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Direito Empresarial I – Marlon Tomazette 98401-2788

Aula 31/03/20

Nome empresarial – o que identifica o empresário, o sujeito, nas suas várias espécies,
seja individual ou eireli, ou sociedade empresária. Quem se registra na junta comercial
precisa de nome. Exemplo: Unilever do Brasil Ltda. O seu nome de fantasia é Gessy
Lever. O nome empresarial é o formal e o fantasia é o de apresentação para o público,
aquele que aparece na fachada da loja. Esta empresa fabrica várias marcas, que são
sinais visuais que identificam produtos ou serviços. No brasil nçao se admite marcas
sonoras. Algumas marcas da Unilever:

Por serem visuais podem ser compostas por:

Nominativas: letras.

Figurativas: cores

Mistas: letras e cores.

Tridimensional: embalagem e apresentação externa do produto, como o formato do


toblerone e outras embalagens de perfumes.

Tudo deve ser registrado no INPI observadas

Capacidade distintiva:
Desimpedimento: só registro algo não proibido pela lei, como escudos, símbolos
nacionais, cruz vermelha. Outros por razões de moralidade e respeito, ou que violam
sentimentos religiosos. Ou em virtude diferenciadora, ou outros ainda já registrados.

Marcas imorais não aceitas pelo INPI:

Novidade relativa: marcas podem conviver em ramos diferentes, como a Continental


bank, a Airlines, a pneus.

Direitos sobre a marca: é do primeiro a se registrar, não importa o tempo de uso, salvo
exceções como o caso de pessoa que usa a marca há mais de seis meses no país.

Prioridade: quem registra marca sob a convenção de paris tem prioridade no registro
por seis meses. Não tem tanta importância porque pelo protocolo de Madri é possível
pedir o registro de uma marca simultaneamente em vários países.

O proprietário da marca tem direito de uso por dez anos admitido renovações. Nesse
período possuo a propriedade imaterial e industrial da marca. Sou dono dela no país em
que a registrei. A exceção é a marca notoriamente conhecida, ou seja, não estão
registrada no país mas são conhecidas por todos no ramo de atuação. Exemplo: Sketcher
(marca de tênis) teve proteção mesmo antes de ser registrada por ser notoriamente
conhecida.

Princípio da especificidade: a marca é protegida apenas no seu ramo de atuação. A


novidade relativa permite marcas semelhantes em ramos distintos. Exceção: marcas de
alto renome. Elas já estão registradas e são conhecidas pelo público em geral. Elas
devem ser registradas e compete ao INPI avaliar se ela é ou não de alto renome. A ideia
é abrir essa exceção justamente pelo seu alto renome. Exemplo:
O dono possui também o direito de impedir o uso indevido da marca, a contrafação,
subdividida em reprodução e imitação. Isso dentro do ramo de atuação. Ao impedir o
uso judicialmente tenho direito de pedir indenização material e extramaterial presumido
pela lei. Pedindo um ou as duas medidas no judiciário, o faz a princípio na justiça
comum. Há o prazo de cinco anos para pedir a nulidade da marca. se a marca foi
concedida pelo INPI a competência é da justiça federal. Se eu cumulo os pedidos,
material e extramaterial, a competência também é federal. REsp 1527232.

Marcas Evocativas: são aquelas que envolve expressões muito genéricas. Isso quer
dizer que terceiros de boa fé podem utilizá-la, mas não de forma idêntica. Exemplo: a
marca bebê dodói queria impedir a marca dodói da mamãe. O pedido foi indeferido. No
caso da Bigfral e da Megafral tiveram problemas. A segunda não pôde conviver com a
primeira.

Conflitos:

Yahoo da internet e a Yahoo goma de mascar: podem conviver por estarem


em segmentos distintos, exceto se for de alto renome (que impede o uso em todos os
segmentos).

Mc Donalds e Mac D’doro: A segunda é anterior ao reconhecimento do


Macdonalds com marca de alto renome, o que nesse caso não haveria de usar esse
critério e logo não causaria confusão entre as marcas, que são de ramos diferentes.
Mc Donald e MC Bode: o segundo foi registrado pelo INPI eo primeiro pediu a
nulidade dela, ganhando a ação numa decisão de primeiro grau porque o mac já havia
sido reconhecida como marca de alto renome.

