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Aplicação e manuseio de

produtos fitossanitários e
Agrotóxicos

FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E
PECUÁRIA DO ESTADO DA PARAIBA SERVIÇO NACIONAL DE
APRENDIZAGEM RURAL
“Aplicação e manuseio de
produtos fitossanitários e
Agrotóxicos”

Por Gilson de Oliveira e Silva


O que é agrotóxico ?
Segundo a OMS, é toda substância
capaz de controlar uma praga, em
sentido amplo, que possa oferecer
risco ou incômodo às populações e
ambiente.
Segundo a lei nº 7.802/89, AGROTÓXICO são
produtos e componentes de processos
químicos ou biológicos destinados ao uso
nos setores de produção, armazenamento e
beneficiamento de produtos agrícolas, nas
pastagens, na proteção de florestas nativas
ou implantadas e de outros ecossistemas e
também em ambientes urbanos, hídricos e
industriais, cuja finalidade seja alterar a
composição da flora e da fauna, afim de
preservá-la da ação danosa de seres vivos
considerados nocivos.
Sinonímias:
Agrotóxicos

Produtos Fitossanitários

Pesticidas

Agroquímicos

Defensivos Agrícolas
Classificação dos
agrotóxicos segundo
o tipo de praga

Inseticidas
Herbicidas

Fungicidas

Nematicida
Muitos princípios ativos usados em
agrotóxicos, são também usados
como medicamentos humanos,
diferindo apenas na concentração e
forma de apresentação.
Classificação dos
agrotóxicos quanto ao modo
de ação
Sistêmicos
Seletivos ou não seletivos.
Ex: glifosato

Contatos
Seletivos ou não seletivos.
Ex: paraquat
Impacto do uso de agrotóxicos
no meio ambiente e na saúde
humana

Segundo a OMS, ocorrem cerca de três


milhões de intoxicações por
agrotóxicos, com 220 mil mortes por
ano.
A OIT estima que agrotóxicos causem
70.000 intoxicações agudas e graves
por ano, em trabalhadores rurais.
Impacto do uso de agrotóxicos
no meio ambiente e na saúde
humana

Alguns agrotóxicos ao permanecerem


no ambiente ou atingirem o meio
aquático, oferecem riscos para
espécies animais e vegetais, por sua
toxicidade e possibilidade de
bioacumulação ao longo da cadeia
alimentar.
Principais assuntos
relativos aos riscos
na aplicação de agrotóxicos
Aquisição – escolha e manuseio;
 Transporte;

 Armazenamento;

 Aplicação;

 Destinação das Embalagens e

 Legislação.
OBJETIVO

 Saúde do aplicador.

 Preservação do meio ambiente.

 Produção de alimentos
saudáveis.
Aquisição – escolha e
manuseio

Escolha – ato de selecionar o produto


que resolverá o problema específico
de uma praga, doença ou erva
daninha;

Manuseio – ato de preparar a mistura


do(s) produto(s).
Aquisição

 Antes de comprar um Agrotóxico, é


fundamental consultar um Engenheiro
Agrônomo, para fazer a avaliação correta
dos problemas da lavoura, como o ataque de
pragas, doenças e ervas daninhas.
Procedimentos na hora da
Compra:
 Só compre o produto com receita de um
Agrônomo;
 Exija e guarde a nota fiscal;
 Evite comprar produtos em excesso;
 Examine o prazo de validade;
 Evite embalagens danificadas;
 Verifique se o rótulo ou a bula estão
legíveis;
 Adquira os EPI´s adequados;
 Informe-se o local onde as embalagens
devem ser devolvidas.
Aquisição – escolha e
manuseio
Riscos da escolha errada:

a) Ineficácia pela troca, inseticida em vez de


nematicida, por exemplo;
b) Produtos cuja venda esteja proibida;
c) Uso de produtos mais tóxicos que o
necessário;
d) Formulação inadequada, líquido em vez de
pó, por exemplo;
e) Dosagem superior ou inferior à necessária;
f) Desinformação quanto ao período de
carência;
g) Uso inadequado da técnica de aplicação.
Aquisição – escolha e
manuseio
Riscos do manuseio errado:

