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REVISÃO DIREITO PENAL II

Lei de Drogas – Documento do Foca no Resumo

Lei nº 11.343 - Planalto

 Conceito

Atualidade: despenalização e não descriminalização. (continua sendo crime, independente de


legislação nova – lei anterior x lei nova: limitadores (quantidade)

Lembrar: lista de drogas e remédios controlados estão na Portaria n°344, de 12 de maio de


1998. Não está na portaria? Não pode ser considerado subproduto

POLÍTICAS PÚBLICAS: 4 EXISTENTES – UTILIZADA NO BRASIL: JUSTIÇA TERAPEUTICA

Proibição Radical (eua) // Liberação total// Redução de danos // Justiça Terapeutica

 Diferença tipificação artigos 28 x 33

Uso: utc

Tráfico: procedimento especial – pena altíssima – comparado com hediondo.

 Tipos objetivos do artigo 33

Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à
venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar,
entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em
desacordo com determinação legal ou regulamentar:

Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a


1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.

§ 1º Nas mesmas penas incorre quem:

I - importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, expõe à venda, oferece,
fornece, tem em depósito, transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamente, sem
autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, matéria-prima, insumo
ou produto químico destinado à preparação de drogas;

II - semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autorização ou em desacordo com


determinação legal ou regulamentar, de plantas que se constituam em matéria-prima para a
preparação de drogas;

III - utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse,
administração, guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que
gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar,
para o tráfico ilícito de drogas.

§ 2º Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga:         (Vide ADI nº


4.274)

Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-
multa.
§ 3º Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu
relacionamento, para juntos a consumirem:

Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e pagamento de 700 (setecentos) a


1.500 (mil e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das penas previstas no art. 28.

§ 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser


reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de
direitos , desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às
atividades criminosas nem integre organização criminosa.

 Artigos importantes – 35 / 36/ 38

Art. 35. Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou
não, qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º , e 34 desta Lei:

Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.200


(mil e duzentos) dias-multa.

Parágrafo único. Nas mesmas penas do caput deste artigo incorre quem se associa para
a prática reiterada do crime definido no art. 36 desta Lei.

Art. 36. Financiar ou custear a prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33,
caput e § 1º , e 34 desta Lei:

Pena - reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos, e pagamento de 1.500 (mil e quinhentos) a


4.000 (quatro mil) dias-multa.

Art. 37. Colaborar, como informante, com grupo, organização ou associação destinados
à prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º , e 34 desta Lei:

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e pagamento de 300 (trezentos) a 700


(setecentos) dias-multa.

Art. 38. Prescrever ou ministrar, culposamente, drogas, sem que delas necessite o
paciente, ou fazê-lo em doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou
regulamentar:

Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e pagamento de 50 (cinqüenta) a


200 (duzentos) dias-multa.

Parágrafo único. O juiz comunicará a condenação ao Conselho Federal da categoria


profissional a que pertença o agente.

Crimes Ambientais -

 Parte geral (Código Penal) e parte Especial (lei especial)


