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PASTORAL URBANA

A HISTÓRIA E O DESENVOLVIMENTO DAS CIDADES

Existe 3 perguntas a se fazer

O que é urbanização, o que é cidade e como é o dia dia das pessoas?

Para realização de um projeto na cidade é necessário um estudo na cidade e no bairro mais


profundo e abrangente.

Cada cidade tem sua história, quem exerce poder político, econômico e espiritual.

Para verificar os pontos fortes e fracos da cidade ou bairro é necessário verificar as áreas e
administração, como (educação, saúde, saneamento etc)

Para estudarmos a história da igreja na cidade devemos saber quem fundou? Qual visão
missionária? Ainda está nessa visão? Como ela se relaciona com o povo? Trabalha para si ou
para missão? Etc.

O que é urbanização?

É um fenômeno mundial que trata do abandono do campo para migração para centros urbanos.

A implicação da urbanização é que as cidades não cressem somente em população mas também
em problemas sociais, econômicos e políticos, ou seja: pobreza, fome, violência doenças, etc.

As cidades que ultrapassam dez milhões de habitantes são consideradas megacidades, esta
expansão urbana descontrolada pode dar origem a grande volume de tráfego, elevadas
concentrações industriais e sobrecargas ambientais.

Outra categoria no estudo da urbanização é a cidade global, conforme estudo hoje existem 55
cidades globais.

Estas levam este nome pois levam-se em consideração o número de escritórios das principais
empresas, rede bancária e financeira da cidade, rede de telecomunicações.

Cidade é uma área urbanizada e se diferencia de vilas e entidades urbanas.

Assentamento permanente é considerado uma cidade, pois as cidades são os grandes


assentamentos permanentes em que seus habitantes não são somente os fazendeiros das
localidades mas que passaram a trabalhar em ocupações mais especializadas. Onde o estoque
da produção agrícola, produção e poder foram centralizados.

A maioria das cidades são onde estão situados os grandes centros financeiros, e pessoas de
localidades vizinhas vão a esta cidade trabalhar todos os dias. Isto é o que acontece hoje em dia
nas grandes cidades.

A ENTRADA DO EVANGELHO E O DESENVOLVIMENTO DAS GRANDES CIDADES.

A mensagem do reino de Deus transpôs os limites internos da palestina e se espalhou pelo


mundo urbano antigo e muitas pessoas foram responsáveis pela irradiação da mensagem
evangélica.

Modelo da cidade na época.

As casas os tempos os prédios do governo teatro ficavam em escavações na cidade helênica.


E foi no século 5 antes de Cristo que se desenvolveu o modelo Urbano na cidade que foi
instaurado ruas que divide toda cidade em quadras de igual tamanho.

Nesta época das cidades antigas a existiam muros que cercavam as cidades num círculo
irregular, envolviam também áreas não povoadas.

O ANÚNCIO DE JESUS CRISTO.

O anúncio de Jesus Cristo foi acompanhado as grandes rotas comerciais da época, que
interligavam os grandes centros urbanos, por mar e por terra.

Demorou menos de 20 anos após a ressuscitação de Cristo para que criarem comunidades
cristãs e para propagar o evangelho até às pessoas "polis" e "urbs", as quais a princípio nem
eram visadas.

DURANTE A IDADE MÉDIA

Durante a idade média na Europa, a cidade era tanto uma entidade político-administrativa como
um agrupamento de casas.

Algumas cidades, excepcionalmente, tais como Veneza, génova, tornaram-se cidades-estados


poderosas por vezes tomando o controle de terras próximas ou estabelecendo extensivos
impérios marítimos.

O INÍCIO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Com o início da revolução industrial e o crescimento da indústria, novas grandes cidades foram
instauradas, e, depois em outras regiões. O que levou grande número de migrantes provenientes
de comunidades rurais, sem instalarem em áreas urbanas.

A MUNICIPALIDADE NO BRASIL

O Brasil é um dos únicos países que definiram a entidade administrativa urbana no caso o
município como ente federativo.

DEFINIÇÃO LEGAL DE CIDADE NO BRASIL

Esta definição adotada pelo país é o IBGE é um órgão oficial do governo responsável pelos
censos demográficos.

O senso comum brasileiro associa um município a uma cidade.

CARACTERIZAÇÃO DE CIDADES

Oi IBGE caracteriza a rede urbana de pequena, média e grande metrópole e megacidade.

A TRANSIÇÃO DO BRASIL RURAL PARA URBANO

O FATOR FAVELA
O processo de urbanização é um fenômeno Mundial. Esse processo teve origem na revolução
industrial a mão de obra necessária veio do campo, viver amontoados em lugares insalubres
muito parecidos com as favelas.
a primeira favela no Brasil, surgiu no morro da providência, no Rio de janeiro em 1897.
Segundo o IBGE mais de 10 milhões de pessoas vivem em favelas. Cerca de 52, 3 milhões de
pessoas vivem em favelas no Brasil, o que a igreja pode fazer neste contexto?
Favela, é uma área degradada caracterizada por:
Moradias precárias
Infraestrutura precária e sem regularização fundiária
Baixa qualidade de vida
Limitado poder aquisitivo dos moradores
áreas que são muito habitadas por pobres ou socialmente desfavorecidas
área de características geográfica que variam entre as diferentes regiões
Falta de água potável, eletricidade, saneamento e outros serviços básicos
Entre outros...

A FALTA DE COMPREENSÃO DA TRANSIÇÃO RURAL PARA O URBANO.

DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES

Atividade econômica: diretamente ligadas à agricultura e agropecuária


Natureza: força produtiva fundamental nesse mundo
Demografia: população dispersa expressando densidade demográficas mais baixas que no
urbano
estrutura social: as comunidades rurais tendem a ser, bem mais homogêneas que as populações
urbanas.
Mobilidade social: o destino do homem rural é inexistente nasce camponês e morre campônes.
interações sociais: o número de pessoas e o número de recursos sociais é necessariamente
pequeno ao longo de sua vida.

após ler o quadro acima você percebeu quanto a para se notar no mundo rural além da dimensão
econômica? Atemporalidades e territorialidades próprias deste modo de vida.