Tic Tac biscoitos e Tic Tac balas: Por questão de proximidade de ramos o
biscoito foi impedido de usar o nome.

Danone (iogurte) e Danaly (cooperativa de laticínios): há confusão ou não no


uso? O STJ entendeu que sim, e que a impossibilidade de convivência impediu a
segunda de atuar no mercado.

Daslu e Daspu: a primeira é mais antiga e prevaleceu.

Johnny Walker e João andante: A primeira é mais antiga no brasil, atuando há


dez anos. A segunda pediu o registro e não conseguiu (nem somente com o nome
andante).

Red bull e bad bull: a confusão foi reconhecida pela sonoridade da marca e a
segunda parou de usar a marca.

Iphone Apple e Gradiente Iphone: o segundo pediu o registro em 2001,


deferida em 2008. A primeira foi inventada em 2007 com registro negado em 2013. A
apple ganhou nas três instancias.

Extinção da marca

Decurso de prazo: sem renovação. Lei. N 9.27996. Exemplo: lavanderia lave leve não
renovou a marca. O prazo é de dez anos, usando ou não.

Renúncia:

Caducidade: extinção por falta de uso. Se não uso a marca por cinco anos, qualquer
cidadão pode pedir a caducidade da marca, deixando de existir após decisão do INPI.

Falta de procurador no país: a falta desse procurador não regularizado em 90 dias


gera a extinção da marca.

Doutrina e jurisprudência: Marcas que se confundem com o próprio produtos são


extintas? Exemplo: danone (iogurte), pirex (refratário de vidro), velcro (fecho adesivo),
ping pong (tênis de mesa), isopor (poliestireno expandido) zíper (fecho ecler).
Degeneração: pincel atômico e jet ski: as marcas foram extintas porque os produtos se
incorporaram à sociedade.

Trade dress

A marca tem a sua proteção como apresentação do produto. Mas e a forma? (copiar o
trabalho do outro e fazer “diferente”) A negresco pode impedir a escureto? O STJ disse
que a forma de apresentação do produto também merece essa proteção visando à
proteção da concorrência desleal. Exemplo: apresentação do posdrink é igual ao engov.

A marca pode, mas não com apresentações semelhantes.

China in Box e Uai in Box

Coco bamboo também briga pela apresentação do prato camarão internacional, mas
ainda tramita em primeira instancia.

Indicações geográficas
Denominações de origem: os fatores geográficos são determinantes para a qualidade
do produto. Exemplo: champagne, vinho do porto, roquefort (queijo francês), napa
valley, scoth whisky, prosecco, cognac (aguardente de vinho produzido na frança). No
Brasil temos camarão da costa negra, vinhos do vale dos vinhedos, e outros.

Indicação de procedência: o local ficou famoso pelo produto. Boa fama do lugar pelo
produto, como região de salinas pela cachaça, vinhos e uvas de são Francisco, de Franca
pelos calçados, jóias de prata de Pirenópolis.

Nome de domínio: registro de sites. Não há lei, apenas portaria no Brasil. Atribui
responsabilidade do domínio.

Marcas de alto renome que impediu marcas semelhantes posteriores:

Aula 02/04

Patentes de invenção

Nova ideia, criação intelectual, aplicada economicamente. Exemplos:


Segredo industrial: fecha o acesso às informações das criações de modo a não deixar
ninguém copiar. Seria cousas como a fórmula da coca cola, do nescafé solúvel, do
Chanel n 5 entre outros.

Patentes de invenção: mecanismo de proteção. Envolve relacionamento com o


governo. Há o monopólio temporário da invenção. A patente deve preencher três
requisitos.

Novidade: o produto não é conhecido da comunidade cientifica. Seja por não ser
registrado no INPI ou não ser conhecido na prática. Divulgar a ideia não retira a
novidade se eu divulgar doze meses antes do registro. Caso bina: “b identifica o numero
de a”. a patente foi obtida por um cidadão do df. A sony processou o cidadão dizendo
que a patente não continha novidade. (processo dos anos 90).

Atividade inventiva: deve decorre de algo criativo do ser humano. Se já existe na


natureza ou for algo óbvio não tem essa proteção. O fruto do cajueiro possui atividade
inventiva? Não (questão de concursos). Uma manopla que reproduz os movimentos da
mão humana possui? Sim, por ser uma criação nova com reprodução dos movimentos.

