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AL-BA

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA BAHIA

LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL
LEI N. 6.677/1994 – ESTATUTO DOS SERVIDORES DA BAHIA
DIOGO SURDI

Diogo Surdi é formado em Administração


Pública e é professor de Direito Administrativo
em concursos públicos, tendo sido aprovado
para vários cargos, dentre os quais se
destacam: Auditor-Fiscal da Receita Federal
do Brasil (2014), Analista Judiciário do TRT-
SC (2013), Analista Tributário da Receita
Federal do Brasil (2012) e Técnico Judiciário
dos seguintes órgãos: TRT-SC, TRT-RS, TRE-
SC, TRE-RS, TRT-MS e MPU.

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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL
Lei n. 6.677/1994 – Estatuto dos Servidores da Bahia
Prof. Diogo Surdi

SUMÁRIO
Estatuto dos Servidores Públicos do Estado da Bahia........................................5
1. Abrangência e Linha do Tempo..................................................................8
1.1. Concurso Público...................................................................................9
1.2. Provimento........................................................................................ 12
1.3. Posse................................................................................................ 16
1.4. Exercício............................................................................................ 20
1.5. Estágio Probatório............................................................................... 23
1.6. Estabilidade....................................................................................... 24
1.7. Vacância............................................................................................ 26
2. Da Relotação e da Remoção.................................................................... 28
2.1. Remoção........................................................................................... 28
2.2. Relotação........................................................................................... 30
3. Direitos e Vantagens.............................................................................. 31
3.1. Vencimento e Remuneração.................................................................. 32
3.2. Indenizações e Auxílios........................................................................ 35
3.2.1. Ajuda de Custo................................................................................ 36
3.2.2. Diárias............................................................................................ 37
3.2.3. Transporte....................................................................................... 39
3.2.4. Auxílios Pecuniários.......................................................................... 40
3.3. Gratificações e Adicionais..................................................................... 40
3.4. Férias................................................................................................ 44
3.5. Licenças............................................................................................ 46
3.6. Concessões........................................................................................ 48

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3.7. Tempo de Serviço............................................................................... 50


3.8. Direito de Petição................................................................................ 52
4. Regime Disciplinar................................................................................. 54
4.1. Deveres ............................................................................................ 55
4.2. Proibições.......................................................................................... 56
4.3. Acumulação de Cargos......................................................................... 58
4.4. Responsabilidades............................................................................... 60
4.5. Penalidades........................................................................................ 63
4.5.1. Prescrição....................................................................................... 70
4.5.2. Autoridades Competentes para Aplicação das Penalidades...................... 71
5. Processo Administrativo Disciplinar........................................................... 72
6. Seguridade Social do Servidor................................................................. 79
6.1. Benefícios.......................................................................................... 79
6.1.1. Aposentadoria.................................................................................. 80
6.2.2. Auxílio-natalidade............................................................................. 81
6.2.3. Salário-família................................................................................. 81
6.2.4. Licença para Tratamento de Saúde..................................................... 83
6.2.5. Licença à Gestante, à Adotante e da Licença-paternidade..........................83
6.2.6. Licença por Acidente em Serviço........................................................ 84
Questões de Concurso................................................................................ 86
Gabarito................................................................................................... 97
Gabarito Comentado.................................................................................. 98

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ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DA BAHIA

Olá, tudo bem? Espero que sim!

Iniciamos agora a preparação para uma excelente oportunidade no âmbito do

serviço público: Trata-se do concurso para a Assembleia Legislativa do Estado

da Bahia, órgão repleto de cargos importantes e com ótimas remunerações.

Sendo assim, o objetivo deste material é deixá-lo(a) em plenas condições de

GABARITAR a prova de Legislação Institucional.

Como é sabido, os concursos para as Assembleias Legislativas são bastante

concorridos, sendo que inúmeros candidatos, inclusive, estudam com bastante an-

tecedência para as provas destes órgãos.

No entanto, disciplinas como a nossa nem sempre são exigidas, fazendo com

que, nos concursos em que tal matéria se faz presente, o acerto nas possíveis

questões de prova melhore significativamente a classificação e colocação

dos candidatos.

Desta forma, é essencial, para uma preparação completa, que você conheça

todas as disposições relacionadas com a Legislação Institucional. Pode contar

comigo nesta “caminhada” ...

Bem, um dos pilares que estará presente em todo o curso será o diálogo, pos-

sibilitando uma melhor interação entre aluno e professor e a resolução tempestiva

de todas as eventuais dúvidas que surgirem.

Para isso, vamos a uma breve apresentação...

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Meu nome é Diogo Surdi, sou formado em Administração Pública e me considero

um “concurseiro de carteirinha”. Em 2014, obtive a aprovação para o cargo de

Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil. E posso dizer que a sensação de

conseguir ser aprovado para um cargo como este, que é um dos mais disputados

do Brasil, é incrível: envolve amigos e familiares e faz com que todo o esfor-

ço tenha valido a pena!

Além disso, obtive a aprovação em diversos outros cargos, dentre os quais

destaco: Analista Judiciário do TRT-SC (3ª colocação); Analista Tributário da RFB;

Técnico Judiciário dos seguintes órgãos: TRT-SC, TRT-RS, TRT-MS, TRE-SC, TRE-RS

e MPU.

Sobre tais aprovações, gostaria apenas de mencionar, para servir de incentivo,

as “adaptações” que tive que fazer em minha rotina para alcançar a aprovação:

Na época em que estudava para AFRFB, minha primeira filha tinha apenas 3

anos. Como não abria mão de vê-la, eu trabalhava no TRT-SC das 12h às 19 ho-

ras, ia pra casa, ficava com minha filha e esposa e, após elas dormirem, ia para um

hotel, que era localizado perto da nossa casa, para poder estudar durante toda a

madrugada. Estudava das 23h às 05 da manhã, dormia das 05h às 11h e me dirigia

novamente para o trabalho.

E assim foi por mais de um ano! Ou seja, eu me adaptei a essa rotina

para poder enfrentar a banca com garra e dedicação!

O que queria passar para você, com isso, é que absolutamente nada será

alcançado sem esforço, que muitas serão as dificuldades e os obstáculos

que você encontrará pelo caminho... Poderá haver momentos em que você se

questionará se tudo o que está passando realmente vale a pena (a privação de

tempo com a família e amigos, a necessidade de poder fazer algo que gostam sem

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se sentir “culpado” por não estar estudando), e a resposta, meus caros, é que

tudo vale MUITO a pena!!!

Após a aprovação, cada um desses momentos de dificuldade será lembrado e

tornará a conquista do seu objetivo muito mais gratificante.

“Nunca deixe que te digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem,

ou que os seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém...”

Renato Russo

Portanto, não hesite... É no pós-edital que se faz toda a diferença! Sendo

assim, vamos todos com foco e força de vontade rumo à aprovação na AL-BA. Po-

dem contar comigo em tudo o que for preciso para alcançarmos este objetivo.

Grande abraço e boa aula!

Diogo

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1. Abrangência e Linha do Tempo

A Lei Estadual n. 6.677/1994 é a norma responsável por instituir o regime ju-

rídico dos servidores públicos civis do Estado da Bahia, das autarquias e

das fundações públicas estaduais. É por meio das disposições da mencionada

lei que os servidores estaduais estatutários encontram todos os direitos e garantias

a eles conferidos, bem como os requisitos para o seu exercício.

No entanto, as disposições da norma em questão não se aplicam a todos os

agentes públicos, mas apenas aos servidores públicos civis estaduais, o que im-

plica dizer que os empregados públicos, regidos pela CLT, não estão compreendidos

dentro do campo de atuação do estatuto estadual.

Da mesma forma, a norma não se aplica aos servidores públicos estatutários

dos demais entes federativos, tal como a União e os municípios. Ainda que esses

servidores sejam regidos por um estatuto, caberá ao respectivo ente federativo,

por meio de lei, a sua edição.

A Lei Estadual n. 6.677 é aplicada A Lei Estadual n. 6.677 não é aplicada


Aos servidores estatutários da Adminis- Aos empregados públicos, que são regidos
tração direta estadual. pelas disposições da CLT.
Aos servidores públicos da União, dos demais
Aos servidores das autarquias.
estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Aos servidores das fundações públicas. Aos militares.

A linha do tempo do serviço público é uma forma de entendermos todo o

processo de ingresso, desenvolvimento e saída de um respectivo servidor no servi-

ço público. Por meio de sua análise, teremos uma visão global de todas as etapas

e compreenderemos os diversos institutos aos quais os servidores estão sujeitos.

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Dessa forma, a linha do tempo do serviço público compreende, basicamente, as

seguintes fases: concurso, provimento, posse, exercício, estágio probatório,

estabilidade e vacância.

1.1. Concurso Público

O concurso público é a forma objetiva de selecionar servidores, priman-

do pelo princípio da impessoalidade e assegurando igualdade de condições a todos

os candidatos.

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No entanto, não é de qualquer forma que tal processo pode ser realizado. Se

fosse, os administradores mal-intencionados facilmente fraudariam as regras pre-

vistas e concederiam certos favorecimentos para determinados candidatos, des-

respeitando gravemente a impessoalidade, princípio basilar de toda a atividade

administrativa.

Por isso mesmo é que a Lei Estadual n. 6.677 se preocupou em estabelecer di-

versas regras a serem observadas pela Administração Pública quando da realização

de concurso público.

Tais regras devem observar as disposições constitucionais sobre a forma

de realização dos concursos públicos, disposições estas de observância obriga-

tória para toda a Administração Pública.

Em seus arts. 13 a 15, a norma estabelece:

Art. 13. O concurso público será de provas ou de provas e títulos, realizando-se me-
diante autorização do Chefe do respectivo Poder, de acordo com o disposto em lei e
regulamento.
Parágrafo único. No caso de empate, terão preferência, sucessivamente:
a) o candidato que tiver mais tempo de serviço prestado ao Estado da Bahia;
b) outros que o edital estabelecer, compatíveis com a finalidade do concurso.
Art. 14. O concurso público terá validade de até 2 (dois) anos, podendo ser prorrogado,
dentro deste prazo, uma única vez, por igual período, a critério da administração.
Parágrafo único. O prazo de validade do concurso, as condições de sua realização, os
critérios de classificação e convocação e o procedimento recursal cabível serão fixados
em edital, que será publicado no Diário Oficial.
Art. 15. A realização do concurso será centralizada no órgão incumbido da administra-
ção central de pessoal de cada Poder, salvo as exceções legais.

Perceba que o concurso público poderá ser de provas ou de provas e títulos, mas

nunca, para os servidores regidos pela Lei Estadual, poderá ser exclusivamente

de títulos.

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Da mesma forma, o concurso terá validade de até dois anos, e a sua prorroga-

ção, que poderá ocorrer uma única vez, deverá ser pelo mesmo prazo inicialmente

previsto para a validade do certame.

Aprendendo na prática:

Poderá a Administração, por exemplo, realizar concurso com prazo de validade de

um ano, especificando no edital que o prazo estabelecido poderá ser prorrogado

uma única vez, por igual período.

Assim, vencido o prazo do concurso, pode a Administração (trata-se de uma

faculdade) prorrogar a validade do mesmo por mais um ano ou realizar um novo

concurso.

E poderá a Administração publicar edital de concurso com o prazo de

validade de dois anos, improrrogáveis?

Perfeitamente, pois nenhuma regra foi desrespeitada. O que houve apenas foi

que a Administração, discricionariamente, optou por não estabelecer a possibili-

dade de prorrogação.

E se fosse publicado um edital com prazo de um ano, estabelecendo a

possibilidade de prorrogação por três vezes e estando, por isso mesmo,

com prazo total inferior a quatro anos, seria válido?

Ainda que o prazo total de quatro anos não tenha sido superado (2 + 2), foi des-

respeitada a regra de uma única prorrogação, devendo o edital ser considerado

nulo nesse aspecto.

E se tivemos um edital regulamentando um concurso e estabelecendo

como prazo de validade dois anos, com a possibilidade de prorrogação

por um ano. Estaria a Administração, nessa situação, respeitando as dis-

posições legais?

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Aqui, temos uma situação interessante: uma única prorrogação e o prazo total

respeitado. No entanto, além dessas regras, não podemos nos esquecer de que a

prorrogação, em todos os casos, deve ser pelo mesmo período inicialmente pre-

visto no edital: 1 ano + 1 ano, 2 anos + 2 anos, 6 meses + 6 meses.

1.2. Provimento

Realizado o concurso, é o momento de a Administração chamar os candidatos

aprovados. Tal como ocorre com o prazo de validade, uma série de regras devem

ser estabelecidas pela respectiva Administração.

Dessa forma, o provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da auto-

ridade competente de cada Poder, que deverá observar, conforme as regras esta-

belecidas no edital, um limite mínimo de provimentos para as pessoas portadoras

de deficiência.

Tal limite, atualmente, é de até 5% das vagas oferecidas no concurso, des-

de que a fração obtida deste cálculo seja superior a 0,5 (cinco décimos).

A Lei n. 6.677 estabelece diversas formas de provimento de cargo público, sen-

do elas a nomeação, a reversão, o aproveitamento, a reintegração e a recondução.

Destas, apenas a nomeação é considerada forma originária de provi-

mento, sendo que todas as demais são classificadas como forma de provimento

derivadas.

De acordo com Celso Antônio Bandeira de Mello, as formas de provimento deri-

vado previstas no estatuto estadual podem ser classificadas em vertical, horizon-

tal ou por reingresso.

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A forma de provimento derivado vertical seria aquela em que o servidor, já

atuando na Administração Pública, passa para um cargo de nível mais elevado na

carreira. Trata-se, em nosso ordenamento, da promoção.

O provimento derivado horizontal ocorre quando o servidor não ascende

nem é rebaixado profissionalmente, mas sim posicionado em um cargo com as

mesmas atribuições e responsabilidades do anteriormente ocupado. Das hipóteses

da Lei n. 6.677, apenas a readaptação se enquadra em tal classificação.

Por fim, temos as formas de provimento derivado por reingresso, que são

aquelas em que o servidor retorna para o serviço público após ter sido dele desli-

gado. São classificadas nessa categoria, dentre as formas de provimento previstas

na norma, a reversão, a recondução, e a reintegração.

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Como forma de facilitar a compreensão das formas de provimento previstas na

Lei n. 6.677, veremos cada uma delas por meio dos quadros a seguir:

Trata-se a nomeação do modo clássico de prover o servidor no cargo público,


podendo ocorrer de três diferentes maneiras:
a) em caráter permanente, quando se tratar de provimento em cargo de classe
inicial da carreira ou em cargo isolado;
b) em caráter temporário, para cargos de livre nomeação e exoneração;
c) em caráter vitalício, nos casos previstos na Constituição.
No caso dos cargos efetivos, também chamados de cargo isolado de provimento
efetivo ou cargo de carreira, a nomeação, necessariamente, precisa de aprova-
Nomeação
ção em concurso público anteriormente realizado.
Para os cargos em comissão, uma vez que são considerados como de livre nome-
ação e exoneração, tal característica nem sempre está presente.
E isso ocorre porque os cargos em comissão são destinados às funções de dire-
ção, chefia e assessoramento, podendo, por isso mesmo, ser livremente escolhi-
dos pela autoridade nomeante, que pode optar por provê-los com um servidor
de carreira ou com uma pessoa até então estranha aos quadros funcionais do
serviço público.

A promoção ocorre quando o servidor é elevado para outra classe no âmbito da


mesma carreira, ocorrendo, com o provimento, a vacância no cargo de classe
mais baixa e o provimento no cargo de classe mais alta.
Como resultado, tem-se que ocorre simultaneamente uma vacância e um provi-
mento, não gerando saldo a ser reposto pela Administração.
Vejamos o seguinte exemplo: no âmbito do Poder Judiciário, os cargos são estru-
turados em três classes, sendo elas denominadas de A, B e C. Cada uma dessas
classes é subdividida em padrões, de forma que o servidor, ao entrar em exercí-
cio, ocupa a classe inicial A e o padrão inicial 1.
Após o período de um ano de efeito exercício, o servidor passa para o padrão sub-
Promoção
sequente, permanecendo, contudo, na mesma classe.
No nosso caso, o servidor passou de A1 para A2. Ao chegar ao último padrão da
classe a que pertence, no entanto, temos a passagem de uma classe para outra
da carreira, oportunidade em que ocorre a promoção.
Com ela, o servidor, que até então ocupava a classe A, passa a ocupar a classe B.
De acordo com a norma, a promoção ocorrerá por merecimento ou por antiguidade.
No entanto, não haverá promoção de servidor que esteja em estágio probatório ou
que não esteja em efetivo exercício em órgão ou entidade da Administração Esta-
dual, ou, ainda, quando afastado para exercício de mandato eletivo. Em caráter de
exceção, temos a possibilidade de promoção, nessas situações, por antiguidade.

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A readaptação ocorre quando o servidor sofre uma limitação em sua capa-


cidade física ou mental, mas ainda pode trabalhar, não sendo o caso de apo-
sentadoria.
Como exemplo, podemos citar um acidente no qual o servidor ficou impossibili-
tado de digitar. Se anteriormente tal servidor era responsável pela confecção das
intimações e citações no órgão em que atuava, não há, com a limitação ocorrida,
a possibilidade de o servidor continuar exercendo tais atividades.
Readaptação Mas perceba que o servidor não está impossibilitado para o serviço público,
podendo perfeitamente exercer atividades que não exijam o esforço repetitivo de
digitação.
Nessa situação, a Administração coloca o servidor em um cargo compatível com
a limitação sofrida.
De acordo com a norma, é garantida à gestante o desempenho de atribuições
compatíveis com seu estado físico, nos casos em que houver recomendação clí-
nica, sem prejuízo de seus vencimentos e demais vantagens do cargo.

