Você está na página 1de 9

GAP- Agrupamento de Escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho

Escola B.2,3/S Mestre Martins Correia, Golegã


Ano Lectivo 2011/2012
Ana Saldanha é uma escritora portuguesa que nasceu
no Porto em 1959, onde se licenciou em Línguas e
Literaturas Modernas (Português e Inglês).
Doutorou-se na Universidade de Glasgow com uma
tese sobre Rudyard Kipling e a sua obra infantil.
Ganhou o Prémio Literário de Almada com o seu
romance Círculo Imperfeito e tem-se dedicado à
tradução. Mas é sobretudo conhecida como uma das
melhores escritoras portuguesas para jovens.
Ficha Técnica do livro:

-Título: Escrito na Parede


-Autora: Ana Saldanha
- Editora: Caminho
-Local de edição: Lisboa
-Data de edição: [s.l]
-Período de leitura:05/01/2012 – 21/01/2012
Daniel é um rapaz de 14 anos que vivia com a sua mãe,
Beatriz, num prédio no 13º andar.
Beatriz não lhe dava muita atenção, apesar de tudo Daniel
adorava a mãe e preocupava-se muito com ela.
Todos os dias regressava da escola de autocarro e na
parede ao pé da paragem estava escrita sempre a mesma
mensagem ‘’escrito na parede’’. Daniel nunca deu muita
importância aquela mensagem e nunca se preocupou em
decifrá-la. Ele tinha um amigo de infância chamado Nicolau,
ambos adoravam pintar e sempre que conseguiam escapar
iam pintar paredes, durante a noite, sem ninguém saber.
A mãe de Daniel trabalhava no café Bagdade. Um dia, ela não vem a
casa dormir mas Daniel não ficou preocupado, pois já estava habituado
a que a mãe chegasse tarde e além disso, Daniel agora tem o Rufo, um
cão rafeiro, gorducho e mal humorado, para lhe fazer companhia nessa
noite. Nos dias seguintes a mãe de Daniel continua a não aparecer, ele
tenta não se alarmar, talvez a mãe esteja em casa de uma amiga,
talvez se tenha esquecido de o avisar.
Passam-se dias e o Daniel pensa em ir procurá-la. Sem dar muito nas
vistas, vai falar com os amigos da mãe para perguntar se ela está com
eles. Vai à oficina do namorado dela, o Jaime, era um homem
simpático, casado e com filhos e Daniel gostava dele, mas o Jaime não
sabia de nada.
Daniel não sabe o que fazer, então decide ligar a Jaime e contar-lhe o que se
passa. Jaime vai buscar Daniel e espera no sofá. Daniel repara ao sair que
Jaime tinha deixado cair do bolso a medalha de prata que Beatriz, usava
sempre ao pescoço e Daniel desconfiado, diz a Jaime que afinal não quer ir com
ele para sua casa.
Então, decide ligar a Miguel, um amigo de família, com 18 anos que namora
Carla, a rapariga que Daniel gosta. Miguel diz-lhe que vai ter com Carla a uma
festa da sua terra, mas Daniel implora para ir com ele porque não quer ficar
sozinho em casa e acabam por ir os dois à festa. A meio do caminho, o carro
avaria ao pé de um prédio abandonado e nesse momento Daniel lembra-se que
há um sítio, um prédio velho na Rua da Vitória, onde às vezes a mãe se perdia
mas nunca mais que dois dias.
Jaime tinha prendido Beatriz naquele sítio, à chuva, sem condições algumas.
Daniel e Beatriz voltaram para o apartamento, jurando que daí para a frente
nunca se iriam abandonar um ao outro.
Eu penso que o título por um lado está relacionado com a
obra e por outro não está, porque o título ‘’ escrito na
parede ‘’ só está relacionado com o facto de Daniel
grafitar paredes, e a história fala mais da procura de
Daniel para encontrar a mãe.
‘’ A Beatriz agarra com a mão húmida o pulso do Daniel.
-Não me deixes aqui… Não me deixes sozinha…- choraminga.
O Daniel passa-lhe o braço à volta dos ombros e o Rufo lambe-
lhe o pé descalço e sujo.
Com um solavanco, o elevador continua a subir para as alturas.
Treze, número de sorte. ‘’

pág.149
Eu gostei bastante de ler este livro, é muito
interessante, e aprendi mais algumas
coisas em relação a alguns assuntos.
Aconselho a leitura desta obra, porque é
adequada a não só a jovens como a
adultos.