a) Não uso ou uso inadequado dos EPI´s;


b) Mistura de produtos incompatíveis ou
perigosos;
c) Descuido ou inabilidade do agricultor,
provocando respingos;
d) Uso das mãos(sem luvas) diretamente em
contato com o produto;
e) Fumar, beber ou comer durante o
manuseio;
f) Destino inadequado dos restos, água de
lavagem e embalagens do produto.
Aquisição – escolha e
manuseio
Jamais misture produtos incompatíveis
Ex. paraquat ou 2,4–D com adjuvantes(óleo vegetal)
Transporte

O decreto nº 96.044/88, regulamenta o


transporte rodoviário de produtos
perigosos, incluindo os agrotóxicos. E,
é fiscalizado pela polícia rodoviária.
Transporte
Procedimentos para o Transporte:
a) Veículo tipo camionete;
b) Embalagens cobertas com lona;
c) Nunca transportar embalagens com
vazamentos;
d) É proibido o transporte de agrotóxicos
dentro das cabines;
e) Não transportar agrotóxicos junto de
animais, alimentos, ração
ou medicamentos.
Armazenamento
O armazenamento pode ser feito:

Na origem – fábrica;

No intermediário – comércio;

No destino final - propriedade agrícola.


Armazenamento

Procedimentos para Armazenar Agrotóxicos:


a) Local livre de inundações;
b) Local longe de residências;
c) Local longe de instalações para animais;
d) Construção em alvenaria, com boa ventilação e
iluminação;
e) Piso cimentado e o telhado sem goteiras;
f) Instalações elétricas em bom estado para evitar
curto-circuito
g) Local com sinalização “cuidado veneno”
h) Portas trancadas para evitar a entrada de crianças,
animais e pessoas não autorizadas.
Armazenamento
i) Armazenados de forma organizada,
separado de alimentos, rações,
medicamentos e sementes;
j) Nunca armazene restos de produtos em
embalagens sem tampa ou com vazamentos;
k) Manter os produtos ou restos em suas
embalagens originais.
Aplicação
Segundo a EMBRAPA, tecnologia de aplicação
de agrotóxicos é o emprego de todos os
conhecimentos científicos que proporcionam
a correta colocação do produto
biologicamente ativo no alvo, em quantidade
necessária, de forma econômica, com
mínimo de contaminação de outras áreas.
Por exemplo, em média 30% do produto
visando folhas atingem o solo por ocasião da
aplicação (Matuo, 1990).
Fatores que Interferem na
Aplicação
PRAGAS

PRODUTO AMBIENTE

MÁQUINA MOMENTO
Praga
O Alvo da Pulverização nunca é a cultura
mas onde a praga ocorre dentro desta.

Alvo Biológico

Onde o produto
deve atingir para
exercer sua
função de forma
eficaz.
Ambiente

 O diluente mais comum na aplicação


é a água que, por ser volátil, sofre
interferência das condições
climáticas.
 Ao se quebrar a calda em gotas, a

superfície de contato com ambiente é


elevada, aumentando sua
interferência.
Influência das condições
climáticas

Condições limites:
Umidade relativa do ar: mínima de 55%

Velocidade do vento: 3 a 10 km/h

Temperatura: abaixo de 30º C


Momento

Todo produto tem o momento ideal de


aplicação, no qual sua máxima eficácia
será obtida.
O momento da aplicação deverá ser
definido em função do modo de ação do
produto (preventivo e curativo) e dos
conceitos do manejo integrado de pragas
(nível de controle)
Máquina

Equipamento adequado em função das


características dos produtos.

Polvilhadeira para pó;


Pulverizador para líquidos;
Granuladeira para grânulos.
Produto

Escolha do produto adequado que deve ser


colocado na cultura para que tenha
capacidade de atingir o alvo biológico
selecionado
Cuidados antes da
aplicação

Verificar as condições climáticas;

Verificar os equipamentos de aplicação.


Cuidados com o ambiente

Deriva

É o deslocamento
da calda de produtos
fitossanitários para
fora do alvo desejado.

