Você está na página 1de 40

6 - VIGA

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 23


6.1 - VIGA - ANÁLISE

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 24


VIGA - VÃO EFETIVO DE VIGA

[NBR 6118]
Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 25
VIGA - MOMENTO FLETOR, FORÇA CORTANTE, MOMENTO TORÇOR E FLECHA
Momento Fletor ( = a/L;  = b/L)

Sistema

Carga Mmáx; xo/L Mmáx; xo/L Mdir Mmáx; xo/L Mesq Mdir Mesq
pL2 9pL2 pL2 pL2 pL2 pL2 pL2
; 0,5 ; 0,375  ; 0,5   
8 128 8 24 12 12 2
pL2 pL2 pL2 pL2 pL2 pL2 pL2
; 0,577 ; 0,447  ; 0,548   
9 3 15 5 15 46,64 30 20 3
pL2 pL2 7pL2 pL2 pL2 pL2 pL2
; 0,423 ; 0,329  ; 0,452   
9 3 23,65 120 46,64 20 30 6

L/2 PL 5PL 3PL PL PL PL PL


; 0,5 ; 0,5  ; 0,5   
4 32 16 8 8 8 2
a 3 2 1 2
b  PL;   PL;   PL 2 2 2PL;    2PL   2 PL PL
2 2
Força Cortante ( = a/L;  = b/L)

Sistema

Carga Vesq Vdir Vesq Vdir Vesq Vdir Vesq


pL pL 3pL 5pL pL pL
   pL
2 2 8 8 2 2
pL pL pL 2pL pL
  0,15pL 0,35pL
6 3 10 5 2
pL pL 11pL 9pL pL
  0,35pL 0,15pL
3 6 40 40 2
P P 5P 11P P P
L/2    P
2 2 16 16 2 2
3 2 3  2
a b P P P  P (3  2) 2P  (3  2 ) 2P P
2 2
Momento Torçor ( = a/L;  = b/L)

Carga L/2 a b

Sistema Tesq Tdir Tesq Tdir Tesq Tdir Tesq Tdir Tesq Tdir
tL tL tL tL tL tL T T
    T  T
2 2 6 3 3 6 2 2
Tesq Tesq Tesq Tesq Tesq
tL tL
tL T T
2 2
Flechas ( = a/L;  = b/L)

Sistema

Carga máx; xo/L máx; xo/L máx; xo/L dir


5pL4 pL4 pL4 pL4
; 0,5 ; 0,422 ; 0,5
384EI 184,6EI 384EI 8EI
pL4 pL4 pL4 11pL4
0,00652 ; 0,519 ; 0,447 ; 0,525
EI 419,3EI 764,2EI 120EI
pL4 pL4 pL4 pL4
0,00652 ; 0,481 ; 0,402 ; 0,475
EI 328,1EI 764,2EI 30EI
PL3 PL3 PL3 5PL3
L/2 ; 0,5 ; 0,447 ; 0,5
48EI 48 5EI 192EI 48EI
(3  4 )PL
2 3
(3   ) 2PL3
a b ;   0,5 - -
48EI 6EI
[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 26


VIGA - FLECHAS EM DIVERSOS SISTEMAS COM DIFERENTES CARREGAMENTOS

[GRASSER]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 27


6.2 - VIGA - DIMENSIONAMENTO NO
ESTADO LIMITE ÚLTIMO (ELU)

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 28


VIGA - DIMENSÕES LIMITES DE VIGAS

[NBR 6118]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 29


6.2.1 - VIGA - DIMENSIONAMENTO À
MOMENTO FLETOR (ELU-M)

