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28/09/2016 A Alquimia das Finanças Resumo| George Soros | PDF Download

Joao Estevam Português

Livro
A Alquimia das Finanças George Soros oferece uma nova
Lendo a Mente do Mercado maneira de ver os mercados e tudo
George Soros que você pensa que sabe sobre eles.
Wiley, 1994
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Avaliação  Re​
co​
men​
dação

8
7 Aplicabilidade Este é um livro notável escrito por um homem ilustre. O bilionário George Soros é
9 Inovação um  dos  es​ pe​
cu​la​dores  mais  bem  sucedidos  do  século  XX  e  um  dos  filantropos
mais liberais. Neste livro, ele descreve uma teoria que nos leva a concluir que os
8 Estilo mercados não são moralmente bons, que o sistema financeiro é manipulado para
proteger  os  interesses  dos  ricos  e  poderosos,  e  que  a  economia  é  uma  ciência
espúria. Muito pode ser dito para rebater as ideias do autor: é repleto de falácias
lógicas,  dilui  os  argumentos  de  quem  o  autor  discorda,  “joga  verde  para  colher
maduro”  e  não  leva  em  conta  de  forma  criteriosa  o  trabalho  feito  por  filósofos  e
psicólogos  em  algumas  das  áreas  que  o  autor  explora.  Entretanto  a  getAbstract
recomenda este trabalho. Soros é um pensador original, imbatível quando fala de
experiência  própria.  Ele  não  esconde  como  suas  ideias  mudaram,  nem  sobre  os
seus erros de negociação e previsão. E por que deveria, pois, como ele mesmo diz,
os seus erros são a chave para o seu sucesso.

Neste resumo, você vai aprender


• Por que tudo o que você pensa que sabe sobre economia, comércio e a
realidade mundial está errado
• Como um comerciante experiente, utilizando a consciência da sua própria
ignorância, conseguiu fazer bilhões
• Por que os mercados não são morais ou estáveis e realmente não buscam o
equilíbrio

Ideias Fun​
da​
men​
tais
• O bilionário George Soros diz que os mercados não tendem ao equilíbrio e à
certeza.
• Ele apoia o conceito da re​
fle​
xi​
vi​
dade, onde o que os par​
ti​
ci​
pantes pensam
sobre uma situação pode mudar essa situação.
• As ex​
pec​ta​
tivas dos par​
ti​
ci​
pantes modelam os acon​ te​
ci​
mentos do mercado,
os quais, por sua vez, modelam as ex​pec​
ta​
tivas dos par​ti​
ci​
pantes.
• Esse ciclo constante torna impossível o equilíbrio de mercado.
• Como os seres humanos são im​ pre​
vi​
sí​
veis, falíveis e estimulados pelo au​
tor​
­
re​
forço, assim são os mercados.
• A teoria dos mercados eficientes e as ex​
pec​
ta​
tivas racionais implicam que os
mercados vão alocar recursos de forma otimizada. Isso é falso.
• Os fun​
da​
men​ta​
listas dizem que os mercados são uma força que favorece o
bem moral, mas na verdade não são.
• A re​
gu​
la​
men​tação pode ter sido excessiva na segunda metade do século XX,
mas agora é a des​
re​
gu​
la​
men​ tação que parece excessiva demais.
• O sistema financeiro in​
ter​
na​
ci​
onal mantém os principais países sempre
ricos e com o poder na mão.
• A História não segue de resultado a resultado, mas de expectativa por
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resultados à novas ex​
pec​
ta​
tivas.

