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ESCOLA DE FORMAÇÃO DE TERAPAUTAS

Desde 2000 formando os melhores Terapeutas

www.institutofolhaverde.com/escola

PSICOTERAPIA
HOLISTÍCA
REGRESSÂO DE MEMÓRIA

INSTRUTOR E COORDENADOR
Dr CARLOS ANTONIO FIRMINO
escola@institutofolhaverde.com

Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de


estudos para este Curso de Formação de qualificação profissional, é proibida
qualquer forma de comercialização ou compartilhamento do mesmo. Os créditos do
conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na
Bibliografia Consultada e nas informações verbais do Instrutor altamente
qualificado.Apresentação

INSTITUTO FOLHA VERDE – Escola de Formação de Terapeutas – Mogi Guaçu/SP PABX (19) 3841-2186
Caro aluno
A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se
entendem necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e
qualidade. Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo,
bem como pela interatividade e modernidade de sua estrutura formal, adequadas à
metodologia da Educação a Distância – EAD.
Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade
dos conhecimentos a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos
específicos da área e atuar de forma competente e conscienciosa, como convém
ao profissional que busca a formação continuada para vencer os desafios que a
evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.
Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de
modo a facilitar sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal
quanto na profissional. Utilize-a como instrumento para seu sucesso na carreira.

Conselho Editorial

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Introdução

O presente Caderno de Estudos e Pesquisa foi elaborado com o objetivo de


propiciar conhecimentos acerca do contexto educacional com foco na Psicoterapia
Holística.
A cada capítulo pensamos nas horas que você se dedica ao trabalho destinado às
atividades educativas, bem como às práticas desenvolvidas no cotidiano de um
ambiente escolar. Lembrando sempre de que você é o protagonista da história que
estamos construindo a partir de agora.
Para nos conceituarmos, os estudantes de Educação Continuada nas mais
diversas técnicas plausíveis e científicas do mercado, serão a próxima geração de
pesquisadores e profissionais altamente capacitados a exercer profissões diversas
(área Estética, Massoterapia, Neuropatia, Psicológica e Saúde). Ainda estamos
longe de entender completamente os desfechos científicos de cada Técnica. Faz
parte deste contexto, voltar-se ao organismo como um todo para entender e
integrar as funções corporais (físicas, emocionais e espirituais). Buscar as
características e os mecanismos que tornam o corpo humano um ser vivo é a
principal vertente da busca do conhecimento. Neste contexto, para promover
qualquer intervenção competente é necessário entender o corpo humano em seu
estado saudável.
Este Caderno fornecerá uma visão integrada da técnica cientificamente pesquisada
e dando respaldo para o início de uma carreira profissional respeitada e o real
entendimento da complexidade do corpo humano e a importância fundamental da
conscientização da continuidade dos aprendizados, pois a evolução de cada
técnica sugere, seguir sempre em frente.

Dúvidas que surgirem, lembre-se estamos ao seu lado


escola@institutofolhaverde.com

Bons estudos!

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Objetivos

» Psicoterapia Holística parte da leitura que procura abordar as causas do


problema e não tratar apenas conseqüências, foca o trabalho no doente e não na
doença. A Psicoterapia Holística vai além, buscando descobrir os fatores
emocionais, mentais, energéticos e espirituais que criaram a condição para que
uma doença ou conflito tenha se instalado.

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A Regressão de Memória

“Regressão de memória é o processo provocado ou espontâneo, por meio do qual,


o espírito encarnado ou desencarnado fica em condições de relembrar o passado,
da vida atual ou em existências anteriores, sejam elas recentes ou remotas”.

A definição acima é bem ampla, e está assentada nos preceitos básicos da


doutrina espírita, sem, no entanto ser uma criação desta, e nem oriundas de uma
revelação transcendental revestidas de caráter místico ou dogmático. Antes é um
fenômeno natural que pode ser pesquisado utilizando métodos e técnicas
apropriadas, e que apesar dos recentes estudos e pesquisas, sabemos de sua
utilização já em culturas antigas como no Egito e na Grécia.
A aplicação prática mais usual para esse tipo de pesquisa, seria uma inclusão no
modelo clínico atual no tratamento para as doenças da alma, traumas psicológicos
e até somáticos, em muitos casos mostra-se uma técnica que facilita a solução de
muitos problemas.
Além disso, vislumbro a perspectiva de podermos utilizar a regressão de memória
como instrumento de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, e/ou como
instrumento para terapeutas possibilitando um melhor conhecimento do paciente
de psicanálise, sobre essa questão sugiro a leitura do livro Investigando Vidas
Passadas, de Raymond Moody Jr.
Poderíamos também conjecturar, em que seria possível uma espécie de
arqueologia espiritual, onde poderíamos explorar determinados pontos obscuros da
história, em beneficio geral da humanidade. Como exemplo cito o livro de HCM -
Hermínio C. Miranda, ―Eu sou Camille Desmoulins‖, onde ele mostra um magnífico
caso de regressão, identificando um dos líderes da revolução francesa, o qual
teremos um capítulo com a sua síntese. Da minha parte posso acrescentar um
outro caso que ainda estou pesquisando (até essa data), onde foi identificadas
a Rainha Nefertiti, Faraó do Egito na XVIII dinastia, co-regente com o Faraó
Akenaton.
Há de se ressaltar que essa obra foi compilada, quase que totalmente transcrita
dos livros de Hermínio C. Miranda, e principalmente do livro ―A Memória e o
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Tempo‖. O autor, apesar da sua modéstia, na minha opinião, é um dos maiores
pensadores encarnados em se tratando desse assunto,. Uma outra parte foi tirada
de diversos autores, bem como do aprendizado próprio através de algumas
experimentações práticas de nossa parte. Recomendo ao leitor que caso se
interesse por esses estudos não deixe de ler esse e outros livros do autor que
constam na bibliografia.

Um pouco de história

―As tradições orais que chegaram até nós, à falta de documentos mais confiáveis,
foram de grande valor, mas, no curso dos séculos, tornaramse desfiguradas, como
medalhões corroídos, cuja idade os arqueólogos tentam decifrar... (Christian Paul,
1972)‖
Equivale a dizer, que o conhecimento de importantes aspectos do espírito e das
leis naturais, foi muito extenso e profundo em remotas eras e que a história ‗oficial‘
não tem registros. No Egito antigo foi desenvolvida a tecnologia de
‗desdobramento‘. Nesse estado que atualmente muitos chamam de ‗estado
alterado de consciência‘ – o ser espiritual, parcialmente liberto, tinha condições de
utilizar-se de conhecimentos que na vida de vigília lhe seriam inacessíveis; de
deslocar-se no tempo e no espaço; de entrar em contato com seres
desencarnados, etc. Posteriormente algumas dessas técnicas foram utilizadas na
Grécia e em Roma, mas aí já com grandes deformações...
E depois, uma grande repressão na Idade média sufocou quase que totalmente
essas tradições.
Após o término do período de tirania da Igreja Católica, houve uma retomada no
desenvolvimento de outras áreas do conhecimento humano. Um dos pioneiros foi
Paracelso (1.493), o médico maldito, que reconhecia o aspecto espiritual do
homem e questões como a reencarnação. Reencarnaria depois como Hahnemann
(1.755) com as mesmas idéias e criaria a homeopatia. Antonie Mesmer (1.733),
médico excêntrico, que descobriu o magnetismo-animal, ou seja o fluido-
animal, que pode ser utilizado com fins curativos, aplicado hoje nos centros
espíritas sob o nome de passe.
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Desde meados do século XIX, diversos pesquisadores vêem contribuindo para
elucidação desse ―mistério‖; nomes como Allan Kardec, Gabriel Delanne, Ernesto
Bozzano, Albert de Rochas, etc. E mais recentemente outros nomes tem
contribuído com suas pesquisas: Ian Stevenson, Denis Kelsey, Helen Wambach,
Edith Fiore, Brian Weiss e muitos outros.

Premissas básicas

Conforme foi dito anteriormente, o fenômeno de regressão de memória é um


fenômeno natural e como tal obedece a leis e não a dogmas ou princípios
religiosos. Espero que o leitor céptico que por ventura esteja nos dando a honra de
sua leitura, possa simplesmente aceitar os princípios que seguem abaixo como
hipóteses de trabalho e ir em frente.
Porém para aqueles que conhecem a doutrina dos espíritos ou tem algum outro
tipo de conhecimento espiritual, lembro que embutidos na estrutura do fenômeno
estão os seguintes conceitos fundamentais:
• Existência do espírito, ser consciente e em evolução.
• Existência de um corpo sutil, denominado perispírito.
• Preexistência do espírito à sua vida na carne.
• Sobrevivência do espírito após à morte do corpo físico.
• A vida noutra dimensão no intervalo entre as vidas na carne.
• A reencarnação (em um novo corpo ).
• A responsabilidade pessoal, pelos atos praticados.

Técnicas

Algumas pesquisas de regressão, dizem respeito a lembranças espontâneas em


adultos e principalmente em crianças. Nesses casos não são requeridas técnicas,
é bastante uma metodologia para coleta e checagem dos dados. Para a regressão
provocada, algumas técnicas foram desenvolvidas e aplicadas em conjunto a fim
de possibilitar a leitura das memórias que não estão acessíveis ao que chamamos
de ―consciência‖.
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a. Relaxamento induzido: Devem ser aplicadas sugestões verbais, em local
confortável e com música própria para facilitar o relaxamento;
b. Hipnotismo com Sugestão: Utilizado o Hipnotismo clássico, através de sugestão
verbal;
c. Passes Magnéticos: Aplicação de passes e relaxamento;
d. Hiper-Oxigenação: Aceleração acentuada da respiração;
e. Relaxamento pelo Sono: Utilização do cansaço produzido pelo sono;
f. Drogas alucinógenas;

Dessas técnicas nos deteremos no estudo de três, a saber: Relaxamento


profundo, Hipnose e Passes.
Nossa atenção, no decorrer dessa obra, será focada nos mecanismos que dão
suporte ao fenômeno, não iremos no deter, portanto, nas práticas de terapia
usando a Regressão de Memória como instrumento de trabalho.

A Verdadeira História do Tempo

Para entendermos os mecanismos e as técnicas de Regressão de Memória é


imperioso mergulhemos no profundo oceano de idéias e conceitos que envolvem
duas das grandezas das mais exóticas: A memória e o tempo. Deixo-lhes aqui com
o Pensamento de Hemínio C.
Miranda, HCM, em ―A Memória e o Tempo‖.

O Tempo

Que é o tempo? Pergunta aparentemente simples e de fácil resposta.


Não nos iludamos, porém, com sua enganosa simplicidade. Todos conhecemos as
noções usuais sobre o tempo como a sucessão de minutos, dias, meses, etc., Mas
mergulhe um pouco mais fundo e ficará abismado ante a complexidade do
fenômeno „tempo‟. Santo Agostinho, confessou honestamente a sua dificuldade em
definir o tempo, escreveu ele:

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“Que é, então, o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; se desejo explicá-lo a
alguém que me pergunte, não sei mais.”

Aristóteles na sua Física, fez uma penetrante análise que ainda hoje impressiona.
Para ele o agora é uma partícula indivisível de tempo encravada entre o passado e
o futuro e que de certa forma, tem de pertencer um pouco a cada um deles, do
contrário não poderia ligá-los.
―O ‗agora‘ é o fim e o princípio do tempo, não ao mesmo tempo, contudo, mas o fim
do que passou e o início do que virá‖
No início do século XX, Albert Einstein revolucionou a Física com suas idéias sobre
o universo. Uma de suas equações demonstra o que ficou conhecido como
paradoxo dos gêmeos, onde em uma fictícia viagem espacial próximo à velocidade
da luz, um dos gêmeos partiria na nave e o outro permaneceria na terra. Passado
dez anos na terra a nave retornaria, sendo que o para o gêmeo que viajou teria se
passados apenas alguns meses. HCM entende que o tempo é realidade que
transcende nossas limitações espaciais:
A divisão presente, passado e futuro é meramente didática, destinada a reduzir a
termos compreensíveis uma realidade que, sob muitos aspectos, ainda nos
escapa, mas que parece ser contínua e simultânea.
O presente é apenas uma linha móvel que arbitrariamente imaginamos, para
separar em duas – passado e futuro – uma realidade indivisível e global.

Então, O futuro já existe?

Somos levados a admitir, conjugado com a teologia, e a metafísica a dizer que sim:
―é evidente que vivemos num universo perfeitamente ordenado, criado e mantido
por uma inteligência prodigiosa, inconcebível para nós. O futuro, portanto, não
poderia conter surpresas e imprevisto para Deus, suprema inteligência criadora:
seria o caos. E se Deus conhece essa realidade – Ela já existe.

LEF - Lembrança de Um Evento Futuro:


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Um acontecimento não raro que acontece com praticamente com todas as pessoas
é a nítida sensação de que uma cena (uma conversa, por exemplo) que está
acontecendo ―agora‖,nesse momento, e no entanto tem-se a certeza que aquela
cena já aconteceu ―antes‖, exatamente da mesma forma. Ou seja, é como se
tivéssemos lembrando de um evento futuro. A esse fenômeno estou atribuindo o
nome: LEF – Lembrança de Um Evento Futuro.

Outro tipo de experiência que demonstra essa idéia, é realizada nos laboratórios de
parapsicologia ou de pesquisas PSI. Onde sujeitos (pessoas que se submetem a
experiência) tentam prever quais cartas ou imagens irão ser ―sorteadas‖ por um
programa de computador. Os resultados mostram um nível de acerto bem maior do
que seria apresentada pelo acaso, ou sorte.
Podemos concluir daí que o futuro pode ser lembrado, ou seja observado antes
que o fato aconteça. Temos aí, um paradoxo... Se o futuro pode ser lembrado, ele
pode ser alterado? Há um determinismo absoluto na nossa vida? Como ficaria o
conceito de livre arbítrio?.... Parada para respirar...

Próximo vôo

O físico Stephen Hawking[1], cujo livro ―Uma Breve História do Tempo‖ serviu de
inspiração para o título desse capítulo, nos seus livros de física para leigos, propõe
interessantes teorias para as questões como a origem do universo e a natureza
íntima do tempo. Também propõe cenários onde se admitem outras dimensões
―paralelas‖ a essa que conhecemos, com seres inteligentes pertencendo a essa
realidade alternativa. No capítulo referente a ―forma‖ do tempo ele diz:

“O que é o tempo? Um rio ondulante que carrega todos os nossos sonhos? Ou os


trilhos de um trem? Talvez ele tenha curvas e desvios, permitindo que você possa
continuar seguindo em frente e, ainda assim, retornar a uma estação anterior”
Stephen Hawking.

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O físico Laplace, século XVII, acreditava que o universo obedecia as Leis
mecanicistas de Isaac Newton[2], e portanto se soubéssemos a velocidade e a
posição inicial das partículas poderíamos teoricamente calcular todos os eventos
que ocorreriam no futuro. Atualmente, de acordo com a física quântica existe o
princípio da incerteza, que afirma exatamente o contrário, ou seja, nós não
podemos conhecer a posição e a velocidade das partículas ao mesmo tempo. Fica
então de acordo com a física atual a impossibilidade do conhecimento prévio de
qualquer acontecimento futuro. Apesar disso certos fenômenos indicam que de
certa forma pode se prever o futuro.

Determinismo X Livre- arbítrio

A seguir tento mostrar o meu pensamento de como conciliar essa aparente


contradição. Para a próxima fase desse quebra-cabeça precisamos nos armar de
algumas ferramentas auxiliares:
• Mente: O mais complexo elemento do universo;
• Consciência: Instrumento da mente para percepção e ação da realidade;
• Deus: A super mente e a super consciência;
• Projeção: Capacidade de Projetar o Futuro;
• Futuro P: O futuro projetado por uma mente qualquer.

Hipótese:

Sendo assim se a mente do Indivíduo X, pode projetar um futuro P. com uma certa
probabilidade que se torne real.Surge a partir daí duas questões sumamente
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importantes:
1. Uma mente infinitamente poderosa (Deus) poderia ―projetar‖ o futuro P. com
absoluta certeza?
2. Ou seja, nosso futuro está inexoravelmente traçado na mente de Deus??

A resposta da primeira pergunta é Sim, a segunda é Não. Explico:


Deus nos dá o livre arbítrio relativo, proporcionalmente a nossa responsabilidade
em relação às leis cósmicas imutáveis. Quanto maior a responsabilidade adquirida,
maior a sua liberdade de escolha, o livre arbítrio. Como compatibilizar a existência
de um futuro P. (Projetado) com a liberdade de escolha por cada um de nós? A
resposta de uma certa é óbvia; é porque trata-se de um futuro PROJETADO, e não
REALIZADO. Portanto em determinado momento de sua existência, o indivíduo X,
toma uma decisão radical (certa ou errada), se sua escolha for contrária ao que
estava no futuro P. original, instantaneamente um novo futuro P2 é calculado; na
realidade sempre um novo futuro Pn é calculado a cada instante, similarmente ao
que se passa quando se joga uma partida de xadrez, uma nova seqüência é
calculada a cada jogada.
Isso de certa forma está de acordo com ao princípio da incerteza, onde não há o
determinismo absoluto.
Por analogia podemos tomar um outro exemplo: Imagine uma planilha de calculo
eletrônica (qualquer computador pessoal possui esse recurso), onde é calculado a
lucratividade na fabricação de um determinado produto. Para se chegar à margem
de lucro desejada, temos que informar ao programa, uma série de índices e valores
iniciais a fim de obter o resultado. Suponhamos que dado uma série S1 de dados
iniciais, chegamos ao resultado de lucratividade igual a 1,328;
Caso haja uma variação nos dados, no decorrer do tempo, e alterarmos uma
variável de maneira radical, poderemos ter uma nova lucratividade igual a 1,456.
Desta forma podemos conjeturar que o tempo na realidade seria uma realidade
única, um eterno passado-presente-futuro. E nosso estado de consciência normal,
apenas consegue captar com maior exatidão o presente; com alguma dificuldade
em perceber o passado e com uma dificuldade muito maior em perceber o futuro.
De qualquer maneira a forma habitual como entendemos o tempo, é falsa. De
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alguma maneira os fatos passados, presentes e futuros estão lá. O que nos falta
normalmente é a percepção de como observá-lo.

O PASSADO

Outra complicada questão é: O passado pode ser alterado, ou simplesmente


observado?
Ao que parece o Passado está na categoria dos eventos já realizados e não mais
estaria sujeito a alterações, podendo ser revisto ou até mesmo vivenciado
mentalmente, mas não mais seria passível de mudança.

A Memória

Agora voltemos, ao pensamento sereno de HCM:

Memória é faculdade de reter idéias, impressões e conhecimentos adquiridos


anteriormente. Lembrança, reminiscência, recordação.‖
Embora o conceito de memória não seja tão complexo quanto o de ‗tempo‘, oferece
também dificuldades quanto ao seu perfeito entendimento. Vejamos o que disse o
filósofo Platão, há mais de dois mil anos:

“Sendo a alma imortal e tendo nascido muitas vezes e tendo visto tudo quanto
existe... conhece tudo; não é admiração alguma que ele tenha condições de trazer
de volta à lembrança tudo quanto já soube acerca da virtude e de tudo. (Platão)”

Na verdade é isto que ocorre: nossos arquivos mentais (as nossas memórias) são
exageradamente vastos, há neles um dossiê completo para cada uma de nossas
vidas. Ali estão, perfeitamente arrumados, classificados e a disposição do ser
humano; todas as suas vivências, do suspiro ou sorriso até as agonias da mais
terrível tragédia.
Uma das funções mais importantes da mente é a de esquecer, não esquecer em
definitivo, e sim guardar fora da memória consciente todo o material que não está
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sendo interessante reter no momento. Até mesmo nas memórias da vida presente
algumas não conseguimos nos lembrar a não ser por meio da hipnose (ou outro
método semelhante).
Existem dois tipos de patologias envolvendo a memória, uma onde a pessoa não
consegue lembrar do que aconteceu minutos atrás, e outra onde a pessoa mantém
uma espécie de memória fotográfica de tudo que se passou com ele durante toda a
sua vida. Esta última aparentemente parece ser uma vantagem, mas na realidade
torna-se uma maldição porque causa uma sobrecarga nas funções cerebrais e
não consegue-se viver de uma maneira tranqüila e feliz, nem tão pouco utiliza
outros aspectos não mnemônicos como a arte e outras inteligências, as chamadas
inteligências emocionais.
Um problema real que não podemos ignorar é a possibilidade de se implantar
memórias falsas na mente de uma pessoa, através da hipnose. Isso levou a que a
polícia americana se precavesse quanto a utilização da hipnose (mesmo sem
transe profundo) para a obtenção de confissões de crimes ou como identificação
de suspeitos. Isso aconteceu devido a algumas condenações baseadas em
lembranças recuperadas sob hipnose e que depois se mostraram falsas.
Por esse motivo, nas seções de RM devem ser evitadas ao máximo sugestões que
levem o sujeito à criar personagens e fatos fictícios.
Muito embora nos transes mais ou menos profundos o sujeito rejeita as
sugestões que estão em desacordo com as lembranças e reafirmam o que
realmente estão ―vendo‖ ou sentindo. Em todo caso, não convém introduzir fatores
de erros nas pesquisas de RM.

Conclusão

Diante desse quadro, nada há de surpreendente no fato de que se empregando a


técnica apropriada seja possível não apenas sincronizar com aquela realidade da
memória chamada da memória que chamamos passado, como a outra realidade
do tempo que chamamos futuro. De alguma forma, portanto é possível encontrar
nas estruturas do tempo brechas cósmicas por onde os sensores da mente
aprofundam-se na intimidade de nossos registros inconscientes e reproduzem
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sons, imagens e emoções de um passado esquecido, mas não destruído, da
mesma forma que a metodologia da hipnose pode rebuscar os registros da vida
atual no âmbito da subconsciência e do inconsciente. O esquecimento é
conveniente, contido por certos condicionamentos, mas não absoluto e total.
Tempo e Memória são dois conceitos fundamentais da técnica de regressão de
memória, embora encontremos também referências de natureza espacial.

A Alquimia da Mente

―A Alquimia da Mente‖ - Este é o título do livro do HCM, que tenta desvendar os


mistérios da mente humana. Foi ao mesmo tempo difícil e recompensador a tarefa
de estudar e resumir as conclusões do escritor.
Nesse livro além de conceitos pertinentes à doutrina dos espíritos, é mostrado
também pensamentos e idéias de grandes nomes de filósofos e pesquisadores da
mente de uma forma em geral, desde Freud até Anne Besant.

O Cérebro e a Mente:

É muito comum se fazer confusão entre os conceitos de cérebro e mente, ou seja,


serem tomados como sinônimos. Muitos querem atribuir ao cérebro a função de
criador de pensamento/consciência, assim como o fígado produz bile, ou rim
produz a urina, a questão é que a bile ou a urina são substâncias bioquímicas,
enquanto o cérebro produz elementos subjetivos como idéias, emoções e
inteligência. Mais de acordo com a doutrina dos espíritos é o conceito de que a
mente seria a entidade inteligente que comanda o órgão material cérebro,
semelhante ao motorista que dirige um grande caminhão. Poderíamos melhor
comparar com o que na informática chamamos de hardware e software.
Onde hardware seriam os circuitos eletrônicos digitais e o software seriam os
programas que agirão nesse hardware. Dessa forma o hardware (matéria) seria o
cérebro e o software (Inteligência), a mente.
Ou seja, um é o agente, o outro é o instrumento.