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 30


VIGA - FORMULÁRIO DE DIMENSIONAMENTO DE SEÇÂO RETANGULAR À MOMENTO FLETOR (ELU-M)
As área da seção da armadura longitudinal fyk resistência característica de escoamento do aço
tracionada h altura da seção transversal
A s área da seção da armadura longitudinal Md 1,4(MG + MQ) momento fletor de cálculo
comprimida Md,lim momento fletor de cálculo máximo com
As,mín área mínima da seção da armadura longitudinal armadura simples
tracionada MG momento fletor da ação permanente G
As,lim área da seção da armadura tracionada MQ momento fletor da ação variável Q
correspondente a Md,lim T força de tração na armadura longitudinal
b largura da seção transversal x profundidade da linha neutra no estádio 3 (ELU)
C força de compressão no concreto xlim profundidade máxima da linha neutra para
d altura útil da seção transversal ruptura dúctil da seção (ruptura com aviso)
distância do centróide da armadura tracionada à z braço de alavanca (braço do binário)
borda comprimida da seção transversal c encurtamento da fibra extrema de concreto
d distância do centróide da armadura comprimida yd fyd/Es deformação de escoamento do aço
à borda comprimida da seção transversal s alongamento da armadura tracionada
d h-d  s encurtamento da armadura comprimida
dlim altura útil mínima com armadura simples  x/d profundidade da linha neutra adimensional
Es 210000 MPa módulo de elasticidade do aço  0,8 coeficiente de redução da altura comprimida
fcd fck/1,4 resistência de cálculo do concreto à  da seção (diagrama retangular x parabólico)
compressão  0,85 coeficiente de redução da resistência de
fck resistência característica do concreto à cálculo do concreto à compressão
compressão aos 28 dias  Md/(bd2fcd) momento fletor adimensional
fyd fyk/1,15 resistência de cálculo de escoamento sd  tensão de compressão na armadura longitudinal
do aço 
A – Momento fletor de cálculo máximo com Modelo resistente à momento fletor no estado limite
armadura simples (dados b, d e fck, obter Md,lim) último
fck < 35 MPa > 35 MPa Armadura simples (seção com As; Md < Md,lim; x < xlim)
xlim 0,5d 0,4d A1
Md,lim 0,272bd 2 fcd 0,22848bd 2 fcd A2 b fcd fcd
As,lim 0,34bdf cd / f yd 0,272bdf cd / f yd A3 x x C = bxfcd
B – Altura útil mínima da seção com armadura hd
simples (dados Md e b, obter dlim)
LN z  d  x / 2
As Md
fck < 35 MPa > 35 MPa T = Asfyd
Md Md d
dlim B1
0,272bfcd 0,22848bfcd (a) Md  Cz  f ( x )  bxfcd (d  x / 2)
C - Dimensionamento da armadura longitudinal (b) T  A s f yd  C  bxfcd ou A s  bxfcd / fyd
(dados Md, b, d, fck e fyk, obter As e As’)
Armadura simples (seção com As; Md < Md,lim; x < xlim) Md x  x 
(a)  bd2 fcd : 2
 1   ou
 Md  bd fcd d  2d 
x  1,25d1  1   C1
 0,425bd 2 fcd    1   / 2  ( )  (  )2 / 2  (  )2 / 2  ( )    0
A s  0,68bxfcd / fyd C2 d M 
(c )   1  1  2 ou x  f (Md )  1  1  2 2 d 

A s,mín  máximo 0,15%; 0,035 fcd / fyd bh  C3
  bd fcd 
fck MPa 20 25 30 35
As,mín/(bh) 0,150% 0,150% 0,173% 0,201% Armadura dupla (seção com As e A s ; Md > Md,lim; x = xlim)
Armadura dupla (seção com As e A s ; Md > Md,lim; x = xlim) d
b fcd fcd A s sd
M  Md,lim d c = 3,5‰ s
A s  A s,lim  d
fyd (d  d)
C4 A s xlim A s sd xlim
s xlim x lim  d
Md  Md,lim d 3,5‰
d LN = + d-d´
A s  C5 s  Md Md,lim M
sd (d  d) x lim As
Asfyd As,limfyd A s sd
sd  fyd se s   yd ; sd  E s s se s   yd C6 d
fck < 35 MPa > 35 MPa (d) Md  Md,lim  M ou M  Md  Md,lim
s 0,007(0,5  d / d) 0,00875(0,4  d / d) C7 (e) M  A s sd (d  d) ou A s  M /[sd (d  d)]
fyk 250 MPa 500 MPa 600 MPa (f) A s fyd  A s,lim fyd  A s sd ou A s  A s,lim  A s sd / fyd
yd 1,035‰ 2,070‰ 2,484‰ C8
[MUSSO]
Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 31
VIGA - PARÂMETROS ADIMENSIONAIS DE DIMENSIONAMENTO A MOMENTO FLETOR

[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 32


VIGA - GRÁFICO DE DIMENSIONAMENTO DE SEÇÃO RETANGULAR À MOMENTO FLETOR

[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 33


VIGA - TABELA DE DIMENSIONAMENTO DE SEÇÃO RETANGULAR À MOMENTO FLETOR

[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 34


VIGA - DIMENSIONAMENTO DE SEÇÃO T À MOMENTO FLETOR (ELU-M) (hf < xlim ;  = 0,8 ;  = 0,85)
A - Momento fletor resistido pela mesa comprimida (MRf) B - Momento fletor máximo com armadura simples (Md,lim)
bf fcd bf fcd
hf x x = hf C = bf hffcd hf x Ca = (bf - bw)hf fcd
a w a xlim
lim
Cw = bwxlimfcd
hd LN z = d - hf /2 hd za = d - hf /2
LN
As MRf As Md,lim zw = d - xlim /2