Resumo

O Poder da Percepção
George  Soros  disse  certa  vez  em  um  seminário  sobre  finanças  in​ ter​
na​
ci​
o​
nais  na
“Os mercados nos levam Uni​ver​si​
dade de Princeton que a noção de equilíbrio econômico é irrelevante para
a ‘cair na realidade’ de os mercados financeiros e perniciosa para os co​ mer​ ci​
antes. Como os ne​ go​
ci​
a​
dores
forma impiedosa.” lucram  quando  seguem  as  tendências,  ou  seja,  ganham  dinheiro  quando
antecipam  cor​ re​
ta​
mente  as  ex​ pec​ta​
tivas  dos  par​ti​
ci​
pantes  do  mercado,  são  as
percepções  que  na  verdade  conduzem  os  mercados  e  não  os  fundamentos.  As
tendências ocorrem porque as percepções reforçam­se a si mesmas até que algum
choque  envie  as  ex​
pec​ta​tivas  para  outra  direção.  O  anfitrião  do  seminário,  Paul
Volcker,  ex­pre​si​
dente  da  Federal  Reserve  dos  EUA,  relata  que  Soros  deu  um
golpe certeiro nas ex​ pec​ta​tivas racionais, mercados eficientes e outras noções dos
"Os mercados não livros  de  economia.  Soros  explicou  que  não  pode  existir  um  estado  estável  de
podem e não vão chegar equilíbrio porque as ex​ pec​ ta​
tivas de mudança constante moldam e remodelam o
a um equilíbrio estável, mercado. Volcker acredita que a perspectiva in​ con​fun​dível de Soros e o seu senso
pre​ci​
sa​
mente porque os de  como  as  finanças  realmente  funcionam  têm  implicações  importantes  tanto
pensamentos e, para os políticos como acadêmicos.
portanto, as ações dos
par​ti​
ci​
pantes do Economia e Re​ fle​
xi​
vi​
dade
mercado acabam Soros é um defensor do conceito da re​ fle​
xi​
vi​
dade, a qual observa que o que os par​ ­
afetando o com​ por​
ta​
­ ti​
ci​
pantes pensam sobre uma situação influencia a própria situação. E a situação
mento do mesmo: o
acaba  moldando  o  pensamento  dos  par​ ti​
ci​
pantes.  A  compreensão  dos  atores  é
mercado, por sua vez,
sempre  falha  porque  a  realidade  que  estão  tentando  entender  não  é  constante.
influencia os
Declarações  feitas  sobre  os  fatos  podem  mudar  os  fatos,  assim  como  podem  as
‘fundamentos’ e modela
novas ex​ pec​
ta​
tivas no ações  que  eles  empreendem.  Isto  significa  que  as  pessoas  não  podem  realmente
processo reflexivo entender a sua situação, porque as situações dependem do que as pessoas sabem
contínuo.” (Paul A. sobre elas.
Volcker, prefácio)
O modelo econômico mais aceito no estudo das finanças con​ tem​po​
râ​
neas, a teoria
das ex​pec​ta​tivas racionais, sugere que as ex​ pec​ta​
tivas atuais fornecem um quadro
completo dos eventos futuros. Ela prega que os preços de mercado são eficientes,
o  que  significa  que  incorporam  e  expressam  o  efeito  agregado  de  todas  as
informações disponíveis. Esta teoria sugere que os mercados financeiros buscam
o  equilíbrio  com  base  nas  ex​ pec​
ta​tivas  dos  par​ti​
ci​
pantes  a  menos  que  algum
choque externo introduza novas informações. Observados em conjunto, mercados
“O conceito da re​ fle​
xi​
vi​
­ eficientes e ex​ pec​ta​tivas racionais levam os mercados a alocar recursos de forma
dade é muito simples. otimizada. No entanto, evidências con​ si​
de​rá​
veis indicam que isso é falso. A teoria
Em situações em que
das  ex​pec​ta​tivas  racionais  é  falha  porque  postula  que  os  agentes  do  mercado
haja par​ti​
ci​
pantes
buscam  os  seus  próprios  interesses.  No  entanto,  na  verdade,  eles  não  tomam
pensantes, há uma
decisões com base no que é realmente do seu interesse, mas apenas no que acham
interação de duas vias
entre o pensamento dos que  é  do  seu  interesse.  Eles  têm  uma  compreensão  imperfeita,  assim  as  con​ ­
par​ti​
ci​
pantes e a sequên​ cias  não  in​ ten​ci​
o​
nais  acompanham  quase  todas  as  decisões.  Por  isso,
situação na qual muitas vezes eles tomam decisões que acabariam por não estar de acordo com os
participam.” seus melhores interesses, mesmo achando que estariam.

A teoria das ex​ pec​ta​
tivas racionais sugere que, embora qualquer pessoa possa ser
falível, o mercado global, formado por todos os indivíduos, é muito mais sábio do
que qualquer um in​ di​vi​
du​
al​mente. No entanto, a opinião coletiva do mercado se
baseia no au​ tor​re​
forço. Os es​ pe​ cu​
la​
dores esperam que os preços subam, por isso
tentam comprar na baixa para fazer algum lucro no futuro. A compra empurra os
preços para cima, criando a ilusão de que a sua expectativa de aumento de preços
“O viés que prevalece foi  acertada.  Este  processo  de  au​ tor​
re​
forço  continua  até  que  o  mercado  já  não
nos mercados
possa sustentá­lo. Os mercados estão normalmente errados, mas parecem certos
financeiros pode afetar
por  causa  do  au​tor​
re​forço.  A  incorreção  desse  viés  se  torna  evidente  quando  se
os chamados
chega  aos  pontos  de  inflexão,  que  é  onde  as  ex​pec​ta​
tivas  mudam;  mas  mudam
fundamentos os quais os
mercados deveriam su​ ­ apenas nos pontos de inflexão. As bolhas são apenas um exemplo da re​ fle​
xi​
vi​
dade
pos​ta​
mente refletir.” em ação.