VAMOS OBSERVAR OUTRO QUADRO

Atividades econômicas: elas são múltiplas tem indústrias e serviços diversos


Natureza: não é uma força produtiva no mundo Urbano
demografia: populações concentradas especialmente altas densidades demográficas
Estrutura social: marcados pela diversidade
mobilidade social: grande a possibilidade de mudanças significam também possibilidade de
ascensão social, de troca de classe social
Interações sociais: o número de pessoas e o número de recursos sociais é imenso

UM TERCEIRO QUADRO QUE NOS DÊ MUITO INTERESSE

Atividades econômicas: ainda predominantes agropecuárias, e da criação avançou-se para o


processamento industrial como o exemplo da produção de álcool
natureza: com a tecnologia dependência da natureza diminuiu significativamente
Demografia: populações mais e mais dispersas
Estrutura social: uma sociedade marcada pela diversidade
mobilidade social: a modernização favorece a mobilidade social no campo com várias novas
profissões técnicas. Novas classes sociais.
interações sociais: O homem do campo moderno mora na cidade e está conectado a
territorialidades maiores

Algumas mudanças drásticas do campo para a cidade


o que mobiliza os sujeitos no processo migratório do campo para a cidade é a busca pela
sobrevivência e o atendimento às necessidades básicas, tais como: trabalho, moradia, educação
e saúde. Mesmo estando presentes outros motivos como perda de familiares ou doença, o que
é merge dos discursos como eixo central é o trabalho.

IGREJA E URBANIZAÇÃO

A influência da origem rural ou urbana é evidente também no campo religioso. Pentecostais e


católicos contam com alta porcentagem de fiéis de origem rural ou interiorana as demais religiões
são consideradas urbanas.

O maior desafio da pastoral urbana


O maior desafio da pastoral urbana estarem tornar pública a presença da igreja na cidade.

Os meios da pastoral urbana


 O testemunho cristão,
 Os movimentos de massa: as concentrações, passeatas, estas devem ser expressão de
comunhão e solidariedade, não de manipulação
 O uso dos meios de comunicação de massa: é preciso cuidar para que as tomadas de
posição da igreja não pareçam esteres, pouco confiáveis e distantes dos reais interesses
dos habitantes das cidades.
Quando você aprende a manejar as pesquisas, você se torna mais objetivo para desenvolver
uma pastoral para cidade. fatores importantes para que isso ocorra é saber o que está
acontecendo dentro da cidade saber fazer as leituras certas a respeito das tendências. uma igreja
contextualizada é uma igreja que fala língua do seu povo, comunica de acordo com as
necessidades de seus participantes.

CAPITULO 2
A SITUAÇÃO SOIAL E POLÍTICA DA GALILEIA NOS DIAS DE JESUS

SITUAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA

A palestina é uma estreita área situada entre a áfrica e a ásia, é ponte para estas regiões.
Vamos nos concentrar as regiões a oeste onde a maior parte dos fatos referente a vida de jesus
ocorreram. (judeis, samaria e galileia.

QUADRO POLITICO E ADMINISTRATIVO

A palestina entre a vida de Jesus e de Paulo, foi governada principalmente pela dinastia
herodiana. E em 63 a.C. , foi conquistada por Roma.
Herodes governou os seguintes territórios. Judeia, Samaria, Indumeia, Galileia e Pereia.
A dominação de Roma implicou na progressiva romanização e helenização e na cobrança de
impostos diretos e indiretos. Por causa disto surgiram levantes e movimentos, o que resultou na
guerra judaica.
Esses acontecimentos foram o fator decisivo no rompimento definitivo entre judeus e cristãos.
a Palestina torna-se palco de nova revolta liberada pelos judeus Simão resultou numa acentuada
baixa populacional na Palestina.
os judeus foram proibidos de entrar na cidade. No local do templo foi construído um templo
pagão.

ORGANIZAÇÃO ECONÔMICA

Palestina possui a importantes centros urbanos como cesareia e Jerusalém, que concentravam
pessoas e atividades econômicas.
A principal atividade econômica da região, contudo, era a agricultura. as atividades de pesca,
pecuária e extrativismo também não podem ser esquecidas, devido a sua grande importância
econômica.
ORGANIZAÇÃO SOCIAL

as diferenças sociais na Palestina não se pautavam somente nas riquezas ou pobreza do


indivíduo, mas em diversos outros critérios, como sexo, função religiosa, conhecimento, pureza
étnica e etc.

INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS

O templo foi, até 70 d.C., o mais importante centro religioso judaico.


no templo existe algo amplo Claro chefiado pelo sumo-sacerdote que provêm das famílias
judaicas mais ricas da Palestina. Os sacerdotes, eram escolhidos e destituídos os pelos
governantes civis. O sumo sacerdote era auxiliado por diversos funcionários, em média cada
sacerdote atuava 5 vezes por ano. Recebiam salário, que provêm dos sacrifícios e dos dízimos.
Avião também 10.000 levitas, que atuavam como músicos ou porteiros vírgulas eles não
recebiam salários. Outras práticas religiosas judaicas eram a circuncisão, a guarda do sábado e
a oração cotidiana, realizada pela manhã e à tarde.

O JUDAÍSMO NO SÉCULO I

o judaísmo no tempo de Jesus parecia muito com as divisões internas do cristianismo de hoje.
Para entendermos o novo testamento, com a vida de Jesus é apresentado nos evangelhos de,
nós precisamos conhecer a variedade dos grupos judaicos que existiam no primeiro século.

O que são:

Os fariseus, os saduceus, os essencios, (os essencios não são mencionados no novo


testamento), os herodianos e os zelotes.
Outros grupos - os levitas do templo, os escribas, os movimentos batistas, seitas populares,
dentre outros.
quando Jesus Cristo iniciou sua pregação foi visto como mais um dentre os diversos grupos que
já possuíam interpretações próprias da lei. contudo, a mensagem de Cristo mostrou-se
revolucionária, chegando a formar uma nova religião. Jesus soube colocar o homem acima da
lei e das tradições, e proclamou que qualquer mudança só poderia se iniciar a partir do coração
do homem que, pela fé em seu sacrifício Salvador era restaurado.

CAPÍTULO 3
AÇÃO DA IGREJA NA CIDADE A PARTIR DO MINISTÉRIO DO APÓSTOLO PAULO

1 O MINISTÉRIO DO APÓSTOLO PAULO COMO REFERÊNCIA PARA A IGREJA DA CIDADE

CARACTERÍSTICAS DO TRABALHO

através do ministério do apóstolo Paulo, 52 novas igrejas foram estabelecidas no contexto do


novo testamento. Outra característica fundamental da atividade urbana Paulina é o trabalho em
equipe. Dois aspectos de sua grandeza reside justamente em que ele não trabalhou sozinho.
Desde o princípio, a missão de Paulo foi empreendimento coletivo.
sua atividade missionária esteve baseada no trabalho autônomo das comunidades, pessoas que
costumamos chamar de colaboradores de Paulo.
com certeza ele, não teria dado o resultado que deu se não houvesse, em cada lugar, um grupo
de homens e mulheres assumindo consciente e autonomamente a edificação de comunidades e
a divulgação do evangelho.
a partir da atividade thinner anti surgiram pequenas comunidades domésticas que, tomavam em
suas mãos a continuidade do trabalho. Paulo não tinha discípulos, ele tinha colaboradores, sendo
que ele mesmo era um colaborador do trabalho lado a lado de outras pessoas.

