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Aula 00

Curso: Português p/ CGE-MA


Professor: Fabiano Sales
Língua Portuguesa para CGE-MA
Teoria e questões comentadas
Prof. Fabiano Sales – Aula 00

AULA 00
Ortografia oficial. Acentuação gráfica.

SUMÁRIO PÁGINA
01. Apresentação do Curso 01
02. Objetivo e Cronograma do Curso 02
03. Ortografia Oficial 04
04. Emprego das Consoantes 04
05. Emprego das Vogais 11
06. Emprego do “K”, “W” E “Y” 14
07. Emprego de Algumas Expressões 15
08. Emprego do Hífen 25
09. Acentuação Gráfica 35
10. Lista das Questões Comentadas na Aula 46

APRESENTAÇÃO

Olá, vitoriosos amigos! Sejam muito bem-vindos!

É com imensa alegria que recebo o convite da coordenação do Estratégia Concursos para
elaborar o curso de Língua Portuguesa (Teoria e Questões Comentadas), destinado ao
concurso da Controladoria-Geral do Maranhão, cujas provas estão previstas para 19/01/14.
Primeiramente, farei uma sucinta apresentação sobre mim: Meu nome é Fabiano Sales.
Tenho formação em Letras (Português/Literaturas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ).
Iniciei minhas atividades docentes há nove anos, no Rio de Janeiro, onde leciono aulas de
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gramática, de técnicas de redação, de compreensão e interpretação de textos e de redação de


correspondências oficiais.
Leciono em cursos preparatórios, auxiliando diversos candidatos para os principais
certames públicos do país (Receita Federal, Senado Federal, Tribunais de Contas, BACEN, BB,
CEF, INSS, TRT’s, TRE's, TRF’s, entre outros).
Tenho experiência com as principais bancas examinadoras, dentre as quais se destacam
ESAF, NCE/UFRJ, Cesgranrio, FCC, CESPE/UnB e FGV, sendo esta a organizadora do atual
concurso para a CGE-MA.
Desde já, coloco-me à inteira disposição de vocês para ajudá-los a conquistar a almejada
CLASSIFICAÇÃO. Sempre que for preciso, façam contato por meio do fórum de dúvidas.
Responderei aos questionamentos o mais breve possível!

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OBJETIVO E CRONOGRAMA DO CURSO

Amig(o)s, o objetivo do presente curso é apresentar aspectos teóricos e auxiliá-los na


resolução de questões anteriores de Língua Portuguesa, expondo os assuntos mais
recorrentes nas provas da Fundação Getúlio Vargas. Sendo assim, o curso destina-se tanto
àqueles que iniciam os estudos na matéria, necessitando de uma preparação objetiva do
conteúdo, quanto aos concurseiros experientes que desejam revisar os temas ou atualizar o
conhecimento.
No concurso para a CGE-MA, a disciplina de Língua Portuguesa é uma das mais
importantes. De acordo com o conteúdo programático do edital, serão abordados os seguintes
conhecimentos (para todos os cargos):

LÍNGUA PORTUGUESA
Leitura, compreensão e interpretação de textos. Estruturação do texto e dos parágrafos.
Articulação do texto: pronomes e expressões referenciais, nexos, operadores sequenciais.
Significação contextual de palavras e expressões. Equivalência e transformação de estruturas.
Sintaxe: processos de coordenação e subordinação. Emprego de tempos e modos verbais.
Pontuação. Estrutura e formação de palavras. Funções das classes de palavras. Flexão nominal e
verbal. Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. Concordância nominal e verbal.
Regência nominal e verbal. Ortografia oficial. Acentuação gráfica.

Sendo assim, proponho o cronograma de aulas abaixo, ao qual obedeceremos fielmente:

AULA CONTEÚDO DATA

Aula 0 Ortografia Oficial. Acentuação Gráfica. 25/11


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Aula 1 02/12
Estrutura e Formação de Palavras. Emprego
das Classes de Palavras – Parte 1.
Aula 2 09/12
Emprego das Classes de Palavras – Parte 2.
Aula 3 16/12
Funções das Classes de Palavras.
Processos de Coordenação e Subordinação.
Aula 4 23/12
Concordância Nominal e Verbal.
Aula 5 30/12
Regência Nominal e Verbal. Ocorrência de
Crase.
Aula 6 06/01
Pontuação.

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AULA CONTEÚDO DATA

Leitura, compreensão e interpretação de


textos. Estruturação do texto e dos
parágrafos. Articulação do texto: pronomes e
Aula 7 09/01
expressões referenciais, nexos, operadores
sequenciais. Equivalência e transformação
de estruturas. Significação contextual de
palavras e expressões.

Aula 8 12/01
Prova comentada da FGV.

A metodologia do curso contempla, em cada tópico (sempre que possível), a exposição da


teoria seguida da resolução e comentário de questões anteriores sobre o assunto. Nos
comentários, poderá haver explicações novas. Assim, teoria e questões se complementam.
Espero que vocês aproveitem o curso, tirem suas dúvidas, estudem bastante e façam a
prova com confiança. Desse modo, vamos comemorar a aprovação (e a CLASSIFICAÇÃO!) de
vocês para a CONTROLADORIA-GERAL DO MARANHÃO!

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ORTOGRAFIA OFICIAL

No Brasil, as normas ortográficas são regidas pela Academia Brasileira de Letras (ABL),
por meio do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, conhecido como VOLP.
Em 26 de setembro de 2008, o Decreto nº 6.583 entrou em vigor, promulgando o Acordo
Ortográfico da Língua Portuguesa. Nesse documento, o então Presidente Luís Inácio Lula da
Silva estabeleceu um período de transição, insculpido no artigo 2º, parágrafo único:
o
“A implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1 de janeiro de 2009 a 31
de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova
norma estabelecida.”

No decorrer desta aula, veremos que muitas questões elaboradas pela Fundação Getúlio
Vargas são anteriores ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Sendo assim, apresentarei
as regras antigas e, quando for necessário, as novas normas ortográficas.

Começaremos nossa aula de regras ortográficas pelo emprego das consoantes e das
vogais.
EMPREGO DAS CONSOANTES

Emprega-se S (em) ... Exemplos

- vocábulos iniciados por I, O e U. isento, Isabel, Osório, Oséias, usina, usura.

Exceção: ozônio.

- sufixos -OSO e -OSA. brilhoso, dengoso, saborosa, jeitosa, formosa.

- sufixos -ÊS (adjetivos que indicam


dinamarquês, japonês, chinês, inglês, português.
nacionalidade ou procedência).

- sufixos -ESA e –ISA (formam o feminino de


marquesa, baronesa, duquesa, consulesa, poetisa.
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substantivos concretos ou designam títulos).

frase, crase, ênfase, tese, síntese, catequese, análise,


- sufixos ASE, ESE, ISE e OSE.
catálise, hidrólise, hipnose, sacarose, apoteose.

Exceções: gaze, deslize.

- depois de ditongos. lousa, aplauso, maisena.

- verbos PÔR e QUERER (e nos respectivos pus, pusera, puseram; quis, quisera, quiseram.
derivados).

- prefixo TRANS-. transatlântico, transpor.

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Emprega-se S (em) ... Exemplos

colidir, colisão; aludir, alusão.

pretender, pretensão; suspender, suspensão.

- palavras derivadas de verbos que possuem imergir, imersão; emergir, emersão.


D, ND, RG, RT, PEL, CORR (no radical).
perverter, perversão; converter, conversão.

repelir, repulsa; compelir, compulsão.

recorrer, recurso; incorrer, incursão.

Emprega-se SS (em) ... Exemplos

ceder, cessão; exceder, excesso.

agredir, agressão; transgredir, transgressão.


- palavras derivadas de verbos que possuem
CED, GRED, PRIM, MET e CUT (no radical). imprimir, impressão; reprimir, repressão.

prometer, promessa; intrometer, intromissão.

- vogal + sufixo “-TIR”. admitir, admissão; demitir, demissão.

- prefixo finalizado por vogal + palavra pressentir, pressentimento.


iniciada por S.

Emprega-se (C) Ç (em) ... Exemplos

- palavras africanas, árabes ou indígenas. 66777272380


açaí, açoite, araçá, babaçu, caçula, Iguaçu, Itaipuaçu.

afeição, beiço, correição.


- após ditongos.
Exceções: coice, foice.

- sufixos -AÇA, -AÇO, -IÇA, -UÇO, -ANÇA, barcaça, balaço, carniça, crença, dentuço, esperança,
-ENÇA, -ÇÃO. petição.

- palavras derivadas do verbo TER. ater, atenção; abster, abstenção; reter, retenção.

torcer, torção; contorcer, contorção; distorcer,


- palavras derivadas do verbo TORCER.
distorção.

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Emprega-se (C) Ç (em) ... Exemplos


- palavras derivadas de outras que possuem
optar, opção; cantar, canção; exceto, exceção; isento,
“T” no radical.
isenção; correto, correção; setor, seção.

Emprega-se Z (em) ... Exemplos

azar, azado (oportuno), azia, azedo, azeite, azêmola,


- palavras iniciadas pela sílaba A. aziago, azul.

Exceções: asa, asado (provido de asas), Ásia,


asilo, asinino.

- palavras derivadas de outras que contenham baliza, abalizado; revezar, revezamento; cruzar,
Z no radical. cruzamento; paz, apaziguar; deslizar, deslize.

bambu, bambuzal; botão, botãozinho, botõezinhos;


café, cafezal, cafezinho; pá, pazinha, pazada.

Observação!

- antes dos sufixos - AL, -ADA e -INHO(A). Em regra, grafam-se com S os derivados de
palavras cuja forma primitiva contenha S.

Exemplos:

lápis - lapisinho, lapiseira


mesa – mesinha, mesada
casa - casinha, casebre
japonês - japonesinho
parafuso – parafusinho

- sufixos -EZ e –EZA (formadores de límpido, limpidez; macio, maciez; tímido, timidez; belo,
substantivos abstratos derivados de adjetivos). beleza; franco, franqueza; gentil, gentileza.
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utilizar, utilização; dinamizar, dinamização; centralizar,


centralização; legalizar, legalização.

Observação!
- sufixos -IZAR e -IZAÇÃO.
Alguns verbos recebem apenas -AR como
sufixo. Portanto, devem ser grafados com S.

Exemplos:

frisar (de friso), pesquisar (de pesquisa), pisar (de


piso), bisar (de bis), irisar (de íris), analisar (de
análise), improvisar (de improviso), paralisar (de
paralisação).