Tipos de deriva

Exoderiva
Endoderiva
Causas da deriva

Tamanho das gotas: Quanto menores forem


estas gotas, mais sujeitas à deriva serão.

Condições climáticas: Evaporação


Correntes de ar

Importância do controle da deriva


A deriva representa:
Prejuízos ao agricultor
Contaminação do trabalhador
Contaminação ambiental
Equipamentos com vazamentos
Equipamentos com vazamentos
bicos
Calibração dos equipamentos
Calibração dos
equipamentos
Uso de filtros corretos
Uso de filtros corretos

Tipo de formulação X malha do filtro


Uso de filtros corretos
Preparo da calda
homogênea
Cuidados durante
a aplicação
1) Evitar contaminação ambiental;
2) Usar EPI´s ;
3) Evitar manusear agrotóxicos sozinho;
4) Não permitir a presença de crianças;
5) Preparar a calda em local ventilado;
6) Ler atentamente as recomendações;
7) Preparar a quantidade necessária;
8) Aplicar as doses recomendadas;
9) Não aplicar próximos à fonte de água;
10) Não desentupir bicos com a boca;
11) Usar produtos menos tóxicos para insetos
polinizadores;
12) Não aplicar antes das irrigações;
13) Não fumar, beber ou comer durante o manuseio.
Cuidados com o Ambiente
Cuidados para não contaminar
os mananciais de água

Problema: sobra da calda no tanque do pulverizador


Solução: diluir e aplicar nos carreadores ou
bordaduras da área tratada.

Nunca jogar sobras ou restos de produtos em rios,


lagos ou demais coleções de água.

Captação/abastecimento do tanque:
a) verificar a qualidade da água
b) local apropriado para evitar acidentes
Cuidados após
a aplicação
1) Respeite o intervalo entre as aplicações;
2) Respeite o período de carência;
3) Não lave os equipamentos em riachos,
rios, etc;
4) Evite o escorrimento para locais usados
por pessoas ou animais;
5) Tomar banho com bastante água e
sabão;
6) Lavar os EPI´s diariamente;
7) Não reutilizar a água de lavagem.
Equipamentos de Aplicação
1) Aviação agrícola: consegue reduzir os
riscos e as quantidades de agrotóxicos,
de 60 l/ha para menos de 5l/ha.
Equipamentos de Aplicação
2) Veículos motorizados: expõe menos
os aplicadores.
Equipamentos de
Aplicação
Equipamentos de Aplicação
Manual: mais usual, acarretando um risco
maior para o aplicador, em função da
maior exposição ao agrotóxico.
Equipamentos de
aplicação manual
Pulverizador Costal Manual:
Capacidade de 4 a 20 litros
Pressão de 5 a 6 kg/cm2
Equipamentos de aplicação
Aplicação manual
Equipamentos de Aplicação
Pulverizador Costal Pressurizado:
Em aço inoxidável
Capacidade de 4 a 20 litros
Pressão de até 8 kg/cm2
Equipamentos de aplicação
Equipamento de aplicação
Consequências
Equipamentos de
Aplicação
Equipamentos de Aplicação
 Polvilhadeiras ou Polvilhadoras
Equipamentos de Aplicação

 Atomizadores
Atomizadores
Atomizadores
Atomizadores
Pulverizador Estacionário
Destino Final das Embalagens
 A Legislação brasileira obriga o
agricultor a devolver todas as
embalagens vazias dos produtos na
unidade de recebimento indicada
pelo revendedor.

