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Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Unidade 1
Básico da Rede de
Telefonia Fixa

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Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Rede Telefônica
• Introdução à Telefonia
– A Rede Telefônica entende e conecta os aparelhos
telefônicos entre dois assinantes com o objetivo de
estabelecer serviço de voz entre eles, providenciando a
melhor transmissão possível do sinal de voz e ao menor
custo, permitindo à operadora monitorar e tarifar as
conexões, além de oferecer serviços que adicionam valor
ao serviço de voz básico.

Anotações

Introdução à telefonia

Evolução

O telefone nasceu meio por acaso, na noite de 2 de junho de 1875. Alexander Graham Bell, um imigrante escocês
que morava nos Estados Unidos e era professor de surdos-mudos, fazia experiências com um telégrafo quando seu
ajudante, Thomas Watson, puxou a corda do transmissor e emitiu um som diferente. O som foi ouvido por Bell do outro
lado da linha.

A invenção foi patenteada em 7 de março de 1876, mas a data que entrou para a história da telefonia foi 10 de
março de 1876. Nesse dia foi feita a transmissão elétrica da primeira mensagem completa pelo aparelho recém-
inventado. Graham Bell se encontrava no último andar de uma hospedaria em Boston, nos Estados Unidos. Watson
trabalhava no térreo e atendeu ao telefone que tilintara. Ouviu, espantado: "Senhor Watson, venha cá. Preciso falar-lhe."
Ele correu até o sótão de onde Bell havia telefonado. Começava uma longa história. A história das telecomunicações, que
iria revolucionar o mundo dali em diante.

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Evolução das Centrais Telefônicas

As primeiras centrais telefônicas eram manuais e exigiam uma telefonista que realizava a ligação entre os assinantes
envolvidos, os quais precisavam dizer para ela quem era (identificação do assinante lado A) e com quem desejavam falar
(identificação do assinante lado B).

Com a evolução das telecomunicações, as centrais passaram a ser automáticas, ou seja, não precisavam mais do
auxílio da telefonista. Interessante observar que esta evolução do modelo manual para o modelo automático de se
comutar as ligações entre os assinantes, foi ocasionado por um fato inusitado e por uma motivação muito pouco
“técnica”.

Na cidade de Kansas, nos Estados Unidos, Almon B. Strowger, empresário cujo negócio era funerária, tinha um sério
problema, pois a esposa do seu concorrente era a própria telefonista do único sistema, manual, de comutação telefônica
da cidade. Claro, que no caso de um pedido para se falar com uma funerária, somente a do marido dela seria chamada.

Para se livrar desta desleal concorrência, Strowger inventou um componente eletro-mecânico que entendia comandos
elétricos, chamado comutador Strowger, conseguindo em 1891 construir a primeira central telefônica automática do
mundo, dispensando assim a telefonista.

O telefone rapidamente conquistou um número cada vez maior de pessoas. Em 1929 foi inaugurada a primeira
estação automática no Rio de Janeiro, dispensando o trabalho das telefonistas. Esta central foi instalada na Rua
Alexandre Mackenzie 69, bem no centro da cidade.

Conceito de Rede Telefônica

É o conjunto de todos os equipamentos e cabos que interligam os aparelhos telefônicos dos assinantes (pares de
fios) até as centrais telefônicas e as diversas centrais telefônicas entre si (cabos troncos).

Em função do tipo de usuário a rede é dividida em rede pública e rede particular.

Sistemas Telefônicos

Sistema é um conjunto de unidades, de equipamentos, de recursos, interdependentes que se somam para executar
uma tarefa ou serviço, juntos.

Sistemas Telefônicos interligam dois ou mais assinantes entre si para falarem via terminais telefônicos.

Sistemas Telefônicos são compostos de “Centrais Telefônicas”, que comutam sinais de suas entradas para suas
saídas, telefones e troncos que interligam centrais entre si, formando as Redes Telefônicas.

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Anotações Anotações
Tipos de Redes de Assinantes Tipos de Rede em função das
interligações
– Rede Ponto-a-Ponto;
• Tipos de Ligações – Rede tipo malha (várias
redes ponto-a-ponto);
– Sistema clássico de ligações, que consiste em – Rede tipo estrela.
transportar, através de um meio adequado, um Ligações
sinal elétrico que represente um sinal original: Uma conexão clássica é
composta de uma ligação
- Ligação Ponto-a-Ponto; elétrica entre dois telefones da
- Rede Tipo Malha; rede, usando para tal, um meio
físico adequado, onde é possível
- Rede Tipo Estrela. ser transmitido sinais elétricos
que representem os sinais de
voz gerados pelos assinantes.

Anotações
Anotações
Rede Telefônica Tipos de Ligações
Ponto-a-Ponto
Inicialmente, as ligações
Ligação Ponto-a-Ponto eram feitas entre telefones
ligados diretamente entre si,
num circuito chamado ponto-a-
ponto. Evidentemente que tal
Assinante A Assinante B solução não poderia ser
utilizada dentro de uma
comunidade de diversos
assinantes, pois resultaria
numa rede de diversos pares de
PAR FÍSICO fios se cruzando, indo do
mesmo assinante para os
diversos outros assinantes e
vice-versa.

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AnotaçõesAnotações
Rede Telefônica Rede tipo malha (várias
ponto-a-ponto)
• Ligação tipo malha (várias ponto-a-ponto)
Este sistema de interligar os
assinantes gerava rede tipo
malha, onde todos se ligavam
A com todos.
Observe que de cada posição
B F de assinante existem 5 cabos se
dirigindo aos 5 outros
assinantes da rede. Agora,
imagine como seria esta rede se
nela, existissem, por exemplo,
C E 2000 assinantes.

Anotações
Anotações
Rede Telefônica Rede tipo Estrela
Como o número de telefones
aumentou muito, incluiu-se na
• Tipo Estrela rede uma central onde todos os
telefones são ligados nela,
resultando assim na rede tipo
estrela. As primeiras centrais
eram manuais, onde havia a
necessidade de uma telefonista.
CENTRAL Com a evolução, as centrais
DE
COMUTAÇÃO passaram a ser automáticas, ou
seja, não precisavam mais do
auxílio da telefonista.

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Anotações
Troncos e Entroncamentos
• Tronco é o circuito elétrico que se estabelece entre a
saída da central lado A e a entrada da central lado B,
por dentro do entroncamento.

• Entroncamento é o conjunto de recursos que


interligam as centrais telefônicas entre si (cabos
metálicos, PCM, ou meios de irradiação como
microondas).

Anotações

Tronco é o circuito elétrico que se estabelece entre a saída da central lado A e a entrada da central lado B, por
dentro do entroncamento.
Entroncamento é o conjunto de recursos que interligam as centrais telefônicas entre si (cabos metálicos, PCM, ou
meios de irradiação como microondas).

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Anotações
Entroncamento Local
Troncos Digitais

CENTRAL
DE
COMUTAÇÃO

CENTRAL
DE
COMUTAÇÃO

CENTRAL
DE
COMUTAÇÃO

Anotações
Entroncamentos
Com o crescimento da quantidade de assinantes também cresceu a necessidade de se instalar mais centrais
telefônicas para atender a demanda.
Estas centrais inicialmente foram interligadas (entroncamento) através de rede tipo malha, ou seja, cada central se
interligando com todas as demais centrais, mas logo este modelo se demonstrou limitado, pois a quantidade de cabos
troncos entre as centrais cresceu demais. Sendo assim, as centrais foram se especializando conforme suas posições
físicas na rede e conforme os tipos de tráfego que conseguem tratar.
Centrais do tipo Local – são aquelas centrais nas quais os assinantes estão cadastrados e ligados fisicamente. Em
uma rede local (entroncamento local) típica podemos ter uma central para cada 30.000 assinantes por exemplo, ou uma
central local por bairro ou agrupamentos de vários bairros pequenos.
Atualmente é comum que as linhas dos assinantes sejam ligadas a um DG (Distribuidor Geral) localizado junto a um
equipamento localizado fora da Central Local, denominado pelo nome de Estágio de Linha Remota (ELR). Neste
equipamento, as linhas/sinais são convertidas de analógico para digital, sendo então transmitidos até a Central Local
(Digital), modulado em sinal digital (PCM). A Central Local, neste caso, recebe a denominação de Central Mãe.

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Anotações
Entroncamento Local Tandem Centrais do tipo Tandem –
utilizadas para reduzir a
quantidade de cabos troncos
necessários entre as diversas
centrais locais existentes
CENTRAL dentro de uma cidade, por
DE
COMUTAÇÃO
exemplo. Comuta o tráfego
entre as centrais do tipo Local
da mesma localidade
CENTRAL CENTRAL
DE
(entroncamento local).
TANDEM COMUTAÇÃO

CENTRAL
DE
COMUTAÇÃO

AnotaçõesAnotações
Entroncamento Interurbano Centrais do tipo Trânsito –
utilizadas para fazer a comutação
do tráfego entre regiões dentro do
mesmo estado, ou da mesma
operadora, entre estados ou entre
operadoras e entre países:
CENTRAL Trânsito Nacional
Local
• Trânsito nível 1 – comuta o
NÍVEL 1 NÍVEL 1
tráfego de entrada e saída do
estado ou entre operadoras
CENTRAL CENTRAL (LDN).
TRÂNSITO TRÂNSITO • Trânsito nível 2 – comuta o
tráfego entre regiões do
Central Local
mesmo estado ou entre
regiões da mesma operadora.
CENTRAL
Local Trânsito Internacional
• Também classificada em
hierarquias (classe 1, classe 2
e classe 3) – comuta o trafego
entre países.

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Anotações
Central Telefônica
Central Telefônica Digital
ELR PCM Linha/Tronco
Matriz
Assinante
Rua

3222-2020

N do Terminal CO&M

DID DID
DG
distância CCS7 CP

EQN

Linha do Ass.
Caminho da conexão entre dois Ass.

Anotações
ESTAÇÃO TELEFÔNICA
Consiste em um abrigo (prédio de alvenaria ou armário URA) para abrigar a central telefônica com seus periféricos e o
DG (distribuidor geral) onde estão ligados os cabos. Em uma estação telefônica pode haver uma ou mais centrais
telefônicas de tecnologias distintas.
Central Telefônica: elemento em um sistema de telecomunicações responsável pelo acesso das linhas de assinantes
e pelo encaminhamento da chamada (comutação). Este elemento é o centro de comutação telefônica e é através dele
que é prestado todo o serviço aos assinantes.
As linhas telefônicas dos vários assinantes chegam às centrais telefônicas e são conectadas entre si quando um
assinante (A) deseja falar com outro assinante (B). Convencionou-se chamar de A o assinante que origina a chamada e de
B aquele que recebe a chamada. Comutação é o termo usado para indicar a conexão entre assinantes. Daí o termo
Central de Comutação (“Switch”).
A central telefônica tem a função de automatizar o que faziam as antigas telefonistas que comutavam manualmente os
caminhos para a formação dos circuitos telefônicos.
A central de comutação estabelece circuitos temporários entre assinantes permitindo o compartilhamento de meios e
promovendo uma otimização dos recursos disponíveis.
A central a que estão conectados os assinantes de uma rede telefônica em uma região é chamada de Central Local.