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Emprega-se Z (em) ... Exemplos

audaz, sagaz, loquaz, voraz, veloz, algoz, atroz,


albatroz, giz, cicatriz, matriz, chafariz, cuscuz,
- segmento final da palavra, se o fonema /z/ mastruz.
não estiver entre vogais.
Exceções: abatis, ananás, anis, após, atrás,
através, gás, ilhós, invés, lilás, quis, retrós, revés,
viés.

- verbos finalizados em -ER e -IR. fazer, dizer, trazer, cozer (cozinhar), produzir, abduzir.

Exceções: coser (costurar), transir (arrepiar).

1. (FGV-2008/Senado) O vocábulo anabolizar está grafado corretamente. Assinale a


alternativa em que haja pelo menos uma palavra com erro de grafia.

(A) profissionalizar – pesquisar


(B) paralizar – realizar
(C) hostilizar – analisar
(D) indenizar – inferiorizar
(E) informatizar – ironizar

Comentário: Conforme as lições de ortografia, alguns verbos recebem apenas o sufixo -AR. É o
caso de “paralisar”, proveniente de “paralisação”. Portanto, a grafia correta se dá com a
consoante -s. Por sua vez, a forma “realizar” está correta, pois o sufixo “-izar” deve ser grafado
com –z.

Gabarito: B.

Emprega-se G em... Exemplos


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agente, ágil, agiota, agir, agouro.

Observação!

- após A inicial. Grafam-se com J os derivados de palavras que


contenham J no radical.

Exemplos: jeito, ajeitar; jesuíta, ajesuitar; juízo,


ajuizar.

aspergir, convergir, divergir, sargento, submergir,


- após R, geralmente. virgem.

Exceções: gorjeio, gorjeta (de gorja); sarjeta (de


sarja).

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Emprega-se G em... Exemplos

- finais -ÁGIO, -ÉGIO, -ÍGIO, -ÓGIO, -ÚGIO. sufrágio, colégio, litígio, relógio, refúgio.

- finais dos substantivos -AGEM, -EGE, -IGEM, - garagem, herege, vertigem, paragoge, ferrugem.
OGE, -UGEM.
Exceções: pajem, lajem (ou laje), lambujem.

- formas infinitivas de verbos terminados em constranger, viger, fingir, fugir, infrigir (transgredir),
-ER e -IR. infligir (aplicar).

Emprega-se J (em) ... Exemplos

- vocábulos derivados de jeito, ajeitar; majestade, majestoso; gorja, gorjeta, gorjeio; sarja, sarjeta;
palavras que contenham J laranja, laranjeira; cereja, cerejeira; granja, granjeiro; igreja, igrejeiro;
no radical. lisonja, lisonjeado, lisonjeiro.

- palavras ameríndias, pajé, jiboia, jirau, jiló, jequitibá, jenipapo, jerimum, canjica, cafajeste,
árabes e latinas. manjericão, alforje, hoje, objeto.

- terminação -AJE. laje, traje, ultraje.

arranjar, arranjei, arranjemos, arranjem; bocejar, bocejei, bocejemos,


bocejem; despejar, despejei, despejemos, despejem; viajar, viajei,
viajemos, viajem.
- formas verbais terminadas
em -JAR. Observação!

Cuidado os parônimos viagem (substantivo) e viajem (verbo viajar).


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Exemplos:

Os caminhoneiros fizeram uma viagem cansativa.


(substantivo)

Desejo que eles viajem hoje à noite.


(verbo)

Importante!

Tenham atenção especial à grafia das seguintes palavras: berinjela, enrijecer, injeção,
interjeição, jejuar, jejum, lambujem, ojeriza, projétil, trejeito.

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Emprega-se X (em) ... Exemplos

ameixa, caixa, eixo, encaixe, frouxo, queixo, seixo.


- após ditongos.
Exceções: recauchutar, recauchutagem (de caucho).

- palavras de origem africana abacaxi, caxumba, capixaba, muxoxo, Xavante, Xingu.


ou indígena.

mexerico, mexicano, mexer, mexa (verbo).

Exceção: mecha (substantivo).


- depois das sílabas iniciais:
laxante.
Me-
lixa, lixo.
La-
luxo, luxúria.
Li-
graxa.
Lu-
bruxa, Bruxelas, bruxelês.
Gra-
enxada, enxuto, enxame, enxaqueca, enxoval, enxurrada, enxaguar,
Bru- enxerto, enxergar, enxotar, enxugar.

En- Exceções: enchova, encher, encharcar e derivados desses


vocábulos.

Observação!

Quando en- for prefixo, prevalecerá a grafia da palavra primitiva.


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Exemplo: enxadrista (de xadrez), engraxar, engraxate (de graxa).

Importante!

Fiquem atentos à grafia das seguintes palavras: esplêndido, estender, estendido,


estourar, esterno (osso), estranho e estratificar (dispor em camadas ou estratos).

Emprega-se CH (em) ... Exemplos

- cognatos das palavras chamariz (de chamar), chinelada (de chinelo), chifrada (de chifre),
com CH- . chaveiro (de chave), pichação (de piche).

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Emprega-se CH (em) ... Exemplos

- segmentos iniciais CHAM- chamuscar, champanha, chaminé, chocalho, chocolate, choupana.


e CHO- .
Exceção: xampu.

- sufixos -ACHO, -ICHO e riacho, esguicho, gaúcho, gaúcha.


UCHO(A).

Dicas estratégicas!

1ª) Quando “en-” for prefixo, prevalecerá a grafia da palavra primitiva: encharcar
(de charco), enchapelar (de chapéu), enchiqueirar (de chiqueiro), enchumbar (de chumbo),
enchouriçar (de chouriço), enchumaçar (de chumaço), enchente (de encher).

2ª) Atenção especial à escrita correta das seguintes palavras: chave, chuchu, chicote,
chifre, chimarrão, chimpanzé, cochilo, chulo, chumaço, chacina, chantagem, chibata, brocha
(prego), bucho (estômago de animais), chá (arbusto), cheque (ordem de pagamento), tacha
(prego ou verbo tachar - apelidar), flecha, cartucho.

2. (FGV-2008/Senado) “Em primeiro lugar, não estão em xeque as inegáveis e


insubstituíveis virtudes que os mercados possuem quando funcionam de maneira mais
livre, sem interferências externas, na alocação dos recursos.”
No trecho acima, grafou-se corretamente a palavra xeque, de acordo com o sentido
pretendido no texto. Assinale a alternativa em que não se tenha mantido correção gráfica
ao utilizar a palavra destacada.

(A) Finalmente o enxadrista deu o xeque-mate.


(B) Com ética e consciência cidadã, o povo dará um cheque à corrupção.
(C) Chegou em visita ao Congresso o xeque árabe.
(D) Porque estava sem talão, teve de pedir um cheque avulso.
(E) Deixe que eu cheque a lista de passageiros.
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Comentário: Vamos analisar as assertivas.

A) Resposta correta. A expressão “xeque-mate” é empregada no jogo de xadrez. Houve a grafia


correta com a letra x.
B) Resposta incorreta. A palavra “cheque” foi empregada em sentido conotativo, figurado.
Nesse caso, significa “por fim à corrupção”, devendo ser grafada com a letra x.
C) Resposta correta. No contexto, a palavra “xeque” significa “soberano árabe”, estando correta
a grafia. Também existe a variante “xeique”.
D) Resposta correta. Conforme vimos nas lições, “cheque” significa “ordem de pagamento”,
estando correta a grafia com ch.
E) Resposta correta. No contexto, “cheque” é flexão do verbo “checar” (verificar) no presente do
subjuntivo. Portanto, está correta a grafia com ch.
Gabarito: B.

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Emprega-se H (em)... Exemplos

anti-higiênico, pré-histórico, pseudo-homérico, super-homem,


infra-hepático, sobre-humano, arqui-herança, proto-história,
- compostos ligados por hífen em mini-hotel, ultra-humano.
que o segundo elemento começa
com H. Atenção à grafia correta das seguintes palavras: desarmonia,
desumano, lobisomem.

- verbo HAVER (e em suas flexões). havemos, haveis, haveria, houve, houvesse, houver.

- substantivo próprio BAHIA (Estado Observação!


do Brasil).
Os derivados da palavra Bahia são grafados sem H.

Exemplos: baiano, baianinha, baianada.

EMPREGO DAS VOGAIS

Emprega-se E (em)... Exemplos

- Presente do Indicativo: na 2ª e 3ª pessoas do singular Reunir – tu reúnes, ele reúne, eles reúnem.
(tu e ele) e na 3ª pessoa do plural (eles) dos verbos Partir – tu partes, ele parte, eles partem.
terminados em –IR.

Magoar - (que) eu magoe / tu magoes / ele


magoe / nós magoemos / vós magoeis / eles
- Presente do Subjuntivo: em todas as pessoas dos magoem.
verbos terminados em -OAR e -UAR.
Pontuar - (que) eu pontue / tu pontues / ele
pontue / nós pontuemos / vós pontueis / eles
pontuem.

M ediar – eu medeio, tu medeias, ele


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medeia, eles medeiam.


- formas rizotônicas (sílaba tônica dentro do radical) dos A nsiar – eu anseio, tu anseias, ele anseia,
seguintes verbos terminados em -IAR: mediar, ansiar, eles anseiam.
remediar, incendiar e odiar. R emediar – eu remedeio, tu remedeias, ele
remedeia, eles remedeiam.
Os demais são regulares: “Arriar” (abaixar-se) - arrio, I ncendiar – eu incendeio, tu incendeias, ele
arrias, arria, arriamos, arriais, arriam. incendeia, eles incendeiam.
O diar – eu odeio, tu odeias, ele odeia, eles
“Arrear” (pôr o arreio) termina em –EAR: arreio, arreias, odeiam.
arreia, arreamos, arreais, arreiam.
Observação!
O verbo intermediar segue o
paradigma do verbo mediar.

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Reforçando...

Emprega-se a vogal E nos:

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Atenção!

As seguintes palavras devem ser grafadas com “e”: beneficência, cadeado, candeeiro,
creolina, cumeeira, descortinar, descrição (descrever), descriminar (inocentar), desperdício,
despensa (depósito), empecilho, empório, espontâneo, encarnação, paletó, peão (pessoa),
periquito, prazerosamente, rédea, terebintina. Memorizem isso!