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Cérebro: Lado Esquerdo x Lado Direito

O cérebro é, portanto um sofisticado e complexo circuito bio-eletrônico, por onde


trafegam idéias que recebe, interpreta, processa e despacha.
Há uma simetria na forma do cérebro, conjugada com uma assimetria de suas
funções. O hemisfério esquerdo controla o lado direito do corpo e dele recebe as
sensações correspondentes, ao passo que o hemisfério direito do corpo controla o
lado esquerdo. À exceção dos canhotos, a fala e o pensamento espacial
constituem atribuições praticamente exclusivas do hemisfério esquerdo. Por outro
lado, o direito é especializado em aspectos não verbais, tais como: aspectos
imateriais, emoções, música e artes em geral, sendo-lhe pois indiferente que
passem por esse ou aquele hemisfério.
O pensamento consciente costuma ser eminentemente verbal, portanto no domínio
do lado esquerdo, enquanto o lado direito como não verbal sediaria os
pensamentos inconscientes.
Curioso observar que nos canhotos todas as funcionalidades do cérebro estão
invertidas. Mais ainda, se um dos hemisférios se danifica, o outro pode assumir
tarefas para as quais, em princípio, não estaria programado.

Individualidade e Personalidade:

Seguindo as estruturas desse estudo, precisamos de dois conceitos fundamentais,


abalizados pela experiência do Hermínio C. Miranda.

Individualidade:

O ser inteligente, o espírito eterno.


Guarda em si, todas as experiências fisiológicas e psicológicas desde a sua
criação, todas as memórias de suas vidas na matéria e fora dela; normalmente
instalada (conectada) no hemisfério direito; a mente.

Personalidade:

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O mesmo ser individual,
porém sem todos os recursos da individualidade. Dispõe, regra geral, da memória
da vida atual, do núcleo dos instintos, das aquisições morais e de Inteligência, sem,
no entanto lembrar-se das memórias arquivadas das existências anteriores;
normalmente instalada no hemisfério esquerdo; a alma.
O espírito, esse ser consciente, responsável, lúcido e permanentemente ligado à
mente cósmica, está instalado no hemisfério cerebral direito seu posto de
monitorização e comando. É a Individualidade que traz nas suas próprias
estruturas espirituais, não apenas a vivência de todo um passado de experiências,
como a programação para cada nova experiência que se inicia na carne. Uma
vez colocados na memória operacional da criança, no hemisfério esquerdo, os
programas necessários à manutenção da vida, ela se retira para o contexto que
lhe é próprio e, através de seus terminais no lobo direito, monitora a atividade que
a Personalidade vai desenvolvendo.
Pelo mecanismo da reencarnação, a Individualidade vai aprendendo a vencer as
limitações da matéria e a dominá-la, sendo cada vez mais ela própria, até que a
personalidade não lhe constitua mais empecilho à sua manifestação. Assim
quando uma Individualidade atinge o nível evolutivo do Cristo, a matéria na qual se
acha mergulhada a Personalidade não oferece mais nenhum obstáculo à
expressão da Individualidade. Nesse caso praticamente não é mais perceptível a
diferença entre a individualidade e a personalidade encarnada.

A Alma

Pequeno vocábulo que apresenta segundo o dicionarista, 26 significados.


Relacionemos alguns que interessam ao nosso estudo para análises:

Verbete: alma
1. Princípio de vida. (Princípio Vital)
2. Filos. Entidade a que se atribuem, por necessidade de um princípio de
unificação, as características essenciais à vida (do nível orgânico às manifestações
mais diferenciadas da sensibilidade) e ao pensamento: as faculdades da alma.
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3. Princípio espiritual do homem concebido como separável do corpo e imortal: "A
alma precisa de silêncio e prece" (Cruz e Sousa, Últimos Sonetos, p. 95): Reza
pelas almas dos vivos... (Perispírito).
4. O conjunto das funções psíquicas e dos estados de consciência do ser humano
que lhe determina o comportamento, embora não tenha realidade física ou
material; espírito: Seu estado de alma sempre lhe transparece nos olhos.
5. Pop. Espírito desencarnado: Diz ele que anda vendo almas.
(Perispírito)
6. Pessoa, indivíduo: Era uma boa alma; Mora num lugarejo de dez mil almas.
Quando o Allan Kardec perguntou aos espíritos que lhe assessoravam ―O que é a
alma?‖, responderam simplesmente que ―é o espírito encarnado‖, mas que isso
dependeria do entendimento que se quisesse dar a essa palavra. A reposta,
apesar de curta, apresenta uma grande objetividade e coerência com os demais
postulados da doutrina dos espíritos. Para o sentido popular ―6. Espírito
desencarnado‖, temos o conceito de perispírito (veja o capítulo do Magnetismo
animal), que é mesmo ―Ka‖ dos egípcios, ou corpo espiritual (ou pneumático) no
dizer do apóstolo Paulo.
A alma, portanto seria no presente estudo um sinônimo para personalidade. É,
portanto uma entidade da mesma natureza que o espírito (ou individualidade),
porém não dispondo de todos os seus recursos; ou seja, é um espírito encarnado,
e dessa forma limitado pelas circunstâncias que lhe são imposta pela sua condição
de encarnado.

Consciente e Inconsciente

Podemos agora relacionar essas duas definições com os conceitos geralmente


utilizados na psicologia.
Consciente: é a interface entre a Personalidade e a vida/mundo material.
Inconsciente: é a parte da Individualidade não incorporada à personalidade.
Os habituais conceitos da psicanálise de consciente e inconsciente nos induzem a
crer que há dois seres ―dentro‖ de cada pessoa encarnada.
Não podemos deixar de reconhecer que suas dissemelhanças apresentam-se tão
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veementes que justifica em parte o pensamento acima. Apesar disso, não há dois
seres distintos em nós, o que há é uma realidade única, o psiquismo superior, ou
Individualidade, que, mergulhado por uma de suas pontas na matéria densa, tem a
outra acoplada ao que poderíamos chamar de psiquismo cósmico. O Livro dos
Espíritos, no capitulo VIII, ―da emancipação da alma‖, trata dessa questão, ou seja,
das atividades que o espírito encarnado exerce nos seus momentos de liberdade
relativa. HCM observa que não deve ser qualificado de inconsciente, um processo
consciente de si mesmo e que sabe o que quer e para que metas se dirige.

Acesso à Memória Integral

Sendo assim e tendo em mente as estruturas de tempo e espaço, nada há de


surpreendente no fato de que se empregando técnicas apropriadas seja possível
ter acesso tanto à memória da vida atual (própria da Personalidade) quanto à
memória integral pertencente a Individualidade.
HCM sugere que a memória integral é semelhante a um conjunto de disquetes (eu
diria hoje, CD regrávaveis que são mais duráveis e de maior capacidade). Para
cada nova existência, um novo disquete é preparado para armazenar toda aquela
vida. Ao final da experiência na carne os dados seriam transferidos para a área de
armazenamento da individualidade. Isso explicaria em parte o fenômeno da
recapitulação panorâmica no momento da morte, conforme relatos mediúnicos e as
pesquisas de experiências de quase morte. A personalidade teria então um fácil
acesso as gravações da vida presente. Durante o transe numa seção de
Regressão de Memória, a personalidade adquire momentaneamente alguns
recursos a mais da individualidade, incluindo aí o recurso de acesso aos disquetes
armazenados de existências passadas, e até mesmo de períodos entre as
encarnações.
Dessa forma o mecanismo envolvido na recuperação das lembranças seria tão
somente uma questão de memória, ou seja, a capacidade de recuperar todas as
informações gravadas anteriormente, e não envolveria diretamente a dimensão
tempo e, portanto não explicaria as progressões de memória.
Um outro esquema possível para acesso à memória integral é como se o lado
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direito do cérebro (ou comandado por ele) pudesse sintonizar da mesma forma
como em um receptor de ondas eletromagnéticas de rádio ou TV, com um tempo
não-presente e obter as informações detalhadas de todos os períodos das suas
existências. Assim explicaria tanto as progressões de memória, quanto a grande
carga emocional que o sujeito apresenta quando regride e também o fato dele se
sentir lá como se tivesse revivendo a cena. Muitas vezes, em transe profundo, é
como se fizesse uma viagem no túnel do tempo.
Talvez também possa ser um misto das duas idéias. De qualquer forma é bom ter
em mente essas idéias e quem sabe em futuro breve possamos pesquisar mais
profundamente essas questões. Por enquanto nos limitaremos a pesquisar o
fenômeno da regressão em si, sem nos preocuparmos qual o mecanismo intimo do
armazenamento e acesso às informações.

Regressão no Livro dos Espíritos

Nesse ponto poderíamos questionar quanto a ética sob o ponto de vista


espírita, do acesso desses arquivos inconscientes e trazê-los a nível consciente da
personalidade. Implantar em uma Sociedade Espírita, um trabalho de estudo (e,
por conseguinte de pesquisa) sobre o fenômeno de regressão de memória, não é
uma tarefa das mais fáceis. Embora tenhamos conseguido o apoio da Diretoria da
S.E., obviamente algumas vozes se levantaram, se não contra, mas pelo menos
em sinal de alerta, que aliás tem sua razão de ser. Por muito tempo tinha escapado
das criticas me apoiando nas considerações do Herminio C. Miranda, porque é em
linhas gerais o mesmo tipo de pesquisas que procuramos desenvolver. A seguir
procurei fazer as minhas próprias argumentações. Na verdade eu busquei no Livro
dos Espíritos-LE algum material que possa servir de discussão.
Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro a diferença entre 'Regressão de
memória - RM' e ‗TVP - Terapia de Vidas Passadas‘. TVP como o próprio nome diz
é terapia, e, portanto requer um Paciente, um Problema (psicológico no caso) e um
Terapeuta Habilitado. Não sendo até o momento objeto de pesquisa da nossa
parte.
Como pretendemos nos apoiar no LE, convém relacionar a RM com o fenômeno
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denominado *sonambulismo* (natural ou magnético), ou seja, a RM é um dos
fenômenos que pode ser conseguido quando o indivíduo se encontra no estado de
sonambulismo ou de êxtase.
Informando ao leitor caso desconheça, que ―sonambulismo‖ nesse caso não se
refere ao distúrbio do sono onde o indivíduo caminha durante o sono. No sentido
aqui utilizado o sonambulismo é um estado alterado de consciência onde o
indivíduo em transe demonstra maior inteligência e conhecimento e sentidos
ampliados do que em estado de vigília.

Vejamos o que consta no Livro dos espíritos:

425- Como se pode explicar o Sonambulismo??


É uma independência da alma, maior do que no sonho, e nesse caso suas
percepções estão mais desenvolvidas. ... O espírito é inteiramente ele - mesmo. ...
Que eles são uma conseqüência de uma lembrança precisa de acontecimentos de
uma vida anterior, e algumas vezes mesmo uma espécie de intuição do futuro.

426 - O chamado sonambulismo magnético tem relação com o sonambulismo


natural?
É a mesma coisa, exceto que ele é provocado.
445- Que conseqüências se pode tirar dos fenômenos do sonambulismo?
... Que ele estude esses fenômenos e aí encontrará a solução de mais de um
mistério que a sua razão procura inutilmente penetrar.
455- Resumo teórico do sonambulismo...
... O sonambulismo magnético pode ser reproduzido artificialmente como tantas
outras coisas... é um fato, e contra fato não existe raciocínio possível, ele se
propaga, malgrado a má vontade de alguns.
... Para o espiritismo o sonambulismo é mais que um fenômeno psicológico é uma
luz derramada sobre a psicologia. É ai que se pode estudar a alma, porque se
mostra a descoberto...
Apesar dessas questões não tratarem somente da RM, é evidente que ele esta
contida no rol dos fenômenos do sonambulismo, a saber:
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Desdobramento (ou viagem astral), clarividência, mediunidade, telepatia,
autoscopia, regressão e progressão de memória, etc.
A seguir veremos as considerações sobre o "véu sobre o passado", o principal
ponto levantado como argumento contrário a utilização da RM, uma espécie de
tabu.

O esquecimento do passado...

392 - Por que o espírito encarnado perde a lembrança do seu passado?


R - O Homem não pode nem deve tudo saber, Deus assim o quer... Pelo
esquecimento do passado, ele é mais ele - mesmo.

Nessa resposta não há propriamente uma proibição, é mais uma justificativa do


'por que' do esquecimento. Evidentemente não dá para contestar a necessidade do
esquecimento temporário das lembranças do passado, mas sendo possível utilizar
essas memórias com fins úteis, não é inteligente rejeitarmos essa possibilidade. De
acordo com as respostas dos espíritos temos duas hipóteses:

1) Não pode – De acordo com as observações de HCM e de nossas próprias


experimentações, algumas memórias estão como que censuradas. Muitas vezes o
próprio sensitivo diz que ―sentiu‖ que não deveria lembrar. De qualquer maneira
não convém forçar para que determinados fatos venham a nível consciente.
Entretanto na grande maioria dos casos as memórias estiveram acessíveis e não
ofereceram riscos a estabilidade emocional do sensitivo.
2) Não deve - a questão aqui é aprofundar a questão para saber o que deve e o
que não deve saber. Obviamente nenhum dos objetivos para recuperar as nossas
memórias ‗secretas‘ pode ser a curiosidade e devemos ter sempre em vista as
questões éticas e morais.

Vejamos as questões seguintes:

394 - Nos mundos mais avançados que o nosso. ... eu pergunto se, na sua
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posição, os habitantes desses mundos não se crêem mais infelizes do que nos..
não tendo a lembrança de uma existência anterior para comparação?
R - A isso é precisa dar duas respostas diferentes. Ha entre aqueles que falas,
cujos habitantes tem uma lembrança muito clara e muito precisa de suas
existências passadas. ... Outros não apreciam sua felicidade, pelo fato de que não
tem lembrança de um estado mais infeliz. Se eles não a apreciam como homens,
apreciam como espíritos.

395 - Podemos ter algumas revelações sobre nossas existências anteriores?


R- Nem Sempre.
...
Essa resposta está de acordo com praticamente todos os pesquisadores
de RM, espíritas ou não. Ou seja, somente podemos nos lembrar das coisas que
estão digamos, liberadas por uma lei ética independente da nossa própria vontade
consciente, e não convém ―forçar a barra‖ para lembrar de fatos passados que
estão bloqueados de alguma forma para acesso pela personalidade.

397 - Nas existências corporais de uma natureza mais elevada que a nossa, a
lembrança das existências anteriores é mais precisa?
R- Sim. ... A lembrança do passado é mais clara para aqueles de um mundo de
ordem superior.

Lógico é pensar que a Terra irá um dia, talvez breve, mudar de ordem e
nesse caso como se processaria esse acesso às lembranças?
Naturalmente? Isto é, vindo dos espíritos, ou requer a participação dos homens de
ciência? Ou quem sabe até dos espíritas? – permita-me uma pitada de ironia.
Kardec comenta assim sobre esse esquecimento: ―...o espírito perde
momentaneamente a lembrança de suas vidas passadas...e elas podem lhe serem
reveladas em certas circunstancias; mas é apenas pela vontade de espíritos
superiores, com o fim útil e jamais para satisfazer uma vã curiosidade. ―
Aplicação prática da RM mais evidente é a TVP Terapia de Vidas Passadas,
inúmeros pesquisadores, a maioria não espírita, já observou a eficácia desse tipo
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de terapêutica, em muitos casos, poucas ou somente uma, sessão de regressão já
foram suficientes para conseguir uma melhora significativa dos sintomas. Disso nos
ocuparemos um pouco mais à frente. Outros pesquisadores, dentre eles, o
americano Dr. Raymood Jr. autor do bestseller ―vida além da vida‖, mostram a
possibilidade de se usar a RM como meio de Buscar o auto conhecimento ,
fazendo um estudo sistemático das nossas vidas e buscando fazer um
relacionamento entre elas e o nosso presente de uma maneira positiva e como
forma de aprendizado. HCM sugere que podemos realizar uma espécie de
Arqueologia espiritual, onde personalidades históricas e ou participantes dela,
encontrada nos casos estudados possam permitir verdadeiras entrevistas com
quem realmente participou dos tramas e dramas da humanidade.
Na minha opinião, nós espíritas estamos 'enterrando' os talentos que recebemos.
Somos aqueles a quem foi confiado o talento do conhecimento e com medo de
errar, arriscar, preferimos nos esconder atrás da desculpa de que isso não é
permitido, que seria pecado profanar o sagrado. Enquanto vacilamos na nossa
missão outros pesquisadores fora do movimento, mesmo em condições adversas
em termos de conhecimento, desbravam esse terreno fantástico.
O movimento espírita, como todo movimento humano esta sujeito a cometer erros,
um dos mais graves a meu ver é a quase total ausência de grupos de pesquisas
nas sociedades espíritas. Precisamos urgentemente mudar esse panorama e
oferecer à comunidade de uma forma em geral, programas de pesquisas modernas
que possa dar ao espiritismo uma conotação científica dinâmica e não aquela
fossilizada no século XIX. Além de grupos de pesquisa precisamos de publicações
especializadas, sites na internet e acesso nas universidades. Sei das enormes
dificuldades para tornar isso realidade, da falta de incentivo, de verba; mas nada é
conseguido sem o devido esforço, o importante é sair da inércia. Com programas
desse tipo, podemos atrair mentes acadêmicas e outros pesquisadores e com isso
propiciar a retroalimentação dos mesmos.
Muitos reclamam do ceticismo ―irracional‖ da comunidade acadêmica e da falta de
adaptação das exigências do paradigma cientifico atual; e com razão, mas temos
que propor mudanças, e mais, mostrar resultados que possam ir aos poucos
moldando esses postulados e sua filosofia, ou por outra, a mudança do paradigma
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da filosofia cientifica atual. No capítulo ―A questão científica‖, me arrisco a propor
um modelo para uma teoria cientifica sobre Regressão de Memória a vidas
passadas – RMVP.

A Leitura da Alma

Vejamos o que diz A Memória e o Tempo:


Poucas línguas preservaram o sentido original da palavra ―magia‖, como em
francês, por exemplo, em que a palavra ―magie‖, deve ser considerada como
―mistérios‖ no sentido de conhecimento de uma realidade superior e
transcendental.
―As tradições orais que chegaram até nós, à falta de documentos mais confiáveis,
foram de grande valor, mas, no curso dos séculos, tornaram-se desfiguradas, como
medalhões corroídos, cuja idade os arqueólogos tentam decifrar... (Christian Paul,
1972)‖

No Antigo Egito

O Antigo Egito era possuidor dessa ―magia‖, tinha conhecimento da realidade


espiritual, o Deus único, a lei de ação e reação e a doutrina da reencarnação era
uma das colunas mestras dessa estrutura de conhecimento e sabedoria.
Tecnologia adequada foi desenvolvida para obter-se o desdobramento, ou seja, a
separação temporária e controlada entre o perispírito e o corpo físico, no ser
encarnado.
Relativamente livre da prisão celular, a Personalidade tinha condições de utilizar-se
da memória integral; de deslocar-se no tempo e no espaço; de entrar em contato
com seres desencarnados; realizar diagnósticos em si mesmo ou em outras
pessoas, recomendando tratamento adequado para os males do corpo e da mente.
Não era, pois, de se admirar que tão rigorosos fossem os testes criados para não
deixarem a mínima dúvida quanto às faculdades e à moral do candidato à posse de
tais conhecimentos. Ali se operavam o desdobramento, a regressão de memória, a
autoscopia, diagnose por psicometria ou vidência, a telediagnose, o tratamento por
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passes, a mediunidade, materializações, etc.
Vejamos uma descrição do processo de iniciação, descritos por alguém,
durante uma seção de regressão:

n Os iniciados eram levados até uma porta, o véu de Osíris. Entravam numa sala
onde estavam representados os sete símbolos sagrados da vida. Havia então uma
série de portas e tinha que descobrir a porta da sabedoria.

n Então ele passava a uma sala escura e fria, onde um poço profundo e uma
passagem estreita simbolizava a passagem da sabedoria cega para a
racionalização do espírito. Ele devia descobrir a saída dessa sala.

n Depois ele passaria pela segunda sala, a prova da água, simbolizava o batismo,
era a prova da sabedoria e da coragem.

n Com sabedoria e coragem, chegava até a terceira prova, a do fogo, o véu de


Osíris e a sabedoria de Rá.

n E a última prova, a mais difícil de todas, a tentação da carne. Mulheres lindas que
lhes tentam os sentidos, comidas finas, vinhos saborosos. Se sucumbir, será
escravo de nossas pirâmides, para sempre. Se passar, será então admitido á
iniciação.

n Estudará astrologia, os segredos da filosofia, um mundo de sabedoria, mas ainda


não terá conhecido Osíris nem Rá.

n Somente após anos de estudo, quando ele aprender a ser humilde e destituído,
de tudo, então será levado aos grandes mestres, à sala de Osíris. Lá ele será
levado, a um sarcófago. Será encerrado vivo e, por uma longa noite, conhecerá
tudo que já foi.

Todos esses conhecimentos foram aos poucos se perdendo, até que ma idade
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média forma quase que totalmente esmagados pelo poder dogmático da igreja
dominante.

A Chave do Universo

―A alma é a chave do universo‖, escreveu Schuré na introdução de Os grandes


iniciados. Mas era necessário o segredo para usar a chave. Por séculos esse
segredo ficou oculto ao ocidente, e uma das áreas mais prejudicas foi a medicina,
que ainda hoje vê no homem apenas o corpo material. Após o término do período
de tirania da Igreja Católica, houve uma retomada no pensamento nessa área do
conhecimento humano.
Um dos pioneiros foi Paracelso (1.493), o médico maldito, que reconhecia o
aspecto espiritual do homem e questões como a reencarnação. Reencarnaria
depois como Hahnemann (1.755) com as mesmas idéias e criaria a homeopatia.
Antonie Mesmer (1.733), médico excêntrico, que descobriu o magnetismo-animal,
ou seja, o fluidoanimal, que pode ser utilizado com fins curativos, e que hoje é
aplicado hoje nos centros espíritas.
Se a alma é a chave do universo, então podemos concluir que a chave da alma é a
reencarnação. Nenhuma abordagem racional aos problemas da alma, bem como
elevada percentagem dos problemas do corpo físico será viável sem levar em
conta o conceito das vidas sucessivas e tendo como pano de fundo a
responsabilidade pessoal de cada um pelos seus atos. Junto ao conceito de
reencarnação, está o de evolução do ser espiritual, onde a cada nova etapa
absorve novos conhecimentos e novas experiências.

Leitura da Alma

No capítulo III – Alquimia da mente, pudemos conjeturar como seria o mecanismo


de armazenamento e recuperação das informações na memória. Reconhecemos
ali a impossibilidade, no atual estágio de pesquisa, de chegarmos a alguma
conclusão. No entanto, as técnicas e métodos de leitura dessas lembranças estão
muito bem definidas e documentadas, e são elas que nos deteremos a detalhar
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nesse momento.
Com certeza as técnicas a serem utilizadas para acessar a memória integral da
Individualidade, não podem ser as mesmas que investigam os fenômenos de
âmbito e natureza essencialmente materiais. O caminho é desenvolver técnicas
que reduzam a influência inibidora do corpo físico sobre a Personalidade, ou seja,
provocando o desligamento parcial e controlado entre um e outro. É o fenômeno do
desdobramento onde o perispírito se afasta pelo menos um pouco do corpo
continuando a ele ligado, e nessas condições possa transmitir seu pensamento,
que como Individualidade, pode acessar os seus ―arquivos secretos‖ e transmitir
informações por intermédio de seu próprio corpo físico. Trata-se, portanto de um
fenômeno anímico.

