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Antonio Ozório Nunes

COMO
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RESTAURAR
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A PAZ NAS
ESCOLAS UM GUIA
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Antonio Ozório Nunes

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RESTAURAR
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A PAZ NAS
ESCOLAS
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rªr- i-úos emitidos.

Em
editoracontexto
APRESENTAÇÃO

Depois de anos de palestras em escolas e de participação


em eventos comunitários
sobre conflitos e violências
entre jovens, fiquei motivado a escrever para educadores a
respeito de formas de prevenção da violência e
uso de práticas restaurativas nas escolas.
Apesar de toda transformação gerada
por um mundo globalizado e pela revolu-
g'o tecnológica, ainda não conseguimos criar adequadamente cultura de paz.
Vivenciamos um mundo carregado de conHitos interpessoais, uma
nacionais & globais
e, invariavelmente, esses conflitos transformam-se em violência. A escola
livra dessa realidade, não fica
e nesse cenário desafiador toma—se necessário desenvolver
educação para a paz que transmita adequadamente uma
preceitos fundamentais relacio-
nados ao bom convivio escolar e social —
que leve as crianças e os adolescentes a
protagonizarem os valores éticos e as responsabilidades sociais —
e ao aprendizado de
habilidades que estimulem diálogo,
o a cooperação e a solução pacífica dos conHitos.
O conflito Faz parte da naturaa humana e, isso. os alunos precisam municiar—se
por
de ferramentas, estratégias e habilidades
que os levem a gerencia-lo pacificamente
e a vê—lo como oportunidade de mudanças e de crescimento. Ao aprender sobre
conflito, as crianças e os jovens aprendem mais sobre eles o
mesmos.
A abordagem da eduçação para a paz e das práticas restaurativas escolas é
fundamental para nas
uma formação mais cidadã das nossas crianças e jovens e, por isso,
atendemos que, para além do tratamento transversal desses
escolares, necessitamos criar verdadeiras temas nos currículos
rotinas escolares que promovam o respeito
ao próximo e a resolução pacifica dos conditos. Quando se Fala
fala-se em aprendizagem cooperativa, em paz nas escolas,
em educação multicultural, em redução de
preconceitos e na criação de uma cultura de prevenção de violência.
A Unesco, que tem como missão principal
a construção da paz e da segurança
no mundo através da educação, da ciência e da cultura, há muito se
preocupa com
º]
a educação para a paz. Para a consecução de seus objetivos. propõe uma educação |oven| (re)de|cobrirem ! autoestima o valor que eles dão ri mesmos. a suas
|o|(lia : :
que incentive os valores, as atitudes e os comportamentos para a paz; busca desen- e mundo. Euu prática são Importantes crianças e os jovens
volver atividades e projetos institucionais que promovam os valores da civilidade, da lº para que as
rendem & arrumir a responsabilidade por seus comportamentos e por suas vidas;
prática da não violência, do respeito ao próximo; sugere a implementação de meios desenvolvem no indivíduo o pensamento crítico, as habilidades para solucionar
pacíficos para a resolução dos conflitos escolares através do diálogo, da negociação, lproblemas, a assertividade e a empatia pelos outros; ensinam as crianças e os jovens
da construção do consenso, da não violência ativa; e busca consolidar estilos de vida
fl Ildarem pacificamente com os conflitos e, em suma, contribuem para a paz e a
e comportamentos que sejam de respeito ao próximo e de solidariedade. hlrmonia no ambiente escolar e na vida social.
A educação para a paz compõe o currículo escolar de muitos países, ainda que No primeiro capítulo, abordo os principais problemas relacionados à convivência
numa abordagem transversal, e muitos deles também adotam as práticas restaurativas “colar, fazendo uma reflexão sobre os conflitos de forma geral, sobre a violência
nas escolas.
No Brasil, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), cujas propostas nor-
nl escola. a indisciplina e o bullying. Em seguida, no segundo capítulo, faço considera—
teiam a estrutura curricular do nosso sistema educacional, estimulam um roteiro de
pes sobre os quatro pilares do conhecimento citados no “Relatório Delors”: aprender
conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser; proponho aos
temas a serem trabalhados transversalmente aos conteúdos tradicionais, como meio
ambiente, saúde e ética. Esses temas buscam desenvolver competências com os alunos
|lducadores alguns recursos didáticos para uma maior harmonia na escola e para uma
Iducação multicultural que incentive a redução de preconceitos e a prática do respeito.
que vão além dos conteúdos curriculares, proporcionando aptidões para compreende— No terceiro capítulo, analiso, de forma geral, as práticas restaurativas no contexto osco-
rem o mundo que os cerca e tornarem-se cidadãos cônscios de seus direitos e deveres. llr. traçando um quadro comparativo entre a forma tradicional e a restaurativa da visão
Nessa linha, sensível às diretrizes da Unesco, o Brasil lançou, em lº de julho de
1999, a Convocação Nacional pela Educação para a Paz e, de lá para cá, apesar do
dl infração escolar. No quarto capitulo, fazemos a abordagem do nivel primário de
Intervenção, com a implantação das práticas restaurativas informais, tratando es—
ceticismo de alguns, diversos projetos têm sido executados, nos mais variados níveis
pecificamente da melhoria do ambiente escolar. No quinto capitulo, mantenho
educacionais, para a implementação de uma cultura e de uma educação para a paz
nas escolas. Também há alguns anos, vários órgãos de educação têm se preocupado cl comentários sobre as práticas restaurativas informais, tratando da comunicação
não violenta e da construção do consenso direto, procurando levar instrumentos
em introduzir abordagens restaurativas nas escolas, e já temos muitas experiências
6 ferramentas aos educadores para que possam capacitar os alunos para o diálogo e
iniciais positivas em vários municípios e estados brasileiros.
Entendemos que a busca de uma educação para a paz comporta duas vertentes para a cooperação. No sexto capitulo, analiso as reuniões restaurativas e os seus
valores essenciais, com ênfase na mediação de pares e dos “Círculos Restaurativos”.
principais: a) o aprendizado, de forma transversal ou não, da importância de valo-
res como a cooperação, a solidariedade, a fraternidade, o uso da comunicação não
No sétimo capitulo, faço uma análise ampla e prática sobre o funcionamento do
violenta, entre outros; b) a implementação das práticas restaurativas nas unidades "Círculo Restaurativo”, tratando da sua organização e do seu procedimento. Concluo
escolares, com vistas a criar um ambiente pacífico e restaurador, bem
como possibi- com alguns apensos de roteiros, de suportes para as reuniões restaurativas e de dicas
litar o gerenciamento positivo dos conflitos mais sérios e a restauração das relações. práticas de atividades de reflexão.
Neste livro, procuramos, dentro do possível, conciliar duas formas de abordagens: Como a nossa proposta é direcionada estritamente aos profissionais da educação,
a) a construção de rotinas escolares prefiro utilizar a expressão “práticas restaurativas” em vez de “justiça Restaurativa” que
por meio de dinâmicas, posturas, reflexões e atitudes
efetivas que ajudem na prevenção da indisciplina, do desrespeito ao outro e da violência, é conveniente quando há uma parceria entre ajustiça e a Escola na organização e no
o que vamos denominar ao longo do trabalho de práticas restaurativas informais; b) funcionamento dos círculos restaurativos. Como a nossa proposta e' a de utilização
se esses conflitos surgirem mais intensamente, o seu gerenciamento de forma positiva, das práticas restaurativas dentro das escolas, independente de quaisquer parcerias
por meio das reuniões restaurativas, que são as mediações ou os círculos restaurativos, externas, entendemos que a primeira expressão é mais adequada.
através dos quais os atores escolares refletem e discutem sobre o que motivou o conilito O livro se destina aos educadores de forma geral e esperamos que seja útil a todas
e quais foram as consequências para as pessoas a ele ligadas. as pessoas envolvidas com a educação: monitores, professores comunitários, gestores,
As práticas restaurativas na escola ajudam a desenvolver pedagogos e, sobretudo, professores. As linhas conceituais nele contidas servem para
um conjunto de valores
e habilidades baseadas no respeito, na igualdade e na dignidade de todas as pessoas; todos os niveis de ensino, e apenas algumas atividades práticas foram programadas
criam estruturas adequadas para que todos analisem e compreendam as diferenças visando mais aos adolescentes, podendo ser adaptadas para crianças conforme as
entre os indivíduos; ajudam a quebrar estereótipos e preconceitos; permitem às crianças necessidades.

lO ll
COMO RESTAURAR A PAZ NAS ESCOLAS

O objetivo é orientar os profissionais de educação para o exercício de atividades


em sala de aula ou em ambientes informais e habilita-los para a aplicação das aborda-
gens restaurativas. Acreditamos que muitas reflexões e atividades aqui contidas poderão
ser úteis para evitar que os conflitos na escola se transformem em atos de violência;
também cremos que muitas posturas e comportamentos rotineiros poderão levar
a um
ambiente escolar mais cooperativo e menos indisciplinado e,
por fim, confiamos na SUMÁRIO
resolução restaurativa dos conflitos, quando surgirem, possibilitando recuperação da
a
serenidade através da comunicação não violenta e do
uso das reuniões restaurativas.
Esperamos que as reflexões aqui contidas possam contribuir para
uma educa—
ção mais pacífica, voltada para os valores humanos essenciais,
sempre buscando o
crescimento e o amadurecimento da pessoa em todas as suas dimensões: material,
intelectual, moral e espiritual, em prol da emancipação humana e da construção de
uma cultura de paz.

0 CONFLITO ESCOLAR; A VIOLENCIA ESCOLAR;


& INDISCIPLINA E o EULLYING: A VIOLâNcrA ENTRE
l.
os pms ............................... 15
O conflito escolar 15
Refletindo com os ...................................................................................
alunos sobre violência escolar:
a quando o conflito gera a violência 19
A necessidade do uso das práticas restaurativas .....
._ |
21
A indisciplina escolar. ..............................................
W 23
Bullying a violência entre os .............................................
para 26
.............................................

bi mr./mes DA monção ................................................................... ,31


Os pilares da educação: além de aprender a “conhecer" e “fazer”,
a
também aprender a “ser" e a “conviver” 31
4

Aprender a ser ......................................................


........................................................................................ 33
Aprender a viver juntos, aprender a viver com os outros
37
A importância da cooperação ........................................
para a construção da autonomia 37
Promover uma cultura de respeito ........................... 41
.................................................................
PRÁTICAS RESTAURATIVAS
” Nº CONTEXTO ESCOLAR. ......................................... 45
A: príticas restaurativas e as regras escolares
47
......................................................
Mecanismos reguladores da convivência escolar e disciplina restaurativa . 53
'
A nulla proposta: partir deste cantinaum de intervenções ...................
" lugerlr práticas restaurativas proativa
e
54
.......................... ..

[. "MÁRIO DE INTERVENÇÃO! PRÁTICA!


nnsrmlu'rrvu INFORMAIS 57
Molhar-r cnnnmlr um nmlvlmc pwlficu“ ,,,,,,,,,,,
. 57
Niver. PRIMÁRIODE INTERVENÇÃO:
OUTRAS PRÁTICAS RESTAURATIVAS INFORMAIS 71
A importância da comunicação construtiva e restauradora
....................................................
O uso cotidiano da comunicação não violenta
entre todos na escola
- 71
Treinar habilidades para a construção do consenso direto ......................
através do diálogo restaurarivo: a negociação 77
................................................

AS REUNIÓES RESTAURATIVAS: A MEDIAÇÃO E


os cíncuws RESTAURATI'VOS
............
81
Reuniões restaurativasz trabalhmdo valores essenciais. 82
.........................
Mediação escolar
..............................................
Mediação de pares
. 84
,, O CONFLITO ESCOLAR; A VIOLENCIA
86
................................................................................... ESCOLAR; A INDISCIPLINA E O BULLYING:
CÍRCULOS RBSTAURATIVOS . .
.. 91 A VIOLÉNCIA ENTRE os PARES.
Como a escola pode organizar estas reuniões restaurarivasP. . , . 92
Pré-condições para o fimcionamento dos círculos 92
..........................................
Quem pode ser coordenador das reuniões restaurativas
(mediações e círculos restaurativos) 93
Procedimento do “Circulo Restaurarivo" ................... .

97

................
Etapas do procedimento restaurarivo. 98
........................................
nes-monções 107 .

............................................................................................ Multas são as definições para a palavra conflito, e ela sempre está ligada à ideia de
.

BIBLIOGRAFIA 109 nndimento, choque, enfrentamento, crise, batalha, guerra, disputa e violência;
............................................................................................. A
'

APÉNDICES 113 algo sempre indesejável e prejudicial. Pouco se fala do conflito como algo
........... l
Apêndice A . 15
........... 121 :: à condição humana e como oportunidade para a construção do diálogo e
Apêndice B . . ““ºperação.
Apêndice C ........ *Blfpode significar perigo se o impasse permanece e a situação conditiva conti—
123
*

Apêndice D
..................................... 124 pnle retira
as energias individuais e potencializa-se, a ponto de transformar-se em
Apêndice E
Apêndice F. ..................................
.................................
. .

.....
125
126
de violência; ou pode significar oportunidade, se forem criadas novas opções e
llldades para que os indivíduos solucionem problemas cotidianos.
,

Apêndice G 128 O conflito faz parte das relações humanas e ocorre em nível intrapessoal e inter-
'

...................................
'

. Como anota Chrispino (2007: 29), todos os que vivem em sociedade têm
Apêndice H 134 —'

.........................................................................................
cias de conflito e, desde a infância até a maturidade, convivem com o conflito
o AUTOR 139
.................................................................................................... - «_. . al (ir/não ir, fazer/nâo fazer, falar/não falar, comprar/não
«

comprar, vender/
_
vender, casar/não casar etc.) ou interpessoal (brigas entre vizinhos, separação

illar, guerra, desentendimento entre alunos etc.),


-

.
Desde a sua origem, o homem tem vivido pequenos, médios e grandes conflitos,
.

,eles são necessários ao aprimoramento das relações interpessoais e sociais. A simples


nvívência humana implica a pluralidade de interesses, necessidades e vontades,
lâcando uma potencialidade constante para os conflitos. Por isso, quando eles
'

Mrgírem, se forem gerenciados com eficiência, poderão levar à restauração das relaçoes

[5
eà colaborado: ao contrário, poderão levar no tleuniul relações interpessoais e Entretanto. até mermo quando ou muiiito: tomam rumou indenellveir. ele:
nn refletir npectol poritlvot do excelente: oportunidade: de aprendizagem e
até mesmo à violência. :
A escola é palco de uma diversidade de conflitos, entre ou quais os de relaciona- mento lndlvidual e coletivo; desde que devidamente bem compreendidos,
pois nela convivem pessoas de variadas idades, origens, sexos, etnias e condi— redor e resolvidos, possibilitam uma melhoria na qualidade dos relacionamen-
mento,
ções socioeconômicas e culturais. Assim, todos na escola devem estar preparados para pulonis e sociais. Como ressalta Andrade (2007: 41), é possível reconhecer uma
potencialidade do conflito, pois ele pode acentuar desacordos e soluções não
o enfrentamento da heterogeneidade, das diferenças e das tensões próprias do
relacio-

namento escolar, que muitas vezes podem gerar dissenso, desarmonia e até
desordem. unuuais — como a violência —, como pode também ser um momento para o for-
A escola deve dispor de instrumentos e recursos para dirimir os conflitos que lmento dos vínculos sociais, caso existam meios garantidores de uma resolução
escola (fica, entre os quais se inclui a recusa da violência.
surgem na convivência diária. Como ressalta Andrade (2007: 42), a
Por isso, sugerimos a implementação das práticas restam-ativas na escola. Precisa-
é encarregada de formar valores e habilidades pró-sociais que motivem para a
convivência, valendo-se, inclusive, dos conliitos gerados pelo encontro de dife- ensinar às nossas crianças e aos nossos jovens, desde cedo, que é normal enfren»
renças, assim como, particularmente, de situações mais graves que ameaçam os os conflitos, pequenos ou grandes, ao longo da vida, e que isso não é negativo,
conflitos são inerentes à pessoa humana. Negativo é não saber administra-los
vínculos grupais, como e' o caso da violência. ||forma
os
a manter o equilibrio nas relações humanas e sociais, permitindo que
eles
Na escola, os conflitos surgem e se manifestam de diversas formas. Muitos deles
em consequências indesejáveis, como desmotivação para os estudos e prejuízo
'

compõem o cotidiano dos nossos alunos e se constituem em práticas saudáveis para


as relações interpessoais. Portanto, é a boa ou a má administração que levará o
o desenvolvimento humano, tais como os conflitos nas brincadeiras, nos jogos, nas '
ªlto a um desfecho positivo ou negativo para a situação. Um bom exemplo de
práticas esportivas, entre outros. Por outro lado, muitos tomam rumos indesejados e
inistração pacífica de conflito e de disputa ocorre nas práticas esportivas, nas
transformam-se em agressividades, atos de indisciplina, indiferença, depredação do
os participantes sempre exercem o diálogo e o autocontrole.
patrimônio escolar, atitudes de preconceitos e discriminação. Esses nos preocupam As crianças e os jovens devem aprender que, diante de uma disputa, de uma
mais, e vários são os fatores que os desencadeiam entre os alunos na convivência
escolar: a rivalidade entre grupos; as disputas de poder; as discriminações e as into-
vença ou de um conflito mais sério, as pessoas devem conversar e perceber que
guem se beneficiará com a ampliação do desentendimento. Também precisam
lerâncias com as diferenças; a busca de afirmação pessoal; as resistências às regras;
tender que, quando as pessoas não conseguem dialogar e chegar a um acordo,
os desentendimentos e as brigas; o bullying; os conflitos de interesses; os namoros; «plenamente possível e viável que uma terceira pessoa interceda para ajudá—los a
as perdas ou danos de bens escolares; os assédios; o uso de espaços e bens; a falta de lucionar a pendência, como veremos nos próximos capítulos.
processos para a construção de consensos; as necessidades de mudanças; a busca por A boa administração de um condito mais sério através das práticas restaurativas
novas experiências; as reações a manifestações de injustiças, entre outras.
um fatºr positivo, que poderá esclarecer os fatos pendentes, dirimir dificuldades,
Maria Zenaide (2003: 90) ressalta que muitas vezes os contiitos escolares refletem:
elhorar & convivência e permitir uma transformação interior que trará melhoria no
|jlblacionamento as partes e em outros relacionamentos futuros.

Disputas de poder (em função do lugar que se ocupa. do modo como se planeja li.
entre
e se decide os rumos da escola); Os conflitos, portanto, acabam possibilitando caminhos alternativos à violência,
- Disputas de saber (de quem tem mais ou menos acesso ao saber e ao processo Pois permitem meios de resolução que podem levar a um convívio mais saudável,
de conhecimento); Ócilimdor de uma melhor aprendizagem, e a uma melhor estruturação das relações
. Disputas por razões de raça e etnia (preconceitos e discriminações contra os ”ciais. Como anota Andrade (2007: 43), “quanto mais houver conflitos devidamente
diferentes, não reconhecimento do outro como sujeito de direitos iguais);
- Disputas de modo de ser e agir (busca ativa de experiencias. necessidade de os
dahorados com a ajuda dos educadores e educadoras, menos violência nas escolas
haverá” pois,
jovens divergiram dos mais velhos ou de quem represente o poder como forma , para ele, a violência é uma possibilidade e não uma necessidade, e a
de afirmação ou conquista de espaços); Continuidade entre conflitos e violência somente se verifica em situações nas quais o
- Falta de respeito com
as diferenças transform-ndo diferenças naturais, as
n
disputas normais peio exercicio do poder em problemas. em deticiéncias e de-
eonflito é mal gerido.
siguaidades: Quando começamos a trabalhar os conflitos através das práticas restaurativas,
- Relações injustas (privilégios de uns em detrimento de outros); passamos a vê-los como fatos inerentes à vida social, dos quais podemos extrair
- Dificuldades para gerir a coisa pública de modo coletivo e não privado; muitos aspectos positivos, tais como a melhoria nas relações sociais e institucionais,
- Falta de diálogo e isolamento da escola diante de comunidade para quemtrabalha. o aprendizado de que na vida social é importante expressarmos as diversidades e
Va l'!
denncodolntel da violência é tarefa dificil. senao impossivel.
pois a análise « concolidlncil de
todº!; deve ponuir curriculos contextualizada e llltamu de
vários abordagens, dentre culturais, para por "
- -

outras. econômicas, politicas e sociais. ilçlo adequados à realidade onde em inserida; necessita ter atividades pedagógicas
É
certo, entretanto, que essa violencia social acaba refletindo diretamente "donas: precisa ensinar principios e valores morais para
familia e na escola. Além disso, escola na uma boa convivência; deve
a também possui causas internas, pedagógicas lnltrumentos eficazes de combate à evasão escolar; precisa estimular cooperação
administrativas que podem e a e
ser geradoras de violência. Para se ter uma ideia, uma ampla clabiiização de crianças e jovens através de atividades, informais
pesquisa sobre bullying realizada pelo Centro de Empreendedorismo ou não, dentro do
Social e Admi- espaço, como brincadeiras e jogos; necessita ter canais que estimulem a participação
nistração em Terceiro Setor (CEATS) demonstrou todos; e deve levar a
que a violência no ambiente escolar uma constante reflexão, pois os atores escolares devem conhecer
está muito presente em nossa realidade. Segundo fatores externos e internos
a pesquisa há um “clima generalime que são geradores de violência.
de violência no ambiente escolar, considerando-se Além de todos esses enfrentamentos, os educadores,
que 70% da amostra de estudantes os gestores e as lideranças
responderam ter presenciado cenas de agressões lares devem possuir competências habilidades
entre colegas durante o ano letivo de e para prevenir e gerenciar conflitos
2009, enquanto 30% deles declararam graves através de práticas construtivas e restaurativas, privilegiando os princí—
ter vivenciado ao menos uma situação violenta
no mesmo período” (UMTS/FIA, 2010: 20). Entender e trabalhar que norteiam as formas pacíficas de prevenção e resolução de conflitos, como:
essas causas externas e
internas da violência pode ajudar
'

na busca de alternativas e caminhos para o enfrenta- . rizontalidade nas relações, o respeito mútuo, a opção pelo diálogo
e, sobretudo, a
mento do problema, pois a escola tem um relevante papel transformador sociedade. das reuniões restaurativas em suas escolas.
O ambiente escolar reflete, de certa forma, o ambiente social, violência
ea
na
escolar
a
se manifesta das mais diversas formas, tais A necessidade do uso das práticas restaurativas
como agressões (física, psicológica e sexual);
ameaças de grupos e de gangues; ataques contra o patrimônio público privado, A violência e' uma resposta a um conflito. Quando
destacando—se e uma pessoa não lida com
as pichações, as bombas, os arrombarnentos e as depredações; furtos e
'
-nflito ou reage a ele com violência, ela não está solucionando problema;
o ao
roubos contra o patrimônio alheio; - ' 'o, apelar violência significa piorar a situação. Quando motivo
uso e tráfico de drogas, entre outras. para a o que
Como a escola pode enfrentar o problema da violência
'
vu ao conflito é
não visto ou enfrentado e, portanto, não é solucionado, as relações
no ambiente escolar? A
violência nas escolas é caso de polícia comprometidas, e as pessoas ficam desconectadas.
ou questão pedagógica?
O medo e a insegurança têm levado as escolas buscar
a maior rigor nas penalidades Segundo Zenaide (2003: 91), um conflito mal gerenciado pode resultar
e apoio da polícia. Entretanto, embora muitas em violên-
vezes necessárias, essas respostas não cia quando leva a:
surtem efeitos a médio e a longo prazo porque enfrentam o problema superficialmente, - produçao de preconceitos, discriminação exclusão do outro:
não levando em conta de onde a violência e
surge. Além disso, as formas repressivas de - agressões fisicas contra outro;
enfrentar a violência nas escolas há
muito têm fracassado. - produçao de danos morais no outro;
Se
por um lado, para combater ou prevenir a violência social, necessitamos de '-uso da força de modo ilegal;
diversas políticas públicas e de mudanças sociais destruição do outro como pessoa, como cidadão;
que não pertencem ao âmbito es-
colar, . negação dos direitos de cidadania do outro;
por outro, para combater a violência escolar, a própria escola pode e deve dar
as respostas possíveis. Em primeiro lugar, é preciso - intenção de destruição, de coação negação do outro;
o educador reflita se a escola e
também produz violência que - processos de exclusão.
ou se ele permite que a escola seja um local gerador de atos
violentos; depois, é preciso saber enfrentar violência
a e os conflitos através de ações Por isso, dentro de uma cultura de práticas restaurativas de
diversas, principalmente de práticas e paz, é preciso, em
restaurativas, que há muito têm sido incentivadas
por varios paises e por organismos internacionais. m: eiro lugar, reconhecer o conflito, pois esse é o primeiro passo para que possamos
Com efeito, para obter uma cultura de
paz, de prevenção e de enfrentamento à
' o outro lado e começar um diálogo com respeito e igualdade. O enfrentamento do
violência, a escola precisa se autoavaliar buscar to pela forma repressiva é substituído por forma não violenta de resolução através
e um perfil ideal,
pelo preenchimento dos seguintes requisitos: que a nosso ver passa práticas restaurativas, que acabam se transformando
em ações pedagógicas, como
necessita ser democrática, inclusiva e . ente deve
acolhedora para todos: pobres, ser feito na escola, que é um local de socialização e de aprendizado de
negros, minorias, portadores de necessidades especiais; . cultura da
precisa criar vínculos entre os alunos e fortalecer paz. Toda escola precisa dar condições para a discussão dos valores
os sentimentos de conexão e perten- à conscientização e à autorreflexão crítica. A busca da
que
cimento; deve adotar medidas que combamm estigmatizaçio paz constante não quer
a e a discriminação entre que não teremos conflitos na escola. Eles continuarão a existir, porque fazem parte
os alunos; precisa ter regulamentos democráticos, feitos coletivamente,
com a partici- condição humana, mas coexistirão dentro de
uma perspectiva de paz.
20 .
. Zi
Assim, a escola pode aludiu promovendo uma educação que vnlorlu u relações hu- ('
elum. luces-sl under bemlru que noe'lmpedem de charger Mueda em os pro-
busca da nollrlurleduic. dn amirade, Diem» commons vlu crl-r um ollme de otimismo no grupo. morrendo que podem
manas e sociais e tenha como exercício cºtidiano a

em os. problemas.
'

da cooperação, da construção da paz, do respeito, da ética <: dos valores Fundamentais da


,

mw solueou
eolloller nel llunoe que Imeem um miga ou notlcll cruel. de [om-| ou revi-h.
pessoa humana, como procuraremos abordar nos próximos capítulos. O processo
é “Mn-l:
quelquer lipo de vlolencle (flelee. uxuul, mbelóglce ele.) e em quelquer nlvel
.
abre
desafiador, mas ao mesmo tempo é gratificante. Não podemos esquecer que a escola
,

“(pesso-l, loool. mundlsl).


é também fundamental para a construção do juízo moral dos alunos e é formadora '? Bungee: criterlo de onde educ-dor.
de conhecimentos, valores, atitudes e hábitos. Esse é o desafio! Como disse o poeta
l

Flu |
1: com os enlgoe em mãos. sentar-se em clroulo com os alunos, num cume des-
'
contreldo de eeporllvldede e espontaneidade. Em seguida, se houver tempo suficiente,
americano Archibald McLeisl'i, cuja citação se encontra no Preâmbulo do Tratado
r

pedir e onde um que, rapidamenle. oomenle sobre o material que "puxe e identiiique e
Constitutivo da Unesco (1945): “Nascendo as guerras no espírito dos homens, é no
_
"
violenci- lil spreeenlada; se nlo houver lernpo, escolher alguns alunos para que relatam
muro ol melerlels que trouxeram.
'-

espírito dos homens que devem ser construídas as defesas da paz!”.


u

Após explicação dos alunos. o educador deve escolher um artigo ou notícia no


"
&

:
quel poena concentrar se suas alenoúea, podendo ser aquele mais signiúcetivo ou mais

Atividade 1:
_
. ,,
WWWPMNBW
O Termômetro da vlolencla (Ednir, 2007: 54)
Pelqulee
',,i'ltull. O educador deve ler ou oomenlar o artigo com a classe, Depois, deve escrever no
.'
(“ultimo umd frase que dellnirà & violencia apresentada (por exemplo. “o fato apresentado
'
,Mere—ee a uma vIoléncia doméstica" ou “o feto apresenrado refere—se à agressão de um
Trata—se
-
de um questionário e ser preenchido pelos alunos e pela equipe escolar
'
ª'eluno contra o profs.-sor).
para se medir quais as formas de violência existentes na escola. O questionário deve .*
Peu 2: Dlvlde & classe em grupos de maispreveni-lo.
ou menos seis alunos para que encontrem
ser apllcado em uma ou mais classes. com tabulação dos resultados, que poderão ser »: solução do problema ou uma forma de Cada grupo deverà escolher um
utilizados para svallaçeo e elaboração de programas preventivos. Deve ser repelido pe- llr logo para anulação das sugestões em uma cartolina ou “flip chart" (quadro). Peça—
a
riodicamente pare verificação de melhorlas ou não do ambienle escolar. , pura que se empenhem na atividade de brainstorm (tempesrsde cerebral) buscando
,

como voce se sentiu no escola e na comunidade este mês? uoluçoes ousadas. criativas. devendo escolher uma ou duas soluções (ou talvez a com-
,

Eu me eerrtl:
,

de vários). e explique que e no processo criativo que se revelam novas ideias,


Melo
re lento. o educador deve suspender criticas, julgamentos. explicações, permitindo
Na sala de aula: .. &

Seguro () Não muito seguro () lnseguro ( Muilo inseguro ()


)
'
“muito e colocação de ídolos.
Na escola:
O educador deve levar todos a romperem com a eulooeneure, expondo tudo que
mente. sem pré-]ulgamenlos. Deve pedir que os alunos emitam ideias em
mer
&
Seguro () Não muito seguro ( ) lnseguro ( ) Muito inseguro () "
.

breves e simples.
Nos andares de escola: w'LfDlo-z
Seguro ( ) Não muito seguro () lneeguro ( ) Muito inseguro () e Interessante que se de entre cinco e dez minutos. delimitando um número mim-
,no de sugestões. Em seguida, o educador deverá pedlr aos llderes de cada grupo para
Entre e escola e e casa e vice versa:
Seguro () Não muito seguro () Inseguro ( ) Muito inseguro () *._
“em lpreeenlem e solução encontrado e comentem como o processo de solução de
“problemas foi discutido.
Esse mes: 3: O educador deverá escrever no quadro a solucao apresentada por cada grupo e
Mexerem comigo e ou me inlimideram:
_
'

. de unos deverão votar naquela solução que será considerada e, se for o caso, adotada
Nunes )Algumas vezes Muitas vezes ( ) O tempo todo ()
( ( )
“. lpela classe.
Me xingamm e ou ameaçaram: ;
lª" Em seguida, o educador deverá mostrar para a classe que as ideias dos alunos são
Nunes ( ) Algumas vezes ( ) Muitas vezes ( ) O lempo todo ( ) muito lmponanles e que eles podem ter resposlas para vários problemas envolvendo
Fiquei com medo de certos alunos: violência.
Nunca ( )Algumas vezes ( ) Muitas vezes ( ) O tempo todo () .
Algo meu foi roubado:
Nunes ( )Algumes vezes ( ) Muitas vezes ( ) O tempo todo () A indisciplina escolar
Eu estive envolvido em briga e ou violência física:
Nunca ( )Algumas vezes ( ) Muitas vezes ( O tempo todo )
) ( A indisciplina é aqui abordada no sentido de desrespeito ao outro, portanto, como
Eu conversei sobre essas coisas oem & seguinte pessoa na escola: uma questão moral. Nesse sentido, ela reflete um comportamento inadequado, violador
de princípios e regras de boa convivência oriundas da família, da escola ou da sociedade.
E isso: Como lidar com as crianças e adolescentes indisciplinados, que dcscumprem o
Aludou ( ) Não ajudou () regulamento, brigam com os colegas, tumultuam as aulas e atrapalham a ordem escolar?
Essa pergunta é recorrente em quase todas as unidades escolares e, se perguntarmos para
Atlvldedo 2: Vlolenclu gerando noticlae (adaptado de Drew, 1990)
ºbjetivo: fazer urn- 'lempestade cerebral“ visando produzir ideias e discussão de so- os professores, as primeiras respostas que possivelmente virão serão as seguintes: a) a
luçºes pera se dlverue formas de violencia. apresentadas nos artigos trazidos pelos culpa é da família e dos pais, que não educam e nem corrigem os seus filhos; b) a culpa

22. 13
! da leglnlndo escolar. que é muito liberal; bom
mermo antigamente. quando rr
m
dilcipllnn se resolvia com bue em uma leglnlaçlo forte e. preciso. através da força: c)
rr culpa é do Estatuto da Criança
n
e do Adolescente. que é uma legislação muito liberal,

m º. «do dividiu
Mr.dam em grupo- do cinco ou ui- pouou. Em
Depois da resposta inicial, numa reflexão mais contida sobre a indisciplina .