Emprega-se I (em)... Exemplos

-UIR: tu possuis, ele possui; tu


contribuis, ele contribui; tu constróis,
- Presente do Indicativo: na 2ª e 3ª pessoas do ele constrói.
singular (tu e ele) dos verbos terminados em -UIR, -AIR: tu extrais, ele extrai; tu retrais,
-AIR e -OER. ele retrai; tu distrais, ele distrai.
-OER: tu róis, ele rói; tu móis, ele mói;
tu remóis, ele remói.

Recear – eu receio, tu receias, ele


receia, eles receiam.
- formas rizotônicas (sílaba tônica dentro do radical) dos Frear – eu freio, tu freias, ele freia, eles
verbos terminados em -EAR. freiam.
Passear – eu passeio, tu passeias, ele
passeia, eles passeiam.
Arrear – eu arreio, tu arreias, ele
arreia, eles arreiam.

As seguintes palavras devem ser grafadas com “i”: aborígine, açoriano, camoniano,
calcário, casimira, cordial, corrimão, crânio, crioulo, digladiar, discernir, discrepância, discrição
(discreto), discriminar (isolar), disenteria, dispensa (licença), displicência, erisipela, escárnio,
impigem, inclinar, inquirir, invólucro, lampião, manteiga, manteigueira, meritíssimo,
pião (brinquedo), privilégio. Sempre aparece alguma em prova.

3. (FGV-2008/Senado) Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam


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corretamente grafadas.

(A) pudico – decúbico


(B) rúbrica – déficit
(C) impecílio – hojeriza
(D) disenteria – privilégio
(E) possue – discreção

Comentário: As palavras estão corretamente grafadas na assertiva D. A vogal “i” foi


perfeitamente empregada nos vocábulos “disenteria” e “privilégio”.

Vamos analisar o erro nas opções.

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A) Resposta incorreta. A grafia de “pudico” está correta; é uma palavra paroxítona (o acento
tônico recai na penúltima sílaba) terminada em -o. Portanto, não recebe acento. Entretanto, o
vocábulo “decúbico” foi incorretamente grafado. A grafia correta é “decúbito” (estar deitado).
B) Resposta incorreta. Na palavra “rubrica” ocorreram dois erros: um de silabada (troca indevida
da sílaba tônica do vocábulo) e o emprego inadequado do acento agudo. A grafia correta é
“rubrica”. O vocábulo “déficit”, por sua vez, foi grafado corretamente.
C) Resposta incorreta. O vocábulo “impecílio” estaria corretamente grafado se apresentasse a
forma “empecilho”. Já a palavra “hojeriza” também está incorreta, pois, segundo as regras
ortográficas, o correto é “ojeriza”.
E) Resposta incorreta. Emprega-se a vogal “i” na 2ª e 3ª pessoas do singular, do presente do
indicativo: tu possuis, ele possui. Por sua vez, “discreção” está incorretamente grafada. Para
corrigir essa palavra, deveremos grafar “discrição” (discreto).

Gabarito: D.

EMPREGO DO “K”, “W” E “Y”

ORLANDELI. Disponível em: <http://pribi.com.br/arte/acordo-ortografico-em-quadrinhos>.

O Novo Acordo Ortográfico restabeleceu as letras k, w e y em nosso alfabeto, que passou


a ter 26 letras. Sendo assim, é muito provável que vocês estejam se perguntando: “Como
empregá-las?”. 66777272380

Pessoal, o emprego dessas letras ocorrerá em:

- nomes de pessoas originários de outras línguas ou derivados.


Exemplos: Franklin, frankliniano; Kafka, kafkaniano; Darwin, darwinismo; Wagner, wagneriano;
Byron, byroniano; Taylor, taylorista.

- nomes de lugares originários de outras línguas (e seus derivados).


Exemplos: Kwanza, Kuwait, kuwaitiano; Malawi, malawiano.

- siglas, símbolos e palavras adotadas como unidades de medida de curso internacional.


Exemplos: TWA; KLM; kw (quilowatt); Watt; yd (jarda, do inglês yard); km (quilômetro);
kg (quilograma); W - oeste (west); SW - sudoeste (southwest); NW - noroeste (northwest);
K (Potássio); W (Tungstênio); Y (Ítrio).
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E quanto à classificação dessas letras? Serão vogais ou consoantes ? Respondo a vocês


que a classificação dependerá da forma em que aparecerem nos vocábulos, ou seja, de acordo
com a pronúncia. Vejamos:

K – sempre consoante. É pronunciado com som de C quando surgir antes das vogais a, o e u e
no grupo QU que antecede as vogais e e i : Kafka, Kioto.

será vogal ou semivogal, nas palavras de origem inglesa. Em geral, é pronunciado


como U: William, Wilson, show.
W

será consoante, nas palavras de origem alemã. Geralmente, é pronunciado como V:


Wagner , wagneriano.

Y – será vogal (ou semivogal), sendo, geralmente, pronunciado como I: Taylor, taylorista.

EMPREGO DE ALGUMAS EXPRESSÕES

• A (preposição/artigo) x HÁ (verbo)

A (preposição) – indica relação de distância ou de tempo futuro.

Exemplos: A espiã trabalha a dois quarteirões dos inimigos. (preposição= relação de distância)
Começarei a trabalhar daqui a uma semana. (preposição= ideia de futuro)

A (artigo) – determina nomes femininos.

Exemplo: A prova será fácil.

HÁ (verbo) – indica “tempo passado” ou a “existência de algo/alguém”. Nestas acepções, deve


permanecer na terceira pessoa do singular, pois é um verbo impessoal.
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Exemplos:
Fiz a prova há dois dias. (= Fiz a prova faz dois dias.)
Há dois carros para o leilão. (Existem dois carros para o leilão.)

• AO ENCONTRO DE X DE ENCONTRO A

AO ENCONTRO DE – em direção a, favoravelmente.

Exemplo: Fui ao encontro de minha namorada. (= Fui em direção à minha namorada.)

DE ENCONTRO A – ir contra; choque.

Exemplo: Fui de encontro à opinião de sua esposa. (= Fui contra a opinião de sua esposa.)

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• AFIM X A FIM

AFIM – indica “semelhança”, “parentesco”.

Exemplo: Nossa meta é afim: sua aprovação. (= Nossa meta é semelhante: sua aprovação.)

A FIM – indica “finalidade”. equivale à conjunção final “para”.

Exemplos: Estudo a fim de ser aprovado. (= Estudo para ser aprovado.)

4. (FGV-2008/Polícia Civil-RJ-Adaptada) Julgue o item a seguir.

No período “As idéias dela sempre vêm de encontro às minhas, ou seja, sempre concordamos
um com o outro.”, a expressão em destaque está de acordo com as regras ortográficas e
com a adequação vocabular.

Comentário: A expressão adequada seria “ao encontro de” (favoravelmente). Esta locução
deveria ter sido empregada no período do enunciado, porque “de encontro a” significa “ir contra,
choque, colisão”, não se adequando ao trecho em análise.

Gabarito: Item incorreto.

• ACERCA DE X HÁ CERCA DE X CERCA DE

ACERCA DE - significa “a respeito de”, “sobre”.

Exemplo: Conversamos acerca do namoro. (= Conversamos a respeito do namoro.)

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CERCA DE – transmite ideia “durante”, “aproximadamente”.

Exemplo: Jogamos cerca de três horas. (= Jogamos durante três horas.)

HÁ CERCA DE - significa “faz aproximadamente”, indicando tempo passado.

Exemplos: Há cerca de cem pessoas na fila. (= Existem aproximadamente cem pessoas na fila.)
Chegou ao Brasil há cerca de 10 anos. (= Chegou ao Brasil faz aproximadamente 10 anos.)

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• EM VEZ DE X AO INVÉS DE

EM VEZ DE – indica “em lugar de”.

Exemplo: Em vez de batata frita, comeu um sanduíche. (= No lugar de batata frita, comeu um
sanduíche.)

AO INVÉS DE – indica “ao contrário de”.

Exemplo: Ao invés de trabalhar, dormiu. / Ao invés de subir, desceu.

Importante!

A expressão “ao invés de” só deve ser empregada quando houver idéias contrárias. No
segundo quadrinho, há ideia de “em lugar de”.

Por essa razão, a frase da atendente está errada. O correto é: “Oi, Ju, bom dia! Em vez de
ir com a Lu, vou com você”.

5. (FGV-2008/Polícia Civil/RJ-Adaptada) “Concluída a fusão dos mercados, em vez de rumar


para a integração política e consolidar seu protagonismo na cena mundial, a Europa faz da
integração um utensílio da exclusão. Claro está que Bruxelas não pode evitar a deriva à direita de
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certos Estados, mas tampouco necessita servir à regionalização da xenofobia.”


A respeito do trecho acima, analise o item a seguir:

I. A expressão em vez de não poderia ser substituída, no trecho, por ao invés de.

Comentário: No contexto, a expressão “em vez” deve ser substituída por “ao invés de”, pois os
trechos “rumar para a integração política e consolidar seu protagonismo na cena mundial” e “faz
da integração um utensílio da exclusão” apresentam sentidos opostos.

Gabarito: Item incorreto.

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• MAL X MAU

MAL (advérbio/substantivo) - oposto de “bem”.

Exemplos: Ele fez o serviço mal. (= Ele fez o serviço bem.)


Ele tem um mal incurável. (= Ele tem um bem incurável.)

MAL - conjunção subordinativa temporal equivalente a “logo que”.

Exemplo: Mal ele chegou, todos saíram. (= Logo que ele chegou, todos saíram.)

MAU (adjetivo) – contrário de “bom”.

Exemplo: Ele é um aluno mau. (= Ele é um aluno bom.)

• ONDE X AONDE X DE ONDE

ONDE – empregado com verbos que exprimem “ESTADO” ou “PERMANÊNCIA”.

Exemplos: A cidade onde estou é linda.


Onde você deixou os óculos ?

Cuidado!

“Onde” deve ser empregado somente quando houver referência a lugar: “A cidade onde
estou é linda”.

É incorreto o emprego em outros contextos, tais como “A situação onde me encontro é


favorável”. Notem que, no exemplo apresentado, não há referência a lugar, razão por que o
emprego de “onde” está incorreto. Nesse caso, é correto o emprego das expressões “em que” ou
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“na qual”:

A situação em que me encontro é favorável. / A situação na qual me encontro é favorável.