Estado Alterado de Consciência

No momento em que o sensitivo está em estado de desdobramento, isto é,


consegue fazer com o seu perispírito se afastasse um pouco do corpo físico, as
suas ondas cerebrais apresentam claros sinais de alteração, podendo inclusive ser
mensuradas por aparelhos específicos para essa função. As ondas cerebrais
variam de 25 Hz, que é o estado de vigília e 0 Hz, que é o estado de morte
cerebral.

Classificação das Freqüências Cerebrais

HZ ONDA DESCRIÇÃO
14 a 25 BETA VIGÍLIA
08 a 13 ALFA RELAXAMENTO
04 a 07 TETA HIPNOSE PROFUNDA
01 a 03 DELTA ESTADO DE SONO PROFUNDO

Quando o cérebro passa a emitir ondas na faixa de 01 a 13 Hz, dizemos que esse
indivíduo está em um estado alterado de consciência. Podemos ver claramente
pela tabela que quanto menor o acoplamento do perispírito, menor a freqüência
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das ondas cerebrais.
Há várias maneiras de conseguir as condições necessárias para o desdobramento,
ou seja, de conseguir esse acoplamento entre os a memória integral e os sensores
do indivíduo encarnado. Em princípio, portanto, qualquer técnica que provoque o
desprendimento parcial é válida: hipnose, magnetização, uso de drogas específicas
(anestesia, por exemplo), choques elétricos e emocionais, rebaixamento do nível
de vitalidade, sono comum, relaxamento muscular profundo, hiperoxigenação,
sopros, fixação do olhar, etc.
Aqui vamos nos concentrar no estudo e aplicação dessas duas técnicas:
Magnetismo animal e Hipnose, que embora para muitos seja a mesma coisa,
manteremos a diferenciação. Magnetismo utiliza passes e/ou toques, enquanto a
hipnose fica restrita à sugestão verbal, transmitindo as instruções, em cadência e
tom de voz adequada. Sendo que os dois métodos tanto podem ser usados
separadamente, como ser combinados e aplicados simultaneamente, conforme
teremos a oportunidade de aprofundarmos no assunto a seguir.

Magnetismo Animal

A técnica mais simples e muitas vezes mais eficaz de provocar o desdobramento, é


a utilização do que no meio espírita denominamos ‗passe‘. Para entendermos seus
mecanismos precisamos recuar no tempo e estudarmos o que ficou conhecido
como ‗magnetismo animal‘ a partir do século XVIII.
Após a vulgarização do Magnetismo animal por Mesmer (1.733), muitos outros
pesquisadores deram continuidade ao estudo e aplicação dessas técnicas. Além
da aplicação para cura, outros fenômenos podiam acontecer durante uma
aplicação magnética, entre elas podia ocorrer clarividência, telepatia, comunicação
mediúnica e anímica (inclusive sonambulismo). Esses fenômenos eram atingidos,
geralmente, pela aplicação de passes com ou sem toques, mas também eram
utilizados sopros quentes, fixação do olhar, músicas ritmadas, etc.
No presente estudo, nos concentraremos somente na utilização de passes, que
demonstra melhor eficácia aliada a sugestão hipnótica. De qualquer forma todas as
técnicas levam ao mesmo resultado, que é um afastamento do perispírito e do
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corpo físico mais ou menos acentuado e isso é que permite a ocorrência dos
fenômenos, é o que chamamos de desdobramento.

O Passe

Para compreender o passe, devemos entender, primeiramente, os conceitos de


fluido cósmico, perispírito e aura. O fluido cósmico universal é o plasma divino com
o qual se estruturam os mundos, as estrelas, os espaços entre os corpos celestes.
André Luiz, no livro Mecanismos da Mediunidade, nos informa em que esse fluido é
de essência eletromagnética, portanto um campo, e subentende-se que ele
enche todo o espaço, não existindo o vazio em toda a amplidão sideral.
Podemos compará-lo a um ímã comum, esses em forma de ferradura, por
exemplo, e aproximemos de seu campo magnético limalhas de ferro; vamos ver
que essas limalhas serão atraídas; que, de dentro para fora, o campo vai
diminuindo de intensidade, ou de energia, e que essa energia pode passar para
outro corpo; mergulhando no campo um outro corpo, uma chave de fenda, por
exemplo, esta vai absorver a energia e, por sua vez, integrá-la em seu próprio
campo magnético e atrair, agora, embora com menor intensidade, outras limalhas
que se lhe aproximarem.
O perispírito é o corpo estrutural que sobrevive á morte do corpo físico, similar na
aparência e funcionalidade. Composto também de células que obedecem ao
comando da mente.
Tanto o corpo físico, como o corpo espiritual (perispírito), são essencialmente, de
natureza eletro-magnética; e têm seu próprio campo magnético associado, e que
são diferenciados por estarem em faixa vibratórias diferenciadas. A resultante
desses campos é chamada de aura. Esse campo magnético influencia e é
influenciado por outros campos, sendo possível por assim dizer uma transferência
de fluído de magnetismo animal.
O que vem a ser o passe? Ao que se deduz de tudo o que foi dito, e do próprio ato
em si, podemos dizer que o passe é a ação ou esforço de transmitir, para um outro
indivíduo, energias magnéticas, próprias ou de um Espírito, a fim de socorrer-lhe a
carência física e, ou mental, que decorre da falta dessa energia e ainda de
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provocar o estado alterado de consciência, ou transe mediúnico ou anímico. Sendo
esse último o enfoque maior que daremos no presente estudo.
O passe geralmente é aplicado estando o paciente sentado, e o magnetizador em
pé á sua frente, executa lentos movimentos com as mãos, partindo da cabeça até
os pés a uma distância de aproximadamente 20 cm. Á pessoa que tem
potencialidades para transmissão desses fluidos chamaremos aqui, de
magnetizador.
Podemos classificar o magnetismo animal quanto a sua fonte, nos seguintes
termos:
• Magnetizador comum: que transmite as suas próprias energias magnéticas ao
sujeito que tem sob a sua ação. Fenômeno anímico puro.
• Médium curador: que transmite o fluido magnético cedido por um Espírito que o
assiste. Este fluido é de natureza espiritual.
• Natureza mista: onde o magnetizador comum recebe a ajuda dos Espíritos que
lhe ativam a faculdade mediúnica, e lhe transmitem seus recursos magnéticos.
O perispírito recebe a energia através de pontos determinados, chamados por
André Luiz (autor espiritual) de centros de força e que certas escolas espiritualistas
chamam de chacras. Em seu livro ―Entre a Terra e o Céu”, encontramos a notícia
referente aos centros de força do perispírito:

“_ Como não desconhecem, o nosso corpo de matéria rarefeita está intimamente


regido por sete centros de força, que se conjugam nas ramificações dos plexos e
que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente,
estabelecem, para nosso uso, um veículo de células elétricas, que podemos definir
como sendo um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito
fechado”.

Esses campos de força, localizados no perispírito, teriam a forma de pequenas


rodas ou vórtices, para a captação e expulsão de energia, ou, querendo-se,
diminutos discos giratórios, movimentando-se constantemente e afunilados para
dentro, em forma de cone.
De resto, é aconselhável, para uma perfeita sintonia mental do paciente,
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o recurso da prece, a fim de estabelecer o clima espiritual propício para o sucesso
do socorro magnético. Quanto mais fé se tem na recepção de qualquer benefício
de ordem espiritual, mais se recebe e com maior proveito, porque o organismo
necessitado absorve com maior facilidade.

Aplicação da Técnica

Para utilização com a finalidade de provocar o desdobramento, o passe deve ser


aplicado em um local adequado, com o sensitivo em uma posição confortável
(deitado se possível), e com uma música instrumental suave ao fundo (desejável).
Aplicar passes longitudinais ao longo do corpo e principalmente na cabeça por
alguns minutos (10 a 15 min), até perceber alguns sinais de transe, ou seja:
movimentos das pálpebras, relaxamento do maxilar, respiração um pouco
acelerada e caso haja possibilidade técnica mudança nos sinais do encefalograma.
Iniciar um diálogo com o sensitivo, comandando que ele descreva o que
está vendo e de acordo com a resposta, prosseguir com os passes ou prosseguir
com os comandos. Pode se combinar com o sensitivo que quando ele veja alguma
cena, faça um pequeno sinal, como levantar um determinado dedo da mão.
Uma das formas para iniciar o processo de regressão propriamente dita
é:
- Agora Imagine que você esta descendo, uma escada e no final dessa escada tem
uma porta. Pausa.
- Depois dessa porta você, vai ver imagens do que aconteceu em uma
outra vida sua. Pausa.
- Abra a porta. Pausa. O que esta vendo? estas frases devem ser ditas
calmamente e com firmeza.

Caso a operação tenha sido bem sucedida, continue com o diálogo procurando
alcançar os objetivos desejados.
Para finalizar o transe, aplique passes transversais e/ou comande para que
desperte, lembrando de tudo (se for interessante) quando eu contar até 3. um...
dois... três. Acorde!
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Um modelo de como deve ser conduzido o diálogo pode ser visto na Fase 3 do
anexo 1. Sendo que o diálogo deve ser conduzido de acordo com o objetivo da
experiência e do bom senso do operador. A forma de iniciar a visualização também
pode ser como está exemplificado no anexo 1, ou pode também simplesmente
perguntando ao sensitivo se está vendo algo, ou ainda combinar antecipadamente
um sinal quando ele estiver visualizando algo. Nas regressões individuais, deve-se
sempre levar em conta que o melhor método para obtenção do transe depende de
qual método o sensitivo tem melhor aceitação. Convém então experimentar de
diversas formas e escolher o mais produtivo.

Experiência Pessoal

No nosso grupo de 30 pessoas, dividi em 15 duplas e alternadamente um fez a vez


de sensitivo e o outro de magnetizador (operador). Dessa forma foi possível
realizar a regressão individual de uma forma bem produtiva, uma vez que foi
possível estabelecer o dialogo entre ambos durante o transe. Conseguimos uma
margem de 60% na obtenção de regressões usando esse método, ou seja, 18
pessoas ao mesmo tempo tiveram experiência de regressão no estado
sonambúlico, com interessantes diálogos.
Na formação das duplas deve ser levado em consideração: A afinidade e a
confiança entre o sensitivo e o operador; A capacidade e o conhecimento teórico
do operador; a facilidade de cada sensitivo entrar em transe; e o ambiente
espiritual propício, ou seja, com harmonia e o amparo espiritual. Não é demais
lembrar, a utilização da prece no início dos trabalhos a fim de obter garantia quanto
à obtenção de resultados positivos no trabalho.

O Hipnotismo

Primórdios

A hipnose (hipo – radical grego para sono) é a prática para se conseguir o


desdobramento, que utiliza basicamente a sugestão verbal do hipnotizador para o
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sensitivo. O primeiro a definir técnicas de hipnotismo foi o Dr. James Braid (1847),
com isso reformulou alguns conceitos do que se chamava até então de
magnetismo animal, mas também caindo no erro de pensar que tudo era explicado
somente pela sugestão. Na realidade são conceitos distintos, mas que produzem
basicamente o mesmo resultado; dois caminhos diferentes, mas que chegam ao
mesmo destino. Pessoas refratárias a um método podem ceder ao outro, bem
como os insensíveis a um certo método por uma pessoa podem mergulhar em um
transe profundo com o mesmo método aplicado por outra pessoa. O Dr Liébaut, um
dos pioneiros, determinou que cerca de 87% das pessoas são susceptíveis de
chegar a um estágio de transe mais profundo.
Atualmente usada na psicologia e na odontologia (em pacientes a que
não lhes podem ser administrados sedativos ou analgésicos) a hipnose é aceite na
comunidade científica atual desde 1965, data em que num congresso médico em
Paris a hipnose foi considerada válida cientificamente. Quando digo na
«comunidade científica», refiro-me a minoria de cientistas, claro que nem todos
aceitam o valor da hipnose.

Teoria

A teoria do mecanismo de funcionamento da hipnose ainda hoje é muito vaga,


exatamente porque ela trata diretamente dos mecanismos internos da mente, e
sabemos que isso é de difícil exame. No entanto vamos seguir o raciocínio de
HCM, nesse terreno:

Existe semelhança entre o hipnotismo e o Sono comum?

Sim. Existem semelhanças e também diferenças. Assemelha-se no aspecto


externo e por ambos serem desdobramento. A principal diferença está no diálogo
que pode ser mantido entre Operador e Sensitivo.

Por que tantas sugestões são aceitas e cumpridas sem exame crítico?

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Não nos ocorre por que nenhum argumento racional, para explicar por que o
indivíduo em estado hipnótico cumpra ordem que recusaria prontamente em estado
normal, como, por exemplo, tocar um violino imaginário ou comer uma cebola
achando que uma deliciosa maçã. No entanto essa aceitação se verifica quase
sempre, somente nas fases iniciais do transe. Na fase mais profunda do transe, a
chamada sonambúlica pelos magnetizadores, não ocorre mais essa cega
obediência, e muito pelo contrário, às vezes o sensitivo se recusa a obedecer e
repreende o operador.

E, por quê a obediência nesses casos?

Não sei. Talvez seja, como sugere Dr. Pavlov, similar a paralisação automática que
ocorre em certos animais quando sem possibilidades de fuga, incapaz de fugir ou
reagir ele se faz de morto para não chamar atenção do predador. Mecanismo
semelhante parece fazer com que em estágio intermediário, o indivíduo enquanto
não completa o processo de desdobramento, prefere ―agradar‖ o operador, no qual,
confia desconfiando. Uma vez que a Individualidade considera a posição de
certa forma segura, reassume as posições de crítica.

Considerações

A idéia de controlar a vontade de qualquer outra pessoa é totalmente impossível,


pois ela deve estar pré-disposta e aceitar esse ―controle‖.
Auto-hipnose assistida seria provavelmente o nome mais adequado a ser atribuído
a uma sessão de hipnose, já que o sensitivo precisa estar pré-disposto a ser
hipnotizado, e o hipnotizador não será mais que um mero guia, condutor ou
explorador.
Uma analogia interessante é a visualização de um filme no cinema: o espectador
sabe que é apenas um filme, contudo assume que a história é real durante o tempo
que dura o filme.
Não é necessário ao condutor qualquer tipo de faculdades paranormais ou
mediúnicas.
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Os indivíduos demasiado rígidos (conservadores) ou que se acham espertos (como
aqueles que desafiam que se lhes tente hipnotizar) não são, obviamente, bons
candidatos.
Pessoas inteligentes e calmas, ou então inseguras ou inquietas são preferíveis.
Deve-se sempre esclarecer que a hipnose não é controlada pelo hipnotizador, mas
pelo sensitivo, que pode sempre interromper a sessão a qualquer momento.
Existem dezenas de livros e manuais de técnicas de indução hipnótica, um
confiável é manual de Hipnose Médica e Odontológica do Professor Osmard de
Andrade.

Técnica

Existem várias técnicas de Indução hipnótica, a seguir descrevemos uma técnica


como exemplo:
• Preparação do local da sessão: Uma divisão isolada de som, sem elementos
distrativos é preferível. O sensitivo deverá estar confortavelmente instalado,
preferivelmente numa cadeira reclinável e com braços. Gravata e objetos dos
bolsos deverão ser retirados antes da sessão.
• Preparação do sensitivo: Para que a experiência aconteça, é necessário que o
sensitivo esteja calmo e totalmente confiante no condutor. Um modo de testar e
acalmá-lo é a «queda para trás»:
Estando ambos de pé e direitos, o condutor apóia as mãos nos ombros do
sensitivo e verifica que os pés estão juntos e paralelos.
Para confirmar que o sensitivo está relaxado, levanta-se-lhe um braço em cerca de
30° e larga-se - deverá cair sem qualquer resistência.
• Em seguida pede-se ao sensitivo para fechar os olhos, levar as pupilas acima
(olhando para cima) e levantar a cabeça um pouco para trás.
• Dizer-lhe algo como «Agora eu vou contar até dez, a cada número vai pensando
intensamente em cair para trás. Quando eu chegar ao número dez tu cairás para
trás - na minha direção - tranqüila e confiantemente». Proceder a uma contagem
lenta.
Importante: segurar o sensitivo para que não caia.
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Resultados:

O sensitivo deverá oscilar ligeiramente sobre si, estando em pé, reflexo de falta de
tensão; Será visíveis uma ausência de suor e deglutição, e a boca entreaberta.
• Bloqueio: Nesta fase o sensitivo já estará mais sugestionável e receptivo.
Proceder-se-á ao bloqueio de um membro, como uma perna. Olhando o sensitivo a
cerca de meio metro, dir-se-á algo como «agora as tuas pernas estão a ficando
insensíveis... e ao som da minha voz vais ficando com sono... cada vez mais
insensíveis... bloqueados na cadeira...», «quando eu bater as palmas voltarás ao
normal e sentir-te-ás perfeitamente bem».
Pedir ao sensitivo que se levante devagar e sem esforço e bater as palmas assim
que possível.
• Bloqueio ocular : O objetivo é produzir cansaço nos músculos oculares, para que
eles se mantenham fechados durante o resto da sessão. Há várias opções, como
fixar-lhe o teu olhar, fazê-lo seguir um objeto oscilando ou então - a minha escolha
- pedir que se abram e fechem os olhos de um modo repetido e monótono
enquanto são introduzidas sugestões de cansaço «... as tuas pálpebras estão
ficando mais pesadas... quanto mais as tentas abrir... mais te pesam... já não
consegues abrir as pálpebras porque estão muito pesadas... já não queres abrir...»,
«só poderás fazê-lo quando eu disser».
Avaliar o tempo entre a abertura e fecho das pálpebras, que deverá aumentar
progressivamente; A pupila deverá dilatar-se e «fugir» para cima.
Fase do «sono hipnótico» alcançada. O sensitivo está consciente.
• Verificação e aprofundamento: Pedir ao sensitivo que levante um braço (este
deverá subir lentamente) enquanto se lhe é instruído «... Os teus olhos estão
perfeitamente fechados... Agora levanta o braço bem esticado e com o punho
fechado... Devagar... O teu braço começa a ficar insensibilizado, começando pelo
ombro...
Passando pelo cotovelo... à mão fechada... Vou contar até dez, a cada número que
eu contar o teu braço estará cada vez mais insensível. Quando eu disser "dez"
podes abrir os olhos, sentir-te- ás bem, mas não consegues dobrar o braço. Só
poderás fazê-lo quando eu disser.
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Nota: Se desejares acordar o sensitivo nesta fase, é recomendável esperar pelo
menos um minuto. O despertar deve ser suave, usando uma contagem algo como
«vou contar até cinco, a cada número vais-te sentindo mais desperto. Quando eu
disser "cinco" sentir-te-ás perfeitamente bem e sereno».
• Sugestão verbal: Esta fase é dirigida para o terreno mais fértil: a imaginação.
Deveremos ter previamente, uma idéia do campo pessoal dos desejos, aptidões,
esperanças, tensões, ocupações e diversões do sensitivo. É perguntado ao
sensitivo se prefere a praia, o campo ou a cidade. Há que saber se o sensitivo
sofre de claustrofobia ou outros medos que serão evitados a partir deste ponto. É
requerida do condutor uma linguagem adequada, criando um cenário
tridimensional, rico em detalhes e sensações, incluindo o olfato.
• Contagem de ajuste: «Agora vou contar até vinte, e a cada número você ficará
cada vez com mais sono, o seu sono vai-se tornar cada vez mais profundo.
Quando eu chegar a vinte você estará completamente adormecido». Iniciar a
contagem.

Comentários

Toda a atenção do sensitivo deverá estar centrada no que o operador está


dizendo, pelo que se aconselha sugerir «você dorme profundamente, muito
profundamente. Tudo no mundo está distante para você... Só ouve a minha voz...
O seu sono torna-se cada vez mais profundo...», «está ouvindo a minha voz e a
seguindo o que eu estou dizendo».
Se o sensitivo tiver mostrado preferência pela cidade, pode-se-lhe administrar a
sugestão do elevador, caso tenha escolhido o campo, a sugestão do prado.
Pessoalmente recomendo uma combinação das duas sugestões (ligando-as mais
ou menos assim: «saia do elevador, estás agora num prado...») a não ser que uma
aversão por um dos cenários seja evidente. Aprofundar com a visualização de:
a. Um elevador pequeno, cômodo, quente, acolhedor que vai descendo
lentamente, enquanto aprofunda o sono». Insistir na sua segurança. Alguns
detalhes como luzes azuladas (que têm o efeito de relaxamento) ou o fato de ser
silencioso contribuem para uma sensação de relaxamento. A viagem deve ser
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lenta, mas não longa (Maximo 3 minutos). Parar o elevador, sair para o sono
profundo.
b. Um prado descrito com os seus aromas e cores, o perfume da erva recém
cortada, uma leve e tépida brisa primaveril.
«.Não tens problemas de tempo, não tens nenhuma preocupação, a tua mente está
em branco, estás perfeitamente calmo e tranqüilo, sentes-te incrivelmente bem. No
ar morno, movido por uma leve brisa, há um aroma muito agradável de erva
acabada de cortar. Ao longe ouve-se o som claro de um riacho a correr.
Sentas-te e respiras este ar balsâmico a plenos pulmões e, desse modo, voltas a
carregar-te de energia vital. Tudo é paz e bem estar... à tua volta... e dentro de ti.
Verificar as expressões faciais. Num estado mais profundo perguntar o que vê.
Caso surjam elementos perturbadores no sensitivo, acordamos sem perder a
calma, contando até vinte. Não permitir que as recordações desagradáveis sejam
recordadas.

Sugestões exemplo:

A partir deste ponto poderemos introduzir sugestões negativas (que impedem ou


limitam ações, como deixar de poder dobrar um braço) ou positivas.

Ordem pós-hipnótica

« Quando eu te despertar e ouvires a palavra «letra», diriges-te à mesa e tentarás


levantar o livro que está em cima dela, porque vais querer observá-lo melhor
(indicar o motivo, sempre). Por muitos esforços que faças não conseguirás levantá-
lo, porque é extremamente pesado, nem sequer movê-lo. Quando eu bater quatro
palmas, eliminarás por completo esta sugestão. Agora vou contar até 10, quando
disser 10 estarás completamente desperto e sentir-te-ás muito bem, não
recordarás nada desde o início da sessão incluindo esta sugestão, ainda
que a executes pontualmente». Iniciar a contagem.
Se você leitor já viu um programa de hipnotismo na televisão, reparou que as
hipnoses são rápidas. Isto acontece porque foi dada ao sujeito a ordem pós-
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hipnótica de «re-hipnotização rápida», ao que se lhe dirá algo como: «Agora segue
com muita atenção o que eu te digo: no futuro, basta que eu diga «letra» e conte
até 10. Quando eu, e só eu disser 10, estarás profundamente adormecido, mais
adormecido do que agora e só aceitarás as minhas sugestões».
As instruções pós-hipnóticas, particularmente de re-hipnotização, são
extremamente sensível e nem sem sempre funcionam. Há fatores que podem
inviabilizar as sugestões: a ordem não foi claramente expressa pelo operador; a
ordem choca com a forma de ser do sensitivo (ridículo, p.e); a ordem produz-se
depois de o sensitivo ter estado com o operador.