Aplicação industrial: somente o que for utilizado ou produzido na indústria.

O INPI deve verificar se a patente não estão no rol de exclusão, art. 10, lei n 9.279/96.

I - descobertas científicas, como a da relatividade de Einstein; II – concepções abstratas,


como lógica formal, racional; III – esquemas planos, princípios; IV – obras literárias,
arquitetônicas, por envolverem direitos autorais, um sistema separado deste; V –
programa de computador, também por direito autoral; VI – apresentação de
informações, como gráficos; VII – regras de jogo; VIII – técnicas e métodos operatórios
ou terapêuticos, nenhum deles tem nome. A técnica, se inventada, pode ser usada por
todos por questão de saúde.

Proibições, art. 18, lei supracitada:

I – contrário à moral e bons costumes; II – substâncias, matérias, misturas; III – o todo


ou parte dos seres vivos. Por questão ética, ainda que eu crie um ser humano no
laboratório não há patente para isso.

O registro é feito pelo INPI no sistema do primeiro a registrar (atributivo). Não importa
quem teve a ideia, mas o que primeiro registrou terá a patente. Art. 7º da lei supracitada.
Ex.: telefone. Já existia o telégrafo, mas várias pessoas trabalhavam no telefone.
Graham Bell pediu a primeira patente, justamente com Elisha Grey no mesmo dia. Mas
o sr. Bell pediu duas horas antes e levou a patente. a companhia at&t é a atual Graham
Bell. Mas foi Antônio Meucci o inventor do telefone, que não possuía 250 dólares para
patentear seu invento.

Exceção: aquela prioridade mencionada para registro de acordo com a convenção de


Paris. 12 meses de carência para o registro em outros países.

Fluxograma: disponibilizado no Canvas.

Patente de invenção: vigência de 20 anos do pedido (depósito). 10 anos da concessão.


Não há renovação da patente.

Patente na relação de emprego: se decorre de contrato de trabalho, é do empregador.


Se ocorrer desvinculado do trabalho, é dele. Se for criado fora do trabalho com recursos
do empregador, é de ambos. O titular tem direto de impor sanções criminais para quem
violar seus direitos.

Direito de propriedade: usar, fruir e dispor está limitado ao pais registrado. Dispor é
vender para terceiros (cessão).

Licença de uso: sou dono, mas permito que outros usem minha ideia pagando os
royalties, os frutos da minha invenção. A Nike tem patentes do sistema de
amortecimento de tênis, que licencia em o seu uso em várias outras fábricas. A licença
pode ser voluntária, que decorre de um acordo de vontade como no caso da Nike. A
compulsória é uma intervenção do Estado na propriedade, que licencia para outros. É
uma medida excepcional ocorrendo somente nas hipóteses previstas. Rol taxativo.

_ Abuso do direito: por mau uso que viole a boa fé;

_ Abuso do poder econômico: reconhecido pelo CADE ou pelo judiciário

_ Prejuízo de patente dependente: quando uma patente depende de outra para


fabricar seu produto, mas o primeiro não que licenciar.

_ Falta de exploração integral: decorridos três anos da concessão a pessoa não


usou a patente. O interessado ou o INPI de oficio pode conceder para outro. Ela não será
concedida se for economicamente não viável. Fulano ainda não havia fabricado tal
remédio porque a autorização da ANVISA era inviável (por demora na licença)

_ Emergência nacional ou interesse público: quando reconhecido por decreto


do presidente.

Modelo de utilidade: Aperfeiçoamento, a melhoria de um produto existente.

Aula 14-04

Lei anticorrupção: Responsabilização de pessoas jurídicas por atos lesivos à


administração pública. Lei 12.846/2013

Art. 14: desconsideração da PJ.

Processo administrativo:

Processo judicial: o requerimento pode ser feito de duas formas

Originário: desde a PI. O CPC prevê no art. 134, §2º. Não há preclusão.

Incidental: art. 133 a 137, CPC. Em qualquer fase do processo.


Teoria maior

Teoria menor: administradores não podem ser alcançados por falta de previsão legal.
Decisão do stj.

Aula 16/04

Prova dia 23/04 - com questões objetivas e subjetivas pelo Canvas com tempo de 24
horas para a avaliação. Dia 21/04: revisão para as questões subjetivas da prova. As
subjetivas serão similares as já apresentadas no inicio do semestre. Consulta ao material
disponível.