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Para permitir que assinantes ligados a uma Central Local falem com os assinantes ligados a outra Central Local são
estabelecidas conexões entre as duas centrais, conhecidas como circuitos troncos. No Brasil, um circuito tronco utiliza
geralmente o padrão internacional da UIT para canalização digital sendo igual a 2 Mbps ou 1 E1.
Uma Central Telefônica é um equipamento que tem a capacidade de identificar o número de rede do assinante ligado
na sua entrada (assinante A). A partir da armazenagem dos números teclados, sua função é analisar e identificar o
número de rede do assinante de destino que foi chamado (assinante B), interconectar os assinantes entre si, marcar a
duração da conversação, tarifar a ligação e, posteriormente, realizar o desligamento, após um dos assinantes ter
colocado o fone no gancho.
A central telefônica também dá suporte à comunicação de dados, interligando dois usuários de dados e comutando os
sinais transmitidos entre os equipamentos terminais de dados (ETDs).
Para que isto seja possível é necessário instalar equipamentos denominados Modens (Modulador/Demodulador)
ligados nas pontas das linhas telefônicas para realizar a conversão dos sinais dos computadores para o padrão da linha
telefônica.
Diferentes tipos de tecnologias foram utilizados nas construções das centrais telefônicas, sendo os mais importantes:
Tecnologia Analógica
Esta tecnologia utilizava componentes mecânicos e elétricos (por exemplo: relés) e era caracterizada por trabalhar
com níveis de energia com variação entre 0 V a 48 V, ou seja, era obrigada a reconhecer, codificar, comutar e transmitir,
integralmente, todo o sinal de voz, convertido em sinal elétrico pelo telefone e enviado para a central telefônica.
• Centrais Passo-a-Passo – primeiras centrais criadas no início do século XX – permaneceram em funcionamento
no Brasil até o final da década de 80.
Exemplo: B64 do fabricante Siemens.
• Centrais Cross-Bar (barras-cruzadas) – entraram no Brasil na década de 60 e permaneceram em funcionamento
até meados da década de 90.
Exemplo: PC-32, PC-1000 do fabricante Standard Eletric.
• Centrais Cross-Point (pontos-cruzados) – concebidas no início da década de 70 e permaneceram em
funcionamento no Brasil até final da década de 90.
Exemplo: ESK 10000E do fabricante Siemens.
Tecnologia Digital
Baseada na utilização de componentes eletrônicos e totalmente digitais. Neste caso, a central telefônica ao identificar
o sinal de voz gerado pelo assinante e enviado até ela pelo telefone, não precisa entender e codificar todo o sinal elétrico,
trabalhando por amostras deste sinal, utilizando para tal, níveis de energia de 0 V e 3 V, ou, como se diz no jargão digital,
bits 0 e 1. As centrais têm suas funções realizadas por softwares, o que torna mais rápida a implementação de novos
serviços. Com o advento das centrais desta tecnologia, encerrou-se o desenvolvimento e introdução das centrais de
tecnologia analógica.
• Centrais CPA-D-T (Controle por Programas Armazenados, tecnologia Digital e multiplexação do tipo Temporal) –
Concebidas no início dos anos 80, modificou totalmente o conceito de comutação telefônica. A primeira delas foi instalada
no Brasil, em Belo Horizonte em 1985.
Exemplos:
- SPX2000 e EWSD do fabricante Siemens.
- AXE-D da Ericsson.

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- NAX-61, NEAX-61 SIGMA da NEC.
- Tropico RA – desenvolvida pela Telebrás no CPQD e fabricada pela Promom.
- Zetax 610/32.
- Batik.
- 5ESS2000 da LUCENT.
- BZ5000 da LUCENT.
Uma central de comutação telefônica digital é na verdade um equipamento computadorizado, de hardware modular, e
que, facilmente, se adapta a função que a operadora dela desejar. Denominamos este tipo de equipamento por CPA-D-T
(Central por Programas Armazenados, Digital e multiplexação Temporal). Uma CPA-D-T pode, dependendo do software
nela instalado, desempenhar a função de central de comutação telefônica, ou a função de uma central de comutação
celular.
A arquitetura que melhor a representa é aquela onde aparecem 5 distintos subsistemas funcionais:
Estágio dos assinantes – composto dos Estágios de Linhas Remotas (ELR), instalados externamente ao ambiente
onde se encontra instalada a central telefônica, e dos Grupos de Linhas e Troncos de ligação entre centrais, localizados
dentro da central telefônica.
Matriz de Comutação – são neste equipamento, que as linhas dos assinantes lado A se interconectam as linhas dos
assinantes do lado B ou, é neste equipamento que os sinais gerados pelo assinante lado A são comutados para a linha do
assinante lado B.
Processador Central – controla as funções de telefonia e de segurança. Armazena as tabelas de números de rede,
tabelas de serviços e facilidades associadas aos assinantes, classes e categorias dos assinantes e dos troncos entre
centrais, dados de roteamento entre centrais, contadores de tarifação e estatísticas, etc.
CCS 7 - Equipamento de controle da rede de Canal Comum de Sinalização Nº 7. Controla toda a troca de mensagens
digitais da rede de sinalização Nº 7 entre as centrais que precisam se conectar.
C O&M – Área de Operação, Administração e Manutenção, a partir de onde os técnicos, introduzindo comandos em
linguagem do tipo MML (Man Machine Language), podem atuar em cima do CP, criar/cancelar linhas dos assinantes ou
troncos, preparar os arquivos de estatísticas e tarifas.
Também fazem parte da Central Telefônica:
DG- Distribuidor Geral - local onde os pares de linha do assinante atingem a Central Telefônica ou um Estágio de
Linha Remota (ELR). No DG as linhas são ligadas em blocos de terminais do lado vertical (lado rua) e “jumpeadas”
(ligadas) com os blocos de terminais do lado horizontal (lado da Central Telefônica), ligando-se dessa forma, os cabos da
rua aos cabos internos que fazem a conexão com os circuitos de entrada da Central Telefônica.
DID – Distribuidor Digital – local em que os cabos coaxiais, que conduzem os sinais digitais modulados por códigos
de pulsos (PCM), são distribuídos e interconectados fisicamente com os circuitos da Central Telefônica e dos Estágios de
Linhas Remotas ou entre Centrais Telefônicas (entroncamentos).
EQN é a identificação da linha do assinante na entrada do primeiro equipamento, em que esta linha chega ao ambiente
de comutação, no caso, ELR. No ELR estão instalados os circuitos eletrônicos que cuidam da linha do assinante.
Número do Terminal, ou Número de Rede do Assinante, é o número que identifica o assinante dentro da rede
telefônica fixa. Este número fica armazenado nas memórias do CP.

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Anotações
Tipos de Centrais Telefônicas
• Manuais
– Mesas telefônicas atendidas por telefonistas.

• Automáticas
– Tecnologia analógica – Cross Bar (barras cruzadas),
Cross Point (pontos cruzados).
– Tecnologia Digital – Central por Programa Armazenado
Digital Temporal CPA-D-T.

Anotações
Tipos de Centrais Telefônicas
Equipamentos da Rede Telefônica
Central Telefônica
• É o equipamento que interliga (comuta) as linhas dos assinantes entre si.
• Manual – função de comutação controlada por telefonistas.
• Automática – função de comutação sem a interferência humana.
• Em função da tecnologia podem ser:
Analógicas – comutam sinais analógicos.
• Mas o que é sinal analógico?
Em telefonia, o sinal analógico é uma representação elétrica do sinal de voz gerado pelo usuário ao falar no
telefone. A voz é, na sua origem, uma onda mecânica. Quando a onda é identificada pelo microfone do telefone do
assinante, ela é convertida em representação elétrica. A central recebe este sinal elétrico, o qual tem valores
altos de energia que variam aleatoriamente no tempo. A central é obrigada a identificar todos os valores desta
energia para poder comutar e encaminhar o sinal ao destino.
Digitais – comutam sinais digitais.
• Mas o que é sinal digital?
Neste caso, a central telefônica não precisa tratar de todo o sinal elétrico que representa o sinal de voz. Basta
somente receber amostras do sinal elétrico que representa a voz. Cada amostra será quantificada por valores
baixos de energia e tratadas como sendo bits 0 e 1.
Bit é a menor representação possível de uma informação na linguagem binária dos computadores. Portanto, sinal
digital é a representação binária de uma informação.

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Anotações
Sinal Analógico

Sinal Analógico
Um sinal elétrico é chamado de analógico porque, é formado por níveis de energia (tensão) que variam,
aleatoriamente, entre 0 V a 48 V (Volts) não sendo possível afirmar qual é o valor desta energia num determinado
momento de tempo. A informação que o sinal representa esta contida no formato do sinal.

É uma representação elétrica do sinal de voz gerado pelo usuário ao falar no telefone.
Apresenta valores altos de energia que variam aleatoriamente no tempo.
As Centrais Telefônicas Analógicas entendem e comutam somente este tipo de sinal.

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Anotações

Sinal Digital

Sinal Digital
Um sinal digital é formado por somente dois valores de tensão (0 V ou 1,8 V), chamados por Bits, sendo que a
representação da informação está contida na combinação dos bits em conjuntos de 8 bits (bytes).
O sinal digital é do tipo binário com somente dois níveis de impulsos de tensão com amplitude definida, sucedendo-se a
intervalos de tempos regulares.
Transmissão mais pura, livre das interferências e dos ruídos.
A Central Digital (CPA-D-T) entende e comuta este tipo de sinal.

Digitalização
Nos anos 70, as centrais telefônicas iniciaram uma evolução de uma concepção analógica para digital. Esta
transformação iniciada no núcleo das centrais, pela substituição de componentes eletromecânicos por processadores
digitais estendeu-se a outras áreas periféricas das centrais, dando origem às centrais digitais CPA-T (Controle por
Programa Armazenado Temporal). Atualmente no Brasil, 98 % das centrais já são digitais.

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Anotações
Comunicação entre as Centrais
• As Centrais Telefônicas precisam trocar informações entre si
para poderem estabelecer e desconectar eletricamente uma
conexão entre elas, além de tarifar e monitorar a comunicação
entre os assinantes. Para tal, utilizam os seguintes
protocolos, entre outros:
– Na fase da Sinalização de Linha: E+M Contínua, E+M
Pulsada, R2D;
– Na fase da Sinalização de Registradores: Decádica,
MFC R2;
– CCS7 - A Sinalização CCS7 substitui ao mesmo tempo
as sinalizações de linha e de registradores.

Anotações
Comunicação entre as Centrais
As centrais se comunicam entre si através de linguagens, denominadas por sinalizações.
Existem duas etapas bem distintas de sinalização, sendo:
1ª etapa – Sinalização de Linha
Objetivo – a central do lado A pede à central do lado B para fechar um determinado caminho elétrico entre elas,
denominado por Tronco de voz.
Existem diversos tipos de sinalizações de linha:
• Sinalização de loop;
• Sinalização E+M;
• Sinalização R2D - Utilizada entre uma central de tecnologia digital e uma central analógica, ou entre duas centrais
digitais, mas que não se utilizam ainda da sinalização por Canal Comum Nº 7, que vem a ser a sinalização correta
para a Central Digital.
A R2D também é usada entre uma central telefônica da rede pública e uma central telefônica da rede particular
(PABX), com o mesmo objetivo, ou seja, a central pública informa ao PABX qual é o tronco entre elas a ser fechado
eletricamente, para futura passagem de conversação entre usuários.

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A sinalização R2D digital vem a ser uma combinação de bits conduzidos dentro do time-slot (janela de tempo) nº 16
do quadro PCM do cabo que interconecta as centrais telefônicas em questão. O resultado final desta troca de bits é um
tronco de voz conectado (canais de 1 a 15 e 17 a 31 do cabo PCM), ou uma desconexão do tronco que está conectado.
2ª etapa – Sinalização de Registradores
Registradores são equipamentos internos às centrais telefônicas, ou, softwares que reconhecem e entendem os
números de rede dos assinantes do lado A e do lado B.
Após estar conectado um tronco entre as duas centrais, a central do lado A precisará transmitir o número de rede do
assinante do lado B, o qual é assinante da central do lado B.
Para tal, as centrais se utilizam da Sinalização de Registradores:
Sinalização MFC (Multi-Freqüências Compelidas) – cada número é codificado numa combinação de duas freqüências e
enviado pelo tronco de voz já fechado, sobre uma portadora na faixa de 300 Hz a 3,4 KHz, ao registrador da central
oposta. A central receptora deve confirmar que recebeu o número. Somente depois da central A receber a confirmação é
que poderá transmitir o próximo número.
CCS7
Estes métodos de sinalização entre centrais, evoluíram com o advento das chamadas CPA-D-T (Centrais com Controle
de suas funções por Programa Armazenado), de tecnologia Digital e Multiplexação interna do tipo Temporal. São as
Centrais Digitais, tão comuns na rede, atualmente. Para a sinalização entre elas, o modelo ideal e largamente adotado, é
o CCS7 (Canal Comum de Sinalização Nº7). Toda central digital tem a capacidade de sinalizar através desta Rede CCS7 a
qual é na verdade uma rede de dados cujo objetivo é receber mensagens digitais das centrais digitais e entregá-las para
as centrais digitais do destino indicado. Estas mensagens digitais carregam o número do assinante do lado A e do lado B,
o número do tronco a ser fechado entre as centrais, informações sobre os serviços envolvidos, tarifas, etc...

Exemplos de informações trocadas entre as centrais Telefônicas:


• Número do assinante A;
• Número do assinante B;
• Número do tronco a ser utilizado por aquela comunicação;
• Serviços envolvidos;
• Tarifas.

