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UFCD 7846

1. Microinformática – evolução histórica

1.1. CONCEITOS BÁSICOS

Informática

Informação Automática

A palavra INFORMÁTICA resulta da junção das palavras informação + automática.

Dispositivos Eletrónicos Computadores


Sistemas Informáticos

O conjunto de equipamentos e componentes funciona com base em ordens, escritas e


codificadas em linguagens que permitem a comunicação entre a pessoa e o computador.
A esses conjuntos de ordens chamamos programas, que são construídos com base em
linguagens de programação. A esses conjuntos de ordens chamamos programas, que
são construídos com base em linguagens de programação.

Todos sabemos que a área da informática, mais precisamente, o mundo dos


computadores não é essencialmente atual, pois este mundo já tem muitos anos de
história! Esta história está dividida em 5 gerações, sem contar com a “Pré-História”.
Hoje vou-vos falar sobre cada uma delas detalhadamente, os principais inventores, tal
como os principais inventos.
Como já vos disse, a história dos computadores está dividida em 6 gerações! Por isso,
vamos analisar cada uma delas.

1.2. Um Pouco de História

Pré-História – Antes de 1946

Na Pré-História da história dos computadores, antes de 1946 começaram a ser


desenvolvidos os instrumentos mais primitivos, alguns ainda usados, como o ábaco
chinês.

Principais Características
 Apareceram as primeiras invenções
 Relés electromecânicos
Do Ábaco Chinês ao 1º Computador

Ábaco Chinês

Um ábaco chinês

O Ábaco Chinês, tal como o próprio nove evidencia foi inventado na China e é um
instrumento a que podemos chamar a máquina de calcular mais antiga da história do
cálculo. Esta foi a primeira invenção que ajudou o homem a calcular mais rápido.

Este instrumento foi o ponto de partida para muitas outras invenções.

Máquina de Somar de Blaise Pascal

Blaise Pascal
Esta máquina, inventada em 1642 por Blaise Pascal de 19 anos. É um dispositivo
mecânico capaz de adicionar números.

A máquina de Somar de Blaise Pascal

É composta por um conjunto de rodas dentadas que estão dispostas lado a lado, e cada
uma está marcada de 0 a 9 e com intervalos iguais em torno do seu perímetro.

Máquina de Calcular de Leibnitz

Réplica da Máquina de Calcular de Leibnitz


 
Esta máquina de calcular, inventada em 1672, foi inspirada na Pascalina, mas não foi tão
bem-sucedida. Esta, inclui um tambor de dentes que permite a multiplicação de
números através de rotações sucessivas da manivela principal.
Máquinas de Babbage

Charles Babbage

Em 1821, Charles Babbage (inventor e matemático Britânico), estava frustrado com


os imensos cálculos manuais e começou a pensar em formas de efetuar cálculos com
recursos a dispositivos mecânicos.

Máquina de Babbage
 
Esta situação levou-o a desenhar um conjunto de “motores” de cálculo aritmético e
“computacional”. Assim, em 1833 constrói a analytacl engine, antepassado dos
computadores. Esta, era programada por cartões perfurados e tinha “memória” e um
processador.
Impressora de Cartões Perfurados IBM Carrol

Impressora de Cartões Perfurados

Esta impressora cilíndrica, desenvolvida pela IBM em 1924, têm três polegadas e meia e


foi a primeira máquina que produziu comercialmente a alta velocidade os cartões
perfurados, que foram inventados em 1890.

Cartões Perfurados
Harvard Mark 1

Harvard Mark 1
 
Inventada em 1944, esta calculadora mecânica e elétrica pesava cerca de 15 toneladas e
esteve 15 anos a serviço para fins militares e científicos.

1ª Geração – 1946/1957

Na 1ª Geração, decorrida entre 1946 e 1957, começaram a aparecer as primeiras válvulas
electrónicas, os primeiros meios de armazenamento, tal como a introdução à
programação e comunicação.

Principais Características

 Válvulas Eletrónicas
 Armazenamento: Banda e disco magnéticos
 Memória Principal:ferrite magnética
 Introdução da programação
 Introdução da Comunicação
Válvulas Eletrónicas

Válvulas Eletrónicas
 
As Válvulas Eletrónicas surgiram no ano 1946 e inicialmente foram aplicadas da
indústria radiofónica. Possibilitou cálculos milhares de vezes mais rápidos do que com
os anteriores inventos.

ENIAC – Electronic Numerical Integrator And Calculator

ENIAC
 
Este foi o primeiro computador digital eletrónico e criado em 1946. Têm 18 metros de
comprimentos e 2,5 metros de largura. É composto por 18 mil válvulas e pesa 30
toneladas. É capaz de reter em memória setenta e quatro números de vinte e três
algarismos. Pode efetuar 5000 adições ou 300 multiplicações por segundo.

Manchester Mark 1

Manchester Mark 1
 
Este primeiro computador, inventado em 1948, foi o primeiro a funcionar com um
programa armazenado de acordo com o modelo de Von Newman, que propôs que a
memória do computador deveria desenvolver-se de forma a armazenar um programa,
constituído por um conjunto de instruções codificadas.
UNIVAC I

UNIVAC I
 
Foi o primeiro computador de uso geral a ser comercializado. Criado em 1951 por
Eckert e Mauchy. Dispunha de 5000 válvulas e fazia adições em 0,5 ms e multiplicações
em 2 ms. Tinha entrada e saída de dados em banda magnética.

Banda Magnética

Banda magnética
Inventada em 1955, a Banda Magnética, foi um método de armazenamento de maior
número de dados que foi possível criar na época.

2ª Geração – 1957/1964

A 2ª geração, decorrida entre 1957 e 1964, foi a gerações dos transístores e houve uma
evolução na programação.

Principais Características
 Transístores
 Evolução das soluções de equipamento
 Evolução da programação

Transístores

Transístores

Os Transístores, inventados em 1957, têm cerca de 1/200 do tamanho de uma das


primeiras válvulas e consumia menos de 1/100 de energia. Por volta de 1960, o
transístor começou a ser muito mais utilizado nos computadores. Este pequeno
dispositivo é usado como um “interruptor” eletrónico para executar operações lógicas.
3ª Geração – 1964/1970

Na terceira geração, decorrida entre 1964 e 1970, houveram novos inventos muito
importantes como podemos constatar.

Principais Características
 Introdução dos circuitos integrados
 Criação de mini-computadores
 Utilização em tempo partilhado
 Introdução ao conceito Compatibilidade
 Programação em Assembly
 Desenvolvimento de software
 Evolução de Diversas components

“Família” IBM/360

IBM/360
 
Esta foi a primeira grande “família” de computadores. Usam tecnologia SLT, que foi a
primeira produção em micro miniatura automática, de grande volume, de circuitos com
semi-condutores. Estes circuitos SLT eram muito compactos, mais rápidos e consumiam
menos energia do que a geração anterior dos Transístores.
4ª Geração – 1970/Presente/Futuro

A 4ª Geração já conta com o Presente. Esta geração começou em 1970, prolongou-se até
ao presente e prolongará-se pelo futuro.

Principais Características
 Introdução dos microprocessadores
 Desenvolvimento dos computadores pessoais
 Evolução dos dispositivos diversos

Micro processadores

Micro processadores
 
Os Microprocessadores são os processadores em “miniatura” e têm evoluído
vertiginosamente desde a sua introdução.

Computadores Pessoais

Um dos primeiros Computadores Pessoais


Nesta geração começaram a aparecer os primeiros computadores pessoais até agora,
que quase todos nós, podemos ter acesso a um.

Discos Flexíveis

Discos Flexíveis
 
O primeiro disco magnético flexível ou disquete foi apresentado pela IBM em 1971.
Estes discos, melhoravam o manuseamento dos dados. Hoje em dia já são pouco
utilizados, devido ao aparecimento de CD, DVD, Discos Externos, Pen, armazenamento
na nuvem, entre outros.

5ª Geração – Presente/Futuro

A 5ª Geração é o presente e o futuro e baseia-se principalmente na inteligência artificial.