 Conceito
 Observação: lei divisora de águas – delimita-se que não responde mais somente
pessoa física como autor do delito, mas também as jurídicas.
 Artigos importantes
O meio ambiente é um bem fundamental à
existência humana e, como tal, deve ser
Com o surgimento da Lei de Crimes
assegurado e protegido para uso de todos.
Ambientais, a legislação ambiental no que
Este é princípio expresso no texto da
toca à proteção ao meio ambiente é
Constituição Federal, que no seu art. 225,
centralizada. As penas agora têm
caput, dispõe sobre o reconhecimento do
uniformização e gradação adequadas e as
direito a um meio ambiente sadio como
infrações são claramente definidas.
uma extensão ao direito à vida, seja pelo
Contrário ao que ocorria no passado, a lei
aspecto da própria existência física e saúde
define a responsabilidade das pessoas
dos seres humanos, seja quanto à
jurídicas, permitindo que grandes
dignidade desta existência, medida pela
empresas sejam responsabilizadas
qualidade de vida. Este reconhecimento
criminalmente pelos danos que seus
impõe ao Poder Público e à coletividade a
empreendimentos possam causar à
responsabilidade pela proteção ambiental.
natureza. Matar animais continua sendo
crime, exceto para saciar a fome do agente
ou da sua família; os maus tratos, as
Crime é uma violação ao direito. Assim,
experiências dolorosas ou cruéis, o
será um crime ambiental todo e qualquer
desmatamento não autorizado, a
dano ou prejuízo causado aos elementos
fabricação, venda, transporte ou soltura de
que compõem o ambiente: flora, fauna,
balões, hoje são crimes que sujeitam o
recursos naturais e o patrimônio cultural.
infrator à prisão.
Por violar direito protegido, todo crime é
passível de sanção (penalização), que é
regulado por lei. O ambiente é protegido
Além das agressões que ultrapassam os
pela Lei n.º 9.605 de 12 de fevereiro de
limites estabelecidos por lei, também são
1998 (Lei de Crimes Ambientais), que
considerados crimes ambientais as
determina as sanções penais e
condutas que ignoram normas ambientais,
administrativas derivadas de condutas e
mesmo que não sejam causados danos ao
atividades lesivas ao meio ambiente.
meio ambiente. É o caso dos
empreendimentos sem a devida licença
ambiental. Neste caso, há a desobediência
Antes da sua existência, a proteção ao
a uma exigência da legislação ambiental e,
meio ambiente era um grande desafio,
por isso, ela é passível de punição por
uma vez que as leis eram esparsas e de
multa e/ou detenção.
difícil aplicação: havia contradições como,
por exemplo, a garantia de acesso livre às
praias, entretanto, sem prever punição
As penas previstas pela Lei de Crimes
criminal a quem o impedisse. Ou
Ambientais são aplicadas conforme a
inconsistências na aplicação de penas.
gravidade da infração: quanto mais
Matar um animal da fauna silvestre,
reprovável a conduta, mais severa a
mesmo para se alimentar era crime
punição. Ela pode ser privativa de
inafiançável, enquanto maus tratos a
liberdade, onde o sujeito condenado
animais e desmatamento eram simples
deverá cumprir sua pena em regime
contravenções punidas com multa. Havia
penitenciário; restritiva de direitos, quando
lacunas como faltar disposições claras
for aplicada ao sujeito — em substituição à
relativas a experiências realizadas com
prisão — penalidades como a prestação de
animais ou quanto a soltura de balões.
serviços à comunidade, interdição
temporária de direitos, suspensão de Contra a fauna (arts. 29 a 37): São as
atividades, prestação pecuniária e agressões cometidas contra animais
recolhimento domiciliar; ou multa. silvestres, nativos ou em rota migratória,
como a caça, pesca, transporte e a
comercialização sem autorização; os maus-
A pessoa jurídica infratora, uma empresa tratos; a realização experiências dolorosas
que viola um direito ambiental, não pode ou cruéis com animais quando existe outro
ter sua liberdade restringida da mesma meio, independente do fim. Também estão
forma que uma pessoa comum, mas é incluídas as agressões aos habitats naturais
sujeita a penalizações. Neste caso, aplicam- dos animais, como a modificação,
se as penas de multa e/ou restritivas de danificação ou destruição de seu ninho,
direitos, que são: a suspensão parcial ou abrigo ou criadouro natural. A introdução
total das atividades; interdição temporária de espécimes animal estrangeiras no país
de estabelecimento, obra ou atividade; a sem a devida autorização também é
proibição de contratar com o Poder considerado crime ambiental, assim como
Público, bem como dele obter subsídios, a morte de espécimes devido à poluição.
subvenções ou doações. Também é
possível a prestação de serviços à
comunidade através de custeio de Contra a flora (art. 38 a 53): Causar
programas e de projetos ambientais; destruição ou dano a vegetação de Áreas
execução de obras de recuperação de de Preservação Permanente, em qualquer
áreas degradadas; contribuições a estágio, ou a Unidades de Conservação;
entidades ambientais ou culturais públicas. provocar incêndio em mata ou floresta ou
fabricar, vender, transportar ou soltar
balões que possam provocá-lo em
Diante de um crime ambiental, a ação civil qualquer área; extração, corte, aquisição,
pública (regulamentada pela Lei 7.347/85) venda, exposição para fins comerciais de
é o instrumento jurídico que protege o madeira, lenha, carvão e outros produtos
meio ambiente. O objetivo da ação é a de origem vegetal sem a devida
reparação do dano onde ocorreu a lesão autorização ou em desacordo com esta;
dos recursos ambientais. Podem propor extrair de florestas de domínio público ou
esta ação o Ministério Público, Defensoria de preservação permanente pedra, areia,
Pública, União, Estado, Município, cal ou qualquer espécie de mineral;
empresas públicas, fundações, sociedades impedir ou dificultar a regeneração natural
de economia mista e associações com de qualquer forma de vegetação; destruir,
finalidade de proteção ao meio ambiente. danificar, lesar ou maltratar plantas de
ornamentação de logradouros públicos ou
em propriedade privada alheia;
Tipos de Crimes Ambientais comercializar ou utilizar motosserras sem a
devida autorização.

