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PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA

FUNDAÇÃO WALL FERRAZ


EIXO TECNOLÓGICO DE INFRAESTRUTURA

FORMAÇÃO
SOCIOPROFISSIONAL

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PREFEITO DE TERESINA
Firmino da Silveira Soares Filho

VICE-PREFEITO DE TERESINA
Luiz de Sousa Santos Junior

PRESIDENTE DA FWF
Samara Cristina Silva Pereira

SUPERINTENDENTE EXECUTIVO DA FWF


Antonia Nilza da Silva Melo Santos

CHEFE DE GABINETE
Bruna Cristina Vieira de Souza

GERÊNCIA PEDAGÓGICA E DE CAPACITAÇÃO


LanneThayse Lacerda Aguiar

DIVISÃO DE ATIVIDADE DE ENSINO


Maria do Amparo Ribeiro Vasconcelos

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Praça Marechal Deodoro da Fonseca – 900, Centro. CEP.: 64 000-160 Teresina – PI
Fone: (86) 3215-7810/3215-7811/3215-6889
Email: fwf@teresina.pi.gov.br

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APRESENTAÇÃO

A Prefeitura Municipal de Teresina tem como compromisso maior a realização de ações


que melhorem a vida dos teresinenses. Para tanto, tem investido nas políticas de
educação, dentre as quais a política de educação profissional, que constitui estratégia de
desenvolvimento social e econômico. No município, a educação profissional é executada
pela Fundação Wall Ferraz, através a oferta de cursos de formação inicial e continuada que
possibilitem aos trabalhadores a conquista de oportunidades profissionais e a geração de
trabalho e renda.

A Fundação Wall Ferraz preza pelo aproveitamento educacional dos cursistas e por
sua formação integral durante a execução de seus cursos. Assim, esta apostila contempla
conteúdos atualizados, de formação geral e específica, e objetiva ser um recurso didático-
pegagógico para a formação de profissionais cidadãos, devendo servir não apenas como
parâmetro de orientação durante a realização do curso, mas como material de consulta em
qualquer momento do exercício profissional.

Parte-se do pressuposto de que a pessoa se faz pelo trabalho consciente e orientado, o


que só é possível através de uma formação sólida e com qualidade.

Deseja-se um bom curso, e que este oportunize a conquista de espaços no mundo de


trabalho e um exercício profissional competente!

Samara Cristina Silva Pereira


Presidente da FWF

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Praça Marechal Deodoro da Fonseca – 900, Centro. CEP.: 64 000-160 Teresina – PI


Fone: (86) 3215-7810/3215-7811/3215-6889
Email: fwf@teresina.pi.gov.br

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SUMÁRIO
ÉTICA, CIDADANIA E CULTURA DE PAZ

1. ÉTICA...................................................................................................................................................11
1.1. ÉTICA E MORAL .....................................................................................................................12
1.2. DEFININDO A ÉTICA .............................................................................................................13
1.3. ÉTICA PROFISSIONAL ...........................................................................................................14

2. CIDADANIA........................................................................................................................................16
2.1. OS ELEMENTOS CONSTITUINTES DA IDADANIA ..........................................................18

3. SOCIEDADE E CULTURA DE PAZ................................................................................................19

EDUCAÇÃO AMBIENTAL, HIGIENE PESSOAL, PROMOÇÃO DA QUALIDADE


DE VIDA

4. EDUCAÇÃO AMBIENTAL...............................................................................................................31
4.1. MEIO AMBIENTE: CONCEITO E CARACTERÍSTICAS .....................................................31
4.2. A IMPORTÂNCIA DA CONSERVAÇÃO DO PLANETA:
A POLÍTICA DOS R’S: ............................................................................................................32
4.3. A DESCRIÇÃO E O CONCEITO DOS 5R’s: ..........................................................................38

5. SAÚDE E HIGIENE PESSOAL.........................................................................................................38


5.1. O QUE É MESMO HIGIENE? ..................................................................................................38
5.2. HIGIENE E TRABALHO .........................................................................................................39
5.3. NOÇÕES DE HIGIENE PESSOAL ..........................................................................................39

6. QUALIDADE DE VIDA.....................................................................................................................42
6.1. O QUE É QUALIDADE DE VIDA? .........................................................................................42

NOÇÕES DE DIREITOS TRABALHISTAS, COOPERATIVISMO, PREVENÇÃO


DE ACIDENTES DE TRABALHO

7. SIGNIFICADO DO TRABALHO......................................................................................................47
7.1. O TRABALHO E A CONQUISTA DE DIREITOS .................................................................48
7.2. CONHECENDO A LEGISLAÇÃO TRABALHISTA ..............................................................49
7.3. LEIS DE TRABALHO E A REFORMA TRABALHISTA ......................................................61

EMPREENDEDORISMO

8.1 CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO.............................................................


8.2 TRAÇOS DO EMPREENDEDOR...........................................................................
8.3 O PROCESSO EMPREENDEDOR..........................................................................
8.4FASES DO PROCESSO EMPREENDEDOR...........................................................
8.5 O BRASIL E O EMPREENDEDORISMO NA ATUALIDADE.............................

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ÉTICA, CIDADANIA
E
CULTURA DE PAZ

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1. ÉTICA

A questão ética, relacionado - a à produção e ao domínio das normas e dos valores que
regulam a sociabilidade ou a convivência dos homens em sociedade.
O homem é um se social,pois vive em sociedade.
Mas, o que é sociedade? Você já parou para pensar sobre isso?
Num sentido mas amplo, sociedade é a reunião de seres que vivem em grupo. Assim, as
abelhas formam uma sociedade, os homens, uma sociedade.
Sociedade, em sentido amplo, é uma coleção de indivíduos, povos, nações, etc.
Estritamente falando, quando se fala de sociedade, refere-se a um grupo de pessoas que têm a
mesma cultura e tradições, e estão localizados no espaço e no tempo. Todo homem está
imerso na sociedade circundante, o que influencia a sua formação como pessoa. .Como pode-
secitar a sociedade medieval e a sociedade moderna.(https://queconceito.com.br/sociedade)
A partir da constatação de que o homem viveem sociedade,encontram-se as regras,leis e
normas que regulam as relações entre os homens.
E por que existem essas regras, leis e normas? Quem as elabora?
Eles são necessáriasporque a sociabilidade humana –a convivência dos homens em
sociedade-precisa acontecer dentro de uma certa ordem. Elas são elaboradas pelo poder
legislativo federal, estadual e municipal.
É importante considerar que a ordem humana não é natural como é, por exemplo, a
ordem existente na comunidade das formigas ou das abelhas. Essas comunidades
desenvolvem uma série de comportamentos de reação a adaptação à natureza. Assim criam
uma ordem que permanece ao longo do tempo,porque é produzida pelos comportamentos
naturais, herdados geneticamente e passados de geração a geração.
A ordem humana é bem diferente. Ela é artificial.O homem não a recebe pronta, como
herança genética. Ele tem que formular leis, regras de conduta e normas, dando-lhe uma
forma satisfatória ao atendimento de suas necessidades e aspirações,atravésde de seus
legisladores e ficar atento as mudacas que ocorrem ao longo da história. Por isso mesmo, na
sociedade atual, a ordem é tão diferente daquela vivida pelos homens na antiguidade.

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A EXISTÊNCIA ÉTICA É, SEMPRE, UM DESAFIO,UM CONVITE PARA
REALIZARMOS O PROJETO DE NOS TORNARMOS MAIS HUMANOS.

“A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que


são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém
pergunta.” (VALLS, 1993, p.7).

Tradicionalmente, conforme esse autor, ética


éentendida como um estudo ou como uma reflexão
sobre os costumes ou sobre as ações humanas.
A reflexão ética orienta asações humanas sobre o bem e o mal, o certo ou errado,
proibido ou permitido, justo ou injusto, honesto ou deso-nesto, etc.. Quando o homem
ageeticamente, suas ações e atitudes devem ser pautadas em uma reflexão, que leve em conta
os valores, as normas e as regras definidas moralmente comoboas e justas na sociedade.
Nas relações estabelecidas no cotidiano surgem problemas práticos que são submetidos
a julgamentos pelos demais membros do grupo social. Trata-se de problemas de ordem
moral, que afetam não apenas um indivíduo, mas também outras pessoas, ou mesmo, a co-
munidade como um todo, e, por isso, são objeto de julgamento ético. Assim, toda vez que o
ser humano encontra-se diante de uma situação e tem que tomar uma decisão acerca da
melhor maneira de resolvê-la e sem provocar prejuízos a terceiros, estar-se no campo da
ética.

“Costuma-se dizer que os fins justificam os meios, de modo que, para alcançar
um fim legítimo, todos os meios disponíveis são válidos” (CHAUI, 2005, p.
180).

REFLITA:Será que para se alcançar um determinado fim, todos os meios são válidos?
Fundamente a sua resposta e discuta com os seus colegas.

1.1. ÉTICA E MORAL


Quando estuda-se sobre ética, muitas vezes, encontram-se as
definições de ética e moral como termos sinônimos. No entanto, muitos autores fazem a
distinção: a moral se refere às normas ou regras de conduta que, de certa forma, deveriam
reger a conduta humana; já a ética é definida como uma disciplina filosófica que trata de
estabelecer os fundamentos e a validade das normas morais e dos juízos de valor ou de
apreciação sobre as ações humanas, entendidas como boas ou más.
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“É a faculdade de distinguir o bem e o mal, de que resulta o sentimento do dever ou da
interdição de se praticar determinados atos, e o sentimento de aprovação ou remorso por
havê-los praticados.”(www.adufrgs.org.br/)

A consciência moral leva o homem à apreciação espontânea e imediata da sua


própriaconduta, reconhecendo o valor moral dos diferentes modos de proceder com os outros
e consigo mesmo.

1.2. DEFININDO A ÉTICA

C onforme o Dicionário Houaiss (2004): “a ética é a ciência da conduta humana pe-rante o


ser e seus semelhantes”. Etimologicamente, a palavra ética origina-se do grego ethos, e
significa hábito. A moral vem do latim mores e significa costumes.
Portanto, em filosofia a ética não se resume à moral, ou seja, ela não é apenas o
estudodos costumes ou hábitos, ela busca uma fundamentação teórica para encontrar o
melhormodo de viver; a busca do melhor estilo de vida. Para tanto, abrange diversos campos
do conhecimento como a Antropologia, Sociologia, Psicologia, Pedagogia, Economia, etc.
A ação ética requer alguns princípios, sendo os principais: 1. Justiça; 2. Igualdade
dedireitos; 3. Dignidade da pessoa humana; 4. Cidadania plena; 5. Solidariedade;
Liberdade,etc... (HOUAISS, 2004).
Comparando-se a ética com a moral, observa-se que a ética vem sendo entendida como
a ciência da conduta humana, em relação ao ser e seus semelhantes. A moral, como o
conjunto das regras e normas de uma determinada sociedade e região(HOUAISS, 2004).

Observe as imagens

1. A poligamia

Moral- em países do Oriente.


Imoral- no Brasil em países do Ocidente.

2. Atitude antiética, em qualquer parte ou região do mundo, não muda


com as diferenças em crenças, valores, costumes, cultura e religião.

Moral: Precisa ser imposta. É externa ao indivíduo.


Ética: É apreendida. Se expressa a partir do interior do indivíduo.

O ser humano não nasce ético, a sua formação ética vai se estruturando juntamente com
o seu desenvolvimento. É através da sua socialização ao longo da vida que se constroes a
ética individual.

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Os valores éticos não são fixos, eles variam de sociedade para sociedade, e dentro de
uma mesma sociedade, ou seja, uma atitude que era considerada ética em um determinado
período da história pode não ser mais considerada ética nos dias atuais. Por
exemplo, o crime em defesa da honra, escravizar outros seres humanos, etc.
Concluindo essa definição, pode-se dizer que ser ético:
Significa a capacidade de percepção dos conflitos entre o que o coração diz e o que a
cabeça pensa. Pode-se percorrer o caminho entre a emoção e a razão, posicionando-
se na parte desse percurso que se considere mais adequado. Por esse motivo muitos
autores consideram problemas éticos como conflitos que devem ser vivenciados
pessoalmente, dependendo da “cabeça” do indivíduo, fruto de conceitos e ideias
sociais internalizadase processadas ao longo da vida (SOUZA, 1995, p. 22).

Antigamente as pessoas pautavam sua vida em valores que passavam de pai para filhos.
Hoje, os valores já não são os mesmos e os pais e os educadores ficam perdidos sem
saber o que fazer.

Cite alguns valores que a nossa sociedade apregoa como bons e outros que são
moralmente maus. Eles coincidem com os seus? Discuta com seus colegas.
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1.3. ÉTICA PROFISSIONAL

S e for ético é cumprir os valores estabelecidos pela sociedade em que se vive, no mundo
do trabalho, as relações estabelecidas entre as pessoas também se deve pautar-se por uma
Ética Profissional, que é o conjunto de princípios que formam a consciência do profissional e
representam as normas de sua conduta.(www.significados.com.br/etica-profissional/)
Assim, quando aplicada ao mundo do trabalho, a ética caracteriza-se como uma re-
flexão sobre as ações realizadas no exercício de uma profissão. Algumas profissões
possuemum Código de Ética Profissional, que se caracteriza por ser um conjunto de regras,
direitos e deveres, ou seja, é um conjunto de normas éticas, que devem ser seguidas pelos
profissionais no exercício da sua atividade de trabalho. Todo Código de Ética Profissional é
elaborado pelos Conselhos, que representam e fiscalizam o exercício das profissões.
Desse modo, diz-se que um profissional age com ética no trabalho, quando o mesmo
cumpre com todas as atividades da sua profissão, para tanto, segue os princípios
determinados pela sociedade onde vive e pelo seu grupo de trabalho.
Na atualidade, algumas pessoas agem sem a devida postura preconizada no Código
deÉtica Profissional. No mundo do trabalho, que se torna cada vez mais competitivo, há
inúmeras situações em que as pessoas utilizam práticas reprováveis para ascender
profissionalmente. São pessoas que agem sem ética profissional, pois se afastam do que a
sociedade define como bom e comojusto.

Observe a imagem e escreva um texto sobre o que acontece...

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Para você, qual a importância do Código de Ética Profissional para o
exercício de determinadas profissões? Comente a sua resposta.

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2. CIDADANIA

S e a ética leva a sociedade a uma reflexão sobre a conduta correta que deve adotar com os
seus semelhantes, a cidadania consiste em uma reflexão sobre as suas ações enquanto ser
social portador de direitos e deveres para com a sociedade.Portanto, aqui aprendere-se sobre
o que é cidadania e sobre o que é ser cidadão.
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Assim,pergunta-se: caro leitor: o que você entende por cidadania? Você com certeza já
deve ter ouvido essa palavra em algum lugar, nos telejornais,
nas rádios, ou deve ter lido em alguma notícia de jornal, ou
ouvido conversas no seu bairro sobre cidadania. A cidadania
há muito tempo é motivo de debate em nossa sociedade, mas
qual a sua opinião sobre esse tema?

Defina com as suas palavras o que é cidadania?


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C onforme o Dicionário de língua portuguesa Priberam (2013), o termo cidadania, refere-


se à qualidade de cidadão, por outro lado, cidadão é o indivíduo que desfruta dos
direitos civis e políticos de um estado livre. Na Grécia antiga, cidade que foi o berço da
cidadania ocidental, os cidadãos eram todos os indivíduos que estavam integrados na vida
política da cidade.Naquela época e durante muito
tempo, a noção de cidadania esteve ligada à ideia de
privilégio, pois os direitos de cidadania eram
explicitamente restritos a determinadas classes e
grupos, esses direitos eram negados aos escravos, por
exemplo.
A definição de cidadania foi sofrendo
modificações ao longo do tempo, seja pelas alterações
dos modelos econômicos, políticose sociais ou como
conquistas, resultantes das pressões exercidas pelos excluídos dos direitose garantias a
poucos preservados.
Hoje, há uma vasta quantidade de direitos que alcança todos os indivíduos, que são
resguardados por legislações específicas, porém sabe-se que muitas dessas leis ainda nãosão
cumpridas integralmente, cabendo aos cidadãos exigirem dos governantes a aplicação dessas
leis. Portanto, o desafio da cidadania contemporânea é, além de incorporar novos direitos aos
já existentes, integrar cada vez mais um número maior de indivíduos ao gozodos direitos
reconhecidos.
Para Vasconcelos (2010, p. 157):

cidadania é a possibilidade que todos têm de cumprir seus deveres e de exercitar seus
direitos assegurados em lei. Cidadão é o indivíduo quedesfruta desses direitos
assegurados pelo Estado, participando consciente e efetivamente de tudo que diz
respeito à sociedade em que vive.

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Portanto, a cidadania tem como fundamento o exercício dos direitos civis, políticos e
sociais conquistados historicamente, e consagrados, no nosso país, através da Constituição
Federal de 1988, que também é conhecida como a Constituição cidadã, por ter ampliado os
direitos civis, políticos e sociaisno Brasil.