Principais Características
 Inteligência Artificial
 Reconhecimento de voz
 Sistemas Inteligentes
 Redes neuronais
Uma Previsão do Futuro

O futuro é imprevisível, mas com as grandes mudanças na tecnologia e os grandes


avanços, o futuro poderá ser melhor em alguns aspetos, mas pior noutros. Os
eletrodomésticos e outros aparelhos poderão vir a ser “inteligentes”. A meu ver os ecrãs
táteis. “Um pixel significará mais que 1000 palavras” – IBM. O mundo em nosso redor
basear-se-à em tecnologia. Google, Apple, Microsoft são 3, a conta que Deus fez.
Poderão estar em harmonia, mas outras gigantes estão-se atravessando no caminho. Os
SO GNU/LINUX estão-se difundindo muito mais. O futuro será, digamos
assim, diferente, mas melhor.

2. Principais Ferramentas Informáticas na Óptica do Utilizador


A Internet é uma das inovações tecnológicas mais promissoras da nossa era. Trata-se de
uma série de computadores ligados entre si numa rede ágil e redundante, sendo aí que
reside o seu maior trunfo. Fazer compras à distância, entregar a declaração de IRS,
consultar e movimentar uma conta bancária, “estar” com amigos utilizando até som e
imagem, trocar documentos de diferentes formas tais como textos, músicas, fotografias,
desenhos e até programas de computador, participar em fóruns e listas de discussão, no
fundo desenvolver uma personalidade electrónica...

Assim, comunicar de diferentes formas e para qualquer parte do mundo é mais fácil a
quem tem acesso a um meio tão poderoso. Para quem pesquisa na internet, os nomes
dos motores de busca mais conhecidos (Google, Yahoo, AltaVista - ou, em Portugal,
o Sapo, o Aeiou, o Cusco ou o Clix) tornaram-se instrumentos de pesquisa
incontornáveis.

Estes são alguns dos inúmeros motores de busca que ajudam a pesquisar informação na


internet. O êxito de qualquer pesquisa passa por tomar conhecimento que os motores de
busca não funcionam todos da mesma maneira. Por isso, torna-se imprescindível
conhecer e compreender as diferenças existentes entre eles, bem como saber avaliar
as virtualidades e as limitações de cada um.

A informática constitui actualmente um domínio muito amplo no que diz respeito à


concepção, utilização e manutenção de sistemas informáticos. Esta área subdivide-se
em:

 Informática na óptica do hardware: concepção e implementação dos


componentes de hardware;
 Informática na óptica do software: concepção e desenvolvimento do software
necessário ao funcionamento do hardware;
 Informática na óptica do utilizador: utilização dos sistemas informáticos para a
realização de determinadas tarefas de tratamento de informação com fins
diversificados;
 Informática na óptica dos técnicos de informática: montagem, manutenção e
reparação dos sistemas informáticos.
3. Hardware – Introdução Básica

É a parte física do computador, ou seja, peças e equipamentos que fazem o computador


funcionar. O termo também se refere ao conjunto de equipamentos acoplados em
produtos que necessitam de gerenciamento computacional. Um dos hardwares mais
populares são os processadores.

O que mais vai influenciar na agilidade do computador é a capacidade de


armazenamento de dados do hardware e sua eficácia para trocar informações entre os
componentes. O Hardware pode ser divido em duas categorias: os internos e os
externos.

3.1. Estrutura Básica de Um Computador

Alguns componentes de um computador: Monitor (1), placa-mãe (2), processador (3), memória
RAM (4), placas de expansão (5), fonte de alimentação (6), unidade de CD/DVD (7), disco rígido
(8), teclado (9) e mouse (10)
3.2. Os Componentes Internos e Externos do Computador

O computador tem componentes externos e internos, vamos conhecer os principais:

1- Componentes Externos

Monitor: É o mais importante dispositivo de entrada e saída de dados do PC. Ele nos dá


a situação imediata do que está a acontecer no computador. A informação que necessita
ser apresentada visualmente é enviada ao monitor através da placa de vídeo que
converte os sinais elétricos da CPU para minúsculos pontos de cor chamados: Pixels,
eles formam a imagem na tela.

Teclado: É um periférico de entrada de dados, ou seja, através dele as informações


inseridas no PC. É conhecido também como consola; Nos teclados mais antigos existe
uma chave que seleciona as opções: AT ou XT. Existem vários padrões de teclado, entre
eles o teclado padrão IBM/PC, que possui 101 teclas que se dividem em quatro grupos:
 
 Alfanumérico: Corresponde a maioria das teclas e é composto pelas teclas de
caracteres alfabéticos, numéricos, de símbolos e especiais. As principais são: ESC,
TAB, CAPS LOCK, SHIFT, CTRL, ALT, ENTER e BACK SPACE. 
 Numérico: Localiza-se a direita do teclado; Além dos números também estão
nesse grupo os caracteres: * (multiplicação), / (divisão), - (subtração), + (adição) e
Num Lock. 
 Controle de tela: Têm funções diferentes de acordo com o software (programa)
que vai usar. São elas: Print Screen, Scroll Lock, Pause Break, Insert, Delete (Del),
Home, End, Page Up, Page down, setas de direção. 
 Funções: É composto pelas teclas de F1 até F12 e as funções das teclas mudam de
acordo com o programa que usar. 

Rato (ou mouse): É um periférico de entrada de dados. Funciona como um ponteiro na


tela que se chama: cursor. Antigamente o mouse era conectado a uma porta serial, mas
hoje em dia já foi praticamente substituído pelas portas USB ou PS/2. O mouse de
"bolinha" também está sendo substituído pelo mouse óptico, que além de ter uma
precisão maior ainda acumula uma quantidade menor de sujeira; Outra coisa
interessante nesses novos modelos é essa roda no meio ( wheel ), que permite a rolagem
sobre as páginas.
 

Gabinete: É a estrutura onde são montados todos os componentes do micro: Fonte,


placa-mãe, drivers, disco rígido, CD-ROM, etc. Geralmente o gabinete é confundido
com a CPU- Central Processing Unit (Unidade central de processamento, em
português); CPU é apenas o Processador e no gabinete ficam guardados os
componentes internos do micro que serão o próximo assunto a abordarmos.
 
 
2- Componentes Internos

Placa mãe: Acopla todos os componentes de um computador, ou seja, é onde todos os


equipamentos se encaixam. è uma placa de circuitos composta de caminhos de dados
(barramentos) e lacunas para encaixar os equipamentos (slots).

Processador: É o "cérebro" do computador. Ele também é chamado de


microprocessador ou CPU e é responsável por processar as informações do PC. OS
grandes fabricantes de processador são: Intel e AMD. A Frequência "velocidade" do
processador chama-se: Clock.

Memória: a função da memória é armazenar dados. Existem diversos tipos de


memórias: memórias permanentes e virtuais, cada uma com função definida:
 Principal (RAM e ROM) 
 Auxiliar (Virtual e Cache)
 Secundária (HD, Floppy, CD/DVD-ROM, etc.)
 Memória RAM- (Memória de Acesso Aleatório) é a mais importante. Só funciona
com o computador ligado, por isso, é chamada de volátil. A CPU é que mais
utiliza esse tipo de memória.
O processador processa as informações, mas quem executa é a memória RAM.
Ela também é chamada de " pente de memória" e pode ter diferentes
capacidades: 64MB (Megabyte), 128MB, 256MB, 512MB, 1GB (Gigabyte), 2GB,
etc. 
 Memória ROM- (Memória somente para Leitura) Armazena dados importantes
do fabricante do equipamento e não podem ser utilizadas pelo usuário. Nela
estão todos os dados básicos para o PC funcionar. Ao conjunto formado pelas
memórias RAM e ROM dá-se o nome de Memória Principal. 
 Memória Cache- Encontra-se no processador e trabalha em sincronia com a
RAM, porém ela armazena dados mais rápido, é um tipo de RAM estática: é uma
SRAM. Sua função é armazenar os dados mais recentes requisitados pela RAM
principal. Funciona assim: Quando a CPU requisita um dado à RAM, ele é
copiado para a Cache para que, se for solicitado novamente, não seja necessário
buscar na RAM outra vez. Sua desvantagem é que ela é muito menor que a
RAM. 