,O
escolar, outras respostas poderiam ser dadas pelos educadores: a) questão da indis.
a “Mormon u-
indiedpiina. no ”nªdo do dosmspoito
Ir que oilbonm um vocabulário nobre
ciplina é complexa porque ela é o reflexo da família, da sociedade e da própria escola;
b) muitas vezes a escola possui estruturas e práticas pedagógicas
ll
. mm. |
Deveria nr utllizndn palavra ou exame“: que retratam o
não atendem
que
às perspectivas das crianças e jovens, dificultando aos educadores transmissão de
a
Moedor dev-ri relacionar num quadro as palavras e expressões levantadas
Bum, por exemplo: daninha, aguado. Ironia. provocação, bagunça, garga-
conhecimentos; c) atualmente a sociabilização das crianças e dos jovens depende jogar lixo no chlo, cruzar o sinal vemreiho, furar lilas. dirigir em
mais da escola ou de ambientes institucionais do que de espaços informais, como
m-r lvilozlnho. meia velhos, pier-rações ete,
Mundo. nio dar lugar pura ou
as brincadeiras nos quintais ou nas ruas, onde eles desenvolviam, por si sós, ótimas
»
. com
! lluda dos alunos. traçorá um significado para onde palavra ou expres-
'ndo ici/enm exemplos práticos conhecidos por eles.
relações de cooperação, aprendiam a resolver conHitos interpessoais
e a respeitar o Fmr o oonirário com os llunos: preparar com eles um vocabulário sobre disci-
próximo; d) frequentemente, a escola não tem importância para o aluno e por isso
'

unindo mesma ideia e também reinoionando os temos.


muitas vezes está fora de sua realidade e dos seus anseios como criança e adolescente;
:
2: Dhcunlo livro: : Impedância da escola
ao se tornar desinteressante, a escola gera apatia, indisciplina e violência. '— - livresumaiómioaintomanieparaoaprofundarnsmodoeemdodeum
Aí surge outra questão: se a indisciplina é um problema da família, da sociedade educador deverá mamar um grupo único. em circulo, ou em dois drwioe, corn
e da própria escola, como melhorar a convivência escolar, combatendo a indisciplina e dºom. emmrumadiswuào iivreoomosalunossobmorexmababro.
'

,.
'dioounão alunos 6 sobre importância da escola
com os a vidas. Usar. em suas
a violência na escola? Marini do apoio. previamente escrito num cartaz, o abaixo, do educador
tem
Como o problema gerador de indisciplina também é multicausal e complexo, as miro. 80er & amis.
respostas também não são simples. Podemos começar com mudanças de atitudes na
rotina da escola, tentando melhorar a convivência no ambiente escolar. A criação de
Aneel-
Esooln é...
regras comuns com a participação de todos, sob a coordenação do educador ou o lugar onde so faz amigos,
de outros responsáveis pela escola, é um bom caminho, pois democratiza a convivência não se trata só de prédios, “las, quadras.
e confere princípios e significados às regras, tornando-as mais justas e, portanto, mais programas, horários, conceitos..
Escola 6, sobretudo, gente.
passíveis de serem cumpridas. gente que trabalha. que saindo,
Outro grande desafio dos educadores é trabalhar a motivação dos alunos, tarefa que se alegra, se conhece, se est/ma.
O diretor O gente,
bem dificil nos dias atuais, embora não impossível, que exige muita sensibilidade e O coordenador 6 gente, o professor é genio.
empenho. Além disso, é importante que o aluno seja o protagonista e participe das o aluno é gente.
atividades escolares mais intensamente. O estudante precisa saber cada funcionário é gente.
que o 'que ele faz Eaeaoolaseráceda vezmelhor
é valorizado pela escola e pelos professores, isso é necessário
para a melhoria de sua na medida em que cada um
autoestima e para o senso de pertencimento. Portanto, tirando os casos mais difíceis, se comporta como colega. amigo, irmão.
Nada de 'Ilha de gente por todos os lados”.
trabalhar com a autoestima da criança e do adolescente será
um grande passo para o md!
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
sucesso no combate a indisciplina. que não tem amizade e ninguém,
Depois, sugerimos, como medida extremamente eficaz, a prática dos nada de ser como o tijolo que forma a parede,
encontros e indiferente, m'a, só.
trabalhos em círculos na escola, seja para as atividades pedagógicas, seja Importante na escola não é só estudar, não é só trªbalhar,
para restaurar
as relações. Os círculos, aliados às abordagens restaurativas em geral, como veremos ao é também criar laços de amizade,
longo deste livro, são meios simples e eâcientes para a melhoria do ambiente escolar. e criar emblema de camaradagem,
é conviver; e se ”animar nela”!
Ora, 6 lógico...
numa escola assim vai ser fácil
estudar, "ensinar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
ser feliz.

24
2.5
Chama atençlo o crescente tuo de tecnologias da informado e da comunicaçao
Bullying: a violência entre os pares
|
prlticn dos maus-tratos. denominado cyberbullying. Hoje, é um Fenômeno
.
A expressão bullying (do verbo inglês “bully”, que significa maltratar, intimidar) o uso de mensagens difamatórias através de celulares, e—mails e sites de rela-
reflete “um comportamento cruel intrínseco nas relações interpessoais, em que os ento. Muitas vezes essas ofensas são feitas de forma anônima. As ofensas feitas
mais fortes convertem os mais frágeis em objetos de diversão e prazer, através de cyberbullying frequentemente são mais nefastas
para as vítimas do que aquelas
“brincadeiras, que disfarçam o propósito de maltratar e intimidar" (Fante, 2005: 29). pessoalmente, porque nem sempre o ofensor é conhecido.
O bullying é um problema mundial, existente em todas as sociedades, e ocorre .! Dentre os papéis representados pelos alunos, temos aqueles que só sofrem o

nos lugares onde existem relações interpessoais, tais como escolas, clubes, prisões, , ing (alvos), aqueles que ora sofrem e ora praticam bullying (alvos/autores), aqueles
Forças Armadas, entre outros. O problema é antigo, mas somente de umas décadas lomente praticam bullying (autores) e aqueles que não sofrem e nem praticam
para cá tem chamado a atenção dos estudiosos.
O fenômeno surge através de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, pratica- ro dado interessante coletado pela pesquisa feita sobre o bullying (BullyingEscolar
*

das contra outros alunos através de insultos, intimidações, apelidos ofensivos, acusações Brasil Sumário Executivo — São Paulo: CEATS/FIA, 2010: 22) concluiu
que as
——
,

injustas e gozações que geram dor, angústia e sofrimento. Manifestados sob a forma de : dessa prática são sempre pessoas que:

brincadeiras, os danos que o bullying causam às vítimas podem ser físicos, materiais e [...] apresentam alguma diferença
em relação aos demais colegas, como um traço
psicológicos, trazendo sérias consequências ao bom convívio escolar e social, Hsico marcante, algum tipo de necessidade especial,
o uso de vestimentas con-
sideradas diferentes, a posse de objetos ou o consumo de bens indicativos de
No dia a dia, observarmos que os xingamentos são as formas mais comuns
desse fenômeno. Depois, temos as agressões fisicas, os gestos ofensivos, a exclusão statur socioeconômico superior ao dos demais alunos. Elas são vistas pelo conjunto
de respondentes como pessoas tímidas, inseguras e passivas, o que faz com que
da criança e do adolescente do grupo de amizades e a disseminação de boatos, hoje
os agressores as considerem merecedoras das agressões dado seu comportamento
potencializadas com as redes de relacionamentos pela internet e com as mensagens frágil e inibido.
eletrônicas (cyberbullying).
Alguns sintomas são bastante indicativos de que a criança ou adolescente está
O bullying reflete um sistemático abuso de poder de umas pessoas sobre as outras
e tem como consequência uma vitimização repetida ao longo do tempo, sempre com frequência para mudar de sala ou de escola; apresenta desmotivação para os
muita dificuldade de defesa. Essas agressões geram um elevado nível de tensão nas
s, queda do rendimento escolar ou dificuldades de concentração e de apren-
'

crianças e nos jovens e causam baixa autoestima nas vítimas.


Estudos apontam que o bullyingé hoje o tipo mais comum de violência nas es- u, mostra-se frequentemente com aspecto contrariado, deprimido ou aflito;
4

colas. A pesquisa realizada pelo Centro de Empreendedorismo Social eAdministração nta dificuldades de relacionamento com os colegas; tem mudança repentina
myportamento, apresentando isolamento ou agressividade (Fante, 2005: 75-9).
em Terceiro Setor, já mencionada, concluiu que 70% dos alunos do país já viram ÍO bullying pode, ao longo do tempo, causar graves danos e levar a interferências
algum colega ser maltratado pelo menos uma'vez na escola. Na região Sudeste, o índice
. 'ciais no processo de desenvolvimento cognitivo, emocional, sensorial, social e
chega a 81%. A pesquisa revelou também que há um despreparo das instituições de w. onal das vítimas. Muitas vezes, quando os ataques são crônicos, como forma de
,“

ensino e dos professores diante dessa violência (CEATS/FLA, 2010). '


, as vítimas podem se tornar agressoras, causando até mesmo tragédias como
Em razão de não haver uma palavra na língua portuguesa adequada para expressar
todas as formas de bullying, apresentamos a seguir uma lista de palavras que podem
,
Columbine, nos EUA, em 1999, quando dois adolescentes, vítimas de bullying,
'

» do armamento pesado, entraram na escola Columbine, na qual estudavam, e


'

expressar o fenômeno: agredir, ameaçar, apelidar, bater, agarrar, beijar a força, brigar na ,
início a um massacre que entrou para a História do país. Durante cinco horas,
escola, praticar racismo, dar em cima do namorado do outro como forma de agredir, Harris ( 17) e Dylan IGebold (18) aterrorizaram a escola situada em Littleton, um
.

desrespeitar, difamar (falar mal da vítima, escrever fofocas, espalhar boatos), moles- rbio classe média de Denver. Munidos de Carabinas, rifles, pistolas automáticas
. -rnbas caseiras, eles feriram gravemente 23 pessoas e mataram outras 13. Logo
tar e difamar pela internet (cyberbullying), discriminar, empurrar, esnobar, excluir,
magoar emocionalmente, ferir fisicamente, furtar, gozar, humilhar, implicar, isolar
-
is, ambos cometeram suicídio.
(não querer ficar perto da vítima, evitar fazer trabalho em grupo com a vítima, não Estudos mostram que tanto autores como vítimas podem levar as consequências
bullying para o resto de suas vidas: estas carregando os traumas pela violência so—
querer falar com a vítima, rejeitar a vítima, não permitir que a vítima faça ou tenha
; aquelas perpetuando as ações
amizades), magoar, maltratar, manifestar preconceito, ofender, oprimir, perseguir, em outros contextos, como nas relações familiares
quebrar pertences, rir, sacanear, xingar, zombar ou caçoar, entre outras. em locais de trabalho.

lb [|
A mesma pelqulla Ji referida concluiu que professores
. "atom du
reconhecem deficiencias do sistema escolar como punivel! determinante: da vio-
escolas
_ a vitima precisara é que o ofensor pare com as ofensas. chegando a um acordo
sentido. A reunião ajudará a todos os envolvidos.
lência entre alunos (CEATS/FIA, 2010: 3). Na opinião desses profissionais, os Fatores
_

Observamos que existem alguns profissionais que não recomendam reunir ofensor
intrínsecos à estrutura escolar/educacional que podem ter relação com o surgimento de bullying. Recomendam mante-los isolados e orientam os pais da vítima
de comportamentos violentos são:
tem na Justiça contra o ofensor. Essa orientação é isolada e vai de encontro a
as recomendações dos estudiosos e dos organismos internacionais sobre o as-
1)
número excessivo de alunos em sala de aula, 11) dificuldades da escola em
lidar com problemas da familia do aluno, ur) falta de preparação e habilidade . além de refletir um pensamento estritamente punitivo. A não reunião entre
de professores para educar sem uso de coerção e agressão, lv) estrutura física volvidos somente seria recomendavel em casos extremos, quando falharem os
inadequada e v) falta de espaços para que os alunos expressem suas emoções e
dificuldades pessoais.
restaurativos de resolução do problema. Ademais, não se trata de uma simples
-
com o ofensor e a vítima. As reuniões restaurativas exigem critérios próprios,
Embora o desafio seja muito grande, a escola e a sociedade precisam agir com
urgência para enfrentar o problema. Como a escola pode realizar ações para prevenir
o bullying? A escola deverá desenvolver programas preventivos que envolvam todos
os atores escolares e a comunidade. Esses programas preventivos, realizados através de 1: Mantendo o vocabulário do bullylng:
encontros, palestras, semana de prevenção, entre outros, devem focar a conscientização '
.«proporeionar uma melhor compreensão entre os alunos sobre as mais varia-
de todos sobre os malefícios do bullying.
ologiaa. expressões e consequências relacionadas ao bullying. Enea atividade
Num segundo momento, a escola deve realizar atividades internas antibullying, ' :r com os verbos e expresso“ relacionadas a pratica. Ela e adequada por-
tais como combater estereótipos; ensinar os alunos a conviver com as diferenças e rios alunos, com o apoio do educador, serão os protagonistas das sugestões
e serem escolhida.
*
«

respeita-las; desenvolver atividades solidárias e jogos cooperativos nas áreas esportivas


' os grupos elaborateo fichas com textos explicativos sobre cada vocábu-
e culturais, objetivando criar uma melhor integração e uma cultura de respeito pelo w
do, para que depois possa ser montada uma grande lista ou um pequeno
próximo; realizar atividades que trabalhem os sentimentos dos alunos, auxiliando a
melhoria da saúde emocional de todos, e desenvolver uma cultura de paz e educação & critério de cada educador.

em valores humanos, trabalhando, sobretudo, os conceitos de alteridade, amizade, mento: os alunos irmão encarregados de montar um dicionário de verbos e
civilidade, diálogo e solidariedade. relacionadas ao bully/ng. A atividade e extrerriamente envolvente e deman—
trabalho de toda a turma; alem disso, ela propicia o trabalho cooperativo entre
As criançase os adolescentes precisam aprender que a violência não pode
pautar
as relações humanas e não deve ser usada para solucionar conflitos. Devem aprender 1: Inicialmente, o educador deverá repassar aos alunos noções gerais sobre quais
que as brincadeiras e as “zoadas” fazem parte da vida escolar e social, mas elas não , mentos eeo ligados ao bullying. Divida em gmpos circulares de cinco ou
& cole

devem levar a comportamentos agressivos que sejam repetitivos e que magoem o


'

alunos ou conforme o número de participantes. Em seguida peça a cada grupo pare


mar o maior número possível de expressões relacionadas ao bullying.
colega. Por isso, devem encontrar o equilibrio nas relações, 'aprendam a De aos alunos um prazo razoável para a elaboração de uma lista. porexemplo. trinta
para que
conviver num ambiente mais fraternal e para que todos possam ter uma ideia mais utoe (se não houver tempo, o eduMdor pode pedir que individualmente os alunos
,

m de casa verbos relacionados ao bullying).


positiva do futuro.
-

Após o levantamento das palavras ou expressões. o educador pedirá a cada grupo


Como veremos mais detalhadamente ao final, as práticas restaurativas são ex- repasse a ele as expreubes levantadas. O educador deverá anotar no quadro ao
tremamente eficazes para prevenir e responder ao fenômeno. As atividades restaura— eles - novas.
ignorando as que forem repetidas No levantamento, devera refletir

tivas previnem porque permitem o senso de comunidade na escola, com ênfase nos se aquela expressão nova relate—ee ou não a pratica do bullying.
ºiª-ee 1: Após
o ievantamento o educador poderá fazer um grupo geral, no qual cada
trabalhos em duplas ou em grupos, em quaisquer disciplinas, visando desenvolver
eubgrupo através de um relator, eseiereoerá as expressões que foram levantadas por
o senso de pertencimento e conexão, de respeito ao próximo, entre outros valores. ' feios e quantas foram ou não escolhidas. Deverá haver uma reflexão do educador com
Além disso, as atividades restaurativas respondem ao fenômeno através das reuniões turma para saber por que aquelas expressões são ou não comportamentos ligados ao
'

bullying. Em seguida promover debates e incentivar discussões entre todos.


restaumtivas com os envolvidos e com os respectivos pais (ou responsáveis). Numa
reunião restaurativa, a pessoa que pratica bullying terá uma experiência muito forte e
.

Fue 3: Após a elaboração do dicionário, pedir a algum aluno ou grupo para que escreve
num cartaz todas as expressões levantadas, o qual deverá ficar exposto na classe e
desconfortável ao ouvir os relatos da vítima e de seus pais sobre os seus atos, passando
,

ser periodicamente apresentado para a reflexão sobre os comportamentos lndeaejavele


dentro ou fora da sala de aula.
a ter, ao final do encontro. uma forte sensação de remorso e de vergonha. A partir daí,

Z? Zfi
:)
.

um
'

Izºw'unleumm' “Mummy!“ Iiiiuúmmmnmmm


Objetivo: atividade e útil para entender
|
pratica de bullying.
o: sentimento:
da
leva e Max» de todos sobre o problema.
poem-e en ve Ivid
.. ".
Duração: emerio de cada educador.
:
Procedimento: divide a saia em grupos de cinco alunos e, alternadamente, um repre-
senta aqueles que são vitimas de bullying e o outro os autores do bullying. Depois
que
os alunos entenderem o que a bullying, peça para os gmpoe disuitirem entre oiee
seguintes pontos: os
Grupos que representam os agressores:
1) O
que sente uma pessoa que pratica bullying? Pena, preocupação ou nada?
2) Os sgressoreejuigam a situação como certa
ou como errada?
3) 0 que leva uma
mas a praticar bullying inveja, medo, egocentrismo etc?
4) Como um agressor encara o bullying
OS PILARES DA EDUCAÇÃO
com covardia, corno brincadeira, considera
as “mudas" como normais etc.?
5) É correto dizerque os
agressores são mais valentões, maiores, mais fortes. não tem
limites etc.? .

Grupos que representam as vitimas:


1) As vitimas
É
se sentem mancadas e apresentam medo dos agressores?
2) correto dizer que as vitimas de bullying normalmente ficam quieres, não
tem o problema com ninguém e nle aceitam a situação? comen-
3) As vitimas guardam raiva dos
someserea e podem ter traumaa pe as práticas illares da educação: além de aprender a “conhecer”
I
'
bullying?
de
4) Em regra, qual e o perfil das vitimas:
fracas?
pessoas timidas, quietas, menores e mais
Pessoas com alguma diferença em relaçao aos demais?

r”, também aprender a “ser” e a “conviver”.


Depois das discussões, dividir a saia em dois
grupos e pedir para que os represen- O homem é um ser social. Ao longo da vida, constrói as suas relações e, através
tantes de cada um apresentem as conclusões para a turma toda. Discutir mplexos laços e regras sociais, aprende a conviver com os seus semelhantes.
os pontos
convergentes e os pontos divergentes. “Os conflitos
surgem naturalmente no convívio social, porque as pessoas buscam
;. r os seus próprios interesses e bens, ignorando as normas de convivência, e
«o tempo todo exercitando o seu poder de decidir sobre alguma coisa.
.Quanto mais o homem vai aperfeiçoando e melhorando as suas relações interpes—
'

'
.e sociais, mais condições tem para solucionar problemas comuns apresentados
vmplexidade da vida social, gerando melhoria na qualidade de vida de todos.
'

escola é o local adequado para aprimorar o nosso potencial de vivermos jun-


,. alcançarmos objetivos comuns criando habilidades de relacionamentos e de

rmos práticas de solidariedade e de cooperação. Um dos grandes desafios


'
-
'

. é buscar a autonomia dos jovens e possibilitar a construção da capacidade


:
de relacionar—se com eles mesmos, com os outros e com o mundo,
Para dar respostas aos grandes desafios da educação no mundo contemporâneo
_,
futuro, a Unesco estabeleceu, em 1993, a Comissão Internacional de Educação
«o Século XXI. Essa comissão foi presidida
'
por Jacques Delors e por um grupo de
alistas e pedagogos de várias partes do mundo que produziram um relatório
. sugestões e recomendações, que passou a ser conhecido como “Relatório Delors”.

O relatório ganhou o status de agenda para políticas públicas na area da educação


várias partes do planeta. Defende a organização da educação com base em quatro
pios (os pilares do conhecimento), os quais interagem, são interdependentes e se
'

entam numa concepção de totalidade dialética do sujeito (Noleto, 2008: 27).


31
Ol quatro pilares do conhecimento. segundo o “Relatório Delors". forum caracte- Nene lenrldo, emlu precisa enllnnr para ! vida, e luo pressupõe preparar as
rizados da seguinte forma: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a viver — |
e os jovens com um conjunto de habilidades sociais e de instrumentos ne-
juntos e aprender a ser. oe para que possam desenvolver uma equilibrada autoestima, tomar decisões
Esses pilares do conhecimento têm
uma visão integral de educação, que se dirige veis, relacionar-se adequadamente
-

com os demais, resolver conflitos de forma


à totalidade do ser humano e não apenas a um de seus aspectos,
numa verdadeii e adequada, entre outros (Fernandez, 2005).
mudança de paradigmas. Trazem à luz a educação no sentido amplo e completo, pam Por Isso é tão importante nos dias atuais o aprendizado de habilidades
além dos limites da sala de aula (Noleto, 2008: 30). Vejamos, que favo-
no quadro abaixo, essa autoafirmação, melhorem a comunicação, promovam a cooperação,
visão do todo (cf. Costa, 2008: 23). :boa levem
convivência social, aptimorem as relações interpessoais e solucionem
.
camente os conllitos. Essas habilidades, aliás, vão ao encontro das habilidades
_
[cidades relacionais propugnadas pela educadora americana Drew (1990: 14-6),
'quem a educação para a paz deve trabalhar quatro conceitos fundamentais: a
-:u:oconhepmento . de si mesmo e dos outros; a habilidade de comunicação eficiente; a com-
-

.diagrªmaºe. º
,

Competências Auiodesenvolvimento Th. dªs dIfEÃCHǪS


.
ânííillllãurmsf
. .
ãsºluǪã
, pacifica
, dos conflitos.
.
Aprender
ª ser
pessoais _

'
(voltado
pªrª 5, mesmº) . Au'ºmnnªnçª taremos essas a 11 a es, am a que e passagem, , .
neste nos proxrmos
e
"'
-Autonomia
-s. Neste capítulo, para fins didáticos, trataremos do seguinte conjunto de
' em '
1

' ces, complementares


ao propósito da prevenção da violência e da solução
.
, 4
_
' ªí::i'gãgãiãteº ' dos conflitos: a) aprender
a ser, abordando a questão da autoafirmação, auto-
Aprender Competencies Alterdesenvolvimento
.

ª
'

? ncia, autocontrole e a tomada responsável de decisões; b) aprender a conviver,


"

conviver relacionais , (voltado para o outro) interpessoal e social


' As várias dimensões
' l
.
do a promoçao da cooperação;
, c) construir as habilidades
:

_ _
. .
para uma boa
g—
»

do cuidado
;

Desenvolvimento das
ncia social, abordando as questões do respeito ao outro.
»

Trabalhabilidade:
Competêncras circunstâncias
autogestão
!

Aprender a fazer ' cogesião


"

(voltado para a realidade


i

'
produtivas -,

económica., .
ambiental, ' heterogestào
_
der a ser
ª_ºç'ªl' Pºnhª“ º" cªnºlª” 7"
;
“aprender a ser”, na concepção do “Relatório Delors”, significa
que “a edu-
, ,
..
, . , . . .
:
“ >

Desenvolvimento ªi?:ªªgíeiãvªs. deve contribuir para o desenvolvimento total da


pessoa — espírito e corpo,
*

Aprender Competências intelectual


ª
' '
», ncia, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade social,
,

autodidatismo espiritualidade”
- -

conhecer : . ,
cognitivas (voltado para a gestão do .
conhecimento)
- didatismo 2004: 99).
' construtivismo
,
da segundo o relatório da Unesco, todo ser humano deve ser preparado,
palmente graças à educação que recebe na juventude, “para elaborar pensa-
Ao contemplar os pilares do “aprender a ser e a conviver” ao lado dos aprendi- -s autônomos e críticos e para formular os seus próprios juízos de valor, de
zados do “aprender a conhecer e a fazer”, o relatório busca , a poder decidir, por si mesmo, como agir nas diferentes circunstâncias da vida"
'

mostrar a importância de
uma educação também voltada para os princípios, valores e virtudes que devem ser
,l
rs, 2004: 99).
semeados em cada criança e jovem, Na relação consigo mesmo, como essência das competências pessoais,
temos o
A construção desses objetivos preconizados pela Unesco visa à mudança de ati- . senvolvimento
que gera o desenvolvimento de habilidades como o autoconhe-
tudes e comportamentos, entre outros, direcionados na busca de
uma educação para , 4. to, 0 autoconceito, a autoestima, a autonomia,
entre outras.
a paz e a superação pacífica dos conflitos. Ao se preparar para prevenir e enfrentar a violência
entre os alunos. a escola com-
O ponto de partida de Delors é a constatação de que a educação se constitui, & capacidade de estimular
íª

as relações de companheirismo e de relaçõel pollrlm


principalmente, em uma via privilegiada de construção da própria pessoa, das relações os estudantes, melhorando a autoestima e a autoconfiança de todº!. É “Milu
entre indivíduos, grupos e nações, embora não se possa desprezar sua importância no a violência, principalmente a violência psicológica, traz consequêliclll dariam
processo permanente de enriquecimento dos conhecimentos, do saber—fazer (Delors, meio educacional e atinge severamente as nossas crianças e ou naum llW'Mc
2004: 12; Noleto, 2008: 26). « do a autoestima, diminuindo-os como seres humanos. ""
ªl 1 -
%
Ao reduzir lateral que cultivam a violência
mantenham a opressão e o medo.
«:
a escola automaticamente possibilita
'

Flugain
Dem «mmc-
de bem-estar do aluno. o sentimento de inclusão, de pertencimento :* ',
€*
1) voltou-mim abªlam.»
.WWaWuuuummo-z
mulher e atividade?
2) Vee. preeiu mulouma coin pare nieltiom o relacionamento com oo eeu: cole-
Como observa John Braithwaite (apud
Holtham, 2009: 08), de perguntar
'
?
%.;ue
o que faz as pessoas praticarem crimes, nós deveríamos em vez
:) voo. mate tnportente para um bom convivio com ou seus cabeca?
das pessoas tem
comportamento adequado
perguntar por que a maioria
a maior parte do tempo? A resposta é
mm
4) Ouala ee virtude- wl voce acha mais imponente a pessoa poeeuir para se relacio—
simples, diz ele, a conexão
e' nar bem com oa Mill?
com a comunidade, que permite, 5) A partir deu-a mfexóee, voce sabe qual e a sua responsabilidade
.
denim da dma-
.
senso de pertencimento. entre outras coisas, o mlce e do funcionamentº
A observação de Braithwaite
"ºº'!"
nos mostra o quão importante é propiciar ,

Atividade 2: Minho bandeira mao-i (atividade adaptada de Revista do Professor,


nexão e o pertencimento dos a co-
nossos alunos à escola e à comunidade. Quanto mais Porto Alegre, 19 (74), aeriun. zoos: 39—44)
»

conectado estiver o aluno,


menos ele praticara' condutas antissociais. A prática da Objetivo:uma uto n
às::ãoblºrec. ldentilicando qualidades, habilidades e limites pessoais. Tra—
pedagogia restaurativa e as formas de solução
ganha” são excelentes,
de conflitos através da lógica “ganha-
como veremos, pois estimulam as relações de companheirismo
de
M a autoestima. A autoestima significa quem voce é pªra voce,
0 amor por el mesmo, Se voce se valoriza. se considera alguem de “valor”, você tera
ita autoestima; se fofoconirario, a sua autoestima será baixa. Quanto melhor a autoes—
*

e melhoram o bem-estar individual


e o ensino-aprendizagem, thie. mais voce terá sentimento de satisfação, de completude, de prazer interior. Durante
a capacidade de autoestima, de cooperação dos alunos uma vez que aumentam
processo de crescimento, somos alimentados em nossa autoestima quando somos
todo. e do ambiente escolar como -l
respeitados em nossas opiniões, nossos gostos, quando somos amados, valorlaadoe e
um
A incorporação da lógica “ganha-ganha” "encorajados a confiar em nós mesmos. Por Isso, é importante trabalhara autoestima das
l

(aquela na qual todos envolvidos hceees crianças ejovens. Quanto mais elevada a autoestima, mais paz interior e melhor
conflito acabam ganhando) os no
solução dos conflitos escolares contribui sobrema- relacionamento da com os demais.
para a umª
neira para desenvolver o autoconhecimento,
o pensamento crítico e a capacidade de
ouvtr, pors nesse tipo de solução é preciso atender às
exigências do eu (assertivi-
ªmu: linhas de trabalho. lápis preto, lápis de cor e borracha.
l'Durlçlo: 50 minutos, aproximadamente.
dade) e do 'Procedimentoa: o educador orienta os alunos a posicionaram a vontade, espalhados
outro (compreensão). Em cada conflito discutido solucionado se
ganha«ga.nha , ha e através do la sala de aula.
uma reflexao do mdivrduo sobre a
mesmo) e sobre a conduta do sua conduta (em relação a si Cada um recebe uma folha de sulite, e o educador explica que cada um devera
outro. construir a sua bandeira a partir das sele perguntas, identificadas adiante. Para que os
Iunoe compreendem tarefa. o educador pode fazer alusão ao fato de que uma bandei-
a
ra, geralmente, representa um pais, trazendo algo significativo de sua história. Na folha
aumte, que poderá ser dividida em cela pam, o aluno deverá fazer aquela que será a
Ativld do1:Autoconhecimentc
ana bandeira.
A partir de então, o educador solicitará aos alunos que respondem às perguntas
, Atençlc: o educador deverá explicar que esta atividade proferenciaimente por meio de um deeenho ou de um sin-iboic em cada uma das áreas
sera confidencial. As respostas
«

poderão ser guardadas num arquivo da


escola eu com o p rotessor
um melhor conhecimento do perfil de cada aluno. '
'
ti
com a " al'Idª d e de dª divisão. Os que nao desejarem deeenhar podem escrever uma trace ou algumas
'
palavra:, colocando-as em cada uma das áreas divididas da folha.
,

l
Então, o educador faz as seguintes perguntas aos alunos: Qual e sua melhor que—
?
ªfã-vigiª ' de mudar
ªçãº;:wnsidera em voce? Qual a pessoa que você mais admire? Em
muito bom? O que mais você valoriza na vida? Que
dlhculdades ou facilidades você encontra para trabalhar em grupo?
As perguntas podem ser feitas após cada uma das respostas. Terminada a tarefa,
o educador facultara aos alunos que quiserem. que compartilham as suas bandeiras,
,
examinando-ae e comnrando as respostas dadas (esse compartilhamento de respomas
deve ser opcional para evitªr eventuais constrangimentos).
., Na etapa seguinte, o professor incentivará aqueles que quiserem.
(portanto, também
'"
de forma opcional), que façam comentarios possuia e indivrdluaia sobre o que mais lhe
chamou atençao em suas bandeiras e o que cada um descobriu score si mesmo e sobre
o grupo. Na oportunidade, todos se manifestarao sobre a experienciade ter compartilha-
do com o grupo o seu fazer pessoal, os seus sonhos. as suas descobertas, o seu pensar
folha de papel , elee sobre al a sobre os outros.
escrevam dez caracteristicas próprias . Na outra
cancteríeticaa penoais que facilitam cinco . peçª
mlaãonamenio
ue escrevam
torpe-coal de cada um na escola. a que dificultam o in- Atividade 3: Exercicio de autoavailaçlo (adaptação da atividade disponivel em <httpzll
,, www.ritaaionso.com.br>. Acesso em abril de 2010)
U
Bªl
35
'