Comente a seguinte frase:Cidadania é o direito a ter direitos.

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Para você os direitos sociais estão sendo realmente assegurados para todos os cidadãos
como preceitua a Constituição Federal? Comente a sua resposta.

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2.1. OS ELEMENTOS CONSTITUINTES DA CIDADANIA

C onforme o clássico estudo de T.H. Marshall (1967) a cidadania é composta por três
partes ou elementos, o civil, político e o social. Conforme esse autor, a ideia de
cidadania está vinculada à garantia dos direitos dos cidadãos. De acordo com a divisão de
Marshall(1967, p. 63-64):

O elemento civil é composto dos direitos necessários à liberdade individual – li-


berdade de ir e vir, liberdade de imprensa, pensamento e fé, o direito à proprieda-de e
de concluir contratos válidos e o direito à justiça;
Por elemento político se deve entender o direito de participar no exercício do po-der
político, como um membro de um organismo investido da autoridade política ou
como um eleitor dos membros de tal organismo;
Por fim o elemento social se refere a tudo o que vai desde o direito a um mínimo de
bem-estar econômico e segurança ao direito de participar, por completo, na herança
social e levar a vida de um ser civilizado de acordo com os padrões que prevalecem
na sociedade. É o direito à alimentação, moradia, transporte, segu-rança, saúde,
educação, lazer, proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados,
dentre outros.

Agora que você já conhece os


principais elementos constituintes da
cidadania, com base no parágrafo

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supracitadoa, liste estes elementos destacando os principais direitos
que são atrelados a cada um deles.

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Como você já deve ter percebido a:

cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de


participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania
está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa
posição de inferioridade dentro do grupo social. (DALLARI,1998, p.14).

É importante frisar que ser cidadão/cidadã significa exercer plenamente tais direitos,de
modo que toda vez que um desses direitos for suprimido a cidadania deve ser acionadapara
protegê-los. Portanto, a condição de cidadão/cidadã, requer pessoas capazes dese dispor para
lutar em defesa de seus direitos, os quais foram conquistados com muitos sacrifícios
humanos, através das diversas lutas sociais ocorridas na história da civilização.
Em decorrência das atrocidades cometidas pelos homens durantes as duas
grandesGuerras Mundiais, nas quais diversos direitos humanos foram suprimidos, a
Assembleia Geral das Nações Unidas, proclamou em 10 de dezembro de 1948, a Declaração
Universaldos Direitos Humanos.

Lei e reflita sobre alguns Artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Declaração Universal dos Direitos Humanos
Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III)
da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948
Artigo I:Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadasde
razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.
Artigo II: Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabeleci-
dos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua,
religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nasci-
mento, ou qualquer outra condição.
Artigo III: Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo IV: Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico
deescravos serão proibidos em todas as suas formas.
Artigo V: Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano
ou degradante.

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Artigo VI: Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida comopessoa
perante a lei.
Artigo VII: Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a
igualproteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que
viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação. [...]
Artigo IX: Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.
Artigo X: Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e públicapor
parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do
fundamento de qualquer acusação criminal contra ele. [...]
Artigo XII: Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no
seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem
direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.
Artigo XIII:1. Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das
fronteiras de cada Estado. 2. Toda pessoa tem o direito de deixar qualquer país, in-clusive
o próprio, e a este regressar. [...](https://brasa.org.br/)

Essa declaração serviu para a unificação dos direitos humanos no mundo inteiro,
servindo de parâmentro para construção de políticas de iguadades e respeito à condição
humana.
Voltando à exposição, de acordo com Marshall (1967), a cidadania deve envolver a
participação integral do indivíduo na comunidade política, e é justamente essa participação
que fortalece as instituições democráticas do país. Quando os cidadãos deixam de reivindicar
os seus direitos, toda a sociedade perde, pois a apatia política de muitos favorece a corrupção
e os desvios de condutas dos políticos governantes.
Portanto, a cidadania deve ser o combate diário a essas práticas e outras como o jeitinho
brasileiro, o você sabe com que esta falando, o autoritarismo social, que conforme Dagnino
(1994), baseando-se em critérios de classe, raça e gênero, se expressa num sistema de
classificações que estabelece diferentes categorias de pessoas, dispostasem seus respectivos
lugares na sociedade.
Conforme José Murilo de Carvalho (2011), no seu livro: Cidadania no Brasil o longo
caminho, “ainda hoje muitos direitos civis, a base da sequência de Marshall, conti-nuam
inacessíveis à maioria da população” (p. 220). No Brasil, os privilegiados ainda são aqueles
que detêm o poderio socioeconômico e cultural.
Para o pleno exercício da cidadania deve-se ter consciência dos direitos e das
obrigações inerentes a cada cidadão, enquanto membro de uma sociedade política. Além
disso, é necessário lutar para que tais direitos sejam colocados em prática, caso contrário à
cidadania estará comprometida e a sociedade passará a conviver cada vez mais com situações
de opressão, injustiça e desigualdade.
Entre junho e julho de 2013, milhares depessoas
foram às ruas do Brasil exercer a suacidadania,
inconformados com o descaso dosgovernantes, cuja
política econômica não tinhacomo foco principal a
qualidade de vida doseleitores, a população então foi
para a rua reivindicar os seus direitos.
O estopim das manifestações foi a correção das
tarifas de ônibus. Mas logo se ampliaram os pleitos por melhores serviços de transporte,
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educação e saúde, bem como reclamações contra a brutalidade policial. Havia também
questões comportamentais, como a cura gay em absurda discussão no Congresso. Os
protestos contra a corrupção foram também muito fortes. As faraônicas reformas dos estádios
esportivos exigidos pela Copa do Mundo, em contraste com a depauperada infraestrutura de
suporte aos serviços públicos essenciais cunhou a irônica ex-pressão padrão-Fifa para
adjetivar o que se almeja para os hospitais e escolas públicas (FERREIRA, FRAGELLI,
2013, p. 1).
A cidadania então, requer pessoas ativas,para
quando os governantes agirem com descaso para com a
população, saiamàs ruas a lutem porseus direitos e pelos
os dos demais. Entretanto, a defesa dos direitos
Constitucionais garantidos pelaCarta Magna de 1988,
precisa ser uma atitude constante, e não apenas em
momentos de grande euforia popular. Cabe lembrar-se
que a cidadania não se refere apenas a direitos, na
verdade ela é um mix de direitos e deveres que os
cidadãos devem cumprir para uma boa convivência social.
Exercer a cidadania é respeitar o direito do outro. Ser cidadão é cumprir as normas
sociais: respeitar o semáforo vermelho, estacionar automóveis apenas em local permitido,
não obstruir passagens e rampas de acesso para deficientes, não jogar o lixo na rua e em
outros locais inadequados, é separar o lixo para a reciclagem, é pensar no coletivo, e não
apenasno individual, etc. (VASCONCELOS, 2010, p. 165).
Para que a cidadania se efetive a educação é primordial, assim são de extrema rele-
vância as diversas campanhas educativas de conscientização dos indivíduos sobre assuntos
variados. Essa autora ressalta que é possível ensinar o conceito de cidadania, porém ela só se
realiza na prática, com o respeito ao direito do outro, com a participação diária do cidadão e
que o mesmo tenha consciência de que o próximo deve ser respeitado em todosos aspectos.
Com a educação “o cidadão se conscientiza quanto à vida em sociedade, quanto à
importância do voto e de sua própria formação. Pela educação, o ser humano pode chegar a
grande plenitude e a ver a cidadania como possível a todos e fundamental para o bem
comum” (VASCONCELOS, 2010, p. 165).

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A charge supra aponta para a contradição entre realidade social e garantias legais.

Comente porque no Brasil o acesso aos direitos de cidadania ainda é limitado.


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Sobre a manifestações de rua no Brasil em 2013, falou-se que o gigante acordou, crian-
do-se um clima de esperança quanto a um futuro melhor para o Brasil. Você acredita que
essas manifestações têm força de realmente provocar as mudanças que queriam os
manifestantes? Comente a sua resposta.
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Você tomou conhecimento das manifestações de ruas no Brasil ocorridas entre junho e
julho de 2013? Você participou dessas manifestações? Qual a sua intenção ao participar
desse movimento? Caso não tenha participado, diga por que não quis se envolver com aslutas
dos manifestantes?
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3. SOCIEDADE E CULTURA DE PAZ¹

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C om base nas discussões apresentadas sobre Cidadania e Ética, aqui vamos tratar da
convivência social, do relacionamento em grupo e da forma como podemos ajudar a
construir uma cultura de paz nos ambientes onde circulamos inclusive no mundo do trabalho.

a) Respeite as regras

Você já imaginou como seria a vida em uma sociedade sem regras? No mínimo
confusa, arriscada e sem referências não é mesmo? Para seviver em sociedade e até mesmo
em grupo (a família é o primeiro grupo de convivência) é necessário ter algumas regras que
garantam o bem estar individual e coletivo. É muito importante que se conheça, valorize e
respeite as regras estabelecidas pela sociedade. Afinal, elas são referências para se
sabercomo agir nos diversos contextos onde circula-se: família, escola, trabalho, trânsito,
igreja, clubes, etc. Respeitar as regras é sinal de civilidade, polidez, respeitar aos demais e ser
respeitado. Além disso, é uma das principais maneiras de seajudar a construir e consolidar
uma cultur a de paz verdadeira e duradoura.

b) Seja responsável

Asações de algumas pessoas, às vezes, têm consequências indesejadas. Quem já não deu
um esbarrão em alguém por estar passando distraído ou apressado? Quem já não disse coisas
que deixaram os outros chateados? Muitas vezes age-sesem pensar nas consequências e o
resultado disso pode ser desastroso. Pessoas criamconflitos e metem-se em confusão
gratuitamente. Muitos conflitos e agressões surgem de situações onde ações são feitasde
forma impensada ou tira-se o corpo fora fugindo da responsabilidade por aquilo que foi
feito1.
• Que tal colocar em prática o exercício de contar até dez antes de fazer alguma coisa?
• Que tal passar a usar – sempre - as três expressões mágicas: com licença, por favor, e
obrigado?
• E, que tal reconhecer com mais frequência a sua responsabilidade nas situações do
cotidiano, especialmente naquelas onde existirem conflitos?

c) Não seja omisso

Omitir significa descuidar. De deixar de fazer. De deixar de agir quando se esperaria o


contrário. Por isso, não ser omisso é uma das formas de combater a violência e lutar pela paz
e pela dignidade humana. Deixar passar a chance de ajudar alguém ou não denunciar uma
violência são formas de omissão. Assim como também o é aceitar viver, trabalhar e estudar
em locais com péssimas condições de higiene, negar uma informação a quem pede ou
permitir que alguém seja discriminado. Coloque em prática uma ação contrária à omissão.
Vale à pena tentar. Lembre-se, sua atitude estará servindo de exemplo.

d) Converse para resolver

1
Este item reproduz literalmente a parte I da cartilha “Paz tem voz”, RPCTV/Instituto GRPCOM. Projeto Televisando o Futuro,
edição 2012. Disponível em: <http://www.rpctv.com.br/wp-content/uploads/2012/03/cartilha-paz-tem-voz.pdf>. Acesso em: 11
out. 2013.

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Muitas vezes quando se enfrentaum problema ou
conflitoevita-se encontrar ou falar com a pessoa diretamente
envolvida porque não se quere incomodar ainda mais.Isso
resolve? Não, pelo contrário, agrava ainda mais a situação
porque ficar cada um no seu canto contribui para que o
problema aumente. Imagina-se o que o outro está pensando e
isso não é bom. Restabelecer a comunicação é o melhor
caminho. O diálogo é fundamentalpara que cada um possa
expor seus pontos de vista e opiniões, esclarecendo o
problema. Desta forma, não é mais um contra o outro e sim os dois juntos buscando possíveis
so-luções para o conflito.

e) Escolha um melhor momento para conversar e resolver

Se conversar é o melhor caminho para resolver uma questão, nem todo o momento é o
momento certo para que este tipo de conversa aconteça. Esperar a poeira baixar é uma boa
dica para garantir que os ânimos estejam sob controle e a conversa não se transforme numa
nova discussão. Além disso, escolher um local reservado e longe dos olhares e inter-venção
de curiosos também ajuda, e muito, aos envolvidos não apresentarem resistência e a
quererem mesmo resolver as pendências.

f) Comunique-se de forma clara

A comunicação é um processo de emissão, transmissão e recepção de


mensagens.Comunicar-se é a capacidade de trocar e discutir ideias, de dialogar com vista ao
bom entendimento. Mas é muito comumse dizer uma coisa e as pessoas para quem fala-
seentenderem outra completamente diferente. Afinal, as pessoas são responsáveis pelas
palavras que falam, mas nãose tem controle sobre o entendimento e a interpretação dos
demais. Por isso, é importante fazer um exercício de clareza na comunicação. E, a forma de
isso ocorrer é uma só: confirmar com os outros se realmente entenderam aquilo que
estarsendo dito. Afinal, comunicar-se não significa só falar é também fazer entender com
clareza. Garantir que o que seja transmitido seja bem compreendidos evita mal-entendidos,
ruídos e distorções que podem virar motivo de conflitos e discussões.

g) Ouça com atenção

Saber comunicar-se é também saber ouvir com atenção. Quando seconversatem-se


muita vontade de dizer o que se pensa e expressar o seu ponto de vista. Isso fica mais
tentador quando as pessoas com as quais se conversa têm ideias diferentes e que as pessoas
insistem em que suas ideias prevaleçam. Muitas vezes nem se escutae o que o outro está
dizendo. Interrompe-se a pessoa em questão para colocar a opinião que se espera prevalecer.
Enfim, deixa-se de ouvir o outro. Que tal aprender a desacelerare ouvir, de verdade,o que o
outro nos diz? Ao ouvir realmente outros pontos de vista, procurando entender o que o outro
tem a dizer, reduzir as chances de gerar conflitos e ganhar-se uma oportunidade de aprender

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com a diferença. Isso não significa abrir mão da sua opinião, mas mostra que se é flexível
diante de ideias diferentes das nossas.

h) Respeite as diferenças
As pessoas não são iguais a você. Todas as pessoas são únicas e
acreditam e pensam de forma diferente umas das outras. Por isso, quem
disse que o nosso jeito de pensar e agir é o certo? Respeitar as diferenças
não significa abrir mão do nosso ponto de vista, mas ser flexível e
entender o ponto de vista dos outros. A intolerância alimenta a violência.
Fique fora disso.

i) Esteja atento ao seu jeito de falar

Quando fala-se com outras pessoas tudo é percebido. Aspalavras proferidas, o tom de
voz, os gestos, as caras e bocas feitas, a postura, sos olhos... Mesmo que nãose perceba,
quando se grita, se é irônico, arrogante ou gesticula-se de maneiradesrespeitosa, com certeza
se esta agredindo, humilhando e desmoralizando a outra pessoa. E isso gera conflito e atritos
nos relacionamentos. Precisa-sedesarmaros ânimose estar atento ao que se diz com as
palavras e com a expressão corporal e, assim, garantir não apenas uma boa comunicação,
mas, também, não ser agressivo.

j) Ataque o problema e não as pessoas

Todos as pessoas enfrentam problemas diariamente. E os problemas precisam ser


resolvidos. Mas existem formas diferentes de buscar as soluções. Imagine que você não
cumpriu sua palavra naquilo que havia combinado com um amigo ou colega e este diz: -
Mas, também, eu não poderia esperar outra coisa... você é um burro! Agora imagine o
mesmo amigo ou colega reagindo de maneira diferente: - Se você não tinha entendido o que
era para você fazer, por que não me perguntou antes? Então, qual seria sua reação diante das
duas formas de falar? Como você se sentiria em cada uma destas situações? Viu a grande
diferença entre os dois jeitos de falar? Quando se ataca uma pessoa e não o problema,
agrava-se os conflitos. Por outro lado, quando trata-se do problema sem atacar as pessoas,
mantemos as portas do diálogo abertas e é bem mais fácil encontrarmos juntos as soluções
necessárias.

k) Converse ao invés de acusar

Imagine que um amigo o deixou na mão. Que coisas a gente tende a dizer neste tipo de
situação? Pô cara, você não tá nem aí com os outros, não é? Só se preocupa com você
mesmo....Quando não se gosta de algo que alguém fez conosco, a tendência é acusar,agredir
e atacar. Sem ouvir a explicação do que realmente houve. E, como você acha que o outro vai
reagir diante deste ataque? Provavelmente, vai sentir-se acusado, e tentar contra-atacar para
se defender. Uma forma alternativa e mais opositiva de lidar com as situaçõesdeixar a raiva
passar e só depois conversar com a pessoa. Aí então dizer o que se sente, mostrar como a
situação afeta as pessoas e dizer como seria aforma adequada da pessoa agir. Mas, também,
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ouvir o que ela tem a dizer. Quem sabe se os motivos sejam válidos? Experimente fazer isso.
Todos só têm a ganhar.

l) Evite bate-boca

Discussões e bate-boca não levam a nada. Você lembra de situações assim com a
família e amigos? Bater boca resolveu alguma coisa ou só piorou a situação? Que coisas
contribuíram para que a discussão se agravasse? Não é verdade que cada um estava mais
preocupado em falar do que tentar entender o que o outro estava falando? Não é verdade que,
no calorda discussão, as pessoas ficam tentando interpretar o que os outros estão dizendo no
lugar de realmente ouvirem? Pois bem, estas coisas atrapalham a comunicação e fomentam a
violência. Você não quer isso, quer? É por estes e outros motivos que é importantese fazers
um esforço verdadeiro para evitar brigas e bate-boca. Isso só vai ajudar a melhorar o
entendimento e o diálogo entre todos.

m) Evite dar sermões

Quem gosta de ouvir sermão quando chega tarde em casa? Quem gosta de ouvir pela
milésima vez que deve ter mais responsabilidade? Quem gosta de ser repreendido por ter
esquecido um compromisso? E como é que você reage quando alguém lhe dá um sermão? Se
você não gosta. Os outros também não! Assim, evite fazer discursos sobre as falhas dos
outros porque isso só vai gerar mais tensão e conflito. A reação de quem recebe um sermão é
defender-se. Dificilmente vai reconhecer a falha. Que tal experimentar falar de como você se
sentiu na situação ao invés de acusar? Essa atitude ajuda a outra pessoa a ficar menos na
defensiva, a refletir sobre a situação e a entender os efeitos das suas atitudes sobre os outros.