Fonte de Alimentação: É o módulo que fornece energia elétrica ao micro. As fontes de


alimentação utilizadas hoje em dia são do tipo chaveada (aumenta o rendimento e torna
a fonte mais compacta).
Placa de Rede: É um dispositivo de entrada e saída de dados e permite a comunicação
através da estrutura de cabeamentos. É também conhecida como: Adaptador de rede,
NIC (Placa de Interface de Rede) ou Placa Ethernet (por causa da arquitetura usada).

Placa de Som: É um dispositivo de entrada e saída de informações que permite


transformar as informações digitais dos programas e jogos em som stereo através das
caixas de som. Sem ela não seria possível ouvir os sons de jogos e programas, nem tão
pouco ouvir músicas, ouvir o áudio de filmes, etc.

Placa de Vídeo: É um dispositivo de saída de dados que permite que os dados


apareçam no monitor de vídeo do computador. Todos os dados que saem da CPU em
direção ao monitor passam pela Placa de Vídeo, que converte os sinais elétricos digitais
em sinais RGB (cores primárias). Existem também as placas de vídeo 3D (conhecidas
como: Placas Aceleradoras), elas trazem um processador próprio que realiza cálculos de
ambientes tridimensionais. Todas as placas de vídeo possuem memória, a chamada
Memória de Vídeo, que nada mais é que a memória DRAM utilizada apenas para
armazenar os dados de imagem (pixels e suas cores). Quanto mais memória de vídeo
maior a sua resolução e mais cores a imagem do computador pode apresentar.
Suportes de Informação

Servem para guardar informações, e podem ser divididos em dois tipos: dispositivos
internos e dispositivos externos de armazenamento.

Apresentamos aqui uma lista dos dispositivos de armazenamento mais comuns.

 Disco Rígido: disco magnético de armazenamento principal da maioria dos


computadores. Pode ser externo ou interno.

 Disquete: dispositivo portátil que permite armazenar pequenas quantidades


de dados. Danificam-se facilmente devido ao calor, poeiras ou campos
magnéticos, e quase já não são usados nos dias de hoje.
 CD-ROM: é um dispositivo portátil, que permite armazenar cerca de 700
megabytes, ou seja, 400 vezes mais dados do que uma disquete. É menos
susceptível a danos do que a disquete.

 DVD-ROM: suporte portátil idêntico ao CD-ROM que pode armazenar ainda


maiores quantidades de dados do que uma disquete ou um CD-ROM (em
geral 4,7 gigabytes). É normalmente utilizado para armazenar filmes e vídeos.

 Pen-drive ou flash-drive: é uma pequena placa de circuito impresso ligada a


uma conexão USB (Universal Serial Bus). Ele é normalmente isolado
electricamente e protegido num invólucro plástico. A capacidade dos pen-
drives tem aumentado exponencialmente. Hoje em dia pode-se facilmente
encontrar estes dispositivos com muitos gigabytes de capacidade.

3.3. Periféricos – Unidades de Entrada e Saída

O periférico na Informática define-se como sendo um aparelho que envia e recebe


informações de um computador. Esses periféricos, sejam eles para receber ou enviar
informações, estão todos ligados ao CPU (Unidade de Processamento de Dados, ver
aqui o que é) do computador.
Tudo aquilo que se liga a um computador é um periférico. Como periféricos na
Informática, temos as impressoras, o rato (mouse), as telas (ecrãs), scanner, os discos
externos, leitores e gravadores de CD e DVDs, etc.

Todos esses periféricos dividem-se em periféricos de entrada  e periféricos de saída, além


desses também existem os periféricos que fazem as duas coisas, chamados de periféricos
de entrada e saída ou periféricos mistos.

Periféricos de Entrada (Input) - apenas efectuam a introdução de dados no computador


(Teclado/ Scanner ou digitalizador de imagens /Microfone);

Periféricos de Saída (Output) - apenas permitem a recepção de informação


(Monitor/Impressora/Colunas);
Periféricos de Entrada/Saída (Input/Output) - permitem, em situações particulares,
efectuar as duas funções, ou seja, a entrada de dados e a saída de informação
(Drives/Modems/Placas de rede).

4. Software – Identificação e Caracterização

O software diz respeito a programas ou conjuntos de instruções, escritos em diversas


linguagens de programação, que determinam a actividade e o comportamento de um
sistema informático. De uma forma muito simples, pode-se dizer que o software é a
parte lógica de um sistema informático.

Existem dois tipos de software:

 Software de sistema;
 Software de aplicação.

4.1. Software de sistema

São os programas encarregados de fazer a comunicação entre o computador, que só


entende linguagem de máquina, e o usuário, sendo a base em que outros softwares,
como os de aplicação e os de programação irão rodar. Ou seja, são plataformas para
rodar outros softwares. Os sistemas operacionais como Windows, macOS, Linux, iOS,
Android, por exemplo, são softwares de sistema. Em alguns casos, softwares de
aplicação podem assumir o papel de sistemas operacionais, como o Chrome OS, onde o
navegador é um software de sistema e de aplicação.
Firmwares, softwares de automação industrial e motores gráficos de jogos também são
exemplos de softwares de sistema.

Sistema Operativo

É o programa mais importante de um computador indispensável para o arranque e


funcionamento da máquina. Serve também para correr aplicações. O sistema operativo
controla a actividade do CPU, gere as memórias e assegura a interacção com o
utilizador. Organização da informação através do sistema operativo.

Um computador, é controlado por um SO (Sistema Operativo), sigla utilizada para


designar esta classe de software. Na prática um SO é a interface entre o utilizador e a
máquina cujas principais funções são:
 Gestão de Processos;
 Gestão de Memória;
 Sistema de Ficheiros;
 Entrada e Saída de Dados;

Componentes

Um sistema operativo é composto por diversos componentes que permitem o


funcionamento conjunto do computador.
As componentes mais importantes são:
 Kernel;
 Rede;
 Segurança;
 Interface;

O Kernel (em português, núcleo), em conjunto com os drivers e o firmware1 do


dispositivo, fornecem o nível mais básico de controle sobre todos os dispositivos de
hardware do computador.  Este gere os acessos à memória RAM e determina quais os
programas com maior prioridade e quais os recursos do hardware a que as aplicações
acedem.

A Rede é fundamental na maioria dos Sistemas Operativos pois permite-nos a ligação


com outras máquinas, incluindo máquinas que estão na Internet. Assim, computadores
com Sistemas Operativos diferentes, podem participar na mesma rede e partilhar
recursos entre eles, como impressoras, scanners, etc.

A segurança é outra das características fundamentais num sistema operativo pois


deverá ter mecanismos para proteger a informação, para que os processos acedem as
zonas de memória permitidas, etc.

A interface com o utilizador pode ser gráfica ou linha de comandos (terminal).


Atualmente, quase todos os Sistemas Operativos contam com uma interface gráfica,
mas ainda é possível encontrar o terminal em muitos locais. Depois do arranque do
computador pela BIOS, parte do sistema operativo é carregado para a memória RAM.
Os programas de computador, funcionam dentro do Sistema Operativo e passam a
chamar-se processos quando executados.
O esquema anterior, é uma forma muito fácil de entender o funcionamento de um
sistema operativo. O utilizador interage com a aplicação que interage com o Sistema
Operativo numa relação Aplicação <-> Sistema Operativo e o Sistema Operativo
interage com o equipamento através de uma relação Sistema Operativo <->
Equipamento.

4.2. Software de aplicação

Os softwares de aplicação, por sua vez, são os programas que você conhece: players de
vídeo e música, jogos, editores de textos, calculadoras, navegadores, apps de redes
sociais e etc. Um software de aplicação tem como função executar tarefas das mais
diversas, que podem ser de uso individual ou até mesmo global, o que pede que eles
sejam mais robustos e seguros.

Software de Aplicação
 
Processador de texto: processamento e tratamento de texto. (ex.:Microsoft Word)

Folha de cálculos: normalmente utilizada para realizar cálculos numéricos e elaborar


gráficos. (ex.:Microsoft Excel)

Sistemas de gestão de base de dados: aplicações que permitem elaborarem ficheiros


com informações devidamente catalogados e ordenados. (ex.:Microsoft Access)

Apresentação gráfica: utilizada para criar conjuntos automatizados de slide shows, que


podem incluir efeitos sonoros e visuais. (ex.: Microsoft PowerPoint)
Browsers: é um programa de navegação na Internet. (ex.: Microsoft Internet Explorer)

Jogos: programas para lazer. Existem jogos de vários tipos como por exemplo:
estratégia (Age of Mythology), first person shooter (Medal of Honor), third person
shooter (Max Payne), etc.…

5. Técnicas de Processador de Texto

Um processador (ou editor) de texto é um programa de computador destinado a editar


e visualizar ficheiros de texto. Um processador que utiliza os recursos existentes no
computador com o objetivo de permitir a execução de tarefas que seriam difíceis ou
mesmo impossíveis de realizar com uma máquina de escrever.