Amou este
eiuno. tambemmas «mmao. demanda e um miha comuniquem—rio render a viver juntos, aprender a viver
deve ser feito munir—rito Governor querendo num “um de com os outros
escola ou com o merecem. . Outro pilar da educação, previsto
no “Relatório Delors” para a Unesco, e o de
——-————____________
ºbjetivo: promover o autoconhecimento e cep-cidade de reconhecer
| .
valores em si e nos outros. queimou «
der a “conviver", através do qual a escola deve ensinar aluno
.-
o a se relacionar melhor
leu meio, de forma participativa, solidária e cooperativa. Essa perspectiva transdis—
Mandel: uma folha e ser distribuído e cada participante músicos hermonizentu.
Dureçlo: a critério de cada educador.
e _:
nar é um novo desafio para a escola do século XXI. Aprender a conviver significa
llitar-se para
Procedimento: texto de sensibilização e ser lido pelo educador: um maior e melhor exercício das relações humanas, tais como exercer
boa comunicação, ter maior participação social, realizar trabalhos
"Reconhecer os valores e o potencial das cooperativos,
partida para o estabelecimento de mníença pessoas
e nossa volta é o ponto de uir habilidades em negociação e gerenciamento dos conflitos. Significa também
nas relações interpessoais. Todos nós
gostamos de nos sentir queime-ados e é mais fácil ver nder a ter uma maior consciência e responsabilidade social, desenvolvendo
as qualidades nos outros empatia,
iação pela diversidade, respeito pelos
outros e espírito de solidariedade.
Esse pilar vai além do objeto
a ser conhecido e do resultado a ser alcançado,
Em seguida, o educador distribui jetando-se na ideia de um aprendizado compartilhado
cicio de autoavaiiaçio. as telhas e solicita que cada um preencha o exer- e construtivo, em cuja
pectiva há uma situação de reciprocidade, respeito mútuo
Exercicio de autosveiiaoào: marque pontos de 1 e cooperação entre
a 4, de acordo com a escola: o—professor e aluno-aluno.
*

1
Raramente 2 -Algumas vezes 3 — Frequentemente 4 — Sempre
—-

O aprendizado da convivência leva à cooperação e,


'
Comportamentos, reações. atitudes ações
e que normalmente apresento: numa concepção piagetiana,
Verde ações de cooperação “favorecem a consciência do respeito
() Ousadia mútuo e da igualdade,
cípios fundadores da moral autônoma
e que não dependem de castigo nem do
«

( ) inovação
Total: . , prescreve a autoridade” (Parrat-Dayan, 2008: 53).
verme“; ............................................................................................................................
() Peixão ' A importância da cooperação
() Emoção para a construção da autonomia
Totel:.....,... É clássica a formulação de Jean Piaget (1994)
desdobrando as etapas da formação
Amarelo da criança. Ele estudou a concepção
'

que as crianças possuem das regras com


,

( ) Energia
num jogo de bolas de gude, muito comum à época dos seus estudos. Conforme
'
( ) Radianoie
()) Esponlaneidade ( ) Explosão ( ) Calor conclusões, as crianças
( Criatividade ( ) Afetividade ( ) Positividade pequenas não percebem as regras sociais (anomia),
( ) Flexibilidade ( ) Sensibilidade (
)Animeçào o, por exemplo, devolver o brinquedo do amigo. A partir do
() Ludicidade ( ) Carinho ( Entusiasmo
) momento em que
'. ças crescem, depois dos 3 ou 4 anos, elas
Total: ,
'
e',"aos
começam a entrar no mundo das
Azul
, poucos, por volta dos 5 aos 6 anos, passam a reconhece-las e a cumpri-las
( ) Organização "respeito aos pais e à sociedade, que as impõem
para protege—las e para permitir
.
»"
() Minúoia '
unvívio com as demais pessoas;
( )
Boa memória por esse motivo, a coação e' o tipo de relação
() Realização da que foi planejado a dominante na infância (heteronomia),
()
De forma gradual, a partir dos 7 anos
Capacidade de sintase dade, essa relação de coação
Total:
,

passa a ser substituída pela relação de cooperação, e


...................... iança começa a construir a sua autonomia moral, quando
;—

Branco então, sobretudo por


“» dos 10 a 12 anos de idade, ela passará a respeitar
'

( ) Tranquilidade
e a compreender o sentido das
() Paz
, nascidas do consenso mútuo, em razão do respeito
ao outro ou ao mundo, e
.
() Imparcialidade ,
“identifica
8 %?âíãíº como próprias, assumindo os valores nela contidos como os seus próprios
I

() Mediação . res (autonomia).


Total: A progressão que vai da anemia (ausência de regras), passando pela
.......................... ' heteronomía
my . impostas), até chegarmos à
AVALIAÇÃO FINAL autonomia (criação cooperativa de normas) traduz-se
Minha oor positiva mais marcante (onde somei mais
A cor que precisa desenvolver mais (onde somei pontos):.. " um longo trajeto, que tem diversas variáveis como as condições pessoais, sociais
menos pontos) ambientais do indivíduo. Por isso, não se trata de
uma simples questão de idade
- nológica, pois
não é incomum encontrarmos adolescentes,
ou mesmo adultos sem
%
31
| eee-jade autonomie. ainda
nl fue heterônimo precisando de
controle ou de quem os leve & neceuárla
autonomia.
quem or vlgle e ou b) Desenvolver uma interdependência positiva
nos trabalhos em grupos. com-
Hoje, com as dificuldades de partilhando objetivos, recursos e tarefas, complementando os papeis, de forma
espaços informais de cooperação e de brincadeiras
entre as crianças; com os problemas enfrentados pela família; que o sucesso de um aluno somente será possível se houver o sucesso de todos.
da própria comunidade com as dificuldades c) Fortalecer a interação verbal
entre os alunos como uma das chaves da apren-
em ajudar a cuidar dos filhos dos diz em
mudanças do estilo de vida das outros; com as sensiveis possíííl coo rativa.
passarpaeos
crianças, cada vez mais atarefadas, É
escola passou a entre outros, a alunos conceitos positivos básicos,
que são fundamentais
,
ter um papel relevante nesse processo de construção da autonomia.
É escola ' o sucesso dos trabalhos
na que a pessoa vai melhorar a capacidade de relacionar-se em grupo, entre outros:
consigo mesmo; é o estar disponível
para o aprendizado de novas experiências;
na escola que a criança e o jovem vão aprimorar capacidade
a de relacionamento respeitar a diversidade e a apreciação da heterogeneidade do
com os seus pares e com o mundo, e e'
na escola que a criança e o adolescente vão .e aceitar grupo;
compreender melhor a importância do as divergências e respeitar as opiniões e experienCias dos demais;
.
respeito às regras sociais. É
aprender a ser e a conviver estão
entre as preocupações da Unesco.
por isso que o . aceitar as regras do grupo e comprometer-se com as suas metas e finalidades;
Assim sendo, a escola deve
incentivar as atividades .e participar do grupo contribuindo com a sua capacidade criativa e critica;
perativo, as atividades em equipe em círculo, o trabalho coo- aceitar eventuais críticas e sugestões e aprender a compartilhar ideias;
e patrocinar jogos cooperativos. É trabalhando dividir com os seus colegas os seus conhecimentos e as suas habilidades;
equipe e de forma cooperativa
que a criança e o adolescente passam a
em . saber
ter uma melhor ouvir os outros, sem interromper;
consciência do grupo social e perceberem
a o valor das regras.
.
.
Para Piaget, a regra é importante e mostrar humildade, generosidade e honestidade.
porque ela e' condição
social. Sem a existência de para a existência do grupo
regras de vida e de respeito a elas, é impossível conceber Portanto, enfatizamos a importância de se ensinar a cooperação e a'solidariedade
democracia em sala de aula a
e o exercício da cidadania. Por tal razão, é fundamental
'

sala de aula. Quando crianças e jovens participam de atividades solidarias ligadas


a estratégia que consiste em usar,
na classe, a pedagogia da cooperação, urrículo, eles são alertados e orientados para a necessidade de
na qual as
'

interações sociais estão uma maior partici-


presentes em pequenos grupos (Parrat-Dayan, 2008: 38).
!

: social e
Dentro da concepção piagetiana, constroem uma melhor relação de convivência. Ademais, a motivaçao
para o desenvolvimento de seres moralmente ntada para atividades ligadas à cooperação e a fraternidade despertara aluno
autônomos em ambiente escolar, é necessário no
que as relações humanas se fundamentem oria das habilidades relacionadas às mais diversas disciplinas.
em princípios de cooperação e reciprocidade. Um ambiente
cooperativo visando manter
a disciplina surtirá efeitos muito mais positivos do
que com regras repiessoras e coercitivas
profícuo para a solução pacífica de
conflitos e para as práticas
Conforme ensina LaTaille (2009: 12), citando restaurativas.
-: a parábola que tanque e um bomexempio de lºg. “mnhaganho' (ou
'

l Piaget, as relações de cooperação riu—vitóih'). na qual não há um unico “vencedor" ia


promovem a descentração e a conquista da autonomia intelectual moral. “Por ou um unico perdedor. pol: mas
e isso a grupo acabam ganhando.
importância do “trabalho grupo", durante o qual, não pressionados pela
em
do adulto, os alunos têm liberdade de presença
a expor o que pensam e de tentar
os seus colegas (ou serem convencidos convencer 1: Desenvolva. em grupos,
por eles). ou Gimenes: sobre o texto a seguir. “Dando senado
vida' (texto de autoria dssoonheoída). Escreva-o
&

Segundo Parrat-Dayan (2008: 53), i copia :: cada num quadro ou “flip


diart' ou de uma
a cooperação se caracteriza pelo respeito um. (Há no site Youtube um Milena Elim que tem o mesmo sentido. em
mútuo, o igualitarismo e a reciprocidade. A http:/Mww.youtube.oomMaieh?v=I-IzF71D7Gle>)
reciprocidade é a capacidade de indi—
víduo integrar a ideia do o bando
outro ao seu próprio ponto de vista. Assim,
cooperação, na concepção piagetiana, é necessário: para que exista Há me do & vida
anos, nas olimpiadas especiais de Seattle, nove participamos, todos com
a) Que os alunos tenham necessidades especiais mental ou ”da. alinharam-se para a largada da corrida dos
a compreensão do motivo pelo qual é 00 metros rasos.
aprender a cooperar. O trabalho importante
em duplas e depois em grupos Ao sinal, todos partiram. não exatamente em disparada,
mas com vontade de doro
de quatro pequenos,
ou cinco pessoas, refletirá a heterogeneidade da escola, melhor de #, terminar a corrida e ganhar. Mos, com exceção de um garoto,
«

que impe-
do a abordagem dos problemas permitin- ço umasfalto,ooiumiandoeoomeçouaohorar.
com base em pontos de vista diferentes e Os outros oito ouviram o chow. Diminulmm o passo olharem
complementares. e para trás
Então eles viraram e voltaram. 'lbdos eles.

3?
ZH
UmmnInaJammmnDomMmmmuummedrm:
”Mia. Atividade 4: Jornada oaga
mm valnnr'.
junM-Malnhadechegmmº'm" ! “"'ªºflººmmoabnmundmm
O ntldlo Info/ro levantou.
o os aplausos duraram Inu/toa ln
numha/uem
com: "abolir-r a confiança. eetlmular oooperaçlo entender a importam: de
. .
uma comum-ola clara. Serve para mostrar o quanto dependemos um dos outros e o
! “ ”“º“
.
sagas/l naquele dla cont/nuam repetindo quº
,

Morana quanto podem- contribuir para o crescimento de cada um. Serve também para 'quebrar
em
de atletas fossem deficientes mente/s Mas
:
tes da sensibilidade. Por que? Porque, lá fundo,
.
, com um; , nlo eram deIlíriª/;*:
o gelo”, antes de alguma outra atividade
no todos nós sabemos que o que «'
Duraçlo: a critério de cada educador.
e nesta Vida e mais do que ganhar sozinho. O
que importa nesta vida é ajudar os outros Procedimento: o educador prepara a sala com as cadeiras. mesas e objetos dispostos
a vencer: mesmo que isso Signilique dim/nu/ro
passo e mudar de sumo. de toma a tomarem-se obstáculos a locomoção. Os participantes são divididos em du-
Fase 2: Desenvolve com os alunos ,
em um oi rculo, as se urntes
'
plas para as quais deve ser entregue uma venda. Um dos componentes da dupla e van-
;; gor que o titulo do texto e “Dando sentido à vida"? ª ““mal '
'
dado e ao outro cabe a tarefa de guia—lo pela sala, através dos obstáculos. orientando-o
que significava “terminar a corrida e ganhar
para uele '
competidtqzres?
a s ] ovens?
para que este não caia. Após o percurso ter sido feito. invertem-se os papeis.
ª; gor que as pessoas aplaudiram :: gesto dos 5»

e as pessoas tem sensibilidade para ajudar o próximo podem Discussão


por que então o ser humano nem sempre enfrenta e rat '
ser coo Énfliltloªsã 1) Como é
;
ser guiado? Que sentimentos experimentaram?
resolve bem
5) O
que se quis dizer com “talvez os atletas fosseme deficientes os seus 2) Como a guiar?
'

mentais Mas ' com l' “'


É fácil confiar no outro? Por que?


certeza, não eram dehcientes da sensibilidade"? .
3)
6) Voc: concorda com atirmaçao 4) Que relaçao pode-ee estabelecer entre essa atividade e a convivência social?
a de que “o que importa nesta vida e mais
.

gan er sozinho. O que importa nesta vida é ajudar do que ', 5) O que falta em voos para que as pessoas confiem mais no seu auxilio?
para rsso signiiique diminuir o passo mudar os outros a vencer, mesmo que
7) Qual a melhor e de curso”? " 6) Qual a maior ajuda que voce pode prestar neste momento de sua vida para pes- as
aprendizado que você tirou do texto? soas a para o grupo?

Atividade 2: Dlnlmlca “A rede" Atividade 5: Ilha deserta


Objetivo: visualizaçao das relaçoes ':
Objetivo: essa atividade é simples, uma especie de brainstorm que ajuda e desenvolver
escolares e sociais, compreendendo escola :
munidade como um agrupamento de a e a eo- "o espirito de solidariedade. a participação e a criatividade dos participantes. Pode ser
pessoas inte ragindo
'
na busm de eh,' eu»:
'
que o comportamento de um afeta ou pode afetar
os demais membros. ºs comuns, e usada como "quebra-gelo“.
Duração: a critério de cada educador ,
Duração: a critério de cada educador,
_—

':Duenvolvlmento: o educador sugere a todos que formem um grande circulo. Em se-


',guida. pede que um grupo de pessoas lique no meio do circulo. O educador então diz
aos que estão no meio que eles “acabaram de chegar a uma ilha deserta". Eles não
'

cabem quanto tempo ficarão na ilha, pois nao há qualquer meio de transporte ou da
cessivamente até que se forme uma "teia" . «
comunicação. 0 que fazer?
' que prºpluªrá uma v'suªl'zªçªº das
.
.
,.
escolares e comunitárias. 'ª'ªçºªª Em seguida, o educador deixa a discussão tomar conta de todos. aproveitando a
Dlsoueelo gl
ideia que cada um apresentar Todas as ideias são válidas, e o educador somente neto-
,

1)Reflexão sobre Impedância de me a palavra quando o grupo chegar, consensualmente, a uma conclusão.
e sobre : cada um no contexto familiar,
a necessidade de clareza do bom dôsempenho
“ escolar e cad-:uurl'irtiánº
co '
'

"7
2) Reflexão sobre os relacionamentose dos papéis de
que funcionam como numa engrenagem. duo
mover uma cultura de respeito
ca e membro e parte Integrante do processo. innuenciando em
sendo influenciado.
e
Atividade 3: Jogo da solidariedade (Diskin, Para o aprendizado da “convivência”, preconizado pelo “Relatório Delors", além
2008)
Duração: a critério de cada educador. desenvolver o espírito de solidariedade e cooperação, a escola deverá incutir nos
Procedimento. antes de iniciar a atividade
par) formando um circulo. Debaixo do
o educador coloca
,
as cadeiras
papeldesªllerczx
em ' unos o respeito pela diversidade humana, em todos os sentidos.
assento de algumas, coloca um Vivemos numa sociedade multicultural e pluriétnica. No Brasil, em particular,
de alguma atividade que deve
, ser assumida pelo ocupante da cadeira:
'
cuidar de '
diversidade é muito rica e é muito bom que seja assim. Entretanto, nosso sis-
alimentar
_

cnanw, um doente, ajudar um idoso atravessar


. pedlsnd: ç—e

a a rua, consolar uma


a social ainda gerador de muitas desigualdades, e o nosso sistema educacional
&'

encenar as tarefas descritas.


.Para encerrar, o monitor propõe uma discussão:
,,

[ ba
sendo reprodutor de estereótipos e disseminador de preconceitos que levam
discriminação.
como se sentiram? Em ocasiões
Devemos trabalhar com os alunos o respeito pelas diferenças e a necessidade de
udusão de todos num convívio harmônico. O educador deve refletir com os alunos
e os preconceitos podem surgir de várias maneiras e ter como foco questões de
'
raça", aparência, gênero, opção sexual, renda, classe social, proHssão, local de moradia,

lii
oduccçlo. nligllo. idade. nlcionclldnde. nlrunlldnde. deãoiónoin
filiou ou mentais. ivlduulllmo ganha um espaço cada vez mior. Est-mol vlvcndo numa sociedade
enm: lnúmem outros. Um materill muito útil para niiexlo sobre formas mais
.

de
comuns preconceito em nossa sociedade pode ser encontrado . ru
livro 12
- viduallm. que desenvolve o egocentrismo. o egoísmo e que, consequentemente.
precºnceito . (] Pinsky, 201 1).
no fm: do ento :; autojustiiiação e a rejeição ao próximo”.
O desafio é construir uma pedagogia multicultural
que respeite as diferenças e
não reproduza estereótipos, exclusões e padrões sociais
incompatíveis com o respeito "«Obhllvoo.
à diversidade. A escola deve incluir
,

' ito pela diversidade.'

mªrªwªm
em sua pauta uma educação criativa e inclusiva, ;; do rªiana-moema
"| m
que estimule constantemente o contato, o diálogo e a interação existentes e compreender que eles
com as diferenças. podem iovnr ! julgamentos injusto! sobre pessoa ou grupos;
Nenhuma pessoa na face da Terra é igual
a outra. Entretanto, quando certos compreender o que o discriminação ogum são as formas de combale—| a,.
grupos ou pessoas estabelecem padrões de beleza, de sdereepelroaop
gªleªda 32909 x ;

fala, acabam comportamento, de cultura, de ren


por desvalorizar aquelas pessoas que estão fora desses padrões. Caberá ao estereótipos. os preconceitos e as discriminações afãtpm as
.

educador mostrar que as diferenças, nossas vidas, slo potencialmente perigosos e podem contribuir para o con gª
r

em vez de serem tratadas com desrespeito e usadas O educador pode também promover o Incentivar na ”mls atrvrdodel extra sse
como justificativa para a discriminação, devem ser compreendidas fenômeno ”acolhem & compreensão pela diversidade, raro como vieiras & feiras, ”WWW::
inerente ao ser humano. A humanidade fica mais bela valorosa como um atividades de cultura popular, em exposições de artesanatos. em diversas formas
e com as diferenças, no. entro outras.
O educador deve se comprometer
com uma educação que desmistifique ideias
como a hegemonia masculina, a supremacia branca e a inferioridade social,
ção que substitua a discriminação pela conscientização. É preciso
que
uma educa-
a escola incorpore
[dado 1: Vocabulirio do
Wipe,
-: o critério de cada educador.
do preconceito 0 do dlocrlmlnoçlo:

e divulgue, de uma vez por todas, a constatação científica de dor vai incentivar os alunos a fazer uma pmulsa (osd a a | uno "em Nº
1 :dºolzlelifmpios)
que com relação às pessoas
não existem raças distintas. Quando sobre expressões, ditados. piadas orc. utilizadas pelos páscoª:
trata de gente, a raça é uma só: a raça humana. , cotidiano, que podem estar carregadas de catoroótipos. de preconceito. “Mwm"
É lógico
que o trabalho do educador e' limitado, e para ser mais eficiente depende .» o ou até mesmo de racismo. tais como: “os homens são mals'fones e não volº'zro a.
também de outras políticas públicas sociais. Porem, trabalhar ': meninas são mais organizadas”, “os meninas são beyonce/ros , mulher no a
e a conscientização e o respei—
pelas diferenças
to já é um grande avanço, e o trabalho deve
ser constante e continuo. Não ' - constante", "Isto é coisa do "com”, “coisa do pobre e outras.
«verá pedir aos alunos para pesqursarem
.
deve trabalhar No
menu ooesllo, o educador sobre a s
se e discutir, por exemplo, o tema relativo à igualdade da mulher lavras “suposição”, “estoreótipo', 'preoonoomo" e “discriminsçàorà.
somente
no Dia da Mulher ou ao “negro” somente no Dia da Consciência Negra. A discussão deve timão' ªir-5132133336“

uíntc ou em outro dia. o educador dove convem-ar m m “,dª


acontecer ao longo do ano, de modo sistemático e integrado “suposição”, “cshmónpo'. “preconceito discrimina-
,

A escola é um local marcado pelas diferenças de


com todas as disciplinas.
udom doam-las.
ue ]aos
:
pessoas, cada uma com a sua histó- 'º “Exªltªdo.a eles explilcora
: seus: alunos quo quando temos suposições
ria, sua aparência, sua visão de mundo
e suas formas de agir e pensar. Os alunos deverão ,de pensou. sem considerar as diferenças individuais. ossos suposições o ou
ªi:" apºiºu;
trabalhar com constância para “do: como emm'ótipos. Quando essas suposições e estereótipos Iniuenoiom as
que se libertem de' possíveis atitudes discriminatórias em nas
no:,“
relação às diferenças apontadas, devendo Wald“. sem conhecimento dos fatos. podemos fazer um ]ulgamonto negoqu dll
responder à diversidade étnica, etária, linguis-
bro alguém ou sobre um grupo. Isso é o preconceito. que é baseado em e rc p ºs .
tica, econômica, cultural e de gênero de
maneira positiva e socialmente responsável. preconceito é o primeiro passo para a discriminação.
A escola também precisa ensinar
a compreensão mútua. Para Morin (2000), de cinco alunos, o educador pec i ra para que “dº ªlunº
livro intitulado Os retrº saberes nererra'rías educação do
à fittura, existem sete saberes
no Tªrtªgliª.
:
“pªrceiros
rmar ru
e dim: com o grupo se elas são ou não “(agªrradª
fundamentais que deveriam ser observados preconceituosos ou discriminatórias. devendo o representante anotar no coco as.
em toda a sociedade. Entre eles está o “Drªgão.
A“
' deverão ser anotadas om certezas.
ensino sobre a compreensão humana. Segundo : o educador poderá formar um grupo único. em formato do _ Uld e pedir para:
A

o autor, “nunca se ensina sobre como '


compreender uns aos outros, representante de cada grupo falar sobre as expressões trazidas o escolii ao pc o: lá'i'lo
como compreender nossos vizinhos, nossos parentes,
nossos pais”. Precisamos aprender quais são as raízes da incompreensão, descobrin- O educador deverá mostrar que tais palavras ou ditados podem renotrr umlvoca u
rico em expressões portadoras do idem estereotipados, preconceituosos. fans? o peme ml-
do as causas do machismo, do racismo, da xenofobia,
para que possamos ensinar a closes. Decidirá, junto com os alunos, que tais expressoes deverão ser o: n ªrroz;-ªe
compreensão recíproca. do vocabuiârlo de todos. E mais: que, de agoraem diante, todos dever o in rg
Segundo Morin (2000), “é preciso compreender com expressões estereotipados. machistas e racistas duas por outros.
a compaixão, que significa Em seguida. o educador pedirá aos alunos para nscarom com um “X' com gouveia rando
sofrer junto. É isso
que permite a verdadeira comunicação humana. A grande ini- todos os cartazes que produziram, mostrando que tais expressões são moomp
(

miga da compreensão é a falta de com jovens que pretendem ter uma convivencla escolar e socral pacifica.
preocupação em ensina-la”. Ainda segundo ele, “o

%
nun—r
mm.
"
Mui—Mum rmma- , lizniN'ªª'XiUi

lniolerlnde o

reúne
mmm. ou nlo admitir
.
mame que nlo
Mahum
noelter
em quem.. nodule. ouimnie. polme-l opinion divenu
ou religious. A oleole. dll euu.
por local
ligado-menu
de toda. origens, e o ambiente Ideal ser um que
idlvereldlde.
A presente atividade leva
» para se trabalhar conceito.

combater a discriminação os jovens e rehetir sobre lbnnas meios


e a intolerância. e de entender e
Divide & sala em
grupos de cinco alunos e peça eles
fanatismo religioso Inquisição a para identificarem formªs de
, Talibã etc. —
- , casos de Intolerância

ganzª-20d— dem

aossooieãa'ºdzcÍIZr-
e grupos de peesoasoue, em regra, —
são discriminadas na
e necessidades especraie. minorias étnicas,
homossexuais, grupos de baixa
AS PRÁTICAS RESTAURATIVAS
NO CONTEXTO ESCOLAR

Fue 3: Com as explicações com as div! sões


dos por cada grupo, pedir
,
e com os nomes selecionad '
para que, em cinco minutos. descrevam re:-3322515:
no

.
ualmente cada ser humano e cultive uma boa convivência escolar, permitindo o
-
Depois, forme um grupo
geral, em círculo,
ento de inclusão, de pertencimento e de conexão de cada um e que, sobretudo,
-'

os alunos sobre as questões seguintes: e promove uma discussão livre com todos -

1) Como é
que ele: se sentem perante estereótipos w ' os alunos para a solução positiva dos conflitos.
2) os encontrados?
podem ser considerados bone?
Como ja' abordamos, a violência e a indisciplina são realidades presentes na maio-
'
escolas, levando a situações de desequilíbrio e desarmonia
3)
Éííieflªãã'ããªã: Simi-ªªª“ ºª'ª ªmººº “"“"“? no funcionamento
_

$) São situações de discriminação, exclusão e humilhação


pos colocados? De programas de televisão, . que afetam os relacio—
rua, de mmee ou de livros? da ..-. tos das crianças e dos jovens e
5)
ãªu;;i;:;chsm de alguem causar uma injustiça e outra causam desajustes no convicio escolar e social.
pessoa por causa de um .O contexto escolar é complexo, e a escola, em regra, não dispõe de meios adequa—
8) gritª:?aconteclmentoe
históricos foram influetieiedos u de respostas eficientes para gerenciar e resolver os conHitos que nela ocorrem.
7) Comoaspeeeoeea rend m
ãxâfzwógsnâmºfªemª:Ãfeâfªºfsfemºpãããi'ZEã'ããfêãã
' '
por estereótipos e precon-
'
isso, além de atividades preventivas que estimulem a reflexão, os educadores
desenvolver meios e estratégias que lhes permitam trabalhar
ª) ªºº'ª"ºª' com o conflito
,

9)
, Moura!
e coletivamente, para diminuir os preconceitos
"

rma construtiva, cujos resultados produzam efeitos mais duradouros.


e os estereótipos? Para instrumentalizar o educador com conceitos e atividades facilitadoras
na
- ução harmoniosa dos conflitos escolares,
vem ganhando notoriedade a utili-
das abordagens restaurativas, que abrangem diálogos, negociações e reuniões
w rir-ativas (mediações e circulos restaurativos). São práticas pelas quais, através da
uunioação não violenta, os atores escolares refletem e discutem sobre o que mo-
o conflito e quais foram as consequências na vida deles. Vamos nominar essas

,
u
rdagens genericamente de práticas restaurativas.
Pelos recursos tradicionais,
um aluno que pratica uma infração punido, mas essa
'
, &

,, 'ção não provoca, em geral, uma reflexão sobre as causas


'

que estão na origem do


45
conflito. Através da prltlcu remuntlvu, ao contrárlo. ao solidariedade. Slo mudança de modelos de cultura. de paradigmas e de prática
porte; Ilo ouvidas e podem
'

atacar as causas do conflito. restabelecendo o diálogo e prevenindo comportamentos ipermltem uma melhoria nos relacionamentos, contribuindo para a construção
semelhantes no Futuro. O diálogo visando resolver problema
o passa a ser uma ação tura de paz nas escolas.
educativa, pois todos os envolvidos, sem julgamentos prévios
ou definições, passam
a se responsabilizar e a criar uma solução para o caso,
Essa filosofia de trabalho é baseada práticas restaurativas e as regras escolares
na “Justiça Restaurativa”, cujas práticas são
usadas no mundo todo como meios alternativos
para a resolução de confiitos de forma A introdução da pedagogia restaurativa nas escolas não quer dizer que se vá abrir
extrajudicial, com a participação dos envolvidos e de membros da comunidade. O das normas e regras disciplinares existentes. As práticas restaurativas muitas
modelo de “Justiça Restaurativa”, que e' incentivado pela Organização das Nações s não excluem a necessidade do estabelecimento de outros limites e controles.
Unidas (ONU), foi baseado e inspirado originalmente prática dos indígenas maoris,
na regras tradicionais da escola poderão ser mantidas em conjunto com as práticas
da Nova Zelândia, e de outros povos da Ásia e da América. Esses ; urativas. Estas, por sua vez, naturalmente
'
levarão os alunos ao melhor conhecr-
povos têm por hábito, '

para a solução dos conflitos interpessoais, fazer reuniões para um amplo debate entre to e a compreensão dos princípios e das razões que levam às regras ou normas
os envolvidos, destacando-se, principalmente, a discussão entre o agressor e a vitima, -lares de forma geral.
ideia da pedagogia restaurativa é que os próprios alunos e profes-
'

através da qual se busca uma restauração da relação Entretanto, a


entre ambos. Essas discussões '
muitas vezes contam com a presença e a ajuda de familiares, de amigos, de líderes construam coletivamente as regras escolares e montem um “regimento interno ,
comunitários e religiosos. qual serão ressaltados os comportamentos inadequados. Quando oalulno ajuda
Nas escolas, o modelo começou a ser implementado borar as regras às quais vai se submeter, ele passa a entender os pnncrpios e as
em 1994, em Queensland, passando a respeita-las mais, ao contrario do .que acontece
Australia, por Margaret Thorsborne (Thorsborne e Blood, 2005). A . que a justificam,
partir de então,
,