Dicas básicas para uma boa comunicação


1. Escolha o momento e o lugar certos para conversar
2. Não interrompa o que outro está dizendo
3. Relaxe e tenha paciência
4. Esteja atento a sua linguagem corporal
5. Escute (com respeito e interesse)
6. Não dê sermão
7. Procure a pessoa, mas ataque só o problema
8. Cuidado com o achismo. Fale do que tem certeza
9. Não perca o controle
10. Não ofenda

n) Busque soluções justas para os conflitos

Quando se ouve a palavra conflito a maioria das pessoas pensa em coisas negativas,
como briga e bate-boca. Entretanto, elesnão precisam ser negativos. Eles surgem em razão da
diferença de ideias, opiniões, crenças e pontos de vista entre as pessoas. Mas dependendo da
forma como se lida com o conflito, ele pode transformar-se em positivoou negativo,
construtivo ou destrutivo. Para evitar que ele se transforme em negativo e destrutivo, basta

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não olhar a outra parte como inimiga e querer, de verdade, buscar uma solução conjunta,
onde todas as partes saiam satisfeitas.

o) Trate os sentimentos com respeito

Todos nós sentimos raiva, ciúmes, medo, tristeza, frustração, ansiedade, insegurança. E,
apesar de não gostarmos de boa parte destes sentimentos, precisamos respeitá-los. Eles fazem
parte da nossa natureza e podem ser muito úteis. O medo, por exemplo, nos deixa alertas e
preparados para enfrentar ou escapar do perigo. Só não podemos esquecer que os outros
também têm estes mesmos sentimentos, ou tentar descontar e descarregar a raiva, frustração,
ciúmes ou qualquer outro sentimento nos outros. Reconhecer e respeitar os sentimentos pede
reflexão e calma. Isso ajuda a entender o que está acontecendo e a melhorar a convivência
com os demais.

p) Aprenda a lidar com a raiva

Em algum momento da vida, com certeza, todas as pessoas já sentiram raiva de e por
alguma coisa. Em situações como essa, reagir como se fosse uma panela de pressão ou
estivesse engolindo sapo. Pode sair dando tiro pra tudo que é lado e descontando no primeiro
que aparece. Pode ficar com pena de si mesmo, fazendo-se de vítima e chorando. Ou pode,
com serenidade, refletir sobre o que aconteceu e tentar buscar uma solução efetiva. Aprender
a lidar com a raiva é sinal de equilíbrio, maturidade e civilidade. Pense nisso.

q) Aprenda a lidar com a pressão da turma

Todos as pessoas participam de diversos grupos: família, turma da rua, do bairro ou


prédio, turma da escola, do futebol, do trabalho, do clube... Cada um desses grupos tem seu
próprio jeito de funcionar e regras de convivência. São exigências impostas para que
sepossafazer parte e ser bem-vindos. Ao mesmo tempo, os indivíduos temideias próprias.
Têm enfim, o seu jeito de funcionar e isso precisa ser respeitado pelos demais. Saber lidar
com a pressão da turma significa poder dizer sim enão para o que o grupo propõe. Significa
não aceitar aquilo com o qual não concorda. Pense nisso: fazer parte da turma não poder ser
sinônimo de desrespeito a si mesmo e aos seus valores.

r) Arisque-se a fazer diferente

Conversar ao invés de discutir ou bater. Ouvir ao invés de falar sem parar. Contar até
mil ao invés de xingar ou sair atacando quem aparecer pela frente. Fazer aquilo que acredita
ser o certo e não o que a turma quer fazer. Mudar não é uma coisa que a gente consegue da
noite para o dia. Mas é possível, basta querer. Mudar exige coragem, determinação e esforço.

DICAS BÁSICAS PARA SOLUÇÃO DE CONFLITOS

1. Identifique o problema
2. Concentre-se no problema e não nas pessoas envolvidas
3. Escute com interesse e mente aberta
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4. Trate o sentimento e a opinião das pessoas com respeito
5. Tenha responsabilidade pelos seus atos. Mas as recompensas são grandes e os
resultados valem à pena.

Pense nisso e tome a decisão de fazer parte daqueles que acreditem, defendem e
constroem a cultura da paz.

E como agir quando alguém esta bravo com você?

• Use o bom senso


• Perceba que a outra pessoa pode não estar agindo ou falando racionalmente
• Faça com que a outra pessoa saiba que você se preocupa
• Escolha um bom lugar para conversar
• Observe a linguagem corporal da pessoa
• Observe a sua própria linguagem corporal
• Esteja consciente do seu tom de voz
• Trate os outros como gostaria de ser tratado
• Comprometa-se a resolver a questão de forma justa e apropriada.

Como você age em uma situação de conflito? Registre suas considerações e


compa-re-a com a de seus colegas.

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É comum hoje em dia ouvirmos na mídia em geral a ideia de
que a ação do homem está alterando o clima do planeta.
Você concorda? Justifique

4. EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A educação ambiental favorece o acesso ao conhecimento, além de oportunizar a


conscientização do homem sobre a sua relação com a natureza. Baseia-se
essencialmente, na mudança de comportamentos, valores e atitudes no sentido de promover a
conservação e preservação da natureza. A transformação do comportamento humano não é
uma tarefa fácil, exige dos educadores planejamento, ações permanentes, insistência e muitas
outras atitudes que consigam sensibilizar os educandos.

4.1. Meio Ambiente: Conceito e características


Você já parou para refletir sobre a importância do meio
ambiente na sua vida? Para você, o que é meio ambiente?
O conceito de meio ambiente engloba vários aspectosque
afetam diretamente o homem, tanto em seu meio individual
como social. Portanto, devemos entender a relação entre meio
ambiente e sociedade, pois estamos falando de um só sistema. Quando nos referimos à
proteção do meio ambiente, estamos tratando também da proteção à espécie humana, de se
cuidar de um espaço para manutenção da espécie humana.
Para as Organização das Nações Unidas (ONU) o meio ambiente é o conjunto de
elementos físicos, químicos, biológicos e sociais que podem causar efeitos diretos ou
indiretos sobre os seres vivos e as atividades humanas (www.significados.com.br/meio-
ambiente).
O meio ambiente é o conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema
natural. Assim, o meio ambiente é composto por toda a vegetação, animais, micro-
organismos, solo, rochas, atmosfera. Também fazem parte do meio ambiente os recursos
naturais, como a água e o ar e os fenômenos físicos do clima, como energia, radiação,
descarga elétrica e magnetismo.
Nas últimas décadas, muito se tem discutido sobre o tema, vinculando-o sempre à
questões da natureza, como a água, o ar ou a flora, distanciando o homem desses elementos,
contribuindo para a manutenção da ideia de não pertencimento ou até mesmo o isentando da
culpa por diversos problemas vivenciados por todos diariamente. É necessário então
estabelecer uma relação de interdependência entre o homem e o meio ambiente, analisando
como suas ações interferem diretamente no ambiente em que ele vive.

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4.2. A IMPORTÂNCIA DA CONSERVAÇÃO DO PLANETA: A
POLÍTICA DOS R’S:

P arte da preocupação mundial com a conservação do meio ambiente nos dias atuais trata-
se da destinação correta dos resíduos sólidos. Aparece aí às ideias de consumo
consciente, reaproveitamento de materiais e sustentabilidade, criando-se um processo educativo que
tem por objetivo a mudança de hábitos dos cidadãos, fazendo com que reflitam sobre o consumo exagerado e o
desperdício.
Desde o final do século XIX, com o boom do capitalismo industrial surgiuuma
enxurrada de novas tecnologias, e, com isso, consequências nefastas ao meio ambiente. O
homem passa a produzir e, consequentemente, consumir cada vez mais. Posteriormente,
surgiua necessidade de se pensar uma nova forma de conduta humana em relação à natureza,
reavaliando seu agir e consequências.
Priorizando a redução do consumo e, consequentemente, a diminuição do desperdício,
surgiuuma política voltada para a educação ambiental, priorizando de início três ações:
Reduzir, Reutilizar e Reciclar, acrescentando-se, posteriormente, os conceitos Repensar e
Recusar consumir produtos que gerem impactos socioambientais, unificando-se assim a
política dos cinco R’s.
As práticas dessa educação devem estar presentes em nosso dia a dia, em todas as ações,
sejam públicas ou privadas, criando uma consciência cidadã, mudando a forma como
enxergamos a natureza, entendendo que somos parte do processo.

4.3. A descrição e o conceito dos 5R’s:

A política dos 5 R’s sugere mudanças comportamentais de modo a assegurar a qualidade


de vida na terra, promovendo a preservação e conscientização ambiental, além de
demonstrar que o homem também é parte integrante do meio ambiente. Para isso é
imprescindível que saibamos o que significam os 5Rs (Repensar, Reduzir, Recusar,
Reutilizar e Reciclar), desta forma, listadoscom o significado:

• REUTILIZAR: Dar vida nova ao produto, reutilizando-o ao invés de descartá-


lo. Utilizar várias vezes a mesma embalagem, com um pouco de imaginação e
criatividade podemos aproveitar sobras de materiais para outras funcionalidades,
exemplo: garrafas de plástico/vidro para armazenamento de líquidos e
recipientesdiversos.
• REDUZIR: Consumir menos produtos, ou produtos com embalagens de
maiordurabilidade, econômicas e rentáveis, reduzindo assim o impacto ambiental
causado com o descarte desses produtos, diminuindo a quantidade de lixo residual
que produzimos. Os consumidores devem adotar hábitos de adquirir produtos que
sejam reutlilizáveis, como exemplo: guardanapos de pano, sacos de pano para fazer
suas compras diárias, embalagens reutilizáveis para armazenar alimentos ao invés
dos descartáveis.
• RECICLAR: Reciclar produtos, transformando materiais já usados, por meio
deprocesso artesanal ou industrial, diminuindo o impacto ambiental e contribuindo
para a geração de renda. É transformar o resíduo antes inútil em matérias-primas ou
novos produtos, como um benefício tanto para o aspecto ambiental como energético.

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• REPENSAR: Repensar hábitos de consumo. Antes de consumir
exageradamente, avalie se o que está comprando é algo de que realmente necessita.
• RECUSAR: Recusar produtos que sejam prejudiciais ao meio ambiente e a
saúde, gerando hábitos saudáveis e protegendo o meio ambiente.
(http://www.mma.gov.br/informma/item/9410-a-pol%C3%ADtica-dos-5-r-s)

Os bons hábitos começam em casa. Com atitudes práticas você pode melhorar a vida de
sua família ou comunidade, fazendo a diferença, contribuindo para um mundo mais saudável.
Dentre as práticas da proteção ao ambiente está a Coleta Seletiva, que indica o reco-
lhimento, de forma separada, de materiais que possam ser reaproveitáveis/reutilizáveis. As
cores para a coleta seletiva de lixo ainda não são um padrão mundial, mas são adotadas por
muitos países e servem para indicar onde cada resíduo deva ser depositado, padronizando e
facilitando a coleta seletiva: Vermelho: plásticos; Amarelo: metais; Azul: papel/papelão;
Verde: vidros; Cinza: lixo contaminado, que não será entregue a reciclagem.

NOTÍCIA:
Coleta seletiva do lixo em Teresina garante renda para Associação
27 de junho de 2013

Em pesquisa realizada pelo


IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística), constatou-se
que o número de cidades brasileiras
com coleta seletiva de lixo mais que
dobrou nos últimos 10 anos. Mas,
apesar do avanço,segundo os dados,
mais de 60% das cidades brasileiras
não possuem qualquer atividade de coleta seletiva de lixo. O
estudo revela ainda que no Piauí, apenas duas cidades têm coleta
seletiva, e Teresina é a única que tem coleta em todo o território
e tem o material reciclado.
(https://ww2.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/27032002pns
b.shtm)
Preocupada com a evolução das políticas públicas de saneamento ambiental e com a
melhoria do serviço, a Sustentare Engenharia Ambiental, empresa que presta serviço para a
Prefeitura de Teresina, responsável pela limpeza pública, está reestruturando o sistema de
coleta seletiva de lixo em pontos estratégicos da cidade. Para Fernando Góis, gerente da
Sustentare, os maiores beneficiados por esse sistema são o meio ambiente e a saúde da
população:

O tratamento e a destinação adequados do lixo coletado são condições essenciais


para a preservação da qualidade ambiental e da saúde da população, facilitando o
controle e a redução de vetores e, por conseguinte, das doenças causadas por eles. A
coleta seletiva, em especial, é importante pelo fato de separar os materiais
recicláveis, de forma que osmesmos possam ser corretamente processados e
transformados em novos produtos. O sistema também gera emprego e renda para a

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população que depende da comercialização domaterial selecionado para a
reciclagem. Atualmente estamos encaminhando esse material para a Associação
Trapeiros de Emaús, para que possa ser reaproveitado, explica Góis.

O gerente afirma ainda que uma sociedade consciente e bem educada não gera lixo e
sim materiais para reciclar:

A coleta seletiva contribui para a melhoria do meio ambiente na medida em que


diminui a exploração de recursos naturais; reduz o consumo de energia; prolonga a
vida útil dos aterros sanitários; diminui o desperdício; diminui os gastos com limpeza
pública e possibilita a reciclagem de materiais que iriam para o lixo. Portanto, a
coleta seletiva de lixo aparece não como a solução final, mas como uma das
possibilidades de redução do problema com o lixo, destaca o gerente da Sustentare.

Preocupados com a destinação final do material reciclável e com o tratamento, o lixo


reciclável de Teresina está sendo tratado pela Associação Emaús, que trata o lixo reciclável:

Nós da Emaús, desde que conhecemos a coleta da Prefeitura de Teresina, buscamos a


parceria. Eles vieram até nosso local de reciclagem e nos passaram quais as
condições para mandarem para cá o material reciclável. Após organizamos, foi feita
a parceria. E agoraestamos recebendo mais material, e que apesar de ser muito baixo
o nosso custo para ven-der, já ajuda nosso orçamento, e nós colaboramos com o meio
ambiente”, afirmou AntônioFrancisco, que trabalha desde 2004 na entidade.

Para os integrantes da Associação é primordial a colaboração da população neste pro-


cesso seletivo do lixo. Por isso, os trabalhadores fazem um pedido a população:

Pedimos que as pessoas separem o lixo reciclável, papel, vidro, plástico, metal, do
lixo orgânico. Não coloquem o lixo orgânico nos locais de depósito de lixo
reciclável. Porque eles são coletados em carros diferentes e tem destinos diferentes.
No local do lixo reciclável, tem mostrando quais os materiais que devem ser
colocados lá, solicita Antônio Francisco em nome dos coletores de material
reciclável.(www.portalaz.com.br)

Além de manter a cidade limpa, a Sustentare também dispõe de uma equipe de


educação ambiental, que desenvolve contínuos trabalhos de conscientização e sensibilização
da população em torno da importância socioambiental que a coleta seletiva representa paraa
cidade.

Por que reduzir; reutilizar e reciclar ajudam a melhorar a sua vida?

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Você costuma pensar seus hábitos de consumo antes de adquirir um novo produto?

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DICAS PARA REPENSAR O CONSUMO

T odos os consumidores precisam formar uma nova cultura de consumo, pautada por
ações conscientes e responsáveis. Nesse sentido, lista-sealgumas perguntas que pode-se
fazer e que podem nos ajudar a trilhar o caminho do consumo sustentável.

