indústria transformadora:
concentração em Caxito e Ambriz 
 Forte dependência do nível central para
probabilidade alta de haver lançamento de
criação das infra-estruturas nas áreas
grandes projectos para infra-estruturas
reservadas para pólos industriais  limita a
industriais na província, se estas opções
capacidade do GP de estimular o sector
forem seguidas  potencial para criação
de emprego e redinamização económica  Projectos industriais geridos por outros
da província sectores não estão registados a nível do
sector industrial (por ex. fábrica de massa
 Projecto de construção de uma fábrica de
tomate que é um projecto do Ministério da
transformação de camarão no Ambriz 
Agricultura)  enfraquece a capacidade de
contributo para diversificação da indústria,
controlo e enquadramento completo do
valorização dos produtos locais, e potencial
sector
fonte de emprego e rendimentos para os
pescadores nesta fileira

3.1.4. Comércio, Hotelaria e Turismo


A DP Comércio, Hotelaria e Turismo conta com 23 funcionários. Segundo o Estatuto
Orgânico, devia ter 45, mas mesmo se houvesse concurso para ter mais pessoal, as infra-
estruturas actuais não permitem receber mais trabalhadores. A previsão da construção de
um edifício das DPs deveria responder a esta dificuldade.

 Principais indicadores do sector


Indicadores 2009 2010 2011 2012
Produção
1. Nº de novas licenças comerciais ND 16 128 73
2. Armazém provincial 0 0 0 0
3. Centros de recolha, lavagem e tratamento 0 0 0 0
4. CLOD provincial 0 0 0 0
5. Laboratório (qualidade da alimentação) 0 0 0 0
6. Nº de mercados rurais ND ND ND ND
7. Nº de novos mercados municipais
6 6 6 6
construídos
8. Nº de lojas de proximidade criadas
0 0 0 0
(cumulativo)
9. Nº de camas 476 503 573 600
10. Nº de mesas 889 1.094 1.104 1.120

20
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

11. Nº de cadeiras 3.780 6.243 6.243 6.363


Investimentos e receitas fiscais
12. Público (1.000 Akz) ND ND ND ND
13. Privado (1.000 Akz) ND ND ND ND
14. Receitas arrecadadas: (1.000 Akz) ND ND ND ND
 Comércio ND ND ND ND
 Hotelaria ND ND ND ND
 Derivados de petróleo ND ND ND ND
Agentes / emprego
15. Estabelecimentos comerciais:
1132 1146 1276 1349
(Acumulados)
 C. Misto 206 207 168 168
 C. Grosso 56 72 72 41
 C. Retalho 387 431 524 254
101 ND 41 304
 C. Geral
13 20 29 42
 P. Serviços 155 191 210 275
 C. Precário 214 225 232 190
 V. de Mercado ND ND ND 75
 C. Ambulante ND ND ND ND
16. Unidades hoteleiras
 Hotéis 1 1 1 2
 Pensões 6 6 6 6
 Hospedarias 4 6 7 7
 Restaurantes 21 19 23 21
 Unidades Similares (lanchonetes, 18 17 18 19
snack-bar, roulottes)
 Aldeamentos turísticos ND ND 2 6
17. Agentes de venda de derivados de
petróleo (acumulados):
 Bombas de combustível: ND 13 (2p) 5 9
o Dande ND 6 ND ND
o I. Bengo ND 4 ND ND
o Dembos ND 1 ND ND
o Ambriz ND 1 ND ND
o Kissama ND 1 ND ND
o B. Atumba ND 0 ND ND

 Casas de lubrificantes ND ND 4 15
 Gás butano: ND 6 4 12
o Dande ND 2 ND ND
o I. Bengo ND 1 ND ND
o Dembos ND 1 ND ND
o Ambriz ND 0 ND ND
o Kissama ND 1 ND ND
o B. Atumbaa ND 1 ND ND

21
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Petróleo de iluminação ND ND 1 4
18. Emprego gerado (Nº de pessoas):
- Comércio (acumulado) 1.888 2.304 ND 1.960
- Hotelaria (acumulado) 458 892 ND 1.640

 Análise FOFA do sector


Forças Fraquezas
 Localização da província (entre Luanda,  Sistema de distribuição de energia débil
Uíge e Zaire)  passagem de muitos  dificulta e torna mais caras as
potenciais consumidores de bens e actividades comerciais e hoteleiras
serviços comerciais, hoteleiros e  Índices de pobreza elevados no meio
turísticos (nomeadamente nos rural  capacidade de consumo
municípios de Dande, Ambriz e Dembos) reduzida
 Barragem das Mabubas e outras fontes  BPC apenas no Dande  agentes da
potenciais de produção de energia  função pública obrigados a descolarem-
base para apoiar fomento económico se para a sede da província para receber
local salários  salários da função pública
maioritariamente gastos na sede
Comércio:  Três municípios não têm nenhuma
 Existência de 3 BUE em 2 municípios  agência bancária,
potencial aumento progressivo das
oportunidades de crédito e apoio aos Comércio:
pequenos empreendedores  Rede comercial muito concentrada nas
 INAPEM activo (cursos e aval para crédito sedes (no caso do Dande, 90% das
+ podem dar formadores se houver actividades comerciais concentradas em
outras necessidades)  base para os Caxito e Barra do Dande)  assimetrias
agentes melhorarem as suas capacidades fomentam êxodo do interior dos
 Mercado do Panguila  potencial para municípios para as sedes,
tornar novo mercado de referência a nomeadamente dos jovens
nível interprovincial  Proporção de estabelecimentos
 Existência de mercados rurais funcionais comerciais registados baixa e centrada
em Ambriz (comunas de Bela Vista e nas sedes  organização e fomento do
Tabi)  experiência positiva que pode sector limitados, e perda de receitas em
ser analisada e replicada em outras zonas arrecadações fiscais para o Estado
 Aumento contínuo do nº de  Processo para concessões de crédito
estabelecimentos comerciais (19% entre burocrático e BUEs paralisados 
2009 e 2012), nomeadamente retalhistas melhoramentos no acesso ao crédito
e prestadores de serviço  base de lentos, fomento de uma certa
redinamização da economia local e para desconfiança por parte dos agentes
aumento da fonte de arrecadação de locais
receitas  Carência de grossistas, nomeadamente
 Aumento do Nº de agentes do sector fora da sede, e inexistência de armazéns
informal licenciados  organização  rede logística débil
progressiva da economia e maior base  Más condições dos estabelecimentos

22
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

para arrecadação de receitas precários  níveis de higiene e


 Aumento do Nº de vendedores de conservação débeis
derivados de petróleo  maior acesso a  Falta de capacidade financeira e má
combustíveis e fontes de energia gestão dos comerciantes angolanos +
não aderência aos cursos do INAPEM
Hotelaria e Turismo: agentes nacionais pouco preparados
 Existência de zonas muito propícias para para desenvolver o sector comercial
turismo de praia nos municípios da costa  Falta de estratégia para atracção de
e turismo verde nos municípios do investidores na província limita o
interior  forte potencial de crescimento potencial de crescimento do sector
do sector aproveitando os sítios já
existentes Hotelaria e Turismo:
 Roteiro turístico em elaboração  boa  Apenas 1 hotel funcional em toda a
base para elaboração de uma estratégia província e poucas hospedarias  Rede
de comunicação e desenvolvimento de hoteleira muito débil  os visitantes
actividades para atrair turismo não ficam e consomem pouco dentro da
 Existência de aldeamentos turísticos  província
base de rede hoteleira para turistas  Quase nenhuma infra-estrutura
hoteleira ou turística fora da sede e da
costa  potencial para ecoturismo no
interior da província restringido
 Falta de formação para o pessoal de
inspecção  níveis de higiene de certos
estabelecimentos indesejáveis
 Falta de estratégias de atracção para os
investidores no sector hoteleiro 
limita o potencial de crescimento do
sector
 Potencial turístico adormecido 
desperdício de receitas para os agentes
locais como para arrecadação de
receitas fiscais
Oportunidades Ameaças / Dificuldades Externas
Comércio: Comércio:
 Projecto nacional MINCOM-BDA de  Mau estado das vias secundárias e
construção de 4 armazéns de grande terciárias  escoamento dos produtos
porte (para escoar produtos do campo) dificultados
facilitação da comercialização dos  Até meados de 2013, os outros
produtos agrícolas e fortalecimento da projectos de nível nacional previstos no
rede comercial PND não arrancaram nem foram ainda
 Equipamentos e rede internet fornecida anunciados na província
pelo MINCOM à DP para emissão de
alvarás online  reforço do sistema Hotelaria e Turismo:
estatístico nacional  Mau estado das vias secundárias e
terciárias  dificulta o acesso a certos

23
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Hotelaria e Turismo: sítios


 Existência do Plano Nacional de Hotelaria  Reserva das zonas costeiras para outros
e Turismo  base para desenvolvimento fins  potencial perda de espaços para
coordenado do sector desenvolvimento do turismo de sol e
 Entrada / passagem de visitantes na praia
província  potencial de aumentar a
procura de serviços hoteleiros quando a
rede hoteleira for reforçada
 MAPESS está a organizar curso de
empregada de mesa  início de
fortalecimento do nível de qualificação
técnica e de serviços prestados no sector

3.1.5. Questões económicas transversais: emprego, empreendedorismo, formação


profissional
Os indicadores de emprego abaixo apresentados reflectem apenas os dados do sector
formal registados pela Direcção Provincial do Trabalho e da Segurança Social. Os relatórios
do sector têm muitas contradições, pelo que foram usados os dados mais prováveis. Uma
outra constatação é que não correspondem necessariamente aos dados das outras
Direcções Provinciais. Por exemplo, segundo a DP do Comércio, Hotelaria e Turismo, o sector
(parte do sector terciário) contava com 3.600 pessoas empregadas em 2012, enquanto os
registos da DP do Trabalho só referem a 667 pessoas. É também de referir que os dados de
procura e oferta de emprego disponíveis dizem respeito a uma parte ínfima do mercado
real, porque vêm dos Centros de Emprego pelos quais passam muitos poucos dos pedidos de
emprego, que seja das entidades empregadoras como dos trabalhadores. Assim, a procura
de emprego registada em 2012 foi de apenas 329, e a oferta de 237.
Em termos de peso dos sectores na economia, estima-se que 60% das famílias vivem do
sector agrícola e uma parte significativa, sem que seja definida a sua proporção, do comércio
informal. No sector formal, com a saída de Icolo e Bengo e Quissama, o Estado passou a ser
o maior empregador, ultrapassando o sector privado pela primeira vez em 2012. Finalmente
é de referir que mais da metade dos empregos formais em empresas privadas está no
Dande, e apenas 4,2% do total está em Nambuangongo enquanto é o segundo maior
município em termos demográficos.
Em termos de oportunidades de formação profissional, é importante referir que Pango
Aluquém é o único município da província que não beneficia de nenhuma infra-estrutura fixa
nem estrutura móvel de formação. Porém, de modo geral, a capacidade formativa técnico-
profissional existente na província, apesar de estar em aumentação, é ainda muito limitada
em relação à proporção de jovens na população. Finalmente, os dados ligados à segurança
social mostram uma evolução positiva, mas precisam de regularização, já que em 2012, o
número de funcionário foi menor do que o número de trabalhadores da função pública
inscritos na segurança social.

24
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Indicadores

Indicadores (Dados do MAPESS) 2009 2010 2011 2012


1. Empregos gerados (acumulado): ND 15.884 18.223 14.780
a) Função pública ND 6.406 8.734 7.897
a. Província ND 39% 53% 53,5%
b. Municípios ND 61% 47% 46,5%
b) Empresas privadas: ND 9.478 9.489 6.883
a. Dande ND ND 41,2% 57,5%
b. Icolo e Bengo ND ND 30,5% -
c. Ambriz ND ND 12% 20%
d. Dembos ND ND 8,2% 11,25%
e. Quissama ND ND 3,6% -
f. Bula Atumba ND ND 2,3% 4,75%
g. Pango Aluquém ND ND 1,6% 2,3%
h. Nambuangongo ND ND 0,6% 4,2%
2. Emprego no sector primário ND ND ND 3.350
3. Emprego no sector secundário ND ND ND 2.866
4. Emprego no sector terciário ND ND ND 667
5. Taxa de desemprego (%) ND ND ND ND
6. Escolaridade Superior e Média no
ND ND ND ND
Emprego Formal (%)
7. Capacidade formativa ND 979 1.051 1.189
4
8. a) Nº de Centros de Formação ND 2 2 2
b) Nº de Pavilhões de formação de
ND 4 4 4
artes e ofícios5
9. Nº de Centros Integrados de
0 0 0 0
Emprego e Formação Profissional
10. Nº de Centros Integrados de
0 1 1 2
Formação Tecnológica
11. Nº de Centros Integrados de
0 0 0 0
Formação Tecnológica
12. Nº de Unidades Móveis de
ND ND ND 3
Formação Profissional
13. Organismos inscritos na
ND 198 4.771 442
Segurança social:
a) Função pública ND 83 63 138
b) Empresas privadas ND 115 4.708 304

4
O Centro Profissional do Ambriz é referido como centro móvel, mas diferente das unidades móveis, por isso, foi
incluído neste indicador.
5
Até 2012 foram inseridos nos dados da DPAPESS Bengo os do Pavilhão de Cabo-Ledo no município de Quissama, e
do Centro de formação integral (chamada a partir de 2011 Escola Rural de Artes e Ofícios) de Kalakala no município
de Icolo e Bengo. Estes dados deverão ser retirados a partir de 2013 para os colocar em conformidade com a nova
divisão administrativa definida por Lei no fim de 2010, e cuja aplicação tem acontecido a partir de 2011.

25
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

14. Trabalhadores inscritos na


ND 8.204 10.693 14.552
segurança social:
a) Função pública ND 5.125 4.770 8.029
b) Empresas privadas ND 3.079 5.923 6.523
15. Nº de BUEs 0 0 0 2
16. Nº de empresas formadas pelo
ND ND ND 47
INAPEM

 Análise SWOT
A análise aqui apresentada não está baseada apenas nos indicadores de emprego, formação
profissional e segurança social acima referidos, mas sim também em algumas questões
transversais tiradas dos outros sectores.
Forças Fraquezas
 Diversidade de recursos naturais (terras  Oferta de emprego formal muito limitada
agrícolas, floresta, mar rico em peixe, inertes  favorece o sector informal, que
etc.)  potencial para uma estrutura oferecendo níveis de segurança e
económica diversificada rendimentos baixos, constitui praticamente
a única alternativa
 Localização da província, próxima da capital,
maior mercado de consumo do país   Passagem de Icolo e Bengo para a província
facilidade de venda de produtos agrícolas e de Luanda  redução do nº de grandes
manufacturados, assim como de matérias- empresas e consequentemente de
primas oportunidades de emprego formal no
sector privado
 Maior disponibilidade de espaços livres
comparativamente a Luanda  possível  Passagem da zona do Panguila para a
instalação de empresas que têm o seu província do Bengo  entrada de muitos
mercado em Luanda  pode participar na novos agentes do sector informal e
criação de emprego e no aumento das consequente aumento de áreas por
receitas fiscais organizar e fonte de receitas fiscais baixa
 Esforços por parte das DPs ligadas a sectores  Oferta de formação profissional muito
económicos para se facilitar a legalização dos limitada em comparação com as
agentes económicos do sector informal  necessidades, sendo inexistente em Pango
integração progressiva aos circuitos formais Aluquém  fraco potencial de criação de
de distribuição e venda, e aumento das auto-emprego qualificado e de resposta à
receitas fiscais para o Estado oferta de emprego exigindo qualificações
 Existência de vários tipos de estruturas de  Maioria das empresas não certificadas 
formação profissional espalhadas na limita o seu acesso aos programas públicos
província  base da oferta de formação de apoio às MPMEs
profissional já criada
 Várias mudanças do órgão responsável pelo
 Quase totalidade dos trabalhadores em BUE, estrutura em contentor e PROAPEN no
empregos formais inscritos na segurança BUE  perda de tempo, confusão nas
social  melhoria da resposta do sector atribuições de responsabilidades e criação
formal aos requisitos do Estado da expectativa que o BUE dá crédito 
vários BUE nunca arrancaram e o do Dande
 Representação do INAPEM e colaboração

26
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

com os BUE  oferta de formações para as está inactivo


empresas, gratuitas para aquelas
 Apenas 11% dos processos entrados nos
seleccionadas pelo BUE
BUEs (Caxito e Panguila) foram concluídos
 Certificação das empresas pelo INAPEM   criação de desconfiança no sistema
acesso facilitado aos Programas Angola
 Não existe o GUE  limita o acesso a certos
Investe e PROAPEN
serviços e programas de apoio às empresas
 Existência de 3 BUEs (Caxito, Panguila e Bula)
 Pouca transmissão das informações sobre
e previsão de mais 4  criação de uma rede
programas de apoio à criação de MPMEs 
de estruturas de apoio aos empreendedores
conhecimento da população sobre as
oportunidades de apoio baixo
 3 municípios sem nenhuma agência
bancária (Nambuangongo, Pango e Bula), e
1 município (Dembos) com apenas 1  Pelo
menos ¼ da população tem de se deslocar
fora do seu município para aceder a
serviços bancários
Oportunidades Ameaças
 Expansão dos programas nacionais de apoio  Proximidade e atracção exercida por Luanda
às MPMEs e ao empreendedorismo  sobre os jovens  incremento do êxodo
aumento das oportunidades de apoio para dos jovens
criação de emprego e auto-emprego

27
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

3.2.Domínio Social
3.2.1. Saúde
 Quadro nosológico e factores sanitários críticos
A Província do Bengo, por causa da amplidão da sua rede hidrográfica entre outras, pertence
às regiões endémicas em relação a várias doenças que têm um forte impacto sobre os níveis
de morbimortalidade, nomeadamente a schistosomíase, tripanossomíase Africana (doença
do sono), as geohelmintíases (prevalência superior a 50%), e a Loase. As grandes causas de
mortalidade infantil na província são a malária, as doenças diarreicas agudas e as doenças
respiratórias agudas, enquanto a tripanossomíase e a schistosomíase não são causas de
mortalidade mas têm sim taxas de prevalência elevadas e um impacto importante sobre o
estado de saúde da população. A malária e a tripanossomíase são combatidas através de
programas verticalizados monitorados pelo MINSA e geridos pela DPS, mas não a
schistosomíase, deixando com a Direcção Provincial da Saúde uma responsabilidade maior
em organizar e implementar uma resposta adequada a esta endemia.
É importante diferenciar a mortalidade infantil de 0 a 1 ano, principalmente ligada a
problemas com o parto e neonatais, da mortalidade infantil de crianças entre 1 e 5 anos,
principalmente causada por razões exógenas como as doenças supracitadas. A primeira é
mais difícil diminuir e necessita a existência de serviços e implementação de medidas a partir
da gravidez, nomeadamente a despistagem precoce de situações de risco e possibilidade de
acesso a serviços operatórios, implicando transporte, comunicação, existência de blocos
operatórios funcionais e pessoal local qualificado. Por falta destas condições todas, o estado
actual de acesso a serviços é muito reduzido na província. Outras medidas importantes para
a redução da mortalidade infantil (0-1 ano), assim como da mortalidade materna, passam
pelo acesso ao Tratamento Intermitente Preventivo da malária (TIP), mosquiteiros
impregnados e vacina contra o tétano. Porém, as taxas de cobertura destes três serviços são
diferentes, mostrando uma perda de oportunidades por falta de integração destes vários
serviços a nível municipal.
Quanto à morbimortalidade infantil de crianças entre 1 e 5 anos, a sua redução passa antes
de tudo pela melhoria da qualidade de água e do saneamento do meio local, mas implica
também que o pessoal de saúde saibam diagnosticar e tratar as doenças mais frequentes
que causam diarreias, doenças respiratórias e malária. A formação dos professores constitui
também um facto crítico no diagnóstico de certas doenças, nomeadamente a
schistossomíase, pelo que a ligação entre saúde e escola é fundamental para melhorar o
quadro da província.

 Principais indicadores do sector


Duas tabelas de indicadores são apresentadas a seguir: a primeira é baseada nos indicadores
de referência que vêm do Plano Nacional de Desenvolvimento, e a segunda apresenta
principalmente a situação detalhada das infra-estruturas e do pessoal de saúde, por
município, em Julho de 2013. Os relatórios 2010 a 2012 da Direcção Provincial do DAPESS
apresentam dados bastante diferentes em termos de funcionários do sector da saúde, em
relação aos apresentados abaixo. São geralmente superiores, o que se explica pelo facto de

28
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

incluírem o pessoal de laboratório, auxiliar e administrativo para além dos médicos e


enfermeiros. Uma parte das diferenças entre fontes pode também se explicar pelas
diferenças de registo dos técnicos estrangeiros e dos contratados. Nos dados aqui
apresentados, foram incluídos os expatriados nos totais, estipulando entre parenteses
quantos do total são nacionais (notando que isto só foi feito em relação aos médicos, porque
o número de enfermeiros estrangeiros é muito reduzido), mas foram excluídos os
contratados, porque representam apenas uma alternativa temporária encontrada pela DPS e
as RMS para ultrapassar a falta de técnicos, e eles não entram nas folhas de salário como
funcionários.
É importante notar que a DPS tem trabalhado até 2013 com base em estimativas
populacionais calculadas a partir das pessoas atingidas durante as jornadas de vacinação.
Assim, a população referência segundo a DPS era de 298.750 habitantes em 2012 e 221.339
habitantes em 2013. A redução do número de infra-estruturas e pessoal de saúde entre
2011 e 2012 explica-se pela saída dos municípios de Icolo e Bengo e Quissama da Província.
Contudo, os dados do INE para 2013 apontam para 336.122 habitantes, portanto usou-se
para preencher esta tabela os dados da DPS até 2012, os quais foram reajustados a partir de
2013 com base nos dados do INE. Para os quatro próximos anos, os cálculos das
necessidades foram feitos com base no crescimento populacional previsto pelo INE e
estimado em 4,6% por ano.
É de realçar que o sistema estatístico não tem estado satisfatório e está a ser refundado,
com base na integração de todas as fichas de registo num só sistema e na formação dos
técnicos de saúde para souberem recolher e inserir dados no mesmo. A existência de taxas
de vacinação acima dos 100% nos municípios de Pango Aluquém e Bula Atumba por exemplo
mostra que existem problemas, ou de cálculo da população base, ou do número de pessoas
vacinadas. Neste quadro, a diminuição da taxa de vacinação entre 2010 e 2012 pode não
corresponder à realidade, mas não deixa de ser preocupante.
Apesar de não fazer parte dos indicadores referidos no Plano Nacional de Desenvolvimento,
é importante sublinhar que depois da malária, os acidentes de viação constituem a principal
causa de morte na província.

2009 2010 2011 2012


Morbimortalidade
1. Taxa de mortalidade em
crianças menores de 5 anos (por ND ND ND ND
1000 nados vivos)
2. Taxa de mortalidade infantil
(até 1 ano) (por 1000 nados ND ND ND ND
vivos)
3. Mortes maternas por 100.000
11 20 13 12,8
nascidos vivos
4. Morbilidade atribuída à malária
58.563 44.204 34.487 33.797
(Nº de casos)
5. Novos casos de tuberculose
317 397 381 362
por 100.000 habitantes

29
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

6. Nº de novos casos de
73 200 59 56
tripanossomíase notificados
7. Novos casos de VIH/Sida na
361 300 329 345
população adulta
8. Crianças menores de 1 ano ND Penta 3: 79% Penta 3: 72% Penta 3: 51%
vacinadas (%) – Pólio e Penta 3 = ND Pólio: 79% Pólio: 72% Pólio: 51%
Cobertura geral ND BCG: 97% BCG: 95% BCG: 72%
Penta3-Pólio 3 (%):
- Ambriz ND 25 22 30
- Dande ND 98 100 47
- Namb. ND 45 56 63
- Pango ND 64 146 131
- Bula ND 86 58 29
- Dembos ND 107 63 55
9. Crianças com 1 ano de idade
imunizadas de sarampo (%) ND 77% 74% 51%

10. Mulheres grávidas que


beneficiaram de tratamento
ND ND ND 50
intermitente e preventivo de
malária (TIP) (%)
11. Mulheres grávidas vacinadas
contra o tétano (%) ND 50% 43% 35

12. Mulheres grávidas que


receberam mosquiteiros ND ND ND 34,6
impregnados (%)
13. Crianças menores de 5 anos
de idade que receberam ND ND ND 30
mosquiteiros tratados (%)
14. Crianças entre 0-4anos de
idade que estiveram doentes com ND ND ND ND
febre e tomaram anti palúdicos
15. Taxa de cura da tuberculose
alcançada através da estratégia ND ND ND ND
DOTS (%)
16. Nº de grávidas que fizeram a
ND ND 8.750 7.653
1ª consulta pré-natal
17. Cobertura em vitamina A dos
ND ND ND ND
6 aos 59 meses (%)
18. Planeamento família (Nº de
grávidas que fizeram a 1ª ND ND 1.558 804
consulta)
19. Nº de partos institucionais ND ND 2.502 2.765
Infra-estruturas e Transporte
20. Nº de unidades de saúde 112 119 119 96
 Hospitais 7 7 7 7
 Centros de saúde 9 14 14 15

30
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Postos de saúde 96 98 98 74
21. Nº de camas ND ND ND ND
22. Clínicas móveis ND ND ND 3
23. Ambulâncias:
 para transferência de ND ND ND ND
doentes 0 0 0 0
 para emergências
Investimento
24. Público (1.000 Akz) ND ND ND ND
25. Privado (1.000 Akz) ND ND ND ND
Agentes / emprego
26. Nº de pessoal de saúde6: 581 1.132 1.167 1.190
 Médicos (nacionais) 61 (21) 73 (32) 79 (35) 81 (36)
 Enfermeiros:
o Técnicos superiores 18 14 19 20
o Técnicos médios 396 472 486 496
o Técnicos básicos 106 573 583 593

 Indicadores de base por município, situação em Julho de 2013


Dados Gerais
Dande Namb. Dembos Ambriz Bula At. Pango A. Total
População7 193.868 63.114 28.466 26.481 17.659 6.534 336.122
Crianças com
menos de 5 38.774 12.623 5.693 5.296 3.532 1.307 67.224
anos (20%)
Mulheres em
idade fértil 40.712 13.254 5.978 5.561 3.708 1.372 70.586
(21%)
Área (km2) 7.384 5.653 1.764 3.730 1.263 853 20.647
Densidade
populacional 26 11 16 7 14 8 16
(hab/km2)
Distância da
0 118 195 125 184 110
sede provincial
Nº de comunas 6 7 4 3 2 2 24
Postos de 7 I + 3 II 7 II
37, maioria
Saúde – PS + 1 em + 2 em 9I 8 I + 1 II 1I 73 PS
de tipo II
(Tipo I e Tipo II) constrº reabº
Centros de 3 + 1 CMI 6 +2 em 3 + 1 em 1 1 2 16 CS

6
Estes dados não incluem os técnicos de laboratório, auxiliares nem o pessoal administrativo. É também de notar que
nas folhas de pessoal a nível dos municípios, os técnicos que trabalham nos centros e postos de saúde são registados
como pessoal do hospital municipal.
7
Como acordado com o Governo Provincial, a estimativa da população com qual vai se trabalhar para efeito deste
plano é a do INE, e o cálculo da distribuição entre os municípios foi feita com base no registo eleitoral

31
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Saúde – CS construção reabº


Nº de hospitais 2 Geral, 1 1 Regional 1 1 Municipal 0 1
e tipo Municipal, Municipal em reabº 1 em Municipal
(+1 da que constº e 7
polícia mas precisa 1 CS vai (+2 até
aberto e 1 p. de reabº tornar fim do
Tripanos.) HM no ano)
fim do
ano
Bloco 1 no HG + 1 1 mas não 1 mas 1 mas falta 1 em 1 mas
operatório em funciona, não pessoal e construç falta
1
construção falta funciona, meios ão pessoal
funcional
anestesist falta
a reabº
Banco de 1 em 1 em
1 1 1 1 4
sangue constrº constrº
Morgue 1 em 1 5
2 1 1 1
constrº inoper.te operantes
Salas de parto / 31 salas +
9+1
maternidade 3+ 1 2
10 3 maternidad 4 2
maternidade maternida
e
des
Nº de camas
ND ND ND 37 26 ND ND
(PS+CS+H)
Ambulâncias 2 e vão
2, faltam 5 7, falta 1 5 2, faltam 2 1, falta 1 19
ter +2
Médicos
27 4 (2) 7 (3) 3 (2) 2 (1) 3 (2) 46 (10)
(nacionais)
Enfermeiros: 97: 126: 74: 28: 21:
371: 717
- T. Sup 3 7 0 3
- T. Med. 45 ND 42 10 7
ND ND
- T. Bas. 49 25 18 11
Parteiras
35 23 87 0 65 55 265
tradicionais
Agentes
25 81 30 0 35 36 207
comunitários
Cobertura PAV Todas (x Todas (14 Todas (1 Todas (2 ND Todas ND
(Nº de comunas cadeias de cadeias de arca postos não
atingidas, Nº de frio) frio, incl. 3 avariada têm arca)
cadeias de frio) avariadas) no CS de
Paredes)
CATV / 1 1 1 1 1 1 5
testagem Inoperante operantes
PTV (corte 1 no CMI 1 ND 0 1 1 ND
vertical)

32
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Rácios
Dande Namb. Dembos Ambriz Bula At. Pango Total
A.
Média de habitantes por 5.240 6.311 4.067 2.942 1.962 6.534 4.604
PS (Norma: I  5.000, II 
5 a 15.000)
Média de habitantes por 64.623 10.519 9.489 26.481 17.659 3.267 21.008
CS (norma: 15.000 a (7.889 com (7.116 com
30.000) 2 novos) 1 reab.)
Nº de médicos p. 10.000 1,4 0,6 2,5 1,1 1,1 4,6
pessoas
Nº de enferm. p. 10.000 19 15 44 28 16 32
pessoas

Funcionalidade das Unidades de Saúde


Dande Namb. Dembos Ambriz Bula At. Pango A. Total
Nº de PS que Todos, 4 já Em
35 Todos Todos, pb é Todos, 71
funcionam reabilitados reabilitação
manutenção, manutenção
Nº de PS em mas
2 4 0 mau estado regular 15
constrº precária funciona
Nº de PS sem
técnico
funcionário 7 4 0 1 0 0 12
(funcionam com
contratados)
Nº de PS com
só 1 técnico 6 3 6 1 4 1 21
funcionário
Nº de PS com 10 com 2 com Todos com 6 com 2 com Depois da 38 com
acesso a água e luz da energia geradores energia. energia reabº terá energia
luz rede. Solar, 4 (já têm 3 solar, 7 ger. energia e
com anos). água por 24 com
11 com geradores. 0 com 0 com água 9 com água cisterna. água
água 4 com água água
Nº de CS que 6 mas 1
funcionam Todos precisa 3 1 1 2 16
reabº
Nº de CS com Todos Todos 2 com Tem luz e Tem luz e 1 tem 15 com
energia e água geradores, água da rede água da energia e luz
0 com água + cisterna rede + água de 12 com
gerador e cisterna, o água
cisterna outro não

 Análise SWOT
Forças Fraquezas
 Rede sanitária relativamente completa  Falta de mapa sanitário actualizado e de plano
em média, continuação da construção e sanitário  dificulta a organização da

33
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

melhoramento das US e infra-estruturas implementação dos programas e a monitoria dos


diferenciadas  boa cobertura média serviços e programas de saúde
das doenças
 Sistema estatístico muito fraco (grande falta de
 Nº de pessoal de saúde bastante bom dados e contradições entre os dados consoante o
em média e suficientemente programa)  torna planificação e monitoria muito
especializados para fazer funcionar o difíceis
sistema em termos técnicos
 Falta de fluidez na passagem de informação,
 Facilidade de empregar quadros
nomeadamente do nível 2 ao nível 1 e dentro do 1º
especializados (expatriados)  assegura
nível (entre PS, CS e HM)  Fraco sistema de
uma boa cobertura das doenças, pelo
referência e contra referência entre os 2 níveis do
menos no município sede
Sistema Nacional de Saúde existentes na província
 Sistema eficaz de motivação dos
agentes comunitários de saúde em Infra-estruturas e equipamentos:
Pango Aluquém  pode servir de  Existência de zonas sem cobertura, por causa da
exemplo para os outros municípios e grande dispersão da população fora das sedes,
melhorar os níveis de saúde preventiva nomeadamente em Nambuangongo, Dande e
Pango Aluquém  difícil acesso a serviços de
 Recursos financeiros descentralizados saúde, piorado pelo estado das estradas não
 alocação dos recursos melhor principais e a número de ambulâncias insuficiente
dividida  riscos de agravamento da morbilidade e
 Existência de orçamentos para todos os mortalidade maiores
anos  premissas de sustentabilidade  Péssimo estado das infra-estruturas do Ambriz por
 Municipalização dos serviços de saúde falta de manutenção  riscos para o futuro se não
com recursos próprios  melhoria do forem tomadas medidas
nível de resposta a certas dificuldades  Postos de saúde de Ambriz e Bula Atumba quase
locais, como o fornecimento de todos de tipo I e apenas 1 centro de saúde em cada
medicamentos um destes dois municípios  fraca cobertura das
doenças consideradas de média complexidade em
 Programas do MINSA abrangem todos Ambriz e Bula Atumba
os municípios  base para melhoria
 Apenas 52% dos PS têm acesso a uma fonte de
progressiva dos indicadores de saúde
energia, e 33% a uma fonte de água, e 4 CS estão
 Existência do CISA (Centro de ainda sem acesso a água  níveis de
Investigação e Saúde) fonte de dados funcionalidade e higiene reduzidos
para a província e potencial para  A nível municipal, apenas 1 bloco operatório
investigação científica liderada pela funcional (no Dande), incl. por falta de pessoal
província especializado  capacidade de intervenção
 Inquérito epidemiológico recente de cirúrgica muito baixa
malária, shistossomíase,  Nº de salas de parto muito reduzido nos Dembos
geohelmintíase, anemia e malnutrição em relação aos outros municípios  riscos mais
às populações do Dande  base para elevada de mortalidade materno-infantil nos
planificação Dembos
 Existência de pesquisas recentes no  Falta de equipamentos e materiais para as US nos
Dande sobre lugares e factores de municípios  limita as capacidades de
prevalência da malária, sobre atendimento
prevalência, factores e níveis de
Recursos humanos:
consciência da hipertensão, e sobre
conhecimento tradicional e recursos
 45% dos postos de saúde funcionam com 0 ou 1
técnico funcionário  forte dependência dos
terapêuticos naturais  base para

34
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

planificação a mais larga escala contratados para assegurar os serviços de saúde


 Existência de um Sistema de Vigilância básicos
Demográfica (SVD)  base importante  Grande falta de médicos em Nambuangongo em
para planificação relação à população do município  riscos de
 Localização do Centro de Estágio da mortalidade hospitalar maiores em
faculdade de medicina em Caxito  Nambuangongo
potencial para novos estudos  Falta de técnicos de especialidade fora do Dande
 cobertura das doenças limitada
 Falta de condições atractivas (nível salarial,
residência, possibilidade de estudo) para os
técnicos de saúde nacionais e morosidade no
enquadramento de novos técnicos no quadro do
pessoal  falta de técnicos no interior, altos níveis
de absentismo nas zonas isoladas e desmotivação
 Pouca diferenciação dos quadros nacionais  forte
dependência dos quadros expatriados em termos
de médicos, enquanto observa-se dificuldades de
comunicação entre os pacientes e os médicos
estrangeiros
 Fraca formação do pessoal em administração e
gestão  capacidade de gestão de recursos
humanos, stocks, programas e dados débeis
 Falta de incentivos para os agentes comunitários
de saúde em todos os municípios com excepção de
Pango Aluquém  actividade dos agentes
comunitários de saúde não se faz sentir, enquanto
têm um papel chave na educação para a saúde

Programas:
 Número reduzido de projectos de educação para
saúde e de saúde preventiva, e diminuição da taxa
de cobertura das vacinações, nomeadamente no
Dande, Ambriz e Bula  taxas de incidência das
doenças mais elevadas do que deviam ser
 Alguns dos programas são muito débeis,
nomeadamente o de atenção primária e não
atingem o interior das comunas  aumento dos
riscos de morbilidade e mortalidade
 CATV não funciona em Ambriz  impossibilidade
das pessoas conhecerem o seu estado serológico
no Ambriz e para a RMS de avaliar o nível da
endemia
Oportunidades Ameaças
 DPS está a formular o plano estratégico  Bengo faz parte das províncias endémicas à
de formação de quadros  poderá shistossomíase, tripanossomíase Africana (doença
servir de base importante para o do sono), às geohelmintíases (prevalência superior
fortalecimento dos recursos humanos a 50%), e à Loase  aumenta as taxas de
 Regras de admissão de estudantes do morbilidade com riscos de mortalidade maiores

35
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Instituto Médio de Saúde deveriam para grupos vulneráveis


mudar para privilegiar recrutamento  Níveis de acesso a água potável e saneamento
local  deverá diminuir baixos (falta de latrinas e aterros sanitários) 
progressivamente a dependência de fonte permanente de transmissão de doenças
médicos estrangeiros e técnicos  Existência da vala a céu aberto na sede  fonte
contratados permanente de doenças (shistossomíase)
 Intervenções para os programas  Verticalização dos programas de saúde  dificulta
verticalizados já identificadas e verbas já a gestão integrada das intervenções de saúde a
existentes (tripanossomíase, malária, nível provincial e municipal
TB, lepra, HIV-Sida)  assegura  Alto nível de contrafacção de medicamentos 
continuidade de implementação dos risco de agravação de doenças
programas
 Forte aumento das doenças crónicas não
 Plano Estratégico nacional do Sistema transmissíveis e sistema não preparado para dar
de Informação Sanitária para 2011-2015 resposta a esta evolução  risco de aumento das
 não foi implementado mas existe e taxas de morbilidade e mortalidade ligadas a estas
pode servir de referência doenças
 Banco Mundial está a arrancar um  Proximidade e atracção de Luanda  maioria do
programa de 5 anos em reforço de pessoal mora e tem toda a sua vida fora do
capacidades dos municípios, com apoio trabalho em Luanda
às DPS para coordenar, em 4 províncias
 Jovens, muitos deles sexualmente activos a partir
incluindo o Bengo (enfoque particular
dos 12 anos, particularmente vulneráveis ao
sobre a mulher e saúde materna) 
VIH/SIDA e outras doenças sexualmente
poderá melhorar os níveis de saúde
transmissíveis  riscos de propagação da doença
materno-infantil na província
 Financiamento da União Europeia para
apoio a cuidados integrados das
doenças de infância  poderá diminuir
as taxas de mortalidade infantil e
infanto-juvenil, e melhorar o nível de
saúde das crianças na província
 MINSA está a preparar a elaboração de
uma estratégia para os agentes
comunitários de saúde  poderá
contribuir em criar projectos eficazes e
sustentáveis de educação para saúde,
passo fundamental no combate às
grandes endemias e na diminuição da
taxa de morbilidade

3.2.2. Educação
A DP de Educação é a única que tem mais pessoal do que o previsto no seu respectivo
quadro que prevê a existência de 48 funcionários. A Direcção é composta pelos
departamentos de educação, ensino geral e tecnológico, de administração e de inspecção
escolar. Cada um dos departamentos subdivide-se em 2 secções. Para além disso a direcção
superintende os institutos médios técnicos e as escolas do II ciclo.

36
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Principais indicadores do sector


Indicadores 2009 2010 2011 2012
Dados Gerais
1. Nº de Alunos matriculados por Níveis de Ensino ND 82.021 76.819 86.901
o Alfabetização ND 9.251 5.840 4.543
o Ensino Especial ND 68 67 100
o Iniciação ND 6.249 6.903
62.734
o Ensino Primário ND 51.319 50.726
o Ensino Secundário, 1º Ciclo ND 9.003 7.090 11.683
o Ensino Secundário, 2º Ciclo ND 2.683 3.322 4.717
o E.M.T.P. ND 3.448 2.871 3.124
2. Nº alunos fora do ensino ND 6.279 4.449 4.449
3. Nº de Alfabetizadores ND ND 248 208
4. Número de salas de aula. ND ND 842 792
5. Taxa de Aprovação (%) ND 75,7 82,2 74,7
6. Taxa de Reprovação (%) ND 12,8 8,1 17,6
7. Taxa de Abandono (%) ND 11,5 9,7 7,7
8. Rácio aluno/sala de aula ND ND ND ND
9. Rácio aluno/professor ND ND ND ND
10. Construção de Magistérios Primários 0 0 0 0
11. População em idade escolar 98.605 101.410 104.119 106.559
o Iniciação (5 anos) 8.717 8.958 9.150 9.293
o Ensino Primário (6 – 11 anos) 49.495 50.809 52.082 53.124
o Ensino Secundário, 1º Ciclo (12 – 14 anos) 21.943 22.573 23.223 23.893
o Ensino Secundário, 2º Ciclo (15 – 17 anos) 18.450 19.070 19.664 20.249
Investimentos e receitas fiscais
12. Público (1.000 Akz) ND ND ND ND
13. Privado (1.000 Akz) ND ND ND ND
14. Receitas arrecadadas: ND ND ND ND
Agentes / emprego:
15. Nº de professores por nível de ensino ND 3.171 3.488 4.115
o Ensino Primário ND 1.772 2.112 2.326
o Ensino Secundário, 1º Ciclo ND 1.175 1.144 1.494
o Ensino Secundário, 1º Ciclo ND 224 232 295
16. Pessoal auxiliar e Administrativo ND ND 2.459 ND

 Análise FOFA do sector


Forças Fraquezas
 Desconcentração de alguns  Regulamento da DP omisso sobre o ensino
serviços para o nível municipal → privado + algumas repartições municipais da
aumenta o nível de eficácia dos educação não possuem instalações nem
mesmos transporte + recursos financeiros insuficientes →

37
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Jovens e crianças com vontade de criam dificuldades na gestão do sector


estudar + Grande investimento  Dificuldade em ter dados demográficos fiáveis +
feito Infra-estruturas + Aumento Escolas concebidas sem salas para iniciação +
significativo do número de Institutos projectados sem estudo da realidade
professores → Funcionamento de ou plano prévio + Falta de internato para os
todos os subsistemas de ensino alunos do instituto médio de agricultura +
em todos os municípios e de nível Deficiência na planificação da rede escolar +
superior no Dande → aumento existências de escolas sem o número suficiente
significativo do acesso nos de alunos
últimos anos  → insuficiências em matéria de planificação
 Aumento da percentagem de  Professores que deviam leccionar e estão a
alunos do sexo feminino → desenvolver trabalho administrativo +
redução da diferença entre sexos professores que não existem e recebem salários
nos alunos matriculados → e outros que trabalham e não recebem salário +
igualdade do género professores que leccionam de manhã de tarde e
 Existência de escola de formação de noite e outros que leccionam duas classes
de professores + existência da numa única sala de aula + dificuldade de fixação
ZIPs → contribui para uma melhor dos recursos humanos no interior da província +
qualidade dos professores directores de escolas que não recebem salários,
 Programas de alfabetização, porque foram indicados mas não nomeados +
incluindo os promovidos pelas igrejas folhas de efectividade que permitem fraudes →
+ Utilização do método “SIM EU problemas sérios na gestão de recursos
POSSO” → muito valorizados pela humanos
população
 Há alunos fora do sistema de ensino em todos os
 Existência do programa de merenda
municípios mas faltam dados exactos +
escolar em todos os municípios →
pode contribuir para um melhor
dispersão da população sobretudo fora das
aproveitamento escolar comunas sede + há acampamentos de carvoeiros
 Funcionamento do ensino com famílias em regime sazonal e crianças sem
especial → atenção especial aos estudar + famílias que vieram recentemente da
grupos vulneráveis RD Congo com crianças não conseguem integra-
las no sistema escolar → subsistem dificuldades
no acesso ao ensino
 Existem escolas criadas sem infra estruturas +
insuficiência de salas de aulas + Falta de
instalações para o centro de formação local de
professores primários + inexistência de
programa de manutenção das escolas → ainda
há carência de infra-estruturas
 Insuficiência de professores + maioria dos
professores provenientes Luanda + falta de
residências para professores + problemas de
absentismo dos professores + professores que
abandonam as áreas de trabalho → o recrutamento,
colocação e ética profissional dos professores ainda é
um fraqueza

38
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Há alguns professores com deficiências


pedagógicas + problemas com a eficácia dos
professores e a qualidade do ensino + ZIP não
estabelecidas nalguns municípios e outras pouco
estruturadas + fraca gestão escolar + falta de
equipamentos de investigação para secção de
Ciência e Tecnologia + falta laboratórios nas
escolas do II Ciclo → debilidades na qualidade do
ensino
 Insuficiência de equipamentos escolares em
muitas escolas + falta de livros escolares e de
outra material didáctica + inexistência de
transporte escolar + sistema de atribuição de
bolsas de estudo + cobertura de merenda
escolar muito limitada → qualidade do ensino
prejudicada
 Professores com problemas no regime de
monodocência + alunos do ensino primário têm
dificuldades nas classes de transição automática
→ limita os objectivos da reforma educativa
 Alfabetização não cobre todo município + os
alfabetizandos aparecem poucos nas sessões →
prejudica que se atinjam os objectivos traçados
 Inexistência de Comissões de País e Encarregados de
Educação + fraco funcionamento das Comissões
existentes → dificulta a ligação da escola à
comunidade
Oportunidades Ameaças
 Importância que se dá à educação  Inexistência de carreira de inspectores escolares
dos filhos em Angola → Crescente + insuficiência de meios para a supervisão e
procura de ensino, a todos os níveis Inspecção Escolar + professores que não
+ Implementação da Iniciação recebem subsídios e alguns não recebem os
Escolar e alargamento da
retroactivos a que têm direito + dependência de
escolaridade obrigatória →aumento
quadros que residem fora do município reforça o
da taxa de escolarização
 Política de descentralização da absentismo dos professores + falta de incentivos
gestão administrativa e financeira para os professores colocados muito longe dos
das instituições de ensino → maior seus locais de residência + pagamento do salário
autonomia e responsabilidade das dos professores de Icolo e Bengo e Quissama
autoridades locais de educação ainda não transferidos para Luanda →
 Programa Municipal integrado de dificuldades acrescidas à gestão de recursos
Desenvolvimento Rural e Combate a humanos
Pobreza → Construção de mais  Elevada taxa de analfabetismo + baixo nível de
escolas →diminuição do número de aprendizagens dos alunos → dificuldades no
crianças fora do sistema processo de transmissão de conhecimentos
 Reforma educativa → tendencia para
melhoria da qualidade do ensino

39
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

3.2.3. Ensino Superior


A província do Bengo não dispõe de uma Direcção Provincial que responda pelo Ensino
Superior, pelo que é a Vice-Governadora para o Sector Político e Social que assegura a
ligação ao Ministério do Ensino Superior. Também o Director Geral da Escola Superior
Pedagógica do Bengo, criada em 2009 e único estabelecimento de ensino superior público
existente na província, apoia a ligação ao Ministério. O quadro orgânico da escola tem
muitas vagas por preencher.

 Principais indicadores do sector


Indicadores 2009 2010 2011 2012
Dados Gerais
1. Taxa bruta de escolarização ND ND ND ND
2. Nº de estudantes matriculados 392 381 397 279
3. Nº de vagas no ensino superior 350 400 400 400
4. Nº candidatos inscritos pela 1ª vez no ensino
350 400 400 400
superior público
5. Nº de candidatos por vaga no ensino superior público 400 400 400 400
6. Nº de novas bolsas de estudo interna 3 0 15 50
7. Nº de novas bolsas de estudo externa 0 0 2 8
8. Nº de salas de aula 8 8 8 14
Investimentos e receitas arrecadadas
9. Público (1.000 Akz) ND ND ND ND
10. Privado (1.000 Akz) ND ND ND ND
11. Receitas arrecadadas ND ND ND ND
Agentes / Emprego
12. Nº de empregos directos 28 41 81 101
o Nº de docentes efectivos 3 11 51 69
o Nº de docentes colaboradores 21 22 22 18
o Nº de não Docentes (auxiliares e pessoal técnico de
4 8 8 14
apoio)

 Análise FOFA do sector


Forças Fraquezas
 A existência da Escola Superior Pedagógica  Estabelecimentos do ensino superior na
com os cursos de história, pedagogia, província são insuficientes + maioria dos
psicologia e matemática + aumento anual do estudantes é de Luanda + das 240 bolsas
número de docentes efectivos + valor internas possíveis para o Bengo, somente
orçamentado em 2013 para a construção da houve 59 candidatos e a maioria destes são
nova escola nos Dembos → melhoria das de Luanda → menor possibilidade de acesso
condições de trabalho e estudo e mais alunos e apoio para os residentes na província
podem conseguir formação superior sem sair
 Mais de 95% dos docentes são residentes
da província
em Luanda + maioria deles dedicam-se a

40
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

outras actividades para além da docência →


menor qualidade do ensino superior

Oportunidades Ameaças
 Existência de vontade política para o  População de algumas zonas não valoriza
desenvolvimento do Ensino Superior suficientemente o aumento do nível de
traduzida no Plano Nacional de Formação de escolaridade + políticas nacionais não
Quadros + intensa procura de ensino superior defendem a criação de mais núcleos nos
+ adequação da rede de instituições de ensino municípios + inexistência de condições de
superior às necessidades de desenvolvimento alojamento para os estudantes dos
local e nacional → possibilidades de aumento municípios na sede da província → menos
do número de cursos e vagas de ensino oportunidades para os estudantes das zonas
superior na Província rurais

 Orçamento da escola insuficiente + falta de


estímulos para os docentes + parte do corpo
docente sem perfil adequado + nível de
preparação que os estudantes trazem do
ensino secundário é por vezes muito fraco
→ qualidade do ensino com insuficiências

 Excesso de burocracia e de adaptação às


condições locais no processo de concessão
de bolsas internas → diminuição de
oportunidades para os alunos que mais
necessitam de apoio

3.2.4. Cultura
A DP Cultura é composta por 3 departamentos que são a Acção Cultural, o Património
Cultural e Administração e Finanças. O quadro de pessoal prevê a existência de 45
funcionários e conta com 43. No entanto, 7 funcionários seniores estão a funcionar desde
2009 no Centro Politico e Cultural Dr. Agostinho Neto que agora pertence à província de
Luanda. É urgente o recrutamento de 5 técnicos superiores entre Historiadores (2),
Antropólogo, Sociólogo e Bibliotecário. Nos municípios são os responsáveis das áreas sociais,
existentes em todos os municípios, que respondem por este sector.