De acordo com a Lei de Crimes Ambientais


(Lei N.º 9.605/98), os crimes ambientais Poluição e outros crimes ambientais (art.
são classificados em cinco tipos diferentes: 54 a 61): Todas as atividades humanas
produzem poluentes (lixo, resíduos, e
afins), no entanto, apenas será
considerado crime ambiental passível de
penalização a poluição acima dos limites
estabelecidos por lei. Além desta, também
é criminosa a poluição que provoque ou
Contra a administração ambiental (art. 66 a
possa provocar danos à saúde humana,
69): São as condutas que dificultam ou
mortandade de animais e destruição
impedem que o Poder Público exerça a sua
significativa da flora. Assim como, aquela
função fiscalizadora e protetora do meio
que torne locais impróprios para uso ou
ambiente, seja ela praticada por
ocupação humana, a poluição hídrica que
particulares ou por funcionários do próprio
torne necessária a interrupção do
Poder Público. Comete crime ambiental o
abastecimento público e a não adoção de
funcionário público que faz afirmação falsa
medidas preventivas em caso de risco de
ou enganosa, omitir a verdade, sonegar
dano ambiental grave ou irreversível.
informações ou dados técnico-científicos
em procedimentos de autorização ou de
licenciamento ambiental; Ou aquele que
São considerados crimes ambientais a
concede licença, autorização ou permissão
pesquisa, lavra ou extração de recursos
em desacordo com as normas ambientais,
minerais sem autorização ou em desacordo
para as atividades, obras ou serviços cuja
com a obtida e a não-recuperação da área
realização depende de ato autorizativo do
explorada; a produção, processamento,
Poder Público. Também comete crime
embalagem, importação, exportação,
ambiental a pessoa que deixar de cumprir
comercialização, fornecimento, transporte,
obrigação de relevante interesse
armazenamento, guarda, abandono ou uso
ambiental, quando tem o dever legal ou
de substâncias tóxicas, perigosas ou
contratual de fazê-la, ou que dificulta a
nocivas a saúde humana ou em desacordo
ação fiscalizadora sobre o meio ambiente.
com as leis; a operação de
empreendimentos de potencial poluidor
sem licença ambiental ou em desacordo
Infrações Administrativas
com esta; também se encaixam nesta
categoria de crime ambiental a
disseminação de doenças, pragas ou
espécies que possam causar dano à São infrações administrativas quaisquer
agricultura, à pecuária, à fauna, à flora e ações ou omissões que violem regras
aos ecossistemas. jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção
e recuperação do meio ambiente. A Lei de
Crimes Ambientais disciplinou as infrações
administrativas em seus arts. 70 a 76, e foi
Contra o ordenamento urbano e o
regulamentada pelo Dec. 6.514/08.
patrimônio cultural (art. 62 a 65):
Ambiente é um conceito amplo, que não se
limita aos elementos naturais (solo, ar,
água, flora, fauna). Na verdade, o meio O Poder Público, no exercício do poder
ambiente é a interação destes, com fiscalizador, ao lavrar o auto de infração e
elementos artificiais — aqueles formados de apreensão, indicará a multa prevista
pelo espaço urbano construído e alterado para a conduta, bem como, se for o caso,
pelo homem — e culturais que, juntos, as demais sanções estabelecidas no
propiciam um desenvolvimento decreto, pela análise da gravidade dos
equilibrado da vida. Desta forma, a fatos, dos antecedentes e da situação
violação da ordem urbana e/ou da cultura econômica do infrator. A aplicação de
também configura um crime ambiental. sanções administrativas não impede a
penalização por crimes ambientais, se tragédias como o rompimento das
também forem aplicáveis ao caso. barragens de Mariana e Brumadinho
(ambas em Minas Gerais), a contaminação
por material radioativo (Césio 137) em
Goiânia e incontáveis vazamentos de óleo
Qualquer pessoa, ao tomar conhecimento
em nosso litoral.
de alguma infração ambiental, poderá
apresentar representação às autoridades
integrantes do Sistema Nacional do Meio
Ambiente (SISNAMA). A autoridade Nesse sentido, para garantir a preservação
ambiental não tem escolha: uma vez do Meio Ambiente, foi criada uma
ciente, deverá promover imediatamente a legislação específica para tratar sobre os
apuração da infração ambiental sob pena Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), que
de corresponsabilidade. estipula sanções penais e administrativas
para quem causar prejuízos.