1ª) Eu realmente preciso?


Perceber fatores como publicidade, moda, posição social e até carência emocional, de
forma a evitar exageros e compras desnecessárias.
Dica:frequente bibliotecas públicas, centros culturais e parques. São atividades que nos
enriquecem e que não custam nada!

2ª) Tenho como fazer eu mesmo?


Ou ainda pegar emprestado ou alugar? Esta reflexão nos permite resgatar
conhecimentos tradicionais, desenvolver habilidades e fortalecer um sentimento de
independência em relação ao mercado.
Dica: aprenda a fazer produtos naturais para limpeza da sua casa!

3ª) Do que é feito?


Procurar saber qual a matéria-prima utilizada na fabricação do produto. Envolve
questões como bem estar dos animais, manejo sustentável das florestas, emissão de
dióxido de carbono na atmosfera, uso de bens naturais renováveis ou não renováveis,
etc. O ideal é optarmos por produtos feitos da forma mais natural e artesanal possível e
sem sofrimento humano ou animal.
Dica: leia atentamente os rótulos dos produtos!

4ª) Quem fez?


Esta pergunta indica para quem vai o dinheiro, isto é, quem eu estou apoiando. Pode ser
um pequeno produtor local, uma empresa nacional ou uma grande multinacional
estrangeira. Abrange situações como trabalho escravo, trabalho infantil, impactos

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ambientais no deslocamento do produto, entre outras. Portanto, quanto menor o
produtor e mais próximo você estiver do local de produção, melhor! Pois, as
possibilidades de se informar e de fiscalizar essas questões serão maiores.
Dica: conheça feiras de produtores orgânicos da sua região!

5ª) Qual a qualidade do produto?


Avaliar, por exemplo, se é um bem durável, ou qual sua classe de eficiência energética.
O barato pode sair caro não só do ponto de vista financeiro, como também para o meio
ambiente e para a sociedade.
Dica: assista ao documentário Comprar, jogar fora, comprar: A história secreta da
obsolescência programada, evidenciando esta prática e sua relação com a sociedade de
consumo.

6ª) Como vou descartá-lo?


Notar se o produto tem muitas embalagens, se gera muitos resíduos, se é reciclável,
compostável ou biodegradável, etc. Neste ponto devemos estar atentos para o destino
que será dado ao produto após seu uso. O ideal é que este se mantenha no ciclo dos Rs,
por meio da reutilização ou da reciclagem, salientando a importância e a eficácia da
compostagem dos resíduos orgânicos, que pode ser feita por qualquer um de nós,
mesmo em pequenos espaços residenciais.
Dica: utilize uma composteira caseira para descartar seus resíduos orgânicos!
Lembrando que, o ponto central deste tema é a formação de uma nova cultura de
consumo, o que significa mudança de hábitos. Para tanto, é essencial nos
comprometermos a lidar com todos os desafios que uma transformação nos impõe em
nome de uma sociedade mais equilibrada e solidária.

LEIA!
Releia com atenção o texto. Procure as palavras novas no dicionário.

Reduzindo o consumo

Reduzir é ainda a melhor estratégia para evitar danos ambientais. Ao reduzir o seu
consumo você estará consumindo menos água, energia e matéria-prima. Assim, estará
diminuindo a pressão sobre os recursos naturais, gerando menos material nos esgotos,
menos calor, menos poluição, menos desmatamentos e menos erosão dossolos.
Se cada um dos 6 bilhões de habitantes da Terra fizesse isso, teríamos apagado da
mídia a maioria das desgraças socioambientais a que assistimos diariamente.
Ao efetuar suas compras, reduza-as ao mínimo necessário. Todos os produtos que você
adquire geram impactos sobre o ambiente. Reduza a produção de lixo. Dê preferência a
produtos que não tragam embalagens não-recicláveis como isopor, por exemplo.
Desenvolva a cultura de reutilização e, com isso, reduza a produção de resíduos.
Embalagens de lata, caixas de papelão, pro exemplo, podem ter diversas outras utilidades,
antes de enviá-las para a reciclagem, ou, em muitos casos, para os aterros.

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Promova em sua casa, a economia de água e a sua reutilização. Otimize o uso de
energia elétrica racionalizando o uso de eletrodomésticos. Quanto menos se consome,
menos pressão será exercida sobre s recursos natu-rais. Mais tempo os ecossistemas terão
para se recompor das nossas agressões.
(FREIRE DIAS, 2005, p.5).

COMPREENDA AS IDEIAS DO TEXTO E RESPONDA ÀS QUESTÕES A SEGUIR.

01. Quando o autor usa você ele está se dirigindo:

a) a um colega.
b) ao chefe.
c) ao amigo.
d) ao leitor.

02. A ideia principal do texto é mostrar:

a) que a natureza reage positivamente em relação aos consumidores.


b) que reduzir o consumo contribui para preservar os recursos naturais.
c) como os ecossistemas se recompõem das nossas agressões.
d) como os materiais usados podem ser reciclados.

03. Pelas ideias do texto:

a) a natureza não tem salvação.


b) apenas o governo pode cuidar da natureza.
c) cada um pode contribuir para preservar a natureza.
d) a natureza não tem condições de se recompor.

04. A finalidade do texto é:

a) distrair e entreter.
b) orientar e informar.
c) contar uma história.
d) provocar prazer estético.

05. Numere a segunda coluna de acordo com o significado das palavras:

1. estratégias a) ( ) produzem
2. geram b) ( ) procedimentos
3. impactos c) ( ) sobras
4. resíduos d) ( ) consequências

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5. SAÚDE E HIGIENE PESSOAL

P ara você, o que é higiene pessoal e saúde? Você pratica a higiene pessoal? A higiene do
corpo humano não se refere somente a tomar banho e escovar os dentes. Quando fala-
sesobre higiene pessoal trata-se também de saúde.
Porém, os hábitos de limpeza que são repassados as pessoas desde a infância nem
sempre estiveram presentes na história da humanidade. Grandes problemas ocorridos no
passado levaram a humanidade a repensar seus hábitos, como por exemplo, a peste bubônica
(conhecida como peste negra) ocorrida na Europa do século Medieval, até a tuberculose,
doença que predominou no século XIX.
Com o avanço das informações e tecnologias, hábitos saudáveis passam a fazer parte do
dia-a-dia de todos. Hoje, grande parte da população tem acesso ao sistema de água tratada e
esgoto, e os banheiros construídos dentro das residências não representam mais um luxo.
Atividades como banhos diários, cortar unhas, escovar os dentes, usar roupas limpas,
dentre outras passam a se tornar imprescindíveis, contribuindo em larga escala para a di-
minuição de doenças de pele, contaminações por bactérias, fungos e vermes, dentre outras.

5.1. O QUE É MESMO HIGIENE?

P ode-se então entender que a higiene é o conjunto de conhecimentos e técnicas que visam
a promover a saúde e evitar as doenças. Consistenos hábitos que causam benefícios para
a limpeza e o asseio do ser humano. São quase todas as coisas que ajudam a prevenir de
doenças e de manter a saúde, prezando pelo bem-estar das pessoas.

5.2. HIGIENE E TRABALHO

É muito importante darmos bastante atenção às práticas de higiene, pois muitos mi-
crorganismos habitam nosso corpo. As práticas de higiene deve acompanhar em todas as
etapas do dia-a-dia de todas as pessoas, não somente em ambiente familiar, como também no
ambiente de trabalho, local onde se está exposto a um número maior de microrganismos e

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bactérias causadores de doenças e, também, onde todos são constantemente avaliados,
devendo,assim,as pessoas se apresentarem sempre limpos e com aparência saudável.
No trabalho, deve-se:

• usar uniformes ou roupas sempre limpos;


• usar calçados limpos e de preferência fechados;
• usar cabelos aparados e penteados;
• fazer ou aparar a barba diariamente (homens);
• Tomar banho diariamente;

5.3. NOÇÕES DE HIGIENE PESSOAL

P ara garantirmos a saúde de todos é necessário manter hábitos de higiene saudáveis, com
certos cuidados com as mãos, os pés, os dentes, a pele e o couro cabeludo. Um estudo
conduzido na África do Sul por pesquisadores da Universidade de Brigham Young, dos
EUA, mostra que a educação e a prática de hábitos de higiene pessoal e das residências
ajudaram a reduzir em até 39,1% a incidência de infecções na pele.
(https://vivasaude.digisa.com.br/saude-nutricao/89/viver-bem-o-que-a-higiene-pessoal-faz-
por-182765-1.asp/)

Você sabia que várias doenças podem ser evitadas por meio da higiene
pessoal? A higiene pessoal previne a ocorrência de doenças infecciosas.
Que atitudes de higiene diárias que você e sua família praticam para o
bem-estar do corpo e para evitar doenças?

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Seguem algumas dicas de higiene corporal:

Algumas atitudes simples e indispensáveis, como lavar as mãos antes e depois de fazer
necessidades fisiológicas, tomar banho e cortar as unhas promovem a higiene pessoal e
afastam um grande número de doenças.

Banho diário

O banho diário elimina os maus odores provocados pelo suor, retira as


impurezas da pele, ajuda na renovação das células e lhe dá maior disposição

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para o trabalho; além do banho, faça o uso diário de desodorante, com
cuidadode escolher uma fragrância suave e use sempre roupas limpas.

Cultivar hábitos de limpeza do corpo é essencial para


garantir a saúde de todo o organismo.
Quem lava as mãos antes de se alimentar diminui o riscode
contrair micro-organismos que causam diarreia, gripe e
resfriado.

As Mãos e os Pés

Mantenha as unhas das mãos e pés sempre cortadase limpas. O recomendável é manter
as unhas sempre curtas e lixá-las a cada três dias. Pessoas que cultivam unhas compridas
devem lavar as mãos com maior frequência e sempre antes de preparar alimentos.
Lave as mãos sempre
que se alimentar, for ao
banheiro, após manusear
dinheiro ou após haver
fumado. Lavar as mãos com
auxílio de sabão e, se
possível, de escova macia,
escovando amplamente
apalma e dorso das mãos e
entre os dedos. O indicado pelos especialistas em saúde é
que durante a lavagem das mãos se lave até a altura dos
cotovelos.
Os pés também merecem cuidados e atenção. Mantê-los sempre limpos lhe dará maior
conforto, reduzindo a sensação de cansaço e afastando germes e fungos indesejados, que
causam mau cheiro, provocando constrangimento. É recomendável que se use
sapatosconfortáveis, para evitar calosidade, unhas encravadas e bolhas, que estejam sempre
limpos e que sejam de material que facilite a transpiração. Lembre-se que os saltos
podemcausar problemas em sua postura, ocasionando consequentemente, dores nas costas.

A Boca

A boca é a porta de entrado dos alimentos, é poronde as


pessoas se comunicam, estando diariamente exposta a vários
tipos de bactérias, portanto, a higiene bucal é de extrema
importância e mantémfunções primordiais do corpo, como a
mastigação. Bons dentes contribuem para uma boa
mastigação e um melhor aproveitamentodos alimentos.
Quando as pessoas sealimentam, restos de comida se
concentram entre os dentes e as gengivas, causando

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desconforto, mau hálito e cáries que provocam dores. Por isso, deve-seescovar os dentes após
as refeições e antes de dormir, evitando incômodos indesejáveis. Deve-se manter uma
escovação correta dos dentes, a utilização do fio dental e visitas ao dentista, para terdentes e
boca saudável.

Os Cabelos

A higiene dos cabelos também é muito importante. Lave seus


cabelos no mínimo duas vezespor semana e mantenha-os sempre bem
penteados e cortados.

O Rosto

A higiene do rosto contribui para uma aparência saudável, tornando-


se de grande importância, tanto para o sucesso social como profissional.
Através da lavagem do rosto, você vai remover as sujeiras que se
acumulam durante o dia, a maquiagem e as células mortas do rosto
proveniente da escamação natural da pele, evitando o aparecimento de
cravos e espinhas. Lave o rosto duas vezes por dia, utilizando a água fria,
evitando produtos fortes. Não utilize sabonetes antissépticos
diariamentepara não remover componentes necessários à pele, como os
lipídios. Filtros solares de uso diário também são recomendados.

Vestuário
As roupas também precisam de cuidados especiais e
transmitem os bons hábitos que as pessoastem com o corpo.
Roupas sujasnão transmitem boa aparência, além de transmitirem
micróbios e causar mau cheiro, fazendo com que as pessoas se
afastem de você. Épreciso manter-se asseado, com roupas limpas
e adequadas ao ambiente de trabalho.
Tecidos facilmente laváveis são mais adequados. A escolha
de cores mais claras é menos cansativa. A maquiagem também é
importante; seja discreta e use tons suaves.

Horas de sono

Assim como a higiene corporal, o sono é necessário para o descanso


da mente e a garantia de repouso. Uma pessoa adulta deve dormir
entre 8 a 9 horas por dia. O sono se faz necessário, pois se não se
dorme o necessário para descansar, a pessoa pode sofrer com o
cansaço, depressão, fadiga, irritabilidade e dores musculares.
DICAS PARA TER COM O SONO
1. Dormir e acordar nos mesmos horários para que o sono não seja alterado;
2. O quarto deve ser utilizado somente para dormir;
3. Não resolva problemas antes de dormir;
4. Não tome ou coma alimentos que contenham cafeína;
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5. Ter refeições mais leves antes de ir dormir;
6. Evitar bebidas alcoólicas e exercícios antes de ir para a cama.
6. QUALIDADE DE VIDA
6.1. O QUE É QUALIDADE DE VIDA?

“É a
realização

profissional. É a realização financeira. É usufruir do lazer. É ter


cultura e educação. É ter conforto. É morar bem. É ter saúde. É
amar. É, enfim, o que cada um de nós pode considerar como
importante para viver bem.”
Moacyr Roberto Cucê Nobre

O conceito de qualidade de vida é muito abrangente, compreende não só a saúde física


como o estado psicológico, o nível de independência, as relações sociais em casa, na
escola e no trabalho e até a sua relação com o meio ambiente. De fato, existem naturalmente
outros fatores que a influenciam, mas comecemos por ver o que significa qualidade de vida,
para a Organização Mundial de Saúde (OMS).(https://www.saudebemestar.pt/pt/blog-
saude/qualidade-de-vida/)
O conceito de qualidade de vida está diretamente associado à auto-estima e ao bem-
estar pessoal e compreende vários aspetos, nomeadamente, a capacidade funcional, o nível

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socio-económico, o estado emocional, a interação social, a atividade intelectual, o
autocuidado, o suporte familiar, o estado de saúde, os valores culturais, éticos e religiosos, o
estilo de vida, a satisfação com o emprego e/ou com atividades diárias e o ambiente em que
se vive.
As condições de vida e saúde têm melhorado de forma crescente nos últimos anos,
aliada a progressos nos setores político, econômico e social. Avanços na saúde pública tem
aumentado a expectativa de vida dos brasileiros, além de maior acesso a educação, moradia e
tecnologias de informação, contribuindo para aumento da taxa de qualidade de vida. Embora
se possa reconhecer todas essas mudanças, é inegável a existência de profundas
desigualdades sociais presentes em qualquer país, que distanciam essa realidade de milhões
de pessoas.
No desenvolvimento humano, qualidade de vida tornou-se um objetivo a ser alcançado.
Uma vida saudável e prolongada tem se tornado cada vez mais desejável, aliando condições
de educação, bem-estar físico, psicológico, emocional e mental. Deve-se entender qualidade
de vida como algo inerente ao indivíduo, que não deve, dessa forma, ser influenciada pelo
comportamento padronizado pelo meio social em que se vive.
A qualidade de vida envolve também outros fatores, como família, amigos e emprego.
Muitos são os fatores que influenciam na qualidade de vida e os mais importantes dependem
de cada pessoa, da visão do ideal, da herança familiar e cultural, da fase da vida em que se
está vivendo, da expectativa em relação ao futuro, das possibilidades, do ambiente, da visão
que temos do mundo e da vida e dos seus relacionamentos.

Uma das questões centrais da reflexão sobre qualidade de vida está no trabalho, que
deveria ser fonte de prazer e satisfação: o prazer no processo, o prazer em ver o trabalho
pronto e o prazer que o produto final propicia às pessoas. As empresas têm focado em larga
escala, a partir da década de 70, na promoção da qualidade de vida, com atividades e ações
que além de estimularem os funcionários, lhes proporcionam melhores condições de vida no
trabalho, buscando a humanização neste espaço. O trabalho, na verdade, passou de uma
concepção de sobrevivência, em busca de meios para satisfazer as necessidades básicas, até
chegar, nos dias de hoje, como sendo vital e fundamental para todo ser humano essencial à
vida e à própria felicidade. É inegável sua importância para o ser humano, pois através dele a
pessoa se sente útil à sociedade e à vida.
O trabalhador, nesse sentido, deverá ser ouvido, percebido e respeitado como ser
humano e como cidadão. Desta maneira, a concepção de trabalho seria desvinculada da

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concepção de castigo, fardo, sacrifício e se transformaria em fator importantíssimo de
felicidade.