Reversão é o retorno do aposentado por invalidez, quando os motivos determi-


nantes da aposentadoria forem declarados insubsistentes por junta médica oficial,
e desde que este não tenha atingido a idade de 70 anos.
Como não poderia deixar de ser, a reversão será feita para o mesmo cargo ante-
Reversão riormente ocupado pelo servidor, ou então para o cargo resultante de uma possí-
vel transformação.
Com a reversão, o servidor volta a receber a remuneração que anteriormente
recebia, com todas as vantagens de caráter pessoal eventualmente existentes.
Caso não haja vaga, deverá o servidor permanecer em disponibilidade remunerada.

Recondução é o retorno do servidor estável, sem direito à indenização, ao cargo


anteriormente ocupado, dentro da mesma carreira, em decorrência de reinte-
Recondução gração do anterior ocupante.
Encontrando-se provido o cargo, o servidor será aproveitado em outro cargo ou
posto em disponibilidade remunerada.

A reintegração consiste no retorno do servidor anteriormente demitido ao


cargo anteriormente ocupado ou no cargo resultante de sua transfor-
mação, com ressarcimento de todas as vantagens.
Reintegração
Para isso, a demissão deverá ter sido invalidada por sentença judicial tran-
sitada em julgado ou por revisão do processo administrativo disciplinar.
Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade.

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1.3. Posse

Ocorrendo a nomeação, que deve ser publicada no Diário Oficial, o nomeado

tem o prazo de 30 dias para tomar posse, sendo que o prazo em questão po-

derá ser prorrogado por mais 30 dias.

Caso não tome posse no prazo legal, o ato de nomeação será declarado sem

efeito, uma vez que a pessoa nomeada ainda não é considerada servidora pública,

fato que apenas ocorre com a posse.

Constitui a posse, dessa forma, o momento em que os candidatos aprovados e

anteriormente nomeados têm o primeiro contato com a Administração Pública, pas-

sando, a partir de então, à condição de servidores públicos e estando legalmente

investidos em cargo público.

Nesse sentido, merece destaque os conceitos de cargo e de servidor público

apresentados pela Lei Estadual n. 6.677, conforme se observa nos arts. 2º e 3º da

norma:

Art. 2º Servidor público é a pessoa legalmente investida em cargo público.


Art. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a um
servidor, com as características essenciais de criação por lei, denominação própria, nú-
mero certo e pagamento pelos cofres públicos, para provimento em caráter permanente
ou temporário.

Assim, podemos definir servidor público como a pessoa anteriormente apro-

vada em concurso público, nomeada (ato de provimento) e que, dentro do

prazo legal, tomou posse perante a autoridade competente.

Ao se tornar servidor, o particular passa a ser titular de um cargo público, que

é o conjunto de responsabilidades e atribuições, definidas em lei, que o agora

agente público terá na sua carreira profissional.

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Os cargos públicos, ainda que sejam, em sua maioria, providos para efetivo

exercício, podem também ser utilizados para provimento em comissão.

O provimento em comissão é utilizado pela Administração Pública para as fun-

ções de direção, chefia e assessoramento, oportunidades em que as pessoas desig-

nadas poderão ou não já ser integrantes do serviço público.

Ainda de acordo com as disposições iniciais da norma estadual, precisamos co-

nhecer alguns conceitos expressos na Lei n. 6.677, conforme previsão dos arts. 5º

e 6º:

Art. 5º Para os efeitos desta Lei:


I – referência – é a posição estabelecida para o ocupante do cargo dentro da respec-
tiva classe, de acordo com o critério de antiguidade;

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II – classe – é a posição hierarquizada de cargos da mesma denominação dentro da


categoria funcional;
III – categoria funcional – é o agrupamento de cargos classificados segundo o grau
de conhecimentos ou de habilidades exigidos;
IV – grupo ocupacional – é o conjunto de cargos identificados pela similaridade de
área de conhecimento ou de atuação, assim como pela natureza dos respectivos traba-
lhos;
V – carreira – é a linha estabelecida para evolução em cargo de igual nomenclatura e
na mesma categoria funcional, de acordo com o merecimento e antiguidade do servidor;
VI – estrutura de cargos – é o conjunto de cargos ordenados segundo os diversos
grupos ocupacionais e categorias funcionais correspondentes;
VII – lotação – é o número de cargos de categoria funcional atribuído a cada unidade
da Administração Pública direta, das autarquias e das fundações.
Art. 6º Quadro é o conjunto de cargos de provimento permanente e de provimento
temporário, integrantes dos órgãos dos Poderes do Estado, das autarquias e das funda-
ções públicas.

Devemos saber quais são as autoridades que possuem competência para dar

posse aos agentes públicos estaduais:

• o governador do Estado e os presidentes do Tribunal de Justiça e da

Assembleia Legislativa têm competência para empossar os dirigentes de

órgãos que lhe são diretamente subordinados;

• os secretários de Estado podem empossar os dirigentes superiores das

autarquias e fundações vinculadas às respectivas pastas e os servidores dos

órgãos que lhes são diretamente subordinados;

• os procuradores-gerais do Estado e da Justiça empossam os servidores

que lhes são diretamente subordinados;

• os presidentes dos Tribunais de Contas, por sua vez, podem empossar

os respectivos servidores, na forma determinada em suas respectivas leis

orgânicas;

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• os dirigentes superiores das autarquias e fundações empossam os ser-

vidores que lhes são diretamente subordinados;

• os dirigentes dos serviços de Administração ou órgão equivalente, por

fim, dão posse aos demais servidores.

A Lei Estadual apresenta, ainda, regras procedimentais sobre a forma como

ocorrerá a posse dos servidores públicos. Nesse sentido é o teor dos arts. 13 e 14

da norma estadual:

Art. 19, § 1º Quando se tratar de servidor em gozo de licença, ou afastado legal-


mente, o prazo será contado a partir do término do impedimento.
§ 2º Se a posse não se der dentro do prazo, o ato de nomeação será considerado sem
efeito.
§ 3º A posse poderá ocorrer por procuração específica.
§ 4º O empossado, ao se investir no cargo de provimento permanente ou temporário,
apresentará, obrigatoriamente, declaração de bens e valores que constituem
seu patrimônio e declaração de exercício de outro cargo, emprego ou função
pública.
Art. 20. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial.
Parágrafo único. Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto, física e men-
talmente para o exercício do cargo.

A Lei Estadual n. 6.677, no art. 8º, relaciona os requisitos que devem obrigato-

riamente ser exigidos para que possa ocorrer a investidura em cargo público.

Tais requisitos devem ser comprovados no momento da posse, sendo in-

constitucional norma que estabeleça outro momento para a sua exigência, tal como

a inscrição ou a data da realização das provas.

Nos termos da lei, são os seguintes os requisitos exigidos na data da posse:

• a nacionalidade brasileira ou equiparada;

• o gozo dos direitos políticos;

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• a quitação com as obrigações militares e eleitorais;

• o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;

• a idade mínima de 18 anos;

• a boa saúde física e mental.

A lista apresentada não é exaustiva, podendo ser exigidos, em virtude das atri-

buições do cargo, outros requisitos estabelecidos em lei, tais como a comprovação

de experiência mínima no ramo de atividade e a aprovação em curso de formação.

1.4. Exercício

Ocorrendo a posse, há a investidura de mais um servidor para os quadros

funcionais da Administração Pública Estadual.

E como forma do servidor conhecer o local da repartição para onde foi nomeado

e se organizar melhor com relação a mudanças, hospedagem e demais procedi-

mentos, a norma faculta ao servidor o prazo de 30 dias, contados da posse,

para a entrada em exercício.

Caso o servidor anteriormente empossado não entre em exercício no prazo le-

gal, teremos, ao contrário do que ocorre com a nomeação, a exoneração do ser-

vidor, uma vez que, conforme anteriormente mencionado, a posse é o momento

em que o particular passa a constar nos assentamentos funcionais da Administra-

ção, sendo considerado, a partir de então, servidor público.

Com a nomeação isso não ocorre, tratando-se esta, apenas, de uma forma de

“chamar” o candidato nomeado. Por isso mesmo, caso o particular não atenda ao

chamado público, o ato apenas será tornado sem efeito, acarretando, como conse-

quência, a nomeação do candidato classificado na posição subsequente.

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Tais institutos podem ser mais bem visualizados, com os seus respectivos efei-

tos, por meio do gráfico a seguir:

Constitui o exercício o efetivo desempenho efetivo desempenho das atri-

buições do cargo.

Nesse sentido, compete à autoridade para onde foi nomeado o servidor todas

as instruções e orientações necessárias para que ele preste suas atividades ade-

quadamente.

É durante o exercício do servidor que todas os demais institutos se fazem pre-

sentes, de forma que ele passa a contar com uma série de direitos e de obrigações,

submetendo-se a um período de estágio probatório e adquirindo, caso cumpra os

requisitos previstos em lei, a estabilidade.

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Vejamos as demais disposições da norma em estudo relacionadas com o exer-

cício do cargo público...

Art. 22. O início, a suspensão, a interrupção e o reinicio do exercício serão registrados


no assentamento do servidor.
Parágrafo único. Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao órgão competente os
elementos necessários ao assentamento individual.
Art. 23. O servidor relotado, removido ou afastado, que deva ter exercício em outra
localidade, terá 30 (trinta) dias para entrar em exercício.
Parágrafo único. Na hipótese de encontrar-se o servidor afastado legalmente, aplica-se
o disposto no § 2º do artigo 21.
Art. 24. O ocupante do cargo de provimento permanente fica sujeito a 30 (trinta) horas
semanais de trabalho, salvo quando a lei estabelecer duração diversa.
Art. 25. Além do cumprimento do estabelecido no artigo anterior, o ocupante de cargo
de provimento temporário poderá ser convocado sempre que houver interesse da ad-
ministração.
Art. 26. O servidor somente poderá participar de missão ou estudos no exterior, me-
diante expressa autorização do Chefe do Poder a que esteja vinculado.
§ 1º A ausência não excederá a 2 (dois) anos, prorrogáveis por mais 2 (dois) e, finda a
missão ou estudo, somente decorrido igual período poderá ser permitida nova ausência.
§ 2º Ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedida exoneração
ou licença para tratar de interesse particular antes de decorrido período igual ao do
afastamento, ressalvada a hipótese do ressarcimento das despesas correspondentes.
§ 3º O servidor ocupante de cargo de provimento temporário somente poderá ausentar-
-se em missão oficial e pelo prazo estritamente necessário ao cumprimento dele.
§ 4º O servidor ocupante de cargo de provimento temporário será substituído, em suas
ausências ou nos seus impedimentos, por outro, indicado na lei ou no regimento, ou,
omissos estes, designado por ato da autoridade competente, cumprindo ao substituto,
quando titular de cargo em comissão, exercer automaticamente as atribuições do cargo
do substituído sem prejuízo do exercício das atribuições inerentes ao seu cargo, salvo se
os encargos da substituição reclamarem a dispensa do exercício destes.
§ 5º A designação para substituir titular de cargo de provimento temporário deverá
observar os mesmos requisitos estabelecidos para o seu provimento e somente poderá
recair sobre servidor ou empregado público em exercício no respectivo órgão ou enti-
dade e que, preferencialmente, desempenhe suas funções na unidade administrativa da
lotação do substituído.

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1.5. Estágio Probatório

A partir da data em que entra em exercício, inicia-se, para o servidor ocupante

de cargo efetivo, o estágio probatório, período de avaliação no qual diversos fa-

tores são levados em conta para a verificação da aptidão e da capacidade do agente

público.

O instituto do estágio probatório está intimamente ligado ao princípio da eficiên-

cia, sendo um dos momentos em que a Administração pode verificar se o servidor

atende às condições por ela exigidas.

Tais condições, de acordo com a Lei n. 6.677, são as seguintes:

• assiduidade;

• disciplina;

• capacidade de iniciativa;

• produtividade;

• responsabilidade.

Com a entrada em vigor da Emenda Constitucional n. 19, ocorrida em 1998,

o período para aquisição da estabilidade passou a ser de três anos, norma

esta que deve ser observada por toda a Administração Pública de todos os entes

federativos.

Assim, ainda que a Constituição Federal nada mencione acerca do período ne-

cessário para a aquisição de estabilidade, o entendimento esposado por toda a

doutrina majoritária é de que o período de estágio probatório deve ser de

três anos, sendo este o prazo utilizado, atualmente, no âmbito do serviço público

estadual.

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A Lei n. 6.677, em conformidade com esse entendimento, possui a seguinte

previsão no art. 27:

Art. 27. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para o cargo de provimento per-
manente ficará sujeito a estágio probatório por um período de 03 (três) anos, durante o
qual sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo,
observados os seguintes fatores (...)

A avaliação do servidor que se encontra em estágio probatório deve ser periódi-

ca e de acordo com a periodicidade prevista em regulamento de cada órgão.

Quatro meses antes de findo o período do estágio, a avaliação de desempe-

nho do servidor, obrigatoriamente, será submetida à homologação da autoridade

competente para avaliação do desempenho do servidor, que será completada ao

término do estágio.

Tendo o servidor sido aprovado no estágio probatório, passa a adquirir a es-

tabilidade, que, ressalta-se, vale para todo o serviço público, e não apenas

para o cargo público que o servidor eventualmente ocupa.

1.6. Estabilidade

A estabilidade constitui uma das principais garantias dos servidores públicos

estatutários. Por meio dela, objetiva-se proporcionar que o servidor desempenhe

suas atribuições sem a coação das autoridades superiores, que, não fosse a es-

tabilidade, poderiam condicionar determinados comportamentos dos servidores à

exoneração do cargo público.

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Como anteriormente mencionado, a estabilidade ocorre no âmbito do

serviço público, e não do cargo em que o servidor se encontra investigo.

Nesse sentido, merece destaque o entendimento de José dos Santos Carvalho

Filho:

A estabilidade é instituto que guarda relação com o serviço, e não com o cargo.
Emana daí que, se o servidor já adquiriu estabilidade no serviço ocupando deter-
minado cargo, não precisará de novo estágio probatório no caso de permanecer em
sua carreira, cujos patamares são alcançados normalmente pelo sistema de promo-
ções.

Não se trata a estabilidade, no entanto, de uma regra absoluta, uma vez que

não existem direitos e garantias com essa qualidade.

Caso assim o fosse, estaríamos diante de um sério risco de engessamento do

serviço público, com a possibilidade surreal de termos servidores praticando faltas

graves contra a Administração sem a possibilidade de demissão.

Para que isso não ocorra, a Lei n. 6.677 estabelece, no art. 29, as hipóteses em

que o servidor público estadual estável poderá perder o cargo:

Art. 29. O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transita-
da em julgado ou de processo administrativo disciplinar, desde que lhe seja assegurada
ampla defesa.

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Além delas, há duas outras possibilidades extraídas do texto da Constituição

Federal, sendo elas o procedimento de avaliação periódica e a redução de despe-

sas quando os entes federativos não observarem o limite máximo de gastos com

pessoal.

1.7. Vacância

As diversas hipóteses de vacância são situações em que o servidor público

deixa o cargo público anteriormente ocupado.

Tais situações podem ser de caráter definitivo, oportunidade em que o agente

estatal rompe o seu vínculo com o Poder Público, ou então tratar-se de hipóteses

em que ocorre a simples troca dos cargos ocupados pelo servidor.

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Vejamos, tal como feito com as situações de provimento, as hipóteses de vacân-

cia previstas no estatuto, que podem ser melhor visualizadas por meio da tabela

abaixo:

A exoneração não se trata de uma forma de punição do agente público, mas


do rompimento do vínculo mantido entre o servidor e a Administração
Pública. Tal forma de vacância pode ocorrer de maneira voluntária ou invo-
luntária.
É voluntária quando a exoneração ocorre a pedido do servidor. Tratando-se
de exoneração de ofício, de iniciativa do Poder Público, estaremos diante da
exoneração involuntária.
De acordo com a Lei n. 6.677, apenas em duas situações teremos a exoneração
Exoneração involuntária (de ofício) do servidor público ocupante de cargo efetivo:
a) quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
b) quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no
prazo estabelecido, que é de 30 dias.
Quando se tratar de cargo em comissão (provimento temporário), tendo em
vista que estes são de livre nomeação e exoneração e possuem a caracte-
rística da transitoriedade, a exoneração poderá ocorrer, a qualquer tempo, a
pedido do servidor (voluntária) ou de ofício, a juízo da autoridade competente
(involuntária).

Ao contrário da exoneração, que é a saída não punitiva do servidor, as situ-


ações que acarretam a demissão são hipóteses previstas em lei, nas quais o
Demissão
servidor comete alguma infração disciplinar ou não observa determi-
nadas normas previstas no estatuto funcional.

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Trata-se da forma de vacância natural, na qual o servidor, após atender


Aposentadoria às condições previstas na Constituição Federal, rompe o seu vínculo com
o Poder Público, passando a receber proventos decorrentes da inatividade.

Com o falecimento, ocorre a vacância no cargo público, que será, após a


Falecimento publicação no Diário Oficial, objeto de preenchimento por novo servidor
público.

2. Da Relotação e da Remoção

2.1. Remoção

A remoção pode ser entendida como o deslocamento do servidor, a pedido

ou de ofício, com preenchimento de claro de lotação, no âmbito do mesmo

quadro, com ou sem mudança de sede.

Do conceito legal, nota-se que a remoção (que não é uma forma de provimento

em cargo público), pode ocorrer tanto por iniciativa do servidor quanto por

iniciativa do Poder Público. Nesse mesmo sentido, poderá a remoção dar-se

com ou sem a mudança da sede onde o servidor desempenha suas atribuições.

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Na remoção de ofício, é o interesse da Administração que é levado em conta,

sem margem de opção para a análise da vontade do servidor.

Na remoção a pedido, em sentido oposto, é a vontade do servidor que é leva-

da em conta, tratando-se de um ato, via de regra, discricionário do Poder Público.

Por isso mesmo, a Administração deve levar em conta a conveniência e a oportuni-

dade para deferir ou não o pedido de remoção.