Balões
1 – Qual a definição de Meio Ambiente?

A lei define o Meio Ambiente como o


Dentre os crimes contra a flora, um dos conjunto de condições, leis, influências e
mais notórios é a soltura de balões. Diante interações de ordem física, química e
dos grandes riscos e prejuízos que os biológica, que permitem, abrigam e regem
balões juninos podem provocar, a vida em todas as suas formas.
especialmente na época da seca, o que
antes era só contravenção (delito de pouca
importância), agora é crime. O art. 42 Podemos concordar que é uma
estabelece que fabricar, vender, classificação bem confusa e ampla, para
transportar ou soltar balões que possam simplificar, o Meio Ambiente pode ser
provocar incêndios nas florestas e demais considerado como a interação de
formas de vegetação é crime com pena de elementos naturais, artificiais e culturais
um a três anos de detenção e/ou multa. que proporcionam o desenvolvimento da
Conforme o art. 59 do Dec. 6.514/08, a vida. Inclusive, ele é dividido em quatro
multa é de 1 mil a 10 mil reais por balão. tipos:

Meio ambiente natural (físico): São os


O Meio Ambiente durante grande parte da recursos naturais (solo, água, ar, flora e
história foi menosprezado em favor do fauna);
desenvolvimento econômico. Com a Meio ambiente artificial: É aquele que foi
evolução da sociedade e dos direitos construído ou alterado pelo Ser Humano
fundamentais, foi concedido ao Meio (prédios, ruas, praças, parques);
Ambiente seu caráter essencial a existência
de todos e para tanto deve ser assegurado Meio ambiente cultural: É o patrimônio
e protegido pelo poder público e todos os histórico, artístico, paisagístico, ecológico,
cidadãos. Entretanto, mesmo com todo a científico, turístico, etc;
regulamentação legal, previsão Meio ambiente do trabalho: É a extensão
constitucional e órgãos responsáveis, de do Meio Ambiente Artificial e é relacionado
tempos em tempos nos deparamos com
aos fatores do ambiente de trabalho (local, A preservação e restauração dos recursos
ferramentas, máquinas, equipamentos, ambientais;
agentes químicos e físicos etc.).
A imposição de obrigações de recuperar
2 – De quem é a competência quanto ao e/ou indenizar os danos causados ao Meio
meio ambiente? Ambiente.

O Meio Ambiente é tão importante que a 4 – Quais são os órgãos responsáveis pela
Constituição Federal determina que todos proteção do Meio Ambiente?
os entes públicos (União, Estados, Distrito
Em primeiro lugar, o Sistema Nacional do
Federal e Municípios) devem protegê-lo
Meio Ambiente (SISNAMA) será composto
em conjunto. Por sua vez, a competência
pelos órgãos e entidades do poder público
para legislar é concorrente entre todos os
(União, Estados, Distrito Federal,
entes, sendo que a União vai se limitar a
Territórios e Municípios), bem como as
estabelecer as normas gerais e os demais
fundações responsáveis pela proteção e
entes irão criar as regras específicas.
melhoria da qualidade ambiental. O
mesmo será dividido da seguinte forma:

3 – Quais os objetivos da Política Nacional


do Meio Ambiente?
O Conselho de Governo é o órgão superior
Para que o Meio Ambiente possa ser responsável por assessorar o Presidente da
protegido, o legislador estipulou como República na formulação da Política
Política Nacional as seguintes prioridades: Nacional do Meio Ambiente;

O Conselho Nacional do Meio Ambiente


(CONAMA) é o órgão consultivo e
A busca pelo equilíbrio e compatibilidade
deliberativo que tem como finalidade
entre o desenvolvimento econômico/social
assessorar, estudar e propor ao Conselho
e a preservação do Meio Ambiente;
de Governo às diretrizes, normas e padrões
A definição de áreas prioritárias para ações para alcançar um Meio Ambiente
governamentais; ecologicamente equilibrado;

