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Sumário - Resumo de Administração Financeira e Orçamentária + LRF

Conceito de Orçamento 4
Funções orçamentárias 4
Tipos de orçamentos 4
Princípios Orçamentários 5
PPA – Plano Plurianual 6
LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias 7
LOA – Lei Orçamentária Anual 8
Ciclo Orçamentário 9
Conceito 9
Elaboração 9
Discussão/Estudo/Aprovação 9
Execução 10
Avaliação/Controle 11
Créditos Adicionais 13
Créditos Suplementares 13
Créditos Especiais 13
Créditos Extraordinários 13
Fontes para a abertura de créditos adicionais – Suplementares e Especiais 14
Receita Pública 15
Classificações da Receita Pública 15
Quanto à forma de ingresso 15
Por natureza da receita *NOVO* 15
Classificação por Fontes (ou por destinação de recurso) – FAZER RESUMO 17
Classificações Doutrinárias da receita 17
Quanto à coercitividade ou Procedência 17
Quanto à afetação Patrimonial 17
Quanto à regularidade ou periodicidade 17
Classificações da Despesa Pública 17
Quanto à forma de ingresso 17
Por natureza de despesa (por categorias) 18
Classificações Doutrinárias da despesa 18
Quanto à afetação Patrimonial 18
Quanto à regularidade ou periodicidade 19
Classificações da despesa na Lei 4302/64 19
Classificação da despesa por esfera orçamentária 20
Classificação Institucional da despesa 20
Classificação Funcional da despesa 20
Classificação Programática da despesa 20
Estágios da Receita e da Despesa 21
Estágios da Receita Pública 22

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Previsão 22
Lançamento 22
Arrecadação 23
Recolhimento 23
Estágios da Despesa Pública 23
Fixação 23
Empenho 23
Liquidação 24
Pagamento 24
Enfoque orçamentário e enfoque patrimonial 24
Restos a pagar 25
Despesas de exercícios anteriores 26
LRF - Lei de Responsabilidade Fiscal 26
Amparo Constitucional 26
Princípios 26
Objetivos 27
Abrangência 27
PPA, LDO e LOA na LRF 27
PPA na LRF 27
LDO na LRF 27
LOA na LRF 28
Da Execução Orçamentária e do Cumprimento das Metas 29
Da Previsão e da Arrecadação 29
Da Renúncia de Receita 30
Geração de despesa 30
Despesa obrigatória de caráter continuado 30
RCL- Receita Corrente Líquida 31
Despesas com pessoal 31
Controle da despesa total com pessoal 32
Publicação da LOA e cumprimento das metas 34
Limitação de empenho 35
Relatório de Gestão Fiscal e Relatório Resumido de Execução Orçamentária 35
Escrituração, consolidação e prestação das contas 36
Transferências Voluntárias 37
Destinação de recursos para o setor privado 37
Recondução das dívidas aos limites 38
Operações de crédito por antecipação de receita orçamentária - ARO 39
Fiscalização da Gestão Fiscal 39

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Resumo de Administração Financeira e
Orçamentária + LRF
Conceito de Orçamento
O orçamento público é o ato pelo qual o ​Poder Executivo prevê e o ​Poder Legislativo
autoriza​, por certo período de tempo, a execução das despesas destinadas ao
funcionamento dos serviços públicos e outros fins adotados pela política econômica ou
geral do país, assim como a arrecadação das receitas já criadas em lei. (Orçamento do tipo
MISTO)
Natureza jurídica: ​lei formal (prevê receitas e autoriza gastos, sem criar direitos subjetivos
e sem modificar leis tributárias e financeiras)
Caráter autorizativo: ​compete ao gestor público analisar a conveniência e a oportunidade
de realização da despesa autorizada. ​EXCEÇÃO​​: despesas obrigatórias estabelecidas pela CF
(Emendas Parlamentares -1,2% da RCL; saúde e educação, dentre outras) e por leis.

Funções orçamentárias

Tipos de orçamentos

➢ Orçamento clássico ou tradicional​​: mostra a fixação da despesa e a previsão da


receita, sem qualquer espécie de planejamento das ações governamentais. É
simplesmente um instrumento contábil – financeiro. Nesse orçamento, não há
preocupação com a realização dos programas de trabalho do governo, foca apenas
nas necessidades dos órgãos públicos com finalidade de realização das suas tarefas.
➢ Orçamento de desempenho ou por realizações: ​evolução do orçamento clássico.
Neste orçamento, o gestor mostra alguma preocupação com o resultado dos gastos
(preocupação de eficácia – e NÃO de efetividade). Procura-se medir o desempenho
através do resultado obtido. Mesmo assim, o orçamento de desempenho se encontra
desvinculado de um planejamento central das ações do governo.
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➢ Orçamento- Programa: ​foi embasado no Brasil através da Lei 4320/64 e do decreto –
lei 200/67. ​É o atual e mais moderno orçamento público​. É um plano de trabalho,
uma ferramenta de planejamento da ação do governo, por meio da identificação dos
seus programas de trabalho, projetos e atividades, além do estabelecimento de
objetivos e metas a serem implementados, bem como a previsão dos custos
relacionados. ​A ênfase do orçamento programa é nas realizações e a avaliação de
resultados abrange a EFICÁCIA e a EFETIVIDADE. A CF/88 implantou de forma
definitiva o orçamento - programa no nosso País, ao estabelecer a normatização da
matéria orçamentária através do PPA, da LDO e da LOA, evidenciando o extremo
cuidado do constituinte, em relação ao planejamento das ações do governo.
➢ Orçamento de base zero ou por estratégia: ​sua finalidade é basicamente em uma
análise crítica de todos os recursos solicitados pelos órgãos governamentais. Neste, o
órgão do governo deve justificar todo ano, durante a fase de elaboração da sua
proposta orçamentária, a totalidade de seus gastos, não utilizando o ano anterior
como valor inicial mínimo. A ênfase é na EFICIÊNCIA, e não se preocupa com as
classificações orçamentárias, mas com o porquê de se realizar determinada despesa.
➢ Orçamento participativo: técnica em que a alocação de alguns recursos contidos no
orçamento é decidida com a participação direta da população ou através de grupos
organizados da sociedade civil. Até o momento, sua aplicação restringe-se ao âmbito
municipal.
➢ Orçamento incremental: feito através de ajustes marginais nos seus itens de receita
e despesa.

Princípios Orçamentários
➢ Princípio da legalidade: ​exige que o gestor público observe os preceitos e normas
legais aplicáveis à arrecadação de receitas e à realização de despesas
➢ Princípio da anualidade ou periodicidade: impõe que o orçamento deve ter vigência
limitada no tempo, sendo que, no caso brasileiro, corresponde ao período de um
ano. (art 4º lei 4.320/64 – “o exercício financeiro coincidirá com o ano civil”).
➢ Princípio da universalidade: dispõe que o orçamento deve considerar TODAS as
receitas e TODAS as despesas, e nenhuma instituição governamental deve ficar
afastada do orçamento. ​EXCEÇÃO​​: Orçamento operacional das Empresas Estatais
independentes​ e ingressos/dispêndios ​extraorçamentários​.
➢ Princípio do orçamento bruto: estabelece que todas as parcelas de receitas e
despesas, ​obrigatoriamente​, devem fazer parte do orçamento em seus ​valores
brutos, ​sem qualquer tipo de deduções.
➢ Princípio da exclusividade: a Lei Orçamentária Anual NÃO conterá dispositivo
estranho à previsão de receita e à fixação de despesa, ​não se incluindo na proibição a
autorização para a abertura de créditos suplementares e contratações de operações
de crédito, ainda que por antecipação de receita – ARO,​ nos termos da lei.
➢ Princípio da unidade/totalidade: o orçamento deve ser UNO, ou seja, ​no âmbito de
cada esfera de governo (federal, estadual e municipal) ​deve existir apenas um só