AONDE – empregado com verbos que exprimem “MOVIMENTO”.

Exemplo: Aonde você quer chegar ?

No exemplo acima, o verbo “chegar” indica movimento, regendo o emprego da preposição


“a”. Esta, por sua vez, antecederá o advérbio “onde”, originando a forma “aonde”.

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DE ONDE – empregado com verbos que exprimem “ORIGEM”, “PROCEDÊNCIA”.

Exemplo: De onde você veio ?

No exemplo acima, o verbo “vir” indica origem, procedência, regendo o emprego da


preposição “de”. Esta, por sua vez, antecederá o advérbio “onde”, originando a expressão “de
onde” ou a contração “donde” (de + onde).

6. (FGV-2008/Prefeitura de Campinas) “Ninguém sabe aonde essa transformação vai chegar.”


Uma das freqüentes dificuldades no uso da língua reside na opção entre o uso do onde e do
aonde, grifado na frase acima.
Assinale a alternativa em que não se tenha empregado a forma correta.

(A) As escolas onde estivemos estavam bem conservadas.


(B) Estivemos naquela cidade onde se deu o encontro de professores.
(C) Sabemos onde nossos projetos pretendem chegar.
(D) A nossa preocupação era onde entregar os relatórios.
(E) Haveria, sempre, um lugar onde pudéssemos descansar nossas angústias.

Comentário: Na assertiva C, temos o verbo “chegar”, que indica movimento. Por essa razão, a
regência é transitiva indireta, exigindo o emprego da preposição “a”: “Sabemos aonde nossos
projetos pretendem chegar”.

Gabarito: C.

• OS PORQUÊS

POR QUE (separado e sem acento) - é usado em:

a) interrogativa direta.

Exemplo: Por que você faltou à aula ontem?


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b) interrogativa indireta.

Exemplo: Gostaria de saber por que você faltou à aula ontem.

Dica estratégica!

A forma “POR QUE” (separada e sem acento) também pode ser empregada nos
seguintes contextos:

• Preposição + pronome interrogativo, equivalente a “por qual razão”.

Exemplo: Não sei por que insisto; só sei que serei aprovado. (= Não sei por qual razão insisto;
só sei que serei aprovado.)

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• Preposição + pronome relativo, equivalente a “pelo qual” (e flexões).

Exemplo: Passarei no concurso por que tanto luto. (= Passarei no concurso pelo qual tanto luto.)

• Após as palavras denotativas “EIS” e “DAÍ”.

Exemplos: “Eis por que seremos aprovados.”


“Daí por que dizemos que seremos aprovados.”

Cuidado!

Se a forma “por que” estiver substantivada, o correto é empregar “porquê” (junto e com acento).
Neste caso, será equivalente a motivo, razão.

Exemplos: Eis o porquê de nossa aprovação.


Daí um porquê de seu sucesso: o estudo.

• POR QUÊ (separado e com acento) – é usado quando no final da frase.

Exemplo: Não fez a prova? Por quê? (o “quê” é tônico; por isso, é acentuado)

Pode ser usado no final da oração, antes de pausa (não necessariamente em final do
período), quando for equivalente a motivo, razão pela qual.

Exemplo: Não conseguimos saber por quê, mas tentamos. (o “quê” é tônico)

• PORQUE (junto e sem acento) - é usado em respostas. Dependendo do contexto em que


estiver inserido, indicará uma:

a) explicação (= pois)
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Exemplo: A moça chorou, porque os olhos estão vermelhos. (= A moça chorou pois os olhos
estão vermelhos.)

b) causa (= já que)

Exemplo: A moça chorou porque foi aprovada no concurso. (= A moça chorou, já que foi
aprovada no concurso.)

c) finalidade ( = para que).

Exemplo: Fiz-lhe sinal porque se calasse. (= Fiz-lhe sinal para que se calasse.)

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Observação!

A forma “porque” (junta e sem acento) deve ser usada em frases interrogativas,
quando for uma conjunção causal (relação de causa e efeito).

Exemplo: Não íamos demonstrá-la porque nossa habilidade não era valorizada?

• PORQUÊ (junto e com acento) – é um substantivo usado sempre que vier precedido de
determinante. Significa motivo, razão, causa.

Exemplos: Gostaria de entender o porquê de suas faltas. (= Gostaria de entender o motivo de


suas faltas.)

Desejo saber os porquês de tanto estudo. (= Desejo saber as razões de tanto estudo.)

Na primeira estrofe da música “Gostava tanto de você”, cuja autoria pertence a Tim Maia,
houve o emprego da forma “porque”. O emprego foi correto ?

Gostava Tanto de Você

Não sei porque você se foi


Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
(Tim Maia)

Resposta: Não! A forma correta seria “por que”, pois é uma sequência composta por uma
preposição + pronome interrogativo, equivalente a por qual razão:

Gostava Tanto de Você

Não sei por que você se foi


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Quantas saudades eu senti


E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
(Tim Maia)

7. (FGV-2011/TRE-PA) Partidos devem ir às ruas explicar para os cidadãos por que existem
e quais são suas propostas.
No período acima, empregou-se corretamente a forma POR QUE. Assinale a alternativa em
que isso NÃO tenha ocorrido.

(A) O povo não entende por que os partidos políticos se esquivam de se apresentar claramente.
(B) Nem sempre é fácil entender as modificações por que passam os partidos políticos.

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(C) As pessoas desejam entender por que, nas relações entre os partidos políticos, as alianças
rapidamente se dissolvem.
(D) Às vezes sem saber por que, o povo escolhe determinados candidatos para cargos
importantes.
(E) Na realidade, o povo sabe por que deve escolher bem seus representantes.

Comentário: O erro encontra-se na assertiva D. Conforme vimos nas lições, a forma “por quê”
(separada e com acento) pode ser usada em final de oração, antes de pausa (não
necessariamente no final do período), quando for equivalente a motivo, razão pela qual. É o que
deveria ter ocorrido no excerto em análise: “Às vezes sem saber por quê, o povo escolhe
determinados candidatos para cargos importantes”.
Gabarito: D.

8. (FGV-2010/CODESP) O aproveitamento das oportunidades que estão surgindo é valioso


porque, além da realização pessoal na vida profissional, é um atalho para melhorar dos
níveis de renda e de bem-estar de fatias cada vez maiores da população brasileira.
No trecho acima, empregou-se corretamente uma das formas do porquê. Assinale a
alternativa em que isso não tenha ocorrido.

(A) Sem ter por quê, em se falando de habilidades, discutir mais profundamente, calamo-nos.
(B) Vamos destacar as habilidades por que somos conhecidos.
(C) Ele esperava saber por que, naquele departamento, sua habilidade não era valorizada.
(D) Porque nossa habilidade não era valorizada não íamos demonstrá-la?
(E) Não conseguimos saber por quê, mas tentamos.

Comentário: Vamos analisar as opções.

A) Resposta incorreta. No trecho, seria adequado o emprego da forma “por que” (preposição +
pronome interrogativo), pois equivale a por qual motivo, por qual razão.
B) Resposta correta. No contexto, a forma “por que” pode ser substituída pela expressão pelas
quais: Vamos destacar as habilidades pelas quais (...)”. Logo, o emprego está correto.
C) Resposta correta. Há uma pergunta indireta, o que justifica o emprego da forma “por que”
(separa e sem acento).
D) Resposta correta. A forma “porque” (junta e sem acento) deve ser usada em frases
interrogativas, quando for uma conjunção causal (relação de causa e efeito). É o que ocorre na
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assertiva. Portanto, está correto o emprego.


E) Resposta correta. Conforme vimos nas lições, a forma “por quê” (separada e com acento)
pode ser usada no final da oração, antes de pausa (não necessariamente em final do período),
quando for equivalente a motivo, razão pela qual. Logo, o emprego está correto.

Gabarito: A.

9. (FGV-2006/SERC-MS) Perguntei por que ele não tocava mais piano.


Assinale a alternativa correta acerca do uso do porquê na frase acima.

(A) A forma está correta, pois corresponde à preposição POR + o pronome relativo QUE.
(B) A forma está correta, pois é uma conjunção, sendo, nesse caso, sempre grafada como duas
palavras.
(C) A forma está correta, pois equivale a "por qual razão", caracterizando uma pergunta indireta.

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(D) A forma está incorreta, pois a forma com duas palavras só se usa em perguntas. O correto
seria PORQUE.
(E) A forma está incorreta, pois, embora seja grafada com duas palavras, a forma QUE deveria
levar acento circunflexo.

Comentário: Segundo as lições, vimos que a forma “por que” (separada e sem acento) também
pode ser empregada em pergunta indireta. No caso em tela, a expressão é composta pela
preposição “por” seguida do pronome interrogativo “que” e equivale a “por qual razão”.

Gabarito: C.

• SE NÃO X SENÃO

Letra:Chico da Silva

SE NÃO - formado por "SE" (conjunção condicional) + "NÃO" (advérbio). Equivale a


"CASO NÃO".

Exemplo: Se não estudarem, não passarão no concurso. (= Caso não estudem, não passarão no
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concurso.)

SENÃO - equivalente a "CASO CONTRÁRIO", "EXCETO".

Exemplos: Estude bastante, senão você não terá sucesso. (= Estude bastante, caso contrário
você não terá sucesso.)

Todos foram convidados para a festa, senão ela. (= Todos foram convidados para a festa,
exceto ela.)

Espero que tenham compreendido a explicação, senão (= caso contrário) explicarei


novamente. Se não (= Caso não) conseguirmos isso na próxima explicação, retomaremos o tema
quantas vezes forem necessárias! :-)

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• AGENTE X A GENTE

AGENTE - é aquele que atua, exerce certo cargo ou determinada função (p. ex. procurador,
delegado, administrador etc.).

Exemplo: O agente chegou cedo à repartição.

A GENTE - é uma expressão que representa a ideia de primeira pessoa do plural (nós), sendo de
uso comum entre os falantes do português brasileiro. Entretanto, a forma verbal associada
permanece na 3ª pessoa do singular.

Exemplo: A gente vai à praia amanhã.

• DIA-A-DIA X DIA A DIA (segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa)

Antes do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, a expressão “dia-a-dia” era grafada


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com hífen (ou traço de união).

Exemplos: Nas escolas públicas, o dia-a-dia (= cotidiano) dos professores brasileiros é árduo.

Com a promulgação do mencionado acordo, o hífen (ou traço de união) foi abolido:
dia a dia.