 Principais indicadores do sector


Indicadores 2009 2010 2011 2012
Dados Gerais
1. Nº de alunos matriculados nas Escolas técnicas Em
ND ND ND
de artes construção
2. Nº de visitantes a Museus ND ND 2.496 5.312
3. Nº de participantes ao Carnaval 4370 3380 3390 2820
4. Nº de peças de artesanato seladas para ND ND ND ND

41
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

exportação
Grupos de Teatro 15 15 15 15
5. Nº de
Conjuntos Musicais 08 03 03 03
grupos
Dança Tradicional 12 12 12 12
culturais
Dança P. Recreativa 09 09 09 09
6. Nº de documentários produzidos 0 0 0 0
7. Nº de salas de cinema 2 2 1 1
8. Nº de bibliotecas 2 2 1 1
9. Nº de casas de cultura 0 0 0 0
10. Nº de monumentos inventariados 0 10 2 5
11. Nº de monumentos classificados 7 7 7 7
Investimentos e receitas fiscais
12. Público (1.000 Akz) 50.830 49.390 69.390 73.972
13. Privado (1.000 Akz) ND ND ND ND
14. Receitas arrecadadas: ND ND ND ND
Agentes / emprego:
15. Nº de empregos ND ND ND ND

 Análise FOFA do sector


Forças Fraquezas
 Os chefes de secção da área social também se  Quadro de pessoal quase preenchido mas
sentem responsáveis pela área da cultura → muitos quadros seniores a funcionarem
Ligação da província aos municípios → noutra Província → Impede que o quadro
Aumenta a coordenação e as iniciativas no seja preenchido → falta pessoal no Centro
sector de Formação Musical e de Artes Cénicas
 O Carnaval é uma manifestação cultural (CEFOMAC)
entranhada no coração do povo → celebrações  Insuficiência de meios de transporte e
em todos os municípios → Todos os municípios equipamentos variados na Direcção
representados no Carnaval da província Provincial →dificulta acompanhamento,
 A existência de agentes privados a operar na supervisão e monitoria aos municípios
província (casa oásis do Panguila, o grande  Falta infra-estruturas destinadas às
Soyo, o vissapa) →possibilita o actividades culturais → razão porque há
estabelecimento de parcerias público privadas pouca actividade cultural na província
na província  Bens culturais não inventariados,
 Três edifícios em estado razoável, as ruínas da caracterizados, mantidos, valorizados e
antiga Câmara Municipal e as ruínas da casa aproveitados → impede o seu
dos escravos, são considerados património aproveitamento para o desenvolvimento
histórico-cultural Nacional classificados no económico → leva a que construções
Ambriz + O meso acontece no Dande + o antigas com valor cultural estejam em
Challet na açucareira e o Santuário da Santa estado de degradação
Ana em Caxito → a Província do Bengo possui
sete (7) monumentos históricos → pode
permitir os primeiros passos no turismo
cultural
 Muitos municípios ainda mantêm as suas

42
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

tradições culturais → permite desenvolver


grupos de teatro, musica e dança
 Importância de municípios como
Nambuangongo e Dembos na luta anti colonial
→ possibilidade de atrair pessoas de todo o
país para aprofundar o conhecimento da
história de Angola
Oportunidades Ameaças
 Sensibilidade dos responsáveis provinciais para  Muitas vezes os quadros recrutados não
o sector cultural → Maior importância do correspondem às necessidades → dificulta
sector no futuro a gestão de recursos temáticos
 Cine Teatro em construção no Dande →  Prática de poligamia ainda muito forte +
Aumento das actividades culturais na província forte crença na feitiçaria e na superstição
 Crescente importância da cultura na sociedade → Não promove o desenvolvimento
angolana → aproveitar o potencial cultural de  Os recursos financeiros são insuficientes
vários municípios (Ambriz, Bula, para as responsabilidades atribuídas →
Nambuangongo, Dembos) permitindo assim: Falta de bibliotecas e de acervo nas
o Realização anual de Festivais variados de: mesmas → Falta de manutenção do
Teatro, Dança e Música. património edificado → Grande
o Realização de exposições variadas de Artes desconhecimento da história da província
Plásticas e Fotográficas. e dos municípios
o Realização de passagem de modelos e  As províncias não têm formas de realizar
actividades de intercâmbio cultural eventos com continuidade →
nacional e internacional. impossibilidade de dinamizar o movimento
artístico amador.

3.2.5. Comunicação Social


A DP da Comunicação Social está estruturada em 2 departamentos, designado um de Rádio,
Televisão e Imprensa e ou outro de Administração. Estes departamentos subdividem-se em
4 secções. O quadro de pessoal está longe de estar preenchido, pois só tem neste momento
12 funcionários, faltando preencher 33 vagas. Entre estas vagas estão um chefe de
departamento e chefes de secção, possuindo o Departamento de rádio, televisão e imprensa
somente um quadro superior.

 Principais indicadores do sector


Indicadores 2009 2010 2011 2012
Produção
1. Expansão e cobertura do Sinal da Rádio (%) ND ND ND ND
2. Expansão e cobertura do Sinal de Televisão (%) ND ND ND ND
3. Aumento da distribuição das publicações da
ND ND ND ND
Edições Novembro (dia)
4. Nº de horas de cobertura do sinal de rádio (dia) ND ND ND ND
5. Nº de horas de cobertura do sinal de televisão ND ND ND ND
6. Nº de horas de emissão de rádio Bengo com
ND ND ND ND
cobertura de assuntos locais (dia)

43
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

7. Nº de horas de emissão de televisão com


ND ND ND ND
cobertura de assuntos locais (dia)
Investimentos e receitas fiscais
8. Público (1.000 Akz) ND ND ND 6.007
9. Privado (1.000 Akz) ND ND ND ND
10. Receitas arrecadadas: ND ND ND ND

 Análise FOFA do sector


Forças Fraquezas
 Existência de massa crítica de  Insuficiência de pessoal → Poucos quadros
profissionais qualificados no Bengo → O qualificados → impossibilidade de cumprir com
funcionamento regular do Conselho todas as atribuições da DP.
Editorial.  Pessoal nomeado para exercer funções de maior
 Alguns quadros na DP com capacidade → responsabilidade, mas os salários não são
sistema de planificação funcional. ajustados às funções → não há promoções na
 Centro de produção da TPA → A carreira → desmotivação do pessoal.
produção diária para o Programa “Bom  A falta de meios de transporte na DP e nas
dia Angola” feito por jornalistas locais. empresas públicas (apesar da haver motoristas
 A existência da Rádio Bengo → produção no quadro de pessoal) → monitoria e
de programas de conteúdo local → fiscalização do sector muito fracas.
oportunidade de surgimento de novos  O orçamento de despesas correntes é
jornalistas na província. insuficiente → Os repetidores existentes nos
 Repetidores em todos os municípios e municípios muitas vezes não estão a funcionar
centros emissores em 3 municípios → Falta de clareza sobre quem tem a
(Nambuangongo, Dembos e Bula) → Sinal responsabilidade de manter os repetidores a
da Rádio e televisão chegam em boas funcionar.
condições a algumas localidades.  Há muitas zonas cinzentas na província em
 Prémio provincial de jornalismo com termos de sinal de rádio e televisão →Muitos
enfoque em matérias locais → estímulo populações dos municípios não têm acesso ao
ao crescimento profissional aos direito à informação.
jornalistas locais → melhor conhecimento  Produção da TPA não depende da província →
das pessoas e realidade da província. centro de produção da TPA subaproveitado →
 Existência de 2 agências de publicidade → serviço público local de televisão mais pobre.
realizar trabalho nesta área sem ter de  Há falta de formação para os jornalistas locais →
recorrer a Luanda. dificuldades de acesso às fontes locais por parte
dos jornalistas → informação de menor
qualidade.
 Agências de publicidade não estarem licenciadas
→ Limita as possibilidades das instituições,
nomeadamente as públicas, de as poder
contratar
Oportunidades Ameaças
 O Programa do MPLA é muito claro sobre  Dificuldades no recrutamento de pessoal
a política de comunicação social → qualificado → maioria dos funcionários do
orientou o Plano Estratégico do sector vive em Luanda → falta de incentivos
Ministério da Comunicação Social e o para os que trabalham fora dos grandes centros
Plano Nacional de Jornalismo → não → dificuldades para se atingir o nível de

44
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

deixa dúvidas sobre a estratégia a seguir excelência no sector


 Investimento feito o nível nacional nas  Problemas de abastecimento de energia no
infra-estruturas e equipamentos de centro emissor das Mabubas → Consome a
comunicação social → capacidade maior percentagem dos recursos do sector na
crescente de formação de quadros e província → Impede cabal cumprimentam das
técnicos do sector → maior demanda obrigações sectoriais
para acesso aos meios de informação  Falta investimento central na expansão e
massiva → aumento da importância do reforço do sinal de rádio → falta
sector na sociedade regulamentação para a gestão dos repetidores
locais → falta de regulamentação das rádios
comunitárias → cria grandes assimetrias no
acesso à comunicação social

3.2.6. Reinserção Social


A estrutura da Direcção Provincial da Assistência e Reinserção Social é composta, para além
do gabinete da Directora, por três departamentos designados de Assistência (composto
pelas secções de pessoas com deficiência, assistência social e programa de geração de
trabalho e renda), Infância (com as secções de infância, 1ª infância e criança e adolescente) e
Administração e gestão de recursos humanos (que congrega a secção de recursos humanos,
estatística e planeamento). Para além dos departamentos a DP também acompanha o
trabalho dos institutos autónomos, nomeadamente do INAC, IRSEM, INAD e UTCAH, e tem
uma importante responsabilidade no serviço de protecção civil coordenado pelo MININT. O
quadro de pessoal da DP dispõe neste momento de 28 trabalhadores sociais e 12
administrativos. Nos municípios existem as repartições de serviços sociais, normalmente
compostas pelo chefe de repartição e um técnico que são os interlocutores da DP e de quem
esta recebe relatórios e transmite orientações metodológicas.

 Indicadores8
Indicadores 2009 2010 2011 2012
Dados Gerais
1. Nº de famílias assistidas 380 6.000 748 4.025
2. Nº crianças assistidas nas instituições 1.689 1.466 1.377 931
3. Nº crianças protegidas por denúncias ND ND ND 36
4. Nº de idosos assistidos 3.425 3.560 3.565 847
5. Nº de idosos nas instituições 20 20 20 112
6. Nº pessoas c/ deficiência assistidas em meios
191 164 ND 211
de locomoção e ajudas técnicas
7. Nº de vítimas de sinistros e calamidades
ND 28.000 ND 21.828
assistidas
8. Nº de (crianças dos 0-2 anos) assistidos com 1.149 2.018 ND 88

8 Todos os indicadores foram fonecidos pela Direcção provincial

45
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

leite e papas
9. Nº de beneficiários assistidos com kits
213 352 ND 273
profissionais e equipamentos
10. Nº de kits profissionais e equipamentos
ND 149 ND 205
atribuídos
11. Nº oportunidades de ocupação criadas 448 352 434 255
12. Nº de doentes assistidos ND ND ND 13
13. Nº de ex-militares e deficientes de guerra
ND ND 193 2.440
reintegrados
14. Verificação de desminagem de vias rodoviárias
ND ND ND ND
e projectos de telecomunicações (km)
15. Verificação de desminagem de áreas de
expansão das linhas de transporte de energia ND ND ND ND
eléctrica de alta tensão e condutas de água (m2)
16. Verificação e desminagem de áreas agrícolas,
ND ND ND ND
fundiárias, polos industriais e agro-pecuária (m2)
Investimentos e receitas fiscais
17. Público (1.000 Akz) ND ND ND 6.007
18. Privado (1.000 Akz) 0 0 0 0
19. Receitas arrecadadas: ND ND ND ND
Agentes / emprego
20. Nº de trabalhadores no sector ND ND ND ND
21. Admissão e formação de técnicos de
0 0 0 0
desminagem
22. Admissão, capacitação e formação de
0 0 0 0
trabalhadores sociais e funcionários

 Análise FOFA do sector


Forças Fraquezas
 Quadro de pessoal da DP com experiência  Insuficiência de quadros sociais com formação
de trabalho social + vários institutos e específica (por exemplo só tem 4 pessoas a
unidades especializados (INAC, IRSEM, INAD trabalhar na área da protecção a criança) +
e UTCAH) com representação na província falta de meios de transporte → atraso na
→ base para a realização de um bom dinamização dos programas e projectos de
trabalho de protecção social atendimento e desenvolvimento da acção
 Apoio e parceria de algumas ONGs social → DP impossibilitada de dar resposta a
existentes na província + ajuda e toda a demanda de apoio social da província
colaboração de igrejas na reintegração →  Falta de reconversão de carreira para os
organizações da sociedade civil parceiros educadores, vigilantes e assistentes sociais 
relevantes na assistência social sector com alta taxa de abandono dos postos
de trabalho
 Programa de geração de trabalho e renda +
programa de leite e papas → quadros da DP  Défice de equipamentos sociais básicos +
com experiência no desenvolvimento de Défice de centros de atendimento de 1ª
programas e projectos infância nos municípios + poucos alojamentos,

46
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 A existência de 13 CICs (10 - Dande, 2 - como lares e casas de passagem → dificulta


Dembos, 1 - Ambriz) e 1 CEC na província → um atendimento mais eficaz aos mais
base de rede de equipamentos sociais e necessitados → condições precárias para o
experiência na sua instalação e cumprimento total das atribuições do sector
acompanhamento  Exiguidade das verbas anualmente orçadas +
 Creches privadas (1 em Caxito e 7 no as crianças separadas da família até ganharem
Panguila) → existência de iniciativa privada confiança para prestarem informações
no sector → experiência de demora muito tempo e exigem muita despesa
acompanhamento e supervisão de → dificuldades de tesouraria na DP
instituições privadas na área social  Não existem linhas para denúncias de casos
 Realização de debates radiofónicos sobre a de violência (o SOS já funcionou em 2004,
problemática da criança → experiência de mas há muito deixou de funcionar) → crianças
parceria com o sector da comunicação da província menos protegidas
social em temas sociais → sociedade mais  Os lares e as casas de infância não dependem
informada sobre os direitos das crianças somente do nível provincial, mas também do
Plano Nacional → dificuldades acrescidas na
gestão destas instituições
 Classe de iniciação não abrange todas as
escolas + nem todas comunidades que têm
CICs → população com menor entendimento
da importância do ensino pré-escolar
 Muitas crianças brincam com minas (houve 5
mortos em 2010) → necessidade de continuar
campanha sobre perigo de minas
 Serviços de protecção civil e bombeiros com
recursos financeiros insuficientes →
elaborado plano de contingência em Janeiro
mas o mesmo tem orçamento limitado →
poucos stocks para acudir emergências →
dificuldade em acudir os sinistrados →
serviços prestados pela protecção não são os
mais desejáveis
Oportunidades Ameaças
 Participação de outras DPs no fórum  Reconhecimento do PND sobre reduzido nível
nacional sobre a criança em Angola + 11 de cobertura e de população vulnerável
compromissos da criança → permite maior abrangida pelos programas sociais e recursos
sensibilização e interacção com os outros humanos e financeiros insuficientes para
sectores garantir as actividades de reinserção social →
 Políticas nacionais de apoio ao dificuldades sentidas ao nível da província
empreendedorismo →bom estímulo para os  Existência de lacunas ao nível da legislação e
programas de geração de renda regulamentação → falta cobertura legal para
 Apoio internacional à desminagem em algumas actividades desenvolvidas ao nível
Angola → contributo importante para os local
esforços do INAD e do CNIDAH  Diminuição da importância da família na
 Criação do Instituto Superior de Serviço sociedade + comunidades rurais muito pobres
Social de Angola → possibilidade de e muito atingidas pela migração →
recrutamento de mais quadros qualificados transferência para a responsabilidade do
para o sector Estado de muitas das tarefas de protecção
social que normalmente não teria de assumir

47
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

3.2.7. Família e Promoção da Mulher


A DP da Família e Promoção da Mulher é um órgão do Executivo provincial composto por
três departamentos a saber: Promoção e Género; Política Familiar; e Administração e
Finanças. Cada um desses departamentos se subdivide em duas secções. Já o quadro de
pessoal, de acordo com o regulamento Interno deveria ter 45 funcionários, mas
efectivamente tem apenas 15, sendo 1 director, 3 chefes de departamento, 6 chefes de
secção, 1 técnico e 3 empregados de limpeza.

 Indicadores
Indicadores 2009 2010 2011 2012
Dados Gerais
1. Nº de casas de abrigo de referência 0 0 0 0
2. Nº de conselheiros familiares formados 2 2 3 3
3. Nº de casos de violência e aconselhamento 225 211 210 298
4. Nº de centros de Aconselhamento familiares 1 1 1 1
5. Beneficiários de micro crédito 600 0 0 110
6. Formação profissional realizada 0 0 0 0
7. Nº de mobilizadores e activistas em géneros
36 0 0 0
formados
8. Palestra sobre género e família realizadas 15 52 53 9
9. Nº de mobilizadores e activistas sociais formados 0 0 0 0
10. Nº de parteiras tradicionais capacitadas 193 374 269 ND
11. Nº de kits de parteiras (Não Acum.) 0 0 0 0
12. Nº de seminários sobre género e família (Não Ac.) 3 4 6 5
Desenvolvimento Rural
13. Nº de aldeias rurais requalificadas ND ND ND ND
14. Nº de aldeias rurais integradas construídas ND ND ND ND
15. Nº de habitações rurais requalificadas ND ND ND ND
16. Nº de famílias beneficiárias com o Programa de
ND ND ND ND
Estruturação Produtiva
17. Nº famílias beneficiárias com o Programa de
ND ND ND ND
Desenvolvimento Comunitário
18. Nº de famílias beneficiárias com o Programa de
ND ND ND ND
Apoio à Mulher Rural
Investimentos e receitas fiscais
19. Público (1.000 Akz) 31.801 ND 32.933 50.063
20. Privado (1.000 Akz) 0 0 0 0
21. Receitas arrecadadas: ND ND ND ND
Agentes / Emprego:
22. Recursos humanos 26 26 15 15

48
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Análise FOFA do Sector


Forças Fraquezas
 Departamentos da D.P da Família e  Insuficiência de quadros + falta de
Promoção da Mulher funcionam de especialistas em psicologia + pouco
forma integrada + existe colaboração incentivo à formação + fraca capacidade
com as outras direcções provinciais → do pessoal dos departamentos para
sector pode funcionar de forma mais elaboração de projectos de combate à
coordenada e criando sinergias pobreza, incluindo sobre o analfabetismo
 D.P com autonomia para elaboração de na perspectiva de género → deficiente
planos → possibilidade de serem cumprimento das políticas de inserção da
incluídas as prioridades do sector → mulher no desenvolvimento sustentável
planos mais próximos da realidade das  Falta de autonomia da Direcção Provincial
famílias e em particular das mulheres na aprovação dos planos sectoriais +
 Participação dos funcionários do Inexistência, nalguns municípios, de áreas
departamento administrativo nas que respondem pela questão da família e
formações do IFAL → quadros do sector promoção da mulher + pouca capacidade
com capacidades reforçadas do sector (insuficiência de pessoal e de
 Existência do programa de apoio à meios de transporte) para acompanhar o
mulher rural → Mulheres do Dande funcionamento do sector em toda
(110) beneficiadas com crédito → maior província + Insuficiência de fundos para a
facilidade no desenvolvimento da realização dos programas radiofónicos,
actividade do campo e no pequeno havendo riscos do seu encerramento + 36
negócio → pode contribuir para a mobilizadores / activistas de género
redução da pobreza deixaram de colaborar com o sector por
 Existência da sala de aconselhamento + falta de subsidio → dificuldades acrescidas
colaboração das autoridades na execução das prioridades do sector
tradicionais no aconselhamento e  Aumento de casos de violência doméstica
sensibilização + existência de + Fuga à paternidade + inexistência de
programas radiofónicos sobre temáticas centros de acolhimento + limitados
do sector + aumento do número de espaços para sensibilização → perigo das
conselheiros familiares formados + vítimas tornarem-se mais vulneráveis →
colaboração das igrejas nas acções de aumenta do desentendimento no seio das
sensibilização → existência de famílias + aumento do número de casos de
mecanismos diversificados de retirada de queixas → pode provocar o
sensibilização das populações → aumento do desequilíbrio social e constitui
Aumento das denúncias de casos de uma ameaça à integridade social
violência na província → pode reduzir a  Inexistência de instituições com prática de
prática de violência e reforçar o Desenvolvimento Económico Local na
entendimento entre membros de perspectiva do Género + dificuldades no
famílias funcionamento dos BUEs existentes + falta
 A presença das parteiras tradicionais de instalação de BUEs previstos para
em todos os municípios + participação outras localidades  desmotiva a adesão
de algumas delas nas acções de das famílias aos programas de fomento do
capacitação / refrescamento anual → empreendedorismo
possibilita a redução da mortalidade  Mulheres rurais com problemas de

49
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

materna infantil (antes, durante e após escoamento da produção + dificuldades na


o parto) no meio rural comercialização dos produtos + o facto de
 Famílias assistidas com kits profissionais o MAPESS ter suspendido a distribuição
e equipamentos → fomento ao dos kits profissionais, incluindo à brigada
empreendedorismo → pode contribuir de trabalho para o auto emprego →
para reduzir a violência causada pelas mulheres da província com pouca
dificuldades financeiras possibilidade de se desenvolverem
economicamente
 Municípios rurais com défice na
representação de mulheres nas estruturas
de poder + sobrecarga de trabalho →
existência de desigualdades de género em
vários níveis
Oportunidades Ameaças
 Legislação sobre violência doméstica +  Baixa taxa de reembolso dos projectos de
existência de actividades de âmbito micro créditos → menores valores
central → pode potenciar o sector na disponíveis para o micro crédito
realização de mais palestras, seminários  Falta de centros de formação profissional
e jornadas de sensibilização + Jornada na província → população sem acesso a
da Mulher Rural → ajudam a traçar formação profissional → menores
linhas de actuação com base na possibilidades de acesso ao mercado de
realidade e a definir as prioridades trabalho
 A criação do BUE → fomenta o  Não institucionalização da planificação e
empreendedorismo e os pequenos orçamentação na óptica do Género 
negócios menos mecanismos de luta pela igualdade
 Várias convenções e protocolos de género
internacionais sobre a mulher, género e  Migração das aldeias rurais para as cidades
família, ratificados e publicados por + falta de vias rurais + analfabetismo 
Angola → País a dar maior importância desincentivos ao desenvolvimento rural
a estas temáticas

3.2.8. Antigos Combatentes


A DP dos Antigos Combatentes e Veteranos de Guerra é um órgão do Governo constituído
pelos departamentos de Administração, Recenseamento e Controlo Assistência e Reinserção
Social. De acordo com o quadro de pessoal constante do regulamento Interno, a DP deveria
ter 48 funcionários, mas somente tem 33, sendo 1 director, 3 chefes de departamento, 5
chefes de secção, 1 inspector e 23 com outras categorias. Em todos os municípios existem
secções que respondem por este sector, sendo os chefes destas secções, juntamente com os
chefes de repartição da área social, os interlocutores da Direcção Provincial.

50
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Principais indicadores do sector


Indicadores 2009 2010 2011 2012
Dados Gerais
1. Recenseados Existentes ND 390 161 518
2. Deficientes Reavaliados ND ND 59 23
3. Beneficiários de Pensão de
9.195 9.066 8.858 8.909
Reforma
4. Assistidos Recadrastados ND 7.610 ND ND
5. Assistidos Bancarizados 2.791 3.618 7.290 7.577
6. Declarações emitidas 2.105 5.826 589 176
Investimentos e receitas fiscais
7. Público (1.000 Akz) 904.935 1.148.457 1.631.358 1.819.141
8. Privado (1.000 Akz) ND ND ND ND
Agentes / emprego:
9. Nº de trabalhadores no sector ND ND ND ND

 Análise FOFA do sector


Forças Fraquezas
 Existência de secções dos antigos  Falta de espaço nas instalações, meios e
combatentes que respondem pelo sector equipamentos na DP → Impossibilidade
em todos os municípios → chefes de de recrutar mais funcionários → Quadro
repartição da área social também são de pessoal preenchido em menos de
interlocutores da DP → municípios 70% → Elevado número de faltas
sempre estão representados nas reuniões injustificadas
provinciais → boa ligação da província aos  Recursos financeiros insuficientes para
municípios e vice-versa as responsabilidades atribuídas →
 Condições mínimas de trabalho na DP → Impossibilidade de visita aos municípios
bom espírito de equipa na DP → Dificuldades de apoiar as famílias dos
 Aumento do número de beneficiários beneficiários em caso de morte
bancarizados → diminui a possibilidade de  Atrasos nos pagamentos das pensões →
suspeição sobre os funcionários problemas sociais graves para os
beneficiários
Oportunidades Ameaças
 Reconhecimento por parte do Estado da  Muitas vezes os quadros recrutados não
dívida que a sociedade tem para com os correspondem às necessidades do
antigos combatentes e veteranos da sector (Ex: receberam enfermeiro mas
Pátria → esperança que as dificuldades não têm posto médico) → Dificuldades
sentidas sejam ultrapassadas acrescidas de gestão de recursos
 Políticas de integração na sociedade e humanos
apoio ao empreendedorismo →
oportunidade de mais dignidade do grupo
alvo

51
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

3.2.9. Juventude e Desporto


A Direcção Provincial de Juventude e Desporto tem um número de funcionários abaixo do
referido no quadro orgânico, mas também não dispõe das infra-estruturas necessárias para
acolher mais quadros. Após construção do edifício das Direcções Provinciais, poderá ser
reajustado o quadro do pessoal.

 Principais indicadores do sector


2009 2010 2011 2012
Dados Gerais
1. Associações juvenis 19 9 18 18
Membros de associações 32.331 33.922 33.922 33.922
2. Nº de Kits distribuídos ND 356 ND ND
Nº de Beneficiários ND 982 ND ND
3. Nº de Associações Desportivas 6 5 6 6
4. Nº de clubes 16 16 16 9
5. Nº de academias 6 2 6 2
6. Nº de técnicos 95 44 95 87
7. Nº de Atletas 701 1.251 701 390
8. Nº de árbitros 43 20 43 20
9. Nº de cronometristas 2 2 2 2
10. Núcleos Desportivos: 4 2 4 4
-Academias ND 5 ND 4
-Técnicos ND 6 ND 6
-Atletas ND 470 ND 209
11. Infra-estruturas: 31 23 12 27
- Campos de futebol ND ND ND ND
- Campos multiuso ND ND ND ND
Indicadores de investimento
12. Público: PIP (1.000 Akz) ND ND ND ND
13. Privado ND ND ND ND

 Análise FOFA do sector


Forças Fraquezas
Juventude:  Inexistência de meios de transporte e
 Elevado número de membros nas verbas reduzidas → dificulta a participação
associações juvenis → potencial para dos atletas em algumas provas e a
organização de dinâmicas juvenis que organização de eventos
permitam encontrar soluções aos seus Juventude:
problemas, assim como para lhes dar razão  Falta de emprego para a juventude → fonte
de ficarem na província para aumento da delinquência e aumento
 Existência de um bairro social da juventude da saída dos jovens para Luanda
com 92 casas no Dande → apesar de  Insuficiência de centros de formação
debilidades cria um precedente na profissional → diminui a probabilidade dos
implementação de projectos para a jovens encontrar emprego e criar auto-
juventude emprego remunerador

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Centro comunitário do Ambriz → base para  Má qualidade das 92 casas do bairro social
organização de actividades recreativas e da juventude → podem não durar o período
informativas de amortização e cria desconfiança e má
imagem
Desporto:  1ª experiência de Crédito Angola jovem na
 Existência de associações, clubes e núcleos província mal gerida  não houve
desportivos → têm um papel fundamental reembolso nem se transformou em
no fomento do desporto projectos  gestores do projecto a nível
 Existência de várias modalidades centra decidiram não lançar 2ª fase no
desportivas na província → permite Bengo
diversificar o sector, oferecer opções aos
jovens desportistas consoante as suas Desporto:
preferências e potencialidades e descobrir  Falta de campos/espaços minimamente
novos talentos organizados, treinadores e meios de base,
 Vários campos em reabilitação e existência nomeadamente no interior  limita o
de 3 campos multiuso (Bula, Dembos e acesso a actividades desportivas
Pango) → melhoria progressiva das infra-  Falta de infra-estruturas desportivas e não
estruturas de desporto conclusão de outras (Estádio Municipal do
 Projecto de formação de professores para Dande e os campos com balneários no
fomentar o desporto escolar → base para Ambriz) → possibilidades limitadas de
massificação do desporto praticar o desporto e desenvolver equipas
 Organização anual de corridas com locais
participação de profissionais → tem servido  Fraca gestão e manutenção das infra-
de ponto de partida (inspiração) para estruturas e dos equipamentos existentes
muitos jovens que querem ser atletas  diminui a sustentabilidade dos
profissionais investimentos
 Insuficiência de verbas em diferentes
rúbricas no orçamento de direcção →
dificuldade em responder às necessidades
do sector e aos pedidos de apoio das
associações desportivas (organização de
competições, participação em competições
externas, fornecimento de equipamentos e
material)
 Falta de formação para técnicos e
monitores desportivos → limita a
progressão dos atletas
 Falta de patrocinadores para financiar
eventos desportivos → perda de
oportunidades para fomentar o sector
Oportunidades Ameaças
Juventude:  Atracção de Luanda  saída dos jovens
 Programa Angola Jovem → base para poiar
no fomento do auto-emprego e melhoria
das condições de vida da juventude
 Centro comunitário dos Dembos em
construção → base para organização de
actividades recreativas e informativas
 Distribuição de kits profissionais para jovens

53
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

(MINARS) → Fomento do auto-emprego


para a juventude
 Distribuição de materiais de construção
para casais jovens (MINARS) → apoio para
concretização do sonho de casa própria aos
casais jovens

Desportos:
 Programa Despontar → fonte de
financiamento para construção de campos
de futebol e multiuso
 Programa Caça Talentos → pode apoiar a
descobrir jovens talentosos nas diversas
modalidades desportivas
 Cooperação entre o Ministério da Juventude
e Desporto e o Ministério da Educação →
Acções formativas de técnicos e professores
de educação física nas escolas

54
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

3.3.Domínio das Infra-estruturas


O memorando feito pelo Governo da Província do Bengo sobre a situação económica e social
da Província, foi explicitada a preocupação sobre o estado inacabado, ou não iniciado, da
grande maioria das obras de responsabilidade central. Uma Delegação Ministerial
Multissectorial realizou uma visita no início de 2013 de que resultou um relatório com
constatações, conclusões e recomendações sobre os seguintes aspectos:

Vias de acesso:
Forma inseridos 9 projectos nos PIP de 2009 a 2012 para reabilitação de 683,2 km de
estradas primárias e secundárias, num valor total de USD 958.349.164,40, dos quais 49%
foram fisicamente executadas, e 41,7% pagos. No PIP 2013 foi inserido um total de
7.562.883.892 Akz, pelo que ficam por orçar e pagar 32.400.276.263 Akz. Os prazos para
entrega destas obras são Dezembro de 2013 até Agosto de 2014. Para apenas uma obra – o
troço Caienge/Muxaluando, a Delegação recomendou a mudança do empreiteiro.
O Núcleo de Pontes do INEA será mobilizado para substituir de imediato as pontes metálicas
com vão igual ou inferior a 30 metros por estruturas metálicas novas. Propõe-se reabilitar
688km dos mais de 1000 km de estradas terciárias da província.

Infra-estruturas:
A estrada circular à cidade do Caxito está a ser enquadrada num programa mais amplo e
está a ser realizado um novo concurso para construção das infra-estruturas integradas de
Caxito, que terá como complemento a finalização do projecto de protecção do Rio Dande,
onde faltam os acessos pedonais e a preparação de locais para lavagem de roupa para a
população.
Para o projecto de construção de infra-estruturas e de 1.350 casas sociais no Panguila, foram
alocados respectivamente 13,9 e 6,8 milhões de dólares no PIP 2013.

Energia e água:
A reabilitação da rede eléctrica de média e baixa tensão da cidade de Caxito está concluída,
faltando estendê-la para chegar a mais 25.000 ligações domiciliares.
A rede de captação, tratamento, adução e abastecimento de água potável a Caxito e Porto-
Quipiri, tem uma previsão de conclusão no fim do 1º semestre de 2014. O projecto teve
procedimentos incorrectos e deve obter-se o Visto do Tribunal de Contas.

Ensino superior:
O Ministério do Ensino Superior (MES) dará um acompanhamento e enquadramento maior à
carência de rigor disciplinar e estado das instalações da Escola Superior Pedagógica do
Bengo (ESPB), que irá ser transferido para Quibaxe. Nenhuma das instituições privadas de
ensino superior na província tem autorização legal.
Vão ser retomadas as obras nas infra-estruturas herdadas do MINARS e adstritas à
Universidade Agostinho Neto, mas os valores disponíveis são insuficientes.

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Não deve haver municipalização do Ensino Superior durante ainda muitos anos e o MES
exorta à retenção de quadros e técnicos nacionais e estrangeiros, destacando a
disponibilização de residências para os mesmos.

Finanças:
Vão ser retomadas as obras de construção da Delegação Provincial das Finanças, mas não foi
possível inserir a reabilitação da Repartição Fiscal dos Dembos como prioridade.

Planeamento e desenvolvimento do território:


Os projectos do Hospital Materno-Infantil Provincial do Bengo, do Complexo de Formação
Profissional e da Igreja Metodista do Piri vão ser retrabalhados e inseridos em próximos
exercícios orçamentais. Já o Plano de Intervenção Especial apresentado no memorando do
GP por um valor total estimado em 285,3 mil milhões de kwanzas, não consta do OGE 2013,
porque o valor orçado é muito alto em relação à capacidade de absorção. Os projectos do
Fundo Coca-Cola encontram-se paralisados, devendo o MinFin encontrar uma solução.
O projecto SONIP de 2.000 fogos para a cidade de Caxito, “foi abandonado ou adiado sine
die, em função de uma orientação para se priorizarem os projectos já iniciados”, mas deve
ser retomado, devendo ser destinado a pessoas que trabalham, estudam ou vivem já na
Província do Bengo.
A questão dos edifícios para administrações municipais deve ser analisada pelo MAT e
Ministério da Construção.
O GP deve impedir a proliferação de ocupações ilícitas de terrenos na zona do Panguila.

3.3.1. Ordenamento do Território, Construção, Habitação e Ambiente


A Direcção Provincial das Obras Públicas, Urbanismo e Construção, representa a nível
provincial o Ministério do Urbanismo e Habitação, o Ministério das Obras Públicas e
Construção, e o Ministério do Ambiente. É composto pelos departamentos da Construção,
da Inspecção das Obras Públicas, do Ordenamento do Território e do Ambiente, para além
dos serviços administrativos das Obras Públicas e os serviços administrativos do Urbanismo.
Segundo o Estatuto orgânico, o sector das obras públicas (OP) devia ter 43 trabalhadores,
mas só tem 22, dos quais 3 são técnicos de especialidade, todos os outros sendo
administrativos. Muitos deles são novos, com nível académico médio, e têm um rendimento
baixo. Para o Urbanismo e Ambiente (UA), a DP deveria ter 45 trabalhadores. Na prática,
tem 36, incluindo 3 técnicos de especialidade também, mas de forma geral, o nível dos
funcionários nesta área é melhor.
A área das OP tem como função de controlar a política das OP, através da organização de
estudos, elaboração, acompanhamento e supervisão de projectos, e contratação de
empresas para concursos públicos (registam as empresas que pretendem participar, fazem
uma 1ª selecção em função do nível da obra e da capacidade das empresas, e participam na
comissão criada para fazer a selecção final). O Departamento de Inspecção das OP foi criado
em Fevereiro de 2013 para facilitar a fiscalização das obras. Não foi aprovado ainda mas
devia ser, é necessário.

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

A área do Urbanismo faz cumprir a Lei de Terra, propõe loteamento, faz estudos de
projectos, licenciamento de obras, aprova concessão de terrenos até 100 hectares e dá
parecer para os terrenos maiores para aprovação em Conselho de Ministros. Até Fevereiro
de 2013 existia o Departamento do Ordenamento do Território, agora a proposta é que
passe sob controlo do Vice-Governador para o sector económico. É de notar que o IGCA tem
tido dificuldades em responder aos pedidos de legalização de terrenos, pelo que esta função
passou temporariamente para a DP que tratou de 800 casos. Vai agora restituir esta
responsabilidade ao IGCA e fiscalizar a actividade do mesmo.
A área do ambiente controla as políticas públicas em ambiente e desenvolvimento
sustentável, que incluem o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos, e o Plano de Gestão dos
Recursos Hídricos. Fazem educação ambiental, organizam a criação dos aterros sanitários,
supervisionam a protecção das áreas de conservação (incl lidam com casos de conflitos
homens-animais como está a acontecer com os elefantes nos Dembos, sabendo que
representam também potencial de ecoturismo se for bem organizado), fiscalizam as
actividades com impacto sobre o ambiente, e asseguram os processos de licenciamento
ambiental. Portanto é uma área transversal tanto ao sector das OP, como da Indústria,
Geologia e Minas, Agricultura, Turismo, Águas e também Saúde. Para além do
licenciamento, devem monitorar as actividades com impacto ambiental.

 Indicadores
2009 2010 2011 2012
Ordenamento do Território
1. Nº de município com instrumentos de
0 0 0 0
ordenamento do território
2. Nº de centros urbanos com projectos de
0 0 0 1 (Caxito)
requalificação urbanística
3. Parcelas de terra cadastradas na Rede
ND ND ND ND
Geodésica Nacional (em km2)
Construção
4. Rede viária: ND ND ND 901km até
a) Rede fundamental (km) ND ND ND 2012, incl.
b) Rede secundária (km) ND ND ND Icolo e
c) Rede terciária (km) ND ND ND Quissama
5. Pontes: ND ND (Até 2011) ND
a) Reabilitadas ND ND 14 ND
b) Por reabilitar ND ND 27 ND
6. Edifícios públicos:
a) Reabilitação/construído (un.) ND ND ND ND
b) Avaliação patrimonial (1.000 Akz) ND ND ND ND
7. Infra-estruturas integradas:
a) Projectos em execução ND ND ND ND
b) Construção (un.) ND ND ND ND
Habitação
8. Nº de fogos habitacionais construídos: 0 0 0 800
a) Dande 0 0 0 0

57
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

b) Ambriz 0 0 0 200
c) Nambuangongo 0 0 0 200
d) Pango Aluquém 0 0 0 0
e) Dembos 0 0 0 200
f) Bula Atumba 0 0 0 200
9. Novas centralidades:
- Nº de centralidades 0 0 0 0
- Nº de casas 0 0 0 0
10. Nº de reservas fundiárias ND ND 3 11
11. Superfície das reservas fundiárias (ha)
a) Dande (superfície e nº) ND ND 1.821 (2) 1,821
b) Ambriz ND ND 1.494 2.512 (5)
c) Nambuangongo ND ND ND 455,35 (1)
d) Pango Aluquém ND ND ND 207,95 (2)
e) Dembos ND ND ND 467,55 (2)
f) Bula Atumba ND ND ND 396,44 (1)
 Total ND ND 3.315 5.860,29
12. Alienação do património habitacional ND ND 16 ND
Ambiente
13. Nº de campanhas de educação,
ND ND ND ND
sensibilização e formação das populações
14. Nº de grupos de actividades ambientais ND ND ND 12
15. Nº de Estações de Tratamento de
0 0 0 0
Resíduos com Tecnologias ambientais
16. % de projectos com avaliação de impacto
ND ND ND ND
ambiental
Investimentos
17. Público (PIP Urbanismo, Construção) -
ND ND ND ND
1.000 Akz
18. Privado – 1.000 Akz ND ND ND ND
19. Público (Vias de Acesso) - 1.000 Akz ND ND ND ND

 Análise SWOT
Forças Fraquezas
 Formações internas organizadas  Falta de conhecimento da legislação em
pela DP para os seus novos termos de recrutamento de pessoal. Podiam
funcionários  assegura fazer concurso de especialidade e não só do
melhoria contínua do nível dos regime geral  falta de técnicos de
quadros especialidade no sector
 Existência de bolsas para ajudar  Salários baixos e muito aquém dos de Luanda,
os jovens a formarem-se  falta de condições (habitação, comunicação,
podia ser base para ter quadro transporte) e falta de fundos para ter
do pessoal qualificado contratados → quantidade e qualidade do
pessoal baixo e dificuldade em atrair e reter os

58
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Reservas fundiárias definidas → técnicos qualificados, incluindo os jovens que


base para ordenamento tiveram bolsas para se formarem fora do país
integrado do território  Falta de coordenação entre os vários sectores,
 Plano de Desenvolvimento e entre as OP e o GEPE + fraca capacidade dos
Urbanístico de Caxito (ainda por sectores e das ADM em apresentarem as
aprovar)  base para necessidades locais de forma detalhada e com
ordenamento do território da uma visão integrada + falta de planos
capital provincial directores  planificação das obras públicas,
 Existência de um Plano Director construção e ordenamento do território débil
Integrado para o Panguila sob e não integrada numa visão global
responsabilidade do Ministério
da Construção  em curso a  Falta de Planos Directores Municipais  Falta
reorganização da zona que é das de instrumentos para ordenamento do
mais densas da província em território nos municípios
termos demográficos  Reservas fundiárias sem infra-estruturas nem
plano urbanístico  risco de instalação
 Vias de acesso principais em bom desordenada de empresas e de se reproduzir a
estado e boa ligação com as realidade actual em vez de melhora-la
províncias de Luanda, Uíge e  Desconhecimento da legislação e falta de
Zaire  facilita as possibilidades quadros qualificados nas ADM  não usam
de desenvolvimento da província planos de loteamento e concedem títulos sem
especificação do uso  complica o
 Reconstrução progressiva dos ordenamento do território
edifícios públicos, incluindo de  Com a nova divisão administrativa, herança da
educação e saúde  melhoria zona do Panguila com várias famílias por casa
das condições de trabalho, dos nos projectos habitacionais de
serviços públicos para a reassentamento por um lado, e falta de
população e da imagem dos controlo de certos bairros por outro lado 
órgãos públicos criação de pressão sobre o Bengo sem que
tenha os instrumentos para responder
 Projecto de 200 casas em todos  Fraca capacidade do IGCA em responder aos
os municípios fora do Dande  pedidos de legalização de terrenos  dificulta
base para fixar quadros nos o ordenamento do território e cria frustrações
municípios junto das pessoas que procuram seguir a lei
 Condomínio para estudantes
universitários no Dande  base  Projecto de centralidade de Caxito (2000
para reter os jovens em curso de casas) nunca arrancou, apesar do terreno já
qualificação ou com vontade de estar preparado  falta de oportunidades
se qualificarem habitacionais na capital provincial, incl. para
 Projecto das Casas Evolutivas os funcionários e sentimento de abandono
preconcebido ou transformado porque todas as outras províncias estão a
em projecto de reabilitação de construir centralidades
casas  permitiu arranque com  Maioria das habitações construída de forma
condições mais aceitáveis precária e qualidade baixa de certos projectos
do Estado também  nível do parque

59
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

habitacional baixo e pouco sustentável


 Existência de muitas construções antigas por
reabilitar, algumas com valor histórico e
turístico, por exemplo, as ruinas do banco
Comercial de Angola e o antigo Palácio do
conselho (Bula Atumba)
 Mau estado da maioria das estradas não
principais e dependência do executivo central
para reabilitação  morosidade na resolução
dos problemas de vias de acesso, enquanto é
fundamental para se poder desenvolver todos
os outros sectores
 Falta de material de construção 
morosidade na execução e acabamento das
obras

 A maioria dos cidadãos que arrendaram casas


do estado, não pagam a renda  perdas na
arrecadação de receitas fiscais
Oportunidades Ameaças
 Visita e relatório da Delegação  Pressão demográfica vindo de Luanda e
Ministerial Multissectorial que morosidade na resposta às necessidades
foi criada para responder ao habitacionais das pessoas  crescimento
estado das obras de desordenado e invasão de terrenos,
responsabilidade central no nomeadamente nas zonas mais próximas de
Bengo  melhor seguimento do Luanda, em parte em terrenos cedidos há
andamento das obras em curso e muito tempo a privados mas que nunca foram
base de planificação para os usados  dificulta a organização do território
próximos anos  Enxurradas  criam atrasos nas obras
 Pedreiras das Mabubas  risco para a
 Propostas em estudo ou em barragem, o ambiente e as comunidades
curso de aprovação para
projectos turísticos, hoteleiros,
sociais e no domínio das pescas
em toda a costa  potencial
base para desenvolvimento
urbanístico da costa e dados a
tomar em conta na elaboração
dos instrumentos de
ordenamento do território

60
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

3.3.2. Energia, Água e Saneamento


O sector da energia e água está sob controlo da DPEA, que funciona com 20 quadros,
enquanto devia ter 48. Faltam nomeadamente um chefe para o departamento da energia e
os chefes das secções de apoio aos sistemas isolados (energia), desenvolvimento energético
e água e saneamento. Falta também o chefe de secção de gestão do orçamento e
património. É importante realçar que o saneamento não está apenas assumido pela DPEA. O
Departamento do Ambiente, na DP do Urbanismo e Construção, é responsável pela
implementação do Plano Nacional de Gestão de Resíduos Sólidos (que a nível nacional é de
facto só tutela do Ministério do Ambiente) com acompanhamento da DPEA, e do Plano
Nacional de Recursos Hídricos (que a nível nacional é gerido pelo Ministério de Energia e
Água). O Vice-Governador para as infra-estruturas e o GEPE são também responsáveis pelas
questões de saneamento, nomeadamente através nos investimentos em infra-estruturas
integradas.
A nível municipal, são os serviços comunitários que tratam do saneamento, mas o
orçamento para as brigadas comunitárias de limpeza por exemplo vem dos fundos de
municipalização dos serviços de saúde, e existem de facto iniciativas do sector da saúde em
relação às questões de saneamento, por constituírem um dos factores centrais no estado de
saúde da população. A ligação entre água e saúde é igualmente muito forte, pelo que estes
dois sectores devem cooperar de forma estreita para poderem ter um impacto maior no
combate à pobreza e na melhoria do índice de desenvolvimento humano na província.

 Principais indicadores do sector


2009 2010 2011 2012
Energia9
1. Potência Total Instalada (MVA)10:
a) Hidroeléctrica ND 2011 20 32
b) Térmica ND 8,1912 8,645 6,3
c) Fotovoltaica ND 0,06 0,06 0,06
2. Produção de energia (MWH):
a) Hidroeléctrica (anual) ND 12.000 12.000 58.000
b) Térmica ND 11.054 11.462 10.740
3. Energia Distribuída (GWH) ND ND ND ND
4. Energia consumida: Hidroeléctrica (MW/h) ND 14.400 14.400 29.700
5. Nº de beneficiários ND 118.326 122.102 125.879
Água
6. Produção de água potável na sede (m3/dia): 800 800 1.200 1.200
7. Produção total de água potável (m3/dia) 3.878 5.678 4.618 5.648
8. Nº de pontos de água existentes ND ND 89 ND

9
Todos os indicadores de Energia foram fornecu«idos pela Direcção Provincial excepto a potência fotovoltaica para
os anos 2014 a 2017.
10
Incluindo até 2011 os municípios de Icolo e Bengo e Quissama.
11
Com inclusão do município de Icolo e Bengo.
12
Com inclusão do município de Quissama.