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orçamento para um exercício financeiro. Esse único documento (LOA) compreenderá:
a) orçamento fiscal; b) orçamento de investimento; c) orçamento da seguridade
social.
➢ Princípio da especificação: ​essa regra opõe-se à inclusão de valores globais, de forma
genérica, ilimitados e sem discriminação, e ainda, o início de programas ou projetos
não incluídos na LOA.
➢ Princípio da não afetação das receitas: ​veda a vinculação de receita de ​impostos a
órgão, fundo ou despesa, e está definido na CF/88.
➢ Princípio da publicidade: ​tem o objetivo de levar ao conhecimento de todos os atos
praticados pela Administração.
➢ Princípio do equilíbrio: determina que a LDO disporá sobre o equilíbrio entre receita
e despesa. Ele estabelece que a despesa fixada não pode ser superior à receita
prevista, ou seja, deve ser igual à receita prevista.
➢ Princípio do planejamento e da programação: O princípio do planejamento refere-se
à obrigatoriedade de elaboração do PPA, e a obrigatoriedade de todos os planos e
programas nacionais, regionais e setoriais serem elaborados em consonância com
ele. O princípio da programação surgiu a partir da instituição do
orçamento-programa e apregoa que o orçamento deve evidenciar os programas de
trabalho, servindo como instrumento de administração do Governo, facilitando a
fiscalização, gerenciamento e planejamento.
➢ Princípio do não estorno: este princípio encontra-se expressamente previsto na
CF/88: “é vedado a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de
uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, ​sem prévia
autorização legislativa​.”. ​EXCEÇÃO: ​se houver extinção, transformação, transferência,
incorporação ou desmembramento de órgãos e entidades, ou alterações de suas
competências/atribuições, ​o Poder Executivo poderá transpor, remanejar ou
transferir mediante decreto.
➢ Princípio da clareza: ​exige que a linguagem orçamentária seja clara e de fácil
entendimento; exige que as informações orçamentário-financeiras sejam divulgadas
em linguagem facilitada, de forma que as pessoas comuns consigam entende-las.
➢ Princípio da quantificação dos créditos orçamentários: veda a concessão ou
utilização de crédito ilimitados – sem exceções!!!
➢ Princípio da uniformidade ou consistência: dispõe que o orçamento deve manter
uma mínima padronização ou uniformidade na apresentação de seus dados, de
forma a permitir que os usuários realizem comparações entre os diversos períodos.

PPA – Plano Plurianual


● Conceito: ​É o instrumento de planejamento do Governo Federal que estabelece, de
forma regionalidade, a ​D​iretrizes, ​O​bjetivos e ​M​etas da Administração Pública
Federal para as despesas de capital e outras dela decorrentes e para as relativas aos
programas de duração continuada. ​(DOM)
● Prazos para o ciclo orçamentário (ADCT): a vigência do PPA é de ​4 ANOS,
iniciando-se no ​segundo exercício financeiro do chefe do executivo e terminando no
primeiro exercício financeiro do mandato subsequente. ​Ele deve ser encaminhado
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ao legislativo até ​4 meses ​antes do encerramento do primeiro exercício, ou seja, até
31 de Agosto. A devolução ao Executivo deve ser feita até o encerramento do
segundo período da sessão legislativa (22/12) do exercício em que foi encaminhado.

2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias


● Conceito: é o elo entre o planejamento estratégico (PPA) e o planejamento
operacional (LOA). A LDO compreenderá as ​M​etas e ​P​rioridades da Administração
Pública Federal, ​incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro
subsequente, orientará a elaboração da LOA, disporá sobre as alterações na
legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das ag6ebcias financeiras
oficiais de fomento.
● Prazos para o ciclo orçamentário (ADCT): a LDO é anual, no sentido de que a cada
ano teremos uma LDO. Todavia, sua vigência extrapola o exercício financeiro, uma
vez que ela é aprovada até o encerramento do primeiro período legislativo e orienta
a elaboração da LOA no segundo semestre, bem como estabelece regras
orçamentárias a serem executadas ao longo do exercício financeiro subsequente. Ela
deve ser encaminhada ao legislativo até ​8 meses e meio ​antes do encerramento do
exercício, ou seja, até 15 de Abril. A devolução ao Executivo deve ser feita até o
encerramento do primeiro período da sessão legislativa (17/07). ​A sessão legislativa
NÃO será interrompida sem a aprovação da LDO.

LOA – Lei Orçamentária Anual


● Conceito: ​é o instrumento pelo qual o Poder Público prevê a arrecadação de receitas
e fixa a realização de despesas para o período de ​1 ano. A LOA é o ​orçamento por
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excelência ou o orçamento propriamente dito. A LOA deve obedecer ao princípio da
exclusividade. (“​​A LOA não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à
fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de
créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por
antecipação de receita, nos termos da lei”). ​ A LOA compreenderá:
I. O ​orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos
e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações
instituídas e mantidas pelo poder público;
II. o ​orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou
indiretamente, detenha a maioria do capital social ​com​ direito a voto;
III. o ​orçamento da seguridade social​, abrangendo todas as entidades e
órgão a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como
os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo poder público.

● O PLOA será acompanhado de ​demonstrativo regionalizado do efeito sobre as


receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e
benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia.
● Os orçamentos FISCAL e de INVESTIMENTO, compatibilizados com o PPA, terão as
funções de ​reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional.

● Prazos para o ciclo orçamentário (ADCT): a LOA é anual. Ela deve ser encaminhada
ao legislativo até ​4 ​meses ​antes do encerramento do exercício, ou seja, até 31 de
Agosto. A devolução ao Executivo deve ser feita até o encerramento da sessão
legislativa (22/12).

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Ciclo Orçamentário
Conceito

Elaboração
As leis do PPA, LDO e LOA são de ​iniciativa do Poder Executivo: Presidente, Governadores e
Prefeitos​. No nível federal, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão é o órgão do
Poder Executivo responsável pela elaboração dos instrumentos de planejamento e
orçamento. Consoante a LRF, o Poder Executivo de cada ente colocará à disposição dos
demais poderes e do MP, ​no mínimo 30 dias antes do prazo final para o encaminhamento
de suas propostas orçamentárias, ​os estudos e estimativas das receitas para o exercício
subsequente, inclusive da RCL, e as respectivas memórias de cálculo. Isso ocorre porque
todos os Poderes (L, J e MP) elaboram suas propostas orçamentárias parciais e encaminham
para o ​Poder Executivo, o qual é o responsável constitucionalmente pelo envio da proposta
consolidada ao Poder Legislativo.

Discussão/Estudo/Aprovação
Os projetos de lei relativos ao PPA, às Diretrizes Orçamentárias, ao Orçamento Anual e aos
créditos adicionais serão ​apreciados pelas duas casas do Congresso Nacional, na forma de
REGIMENTO COMUM.
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Caberá a uma comissão mista permanente (Comissão Mista de Planos, Orçamentos e
Fiscalização) de Senadores e Deputados:
I. examinar e emitir parecer sobre os projetos relativos ao PPA, LDO e LOA,
créditos adicionais e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente
da República;
II. examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e
setoriais previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a
fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do
Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com a CF/88

Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do PLOA, ficarem sem


despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediantes créditos
especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.
➢ Emendas parlamentares: ​são apresentadas também na Comissão Mista, que emitirá
seu parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas casas do CN.
As emendas ao PLOA ou aos projetos que o modifiquem ​somente podem ser aprovadas
caso:
I. sejam compatíveis com o PPA e a LDO
II. indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação
de despesa, ​excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus
encargos; b) serviços da dívida c) transferências tributárias constitucionais para
os Estados, Municípios e DF​​; ou
III. sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou omissões; ou b) com
dispositivos do texto do projeto de lei.
➢ Emenda de execução obrigatória (Exceção ao caráter autorizativo do orçamento): ​é
obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações das emendas
individuais ao PLOA, que serão aprovadas no limite de 1,2% da RCL prevista no
projeto encaminhado pelo Poder Executivo, ​sendo que a metade deste percentual
será destinada a ações e serviços públicos de saúde​, sendo computados para fins do
cumprimento do limite constitucional relativo à saúde, sendo vedada a destinação
para pagamento de pessoal ou encargos sociais. Quando destinadas a Estados, DF ou
Municípios, a transferência ​independerá da adimplência do ente ​que receberá os
recursos.