bw T = Asfyd bw T = As,limfyd
Md,lim  Ma  Mw,lim  Ca z a  C w z w 
MRf  Cz  b f h f fcd (d  h f / 2)  A1 B1
 (b f  b w )h f fcd (d  h f / 2)  b w x limfcd (d  x lim / 2)
C - Profundidade limite da linha neutra (xlim) xlim = 0,5d se fck < 35 MPa xlim = 0,4d se fck > 35 MPa C1
D - CASO 1 – Seção T com Md < MRf (parte da mesa comprimida) G - Armadura mínima para seção T (As,mín)
armadura simples seção retangular com Md e b = bf A s,mín  máximo(0,15%; 0,024 fcd / fyd ) A G1
bf bf fck MPa 20 25 30 35
As,mín/A 0,15% 0,15% 0,15% 0,15%
hf x
A  (b f  b w )h f  b w h (área da seção T) G2
h d d H - Tensão na armadura comprimida (sd )
Md Md
As As sd  fyd (s   yd ) ; sd  E s s (s   yd ) H1
bw fck < 35 MPa > 35 MPa
   d   d 
Md s 0,007 0,5   0,00875 0,4   H2
As x  1,25d1  1   D1  d  d
 0,425b f d2 fcd 
fyk 250 MPa 500 MPa 600 MPa
A s  0,68b f xfcd / fyd  A s,mín D2 yd 1,035‰ 2,070‰ 2,484‰ H3
E - CASO 2 - Seção T com MRf < Md < Md,lim (toda mesa e parte da alma comprimidas)
Superposição de efeitos (abas comprimidas + parte da alma comprimida)
armadura simples abas (seção retangular com Ma e b = bf - bw) alma (seção retangular com Mw e b = bw)
Ma  Ca z a  (b f  b w )h f fcd (d  h f / 2) E1 Mw  Md  Ma E4
bf b f - bw bw
hf hf x
h d d d
Md Ma Mw
As Aa Aw
bw
hf  Mw 
x  1,25h f E2 x  1,25d1  1  2
 E5
As  Aa  A w   0,425b w d fcd 
A a  0,68(b f  b w )xfcd / fyd E3 A w  0,68b w xfcd / fyd E6
F - CASO 3 - Seção T com Md > Md,lim (toda mesa e parte da alma comprimidas)
armadura dupla Superposição de efeitos (abas comprimidas + parte da alma comprimida)
abas (seção retangular com Ma e b = bf - bw) alma (seção retangular com Mw e b = bw)
Ma  Ca z a  (b f  b w )h f fcd (d  h f / 2) F1 M w  M d  Ma F4
bf b f - bw bw
d bwxlimfcd A s sd
A s hf hf A s xlim
h d d d d d-d´
Md Ma Mw
=M + M
As Aa Aw w,lim Aw,limfyd A s sd
bw
Mw,lim  b w x limfcd (d  x lim / 2) F5
hf A w,lim  0,68b w x lim fcd / fyd F6
As  Aa  A w x  1,25h f F2
A s  M
A s  ; M  Mw  Mw,lim F7
sd (d  d)
A a  0,68(b f  b w )xfcd / fyd F3 A w  A w,lim  A s sd / f yd F8
[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 35


VIGA - LARGURA COLABORANTE DA MESA DE SEÇÃO T

[NBR 6118]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 36


6.2.2 - VIGA - DIMENSIONAMENTO À
FORÇA CORTANTE (ELU-V)

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 37


VIGA - FORMULÁRIO DE DIMENSIONAMENTO DE SEÇÂO RETANGULAR À FORÇA CORTANTE (ELU-V)
Asw área da seção da armadura transversal h altura da seção transversal
Asw,mín área mínima da seção da armadura transversal Md momento fletor de cálculo
b largura da seção transversal s espaçamento longitudinal entre estribos
C força de compressão nas bielas de concreto 100 cm (para obter Asw em cm2/m)
d altura útil da seção transversal Vc força cortante resistida por outros mecanismos
distância do centróide da armadura tracionada Vd 1,4(VG + VQ) força cortante de cálculo
à borda comprimida da seção transversal VRd2 força cortante de cálculo máxima resistida por
fcd fck/1,4 resistência de cálculo do concreto à compressão diagonal das bielas de concreto
compressão VG força cortante da ação permanente G
fck resistência característica do concreto à VQ força cortante da ação variável Q
compressão aos 28 dias Vsw força cortante de cálculo resistida pela
fctd fctk/1,4 resistência de cálculo do concreto à armadura transversal
tração z braço de alavanca
fctk 0,7fctm resistência característica do concreto à  ângulo da tensão principal de tração
tração  0,6(1 – fck/250) (fck em MPa) coeficiente de
fctm 0,3fck2/3 (fck em MPa) resistência média do redução da resistência do concreto fissurado
concreto à tração por força cortante
fyd fyk/1,15 resistência de cálculo de escoamento c tensão principal de compressão
do aço t tensão principal de tração
fyk resistência característica de escoamento do aço  tensão tangencial da força cortante
Fc força de compressão no concreto  ângulo das bielas de concreto comprimidas
Fs força de tração na armadura longitudinal 
Analogia de treliça
 t c b a