De acordo com a norma, dar-se-á remoção a pedido, para outra localidade, por

motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente, condi-

cionado à comprovação por junta médica oficial, hipótese em que, excepcionalmen-

te, será dispensada a exigência de claro de lotação.

Entretanto, deverá o servidor preencher primeiro claro de lotação (vaga da

lotação) que vier a ocorrer.

A remoção não deve ser confundida, no entanto, com as hipóteses em que

um dos cônjuges ou companheiros é aprovado em concurso público para

outro órgão ou entidade.

Nesses casos, como a quebra do vínculo familiar não se deu em função de uma

ação do Poder Público, mas sim como decorrência da vontade de um dos membros

do casal, não há que se falar em direito à remoção para acompanhar cônju-

ge, conforme entendimento do STJ (REsp n. 616.831):

Hipótese em que não há falar em deslocamento do servidor público no interesse da Ad-


ministração, uma vez que se trata de primeiro provimento de cargo e o servidor tinha
conhecimento de que seu exercício seria, necessariamente, no Estado do Rio de Janeiro,
tendo em vista a natureza estadual do órgão para o qual foi nomeado. Inexiste, portan-
to, direito líquido e certo da recorrente à remoção.

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Por fim, ainda no âmbito da remoção para acompanhar cônjuge, o STJ possui

entendimento de que não há direito à remoção quando o casal não morava,

inicialmente, na mesma localidade. Nesse sentido, destaca-se a pedagógica

decisão proferida no âmbito do REsp n. 1.209.391:

Servidor público federal lotado no interior do Estado da Paraíba requereu a sua remoção
para a capital do estado ou, alternativamente, a lotação provisória em qualquer outro
órgão da Administração Federal direta, autárquica ou fundacional para acompanhar a
esposa, servidora pública federal, removida de ofício de Campina Grande para João
Pessoa. Apesar de a esposa do autor ter sido removida de ofício, o apelante não faz jus
à remoção para a sede do TRE/PB, visto que o casal não residia na mesma localidade
antes da remoção da esposa. Portanto, o Estado não se omitiu do seu dever de proteger
a unidade familiar, que ocorre quando há o afastamento do convívio familiar direto e
diário de um dos seus integrantes.

2.2. Relotação

A relotação é a movimentação do servidor, com o respectivo cargo, com

ou sem mudança de sede, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder

e natureza jurídica, cujos planos de cargos e vencimentos sejam idênticos, de

acordo com o interesse da Administração.

A relotação dar-se-á, exclusivamente, para ajustamento de quadros de pes-

soal às necessidades dos serviços, inclusive nos casos de organização, extinção

ou criação de órgãos ou entidades.

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Caso, no entanto, ocorra a extinção de um órgão ou entidade e os servidores

não puderem ser relotados, deverão os mesmos ser mantidos em disponibilidade.

3. Direitos e Vantagens

Os servidores regidos pela Lei Estadual n. 6.677 possuem uma série de prerro-

gativas para as mais diversas situações que podem ocorrer na sua vida profissional.

Basicamente, são as classes de direitos e vantagens às quais o servidor público

civil estadual poderá ter direito:

• vencimento e remuneração;

• indenizações e auxílios pecuniários;

• gratificações e adicionais;

• férias;

• licenças;

• concessões;

• direito de petição.

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3.1. Vencimento e Remuneração

O vencimento e a remuneração são, sem dúvida alguma, duas das mais im-

portantes vantagens concedidas aos servidores.

E como estamos no âmbito da Administração Pública, em plena consonância

com o princípio da legalidade, é a própria Lei n. 6.677 que estipula as diversas

regras referentes ao assunto, dentre as quais se destaca a que determina que “é

proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo nos casos estipulados em

lei” (art. 7º).

Devemos guardar a diferenciação existente entre vencimento e remuneração.

Vencimento é um conceito mais restrito, tratando-se da retribuição pecuni-

ária pelo exercício do cargo público.

Remuneração, por outro lato, apresenta um conceito mais amplo, compreen-

dendo os vencimentos e as vantagens pecuniárias permanentes ou tempo-

rárias estabelecidas em lei.

De acordo com o art. 55 da norma em estudo, “nenhum servidor receberá,

a título de vencimento, importância inferior ao salário mínimo”.

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No entanto, a Súmula Vinculante n. 6 do STF criou uma exceção à regra geral

ao estabelecer que:

Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo


para as praças prestadoras de serviço militar inicial.

Os praças militares são os indivíduos recém-incorporados ao serviço militar.

Ainda que não sejam abrangidos pela Lei n. 6.677, trata-se de importante entendi-

mento do STF, que já foi cobrado diversas vezes em provas de concurso.

Outra importante garantia assegurada às verbas recebidas pelos servidores é a

que estabelece a impossibilidade de haver, em regra, o arresto, o sequestro

e a penhora do vencimento, da remuneração e dos proventos recebidos pe-

los servidores públicos.

Tais institutos, oriundos do Direito Civil, apenas poderão ser utilizados nas hi-

póteses de prestação de alimentos e, ainda assim, quando decorrerem de decisão

judicial.

Nesse sentido é o teor do art. 60 da Lei n. 6.677:

Art. 60. O vencimento, a remuneração e os proventos não serão objeto de arresto,


sequestro ou penhora, exceto no caso de verba alimentar resultante de decisão judicial.

Como vimos, as parcelas recebidas pelo servidor, de caráter pecuniário, objeti-

vam conferir a este uma retribuição pelos serviços prestados ao Estado.

Tal remuneração, entretanto, não poderá exceder os valores recebidos pe-

los detentores de Poder, em plena consonância com a disposição constitucional

que estabelece a obrigatoriedade de observância, por toda a Administração Pública,

do teto remuneratório.

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Assim, estabelece o art. 54 do estatuto a seguinte regra geral:

Art. 54. Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, a título de remuneração,


importância superior à soma dos valores fixados como remuneração, em espécie, a
qualquer título, para Secretário de Estado.

Inicialmente, deve-se observar que o teto remuneratório estabelecido pela Lei

n. 6.677 não é o mesmo do estabelecido pela Constituição Federal. Da mes-

ma forma, ainda que os tetos sejam diferentes, o limite da Lei n. 6.677 não é in-

constitucional, haja vista que apresenta uma regra mais restrita do que a esta-

belecida pela constituição.

Não são todas as verbas que devem observar o teto remuneratório, que é, como

vimos, a remuneração fixada para o secretário de Estado.

Assim, a Lei Estadual elenca uma série de verbas que, por possuírem, em maior

parte, natureza indenizatória, não estão abrangidas pelo teto remuneratório,

sendo elas:

• a ajuda de custo, as diárias e o transporte;

• gratificação natalina;

• adicional por tempo de serviço;

• adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas;

• adicional de 1/3 de férias;

• salário-família.

Nessas situações, o valor das verbas elencadas não será computado para fins de

verificação do limite de remuneração.

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Vejamos as demais regras relacionadas à remuneração e ao vencimento dos

servidores estaduais...

Art. 56. O servidor perderá:


I – a remuneração dos dias em que faltar ao serviço;
II – a parcela da remuneração diária, proporcional aos atrasos, ausências e saídas an-
tecipadas, iguais ou superiores a 60 (sessenta) minutos.
Art. 57. Salvo por imposição legal ou por mandado judicial, nenhum desconto incidirá
sobre a remuneração ou proventos.
Parágrafo único. Mediante autorização escrita do servidor, haverá desconto ou consig-
nação em folha de pagamento em favor de entidade sindical e associação de servidores
a que seja filiado, ou de terceiros, na forma definida em regulamento.
Art. 58. As reposições e indenizações ao erário serão descontadas em parcelas men-
sais, atualizadas, não excedentes à terça parte da remuneração ou dos proventos.
Parágrafo único. Independentemente do parcelamento previsto neste artigo, a percep-
ção de quantias indevidas poderá implicar processo disciplinar para apuração de res-
ponsabilidade.
Art. 59. O servidor em débito com o erário, que for demitido ou exonerado, terá o prazo
de 30 (trinta) dias para quitá-lo.
Parágrafo único. A não quitação do débito no prazo previsto implicará a sua inscrição
em dívida ativa.

3.2. Indenizações e Auxílios

Duas são as principais peculiaridades das parcelas de caráter indenizatório:

• a não incidência de imposto de renda e de contribuição previdenciária

sobre os valores recebidos, de forma que o total líquido recebido a título de

indenização é idêntico ao valor estabelecido em lei ou regulamento;

• o fato dessas verbas não se incorporarem ao vencimento ou ao pro-

vento do servidor, sendo que o recebimento é cessado tão logo as causas

que ensejaram o recebimento desapareçam.

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Tal característica é um diferencial em relação às verbas remuneratórias, tais

como os adicionais e as gratificações que, nos casos e condições previstos em lei,

incorporam-se ao vencimento e ao provento.

Nesse sentido é o teor do art. 61 da Lei Estadual n. 6.677:

Art. 61. Além do vencimento, poderão ser concedidas ao servidor as seguintes vanta-
gens:
I – indenizações;
II – auxílios pecuniários;
III – gratificações;
§ 1º As indenizações e os auxílios não se incorporam ao vencimento ou proventos
para qualquer efeito.
§ 2º As gratificações e a vantagem pessoal por estabilidade econômica incorporam-
-se ao vencimento ou aos proventos, nos casos e condições indicados em lei.

Três são as indenizações expressamente previstas no estatuto funcional: a aju-

da de custo, as diárias e o transporte.

3.2.1. Ajuda de Custo

Trata-se a ajuda de custo de verba de caráter compensatório, cujo objetivo

é ressarcir as despesas de instalação do servidor que, no interesse do serviço, pas-

sar a ter exercício em nova sede, com mudança de domicílio, ou que se deslocar

a serviço ou por motivo de estudo no país ou para o exterior.

Como regra geral, a ajuda de custo não poderá exceder a importância corres-

pondente a 15 vezes o valor do menor vencimento pago pela Administração

Pública do Estado.

Em caráter de exceção, há a hipótese de missão ou estudo no exterior, oportuni-

dade em que o valor da ajuda de custo será fixado pelo chefe do respectivo Poder.

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Caso o servidor receba a ajuda de custo e não se apresente na nova sede no

prazo de 30 dias, deverá devolver a quantia anteriormente recebida.

Estabelece a Lei n. 6.677 (art. 64, § 2º), ainda, que “é assegurado aos de-

pendentes do servidor que falecer na nova sede, ajuda de custo e trans-

porte para a localidade de origem, dentro do prazo de 180 dias, contados

do óbito”.

Por fim, vejamos as situações em que, de acordo com a norma legal, não tere-

mos a concessão de ajuda de custo.

Art. 66. Não será concedida ajuda de custo:


I – ao servidor que se afastar da sede ou a ela retornar, em virtude de mandato ele-
tivo;
II – ao servidor que for afastado para servir em outro órgão ou entidade dos Po-
deres da União, de outros Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
III – ao servidor que for removido a pedido;
IV – a um dos cônjuges, sendo ambos servidores estaduais, quando o outro tiver
direito à ajuda de custo pela mesma mudança de sede.

3.2.2. Diárias

As diárias são utilizadas com a finalidade de compensar os gastos do servi-

dor que se ausentar da sua sede em caráter transitório ou eventual.

Art. 68. Ao servidor que se deslocar da sede em caráter eventual ou transitório, no


interesse do serviço, serão concedidas, além de transporte, diárias para atender às des-
pesas de alimentação e hospedagem.
Parágrafo único. Serão concedidas diárias, em ressarcimento das despesas de alimenta-
ção e hospedagem, ao servidor ou colaborador eventual que acompanhar servidor com
deficiência em deslocamento a serviço, na forma do regulamento.

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Nota-se, de imediato, que a principal distinção entre a ajuda de custo e as di-

árias trata-se do caráter de eventualidade no exercício da atividade desta última.

Em outras palavras, as situações que dão direito ao recebimento de ajuda de

custo são aquelas em que o servidor passa a ter exercício em outra sede, com

caráter de definitividade.

Em sentido oposto, as hipóteses de diárias são aquelas em que o exercício da

atribuição ocorre em outro local que não o da repartição, mas de forma eventual

ou transitória. Terminada a atividade, o servidor retorna para a sede da reparti-

ção pública.

Por isso mesmo é que a lei estadual determina (art. 69) que “não será conce-

dida diária quando o deslocamento do servidor implicar desligamento de

sua sede”.

A Lei n. 6.677 estipula as seguintes regras para as diárias:

Art. 70. O total de diárias atribuídas ao servidor não poderá exceder a 180 (cento
e oitenta) dias por ano, salvo em casos especiais expressamente autorizados pelo
Chefe do Poder ou dirigente superior de entidades.
Art. 71. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica
obrigado a restituí-las integralmente e de uma só vez, no prazo de 5 (cinco) dias.
Parágrafo único. Na hipótese do servidor retornar à sede em prazo menor do que o
previsto para o seu afastamento, restituirá as diárias recebidas em excesso, no prazo
previsto neste artigo.

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3.2.3. Transporte

A concessão de transporte tem como objetivo ressarcir as despesas que o ser-

vidor teve, no desempenho de suas atividades, com a utilização de meio próprio de

locomoção.

Nos termos do Estatuto, apenas um artigo faz menção a tal parcela indenizató-

ria (art. 72):

Art. 72. Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despe-


sas com a utilização de meio próprio de locomoção para execução de serviços
externos, na sede ou fora dela, no interesse da administração, na forma e condições
estabelecidas em regulamento.

Aprendendo na prática:

O oficial de Justiça possui, dentre as suas atribuições, a de realizar diligências

externas com a finalidade de dar cumprimento a mandados judiciais, devendo,

para tal, dirigir-se, com veículo próprio de locomoção, aos diversos municípios

que compõem a sua jurisdição.

Por utilizar meio próprio de locomoção, recebe, como contrapartida, uma parcela

de caráter indenizatório destinada a custear as despesas incorridas para a pres-

tação da atividade.

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3.2.4. Auxílios Pecuniários

Poderão ser concedidos aos servidores, desde que atendidos os requisitos le-

gais, os seguintes auxílios pecuniários:

• auxílio-moradia;

• auxílio-transporte;

• auxílio-alimentação.

O servidor, quando deslocado de ofício de sua sede, em caráter tempo-


rário, no interesse da Administração, fará jus a auxílio para moradia, na
forma e condições estabelecidas em regulamento.
O auxílio-moradia é devido a partir da data do exercício na nova sede,
Auxílio-moradia
em valor nunca inferior a 20% da remuneração do cargo permanente,
até o prazo máximo de dois anos.
O auxílio-moradia não será concedido, ou será suspenso, quando o ser-
vidor ocupar prédio público.
O auxílio-transporte será devido ao servidor ativo, nos deslocamentos
da residência para o trabalho e vice-versa, na forma e condições esta-
Auxílio-transporte belecidas em regulamento.
A participação do servidor não poderá exceder a 6% do vencimento
básico.
O auxílio-alimentação será devido ao servidor ativo, na forma e condi-
Auxílio-alimentação
ções estabelecidas em regulamento.

3.3. Gratificações e Adicionais

Além do vencimento e das vantagens previstas no estatuto estadual, poderão

ser deferidos aos servidores regidos por tal norma as seguintes retribuições, grati-

ficações e adicionais:

• pelo exercício de cargo de provimento temporário;

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• natalina;

• adicional por tempo de serviço;

• adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas;

• adicional pela prestação de serviço extraordinário;

• adicional noturno;

• outras gratificações ou adicionais previstos em lei.

Para facilitar a compreensão, serão relacionadas as principais características e

informações de cada uma das gratificações e dos adicionais no quadro abaixo.

O servidor investido em cargo de provimento permanente terá direito a


perceber, pelo exercício do cargo de provimento temporário, gratificação
equivalente a 30% do valor correspondente ao símbolo respec-
tivo.
Gratificação pelo
Poderá o servidor, nessa situação, optar pelo valor integral do símbolo,
exercício de cargo
que, nesse caso, será pago como vencimento básico enquanto durar a
de provimento
investidura, ou, ainda, optar pelo recebimento da diferença entre este e a
temporário
retribuição do seu cargo efetivo.
Em caso de substituição, o servidor perceberá, a partir do 10º dia con-
secutivo, a remuneração do cargo do substituído, que será paga na pro-
porção dos dias de efetiva substituição.

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A gratificação natalina é o popularmente conhecido “13º salário”.


Dessa forma, a cada mês de efetivo exercício, o servidor público estadual
adquire o direito a 1/12 do respectivo adicional, que deverá ser pago,
obrigatoriamente, até o dia 20 de dezembro de cada ano.
A fração igual ou superior a 15 dias será computada como mês de
efetivo exercício, bem como que, em caso de exoneração do servi-
dor antes da data de pagamento da gratificação, terá ele direito
ao recebimento proporcional, que será calculada com base nos meses
de efetivo exercício.
Vejamos essa regra por meio de um exemplo.
Antônio, após aprovação em concurso público, entrou em exercício no dia
12 de abril de 2014. No dia 14 de novembro do mesmo ano, por motivos
particulares, solicitou a exoneração do cargo público.
Nesse caso, além das demais verbas devidas, terá Antônio direito ao rece-
bimento proporcional da gratificação natalina. Para tal, devemos levar em
Gratificação
conta os meses de efetivo exercício em que Antônio trabalhou.
natalina
- O mês de abril é considerado mês integral, uma vez que Antônio traba-
lhou 19 dias (de 12/04 a 30/04).
- Os meses de maio, junho, julho, agosto, setembro e outubro também
são computados como de efetivo exercício.
- O mês de novembro, no entanto, não será computado, uma vez que
Antônio trabalhou apenas 14 dias do período em questão.
Logo, o período que deverá ser levado em consideração, para efeitos de
pagamento da gratificação natalina, é o de 7 meses.
Fica assegurado o adiantamento da gratificação natalina, que será pago
no mês do aniversário do servidor, independentemente da sua
prévia manifestação, não podendo a importância correspondente exce-
der à metade da remuneração por este percebida no mês.
O adiantamento em questão poderá ocorrer no momento das férias do
servidor, desde que, para isso, haja opção expressa do beneficiário, com
antecedência mínima de 30 dias do mês do seu aniversário.
O servidor com mais de cinco anos de efetivo exercício no serviço
público terá direito, por anuênio, contínuo ou não, à percepção de adicio-
nal calculado à razão de 1% sobre o valor do vencimento básico do
Adicional por
cargo de que seja ocupante.
tempo de serviço
Para efeito do adicional, considera-se de efetivo exercício o tempo de ser-
viço prestado, sob qualquer regime de trabalho, na Administração Pública
direta e indireta da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal.

