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PLANTAS AROMÁTICAS E MEDICINAIS

TISANAS, POMADAS E OUTROS PREPARADOS

Maria do Céu Correia


IMP, Lisboa
3 de Novembro de 2012
ÍNDICE

1 TIPOS DE PREPARAÇÕES À BASE DE PLANTAS 2

2 AS PLANTAS “DO DIA” – SOL NO INVERNO 7

3 EXEMPLO PRÁTICO DE PREPARAÇÃO DE UMA POMADA À 15


BASE DE CALÊNDULA
EXEMPLO PRÁTICO DE APLICAÇÃO DUMA COMPRESSA DE
GENGIBRE
DICAS DE AUTOMASSAGEM PARA OS DIAS FRIOS: ÓLEO
ESSENCIAL DE CANELA
4 RECEITAS SIMPLES DE COSMÉTICA NATURAL 18

5 RECURSOS – MARCAS E FORNECEDORES 28

6 BIBLIOGRAFIA 29

2
1- TIPOS DE PREPARAÇÕES À BASE DE PLANTAS

Existem imensas teorias sobre o modo como o ser humano, ao longo dos tempos,
se relaciona com as plantas e como as utiliza como alimento e medicamento. Ao que
se sabe, antigamente, existia apenas o conhecimento empírico. Hoje em dia, as
investigações científicas comprovam as propriedades medicinais de várias plantas.

É importante sublinhar que algumas plantas não são de todo benéficas, ou são-no
apenas em doses adequadas segundo preparações específicas, como é o caso dos
remédios homeopáticos. Parafraseando o mestre Paracelso, a diferença entre o
remédio e o veneno é apenas a dose da substância.

Ao escolher e utilizar uma planta, convém, portanto, ter em mente:


- o tipo de desarmonia física que temos para adequarmos a dosagem da erva. Cada
caso é um caso e o que fez bem ao meu vizinho pode não ser o ideal para mim;
- não fazer uso exagerado ou indiscriminado, saber qual a parte da planta que não é
recomendada;
- é importante a orientação de profissionais da área e só tomar a planta quando
temos a certeza do que se trata, pois algumas espécies são muito parecidas e pode-
se estar a usar uma espécie perigosa por engano, com efeitos muito graves.

Enfim, conviver com esta dádiva da Natureza passa pela consciência, não ser
predador para não esgotar este presente divino.
As instruções que se seguem baseiam-se no senso comum:

- Antes de mais, estabelecer contacto com a planta, dizer-lhe “Olá!” e pedir-lhe para
ser recolhida. E agradecer-lhe também. Faz uma grande diferença!
- Colher as partes aéreas pela manhã, logo que o orvalho se evapore.
- Atar os raminhos e pendurar de cabeça para baixo num local escuro, quente e
muito seco, mas com circulação de ar.
- As raízes, que devem ser lavadas e secas, as cascas e as folhas mais grossas
devem ser picadas, cortadas fino ou laminadas para uso mais proveitoso.
- De cada 4 plantas, colectar apenas uma. Deixar a área recuperar antes de voltar a
colectar1.
- No caso de raízes de árvores, tirar a terra de um lado e cortar um pedaço suficiente
para a preparação do remédio. Depois, cobrir novamente para que a raiz volte a
crescer. Lavar em água corrente.
- No caso de raízes de ervas e arbustos e touceiras, para cada cinco indivíduos de
uma espécie, colectar apenas de um.
- No caso de cascas de árvores: De preferência, cortar um galho e descascar; Fazer
os cortes no sentido longitudinal do caule, em tiras finas para facilitar a cicatrização.
Não retirar um anel completo da casca. Evitar extrair a casca durante o período de
floração e frutificação. Aplicar uma substância curativa no local da colecta (segundo
Pippida Motta (1995): 1kg de resina vegetal 500g de cera de abelha 250g de óleo de
linhaça. Colocar e resina e acera em banho-maria, depois junta-se o óleo de linhaça,
mexer até formar uma mistura homogénea).
1
http://pt.scribd.com/doc/34382170/Fitoterapia-do-Cerrado

3
- Folhas: Colher sempre folhas maduras e sadias, deixando as novas; não destruir
ou eliminar a gema apical; Colher 1 a 4 folhas de cada ramo; no máximo 20% das
folhas; Nos galhos é bom alternar os lados; No caso de uma gramínea (Ex.: Erva-
príncipe), destacar as folhas na base, deixando a parte subterrânea; Brotos ou
gemas foliares, devem ser usados ainda frescos.
- Frutos e Sementes: Colectar 1 de cada 3; O restante fica para garantir a
germinação; De preferência sementes maduras.

USO

A forma mais simples de utilizar uma planta medicinal é o chamado chá.

Métodos: Os chás podem ser preparados por infusão ou decocção:


- Infusão ou Tisana: Consiste em se verter água fervente sobre a planta e depois
abafar durante 3-4, ou até 15 minutos, segundo a planta. Este processo é utilizado
para flores, folhas e também para ervas aromáticas, pois se as fervermos as
essências poderão volatilizar-se pela acção do calor, causando a perda de sabor e
poder medicinal do chá.

- Decocção ou Cozimento: Consiste em cozinhar a planta. Este processo é


geralmente utilizado para raízes, cascas e sementes e a fervura pode variar de 3 a
15 minutos.

Dosagem: A quantidade normalmente indicada é de 20-30 gramas de erva por litro


de água ou uma colher de chá por chávena, sendo que esta dosagem pode variar
dependendo da planta, e também se estamos a usar a planta fresca ou seca.

Posologia: Pode-se tomar várias chávenas do chá por dia, de preferência fora das
refeições, a não ser que o seu uso seja especificamente para estimular as funções
digestivas.

Adoçantes: Os chás geralmente não são adoçados. Em alguns casos, porém, pode-
se usar o mel para aproveitar as suas propriedades medicinais (gripes, tosses, etc.),
mas só devemos adoçar depois de coado, quando o chá já estiver morno, nunca
antes, pois o calor destrói o poder medicinal do mel.

Prazo de validade: Nunca use um chá mais de 24 horas depois de preparado, pois
ele entra em processo de fermentação (mesmo se mantido no frigorífico). Prepare a
quantidade suficiente para um dia apenas.

Tempo de uso: Quer se tome o chá para casos agudos ou crónicos, recomenda-se
não usar o mesmo chá por tempo prolongado, excepto por indicação em contrário.
Convém informar-se do tempo de uso, pois se alguns se podem tomar por um
período até 30 dias, outros não convém usar durante mais de uma semana, ou
mesmo 2-3 dias.

Utensílios: Evite usar utensílios de metal para fazer os chás. Embora não o notemos,
eles podem causar alterações no efeito e sabor do chá. O ideal é usar recipientes de
vidro, barro, louça ou esmalte.

4
Outros usos: Os chás, além de ingeridos, podem ser usados na forma de
compressas, banhos, gargarejos, inalações e lavagens.

- Compressas: Prepara-se o chá, de planta fresca ou seca; Embebe-se num pano


ou toalha; Aplica-se sobre a área afectada. Podem ser quentes ou frias, conforme a
afecção. Compressas de chá quente aliviam dores inflamatórias e facilitam a
resolução destas inflamações. (Exemplo: compressas de Gengibre).

- Banhos: São os banhos de imersão. A água deve estar morna e o banho deve
durar uns 20 minutos. O banho pode ser repetido três vezes por semana durante um
mês. Após este período mudar a erva utilizada. (Exemplo: Alfazema é relaxante;
Jasmim é o feminino por excelência, ideal para recém-mamãs 2)

- Gargarejos: São recomendados para actuar na cavidade bucal e na garganta. O


sal é o mais utilizado, pois é antiinflamatório e anti-séptico útil na inflamação das
amídalas, rouquidão, faringite e laringite A Malva é uma das plantas mais
recomendadas, pelas propriedades suavizanres e anti-inflamatórias.

- Inalações: Específico para as vias respiratórias. Ferver o chá e colocar um funil de


papelão invertido sobre o recipiente, inalando o vapor. (Exemplo: Eucalipto)

- Lavagens ou banhos de assento: Normalmente intestinais e vaginais. (Exemplo:


Cozimento de casca de Aroeira para corrimento 3)

- Emplastros: Esmagar a planta fresca, até formar uma pasta, colocar sobre a área
afectada.

- Cataplasmas: Preparar o chá; ainda quente, acrescentar farinha; Colocar sobre


um pano limpo e depois cobrir com outro pano; Aplicar sobre a região afectada.
A sua acção foca-se na eliminação de dores, espasmos musculares, suavização de
processos inflamatórios e traumáticos, remoção de calosidades e verrugas,
entre muitas outras aplicações possíveis. Uma delas é a acção revulsiva, que requer
cuidados, pois baseia-se na aplicação de uma substância irritante (por exemplo,
Mostarda, para tratar sinusites). Esta desencadeia uma acção inflamatória que
aumenta o aporte sanguíneo e auxilia a debelar a patologia localizada na zona de
aplicação – por estimulação do sistema imunitário. Utiliza-se também a pasta de
argila (para pruridos e eczemas), que pode ser ou não aquecida. Outros exemplos:
cataplasma de cenoura para a garganta irritada, limão ou cebola para laringites e
faringites. As cataplasmas frias são recomendadas para acalmar inflamações, dor,
edemas e hemorragias4.

OUTRAS PREPARAÇÕES

Além dos chás, as plantas e os seus princípios activos são utilizados em inúmeros
tipos de preparações, desde formas sólidas (cápsulas; comprimidos; comprimidos

2
http://www.terapiasfemmes.com.br/terapias_banhos.asp
3
http://www.gforum.tv/board/1957/63958/banho-de-assento.html
4
http://www.infopedia.pt/$cataplasma-(farmacia)

5
vaginais; drageias; grânulos; hóstias; implantações; óvulos; papéis; pérolas; pílulas;
pós; supositórios), pastosas (cataplasmas; cremes; pastas; pomadas; unguentos),
líquidas (alcoolatos; alcoolaturas; álcoolaturas estabilizadas; colutórios; emulsões;
enemas; florais5, linimentos; óleos essenciais, óleos medicinais; poções; tinturas;
xaropes), gasosas (secas ou húmidas, como fumigações e vaporizações), às
especiais (que não se enquadram em nenhuma das anteriores, como aerossóis;
alimentos medicamentosos; ampolas; bandagens; banhos medicamentosos; colírios;
remédios homeopáticos6). Para estudo mais detalhado consultar a Bibliografia. Por
agora, concentramo-nos em algumas formas mais comuns e fáceis de preparar:

Creme é uma forma farmacêutica de consistência mole e destinada ao uso tópico.