Poderíamos, com uma máquina de escrever moderna, até mesmo repetir um texto já
escrito ou apagar algo já digitado, mas os processadores de texto vão muito além disso.
Um processador de texto pode gerar índices automáticos, verificação ortográfica, edição
de estilos etc.

Os programas de processamento de texto mais utilizados são: Microsoft Word, Open


Office, Libre Office e Google Drive.

Criação, Gravação e Edição de Documentos

Com o Word no seu PC, Mac ou dispositivo móvel, pode:


 Criar documentos de raiz ou através de um modelo.
 Adicione texto, imagens, ClipArt e vídeos.
 Pesquisar um tópico e encontrar fontes credíveis.
 Aceder aos seus documentos a partir de um computador, tablet ou telemóvel
com o OneDrive.
 Partilhar os seus documentos ou o seu trabalho com outras pessoas.
 Registar e rever alterações.
Criar um documento

1. No separador Ficheiro, clique em Novo.


2. Na caixa Procurar modelos online, introduza o tipo de documento que pretende
criar e prima ENTER.

Sugestão: Para começar do zero, selecione Documento em branco. Em alternativa, para


praticar a utilização das funcionalidades do Word, experimente um guia de formação
como Bem-vindo ao Word, Inserir o seu primeiro índice e muito mais.

Adicionar e formatar texto

1. Coloque o cursor e escreva algum texto.


2. Para formatar o texto, selecione-o e, em seguida, selecione uma
opção: Negrito, Itálico, Marcas, Numeração e muito mais.
Adicionar Imagens, Formas, SmartArt, um Gráfico e muito mais

1. Selecione o separador Inserir.
2. Selecione o que pretende adicionar:
 Tabelas – selecione Tabela, paire o cursor sobre o tamanho que pretende e
selecione-o.
 Imagens – selecione Imagens, procure a imagem que pretende utilizar e
selecione Inserir.
 Imagens Online – selecione Imagens Online, pesquise e selecione a
imagem que pretende e selecione Inserir.
 Formas – selecione Formas e, em seguida, selecione a forma a partir do
menu pendente.
 Ícones – selecione Ícones, selecione aquele que pretende e
selecione Inserir.
 Modelos 3D – selecione Modelos 3D, selecione a partir de um ficheiro ou
origem online, aceda à imagem que pretende e selecione Inserir.
 SmartArt – selecione SmartArt, Gráfico SmartArt e, em seguida,
selecione OK.
 Gráfico – selecione Gráfico e, em seguida, o gráfico que pretende utilizar e
clique em OK.
 Captura de Ecrã – selecione Captura de Ecrã e selecione uma a partir do
menu pendente.
Guardar o seu documento no OneDrive

Quando guarda os seus ficheiros na nuvem, pode partilhar e colaborar com outras
pessoas e obter os seus ficheiros em qualquer lugar – no seu computador, tablet ou
telemóvel.
1. Selecione Ficheiro > Guardar Como.
2. Selecione OneDrive.

Guarde os seus ficheiros pessoais em OneDrive – Pessoal e os ficheiros de trabalho no


OneDrive da sua empresa. Também pode guardar noutra localização da lista
ou Adicionar um Local.
3. Introduza um nome descritivo para o ficheiro e selecione Guardar.

Estruturar e editar no Word


Utilizar estilos

Os modelos de Estilos aplicam de forma consistente tipos de letra, tamanhos de letra,


cores de tipos de letra e espaçamentos a cabeçalhos, parágrafos e títulos em todo o seu
documento.
1. Selecione as palavras, parágrafo, lista ou tabela a editar.
2. No separador Base, selecione um estilo.

Se não for apresentado o estilo que pretende, clique no botão Mais   para expandir a
galeria.

Aplicar Temas

Os Temas dão um aspeto profissional ao seu documento.


1. Selecione Estrutura > Temas.
2. Aponte para um tema para pré-visualizar o aspeto que este terá.
3. Selecione o tema que pretende.
Verificar a ortografia e gramática

O Word marca as palavras com erros ortográficos com um sublinhado ondulado


vermelho e os erros gramaticais com um sublinhado duplo azul.
1. Clique com o botão direito do rato na palavra.
2. Selecione a correção ou selecione Ignorar.

Nota: A verificação ortográfica e gramatical funciona de forma ligeiramente diferente


nas versões mais recentes do Word e do Microsoft 365.

Localizar e substituir texto

1. Selecione Base > Substituir.
2. Em Localizar, introduza uma palavra ou expressão a procurar. Em Substituir
por, introduza o novo texto.
3. Selecione Localizar seguinte e, em seguida, selecione:
 Substituir para substituir a primeira instância, ou
 Substituir tudo para substituir todas as instâncias.
Formatação de documentos

Aprenda a selecionar o texto inteiro no Microsoft Word de forma prática. O recurso de


selecionar todas as páginas é fácil de usar e facilita o gerenciamento de textos longos
para copiar, colar, recortar e editar da forma desejada. Confira abaixo os dois métodos
de seleção.

1. Selecionar o texto com o mouse

No Word, todas as funções de formatação, devem ser feitas depois de o texto estar
escrito, selecionando o texto pretendido. Em seguida os modos mais simples de
selecionar texto, embora não sejam os únicos.

2. Selecção de letra(s) isolada(s) ou em palavra(s)

Clique com o cursor do rato na posição imediatamente antes ou depois da(s) letra(s);
não largue o botão do rato; arraste na horizontal o cursor do rato até à posição que
pretende selecionar; solte o botão.

3. Selecção de Palavra

Para selecionar uma palavra pode usar o método anteriormente descrito. Mas pode
também usar uma forma mais simples e rápida fazendo duplo clique com o cursor do
rato sobre a palavra que pretende selecionar.
4. Selecção de Frase

Para selecionar uma frase num texto, basta fazer um clique com o cursor do rato sobre a
frase que pretende selecionar enquanto prime a tecla Ctrl.

5. Selecção de Parágrafo

Para selecionar um parágrafo num texto, basta fazer três cliques sobre o parágrafo
pretendido. Os dois primeiros cliques vão selecionar a palavra sobre a qual clicou, o
terceiro clique vai selecionar todo o parágrafo.

6. Selecção de Todo o Texto

Pode também selecionar todo o texto premindo simultaneamente as teclas Ctrl+T (ou
Ctrl+A na versão Inglesa do Word).
Formatação de Texto

1. Formatar

A maioria das funções de formatação de texto pode ser feita simplesmente com o rato,
depois de selecionado o texto a formatar. Pode formatar letras, palavras, parágrafos, etc.

2. Destacar Palavras

Mesmo usado um tipo de letra idêntico, pode dar ênfase a determinadas palavras ou
frases num texto alternando os atributos dos caracteres com negrito, itálico, sublinhado,
ou qualquer conjugação entre estes. Para isso deverá selecionar o texto a destacar e
usar os atalhos de teclas Ctrl+N (negrito), Ctrl+I (itálico) e Ctrl+S (sublinhado).

Depois de ter destacado o bloco de texto com o atributo pretendido, pode adicionar
qualquer um dos outros dois, em qualquer combinação.

Podemos também usar o friso Base e os ícones do grupo Tipo de Letra, que oferecem,
além destes, outros tipos de destaque.

3. Alterar Tipo de Letra

Com o auxílio dos ícones Tipo de Letra do friso Base pode também alterar o tipo de
letra de todo o texto ou apenas de algumas partes consoante o que seleccionar.
Se preferirem podem também alterar o tamanho da letra.