61
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

9. Nº de chafariz (acumulados) 75 100 100 120


10. Nº de unidades instaladas ND 11 11 19
11. Nº de furos de água abertos: 39 47 80 80
a) Dande 28 28 37 37
b) Nambuangongo - 08 32 32
c) Ambriz 02 02 02 02
d) Dembos 09 09 09 09
e) Bula Atumba - - - -
f) Pango Aluquém - - - -
12. Nº de fontenários construídos ND ND ND ND
13. Nº de consumidores 100.000 125.000 175.000 225.000
14. Taxa de cobertura da população servida
20 25 35 45
com água (%)
15. Estações de Tratamento de água:
a) Existentes 10 10 11 13
b) Funcionais 5 5 08 10
Saneamento
16. Nº de projectos de infra-estruturas
integradas:
ND ND ND ND
a) Iniciados
b) Concluídos
17. Balneários operantes ND ND 3 ND
18. Lavandarias operantes ND ND 17 ND
19. Nº de latrinas públicas construídas ND ND ND ND
Investimentos
20. Público: PIP (1.000 Akz) ND ND ND ND
21.Privado (1.000 Akz) ND ND ND ND
Agentes / Emprego
22. Nº de brigadas comunitárias de limpeza
ND ND ND ND
criadas
23. Nº de empresas provedoras de energia,
ND ND ND ND
água e serviços de saneamento
24. Emprego gerado (Nº de pessoas) ND ND ND ND

 Análise FOFA do sector


Forças Fraquezas
Energia:  Maioria dos grandes investimentos
 Barragem das Mabubas  assegura produção de em infra-estruturas são de custo
energia para Caxito e arredores e Panguila (para muito elevados  geridos pelo
além de Luanda) executivo central
 Rede de centrais de produção de energia para os  Falta de pessoal qualificado e meios
vários municípios da província já definida: energia na DP  dificuldade em acompanhar
do Projecto LNG no Soyo para Ambriz, e das os projectos nos municípios
Mabubas para os outros municípios,  Nível de informação dos municípios
complementada com 3 mini-hídricas (1 sobre o sobre o sector débil e DP não tem

62
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Rio Loge no Ambriz, 1 sobre o Rio Lufuma em secção nem departamento de


Nambuangongo e 1 sobre o Rio Dange nos estatísticas  capacidade de
Dembos)  base potencial sólida para permitir o planeamento, intervenção e
desenvolvimento económico (incl. industrial) e monitoria muito limitada
social da província  Energia:
 Rede de distribuição de média tensão também já  Morosidade na implementação dos
definida, com base na recuperação das grandes projectos de produção e
subestações de Úcua (para Úcua e Pango), Píri distribuição previstos para a província
(para Píri e Muxaluanda) e Quibaxe (para Quibaxe  níveis actuais de acesso a energia
e Bula)  base para melhorar os níveis de ainda muito limitados
distribuição aos utentes  Esmagadora maioria da energia fora
 Memorando já assinado para instalação de da sede produzida por geradores que
sistemas solares para substituir os geradores nas funcionam acima da sua capacidade
unidades de saúde (incl. Hospital Geral do Dande),  encargo alto sobre as
nas escolas e para iluminação pública  base para administrações pelos custos em
assegurar maior acesso público a energia e combustível, fonte insegura e
substituição progressiva de fontes poluentes por poluente, e sobre carregamento dos
fontes não poluentes sistemas com risco constante de
interrupção
Água:
 Sistema de água instalado nas 6 sedes municipais Água:
e sistema motorizado em 6 sedes comunais   Sistemas existentes de captação,
Base, apesar de que precária, para atingir cerca de tratamento e distribuição de água
1/3 da população ainda limitados e centrados nas sedes
 Existência de uma estratégia de expansão para  apenas 35 a 40% da população tem
mais 6 sedes comunais  base para aumento acesso a água (abaixo da média
progressivo da taxa de acesso a água nacional de 56% perspectivada para
 Programa “Água para todos” já parcialmente 2012 e 59% para 2013)
gerido a nível municipal nos municípios dos  Pouca chuva na zona litoral  as
Dembos, Ambriz e Pango Aluquém  base para cacimbas secam e os tubos não
aumentar o acesso a água com base em resistem
prioridades localmente sentidas  Baixa capacidade de pagamento das
 Existência no Ambriz de uma empresa privada que famílias  dificulta o sistema de
trata e distribui a água a cerca de 7.000 dos 8.000 arrecadação de receitas, que dão
habitantes  pode servir de exemplo para origem a novos investimentos
intervenção de outras agentes privados
Saneamento:
Saneamento:  Sistema de esgoto do tempo colonial
 Criação pelo Departamento do Ambiente de 12  não responde às necessidades
Grupos de Actividades Ambientais nas escolas e actuais de gestão das águas residuais
realização de campanhas de limpeza  base para  Falta de aterros sanitários,
aumentar o nível de consciência das crianças e das contentores de lixo e sistemas de
famílias em relação ao saneamento reciclagem de lixo  fonte de
poluição e multiplicação dos vectores
de doenças transmissíveis
Oportunidades Ameaças
 Interligação progressiva a nível nacional das  Aumento descontrolado da população
centrais de produção (como as Mabubas) a um urbana + grandes projectos públicos e
sistema e dos diferentes sistemas entre eles  privados não planificados, sem que o

63
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

potencial para assegurar um nível de produção sistema esteja preparado para


permanente suficiente para responder às responder à demanda  sobrecarga e
necessidades disfuncionamento do sistema
 Empresa provedora de água a nível provincial em
fase de criação  base para melhorar o sistema
de distribuição de água

3.3.3. Transporte, Correios e Telecomunicações


A estrutura orgânica da DP de Transportes, Correios e Telecomunicações é composta por 3
departamentos e 6 secções. Contudo no quadro de pessoal falta preencher um posto de
chefe de departamento e um de chefe de secção. Dos outros 35 lugares previstos para o
sector, somente 7 estão ocupados. Os três departamentos existentes são o de
administração, o de transportes e o de correios, telecomunicações e meteorologia, onde se
verificam os principais problemas de falta de pessoal. Muitas vezes a DP recebe funcionários
sem especialização no sector sendo necessário fazer adaptações e formação de pessoal.

 Principais indicadores do sector


Indicadores 2009 2010 2011 2012
Produção:
1. Passageiros Transportados (Rede Pública e
4.915 1.025 1.075 1.080
Privada) (mil)
2. Carga Manipulada/ Transportada (Rede
15,5 48 40 35
Pública) (Mil Ton)
3. Novas escolas e centros de formação
3 3 3 4
instaladas
4. Nº de alunos que obtiveram carta de
76 132 445 110
condução
5. Nº de veículos na província 1.540 2.052 2.003 2.165
6. Cidades beneficiadas com expansão da rede
0 0 0 1
de táxis
7. Nº de viaturas licenciadas 221 102 50 31
8. Nº de Linhas Fixas Instaladas 2.408 14.034 13.112 7.910
9. Nº de Linhas Fixas Ligadas 774 1.833 2.398 1.786
10. Taxa de Teled. Fixa (%) ND ND 70 80
11. Nº de Usuários da rede Móvel ND ND ND ND
12. Taxa de Teled. Móvel (%) ND ND 70 80
13. Subscritores Internet 1 152 230 279
14. Taxa de Teled. Digital (%) ND ND ND ND
15. Correspondências Manuseadas 670 530 443 368
16. Estações Postais Informatizadas ND ND ND ND
17. Estações Postais com Salas de Internet 0 0 1 1
18. Estações Postais Reabilitadas 0 0 0 0
19. Estações Postais Construídas 0 0 1 1

64
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

20. Estações Sísmicas Instaladas 1 1 1 1


Investimentos e receitas fiscais
21. Público (1.000 Akz) ND 31.462 39.737 46.893
22. Privado (1.000 Akz) ND ND ND ND
23. Receitas arrecadadas (1.000 Akz) ND 1.102 934 686
Agentes / emprego:
24. Emprego no sector 350 350 233 100
25. Profissionais do sector de transportes
1 1 3 1
treinados

 Análise FOFA do sector


Forças Fraquezas
 Os chefes de repartição da área económica  Frota de autocarros tem muitos problemas
existentes em todos os municípios assumem a de manutenção, pelo que só metade dos
responsabilidade pela área de transportes → 107 autocarros está funcional → algumas
permite uma ligação entre a província e os operadoras de transporte faliram e levaram
municípios e vice-versa os meios → desperdício do investimento do
 Frota de autocarros (107) que poderiam Estado, redução da oferta de transporte de
satisfazer a demanda → existência de passageiros e aumento do preço do mesmo
empresas privada de transporte público →  Falta de transporte público das sedes
várias alternativas de serviços de transporte municipais para a sede da Província →
rodoviário de passageiros e mercadorias ao todos os transportes de pessoas e bens são
longo da estrada nacional → permite melhor privados e insuficientes em relação à
circulação de pessoas e bens procura → custos elevados dos transportes
 Elevada cobertura da rede de  Dificuldade na sensibilização para
telecomunicações móvel da província → licenciamento das viaturas e deficiências na
possibilita troca de notícias e informação fiscalização do sector informal dos
entre agentes económicos e na população em transportes → perca de receitas fiscais e de
geral autoridade do Estado
 Existência de estação de correios do Caxito  Investimentos na área de telecomunicações
reabilitada e em funcionamento → possibilita não concluídos nos municípios → centros de
que parte da população do Dande utilize estes recepção de sinal em todos os municípios,
serviços mas só funcionam em 3 deles → maioria das
 Existência de sistema de comunicação comunas sem sinal de telefonia móvel
administrativa entre as sedes municipais e  Ausência de infra-estruturas e
comunais → possibilidade uma maior eficácia equipamentos de apoio aos transportes
administrativa públicos → Insuficiência de oficinas de
 Grande interesse dos munícipes nas manutenção e reparação de viaturas →
Tecnologias de Informação e Comunicação degradação do parque automóvel →
(TICs) e internet → cursos mais procurados redução das alternativas de transporte de
são os de informática → abre perspectivas de passageiros e mercadorias
desenvolvimento rápido desta área  Inexistência de estações de correios em
 Existência de 2 centros meteorológicos → todos os municípios (excepto Dande) →
disponibilidade de dados importantes para o Impede prestação de serviço importante.
sector agrícola e mitigação de desastres
Oportunidades Ameaças
 Sector prioritário com vários projectos  Insuficiência de recursos humanos em

65
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

estruturantes e articulações com as qualidade e quantidade nas especialidades


plataformas logísticas → aumento da do sector → quadros recrutados não
actividade económica →obriga a atenção correspondem às necessidades do sector →
especial a este sector dificuldades acrescidas na gestão de
 Aumento na procura individual, empresarial e recursos humanos
institucional das TICs → projecto de  Muitos planos são feitos em Luanda sem ter
implementação da governação electrónico → em atenção as especificidades da província
estimulam o crescimento desta área → falta de eficácia eficiência nos
investimentos públicos
 Capacidades instaladas pela Angola Telecom
não são totalmente aproveitadas → atrasos
no desenvolvimento e prejuízos para o
sector

66
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

3.4.Domínio Institucional
3.4.1. Defesa Nacional, Interior e SINSE
[Não foi possível fazer um diagnóstico deste sector por impossibilidade de interagir com a
Delegação Provincial do Interior.]

3.4.2. Justiça
A Delegação Provincial da Justiça é composta pelos Departamentos técnico jurídico, serviços
de justiça, direitos humanos e resolução extrajudicial de litígios, de identificação civil e
criminal, de estudos, de planeamento e estatísticas e DAGOPTRHTI. Tutela uma
conservatória de registo civil e notariado no Caxito e 6 delegações municipais, 6 repartições
municipais de identificação civil e criminal e 2 balcões únicos do empreendedor.

 Principais indicadores do sector


Indicadores 2009 2010 2011 2012
Produção:
1. Nº de BIs emitidos 8.500 11.562 10.000 12.186
2. Nº de Averbamentos 4.520 5.514 3.214 825
3. Nº de registos de nascimento 10.000 10.668 9.335 11.333
4. Nº de Assentos de Nascimento 5.034 6.000 5.568 5.534
5. Nº de Processos de Casamento 19 28 64 69
6. Nº de Assentos de Casamento 14 20 48 57
7. Nº de Certidões 4.000 5.158 5.316 5.358
8. Nº de 2ª Via da Cédula Pessoal 250 384 438 464
9. Nº de registos de Óbito 180 244 278 274
10. Nº de Autenticações de Cópias 2.014 2.500 2.728 2.814
11. Número de requerimentos 1.158 2.868 11.364 13.245
12. Nº de Reconhecimento de Assinaturas 2.000 3.084 3.268 3.584
13. Nº de Procurações Diversas 90 110 150 130
14. Nº de termos de autenticação 588 787 838 939
15. Certificados de Registo Criminal 5.035 6.000 5.568 5.534
16. Nº de Lojas de Registo e Notariado 0 0 0 0
17. Nº processos judiciais findos 107 787 164 232
Investimentos e receitas fiscais
18. Público (1.000 Akz) ND 400.312 408.508 ND
19. Privado (1.000 Akz) 0 0 0 0
20. Receitas arrecadadas (1.000 Akz): ND 6.790 28.587 160.101
Agentes / emprego:
21. Nº Conservadores e Notários 7 8 7 7
22. Nº de Oficiais de Registo e Notariado 111 119 101 75
23. Nº de Técnicos Superiores de
9 8 6 6
Identificação
24. N.º de Técnicos de identificação 31 38 41 39

67
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

25. N.º de Técnicos Superiores do Regime


0 0 0 0
Geral
26. N.º de Técnicos do Regime Geral 18 24 22 22
27. Nº Magistrados em função dos
4 5 4 3
Tribunais e Órgãos de Polícia
28. Nº Magistrados Municipais 4 5 4 3
29. Nº Magistrados Provinciais 3 3 2 2

 Análise FOFA do sector


Forças Fraquezas
 Existência de recursos humanos  Enorme insuficiência de recursos humanos + deficiências
qualificados + atitude de esforço no sistema de avaliação de desempenho e promoções +
e dedicação → Administração de ausência de acções de formação e capacitação para os
Justiça a tentar servir os oficiais de justiça → falta de motivação dos funcionários.
cidadãos o melhor possível
 Esmagadora maioria das Infra-estruturas inexistentes ou
 Criação do SIAC + instalação dos em precárias condições de funcionalidade + Instalação
BUEs existentes na província → do Tribunal Provincial em escombros e gabinetes dos
algumas áreas da província com Juízes a funcionar num anexo + Procuradoria a funcionar
alguns serviços Integrados de num anexo + Provedoria de Justiça sem instalações +
Justiça. Falta de instalações para os Cartórios Notarias → órgãos
e funcionários da Justiça com precárias condições de
 Funcionamento do tribunal trabalho → razões acrescidas para a desmotivação.
provincial + modernização e
 Maioria das comunas não têm infra-estruturas nem
informatização dos serviços da
pessoal de registo civil + valor dos transporte e
Conservatória de Caxito →
emolumentos elevado + em muitos locais o sistema de
serviços com acesso mais fácil e
registo gratuito das crianças até aos 5 anos não funciona
procedimentos mais por falta material, por exemplo, livros e cédulas →
simplificados. Maioria da população sem registo de nascimento,
 Serviços de Registo Civil e incluindo crianças até aos 5 anos e as crianças das
famílias regressados do Congo que vivem no Ambriz.
notariado em todos os
municípios + construção e  Maioria dos municípios sem equipamentos para emissão
reabilitação das instalações da de Bilhete de Identidade + camião de identificação que
Identificação e Registo Civil nunca chegou a funcionar + existência de somente uma
(Ambriz e Bula Atumba carrinha para identificação + custos elevados para
respectivamente) + visitas obtenção do BI (cerca de Akz 16 000,00 incluindo o
regulares das brigadas de assento do registo e a certidão) → maioria dos
registo civil (Comunas do municípios tem 2 funcionários na identificação mas não
Dande)→ Serviços mais perto podem funcionar → Famílias com muitas dificuldades na
obtenção do BI por limitações financeiras, → maioria das
das populações e naturalmente
pessoas na Província ainda sem B.I.
de mais fácil acesso.
 Inexistência na província das Conservatórias de Registo
Automóvel, Comercial e Predial → custos acrescidos

68
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

para a população porque tem de se deslocar a Luanda


para ter acesso a estes serviços.

 Inexistência de Tribunais Municipais + muitos juízes


nomeados para a província abandonam o lugar →
Sobrecarga do Tribunal Provincial → justiça mais longe
da população.

 Procuradoria da República a funcionar somente na sede


da província → fiscalização e controlo da legalidade nos
municípios mais desprotegidos

Oportunidades Ameaças
 O processo da Reforma da  A degradação generalizada das infra-estruturas e justiça
Justiça + objectivo de criação de a nível nacional + falta em todo o País de Tribunais,
Tribunais em todos os Identificação Civil, de Conservatórias e Cartórios
municípios + aumento da Notários → os recursos existentes não permitem
capacidade de formação de resolver tudo com a celeridade necessária
recursos humanos, incluindo
 Quadros insuficientes no sector + pouca capacidade de
magistrados → possibilidade de
especialização dos funcionários → grande demanda e
uma justiça mais perto dos
competição pelos quadros existentes
cidadãos da província
 Informatização de alguns serviços (Identificação por
 Maior visibilidade da província
exemplo) + equipamentos mais sofisticados mas
no contexto nacional após visita
insuficientes + dificuldades de reciclagem dos
do Presidente da República +
funcionários existentes → menor eficácia na prestação
visita de trabalho do Ministro da
do serviço
Justiça à província →
contribuições importantes para  Dificuldades e injustiças nas promoções + diferenças nos
melhores condições de estatutos que regem os oficiais de justiça (estatuto
funcionamento do sector e de judiciário) e outros funcionários (regime geral) +
mais acesso por parte dos magistrados e oficiais de justiça não se devem ausentar
cidadãos da comarca sem autorização superior mas não têm
condições para lá viver → problemas sérios na gestão de
recursos humanos

3.4.3. Reforço Institucional


Uma das principais abordagens deste plano de desenvolvimento é que o seu êxito depende
em grande medida das capacidades institucionais existentes e a adquirir para a sua
implementação. Nesse sentido em todos os sectores do plano se podem encontrar
objectivos, prioridades, programas e projectos que têm como objectivo o reforço
institucional. Aqui procuraremos abordar aspectos comuns e transversais a todos os
sectores, aspectos relacionados com responsabilidade de órgãos essenciais como é o caso da
Delegação de Finanças e de apoio como é o caso do GEP e da Secretaria, só para dar alguns
exemplos.

69
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Abordagem no PND
Os objectivos definidos no Plano Nacional de Desenvolvimento para os sectores
institucionais são os de garantir o interesse público, qualificando e fortalecendo o Estado,
adaptar o seu papel à sua missão. Melhorar e promover a boa governação, prestar serviços
adequados e contribuir para o desenvolvimento económico e social são outros dos
objectivos traçados.
O Plano tem ainda como objectivos prioritários a promoção de uma nova imagem da
administração pública, a simplificação das estruturas e a diversificação das soluções
organizativas, o alargamento do e-government, a valorização dos recursos humanos,
aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização e valorizar as condições de prestação de serviços
públicos.
Já no que concerne ao objectivo do Ordenamento e Gestão do Território, pretende-se que a
governação local garanta uma prestação dos serviços eficaz e inclusiva em prol do
desenvolvimento e redução da pobreza. São objectivos específicos prioritários a realização
de reformas na governação local para uma prestação de serviços eficiente e efectiva, a
promoção de sistemas de financiamento local que garantam o aumento da cobertura e
melhoria da qualidade das infra-estruturas públicas nos municípios e autarquias, fortalecer
as capacidades institucionais, técnicas e humanas, o reforço das políticas no domínio da
desconcentração e descentralização, melhorando os mecanismos de coordenação, monitoria
e avaliação (M&A) dos programas, projectos e acções de desenvolvimento local, a criação de
Autarquias Locais e a produção de diplomas legais, nomeadamente a lei das autarquias
locais e do poder tradicional
 Abordagem na Província
Uma atenção especial é dada em todo o Plano aos recursos humanos que fazem parte dos
vários órgãos da província, pois são eles que vão implementar, reajustar e monitorar o
plano, sendo evidente que quanto melhor e mais forte forem as suas capacidades individuais
e colectivas, maior será o sucesso do plano.
Um problema que atravessa todos os sectores da província, tem a ver com a fiabilidade dos
dados que são a base da planificação, mas que a sua actual inconsistência e contradição,
dificulta de forma gigantesca o trabalho e desempenho da província, pelo que este assunto
deve ser tratado.
Outro eixo fundamental é o da necessidade de reforço das relações orgânicas entre o nível
provincial e municipal numa perspectiva de apoio mútuo e de enquadramento das acções,
de partilha de capacidades e conhecimentos, como garantia do êxito dos planos e de uma
melhor prestação de serviços às populações.
Por último considera-se essencial que no período de vigência do presente plano, a província
dê um salto qualitativo com vista a uma gestão mais participativa e interveniente por parte
dos cidadãos, tendo os Conselhos de Auscultação e Concertação Social (CACS) um papel vital
nessa participação.

70
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Análise FOFA do sector

Forças Fraquezas
Recursos Humanos Recursos Humanos
 Existência de quadros  Direcções Provinciais e Administrações Municipais e
(ainda que insuficientes) Comunais com dificuldades de quadros com capacidade
cada vez mais qualificados de gestão, monitoria e fiscalização para responderem às
+ brio profissional de actuais demandas dos serviços públicos + grandes
muitos funcionários → diferenças entre quadros orgânicos previstos e
capacidade crescente para existentes + muitos funcionários que não vivem na
uma maior eficácia dos província →prestação de serviço com menos qualidade
serviços  Falta de condições nas zonas rurais + ausência de
 Mapeamento dos estímulos para quem vai trabalhar para essas zonas +
funcionários públicos sistema de controlo de ausências ineficaz em muitos
existentes feito até ao sectores → muito absentismo na função pública +
nível dos municípios e existência de trabalhadores “fantasmas”
comunas → maior  Falta de classificador de funções e de descrições de
controlo sobre o quadro tarefas + sistema de supervisão e avaliação de pessoal
de pessoal da com muitos problemas + ausência de plano provincial
administração pública da de formação de quadros → dificulta a criação e
província aperfeiçoamento dos quadros
Governação  Muitos trabalhadores sem as qualificações académicas
 Funcionamento regular desejáveis + falta de capacidade analítica de muitos
das reuniões do GP e do quadros → fraca qualidade do trabalho realizado
CACS provincial → espaços Governação
de discussão e decisão do  Dificuldade das AMs e até DPs terem acesso a legislação
executivo estão funcionais + dispersão das instalações das DPs e distância em
Relação entre os vários níveis relação ao GP + existência de muitas reuniões e
de governação comissões a que os membros do Governo têm de
 Nível provincial assistir → limita o exercício da função de governação
normalmente responde  Demasiada concentração de responsabilidades
positivamente às nalgumas áreas (por exemplo GEP) + falta de
solicitações de apoio do informação sobre a que nível e por quem são tomadas
nível municipal + as decisões (por exemplo o orçamento dos Órgãos
Directores Provinciais Dependentes da Unidade Orçamental Governo
fazem acompanhamento Provincial) + falta de informação sobre os critérios
dos vários municípios → utilizados (por exemplo na decisão sobre o PIP) →
cooperação mais estreita e dificulta ter uma governação colegial
conhecimento mais Relação entre os vários níveis de governação
profundo entre os 2 níveis  Orientações metodológicas do Executivo Central para as
 A existência do PMIDRCP e DPs são muito díspares em termos de rigidez,
das respectivas Unidades intensidade e clareza → confunde entendimento sobre
Técnicas ao nível o que é a dependência metodológica
provincial e municipal →  Falta de clareza sobre o papel que as DP e órgãos de
espaços para a criação de apoio provincial têm junto das AM + ausência de

71
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

sinergias entre os sectores mecanismos institucionalizados de ligação das DPs às


e os diferentes níveis de AMs + funções anteriormente atribuídas ao GACAMC
governação nunca foram atribuídas a outros órgãos + inexistência
 Maiores responsabilidades de um órgão colegial que junte os DPs e AMs para além
atribuídas aos municípios do CACS que não é deliberativo →pouco envolvimento
+ valores diferenciados do dos municípios nos planos dos sectores e destes no
PMIDRCP de acordo com PMIDRCP →impede uma articulação eficaz e a criação
critérios estabelecidos → de sinergias entre os vários níveis
possibilidade de uma  Falta de desconcentração de funções dos municípios
melhor prestação de para as comunas → demonstra que existe novo
serviços às populações trabalho a desenvolver no domínio da desconcentração
Planeamento e Monitoria Planeamento e Monitoria
 Esboços de perfis  Falta de informação demográfica fiável + conhecimento
municipais existentes insuficiente da realidade da província →não conhecer
nalguns municípios + suficientemente a realidade →faltam elementos
programa de essenciais ao planeamento → dificuldades de responder
desenvolvimento aos problemas dos cidadãos
municipal do FAS →  DPs deixaram de ter áreas de planeamento + falta
possibilidade de conhecimento técnico de ferramentas de planificação +
aprofundar o deficiência na elaboração de projectos +
conhecimento existente estabelecimento de objectivos muito ambiciosos e
sobre a província irrealistas → se confunda planeamento com listas de
 Reconhecimento da necessidades → planos que não cumprem com a sua
importância de um bom função
sistema de monitoria +  Relatórios com muita informação descritiva, mas pouca
maior importância dada análise + insuficiente relação e reflexão entre o
aos resultados obtidos e planeado e o executado → Insuficiência de conclusões e
indicadores → lições aprendidas → poucas correcções introduzidas nos
possibilidade de medir o ciclos de planeamento seguintes
impacto das actividades  Pouco conhecimento do conceito de monitoria e suas
desenvolvidas ferramentas + confundir monitoria com inspecção +
Finanças falta e informação de base + pouco rigor na avaliação
 Bom espírito de dos resultados → muitas dificuldades em ajustar as
colaboração entre a ideias iniciais em função da sua aplicação prática
Delegação Provincial e as Finanças
Unidades Orçamentais da  Persistem insuficiências no domínio da utilização do
província + aumento SIGFE e SIGPE + falta de clareza sobre quem é
crescente do nível de responsável pela capacitação no domínio destes
domínio e entendimento sistemas + UO e OD com dificuldades na compreensão
do SIGFE e SIGPE + da cabimentação, na elaboração das ordens de saque e
melhorias introduzidas ao na noção de contrapartidas → dificuldades na
nível do SIGPE → administração e gestão financeira
possibilidade dos gestores  Inexistência de repartição de finanças nos municípios +
obterem informação para falta de hábito de pagamento de impostos por parte

72
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

gestão dos contribuintes + meios limitados para a avaliação da


 Orçamentos futuros matéria colectável realista e de cobrança coerciva dos
devem ser elaborados de impostos + contractos celebrados pelo Estado com
baixo para cima → maior empresas privadas não são fornecidos à repartição de
realismo das propostas finanças→ arrecadação de impostos ainda pouco
apresentadas significativa
Participação e CACS
 Deficiente envolvimento dos cidadãos nos assuntos da
província + movimento da sociedade civil no município
é ainda incipiente → participação dos cidadãos muito
limitada
 CACS ainda com pouco peso na vida dos municípios +
conteúdo das reuniões com muita informação e pouca
discussão e concertação → Espaço a não cumprir na
totalidade a função para que foi criado
Oportunidades Ameaças
 Programa de Formação do  Ausência de uma política de gestão de Quadros a nível
IFAL + aumento da do MAT + diferenças nas condições remuneratórias e de
importância dos aplicação de subsídios entre os diferentes sectores da
indicadores para o sistema Administração Pública + regras de admissão muito
nacional de planeamento difíceis + progressões na carreira sujeitos a
→ possibilidade de procedimentos que dificultam a sua efectivação→
melhorar a qualidade dos problemas acrescidos à gestão de recursos humanos
quadros e do impacto do  O limite financeiro para investimentos atribuídos às
seu trabalho províncias é muito baixo + planeamento e decisões
 Reforma Administrativa ainda muito centralizados pode impedir a resolução dos
em curso + modernização problemas mais sentidos pela população
da administração local e  Nava legislação sobre isenção da contribuição predial
lançamento do Governo levanta dificuldades
Electrónico + instalação do  Muitos cidadãos da província de Luanda usam os
poder autárquico → serviços do Bengo →aumenta a pressão sobre os
contributo para o serviços → diminui a oferta de serviços para a população
aumento da importância do Bengo
do poder local  Fraca capacidade técnica a nível da administração local
do Estado + deficiente mecanismo de coordenação intra
e interinstitucional + baixa capacidade de fiscalização
das acções + fraca capacidade de planeamento
municipal → dificuldades acrescidas para a gestão dos
órgãos locais

73
4. O PLANO DE DESENVOLVIMENTO PROVINCIAL E INSERÇÃO NA ESTRATÉGIA NACIONAL
Da mesma forma que o Plano Nacional de Médio Prazo segue as orientações da
Estratégia de Desenvolvimento a Longo Prazo para Angola – 2025, o plano de
desenvolvimento provincial, apesar de ser de médio prazo, deve inserir-se numa
perspectiva de longo prazo.

Estabelecer a visão de desenvolvimento da Província consiste em criar um sonho para


ela. Permite elaborar planos e programas que não sejam meras tentativas de resposta
a problemas e necessidades, mas sim iniciativas concretas e construtivas para decidir
do futuro. Esta visão deve seguir as orientações estratégicas nacionais, neste caso a
Estratégia 2025, que tem sido referido pelo Chefe do Executivo, Sua Excelência o
Presidente da República José Eduardo dos Santos, como o rumo que o país deve
seguir.

Em condições ideias a visão de um plano de desenvolvimento integrado, deve ser


resultado da inspiração colectiva de representantes dos vários sectores da sociedade.
Face aos condicionalismos que envolveram a elaboração do plano, a mesma foi
concebida na base da análise feita ao diagnóstico da Província, dos relatórios do
trabalho realizado nos municípios, dos programas nacionais, e das entrevistas feitas a
responsáveis da província.

Lembramos a seguir a estratégia e os objectivos delineados pelo Executivo a nível


nacional a longo e médio prazo, antes de apresentar os de nível provincial, mostrando
claramente as relações entre estes dois níveis. No capítulo seguinte, mostrar-se-á
também a relação com o nível municipal, como sendo não só lógica e desejável, mas
sim necessária, parte integrante das responsabilidades provinciais e base da estratégia
de desenvolvimento. O Plano de Desenvolvimento da Província constitui assim um
instrumento chave e central de ligação entre as orientações de nível nacional e as
necessidades e dinâmicas locais.

4.1.Estratégia e objectivos nacionais


Listamos a seguir, de forma paralela, os grandes objectivos internos13 definidos nas
estratégias nacionais de longo e médio prazo:
Estratégia 2025 Plano Nacional 2013-2017 (PND)
1. Unidade e coesão nacional 1. Unidade e coesão nacional
2. Desenvolvimento humano 2. Garantia dos pressupostos básicos
necessários ao desenvolvimento
3. Desenvolvimento equitativo e 3. Melhoria da qualidade de vida
sustentável
4. Desenvolvimento económico 4. Inserção da juventude na vida activa
5. Desenvolvimento do conhecimento e 5. Desenvolvimento do sector privado
da inovação

13A estes objectivos internos acrescenta-se um objectivo externo comum à estratégia 2025 e ao PND: a
inserção competitiva de Angola no contexto mundial e africano.
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

6. Desenvolvimento sociocultural
7. Construção de uma sociedade
democrática e participativa
8. Desenvolvimento do território

Com base nestes objectivos, a Estratégia 2025 delineou 50 metas divididas entre cinco
sistemas: população, tecno-económico, sociocultural, político-institucional e território.
Cada sistema contém uma série de políticas, estratégias ou reformas necessárias para
atingir as metas. É de realçar que as políticas económicas parte do sistema tecno-
económico são divididas entre políticas globais e sectoriais, mas também matriciais, ou
seja pensadas em clusters. As políticas económicas do PND devem permitir a
implementação dos clusters prioritários, i.e. alimentação e agro-indústria, energia e
água, habitação, e transporte e logística. A lógica transversal desta estratégia
económica é promover estabilidade, crescimento e emprego, de forma a criar riquezas
e rendimentos que vão permitir combater a pobreza e melhorar as condições de vida.

4.2.Estratégia e objectivos para a Província do Bengo


A Estratégia 2025 estabeleceu como cenário incontornável que a região
Luanda/Bengo venha a atingir cerca de 6 milhões de habitantes em 2025, criando
oportunidades mas também ameaças. Assim, aponta-se pela necessidade de políticas
diferenciadas para seis tipos de situações presentes no território angolano, uma delas
sendo “As Províncias de Luanda e Bengo que deverão ser perspectivadas na lógica (a
25 anos) de uma região metropolitana e serão o principal espaço de inserção nas
dinâmicas mundiais.”

A equipa que elaborou a Estratégia salientou que “não se considera esta perspectiva
[de atingir 6 milhões de habitantes] desejável, mas apenas uma inevitabilidade14. As
oportunidades só se concretizarão se houver recursos para a qualificação, para o
combate à exclusão e para a solidariedade. É muito elevado o risco de esses recursos
não estarem disponíveis. Em todo o caso, 6 milhões de habitantes na aglomeração de
Luanda significam já um bem-sucedido esforço de travar o afluxo migratório, deslocar
a curto prazo um milhão de pessoas para outros espaços ou, em alternativa, conseguir
deslocar no futuro 1,5 a 2 milhões de habitantes correspondentes ao crescimento
natural.” Acrescentou ainda que “Políticas de modernização Luanda/Bengo terão de
ser acompanhadas por políticas públicas de qualificação dos musseques e sua inclusão
urbanística, através de uma ponderada estratégia sociológica de intervenção, com
soluções de envolvimento dos próprios interessados.”

Na mesma linha de ideias, a visão territorial aponta que para 2025 o território
angolano seja configurado por “Uma capital organizando uma região metropolitana
com cerca de 6 milhões de habitantes, com fortes elementos de modernidade,
concentrando as principais infra-estruturas de internacionalização, sede dos
principais grupos económicos e das empresas e instituições internacionais actuando no

14
Na realidade, tal quantitativo está praticamente atingido em 2013.
75
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

País. No entanto, continuará a ser uma cidade dual e a incapacidade de criação de


emprego formal implicará a permanência da importância da economia informal e do
auto-emprego, com as actividades agrícolas a terem grande importância na região
metropolitana Luanda-Bengo.” Deverão também fazer parte da configuração do país
outras aglomerações dinâmicas, eixos urbano-industriais e uma rede de pólos de
equilíbrio entre outros.

Em termos de desenvolvimento industrial, o Bengo é considerado como pertencente à


Zona B (Lei 17/03) e com enfoque nas agro-indústrias alimentares e nos materiais de
construção, enquanto em termos de prioridades de desenvolvimento turístico, a
Província do Bengo entra nas áreas a desenvolver a curto prazo.

Nas orientações estratégicas por província, são previstas para o Bengo as seguintes:
“Integrar a Província no Conceito de Região Metropolitana de Luanda com:
 Pólos urbanos-industriais de desconcentração: Caxito, Catete, Ambriz
 Uma cintura de actividades agrícolas e pecuárias quer de abastecimento do
mercado interno (hortofrutícolas) quer para exportação (café, algodão, girassol,
soja, óleo de palma)
 Espaços privilegiados para turismo de sol e praia, de turismo de natureza
(Parque Nacional de Quiçama, Coutada de Ambriz) e religiosos (N. Senhora da
Muxima).”
Está também referido o Bengo nas orientações para a Província de Luanda, na alínea
seguinte: “Implementar um Grande Pólo de Desenvolvimento Industrial Luanda /
Bengo (Viana, Catete, Bom Jesus), envolvendo, nomeadamente, indústrias de bens de
equipamento e de consumo para os sectores petrolífero e diamantífero, bens de
consumo e intermédio para exportação.”

Com base nestas orientações, foi definida uma visão de médio prazo para a província,
de forma a enquadrar e orientar os grandes objectivos sectoriais do plano. De natureza
ampla e geral, esta visão conjuga eixos que correspondem em grande parte às
orientações estratégicas para o país acima apresentadas, com as necessárias
adaptações decorrentes da alteração recente da divisão administrativa da Província.

A província do Bengo vai afirmar a sua identidade socioeconómica,


potenciando a diversidade dos seus recursos naturais e garantindo um
desenvolvimento equilibrado e integrado e o bem-estar das populações,
nomeadamente da sua juventude. Ao mesmo tempo, vai contribuir para
esbater o fosso entre a economia formal e a informal, bem como para a
progressiva diversificação e modernização da economia nacional, assumindo-
se como parte diferenciada e importante desse todo.

76
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Esta visão baseia-se nos seguintes eixos seguintes:


1. Reforço da economia local através do desenvolvimento da agricultura e da
indústria e no aproveitamento sustentado dos recursos naturais, de modo a
gerar emprego atractivo, principalmente para os jovens;
2. Desenvolvimento do empreendedorismo, em estreita colaboração com uma
educação de base alargada e de qualidade, aliada a uma formação profissional
que contribua para uma mão-de-obra capaz e especializada que responda às
necessidades locais;
3. Recuperação das vias de acesso e melhoramento dos transportes, como
fundamentais para o desenvolvimento económico da província e o acesso aos
serviços sociais básicos, combatendo as assimetrias e o isolamento das zonas
rurais;
4. Melhoramento dos serviços públicos, em termos de quantidade e qualidade,
contribuindo significativamente para o bem-estar da população e
transformando a província num espaço onde valha pena viver.

77
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

5. OBJECTIVOS DE DESENVOLVIMENTO DA PROVÍNCIA NO HORIZONTE 2013-2017


Seguindo as orientações a longo prazo da Estratégia 2025, o PND de médio prazo
definiu as opções estratégicas seguintes para a Província:
 “Integrar-se no conceito de Região Metropolitana de Luanda;
 Desenvolver pólos urbanos-industriais de desconcentração: Caxito, Catete,
Ambriz;
 Desenvolver uma cintura de actividades agrícolas e pecuárias quer de
abastecimento do mercado interno (hortofrutícolas) quer para exportação
(café, algodão, girassol, soja, óleo de palma);
 Desenvolver espaços privilegiados para turismo de sol e praia, de turismo de
natureza (por exemplo, Coutada de Ambriz) e religiosos (Perigrinação da Nossa
Senhora da Santa Ana)15;
 Construir infra-estruturas de internacionalização, no quadro da Grande Região
Luanda-Bengo.”

Neste quadro, foram identificados oito projectos estruturantes para um valor de


109.666 milhões de kwanzas, quase todos pertencentes a clusters prioritários: três
deles concentram metade do valor total e são dedicados à reabilitação de estradas;
quatro pertencem ao cluster alimentação e agro-indústria, dos quais se destacam “os
projectos de desenvolvimento integrado da Quiminha e de Caxicane, o primeiro dos
quais tendo associado um aproveitamento hidroagrícola”. Existe também um projecto
de “investimento estruturante privado ligado à indústria siderúrgica.

Para além destes projectos específicos, o Bengo deverá ser abrangido pelas políticas
nacionais e projectos estruturantes de prioridade nacional. A Província está
especificamente destacada no PND em relação à consolidação da Zona Económica
Especial (ZEE) Luanda-Bengo16 dentro do Programa de Apoio às Actividades
Económicas Emergentes e da política de desenvolvimento industrial, assim como no
programa de construção de infra-estruturas do ensino superior (com 100 milhões de
kwanzas) e no programa de electrificação das cidades de Luanda e Caxito (com 30.700
milhões de kwanzas para ambas cidades).

Em termos de Despesas de Apoio ao Desenvolvimento (DADs), Bengo pertence ao


grupo de províncias que beneficiará de 1 a 5% do valor total de 641 mil milhões de
kwanzas previstos para este tipo de despesas entre 2013 e 2017. Para 2013-2014,
Bengo deveria receber 1,9% das mesmas.

15
Foram copiadas aqui as orientações estratégicas como estipuladas na Estratégia 2025 e no PND, sabendo
contudo que a nova divisão administrativa dos municípios entre as províncias de Bengo e de Luanda tornou
deslocadas certas das opções específicas apresentadas.
16
O PND lembra que a ZEE Luanda-Bengo foi criada pelo Decreto 50/09 e o seu regime jurídico aprovado pelo
Decreto Presidencial 49/11.

78
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Tendo em conta as orientações nacionais, assim como as visões recolhidas junto das
direcções provinciais e dos municípios em CACS alargados, apresentamos a seguir os
objectivos gerais de desenvolvimento para a Província, por domínio e sector.

Domínio Económico:
 Agricultura, pecuária, cafeicultura e exploração florestal: Promover o
desenvolvimento integrado e sustentável do sector tomando como presuposto o
pleno aproveitamento do potencial dos recursos naturais produtivos (terra, água,
floresta e pastagens) e a competitividade do sector, visando garantir a segurança
alimentar e o abastecimento interno, bem como realizar o aproveitamento eventual
das oportunidades que os mercados regional e internacional podem oferecer.
 Pesca (incl. outros produtos do mar): Promover o lançamento da pesca semi-
industrial e da aquicultura, assim como o desenvolvimento da pesca artesanal
continental e marítima e da produção salineira, de modo sustentável, contribuindo
para a criação de emprego e a diversificação da economia da província.
 Indústria, Geologia e Minas: 1) Geologia e Minas: Promover um
desenvolvimento melhor enquadrado e mais sustentável do sector na Província,
gerando emprego, alargando as fontes de arrecadação fiscal, e contribuindo para a
expansão e diversificação do sector produtivo. 2) Indústria transformadora:
Promover o desenvolvimento da indústria transformadora, nomeadamente no
quadro do cluster alimentação e no sector mobiliário, aproveitando as matérias-
primas agrícolas e florestais existentes e potenciais.
 Comércio, Hotelaria e Turismo: 1) Comércio: Promover o desenvolvimento de
uma rede logística, comercial e de distribuição mais sólida e melhor distribuída na
província, assegurando um maior acesso pela população a bens e serviços, assim
como a locais de venda para os produtores e prestadores de serviços locais. 2)
Hotelaria e turismo: Promover o desenvolvimento sustentável do sector turístico,
valorizando o património histórico, natural e cultural existente, assim como de uma
rede hoteleira que permita responder às necessidades actuais e futuras de
alojamento temporário na província.
 Questões económicas transversais: Criar um tecido económico provincial
diversificado e sólido, que permita aumentar as oportunidades de formação e
empreendedorismo, e também de emprego produtivo qualificado e remunerador,
nomeadamente para os jovens.

Domínio Social:
 Saúde: Melhorar de forma sustentada o estado sanitário da população da província,
focalizando sobre a melhoria da prestação de cuidados de saúde e da sua qualidade,
e reforçando a articulação entre os vários níveis do sistema de saúde.
 Educação: Desenvolver na província do Bengo uma educação e aprendizagem
ligadas às necessidades da vida e que seja uma base solida para um
desenvolvimento harmonioso da população.
 Ensino Superior: Colaborar instituicionalmente no acesso e qualidade do Ensino
Superior.

79
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Cultura: Aumentar o acesso e envolvimento dos cidadãos da província em


actividades culturais diversas, contribuindo para o seu desenvolvimento, libertando
na sua plenitude a sua identidade, compreendendo e enaltecendo os valores
culturais de Angola que promovam o progresso, reforçando a diversidade cultural
que nos caracteriza.
 Comunicação Social: Aumentar o acesso da população da província aos meios de
comunicação social públicos e comunitários, por forma a garantir igualmente o
aumento da quantidade e qualidade dos conteúdos locais.
 Assistência e Reinserção Social: Contribuir activamente para a redução da pobreza
em Angola, através da assistência aos grupos mais vulneráveis para a sua
reintegração social e produtiva.
 Família, Promoção da Mulher e Desenvolvimento Rural: Coordenar as acções
que permitam a melhoria das condições de vida das famílias e numa maior
participação da mulher no processo de desenvolvimento, reduzindo os elevados
níveis de pobreza das famílias, promovendo a igualdade de género.
 Antigos Combatentes: Promover cada vez mais os feitos dos antigos combatentes
e veteranos da Pátria, conferindo-lhes a dignidade que merecem atraves da sua sua
reintegração socioeconómica ou da sua assistência social.
 Juventude e Desporto: 1) Juventude: Desenvolver esforços visando a Melhorar as
condições de vida e oportunidades para os jovens, através de uma melhor
coordenação entre as estruturas do executivo e o aumento da participação dos
jovens nas decisões públicas. 2) Desporto: Tornar concreta a massificação do
desporto, em particular para as crianças e os jovens a partir da escola, descobrir e
dar oportunidades de crescer a jovens atletas com potencial, mas também aumentar
as oportunidades para as mulheres, os adultos e os portadores de deficiência.

Domínio das Infra-estruturas:

 Ordenamento do Território, Construção (incl. Vias de Comunicação),


Habitação e Ambiente: 1) Ordenamento do Território e Urbanismo: Organizar a
requalificação, reabilitação e valorização dos centros urbanos e rurais com base
numa visão estruturada e integrada do desenvolvimento do território, permitindo a
fixação ordenada das populações e a interacção dos espaços. 2) Construção:
Assegurar o esforço da reconstrução nacional a nível da província, com base na
reabilitação das vias de acesso e na construção de infra-estruturas administrativas,
económicas e sociais integradas. 3) Habitação: Criar as condições necessárias para
que todos os cidadãos tenham acesso a uma habitação condigna, especialmente as
camadas mais pobres e as pessoas desalojadas, assim como melhorar o saneamento
básico das cidades e vilas. 4) Ambiente: Assegurar o desenvolvimento sustentável
da província, garantindo a preservação dos recursos naturais, incluindo faunísticos,
e a qualidade de vida dos cidadãos, nomeadamente em termos de saneamento.

 Água, Saneamento e Energia: 1) Água: Aumentar o acesso da população a água


potável e assegurar um uso mais racional das águas. 2) Saneamento: Melhorar
drasticamente os níveis de saneamento básico e promover comportamentos

80
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

saudáveis. 3) Energia: Estender e melhorar a qualidade do fornecimento de energia


eléctrica, para satisfazer as necessidades de consumo actuais e futuras induzidas
nomeadamente pelo crescimento demográfico, os serviços públicos e o
desenvolvimento industrial, comercial e agrícola da província, usando os recursos
energéticos de forma racional e sustentável.
 Transporte e Comunicação: Melhorar significativamente os transportes,
nomeadamente o de passageiros e facilitar a troca de notícias e informação da
população, incluindo os agentes económicos.

Domínio Institucional:

 Defesa Nacional, Interior e SINSE: Recuperar e melhorar as infra-estruturas


policiais, do exército e dos serviços de informação, e ter a capacidade de responder
às calamidades.
 Justiça: Aumentar o acesso dos cidadãos à justiça e aos registos, aproximando cada
vez mais os serviços a população, implementando a reforma da justiça, diminuindo
a burocracia e os seus custos e contribuindo para o exercício pleno dos direitos
humanos e o desenvolvimento económico e social.
 Reforço Institucional: Reforçar as capacidades da Administração Publica em
governação e gestão, com vista a aumentar a qualidade da prestação de serviços aos
cidadãos.

81
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

6. OPÇÕES ESTRATÉGICAS, MEDIDAS DE INTERVENÇÃO E METAS


Nesta secção, apresentamos as opções estratégicas que foram definidas a nível
nacional, quando específicas para a Província do Bengo ou particularmente relevantes,
e nestes casos, quais opções foram estabelecidas a nível provincial para reforça-las ou
complementa-las. Para todos os sectores, apresentamos também as medidas de
intervenção definidas no quadro dos objectivos sectoriais gerais referidos na secção
precedente. Finalmente listamos para cada programa os indicadores correspondentes
aos projectos referidos e orçamentados em anexo. Na medida do possível foram
quantificados, fornecendo assim metas a atingir até 2017, mesmo se nem sempre foi
possível, dependendo do nível de informação-base existente e da natureza dos
projectos.

6.1.Domínio Económico
6.1.1. Agricultura
 Opções estratégicas nacionais e provinciais
As opções estratégicas definidas na Estratégia 2025 para a Província do Bengo são
parcas no que se refere ao sector agrário. Nestes termos, o aspecto fundamental diz
respeito à integração da Província no Conceito de Região Metropolitana de Luanda
com uma cintura de actividades agrícolas e pecuárias, quer de abastecimento do
mercado interno (hortofrutícolas) quer para exportação (café, algodão, girassol, soja,
óleo de palma). Indirectamente poder-se-á pensar na articulação da agricultura com os
polos urbanos-industriais de desconcentração previstos para Caxito e Ambriz.

Procurou-se também que as opções da Província para o sector estivessem alinhadas


com o Plano 2013-2017 do sector agrário, elaborado pelo Ministério da Agricultura),
respeitando-se as realidades locais e as necessidades e prioridades estabelecidas pelos
diferentes actores.

 Medidas de intervenção
 Definir a estrutura agrária da província com identificação e quantificação dos
diferentes agentes económicos de modo a permitir o correcto planeamento do
seu desenvolvimento e a convergência e complementaridade da agricultura
familiar e da agricultura empresarial.
 Desenvolver uma agricultura competitiva assente no relançamento do sector
empresarial, tendo em conta a experiência da Caxito Rega e outras de
agricultura de larga escala que têm lugar noutras regiões.
 Reforçar a capacidade do sector em recursos humanos, tanto no que respeita
às instituições públicas como às empresas privadas.
 Desenvolver a agricultura familiar, visando a auto-suficiência alimentar de base
e reorientando-a para o mercado, e, em convergência, promover a sua
transformação gradual em agricultura empresarial moderna através do
empreendedorismo e do associativismo.
 Reabilitar e expandir as infra-estruturas de apoio à produção agro-pecuária
(EDAs, formações sanitárias e outras).

82
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Desenvolver de modo integrado a capacidade pública e empresarial de


prestação de serviços e assistência à produção agro-pecuária, tanto familiar
como empresarial.
 Relançar as culturas de café e banana e outras de rendimento com perspectivas
de rentabilidade e com tradição no território, de forma a promover o aumento
do rendimento dos produtores e das exportações nacionais.
 Fomentar a pecuária de bovinos de corte e de outras de pequeno e médio
porte.
 Desenvolver a avicultura intensiva e a avicultura familiar.
 Fomentar a silvicultura e prover a preservação dos recursos florestais.
 Contribuir para a diversificação da actividade económica.
 Promover a prática do regadio para o aumento da produtividade e
competitividade da agricultura e como meio capazes de mitigar de forma
efectiva os efeitos das mudanças climáticas.
 Fortalecer o sistema de investigação agrária como instrumento para o
desenvolvimento técnico, tecnológico e científico.
 Promover a criação de emprego e contribuir de forma significativa para o
aumento de rendimentos da agricultura familiar e para o relançamento do
sector empresarial.