O MAIOR DESAFIO DA PASTORAL URBANA ESTAR EM TORNAR PÚBLICA A PRESENÇA


DA IGREJA NA CIDADE.

A IGREJA SE RELACIONANDO COM A COMUNIDADE


a igreja se relaciona diretamente com a vida comunitária. Ela vive junto, hora e a tua incomum,
onde cada um que opera para o bem de todos, através da construção de uma sociedade cristã
e justa, se deduz qual é o sentido de ser igreja.
Deus decidiu usar homens e mulheres para realizar a proclamação de seu filho. Esse é o papel
da igreja, através da ação polarizadora do Espírito Santo levar boas novas aos que ainda não
ouviram um ponto ou seja, precisamos conhecer a Deus e torná-lo conhecido.

ANÁLISE DO MOVIMENTO EVANGELIZADOR URBANO DE PAULO

para analisar o movimento missionário do apóstolo paulo, precisamos responder duas perguntas,
o que motivou o paulo nessa tarefa e quais foram as estratégias missionárias que ele usou?
paulo estava motivado a evangelizar era óbvio que algo ou motivava, podemos chamar isso de
motivação missionária de paulo.
Suas motivações são:
Paixão por Cristo: a primeira motivação de Paulo era proveniente de um sentimento levado ao
alto grau de intensidade e amor por Cristo e sua obra.
Paixão pela igreja: isso motivou o Paulo. Ele compreendeu que amava a Cristo acima de todas
as coisas, e esse amor o levou a amar a igreja de uma forma imensurável. Cristo se entregou
pela igreja, e Paulo se entregou por ele.
Convicção do seu chamado: a profunda convicção de que ele foram chamado para ser apóstolo
de Jesus Cristo pela vontade de Deus. Essa convicção, impulsionava Paulo a continuar seu
trabalho.
Necessidade das pessoas: o mundo necessitava das boas novas. Ele disse que o desejo de
Deus é que todas as pessoas cheguem ao pleno conhecimento da verdade, os tempos que
estamos vivendo tem sido marcado por muitas dificuldades, a lista é imensa e parece não ter
fim. Temos sentido hoje, que o mundo precisa de Deus, e Deus decidiu usar servos. Somos seus
servos para tentar levar a mensagem de boas novas ao mundo que vivemos.
Convicções teológicas: Paulo não se deixava levar pelos ventos doutrinários de sua época e
combateu vários deles. Apóstolo Paulo exortava para não cedermos a qualquer vento de
doutrina, desta forma podemos concluir que suas motivações missionárias eram carregadas de
paixão por Cristo pela igreja, na certeza do seu chamado, e, por fim, suas convicções teológicas.

ESTRATÉGIAS MISSIONÁRIAS DE PAULO: ANÁLISE DAS VIAGENS MISSIONÁRIAS

a partir de atos 13, ele realiza três viagens missionárias pregando em várias cidades importantes.
A estratégia missionária de Paulo era a de reconciliação com Deus por meio de Jesus Cristo. No
assunto de ser uma nova criatura em Cristo.

PREGAÇÃO DO EVANGELHO NO PODER DO ESPÍRITO SANTO

o apóstolo Paulo estava cheio do Espírito, e realizava toda obra no seu poder. Foi o próprio
espírito que o vocacionou para a tarefa missionária e enviou, o capacitou, o sustentou. Deus
através do seu Espírito cuidava e direcionava todo ministério de Paulo.
Sem o poder do Espírito Santo é impossível sermos eficazes na pregação do evangelho.
Através do Espírito é que ela pode e consegue transformar corações de pedra em corações de
carne.

PLANTAÇÃO DE IGREJAS

Paulo foi um plantador de novas igrejas. Ele escolhia cuidadosamente centros estratégicos e
planejava como seria a proclamação da mensagem de salvação. O propósito de Paulo era
promover os meios pelos quais eles fossem edificados, instruídos, celebrassem a ceia, culto
assim a Deus e se envolver se no próprio projeto de expansão do cristianismo.
O fato é que precisamos pensar em plantar novas igrejas como uma importante estratégia
missionária
APOIO ESTRUTURAL DA IGREJA DE ANTIOQUIA

Antioquia da Síria é a mais importante cidade da história primitiva do cristianismo, depois de


Jerusalém. Nessa cidade foi estabelecida a primeira igreja gentilica e foi ali também que, pela
primeira vez, se chamarão cristãos os discípulos de Jesus Cristo. A igreja foi fundada por
cristões, após a morte de Estêvão.
na terceira viagem missionária de Paulo ele é preso em Jerusalém, e sua ligação com a igreja
de Antioquia era grande. A sua casa oferecia apoio espiritual e moral, de modo, que, a questão
financeira, muito embora não aparece explícita desta forma, provavelmente existia, pois o
apóstolo viajava com o aval da referida comunidade.

2 APRENDENDO COM PAULO EM ATOS DOS APÓSTOLOS

FORMAÇÃO DE LIDERANÇA

Será que, depois de quase dois mil anos, as estratégias missionárias de Paulo podem ajudar o
movimento missionário atual? É possível desenvolvermos estratégias missionárias atuais
baseadas nas estratégias de Paulo? Se possível, como fazer?
nas igrejas que fundou, Paulo procurou deixar uma liderança bem estruturada, presbíteros, a
quem carregava do rebanho e, depois de algum tempo, voltava para supervisioná-lo. Não
adiantava somente suscitar a liderança, é preciso que ela seja bem informada. uma das
importantes estratégias missionárias a investir na liderança, para que ela seja cada vez melhor
preparada para propagar o reino de Deus na terra.