Difere das pomadas por possuir grande quantidade de água na sua formulação, pelo
que tem absorção mais rápida. É ideal para lesões húmidas.

Pomada é uma forma farmacêutica de consistência mole e oleosa destinada ao uso


tópico. Devido à sua oleosidade, a absorção do princípio activo pode ser mais lenta,
mas o efeito local é mais prolongado. Possui poder hidratante e é ideal para lesões
secas. Evidentemente, cremes e pomadas só se aplicam em lesões limpas, sem pus
ou infecção, após a remoção mecânica da secreção purulenta.

Tintura é uma forma farmacêutica líquida à base de água e álcool. O processo de


extracção por contacto (por maceração, percolação ou expressão) é feito a partir da
planta seca e realizado à temperatura ambiente. O produto final é, portanto, uma
solução alcoólica, geralmente de 10% ou 20%.

Extracto fluido: preparação líquida, também extraída através de soluções


hidroalcóolicas. Difere das tinturas na concentração de princípios activos. Cada 1mL
do extracto deve conter os constituintes activos correspondentes a 1g da planta
seca. São, portanto, preparações mais concentradas e devem ser utilizadas com
cuidado extra. Quer as tinturas quer os extractos são produtos muito concentrados
e, quando tomados directamente nessa forma, devem ser sempre diluídos em água
(há quem também recomende leite), observando-se as dosagens recomendadas.

Geralmente faz-se na proporção 1:1 (1 parte de planta fresca para 1 de álcool), ou


1:3 (1 parte de planta seca para 3 de álcool). Idealmente fecha-se hermeticamente o
preparado em vidro escuro e mantém-se no frigorífico.

Xarope: Forma farmacêutica líquida resultante da mistura de água e açúcar,


podendo conter também edulcorantes (Exemplo: xarope de Cenoura da avozinha,
ou a variante com folhas de Agrião trituradas ou maceradas, já que o Agrião é
antitússico e expectorante).

5
Preparações de natureza vibracional, como os florais de Bach, que consistem em mergulhar a flor em água
exposta ao sol durante algumas horas, recolher apenas a água, agitar e diluir em álcool, como conhaque, para
preservação das suas propriedades, tomando-se apenas umas gotas entre 3 e 5 vezes ao dia. Estas essências
naturais são extraídas de flores maioritariamente silvestres, e são uma forma de tratamento que combate as
emoções negativas que provocam as doenças.

6
Desenvolvidos por Hahnemann, sob o princípio que "semelhante cura (repele) semelhante".

6
Óleo essencial: Trata-se de compostos aromáticos voláteis extraídos de plantas
aromáticas por processos de destilação, compressão de frutos, enfleurage7, ou
extracção com o uso de solventes. São altamente complexos, compostos às vezes
de mais de uma centena de componentes químicos, embora haja a predominância
de uma até três substâncias que caracterizaram a espécie vegetal em questão, por
exemplo conferindo-lhe um aroma característico Localizam-se em pequenas bolsas
(glândulas secretoras) existentes na superfície de folhas, flores ou no interior de
talos, cascas e raízes. Erroneamente podem ser confundidos com óleos graxos,
ricos em gorduras. Os óleos essenciais não possuem ácidos graxos e volatilizam-se
com extrema facilidade na sua grande maioria. A destilação a vapor é o mais comum
método de extracção de óleos essenciais. É feita num alambique, onde partes da
planta frescas ou secas são colocadas. O vapor, saindo de uma caldeira, circula pelo
recipiente onde a planta se encontra, forçando a quebra das bolsas intercelulares,
libertando os óleos essenciais. Os óleos voláteis apresentam tensão de vapor mais
elevada que a da água, sendo, por isso, arrastados pelo vapor de água, saindo no
alto do destilador, e a seguir passam por uma serpentina para condensação. Nesse
produto de saída pode-se ver a diferença de duas fases, óleo na parte superior e na
inferior a água. A água que sobra deste processo recebe o nome de água floral,
destilado, hidrosol ou hidrolato. Esta contém muitas das propriedades terapêuticas
extraídas da planta. Para exemplificar o grau de concentração dos óleos essenciais,
refira-se que para se obter 1 Litro de óleo essencial de Alfazema são precisos cerca
de 700 kg da planta fresca; para obtenção do óleo essencial de Jasmim, precisa-se
de 7.000 kg de flores (cerca de 8 milhões de pétalas) para se obter 1 Litro de óleo
essencial por diluição em hexano.8.

Salvo raras excepções, e apenas sob orientação especializada e diluídos em óleos-


base, os ÓLEOS ESSENCIAIS NÃO SE USAM INTERNAMENTE, mas em vapores,
aplicados sobre a pele (alguns podem aplicar-se directamente), misturados em
champôs, loções, etc. Os óleos-base devem ser o mais simples possível, sendo os
mais indicados os de amêndoas doces, jojoba, onagra, caroço de alperce, gérmen
de trigo, grainha de uva, coco, azeite. Os EXTRACTOS são uma forma mais segura
de ingerir o princípio activo duma planta.

- Inalação: Colocar a planta num recipiente, verter água fervente, aspirar o vapor
pelo nariz, através de um pequeno funil de papel (Exemplo: Eucalipto para
desobstruir vias respiratórias). Cuidado para evitar queimaduras.

- Suco: É obtido espremendo-se o fruto ou triturando as folhas frescas no


liquidificador; Usar logo a seguir à preparação.

- Salada: Algumas plantas medicinais (Capuchinha, Hortelã) e a maioria das suas


flores, podem ser utilizadas em forma de saladas cruas; Devemos escolher os brotos
e folhas novas.

7
Primeiramente as pétalas são colocadas sobre uma placa de vidro com gordura, substituídas por pétalas
frescas todos os dias. A gordura, neste caso, age como uma esponja, absorvendo o óleo das flores. Então
quando a concentração de óleo é obtida, a gordura é filtrada e destilada. O concentrado oleoso resultante desse
processo é misturado a um álcool, que é novamente destilado. Desta destilação, obtêm-se o óleo essencial das
flores.
8
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAOksAF/oleos-essenciais

7
EXEMPLO PRÁTICO: FAZER UMA TISANA DE GENGIBRE E CANELA

- Aquecer 1 litro de água


- Vertê-la sobre duas colheres de sopa de Gengibre cru, ralado ou esmagado, e dois
pauzinhos de Canela
- Tapar e deixar em repouso durante cerca de dez minutos.

O chá de Gengibre com Canela é óptimo para aquecer nos dias frios de Inverno e
ainda ajuda nas gripes, resfriados, problemas respiratórios e digestivos. Também
acelera o metabolismo e ajuda a queimar as calorias, sendo que no Inverno temos a
tendência de ingerir alimentos mais calóricos.
Em caso de dúvidas quanto à utilização dos óleos essenciais, consulte sempre
um(a) aromaterapeuta.

8
2. AS PLANTAS “DO DIA”

Estas plantas foram escolhidas pela sua utilidade nos dias frios.
A extensão da descrição não é proporcional à sua “importância” mas à
disponibilidade que tive da respectiva informação.

FOTO NOME DESCRIÇÃO


ALCAÇUZ É de natureza quente mas doce, para pessoas mais ▲.
(Glycyrrhiza uralensis Tem propriedades antidepressivas e reanimantes.
fisch )

ALECRIM Uma das mais importantes ervas medicinais. Planta que activa, logo
(Rosmarinus recomendada para os dias frios: Aquece e tonifica; é boa para os
officinalis L.) resfriados.

É estimulante do sistema nervoso e do cérebro, melhora a circulação


cerebral, a concentração e a memória. É auxiliar do sistema
digestivo, tensão pré-menstrual, dores de garganta, mau hálito (é
anti-bacteriano e anti-fúngico), músculos doridos e cansados,
pequenas cólicas, asma, fraqueza e fadiga crónica, convalescença.
Juntamente com Eucalipto e Alfazema, dá um excelente banho
antidepressivo.
Utiliza-se a planta florida e as folhas.

Outros Usos: universalmente conhecido como condimento, na


perfumaria, planta melífera.

ALFAFA ou LUZENA Não é especificamente uma “planta de Inverno” mas faz parte da
(Medicago sativa L.) tisana para obter ferro, juntamente com Urtiga e Alfavaca.

Propriedades: Anemia por deficiências vitamínicas ou minerais.


Raquitismo e desnutrição. Úlcera gastroduodenal. Dispepsia e
fermentações intestinais, pela sua riqueza em enzimas. Prisão de
ventre, pelo seu conteúdo em fibra vegetal.
Preparação: Como alimento associado, em forma de farinha, à
farinha de cereais. A planta tenra substitui os espinafres. Usa-se o
suco da planta diariamente (clorofila), 30 a 50 gramas. Emprega-se
na debilidade geral, raquitismo, tuberculose, escorbuto. A planta
fresca tem mais valor. A planta seca pode fazer parte das tisanas
reconstituintes e de preparações vegetais hemostáticas (pela sua
riqueza em vitamina K).

ALFAVACA Não é especificamente uma “planta de Inverno” mas faz parte da


(Ocimum tisana para obter ferro, juntamente com Urtiga e Alfafa.
gratissimum L.)
Excelente anti-oxidante natural

ALFAZEMA Planta mais calmante. É indicada para a pele, mãos ásperas, gretas,
(Lavandula spp., L. alívio de cefaleias, transtornos menstruais, garganta, princípio de
officinalis , L. resfriados. A infusão da flor alivia a tensão na nuca (p.ex., em
angustifolia) princípio de resfriado).

Tem propriedades anti-sépticas; insecticida; indicada para náuseas e

9
enxaquecas. É um dos melhores remédios para queimaduras e
picadas de insectos, em forma de infusão fria e emplastros ou ainda
sob a forma de óleo essencial, que é dos poucos que se pode utilizar
directamente sobre a pele e em feridas abertas. Como anti-séptico e
anti-bacteriano, é muito útil para estagnar o sangue em pequenas
feridas, desinfectando-as ao mesmo tempo. Útil em infecções das
vias respiratórias, especialmente a variedade stoechas
(Rosmaninho), cujo aroma é muito mais canforado.
Muito utilizada para curar dores de cabeça, sobretudo se forem de
origem nervosa. É um bom sedativo, útil na ansiedade e tensão.
Ajuda ainda a relaxar espasmos do sistema digestivo, tomado em
forma de chá feito a partir das flores.

Partes empregadas: As sumidades floridas e, também, as folhas e os


talos.
Propriedades terapêuticas: É digestiva, estimulante,
antiespasmódica (contra as cólicas dos intestinos), combate a
putrefacção dos intestinos, é antimicrobiana, tónica dos nervos e do
coração (coração nervoso), combate a tendência aos vómitos.
Também é empregada exteriormente no reumatismo (óleo de
alfazema, tintura, etc.).