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1.Reorganização da Explorações familiares quantificadas e caracterizadas; empresas
Estrutura Agrária agrícolas cadastradas e caracterizadas; cooperativas e
associações com efectivo conteúdo de trabalho recenseadas e
caracterizadas; empresas agrícolas inscritas nas Finanças e
regularizadas; 1 base de dados da produção agrícola produzida.
2. Desenvolvimento 30.000 famílias apoiadas nas campanhas agrícolas com
da agricultura instrumentos de trabalho e sementes; produção de sementes
familiar aumentada; estacas de mandioca resistentes às pragas
distribuídas às famílias agrícolas; 24 Escolas no Campo dos
Agricultores criadas em todos os municípios; 1 EDA construída e
equipada em Bula Atumba e 1 em Pango Aluquém; 17 CDAs
construídos e equipados em 17 comunas; 4 EDAs já existentes
equipadas; 100 cooperativas e associações formadas,
legalizadas e com acesso ao crédito; 50 fundos de sementes
criados nas comunidades; 12 técnicos das EDAs formados em
monitoria das campanhas agrícolas; processos de
desenvolvimento do sector supracitados avaliados em
workshops anuais.
3. Segurança 1 análise de vulnerabilidade realizada em cada município
alimentar e anualmente; rede de 23 estações e postos agrometeorológicos
nutricional instalada de forma a cobrir a província; 150 hortas criadas nas
escolas; 3.000 hortas familiares instaladas.
4. Investigação e 1 estudo realizado sobre modelo de mecanização para a
desenvolvimento província, incl. das áreas montanhosas; 1 estação experimental
83
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

tecnológico agrária criada e instalada; 30 técnicos de EDAs e CDAs formados


para criação das ECAs; 24 campos experimentais instalados; 48
ECAs e campos experimentais apetrechados com inputs; 24
ECAs instaladas (4 por município).
5. Desenvolvimento Caxito Rega presta assistência técnica aos agricultores do
da agricultura Perímetro de Caxito; Projecto Kumbumbe para cultivo de milho
comercial e soja e Projecto AGRINOR para cereais e hortícolas
desenvolvidos em Ambriz; fazendas privadas reforçadas e novas
criadas em Dande e Ambriz; Projecto Caprédio-Kicabo
desenvolvido no Dande.
6. Desenvolvimento 1 hangar e 1 centro de formação para mecanização construídos
da agricultura em Nambuangongo; 4 brigadas municipais de mecanização
mecanizada criadas e equipadas (Nambuangongo, Dembos, Pango e Bula;
tecnologias intermédias visando poupança do esforço,
principalmente das mulheres, testadas e adoptadas.
7. Construção e Manutenção do Açude de Caxito Rega assegurada; áreas de
reabilitação de Dande e Ambriz com condições propícias para irrigação
perímetros levantadas; 3 valas de irrigação reabilitadas (Icau, Muzondo e
irrigados e apoio à Morima); Perímetro Irrigado de Caxito com gestão reforçada e
sua gestão sustentável.
8. Saúde pública Campanhas anuais de contingência e emergência contra a raiva
veterinária organizadas em todos os municípios; Projecto de Contenção da
Gripo Aviária implementado em todos os municípios; 100.000
aves vacinadas anualmente contra doença de Newcastle
realizadas em todos os municípios; 4 infra-estruturas sanitárias
de Ambriz e Dande reabilitadas; 10.000 bovinos e 20.000
caprinos vacinados anualmente; medidas preventivas tomadas
no Dande relativamente à importação de gado; funcionamento
do ISV facilitado com meios rolantes adquiridos para Dande,
Ambriz e Nambuangongo; 1 laboratório de medicina veterinária
instalado no Dande.
9. Apoio e fomento Capricultura desenvolvida em todos os municípios; 30.000
da produção animal galinhas rústicas distribuídas a comunidades rurais
seleccionadas em todos os municípios (de modo faseado a
partir de 2015); 2 aviários criados em Dande e Ambriz para
criação intensiva de aves; 1 matadouro construído no Dande;
pequenos ruminantes distribuídos às famílias agrícolas (de
modo faseado a partir de 2015); 30 apriscos instalados em
todos os municípios para abrigo de caprinos; lojas com produtos
veterinários criadas em cada município.
10. Relançamento Unidades de corte e transformação de madeira instaladas em
da Fileira de Pango Aluquém.
Madeira e de
Produto não
Lenhosos
11. Gestão Terras concedidas a privados e não aproveitadas

84
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

sustentável dos redimensionadas; boas práticas de conservação dos solos e


recursos naturais defesa contra erosão promovidas; campanhas de educação
ambiental organizadas em todos os municípios; recursos
florestais inventariados em todos os municípios; Coutada do
município do Ambriz reabilitada; capacidade institucional do IDF
reforçada e unidades municipais e comunais de guardas
florestais criadas em todos os municípios; repovoamento
florestal promovido em Dande e Ambriz.
12. Protecção das Situação sanitária das principais culturas e incidências das
plantas pragas e doenças mais frequentes conhecida através de um
estudo realizado em todos os municípios; serviço público de
protecção de plantas organizado, incl. para os aspectos
específicos do café; 2 empresas privadas que assistem os
agricultores no combate às pragas e doenças instaladas no
Dande.
13. Recuperação e Melhoria do desempenho dos agentes que comercializam o café
desenvolvimento através do seu cadastramento e apoio legal, organizacional e
da produção de financeiro; 40 fazendas de café reabilitadas; 20 pequenas
café cooperativas de produtores de café integradas à rede de
comércio rural voltada para o café; reabilitação da cultura do
café apoiada por mecanismos de financiamento específicos; 20
estabelecimentos comerciais instalados em todas as sedes
municipais e comunais (menos no Ambriz) que vendam bens
duradouros às famílias agrícolas e possam comprar café; acções
específicas de nível nacional para apoio ao comércio rural e
empreendedorismo desenvolvidas para o caso do café; 20
mercados de compra de café organizados em todos os
municípios menos Ambriz; 2 explorações de produção de
palmar reabilitadas em cada município (menos Ambriz); 1
torrefacção de café de médio porte instalada em Quibaxi; 4
descasques de café instalados, em Nambuangongo, Dembos,
Pango Aluquém e Bula.
14. Comercialização Melhoria do desempenho dos agentes que comercializam
agrária produtos agrícolas através de apoio legal, organizacional e
financeiro; 30 estabelecimentos comerciais instalados em todas
as sedes municipais e comunais que vendam bens duradouros
às famílias agrícolas e possam comprar produtos agrícolas; 20
moagens instaladas em todos os municípios, incentivando a
produção de mandioca; acção de nível nacional prevista nos
programas de apoio ao comércio rural e empreendedorismo
implementadas; 30 cooperativas apoiadas a integrarem a rede
de comércio rural; 1 entreposto de frio construído no Dande;
armazéns e silos construídos e reabilitados em todos os
municípios pelos órgãos centrais; 40 mercados e feiras de
produtos do campo realizados anualmente em todos os
municípios.

85
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

15. Reforço da 40 técnicos das instituições públicas e privadas do sector


capacidade melhor formados; 100 agricultores familiares, líderes
institucional comunitários e membros das cooperativas e associações
treinados; questões técnicas discutidas em seminários e
debates em todos os municípios; técnicos motivados pela
resolução dos seus problemas e atribuição de subsídios
específicos; legislação laboral divulgada e trabalhadores
agrícolas beneficiados com segurança social; número de
técnicos para assistência aos agricultores aumentado para 40;
centro de formação que apoie este programa criado no Dande.
16. Financiamento Necessidades e modalidades de financiamento e crédito
e crédito agrícola identificadas através de estudos específicos, permitindo
alavancar a agricultura; acesso ao crédito facilitado; actores do
sector formados em todos os municípios sobre implementação
do programa de crédito agrícola.
17. Plano especial Projectos específicos de desenvolvimento agrícola do Triângulo,
Nambuangongo e Ambriz implementados.

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


Indicadores 2013 2014 2015 2016 2017
Agricultura
1. Nº de explorações agrícolas
familiares (EAF):
a) Existentes 36.000 37.296 38.639 40.030 41.471
 Bula 1.690 1.751 1.814 1.880 1.947
 Dembos 3.677 3.810 3.947 4.089 4.236
 Nambuangongo 17.311 17.935 18.580 19.250 19.943
 Pango 2.040 2.113 2.190 2.268 2.350
 Dande 10.047 10.407 10.782 11.170 11.572
 Ambriz 1.235 1.280 1.326 1.373 1.423
 Icolo e Bengo - - - - -
 Quissama - - - - -
2. Nº de pequenos agricultores:
a) Existentes 309 350 398 452 513
 Bula Atumba 6 7 8 9 10
 Dembos 20 23 26 30 34
 Nambuangongo 27 31 35 40 45
 Pango Aluquém 8 9 10 11 12
 Dande 238 269 307 348 396
 Ambriz 10 11 12 14 16
 Icolo e Bengo - - - - -
 Quissama - - - - -
3. Nº de empresas agrícolas 12 14 17 20 24
4. Área cultivada familiar total
32.751 33.566 38.639 48.036 62.207
(a+b+c)
(a) Manual: 29.384 29.624 34.015 43.472 55.810
 Bula 4,05% 4,7% 4,7% 4,7% 4,7%
86
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Dembos 16,59% 10,2% 10,2% 10,2% 10,2%


 Nambuangongo 34,45% 48,1% 48,1% 48,1% 48,1%
 Pango 10,09% 5,7% 5,7% 5,7% 5,7%
 Dande 31.24% 27,9% 27,9% 27,9% 27,9%
 Ambriz 3,57% 3,4% 3,4% 3,4% 3,4%
 Icolo e Bengo - - - - -
 Quissama - - - - -
(b) Mecanizada (Mecanagro): 500 522 544 567 591
 Bula 0 0 0 0 0
 Dembos 0 0 0 0 0
 Nambuangongo 0 30% 30% 30% 30%
 Pango 0 0 0 0 0
 Dande 60% 40% 40% 40% 40%
 Ambriz 40% 30% 30% 30% 30%
 Icolo e Bengo - - - - -
 Quissama - - - - -
(c) Mecanizada (Brigadas Privadas): 2.867 3.420 4.080 4.867 5.806
 Bula 0 0 1% 1% 2%
 Dembos 0,07% 2% 3% 4% 5%
 Nambuangongo 0 20% 23% 25% 26%
 Pango 0 0 1% 2% 2%
 Dande 99,93% 58% 48% 42% 38%
 Ambriz 0 20% 24% 26% 27%
 Icolo e Bengo - - - - -
 Quissama - - - - -
5. Tractores adquiridos17 (p.
0 0 0 0 0
estender área mecanizada)
6. Área cultivada empresarial 600 700 850 1.000 1.200
7. Área cultivada média família
0,8 0,9 1 1,2 1,5
(4/1)
8. Produção agrícola (toneladas)
a) Familiar: 199.158 259.043 296.087 338.429 386.829
 Mandioca 140.200 224.604 256.722 293.436 335.400
 Milho 3.465 1.310 1.498 1.712 1.957
 Feijão 591
2.995 3.423 3.912 4.472
 Macunde 1.182
 Batata-doce 52.728 4.679 5.348 6.113 6.988
 Batata rena 0 5.615 6.418 7.336 8.385
 Amendoim 992 1.123 1.284 1.467 1.677
 Banana 0 18.717 21.394 24.453 27.950
 Hortícolas 0
b) Empresarial 7.194 8.393 10.192 11.990 14.388
 Mandioca 4.800 5.600 6.800 8.000 9.600
 Feijão 144 168 204 240 288

17 O Plano não prevê a aquisição de tractores pela Direcção Provincial de Agricultura, daí o indicador entre 2013 e 2017 ser zero. No entanto é
muito provável que haja aquisição de tractores através dos projectos integrados e dos provados

87
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Batata rena 300 350 425 500 600


 Banana 1.350 1.575 1.913 2.250 2.700
 Hortícolas 360 420 510 600 720
 Fruteiras 240 280 340 400 480
9. a) Nº de associações de
camponeses: 165 174 184 194 204
 Bula 34 36 38 40 42
 Dembos 31 33 35 37 39
 Nambuangongo 29 30 32 34 36
 Pango 13 14 15 16 17
 Dande 42 44 46 48 50
 Ambriz 16 17 18 19 20
 Icolo e Bengo - - - - -
 Quissama - - - - -
b) Nº de Cooperativas: 88 94 101 107 114
 Bula Atumba 11 12 13 14 15
 Dembos 15 16 17 18 19
 Nambuangongo 13 14 15 16 17
 Pango 11 12 13 14 15
 Dande 37 39 41 43 45
 Ambriz 1 1 2 2 3
 Icolo e Bengo - - - - -
 Quissama - - - - -
10. Crédito
a) Beneficiários do Crédito de
0 1.865 2.319 3.202 4.147
Campanha (Nº chefes de família):
 Bula 0 88 109 150 195
 Dembos 0 190 237 327 424
 Nambuangongo 0 897 1.115 1.540 1.994
 Pango 0 106 131 181 235
 Dande 0 520 647 894 1.157
 Ambriz 0 64 80 110 142
 Icolo e Bengo - - - - -
 Quissama - - - - -
b) Nº de Associações Beneficiadas: 0 17 24 31 40
 Bula 0 4 5 6 8
 Dembos 0 3 5 6 8
 Nambuangongo 0 3 4 5 7
 Pango 0 1 2 3 3
 Dande 0 4 6 8 10
0 2 2 3 4
 Ambriz
c) Nº de Cooperativas Beneficiadas: 0 18 28 37 53
 Bula 0 2 3 4 6
 Dembos 0 3 5 7 9
 Nambuangongo 0 3 4 5 8
 Pango 0 2 3 4 6
 Dande 0 8 12 16 22

88
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Ambriz 0 0 1 1 2

Cafeicultura
11. Produtores de café:
a) Empresas agrícolas familiares
1.127 1.240 1.364 1.501 1.651
(EAF) existentes:
 Bula 138 152 167 184 202
 Dembos 89 98 108 119 131
 Nambuangongo 670 737 811 892 981
 Pango 200 220 242 266 293
 Dande (Úcua) 30 33 36 40 44
a) EAF em actividade 543 628 722 830 955
 Bula 133 153 176 202 232
 Dembos 53 61 70 81 93
 Nambuangongo 261 300 345 397 457
 Pango 84 100 115 132 152
 Dande (Úcua) 12 14 16 18 21
b) Explorações empresariais: 357 411 473 544 626
 Bula 90 104 120 138 159
 Dembos 71 82 94 108 124
 Nambuangongo 75 86 99 114 131
 Pango 75 86 99 114 131
 Dande (Úcua) 46 53 61 70 81
12. Áreas (ha):
a) Área das Explorações Familiares: 3.432 3.776 4.154 4.570 5.028
 Bula 371 408 450 495 545
 Dembos 376 414 455 501 551
 Nambuangongo 2.427 2.670 2.937 3.231 3.554
 Pango 200 220 242 266 293
 Dande (Úcua) 58 64 70 77 85
b) Área das Explorações
Empresarias: 225.260 247.785 272.564 299.820 329.803
 Bula 44.673 49.140 54.054 59.459 65.405
 Dembos 44.542 48.996 53.896 59.286 65.215
 Nambuangongo 65.571 72.128 79.341 87.275 96.003
 Pango 56.504 62.154 68.369 75.206 82.727
 Dande 13.970 15.367 16.904 18.594 20.453
c) Área plantada 136.332 143.149 150.306 157.821 165.712
 Bula 22.283 23.397 24.567 25.795 27.085
 Dembos 36.750 38.588 40.517 42.543 44.670
 Nambuangongo 50.243 52.755 55.393 58.163 61.071
 Pango 27.056 28.409 29.829 31.320 32.886
d) Área Assistida 31.204 34.324 37.756 41.532 45.685
 Bula 8.454 9.299 10.229 11.252 12.377
 Dembos 9.647 10.612 11.673 12.840 14.124
 Nambuangongo 8.319 9.151 10.066 11.073 12.180
89
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Pango 4.784 5.262 5.788 6.367 7.004


13. Produtividade Média de Café
173 190 209 230 253
Cereja (kgs/ha)
 Bula Atumba 165 182 200 220 242
 Dembos 275 303 333 366 403
 Nambuangongo 121 133 146 161 177
 Pango 131 144 158 174 191
 Dande (Úcua) 173 190 209 230 253
14. Produção Café Comercial (kg): 61.600 67.760 74.536 81.989 90.188
 Bula 17.600 19.360 21.296 23.426 25.769
 Dembos 15.400 16.940 18.634 20.497 22.547
 Nambuangongo 11.000 12.100 13.310 14.641 16.105
 Pango 14.300 15.730 17.303 19.033 20.936
 Dande (Úcua) 3.300 3.630 3.993 4.392 4.831
15. Nº de mercados de café 0 5 10 15 20
Pecuária
16. Efectivo animal empresarial:
 Bovinos 5.951 6.546 7.201 7.921 8.713
 Suínos 343 394 453 521 599
 Ovinos 1.893 2.082 2.290 2.519 2.771
 Caprinos 4.183 4.601 5.061 5.567 6.124
17. Número de animais vacinados,
Sector empresarial:
 Bovinos ND 5.500 7.000 8.500 10.000
 Canídeos / raiva ND 1.663 1.829 2.012 2.213
 Caprinos/Ovinos 7 7.500 11.000 15.000 20.000
Silvicultura
18. Nº de serrações industriais 2 5 8 11 15
19. Nº de licenças de exploração
52 60 80 110 150
(madeira, carvão e lenha):
Investimento de todo o sector
20. Público (1.000 Akz) 61.325 1.250.000 831.800 1.544.300 1.578.400
21. Privado (1.000 Akz) 613 25.000 24.954 61.772 78.920

6.1.2. Pesca e produtos do mar


 Medidas de intervenção
 Desenvolver os vários tipos de produção de forma sustentável (pesca artesanal,
pesca semi-industrial, aquicultura);
 Melhorar os mecanismos de apoio e fiscalização da actividade pesqueira,
incluindo o combate à pesca ilegal, nos termos recomendados pela FAO;
 Investir em infra-estruturas de suporte ao sector;
 Fomentar a cadeia de conservação, transformação e comercialização de
produtos do mar;

90
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Desenvolver a produção e comercialização de sal ionizado.

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1. Apoio à pesca Centro de Apoio do Dande em funcionamento; Centro de Apoio à
artesanal Pesca Artesanal marítima construído no Ambriz; 2 Centros de
continental e Apoio à Pesca Continental construídos em 2015 e 2016;
marítima equipamentos e artefactos de pesca distribuídos (usando
critérios de selecção como início da actividade ou pertença a um
grupo de pescadores); acesso ao crédito facilitado para os
pescadores artesanais.
2. Enquadramento Equipamentos adquiridos pela DP para coordenação das
legal e ambiental actividades de licenciamento e fiscalização; campanha realizada
da actividade em todos os municípios para sensibilização fiscal e licenciamento;
pesqueira formadores formados para o licenciamento de pescadores e
fiscalização da sua actividade; 4 brigadas de 4 fiscais
comunitários criadas, capacitadas e equipadas (Dande, Ambriz,
Nambuangongo e Dembos); recursos pesqueiros e aquáticos
geridos de forma ambientalmente sustentável.
3. Melhoria da 1 ponte-cais construído no Ambriz; 2 estaleiros de manutenção
operacionalidade de barcos construídos e apetrechados no Ambriz e na Barra do
e capacidade de Dande; curso de formação profissional em reparação de barcos
manutenção e organizado, incl. especialização na reparação de grande porte da
reparação da frota frota marítima.
pesqueira
4. Melhoria do Cooperativas e associações de produtores inseridos nos circuitos
processamento, de transformação e comercialização de produtos do mar; 4
distribuição e cadeias frigoríficas construídas em Dande, Ambriz,
comercialização Nambuangongo e Dembos; 1 entreposto / armazém frigorífico
de peixe construído no Dande; quitandeiras que comercializam peixe
credenciadas; 2 peixarias privadas criadas.
5. Fomento da Produção salineira fomentada segundo um plano
produção salineira estrategicamente definido; empresas salineiras apoiadas através
do aumento dos campos de exploração e sua rentabilidade.
6. 1 estação aquícola construída na Barra do Dande; 3 projectos-
Desenvolvimento pilotos de aquicultura integrada implementados em Dande,
da aquicultura Ambriz e Dembos.

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


Pesca e Aquicultura 2013 2014 2015 2016 2017
Produção
1. Previsão da Biomassa ND ND ND ND ND
2. Volume produção pesqueira (Ton):
e) Industrial e Semi Industrial 0 80 200 340 500
f) Artesanal (marítima) 132 145 160 176 194
g) Artesanal (continental): 248 273 300 330 363
91
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

- Tilápia 65% 65% 65% 65% 65%


- Bagre 35% 35% 35% 35% 35%
h) Aquicultura 0 50 100 175 300
3. Produção de peixe seco (Ton.) 152 167 161 152 139
4. Produção de sal (Ton.) 2.686 2.820 3.384 4. 061 4.873
5. Produção de conservas (Mil Ton.) 0 0 0 0 0
Equipamentos
6. a) Embarcações (Pesca marítima): 315 315 515 515 515
- Equipadas com Motores 65% 68% 98% 98% 98%
- Não equipadas 35% 32% 2% 2% 2%
b) Canoas (Pesca continental) 3.600 3.600 4.100 4. 100 4.100
Investimentos
7. Públicos (1.000 Akz) 0 11.775 824.400 934.675 1.030.450
8. Privados (1.000 Akz) 0 471 49.464 74.774 103.045
Agentes / emprego
9. Nº de pescadores:
c) Componente marítima 1.320 2.250 3.960 5.160 6.940
d) Componente continental 6.050 6.655 7.321 8.053 8.858
10. Nº de associações de pescadores 0 0 0 0 0
11. Nº de Cooperativas de 23 26 29 32 36
pescadores: 19 21 23 25 28
c) Pesca artesanal marítima 4 5 6 7 8
d) Pesca continental
12. Nº de membros de cooperativas: 884 973 1.070 1.177 1.294
c) Pesca marítima 408 449 494 543 597
d) Pesca continental 476 524 576 634 697
13. Licenças de embarcações 468 524 587 657 736
emitidas: 35% 37% 39% 41% 43%
c) Pesca Marítima 65% 63% 61% 59% 57%
d) Pesca Continental
14. Receitas para cofres do Estado
4.467,66 5.137,81 5.908,48 6.794,75 7.813,96
(licenças e multas) (1.000 Akz)
15. Nº de salinas:
 Existentes 6 6 6 6 6
 Em funcionamento 2 2 3 4 6

6.1.3. Indústria, Geologia e Minas


 Opções estratégicas nacionais e provinciais
Com base nas opções estratégicas definidas na Estratégia 2025 para a Província do
Bengo, o PND realça o objectivo de desenvolver em Caxito e Ambriz pólos urbanos-
industriais de desconcentração, no quadro da inserção do Bengo no conceito de
Região Metropolitana de Luanda18. Vários dos oito projectos estruturantes específicos

18
O PND menciona também Catete, assim como a Zona Económica Especial Luanda-Bengo e o
desenvolvimento de um Grande Pólo de Desenvolvimento Industrial que inclui Viana, Catete e Bom Jesus, mas
desde a nova divisão administrativa oficializada no fim de 2010, estas áreas já não pertencem à Província do
Bengo.
92
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

à Província do Bengo reflectem esta opção estratégica: quatro correspondem ao


cluster alimentação e agro-indústria, e um a um projecto estruturante privado ligado à
indústria siderúrgica. Contudo, é de notar que o PND destaca os projectos de
desenvolvimento integrado da Quiminha e de Caxicane, enquanto estas passaram a
pertencer à Província de Luanda desde a aplicação da nova divisão administrativa.
Portanto, o desenvolvimento industrial continua a ser uma prioridade para o Bengo,
mas em proporções e com níveis de investimento central que ficam por redefinir, o
que deverá ser feito em concordância com o plano nacional de industrialização em
curso de elaboração.
Para além de preparar e valorizar os investimentos do Executivo Central, e seguindo as
opções estratégicas para a Província, o Executivo Provincial pretende fomentar o
tecido industrial, apoiando e atraindo as pequenas e médias indústrias,
nomeadamente no cluster agro-alimentar mas não só. A maior linha orçamental irá
para a criação de pequenas unidades mistas de transformação e acondicionamento
agro-alimentar, que deverão fazer parte integrante, como projectos estruturantes, do
plano de industrialização da província. Será também fundamental que a sua concepção
e instalação sejam pensadas em colaboração com os agentes privados no início do
processo, e não apenas quando pretender-se-á engaja-los na gestão das unidades
criadas, como tem estado a acontecer muitas vezes no país com um forte grau de
insucesso. Neste contexto, será importante tirar lições de outras experiências
existentes, e inserir a construção destas unidades numa política estruturada mais
ampla, a cargo da Direcção Provincial e em cooperação com o Ministério da Indústria.
A nível da geologia e minas, pretende-se antes de tudo enquadrar melhor as
actividades existentes, porque o seu crescimento descontrolado e a margem da lei
restringe a possibilidade de fomentar o sector de forma estruturada e a arrecadação
de impostos.
É de realçar que os sectores da indústria, geologia e minas têm um forte potencial de
geração de emprego e rendimento para a população local, pelo que qualquer
programa proposto para o seu enquadramento deve assegurar a manutenção dos
empregos existentes e a criação de novos empregos.

 Medidas de intervenção
Geologia e Minas:
 Divulgar as leis e melhorar o enquadramento legal e fiscal do sector, baixando o nível
de exploração ilegal de inertes;
 Promover uma exploração equilibrada dos recursos minerais no território, com base
no mapa geológico da Província;
 Assegurar uma exploração sustentável e diferenciada dos recursos minerais da
província, controlando e orientando melhor os níveis de exploração e o tipo de uso
para qual os recursos estão vendidos.

Indústria transformadora:
 Em coordenação com o MIND, elaborar e divulgar um plano de industrialização da
Província, incluindo as áreas a serem infra-estruturadas pelo Governo Central para
criação de pólos industriais;

93
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Organizar áreas de desenvolvimento industrial que permitam fornecer espaços


minimamente infra-estruturados para o fomento equilibrado da pequena e média
indústria na Província;
 Aumentar o número de cursos e criar centros tecnológicos de formação para a
indústria;
 Aumentar a contribuição da indústria transformadora para o PIB provincial e em
termos de receitas fiscais;
 Apoiar a substituição competitiva das importações e fomentar as exportações;

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
Geologia e minas
1. Infra-estruturas Centro hidrogeológico construído e apetrechado; representação
de apoio do Instituto Geológico de Angola construída e apetrechada.
2. Enquadramento Código mineiro e legislação relevante divulgada e agentes do
legal sector sensibilizados; empresas exploradoras de inertes
registadas e a sua actividade fiscalizada em termos de respeito
ambiental.
3. Exploração Mapa geológico da província actualizado e Plano provincial de
equilibrada dos geologia elaborado; mapa e plano divulgado junto dos
recursos minerais investidores.
Indústria transformadora
4. Apoio ao Plano de industrialização da província elaborado; política
fomento do sector provincial de fomento industrial elaborada, com base no reforço
e coordenação de do tecido da pequena e média indústria; comissão provincial de
estratégias apoio institucional às indústrias criada; campanha de atracção de
investidores realizada.
5. Fortalecimento Representações dos Institutos de Desenvolvimento Industrial de
da estrutura Angola e de Normalização e Qualidade construídos e
organizacional apetrechados; Fundo de Fomento Empresarial operacionalizado
para a província.
6. Fomento da Projectos agro-industriais de responsabilidade central
agro-indústria e implementados; 60 pequenas unidades mistas de transformação
indústria agro- e acondicionamento no ramo agro-alimentar criadas em parceria
alimentar com associações e cooperativas de camponeses (10 em cada
município); 1 moageira instalada em cada município [a coordenar
com o sector agrícola]; partes das reservas fundiárias (pelo
menos 10%) infra-estruturadas para pequena e média indústria
transformadora.
7. Pólos e Parte das infra-estruturas do Pólo de Desenvolvimento Industrial
projectos do Lembeca construídas; projecto privado de indústria
industriais siderúrgica desenvolvido.
Transversal
8. Reforço dos Quadros da DP formados e assessorados; trocas de experiência

94
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

recursos Humanos interprovinciais e internacionais organizadas para encontrarem


estratégias de desenvolvimento sustentável dos sectores da
exploração dos recursos minerais e da indústria transformadora.

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


Indicadores 2013 2014 2015 2016 2017
Produção
1. Produção industrial ND ND ND ND ND
2. Exploração de inertes:
 Produção declarada (1000 de m3) 388 466 559 671 805
 Produção estimada (1000 m ) 3
1.101 1.211 1.332 1.465 1.611
Investimento e receitas arrecadadas
3. Investimento Público (1.000 Akz) 0 469.000 888.000 1.564.500 2.467.500
4. Investimento Privado (1.000 USD) 57.800 63.580 69.938 76.932 84.625
(1.000 Euros) 14.912 16.403 18.043 19.847 21.832
5. Impostos arrecadados (1.000 Akz):
 Indústria transformadora
 Indústria extractiva 19.895 23.874 28.649 34.379 41.255
Agentes / emprego
6. Empresas transformadoras: Total 51 56 62 68 75
Funcionais 51 56 62 68 75
Por tipo:
 Padaria 9 10 11 12 14
 Moageira 5 6 7 7 8
 Indústria de bebidas 8 8 9 9 10
 Serração 5 5 5 6 6
 Serralharia 1 1 1 1 2
 Cerâmica 8 8 8 8 9
 Fábrica de carne seca 0 1 1 1 1
 Fábrica de tubos 1 1 2 2 2
 Fábrica de papel 0 1 1 1 1
 Fábrica de chapas 2 2 2 3 3
 Transformação de asfalto a cor 1 1 1 2 2
 Britadeira 1 1 2 2 2
 Confecção de vestuários 1 1 1 1 2
 Carpintaria 2 2 2 3 3
 Fábrica de blocos e manilhas 2 2 2 2 2
 Fáb. de Postes iluminação 1 1 1 1 1
pública 1 1 1 1 1
 Fáb. Gesso e placas 1 1 2 2 2
 Transf. de madeira serrada 1 2 2 2 2
 Fáb. de guardanapos e papel 1 1 1 2 2
hig.
 Transf. de inertes
44 47 50 54 56
Por município: - - - - -
 Dande 0 1 2 2 3

95
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Icolo e Bengo (até 2011/2012) 1 2 3 4 5


 Ambriz 1 1 1 2 3
 Nambuangongo 4 4 4 4 5
 Dembos - - - - -
 Pango Aluquém 1 1 2 2 3
 Kissama (até 2011/2012)
 Bula Atumba
7. Empresas exploradoras de recursos
minerais: Total 218 240 264 290 348
Funcionais 58 70 84 101 121
8. Emprego gerado (Nº de pessoas):
 Indústria transformadora 1.025 1.128 1.241 1.365 1.502
 Construção civil 1.162 1.278 1.406 1.547 1.702
6.1.4. Comércio, Hotelaria e Turismo
 Medidas de intervenção
Comércio:
 Completar a rede existente com um conjunto mínimo de infra-estruturas
diferenciadas em todos os municípios;
 Apoiar o acesso dos agentes locais existentes em aceder a recursos, desde que
empenhem-se em melhorar as suas capacidades de gestão;
 Incentivar novos agentes em investirem na província, com o objectivo de se
reforçar a rede comercial em todos os municípios;
 Facilitar a interligação das infra-estruturas e dos agentes (armazéns de grande
porte, supermercados, lojas, pequenos vendedores e produtores).

Hotelaria e turismo:
É de realçar que uma das opções estratégicas da Estratégia 2025 e do PND para o
Bengo é a criação de “Espaços privilegiados para turismo de sol e praia, de turismo de
natureza e religioso.”
 Com base no Plano Nacional de Hotelaria e Turismo e na rede hoteleira
existente, criar espaços privilegiados para o turismo, construir um conjunto
mínimo de infra-estruturas e incentivar investimentos no sector por agentes
privados;
 Tornar o roteiro turístico em fase de elaboração num instrumento de
marketing e promoção do turismo na província;
 Organizar actividades e circuitos turísticos diferenciados (consoante o público e
conjugando turismo de sol e praia, turismo verde, turismo cultural etc.) que
usem de forma sustentável e valorizem o património da província;
 Formar profissionais do sector e criar serviços de informação e apoio aos
visitantes e turistas.

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
Comércio

96
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

1. Fomento do Pelo menos 1 feira/mercado agrícola organizado por ano por


comércio rural comuna [em coordenação com a DP Agricultura]; Mercado do
Sassa Povoação construído; seminários anuais organizados em
todos os municípios sobre o comércio rural; pelo menos 80
cooperativas apoiadas para comercialização de produtos.
2. Constituição de Infra-estruturas de comércio e prestação de serviços mapeadas e
uma rede logística, caracterizadas por comuna; 4 armazéns de grande porte
comercial e de construídos para escoamento dos produtos do campo [projecto
distribuição MINCOM-BDA]; 1 CLOD provincial e 6 CLODS municipais
equilibrada construídos; mercados municipais integrados construídos [rede
PRESILD]; 6 lojas integradas “Loja do Dia” construídas (1 por
município); 5 lojas de campo “Nossa Quitanda” construídas e 1
reabilitada; 46 loja de proximidade para receber os produtos do
campo construídas e assegurados transporte e mercadoria de
base [2 por comuna, responsabilidade provincial, para completar
a rede nacional prevista]; quadros do comércio e dos Dembos,
via Luanda-Uíge) com espaços para lazer e restaurantes; cadeia
comercial reforçada através de encontros anuais entre os
agentes.
3. Reforço, 24 seminários organizados (4 por município) em técnicas
organização e comerciais, gestão, legislação e oportunidades de negócio;
promoção interna encontros entre instituições públicas e prestadores de serviços
da oferta de bens locais facilitados anualmente em todos os municípios; 1
e serviços locais estratégia de médio prazo elaborada para aumento do uso de
prestações de serviços locais.
4. Estratégia para 1 estratégia de comunicação e atracção de investimentos
atracção de elaborada e implementada.
investidores
5. Enquadramento Pelo menos metade dos agentes do sector informal legalizados;
e apoio ao sector agentes legalizados beneficiados com acesso a formações
informal técnicas e maior acesso ao crédito.
Hotelaria e Turismo
6. Rede de espaços 1 estratégia turística elaborada para a província, reservando
turísticos espaços privilegiados para turismo de praia, de natureza e
privilegiados religioso; infra-estruturas turísticas construídas em pontos
estratégicos; 1 estratégia de atracção de investidores privados
definida.
7. Potencialização 1 Centro de Informação Turística instalado no Dande, gerido por
do turismo para um animador formado; circuitos turísticos, actividades e
todos os públicos calendário de eventos organizados, diferenciados por tipo de
turismo e público-alvo; cursos específicos de hotelaria e turismo
organizados na província; pelo menos 1 zona de campismo
instalada por município, com actividades desportivas e culturais
para os jovens.
8. Marketing e 1 programa de divulgação do turismo definido; instrumento e
comunicação estratégia de marketing e comunicação elaborados com base no
97
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

roteiro turístico existente; 8 boletins informativos de promoção


dos circuitos e eventos turísticos elaborados e distribuídos
(semestrais, a partir de 2014); 1 campanha publicitária realizada
sobre circuitos e eventos turísticos [com centro de produção da
TPA Bengo].
9. Fomento da 3 hotéis construídos no Dande em PPP; 5 pensões construídas
rede hoteleira fora do Dande (1 por município) em PPP; 1 empresa privada
contratada para gerir a rede hoteleira constituída; 1 estratégia
de atracção de investidores privados elaborada em 2015 para
2016-2017.
 Metas até 2017 – Indicadores de impacto
Indicadores 2013 2014 2015 2016 2017
Produção
1. Nº de novas licenças comerciais 184 202 222 244 268
2. Armazém provincial 0 0 4 4 4
3. Centros de recolha, lavagem e
0 0 0 0 0
tratamento
4. CLOD provincial 0 1 1 1 1
5. Laboratório (qualidade da
0 0 0 0 0
alimentação)
6. Nº de mercados rurais 5 10 17 25 30
7. Nº de novos mercados
6 8 10 11 12
municipais construídos
8. Nº de lojas de proximidade
0 0 28 60 92
criadas (cumulativo)
9. Nº de camas 600 660 792 950 1.140
10. Nº de mesas 1.120 1.232 1.478 1.774 2.129
11. Nº de cadeiras 6.363 6.999 8.399 10.079 12.095
Investimentos e receitas arrecadadas
12. Público (1.000 Akz) 15.000 311.925 276.350 298.825 319.400
13. Privado (1.000 Akz) 7.500 155.963 138.175 149.413 159.700
14. Receitas arrecadadas: (1.000 2.638 3.034 3.489 4.012 4.614
Akz) 2.068 2.378 2.734 3.144 3.616
 Comércio 530 610 702 807 928
 Hotelaria 40 46 53 61 70
 Derivados de petróleo
Agentes / emprego
15. Estabelecimentos comerciais:
1.551 1.784 2.052 2.360 2.715
(Acumulados)
 C. Misto 193 222 255 293 337
 C. Grosso 47 54 62 71 82
 C. Retalho 292 336 387 445 512
350 403 464 534 614
 C. Geral
48 55 63 72 83
 P. Serviços 316 363 417 480 552
 C. Precário 219 252 290 334 384
98
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 V. de Mercado 86 99 114 131 151


 C. Ambulante ND ND ND ND ND
16. Unidades hoteleiras
 Hotéis 2 2 3 4 5
 Pensões 7 8 10 12 14
 Hospedarias 8 9 10 12 14
 Restaurantes 24 28 32 37 43
 Unidades Similares
(lanchonetes, snack-bar, 22 25 29 33 38
roulottes)
 Aldeamentos turísticos 6 6 7 8 9
17. Agentes de venda de derivados
de petróleo (acumulados):
 Bombas de combustível: 10 12 14 16 18
o Dande ND ND ND ND ND
o I. Bengo ND ND ND ND ND
o Dembos ND ND ND ND ND
o Ambriz ND ND ND ND ND
o Kissama ND ND ND ND ND
o B. Atumba ND ND ND ND ND

 Casas de lubrificantes 15 17 20 23 26
 Gás butano: 12 14 16 18 21
o Dande ND ND ND ND ND
o I. Bengo ND ND ND ND ND
o Dembos ND ND ND ND ND
o Ambriz ND ND ND ND ND
o Kissama ND ND ND ND ND
o B. Atumba ND ND ND ND ND
 Petróleo de iluminação 4 5 5 6 6
18. Emprego gerado (Nº de
pessoas):
- Comércio (acumulado) 2.254 2.592 2.981 3.428 3.942
- Hotelaria (acumulado) 1.886 2.169 2.494 2.868 3.298

6.1.5. Questões Económicas Transversais


De acordo com a visão subjacente a este Plano, o desenvolvimento da Província do
Bengo tem de ser encarado de modo holístico. Existem, pois, questões económicas
que devem ser vistas transversalmente a todos os sectores, não só do domínio
económico, mas também no social e das infra-estruturas, tanto em relação à função
pública como ao sector privado. Daí que se tenha decidido apresentar esta secção
específica, seguindo uma estrutura um pouco diferente das outras secções,
começando pela abordagem feita sobre estes temas no PND, onde foram referidas não
só em todos os sectores mas também através de políticas nacionais específicas.

 Abordagem no PND

99
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

“Estabilidade, Crescimento e Emprego” constitui a ideia-força do PND 2013-2017 [...]


Sem emprego, não existirá Riqueza e Rendimento e não se consegue combater a
pobreza e melhorar as condições de vida da População.”19 Neste quadro, foi definida
no PND uma Política de Promoção do Crescimento Económico, do Aumento do
Emprego e de Diversificação Económica, a qual cinge-se:

 Na promoção e diversificação da estrutura económica nacional (diversificação


da produção; criação de Cluster prioritários; Programa Angola Investe;
Pograma Meu Negócio Minha Vida (PROAPEN); linhas de crédito bonificado);
 Na promoção do emprego e capacitação e valorização dos recursos humanos
nacionais (Estratégia Nacional de Desenvolvimento de Recursos Humanos);
Plano Nacional de Formação de Quadros como parte dessa estratégia; apoio à
criação de emprego produtivo, qualificado e remunerador; formação
profissional ao longo da vida laboral nomeadamente através do e-learning;
modernização da organização do trabalho; revisão da legislação laboral);
 Na promoção do empreendedorismo e do desenvolvimento do sector privado
nacional, tanto de grandes empresas como de micro, pequenas e médias
(Programa de Promoção do Empreendedorismo, nomeadamente através de
uma “rede incubadora do INAPEM” e a expansão dos BUE; Facilitação do
acesso ao crédito, incluindo através da operacionalização do Fundo de
Fomento Empresarial; apoio a actividades económicas emergentes, incluindo a
consolidação da ZEE Luanda-Bengo e um programa de incentivo ao consumo
da produção nacional; reconversão da economia informal, contribuindo para a
segurança dos negócios, o combate a fome e a pobreza, a melhoria das
condições de trabalho, da segurança dos consumidores e da arrecadação fiscal
do Estado; Programa de Apoio às Grandes Empresas e sua inserção em
Clusters empresariais – PAGEC);
 No apoio às exportações (estratégia de exportação; diplomacia económica;
promoção da imagem de Angola no exterior; programa de deslocalização de
empresas para Angola).

A preocupação com a redução da taxa de desemprego faz também parte da Política


Integrada para a Juventude, cuja primeira prioridade política é “aumentar a
empregabilidade dos jovens e ajustar as qualificações dos jovens às necessidades do
mercado de trabalho”. Isto deverá nomeadamente passar pela implementação de
programas de formação profissional para jovens, a promoção do emprego e do
empreendedorismo, o acesso dos jovens a crédito bonificado para a criação de
pequenos negócios, a criação de incubadoras de negócios, e a concepção e
implementação de um programa de estágios profissionais para jovens, quer nas
empresas quer nos programas de construção e relançamento da economia.

19
Plano Nacional de Desenvolvimento, p.13.
100
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

No PND, para além dos indicadores de emprego gerado em cada um dos sectores,
existe uma tabela que resume os dados relacionados com o emprego e a formação
profissional, numa secção dedicada à mesma. Esta tabela foi usada como base de
definição dos indicadores apresentados a seguir, aplicando a metodologia escolhida
para todos os sectores de apresentação dos indicadores passados e futuros no mesmo
quadro. Contudo, é importante notar que os dados obtidos dos sectores, incluindo da
DPTSS, correspondem apenas aos dados dos agentes do sector formal que prestam
informações. De facto, a maioria dos rendimentos familiares gerados na província
ainda provém do sector informal. Este precisa de ser melhor enquadrado como
preconizado na política nacional acima referida, sem pôr em risco as fontes de
rendimentos por ele assegurado, de modo a esbater-se o fosso existente em relação
ao sector formal da economia e proporcionar a sua integração no esforço de
modernização do país.

 Abordagem das questões económicas transversais no PPD Bengo


Tal como no PND, a diversificação da estrutura económica provincial é uma questão
crucial do Plano Provincial, e expressa-se através de um conjunto de programas e
projectos consolidados e diferenciados para cada um dos sectores chave da economia
da província, com base na valorização e capitalização das forças e potencialidades da
província, e na procura de soluções e alternativas às fraquezas e ameaças
identificadas:
 Sector da agricultura, pecuária e floresta;
 Sector das pescas (componente marítima e continental) e produtos do mar;
 Sector da indústria, geologia e minas;
 Sector do comércio, hotelaria e turismo.

Em todos os sectores económicos, mas também nos sectores sociais e das infra-
estruturas, existem propostas de projectos que incluem a criação de emprego e a
formação profissional, tanto na função pública como nas empresas privadas. Nos
sectores económicos, aparece também como primordial e inevitável a promoção do
empreendedorismo e a facilitação do acesso ao crédito, nomeadamente por parte dos
jovens, para se poder alavancar uma dinâmica económica abrangente.
Uma análise do PND sobre a região metropolitana Luanda-Bengo indica, de modo
realista, que ela continuará a ter uma economia dual, com uma fonte limitada de
emprego formal, aquele que é referenciado como “emprego produtivo, qualificado e
remunerador”, enquanto a maioria da população continuará a viver da economia
informal e de pequenos empregos. Com este Plano, o Governo Provincial do Bengo
pretende adoptar medidas de política e implementar programas e projectos que
mitiguem esta realidade, apoiando e criando paulatinamente pontes e laços entre
estas duas componentes. Isto exige que, para além das medidas e dos projectos
propostos para os diferentes sectores, haja uma visão, objectivos e alguns programas e
projectos específicos que assegurem as necessárias interligações entre os vários
sectores e preencham os vazios que criam dificuldades para todos mas não dependem
especificamente de nenhum deles. Um exemplo típico disto é a falta de agências
bancárias em três dos seis municípios da província. Nenhuma Direcção Provincial tem a

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

responsabilidade de levar os bancos para o interior da província, mas o apoio do GP


Bengo às Administrações Municipais para estas poderem atraí-los é fundamental.

 Medidas de intervenção
Objectivo geral: Criar um tecido económico provincial diversificado e sólido, que
permita aumentar as oportunidades de formação e empreendedorismo, e também de
emprego produtivo, qualificado e remunerador, nomeadamente para os jovens.
NB: Tal como acima referido, o fortalecimento e a diversificação da economia passam
pelo reforço dos vários sectores do domínio económico, pelo que os objectivos
específicos apresentados a seguir estão focalizados sobre estruturas e medidas
necessárias para o desenvolvimento empreendedorismo, do emprego e da formação
profissional. A questão de formação profissional contínua dos funcionários é tratada
no domínio institucional.

 Desenvolver uma estratégia intersectorial de orientação e formação


profissional, nomeadamente para os jovens, incluindo as mulheres, mas
também ao longo da vida profissional (entre as DPs do Trabalho e Segurança
Social, da Educação, o INAPEM e os vários sectores económicos);
 Facilitar a inserção profissional dos jovens no mercado do trabalho;
 Incentivar e facilitar o empreendedorismo, promovendo a criação de pequenas
e médias empresas e oferecendo-lhes um apoio consistente e construtivo para
assegurar a sua sustentabilidade;
 Promover o recrutamento e a formação de mão-de-obra local pelas empresas
sedeadas ou com projectos na província.

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1. Formação 1 Centro profissional integral construído nos Dembos; estudos
profissional e realizados para construção de centros de emprego; 1 Centro
emprego integrado de formação profissional construído no Ambriz; 1
estratégia de formação profissional definida, por tipo e nível, com
clara divisão de responsabilidades entre DPs do Trabalho e da
Educação; 1 estratégia multissectorial de orientação profissional
definida; cursos de formação profissional aumentados e reforçados;
sistema de estágio desenvolvido.
2. Pelo menos metade das explorações agrícolas familiares
Empreendedo- progressivamente transformadas em micro empresas; metade dos
rismo agentes do sector informal produtivo e do comércio transformados
em microempresas; novas cooperativas criadas em todos os
municípios, assumindo-se como micro, pequenas e médias empresas
de prestação de serviços aos seus membros (agricultura e comércio);
pelo menos 1 empresa de consultoria criada que ajude o
empresariado emergente a elaborar os seus planos técnico-
económico e financeiro e desenvolver os seus negócios; pelo menos
6 empresas de prestação de serviços à produção criada (1 por
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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

município); incubadoras de empresas criadas; emergência de jovens


empresários apoiada em todos os municípios, nomeadamente no
sector agrícola.
3. Outros Pelo menos 3 novas agências bancárias criadas (Nambuangongo,
serviços de Pango e Bula); 7 BUEs abertos e funcionais (2 no Dande, 1 em cada
apoio um dos outros municípios).

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


Indicadores (Dados do MAPESS) 2013 2014 2015 2016 2017
1. Empregos gerados (acumulado): 16.602 18.658 20.979 23.600 26.562
c) Função pública 8.687 9.556 10.512 11.563 12.719
a. Província 53,5% 53,5% 53% 52% 51%
b. Municípios 46,5% 46,5% 47% 48% 49%
d) Empresas privadas: 7.915 9.102 10.467 12.037 13.843
a. Dande 56% 54% 52% 50% 48%
b. Icolo e Bengo - - - - -
c. Ambriz 20% 21% 21% 22% 22%
d. Dembos 11,5% 12% 12% 13% 13%
e. Quissama - - - - -
f. Bula Atumba 5% 5% 5% 5% 6%
g. Pango Aluquém 2,5% 3% 4% 4% 4%
h. Nambuangongo 5% 5% 6% 6% 7%
2. Emprego no sector primário 3.853 4.431 5.096 5.860 6.739
3. Emprego no sector secundário 3.296 3.790 4.359 5.013 5.765
4. Emprego no sector terciário 767 882 1.014 1.166 1.341
5. Taxa de desemprego (%) ND ND ND ND ND
6. Escolaridade Superior e Média no
ND ND ND ND ND
Emprego Formal (%)
7. Capacidade formativa 1.367 1.572 1.808 2.079 2.391
8. a) Nº de Centros de Formação 2 2 2 2 2
b) Nº de Pavilhões de formação
2 2 2 2 2
de artes e ofícios
9. Nº de Centros Integrados de
1 2 2 2 2
Emprego e Formação Profissional
10. Nº de Centros Integrados de
2 2 2 2 2
Formação Tecnológica
11. Nº de Centros Integrados de
0 0 0 0 0
Formação Tecnológica
12. Nº de Unidades Móveis de
3 3 3 3 3
Formação Profissional
13. Organismos inscritos na
704 772 848 933 1.029
Segurança social:
c) Função pública 380 399 419 440 462
d) Empresas privadas 324 373 429 493 567

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

14. Trabalhadores inscritos na


16.188 18.182 20.432 22.971 25.838
segurança social:
c) Função pública 8.687 9.556 10.512 11.563 12.719
d) Empresas privadas 7.501 8.626 9.920 11.408 13.119
15. Nº de BUEs 3 7 7 7 7
16. Nº de empresas formadas pelo
1.200 1.380 1.587 1.825 2.099
INAPEM
Investimentos
17. Público (1.000 Akz) 305.571 378.375 99.250 96.875 105.500
18. Privado (1.000 Akz)

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

6.2.Domínio Social
6.2.1. Saúde
O sector da saúde foi o primeiro a nível nacional a ter desenvolvido um plano sectorial
de longo prazo, intitulado Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário 2012-2025
(PNDS). Com base no PND e no PNDS foi desenvolvida para este plano uma proposta
relativamente elaborada dando orientações para a elaboração de planos sanitários
municipais e de um plano sanitário provincial. De forma a seguir a lógica e
apresentação proposta para os outros sectores, são apenas listados a seguir os
objectivos de desenvolvimento específicos e os indicadores de processo. A proposta
completa encontra-se em Anexo 2.

 Medidas de intervenção
 Reduzir a mortalidade materna, infantil e infanto-juvenil, bem como a
morbilidade e mortalidade no quadro nosológico provincial;
 Melhorar a prestação de cuidados de saúde com qualidade nas vertentes de
promoção (capacitando os indivíduos, famílias e comunidades), prevenção,
tratamento, e reabilitação, reforçando a articulação entre a atenção primária e
os cuidados hospitalares;
 Operacionalizar a prestação de cuidados de saúde a nível comunitário e nos
dois níveis da pirâmide sanitária existente na província, respondendo às
expectativas da população;
 Melhorar a organização, a gestão e o funcionamento do sistema de saúde na
província e a sua relação com os programas nacionais de saúde numa
perspectiva integrada, através da afectação dos recursos necessários e a
adopção de mecanismos que aumentem a eficiência e a qualidade das
respostas do sistema;
 Adequar a quantidade, o nível e as condições dos recursos humanos aos
objectivos;
 Participar na transformação das determinantes sociais da saúde;
 Acompanhar e avaliar o desempenho do sector, através de um sistema de
informação partindo da base, eficaz e homogéneo.