RAZÕES PELAS QUAIS ALGUMAS PESSOAS CHEGAM ATÉ A IGREJA

* Por que outros fazem a mesma coisa


* Por que alguém as levou
* Porque estão atrás de sinais e milagres
* por que a igreja pode lhe dar posição, reputação, poder e influência
* por que beneficia seus negócios e sua profissão eles usam a igreja ou avanço dos seus
interesses e desejos pessoais
* Porque seguem a Cristo por que estão interessados na doutrina do perdão dos pecados. Eles
não querem sofrer o castigo eterno não gostam da noção do inferno
* por que estão interessadas no fenômeno da religião dos milagres que ela realiza. O poder
miraculoso de Cristo as atrai
* E tem também um grupo muito interessante de pessoas, que o seguem por que estão
completamente enganados a respeito de Cristo de sua mensagem.
A partir dos contextos, o pastor, o líder de grupo pequeno, deve desenvolver um programa de
discipulado e treinamento, deve acreditar nas pessoas. O líder é um descobridor de novos
líderes. Ele observa, em cima e estimula. A ideia principal da liderança é ajudar as pessoas a
desempenhar o máximo do seu potencial. Um bom líder é constante motivador, percebe o
talento, descobre o dom incentivo a pessoa fazer parte do seu grupo e desenvolver seu maior
potencial. Cabe o líder compreender que uma de suas principais tarefas é descobrir novos
líderes.

COMO ESCOLHER OS LÍDERES

1 escolhe os fiéis: aquele que é fiel no pouco, também será com muito ponto final pessoas que
fazem sempre o trabalho por trás dos bastidores.
2 ore pedindo sabedoria: muitas vezes quando os líderes precisam recrutar auxiliares, vou logo
perguntando: quem está disposto a fazer isso? Quem é que não vai nos deixar na mão? Ao invés
de primeiro falarem com Deus
3 lembre-se de que não existe gente sem talento: aprenda aproveitá-los ou você usa entrega ou
você os perde
4 preste reconhecimento aos líderes que escolheu.

CAPÍTULO 4
POBRES NA CIDADE
CONCEITUAÇÃO DA POBREZA

o acelerado processo de urbanização, das últimas décadas, trouxe consigo o fenômeno da


metropolização da pobreza, que passa a fazer parte do cotidiano da sociedade brasileira. O
pobre na cidade é uma realidade Mundial. ainda existem muitas pessoas que vivem em favelas.
O tráfico de drogas se apresenta como uma alternativa de dinheiro fácil, atributos que
determinam uma situação de pobreza. Outro aspecto é o baixo nível educacional e também o
trabalho de baixa produtividade remuneração. também vimos o aspecto do tamanho e estrutura
da família e que sol família muito numerosas com crianças menores de 10 anos de idade e local
de residência rural ou urbano regional.

A POBREZA E A INDIGÊNCIA SÃO REALIDADES

esta realidade é inegável, não há como anular todo o preconceito desenvolvido pela sociedade
em função dos desfavorecidos. outra classe que apresenta como uma grande realidade no
contexto atual são os indigentes. Estes representam 12% da população brasileira, o que significa
16,6 milhões de pessoas.

A CLASSE DE INDIGENTES

aqueles que não têm escolaridade, profissão, moradia, família, documentos, e vive errantes
pelos diversos pontos da cidade. geralmente são frutos de uma história triste, um drama familiar,
mortes trágicas de parentes ou problemas psicológicos. Existem nas cidades alguns trabalhos
sociais para abranger esse tipo de população.

O PROFISSIONAL DA MISÉRIA

existe na verdade um grupo que se aproveita da miséria e da desgraça alheia, usa as tragédias
e as necessidades do pobre para se promover tirar algum tipo de vantagem o profissional da
miséria lembra o urubu da caatinga que se alimenta da seca, da doença, da forma dos outros. O
pobre ele deve ser respeitado e tratado com dignidade.
Deus tem interesse em se revelar a todos independentemente de sua condição social, raça, sexo
ou cor.

PENSANDO NO BRASIL

ao pensarmos no Brasil devemos levar em conta uma questão: Será que existe solução?
é claro que não existe mágica possível, em geral políticas compensatórias como a cestas básicas
ou a renda mínima, são muito boas para aliviar os efeitos da pobreza, mas ineficaz na solução
do problema.
o pobre precisa ser liberto da pobreza, será libertado através da educação. Atualmente consegue
se provar que uma pessoa com educação tem menos chance de ser pobre.
no que diz respeito ao evangelho, quando chega até o pobre produz libertação. Esta na verdade
é a grande proposta do evangelho de Jesus Cristo. Conhecereis a verdade e a verdade vos
libertará João 8 32.
Muitas vezes a mensagem do evangelho chega até esses povos com uma forte ênfase ufanista
e como uma solução humana. Devemos discernir para não se enganar, achando que ajuda
momentânea resolverá O problema, precisa se ensinar os carentes, como eles podem encontrar
caminhos que o ajudarão a sair da miséria.

OS POBRES PRECISAM SER CONSIDERADOS

Eles não podem ser desapercebidos por aqueles que buscam a Deus. Jesus atendeu a
necessidade do seu povo. Ele não inventou as necessidades ele trabalhou a partir das carências
de sua época. Estamos todos assustados com a pobreza, isto é, com o enorme número de
pessoas que não tem o que comer e cujo o teto e vestuário são penosamente inadequados, e
cuja as oportunidades de educação, emprego de assistência médica são mínimas todos os
cristãos sensíveis, deve sentir-se chocado com essa situação e nunca se acostumar tanto com
ela a ponto de nada fazer. A solução para a pobreza não está no discurso, precisamos agir,
buscar alternativas de Deus para socorrer aqueles que verdadeiramente estão necessitados .
REAGINDO FRENTE À POBREZA

A generosidade faz parte de Cristo, percebendo-se, em todas as suas atividades ministeriais sua
disposição para ajudar da, sacrificar algum valor pessoal, devo ser reflexo da vida de Cristo e
espírito da generosidade deve permear todas as atividades da igreja. Perante Deus os homens
são todos iguais. Quando o corpo é maduro vive de acordo com as escrituras, mudar, se torna
um privilégio, não sacrifício. Para muitos, a contribuição é apenas uma obrigação, podem não
dizer mas em outras palavras, estão tentando comprar os favores de Deus.
o evangelho se apresenta como uma grande esperança para uma população desprovida e com
fome, esperança no sentido de dar direção para a vida, esperança em Cristo, que salva e ajuda
o homem a consertar suas dificuldades existenciais e, ao mesmo tempo, apresenta caminhos
que devem ser seguidos por aqueles que pretendem ter uma vida digna e conseguir sobreviver
às necessidades de uma geração carente, pobre e excluída.