Clicar directamente nos botões de aumento e redução do Tamanho de Letra

4. Formatar Parágrafos

A formatação de parágrafos afecta aspectos como o entrelinhamento (espaço vertical


entre linhas) e o alinhamento. É possível atribuir diferentes formatações e diferentes
parágrafos ou então formatar todo o texto com base nos mesmos atributos. Usar os
ícones do grupo Parágrafo do friso Base.
Clicar no ícone respectivo para alterar o alinhamento do texto

5. Espaçamento entre Linhas

Para alterar o espaço entre as linhas, clicar no ícone respectivo do grupo Parágrafo

6. Nota de Rodapé e de Fim

Pode-se também inserir notas de rodapé (colocadas no final da página) ou de fim


(colocadas no final do documento) com referências a partir do texto. A vantagem do
Word é que o programa numera estas notas automaticamente e altera toda a numeração
sequencial caso se apague uma das notas ou se coloque notas adicionais entre notas já
existentes no texto.
Além disso, o Word formata também automaticamente quer a página (ao colocar uma
separação no final, com uma linha horizontal) quer a própria nota, ao colocar a
referência numérica e ao formatar a nota com um tipo de letra ligeiramente menor do
que o do texto. As notas de rodapé são introduzidas a partir da opção respectiva no
friso Referências.

7. Cabeçalhos, Rodapés e Números de Página

Todos os documentos do Word têm áreas (normalmente invisíveis) de cabeçalhos e de


rodapé, no início e no final de cada página, respectivamente. Estas áreas são úteis para
lá colocar referências comuns a todas as páginas do documento. Pode ser um logótipo
de uma empresa, o nome do documento, etc.

As referências podem também ser dinâmicas, como é o caso dos números de página,
que o Word actualiza automaticamente ao longo do documento. Para inserir estas
referências, deve-se aceder ao friso Inserir e escolher o ícone correspondente da área
Cabeçalho e Rodapé.
Orientação

A predefinição do Word é a de apresentar uma página na vertical, como num livro ou


revista normais. Mas pode assumir uma posição horizontal, que é mais vantajosa para
determinados tipos de documentos, como apresentações, desdobráveis ou brochuras.
Para tal, deve-se clicar no ícone orientação do grupo Configurar Página no friso
Esquema de Página.

Margens

Qualquer que seja o formato da página que se vai usar (e que deverá ser escolhido em
função do formato de papel em que se vai imprimir o documento), é importante
determinar as margens do documento. Isto permite definir qual o espaço útil
efectivamente usado pelo texto na página.
Pode ser útil ter margens assimétricas, por exemplo se pretender furar o papel depois
de imprimir, para arquivo. Nesse caso deveremos definir uma margem esquerda maior
do que a direita para termos espaço suficiente para o fazer. Clicar em Margens para
aceder a uma lista de margens predefinidas ou escolher a última opção Personalizar
Margens para aceder ao diálogo avançado.

Dica: Evitar reduzir as margens ao mínimo, pois muitas impressoras não são capazes de
imprimir para além de determinados valores.

8. Impressão de documentos

O comando Imprimir pode ser usado directamente ou ao pressionar simultaneamente


em Ctrl + P, o que fará surgir o diálogo standard de impressão – o formato varia
ligeiramente consoante a nossa impressora. Podemos também escolher, do lado direito,
uma das opções relacionadas com a impressão, nomeadamente impressão rápida
(rascunho) e pré-visualização.
Pode também escolher, do lado direito uma das opções relacionadas com impressão,
nomeadamente impressão rápida (rascunho) e pré-visualização do documento.

6. Técnicas de Folhas de Cálculo

O Excel é um programa de software que nos permite criar tabelas e calcular e analisar
dados. Este tipo de software é denominado software de folha de cálculo. O Excel
permite-nos criar tabelas que calculam automaticamente os totais de valores numéricos
introduzidos, imprimir tabelas em esquemas atrativos e criar gráficos simples.

Com a Folha de Cálculo conseguimos efectuar cálculos, analisar informações e


visualizar dados em folhas ao utilizar o Microsoft Office Excel. Para executar o
Microsoft Office Excel, clicamos em > Iniciar > Todos os programas > Microsoft Office >
Microsoft Office Excel.
Iniciar o Documento

Quando criamos uma janela nova, a janela do computador é dividida em linhas e


colunas, ao formar uma grade. A interseção de uma linha e de uma coluna é chamada
de célula. As linhas são numeradas sequencialmente, as colunas são identificadas por
letras também sequenciais e cada célula pela linha e coluna que a forma.

Uma célula pode conter números, texto ou fórmulas. Por exemplo, a célula A4 (na
figura seguinte) contém o valor 10 e a célula D2 contém o texto “Valor total”.

Em geral, informações da mesma categoria são digitadas numa coluna (no exemplo, a
coluna B é a descrição do produto vendido; a coluna C é o valor unitário), mas essa
estrutura não é rígida: podemos agrupar as informações por linha ou por outras formas
mais convenientes para o nosso caso.
A possibilidade de usar fórmulas é o que diferencia um programa de uma janela de
uma calculadora. Quando colocamos uma fórmula numa célula, dizemos que o
conteúdo dessa célula deve ser calculado em função dos valores contidos em outras
células. Na janela abaixo, o preço total de uma venda é calculado ao multiplicar-se o
preço unitário pela quantidade vendida de produtos do mesmo tipo.

Assim no nosso exemplo, a coluna A regista a quantidade de produtos e a coluna C traz


o preço unitário do produto. A coluna D mostra o preço total. O conteúdo de cada
célula é calculado ao multiplicar-se os valores da coluna A pelos valores da coluna C.
Para que esse cálculo seja feito automaticamente, devemos digitar a fórmula = A4*C4 na
célula D4. Então quando modificamos o valor de A4, o valor de D4 é recalculado
automaticamente de acordo com a fórmula registada na célula.

Assim, uma janela é criada em duas etapas. Primeiro determinamos os itens que
desejamos calcular e as fórmulas a serem utilizadas para fazer esse cálculo. Depois, na
fase de utilização da janela, é preciso digitar os valores correspondentes a cada item; os
resultados serão calculados automaticamente.

Aqui mostraremos como criar uma folha, ao utilizar o programa Microsoft Office Excel,
mas o procedimento descrito aplica-se a qualquer programa de folha de cálculo. Como
exemplo, vamos fazer uma janela para controlar o facturamento de uma empresa que
vende apenas quatro produtos. Embora as fórmulas sejam diferentes para cada janela, o
procedimento será sempre o mesmo.
Assim quando abrimos o Microsoft Office Excel, já aparece um desenho básico de folha
na tela. Precisamos, então, organizar as informações em linhas e colunas e determinar
uma região para cada tipo de informação. No layout, apenas definimos onde cada
informação será colocada, mas ainda não a digitamos.

Então no nosso exemplo, vamos registar o facturamento de cada um dos quatro


produtos, mês a mês. A partir dessas informações, iremos calcular:
 O facturamento mensal de cada produto.
 O facturamento anual de cada produto.

A folha tem espaços reservados tanto para as informações que serão digitadas quanto
para as que serão calculadas automaticamente. As informações serão digitadas da célula
B4 até a célula E15. Por exemplo, na célula B4 digitaremos o facturamento do mês de
janeiro correspondente a engrenagens; na célula C4, o facturamento de janeiro de
parafusos; na célula B5, o facturamento de fevereiro de engrenagens, e assim por diante,
até o facturamento de dezembro de arruelas na célula E15.

As informações da coluna F, sobre facturamento mensal total, e as informações da linha


17, sobre o facturamento anual por produto, serão calculadas automaticamente.
Primeiro, vamos escrever as fórmulas para calcular o facturamento total mensal (coluna
F). Esse facturamento é a soma dos valores vendidos de cada produto.
Assim, o facturamento total de janeiro (célula F4) será a soma do facturamento de cada
produto nesse mês (da célula B4 até a E4). Portanto, na célula F4 digitaremos a seguinte
fórmula:

Isso indica para o programa da folha que o valor de F4 será a soma dos valores das
células B4, C4, D4 e E4.

A fórmula da célula F5 é muito parecida com a fórmula da célula F4 e o mesmo


acontece com todas as células, até F15.
Assim como seria bastante trabalhoso digitar essa mesma fórmula 12 vezes, vamos
copiá-la. Vamos posicionar o cursor sobre a célula F4. Vamos abrir o separador Início e
escolher o comando copiar (CTRL + C); o computador copiará o conteúdo de F4. Vamos
seleccionar da célula F5 à F15.