Sou feliz no que faço? (trabalho, lazer, vida familiar, etc.) Meus objetivos/planos/metas ainda
são válidos para as atuais condições? Do que tenho aberto a mão em função das atuais
opções? O que estou fazendo para que outras pessoas tambémtenham mais qualidade de
vida? O que posso fazer para ser mais feliz nas diversas dimensões da vida?

EXERCÍCIO

01. O que seria qualidade de vida para você?


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02. REFLITA: Qual o sentido da vida? Quais valores estão presentes em sua vida?

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03. Discorra sobre o ciclo abaixo, expondo que noções seriam indispensáveis a você para
ter qualidade de vida.

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7. SIGNIFICADO DO TRABALHO

O que significa trabalho para você? E para seus colegas? Como os jovens encaram a
questão do trabalho? Pare, pense! Cada um de vocês tem uma experiência diferente.
Não é? Mas vocês têm, também, muitas coisas em comum. Já viveram e vivem problemas e
histórias semelhantes. Por isso, quando falamos em trabalho, em trabalhar, estamos falando
de algo que tem vários significados para a vida das pessoas em nossa sociedade.

Registre nos espaços, abaixo, as suas considerações e a de seus colegas


sobre o significado do trabalho.
O trabalho para mim é... Para os meus colegas é...

O mundo do trabalho é fundamental para a


existência da sociedade humana, pois define as
suas características econômicas e sociais. “O trabalho

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constrói e materializa a sociedade humana. É pelo trabalho que a sociedade humanase
desenvolve e se constitui como comunidade produtiva. Pelo trabalho, o homem se humaniza,
produz sua existência e de toda a sociedade” (SOCIOLOGIA, s/d, p. 146). Portanto,
podemos afirmar que não existe sociedadehumana sem o trabalho.
O trabalho é uma realidade para todos os indivíduos capazes de exercê-los em
condições de normalidade, ele ocupa um longo período de nossas vidas. Desde cedoas
pessoas são preparadas para o trabalho, para tanto, adquire-se conhecimentos e desenvolve-
se habilidades para poder exercer determinadas funções. Assim pode-se afirmar que o
trabalho garante a existência do indivíduo e da sociedade, tanto do ponto de vista material,
quanto psicológico:

O ser humano é um ser prático e social, ele se reproduz no e pelo trabalho. O


trabalho é um processo de superação da condição humana instintiva. Ele cria um
mundo essen-cialmente humano, uma realidade na qual o ser humano atua e
transforma no seu cotidiano histórico (SOCIOLOGIA, s/d, p. 148).

Em todas associedadem existem leis, decretos e regulamentos que estabelecem regras


para as relações de trabalho. Ao longo dos anos as relações de trabalho vêm se modificando.
Se um dia a sociedade já permitiu o trabalho escravo, hoje os trabalhadores possuem direitos
que são garantidos por lei. Porém, não pode-se dizer que todas as relações de trabalho são
justas, ainda hoje são encontradas pessoas em condições de trabalho degradante, em
ambiente insalubre, com contratos precários ou até mesmo em situação de escravidão. Em
cada época da nossa história, em cada lugar, as pessoas de diferentes idadese classes sociais
viveram, pensaram e trabalharam de formas diferentes.

7.1. O TRABALHO E A CONQUISTA DE DIREITOS

Quando da expansão da atividade industrial, que teve inicio na Inglaterra, no século XVIII,
registra-se em todos ospaíess um grande avanço da atividade industrial.
Nesse período as relações de trabalho entre patrões e empregados eram desiguais, não
havia legislação trabalhista que protegesse os direitos dos trabalhadores, muitos eram
lesados, quando recebiam baixos salários e em troca cumpriam jornada de trabalho com
duração de 10 a 14 horas durante seis dias por semana, abusava-se do trabalho infantil e de
mulheres cujos salários eram menores, dentre outros abusos. Poucos estabelecimentos
dispunham de instalações e condições higiênicas adequadas.
Diante desse clima de exploração observado nas indústrias das grandes cidades, os
trabalhadores organizaram sindicatos, fundaram partidos de esquerda que defendiam o fimdo
capitalismo, organizaram greves e envolveram-se em muitas outras lutas, reivindicando
melhores condições de trabalho e de vida. Somente após muitas lutas as vitórias e conquistas
da classe trabalhadora foram sendo consolidadas e regulamentadas em leis específicas.

7.2. CONHECENDO A LEGISLAÇÃO TRABALHISTA

N o Brasil, uma das maiores vitórias da classe trabalhadora veio com a promulgação da
Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT, em 1º de maio de 1943, através do Decreto-

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Lei n. 5.452/1943assinado pelo presidente Getúlio Vargas em solenidade pública ocorrida no
dia do trabalho, no Rio de Janeiro, naquela época a Capital da República do Brasil.
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é a legislação que regulamenta as relações
de trabalho, individuais ou coletivas. Tem como objetivo a unificação de todas as leis
trabalhistas praticadas no país. Especifica-se por celetista todo funcionário cujos deveres e
direitos estão previstos na Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT), ou seja, quem tem o vínculo empregatício regido pela
CLT (todos os empregados que tenham a carteira assinada por
um empregador). (www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-
1949/decreto-lei-5452-1-maio-1943-415500-
publicacaooriginal-1-pe.html)
Além desses profissionais, existem também os que
trabalham como pessoa jurídica, os profissionais autônomos e
os servidores públicos estatutários (efetivos). Entre os direitos
adquiridos pelos trabalhadores com a CLT destacam-se, segundo a mesma fonte:

CARTEIRA DE TRABALHO

É o documento que identifica o trabalhador e faz o registro histórico da vida


profissional do trabalhador. Todo trabalhador deve conservar a sua carteira sem rasuras, pois
ela é um documento muito importante para assegurar o futuro do trabalhador e de seus
dependentes. O trabalhador não pode fazer alterações nos dados inseridos na sua carteira de
trabalho e muito menos alterar a foto da mesma. No Piauí você pode obter a sua Carteira de
Trabalho e Previdência Social, no Ministério do Trabalho ou em órgãos
conveniados:Prefeituras, SINE e seus Postos de Atendimento.

CONTRATO DE TRABALHO

Conforme a CLT, o empregador no seu artigo 2º “considera-se empregador a empresa,


individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e
dirige a prestação pessoal de serviços”. Já o empregado conforme o artigo 3º é “toda pessoa
física que presta serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e
mediante salário”.Para que um contrato de trabalho seja configurado e o trabalhador conte
com a proteção da CLT, são imprescindíveis cinco requisitos fundamentais:

a) Pessoa Física: Todo empregado é pessoa física ou natural, não existe empregado
pessoajurídica (empresa), pois a proteção da lei é destinada a pessoas que trabalham, à
suas condições de vida.

b) Subordinação: Todo empregado está subordinado a um patrão, portanto, empregadoé um


trabalhador subordinado, pois se o trabalhador não é subordinado, será considera-do
trabalhador autônomo, não empregado. A CLT é aplicável apenas aos trabalhadores que
estejam empregados, os trabalhadores autônomos não contam com a proteção da lei.
c) Salário: O salário in natura ou também conhecido por salário utilidade é entendido como
sendo toda parcela, bem ou vantagem fornecida pelo empregador como gratificação pelo
trabalho desenvolvido ou pelo cargo ocupado.
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d) Pessoalidade:Todo empregado presta pessoalmente os serviços a que foi contratado. Aele
é proibido se fazer substituir por outra pessoa sem a autorização do empregador

Pode-se dizer então que uma pessoa está empregada quando ela é uma pessoa física que
pessoalmente presta serviços subordinado, assalariado e não eventuais aoutrem.

TIPOS DE CONTRATOS DE TRABALHO

Contrato por tempo determinado

É um tipo de contrato de trabalho em que a duração é prefixada, ou seja, o colaborador


já sabe quando ele será rescindido no momento da contratação. O contrato por prazo
determinado não pode exceder a duração de dois anos.
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), esse contrato é válido nas
seguintes hipóteses:

 Contratação de serviço cuja natureza justifique a predeterminação do


prazo do contrato;
 Contratação de atividades empresariais de caráter transitório;
 Contratação de colaborador em caráter de experiência.(BRASIL, 1943)
É importante destacar que o contrato de trabalho por tempo determinado não garante ao
trabalhador o recebimento de aviso prévio, multa de 40% do Fundo de Garantia por Tempo
de Serviço (FGTS), bem como, Seguro-Desemprego.

Contrato de Experiência

O contrato de experiência é uma modalidade do contrato por prazo determinado, cuja


finalidade é a de verificar se o empregado tem aptidão para exercer a função para a qual foi
contratado.
Da mesma forma, o empregado, na vigência do referido contrato, verificará se adapta-se
à estrutura hierárquica dos empregadores, bem como, às condições de trabalho a que está
subordinado.
Conforme determina o artigo 445, parágrafo único da CLT, o contrato de experiência
não poderá exceder 90 dias.
O artigo 451 da CLT determina que o contrato de experiência só poderá sofrer uma
única prorrogação, sob pena de ser considerado contrato por prazo indeterminado.
Se o contratado for demitido sem justa causa antes do final do contrato de experiência, o
trabalhador tem direito ao 13º salário proporcional, férias proporcionais mais 1/3, além do
saldo do salário e 40% do FGTS. Além desses valores, ele deve receber também uma
indenização.
O valor dessa indenização é de metade do que ele ainda teria a receber, se cumprisse o
contrato até o final.
No caso de alguém que foi demitido no 87º dia, ainda faltavam três dias para o contrato
acabar. A indenização seria de metade do valor de três dias de trabalho.
(https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras)

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Contrato por Tempo Indeterminado

É o modelo de contrato de trabalho mais comum, pois não existe um período pré-
estabelecido de vigência. Quando finalizado o contrato de experiência (e não havendo
dispensa por parte do empregador ou o pedido de dispensa por parte do funcionário), inicia-
se o período de contrato por tempo indeterminado.
Portanto, caso não haja rescisão após o período de experiência, o contrato
automaticamente passa a ser indeterminado. Em regra, a maioria dos contratos tem duração
indeterminada. É definida apenas uma data de início para as atividades profissionais, mas a
rescisão pode ocorrer a qualquer momento desde que haja aviso prévio de uma das partes
(empregador ou funcionário).
Em situações assim, quando não há falha na conduta do colaborador (justa causa ou
culpa recíproca), o trabalhador tem assegurado o direito ao recebimento de 40% de multa
sobre o valor do FGTS, Seguro-Desemprego e aviso
prévio(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/Antigos/D73841.htm).

Contrato de Trabalho Temporário

O contrato de trabalho temporário é regulamentado pelo Decreto nº 73.841, de 13 de


março de 1974, que trata sobre as possibilidades de celebração de contratos. É considerado
como temporário o trabalho prestado por pessoa física, visando o atendimento a uma
necessidade transitória de substituição do quadro de pessoal ou pelo aumento de
serviços(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/Antigos/D73841.htm).
A Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974, determina que o trabalhador temporário deve
ser contratado para trabalhar por um período determinado, com carteira assinada e por pelo
menos três meses, podendo haver prorrogação. (http://www.planalto.gov.br/)
Atualmente, a Portaria MTE nº 789/2014 estabelece que a duração de contrato de
trabalho temporário pode estender-se por até nove meses, incluídas as prorrogações e desde
que o motivo justificador da contratação seja informado(http://www.normaslegais.com.br/).

Contrato de Trabalho Eventual

É a modalidade de trabalho ocasional, ou seja, em caráter absolutamente temporário e


eventual. Embora seja comumente confundido com o contrato de trabalho temporário, a
maior diferença entre eles é que o contrato de trabalho eventual não gera vínculo
empregatício.
Portanto, o trabalhador eventual exerce sua atividade de forma esporádica, por um curto
período, mas não é considerado como empregado do contratante. Ou seja, não há relação
direta de trabalho.
Assim, existem várias modalidades de contratação de colaboradores, mas, além de
pensar nas vantagens de cada uma delas para a empresa, é preciso pensar em uma política de
benefícios para atrair e motivar os colaboradores. Desse modo, aumenta-se a satisfação e
motivação da equipe, reduzindo os índices de absenteísmo e aumentando significativamente
a produtividade.

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BENEFÍCIOS ASSEGURADOS AOS TRABALHADORES

Alguns benefícios são assegurados aos trabalhadores contratados por prazo determinado
e indeterminado. São eles:

 Salário mínimo vigente ou piso salarial da categoria, conforme a função


exercida e observando o acordo ou convenção coletiva de trabalho;
 Jornada máxima de trabalho de 8 horas diárias, com pagamento de horas extras
com o acréscimo mínimo de 50%. As horas extras não podem exceder duas
horas diárias;
 Recebimento de 13º salário proporcional, conforme assegurado pelo inciso viii
do artigo 7º da constituição federal;
 Recebimento de férias proporcionais, de acordo com o inciso viii do artigo 7º
da constituição federal;
 Descanso semanal remunerado (inciso viii do artigo 7º da constituição federal).

FOMAS DE RESCISÃO DOS CONTRATOS DE TRABALHO

Entende-se a rescisão de contrato de trabalho como o término do vínculo trabalhista, em


que se extinguem as obrigações entre o contratante e o contratado. Veja quais são oscasos de
contratos por tempo determinado e indeterminado.

Demissão sem justa causa

Ocorre por vontade exclusiva do empregador, quando não existe falha na conduta do
colaborador.

Dispensa por justa causa


De acordo com o artigo 482 da CLT, esse tipo de rescisão ocorre mediante falhas graves
cometidas pelo colaborador, como abandono de emprego, violação de segredo da empresa,
embriaguez no trabalho, agressões e furtos/roubos. Entretanto, a informação de dispensa por
justa causa não pode constar na Carteira de Trabalho e Previdência Social do funcionário
demitido.

Pedido de demissão

É solicitado pelo próprio colaborador quando ele opta por deixar o emprego. Porém,
quando pede a rescisão do contrato de trabalho, o trabalhador perde o direito ao aviso prévio
e a indenização de 40% sobre o FGTS. O contratado também não poderá sacar o saldo do
FGTS e perde o direito ao Seguro-Desemprego.

Rescisão indireta

O artigo 483 da CLT estabelece que a rescisão indireta ocorre quando o empregador ou
seus prepostos (diretores, gerentes, supervisores) cometem atos culposos e proibidos por lei,

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não cumprimento das obrigações do contrato de trabalho, prática de atos lesivos à honra do
colaborador ou de seus familiares, entre outros.

Culpa recíproca

Quando tanto o empregador como o colaborador praticam alguma infração trabalhista, a


Justiça do Trabalho pode declarar a rescisão do contrato de trabalho por culpa recíproca.
Assim, o pagamento de algumas verbas rescisórias, como multa do FGTS, aviso indenizado,
13º proporcional e férias proporcionais acrescidas de 1/3 são reduzidos à metade.(GARCIA,
2017).

O SALÁRIO MÍNIMO

É o valor mínimo estabelecido pela CLT que é pago a


todos os trabalhadores empregados que não têm salário
fixado em lei ou em negociação coletivade seus sindicatos.
A CLT no seu artigo 117 considera “nulo de pleno direito,
sujeitando o empregador às sanções do art. 121, qualquer
contrato ou con-venção que estipule remuneração inferior
ao salário mínimo estabelecido na região em que tiver de
sercumprido” (http://www.planalto.gov.br).O artigo 118
estipula que ao “trabalhador a quem for pago salário ao mínimo terá direito, não obstante
qualquer contrato ou convenção em contrário, a reclamar do empregador o complemento de
seu salário mínimo estabelecido na região em que tiver de ser
cumprido”(http://www.planalto.gov.br).

JORNADA DE TRABALHO

É aquele período de tempo em que o empregado presta serviços ou permanece à


disposição do empregador, num espaço de 24 horas. No artigo 58 a CLT estabelece que “a
duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, não
excederá de 8 (oito) horas diárias (44 semanais), desde que não seja fixado expressamente
outro limite”. (http://www.planalto.gov.br) Ao empregador com mais de 10 funcionários é
obrigatório o registro do ponto para o controle do horário de trabalho.

REPOUSO

Preferencialmente os domingos e feriados são dias de repouso. “Art. 67 – Será asse


gurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas,o
qual, salvo motivo de convivência pública ou necessidade imperiosa do serviço, deverá
coincidir com o domingo, no todo ou em parte” (http://www.planalto.gov.br).Em algumas
atividades o dia de repousopode ser combinado para outro dia da semana (Ex: restaurantes).
INTERVALO

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Todo trabalhador tem direito a intervalos para descanso e alimentação. “Art. 66 – Entre
2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas para descanso”.
“Art. 71 – Em qualquer trabalho, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a
concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será no mínimo de 1 (uma)
hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder 2 (duas)
horas”.(http://www.planalto.gov.br)

HORAS EXTRAS

O artigo 59 estabelece que a “duração normal do


trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em
número não excedente de 2(duas), mediante acordo escrito
entre empregador e empregado, ou mediante contrato
coletivo de trabalho”. (http://www.planalto.gov.br) Na hora
extra o adicional mínimo será de 50% sobre o valor da hora
normal.