O estabelecimento de critérios e padrões A Secretaria do Meio Ambiente da


de qualidade ambiental; Presidência da República é o órgão central
que tem a finalidade de planejar,
A criação de normas relativas ao uso e coordenar, supervisionar e controlar a
manejo dos recursos; Política Nacional e diretrizes estipuladas;
O desenvolvimento de pesquisas e O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
tecnologias para o uso racional de recursos Recursos Renováveis (IBAMA) e o Instituto
ambientais; Chico Mendes de Conservação da
A difusão de tecnologias para gestão Biodiversidade (Instituto Chico Mendes)
ambiental; são os órgãos executores que tem como
atribuição executar a Política Nacional e
A divulgação de dados e informações suas diretrizes;
ambientais;
Os órgãos e entidades estaduais são
A formação de uma consciência pública responsáveis pela execução dos
para à preservação e equilíbrio ambiental; programas, projetos, controle e fiscalização
de atividades que possam provocar Da Poluição e outros Crimes Ambientais
prejuízos ao Meio Ambiente; (arts. 54 a 61)

Os órgãos e entidades municipais tem a Quanto ao Crime de Poluição, temos um


atribuição de controlar e fiscalizar essas ponto interessante: para ser considerado
mesmas atividades. crime, o fato necessariamente, não precisa
já ter acontecido, o próprio risco de que
5 – Quais são os tipos de Crimes
ele aconteça também é punível. Assim, a
Ambientais?
ação ou inação que causar ou poder causar
Por existirem diversos tipos de Meio dano a saúde humana, morte de animais
Ambientes, a legislação dividiu os Crimes ou destruição significativa da flora. Além
Ambientais em alguns tópicos: disso, também será crime (quando não
forem observadas as exigências legais): a
pesquisa, lavra ou extração de recursos
Crimes contra a Fauna (arts. 29 a 37) minerais sem autorização, licença,
concessão ou permissão; a produção,
Estará cometendo esse tipo de crime quem processamento, importação, exportação e
matar, perseguir, caçar, pescar, apanhar, comercialização de produtos ou
impedir a procriação, modificar ou destruir substâncias tóxicas, perigosas ou nocivas.
ninhos, vender e/ou guardar em cativeiro Por fim, quem construir, reformar, ampliar
animais silvestres (nativos ou em rota de ou fazer funcionar estabelecimentos, obras
migração), introduzir espécies estrangeiras ou serviços com potencial risco de poluição
em território nacional. Lembrando, que se também estará sujeito às penalidades
a pessoa possuir licença ou autorização legais.
não será considerado crime.

Dos Crimes contra o Ordenamento Urbano


Além da autorização ou licença, também e o Patrimônio Cultural (art. 62 a 65)
não considerado crime se a morte do
animal se der quando o agente estiver Nessa parte, temos os crimes que
encontrar em estado de necessidade ultrapassam os elementos naturais, ou
(fome) ou o animal ser nocivo (conforme seja, o Meio Ambiente Artificial e Cultural.
classificação do órgão competente). Assim, estará infringindo a Lei de Crimes
Ambientais quem destruir, inutilizar ou
deteriorar museus, bibliotecas, exposições
Crimes contra a Flora (arts. 38 a 53) de arte, dentre outros, bem como quem
alterar patrimônio tombado ou pichar
Por sua vez, os Crimes contra a Flora prédios públicos ou privados. Lembrando
podem ser: destruição, corte de árvores, que o grafite, desde que autorizado e para
extração de floresta (classificada como valorizar o patrimônio público ou privado
preservação permanente, por exemplo a está excluído das penalidades.
mata atlântica), também será caracterizado
o ato de vender, fabricar ou ou soltar
balões que possam causar incêndios (os Dos Crimes contra a Administração
famosos balões de São João) e, ainda, a Ambiental (art. 66 a 69)
coleta ou transformação de madeira de lei
em carvão etc. Por fim, temos os Crimes contra a
Administração Pública, que são aqueles
que dificultam ou impedem que os órgãos
competentes exerçam suas funções. Eles Suspensão ou cancelamento do registro,
podem variar desde afirmações falsas, licença ou autorização
omissões, sonegação de informações,
Perda ou restrição de incentivos ou
concessão de licenças, autorizações ou
benefícios fiscais;
permissões em desacordo com as normas
ambientais feitas por funcionários públicos, Proibição de participação em programas de
até a elaboração ou apresentação de financiamento em estabelecimentos
laudos, estudos, relatórios falsos ou oficiais de crédito;
enganosos por parte das entidades
particulares. Proibição de contratar com o poder público
por até três anos.

