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Diodos Led

O led é um diodo semicondutor (junção P-N), que energizado emite luz visível.
Semicondutores são materiais sólidos, geralmente cristalinos, de condutividade
elétrica intermediária entre condutores e isolantes.
Os materiais semicondutores utilizados nos leds convertem energia elétrica em
radiação eletromagnética que atravessa o diodo, mais especificamente sua derivação,
do anodo (+) para o catodo (-).

No caso dos leds normalmente encontramos um material condutor de alumínio e


gálio.

Dopando-se com fósforo, a emissão pode ser vermelha ou amarela, de acordo com a
concentração. Utilizando-se fosfeto de gálio com dopagem de nitrogênio, a luz emitida
pode ser verde ou amarela. Atualmente, com o uso de outros materiais, consegue-se
fabricar leds que emitem luz azul, violeta ou até ultravioleta. Existem também brancos,
mas esses geralmente são emissores de cor azul, revestidos com uma camada de
fósforo do mesmo tipo usado nas lâmpadas fluorescentes, que absorve a luz azul e
emite a branca.
Internamente, os diodos são formados por uma junção semicondutora de silício PN.

Os leds apresentam barreiras de potencial variadas, que começam em 1,5v para o lede
infravermelho e vão até 3,8v para o ultravioleta. No caso do branco, a queda de tensão
começa com 2,5v (com corrente menor que 1mA) e vai até 3,7v com 20mA de
consumo.

Os leds iluminam quando estão trabalhando dentro da polarização direta, mais


especificamente na faixa de tensão entre 2,5 a 3,7v. É a parte da curva que se
assemelha a um joelho.
Utilização dos leds

 Iluminação

Como mencionamos acima, a tecnologia LED em iluminação ainda tem muito a avançar. Muitas e muitas
formas de utilização têm sido exploradas nos últimos anos e as feiras de iluminação mostram uma
enxurrada de novos usos e materiais.
Uma das formas com que essa tecnologia tem sido mais facilmente absorvida é a utilização dos LEDs na
substituição das lâmpadas que usamos atualmente, como dicróica, PAR20, PAR30, incandescente
comum, lâmpada balão e até tubos similares a fluorescentes.

Esse tipo de utilização, em que a tecnologia nova é adaptada para substituir as anteriores e, assim, ser
consumida imediatamente é chamada de “mimetização” ou “retrofit” pelos luminotécnicos.

O uso dos LEDs no formato de lâmpadas pré-existentes já é muito interessante, pois embora tenha um
custo inicial elevado, o LED tem vida útil muito mais longa do que as incandescentes e fluorescentes,
além de ter um consumo de energia muito baixo, o que compensa o custo inicial.

Outra vantagem da durabilidade é a diminuição da dor de cabeça existente com a manutenção: em uma
piscina, em que a troca de lâmpadas é sempre trabalhosa, o LED aparece como uma ótima solução.

 Automobilismo

Os LEDs começaram cedo a invadir as aplicações automotivas e a primeira, certamente bem conhecida
de todos os leitores, foram as brake-lights. As pequenas dimensões dos LEDs facilitavam a sua utilização
num sistema sequência de pequena potência, conforme mostra a figura abaixo:

Num brake-light sequencial comum, por exemplo, são utilizados de 40 a 80 LEDs, dependendo do
tamanho da barra. Os LEDs utilizados são do tipo que exige correntes da ordem de 10 a 20 mA, para o
caso dos vermelhos. O rendimento deste tipos de LED está na faixa de 0,25 a 0,35 lm por emissor.

 TV

Diferentemente das TVs LCD com LED backlight, telas com o OLED podem ser chamadas de “TVs de LED”
sem nenhum problema. Essa tecnologia usa uma versão melhorada do LED com compostos orgânicos de
carbono, permitindo produzir uma infinidade de cores e ainda ser flexível.
 Projeção de imagens

Um dos principais fatores que fazem os projetores ainda serem caros é o preço de suas lâmpadas. Elas
não só têm um alto valor de aquisição, mas também exigem um aparato eletrônico complexo para ativá-
las e resfriá-las, além de ter uma vida útil bastante curta. Isso pode mudar no futuro, graças ao LED.