A aprovação dos instrumentos de planejamento e orçamento se dá por maioria simples,


pois são ​leis ordinárias​. O que não estiver previsto de diferente neste Ciclo Orçamentário,
devem ser aplicadas as demais normas relativas ao processo legislativo. Após a aprovação,
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o próximo passo é o retorno dos autógrafos (projeto aprovado) para o Poder Executivo,
para que ele manifeste a concordância ou não com o que foi aprovado no Poder legislativo.
A sanção é a aquiescência do Chefe do Executivo e o Veto (total ou parcial) é a discordância.
Ocorrendo o veto, ele deve ser apreciado pelo parlamento, podendo ser confirmado ou
rejeitado.
Execução
A fase de execução consiste na arrecadação das receitas e na realização das despesas. É a
transformação na realidade do planejamento elaborado e aprovado. A ​execução
orçamentária ​pode ser definida como sendo a utilização das ​dotações dos créditos
consignados na LOA. Já a ​execução financeira​​, por sua vez, representa a utilização de
recursos financeiros, ​visando a atender à realização dos projetos e/ou atividades atribuídas
às Unidades Orçamentárias pelo orçamento.
Conforme a LRF, até ​30 dias após a publicação dos orçamentos, nos termos que dispuser a
LDO, o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma de
execução mensal de desembolso.

Avaliação/Controle
Há diferença entre controle e avaliação: o ​controle consiste na verificação da
conformidade, propõe ações corretivas e tem ​foco retrospectivo​​. A ​avaliação visa ao
aperfeiçoamento da gestão, avalia resultados e tem ​foco prospectivo​​.

Os padrões mais utilizados na avaliação são:


A CF/88 estabelece 2 tipos de controle: A fiscalização contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta,
quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de
receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema
de controle interno de cada Poder.
➢ Controle Interno: ​os Poderes L, E e J manterão, de forma integrada, sistema de
controle interno com a finalidade de:

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I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos
programas de governo e dos orçamentos da União;
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal,
bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e
haveres da União;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
§ 1º Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer
irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena
de responsabilidade solidária.
§ 2º Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na
forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da
União.

Controle Externo: ​O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido


com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete:
I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante
parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento;
II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e
valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades
instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a
perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;
III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a
qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e
mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em
comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas
as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório;
IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de
Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes
Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II;
V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a
União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;
VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante
convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal
ou a Município;
VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas
Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções
realizadas;
VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de
contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa
proporcional ao dano causado ao erário;

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IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao
exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;
X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à
Câmara dos Deputados e ao Senado Federal;
XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.
§ 1º No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso
Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.
§ 2º Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não
efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.
§ 3º As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão
eficácia de título executivo.
§ 4º O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente, relatório
de suas atividades.

Créditos Adicionais
São créditos adicionais as autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente
dotadas na Lei de Orçamento. O ato que abrir crédito adicional, que poderá ser um decreto,
uma MP ou uma lei, de acordo com a sua classificação, deve indicar a importância, a
espécie e a classificação da despesa até onde for possível. Classificam-se em:
suplementares, especiais e extraordinários.

Créditos Suplementares
Os créditos suplementares são os destinados a ​reforço de dotação orçamentária​. Terão
vigência limitada ao exercício em que forem autorizados e sua abertura ​depende da
existência de recursos disponíveis e de exposição que a justifique​. ​Os créditos
suplementares não poderão ter vigência além do exercício em que forem autorizados. A
LOA poderá conter autorização ao Poder Executivo para abertura de créditos
suplementares até determinada importância ou percentual, sem a necessidade de
submissão do crédito ao Poder Legislativo (Exceção ao princípio da exclusividade). São
autorizados por lei (podendo ser a própria LOA ou outra lei especial), porém são abertos
por decreto do Poder Executivo.

Créditos Especiais
Os créditos especiais são os destinados a ​despesas para as quais não haja dotação
orçamentária específica, devendo ser autorizados por lei. Sua abertura também ​depende da
existência de recursos disponíveis e de exposição que a justifique​. Os créditos especiais não
poderão ter vigência além do exercício em que forem autorizados, salvo se o ato de
autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, casos em que,
reabertos nos limites dos seus saldos, poderão viger até o término do exercício financeiro
subsequente ​(Exceção ao princípio orçamentário da anualidade)​. Nesse caso, a reabertura
do crédito é facultativa, limitada ao saldo remanescente, e novo ato da Administração
Pública deverá reabri-lo.

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São autorizados por lei especial (não pode ser na LOA), porém, são abertos por decreto do
Poder Executivo. Na União, são considerados autorizados e abertos com a sanção e
publicação da respectiva lei.

Créditos Extraordinários
Os créditos extraordinários são os destinados a ​despesas urgentes e imprevisíveis​, tais
como em caso de guerra, comoção interna ou calamidade pública, conforme rol
exemplificativo apresentado pelo art. 167 da CF/1988. ​A indicação da fonte de recursos é
facultativa​, ou seja, não depende da existência de fontes de recursos disponíveis para a sua
abertura. Serão abertos por medida provisória, no caso federal e de entes que possuem tal
instrumento, e por decreto do Poder Executivo para os demais entes, dando imediato
conhecimento deles ao Poder Legislativo. Os créditos extraordinários não poderão ter
vigência além do exercício em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for
promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, casos em que, reabertos nos
limites dos seus saldos, poderão viger até o término do exercício financeiro subsequente
(Exceção ao princípio orçamentário da anualidade)​. Nesse caso, a reabertura do crédito é
facultativa, limitada ao saldo remanescente, e novo ato da Administração Pública deve
reabri-lo.

Fontes para a abertura de créditos adicionais – Suplementares e Especiais


Para a abertura dos créditos suplementares e especiais, é necessária a existência de
recursos disponíveis para ocorrer a despesa, devendo, ainda, se precedida de exposição
justificada. Consideram-se recursos para esse fim, desde que não comprometidos:
● O superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior;
● Os provenientes do excesso de arrecadação;

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● Os resultantes de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos
adicionais, autorizados em lei;
● O produto de operações de crédito autorizadas, em forma que juridicamente
possibilite ao poder executivo realiza-las;
● Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei
orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados,
conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e
específica autorização legislativa (CF/88).

Receita Pública
➢ Receita pública em sentido amplo ou ingresso público: ​todas as entradas ou
ingressos de bens ou direitos a qualquer título, em certo período de tempo, que o
Estado utiliza para financiar seus gastos, podendo ou não se incorporar ao seu
patrimônio e independentemente de haver contrapartida no passivo. Exemplos:
receitas tributárias, operações de crédito, cauções etc.
➢ Receita pública em sentido estrito: são todas as entradas ou ingressos de bens ou
direitos, em certo período de tempo, que se incorporam ao patrimônio público sem
compromisso de devolução posterior. Exemplos: alienação de bens, receita de
contribuintes, receitas industriais etc.

Classificações da Receita Pública

Quanto à forma de ingresso


● Orçamentárias: ​utilizadas para financiar gastos, possui ​caráter não devolutivo​.
● Extraorçamentárias: NÃO integram o orçamento público e constituem passivos
exigíveis do ente, de tal forma que seu pagamento NÃO está sujeito à autorização
legislativa. Possui ​caráter devolutivo. ALTERA a composição do ​patrimônio financeiro,
mas NÃO modifica a situação líquida da organização.