c 2 t
  

tração  c t
b a
compressão
A – Verificação da compressão diagonal do concreto Modelo resistente à força cortante no estado limite
(dados b, d e fck, obter VRd2; Vd < VRd2) último
simplificado refinado Compressão diagonal das bielas de concreto (corte a-a)
cálculo
 (45o)  (30o a 45o)
VRd2 0,45bdf cd 0,45bdf cd sen2 A1 b bielas zcos
Fc
fck MPa 20 25 30 35 VRd2 
 0,552 0,540 0,528 0,516 C = b(zcosfcd
 (45 h d  z = 0,9d
o 0,355 0,434 0,509 0,581 Asw
VRd2 /(bd) ) Md 
 (30
o 0,307 0,376 0,441 0,503 Fs
) fissuras
obs.: VRd2/(bd) em kN/cm2 (a) VRd2  Csen  bzfcd cos sen  0,45bdfcdsen2
B – Dimensionamento da armadura transversal
(dados Vd, b, d, fck e fyk, obter Asw)
simplificado refinado
cálculo
 (45o)  (30o a 45o) Tração transversal dos estribos (corte b-b)
( Vd  Vc )s ( Vd  Vc )s
Asw B1 b estribos zcot
0,9df yd 0,9df yd cot  Fc
Vd  Vo Vd  Vo Vd s
Vc Vo  VRd2  Vd  B2 h d z = 0,9d
Vo   Vo Asw Vc
 VRd2  Vo  Md  fissuras
Vo 0,6bdfctd B3 Fs
Vsw = (zcot/s)Aswfyd
Asw,mín 0,2bsfctm / fyk B4
fck MPa 20 25 30 35 número de estribos em zcot
fctm MPa 2,210 2,565 2,896 3,210 (b) Vd  Vsw  Vc ou Vsw  Vd  Vc
fctd MPa 1,105 1,282 1,448 1,605
A A
Vo /(bd) 0,0663 0,0769 0,0869 0,0963 (c) Vsw  z sw f yd cot   0,9d sw f yd cot 
s s
A sw,mín /(bs) 0,088% 0,103% 0,116% 0,128%
obs.: Vo/(bd) em kN/cm2 e Asw,mín/(bs) para fyk = 500 MPa

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 38


( Vd  Vc )s
(b) em (c): A sw 
0,9df yd cot 
[MUSSO]

VIGA - GRÁFICO DE DIMENSIONAMENTO DE SEÇÃO RETANGULAR À FORÇA CORTANTE

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 39


[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 40


VIGA - TABELA DE DIMENSIONAMENTO DE SEÇÃO RETANGULAR À FORÇA CORTANTE - SIMPLIFICADO

[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 41


VIGA - TABELA DE DIMENSIONAMENTO DE SEÇÃO RETANGULAR À FORÇA CORTANTE - REFINADO

[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 42


6.2.3 - VIGA - DIMENSIONAMENTO À
MOMENTO TORÇOR (ELU-T)

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 43


VIGA - FORMULÁRIO DE DIMENSIONAMENTO DE SEÇÃO RETANGULAR À MOMENTO TORÇOR (ELU-T)
A bh área da seção transversal Fs força de tração na armadura longitudinal
Ae behe área limitada pela linha média da seção h altura da seção transversal
vazada s espaçamento longitudinal entre estribos
As área da seção da armadura longitudinal 100 cm (para obter Asw em cm2/m)
tracionada te máximo(A/u; 2c1); < b/2; < h/2 espessura da
As,mín área mínima da seção da armadura longitudinal parede da seção vazada
no perímetro ue Td 1,4(TG + TQ) momento torçor de cálculo
Asw área da seção da armadura transversal TRd2 momento torçor de cálculo máximo resistido por
Asw,mín área mínima da seção da armadura transversal compressão diagonal das bielas de concreto
b largura da seção transversal TG momento torçor da ação permanente G
c1 c t   t   / 2  5 cm TQ momento torçor da ação variável Q
ct cobrimento do estribo u 2(b + h) perímetro da seção transversal
d altura útil da seção transversal ue 2(be + he) perímetro da área Ae
fcd fck/1,4 resistência de cálculo do concreto à be b – te largura da área Ae
compressão he h – te altura da área Ae
fck resistência característica do concreto à  diâmetro da armadura longitudinal
compressão aos 28 dias t diâmetro da armadura transversal
fctm 0,3fck2/3 (fck em MPa) resistência média do  0,5(1 – fck/250) (fck em MPa) coeficiente de
concreto à tração  redução da resistência do concreto fissurado
fyd fyk/1,15 resistência de cálculo de escoamento  por momento torçor
do aço  tensão tangencial do momento torçor
fyk resistência característica de escoamento do aço  ângulo das bielas comprimidas de concreto
Seção vazada de cálculo com espessura te Modelo resistente à momento torçor no estado limite
último
seção seção ( t e )  fluxo de torção Compressão diagonal e tração longitudinal (1 parede)
real de cálculo
V1  ( t e )h e ; V2  ( t e )b e
V2
Td  2V1b e / 2  2V2 h e / 2 b biela hecos
T h Fs/2
Td  ( t )h b  ( t )b h Rd2 e
Td he V1
e e e e e e
2A e 
V1 Td C = te(hecosfcd
Td
 2( t e )A e  ( t e )  h d te 
te 2A e he
Td h e