 Antes de devolver, o agricultor


deverá preparar as embalagens
lavadas e as contaminadas
Destino Final das Embalagens
 A lavagem das embalagens vazias é uma prática
realizada no mundo inteiro para reduzir os riscos
de contaminar as pessoas (segurança), proteger
a natureza (ambiente) e aproveitar o produto até
a última gota (economia).
 Esta operação é conhecida com Tríplice lavagem
ou lavagem sob pressão.
Destino Final da Embalagens
Procedimentos para a tríplice lavagem:
Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque
do pulverizador;
Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume;
Tampe bem a embalagem e agite por 30 segundos;
Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador;
Faça esta operação 3 vezes;
Inutilize a embalagem, perfurando o fundo.
Destino Final das Embalagens
Procedimentos para lavagem sob
pressão
Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil
instalado no pulverizador;
Acione o mecanismo para liberar o jato de água limpa;
Direcione o jato de água para todas as paredes internas da
embalagem por 30 segundos;
A água de lavagem deve ser transferida para o interior do
tanque do pulverizador.
Inutilize a embalagem, perfurando o fundo.
Destino Final das Embalagens
As embalagens de produtos cuja
formulação é granulada ou em pó
geralmente são sacos plásticos,
sacos de papel ou mistas.
Estas embalagens são flexíveis e não
podem ser lavadas.
Destino Final das Embalagens
Devolução das Embalagens:

É recomendável o agricultor devolver quando


reunir uma quantidade que justifique o
transporte;
O agricultor tem o prazo de 1 ano para
devolver as embalagens;
Enquanto isto, as embalagens vazias podem
ser guardadas no mesmo depósito das
embalagens cheias;
O agricultor deve devolver as embalagens na
unidade de recebimento mais próxima de
sua propriedade
Destino Final das Embalagens
As embalagens devem ser devolvidas
para evitar estas situações.
Legislação

O Ministério do Trabalho e Emprego,


publicou a Portaria nº 86 de 03/03/05
que trata da Norma Regulamentadora
NR-31.
Legislação
Legislação
Legislação
NR 31

A NR 31 também estabelece normas


de conduta que devem,
obrigatoriamente, serem observadas
e cumpridas pelos empregadores
rurais, caso não queiram incorrer em
pesadas multas. São elas:
NR 31

Garantir adequadas condições de


trabalho, higiene e conforto, para
todos os trabalhadores, segundo as
especificidades de cada atividade;
NR 31
 Realizar avaliações dos riscos para a
segurança e saúde dos trabalhadores, e,
com base nos resultados, adotar medidas
de prevenção e proteção para garantir que
todas as atividades, lugares de trabalho,
máquinas, equipamentos, ferramentas e
processos produtivos sejam seguros e em
conformidade com as normas de
segurança e saúde;
NR 31

 Promover melhorias nos ambientes e


nas condições de trabalho, de forma
a preservar o nível de segurança e
saúde dos trabalhadores;
NR 31

 Cumprir e fazer cumprir as


disposições legais e regulamentares
sobre segurança e saúde no
trabalho;
NR 31
 Analisar, com a participação da
Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes no Trabalho Rural –
CIPATR, as causas dos acidentes e
das doenças decorrentes do trabalho,
buscando prevenir e eliminar as
possibilidades de novas ocorrências;
NR 31

 Assegurar a divulgação de direitos,


deveres e obrigações que os
trabalhadores devam conhecer em
matéria de segurança e saúde no
trabalho;
NR 31

 Adotar os procedimentos necessários


quando da ocorrência de acidentes e
doenças do trabalho;
NR 31

 Assegurar que se forneça aos


trabalhadores instruções
compreensíveis em matéria de
segurança e saúde, bem como toda
orientação e supervisão necessárias
ao trabalho seguro;
NR 31

 Garantir que os trabalhadores,


através da CIPATR, participem das
discussões sobre o controle dos
riscos presentes nos ambientes de
trabalho;
NR 31

 Informar aos trabalhadores, os riscos


decorrentes do trabalho e as
medidas de proteção implantadas,
inclusive em relação a novas
tecnologias adotadas pelo
empregador.
NR 31

Aos empregados rurais, também são


atribuídas responsabilidades pela NR
- 31. São elas:
NR 31

Cumprir as determinações sobre as


formas seguras de desenvolver suas
atividades, especialmente quanto às
ordens de serviço para esse fim;
NR 31

 Adotar medidas de proteção


determinadas pelo empregador, em
conformidade com esta norma
regulamentadora, sob pena de
constituir ato faltoso a recusa
injustificada;
NR 31

 Submeter-se aos exames médicos


previstos nesta norma
regulamentadora;