Por natureza da receita *NOVO*

1º 2º 3º 4º ao 7º 8º
Categoria Origem Espécie Desdobramentos Tipo
Econômica identificação de
peculiaridades
da receita
1) Receitas 1)Impostos, taxas e Impostos, taxas e Tipo 0
Correntes contribuições de melhoria contribuições de melhoria Tipo 1
2) Contribuições Sociais, econômicas, etc. Tipo 2
3) Receita Patrimonial Tipo 3
4) Receita Agropecuária Tipo 4
5) Receita Industrial
6) Receita de Serviços
7) Transferências
correntes

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9) Outras receitas
correntes
2) Receitas 1) Operações de crédito
de Capital 2) Alienação de bens
3) Amortização de
empréstimos
4) Transferências de
capital
9) Outras receitas de
capital

➢ Categoria econômica da receita: ​utilizada para mensurar o impacto das decisões do


Governo na economia nacional. São subdivididas em: 1) Receitas Correntes; 2)
Receitas de Capital; 7) Receitas Correntes Intraorçamentárias e 8) Receitas de Capital
Intraorçamentárias.
● Receitas Correntes: ​classificam-se nessa categoria aquelas oriundas do poder
impositivo do Estado (Tributária e de Contribuições); da exploração de seu
patrimônio (Patrimonial); da exploração de atividades econômicas
(Agropecuária, Industrial e de Serviços); as provenientes de recursos
financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando
destinadas a atender despesas classificáveis em despesas correntes
(transferências correntes); e as demais receitas que não se enquadram nos
itens anteriores (outras receitas correntes).
● Receitas de Capital: ​são as provenientes da realização de recursos financeiros
oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e
direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou
privado, destinados a atender despesas classificáveis em despesas de capital e,
ainda, o superávit do orçamento corrente. (em geral, as receitas de capital são
representadas por mutações patrimoniais que nada acrescentam ao
patrimônio público, ocorrendo uma troca de elementos patrimoniais, isto é,
um aumento no sistema financeiro -entrada de recursos financeiros- e uma
baixa no sistema patrimonial -saída do patrimônio em troca de recursos
financeiros).
● Receitas Intraorçamentárias: são receitas oriundas de operações realizadas
entre órgãos e demais entidades da Administração Pública integrantes do
Orçamento Fiscal e da Seguridade Social de uma mesma esfera de governo.
Não inclui o Orçamento de Investimento das Estatais.
➢ Origem: ​é a subdivisão das categorias econômicas que ​tem por objetivo identificar a
origem das receitas​ no momento em que estas ingressam no patrimônio público.
➢ Espécie: é o nível de classificação ​vinculado à origem, ​composto por títulos que
permitem qualificar com maior detalhe o fato gerador dos ingressos de tais receitas
➢ Desdobramentos para identificação de peculiaridades da receita: ​tais dígitos podem
ser utilizados ou não, conforme a necessidade de especificação do recurso.
➢ Tipo: ​tem a finalidade de identificar o tipo de arrecadação a que se refere aquela
natureza:
Tipo 0: ​natureza de receita não valorizável ou agregadora
15
Tipo 1: ​arrecadação principal da receita
Tipo 2: ​multas e juros de mora da respectiva receita
Tipo 3: ​dívida ativa da respectiva receita
Tipo 4: ​multa e juros de mora da dívida ativa da respectiva receita

Classificação por Fontes (ou por destinação de recurso) – FAZER RESUMO

Classificações Doutrinárias da receita

Quanto à coercitividade ou Procedência


● Originárias: ​provêm do próprio patrimônio do Estado
● Derivadas (Direito Público): ​obtidas pelo Estado mediante sua autoridade coercitiva

Quanto à afetação Patrimonial
● Efetivas: ​contribuem para o aumento do patrimônio líquido, SEM correspondência
no passivo. São efetivas todas as receitas correntes, com ​exceção ​do recebimento da
dívida ativa, que representa fato permutativo.
● Não Efetivas: ​nada acrescentam ao patrimônio público. São não efetivas todas as
receitas de capital, com ​exceção ​do recebimento de transferências de capital, que
causam acréscimo patrimonial e, assim, são efetivas.

Quanto à regularidade ou periodicidade


● Ordinárias: ​ingressos permanentes e estáveis, com arrecadação regular em cada
exercício financeiro.
● Extraordinários: NÃO integram sempre o orçamento. (NÃO continuado, inconstante,
eventual, imprevisível).

Classificações da Despesa Pública

16
Quanto à forma de ingresso
● Orçamentárias: ​dependem de autorização legislativa e obedecem aos estágios da
despesa (fixação, empenho, liquidação e pagamento).
● Extraorçamentárias: NÃO dependem de autorização legislativa (possuem caráter
devolutivo).
Por natureza de despesa (por categorias)
(Na LOA, a discriminação da despesa far-se-á, quanto à sua
natureza, no mínimo por esses 3 elementos)
1º 2º 3ºe4º 5ºe6º 7ºe8º
Categoria Grupo de Natureza da Modalidade de Elemento da Desdobramento
Econômica Despesa Aplicação Despesa facultativo do
elemento
3) Despesas 1) Pessoal e Encargos 20) Transferências à 41)Contribuições
Correntes Sociais União 42) Auxílios
2) Juros e Encargos da 80) Transferências 43) Subvenções
Dívida ao exterior Sociais
3) Outras Despesas 90) Aplicações 45) Subvenções
Correntes diretas Econômicas
4) Despesas 4) Investimentos 99) A definir
de Capital 5) Inversões Financeiras
6) Amortização da dívida (existem outras)

➢ Categoria econômica da despesa: ​permite analisar o impacto dos gastos públicos na


economia do país.
● Despesas correntes: ​classificam-se nessa categoria todas as despesas que não
contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital.
● Despesas de capital: classificam-se nessa categoria todas as despesas que
contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital.
➢ Grupo de natureza da despesa: ​é um agregador de elementos da despesa com as
mesmas características quanto ao objeto de gasto
➢ Modalidade de aplicação: é uma informação gerencial que objetiva, principalmente,
eliminar a dupla contagem dos recursos transferidos ou descentralizados.
➢ Elementos da despesa:​​ tem por finalidade identificar os objetos de gasto.
➢ Desdobramento facultativo do elemento da despesa: fica facultado por parte de
cada ente o desdobramento dos elementos da despesa.

Classificações Doutrinárias da despesa

Quanto à afetação Patrimonial


● Despesa orçamentária efetiva: ​aquela que no momento de sua realização, reduz a
situação líquida patrimonial da entidade. Todas as despesas correntes são efetivas,
exceto a aquisição de materiais para estoque e a despesa com adiantamento, que
representam fatos permutativos e, assim, são não efetivas.
● Despesa orçamentária não efetiva (ou por ​mutação patrimonial​​)​: aquela que, no
momento de sua realização, não reduz a situação líquida patrimonial da entidade e
constitui fato contábil permutativo. Todas as despesas de capital são não efetivas,
17
exceto as transferências de capital que causam decréscimo patrimonial e, assim, são
efetivas.
Quanto à regularidade ou periodicidade
● Ordinárias: ​compostas por despesas perenes e que possuem característica de
continuidade, pois se repetem em todos os exercícios, como as despesas com
pessoal, encargos, serviços de terceiros etc.
● Extraordinárias: não integram sempre o orçamento, pois são despesas de caráter
não continuado, eventual, inconstante, imprevisível, como as despesas decorrentes
de calamidade pública, guerras, comoção interna etc.

Classificações da despesa na Lei 4302/64


A classificação adotada na Lei 4302/64 é um pouco diferente da classificação da despesa
por natureza.

18
Classificação da despesa por esfera orçamentária
Aponta em “qual orçamento” será alocada a despesa:
10) Orçamento Fiscal
20) Orçamento da Seguridade Social
30) Orçamento de Investimentos

Classificação Institucional da despesa

1º 2º 3º 4º 5º
Órgão Unidade
Orçamentário Orçamentária

OBS: Um órgão ou uma UO


NÃO corresponde necessariamente a uma estrutura Administrativa! EX: 73.107 (73=órgão
de transferência a E, DF e M; 107= Recursos sob supervisão do Ministério da Educação)

Classificação Funcional da despesa

1º 2 º 3º 4º 5º
Função Subfunção*

*As subfunções poderão


ser combinadas com funções diferentes daquelas às quais estejam vinculadas
(matricialidade entre função e subfunção). A subfunção representa um nível de agregação
imediatamente inferior à função e deve evidenciar cada área de atuação governamental.
**MAIOR NÍVEL DE AGREGAÇÃP DAS DIVERSAS ÁREAS DE AUAÇÃO DO SETOR PÚBLICO***
Relacionada com a missão institucional do órgão, como cultura, educação, saúde, que
guarda relação com os respectivos Ministérios.

OBS: Art. 4º da portaria 42/1999: Nas leis orçamentárias e nos balanços, as ações serão
identificadas em termos de funções, subfunções, programas, projetos, atividades e
operações especiais.