Sociedades – Riscos aos sócios

Sociedade em comum. Art . 986 e 990, CC

Qualquer sociedade que não tenha registro, a princípio, é uma sociedade em comum,
independente do motivo da falta de registro. As exceções são a sociedade em conta de
participação e a S/A em organização.

Sociedades do CC devem possuir dois sócios. Se não tiver, tem 180 dias para resolver o
problema, conforme art. 1033, CC. O DREI entende que o registro perde efeito após
esse período, caso em que se transformaria em sociedade comum por falta de
regularização.

Prova: 14 horas de 23/04 ate 14 horas de 24/04. A prova é extensa. 10 questões


objetivas com valor de 0,5 pontos, adaptadas de questões da OAB e uma de juiz do
Paraná. Três questões subjetivas de casos e 2 adaptadas.

Uma questão é do julgado do STJ sobre a marca chandon

AULA 05-05
Aula passada foi sobre cotas. A sociedade não gasta nada, mas recebe o valor das suas
cotas de acordo com livre negociação de quem for entrar no seu lugar.

Dissolução parcial

A ideia é a de que o sócio dissolve seu vínculo com a sociedade. Você tranca o caminho
de modo que o sócio termina o vínculo com a sociedade e ninguém entra no seu lugar.

Parcial: saída do sócio com a continuação da sociedade. Quatro hipóteses: art. 1028 a
1030, CC, para os três primeiros casos.

Morte: art. 1.028, CC. Esse artigo não envolve necessariamente a morte. “liquidar-se-
á”. O autor gostava de mesóclise. os incisos I e II tratam da figura da entrada dos
herdeiros no lugar do sócio. Deixa de ser dissolução e por isso não precisam pagar nada.
O inciso II, se o sócio for muito importante para atividade, a sociedade acaba. É a
dissolução total. A morte de um sócio gera a dissolução total, parcial ou sucessão, que é
a entrada do terceiro no lugar do falecido. Em regra, na parcial, falecendo o sócio ele
deixa de ser sócio e os seus herdeiros viram credores da sociedade por não participarem.
A sociedade nesse caso devem pagar a eles a apuração de “haveres”. Importante lembrar
que a morte do sócio pode gerar esses três caminhos.

Recesso: o sócio pede para dissolver sua parte na sociedade. Está vivo e pode continuar,
mas preferiu não continuar. Pode até vender sua cota para terceiros. A sociedade dá
dinheiro para o sócio em duas hipóteses: com lucros ou haveres. A sociedade paga a sua
parte com sua saída da sociedade. Essa possibilidade é por vontade própria. Art. 1.029,
CC. Lembrar-se de contratos.

Duas formas:

Prazo determinado: usando a regra geral, não dá para sair antes do prazo. Sociedades
de propósitos específicos costumam usar esse modelo, mas mesmo assim não é um caso
comum. Não dá pra sair a qualquer hora porque há prejuízo para os demais. Art. 1.029,
CC. O justo motivo deve ser apontado para a saída, que será apurado judicialmente.
Quem quer sair ajuíza ação contra a sociedade em litisconsórcio alegando os motivos da
justa causa para deixar a sociedade. Para o CPC, a pessoa só deixa de ser sócio com o
transito em julgado da ação.

Prazo indeterminado: o sócio tem que avisar com 60 dias de antecedência, sem
indicação de motivos da sua saída. Alguns autores chamam de retirada, mas a expressão
mantida é recesso. Ele notifica os demais com a antecedência mencionada. Passado o
prazo ele passa a ser credor da sociedade. A regra de contratos é a de que ninguém é
obrigado a ficar preso aos contratos. Nos acordos de sócios pode-se ajustar o prazo
mínimo.

Exclusão: é a saída forçada do sócio, sua expulsão da sociedade. Quem pode toma tal
iniciativa? Se os demais sócios tomarem tal iniciativa, é exclusão deliberada. Se a
iniciativa for de um credor do sócio, a exclusão é de pleno direito. A ideia nos dois
casos é que ele saia (se saia!) deliberada.