Ae V2 T h T b 2A e
(behe) be V1  d e ; V2  d e Fs/2 = (As/ue)hefyd/2
2A e 2A e fissura
Ae, ue As A, u armadura longitudinal na parede he

A – Verificação da compressão diagonal do concreto


(dados b, h e fck, obter TRd2; Td < TRd2) T h
simplificado refinado (a) Rd2 e  Csen  t ehe fcd cos sen
cálculo 2A e
 (45o)  (30o a 45o)
ou TRd2  A e t e fcdsen2
TRd2 A e t e f cd A e t e f cd sen2 A1
(b) C cos   2(Fs / 2)  ( A s / u e )h e f yd
fck MPa 20 25 30 35
 0,460 0,450 0,440 0,430 (c) Td h e  Csen  (C cos ) tan   A s h f tan 
o e yd
TRd2 /( A e t e ) (45 ) 0,657 0,804 0,943 1,075 2A e ue
(30o) 0,569 0,696 0,817 0,931 Tdue
ou A s 
obs.: TRd2/(Aete) em kN/cm2 2A e f yd tan 
B – Dimensionamento da armadura transversal
(dados Td, b, h e fyk, obter Asw por parede)
simplificado refinado Tração transversal (1 parede)
cálculo
 (45o)  (30o a 45o)
b estribos hecot
Td s Td s
Asw B1
2A e f yd 2A e f yd cot  Td h e s
Asw,mín 0,2t e sfctm / fyk B2 T d 2 A he
h d te e

C – Dimensionamento da armadura longitudinal  fissuras


(dados Td, b, h e fyk, obter As total no perímetro ue)
simplificado refinado Asw (hecot/s)Aswfyd
cálculo
 (45o)  (30o a 45o) Ae, ue A, u
Tdu e Tdu e número de estribos em hecot
As C1
2A e f yd 2A e f yd tan  T h h cot  Tds
(d) d e  e A sw f yd ou A sw 
As,mín 0,2t eue fctm / fyk C2 2A e s 2A e f yd cot 
[MUSSO]
Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 44
VIGA - DIMENSIONAMENTO DE SEÇÃO RETANGULAR À M. TORÇOR, M. FLETOR E FORÇA CORTANTE
A – Verificação da compressão diagonal do concreto A bh área da seção transversal
(dados Vd, Td, b, h e fck: Vd/ VRd2 + Td/ TRd2 < 1) Ae behe área limitada pela linha média da seção
simplificado refinado vazada
cálculo o o o
 (45 )  (30 a 45 ) A s,M área da seção da armadura longitudinal
VRd2 0,45bdf cd 0,45bdf cd sen2 A1 tracionada para Md
fck MPa 20 25 30 35 As,T área da seção da armadura longitudinal
 0,552 0,540 0,528 0,516 tracionada para Td
simplificado refinado Asw,T área da seção da armadura transversal para Td
cálculo
 (45o)  (30o a 45o) Asw,V área da seção da armadura transversal para Vd
TRd2 A e t e f cd A e t e f cd sen2 A2 b largura da seção transversal
fck MPa 20 25 30 35 c1 c t   t   / 2  5 cm
 0,460 0,450 0,440 0,430 ct cobrimento do estribo
Superposição de força cortante e momento torçor d altura útil da seção transversal
Vd T fcd fck/1,4 resistência de cálculo do concreto à
 d 1 A3
VRd2 TRd2 compressão
B – Dimensionamento da armadura transversal fck resistência característica do concreto à
(dados Vd, Td, b, d, h, fck e fyk, obter Asw,total) compressão aos 28 dias
simplificado refinado fctd fctk/1,4 resist. de cálculo do concreto à tração
cálculo
 (45o)  (30o a 45o) fctk 0,7fctm resist. característica do concreto à tração
( Vd  Vc )s ( Vd  Vc )s fctm 0,3fck2/3 (fck em MPa) resistência média do
Asw,V B1
0,9df yd 0,9df yd cot  concreto à tração
Vd  Vo Vd  Vo fyd fyk/1,15 resist. de cálculo de escoamento do aço
Vc Vo  VRd2  Vd  B2 fyk resistência característica de escoamento do aço
Vo   Vo
 VRd2  Vo  h altura da seção transversal
Vo 0,6bdfctd B3 Md 1,4(MG + MQ) momento fletor de cálculo
fck MPa 20 25 30 40 Md,lim momento fletor de cálculo máximo com
fctd MPa 1,105 1,282 1,448 1,605 armadura simples
2
Vo /(bd) kN/cm 0,0663 0,0769 0,0869 0,0963 s espaçamento longitudinal entre estribos
simplificado refinado 100 cm (para obter Asw em cm2/m)
cálculo o
 (45 )  (30o a 45o) te máximo(A/u; 2c1); < b/2; < h/2 espessura da
Asw,T Td s Td s parede da seção vazada
por B4
parede
2 A f
e yd 2 A e f yd cot  Td 1,4(TG + TQ) momento torçor de cálculo
Superposição de armaduras transversais TRd2 momento torçor de cálculo máximo resistido por
A sw,total  A sw,V  2A sw,T B5 compressão diagonal das bielas de concreto
C – Dimensionamento da armadura longitudinal ue 2(be + he) perímetro da área Ae
(dados Md, Td, b, d, h, fck e fyk, obter As por face) u 2(b + h) perímetro da seção transversal
fck < 35 MPa > 35 MPa Vc força cortante resistida por outros mecanismos
xlim 0,5d 0,4d C1 Vd 1,4(VG + VQ) força cortante de cálculo
2 2
Md,lim 0,272bd fcd 0,22848bd fcd C2 VRd2 força cortante de cálculo máxima resistida por
Armadura simples (seção com As; Md < Md,lim; x < xlim) compressão diagonal das bielas de concreto
  be b – te largura da área Ae
Md
x  1,25d1  1   C3 he h – te altura da área Ae
 0,425bd 2 fcd 
x profundidade da linha neutra no estádio 3 (ELU)
A s,M  0,68bxfcd / fyd (face tracionada) C4 xlim profundidade máxima da linha neutra para
simplificado refinado  ruptura dúctil da seção (ruptura com aviso)
cálculo
 (45o)  (30o a 45o)  diâmetro da armadura longitudinal
As,T Tdu e Tdu e t diâmetro da armadura transversal
C5
em ue 2A e f yd 2A e f yd tan   0,5(1 – fck/250) (fck em MPa) coeficiente de
Superposição de armaduras longitudinais redução da resist. do concreto fissurado por Td
A s,face comprimida por M  A s,T b e / u e C6  0,6(1 – fck/250) (fck em MPa) coeficiente de
A s,cada face lateral  A s,T h e / u e C7 redução da resist. do concreto fissurado por Vd
A s,face tracionada por M  A s,M  A s,T b e / u e C8  ângulo das bielas comprimidas de concreto
[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 45