Exemplos: Nas escolas públicas, o dia a dia dos professores brasileiros é árduo. (equivalendo a
“cotidiano”, a expressão será um substantivo)

Estou melhorando minha performance dia a dia. (equivalendo a diariamente, a expressão será
locução adverbial de tempo)

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EMPREGO DO HÍFEN (OU TRAÇO DE UNIÃO)

A seguir, apresentarei a vocês um ponto muito cobrado nas provas da Fundação Getúlio
Vargas: o emprego do hífen (ou traço de união). Primeiramente, demonstrarei as regras antigas
e, quando necessário, apresentarei as mudanças implantadas pelo Novo Acordo Ortográfico.
Sempre me dizem: “Professor, são muitas regras. Como decorá-las?”. Fiquem tranquilos,
meus amigos! Para facilitar a vida de vocês (rs...), trouxe algumas técnicas mnemônicas que
facilitarão a memorização.
ANTES DO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

Emprega-se hífen:

- nos prefixos PSEUDO-, SEMI-, INTRA-, CONTRA-, AUTO-, NEO-, EXTRA-, PROTO-,
INFRA-, ULTRA- e SUPRA- que antecedem palavras iniciadas por ‘H’, ‘R’, ‘S’ e vogais
diferentes. 66777272380

Para memorizar:

P SEUDO-
S EMI-
I NTRA-
C ONTRA-
A UTO-
N EO- que antecedem palavras iniciadas por ‘H’, ‘R’, ‘S’ e vogais diferentes.
E XTRA-
P ROTO-
I NFRA-
U LTRA-
S UPRA-

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Exemplos: pseudo-homérico, neo-republicano, proto-revolução, pseudo-sábio, semi-selvagem,


ultra-secreto, intraauricular, autoônibus, contra-indicação, intra-ocular, extra-oficial, supra-
-excitação.

Exceção: extraordinário.

É necessário tecer alguns comentários sobre a partícula “mega-”:

a) segundo o sistema ortográfico antigo, o elemento “mega-“ não se une ao vocábulo posterior
iniciado pelas consoantes R e S. Assim, seria correto duplicá-las: megarritual, megassucesso.
(regra mantida pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa).

b) segundo o sistema ortográfico antigo, o elemento “mega-“ não se une ao vocábulo posterior
por meio de hífen (ou traço de união), ainda que este seja iniciado por “h”: megadiversidade,
megaevento, megaomenagem, megaipótese.

10. (FGV-2008/Senado) A palavra megadiversidade foi grafada corretamente no texto.


Assinale a alternativa em que, compondo-se palavra com o elemento mega-, obedeceu-se
às regras de ortografia.

(A) mega-homenagem
(B) megaipótese
(C) mega sucesso
(D) megaritual
(E) mega-evento

Comentário: Como a questão foi elaborada antes do Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, vamos analisá-la à luz das regras antigas. Conforme vimos nas lições, não haverá
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hífen entre o falso prefixo “mega-“ e a palavra seguinte: megaomenagem, megaipótese,


megaevento. Quando o vocábulo posterior for iniciado pelas consoantes R ou S, estas letras
deverão ser duplicadas: megarritual, megassucesso. Logo, a letra B é o gabarito da questão.

Gabarito: B.

É importante ressaltar que, segundo o Acordo Ortográfico da Língua portuguesa,


haverá o emprego do hífen entre o elemento “mega-” e o vocábulo posterior, caso este
seja iniciado pela letra “h”: mega-homenagem, mega-hipótese.

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APÓS O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

Emprega-se hífen:

- nos prefixos PSEUDO-, SEMI-, INTRA-, CONTRA-, AUTO-, NEO-, EXTRA-, PROTO-,
INFRA-, ULTRA- e SUPRA- que antecedem palavras iniciadas por ‘H’ e vogal igual à última
do prefixo.

Para memorizar:

P SEUDO-
S EMI-
I NTRA-
C ONTRA-
A UTO-
N EO- antes de ‘H’ e de vogal igual à última do prefixo
E XTRA-
P ROTO-
I NFRA-
U LTRA-
S UPRA-

Se os prefixos acima antecederem palavras iniciadas por ‘R’ e ‘S’, estas consoantes serão
duplicadas.

Exemplos: pseudo-homérico, neorrepublicano, protorrevolução, pseudossábio, semisselvagem,


ultrassecreto, intra-auricular, auto-ônibus.

Dica estratégica!

Os prefixos CO-, RE-, DES- e IN- não se enquadram na regra acima.

Exemplos: coerança (co + herança), coerdeiro (co + herdeiro), coabitar (co + habitar), coordenar
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(co + ordenar), cooperar (co + operar), cosseno (co + seno), cossecante (co + secante),
correlação (co + relação), reabilitar (re + habilitar), reeditar (re + editar), reeleição (re + eleição),
desonra (des + honra), desumano (des + humano), inábil (in + hábil), inabitável (in + habitável).

ANTES DO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

Emprega-se hífen:

- nos prefixos ANTE-, ANTI-, SOBRE- e ARQUI- que antecedem palavras iniciadas
por ‘H’, ‘R’ e ‘S’.

Para memorizar:

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A NTE-

A NTI- que antecedem palavras iniciadas por ‘H’, ‘R’ e ‘S’.


S OBRE-
A RQUI-

Exemplos: ante-histórico, anti-higiênico, sobre-humano, arqui-herança, arqui-rival, ante-sala, anti-


-semita, sobre-saia.

Exceções: sobressair, sobressalente, sobressaltar, sobressalto.

11. (FGV-2007/SEFAZ-RJ) Em antimaterialista, utilizou-se corretamente a regra de emprego


do hífen com o prefixo anti-. Assinale a alternativa em que isso não tenha ocorrido.

(A) anti-higiênico
(B) antiaéreo
(C) anti-rábico
(D) anti-semita
(E) anti-inflacionário

Comentário: Novamente, vamos analisar a questão à luz das regras anteriores ao Novo Acordo
ortográfico. Conforme o sistema ortográfico antigo, não se emprega hífen entre prefixos
terminados por vogal e palavras iniciadas pela mesma vogal: antiinflacionário. Logo, o gabarito
da questão é a letra E.

Gabarito: E.

APÓS O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

Emprega-se hífen:
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- nos prefixos ANTE-, ANTI-, SOBRE- e ARQUI- que antecedem palavras iniciadas
por ‘H’ e por vogal idêntica à última do prefixo.

A NTE-

A NTI- antes de ‘H’ e vogal idêntica à última do prefixo


S OBRE-
A RQUI-

* Diante de R e S, duplicam-se estas consoantes.

Exemplos: ante-histórico, anti-higiênico, sobre-humano, arqui-herança, anti-inflamatório, arqui-


-inimigo, anteontem, antiaéreo, arquirrival, antessala, antissemita, sobressaia, sobressalente,
sobressaltar, sobressalto.

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Emprega-se hífen:

- nos prefixos SUPER-, INTER- e HIPER- que antecedem palavras iniciadas por ‘H’ e
‘R’ (regra mantida pelo novo acordo ortográfico).

S UPER-
H IPER- antes de ‘H’ e ‘R’
I NTER-

Exemplos: super-requintado, hiper-humano, inter-resistente.

Emprega-se hífen:

- nos prefixos SOB-, AB-, AD- e OB- que antecedem ‘R’ (regra mantida pelo novo
acordo ortográfico).

Para memorizar: SOBABADOB

S
O
B-

A que antecedem ‘R’


B-

A
D-

O
B-
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Exemplos: sob-roda, ab-rogar, ab-rupto, ad-renal, ob-reptício.

Emprega-se hífen:

- no prefixo SUB- que antecede ‘B’ , ‘R’ e ‘H’. (regra mantida pelo novo acordo
ortográfico)

Exemplos: sub-base, sub-bibliotecário, sub-reino, sub-reptício, sub-humano.

O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) também admite a grafia


subumano.

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12. (FGV-2008/Senado) Em não-efetivação, utilizou-se corretamente o hífen. Das palavras


abaixo, somente uma está correta. Assinale-a.

(A) sócio-ambiental
(B) tele-reportagem
(C) macro-encefalia
(D) trans-humano
(E) sub-reptício

Comentário: Segundo o antigo sistema ortográfico, deveremos empregar hífen quando o prefixo
sub- anteceder as letras b, h e r. Portanto, a grafia do vocábulo “sub-reptício” está correta.

Analisando as demais opções, percebemos que os elementos “sócio-“, “macro-“, “tele-“ e


“trans-“ são pseudoprefixos, razão pela qual não serão seguidos de hífen: socioambiental,
telerreportagem, macroencefalia e transumano.

Gabarito: E.

13. (FGV-2008/Polícia Civil-RJ) Em inter-regionais, utilizou-se corretamente a regra do hífen


diante de palavras que se iniciam com a letra r. Assinale a alternativa em que isso não
tenha ocorrido.

(A) super-regional
(B) sub-região
(C) micro-região
(D) intra-regional
(E) pseudo-região

Comentário: Conforme vimos nas lições, emprega-se hífen nos prefixos SUPER-, INTER- e
HIPER- que antecedem palavras iniciadas por ‘H’ e ‘R’. Portanto, “super-regional” está
corretamente grafado. Com relação ao prefixo SUB-, haverá hífen sempre que anteceder as
letras ‘B’, ‘R’ e ‘H’. Logo, “sub-região” o emprego do traço de união está correto. O erro de
questão encontra-se na assertiva C, pois, segundo o sistema ortográfico antigo, o elemento
“micro-“ é um pseudoprefixo, razão por que não haverá emprego de hífen. Como a palavra
seguinte é iniciada por R, esta consoante deveria ter sido duplicada: microrregião.
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Gabarito: C.

ANTES DO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

Emprega-se hífen:

- nos prefixos CIRCUM-, PAN- e MAL- que antecedem palavras iniciadas por ‘H’ e
vogais.

Para memorizar: Lembrem-se de CPM.

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C IRCUM-

P AN- que antecedem palavras iniciadas por ‘H’ e vogais

M AL-

Exemplos: circum-hospitalar, pan-hispânico, mal-humorado, circum-escolar, pan-americano,


mal-educado.

14. (FGV-2008/Polícia Civil-RJ) Em inospitaleiras, ao se juntar o prefixo à palavra


hospitaleiras, houve perda da letra h. Assinale a alternativa em que a junção dos dois
elementos se deu de forma incorreta, provocando erroneamente a perda da letra h.