6 – Quem pode ser responsabilizado pelos


Infrações Administrativas (art. 70 a 76) Crimes Ambientais?
Além das infrações penais, os causadores Devido a grandeza e proporção de um
de dano ambiental quando praticarem Crime Ambiental, normalmente existem
ações ou omissões que violem as regras vários culpados, então, poderá ser
jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção condenado qualquer pessoa que de alguma
e recuperação do Meio Ambiente também forma concorrer na prática criminosa.
poderão ocorrer em infrações Inclusive, a pessoa que sabia sobre a
administrativas. Após a lavratura do Auto conduta criminosa e tendo capacidade
de Infração, o infrator poderá oferecer nada fez para impedi-la, também poderá
defesa ou impugnação no prazo de vinte incidir nas penas previstas. A título de
dias contados da ciência da autuação. Caso exemplo, algumas das pessoas que
condenado, poderá recorrer no mesmo poderão ser culpadas: o diretor, o
prazo junto ao SISNAMA ou à Diretoria de administrador, membro de conselho ou de
Portos e Costas (dependendo da infração). órgão técnico, o auditor, o gerente, o
Se condenado não interpuser recurso ou o preposto ou mandatário de pessoa jurídica.
mesmo for julgado improcedente, as
punições poderão ser:
7 – Como a pena será aplicada?

Advertência; Quanto a imposição da pena, considerando


que existem diversas pessoas que
Multa simples; ocasionaram o Crime Ambiental, cada uma
agindo ou deixando de agir de maneiras
Multa diária;
diversas, serão observados: o grau de
Apreensão de animais, produtos, culpabilidade, a gravidade do fato (motivos
instrumentos, equipamentos e veículos da infração e consequências), os
utilizados para infração; antecedentes ambientais do infrator e a
sua situação econômica.
Destruição ou inutilização, bem como a
suspensão da venda e fabricação do
produto da infração;
Inclusive, a lei estipulou alguns itens que
Embargo ou demolição da obra; serão considerados como atenuantes e
agravantes da pena.
Suspensão parcial ou total das atividades;

Pena restritiva de direitos, que podem ser:


Atenuantes: Causando danos a flora;

O grau de instrução e escolaridade; À noite, nos domingos ou feriados;

Se o infrator se arrependeu e Em épocas de seca ou inundações;


espontaneamente se prontificou a reparar
Com crueldade no abate ou captura de
o dano;
animais;
Se o infrator conseguiu limitar
Mediante fraude ou abuso de confiança;
significativamente os danos causados;
Com o abuso da licença, permissão ou
Se houve comunicação prévia sobre o
autorização;
perigo iminente;
Por pessoa jurídica mantida por verbas
Se houve colaboração junto aos órgãos
públicas ou beneficiada por incentivos
responsáveis pela vigilância e controle
fiscais;
ambiental.
Facilitada por funcionária público.
Agravantes
8 – Qual o valor da multa?
Se o agente é reincidente em crimes
ambientais; Além das medidas restritivas de liberdade,
foi estipulado imposição de multa para
Se a infração for cometida:
tentar coibir os danos ambientais.
Para obter vantagem econômica; Conforme expõem os artigos 75 e 72, § 1º,
por cada auto de infração os valores
Coagindo terceiro para executar o crime;
podem variar de R$ 50.00 (cinquenta reais)
Afetando ou expondo a saúde pública ou a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de
Meio Ambiente; reais). Dependendo do caso, esses valores
serão revertidos ao Fundo Nacional do
Causando danos a propriedades de Meio Ambiente, Fundo Naval, Fundos
terceiros; Estaduais ou Municipais. Importante
Atingindo áreas de preservação ambiental lembrar que a aplicação de multa
e/ou espécies ameaçadas de extinção; administrativa ou condenação penal não
impedem à incidência de multas na esfera
Danificando as áreas urbanas; cível.

Estatuto do desarmamento –

Bem jurídico tutelado: incolumidade pública representada pela necessidade de proteção da


segurança da paz das pessoas no convívio social.
Sujeito passivo: a coletividade

Crimes de perigo abstrato: perigo presumido de forma absoluta pelo legislador

 Conceito // PORTE X POSSE

O Estatuto do Desarmamento é uma lei aprovada em dezembro de 2003, antes do qual era
possível, no Brasil, comprar e registrar armas de fogo. Surgiu para restringir o acesso às armas
no país, controlando a venda e o porte de armas e retirando milhares de armas das ruas,
havendo um número de aproximadamente 650 mil armas de fogo entregues voluntariamente
quando da sua aprovação até o ano de 2014.