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1. Prevenção e luta 1 estratégia provincial integrada de prevenção e controlo das
contra as doenças doenças elaborada; vigilância epidemiológica e vigilância
nutricional reforçadas; programa de imunização (antigo PAV)
avaliado e estendido em todos os municípios; pelo menos 12
técnicos em logística, cadeia de frio e gestão de vacinas
formados (2 por município); formações do MINSA e Programas
Nacionais assegurados em todos os municípios; campanhas e
jornadas de sensibilização às doenças transmissíveis, crónicas
não transmissíveis e negligenciadas realizadas anualmente em
todos os municípios; 6 CATVs e 6 PTVs funcionais (1 por
município); Programa de Luta contra a Tuberculose estendido em
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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

todos os municípios; material de IEC e acções de sensibilização


desenvolvidas sobre shistossomíase, geohelmintíase e loase; 1
plano de resposta às epidemias e situações de emergência
elaborado; prevenção e controlo das doenças crónicas não
transmissíveis reforçados em todos os municípios; sub-
estratégias específicas para atenção materna, infantil, para
adolescentes e pessoas com mais de 60 anos elaboradas; 6 ciclos
de sensibilização dos técnicos de saúde sobre cuidados
específicos por grupo etário (1 por município); equipamentos e
factores de intervenção específicos e material IECD aumentados,
por grupo etário, em todos os municípios; campanhas de
promoção do aleitamento materno e hábitos alimentares
saudáveis para as mães estendidas a todos os municípios;
diversificação dos hábitos alimentares com base nos produtos
locais promovida (estudo e sensibilização pelos meios de
comunicação social; projecto de saúde buco-oral testado em
2013-2014 e sistematizado a todas as escolas a partir de 2015.
2. Prestação de 1 estratégia integrada de promoção de hábitos e estilos de vida
cuidados primários saudável elaborada; 1 campanha específica a Caxito organizada
e assistência para alertar sobre as doenças geradas pela vala de irrigação; 1
hospitalar com campanha de luta contra o alcoolismo, tabagismo e drogas
qualidade desenvolvida em cooperação com a DP da Juventude e Desporto;
1 campanha de sensibilização rodoviária desenvolvida em
cooperação com a Delegação Provincial do Interior; 110
Unidades de Saúde de atenção primária reforçadas;
mapeamento das comunidades sob responsabilidade de cada US
realizado pelas RMS, com apoio metodológico da DPS e
resultados usados nos planos; 9 ambulâncias adquiridas; 73
motorizadas adquiridas pelas RMS, sob coordenação da DPS,
para aumentar o raio de acção dos postos de saúde (1 por
posto); projectos de saneamento promovidos e coordenados
pela DPS; recursos humanos ligados aos cuidados primários
aumentos e coordenados; 3 US de atenção secundária
reforçadas; 1 sistema provincial de formação permanente
organizado para melhoria contínua da qualidade dos serviços,
por nível de atenção; 1 estratégia provisória elaborada de
cuidados paliativos e cuidados continuados (até estratégia
nacional); medicina tradicional e medicina privada melhor
enquadradas; rede provincial de serviços de sangue
implementada; rede provincial de laboratórios e relação com a
vigilância epidemiológica reforçadas.
3. Gestão e 3 médicos contratados para Nambuangongo; 12 cirurgiões (2 por
desenvolvimento município) e 6 anestesistas (1 por município) contratados para
dos recursos assegurar o funcionamento dos blocos operatórios; 1 sistema de
humanos bolsas internas de estudo criado para jovens dos municípios
recrutados pelo IMS; residências construídas para os enfermeiros
e técnicos de saúde fora das sedes, com painéis solares e
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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

parabólicas; política provincial de aplicação de subsídios de


isolamento definida; sistema específico de avaliação de
desempenho organizado; ciclo de formação para pessoal técnico
de saúde implementado em todos os municípios; pelo menos
170 parteiras tradicionais beneficiadas com formações regulares;
300 agentes comunitários de saúde recrutados e ou formados e
beneficiando de subsídios para extensão a todas as povoações de
actividades de educação para a saúde.
4. Gestão e Estudos param construção de infra-estruturas de saúde
amplicação da realizados; Hospital Provincial reabilitado; 4 blocos operatórios
rede sanitária construídos; 1 Centro de Fisioterapia construído no Dande; 1
Hospital Municipal construído em Bula Atumba; 2 maternidades
construídas, em Quibaxi e Pango Aluquém; pelo menos 6 centros
de saúde construídos na província para responderem à dispersão
da população; 1 lavandaria construída em Pango Aluquém; 1
Hospital Materno-Infantil provincial construído; 6 postos de
saúde reabilitados em Dande e Nambuangongo; 25 postos de
saúde de tipo I ampliados e apetrechados para tornarem em
postos de tipo II, em todos os municípios menos Dembos;
algerozes e tanques instalados em todas as US; estudo realizado
sobre modelos de incineradores de lixo hospitalar e instalação
nos hospitais, centros e postos de tipo II; sistema de gestão,
monitoria e avaliação anual das US organizado; 1 estudo de
viabilidade de sistemas solares e filtros de água realizado para
melhorar os níveis de acesso a água e energia nas US.
5. Gestão, 1 armazém provincial construído; pelo menos 2 técnicos
aprovisionamento provinciais formados para manutenção dos equipamentos
e logística, sector hospitalares; 10 veículos adquiridos para completar/renovar os
farmacêutico e transportes logísticos; meios e equipamentos hospitalares
dispositivos adquiridos anualmente para todos os municípios; pelo menos 24
médicos técnicos formados em gestão de stocks e uso do sistema
informatizado do MINSA (2 por RMS e 2 por hospital municipal);
prioridades para aquisição de novos dispositivos médicos
definidas; 2 técnicos contratados para instalação, manutenção e
gestão dos novos dispositivos médicos.
6. Sistema de Mapa sanitário actualizado; Planos Municipais e Plano Provincial
informação e de Desenvolvimento Sanitário elaborados; 750 técnicos de saúde
gestão sanitária progressivamente formados em recolha de dados.
7. Sistema de monitoria construtiva das ADM/RMS criado;
Desenvolvimento engajamento das ADM, outros sectores e órgãos de apoio no
do quadro suporte ao sector da saúde avaliado anualmente; sistema de
institucional organização e monitoria das actividades de formação criado para
assegurar a distribuição equilibrada dos RH na província; 4
workshops intersectoriais organizados para partilha de
informações e estabelecimento de prioridades (anual a partir de
2014).

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

8. Investigação Estudos de prevalência realizados pelo CISA estendidos a todos


científica os municípios; estratégia de cooperação entre CISA e equipas de
vigilância epidemiológica e de aproveitamento dos resultados de
pesquisa elaborada.

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


2013 2014 2015 2016 2017
Morbimortalidade
1. Taxa de mortalidade em
crianças menores de 5 anos ND ND ND ND ND
(por 1000 nados vivos)
2. Taxa de mortalidade
infantil (até 1 ano) (por 1000 ND ND ND ND ND
nados vivos)
3. Mortes maternas por
12,6 12,4 12,2 12 11,8
100.000 nascidos vivos
4. Morbilidade atribuída à
33.121 32.459 31.810 31.174 30.551
malária (Nº de casos)
5. Novos casos de
tuberculose por 100.000 344 337 320 304 289
habitantes
6. Nº de novos casos de
53 50 48 46 44
tripanossomíase notificados
7. Novos casos de VIH/Sida
362 380 399 419 440
na população adulta
8. Crianças menores de 1 Penta 3: Penta 3: Penta 3: Penta 3: Penta 3:
ano vacinadas (%) – Pólio e 51% 56% 66% 76% 86%
Penta 3 = Cobertura geral Pólio: 51% Pólio: 56% Pólio: 66% Pólio: 76% Pólio: 86%
Penta3-Pólio 3 (%): BCG: 72% BCG: 75% BCG: 80% BCG: 85% BCG: 90%
- Ambriz
- Dande 30 35 45 55 65
- Namb. 47 52 62 72 82
- Pango 63 68 78 88 98
- Bula 100 100 100 100 100
- Dembos 29 34 44 54 64
55 60 70 80 90
9. Crianças com 1 ano de
idade imunizadas de 55% 60% 65% 70% 75%
sarampo (%)
10. Mulheres grávidas que
beneficiaram de tratamento
55 60 65 70 75
intermitente e preventivo de
malária (TIP) (%)
11. Mulheres grávidas
vacinadas contra o tétano 41 47 55 62 75
(%)

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

12. Mulheres grávidas que


receberam mosquiteiros 39 45 54 61 75
impregnados (%)
13. Crianças menores de 5
anos de idade que
35 40 45 50 55
receberam mosquiteiros
tratados (%)
14. Crianças entre 0-4anos
de idade que estiveram
ND ND ND ND ND
doentes com febre e
tomaram anti palúdicos
15. Taxa de cura da
tuberculose alcançada ND ND ND ND ND
através da estratégia DOTS
16. Nº de grávidas que
fizeram a 1ª consulta pré- 8.036 8.438 8.860 9.303 9.768
natal
17. Cobertura em vitamina A
ND ND ND ND ND
dos 6 aos 59 meses (%)
18. Planeamento família (Nº
de grávidas que fizeram a 1ª 844 886 930 977 1.026
consulta)
19. Nº de partos
3.042 3.346 3.681 4.049 4.454
institucionais
Infra-estruturas e transportes
20. Nº de unidades de saúde 99 101 109 111 113
 Hospitais 1020 11 12 12 12
 Centros de saúde 16 16 22 22 22
 Postos de saúde 73 74 75 77 79
21. Nº de camas ND ND ND ND ND
22. Clínicas móveis 3 3 3 3 3
23. Ambulâncias:
 para transferência 19 20 22 24 25
de doentes
 para emergências 0 1 1 2 3
Investimentos
24. Público (1.000 Akz) 2.011.401 2.697.221 1.233.500 1.210.513 1.291.525
25. Privado (1.000 Akz) 2.011 2.697 1.234 1.211 1.292
Agentes / emprego
26. Nº de pessoal de saúde: 1.214 1.238 1.263 1.288 1.314
 Médicos (nacionais) 83 (40) 85 (45) 88 (50) 91 (55) 95 (60)
 Enfermeiros:

20
Este número inclui o Hospital Abel dos Santos, chamado também Hospital da Polícia ou Hospital Comunal,
porque passou a oferecer um atendimento cada vez mais amplo para o público e, por isso, está em parte
financiado pela Administração Municipal do Dande. Está tambem incluido neste total o Hospital especializado
em atendimento de doentes com tripanossomíase, localizado na Açucareira.
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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

o Técnicos superiores 22 25 28 32 40
o Técnicos médios 506 516 526 537 548
o Técnicos básicos 603 612 621 628 631
6.2.2. Educação
 Medidas de intervenção
 Melhoramento das condições de aprendizagem nas escolas
 Aumentar o acesso reduzindo drasticamente os alunos fora do sistema e
combate ao abandono escolar
 Trazer para o corpo docente, pessoas com a vontade e as capacidades
adequadas ao exercício da profissão
 Melhorar a formação e capacitação dos docentes e gestores escolares
 Reforçar a organização e gestão de todo o sector de educação da província
 Colmatar a falta de infra-estruturas escolares, bem como apetrechar e
melhorar as condições das actuais escolas
 Alargar o âmbito e melhorar a qualidade da alfabetização de adultos

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1. Manuais e Manuais escolares distribuídos eficazmente aos alunos; sistema
materiais escolares de distribuição dos materiais escolares melhorado, incl. o
distribuídos de destinado ao ensino secundário especial; 1 central de recepção,
forma mais eficaz armazenamento e distribuição de material escolar construída e
apetrechada.
2. Programa de Estudo sobre necessidades e estabelecimento de transporte
transporte escolar escolar na província realizado em parceria com o sector dos
para encurtar as transportes; viaturas compradas para transporte escolar e a sua
distâncias entre o manutenção assegurada.
aluno e a escola
3. Programa Produtores locais identificados em parceria com o sector da
integrado de agricultura e incorporados na merenda escolar; distribuição de
merenda escolar merenda escolar com qualidade; campanha provincial de
educação nutricional realizada nas escolas com o sector da
saúde.
4.Desenvolvimento Programa de médio prazo de desporto escolar desenhado com
do desporto escolar o sector da Juventude e Desporto; quadras desportivas
construídas nas escolas; professores treinados para
acompanhamento dos alunos na prática desportiva e
organização de eventos desportivos a baixo custo; jogos
escolares realizados.
5. Concessão de Estudo realizado sobre modelo de concessão de bolsas de
bolsas de estudos estudo e mapeamento das necessidades em função dos
critérios estabelecidos; bolsas de estudo atribuídas e pagas.
6. Programa de Campanhas de saúde preventiva desenvolvido nas escolas em
saúde nas escolas parceria com o sector da saúde; acções de combate ao VIH/SIDA
110
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

realizadas nas escolas.


7. Programa de Grande campanha lançada em todos os municípios para
reforço da ligação dinamização das comissões de pais e encarregados de educação
da escola à existentes, e criação de novas; regulamentos atribuindo
comunidade poderes efectivos às comissões na interacção com as direcções
das escolas, professores e comunidade estabelecidos;
comissões capacitadas; campanha sobre importância da escola
e do combate ao abandono escolar realizada em todos os
municípios; material criado e reproduzido para as comissões.
8. Levantamento Mapeamento exaustivo realizado dos professores que
das necessidades pertencem ao quadro do pessoal da província e exercem
dos professores até efectivamente funções; necessidade de professores projectada
2020 e criar até 2020; casas para professores construídas nas zonas rurais, e
condições para apetrechadas com painéis solares e parabólicas; obras de
atrair professores construção e montagem fiscalizadas, incl. 1 veículo para fazer
capazes e monitoria; 1 campanha de atracção e fixação de professores
motivados realizada.
9. Realizar Seminários de refrescamento pedagógico realizados para
profissionalização professores primários; seminários de melhoramento de
pedagógica com conhecimentos a serem transmitidos aos alunos realizados com
continuidade todos os professores; material de apoio para os professores de
5ª e 6ª classe criado e reproduzido; modelo de formação e
superação pedagógica criado para pessoas que vivem nas
comunas e podem ser professores, em parceria com a escola de
formação de professores rurais da ADPP; formação específica
organizada para professores de Iº Ciclo; formação específica
organizada para o sucesso dos alunos com necessidades
educativas especiais.
10. Garantir a Monitoria e avaliação de efectividade, nível pedagógico e
supervisão, desempenho dos professores asseguradas; inspecção realizada;
avaliação e 26 motorizadas adquiridas para supervisão, avaliação e
inspecção de inspecção das escolas (2 por comuna); cursos organizados para
desempenho dos a carreira de inspectores.
docentes
11.Estudo, reforço e Estudo realizado sobre a criação e funcionamento das ZIPs
criação das Zonas existentes para se tirar lições; ZIPs existentes reforçadas e
de Influência melhoradas; novas ZIPs estabelecidas em todos os municípios.
Pedagógica (ZIPs)
12 Motivar e criar Capacitação e formação “on job” organizadas para os
condições para os responsáveis da DP e das RMs; directores de escola treinados;
gestores escolares formação específica organizada para inspectores escolares
se formarem poderem apoiar os directores de escola; bibliografia comprada
permanentemente sobre organização e gestão escolar para a DP, as RMs e as
em administração e escolas.
organização escolar
13. Reforço DP reorganizada; organização e controlo dos recursos humanos

111
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

institucional da do sector reestruturados; base de dados para o sector da


Direcção educação desenvolvida; trocas de experiência organizadas com
Profissional e outras províncias e entre municípios; 2 viaturas adquiridas.
Repartições
Municipais
14. Desenvolver o Parceria com o INAPEM estabelecida para apoio à introdução de
conceito de empreendedorismo nas escolas; professores e alunos finalistas
Empreendedorismo envolvidos no apoio à elaboração de processos de legalização
no Ensino de empresas e nos estudos de viabilidade.
Secundário
15. Melhoria e X escolas construídas, incl. 2 de II Ciclo de 12 salas em Dembos e
expansão da rede Ambriz, e 2 de II Ciclo de 18 salas em Dande e Nambuangongo.
de ensino geral
16. Necessidades de apetrechamento nas escolas existentes
Apetrechamento levantadas; fornecedores municipais e provinciais de materiais
das escolas e equipamentos identificados e mapeados; apetrechamento
existentes de assegurado.
acordo com as
normas
17. Directores de escolas e comissões de pais e encarregados
Estabelecimento de capacitados em métodos simples de manutenção de escolas;
um programa de prestadores locais de serviços de manutenção identificados,
manutenção das capacitados e engajados; materiais e equipamentos de
escolas manutenção adquiridos.
18. Programa de Necessidades em alfabetização levantadas, incl. mapeamento
melhoria da dos alfabetizadores necessários por município, dos
alfabetização de alfabetizados com subsídios em atraso, garantido o seu
adultos pagamento; número de supervisores de alfabetizadores
aumentado e os seus subsídios e motorizadas pagos pela DPE;
aulas de alfabetização monitoradas e avaliadas; alfabetizados e
supervisores regularmente capacitados; manuais de
alfabetização reproduzidos; painéis solares instalados nas
escolas sem luz para permitir ministrar aulas de alfabetização a
noite; possibilidade de implementação de um projecto de
alfabetização no local de trabalho estudada.

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


Indicadores 2013 2014 2015 2016 2017
Dados Gerais
1. Nº de Alunos matriculados
84.462 89.677 95.252 101.214 107.593
por Níveis de Ensino
o Alfabetização 4.614 4.845 5.087 5.341 5.608
o Ensino Especial 105 110 116 122 128
o Iniciação 6.360 6.678 7.012 7.363 7.731
o Ensino Primário 53.557 56.235 59.047 61.999 65.099

112
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

o Ensino Secundário, 1º
12.699 13.969 15.366 16.903 18.593
Ciclo
o Ensino Secundário, 2º
4.570 5,027 5.530 6. 083 6.691
Ciclo
o E.M.T.P. 2.557 2.813 3.094 3.403 3.743
2. Nº alunos fora do ensino 4.004 3.604 3.244 2.920 2.628
3. Nº de Alfabetizadores 250 300 330 363 400
4. Número de salas de aula. 842 967 1.101 1.181 1.181
5. Taxa de Aprovação (%) 76,2 77,7 79,3 80,9 82,5
6. Taxa de Reprovação (%) 16,8 16 15,2 14,4 13,6
7. Taxa de Abandono (%) 7 6,3 5,5 4,7 3,9
8. Rácio aluno/sala de aula ND ND ND ND ND
9. Rácio aluno/professor ND ND ND ND ND
10. Construção de Magistérios
0 0 1 1 1
Primários
11. População em idade
108.738 115.305 122.143 126.259 130.526
escolar
o Iniciação (5 anos) 9.388 10.301 11.312 11.693 12.088
o Ensino Primário (6 – 11
53936 58.147 62.658 64.770 66.959
anos)
o Ensino Secundário, 1º
24.574 25.414 26.116 26.996 27.908
Ciclo (12 – 14 anos)
o Ensino Secundário, 2º
20.840 21.443 22.057 22.800 23.571
Ciclo (15 – 17 anos)
Investimentos
12. Público (1.000 Akz) 1.006.884 2.701.000 922.265 936.295 951.470
13. Privado (1.000 Akz) 2.014 5.402 1.845 1.873 1.903
14. Receitas arrecadadas: ND ND ND ND ND
Agentes / emprego
15. Nº de professores por 4.527 4.980 5.479 6.027 6.630
nível de ensino
o Ensino Primário 2.559 2.815 3.097 3.407 3.748
o Ensino Secundário, 1º 1.643 1.807 1.988 2.187 2.406
Ciclo
o Ensino Secundário, 1º 325 358 394 433 476
Ciclo
16. Pessoal auxiliar e
2.582 2.711 2.847 2.989 3.138
Administrativo

6.2.3. Ensino Superior


 Medidas de intervenção
 Garantir uma maior e mais diversificada oferta de vagas e cursos do Ensino
Superior na província e simultaneamente diversificar a sua localização e
aumentar a percentagem de matriculados residentes na província;
113
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Melhorar continuamente a qualidade do ensino prestado, criando condições de


atracção, formação e retenção na província de gestores, docentes e pessoal
técnico.

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1. Aumento da oferta Escola Superior Pedagógica construída nos Dembos; obras
de vagas no ensino nas infra-estruturas herdadas do MINARS e adstritas à
superior e sua Universidade Agostinho Neto concluídas; Escolares
expansão para o Superiores apetrechadas.
interior
2. Promover a Número e percentagem de alunos da província no ensino
melhoria das superior aumentado graças a um sistema de concessão de
condições de acesso bolsas de estudo aperfeiçoado; lares e internatos construídos
ao ensino superior dos e apetrechados.
residentes na
província
3. Criação de Residências para gestores, docentes e técnicos construídas e
condições para atrair, apetrechadas; cadeiras de mestrados e doutoramentos
reter e garantir a criadas, permitindo a formação avançada do pessoal
exclusividade dos docente, nomeadamente nos sectores prioritários para o
gestores, docentes e desenvolvimento da província; investigação científica
técnicos na província reforçada.
4.Aprofundar o Necessidades de cursos e vagas do ensino superior
conhecimento sobre levantadas para os próximos anos; necessidades de pessoal
as necessidades da do ensino superior inventariadas e a sua formação planeada.
província em termos
de ensino superior
5. Melhorar as Laboratórios e bibliografia adquiridas para o ensino superior.
condições de exercício
da docência e
aprendizagem

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


Indicadores 2013 2014 2015 2016 2017
Dados Gerais
1. Taxa bruta de
ND ND ND ND ND
escolarização
2. Nº de estudantes
650 1.300 1.430 2.145 2.574
matriculados
3. Nº de vagas no ensino
650 1.300 1.430 2.145 2.574
superior
4. Nº candidatos inscritos 650 1.300 1.430 2.145 2.574

114
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

pela 1ª vez no ensino


superior público
5. Nº de candidatos por vaga
650 1.300 1.430 2.145 2.574
no ensino superior público
6. Nº de novas bolsas de
63 79 99 125 150
estudo interna
7. Nº de novas bolsas de
10 13 16 20 25
estudo externa
8. Nº de salas de aula 15 30 33 50 60
Investimentos e receitas arrecadadas
9. Público (1.000 Akz) 719.990 13.700 14.000 14.500 14.800
10. Privado (1.000 Akz) 1.440 27 28 29 30
11. Receitas arrecadadas ND ND ND ND ND
Agentes / Emprego
12. Nº de empregos directos 111 222 244 367 440
o Nº de docentes efectivos 76 152 167 251 301
o Nº de docentes
20 40 44 66 79
colaboradores
o Nº de não Docentes
(auxiliares e pessoal 15 30 33 50 60
técnico de apoio)

6.2.4. Cultura
 Medidas de intervenção
 Dinamização da actividade cultural e artística da província, incluindo a criação
de centros culturais
 Desenvolvimento do sistema de museus e bibliotecas na província
 Promoção de actividades culturais diversas ao nível local

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1. Aumentar a Leque de actividades culturais promovidas pela DP nos
oferta de municípios aumentado; Centro Cultura provincial construído;
actividades e Casas da Cultura construídas em todos os municípios; Cine Caxito
espaços culturais reabilitado; Anfiteatro construído e apetrechado; estudos
na província realizados para construção de infra-estruturas culturais e
religiosas em todos os municípios; Infra-estruturas construídas
para as representações das Associações Culturais Nacionais.
2. Dinamizar o Comemoração do Carnaval realizada anualmente; programa de
movimento formação realizado para as actividades do Festibengo;
artístico e Festibengo realizado anualmente; Festival Provincial de Música
comemorar as Popular Angolana realizado anualmente; Prémio Literário Bengo
efemérides e Prémio de Artes Plásticas do Bengo, assim como os Festivais
115
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

culturais com provinciais de Dança e Teatro realizados todos os anos; classe


dignidade empresarial no sector cultura criada, incl. possíveis PPPs; Dia da
Cultura Nacional, do Carnaval, Dia Internacional do Teatro, dos
Monumentos e Sítios, do Museu e das Bibliotecas comemorados
anualmente; parceiros sociais no sector apoiados.
3. Melhoramento Condições de trabalho do museu da Tentativa melhoradas, incl.
do museu sua informatização; 1 estudo desenvolvido com vista a criação de
existente e apoio à um museu em Nambuangongo de homenagem à contribuição da
criação de novos região para a luta de libertação nacional; Administrações
museus Municipais apoiadas para o desenvolvimento ou criação de
museus municipais; estudo da reconstituição do Berno, Cage
Mazongo, em Nambuangongo realizado; peças etnográficas
recolhidas para os museus da província.
4. Criação do 1 Biblioteca Provincial construída e apetrechada; 6 bibliotecas
sistema provincial municipais criadas; rede de bibliotecas itinerantes estabelecida
de bibliotecas para servir as comunas.
5. Realizar com Levantamento exaustivo dos sítios e monumentos existentes nos
continuidade municípios realizado e classificação dos que se justificarem
diversas solicitada; levantamento e registo dos vários agentes culturais
actividades existentes na província realizado; grupos de teatro, música e
culturais locais dança reforçados e novos criados; acções piloto no domínio do
turismo cultural desenvolvidas em todos os municípios; acções
de aprendizagem e divulgação das línguas nacionais
desenvolvidas em todos os municípios; estudos, sensibilização,
educação e debates sobre os factores culturais que impedem o
desenvolvimento promovido em todos os municípios.
6. Apoio às igrejas Actividades de Peregrinação da Santa Ana Sameiro organizadas
anualmente; 1 Igreja Metodista e 1 Igreja Católica construídas e
apetrechadas no Piri, Dembos; 1 Igreja Metodista e 1 Igreja
Católica construídas no Quicabo, Dande.

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


Indicadores 2013 2014 2015 2016 2017
Dados Gerais
1. Nº de alunos matriculados Em
100 110 121 133
nas Escolas técnicas de artes conclusão
2. Nº de visitantes a Museus 6.640 8300 10.375 12.969 16.211
3. Nº de participantes ao 2950 3.245 3.570 3.927 4.320
Carnaval
4. Nº de peças de artesanato
ND ND ND ND ND
seladas para exportação
Grupos de Teatro 16 18 20 22 24
5. Nº de
Conjuntos Musicais 04 05 05 05 06
grupos
Dança Tradicional 13 14 16 18 20
culturais
Dança P. Recreativa 10 10 10 11 11
116
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

6. Nº de documentários 0 0 0 1 0
produzidos
7. Nº de salas de cinema 1 1 1 1 1
8. Nº de bibliotecas 1 1 7 7 7
9. Nº de casas de cultura 0 0 0 6 0
10. Nº de monumentos
8 12 24 24 24
inventariados
11. Nº de monumentos
8 9 10 11 12
classificados
Investimentos e receitas arrecadadas
12. Público (1.000 Akz) 171.660 848.770 1.102.395 1.181.464 1.308.150
13. Privado (1.000 Akz) 1.717 8.488 11.024 11.815 13.082
14. Receitas arrecadadas: ND ND ND ND ND
Agentes / emprego
15. Nº de empregos ND ND ND ND ND

6.2.5. Comunicação Social


 Objectivos de desenvolvimento específicos
 Garantir que os meios de difusão massiva do Estado cheguem a um cada vez
maior número de cidadãos da província
 Aumentar a quantidade e qualidade de informação e temáticas locais
produzidas pelas delegações provinciais da comunicação social pública,
incluindo os programas destinados às famílias camponeses e aos grupos
vulneráveis
 Estimular o surgimento de rádios comunitárias em pelo menos 3 municípios da
província
 Melhorar com continuidade as capacidades dos vários profissionais de
comunicação social, para que possam contribuir para atingir os restantes
objectivos específicos

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1. Aumentar a Emissores, torres e repetidores instalados para diminuir as
capacidade do sinal de zonas cinzentas actualmente existentes no sinal de rádio;
rádio e televisão e emissores, tores e repetidores instalados para diminuir as
garantir que os zonas cinzentas existentes no sinal de televisão; Centro
equipamentos nos Emissor das Mabubas com condições melhoradas, incl.
municípios estejam vedação; gestão dos equipamentos de emissão de sinal de
funcionais radio e televisão nos municípios regulamentado e recursos
previstos para o seu funcionamento.
2. Melhorar a Distribuição e venda do Jornal de Angola e dos Desportos
distribuição das dinamizada na cidade de Caxito, através de uma parceria
publicações das Edições com o sector privado; Jornal de Angola e dos Desportos
117
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Novembro na distribuído pelos municípios com periodicidade mínima


província, semanal e acesso garantido à leitura dos mesmos pela
nomeadamente do população interessada.
Jornal de Angola
3. Melhoria das Instalações da ANGOP construídas; vários equipamentos
instalações e dos meios “uplink regional” comprados para rentabilizar os meios
postos à disposição dos existentes actualmente no centro de produção da TPA.
órgãos de comunicação
social públicos
4. Criação de estímulos Emissão de número de horas de produção local aumentado,
à produção e rentabilizando o centro de produção da TPA; programas e
divulgação de reportagens da Rádio Bengo realizados nos e sobre os
informação e temáticas municípios; cobertura noticiosa e reportagens da ANGOP e
locais do Jornal de Angola sobre a vida nos municípios
aumentados; prémios provinciais de jornalismo organizados
anualmente, com destaque as matérias sobre assuntos
locais, incl. destinadas ao meio rural e aos grupos
vulneráveis.
5. Apoiar a criação e Interesse aumentado no estabelecimento de rádios
funcionamento eficaz e comunitárias através de acções de sensibilização e
sustentável de rádios capacitação; funcionamento e gestão das rádios
comunitárias em 3 comunitárias regulamentados; equipamentos técnicos
municípios, garantindo necessários instalados para o funcionamento de 3 rádios
o envolvimento dos comunitárias; plano de apoio e sustentabilidade
profissionais da estabelecido para o funcionamento e a gestão das rádios
comunicação social comunitárias criadas.
6. Formação e Jornalistas locais formados, nomeadamente através de
capacitação dos formação “on job; jornalistas locais regularmente
profissionais de beneficiados com formações pontuais sobre temáticas
comunicação social da actuais como as futuras autarquias; programa de formações
província organizado para os restantes profissionais da comunicação
social, incl dirigentes e gestores.

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


Indicadores 2013 2014 2015 2016 2017
Produção
1. Expansão e cobertura do Sinal da
75 76 79 82 85
Rádio (%)
2. Expansão e cobertura do Sinal de
60 60 62 64 66
Televisão (%)
3. Aumento da distribuição das
publicações da Edições Novembro 100 150 225 338 507
(dia)
4. Nº de horas de cobertura do sinal
10 11 12 13 14
de rádio (dia)

118
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

5. Nº de horas de cobertura do sinal


4 4,5 5 5,5 6
de televisão
6. Nº de horas de emissão de rádio
Bengo com cobertura de assuntos 4 4,5 5 5,5 6
locais (dia)
7. Nº de horas de emissão de
televisão com cobertura de assuntos 1 1 1,5 1,5 2
locais (dia)
Investimentos e receitas arrecadadas
8. Público (1.000 Akz) 0 46.620 179.250 195.900 206.800
9. Privado (1.000 Akz) 0 466 1.793 1.959 2.068
10. Receitas arrecadadas: ND ND ND ND ND

6.2.6. Reinserção social


 Medidas de intervenção
 Estruturar um modelo de financiamento ada acção social do estado, bem como
o correspondente modelo de gestão
 Definir estratégias de mitigação do risco social, visando preparar os indivíduos,
agregados familiares e as comunidades para enfrentar a ocorrência de
situações de risco social
 Banir a ameaça de minas em todo território nacional para assegurar o processo
de reconstrução e desenvolvimento
 Criar bancos de dados de indicadores sociais do sector
 Assegurar a formação e admissão de trabalhadores sociais, a nível médio e
superior, bem como técnicos de desminagem.
 Promover a criação de instituto de serviço social
 Garantir a criação do mecanismo de articulação entre a protecção social de
base e a protecção social obrigatória
 Implantar o serviço de denúncia SOS criança
 Assegurar a verificação e desminagem de vias rodoviárias, áreas úteis e de
impacto socio- económico

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1. Programa de Legislação relevante sobre protecção social, nomeadamente a
assistência social Lei 07/04 sobre a protecção social de base, disseminada em
todos os municípios; pessoas em situação de vulnerabilidade
assistidas, incl. com certas básicas; famílias mais carenciadas no
meio rural apoiadas; condições habitacionais das pessoas
vulneráveis melhoradas; pessoas vulneráveis com deficiência
apoiadas de forma ajustada às suas necessidades; programa de
rendimento mínimo implementado e associado a acções de
contrapartida.
119
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

2. Programa de Várias formas de economia solidária testadas e implementadas,


Integração social, nomeadamente sistema de reembolso rotativo; Projecto “moto
incluindo a táxi” avaliado, e se apropriado, estendido, usando os resultados
geração de para financiar outros projectos; projectos de carpinteiro,
trabalho e renda serralheiro e engraxador sistematicamente avaliados e, se
apropriado, estendidos; projecto de corte e costura avaliado
para perceber porque não funcionou bem e, se apropriado,
ajustado para assegurar o seu êxito.
3. Protecção e Legislação e políticas da criança disseminadas, nomeadamente a
Promoção dos Lei 25/12 sobre protecção e desenvolvimento integral da criança
direitos da criança e os 11 Compromissos; 35 linhas de denúncia SOS criança e de
apoio psicossocial implantadas de forma extensiva nas 6 sedes
municipais e 23 sedes comunais; papel das famílias reforçado na
protecção e cumprimento dos direitos da criança, através de
acções em parceria com o sector da Família e Promoção da
Mulher; crianças pertencentes aos grupos vulneráveis registadas
em parceria com o sector da Justiça, e comunidades
sensibilizadas e mobilizadas para o registo de nascimento; redes
de protecção e promoção dos direitos da criança fortalecidas e
alargadas em todas as sedes municipais e comunais, e seus
membros capacitados; estudo realizado sobre a situação da
criança e do cumprimento dos 11 compromissos na província,
incl. sobre o trabalho infantil, e plano de implementação de
médio prazo estabelecido com base nas conclusões do estudo;
sistema de ensino pré-escolar e adesão das famílias aumentado
através de 1 campanha de sensibilização, nomeadamente junto
das mães.
4. Prevenção da Menores acompanhados sob medidas de prestação de serviços à
institucionalização comunidade e projecto de prestação de serviço expandido para
menores em conflito com a lei; importância do projecto leite e
papas divulgado e projecto melhorado e alargado; projecto de
mães tutelares desenvolvido em todos os municípios.
5. Programa de Municípios apoiados na criação de centros de convívio e oficinas
apoio ao idoso de trabalho; Lar Provincial para idosos instalado e funcional;
pessoal médico capacitado e sensibilizado, em parceria com o
sector da saúde, para a forma de se dar atenção ao idoso;
mecanismos de não discriminação do idoso no mercado do
trabalho estabelecidos com o sector da APTSS; idosos inseridos
nos grupos que podem beneficiar de habitação social (em
parceria com o sector da habitação); idosos beneficiados com
bens culturais e desportivos, sua memória valorizada e seus
conhecimentos e experiência transmitidos às gerações mais
novas (em parceria com sectores da cultura e da juventude e
desporto).
6. Crianças e Refeições diárias, vestuário e roupas de cama assegurados para
idosos das os utentes das instituições de acolhimento; padrões de higiene

120
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

instituições de básica garantidos nestas instituições.


acolhimento sob
controlo do
executivo têm vida
com dignidade
7. Alargamento da 22 CIC-CECs construídos e apetrechados nas comunas; 20
rede de parques infantis construídos nas sedes municipais; creches
Equipamentos construídas e apetrechadas em todas as sedes municipais; 1 lar
Sociais e Infra- provincial construído para apoio aos idosos de toda a província; 1
estruturas Jardim-de-infância construído e apetrechado na sede da
província; possibilidade de construção de Casas Lares estudada;
Sede provincial do INAC reabilitada/construída e apetrechada;
infra-estruturas de funcionamento do INAD
reabilitadas/construídas e apetrechadas; sedes para os serviços
provinciais do IRESEM reabilitadas/ construídas e apetrechadas.
8. Programa de Stock de bens não alimentares de 1ª necessidade criado para
mitigação e atender a situações de emergência; plano elaborado com vários
preparação para cenários para atender os grupos potencialmente afectados por
desastres qualquer tipo de emergência.
9. Programa de Acções de verificação de desminagem e prevenção de perigo de
redução de risco minas realizadas; campanha de sensibilização ao perigo de minas
de minas realizadas em todos os municípios; campanha de sensibilização
para o perigo de minas organizada nas escolas, em parceria com
o sector da educação; zonas sociais prioritárias a serem
desminadas mapeadas.
10. Reforço da Visitas efectuadas para apoio técnico, monitoria e avaliação dos
capacidade programas do PMIDRCP relacionados com a protecção social;
institucional estudo realizado sobre os grupos vulneráveis na província e base
de dados correspondente criada, incl. informação sobre as redes
de protecção da criança; pessoal ligado ao trabalho de protecção
social capacitado, incl. como formadores; Conselho Consultivo
Provincial dinamizado.

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


Indicadores 2013 2014 2015 2016 2017
Dados Gerais
1. Nº de famílias assistidas 3.000 2.500 1.000 1.000 500
2. Nº crianças assistidas nas
1.000 1.500 2.000 2.500 3.000
instituições
3. Nº crianças protegidas por 48 69 95 117 138
denúncias
4. Nº de idosos assistidos 1.000 900 890 700 600
5. Nº de idosos nas instituições 75 100 150 200 250
6. Nº pessoas c/ deficiência
315 1.700 1.900 1.500 1.200
assistidas em meios de locomoção e

121
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

ajudas técnicas
7. Nº de vítimas de sinistros e
25.000 22.000 20.000 16.000 13.000
calamidades assistidas
8. Nº de (crianças dos 0-2 anos)
100 120 120 100 100
assistidos com leite e papas
9. Nº de beneficiários assistidos com
530 1.250 4.000 3.500 3.020
kits profissionais e equipamentos
10. Nº de kits profissionais e
455 1.200 2.950 3.900 2.500
equipamentos atribuídos
11. Nº oportunidades de ocupação
320 1.200 3.000 3.000 2.500
criadas
12. Nº de doentes assistidos 17 32 45 55 72
13. Nº de ex-militares e deficientes
2.099 1.806 512 305 102
de guerra reintegrados
14. Verificação de desminagem de
vias rodoviárias e projectos de ND 126 50 22 0
telecomunicações (km)
15. Verificação de desminagem de
áreas de expansão das linhas de
990.000 220.000 200.000 200.000 100.000
transporte de energia eléctrica de
alta tensão e condutas de água (m2)
16. Verificação e desminagem de
áreas agrícolas, fundiárias, polos 500.000 450.000 415.000 320.000 262.000
industriais e agro-pecuária (m2)
Investimentos e receitas arrecadadas
17. Público (1.000 Akz) 67.000 122.000 1.278.800 1.426.600 1.485.600
18. Privado (1.000 Akz) 0 0 0 0 0
19. Receitas arrecadadas: ND ND ND ND ND
Agentes / Emprego
20. Nº de trabalhadores no sector ND ND ND ND ND
21. Admissão e formação de
14 0 0 14 0
técnicos de desminagem
22. Admissão, capacitação e
formação de trabalhadores sociais e 86 129 129 129 129
funcionários

6.2.7. Família e Promoção da Mulher


 Medidas de intervenção
 Promover o empoderamento e auto-estima e a valorização da família e apoiar a
geração de rendimentos e sustentabilidade económica;
 Institucionalizar as questões de género e promover os direitos políticos,
jurídicos, económicos, sociais e humano das mulheres;

122
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Influenciar a formulação de políticas e programas e legislação de combate a


violência e protecção e apoio às vítimas de violência;
 Promover a disponibilidade e acesso de serviços sociais e outros direitos à
mulher rural e particularmente às famílias mais vulneráveis.

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1.Reforço do papel Importância do papel da família na sociedade e resgate dos
da família, valores morais divulgada através de iniciativas e parcerias em
igualdade de todos os municípios; acções de educação familiar desenvolvidas
género e sobre a problemática do género, nomeadamente nas escolas e
melhoramento das igrejas; política provincial do género aprovada; activistas e
suas competências conselheiros sociais e familiares em maior número, capacitados e
trabalhando em rede; coordenação multissectorial em género e
família institucionalizada e com funcionamento regular;
mulheres nomeadas para cargos de chefia na função pública e no
movimento associativo; comemorações das jornadas Março
mulher e do dia da mulher Africana organizadas anualmente.
2. Apoiar as Linhas telefónicas criadas em todos os municípios para as vítimas
vítimas de de violência doméstica e campanha organizada sobre existência
violência com e objectivos destas linhas; advogados e psicólogos contratados e
particular atenção incluídos nas equipas de atendimento; programas radiofónicos
à que se de sensibilização reforçados com meios técnicos e financeiros;
desenvolve contra campanha dos 16 dias de activismo contra a violência do género
a mulher e a desenvolvida anualmente em todos os municípios; plano
rapariga estruturado de formação estabelecido para os agentes das linhas
telefónicas, bem como dos instrutores policiais e gabinetes
especializados em atendimento às vítimas de violência.
3. Requalificação 20 aldeias requalificadas; 200 residências requalificadas nestas
das Aldeias Rurais aldeias.
4. Estruturação Papel das mulheres reforçado nas associações e cooperativas e
Económica e nas ECAs; mulheres formadas em cooperativismo de liderança;
Produtiva das moinhos fornecidos às mulheres rurais; crédito cedido a
Comunidades cooperativas e associações para reforço do papel das mulheres;
Rurais alfabetização de adultos reforçada; projectos de apoio à mulher
rural desenvolvidos.
5. Tecnologias rurais melhoradas; formações em desenvolvimento
Desenvolvimento comunitário realizadas.
Comunitário
6. Programa de Estudo realizado sobre a relação entre vulnerabilidade e género;
apoio às famílias e mulheres e famílias capacitadas em formas de combater a
mulheres mais vulnerabilidade e seu impacto, nomeadamente no
vulneráveis aproveitamento de produtos locais e melhoria nutricional;
parteiras tradicionais capacitadas e beneficiadas com kits;
famílias e mulheres mais vulneráveis apoiadas com meios

123
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

técnicos e materiais de produção.


7. Fomentar Associativismo feminino apoiado e estruturas organizativas de
acções de jovens raparigas criadas; estudo sobre a mulher no sector
promoção da informal realizado; situação da mulher em termos de
mulher escolaridade. emprego, representação e outros aspectos
mapeada.
8. Alargamento da Jangos da família construídos em todos os municípios; 6 centros
rede de de aconselhamento familiar construídos para colmatarem os
Equipamentos casos de violência dentro das famílias; 1 centro de abrigo
Sociais e Infra- construído; 1 centro de formação profissional construído [ver
estruturas Questões Económicas Transversais].
9. Reforço da Quadros do sector beneficiados com acções de formação e
capacidade capacitação; 4 viaturas adquiridas para o desenvolvimento da
institucional actividade do sector; residências construídas para os
funcionários; estágio de estudantes de psicologia organizado, em
parceria com o ISTA; sistema de recolha, armazenamento,
tratamento e divulgação de dados relacionados com as famílias
estabelecido.

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


Indicadores 2013 2014 2015 2016 2017
Dados Gerais
1. Nº de casas de abrigo de referência 0 0 0 1 1
2. Nº de conselheiros familiares
8 15 21 27 33
formados
3. Nº de casos de violência e
387 503 654 850 1.105
aconselhamento
4. Nº de centros de Aconselhamento
1 1 3 5 7
familiares de referência
5. Beneficiários de micro crédito 132 145 174 209 251
6. Formação profissional realizada 10 10 10 10 10
7. Nº de mobilizadores e activistas em
12 24 36 48 60
géneros formados
8. Palestra sobre género e família
25 25 25 25 25
realizadas
9. Nº de mobilizadores e activistas
12 24 36 48 60
sociais formados
10. Nº de parteiras tradicionais
120 120 120 120 120
capacitadas (não acumulado)
11. Nº de kits de parteiras (Não Acum.) 1000 1250 1500 1750 2000
12. Nº de seminários sobre género e
2 2 2 2 2
família (Não Acumulado)
Desenvolvimento Rural

124
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

13. Nº de aldeias rurais requalificadas 0 0 10 20 20


14. Nº de aldeias rurais integradas
0 0 0 0 0
construídas
15. Nº de habitações rurais
0 0 100 200 200
requalificadas
16. Nº de famílias beneficiárias com o
100 200 300 400 500
Programa de Estruturação Produtiva
17. Nº famílias beneficiárias com o
Programa de Desenvolvimento 120 240 360 480 600
Comunitário
18. Nº de famílias beneficiárias com o
80 160 240 320 400
Programa de Apoio à Mulher Rural
Investimentos e receitas arrecadadas
19. Público (1.000 Akz) 0 88.500 210.000 268.500 216.000
20. Privado (1.000 Akz) 0 0 0 0 0
21. Receitas arrecadadas ND ND ND ND ND
Agentes / Emprego
22. Recursos humanos 20 26 34 44 57

6.2.8. Antigos Combatentes


 Medidas de intervenção
 Promoção de acções que lembrem à sociedade em geral e aos jovens em
particular, o papel que os Antigos Combatentes e Veteranos de Guerra tiveram
na independência de Angola
 Reintegrar socioeconomicamente os Antigos Combatentes e Veteranos de
Guerra, melhorando as suas capacidades técnicas e valorizando a sua
experiência
 Garantir assistência social aos Antigos Combatentes e Veteranos de Guerra que
necessitem, bem como as suas famílias

 Indicadores de processo
Programa Indicadores e metas até 2017
1. Lembrar à sociedade Auto-estima e estatuto do antigo combatente reforçado
o papel que os ACVP através de acções dirigidas; comemorações do 15 de Janeiro,
tiveram na 4 de Fevereiro e 15 de Março realizadas anualmente;
independência e participação activa dos ACVP na edificação do museu de
dignidade nacionais Nambuangongo assegurada.
2. Capacitar os ACVP Enquadramento dos ACVP interessados nos programas de
para se poderem alfabetização assegurado; acções de capacitação
reintegrar desenvolvidas especificamente para os ACVP sobre
socioeconomicamente empreendedorismo para apoiarem a sua auto-sustentação;
e aos quadros do pessoal do sector capacitado nas áreas técnicas para apoiar
sector para os o grupo-alvo.
125
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

apoiarem
3. Facilitação do Acções de apoio realizadas junto dos ACVPs e suas famílias
acesso dos ACVP à sua na obtenção de BI; ACVP enquadrados em todas as
reintegração iniciativas de empreendedorismo; ACVP ligados ao projecto
socioeconómica integrado da agricultura; ACVP apoiados na realização de
estudos de investimento necessários ao lançamento do seu
negócio.
4. Melhorar a 60 casas construídas para os Antigos Combatentes; acções
assistência social aos específicas realizadas junto dos ACVP com deficiências
ACVP físicas, incl. assistência técnica; apoio jurídico assegurado
para os ACVP que dele necessitem; Agência Funerária criada
e acordo de concessão estabelecido que garanta um serviço
digno e económico para os ACVP; subsídios atribuídos às
famílias de ACVPs por morte e funeral.
5. Contribuir para uma Posto de saúde especificamente criado no Dande para
assistência médica e atender o grupo alvo; protocolos estabelecidos com o sector
medicamentosa mais da saúde para um atendimento especial aos ACVP.
próxima do grupo alvo

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto

Indicadores 2013 2014 2015 2016 2017


Dados Gerais
1. Recenseados Existentes 207 201 195 189 183
2. Deficientes Reavaliados 25 28 31 34 37
3. Beneficiários de Pensão de
8.909 8.642 8.383 8.132 7.888
Reforma
4. Assistidos Recadrastados ND ND ND ND ND
5. Assistidos Bancarizados 8.234 8.642 8.383 8.132 7.888
6. Declarações emitidas 275 289 303 318 334
Investimentos
7. Público (1.000 Akz) 0 1.875 313.375 352.875 403.375
8. Privado (1.000 Akz) 0 0 0 0 0
Agentes / Emprego
9. Nº de trabalhadores no ND ND ND ND ND
sector

6.2.9. Juventude e Desporto


 Abordagem sobre a juventude no PND e no Plano de Desenvolvimento da
Província
A juventude sendo um assunto transversal, tal como o emprego, não existe no PND
prioridades estruturadas para a juventude como sector, mas sim uma “política
integrada para a juventude”, baseada no Plano Executivo do Governo de Apoio à
Juventude (PEGAJ), lançado em 2005 e concretizado através do Programa Angola
Jovem (PAJ). Esta política focaliza sobre quatro eixos: o emprego, as condições de
126
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

saúde, o acesso à habitação e a participação dos jovens na democracia participativa e


no desenvolvimento social do país. Assim, as medidas de políticas referidas
correspondem a medidas essencialmente contempladas em sectores e programas
específicos como a formação profissional, o empreendedorismo (o emprego sendo
também considerado como transversal e objectivo de uma política nacional), e a
saúde.
Neste plano, foi adoptada a mesma lógica, segundo qual os jovens constituem um
grupo-alvo central, e muitas vezes destacado, dos programas e projectos propostos
para vários sectores. É também particularmente destacado nas questões económicas
transversais, mas também na visão do plano, em qual pretende-se que a província do
Bengo garante “um desenvolvimento equilibrado e integrado e o bem-estar das
populações, nomeadamente da sua juventude.” Neste quadro, os objectivos e os
projectos propostos para o sector específico de “Juventude e Desporto” cingem-se na
dimensão organizativa e participativa da política da juventude como apresentada no
PND, assim como na coordenação da reflexão do executivo provincial sobre a
juventude. Por causa do fracasso da primeira experiência de crédito jovem na
província, será também fundamental preparar um projecto sódio que volte a dar
confiança aos responsáveis do programa a nível nacional, de forma a que dessem uma
outra oportunidade à província.