ALGAS Spirulina, Chlorela, Kombu…

Destacam-se aqui especificamente pelas suas propriedades


vitamínicas, remineralizantes e fortificantes do sistema imunitário.

ALHO Tem acção sobre as artérias, combatendo a esclerose. É diurético,


(Allium sativum) combate a putrefacção intestinal, estimula a função dos intestinos, é
microbicida, sem afectar a flora normal dos intestinos nem os
elementos químicos defensivos das células (interferons, etc);
É vermicida, é vasodilatador, dissolve o ácido úrico, combatendo o
reumatismo artrítico e, mesmo, o reumatismo infeccioso; é, como a
cebola (Allium cepa), fluidificante do sangue; é útil em todas as
doenças de origem microbiana, icluindo o tifo, a tuberculose, a
cólera, o coli, a pneumonia, tosse e bronquite.

ALOÉS O gel faz parte de qualquer “caixa de primeiros socorros”.


(Aloe vera L, Aloe
barbadensis Miller) Regenera, alimenta, é depurativa. Indicada para inúmeras afecções,
incluindo problemas de pele, alergias, olhos sensíveis, irritações
cutâneas, queimaduras, sarna.

PARTES EMPREGADAS: O gel ou suco das folhas.


O suco aplica-se em compressas, embora também se possa colocar
directamente a polpa da folha sobre a ferida. Facilita a limpeza e
acelera a sua cicatrização, reduzindo, além disso, a cicatriz.
Queimaduras: Gel cicatrizante e para queimaduras9: aplica-se em
compressas durante os dias seguintes à queimadura. Consegue
acelerar a regeneração da pele danificada e reduzir ao mínimo a
cicatriz. Têm-se obtido bons resultados nas queimaduras cutâneas
causadas por radiações ionizantes, assim como na radiodermite
(afecção da pele causada pelas radiações).
Afecções da pele: o suco de Aloés aplicado em loção tem uma acção
favorável em casos de psoríase e eczemas da pele, assim como na
acne, pé de atleta (infecção por fungos) e herpes, entre outras. Para
reforçar o efeito, recomenda-se tomá-lo também por via oral.
Nas crianças, a loção do suco de Aloés emprega-se no tratamento
do eczema causado pelas fraldas, e para aliviar a comichão e
facilitar a cicatrização da pele nas doenças exantemáticas como o
sarampo, a rubéola e a varicela.
Beleza da pele: o Aloés revitaliza a pele, conferindo-lhe uma maior
pureza, resistência e beleza, melhora o aspecto das cicatrizes
9
LUIS ALVES: http://www.youtube.com/watch?v=W-SmYZ8kKz0&feature=fvsr

10
inestéticas e das estrias. Também se emprega no cuidado do cabelo
e unhas.
Ingerido por via oral, o suco de Aloés é depurativo e tonificante.
Emprega-se como digestivo e também no tratamento da úlcera
gastroduodenal. O seu uso por via interna activa os linfócitos, células
que, entre outras funções, têm a de destruir as células cancerosas,
assim como aquelas que tenham sido infectadas pelo vírus da SIDA
(HIV) e está a ser investigado o seu emprego nestas duas áreas.

Maneira de preparar: Gel ou suco de Aloés: tomam-se 1 a 2 colheres


de sopa, 3 ou 4 vezes ao dia, dissolvidas em água ou sumo de
frutas. Normalmente, toma-se com as refeições. Em caso de úlcera
gastroduodenal, recomenda-se tomá-la meia hora antes de cada
refeição, e antes de se deitar para dormir.
Uso externo: aplicação directa ou compressas com o suco: devem-
se manter durante todo o dia, humedecendo-as com suco cada vez
que sequem. À noite pode aplicar-se um creme hidratante, pois o
suco de aloé resseca a pele.
Loção com suco de Aloés: aplica-se 2 ou 3 vezes por dia sobre a
pele afectada.
Convém combinar o seu uso com o de algum emoliente (suavizante):
o aloé é balsâmico e alivia, mas não é hidratante.
XAROPE: Ao pôr-do-sol cortar 3 folhas e deixar escorrer para libertar
a baba amarela, a seiva mais espessa, e na manhã seguinte cortar-
lhes o fio de picos. Não é preciso retirar a casca (se bem que esta
possa ocasionar descarga intestinal). Fazer o xarope triturando a
polpa com meio litro de Mel e 1 cálice de conhaque (2 colheres de
sopa). Tomar em jejum ao acordar e pelas 18 horas.
PRECAUÇÕES: Segundo algumas fontes, a ingestão de suco de
Aloés é contra-indicada ao grupo sanguíneo “0” e “B”.
Além disso, o gel ou o suco de Aloés pode provocar reacções
alérgicas, quando se aplica directamente sobre a pele. Se, poucos
minutos depois de espalhar umas gotas de suco de Aloés sobre a
pele das costas, aparecer um ligeiro rubor e comichão, é sinal de
alergia: ter-se-á de recorrer a outro remédio.

ALTEIA A raiz ajuda a expulsar/secar humidade/mucosidade. Combina bem


(Althaeia officinalis) com Carqueja.

CAFÉ 10 É de natureza quente e seca; muito▲


Ajuda a desbloquear, pois é um activador do fígado e dos
movimentos peristálticos. Pela sua natureza quente e seca não é
bom para pessoas com obstipação crónica.
Equilibrar o Café com HORTELÃ.

Tal como o Café, o CACAU é um tónico do ▲.

CALÊNDULA ou A reguladora menstrual e curadora de feridas.


MARAVILHAS
(Calendula officinalis) Normaliza a frequência das regras e a sua quantidade, e elimina as
dores menstruais. Aumenta a produção de bílis no fígado. Indicada
nos casos de congestão ou insuficiência hepática. Actua com
cicatrizante em úlceras do estômago, duodeno, e em gastrites.
Indicada nas afecções da pele e candidíase, aplicada localmente
acelera a cura de feridas, úlceras da pele, queimaduras, verrugas e
eczemas, irritações causadas pelas fraldas aos bebés, mamilos
irritados devido à amamentação. Recomendada aos diabéticos, pois
evita úlceras gástricas ao proteger ao proteger as paredes do
estômago.
A tisana: mirra quistos dos ovários. Combinada com Salva (Salvia off
purpureae.) alivia dores de garganta e amigdalites.
As compressas são úteis no tratamento da conjuntivite.

10
Ref. Fotos: http://www.bam-international.com/bam/homepage/lista_de_plantas.html

11
CANELA Massagem: Estimulante da circulação, exaustão nervosa, falta
(Cinnamomum de ânimo e fadiga.
zeylanicum)

CÂNFORA BRANCA Benefícios para a pele: Possui propriedades estimulantes que


Cinnamomum ajudam a combater a letargia. È excelente para utilizar em peles
canphora óleosas. Massagem: Estimulante da circulação, celulite e varizes.

CARQUEJA Usa-se a flor.


(Baccharis trimera L.) É diurética e drenante. Juntamente com Freixo e Funcho é usada na
retenção de líquidos. Útil para barriga inchada/menstruação. Parte
inferior do corpo: eliminação de líquidos; parte superior:
humidade/mucosidade, catarro.

CEBOLA A tisana de casca de Cebola tem efeitos reais no combate a


(Allium cepa) constipações, gripes e rouquidão. Tem efeito mucolítico, acalmando
dores de garganta e tem propriedades expectorantes e diuréticas.
Tem propriedades bactericidas, sobretudo quando há infecção das
vias respiratórias.

O sumo (suco) da cebola crua comporta-se como um autêntico


antibiótico – usa-se para curar feridas e furúnculos, abcessos,
queimaduras (evita que se infectem e acelera a sua cicatrização),
gretas da pele e acne. Em todos estes casos aplica-se esmagada
em forma de cataplasma, ou então o sumo (suco) fresco em loção ou
em compressas. Para fazer amadurecer os abcessos, pode-se
aplicar também uma cataplasma quente de cebola cozida ou assada.
Expectorante e peitoral: pela sua acção antibiótica e mucolítica
(facilita a expulsão da mucosidade, tornando-a mais fluída),
antiinflamatória, ideal no caso de afecções respiratórias: catarros das
vias respiratórias, sinusite, laringite, bronquite, tosse, asma
brônquica, enfisema pulmonar (usar o xarope).
Hipotensora, diurética e depurativa: muito recomendável para os
hipertensos, os obesos, os reumáticos, os artríticos, os gotosos,
assim como para os doentes renais.
Apropriada também nos casos de nefrose e albuminúria, retenção de
líquidos, areias e cálculos urinários. Alcaliniza notavelmente o pH
(reduz a acidez) da urina, com o que favorece a eliminação do ácido
úrico e de outros resíduos tóxicos do organismo.
Fluidificante do sangue: para os que sofrem de trombose (tendência
para a formação de coágulos ou trombos no sangue), fazendo com
que o sangue seja mais fluído e que circule melhor – isto deve-se a
que a cebola contém substâncias fibrinolíticas, que desfazem os
coágulos sanguíneos e impedem que se formem em excesso.
Também está demonstrado que a cebola actua como um
antiagregante plaquetário, impedindo a tendência excessiva das
plaquetas sanguíneas se agruparem formando trombos ou coágulos
(muito útil ao sangue tipo “A” e tipo “O”.
Vermífuga: eficaz contra os ascarídeos (lombrigas) e os oxiúros
(pequenos vermes brancos que causam ardor no anus das crianças),
neste caso tem que ser comida crua.
Hipoglicemiante: pela acção da glicoquinina, faz descer o nível da
glicose no sangue.
Tonificante: digestiva e geral do organismo: aumenta todas as
secreções digestivas (gástrica, intestinal, pancreática), com o que
melhora a digestão dos alimentos. Por isso mesmo não convém aos
que sofram de hiperacidez e de úlcera gastroduodenal em fase de
actividade. Estimula a função metabólica e desintoxicadora do

12
fígado, pelo que se torna altamente recomendável aos que sofram
de alguma doença de fígado: hepatite crónica, doença gorda do
fígado, cirrose e insuficiência hepática.
Pela sua acção antibiótica e anti-séptica, regula a flora intestinal
travando os processos de putrefacção em que se libertam
substâncias tóxicas muito irritantes, como o indol e o escatol. Estas
substâncias relacionam-se com o aparecimento de cancros do cólon
e recto. Dai o efeito preventivo da cebola contra o cancro intestinal.