ª'u as regras impostas. Busca-se partir da disciplina para a autodiscrplina. Plortanto,


a prática dos círculos restaurativos vem ganhando cada vez mais espaço nas escolas
de todo o mundo, com a abordagem de ;
« é que as normas e regras escolares nasçam sob as diretrizes e os prmcrpios das
uma gama de conflitos escolares, desde os '
mais simples até os mais sérios. A finalidade da fdosofia restaurativa cas rcstaurativas.
nas escolas é a Dessa forma, numa infração ao regulamento da escola, devem-se seguir as regras
mesma da “Justiça Restauratíva”, ou seja, restaurar a relação afetada pelo conflito, se
possível com a reparação do dano causado a vítima. Em própria escola, até que, aos poucos, as práticas restaurativas passem a ser uma
vez de culpar e punir, o foco fia a ser seguida. Tal situação não impede que o aluno já va resolvendo os seus
—-
é restaurar as relações entre as pessoas envolvidas
no conflito, criando uma cultura de blemas e conflitos de forma colaborativa. Por isso, o aluno que se envolveu num
diálogo, respeito mútuo e paz. A prática permite respeito
o e a conexão com os demais
membros da escola e da comunidade, favorecendo o ambiente escolar. ito escolar, seja autor ou vítima, deve ser incentivado a solicitar a realização de
As práticas restaurativas nas escolas refietem
, reunião restaurativa
para chegar a um acordo com a outra parte)A propria escola.
uma filosofia que abrange um con- & oferecer-lhe a realização dessa reunião, em substituição a alguma penalidade a
junto de comportamentos, procedimentos e práticas proativas que buscam desenvolver
aplicada pelo regulamento da escola. Isso porque ao aplicar o regulamento escolar,
as boas relações no espaço escolar. Essa filosofia demanda uma forte integração escola- ,
. os castigar pelas ações passadas, através de meios coercitivos e punitivos que em
família—comunidade e
tem por objetivo a construção de relacionamentos eficientes nas . resolvem e apenas transferem o problema para a
coordenação ou diretoriada
escolas. Servem, ademais, para restaurar as relações rompidas (re)conectar
e pessoas. « la. Substituir gradativamente
esses regulamentos, que somente geramculpabili-
As práticas restaurativas dão
um destaque especial ao desenvolvimento de valores
essenciais às crianças e aos jovens, tais como o respeito, a empatia, a responsabilidade 'o e rorulação, ou ter recursos alternativos a eles, permitirá que o próprio infrator
ha uma postura proativa diante do ocorrido e da outra parte, pois nas reumoes
social e a autodisciplina, como veremos ao longo do livro.
taurativas os envolvidos são convidados a falar sobre as suas ações e sobre as con—
;

As práticas restaurativas são extremamente vantajosas, pois possibilitam mudanças "

delas advindas.
diretas no campo das inter-relações. Elas levam .. uências
aos envolvidos uma abordagem inclu- Os educadores, ainda que se sintam despreparados no começo, deverão aos pou-
'

siva e colaborativa, que resgata o diálogo, a conexão


_

com o próximo, a comunicação Ms conviver e aplicar as práticas e as reuniões restaurativas, em razão das vantagens
entre os atores escolares, familiares, comunidades e redes de apoio. Elas nos levam Assxm, cada vez mais,
ue elas possuem se confrontadas com os meios tradicionais.
«.vv

a lidar com os conflitos de forma diferenciada: desafiando os tradicionais padrões os criando uma cultura para as práticas restaurativas, pois elas inequivocamente
punitivos, passamos a encarar os confiitos como oportunidades de mudança e de muito contribuem para a melhoria do ambiente de convivência na comunidade
aprendizagem, ressaltando os valores da inclusão, do pertencimento, da escolar e para a vida de todos os atores escolares.
escuta ativa
ªis 41
É previsível
que ou envolvido: no processo «colar relutam &: lubltltulçbel dn Ammenro mall comprometido e nada nl eleoll funciona para eles. nem a: formas
punições tradicionais para as práticas restauratlm
nos conliltor que envolvam alunos e ltlvu e nem restaurativu? Para esses casos, aldeia e que se busque o máximo
alunos, alunos e professores e outros. Como
anota Ednir (2007), “temos uma cultura ,
“ restauradvas, que funcionam bem até nos casos mais difíceis;
câclêncla das práticas
punitiva na nossa sociedade que está presente também Sistema Educacional, ainda to, falhando estas ou não sendo suficientes, restará oferecer apoio e cuidados
no
-

que muito se fale da importância de se substituir gradativamente a heterodisciplinn .


lfioos para aquele aluno, junto à rede de garantia de direitos e proteção social
pela autodisciplina”.
É compreensível
-
: social, setor de saúde, Conselho Tutelar) ou mesmo acionar os meios policiais
que os organizadores da escola tenham dificuldades para cons» da justiça. Algumas vezes as formas punitivas também terão que ser aplicadas.
truir as condições necessárias aos funcionamentos das reuniões restaurativas (espaços.
horários, facilitadores, murais...), pois tudo dependerá da adoção de As práticas restaurativas...
uma nova filosofia.
Entretanto, é preciso que todos os envolvidos - ajudam os jovens no (re)deseobn'mento de sua autoestima e o valor que eles tem
na escola compreendam a ineficácia para si mesmos, para as suas famllias e para o mundo ao redor;
do sistema punitivo e vislumbrem nas práticas restaurativas
um novo caminho de - são excelentes para que os jovens assumam a responsabilidade individual por
convivência democrática e de (re)construção de relacionamentos.
seus comportamentos e por suas vidas;
Conforme anota Ednir (2007: 74), o conjunto alinhado do
contexto, prática - desenvolvem na criança e no jovem o pensamento critico, as habilidades para
e lógica restaurativos possibilita: “a) transcender as dinâmicas da culpa, da vingança e solucionar problemas. a assertividade e & empatia pelos outros;
do desempoderamento; b) conectar pessoas, transcendendo - melhoram as relações do ambiente escolar e as relações entre aluno e profes-
seus papéis como vítima,
testemunha ou afetam-, c) executar ações construtivas sor. aluno e sua familia;
em benefício mútuo, para res« melhoram o ambiente em sala de aula pela diminuição das tensbes;
taurar o que foi quebrado ou ferido pelo conflito e prevenir a violência”. -

O quadro a seguir, adaptado de Ednir (2007: 69), faz - desenvolvem um ambiente cooperativo e o senso de comunidade na escola;
um comparativo das cul- - resolvem problemas que interferem no clima da escola e nos processos de edu-
turas punitivas e restaurativas: cação. ao mnrrário dos métodos punitivos que pouco fazem para reduzir a rom—
cidenoia ou os comportamentos negativos nas escolas;
A
- permitem mais tempo ao professor para cuidar dos afazeres para os quais foi
Foco de apuração
'
formado.
Identrficarquem errou Identificar necessidades não
; ;
,
'

atendida
'
,
;*
í.-

oco
deresposga “Reeducadelsclpllnar àforça Outro aspecto importante é que cada escola introduza as práticas restaurativas de
.

.
j
Restaurar hannonie d '

vílíesurabele—oero—equillbrio alinhada com os costumes, as práticas, os valores e as crenças daquela respectiva


?

Aspectoeecolarr _.Nlanterorcontrole ,

,
idade. As mudanças devem ocorrer sem traumas e restaurativamente, como
A comunidade escolar, preocupada, poderá fazer as seguintes de Hopkins (2006: 43):
questões: mas
não haverá mais punição? O aluno pratica uma falta
grave e o que há é a enas uma [...] transformar
uma escola, ou qualquer instituição, em um lugar onde a
conversa? O que fazemos com as regras escolares? Como acreditar “Justiça Restaurativa” informa o modo como as pessoas interagem diariamente
em algo que nunca
vi funcionando? Este é mais
um daqueles projetos que começa e termina sem que umas com as outras, é algo que precisa ser feito restaurativamente. Todos que
saibamos direito o serão afetados pela mudança devem ser envolvidos e sentir que seus pontos de
que é? (Ednir, 2007: 42). Também surgirá o argumento da falta
de tempo na escola para trabalhar assuntos fora do currículo normal. vista são respeitados e levados em conta.
Entretanto, aos
poucos, os professores verificarão que é bem possível conciliar as práticas restaurativas O correto, segundo Hopkins (2006), é que professores, funcionários, alunos e
como uma nova filosofia na disciplina escolar. Com o tempo, os envolvidos na reali- retornem ou criem a Visão e a Missão da escola, a luz dos valores restaurativos,
:

dade escolar notarão uma sensível melhoria


nas relações e o impacto que isso tem na tribuindo para a formação de um terreno comum, no qual poderá brotar uma
dinâmica de ensino-aprendizagem. Por isso, é preciso acreditar '

. mais dialógica e menos punitiva. Segundo Ednir (2007), “definir coletivamente


e ter paciência para
verificar o potencial das mudanças. Ademais, envolvidos :» o da escola é convidar professores, funcionários, alunos e familiares
os no processo de construção a responder à
,

das práticas restaurativas têm de


estar cientes de que o processo não é rápido e de que ,
.
nte questão: “o que desejam que a escola seja no futuro?". E a missão “são seus
deve ser construído gradualmente. .

vos, metas e valores, acordados por seus agentes e expressos de forma sintética,
Outra pergunta que poderá surgir e' a seguinte: tudo bem, as práticas funcionam que possam ser comunicados direta e rapidamente a todos os interessados.”
para a maioria dos alunos, mas e o que fazer com aqueles alunos que já têm ir, 2007: 49).
'

o com-

ªº 411
,
v--.... ......"— wcu pm : :molçlol A &Eimnum
.
polo sto ?) A pol-m
trinca ser ocorrido no pu mmm
um dlmsnllo social voltsds pm o Muro.
ele ocorre

e das dmculdsdes de compreen :) Compromluo com Incluolo e restem-cio


jementos, calendários .
Portanto, sugerimos
metas e indicado re & de mudanças.
que a asco
| |
dos nlaclonlmentos. estabelecendo conexos-.
1)
Modelo excludente. 9) Modelo culturalmente flexivel (respeito
"

2)
às
"
A penalidade tem foco principal no
3) ofensor para Intlmider e pun relações e ntre os envolvidos, para restaurar.
Possui penallzeçoes que levam ã " . ,

11) Leve ao pedido de desculpas, reparação dos


4)
utlgmatizeção e à discrlmlnaçào. !
danos, restituição, reparação dos traumas
l

morais e emocionais — restauração, reintegração


5)
e inclusão; e pessoa, em vez de estigmetizada,
i

i
torna—se protagonista.
, ,
5)
Paz escolar com tensão; ;
12) Paz escolar com harmonia; autodiscipline.
7) necessidade de disciplinar os :

'mmportame t '

3)
,, time tem uma posição
secundànrl; ,

no processo; fica sem participação. '


atenção e reparação.
lem assistência e sem proteção.
9) 7" 14)
não se esqueça de contar tem A vitimatern alguém paranouui—Ia—pecientemente
:

o po todo, com volunÉnos


' , ,
me a vitima tem uma posição
10) tenha paciencia e pessoas da comunidade: muito secundária no processo,
1

(o mediador ou facilitador); pode dar


, pesquisas com
mais Intervenções punitlves, provemquepenedosprofessoresedo anormalmente não e sequer ouvida
,

'

“ constituindo tal fato um grande obstáculo :::-533;ng , infomações detalhadas sobre o caso; tem e
sobre os fatos, oportunidade de colher respostas sobre os
,

fatos; tem a oportunidade de contar ao ofensor


l

i
, como o caso & afetou; tem a oportunidade
i de pedir a reparação pelo mal causado; tem
a oportunidade de receber um pedido de
desculpas.
ºrgasm e áá'eías mnààíáaííeíãi 15) O infrator é visto como alguém que errou e pode
,
,

a falta.
i
' '
i
1) A infração é deinida , : se redimir, responsabilizado-se pelos danos e
pela violação ao
,

'
regulamento
) A infração
é delinida pelo dano outro :
consequências do ato: a visão é holletica.
i
escolar, ao e ao
releclonernento (o dado relacionamento).
(':—Os
errose as falhas geram culpa no
)

16) Os erros
e as falhas gerem obrigações para o
1

i
2) Os danos de infração i
»
é ao
são definidos ! 2 Os danos de infração ºfensor e esta é indelével. ofensor(porexemplo.de pedlrdesculpas)eaculpa '
,
em abstrato. são deinidos '
e redimida pel
Í
i
.
.,, , ,, . '!
concretamen! e. dimentoe pela reparaçao.
li 1?)
3) Aesccla é a vitima de infração. I O ofensor responde pelos !

, . 3) Os atores escoleres os rel ." > seus 0 ofensor respcn e pelos seus atos assumindo :

atos aceitando a advertência ou e


",
'

e acronam entos S㺠a responsabilidade por oiee e pela resolução do


]

:
:

as
.
vitimas d 'nfraçáo. punição; não tem responsabilidade É

problema.

W:_ ..... sobre a resolução.


.

4) Em regra
,..
,

, ,
- .
, a vitima
.

I._.__e..___, e. [seusso sobre-a punição, , :


.
,R::Qºl.9ª's
. e o ofensor são as artes
Cannito), »
:

O professor, num sistema


.“,»

na discussão sobre o
_

. ..., 18) O professor pode também


ser um protagonista.
,

5) As dimensões 1

interpessoais sã o 5) caracterizado pela verticalidade des ,


pois como membro de escola ou de comunidade
'

:: 2335685 interpessoais são centrais


: . : >

.
““”-893332de relevantes conflito.
i
. ,“
:
mlaçpes. ao ter problema de connltos poderá participar do processo restaurativo que
º
,-

«É

6) O ofensor raramente :.6) .


.
com os seus alunos, leva-os á envolve os seus próprios alunos.
tem participação
' ” “H ' :':
,: diretoria
no processo e é desestimulado 0 ,o tensor partiu pa do processo,.int-eredecern e. em regra, não participa do »

ou vltims tem oportunidade a desfecho do caso.


proibido de dialogar e
-

com vítima.
:
a de desculpar-se
e senSIbillzar-se com o trauma e
6: ira—loresrda reciprocidade e da cooporsclo
, '
Prevalência do individualismo e de
:

da vitima: o processo 19)


larnbem estimula o competição, num resultado ganha-
arrependimento e o perdão. são estimulados, possibilitando o rssultsdo de
,
perde. ganhe-ganhe.

Sl
Atividode 1:
Muscle com oo eluneo cobre um: vide mil m*omol:m*memmm.mummdoilw.quo
Dunolo: outono de sede eduoedor.
| mom-almuurmmn-MMn-mmm
1
edemumeboeperbdosuoodeierenlummbhubronouum.
Fere e
mim url 8: O seu trlbelho
plf'l reishr absorver o conflito depois
mnoiundo-s.
como
onde fill ego durem o indoor-te. gerindo uma miedo no conflito.
-
.
wwe . nos Moe pero limularem o que ocorreu depois, dando—lhes
Em "guide peço uns
"
1

rm minutos peru Interação. Pere as atividades e peço aos observadores para relata-
:
,
rem o que aconteceu nas simulações. tanto na linguagem falada, como na linguagem
'
“,oorponl, mantendo as escaladas dos ooniiitos.
Alguns passos que deverão ser comumente idenu'liados, como por exemplo:
'
1) Um wlpou o outro;
2) O responsável não pediu desculpas
e se retirou;
'
Dez maneiras per: viver
se
(adaptado de “Dez maneiras
em harmonia 3) O responsável pediu deswlpae e não foi deseulpado;
',“

para viver resmuratrvamente',


'
5511
seu blog em 27 nov. 2009. Disponivel de Howard Zehr
<http:llemu.edu/blog/restorativegzªdcl “' 4) Eles acabaram conversando e chegaram e um acordo etc.
em:
09/11/27/1o-ways—to-live—reetoretively> ]
(tradução livre). me
1) Leve
a sério os reiscio namentos. numa tera' '
lentamente o incidente, pedindo sugestoes aos alunos, sempre iembrendo de impor-
'
interligada de pessoas, instituições noie do diálogo e do uso da não violencia.
meio ambiente. e
2) Tente
ser consciente do impacto — potencial e real de ºutras questões para reflexão (individual ou em grupo):
suas ações sobre os outros
3)
e ao meio ambiente. - 1) Se voce tiver um desentendimento com alguem perceber que a pessoa está com—
e
pletamente errada, o que voce faz? Recuo? Concorda com e pessoa para encenar
gulªliàlâzêgzeªsêoes Ámpactarem negativamente :
outras pessoas , assuma a res- discussão? Discordo e insiste na discussão? ºfende pessoa? Parte para a briga?
.
con ecer e tentar reparar o dano — '
mesmo em Situªções 2) Há muita violencia em sua escola? O que cada aluno :pode fazer para ajudare evitar
quais você poderia fugir. evitando ou negando o ato. nas
,-
.

4) Trªte todos com respeito, que os conflitos partem para a violencia? 0 que as escolas podem fazer para ajudar
mesmo aqueles que voce não a evitar a violência?
espera encontrar nova-
Como é possivel controlar as emoções? Que tipo de situações tornam as suas
ou ofendido voce ou outras
5) Envolve pessoas. emoções inoontrolàveis? Quais são as coisas que podemos fazer para controlar as
as em as afetadas por uma decisão, tanto quanto possivel,
p *

nossas emoções?
decisório. no processo
6) Veia os oontiltoe
e os prejuízos na sua Vidª
'
como oportunidades.
7) Ouça . profunda
e oompassivamente, as demais
Salerno que vºce não concorde com elas.
'
pessoas, buscando entende-las, ,
.ismos reguladores da convivência escolar
. .

ª) na agua com os outros . mesmo quando o disciplina restam-ativa


que está send o dit está driiml,
'
'
cendo aberto a aprender com outros
os e com o encontro. º permane— '
9) Sela cauteloso
na lm p osi ção de suas verdades
“ Diante da desafiadora realidade, é necessário que a escola fortaleça, cada vez
e situações. ' e ' '
opiniões sobre outras pessoas
'10) Tenha sensibilidade ' , os mecanismos autorreguladores de convivência escolar, estabelecendo bases
pªrª enfrentar as injustiças diárias. tivas fortalecidos por práticas restaurativas informais.
A ideia é que a escola aproveite ao máximo as práticas restaurativas informais e,
1“

F
esse nível de intervenção falhar, parta para um nivel de intervenção maior. Parti—
. : das ideias de John Braithwait, que concebe um modelo de pirâmide para tratar
«

Divida o quadro em duas


partes e numa parte coloque o
*

gªt—:s?)
. que eles disseram
intermpçoesqzªgudlerirg questão: ao longo de três níveis, diferentes esforços preventivos formam uma
5211?st ªrtigos, choros,
.
linguagem de baixo calão,
, m que veem
etc.),( dedo apontado para o outro. .
'
tidade contínua de respostas, nos níveis primário, secundário e terciário (apud
,

na fede, confrontação. lula fisica expressão de raiva


Explique aos alunos
'.urrison, 2005: 304).
que um oonflit 0 entre duas pessoas,
pode oresoere intensiflcar. se não for gerenciado, (
O nível primário de intervenção se dirige a todos os membros da escola. Nele,
Fase 2: Peço aos alunos para comunidade escolar desenvolve mecanismos de defesa e o conflito surgido não
que fiquem em grupos de tres e ex£!qu I

rio uma atrvrdade visando reiletir sobre 21:28:35]:

ª
para a violência. Todos os membros da escola são treinados para desenvolver
. .
-
alunos e 2 simularáo o ooniiito o ' uma escalada de conflitos. .
1

seguintes instruçóes:
e numero 3 Irá observe-los. Em seguida
'
passe os mpetências emocionais e sociais para prevenir e solucionar diferenças de forma
.- nstrutiva e restaurativa.
Segundo Braithwait (apud Morrison, 2005: 304), o nível secundário foca o
divíduo de forma especíâca e os grupos dentro da comunidade escolar. Nesse nível
«

intervenção, o conflito se prolongou e envolveu ou afetou um número maior de

53
pneu. oriundo inumnçlo de um Facilitador para trabalhar
: medindo. ou dm
'
lar: aperfeiçoar a comunlccçlo e o (lillogo
circulo: de entre os atores: realizar negociações, me-

resoluçlo de conflitos.
, circulos restaumrlvou, entre outras. Para a condução das nossas
reHexões e a fim
Por lim. ainda conforme Braithwnit. nivel terciário exige
o uma maior participa- bom o entendimento, vamos abordar esses níveis de intervenção separadamente.
de
»

ção pessoas da comunidade escolar visando soluções restauratlvu. pois conflito


o Num primeiro momento, vamos dar ênfase à construção de uma base forte no nível
tornou-se mais sério. Nesse nível, as intervenções e práticas se destinam a estudantes úrio, que fundamenta uma quantidade contínua normativa de regulamentos pela
que já desenvolveram problemas mais graves e intensos de
comportamento, num . unidade escolar. Nesse nível, deve-se buscar
um trabalho proativo de construção
percentual relativamente pequeno de alunos,
em regra não chegando a 5% do uni uma comunidade escolar segura, democrática e respeitável; ao mesmo tempo, essa
verso escolar (apud Morrison, 2005: 304). Vejamos a pirâmide abaixo, adaptada de
unidade escolar é sensível e reagirá quando as coisas estiverem erradas. Por isso,
Morrison (2005):
« os trabalhar juntos, encorajando as crianças e os jovens a tornarem-se
respon-
:
por seus comportamentos e a trabalharem com os professores desde o início.
Vamos, depois, abordar formas restaurativas de resolução de conflitos, indis-
ente, para abranger tanto os níveis secundário e terciário, preconizados por
Estudantes com Reªgªn“ 1
5% da
thwait. Ou seja, vamos levar em conta que, ao Palharem as sugestões do nível
problemas graves de ------------------------------ ª .......................... , ª
população . io e com o acirramento do conflito,
9 arriremos P ara as reuniões restaurativas
comportamento
ªªºº'ªf [
do à solução de conflitos, independentemente do perfil do aluno ou do grau de
Alvos espadflws: Ila—e Vamos considerar rais niveis como um unico, pms a parur do momento em
grupos da
cº.mlfn'dªdª escolar "
Reparaç㺠de relações.
Escuta empàtica.
Cºmumºªçªº n㺠Viºlentª,
.
'- falhar 3 Intervençao
primaria e tivermos o acuramento do conflito, Faremos uso das
" 'ões restaurativas (mediações e círculos restaurativos)
e individuos .
habilidades para gerenciamento de connitos.
. para a solução do problema.
Toda
A no ssa p ro p esta:
Todoeos escola
1) Uso das práticas restauranvas nas esoo I as em als n iveis. pnm no e secunde'
.

membros da
comunidade
. .
Fortalecimento e reafirmação dos relacionamentos
através do desenvolvimento de habilidades sociais emocionais.
.

2)
d' ., 'a'
(no.

escolar
e
Aprimoramento dos seguintes valores: respeito mútuo, º ""el primário buscará melhoria dº relacionamento esoola-farnllra-comumda-
ª
de, fortalecimento dº diªlºgº ª""º tºdºs' p'ºmººªº dª melhoria dº ambiente
º ª
empoderamento. colaboração, honestidade, integridade, participação, escolar, a comunicação não violenta e as atividades pedagógicas restaurativas.
penenmmento. responsabilidade, valorização do próximo, Será destinado a reatirrnar as relações,
transparencia. tolerância, humildade, interconexão, solidariedade. 3) o nivel secundário será usado para a restauração e reparação das relações
atraves da comunicação não violenta, com o uso do diálogo restaurativo e das
Todos os estudantes que recebem a intervenção reuniões restaurativas (mediações e circulos restauralivos). O foco do nivel se-
no nível terciário também cundário está em reconectar, consertar e reconstruir as relações.
recebem a do nível secundário
e a intervenção primária. As práticas da disciplina
restaurativa abrangem indistintamente todos alunos, com intervenções mais
individualizadas voltadas àqueles estudantes
os
com problemas de comportamentos,
visando conecta-los à comunidade escolar. Conforme
ensina Morrison (2005: 305),
o foco das intervenções primárias está em reafirmar as relações, () foco de intervenções
secundarias
, . ,
esta em reconectar relaçoes
. e o foco de intervenções
.
terciários está em
bletlvo: essa a uma dinâmica simples, destinada a "quebrar o gelo" no grupo e mos
consertar e reconstruir relações.
tur o quanto tem medo dos desafios. Pode ser feita no primeiro encontro do grupo
carregado de implementar o “Circulo Restaurativo' na escola Adlnâmlca serve para
A nossa proposta: partir desse continuam de intervenções percebemos o quanto temos "lodo de des-tios. pois observarem como en poucas
Mm pressa de passar a cobra para o outro. Além de "quebrar o gelo". e brincadeira.
e sugerir práticas restaurativas proativas plliica evidentemente, mostra que devemoe ter coragem de enfrentar os duelo.
de vida. por mais difíceis que selam, pois no Guel poderemos ter uma feliz surpreu o
As práticas restaurativas abrangem
um conjunto de processos que vão desde o esforço sempre oompensará. .
diálogo restauratívo até a formação dos círculos Maurilio: cabra de bombom, com bombons, dentro de uma cabra de apelo..
restaurativos e possuem uma gama de
respostas: melhorar o relacionamento entre os atores escolares; trabalhar unção: & critério de cada educador.
a cooperação
54
55
º
qulndo malic- perenApeuoe que vai dar
ver qUem . '
o dementia em
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novamente e a caixa var passando, pode-se
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fazer isso por

encontrará a caixa cheia de bombons .


com uma ont em: " come
grupo.chºcºlªte
um " Poderá,
entao.
mmr o chocolate e dividir demais NÍVEL PRIMÁRIO DE INTERVENÇÃO:
A

os bombons com (:
Atividade 2: A mudança mude
PRÁTICAS RESTAURATIVAS INFORMAIS
Objetivo:
me
processo de mudança.
pessoas
a
exercicio quebra o gelo possibiiita
e ' '
aos partrcrpentee refletir sobre o
Dur-elo: & critério de cada educador.
Procedimentos'. e grupo será dividido
em pares. com um de frente ra 0 out
quzªse
aos participante. que deem uma boa olhada
amªrgª:
.
.
no companheiro
Em seguida solicita-se
, que fiquem viradoa de costas u
alguma coisa em si. Por exemplo: soltem
o cabelo, tiram ::
nalgum" º outro ª "'“de
Após alguns mundos , todos voltam ti
a os r de frente para os Partindo das ideias de Brathwait (apud Morrison, 2005: 303-4), no nível
adivmher
.
o que o outro mudou nele mesmo. seus pares e tentam
isso acontece diversas io de intervenção, o projeto inicial é que a escola aproveite ao máximo as
vezes. aumentando a velocidade. :

vida::
mediªno? vão discutir
c ao minuto
.
sobre seus sentimentos sensações
e durante a ati ticas restaurativas informais. Para tanto, a escola deve cercar-se de mecanismos
é”: , respondem
a pergunta num intervalo máximo de 10.
.
ç- prevenção e de defesa
para evitar os conflitos ou, uma vez surgidos, para que estes
'
minutos: “Para v ,mudar
Convidar o maior número f» se transformem em violência.
possivel de el uplae para compartilharem
'
num intervalo maximo de 10 minutos. suas respostªs "'
Nesse nível de intervenção, várias são as frentes de atuação e vários são os desafios
Possiveis temas para discussão:
superados. Há a necessidade do treinamento de todos os membros da escola
1) mudar não
e somente tirar coisas . me e também
ag :.tim
ar.
mdesenvolvimento de
2) ter que mudar o tempo todo
Inoomode, o. competências emocionais e sociais para evitar a indisciplina
nos pqis nos de nossa zona de conforto elnir conflitos escolares de
) ' . ,
os
»
forma construtiva e restaurativa. Sugerimos alguns
ntos imprescindíveis, como veremos nos próximos tópicos: melhoria e construção
.“
um ambiente escolar pacífico; uso de dinâmicas ou de atividades pedagógicas úteis
'
práticas restaurativas; a importância da comunicação construtiva e restauradora,
. o uso cotidiano da comunicação não violenta; e
o incentivo aos alunos para a per-
«&

ente construção do consenso direto, através do diálogo e de dicas de negociação.


v

elhorar e construir um ambiente escolar pacífico


'

A escola é o local do processo de construção coletiva e permanente da formação


,
»

pessoa. Por isso, o lugar adequado para se trabalhar com os valores, com as
e'

utudes e com a formação de hábitos que permitam a conscientização contínua dos


os sobre a sua importância e o seu papel no contexto familiar, escolar e social.
»
Uma boa forma de aumentar a motivação e a participação dos alunos na escola é o
- ucador planejar atividades, curriculares ou extracurriculares, baseadas num contexto

5"!
de vivência dol alunos e de
sua realidades sociais, permitindo qua a perspectiva do Cada educador deva planejar pelo menos uma atividade descontraída ou uma
aprendizado seja também do aluno e
nio nome.-nte do educador. dinamica de grupo circular para realizar periodicamente. Em ntividade pode ser
Se os educadores motivarem
os seus alunos para a sua (rea de conhecimento feita com os alunos e, ainda que dure poucos minutos, ela propiciará integração
e
conseguirem relacionar e entrosar os conteúdos de area pedagógica
dades para a prevenção e resolução pacifica de sua com habili- e relaxamento, melhorando a convivência escolar.
a conflitos, automaticamente estarão Nos intervalos escolares e nas atividades extraclasses, o educador deve Fazer uso
trabalhando para minimizar a indisciplina violência escolar.
ea Isso porque de atividades que permitam o relaxamento, o lazer e a diversão. Por isso, recursos
ambiente escolar é alcançado um bom
com motivação, respeito ao próximo e às diferenças. como músicas de boa qualidade, teatro, saraus poéticos, danças, entre outros,
valorização pessoal de cada aluno, melhorias
da autoestima, comportamentos de são muito úteis para uma boa harmonização do ambiente escolar.
trocas, de solidariedade e, sobretudo, através do diálogo
A seguir, algumas dicas aos educadores constante.
e agentes escolares para a melhoria e a . volver trabalhos contínuos sobre ações não violentas
construção de um ambiente escolar mais pacífico e restaurativo. educação para a paz
Fazer contínua Planeje com a direção da escola a realização de uma semana da paz e de preven-
Wio
pacífco e restaurativo
sobre a construção de
um ambiente escolar ção a violência, quando poderão ser realizadas atividades com filmes, mustcas e
a)
poesias; palestras; dinâmicas de grupo; elaboração de cartazes; gincanas da paz;
O educador deve mostrar aos alunos
que, assim como a sociedade, a escola deve jogos cooperativos; atividades de dança, de relaxamento, de musica etc.
ter as suas regras próprias. Aliás, para tudo existem
regras na vida. É importante Promova cursos e palestras frequentes. Com a ajuda de profissionaiscoriVidados
.