VIGA - TABELA DE DIMENSIONAMENTO DE SEÇÃO RETANGULAR À MOMENTO TORÇOR - SIMPLIFICADO

[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 46


VIGA - TABELA DE DIMENSIONAMENTO DE SEÇÃO RETANGULAR À MOMENTO TORÇOR - REFINADO

[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 47


6.3 - VIGA - VERIFICAÇÃO NO ESTADO
LIMITE DE SERVIÇO (ELS)

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 48


6.3.1 - VIGA - VERIFICAÇÃO DE
FLECHA (ELS-DEF)

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 49


VIGA - VERIFICAÇÃO DE FLECHA EM VIGA DE SEÇÃO RETANGULAR (ELS-DEF)
As área da seção da armadura longitudinal Lbal comprimento do balanço
tracionada MG momento fletor da ação permanente G
A s área da seção da armadura longitudinal MQ momento fletor da ação variável Q
comprimida MQP MG + 2MQ momento fletor da ação quase
b largura da seção transversal permanente pQP (momento positivo no vão;
d altura útil da seção transversal momento no engaste, no caso de balanço)
distância do centróide da armadura tracionada Mr Wcfctf momento fletor de fissuração
à borda comprimida da seção transversal n Es/Ecs razão entre os módulos de elasticidade
d distância do centróide da armadura comprimida do aço e do concreto
à borda comprimida da seção transversal pQP G + 2Q ação quase permanente
d h-d Q ação variável
Ecs 4760fck1/2 MPa módulo de elasticidade secante x2 profundidade da linha neutra no estádio 2
do concreto xc profundidade da linha neutra da seção bruta
Es 210000 MPa módulo de elasticidade do aço distância do centróide da seção bruta à fibra
fck resistência característica do concreto à extrema comprimida
compressão aos 28 dias t tempo que se deseja calcular a flecha (meses)
fctf fctm resistência do concreto à tração na flexão to idade do concreto ao entrar em carga (meses)
fctm 0,3fck2/3 (fck em MPa) resistência média do yt h - xc distância do centróide da seção bruta à
concreto à tração fibra extrema tracionada
fdiferida flecha do efeito da fluência do concreto Wc Ic/yt (bh2/6 para seção retangular)
felástica flecha obtida com p = pQP, E = Ecs e I = Ic módulo resistente da seção bruta
fimediata flecha da viga ao entrar em carga  1,0 (EC2); 1,5 seção retangular (NBR 6118)
flimite flecha máxima para limitar efeito visual f coeficiente para levar em conta a fluência do
desagradável concreto no cálculo da flecha diferida
ftotal fimediata + fdiferida flecha total 2 0,3 para edifícios residenciais
G ação permanente 0,4 para edifícios comerciais, de escritórios,
h altura da seção transversal estações e edifícios públicos
I2 momento de inércia da seção no estádio 2 0,6 para bibliotecas, oficinas e garagens
Ic bh3/12 para seção retangular fator de redução da ação variável para
momento de inércia da seção bruta combinação de ação quase permanente
Ie momento de inércia efetivo da seção ’ As’/(bd) taxa geométrica de armadura
L vão entre apoios longitudinal comprimida
A – Flecha elástica F - Parâmetros auxiliares
f elástica fck MPa 20 25 30 35
A1
(ver flechas em diversos sistemas) fctm MPa 2,210 2,565 2,896 3,210
B – Flecha imediata fctf,EC2 MPa 2,210 2,565 2,896 3,210
I E cs MPa 21287 23800 26072 28161
fimediata  f elástica c B1 n = Es/Ecs 9,865 8,824 8,055 7,457
Ie
G – Seção equivalente (seção fissurada – estádio 2)
seção fissurada (MQP > Mr) seção real seção equivalente
3   M   3 de concreto
 Mr  B2 b 
Ie      r   d b d
 Ic  1   M   I 2 (BRANSON)
 M QP    QP 
 A s x2
(n-1) A s x2
seção não fissurada (MQP < Mr)
B3 d LN d LN
I e  Ic
d-x2
C – Flecha diferida As nAs
f diferida   f f imediata C1
( t )  ( t o )
f  C2 2
x 2  [ a 2  a 2  4a1a 3 ] /(2a 1 ) G1
1  50'
( t  70 meses ) 0,68(0,996 t )t 0,32 a1  b / 2 G2
C3
( t  70 meses ) 2 a 2  nA s  (n  1)A s G3
t meses 1 3 6 12 > 70 a 3  nA s d  (n  1)A s d G4
(t) 0,68 0,95 1,18 1,44 2,00 3
bx 2
D – Flecha total I2   nA s (d  x 2 ) 2  (n  1)A s ( x 2  d) 2 G5
f total  f imediata  f diferida  flim ite D1 3
E – Flecha limite profundidade da l. neutra momento de inércia
flim ite 
L
250
(L = 2Lbal, no caso de balanço) E1 x xiA i 
Ai I  (I  A 
i i i
2
)