CIDREIRA Planta neutra (não tão fresca quanto a HORTELÃ), de todas as


(Melissa off.) estações – está no “pH neutro” das plantas.
Indicada para problemas autoimunes, más digestões, diabetes, não
há praticamente limitações para o seu uso.

CONCHELOS ou Indicado o uso externo em feridas. São utilizadas as folhas frescas e


UMBIGO- o suco.
DE-VÉNUS
Partes da planta utilizadas: As folhas frescas.
(Umbilicus rupestris) Tem propriedades emolientes e resolutivas.
Modo de emprego: Externamente, aplicar as folhas cruas sobre as
feridas; fazer cataplasmas com as folhas esmagadas para o
tratamento de úlceras cutâneas.
Tradicionalmente, esta planta é usada pelo povo para preparar uma
pomada, com as folhas, para curar as queimaduras, feridas e úlceras
cutâneas.
É considerada desde tempos remotos uma erva medicinal, seja em
aplicações externas, seja internas. Os conchelos revelaram-se, no
século XIX, eficazes para alguns casos de epilepsia.
Tem várias propriedades como cicatrizante, calmante e refrescante,
diurética, anti-séptica e anti-hemorrágica. Os antigos usavam-na
para fazer cataplasmas, com as folhas esmagadas para curar
queimaduras, feridas e ainda eliminar frieiras, borbulhas, úlceras
cutâneas e calosidades.
Para tratar a ciática e a gota aplicava-se as suas folhas sem a
cutícula inferior, directamente na pele.
Na medicina chinesa e na medicina ayurvédica existem registos da
sua utilização, nomeadamente na composição de preparados
homeopáticos.
Antigamente consumia-se Conchelos em sopas, nas saladas de
alface e agrião, ou em esparregados.
CONSOLDA Repara ossos e tecidos danificados
(Symphytum
officinale) Ajuda a reparar ossos e tecidos danificados, devido à alta
concentração de alantoína, que acelera a reconstituição das células
e do tecido conectivo, e é facilmente absorvido através da pele.
Utilizada sob a forma de compressas, em feridas, varizes, úlceras,
furúnculos, erupções cutâneas, acnes, infecções fúngicas da pele,
dores articulares e reumático. Estimula a cura de entorses e
fracturas, consolida ligamento e ossos.

As partes mais utilizadas são a raiz e as folhas, sendo a raiz, a partir


dos 2 anos de vida, mais activa.
É especialmente utilizada no tratamento externo de cortes,
contusões, entorses, eczemas, psoríase, fracturas de ossos, etc. A
planta contém uma substância chamada alantoína, que acelera o
processo de cicatrização de feridas e é reepitelizante, sendo muito
utilizada para acelerar a formação de calo ósseo depois das
fracturas. Esta substância é já sintetizada pela indústria farmacêutica
e utilizada numa enorme panóplia de fármacos e cosméticos.
Contém também mucilagens que actuam como hidratantes e anti-
inflamatórias. Não deve ser utilizada durante a gravidez ou aleitação
nem aplicado externamente sobre feridas abertas.
É uma planta importantíssima na agricultura biológica e biodinâmica:
Bioestimulante, favorece a germinação de sementeiras, maturação
de algumas hortícolas e a activação do composto.

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EQUINÁCEA De sabor muito agradável, é tradicionalmente utilizada como o
(Echinacea purpurea) estimulante por excelência do sistema imunitário, aumentando a
resistência do organismo às infecções, como constipações e gripes,
favorecendo a cicatrização de feridas.

EUCALIPTO Indicado para fossas nasais entupidas, sinusite, dores de cabeça daí
(Eucalyptus globulus) decorrentes.
ATENÇÃO: crianças asmáticas com bronquite ou pessoas com
alergia a resinas não devem tomá-lo.
Para tosse com expectoração, planta que seca a
humidade/mucosidade.
Usar Eucalipto, Alecrim, Lavanda como banho antidepressivo.

GENGIBRE É tónico do ▲; tem natureza quente, sabor picante


(Zingiber off.11) Útil quando se sofre por estagnação: pés frios, gémeos (senhoras),
rins.
Na febre, pode-se usar, mas pouco. Faz suar.
Não usar Gengibre se tem “Fogo no Fígado” – indicado para
pessoas que precisam de energia Fogo, com ▼ muito pronunciado,
dificuldade em agir, timidez, excessivamente meigas.

GINSENG Tonificante: aumenta o rendimento físico e a resistência à fadiga (isto


COREANO não se deve a um efeito excitante, como acontece com a cocaína,
(Panax ginseng) café, o chá preto e outros, mas a uma melhora dos processos
metabólicos). Diminui a concentração de ácido láctico no músculo,
causador das dores musculares, graças ao melhor aproveitamento
da glicose; aumenta a produção de ATP (Adenosina trifosfato),
substância de grande capacidade energética para as células;
melhora a utilização do oxigénio pelas células; aumenta a síntese
das proteínas (efeito anabolizante); estimula a hematopoiese
(produção de sangue) na medula óssea, especialmente apôs as
hemorragias.
Sistema nervoso: possui efeitos antidepressivos e ansiolíticos.
Favorece a actividade mental, aumentando a capacidade de
concentração e de memória.
Sistema endócrino: tem uma acção anti-stress.
Sistema reprodutor: favorece a espermatogênese; estimula as
glândulas sexuais (tanto masculinas como femininas), aumentando a
produção de hormonas. Esterilidade masculina e feminina.

HORTELÃ Planta ▼, de natureza fresca (Banana, Ananás, Kiwi são de natureza


(Mentha spp.) fria)
Útil nas tisanas de Inverno, embora juntar Gengibre e Hortelã não
combine, pois são 2 energias que chocam (Gengibre faz suar).
HORTELÃ-BRAVA, a mais comum
HORTELÃ-PIMENTA (Mentha piperita): Indicada nas amigdalites,
pois refresca, mas a infusão deve ser tépida, não quente.
Para parasitas intestinais mastigar Hortelã fresca.

LUCIA-LIMA LUCIA-LIMA e VERBENA – Plantas de Inverno, de natureza morna,


(Lippia citrodora ) e tónicos leves
VERBENA (Verbena Equilibram as tisanas de Gengibre com Malva. Não substituem o
officinalis L.) citrino, mas têm acção semelhante.

A Lúcia-lima ajuda nos transtornos digestivos (enfartamentos e


digestões pesadas) e flatulência. Atenua as dores menstruais,
cólicas biliares e renais pela sua acção antiespasmódica. Indicado
em casos de ansiedade, stress e irritabilidade. Atenção: faz baixar a
tensão arterial.
Outras aplicações: As folhas secas são utilizadas em infusões ou em
pout-pourris, frescas em saladas e sobremesas de fruta. Excelente a
aromatizar geleias, azeites e vinagres. Os seus rebentos verdes são
óptimas alternativas para embelezar e perfumar ramos de flores.

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http://www.almadaflor.pt/conteudos/categoria/herbario_285

14
MALVA De natureza neutra mas mais fresca.
(Malva Sylvestris) Tem um espectro de acção mais alargado. Usada para irritação e
ardor cutâneo (em cataplasma, p.ex.). Na fórmula “extra-quente de
Inverno” privilegia-se as suas propriedades anti-inflamatórias – é
adicionada no fim, em infusão.

PERPÉTUA ROXA Também conhecida pela “erva dos cantores”, é o “clássico” para
(Gomphrena pessoas que têm que falar muito. Tem uma natureza relativamente
globosa ) fresca pelo que esta indicada para a garganta e voz. Tem uma cor
vermelho vivo que mancha.

POEJO Indicado para o tratamento das constipações e infecções


(Mentha pullegium) respiratórias.

É o elemento de ligação numa tisana de Inverno (serve de “rampa”


para unir as outras plantas desta tisana), embora não seja
propriamente uma erva de Inverno.
Indicado em estados gripais, sensação de enfartamento, soluços.
Antigamente também para úlceras varicosas e feridas abertas.
Para quem não tolera o Poejo, utilizar Anis (não o estrelado, “erva
doce” no Brasil, em semente também serve) ou Hibisco.
Propriedades Terapêuticas: emenagoga, estimulante, aperitiva,
desobstruentes, afecções de tipo histérico, gripes, tosse convulsa,
anemia, gases, articulações, sinusites
Usos: Como condimento (fresco) e no fabrico de “ licor de poejo “;
melífera
Propriedades: Tónica, digestiva, calmante, constipações e insónias

Atenção: esta planta, assim como todas as hortelãs, consumida em


grandes quantidades pode ser tóxica
Preparação de licor de poejos: encher uma garrafa de vidro bem
lavada e seca com um ramo de poejos, juntar açúcar e completar
com aguardente caseira de boa qualidade. Deixar a repousar longe
da luz directa durante um a dois meses

ROSMANINHO É uma planta morna; acalma.


Lavandula stoechas,
luisieri (Rozeira ) Partes a utilizar: Folhas, flores e frutos
Rivas Martínez Aplicações: Infusão para beber
Usos: Perfumaria, potpourris (flores); melífera,
Propriedades: Calmante, alivia dores de cabeça e reumáticas, gripes
e constipações, diurética.

SABUGUEIRO
(Sambucus nigra) A flor tem propriedades imensas a diversos níveis. No presente
contexto, valoriza-se as propriedades antipiréticas e
antiinflamatórias. Pode ser dada a crianças.

SALGUEIRO Casca de SALGUEIRO


(Salix alba) Só se dá em zonas húmidas – não confundir com o Chorão; Contém
ácido salicílico, o princípio da Aspirina (ácido acetilsalicílico) – fluidica
o sangue, antiinflamatório, germicida, quase antibiótico. Actua de
forma rápida. Muito usado em forma de extracto.

SALVA Uma das mais importantes ervas medicinais, sobretudo para as


(Salvia off.) mulheres.
Destaca-se aqui ser um poderoso antibiótico natural, antiinflamatório.

(N.B.: Não confundir com a Salvia divinorum, planta alucinogénica,


utilizada em rituais. Esta tem folhas mais afuniladas e cor mais

15
azulada.)