(A) subumano
(B) megaomenagem
(C) panispânico
(D) multiabilidoso
(E) socioistórico

Comentário: Conforme o sistema ortográfico anterior ao Decreto nº 6.583/2008, emprega-se


hífen nos prefixos CIRCUM-, PAN- e MAL- que antecedem palavras iniciadas por ‘H’ e vogais.
Logo, a palavra “panispânico” está incorretamente grafada. A correção é “pan-hispânico”.

Gabarito: C.

APÓS O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

Emprega-se hífen:

- nos prefixos CIRCUM- e PAN- ,que antecedem ‘H’, ‘M’, ‘N’ e vogais, e no prefixo
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MAL-, que antecede palavras iniciadas por ‘H’, ‘L’ e vogais.

C IRCUM-
antes de ‘H’, ‘M’, ‘N’ e vogais
P AN-

M AL- antes de ‘H’, ‘L’ e vogais

Exemplos: circum-hospitalar, pan-hispânico, circum-escolar, pan-americano, circum-murado,


pan-mágico, circum-navegação, pan-negritude, mal-humorado, mal-entendido, mal-limpo,
mal-lavado, malsucedido.

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Quando o prefixo MAL- formar um composto que designe doença, deveremos empregar o
hífen: mal-caduco (epilepsia), mal-francês (sífilis).

Emprega-se hífen:

- nos prefixos PÓS-, PRÉ- e PRÓ-, quando estes forem tônicos e conservarem
autonomia vocabular (regra mantida pelo novo acordo ortográfico).

P ÓS-
P RÉ- quando tônicos.
P RÓ-

Neste caso, os prefixos serão acentuados graficamente.

Exemplos: pré-histórico, pré-eleitoral, pré-escolar, pós-meridiano, pós-moderno, pós-eleitoral,


pós-guerra, pró-europeu, pró-ativa.

Mas (sem hífen): prever, predeterminar, preestabelecer, preencher, preeminente,


preeminência, preexistir, prefácio, posfácio, pospor.

Emprega-se hífen:

- nos prefixos SEM-, SOTA-, SOTO-, VICE-, VIZO- e EX- , em qualquer caso (regra
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mantida pelo novo acordo ortográfico).

S EM-
S OTA-
S OTO-
em qualquer caso
V ICE-
V IZO-
E X-

Exemplos: sem-cerimônia, sota-piloto, soto-ministro, vice-diretor, vizo-rei, ex-presidente.

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Emprega-se hífen:

- nos prefixos os prefixos BEM-, ALÉM-, RECÉM- e AQUÉM-, em qualquer caso.


(regra mantida pelo novo acordo ortográfico).

Exemplos: bem-aventurado, bem-vindo, bem-sucedido, além-mar, recém-nascido,


aquém-fronteiras.

Exceções: benfazejo (benfazer), benfeito, benfeitor, benquerença (benquerer).

15. (FGV-2008/Senado-Adaptada) “Podemos caracterizar as economias bem-sucedidas do


pós-guerra, mas não podemos apontar com segurança os fatores que selaram seu êxito
nem os fatores sem os quais elas poderiam ter sido exitosas.”
A respeito do trecho acima, analise os itens a seguir:

I. O antônimo de bem-sucedidas é “malsucedidas”.

II. A palavra pós-guerra é grafada com hífen, assim como toda palavra que trouxer o
prefixo “pós-”.

Comentário: Por antônimo entende-se o contrário, o oposto: bem X mal. Por sua vez, a grafia de
“malsucedidas” está correta, já que não há menção quanto ao emprego do hífen quando o prefixo
MAL- for seguido de palavra iniciada pela consoante S (neste caso em especial, seria errado
empregar o hífen ou duplicar a consoante). Logo, o item I está correto.
No item II, por fim, a palavra “pós-guerra” está corretamente grafada. Entretanto, vimos que o
hífen não será empregado em toda palavra que apresentar o prefixo “pos-“: posfácio. Portanto, o
item II está incorreto.

Emprega-se hífen: 66777272380

- nos sufixos -AÇU, -GUAÇU e -MIRIM, quando o primeiro elemento da palavra


terminar em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exigir (eufonia). (regra
mantida pelo novo acordo ortográfico).

-AÇU
-GUAÇU quando o primeiro elemento da palavra terminar em vogal acentuada
-MIRIM graficamente ou quando a pronúncia exigir (eufonia).

Exemplos: araçá-guaçu, araçá-mirim, anajá-mirim, capim-açu.

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Emprega-se hífen:

- nas formas compostas por GRÃ- ou GRÃO-, quando formarem nomes de lugar, ou
nas formas verbais e nos compostos ligados por artigo. (regra mantida pelo novo acordo
ortográfico)

GRÃ-
quando formarem nomes de lugar, ou nas formas verbais e nos
compostos ligados por artigo.
GRÃO-

Exemplos: Grã-Bretanha, Grão-Pará, Passa-Quatro, Trás-os-Montes, Baía de Todos-os-Santos.

Importante: O vocábulo Guiné-Bissau deve ser grafado com hífen por se tratar de forma
consagrada pelo uso, mesmo após o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Emprega-se hífen:

- nas palavras compostas por justaposição que constituem unidade sintática e


semântica.

Exemplos: arco-íris, amor-perfeito, ano-luz, decreto-lei, guarda-chuva, guarda-roupa,


manda-tudo, pára-brisa, pára-choque, pára-lama, pára-raios, professor-adjunto, secretário-geral,
tenente-coronel.

O novo acordo ortográfico aboliu o emprego do hífen em palavras compostas que


perderam a noção de composição.
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Exemplos: mandachuva, paramédico, paraquedas, paraquedista, madressilva, girassol, pontapé.

Emprega-se hífen:

- nos compostos que designam espécies zoológicas e botânicas.

Exemplos: andorinha-do-mar, bem-me-quer, bem-te-vi, couve-flor, erva-doce, joão-de-barro,


bico-de-papagaio, não-me-toques.

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ACENTUAÇÃO GRÁFICA

Agora, estudaremos as regras de acentuação gráfica.

Inicialmente, pergunto: vocês sabem a diferença entre acento tônico e acento gráfico ?

Vejam:
Acento tônico Acento gráfico

Determina a sílaba tônica de um Sinal empregado sobre a sílaba tônica da


vocábulo. palavra (de acordo com as regras de
acentuação). Pode ser agudo ou circunflexo.
Exemplos: ruim, gratuito, amigo.
Exemplos: saúde, ínterim, história, lâmpada.

REGRAS GERAIS
PROPAROXÍTONAS – são palavras em que o acento tônico recai na antepenúltima
sílaba. Todas as proparoxítonas são acentuadas graficamente.

Exemplos: lâmpada, pêssego, autógrafo, hábitat, déficit.

PAROXÍTONAS – são palavras em que o acento tônico recai na penúltima sílaba.


Acentuam-se graficamente as paroxítonas terminadas em:

 L, N, R, X (Para memorizar: LoNaRoXa).


Exemplos: útil, hífen, éter, ônix.

 UM(NS).
Exemplos: médium, álbuns.

 U e I(S).
Exemplos: vírus, júri, álibis.
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 Ã(S), ÃO(S).
Exemplos: órfã(s), bênção(s).

 ON(S)
Exemplos: elétron(s), próton(s).

 PS
Exemplos: fórceps, Quéops.

 Ditongo.
Exemplos: história, série, imóveis.

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Alguns gramáticos, entre eles Celso Cunha, consideram proparoxítonos eventuais os vocábulos
terminados em ditongos crescentes (glória, série, sábio, mágoa, história etc.). Porém, a FGV considera tais
vocábulos como PAROXÍTONOS terminados em ditongo crescente oral.

Não se acentuam os prefixos paroxítonos terminados em -r e -i: super-homem, hiper-requintado,


semi-intensivo.

Não se acentuam os vocábulos paroxítonos finalizados em -ens: polens, hifens, abdomens. Estas
palavras também admitem os respectivos plurais sob a forma proparoxítona: pólenes, hífenes, abdômenes.

Também não se acentua o vocábulo item, tampouco sua forma pluralizada (itens).

OXÍTONAS – são palavras em que o acento tônico recai na última sílaba. Acentuam-se
graficamente as oxítonas terminadas em a(s), e(s), o(s), em(ens).

Exemplos: maracujá, ananás, picolé(s), você, português, paletó(s), armazém, parabéns.

Dica estratégica!

Também se acentuam as formas verbais terminadas em a, e, o tônicos, seguidas de -lo(s)


e -la(s): jogá-las (jogar + as), fazê-la (fazer + a), compô-lo (compor + o).

MONOSSÍLABAS TÔNICAS – são palavras que apresentam acento tônico e que


constituem uma única sílaba. São acentuadas graficamente as monossílabas tônicas terminadas
em a(s), e(s), o(s).

Exemplos: já, pás, pé(s), só(s).

Dicas estratégicas!

Também se acentuam as formas verbais tônicas terminadas em a, e, o tônicos, seguidas


de -lo(s) e -la(s): dá-lo (dar + o), fê-lo (fez + o), pô-los (pôr + os).

Não se acentuam as formas verbais terminadas em i seguidas de -lo(s) ou -la(s):


fi-lo (fiz + o), qui-lo (quis + o).
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Conhecidas as regras gerais, podemos sintetizá-las da seguinte forma:

TERMINADAS EM...
TONICIDADE A(S) E(S) O(S) EM(ENS) OUTRAS
Acentuada?
Proparoxítonas Sim Sim Sim Sim Sim
Paroxítonas Não Não Não Não Sim
Oxítonas Sim Sim Sim Sim Não
Monossílabas
Sim Sim Sim Não Não
Tônicas

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É preciso ter atenção à pronúncia correta de algumas palavras. O equívoco ao pronunciá-


-las caracteriza a chamada silabada. A FGV gosta de exigir esse assunto em suas provas.
Portanto, apresentarei uma lista dos vocábulos mais recorrentes em concursos:

PROPAROXÍTONAS PAROXÍTONAS OXÍTONAS


aeródromo alanos cateter
aerólito austero cister
ágape avaro condor
álcool aziago fidel
alcoólatra batavo gibraltar
âmago caracteres hangar
aríete ciclope mister
arquétipo decano nobel
bávaro edito (lei) novel
bígamo exegese obus
bímano fortuito recém
crisântemo gratuito ruim
édito (ordem judicial) ibero ureter
égide látex sutil
elétrodo libido
hieróglifo maquinaria
ímprobo meteorito
ínterim necromancia
munícipe pudico
périplo recorde
protótipo rubrica
revérbero tulipa
zênite

16. (FGV-2006/SERC-MS) Assinale a alternativa em que o vocábulo não tenha sido


acentuado pela mesma regra que os demais.