 Colaborar com a empresa na


aplicação desta norma
regulamentadora.
NR 31
É importante ressaltar que o não
cumprimento das medidas de
proteção à saúde e segurança no
trabalho por parte do empregado
pode acarretar desde simples
advertência, demissão por justa
causa, debilidade em sua saúde, a
uma mutilação de alguns de seus
membros, podendo chegar até a sua
morte.
Exames Médicos

Todo trabalhador deve se submeter a


exames periódicos. Mas a
responsabilidade de disponibilizar
tais exames é do empregador.
Exames Médicos
Tipos

 Exame médico admissional, que deve


ser realizado antes que o trabalhador
assuma suas atividades;

 Exame médico periódico, que deve


ser realizado anualmente ou a
critério do médico;
Exames Médicos
Tipos

 Exame médico de retorno ao


trabalho, que deve ser realizado no
primeiro dia do retorno à atividade
do trabalhador ausente por período
superior a trinta dias devido a
qualquer doença ou acidente;
Exames Médicos
Tipos

 Exame médico de mudança de


função, que deve ser realizado antes
da data do início do exercício da
nova função, desde que haja a
exposição do trabalhador a risco
específico, diferente daquele a que
estava exposto;
Exames Médicos
Tipos

 Exame médico demissional, que deve


ser realizado até a data da
homologação, desde que o último
exame médico ocupacional tenha
sido realizado há mais de noventa
dias ou a critério do médico.
Exames Médicos
Tipos
Para cada exame médico deve ser emitido,
em duas vias, um Atestado de Saúde
Ocupacional – ASO, contendo as seguintes
informações do trabalhador: nome
completo, número da RG e sua função; os
riscos a que está exposto; indicação dos
procedimentos médicos a que foi
submetido e a data em que foram
realizados; apto ou inapto para a função
que exercerá; data, nome e CRM do
médico que realizou o exame.
Exames Médicos
Tipos

A primeira via do ASO deverá ficar


arquivada na empresa e a segunda
via será entregue obrigatoriamente
ao trabalhador, mediante recibo na
primeira via.
Uso correto do EPI
Uso correto do EPI
Por que usar o EPI ?

EPI são ferramentas de trabalho que visam


proteger a saúde do trabalhador rural que
utiliza agrotóxicos, reduzindo os riscos
decorrentes da exposição.
A função básica do EPI é proteger o organismo
de exposição ao produto tóxico.
Intoxicação durante a aplicação de
agrotóxicos é considerado acidente de
trabalho.
Uso correto do EPI
Principais vias de exposição:
Uso correto do EPI
 Responsabilidades:
1) Do empregador:
Fornecer os EPI’s adequados ao trabalho;
Instruir e treinar quanto ao uso dos EPI’s;
Fiscalizar e exigir o uso dos EPI’s;
Repor os EPI’s danificados.
Uso correto do EPI
Responsabilidades:
2) Do trabalhador:
Usar e conservar os EPI’s
Uso correto do EPI
Quem falhar nestas obrigações

1) O empregador poderá responder na área cível ou


criminal, além de ser multado pelo Ministério do
Trabalho.

2) O funcionário está sujeito a sanções trabalhistas


podendo até ser demitido por justa causa.

“É recomendado que o fornecimento


de EPI’s, bem como os treinamentos,
sejam registrados através de
documentação apropriada”.
Uso correto do EPI
Aquisição dos EPI’s
Os EPI’s existem para proteger a saúde do trabalhador
e devem ser testados e aprovados pelo Ministério do
Trabalho;

O ministério do Trabalho atesta a qualidade dos EPI’s


através da emissão do Certificado de Aprovação
(C.A);

O fornecimento e a comercialização de EPI’S sem o C.A


é considerado crime e tanto o comerciante quanto o
empregador ficam sujeitos às penas da Lei.
Uso correto do EPI
Principais Equipamentos de Proteção
Individual:
SEGURANÇA E SAÚDE NA
APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS
Segurança do Trabalho

É o conjunto de medidas adotadas


com a finalidade de prevenir os
acidentes, proporcionar bem estar e
cuidar da saúde do trabalhador.
Acidente de Trabalho