A Lei 10.823 de 2003 estabeleceu condições para a posse de armas no Brasil.


Entre os requisitos para tanto, temos a idade superior à 25 anos, residência
certa e ocupação lícita, não ser condenado e não responder a inquéritos ou
processos criminais, bem assim comprovar a capacidade técnica e
psicológica para o uso do equipamento, sendo necessário, ainda, declarar
efetiva necessidade de ter uma arma

Essa necessidade que precisa ser declarada é avaliada pela Polícia Federal,
podendo este órgão, caso não entenda necessária a posse de armas,
recusar o registro. Especialistas no assunto afirmam que é mais fácil
conseguir a autorização quando o indivíduo reside em local ermo, que seja
afastado de delegacias e de batalhões de polícia, ou ainda aqueles que
encontram-se ameaçados.

É claro que a autorização e a avaliação pela polícia pode variar de acordo


com a região e a cultura local. É possível, ainda, que caçadores, atiradores
desportivos e colecionadores tenham posse de arma, sendo o registro
realizado pelo Exército brasileiro, e seguindo ainda critérios bastante
específicos para cada uma das três categorias.

É importante frisar, entretanto, que ainda que o indivíduo tenha a posse de


armas, conforme a lei determina, ele poderá apenas manter a arma dentro
de sua casa ou seu local de trabalho, quando for o responsável legal pelo
estabelecimento.

O registro de porte, diferente daquele mencionado anteriormente, autoriza


o indivíduo a transportar a arma consigo, mesmo que fora do local de
trabalho ou de casa.

É restrito, entretanto, aos membros das Forças Armadas, policiais, guardas,


agentes penitenciários, seguranças que trabalham para empresas de
segurança privada, entre outros, sendo necessário também demonstrar a
necessidade por exercício de atividade profissional que traga riscos à
integridade física do indivíduo.
Importante frisar, entretanto, que a pessoa tem sua autorização vinculada
ao número de uma arma específica, podendo, portanto, somente portar a
arma para a qual a autorização foi gerada, podendo ainda ser temporária e
restrita a determinada localidade.

 Armas de uso restrito e uso permitido

Armas de fogo de uso permitido: É aquela cuja utilização é autorizada a pessoas físicas, bem
como as pessoas jurídicas, de acordo com as normas do COMANDO DO EXÉRCITO e nas
condições previstas na Lei 10.826/2003.

ARMAS DE USO RESTRITO: É aquela de uso exclusivo das Forças Armadas, de instituições de
segurança pública e de pessoas físicas e jurídicas habilitadas, devidamente autorizadas pelo
COMANDO DO EXÉRCITO, de acordo com legislação específica.

 SINARM E SIGMA – Registros próprios


Sinarm mantem cadastro geral, integrado e permanente das armas de fogo
importadas, produzidas e vendidas no país, de sua competência, e o controle de
registros dessas armas. (Instituído no Ministério da Justiça, âmbito da Policia Federal,
com circunscrição em todo o território nacional.
Sigma: Instituído no Ministério da defesa no âmbito do comando do exército.

 É lei em branco – descrição de uso restrito e uso permitido não está escrito na lei
especial, está em resolução.
 Os crimes elencados no Estatuto do Desarmamento são considerados crimes de
natureza abstrata
 A competência para julgamento de crimes é da Justiça Estadual

 Atenção: alteração na lei – artigo perdido – disparo de arma de fogo


Lei do abuso de autoridade –

 Conceito – ato que atente à liberdade de qualquer indivíduo, conforme expressa a lei:
 O que é considerado nessa lei o abuso

Art. 3º. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado:

a) à liberdade de locomoção;

b) à inviolabilidade do domicílio;

c) ao sigilo da correspondência;

d) à liberdade de consciência e de crença;

e) ao livre exercício do culto religioso;

f) à liberdade de associação;

g) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício do voto;

h) ao direito de reunião;

i) à incolumidade física do indivíduo;

j) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional. (Incluído pela Lei
nº 6.657,de 05/06/79)