(A) atrás
(B) lá
(C) ninguém 66777272380

(D) vovó
(E) você

Comentário: A forma “lá” é um monossílabo tônico terminado em “a”. Por essa razão, deve ser
acentuado graficamente. As demais palavras são acentuadas por se enquadrarem nas regras
das oxítonas.

Gabarito: B.

17. (FGV-2010/CODESP) Assinala a palavra que tenha sido acentuada por regra distinta
das demais.

(A) relógio
(B) deficiências
(C) distância

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(D) nível
(E) níveis
Comentário: As palavras “relógio”, “deficiências”, “distância” e “níveis” são acentuadas por serem
paroxítonas terminadas em ditongo crescente. Por sua vez, a palavra “nível” é acentuada por ser
uma paroxítona terminada em “L”.
Gabarito: D.

18. (FGV-2008/Senado) A palavra êxito recebeu acento por se tratar de proparoxítona. Nas
alternativas a seguir, em que todas as palavras estão propositalmente grafadas sem
acento, uma naturalmente não receberia acento por não se tratar de proparoxítona.
Assinale-a.
(A) interim
(B) rubrica
(C) recondito
(D) arquetipo
(E) lúgubre
Comentário: O acento tônico da palavra “rubrica” recai na penúltima sílaba. Sendo assim, o
vocábulo é classificado como paroxítono (e não deve ser acentuado). Todas as demais palavras
são proparoxítonas, ou seja, o acento tônico recai na antepenúltima sílaba, sendo todas
acentuadas graficamente: “ínterim”, “recôndito”, “arquétipo” e “lúgubre”.

Gabarito: B.

REGRAS ESPECÍFICAS

• DITONGOS ABERTOS (ÉI, ÓI E ÉU)

Segundo as regras de acentuação gráfica, devemos empregar o acento agudo nos


ditongos abertos das:

a) monossílabas tônicas: réis, céu, rói. 66777272380

b) oxítonas: heróis, chapéu(s), papéis.

c) paroxítonas: geléia, epopéia, mocréia, jibóia, clarabóia

19. (FGV-2008/Senado) Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido acentuada


seguindo regra distinta das demais.

(A) previdência
(B) diária
(C) idéia
(D) declínio
(E) óbvia

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Comentário: A palavra “idéia” é uma paroxítona acentuada no ditongo aberto “éi”. As demais
palavras recebem acento gráfico por serem paroxítonas terminadas em ditongo oral.

Gabarito: C.

Dica estratégica!

O novo acordo ortográfico aboliu o emprego do acento agudo nos ditongos abertos EI e
OI das palavras PAROXÍTONAS (geleia, epopeia, mocreia, jiboia, claraboia).
Entretanto, segundo o VOLP, elaborado pela Academia Brasileira de Letras, o ditongo
aberto ÓI, da palavra destróier, continua a ser acentuado, em virtude de o vocábulo ser
paroxítono terminado em -R.

ORLANDELI. Disponível em: <http://pribi.com.br/arte/acordo-ortografico-em-quadrinhos>.


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• HIATOS

“I” e “U” tônicos – deveremos empregar o acento agudo nas vogais “I” e “U” tônicas, desde
que:

a) estejam sozinhas (ou seguidas de -s) na sílaba; e

b) não estejam antecedidas de vogal idêntica.

Exemplos: heroína (he-ro-í-na), saúde (sa-ú-de), balaústre (ba-la-ús-tre), feiúra (fei-ú-ra).

Ambas as condições acima são essenciais para que possamos acentuar a segunda vogal.

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Observação: O “I” tônico, que antecede o grupo “NH” ou que forma sílaba com as consoantes
L, M, N, R, Z, não recebe acento: bainha, moinho, Raul, Coimbra, caindo, cair, juiz.

Apresento, aqui, duas dicas de ouro para vocês:

 Não empreguem o acento agudo nas palavras PAROXÍTONAS, quando as vogais


“I” e “U” estiverem repetidas.

Exemplos: vadiice, sucuuba.

 Cuidado com o seguinte: se a repetição da vogal “I” ocorrer em palavra


PROPAROXÍTONA, empreguem o acento agudo!

Exemplos: iídiche, seriíssimo, friíssimo.

20. (FGV-2008/Senado) Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido


acentuada por regra distinta das demais.

(A) instituídas
(B) transparência
(C) remuneratório
(D) Judiciário
(E) Ministério

Comentário: A palavra “instituídas” foi acentuada por se enquadrar na regra do hiato: ins-ti-tu-í-
-das. As demais palavras são paroxítonas terminadas em ditongo crescente oral.

Gabarito: A.

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Segundo o novo acordo ortográfico, foi abolido o emprego do acento agudo nas vogais
“I” e “U” tônicas, antecedidas de ditongo, das palavras PAROXÍTONAS.

Exemplos: baiuca, bocaiuva, boiuna, feiura, Sauipe.

Porém, se essas vogais forem antecedidas de ditongo nas palavras OXÍTONAS, devemos
empregar o acento agudo.

Exemplos: teiú, Piauí.

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• “-ÔO” E “-ÊEM”

Segundo o sistema ortográfico antigo, grafa-se com acento circunflexo a primeira vogal
dos hiatos “-ôo” e “-êem”: vôo, enjôo, abençôo, crêem, dêem, lêem, vêem.

Para memorizar os verbos “crer”, “dar”, “ler” e “ver”, gravem a frase:

LEDA VÊ PARA CRER.

ORLANDELI. Disponível em: <http://pribi.com.br/arte/acordo-ortografico-em-quadrinhos>.

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa aboliu o emprego do acento circunflexo na


primeira vogal dos hiatos “-oo” e “-eem”.
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Exemplos: voo, enjoo, abençoo, creem, deem, leem, veem.

Reforçando...

O acento circunflexo foi abolido nas formas verbais finalizadas por “-eem” (verbos ler, dar,
ver e crer e respectivos derivados). Para memorizar esses verbos, gravem a frase:

LEDA VÊ PARA CRER.

Entretanto, no singular dessas formas verbais (e nos derivados), emprega-se o acento


circunflexo.

Exemplos: ele crê / lê / vê / provê (pres. do indicativo); (que) ele dê (pres. do subjuntivo)

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21. (FGV-2010/CODEBA) Assinale a palavra que foi acentuada seguindo a mesma regra que
três.

(A) prevê
(B) Até
(C) além
(D) é
(E) país

Comentário: O vocábulo “três” é um monossílabo tônico, razão por que é acentuado. Entre as
palavras apresentadas, somente a forma verbal “é”, encontrada na assertiva D, obedece à
mesma regra de acentuação (monossílaba tônica).

Gabarito: D.

ACENTOS DIFERENCIAIS – São sinais gráficos que diferenciam:

• a terceira pessoa do singular e a terceira pessoa do plural dos verbos TER e VIR – e
respectivos derivados. (regra mantida pelo novo acordo ortográfico)

Exemplos:

TER - Ele tem / Eles têm


VIR - Ele vem / Eles vêm

MANTER - Ele mantém / Eles mantêm

DETER - Ele detém / Eles detêm

CONVIR - Ele convém / Eles convêm

INTERVIR - Ele intervém / Eles intervêm 66777272380

• os homônimos: (regra anterior ao novo acordo ortográfico)

PÁRA (verbo) ≠ PARA (preposição)

Exemplos: O jogador corre e pára rapidamente. (verbo)


Deram um prêmio para mim. (preposição)

PÊLO (substantivo) ≠ PÉLO (verbo) ≠ PELO (preposição)

Exemplos: Esse cachorro tem pêlo marrom. (substantivo)


A moça disse: “ – Pélo a perna diariamente”. (verbo)
O ladrão saiu pelo basculante. (preposição)

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PÉLA (substantivo) ≠ PÉLA (verbo) ≠ PELA (preposição)

Exemplos: Fulano é um péla. (substantivo = chato)


Aquela senhora péla o buço. (verbo “pelar”)
O ladrão fugiu pela janela. (preposição)

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa aboliu o acento diferencial dos homônimos


acima apresentados. Sendo assim, para que identifiquemos a classe gramatical do vocábulo,
deveremos analisar o contexto em que se insere.

 os homônimos: (regra segundo o novo acordo ortográfico)

PARA (verbo) ≠ PARA (preposição)

Exemplos: O jogador corre e para rapidamente. (verbo)


Deram um prêmio para mim. (preposição)

PELO (substantivo) ≠ PELO (verbo) ≠ PELO (preposição)

Esse cachorro tem pelo marrom. (substantivo)


A moça disse: “ – Pelo a perna”. (verbo “pelar”)
O ladrão saiu pelo basculante. (preposição)

PELA (substantivo) ≠ PELA (verbo) ≠ PELA (preposição)

Exemplos:

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Fulano é um pela. (substantivo = chato)
Aquela senhora pela o buço. (verbo “pelar”)
O ladrão fugiu pela janela. (preposição)

• as formas verbais a seguir: (regra mantida pelo novo acordo ortográfico)

PODE (presente) ≠ PÔDE (pretérito perfeito)

Exemplos:
Ele pode assumir o cargo. (presente do indicativo)
Ele pôde assumir cargo. (pretérito perfeito do indicativo)

PÔR (verbo) ≠ POR (preposição)

Exemplos:
Era para eu pôr o livro sobre a estante.
O ladrão fugiu por ali.

TREMA

Segundo o sistema ortográfico anterior ao novo acordo ortográfico, emprega-


se o trema no “Ü” átono e pronunciado (semivogal) dos grupos GUE, GUI, QUE,
QUI.

Exemplos: lingüiça, freqüente, cinqüenta.

A partir do novo acordo ortográfico, não se emprega o trema no “Ü” átono e


pronunciado (semivogal) dos grupos GUE, GUI, QUE, QUI.
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Exemplos: linguiça, frequente, cinquenta.

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Também foi eliminado o acento agudo no “U” tônico dos grupos GUE, GUI,
QUE, QUI.

Exemplos: argui, averigue, oblique.

É importante chamar a atenção de vocês para dois detalhes:

a) a retirada do trema não altera a pronúncia das palavras; e

b) o trema permanece em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros.