É toda ocorrência não desejada que


modifica ou interrompe o andamento
normal de qualquer atividade, no
ambiente de trabalho.
A lei número 6.367, de
19/10/1967, no seu artigo 2,
define o Acidente de Trabalho
como sendo:

“Aquele que ocorre pelo exercício do


trabalho a serviço da Fazenda,
provocando lesão corporal ou pertubação
funcional que cause morte, perda ou
redução permanente ou temporária da
capacidade para o trabalho”
DANOS
Humanos: são as lesões e as
doenças provocadas pelos acidentes;

 Materiais: são as perdas de


equipamentos, ferramentas,
produtos, etc..
Consequências dos Acidentes
 Para o Trabalhador: lesões físicas,
incapacidade para o trabalho e desamparo
da família.
 Para e Empresa: queda de produção,
custo com materiais e equipamentos,
salários adicionais, gasto hospitalar e
gasto com o transporte.
 Para a sociedade: aumento de impostos,
mais dependentes na coletividade e perda
temporária ou permanente de mão de
obra.
Causas dos Acidentes

 Por que ocorrem os acidentes?

 Lembra de algum acidente que você


presenciou?

 Ele poderia ter sido evitado?


Resposta

 Os acidentes não acontecem, eles


são causados.
Resposta

Os acidentes não ocorrem por acaso.


 Os acidentes ocorrem por descaso.
Causas dos Acidentes

 Ato inseguro

 Condição insegura

 Fator pessoal
Ato Inseguro
 “É todo ato consciente ou não, praticado
pelo homem, capaz de provocar algum
dano a si mesmo, aos companheiros, às
máquinas ou aos materiais”

Brincadeiras, indicisplina, teimosia,


distração, descuido, falta de treinamento,
e, todas as vezes que fugir das normas de
segurança.
ATO INSEGURO
Condição Insegura
 “É aquela presente no ambiente de
trabalho, que coloca em risco a
integridade física e mental do
trabalhador”

Falta de EPI’s, falta de limpeza, falta


de sinalização, falta de proteção,
iluminação inadequada,
equipamentos com defeitos.
CONDIÇÃO INSEGURA
CONDIÇÃO INSEGURA
X
ATO INSEGURO
CONDIÇÃO INSEGURA
X
ATO INSEGURO
CONDIÇÃO INSEGURA
X
ATO INSEGURO
CONDIÇÃO INSEGURA
X
ATO INSEGURO
CONDIÇÃO INSEGURA
X
ATO INSEGURO
CONDIÇÃO INSEGURA
X
ATO INSEGURO
CONDIÇÃO INSEGURA
X
ATO INSEGURO
CONDIÇÃO INSEGURA
X
ATO INSEGURO
CONDIÇÃO INSEGURA
X
ATO INSEGURO
CONDIÇÃO INSEGURA
X
ATO INSEGURO
CONDIÇÃO INSEGURA
X
ATO INSEGURO
CONDIÇÃO INSEGURA
X
ATO INSEGURO
Fator Pessoal

Relacionados a problemas
pessoais.

Exemplos: situação financeira,


relacionamento familiar,
alcoolismo, etc...
Regras de Segurança

“É importante que cada funcionário


conheça bem o seu trabalho e os
riscos existentes em cada atividade”
Riscos do Trabalho
Risco:É definido como sendo a probabilidade
estatística de uma substância química
causar efeito tóxico.

Risco Toxicidade Exposição


ALTO ALTA ALTA
ALTO BAIXA ALTA
BAIXO ALTA BAIXA
BAIXO BAIXA BAIXA
Intoxicação/exposição
Riscos Ambientais
Classificação

Riscos Físicos:
Riscos Químicos:
Riscos Biológicos:
Riscos Ergonômicos:
Riscos de Acidentes
RISCOS FÍSICOS (verde) Conseqüências

Cansaço, irritação, dores de cabeça, diminuição


• Ruído
da audição, problemas do aparelho digestivo,
taquicardia, perigo de infarto.