O “Princípio da Incerteza Humana”
O  princípio  da  incerteza  humana  é  algo  como  o  “princípio  da  incerteza  de
Heisenberg”  no  âmbito  da  física,  contudo  os  seres  humanos  são  ainda  mais
incertos do que as partículas físicas. As leis imutáveis da ciência não mudam por
causa do que as pessoas pensam delas. A realidade humana é diferente. Os seres
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“Somente quando os humanos  realmente  criam  a  sua  realidade  social  com  base  na  sua  compreensão.
fundamentos não são As  pessoas  tomam  decisões  fun​
da​ men​tadas  no  que  acreditam  e  esperam  e  não
afetados é que a re​fle​
xi​­ com base no que sabem com certeza, porque certeza é algo que não pode existir.
vi​
dade se torna sig​ni​fi​
­ Uma vez que nenhuma decisão se baseia realmente no co​ nhe​ci​mento, as pessoas
ca​
tiva o suficiente para decidem  e  agem  em  uma  espécie  de  mundo  da  fantasia.  Portanto,  os  resultados
influenciar o curso dos das suas ações serão pro​
va​vel​
mente diferentes do que esperavam.
acon​te​
ci​
mentos.”
As Relações de Poder
As  relações  de  poder  e  os  eventos  políticos  reduzem  sen​
si​
vel​mente  a  capacidade
dos  par​ ti​
ci​
pantes  do  mercado  de  realizarem  trocas  livres.  O  sistema  financeiro
mundial tem dois tipos de países: os do centro e os da periferia. As dívidas in​ ter​­
na​ci​
o​
nais  são  denominadas  em  moedas  dos  países  do  centro.  Portanto,  essas
nações podem tomar empréstimos em suas próprias moedas, coisa que os países
“O princípio da incerteza periféricos não conseguem. Isto dá aos países do centro a liberdade de promover
humana afirma que a políticas  fiscais  e  monetárias  an​ ti​
cí​
clicas  visando  manter  as  suas  economias
compreensão das fortes,  tomando,  por  exemplo,  medidas  de  estímulo  financeiro  nas  recessões.  Já
pessoas sobre o mundo os países da periferia não têm esse poder porque tomam emprestado em moedas
em que vivem não pode es​
tran​geiras.  Assim,  devem  se  submeter  à  disciplina  de  credores  in​ter​na​
ci​
o​nais,
cor​
res​
ponder aos fatos e
como o Fundo Monetário In​ ter​
na​
ci​
onal, que defende este sistema e os interesses
ser ao mesmo tempo
dos  países  do  centro.  Se  o  preço  para  proteger  os  credores  in​
ter​
na​
ci​o​
nais  for  a
completa e coerente.”
recessão  nos  países  periféricos,  os  credores  pagam  sem  pestanejar.  É  claro  que
não são eles quem realmente pagam a fatura.

A  glo​
ba​
li​
zação  financeira  é  apenas  um  item  na  agenda  dos  fun​da​men​ta​
listas  do
mercado.  Os  governos  já  não  têm  o  poder  de  controlar  o  movimento  do  capital,
que segue rápida e facilmente para qualquer local onde se ofereça o retorno mais
esperado. Os fun​ da​
men​ta​
listas do mercado têm sido no​ ta​vel​ mente bem sucedidos
“Os par​ti​
ci​
pantes não em  reduzir  impostos,  desregular  e  estimular  um  dos  mercados  com  maior
estão em posição de desempenho  da  história.  Tanto  os  EUA  como  o  Reino  Unido  lucraram  ao  agir
evitar um boom mesmo como  banqueiros  mundiais  e  como  destino  de  in​ ves​ ti​
mento  preferido  da
que reconheçam que ele poupança  global.  Os  países  endividados  da  periferia  pagam  um  preço  salgado  e
vá obri​ga​to​
ri​
a​
mente penoso.
levar a uma contração.
É isso que acontece em Os  fun​
da​men​ta​
listas  de  plantão  afirmam  que  os  mercados  são  forças  es​
ti​
mu​
la​
­
todas as sequências de doras  do  bem  moral,  porque,  segundo  eles,  a  maior  parte  dos  inovadores  que
expansão e contração. trabalham duro acabam ganhando. Na​ tu​
ral​
mente, esse argumento é falho porque
Abster­se com​ ple​
ta​
­ os  par​
ti​
ci​
pantes  do  mercado  começam  em  níveis  diferentes,  com  dotações
mente não é nem diversas. As pessoas mais dedicadas e mais originais não são ne​ ces​sa​
ri​
a​
mente as
possível nem acon​ se​­
que se dão bem. Ao invés de permitir a livre competição entre todos, os mercados
lhável”
servem apenas para manter os poderosos no topo.