Aplicação na Regressão de Memória

Via de regra os facilitadores de RM, utilizam as técnicas de hipnose associada à


um método de relaxamento. Esse método consiste em fazer uma contagem
regressiva, de 20, 10 ou de 5 até 1. Em cada numero, sugerir relaxamento
muscular em partes especificas do corpo. O tempo para indução ao transe varia
entre 10 a 20 minutos e depende da facilidade e das repetições com cada
sensitivo, quanto mais habituado menor o tempo necessário. Mostro no Anexo I um
roteiro básico que temos utilizado com um bastante sucesso, para regressão de
grupo. O roteiro pode ser facilmente adaptado para regressão individual.

Pesquisadores Modernos

Até agora nesse trabalho, vimos as estruturas do psiquismo humano e algumas


técnicas que levam obtenção de desdobramento perispiritual, seguindo a ótica do
Prof. Hemínio C. Miranda, experimentado pesquisador da Mediunidade e de outros
fenômenos psíquicos. Dentre estes, o fenômeno da Regressão de Memória. Este
por sua vez, além da sua própria experiência de mais de 20 anos, apoiou-se nas
experiências e conclusões de outros pesquisadores desse e do século passado.
Nesse roteiro vamos, nos concentrar na dinâmica de como se processaram as
experiências de várias pessoas e apresentar os competentes comentários de HCM,
além do nosso próprio quando for necessário.
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O primeiro pesquisador foi o Cel. Albert de Rochas (1837 – 1914), Francês,
coronel-engenheiro. Interessou-se pelo magnetismo e escreveu nessa área dois
livros: A Exteriorização da Sensibilidade, e As Vidas Sucessivas. Já havia
experimentado a técnica de regressão de memória em alguns sensitivos, mas,
sempre procurando explorar as memórias da vida atual, mesmo porque não
cogitara ser possível obter memórias de vida anterior e nem se interessava por
isso. Certa vez em 1904 resolveu magnetizar, meio sem propósitos claros, uma
jovem de 18 anos, Joséphine, e foi surpreendido quando mesmo sem sugestão a
jovem pôs-se a narrar fatos de sua infância. Depois de algumas seções o Cel.
resolveu continuar com passes longitudinais para provocar uma regressão mais
distante no tempo, e para sua surpresa, ela narrou memórias de durante a
gestação, antes da concepção e finalmente de uma vida anterior. ―... de início, tive
alguma dificuldade em determinar a natureza da manifestação...‖, disse ele.
A Dra. Helen Wambach, psicóloga americana formada com o tradicional
pensamento acadêmico, publicou na década de 70, ―Recordando Vidas Passadas‖.
Desenvolvia seu trabalho de psicanálise normalmente, quando esbarrou no
conceito de Reencarnação. Iniciou o tratamento de um garoto de quatro anos que
tinha sintomas de autismo. Quando conseguiu que ele falasse com ela, falou
insistentemente que era um guarda de trânsito e deu detalhes sobre essa vida. A
partir daí ela dedicou-se a estudar fenômenos psíquicos e utilizando a
hipnose/relaxamento consciente; dessa forma regrediu mais de duas mil pessoas.
Sua linha de pesquisa consistia basicamente em entrevistar um grande
número de pessoas que foram postas em estado de transe consciente e
depois ao despertarem preenchem um formulário respondendo de acordo com as
experiências das vidas lembradas. Os itens faziam referencia principalmente a
questões culturais e sociais. Por exemplo, qual o tipo de calçado, tipo de prato ou
utensílios domésticos, raça, idade e tipo de morte, etc. A partir desses dados ela
podia chegar a outras conclusões como a classe social a qual cada indivíduo
pertencia e a densidade demográfica das populações.
O próximo passo então foi elaborar uma série de gráficos com base nos dados,
mostrando a comparação entre as quantidades e índices obtidos na pesquisa e
esses mesmos elementos retirados de estudos históricos e sociais reais. A
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conclusão a que chegou seu trabalho é que as respostas dos indivíduos que
participaram da pesquisa correspondiam ao que de fato aconteceu com as
civilizações durante o período da história humana, o que não aconteceria se os
relatos fossem uma mera experiência alucinatória.
O Dr. Brian Weiss, psiquiatra, lançou na década de 90, o bestseller ―Muitas Vidas,
Muitos Mestres‖, da mesma forma inesperada, se chocou com o conceito das vidas
sucessivas quando uma de suas pacientes, em transe, começou a narrar fatos de
uma vida passada. Seguiram-se uma série de sessões, que o convenceram dos
fenômenos da reencarnação e mediunidade.
O Dr. Raymood Jr. é o autor do consagrado livro ―Vida após a vida‖ onde estuda o
fenômeno de quase morte, entrevistando pacientes que passaram por experiência
de morte clínica e depois conseguem voltar a vida. Segundo ele, no livro
―Investigando vidas passadas‖, durante as suas diversas palestras enfocando
esses estudos, muitas pessoas perguntavam sobre outros fenômenos relacionados
á questões da sobrevivência da alma, reencarnação e também queriam saber da
sua opinião sobre a regressão de memória. Sobre esse ponto ele respondia
que não possuía conhecimentos para dar uma opinião abalizada, no entanto
pessoalmente considerava que se tratava de algum tipo de alucinação, algo
parecido com um sonho e que isso só acontecia com pessoas crédulas ou
místicas.
Já no final da década de 90, uma sua amiga psicóloga lhe falou que estava
realizando terapias utilizando a RM, e sugeriu que ele próprio participasse de uma
seção hipnótica conduzida por ela. Ele aceitou o convite, e sem maiores
dificuldades nesse mesmo dia, pode visualizar nove vidas passadas. A partir daí o
conceito que tinha da RM mudou completamente e resolveu ele mesmo fazer
algumas experiências e delas surgiu um livro onde apresenta alguns casos de
regressão e terapia dirigidos por ele e tenta explicar o fenômeno por meios
convencionais e pela própria reencarnação.
O Professor Hermínio C. Miranda, há mais de 20 anos estuda e experimenta
fenômenos psíquicos. Suas explorações na área de regressão de memória, não
foram de maneira alguma casual, fez um programa de pesquisa com um pequeno
grupo e entre outros casos encontrou a estória de Camille Desmoulins, um dos
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líderes da revolução francesa, reencarnado como o também jornalista Luciano dos
Anjos. Um espantoso número de detalhes históricos que puderam ser confirmados
posteriormente, esse talvez seja o caso mais bem documentado de regressão de
memória envolvendo uma personagem histórica real.

Os Métodos de Indução

Como já vimos, são vários os métodos de indução ao transe, vamos recapitular


quais os utilizados pelos pesquisadores aqui destacados. O Cel. Albert de Rochas
utilizava os passes magnéticos longitudinais, para uma maior regressão (mais
distante no tempo) continua com passes longitudinais e para despertar o sensitivo
usava os passes transversais; o professor Hermínio Miranda também
preferencialmente utiliza os passes, e a partir de conseguido o transe, sugestões
para dirigir o processo; Já a Dra. Wambach e o Dr. Brian Weiss recorrem a
hipnose/ relaxamento profundo para iniciar e continuar o processo. Na realidade,
o melhor método de indução depende mais do sensitivo, ou seja, qual o método
que ele melhor se adequa.

Considerações Gerais

Existem diversas fases no decorrer do aprofundamento do Transe, em linhas


gerais podemos dizer que diminui a sensibilidade dos sentidos e também a
sugestionabilidade, passando o sensitivo a oferecer resistência praticamente
invencível aos comandos do operador .

Laço luminoso:

Durante o desdobramento a ligação corpo/perispírito é feita através de um laço


luminoso. Pode ocorrer do sensitivo poder “ver” com os olhos fechados e inclusive
visitar lugares distantes, podendo também se relacionar com seres desencarnados
ou em desdobramento (de Rochas).
Recordar-se e “estar lá”:

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Apesar de semelhantes há uma sutil diferença, numa fase mais profunda o
sensitivo tem a sensação de estar lá... No mesmo local e no mesmo tempo de
antes, sendo assim mais fácil falar de detalhes daquela existência (HCM). Numa
fase de transe mais superficial, o sensitivo sente-se consciente e mesmo assim
pode visualizar imagens ou relembrar de uma vida passada, e muitas vezes ao
final da seção insiste em afirmar que esta ‗aqui‘ (consciente) o tempo todo, e acha
que tudo foi apenas ―invenção da sua cabeça‖. No entanto as informações
históricas (época, país, governante) checadas posteriormente comprovem não se
tratar de uma simples mistificação. Este tem sido o que acontece em nossas
experiências pessoais.

Incorporação da personalidade:

Apesar de parecer incrível, é exatamente o que acontece. Pude comprovar esse


fato em alguns dos meus sujeitos. Mas sem dúvida o caso mais patente, foi o caso
―Nefertiti‖, citado alhures onde por diversas horas estive frente, entrevistando uma
das mais famosas rainhas da história, pelo menos essa foi a sensação que eu tive.
Interessante anotar que nessa situação o sujeito perde a noção da realidade
presente, não reconhece o operador e nem sabe o que está se passando. Pode
acontecer que o sujeito se recorde ou não dos detalhes de toda as fase da
experiência ao despertar.

Ângulo de observação:

Interessante observar que algumas vezes, principalmente no inicio da seção, o


sensitivo vê imagens na perspectiva de um observador externo, como se assistisse
a um filme em três dimensões, estando na cena mas sem pertencer a ela. Na
seqüência da seção, ele pode passar a visualizar a cena no ângulo de um dos
personagens, com a qual ele se identifica como ele próprio, vivendo com uma outra
personalidade.
Pode-se conseguir esse efeito, comandando para que o sensitivo olhe para os
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seus pés, depois que ele descreve a cena. Outras vezes, a lembrança vem como
uma recordação de uma estória sem nenhuma imagem, a qual poderá surgir a
seguir em forma ‗flashes‘ ou passar para uma das fases iniciais (experiência
pessoal).

Anacronismo:

Confusão de datas quanto à acontecimentos e pessoas. Convém lembrar, que o


sensitivo desdobrado tem noção muitíssimo diferente do habitual quanto ao
conceito de tempo. A memória não é igual ao uma agenda que todos os dias estão
muito bem determinados, um em cada folha. Não é, pois de admirar se durante as
experiências ocorrerem alguns anacronismos. Outras vezes a memória se mostra
com uma incrível competência. Veremos depois o caso de uma regressão onde o
sensitivo, do nosso grupo, lembra de uma vida na Galiléia e ele diz que o ano é
800, na época do Imperador Claudius, o quarto depois de César.
Nesse caso interessantíssimo, a data está surpreendentemente correta, pois o
mesmo se referia ao calendário utilizado na epoca, o Romano, que é contado a
partir da fundação de Roma em 753 AC.

Pontos Hipnógenos:

Existem pontos que quando tocados (após a devida preparação) induzem o transe
e outros que o encerram. Segundo as pesquisas de Rochas, podemos identificá-los
devido a insensibilidade dessas áreas.
Ele cita: pulsos, atrás da orelha, peito e nas costas, mas pode variar de pessoa
para pessoa. Eu não me dispus a fazer essas verificações em nenhum sujeito.

Regressões em espíritos

Hemínio C. Miranda realizou inúmeras regressões em espíritos durante a


manifestação mediúnica, utilizando basicamente o método de magnetização.
Dessa forma é possível realizar verdadeira psicanálise em espíritos
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desencarnados.

Progressão de memória:

Albert de Rochas também tentou fazer experimentos de progressão de memória,


ou seja, fazer o sensitivo ver o seu futuro. Porém foram poucos e inconclusivos.
Penso eu, que as experiências de progressão mostram uma possibilidade de
futuro, talvez a mais provável no momento (mas é somente uma hipótese).
Vislumbro também utilizá-la como uma espécie de imagem mental criativa, a fim de
fazer uma mentalização positiva, ou uma simulação de determinadas cenas que
facilitem o tratamento psicológico.

Apoio espiritual:

Nas nossas experimentações, estamos supondo que há uma equipe espiritual que
participam na obtenção dos fenômenos, e até induzem as épocas das regressões
que possam atender a determinados objetivos, e isso podemos ter percebido
durante as práticas, Conforme veremos mais à frente. E também no que tange a
ausência de manifestações mediúnicas, salvo uma, por enquanto, que garantia a
presença deles na condução do trabalho e solicitando sinceridade nos propósitos e
oferecendo segurança no processo.

Efeitos colaterais:

Quando há ocorrência de um transe mais profundo, é comum que o sensitivo


guarde por algum tempo o desconforto devido às fortes emoções que foram
revividas. Pode até mesmo causar reações posteriores em função daquelas
lembranças. Portanto é extremamente importante, que antes de trazer o paciente
para o presente, seja feito um lento trabalho de re-equilíbrio, dando sugestões de
calma, serenidade, saúde, etc. fazendo-o compreender que deve manter as
memórias, mas as emoções devem ficar restritas a aquele determinado período no
tempo.
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Experiência Pessoal

Muito provavelmente esse nosso trabalho é um dos primeiros dessa envergadura


realizado dentro de uma Sociedade Espírita, dessa forma convém fazer um relato
de como se procedeu, para se for o caso, outros possam aproveitar os pontos
positivos e evitar os erros cometidos. No início do ano de 2001 formamos dois
grupos, cada grupo foi composto por 20 pessoas cada, que se reúnem um dia na
semana. O objetivo principal foi o estudo teórico, e de nenhuma forma seria
objetivo obter cura para males espirituais ou orgânicos (Terapia), muito embora
dois casos tenham surgido sem intenção prévia. O primeiro caso, foi de uma
senhora que tinha enxaquecas constantes e a partir do momento que se viu como
uma menina, que andando a cavalo bateu com a cabeça numa árvore, cessaram
as dores de cabeça. No segundo, foi uma jovem que tem pavor de cobras, e se viu
morrendo em um poço com cobras numa espécie de penalidade no antigo Egito[3]
na época da XVIII dinastia (uma jovem Núbia). Diminui o nível do pavor, e não teve
mais os sonhos recorrentes sendo atacada por cobras, no entanto, ainda não se
sente totalmente ―curada‖. Durante os estudos teóricos poderia haver
experimentações práticas, que, aliás, foram realizados com absoluto sucesso
conforme veremos adiante. Dessa forma assumi o papel de facilitador e aprendiz
de um processo fascinante.
No primeiro encontro além da explanação sobre os objetivos do trabalho, foi
realizada uma dinâmica de grupo chamada de ―Técnica do caminho‖ (vide anexo II)
cujo objetivo principal é demonstrar através de símbolos a relação do indivíduo
com vários aspectos da vida, além de propiciar um excelente meio de se habituar
com visualizações mentais, proveniente de um estado alterado de consciência, ou
transe. Na realidade o meu objetivo principal era avaliar o grau de envolvimento do
grupo nesse processo de entrega. Praticamente todos do grupo visualizaram as
imagens sugeridas, cerca de 80% dos participantes.
Nos próximos encontros foram estudados os Aspectos teóricos e históricos
envolvendo toda a fenomenologia da mente, concentrandonos no fenômeno de
RM. A seguir realizamos uma pratica de regressão à vida presente, onde foi
utilizada a técnica de sugestão/relaxamento em grupo. Antes da prática
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propriamente dita, apliquei técnicas variadas de relaxamento (respiração,
visualização, etc) para que o grupo se habituasse com esse estado. Os
participantes foram levados através de sugestão a dois momentos felizes, um na
juventude outro na infância, as experiências se mostraram ricas em imagens e
emoções.
Praticamente todo o grupo pode ter algum tipo de experiência, e a maioria, cerca
de 80%, no nível mais intenso. Alguns depoimentos foram gravados em K7, para
futuras análises. Nos próximos dias, estudamos outros aspectos teóricos.
A partir da metade do trabalho iniciamos a pratica de regressão em grupo, mais
uma vez foi usado para conseguir o estado de transe o relaxamento profundo.
Após 15 minutos iniciais de relaxamento, foi solicitado que se imaginassem em um
jardim, e depois um castelo. E que no interior desse castelo havia uma escada com
uma porta fechada no alto da escada. Foi sugerido então que no final da contagem
de 1 a 3, abriria a porta e ao abrir a porta veria uma cena/imagem de uma vida
anterior em que teria sido feliz. Dessa forma cerca de 70% das pessoas
conseguiram visualizar/sentir lembranças de uma vida anterior e puderam gravar
seu depoimento após a seção. Interessante observar que antes do início da prática
foi informado tudo o que se pretendia fazer, bem como, as sensações e fenômenos
que podiam ocorrer, como por exemplo, o surgimento de imagens e uma certa
movimentação nos olhos ou a sensação de dormência e de desdobramento do
perispírito. A metade das pessoas levou colchonetes nesse dia e algumas
participaram em cadeiras de plástico um tanto quanto desconfortáveis, que, no
entanto, não impediu a obtenção de bons resultados.

Pratica de regressão utilizando relaxamento profundo

01/02/2001 - Depoimentos Gravados. (Considerando a profundidade do transe


numa escala de 1 a 6). Essa escala não é objetiva nem bem determinada, é tão
somente meu sentimento perante o caso. Baseado nos sintomas físicos e
psicológicos aparentes. Então o nível 1 representaria um transe superficial, quase
totalmente consciente, mas que o sensitivo consegue visualizar alguma coisa de
uma vida passada e muito poucas informações objetivas (nome, lugar, época, etc.).
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O nível 6 representaria um transe muito profundo onde o sensitivo realmente se
sente na época e no local da lembrança e passa a assumir a personalidade antiga
no momento do transe.

Caso 1 – Carlos: “Um jovem castelã Francês do século XVIII. Um cavaleiro da


época, aquele chapeuzinho meio bicudo, aquelas penazinhas, aquele negócio meio
fru-fru atrás,... uma espada... uma pessoa alegre, muito extrovertida.. e pelo jeito
muito querido pela família... “

O transe foi bastante superficial (nível 1), mesmo assim as imagens foram bem
nítidas, sem conteúdo histórico. Na próximo seção com o Carlos há alguma
informação histórica. Onde ele se vê em uma reunião social. Seu nome era
Richelier (não o Cardeal), na companhia de alguns amigos, dentre os citados um
deles chamado Danton, ao periodo da revolução francesa. Após seu depoimento,
perguntei se ele sabia quem era Danton, e ele garantiu que não sabia. Danton era
o nome de um dos líderes da revolução francesa e que depois foi acusado de trair
a revolução e foi guilhotinado. Ele também disse que eles não comungavam com
os mesmo gostos e idéias, daquelas pessoas da festa, e ficavam isolados dos
demais. Seria interessante um transe mais profundo para maiores detalhes da
época.

Caso 2 – Lêda: “... me vi num local... um jardim, com roupas bem antigas; vestidos
longos. Como se estivesse lendo algum livro..

O transe não muito superficial (nível 2), imagens nítidas, um bom contexto social,
mas sem conteúdo histórico.

Caso 3 – Edvan (Homem) - O camponês Escocês.

Um transe já um pouco profundo (nível 3), com imagens nítidas, um bom contexto
social, e um ótimo conteúdo histórico, os dados fornecidos pelo sensitivo em
transe, foram confirmados, exceto o nome do Conselheiro ( Na britânica chamado
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‗Guardian`) que seria de acordo com ele denominado Malcon. Pude verificar que
antes de 1294 e depois do domínio Inglês os Reis foram da linhagem dos
Malcon`s. O Sensitivo ficou receoso em relatar a experiência pois achava que nada
disso fazia sentido e que não existia ―essa estória de conselheiro Malcon‖.

Pratica de regressão usando passes magnéticos (em duplas)

Após algumas aulas teóricas, voltamos à prática dessa feita utilizando a técnica do
passe magnético. No nosso grupo de 30 pessoas, dividi em 15 duplas e
alternadamente um fez a vez de sensitivo e o outro de magnetizador (operador).
Dessa forma foi possível realizar a regressão individual de uma forma bem
produtiva, uma vez que foi possível estabelecer o dialogo entre ambos durante o
transe. Conseguimos uma margem de 60% na obtenção de regressões usando
esse método, ou seja, 18 pessoas ao mesmo tempo tiveram experiências de
regressão no estado sonambúlico, com interessantes diálogos.
Na formação das duplas deve ser levado em consideração: A afinidade e a
confiança entre o sensitivo e o operador; A capacidade e o conhecimento teórico
do operador; a facilidade de cada sensitivo entrar em transe; e o ambiente
espiritual propício, ou seja, com harmonia e o amparo espiritual.

Caso 4 – Robson, o cigano eslavo: “

Um transe bastante profundo (nível 5), a sensação de ―estar lá‖, respondeu sem
nenhuma dificuldade a todas as perguntas pessoais, e contextuais, época (final do
século 19), local (Russia), e o nome do Czar (não verificado), um excelente
contexto social. Chegou a ―ler a mão‖ da operadora numa demonstração de seus
afazeres. Iniciou o diálogo com um pequeno choro, lamentando-se porque sua
amada estava acidentada, com a perna quebrada depois de um acidente com a
carroça que virou.

Caso 5 – Ranieri, Um rico Galileu:

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“Eu sou um comerciante rico... Tenho 4 filhos...3 homens 1 mulher...

- Qual a sua religião?


.. Não tenho.
- Qual a sua crença, em que você acredita?
...Dinheiro, Trabalho. (Descreve o ambiente da sociedade e alguns locais)...
- Quem era o governante da região em que morava??
.. Arquimedes, Governador amigo de religiosos...
- Novo, ele é?
...Não, (tem) os seus 60 anos...
- Qual a descendência dele?
... Romano, amigo do imperador...
- Governa a quanto tempo?...
13 anos...
- Este é o ano que você está, 813? (Havia entendido errado)
. ...Não!!... 800...Ele governa há 13...
- E qual o Imperador romano nessa época?
(Pausa de 20 segundos tentando lembrar)
...Quarto depois de César...

(Tentei comandar para que ele lembrasse o nome do imperador, mas ele não
conseguiu lembrar).Fim da Seção.
Um transe também bastante profundo (nível 4), imagens muito nítidas, um bom
contexto social, e com ótimo conteúdo histórico. Impressionante a forma como foi
respondida a questão quanto ao ano: 800 (respondido com absoluta convicção) e
sem nenhum esforço respondeu quem era o imperador de Roma: o IV depois de
César.
Informou também o nome do governador da Galiléia na época Arquimedes, amigo
do Imperador que tinha 60 anos aproximadamente e há 13 era o governador.
Interessante a aparente incongruência quanto ao ano 800, pois pelo calendário
ocidental os dados estariam sem nenhum sentido real.

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Fazendo os cálculos, tomando o marco inicial da era Romana como sendo a
fundação de Roma em 753 AC, o ano 800 R corresponde a 47 d.C. Portanto na era
de Claudius, o 4o. depois de César. A informação então confere de forma singular.
Resta ainda a confirmação do governador Arquimedes na Galileia, então com 13
anos de nomeação, segundo o sensitivo.Interessante o pequeno enigma com
relação ao ano. Isso reduz drasticamente a hipótese da criptominésia. Ainda mais
que ele sabe a ordem dos imperadores, mas não lembrou do nome, mostrando
tratar-se de vivência e não memorização como se ocorresse o contrário.