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A periculosidade está relacionada com atividades que coloquem o


servidor em situações de risco de morte.
A insalubridade está relacionada com condições do ambiente de tra-
balho, que, ainda que não causem um risco imediato, vão prejudicando,
aos poucos, a saúde do servidor, tal como a falta de iluminação adequada
ou o contato com substâncias tóxicas.
A penosidade se relaciona com os servidores que estejam em exer-
cício em zonas de fronteira ou em outras localidades com baixa
qualidade de vida.
Adicionais de insa- Em todas essas situações, será devido aos servidores um adicional, que
lubridade, pericu- será pago conforme as disposições estabelecidas em regulamento do
losidade ou ativi- órgão público. Caso o servidor se enquadre em uma das situações que
dades penosas enseje o pagamento, simultaneamente, do adicional de periculosidade e
de insalubridade, deverá optar pelo recebimento de um deles.
As servidoras gestantes ou lactantes deverão, obrigatoriamente, ser afas-
tadas das atividades exercidas em locais penosos, insalubres ou perigosos
durante o período da respectiva gestação ou lactação.
Deve a Administração, nessas situações, proporcionar que o trabalho da
servidora seja feito em um ambiente salubre e livre dos riscos de
periculosidade e penosidade.
É importante salientar que o servidor que fizer jus aos adicionais de insa-
lubridade e periculosidade deverá optar por um deles.
São as populares “horas extras”, cuja remuneração, em caso de exercí-
cio, é acrescida de um adicional de 50% sobre o valor da hora normal
de serviço.
Adicional por ser- Frisa-se que somente será permitida a realização de serviço extraordiná-
viço extraordinário rio para atender a situações excepcionais e temporárias, respei-
tado o limite máximo de duas horas diárias, podendo este limite ser
elevado nas atividades que não comportem interrupção, consoante dis-
posto em regulamento.
Os servidores que trabalharem no período compreendido entre as 22
horas de um dia até às 5 horas do dia seguinte terão direito ao rece-
bimento do adicional noturno, que será calculado sobre o valor da hora
Adicional noturno
normal de trabalho.
Estabelece a Lei n. 6.677 que o percentual do adicional noturno será
de 50% sobre o valor normal da hora trabalhada.

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3.4. Férias

O direito ao gozo de férias trata-se de uma regra que não é exclusiva dos

servidores públicos, devendo ser exercida por todos os trabalhadores da iniciativa

privada.

Decorre o direito de férias, dessa forma, de uma previsão constitucional, con-

forme estabelece o art. 7º, XVII, da Constituição Federal:

Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social:
XVII – gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o
salário normal;

As férias são um direito social que, ainda que inicialmente previsto para os tra-

balhadores da iniciativa privada, foi estendido aos servidores públicos de todos os

entes federados.

Em todas as situações, o servidor deve receber, quando do gozo de suas férias,

um adicional de 1/3 sobre o total da remuneração.

As férias dos servidores públicos, no entanto, apresentam algumas peculiarida-

des com relação ao direito conferido aos demais trabalhadores. Assim, as férias

dos servidores podem ser parceladas em até três etapas, desde que reque-

ridas pelo servidor e no interesse da Administração.

Por se tratar de direito social garantido constitucionalmente aos servidores pú-

blicos, a regra é a de que as férias não podem ser interrompidas.

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Os poucos casos em que é possível a interrupção são situações de extrema im-

portância para a continuidade do serviço público, conforme estabelece a Lei Esta-

dual n. 6.677 no art. 97:

Art. 97. As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pú-
blica, comoção interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral e, ainda, por
motivo de superior interesse público, mediante ato fundamentado.

O servidor, cujo período de férias tenha sido interrompido, terá assegurado o

direito a fruir os dias restantes, logo que seja dispensado da correspondente obri-

gação.

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Vejamos as demais informações relevantes sobre as férias dos servidores públi-

cos do Estado da Bahia:

Art. 93, § 1º O servidor terá direito a férias após cada período de 12 (doze) meses de
efetivo exercício, na seguinte proporção:
I – 30 (trinta) dias corridos, quando não houver tido mais de 5 (cinco) faltas;
II – 24 (vinte e quatro) dias corridos, quando houver tido de 6 (seis) a 14 (quatorze)
faltas;
III – 18 (dezoito) dias corridos, quando houver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte e três)
faltas;
IV – 12 (doze) dias corridos, quando houver tido de 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta
e duas) faltas.
§ 2º As férias serão gozadas de acordo com a escala organizada pela unidade adminis-
trativa competente.
§ 4º As férias serão fruídas dentro dos 12 (doze) meses subsequentes àquele
em que foi completado o período aquisitivo de referência.
Art. 94. Independentemente de solicitação, será pago ao servidor, por ocasião das
férias, um acréscimo de 1/3 (um terço) da remuneração correspondente ao pe-
ríodo de gozo.
Art. 96. O pagamento do acréscimo previsto no art. 94 desta Lei será efetuado no mês
anterior ao início das férias.

3.5. Licenças

Estabelece a Lei Estadual n. 6.677 uma série de licenças passíveis de utiliza-

ção pelos servidores públicos:

• por motivo de doença em pessoa da família;

• por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro;

• para prestar o serviço militar obrigatório;

• para concorrer a mandato eletivo e exercê-lo;

• para tratar de interesse particular;

• para o servidor atleta participar de competição oficial.

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Ressalta-se que a licença concedida dentro de 60 dias do término de ou-

tra da mesma espécie será considerada como prorrogação.

Além disso, a regra geral é a de que o servidor público não pode permanecer em

licença por período superior a 24 meses.

Em caráter de exceção, a norma estabelece que o prazo poderá ser ultrapassa-

do quando estivermos diante da licença por motivo de afastamento do cônju-

ge ou companheiro, da licença para prestar o serviço militar obrigatório e

da licença para concorrer a mandato eletivo e exercê-lo.

Vejamos cada uma das licenças previstas na norma estadual...

Trata-se de licença para aqueles servidores que tiverem que auxiliar


algum de seus familiares nos casos de doença, desde que tal atividade não
seja possível de ser executada concomitantemente com as atividades
Licença por da repartição.
motivo de doença A licença será concedida da seguinte forma:
em pessoa da a) com remuneração integral, até 3 meses;
família b) com 2/3 da remuneração, quando exceder a 3 meses e não ultrapas-
sar 6 meses;
c) com 1/3 da remuneração, quando exceder a 6 meses e não ultrapas-
sar 12 meses.
Estabelece a norma que “poderá ser concedida licença ao servidor para acom-
panhar cônjuge ou companheiro, servidor público estadual, que for
deslocado para outro ponto do Estado ou do país, para o exterior ou
Licença por
para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legis-
motivo de afasta-
lativo”.
mento do cônjuge
Trata-se de licença de caráter discricionário, ou seja, que pode ou não
ser concedida pela Administração Pública.
Nessas situações, a licença, se concedida, será sem remuneração.
A informação imprescindível sobre tal licença é que, uma vez concedida, terá
Licença para pres- o servidor, após concluir a obrigação, um prazo de 30 dias para reassumir
tar o serviço mili- o exercício do cargo público.
tar obrigatório A licença para o serviço militar terá todas as suas condições estabelecidas em
legislação específica.

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Caso o servidor público seja eleito para o desempenho de mandato


eletivo, aplicam-se, de acordo com a Constituição Federal e a Lei
Estadual n. 6.677, as seguintes disposições:
I – tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital, ficará afas-
tado do cargo;
Licença para con-
II – investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, sendo-
correr a mandato
-lhe facultado optar pela sua remuneração;
eletivo e exercê-lo
III – investido no mandato de vereador:
a) havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu
cargo, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo;
b) não havendo compatibilidade de horário, será afastado do cargo,
sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.
A critério da Administração (não é ato administrativo vinculado, mas
mera discricionariedade), poderá ser concedida licença ao servidor, desde
que este não esteja em estágio probatório, pelo prazo de até 3 anos con-
secutivos, sem remuneração, para tratar de assuntos particulares.
Uma vez concedida, a licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a
Licença para
pedido do servidor ou de ofício, no interesse do Poder Público.
tratar de interesse
Duas outras informações são essenciais com relação à licença para tratar de
particular
interesse particular, sendo elas:
a) não será concedida nova licença antes de decorridos 2 anos do tér-
mino da anterior, salvo para completar o período de 3 anos.
b) não será concedida licença a servidor nomeado, removido ou relotado,
antes de completar 2 anos do correspondente exercício.
Licença para o Será concedida licença ao servidor atleta selecionado para representar o
servidor atleta Estado ou o País, durante o período da competição oficial, sem prejuízo de
participar de com- remuneração.
petição oficial

3.6. Concessões

Nos termos da Lei n. 6.677, o servidor público estadual poderá se ausentar do

serviço, sem desconto na sua remuneração, nos seguintes casos:

• por 1 dia, para doação de sangue;

• por 2 dias, para alistamento eleitoral;

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• por 8 dias consecutivos, por motivo de:

• casamento;

• falecimento de cônjuge, companheiro, pais, padrasto ou madrasta, filhos, en-

teados, menor sob guarda ou tutela e irmãos, desde que comprovados com

atestado de óbito;

• até 15 dias, por período de trânsito, compreendido como o tempo gasto pelo

servidor que mudar de sede, contados da data do desligamento.

Além disso, há os casos dos servidores estudantes.

Quanto a estes, a lei confere a possibilidade de ter horário diferenciado nas

situações em que haja incompatibilidade entre o horário escolar e o da

repartição. No entanto, o servidor terá que compensar o respectivo horário, em

acordo com a sua chefia imediata.

Caso o servidor estudante mude de sede em virtude de interesse da Adminis-

tração, será assegurada, na localidade da nova residência ou na mais próxima,

matrícula em instituição oficial estadual de ensino, em qualquer época,

independentemente de vaga.

Tal garantia compreende, inclusive, o cônjuge ou companheiro, bem como os

filhos e enteados do servidor que vivam na sua companhia e os menores sob sua

guarda ou tutela, com autorização judicial.

Tais previsões constam nos arts. 114 e 115 da norma estadual, de seguinte re-

dação:

Art. 114. Poderá ser concedido horário especial ao servidor estudante, quando
comprovada a incompatibilidade do horário escolar com o da repartição, sem prejuízo
do exercício do cargo.
Parágrafo único. Para efeito do disposto neste artigo, será exigida a compensação de
horários na repartição, respeitada a duração semanal do trabalho.

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Art. 115. Ao servidor estudante que mudar de sede em virtude de interesse da admi-
nistração, é assegurado, na localidade da nova residência ou na mais próxima, matrí-
cula em instituição oficial estadual de ensino, em qualquer época, independen-
temente de vaga, na forma e condições estabelecidas em legislação específica.
Parágrafo único. O disposto neste artigo estende-se ao cônjuge ou companheiro,
aos filhos e enteados do servidor que vivam na sua companhia, assim como aos
menores sob sua guarda ou tutela, com autorização judicial.

3.7. Tempo de Serviço

É contado para todos os efeitos o tempo de serviço público estadual. Esse tempo

será contado em dias, que serão convertidos em anos, considerando-se como tal o

período de 365 dias.

A Lei n. 6.677 faz uma distinção entre as situações que são computadas como

de efetivo exercício e aquelas em que o respectivo tempo apenas será contado

para efeito de aposentadoria e disponibilidade.

No caso de efetivo exercício, estamos diante de hipóteses em que o servidor

desempenha suas atribuições regularmente ou encontra-se afastado mediante

alguma concessão legalmente autorizada. Como consequência, há a contribui-

ção para a previdência social e a continuidade no recebimento da remu-

neração.

Nas situações em que o tempo de serviço é contado apenas para efeito de

aposentadoria e disponibilidade, não há a contagem de tempo para efeito de

efetivo exercício. Contudo, o respectivo período será considerado para efeito de

contribuição previdenciária e posterior aposentadoria ou disponibilidade.

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São considerados como de efetivo É contado apenas para efeito de aposen-


exercício tadoria e disponibilidade
I – férias; I – o tempo de serviço público prestado à União,
II – exercício de cargo de provimento tempo- aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Fede-
rário ou equivalente, em órgão ou entidade ral;
do próprio Estado, da União, dos Estados, dos II – a licença para tratamento de saúde de
Municípios e do Distrito Federal; pessoa da família do servidor, até 365 (trezen-
III – participação em programa de treinamento tos e sessenta e cinco) dias;
regularmente instituído; III – a licença para concorrer a mandato ele-
IV – desempenho de mandato eletivo federal, tivo;
estadual, municipal ou distrital; IV – o tempo correspondente ao desempenho
V – prestação do serviço militar obrigatório; de mandato eletivo federal, estadual, munici-
VI – participação em júri e em outros serviços pal ou distrital, anterior ao ingresso no serviço
obrigatórios por lei; público estadual;
VII – missão ou estudos em outros pontos do V – o tempo de serviço relativo a tiro de guerra;
território nacional ou no exterior, quando o VI – até 10 (dez) anos do tempo de serviço
afastamento houver sido autorizado pela auto- em atividade privada, vinculada à Previdência
ridade competente; Social, desde que um decênio, pelo menos, no
VIII – abono de falta, a critério do chefe ime- serviço público estadual, ressalvada a legisla-
diato do servidor, no máximo de 3 (três) dias ção federal regulamentadora da matéria.
por mês, desde que não seja ultrapassado o
limite de 12 (doze) por ano;
IX – prisão do servidor, quando absolvido por
decisão judicial passada em julgado;
X – afastamento preventivo do servidor, quando
do processo não resultar punição, ou esta se
limitar à penalidade de advertência;
XI – licença:
a) à gestante, à adotante e licença-paterni-
dade;
b) para tratamento da própria saúde;
c) por motivo de acidente em serviço ou por
doença profissional;
d) prêmio por assiduidade;
e) para o servidor atleta.
XII – disponibilidade para o exercício de man-
dato eletivo em diretoria de entidade sindical,
exceto para efeito de promoção por mereci-
mento.

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3.8. Direito de Petição

Durante toda a vida funcional, o servidor fará jus a uma série de direitos e es-

tará obrigado a um rol não menos importante de obrigações.

Como estamos no meio de órgãos ou entidades que possuem alto grau de hie-

rarquia em suas estruturas, é de extrema importância que o servidor tenha meios

de pleitear os direitos que lhe são próprios nas situações em que se sentir co-

agido ou em que houver descaso por parte dos seus superiores. Tais situações são

atendidas por meio do direito de petição.

Por óbvio que os servidores terão um lapso de tempo para requerer aquilo que

entenderem de direito.

Nesse sentido, devemos fazer uso do art. 169 da Lei n. 6.677, que estabelece o

prazo prescricional para o direito de petição do servidor público estadual:

Art. 169. O direito de requerer prescreve em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de
demissão e de cassação de aposentadoria ou de disponibilidade ou que afetem interesse
patrimonial e créditos resultantes da relação funcional.
Parágrafo único. O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato
impugnado ou da ciência, pelo servidor, quando não for publicado.

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Para entendermos como funciona a sistemática dos pedidos, reconsideração e

recursos, vamos a um esquema que nos ajudará a visualizar todo o processo:

Os arts. 170 a 174 da norma estadual relacionam características do direito de

petição e conferem mais celeridade ao procedimento.

Art. 170. O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, suspendem a


prescrição, recomeçando a correr, pelo restante, no dia em que cessar a causa da
suspensão.
Art. 171. A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela admi-
nistração.

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Art. 172. Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista do processo ou


documento na repartição do servidor, ressalvado o disposto na Lei n. 8.906, de 4
de julho de 1994.
Art. 173. São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste capítulo, salvo
quando o servidor provar evento imprevisto, alheio à sua vontade, que o impe-
diu de exercer o direito de petição.
Art. 174. A administração deverá rever seus atos a qualquer tempo, quando ei-
vados de ilegalidade.

4. Regime Disciplinar

A origem do regime disciplinar está intimamente ligada a alguns conceitos ele-

mentares do Direito Administrativo, mais precisamente os relacionados aos pode-

res hierárquico e disciplinar.

De acordo com a doutrina, é por meio do poder disciplinar que a Administração

Púbica pode punir tanto os seus agentes internos quanto os particulares que este-

jam ligados a ela por algum vínculo específico.

Dessa forma, existe poder disciplinar quando a Administração Pública aplica a

penalidade de advertência a um determinado servidor que se encontra a ela subor-

dinado. Do mesmo modo, temos uma manifestação do poder disciplinar quando um

órgão público, verificando que um licitante não cumpriu com as obrigações estipu-

ladas em um contrato administrativo, aplica a sanção de suspensão.

Em ambos os casos, tivemos uma penalidade sendo aplicada. No entanto, em

apenas um desses casos a pessoa punida estava subordinada à Administração.

E é justamente tal característica (subordinação) a base de outro importante

poder: o hierárquico. Por meio dele, a Administração possui as prerrogativas de

delegar, avocar, fiscalizar e aplicar sanções.

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Assim, chegamos a importantes constatações:

• quando a Administração pune internamente os seus servidores pelas in-

frações por eles cometidas, estamos diante do poder disciplinar exclusiva-

mente interno. Esse poder, justamente por ser apenas interno, deriva do

poder hierárquico;

• quando a Administração pune o particular que mantém algum tipo de

vínculo específico com o Poder Público (como uma empresa priva-

da que tenha celebrado um contrato administrativo) também estamos

diante do poder disciplinar, só que agora, ao contrário do exemplo anterior, o

mesmo aplica-se a terceiros e, por isso mesmo, não deriva do poder hie-

rárquico.