19
Classificação Programática da despesa
A organização do Governo sob a forma de programas visa proporcionar maior racionalidade
e eficiência na Administração Pública e ampliar a visibilidade dos resultados e benefícios
gerados pela sociedade, bem como elevar a transparência na ampliação dos recursos
públicos. A partir do programa, são identificadas as ações, sob a forma de:
● Atividade: ​é um instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de
um programa, envolvendo um conjunto de operações que se realizam de ​modo
contínuo e permanente​, das quais resulta um produto ou serviço ​necessário à
manutenção da ação de Governo​. Ex: vigilância sanitária; serviços de saúde.
● Projeto: é um instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um
programa, envolvendo um conjunto de operações, ​limitadas no tempo​, das quais
resulta um produto que ​concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de
Governo. Ex: Construção de uma rodovia.
● Operação especial: despesas que ​não contribuem para a manutenção, expansão ou
aperfeiçoamento das ações de governo​, das quais ​não ​resulta um produto​, e ​não
gera contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços​. Ex: Pagamento de
aposentadoria; Subvenções econômicas; Cumprimento de sentenças judiciais;
Amortização de encargos da dívida.

Estágios da Receita e da Despesa


Para melhor compreensão do processo orçamentário, a gestão da receita orçamentária e
da despesa orçamentária pode ser dividida em três etapas cada.

➢ Etapas da receita orçamentária:


o Planejamento: compreende a ​previsão de arrecadação da receita constante da
LOA (​Cuidado! A previsão NÃO consta na lei 4.320/1964 como uma das etapas
da receita!​), resultante de metodologias de projeção usualmente adotadas,
observada as disposições constantes da LRF.
o Execução: a Lei 4.320/1964 estabelece como estágios da execução da receita o
lançamento, a arrecadação e o recolhimento​.
o Controle e avaliação: esta fase compreende a fiscalização realizada pela
própria Administração, pelos órgãos de controle e pela sociedade. O controle
do desempenho da arrecadação deve ser realizado em consonância com a
previsão da receita, destacando as providências adotadas no âmbito da
fiscalização e combate à sonegação, as ações de recuperação de créditos nas
instâncias administrativa e judicial, bem como as demais medidas para
incremento das receitas tributárias e de contribuições.
➢ Etapas da despesa orçamentária:
o Planejamento: ​a etapa do planejamento abrange, de modo geral, a ​fixação da
despesa, a descentralização/movimentação de créditos, a programação
orçamentária e financeira, e o ​processo de licitação e contratação​.
o Execução: ​é a etapa em que os atos e fatos são praticados na Administração
Pública para implementação da ação governamental, e na qual ocorre o
20
processo de operacionalização objetiva e concreta de uma política pública. A
Lei 4.320/1964 estabelece como estágios da execução da despesa o ​empenho,
a liquidação e o pagamento​.
o Controle e avaliação: como na receita, compreende a fiscalização realizada
pelos órgãos de controle e pela sociedade. Visa a avaliação da ação
governamental, da gestão dos administradores públicos e da aplicação de
recursos públicos por entidades de direito privado, por intermédio da
fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial.

Estágios da Receita Pública


Segundo a doutrina dominante, os estágios da receita orçamentária são os seguintes:

Previsão
A previsão se configura por meio da estimativa de arrecadação da receita constante da LOA,
resultante de metodologia de projeção de receitas orçamentárias. *​A previsão NÃO consta
na lei 4.320/1964 como uma das etapas da receita!
Segundo o art. 12 da LRF: ​“As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão
os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de
qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos 3
anos, da projeção para os 2 seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas
utilizadas.”.

Lançamento
A Lei 4.320 em seu art. 53 o define como o ato da repartição competente, que verifica a
procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito desta.
Algumas receitas NÃO percorrem o estágio do lançamento​. Existem 3 tipos de lançamento:
➢ Lançamento por declaração ou misto: ​compreende a espontaneidade do sujeito
passivo em declarar corretamente. O sujeito passivo tem papel fundamental, pois é
o próprio contribuinte quem deverá apurar o valor devido. É efetuado com base na
declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da
legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria
de fato, indispensáveis à sua efetivação. Para tornar exigível o tributo, com base nas
informações contidas na declaração, o agente fazendário efetiva o ato de
lançamento e dá ciência ao sujeito passivo. Exemplo: imposto de exportação.
➢ Lançamento por homologação ou auto lançamento: o pagamento e as informações
prestadas pelo contribuinte são realizados sem qualquer exame prévio da
autoridade administrativa. São tributos de caráter instantâneo e com multiplicidade
de fatos geradores, em que o recolhimento é exigido do devedor
21
independentemente de prévia manifestação do sujeito ativo. Assim, não é
necessário que o sujeito ativo efetue o lançamento para tornar exigível a prestação
tributária. Exemplos: ICMS, IPI e IR.
➢ Lançamento de ofício ou direto: como regra, o lançamento de ofício é adequado aos
tributos que têm como fato gerador uma situação cujos dados constam dos
cadastros fiscais, de modo que basta à autoridade administrativa a consulta a
aqueles registros para que se tenha às mãos dados fáticos necessários à realização
do lançamento. Desta forma, é efetuado pela Administração sem a participação do
contribuinte. Exemplos: IPTU e IPVA.

Arrecadação
É a entrega dos recursos devidos ao Tesouro, realizada pelos ​contribuintes ou devedores
aos agentes arrecadadores ou bancos autorizados pelo ente.

Recolhimento
É a ​transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro​, responsável pela
administração e pelo controle da arrecadação e programação financeira, observando o
Princípio da Unidade de Caixa (ou de Tesouraria), representado pelo controle centralizado
dos recursos arrecadados em cada ente.

Estágios da Despesa Pública


Segundo a doutrina dominante, os estágios da despesa pública são os seguintes:

Fixação
A fixação ou programação da despesa é a dotação inicial da LOA que, segundo o princípio
do equilíbrio e visa assegurar que as despesas autorizadas não serão superiores à previsão
das receitas. *​Apesar de inserir-se no processo de planejamento, a fixação NÃO consta na
lei 4.320/1964 como uma das etapas da despesa!

22
Empenho
É o primeiro estágio da ​execução da despesa. Segundo a Lei 4.320/1964, ​o empenho é o ato
emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento
pendente ou não de implemento de condição. ​O Empenho de despesa não poderá exceder
o limite dos créditos concedidos.

Os empenhos são classificados consoante sua natureza e finalidade. São modalidades de


empenho:
● E​mpenho ordinário: ​para as despesas com montante previamente conhecido e cujo
pagamento deva ocorrer de uma só vez.
● Empenho por estimativa: a característica desta modalidade é a existência de despesa
cujo montante não se possa determinar.
● Empenho global: para atender às despesas com montante também definido. A
especificidade à que tal modalidade é permitida para atender despesas contratuais e
outras sujeitas a parcelamento.

Liquidação
Consiste na verificação do direito adquirido pelo credor (ou entidade beneficiária) tendo
por base os títulos e os documentos comprobatórios do respectivo crédito (ou da
habilitação ao benefício). É nesse segundo estágio da execução da despesa que será
cobrada a prestação dos serviços ou a entrega dos bens, ou, ainda, a realização da obra,
evitando, dessa forma, o pagamento sem o implemento de condição.

Pagamento
Consiste na entrega de numerário ao credor mediante cheque nominativo, ordens de
pagamentos ou crédito em conta. É o último estágio da despesa. O pagamento da despesa
só será efetuado quando ordenado após sua regular liquidação. Desta forma, nenhuma
despesa poderá ser paga sem estar devidamente liquidada. A Lei 4.320/1964 define ainda a
ordem de pagamento, a qual é o despacho exarado por autoridade competente
determinando que a despesa seja paga.

Enfoque orçamentário e enfoque patrimonial


➢ Regime de caixa x regime de competência: ​No regime de caixa, as receitas são
contabilizadas somente quando recebidas (entram no caixa) e as despesas no
momento em que são pagas (saem do caixa), independentemente do momento em
que são comprometidas. No regime de competência, as receitas e despesas são
23
contabilizadas no momento em que são comprometidas (fato gerador da despesa),
independentemente do momento que as receitas entram ou as despesas saem do
caixa.

A Administração Pública, utiliza qual regime?

Do ponto de vista ​ORÇAMENTÁRIO​​, o reconhecimento da receita ocorre no momento da


arrecadação e da despesa no exercício financeiro da emissão de empenho. Tal situação
decorre da aplicação da Lei 4.320/1964, que, em seu art. 35, incisos I e II, dispõe que
“pertencem ao exercício financeiro: I- as receitas nele arrecadadas; II- as despesas nele
legalmente empenhadas”.