ADICIONAL NOTURNO

Quando o trabalho é realizado no turno da noite o empregador é obrigado a pagar o


adicional noturno. Os valores mínimos são 20% para o trabalhador urbano e 25% para orural.
(http://www.planalto.gov.br)

ESTABILIDADE PROVISÓRIA NO EMPREGO

Direito ao trabalhador em ter assegurado a manutenção do seu emprego, só podendoser demitido por
justa causa. Aplica-se nos seguintes casos: Acidente de trabalho: garante a estabilidade de um ano pós o
empregado retornar ao trabalho; Dirigente Sindical e Membro da Comissão Interna de Prevenção a
Acidentes: garante a estabilidade do trabalhador desde o registro da candidatura até um ano após o término
do seu mandado, evitando- se assim perseguições políticas; Gestante: da confirmação da gravidez até 6
messes após o parto, dentre outros casos pactuados pelos sindicatos. Quando um trabalhador é dispensado
injus-tamente, ele pode recorrer à justiça para obter a reintegração ao emprego.
(http://www.planalto.gov.br)

13o SALÁRIO

Também é conhecido como gratificação natalina, garante ao trabalhador um salário


extra no final do ano. Pode ser pago em até duas parcelas pelo empregador. Se o trabalhador
não trabalhou durante todos os meses do ano pode receber o 13º salário proporcional
aosmeses trabalhados.(http://www.planalto.gov.br)

FÉRIAS

Período de descanso de 30 dias garantido ao trabalhador que


completa 12 meses de serviço, o período de descaso se dará sem

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prejuízo na remuneração do empregado. A Remuneração e Abono de Férias: “Art. 142 – O
empregado receberá, durante as férias, a remuneração que lhe for devida na data dasua
concessão”.
Quando da rescisão do contrato se o empregado não tiver completado 12 meses de
serviço o mesmo tem o direito de receber as suas férias proporcionais.
(http://www.trt02.gov.br)
A CLT, portanto, assegura os direitos e deveres dos trabalhadores evitando os excessos
nas relações entre patrões e trabalhadores.
Desse modo são muitos os direitos e deveres dos trabalhadores, porém, para ingressar
no mercado de trabalho e usufruir desses direitos a capacitação e a qualificação profissional
são imprescindíveis, pois quanto mais qualificado for o trabalhador mais chances ele terá de
ingressar no mercado de trabalho ou de conseguir uma promoção no seu emprego.
Atualmente estamos vivendo na “era da informação” e é fundamental para os trabalhadores a
atualização constante dos seus conhecimentos e o domínio das novas tecnologias da
informação e comunicação, principalmente o domínio da informática. Portanto, qualifique-
se, estude e seja mais!

Em sua opinião qual a importância dos direitos dos trabalhadores assegurados na CLT?

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Dentre os direitos assegurados pela CLT, quais são os mais importantes para você e por quê?

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Observe o gráfico 01e responda ao que se pede.

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Fonte: Governo Federal

Você considera importante a instituição do salário mínimo? Justifique a sua resposta.

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Para você o valor do salário mínimo no Brasil é suficiente para assegurar uma vida digna aos
trabalhadores? Justifique sua resposta.

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LEIA AS REPORTAGENS A SEGUIR:

Sine-PI realiza mais de 50 mil atendimentos no primeiro trimestre de 2017


03/04/2017 13:42

No primeiro trimestre de 2017, o Sistema Nacional de


Empregos no Piauí (Sine-PI), diretoria ligada a Secretaria de
Estado doTrabalho e Empreendedorismo (Setre), já realizou
mais de 50 mil atendimentos nos postos do interior e da
capital. O númeroengloba oferta de informações e
orientações sobre o mercado de trabalho, intermediação de

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mão de obra, Seguro Desemprego, qualificação de mão de obra, apoio ao trabalhador
autônomo e expedição de Carteira de Trabalho e Previdência Social. Entre os números
destaca-se 2.500 vagas captadas diretamente nas empresas, 4.000 encaminhamentos para o
mercado de trabalho.
Com o objetivo de diminuir as filas e melhorar o atendimento, ainda no mês de abril, a
Setre irá lançar um aplicativo para celular que irá oferecer todos os serviços que o
trabalhador busca nos postos do Sine-PI, o que irá dar mais comodidade e agilidade no
atendimento. Assim o trabalhador poderá utilizar todos os serviço sem sair de casa ou ir até
um dos postos do Sine-PI em Teresina ou no interior do estado.
O trabalhador que deseja participar de alguma seleção do Sine-pi, deve se dirigir ao
atendimento portando RG,Carteira de Trabalho, Comprovante de Residência, Comprovante
de Escolaridade e Certificados de qualificação para facilitar o seu cadastro. Caso tenha
disponível alguma vaga de acordo com o perfil do trabalhador, o mesmo será encaminhado
para participar de processos seletivos nas empresas, diretamente no setor de atendimento, ou
após avaliação do Serviço de Psicologia, caso contrário, o candidato será orientado a voltar
ao Sine-PI para acompanhar o processo de solicitação de vaga. Os dados devem ser
atualizados sempre que o trabalhador mudar de endereço, telefone ou realizar novos cursos
de aperfeiçoamento e capacitação profissional.
Para Gessivaldo Isaías, Secretário de Estado do Trabalho e Empreendedorismo, os
números refletem o importante serviço que o Sine-Pi presta aos piauienses que desejam uma
vaga no mercado de trabalho. “Diariamente atendemos centenas de pessoas em busca de
nossos serviços, sempre peço aos funcionários do Sine, para atender o trabalhador da
melhor forma possível. Temos nos esforçado para todos os dias termos vagas no mercado de
trabalho, e além disso procuramos oferecer ao trabalhador oportunidades de se qualificar
para assim estar a conseguir um emprego”, concluiu. (www.sine.pi.gov.br.)
No Piauí o Sine-PI conta com 18 postos de atendimento, além de Teresina o sistema
tem sedes em Bom Jesus, Floriano, Esperantina, Oeiras, Piripiri, Corrente, São João do
Piauí, Valença, Uruçuí, Pedro II, Picos, Parnaíba e São Raimundo Nonato. Para verificar os
endereços dos postos de atendimentos e outras informações sobre o Sine-PI, o interessado
deve acessar o site www.sine.pi.gov.br.

Você já conhecia o Sine - Pi? O que você achou dessa matéria? Registre suas observações:

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Geração de emprego em Fortaleza é a maior do Nordeste

A cidadede Fortalezasuperou Salvador e Recife, gerando mais empregos nas atividades de


serviços, comércio e indústria.
Fortaleza é a capital do Nordeste que mais gerou empregos formais entre os anos de
2005 a 2010. A informação está presente no estudo O Mercado de Trabalho de Fortale-za –
2005 a 2010, lançado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Fortaleza(SDE).

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O documento foi elaborado a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego(CÂMARA, 2011).
Dentre as nove regiões metropolitanas, Fortaleza aparece, no período de 2005 a 2010,
com a geração de 181.672 empregos formais, seguida por Salvador (147.400 empregos) e
Recife, onde o número de pessoas admitidas é superior em 140.160 ao daquelas
queperderam os seus empregos(CÂMARA, 2011).
“Como analista de mercado, posso assegurar que Fortaleza é hoje a metrópole do em-
prego”, ressaltou o assessor técnico da SDE, Inácio Bessa (CÂMARA, 2011).A cidade
superou Salvador e Recife por subsetor de atividade econômica, gerando mais empregos nas
atividades de serviços (83.406 postos de trabalho), comércio (45.588) e na indústria, onde
foram criados 24.634 novos empregos com carteira assinada.Embora apareça em 3º posição,
Fortaleza teve o maior crescimento no setor industrial, em comparação com as demais
capitais do Nordeste, com a criação de 14.284 novos empregos com carteira assinada. As
pessoas empregadas nesse setor são as de melhor remuneração.

Que observações você pode retirar desse texto? Registre suas respostas:

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As reportagens mostram um grande avanço na geração de empregos no Nordeste do Brasil,


porém, como observado na primeira delas, a capacitação é um importante aliado para a
conquista do tão sonhado emprego. Para você qual a importância desse curso de capacitação
que você está realizando?

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Para você, o que significou o primeiro emprego? Qual a importância do trabalho para você?
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7.3 LEIS DE TRABALHO E A REFORMA TRABALHISTA

A Reforma Trabalhista no Brasil de 2017 foi


uma mudança significativa na Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) instrumentalizada
pela Lei № 13.467 de 2017. Segundo o governo, o
objetivo da reforma foi combater o desemprego e
a crise econômica no país. A lei passou a valer no
país a partir de 11 de novembro do mesmo ano
(120 dias após sua publicação no diário oficial)
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-
O presidente Michel Temer (centro) junto a
2018/2017/Lei/L13467.htm) ministros e parlamentares no evento em que foi
A lei passou a valer no país a partir de 11 de sancionada a reforma trabalhista, em 13 de julho de
novembro do mesmo ano (120 dias após sua 2017.
publicação no diário oficial). A mesma alterou Fonte:
mais de 100 pontos da CLT, podemos observar na tabela a seguir o resumo de algumas
dessas mudanças.(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-
2018/2017/Lei/L13467.htm)
Quadro 01 – Mudanças ocorridas na Consolidação das Leis Trabalhiostassegundo
a Lei 13.467 de 2017
ITEM REGRA ANTIGA REGRA ATUAL
A contribuição é obrigatória. O
pagamento é feito uma vez ao
Contribuição
ano, por meio do desconto A contribuição sindical será opcional.
sindical
equivalente a um dia de salário do
trabalhador.
Banco de horas O excesso de horas em um dia de O banco de horas pode ser pactuado por acordo
trabalho pode ser compensado em individual escrito, desde que a compensação ocorra
outro dia, desde que não exceda, no período máximo de seis meses.
no período máximo de um ano, à

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ITEM REGRA ANTIGA REGRA ATUAL
soma das jornadas semanais de
trabalho previstas. Há também um
limite de 10 horas diárias.
Quando o trabalhador pede
demissão ou é demitido por justa
causa, ele não tem direito à multa O contrato de trabalho poderá ser extinto de comum
de 40% sobre o saldo do FGTS acordo, com pagamento de metade do aviso prévio,
nem à retirada do fundo. Em se indenizado, e metade da multa de 40% sobre o
Demissão relação ao aviso prévio, a saldo do FGTS. O empregado poderá ainda
empresa pode avisar o trabalhador movimentar até 80% do valor depositado pela
sobre a demissão com 30 dias de empresa na conta do FGTS, mas não terá direito ao
antecedência ou pagar o salário seguro-desemprego. (Art. 484-A CLT)
referente ao mês sem que o
funcionário precise trabalhar.
O intervalo dentro da jornada de trabalho poderá
O trabalhador que exerce a ser negociado, desde que tenha pelo menos 30
jornada padrão de 8 horas diárias minutos. Além disso, se o empregador não
tem direito a no mínimo uma conceder intervalo mínimo para almoço ou
Descanso
hora e a no máximo duas horas de concedê-lo parcialmente, a indenização será de
intervalo para repouso ou 50% do valor da hora normal de trabalho apenas
alimentação. sobre o tempo não concedido em vez de todo o
tempo de intervalo devido.
Desde que haja concordância do empregado, as
férias poderão ser usufruídas em até três períodos,
As férias de 30 dias podem ser sendo que um deles não poderá ser inferior a
fracionadas em até dois períodos, quatorze dias corridos e os demais não poderão ser
Férias
sendo que um deles não pode ser inferiores a cinco dias corridos, cada um. É vedado
inferior a 10 dias. o início das férias no período de dois dias que
antecede feriado ou dia de repouso semanal
remunerado.
Mulheres grávidas ou lactantes
É permitido o trabalho de mulheres grávidas em
estão proibidas de trabalhar em
ambientes de baixa ou média insalubridade, exceto
lugares com condições
Gravidez se apresentarem atestado médico que recomende o
insalubres. Não há limite de
afastamento. Mulheres demitidas têm até 30 dias
tempo para avisar a empresa
para informar a empresa sobre a gravidez.
sobre a gravidez.
Tudo o que o trabalhador usar em casa será
A legislação não contempla essa formalizado com o empregador via contrato, como
Home office
modalidade de trabalho. equipamentos e gastos com energia e internet, e o
controle do trabalho será feito por tarefa.
A jornada é limitada a 8 horas Jornada diária poderá ser de 12 horas com 36 horas
Jornada de diárias, 44 horas semanais e 220 de descanso, respeitando o limite de 44 horas
trabalho horas mensais, podendo haver até semanais (ou 48 horas, com as horas extras) e 220
2 horas extras por dia. horas mensais.
A empresa está sujeita a multa de
A multa para empregador que mantém empregado
um salário mínimo regional, por
não registrado é de R$ 3 mil por empregado, que
Multa empregado não registrado,
cai para R$ 800 para microempresas ou empresa de
acrescido de igual valor em cada
pequeno porte.
reincidência.

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ITEM REGRA ANTIGA REGRA ATUAL
Convenções e acordos coletivos poderão prevalecer
sobre a legislação. Assim, os sindicatos e as
empresas podem negociar condições de trabalho
Convenções e acordos coletivos
diferentes das previstas em lei, mas não
podem estabelecer condições de
necessariamente num patamar melhor para os
trabalho diferentes das previstas
trabalhadores. Poderá ser negociado: jornada de
Negociação na legislação apenas se
trabalho, participação nos lucros, banco de horas,
conferirem ao trabalhador um
troca do dia do feriado, intervalo intrajornada, entre
patamar superior ao que estiver
outros. Mas não poderá ser negociado: Direito a
previsto na lei.
seguro desemprego, Salário Mínimo, 13º salário,
Férias anuais, Licença maternidade/paternidade,
entre outros.
O plano de cargos e salários O plano de carreira poderá ser negociado entre
Plano de cargos precisa ser homologado no patrões e trabalhadores sem necessidade de
e salários Ministério do Trabalho e constar homologação nem registro em contrato, podendo
do contrato de trabalho. ser mudado constantemente.
A remuneração por produtividade
não pode ser inferior à diária O pagamento do piso ou salário mínimo não será
correspondente ao piso da obrigatório na remuneração por produção. Além
Remuneração categoria ou salário mínimo. disso, trabalhadores e empresas poderão negociar
Comissões, gratificações, todas as formas de remuneração, que não precisam
percentagens, gorjetas e prêmios fazer parte do salário.
integram os salários.
A Constituição assegura a eleição
de um representante dos
Os trabalhadores poderão escolher 3 funcionários
trabalhadores nas empresas com
que os representarão em empresas com no mínimo
mais de 200 empregados, mas
200 funcionários na negociação com os patrões. Os
Representação não há regulamentação sobre
representantes não precisam ser sindicalizados. Os
isso. Esse delegado sindical tem
sindicatos continuarão atuando apenas nos acordos
todos os direitos de um
e nas convenções coletivas.
trabalhador comum e estabilidade
de dois anos.
O pedido de demissão ou recibo
de quitação de rescisão, do
contrato de trabalho, firmado por
empregado com mais de 1 (um) A homologação da rescisão pode ser feita na
Homologação
ano de serviço, só será válido empresa no qual o empregado trabalhou, não sendo
da rescisão
quando feito com a assistência do obrigatória a assistência do sindicato.
respectivo Sindicato ou perante a
autoridade do Ministério do
Trabalho e Previdência Social. 
A CLT considera serviço efetivo
Não são consideradas dentro da jornada de trabalho
o período em que o empregado
Tempo na as atividades no âmbito da empresa como
está à disposição do empregador,
empresa descanso, estudo, alimentação, interação entre
aguardando ou executando
colegas, higiene pessoal e troca de uniforme.
ordens.
Terceirização O projeto de lei que permite a Haverá uma quarentena de 18 meses que impede
terceirização para atividades-fim que a empresa demita o trabalhador efetivo para
foi sancionado anteriormente. recontratá-lo como terceirizado. O texto prevê
ainda que o terceirizado deverá ter as mesmas
condições de trabalho dos efetivos, como