• Vibrações Cansaço, irritação, dores nos membros, dores na


coluna, doença do movimento, artrite, problemas
digestivos, lesões ósseas, lesões dos tecidos
moles.
Taquicardia, aumento da pulsação, cansaço,
• Calor irritação, choque térmico, fadiga térmica, perturbação
das funções digestivas, hipertensão etc.

• Radiação não-ionizante Queimaduras, lesões nos olhos, na pele e em outros


órgãos
• Radiação ionizante Alterações celulares, câncer, fadiga, problemas
visuais, acidente do trabalho.

• Umidade Doenças do aparelho respiratório, quedas, doenças da


pele, doenças circulatórias.
• Pressões anormais Mal-estar, dor de ouvido, dor de cabeça, doença
descompressiva ou embolia traumática
Riscos Químicos (vermelho) CONSEQÜÊNCIAS
Poeira minerais (sílica, Silicose (quartzo),
amianto, carvão mineral pneumoconiose (minérios do carvão)

Poeiras vegetais (algodão, Bissinose (algodão), bagaçose (cana-de-açúcar),


bagaço de cana-de-açúcar) incêndios.
Poeiras alcalinas (calcário) Doença pulmonar obstrutiva crônica, enfizema
pulmonar
Poeiras incômodas Podem interagir com outros agentes nocivos
presentes no ambiente de trabalho, potencia-
lizando sua nocividade
Fumos Doença pulmonar obstrutiva crônica, febre dos fumos
intoxicação específica de acordo com o metal

Neblinas, névoas , gases Irritantes - irritação das vias aéreas (ácido clorídrico,
e vapores ácido sulfúrico, amônia, soda cáustica, etc).
Asfixiantes - dor de cabeça, náuseas, sonolência, coma,
morte (hidrogênio, nitrogênio, hélio, metano, acetileno, etc)
Anestésicos - ação depressiva sobre o sistema formador do
sangue (benzeno, butano, propano, cetonas, aldeídos, etc.)
RISCOS BIOLÓGICOS (marrom) CONSEQÜÊNCIAS

Vírus Hepatite, poliomielite, herpes, varíola, febre


amarela, raiva (hidrofobia), rubéola, aids,
dengue, meningite.

Bactérias/Bacilos Hanseníase, tuberculose, tétano, febre tifóide,


pneumonia, difteria, cólera, leptospirose, disenterias.

Protozoários Malária, mal de chagas, toxoplasmose, disenterias,


teníase.

Fungos Alergias, micoses, pé de atleta.

Parasitas Infecções parasitárias diversas, vermes intes-


tinais
RISCOS
ERGONÔMICOS (amarelo) CONSEQÜÊNCIAS
Esforço físico intenso

Levantamento e transporte
manual de peso
De um modo geral, devendo haver uma análise
Exigência de postura mais detalhada,
inadequada
caso a caso, tais riscos podem causar:
Controle rígido de
produtividade cansaço, dores musculares, fraquezas, doenças
como hipertensão arterial, úlceras, doenças
Imposição de ritmos
excessivos nervosas, agravamento do diabetes,
alterações do sono,da libido, da vida social com
Trabalho em turno ou reflexos na saúde e no comportamento,
noturno
acidentes, problemas na coluna vertebral,
Jornada prolongada de taquicardia, cardiopatia (angina, infarto),
trabalho agravamento da asma, tensão, ansiedade,
medo, comportamentos estereotipados.
Monotonia e
repetitividade

Outras situações
causadoras de “stress”
físico e/ou psíquico
RISCOS DE ACIDENTES (azul) CONSEQÜÊNCIAS

Arranjo físico acidente, desgate físico excessivo


inadequado

Máquinas e
equipamentos acidentes graves
sem proteção

Ferramentas inadequadas
acidentes principalmente com repercussão nos membros
ou defeituosas
superiores

Iluminação inadequada Desconforto, fadiga e acidentes

Eletricidade Curto-circuito, choque elétrico, incêndio, queimaduras,


acidentes fatais
Probabilidade de incêndio
ou explosão Danos materiais, pessoais, ao meio ambiente, interrupção do
processo produtivo
Armazenamento
inadequado Acidentes, doenças profissionais, queda da qualidade de
produção