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Anotações

Sinalização entre as Centrais

Sinalização de Linha Sinalização entre as Centrais Sinalização de Linha

Central Central
Central Central trânsito Local
Local trânsito
21-3321-2010
31-3330-0221

Sinalização entre Centrais


As Centrais Telefônicas são equipamentos que precisam conversar entre si para se entenderem sobre a conexão que
devem estabelecer entre os seus assinantes que estão pedindo uma conexão.
Esta conversa acontece em dois momentos distintos, e por isso são tratadas como sinalização de linha e sinalização
de registradores.
O Objetivo da Sinalização de linha é estabelecer eletricamente os caminhos físicos entre a saída da central de origem
com a entrada da central de destino, através dos troncos.
Sinalização de Linha entre centrais telefônicas
Indica o estado elétrico da linha tronco de conexão entre as centrais.
Tipos:
• E/M Contínua: utilizada para troca de informações entre as Centrais analógicas.
• E/M Pulsada: utilizada para sinalização entre as Centrais analógicas.
Públicas ou particulares (PABX).
• R2 D: utilizada entre uma central digital e uma central analógica, pública ou particular (PABX).
• CCS7 – Sinalização por Canal Comum nº 7, é o protocolo atualmente utilizado para efetuar a troca de mensagens
entre as Centrais Digitais, também denominadas por CPA-T-D (Central por Programa Armazenado Digital
Temporal).
Utiliza programas específicos para transmitir ou receber mensagens digitais entre as centrais digitais, sendo os
programas para telefonia fixa:
• TUP - Telephone User Part.
• ISUP - ISDN User Part.

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Anotações
Superposição de Redes
Central Telefônica
Analógica
CPA-D-T MCP 30

31 30 17 16 15 1 0 D

Linha PCM 30

Canal de Alinhamento e Serviços

Canal de Sinalização CAS


Juntor Analógico
Canal de Voz

Superposição de Redes
Na rede telefônica a superposição de redes acontece quando uma CPA-D-T é introduzida em ambientes de redes
analógicas, sendo necessário, ligá-las entre si (entroncamento).
A Sinalização Associada ao Canal, entre troncos analógicos e troncos digitais, via o canal 16, que é o ponto de
sobreposição da rede digital sobre a rede analógica. A adaptação é feita no multiquadro dentro do canal 16 para conduzir
as sinalizações de linha referentes aos 30 canais telefônicos.
O MCP 30 – Multiplexador de Código de Pulso é usado para converter os sinais analógicos das linhas analógicas
(troncos analógicos) de entrada e saída da Central Telefônica Analógica em sinais digitais, que é o formato de sinal
compreendido pela Central Digital (CPA-D-T).
Sinalização por canal associado (CAS)
O canal 16 do enlace PCM carrega a sinalização de linha, fora da banda, ou seja, fora do canal de voz.
A sinalização de registro é conduzida dentro dos canais de voz (dentro da banda) – canais de 1 a 15 e 17 a 31.

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Anotações

Conectividade da Rede Telefônica


SISTEMA DE MONITORAÇÃO
DE REDE

MUX DE MUX DE TELEFONE


CENTRAL MUX TRANSMISSÃO TRANSMISSÃO MUX CENTRAL

E
L
R PONTO DE PONTO DE
TRANSFERÊNCIA TRANSFERÊNCIA RDSI
DE SINALIZAÇÃO DE SINALIZAÇÃO USUÁRIO
REDE DE SINALIZAÇÃO CCS 7
PS PS
PABX
MODEM

ACESSO PRI
PARA RDSI

Conectividade da Rede Telefônica

O objetivo da conectividade é permitir que a rede tenha total disponibilidade de caminhos para conectar os assinantes,
independente de posição geográfica, dentro dos tempos mínimos definidos nas normas de telecomunicações do ITU (União
Internacional de Telecomunicações).

Na figura pode ser observado dois ambientes. O ambiente da operadora, com seus equipamentos de rede de acesso e
transporte, e o ambiente do cliente, com seus equipamentos.

Sistemas de Transmissão
• Cabos de Cobre;
• Fibra Óptica;
• Cabos Submarinos;
• Micro Ondas (sem fio).

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Anotações

Organização da Rede Telefônica


• Rede Telefônica é dividida em:
– Rede de Acesso;
– Rede de Comutação;
– Rede de Transporte.

Anotações
Organização e principais Componentes da Rede Telefônica
A rede telefônica é dividida em:
• Rede de Acesso;
• Rede de Comutação;
• Rede de Transporte.
Rede de Acesso
Pares Metálicos ou Ópticos, Armários, DG/ DGO, para ligação Assinantes-Central;
RDSI;
ADSL;
CATV;
Rádios.
Rede de Comutação Rede de Transporte
Centrais Telefônicas; Sistemas Rádio;
Entroncamentos. Cabos Submarinos;
Sistema PDH.

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Anotações
Redes de Acesso

Rádio
Enla
ce
Acesso WLL
ERB

Central Trânsito FAU


Rio de Janeiro
Central Trânsito
Niterói - RJ
Rede de Transporte
Central
Redes de
Local
Acesso
Backbone F.
O
.
Telemar
O.
F.

Outras
Centrais F.O.
F.O. Central Trânsito
Bahia
Central Trânsito Rede de
Minas Gerais Comutação

Anotações
Rede de Acesso
Recursos e Ligações entre o ambiente do Usuário e a Central Telefônica.
É o acesso do assinante (par metálico e também o acesso sem fio), ligando o telefone da casa dele até a entrada da
central telefônica.

1-21
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Tipos de Redes de Acesso Anotações

• Rede de Acesso Físico


– O acesso é feito através de cabos de par metálico ou
fibra ótica.
– O sinal transmitido no par trançado decorre de uma
variação elétrica e na fibra de uma variação luminosa.
• Wireless
– O acesso é feito sem fio. A transmissão é feita através
de rádios de comunicação de dados e o ar é utilizado
como meio de transmissão.
– É muito utilizado em acesso WLL (Wireless Local Loop)
onde uma antena (FAU – Fixed Access Unit) permite que
o assinante transmita seu sinal para uma Estação Rádio
Base (ERB) que está interligada com as centrais
telefônicas.

Anotações
Rede de Acesso
A Rede de Acesso é responsável pela ligação entre os assinantes e as centrais telefônicas.
As Redes de Acesso são, normalmente, construídas utilizando cabos de fios metálicos, sendo cada par dedicado a
cada assinante. Este par, juntamente com os recursos da central dedicados ao assinante, é conhecido como acesso ou
linha telefônica.
A Anatel acompanha a capacidade de atendimento das Operadoras de Telecomunicações através do número de
acessos instalados, definido, simplesmente, como o número de acessos, inclusive os destinados ao uso coletivo, que se
encontra em serviço ou dispõem de todas as facilidades necessárias para entrar em serviço.
Os acessos do tipo Wireline (Par Trançado) e Wireless (WLL – Wireless Local Loop) são necessários, conforme os
recursos disponíveis, permitindo que o assinante tenha acesso ao serviço telefônico. No acesso com par trançado uma
linha física interliga a casa do assinante até a central telefônica. No acesso WLL uma antena FAU – Fixed Access Unit é
instalada na casa do cliente, sendo responsável por fazer a conexão, via rádio, até a ERB – Estação Rádio Base, mais
próxima de sua casa. A ERB está interligada com as Centrais Telefônicas.

1-22
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Rede de Acesso
Rede Primária Rede Secundária (Last Mile)

Armário
Cabo de Pares
Central D Armário
Telefônica
G Cabo de
Pares
Armário

Armário
óptico
D Cabo de Fibra
G Armário
óptico Cabo de Fibra
O
Armário
óptico

Rede de Acesso
As redes telefônicas são formadas pelos cabos telefônicos, linhas telefônicas, postes, canalização subterrânea e,
demais acessórios necessários à sustentação, fixação e proteção dos cabos e linhas.

Os cabos e linhas telefônicas são constituídos de condutores, sendo estes os elementos básicos de sua formação
possuindo características físicas e elétricas que exercem influência importante na qualidade da transmissão dos sinais.

Quando uma ligação telefônica é completada, a qualidade do sinal recebido pelo assinante chamado (intensidade
sonora) pode variar em função de certos parâmetros: o tipo do aparelho telefônico, a distância entre os aparelhos
chamador e chamado, em relação às respectivas centrais locais, a quantidade de centrais comutadoras no circuito de
conversação, a classe dessa comunicação (local, interurbana, internacional).

Rede de acesso Primária e Secundária

Rede Primária

É a parte que vai da Central Telefônica até o armário de distribuição.

Rede Secundária

É a parte que vai do armário de distribuição até as instalações dos clientes.

Esta classificação é utilizada principalmente para as redes com fios.

1-23
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados
Nas redes wireless (sem fio), a parte primária seria aquela que interliga a central à Estação Rádio Base, também
conhecida como ERB, e a parte secundária, seria da ERB até as instalações dos clientes.

No caso das redes de acesso com fio, normalmente, a parte primária é subterrânea, e a parte secundária é aérea.

DG - Distribuidor Geral

É o centro de concentração de fios. Os fios provenientes da rede de acesso chegam ao DG.

DGO - Distribuidor Geral Óptico

O circuito elétrico estabelecido entre o DG (distribuidor geral), localizado na estação telefônica local e o aparelho
telefônico do assinante, é interligado através de condutores dos pares de cabos telefônicos, instalados em redes
subterrâneas e redes aéreas, possui limites que são determinados pelos seguintes parâmetros:

Ponte de Alimentação: é o circuito do sistema de alimentação da central telefônica local, destinado a transferir ao
enlace do assinante a tensão elétrica necessária para suprir a corrente que circula na cápsula transmissora do aparelho
telefônico;

Limite de Supervisão: é a máxima resistência ôhmica admitida pelo equipamento de comutação, para o enlace do
assinante mais o aparelho telefônico;

Limite de Resistência de Enlace: é a máxima resistência ôhmica admitida para um enlace de assinante, essa máxima
resistência depende diretamente da ponte de alimentação, do tipo de aparelho telefônico e do tratamento de enlace
utilizado;

Corrente de Linha: é a mínima corrente admitida pela cápsula microfônica do aparelho telefônico e foi definida em
20 mA, com a finalidade de facilitar os cálculos de transmissão.

Conhecendo a resistência da ponte de alimentação, a tensão de alimentação do enlace, a resistência interna a


corrente contínua do aparelho telefônico e a corrente microfônica mínima, o limite de resistência de enlace pode ser
calculado e assim conhecer a distância máxima que um par de fios pode atingir entre a central e a casa do assinante,
sendo em torno de 7 Km esta distância.

1-24
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Aparelho Telefônico
Aparelhos telefônicos:
• Os primeiros equipamentos no ambiente do usuário
foram os aparelhos telefônicos;
• Inicialmente eram sem disco e com a evolução
passaram a ter mais este dispositivo;
• Hoje eles estão bem sofisticados, onde possuem:
– Teclas para várias funções, display de cristal
líquido, bina, etc.

Anotações
O aparelho telefônico está localizado no acesso e permite ao assinante selecionar o código numérico do assinante
desejado no destino, além de falar e escutar.
Para tal, o aparelho telefônico precisa entender uma sinalização acústica que se processa entre a central e ele.
A sinalização acústica é formada por Tons (freqüências), como por exemplo:
• Tom de Seleção;
• Tom de Chamada;
• Tom de Ocupado;
• Tom de Número Mudado, Tom de Número Inexistente, etc...
Além dos tons, também existe a corrente de 25 Hz, enviada para a geração do toque de campainha, que avisa que o
assinante está sendo chamado.
Tecnologias de Telefone
Telefones de pulso
• Todo o processo é mecânico;
• Gerador de ruídos de chaveamento.
Telefones de Tom
• Discagem por tom ou multifrequencial;
• DTMF = Duplo Tom Multi-Freqüência.

1-25
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Rede Interna
Introdução
– A rede interna ou rede de acesso em edifícios
compreende o conjunto de meios físicos, tais como
cabos e blocos terminais, necessários para prover
a ligação de qualquer equipamento terminal de
telecomunicação de um edifício à rede de acesso.

Anotações

Rede Interna
• As redes telefônicas internas são divididas,
basicamente, em três partes:
– Cabos de entrada;
– Cabos primários ou cabos de prumada;
– Cabos secundários ou cabos de distribuição.

1-26
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Quadro de Distribuição Interno Anotações


Quadro de Distribuição
Interno
No quadro de distribuição
interno, o FDG será utilizado
para interligar os blocos dos
cabos alimentadores ou
distribuidores aos blocos da
rede interna do prédio. Não é
permitido fazer “jumpeação”
em quadros internos que não
possuem anel guia.

Anotações
DG de 200 pares

1-27
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Rede Externa
Rede Externa
• A rede telefônica externa conforme a ligação ao
assinante pode ser classificada em:
– Rede rígida;
– Rede flexível.

Anotações

Rede Rígida
Rede Rígida
– Na rede rígida o cabo alimentador é ligado
diretamente às caixas terminais externas ou
internas, ou seja, não passa por armário de
distribuição.

1-28
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações

Rede Flexível
Rede Flexível
– Na rede flexível, cabos interligam o distribuidor geral
(DG) ao armário de distribuição e cabos de
distribuição interligam o armário às caixas
secundárias internas ou externas.