 Medidas de intervenção
Juventude:
 Promover e manter a coordenação das intervenções da província em prol dos
jovens, assim como o seu enquadramento nas políticas e nos programas
nacionais;
 Fortalecer o associativismo juvenil e assegurar a formação dos seus líderes;
 Apoiar as estruturas organizativas da juventude e a sua representação nos
espaços de diálogo entre cidadãos e governantes;
 Construir infra-estruturas específicas para o desenvolvimento dos jovens.

Desporto:
 Apoiar a formação dos professores no quadro do acordo entre Ministério da
Juventude e Desporto e Ministério da Educação;
 Promover a formação de monitores e treinadores provinciais que possam
organizar actividades desportivas e competições, sensibilizar os vários grupos
da população na prática desportiva, e identificar e apoiar talentos, assegurando
a ligação entre desporto recreativo e desporto de rendimento;
 Multiplicar a construção de estádios municipais e comunais;
 Apoiar as associações e os núcleos desportivos com equipamentos e material.

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1. Juventude Casa Provincial da Juventude construída e apetrechada em
Caxito; intervenções provinciais em prol da juventude

127
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

coordenadas entre os sectores; associações juvenis apoiadas e


actividades e eventos para jovens organizados em todos os
municípios; 12 seminários realizados em associativismo e
liderança participativa (2 por município); 3 centros comunitários
da juventude construídos e apetrechados (Pango Aluquém, Bula
Atumba e Nambuangongo).
2. Desporto Campo municipal do Dande em Caxito reabilitado e concluído;
programa de recreação e desporto “Fuga para a Resistência”
organizado anualmente; Casa Provincial dos Desportos
construída e apetrechada; formação de professores em
educação física organizada pelo MED e MJD apoiada; monitores
e treinadores formados em todos os municípios; equipamentos e
material fornecido nas várias modalidades; Campo Multiuso das
Mabubas construído e apetrechado; 5 estádios municipais de
futebol construídos (todos menos Dande); 10 estádios comunais
construídos (4 em Nambuangongo, 2 nos Dembos, 2 no Dande, 1
em Ambriz e 1 em Bula Atumba).
3. Reforço Pessoal da DP e das associações juvenis e desportivas formadas
institucional em gestão de bens e equipamentos, e elaboração e
implementação de projectos específicos.

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


2013 2014 2015 2016 2017
Dados Gerais
1. Associações juvenis 20 24 28 32 36
Membros de associações 35.618 39.180 43.098 47.408 52.149
2. Nº de Kits distribuídos 0 0 0 0 0
Nº de Beneficiários 0 0 0 0 0
3. Nº de Associações 7 8 9 11 12
Desportivas 10 12 14 16 18
4. Nº de clubes 2 2 3 3 4
5. Nº de academias 91 109 131 157 188
6. Nº de técnicos 440 525 610 695 780
7. Nº de Atletas 24 28 32 36 40
8. Nº de árbitros
9. Nº de cronometristas 2 3 4 5 6
10. Núcleos Desportivos: 5 5 6 7 8
-Academias 4 5 6 7 8
-Técnicos 8 10 12 15 18
-Atletas 250 290 330 375 420
11. Infra-estruturas: 24 40 40 40 40
- Campos de futebol ND +1 +1 +1 +1
- Campos multiuso ND +15 +15 +15 +15
Investimentos
12. Público: PIP (1.000 Akz) 48.000 4.955.250 34.500 37.250 39.000
13. Privado 2.400 2.478 1.725 1.863 1.950

128
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

129
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

6.3. Domínio das Infra-estruturas


6.3.1. Ordenamento do Território, Construção, Habitação e Ambiente
 Medidas de intervenção
Ordenamento do Território e Urbanismo:
NB: No PND, o ordenamento do território reflecte as atribuições do MAT,
nomeadamente em relação à descentralização, administração do território, e
preparação das autarquias locais. Os instrumentos de ordenamento do território em si
são integrados na secção reservada ao urbanismo. Por isso, propomos a nível
provincial a junção dos dois sectores.
 Elaborar os Planos Directores Municipais, tendo em conta no Dande o Plano de
Desenvolvimento Urbanístico do Caxito, no Dande e Ambriz os projectos
planificados na zona costeira, e em todos os municípios as reservas fundiárias
já definidas, de forma a definir uma visão integrada para cada município;
 Elaborar um Plano Director Provincial, baseado no Plano de Desenvolvimento
da Província e nos Planos Municipais, de forma a assegurar as ligações
intermunicipais e um desenvolvimento harmonioso da Província, reduzindo as
assimetrias territoriais e o fosso entre as duas componentes da economia dual
existente na Província21;
 Acompanhar a implementação dos projectos urbanísticos, incluindo de
requalificação urbana;
 Assegurar o conhecimento e acompanhar a implementação pelos órgãos
competentes locais dos instrumentos e procedimentos legais referentes ao
ordenamento do território (Lei de Terras, incl. procedimentos de legalização de
terrenos).
Construção:
 Melhorar a circulação de pessoas e bens, facilitando o escoamento dos
produtos e a ligação entre os centros comunais, municipais e provinciais de
desenvolvimento;
 Apoiar os demais sectores na coordenação e fiscalização dos investimentos em
infra-estruturas públicas;
 Promover a formação da mão-de-obra local e o seu recrutamento pelas
empresas de construção civil.
Habitação:
NB: No PND, o sector da habitação não está inserido no domínio das infra-estruturas,
mas sim no domínio social. Contudo, na prática, está controlado a nível provincial pela
DP das obras públicas, urbanismo e construção, pelo que preferimos inseri-lo nesta
secção.

21
Na análise sobre as características da região metropolitana Luanda-Bengo, o PND reconheceu a existência
de uma economia dual entre o sector formal onde inserem-se os grande projectos económicos nacionais, e o
sector informal de qual a maior parte da população tira os seus rendimentos.
130
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Dar continuidade aos projectos habitacionais lançados no país (centralidade,


200 casas, versão melhorada das casas evolutivas);
 Aumentar progressivamente os terrenos infra-estruturados e legalizados para
facilitar os processos de construção autodirigida;
 Promover intervenções harmonizadas de infra-estruturação com o sector de
energia e água, incluindo infra-estruturas de saneamento;
 Prosseguir o processo de requalificação e de infra-estruturação adequada das
cidades e áreas urbanas densas.
Ambiente:
 Coordenar a implementação do Plano de Gestão de Resíduos Sólidos;
 Promover infra-estruturas e comportamentos ambientalmente sustentáveis;
 Controlar o impacto ambiental dos projectos económicos;
 Promover uma gestão sustentável dos recursos naturais, a protecção da fauna
e flora, e o uso de energias limpas.

 Indicadores de processo
Programa Indicadores e metas até 2017
1. Ordenamento 6 Planos Directores Municipais e 1 Plano Director Provincial
do Território elaborados; planeamento de zonas para diversos fins realizado;
quadros provinciais (incl. do IGCA) e municipais formados e
acompanhados tecnicamente sobre legislação e procedimentos
para legalização de terras e terrenos.
2. Fogos 2.000 fogos habitacionais construídos em Caxito através do
habitacionais e relançamento do projecto de nova centralidade; 1.350 casas e
infra-estruturas infra-estruturas públicas construídas no Panguila; 1.000 fogos
integradas construídos nos municípios fora do Dande e áreas infra-
estruturadas e loteadas; reservas fundiárias na província infra-
estruturadas (fase inicial); reserva fundiária das Mabubas infra-
estruturada; Cidade de Caxito requalificada; pessoas
sensibilizadas para não construírem em locais de risco.
3. Residências 140 residências T3 para funcionários construídas em toda a
para funcionários província (10 em Bula, Pango, Ambriz e Dande, 20 em
Nambuangongo, 25 nos Dembos, 30 nas Mabubas e 25 de nível
provincial).
4. Construção e Estudo realizado para infra-estruturas autárquicas (fase I);
reabilitação de manutenção das infra-estruturas administrativas assegurada;
edifícios e espaços outros edifícios públicos reabilitados; GEPE com capacidade
públicos financeira para elaborar estudos e projectos; estudos realizados
para construção das infra-estruturas integradas de Caxito e para
construção de infra-estruturas culturais e o Palácio do GP;
Palácio do Governador construído e apetrechado; Sede do
Governo (Chalé) reabilitada e apetrechada; instalações das
direcções provinciais e órgãos construídos e apetrechados;
Delegação Provincial das Finanças construída; 2 repartições
fiscais reabilitadas/construídas, em Nambuangongo e nos
131
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Dembos; residências administrativas de Canacassala e Cage


Mazumbo, em Nambuangongo, construídas; residências dos
Administradores Municipal e Comunais dos Dembos reabilitadas;
Edifício das Repartições Municipais construído e apetrechado;
Administrações Municipais de Bula Atumba e Pango Aluquém
construídas e apetrechadas; Administração Municipal do Dande
reabilitada e ampliada; Palácio Municipal de Pango Aluquém e
Palácio Residencial de Bula Atumba construídos e apetrechados;
Administrações Comunais do Kiage (Bula Atumba), Paredes e
Coxe (Dembos) construídas e apetrechadas; estudo realizado
para construção do Instituto Nacional de Resíduos em Caxito;
projecto de paisagismo da área protocolar do GP implementado.
5. Educação 12 campanhas de sensibilização ambiental realizadas (2 por
ambiental município); grupos de actividades ambientais apoiados.
6. Reabilitação de Estradas Quiage/Quiquiemba, Quibaxe/Quiage, Caxito/Onzo/
vias principais Muxaluando, Desvio do Ambriz/B. Vista/Namb./Inter/ EN120, e
Úcua / Pango Aluquém / Quibaxi / Bula Atumba reabilitadas;
pagamento do resto das estradas em curso e não acabadas até
início de 2013 feito; outras vias principais progressivamente
reabilitadas.
7. Reabilitação das Estradas comunitárias e municipais da centralidade de Capari
vias de acesso a e construídas; sinalização de tráfico rodoviário do Capari
dentro de sedes e implementado; Estrada de acesso à Vila do Ambriz reabilitada;
vilas 7,5km na Vila do Quibaxi, 7,5km na sede do Ambriz, e 4 troços de
7,5km de estradas de sedes comunais de Nambuangongo
reabilitados.
8. Recuperação e Vias secundárias progressivamente recuperadas; troço de
manutenção das estradas terciárias recuperado (terraplanagem); infra-estruturas
vias secundárias e rodoviárias da região dos Dembos e 300m de ponte reabilitados;
terciárias 193km de troços de estradas secundárias asfaltadas;
recuperação e conservação da rede terciária assegurada.
9. Construção e Estudos e projectos realizados para as pontes com mais de 30m
reparação de de vão, e pontes correspondentes construídas em betão armado
pontes e pontecos e/ou mista; pontes com menos de 30m de vão substituídas por
pontes metálicas.

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


2013 2014 2015 2016 2017
Ordenamento do Território
1. Nº de município com
instrumentos de ordenamento 0 1 3 6 6
do território
2. Nº de centros urbanos com
projectos de requalificação 1 1 1 1 1
urbanística
3. Parcelas de terra cadastradas ND ND ND ND ND
132
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

na Rede Geodésica Nacional


(em km2)
Construção
4. Rede viária: 300 876 1.226 1.573 2.046
a) Rede fundamental (km) 300 683 833 983 1.151
b) Rede secundária (km) 0 0 120 250 410
c) Rede terciária (km) 0 193 273 340 485
5. Pontes: ND ND ND ND ND
a) Reabilitadas ND ND ND ND ND
b) Por reabilitar ND ND ND ND ND
6. Edifícios públicos:
a) Reabilitação/construído 6 20 22 24 26
(un.)
ND ND ND ND ND
b) Avaliação patrimonial
(1.000 Akz)

7. Infra-estruturas integradas:
1 1 1 0 0
a) Projectos em execução
(Panguila22) (Caxito) (Mabubas)
b) Construção (un.)

Habitação
8. Nº de fogos habitacionais 1.185 1.325 2.325 2.325 2.325
construídos: 110 250 1.250 1.250 1.250
a) Dande 210 210 210 210 210
b) Ambriz 220 220 220 220 220
c) Nambuangongo 210 210 210 210 210
d) Pango Aluquém 225 225 225 225 225
e) Dembos 210 210 210 210 210
f) Bula Atumba
9. Novas centralidades:
- Nº de centralidades 0 0 1 1 1
- Nº de casas 0 0 1.000 2.000 2.000
10. Nº de reservas fundiárias 11 11 11 11 11
11. Superfície das reservas
fundiárias (ha) 1,821 1,821 1,821 1,821 1,821
a) Dande (superfície e nº) 2.512 2.512 2.512 2.512 2.512
b) Ambriz 455,35 455,35 455,35 455,35 455,35
c) Nambuangongo 207,95 207,95 207,95 207,95 207,95
d) Pango Aluquém 467,55 467,55 467,55 467,55 467,55
e) Dembos 396,44 396,44 396,44 396,44 396,44
f) Bula Atumba 5.860,29 5.860,29 5.860,29 5.860,29 5.860,29
 Total
12. Alienação do património
ND ND ND ND ND
habitacional
Ambiente
13. Nº de campanhas de
0 2 5 8 12
educação, sensibilização e

22 Está previsto a construção de 1.350 casas nesta infra-estrutura integrada

133
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

formação das populações


14. Nº de grupos de actividades
12 14 15 16 18
ambientais
15. Nº de Estações de
Tratamento de Resíduos com 0 0 0 0 0
Tecnologias ambientais
16. % de projectos com
3 5 8 11 15
avaliação de impacto ambiental
Investimentos
17. Público (PIP Urbanismo,
1.760.963 3.345.005 1.028.000 1.077.950 727.900
Construção) - 1.000 Akz
18. Privado – 1.000 Akz 31.025 85.150 28.160 44.879 44.196
19. Público (Vias de Acesso) -
1.341.549 5.170.000 380.000 418.000 377.000
1.000 Akz

6.3.2. Energia, Água e Saneamento


 Medidas de intervenção
Água:
 Aumentar o acesso a água potável para todos, construindo pequenos sistemas
e pontos de abastecimento de água nas áreas suburbanas e rurais;
 Melhorar a qualidade do serviço de abastecimento, tanto nas zonas urbanas,
como nas áreas suburbanas e nas zonas rurais;
 Melhorar a gestão dos sistemas, incluindo a protecção das fontes pelas
comunidades, e promover o uso racional da água;
 Testar e implementar um sistema de tarifas adequadas que permita a
cobertura dos custos de exploração e proteja os extractos populacionais mais
vulneráveis garantindo a sustentabilidade dos serviços públicos;
 Assegurar a gestão integrada dos recursos hídricos.

Saneamento:
 Em cooperação com o sector da saúde e do ambiente, promover
comportamentos saudáveis de limpeza do meio e uso de latrinas;
 Estender os serviços de limpeza, tratamento de resíduos e drenagem nos
centros urbanos;
 Assegurar a implantação de infra-estruturas adequadas de saneamento em
todas as obras de construção, nomeadamente de infra-estruturas integradas
das reservas fundiárias.
NB: Este último ponto não se reflecte num programa específico deste sector, já que faz
parte das obras de “infra-estruturas integradas” no sector do urbanismo e construção,
mas é importante ser referido aqui por estar ligado ao saneamento como assunto
transversal.

Energia:

134
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

NB: No quadro de um plano de médio prazo, o ponto-chave não só do aumento do


acesso à energia, mas também da melhoria do sistema na sua globalidade, virá da
capacidade em prever a demanda em todas as suas vertentes: habitacional (calculada
em função do nível de renda das famílias), em serviços públicos (infra-estruturas de
saúde, educação, sistemas de água, iluminação pública, administrações etc.), e
económica (indústria, agricultura, comércio etc.). É com base nesta visão global que
poderão ser determinadas as necessidades de produção e distribuição de energia, as
suas formas e quais entidades irão geri-las. Apesar de existir um Plano Director
Nacional e um trabalho já em curso de integração progressiva dos vários sistemas de
produção no país, pertence ao GP e à DPEA apoiar a determinar, em colaboração com
os outros sectores e as ADM, as necessidades energéticas da província a médio prazo,
e propor uma visão integrada das fontes de produção (incl. os sistemas isolados e
fontes alternativas de energia) e dos sistemas de distribuição (incl. a sua manutenção e
progressiva extensão).
 Desenvolver um plano do sector energético, capaz de responder às
necessidades futuras de desenvolvimento da província, e integradas no Plano
Director Nacional de Energia;
 Diversificar as fontes de produção, com recurso à construção de mini-hídricas e
criação de fontes de energia alternativas, para completar a energia vindo da
Barragem das Mabubas;
 Desenvolver a rede de distribuição de média tensão e assegurar a manutenção
e extensão da rede de distribuição de baixa tensão;
 Supervisionar e apoiar tecnicamente as Administrações Municipais a
melhorarem os sistemas locais de distribuição de energia e a encontrarem
soluções alternativas rentáveis e sustentáveis.

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1. Extensão do Níveis de água mapeados em todos os municípios e sistemas
acesso à água no adequados planeados com base no mapeamento; 800 furos de
meio rural captação de água subterrânea executados (1 para cada 50
famílias nas áreas rurais); programa de emergência de
abastecimento rural de água na província do Bengo
implementado; programa “Água para Todos” de nível provincial
e municipal implementado no meio rural, incl. brigadas de
manutenção dos sistemas criadas.
2. Melhoramento Programa de comunicação e educação sobre água e saneamento
do manuseamento desenvolvido e divulgado em todos os municípios; programas de
da água, qualidade rádio sobre água, saneamento e saúde desenvolvidos e
da água e divulgados em todos os municípios; material impresso
protecção das distribuído às famílias, através de sessões educativas organizadas
fontes pelas igrejas, associações, escolas e os activistas comunitários;
uso de filtros caseiros e outros métodos de tratamento de água
divulgados.

135
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

3. Sistemas Rede de captação, adução e abastecimento de água de Caxito


urbanos de concebida; sistema de abastecimento de água e saneamento da
abastecimento de cidade capital reforçado; captação, estação de bombagem e rede
água de abastecimento de água de Capari construídas; programa
“Água para Todos” de nível central implementado para expansão
dos sistemas nas sedes; construção, extensão e manutenção das
redes de distribuição assegurada e progressivamente
terceirizada em todos os municípios menos Dande.
4. Latrinas para Unidades municipais e comunais criadas para produção e venda
todos de lajes de latrinas para servir zonas rurais e bairros periféricos;
82 latrinas públicas construídas (8 por sede municipal e 2 por
sede comunal); pelo menos 24 supervisores de construção e
gestão de latrinas formados (4 por município).
5. Saneamento Serviços de limpeza e de gestão de sistemas de saneamento
urbano assegurados por empresas privadas contratadas; empresas de
recolha de resíduos sólidos em zonas urbanas formadas e
contratadas; estudo realizado para construção da estação de
tratamento de resíduos sólidos em Caxito; projecto de drenagem
de Caxito executado; rede de drenagem de águas pluviais e rede
municipal de colectores de águas residuais construídas na
centralidade de Capari; aterros municipais com condições de
respeito ambiental construídos em todos os municípios.
6. Planeamento Necessidades em energia a médio prazo avaliadas de forma
integrado para intersectorial, e ajustadas anualmente; Plano Provincial Director
aumento e de Fornecimento de Energia elaborado; estudos para instalação
melhoria do de energia eléctrica na província realizados.
sistema de energia
7. Manutenção das Acompanhamento técnico assegurado pela DP aos municípios
fontes e fomento para manutenção das fontes e instalação de soluções
de fontes de alternativas; 3 mini-hídricas construídas, em Ambriz,
energia alternativa Nambuangongo e Dembos; fomento das energias alternativas
apoiado; empresas privadas identificadas e apoiadas para vender
e assegurar a manutenção dos sistemas; escolas, serviços de
saúde e outros serviços públicos apetrechados com sistemas
solares que garantam funções mínimas.
8. Extensão e Unidades e brigadas regionais criadas para manutenção e
manutenção das extensão das redes de energia existentes; linha de Mt Musseque
redes de Capari construída; redes de distribuição, de iluminação pública
distribuição comunitária e de iluminação pública municipal construídas no
Capari; Redes de Bt, Mt e iluminação pública construídas em
todos os municípios; programa de electrificação previsto a nível
central para a Cidade de Caxito implementado; programa de
nível central de electrificação das sedes municipais e comunais
implementado; programa nacional de electrificação rural
implementado.

136
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


2013 2014 2015 2016 2017
Energia
1. Potência Total Instalada (MVA):
d) Hidroeléctrica 32 32 32 32 32
e) Térmica 6,5 7,5 9 7,5 6
f) Fotovoltaica 0,06 0,06 0,06 0,06 0,06
2. Produção de energia (MWH):
c) Hidroeléctrica (anual) 92.000 92.000 92.000 92.000 92.000
d) Térmica 15.818 18.251 21.901 18.251 14.600
3. Energia Distribuída (GWH) ND ND ND ND ND
4. Energia consumida: 45.360 60.480 64.800 64.880 69.120
Hidroeléctrica (MW/h)
5. Nº de beneficiários 129.679 136.163 142.971 147.260 154.623
Água
6. Produção de água potável na
1.200 4-404 4.404 4.404 4.404
sede (m3/dia):
7. Produção total de água potável
5.680 10.816 11.420 11.450 11.450
(m3/dia)
8. Nº de pontos de água existentes 98 108 119 131 144
9. Nº de chafariz (acumulados) 193 212 233 256 282
10. Nº de unidades instaladas 21 23 25 28 31
11. Nº de furos de água abertos: 160 320 480 640 800
g) Dande 51 102 153 204 255
h) Nambuangongo 48 96 144 192 240
i) Ambriz 21 42 63 84 105
j) Dembos 22 44 66 88 110
k) Bula Atumba 13 26 39 52 65
l) Pango Aluquém 5 10 15 20 25
12. Nº de fontenários construídos ND ND ND ND ND
13. Nº de consumidores 132.000 145.200 159.720 175.692 193.261
14. Taxa de cobertura da
45 50 55 60 65
população servida com água (%)
15. Estações de Tratamento de
água: 5 6 6 7 7
c) Existentes 3 4 5 6 7
d) Funcionais
Saneamento
16. Nº de projectos de infra-
estruturas integradas:
ND ND ND ND ND
c) Iniciados
d) Concluídos
17. Balneários operantes 3 4 5 6 6
137
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

18. Lavandarias operantes 20 23 26 30 30


19. Nº de latrinas públicas 0 0 18 45 82
construídas
Investimentos
20. Público: PIP (1.000 Akz) 1.923.115 687.065 1.065.850 1.053.573 1.083.750
21.Privado (1.000 Akz) 19.231 6.871 10.659 10.536 10.838
Agentes / Emprego
22. Nº de brigadas comunitárias 0 4 10 16 23
de limpeza criadas
23. Nº de empresas provedoras de
energia, água e serviços de 1 3 7 10 13
saneamento
24. Emprego gerado (Nº de
ND ND ND ND ND
pessoas)

6.3.3. Transporte, Correios e Telecomunicações


 Medidas de intervenção
 Fazer o reordenamento do sistema de transportes da província
 Garantir a preservação e longevidade dos meios rolantes do Estado e a
segurança dos utentes
 Expandir e aproveitar as capacidades da Angola Telecom e alargar a cobertura
do sinal de telefonia móvel na província
 Melhorar o acesso das comunicações de voz e dados na província e aumentar a
prestação dos serviços postais e meteorológicos
 Melhorar permanentemente a formação e capacitação dos quadros e a
coordenação de estratégias com outros sectores

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1. Fazer o estudo do Estudo de reordenamento do sistema de transporte do
reordenamento do Bengo realizado e abrangendo todos os municípios; 170
sistema de transportes e viaturas 4x4 de 1,5 Ton. e 4x2 de 3,5 Ton. Adquiridas para
proceder à sua apoiar actividades agrícolas, pecuária, pesca e comercial;
implementação rede de táxis estendida a todos os municípios; 800 motos
adquiridas fomentando a actividade de moto-táxi; 3
escolas de formação de condutores de motociclistas
transportadores instaladas, em Dande, Nambuangongo e
Dembos; sistema de controlo de trafego de passageiros e
mercadorias estabelecido em todos os municípios.
2. Criar uma empresa 1 empresa de transportes criada no Dande; empresários
pública provincial de incentivados para concorrerem à concessão da empresa
transporte de passageiros de transportes provinciais no Dande.
3.Estabelecer um sistema Motoristas do Estado formados em condução defensiva e
de prevenção e manutenção preventiva em todos os municípios; 1 oficina
138
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

manutenção dos meios do Governo estabelecida no Dande para manutenção e


rolantes do Estado na reparação das suas viaturas e as da empresa de transporte
província provincial; 5 oficinas municipais criadas para manutenções
e reparações ligeiras às viaturas auto das Administrações,
e 17 oficinas comunais para reparação das motorizadas
propriedade do Estado; empresários locais incentivados
para concorrerem à concessão das oficias de manutenção.
4. Apoiar a Angola Capacidade instalada e não utilizada da Angola Telecom
Telecom numa estratégia melhor aproveitada; estratégia de extensão da prestação
de expansão e de serviços da Angola Telecom elaborada para toda a
rentabilização da sua província.
capacidade
5. Garantir que os Centros de recepção de sinal de Nambuangongo, Pango
equipamentos existentes Aluquém e Bula Atumba funcionais; sinal das operadoras
nos municípios estejam privadas de telefonia móvel estendido no mínimo às 17
funcionais e alargar a sedes comunais (além das sedes municipais).
capacidade do sinal de
telefonia móvel
6. Aumentar a cobertura Comunicação electrónica significativamente melhorada
e o acesso aos serviços de entre os vários agentes da administração pública em todos
comunicação electrónica os municípios; 23 mediatecas e serviços públicos de
internet instalados (1 em cada comuna).
7. Expandir a rede de 5 estações de correios multifuncionais instaladas (1 por
estações de correio e município fora do Dande, priorizando Dembos e Ambriz); 4
meteorológicos estações meteorológicas instaladas, em Ambriz,
Nambuangongo e 2 outros municípios.
8. Formação e Técnicos do sector de transportes formados na sede
capacitação dos provincial e nos municípios; técnicos do sector de correios
profissionais dos sectores e telecomunicações formados na sede provincial e nos
de transportes, correios e municípios.
telecomunicações
9. Estabelecer contractos Contractos de cooperação assinados com os operadores
de cooperação com públicos e privados do sector; protocolos de coordenação
operadores do sector e assinados com as DPs que tenham objectivos comuns a
protocolos de cooperação atingirem; 350 computadores de mesa adquiridos para
com outras direcções apetrechamento de 23 escolas do Iº Ciclo (1 por sede
provinciais, incluindo a comunal).
formação nas TIC

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


Indicadores 2013 2014 2015 2016 2017
Produção
1. Passageiros Transportados (Rede
1.296 1.555 2.177 3.048 4.267
Pública e Privada) (mil)
2. Carga Manipulada/ Transportada
39 43 47 52 57
(Rede Pública) (Mil Ton)
139
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

3. Novas escolas e centros de


4 5 6 7 7
formação instaladas
4. Nº de alunos que obtiveram carta
132 158 190 228 274
de condução
5. Nº de veículos na província 2.382 2.620 2.882 3.170 3.487
6. Cidades beneficiadas com
1 2 3 4 6
expansão da rede de táxis
7. Nº de viaturas licenciadas 37 44 53 64 77
8. Nº de Linhas Fixas Instaladas 8.701 9.571 10.528 11.581 12.739
9. Nº de Linhas Fixas Ligadas 1.875 1.969 2.067 2.170 2.279
10. Taxa de Teled. Fixa (%) 82 84 86 88 90
11. Nº de Usuários da rede Móvel ND ND ND ND
12. Taxa de Teled. Móvel (%) 82 84 86 88 90
13. Subscritores Internet 363 472 614 798 1.037
14. Taxa de Teled. Digital (%) ND ND ND ND ND
15. Correspondências Manuseadas 386 405 425 446 468
16. Estações Postais Informatizadas 0 0 0 1 1
17. Estações Postais com Salas de
1 1 2 4 6
Internet
18. Estações Postais Reabilitadas 0 0 1 2 3
19. Estações Postais Construídas 1 1 1 2 3
20. Estações Sísmicas Instaladas 1 1 3 5 5
Investimentos
21. Público (1.000 Akz) 0 65.250 775.750 1.196.050 1.345.130
22. Privado (1.000 Akz) 0 3.263 38.788 59.803 67.257
23. Receitas arrecadadas (1.000 Akz) 755 831 914 1.005 1.105
Agentes / Emprego
24. Emprego no sector 120 144 187 243 316
25. Profissionais do sector de
12 14 19 24 32
transportes treinados

140
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

6.4.Domínio Institucional
6.4.1. Defesa Nacional, Interior e SINSE
[Não foi possível determinar objectivos específicos por impossibilidade de interacção
com a Delegação Provincial do Interior.]

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1. Investimentos 10 residências T3 construídas e apetrechadas para funcionários
em infra- da Delegação; estudos realizados para construção de infra-
estruturas e estruturas policiais; Unidade provincial de viação e trânsito
equipamentos construída no Dande; Direcção de Investigação Criminal e
Laboratório de Criminalidade construídos; Unidade de Protecção
de Individualidades Protocolares construída; Instituto Superior
da Marinha de Guerra e Academia da Marinha de Guerra
construídas; Regimento de Defesa Antiaérea e Regimento de
Armamento Técnicos construídos e apetrechados; estudos
realizados para construção da Academia Naval do Bengo, do
Servidão Militar de Kinkakala, do Regimento de Engenharia e da
Base de Fuzileiros Navais; Comando da Brigada de Fuzileiros
Navais construído e apetrechado; Direcção Provincial do SME e
Serviços de Emigração e Estrangeiros construídos e
apetrechados; Destacamento construído e apetrechado; 2 Postos
Fronteiriços construídos e apetrechados, em Ambriz e Dande;
Unidade Operativa do Bengo e Unidade Fiscal da Polícia
construídos e apetrechados; Comando de Bombeiros construído
e apetrechado; outras infra-estruturas e instalações da Defesa
Nacional, da Segurança Interna e do SINSE construídas e
apetrechadas em todos os anos ao longo do plano.
2. Programa de Plano de contingência anualmente revisto e com orçamento
calamidades mínimo para permitir a sua operacionalização, em cooperação
com as DPs e delegações com responsabilidades na assistência às
vítimas de calamidades, nomeadamente Interior e MINARS.

6.4.2. Justiça
 Medidas de intervenção
 Divulgação dos direitos humanos e estímulo ao exercício da cidadania, criando
parcerias com todos os sectores da sociedade;
 Generalização do registo de nascimento e aumento significativo do número de
pessoas com Bilhete de Identidade, multiplicando serviços, indo ao encontro
dos cidadãos e simplificando métodos;
 Garantir uma Justiça mais próxima e acessível aos cidadãos, criando Tribunais
Municipais, garantindo assistência e facilitando informação;

141
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Promover uma justiça que contribua para o desenvolvimento económico e


social.
 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1. Programa de 1 campanha de divulgação e sensibilizarão sobre os direitos
promoção dos humanos realizada pelos professores nas escolas, com ligações
Direitos Humanos às famílias, em parcerias com o sector da Educação; notícias
publicadas e reportagens realizadas em parceria com o sector da
Comunicação Social sobre assuntos relacionados com a
problemática de direitos humanos; acções de esclarecimento e
capacitação realizadas sobre os direitos humanos junto dos
trabalhadores da administração pública, em parceria com o
sector da APTSS; materiais relacionados com direitos humanos
colocados em todos os órgãos de justiça e distribuídos aos
utentes; espaços criados nos SIACs e nos BUEs, com pessoal
especializado em direitos humanos, para acções de
esclarecimento aos utentes.
2. Exercício da cidadania estimulado nas cooperativas e associações
Desenvolvimento de camponeses, em parceria com o sector da Agricultura;
de acções de apoio Associações de Pais e Encarregados de Educação reforçadas
ao exercício de através de acções realizadas em parceria com o sector da
cidadania Educação; comités de protecção de crianças constituídos através
de acções em parceria com o sector da Assistência e Reinserção
Social; comissões de moradores e outras formas de organização
das comunidades criadas e reforçadas através de acções em
parceria com as Administrações Municipais.
3. Programa de Mecanismos criados para tratar de forma inclusiva e com direito
Luta contra as a tratamento efectivo às pessoas com problemas de uso de
Drogas drogas; acções coordenadas e conjuntas entre os sectores
concertados para um uso de drogas diminuído e distinção
claramente feita entre usuário, dependente e traficante; acções
repressivas e processos criminais céleres desenvolvidos em
estrita colaboração com os órgãos de prossecução criminal.
4. Melhoramento Serviços de Justiça do Dande reabilitados; 2 Tribunais de
das instalações e Comarca construídos, em Ambriz e Dande; 4 Palácios da Justiça
condições de construídos e apetrechados com todos os serviços de Justiça, em
funcionamento Nambuangongo, Dembos, Bula Atumba e Pango Aluquém;
dos serviços de Serviços Integrados de Justiça construídos e apetrechados no
justiça Ambriz.
5. Melhoria dos Ligação entre as maternidades e unidades sanitárias e as
serviços de registo conservatórias de registo assegurada para obtenção do registo
civil de de bastimento das crianças, em parceria com o sector da Saúde;
nascimento ligação estabelecida entre escolas e conservatórias dos registos
para obtenção do registo de nascimento na altura das
matrículas, em parceria com o sector da Educação; pessoal da DP
dos registos sem ocupação alocado para apoiar no registo de
142
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

nascimento (parceria com a DP dos Registos); pelo menos 6


brigadas móveis criadas (1 por município) e grande campanha de
sensibilização e registo realizada sobre a importância do registo
de nascimento.
6. Aumentar a Pessoal da DP dos registos sem ocupação alocado para apoiar na
emissão de identificação (parceria com a DP dos Registos); equipamentos
Bilhetes de necessários ao funcionamento dos serviços de identificação
Identidade adquiridos para todos os municípios; 5 unidades móveis
adquiridas com equipamentos para emissão de BI.
7.Uma justiça Estudo realizado sobre instâncias de resolução de conflitos
desburocratizada, existentes na província e acções de aproximação do sistema
eficaz, próxima formal de justiça implementadas; tribunais e cartórios
dos cidadãos e paulatinamente informatizados e seu pessoal capacitado para se
suas necessidades adaptar ao novo sistema; pelo menos 2 “quiosques de
atendimento” instalados junto dos Tribunais da província para
atendimento ao público; integração dos serviços existentes no
SIAC e BUEs continuada.
8. Apoiar o Criação de empresas facilitada através de informação disponível
desenvolvimento aumentada, custos reduzidos e processos simplificados; BUEs
económico e social criados e funcionais em todos os municípios [ver também
da província Questões Económicas Transversais].
9. Criar condições Residências para magistrados e quadros superiores da justiça
para atrair construídas e apetrechadas; campanha de atracção e fixação de
quadros quadros realizada para o sector.
qualificados para o
sector da Justiça
10.Formação e Quadros do sector permanentemente actualizados através de
capacitação dos ciclos de conferências, palestras e seminários; oficiais de justiça e
quadros do sector magistrados beneficiados com acções de formação e
capacitação; workshops realizados sobre as alterações aos
códigos revistos.
11. Reforço Gabinete de apoio aos juízes do Tribunal Provincial criado;
institucional do Conservatórias de Registo Predial Comercial e Automóvel
sector instaladas; 1 sistema de avaliação de desempenho do pessoal
estabelecido; actuais instalações da Delegação da Justiça
reabilitadas.

 Metas até 2017 – Indicadores de impacto


Indicadores 2013 2014 2015 2016 2017
Produção
1. Nº de BIs emitidos 19.370 29.055 43.583 65.375 98.063
2. Nº de Averbamentos 3.215 3.537 3.891 4.280 4.708
3. Nº de registos de
4.687 17.000 25.500 38.250 57.375
nascimento
4. Nº de Assentos de
4.546 5.455 6.546 7.855 9.426
Nascimento
143
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

5. Nº de Processos de
36 83 100 120 144
Casamento
6. Nº de Assentos de
10 68 82 98 118
Casamento
7. Nº de Certidões 4.499 5.399 6.479 7.775 9.330
8. Nº de 2ª Via da Cédula
608 730 876 1.051 1.261
Pessoal
9. Nº de registos de Óbito 318 382 458 550 660
10. Nº de Autenticações de
2.458 2.950 3.540 4.248 5.098
Cópias
11. Número de requerimentos 8.524 10.229 12.275 14.730 17.676
12. Nº de Reconhecimento de
1.594 1.753 1.928 2.121 2.333
Assinaturas
13. Nº de Procurações
110 132 158 190 228
Diversas
14. Nº de termos de
1.127 1.352 1.622 1.946 2.335
autenticação
15. Certificados de Registo
4.546 5.455 6.546 7.855 9.426
Criminal
16. Nº de Lojas de Registo e
5 5 5 5 5
Notariado
17. Nº processos judiciais
146 190 247 321 417
findos
Investimentos e receitas arrecadadas
18. Público (1.000 Akz) 0 100.250 110.750 131.050 113.950
19. Privado (1.000 Akz) 0 0 0 0 0
20. Receitas arrecadadas 30.016 31.517 33.093 34.748 45.172
(1.000 Akz)
Agentes / Emprego
21. Nº Conservadores e
5 5 5 8 8
Notários
22. Nº de Oficiais de Registo e
60 72 86 103 124
Notariado
23. Nº de Técnicos Superiores
6 6 8 10 12
de Identificação
24. N.º de Técnicos de
33 40 60 80 100
identificação
25. N.º de Técnicos Superiores
3 3 4 5 6
do Regime Geral
26. N.º de Técnicos do Regime
26 30 45 60 78
Geral
27. Nº Magistrados em função
dos Tribunais e Órgãos de 14 14 16 18 20
Polícia
28. Nº Magistrados Municipais 14 14 16 18 20
29. Nº Magistrados Provinciais 14 14 16 18 20

144
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

6.4.3. Reforço Institucional


Uma das principais abordagens deste plano de desenvolvimento é que o seu êxito
depende em grande medida das capacidades institucionais existentes e a adquirir para
a sua implementação. Nesse sentido em todos os sectores do plano se podem
encontrar objectivos, prioridades, programas e projectos que têm como objectivo o
reforço institucional. Aqui procuraremos abordar aspectos comuns e transversais a
todos os sectores, aspectos relacionados com responsabilidade de órgãos essenciais
como é o caso da Delegação de Finanças e de apoio como é o caso do GEP e da
Secretaria, só para dar alguns exemplos.

 Abordagem no PND
Os objectivos definidos no Plano Nacional de Desenvolvimento para os sectores
institucionais são os de garantir o interesse público, qualificando e fortalecendo o
Estado, adaptar o seu papel à sua missão. Melhorar e promover a boa governação,
prestar serviços adequados e contribuir para o desenvolvimento económico e social
são outros dos objectivos traçados.

O Plano tem ainda como objectivos prioritários a promoção de uma nova imagem da
administração pública, a simplificação das estruturas e a diversificação das soluções
organizativas, o alargamento do e-government, a valorização dos recursos humanos,
aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização e valorizar as condições de prestação de
serviços públicos.

Já no que concerne ao objectivo do Ordenamento e Gestão do Território, pretende-se


que a governação local garanta uma prestação dos serviços eficaz e inclusiva em prol
do desenvolvimento e redução da pobreza. São objectivos específicos prioritários a
realização de reformas na governação local para uma prestação de serviços eficiente e
efectiva, a promoção de sistemas de financiamento local que garantam o aumento da
cobertura e melhoria da qualidade das infra-estruturas públicas nos municípios e
autarquias, fortalecer as capacidades institucionais, técnicas e humanas, o reforço das
políticas no domínio da desconcentração e descentralização, melhorando os
mecanismos de coordenação, monitoria e avaliação (M&A) dos programas, projectos e
acções de desenvolvimento local, a criação de Autarquias Locais e a produção de
diplomas legais, nomeadamente a lei das autarquias locais e do poder tradicional

 Abordagem na Província
Uma atenção especial é dada em todo o Plano aos recursos humanos que fazem parte
dos vários órgãos da província, pois são eles que vão implementar, reajustar e
monitorar o plano, sendo evidente que quanto melhor e mais forte forem as suas
capacidades individuais e colectivas, maior será o sucesso do plano.
Um problema que atravessa todos os sectores da província tem a ver com a fiabilidade
dos dados que são a base da planificação, mas que a sua actual inconsistência e

145
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

contradição, dificulta de forma gigantesca o trabalho e desempenho da província, pelo


que este assunto deve ser tratado.
Outro eixo fundamental é o da necessidade de reforço das relações orgânicas entre o
nível provincial e municipal numa perspectiva de apoio mútuo e de enquadramento
das acções, de partilha de capacidades e conhecimentos, como garantia do êxito dos
planos e de uma melhor prestação de serviços às populações.
Por último considera-se essencial que no período de vigência do presente plano, a
província dê um salto qualitativo com vista a uma gestão mais participativa e
interveniente por parte dos cidadãos, tendo os Conselhos de Auscultação e
Concertação Social (CACS) um papel vital nessa participação.

 Objectivos de desenvolvimento Específicos


 Dar à Administração Pública uma nova imagem, resultante do aumento de
capacidades dos seus recursos humanos e do ajustamento das estruturas às
necessidades do cidadão;
 Reforçar a organização, funcionamento e actividade dos serviços públicos da
província, melhorando as condições de actuação dos funcionários públicos;
 Promover e coordenar a realização de mapeamentos, censos, estudos e planos
orientadores.

 Indicadores de processo
Programa Indicadores de processo
1. Instalação, Gestão e manutenção das infra-estruturas assegurada; infra-
gestão e estruturas institucionais operacionais; manutenção das infra-
manutenção das estruturas administrativas assegurada; Website do Governo
infra-estruturas eProvincial funcional e permanentemente actualizado; rede
dos equipamentos intranet do Governo Provincial instalada. [Programa coordenado
públicos entre o GEPE, a Secretaria e a DP das Obras Públicas]
2. Aumentar a Quadros da província capacitados em gestão administrativa e
capacidade dos financeira, em concepção, planeamento, implementação,
quadros monitoria e avaliação de programas e projectos e na elaboração
adoptando novos de relatórios; sistema de monitoria e avaliação do plano
métodos de provincial concebido e implementado; campanha de divulgação
trabalho da importância do exercício da função pública e dos princípios e
padrões associados realizada.
3. Racionalizar e Serviços comuns do Governo Provincial todos integrados na
adaptar as Secretaria; necessidades de recrutamento, promoções e
estruturas a uma nomeações da província analisadas, e acções para ir resolvendo
prestação de as mesmas desenvolvidas; plano provincial de formação de
serviços mais quadros elaborado; sistema de avaliação de desempenho do
adequada pessoal estabelecido.
4. Melhorar a Regulamentos, organigramas e quadros do pessoal revisto,
organização e cumprindo com a lei mas de forma realista; papel dos municípios
funcionamento dos na concepção e no acompanhamento das obras do PIP, e das
serviços DPs na concepção e acompanhamento das obras do PMIDRCP,
146
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

claramente definido; legislação regularmente adquirida e síntese


elaborada e distribuída aos interessados; pessoal das REPs
formado e acompanhado pelo GEPE, e secretarias municipais
pela Secretaria provincial; reforço institucional assegurado a
nível provincial e municipal.
5. Uma 2 repartições de finanças construídas, em Dembos e
administração Nambuangongo (orçadas no sector das Obras Públicas);
tributária mais campanha de sensibilização dos contribuintes organizada sobre
perto dos cidadãos as suas obrigações fiscais; pessoal das DPs e AMs formado e
acompanhado em aspectos financeiros e no funcionamento do
SIGPE e SIGFE.
6. Melhoria do Membros dos CACS capacitados nas atribuições e competências
funcionamento dos dos CACS e no papel e representação dos seus membros;
CACS e de outros preparação das sessões dos CACS melhoradas; retorno
espaços de assegurado aos representados e aos cidadãos em geral sobre as
participação principais conclusões, resoluções e posturas do GP; estudo
realizado sobre as instituições do Poder Tradicional e as suas
capacidades reforçadas.
7. Estudo e Reforço Instituições do Poder Tradicional formadas em concepção,
das capacidades recolha e análise de dados em todos os municípios;
das instituições do competências da Unidade Provincial de Combate à Pobreza
Poder Tradicional reforçadas e alargadas para coordenarem todos os censos e
mapeamentos; censos coordenados e monitorados; 6 perfis e 6
planos de desenvolvimento elaborados, em cooperação com a
DPOTCHA; banco de dados institucionais, económicos, sociais,
culturais e ambientais estabelecidos.

147
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

7. MEIOS DISPONÍVEIS/DISPONIBILIZÁVEIS PARA ATINGIR OS OBJECTIVOS


De todos os meios disponíveis e disponibilizáveis que o Governo da Província do Bengo
dispõe para poder atingir os objectivos preconizados no presente Plano, são sem
dúvida o elemento fundamental, os meios humanos que a província dispõe e aqueles
que eventualmente venha a atrair no decorrer dos próximos anos. A retenção e
atracção e fixação de quadros, sendo importante para todas as províncias nesta fase
de desenvolvimento de Angola, ganha uma importância especial para a província do
Bengo, devido à sua proximidade da capital do Pais, o que implica um esforço
redobrado nesta área.

Existe por isso uma necessidade de aumentar o quadro de pessoal pois os actuais
quadros não são suficientes para fazer face aos enormes desafios que o Plano
Provincial coloca. Sendo absolutamente certo que é nos municípios que a vida
acontece é essencial aumentar significativamente o número e a qualificação dos
funcionários das Administrações Municipais e Comunais, para se aproximar o quadro
de pessoal previsto e o existente, e poderem garantir com êxito a realização dos 832
projectos previsto no Plano.

No que se refere ao nível provincial, defendemos que o aumento de pessoal a realizar


seja dirigido aos técnicos superiores, com um enfoque especial nos vários sectores que
compõem o domínio económico. Outro aspecto que interessa reforçar, especialmente
nas estruturas provinciais, é o reforço das capacidades dos quadros, o aproveitamento
integral das suas capacidades e a promoção e valorização do trabalho de equipa, da
cooperação, da interajuda e trocas de experiência entre funcionários dos vários
sectores e níveis na província.

Nesta matéria é importante continuar e aprofundar o esforço já iniciado de resolução


dos casos de funcionários em situação administrativa irregular, estabelecer uma
gestão de recursos humanos que faça o acompanhamento e supervisão do pessoal e
seja estabelecido um sistema eficiente e justo de avaliação de desempenho do
pessoal, que seja a base para a elaboração de um plano de desenvolvimento de
pessoal, que inclua entre outras, formações em gestão administrativa e financeira, em
planeamento, gestão, monitoria e avaliação de programas e projectos, e que esteja em
sintonia com o Plano Nacional de Formação de Quadros.

Há aspectos que são fundamentais para o êxito da política de recursos humanos da


província e que desta não dependem. Estamos a referir especificamente o novo
paradigma de estatutos orgânicos, que inclui naturalmente a definição dos quadros de
pessoal e ao estabelecimento de uma política de incentivos que estimule a fixação de
quadros nas zonas menos desenvolvidas.

Esta necessidade de retenção e atracção de novos quadros, não sendo exclusiva do


sector público, é no entanto menos complexa para o sector privado, pois havendo
oportunidades económicas na província, este sector se dimensionará para as
aproveitar, recrutando a força de trabalho necessária, uma vez que dispõe de
instrumentos mais flexíveis para realizar essa atracção.

148
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Outro elemento fundamental para que a implementação do Plano seja um êxito são os
meios organizativos, que podem contribuir para que os objectivos sejam atingidos
com a eficiência e eficácia necessárias. Todos os sectores têm nos respectivos planos
diferente formas e acções de reforço institucional que no seu conjunto devem permitir
uma maior capacidade de implementação, monitoria e avaliação do Executivo.

O funcionamento regular dos órgãos de governação da província, a preparação


cuidada das reuniões, bem como o seguimento das decisões tomadas e planos
estabelecidos, são outros mecanismos utilizados para o sucesso do Plano. Estas acções
deverão ser reforçadas por um maior entrosamento entre as estruturas provinciais e
municipais, que completando-se entre si e percebendo as dificuldades de cada nível,
introduzem uma maior dinâmica à governação provincial.

Outro aspecto a que vai ser dada atenção prende-se com o envolvimento e
participação dos cidadãos na vida da província, quer individualmente, quer através das
suas organizações representativas. Destas convém destacar a atenção a ser dada às
associações cívicas as organizações não-governamentais, os sindicatos, as ordens
profissionais, as organizações empresariais, os grupos culturais e desportivas, as
igrejas, as comissões de moradores e as comissões de pais. O plano prevê várias
iniciativas de apoio às organizações existentes e até ao surgimento de outras, para
além de haver vários projectos onde a participação das organizações citadas é crucial
para o seu êxito.

Uma atenção especial vai ser dada ao aumento das oportunidades e da intervenção do
sector privado no desenvolvimento da província, que para tal deve melhorar
igualmente o seu nível de empenhamento, organização e representatividade, para
poderem dialogar com o Governo e defender os interesses da sua classe.

A Constituição reconhece as instituições do poder tradicional como entidades com


atribuições, competências e organização próprias que devem ter relações
institucionais com os órgãos da administração local. Assim as autoridades do poder
tradicional devem ter um papel relevante na concretização do plano provincial.

O espaço de diálogo e interacção de todas estas forças essenciais ao desenvolvimento


da província são os Conselhos de Auscultação e Concertação Social (CACS) que devem
ser valorizados, melhorado o seu funcionamento e reforçada a sua representatividade
aos níveis provincial, municipal e comunal.

Por último, trataremos dos meios financeiros a investir na província, descrevendo as


abordagens tidas na elaboração do plano provincial. Considerando que o investimento
público é ainda o motor do desenvolvimento da província e não havendo uma Lei de
Finanças Locais que permita, com maior rigor, estimar as verbas a serem
disponibilizadas para a província até 2017, foi estimado um montante baseado nos
valores médios atribuídos à província nos últimos 5 anos, acrescido de um aumento
significativo, em consonância com o Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017,

149
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

mas cumprindo o princípio da prudência recomendado pelo Ministério do


Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.
A província e o seu plano contam ainda com recursos provenientes de investimentos
centrais a serem realizados no seu território, como se poderá analisar no ponto a
seguir, bem como os investimentos privados nos vários sectores, receitas próprias,
fundos de desenvolvimento nacionais, fundos locais para o desenvolvimento, fundos
de responsabilidade social, linhas de crédito e agências de desenvolvimento
internacionais.