Então, vamos clicar sobre a célula F5 e, ao manter o botão do rato pressionado, vamos
arrastá-lo até à célula F15. Vamos pressionar a tecla ENTER. O programa percebe que a
fórmula mudou de linha e altera o seu conteúdo: em vez de copiar = B4+C4+D4+E4 para
todas as linhas, ele adequará a fórmula para cada linha.

Assim, na célula F5 será escrito =B5+C5+D5+E5; na célula F6, =B6+C6+D6+E6 e assim por
diante. O procedimento para calcular o facturamento anual de cada produto é bastante
parecido com o anterior: o facturamento anual de engrenagens é a soma do seu
facturamento em cada mês.

Então na célula B17, poderíamos digitar a seguinte fórmula:


Quando a fórmula for muito grande, usaremos a função SOMA do Microsoft Office
Excel, que facilita o cálculo, ao somar todas as células especificadas. Na célula B17, a
fórmula será:
A notação B4:B15 indica que devem ser utilizadas todas as células no intervalo de B4
até B15. Assim, essa fórmula irá somar os valores em todas essas células e exibir o
resultado na célula B17.

Agora, precisamos copiar essa fórmula para as células de C17, D17 e E17. Podemos usar
o mesmo procedimento que foi descrito acima. O programa irá perceber que elas foram
colocadas em outra coluna e ajustará as referências das colunas automaticamente.
Assim, após copiar a fórmula para a coluna C17, teremos =Soma(C4:C15); na célula D17
irá aparecer =Soma(D4:D15), e assim por diante.

Agora, a nossa folha está completa e basta digitar os valores unitários relativos a cada
mês e a cada tipo de produto, das linhas 4 a 15, das colunas B a E. O programa dar-nos-
á, automaticamente, os valores da linha 17 e da coluna F. A rapidez é uma das grandes
vantagens dos programas de folha de cálculo.

Assim se fizermos um erro ou quisermos modificar o valor de uma célula, basta digitar
o valor correcto e todos os outros valores serão actualizados automaticamente. Funções
de uma folha de cálculo são comandos mais compactos e rápidos para se executar
fórmulas. Com elas é possível fazer operações complexas com uma única fórmula.

As funções são agrupadas em categorias, para ficar mais fácil a sua localização. As
funções também facilitam o trabalho com folhas de cálculo especializadas. Um
engenheiro pode utilizar funções matemáticas para calcular a resistência de um
material. Um contabilista usará funções financeiras para elaborar o balanço de uma
empresa.
Entre as diversas funções, destacam-se:
 Funções financeiras – Para calcular juros, rendimento de aplicações, depreciação
de activos, etc.
 Funções matemáticas e trigonométricas – Permite calcular raiz quadrada,
factorial, seno, tangente, etc.
 Funções estatísticas – Para calcular a média de valores, valores máximos e
mínimos de uma lista, desvio padrão, distribuições, etc.
 Funções lógicas – Possibilitam comparar células e apresentar valores que não
podem ser calculados com fórmulas tradicionais.

A escolha de um ou outro tipo de função depende do objectivo da folha. Por isso, a


Ajuda do programa da folha de cálculo é um valioso aliado. Ela contém a lista de todas
as funções do programa, normalmente com exemplo. Para ilustrar, usaremos a função
estatística MÉDIA e a função lógica SE numa folha que controla a nota dos alunos de
uma escola. Assim se a média for superior a 5, o aluno é aprovado; caso contrário, é
reprovado. Na tela abaixo, as notas foram digitadas nas colunas de B até E e as suas
médias colocadas na coluna F, com o auxílio da função MÉDIA. Essa função calcula a
média das células indicadas. Para aplicá-la:

Vamos digitar a fórmula =Média(B3:E3) na célula F3. Ela indica o próximo passo a ser
dado: o cálculo da média das células de B3 a E3 (a média de B3, C3, D3 e E3).
Para que o programa indique se um aluno foi aprovado ou não, a média obtida por esse
aluno deve ser comparada com 5. Isso é feito ao digitar-se a fórmula
=Se(F3<5;”Reprovado”;”Aprovado”) na célula G3. O conteúdo da célula G3 é
determinado pela condição de teste F3<5.

Ela exibirá o “Reprovado” caso a condição F3<5 seja verdadeira, ou seja, se o aluno
obtiver média inferior a 5. Mostrará o valor “Aprovado” no caso de a condição F3<5 ser
falsa, ou seja, se o aluno obtiver uma média igual ou maior que 5.
Trabalhar com Folhas de Cálculo

Inserir e Excluir Folhas

Uma pasta de trabalho padrão apresenta, inicialmente, 3 folhas. Caso necessitemos de


mais folhas, podemos incluí-las, ao utilizar o seguinte comando:
Inserir Folha (SHIFT + F11).

Uma pasta de trabalho padrão apresenta, inicialmente, 3 folhas. Caso não necessitemos
de todas, podemos excluir as desnecessárias, ao seleccioná-las e ao utilizar os
comandos: Clicar com o botão direito do rato sobre a folha e clicar na opção Excluir.
Trabalhar com Linhas e Colunas

Inserir e Excluir Linhas e Colunas

Assim vamos imaginar que, durante a digitação de uma sequência de dados, alguns
dados foram esquecidos, ao ficar a tabela incompleta. Os dados podem ser introduzidos
posteriormente nos locais correctos, ao bastar para isso fazer a escolha adequada entre
as opções de inserção, encontradas no separador base: Seleccionar o local adequado e
clicar na ferramenta Inserir, Inserir Linhas na Folha ou Inserir Colunas na Folha.

Então de modo semelhante é possível fazer a exclusão de colunas ou linhas que tenham
sido introduzidas equivocadamente ou que não sejam mais necessárias. O comando de
exclusão de linhas ou colunas pode ser encontrado no separador base, na ferramenta
Eliminar, Eliminar Linhas da Folha ou Eliminar Colunas da Folha.
Alterar a Altura e Largura de Linhas e Colunas

A definição de tamanho é extremamente comum para as linhas e colunas. Porém, no


Microsoft Office Excel, as linhas e colunas da planilha que contêm títulos ou aquelas
que contêm células de conteúdo formatado com um tipo de letra diferente podem ter a
altura aumentada ou diminuída.

Assim para alterar a altura de uma linha ou largura de uma coluna, devemos fazer o
seguinte: apontar o rato entre as linhas 1 e 2, clicar e arrastar para alterar a altura da
linha ou apontar o rato entre as colunas A e B, clicar e arrastar para alterar a largura da
coluna.

Formatar a Tabela

1. Secção Tipo de Letra

Podemos mudar o visual das letras, números ou outros caracteres digitados das células
seleccionadas.

2. Secção Alinhamento

Podemos modificar o alinhamento das letras, números ou outros caracteres digitados


das células seleccionadas.
3. Secção Número

Podemos formatar os números das células seleccionadas.

Inserir e Excluir Gráficos

O Microsoft Office Excel apresenta um excelente recurso para a criação dos gráficos: o
separador Inserir. Com esse recurso, o programa orienta o utilizador a construir um
gráfico. Para inserir um gráfico, vamos seleccionar a área com os dados que desejamos
apresentar nele.

Assim vamos seleccionar, inclusive, os dados que serão apresentados como legenda e
como gráfico. O Microsoft Office Excel identifica dentro da área seleccionada o que irá
ser apresentado como legenda e como gráfico, porque o programa “entende” que, na
maioria das vezes, a área seleccionada está disposta segundo padrões que facilitam a
identificação dos elementos.
Lembrem-se: antes de fazermos qualquer tipo de gráfico é necessário seleccionar pelo
menos um grupo de textos para servir como legenda e um ou mais grupos de números
para servir como gráfico.

Assim vamos seleccionar os meses que vão servir como legenda, ao manter a tecla
CTRL pressionada e vamos seleccionar os valores que vão servir como gráficos, ao
clicar no separador Inserir e escolher um modelo de gráfico mais adequado.

Para apagar um gráfico selecionado, pressione a tecla DELETE.