É tónica, digestiva, algo diurética; combate a astenia nervosa e


mental, sendo útil na neurose, caracterizada por melancolia, falta de
vontade, impotência. É útil como estimulante do pâncreas (diabetes).
Sempre que houver decadência vital, incluindo a debilidade sexual,
cardíaca, da memória, etc.
Combate os vómitos espasmódicos. Nos casos de tendência para
suicídio, a Salvia, em conjunto com a Cidreira (Melissa officinalis) e
Scutelária (Scutelaria lateriflora), é igualmente útil, bem como nas
dores de cabeça de origem nervosa e nos espasmos
Actua também na falta de menstruação (amenorreia), estimulando a
função ovárica. Tomada com a Erva tasneirinha (Senecio vulgaris),
acalma as dores no período da menstruação.
A Sálvia apesar de ser estimulante, não origina insónia como o café
(Coffea arabica) e o chá preto (Thea sinensis). Ainda sobre a
influência desta planta na esfera sexual feminina, ela possui um
princípio químico estrogénico, algo semelhante à foliculina.
Externamente é uma planta vulneraria.
A sua acção sobre o organismo deve-se ao seu poder simpático-
tónico. Tem acção reguladora sobre a tensão arterial, particularmente
quando associada a outras plantas sinergéticas.
ATENÇÃO: Em doses elevadas, a essência de Sálvia é
convulsivante e tóxica. Por isso se recomenda não tomar de forma
contínua mais que um mês. O seu uso interno é desaconselhado nos
seguintes casos: Lactação (suprime-a); gravidez, excepto no último
mês (contrai o útero); e estados de irritabilidade ou de grande
excitação nervosa.

TOMILHO Tem propriedades aromáticas, amargas, tónicas, expectorantes,


(Thymus vulgaris) antiespasmódicas, anti-sépticas (desinfectantes) das vias digestivas.
Possui um princípio antibiótico, mas, ao contrário dos antibióticos,
que deprimem o sistema imunitário, o Tomilho estimula-o,
favorecendo a actividade dos leucócitos.
Assim o seu uso é indicado em todas as doenças infecciosas, em
especial as de origem bacteriana que afectam os órgãos digestivos,
respiratórios e genito-urinários.

URTIGA Não é especificamente uma “planta de Inverno” mas faz parte da


(Urtica dioica L.) tisana para obter ferro, juntamente com Alfavaca e Alfafa.

Propriedades Terapêuticas: Anemia, desmineralização, osteoporose,


gota, artrite, reumatismo, doenças de pele, perdas de sangue,
diabetes, etc.
Maneira de preparar: Cozimento e infusão: 25 a 30 gramas por litro
de água (tempo de fervura: 2 minutos; infusão: 1 hora). Duas ou três
chávenas por dia, fora das refeições.
Para irrigações, no corrimento vaginal: 50 gramas por litro de água.
Suco da planta: três colheres de sopa por dia, diluídas em água, ou
numa tisana. Também em forma de xarope: três a quatro colheres de
sopa por dia. O extracto fluido é muito usado: colher de café, duas a
três vezes ao dia.

Componente essencial dos preparados de agricultura biodinâmica.

Atenção: tal como a origem latina indica, URTICA, deriva do verbo


URERE, “queimar”, pelo que é necessário cuidado no manuseio e
utilização, especialmente as pessoas com maior sensibilidade.

16
3. SOL NO INVERNO

SOBRE AS TISANAS E AS SUAS FÓRMULAS:

- Sempre em número ímpar, geralmente com 3, 5 ou 7 plantas


- Se há 7 plantas, uma pode ser casca de Cebola, ou de Laranja, ou dente de Alho,
p.ex., não precisam ser todas medicinais.
- Quem não tolera Poejo pode substituir por Anis ou Hibisco.

Fórmula extra-quente para o Inverno (pessoas com frio crónico, “até aos ossos”):
Gengibre, Alcaçuz e flor de Malva

Transição Outono/Inverno
Propolis, Equinácia e Vitamina C.

Estimulante
Gengibre ralado e Canela

Banho antidepressivo
Eucalipto, Alecrim, Lavanda

Retenção de líquidos
Carqueja, Freixo e Funcho

Para obter ferro


Alfavaca, Urtiga e Alfafa.

Fraqueza
Urtiga, Equinácea, Alfazema, Salva, Perpétua roxa e Alcaçuz.

Cabelo (tomar no Inverno)


Vitaminas B e B12, Spirulina, Chlorela, Clorofila

Insónias
Cobre, Zinco, Lítio

CAIXA SOS
Gel de Aloé, Propolis

17
ALIMENTOS FRIOS E QUENTES

A alimentação tradicional é diferente consoante as regiões do Globo e as estações


do ano, enquanto que a alimentação actual do mundo ocidental está “globalizada”.
Come-se de tudo em qualquer estação do ano, recorrendo-se largamente à
produção em estufas. Esquecemo-nos que até alimentos tão comuns como as
cenouras têm a sua “época” e ficamos arreliadas quando não os vemos
abundantemente disponíveis nas prateleiras do supermercado. Além disso, os
alimentos estão sujeitos a modas, e a sua ingestão impensada pode ser mesmo
prejudicial – há quem defenda, por exemplo, que recomendar bananas a um
desportista no ginásio pode melhorar a sua performance na altura, mas é um “tiro”
no pâncreas.

O Outono chuvoso e húmido é a estação mais desafiante para o sistema imunitário.


O Propolis é o melhor antibiótico natural para este período (shot de emergência).
Propolis, Equinácia e Vitamina C são uma mistura óptima.

O Inverno é a estação fria e húmida. O frio interno origina dores de garganta,


constipações, dores musculares. Para aliviar a humidade/mucosidade evitar
produtos que a aumentam: leite – seja de vaca ou de soja, lacticínios/lactose,
manteiga, e tb chocolate e alimentos frios. Pontualmente, o Café pode ajudar a
desbloquear.

Esta altura do ano afecta particularmente os RINS, que são o pilar energético, a raiz;
o sopro da vida reside nos rins.
Pode sentir-se costas e extremidades frias (sentir que o fluxo interno de calor não
está a dar-se, devido, nomeadamente, a excesso de cansaço (não conseguimos ir
às reservas do corpo), medos/traumas e insegurança constante (pessoas que se
fecham em casa e têm medo de sair à rua.
Adjuvantes: espinafres, frutos vermelhos, ervas ligeiramente ▲ (yang) (Alecrim,
Gengibre, Alcaçuz, Ginseng siberiano); também beber água/líquidos quentes; expor
os rins ao sol; fazer moxa no ponto do declive junto ao calcanhar e o R1 (tonificar);
dormir bem.

As plantas que activam são mais ▲(yang), pelo que são mais recomendadas para
os dias frios. Para uma tisana equilibrada adiciona-se também plantas de natureza
mais fresca e calmante:

ALCAÇUZ (Glycyrrhiza uralensis fisch ) – natureza quente mas doce


ALECRIM (Rosmarinus off.) – mais ▲(yang)
ALFAZEMA (Lavandula angustifolia) – natureza mais calmante
ALHO (Allium sativum) – natureza mais ▲.
ALTEIA (Althaeia officinalis)
CAFÉ – natureza quente e seca; muito▲
CARQUEJA (Baccharis trimera L.)
CIDREIRA (Melissa off.) – está no “pH neutro” das plantas
EQUINÁCEA (Echinacea purpurea)
EUCALIPTO (Eucalyptus globulus)
Flor de MALVA (Malva Sylvestris) – natureza neutra mas mais fresca

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GENGIBRE (Zingiber officinalis) – tónico do ▲
GINSENG coreano (Panax ginseng)
HORTELÃ – ▼(Yin), natureza fresca
LUCIA-LIMA (Aloysia citrodora ) e VERBENA (Verbena officinalis L.) – natureza
morna, tónicos leves
PERPÉTUA ROXA (Gomphrena globosa ) – natureza relativamente fresca
POEJO (Mentha pullegium) – elemento de ligação numa tisana de Inverno
ROSMANINHO (Lavandula stoechas) – natureza mais ▼ (yin), necessária para
equilibrar
SABUGUEIRO (Sambucus nigra)
Casca de SALGUEIRO (Salix alba)
SALVA (Salvia off.)

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4. AUTO-MASSAGEM

CANELA E GENGIBRE

Para aquecer o corpo, melhorar a disposição e reforçar o sistema imunitário, há dois


óleos essenciais particularmente úteis: Canela e Gengibre.

Segundo a Aromaterapia, a Canela é um óleo quente, estimulante, sedativo,


aromático e digestivo. Fazer uma massagem corporal ou nos pés com óleo à base
de Canela ajuda a relaxar a musculatura e aquecer o corpo. Além de aquecer o
corpo, no aspecto emocional a Canela trabalha a coragem de mudar padrões,
inflexibilidade e mágoas. Estimula bons pensamentos e energias. Por ser um óleo
quente, deve-se evitar o uso na gravidez.

Passo-a-passo para uma automassagem:

 Utilize 30 ml de óleo vegetal (amêndoa, grainha de uva) e misture bem com três gotas de
canela e três gotas de lavanda. Humedeça as mãos com um pouco desse óleo e esfregue-
as. Depois massageie a nuca, o pescoço e os ombros, com movimentos suaves.
 Pressione os dois polegares abaixo da caixa craniana e acima dos músculos que
ladeiam a coluna cervical. Pince os músculos da nuca, na direção da cabeça para baixo.
Faça o mesmo com os ombros, na direção do centro para as laterais.
 Feche as duas mãos e posicione os dedos ao lado da coluna. Faça movimentos
circulares na área torácica e lombar, descendo até ao base da coluna. Repita duas vezes o
movimento.
 Massageie as solas dos pés, com os polegares pressionando cada ponto, cobrindo toda
a superfície dessa região.
 Com a mão fechada, dê pequenas batidas sobre o calcâneo e, depois, com as mãos
abertas, por toda a sola do pé.
 Faça o mesmo movimento nos dedos dos pés. Termine deslizando a mão por todo o
dorso e sola.

 Coragem para mudar: três gotas de óleo essencial de Gerânio + três gotas de óleo
essencial de Canela.
 Estimular o lado masculino da mulher, o da ação: duas gotas de óleo essencial de
Canela + duas gotas de óleo essencial de Limão + duas gotas de óleo essencial de Lavanda.
 Amenizar dores musculares: duas gotas do óleo essencial de Canela + duas gotas do
óleo essencial de Gengibre + 2 gotas do óleo essencial de Alecrim ou Camomila Romana.
Em casos de hipertensão, não usar o óleo essencial de Alecrim.
 Cólicas menstruais: duas gotas do óleo essencial de Canela + duas gotas do óleo
essencial Sândalo + duas gotas de óleo essencial de Eucalipto Globulus.
 Impurezas no ambiente: três gotas do óleo essencial de Gengibre + três gotas do óleo
essencial de Lavandim+ três gota do óleo essencial de Alecrim + três gotas do óleo essencial
de Citronela.
 Inflamações da garganta: quatro gotas do óleo essencial de Gengibre + duas gotas do
óleo essencial de Lavanda.