Art. 4º Constitui também abuso de autoridade:

a) ordenar ou executar medida privativa da liberdade individual, sem as formalidades legais ou


com abuso de poder;

b) submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado
em lei;

c) deixar de comunicar, imediatamente, ao juiz competente a prisão ou detenção de qualquer


pessoa;

d) deixar o Juiz de ordenar o relaxamento de prisão ou detenção ilegal que lhe seja comunicada;

e) levar à prisão e nela deter quem quer que se proponha a prestar fiança, permitida em lei;

f) cobrar o carcereiro ou agente de autoridade policial carceragem, custas, emolumentos ou


qualquer outra despesa, desde que a cobrança não tenha apoio em lei, quer quanto à espécie
quer quanto ao seu valor;
g) recusar o carcereiro ou agente de autoridade policial recibo de importância recebida a título
de carceragem, custas, emolumentos ou de qualquer outra despesa;

h) o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica, quando praticado com
abuso ou desvio de poder ou sem competência legal;

i) prolongar a execução de prisão temporária, de pena ou de medida de segurança, deixando de


expedir em tempo oportuno ou de cumprir imediatamente ordem de liberdade. (Incluído
pela Medida Provisória nº 111, de 1989)

i) prolongar a execução de prisão temporária, de pena ou de medida de segurança, deixando de


expedir em tempo oportuno ou de cumprir imediatamente ordem de liberdade.
(Incluído pela Lei nº 7.960, de 21/12/89)

 Sanção / penalidades

Art. 6º O abuso de autoridade sujeitará o seu autor à sanção administrativa civil e penal.
§ 1º A sanção administrativa será aplicada de acordo com a gravidade do abuso cometido e
consistirá em:

a) advertência;

b) repreensão;

c) suspensão do cargo, função ou posto por prazo de cinco a cento e oitenta dias, com perda de
vencimentos e vantagens;

d) destituição de função;

e) demissão;

f) demissão, a bem do serviço público.

§ 2º A sanção civil, caso não seja possível fixar o valor do dano, consistirá no pagamento de uma
indenização de quinhentos a dez mil cruzeiros.

§ 3º A sanção penal será aplicada de acordo com as regras dos artigos 42 a 56 do Código Penal e
consistirá em:

a) multa de cem a cinco mil cruzeiros;

b) detenção por dez dias a seis meses;

c) perda do cargo e a inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública por prazo
até três anos.

§ 4º As penas previstas no parágrafo anterior poderão ser aplicadas autônoma ou


cumulativamente.
§ 5º Quando o abuso for cometido por agente de autoridade policial, civil ou militar, de
qualquer categoria, poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória, de não poder o
acusado exercer funções de natureza policial ou militar no município da culpa, por prazo de um
a cinco anos.

 Quem é considerado autor

Art. 5º Considera-se autoridade, para os efeitos desta lei, quem exerce cargo, emprego ou
função pública, de natureza civil, ou militar, ainda que transitoriamente e sem remuneração.

 Finalidade: provinda do regime militar


Lei de tortura:

 Conceito / O que é tortura (física e moral)

A tortura é a forma mais desumana e degradante à qual um ser humano


submete outro, produzindo dor, pânico, desgaste moral e emocional ou
desequilíbrio psíquico, provocando lesões, contusões funcionalmente
anormais do corpo ou das faculdades mentais, bem como, causando prejuízo
à moral.

Ainda, para que a tortura esteja caracterizada é necessário que a intenção do


torturador seja obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de
terceira pessoa, que a tortura seja realizada para provocar ação ou omissão
de natureza criminosa ou em razão de discriminação racial ou religiosa.

 Quem pode praticar

O crime de tortura é previsto como crime que pode ser praticado por
qualquer pessoa e que, além de necessitar da produção de um resultado,
necessita, também de um motivo para ser praticado, quais sejam: com o fim
de obter informação, declaração ou confissão; para provocar ação ou
omissão de natureza criminosa e em razão de discriminação racial ou
religiosa.

A consumação do crime de tortura se dá tão somente com a simples


ocorrência do resultado dor física ou mental; basta que a vítima sofra. Mesmo
que o agente não consiga atingir o objetivo do crime de tortura, ou seja, que
não consiga obter a informação ou confissão que almeja, ainda assim, o
crime será considerado consumado, pois a vítima já sofreu os efeitos do ato,
ou dos atos, do agente.

 Tortura x sexualidade: violência sexual pode ser considerada forma de tortura?

Violência sexual como método de tortura era prática disseminada


durante a ditadura.

Lei de transito:

 Conceito
 Artigo 306 – penalidade dirigir sem habilitação
 Essa lei tem penas acessórias: proibições e suspensões de direção