7. Técnicas de Criação e Apresentação de Diapositivos

O Microsoft Office Powerpoint permite criar apresentações multimédia, a incluir texto,


imagens, sons e vídeos. Apresenta uma multiplicidade de recursos que valorizam os
conteúdos, ao torná-los mais interessantes, a facilitar a aprendizagem. O programa
apresenta diagramas automáticos para facilitar a esquematização de ideias e projectos
escolares.
Assim já experimentaram inserir gráficos SmartArt na vossa apresentação electrónica?
Esta é só uma das muitas novidades que podemos encontrar neste programa. Estas
novidades facilitam bastante a organização de ideias, ao criar diapositivos graficamente
atraentes e com aspecto profissional.

Iniciar o Power Point

Para iniciar a aplicação Microsoft PowerPoint devemos:

1. Clicar no botão Iniciar, seleccionar a opção Programas


e, finalmente em Microsoft PowerPoint.

2. Geralmente esta aplicação encontra-se inserida no


grupo pertencente a Microsoft Office.

O Ambiente de Trabalho

Após a abertura do PowerPoint, vamos visualizar o ambiente de trabalho que é


constituído pelos seguintes elementos:
 1. Barra de Título
 2. Barra e Menus
 3. Barra de Ferramentas
 4. Slide
 5. Zona de Deslocamento
 6. Zona de Destaques
 7. Barra de Notas
 8. Barra de Estado.
O que é o Power Point?

 É um software utilizado para desenvolver e realizar apresentações


 Tem como objectivo “comunicar” de forma clara, atractiva e convincente
 Utiliza recursos de projecção como um datashow ou projector multimédia para
ampliar a tela de projecção
 Fazer no primeiro slide um resumo da nossa apresentação (slide prévio)
 Colocar os pontos principais
 Utilizar os títulos para seguir a ordem da sua apresentação

Um Bom Slide

 Utilizar de 1 a 2 slides por minuto


 Fazer a apresentação em forma de tópicos
 Procurar não incluir muitos tópicos num mesmo slide
 Utilizar palavras-chaves e frases

Ou seja

 1 a 2 slides/minuto
 Tópicos
 Muitos tópicos
 Palavras-chaves e frases

 Mostrar um ponto por vez se necessário


 Ajudará a plateia a prestar atenção no que estamos a dizer
 Prevenir a leitura prévia pela plateia
 Irá ajudar-nos a manter o foco da apresentação

Tipos de Letra não Aconselhadas

 Se utilizarmos uma fonte muito pequena, a nossa plateia não estará apta a ler o
que escrevemos.
 Utilizar maiúsculas somente quando necessário, é difícil de ler
 Não utilizar uma fonte muito elaborada
 Evitar o uso excessivo de diferentes fontes para o slide.
Cuidado com as Cores

 Utilizar uma cor de fonte que contraste nitidamente com o fundo, caso contrário
ficará difícil de ler
- Exemplo: Fonte Azul ou preto com fundo branco
- Utilizar cores para reforçar a lógica e enfatizar um ponto, mas com moderação
 Cores diferentes para cada ponto é desnecessário
 Ser criativo demais pode ser catastrófico

 Utilizar no mínimo fonte de tamanho 28


 Utilizar fontes de tamanhos diferentes para pontos diferentes (título 44 e tópicos
32)
 Fontes comuns como Times New Roman, Arial, Tahoma evitam transtornos

O Fundo de Um Bom Slide

Ortografia

 Corrigir o nosso slide e verificar:


- Erros de gramática e concordância
- Repetição de palavras
 Pedir auxílio na correcção ou procurar no dicionário palavras em dúvida
 Analisar o visual da apresentação
Devemos evitar todas as abreviações e gírias.
Exposição Corporal

 Não falar muito alto, nem muito baixo (exercitar)


 Encarar a plateia enquanto falamos
 Quebrar o gelo com piadas, sorrisos, etc… (de tempos a tempos dá resultado)
 Cuidado com as mãos enquanto falamos
 Atenção aos “né”, “é”, “tipo assim”, olhar para cima
 Agir com naturalidade, devemos ser nós mesmos!

Concluir a Apresentação

 Terminar a apresentação com um slide de conclusão, forte e efectivo


 Evitar terminar uma apresentação repentinamente e agradecer sempre no final
 Prover um apelo visual no período de perguntas
 Convidar a nossa plateia para fazer perguntas
 Fazer o nosso marketing pessoal, ao colocar contactos no final do slide.

Um Slide Mau

Esta página contém muitas palavras para um slide de apresentação. Não está escrito em
forma de tópicos, ao ser difícil para ambos, para o nosso público ler e para
apresentarmos cada ponto. Embora existam menos tópicos neste slide em relação ao
anterior, compreender é muito mais complicado. Em resumo, o seu público gastará
tempo demais a tentar ler este parágrafo ao invés de nos escutar.

 Não utilizar animações e imagens em excesso, distrativas, vulgares, de equipas


de futebol
 Não ultrapassar as margens com a figura
 Ser coerente com a animação que utilizamos
 Som, imagem, música aumentam o interesse do público, mas não se deve
exagerar!
O Fundo de um Mau Slide

8. Fundamentos de Armazenamento de Dados

O armazenamento de dados é uma das necessidades críticas de qualquer sistema


computacional, no sentido em que da integridade dos dados resulta a fiabilidade da
informação, assim como o bom funcionamento do sistema. Para dar início a este estudo,
vamos descrever sumariamente os três níveis de armazenamento de dados, ao ser que o
presente estudo focará no segundo e terceiro nível.
O primeiro nível de armazenamento de dados, denominado de memória volátil é
utilizado para guardar os dados referentes às instruções processadas pelo CPU (Central
Processor Unit), o segundo e terceiro nível denominado de memória não volátil
referem-se ao armazenamento de memória de massa, isto é, permite guardar grandes
volumes de dados e por tempo indefinido.

A diferença entre o segundo e o terceiro nível está no tempo de acesso aos dados, ao ser
que cada vez mais este tempo é encurtado pelas tecnologias que imergem no mercado
como é o caso das VTL (Virtual Tape Library) que emulam as tradicionais fitas
magnéticas em subsistemas de discos rígidos.

Os modelos computacionais que conhecemos actualmente, não sofreram grandes


alterações desde os anos 40, onde eram utilizados sistemas de armazenamento de
memória de massa semelhantes aos que eram utilizados em mecanismos industriais e
que foram adaptados aos sistemas computacionais.

Os cartões perfurados foram os primeiros suportes lógicos utilizados para armazenar


informação, ao terem sido utilizados no século XVIII para programar os padrões dos
teares de confecção têxtil, foram reintroduzidos em 1890 por Herman Hollerith,
fundador da companhia que deu origem à IBM (Internacional Business Machines), que
utilizou esta tecnologia para armazenar e processar os dados estatísticos dos censos dos
Estados Unidos da América.
Ao ter registado esta patente em 1924 para os sistemas computacionais, esta tecnologia
foi o suporte lógico utilizado para armazenamento de dados até meados dos anos 50. O
primeiro computador comercial a utilizar um disco rígido magnético, foi o IBM 305
RAMAC (Random Access Method of Accounting and Control), anunciado em Setembro
de 1956, este computador usava vários discos magnéticos empilhados e uma cabeça de
leitura que permitia um acesso rápido e aleatório aos dados.

IBM 305 RAMAC

Esta tecnologia foi um marco importante nos sistemas de armazenamento de memória


de massa e tem sido utilizada até aos dias de hoje. Com a introdução dos discos rígidos
nos sistemas computacionais, estes tornaram-se a par com as fitas magnéticas, no
suporte mais importante e comum de guardar dados de qualquer sistema informático.

Assim no início da introdução de discos rígidos nos sistemas computacionais, o volume


de dados que se podia armazenar já era bastante considerável para a época ao ser que
hoje em dia a capacidade aumentou consideravelmente devido ao facto de ser possível
agregar num mesmo sistema vários discos.
Então, no entanto, esta tecnologia trazia alguns problemas no que se refere à segurança
e perseverança dos dados e é neste contexto que se desenvolvem os subsistemas de
discos inteligentes e as redes de armazenamento de dados.

9. Utilização da Internet

O que é?
É uma rede de computadores constituída por milhares de outras redes, todas
interligadas entre si;

O que se pode fazer?