20
5. COMPRESSA DE GENGIBRE

O Gengibre, cujas propriedades terapêuticas são o resultado da acção de várias


substâncias, especialmente do óleo essencial, é um excelente anti-inflamatório,
analgésico, antisséptico, expectorante, aquecedor, antibacteriano, laxativo e
estimulante do apetite.

O Gengibre estimula os rins, reanima as emoções, combate a fadiga, aquece o


coração, trabalha a limpeza energética.

Numa perspectiva mais “simbólica”, o Gengibre, é uma planta de qualidade yang e


relacionada com o planeta Marte; é um óleo que trabalha o poder pessoal e a
energia da terra. Três palavras "sintetizam" esta planta, apreciada desde à
Antiguidade e nativa do sudeste asiático: autoconfiança, iniciativa e realização. O
óleo essencial de Gengibre é indicado para manifestar os nossos sonhos.

O óleo de Gengibre em massagens ajuda nos problemas de coluna e articulações.


Os banhos e compressas quentes de Gengibre – idealmente fresco ralado, mas o pó
seco também serve – são indicados para gota, artrite, dores de cabeça e coluna,
além de ajudar na congestão nasal.

RECEITA DE COMPRESSA QUENTE DE GENGIBRE

 Ferver três litros de água numa panela grande. Entretanto, rale 200g de Gengibre, com
casca e tudo. Embrulhe numa gaze ou fralda.
 Quando a água estiver quase a ferver apague o fogo e mergulhe a trouxinha de
Gengibre. Tape e deixe descansar uns 15 minutos. A trouxinha evita que os farelos de
Gengibre se colem e irritem a pele.
 Dobre ao meio duas toalhas de mãos, e torne a dobrar em diagonal. Mergulhe-as na
panela, tire uma, torça o mais possível e aplique sobre os rins, cobrindo logo com um
cobertor de lã.
 Espere um pouco e quando sentir que começou a esfriar, torça a segunda toalha e
coloque-a sobre a primeira. Depois de alguns segundos, retire a primeira toalha e devolva-a
à panela, para logo depois a tirar, torcer e aplicar sobre a outra. Faça esse procedimento
sucessivamente, durante meia hora, ou até a pele ficar muito vermelha.
 Para manter quente o caldo de Gengibre o ideal é uma chapa eléctrica ou réchaud. Não
use nenhum tipo de plástico ou tecido sintético para cobrir a compressa de Gengibre senão
algodão.

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6. PREPARAÇÃO DE UMA POMADA

As flores são a área de maior concentração de energia vital nas plantas. Elas
representam o estágio mais avançado da alma vegetal, o momentum de
perpetuação e da evolução da espécie. Com as suas formas perfeitas e
harmoniosas, as suas cores e o seu perfume, as flores são uma eterna fonte de
inspiração. O poeta Goethe afirma no seu Tratado Das Cores que a flor é a mais
perfeita manifestação do mundo vegetal. Através dos seus escritos (Teoria da
Metamorfose das Plantas e o Tratado das Cores), publicados no final do séc. XVIII,
demonstra que o crescimento de um vegetal reproduz simbolicamente o processo
que a humanidade teve que atravessar na sua evolução, desde que saiu do
“Paraíso”, como centelha divina a percorrer os diversos mundos. As cores
manifestadas pelas flores atestam que os vegetais já atravessaram o seu Kali-yuga
e estão a atingir estágios mais evoluídos – sugerindo um retorno à Luz primordial.

POMADA DE CALÊNDULA

Sugestão de rótulo
Pomada de Calêndula
Ingredientes: óleo de amêndoas doces, cera de abelha, flores de calêndula, óleo
essencial de alfazema
Propriedades: antiinflamatório, antiséptico, desinfectante, antifúngico e cicatrizante.
Lesões cutâneas, contusões, queimaduras leves, queimaduras de sol, pé-de-atleta.
Atenção: Não aplicar sobre feridas abertas, a sangrar.
Preparado em 14/05/2012

INGREDIENTES
- Óleo para macerar (o melhor é o azeite, podendo-se usar também óleo de
amêndoas doces, embora este rance mais depressa)
- Flor de calêndula seca (usar só a flor)
- Cera de abelha
- Óleo essencial de Alfazema ou Alecrim

UTENSÍLIOS
- Pano para coar o óleo
- Panela e taça para derreter a cera em banho-maria
- Taça ou copo de bico para misturar o óleo e a cera
- Colher de sopa para medir as quantidades de óleo e cera
- Varinha mágica
- Frasquinhos
- Caneta para identificar os ingredientes e a data da produção

MÉTODO
1. Macerar a planta durante 1 mês, deixando-a completamente imersa no
óleo. Em caso de “emergência” pode também cozinhá-la em banho-maria
durante 1-2 horas.

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2. Deixar a maceração exposta ao sol, ir rodando e invertendo o frasco,
mantendo sempre a planta imersa no óleo.
3. Coar.
4. Aquecer um pouco em lume brando (para a cera não coalhar
imediatamente ao entrar em contacto com o óleo).
5. Derreter a cera.
6. Juntar o óleo à cera na proporção de 10:1.
7. Adicionar 10 gotas de óleo essencial de Alfazema (além do aroma,
ajuda a preservar a pomada).
8. Misturar com a varinha mágica.
9. Distribuir pelos frascos e deixar solidificar.

SOBRE A CALÊNDULA (Calendula officinalis)


A pomada é a forma mais comum de utilizar a Calêndula. A pomada de Calêndula
faz parte de qualquer pronto-socorro doméstico, pois não há corte que resista a ela.
É óptima para acne e dermatoses. Esta pomada também pode ser usada nas
pernas, em quem tem problemas circulatórios e veias varicosas (varizes).

Efeitos
Em uso externo: Antiinflamatório principalmente contra pancadas e ferimentos 12,
anti-séptico, desinfectante, cicatrizante (favorece a formação do tecido de
granulação), adstringente, desintoxicante, hemostático, suavizante.
Em uso interno: Sudorífico, diurético, depurativo do sangue, imunoestimulante. E
ainda, analgésico, colagogo, antinflamatório, antiviral, antiemético, vasodilatador e
tonificante da pele (contra acne).

Indicações
Em uso externo (creme, pomada, loção, óvulo, etc.): Lesões cutâneas, contusões,
queimaduras leves, queimaduras de sol, micose dos pés (pé-de-atleta), micoses
vaginais (candidíase).
Atenção: nunca aplique uma pomada à base de calêndula sobre uma ferida aberta
(que estiver sangrando)!
Em uso interno: Problema do fígado (distúrbios hepáticos), menstruação difícil
(cólicas menstruais), dor de garganta (em gargarejos).

A tintura, diluída com água destilada ou fervida, pode ser aplicada directamente em
ferimentos diversos, exercendo excelente acção cicatrizante (1 a 2 partes de água
para 1 de tintura).
Infusão - 2 colheres de sopa de flores em ½ L de água (emenagogo) - 1 chávena
de chá antes de cada refeição principal, começando 8 dias antes da menstruação.
Cataplasma - folhas e flores tenras, socadas e empastadas, aplicadas
sobre ferimentos, sobre um pano limpo.
Pomada - em queimaduras, usar uma camada fina.

UM POUCO MAIS SOBRE A CALÊNDULA


Também conhecida por Maravilhas, é uma planta anual da família das asteráceas,
conhecida dos ingleses como pot marigold e dos franceses como calendula ou
12
http://www.criasaude.com.br/N2157/fitoterapia/calendula.html

23
souci, floresce praticamente todo o ano em qualquer tipo de solo e são utilizadas
apenas as pétalas, para fins culinários, cosméticos e terapêuticos.

Componentes: Carotenóides, resinas, óleo essencial, flavonóides, esterol, saponina


e mucilagem.

História: É uma planta muito conhecida e utilizada na Índia na celebração de rituais


sagrados, e em grinaldas para decorar as estátuas dos Deuses. Era também muito
apreciada dos egípcios e gregos para fins medicinais e religiosos. No México utiliza-
se na celebração do dia dos mortos a 1 de Novembro.
Na Idade Média era muito apreciada nos guisados, sopas e bebidas, vendia-se seca
em grandes sacos a peso nos mercados e era muito popular nas poções mágicas
para atrair noivo e acreditava-se que sonhar com Maravilhas trazia boa sorte. É
ainda hoje conhecida como o açafrão dos pobres, pois pode ser utilizada na
confecção e decoração de vários pratos como saladas, arroz, scones e outros bolos.
Em qualquer horta ou jardim a calêndula é uma grande amiga dos jardineiros e
hortelãos, pois faz lindos canteiros e é benéfica para as outras plantas, atraindo
insectos úteis e repelindo pragas.

24
7. RECEITAS SIMPLES DE COSMÉTICA NATURAL

A pele é a linha de fronteira entre o nosso corpo material e o ambiente exterior. É o


nosso B.I., um reflexo importante do que somos. Merece todos os nossos cuidados,
e estes não incluem apenas a acção directa, mas um trabalho de bastidores.

A receita Número Um para ter a pele atraente e sadia tem os seguintes ingredientes:
1ª) - Limpeza com substâncias mais naturais, como sabonete de glicerina, ou outros
produtos que não retirem a oleosidade e humidade natural.
2ª) - Alimentação equilibrada, rica em cereais integrais, frutas e legumes crus e
cozinhados. A beleza vem de dentro para fora.
3ª) - Sono regular.
4ª) - Intestino regular, pois as toxinas não eliminadas arruínam qualquer pele.
5ª) - A fadiga e a tensão são os principais causadores do envelhecimento da pele.
Tente sempre fazer exercícios para relaxar o rosto, massagens também.
6ª) – Tabagismo nunca.

Existem inúmeras publicações sobre cosmética natural, divulgadas sob a forma de


livros, revistas, artigos em formato electrónico, etc. Segue-se uma escolha mínima
apenas a título de exemplo, tendo como critérios a facilidade de obter os
ingredientes e a preparação.

Máscaras: abrem os poros, depois de fazê-las usar um chá adstringente lavando o


rosto a fim de que os poros se fechem. Para se obter melhores resultados, use as
infusões geladas.

Máscara Anti Acne:


- Lavar a pele no máximo 3 x por dia com sabonete Granado Coco
- Fazer máscara com argila apenas, ou com uma pasta da mesma argila, mel,
abacate ou pepino.