Animais peçonhentos Acidentes, intoxicação e doenças


Prioridades no Controle de
Risco
1) Eliminar o risco;

2) Neutralizar / isolar o risco,


através do uso de Equipamento de
Proteção Coletiva;

3) Proteger o trabalhador através


do uso de Equipamentos de
Proteção Individual.
Agrotóxicos x Insalubridade

São consideradas atividades ou operações


insalubres as que se desenvolvem acima
dos limites de tolerância previstos nos
diversos anexos da NR-15.
Agrotóxicos x Insalubridade

O uso e/ou manuseio de agrotóxicos é


uma operação ou atividade insalubre.
Agrotóxicos x Insalubridade
Adicional:

Grau máximo..................40% SM

Grau médio.....................20% SM

Grau mínimo...................10% SM
Agrotóxicos x Insalubridade

A eliminação ou neutralização
insalubridade cessa o pagamento do
respectivo adicional.
Agrotóxicos x Insalubridade
Quando ocorre a eliminação ou
neutralização?

a) Adoção de medidas que conservem


o ambiente dentro dos limites de
tolerância;
b) Utilização do EPI.
Agrotóxicos x Insalubridade

Cabe ao Engenheiro de Segurança ou


Médico do Trabalho fixar o adicional
quando impraticável sua eliminação
ou neutralização.
Agrotóxicos x Insalubridade

O órgão competente deverá comprovar


a inexistência do risco à saúde do
trabalhador através de laudo pericial.
Agrotóxicos x Insalubridade

As Empresas e os Sindicatos das


categorias podem requerer junto ao
MTE (DRT´s) a realização das perícias.
Agrotóxicos x Insalubridade

Quando requeridas as DRT´s, desde


que comprovem a insalubridade, o
perito do MTE indicará o adicional
devido.
Intoxicações
Intoxicações
Intoxicações
Intoxicações
Intoxicações
Intoxicações
Problemas que o trabalho pode
gerar na saúde do trabalhador

 Danos que se manifestam de forma


aguda, ocorrem de forma violenta, os
acidentes de trabalho e as intoxicações
agudas.

 Danos que se manifestam de modo


silencioso, as doenças profissionais típicas
e as doenças relacionadas ao trabalho
Intoxicações
agudas causadas ao trabalhador rural
por uso de agrotóxicos
Intoxicações
crônicas causadas ao trabalhador rural
por uso de agrotóxicos
Má formação fetal
Má formação fetal
Fatores de risco
Fatores de vulnerabilidade
Procedimentos para evitar
contaminações:
Lave bem as mãos e o rosto antes de
comer, beber ou fumar;
Ao final do dia de trabalho, lave as roupas
usadas na aplicação;
Tome banho com bastante água e sabonete,
lavando bem a cabeça, axilas,unhas e
genitálias;
Use sempre roupas limpas;
Mantenha sempre a barba feita, unhas e
cabelos bem cortados.
Primeiros Socorros
Primeiros Socorros
Descontaminar a pessoa de acordo com as
instruções de primeiros socorros do rótulo
ou da bula;
Dê banho e vista uma roupa limpa, levando-o
para o posto médico;
Toda pessoa intoxicada deve receber
atendimento médico imediato.
Primeiros Socorros

A NR 31 obriga o empregador rural a


equipar seu estabalecimento,
independente do número de
funcionários, com material
necessário à prestação de primeiros
socorros.
Primeiros Socorros

No estabelecimento rural com um


número igual ou superior a 10 (dez)
empregados o material de primeiro
socorros ficará sob o cuidado da
pessoa treinada para esse fim
Primeiros Socorros

O empregador deve garantir remoção


do acidentado em caso de urgência,
sem ônus para o trabalhador.
Considerações Importantes
O Trabalhador acha os EPI’s
desconfortáveis;
O aplicador não usa os EPI’s somente
quando não foi conscientizado do risco
para sua saúde e para a saúde de sua
família;
O aplicador profissional exige os EPI’s para
fazer o seu trabalho;
O Aplicador precisa encarar o EPI como
sendo uma ferramenta de trabalho;
Considerações Importantes
O Empregador alegava que o EPI era
muito caro.