CAPÍTULO 5
AÇÃO PASTORAL E DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO INTEGRAL

neste continente nesta sociedade, somos chamados a viver e a nos adaptarmos a realidade do
nosso tempo. Mas, como responder a realidade do nosso tempo? Como nos identificar com este
mundo, com essa sociedade, sem perder nossa identidade cristã?
é tempo, portanto, de nos voltarmos para a ordem de Jesus que disse assim como o pai me
enviou, eu também vos envio. Jesus se coloca como modelo para a igreja. Missão é um ato de
obediência. O chamado de Cristo para ir a todos os lugares, em todo o tempo, a fim de anunciar
o evangelho a todas as pessoas e a todo ser humano, no contexto global de toda a sua
comunidade.
para viver uma vida de serviço, temos que dar lugar a uma proposta por meio do arrependimento
e ao convite a mudança, com opção de que nos levem a ter posição que incomodem e que não
reproduzam o sistema de dominação e dependência atual.
O evangelho de Jesus não nos deixa conformar, nossa missão é transformar este mundo.

DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO INTEGRAL


CONTRIBUIÇÕES BÍBLICAS PARA UMA PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
COMUNITÁRIO INTEGRAL

compreendemos, sem dúvida, que cumprir o mandamento de Deus de ser o sal da terra e a luz
do mundo requer também integrar-se na luta a favor meu mundo menos cruel hein justo, com
estruturas menos pecaminosas e menos opressoras.
esse desenvolvimento se produz tão intensamente que, se quiser beneficiar o homem de maneira
efetiva e real, tem que promover a comunidade inteira.

FUNDAMENTOS DO DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO INTEGRAL

Criação e mordomia: tem o direito e o dever, administrar o mundo.


Homem e trabalho: através do trabalho, ele demonstra os dons que Deus me deu, por meio do
trabalho realiza seus ideais criativos.
A distribuição dos bens: fundamental para que todos tenham suas necessidades fundamentais
supridas.
Estado/governo: em romanos 13: 1;7 diz que as autoridades são definidas como ministros de
Deus, atendendo constantemente a este serviço

PRINCÍPIOS PARA O DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO INTEGRAL

nossos princípios devem ser, praticar a solidariedade, praticar a justiça o amor, vivenciar a
participação do serviço e a liberdade, viver a liberdade, misericórdia, esperança e o amor, viver
a justiça EA misericórdia, clamar por justiça e também praticá-la, viver a esperança o amor e a
liberdade, viver o serviço e o amor.

PASSOS METODOLÓGICOS
O primeiro passo não é fazer mas observar e conhecer as pessoas e o seu dia a dia, e também
definir a área em que pretendemos atuar.
O segundo passo é mergulhar na vida das pessoas ou da comunidade, é o que alguns chamam
de identificação.
O terceiro passo é descobrir os grupos com os quais podemos trabalhar.
O quarto passo é perceber as necessidades reais da localidade, sentindo as possibilidades que
as pessoas têm de melhorar a sua vida por si mesmas e de participar ativa e responsavelmente
nos esquemas de sua localidade de seu país.
o quinto passo é articulação com grupos locais, isto é, a interação com outras agências que
estejam desenvolvendo trabalhos similares na comunidade.
o sexto passo é considerar a população como protagonista O agente de suas mudanças e não
só como espectadora ou objeto .
o sétimo passo é o acompanhamento e avaliação do desenvolvimento do trabalho que é levado
a cabo pelo agente social cristão e pelas pessoas da comunidade envolvida.

DESAFIOS QUE TEMOS DIANTE DE NÓS

1 O desafio da realidade latino-americana com sua história de dominação, opressão,


dependência, e suas intermináveis crises políticas.
2 O desafio de uma igreja que possa entender seu lugar na sociedade e na comunidade e sua
participação na construção de uma nova sociedade no mundo em que vive.
são muitas as igrejas e os grupos que tem vivido essa experiência de ser sal e luz na sociedade,
no entanto, elas ainda são minorias. Precisamos continuar desafiando as igrejas para que pensa
em uma agenda para seu papel na transformação da realidade do nosso continente.

ALGUMAS SUGESTÕES PARA TAL AGENDA

Fazer uma opção por um estilo de vida baseado no modelo de Jesus Cristo.
Que a igreja seja sensível ao contexto da realidade de sua comunidade.
que a igreja contribua para a formação de equipes que possam ser agentes facilitadores para o
desenvolvimento comunitário integral.
que a igreja procure formas de cooperação com outros irmãos ou comunidades que também
sejam sensíveis às necessidades humanas.
que a igreja fundamente sua experiência e aprofunde uma proposta transformadora, com a
certeza e esperança de um novo céu euma nova terra onde reina justiça.
que a igreja desenvolve um conhecimento pleno sobre o reino de Deus e os sinais do reino que
devem acompanhar qualquer proposta de trabalho.
O que é a igreja tenha discernimento quanto à aplicação dos princípios e valores acima descritos.

CAPÍTULO 6
A ESPIRITUALIDADE NA CIDADE REFLEXÕES SOBRE A MESMA

COMO REAGE O CIDADÃO MODERNO NA CIDADE

por causa do individualismo e da solidão nas grandes cidades e, as pessoas tendem a se refugiar
em pequenos grupos com interesses afins.

A BÍBLIA E A CIDADE

quando a Bíblia fala da cidade, via de regra, usa conceitos de valor e revela uma postura em
relação a mesma.
no meio religioso, principalmente evangélico, parecemos de uma reflexão séria e bíblica a
respeito da vida cristã na cidade lembremo-nos de que metade da população do mundo vive no
centros urbanos ponto ao fazermos uma reflexão a respeito da espiritualidade na cidade,
estaremos contribuindo com o cidadão Urbano, com igreja urbana de modo geral.

JESUS E A CIDADE

de início, recordemos que Jesus atuava em povoados e Vilas do interior da Palestina e


costumava frequentar lugares pouco ou nada habitados.
MUDANÇA DO CONTEXTO

O primeiro passo da mudança de contexto aconteceu quando a mensagem de jesus cristo e


então também sobre jesus cristo fixou residência em jerusalém com a primeira comunidade
cristã.
na cidade, as pessoas sentem-se questionados pelas outras. O que as obriga a definir a sua
identidade e, em primeiro lugar, A Dar uma identidade consciente. Identidade religiosa,
identidade quanto aos valores morais e os grupos que pertence a cidade de certa forma obriga-
a indivíduo assumir sua própria identidade. este indivíduo sente a necessidade de se afirmar no
contexto em que está inserido. A igreja, e neste aspecto, pode exercer papel muito importante,
despertando em seus membros o orgulho de seguir a Jesus, o orgulho de não fazer parte do
sistema. Com isto estará instilando os valores do evangelho na vida de seus seguidores.