[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 50


VIGA - SEÇÃO EQUIVALENTE DE CONCRETO (SEÇÃO HOMOGENEIZADA OU TRANSFORMADA)

Ac Ac A
P P
s = c As
A
s c real nAs equivalente (n-1)As
s c Es Es
Es Ecs s   c   s   c  n c onde n 
1 Es E cs E cs E cs
1
s c P   c A c   s A s   c A c  n c A s   c ( A c  nA s )   c [ A  (n  1)A s ]
aço concreto
No estado limite de serviço de deformações (ELS-DEF), tanto o concreto quanto o aço tem comportamento
 linear. Assim, a área [A+(n-1)As] é uma área fictícia só de concreto (seção equivalente), que quando
submetida a tensão c resulta na mesma carga P que atua na seção real composta de concreto e aço
MOMENTO DE INÉRCIA DA SEÇÃO BRUTA IC E MOMENTO DE INÉRCIA DA SEÇÃO FISSURADA I2
Seção real Seção bruta de concreto Seção fissurada (estádio 2 puro)
2
x 2  [ a 2  a 2  4a1a 3 ] /(2a 1 ) (3)
Armadura Simples

b a1  b / 2
a 2  nA s
h d xc x2
h a 3  nA s d
As LN
d LN 3
nAs bx 2
b I2   nA s (d  x 2 ) 2 (4)
b 3
2
h x 2  [ a 2  a 2  4a1a 3 ] /( 2a 1 ) (5)
xc  (1)
Armadura Dupla

2 (n-1)As’ a1  b / 2
b
As’ a 2  nA s  (n  1)A s
d´ bh3
h d Ic  (2) x2 a 3  nA s d  (n  1)A s d
As 12 d d´ 3
LN bx 2
nAs I2   nA s (d  x 2 ) 2  (n  1)A s ( x 2  d) 2
b 3
(6)
2
bf x 2  [ a 2  a 2  4a 1a 3 ] /(2a 1 )  h f (9)
bf a1  b w / 2
hf
Armadura Simples

xc bf a2  (b f  b w )hf  nA s
h 2
hf LN a3  (b f  b w )hf / 2  nA sd
h d x2
hf bw x2
3
(b  b w )h f
3
As d LN bw I2   f 
bw 3 12
nAs 2
bw  h 
2  (b f  b w )h f  x 2  f   nA s (d  x 2 ) 2
1 b h  (bf  bw )hf
2
 2 
xc   w  (7)
2  bwh  (bf  bw )hf  (10)
2
x 2  [ a 2  a 2  4a1a 3 ] /(2a 1 )  h f (11)
bf b wh 3
h 
2
Ic   b wh  x c   a1  b w / 2
12 2  (n-1)As’ a 2  (b f  b w )h f  nA s  (n  1)A s
As’ d´ hf bf
Armadura Dupla

3
hf (b  b w )hf 2
a 3  (b f  b w )h f / 2  nA s d  (n  1)A s d
h d  f 
12 x2 3 3
As d´ bw x2 (b  b w )h f
 h 
2
d LN bw I2   f 
 (b f  b w )hf  x c  f  3 12
bw  2 2
nAs  h 
(8)  (b f  b w )h f  x 2  f   nA s (d  x 2 ) 2 
 2 
 (n  1)A s ( x 2  d) 2
(12)
Obs.: x  profundida de da linha neutra   x Ai / 
i A i ; I  momento de inércia   2
(Ii  A i  i )
[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 51