que o educador, os alunos e, se possível também os pais, criem (líderes comunitários, delegados, juízes, promotores, jornalistas, Sindicalistas,
as regras do
convívio escolar logo nas primeiras aulas, embora
essas possam ser estipuladas a médicos, sociólogos, psicólogos, assistentes sociais etc.), a escola deve realizar
qualquer tempo. A construção das
regras deverá ser feita com a participação de cursos e debates sobre temas como preconceito, Estatuto da Criança e do Ado-
todos. As regras devem ser claras deverão
e constar de um “regimento interno”, lescente, drogas, direitos humanos, paz, violência etc.
no qual os comportamentos inadequados deverão ser identificados, Mantenha o hábito diário entre os alunos de estabelecer doses rápidas de reflexao,
sejam evitados. para que ,
Quando o aluno ajuda a elaborar as próprias que podem ser feitas com pensamentos, frases, provérbios e máximas, colocadas
regras, às quais vai se submeter, no canto do quadro ou nas paredes da sala, todas elas retratando. otimismo e
ele passa a respeita-las mais, pois elas
tornam-se mais justas, ao contrario de regras positividade nas condutas. Igualmente, podem ser utilizados clipes, Videos,
impostas. O que se propõe é
que a discussão em grupo ajude na elaboração de músicas e leituras que estimulem a reflexão sobre valores.
soluções comportamentais
para o próprio grupo. Incentive as competições e gincanas esportivas, atividades queldevem ser exercrdas
.
Nessas discussões
acerca das regras, o educador precisa dialogar sobre fi— com frequência nas unidades escolares. A atividade esportiva tem um grande
nalidades da escola e sobre as limitações existentes as
na escola e na sociedade, para potencial positivo na formação das crianças e dos jovens. Manter calendarios
que os alunos possam refletir sobre o que a escola e a sociedade esperam deles. É de jogos, principalmente jogos cooperativos e gincanas, ajudara na socialização e
preciso fazer um pacto de convivência escolar
com todos para que o desempenho na construção de um ambiente pacífico. As atividades esportivas, principalmente
nas aulas possa melhorar.
em equipe, estimulam a cooperação, o convívio com as regras e a Vivência de
Qualquer trabalho nesse nível de intervenção
preventiva deve ter um plano sentimentos como a vitória e o fracasso, o ganho e a perda, cujos resultados sao
de ação bem definido,
com objetivos precisos e alcançáveis. Deve haver importantes para o desenvolvimento de várias competencias e valores nas crianças
planejamento e um pacto de boa convivência, um
cujas regras e comportamentos e nos jovens, e essenciais para as relações interpessoais e para a inserç㺠socral.
em sala de aula sejam definidas e seguidas pelo
b) É importante grupo.
que fique claro a todos içoar os espaços democráticºs no sistema escolar, fortalecer a
que naquele local deve sempre prevalecer
um relacionamento de respeito mútuo, de colaboração e de afeto m'a, protagonismo juvenil e a integração com :; comumdade
, , :
º
«

cadores e os alunos. Essa deve entre os edu-


ser a filosofia mestra de cada unidade escolar. Um ) Realização de atividades com os pais de alunos e com a comunidade: os pais de
relacionamento em que prevaleçam
esses valores levará a um maior intercâmbio alunos e a comunidade devem se sentir parceiros na educação, no processo
entre alunos e educadores; a uma maior conexão e maior vínculo de aprendizagem dos alunos e no trabalho de prevenção à wolêncra escolar. A
atingindo até aqueles alunos mais arredios. entre todos,
criação de conexões e vínculos com a comunidade deve ser constante. Reunioes,
5? Sªi
conselhos, atividades conjuntas escola-comunidldoi
abertura da escola
comunidade em eventos planejados : para a
nkçdabmw, odªbpaampmçdammmdun
ou para o uso da biblioteca ou da Internet
criam coesão, parcerias e vínculos efetivos uma
da cºmunidade escolar
b) Além disso, escola deve entre a escola e a comunidade.
a promover atividades que aumentem o elo Os educadores devem ter um constante diálogo com os pais sobre o comporta-
nidade. Dentre elas: com : comu-
eventos para o lazer e para a integração, com a participação mento dos alunos, seja através das reuniões periódicas, seja através de pequenos
de todos; apresentação,
na escola, de atividades e shows de grupos populares du questionários que deverão ser respondidos pelos genitores. A participaçao dos
bairro ou da cidade; a abertura à
comunidade para a apresentação de atividades v pais ajudará na mudança comportamental do aluno. Os pais deverao estar crentes
eventos escolares rotineiros. Nos eventos deverão trabalhadas atividades de não da necessidade dessa colaboração. Eles podem ser treinados pelos profrssmnars da
violência e de busca da paz. ser
escola a desenvolver habilidades e competências para dialogar e acompanhar mais
Nesse contexto, abertura da escola
a para a comunidade durante os fins de a vida escolar dos filhos. O acompanhamento e essencial e algumas questoes, (que
semana é essencial. Baseando-se em estudos, Unesco concluiu filosófica
a poderão ser enviadas por escrito e de forma periódica aos pais ou responsaveis)
e cienti-
Smente que a abertura das escolas para a comunidade propicia base sólida ajudarão na reflexão conjunta: o aluno tem mudado de postura, e o comporta-
para a integração escola-comunidade e permite uma
um ambiente profícuo para a mento com a Família e amigos está melhor? Essas mudanças o tornaram mais
construção da paz nas escolas. Muitas vezes, em comunidades mais desassistidas. paciente e menos agressivo? O aluno tem sido cooperativo e bom? O aluno tem
a escola acaba sendo o único espaço de lazer integração tido mais criatividade e mais desejo de aprender?
e para as crianças e os jovens.
Promover, dentro do possivel, atividades paralelas
que possam ser úteis aos pais Deve haver aceitação e apoio à cultura dos alunos. A escola deve absorver e in- .
dos alunos, tais
como cursos de economia doméstica, tricô, crochê, centivar as manifestações e expressões culturais dos alunos, como a musrca rap,
primeiros socorros, jardinagem, culinaria marcenaria, '

etc., como forma de aumentar o elo a capoeira, as danças folclóricas regionais, a música brasileira em geral (MPdB,
da escola com a comunidade. Esses .

cursos poderão ser promovidos com a aj uda samba, pagode, forró etc.), procurando demonstrar que a escola'é um centro e
de empresas
ou da própria comunidade. Vendo os seus pais envolvidos
escola, os alunos, cada com a eventos da comunidade. Nesse ponto, a música, em particular, e uma poderosa
vez mais, valorizarão a instituição escolar. ferramenta de integração entre todos da comunidade escolar.
d) Realização de ações de solidariedade
junto à comunidade: a unidade escolar Uso da linguagem construtiva. O educador deve elogiar o aluno que agiu .
deve incentivar as visitas agendadas de cor-
educadores e alunos locais diversos da
comunidade, tais como asilos, creches, instituições a retamente, ressaltando os aspectos positivos de conduta, mas deve também dar
necessidades especiais, que cuidem de portadores de atenção e comunicar—se em linguagem construtiva com aquele aluno mais dificrl,
centro de recuperação de químico—dependentes, residências mostrando vontade em dar—lhe apoio, atenção e ajuda. Pequenos gestos podem
e vilas etc. Nesses locais, os alunos podem
apresentar peças de teatro, conmr ler erar randes resultados.
íssirrigcomo
histórias, realizar atividades de ou
recreação, entre outras. Tais
programas permitem a escola, os educadores também deverão dar uma atençao- diferenCiada
. .

que os alunos se sintam mais valorizados, com real melhoria da


escolar. a autoimagem no aos alunos considerados mais difíceis. Ao dar-lhes mais atenção, ao dizer a eles que
contexto
espera deles mais cooperação e apoio, o educador despertam mais comportamentos
'
A escola deve valorizar, incentivar
e centrar as suas atenções naqueles alunos positivos e ajudará a integração daquele aluno.
que são vítimas da família, da sociedade e de pessoas da
própria escola e que A escola deve ainda: assegurar que as relações entre alunos, Sincronarros
. , .
e
muitas vezes são os mais problemáticos. Em
vez de criar um clima de exclusão, educadores sejam positivas; fazer com que os alunos sejam tratados comiigual-
o caminho deve ser oposto, o da inclusão.
A escola deve sempre garantir dade; ajudar os alunos a expressarem os seus sentimentos; dispor de um sister-rita
aos alunos espaços para a reivindicação de de encaminhamento, para os setores competentes, de crianças e joveris vítimas e
necessidades, permitindo sugestões escritas de suas
diversas formas,
plo, numa “caixa de sugestões”, onde alunos como, por exem- quaisquer tipos de violência; identificar problemas ligados à ViolenCia e saber
os colocarão, de forma identificada
ou não, as suas reclamações e sugestões. apontar caminhos e soluções.
A existência de
um mural para a afixação das novidades da mtruir salas de aulapzu-zfms e restaurativas
através de um jornal—mural, é semana, veiculadas
um excelente meio de comunicação e integração
entre os alunos, professores e comunidade. Ele pode veicular A importância do uso do círculo nas atividades escolares
Fatos ocorridos as notícias sobre A escola deve exercer um papel humanizador nos seus alunos e deve ser o centro
na semana; sobre pesquisas; fotos; novas ideias etc.
irradiador do aprendizado da cidadania, da aquisição de conhecimentos, da
60
iai
moluçlo pacifica de conillton. do aprendlndo de valores
da em direitos humanºs O circulo e ótimo para as atividades pedagógicas e para o ambiente pacifticp
e paz. A proposta básica e o desenvolvimento de atividades
práticas que reltauratlvo porque ele não faz distinçlo ou divisão entre espartlc
constituam um espaço de construção coletiva do saber
e de analise da realidade
e
Ele agregador, conecta as pessoas, possibilita uma boa oomunrcaçap
&
pin“;
social através da reflexão, do confronto
de ideias e do intercâmbio de
experiências a horizontalidade nas relações. Além disso, 'o Sl.!nples funcronaimen Ogh de um
entre participantes.
os
Nesse contexto, círculo (seja de leitura, de discussão, de reunião, de restauraçao e co:s 16qus
usar o círculo em sala de aula,
no dia a dia, como formas
ºu
de dinâmica de
grupo ou não, é uma excelente ferramenta pedagógica. círculo outro qualquer) trabalha valores essenciais como a partnerpaçao, odrerínenlo º
e' O senso de pertencimento, a interconexão, a escuta empatrcaãªodempo
um importante meio de estabelecer uma ligação visual ,
abordagens restaurativas entre os alunos. Para as
e para a educação para a paz, a interdependência, a integração das diferenças, a solidarre e, ent09. re ºuuosi.“;
fundamental e tem ótimos resultados. o uso das formas circulares iª
Quanto mais largamente usado Como anota a educadora americana ]eannette Holtham (Zi) 61) ,
nas escolas, 'dàd
melhor será o relacionamento diversos meios para usar os círculos: eles podem ser usadoslcornãiativl Ísepãria
entre os alunos, a disciplina e o ambiente escolar.
Por isso é sempre importante possuir quebrar o gelo; para acalmar inevitáveis desacordos ouldiscor as, param-lpjr
um espaço especial ou
de formar círculo sala uma maneira rápida equívocos, desavenças, raivas ou violências em potencral; op para cgn
um em de aula, seja chão ou com cadeiras.
&

Ao longo da minha experiência, no


vivenciei a força do círculo restaurar relações. Ela sugere o uso dos círculos na educaçao para usb)diva.
educativo e na dinâmica restauradora no processo
do conflito: durante período sos, entre outros: a) para dar as boas-vindas para um estudante novo, pClºs
professor, periodicamente realizava o como diversidade alunos; c)
m
atividades em círculos
os alunos;
promover o respeito pela entre os ,
para a preparªçaíp
como coordenador pedagógico com
trabalhava com os professores através de dinâmicas alunos para algum evento; ti) para reflexões em gerali e) para a-râvrsao insªnª; ões.
circulares; no
meu trabalho como promotor de justiça, principalmente área da f) para a solução de problemas; g) para a construçao da paz, ) parfaensºres
Infância eJuventude, fui na
sempre adepto das audiências circulares »
responsabilidade comunitária; e, sobretudo, para 1) ouvrr vitimas, o e
e ofensores. Em Timor Leste, ao vivenciar com as vítimas
os círculos restaurativos e as danças demais envolvidos num conflito (Holtham, 2009).
primitivas, efetivamente, percebi significado dos
o círculos para acolher diferentes Os circulos permitem, ainda, que os estudantes timido:l
, . E
e que lraramerriiºe
pessoas e povos, para compartilhar culturas diversas falam, passem a se expressar. Por isso, os educadores devem esenvo vegães
e para reaproximar a razão
e a emoção, o erro e o perdão, integrar alegria dicamente atividades em círculo, de forma a permitir que os maismr imo se
a e construir a união.
Em todas as sociedades, circulo
diversas manifestações populares,
o aparece como dinâmica integradora em expressem, estimulando a inclusão e a criando a noçao de pertencnmen mild“ os
como as danças circulares e cantigas de roda. círculos auxiliam também aqueles que falam muito e ouvem pouco a apt
Os círculos democratizam conhecimento
o e implementam a integração. 0332533013
'
o iniões.
'
O filósofo e educador Paulo Freire foi ª
um grande adepto dos círculos. Ele ser os tipos de círculos, entre outros: a) círculo amplª;
.
foi o incentivador dos Círculos de
Cultura, cuja ideia principal é cadeiras círculo, e' possível
todas as pessoas envolvrdas na Ãemcllor
círculo buscar, reunir pessoas com as em
num e através do diálogo, o elemento fundamental do olhem urnas para as outras e tenham uma visão inteira do grupo. O coog) epa
educativo. Para ele, círculo processo
o proporciona riqueza no encontro pode ficar numa cadeira juntamente com os demais ou ficar no miro,” cfrc “10
se dedicam às atividades pedagógicas e entre pessoas que
a outras vivências culturais e educacionais. em forma de “U”: nesse formato, o coordenador fica na ponta do U d e orrãra
No livro Educação como prática da liberdade,
ele faz a seguinte explicação
sobre os Círculos de Cultura (Freire, a ver todos os estudantes; c) duplo círculo: esse tipo de Circulo pode ser usa o
1983: 103): quando a sala é pequena ou o número de alunos é grande, bem como para as
Em lugar de escola, (1186113216:
que nos parece um conceito, entre nós, demasiado Car— ' rn a classe roda.
' ::periência
regado de passividade,
em face de nossa própria formação (mesmo quando lhe interessante de círculo que tem sido usado, de mapeiª .
da o atributo de ativa), contradizendo se
a dinâmica fase de transição, lançamos formal ou informal, por educadores é a “roda de conversa , que é uma exce'eª
Círculo de Cultura. Em lugar do professor, o
com tradições fortemente doadoras, ferramenta integradora dos alunos e uma ótima metodologiadqucel
() Coordenador de Debates. Em lugar
de aula discursiva, diálogo. Em lugar
martinȻ
aluno, com tradições passivas, () o de participação e a reflexão sobre os temas abordados. Na rodia e coªª
participante de grupo. Em lugar dos
de programas alienados, pontos e a construção do diálogo pode ser livre e informal ou pode ser recipnadªsªª]-
programação compacta, reduzida e codificada roda, de dinâmica de podem
Na técnicas os
.
dades de aprendizado. em uni- gum tema. grupo ser intro Zi .vrª
participantes do círculo assumem uma postura de escuta e crrculaçao p ªla .
92 G3
vamu-«sundvldsdumm
l) Dl
agarrªm grªmpo: realizadas princlpslmente 6) Outras atividades que
“um podem ser ótimo: ferramentas: jogos
-

em círculos e de preferem].
a a asse, além de poderosas ferramentas cooperativos. testro, música. narrativas de histórias, leituras dirigidas,
pedagógicas são impo
tantes para prevenir os conflitos,
pois ajudam
. r- artes manuais. culinária, entre outras. Para a integração, a cooperação e o
« . .
agir criativo”.
.
Além disso na produção do diálogo e do diálogo entre os alunos essas atividades são simples e práticas e enriquecem
'
, permitem identificar
' '

ª ªnªlisªr
'
Pºte"ciais conflitos
entre as pessoas. o estudo e a reflexão dos temas relacionados aos valores, a não violência e ao
2) Brainstorming:
o brainstorm gerenciamento pacífico de conflitos, transformando os assuntos discutidos
pestade mental”. A dinâmica em situações simples e práticas do cotidiano.
ou tem"
,“
Comunicação positiva e restauradora no dia a dia da sala de aula: sugestões
]

para o educador
A comunicação é o processo pelo qual dois seres humanos trocam informações
entre si; pressupõe a existência de um “emissor", de um “receptor” e de uma
geraçao das ideias; todas as ideias são
aceitas e anotadas exercício e' “mensagem”. Todas as atividades humanas estão relacionadas às comunicações
nenhuma ideia tem don0' , o rápido;
um , ap ó a fase de
5
das ideias,
'

e, sem dúvidas, um grande número de problemas que surgem entre as pessoas


Fªse de ªvaliªção. '
geraçao passamos à .

pode estar ligado à ausência de uma boa comunicação.


Pode-se
ess técnica,
usareféa '
por exemplo, para desenvolver O educador e um comunicador por excelência. Faz uso da expressão oral e
nas suas exp dir ncras, a nos alunos, com base
percepçao . do que é corporal todo o tempo e por isso precisa ser um bom comunicador. Comunicar—se
ções m os um conflito e fazer as compara
cº versos tipos de co n fi'rtos, preparando—os '
(
bem não é somente transmitir ou receber bem as mensagens. Quem inicia uma
Itambém as suas formas de p ara q ue desCUbrm
resolução.
3) esquisas individuais conversa deverá procurar o retorno da outra pessoa para saber se a mensagem
e em grupo: as '
pesquisas, individuais e
'
foi recebida e compreendida. Portanto, comunicação é troca de entendimento
tªbém m urto sugeridas, pºis não há
são .
em grupo ,
e por isso deve haver um “canal” para que o emissor e o receptor processam a
dizado sobr Cidadania,
' como instigar a reflexão e
e ' resoluçao. de conflitos, o apren- "
não interagir
.
.
violência e comunicação nos dois sentidos. Além das palavras, temos também outros ele-
.
com o mundo que o cerca. paz, se 0 al "Ҽ
mentos. A palavra da forma aos pensamentos e ao que pretendemos transmitir,
mas também nos comunicamos através das emoções, através do sorriso, do olhar,
do vestuário, do gesto, entre outros fatores, que muitas vezes são mais relevantes
« tªpe as próprias palavras.
4) Uso de filmem dentre Sabemos das dificuldades concretas que os educadores têm no dia a dia. Mas
as atividades, uma dica é inegável que eles devem aperfeiçoar a comunicação positiva e o relacionamento
construtivo visando à melhoria das relações interpessoais. A comunicação positiva é
persuasiva e igualitária. Ela permite que a linguagem seja menos impositiva
e excludente.
Nesse pensar, o ideal é que o educador: a) seja um bom comunicador e utilize—se
de uma linguagem clara e assertiva; b) comunique—se com energia. A energia
de um bom comunicador transmite vitalidade e entusiasmo; c) apresente—se
com calma; d) mostre simpatia; e) mostre-se disposto a ajudar nos problemas
5) Uso d simulações dos alunos, ou seja, tenha comprometimento com o que faz; f) tenha bom
e '
e jogos dramáticos:
' trato
e atrvrdades pedagógicas a escola devera incentivar reHexões em sala de aula; g) possua sentido de justiça; h) responda com eficácia e bom
restaurativas desen volvendo simul
mimºs de srtuaçoes
. .
, reais ou imaginárias
.
. . . '
açoes e
discutindd ' os dra-
oais senso às dificuldades que surgem; i) saiba trabalhar e gerir as reclamações; ]) saiba
de interesse geral da ou, também, gerir os conflitos, mantendo uma atitude positiva e ponderada; l) tenha uma boa
comunidade escolar. untos
apresentação; e rn) seja um bom gestor do tempo.
& 4
G5
Uma boa comunicado em sala de null sem
capaz de levar o educador n 6) o educador nunca deve se alongar multo
Tbm cuidado com u critlemsobre
exercer várias funções e a gerar importantes beneficios, entre falhas alunos
outros: recepcio-
nar, ouvir, informar, orientar, filtrar, amenizar, agilizar, mediar e solucionar. na crítica e nos comentários as que os cometeram.
7) Alencar ellnguegem corporal: sorrisos e gestos amistosos combinam
O educador deve se lembrar de que as palavras não
somente têm um grande
pm
poder, como também podem
muito bem com palavras amáveis.
causar um impacto duradouro; atuando com uma 8) Usar a força do elogio: elogie os esforços e as conquistas-dos.
alunos.
linguagem positiva, é mais provável
que o educador obtenha cooperação, em Quando usados corretamente, os elogios aumentam a motlvaçao mtrinseca
vez de confrontação ou indisciplina.
e ajudam estudantes a construírem uma autoimagemiposmva.
Experiências demonstram
que o uso cotidiano de uma linguagem positiva 9) Usar a linguagem descritiva: o educador deve utilizar—se de uma lin-
.

interfere diretamente no bom relacionamento das


do ensino-aprendizagem.
pessoas e aumenta a qualidade guagem não acusatória, mas aquela que apenas descreve o que vemos edo
Uma comunicação feira com harmonia que sabemos. A linguagem descritiva possibilita uma melhor relaçao ”e
e com fluidez gera uma grande recom- confiança. Exemplos: “estou percebendo que você esta tendo problemas..; ;
pensa para aqueles que dela participam. Para que exista “estou vendo que você está chamado..."; “vejo que você e seu colega estao
uma comunicação ade-
quada e positiva, é importante
que o educador faça uso de gestos e de palavras tendo problemas...".
adequadas e positivas
que fortaleçam as aulas e os relacionamentos em sala de aula. 10) Usar uma linguagem específica: se você tiver uma queixa .
ou denuncra
, .

Parece dificil, às vezes, mas o poder da comunicação positiva e'


contagiante a fazer, seja específico e objetivo e não faça uso da ironia. Por exemplo:
e levará todos os alunos a uma sinergia que refletirá em toda sala de aula. O “fiquei preocupado com a bagunça que você deixou na sua mesa ontem ,
a
educador deve desenvolver bem o
seu poder de comunicação, interagindo de em vez de dizer ironicamente: “obrigado por ter deixado aquela bagunça
modo assertiva.
A seguir algumas sugestões para o educador para mim”. A primeira observação evitará () mal-entendido e não permitirá
manter uma boa comunicação que o aluno arrume desculpas.
em sala de aula. contraditórios:
1

li) Tomar cuidado com as mensagens . . . .


1) Expressa-se evtte misturar e o-
vagarosamente e de forma clara: ao falar em sala de aula, gios e reclamações para a mesma pessoa no mesmo contexto da conversa
faça—o
sempre aberta e vagarosamente. O som e o tom de voz assumem
ou da aula.
muita importância numa comunicação. A voz deve
ser Erme, mas calma. 12) Usar a linguagem empatia: o educador deve evitar julgamentos de valor
.

Use sempre um tom de


voz adequado, pois muitas vezes o tom de voz é que possam afetar a autoestima do aluno. Por isso, toda vez que for
avaliar,
tão importante ou mais importante
que as próprias palavras que usamos. criticar, questionar ideias e ações dos alunos, em vez de usar de exgressões
2) Chamar os alunos pelo
nome: o educador deve procurar, logo nas pri- tais como “este trabalho está errado”, “esta prova está uma porcaria , você
. «,

meiras aulas, chamar os seus alunos, pelo


nome. Ao lembrar-se do nome teve falhas demais”, deve-se dizer com empatia: “você teve problemas neste
de seus alunos, você Pará
com que eles. se sintam importantes e*especiais. trabalho” ou “será que poderíamos ver o que houve com o seu trabalho,
Lembre-se de que o nome e',
para uma pessoa, a palavra mais doce e po- pois ele apresenta alguns problemas?”.
derosa que existe em qualquer língua.
13) Escutar os alunos com toda a atenção: e, importante que o educador
3) Dominar
as suas emoções: em situações de indisciplina ou de atos que aprenda a ser um bom ouvinte nos momentos .em que o alugo vai falar,
gerem conflitos, mantenha a calma e evite “vibrar seja em aulas expositivas normais, seja em dinâmicas de grupo. necessário
na mesma energia"
daquele que está gerando o conflito. Respire fundo
4) Evitar expressões de desinteresse,
e se controle. que esteja apto a ouvir todas as informações, mesmo que desagradaveis,
hostilidade ou negativismo: em sala ou críticas, procurando vê-las de forma construtiva. Ouça atentamente e
de aula, evite expressões sisudas, mal-encaradas de chateação,
e bem como demonstre interesse pelo que está sendo apresentado e mostre aos alunos
aquelas que mostrem desinteresse. Com isso, você
ensina aos alunos que que você se interessa por seus problemas.
todos nós devemos nos
concentrar na parte boa da vida e sermos agrade- Durante a conversa, faça sinais com a cabeça, como forma de mostrar
cidos por ela.
5) Ter que você está ouvindo com atenção e compreende o que está sendo dito.
sempre uma atitude dialoga]: () educador deve dialogar sempre, Durante a conversa, evite gestos ou atitudes que bloqueiem a comunicaçao,
mesmo em situações mais tensas e difíceis.
como ficar manipulando algum objeto ou se distrair do diálogo.
%
Fl
l4) Concentra-u no problema
nio voa de amour a perm—
ualidade do aluno em razão do.
na pessoa em
seu comportamento repreenlivcl. ataque
o problema que ele está apresentado. Assim.
'
'Mvihde 1: MMM. de
"W
em vez de dizer “você é um ] (Mede inspired- ern Dm, rm: 46-1)
E
preguiçoso", diga “o seu comportamento está ser usado sempre. no inicio da num ou de um novo tópico eu
um Mico perltembom
me preocupando, pois você '
ponto Pode ser used- quando ! elle estiver tumultuado.
nada produziu nestas últimas aulas”. une..

atrªsª;
:Il'rc em circulo. bem quietos e com os
:;de emm?
Pm
V

Em suma, um ambiente positivo tree minutos. vá dizendo a eles cal-


. . '
)

e restaurador em sala de aula deve, entre cutrerr. '


momento seguintes palavras.' Imaginem
'
'
que a mente de voces seja uma tela bran-
ll

possuir caracteristicas
as
1) Ser cooperativo:
seguintes:
'
,,
ll
ao de cinema. Não tem nada lá. Voces estão oIhando para essa [ea I b
lance. Agore,
o ambiente em sala de aula deve voces devem Imaginar nessa tela o mar silencioso e co Im . N㺠tem ninguem lá. Nem
vem se sentir seguros e tranquilos; nele todos ser acolhedor, e os alunos do '

º ,
poderão participar. colaborar e ler «

mesmo voces estao/á. Sólem mor: comprometer: Observe uma garvo ta pessando .
o sentimento de pertencer àquele ambiente.
'A'

isso & conquistado com atividade:


em grupo, tais como atividades em circulo, dinâmicas
de grupo etc.
mmmVooaªs
389%,ngde suaves na praia, Imagine a luz da Sol re fletide em cada
brisa gostosa que passe”. Essa cena podemseãaurlneªnlâãd':
'' '
2) Ter comunicaçao positiva '
lo educador, com as suas próprias pa lavras e
e construtiva: o uso continuo de uma linguagem posi-
tiva em sala de aula contribuirá
sensivelmente para a melhoria da qualidade do
nª,
T:; ioradeDgepois,
ªrªutos.
com eles quietos e relaxados, pam Tue ªbrªzimfsàãgªa.
e um
processo de ensino-aprendizagem. pois numa comunicação afetiva 'mrgztheuriaçãalnfa ue reinam sobre o silêncio e a cª- me que
aluqde
m ara ,.

educador obterá dos alunos um maior espírito de e positiva o todos a se sentirem bem e estimula a reflexão. ajudando
cooperação.
3) Criar o respeito pela diversidade: aprendizado.
numa sala de aula pacifica, as diferenças
entre os alunos devem ser valorizadas
como um fenómeno de riqueza da dl— Cividade 2' Estabelecendo um ambiente pocitlco em sete de aula (atividade Inspi—
versidade do ser humano. Todos
os atores envolvidos no processo educacional
devem ser tratados com respeito, rede em Drew. 1990: 45)
sem preconceitos. e deve havera inclusão de
todos os alunos num convivio harmônico, um,-lo: critério de cada educador.
4) Ter responsabilidade social: o aluno :
1: Peça aos seus alunos para se sentarem em circulo. Fom1ado o círculo reiiite
deve ser levado a ter responsabilidade com
os demais colegas e com a sociedade. Atividades levem à cooperação, ao
ao az deve começar em sala de aula. Se nos en tendemos que a violencia
rTir'rªrlgzrarºslogiedade
altruísmo, &] força interior, ao respeito à cidadania, que
à natureza, às diferentes
à solidariedade,
ao respeito e que a busca de paz e de todos, temos de começar trabalhando
raças e culturas, dotarao o aluno de habilidades que em ªntiguªs d uia.
contribuirão para um mundo mais justo necessidade de cada aluno assumir a responsabilidade pela criação de
_

e paclnco.
5) Propiciar o aprendizado do gerenciamento “ecoªm" ecinco em sala de aula. Coloque em debate o que o aluno entende por
mbientereSponeabilidade'.
deverá ser trabalhado no dia a dia e da solução de conflitos: e aluno »
& Os alunos poderio expor para o grupo ou para outros
para que possa desenvolver habilidades que los. É Im rtante que todos leiam.
o levem a prevenir, gerenciar resolver conflitos " deergunte ª?»
'

e
trutiva. sobretudo participando dos circulos
de forma não violenta cons-
e '
alunos como gostariam que fosse o ambiente em classe durante o ano
.

restaurativos. 'ietivo' .Como deveeerafomredetratamentode uneoom os ou tros? Qual a um ambiente


Ser colaborativo: o aluno deverá desenvolver
habilidades para que possa agir '.pecitico ideal? O que seria uma saia de aula não paciiiceLIZquunte
;;;: ::;sz
.
de forma colaborativa com todo o grupo, de modo
que cada um possa contribuir de uma sala de aula paciiico e um ambien
“estrªgªr
'

para atingir as metas da classe. da escola ou da comunidade.