Anotações
Defeitos e Distúrbios Elétricos na
Rede Telefônica
Os cabos e pares de fios metálicos estão sujeitos aos
seguintes tipos de defeitos:
a. aberto;
b. curto;
e. terra;
d. perna pulada (espinado);
e. par trocado ou transposto;

1-29
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Defeitos e Distúrbios Elétricos na Rede Telefônica


Continuação dos tipos de defeitos:
f. par invertido;
g. diafonia ou cruzado;
h. baixa isolação;
i. baixa atravessado;
j. paralelismo.

Anotações

1-30
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Defeitos na Linha
Fio Interrompido
a a

b b

Par Invertido
a a
b b
a a
b b

Fio ou Par Aberto ou Interrompido

Esta condição defeituosa se apresenta devido a interrupção de um ou de ambos condutores de um par telefônico,
impossibilitando a passagem da corrente elétrica do circuito telefônico. Há uma descontinuidade elétrica e perda total do
sinal na linha telefônica.

Fenômeno técnico conhecido popularmente como telefone mudo. Ou seja: linha muda e telefone mudo. O “cabo caiu”,
termo usado pelos cabistas quando um cabo de vários pares é interrompido.

Par Invertido

O par invertido se apresenta quando, no ato de emendas dos pares dos cabos, há uma troca dos dois condutores de
um mesmo par telefônico. Causado muitas vezes pela falta de atenção dos cabistas (profissional qualificado para reparos
e emendas nos cabos telefônicos) no momento das emendas.

Tecnicamente, prejudica a polaridade do sinal presente na corrente continua do circuito de alguns serviços, tais como:
telefone de utilidade pública, alarmes, dados, etc, ainda que em relação à transmissão de voz, não se tenha grandes
problemas técnicos.

A detecção do defeito pode ser realizada com a cigarra ou com o analisador.

1-31
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Defeitos na Linha
Par em curto-circuito
a a
b b
a a
b b

Fio a ou b aterrado


a a
b b
a a
b b

Curto entre condutores

O curto entre condutores é ocasionado quando os pares metálicos estão em contato direto (curto-circuito direto)
entre si, ocasionando uma passagem de corrente elétrica no contato. Faz com que o sinal telefônico sofra uma perda
muito elevada, dificultando a recepção no aparelho distante. Existe a impossibilidade total da comunicação ou de acesso a
rede telefônica. Defeito provocado muitas vezes por esmagamento ou esticamento excessivo do cabo.

Terra

Defeito caracterizado pelo contato de um ou mais condutores com a blindagem de alumínio dos cabos ou qualquer
elemento do sistema que se encontre aterrado (ligado à terra). Causado também por penetração de umidade no interior
do cabo, falha no isolamento dos pares (baixo isolamento entre os condutores e a terra) ou ataque de insetos e
roedores. Ocasiona degeneração da comunicação; o fenômeno técnico de ruído intenso na linha ou ate mesmo, num
caso mais grave, defeito total da linha telefônica.

1-32
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Defeitos na Linha
Par cruzado
a a
b b
a a
b b

Par transposto
a a
b b
a a
b b

Anotações
Par Trocado ou Transposto
Este defeito é caracterizado por uma dupla troca dos fios “A” e “B” entre dois pares telefônicos diferentes.
Tecnicamente provoca a troca das linhas dos assinantes.

1-33
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Defeitos na Linha
Perna Pulada
a a
b b
a a
b b

Paralelismo

a a
b b
a a
b b

Perna Pulada ou Espinado

Troca de condutores entre pares

Defeito causado pela troca de condutores dos pares. Se tomarmos como referencia o fio “A” e o “B” de um par,
ocasionalmente, a perna pulada ocorre quando conecta, por exemplo, o “A” de um determinado par com o “B” de um
segundo par. A comunicação telefônica também é interrompida completamente.

Este tipo de defeito resulta em instalações incorretas, por troca de fios ou pares na instalação dos cabos, e que não
foram devidamente testadas. Geralmente, mais de uma linha fica comprometida. Causado principalmente pelo cabista no
momento da emenda mecânica dos pares dos cabos, falta de atenção numa re-ligação de alguns pares junto a uma
possível manutenção, etc.

A detecção do defeito pode ser realizada com o auxílio da cigarra ou analisador.

1-34
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Defeitos na Linha Baixa isolação

A figura abaixo mostra um exemplo de baixa no par. Existem dois tipos de baixa
isolação:
a. baixa no par;
a a b. baixa atravessado.
Z Leituras de baixos valores e
b b diferentes de zero no
megômetro, abaixo do
a a especificado, entre os
b b condutores de um mesmo par
ou de pares diferentes, indicam
Z
baixa isolação.
a a
b b

Anotações
Defeitos e Distúrbios Elétricos
na Rede Telefônica
Diafonia ou Cruzado
Define-se como “diafonia” ou “cruzado” a
interferência causada pela penetração de corrente
de fuga de um par telefônico em outro, de tal
maneira que a conversação em um par é ouvida no
outro, devido ao acoplamento existente entre os
pares.
As causas podem estar no baixo isolamento entre
condutores de pares diferentes ou onde existe
perna pulada, no mesmo cabo.

1-35
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Distúrbios Elétricos na Rede Telefônica


Distúrbios Elétricos na Rede Telefônica
Os principais distúrbios elétricos na rede telefônica são:
a. descarga atmosférica;
b. linhas de energia elétrica;
c. sinais de rádio.

Anotações

1-36
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Sistema Carrier
• Carrier Monocanal
• Carrier Multicanal

PAR FÍSICO

DISTÂNCIA

Multiplexação é a técnica de transmitir, simultaneamente, diversos sinais sobre um mesmo meio de comunicação
sem interferência de um sinal no outro.
A finalidade da multiplexação é o aproveitamento máximo dos meios de comunicações, neste caso, as linhas
telefônicas.
Existem vários tipos de multiplexação tais como, por divisão de espaço (SDM), por alocação no tempo (TDM), por
divisão de freqüências (FDM) e por divisão de códigos (CDMA). Estamos interessados no momento na multiplexação por
divisão de freqüências (FDM). FDM consiste em enviar as informações em portadoras diferentes sem que haja
interferências mútuas.
O Carrier Monocanal é um sistema que permitem dois (2) assinantes falarem ao mesmo tempo, sem interferências,
compartilhando um único par físico. Neste sistema, uma conversação é feita em freqüência na faixa de voz, modulando-se
uma tensão contínua. A outra conversação é estabelecida em portadoras de freqüências mais altas, utilizando-se,
portanto, a técnica FDM.
O Carrier Multicanal é um sistema que permite o compartilhamento da linha por até 8 assinantes em único par
físico. Neste caso, as conversações são moduladas com portadoras diferentes resultando em diversas freqüências
moduladas no meio de transmissão (par do cabo).
A demodulação é feita recuperando-se novamente o sinal modulado (voz).
O sistema Carrier foi desenvolvido para atender o usuário telefônico do serviço de voz, não sendo adequado para o
tráfego de dados.
Dentre os vários equipamentos Carrier Monocanal existentes, a Telemar emprega:
CA-4001 – fabricado pela SPLICE S/A;
MA 1001 – Elebra S/A;
TDTA-M – EMBRACOM S/A.

1-37
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Sistema Carrier Digital

Central Telefônica

Ass. 1
C R/T
O
T Linha de Assinante DSL
Ass. 2

Sistema Carrier Digital


É um multiplexador digital de linha de assinante que possibilita a ligação de duas (2) linhas de freqüências de voz (VF)
independentes, usando um único par de cobre.
Este sistema utiliza códigos de transmissão 2B1Q, padrão RDSI, para sinais de alta qualidade e longo alcance.

COT – terminal na Central Telefônica;


R/T – terminal remoto.

Exemplo de equipamento usado na Telemar: Miniplex V6-2N 1.

Aplicações:
– Fornecimento de linhas de dados de alta velocidade, com o uso do cobre existente;
– Fornecimento de linhas residenciais ou comerciais adicionais;
– Substituição de portadoras analógicas de duas linhas;
– Redução da quantidade de cobre da rede externa;
– etc.

1-38
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações

Acesso RDSI
Acesso RDSI
Central
Central Local
NT1
Local Assinante
RDSI Convencional

Central
Tandem

Central
Central Trânsito
Local Entroncamento
RDSI

Assinante
RDSI
Acesso internet
RDSI
DVI ISP

RDSI – Rede Digital de Serviços Integrados


Serviço de acesso compartilhado para dados, voz e imagem;
Aproveita a rede de par trançado existente para o acesso ao serviço;
Acessos com velocidades de 144 Kbps;
Emprega técnica de comutação de circuitos e multiplexação por divisão de tempo (TDM);
Sinalização em canal independente.

Na Telemar este serviço foi lançado com o nome de DVI.


O DVI (“Digital Video Image”) é um serviço telefônico completamente digital, para voz, dados e imagens, pela linha
telefônica, baseado no sistema RDSI, Rede Integrada de Serviços Integrados.
Permite a velocidade de 144 Kbps, por meio de dois canais de dados 64 Kbps e um canal de sinalização de 16 Kbps,
também chamados de 2B+ D.

1-39
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações

Redes de Acesso RDSI


• A RDSI foi concebida para substituir a rede telefônica
convencional (analógica) por uma rede digital.
• Existem dois tipos distintos de acessos RDSI:
– Básico BRI – Basic Rate Interface;
– Primário PRI – Primary Rate Interface.

Anotações

Redes de Acesso RDSI

Traduzido por RDSI - Rede Digital de Serviços Integrados - é a digitalização da rede telefônica para tráfego simultâneo
de voz, dados, imagens, aplicações e serviços multimídia. O RDSI foi concebido para substituir a rede telefônica
convencional (analógica) por uma rede digital. Existem dois tipos distintos de interfaces RDSI. A interface RDSI/BRI é
utilizada na residência do usuário, que conta com 2 canais que podem ser utilizados a velocidade de 64 Kbps e um canal
de controle, todos dentro de um par de fios de telefone comum. Isto permite que o usuário tenha acesso de 64 Kbps à
Internet enquanto utiliza o telefone ou utiliza-se de um fax; ou então utilizar a Internet com velocidade de 128 Kbps. A
grosso modo, seria como se o usuário tivesse duas linhas de alta qualidade e comutáveis à disposição.

A versão RDSI para corporações e provedores de acesso à Internet é a RDSI/PRI, que conta com 30 canais 64 Kbps
mais 1 canal para controle.

1-40
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Acesso ISDN
Básico BRI
Ambiente do Cliente Ambiente da Telemar

Telefones

Rede
Telemar
NT

Rede de Acesso

2 canais B voz ou dados

1 canal D de ACESSO
controle RDSI
BÁSICO - BRI

Anotações

O acesso RDSI/BRI é feito através de um par metálico.

Possui dois canais B que podem ser utilizados a velocidade de 64 Kbps e um canal D de 16 Kbps utilizado para
controle.

Isto permite que o usuário tenha acesso de 64 Kbps à Internet, em um canal e no outro ele pode utilizar o telefone ou
fax; ou então utilizar somente a Internet (nos dois canais) com velocidade de 128 Kbps.

1-41
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Acesso RDSI Anotações

Primário PRI
Ambiente do Cliente Ambiente da Telemar
PABX modem
modem
Rede
Telemar

Rede de Acesso

30 canais B (voz ou dados)

ACESSO
RDSI
PRIMÁRIO -PRI
1 canal D
controle

Anotações
RDSI-PRI - Primary Rate Interface: O acesso RDSI/PRI é feito através de dois pares metálicos ou fibra ótica;
Possui 30 canais B que podem ser utilizados a velocidade de 64 Kbps e um canal D de 64 Kbps para controle, que
totalizam 2 Mbps;
Os canais B podem ser usados para o tráfego de voz ou dados;
Um acesso primário geralmente é utilizado por grandes corporações e provedores de acesso à Internet;
Permite a ligação de PABX Digital de médio e grande porte. Neste caso, ligado na entrada/saída (etapa de troncos) da
central.

É a tecnologia que está por trás dos produtos:


TC ISDN e TC ISDN OFFICE

1-42
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Outras Aplicações RDSI
Backup de Link de Dados e Manutenção
Filial Matriz

Frame Relay

RDSI

Link Backup

Manutenção Remota

Anotações

Neste exemplo, a rede RDSI está sendo usada como alternativa de backup para segurança, no caso da conexão pela
rede Frame Relay apresentar problemas.