8. QUADRO INDICATIVO DAS FONTES DE FINANCIAMENTO


8.1.Fontes de financiamento de responsabilidade pública

Apresentamos nesta secção o resumo orçamental do Plano por sector e nível de


responsabilidade (provincial e central), os gráficos ilustrando a distribuição do
orçamento provincial pelos diferentes sectores, e a evolução do mesmo por ano.
Encontram-se em anexo os mesmos quadros, para cada um dos 21 sectores abaixo
listados, detalhados por programa e projecto. "Distribuição por Domínio a nível de
resposabilidade sectorial e Provincial das Despesas de Investimentos Públicos referente
ao triénio 2015 - 2017."

Na distribuição do orçamento de responsabilidade Provincial a nível da Despesa de


Investimento Público (DIP) destaca-se o Domínio Social com 42% (quarenta e dois por
centos ) agrumerado de 70 Projectos/Accção, Dominio das Infra-estruturas com 30%
(trinta por cento), agrumerado de 176 Projectos/Accção, Dominio Económico com 20%
(vinte por centos) agrumerado de 109 Projectos/Accção e por último o Dominio
Institucional com 8% ( oito por centos ) agrumerado de 60 Projectos/Accção.

Na distribuição do orçamento de responsabilidade Provincial a nível da Despesa de


Apoio de Apoio ao Desenvolvimento (DAD), destaca-se Domínio Social com 43%
(quarenta e três por centos ) agrumerado de 215 Projectos/Accção, Dominio
Institucional com 32 % ( trinta e dois por centos ) agrumerado de 105 Projectos/Accção,
Dominio Económico com 17% (vinte por centos) agrumerado de 90 Projectos/Accção e
e por último Dominio das Infra-estruturas com 30% (trinta por cento), agrumerado de
176 Projectos/Accção.

De acordo com os graficos de Distribuição Sectorial do PDP de nível Provincial e de


Distribuição do Orçamento das Despesas de Investimentos Públicos e Despesa de
Apoio de Apoio ao Desenvolvimento - Provincial entre os Sectores com mais de 1.000
milhões.

150
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

QUADRO DE DESPESA DE INVESTIMENTO PÚBLICO (DIP)


Distribuição do PDP - Bengo 2015-2017 por Dominio/sector e nível de responsabilidade
Despesa de Investimento Público
Dominio/ Sectores Nº. de Montantes Financeiros ( em Akz)
Projectos Províncial Sectorial Total
Domínio Económico
Agricultura 22 3.449.500.000,00 3.449.500.000,00
Pesca e Productos do Mar 10 465.000.000,00 - 465.000.000,00
Indústria, Geologia e Minas 7 747.000.000,00 - 747.000.000,00
Comércio, Hotelaria e Turismo 29 2.928.800.000,00 - 2.928.800.000,00
Questões Transversais 2 371.570.000,00 371.570.000,00
Total Parcial em AKZ; 70 7.961.870.000,00 - 7.961.870.000,00
Domínio Social
Saúde 15 2.589.000.000,00 - 2.589.000.000,00
Educação 33 7.187.736.500,00 - 7.187.736.500,00
Cultura 11 - - -
Comunicação Social 4 1.012.356.500,00 - 1.012.356.500,00
Assistência e Reinserção Social 8 50.000.000,00 - 50.000.000,00
Família e Promoção da Mulher 2 1.395.000.000,00 - 1.395.000.000,00
Antigos Combatentes 15 -
Juventude e Desporto 21 4.481.000.000,00 - 4.481.000.000,00
Total Parcial em AKZ; 109 16.715.093.000,00 - 16.715.093.000,00
Domínio das Infra-estruturas
Ordenamento do Território, 18 2.844.575.642,00 - 2.844.575.642,00
Urbanismo, Habitação e -
Construção e Obras Públicas 84 4.489.107.500,00 - 4.489.107.500,00
Água, Energia e Saneamento 69 3.908.547.836,00 - 3.908.547.836,00
Transporte e Comunicação 5 609.000.000,00 609.000.000,00
Total Parcial em AKZ; 176 11.851.230.978,00 - 11.851.230.978,00
Domínio Institucional
Defesa Nacional, Interior e Sinse 6 469.570.000,00 - 469.570.000,00
Justiça 3 381.284.138,00 - 381.284.138,00
Reforço Institucional 51 2.288.000.112,00 - 2.288.000.112,00
Total Parcial em AKZ; 60 3.138.854.250,00 0,00 3.138.854.250,00
Total Geral em AKZ: 415 39.667.048.228,00 - 39.667.048.228,00

151
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

152
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

QUADRO DE DESPESA DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO (DAD)


Distribuição do PDP - Bengo 2015-2017 por Dominio/sector e nível de responsabilidade
Despesa de Apoio ao Desenvolvimento
Dominio/ Sectores Nº. de Montantes Financeiros ( em Akz)
Projectos Províncial Central Total
Domínio Económico
Agricultura 33 1.569.825.062,00 - 1.569.825.062,00
Pesca e Productos do Mar 11 495.300.000,00 - 495.300.000,00
Indústria, Geologia e Minas 9 296.000.000,00 - 296.000.000,00
Comércio, Hotelaria e Turismo 26 543.200.000,00 - 543.200.000,00
Questões Transversais 11 342.501.000,00 - 342.501.000,00
Total Parcial em AKZ; 90 3.246.826.062,00 - 3.246.826.062,00
Domínio Social
Saúde 61 2.668.696.526,01 - 2.668.696.526,01
Educação 33 526.000.000,00 - 526.000.000,00
Ensino Superior 6 94.000.000,00 - 94.000.000,00
Cultura 20 882.590.000,00 - 882.590.000,00
Comunicação Social 13 394.570.000,00 - 394.570.000,00
Assistência e Reinserção Social 38 2.574.000.000,00 - 2.574.000.000,00
Família e Promoção da Mulher 21 362.000.000,00 - 362.000.000,00
Antigos Combatentes 15 359.500.000,00 - 359.500.000,00
Juventude e Desporto 8 206.000.000,00 - 206.000.000,00
Total Parcial em AKZ; 215 8.067.356.526,01 - 8.067.356.526,01
Domínio das Infra-estruturas
Ordenamento do Território, 8 344.749.999,00 - 344.749.999,00
Urbanismo, Habitação e
Construção e Obras Públicas 3 157.006.048,00 - 157.006.048,00
Água, Energia e Saneamento 18 632.010.110,00 - 632.010.110,00
Transporte e Comunicação 16 398.775.000,00 - 398.775.000,00
Total Parcial em AKZ; 45 1.532.541.157,00 - 1.532.541.157,00
Domínio Institucional
Defesa Nacional, Interior e Sinse 1 131.000.000,00 - 131.000.000,00
Justiça 55 4.083.642.858,00 - 4.083.642.858,00
Reforço Institucional 49 1.757.142.858,00 - 1.757.142.858,00
Total Parcial em AKZ; 105 5.971.785.716,00 0,00 5.971.785.716,00
Total Geral em AKZ: 455 18.818.509.461,01 - 18.818.509.461,01

153
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Focalizamo-nos sobre o orçamento provincial, porque uma parte das linhas


orçamentais de nível central não foi preenchida, dependendo da distribuição do PND a
ser feita entre os sectores. Os Ministérios do Planeamento e Finanças podem
completar estas linhas, de forma a fornecer uma imagem mais completa das Despesas
investimentos Públicos e Despesa de Apoio ao Desenvolvimento para o triénio 2015 -
2017 da Provincia do Bengo.
Finalmente, os gráficos e a tabelas a seguir mostram a evolução anual do orçamento
de responsabilidade provincial.

154
DISTRIBUIÇÃO ANUAL DAS DESPESAS DE INVESTIMENTOS PÚBLICO DE RESPONSÁBILIDADE PROVINCIAL
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

PDP - Bengo 2013-2017 - Distribuição Anual das Despesas de Investimentos Públicos de Responsábilidade Provincial
Domínio / Sectores 2013 2014 2015 2016 2017 Totais
Domínio Económico
Agricultura - - 2.271.000.000,00 1.178.500.000,00 3.449.500.000,00
Pesca e Productos do Mar - - - 219.424.666,00 245.575.334,00 465.000.000,00
Indústria, Geologia e Minas - - - 274.350.500,00 472.649.500,00 747.000.000,00
Comércio, Hotelaria e Turismo - - 259.800.000,00 1.334.200.000,00 1.334.800.000,00 2.928.800.000,00
Questões Transversais - - - 271.570.000,00 100.000.000,00 371.570.000,00
Total Parcial em AKZ; - - 259.800.000,00 4.370.545.166,00 3.331.524.834,00 7.961.870.000,00
Domínio Social
Saúde - - 495.000.000,00 1.425.000.000,00 669.000.000,00 2.589.000.000,00
Educação - - 4.732.268.250,00 2.083.000.000,00 372.468.250,00 7.187.736.500,00
Ensino Superior - - - -
Cultura - - - 802.356.500,00 210.000.000,00 1.012.356.500,00
Comunicação Social - - - 40.000.000,00 10.000.000,00 50.000.000,00
Assistência e Reinserção Social - - - 860.000.000,00 535.000.000,00 1.395.000.000,00
Família e Promoção da Mulher - - 128.000.000,00 45.000.000,00 - 173.000.000,00
Antigos Combatentes - - - - - -
Juventude e Desporto - - 387.000.000,00 2.329.500.000,00 1.764.500.000,00 4.481.000.000,00
Total Parcial em AKZ; 5.742.268.250,00 7.584.856.500,00 3.560.968.250,00 16.888.093.000,00
Domínio das Infra-estruturas
Ordenamento do Território, 959.075.642,00 966.750.000,00 918.750.000,00 2.844.575.642,00
Urbanismo, Habitação e - -
Construção e Obras Públicas - - 570.600.000,00 3.338.507.500,00 580.000.000,00 4.489.107.500,00
Água, Energia e Saneamento - - 406.790.000,00 2.746.493.104,00 755.264.732,00 3.908.547.836,00
Transporte e Comunicação - - 0,00 419.000.000,00 190.000.000,00 609.000.000,00
Total Parcial em AKZ; 1.936.465.642,00 7.470.750.604,00 2.444.014.732,00 11.851.230.978,00
Domínio Institucional
Defesa Nacional, Interior e Sinse - - 0,00 356.785.000,00 112.785.000,00 469.570.000,00
Justiça - - 0,00 381.284.138,00 0,00 381.284.138,00
Reforço Institucional - - 816.000.056,00 1.268.000.042,00 204.000.014,00 2.288.000.112,00
Total Parcial em AKZ; 816.000.056,00 2.006.069.180,00 316.785.014,00 3.138.854.250,00
Total Geral em AKZ: 8.754.533.948,00 21.432.221.450,00 9.653.292.830,00 39.840.048.228,00

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

DISTRIBUIÇÃO ANUAL DAS DESPESAS DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DE RESPONSÁBILIDADE PROVINCIAL

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

PDP - Bengo 2013-2017 - Distribuição Anual das Despesas de Apoio ao Desenvolvimento de Responsabilidade Provincial
Domínio / Sectores 2013 2014 2015 2016 2017 Totais
Domínio Económico
Agricultura - - 326.961.190,33 885.275.282,33 357.588.589,33 1.569.825.062,00
Pesca e Productos do Mar - - 46.006.893,00 84.319.725,00 364.973.382,00 495.300.000,00
Indústria, Geologia e Minas - - 82.701.211,00 163.761.422,00 49.537.367,00 296.000.000,00
Comércio, Hotelaria e Turismo - - 184.266.666,59 180.766.666,59 178.166.666,82 543.200.000,00
Questões Transversais - - 114.167.000,00 114.167.000,00 114.167.000,00 342.501.000,00
Total Parcial em AKZ; 754.102.960,92 1.428.290.095,92 1.064.433.005,15 3.246.826.062,00
Domínio Social
Saúde - - 944.565.508,67 944.565.508,67 779.565.508,67 2.668.696.526,01
Educação - - 167.533.322,27 167.533.322,27 190.933.355,47 526.000.000,00
Ensino Superior - - 31.333.333,32 31.333.333,32 31.333.333,36 94.000.000,00
Cultura - - 283.711.111,26 283.711.111,26 315.167.777,49 882.590.000,00
Comunicação Social - - 131.163.551,33 131.920.457,33 131.485.991,34 394.570.000,00
Assistência e Reinserção Social - - 858.000.000,00 858.000.000,00 858.000.000,00 2.574.000.000,00
Família e Promoção da Mulher - - 120.666.666,67 120.666.666,67 120.666.666,66 362.000.000,00
Antigos Combatentes - - 119.833.333,33 119.833.333,33 119.833.333,33 359.500.000,00
Juventude e Desporto - - 68.666.666,67 68.166.666,67 69.166.666,66 206.000.000,00
Total Parcial em AKZ; 2.725.473.493,52 2.725.730.399,52 2.616.152.632,97 8.067.356.526,01
Domínio das Infra-estruturas
Ordenamento do Território, - - 114.916.666,33 114.916.666,33 114.916.666,34 344.749.999,00
Urbanismo, Habitação e - -
Construção e Obras Públicas - - 52.335.348,33 52.335.349,33 52.335.350,33 157.006.048,00
Água, Energia e Saneamento - - 210.670.036,67 210.670.036,67 210.670.036,66 632.010.110,00
Transporte e Comunicação - - 134.591.666,65 132.091.666,65 132.091.666,70 398.775.000,00
Total Parcial em AKZ; 512.513.717,98 510.013.718,98 510.013.720,03 1.532.541.157,00
Domínio Institucional
Defesa Nacional, Interior e Sinse - - 43.666.666,67 43.666.666,67 43.666.666,66 131.000.000,00
Justiça - - 1.353.047.619,34 1.353.047.619,34 1.377.547.619,32 4.083.642.858,00
Reforço Institucional - - 585.714.286,00 585.714.286,00 585.714.286,00 1.757.142.858,00
Total Parcial em AKZ; 1.982.428.572,01 1.982.428.572,01 2.006.928.571,98 5.971.785.716,00
Total Geral em AKZ: 5.974.518.744,43 6.646.462.786,43 6.197.527.930,14 18.818.509.461,01

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

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QUADRO (8) DISTRIBUIÇÃO INVESTIMENTO GLOBAL, POR ANO,


SEGUNDO O PROMOTOR DO INVESTIMENTO (AKZ

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

REPÚBLICA DE ANGOLA
GOVERNO DA PROVÍNCIA DO BENGO
PLANO DE DESENVOLVIMENTO PROVÍNCIAL DO BENGO 2013-2017

" QUADRO (8) DISTRIBUIÇÃO INVESTIMENTO GLOBAL, POR ANO, SEGUNDO O PROMOTOR DO INVESTIMENTO (AKZ)"

Despesa de Investimentos Público ANO DE EXECUÇÃO


Responsábilidade Orçamental 2013 2014 2015 2016 2017 TOTAL
Investimento Público de nível Central 14.370.310.645,00 17.268.788.031,00 17.939.205.055,67 17.939.205.055,67 17.939.205.055,67 85.456.713.843,01
Investimento Público de nível Provincial 10.650.283.637,00 10.126.985.232,00 8.754.533.948,00 21.432.221.450,00 9.653.292.830,00 60.617.317.097,00
Investimento Público de nível Municipal 2.051.984.027,67 2.771.275.872,00 2.897.526.350,00 9.652.944.356,00 5.689.326.542,00 23.063.057.147,67
Investimento Privado 15.388.836.750 18.466.604.100 30.777.673.500 17.440.681.650 20.518.449.000 102.592.245.000,00
Total Geral 42.461.415.059,67 48.633.653.235,00 60.368.938.853,67 66.465.052.511,67 53.800.273.427,67 271.729.333.087,68

170
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

AL DAS DESPESAS DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DE RESPONSÁBILIDADE PROVINCIAL

BOLETIM DE ARRECADAÇÃO DE RECEITAS REFERENTE AO ANO 2010 Á


Iº SIMESTRE DE 2014 E PERSPECTIVA DE IIºS.2014, 2015-2017

171
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

RECEITAS LOCAIS

BOLETIM DE ARRECADAÇÃO DE RECEITAS REFERENTE AO ANO 2010 Á Iº SIMESTRE DE 2014

DESCRIÇÃO 2010 2011 2012 2013 2014/IºS TOTAL % Media/3 2014/IIºS 2015 2016 2017
1. RECEITAS CORRENTES 3.253.114.424,00 4.049.917.124,00 3.938.474.816,00 3.227.511.956,00 1.728.605.567,00 16.197.623.887,00 99,52 3.739.225.334,17 1.802.375.422,57 4.860.992.934,42 6.319.290.814,74 8.215.078.059,16
1.1 RECEITA TRIBUTÁRIA 44.976.613,00 184.004.384,00 47.637.290,00 45.146.583,00 46.775.904,00 368.540.774,00 2,26 92.262.752,33 26.750.610,71 119.941.578,03 155.924.051,44 202.701.266,88
1.1.1 IMPOSTOS 3.208.137.811,00 3.865.912.740,00 3.890.837.526,00 3.182.365.373,00 1.681.829.663,00 15.829.083.113,00 97,26 3.646.962.581,83 1.775.624.811,86 4.741.051.356,38 6.163.366.763,30 8.012.376.792,29
1.1.1.1 IMPOSTO SOBRE RENDIMENTO 238.112.932,00 383.861.703,00 590.193.258,00 551.180.844,00 413.561.109,00 2.176.909.846,00 13,38 508.411.935,00 317.125.314,99 660.935.515,50 859.216.170,15 1.116.981.021,20
A11 IMPOSTO S/ R. DO TRABALHO - C. PRÓPRIA 3.002.382,00 4.670.634,00 19.652.792,00 11.198.948,00 5.059.805,00 43.584.561,00 0,27 11.840.791,33 7.403.827,08 15.393.028,73 20.010.937,35 26.014.218,56
A12 IMPOSTO S/ O R. DO TRABALHO - C. DE OUTREM 141.276.529,00 219.379.528,00 365.285.167,00 344.896.659,00 191.229.371,00 1.262.067.254,00 7,75 309.853.784,67 202.661.425,20 402.809.920,07 523.652.896,09 680.748.764,91
A14 IMPOSTO SOBRE APLICAÇÃO DE CAPITAL Secção A - 407.961,00 88.771,00 2.383.450,00 1.829.937,00 4.710.119,00 0,03 960.060,67 732.441,58 1.248.078,87 1.622.502,53 2.109.253,28
A23 IMPOSTO INDUSTRIAL - GRUPO A 5.485.366,00 23.829.910,00 13.294.934,00 15.377.612,00 55.685.057,00 113.672.879,00 0,70 17.500.818,67 1.233.831,25 22.751.064,27 29.576.383,55 38.449.298,61
A24 IMPOSTO SOBRE APLICAÇÃO DE CAPITAL Secção B - - 15.520,00 517.528,00 463.516,00 996.564,00 0,01 177.682,67 220.471,75 230.987,47 300.283,71 390.368,82
A26 IMPOSTO INDUSTRIAL - GRUPO B 5.292.247,00 7.992.095,00 9.185.764,00 8.728.608,00 7.714.812,00 38.913.526,00 0,24 8.635.489,00 1.911.591,88 11.226.135,70 14.593.976,41 18.972.169,33
A28 IMPOSTO INDUSTRIAL - LEI 7/97 83.056.408,00 127.581.575,00 182.670.310,00 168.078.039,00 151.578.611,00 712.964.943,00 4,38 159.443.308,00 102.961.726,25 207.276.300,40 269.459.190,52 350.296.947,68
1.1.1.2 IMPOSTOS SOBRE O PATRIMÓNIO 10.672.732,00 190.910.375,00 13.278.378,00 20.487.299,00 11.137.492,00 246.486.276,00 1,51 74.892.017,33 10.815.827,63 97.359.622,53 126.567.509,29 164.537.762,08
B31 IMPOSTO PREDIAL URBANO 162.861,00 186.772.803,00 6.866.947,00 12.153.775,00 8.501.572,00 214.457.958,00 1,32 68.597.841,67 3.911.739,03 89.177.194,17 115.930.352,42 150.709.458,14
B32 IMPOSTO SOBRE AS SUCESSÕES E DOAÇÕES 52.480,00 27.567,00 389.133,00 774.161,00 1.880.283,00 3.123.624,00 0,02 396.953,67 212.402,80 516.039,77 670.851,70 872.107,21
B33 IMPOSTO DE SISA SOBRE AS TRANSMISSÕES IMOBILÁRIAS POR TÍTULO ONEROSO 10.457.391,00 4.110.005,00 6.022.298,00 7.559.363,00 755.637,00 28.904.694,00 0,18 5.897.222,00 6.691.685,80 7.666.388,60 9.966.305,18 12.956.196,73
1.1.1.3 IMPOSTOS SOBRE A PRODUÇÃO 44.399.278,00 48.657.926,00 109.665.062,00 136.166.139,00 48.479.568,00 387.367.973,00 2,38 98.292.830,50 68.473.244,08 127.780.679,65 166.114.883,55 215.949.348,61
C40 IMPOSTO SOBRE A PRODUÇÃO 49.491,00 778.729,00 - - 828.220,00 0,01 389.364,50 - 506.173,85 658.026,01 855.433,81
C49 IMPOSTO SOBRE A PRODUÇÃO DE PRODUTOS DIVERSOS 44.349.787,00 48.657.926,00 108.886.333,00 136.166.139,00 48.479.568,00 386.539.753,00 2,38 97.903.466,00 68.473.244,08 127.274.505,80 165.456.857,54 215.093.914,80
1.1.1.4 IMPOSTOS SOBRE CONSUMO 2.731.337.186,00 2.889.613.724,00 2.667.916.009,00 1.913.092.594,00 883.513.287,00 11.085.472.800,00 68,11 2.490.668.312,33 1.023.735.696,70 3.237.868.806,03 4.209.229.447,84 5.471.998.282,20
D51 IMPOSTO SOBRE CONSUMO DE ÁLCOOL INDUSTRIAL - 2.764.552,00 - - 2.764.552,00 0,02 1.382.276,00 - 1.796.958,80 2.336.046,44 3.036.860,37
D54 IMPOSTOS SOBRE O CONSUMO DE CERVEJA NACIONAL 1.834.664.869,00 2.169.567.941,00 1.997.474.729,00 1.808.047.552,00 847.591.906,00 8.657.346.997,00 53,19 1.991.696.740,67 1.016.213.362,70 2.589.205.762,87 3.365.967.491,73 4.375.757.739,24
D59 IMPOSTOS S/ O CONS. DE PROD. DIVERSOS 892.709.390,00 700.159.579,00 613.014.172,00 83.573.582,00 33.066.490,00 2.322.523.213,00 14,27 465.582.444,33 5.396.091,50 605.257.177,63 786.834.330,92 1.022.884.630,20
D61 IMPOSTOS DE C. S. SERV. DE TELECOMUNICAÇÕES 223.330,00 12.471.544,00 36.395.054,00 15.990.106,00 - 65.080.034,00 0,40 21.618.901,33 - 28.104.571,73 36.535.943,25 47.496.726,23
D62 IMPOSTOS DE COM. S/ SER. DE HOTELARIA E SIMILARES 3.730.562,00 7.414.660,00 18.266.834,00 5.481.354,00 2.854.891,00 37.748.301,00 0,23 10.387.616,00 2.126.242,50 13.503.900,80 17.555.071,04 22.821.592,35
D63 IMPOSTO DE CONSUMO SOBRE CONSUMO DE AGUA E ELETRICIDADE 9.035,00 668,00 - - 9.703,00 0,00 334,00 - 434,20 564,46 733,80
1.1.1.5 IMPOSTOS DIVERSOS 173.353.448,00 319.889.964,00 467.419.786,00 514.879.755,00 291.558.568,00 1.767.101.521,00 10,86 434.063.168,33 322.029.158,61 564.282.118,83 733.566.754,48 953.636.780,83
F71 IMPOSTO DE SELO 173.353.448,00 319.889.964,00 467.419.232,00 514.878.104,00 291.558.568,00 1.767.099.316,00 10,86 434.062.433,33 322.027.383,78 564.281.163,33 733.565.512,33 953.635.166,03
F72 IMPOSTO DE FAROLAGEM - - 554,00 1.651,00 - 2.205,00 0,00 735,00 1.774,83 955,50 1.242,15 1.614,80
1.1.1.6 TAXAS , CUSTAS E EMOLUMENTOS 10.262.235,00 32.979.048,00 42.365.033,00 46.558.742,00 33.579.639,00 165.744.697,00 1,02 40.634.318,33 33.445.569,85 52.824.613,83 68.671.997,98 89.273.597,38
G81 TAXAS DE SERVIÇOS ADUANEIROS - 113.773,00 - 7.500,00 - 121.273,00 0,00 40.424,33 8.062,50 52.551,63 68.317,12 88.812,26
G82 TAXA DE CIRCULAÇÃO DE V. AUTOMÓVEIS 2.191.500,00 8.588.964,00 5.390.050,00 11.993.014,00 6.886.426,00 35.049.954,00 0,22 8.657.342,67 9.412.983,80 11.254.545,47 14.630.909,11 19.020.181,84
G86 EMONUMENTOS DE DIAMANTES 23.300,00 264,00 - - 23.564,00 0,00 132,00 - 171,60 223,08 290,00
G87 EMOLUMENTO DAS PESCAS - 5.500,00 - - - 5.500,00 0,00 1.833,33 - 2.383,33 3.098,33 4.027,83
G89 EMOLUMENTOS E TAXAS DIVERSAS 8.047.435,00 24.270.811,00 36.974.719,00 34.558.228,00 26.693.213,00 130.544.406,00 0,80 31.934.586,00 24.024.523,55 41.514.961,80 53.969.450,34 70.160.285,44
CONTRIBUIÇÕES 487.788,00 - - 487.788,00 0,00 162.596,00 - 211.374,80 274.787,24 357.223,41
H94 CONTRIBUIÇÕES PARA O FUNDO DE DESENVOLVIMENTO MINEIRO 487.788,00 - - 487.788,00 0,00 162.596,00 - 211.374,80 274.787,24 357.223,41
1.2 RECEITAS PATRIMÓNIAIS 34.740,00 169.680,00 - 21.120,00 - 225.540,00 0,00 63.600,00 - 82.680,00 107.484,00 139.729,20
I01 RENDAS DE CASA 34.740,00 169.680,00 - 21.120,00 225.540,00 0,00 63.600,00 - 82.680,00 107.484,00 139.729,20
1.3 RECEITAS DE SERVIÇOS 13.616.738,00 17.741.796,00 14.487.905,00 25.437.518,00 12.679.992,00 83.963.949,00 0,52 19.222.406,33 14.852.363,41 24.989.128,23 32.485.866,70 42.231.626,71
J24 RECEITAS DE S. DE CONS. E NOTARIADO 12.784.488,00 15.923.546,00 13.531.411,00 16.202.675,00 9.018.710,00 67.460.830,00 0,41 15.219.210,67 6.896.395,90 19.784.973,87 25.720.466,03 33.436.605,83
J25 RECEITAS DE S. COMUNITÁRIOS 832.250,00 1.818.250,00 938.350,00 4.574.569,00 2.279.460,00 10.442.879,00 0,06 2.443.723,00 4.532.603,13 3.176.839,90 4.129.891,87 5.368.859,43
J26 RECEITAS DE SERVIÇOS DIVERSOS - - 18.144,00 4.660.274,00 1.381.822,00 6.060.240,00 0,04 1.559.472,67 3.423.364,38 2.027.314,47 2.635.508,81 3.426.161,45
1.4 RECEITAS CORRENTES DIVERSAS 31.325.135,00 165.605.120,00 33.149.385,00 19.687.945,00 34.095.912,00 283.863.497,00 1,74 72.814.150,00 11.898.247,30 94.658.395,00 123.055.913,50 159.972.687,55
L37 JUROS DE MORA 8.750,00 86.428.431,00 108.520,00 570.949,00 979.829,00 88.096.479,00 0,54 29.035.966,67 426.465,40 37.746.756,67 49.070.783,67 63.792.018,77
L38 MULTAS FISCAIS 2.375.079,00 52.841.719,00 11.709.942,00 5.251.886,00 15.153.425,00 87.332.051,00 0,54 23.267.849,00 2.395.352,63 30.248.203,70 39.322.664,81 51.119.464,25
L39 MULTAS SOBRE DIVIDAS 101.021,00 63.827,00 227.516,00 26.981,00 - 419.345,00 0,00 106.108,00 1.484,58 137.940,40 179.322,52 233.119,28
L40 MULTAS DE TRÂNSITO 24.865.664,00 22.402.835,00 11.167.802,00 5.302.413,00 1.877.072,00 65.615.786,00 0,40 12.957.683,33 2.704.593,58 16.844.988,33 21.898.484,83 28.468.030,28
L41 MULTAS DE CONSEÇÕES - 10.560,00 - - - 10.560,00 0,00 3.520,00 - 4.576,00 5.948,80 7.733,44
L42 MULTAS DE ACTIVIDADES PESQUEIRAS - 20.000,00 - - - 20.000,00 0,00 6.666,67 - 8.666,67 11.266,67 14.646,67
L43 OUTRAS MULTAS E PENALIDADES 1.139.337,00 686.096,00 6.970.986,00 6.431.107,00 13.054.554,00 28.282.080,00 0,17 4.696.063,00 5.080.079,13 6.104.881,90 7.936.346,47 10.317.250,41
L44 INDEMINIZAÇÕES E RESTITUIÇÕES - 47.500,00 - 287.421,00 101.888,00 436.809,00 0,00 111.640,33 222.977,58 145.132,43 188.672,16 245.273,81
L47 JUROS DIVERSOS 2.838,00 174.105,00 63.390,00 84.160,00 - 324.493,00 0,00 107.218,33 - 139.383,83 181.198,98 235.558,68
L50 DIVERÇAS RECEITAS CORRENTES 318,00 - - - 318,00 0,00 - - - - -
L51 ADICIONAL DE 10% SOBRE MULTAS PARA GOVERNOS PROVINCIAIS 2.832.128,00 2.930.047,00 2.901.229,00 1.733.008,00 2.929.144,00 13.325.556,00 0,08 2.521.428,00 1.067.272,90 3.277.856,40 4.261.213,32 5.539.577,32
L52 MULTAS E OUTRAS PENALIDADES ADUANEIRAS - - - 20,00 - 20,00 0,00 6,67 21,50 8,67 11,27 14,65
2. RECEITAS DE CAPITAL 9.198.159,00 8.935.707,00 46.525.341,00 6.481.262,00 6.184.631,00 77.325.100,00 0,48 20.647.436,67 1.620.519,51 26.841.667,67 34.894.167,97 45.362.418,36
M02 ALIENAÇÃO DE HABITAÇÃO 6.632.474,00 5.557.509,00 30.352.545,00 6.222.487,00 6.182.856,00 54.947.871,00 0,34 14.044.180,33 1.535.326,83 18.257.434,43 23.734.664,76 30.855.064,19
M04 ALIENAÇÃO DE BENS DIVERSOS 2.565.685,00 2.530.626,00 16.172.796,00 258.775,00 1.775,00 21.529.657,00 0,13 6.320.732,33 85.192,68 8.216.952,03 10.682.037,64 13.886.648,94
M10 REVERÇÃO DE SALDOS ANTERIORES APURADOS - 847.572,00 - - - 847.572,00 0,01 282.524,00 - 367.281,20 477.465,56 620.705,23
TOTAL GERAL 3.262.312.583,00 4.058.852.831,00 3.985.000.157,00 3.233.993.218,00 1.734.790.198,00 16.274.948.987,00 100,00 3.759.872.770,83 1.803.995.942,08 4.887.834.602,08 6.354.184.982,71 8.260.440.477,52

172
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

QUADRO INDICATIVO DO SECTOR PRIVADO

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

8. QUADRO INDICATIVO DOS INVESTIMENTOS PRIVADOS


8.2.Fontes de Investimento Privado.
Apresentamos nesta secção o resumo dos Projectos aprovado pela ANIP - Agência Nacional de Investimento Privado, financiado pelo
BDA - Banco de Desenvolvimento Angolano do Sector Privado para a Província do Bengo, consubstânciado nos dominio Económico,
Social e Infra-estruturas, de acordo os mapas abaixo descriminados, onde referenciamos os Ponteciais investidores e tipo de
investimento.
PROPOSTAS DE INVESTIMENTO APROVADAS DO BENGO
N. EMPRESA INVESTIDORA DESCRIÇÃO DO PROJECTO DATA DE APROVAÇÃO
PROC.
ANIP
3080 Intaka Tecnologias - Prestação de Serviços, Lda. Fabricação de material médico-cirúrgico e ortopédico 11-Fev-09
4846 ADA - Aceria de Angola, SA (Antiga Siderango) Siderurgia e Actividades de Primeira Transformação do 12-Dez-11
Ferro e do Aço
1008 Africampos, Lda Serração, Aplanamento e Impregnação da Madeira 20-Abr-05
4335 Alenbengo - Agro-pecuária, Lda Cultura da mandioca 14-Set-10
3759 ANGOLA ABS- BIG SISTEMS LDA Actividades de acabamento, n.e. 05-Out-09
4092 Angola Y.H.W. Industry Devolopment, Lda Fabricação de cimento 24-Dez-09
535 Associados Madeira Actividades dos serviços relacionados com a silvicultura 26-Fev-04
e a exploração florestal
5127 BV - Investimentos, Lda - Fábrica de Cimento – Fabricação de cimento, cal e gesso 17-Dez-12
Ensacadeiras
875 Cerâmica Terra Forte Fabricação de produtos cerâmicos não refractários 25-Fev-05
(excepto os destinados à construção)
2117 Cerâmica Tijoberto, SA Fabricação de produtos de barro e cerâmicos para a 11-Abr-07
construção
958 Cerbab Comércio e Indústria, SARL - transmissão de Fabricação de cerveja e malte 15-Abr-05
49,5% das acções
4581 Conservas Santiago, Lda Abate de animais, preparação e conservação de carne e 03-Nov-10
de produtos à base de carne
3630 Construvias- Construções e Estradas, SA Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 24-Jun-09
Engenharia Civil
4073 Cruval - Materiais de Construção, Lda/ Projecto de Fabricação de tijolos, telhas e de outros produtos de 01-Dez-09
Industria Cerâmica barro para a construção

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

2440 Empresa de Àguas Minerais, SA Fabricação de artigos de plástico, n.e. 09-Out-07


1507 Ética - Exploração e Transformação de Inertes, Lda Extracção de saibro, areia e pedra britada 13-Jul-06
2736 Faz Douro, Lda Fabricação de outros produtos de betão, gesso, 07-Abr-08
cimento e marmorite
6057 Frigorang - Soc. De frio Comercial e Industrial, Lda Extracção de saibro, areia e pedra britada 15-Mar-10
4823 Gesimet - Indústria Siderúrgica, SA Siderurgia e Actividades de Primeira Transformação do 19-Jun-12
Ferro e do Aço
3890 Imex Trade, Lda/ Unidade do Bengo Fabricação de colchões e de mobiliário n.e. 21-Jul-09
2975 INOTEC - Ambiente, Energia e Comunicações, SA Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 01-Ago-08
Engenharia Civil
2578 Intercept - Consultoria Comércio e Indústria, Lda Fabricação de tijolos, telhas e de outros produtos de 15-Out-07
barro para a construção
3434 J.B.S. -Comerciante em Nome Individual, José Fabricação de produtos cerâmicos não refractários 15-Jun-09
Quilunga Bráz da Silva (excepto os destinados à construção)
4782 K3 - Complexo Agro-Industrial, Comercial, Pecuário Cultura de cereais e outras culturas, n.e. 07-Abr-11
e Turístico de Kakulo Kahango, Lda
3476 Madeiras de Bula Atumba, Lda Silvicultura e exploração florestal 19-Mar-09
5054 Mosvipo Lda Fabricação de massas alimentícias, cuscus e similares 15-Mar-10
3796 Pastor Alemão - Pneus Center, Lda Reconstrução de pneus 13-Nov-09
982 Remivelt Industrial, Lda Fabricação de produtos à base de carne 03-Mar-05
1314 Safripar - Soc. Africana de Projectos e Participações, Extracção de calcário, gesso e cré 12-Jan-06
SARL
2233 Sociedade Vidreira de Angola, SA Fabricação de Vidor e Artigos de Vidro 01-Jul-09
1557 Soleite, SA Indústrias do leite e derivados 01-Ago-06
2706 Vale do Longa - Comércio e Indústria, lda - Fábrica Fabricação de outros produtos de betão, gesso, 15-Nov-07
de Telhas de Cimento cimento e marmorite
4661 Zenindustrias, Lda (Projecto de Raiz) Fabricação de perfumes, cosméticos e de produtos de 03-Fev-11
higiene
4538 Afroplant - Agriculture, Lda Horticultura, especialidades hortícolas e produtos de 26-Jan-11
viveiro
687 HGN - Angola SARL Horticultura, especialidades hortícolas e produtos de 01-Abr-04
viveiro
4048 Lindoya Angola - Indústria, Lda Engarrafamento de águas minerais naturais e de 29-Out-09
nascente
1750 Romero Inter Continental, Lda Fabricação de produtos de betão, gesso, cimento e 25-Nov-06
marmorite

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

4242 A.C. Otiram internacional, Lda Engarrafamento de águas minerais naturais e de 04-Jun-10
nascente
5182 Anhe - International, Lda Comércio a retalho de ferragens, tintas, vidros, 28-Fev-13
equipamento sanitário, ladrilhos e similares
1148 China Road and Bridge Corporation (Sucursal) Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 15-Out-05
Engenharia Civil
5000 Grupo Cianpa Internacional, Lda Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 26-Jul-10
Engenharia Civil
4491 Lihuan Group Lda (Cessão de Quotas) Comércio a retalho em estabelecimentos não 21-Fev-11
especializados, sem predominância de produtos
alimentares, bebidas ou tabaco
2234 Companhia de Cervejas de Angola, SA Fabricação de cerveja e malte 01-Jul-09
4226 Essentium Angola, Lda Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 12-Abr-10
Engenharia Civil
1018 Coca-Cola Bottling (Luanda) SARL Fabricação de refrigerantes e de outras bebidas não 26-Jul-98
alcoólicas, n.e.
1799 Dynamic Angola Contractors, Lda Actividades dos Serviços relacionados com a 26-Fev-07
Exdtracção do Petróleo e Gás, Excepto a Prospecção
912 Angoflex, Lda (I) Fabricação de outros produtos metálicos 31-Jan-06
3340 Excomin - Soc. De Exploração e Com. Mineira, Lda Fabricação de produtos de barro e cerâmicos para a 09-Dez-08
(Fáb de Materiais de Construção e Cessão de construção
Quotas)
3300 COBEJE - Companhia de Bebidas de Bom Jesus, SA Fabricação de cerveja e malte 21-Out-08
4239 Sagale - Investimentos, Comércio e Indústria, Lda Fabricação de alimentos compostos para animais 07-Jun-10
2629 Fazenda Ulua, Lda Cerealicultura 12-Fev-08
4285 Lonagro - Equipamentos Agrícolas, lda (Cessão de Comércio por grosso de máquinas-ferramentas e de 07-Jun-10
Quotas) máquinas para a construção, agricultura e exploração
florestal
2819 Lonrho Springs Angola, Limitada Engarrafamento de águas minerais naturais e de 29-Mai-08
nascente
6029 Tahal Consulting, Ltd - Sucursal em Angola Cultura de cereais e outras culturas, n.e. 31-Dez-09
4500 Angoita - Comércio e Indústria, Lda Fabricação de mobiliário de madeira 14-Set-10
1490 Dabena - Construções de Àfrica, SA Extracção de saibro, areia e pedra britada 15-Jun-06
2732 Zourouna - Comércio e Indústria, Lda Panificação 25-Mar-08
1316 Afrideca - Construção Civil e Transportes, Lda Hotéis com restaurante 17-Jan-06
2475 2P - Portas e Perfis,Lda Fabricação de estruturas, portas, janelas e elementos 23-Nov-07

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

similares metálicos
2388 3 Vias - Engenharia e Construção, Lda - Pedido de Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 06-Ago-07
Anulação Engenharia Civil
3901 Africeram - Cerâmica e materiais de Construção Fabricação de tijolos, telhas e de outros produtos de 31-Ago-09
Civil, Lda barro para a construção
2825 Agromonte - Agricultura, Pecuárioa e Serviços, Lda Fruticultura 29-Fev-08
984 Angoinerte - Exploração de Inerte, Lda Fabricação de produtos forjados, estampados e 10-Mar-05
laminados; metalurgia dos pós
2923 Aquacasais - Comércio e Aplicação de Materiais, Lda Comércio por grosso de materiais de construção 05-Jun-08
(excepto madeira) e equipamento sanitário
2535 Arcim - Artefactos de Cimento, Lda Fabricação de outros produtos de betão, gesso, 12-Fev-08
cimento e marmorite
1048 Arealvira - Comércio Geral, Importação e Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 09-Ago-05
Exportação, Lda Engenharia Civil
3578 Argamassas do Bengo, Lda Fabricação de outros produtos de betão, gesso, 22-Abr-09
cimento e marmorite
3006 C.M.C.M., SA Fabricação de tijolos, telhas e de outros produtos de 15-Set-08
barro para a construção
3210 Carlangola - Cofragens, Andaimes, e Escoramentos, Comércio a retalho em estabelecimentos não 02-Jun-09
Lda especializados, com predominância de produtos
alimentares, bebidas ou tabaco, n.e.
2453 Casimiro Alves Barbosa & Filhos, Lda Fabricação de produtos de betão, gesso, cimento e 16-Nov-07
marmorite
4613 Cerenna - Cerâmica Nacional de Angola, SA Fabricação de tijolos, telhas e de outros produtos de 11-Out-10
barro para a construção
2838 Chilerclima Angola - Empreendimentos, Lda Fabricação de chapas, folhas, tubos e perfis de plástico 14-Mai-08
3295 CIC - Cerâmica Industrial e Comercial Fabricação de produtos cerâmicos refractários 28-Mai-08
3086 Comadei Angolana - Companhia Angolana de Extracção de saibro, areia e pedra britada 09-Jan-09
Extracção de Inertes, Lda
980 Comasil - Construção Civil, Lda Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 14-Mar-05
Engenharia Civil
2749 Companhia Rio das Pedras - Gestão de Actividades de consultoria para os negócios e a gestão 20-Abr-08
Empreendimentos, Lda
3557 Constru Pedregal- Angola, Lda Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 12-Mai-09
Engenharia Civil
1294 DE BORLA Produtos Alimentares, Lda Fabricação de outros produtos alimentares, n.e. 17-Mar-06

177
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

4008 Destilangola-Sociedade de Destilação e Reciclagem RECICLAGEM DE DESPERDÍCIOS NÃO METÁLICOS 16-Nov-09


de productos e sub productos Agricoindustrial, Lda
785 Facogest- Indústria e Construção Civil, Lda Fabricação de cimento, cal e gesso 21-Dez-04
1307 Fatel- Fábrica de Telhas, Tijolos e Acessórios, Lda Fabricação de tijolos, telhas e de outros produtos de 23-Dez-05
barro para a construção
1383 Fejor - Investimentos Imobiliários, Lda Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 20-Mar-06
Engenharia Civil
3013 Figueiredo Teresa Rodrigues e Filhos, Lda COMÉRCIO DE VEÍCULOS AUTOMÓVEIS 03-Out-08
134 Forçalis Angola - Comércio e Indústria, SARL COMÉRCIO POR GROSSO DE MÁQUINAS E DE 07-Mar-96
EQUIPAMENTOS
2853 Geocimenta Angola - Fundações e Construções, Lda Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 02-Mai-08
Engenharia Civil
2089 Geomineral - Exploração e Transformação de Extracção de saibro, areia e pedra britada 29-Abr-07
Minerais, SA
3632 Geo-Rumo Angola, Lda Actividades de arquitectura, de engenharia e técnicas 24-Jun-09
afins
3067 Glopol Angola - Indústria, Lda Fabricação de embalagens 11-Jul-08
2085 Granimarão (Sucursal em Angola), Lda Extracção de outros minerais não metálicos, n.e. 17-Mai-07
4467 Imocozi, Lda Fabricação de mobiliário metálico 11-Out-10
3955 Jdias Angola, Lda Fabricação de mobiliário metálico 31-Ago-09
3649 Jorditrans- Equipamentos, Serviços e Transportes, Transportes rodoviários de mercadorias 17-Jun-09
Lda
584 Kwanzagel, Empreendimentos Comerciais, Lda Comércio por Grosso, N.E. 18-Mai-04
3479 Lisobengo - Construção Civil e Obras Públicas, Lda Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 31-Mar-09
Engenharia Civil
1259 M. Couto Alves, SA Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 18-Jan-06
Engenharia Civil
903 Madenorte - Madeiras do Norte, Lda Silvicultura e exploração florestal 15-Abr-05
6010 Maqman- Maquinas e Manutenção, Lda COMÉRCIO POR GROSSO DE MÁQUINAS E DE 18-Mai-10
EQUIPAMENTOS
2428 Marod - Carpintaria do Caxito, Lda Fabricação de obras de carpintaria para a construção 14-Nov-07
1761 Monteadriano Engenharia e Construção, SA Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 06-Fev-07
(sucursal) Engenharia Civil
1847 O Feliz Angola - Metalomecânica, Lda Fabricação de estruturas, portas, janelas e elementos 26-Jan-07
similares metálicos
1111 Obasap, Lda Cerealicultura 30-Ago-05

178
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

743 Ondgire - Comércio e Indústria, Lda Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 14-Dez-04
Engenharia Civil
3751 Pengest- Gestão de Projectos de Engeanharia de Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 02-Jun-09
Angola, Lda Engenharia Civil
3874 Pêra - Produtos de Interior, Lda Outras indústrias transformadoras, n.e. 14-Jul-09
4657 Perfipla, Lda Fabricação de produtos de betão, gesso, cimento e 29-Nov-10
marmorite
876 Porto Belo - Cerâmicas, Lda (Cerâmicos Esmaltados) Fabricação de produtos cerâmicos não refractários 01-Abr-05
(excepto os destinados à construção)
2436 Prebengo - Produtos Pre - Esforçados do Bengo, Lda Fabricação de betão pronto e produtos de betão para a 15-Nov-07
construção
4732 Proarq - Construção e Imóveis, Lda Comércio a retalho de ferragens, tintas, vidros, 12-Abr-11
equipamento sanitário, ladrilhos e similares
2766 Romeira - Soc. Agro Industrial, Lda Cultura de cana do açúcar 20-Abr-08
3360 RTL - Quadros Eléctricos de Angola, Lda Fabricação de Outro Equipamento Eléctrico, N.E. 22-Abr-09
2370 Seza - Sociedade de Empreitadas Zezerense Angola, Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 03-Jul-07
Lda Engenharia Civil
48 Soc. Construções Soares da Costa (Sucursal) Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 13-Abr-94
Engenharia Civil
1369 Taminvest (Angola), SA Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 04-Mai-06
Engenharia Civil
1380 Telhabel - Construções Angola, SA Construção de Edifícios (No Todo ou em Parte); 17-Mar-06
Engenharia Civil
3307 Transformis Angola, SA Fabricação de estruturas, portas, janelas e elementos 20-Out-08
similares metálicos
1377 Tribetão - Betões Angola, SA Fabricação de betão pronto e produtos de betão para a 24-Mar-06
construção
2920 Turismo Desportivo Africano, Lda Actividades desportivas 07-Abr-08
3443 U.V.A - União Vinícola de Angola, Lda (Cessão de Produção de vinhos e de bebidas fermentadas de 20-Fev-09
Quotas) frutos
3296 Ùnica - União Cervejeira de Angola, SA - CAN P & Fabricação de cerveja e malte 26-Mar-08
D/Unicer - Cervejas de Angola Prod. e Distrib.
4250 Steelaço Indústrias, Lda Fundição de metais ferrosos 17-Mar-10
1094 UMAX, Ltd Actividades dos Serviços relacionados com a 18-Jul-05
Exdtracção do Petróleo e Gás, Excepto a Prospecção
564 Skyiguana, Lda Outras actividades de serviços, n.e. 12-Abr-04

179
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

4957 Seryngol, Lda Fabricação de material médico-cirúrgico e ortopédico 21-Dez-12


2830 WorldWide Steel Limited - Sucursal em Angola Fabricação de outros produtos metálicos, n.e. 06-Mai-08
138 GFC - Emp. Comercial e Industrial (Faltam doc.) Fabricação de tintas, vernizes e produtos similares, 23-Jul-96
mastiques e tintas de impressão
AB1 Consórcio BPC-ABC Fazenda Polícia Agricultor (PND 2013-2017) 41540
AB2 Consórcio BPC-ABC Fazenda Soldado Empreendedor (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB3 Consórcio BPC-ABC Fazenda Agricultor Empreendedor (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB4 Consórcio BPC-ABC Fazenda Jovem Agricultor (PND 2013-2017) 41540
AB5 Consórcio BPC-ABC Fazenda Antigo Combatente (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB6 Consórcio BPC-ABC Agro - Centro (PND 2013-2017) 41540
AB7 Consórcio BPC-ABC Estufas de última geração de apoio as fazendas (PND 23-Set-13
2013-2017)
AB8 Consórcio BPC-ABC Kit Gado Bovino (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB9 Consórcio BPC-ABC Kit Avicultura (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB10 Consórcio BPC-ABC Kit Caprinocultura (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB11 Consórcio BPC-ABC Kit Suinicultura (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB12 Consórcio BPC-ABC Kit Ovinucultura (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB13 Consórcio BPC-ABC Projecto de Aquacultura - Telapia (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB14 Consórcio BPC-ABC Projecto de Aquacultura - Frutos do Mar (PND 2013- 23-Set-13
2017)
AB15 Consórcio BPC-ABC Kit Kitanda de Peixe (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB16 Consórcio BPC-ABC Fábrica de fardamento do exercito e polícia nacional 23-Set-13
(PND 2013-2017)
AB17 Consórcio BPC-ABC Fábrica de enlatados de tomate e compota (PND 2013- 23-Set-13
2017)
AB18 Consórcio BPC-ABC Fábrica de enlatados de frutas (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB19 Consórcio BPC-ABC Fábrica de enlatados de hortícolas, cereais e tubérculos 23-Set-13
(PND 2013-2017)
AB20 Consórcio BPC-ABC Fábrica de fertilizantes (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB21 Consórcio BPC-ABC Fábrica de defensivos químicos (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB22 Consórcio BPC-ABC Fábrica de sumos (PND 2013-2017) (consórcio BPC- 23-Set-13
ABC)
AB23 Consórcio BPC-ABC Fabricação de enchidos (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB24 Consórcio BPC-ABC Fabrica de bolachas (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB25 Consórcio BPC-ABC Fábrica de alimentação pré-congelada (PND 2013- 23-Set-13
2017)

180
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

AB26 Consórcio BPC-ABC Fábrica de queijos (PND 2013-2017) 23-Set-13


AB27 Consórcio BPC-ABC Fábrica de ração militar para polícia e exercito (PND 23-Set-13
2013-2017)
AB28 Consórcio BPC-ABC Fabrica de Painéis solares para as casas sociais da 23-Set-13
juventude (PND 2013-2017)
AB29 Consórcio BPC-ABC Centro de Distribuição Alimentar (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB30 Consórcio BPC-ABC Centro Logístico de Intervenção Rápida (PND 2013- 23-Set-13
2017)
AB31 Consórcio BPC-ABC Rede Regional de Frio (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB32 Consórcio BPC-ABC Cadeia de Hotéis de 2 estrelas (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB33 Consórcio BPC-ABC Centro de Promoção Turística (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB34 Consórcio BPC-ABC Centro de Formação de gestores Hoteleiros (PND 2013- 23-Set-13
2017)
AB35 Consórcio BPC-ABC Centro de Gastronomia de Formação (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB36 Consórcio BPC-ABC Casas Sociais da Juventude (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB37 Consórcio BPC-ABC Kit Táxi Rural (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB38 Consórcio BPC-ABC Kit Moto Táxi (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB39 Consórcio BPC-ABC Kit Rádio Táxi Provincial (PND 2013-2017) 23-Set-13
AB40 Consórcio BPC-ABC Kit Profissionais (PND 2013-2017) 23-Set-13
Fonte: ANIP

181
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

SISTEMA DE MONITORIA E AVALIAÇÃO

182
9. SISTEMA DE MONITORIA E AVALIAÇÃO
Para que o Plano Provincial atinja os seus objectivos e promova o desenvolvimento da
província é absolutamente necessário que o mesmo seja acompanhado e analisado de
uma forma sistemática. Entendemos este sistema como um mecanismo de recolha
permanente de informação sobre o plano, de tratamento rigoroso dos dados
recolhidos, da análise resultante dos dados tratados e da tomada de decisões
adequadas à realidade analisada. Consideramos igualmente que o sistema para ser
eficiente tem de fornecer a informação para gestão e tomada de decisões
atempadamente, uma vez que a rapidez das mudanças que se espera venham a
acontecer na província do bengo a isso obriga. É isso que designamos como sistema de
monitoria e avaliação.