: oeope .
*
não concorda com o ambiente de paz sugerido e por que? uma forma
_
É
Respeitar as decisões do grupo: o aluno '

deve aprender a tomar decisões com de repassar & todos a responsabilidade pelo propósito de paz.
o grupo — muitas vezes é importante
que o aluno aprenda a agir conforme ficar o eduwdor colocará numa folha de papel em b ronco. mm
decidido pela maioria, sabendo compartilhar
e aceitar o que a equipe decidiu. '
:: rªimundo. :::da '
le de discussão.
os requisitos discutidos para exrstenora de um arrblente par:]liico se";
_

Ter participação democrática: imponente


e que o aluno aprende a ter diálogos le de aula " O educador escreve: “uma sala de aula pacifica adequela nn 3:66.s Sara
não adversariais com os
seus pares saiba administrar as controvérsias os 52:20:58ao ditando para o professor os requisitos que e les enten eram nece
desentendimentos para a construção ede
.

e
de aula pacifica (por exemplo, respeito ao próximo.. não Falar aos gritos,. ser
.
um diálogo mais aberto, que possa le-
var ao consenso. coie a; não x|ngnreto.).
“nªzistªs,
.
'
o faze?
Manter o autocontrole do educador: um cartaz com dados de como serra uma saia de aula não paci _
. ..
por frm, e mais importante, ressaltamos que
o educador deve exercer tico“ e fazer um debate.
sempre o autocontrole. É sabido que o trabalho do
educador e cansativo. Por isso, ele deve utilizar-se alunos eles concordam fazer tudo esta
.
primeiro
para que possa suportar bem os momentos
de técnicas de autocontrole : Pe
::::ªpemrãue aos untar se em o que no
estressantes em sala de aula. O A
-
possam ter uma saia de aula pacgice, :Expltcar grgugnizzgãâãgg
aprendizado do autocontrole o habilitará o deixará
um uma a eerconsuitado durante o ano . indique os a unos se

e mais descontraido para .


exercer as atividades escolares. em cumprir as regras que estão no cartaz. Em seguida, peça—lhes para qu fa eu m um
.

acordo por escrito '


em que todos concordar ão em manter um clima de cooperaçaº dentro ,
d aula. Por exemplo. os alunos assinarão com os seguin-
"ª”
.
l
tdeBsBriGizªerge: embe ix o de uma
“Nós concordamos em seguir as regras que estabelecemos juntos para ter
.

uma sala de aula paoliice".

blª
H
NÍVEL PRIMÁRIO DE INTERVENÇÃO:
UTRAS PRÁTICAS RESTAURATIVAS INFORMAIS

importância da comunicação construtiva e restauradora —


escola
(uso cotidiano da comunicação não violenta entre todos da
O desenvolvimento de técnicas para uma comunicação construtiva é uma
dos conflitos
rosa ferramenta para o bom convivio escolar e para a negociação
linguagem dominadora, de
surgem no cotidiano. Somos educados para uma
remacia e de confronto; precisamos mudar a cultura e usar mais uma linguagem
parceria, que semeie a connança.
Treinar as crianças e os jovens para uma boa comunicação pode evitar desen—
dinientos que levem a atos violentos e torna mais fácil as soluções dos conflitos.
de ensinar às crianças e
os passos para um bom gerenciamento de conflitos, temos
jovens realçar habilidades de comunicação, as quais incluem a compreensão da
' tência de barreiras na comunicação, a utilização do bom uso de expressões e o
tfeiçoamento do hábito de ouvir.
A comunicação construtiva leva as pessoas a se comunicarem de maneira eficaz e
' empatia. Baseia—se
num conjunto de habilidades de linguagem e de comunicação
m
necessidades e as ordens
ue enfatiza a importância de expressarmos os sentimentos, as
capacidade de nos comunicarmos sem o uso
m clareza aos outros, fortalecendo a
uma linguagem classificatória ou rotuladora, que contribui para o ressentimento
para a diminuição da autoestima.
O modelo que fundamenta a proposta da comunicação construtiva e restaurativa
() da “comunicação não violenta”, também chamada de “comunicação empãtica”, que
refere a um conjunto de técnicas atribuídas a Marshall Rosenberg, autor do livro Ca-
nicação não violenta — Úrnicaspara aprimorar relacionammtaspmoaix eprafsfíanais

,“
Com esse conjunto de técnicas de comunlcsçlo. wltsmos
ullllnr julgamentos de A

permlte so Intsrlocutot prossegulr os comunicado. após mostrarmos a ele que o


bom/ruim, certo/errado. procurando
expressar de modo verdadeiro e honesto nossos compreendemos no que acabou de dizer: permlte so interlocutor que ele aprenda
sentimentos e nossas necessidades, sem precisar de críticas julgamentos. algo sobre si mesmo, pois ao reformulsrmos sua Fala, ele toma mais consciência
e
A seguir, apresentamos alguns :
passos para uma comunicação positiva e restaura- do seu teor e compreende melhor o que acabou de dizer; e por fim, a técmca de
tiva na escola e na sociedade,
que poderão ser trabalhados em dinâmicas de grupos. recontar resumidamente a história é muito útil quando o interlocutor está falando
discutidos com os atores escolares,
com as classes, e transmitidos aos alunos, visando à muito e não está trazendo nada de novo nas suas observações.
construção de relacionamentos harmônicos: A chave é refletir sobre o que foi dito sem incluir um julgamento, apenas
a) Utilizar-se de conotações positivas conversação: conforme
na ensina Vasconcelm para testar o entendimento da mensagem.
(2008), a comunicação construtiva
começa com o acolhimento do outro por meio Importante: na escuta ativa é necessário que a pessoa aprenda a escutar
da linguagem apreciativa e estimulante. Devemos
apreciar a conversação mediante com atenção e receptividade. Por isso, deve-se escutar primeiro e mostrar que
conotações positivas, como, ”vá em frente, você é capaz”, “e interessante
esta sua entendeu o que foi dito, mesmo que não concorde. Somente depºis expressar
maneira de ver o problema”, “esta e' uma preocupação legítima”, “isto
disse que você a sua própria opinião.
me me pôs a pensar”, entre outras. Segundo Vasconcelos, a conotação posi- Não usar as palavras e os sentimentos como armas: é preciso aprendera con-
tiva expressa uma atitude de reconhecimento
que contempla o pluralismo, cujo trolar as palavras, principalmente após uma situação de grande tensão emoctonal.
reconhecimento é o fundamento da não violência. Ela
gera empatia, embora não Se nós conseguirmos manter controle suficiente nas horas difíceis e evrtar que
implique, necessariamente,
em concordância (Vasconcelos, 2008: 65). as coisas se transformem numa explosão de raiva, evitaremos que o conflito
As conotações positivas permitirão valorizar
a cortesia, a gentileza e as virtu- se transforme em violência e ficará mais fácil controla.—lo. E preciso lembrar
des. O educador deve incentivar
constantemente o uso de palavras amáveis que aos alunos que as palavras maldosas, provocadoras ou vingativas, mesmo que
celebrem a vida. Palavras gentis são positivas
e recompensadoras, e lembre-se: proferidas num momento de explosão, são capazes de magoar, e as palavras nao
gentileza gera gentileza.
b) Usar
podem ser usadas como se fossem armas, capazes de causar dor e sofrrmento a
a escuta ativa: mostre aos alunos a importância da escuta ativa, que nada outras pessoas.
mais é do que uma boa reciprocidade
na comunicação, ou seja, as pessoas que As palavras não devem ser usadas como armas de ataque ou contra—ataque.
estão se comunicando estão comprometidas
no processo de ouvir atentamente Por isso, e' preciso ser objetivo, sem ser agressivo, mantendo a 1102 sob controle.
a outra parte e trocar informações. Por isso, o primeiro
passo ao iniciar uma boa Exemplo: “eu me senti magoado com a sua ofensa...” em vez de seu idiota, como
comunicação é que o aluno mostre para a
outra pessoa que ele está interessado se atreve a me insultar daquela maneira?”.
no diálogo, nasopiniões dela, e que está prestando atenção ao
que ela fala. Deve Ensinar os alunos a criar o hábito de pensar antes de falar: sempre escolher
escutar, sempre, com toda atenção o que esta' sendo falado e sentido pelo
as palavras com mais cuidado. Em momentos conilitivos, preciso manter-se
&
Diga-lhe que somente pessoas outro.
que se sentem verdadeiramente escutadas estarão calmo e contar até dez antes de falar; ou então preferir o silêncio, que muitas
dispostas a escuta—lo.
vezes vale ouro. Falar sem pensar ou falar quando se está nervoso poderá nos
'
Para uma boa escuta ativa, ensine
aos alunos procederem da seguinte forma: trazer arrependimento depois, sem contar que certas palavras são destrutivas para
manter uma postura relaxada; evitar escutar e realizar outra atividade
ao mesmo o relacionamento.
tempo; participar ativamente da conversa, com receptividade e disposi— Combater a linguagem preconceituosa: o preconceito surge na convrvêncra ' .
ção para escutar; não interromper a com
pessoa no meio da fala; fazer perguntas; e diária, muitas vezes através de gestos e palavras. O preconceito leva inevrtavel—
ser compreensivo.
Uma maneira de se aplicar a escuta ativa é reformular mente a discriminação e à violência, e por isso a linguagem preconceituosa deve
recebido.
sempre a mensagem ser combatida diariamente, como forma de permitir uma boa convivência escolar.
que tiver A “técnica da reformulação” permite esclarecer melhor
o que Aprender a separar a observação da avaliação: segundo Rosemberg (2006: 57),
o outro disse é
e um dos modos mais significativos de ouvir alguém. Reformular “quando combinamos observações com avaliações, os outros tendem a rece—
consiste em resumir, com as suas próprias palavras, falas do
as outro, enunciando—as ber isso como crítica” e, consequentemente, resistir ao que foi dito. Por isso,
novamente. aprenda a separar a observação da avaliação. Por exemplo, segundo Rosemberg
O uso dessa técnica na comunicação, embora
pareça estranha no inicio, tem (2006: 56), em vez de falar “Zequinha é um péssimo jogador de futebol ,. que
várias finalidades: permite
que o nosso interlocutor sines—se ouvido e compreendido; é uma observação com avaliação associada, podemos falar: “Em vinte partidas,

'IZ Tá
Zequinha nlo marcou nenhum gol”.
que 6 uma oburvrçlo lnnn do svsllnçlo. do passado devem ser procurador e superados, para que a vida continue sem
Outro exemplo no mesmo sentido: devemos dizer
“: aparêncls de Carlos não problemas. Usar os ressentlmentos do passado como armas para o rp/lreseníe.
me atrai”, em vez de "Carlos é feio".
Evitar julgamentos moralindoresi utilização de julgar-nen quando houver um desentendimento com o colega, somente (agrava o re ;.
a tos momlizadorcs clonamento. Para tanto, é necessário que a pessoa de mais in rmaçao
. . .
contribui para estimular a violência. Por isso, . ª res _
o educador precisa incentivar os
alunos a evitar o uso de linguagem peito do que está sentindo ou pensando, utilizando—se de frases que comecem
que faz julgamentos e que leve à culpa, ao “ »
insulto, à depreciação, à rotulação com eu .
etc. Como anota Rosemberg (2006: 48), “uma
forma de comunicação alienante vida é As “mensagens—eu” são importantíssu'nas para restabelecer dialogos ” e supferar
na o uso de julgamentos moralizadores
que implicam que aqueles que não agem em consonância ressentimentos. Exemplos de “mensagens-eu” (Drew, 1990): ,.eu me sinto .
ourín _
com nossos valores estão
errados ou são maus”. Ainda segundo ele
(2006: 106), “a partir do
dido por causa disso”, ' “eu nao' gostei' daquilo ' ” “eu
, pensp (] ue esta e a me or
momento em opção , por causa disso”. Deve-se evitar “mensagens-voce , como “voce fez istº
A

que as pessoas começam a conversar sobre o que precisam


está errado com os em vez de falarem do que aquilo"; “você está errado”, “voce A
.
w


outros, a possibilidade de encontrar maneiras de atender às ou me irrita etc.
necessidades de todos aumenta”. Ensinar os alunos aassumuamponsabilidade,
. . . . &1.1,
para quenao uemso mente
Devemos evitar atributos negativos na defensiva: os relacionamentos devem ser, na medida do poíswe
I b
, a ed
Ҽs e
para as pessoas, tais como “ela e' pregui- francos e, quando houver uma situaçao ' de conflito,
' o aluno eve ap ren er a
çosa”, “ela egoísta demais”, “ele está
e'
muito gordinho”, entre outros. '
Isso, entretanto, não assumir a sua parte de responsabilidade ' '
por alguma açao, ' em vez de ficªr agindo
nos impede de fazer juízos de valor sobre as qualida-
des que admiramos defensivamente, o que somente levará ao aumento do conflito, em vez e aju dªr
na vida, tais como fazer a valorização da honestidade, da
liberdade e da paz. lil-tºssir: rlz-alunos
h) Aprender não fazer
a comparações: comparações também são formas de fazer a formular questões mais abertas e sinceras: num relacio-
julgamentos e exercem poderes negativos sobre
nós. Comparar, classificar ejulgar namento, muitas vezes não sabemos se a nossa conduta afetou negªtivament:
outras pessoas também promove violência. Para ou não outra pessoa. Para que os alunos coordenem as suas açoes de orma mªin
uma comunicação eâciente e'
necessário observar sem julgar coerente e adequada, quando perceberem que algo esra errado com as pescªdo
ou avaliar, fugindo de expressões comparativas,
como por exemplo, “ele faz um trabalho melhor você” ou “ele e' mais
sua volta, precisam aprender a:uestioná—las, para saber o que estao pens ,
que o e lane'an
do que você para esta atividade”,
entre outras.
apto
Érªqrztrpíúmªer
' o.
eil'ipatia
&
Estabelecer a igualdade tentar imaginar e sentir-o que a outra pessª:
na comunicação: fale claramente as suas opiniões e está sentindo ou sofrendo; é, em suma, colocar-se na posiçao ou na;;tmçíºbm
os seus pensamentos, mas respeite o igual direito do
outro de falar. Depois de outra pessoa, num esforço para entende-la. No desenvolvimento um
escutar atentamente o que o outro tem a dizer,
promova uma comunicação em comunicação, devemos fugir dos preconceitos e estereótipos qiâe geiiagn an tigos a.
que ambos respeitem o direito do outro de
se expressar. Lembre-se de que a tia. Pessoas que aprendem a respeitar as diferenças sao capazes e se i ertaªe
comunicação deve ser uma via de mão dupla. '

Ser claro no que diz.— comunicação preconceitos e estereótipos. A empatia se estabelece entre pessoas grife se v m ,
construtiva não é fazer agrados ou bajular. Ser
claro é ser assertivo, e isso se aceitam e se respeitam como seres humanos, com todas as suas
1

permite que você diga sim ou não. Tudo deve erenças.


ser feito Exemplos de frases empadas.
com gentileza, mas você deve-se dizer não ao comportamento imoral, ilegal
injusto. A comunicação construtiva baseia ou O que você acaba de dizer, eu endosso totalmente.
de simplesmente agradar
se em princípios éticos e não no desejo ' Em seu lugar, eu teria feito a mesma cºisa.
k) Ensinar
o outro. 'º A sua ideia é interessante, apesar das nossas divergencias
.
, . de opiniao. .
.,
os alunos a eliminar os sentimentos negativos
sobre algum colega: se possuem sentimentos e os ressentimentos É muito interessante esta quisera eu ter Sido o autor.
ruins sobre alguém, devem tomar ' Nesta situação, sua proposta;
coloca—la ' .
providências para resolvê—los, eu penso como você, por isso vamos em pratica.
através da falta de respeito,
em vez de se expressarem (verbalmente
ou não) ' Imagino que você deve estar sofrendo muito com o fato.
1) como xingamentos, insultos, abusos etc.
Ensinar os alunos a se prepararem interiormente
' A sua maneira de resolver o problema tem pontos em comum com a milnb a.
mentos: o aluno precisa ser treinado a resolver e para superar ressenti- 'Pdíoãieltertfllaflo,
º ' emos muitoalguém ue conversar.
a superar conflitos do pas-
sado que ainda se manifestam quando tem um comportamento do qual. nao , goi
no presente. Os sentimentos e ressentimentos
tamos ou com o qual não concordamos, a lógica da puniçao nos ensma que
Tªl
“|S
necerrlrlo der o “troco". Pensamos que .
uma das peluvm.epnlludademos delª::lpclí
1-
Faze-le refletir
meemwa'wemuw
.
ou mesmo ver se ela se toca dos seus erros
, ,

Winehouse.
' ' '

tamento. A ideia é boa. mas não funciona, pois em vez de


. construirmos um-1( Procedimento: num primeiro muller-rio. peçe eae eeu: elunoe que escrevem. Indivi-
comum caça'o em pá.
tica '
, construrremos barreiras
»

'
para uma boa comunicação. Dar -

veu-mm. minh/tee que lembrem ume enuncia de pet e «e: que lembrem uma
sermão, julgar, precrprtar soluçoes e
.
ignorar as preocupações do interlocutor são mmo de conillto.
'

as barreiras mais comuns. Mesmo que o propósito seja bom Em naum. monte grupos de cinco e nele alunos e peça elee que elaborem uma
. , a solução oferecida :
lletl com de: palavras. não repetidas, de expreMee que lembrem a paz e dez que
muitas vezes demonstra superHcralidade, pouca importância fato problema
.

Esse tipo de resposta, ao ou lembrem uma enuncia de coniluo.


em vez de resolver, muitas vezes potencializa o conflito ou Discute com turma toda, em um circulo grande. as palavras epreeenladas. No cir-
cria um novo, ao mesmo tempo desqualifica o
!
culo. cade aluno que se candidatar deve falar sobre uma palavra de lista apresentada. O
outro, podendo provocar ansiedade
»,,

ou ressentimento. Vejamos alguns exemplos. educedor deve ajudar no esclarecimento de qualquer dúvida sobre a palavra.
Criticar:
e
. .
“Olha, fol. voce,
'
.
que criou esta confusão, azar seul”
Desqualiilcar a outra pessoa: “Você é estúpido mesmo"”
' Dar liç㺠. inar habilidades para a construção do consenso direto através
.
. de moral: ((
Você fez a bobagem,
' Ameaçar: “Agora vou punir você!”
agora peça desculpas” diálogo restaurativo: a negociação
' Aconselhar: a No lugar Além de treinar a comunicação não violenta e o uso do diálogo em situações
' eu faria isto...”;
.
seu .
“Acho
,

que você deveria ” ' conflitos,


os alunos deverão aprender a negociar para resolver as suas pendências
. Corrigir: “Não foi assim que aconteceu”
Por fim, lembrar os alunos que: vaidade, apatia, dependencia egar ao meio-termo que agrade ambas as partes. A negociação é o processo pelo
[.imldez,
'
eleV a-
ção de voz e [Ilaanu-lªçªº 53.0
.
forças , as pessoas envolvidas buscam, por elas mesmas, a solução de problemas, de
q ue restringem uma boa comunica Ǫ O', a(
'

, . .
contrario, empatia, motivaçao, .
. clareza, firmeza, iniciativa, competência, uHitos, de restabelecimento de relações ou de troca de interesses. É a construção
apoio
e solidariedade são forças que impulsionam consenso direto.
uma boa comunicação As negociações são as discussões entre as partes em conflito para que, volunta—
, ente, solucionem os pontos em discussão ou em litígio. As discussões ocorrem
Atlvllxãde 1: Quadro. palavras escolhes nas entre os envolvidos. Se a comunicação for interrompida e o diálogo for per—
ele
*

me um quadro com negociação pode ser incrementada ou auxiliada por uma terceira pessoa. A
Sªcªnª: bem
ºs pares de expressoes &elogios
se uirl enllssllllepàrãst
m
22:52:12
a
o,-ciação é procedimento mais
comum e normal para a solução de conflitos e
.
Visível:; trabalhe dla
e no & dia com os ,
-,-
o
re as eeco ae de palavras que fazemos. M l

«ªsglªmum evitar que eles transbordem para algum tipo de violência.


,
escolhes consciente: ou inconscientes sobre o vezes fªzem: .

uso
«

Veja a melhor opção em cada um dos A arte da negociação nada mais é do que o bom exercício do diálogo restaurativo,
pares e seguir (Urban, 2007):
Reclamar . . Exprrer gratidão compreensão da pluralidade de opiniões e da discussão de propostas, de forma que
Xingar
Mentir
Usar ' _levree
F aler a ' verdade
decentes
' partes envolvidas cheguem a um acordo no qual todos saiam ganhando (lógica do
Arreear se passou. hat-ganha”). A negociação terá sucesso a partir de um diálogo franco e aberto.
Animar as
User palavras rudes pessoa
User palavras amáveis Na escola, devemos ter um comprometimento constante com incentivo à
ignorar as pessoas. Cumprimentar as
Fazer fofoca Não fazer fofoca
pessoas ociação como uma atividade cotidiana e eficiente para resolver as dificuldades
.........
Não reconhecer o esforço elhei Valorizar ': rpessoais, difundindo valores, como respeito ao próximo, convivência com a di-
Rir de alguem as pessoas
.. ir com alguem sidade de opiniões, compreensão, respeito às diferenças e solidariedade. O ato de
ªllªn; alquem. ceiiar a responsabilidade
. pessoa expressar as suas ideias e sentimentos através da palavra e ser ouvido por
e er mesmo emuntar sobre os outros
tro, em posição antagônica, permite a criação da cultura do diálogo. O interessante
M petter Ir
o que esta errad Celebrar o que está certo
Deeeetlmular as pessoas
Mandar fazer
. Estimular
as pessoas negociação e' que ela leva à tomada de decisões conjuntas, mesmo quando as partes
. Pedir para fazer
Usar palavras...............
e tem ralvosºs . Usar palavras
volvidos têm posições antagônicas.
e tons gentis
Ser sarcástico
.......... . Ser sincero A negociação e' um processo transformador através do qual os envolvidos poderão
Interromper e fale de pessoas
. . ' : car as suas convicções de forma positiva. A chave para qualquer negociação é
Ouvir enquanto alguém fala
Evitar olhar nos olhou
Fazer contato com os olhos
Fecher cera cada uma das partes deve tirar vantagens das concessões que se fazem e extrair
: ........... Sorrir
'. caso
uma experiência positiva.
"lb
Tl
Mit“ melhor» comun.
Fomrumdmlooumtodnchm
' '

[formar
s. nlo”mamado-“meninos
amt cada um de. itens «
M,m
'
.* '
.
do outro. Em seguida,
»

feita. haverá alguma melhoria

::er mp o e dicas para manter um trabalho


diálogo.
1) Fale um
no relacionamento da sala?
em grupo adequado
e ter sempre um bom
dom- vez.
2) Não Intenompn
o colega enquanto ele estiver falando.
3) Durante um dialogo normal evito
4) Mantenha em foco
os
tópicos auge—dªí“ e procure demonstrar simpatia. AS REUNIÓES RESTAURATIVAS:
É;
MEDIAÇÃO E os CÍRCULOS RESTAURATIVOS
(Smurf:
sempre aberto e honesto.
'

e nos olhos de outra pessoa quando se dlríglr & ele.


7) 3:01:33,
$$$)“; ::jªneiro sua opinião com atacar a outra pessoa (por
p Eu amdno...' ou 'o caminho
.
Montene..."). que eu entendo ser
&) Dlvlda (: tempo da
conversa , permitindo à
outra
9) Não faça
graça do que a outra posou dieser mªis»?! ª drenos “ falar.
10) Mantenha o espírito de
A

cooperação com o outro.

Além do diálogo restaurativo (negociação), que já vimos anteriormente, a partir


capítulo vamos abordar as outras formas restaurativas de resolução de conflitos,
»

poderão ser usadas nas escolas, quando o conflito se intensificar ou virar violência,
_,

em conta o tipo de infração ou transgressão praticada


lm necessariamente levarmos

o perfil do autor do fato. Vamos chama-las, indistintamente, de reuniões restau-


'
vas para nos referir às mediações e aos circulos restaurativos.
Vários são os tipos de reuniões restaurativas existentes, entre outros: os diálogos
aurativos (negociações), as mediações, os círculos restaurativos e as conferências
.
' iãres. Ainda existem outros meios de solução de conflitos: conciliação, arbitragem,
,

,v . Vamos abordar apenas a mediação e os círculos restaurativos por entender que,


ém das demais práticas restaurativas informais abordadas, são opções adequadas e
lx

- cientes
para a solução pacífica dos conHitos escolares.
.
A mediação é uma reunião entre o mediador e as partes envolvidas visando
. restabelecimento do diálogo entre as partes, buscando a construção
de soluções
,
partir das necessidades dos envolvidos. Não há a participação de terceiros nessa
' união restaurativa simplificada. O mediador pode ser qualquer pessoa e até mes-

o um estudante (ou vários estudantes), do mesmo nível dos demais, que pode ser
capacitado para atuar como mediador (ou comediadores) nas disputas dos seus pares
“(“mediação de pares”).
Já o “Círculo Restaurativo” é uma reunião com as partes conflitantes, contando
escola, da família ou da
com a participação do facilitador e de outras pessoas da
comunidade. Conforme veremos, o encontro possui uma sequência integrada de
"
fases: 0 pré-círculo, o círculo e o pós-círculo. Com base no roteiro, as pessoas podem

ii
discutir o conflito e construir soluções
para o Futuro. O “Circulo Restnumivo" 6 Rec ser além de necessidade de reilexlo sobre
uma alternativa que confere o espaço-tempo para as
iclpelidu as euu nt itudel. o aluno. ao
efetivarem consensos pacificadores através partes envolvidas num conflito reuniões restaurativos, aprenderá que todos aii são iguais e devem ser
da comunicação não violenta.
A priori, não da
para dizer com tranquilidade que a mediação deveria ” cor com dignidade e respeito mutuo.
ser usada Pertenclmentor as reuniões restaurativas integram e permitem .
aos alunos [lim
somente nos casos mais simples, e os círculos restaurativos
Ambas as formas funcionam nos casos mais graves. senso comunitário e a percepção de pertencimento à comunidad; esco ar,
por si sós são também formas
nos diferentes tipos de casos, sem contar
de mediação de conflitos. que os circulo.» r
seja, a percepção de que eles fazem parte daquele grupo, que dao ' a de e as suas
Não há um critério objetivo sobre qual formato ntribuições possíveis e nele são reconhecidos, resgatadº a sensaçao e que sa'o
de reunião restaurativa escola
deve usar. A mediação e mediação de a àquele grupo comum . Se os alunos são ouvidos, eles
a pares possuem formas muito práticas de fun portantes porque pertencem
cionamento com o foco na satisfação das
partes diretamente afetadas e envolvidas sentem respeitados, valorizados e incluídos no meio escolar.
e têm procedimentos mais simplificados do Responsabilidade: o aluno aprenderá a relatar os seus prob emas ;: tecª:n
1
, de
que os círculos restaurativos. Estes, por
sua vez, contam com a participação das idi-los com o grupo, assumindo a responsabilização pelos seus atos e pe os .oºS
partes direta e indiretamente envolvidas no
conflito e, por envolver mais pessoas, demandam usados à outra pessoa. Além disso, e' fundamental que o aluno assuma um e (etlv
uma estrutura mais organizada e um
espaço mais adequado para sua aplicação, porém são mais completos promisso de manutenção dessa responsabilidade.
relações, pois, além da reparação dos danos, para restaurar Nesses anos em que trabalhamos na Promotoria da lnfâncra e ]uventu d e, vemo s
.
buscam atender a necessidade de todos
os envolvidos na questão. por-tância de os jovens assumirem a responsabilidade de seus atos.”?m regra, 30-
Caso prefira, a escola poderá
montar uma estrutura única de funcionamentos. os todos os evolvidos na sala e fazemos um “Círculo Restauratrvo improvisa 0.
somente de círculos restaurativos, para todos os jovens autores dos atos infracionais sempre chegam à Promotoria'e, de pronto,
casos. Ou então podera' montar
uma estrutura de mediações e/ou mediações de «r. . os fatos a eles imputados. Depois de uma boa conversa com as vitimas,
exemplo, de indisciplina escolar esporádica pares para os casos mais simples, por . íªm os

círculos restaurativos
e outras ocorrências mais corriqueiras; de
e ns infratores e com as famílias, vamos, através de perguntas restauratrvas E ;] olgo
para os casos mais graves, nos quais também seria importante a .. "vo, levando os praticantes dos atos infracionais à responsabdizaçao.
NÃo
ln ,
eª:
:

participação da família ou comunidade


nas discussões de problemas, como vandalismo, Í.
pre se responsabilizam pelo que praticam e compreendem as conszqrâenaaíã [2385
bombas, gangues
ou grupos rivais, agressões físicas mais graves, indisciplina escolar '

mais séria e duradoura, casos outros e para eles mesmos, daquelas escolhas que âzeram. Ao inv s e pu çi
graves de bullying, furtos e intimidações,
O importante é que a escola tenha esses meios à disposição, entre outros. muitas vezes também fazem parte, dependendo do tipo de infraçao pratica a: ;
pois eles são excelentes » 'oria das vezes conseguimos ótimos resultados com ansrmples responsabrdrmçao.
para restaurar relações, o que é importante
formação para a harmonia do ambiente escolar e 'tos deles voltam à Promotoria, anos depois, com convites de formaturas e e casa-
para a dos alunos.
Por razões didáticas, tos, como forma de agradecimento e para mostrar que aqueles simples mometãtos
usaremos as denominações “mediador”,
e “facilitador”, para os círculos restaurativos. Quando para as mediações, reflexão e de responsabilidade ajudaram na alteração dos rumos ge suas vr
a ambas as expressões, falaremos em coordenadores
nos referirmos indistintamente
ou facilitadores.
Não queremos dizer que uma única reunião possa mudar o futuro de lima ªss :;
:;

A"! já está com o comportamento afetado e muitas vezes agindo na e mªu nc ia .


*

Reuniões restaurativas: trabªlhando valores «tretanto, uma simples reunião restaurativa pode permitir a compreensZo, , at megª:
essenciais . mais comprometido dos jovens, de que algo esta errado em sua con uta e qu
Antes da abordagem sobre as reuniões
restaurativas, vale ressaltar os valores erá mudar a sua postura e (re) pensar o seu projeto de vrda.
são nela trabalhados. Constata-se elas, que
que além de trabalhar com os valores inerentes Honestidade: as pessoas envolvidas nas reuniões restaurativasbprecrsanâíer
. .
à própria concepção da “Justiça Restaurativa” (cf.
Marshall e Bowen, 2005), trabalham sparentes e sinceras, pois será necessário que falem abertamente ªo
:
062311232,
diferentes valores essenciais à
.

pessoa. Vejamos, entre outros, alguns desses valores. despertando nos alunos o valor do diálogo aberto, da smcerrdadee a ou
Participação: os mais afetados pela hu.-
transgressão deverão ser os principais partí— Humildade: como as reuniões restaurativas tratam todos igualmente,?
cipes da reunião restaurativa. Quando
o aluno participa dessas reuniões, seja dade é trabalhada como valor, pois é através dela que as pessoas aprenderaoCque
autor, vítima ou terceiro interessado, ele como
passa a entender e melhor relação com os guém é mais do que ninguém e que a falibilidade é uma condiçao humana. om
colegas e
com as demais pessoas envolvrdas no processo, coordenador, professor ' ' para as pessoas adm itirem os seus erros e pedirem
e pessoas da comunidade.
como ..v—
e aprendizado,
' ' facrl
ficara' mais
perdão quando preciso for.
YZ
0
[numa-ile: o aluno aprenderá que rodou. nie na condlçlo de vi- Tambem poulblllte mom-lr e elel que quando pensou nlo
rima. então interligado: autor eu .
li conwguem
numa rede de relacionamento: e Ilo chegar e um acordo. nlo devem prolongar o conflito; ao contrário. devem
valorosas para a comunidade. peuou Importante: e
Empodernmento: tanto
| apoio a uma terceira pessoa para que lnteroeda visando ajudá-las clarificar e a
a
autor como vítima voltam a ter autodeterminação lona: a pendência. O mediador ajudará a mudar o nível e a intensidade do diálogo
auftonomiaiem suas vidas. as vmmas têm
um papel ativo no processo restaurador. e o | as partes envolvidas no comportamento prejudicial ou no conflito.
in rator é visto como alguém que errou e pode redimir,
danos e consequências do se responsabilizado-se pelur
ato. Fases do processo de mediação: abaixo faremos considerações sobre uma forma
Solidariedade: ao permitir simplificada de abordagem medietive (um modelo mais completo é apresentado
que os alunos reconheçam os seus erros, estabeleçam no
capitulo "Circulos restaurativos", quando trataremos do procedimento dos circulos,
gm acordo com a parte conHrtante e um final satisfatório cujos roteiros podem ser usados aqui).
para todos, haverá um
espertar para o diálogo e para o sentimento de respeito e
amor ao próximo. Introdução
a) Concordância com a mediação:
as partes devem concordar com a mediação.
Mediação escolar b) Iniciar o
processo com calma: o mediador reoebegentllmente as pessoas envol-
vidas num conflito e as convida a se sentarem, da preferência uma de frente
para a
outra. Deixando-asàvontade. eleseaproxima calmamente eexplica que está preo-
cupado com elas e está ali para ajudá-las, atraves de um processo de mediação.
O mediador deve mostrar às partes que está preparado para ouvi-lea.
para que
todos construam um acordo juntos; deve explicar que ele não escolhe os lados
(a negociação).
e
Enquanto na negociação não ha' nem conta como resolver o problema, pois ele somente instigera e ajudam as partes
a participação de um terceiro, na a conetnllrem as suas próprias soluções para o problema. Deve utilizar-se de ergu-
mediação este será necessário
para ajudar os envolvidos a encontrar a solução mentaçôes, mmo: “vocês têm um problema. Por que não lesa/vé-lojuntos, já que os
conflito. O mediador buscará restabelecimento parao dois lados poderão sair ganhando 7'
o do diálogo rompido Nessa fase, o mediador deve pedir às partes para que:
procurando a satisfação das pessoas envolvidas entre as parte
necessidadesl
e o atendimento de suas 1) restebeleçam o diálogo;
A mediação permite “ganha-ganha”,
o pois é uma técnica de resolução pacifica 2) tentem resolver o problema;
de conflitos, cuja metodologia 3)
compreende a promoção do diálogo usam a linguagem do “eu” (vide mais nos capitulos “vael primário de intervenção”
diretamente envolvidas conflito; entre as partes e “Circulos restaurativos") e não façam ataques;
num o diálogo é facilitado mediador im-
parcial e treinado, por um 4) não interrompam quando e outra parte estiver falando;
que coordena o processo, escuta as preocupações das partes 5) não culpem o outro ou façam xingamentos;
orienta na negociação. e as
6) sejam oonlidenciais sobre as coisas que forem discutidas durante a mediação.
A mediação é
uma ótima ferramenta para lidar com os conflitos interpessoais
ocorridos na escola, principalmente Desenvolvimento
quando eles envolverem Supereda a fase introdutória. o mediador vai indagar das partes:
por exemplo, autor e vítima, e se referirem a infrações escolarespoucas pessoas,embordcomo “Primeiro nos vamos falar sobre o que aconteceu? Quem gostaria de começar?"
mais simples, (normalmente começe-se com o relato da vitima).
possa também ser usada para conHitos
É simples com várias pessoas, com a mesma siâtemática O mediador pedirá que a parte relate objetivamente o fato ocorrido.
usar a mediação no dia a dia e, pela sua eficiência, e' introduzi-Ia Após a parte terminar. o mediador faz uma refonnulaçào do relato feito, num
preciso breve resumo, como por exemplo, "você relatou que ontem a noite foi agredido,.
como um valor e como uma filosofia de trabalho. Muitos
teóricos afirmam etc“. Depois. para assegurar que os fatos fiquem bem esclarecidos,
se necessário faz
necessários cursos com horária que são
carga mínima para a aplicação da mediação mais perguntas, tais como: "explique mais sobre essa situação", “o que você pensou
realidade, necessário aprendizado
de alguns passos e procedimentos e, mas na
e' quando isso ocorreu?”, “o que mais aconteceu?", "como voce se sentiu?", "alguém
o depois mais foi prejudicado?",
muita prática. É na prática Outro'detalhe',
que será possível o verdadeiro aprendizado. Depois. faz as mesmas perguntas para a(s) outra(s) parte(s).
quanto mais mediadores trabalharem juntos Após as exposições dos pontos de vista, peça a cada um dos envolvidos para
num caso, mas eHciente será sucesso que relate o que se sente com o problema e por que. Em seguida pergunte como o
da mediação. Por isso, é importante o
a utilização de comediadores. conflito será resolvido.
A mediação permite a solução de conflitos Depois. pergunte se há alguma coisa a mais e faça um resumo das declarações
rotineiros através do diálogo e da com— e dos sentimentos de cada um dos envolvidos.
preensão; possibilita formas criativas de transformação
dos conflitos
crescimento e de mudança em oportunidades de Focando o interesse das partes
em cada um dos envolvidos, trazendo-lhes lições duradouras A partir deste momento, o mediador também deverá identitioar qual o interesse
para o crescimento interior. Permite ensinar é
aos alunos que, diante de das partes, indagando delas o seguinte: que você quer e por que voce quer isso?".
“o
uma desavença ou de um conflito, as pessoas devem uma disputa, de Aqui o mediador descobre sobre o interesse de cada
uma das partes e se eles são
sentar-se e conversar, em beneficio compativeis ou não,
24
R$
“duram“
“::.:de00.1: ªrªntes—chave: "e que pode ser feito
outorgas comem um rop-m o ml eau.
gunm ,” ht . _
"indiªno.:
Nle
, havendo respeite. o medledor dove por- entre as partes. para dlvldlr a responsabilidade pelo trabalho e para chegar no
o problema?" o :::: 33.13: =." um
Dªmiªnª; psr- '(.) outra(s) DIM“).
oposta ... em em ajudar resolver
"º"“guide. tem . mama me. A experiencln pode ser testada em cada unidade escolar e no cotidiano. O
e ouverdmculdadnvãos pedofilgzli.zgiJ . nador pode entender que, para determinado caso, não seja necessária a atuação
dor deve perguntar: "o ! | a res º." .
construcao de acordo. mediu— a dupla de mediadores e para outros sim. Em regra, quanto mais comediadores
que
blema similar7': “como poderia º
trabalhad cada caso melhor.
voce pensarem alguma coisa serfeita?", “ pºde”. '

a ser '
Para o sucesso do programa de mediação de pares e das reuniões restaurativas de
Solucionando o problema através a geral, é importante que a escola toda esteja comprometida com a GlosoHa do
do “ g nha-ganha ,.
O mediador deve ajudar os envolvid ª a e que os alunos aprendam as habilidades básicas de comunicação sugeridas,
para eles e para as suas necessidades, o escuta ativa, pensamento crítico e assertividade.
especmca: quem fará o que, quando L