Máscara Tonificante/Revigorante13
Material
2 c. sopa Hortelã (Mentha spicata);
2 c. sopa Pé-de-leão (Alchemilla vulgaris);
2 c. sopa Alecrim (Rosmarinus officinalis);
1c.chá sementes Funcho (Foeniculum vulgare) esmagadas;
1c. chá bagas Zimbro (Juniperus sp.);
2c. sopa aveia ou amêndoa moída;
500 ml água;
Chaleira;
Colher de chá;
Colher de sopa;
Almofariz ou moinho;
13
LUIS ALVES: http://www.youtube.com/watch?v=2Tqt2ShdeAY

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Coador;
Tigela para misturar;
Faca para cortar as ervas.
Método
Misture as ervas (hortelã, pé-de-leão, alecrim e zimbro) partidas aos bocadinhos e a
água na chaleira e deixe ferver;
Coe e deixe arrefecer;
Deite 2 c.sopa aveia ou amêndoa moída numa tigela;
Moa as sementes de funcho e adicione à aveia;
Junte 2-3 colheres de sopa da infusão e misture até ficar uma pasta;
Espalhe uma camada uniforme no rosto, evitando o contorno dos olhos e boca;
Deixe actuar 10 min;
Use 1-2 vezes / semana para tonificar a pele.

Mel - óptimo para limpezas de pontos negros.


Cavalinha em Infusão - óptimo para retirar impurezas. Outras plantas adstringentes
e que evitam a oleosidade: Mil em Rama, Camomila, Sabugueiro, Salva.

Consolda: possui aloantaina que estimula a produção de células da pele, além de


possuir propriedades amaciantes e curativas. Pode-se fazer a infusão da folha e da
raiz na água ou no leite. Tem agentes anti-rugas.

Bronzeamento: Óleo de Gergelim amacia e bronzeia, óleo de Cenoura também.

Pomada de Própolis
Indicações: feridas, dores musculares, contusões, cravos e espinhas, nutritivo para a
pele.
Ingredientes:
½ chávena de chá de vaselina sólida
2 colheres de sopa de óleo gérmen de trigo
½ colher de sopa de tintura de própolis
Preparação: colocar numa taça a vaselina e o óleo, mexer bem. Acrescentar a
tintura de própolis e mexer novamente.

Pomada de consolda
Indicações: distensões, contusões, luxações, dores musculares, hemorragias, dores
e inchaços e para massagens
Ingredientes:
1 chávena de vaselina, lanolina ou banha
3 raízes grandes de confrei
1 colher de sopa de folhas de hortelã – pimenta
Preparação: Lavar bem e tirar a casca das raízes. Picar as folhas e raízes. Juntar
todos os ingredientes e fritar em fogo baixo por 3 minutos. Deixar em pouso por 24
horas numa vasilha de vidro. Depois, aquecer até dissolver e coar. Contra
indicações: Não deve ser aplicada em feridas abertas, está proibido o seu consumo
para grávidas, lactantes e crianças pequenas.

Outras receitas de pomadas:

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- Sabugueiro, Camomila e Cidreira: Bom antifúngico.
- Calêndula e Hipericão “Kneip”: Cicatrizante, bom para varizes.

Unhas
Endurecedor de unhas
Material
4 c.sopa folhas cavalinha (Equisetum arvense);
2 c. sopa sementes aneto (Anethum graveolens) esmagadas;
800 ml água;
Frasco de vidro.
Método
Juntar as ervas e a água na chaleira e ferver (20min);
Deixar arrefecer;
Guardar num frasco vidro 4 semanas;
Mergulhe os dedos nesta solução 10min dia sim, dia não.

Ervas para o Banho


Camomila - é uma das melhores, pois contem azulina que é calmante para a pele.
Cavalinha/Alecrim- Protege a pele de insectos.
Sabugueiro - no banho é calmante e bom na insónia. Para pele possui qualidades
clareadoras. Usar em infusão bem concentrada.
Consolda – excelente em banho para uso medicinal, pelo seu poder de soldar ossos
fracturados, para inflamações, inchaços e queimaduras.
Calêndula - bom no banho para veias dilatadas e varizes, sendo calmante.
Mil em Rama - banhos para o corpo muito oleoso, alivia as inflamações do bico do
seio.
Amora - em infusão no banho, dá novo brilho e viço à pele.
Usar nos banhos óleos aromáticos.

CABELOS
Shampoo - procure um shampoo de boa qualidade que seja de amêndoa ou ervas e
guarde metade em outro vidro, depois misture uma infusão bem forte de erva que
desejar ou precisar.
1- Cabelos claros: camomila, verbasco e urtiga.
2- Cabelos escuros: salva e alecrim.

Cabelos Secos -
1- Tomar levedura de cerveja todos os dias, mantém o brilho do seu cabelo e retarda
os cabelos brancos.
2- Os cabelos secos só devem ser lavados uma vez por semana.

Para dar brilho ao seus cabelos: - fazer uma decocção com salsa, ferver 20 minutos,
enxaguar os cabelos com este chá após a lavagem.

Cabelos Oleosos: -
1- Use sempre vinagre de maçã, uma só colher bastará, para uma chávena de água
ou chá.

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2- Quem tem problemas de excesso de oleosidade, deverá misturar chá de Mil em
Rama ao shampoo.

Caspa:
1- Colocar decocção de raiz de bardana no shampoo, pode-se usá-la também na
última água.
2- Vinagre aromático diluído em água para massagem.
3- Infusões de alecrim com uma pitadinha de Borax.
4- Misturar sumo de limão com água de rosas e massajar.

Olhos
1- Para conservar seus olhos com brilho, tomar sumo de um limão em água morna
todos os dias em jejum.
2- comer todos os dias alimentos que são fontes de vitaminas A, e também cenoura
crua, aipo, salsa, chicória, espinafre, tomar em suco ou em saladas.

Olheiras e inchaços:
Pepino - colocar fatias de pepino descascado sobre os olhos durante 20 minutos.
Extracto de hamamelis, sobre os olhos.
Eufrásia é a melhor erva que existe para olheiras.
Chá de hortelã feito com um pedaço de mamão.
Chá de cavalinha ajuda nos inchaços.
Outras ervas para problemas nos olhos: funcho, calêndula, camomila, alecrim,
tanchagem, sabugueiro, manjerona e violeta.

Compressas relaxantes para os olhos


Material
5 folhas hortelã;
200 ml água;
Tigela vidro/louça.
Método
Coloque as folhas na tigela;
Verta a água acabada de ferver por cima das folhas;
Deixe em infusão 10min;
Coe e deixe arrefecer;
Mergulhe dois discos de algodão no líquido e aplique sobre as pálpebras durante
10min.

Boca e Dentes
A casca do limão elimina manchas nos dentes.
O morango em suco esfregado nos dentes, clareia.
Salva mastigada todos os dias protege as gengivas e os dentes.
Tanchagem é a erva mais incrível para qualquer inflamação na boca, gengiva,
língua; bem como nas aftas.

Elixir oral
Material

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1 raminho Hortelã;
1 raminho Alecrim;
1 raminho Tomilho (Thymus sp.);
500 ml água;
Frasco de vidro.
Método
Junte as ervas e a água na chaleira e deixe ferver (20 min);
Deixe arrefecer;
Coe para um frasco de vidro, feche e guarde no frigorífico durante 4 dias no máximo;
Bocheche 2 vezes por dia depois de lavar os dentes.
Cosméticos Caseiros com Ervas Aromáticas

ERVAS, FLORES E FRUTOS E O SEU PODER PARA A PELE:


(http://sinto-mebonita.blogspot.pt/2012/01/ervas-e-frutas-e-seu-poder-para-
pele.html )
(Site brasileiro, dá uma ideia geral, mas não me responsabilizo por qualquer
conteúdo menos preciso…)

Alecrim: (Rosmarinus officinalis) analgésica, refrescante, anti-inflamatória, anti-


séptica, estimulador da circulação periférica, anti-acne, tónica, para pele oleosa.

Algas Marinhas (Fucus vesiculosus)


adelgaçante, anti-celulítico, emoliente, amaciante, estimulador da circulação
periférica, hidratante, nutritivo, anti-acne, revitalizante, para peles oleosas, celulite e
flacidez.

Aloé Vera (Aloe barbandensis)


anti-envelhecimento, cicatrizante, emoliente, amaciante, fotoprotetor, hidratante,
nutritivo, revitalizante, para peles sensíveis e danificadas.

Aveia (Avens sativa)


anti-envelhecimento, cicatrizante, emoliente amaciante, fotoprotetora, hidratante,
nutritivo, revitalizante, para pele seca sensível e danificada.

Banana (Musa sapientum)


cicatrizante, emoliente amaciante, fotoprotetora, hidratante, nutritivo, revitalizante,
para pele seca sensível e danificada.

Camomila (Matricaria chamomília L.)


adstringente, analgésica, refrescante, anti-alérgica, clarificante, anti-inflamatória,
fotoprotetora, anti-acne, calmante, tônico, para peles sensíveis e danificadas.

Canela (Cinnamomum cassia nees)


analgésica, refrescante, anti-séptica, fotoprotetora, tónica, afrodisíaca, para pele
normal e artrite.

Cravo da Índia (Dianthus caryophylus)


analgésico, refrescante, anti-séptica, emoliente, amaciante, hidratante, para peles
sensíveis e danificadas.

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Cenoura (Daucus carota L.) anti-envelhecimento, emoliente, amaciante,
fotoprotetora, nutritivo, revitalizante, para peles sensíveis e danificadas.

Côco (Coccus nucifera)


anti-envelhecimento, emoliente, amaciante, hidratante, nutritivo, tónica, para pele
seca, sensíveis e danificada.

Erva Príncipe (Cymbopogom citratus)


analgésica, refrescante, anti-séptica, estimulador da circulação periférica, emoliente,
anti-acne, para pele oleosa.

Erva Doce / Anis (Pimpinela anisum)


analgésica, refrescante, anti-séptica, emoliente, amaciante, hidratante, anti-acne,
relaxante, para peles oleosas, sensíveis e danificadas.

Eucalipto (Eucaliptus citriodora)


refrescante, bactericida, antimicôtico, desodorante, cicatrizante, para pele normal.

Kiwi (Actinidia chinensis)


anti-envelhecimento, antinflamatório, anti-manchas, emoliente, amaciante,
hidratante, para pele seca, sensível e danificada.

Flor de Laranjeira (Citratus sinensis)


adstringente, anti-séptica, emoliente, amaciante, hidratante, anti-acne, para pele
oleosa.

Maça Verde (Pirus malus L.)


antialérgica, anti-envelhecimento, emoliente, amaciante, hidratante, para pele seca,
sensível e danificada.

Manga Rosa (Mangifera indica)


anti-envelhecimento, emoliente, amaciante, hidratante, para pele seca, sensível e
danificada.

Melancia (Citruilus vulgaris)


antialérgica, emoliente, amaciante, hidratante, para pele seca, sensível e danificada.