VIGA - TABELA DE MOMENTO DE INÉRCIA E POSIÇÃO DO CENTRO DE GRAVIDADE DE SEÇÃO T

[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 52


VIGA - GRÁFICO DE PROFUNDIDADE DA LINHA NEUTRA DE SEÇÃO RETANGULAR NO ESTÁDIO 2

[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 53


VIGA - GRÁFICO DE MOMENTO DE INÉRCIA DE SEÇÃO RETANGULAR NO ESTÁDIO 2

[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 54


VIGA - GRÁFICO DE MOMENTO DE INÉRCIA EFETIVO DE SEÇÃO RETANGULAR - BRANSON

[MUSSO]
Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 55
6.3.2 - VIGA - VERIFICAÇÃO DE
ABERTURA DE FISSURA (ELS-W)

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 56


VIGA - VERIFICAÇÃO DE ABERTURA DE FISSURA EM VIGA DE SEÇÃO RETANGULAR (ELS-W)
Momento Fletor de Cálculo MF Momento de Fissuração Mr,w
É o valor do momento fletor que produz na seção
MF = MGk + 1MQ1k + n2jMQjk (1) bruta (secão de concreto desprezando armadura)
uma tensão igual a fct,f na fibra extrema tracionada
(combinação freqüente) Mr,W  W c f ct,W (2)
MGk parcela permanente
Wc módulo resistente da seção bruta em relação a
1MQ1k parcela variável principal
fibra extrema tracionada  Ic / y t (3)
n2jMQjk demais parcelas variáveis Ic momento de inércia da seção bruta
yt distância do centróide à fibra ext. tracionada
Tabela 1 – Coeficientes 1 e 2 fct,W resistência do concreto à tração na flexão
Finalidade da Estrutura 1 2 (módulo de ruptura) (MPa)
edifício residencial 0,4 0,3  1,05f ctm (seção re tan gular ) (NBR 6118) (4a)
edifício comercial 0,6 0,4  0,84f ctm (seção T ) (NBR 6118) (4b)
biblioteca; oficina; garagem 0,7 0,6
 f ctm (EC2) (4c)

Sim MF < Mr,w ? Não

Seção não Fissurada (Estádio 1) Seção Fissurada (Estádio 2)


wk = 0
  s 3 s  s  4 
w1  (5); w 2    45  (6)
12,51 E s f ctm 12,51 E s   r 
Área de Envolvimento Acr
w k  mínimo ( w 1; w 2 ) (7)
wk abertura de fissura característica
7,5

Acr  diâmetro da barra da armadura longitudinal


h d 1 coeficiente de conformação superficial da barra
< h/2 s tensão no aço tracionado no estádio 2
y Es módulo de elasticidade do aço
 fctm resistência média do concreto à tração = 0,3fck2/3 (MPa) (8)
b
r taxa de armadura As na região de envolvimento Acr
Acr = mín[(y+7,5; h/2].b (10) = As/Acr (9)
As área de aço da armadura longitudinal tracionada
Acr área da região de envolvimento

Módulo de Elasticidade do Aço Es e Módulo de Elasticidade Secante do Concreto Ecs


1/ 2 1/ 2
aço  Es = 210.000 MPa (11) concreto  E cs  0,85E ci  0,85(5600 )f ck  4760 f ck MPa (12)

Tensão no Aço Tracionado na Tabela 2 - Coeficiente de Conformação Superficial 1


Seção Fissurada s (Estádio 2 puro) Tipo de Barra 1
M
 s  n c  n F (d  x 2 ) (14) lisa (CA-25) 1,00
I2
n razão Es/Ecs (13) entalhada (CA-60) 1,40
MF momento fletor para combinação frequente
I2 momento de inércia da seção no estádio 2 alta aderência (CA-50) 2,25
d altura útil da seção
x2 profundidade da linha neutra no estádio 2
Verificação da Segurança ELS-W
x2; I2 (ver ELS-DEF) wk < wlim (15)

Tabela 3 - Abertura de Fissura Limite wlim


Classe de
Agressividade Agressividade Tipo de Ambiente wlim (mm)
Ambiental
I fraca rural ou submerso 0,4
II moderada urbano
0,3
III forte marinho ou industrial
IV muito forte indústrias químicas ou respingos de maré 0,2

[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 57


6.4 - VIGA - EXEMPLOS

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 58


VIGA BIAPOIADA - (b = 20 cm; C25)

[MUSSO]
Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 59
VIGA MONOENGASTADA - (b = 20 cm; C25)

[MUSSO]
Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 60
VIGA BIENGASTADA - (b = 20 cm; C25)

[MUSSO]
Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 61
VIGA EM BALANÇO - (b = 20 cm; C25)

[MUSSO]

Fernando Musso Junior musso@npd.ufes.br Estruturas de Concreto Armado 62