Em relação à receita e à despesa, no enfoque ​PATRIMONIAL​​, com o objetivo de evidenciar


o impacto no patrimônio, deve haver o registro da variação patrimonial
aumentativa(receita)/diminutiva(despesa), independentemente da execução orçamentária,
em função do fato gerador, observando-se os princípios da competência e da oportunidade.

Restos a pagar
Consideram-se restos a pagar (RP) ou resíduos passivos as despesas empenhadas, mas não
pagas dentro do exercício financeiro, logo, até o dia 31 de dezembro. Os restos a pagar,
excluídos os serviços da dívida, constituem-se em modalidade de dívida pública flutuante e
são registradas por exercício e por credor, distinguindo-se as despesas processadas das não
processadas.

● Processadas: ​empenhadas, ​liquidadas​ e não pagas.


OBS: Os RP ​processados não podem ser cancelados, pois seu cancelamento caracterizaria
forma de enriquecimento ilícito.
● NÃO processadas:​​ empenhadas, ​NÃO liquidadas​ e NÃO pagas.
OBS: Os RP ​NÃO processados terão validade até 30 de junho do segundo ano subsequente
ao ano da sua inscrição, com algumas exceções.

24
➢ Créditos com vigência plurianual: ​os empenhos que sorvem a conta de créditos com
vigência plurianual, que não tenham sido liquidados, só serão computados como
restos a pagar no último ano de vigência do crédito. Ou seja, ​durante os outros anos
só serão inscritos em restos a pagar os créditos plurianuais liquidados​.

25
Despesas de exercícios anteriores

LRF - Lei de Responsabilidade Fiscal

Amparo Constitucional
A LRF é a ​Lei Complementar (aprovada por ​maioria absoluta​) que decorrente de vários
dispositivos da CF/88. A base da LRF é o art. 163 da CF/88:

26
Princípios
A LRF tem como base alguns princípios, os quais norteiam sua concepção e são essenciais
para sua aplicação:
● Planejamento: ​consiste em determinar os objetivos a alcançar as ações a serem
realizadas, compatibilizando-as com os meios disponíveis para sua execução.
● Transparência: ​exige que todos os atos das entidades públicas sejam praticados com
publicidade e com ampla prestação de contas em diversos meios.
● Controle: ​permite gerenciar o risco por meio de ações fiscalizadoras e de imposição
de prazos na gestão de políticas e de procedimentos, que podem ser de natureza
legal, técnica ou de gestão.
● Responsabilização:​​ ​é a obrigação de prestar contas e responder por suas ações.

Objetivos
O principal objetivo da LRF é:
“Estabelecer normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão

fiscal”.

27
Abrangência

PPA, LDO e LOA na LRF

PPA na LRF
O artigo 3º, que era o único que versava exclusivamente sobre o PPA na LRF foi VETADO.
Portanto, não há um artigo específico do PPA na LRF, aparecendo, no entanto, o PPA em
alguns outros dispositivos.

LDO na LRF
A LRF aumentou o rol de funções da LDO, visando manter o equilíbrio entre receitas e
despesas:

28
Segundo o art. 4º da LRF, ​INTEGRARÁ a LDO: Anexo de Metas Fiscais e Anexo de Riscos

Fiscais​:
LOA na LRF
A LRF também traz dispositivos sobre a LOA:

➢ LDO: ​estabelecerá ​a forma de utilização e o montante​ da reserva de contingência.


➢ LOA:​​ ​conterá​ a reserva de contingência.

● Despesas do Banco Central do Brasil: ​integrarão a conta da União e serão incluídas


na LOA, as despesas do Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos sociais,
custeio administrativo, ​inclusive os destinados a benefícios e assistência aos
servidores, ​e a investimento.
● Resultado do Banco Central do Brasil:
Resultado ​positivo​​ do BACEN receita do Tesouro Nacional
29
Resultado ​negativo ​do BACEN despesa do Tesouro Nacional
Da Execução Orçamentária e do Cumprimento das Metas

Art. 8​o Até 30 dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a LDO e
observado o disposto na alínea ​c ​do inciso I do art. 4​o​, ​o Poder Executivo estabelecerá a
programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso.
Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica ​serão utilizados
exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, AINDA QUE EM EXERCÍCIO
DIVERSO DAQUELE EM QUE OCORRER O INGRESSO.

Art. 9​o ​Se verificado, ao final de um bimestre​​, que a realização da receita poderá ​não
comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no
Anexo de Metas Fiscais​​, ​os Poderes e o Ministério Público promoverão​​, ​POR ATO
PRÓPRIO e nos montantes necessários, ​nos trinta dias subsequentes​​, ​limitação de
empenho​​ e movimentação financeira, ​segundo os critérios fixados pela LDO​​.
§ 1​o No caso de restabelecimento da receita prevista, ​ainda que parcial​​, a
recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á de forma
PROPORCIONAL​​ às reduções efetivadas.
§ 2​o ​Não ​serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações
constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da
dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias​​.

Da Previsão e da Arrecadação
Art. 11. ​Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição,
previsão e efetiva arrecadação de todos os ​TRIBUTOS da competência constitucional do
ente da Federação.
Parágrafo único. É ​VEDADA a realização de transferências voluntárias para o ente que
não observe o disposto no ​caput, ​no que se refere aos I​ MPOSTOS​​.
Art. 12. ​As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão os
efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento
econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo
de ​sua evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se
referirem,​​ e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas​.
§ 1​o Reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo ​só será admitida se
comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal​​.
§ 2​o O montante previsto para as receitas de operações de crédito ​não poderá ser
superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei orçamentária
§ 3​o O Poder Executivo de cada ente colocará à disposição dos demais Poderes e do
Ministério Público, ​no mínimo trinta dias antes do prazo final para encaminhamento de
suas propostas orçamentárias​​, os estudos e as estimativas das receitas para o exercício
subsequente, inclusive da corrente líquida, e as respectivas memórias de cálculo.

30
Da Renúncia de Receita

Art. 14. ​A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual


decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto
orçamentário-financeiro ​no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois
seguintes​​, ​atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos ​uma das
seguintes condições​​ (E NÃO AS DUAS CUMULATIVAMENTE!)

I​ - demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de


receita da lei orçamentária, na forma do art. 12, e de que não afetará as metas de
resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias;

I​ I - estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado no ​caput​,


por meio do aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base
de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição.

§​ 1​o A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão


de isenção em ​caráter não geral​​, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo
que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que
correspondam a tratamento diferenciado.

Geração de despesa

Despesa obrigatória de caráter continuado

Art. 17: Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei,
medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal
de sua ​execução por um período ​superior a dois exercícios​​.
➢ Exigências para a criação ou aumento das despesas obrigatórias de caráter
continuado:
● Atos que criarem despesas ou as aumentarem deverão ser instruídos com
estimativas do impacto orçamentário-financeiro, no exercício que deva entrar em
vigor e nos dois subsequentes.
● Demonstração da origem dos recursos para seu custeio.

31
● Comprovação de que a criação ou o aumento da despesa não afetará as metas de
resultados fiscais previstas no anexo de metas fiscais da LDO.
● Tal comprovação, apresentada pelo proponente, conterá as premissas e metodologia
de cálculo utilizadas, sem prejuízo do exame de compatibilidade da despesa com as
demais normas do PPA e da LDO.
● Compensação dos seus efeitos financeiros, nos períodos seguintes, pelo aumento
permanente de receita OU pela redução permanente de despesa.

RCL- Receita Corrente Líquida


O conceito RCL é utilizado na LRF como referência para o cálculo do limite para as despesas
de pessoal, dívida pública, operações de crédito e concessão de garantia.