Tudo isso nos permite afirmar que o regime disciplinar da Administração Pública

é decorrência direta do poder disciplinar e indireta do poder hierárquico.

Nos termos da Lei Estadual n. 6.677, o regime disciplinar dos servidores está

construído em cinco capítulos: deveres, proibições, acumulação, responsabi-

lidades e penalidades.

4.1. Deveres

De acordo com o estatuto, há uma série de deveres para os servidores públicos

regidos pela norma.

A lista de deveres apresentada não é taxativa, mas meramente exemplificati-

va, de forma que o servidor não pode alegar que deixou de cumprir com alguma

obrigação por não estar prevista expressamente no texto da norma que rege a sua

categoria funcional.

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De acordo com o art. 175 da Lei n. 6.677, são os seguintes os deveres do

servidor público:

I – exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;


II – ser leal às instituições a que servir;
III – observar as normas legais e regulamentares;
IV – cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
V – atender com presteza:
a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas
por sigilo;
b) aos requerimentos de certidão para defesa de direito ou esclarecimento de situações
de interesse pessoal;
c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública e do Estado.
VI – levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciên-
cia em razão do cargo;
VII – zelar pela economia de material e pela conservação do patrimônio público;
VIII –guardar sigilo sobre assuntos de natureza confidencial a que esteja obrigado em
razão do cargo;
IX – manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
X – ser assíduo e pontual ao serviço, inclusive comparecendo à repartição em horário
extraordinário, quando convocado;
XI – tratar com urbanidade as pessoas;
XII – representar contra ilegalidade ou abuso de poder.

É importante mencionar que a representação contra ilegalidade ou abuso

de poder, que é um dos deveres dos servidores, será encaminhada pela via hierár-

quica e obrigatoriamente apreciada pela autoridade superior àquela contra

a qual é formulada, assegurando-se ao representado o direito de defesa.

4.2. Proibições

Assim como os deveres, os servidores públicos estaduais devem observância

a uma série de proibições, condutas estas que, quando praticadas, ensejam, após

regular processo administrativo, a aplicação de penalidades administrativas.

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Vejamos, dessa forma, quais são as vedações (ou proibições) a que os agentes

públicos estaduais estão sujeitos:

I – ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe ime-


diato;
II – retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou
objeto da repartição;
III – recusar fé a documento público;
IV – opor resistência injustificada à tramitação de processo ou exceção do serviço;
V – promover manifestação de apoio ou desapreço, no recinto da repartição;
VI – referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades públicas ou aos
atos do poder público, mediante manifestação escrita ou oral, podendo, porém, criticar
ato do poder público, do ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço, em
trabalho assinado;
VII – cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desem-
penho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou da de seu subordinado;
VIII – constranger outro servidor no sentido de filiação a associação profissional ou sin-
dical, ou a partido político;
IX – manter, sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro ou parente até segundo
grau civil;
X – valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da
dignidade da função pública;
XI – transacionar com o Estado, quando participar de gerência ou administração de em-
presa privada, de sociedade civil, ou exercer comércio;
XII – atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quan-
do se tratar de percepção de remuneração, benefícios previdenciários ou assistenciais
de parentes até segundo grau e de cônjuge ou companheiro;
XIII – receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão
de suas atribuições;
XIV – aceitar representação, comissão, emprego ou pensão de Estado estrangeiro, sem
licença da autoridade competente;
XV – praticar usura sobre qualquer de suas formas;
XVI – proceder de forma desidiosa;
XVII – utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades
particulares;
XVIII – cometer a outro servidor atribuições estranhas às do cargo que ocupa, exceto
em situações de emergência e transitórias;
XIX – exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com as atribuições do car-
go ou função e com o horário de trabalho.

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4.3. Acumulação de Cargos

Nos termos da Constituição Federal de 1988, a regra é a vedação à acumu-

lação remunerada de dois ou mais cargos públicos.

E tal regra se aplica a todos os cargos, empregos e funções da Adminis-

tração direta ou indireta de todos os entes federados.

Assim, ainda que o texto da Lei n. 6.677 seja direcionado apenas aos servidores

públicos do Estado da Bahia, por força da norma constitucional, a vedação à acu-

mulação é uma regra mais ampla e que não se restringe ao ente federativo regula-

do pelo presente estatuto.

As exceções, nas estritas hipóteses constitucionais, ficam ainda condicionadas à

compatibilidade de horário entre os dois cargos públicos ocupados, sendo

elas:

• dois cargos de professor;

• um cargo de professor com outro, técnico ou científico;

• dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões

regulamentadas;

• permissão de acumulação para os vereadores, desde que atendidos os requi-

sitos legais;

• permissão para os juízes e membros do Ministério Público exercerem o ma-

gistério;

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Regulamentando o tema, a lei em análise se preocupou em apresentar a defi-

nição do que vem a ser “cargo de professor” e “cargo técnico ou científico”.

Art. 178. Entende-se para efeito do artigo anterior:


I – Cargo de professor – aquele que tem como atribuição principal e permanente ati-
vidades estritamente docentes, compreendendo a preparação e ministração de aulas, a
orientação, supervisão e administração escolares em qualquer grau de ensino;
II – Cargo Técnico ou Científico:
a) de provimento efetivo: aquele para cujo exercício seja exigida habilitação de nível
superior ou profissionalizante de nível médio;
b) de provimento em comissão: aquele com atribuições de direção, coordenação ou
assessoramento.

Ressalta-se que quando o servidor público acumular licitamente dois cargos

públicos e investir-se em cargo de provimento temporário, deverá afastar-se de

ambos os cargos efetivos, exercendo, como regra, apenas as atribuições do car-

go em comissão.

Caso, no entanto, haja compatibilidade de horários para o exercício simultâneo

de um cargo efetivo com o cargo temporário, poderá ocorrer a acumulação, confor-

me previsão do art. 179 da norma em estudo:

Art. 179. O servidor em regime de acumulação, quando investido em cargo de provi-


mento temporário, ficará afastado de um dos cargos efetivos, se houver compati-
bilidade de horários.
Parágrafo único. Havendo incompatibilidade de horários, o afastamento ocorrerá em
ambos os cargos efetivos, podendo o servidor optar apenas pela percepção da remune-
ração de um dos cargos permanentes, mais uma gratificação nos termos do artigo 78.

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4.4. Responsabilidades

De acordo com as disposições da Lei n. 6.677, três são as esferas de responsa-

bilidade às quais os servidores públicos estaduais estão submetidos: civil, admi-

nistrativa e penal.

A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou

culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. Enquadram-se no con-

ceito de responsabilidade civil todas as ações ou omissões do servidor público que,

agindo em nome da Administração, cause algum dano ao particular ou ao próprio

Poder Público.

Nesse caso, considerando que vigora, em nosso ordenamento jurídico, a teoria

da imputação (por meio da qual todas as ações do servidor, no desempenho de

suas atividades, são atribuídas ao órgão ou à entidade no qual ele desempenha

suas atribuições), caberá ao Poder Público, inicialmente, responder pelos danos

causados.

Tendo a Administração indenizado o particular, esta verifica se a atuação do

agente público ocorreu com dolo ou culpa. Em caso positivo, pode ajuizar uma ação

regressiva contra o servidor.

A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao

servidor, nessa qualidade, conforme previsão do art. 183:

Art. 183. A responsabilidade penal abrange crimes e contravenções imputados ao ser-


vidor, nessa qualidade.

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A responsabilidade administrativa, por sua vez, resulta de ato omissivo ou

comissivo praticado pelo servidor no desempenho do cargo ou função.

As três esferas de responsabilização são independentes, de forma que é per-

feitamente cabível que duas ou mais delas sejam acumuladas e imputadas ao

servidor.

Aprendendo na prática:

Como exemplo, podemos citar o servidor público que utiliza materiais da reparti-

ção em atividades particulares e que, para evitar que o fato chegue ao conheci-

mento de terceiros, faz uso da extorsão e da chantagem.

Nesse caso, além de ser responsabilizado administrativamente pelo ato de impro-

bidade administrativa e civilmente, caso tenha lesado o erário, responderá o ser-

vidor, da mesma forma, na esfera penal, pois praticou o crime de extorsão em

conexão com as demais práticas ilícitas.

A regra da acumulação de esferas, no entanto, apresenta duas exceções, que

são as situações em que a absolvição na esfera penal acarreta a absolvição

na esfera administrativa.

Para que isso ocorra, não basta a simples absolvição penal, mas sim que esta

expressamente negue a existência do fato ou de sua autoria.

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No primeiro caso, prova-se que o fato imputado ao servidor não ocorreu. No

segundo, ainda que o fato tenha ocorrido, a autoria da infração comprovadamente

não é do servidor.

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As três esferas de responsabilização podem ser mais bem visualizadas por meio

do desenho a seguir:

4.5. Penalidades

De acordo com as normas da lei estadual, são as seguintes as penalidades pas-

síveis de aplicação aos servidores públicos:

• advertência;

• suspensão;

• demissão;

• cassação de aposentadoria ou disponibilidade.

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São apenas essas as penalidades que são passíveis de aplicação, ou seja,

trata-se de uma lista taxativa. Assim, não poderá a autoridade competente

inovar e criar uma modalidade de penalidade para ser aplicada ao servidor.

Da mesma forma, antes da aplicação de toda e qualquer penalidade, devem ser

garantidos o contraditório e a ampla defesa, sob pena de ser invalidado todo o

processo de aplicação.

No que se refere às sanções de advertência e suspensão, temos que estas,

depois de decorrido certo lapso de tempo, terão seus registros cancelados nos

assentamentos funcionais do servidor que houver sofrido a penalidade,

sem que tal providência gere qualquer espécie de direito retroativo. Nesse sentido,

estabelece o art. 191 da norma estadual:

Art. 191. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancela-


dos, após o decurso de 2 (dois) e 4 (quatro) anos de efetivo exercício, respec-
tivamente, se o servidor não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar.
Parágrafo único. O cancelamento da penalidade não produzirá efeitos retroativos.

Aprendendo na prática:

Caso um servidor tenha sido penalizado com suspensão, deverá este, durante o

período da sanção, deixar de exercer suas atribuições, oportunidade em que não

terá direito, igualmente, à remuneração do período.

Decorrido o prazo de quatro anos, caso o servidor não tenha incorrido em uma

nova infração disciplinar, os registros da penalidade de suspensão serão cancela-

dos dos registros do servidor.

Nesse caso, não poderá ele requerer o recebimento da remuneração que deixou

de ganhar quando da aplicação da penalidade, uma vez que o cancelamento

desta não gera direitos retroativos.

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Quanto à demissão, não existe a possibilidade desta ser excluída dos assenta-

mentos funcionais dos servidores. A demissão é um ato vinculado, de forma que,

quando da sua ocorrência, não terá a Administração a discricionariedade de optar

pela aplicação de outra penalidade, conforme se observa de importante entendi-

mento do STJ (MS 12217):

A Administração Pública, quando se depara com situações em que a conduta do inves-


tigado se amolda nas hipóteses de demissão ou cassação de aposentadoria, não dispõe
de discricionariedade para aplicar pena menos gravosa por tratar-se de ato vinculado.

De acordo com a norma, a penalidade de advertência será aplicada, por escrito,

nos casos de violação de proibição e de inobservância de dever funcional

previstos em lei, regulamento ou norma interna, que não justifiquem imposi-

ção de penalidade mais grave.

A suspensão, por sua vez, será aplicada em caso de reincidência em faltas

punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipi-

fiquem infração sujeita a demissão.

Será punido com suspensão de até 15 dias o servidor que, injustificadamente,

se recusar a ser submetido à inspeção médica determinada pela autorida-

de competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determi-

nação.

A suspensão jamais poderá exceder o prazo de 90 dias.

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Com relação à demissão, que é a mais grave das penalidades, a sua aplicação

ocorrerá nas seguintes situações:

• crime contra a Administração Pública;

• abandono de cargo;

• inassiduidade habitual;

• improbidade administrativa;

• incontinência pública e conduta escandalosa;

• insubordinação grave no serviço;

• ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa

própria ou de outrem;

• aplicação irregular de dinheiro público;

• revelação de segredo apropriado em razão do cargo;

• lesão ao erário e dilapidação do patrimônio público;

• acumulação ilegal de cargos, funções ou empregos públicos;

• valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento

da dignidade da função pública;

• transacionar com o Estado, quando participar de gerência ou administração

de empresa privada, de sociedade civil, ou exercer comércio;

• atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo

quando se tratar de percepção de remuneração, benefícios previdenciários

ou assistenciais de parentes até segundo grau e de cônjuge ou companheiro;

• receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em

razão de suas atribuições;

• aceitar representação, comissão, emprego ou pensão de Estado estrangeiro,

sem licença da autoridade competente;

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• praticar usura sobre qualquer de suas formas;

• proceder de forma desidiosa;

• utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades

particulares.

Nessa linha de raciocínio, a aplicação da penalidade de demissão poderá acarre-

tar a impossibilidade de o agente demitido retornar ao serviço público pelo prazo

de cinco anos.

Em outras situações mais gravosas, não poderá o agente público retornar

ao serviço público, independentemente do lapso temporal.

Por fim, certas condutas ensejadoras de demissão acarretam a indisponibili-

dade dos bens e o ressarcimento ao erário.

Indisponibilidade dos Bens e Ressarcimento ao Erário

Nessas hipóteses, o objetivo do legislador foi o de assegurar que o patrimônio

do agente causador do dano não seja dilapidado, possibilitando, assim, o ressarci-

mento dos prejuízos causados ao erário.

Nos termos da Lei n. 6.677, três são as situações que ensejam, cumulativamen-

te, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário:

• improbidade administrativa;

• aplicação irregular de dinheiros públicos;

• lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional.

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Proibição de retornar ao serviço público estadual pelo prazo de cinco

anos:

• valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento

da dignidade da função pública;

• atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo

quando se tratar de percepção de remuneração, benefícios previdenciários

ou assistenciais de parentes até segundo grau e de cônjuge ou companheiro.

Impossibilidade de retornar ao serviço público estadual indefinidamente:

• crime contra a Administração Pública;

• improbidade administrativa;

• aplicação irregular de dinheiros públicos;

• lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;

• valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento

da dignidade da função pública;

• transacionar com o Estado, quando participar de gerência ou administração

de empresa privada, de sociedade civil, ou exercer comércio;

• atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo

quando se tratar de percepção de remuneração, benefícios previdenciários

ou assistenciais de parentes até segundo grau e de cônjuge ou companheiro;

• receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em

razão de suas atribuições;

• aceitar representação, comissão, emprego ou pensão de Estado estrangeiro,

sem licença da autoridade competente;

• praticar usura sobre qualquer de suas formas;

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• proceder de forma desidiosa;

• utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades

particulares.

Em todas as situações em que a demissão implicar impossibilidade de retorno

ao serviço público estadual, deverá o ato de demissão mencionar a nota “a bem

do serviço público”.

Merece destaque, ainda com relação à penalidade de demissão, os conceitos de

inassiduidade habitual e abandono de cargo.

Nesse sentido, caracteriza-se a inassiduidade habitual quando o servidor falta

ao serviço, sem justificativa, por 60 dias, interpoladamente, durante o período de

12 meses, que são contados da data da ocorrência da primeira falta.

Estará configurado abandono de cargo quando o servidor deixar, intencional-

mente, o cargo e não retornar no prazo consecutivo de 30 dias.

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4.5.1. Prescrição

Ainda que a Administração possua o dever de punir todas as infrações de que

tiver conhecimento, cumpre informar que as penalidades devem ser aplicadas den-

tro de um lapso de tempo a partir da data em que o fato se tornou conhecido.

E isso em plena consonância com o princípio da segurança jurídica, uma vez

que não é admitida, em nosso ordenamento, a possibilidade de haver punições

imprescritíveis.

Em outras palavras, isso implica afirmar que, mesmo que um servidor tenha co-

metido uma infração e esta seja do conhecimento da Administração, caso a repar-

tição competente não tome as medidas legais (aplicação da penalidade) dentro

de um determinado período, não mais poderá o fazer, uma vez que a ação discipli-

nar estará prescrita.

Os prazos prescricionais diferem a depender da penalidade cabível. Nesse senti-

do, o art. 203 da Lei n. 6.677 estabelece o prazo de prescrição para cada uma das

penas passíveis de aplicação:

Art. 203. A ação disciplinar prescreverá:


I – em 5 (cinco) anos, quanto às inflações puníveis com demissão, cassação de apo-
sentadoria ou disponibilidade;
II – em 2 (dois) anos, quanto à suspensão;
III – em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência.
§ 1º O prazo de prescrição começa a correr na data em que o fato se tornou conhecido.
§ 2º Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares
capituladas também como crime.
§ 3º A abertura de sindicância ou a instauração do processo disciplinar interrompe a
prescrição até a decisão final proferida por autoridade competente.

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4.5.2. Autoridades Competentes para Aplicação das Penalidades

A depender da penalidade que está sendo aplicada, haverá diferentes autorida-

des competentes para a sua aplicação.

Note, da relação apresentada pela Lei n. 6.677, que as autoridades estão esca-

lonadas de acordo com a gravidade da penalidade que está sendo aplicada:

Demissão ou cassação da aposentadoria Governador do Estado, pelos presidentes dos órgãos


ou disponibilidade do Poder Legislativo e dos Tribunais Estaduais, pelo
procurador-geral da Justiça e pelo dirigente superior
de autarquia ou fundação.
Suspensão superior a 30 dias Autoridades administrativas de hierarquia imediata-
mente inferior àquelas competentes para aplicação de
demissão ou cassação de aposentadoria.
Advertência e suspensão até 30 dias Chefe da repartição e outras autoridades na forma dos
respectivos regimentos ou regulamentos.
Destituição de cargo temporário Autoridade que houver feito a nomeação.