A ordem dos imperadores romanos:

0. Julio César .. a.C (Que não chegou a ser imperador)


1. Otavio augusto .. a.C
2. Tiberius em 37 d.C.
3. Caligula 37 a 41 d.C
4. Claudius 41 a 54 d.C <====
5. Nero 54 a 6? d.C

Prática de progressão para o futuro em grupo

Logo a seguir tivemos a oportunidade de experimentar indicando para os


participantes que visualizassem alguma situação localizada no futuro, cerca de 10
e 20 anos à frente no tempo. Interessante observar que me no encontro anterior
(tanto na Quinta-feira quanto no Sábado) uma participante obteve imagens
referentes ao futuro, mesmo sem ter sido dada a sugestão. Isso me pareceu
fortalecer a tese de que houve uma certa influencia no processo como um todo de
entidades espirituais, interessadas no desenvolvimento do trabalho de pesquisa.
Quanto a questão de ser possível ―ver‖ o futuro, sugiro ao leitor reler o capítulo
referente às estruturas.
Convém salientar que quase nenhuma pesquisa existe sobre a progressão de
memória, ressaltando as experimentações de Albert de Rochas ainda no início do
século e como dissemos alhures foram poucas e não conclusivas. Resolvi incluir
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essas experiências no nosso trabalho muito mais para observar as diferenças do
sentimento dos sensitivos com relação à regressão e daí resultar em algum
aprendizado.
Aparentemente a facilidade quanto atingir a fase de visualização é similar à
regressão, porém os níveis de detalhamento do contexto social e histórico são
muito inferiores.
A impressão que tive é que a maioria das experiências mostram os desejos que os
sensitivos desejam realizar, apesar de alguns casos ( a minoria ) não tenham
seguido esse modelo, e até serem contrário como um rapaz que segundo notamos
vislumbrou o próprio funeral, descrevendo inclusive as sensações da morte; e outro
que se viu bem mais velho e numa cadeira de rodas ao lado de sua filha após 20
anos aproximadamente. Outra observação é que alguns participantes tiveram
experiências de uma vida no futuro. Destacando bem a diferença nas ruas largas e
nos prédios muito altos e diferentes, mas também sem conteúdo social e histórico.
Esse tipo de pesquisa me pareceu muito promissor, embora de uma complexidade
maior que a regressão, mas por enquanto pretendo focalizar as nossas pesquisas
na regressão que já tem por si só, as suas complexidades. No futuro, voltaremos a
experimentar a progressão.
O leitor mais atento pode questionar que se considero a progressão mais como a
projeção de desejos pessoais, por que a regressão também assim não o seria?
Primeiro temos que considerar as poucas experimentações nesse campo,
desprezível comparado à regressão.
Além do mais temos que considerar os dados históricos advindos das regressões
algumas vezes de difícil comprovação, como o caso do governante da escócia no
ano 1304 d.C. e poucas experiências de regressão podem ser considerados como
―desejos‖ do sujeito regredido, pois via de regra, é algo totalmente diferente disso,
o que acontece.
Mais adiante focaremos a questão da comprovação científica da RM – Regressão
de Memória.

Eu sou Camille Desmoulins

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Neste capítulo vamos tentar mostrar de um modo resumido, o fantástico caso que
compõe o livro da autoria conjunta de HCM e de Luciano dos Anjos, chamado: Eu
sou Camille Desmoulins. Nele veremos uma experiência de RMVP onde o co-autor
L.A. reconhece-se como Camille Desmoulins, um dos líderes da revolução
francesa. Nesse processo muitas informações foram registradas em fita no
momento do transe e com um excelente trabalho de pesquisa histórica posterior
pode-se avaliar essas informações.
O método para obtenção do transe foi através do passe com sugestões e foram
realizadas cerca de dez seções, com aproximadamente uma hora cada uma. O
sensitivo relata que no momento do transe ficava ―inconsciente‖ ou seja, não tem
lembrança do que se passou. Vejamos o que ele diz com relação às suas
sensações durante o início do processo.
Vejamos como ele descreve o procedimento:

--- Fechei os olhos e me estendi na poltrona, procurando relaxar todos os músculos


do corpo. Até as pálpebras, procurei deixá-las como mortas. Ouvia a voz monótona
do Hermínio, enquanto fixava o interior negro de minha própria visão. Depois de 10
minutos, comecei a ficar ligeiramente tonto e sentir a total paralisação dos
músculos e tendões. A tonteira foi aumentando e a respiração tornando-se cada
vez mais difícil. Eu ofegava. A cabeça passou a girar cada vez mais rápido. As
mãos e os pés começaram a formigar ligeiramente; e depois, mais e mais. O
formigamento foi subindo e, na medida em que atingia outras partes do corpo,
deixava as anteriores anestesiadas, completamente insensíveis. Minha ausência
de controle psíquico era total... e após isso perdi a consciência.
Passada essa fase de indução, seguia a conversação buscando extrair as
informações. Nas primeiras seções, apesar do transe profundo os diálogos não
foram muito produtivos, isso certamente pela ―falta de prática― do sensitivo e
também dada a gravidade política da época em que aconteceu aquela vida.
Exemplo:
__ Descreva o que vê.
__ Uma sala grande... Muitas janelas... Muitas. Passadeiras, quadros.
__ Tem mais alguém aí?
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__ Não. Estou esperando alguém.
__ O que você foi fazer aí?
__ Acho que tínhamos um encontro. Agora já chegou.
__ Como é esse amigo?
__ É uma mulher.
__ Como se chama?
__ Therèse. É minha amiga; ou noiva.. ou irmã...não sei... de um amigo meu.

Após algumas seções os diálogos mostram-se consistentes e com muitos detalhes


pessoais e históricos. Exemplo:

__ Nessa época havia notas, moedas? Quanto representava?


__ Tinha. O ―louis‖.
__ Como se repartia em moedas de menor valor.
__ O ―sou‖.
__ Quanto valia um ―sou‖ ?
__ Um ―louis‖ tinha... um ―sou‖ era a quarta parte. Vinte e cinco ―sous‖ faziam cem
―louis‖... Havia notas também. A ―livre‖.
__ Quanto custava os seus jornais? Cada exemplar.
__ Ah... Cinco sous.

O que impressiona nesse caso, além da dramaticidade incorporada ao diálogo, é a


grande quantidade de informações históricas difíceis de serem encontradas. Tendo
de ser buscado hora numa obra, ora em outra. E praticamente todas as
informações se mostraram acertadas. A seguir listo uma relação de informações
obtidas nesse estado:
— Nome: Camille, Lucie Simplice Benoist Camille Desmoulins.
— Ano de nascimento: 1760
— Local de nascimento: Guise
— Onde mora: Paris
— Faculdade: Direito.
— Esposa: Lucile. O nome verdadeiro, Anne-Louise Philippe Laridon Duplessis,
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nasceu em 24 de abril de 1771.
— Pai: Jean-Nicolas Benoist Desmoulins, Advogado, magistrado da corte em
Aisne.
— Mâe: Marie Madeleine Godart.
— Irmãos: Sete. Henriete que morreu com 9 ou 10 anos, MarieToussaint, Armand,
Anne, Lazaré, Clemente e Lucie(eu).
— Sogro: Claude Etienne Laridon-Duplessis, trabalhava na Fazenda Pública.
— Sogra: Madame Duplessis. Eu a chamava de Madame Darrone. Darrone é
Patroa, é gíria.
— Saída de casa: 13 para 14 anos, queria sair de Aisne.
— Onde estudou: Colégio Clermont, depois mudou para Louis-le-Grand na Rue
Saint Jacques.
— Amigo do tempo do colégio: Leon... Robespierre, ele foi padrinho de nosso filho,
Horace. Ele já estava lá quando cheguei.
— Livro que leu antes da guilhotina: Méditation sur le Tombeu, de Jonh Hervey.
— Melhor amigo: Danton. Morava na cour de commerce, número 1.
— Parente: Fouquier-Tinville Atuou na revolução. Um crápula. Primo distante.
— Primeiro Trabalho: Arranjado pelo primo por parte de mãe, Viefville Desessart.
— Primeiro jornal publicado: Les Révolutions... Custava 5 sous cada e produção
saía por 100 sous, 1 louis.
— Salário do tipógrafo: 25 a 30 sous por mês.
— Salário de um advogado: 5 ou 6 mil livres por ano.

Os detalhes das informações são impressionantes, e o nosso espírito crítico já


tende a conjecturar que são muitos acertos para um só caso, já nos levando a
supor alguma espécie de fraude por parte do sensitivo.
Talvez ele tivesse estudado tudo isso e conscientemente tivesse dando somente
uma demonstração de seus conhecimentos adquiridos. No entanto a maioria das
informações foi dada em repostas a perguntas não previamente fornecidas, e sem
nem sequer o pesquisador saber se existiam em livros ou não; o que só seria
confirmado em pesquisa posterior. Algumas vezes as perguntas erão preparadas
previamente e sem o conhecimento do sensitivo. Uma certa vez, uma terceira
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pessoa,
Murilo Alvim Pessoa – Professor, formulou uma pergunta e lacrou em um envelope
o qual somente foi aberto no momento que o Luciano já estava em transe. Vejamos
o diálogo:
__ Sobre um jantar de despedida, já muito na tensão, na expectativa de ser
preso... Você teria dito uma frase, provavelmente não em Francês, e que alguns
historiadores registraram.
(Longos momentos de silêncio e expectativa. De repente, sua respiração se
altera,... o tom de voz se modifica...)
__ Eu sei o que ele quer. Foi um jantar... em minha casa. Foi antes de eu ser
preso. Eu e Danton. Brune estava presente e queria que eu parasse de publicação
do Viex Cordelier. É isso que ele quer. È Latin.
Foi... ―Edamus et bibamus, cras enim muriemmur!‖ ; ―Buvons ET mangeons, nous
mourrions demain.‖
__ Comamos e bebamos que amanha seremos mortos--- digo eu.

Memórias de Nefertiti

Se o caso de Camille Desmoulins, resumido no capítulo anterior considerei


―fantástico‖, para este novo caso me falta palavras que o descreva. Talvez aquela
que melhor exprima meu sentimento seria ―inacreditável‖. Felizmente eu tive o
privilegio de acompanhar pessoalmente e diretamente todas as fases desse
trabalho, pois foi o único caso de personalidade histórica que eu encontrei nas
dezenas de regressões que realizei como operador. Estatisticamente a quantidade
de casos observados por mim, é insuficiente para tão importante achado. Mas,
ampliando a um nível das pesquisas de outros pesquisadores ficaria na faixa do
razoável. Não posso afirmar categoricamente, mas posso dizer que, dado às
condições e as técnicas utilizadas por mim, entrevistei e tenho gravado mais de 10
horas com a misteriosa rainha do Egito – Nefertiti – a esposa daquele que ficou
conhecido como ―o Faraó Herege‖ – Akhenaton – da XVIII dinastia, o pai
de Tutakaton.
Repito as palavras de Augusto dos Anjos, com relação à identificação do sujeito:
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―Afirmar que se é a reencarnação de uma figura histórica, requer entre outras
coisas muita coragem‖. As críticas e acusações vão partir de todos os lados.
Reservo-me no direito de ocultar momentaneamente o nome das pessoas
envolvidas, aguardando para fazê-lo no momento apropriado, uma vez que
pretendo publicar um romance sobre esse caso, com o sugestivo título de
―Memórias de Nefertiti‖. Caso haja autorização dos sujeitos, poderei para explicitar
seus respectivos nomes.
O método geralmente utilizado para obter o transe foi a de relaxamento induzido,
tudo se deu conforme a explicação do capítulo anterior, a diferença básica foi que
meu sujeito, uma jovem de 24 anos, lembrava de quase todas as coisas mesmo
após o transe. A diferença crucial entre um e outro caso foi à forma cronológica em
que se deram as descobertas. Serei o máximo sucinto, uma vez que isso será
detalhado no livro citado acima.
Quando comecei a escrever esse livro em 2001, aliás, nem tinha a intenção de
escrever um livro, nada com relação a este capítulo ainda tinha sido cogitado.
Como o leitor atento pode notar, ele tem o formato de uma apostila baseado nos
livros de HCM. Na realidade este foi o último capitulo a ser escrito e ainda relutei
em incluí-lo. Como vimos na Experiência Pessoal – me dispus a montar um curso
sobre Regressão de Memória. Dessa forma entre outras vivencias houve a
lembrança no antigo Egito (na realidade, na Núbia que fazia parte do Império
Egípcio) e a partir das informações dada por esse sujeito, foi possível chegar a um
segundo sujeito[4] em 2002, que de antemão já supúnhamos ser a reencarnação
da personalidade em questão. Como tinha fortes evidências que isso fosse
verdade, sugeri ao segundo sujeito que aceitasse fazer uma regressão para
checagem. Segue o resultado da 1a Seção:
__ Vou contar até 3 e surgirá lembrança de uma outra vida, uma vida no antigo
Egito, uma lembrança, um momento feliz... 1 – 2 – 3
Sol. (Pausa)
__ O que tem o SOL?
Claridade.
Não ouve, portanto na primeira seção uma identificação positiva, mas a figura
simbólica do sol, dava boas condições para continuar a pesquisa.
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O diferencial nesse caso comparado ao anterior é que a versão dos fatos
apresentados pela suposta personalidade Nefertiti – difere da versão oficial da
história radicalmente. Creio que nenhum historiador ou arqueólogo sobre a terra
poderia imaginar uma versão tão dispare e tão real, tão humana por assim dizer.
Os documentos encontrados até agora não autorizam a autenticação da versão
revelada, mas a meu ver não impedem que tenham se dado assim e não da forma
que a ―imprensa‖ oficial da época fez questão de passar para a posteridade.
Olhando por um lado positivista e científico, pode ser uma grande vantagem ter
acontecido dessa forma, e quem sabe não sai das areias do deserto, evidência de
que os fatos realmente assim passaram-se, comprovando a eficácia da arqueologia
espiritual empregando o recurso da Regressão de Memória.
De uma coisa, porém, tenho a mais absoluta certeza, essa é uma excelente, se
não a melhor forma de se escrever um romance histórico.
Ingredientes de realidade, paixão, religião, filosofia, crimes, traição e vida. O roteiro
completo, com personagens humanas apresentando defeitos e qualidades. Isso
tudo pronto, seqüencialmente pronto, sem remendos, nem correções... Seqüências
surpreendentes. Depois vi que não era tão fácil assim, foram necessários muitos
meses de pesquisas.
Pode até estar parecendo propaganda do outro livro a ser lançado, pode até ser,
mas não pode ser atribuído a algum tipo de vaidade da minha parte, porque pouco
tenho a ver com a ―criação‖ da obra – sou um mero compilador. Vamos a História
propriamente dita:
Se fossemos escolher um episódio histórico que precisasse de reparos, e que para
isso fosse necessário essa espécie de arqueologia espiritual, talvez não houvesse
outro melhor que o desse período do final da XVIII dinastia do Egito.

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Alguns pontos de discordância entre as versões são de importância capital,
vejamos:
1) Nefertiti era forte opositora das mudanças na religião;
2) Ela era adepta fanática pelo culto rival de Amon-Rá;
3) Ela participou ativamente da conspiração que assassinou o próprio marido;
4) Teve sete filhas no Total;

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5) Seu pai não era Aye.

Muitos outros pontos são de concordância:


1) O Casal não teve filhos homens;
2) Sua mãe morreu precocemente;
3) Tutakaton era filho de uma esposa secundária
4) O Faraó impôs uma grande opressão religiosa
5) A ordem cronológica dos acontecimentos

Apesar de ser alegada uma vida de riqueza e poder, teria sido uma vida de
extrema tristeza, afastando de uma certa maneira a hipótese de fantasia. Não faz
muito sentido, criar um personagem que tem uma ótima reputação histórica e criar
fatos que desmanchem o próprio prazer de ter sido tal personalidade. Essa mesma
ocorrência, também poder ser usada contra as hipóteses de criptomnésia e de
telepatia, pois mostra independência do sujeito sobre todas as influencias.

A Questão Científica

A regressão de memória está provada cientificamente? Quais são essas provas?


As respostas para essas questões não são absolutamente simples. A primeira
dificuldade é saber definir o que seja uma prova científica. Isto envolve dificuldades
da ordem de questões filosóficas, sobre quais tipos de atividades podem ser
consideradas científicas. No século IXX imperava o conceito indutivo (positivismo),
que determinava que o método científico devia ser baseado em um grande numero
de experiências e a partir dos resultados chegaria a uma teoria, dita científica.
Ainda hoje muitas pessoas pensam que agir cientificamente é agir dessa forma.
No início do século XX, o filósofo da ciência Karl Popper criticou severamente o
método indutivo e apresentou um novo critério para avaliação das teorias
científicas, o falseamento. Segundo ele uma teoria, só poderia ser dita cientifica se
houvesse alguma forma de testá-la, tentando refutá-la. Filósofos mais modernos,
como Imri Lakatos entendem que o critério de falseabilidade é insuficiente e não
necessário para uma atividade de pesquisa possa ser declarada científica. Lakatos
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afirma que um programa de pesquisa científica deve ter um núcleo principal rígido
com os princípios da teoria, e um cinturão de hipóteses protetoras que podem
sofrer adaptações no decorrer do desenvolvimento da ciência. Esse conjunto de
preposições deve ser coerentes entre si e devem poder prever fatos novos, além
de apresentar desenvolvimentos significativos no programa de pesquisa e
em suas teorias.
Acredito que a regressão de memória possa ser enquadrada em uma teoria
científica (ou programa de pesquisa) nos moldes de Lakatos, e utilizando o
falseamento para validar ou não, algumas de suas hipóteses ou leis auxiliares.
Aliás, a própria reencarnação, também poderia ser assim enquadrada, mas por
simplificação, nessa colocação vou considerar somente a RM. No momento o que
nos interessará, é se o conceito básico de RM pode ser provado, ou seja, se em
determinada circunstancia uma pessoa pode ―lembrar‖ de uma vida de outra
pessoa que viveu no passado, e se essas ―lembranças‖ são verídicas e não eram
do conhecimento anterior daquela pessoa. Observe que não está dito, que as
referidas memórias são da mesma pessoa (espírito), portanto estamos nos
abstraindo de envolver o conceito de reencarnação.
Essa teoria seria do tipo fenomenológica pois não descreve a forma como ocorreria
essa ―lembrança‖, contenta-se em certificar a veracidade do fenômeno da RM.

Enunciado da Teoria

Núcleo Rígido:

Regressão de Memória a Vidas Passadas (RMVP) é o fenômeno pelo qual o


indivíduo S, em transe acessa a memória de indivíduos P1, P2,... Pn que viveram e
faleceram numa data anterior ao nascimento do indivíduo S. sem haver uma
informação prévia por meios sensoriais na vida presente.

Hipóteses e Leis Auxiliares

Há uma correspondência entre o Indivíduo S e os Indivíduos P1, P2 ... Pn ; onde


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para cada indivíduo S há vários Indivíduos P; onde cada Indivíduo P teve um
período de vida e morte de forma a não haver interseção entre um e outro.
Há uma correspondência entre os Indivíduos P1, P2 ... Pn. e o indivíduo
S; onde para cada indivíduo Pn corresponde a um e somente um S.
Habilidades artísticas ou intelectuais inatas do Indivíduo S, são memórias
provenientes do aprendizado de um ou mais indivíduos P.
Problemas ou Traumas psicossomáticos presentes no indivíduo S e não originados
na vida atual do Indivíduo S, são reflexos ou condicionamentos de algum(s)
indivíduo(s) P.

Fatos explicados pela Teoria

1 - Lembrança espontâneas de vidas passadas (principalmente em crianças de até


quatro anos de idade ).
2 – Memórias legítimas e emoções vivenciadas nas Lembranças de Vidas
passadas estando o sujeito em estado alterado de consciência.
3 - Curas de traumas psicológicas e doenças psicossomáticas usando a Terapia de
Vidas Passadas.
4 - O fenômeno onde a pessoa reconhece detalhes de lugares que nunca
esteve antes. Casos específicos onde o sujeito tem a lembrança nítida dos lugares,
e não, das ocorrências.
Existem obviamente outras hipóteses que dão outros significados aos
fenômenos acima relacionados, porém nenhuma consegue explicar o conjunto
completo, precisando recorrer hora a uma explicação ora outra, conforme
mostraremos de uma forma resumida a seguir.

Hipótese da fraude:

As informações sobre P são aprendidas por meio sensorial normal anteriormente e


durante a experiência o Sujeito relata como uma lembrança de uma vida passada.
Objeção: A RMVP acontece facilmente com praticamente 80% das pessoas que se
submetem as técnicas apropriadas (segundo minha avaliação subjetiva), não
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importando mesmo se acreditem gostem ou não da idéia de vidas passadas. Essa
hipótese também não explica os fatos 1,3 e 4. É uma hipótese que até mesmo os
críticos de RM, não mais utiliza.

Memória Genética:

As memórias são provenientes dos genes dos antepassados, e tomados como


sendo do próprio sujeito.
Objeção: Quase todos os casos de RMVP não apresentam qualquer conexão com
os antepassados, e além do mais a memória só poderiam está nos genes até o
nascimento do filho, e muitas vezes nem filho teve.
Ou seja, está totalmente em desacordo com os dados levantados.
Somente aceitam essa hipótese, os críticos que não tem nenhuma intimidade com
as pesquisas nessa área.

Criptomnésia
:
As informações sobre P são aprendidas por meio sensorial normal anteriormente e
são esquecidas (ficam no inconsciente) e durante a experiência o Sujeito relata
como uma lembrança de uma vida passada, elaborando um drama fictício e
incorporando emoções fortes, tudo isso inconscientemente.
Objeção: Não há evidências nem estudos que o inconsciente possa realizar esse
tipo de prodígio, seria explicar o desconhecido por algo tão desconhecido quanto.
Essa hipótese não explica os fatos 1 e 4 suficientemente bem. Crianças de 3 até 5
anos tem relatado vidas passadas que puderam ser comprovadas serem
verdadeiras ( 20 casos que sugerem reencarnação, Ian Stevenson). Há também
inúmeros casos de regressão em adultos com um alto índice de detalhes e acertos,
sendo impossível imaginar uma leitura anterior com seu posterior esquecimento,
indicando datas, endereços, etc. Como contra exemplo mostro os casos: Eu sou
Camille Desmoulins - Hermínio C.
Miranda – Memórias de Nefertiti - Mauricio. Não está de acordo com os fatos.
Telepatia/Clarividência:
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O sujeito capta telepaticamente da mente de outra pessoa (presente ou não no
ambiente) ou via Clarividência a partir de um documento qualquer, e elabora
inconscientemente um drama pessoal durante a sessão de regressão.
A rigor os fenômenos PSI, ainda não são aceitos pela comunidade cientifica como
autênticos. Nos laboratórios de parapsicologia obtêm-se uma pequena tendência
para a transmissão de conteúdos simples, alguns pontos percentuais a cima do
esperado pelo acaso, não podendo dar suporte a uma quantidade tão grande de
informações e com exatidão que dá o sujeito quando em estado alterado de
consciência e fala sobre lembranças de uma vida passada. Não explica os fatos
1,3 e 4. Alguns críticos afirmam que em não conhecendo os limites de PSI, não se
pode determinar o que pode ser uma verdadeira lembrança do passado.