A RCL corresponde ao somatório das receitas tributárias, de contribuintes, patrimoniais,


industriais, agropecuárias, de serviços, transferências correntes e outras receitas também
correntes, deduzidos1:
● Na União: os valores transferidos aos estados e municípios por determinação
constitucional ou legal, e as contribuições relacionadas à seguridade social
● Nos estados:​​ as parcelas entregues aos Municípios por determinação constitucional.
● Na União, nos estados e nos municípios: a contribuição dos servidores para o custeio
do seu sistema de previdência e assistência social e as receitas provenientes da
compensação financeira citada no § 9” do art. 201 da CF/1988 (compensação entre
os diversos sistemas previdenciários).
● No DF, no Amapá e em Roraima: recursos transferidos pela União decorrentes da
competência da própria União para organizar e manter o Poder Judiciário, o
Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e a Defensoria Pública dos
Territórios; e organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de
bombeiros militar do DF, bem como prestar assistência financeira ao DF para a
execução de serviços públicos, por meio de fundo próprio.

Despesas com pessoal


​ ara os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como d​ espesa total com pessoal​: o somatório
Art. 18. P
dos gastos do ente da Federação com os ativos, os inativos e os pensionistas, relativos a mandatos eletivos,
cargos, funções ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer espécies
remuneratórias, tais como vencimentos e vantagens, fixas e variáveis, subsídios, proventos da
aposentadoria, reformas e pensões, inclusive adicionais, gratificações, horas extras e vantagens pessoais de

32
qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de
previdência.
§ 1o​ Os valores dos c​ ontratos de terceirização de mão-de-obra que se referem à substituição de
servidores e empregados públicos serão contabilizados como ​"Outras Despesas de Pessoal".​
§ 2o​ A despesa total com pessoal será apurada somando-se a realizada no mês em referência com as
dos onze imediatamente anteriores, adotando-se o ​regime de competência.

Limites da despesa com pessoal em relação à RCL


UNIÃO ESTADOS MUNICÍPIOS
Poder Executivo 40,9% 49% 54%
Poder Legislativo (+TC) 2,5% 3% 6%
Poder Judiciário 6% 6% -
Ministério Público 0,6% 2% -

TOTAL: 50% 60% 60%


OBS: Nos Estados em que houver Tribunal de Contas dos Municípios, o % do
Legislativo será de 3,4% e o do Executivo de 48,6%

Controle da despesa total com pessoal

Conforme o art. 21 da LRF, ​é nulo de pleno direito o ato que provoque aumento da despesa
com pessoal e não atenda​:
● As exigências de acompanhamento, para a criação, expansão ou aperfeiçoamento
de ação governamental que acarrete aumento da despesa (art. 16): estimativa do
impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos 2
subsequentes, e declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem
adequação orçamentária e financeira com a LOA e compatibilidade com o PPA e com
a LDO.
● As exigências para a criação das despesas obrigatórias de caráter continuado (art.
17). São elas: atos que criarem as despesas ou as aumentarem deverão ser instruídos
com estimativas do impacto orçamentário-financeiro, no exercício que deva entrar
em vigor e nos 2 subsequentes; demonstração da origem dos recursos para seu
33
custeio; comprovação de que a criação ou o aumento da despesa não afetará as
metas de resultados fiscais previstas no anexo de metas fiscais da LDO; compensação
dos seus efeitos financeiros, nos períodos seguintes, pelo aumento permanente de
receita ou pela redução permanente de despesa. ‚
● As exigências do § 1” do art. 169 da CF/1988: ​§ 1º A concessão de qualquer
vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, empregos e funções ou
alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal,
a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta,
inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas:
I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de
despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes; II - se houver autorização
específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as
sociedades de economia mista.
● O limite legal de comprometimento aplicado s despesas com pessoal inativo.

➢ Limite de alerta (90%): ​compete a​os Tribunais de Contas verificar os cálculos dos
limites da despesa total com pessoal de cada Poder e órgão e alertá-los quando
constatarem que o montante da despesa total com pessoal ultrapassar 90% do
limite.
➢ Limite prudencial (95%): ​se a despesa total com pessoal exceder o limite prudencial
(95%), será ​vedado​​ ao Poder ou órgão que houver incorrido no excesso​:
● Concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração a
qualquer título, salvo os derivados de sentença judicial ou de determinação
legal ou contratual, ​ressalvada a revisão geral anual, sempre na mesma data e
sem distinção de índices​.
● Criação de cargo, emprego ou função.
● Alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa.
● Provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a qualquer
título, ressalvada a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento de
servidores das áreas de ​educação, saúde e segurança​.
● Contratação de hora extra, salvo no caso das situações previstas na LDO e no
caso de convocação extraordinária do CN (relembro que a Emenda

34
Constitucional 50/2006 vedou o pagamento de parcela indenizatória em razão
de convocação do CN).
➢ Limite ultrapassado: ​se a despesa total com pessoal, do Poder ou órgão, ultrapassar
os limites definidos, sem prejuízo das medidas previstas no limite prudencial (citadas
acima), ​o percentual excedente terá de ser eliminado nos dois quadrimestres
seguintes, sendo pelo menos um terço no primeiro​​, adotando-se, entre outras, as
providências previstas nos §§ 3” e 4” do art. 169 da CF/88:

Não alcançada a redução no prazo estabelecido, e enquanto perdurar o excesso, o ente não
poderá:
● Receber transferências voluntárias​, ​ressalvadas as destinadas à saúde, à educação e à
assistência social.
● Obter garantia​, direta ou indireta, de outro ente.
● Contratar operações de crédito​, ​ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da
dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal​.

35
Publicação da LOA e cumprimento das metas
Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a LDO, o
Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma de execução
mensal de desembolso.

Os recursos legalmente vinculados à finalidade específica serão utilizados ​exclusivamente


para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que
ocorrer o ingresso

Limitação de empenho

Relatório de Gestão Fiscal e Relatório Resumido de Execução Orçamentária

RGF – Relatório de Gestão FiscaL RREO – Relatório Resumido de Execução


Orçamentária
Emitido pelos ​titulares dos Poderes Abrangerá todos os Poderes e o MP, mas é emitido
(E, L e J) e ​órgãos​​ do art. 20 da LRF pelo Poder Executivo!
(MP e TCs)
Publicado até 30 dias após o Publicado até 30 dias após o encerramento de
encerramento de cada cada ​BIMESTRE pelo Poder Executivo
QUADRIMESTRE

36
O RGF conterá (​lembrar do “L” de Composto de ​Balanço Orçamentário​​ e
fiscal e Limites​​): demonstrativo da execução das receitas e
I - comparativo com os ​limites​​ de que despesas:
trata esta Lei Complementar, dos I - balanço orçamentário, que especificará, por categoria
seguintes montantes: econômica, as:
​a)​​ despesa total com pessoal, a) receitas por fonte, informando as realizadas e a realizar,
distinguindo a com inativos e pensionistas; bem como a previsão atualizada;
​b)​​ dívidas consolidada e mobiliária; b) despesas por grupo de natureza, discriminando a
​c)​​ concessão de garantias; dotação para o exercício, a despesa liquidada e o saldo;
​d)​​ operações de crédito, inclusive por II - demonstrativos da execução das:a) receitas, por
antecipação de receita; categoria econômica e fonte, especificando a previsão
​e)​​ despesas de que trata o inciso II do inicial, a previsão atualizada para o exercício, a receita
art. 4o; realizada no bimestre, a realizada no exercício e a previsão
II - indicação das medidas corretivas a realizar;
adotadas ou a adotar, ​se ultrapassado b) despesas, por categoria econômica e grupo de natureza
qualquer dos limites​​; da despesa, discriminando dotação inicial, dotação para o
III - demonstrativos, no último exercício, despesas empenhada e liquidada, no bimestre e
quadrimestre​​: no exercício;
a) do montante das disponibilidades c) despesas, por função e subfunção
de caixa em trinta e um de dezembro; Acompanharão o RREO demonstrativos relativos
b) da inscrição em Restos a Pagar, das
despesas:
à​​: I- ​apuração da RCL ​sua evolução, assim como a
1) liquidadas; previsão de seu desempenho até o final do
2) empenhadas e não liquidadas, exercício; II- ​receitas e despesas previdenciárias​​;
inscritas por atenderem a uma das III- ​resultados nominal e primário​​; IV – ​despesas
condições do inciso II do art. 41; com juros​​; V- r​ estos a pagar ​por Poder e órgão
3) empenhadas e não liquidadas, referido no art. 20, os valores inscritos, os
inscritas até o limite do saldo da
pagamentos realizados e o montante a pagar.
disponibilidade de caixa;
§ 1​o​ O relatório referente ao último bimestre do exercício
4) não inscritas por falta de
será acompanhado também de demonstrativos:I - do
disponibilidade de caixa e cujos empenhos
atendimento do disposto no ​inciso III do art. 167 da
foram cancelados;
Constituição​, conforme o § 3​o​ do art. 32;II - das projeções
c) do cumprimento do disposto no
atuariais dos regimes de previdência social, geral e próprio
inciso II e na alínea b do inciso IV do art.
dos servidores públicos;III - da variação patrimonial,
38​. evidenciando a alienação de ativos e a aplicação dos
OBS: é ​facultado​​ aos ​municípios recursos dela decorrentes.
com população ​inferior à 50mil § 2​o​ Quando for o caso, serão apresentadas justificativas: -
habitantes​​ optar por divulgar o RGF da limitação de empenho;II - da frustração de receitas,
SEMESTRALMENTE especificando as medidas de combate à sonegação e à
evasão fiscal, adotadas e a adotar, e as ações de fiscalização
e cobrança.

