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Edgard Guerra

Karla Ito
Vicente Silveira Jr
• Família é um sistema social onde se unem conhecimentos,
valores, crenças e práticas, onde se desenvolve uma dinâmica de
funcionamento, promovendo a saúde, prevenindo e tratando a
doença de seus membros (ELSEN, 2002).
•Ao longo de algumas décadas
o “modelo” de família sofre
fortes influências sociais,
culturais, políticas, e
econômicas, ocasionando
mudanças nas relações
internas e externas, na
formulação dos papéis de cada
membro, alterando a estrutura
da configuração familiar.
• Novos modelos de união
marital;
• Homens e mulheres,
oriundos de variados
estados de vida (solteiros
ou separados) assumem os
filhos de seu novo parceiro
para formarem uma nova
família;
•O ajuntamento de
homoafetivos;
• Embora a família esteja em pleno
processo de mutação é ela o
suporte para o desenvolvimento
humano sendo então a principal
mantenedora da saúde e geradora
das doenças de seus membros. A
família é a matriz da identidade de
seus membros, funcionando como
um sistema, um ambiente de
formação.
•Singly (2000) discorrendo sobre a família
contemporânea diz que esta é paradoxalmente ao
mesmo tempo, racional e individualista

•Genofre (1997) assim transcreve o conceito de Lévy-


Brul, o traço dominante da evolução da família é sua
tendência a se tornar um grupo cada vez menos
organizado e hierarquizado e que cada vez mais se
funda na afeição mútua.
Composto:

• Lealdades, a justiça
familial, a parentificação, o
mito familial ou saga da
família, os ritos familiares,
os segredos e tabus da
família, os sintomas;
•Schützemberger (1997) diz
que “a Lealdade se compõe da
unidade social que depende da
lealdade dos membros do
grupo; o grupo conta com a
lealdade de seus membros,
com os pensamentos e as
motivações de cada um dos
membros como indivíduo”.
• Asações de cada membro de um grupo familiar e
que tenham repercussão positiva ou negativa junto a
um ou mais indivíduo da família são objeto de
“contabilizações”. (Boszormenyi-Nagy,
Schützemberger , 1997)
• Schützemberger (1997). Cita a autora, “a mais
importante dívida da lealdade familial é a de cada filho
frente a frente com seus pais pelo amor, carinho,
cuidados, fadigas e desvelos que recebeu desde o
nascimento”.
• Para Bonzormenyi-Nagy, o indivíduo é uma entidade
biológica e psicológica. Schutzenberger (1997) acrescenta,
“psicossocial”.
• O mito.
• Assim, um mito se reproduz na geração sucessiva,
mantendo sem qualquer mudança as estrutura e os papéis
designados a cada membro. (Schutzenberger 1997).
• Os “ritos” são uma
série de atos e de
comportamentos
estritamente
codificados na família,
que se repetem no
tempo e dos quais
participam todos ou
uma parte dos
familiares.
• Segredos são ocorrências do
passado familiar cuja
divulgação não acrescenta
valores positivos, podendo
repercutir negativamente nos
anais da família ao longo do
tempo.
• Os sintomas podem ser considerados a expressão física resultante do
esforço empreendido pelo indivíduo na busca do reequilíbrio, em meio à
dinâmica de interação deste com o sistema e consigo mesmo.
• A dinâmica do sintoma é mantida por mecanismos de retroalimentação
negativa, sendo uma forma de fuga, como uma tentativa de flexibilizar o
mito, ou a explicitação da pressão mítica ou ainda a punição por ter
quebrado o determinismo, buscando assim, a homeostase que é
identificada como estabilidade ou equilíbrio. O sintoma pode também
funcionar como uma metáfora para determinados segredos, sendo uma
expressão simbólica de emoções poderosas conectadas a ele.
•Exige uma exaustiva coleta de
informações detalhadas
referentes às ocorrências
passadas e aos eventos e
sistemas existentes na família.
•O entendimento das forças e
conexões da família com seu
eco sistema (Carter,
McGoldrick e Colaboradores,
2001).
•Genetograma;
•Ecomapa;
•Átomo Social;
•Locograma;
•Ciclo Vital da Família
• Ciclo vital familiar envolve as várias etapas
definidas sob alguns critérios pelas as quais as
família passam, da sua constituição em uma
geração até a morte dos indivíduos que a
iniciaram”
•O ciclo vital permite simultaneamente
uma visão panorâmica e focal, porquanto
não é um conceito rígido; ao contrário,
permite sobreposições e reconstituições.
(Cerveny 1997 in Osório e Valle e
colaboradores, 2009).
Relações Interpessoais
Genograma: Como registrar as pessoas e as
ocorrências
“Se profundamente em nossas mentes
inconscientes tivermos nos tornado
capazes de, em certa medida, livrar
nossos sentimentos por nossos pais de
ressentimentos, e os perdoarmos pelas
frustrações que tivemos que suportar,
então podemos estar em paz com nós
mesmos e somos capazes de amar outras
pessoas no verdadeiro sentido da
palavra”. (Klein, 1975, vol. I, p.343)