1-43
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Acesso ADSL
Velox
Internet
Obs.: O Splitter pertence a
estrutura do DSLAM DSLAM ATM

ADSL
ATM
IP
Splitter

SDH
Microfiltro

Rede Multisserviço
RTPC

Anotações
ADSL
A tecnologia ADSL (Asymmetrical Digital Subscriber Line) opera com transmissões assimétricas com velocidades
downstream (sentido rede/assinante), que variam de 64 K a 8 Mbps, e upstream (sentido assinante/rede) de 64 K a 1,5
Mbps, atingindo distâncias de até 5,5 Km com apenas um par metálico.
A infra-estrutura para fornecimento de serviços ADSL é a seguinte:
1. Disponibilidade de rede, ou seja, o bairro do cliente deve estar coberto pela rede ADSL e deve haver portas livre
no DSLAM na Central.
2. Modens ADSL homologados pela operadora.
3. Micro-Filtros que são instalados nos dispositivos telefônicos (telefones, identificador de chamadas, aparelhos de
fax-símile, etc.) na residência do cliente.
4. Um equipamento chamado DSLAM instalado na Central Telefônica no bairro do cliente (O DSLAM é responsável
por Decodificar o sinal do modem ADSL do cliente e multiplexá-lo em um acesso de alta velocidade para a Rede
IP).
Os acessos ADSL são utilizados principalmente para fornecer acesso à Internet. No entanto pode ser utilizado para
outros serviços, como interligação de LANs através de VPNs.

1-44
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Acesso ADSL
Acesso ADSL Acesso à Internet em alta
velocidade através da linha
telefônica do assinante.
Velocidade de downstream
maior que a de upstream.
Rede
Velocidades de dowstream
Telefônica
disponíveis: 256, 512, 768,
1024, 1536 e 2048 Kbps.
F Transmissão simultânea de
Modem ADSL voz e dados.
e filtro Rede IP
Endereço IP pode ser
inválido ou válido, fixo ou
dinâmico.
Cliente ADSL internet Outras aplicações: Vídeo sob
Velox Demanda e Voz sob ADSL.
ISP
Na Telemar este serviço
chama-se Velox.

Redes HFCAnotações

Acesso via Cable Modem Híbrida-Fibra-Coaxial


As redes HFC são redes do
tipo Faixa Larga, acopladas às
CATV (TV a Cabo) que interligam
residências às centrais através do
IP/Internet
Cliente uso de fibras ópticas. Chamada de
SuperVia da Informação.
Cable Modem
Cable • Acesso baseado na
Modem transmissão de dados sobre a
rede de TV a cabo;
CATV • O canal de dados é dedicado e
compartilhado por todos os
usuários cable modem do
segmento;
Codificador TV
• O fluxo de dados do canal pode
STFC ser simétrico ou assimétrico:
Simétrico – até 10 Mbps;
Assimétrico – até 3/30 Mbps;
• Custo do serviço é fixo e de
acordo com a velocidade do
acesso.

1-45
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Acesso Via Rádio

Cliente Rádio IP/Internet Provedor


Internet

Acesso via Rádio

Rádios no acesso;

São utilizados rádios de pequeno porte;

Quando não existe par metálico;

Local de difícil acesso;

Urgência no atendimento;

Velocidades de 64 Kbps, 2 Mbps e 8 Mbps.

1-46
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Acesso Via Satélite

IP/Internet
Provedor
Internet Cliente Satélite

Acesso Via Satélite


Satélites Geo-estacionários:
Transmissão de rádio e TV;
Transmissão de voz;
Transmissão de dados;
Satélites de baixas e médias órbitas - LEO e MEO:
Global Positioning System - GPS;
Sistemas de comunicação global: Globalstar, Orbcomm;
Sistemas de Navegação.
Acesso Via Satélite
Upstream é transmitido pela linha telefônica;
Downstream é transmitido via Satélite;
Velocidade de downstream até 400 Kbps com antenas VSAT e velocidade de upstream até 33,6 Kbps via modem V.34
ou V.90;
Ligação do PC ao codificador através da placa de rede Ethernet.

1-47
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações

Redes Telefônicas Privadas


PABX RAMAIS
KS
RAMAIS

REDE
KS REDE
PABX PÚBLICA
PÚBLICA

Centrais que concentram ramais Centrais de pequeno porte,


com recursos de controle, como que concentram até 24 ramais
busca automática, tarifação, etc. com baixa capacidade de
controle.

Anotações
O PABX – Private Automatic Branch Exchange
É um equipamento utilizado para fazer a concentração das linhas telefônicas da empresa, fazendo a sua distribuição e
encaminhamento para os ramais internos. Possui limitações de linhas, conforme a capacidade da placa de sua de
conexão, os de pequeno porte podem concentrar 2, 4, 8 ou 10 linhas, os de grande porte tem capacidade para dezenas
de linhas.
As centrais telefônicas do mundo particular (pequenas, médias e grandes empresas) seguiram a mesma evolução das
centrais telefônicas da área pública.
Inicialmente eram mesas manuais operadas por telefonistas.
Com a evolução elas também foram automatizadas e atualmente também são totalmente digitais. São os chamados de
PABX Digitais (Private Automatic Branch Exchange).

1-48
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
PABX

Ramal
201

PABX
RTPC
Ramal
205 Modem
Telemar
Modem
Ramal HDSL HDSL
204
E1
30 Canais

Ramal
202
Ramal
203
Empresa

Anotações
Características
Existem muitos fabricantes explorando este mercado de equipamentos PABX e terminais telefônicos e existem PABXs
de todos os tamanhos, desde 2 troncos e 4 ramais até 200 troncos e 900 ramais por exemplo, podendo ser maiores
ainda, dependendo do fabricante, modelo e necessidade da empresa cliente.
Os PABXs se ligam na rede pública através de cabos troncos e se utilizam de sinalizações do tipo R2D+MFC ou CCS7
no caso dos mais atuais.
Um PABX possui de um lado entradas para as conexões dos ramais, que são os telefones distribuídos dentro da
empresa, e do outro lado possui os cabos troncos que interligam o PABX até a Central Telefônica Pública da região. O
PABX precisa ser conectado na rede telefônica pública para conseguir estabelecer suas ligações com assinantes públicos
ou com ramais de outros PABX.

1-49
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados
PABX ANALÓGICO X PABX DIGITAL
PABX Analógico PABX Digital
Até 16 linhas/64 ramais; Mais de 16 linhas/64 ramais;
Sistema de mensagem; Sistema de mensagem;
Identificador de chamadas; Identificador de chamadas;
Sistema de tarifação; Sistema de tarifação;
Correio de voz; Correio de voz;
Agenda; Agenda;
Captura de chamada; Captura de chamada;
Bloqueio de chamada; Bloqueio de chamada;
Acesso Facilidade CPA; Acesso Facilidade CPA;
Telefonista. Não necessita telefonista;
Entroncamento digital;
Melhor qualidade de áudio;
Discagem Direta a Ramal.

1-50
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Rede de Acesso E1
Ambiente do Cliente Ambiente da Telemar

PABX
modem modem
Rede
Telemar

Rede de Acesso

30 canais voz ou
dados
ACESSO
E1
2 canais
controle

Anotações

O E1 é um padrão para transmissão de dados digital adotado na Europa e no Brasil;

Tem capacidade de trafegar 2,048 Mbps;

Os acessos podem ser com par metálico ou com fibra ótica;

O acesso pode ser segmentado em 32 canais de 64 Kbps cada, sendo que 30 são destinados para transmissão e
recepção de dados ou voz e dois para controle;

É a tecnologia utilizada pelos seguintes produtos Telemar:

TC DIGITRONCO;

TC DIGITRONCO OFFICE;

TC DIGITRONCO I.

1-51
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
PABX Virtual
Centrex
• O Centrex é um PABX virtual criado dentro da central
pública:
– Tem todas as facilidades de
um PABX tradicional;
– A vantagem para o cliente é
que manutenção e as
atualizações tecnológicas
ficam por conta da Telemar.

É a tecnologia utilizada pelos produtos


TC INTERVOX, TC VOICE, TC VOICE NET

Anotações

O Centrex é um conjunto de programas instalados dentro da central telefônica pública que simula o funcionamento do
PABX real. Assim, com este produto, a Telemar consegue competir no mercado particular, ofertando seus produtos.
Para o empresário é vendida a idéia de que o Centrex oferece uma relevante redução de custos, pois já não é necessário
adquirir um equipamento real (existem PABX custando mais de R$ 50.000,00), pagar pela instalação e pela manutenção,
pois a equipe técnica passa a ser a da Telemar.

1-52
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Plano de Numeração

- - 0 3 1 4 8 3 2 2 6 1 6 1 6
- - D x x A B X Y Z W M C D U

D – código indicativo DDD


XX – código da operadora de LD: 31 – Telemar
AB – código regional: 48 - Florianópolis
XYZW – prefixo da central: 3226 – Central do bairro
Trindade
MCDU – código do assinante: 1616 – número da Treinar

Anotações

Plano de Numeração

No Brasil, a cada assinante do serviço telefônico foi atribuído um código de acesso de assinante, ou número
telefônico, formado de 8 dígitos que é discado quando a ligação é local. Em algumas regiões do Brasil utiliza-se ainda um
código de 7 dígitos. Normalmente os primeiros 3 ou 4 dígitos correspondem ao prefixo da central telefônica local a qual o
assinante está conectado e os 4 últimos dígitos ao número do assinante na rede de acesso desta central. Para ligações
nacionais ou internacionais, são necessários que sejam discados códigos adicionais (nacional ou internacional). Para
permitir a busca de um assinante na rede mundial, A UIT – União Internacional de Telecomunicações - definiu o Plano de
Numeração Internacional, definindo o código de cada país (Brasil 55, EUA 1, Itália 39, Argentina 54, etc), assim como
algumas regras básicas que facilitam o uso do serviço, como o uso de prefixos.

O Regulamento de Numeração do STFC define:

• 0 (zero) define que a ligação será de Longa Distância Nacional (LDN).

• 00 (zero zero) define a ligação será de Longa Distância Internacional (LDI), ou seja, o primeiro e segundo dígitos
a serem discados numa chamada internacional.

• 90 (nove zero) define o Prefixo para a Discagem Direta a Cobrar (DDC).

1-53
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados
• XX - CSP - Código de Seleção de Prestadora, para ligações nacionais e internacionais, a Telemar utiliza o código
31. AB – Código Nacional (DDD) da cidade do assinante chamado (assinante B), a ser discado após o código de
seleção de prestadora em chamadas nacionais.

Desta forma, é possível repetir os números de assinantes de forma não ambígua, em cidades diferentes.

Este esquema hierárquico de planejar a numeração é adotado internacionalmente, com pequenas diferenças entre um
país e outro. Normalmente, a diferença está nos prefixos escolhidos para acesso nacional e internacional, no uso do
código de seleção de prestadora, na digitação interrompida por tons intermediários, etc.

O encaminhamento de chamadas dentro de uma rede telefônica flui do assinante para a sua central telefônica local e
daí para outras centrais até o assinante chamado, de acordo com o número digitado pelo assinante A.

O que é número A e número B?

A rede telefônica consegue identificar qualquer assinante (usuário) dentro da rede, através de um plano de
numeração normatizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O assinante que origina a seleção é o
assinante A e o assinante que recebe a chamada passa a ser denominado, assinante B.

Os assinantes recebem números que permitem a sua identificação dentro da rede.

O Plano de Numeração Nacional define a utilização de até 15 dígitos, não sendo necessário a utilização de todas as
posições:

Ex: 0 3 1 4 8 3 2 2 6 1 6 1 6 (número telefônico da Treinar)

D x x A B X Y Z W M C D U

Sendo:

D – código indicativo do serviço DDD

xx – código da Operadora (31 - Telemar)

AB – código regional DDD (48 - Florianópolis)

XYZW – prefixo da central (3226 – Bairro Trindade)

MCDU – código do assinante (1616 - número da Treinar)

Número é o código de acesso de assinante, usuário ou código de identificação de equipamento ou ainda código de
acesso a serviço prestado através de rede de telecomunicações.

Plano de Numeração é o conjunto de regras definidas para a construção da numeração em cada rede de
telecomunicações.

1-54
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Código Não-Geográfico Anotações


Série destinada ao atendimento de provedores de serviço de
valor adicionado, indicando que o usuário originador se
900
responsabiliza pelo pagamento do serviço de telecomunicações
utilizado e pelo adicional relativo ao serviço acessado.
Série destinada à condição de prestação do STFC cuja Instituição,
à qual o código está designado, se responsabiliza pelo serviço
800 acessado e pelo pagamento do serviço de telecomunicações
utilizado, caracterizando uma chamada sem ônus para o usuário
originador.
Série destinada ao registro de intenção de doação. A Instituição
interessada deve ser declarada de utilidade pública e é ela a
responsável pela definição dos valores de doação correspondente
500
a cada código não-geográfico utilizado. O valor da doação,
correspondente a cada chamada, não deverá ser superior a R$
30,00 (trinta reais).
Série destinada ao atendimento de provedores de serviço em que
300 o usuário originador se responsabiliza pelo pagamento da
chamada.