A Questão do Cetismo

Uma questão interessante a ser analisada é a que diz respeito a determinação do


rótulo crente/céptico. O pensamento céptico geralmente apresentado é mais ou
menos assim:

“Existe um ponto a ser considerado em relação à postura cética que é o do ônus da


prova. Considera-se que este recai sempre sobre quem afirma alguma coisa, ou
seja, se alguém afirma que algo existe, cabe a esta pessoa provar que existe, e
não às outras pessoas provar que não existe. Em resumo, cabe aos proponentes
de um fenômeno apresentar as provas. Em muitos casos, no entanto, nem sempre
essas provas são fáceis”.
“Por esse motivo, nenhum cético sério irá afirmar categoricamente que um
determinado fenômeno não existe. A inexistência não pode ser provada. O que um
cético realmente afirma é que não acredita no fenômeno em questão, ou que não
considera suficientes as provas apresentadas”.

Esse céptico descrito acima, é na realidade um céptico teórico difícil de ser


encontrado. Participei por algum tempo do FCB – Fórum Céptic Brasileiro
(Internet), a convite de um amigo e com raras exceções, me pareceu mais um
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grupo de fanáticos defendendo a sua causa (a pureza cientifica e anti-religião) a
qualquer custo. Quando me apresentei, disse que "buscava a verdade‖, apesar de
ser espírita... o moderador então me disse que a "a busca da verdade" não lhe
interessava e que para isso já existia a comunidade cientifica, etc etc... Para mim
um recado obvio. Não venha para cá com essas idéias fantasmagóricas.
Argumentei que tinha algumas idéias e experiências interessantes. Retrucou então
que se EU tivesse algum trabalho publicado na Nature ou similar e somente assim
poderia citá-la. Fim de papo.
Onde quero chegar?! No meu entender a questão das crenças e descrenças
pessoais são dois lados da mesma moeda. Um crente e um pseudo-céptico na
realidade estão calcados em suas crenças (ou descrenças) pessoais com a mesma
intensidade. Ambos tem extrema dificuldade de passar a aceitar a verdade do
outro, mesmo quando apresentadas evidencias consideráveis. A historia da
ciência, da filosofia e da religião, mostra muitos desses casos. Como exemplo, cito
a aceitação pela dita comunidade cientifica da teoria da órbita da terra em redor do
sol. Os cépticos da época, não aceitaram a teoria e muitos morreram com essa
convicção, apesar dos de todos os dados auferidos.
Alguns, entretanto, não aceitaram as explicações ad-hoc, ou seja, os tais dos
movimentos retrógrados dos planetas, e creram na nova teoria, apesar de dados
precários e ainda imprecisos. E assim, quanto maior numero de crentes foram
aderindo, mais respeito foi dado à teoria. Até que esses últimos passaram a ser
maioria e a teoria passa a ser a teoria oficialmente aceita.
Ou seja, na realidade, em ultima instancia a teoria é aceita como foro intimo, ou
seja, cada um avalia se "considera suficientes as provas apresentadas‖ seguindo o
método que entende como o melhor dos métodos.
Para muitos o método cientifico. (Sim, mas qual deles ?) E como saber da medida
para considerar suficientes as provas apresentadas, 1 prova, 2, ou mil? Quantos
experimentos 1,2 ou mil? Quantos experimentos de PSI serão necessários para
prová-la junto a comunidade cientifica internacional, 1, 2 ou mil?? --- Para algumas
pessoas uma (experiência pessoal, por exemplo), para outras 2, para outras NADA
é suficiente. Na realidade, de acordo com a maioria dos filósofos da ciência,
nenhuma teoria pode ser totalmente provada, somente pode ser declarada falsa,
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quando ela for refutada Somente quando a maioria (POR CRITÉRIOS
INDIVIDUAIS) aderir à teoria ela passara a ser aceita como valida para a
comunidade. Será o novo paradigma.

O “Ser” Teoria Científica

Infelizmente (ou felizmente) o método cientifico não é único. Sendo ele próprio, o
método científico, uma teoria cientifica estudada no âmbito da filosofia da ciência,
uma meta-ciência, desenvolve-se e altera-se com o passar do tempo. Ou seja, o
que era considerado cientifico no passado, pode já não sê-lo hoje e o que é hoje
poderá deixar de ser. Antes o indutivismo, hoje o falseonismo, que por sua vez já é
criticado pelas idéias do paradigma e dos Programas de pesquisa de Lakatos e
outros.
Certamente muita água ainda vai correr por baixo dessa ponte. Acima de tudo
estão os fenômenos, os fatos, esses em ultima analise é que prevalecerão, apesar
de todas as teorias. Penso que em PSI, e antes na metapsíquica, e na
Parapsicologia em geral a falta de um modelo teórico, ou princípios básicos, é o
que mais dificulta o progresso dessa ciência. Os experimentadores praticamente
ficam repetindo ad-eternum, experimentos, experimentos.. e não formulam uma
teoria consistente que explique os principais fenômenos.

Conclusão

As pesquisas até aqui realizadas, tanto pelos pesquisadores mostrados nesse livro,
quanto por nós mesmos dão apoio à confirmação da teoria da RMVP. Os cépticos
em geral alegam, não haver pesquisas que realmente apresentem características
de um programa de pesquisa científico. Em parte eles têm razão, já poderíamos ter
avançado bastante nessa área. Entretanto os dados e pesquisas acumulados até o
momento são muito promissores e fatalmente nos próximos anos os cépticos e a
comunidade científica em geral não poderão ficar à margem desse novo
conhecimento, principalmente aqueles envolvidos em trabalhos e pesquisa com o
psiquismo humano. Um indicativo desse caminho é que os consultórios desses
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profissionais cada vez mais têm se habituado com conceitos como vidas passadas
e reencarnação. Falta realmente dar a essa prática, mais suporte teórico através
de pesquisas que atendam a um grau maior de cientificidade.
Enquanto isso, podemos verificar com uma certa facilidade que levando em
consideração os fatos e pesquisas até agora realizados a teoria que melhor explica
e se enquadra é de fato a RMVP.

Programa de pesquisa

Lembrando a Vida Imediatamente Anterior

Alguns projetos de pesquisa na área de regressão de memória tem sido utilizados


por pesquisadores diversos. Vejamos uma pequena síntese:
1. Lembrança espontânea em crianças – O principal pesquisador é o Dr. Ian
Steavenson. Suas mais recentes pesquisas incluem o detalhado exame nas
marcas de nascença (veja artigo em anexo);
2. Pesquisa estatística socio-econômico-cultural – Realizada pela Dra. Hellen
Wanback. Comprovando a veracidade histórica dos dados relembrados;
3. Pesquisa de personalidade Histórica – Realizado pelo Hermínio C Miranda.
Através do estudo do caso Camille Desmoulins e agora o caso ―Nefertiti‖
pesquisado por mim.
4. Terapia de Vidas Passadas – Vários profissionais de saúde mental já utilizam a
Regressão de Memória como meio profilático. O psiquiatra Brian weiss e Roger
Woolger. são os mais famosos.
O tipo de pesquisa que pretendo iniciar é diferenciado desses apresentados, não
porque eu as considerei insatisfatórias, e sim como uma forma de apontar para um
novo caminho para comprovar e entender as nuanças do fenômeno.

Objetivo:

Realizar uma série de experimentos objetivando que o sujeito relembre a sua


ultima existência. Nessas condições obter o máximo de informações pessoais e
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contextuais. A partir daí por meios de pesquisa e estatísticas estabelecer as
conclusões sobre o trabalho.

Características:

As pesquisas terão como suporte o conjunto de principio teóricos estabelecidos na


descrição formal da teoria no capitulo anterior.
As técnicas para obtenção do estado de transe será as que foram descritas no
capitulo que trata da ―Leitura da alma‖.

Protocolo Simplificado:

1. Entrevistar detidamente o sujeito com relação à sua vida atual, identificando


características que possam ser possível fazer alguma previsão sobre a vida
anterior. Informações do tipo: Fobias, Hobbies, Habilidades Manuais, predileção
por alguns lugares ou épocas, problemas de relacionamentos, etc...
2. Treinar o sujeito na obtenção de visualizações e lembranças da vida atual
(Infância);
3. Realizar quantas seções forem necessárias para obtenção dos dados da vida
imediatamente anterior. Informações do tipo Nome Completo, datas varias. Nome
Completo dos familiares, Localização geográfica precisa, nome de governantes
locais, Casamento, formação acadêmica, etc...
4. Efetuar pesquisa nos locais adequados a fim de confirmar ou não a existência da
personalidade lembrada, e caso confirmada chegar a veracidade das demais
informações.
5. Concluída a fase de coleta das diversas amostras (100, por exemplo), eliminar
as que apresentem algum indicio de fraude ou vazamentos sensoriais
(personalidades históricas ou de localidade onde o sujeito já teve algum contato).
6. Elaborar gráficos e relatórios que possibilitem as conclusões sobre os
resultados.

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FORMULÁRIO 2 – Lembrança da Vida Anterior

Época:
_1905____________________________________________________
__
Nome: __ISABEL GONÇALVES_____________________ Sexo:
__F_______
Filiação:__ LÚIS GONÇALVES E MARINA GONÇALVES ______________
Local (País, Cidade, Endereço):__PELOTAS. RS. Fazenda SANTA INÊS
Cidade e Data de Nascimento:__ PELOTAS EM 1888 (Aproximadamente)
Governante: _FLORIANO PEIXOTO _(1905 – Aproximadamente)
Formação Escolar :
_______________________________________________
Profissão/Ocupação: __DONA DE CASA
_____________________________
Roupas/Calçados:
_________________________________________________
Impressões Gerais e outras informações: __A CASA ERA UM CASARÃO
EM ESTILO COLONIAL, COR AZUL CLARO COM DETALHES BRANCO EM
ALTO RELEVO. VARANDAS PRETAS NAS PORTAS SUPERIORES E
EMBAIXO NAS JANELAS (OU PORTAS) LATERAIS. BATENTE DE PEDRA
BRANCA COM PEDRAS BRILHANTES. O PISO DE MADEIRA CORRIDA ,
ESCURO E BRILHOSO. A FILHA LUISA (HOMENAGEM AO PAI) NASCEU
EM 1922 (APROX.).
_________________________________________________________
________
_________________________________________________________
________
Data da Regressão : _20/10/2001 À 30/11/2001 (3 SEÇÕES)_

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O MOB (Modelo Organizador Biológico)

Quando falamos com leigos sobre conceitos como reencarnação, geralmente vem
a pergunta: Mas ―o que‖ realmente reencarna? A resposta que talvez mais
satisfaça às mentes científicas, vem do engenheiro e pesquisador brasileiro,
Hernani Guimarães de Andrade. Ele idealizou um modelo, que apesar de
simplificado pode guiar os futuros pesquisadores a encontrar uma resposta mais
específica. Vejamos:

MOB - Modelo Organizador Biológico.

(Teoria de Hernani Guimarães de Andrade - Apresentada nos livros : A teoria


corpuscular do espírito; Novos rumos a experimentação espíritica; Parapsicologia
experimental; e A matéria PSI.).
Núcleo:
-- Existência de um campo-psi e de uma materia-psi, participante de uma realidade
mais ampla, da qual o campo-eletromagnético e a matéria-física são casos
particulares.
-- Existência de estruturas autônomas oriundas do campo e matéria psi, fora do
âmbito do nosso espaço e em outras dimensões alem das três registrada pela
nossa experiência direta.
-- Existência da possibilidade da interação entre os dois domínios.
O MOB - Modelo Organizador Biológico e o CBM-Campo Bio-magnético.
MOB - Uma unidade autônoma e evolutiva pertencente ao domínio PSI, capaz de
interagir com a "matéria orgânica", e desse fato resultar o ser biológico como
conhecemos.
-- Uma das propriedades do MOB é a de ser portador de um "campo biomagnético"
CBM, cuja principal função é permitir a ação do modelo, sobre as moléculas da
matéria orgânica e vice-versa.
CONSIDERACOES: Conclusões e previsões a partir dessa teoria:

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A) Evolução Biológica:

"O desenvolvimento dos seres vivos, desde a origem da vida até agora, demonstra
uma sistemática tendência ao aperfeiçoamento e sabe-se que de acordo com a
genética que a simples experiência de um ser vivo não é biologicamente herdada
pelos seus decendentes. Para explicar essa evolução sem lançar mão da hipótese
de Lamarck, criou-se a teoria das sucessivas mutações ocasionais, seguidas da
seleção adaptativa.
Essa teoria, entretanto, deixam sem explicação o ‖porque‖ o embrião deve passar
obrigatoriamente por fases epigenéticas que sugerem uma recapitulação dos
estágios evolutivos da espécie a que pertence. Ficam sem explicação a existência
de órgão e detalhes nos organismos vivos, inúteis uns, demais engenhosos outros
para terem sido obtidos por mutações aleatórias seguidos de ensaios e erros.
HGA"
Admitida a existência do MOB e do seu CBM, essas questões seriam resolvidas
com uma certa facilidade, um MOB (pertecente a uma determinada espécie-viva)
guardaria em sua memória, todas as fases da sua própria evolução e
principalmente todas as suas experiências vividas na matéria orgânica e fora dela.
Dessa forma as mutações genéticas melhores adaptadas passariam adiante o seu
sucesso. Eis o processo da reencarnação. Para aprofundamentos sugiro alem dos
livros do Hernani, o livro de Chico Xavier (Evolução em dois mundos – autor
espiritual André Luís) de onde com certeza o Hernani hauriu suas inspirações.

B) Fenômenos PSI:

"Ao analisarmos as características dos fenômenos paranormais, veremos que as


suas leis não puderam ser enquadradas nos esquema das leis que regem os
fenômenos ditos normais. Os fenômenos causais eficientes que governam os
eventos paranormais provavelmente se desenrolem fora do nosso espaço físico,
em uma outra circunstancia espacio temporal, não obstante possuírem meios de
interação com os objetos do mundo em que vivemos. Sendo a função-psi uma
faculdade da mente, e se essa se relaciona com determinada organização material
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(nosso sistema nervoso), talvez sua estrutura se prolongue para alem do espaço
físico, operando em outro tipo de espaço de onde partiram as causas eficientes dos
fenômenos paranormais. Este prolongamento mental poderia encontrar-se no
MOB. Seu meio de interação com a matéria física seria o campo biomagnetico
CBM.‖―.

C) Memória Extra-Cerebral:

"Se, após a morte do corpo físico, alguma outra coisa sobrevive como suporte da
personalidade e repositório da memória de suas experiências ( e de suas
mutações), por que não admitir a possibilidade do seu retorno ao palco da vida?
Não seria esse o processo básico da evolução biológica?? É possível que o MOB
possibilite duas modalidades de ação.
Uma seria a estrutura espacio temporal do MOB, operando como fator de
recapitulação OBJETIVA das experiências biológicas pelas quais transitou em sua
evolução pretérita. A outra seria a recordação SUBJETIVA da sua experiência
psíquica. Esta memória extra-cerebral, quando inconsciente, poderia manifestar-se
como tendências, aptidões inatas, genialidades e instintos. Em certas ocasiões,
emergindo para o consciente, provocaria o surgimento das RECORDACOES DE
VIDAS anteriores.
―Da mesma forma o MOB poderia transferir, de uma encarnação para outra, certas
características físicas adquiridas.‖
O mais profundo trabalho sobre esse fenômeno esta na obra de Steavenson,
Reencarnação e Biologia. Um livro com mais de 2.000 páginas, com o maior
critério cientifico, com fotos, depoimentos, comprovações onde crianças
apresentam sinais de nascença nos locais onde sofreram ferimentos numa vida
anterior, fatos esses comprovados reais por Steavenson e sua equipe. Uma outra
linha de pesquisa muito promissora, que eu próprio estou desenvolvendo
pesquisas, na lembrança de vidas passadas mediante a indução a estados
alterados de consciência... Já existindo uma grande quantidade de estudiosos
estudando esse fenômeno.

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D) Fenômenos Mediúnicos:

Uma vez admitido o MOB e a sua relação com sistemas orgânicos, ficaria evidente
o fenômeno conhecido como mediúnico, uma vez que a entidade do domínio da
materia-psi poderia influenciar o sistema neurológico humano com menor ou maior
grau e produzir os mais diferentes fenômenos. Vale a pena citar os trabalhos de
Materialização realizados por William Crookes e Albert Von Schrenk, onde poderia
se admitir a utilização do MOB e seu CBM na produção do fenômeno; Os casos de
Xenoglassia onde um Médium pode falar e conversar (ou escrever) numa língua
desconhecida para ele; Casos de efeitos inteligentes, onde a comunicação esta
muitíssima alem das possibilidades culturais e intelectuais do Médium, cito o caso
de Chico Xavier que publicou o livro "Parnaso de alem túmulo" com 20 anos de
idade e apenas o ensino fundamental (da época) apresentando versos, poesias e
sonetos da suposta autoria dos maiores poetas brasileiros (Castro Alves e Augusto
dos Anjos, entre outros) ate hoje considerado um "assombro" pelos acadêmicos de
letras. Outra obra sua já citada aqui (Evolução em dois mundos) uma obra
complexa e extremamente acadêmica tratando de profundos conceitos de biologia,
química, genética, etc. Onde se lê na introdução, que a pedido do "espírito" os
capítulos impares foram Psicografadas pelo próprio Chico e os pares por outro
médium, em outra cidade, pelo Médium Waldo Vieira. Para controle cientifico
segundo ele.

E) Fenômenos de Quase-morte:

Onde pessoas que tiveram morte aparente e muitas vezes cessaram os sinais
vitais, alegam permanecer conscientes durante esse lapso de tempo. Quem
primeiro estudou esse fenômeno foi o Dr. Raymood Jr,( Vida depois da vida ) a
partir da década de 70. Segundo suas pesquisas, algumas ocorrências
obedeceram a um padrão recorrente, independente de crenças e aspectos
culturais.
1. Visualização do próprio corpo e do ambiente ao redor;
2. Encontro com entes familiares já mortos;
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3. Visão de um ser de luz, que transmite paz e amor;
4. Passagem através de um túnel, com uma luz brilhante no final;
5. Recapitulação de cenas da vida em alta velocidade.

O resultado desse estudo confirma um outro realizado no final do século de 19.


Realizado por Gabriel Delanne, onde as informações sobre a morte são obtidas por
via "mediúnica" entrevistando "espíritos". Ha um alto grau de correspondência entre
um e outro estudo apesar da diferença das formas de investigação. Atualmente
outros pesquisadores utilizando regressão de memória a vidas passadas, também
chegaram a resultados bastante aproximados do estudo do Dr. Raymood. A
diferença destes dois últimos e o primeiro é evidentemente quanto ao
desfecho, uma vez que neste o sujeito não completa o processo de morte. Outra
linha de pesquisa semelhante são os casos de "aparições" no leito de morte com
um grande numero de casos relatados.

F) Psicanálise / Terapia de Vidas Passadas

Também a partir da década de 70 alguns psicólogos, psiquiatras e psicanalista


começaram a experimentar a Regressão de Memória a vidas passadas, como
ferramenta para tratamento psicológico contra males psíquicos. Pode-se ressaltar
Dra. Edith Fiori, Dra. Hellen Wambach, e mais recentemente Dr. Brian Weiss e Dr.
Raymood Jr. passaram a incluir a TVP no seu modelo de tratamento. Essa terapia
tem obtido excelentes resultados, a despeito da crença ou descrença na
reencarnação seja do paciente ou do psicoterapeuta. Muitos pacientes
apresentaram melhora surpreendente (às vezes numa única seção de regressão),
mesmo que antes tenham feito meses de terapia convencional. O fato de ver (ou
rever) as cenas que 'presumidamente' deram origem aos problemas elimina os
sintomas reclamados.

Considerações Finais

"Pensamos que a investigação da existência do campo biomagnetico (CBM) seria,


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o primeiro passo no sentido de confirmar ou REFUTAR a hipótese do MOB.
Poderíamos aprender a detectá-lo e a medi-lo, usando os próprios meios biológicos
como, por exemplo, culturas bacterianas que, devidamente padronizadas se
prestassem para isso. Uma primeira pista já esta franqueada, pois os campos
magnéticos estáticos exercem influencia no desenvolvimento de bactérias, ratos,
tumores... conforme já se verificou pelos trabalhos da "Biomagnetic Research
Foundation".
Poderá parecer sem sentido estabelecer correlação entre os fenômenos
paranormais e os fenômenos biomagnetcos. Todavia, se analisarmos
cuidadosamente as características dos fatos paranormais, veremos que suas leis
não puderam ate agora, serem enquadradas nos esquema das leis que regem os
fenômenos ditos normais.
Sendo a função-PSI típica da mente, e se essa se relaciona com determinada
organização material (nosso sistema nervoso), talvez sua estrutura se prolongue
para alem do espaço físico, operando em outro tipo de espaço de onde partiriam as
causas eficientes dos fenômenos paranormais. Esse prolongamento mental
poderia encontra-se no MOB.
Seu meio de interação com a matéria física seria o campo biomagnetico
(CBM).Hernani Andrade, A matéria PSI.

O MOB - Como Teoria

Penso ter demonstrado suficientemente o argumento que a Teoria do MOB seja


verdadeiramente uma TEORIA CIENTIFICA. Os fatos e pesquisas que aqui
apresentei são suficientes em número e qualidade pra que seja respeitada. O
preconceito por ser uma teoria que "pareça" ser mística / religiosa não deve ser
entrave para que seja avaliada como uma outra qualquer. E caso seja uma teoria
falsa, que seja refutada.
Mas, não pode ser descartada a priori, pois isso não seria cientifico. Da minha
parte, procuro desenvolver experimentos que possibilitem testar a teoria,
atualmente estou trabalhando com o fenômeno de regressão de memória a vidas
passadas, e daqui a alguns anos pretendo pesquisar a questão das comprovações
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das comunicações mediúnicas, já que tenho acesso a meios apropriados.
Falando claramente, para que não fiquem suspeitas de "objetivos secretos" da
minha colocação: O que proponho (como hipótese de trabalho) é que o MOB,
constituído pela matéria PSI da Teoria do Hernani e que é o mesmo perispírito de
Kardec, E´ o agente tanto dos fenômenos PSI quanto dos fenômenos chamados
espíritas ou mediúnicos. Antes das "provas", gostaria de apresentar um resumo
dos princípios teóricos dessa teoria. Para isso vou escolher o método de Lakatos,
por que eh o que melhor se presta a esse serviço.

Psicanálise e TVP

Uma avaliação

Nesse trabalho não temos por objetivo, estudar detalhadamente a TVP (Terapia de
Vidas Passadas), está inclusive nos nossos planos uma incursão nessa área em
um outro momento. No entanto é imprescindível que quem interesse pela teoria e
principalmente pela prática de regressão um conhecimento razoável sobre essa
área, uma vez que estará em contato direto com a psique dos indivíduos.
Compararemos então de forma superficial a TVP com a Psicanálise.
A rigor a regressão de memória pouco tem a ver com a Psicanálise como foi
concebida por Sigmund Freud (1856 – 1939 ) que foi baseada muito mais na
interpretação dos sonhos e outras análises subjetivas. Quando muito os
psicanalistas modernos utilizam a hipnose para fazer com que os pacientes
relembrem de algumas experiências traumáticas ocorridos na infância.
Paradoxalmente, Freud, que revolucionou o tratamento das doenças mentais,
chamadas até então de nervosas, e passou-lhes a considerar um problema da
psiquê (alma em grego), até o fim dos seus dias foi um materialista convicto. Foi
também um dos primeiros a entender o psiquismo dividido em consciente e
inconsciente.