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5. Processo Administrativo Disciplinar

Além das normas materiais, a Lei n. 6.677 estabelece uma série de procedi-

mentos que devem ser seguidos para a aplicação das penalidades nela estabele-

cidas.

O processo administrativo disciplinar, dessa forma, pode ser conceituado, de

acordo com a definição de Ladisael Bernado e Sérgio Viana, da seguinte forma:

Um instrumento formal em que a Administração Pública, tendo como suporte o jus pu-
niendi do Estado (via Poder Disciplinar, espécie do gênero Poder Administrativo), apura
a existência de infrações de natureza funcional praticadas por seus servidores e, caso o
apuratório resulte pela autoria da prática infracional, aplica a sanção adequada e pre-
vista em instrumento legal pertinente.

No mesmo sentido, a Lei n. 6.677 estabelece, no art. 203, que “o processo

disciplinar se destina a apurar responsabilidade de servidor por infração

praticada no exercício de suas funções ou relacionada com as atribuições

do seu cargo”.

É importante frisar que a autoridade competente, tendo conhecimento de algu-

ma irregularidade cometida no âmbito do serviço público, tem o dever de promover

a sua imediata apuração, mediante sindicância ou processo disciplinar.

A apuração das irregularidades, dessa forma, é uma medida vinculada do Poder

Público, podendo desenvolver-se por meio de sindicância ou de processo adminis-

trativo disciplinar.

Dessa forma, ainda que estejamos estudando o PAD, temos que conhecer as

disposições acerca da sindicância, que pode ser entendida como uma investiga-

ção preliminar e mais célere com o objetivo de averiguar a ocorrência dos fatos.

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A sindicância pode ser dividida em duas modalidades, sendo elas a preparató-

ria e a punitiva.

Teremos a sindicância preparatória quando a estrita finalidade da sua instau-

ração for a de servir como base para o processo administrativo disciplinar.

A sindicância punitiva, por sua vez, ocorre quando o procedimento, por si só,

enseja a aplicação de alguma das penalidades previstas em lei.

O fato que distingue as duas modalidades é um só: a punição que será apli-

cada.

Aprendendo na prática:

A sindicância representa o início das investigações. Por meio dela, a autoridade

administrativa cumpre uma série de diligências com o objetivo de coletar provas

que comprovem se realmente houve uma infração funcional disciplinar.

Caso a sindicância, por si só, verificar que houve uma infração punível com a

penalidade de advertência ou de suspensão até 30 dias, será ela classificada

como punitiva, uma vez que não haverá necessidade de instauração de procedi-

mento administrativo disciplinar.

Caso, em sentido oposto, a sindicância constate que houve o cometimento de

uma penalidade mais grave do que a de suspensão por 30 dias, deverá ser ins-

taurado o PAD, classificando-se a sindicância como preparatória.

Como resultado da sindicância, poderemos ter o arquivamento do processo,

a aplicação das penalidades de advertência ou de suspensão de até 30 dias

ou, no caso de constatação de infração com maior gravidade, a instauração de

processo administrativo disciplinar.

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Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a imposição de penalidade

de suspensão por mais de 30 dias, de demissão ou de cassação de aposen-

tadoria ou disponibilidade, será obrigatória a instauração de processo adminis-

trativo disciplinar.

Assim, o PAD será desenvolvido nas seguintes fases:

• instauração, com publicação da portaria;

• citação, defesa inicial, instrução, defesa final e relatório;

• julgamento.

O processo administrativo disciplinar deverá ser iniciado no prazo de cinco

dias, contados da data de sua instauração e concluído em prazo não excedente

a 60 dias, admitida a prorrogação por igual prazo, em face de circunstâncias

excepcionais.

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A instauração, com a publicação portaria, será composta por 3 servidores es-

táveis, de hierarquia igual, equivalente ou superior à do acusado, designados pela

autoridade competente, que indicará, dentre eles, o seu presidente.

Tendo em vista que a constituição da comissão de apuração do PAD é feita por

meio de portaria, o STJ tem entendimento de que, no ato de publicação desta, não

há a necessidade expressa da descrição detalhada dos fatos, conforme verifica-se

do julgado do MS n. 16.815:

Na linha da jurisprudência desta Corte, a portaria inaugural do processo disciplinar está


livre de descrever detalhes sobre os fatos da causa, tendo em vista que somente ao
longo das investigações é que os atos ilícitos, a exata tipificação e os seus verdadeiros
responsáveis serão revelados (...).

Inquérito administrativo, compreendendo as fases de instrução, defesa e

de relatório: estando a comissão do PAD constituída, iniciam-se os trabalhos de

instrução. É nessa fase que a comissão realiza todas as acareações, depoimentos,

investigações e diligências.

Sendo necessário, nomeará peritos especializados em assuntos de maior com-

plexidade. Após a inquirição de todas as testemunhas, promoverá a comissão o

interrogatório do acusado.

Feito isso, a comissão chega ao indiciamento, que nada mais é do que a acusa-

ção ao servidor do cometimento de determinada infração.

É apenas nesse momento, após realizar todas as possíveis diligências e coletar

todas as provas necessárias, que a comissão chega à verificação da infração

que eventualmente foi cometida.

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Com isso, já pode formular uma acusação e solicitar que o acusado apresente

a defesa final.

Art. 230. Ultimada a instrução, intimar-se-á o acusado, através de seu defensor, para
apresentar defesa final no prazo de 10 (dez) dias, assegurando-se lhe vista do processo.
Parágrafo único. Havendo dois ou mais acusados, o prazo será comum de 20 (vinte)
dias, correndo na repartição.

Julgamento: apresentada a defesa final, a comissão elaborará relatório minu-

cioso, no qual resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em

que se basear para formar a sua convicção e será conclusivo quanto à inocência ou

responsabilidade do servidor.

O processo disciplinar, com o relatório da comissão e após o pronunciamento da

Procuradoria-Geral do Estado ou do órgão jurídico competente, será remetido à

autoridade que determinou a instrução, para julgamento.

No prazo de 60 dias, contados do recebimento do processo, a autoridade julga-

dora proferirá a sua decisão.

Outros entendimentos importantes acerca do PAD:

• caso entenda ser necessário, a autoridade instauradora do processo poderá

solicitar o afastamento preventivo do servidor, cujo prazo será de 60

dias, prorrogados por mais 60 em caso de necessidade. Considerando

que o afastamento é medida cautelar, o servidor continua recebendo sua

remuneração normalmente durante o período de afastamento;

• extinta a punibilidade, a autoridade julgadora determinará o registro dos

fatos nos assentamentos individuais do servidor;

• quando a infração estiver capitulada como crime, os autos suplementares do

processo disciplinar serão remetidos ao Ministério Público;

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• o servidor que responde a processo disciplinar só poderá ser exonerado a

pedido, ou aposentado voluntariamente, após a sua conclusão e o cumpri-

mento da penalidade, acaso aplicada.

Como vimos, há três importantes institutos com prazos previstos diretamente

na Lei n. 6.677. Vamos esquematizar os mesmos para não confundirmos na hora

da prova:

Um último ponto que merece destaque é a revisão do processo. O processo

disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando

se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do

punido ou a inadequação da penalidade aplicada.

No caso da revisão, as mesmas regras concernentes ao PAD serão obedecidas,

com formação de comissão, coleta de provas e conclusão quanto à inocência ou

não do servidor.

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Uma vez que o PAD inicial já está julgado, a simples alegação de injustiça,

por parte dos interessados, não é motivo suficiente para instaurar um pro-

cedimento de revisão. Para que isso ocorra, é necessário que fatos novos tenham

surgido, fatos estes que, se fossem do conhecimento da comissão, à época do jul-

gamento do PAD, implicariam outro resultado.

E justamente para impedir que qualquer motivo gere a possibilidade de revi-

sar, a Lei n. 6.677 afirma que o pedido será dirigido ao secretário de Estado ou

autoridade equivalente, que, se autorizar a revisão do processo, encaminhará o

mesmo ao dirigente do órgão ou entidade onde o processo originalmente tramitou.

O prazo para a conclusão da revisão é de 60 dias, prazo este que poderá

ser prorrogado por igual período.

Concluído o relatório, a Comissão encaminhará o mesmo à autoridade compe-

tente para julgar, que terá o prazo de 60 dias para tal.

Agora, a informação mais importante no que se refere à revisão: a impossibili-

dade da reformatio in pejus, que é estabelecida no parágrafo único do art. 250:

Art. 250, Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da
penalidade.

Trata-se de característica bastante importante, uma vez que apenas a revisão (e

não os recursos) é que gozam da prerrogativa de não serem reformados para pior.

Aprendendo na prática:

Paulo foi sancionado com a pena de advertência, pela autoridade administrativa,

sob o fundamento de ter confiado a pessoa estranha à repartição o desempenho

de atribuições que era de sua responsabilidade.

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Inconformado, Paulo apresentou recurso no prazo da lei. Uma vez apreciados, a

autoridade responsável verificou que Paulo, na verdade, cometeu as suas atribui-

ções a outro servidor, e não a um terceiro alheio ao serviço público.

Nessa situação, a penalidade de Paulo será agravada, passando de adver-

tência para suspensão.

Caso, no entanto, Paulo conseguir provar, por intermédio de fatos novos não

conhecidos no momento da aplicação da penalidade, que o motivo de ter cometi-

do a outro servidor as atribuições de seu cargo estava relacionado a uma situação

de urgência, poderá ele solicitar a revisão do processo.

E dessa revisão não poderá a autoridade agravar a penalidade do servi-

dor.

6. Seguridade Social do Servidor

6.1. Benefícios

São benefícios do servidor, além dos previstos na legislação de previdência e

assistência estadual:

• aposentadoria;

• auxílio-natalidade;

• salário-família;

• licença para tratamento de saúde;

• licença à gestante, à adotante e paternidade;

• licença por acidente em serviço.

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6.1.1. Aposentadoria

Três são as formas de aposentadoria do servidor público: compulsoriamente,

voluntariamente e por invalidez permanente.

A aposentadoria compulsória ocorre quando o servidor público atinge a ida-

de limite de 75 anos de idade. Nesse caso, não resta alternativa ao servidor que

não seja deixar o cargo em questão, uma vez que o ato de aposentadoria compul-

sória, como o próprio nome sugere, é ato vinculado.

Com a entrada em vigor da Emenda Constitucional n. 88, de 2015, bem como com

a regulamentação feita pela Lei Complementar n. 152, a aposentadoria compulsó-

ria dos servidores públicos passou a ser aos 75 anos.

A aposentadoria por invalidez permanente ocorre nas situações em que o

servidor seja acometido de doença que impossibilite a continuação da prestação de

serviço no órgão ou entidade.

É importante frisar que os proventos de aposentadoria, nos casos de invalidez,

poderão ser integrais (quando decorrente de acidente em serviço, moléstia profis-

sional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificada em lei) ou propor-

cionais (nos demais casos).

Antes da concessão da aposentadoria por invalidez, será concedida, ao

servidor, uma licença para tratamento de saúde por período não superior

a 24 meses.

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A aposentadoria voluntária, em sentido diverso, ocorre quando o servidor

atende a uma série de requisitos.

Dessa forma, a aposentadoria voluntária ocorrerá:

• aos 35 anos de serviço, se homem, e aos 30, se mulher, com proventos inte-

grais;

• aos 30 anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor e aos

25, se professora, com proventos integrais;

• aos 30 anos de serviço, se homem, e aos 25, se mulher, com proventos pro-

porcionais a esse tempo;

• aos 65 anos de idade, se homem, e aos 60, se mulher, com proventos propor-

cionais ao tempo de serviço.

6.2.2. Auxílio-natalidade

O auxílio-natalidade é devido ao servidor por motivo de nascimento de filho,

inclusive no caso de natimorto, no valor equivalente ao do menor nível da escala de

vencimentos do servidor público estadual.

Na hipótese de nascer mais de um filho (parto múltiplo), o valor será pago por

nascituro.

6.2.3. Salário-família

O salário-família é devido ao servidor ativo ou ao inativo, por dependente

econômico.

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Nesse sentido, consideram-se dependentes econômicos para efeito de percep-

ção do salário-família:

• filho menor de 18 anos;

• filho inválido ou excepcional de qualquer idade, desde que devidamente com-

provada sua incapacidade mediante inspeção médica pelo órgão competente

do Estado;

• filho estudante, desde que não exerça atividade remunerada, até a idade de

24 anos;

• cônjuge inválido, que seja comprovadamente incapaz, mediante inspeção mé-

dica feita pelo órgão competente do Estado, e que não perceba remuneração.

O salário-família corresponderá a 7% do menor nível da escala de venci-

mentos do servidor público estadual.

Entretanto, quando se tratar de dependente inválido ou excepcional, o sa-

lário-família será pago em dobro.

Não será percebido o salário-família nos casos em que o servidor deixar de receber

o respectivo vencimento ou os proventos.

O salário-família não poderá sofrer qualquer desconto nem ser objeto de transação,

consignação em folha de pagamento, arresto ou penhora, não está sujeito a qual-

quer tributo, nem servirá de base para qualquer contribuição.

Será suspenso o pagamento do salário-família ao servidor que, comprovadamente,

descurar da subsistência e da educação dos dependentes. Neste caso, o pagamen-

to voltará a ser feito ao servidor se desaparecerem os motivos determinantes da

suspensão.

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6.2.4. Licença para Tratamento de Saúde

Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde, a pedido ou de

ofício, com base em perícia médica, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus.

Para licença DE até 10 dias, a inspeção poderá ser feita por médico do

Sistema Unificado de Saúde, do setor de assistência médica estadual e de ou-

tros estabelecimentos da preferência do servidor, a partir do 11º dia, por meio de

perícia a ser realizada pela junta médica oficial do Estado

O servidor não poderá permanecer de licença para tratamento de saúde por

mais de 24 meses consecutivos ou interpolados se, entre as licenças, trans-

correr um espaço não superior a 60 dias, salvo se a interrupção decorrer apenas

das licenças à gestante, à adotante e da licença-paternidade.

6.2.5. Licença à Gestante, à Adotante e da Licença-paternidade

A licença à gestante e a licença paternidade tratam-se de direitos sociais es-

tendidos aos servidores públicos.

Regulamentando o tema, a Lei n. 6.677 determina que “à servidora gestante

será concedida, mediante atestado médico, licença por 180 dias consecu-

tivos”.

Uma série de prazos devem ser memorizados com relação à licença à gestan-

te, sendo eles:

• a licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de gestação, sal-

vo antecipação por prescrição médica;

• no caso de nascimento prematuro, a licença terá início na data do parto;

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• no caso de natimorto, decorridos 30 dias do evento, a servidora será sub-

metida a exame médico e, se julgada apta, reassumirá o exercício;

• no caso de aborto não criminoso, atestado por médico oficial, a servidora terá

direito a 30 dias de repouso;

• para amamentar o próprio filho, até a idade de três meses, a servidora

lactante terá direito, durante a jornada de trabalho, a uma hora de descanso,

que poderá ser parcelada em dois períodos de meia hora.

Com relação à licença paternidade, a norma apenas determina que “pelo nas-

cimento ou adoção de filho, o servidor terá direito à licença-paternidade de

cinco dias consecutivos”.

Com relação à licença à adotante, a norma afirma que, sempre que a servidora

adotar ou obtiver guarda judicial de criança de até um ano de idade, serão a ela

concedidos 180 dias de licença, a contar da data em que este chegar ao novo lar.

No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais de um ano de ida-

de, o prazo da licença será de 30 dias.

Todas as licenças mencionadas (maternidade, à adotante ou paternidade) serão

concedidas sem prejuízo da remuneração.

6.2.6. Licença por Acidente em Serviço

O acidente em serviço pode ser conceituado como o dano físico ou mental

sofrido pelo servidor, que se relacione, mediata ou imediatamente, com as

atribuições do cargo exercido.

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Equipara-se a acidente em serviço, para efeitos da lei:

• o fato ligado ao serviço que, embora não tenha sido a causa única, haja con-

tribuído diretamente para a morte do servidor, para redução ou perda da sua

capacidade para o serviço ou produzido lesão que exija atenção médica na

sua recuperação;

• o dano sofrido pelo servidor no local e no horário do serviço, em consequência

de:

–– ato de agressão ou sabotagem praticado por terceiro ou por outro servidor;

–– ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa re-

lacionado com o serviço e que não constitua falta disciplinar do servidor

beneficiário;

–– ato de imprudência, negligência ou imperícia de terceiro ou de outro ser-

vidor;

–– desabamento, inundação, incêndio e casos fortuitos ou decorrentes de for-

ça maior;

• a doença proveniente de contaminação acidental do servidor no exercício de

sua atividade;

• o dano sofrido em viagem a serviço da administração, independentemente

do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do servidor,

desde que autorizado pela sua chefia imediata.

Em todas essas hipóteses, o servidor será licenciado com a remuneração

integral.

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QUESTÕES DE CONCURSO

1. (FGV/MPE-BA/ENGENHARIA FLORESTAL/2017) Joana, ocupante estável do car-


go efetivo de Analista Técnico do Ministério Público da Bahia, acaba de adotar um
bebê de cinco meses de idade.
De acordo com o Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado da Bahia, Joana
tem direito à licença:
a) maternidade, porque o princípio da isonomia impede a distinção entre filho bio-
lógico e adotivo, pelo período de noventa dias a contar da data em que a criança
chegar ao novo lar;
b) maternidade, porque o intérprete da lei não pode distinguir filho biológico do
adotivo, pelo período de trinta dias a contar da data em que transitar em julgado a
sentença de adoção;
c) maternidade, porque, pelo princípio da igualdade, a lei não pode distinguir filho
biológico do adotivo, pelo período de até cento e oitenta dias, a contar da data do
nascimento da criança;
d) à adotante, para ajustamento do menor, pelo período de trinta dias a contar da
data em que transitar em julgado a sentença de adoção;
e) à adotante, para ajustamento do menor, pelo período de cento e oitenta dias a
contar da data em que este chegar ao novo lar.