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ITEM REGRA ANTIGA REGRA ATUAL
atendimento em ambulatório, alimentação,
segurança, transporte, capacitação e qualidade de
equipamentos.
O trabalhador poderá ser pago por período
trabalhado, recebendo pelas horas ou diária. Ele
terá direito a férias, FGTS, previdência e 13º
salário proporcionais. No contrato deverá estar
estabelecido o valor da hora de trabalho, que não
Trabalho A legislação atual não contempla
pode ser inferior ao valor do salário mínimo por
intermitente essa modalidade de trabalho.
hora ou à remuneração dos demais empregados que
exerçam a mesma função. O empregado deverá ser
convocado com, no mínimo, três dias corridos de
antecedência. No período de inatividade, pode
prestar serviços a outros contratantes.
A CLT prevê jornada máxima de
25 horas por semana, sendo A duração pode ser de até 30 horas semanais, sem
proibidas as horas extras. O possibilidade de horas extras semanais, ou de 26
Trabalho parcial trabalhador tem direito a férias horas semanais ou menos, com até 6 horas extras,
proporcionais de no máximo 18 pagas com acréscimo de 50%. Um terço do período
dias e não pode vender dias de de férias pode ser pago em dinheiro.
férias.
O tempo de deslocamento no
transporte oferecido pela empresa
para ir e vir do trabalho, cuja O tempo despendido até o local de trabalho e o
Transporte localidade é de difícil acesso ou retorno, por qualquer meio de transporte, não será
não servida de transporte público, computado na jornada de trabalho.
é contabilizado como jornada de
trabalho
Não havia qualquer previsão no O beneficiário da justiça gratuita, se perder a ação,
Custas e sentido de pagamento de custas terá que arcar com as custas do processo, incluindo
honorários para quem perdesse ação na perícia, além dos honorários advocatícios da parte
justiça. contrária.
O dano extrapatrimonial é definido pela lei quando
ofender a esfera moral ou existencial da pessoa,
incluindo sua honra, imagem, intimidade, liberdade
de ação, autoestima, sexualidade, saúde, lazer e
integridade. Há critérios que devem ser levados em
Indenização Não havia qualquer previsão de
conta pelo juiz ao fixar a indenização e ela é
pelo dano limitação de dano
medida pelo salário do trabalhador. São criadas
extrapatrimonial extrapatrimonial
quatro categorias de ofensas: de natureza leve (até
três vezes o último salário do ofendido), média (até
cinco vezes o último salário), grave (até vinte vezes
o último salário) e gravíssima (até cinquenta vezes
o último salário)

Fonte: Dados compilados pelo autor

E-SOCIAL

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O Decreto nº 8373/2014 instituiu o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações
Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). Por meio desse sistema, os
empregadores passarão a comunicar ao Governo, de forma unificada, as informações
relativas aos trabalhadores, como vínculos, contribuições previdenciárias, folha de
pagamento, comunicações de acidente de trabalho, aviso prévio, escriturações fiscais e
informações sobre o FGTS.
A transmissão eletrônica desses dados simplificará a prestação das informações
referentes às obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas, de forma a reduzir a
burocracia para as empresas. A prestação das informações ao eSocial substituirá o
preenchimento e a entrega de formulários e declarações separados a cada ente.
A implantação do eSocial viabilizará garantia aos diretos previdenciários e trabalhistas,
racionalizará e simplificará o cumprimento de obrigações, eliminará a redundância nas
informações prestadas pelas pessoas físicas e jurídicas, e aprimorará a qualidade das
informações das relações de trabalho, previdenciárias e tributárias. A legislação prevê ainda
tratamento diferenciado às micro e pequenas empresas.
A obrigatoriedade de utilização desse sistema para os empregadores dependerá de
Resolução do Comitê Gestor do eSocial, conforme Decreto 8373/2014, que definirá o
cronograma de implantação e transmissão das informações por esse canal.
 O projeto e Social é uma ação conjunta dos seguintes órgãos e entidades do governo
federal: Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB, Caixa Econômica Federal, Instituto
Nacional do Seguro Social – INSS e Ministério do Trabalho – MTb.
(http://portal.esocial.gov.br/institucional/)

EMPREENDEDORISMO

“O empreendedor é aquele que


destrói a ordem econômica
existente pela introdução de
novos produtos e serviços, pela
criação de novas formas de
8. EMPREENDEDORISMO organização ou pela exploração
de novos recursos e materiais”
(Schumpeter, 1949)
8.1 CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO
Quando você pensa na palavra
Empreendedorismo, o que vem a sua mente? Empreender está intimamente ligado ao
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processo de inovação e para compreender os diversos significados para o termo inovação,
apresentar-se sua etimologia ou a origem do termo, que vem do latim innovatio, que significa
renovação. O prefixo in tem o sentido de ingresso, movimento de introduzir algo, introduzir
novidade, fazer algo novo, fazer algo como não era feito antes. (CRIPE; MANSFIELD,
2003)
Tomando como base o conceito pode-se inferir que o empreendedorismo é a
tendência individual para construir edesenvolver projetos e negócios pessoais e corporativos.
Observa-se que o ato de empreender é umacompetência essencialmente humana, que
pode ser criada, desenvolvida e aproveitadano meio corporativo no sentido de agregar
possibilidades ao negócio.
Conforme Cripee Mansfield (2003, p.25), existem competências para lidar com
pessoas, negócios eautogestão. O primeiro grupo de competências se refere ao nível de
relacionamento comgrupos, ao como lidar com os outros e como influenciar; o segundo e
terceiro gruposestão mais diretamente relacionados com o ambiente empresarial, tendo como
foco aprevisão e resolução de problemas, bem como o atingimento de resultados. Nessa
ótica,convergem: a iniciativa, o empreendedorismo, a inovação, a orientação para resultados,
aeficácia e a determinação, levando o indivíduo à necessidade de autogestão.
Empreender não é um ato isolado e emocional – é uma forma de expor ideiaspróprias,
bem como, de contribuir para os outros. Independente da situação, apossibilidade de
aprendizado é sempre bem-vinda.

8.2 TRAÇOS DO EMPREENDEDOR

No ensino do empreendedorismo, o ser é mais importante do que saber; este último


será consequência das características pessoais ou traços de personalidade que determinam a
sua própria capacidade de aprendizagem.
O empreendedor é aquele que detecta uma oportunidade e cria um negócio para
capitalizar sobre ela, assumindo riscos calculados. Destacam-se os seguintes aspectos
referentes ao empreendedor:

 Iniciativa para criar um novo negócio e paixão pelo que faz;


 Utiliza os recursos disponíveis de forma criativa transformando o ambiente
social e econômico onde vive;
 Aceita assumir riscos e a possibilidade de fracassar.(CRIPE; MANSFIELD
(2003

Na sequênciaum resumo de traços da personalidade empreendedora, segundo


pesquisadores da área (TIMMONS,1994; HORNADAY, 1982):

1. Tem iniciativa, autonomia, autoconfiança, otimismo e necessidade de realização.


2. O empreendedor tem um “modelo”; uma pessoa que o influencia.
3. Tem perseverança e tenacidade.
4. O fracasso é considerado um resultado como outro qualquer.
5. O empreendedor aprende com os resultados negativos, com os próprios erros.

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6. Tem grande energia. É um trabalhador incansável. Ele é capaz de se dedicar
intensamente ao trabalho e sabe concentrar os seus esforços para alcançar resultados.
7. Sabe fixar metas.
8. Diferencia-se. Tem a capacidade de ocupar um intervalo não ocupado por outros
no mercado, descobrir nichos.
9. Para ele o que importa não é o que se sabe, mas o que se faz.
10. Cria situações para obter feedback sobre o seu comportamento e sabe utilizar
tais informações para o seu aprimoramento.
11. Sabe buscar, utilizar e controlar recursos.
12. Sonhador realista. É racional, mas usa também a parte direita do cérebro.
13. Líder. Cria um sistema próprio de relações com empregados. É comparado a um
“líder de banda”, que dá liberdade a todos os músicos, deles extraindo o que têm de
melhor, mas consegue transformar o conjunto em algo harmônico, seguindo uma
partitura, um tema, um objetivo.
14. É orientado para resultados, para o futuro, para o longo prazo.
15. Aceita o dinheiro como uma das medidas do seu empenho.
16. Tece “rede de relações” (contatos, amizades) moderadas, mas utilizadas
intensamente como suporte para alcançar os seus objetivos. A rede de relações
internas (com sócios, colaboradores) é mais importante que a externa.
17. O empreendedor de sucesso conhece muito bem o ramo em que atua.
18. Cultiva a imaginação e aprende a definir visões.
19. Traduz seus pensamentos em ações.
20. Define o que deve aprender (a partir do não-definido) para realizar as suas
visões.
21. É pró-ativo diante daquilo que deve saber: primeiramente define o que quer,
aonde quer chegar, depois busca o conhecimento que lhe permitirá atingir o objetivo.
22. Preocupa-se em aprender a prender, pois sabe que no seu dia-a-dia será
submetido a situações que exigem constante aprendizado de conhecimentos que não
estão nos livros. O empreendedor é um fixador de metas.
23. Cria um método próprio de aprendizagem.
24. Aprende a partir do que faz.
25. Emoção e afeto são determinantes para explicar o seu interesse.
26. Tem alto grau de “internalidade”, que significa a capacidade de influenciar as
pessoas com as quais lida e a crença de que pode mudar algo no mundo.
27. A empresa é um sistema social que gira em torno do empreendedor. Ele acha
que pode provocar mudanças nos sistemas em que atua.
28. O empreendedor não é um aventureiro; assume riscos moderados. Gosta do
risco, mas faz tudo para minimizá-lo.
29. É inovador e criativo (a inovação é relacionada ao produto. É diferente da
invenção, que pode não dar consequência a um produto).
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30. Tem alta tolerância à ambiguidade e incerteza e é hábil em definir a partir do
indefinido.
31. Mantém um alto nível de consciência do ambiente em que vive, usando-a para
detectar oportunidades de negócio. (grifos no original)

TESTE | AUTO-AVALIAÇÃO DE SEU PERFIL EMPREENDEDOR


(ambiente, atitudes e know-how)

1. Atribua à sua pessoa uma nota de 1 a 5


para cada uma das características a seguir e
escreva a nota na última coluna.
2. Some as notas obtidas para todas as
características.
3. Analise seu resultado global com base nas
explicações ao final.
4. Destaque seus principais pontos fortes e
pontos fracos.
5. Quais dos pontos fortes destacados são
mais importantes para o desempenho de
suas atribuições atuais no seu trabalho?
6. Quais dos pontos fracos destacados deveriam ser trabalhados para que o seu
desempenho no trabalho seja melhorado? É possível melhorá-los?

Quadro 2 – Teste | Auto-Avaliação de seu Perfil Empreendedor


Insuficiente
Excelente

Regular

Fraco

Características Nota
Bom

5 4 3 2 1
Comprometimento e determinação
1. Proatividade na tomada de decisão
2. Tenacidade, obstinação
3. Disciplina, dedicação
4. Persistência em resolver problemas
5. Disposição ao sacrifício para atingir metas
6. Imersão total nas atividades que desenvolve
Obsessão pelas oportunidades
7. Procura ter conhecimento profundo das
necessidades dos clientes
8. É dirigido pelo mercado (62mbigudriven)
9. Obsessão em criar valor e satisfazer os clientes
Tolerância ao risco, 62mbiguidade e incertezas
10. Toma riscos calculados (analisa tudo antes de

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agir)
11. Procura minimizar os riscos
12. Tolerância às incertezas e falta de estrutura
13. Tolerância ao stress e conflitos
14. Hábil em resolver problemas e integrar soluções
Criatividade, auto-confiança e habilidade de
adaptação
15. Não convencional, cabeça aberta, pensador
16. Não se conforma com o status quo
17. Hábil em adaptar a novas situações
18. Não tem medo de falhar
19. Hábil em definir conceitos e detalhar idéias
Motivação e superação
20. Orientação a metas e resultados
21. Dirigido pela necessidade de crescer e atingir
melhores resultados
22. Não se preocupa com status e poder
23. Autoconfiança
24. Ciente de suas fraquezas e forças
25. Tem senso de humor e procura estar animado
Liderança
26. Tem iniciativa
27. Poder de autocontrole
28. Transmite integridade e confiabilidade
29. É paciente e sabe ouvir
30. Sabe construir times e trabalhar em equipe
TOTAL

ANALISE SEU DESEMPENHO

 120 a 150 pontos: Você provavelmente já é um empreendedor, possui as


características comuns aos empreendedores e tem tudo para se diferenciar em sua
organização.
 90 a 119 pontos: Você possui muitas características empreendedoras e às vezes
se comporta como um, porém você pode melhorar ainda mais se equilibrar os pontos
ainda fracos com os pontos já fortes.
 60 a 89 pontos: Você ainda não é muito empreendedor e provavelmente se
comporta, na maior parte do tempo, como um administrador e não um “fazedor”. Para
se diferenciar e começar a praticar atitudes empreendedoras procure analisar os seus
principais pontos fracos e definir estratégias pessoais para eliminá-los.
 Menos de 59 pontos: Você não é empreendedor e se continuar a agir como age
dificilmente será um. Isto não significa que você não tem qualidades, apenas que
prefere seguir a ser seguido. Se seu anseio é ser reconhecido como empreendedor,
reavalie sua carreira e seus objetivos pessoais, bem como suas ações para concretizar
tais objetivos.

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Principais pontos fortes Principais pontos fracos

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8.3 O PROCESSO EMPREENDEDOR

O processo empreendedor inicia-se quando fatores externos, ambientais e sociais


aliados às aptidões pessoais do empreendedor surgem, possibilitando o início de um novo
negócio. A figura 01 apresenta os fatores que influenciam noprocesso empreendedor.

Figura 01 Fatores Ambientais e Pessoais

Fonte: Dornelas, 2001

Quando se fala em inovação, a semente do processo empreendedor remete-se


naturalmente ao termo de inovação tecnológica como o principal diferencial do
desenvolvimento econômico mundial. O desenvolvimento econômico é dependente de
quatrofatorescríticos, que devem ser analisados para então entender o processo
empreendedor, são descritos na figura 2.

Figura 2- Fatores Criticos do Desenvolvimento Econômico


Talento – Pessoas
Tecnologia – Idéias

Capital – Recursos

Know-how – Conhecimento
Fonte: Dornelas, 2001

8.4 FASES DO PROCESSO EMPREENDEDOR

As fases do Processo Empreendedor sãoidentificação e avaliação de oportunidades;


Desenvolvimentodo Planode Negócios; Determinação e captação dos recursos necessários; e
Gerenciamento da empresa criada.

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Identificar e avaliar a oportunidade
Quando um empreendedor tem uma ideia que acredita serinteressante, alguns
questionamentos deverão ser feitos para determinar se essa ideia pode vir a ser uma boa
oportunidade de negócios. Segundo Dornelas (2001) as perguntas pertinentes neste caso são
as seguintes:
 Quais são os clientes que comprarão o produto ou serviço de sua empresa?
 Qual o tamanho atual do mercado em reais e em número de clientes?
 O mercado está em crescimento, estável ou estagnado?
 Quem são os seus concorrentes?
Além dessas perguntas básicas, são também importantes questões ligadas ao timing
da ideia (momento em quea ideia foi gerada) e a experiência do empreendedor no ramo de
negócios em que pretende atuar.

 Desenvolver o Plano de Negócios


O Plano de Negócios é um documento usado para descrever umempreendimento e o
modelo de negócios que sustenta a empresa. Suaelaboração envolve o processode
aprendizagem e autoconhecimento, e, ainda, permite ao empreendedor situar-se no seu
ambiente de negócios. As seçõesque compõem um Plano de Negócios geralmente
sãopadronizadas para facilitar o entendimento. Cada uma das seções do plano tem um
propósito específico. No desenvolvimento do Plano de Negócios, alguns aspectos chave
devem ser focados, são eles:Em que negócio você está? O que você vende? Qual o mercado
alvo?
Além dessas questões principais, com a utilização de um Plano deNegócios
oempreendedor terá a possibilidade de:Entender e estabelecer diretrizes para o
negócio;Gerenciar de forma eficaz e tomar decisões acertadas; Monitorar o dia-a-dia da
empresa

 Determinar e Captar os recursos necessários


O empreendedor deve utilizar a sua capacidade deplanejamento e habilidade de
negociação para relacionar nomercado as melhores alternativas de financiamento para
seunegócio, ou seja, que lhe ofereçam uma melhor relação custobenefício.
Quando uma empresa está no estágio inicial, sendo criada, geralmente as melhores
opções para o empreendedor são os empréstimos e as economias pessoais da família, de
amigos e de investidores, entrar em incubadoras de empresas, os programas especiais do
governo, dentre outros.Empresas em estágios mais abancados, com dois ou três anos de
existência, recém-saídas de incubadoras de empresas, por exemplo, são mais atrativas para os
capitalistas de risco, pois essas empresas passaram pela difícil fase inicial de inserção o
mercado e necessitam de mais capital para um rápido crescimento, com boas expectativas de
valorização e retorno do investimento.
Nesses casos, o plano de negócios consiste na principal ferramenta do empreendedor
em busca de capital, pois é pela análise do plano que os investidores decidirão ou não pelo
investimento na empresa.