Relate novamente . on Com o passar do tempo, os professores compreenderão a importância do pro—


a
dam com ele. eles terão um grupo de apoio para manter a ordem e averiguar
, pois na prática
Em seguida, o mediador
deve agradecer partes pelo conflitos, ficando mais livres para se dedicar ao seu trabalho pedagógico.
as sucesso da mediação
Observaçlo: sugerimos que cada
coordenador
Objetivos da mediação de pares (Schabbel, 2002: 38)
1) Criar vlncuios cooperativos e senso de comunidade na escola.
2) Melhorar o ambiente na saia de aula pela diminuição da hostilidade e tennlo.
3) Desenvolver o senso de coletivismo.
4) Melhorar as relações professor/aluno.
5) Incrementar a participação dos alunos nos projetos da escolª e da comunidade.
6) Resolverconnitos menoresentre pares eque interferem nos processos educativos.
p or um estudante (ou varios
' ' estudantes) da
mesma categoria 7) Valorizar os alunos ind-emanando a autoestima.
n te capacrtados
.
para atuar como mediadores nas disputas dos
.
SEUS ar E: 5, C 11 8) Mudar os parâmetros de comunicação e linguagem.
p am a e me daçao
—S
i d e parE5 ou mediaçaO de
Pºde SCI um lnedlªdºli iguais O PfOPrlO ªl uno 9) Incentivar valores e responsabilidades pelo todo.
Pºlquª ª lnedlªçªº "3 escºlª deve se bªsªl! lll—unª lºgicª Como Implantar a medlaçlo entre para: (ressalto que este e um roteiro simpliica-
qual os próprios estudantes
resºlver seus Prºblemªs p odem ajudar
'
os seus colegas a
do, Para uma forma mais completa, sugiro que sejam utilizados os procedimen-
tos dos círculos restaurativos, apresentados nos capítulos seguintes)
1) Deverão ser selecionados os alunos para treinamento. num número razoável
que possa permitir revezamenlos, Aseleçào deve ser feita conforme o perfil ideal
de um mediador, acima citado.
2) É necessário que a escola tenha uma pessoa para coordenar, supervisionar e
vidas e habilidades
para resolver p roblemas e disputas”. Ela incentiva dar as instruções sobre a mediação. Pode ser (: professor—coordenador ou outro
os mediadores são facilitadores o diálogo e profissional; não havendo disponibllidade. poderá ser algum pai ou membro vo-
qu e nao tomam decisões, mas trabalham
resultado “ganha-ganha”. para um luntario da comunidade. Aele caberá divulgar o programa em toda a comunidade
escolar. supervisionar e acompanhar a continuidade do programa. mantendo a
comunidade escolar informada sobre o programa.
3) Deve haver um treinamento básico, que pode ser feito através de conversas
V
lºlenaª Pl 0" 10 V ldOS
nªs CSCOlªS e; COHÍOIHIC lVÍOIIIS 011 (200 5 309) sobre os requisitos acima. seguidas de algumas dinamicas sugeridas neste livro
são meios ex tremamente populares ; esses Plºg! 317135
e simulações de casos concretos que tenham ocorrido na escola, observando—se
-
de solucronar
' conflitos nas escolas exist
l.rter&! , e em) o desenvolvimento escolar e social. bem como o contexto dos alunos.
mente, aos milhares em diversos países
4) O projeto de mediação escolar deve ser divulgado para os alunos.
5) Depois da divulgação para os alunos, deve ser feitª a divulgação do projeto perl
os pais.
6) Aescoia deve cuidar da logística do programa e organizar os meios para Imple-
menta-Io.

n
Ant» do Inlolor o mar-mn.
. mmm que em!-:
.
www
1) Promovl encontro. entre
ºwwmªmmamwolammnwo
W hmmm—emm.-
'

ou pule. nlunon. prole-nom


nldndc
. pono" dl
'
pur:Inlormuçlo comu—
. dn lmponhnoln do
emu-qm
Modo.
um
IGT
uguldl pela pregam.
oleole perl noluçlo do. conflito; O. de
nove Hlolofll
progrlml. pure |
| e conhecido por todo-: wmmmmmomuuodoqmumstwdor':
«murmd-mmmmnmmmedoad-mm
“'

bem—sucedido.
precisa sernoelro nr '“
2) Prepare todo o corpo docente
e administrativo da escala para a 'mmm.Umnoxb-ldeom conhnoeMownaceeoa,
execução do Foloquoooomunmbngonhnm.
Fuel:Fºmrumclmulograndeedobmrcomatunna.
1) Porquoocuocmconfmnmo'l
3) Dellmite os 2) Oqueéum conflito?
casos que devem ser levados para
as mediações, principalmente o dada foi de “ganha-ganhe"?
:; 5331313323» corinhos. O certo dizer que uma das pinos tem de ceder?
5) 5002129335; tªdas
uma n egoci 1960. o bom é quando cheg- mos um ponto nee
doªqurdo :
as partes selam latlsfenes. ajuda que tenha: ademi-
4) Estabeleça regras &)
dixer ue partes não chegam a um mordo na negouaçlo& pum
::
para a mediação como: horários, dias
de funcionamento, nu- ' como este deve proceder para convencer as partes
.cheguem uma ”|".
mero de sessões. quais serão
de um local adequado os mediadores, quem será o coordenador,
além '
ººº (Wª "ªndª &
mºª 7 .
para se realizar a
»

mediação.
Observação: as fases do
processo de mediação de "
' '
aluno: que exemplmquem
ou 263113326“
Fmâemãªmaçõesr ' ou nos casos com coluçool
diação comum. pares são as mesmas da ªlªnª” nas quais algum familiar tenha pnrtldpndo. nono-
_

me- ?

comerciais entre pessoas, empresas ou paises etc.).

Atlvldnde 2: Atlvldldo
table : lógica "cunha-ganha" fll solução do
Fue 1: Ler o seguinte
msn pªra os aluno: (ou coloca—lo num comum
Uma pequena história quadro):
sempre lembrada na literatura sobre
aquela em que duas mediação de conflitos e
pessoas brigam porque ambas
Uma soluçãojusle
serie dividira lazer)/'e meio. No queriam a única laranja existente.
ao caso, diante do conflito, o mediador
U
??
CÍRCULOS RESTAURATIVOS

_ Dentre as opções de práticas restauradoras temos os chamados círculos restau-


'
vos, nos quais as discussoes - feitas em grupos, através de círculos. Na prática
. . v
. sao
1

“. encontros feitos para restaurar as relações. A nomenclatura não é padronizada e

outras pessoas que possam ter interesse ou colaborar com a solução do conflito
iares, professores, funcionários, pessoas da comunidade etc.) e o facilitador.
O nome “Círculo Restaurativo” se deve ao fato de que as pessoas envolvidas num
"to fazem uma reunião em círculo com a ajuda de um facilitador e de outras
«_ nas interessadas em ajudar na solução do caso. Nessa reunião, todos falam; os

volvidos poderão discutir, refletir, se redimir e recuperar a harmonia e a paz entre


É
'

. um encontro para restaurar as relações abaladas por algum problema. Ele


ta que o conflito permaneça entre as partes e gere mais problemas no futuro. Essa
;*

rica de sentar e conversar após uma briga ou um ato de violência é muito comum
“ povos indígenas e nas comunidades orientais, como o caso dos maoris na Nova
e'

' ândia, dos aborígenes


na Austrália e do povo timorense, em Timor Leste.
Os circulos restaurativos são recomendados e podem ser aplicados em todos os
pos de conHitos, desde os mais insignificantes até os mais complexos, desde
'
individuais até os grupais. Podem ainda ser aplicados das mais variadas formas,
.

-
pendendo da estrutura, da organização e da filosofia de cada unidade escolar. Não
um modelo formal a ser seguido, pois tal qual a “Justiça Restaurativa", que é uma

. osolia e não um modelo (Wachtel, 1999), as prátims restaurativas escolares também


1111 devem
ser consideradas.
ºil
Por oportuno. observamos
que os anos. ainda que gram. ocorrldot dentro do !

Mandmocptoudlmenmpanuolldtaçlodeumpm remu-
ambiente escolar e que tenham
repercuulo apenas no local. devem devem
iatlvo claro: conhecidos de todos. local Em um previu-nente
somente na escola. Não da para dizer ler resolvidol '
um e mem
que toda infração escolar pode e deve ser .

deiinldo. por exemplo, na secretaria da escola. deverá haver um caderno no qual


considerada ato infracional, à luz do Estatuto da
Criança e do Adolescente. Por o estudante solicitará () circulo (ou a mediação, se for o caso), anotando o seu
motivo entendemos que somente devem em
ser comunicados à Delegacia ou à Justiça da nome e o período em que estuda.
Infância e Juventude os casos
graves de infração que não poderão Para aqueles estudantes mais inibidos ou Vitimizados,
ser resolvidos pela em vez de levá-los a
. . .
escola, tais abuso sexual,
como tentativa de homicídio, tráfico de drogas,
Entretanto, se ocorrer o contrário, entre outros, procurarem o local onde se encontra o caderno para anotar 0 $er nome, sÉgerimos
ou seja, se outro órgão público
escola a respeito da prática de algum comunicar ;i que se disponibilize um baú de sugestões, para mediação ou Circulo eitlaura-
ato infracional praticado pelo aluno fora dela, o tivo", no qual a pessoa colocará um papel dobrado com o seu nome e :; s a )em
caso deverá ter tratamento diverso: a escola deverá trabalhar
órgão o problema em conjunto que estuda (o coordenador do círculo depois repassara os dados no ca erno .|.
com esse e com a rede protetiva.
Se o aluno vier encaminhado para a direção da escola por ato indiscip

Como a escola pode organizar reuniões nat, a direção poderá lhe oferecer a participação no Circulo como alternªtiva :
testamtivas? punição prevista nas regras disciplinares da escola. Caso ojaluno aceite;l eve;- á
Em primeiro lugar, é importante dizer ser feita a anotação do seu nome no caderno, e ele devera ser procura o pe (;
exclusivos para as reuniões que não existem rituais prontos e padrões
restaurativas. Entretanto, existem alguns coordenador do círculo para marcar o pré-círculo, já ciente de que irá participar
parâmetros de É::dmçaorlomienã:
' o círculo.
responsáveis: os pais ou responsáveis devem dar pmueli autEorsl;
zação para que os Filhos menores participem das'mediaçoes e dos Cii'cl os. 5
cada comunidade autorização pode ser dada no momento da matricula do filho na escoda.
nas quais as reuniões restaurativas serão aplicadas. Para
da aplicação das reuniões tanto, antes Comunicação e informação: para que todos os envolvrdos na realidíz:l e escoar |
restaurativas deverá haver
escolar e a orientação de todos envolvidos: uma preparação prévia do espaço
os professores, funcionários, (alunos, professores e funcionários em geral) possam procurar as formas ternativas
alunos e comunidade. Depois, gestores, pais.
as reuniões restaurativas deverão ser conduzidas de resolução de conflitos, dentre os quais os Cli'CulºsirestaurathZÃ, e nelcessarlo
coordenador apto a fazer a por um
dos resultados do
preparação, a condução e o posterior acompanhamento que haja uma grande campanha de divulgação Junto a comunid ule esgo ar.,
encontro. A divulgação do funcionamento das mediaçoes e dos cite osE evera s er
Pré-condições para o funcionamento dos ampla e geral, através de palestras, murais, cartazes e outros meios. sses meu:
círculos de divulgação deverão ser claros quanto às seguintes informaçoes. a)do gre sao
a) Equipe: formar a equipe
ou reunir os voluntários que serão os coordenadores 'mediações e os círculos e como eles funcionam; b) quais os. passos e neiona
dos círculos restaurativos
e montar uma escala de trabalho dessas dinâmicas; e) quais são os horários, dias e locais de funCionamento'
É preciso determinar com eles., mento
os facilitadores das práticas restaurativas. Esse(s) e ti) como uma pessoa pode solicitar uma mediação ou um Circulo.
facilitador(es) pode(m)
ser alunos com mais experiência e
com facilidade de
comunicação, professores da própria escola
ou ainda voluntários da comunidade. em pode ser coordenador das reuniões restam-ativas
A escola pode optar ediações e círculos restaurativos)
por ter facilitadores dentro da unidade escolar
mais simples, rotineiras, e para questões
contar com o apoio de líderes Facilitadores da comuni— Como vimos, qualquer pessoa que tiver disponibilidadelparatrabalhar
dade para questões mais complexas, lembrando ªmo vo-
tário pode ser coordenador das reuniões restaurativas (mediador pªiralas na açolelsnç
é desejável que a participação da comunidade
sempre para manter mais um elo entre escola—comunidade. 'tador para os círculos restaurativos). Pode ser uma criança, um a o acenízou
b) Arrumar
um local para o funcionamento dos círculos: o local deve privativo, ulto, e o trabalho dessa pessoa será o de coordenar uma mediação ou um Ecu lo
ser
pentes tenham tranquilidade e a necessária privacidade taurativo”. Se a unidade escolar possuir condições, podera haver alguns pro. ssio-
diálogos. Na escola, deve haver indicação para os
a dos dias e horários de funcionamento nais especialmente habilitados para exercer tais funções, como professor cªmâimtario,
dos círculos (é recomendável
que os círculos ocorram com a frequência de pelo rofessor-coordenador, funcionário, pai de aluno, membro da comum a e, aSSis
menos uma vez por semana, e durem de duas a horas. Se a escola dispuser itente social,
de mais tempo, melhor). quatro entre outros, contando com a preciosa ajuda de alunos voluntários para
«atuar como oofacilitadores.

ºil
É importante
que un pesam tenha dllponibilldade para oferecer pelo duas
horas semanais de trabalho voluntário à escola. Além menor O coordenador deve mostrar h partes que & pouivel solucionar um problema
disso, em razão de coordenar
utilizando-se de uma linguagem mais construtivae restaurativl. e que aulingungem
uma atividade com outras pessoas, é importante que o mediador facilitador
também: boa aceitação na escola; boa autoestima; tenha ou possua do “eu” permite que a pessoa se expresse melhor. A linguagem do eu deve levar
compromisso com o diálogo
desejo de a três momentos da fala: a) no primeiro, a pessoa expressa o seu s::ntunento. eu
:

eo escutar o outro; aceite a autonomia da vontade das


decisões das partes) e tenha partes (respeite ill sinto...", "eu estou chateado...” etc.; b) no segundo, a jusdfiepuva: estou chateacllo
um treinamento básico para iniciar os trabalhos.
Como já apontamos, & mediação e os círculos porque você me chamou por um apelido de que nao gosto e c) depois:[ um ape 0
restaurativos não são métodos ou 1
à solução: “estou chateado porque você me chamou por um apelidof e que,,nao
processos com regras exatas. Por isso, ambas requerem muita flexibilidade
taneidade dos mediadores e facilitadores, de acordo e espiin gosto; eu o perdoe, mas que tal se você não mais me chamar de tal cima. ..1.
com cada situação. Ha' alguns Utilizar-se de perguntas: após a fase inicial dos relatos, o coordenador eve uti i-
procedimentos a serem trilhados,
mas na prática o mediador e o facilitador exercem
zar-se de perguntas. Em vez de polemizar, acusar, ou formar rápido Juizo de valor,
ª

papéis proativos e são responsáveis


por criar e manter uma atmosfera que promova
a cooperação e a solução de problemas de forma colaborativa. Uma o coordenador deve perguntar primeiro sobre os pontos do conflito, o que o gerou,
vez seguidos os
l

passos básicos, na hora do encontro restaurativo, cada caso e' diferente do por que a vitima se sentiu ofendida, por que o ofensor tomou aquela atitude ªte.
exige um conjunto de habilidades outro e As perguntas esclarecem, não ofendem, e atraves delas o mediador passa acímten er
a serem aplicadas em cada situação. Muitas vezes.
o mediador ou facilitador trilhara múltiplos e imprevisíveis caminhos

melhor o problema e ajudar as partes a entenderem melhor o problema o outro.
que levarão as
partes conflitantes a continuar a cooperação até chegarem Usar e incentivar a escuta ativa: o coordenador (mediador ou ÍaCilitador) deve
ao consenso. A prática no
dia a dia será muito importante
para o aprendizado, e o facilitador verá que, além
mostrar às partes a importância de se ter reciprocidade na comunicaçao, ou seg,
das qualidades acima, será preciso
muito bom senso em cada situação. as pessoas que estão se comunicando estão comprometidas com o processoi e
ouvir atentamente a outra parte e trocar informações. Por isso, o coordena or,
Atitudes básicas do coordenador (mediador no primeiro passo da reunião, deve mostrar às pessoas que ele esta interessado
ou facilitador)
A seguir elencamos as atitudes básicas em ouvir os seus relatos e as suas opiniões e está prestando atençao ao que elas
a serem buscadas ou seguidas por um dizem. Deve escutar, sempre, com toda atenção, o que está sendo dito e sentido
mediador ou facilitador.
a) Ter pelo outro. Somente pessoas que se sentem verdadeiramente escutadas estarao
comprometimento: o mediador ou facilitador é
uma pessoa encarregada de dispostas também a escutar e aceitar um acordo,
restaurar relações rompidas. Por isso deve coordenar reunião
julgamentos. O seu trabalho é
a sem críticas ou Para uma boa escuta ativa, o coordenador deve proceder da seguinte .
for—
ser um facilitador, buscando fazer com que cada
uma das pessoas da reunião fale e seja ouvida, esclarecendo dúvidas trilhando ma: manter uma postura relaxada; evitar escutar e realizar outra'atividade ao
() caminho do diálogo, até chegar
a um bom termo.
e mesmo tempo; participar ativamente da conversa, com receptiVidade e com
b) Incentivar linguagem do “eu” Boa disposição; não interromper a pessoa no meio da fala; fazer perguntas e
a nas reuniões: ao promover o encontro das
partes, o mediador ou facilitador deve logo de início ser compreensivo.
mostrar a elas' a impor- Construir a empatia: a empatia nada mais e' do que () sentunentp de imaginar-Ze
. . .
tância da linguagem “eu” (Drew, 1990: 70). Na
primeira fase da reunião, as
“mensagens—eu” são formas simples de
dizer o que cada pessoa envolvida está no lugar da outra pessoa, principalmente numa situaçao de dichldadedou e
sentindo. Portanto, a parte deve—se utilizar da sofrimento, para tentar entender as suas razões. O coordenador (media or ou
primeira pessoa, por exemplo: facilitador), ao mostrar o seu interesse e empatia, está estimulando a outra parte
“eu estou chateado
por esse motivo”; “eu não gostei daquela atitude", “fiquei
ofendido porque você me xingou”, “estou triste a falar mais, permitindo uma maior profundidade na discussao e promovendo a
porque você pegou o meu horizontalidade. Além disso, visualizando as coisas do ponto de Vista do outro,
material”, “em minha opinião isso poderia
ser resolvido de outra forma, o que fica mais fácil perceber a situação de modo imparcial e completo. A empatia
você acha disso?”. As “mensagens-eu” ajudam
as pessoas a compreenderem “o facilita a descoberta do interesse comum a ser buscado.
outro lado”, tornam mais claro o ponto de vista da outra pessoa e a abrem
Estabelecer a igualdade na comunicação: o coordenador (mediadorlou faei-
. .

o diálogo de uma forma não acusatória.


O coordenador deve mostrar às partes litador) deve permitir que uma parte expresse claramente as suas opinioes e os
que as “mensagens- você” são acusa- seus pensamentos, mas respeite o igual direito dos outros. Depºis de escutar
tórias e invadem o íntimo da
outra pessoa. São exemplos de “mensagens—voce
atentamente o que cada um tem a dizer, o coordenador deve promover uma
:
“você é
um chato”, “você me irrita”, “você fez isto ou aquilo”; “você está errado”.
conversa em que todos respeitem o direito dos demais de se expressarem.
“14

%
Orientar muuiuçlo sobre fam sentiu—mu o coordenador deve
e .
incentivaras partes . orienm
compartilharem ou seus sentimento: nobre problema
: da
', Mundão—r o eonilmu abrigo“. do [nh-son o coordenador deve deixar
u
bem claro. no final da reunido resteurativa, quais serão as obrigações do infrator
o
com as demais pessoas reunião, mostrar por
que estão se sentindo daquela para com a vítima e a comunidade. Essas obrigações devem ser assumidas de
maneira e o que pensam sobre o conflito. Também é |
importante que as panel forma livre, sem coaçbes. O processo para ser restauxativo precrsa que o infrator
compreendam o ponto de vista dos demais.
h) Enfomr necessidade das se responsabilize pelos seus atos e assuma voluntariamente as responsabilidades
a pessoas: o processo restaurativo deve levar à reflexão
e ao esclarecimento do dano emocional material sofrido e obrigações.
e com o problema. Por
isso, o coordenador deve levantar Os resultados das reuniões restaurativas devem ser transformativos, ou seja,
as consequências sofridas e as necessidades
as pessoas passaram a ter como resultado. Muitas que m atender às necessidades presentes e preparar para o futuro, sem 'se preocupar
vezes, por exemplo, uma vítinm
não quer reparação monetária pelo dano sofrido, punições em relação ao passado. Os resultados da reunião restaurativa devem ser
mas gostaria de um pedido
de desculpas e da
promessa de que tais fatos não mais vão ocorrer. Portanto, tes para ajudar a vítima a se curar das feridas e a reintegrar o infrator.
interesses devem ser levados os
em conta na hora do acordo, e não deve existir il
necessidade da imputação de culpa Em suma, um bom coordenador é uma pessoa que:
ou da vergonha nos envolvidos.
Orientar para a. clareza na comunicação: coordenador deve º tem capacidade de escuta e tolerância e sabe sentir o que o outro está sentindo;
.

o mostrar para possui estabilidade emocional;


as partes envolvidas que é importante clareza
a na comunicação; ser claro é ser
assertivo e permitir que os envolvidos digam tem atitude de confiança, segurança e senso de lustiça;
sim ou não. Quando a
parte tem se interesse de verdade pelo outro e faz perguntas para conhece-lo melhor;
uma reclamação, ela deve ser clara e específica.
Tudo deve ser feito é respeitoso e trata as partes com compreensão:
com gentileza, mas as partes devem dizer não ao com-
possui ooniidencialidade: o coordenador não pode revelar os fatos, situações
.
portamento imoral, ilegal ou injusto. A comunicação restaurativa deve basear -
acordos feitos durante a mediação ou nos círculos:
e
se
em princípios éticos e não no desejo de simplesmente agradar
k) Separaro problema pessoal o outro. - gosta mais de observar as pessoas do que fazer julgamentos e criticas; tem holll-
do problema material: quando conflito for pessoal dade em se expressar e em se expor:
o
e, ao mesmo tempo, material, coordenador da Eca animado com novos desafios e aprendizados;
o reunião restauiativa deverá ensinar -
as partes a separar o problema pessoal do problema material. faz treinamento e adquire competência e passa a exercer a tarefa somente quando
é importante
Em primeiro lugar. '
que o coordenador cuide do problema pessoal, acredita estar minimamente habilitado,
segundo ou seja, da relação;
num momento, com a relação restaurada, as partes Hcarão mais tranquilas
para cuidar do problema material.
1)
Demonstrar-respeito e dimento do “Círculo Restaurativo”
ser imparcial: o coordenador deve dar um tratamento
respeitoso para todos os participantes da reunião
restaurativa. Além disso, o pro-
() “Circulo Restaurativo” é a mais completa das práticas restaurativas porque
cesso restaurativo deve compreender a realidade dos envolvidos ibilita o encontro entre todas as pessoas envolvidas em um conflito, além do
sem que nenhum 'tador e demais interessados, como familiares e pessoas da comunidade.
preconceito prejudique ou interfira
no trabalho.
Considerar a experiência davidma: os sentimentos, danos físicos A essência dos circulos restaurativos está no funcionamento coordenado entre
lógicos, as perdas e as observações da os ou psico- escola, a familia e a comunidade. Outros órgãos públicos e redes de atendimento
vítima precisam ser levados
questionamentos, censuras, críticas aconselhamentos. em conta sem
s direitos da criança e do adolescente poderão ser partícipes no processo,. sobre—
'

ou O mal a ela causado deve


ser reconhecido e não pode ser ignorado, minimizado banalizado, evitando-se o nos casos mais complexos ou que envolvam alunos mais problematicos. A
ou
a revitimização da vítima. ticulação coor-denada entre todos os atores do processo permite um Sistema
Ajudar os envolvidos a discutir e trabalhar tivo” eficiente.
a
dor é responsável pelo processo de mediação
juntos o problema: o coordena- ªm;;síntese,
'

ou do “Circulo Restaurativo” e não o processo reúne as pessoas mais afetadas pelo conHito ou problema para
pela solução do problema, cuja responsabilidade é e conversem a respeito do caso, com destaque sobre: a) o que aconteceu; b) como o in-
dos envolvidos. Dessa forma,
quando as partes colaboram, são dente os afetou e c) como consertar o dano feito. Os envolvidos podem canidar farm-
capazes de encontrar as suas próprias soluções.
A ideia é que a partir dos relatos,
o coordenador vá incentivando
um e ou pessoas da comunidade para o apoio, e um facilitador coordenar-a os trabalhos.
outro para encontrar as soluções. A melhor solução Embora possa ser realizado da maneira mais informal possivel, e adequado que o
satisfação para todos. para o caso devera trazer
“Círculo Restaurativo"
' ' constituido
seia ' '
por uma sequência de en co ntros interligados ,
'

% q—T
coordenado: por um facilitador.
que formam o procedimento reiteumlvo. Euu 13) ªt::zeplmmlçlo
tion: no momento do pie-círculo. escute nerve como
encontros são estruturados para :
do fºco na definição do ato cometido para o
apoiar seus participantes na transição de foco na: consequências do em para as pessoas" (Ednir, 2007: 77). A
uma experiência negativa de confllm.
para a experiência da possibilidade de mudança, aprendizado convlvéncla l'u- ideia é ouvir a parte de forma empatia, demonstrando a intenção de
tura. Passar por essa transição significa perceber-se : compreender respeitosamente a experiência atual do outro.
saindo do lugar de espectador das como coautor do processo.
suas próprias emoções e das demais PCSMMI 1.3) O consentimento: na terceira fase do pré-circulo, há três perguntas a
envolvidas (Ednir, 2007: 71).
norteou-em a atuação do facilitador (cf. Ednir, 2007: 79): a) Vooê'poge

Etapas do procedimento restaurativo me dizer o que compreendeu até agora sobre o “Círculo llestaurativo .
(que já foi explicado pelo Facilitador); b) “Quem mais precisa lÍstar
O procedimento restaurativo envolve três etapas:
0 pré—circulo (preparação pam presente para encerrar este conflito?", visando descolyrir mais so. re o
o encontro com os participantes); o círculo (realização do
encontro propriamente contexto que envolveu o ato e quais outras pessoas estao direta ou indi-
dito) e o pós-círculo (acompanhamento). retamente envolvidas no evento. Quanto mais pessoas evolvidas estive-
rem presentes no círculo, melhor, pois o acordo tenderá a ser mais eficaz
3) Pré—círculo: nessa Fase, facilitador Faz (o facilitador anotará os nomes para fazer contato com elas: informando
0 um encontro separadamente com cada
uma das partes envolvidas e escuta, de maneira empática, essas pessoas. O fªClv que não há certeza de que as demais pessoas aceitem o convite para pam-
litador explica como funciona o “Círculo Restauradvo”, cipar do círculo); c) “Consente, então, em participar ativamente no Pro—
define a questão a ser
abordada no círculo, os passos do procedimento oferecido, cesso Restaurativo?”; havendo a confirmação, encerra-se o
pré—círculo.
avaliação a sua meta, o acordo e
a sua pós-circulo. Havendo o consentimento das
indicarão os outros participantes partes envolvidas, elas
que desejam ver participando do encontro, como Depois: há o agendamento do círculo e a preparação do espaço.
familiares, colegas, outras
pessoas afetadas, vizinhos, funcionários da escola etc.
É importante
notar que a participação nas reuniões restaurativas (media- Resumo do pré—circulo (Ednir, 2007)
ções e círculos restaurativos) deve
ser voluntária. Ninguém pode ser coagido a Antes
participar. A escola deve incentivar a participação, pois -
,
Acesso ao Circulo: o solicitante registre seu pedido;
mesmo que os acordos
não saiam, - Preparaçãodofaciiltedor—momentoindividual-renexão:coletivo—apºiodospares.
.

o processo restaurativo por si só tem '


e' livre, um grande valor. Entretanto, a
participação assim como são livres as falas, os atos e decisões daqueles - Acolhida: facilitador contate o solicitante e depois as demais partes.
as
que participam das reuniões restaurativas. Durante
Descriçao do ato danoso, sem julgamento;
1) Pré—círculo (Ednir, 2007): "
'- Escuta empàtice;
- E”guem '
nsentimento 'informado.' “
a té agora
0 que voce compreendeucantine? sobre o Círculo?";
mais deve estar presente para encenar esse
.
"Concorde, então.
Antes: ha' 0 acesso ao círculo, seja,—e' ,
ou o momento em que o solicitante em participar do Processo Restauretivo7".
registra o seu pedido; o facilitador, então,
se prepara e faz a acolhida. Na Depois
acolhida, o facilitador
contata o solicitante e as demais partes. - Agendamento do Circulo;
Durante: nessa fase o facilitador ouve a descrição do fato, de forma objetiva; Preparação do espaço.
Faz '
a escuta empática e aguarda o consentimento da
1.1) Descrição do caso: conforme parte. faci—
nos ensina Ednir (2007), a descrição do b) Círculo: o círculo é o momento do encontro entre o ofensor, a vítima, o
ato deve ser feita de forma simples, objetiva, direta litador e as demais pessoas da comunidade. Nesse momento, o dialogoà O
e sem avaliação,
pois quanto menos juízo de valor, melhor. A
parte deve descrever ponto de partida para que as partes, de forma colaborativa, desejem um acoál. 0.
somente aquilo que foi ouvido ou visto no momento em os fatos Através da comunicação, busca-se a compreensão mutua, faz—se uma an ise
que
ocorreram. As perguntas são: como foi o evento/acontecimento? O do ocorrido e de como as partes se encontram no momento. Depºis, as pessoas
que foi feito? O que foi dito? fazem um retrospecto do ato e identificam a suas necessidades, buscando-se,
Corn as informações, o facilitador perguntará: “o
que foi feito ou dito em seguida, o acordo. Com ele, há a restauração da'situaçao, com respâin-
que você gostaria de tratar no circulo”? sabilidades e prazos definidos para eventuais obrigaçoes a serem cumpri as.