A base de sua doutrina:

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Interpretação dos sonhos; O Ego, Id e Super-ego; Complexos sexuais (Electra,
Édipo, etc); Instinto; Sexualidade Infantil; Inconsciente;
Neurose; Ab-reação; e Traumas.
O principal problema com essa doutrina é a questão do Pansexualismo e o da
sexualidade infantil, onde na sua ótica tudo gira em redor do sexo e de uma forma
exagerada, onde todos os problemas tem que ser assim explicados.
O primeiro aspecto positivo do pensamento de Freud é, pois, o da ênfase
psicológica nos problemas emocionais do ser humano, em contraste com as
abordagens mecanicistas, biológicas, e orgânicas. É válido o seu conceito de
inconsciente como depósito de emoção, desejo e memória que permanece, em
geral, velado para nós.
No entanto algumas reformulações são necessárias. No conceito de inconsciente,
por exemplo, falta um elemento vital ao seu entendimento: o das vidas sucessivas.
E às usuais definições de regressão, fixação, repressão e trauma; adicionar
responsabilidade pessoal, perdão, amor e imortalidade.

Um Novo Modelo Clínico

Não é difícil observar-se que a psiquiatria e psicologia mostram-se mais à vontade


nesse início de milênio com o conceito de reencarnação, que aos poucos vai se
integrando às práticas de consultório, introduzindo sutis modificações no modelo
clínico básico até agora adotado. Contudo, este conceito, uma vez absorvido nas
estruturas do novo modelo, provocará profundas reformulações, porque ela não
constitui aspecto isolado da problemática do ser. Teria que ser levado em conta
toda a estrutura apresentada nesse estudo e algumas outras contidas na doutrina
espírita, sem no entanto querer dizer que o terapeuta tenha que pertencer ao
movimento espírita.
• O ser humano desenvolve-se ao longo de lento processo evolutivo, durante o qual
vai se tornando cada vez mais consciente de si mesmo e do universo que o cerca.
• Conhecimento e moral seguem esse processo evolutivo autônomos entre si, em
paralelo, mas não no mesmo ritmo nem ao mesmo tempo.
• A dor seja física ou moral, é indício de conflitos emocionais, mais ou menos sérios
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e resulta de atos cometidos em prejuízo alheio (ou próprio).
• Os conceitos estímulo / reflexo / condicionamento corresponderia a
erro/sofrimento/ correção sem muitas adaptações.
• Da mesma forma somos estimulados a desenvolver certos aspectos éticos, ante o
estímulo do prazer na sua mais elevada e pura conotação – a da paz espiritual.
• As experiências de regressão de memória demonstram que há um encadeamento
lógico na seqüência das diversas existências, após estágio mais ou menos longo
no mundo espiritual.
• Elas revelam também, a existência de um componente ético conjugado com um
severo mecanismo de responsabilidade pessoal, a lei de ação e reação (Carma).

Instrumento Terapêutico

A regressão para fins terapêuticos deve considerar no seu modelo clínico não
apenas o aspecto mnemônico, mas também e principalmente, o ético. Ou seja, não
basta desentranhar a lembrança do erro cometido das profundezas do
inconsciente, é preciso trabalhar os conflitos e fazer com que o paciente
compreenda que as leis cósmicas exigem a reparação do equivoco ou a reposição
da ordem perturbada. O paciente precisa entender que deve promover em si
mesmo as mudanças de comportamento (reforma íntima) que, por sua vez
desencadeiam o processo de cura ou reajuste. Do que se conclui que o trabalho do
profissional de saúde mental tem seu inevitável componente doutrinário,
aconselhador, harmonizador. A regressão facilita o processo e lhe confere
confiabilidade, porque o paciente é atraído precisamente pelos episódios que
tenham a ver com os seus conflitos do presente, mesmo que uma época muito
remota. Uma vez identificado a causa do problema, recorre-se ao diálogo, o
debate, a doutrinação, no sentido de racionalizar o trauma. No caso de Identificado
o ódio por alguém no passado como sendo a causa de um trauma, a solução não é
tão somente ―assumir‖ esse ódio. Necessário faz-se identificá-lo, admiti- lo,
racionalizá-lo e principalmente a reconciliação e harmonização com a pessoa
odiada num contexto de compreensão, tolerância e até perdão.

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O esquema que estamos propondo incorporar à tecnologia terapêutica não é uma
receita mística para elaboração de uma panacéia universal que cure desde o mau-
olhado até a apendicite.A regressão de memória é apenas instrumento de busca e
identificação dos núcleos traumáticos situados no inconsciente, não uma terapia
por si e em si mesmo. Sendo assim deve ser utilizada como instrumento
terapêutico por profissionais da área de saúde mental com a devida formação
acadêmica e jamais deve ser utilizada por mera curiosidade.

TVP – A Terapia de Vivências Passadas

No nosso entender a TVP representa uma ruptura com a escola tradicional de


psicanálise e que utiliza a regressão como principal instrumento terapêutico, no
entanto estará incorrendo em grave erro, se não seguir a estrutura proposta nesse
trabalho. Para os que estudam com atenção as estruturas da doutrina dos espíritos
e observam na dinâmica dos fenômenos psíquicos, é difícil de entender como
possa alguém, dedicar-se ao tratamento de distúrbios mentais, sem sólidos
conhecimentos dos mecanismos espirituais.

Anexo 1 - Método Prático de Regressão em Grupo

Indução por relaxamento/indução hipnótica

1. Preparação:

• Observar as condições preliminares já citadas anteriormente.


• Iniciar a prática com alguns esclarecimentos sobre a técnica que será usada (falar
sinteticamente de todo o processo que se seguirá) e sobre os resultados
esperados.
• Tenho trabalhado com uma turma de 15 pessoas, mas esse número poderá ser
maior caso haja mais pessoas para ajudar em caso de algum imprevisto.
• É Recomendada a realização de algumas seções (de aproximadamente 60
minutos cada) de preparação para visualizações de imagens, como sugestão, cito
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a técnica do caminho e uma regressão na vida presente (na fase infanto juvenil),
neste caso sugerir a lembrança de momentos agradáveis como festas, passeis,
jogos, etc.

2. Relaxamento:

• Tem dado um bom resultado, antes de provocar o transe, fazer leves exercícios
físicos de relaxamento com movimentos no pescoço, ombros, cintura e membros
por aproximadamente 5 minutos. Isso descontrai física e mentalmente o grupo.
• Não esquecer de minimizar o risco de interrupções (portas, celulares, etc.).
• Lembrar de colocar uma música instrumental suave ao fundo de estilo oriental ou
―nova era‖.
• Todos devem estar confortavelmente acomodados sem nada nas mãos e de
preferência descalços.

3. Indução ao transe:

3.1 FASE 1 - Iniciar o monólogo de uma forma calma, monótona, pausada e firme.
(5 minutos)
• A partir de agora, gostaria (Começar sem parecer estar ordenando e aos poucos
tomar uma postura mais imperativa) que mantivéssemos (usar o plural) os olhos
fechados e a sua atenção para as minhas palavras. Pausa 3 seg.
• Vamos interiorizar o pensamento, e vamos por alguns instantes concentrarmos
somente na respiração. Respire (a partir daqui usar o singular) lentamente e
profundamente, observe atentamente todo o movimento da respiração. Dessa
forma você começa a sentir-se bem relaxado. Pausa 30 seg.
• Pois muito bem... Mantenha os olhos fechados e imagine que você possui mãos
invisíveis e com elas massageara todas as partes do nosso corpo; Quero que
utilize o seu poder de imaginação mental e visualize um quadro branco e nele veja
o número 10.

FASE 2 – Relaxamento: (10 minutos)


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• Visualize o número 10, e com as suas mãos invisíveis massageie os seus pés;
sinta os músculos sendo massageados e ficando bem soltos, relaxados, sinta a
massagem por todo o pé, entre os dedos, e a partir daqui deixe-os assim o mais
relaxado possível.
• Visualize o número 9, e com suas mãos invisíveis massageie suas pernas e
joelhos, fique bem relaxado.
• Visualize o número 8, massageie suas coxas e quadris.
Concentre a atenção nesses músculos e sinta-os relaxarem completamente.
• Visualize o número 7, massageie suas mãos e seus braços. Sinta como eles
estão relaxados e ficando cada vez mais insensíveis.
• Visualize o número 6, massageie agora os ombros e os músculos do pescoço. Os
músculos se afrouxam e permitem que você fique ainda mais relaxado, leve e
muito tranqüilo.
• Visualize o número 5, massageie as costas e sinta sua coluna relaxar, sinta um
bem estar enquanto você libera as tensões musculares e nervosas dessa região
lhe deixando tranqüilo para continuar com o relaxamento.
• Visualize o número 4, massageie agora a região do peito, os músculos do
abdômen e envolva nessa energia os órgãos internos... isso fará com que se sinta
ainda mais relaxado.
• Visualize o número 3, Use as sua mãos invisíveis para massagear suavemente a
cabeça, especialmente o couro cabeludo e a nuca. Relaxe, relaxe... relaxe.
• Visualize o número 2, massageie suavemente os músculos da face e da testa,
você se sente cada vez mais tranqüilo, em paz e muito relaxado. Relaxe
profundamente e Mantenha atenção nas minhas palavras.
• Visualize o número 1... massageie agora as narinas, e sinta ar da respiração
entrando pela faringe, garganta, e indo até os pulmões, sinta prazer em sentir sua
respiração..! Respire lentamente e profundamente. Isso lhe deixará em estado
profundo de relaxamento. Relaxe, relaxe.
• Visualize o número 0... Você esta agora totalmente relaxado, e com uma enorme
sensação de paz e tranqüilidade. Quero que mantenha esse estado de
relaxamento até o final da nossa experiência e que fique muito tranqüilo e
confiante.
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• Agora, imagine que você está dentro de um espaçoso e confortável elevador; nele
há uma suave luz azulada. (Pausa)
• elevador começa a movimentar-se muito lentamente...você continua inteiramente
relaxado e concentrado plenamente na minha voz. O elevador continua se
movimentando e quando eu contar até 3, o elevador irá parar e a porta irá se abrir
e você verá uma cena de um momento de uma vida passada. Mantenha-se
tranqüilo e relaxado. Nessa experiência você poderá sentir as emoções que
acompanham as lembranças, se isso acontecer fique confiante que elas não lhe
causarão nenhum mal. Você já passou por elas antes e sabe que está seguro, e
permanecerá tranqüilo e relaxado até o final da experiência.

FASE 3 – Exploração da vida passada


• Então, quando contar até 3, o elevador irar parar e abrir a porta, então você verá
uma cena de uma vida anterior, 1 ( 2 seg) 2 (2 seg) e 3. Veja a cena.
• Calmamente observe a cena que está visualizando ou começando a se formar (3
seg)...Simplesmente observe. (3 seg).
• Tente olhar para os seus pés...Veja se esta usando algum calçado... Olhe para o
chão em volta dos pés. (2 seg).
• Observe calmamente as suas vestes...A sua aparência, como você se vê?..(3
seg)
• Agora, observe novamente a cena, procure lembrar o que ela representa, o que
está acontecendo? (10 seg)
• Observe se há outras pessoas nessa cena,... Se há, o que estão usando?... E
quem são elas? (10 seg)
• Veja como é esse lugar que você está vendo...Há algum tipo de construção?...
Como é a geografia desse lugar?
• Continue relaxado... Observando e lembrando de como era essa sua vida
passada. Caso não saiba responder a alguma pergunta, espere calmamente pelas
próximas perguntas...
• Lembre de como era e como vivia sua família... (5seg)... E como era o local que
morava... (5 seg)... Você se consideraria rico ou pobre?
• Qual era a sua ocupação... .. Trabalhava? Estudava? Cuidava da casa? (10 seg)
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• Qual era a sua crença, ou religião? (5 seg)
• Procure lembrar do seu nome...Caso não lembre tente ouvir como alguém lhe
chama. (10 seg)
• Lembre o nome do lugar ou País que vive nessa vida passada (5 seg).
• Qual o nome do governante desse lugar ou País? (5 seg)
• Agora, quero que lembre o ano em que passa essa cena? (5 seg).
• Sinta-se bastante relaxado e tranqüilo e veja agora outro momento dessa mesma
vida e fique bem a vontade de observar sem ter que responder as minhas
perguntas... Por alguns minutos... Observe! ( 5 min. )

FASE 4 – Final

• Agora, você voltará para o elevador do início. Lembre que isso foram lembranças
de uma vida passada e que essas lembranças devem fazer você compreender
melhor a sua vida presente. Sinta a luz azul tranqüilizante que lhe dará ainda mais
energias e manterá todas as lembranças aqui vivenciadas.
• O elevador começa a se movimentar lentamente e o trará para a vida presente. E
quando eu contar até 3, o elevador parará e estará de volta ao presente e
desperto. 1 – 2 – 3 .Acorde. (Pedir que acordem sem pressa).

Anexo 2 - Técnica do Caminho

Essa técnica utiliza visualizações através de símbolos que se alega representar


algumas questões referentes ao momento presente da vida do participante e os
seus relacionamentos. Pessoalmente não sei a origem desses símbolos, mas na
prática tem demonstrado um alto grau de ―coincidências‖; e como o objetivo
principal é apenas um treinamento quanto ao estado de transe e visualizações
mentais é interessante que seja praticado nas primeiras seções antes das
regressões propriamente ditas.

Tabela de símbolos e sua significação:


O Caminho à A Situação atual da vida
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O Galho à Os Problemas
A Chave à Os Projetos
O Vaso à A Família
O Animal à O Parceiro
O Lago à A sexualidade
O Muro à A Morte

1. Explicar os procedimentos que se seguirão, sem, no entanto falar dos símbolos;


dizer: ―veremos alguns objetos no caminho que representa a nossa vida e se
desejarem podem fazer algo com os objetos‖
2. Iniciar com o relaxamento hipnótico, conforme as fases 1 e 2 do anexo I , de
uma forma simplificada.
3. Depois de atingir a fase de relaxamento, sugerir que eles vejam um caminho, um
caminho que simboliza a nossa vida. (Pausa 10seg)
4. Pedir para ir caminhando nesse caminho e a seguir sugerindo a visão dos
objetos, sempre intercalando uma pausa de pelo menos uns 10 segundos entre um
e outro.
5. Para finalizar sugira a visão de um jardim aconchegante, e transmita sugestões
de paz e tranqüilidade em quanto os induz ao despertar final.
6. Após alguns minutos de recuperação da normalidade, formar um grupo e ouvir
atentamente cada pessoa sobre o que vivenciou. Em seguida revelar a chave dos
símbolos e fazer alguns comentários necessários.

Anexo 3 - Estudo sobre Lakatos

Neste artigo são apresentadas anotações sobre os modernos conceitos de ciência.


Ainda aqui os artigos do filosofo Silvio Chibeni me servem de roteiro de estudos, a
destacarem-se para esta parte dos estudos os artigos "Concepções de Ciência".
No seu trabalho intitulado Concepções de Ciência o filosofo Chibeni oferece-nos de
maneira clara e didática os modernos conceitos de Ciência, os quais cito abaixo:
"Do que vimos sobre as limitações das concepções indutivista e falseacionista de
ciência, transparece que representam as teorias cientificas e suas relações com a
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experiência de modo demasiadamente simples e fragmentário. A inspeção da
natureza, gênese e desenvolvimento das teorias cientificas reais evidencia que
devem ser consideradas como "estruturas" complexas e dinâmicas, que nascem e
se elaboram gradativamente, em um processo de influenciação reciproca com a
experiência, bem como com outras teorias. Essa visão da ciência e ainda
suportada por argumentos de ordem filosófica e metodológica.
Se for verdade que as teorias cientificas devem apoiar-se na experiência - embora
não dos modos descritos pelo indutivismo e pelo falseacionismo -, residindo
mesmo nela a sua principal raison d'etre, não e menos verdade que a busca,
condução, classificação e analise dos dados empíricos requer diretrizes teóricas."

(Obs: raison d'etre = razão de ser).

"Alem disso, a própria malha conceitual através da qual formulamos nossas idéias
e experiências sensoriais constitui-se ao menos parcialmente pela atuação de
nosso intelecto. No caso especifico dos conceitos abstratos da ciência, o exame de
sua criação e evolução mostra que surgem tipicamente como idéias vagas, só
adquirindo significado gradualmente mais preciso na medida em que as teorias em
que comparecem se estruturam, embasam e ganham coerência.
Por fim, em contraste com o que propões a visão indutivista (e talvez também a
falseacionista), as teorias cientificas não consistem de meros aglomerados de leis
gerais. Devem incorporar ainda regras metodológicas que disciplinem a absorção
de impactos empíricos desfavoráveis, e norteiem as pesquisas futuras com vistas
ao seu aperfeiçoamento."
Neste ponto o filosofo Silvio Chibeni, em seu trabalho "Concepções de Ciência",
após apresentar as razoes da falsidade dos conceitos antigos de ciência, inicia a
apresentação das modernas concepções de ciência, que ganharam forca e
consistência na segunda metade deste século XX:
"O filosofo Imre Lakatos sistematizou de maneira interessante as características da
ciência que vimos discutindo, introduzindo a noção de "programa cientifico de
pesquisa". Iniciaremos nossa breve e simplificada exposição das idéias centrais de
Lakatos recorrendo a este
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parágrafo do citado livro de Chalmers (CHALMERS, A.F. What is this
Thing called Science? St. Lucia, University of Queensland Press, 1976, p. 76):
Um "programa de pesquisa" lakatosiano e uma estrutura que fornece um guia para
futuras pesquisas, tanto de uma maneira positiva, como negativa. A "heurística
negativa" de um programa envolve a estipulação de que as assunções básicas
subjacentes ao programa, que formam o seu "núcleo rígido", não devem ser
rejeitadas ou modificadas. Esse núcleo rígido e resguardado contra falseações por
um "cinturão protetor" de hipóteses auxiliares, condições iniciais, etc. A "heurística
positiva" constitui-se de prescrições não muito precisas que indicam como o
programa deve ser desenvolvido... Os programas de pesquisa são considerados
"progressivos" ou "degenerastes", conforme tenham sucesso, ou persistentemente
fracassem, em levar a descoberta de novos fenômenos.
O núcleo rígido (hard core) de um programa e aquilo que essencialmente o
identifica e caracteriza, constituindo-se de uma ou mais hipóteses teóricas. Eis
alguns exemplos. O núcleo rígido da cosmologia aristotélica inclui, entre outras, as
hipóteses da finitude e esfericidade do Universo, a impossibilidade do vazio, os
movimentos naturais, a incorruptibilidade dos céus. O núcleo da astronomia
copernicana consiste das assunções de que a Terra gira sobre si mesma em um
dia e em torno do Sol em um ano, e de que os demais planetas também orbitam o
Sol. O da mecânica newtoniana é formado das três leis dinâmicas e da lei da
gravitação universal. O da teoria especial da relatividade é o principio da
relatividade e a constância da velocidade da luz; o da teoria da evolução de
Darwin-Wallace, o mecanismo da seleção natural.
Por "uma decisão metodológica de seus protagonistas" (Lakatos 1970, p. 133), o
núcleo rígido de um programa de pesquisa e "decretado" não refutável. Possíveis
discrepâncias com os resultados empíricos, são eliminadas pela modificação das
hipóteses do cinturão protetor.
Essa regra e' a heurística negativa do programa, e tem a função de limitar,
metodologicamente, a incerteza quanto a parte da teoria atingida pelas
"falseações". Recomendando-nos direcionar as "refutações" para as hipóteses
não-essenciais da teoria, a heurística negativa representa uma regra de tolerância,
que visa a dar uma chance para os princípios fundamentais do núcleo mostrarem a
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sua potencialidade. O testemunho da historia da ciência parece de fato corroborar
essa regra, como vimos nos exemplos que demos acima.
Uma certa dose de obstinação parece ter sido essencial para salvar nossas
melhores teorias cientificas dos abundantes problemas de ajuste empírico que
apresentavam quando de seu nascimento.
Lakatos reconhece, porem, que essa atitude conservadora tem seus limites.
Quando o programa como um todo se mostra sistematicamente incapaz de dar
conta de fatos importantes, e de levar a predição de novos fenômenos (i.e., torna-
se "degeneraste"), deve ceder lugar a um programa mais adequado, "progressivo".
Como uma questão de fato histórico nota-se que um programa nunca e
abandonado antes que um substituto melhor esteja disponível.
A heurística positiva de um programa é mais vaga e difícil de caracterizar que a
heurística negativa. Segundo Lakatos, ela consiste "de um conjunto parcialmente
articulado de sugestões ou idéias de como mudar ou desenvolver as 'variantes
refutáveis' do programa de pesquisa, de como modificar, sofisticar, o cinturão
protetor 'refutável'." (op. cit. p. 135) No caso da astronomia Copernicana, por
exemplo, a heurística positiva indicava claramente a necessidade do
desenvolvimento de uma mecânica adequada a hipótese da Terra móvel, bem
como de novos instrumentos de observação astronômica, capazes de detectar as
previstas variações no tamanho aparente dos planetas e as fases de Vênus, por
exemplo. Assim, o telescópio foi construído algumas décadas após a morte de
Copernico pelo seu ardente defensor, Galileo, que também principiou a criação da
nova mecânica. Esta, a seu turno, uma vez concebida por Newton, apontou para
um imenso campo aberto, no qual se deveria buscar uma nova matemática,
medidas das dimensões da Terra, aparelhos para a detecção da forca gravitacional
entre pequenos objetos, etc."
Como podemos notar da citação acima, os modernos conceitos de ciência, mais
realistas, deixam transparecer o caráter claramente humano da ciência, que passa
a ser exato vista como um fruto das convicções de um grupo social (que "decreta"
que o núcleo rígido de seu programa de pesquisa e' não refutável), com todo o seu
conteúdo de crenças e descrenças e, portanto, de subjetivismo. Enfim, assume-se
claramente a realidade de que não existe um método "objetivo e seguro" de se
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fazer ciência.