NAS CIDADES GREGAS E ROMANAS

sabemos que a, a certa altura, a mensagem do reino de Deus transposon os limites interioranos
da Palestina e se espalhou pelo mundo Urbano antigo.
somos regidos pelo tempo, onde tudo tem hora e lugar marcado, onde o descartável faz parte
do cotidiano, e tempo é dinheiro. O culto à juventude, a novidade, ao consumo e por aí afora,
onde se tem a ilusão de que podemos driblar a essência da existência humana que é "o ser para
a morte", esquecendo que o tempo é dado como condição, finitude humana, não como uma
interrupção da vida, mas uma condição que me é dada desde o nascimento.
o discurso a respeito da espiritualidade humana passa pelos paradigmas como buscar o senhor?
Será que existe informe o horário padronizado? Será que devemos buscá-lo? Podemos orar no
ônibus enquanto nos dirigimos ao trabalho? O tempo de leitura bíblica poderá ser durante o
intervalo do almoço? A liderança da igreja precisa conversar sobre esses assuntos com seus
membros e estes por sua vez devem buscar alternativas para desenvolver sua espiritualidade.

AS CRISES DO CIDADÃO DA CIDADE

mesmo o cidadão cristão, temente a Deus, disposto a obedecer ao Senhor, tem seus dilemas
crises familiares e existenciais e peculiaridades ao ser humano ele não está isento de passar
pelos problemas existentes nas cidades, e precisa sobreviver profissionalmente neste momento
de guerra por um emprego.
como podemos ver, na sociedade moderna, quem tem informação detém o poder, pois é ela que
nos coloca a par do que acontece nos lugares mais distantes deixa o nosso mundo .
durante um bom tempo pensava-se que para sermos religiosos e espirituais deveríamos nos
mudar para um sítio, ou fazenda, esquecemos as atividades da cidade, e temos uma vida
bucólica não temos como anular a realidade da vida moderna em que o cidadão vive em grandes
conglomerados, onde o barulho, a violência, os assaltos, o medo e doenças das mais variadas
fazem parte do nosso cotidiano.
não há como fugir da realidade da pobreza e da indigência. A igreja precisa enfrentar a pobreza
agindo como Jesus agiu e sua época, indo em busca do necessitado, aflito e desamparados.
Cristo não fugiu do problema, ele passou a conviver com os carentes, chamou as pessoas que
estavam na mesma realidade e apresentou uma proposta de vida que fez a diferença para o seu
povo.
pensar sobre isso deve provocar certo incômodo a respeito da espiritualidade do trabalho
proposto pela igreja contemporânea.
existe uma estranha associação entre o desenvolvimento e a pobreza o desenvolvimento pode
trazer o distanciamento de deus.com o crescimento e o progresso, a tendência do cidadão e ficar
cada vez mais incrédulo e cínico com a sua própria vida como consequência, ele começa a
perder o sentido de sua espiritualidade para ele pensar nas coisas de Deus, só quando tiver
tempo.

A IGREJA PRECISA FAZER A DIFERENÇA

a igreja precisa fazer a diferença. Cabe aos líderes e as comunidades religiosas apresentar em
alternativas de busca, comunhão com Deus e com seu próximo ponto ao olhar o testemunho de
algumas igrejas locais percebe-se a falta de integração das mesmas a vida da cidade. Alguns
ainda se lembram daquelas igrejas que ao realizar em suas reuniões, colocavam o alto-falante
em um local estratégico.
O ser humano tem necessidades espirituais, precisa pensar sobre Deus. Seus anseios íntimos
estão relacionados com seu criador, e a cidade não estimula o encontro com Jesus, ao contrário,
ela visa a produção, o dinheiro e o poder do forte sobre o fraco.
a partir desta análise podemos perceber a grande responsabilidade da igreja que precisa destoar,
e não pode se vender.
a Bíblia é fundamental na orientação daqueles que estão perdidos mas, cabe a igreja
desenvolver programas de ensino bíblico que supram as necessidades do cidadão Urbano. o
crente, membro de uma igreja na cidade, não está isento das expressões urbanas. Precisa
identificar as tendências do seu tempo e saber como proceder de acordo com a Bíblia.
Paulo teve o ministério amplo é muito eficiente, não se deixam levar pelas baleias próprias da
cidade. Ele fez a diferença dentro de um contexto totalmente adverso.

A IGREJA DA CIDADE PRECISA INCENTIVAR A VIDA COM DEUS

a igreja precisa vencer a mentalidade do mercado que impera na sociedade moderna. Não
devemos deixar levar pelo capitalismo, mais rejeitar esta teologia utilitária onde Deus tem que
fazer tudo por seus servos, livrando de todos os males.
não adianta apresentar a mensagem do evangelho sem saber qual é a realidade do povo.

REFLEXÕES SOBRE A CIDADE

AS ESTRUTURAS DA URBANIZAÇÃO

Urbanização deveria compreender a existência de uma infraestrutura capaz de colocar, ao


alcance da população, os serviços públicos essenciais como transportes, nos, água e esgoto,
condições de morar e viver. Mas o que sucede, é as aglomerações de população,e as prefeituras
não tem condições ou interesse de providenciar condições melhores.
ademais, as possibilidades de emprego e moradia, para grande parte da população São
inexistentes. Com isto surgem miséria e favelas.

CARACTERÍSTICAS DA GRANDE CIDADE BRASILEIRA

a vida da cidade resulta da modernização industrial e do acúmulo de capitais para demonstrar


isso o rápido e desordenado inchamento das grandes cidades elas não crescem elas incham. O
problema habitacional e baixa renda geram favelas, a violência institucionalizada na cidade com
medidas contra o povo e a favor da grande capital domina na política salarial, habitacional,
transporte coletivo, saúde, educação, etc.

A LÓGICA DA URBANIZAÇÃO BRASILEIRA

Atrás da desordem se esconde a lógica. a cidade é pensada e planejada em função dos ricos e
do capital. As leis do sistema capitalista dominante favorecem o capital em detrimento do
trabalhador. A luta é desigual.

A PRESENÇA DA IGREJA NA CIDADE GRANDE

ESTA PRESENÇA SE FAZ ATRAVÉS DAS IGREJAS LOCAIS. O CENTRO DA IGREJA É O


TEMPLO, ONDE É CONCENTRADO TODO O TRABALHO ECLESIÁSTICO.
os membros das igrejas urbanas são pessoas que possuem em comum uma herança espiritual,
cultural e religiosa.
no campo a evangelização que acontecia no convívio familiar não terá mais vezes. Ou a igreja
evangelizar criativamente, ou ela não terá lugar na metrópole.
se a igreja de Jesus Cristo deseja servir aos pobres e marginalizados como forma de servir ao
reino de Deus, então ela precisa repensar o seu caráter institucional.

MINISTÉRIOS CONFIADOS À IGREJA


São: ministério da evangelização, ministério profético, ministério participativo, ministério da cura
e ministério de ação social.