Exemplos: mülleriano (de Müller), hübneriano (de Hübner).

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ORLANDELI. Disponível em: <http://pribi.com.br/arte/acordo-ortografico-em-quadrinhos>.

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22. (FGV-2008/Polícia Civil-RJ) Assinale a alternativa em que o termo tenha


sido acentuado seguindo regra distinta dos demais.

(A) difíceis
(B) Concluída
(C) próprio
(D) conseqüências
(E) solidários
Comentário: Vamos analisar as opções.

A) A palavra “difíceis” foi acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo.


B) O vocábulo “concluída” enquadra-se na regra dos hiatos: con-clu-í-da. Por essa
razão, foi acentuado.
C) “Próprio” é acentuado por ser paroxítona terminada em ditongo.
D) O substantivo “conseqüências” também foi acentuado por ser uma palavra
paroxítona terminada em ditongo. Vale lembrar que, como a questão foi elaborada
anteriormente ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o emprego do trema no
grupo QÜ está correto.
E) Por sua vez, “solidários” também foi acentuado por se enquadrar da regra dos
paroxítonos terminados em ditongo.

Logo, o gabarito da questão é a letra B.

Gabarito: B.

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QUESTÕES COMENTADAS NA AULA

1. (FGV-2008/Senado) O vocábulo anabolizar está grafado corretamente.


Assinale a alternativa em que haja pelo menos uma palavra com erro de grafia.

(A) profissionalizar – pesquisar


(B) paralizar – realizar
(C) hostilizar – analisar
(D) indenizar – inferiorizar
(E) informatizar – ironizar

2. (FGV-2008/Senado) “Em primeiro lugar, não estão em xeque as inegáveis e


insubstituíveis virtudes que os mercados possuem quando funcionam de
maneira mais livre, sem interferências externas, na alocação dos recursos.”
No trecho acima, grafou-se corretamente a palavra xeque, de acordo com o
sentido pretendido no texto. Assinale a alternativa em que não se tenha
mantido correção gráfica ao utilizar a palavra destacada.

(A) Finalmente o enxadrista deu o xeque-mate.


(B) Com ética e consciência cidadã, o povo dará um cheque à corrupção.
(C) Chegou em visita ao Congresso o xeque árabe.
(D) Porque estava sem talão, teve de pedir um cheque avulso.
(E) Deixe que eu cheque a lista de passageiros.

3. (FGV-2008/Senado) Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam


corretamente grafadas.

(A) pudico – decúbico


(B) rúbrica – déficit
(C) impecílio – hojeriza
(D) disenteria – privilégio
(E) possue – discreção

4. (FGV-2008/Polícia Civil-RJ-Adaptada) Julgue o item a seguir.

No período “As idéias dela sempre vêm de encontro às minhas, ou seja, sempre
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concordamos um com o outro.”, a expressão em destaque está de acordo com


as regras ortográficas e com a adequação vocabular.

5. (FGV-2008/Polícia Civil/RJ-Adaptada) “Concluída a fusão dos mercados, em


vez de rumar para a integração política e consolidar seu protagonismo na cena
mundial, a Europa faz da integração um utensílio da exclusão. Claro está que
Bruxelas não pode evitar a deriva à direita de certos Estados, mas tampouco
necessita servir à regionalização da xenofobia.”
A respeito do trecho acima, analise o item a seguir:

I. A expressão em vez de não poderia ser substituída, no trecho, por ao invés de.

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6. (FGV-2008/Prefeitura de Campinas) “Ninguém sabe aonde essa transformação


vai chegar.”
Uma das freqüentes dificuldades no uso da língua reside na opção entre o uso do
onde e do aonde, grifado na frase acima.
Assinale a alternativa em que não se tenha empregado a forma correta.

(A) As escolas onde estivemos estavam bem conservadas.


(B) Estivemos naquela cidade onde se deu o encontro de professores.
(C) Sabemos onde nossos projetos pretendem chegar.
(D) A nossa preocupação era onde entregar os relatórios.
(E) Haveria, sempre, um lugar onde pudéssemos descansar nossas angústias.

7. (FGV-2011/TRE-PA) Partidos devem ir às ruas explicar para os cidadãos por


que existem e quais são suas propostas.
No período acima, empregou-se corretamente a forma POR QUE. Assinale a
alternativa em que isso NÃO tenha ocorrido.

(A) O povo não entende por que os partidos políticos se esquivam de se apresentar
claramente.
(B) Nem sempre é fácil entender as modificações por que passam os partidos
políticos.
(C) As pessoas desejam entender por que, nas relações entre os partidos políticos,
as alianças rapidamente se dissolvem.
(D) Às vezes sem saber por que, o povo escolhe determinados candidatos para
cargos importantes.
(E) Na realidade, o povo sabe por que deve escolher bem seus representantes.

8. (FGV-2010/CODESP) O aproveitamento das oportunidades que estão


surgindo é valioso porque, além da realização pessoal na vida profissional, é
um atalho para melhorar dos níveis de renda e de bem-estar de fatias cada vez
maiores da população brasileira.
No trecho acima, empregou-se corretamente uma das formas do porquê.
Assinale a alternativa em que isso não tenha ocorrido.

(A) Sem ter por quê, em se falando de habilidades, discutir mais profundamente,
calamo-nos.
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(B) Vamos destacar as habilidades por que somos conhecidos.


(C) Ele esperava saber por que, naquele departamento, sua habilidade não era
valorizada.
(D) Porque nossa habilidade não era valorizada não íamos demonstrá-la?
(E) Não conseguimos saber por quê, mas tentamos.

9. (FGV-2006/SERC-MS) Perguntei por que ele não tocava mais piano.


Assinale a alternativa correta acerca do uso do porquê na frase acima.

(A) A forma está correta, pois corresponde à preposição POR + o pronome relativo
QUE.
(B) A forma está correta, pois é uma conjunção, sendo, nesse caso, sempre grafada
como duas palavras.

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(C) A forma está correta, pois equivale a "por qual razão", caracterizando uma
pergunta indireta.
(D) A forma está incorreta, pois a forma com duas palavras só se usa em perguntas.
O correto seria PORQUE.
(E) A forma está incorreta, pois, embora seja grafada com duas palavras, a forma
QUE deveria levar acento circunflexo.

10. (FGV-2008/Senado) A palavra megadiversidade foi grafada corretamente no


texto. Assinale a alternativa em que, compondo-se palavra com o elemento
mega-, obedeceu-se às regras de ortografia.

(A) mega-homenagem
(B) megaipótese
(C) mega sucesso
(D) megaritual
(E) mega-evento

11. (FGV-2007/SEFAZ-RJ) Em antimaterialista, utilizou-se corretamente a regra


de emprego do hífen com o prefixo anti-. Assinale a alternativa em que isso
não tenha ocorrido.

(A) anti-higiênico
(B) antiaéreo
(C) anti-rábico
(D) anti-semita
(E) anti-inflacionário

12. (FGV-2008/Senado) Em não-efetivação, utilizou-se corretamente o hífen.


Das palavras abaixo, somente uma está correta. Assinale-a.

(A) sócio-ambiental
(B) tele-reportagem
(C) macro-encefalia
(D) trans-humano
(E) sub-reptício 66777272380

13. (FGV-2008/Polícia Civil-RJ) Em inter-regionais, utilizou-se corretamente a


regra do hífen diante de palavras que se iniciam com a letra r. Assinale a
alternativa em que isso não tenha ocorrido.

(A) super-regional
(B) sub-região
(C) micro-região
(D) intra-regional
(E) pseudo-região

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14. (FGV-2008/Polícia Civil-RJ) Em inospitaleiras, ao se juntar o prefixo à
palavra hospitaleiras, houve perda da letra h. Assinale a alternativa em que a
junção dos dois elementos se deu de forma incorreta, provocando
erroneamente a perda da letra h.

(A) subumano
(B) megaomenagem
(C) panispânico
(D) multiabilidoso
(E) socioistórico

15. (FGV-2008/Senado-Adaptada) “Podemos caracterizar as economias bem-


sucedidas do pós-guerra, mas não podemos apontar com segurança os
fatores que selaram seu êxito nem os fatores sem os quais elas poderiam ter
sido exitosas.”
A respeito do trecho acima, analise os itens a seguir:

I. O antônimo de bem-sucedidas é “malsucedidas”.

II. A palavra pós-guerra é grafada com hífen, assim como toda palavra que
trouxer o prefixo “pós-”.

16. (FGV-2006/SERC-MS) Assinale a alternativa em que o vocábulo não tenha


sido acentuado pela mesma regra que os demais.

(A) atrás
(B) lá
(C) ninguém
(D) vovó
(E) você

17. (FGV-2010/CODESP) Assinala a palavra que tenha sido acentuada por


regra distinta das demais.

(A) relógio
(B) deficiências
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(C) distância
(D) nível
(E) níveis

18. (FGV-2008/Senado) A palavra êxito recebeu acento por se tratar de


proparoxítona. Nas alternativas a seguir, em que todas as palavras estão
propositalmente grafadas sem acento, uma naturalmente não receberia acento
por não se tratar de proparoxítona. Assinale-a.
(A) interim
(B) rubrica
(C) recondito
(D) arquetipo
(E) lúgubre

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19. (FGV-2008/Senado) Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido


acentuada seguindo regra distinta das demais.

(A) previdência
(B) diária
(C) idéia
(D) declínio
(E) óbvia

20. (FGV-2008/Senado) Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha


sido acentuada por regra distinta das demais.

(A) instituídas
(B) transparência
(C) remuneratório
(D) Judiciário
(E) Ministério

21. (FGV-2010/CODEBA) Assinale a palavra que foi acentuada seguindo a


mesma regra que três.

(A) prevê
(B) Até
(C) além
(D) é
(E) país

22. (FGV-2008/Polícia Civil-RJ) Assinale a alternativa em que o termo tenha


sido acentuado seguindo regra distinta dos demais.

(A) difíceis
(B) Concluída
(C) próprio
(D) conseqüências
(E) solidários 66777272380

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GABARITO

1. B 12. E
2. B 13. C
3. D 14. C
4. Incorreto 15.
I. Correto
II. Incorreto
5. Incorreto 16. B
6. C 17. D
7. D 18. B
8. A 19. C
9. C 20. A
10. B 21. D
11. E 22. B

Bons estudos e até o próximo encontro!

Forte abraço!

Prof. Fabiano Sales.


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