Anotações

Código Não-Geográfico.

O código não-Geográfico é um código utilizável em todo o território nacional, com formato padronizado, composto de
10 caracteres numéricos onde N10N9N8 Identifica de forma unívoca, em todo o território nacional, uma dada
terminação de rede utilizada para provimento do STFC sob condições específicas.

1-55
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Código de Acesso a Serviços de Utilidade Pública Anotações


Código Serviços Públicos de Emergência
100 Secretaria dos Direitos Humanos
128 Serviços de Emergência no âmbito do Mercosul
180 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher
181 Disque Denúncia
190 Polícia Militar
191 Polícia Rodoviária Federal
192 Serviço Público de Remoção de Doentes (Ambulância)
193 Corpo de Bombeiros
194 Polícia Federal
197 Polícia Civil
198 Polícia Rodoviária Estadual
199 Defesa Civil

Anotações

Código de Acesso a Serviços de Utilidade Pública

O código de acesso a serviços de utilidade pública é composto por 3 caracteres numéricos de formato N3N2N1 e
identifica de forma unívoca e em todo o território nacional o respectivo serviço de utilidade pública.

A Anatel alterou em março de 2004 o Regulamento de numeração do STFC e publicou o Regulamento sobre as
condições de acesso e fruição dos serviços de utilidade pública e de apoio do STFC.

Ficaram estabelecidas as destinações apresentadas acima para a série 1N2N1 (Ato 43.151 15/03/04). As
operadoras têm um prazo máximo de 180 dias para liberar os códigos.

As demais séries 0N2N1 e 2N2N1 a 9N2N1 ficaram como reserva.

1-56
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Códigos para demais serviços
Código Demais Serviços de Utilidade Pública

103 Serviços Ofertados por prestadoras de STFC*

Serviços ofertados por prestadoras de Serviços Móveis de


105
Interesse Coletivo*
Serviços ofertados por prestadoras de Serviços de
106
Comunicação Eletrônica de Massa*

115 Serviços da prestadora de Água e Esgoto

116 Serviços da prestadora de Energia Elétrica

Anotações
118 Serviços de Transporte Público 154 Detran
127 Ministério Público 155 Serviço Estadual
138 Governo Federal 156 Serviço Municipal
148 Justiça Eleitoral 157 Informações sobre oferta de emprego (Sine)
150 Vigilância Sanitária 158 Delegacias Regionais do Trabalho
151 Procon 161 Atendimento a Denúncias por Órgãos da Administração Pública
152 Ibama 132 Assistência a Dependentes de Agentes Químicos
153 Guarda Municipal 141 Centro de Valorização da Vida (CVV)

Serviços de Apoio ao STFC


102 Serviço de Informação de Código de Assinante
142 Centro de Atendimento para a Intermediação da Comunicação para Portadores de Necessidades Especiais
Estas chamadas devem ser gratuitas para os usuários.

1-57
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações

Tarifação Telefônica
• Sistemas de Tarifação:
– Tarifação Atual (2005);
– Minutagem (2006).

Anotações

SISTEMAS DE TARIFAÇÃO

- TARIFAÇÃO ATUAL (2005)

- MINUTAGEM (2006)

Tarifação

Procedimento de coleta dos dados para o levantamento do valor que o assinante deve pagar pelo serviço prestado
pela operadora de telecomunicações.

O método pode ser por PULSO ou por TEMPO.

Ao efetuar uma conexão a Central Telefônica leva em conta a duração e, também, a distância coberta pela conexão.
Quanto maior a duração da conversação e a distância coberta, maior será a quantia a ser paga.

As empresas Concessionárias no Brasil adotaram o sistema de tarifação por pulso para as ligações locais e a partir de
2006 passa a valer somente o método de Tempo.

1-58
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Pulso x Minuto: Tarifação de chamadas
locais das concessionárias
• Os contratos de concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC),
em vigor até dezembro de 2005, estabeleceram que, as chamadas locais
utilizam o Pulso como unidade e são tarifadas da seguinte forma:

Sistema de
Tarifa Horário Custo da Chamada telefônica
Medição

Segunda a Sexta
(6-24 hrs) Karlsson 1 pulso: quando a chamada for completada
Normal Acrescido 1 pulso: entre 0 e 4 minutos (aleatório)
Sábados KA - 240 1 pulso: a cada 4 minutos excedentes
(6-14hrs)

Segunda a Sexta
(0-6 hrs)

Medição 1 pulso por chamada, independente do tempo de


Reduzida Sábados
Simples conversação
(0-6 hrs/14-24 hrs)

Domingos

Anotações

O sistema de medição da duração das chamadas telefônicas através de pulsos é um sistema analógico desenvolvido na
década de 1930 e apresenta as seguintes desvantagens:

• Duas chamadas de mesma duração podem ser tarifadas com valores diferentes devido à forma aleatória com que
o pulso inicial (entre 0 e 4 minutos) é aplicado. Por exemplo: Uma chamada de 2 minutos de duração pode ser
tarifada em 1 pulso ou em 2 pulsos.

• O sistema de medição de pulso registra apenas os pulsos consumidos, sem relacioná-los a outras informações
referentes à chamada que estão associadas. Esta limitação acaba inviabilizando a apresentação de um
detalhamento das chamadas locais na conta dos usuários. Esta questão tem sido objeto de vários processos na
Justiça por parte de usuários que questionam os valores cobrados nas suas contas telefônicas.

O sistema de medição da duração da chamada baseado em pulsos, conhecido como método Karlsson, foi criado no
final da década de 1930 por S. A. Karlsson, engenheiro chefe da Empresa Telefônica de Helsinque (Finlândia).

1-59
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações

Karlsson Acrescido (KA 240)

Anotações

Pulso: Sistema de medição de Karlsson

Este método utiliza um gerador de pulsos de período R que serve de base de medição de tempo e contadores de
pulsos associados a cada linha telefônica.

O gerador é instalado na central telefônica e é utilizado por todas as linhas, sem sincronização do gerador com a
ligação estabelecida entre os assinantes. Quando a chamada é completa, o gerador de pulsos é conectado
temporariamente ao contador de pulsos daquela linha, sendo desconectado quando terminar a chamada. O contador
registra, de forma cumulativa, o número de pulsos que ocorreram durante a chamada.

O método utilizado pelas concessionárias de STFC no Brasil é o KA 240, Karlsson Acrescido com R = 240 segundos.

Este método KA240 baseia-se na cobrança de um pulso (aproximadamente R$ 0,11 sem os tributos) ao completar
uma chamada, um pulso aleatório em até quatro minutos e, a partir deste, um pulso a cada quatro minutos.

1-60
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Tarifação Local por Minuto


• A tarifação do serviço Local passa a ser feita por tempo de utilização.
• O novo método inclui tarifação mínima de 30 segundos no início da chamada e, a
partir daí, contagem a cada fração de 6 segundos.
• A minutagem representa adoção de critérios de bilhetagem e de tarifação similares
aos dos serviços de Longa Distância e Móvel Pessoal (SMP), inclusive com a
possibilidade de solicitação de detalhamento das chamadas, a pedido do usuário.

Anotações

1-61
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Tarifação Atual X Nova Tarifação Anotações


• Tratamento no Início da Chamada
– 1 pulso atendimento x Tempo de Tarifação Mínima
(TTM): 30 segundos.
• Utilização no Horário Normal
– 2º pulso aleatório, seguido de pulsos regulares a cada 4
minutos (240 segundos) X Frações de 6 segundos (1/10
de minuto).
• Utilização no Horário Reduzido
– Valor corresponde a um pulso por chamada X Valor
corresponde a 2 minutos por chamada (VCA).
• Franquia
– 100 pulsos na classe residencial e 90 pulsos nas classes
não-residencial e tronco X 200 minutos na classe
residencial e 150 minutos nas classes não-residencial e
tronco.

Anotações
O desenvolvimento dos sistemas digitais permitiu que a tarifação dos serviços telefônicos passasse a ser feita com
base no minuto. Hoje, no Brasil apenas as chamadas locais das concessionárias são tarifadas por pulsos. As chamadas de
longa distância, de celular e as chamadas locais das operadoras espelho são tarifadas tendo como base o minuto.
Existe um consenso das vantagens da utilização do minuto como base de tarifação das chamadas locais, em
substituição ao pulso.
Os novos contratos de concessão, em vigor a partir de janeiro de 2006, estabelecem o minuto como base para a
tarifação das chamadas locais que passam a ser tarifadas da seguinte forma:
• Por Tempo de Utilização, sendo a unidade de tarifação o décimo de minuto (seis segundos) e o tempo de
tarifação mínima de 30 (trinta) segundos.
• Por Chamada Atendida, onde a cobrança é feita a partir da aplicação de um valor por chamada atendida (VCA),
independentemente de sua duração.

1-62
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Tarifação Local por Minuto Anotações

Detalhamento da Fatura
• Detalhamento da fatura, com possibilidade de aferição
dos dados de uso.
• O detalhamento será disponibilizado sob demanda. A 1ª
via é gratuita. A 2ª via é passível de cobrança.
• Maior controle, por parte do usuário, da utilização de
seu terminal, que passará a ser faturado em minutos.
• Comparabilidade entre planos de serviços em minutos,
quando de sua comercialização.
• Fim do pulso aleatório, traduzido em faturamento mais
convergente à utilização em minutos.

Anotações
A unidade de tarifação será o décimo de minuto (seis segundos) e o tempo de tarifação mínima de 30 segundos. (de
segunda-feira a sexta-feira, entre 6h e 24h, e sábados, entre 6h e 14h).
Tarifação por chamada atendida, na qual a cobrança é feita a partir da aplicação de um Valor por Chamada Atendida
(VCA), independentemente de sua duração (de segunda a sexta, entre 0 e 6 horas, sábados, entre 0 e 6 horas e entre
14 e 24 horas; e domingos e feriados nacionais entre 0 e 24 horas).
Franquias de 200 minutos (residencial) e 150 minutos (tronco e não-residencial).
O Valor por Chamada Atendida é equivalente ao período de 2 minutos.

1-63
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Degraus Tarifários
Ligações de Longa Distância Nacional-LDN

Degraus Distância Geodésica

DC Áreas Vizinhas

D1 Até 50 Km

D2 Acima de 50 até 100 Km

D3 Acima de 100 até 300 Km

D4 Acima de 300 Km

Anotações
Anotações
Ligações de Longa Distância LDN – Longa Distância
Nacional
LDI – Longa Distância
• Como se dividem as ligações de Longa Distância? Internacional
– Intra-estadual - LDN
- Dentro do mesmo estado
- VC2 – Destino Móvel
– Interestadual - LDN
- Entre estados diferentes
- VC3 – Destino Móvel
– Internacional - LDI

1-64
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Ligações de Longa Distância
• Quais os critérios de tarifação das ligações?
– Chamadas Fixo – Fixo (um telefone fixo ligando para outro
fixo):
- O tempo mínimo de tarifação de 1 (um) minuto.
- O tempo posterior ao minuto inicial, é cobrado por frações de 6
segundos.
– Chamadas Fixo – Móvel (um telefone fixo ligando para um
telefone móvel):
- O tempo mínimo de tarifação é de 30 (trinta) segundos.
- O tempo posterior aos 30 (trinta) segundos iniciais, é cobrado por
frações de 6 segundos.
• Observação: Pela legislação vigente, as chamadas telefônicas
com duração inferior a 3 segundos não são cobradas.

Anotações

Itens de Cobrança
ACESSO DISCADO À INTERNET
- É tarifado como uma ligação comum, mesmo se o seu
provedor for gratuito. Se o provedor estiver na mesma
cidade que você, a tarifação é por chamada local. Se estiver
em um município diferente, verifique com o seu provedor.

1-65
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Diferenciais

Anotações
O sistema de cobrança das ligações foi certificado pela ABNT e reconhecido pelo INMETRO.
É a sua garantia que ligações de telefones fixos estão sendo cobradas pelo seu destino, horário, duração e valor
corretos. Para a Telemar, a melhor maneira de conquistar a sua confiança é assegurar a prestação de um serviço com
qualidade e transparência.

1-66
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações

Facilidades do Sistema
São recursos envolvidos na Rede Telefônica
para proporcionar serviços de qualidade ao
assinante.

Os sistemas de comutação CPA-D-T fazem a informação chegar aos destinos individualmente escolhidos a partir de
uma fonte determinada. A qualidade e confiabilidade destes sistemas baseiam-se na aplicação coerente de tecnologias de
ponta e na extensa experiência do fabricante, na aplicação do sistema e no serviço de assistência técnica a nível mundial.
No entanto, cabe a pergunta: em que consistem exatamente tais vantagens? Que benefício concreto uma CPA-D-T
oferece à operadora?