A CIDADE A IGREJA SUAS RELAÇÕES PECULIARES

Uma reforma, a igreja passou olhar mais para os moradores da cidade. Uma das primeiras
atitudes dos reformadores foi de traduzir a Bíblia na linguagem do povo. Uma pastoral urbana
para realidade deve desenvolver um ministério para as pessoas.

POR QUE A IGREJA NÃO AGE NA CIDADE?

em primeiro lugar, o povo não age na cidade porque os pastores estão interessados em mobilizar
toda a ação dos crentes para A conservação e expansão da própria igreja.
depois, a própria igreja invoca as ações éticas para limitar rigorosamente todo o agir.
É nesse contexto de falsa moralidade que a igreja se perde.
no terceiro momento, a igreja não age na cidade por dois fatores ligados à política. O primeiro é
que os pastores criticam de tal maneira tudo que se relaciona ao assunto, que os crentes acham
que tudo isso é do diabo.
o segundo, e isso é bem típico e vergonhoso em nosso meio. Muitos pastores em época de
eleições, fazem pedidos aos candidatos, prometendo votos.

FUNDAMENTOS DA AÇÃO DA IGREJA NA CIDADE A PARTIR DA AÇÃO DO APÓSTOLO


PAULO

A CONVICÇÃO MINISTERIAL: A EDIFICAÇÃO DA IGREJA DE CRISTO

Paulo percebeu a essência do seu chamado ministerial como sendo para edificar a igreja de
Jesus Cristo. Entendeu que as promessas dadas por Deus ao longo da história, como a
restauração de Israel, a criação de um povo Santo, vivendo dentro de um novo paradigma de
relações comunitárias, nas quais as barreiras entre Judeus e Gentils seriam superadas, se
concretizar iam todas na igreja de Jesus.

A CONVICÇÃO MISSIONÁRIA: AS BOAS NOVAS COMO INSTRUMENTO MAIS ESSENCIAL


DA EDIFICAÇÃO DA IGREJA

Paulo tinha uma preocupação essencial com o alicerce. O fundamento dessa igreja era o
evangelho, o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.

A MOTIVAÇÃO ESCATOLÓGICA: O FIM JÁ COMEÇOU

qualquer leitura, mesmo as mais desatentas das cartas Paulinas, vai nos dar conta da curta
perspectiva escatológica do apóstolo. Para ele, o final dos tempos, são consideradas, que, todas
as coisas, as celestiais e terrenas, que convergiram em Cristo, começaram no seu tempo.

A CONVICÇÃO METODOLÓGICA DOS PONTOS A PLANTAÇÃO DE IGREJAS LOCAIS

as convicções de Paulo, estava a plantação de uma igreja local. Não fosse essa convicção
metodológica de plantar igrejas locais, a atividade missionária de Paulo tenderia a se pulverizar
e mesmo não ter qualquer relevância e permanência na história, visto que foi pelas igrejas que
plantou que o evangelho foi sendo disseminado de geração em geração.

POR UMA AÇÃO PASTORAL EFETIVA NA CIDADE

o ministério pastoral é um dos temas mais relevantes para a igreja cristã. Em primeiro lugar,
porque o pastor é quem conduz o rebanho de Deus, segundo a sua vontade. Em segundo lugar,
porque o pastor é responsável por alimentar este rebanho para que ele cresça forte e sadio. Em
terceiro lugar, porque o pastor é aquele que foi chamado por Deus para assistir ao rebanho em
todas as suas tribulações.
DESAFIOS DADOS A IGREJA AO MINISTÉRIO PASTORAL

Para o pós-modernismo a realidade é uma construção social e evita-se o discurso absolutizante,


rejeitando as bases de pensamentos e os fundamentos da era imediatamente anterior. É
caracterizada pela ausência de princípios e valores Claros. Existem sentimentos gerados no pós-
modernismo como sendo uma fase dominada por ansiedade, e racionalismo e desamparo. A
partir desta visão serão analisados os riscos e perigos que os tempos atuais podem trazer ao
bom exercício da excelência do ministério pastoral.
A primeira característica destacada no mundo pós-moderno é ansiedade. A segunda
característica, é o irracionalismo. A terceira característica, é o desamparo.

MODELOS INADEQUADOS DA IGREJA MINISTÉRIO PASTORAL

Muitas igrejas evangélicas, consciente ou inconscientemente, tem até mesmo adotado modelos
eclesiásticos e pastorais que carregam em si a marca do mundo pós-moderno, especialmente
no que se refere a teatralização, a dominação e a comercialização da religião, como se fora artigo
cultural qualquer.
o ministério pastoral tem se desenvolvido cada vez mais em grandes eventos que só contribui
para aumentar o sentimento de desamparo e solidão do povo. Nessa sociedade mediática, até
o culto toma uma nova conotação.
é por isso que, ao invés de centralizar-se na proclamação da palavra de Deus, o culto evangélico
tem tido o seu foco sobre manifestações visíveis da espiritualidade.
devemos ter o ministério pastoral e teológico que ajudem a igreja a ser sal da terra e luz do
mundo.

PROPOSTAS PARA O MINISTÉRIO PASTORAL NA CIDADE

Aqui serão apresentadas propostas visando a expressão da excelência do ministério pastoral. O


pastor como pregador, como visitador e como conselheiro. Será demonstrado, assim, que a
proclamação da palavra é uma ferramenta singular para superar o relativismo pós-moderno, que
a visitação é o meio eficiente de vencer o desamparo das pessoas no mundo atual, e que o
aconselhamento é uma forma adequada de mitigar a ansiedade por meio do acompanhamento
e do processo contínuo de orientação e aprendizado.

PREGAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE ENSINO E TRANSFORMAÇÃO

O ministério pastoral deriva diretamente de sua missão: proclamar a palavra de Deus.


em primeiro lugar é necessário superar o individualismo da cultura pós-moderna. A promoção do
indivíduo foi uma das marcas da modernidade o mundo moderno tornou-se excessivamente
individualista. no entanto deve-se acentuar o papel inevitável da comunidade e de redes sociais
que é, precisamente, onde os indivíduos conhecem a si mesmo em suas identidades pessoais.
em segundo lugar, deve-se apresentar o evangelho numa perspectiva pós racionalista. assim, a
verdade não será estressada apenas nas categorias de certeza racional, típicas da modernidade,
mas apontará para a realidade fundamental de que Deus está além da racionalidade humana.

VISITAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE APROXIMAÇÃO E SOLIDARIEDADE

um dos traços da pós-modernidade é o sentimento de desamparo, que releva as pessoas a


solidão e o individualismo. A visitação, então, aparece como um instrumento adequado para o
pastor aproximar-se de suas ovelhas, em seus contextos e necessidades. o pastor como visitador
é aquele que vai onde as ovelhas estão ponto além disso, na visitação, o pastor tem um meio
específico para demonstrar um cuidado especial a cada membro do rebanho individualmente.

ACONSELHAMENTO COMO FORMA DE ORIENTAÇÃO E APRENDIZADO CONTÍNUO

o aconselhamento é uma parte importante do ministério pastoral, tem oportunidade de levar


almas angustiadas aos pés de Cristo. Onde o sentimento da ansiedade assola as pessoas, o
aconselhamento se constitui numa atividade relevante, através do qual o pastor pode
acompanhar suas ovelhas em seu crescimento e aprendizado.
ASPECTOS PRÁTICOS

Existem algumas ferramentas válidas para o exercício do ministério pastoral.


A evangelização para vencer o relativismo, a visitação para ultrapassar o individualismo, e o
aconselhamento para superar a falta de sentido e direção.
A igreja deve perceber essa realidade urgentemente enfrentar os desafios com a sólida base de
o ministério pastoral bem preparado e contextualizado.

CAPÍTULO 7
UM NOVO REFERENCIAL PARA O PASTORADO, FUNDAMENTOS DO MINISTÉRIO
PASTORAL

CUIDAR

É a expressão do agir de Deus para com sua criação. Três são as características dos pontos
valorizar a criação, lembrar-se da criação, reunificar a criação.

COMO NÓS, PASTORES, CUIDAMOS DA COMUNIDADE?

1- permitindo que nós mesmos sejamos cuidados, por Deus, e por outros.
2- ouvindo as pessoas participantes da nossa comunidade.
3- lembrando-nos das pessoas, de suas alegrias, tristezas, seus projetos de vida e de seus
nomes.
4- ajudando as pessoas de nossa comunidade a permanecerem unidas no amoroso vínculo da
paz.
5- permitindo a cada membro a liberdade e espaço para viver sua vida, cometer seus erros,
realizar seus projetos.

MOBILIZAÇÃO

MOBILIZAR

MOBILIZAR E MOTIVAR AS PESSOAS A SE MOVER EM DE SEUS ESPAÇOS DE


COMODISMO, ANSIEDADE, AUTOCENTRAMENTO PARA OS ESPAÇOS DA COMUNHÃO
COM DEUS E COM O PRÓXIMO.

COMO NOSSOS PASTORES MOBILIZAMOS A COMUNIDADE?

1- sendo porta-vozes da vocação Divina, do chamamento divino a vida de liberdade e serviço. A


vocação é a maior que nossa carreira, ou profissão.
2- sendo pessoas motivadoras da vida vocacionada: mediante o exemplo de vida, mediante os
nossos discursos.

FORMAÇÃO

IDENTIDADE DO POVO DE DEUS

formar identidade do povo de Deus é estar permanentemente perdendo a identificação e sendo


renovado por Deus hein semelhança Jesus Cristo.

DISCERNIMENTO DO POVO DE DEUS

discernimento espiritual é uma ação crítica, do cristão e iluminado pelo Espírito Santo, que busca
autenticidade para vivenciar a vontade de Deus.

MISSÃO DO POVO DE DEUS

é responder a ação de Deus em benefício de sua criação. Missão é cuidar do mundo de Deus.

COMO DEVE O MINISTRO CRISTÃO PROCLAMAR SUA FÉ NO CONTEXTO DA CIDADE?


1- enfrentando o pluralismo religioso.
2- entendendo que o ensino por si só não basta.
3- reconhecendo que deve ser acompanhado por outro.
4- redefinindo o processo formativo do pastor.
5- sabendo que a preparação ministerial antecede a ação ministerial.
6- o que a palavra de Deus deve ser o centro da preparação ministerial.
7- fazer uma revisão dos conteúdos pastorais.
8- administrar os recursos acadêmicos.
9- desenvolver um processo sistemático de capacitação pastoral.
10- pastores críticos, reflexivos, e que consigam formular propostas efetivas para esta geração.
A formação pastoral não termina no seminário e sim por uma vida.

AÇÕES PASTORAIS NA CIDADE, PISTAS E PRÁTICAS DIÁRIAS

Nossa geração não lamenta tanto os crimes dos perversos quanto ao estarrecedor silêncio dos
bondosos.

O DIA A DIA COM A VIOLÊNCIA

O Brasil é, hoje, o 5° país mais violento do planeta.

A BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA

o crime tem sido o grande vencedor na batalha contra polícia. O cidadão são prisioneiros em
suas residências. A situação está tão grave que até as delegacias têm sido assaltadas.
uma das maiores autoridades em criminalística no Brasil disse que, atualmente, sequestros,
roubos, assassinatos, estupros, assaltos a residências, etc, passaram a ser crimes banais, aos
quais a segurança pública não consegue combater.

ENCARANDO A VIOLÊNCIA

Primeiramente, políticas impostas por governos que não levam em conta o indivíduo, nem zelam
por suas famílias. nós, como cristãos não podemos fechar os olhos a essas situações, nem ficar
esperando iniciativas políticas.
segundo, devemos desenvolver uma pastoral comunitária, pastores se tornaram gerentes e
executivos de igrejas, tentam resolver os problemas numa perspectiva clínica e gerencial. não
seguem o estilo de vida ensinado pelo apóstolo Paulo, no qual se destaca a pessoa de Cristo,
anulando assim mesmo.
Terceiro precisamos de uma pastoral de renúncia. Muitos ingresso no ministério cristão em busca
de status e de uma vida melhor. Devemos pensar na vida e no ministério de Jesus.
Quarto, devemos atentar que nas escrituras sagradas Jesus é o referencial de pastor. A igreja
enviada a buscar, sobre a direção do Espírito Santo, as outras ovelhas do aprisco. A igreja
constituída para ser o sal da terra.

TAREFAS DE MODELOS PASTORAIS RELEVANTES E CONTEXTUALIZADOS

A tarefa pastoral não tem dimensão apenas teológica, ela também é política. Necessitamos de
uma pastoral que faça diferença na comunidade em que está inserida ponto quando alguém
exerce as funções pastorais de maneira bem articulada inspirada em Jesus, consegue fazer
grande diferença na comunidade.
O pastor tem hoje, diante desse, O grande desafio de não ceder aos encantos da modernidade
que, sejamos realistas, não oferecem novidade.
O modelo pastoral a ser seguido é interagir na sociedade, obedecendo as ordenanças de Deus,
para fazer a diferença apresentando o evangelho orientador, libertador, e gerador de esperança.