Morango (Fragaria vesca L.)


anti-manchas, cicatrizante, emoliente, amaciante, hidratante, nutritivo, para pele
seca, sensível e danificada.
Natural
Isento de extratos e óleos essenciais com um leve perfume. Hidratante, emoliente,
higiene íntima, banho do bebê, pele normal.

Pêssego (Amygdalus persica L.)


antialérgica, cicatrizante, hidratante, nutritivo, para pele seca, sensível e danificada.

Pepino (Cucumis sativus L.)


anti-envelhecimento, emoliente, amaciante, hidratante, nutritivo, anti-acne,

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revitalizante, tónica, para pele oleosa, sensível e danificada.

Pólen e Mel Silvestre


anti-envelhecimento, antinflamatório, anti-manchas, cicatrizante, emoliente,
amaciante, estimulador da circulação periférica, fotoprotetora, nutritivo, revitalizante,
tónica.

Própolis e Mel (Propolis) antinflamatório, anti-manchas, anti-séptico, fotoprotetora,


anti-acne, adstringente, fungicida, revitalizante, anti-seborréico, para peles e cabelos
oleosos.

Rosas (Rosa gallica L.) anti-séptica, estimulador da circulação periférica, anti-acne,


tónica, para pele seca, sensível e danificadas.

Tangerina (Citratus nobillis)


adstringente, anti-séptica, emoliente, amaciante, hidratante, anti-acne, para pele
oleosa.

FLORES
No rico universo das flores, muitas ultrapassam limites, distanciando-se da função
de decorar ambientes ou expressar sentimentos, passando a servir como
importantes auxiliares no tratamento de doenças, tanto no plano físico quanto no
psíquico e emocional.:

Rosa – Em chá é útil nos distúrbios menstruais, alivia dores de cabeça e atenua
superfície inflamadas. Com acção adstringente, tónica e calmante, é indicada no
tratamento de peles oleosas e para o combate de irritações do couro cabeludo.

Amor-perfeito – Tem outras denominações como violeta-tricolor e flor-de-trindade.


Possui propriedades diuréticas e depurativas. Em forma de chá, é utilizada para
aliviar doenças respiratórias.

Cravo – É originário da Europa. O chá de suas pétalas é estimulante, combate dores


de cabeça, ameniza o cansaço e serve também para ativar a memória.

Jasmim –é um importante auxiliar no combate ao nervosismo, ao stress, a tristeza e


à insegurança. Também é considerado afrodisíaco.

Camélia – Flor inspiradora, de grande efeito visual, é de origem asiática. Suas


propriedades medicinais ainda são pouco exploradas.

Violeta – Encontrada em muitas espécies. É aliada simbolicamente à simplicidade e


à virgindade. Em forma de chá, atua como auxiliar em tosse e dores de garganta.
Possui vitaminas que retardam o envelhecimento da pele.

Gerânio – Tem propriedade de reduzir o açúcar no sangue, combate hemorragias,


bronquites e tosses. No campo da cosmética, auxilia no tratamento de peles oleosas
ou com acne.

31
Girassol – Na medicina floral, é indicado para pessoas egocêntricas e promove
equilíbrio. É calmante e ajuda a dar elasticidade à pele.

Orquídea – De beleza exótica, é impropriamente considerada parasita. Desperta


tanta fascinação que sua cultura é objecto de pesquisa e exposições mundiais. Tem
propriedades hidratantes e é suavizante.

32
8. DESTILAÇÃO CASEIRA DE ÓLEOS ESSENCIAIS

33
9. RECURSOS – MARCAS E FORNECEDORES

Este é um esboço, do que conheço na área de Lisboa. Proponho alargar os


conhecimentos a outras pessoas e informar sobre outros locais do país.

Óleos essenciais: Não confundir com essências. São geralmente muito caros pela
elevada concentração e processo de produção natural. Boas marcas: Aromae, Vale
do Côvo, Valnet, Segredo da Planta. Para usos medicinais, a Body Shop NÃO é uma
boa marca.

Cera de abelha: Palácio da Independência, Rua das Portas de Santo Antão, Lisboa
(junto ao Teatro D. Maria, antes do Coliseu)

Site de compras online da NEW DIRECTIONS Portugal: www.newdirections.com.pt


New Directions Nacional, Rua Pau da Bandeira, nº24A , 1200 Lisboa (à av. Infante
Santo). Comercializa óleos, matérias-primas para saúde e cosmética, frascos e
embalagens, etc.

MIOSOTIS: Loja de produtos biológicos, desde frescos a cosméticas, etc.:


http://www.biomiosotis.com/ . Comercializa, nomeadamente:
LAVERA - Marca de pasta de dentes.
BICANORMA - Comprimidos de bicarbonato de sódio.
URTEKRAM - Linha de higiene natural.

CELEIRO: A maior rede de lojas de produtos naturais, desde frescos a cosméticas,


suplementos, etc.: http://www.celeiro-dieta.pt/

TERRA PURA: Rede de lojas de produtos naturais, suplementos, cosméticas, etc.


(não comercializa produtos frescos: http://www.terrapura.pt/
Comercializa a marca de cosmética natural FAITH IN NATURE
(http://www.faithinnature.co.uk/)

ESPIRAL: Loja de produtos naturais, suplementos, cosméticas, livraria, cursos,


espectáculos, etc. (não comercializa produtos frescos): http://www.espiral.pt/

BRIO: Mais recente rede de supermercados de produtos biológicos, desde frescos a


cosméticas, etc.: http://www.brio.pt/

Marca ISWARI – linha de super-alimentos, entre outros, Spirulina, Chlorela, Clorofila.


À venda em todos estes locais.

Restaurante, pequena loja, cursos e palestras: SOCIEDADE PORTUGUESA DE


NATUROLOGIA: http://www.spn.eco-gaia.net/

Restaurante, pequena loja, cursos e palestras: INSTITUTO MACROBIÓTICO DE


PORTUGAL: http://www.e-macrobiotica.com , na rua Anchieta, nº 5 (ao Chiado),

34
agora com uma pequena delegação em Leiria, no Largo Marechal Gomes da Costa,
nº59 A (www.macroexotic.com ).

35
10. BIBLIOGRAFIA

WEB
Exemplo: aula de preparação de fitoterápicos:
http://www.slideboom.com/presentations/104152/AULA--3---Preparo-de-Fitoter
%C3%A1picos

Corrimento vaginal: http://natural.enternauta.com.br/anivsa/remedio-para-corrimento-


vaginal/

Formas Farmacêuticas: http://reginagorni.sites.uol.com.br/FORMASfarmac.htm

Manual do Farmacêutico: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAb1IAC/manual-


farmaceutico

Plantas Medicinais: História, Tradição e Actualidade:


http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAh7MAA/fitoterapia-apostila

Cosméticos Caseiros com Ervas Aromáticas:


http://cantinhodasaromaticas.blogspot.pt/2008/04/video-da-praa-
cosmticos-caseiros-com.html

Aromatherapy Recipes: http://www.essential-oil.org/shop/index.htm

BLOGS:
LUIS ALVES, CANTINHO DAS AROMÁTICAS:
http://cantinhodasaromaticas.blogspot.pt/

FERNANDA BOTELHO, MALVA SILVESTRE: http://www.malvasilvestre.blogspot.pt/

LIVROS (os mais importantes a negrito):


Botelho, Fernanda - As Plantas e a Saúde - Guia Prático Primeiros Socorros, Ariana
Editora, 2011.

Chevallier, Andrew - Plantas Medicinais, Civilização Editores Lda./ Dorling


Kindersley, Col. Guias Essenciais, Porto, 2007

Cunha, A. Proença et al, ‘Plantas e produtos vegetais em Fitoterapia’,


Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2006

Delaveau, Pierre et al, ‘Segredos e virtudes das plantas medicinais’, Selecções


do Reader’s Digest, Lisboa, Março de 1984

Department of the Army U. S. - The Illustrated Guide to Edible Wild Plants, The
Lyons Press, Guilford, Connecticut, 2003

36
Font Quer, Pio - Plantas Medicinales. El Dioscorides Renovado, Editor:
PENINSULA, Barcelona, 1999

Hawes, Zoë - Wild Drugs – a forager’s guide to healing plants, Gaia, Octopus
Publishing, London, 2010

Khare C. P., ‘Indian Medicinal Plants: An Illustrated Dictionary’, Editores Springer


Reference, Nova Deli, Índia, 2007

Lawless, Julia, ‘Complete essential oils – A guide to the use of oils in


Aromatherapy and Herbalism’, Mustard/ Parragon Publishers, Bath, Reino
Unido, 1999

Lust, John – The herb book, Bantam Books, London, 13 th printing ,March 1980

Mc Vicar, Jekka - Cooking with flowers, Kyle Cathie Limited, London, 2003

Mc Vicar, Jekka - O poder das ervas aromáticas, Dorling Kindersley/ Civilização


Editores Lda., Porto, 2007

Nieto, C. et al, ‘Remédios naturais – Plantas para o bem-estar’ Círculo de Leitores,


Colecção Viver Melhor, Rio de Mouro, Agosto de 2008

Norman, Jill, ‘Ervas aromáticas e especiarias – a referência do cozinheiro’,


Dorling Kindersley/ Civilização Editores Lda., Porto, Julho 2006

Nunes, João R., 'Materia medica-Botanica Medicinal-Vol.II', UL e IHEC, 2007

Nunes, João R., 'Medicina popular-Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa


Editora, Setembro 1999

Pitman, Vicki - Fitoterapia – As plantas medicinais e a saúde, Editorial Estampa, Col.


Medicinas Alternativas, Lisboa , 1996

Rodet, Jean-Claude, ‘Guia dos Alimentos Vegetais’, Gradiva, Lisboa, 2006

Roger, Jorge D. Pamplona, 'A saúde pelas plantas medicinais - Enciclopédia de


educação e saúde’, Publicadora Atlântico, Almargem do Bispo, Outubro de
2002

Sakai, Zélia, ‘Guia ecológico das plantas aromáticas e medicinais’, Círculo de


Leitores, Braga, Outubro de 2000

Salgueiro, José, ‘Ervas Usos e saberes’, Edições Colibri, Lisboa, Maio 2010

Throop, Priscilla, ‘Hildegard von Bingen's PHYSICA - The Complete English


Translation of Her Classic Work on Health and Healing’, Healing Arts Press,
Rochester, 1998

37
Todd, Jude c., ‘Remédios caseiros com plantas’, Publicações Europa-América Lda,
Mem Martins, Junho 2006

Valnet, J., ‘The Practice of Aromatherapy’, Healing Arts Press, Rochester, Vermont,
1990

38