Facilidades e Serviços do Sistema Telefônico


São recursos envolvidos na Rede Telefônica para proporcionar serviços de qualidade ao assinante.
Pela ótica de facilidades e serviços, três requisitos principais estão sempre presentes nos sistemas de comutação
CPA-D-T:
• As facilidades devem oferecer ao assinante um serviço confortável e variado de telecomunicação;
• Proporcionar à operadora, resultados econômicos rentáveis;
• Adaptar-se às novas necessidades mediante a simples incorporação de novas facilidades.
As facilidades dividem-se em onze grupos principais:
• Facilidades de assinantes analógicos - Consiste basicamente no par de fios que está ligado na residência do
assinante e vem até a estação telefônica, então nessa ordem assinante para estação, caixa, lateral, cabo,
vertical do DG;
• Facilidades de assinantes de RDSI, (Digitais);

1-67
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados
• Facilidades de PABX Virtual;
• Facilidades de tarifação;
• Facilidades de numeração e encaminhamento;
• Facilidades de troca de sinalizações;
• Facilidades de operação e manutenção;
• Facilidades de funções do sistema;
• Facilidades de redes inteligentes (RI);
• Facilidades para as interfaces aos equipamentos do assinante.
As facilidades de assinantes mais conhecidas são, por exemplo:
• Transferência de chamadas;
• Siga-me;
• Números de chamada abreviados;
• Chamada em espera;
• "Não perturbe”;
• Re-chamada para assinante ocupado;
• Identificação de chamadas maliciosas;
• Identificação do terminal chamador;
• Grupos de busca com vários algoritmos de busca.
As facilidades PABX Virtual para as aplicações no comércio, na administração e na indústria oferecem enormes vantagens
econômicas à operadora.
Facilidade de Sinalização de registradores:
• MFC 5B;
• MFC 5C;
• MFC 5S;
• MFP - mesas interurbanas;
• Decádica.

Facilidade de Sinalização CCS nº 7:


• TUP;
• ISUP.

1-68
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Facilidades do sistema
• Facilidades de Tarifação
• Pulso
– Pulso por chamada.
– Método Karlsson puro, acrescido ou modificado.
– Sincronizado com atendimento.
– Pulsos fixos para:
• Assinantes;
• Outras centrais.
• Bilhetagem
– Automática de 80 bytes.
– Automática de 32 bytes (serviços suplementares).
• Ausência de tarifação

Para a operadora é de especial interesse o grupo de facilidades para a tarifação:


• Procedimentos de tarifação por pulsos, com várias formas de tarifação, como a simples, a múltipla, a periódica e
a não-periódica;
• Procedimentos com "comprovantes de tarifas", bilhetagem automática (AMA), com vários processos para AMA,
LAMA (local) e CAMA (central);
• Contabilização de tarifas entre operadoras (IARA) – estatísticas entre operadoras (IARSTAT), e AMA (IARAMA);
• Registro detalhado de chamadas;
• Tarifação de serviços suplementares;
• Chamadas gratuitas e chamadas a cobrar;
• Os dados de tarifação registrados no nó de rede estão protegidos através de medidas especiais contra a perda,
em caso de falhas, e contra manipulações externas indevidas. Eles são transmitidos através da transferência de
arquivos ao centro de pós-processamento.

Obs.: todos os critérios de tarifação são fixados via comando homem-máquina (CHM).

1-69
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Anotações
Serviços suplementares Serviços suplementares são
aqueles que devem ser
• Discagem abreviada solicitados pela Operadora ao
fabricante da Central Telefônica
• Linha direta no momento do projeto, ou
seja, não fazem parte do
• Identificação do Assinante Chamador software básico e obrigatório
da Central Telefônica.
• Restrição para chamadas originadas
O serviço básico da Central
• Controle de restrição pelo assinante Telefônica é o estabelecimento
do serviço de voz entre dois
• Transferência automática para telefonista assinantes. Os demais serviços,
• Não perturbe apesar de serem além da voz,
continuam tratando da conexão
• Prioridade entre os assinantes.

• Registro detalhado de chamadas

Anotações
Serviços suplementares
• Linha executiva (linha direta com supervisão de tempo)
• Chamada em espera
• Consulta
• Conferência
• Consulta/transferência
• Transferência temporária
• Transferência automática em caso de LO
• Transferência automática em caso de NR

1-70
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Serviços Telefônicos da
Telemar
• Soluções de Telefonia Básica
– Linha Não-Residencial – NRES
– Linha Tronco

Anotações

Linha Não-Residencial – NRES


• É um serviço de comunicação de voz, individual, que
realiza a ligação de um aparelho telefônico ou
equipamento terminal da empresa (usuário) com a
central da Telemar, possibilitando a comunicação entre
usuários da Rede de Telefonia Fixa Comutada;
• Permite realização e recebimento de chamadas entre a
empresa e outros usuários, sejam eles fixos ou móveis.

1-71
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Linha Não-Residencial – NRES
• Realiza e recebe chamada através de pares metálicos
da Rede de Telefonia Pública Comutada, instalados
entre a Central Telemar e o nosso cliente.
• Através de números telefônicos (códigos de acesso)
que fazem identificação da origem/destino de uma
ligação telefônica.
• Cada Linha Não-Residencial permite a realização de
uma chamada telefônica por vez (exceto nos casos de
configuração de alguns Serviços Inteligentes). Exemplo:
conferência a três.

É indicado para empresas que necessitam de uma pequena concentração de linhas telefônicas e que não necessitam
de utilização de PABX e ramais telefônicos:
– Pequenas empresas;
– Repartições públicas;
– Lojas comerciais.

Benefícios
– Possui franquia de conversação local de 90 pulsos já inclusa na assinatura;
– Permite seriação e agregação da conta telefônica em um nº chave;
– Permite originar e receber fax;
– Permite acesso à Internet via Dial Up a 56 Kbps;
– Permite a utilização de Serviços Inteligentes, como: Identificação de Chamadas, Conferência a Três,
Chamada em Espera, entre outros;
– Permite a comunicação de voz local, nacional e internacional.

Somente Linhas Não-Residenciais ligadas a centrais telefônicas digitais (centrais CPA) permitem a utilização
dos Serviços Inteligentes.

1-72
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Linha Tronco
• É indicado para empresas que possuem uma pequena
concentração de ramais telefônicos e necessitam de
um número-chave para divulgação junto aos seus
clientes:
– Escritórios
– Repartições públicas

ATENÇÃO: Para empresas com um porte maior, onde a demanda


seja a partir de 7 linhas troncos é recomendado o TC Digitronco
10.

Esse produto realiza e recebe chamada através de pares metálicos da Rede de Telefonia Pública Comutada utilizando
Códigos de Acesso (número telefônico) para identificação do destino/origem da chamada.
Quando em uso em um PABX, cada linha tronco, só pode ser ocupada por um ramal.
Exemplo:
No caso de um PABX com uma linha tronco, instalada, e 4 ramais, quando um ramal está em conversação, os outros
3 ramais ficam indisponíveis, para chamadas externas.
Benefícios
– Possui franquia de conversação local de 90 pulsos já inclusa na assinatura;
– Permite seriação e agregação da conta telefônica em um número-chave;
– Permite originar e receber fax;
– Permite a utilização de Serviços Inteligentes, como Identificação de Chamadas, Conferência a Três,
Chamada em Espera, entre outros;
– Permite a comunicação de voz local, nacional e internacional.

Somente as linhas-tronco ligadas a centrais telefônicas digitais (centrais CPA) permitem a utilização dos
Serviços Inteligentes.

1-73
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Linha Tronco e Não-Residencial No serviço de Linha Não-
Residencial, as funções de
Topologia PABX, como a seriação e
Empresa B agregação da conta telefônica
Empresa A
Terminal em um número-chave são
NRES
tratadas pelos programas da
Central
Terminal Terminal
Terminal
NRES Telefônica
Central Pública.
NRES NRES Terminal
NRES

Rede de
Telefonia Pública
Comutada
Terminal
Tronco Empresa D
Central
Terminal Telefônica
RES

PABX

Cliente Terminal
Residencial RES

Cliente
Em conversação
Residencial

Anotações
Soluções de Comodidade
Serviços Inteligentes
– Caixa Postal
– Chamada em Espera
– Conferência a três
– Identificador de Chamadas
– Busca Automática
– Não Pertube
– Linha Executiva

1-74
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações

Serviços de Caixa Postal


Caixa Postal
– Atende as ligações da empresa caso o telefone esteja
ocupado ou não possam atendê-lo.
– A empresa paga o custo da ligação para resgate das
mensagens, que pode ser feito de qualquer lugar, a
qualquer hora e de qualquer telefone.

Serviço sem taxa de habilitação e sem cobrança de mensalidade.

Anotações

Serviços de Caixa Postal CAIXA POSTAL


Capacidade máxima

Caixa Postal Profissional 10 mensagens de até 60 seg.


FAX
– Atende as ligações da empresa caso o telefone esteja
ocupado ou não possam atendê-lo. Não possui.

– A empresa paga o custo da ligação para resgate das


mensagens, que pode ser feito de qualquer lugar, a qualquer CAIXA POSTAL PROFISSIONAL
hora e de qualquer telefone. Capacidade máxima
40 mensagens de até 180 seg.
FAX
Recebe, armazena e
Serviço com cobrança de mensalidade. encaminha.

1-75
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Chamada em Espera
Topologia
Ocupado

RTPC 3531-2521
RTPC
Discou Telemar “BIP”
Telemar
3531-2521

Está falando com o Empresa


3531-2521

Serviço com cobrança de mensalidade.

Anotações
Este serviço lhe permite saber, através de um “BIP”, que, durante uma ligação, existe uma nova chamada para o seu
número.
Você pode atender a nova chamada e depois retornar à ligação original, com total privacidade.

Como funciona
Durante uma ligação o cliente ao receber a segunda ligação ele ouve a um “BIP” informando que há uma outra ligação
e através da tecla FLASH do telefone ele pode alternar entre as duas ligações.
Quais são as vantagens
– Atender uma segunda ligação mesmo durante uma ligação;
– Agiliza soluções de assuntos;
– Economiza tempo de clientes;
– As ligações, para quem possui Chamada em Espera, são pagas apenas por quem liga.

1-76
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Conferência a Três
Topologia

Discou
RTPC 3531-4586
3531-4586 RTPC
e Telemar
Telemar
3531-3587

AAconversa
conversase
sedá
dáde
deforma
formasimultânea
simultâneacom
comos
os
dois números discados
dois números discados 3531-3587

Serviço com cobrança de mensalidade.

Anotações
Permite que 3 pessoas conversem simultaneamente na mesma ligação, ou que, durante uma ligação, possa realizar
uma outra chamada e depois retornar à primeira.
O originador das chamadas para a conferência pagará a tarifa do serviço, inclusive se ele desligar e os outros 2
continuarem ao telefone.

1-77
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Identificador de Chamadas

... e a outra pessoa


RTPC
RTPC identificou antes de
atender
...a pessoa originou Telemar
Telemar
a ligação para o número
3456-7890

Serviço com taxa de habilitação e cobrança de mensalidade.

Anotações
• Identifica quem está ligando antes mesmo de atender a chamada.
• Evita trotes e ligações inoportunas.
• Cobrança de taxa de habilitação.

Benefícios
– Segurança: Empresas que trabalham com tele-entrega, podem utilizá-lo junto com os seus sistemas de
informática para identificar previamente os seus clientes, permitindo que o sistema possa buscar o cadastro
do cliente através do seu número ou utilizá-lo para identificar o número que gerou a ligação evitando assim o
roubo de mercadorias.
– Comodidade: As empresas podem prestar um serviço diferenciado ao identificar previamente o número do
seu cliente.

1-78
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Busca Automática
Topologia

3531-4000
Discou
3531-4000 RTPC
RTPC
Telemar
Telemar

3531-3587

Discou Empresa
3531-4000

Serviço gratuito.

Anotações
O serviço permite a divulgação de apenas um número (chave) para todos os terminais.
A Busca Automática faz o roteamento seqüencial entre os terminais de um mesmo cliente que estejam localizados no
mesmo endereço e sejam atendidos pela mesma central.
Benefícios
– Divulgação de apenas um número da Empresa para a mídia em geral (jornais, revistas, TV, etc.);
– Agiliza o atendimento / tráfego telefônico;
– Compartilha as linhas telefônicas;
– Otimiza o tráfego telefônico.

1-79
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Não Perturbe É um serviço que evita que
um telefone receba ligações
temporariamente.
Impede que a campainha do
telefone toque e avisa a pessoa,
que estiver ligando, através de
uma mensagem, que esse
telefone A PEDIDO do cliente
RTPC
RTPC 3531-4586 não está recebendo
Discou
3531-4586 Telemar
Telemar temporariamente chamadas
telefônicas.