2. (IBFC/RC/JUCEB/2015) Assinale a alternativa correta sobre o que constitui a


posição hierarquizada de cargos da mesma denominação dentro da categoria fun-
cional no âmbito do Estatuto do Servidor Público Civil do Estado da Bahia, das
Autarquias e das Fundações Públicas Estaduais (Lei estadual n. 6.677 de 26 de
setembro de 1994).

a) Referência.

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b) Grupo ocupacional.

c) Classe.

d) Carreira.

e) Lotação.

3. (IBFC/RC/JUCEB/2015) Assinale a alternativa correta sobre o que o Estatuto do

Servidor Público Civil do Estado da Bahia, das Autarquias e das Fundações Públicas

Estaduais (Lei estadual n. 6.677 de 26 de setembro de 1994) considera ser promo-

ção dentre as formas de provimento de cargo público.

a) Retomo do aposentado por invalidez, quando os motivos determinantes da apo-

sentadoria forem declarados insubsistentes por junta médica oficial.

b) Elevação do servidor ocupante de cargo de provimento permanente, dentro

da categoria funcional a que pertence, pelos critérios de merecimento e anti-

guidade.

c) Aquisição de estabilidade do servidor habilitado em concurso público e empos-

sado em cargo de provimento permanente ao completar 03 (três) anos de efetivo

exercício.

d) Submissão ao período de 03 (três) anos, durante o qual sua aptidão e capaci-

dade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo.

e) Aceitação expressa das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes ao

cargo público, com o compromisso de bem servir, formalizada com a assinatura de

termo pela autoridade competente e pelo servidor.

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4. (IBFC/RC/JUCEB/2015) Assinale a alternativa correta sobre o que constitui a po-


sição estabelecida para o ocupante do cargo dentro da respectiva classe, de acordo
com o critério de antiguidade no âmbito do Estatuto do Servidor Público Civil do
Estado da Bahia, das Autarquias e das Fundações Públicas Estaduais (Lei estadual
n. 6.677 de 26 de setembro de 1994).
a) Referência.
b) Categoria funcional.
c) Grupo ocupacional.
d) Carreira.
e) Lotação.

5. (IBFC/RC/JUCEB/2015) Assinale a alternativa correta sobre o que o Estatuto do


Servidor Público Civil do Estado da Bahia, das Autarquias e das Fundações Públicas
Estaduais (Lei estadual n. 6.677 de 26 de setembro de 1994) considera ser rever-
são dentre as formas de provimento de cargo público.
a) Elevação do servidor ocupante de cargo de provimento permanente, dentro da
categoria funcional a que pertence, pelos critérios de merecimento e antiguidade.
b) Aquisição de estabilidade do servidor habilitado em concurso público e empos-
sado em cargo de provimento permanente ao completar 03 (três) anos de efetivo
exercício.
c) Submissão ao período de 03 (três) anos, durante o qual sua aptidão e capaci-
dade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo.
d) Aceitação expressa das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes ao
cargo público, com o compromisso de bem servir, formalizada com a assinatura de
termo pela autoridade competente e pelo servidor.
e) Retomo do aposentado por invalidez, quando os motivos determinantes da apo-

sentadoria forem declarados insubsistentes por junta médica oficial.

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6. (FGV/AJ/TJ-BA/APOIO ESPECIALIZADO/ADMINISTRAÇÃO/2015) José, servidor

estadual ocupante de cargo efetivo, fazia questão de, livre e conscientemente,

inobservar freios inibitórios mínimos e, em seu setor de trabalho, agia com incon-

tinência pública e conduta escandalosa, além de praticar insubordinação grave no

serviço. Consoante dispõe o Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado da

Bahia, José está sujeito à pena disciplinar de:

a) advertência;

b) censura e multa;

c) suspensão até noventa dias;

d) demissão;

e) exoneração.

7. (FGV/AJ/TJ-BA/APOIO ESPECIALIZADO/ADMINISTRAÇÃO/2015) De acordo com

o Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado da Bahia (Lei n. 6.677/94), é

dever do servidor:

a) cumprir as ordens superiores, inclusive as manifestamente ilegais, caso em que

ficará isento de responsabilidade;

b) atender com presteza ao público em geral, prestando as informações requeri-

das, vedada qualquer alegação de sigilo;

c) zelar pela economia de material e pela conservação do patrimônio público;

d) opor resistência injustificada à tramitação de processo ou exceção do serviço;

e) ser assíduo e pontual ao serviço, vedado comparecer à repartição em horário

extraordinário, mesmo se convocado.

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8. (FGV/TJ-BA/ADMINISTRATIVA/2015) Antônio, servidor público efetivo estadual,


sofreu um acidente automobilístico que lhe causou limitações em sua capacidade fí-
sica, conforme comprovado por junta médica oficial. De acordo com o Estatuto dos
Servidores Públicos Civis do Estado da Bahia, o cometimento ao servidor Antônio
de novas atribuições, compatíveis com a citada limitação, garantida a remuneração
do cargo de que é titular, é a:
a) reversão;
b) recondução;
c) aproveitamento;
d) reintegração;
e) readaptação.

9. (FGV/AJ/TJ-BA/ADMINISTRATIVA/SEM ESPECIALIDADE/2015) Carmem, servi-


dora pública estadual ocupante de cargo efetivo, foi aposentada por invalidez por
doença psiquiátrica. Meses depois, Carmem se recuperou da enfermidade e, de-
sejando regressar ao serviço público, ajuizou ação ordinária em face do Estado da
Bahia. Durante a instrução probatória, por meio de perícia judicial que ratificou a
nova conclusão de junta médica oficial, restou comprovado que Carmem se curou
completamente da doença e está apta a voltar ao trabalho. De acordo com o Esta-
tuto dos Servidores Públicos Civis do Estado da Bahia, no caso em tela:
a) não é cabível o retorno de Carmem ao serviço público, porque a aposentadoria
por invalidez é ato irrevogável;
b) não é cabível o retorno de Carmem ao serviço público por determinação judicial,
mas somente por vontade do próprio poder público estadual;
c) é cabível o retorno de Carmem ao serviço público, por meio da reintegração;
d) é cabível o retorno de Carmem ao serviço público, por meio da reversão;
e) é cabível o retorno de Carmem ao serviço público, por meio da readaptação.

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10. (FGV/AJ/TJ-BA/ADMINISTRATIVA/SEM ESPECIALIDADE/2015) João, servidor

público civil estadual ocupante de cargo efetivo, com o objetivo de colaborar com

sua irmã Maria, igualmente servidora pública estadual, que sofreu um acidente e

estava impossibilitada de se locomover, atuou como seu procurador junto a deter-

minada repartição pública estadual, para tratar de assunto relativo à percepção

de remuneração e benefícios assistenciais em favor dela. Pelos fatos narrados, de

acordo com a Lei Estadual n. 6.677/94 da Bahia, em matéria de sanção disciplinar,

João:

a) não praticou falta funcional, mas está sujeito a ser advertido;

b) praticou falta funcional e está sujeito à pena de multa;

c) praticou falta funcional e está sujeito à pena de suspensão;

d) praticou falta funcional e está sujeito à pena de demissão;

e) não praticou falta funcional, porque existe autorização legal expressa para tal

hipótese.

11. (IBFC/SEAP-BA/2014) Assinale a alternativa correta quanto à Lei Estadual da

Bahia n. 6.677/1994, que dispõe sobre o Estatuto dos Servidores Públicos Civis do

Estado da Bahia, das Autarquias e das Fundações Públicas Estaduais.

a) Cargo público é conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a um

servidor, com as características essenciais de criação por lei, denominação própria,

número certo e pagamento pelos cofres públicos, para provimento em caráter ape-

nas permanente.

b) Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a um

servidor, com as características essenciais de criação por lei, denominação própria,

número certo e pagamento pelos cofres públicos, para provimento em caráter ape-

nas temporário.

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c) Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidade cometidas a um

servidor, independentemente das características essenciais de criação por lei, de-

nominação própria, desde que não dependam de número certo e pagamento pelos

cofres públicos, para provimento em caráter apenas permanente.

d) Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a um

servidor, com as características essenciais de criação por lei, denominação própria,

número certo e pagamento pelos cofres públicos, para provimento em caráter per-

manente ou temporário.

e) Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades vedadas a um

servidor, independentemente das características essenciais de criação por lei, de-

nominação própria, desde que não dependam de número certo e pagamento pelos

cofres públicos, para provimento em caráter apenas permanente.

12. (IBFC/SEAP-BA/2014) Nos termos da Lei Estadual da Bahia n. 6.667/1994

(Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado da Bahia, das Autarquias e das

Fundações Públicas Estaduais), assinale a alternativa correta sobre o que é a posi-

ção hierarquizada de cargos da mesma denominação dentro da categoria funcional.

a) Carreira.

b) Lotação.

c) Classe.

d) Referência.

e) Cargo de confiança.

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13. (IBFC/SEAP-BA/2014) Nos termos da Lei Estadual da Bahia n. 6.667/1994 (Es-

tatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado da Bahia, das Autarquias e das Fun-

dações Públicas Estaduais), assinale a alternativa correta sobre o que é a posição

estabelecida para ocupante do cargo dentro da respectiva classe, de acordo com o

critério de antiguidade.

a) Carreira.

b) Referência.

c) Estrutura de cargos.

d) Discriminação injusta.

e) Cargo de confiança.

14. (INSTITUTO AOCP/ATA/MPE-BA/2014) De acordo com o Estatuto dos Servi-

dores Públicos Civis do Estado da Bahia, são requisitos básicos para ingresso no

serviço público, EXCETO

a) idade mínima de vinte e um anos.

b) nacionalidade brasileira ou equiparada.

c) gozo dos direitos políticos.

d) quitação com as obrigações militares e eleitorais.

e) nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo.

15. (FGV/TNM/ALBA/ADMINISTRATIVA/2014) Conforme dispõe a Lei n. 6.677/94,

o servidor nomeado para o cargo de provimento permanente ficará sujeito a está-

gio probatório, período no qual sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação

para desempenho do cargo.

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Durante o referido período, deve ser observado o seguinte fator:


a) vida pregressa.
b) comportamento social.
c) capacidade de iniciativa.
d) desempenho de atividade física.
e) aprovações em posteriores certames públicos.

16. (FGV/TNM/ALBA/ADMINISTRATIVA/2014) De acordo com a Lei n. 6.677/1994,


assinale a opção que indica o momento em que o servidor poderá se aposentar
voluntariamente.
a) Aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 (vinte e cinco), se mulher,
com proventos proporcionais a este tempo.
b) Aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor,
e aos 25 (vinte e cinco), se professora, com proventos proporcionais ao tempo de
serviço.
c) Aos 70 (setenta) anos de idade, se homem, e aos 65 (sessenta e cinco), se mu-
lher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço.
d) Aos 70 (setenta) anos de idade, se homem, e aos 65 (sessenta e cinco), se mu-
lher, com proventos integrais.
e) Aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 (vinte e cinco), se mulher,
com proventos integrais.

17. (FGV/ALBA/AUDITORIA/2014) Dispõe o Estatuto dos Servidores Públicos da


Bahia que, sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço
I – por 1 (um) dia, para doação de sangue.
II – por 1 (um) dia, para alistamento eleitoral.
III – por 8 (oito) dias consecutivos, por motivo de casamento.

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Está(ão) correto(s):

a) somente I e II.

b) somente I e III.

c) somente II e III.

d) somente II.

e) somente I.

18. (FCC/PGE-BA/CALCULISTA/2013) Nos termos da Lei Estadual no 6.677/94,

NÃO constitui dever do servidor

a) representar contra ilegalidade ou abuso de poder.

b) cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais.

c) atender com presteza ao público em geral, prestando as informações requeri-

das, ressalvadas as protegidas por sigilo.

d) levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver

ciência em razão do cargo, exceto quando considerar que as mesmas são de pouca

relevância.

e) ser assíduo e pontual ao serviço, inclusive comparecendo à repartição em horá-

rio extraordinário, quando convocado.

19. (FGV/AP/TCE-BA/2014) Acerca do regime disciplinar do servidor público civil

do estado da Bahia, previsto na Lei Estadual n. 6.677/94, assinale a afirmativa in-

correta.

a) O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular

de suas atribuições.

b) A natureza e a gravidade das penas que forem impostas ao servidor não deve-

rão constar dos assentamentos individuais.

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c) Na aplicação das penalidades, serão consideradas, dentre outras, as circunstân-

cias agravantes ou atenuantes.

d) A penalidade de advertência terá seu registro cancelado, após o decurso de 2

(dois) anos de efetivo exercício, se o servidor não praticar, nesse período, nova in-

fração disciplinar.

e) A aposentadoria ou a disponibilidade do inativo será cassada se ele houver pra-

ticado, na atividade, falta punível com a demissão.

20. (FGV/AP/TCE-BA/2014) Segundo a Lei n. 6.677/94, a pena de demissão será

aplicada nos casos de

I – reincidência em faltas punidas com advertência.

II – inassiduidade habitual.

III – incontinência pública e conduta escandalosa.

Assinale:

a) se somente no caso I.

b) se somente no caso II.

c) se somente nos casos I e II.

d) se somente nos casos II e III.

e) se em todos os casos.

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GABARITO

1. e

2. c

3. b

4. a

5. e

6. d

7. c

8. e

9. d

10. e

11. d

12. c

13. b

14. a

15. c

16. a

17. b

18. d

19. b

20. d

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GABARITO COMENTADO

1. (FGV/MPE-BA/ENGENHARIA FLORESTAL/2017) Joana, ocupante estável do car-


go efetivo de Analista Técnico do Ministério Público da Bahia, acaba de adotar um
bebê de cinco meses de idade.
De acordo com o Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado da Bahia, Joana
tem direito à licença:
a) maternidade, porque o princípio da isonomia impede a distinção entre filho bio-
lógico e adotivo, pelo período de noventa dias a contar da data em que a criança
chegar ao novo lar;
b) maternidade, porque o intérprete da lei não pode distinguir filho biológico do
adotivo, pelo período de trinta dias a contar da data em que transitar em julgado a
sentença de adoção;
c) maternidade, porque, pelo princípio da igualdade, a lei não pode distinguir filho
biológico do adotivo, pelo período de até cento e oitenta dias, a contar da data do
nascimento da criança;
d) à adotante, para ajustamento do menor, pelo período de trinta dias a contar da
data em que transitar em julgado a sentença de adoção;
e) à adotante, para ajustamento do menor, pelo período de cento e oitenta dias a
contar da data em que este chegar ao novo lar.

Letra e.
Na situação, Joana tem direito à licença à adotante. Como o bebê adotado possui
menos de um ano, o prazo da licença será de 180 dias.

Art. 157. À servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança de até 01 (um)
ano de idade, serão concedidos 180 (cento e oitenta) dias de licença, para ajustamento
do menor, a contar da data em que este chegar ao novo lar.

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2. (IBFC/RC/JUCEB/2015) Assinale a alternativa correta sobre o que constitui a

posição hierarquizada de cargos da mesma denominação dentro da categoria fun-

cional no âmbito do Estatuto do Servidor Público Civil do Estado da Bahia, das

Autarquias e das Fundações Públicas Estaduais (Lei estadual n. 6.677 de 26 de

setembro de 1994).

a) Referência.

b) Grupo ocupacional.

c) Classe.

d) Carreira.

e) Lotação.

Letra c.

O conceito apresentado é o de classe, conforme disposição da Lei Estadual n. 6.677:

Art. 5º Para os efeitos desta Lei:


II – classe – é a posição hierarquizada de cargos da mesma denominação dentro da
categoria funcional;

3. (IBFC/RC/JUCEB/2015) Assinale a alternativa correta sobre o que o Estatuto do

Servidor Público Civil do Estado da Bahia, das Autarquias e das Fundações Públicas

Estaduais (Lei estadual n. 6.677 de 26 de setembro de 1994) considera ser promo-

ção dentre as formas de provimento de cargo público.

a) Retomo do aposentado por invalidez, quando os motivos determinantes da apo-

sentadoria forem declarados insubsistentes por junta médica oficial.

b) Elevação do servidor ocupante de cargo de provimento permanente, dentro da

categoria funcional a que pertence, pelos critérios de merecimento e antiguidade.

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c) Aquisição de estabilidade do servidor habilitado em concurso público e empos-

sado em cargo de provimento permanente ao completar 03 (três) anos de efetivo

exercício.

d) Submissão ao período de 03 (três) anos, durante o qual sua aptidão e capaci-

dade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo.

e) Aceitação expressa das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes ao

cargo público, com o compromisso de bem servir, formalizada com a assinatura de

termo pela autoridade competente e pelo servidor.

Letra b.

A definição de promoção é encontrada no art. 30 da norma em questão, que apre-

senta a seguinte redação:

Art. 30. Promoção é a elevação do servidor ocupante de cargo de provimento perma-


nente, dentro da categoria funcional a que pertence, pelos critérios de merecimento e
antiguidade.

4. (IBFC/RC/JUCEB/2015) Assinale a alternativa correta sobre o que constitui a po-

sição estabelecida para o ocupante do cargo dentro da respectiva classe, de acordo

com o critério de antiguidade no âmbito do Estatuto do Servidor Público Civil do

Estado da Bahia, das Autarquias e das Fundações Públicas Estaduais (Lei estadual

n. 6.677 de 26 de setembro de 1994).

a) Referência.

b) Categoria funcional.

c) Grupo ocupacional.

d) Carreira.

e) Lotação.

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Lei n. 6.677/1994 – Estatuto dos Servidores da Bahia
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Letra a.