9.1.Princípios fundamentais do sistema


O primeiro aspecto que queremos salientar é a diferença fundamental entre o que
designamos por monitoria e que para nós corresponde ao acompanhamento
sistemático e com continuidade da implementação do plano e avaliação que aqui é
entendida como uma verificação em pontos determinados dessa implementação, para
verificar principalmente o impacto que o plano está a ter na sociedade e cidadãos.

Um elemento importante do sistema de monitoria e avaliação são os indicadores, pois


estes permitem medir se o previsto nos programas e projectos do plano está ou não a
ser realizado, mas também que mudanças concretas estão a acontecer na vida das
pessoas como consequência dessa implementação. Os indicadores podem ser
quantitativos e qualitativos.

O sistema de monitoria e avaliação que se pretende estabelecer para acompanhar a


implementação do plano provincial, foi concebido com base num conjunto de
princípios fundamentais para um bom funcionamento do sistema e qua a seguir se
indicam:

 Princípio da simplicidade – para que o sistema possa funcionar e ser gerido


pelos recursos humanos da província, tendo presente que não existe uma
experiência nesta temática;
 Princípio da objectividade – recolhendo e analisando só a informação que é
estritamente necessária e que possa ser efectivamente utilizada;
 Princípio do pragmatismo – procurando usar toda a informação que já é
recolhida e analisada nos vários sectores e não duplicando desnecessariamente
o trabalho;
 Princípio da diferenciação – separando claramente o que queremos saber
sobre o processo de implementação, onde queremos se foi cumprido o
planeado, do seu impacto, onde estaremos focados nas mudanças produzidas;
 Princípio da análise combinada – onde procuramos valorizar, equilibrar e
combinar a importância da análise da quantidade produzida com a qualidade
dessa mesma produção;
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Princípio da informação para gestão – ligando claramente os resultados obtidos


no sistema para os integrar no processo de gestão, ajustando e modificando
com continuidade os aspectos que a vida provou não serem os mais
adequados.

9.2.Elementos do Sistema
A monitoria de um Plano com esta dimensão, obriga a que seja recolhida e compilada
muita informação que posteriormente tem de ser sistematicamente analisada para daí
se retirarem as conclusões e recomendações pertinentes. Para que o sistema seja
funcional e respeite os princípios estabelecidos, é essencial que os elementos que o
compõem sejam do conhecimento de todos os envolvidos para que cada um possa
saber o papel que desempenha no mesmo.

O sistema de monitoria e avaliação deve ter como elemento central, os planos e


relatórios de actividade, documentos estes que devem ser elaborados anualmente
pelo Governo Provincial, Direcções Provinciais e Administrações Municipais. Contudo,
será necessário uniformizar a estrutura destes documentos, ligar os mesmos ao
sistema de monitoria e avaliação, melhorar o seu conteúdo analítico e articular as
conclusões e recomendações dos relatórios aos planos do ano seguinte.

Outro elemento do sistema é a Linha de Base da situação existente na província à data


de realização do Plano. O documento fundamental para o estabelecimento dessa linha
de base tem de ser o diagnóstico constante deste Plano. No entanto, é necessário
analisar os indicadores estabelecidos para verificar que tipo de informação
complementar é necessário recolher para que possamos ter dados de partida claros e
comparáveis.

A elaboração de um Plano de Monitoria que defina qual a informação a recolher,


quem tem a responsabilidade de o fazer e também de compilar, quais os níveis onde a
recolha e compilação tem de ser feita e quando é que se faz, é essencial para o
funcionamento do sistema.

O último elemento do sistema é o Plano de Avaliações, que vai determinar quando as


mesmas vão ser realizadas, se vão ser feitas por equipas multidisciplinares internas ou
por entidades externas, que elementos queremos avaliar e quem fica responsável por
desencadear e garantir a sua realização.

9.3.Responsabilidades institucionais
O órgão que tem a responsabilidade global pelo sistema de monitoria e avaliação é
naturalmente o Governo Provincial do Bengo, sendo apoiado neste trabalho pelas
direcções e delegações provinciais bem como pelas administrações municipais e
comunais. Pela importância que tem para o Executivo o envolvimento da população na
governação da província, os Conselhos de Auscultação e Concertação Social (CACS)
tem igualmente um papel no sistema que é a verificação dos resultados e impacto da
execução do plano, devendo os seus membros fazer, também nesta matéria, a ponte
entre a população e o Executivo.
184
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

O secretariado técnico de todo o sistema deve ser o Gabinete de Estudos e


Planeamento (GEP), sendo apoiado ao nível provincial pela Unidade Técnica Provincial
de Combate à Pobreza (UTPCP) e pelos responsáveis da área de planeamento das
Direcções e Delegações provinciais. Já a nível municipal o apoio ao GEP deve ser
garantido pelas Repartições de Estudos e Planeamento (REP) das Administrações
Municipais e seus responsáveis.

Quanto às avaliações internas estas devem ser levadas a cabo por equipas
multidisciplinares compostas por representantes dos vários sectores e municípios,
incluindo membros dos CACS que representam a sociedade civil. A organização e
coordenação técnica destas avaliações devem ser feitas pelo Gabinete de Inspecção.

Este mesmo órgão de apoio técnico deve igualmente ser responsável pela realização
das avaliações, externas.

185
10. ANEXO 1 – PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA PROVÍNCIA POR DOMÍNIO, SECTOR, PROGRAMA E PROJECTO (DIP /DAD)
Para o alcance dos objectivos estabelecidos o Plano estrutura-se em 159 Programas e estes enquadram 832 Projectos e Linhas de Acção.
Os Programas respeitam a formulação do Plano Nacional de Desenvolvimento e têm em conta os planos sectoriais de médio prazo para
os sectores que os possuem, mas incluem também aqueles que foram identificados a partir das necessidades reveladas pelo diagnóstico
e das propostas dos vários sectores. Para além de cada plano sectorial global, apresentamos a distribuição anual das linhas orçamentais
provinciais, que fizemos seguir por dois gráficos: um mostrando a distribuição anual e um outro mostrando a distribuição do orçamento
provincial entre Despesas de Investimento Público (DIP) e Despesas de Apoio ao Desenvolvimento (DAD).

Nos quadros a seguir, nomeadamente no sector da Indústria e da Construção, fizemos uma referência: “Valor da necessidade avaliada*”.
Isto corresponde a uma análise que foi feita pelo Governo Provincial do Bengo nos últimos anos, e que foi avaliada durante a visita de
uma Delegação Ministerial Intersectorial que teve lugar no início de 2013. Quando outros projectos e linhas de acção, já previam esta
necessidade, os valores correspondentes foram deduzidos da “necessidade avaliada”. Na coluna reservada ao de nível central colocámos
o que fica por financiar, porque os fundos necessários são demasiado elevados para poderem ser enquadrados nos PIPs provinciais
habituais, e porque algumas das linhas do PND poderão responder a estas necessidades.
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

11. ANEXO 2 – PLANO DE DESENVOLVIMENTO PROVINCIAL PARA O SECTOR DA SAÚDE


 Objectivos de desenvolvimento geral e específicos
Nota prévia: Para além das orientações gerais definidas para o sector da saúde no PND, foi elaborado e publicado em Agosto de 2012 o
Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário 2012-2025 (PNDS), que constitui a referência para o sector a todos os níveis. Os dois
documentos seguem as mesmas grandes linhas, mas nem sempre apresentaram os programas e subprogramas da mesma forma. O plano
aqui proposto para o sector da saúde na Província do Bengo não é, nem pode substituir, um plano sanitário provincial com carácter
operacional, mas sim lista, enquadra e orçamenta as grandes orientações a seguir pelo sector na Província até 2017. Este plano baseia-se
no PND e no PNDS, os tendo adaptado para deixar claro o que parece mais importante e relevante para a Província dado o diagnóstico
previamente realizado.

Objectivo Geral: Melhorar de forma sustentada o estado sanitário da população da província, focalizando sobre a melhoria da
prestação de cuidados de saúde e da sua qualidade, e reforçando a articulação entre os vários níveis do sistema de saúde.

Objectivos Específicos:
 Reduzir a mortalidade materna, infantil e infanto-juvenil, bem como a morbilidade e mortalidade no quadro nosológico provincial;
 Melhorar a prestação de cuidados de saúde com qualidade nas vertentes de promoção (capacitando os indivíduos, famílias e
comunidades), prevenção, tratamento, e reabilitação, reforçando a articulação entre a atenção primária e os cuidados
hospitalares;
 Operacionalizar a prestação de cuidados de saúde a nível comunitário e nos dois níveis da pirâmide sanitária existente na
província, respondendo às expectativas da população;
 Melhorar a organização, a gestão e o funcionamento do sistema de saúde na província e a sua relação com os programas
nacionais de saúde numa perspectiva integrada, através da afectação dos recursos necessários e a adopção de mecanismos que
aumentem a eficiência e a qualidade das respostas do sistema;
 Adequar a quantidade, o nível e as condições dos recursos humanos aos objectivos;
 Participar na transformação das determinantes sociais da saúde;
 Acompanhar e avaliar o desempenho do sector, através de um sistema de informação partindo da base, eficaz e homogéneo.

187
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

 Programas, subprogramas e linhas de acção


Nota prévia: Os programas e subprogramas aqui listados vêm do PND e do PNDS. Abaixo de cada subprograma são apresentadas linhas
de acção que deverão ser integradas dentro dos planos sanitários municipais. O município constituindo a unidade de integração de base,
é a este nível que deverão ser elaborados os planos operacionais baseados nesta proposta e no PNDS, com apoio metodológico e
coordenação da DPS. O conjunto dos planos municipais irá informar o plano provincial de desenvolvimento sanitário 23.

Aspectos fundamentais a considerar para implementação do plano provincial de desenvolvimento sanitário:


 Integração entre DPS e ADM na abordagem dos problemas de saúde: é necessária uma maior articulação das responsabilidades
de monitoria e execução entre a DPS e as ADM/RMS, numa perspectiva holística dos problemas a resolver e integrada dos
programas a desenvolver. Esta necessidade pode parecer óbvia, mas é actualmente difícil de implementar porque, por um lado, a
maioria dos programas nacionais de saúde são verticais e geridos directamente pela DPS e monitorados pelo MINSA e Institutos
Nacionais, e por outro lado, têm de ser implementados no programa de municipalização dos serviços de saúde. Estas duas
tendências têm as suas forças, mas terão um impacto muito maior e sistemático se forem sustentadas por uma visão integrada da
província que oriente a sua aplicação.
 Intersectorialidade na abordagem dos problemas de saúde: é preciso maior interligação do sector da saúde com os demais
sectores que têm um impacto sobre as taxas de morbilidade e mortalidade no quadro nosológico da província, nomeadamente
mas não limitados a, a nível provincial, os sectores da água, da educação e da agricultura, e a nível municipal, os serviços
comunitários encarregues do saneamento. Como realçado no PNDS, o acesso a água potável e boas práticas de higiene e
saneamento constituem as melhores medidas de prevenção de doenças, podendo reduzir drasticamente a taxa de prevalência
das doenças transmissíveis. Por isso, o mapa sanitário da província deveria não só orientar a acção dos serviços de saúde, mas
também apoiar os outros sectores a estabelecerem prioridades, de forma a atingir primeiro os grupos mais vulneráveis e
participar deste modo na transformação das determinantes sociais da saúde.
 Sustentabilidade financeira: é de realçar a importância da sustentabilidade financeira dos programas. Os programas nacionais de
saúde têm tido financiamentos próprios assegurados por um conjunto de organismos nacionais e internacionais, mas não cobram
todas as despesas necessárias à sua implementação, e poderão vir a reduzir. Por isso, é recomendável prever o aumento

23
O Plano Provincial de Desenvolvimento Sanitário e os Planos Municipais Sanitários deverão conter, para cada programa, objectivos, estratégia e uma análise dos factores
favoráveis e dos factores de risco.
188
Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

progressivo dos fundos alocados ao nível provincial, de forma a assegurar a continuidade dos programas. A nível nacional, esta
componente é realçada no PNDS como 9º e último programa— Financiamento e sustentabilidade financeira do sistema nacional
de saúde— que prevê um novo modelo de financiamento mais racional e eficiente através do reforço do modelo de organização e
gestão do SNS. A nível provincial, esta componente será facilitada pela integração vertical acima referida, outras recomendações
feitas dentro dos programas e uma proposta orçamental equilibrada a médio prazo. O plano sanitário da província deverá
aprofundar as recomendações aqui apresentadas para tornar a gestão do pessoal, da rede sanitária e dos programas de saúde
efectivamente mais racional e eficiente.

Estão apresentados a seguir os programas, subprogramas e linhas de acção propostos para orientar a elaboração dos planos sanitários
dos municípios, como unidades-base de integração, e o plano sanitário da província como unidade supervisora.

Programa 1: Prevenção e luta contra as doenças

Este programa está subdividido de forma ligeiramente diferente no PNDS e no PND. Privilegiamos neste caso a apresentação do PNDS
pelo facto de agrupar as doenças de forma mais clara, mas mostramos a seguir as relações entre os dois, e abaixo de cada subprograma,
as linhas de acção para orientar a sua operacionalização. É de notar que certas linhas de acção apresentadas no 1º subprograma tem
relevância para os subprogramas seguintes.

1. Subprograma de doenças transmissíveis, incluindo a prevenção e o controle de: as doenças imunopreveníveis com destaque a
poliomielite (forte ligação com o programa de imunização); a malária; o VIH/SIDA e outras IST; a tuberculose, a tripanossomíase e as
doenças negligenciadas. No caso da Província do Bengo, é necessário inserir nestas doenças a Shistossomíase, as Geohelmintíases
cuja taxa de prevalência é superior a 50%, e a Loase considerada como endémica na província.
Linhas de acção:
a) Definição de uma estratégia provincial integrada de prevenção e controlo das doenças, procurando criar sinergias entre as
actividades realizadas a nível municipal, e poder aproveitar dos programas verticais financiados a nível nacional para assegurar a
prevenção e o controlo das doenças que não têm programas nacionais específicos mas são endémicas na província,
nomeadamente a schistosomíase que deve merecer uma atenção particular no Bengo;
b) Reforço da vigilância epidemiológica e da vigilância nutricional;

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

c) Avaliação do programa de imunização (novo nome dado ao que é mais conhecido como PAV, Programa Alargado de Vacinação),
em todas as suas componentes (rotina, jornadas, equipas avançadas). Segundo os dados compilados pela DPS, a taxa de cobertura
do programa tem estado a baixar nos últimos anos, é preciso perceber as causas desta evolução negativa, e haver recomendações
que permitam reverter o quadro. Será primeiro realizada uma avaliação externa, e depois organizada uma avaliação interna
anual;
d) Extensão do programa de imunização com base nas recomendações feitas na avaliação do mesmo. Incluirá nomeadamente a
aquisição de cadeias de frio para substituir as cadeias avariadas e completar a rede, contando com uma cadeia de frio em cada
posto e cada centro, e sabendo que o abastecimento de energia às unidades de saúde e combustível para as cadeias de frio fazem
parte das atribuições das administrações municipais dentro das verbas que recebem no quadro dos Serviços Municipalizados de
Saúde, tal como o apoio logístico às campanhas de vacinação e às equipas de luta anti larval (malária). A aquisição das cadeias de
frio deve ser feita por fase ao longo dos cinco anos do plano, e a sua distribuição organizada por ordem de prioridade definida
pelas RMS, de forma que a sua instalação siga e não preceda a instalação de energia na metade dos postos que ainda não tem.
Este projecto terá progressivamente mais fundos para poder assegurar a continuidade dos programas nacionais e assegurar o
abastecimento das US e equipas avançadas em vacinas, tendo em conta a introdução de novas vacinas prevista no PNDS;
e) Capacitação de 1 técnico por posto de saúde em logística, cadeia de frio e gestão de vacinas, sabendo que as formações em
gestão geral estão cobertas pelo programa 5 e que as formações técnicas específicas são organizadas pelo MINSA;
f) Extensão das formações organizadas pelo MINSA e os programas nacionais com base no princípio de capacitação em cascata, para
que a informação esteja transmitida de forma sistemática e homogénea aos dois níveis do SNS existentes na província;
g) Realização de campanhas e jornadas de sensibilização nos feriados e dias internacionais respectivamente às doenças
transmissíveis, mas também às doenças crónicas não transmissíveis e as doenças negligenciadas, sempre associando informação
com educação para saúde e prevenção;

h) Reforço dos CATVs e PTVs, incluindo para souberem sensibilizar, rastrear e tratar/encaminhar outras ITS;
i) Extensão do Programa de Luta contra a Tuberculose, através da expansão dos serviços DOT e dos laboratórios com capacidade
para realização de baciloscopia a todos os municípios;

j) Reforço específico para material de IEC e actividades de educação, prevenção, nomeadamente nas escolas, e controlo da
shistossomíase, geohelmintíase e loase.
2. Subprograma de prevenção e resposta às epidemias e emergência de saúde pública, incluindo a prevenção e resposta às epidemias
e outros eventos de saúde pública, e aos desastres químicos, biológicos e físicos, este último sendo assegurado pelo nível nacional.
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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

a) Elaboração e revisão regular de um plano de resposta às epidemias e situações de emergência de saúde pública, com base na
avaliação da capacidade de resposta das US de 1º e 2º nível em cada município.

3. Subprograma das doenças crónicas não transmissíveis, incluindo a prevenção e tratamento das doenças cardiovasculares, renais,
respiratórias, diabetes mellitus e hemoglobinopatias, mas também o cancro, as doenças mentais, os distúrbios de nutrição e as
patologias buco-oral. Existe no PNDS um projecto sobre a lepra, mas o mesmo documento reconhece que a lepra já não é
considerada como um problema de saúde pública em Angola. O PNDS inclui também um projecto de reabilitação para a pessoa com
deficiência sensorio-motóra que não foi mencionado no PND.
a) Reforço das actividades de prevenção e controlo das doenças crónicas não transmissíveis, nomeadamente através da transmissão
de informação às US e do fornecimento de meios de rastreio;
b) Implementação de projecto-piloto de saúde buco-oral nas escolas, e sistematização em todos os municípios após avaliação de
resultado.

4. Subprograma de atenção específica para grupos etários da população, que inclui os cuidados maternos, neonatais e infantis, os
cuidados a adolescentes e os cuidados a adultos maiores de 60 anos segundo a divisão definida no PNDS; no PND este subprograma
inclui a redução da mortalidade materna por um lado, por outro os cuidados para sobrevivência infantil e infanto-juvenil, e
finalmente os cuidados a adolescentes e adultos, sem que sejam destacados os adultos maiores de 60 anos.
a) Dentro da estratégia referida em a), elaboração de subestratégias específicas para atenção materna, neonatal, infantil, para
adolescentes e para pessoas com mais de 60 anos;
b) Implementação de ciclos de sensibilização junto dos técnicos de saúde sobre os cuidados específicos a ter com cada grupo etário,
incluindo cuidados físicos mas também necessidade de abordagem e atenção psicológicas diferenciadas;
c) Reforço dos equipamentos e pacotes de intervenção específicos, nomeadamente para cuidados obstétricos e neonatais, e
elaboração de material de IEC específico sobre as doenças mais comuns em cada grupo etário;
d) Extensão da campanha de promoção do aleitamento materno logo após o nascimento e promoção de hábitos alimentares
saudáveis para as mães com base nos produtos locais.

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Programa 2: Prestação de cuidados primários e assistência hospitalar com qualidade

Juntamos aqui o Programa de Prestação de Cuidados Primários e Assistência Hospitalar, e o que o PND chamou Programa de Melhoria da
Qualidade dos Serviços, que não aparece como tal no PNDS. No PND, o programa de prestação de cuidados primários e serviços
hospitalares tem apenas um subprograma – Prestação de cuidados em cada um dos níveis do serviço nacional de saúde” – e nove
projectos. No PNDS, estão associados a este programa cinco subprogramas, incluindo uns que correspondem no PND a projectos, e o
subprograma de promoção de hábitos e estilos de vida saudáveis que, no PND, está associado ao primeiro programa, o de luta contra as
doenças, e não ao segundo. Eis a divisão de subprogramas escolhida para este plano:

1. Subprograma de promoção para a saúde de hábitos e estilos de vida saudáveis, que inclui, para além da promoção de hábitos
saudáveis em si, a luta contra o alcoolismo, tabagismo, drogas e acidentes. O PNDS destaca apenas o tabagismo, mas no caso do
Bengo, é muito importante tomar em conta também as três outras componentes pelas razões seguintes: 1) o alcoolismo tem estado
cada vez mais destacado como um problema de saúde pública; 2) a forte interacção entre Luanda e o município do Dande tem
implicado a vinda de muitos jovens da capital que fazem uso de drogas, com o risco de se propagar este hábito na juventude do
Dande; e 3) dentro das mortes hospitalares, os acidentes de viação representaram em 2009 a primeira causa de morte na província,
e a segunda, pouco depois da malária, em 2010 e 2011, nomeadamente por causa da estrada nacional que liga Luanda e Uíge,
passando por Caxito.
Linhas de acção:
a) Elaboração de uma estratégia integrada de promoção de hábitos e estilos de vida saudáveis, com material e actividades
específicos por grupo etário e meio (rural/urbano);
b) Promoção da diversificação dos hábitos alimentares, com base num estudo dos produtos e hábitos específicos da província, e na
divulgação e promoção dos nutrientes existentes nos produtos locais pouco consumidos;
c) Elaboração e implementação de uma campanha específica a Caxito para alertar sobre as doenças geradas pela vala de irrigação a
céu aberto que atravessa a cidade, e constitui uma fonte endémica de doenças transmissíveis;
d) Coordenação da campanha de luta contra alcoolismo, tabagismo e drogas na província, em coordenação com a DP da Juventude e
Desportos;
e) Organização de uma campanha coordenada com a Delegação Provincial do Interior para sensibilização rodoviária, mostrando a
amplidão e as consequências dos acidentes de viação.

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

2. Subprograma de operacionalização da prestação de cuidados e serviços, que compõe-se a nível provincial da municipalização da
atenção primária, dos cuidados paliativos e cuidados continuados, da operacionalização da atenção secundária, e do enquadramento
da medicina tradicional, todos correspondendo a projectos no PND.
a) Coordenação e apoio metodológico para o mapeamento das comunidades sob a responsabilidade de cada US, e o uso dos
resultados para efeitos de planeamento e organização territorial da implementação dos programas, nomeadamente as
actividades de imunização, de educação para a saúde e de prevenção;
b) Aquisição de 9 ambulâncias para completar a rede de transporte hospitalar, contando com 2 ambulâncias por hospital municipal
mais 1 por comuna;
c) Promoção e coordenação da aquisição e distribuição pelas RMS de motorizadas para os enfermeiros dos postos de saúde;
d) Coordenação em cooperação com os serviços comunitários das ADM, dos projectos e actividades ligadas ao saneamento,
incluindo o programa de Saneamento Total Liderado pela Comunidade e o piloto actual lançado pela DPS de saúde ambiental
(construção de latrinas, distribuição de cloro, desparasitação massiva);
e) Reforço e coordenação das actividades de educação para a saúde, com base em pilotos liderados pela DPS a sistematizar depois
pelas RMS, como o piloto a ser lançado de sensibilização contra defecação ao ar livre e piloto de promoção da higiene buco-oral
nas escolas (ver programa 2). Passará pela formação e a organização de incentivos para os agentes comunitários de saúde (ver
programa 4) e a produção e reprodução de material IEC integrado, i.e. que reúna informação adaptada à realidade local sobre os
vários tipos de doenças, como evita-las e reconhecê-las, e qual a atitude correcta a adoptar para trata-las e evitar o seu
agravamento; incluir também o reconhecimento dos riscos durante a gravidez, a sua prevenção e atitude a adoptar quando
acontecem;
f) Monitoria, coordenação e aumento progressivo dos recursos humanos ligados aos cuidados primários de forma que as diferentes
especialidades de atenção primária estejam cada vez melhor asseguradas;
g) Reforço das US de atenção secundária, incluindo manutenção, equipamentos, meios e recursos;
h) Enquadramento da medicina tradicional e medicina privada, usando as pesquisas, normas e boas práticas existentes e termos de
medicina tradicional para promover o seu uso racional dentro dos hábitos saudáveis, mas sensibilizar também sobre as suas
limitações;
i) Elaboração e implementação de uma estratégia provisória de cuidados paliativos e cuidados continuados, até o MINSA elaborar o
Plano Estratégico nacional para a organização e implantação destes serviços.

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

3. Subprograma de gestão e desenvolvimento da rede de laboratórios, que corresponde no PND a um projecto.


a) Implementação da cadeia provincial dos serviços de sangue, até a implantação pelo MINSA da rede de Centros Provinciais e
Municipais de Sangue e a elaboração de uma política nacional de segurança e qualidade transfusional.
b) Reforço da rede provincial de laboratórios e operacionalização da sua relação com a vigilância epidemiológica.

Existe também no PNDS um subprograma de assistência pré-hospitalar por ser elaborado e coordenado entre o MINSA e outros órgãos,
nomeadamente o Ministério do Interior. É de notar que o PND inclui também neste programa dois projectos que não estão mencionados
como tal no PNDS: Medicina privada e informal, e reabilitação física. Para efeitos deste plano, iremos inserir a questão da medicina
privada e informal em conjunto com a medicina tradicional, por se tratar antes de tudo de enquadrar estas actividades. Quanto à
reabilitação, pode ser considerada como parte do sistema de atenção primária, cujas vertentes são a promoção, a prevenção, o
tratamento e a reabilitação.

A qualidade dos serviços e produtos, apresentada no PND como um programa a parte, constitui neste caso um subprograma
complementar:
4. Subprograma de melhoria da qualidade dos serviços, que inclui a nível provincial a melhoria da eficiência e da qualidade da gestão
hospitalar através da formação de gestores a todos os níveis e utilização de ferramentas de gestão baseadas na obtenção de
resultados. A nível nacional, esta componente inclui também o estabelecimento de um Sistema de Certificação e Acreditação das
unidades hospitalares e de diagnóstico, e o desenvolvimento de um Sistema de Garantia de qualidade de produtos farmacêuticos.
Estes não constituirão projectos provinciais, mas a sua implementação deverá contribuir a um melhor enquadramento dos serviços
de saúde e produtos farmacêuticos, numa altura em qual já foi constatada no país uma proporção preocupante de contrafacção de
medicamentos.
a) Reforço da supervisão da operacionalização dos serviços de saúde por nível de atenção, através de encontros regulares onde
procurar-se-á avaliar e aumentar a abrangência e qualidade dos serviços, assim como a fluidez do sistema de referência e contra
referência;
b) Organização de um sistema provincial de formação permanente que garanta a melhoria contínua da qualidade dos serviços de
saúde, por nível de atenção, e a sua gestão.

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Programa 3: Gestão e desenvolvimento dos recursos humanos

Este programa é um pilar fundamental, porque é sobre ele que o sucesso de todos os outros repousa. Consiste no PND em apenas um
subprograma chamado “Gestão e aperfeiçoamento dos técnicos de saúde” e seis projectos, que correspondem no PNDS a três
subprogramas e oito projectos, os quais interligam-se da forma seguinte:
1. Subprograma de planeamento de recursos humanos, que não está referido como tal no PND mas achamos fundamental.
Em termos de planeamento, a OMS não define critérios específicos do número ideal de médicos e enfermeiros para 10.000 habitantes,
mas estima que 23 técnicos de saúde, incluindo médicos, enfermeiros e parteiras é o mínimo para assegurar partos e imunização. O PND
definiu como meta a atingir em 2017 uma média de 3 médicos para 10.000 habitantes, mas não definiu metas para os outros recursos
humanos. Usando a taxa de crescimento demográfico do INE para o Bengo nos próximos anos (4,6%), a província contaria em 2017 com
401.298 habitantes, o que significaria ter até lá um total de 120 médicos, e seguindo as indicações da OMS, um mínimo de 923 técnicos
de saúde.

Olhando pelo rácio de médicos por município, constata-se que as diferenças são muito grandes: Pango Aluquém, por causa do seu baixo
nível de população, tem uma média de 4,6 médicos para 10.000 habitantes, enquanto Nambuangongo que reúne 18,5% da população da
província, conta apenas com 0,6 médicos para 10.000 habitantes. Para reduzir minimamente as assimetrias, recomenda-se que se mande
um médico do Pango Aluquém ou do Hospital Geral do Bengo para Nambuangongo e/ou que se contrate em emergência médicos para
lá. Até 2017, se a distribuição da população ficar igual entre os municípios, Dande precisará de 70 médicos, Nambuangongo de 22,
Dembos e Ambriz de 10, Bula Atumba de 6 e Pango de 3. Actualmente têm respectivamente 27 (contando apenas os dos hospitais
geridos pela ADM), 4, 7, 3, 2 e 3. Portanto a colocação de novos médicos nos próximos anos deve ser, por ordem de prioridade, para
Nambuangongo, Ambriz, Bula Atumba, Dande e por último Dembos.
É também recomendável que os médicos expatriados estejam progressivamente substituídos por médicos angolanos, e que o pessoal
contratado esteja enquadrado como funcionários. De facto, 45% dos postos funcionam com nenhum ou apenas um técnico inserido no
quadro do pessoal e, apesar de progressos, ainda mais da metade dos médicos são estrangeiros. Reverter este quadro pressupõe a
aceleração por parte do Governo Provincial do processo de recrutamento de técnicos nacionais. O plano sanitário deverá estabelecer
metas específicas, por município e consoante o número e tipo de unidades existentes e por criar, em termos de número de médicos por
especialidade, enfermeiros por nível, técnicos de laboratório, auxiliares e outro pessoal dos serviços de saúde necessários para atender a
população da província. Deverá ser acrescentada uma margem suplementar para os hospitais do Dande, porque não atendem apenas a

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

população da província, mas sim também residentes de Luanda. Um inquérito recente mostrou que no Hospital Geral do Bengo, 70% dos
pacientes são de Luanda. Esta cifra atinge os 90% no Hospital da Barra do Dande.
Linhas de acção:
a) Contratação urgente de mais 3 médicos generalistas para Nambuangongo até os substituir por médicos funcionários, de forma a
atingir o mínimo de 1 médico para 10.000 habitantes neste município;
b) Contratação de 2 cirurgiões e 1 anestesista para todos os municípios com excepção do Dande para pôr em funcionamento os
blocos operatórios a medida que estiverem construídos;
c) Criação de um sistema de bolsas de estudo para jovens oriundos dos municípios, com capacidades mínimas e interessados em se
formar no sector da saúde, o que poderá ser baseado na nova política do Instituto Médio de Saúde da província, que prevê
recrutar os novos estudantes directamente no interior da província;

2. Subprograma de gestão de recursos humanos, composto de um projecto de fixação dos recursos humanos, o que passa segundo o
PND pela avaliação de incentivos para a atracção e motivação de fixação dos técnicos nos serviços e zonas mais carenciadas; a
reformulação de carreiras específicas do sector da saúde; e a criação e implementação de um sistema específico de avaliação de
desempenho. Os três correspondem também a projectos no PND.
Para chegar a um nível de atendimento satisfatório, é necessário definir uma política de gestão dos recursos humanos eficaz em fixar o
pessoal do sector, nomeadamente nas zonas mais carenciadas, em promovê-lo e em avaliar o seu desempenho. Segundo os responsáveis
do sector na província, o problema do recrutamento e da fixação dos técnicos de saúde nacionais tem várias causas, incluindo: 1) a
morosidade do sistema actual de recrutamento do pessoal nacional, enquanto os médicos expatriados são directamente enquadrados
através dos contractos bilaterais existentes entre Angola e outros países, o que cria desmotivação por parte dos técnicos nacionais,
acentuada pela diferença de salários entre nacionais e expatriados; 2) a falta de condições de alojamento, transporte e comunicação; 3) a
falta de incentivos suplementares por estar em locais isolados. É também de notar que enquanto os médicos em Luanda completam os
seus rendimentos trabalhando parcialmente para clínicas privadas, esta alternativa não existe nos municípios do interior. Portanto em
paralelo da redefinição a nível nacional das carreiras específicas do sector, o Governo Provincial deverá acelerar o recrutamento de
técnicos nacionais e, em coordenação com a DPS e as RMS criar condições mais satisfatórias para o pessoal da saúde.
Linhas de acção:
a) Construção de residências para os enfermeiros e técnicos de saúde fora das sedes, e facilitação do seu acesso às casas construídas
dentro do projecto de 200 casas nas sedes municipais;
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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

b) Colocação de painéis solares e parabólicas nas residências, sabendo que a comunicação telefónica e por internet faz parte das
prerrogativas das ADM;
c) Definição de uma política provincial de aplicação de subsídios de isolamento;
d) Organização do sistema específico de avaliação de desempenho definido a nível nacional;

3. Subprograma de desenvolvimento de recursos humanos, composto por quatro tipos de formação: inicial, permanente, de
promoção, e especializada, todos mencionados no PND e no PNDS, apesar de que agrupados de forma diferente.
Em relação à formação, a DPS está actualmente a elaborar um programa de formação dos recursos humanos, que deverá servir de base à
implementação desta componente do programa. Dentro dos serviços municipalizados de saúde, as ADM devem “apoiar as actividades de
formação permanente do pessoal de saúde municipal”, e os programas nacionais de saúde asseguram geralmente as formações técnicas
especializadas, pelo que fica a nível provincial o apoio à formação inicial e de promoção, mas também todas as formações ligadas à
gestão, supervisão, monitoria e avaliação, administração, recolha de dados e questões administrativas. As verbas previstas para este
programa irão completar as especificamente dedicadas à recolha e análise de dados referidas no Programa 1.
É importante lembrar que para além dos técnicos de saúde que fazem parte do quadro do pessoal e os contratados, tem de se incluir as
parteiras tradicionais, cujas formações estão organizadas em parceria com a DP da Família e Promoção de Mulher, e os agentes
comunitários de saúde. Eles têm um papel crucial na vertente de promoção e educação para a saúde, mas as sua acção não se faz sentir
na maioria dos municípios porque não é previsto para eles nenhum sistema de subsídio que lhes mantenha motivados e compense o
tempo que passam em formações ou a desenvolver acções de sensibilização. Nesta vertente, a RMS de Pango Aluquém conseguiu
estabelecer um sistema que tem mostrado resultados positivos, e poderá servir de base para os demais municípios.

Linhas de acção:
a) Implementação de um ciclo de formação para o pessoal técnico de saúde, baseado no plano de formação de quadros em curso de
elaboração;
b) Formação e refrescamento cíclico das parteiras tradicionais;
c) Recrutamento e formação dos agentes comunitários de saúde;
d) Subsídios para os agentes comunitários de saúde.

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Programa 4: Gestão e ampliação da rede sanitária

No PND como no PNDS, este programa não tem subprograma. O PND apenas diferencia a reabilitação e ampliação da rede por um lado, e
a melhoria da sua gestão pelo outro. Podemos notar que no PND, vem a seguir o programa de recursos humanos, o da melhoria da
qualidade dos serviços, que integrámos para efeitos deste plano no programa 3. No PNDS, o que segue os recursos humanos é o
programa de desenvolvimento da investigação em saúde, mas propomos neste plano provincial que venha no fim, como sugerido no
PND.

Antes de propor projectos específicos para este programa, é importante constatar que os critérios usados na província em termos de
média de habitantes por unidade de saúde são diferentes dos estabelecidos no PNDS. Quando a província trabalha com 1 posto de saúde
de tipo I para 5.000 habitantes, e 1 posto de tipo II para 5.000 a 15.000 habitantes, o PNDS não diferencia os dois tipos e recomenda 1
posto para 15.000 habitantes. Seguir este critério significaria, com base numa estimativa de 401.298 pessoas em 2017, necessitar de
apenas 27 postos de saúde. Contudo, a avaliação da rede sanitária apresentada no PNDS deplora que a distância média nacional que as
pessoas têm de percorrer seja de 48 km, enquanto o raio teórico é de 14,8 km. Bengo, com os seus 71 postos funcionais e 16 centros,
põe as suas unidades de saúde a uma distância média de 17 km. Dado a dispersão das aldeias em certas zonas, a falta de transporte e o
estado das estradas secundárias e terciárias, mesmo com este número de unidades de saúde, ainda existem zonas não cobertas e o
acesso às US continua a ser um desafio grande no meio rural. No entanto, pode se considerar que a expansão da rede sanitária não é o
maior desafio da província, mas sim o seu funcionamento pleno, assim como a abrangência e a qualidade dos serviços que são oferecidos
nas US.

Concretamente, e seguindo a estratégia definida pela DPS de progressivamente transformar todos os postos de tipo I em postos de tipo
II, recomenda-se, por ordem de prioridade, a reabilitação e ampliação de 4 postos em Nambuangongo e 2 no Dande e passar os 25
postos de tipo I espalhados na província em postos de tipo II. Seguindo o critério da usado na província de ter 1 posto para 5.000
habitantes, e descontando os já em reabilitação ou construção, faltarão apenas 4 postos, que recomendamos construir em
Nambuangongo. Contudo, o plano sanitário deverá definir com precisão quais critérios a usar dado a realidade da província. Usando a
mesma lógica de redução das distâncias, recomenda-se com base no critério provincial de 1 centro de saúde para 30.000 habitantes e
não o critério do PNDS de 1 para 75.000 habitantes, que sejam construídos mais 3 centros de saúde até 2017. O plano sanitário deverá
definir a sua localização. É também necessária a construção de mais salas de parto, nomeadamente nos Dembos. Está prevista no PIP

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

2013 a construção de uma maternidade neste município, o que deveria melhorar a situação actual, mas recomenda-se a instalação
progressiva de uma sala de parto em todos os postos de saúde de tipo II.

O que é mais preocupante em termos de infra-estruturas é a alta proporção de postos de saúde que não tem acesso a energia (48%) e
ainda mais alta que não tem acesso a água (67%). Por falta de manutenção, certos postos, nomeadamente os do Ambriz, estão também a
ficar em péssimo estado. Também não existe incineradores para o lixo hospitalar. Estas situações são críticas e desde a existência de
verbas municipais para os serviços de saúde, faz parte das prerrogativas das ADM responder às mesmas, para além de assegurar o
funcionamento das US assim como a aquisição e distribuição de medicamentos, consumíveis e materiais de saúde. Recomendamos que a
nível provincial, seja organizado um sistema de avaliação anual do estado das US que deverá ser transmitida ao Governador para
despachar junto dos administradores municipais consoante os resultados apresentado. Para ser a mais justa possível, o processo de
avaliação deverá incluir o cruzamento das informações recebidas pelas RMS com os depoimentos dos agentes comunitários de saúde e
das autoridades tradicionais, assim como a análise dos problemas encontrados junto dos administradores. Em termos de energia, existe
já na província várias experiências de colocação de painéis solares nas US, mas sem que tenha havido concertação com as RMS, o que
tem criado falhas de acabamento e manutenção. A DPS deverá coordenador um estudo de custos e dificuldade de manutenção de vários
tipos de painéis solares existentes no mercado, de forma a apoiar às ADM a encontrar a resposta mais eficiente às questões de
fornecimento de energia.

Na prática, para além das recomendações não orçamentáveis acima referidas, este programa passará pelos projectos seguintes:
a) Construção e apetrechamento de infra-estruturas [Despesas já previstas no PIP 2014]
b) Reabilitação de 6 postos de saúde;
c) Ampliação e apetrechamento de 25 postos de saúde para os transformarem em postos de tipo II;
d) Instalação de algerozes e tanques nas US para aproveitar água da chuva;
e) Construção e apetrechamento de 4 postos e 3 centros;
f) Construção e apetrechamento da maternidade dos Dembos [PIP 2013] e do Pango Aluquém [PIP 2014];
g) Estudo sobre modelos de incineradores de lixo hospitalar e construção/instalação de incineradores nos hospitais, centros de
saúde e postos de tipo II;
h) Organização de um sistema de gestão, monitoria e avaliação anual das unidades de saúde;
i) Realização de um estudo de viabilidade de sistemas solares e filtros de água para apoiar às ADM a melhorarem os níveis de acesso
a água e energia das US.

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Programa 5: Gestão, aprovisionamento e logística, desenvolvimento do sector farmacêutico e dos dispositivos médicos

Este programa do PNDS reúne dois programas do PND, que correspondem no PNDS a três subprogramas, compostos por projectos que
são praticamente idênticos no PND:
1. Subprograma de gestão e desenvolvimento do aprovisionamento e logística, com um projecto de melhoria da gestão e
desenvolvimento do aprovisionamento e logística.
a) Construção de um armazém provincial para recepção e gestão de stocks de equipamentos e meios hospitalares, e criação de
condições técnicas específicas para armazenamento e gestão de vacinas e medicamentos;
b) Formação de técnicos provinciais para manutenção dos equipamentos hospitalares;
c) Aquisição de veículos para completar / renovar os transportes existentes ao longo do período de vigência deste plano;
d) Aquisição de equipamentos.

2. Subprograma de desenvolvimento do sector farmacêutico, com um projecto de melhoria da gestão dos serviços e pessoal
farmacêutico e laboratorial.
a) Monitoria do acesso a medicamentos essenciais nos municípios, através de actividades regulares de supervisão aos depósitos
municipais e os depoimentos de pacientes, de forma a avaliar a qualidade de organização e gestão de stocks de medicamentos
pelas ADM/RMS, e melhorar continuamente o seu nível;
b) Formação regular de técnicos em gestão de stocks e uso do sistema informatizado por ser instaurado pelo MINSA.

3. Subprograma de gestão e desenvolvimento dos dispositivos médicos, com um projecto de melhoria da gestão e desenvolvimento
dos dispositivos médicos.
a) Elaboração de prioridades em relação à aquisição de novos dispositivos médicos na província;
b) Contratação de técnicos capazes de instala-los assegurar a sua manutenção e gestão, e com mandato de formação de outros
técnicos.

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

De forma geral, desde a municipalização dos serviços de saúde, a aquisição e distribuição de medicamentos é da responsabilidade dos
municípios, assim como os consumíveis e materiais de saúde, mas a aquisição de certos meios e equipamentos deve ser assegurada pela
DPS.

Programa 6: Desenvolvimento do sistema de informação e gestão sanitária

É fundamental a DPS ter uma visão integrada do sistema a nível da província para permitir o uso racional dos recursos, mas também
tornar mais eficiente, abrangente e sistemática a implementação dos programas de saúde tais como definidos a nível nacional. Este
programa não tem subprograma mas tem dois projectos, formulados da mesma forma no PND e no PNDS: 1) Implementação do Sistema
de Informação e Gestão Sanitária (SIS) para o apoio à tomada de decisões estratégicas e ao planeamento, e 2) Melhoria da vigilância
integrada das doenças e preparação das respostas a eventuais surtos e epidemias.

A DPS está actualmente a receber meios informáticos para cada repartição municipal, com software específico que reúne num só sistema
os vários tipos de informação sanitária a juntar, mas para ser funcional e produzir resultados positivos, deverá ser baseado num sistema
de recolha de dados muito bem organizada e suficientemente simples para ser aplicada de forma sistemática por todas as unidades e
equipas de saúde. A manutenção dos meios informáticos faz parte das atribuições das ADM no quadro dos serviços municipalizados de
saúde. É de realçar que, por um lado, foram contratados para ajudar com as estatísticas três médicos cubanos, e por outro lado, que os
responsáveis pelo programa de atenção primária estão a organizar equipas de três pessoas em cada município qui incluem um médico,
um técnico e um estatístico, com o intuito de se melhorar a recolha de dados na base. Será importante apoiar e juntar os esforços e as
experiências destas várias equipas para criar um modelo de recolha de dados em fase com a realidade.

Concretamente, este programa consistirá a nível provincial nos projectos seguintes:


a) Actualização do mapa sanitário da província, como recomendado no PNDS – processo que poderá ser apoiado pelos estudos já
realizados pelo Centro de Investigação e Saúde de Angola (CISA);
b) Elaboração dos planos sanitários municipais e do plano sanitário da província, com base no quadro nosológico e estado da rede
sanitários e dos recursos humanos identificados;
c) Formação progressiva de todos os técnicos de saúde da província em recolha de dados, e a nível das RMS, da DPS e dos hospitais
em inserção e análise de dados, no quadro do novo sistema integrado criado a nível nacional com base na reorganização dos
subsistemas do SIS, actualmente em curso de instalação na província.
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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

Programa 7: Desenvolvimento do quadro institucional

Este programa tem dois projectos no PND, que correspondem no PNDS aos dois subprogramas seguintes: inspecção-geral de saúde e
reforma legislativa. Pelo seu carácter legislativo e regulamentar, este programa na forma como está definido no PND e no PNDS é antes
de tudo de nível nacional. Contudo, como explicitado no início desta secção, existe uma real necessidade em criar mecanismos de
relacionamento institucional mais eficientes, coesos e integrados entre o nível provincial e o nível municipal do sistema, pelo que
propomos ao abrigo deste programa a implementação dos projectos seguintes:

a) Organização de um sistema de monitoria construtiva junto das ADM/RMS para assegurar que todos os meios básicos que são de
responsabilidade municipal estejam disponíveis em todas as US;
b) Avaliação anual do engajamento das ADM, outros sectores a nível provincial, e órgãos de apoio, no suporte ao sector da saúde,
que será entregue ao Governador para que possa tomar as decisões necessárias para sempre se melhorar o quadro;
c) Criação de um sistema simples de organização e monitoria das actividades de formação e capacitação que assegure uma
distribuição equilibrada das capacidades na província, por município consoante a sua população e extensão territorial;
d) Organização de um workshop anual intersectorial, com as outras DPs e as ADM, no sentido de partilhar as informações do sector
da saúde e de se estabelecer prioridades nos outros sectores para as zonas com maior incidência epidemiológica, nomeadamente
em termos de água, saneamento, alimentação e educação.

Programa 8: Investigação científica

Constituído por apenas um projecto no PNDS, virado para o enquadramento e a valorização da investigação científica no país, este
programa está composto no PND por duas componentes: a implementação de uma política de investigação de ciência da saúde, e o
incentivo à capacitação dos quadros da saúde no domínio da investigação científica. A situação do Bengo neste quadro é específica,
porque alberga o CISA – Centro de Investigação e Saúde, que tem estado a realizar pesquisas anuais com base em inquéritos realizados
no município do Dande. Neste quadro, e contrariamente às outras províncias, o Bengo dispõe de facto de uma base para poder alimentar

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Plano de Desenvolvimento Provincial do Bengo 2013-2017

e beneficiar de um programa de investigação científica. De forma a economizar recursos e valorizar as estruturas presentes na província,
estes estudos poderão ser estendidos por estudantes do Centro de Estágio da Faculdade de Medicina também sito em Caxito.

Eis os projectos propostos para implementação deste programa na província:


a) Extensão, com apoio do MINSA, dos estudos de prevalência já realizados a nível do Dande para os outros municípios, e
enquadramento de um novo estudo por ano;
b) Elaboração de uma estratégia de cooperação entre o CISA e as equipas de vigilância epidemiológica, assim como de uso e
aproveitamento dos resultados dos estudos pelas equipas de imunização e nas actividades de prevenção e controlo das doenças.

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