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 Gerenciar o negócio
A gestão de uma empresa não é tão simples quanto parece. Oempreendedor deve
reconhecer as suas limitações, recrutaruma excelente equipe de trabalho para ajudar na
gestão daempresa, implementando ações que minimizem os problemas emaximizem os
lucros, ou seja, produza mais, com o mínimo derecursos necessários, unindo eficiência e
eficácia.
Devem-se observar os seguintes pontos:
 Estilo de gestão
 Fatores críticos de sucesso
 Identificar problemas atuais e potenciais
 Implementar um sistema de controle
 Profissionalizar a gestão
 Entrar em novos mercados (DORNELAS,2001)
É importante ressaltar que embora as fases sejam apresentadas de forma sequencial,
nenhuma delas precisa ser totalmente concluída para que se inicie a próxima.

8.5. O BRASIL E O EMPREENDEDORISMO NA ATUALIDADE

Em 2017, no Brasil, a Taxa Total de Empreendedorismo (TTE) foi de 36,4% (tabela


1.1), o que significa que de cada 100 brasileiros e brasileiras adultos (18 – 64 anos), 36 deles
estavam conduzindo alguma atividade empreendedora, quer seja na criação ou
aperfeiçoamento de um novo negócio, ou na manutenção de um negócio já estabelecido. Em
números absolutos isso representa dizer que é de quase 50 milhões o contingente de
brasileiros que já empreendem e/ou realizaram, em 2017, alguma ação visando a criação de
um empreendimento em um futuro próximo(http://www.ibqp.org.br/gem). Quando se
compara o ano de 2017 com o ano anterior pode-se dizer que não houve variação nas taxas
gerais de empreendedorismo inicial e estabelecido no Brasil. Isso se revela na tabela 1, onde
fica evidente que foram mínimas as variações tanto na taxa de empreendedores iniciais
quanto estabelecidos, permanecendo em torno de 20% e 17% respectivamente.

Tabela 1 – Taxas (em %) e estimativas (em unidades) de empreendedores segundo o


estágio dos empreendimentos – Brasil - 2017

Tabela 1 - Taxa Total de Empreendedorismo (TTE)

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Porém, ainda na comparação com o ano anterior, se observam variações nas taxas que
compõe o grupo de empreendedores iniciais: um aumento na taxa de empreendedores novos
indo de 14% para 16,3%, e o movimento contrário dos empreendedores nascentes, passando
de 6,2% em 2016 para 4,4% em 2017.
A diminuição do percentual de empreendedores nascentes permite supor que os
brasileiros consideraram menos a atividade empreendedora como alternativa de geração de
ocupação e renda, o que pode ser resultado dos diversos sinais de recuperação da economia
em 2017, sobretudo aqueles relacionados ao mercado de trabalho. Evidentemente não é
possível afirmar, mas pode-se inferir que para muitos a esperança de conquista de um
emprego formal foi mais forte que a expectativa de subsistência por meio de uma atividade
empreendedora, sobretudo para aqueles empreendedores que criam seus negócios por uma
questão de necessidade.
Por outro lado, o aumento no percentual dos empreendedores novos indica que os
empreendedores nascentes, de períodos anteriores, mantiveram suas atividades, tornando-se
novos, e os empreendedores novos permanecem com os seus empreendimentos ativos. O
segundo agrupamento das taxas gerais que o projeto GEM tradicionalmente elabora, diz
respeito às taxas de empreendedorismo segundo a motivação do empreendedor, ou seja, que
fatores o levaram a se envolver com atividades empreendedoras.
Neste caso as taxas se dividem em empreendedorismo por oportunidade e por
necessidade. - São considerados empreendedores por oportunidade aqueles que, quando
indagados na entrevista, afirmam ter iniciado o negócio principalmente pelo fato de terem
percebido uma oportunidade no ambiente. Ao contrário, o empreendedor por necessidade é
aquele que afirma ter iniciado o negócio pela ausência de alternativas para a geração de
ocupação e renda.
Em 2017, se observou um pequeno aumento na relação entre empreendedores por
oportunidade e por necessidade. Em 2016, para cada empreendedor inicial por necessidade,
havia 1,4 empreendedores por oportunidade, em 2017 essa relação foi 1,5 (tabela 1.2). Dito
de outra forma, 59,4% dos empreendedores iniciais empreenderam por oportunidade e 39,9%
por necessidade. Interessante notar que essa pequena diminuição na proporção de
empreendedores por necessidade se alinha ao que foi inferido anteriormente a respeito dos
sinais de recuperação, mesmo que lenta, do mercado formal de trabalho no Brasil.
O patamar de empreendedorismo por necessidade ainda está significativamente acima
da proporção registrada em 2014 (29%), ano anterior à agudização da crise econômica
brasileira (Tabela 2).

Tabela 2 – Motivação dos Empreendedores iniciais em taxas

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8.6. QUAL O CENÁRIO PARA SE EMPREENDER EM NO BRASIL?

Os aspectos relacionados à percepção que os brasileiros têm acerca do tema


empreendedorismo, bem como uma breve avaliação sobre as condições, favoráveis e
limitantes para se empreender no Brasil, na ótica dos especialistas nacionais.

a. Mentalidade
Quando se avalia o comparativo do percentual da população que manifesta odesejo
ter um negócio próprio, verificamos uma redução no ano de 2017 (Tabela 3). Esse
movimento contrastacom outra manifestação dos entrevistados naqual 46,4% deles
reconhecem a existência de boasoportunidades de negócio em um horizonte de seismeses
(aumento de mais de seis pontos em relaçãoao verificado em 2016). Pode explicar essa
aparentecontradição o fato de que a população também percebemelhoras no cenário do
mercado de trabalho,fazendo que a abertura de um negócio se afaste ada “alça de mira” do
brasileiro como alternativa desobrevivência.
Chama atenção também o fato de que 56,5%dos brasileiros conhecem pessoas que
abriram negóciosnos últimos dois anos. Esse percentual representaum expressivo
crescimento nesse indicador,em 2016, 41,3% da população afirmava conhecerpessoalmente
empreendedores iniciantes.
Em relação às habilidades, conhecimentose experiências para a abertura de um
empreendimento,o brasileiro se mantém autoindulgente,ou seja, para 55,6% dos brasileiros,
eles própriosreúnem plenas condições cognitivas e operacionaispara se aventurarem em uma
empreitada empreendedora.Historicamente, esse indicador vem semantendo superior aos
50%. Ainda nessa mesmatoada, para mais da metade dos brasileiros o medodo fracasso não
constitui um fator impeditivo parainiciar um novo negócio.

Tabela 3 – Distribuição percentual da população segundo a mentalidade


empreendedora no Brasil

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b. Fatores limitantes
Os especialistas ouvidos na pesquisa GEM 2017, ao avaliarem as condições para
abrir e manterum novo negócio, indicam, na sua maioria (86,7%)que fatores relacionados a
políticas governamentaise programas necessitam de mais iniciativas para amelhoria do
ambiente para abrir e manter novosnegócios no Brasil. São apontados, por exemplo,aspectos
que poderiam ser melhorados, em áreascomo a tributária e da desburocratização. Vale
salientarainda, como será visto mais adiante, que osespecialistas também apontam esse fator,
“políticasgovernamentais e programas” como responsávelpor importantes melhorias no
ambiente para se empreenderno Brasil, com destaque ao que foi construídoe vêm sendo
executado em torno do MEI– Microempreendedor Individual.Outro aspecto que se destaca é
o apoio financeiro,45% dos especialistas percebem que as dificuldadesassociadas à
disponibilização e acesso arecursos financeiro para o fomento das atividadesempreendedoras
ainda se constituem como fatoresimportantes a serem melhorados.Em terceiro lugar, entre os
fatores mais citadospelos especialistas (28,3%), aparece o contextopolítico e clima
econômico. Nos anos recentes é a primeira vez que esse fator figura com tamanho destaque,
porém as explicações são óbvias e decorrentes da crise política que se asseverou em 2016
e2017 com consequências evidentes para o animusempreendedor do brasileiro, vide tabela 4.

Tabela 4 - Principais fatores limitantes para abertura e manutenção de novos negócios


segundo especialistas

c. Fatores favoráveis
Já no que toca aos fatores mais favoráveis parase empreender no Brasil em 2017
(tabela 5), 65% dos especialistas mencionam aspectos relacionados às características da
população brasileira, sua capacidadede realização e superação de desafios. Este item também
faz referência à diversidade étnica e cultural que, para os especialistas, é motivo de
inspiração e esperança para quem decide realizar uma atividade empreendedora.
O Brasil, para 50% dos especialistas é reconhecidocomo sendo um território que
impõe poucas barreiras para a abertura de novos negócios e consequentemente o acesso aos
mercados consumidores se torna favorecido. Também é importante mencionar e esclarecer,
que ao passo que os especialistas avaliam os programas e políticas governamentais como um
fator que limita o empreendedorismo, 26,7% deles também apontam esse mesmo fator como
um aspecto favorável.
Não há aqui contradição, pois, é pertinente pensar que na opinião dos especialistas
possa haver gradientes de efetividade entre essas políticas e programas que justifiquem essa

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avaliação aparentemente dúbia, e como já foi dito algumas políticas e programas são
mencionadas de forma francamente positivas, como o MEI.

Tabela 5 – Principais fatores favoráveis para abertura e manutenção de novos negócios


segundo especialistas

d. Recomendações
Além de avaliar o ambiente para se empreender no Brasil, os especialistas
selecionados são convidados a elaborarem recomendações com vistas à implementação de
melhorias que possam resultar no aperfeiçoamento das diversas condições necessárias para a
atividade empreendedora (tabela 6). Naturalmente, uma vez que o fator políticas e programas
foi o que mereceu mais apontamentos como limitante, também é relativo a ele o maior
número de recomendações, 88,3% dos especialistas apresentaram propostas a esse respeito.
Em seguida aparecem os fatores educação e capacitação e apoio financeiro. Em torno
de 40% dos especialistas se voltaram para esses tópicos ao desenvolverem suas
recomendações. Interessante destacar que diferentemente de anos anteriores a “educação e
capacitação” não figurou entre os três fatores mais citados como desfavoráveis ao
empreendedorismo, contudo, aparece como um dos tópicos que mais precisa sofrer
intervenções a fim de efetivamente favorecer a atividade empreendedora no país.

Tabela 6 – Recomendações dos especialistas: áreas de intervenção para melhoria


das condições para empreender no país

O quadro 1 tem o propósito de apresentar de forma condensada as principais


recomendações feitas pelos especialistas em 2017, vale lembrar que se tratam apenas de
recomendações e, portanto, não avançam no sentido de serem um plano deação mais
elaborado ou diretamente aplicável.

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Quadro 1 – Principais recomendações dos especialistas para melhoria das condições para
empreender no Braisl.

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]MATÉRIA DA REVISTA “ISTO É” | ANO 2017

“Cresce número de jovens empreendedores no Brasil”


Subiu de 50% para 57% a participação de pessoas entre 18 e 34 anos que têm negócios
em fase inicial em 2017.
Ter a perspectiva de uma carreira profissional em empresa ou no serviço público
parece que está deixando de ser o sonho dos jovens brasileiros. Eles estão querendo, cada vez
mais, a independência se tornando empreendedores desde cedo. Essa é uma das principais
descobertas da pesquisa GEM 2017, do Sebrae/IBQP, que revela o novo perfil do
empreendedor no País.
Ela aponta que, no ano passado, a participação de pessoas entre 18 e 34 anos no total
de empreendedores em fase inicial cresceu de 50% para 57%. Isso significa que são nada
menos que 15,7 milhões de jovens atrás de informações para abrir um negócio ou com uma
empresa em atividade no período de até 3 anos e meio. Outro dado interessante que a
pesquisa mostra é que também aumentou o percentual de pessoas que buscam empreender
por oportunidade, saltando de 57% para 59% dos entrevistados.
“O jovem brasileiro já entendeu que para ter trabalho a melhor alternativa é criar o
próprio emprego, é empreender, inovar e gerar novas vagas. E eles não empreendem por
necessidade, estão de olho nas oportunidades do mercado, estão atendendo demandas sociais
e movimentando a economia. Aliás, este resultado é um reflexo também do início da
recuperação da nossa economia”, destaca o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.
Segundo o estudo, a taxa total de empreendedorismo (TTE) no Brasil foi de 36,4%. Em
números absolutos o contingente de empreendedores no Brasil chega a quase 50 milhões de
pessoas.

 Ela foi à luta

Aos 23 anos de idade, Analice Furtado era recepcionista de uma academia. Mas esse
trabalho não a seduzia. Dessa forma, iria demorar muito para alcançar a independência
financeira, se é que iria conseguir. Pois, não teve dúvidas: procurou o Sebrae para buscar
informações e sugestões. “Foi quando decidi abrir a empresa”, conta a jovem empresária, que
hoje é dona de um salão de beleza junto com a sua mãe. Mas Analice não parou por aí e
buscou se aprimorar. “Fiz vários cursos e depois resolvi fazer faculdade na área de estética”,
acentua ela, que assim vai consolidando seu negócio.
Diferente do que parece ser uma regra no mundo das empresas familiares, nas quais os
filhos assumem os negócios dos pais, Gustavo Chamma optou por empreender sozinho,
desde os 17 anos de idade. E foi esse DNA empreendedor que o levou atualmente, aos 31
anos, a ser cofundador da Synco, uma startup de Internet das Coisas, ao lado do sócio André
Gurgel. “Já aos 8 anos, visitava as fábricas da família nos fi s de semana e adorava ver a
produção funcionar. Pra mim era diversão”, diz Chammas. A Synco tem 4 desenvolvedores
e escritórios em São Paulo e Natal. “O Sebrae abre portas e avalia o seu negócio com
profissionalismo, te ajuda levar a empresa para outro nível”, acentua ele, que segue alguns

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mantras: “barco sem leme não chega em lugar nenhum”; “trabalhe com pessoas que
acreditam em você mais do que você mesmo”; “aprenda, aprenda e aprenda com os melhores
do mercado”.
De cada 100 brasileiros e brasileiras adultos (18 – 64 anos), 36 deles estavam
conduzindo alguma atividade empreendedora, quer seja na criação ou aperfeiçoamento de
um novo negócio, ou na manutenção de um negócio já estabelecido. Ou seja, um terço dos
adultos brasileiros é empreendedor ou está envolvido na abertura do próprio negócio. Outras
revelações apontam que jovens na faixa etária entre 25 e 34 anos foram mais ativos na
criação de novos negócios. Para se ter ideia de como esse dado é expressivo, isso significa
que 30,5% dos brasileiros desta faixa etária estão tentando criar um negócio ou já detêm uma
empresa com até 3 anos e meio de vida, período considerado estágio inicial do
empreendimento ainda. Na faixa etária mais jovem, entre 18 e 24 anos, também é expressivo
o percentual de brasileiros empreendedores (20,3%) envolvidos com a criação de novas
empresas.
Com 24 milhões de empreendedoras, as mulheres rivalizam com os homens no total e
são maioria entre os jovens empreendedores Oportunidade x necessidade Segundo o analista
de Gestão Estratégica do Sebrae, Marco Bede, em 2017, houve um pequeno crescimento no
número de empreendedores por oportunidade relativamente aos empreendedores por
necessidade. “Em 2016, para cada empreendedor inicial por necessidade, havia 1,4
empreendedores por oportunidade, em 2017 essa relação foi 1,5”. Ou seja, 59,4% dos
empreendedores iniciais empreenderam por oportunidade e 39,9% por necessidade, aponta o
estudo.
E é importante notar que o empreendedorismo por necessidade continua muito acima
dos patamares registrados em 2014 (29%). No grupo das brasileiras adultas, a Taxa de
Empreendedores Iniciais (TEA) chega a 20,7%, enquanto que no grupo dos brasileiros
adultos, essa taxa é de 19,9%. Porém, quando se olha os números totais, que inclui os
empreendedores iniciais e os empreendedores estabelecidos, elas estão praticamente
empatadas com os homens, com quase 24 milhões de empreendedoras, contra 25,4 milhões
de homens empreendedores, segundo a definição de empreendedorismo o GEM.
E quando se trata de nível de escolaridade, o que chama a atenção é o fato de que entre
os empreendedores iniciais, o grupo mais ativo, aquele com maior taxa de
empreendedorismo (23,9%) é o que tem apenas o ensino fundamental completo, uma taxa
que é 10 pontos percentuais acima da taxa verificada no grupo de pessoas com nível superior.
Um número que salta aos olhos também dá conta de que quase 8 milhões de empreendedores
estabelecidos não completaram o ensino médio. “Como contraponto, porém, entre este
mesmo grupo de empreendedores, 2 milhões têm ensino superior completo”, destaca Bede.
(https://istoe.com.br/cresce-numero-de-jovens-empreendedores-no-brasil/)

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Fone: (86) 3215-7810/3215-7811/3215-6889
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