Escrituração, consolidação e prestação das contas

De acordo a LRF, além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, ​a


escrituração das contas públicas observará as seguintes normas​​:
● A disponibilidade de caixa constará de registro próprio, de modo que os recursos
vinculados a órgão, fundo ou despesa obrigatória fiquem identificados e escriturados
de forma individualizada​.
37
● A ​despesa e a assunção de compromisso serão registradas segundo o regime de
competência​, apurando-se, em caráter complementar, ​o resultado dos fluxos
financeiros pelo regime de caixa​.
● As demonstrações contábeis compreenderão, isolada e conjuntamente, as
transações e as operações de cada órgão, fundo ou entidade da Administração
direta, autárquica e fundacional, inclusive empresa estatal dependente.
● As receitas e despesas previdenciárias serão apresentadas em demonstrativos
financeiros e orçamentários ​específicos​.
● As operações de crédito, as inscrições em Restos a Pagar e as demais formas de
financiamento ou assunção de compromissos junto a terceiros, deverão ser
escrituradas de modo a evidenciar o montante e a variação da dívida pública no
período, detalhando, pelo menos, a natureza e o tipo de credor.
● A demonstração das variações patrimoniais dará destaque à origem e ao destino dos
recursos provenientes da alienação de ativos

O Poder Executivo da UNIÃO promoverá, até o dia 30 de Junho, a consolidação, nacional e


por esfera de governo, das contas dos entes da federação relativas ao exercício anterior, e
sua divulgação. Para isso, os estados e municípios encaminharão suas contas ao Poder
Executivo nos seguintes prazos:

Transferências Voluntárias

São ​exigências para a realização de transferência voluntária​​, além das estabelecidas na


LDO: a) Existência de dotação específica;

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b) Observância do disposto no inciso X do art. 167 da CF/1988, o qual veda a transferência
voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de receita,
pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de
despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios.
c) Comprovação, por parte do beneficiário, de:
● que se acha em dia quanto ao pagamento de tributos, empréstimos e financiamentos
devidos ao ente transferidor, bem como quanto à prestação de contas de recursos
anteriormente dele recebidos;
● cumprimento dos limites constitucionais relativos à educação e à saúde; ‚
observância dos limites das dívidas consolidada e mobiliária, de operações de crédito,
inclusive por antecipação de receita, de inscrição em Restos a Pagar e de despesa
total com pessoal;
● previsão orçamentária de contrapartida​.

Destinação de recursos para o setor privado


Art. 26. A destinação de recursos para, direta ou indiretamente, cobrir necessidades de pessoas físicas ou déficits de
pessoas jurídicas ​deverá ser autorizada por LEI ESPECÍFICA, atender às condições estabelecidas na lei de diretrizes
orçamentárias e estar prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais.
§ 1o O disposto no caput aplica-se a toda a administração indireta, inclusive fundações públicas e
empresas estatais, exceto, no exercício de suas atribuições precípuas, as instituições financeiras e o Banco
Central do Brasil.
§ 2o Compreende-se incluída a concessão de empréstimos, financiamentos e refinanciamentos,
inclusive as respectivas prorrogações e a composição de dívidas, a concessão de subvenções e a
participação em constituição ou aumento de capital.
Art. 27. Na concessão de crédito por ente da Federação a pessoa física, ou jurídica que não esteja sob
seu controle direto ou indireto, os encargos financeiros, comissões e despesas congêneres ​não serão
inferiores aos definidos em lei ou ao custo de captação.
Parágrafo único. Dependem de autorização em lei específica as prorrogações e composições de dívidas
decorrentes de operações de crédito, bem como a concessão de empréstimos ou financiamentos em
desacordo com o caput, sendo o subsídio correspondente consignado na lei orçamentária.
​Art. 28. ​Salvo mediante lei específica​​, não poderão ser utilizados recursos públicos, inclusive de
operações de crédito, para socorrer instituições do Sistema Financeiro Nacional, ainda que mediante a
concessão de empréstimos de recuperação ou financiamentos para mudança de controle acionário.

Recondução das dívidas aos limites

➢ DESPESA COM PESSOAL:


Art. 23. ​Se a ​despesa total com pessoal​, do Poder ou órgão referido no art. 20, ultrapassar
os limites definidos no mesmo artigo, sem prejuízo das medidas previstas no art. 22, o
percentual excedente terá de ser ​eliminado nos dois quadrimestres seguintes​​, sendo ​pelo
menos um terço no primeiro​​, adotando-se, entre outras, as providências previstas nos §§
3º e 4​o​ do art. 169 da Constituição.
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➢ DÍVIDA PÚBLICA
Art. 31. ​Se a ​dívida consolidada de um ente da Federação ​ultrapassar o respectivo limite ao
final de um quadrimestre, deverá ser a ele ​reconduzida até o término dos três
subsequentes​​, reduzindo o excedente em ​pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) no
primeiro.
§ 1​o​​ ​ Enquanto perdurar o excesso, o ente que nele houver incorrido:
I - estará ​proibido de realizar operação de crédito interna ou externa​​, inclusive por
antecipação de receita, ​ressalvado o refinanciamento do principal atualizado da dívida
mobiliária​​;
II - obterá resultado primário necessário à recondução da dívida ao limite,
promovendo, entre outras medidas, limitação de empenho, na forma do art. 9​o​.
§ 2​o Vencido o prazo para retorno da dívida ao limite, e enquanto perdurar o excesso, o
ente ficará também impedido de receber transferências voluntárias da União ou do
Estado​​.
​§ 3​o As restrições do § 1​o aplicam-se ​IMEDIATAMENTE se o montante da dívida exceder
o limite no primeiro quadrimestre do último ano do mandato do Chefe do Poder Executivo.

Operações de crédito por antecipação de receita orçamentária - ARO

Realização Somente a partir do 10º dia do início do exercício financeiro


Liquidação ATÉ o dia 10 de DEZEMBRO de cada ano (com juros e outros encargos incidentes)
OBS: NÃO será autorizada se forem cobrados outros encargos que não a taxa de
juros da operação, ​obrigatoriamente prefixada ou indexada à taxa básica financeira,
ou à que vier à esta substituir.
PROIBIDA ● Enquanto existir operação anterior da mesma natureza ​não ​integralmente
resgatada
● No último ano de mandato ​do Presidente, Governador ou Prefeito

Fiscalização da Gestão Fiscal


Art. 59. ​O Poder Legislativo, diretamente ou com o auxílio dos Tribunais de Contas, e o sistema de
controle interno de cada Poder e do Ministério Público, fiscalizarão o cumprimento das normas desta Lei
Complementar, com ênfase no que se refere a:
I - atingimento das metas estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias;
II - limites e condições para realização de operações de crédito e inscrição em Restos a Pagar;
III - medidas adotadas para o retorno da despesa total com pessoal ao respectivo limite, nos termos
dos arts. 22 e 23;
IV - providências tomadas, conforme o disposto no art. 31, para recondução dos montantes das
dívidas consolidada e mobiliária aos respectivos limites;
V - destinação de recursos obtidos com a alienação de ativos, tendo em vista as restrições
constitucionais e as desta Lei Complementar;
VI - cumprimento do limite de gastos totais dos legislativos municipais, quando houver.

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