Uma Teste no Mundo Real
Soros  testou  as  suas  teorias  da  re​fle​
xi​
vi​dade  e  incerteza  em  1985  e  1986.  Por
acreditar que todas as teses sobre in​ ves​ti​
mento estão erradas, Soros está sempre
alerta para a pos​ si​
bi​
li​
dade de que todos os in​ ves​ ti​
dores venham a cometer erros.
Para  ele,  a  verdade  é  que  as  decisões  têm  geralmente  resultados  inesperados  e
“A maioria dos crimes
indesejados. Os mercados financeiros muitas vezes estimulam ilusões e enganos,
observados no último
boom cai em duas como  no  caso  das  expansões  e  contrações  e  até  mesmo  bons  resultados  não
categorias: um declínio provam hipótese alguma.
dos padrões pro​fis​
si​
o​
­
Ele  ex​
pe​ri​
mentou  os  seus  conceitos  em  fases  diferentes.  Na  primeira  fase,  de
nais e um aumento
dramático dos conflitos agosto a dezembro de 1985, ele obteve um sucesso comercial notável. As ações do
de interesse.” seu  Quantum  Fund  subiram  126%,  enquanto  a  S&P  ganhou  27%.  Depois  de  um
período de controle de janeiro a julho de 1986, Soros embarcou na segunda fase,
de julho a novembro de 1986. Nesta fase, o Quantum perdeu 2%, enquanto a S &
P  subiu  2%.  Aqui  ele  errou  em  não  sair  do  mercado  de  ações  na  hora  certa.  Os
eventos  das  duas  fases  são  tão  ra​ di​
cal​mente  diferentes  que  Soros  precisou
reescrever a sua avaliação da primeira fase à luz dos acon​ te​
ci​
mentos posteriores.
Ele  descobriu  que  suas  previsões  quanto  aos  eventos  do  mundo  real  eram
geralmente  pouco  confiáveis.  Por  quê?  O  sucesso  no  mercado  não  depende  da
“Ambos são realmente capacidade  de  prever  o  que  vai  realmente  acontecer  no  mundo,  mas  na
sintomas da exaltação
capacidade de antecipar as ex​ pec​
ta​
tivas das pessoas.
do ganho financeiro in​
­
de​pen​
den​
te​
mente de O  sucesso  de  Soros  em  prever  os  mercados  foi  maior  do  que  o  seu  sucesso  em
como seja alcançado.” prever  a  realidade.  Nos  mercados  financeiros,  um  bom  resultado  não  é  definido
pela  descoberta  da  verdade,  mas  sim  pela  capacidade  de  lucrar.  Os  dois  não  são
ne​ ces​
sa​
ri​
a​
mente re​la​ci​
o​
nados. Além disso, as ex​pec​ta​
tivas do mercado em relação
aos  eventos  do  mundo  real  podem  ter  alterado  esses  mesmos  eventos.  Por
exemplo, as ex​ pec​
ta​tivas de que o sistema bancário des​ mo​ ro​
naria levaram à ação
dos reguladores financeiros, o que afetou os resultados.
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O Que Deve Ser Feito
“Os in​
ves​
ti​
dores A  teoria  do  equilíbrio  do  mercado  sustenta  a  fé  dos  par​ ti​
ci​
pantes  de  que  os
passaram a estimar o mercados vão otimizar os recursos. Mas, se os mercados não buscam o equilíbrio,
crescimento conforme os não há razão para supor que os seus resultados serão ótimos. De fato, os mercados
lucros com cada ação e
não  se  movem  em  direção  ao  equilíbrio:  a  re​fle​
xi​
vi​
dade  e  a  incerteza  humana
erraram em não
asseguram  que  o  equilíbrio  é  inatingível.  As  ideias  do  fun​ da​men​ta​
lismo  do
discernir como se
obtinha o aumento mercado  in​ flu​
en​
ci​aram  muitas  pessoas  mundo  afora.  No  entanto,  apesar  dos
desses lucros.” resultados  do  mercado  serem  fatos  objetivos  e  mensuráveis,  eles  não  são
“verdadeiros”  pois  devido  à  falta  de  equilíbrio  nunca  são  estáveis.  O  fato  das
pessoas  avaliarem  a  qualidade  de  um  artista  com  base  no  preço  pago  pela  sua
obra e não pela sua arte ou mérito indica quão longe chegou o fun​ da​men​ ta​
lismo
do  mercado.  Além  disso,  para  os  fun​ da​men​ ta​
listas,  o  mercado  vai  sempre
conseguir mensurar qualquer valor que seja.