A definição apresentada é a de referência, nos termos da Lei Estadual n. 6.677, de

1994:

Art. 5º Para os efeitos desta Lei:


I – referência – é a posição estabelecida para o ocupante do cargo dentro da respectiva
classe, de acordo com o critério de antiguidade;

5. (IBFC/RC/JUCEB/2015) Assinale a alternativa correta sobre o que o Estatuto do

Servidor Público Civil do Estado da Bahia, das Autarquias e das Fundações Públicas

Estaduais (Lei estadual n. 6.677 de 26 de setembro de 1994) considera ser rever-

são dentre as formas de provimento de cargo público.

a) Elevação do servidor ocupante de cargo de provimento permanente, dentro da

categoria funcional a que pertence, pelos critérios de merecimento e antiguidade.

b) Aquisição de estabilidade do servidor habilitado em concurso público e empos-

sado em cargo de provimento permanente ao completar 03 (três) anos de efetivo

exercício.

c) Submissão ao período de 03 (três) anos, durante o qual sua aptidão e capaci-

dade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo.

d) Aceitação expressa das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes ao

cargo público, com o compromisso de bem servir, formalizada com a assinatura de

termo pela autoridade competente e pelo servidor.

e) Retomo do aposentado por invalidez, quando os motivos determinantes da apo-

sentadoria forem declarados insubsistentes por junta médica oficial.

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Letra e.

De acordo com a norma em estudo, a reversão pode ser conceituada, nos termos

do art. 34, da seguinte forma:

Art. 34. Reversão é o retorno do aposentado por invalidez, quando os motivos deter-
minantes da aposentadoria forem declarados insubsistentes por junta médica oficial.

6. (FGV/AJ/TJ-BA/APOIO ESPECIALIZADO/ADMINISTRAÇÃO/2015) José, servidor

estadual ocupante de cargo efetivo, fazia questão de, livre e conscientemente,

inobservar freios inibitórios mínimos e, em seu setor de trabalho, agia com incon-

tinência pública e conduta escandalosa, além de praticar insubordinação grave no

serviço. Consoante dispõe o Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado da

Bahia, José está sujeito à pena disciplinar de:

a) advertência;

b) censura e multa;

c) suspensão até noventa dias;

d) demissão;

e) exoneração.

Letra d.

Na medida em que José agia com incontinência pública e conduta escandalosa no

âmbito da repartição, a penalidade que deve ser aplicada é a de demissão.

Art. 192. A demissão será aplicada nos seguintes casos:


V – incontinência pública e conduta escandalosa;

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7. (FGV/AJ/TJ-BA/APOIO ESPECIALIZADO/ADMINISTRAÇÃO/2015) De acordo com

o Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado da Bahia (Lei n. 6.677/94), é

dever do servidor:

a) cumprir as ordens superiores, inclusive as manifestamente ilegais, caso em que

ficará isento de responsabilidade;

b) atender com presteza ao público em geral, prestando as informações requeri-

das, vedada qualquer alegação de sigilo;

c) zelar pela economia de material e pela conservação do patrimônio público;

d) opor resistência injustificada à tramitação de processo ou exceção do serviço;

e) ser assíduo e pontual ao serviço, vedado comparecer à repartição em horário

extraordinário, mesmo se convocado.

Letra c.

Dentre as alternativas apresentadas, apenas a letra “c” é um dever dos servidores

públicos estaduais.

Art. 175. São deveres do servidor:


VII – zelar pela economia de material e pela conservação do patrimônio público;

8. (FGV/TJ-BA/ADMINISTRATIVA/2015) Antônio, servidor público efetivo estadual,

sofreu um acidente automobilístico que lhe causou limitações em sua capacidade fí-

sica, conforme comprovado por junta médica oficial. De acordo com o Estatuto dos

Servidores Públicos Civis do Estado da Bahia, o cometimento ao servidor Antônio

de novas atribuições, compatíveis com a citada limitação, garantida a remuneração

do cargo de que é titular, é a:

a) reversão;

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b) recondução;

c) aproveitamento;

d) reintegração;

e) readaptação.

Letra e.

O conceito apresentado é o de readaptação, de forma que Antônio passará a de-

sempenhar, em virtude da limitação ocorrida, novas atribuições.

Art. 43. Readaptação é o cometimento ao servidor de novas atribuições, compatíveis


com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, comprovada por
junta médica oficial, garantida a remuneração do cargo de que é titular.

9. (FGV/AJ/TJ-BA/ADMINISTRATIVA/SEM ESPECIALIDADE/2015) Carmem, servi-

dora pública estadual ocupante de cargo efetivo, foi aposentada por invalidez por

doença psiquiátrica. Meses depois, Carmem se recuperou da enfermidade e, de-

sejando regressar ao serviço público, ajuizou ação ordinária em face do Estado da

Bahia. Durante a instrução probatória, por meio de perícia judicial que ratificou a

nova conclusão de junta médica oficial, restou comprovado que Carmem se curou

completamente da doença e está apta a voltar ao trabalho. De acordo com o Esta-

tuto dos Servidores Públicos Civis do Estado da Bahia, no caso em tela:

a) não é cabível o retorno de Carmem ao serviço público, porque a aposentadoria

por invalidez é ato irrevogável;

b) não é cabível o retorno de Carmem ao serviço público por determinação judicial,

mas somente por vontade do próprio poder público estadual;

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c) é cabível o retorno de Carmem ao serviço público, por meio da reintegração;

d) é cabível o retorno de Carmem ao serviço público, por meio da reversão;

e) é cabível o retorno de Carmem ao serviço público, por meio da readaptação.

Letra d.

No caso de Carmem, os motivos alegados para a aposentadoria por invalidez foram

declarados insubsistentes, haja vista que a servidora comprovou que não tinha

mais a doença. Logo, poderá ela reverter para o cargo anteriormente ocupado ou

resultante de transformação.

Art. 34. Reversão é o retorno do aposentado por invalidez, quando os motivos deter-
minantes da aposentadoria forem declarados insubsistentes por junta médica oficial.

10. (FGV/AJ/TJ-BA/ADMINISTRATIVA/SEM ESPECIALIDADE/2015) João, servidor

público civil estadual ocupante de cargo efetivo, com o objetivo de colaborar com

sua irmã Maria, igualmente servidora pública estadual, que sofreu um acidente e

estava impossibilitada de se locomover, atuou como seu procurador junto a deter-

minada repartição pública estadual, para tratar de assunto relativo à percepção de

remuneração e benefícios assistenciais em favor dela. Pelos fatos narrados, de acor-

do com a Lei Estadual n. 6.677/94 da Bahia, em matéria de sanção disciplinar, João:

a) não praticou falta funcional, mas está sujeito a ser advertido;

b) praticou falta funcional e está sujeito à pena de multa;

c) praticou falta funcional e está sujeito à pena de suspensão;

d) praticou falta funcional e está sujeito à pena de demissão;

e) não praticou falta funcional, porque existe autorização legal expressa para tal

hipótese.

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Letra e.

Na situação narrada, a conduta implica exceção a uma das vedações estipuladas

aos servidores públicos estaduais.

Art. 176. Ao servidor é proibido:


XII – atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quan-
do se tratar de percepção de remuneração, benefícios previdenciários ou assistenciais
de parentes até segundo grau e de cônjuge ou companheiro;

11. (IBFC/SEAP-BA/2014) Assinale a alternativa correta quanto à Lei Estadual da

Bahia n. 6.677/1994, que dispõe sobre o Estatuto dos Servidores Públicos Civis do

Estado da Bahia, das Autarquias e das Fundações Públicas Estaduais.

a) Cargo público é conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a um

servidor, com as características essenciais de criação por lei, denominação própria,

número certo e pagamento pelos cofres públicos, para provimento em caráter ape-

nas permanente.

b) Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a um

servidor, com as características essenciais de criação por lei, denominação própria,

número certo e pagamento pelos cofres públicos, para provimento em caráter ape-

nas temporário.

c) Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidade cometidas a um

servidor, independentemente das características essenciais de criação por lei, de-

nominação própria, desde que não dependam de número certo e pagamento pelos

cofres públicos, para provimento em caráter apenas permanente.

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d) Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a um

servidor, com as características essenciais de criação por lei, denominação própria,

número certo e pagamento pelos cofres públicos, para provimento em caráter per-

manente ou temporário.

e) Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades vedadas a um

servidor, independentemente das características essenciais de criação por lei, de-

nominação própria, desde que não dependam de número certo e pagamento pelos

cofres públicos, para provimento em caráter apenas permanente.

Letra d.

A questão exige o conhecimento da definição de cargo público, que é encontrada

no art. 3º da norma estadual:

Art. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a um


servidor, com as características essenciais de criação por lei, denominação própria, nú-
mero certo e pagamento pelos cofres públicos, para provimento em caráter permanente
ou temporário.

12. (IBFC/SEAP-BA/2014) Nos termos da Lei Estadual da Bahia n. 6.667/1994

(Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado da Bahia, das Autarquias e das

Fundações Públicas Estaduais), assinale a alternativa correta sobre o que é a posi-

ção hierarquizada de cargos da mesma denominação dentro da categoria funcional.

a) Carreira.

b) Lotação.

c) Classe.

d) Referência.

e) Cargo de confiança.

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Letra c.

O conceito exigido é o de classe, nos termos da Lei Estadual n. 6.677, de seguinte

redação:

Art. 5º Para os efeitos desta Lei:


II – classe – é a posição hierarquizada de cargos da mesma denominação dentro da
categoria funcional;

13. (IBFC/SEAP-BA/2014) Nos termos da Lei Estadual da Bahia n. 6.667/1994 (Es-

tatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado da Bahia, das Autarquias e das Fun-

dações Públicas Estaduais), assinale a alternativa correta sobre o que é a posição

estabelecida para ocupante do cargo dentro da respectiva classe, de acordo com o

critério de antiguidade.

a) Carreira.

b) Referência.

c) Estrutura de cargos.

d) Discriminação injusta.

e) Cargo de confiança.

Letra b.

O conceito apresentado é o de referência, nos termos da Lei Estadual n. 6.677/1994:

Art. 5º Para os efeitos desta Lei:


I – referência – é a posição estabelecida para o ocupante do cargo dentro da respectiva
classe, de acordo com o critério de antiguidade;

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14. (INSTITUTO AOCP/ATA/MPE-BA/2014) De acordo com o Estatuto dos Servi-

dores Públicos Civis do Estado da Bahia, são requisitos básicos para ingresso no

serviço público, EXCETO

a) idade mínima de vinte e um anos.

b) nacionalidade brasileira ou equiparada.

c) gozo dos direitos políticos.

d) quitação com as obrigações militares e eleitorais.

e) nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo.

Letra a.

Os requisitos para ingresso nos cargos públicos estaduais estão previstos no art.

8º da Lei Estadual n. 6.677. Dentre as alternativas apresentadas, apenas a idade

mínima de 21 anos não se trata de uma condição exigida.

Art. 8º São requisitos básicos para ingresso no serviço público:


I – a nacionalidade brasileira ou equiparada; (letra “b”)
II – o gozo dos direitos políticos; (letra “c”)
III – a quitação com as obrigações militares e eleitorais; (letra “d”)
IV – o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; (letra “e”)
V – a idade mínima de dezoito anos; (erro da letra “a”)
VI – a boa saúde física e mental.

15. (FGV/TNM/ALBA/ADMINISTRATIVA/2014) Conforme dispõe a Lei n. 6.677/94,

o servidor nomeado para o cargo de provimento permanente ficará sujeito a está-

gio probatório, período no qual sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação

para desempenho do cargo.

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Durante o referido período, deve ser observado o seguinte fator:

a) vida pregressa.

b) comportamento social.

c) capacidade de iniciativa.

d) desempenho de atividade física.

e) aprovações em posteriores certames públicos.

Letra c.

Dentre as alternativas apresentadas, apenas a letra “c” elenca um fator que será

levado em conta para fins de aprovação ou não no estágio probatório.

Art. 27. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para o cargo de provimento per-
manente ficará sujeito a estágio probatório por um período de 03 (três) anos, durante o
qual sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo,
observados os seguintes fatores:
I – assiduidade;
II – disciplina;
III – capacidade de iniciativa;
IV – produtividade;
V – responsabilidade.

16. (FGV/TNM/ALBA/ADMINISTRATIVA/2014) De acordo com a Lei n. 6.677/1994,

assinale a opção que indica o momento em que o servidor poderá se aposentar

voluntariamente.

a) Aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 (vinte e cinco), se mulher,

com proventos proporcionais a este tempo.

b) Aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor,

e aos 25 (vinte e cinco), se professora, com proventos proporcionais ao tempo de

serviço.

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c) Aos 70 (setenta) anos de idade, se homem, e aos 65 (sessenta e cinco), se mu-

lher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço.

d) Aos 70 (setenta) anos de idade, se homem, e aos 65 (sessenta e cinco), se mu-

lher, com proventos integrais.

e) Aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 (vinte e cinco), se mulher,

com proventos integrais.

Letra a.

Vejamos, de acordo com a Lei Estadual n. 6.677, as regras que devem ser obser-

vadas com relação à aposentadoria voluntária.

Art. 127. O servidor poderá ser aposentado voluntariamente:


I – aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço, se homem, e aos 30 (trinta), se mulher, com
proventos integrais;
II – aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor e
aos 25 (vinte e cinco), se professora, com proventos integrais;
III – aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 (vinte e cinco), se mulher, com
proventos proporcionais a este tempo;
IV – aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e aos 60 (sessenta), se mu-
lher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço.

17. (FGV/ALBA/AUDITORIA/2014) Dispõe o Estatuto dos Servidores Públicos da

Bahia que, sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço

I – por 1 (um) dia, para doação de sangue.

II – por 1 (um) dia, para alistamento eleitoral.

III – por 8 (oito) dias consecutivos, por motivo de casamento.

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Está(ão) correto(s):

a) somente I e II.

b) somente I e III.

c) somente II e III.

d) somente II.

e) somente I.

Letra b.

A questão exige o conhecimento das concessões que podem ser usufruídas pelos

servidores estaduais. Dessa forma, devemos fazer uso das disposições do art. 113

da Lei n. 6.677, de seguinte redação:

Art. 113. Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço:


I – por 1 (um) dia, para doação de sangue; (Item I)
II – por 2 (dois) dias, para alistamento eleitoral; (Erro do Item II)
III – por 8 (oito) dias consecutivos, por motivo de:
a) casamento; (Item III)
b) falecimento de cônjuge, companheiro, pais, padrasto ou madrasta, filhos, enteados,
menor sob guarda ou tutela e irmãos, desde que comprovados com atestado de óbito.
IV – até 15 (quinze) dias, por período de trânsito, compreendido como o tempo gasto
pelo servidor que mudar de sede, contados da data do desligamento.

18. (FCC/PGE-BA/CALCULISTA/2013) Nos termos da Lei Estadual no 6.677/94,

NÃO constitui dever do servidor

a) representar contra ilegalidade ou abuso de poder.

b) cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais.

c) atender com presteza ao público em geral, prestando as informações requeri-

das, ressalvadas as protegidas por sigilo.

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d) levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver

ciência em razão do cargo, exceto quando considerar que as mesmas são de pouca

relevância.

e) ser assíduo e pontual ao serviço, inclusive comparecendo à repartição em horá-

rio extraordinário, quando convocado.

Letra d.

Dentre as alternativas apresentadas, apenas a letra “d” não se trata de um dever

dos servidores estaduais. Ao contrário do que foi informado, o agente deve levar

ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em

razão do cargo, ainda que considere que estas sejam de pouca relevância.

Art. 175. São deveres do servidor:


VI – levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciên-
cia em razão do cargo;

19. (FGV/AP/TCE-BA/2014) Acerca do regime disciplinar do servidor público civil

do estado da Bahia, previsto na Lei Estadual n. 6.677/94, assinale a afirmativa in-

correta.

a) O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular

de suas atribuições.

b) A natureza e a gravidade das penas que forem impostas ao servidor não deve-

rão constar dos assentamentos individuais.

c) Na aplicação das penalidades, serão consideradas, dentre outras, as circunstân-

cias agravantes ou atenuantes.

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d) A penalidade de advertência terá seu registro cancelado, após o decurso de 2

(dois) anos de efetivo exercício, se o servidor não praticar, nesse período, nova in-

fração disciplinar.

e) A aposentadoria ou a disponibilidade do inativo será cassada se ele houver pra-

ticado, na atividade, falta punível com a demissão.

Letra b.

A gravidade e a natureza das infrações cometidas serão consideradas, e, conse-

quentemente, registradas nos assentamentos individuais dos servidores.

a) Certa. As esferas civil, administrativa e penal são os três âmbitos de responsa-

bilização dos servidores.

c) Certa. As circunstâncias agravantes ou atenuantes devem ser levadas em conta

no momento de aplicação da penalidade.

d) Certa. Após o decurso de dois anos, a penalidade de advertência terá o seu

registro cancelado. Para isso, o servidor não deve ter cometido, no período, nova

infração disciplinar.

e) Certa. Caso o aposentado ou o inativo tenha praticado, quando em atividade,

falta punível com demissão, deverá ser sancionado com a pena de cassação de

aposentadoria ou de disponibilidade.

20. (FGV/AP/TCE-BA/2014) Segundo a Lei n. 6.677/94, a pena de demissão será

aplicada nos casos de

I – reincidência em faltas punidas com advertência.

II – inassiduidade habitual.

III – incontinência pública e conduta escandalosa.

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Assinale:

a) se somente no caso I.

b) se somente no caso II.

c) se somente nos casos I e II.

d) se somente nos casos II e III.

e) se em todos os casos.

Letra d.

Em caso de reincidência das faltas punidas com advertência, a penalidade que deve

ser aplicada é a suspensão, e não a demissão. Por isso o erro do item I.

Nos demais itens, as situações são ensejadoras da penalidade de demissão.

Art. 192. A demissão será aplicada nos seguintes casos:


III – inassiduidade habitual; (item II)
V – incontinência pública e conduta escandalosa; (item III)

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