Mensagem Padrão

Serviço com cobrança de mensalidade.

Anotações
Linha Executiva O serviço Linha Executiva
executa discagem automática
para um número pré-definido
após 7 segundos da retirada
do telefone do gancho.

RTPC
RTPC
...Tirou o Telefone
Telemar
Telemar ...tocou para um
número pré-
do gancho, programado.
passou 7 segundos...

Serviço com cobrança de mensalidade.

1-80
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Serviços Inteligentes
Observações:

• Para a habilitação dos Serviços Inteligentes e


Bloqueios deve ser feita uma análise prévia de
viabilidade do serviço solicitado

• Somente Linhas Não-Residenciais ligadas a centrais


telefônicas digitais (centrais CPA) permitem a
utilização dos Serviços Inteligentes.

Anotações
As Redes Inteligentes

Rede Inteligente Tais redes são aquelas em que


o usuário possui um número
RI telefônico único e a rede de
telecomunicações é inteligente o
bastante para saber onde a
pessoa está e encaminhar a
Definição chamada. Por exemplo, uma
pessoa que contrata os serviços
• É uma arquitetura para controle de serviços, que da rede inteligente, no horário
comercial encaminha suas
permite a introdução de novos serviços de forma mais chamadas para o escritório e, à
rápida, eficiente e flexível, quando comparada com a noite, para casa. Também, se os
números chamados não
estrutura atual. atenderem ou estiverem
ocupados, o sistema
automaticamente tenta o celular.
Ou então, o usuário, através
de um cartão inteligente, informa
a rede onde está e todas as
ligações destinadas a ele serão
desviadas para o lugar informado.

1-81
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Plataforma RI Princípios
Desassociar o controle dos
Parametrização dos serviços serviços da rede de voz.
Service Creation Enviroment SCE LAN TCP/IP
Centralizar o controle e a
SMP INCommander base de dados destes serviços.
Administração dos serviços
Service Management Point Atribuir, assim, flexibilidade e
inteligência à rede de
SCP
Execução dos serviços telecomunicações.
Service Control Point Objetivos
INAP,CAP,MAP
• Flexibilidade de
MSSP SSP IP roteamento;
Service Switching Point Intelligent Periphery
Mobile Service Switching Point

Rede Básica Móvel e Fixa • Flexibilidade de bloqueio;


• Flexibilidade de cobrança;
• Flexibilidade de diálogo
interativo com o usuário;
• Dados estatísticos.

Anotações
Plataforma IN
• (M)SSP: (Mobile) Service Switching Point (Ponto de
comutação de Serviços):
“Detecta uma chamada IN”.
Separa voz e sinalização.
Comunicação com o SCP.
Pré-contagem no serviço de Televoting.
Call Gapping (no caso de overload).”

• IP: Intelligent Periphery (Periférico Inteligente)


“Utilizado para anúncios e diálogos interativos com o usuário.”

1-82
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Plataforma IN
• SCP: Service Control Point (Ponto de controle de
Serviço)
“Executa as lógicas dos serviços e coleta dados estatísticos.”

• INCommander: (Gerenciamento da RI)


“Responsável pelo gerenciamento de falhas de todos os
componentes do sistema.”

Anotações

Plataforma IN
• SMP - Service Management Point (Ponto de
Gerenciamento de Serviços)
“Responsável por coletar as informações especificadas sobre
serviços no SCE e enviá-las ao SCP. Coleta também dados
estatísticos do SCP e os envia ao SCE.”

• SCE - Service Creation Environment: (Ambiente de


criação de Serviços)
“Responsável pela definição, criação e gerenciamento dos
serviços.”

1-83
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
FREEPHONE
(chamada sem custo)

Por favor,
perdi meu cartão
de crédito

X
800 XX

Service Center

Anotações
Premium Rate
(chamada + taxa de custo)
Informação

Tarifa:
Call + Premium Rate

+ =
• Horóscopo
• Hora Certa

1-84
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Televoto TELEVOTING (televoto)
Pré-contagem: alto volume
de tráfego; chamadas são
incrementadas no SSP; único
Por favor, teclar anúncio para todos os votos.
3335 para Elvis ou
3338 para os Beatles Sem pré-contagem: baixo
volume de tráfego; chamadas
Estatística
são incrementadas no SCP,
diferentes anúncios para
Elvis
3335 58 % diferentes votos.
Beatles
42 %
3338

Anotações
Pré-pago
Account

9$

Primeira
7$
Chamada
2$

3$

Segunda Chamada
4$

• Crédito pré-pago
• Tarifação online
• Recarga através de cartões

1-85
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Convergência
A Rede do Século 21

Convergência
VOZ Dados
Voz
SOBRE

DADOS

VoIP significa Voz sobre IP.


Voz é tratada pelas centrais telefônicas e dados são tratados pelos equipamentos das redes de dados.
Comunicação de voz tem de acontecer em tempo real, pois quando os assinantes estão conversando pelos telefones
não pode haver retardos maiores que 400ms entre a saída do sinal da origem até a chegada no destino. Quando isto
acontece aparecem efeitos indesejáveis que atrapalham a conversação, como o eco, por exemplo.
Centrais telefônicas tarifam em função do tempo, independentemente de quanto os assinantes falam.
Na comunicação de dados, usuário enviando e-mail para outro usuário, ou usuário fazendo um download, as tarefas
acontecem em tempo não real, e não sofrem com atrasos na comunicação.
A comunicação de dados é tarifada em função da quantidade de dados que trafegam no canal contratado pelo usuário,
e o tempo torna-se um parâmetro de baixa relevância nesta cobrança.
Porém, as centrais telefônicas evoluíram para também entenderem e transmitirem dados, permitindo que seus
usuários liguem PCs em paralelo aos seus telefones na linha telefônica.
O inverso também é verdadeiro, ou seja, as redes de dados também evoluíram permitindo que seus usuários também
falem pelos mesmos caminhos por onde os dados são enviados por suas redes.
Na etapa final desta evolução, a rede de voz quer agora enviar seus sinais de voz por dentro da Internet e as redes de
dados querem enviar seus dados, (que neste caso é sinal de voz convertido em dados) por dentro da rede telefônica.
Para possibilitar que voz trafegue por dentro da Internet, e que dados (que carregam voz) passe pela rede de voz, foi
criada a tecnologia de Voz sobre IP.

1-86
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
VoIP
Voice over Internet Protocol
• Voz sobre IP é uma tecnologia que permite utilizarmos
uma rede de dados (comutação de pacotes) baseada no
Protocolo Internet (IP) para trafegar voz.
• Utilizam equipamentos que permitem acoplar voz em
uma rede IP.
• Esses dispositivos podem ser comprados
separadamente ou pode-se obter essa função através
de uma placa VoIP no Roteador.

Voz sobre IP (VoIP)

“Voice over Internet Protocol” é o termo utilizado para designar aplicações de voz em tempo real, sobre a rede
Internet. Este tipo de comunicação, que utiliza os protocolos Internet, está em contraste com a telefonia tradicional, em
que a comunicação ocorre sobre uma rede que faz comutação de circuitos.

A diferença principal reside no tipo de rede na qual a comunicação se estabelece, ocorre que na rede telefônica
tradicional, para cada chamada é reservada uma largura de banda de 64 Kbps, que é alocada no circuito entre os dois
extremos da chamada. Numa rede baseada no protocolo IP, toda a informação a transmitir tem que ser dividida, para ser
transportada em pacotes, que irão ser encaminhados pela rede individualmente, fazendo assim uma comutação por
pacotes.

Como a aplicação de VoIP é sensível ao atraso, será necessário ter um sistema de transmissão de ponta a ponta com
eficiência suficiente para operar com sucesso. Para isso deve-se ter um conjunto de protocolos e características para
fornecer serviço de qualidade (QoS – Quality of Service). Considerações de tráfego também devem ser vistas para
manter a cadência do discurso, muito utilizado para conectar uma rede de soluções de telefonia IP aos troncos de
telefone normais ou aos dispositivos analógicos.

1-87
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Conexão com VoIP
Rede de Voz e Rede de Dados
Filial – Cabo Frio Matriz – Rio de Janeiro

PABX
PABX
RTPC
RTPC
Telemar
Telemar

E1
E1 Rotedor
Roteador VoIP
VoIP
Rede Telemar
Rede IP

Voz sobre IP

Voice-over-IP (VoIP) pode ser obtida através de um equipamento específico ou pode ser habilitada em roteadores que
possuem uma configuração para isso. Na VoIP é necessário ter um DSP (Digital Signal Processor) que segmenta a voz
em "frames" e os armazena em pacotes de voz. Estes pacotes são transportados pela rede IP de acordo com a
especificação do protocolo H.323 da ITU-T para transmissão multimídia (voz, vídeo e dados) através da rede IP.

A voz ocupa 64 Kbps em um canal, nos sistemas de VoIP ela é comprimida chegando a taxas que variam de 8 a
16 Kbps, por exemplo, os roteadores Vanguard da Motorola comprimem a voz em 8 Kbps e os da Cisco em 12 Kbps.

1-88
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Rede Corporativa
Utilizando VoIP
Filiais Matriz
PABX
Cabo Frio RTPC
Telemar RTPC
Telemar
PABX

Roteador
VoIP

Búzios
Roteador Roteador
VoIP VoIP
PABX

Servidor
RTPC
Telemar

Servidor Rio de Janeiro

INTERLIGAÇÃO DE FILIAIS
Muitas empresas possuem escritórios comerciais espalhados por diversas cidades. Em geral, esses escritórios
possuem algumas características em comum:
• O tráfego telefônico entre a matriz e a filial é pesado. Em alguns casos, o valor gasto com telefonia é um dos
principais fatores de custo da operação.
• Boa parte das ligações serve para envio de fax, como documentos internos.
• O número de ligações simultâneas entre a matriz e a filial é pequeno, em geral não ultrapassa 4 linhas.
• Com a implantação de sistemas corporativos, torna-se necessário estender a rede até os escritórios remotos. O
custo dos circuitos de comunicação de dados é um dos fatores que limita esses investimentos.
No cenário apresentado, vemos que uma solução integrada voz e dados tem o potencial de reduzir os custos
operacionais de forma significativa, viabilizando inclusive a interligação da rede corporativa da empresa.

1-89
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Anotações
Nova Geração de Rede NGN
A Nova Geração de Rede (NGN) é uma evolução nas redes
de telefonia pública, a qual traz vantagens tanto para o
Usuário como para a Operadora, permitindo:
• Acréscimo gradual de capacidade de tráfego;
• Portas de acesso integradas no ambiente do Usuário;
• Novas funcionalidades, como a Voz sobre IP;
• Garante flexibilidade para crescimento e para
adaptação à necessidades emergentes do mercado de
comunicação de dados, bem como ao processo de
evolução tecnológica.

Anotações
Convergência de
Serviços e Redes NGN
Interfuncionamento Serviços de Voz sobre
entre rede de Dados independente do
circuitos e rede de transporte
pacotes Signalling &
Services

Realtime Non-Realtime
(Circuit) Network (Packet) Network
Switch Switch Gateways
Switch
Switch
Switch
Custo otimizado de
infraestrutura de
rede e processos
Interface de
acesso
Unidade de Acesso Integrado universal
para voz/
... dados

Convergencia de voz & serviços de dados via linha de acesso


de alta velocidade
...

Residencial Pequena/ média Empresa Grande Empresa

1-90
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados

Exercícios Capítulo 1
Instrutor
- Explicar que os exercícios têm por objetivo reforçar o conteúdo visto no capítulo.
- O exercício é com consulta à apostila.
- O tempo é de 15 min para resolução das questões.
- O exercício deve ser respondido em folha separada, com nome do participante.
- O instrutor e os participantes devem fazer a correção oral das respostas, aproveitando esta etapa para tirar
duvidas do capítulo.

1. Definir Telefonia.
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____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

2. Definir Central Telefônica e Estação Telefônica?


____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

3. Qual a diferença básica entre uma Central Local e uma Central Tandem?
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

4. Definir Rede de Acesso.


____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

1-91
Curso de Qualificação Profissional Técnico de Dados
5. O que significa DG?
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

6. Qual a definição para Tarifação?


____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

7. Qual o método de Tarifação que as Empresas Concessionárias de Serviços de Telefonia Fixa no Brasil
deverão adotar a partir de Jan/2006 para cobrar as chamadas locais?
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

8. Qual a nova franquia para a classe residencial e não-residencial, dentro do novo método de tarifação?
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

9. O que são Facilidades do Sistema?


____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

10. Quais são os Serviços Adicionais oferecidos pelas Centrais Telefônicas?


____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

1-92