De pleno direito: é de iniciativa do credor particular do sócio. Se estão executando-o e


penhoram sua cota individual, ou se o sócio está numa execução coletiva contra falência
ou insolvência. Na falência ou insolvência civil, todos os credores estarão juntos contra
o sócio, que terá seus bens reunidos de dispostos para venda com o intuito de pagar as
dívidas com ordem legal de preferencia. O sócio é automaticamente excluído no
momento da decretação da falência, passando os credores o direito de receber seus
haveres decorrentes de falência ou insolvência. A ideia é transformar suas cotas em
dinheiro para sanar os credores. É uma execução coletiva.

Na penhora das cotas: um credor executa o sócio por dívida particular (art. 833, CPC).
Se o credor não achar nada maior, penhora as cotas, com aplicação do art.861, CPC.
Toda penhora há a avaliação do bem. Nas cotas não dá para fazer isso porque são bens
incorpóreos, por isso a forma de avaliação é através de um balanço da sociedade, no
prazo de 90 dias prorrogáveis por igual período, para apresentar os valores. Assim, os
sócios terão 30 dias para comprar essas cotas em sistema de preferência é um valor
nominal, de balanço, o valor real. Se eles não tiverem dinheiro...

Divórcio:
Aula 19/05/20

Recesso: dissolução parcial por iniciativa do próprio sócio. Art. 1077, CC. A opinião
majoritária separa as sociedades:

Por prazo indeterminado: não precisa de motivo para pedir recesso, bastando notificar
com 60 dias de antecedência. Passado o prazo eu deixo de ser sócio, recebendo a
apuração de haveres.

Por prazo determinado: não há mudança. O sócio poderá se retirar nos três casos do
art. 1077. Modificação, fusão e incorporação do contrato. Essas matérias devem ser
deliberadas pelos sócios. Se um dos sócios não concordar tem o direito de se retirar no
prazo de 30 para pedir a dissolução da sociedade, sendo a sua comunicação da data de
saída.

Exclusão de sócio: na de pleno direito não há diferença. Aplica-se as mesmas regras da


sociedade simples (falência e penhora)

Exclusão deliberada: na limitada, admite-se os mesmo casos das deliberadas (sócio


remido, justa causa judicial). Na ltda admite-se também, art.1085, CC, justa causa
judicial. O sócio remisso não recebe os haveres.

Justa causa judicial: os demais sócios deliberem que a sociedade ajuíze ação de
exclusão do sócio.

Justa causa extrajudicial: a deliberação é para exclusão do sócio sem ação. Requisitos:
deve estar prevista no contrato social (art. 1085). Depende de justa causa, falta do sócio,
descumprimento de obrigação. Se assim não o fez, não pode ser excluído judicial ou
extrajudicialmente. Sem o descumprimento de lealdade não é possível a exclusão.
Art.1085: é necessário uma assembleia ou reunião somente com esse objetivo,
assegurada ampla defesa do sócio, sendo este o conhecimento prévio da acusação e a
oportunidade de se manifestar acerca dos fatos.

O quórum é o de maioria absoluta do capital, não precisando o acusado estar presente da


assembleia que o acusa (é baixaria, parece caso de família). Se o sócio tiver 51% do
capital não conseguirão os outros membros excluí-lo pelo não preenchimento desse
requisito de exclusão extrajudicial.
O art. 1085 foi alterado ano passado: em regra, preciso dos cinco requisitos. Mas se a
sociedade tiver apenas dois sócios (PU), pode ser flexibilizado. Nesse caso basta a
deliberação do sócio com o maioria do capital assinará sozinho uma alteração contratual
dizendo que o sócio será excluído pelo motivo “x”. se no caso concreto tiver uma
cláusula contratual desde que aponte a justa causa, alterando o contrato social mesmo
sem possuir 75% do capital social. Os requisitos seriam estes: clausula contratual, mais
de 75% do capita, justa causa. Se o sócio foi excluído e não concorda, pode ajuizar ação
de anulação da deliberação, sujeita ao prazo decadencial de 2 anos.

6 a 7 aulas para tratar do próximo conteúdo.

Sociedade anônima

Art. 1089, CC. Lei 6.404/76.

Toda SA é uma sociedade empresária. Não pode ser registrada em cartório, somente na
junta comercial. Se sujeita à falência. O sócio da SA é acionista, não cotista, porque ele
terá ações.

As ações são livremente negociadas. Na SA prepondera o aspecto capital. As


características pessoais não importa, senão que o sócio tenha capital. O limite do risco
dos sócios é o preço de emissão, ou seja, o primeiro valor fixado para venda da ação.