O objectivo básico da Internet consiste na partilha e divulgação de informação e na
comunicação entre os seus utilizadores;

O que se pode encontrar?


Jornais digitais, músicas, vídeos, procura de emprego, correio electrónico (email);

Onde se encontra a Informação?


Encontra-se em computadores de grandes capacidades (servidores) e de fácil acesso;

Quem Controla estes Computadores?


Empresas especializadas que garantem o seu constante e bom funcionamento;

Como navegar na Internet?


Através da utilização de um navegador, mais conhecido como browser de internet
(exemplo: Internet Explorer e Firefox);

Vamos conhecer melhor um navegador de internet: Internet Explorer

Para começar a navegar na internet deve-se fazer duplo clique no ícone;


Quais as Principais Formas de Navegar na Internet?

 Através de link directo para a página que se pretende visitar:


Todas as páginas de Internet têm um endereço que as identifica (exemplo: inserir
www.jn.pt);

 Através de um motor de pesquisa


Um motor de pesquisa é um instrumento que permite encontrar páginas na Internet
que contenham os termos, ou seja, as palavras, que nós escrevemos e sobre as quais
pretendemos obter informação. Um dos motores de pesquisa mais conhecidos e
utilizados é o Google.
 Exemplo de um motor de pesquisa - resultados

10. Utilização do Correio Electrónico

O que é?
E-mail ou correio electrónico, é um método que permite compor, enviar e receber
mensagens através de sistemas electrónicos de comunicação.

Como obter um endereço de correio electrónico?


É simples e gratuito;
Obedece a um sistema de registo de dados do utilizador, sem a necessidade de
validação legal dos dados;
Alguns serviços gratuitos de email

 Hotmail – podemos aceder através do endereço https://outlook.live.com/


 Portugalmail – podemos aceder através do endereço http://www.portugalmail.pt
 Clix – podemos aceder através do endereço http://www.clix.pt
 Sapo – podemos aceder através do endereço http://www.sapo.pt

Criar uma Conta de Email

Escrever o seguinte endereço: https://outlook.live.com/


Clicar no botão “Criar uma conta gratuita” para aceder ao e-mail do Hotmail;

Escrever o endereço de e-mail que escolhemos para a nossa identificação


- Como já alguém pode ter escolhido o mesmo endereço devemos utilizar o botão “E-
mail Disponível” para ter a certeza que podemos utilizar esse endereço;

Seguidamente devemos escrever a nossa Password (palavra-passe) para a nossa conta


de e-mail;
 Preencher os nossos dados pessoais e aceitar os Termos de utilização;
 Clicar em seguinte;
 Escolher as áreas de interesse das quais queremos receber informação no nosso e-
mail; Clicar em seguinte;
 Em seguida podemos associar ou não a nossa conta de e-mail à nossa conta
ADSL caso a tenhamos;
 Clicar em confirmar e a nossa conta está criada;
 Clicar em Terminar

Como aceder à nossa caixa de correio electrónico:


- Escrever o nosso endereço de e-mail na caixa e a nossa Password e clicar no botão
Entrar
Como enviar um email?
É obrigatório o preenchimento de um campo: endereço de
destino (to);
É conveniente o preenchimento do campo de assunto;
E claro, o conteúdo da mensagem;

Como se vê um email recebido?


A primeira coisa a ver é quem envia, o assunto e quando enviou;
Depois é só premir onde tem o assunto para aceder ao email;
Cuidados a ter:
Evitar abrir emails quando desconhecer a origem;

11. Impressoras - Manuseamento

Para que serve a Impressora?

A impressão é a tarefa ou actividade de transferir para um qualquer suporte (papel,


tecido, etc.) um qualquer determinado conteúdo (letras, palavras, textos, figuras)
armazenados num formato digital com a finalidade de comunicar. A partir da
impressão obtemos fotografias, jornais, revistas, livros, cartas, documentos, entre
outros.

Assim para executar uma impressão é necessário o uso de uma impressora, ferramenta
que transfere o aspecto visual a uma superfície através de variados recursos como laser,
tinta ou ainda através de agulhas.
Manuseamento

 Utilizar um pano macio humedecido com água para remover a poeira, manchas
de tinta e sujidade.
 A parte interna das Impressoras HP Deskjet não requer limpeza. Manter todos os
tipos de fluidos longe da parte interna da impressora.
 Não lubrificar a haste por onde o compartimento do cartucho de Impressão da
HP Inkjet se movimenta. Se a impressora for nova, é normal ouvir um barulho
quando o compartimento se movimenta para a frente e para trás. Com o uso, a
impressora HP Deskjet torna-se mais silenciosa.

12. Tipos de Impressoras

Impressoras Matriciais

Este tipo de impressoras, funcionam através de um dispositivo que contem um conjunto


de agulhas, ao serem estas que imprimem os pontos contra o papel impregnados de
tinta. São usuais para a impressão de gráficos e textos pois não exigem grande
qualidade de impressão e os seus custos são baixos.

Impressoras de Jactos de Tinta

Funcionam com base num dispositivo que projecta jactos de tinta contra a folha de
papel de forma a proporcionar a imagem requerida. Podem ser monocromáticas ou a
cores. São as mais usadas pois a sua relação qualidade preço é determinante no seu
sucesso, são impressoras mais rápidas e mais silenciosas que as matriciais e a sua
qualidade de impressão é muito boa, ao existirem já impressoras com 720 dpis de
resolução, ao serem também mais caras que as matriciais mesmo assim acessíveis à
maior parte dos consumidores.

Impressoras a Laser

Tal como o nome indica usam a tecnologia a laser que faz o scan à imagem para depois
a transpor para o papel através de uma tinta especial (toner). Ao compará-la com as
anteriores, a impressora a laser é a mais rápida e mais silenciosa das três, ao ser também
a sua qualidade a melhor, mas o seu preço não é para qualquer bolsa, por isso ainda não
conseguiu substituir a impressora a jacto de tinta em termos de mercado.

Impressora Térmica

Utiliza o calor, um papel especial e métodos electro


sensitivos.
São silenciosas e consideradas muito caras.
UFCD 0749

1. Introdução

Observamos uma actuação cada vez maior dos computadores nas diversas actividades
do nosso dia-a-dia, como as operações bancárias, as telecomunicações e o manuseio de
muitos aparelhos electrodomésticos são exemplos claros das facilidades trazidas pela
utilização dos computadores, isto sem falar em aplicações mais clássicas, como os
sistemas de reservas de passagens aéreas e a previsão meteorológica.

A evolução da informática foi caracterizada pelo desenvolvimento de computadores


com características diversas, traduzidas pelos diferentes parâmetros, cada vez mais
conhecidos da maioria de utilizadores de computador: a CPU adoptada, a capacidade
de memória, a capacidade do disco rígido, a existência de memória cache e outros
menos conhecidos.

A definição destes parâmetros e a forma como os diversos componentes de um


computador são organizados, define aquilo que é conhecido por arquitectura de
computador e vai determinar aspectos relacionados à qualidade, ao desempenho e à
aplicação para a qual o computador vai ser orientado.

A população tem a cada dia que passa maior acesso aos novos computadores, com
preços baixos devido a alta concorrência
entre os fabricantes. Isso não significa que os micros fabricados hoje tenham melhor
qualidade ou maior vida útil, sendo
proporcionalmente o inverso das décadas de 80 e 90, onde os custos eram altíssimos,
pouquíssimas pessoas tinham acesso
aos computadores, porém, eram equipamentos com longa vida útil e excelente
qualidade, para época. Falava-se em 18 meses
entre o lançamento de uma tecnologia e outra. Já hoje, a cada 72 horas os lançamentos
são renovados.
Com a aceleração no desenvolvimento de novas tecnologias, também cresce
rapidamente o descarte de lixo tecnológico, o
que acarreta em um impacto ambiental incalculável. Apesar de 80% dos materiais
usados para a montagem de hardwares ser
reciclável, não estamos nem perto de dar conta da reciclagem de todo este material, que
apesar de ultrapassado, ainda pode
ser utilizado em inúmeras funções, antes de virar sucata.
Nas últimas décadas, diversos aspetos da nossa vida têm sofrido grandes
transformações e, sem dúvida, os computadores e
a moderna tecnologia da informática cumprem um papel decisivo nessas
transformações.