Continuando a citar Chibeni:

"A concepção lakatosiana de ciência envolve um novo critério de demarcação entre


ciência e não-ciencia. Lembremos que o critério indutivista considerava cientificas
somente as teorias provadas empiricamente. Tal critério e, como vimos, forte
demais: não haveria, segundo ele, nenhuma teoria genuinamente cientifica, pois
todo conhecimento do mundo exterior e falível. Também o critério falseacionista,
segundo o qual só são cientificas as teorias refutáveis, elimina demais: como
nenhuma teoria pode ser rigorosamente falseada, nenhuma poderia classificar-se
como cientifica.
O critério de demarcação proposto por Lakatos, por outro lado, adequadamente
situa no campo cientifico algumas das teorias unanimemente tidas como cientificas,
como as grandes teorias da física.
Esse critério funda-se em duas exigências principais: uma teoria deve, para ser
cientifica, estar imersa em um programa de pesquisa, e este programa deve ser
progressivo. Deixemos a Lakatos a palavra (1970, pp. 175-6):
Pode-se compreender muito pouco do desenvolvimento da ciência quando nosso
paradigma de uma porção de conhecimento cientifico e uma teoria isolada, como
'Todo cisne e branco', solta no ar, sem estar imersa em um grande programa de
pesquisa. "Minha abordagem implica um novo critério de demarcação entre 'ciência
madura', que consiste de programas de pesquisa, e 'ciência imatura', que consiste
de uma colcha de retalhos de tentativas e erros ‗‘
"A ciência madura consiste de programas de pesquisa nos quais são antecipados
não apenas fatos novos, mas também novas teorias auxiliares; a ciência madura
possui 'poder heurístico', em contraste com os processos banais de tentativa e
erro." Lembremos que na heurística positiva de um programa vigoroso ha, desde o
inicio, um esboço geral de como construir os cinturões protetores: esse poder
heurístico gera "a autonomia da ciência teórica".
Essa "exigência de crescimento continuo" progressividade do programa] e minha
reconstrução racional da exigência amplamente reconhecida de 'unidade' ou
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'beleza' da ciência. Ela põe a descoberto a fraqueza de "dois" tipos de teorização
aparentemente muito diferentes entre si. Primeiro, evidencia a fraqueza de
programas que, como o marxismo ou o freudismo, a só indubitavelmente
'unificados', e fornecem um plano geral do tipo de teorias auxiliares que irão utilizar
para a absorção de anomalias, mas que invariavelmente criam suas teorias na
esteira dos fatos, sem ao mesmo tempo anteciparem fatos novos. (Que fatos novos
o marxismo "previu" desde, digamos, 1917?) Em segundo lugar, ela golpeia
seqüências remendadas de ajustes 'empíricos' rasteiros e sem imaginação, ato
freqüentes, por exemplo, na psicologia social moderna. Tais ajustes podem, com o
auxilio das chamadas técnicas estatísticas', produzir algumas predições 'novas',
podendo mesmo evocar alguns fragmentos irrelevantes de verdade que
encerrem. Semelhantes teorizações, todavia, não possuem nenhuma idéia
unificadora, nenhum poder heurístico, nenhuma continuidade. Não indicam
nenhum programa de pesquisa, e são, no seu todo, inúteis."
Fica assim apresentada uma das concepções modernas de ciência, as quais
colocam o fazer ciência sob uma perspectiva muito mais realista: fazer ciência e'
uma atividade humana como outra qualquer, e como tal esta' sujeita `as convicções
e julgamentos dos grupos sociais que a realizam. Enfim, volto a frisar, me parece
claro que não existe uma maneira segura e objetiva de se extrair conhecimento
cientifico a partir dos fatos. A ciência e' muito mais difícil do que se poderia supor a
partir das concepções positivistas, pois tem-se que elaborar teorias cientificas
apesar de toda a subjetividade e insegurança intrínsecas ao psiquismo humano.
Apenas para finalizar essa panorâmica teórica, apresento abaixo uma citação do
mesmo artigo "Concepções de Ciência" do filosofo Silvio Chibeni em que se
definem teoria cientifica construtiva e teoria cientifica fenomenológica.
"Uma distinção importante no estudo epistemológico das teorias cientificas, e que
nos será útil no restante deste trabalho, e aquela entre teorias "construtivas" e
teorias "fenomenológicas".
Essa distinção diz respeito a natureza das proposições da teoria, e
consequentemente ao tipo de explicação que fornecem para os fenômenos.

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TEORIAS FENOMENOLÓGICAS.

Classificam-se como tais as teorias cujas proposições se refiram "exclusivamente"


a propriedades e relações empiricamente acessíveis entre os fenômenos.
("Fenômeno": aquilo que aparece aos sentidos.)
Essas proposições descrevem, conectam e integram os fenômenos, permitindo a
dedução de conseqüências empiricamente observáveis.
Exemplos importantes de teorias fenomenológicas são a termodinâmica, a teoria
da relatividade especial e a teoria da seleção natural de DarwinWallace.

TEORIAS CONSTRUTIVAS.

Em contraste com as teorias fenomenológicas, as teorias construtivas envolvem


proposições referentes a entidades e processos inacessíveis a observação direta,
que são postulados com o objetivo de explicar os fenômenos através de sua
"construção" a partir dessa suposta estrutura fundamental subjacente. Exemplos
característicos desse tipo de teoria aso a mecânica quântica, a mecânica
estatística, o eletromagnetismo, a genética molecular e grande parte das teorias
químicas.
E importante observar que essas duas categorias de teoria "não" são conflitantes,
no sentido de que é possível que um mesmo conjunto de fenômenos seja tratado
por duas teorias: Uma fenomenológica e outra construtiva; nesse caso, a ultima vai
além da primeira no nível explicativo, desse modo complementando-a. Há de tal
situação um exemplo notável na física, que e a coexistência da termodinâmica com
a mecânica estatística

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Anexo 5 - Formulários Para Pesquisa da Última Vida

FORMULÁRIO 1 – Dados da vida atual


Nome :_____________________________________________________
Data de Nascimento: ________ Local de Nascimento:___________
Sexo : ___
Filiação:_________________________________________________________
Endereço: _________________________________________________________
________
Cidade:____________________________ Estado:_____________________
Formação escolar :_________________________________________________
Profissão atual: ___________________________________________________
Habilidades Artísticas ou Artesanais: ________________________________
________________________________________________________
Fobias:_________________________________________________________
Problemas psicológicos ou físicos: ____________________________________
_________________________________________________________________
Outros Comentários:
_______________________________________________
_________________________________________________________
Já teve experiências com hipnose/meditação antes ? [ ] Sim [ ] Não
Tem facilidade para visualização de imagens mentais? [ ] Sim [ ] Não [ ]
Pouca
Já teve experiência de Regressão de Memória ? [ ] Sim [ ] Não
Acredita em REENCARNAÇÃO? [ ] Plenamente [ ] Sim, mas tenho dúvida
[ ] Não acredito

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FÓRMULÁRIO 2 – Lembrança de Vida Anterior

Época: __________________________________________________
Nome: ___________________________________________________
Sexo: ______
Filiação:__________________________________________________
Local (País, Cidade, Endereço):_______________________________

_________________________________________________________
_________________________________________________________
Cidade e Data de Nascimento:________________________________
Governante:
_________________________________________________________
Formação Escolar :
_________________________________________________________
Profissão/Ocupação:
_________________________________________________________
Roupas/Calçados:
_________________________________________________________
Impressões Gerais e outras informações: _____________________

_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
Data da Regressão : ________________________________________

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Anexo 6 - Reencarnação e Biologia

Reencarnação e Biologia. Uma Contribuição para o Etiology de Marcas de


nascença e Defeitos de Nascimento é um livro a muito esperado.
Quando se abre os dois grandes volumes de 2268 páginas, fica evidente por que
esperamos tão grande tempo. Leitores podem experimentar uma mistura de temor
e desespero quando enfrentam com mais de 2200 páginas. Afortunadamente,
Praeger também publicou um volume pequeno Onde Reencarnação e Biologia
Cruzam, o qual Stevenson escreveu para satisfazer as necessidades de leitores
que desejam entender o conteúdo essencial do trabalho maior sem se aborrecer
em cima de detalhes. Este volume resume os achados, os argumentos, e as
conclusões do trabalho maior. Ambos os trabalhos, a Reencarnação de dois
volume e Biologia. Uma Contribuição para o Etiology de Marcas de nascença e
defeitos de Nascimento e Onde Reencarnação e Biologia Cruzam, contêm 26
capítulos e levam os mesmos títulos em ambos os trabalhos.
Emergiu gradualmente que casos da reencarnação (CORT) não só é caracterizado
por recordações de alegadas prévia vida de crianças jovens, mas também por um
padrão de outras características.
Provavelmente mais inesperado é que às vezes são achados marcas de nascença
e defeitos de nascimento que é relacionado ao modo de morte de uma pessoa
falecida sobre de quem vida que a criança-sujeito pode fazer para algumas
declarações corretas, e quem a criança pode reivindicar ter estado em uma vida
prévia. Stevenson expressou a visão que estas marcas de nascença e defeitos de
nascimento são o aspecto mais impressionante do multi-faceted CORT. Agora ele
nos dá a evidência - mais de 200 casos - quase tudo investigados pessoalmente
pelo próprio Stevenson.
Esta é uma monografia médica escrita com a eficácia, claridade, e consideração
que são características de Stevenson. Há documentação extensa de cada caso e
inclui numerosas fotografias, mesas, notas de rodapé e referências, e índices de
casos e nomes. Para nos ajudar a entender o fundo cultural e histórico para alguns
dos casos, Stevenson iguala presentes pequenas revisões da recente história de
dois países (a Turquia e Birmânia) onde foram achados muitas marca de nascença
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e casos de defeitos de nascimento.
O primeiro capítulo dá uma avaliação dos achados básicos relativo a CORT. O
segundo capítulo, " Completas mudanças que correspondem a imagens mentais na
pessoa afetada, " descreve numerosos casos da literatura médica que mostra
vários vínculos entre imagens mentais e completas funções, como stigmata,
modificação hipnótica de uma variedade de funções, e algum raros efeitos que
foram observados para acontecer quando as pessoas revivem recordações de
muito intenso dano físico ou trauma. Este é o exame mais extenso de seu tipo
conhecido ao revisor, e é uma avaliação histórica excelente. Stevenson discute que
há fatores comuns que estão por baixo da ocorrência de mudanças físicas que
correspondem a imagens mentais.
Principalmente, eles são violência e dano físico juntados com atenção concentrada
e impressionabilidade (absorção) no assunto. Um fator adicional é o reatividade
dos tecidos da pele que pode resultar na formação de cicatrizes ou
dermographisms. Stevenson apresenta uma fórmula para a ocorrência destas
ocorrências; a CA + DI + PF = CS. CA representa Atenção Se concentrada ou
Absorção, DI para Duração da Imagem, PF para os Fatores Fisiológicos e CS para
o resultante Mudança na Pele. Alguns destes efeitos fisiológicos também são
anômalos na sensação que eles não correspondem a configurações conhecidas de
nervos ou vasilhas de sangue da pele.
O próximo capítulo, " mostra mudanças que correspondem às imagens mentais de
outra pessoa, " revisões a literatura em impressões telepáticas espontâneas e
experiências nas quais um efeito físico localizado em uma pessoa corresponde a
uma imagem mental em outro.
Menos famoso é casos de impressões maternas que freqüentemente foram
publicadas conduzindo diários médicos nos século 19º e início do 20º. Stevenson
achou relatórios de 300 casos que revelam uma correspondência íntima entre uma
impressão na mente de uma mulher grávida e o defeitos do bebê dela.
Os primeiros três capítulos servem como uma introdução ao assunto principal do
trabalho: marcas de nascença e defeitos de nascimento, como eles podem
relacionar a CORT. Porém, é uma indicação incompleta para descrever estes três
capítulos como uma introdução, embora eles servem ambos como "notar-abridores
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" para o material nos capítulos que seguem e como uma base teórica. Aparte de
ser revisões excelentes, eles contêm muito material novo. Estes três capítulos só
(um total 175 páginas) faria um livro altamente interessante e provocativo saltar
para ser lido amplamente e citaria para vir por muito tempo. O Cartel de estudos de
Stevenson tem largura notável e é verdadeiramente em âmbito internacional. Ele
freqüentemente também se refere a fontes estrangeiras inclusive alemão, francês,
e italiano, algo muito raramente achou entre americano (ou até mesmo britânico)
os estudiosos. Tal eficácia do cartel de estudos por idiomas e culturas vai
longe freqüentemente no passado e é raro.
Os próximos 12 capítulos são dedicados a marcas de nascença como eles são
achados na investigação de CORT. Eles são categorizados de acordo com o grau
de verificação de um possível vínculo entre uma marca de nascença incomum na
pele de um sujeito e feridas correspondentes no corpo de uma pessoa falecida. Tal
verificação varia amplamente de caso a caso e outros nada apresentam (embora o
caso ainda pode ser de interesse), por apoio de recordações de informadores,
para documentação médica.
Um leitor pensativo pode considerar se as marcas de nascença e defeitos de
nascimento correspondem por casualidade. De acordo com Stevenson, a pele de
um adulto normal -de tamanho incluiria 160 quadra cada 10 grid de centímetros.
Localizando a pele marca em tal um grid, ele calcula o odds contra chance de uma
única marca de nascença que corresponde em localização com uma única ferida
como 1/160. Porém, a explicação de chance está até mesmo menos provável
em casos em qual mais que a pessoa feriu e marca de nascença corresponde. Por
exemplo, Stevenson tem 18 casos nos quais uma criança reivindica se lembrar de
ser atirado por uma bala e tem duas marcas de nascença que são achadas para
corresponder a feridas de bala de entrada (pequeno) e saída (maior). Aqui
novamente um padrão de partidas de marcas de nascença um padrão de feridas.
Na opinião de Stevenson estes casos constituem a evidência mais forte. Quando
duas marcas de nascença correspondem assim a duas feridas o odds contra
aumento de chance para 1/160 x 1/160, ou 1/25000.
Um caso extremo era Necip Ünlütaskiran de Turquia que teve sete marcas de
nascença seis de que corresponderam a feridas descreveu em um documento
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médico. Aqui o odds contra coincidência de chance ficam verdadeiramente
astronômicos. Além disso, a reivindicação de Necip que ele tinha apunhalado a
esposa dele de uma vida prévia na perna, com uma cicatriz de resultante, foi
verificado quando ela foi identificada.
Na Predição de capítulo " de Marcas de nascença " Stevenson descreve casos nos
quais poderiam ser preditas marcas de nascença. Por exemplo, em um caso turco,
uma marca de nascença tinha sido informada a ele. Quando ele aprendeu depois
que a morte da personalidade prévia alegada tinha sido causada através de feridas
de bala, ele predisse uma segunda marca de nascença, devolveu ao sujeito
e achou uma segunda marca de nascença que correspondeu à ferida de saída.
Tais casos raros e casos de marca de nascença experimentais denominados são
extremamente importantes, particularmente porque eles oferecem um pouco para a
possibilidade de mudança estes casos além da crítica aplicada à maioria dos casos
espontâneos e introduzindo um elemento de controle experimental.
Na coleção de Stevenson há também casos que podem aparecer a muitos leitores
para ter só leve ou nenhum evidential estimam, mas que ele acha revelando por
uma razão ou outro. Por exemplo, há 21 casos de crianças que fizeram para
nenhuma declaração tudo que sobre a personalidade prévia (como também um
adicional 7 que fez único ou duas declarações) e que foram identificados somente
por adultos em base das marcas de nascença deles/delas que se assemelharam a
feridas fatais infligidas em alguém eles souberam ou vieram aprender
aproximadamente. De acordo com convicções locais, tal identificação é apoiada
freqüentemente alguém tendo tido " anunciando sonhos " antes da criança nasceu,
uma característica improvável impressionar os leitores Ocidentais.
As marcas de nascença que figuram nos casos de Stevenson também são de
interesse porque a maioria deles difere do tipo de marca de nascença que quase
todo o mundo tem. Eles são freqüentemente áreas calvas de enrugou, tecido de
scarlike, elevou sobre tecidos circunvizinhos ou deprimido relativo a eles; alguns
são áreas de pigmentação diminuída. Alguns estão sangrando e estão escoando
quando o bebê nasce. Esses que se assemelham a nevi e moles em aparecimento
são freqüentemente maiores que nevi ordinário e também freqüentemente
acontecem em localizações incomuns. O mesmo pode ser dito para defeitos de
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nascimento que figuram nos casos. Não só é nascimento trai raro em geral
comparou a marcas de nascença, mas muitos desses informaram por Stevenson é
tipos que são sumamente raros e em algumas instâncias quase sem igual.
Em alguns casos, são achadas marcas de nascença para emparelhar feridas que
foram o resultado de operações cirúrgicas. Um real oddity é o caso de Jacinta
Agbo de Nigéria que teve a marca de nascença mais extraordinária Stevenson
alguma vez viu. " Consistiu em uma área, aproximadamente 3 centímetros largo,
de tecido de scarlike pálido que estendeu a cabeça inteira dela ao redor ( Onde
Reencarnação e Biologia Cruzam, pág. 57)." Depois, uma pessoa foi identificada
que em uma disputa tinha sido dado com a cabeça com um clube e tinha sido
cosido até presente uma incisão extensa no escalpo. A marca de nascença de "
Jacinta era muito mais largo que a incisão teria sido, e isto é por que eu acredito
que correspondeu a um bandagem colocado pelo cirurgião ao redor do hea pág.
58)."
O segundo volume de Reencarnação e Biologia se trata de defeitos de nascimento
e outras anomalias como eles podem derivar de vidas prévias. O (visível) defeitos
de nascimento são divididos nesses das extremidades, esses da cabeça e beija,
esses que envolvem dois ou mais regiões, e esses que envolvem que condições "
de Stevenson trai " nascimento experimental (as crianças nascido com sinais de
marcas que emparelham esses em crianças que foram mutiladas deliberadamente
ou caso contrário marcados depois de morte). Geralmente, os casos de defeito de
nascimento também são associados com mortes violentas, inclusive assassinatos
(algumas mutilações envolvendo e tortura) e acidentes. Stevenson também inclui
quatro capítulos que descrevem casos em qual as doenças internas do assunto,
anormalidades de pigmentação, e outros aspectos de aparecimento físico e função
podem emparelhar esses da pessoa cujo vida que uma criança reivindica se
lembrar.
Um capítulo especial discute 42 casos de gêmeos que Stevenson investigou, em
qual ou ambas as crianças falam de recordações de vidas prévias. Particularmente
interessante é o achado que em 62% dos 34 casos para os quais a informação
estava disponível, as duas personalidades prévias tinham morrido ao mesmo
tempo ou pelo menos na mesma ocasião. Também havia freqüentemente uma
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relação pessoal entre as personalidades prévias. Alguns dos gêmeos eram
monozygotic e mostraram diferenças consideráveis em comportamento em linha
com características das personalidades prévias.
Stevenson reuniu uma quantia volumosa de dados novos, tanto de forma que mim
não pode pensar de nada comparável como a publicação de Phantasms do Viver
(Gurney, al de et., 1896) que se tornou imediatamente um clássico e influenciou
uma era inteira de pesquisa e debate.
A pessoa pode desejar saber como os críticos extremos virão ver este trabalho.
Nós podemos conjeturar que eles provavelmente reagirão em muito o mesmo
modo como eles fizeram ao Phantasms do Viver, isto é, despedindo o trabalho
como uma coleção de casos espontâneos que são investigados depois que eles
aconteçam e conseqüentemente são propenso a fraquezas famosas de
testemunho. Provavelmente um problema mais sério para se dirigir é as diferenças
culturais fortes entre os casos. A incidência informada de marcas de nascença ou
defeitos de nascimento grandemente varia entre culturas, e estas diferenças
podem ser uma expressão de convicções populares. Parece isso nas culturas
das quais estes casos são convicções tiradas, populares encoraja associações
entre marcas de nascença incomuns e pessoas que morreram de feridas ou
tiveram cicatrizes incomuns ou malformations.
Estas convicções poderiam afetar declarações feitas por um assunto quando as
pessoas ao redor de him/her desenvolveram expectativas ou convicções que a
criança era previamente uma pessoa particular. Estas fraquezas são discutidas por
Stevenson. Convicções certamente expectativas de influência e modos de
interpretar phenomena. Porém, também é justificável perguntar se as convicções
locais surgiram de observações do tipo descritas por Stevenson?
Em alguns sonhos de culturas também é interpretado freqüentemente como um
pressentimento da identidade da personalidade de um bebê para nascer. Esta
convicção posa um problema e uma armadilha potencial para o investigador,
especialmente se ele ou ela vêm aos anos de cena atrás de um caso foi
estabelecido na família estendida ou o bairro do assunto.
Os registros volumosos e detalhados de Stevenson de casos que ele categoriza e
analisa a duração de vários modos, deveria abrir uma era nova de debate
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aproximadamente como ou se podem ser unidos atributos físicos a nascimento a
pessoas que morreram. Foi aceitado gradualmente que nossa influência de lata
estatal psicológica nossa saúde. Stevenson apresenta evidência que um estado
psicológico - especialmente próxima morte, e especialmente se a morte é uma
violenta pode influenciar o desenvolvimento de corpos futuros.
Na metodologia das ciências de vida é aceitado amplamente que alguns achados
são como vulnerável para preconceitos subjetivos do investigador e como
dependente em circunspeção de his/her como esses obtidos no caso de estudos.
O trabalho de marca de nascença de Stevenson é ligado para ser desafiado,
porque é trabalho sério de grande conseqüência. Argumentos não ajudarão muito.
As batalhas significantes só serão lutadas no campo, pelo processo de replication.
A ênfase de Stevenson está em apresentar os dados dele em grande detalhe, mas
ele também discute várias explicações e implicações dos dados, como esses para
genéticas e para o problema de notar-corpo.

Em Onde Biologia e Reencarnação Cruzam que ele conclui:


Ainda dizendo que eu penso que reencarnação é a melhor explicação para muitos
casos, eu não reivindico que é a única explicação. Pesquisa adicional pode mostrar
que está nem mesmo o melhor. Esta é uma questão sobre a qual minha opinião
deveria contar para pequeno. Eu considero minha contribuição como isso de
apresentar a evidência tão claramente quanto eu posso. Cada leitor deveria
estudar a evidência cuidadosamente preferentemente na monografia-e então
alcança o dele ou a própria conclusão dela (pp. 112-113).
Reencarnação e Biologia e Onde Reencarnação e Biologia Cruzam junto é um
trabalho de proporções verdadeiramente sem igual. Eu não li nada como
interessante e fascinando por muitos anos. É único e é ligado para se tornar um
clássico, definindo um domínio sem igual e difícil. É o trabalho de coroamento de
um estudioso verdadeiramente excelente e investigador.
Erlendur Haraldsson Departamento de Psicologia Universidade de Islândia IS-103
Reykjavik, Islândia, (Tradução automática do original em Inglês).

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[1] Stephen Hawking
Cientista e físico britânico, famoso por suas teorias e cálculos sobre a origem do
universo e dos buracos negros no espaço e por seus estudos na física
quântica.Interessante ―coincidência‖ entre dois espíritos que reencarnaram dando
continuidade ao trabalho do outro. Stephen Nasceu a exatos 300 anos (19xx) após
a morte de Galileu Galilei.

[3] EGITO
Quando escrevi esse parágrafo ainda não sabia do desenrolar que teria esse caso.
Esse foi o ponta pé inicial para a descoberta do caso ―Nefertiti‖ (cerca de um ano
depois) citado em outro capítulo e com mais detalhes no livro ―Memórias de
Nefertiti‖ escrito por mim.

[4] PISTAS PSÍQUICAS

Como foram essas informações e como pude chegar até o segundo sujeito estarão
no anexo do livro ―Memórias de Nefertiti‖ .

[5] Lakatos
Veja mais informações sobre o pensamento filosófico de Lakatos poder
ser visto nos Anexo 3.

[6] ENTREVISTA
O anexo 6 sugere modelos de formulários a serem aplicados nessa pesquisa.

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