Os mercados tendem à ins​ ta​
bi​
li​
dade e não ao equilíbrio por causa da re​fle​
xi​
vi​
dade
“Os mercados e da incerteza, do processo de crescimento e recessão, entre outros elementos. Os
financeiros são muito mercados são instáveis e tornam­se cada vez mais instáveis. A regulação pode ter
pouco gentis com o ego: sido excessiva na segunda metade do século XX, mas a des​ re​
gu​la​
men​tação atual
aqueles que têm ilusões parece  exagerada  demais.  Pode  ser  que  o  mundo  necessite  de  um  banco  central
sobre si mesmos acabam
in​
ter​
na​ci​
onal e uma moeda in​ ter​
na​
ci​
onal ligada ao petróleo. Os mercados não são
pagando um preço alto,
uma força para o bem moral, antes são amorais. Na medida em que a sociedade
no sentido literal.”
valoriza a es​
ta​
bi​
li​
dade e a boa moral, ela precisa ir trazendo esses valores de volta
para os processos do mercado através de ins​ ti​
tui​
ções e regulações apropriadas.

Mudando a Forma de Pensar
Passado algum tempo e devido a novas informações, Soros mudou a sua forma de
pensar  sobre  algumas  ideias  que  havia  incluído  em  edições  anteriores  de  A
Alquimia  das  Finanças.  Os  capítulos  originais  são  mantidos,  mas  ele  esclarece
“O sucesso financeiro
depende da capacidade alguns conceitos com novas ideias. Por exemplo, ele observa que a onda de fusões
de se antecipar as ex​
pec​
­ de 1980 entre empresas americanas não levou, como ele havia previsto, a um ciclo
ta​
tivas pre​
do​mi​
nantes e de expansão e contração similar ao dos anos 1960.
não os acon​te​
ci​
mentos
do mundo real.” Ele  afirma  que  na  edição  anterior  ele  su​ pe​
res​timou  o  modelo  de  expansão  e
contração.  Alguns  processos  de  au​ tor​re​
forço  não  levam  à  expansão  e  contração.
Soros agora explica que a causalidade não se move his​ to​
ri​
ca​
mente de resultado a
resultado,  mas  da  expectativa  de  um  resultado  à  uma  nova  expectativa.  Ele  se
refere  a  isso  como  a  “teoria  do  laço  do  sapato”,  onde  um  ciclo  de  causa­e­efeito
conecta  uni​ for​me​
mente  dois  lados.  No  entanto,  esta  metáfora  implica  er​ ro​ne​
a​
­
mente  uma  simetria  entre  ex​ pec​ ta​
tivas  e  resultados.  Os  resultados  reais  selam  o
passado, incluindo as ex​ pec​ta​tivas do passado, mas o futuro continua em aberto.
“Eu nunca fui bom em Esta é a “teoria do Zip­Loc”, que compara a história com um saco plástico lacrado.
matemática.”
“É des​ne​ces​
sário dizer”, afirma Soros, “que nenhuma dessas teorias afirma que a
história  possa  ser  totalmente  conhecida”.  E  acrescenta  que  é  até  mesmo  um
exagero con​ si​
de​
rerá­las teorias.

Sobre o autor
George  Soros  é  presidente  da  Soros  Fund  Management,  principal  conselheiro  do  mul​ ti​
bi​
li​
o​
nário  Quantum
Group of Funds. As suas fundações de caridade doam quase meio bilhão de dólares por ano a projetos de​ sen​vol​
­
vidos  em  mais  de  50  países  nas  áreas  de  educação,  saúde  pública,  de​
sen​
vol​
vi​
mento  da  sociedade  civil,  direitos
humanos, entre outras.
Este resumo é de uso exclusivo de Joao Estevam (joao.el@hotmail.com)

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