һ?
qq
O momento do círculo pode ler delicado dll'lclli
: no inicio as pariu facilitador Indaial ou: pessoa. que chamaremos de "A": “Como você ml
provavelmente terão dificuldades
para a restauração e cura dos trnunm :
pulando atualmente depois do que aconteceu, e qual: a: eonrequenclu
oriundos do conflito. Por isso, nesse
momento, o facilitador buscará restaurar para você?". A pergunta pode ser também: "O que quer que o outro saiba
e conectar as relações que foram quebradas pelo conflito pela violência. sobre como você está neste momento? "
Ele deve ter sensibilidade suficiente ou
para conduzir a reunião, as propostau, Em seguida. o coordenador perguntará à pessoa “E", normalmente ()
e precisa usar as suas habilidades para permitir bom desenvolvimciim
um ofensor/autor do fato: “O que você compreendeu do que ele disse?" e pede
dos trabalhos no círculo.
O facilitador conduzirá os trabalhos, buscando para que ele se manifeste, resumidamente, por suas próprias palavras, de
um acordo, num espaw forma simples e breve, sobre o que foi dito por “A”. Como já vimos, essa
de poder que é compartilhado e cujas relações
se organizam horizontalmente, técnica de resumir o que o outro disse, chama—se “técnica da reformulação”
ou seja, todos têm voz ativa, participam e devem ser compreendidos. O lll
cilitador deverá estimular a e tem o objetivo clarificar ou confirmar a compreensão da mensagem. Além
segurança, a confiança das partes e o tratamento disso, a reformulação mostra um sinal de respeito e apreço pelo outro que
digno entre os participantes.
está falando, pois signiâca que estamos tendo cuidado na interpretação das
Passos a serem trilhados
no círculo suas palavras. A reformulação possibilita uma comunicação sem distorções
Abertura: As pessoas irão até a sala de reunião dos círculos acolhidan
e serão e leva à cooperação.
pelo facilitador. Este fará as saudações
para as pessoas, recebendo—as atenciosa— Depois, o coordenador pergunta para a pessoa “A”: “Você disse tudo e
mente. As partes serão organizadas em círculo e se posicionarão à vontade, se sente compreendido.”. Nesse ponto, o papel do coordenador ajudar a
&

cadeiras. Muitas vezes, vítima pode pedir em


a para ficar sentada distante do autor vítima/receptor do fato a ter os seus sentimentos e suas necessidades com-
O facilitador (ou facilitadores, se houver mais de um) agradece presença preendidas pelo ofensor/autor do fato, se necessário auxiliando na comuni-
de a
todos e calmamente pede
que eles se apresentem, solicitando que carla cação. Se a pessoa “A” confirmar que disse tudo o que queria e foi ouvida,
um diga o seu nome. Depois, explica o seu papel naquele círculo, esclare- a mesma dinâmica se repete, agora com os papéis invertidos, iniciando—se
cendo que ele está ali para ser
um coordenador do diálogo entre as pessoas com a pessoa “E”, que passa a se expressar, e a pessoa “A” passa a escutar. É
e celebrar um acordo no final. Depois, deverá relembrar procedimento mantida a “técnica da reformulação”.
o
a ser seguido (é importante que no local haja um cartaz
sequência do círculo, objetivando esclarecer todas com os passos e 1; Ressalte—se
que, no início, o facilitador vai ajudar no diálogo, indagando
as pessoas) e pedirá da parte se ela compreendeu o que ouviu. Ele ajuda a repetir as perguntas
todos para assinarem o termo de consentimento.
e depois as pessoas vão, por elas próprias, repetindo as questões. Conforme
Em seguida, brevemente, o facilitador fala dos propósitos do
círculo Ednir (2007), em muitos casos o facilitador não precisa continuar repetindo
mais ou menos nos seguintes termos:
:. a pergunta “O que você compreendeu do que ouviu?”, pois os envolvidos
. O que pretendemos com este círculo é que haja uma compreensão mútua
e um pacto, um acordo entre os envolvidos”; " assumem a prática, cuja estrutura é das mais simples. Há então um ciclo —
º « Para atingir
. .
esta finalidade,
. mensagem enviada pelo emissor (quem falou) — impressão recebida pelo
vamos dar oportunidade para que cada um destinatário (quem escutou) — confirmação ou correção, pelo emissor, da
fale e ouça. Por
isso, precisamos restabelecer a comunicação impressão do destinatário — que continua.
envolvidos aqui presentes”; entre os
“ É importante que o coordenador mantenha o foco nas necessidades (veja
º 'Para que todos possam falar a vontade, nenhum de nós poderá fazer
julgamentos, aconselhamentos e reprovações”; mais sobre as necessidades no Apêndice F) para manter a comunicação de
u PreCisamos
.
da partrcrpaçao forma isenta e sem julgamentos. É inevitável que surjam desabafos, que
. . .
. de todos em todas as fases desta reunião.” deverão ser acolhidos com imparcialidade e empatia. Essas necessidades
Feitas tais considerações,
passaremos à fase da compreensão mútua, cujo podem ser as mais diversas, dependendo do caso; normalmente são necessi-
foco está nas necessidades atuais.
dades de compreensão, respeito, segurança, proteção, privacidade, empatia,
lazer, pertencimento, liberdade, entre outras.
ligamento 1: fase da compreensão mútua: Para auxiliar as partes e possibilitar que as necessidades da vítima sejam
antes que todos falem sobre os
tos, e importante saber como as pessoas estão compreendidas por todas as pessoas do círculo, é conveniente que o coor—
no momento, se estão bem
ou mal. Usualmente, a vítima/receptor do fato começa a falar. Por isso, denador utilize-se de perguntas empáticas, como por exemplo: a) “Você está
o
IOO 101
inseguro e uma que tah farol
ocorram novamente!”: b) “Voci ma auuarado
ªpªgª»
.) m. no Muro. mudlr aa aula atitudes para que a itua-
volvidos dia?"
com a: ameaça e por Isso esta se sentindo lnaeguro e ptoteçloí"; c) "A nao repitam? (ou o que aprendam todoa. do modo a
quer
sua privacidade violada quando todos pegam sua bolla abrem-ns
&
um canalha diferem» da próxima vez?)
dos outros?”; d) “A : e
sua honra e violada quando colocam este apelido
perto Na abordagem tradlolonal. aa pergunta aerlam aa mulntea:
você”? e) “Quando todos colegas olham em
os para você e te cmnprimentam, voce
1)
o que aconteceu?
sente atendida a sua necessidade de respeito?". 2) Quem e o culpado?
As perguntas são livres poderão 3) Qual a a punição mais adequada?
e ser adaptadas a cada caso concreto.
como: “Você está sentido tristeza?” — “Não, eu
estou sentido raiva!” “Ennio——

o que você precisa é de compreensão?” — “Sim,


um pedido de desculpas :* Momento 2: fase da autorresponsabilizaçâo: nessa etapa, buscaremos
a promessa de que tais fatos não ocorram já resolveria
Nesse momento, coordenador busca facilitar o meu problema". saber quais as necessidades de cada um no momento dos fatos, bem como
o ao ofensor/autor dos Fama as necessidades que não foram atendidas. Aqui todos Falam como estavam
a compreensão das necessidades da vítima!
receptor. As perguntas empãrícu e o que queriam na hora do ato.
auxiliam a redirecionar a
escuta de todos para as necessidades das partct. A fase começa com a pergunta do coordenador para a pessoa “ B ” , uso)“
ª].
Uma vez satisfeita a vitima/
receptor do fato, por ter sido ouvida :-
compreendida em suas necessidades, é chegada hora mente o autor do Fato: “O que você estava precisando no momento do fato. .
a da manifestação da Com a resposta, o coordenador pergunta para a pessoal A : O quevocê
comunidade (pais, familiares, funcionários,
pessoas da comunidade etc.) entendeu do que ele disse?”, e esta vai responder resumindo o queudisse a
que é convidada a falar; ou seja, todos aqueles
que foram convidados para pessoa “B”, usando a mesma dinâmica comunicativa anterior, com a técnica
participar do círculo terão a palavra e deverão fazer
específicos,
comentários gerais da reformulação”. Em seguida, o coordenador pergunta para a pessoa E :

ou com foco nos fatos. Todos deverão ter a oportunidade de “Você se sente compreendido?”. Outra pergunta pode ser feita: Corno
expressão dentro do círculo e deverão se sentir satisfeitos
escutados sobre as suas necessidades. No por terem sido vocês estão, neste momento, em relação ao fato e às suas consequênctas. .
desejos
momento em que todos declararem Por fim, a comunidade (pais, familiares, funcionários, pessoas da comu-
os seus e aspirações e terem sido compreendidos,
estabelecidas e as as conexões estão nidade etc.) é convidada a falar, ou seja, todos aqueles que foram'cllamados
partes já se encontram aptas a abordar a questão si,
em para participar do círculo terão a palavra e deverão fazer comentario—s (gerais
ou seja, a partir do momento em que as partes puderem
encarar os outros
no círculo, a discussão do problema central poderá feita livremente. ou específicos, com foco nos fatos, até que todos possam se dar por satis entos,
Se as desavenças ser expressando que foram compreendidos.
entre as partes forem muitas, com sucessivos eventos,
é recomendável
que a sessão trate apenas de um dos problemas,
meçar o diálogo, mantendo—se o foco no problema relatado para co-
no pré-círculo, Momento 3: fase do acordo: por fim passaremos ao terceiro momento
evitando que a reunião vire
um bate-boca com várias acusações recíprocas. que será o do acordo, quando se buscará atender às necessidades dos para-
Depois, à medida que a comunicação correr bem,
pode-se tratar das várias cipantes. Nesse momento, as pessoas que estão no Circulo serao solicrtadas
pendências e construir
um acordo único. a pedir e a sugerir alternativas. A pergyuntalgnorteadorahé: O que gerir:
fazer agora, para solucionar o conflito? ou O que voces queremjp ll'
Pensar em disciplina restaurativa e fazer uma
mudança completa na forma de olhar oferecer?” Abre-se o diálogo e aguardam-se as ofertas e as sohcrtaçoes para a
as infrações escolares e os oonnitos interpessoais. Em
fazer com o transgressor. como normalmente vez de pensar o que vamos
ocorre nas práticas tradicionais, temos solução do problema, firmando-se um acordo claro e ObjethO, com prazos e
uma série de perguntas a serem feitas sobre infração,
a
ma, do agressor e das demais pessoas envolvidas ou
contando com o apoio da viti- metas definidas. O coordenador deve atentar para que as necessrdades nao
tanto, temos as seguintes perguntas principais que dão suporte a ambos. Para atendidas e expressas nos momentos ] e 2 sejam resolvidas'e contempladas.
(que se recomenda sejam colocadas
em cartazes e expostas nas salas de reuniões restaurativas): Nos conflitos escolares, os principais compromissos serao de ordem pes-
1)
0 que aconteceu? soal, sob o encargo direto dos participantes, tais como: devolver um objeto
2) O que você estava
pensando e como você estava furtado; se responsabilizar em não mais provocar a Vitima; comprometer-se
3) Quem foi lesado ou prejudicado se sentindo?
e quais foram as lesões ou danos causados? a reparar o dano; praticar serviços na escola; fazer um curso etc. ªutres
4) Como estimular envolver
e todos os que foram lesados para seguirem um cami- poderão ser necessários, tais como compromisso de obter apºio psico gica,
nho ooncilietório e reparar o mal causado?
compromisso de tratamento contra a dependencra qmmrca etc.
iOZ
iºl»
Em regra. ! convenlenre
que o acordo sein escrito e contenha
“"M“
' wl

promisso do Infrator de consertar dano, de o um 'a'


“"',"—ml ml .ll (.,
r
l
; “v“ !

o pedlr perdão ou se abnt


de determmada conduta. “,“, (Numb-em
i

«
l ' —

O acordo deve ser assinado pelo infrator pel » —. ,

"MMM
_(r. r
*

,“
' ,

facilitador do círculo. :
-

"
ontem—m
,

Em se guida
,.
' finallza
' ill-f
se o processo, com o agradecimento

e com o agendamento do pós-círculo. aos particípunmr » MMrhdemmnow-W?


Resumos das etapas do clroulo (cf. Ednir, 2007 Machado,
e 2008)
Primeiro momento:
compreensão mútua
Todos falam escutam
' e como estão e o q ue q uerem
ªgºrª
'
- A
se expressa diante de B; Imponente:
- B resume o É bom lembrar
conteúdo do que ouviu de A; que nas reuniões resteurativas. os julgamentos. ee lcu-
- A e B quem
- se expressou '
corrige ou confirma, até con siderarque
'
for' ouvido. sewes e as rotuleções devem ser totalmente eliminados da linguagem. O
C escuta '

' e se expressa; ' objetivo é traduzir o discurso dos connitos em uma oomuniceçlo trlnlpl-
Adinàmlca continua até rente e livre desses fatores que obstruem um bom acordo.
que todos digam: "sim, falei e fui ouvido",
Os ingredientes a serem usados são os da comunicaçao nio violent-,
Segundo momento: autorresponsabillzação através da qual são expostos os fatos de uma suuaçâo, sem interpret-çlo
-Todos falam escutam ou opinião; reconhecem—se os sentimentos implícitos; identificam—u quele
e como estav am e o que queriam '
necessidades humanas estão ou não sendo atendidas e apontem-u
. A B
e — um se expressa diante do outro; na hora dº ªtº,'
quais ações se gostaria de ver executadas para setisfaze-Ias.
- B eA— (: outro
resume a essência do que ouviu;
A e B — quem
' se expressou cor"ige O U confi rm a,
ªté cons | derar qu e fo I' o u VIdO,
'
' '
.
Essas são as considerações sobre as reuniões restaurativas! Esperamos que elas
. em ser usadas
Terceiro momento: acordo com frequência nas escolas. Procuramos traçar os procedimcnmn
- Diálogo entre todos; icos a serem seguidos, mas lembramos que elas podem ser usadas até de manelru
- Ofertas e solicitações visando informal, pois não podemos burocratizar ou tomar complexo algo que muito:!
à construção do acordo'
Os planos são redigidos num
' acordo pósAclrculo éiagendado
eo tros povos fazem com muita naturalidade: sentar em círculo para, olho no olho.
belecer diálogos, restaurar as relações e reparar o mal causado.
Pós-círculo: O pós—cuculo
e um encontro p ()StellOI ;
com ()S P aruc Par
_

"
teu
»llllâ
-

para verificação
do nível de satisfação
com o acordo proposto
p ri ndcrpalmente
. .
em relaçao à ,
, vitima, e para análrse do grau de restauratividadc
.
.
Auvldnde 1: Bordo do
e o o cumprimento do acordo feito
no círculo.
mu
Os casos ebeixo sao relatos de ocorrências escolares que pesar-m pela nossa Promo-
Nessa fase , ode s ferra toria de Infância e Juventude. Tei: ossos. exempllicauvamente. poderão ser discutido:
p er ' a avaliaçao
'
do “ Crrculo
'
dº preenchlmento de um questionário de avaliação.
.
,
Restaurarivo”,
.
através com todos os envolvidos no processo restauram/o, para fins de simulações, ou mesmo
para discussão com os alunos em salas de aula. sªo ossos de ocorrencia: mais graves:
outros exemplo:. com ooonenoils mais simples e corriqueiras, também são importantes.
Instrumento de lvalieçao (poe-"Círculo
Reeburetlvo" ) (of. M&ch Caso 1: Uma jovem numa escola lol humilhada porque teria preferencia sexual por
1) Vono sentiu ªdº, 2008)
que to! ouvido? pessoas do mesmo sexo. Os abusos verbal: foram incessantes, por longos periodos.
() sim ate que o caso foi parar na Delegacia. Havia um grupo de colegas de jovem que lm-
() em parte pingie ee humilhações. Na Promotoria. reunimos todas as pessoas envolvidas, Após
reunião restauratlve. na qual todos se manifestaram, a jovem vltime narrou o seu sofri-l
( ) não
2) lll”? considera que foi compreendido? mento e todos ou denrels falarem também. Houve pedidos de deswlpes e e pmmesu
sim de que tais fatos não mªls ooorreriam. Meses depols. & vítima foi chamada à Promotoria
()
em parte e oonfirmou que as agressões verbais havlam cessado e as relações com ele pese-mm
() nao a ser respeitosos.
3) Voce sabe
( ) sim
o que lhe foi oferecldo? Caso 2: Um jovem de 16 anos tentou suicidio e ficou vários dias internado por ter tomado
remedios em exoequmàe dolovem sabia que ele estava sofrendo bullyingna escale por
( ) em parte
parte de outros três colegas e levou o caso à polícia. Ojovem narrou que os seus coloque
( ) não
o apelidavam e o ameaçavam constantemente; chegarem & cuspir no seu meto por algu-
() mes vezes, diante dos demais colegas. que sempre sorriam ou gargalhevem. Ne Promo- :>
l04
iOS
Caso :: Tras joven: participaram do arrombamento da Secretaria
vam. Foram ldentifluadoa e o caso chegou até Promotoria Ingelumlggxmmmá
! da
zem uma reunllo com todos os jovens envolvidos, os seus pela
e
:::ola. Depois de todos» expressarem, os alunos Informamm que estavamos
representantes
da
, que gommmdo reparar
ampendi-
os danos. mas que não tinham dinheiro, Foi feito um acor—
d o “Grito no quela canola reparam danos.
os mas os jovens fariam o trabalho do apoio e
RESTAURAÇÓES
coordenação de um mutirão de limpeza
que a "cola tem dias depois. Além disso pedi—
rem dose—dm. Informaçºes posteriores da escola deram
conta que aquele acordo res—
llumivo ajudou truncformar aqueles 1“evans m alunos cooperativos,
: e contribuindo
' para
a
maº no ambidhh “ºu,“

Construir uma cultura de cooperação, de prevenção a indisciplina. de não via-


cia e de resolução pacífica dos conflitos nas escolas é um desafio permanente. que
e fazer parte de uma HlosoEa cotidiana de trabalho.
Trabalhar as práticas restaurativas nas escolas, para evitar que os conflitos le
sformem em violência, é um aprendizado e uma construção incessante; pratlcar
reuniões restaurativas quando o conflito surgir mais intensamente é a melhor forma
'

restaurar relações e permitir que as crianças e os jovens desenvolvam concretamente


aprendizado de valores humanos essenciais como o respeito, a amizade, 0 pertenci—
'

ento, a conexão, a humildade, a honestidade, a solidariedade, o perdão, entre outros.


Prevenir e gerenciar a violência nas escolas significa tornar a própria sociedade
erios violenta, pois quanto mais os jovens gerenciarem positivamente os seus con—
'tos, menos violentas serão as escolas e menos jovens serão autores ou vítimas de
'
tos violentos, seja no presente ou no futuro.
'

Esperamos que a escola possa trabalhar mais e melhor os valores da convivência


harmoniosa entre todos, da cooperação e da paz. Acreditamos na utopia de que um
dia todas adotem as práticas restaurativas. A utopia nos faz pensar positivo e cami-
nhar. Como nos versos da poetisa Cora Coralina, “o que vale na vida não é o ponto
de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás () que colher".

[OG
lO'l
APÉNDICES
APÉNDICE A

DE GUIA DO PROCEDIMENTO RESTAURva


-
'
' do do modelo disponível
em: www.]ustica21.0rg.br)

:“ lrculo Rgstaurarivo” (com a participaç㺠da vítima)


"'CÍrculo Rcsraurarivo" (sem a participação da vítima)
de escolar:

«

.. . rdenador
(se tiver):

,.. ...............................................................................................................
'- e do ofensor:

me da vítima:

'u-
e de outros envolvidos (se for o caso):

rmações gerais sobre o caso


,ª -
er todas as informações possíveis sobre o caso através da leitura de
documentos e de
“= matos informais para clarear a visão do que realmente aconteceu.

,;aotãr as fontes de informações usadas:

ser breve, preciso, objetivo e de fácil leitura.


Anorar o resumo dos fatos:
Maçlodneonvidldolpmodreulo '

“'
'

Listar as pessoas que deverão participar do círculo (estlmulnr


' ªndº- du "ªmº"" ªº “'““lº'
”"ª”“
n Pmld de vm.ellen. '

soas). Além das partes envolvidas de


e seus apoiadores diretos
me
(famillarez.
Pm" suª
colegas etc.), é possível pessoas da
que existam outras pessoas que os envolvidos queiram incluir p
ajudar a solucionar os conflitos.
.

T
Nome do oonvidadoTCondiçãn'ª

Pn
01 —
Endereço“ Bairro
bª" da viela/contato
'
r
T

l
-
04 — J.e
|
os —
' |

W
07
L
| 1

08
_ L L
_ dirão: uso de siglas ao lado de cada nome: o ofensor; v — vitima; Nº
- " ªPºlªdº' dº ofensor;
09 apoiador da vítima; RE referência escolar; nc referência comunitária.
,.
- -
— ,
'

,,Condiçao.
.
. uso de siglas
.
ao lado de cada nome: o — ofensor; v — vitima;
_

AV — apoiador da vitima; RE
— referência escolar; RC
ao — apoiador do ofensorl
referência comunitária;
sobre o propósito do círculo (por exemplo, "o que pretendemos
n endereço deve ser detalhado, com rua, numero,
etcO , -
complemento, telefone residencial, celular, e-mull rmar os participantes
envolvidos,
-: e círculo é que seja possível realizar uma compreensão mútua entre todos os
«

rtunizar que todos falem e sejam ouvidos, que se responsabilizam pelas suas escolhas e,
Convite aos participantes mente, fazer alguma combinação ou acordo. Este trabalho é baseado no diálogo e no
Realizar reuniões pré-círculo ”to, sem julgamentos ou perseguições").
' com o ofensor e a vítima.
-licar os procedimentos básicos que serão seguidos.
. Explicar os princípios das práticas
. . . -
. .
restaurauvas e os procedimentos: motivos, objetivos
par rcipantes, expectativas, como será o encontro , cond'l ÇO es , resultados ben65005 |. plicar o papel do facilitador (por exemplo, “Meu papel será manter as etapas do processo,
'
r
'
dos, data, horario, CSPE"!
as pessoas a falarem e a ouvirem umas às outras, e registrar o acordo"),
, .
local. , - '. 'udar
«
Conferir o resumo dos fatos.
' forçar a importância da participação ativa de todos em todas as etapas que vão se segurr.

Anºtªçºªs dª reuniao
-
.. pré-círculo com o ofenso -
r o"7 resumo dos fatos.

mento lx Fom navítimn


ª
vítima fala sobre os seus sentimentos e as necessidades amais decorrentes dos fatos.
ofensor diz o que ouviu a vítima dizer.
Anotações da reunião pré—circulo
com a vitima: "
.A vítima conErma se o ofensor a compreendeu.
,A seguir, podem falar a respeito as pessoas da escola, da comunidade e de apoio à vítima.

orar manifestações mais relevantes:

Duração do encontro:
Acolhimento: saudações aos participantes e
contatos inic Dedicar especial atenção à
recepção da vítima.

ªmª]? º! quando todos ““vem? em seus lugªresi declarar a abertura dos trabalhos, agra-
ecen o a presença de todos e convtdando<os a se
-' O ofensor fala sobre os seus sentimentos e as suas necessidades atuais decorrentes dos
fatos.
apresentarem ' ,

diz ofensor dizer.


.
'A vítima
. . .
.

o que ouvru o
lll; w

- ll'l
O ofcncor confirma
' ..
falar |
virlml o compmndeu.
'A legulr. podem a respeito as pouou dl moh. dn comunldnda do apoio no oiii "º' m' " “l'" alluml ªº". qm ".
”ª.“ ª.“ ou
M Pºl : vliliru.

. me fale n mha.
Anotar manifestações mais relevantes: fazer para o o (cnsor.
im fala u exllre alguma coin que poderia dizer ou
mor fala se aceita.
munidadcs de apoio falam se há alguma forma de contribuir e apºiar no que fºi pro .
'
. . . .

0 pelo ofensor vitima. :



nhar a minuta do acordo:
.. ..
Condi “* .Quudo
,

Puddplntc respond ”
Momento 3: Foco nos fatos
O ofensor fala sobre as necessidades
' praticou fatos. que estava procurando atender no momento
em qu
os
A vítima diz o
' que ouviu o ofensor dizer. O ofensor confirma
se a vítimª o compreendeu.
'A seguir, podem falar a respeito as pessoas da escola e da comunidade.
Anotar manifestações mais relevantes:

rever objetivamente cada compromrsso assunudo.

cªixª:; fiªção cada nome: o


"diacªr
Con çau: ofensor; v vitima; AO — apoiador do ofensor:
-
-

*
apoiador da vítima; RE — referência escolar; RC — referênaa comunirária.
Momento 4: Acordo _ ppor
ois da minuta formalizar o acordo no formulario
D ' ' em tres Vias,
' ' proprio, ' a serem assma-
* .

Essa etapa pode


..

: ,
todos Entregar cópia para o ofensor, para a vítima e ficar uma com o mardemdºr.
' ser introduzida fazendo-se um resumo das anteriores,
lação das necessidades
não atendidas manifestadas pelos participantes.
mediante a recapitu-
'
pós—circulo (ou informar que haverá uma reuniao, Vlslta
"
' '
car data para o ou contato
Anotar as necessidades não atendidas: ' v
a conferir o cumprimento do acordo).

Nome do participante "7


-CÍRCULO
J. Nemaídnde
_

.
01
02

J. * *

0 pé“: irculo abrange ª


verificação do cumprimento do acordo, a documentaçao
, e a comu _

03
_
+— 4 resultadºs—
mação dos seus
'
pessoas, meiº dº Cºntªtº º dªtª dª verl ("Açª'o
”E
Lr04

dªs . :

— '
orar o nome º ª
Nome do participªnte ' de mnum
Melº D m
05
ª
..

[
06 —
à 0l
02 —

'A seguir, o faCilitador encorajará os partiCipantes fazerem


a
03 —

acordo que lide com as necessidades propostas para um provavel


nao atendidas registradas,
antes 04_
ração ou compensação das consequências da para assegurar a repa-
infração, e para 05
que o fato não se repita. _
O acordo consiste
' num plano de ações positivas. Os compromissos devem 06
: quantificáveis, com prazos definidos e identificação do responsável por cadaseraçãoconcretos
(o
que,
07
_
quanto. quem, como, quando, onde?).
08
*
IH
APÉNDICE B

& DAS REUNIÓBS RESTAURATWAS

03
_
L—

T
1ir de um: interwnçlo
mucilon (pm on participante-)

Data:
04 me:
_ .
úmero de alunos / outros envolvido
os .
_

ª
_

06 1) Tipo de incidente: (assinale todos


" * os aplicáveis)
07_ 'É ........................................
(por exemplo indisciplina, bullying, abuso verbal. agressão
08 fisicª etc.);
_
Informar se a açao foi cumprida Qual foi a resposta restaurativa?
ou não, quando, como etc.
() Negociação () Mediação ( ) "Circulo Restaurativo”
Anotar observaçoes ª) O que fºi' feito
. e sugestoes
, (resultados a destacar, dificuldades justificativas '
Pªrª reparar o dano.
>

dª, sugestoes de cºmº Vlªblllzªí algum Cllcªl'l'llllhªn'lel'lfº Pendente)e exemplo,apresenta.


Obie
de vaga, inclusao em
programa, realizaçao Pºr
de novo Circulo Restauratlvo etc.): “(| ) Em sua opinião o resultado foi
( ) Satisfatória ( ) Insatisfatório ( )
Muito satisfatório
35) Para as pessoas envolvidas o resultado foi:
() Satisfatório ( ) insatisfatório ( ) Muito satisfatório
16) Para o autor do fato o resultado foi:
( ) Satisfatória ( ) Insatisfatório
() Muito satisfatório
7) Para a(s) vitima(s) o resultado foi;
() Satisfatória ( ) Insatisfatótio ( ) Muito satisfatório
'8) Qualquer
outro comentário?

Questionário genérico para entrevista com os participantes das reuniões maul-ativas


Neme: ..
Intervenção (mediação, “Círculo Restaurativo

-
]) Satisfação geral com o processo:
Ruim () Born () Muito Bom () Excelente ()
'.
2) Você se sentiu
a) Ouvido?
b) Que você teve oportunidade de falar?
..
c) Que vitima teve voz e foi ouvida?
a .............
d) Que o autor do fato teve voz e foi ouvido?
..
3) As outras pessoas presentes tiveram oportunidade de

falar?
'
a
4) Você sentiu que o autor do fato:
a) Assumiu responsabilidade?
a
b) Mostrou remorso?
..
c) Fez a reparação?

5) Você acha que o desfecho do caso foi justo?

lll
6) O que poder!: nr Ildo folro
pm molhou: ou: inumado pen voe. pm os outro:?
7) Após a Intervenção.
em sua oplnllol o Mulan-mento entre |u pensou dl
vai melhorar?
....... . ...... .. .......

.........
8) Como você acha
que esta abordagem [rã beneficlar
a) O autor do fato
b) A vítima.
c) A escola.. FOCO
9) Você recomendaria ,.—
com abordagem para seus pares?
Observações / comentários: . pode me explicar o que aconteceu? pensamento (interpretação) :
comportamento
você estava pensando naquele momento? pensamento
e) Algumas perguntas ndequadns
para os país +

você estava se sentindo naquele momento?


.
10) Como você ficou sabendo sobre sentimentos
o processo? . -

1-

11) Antes da reunião, você sentiu foram os seus pensamentos desde então? pensamento
que aquela era uma forma adequada de se lidar com
»

a situação?
' são os seus pensamentos agora? pensamento
12) Para você, o
que poderia ter sido feito para melhorar o processo?
a

m -o você está se sentindo agora? sentimentos

13) Em sua opinião, a relação


entre o jovem e a escola melhorou ou não? : você acha que tem sido afetado por isto? outros sentimentos, pensamentos
e comportamentos.

fazer para quê:


que você precisa
ªos coisas possam ser corrigidas?
o mal posso ser reparado? comportamento
' você possa seguir em frente?

. Clarifiumln o mrdo
ͪ que você pensa sobre a sugestão de "fulano de tal”? pensamento e sentimentos
fazer?
que mais você necessita/ou precisa
'.
jQuando/como/onde isto irá ocorrer?
Gostaria que o acordo fosse escrito?
4) Rmnhedmmm, reabilitação e fechamento final
Como esm situação pode ser mudo de forma
'
'
pensamento
diferente numa outra vez?
«

»Como você está se sentindo? sentimento


««
Existe alguma coisa que você gostaria de dizer o comportamento
alguém daqui?

[23
tel/vo de
APÉNDICE H mundo com poulbilldlde de se tornar um bandido. mha undo
DW
|

fotógrafo. o qnd permite que liga cemit- nt


destino por mim de teu relento como dia de favela em
ATIVIDADES
com FILMES E atravél de teu olhar arrh dl dmern que Buscapé nnllin o dia a
O uso de filmes em atividades
'o.
vive, onde a violência aparenta uer Infinita.
em classxeõou exbtraclasse é uma ótima ferramenta pet!: profundas reflexões sobre as musas da violência em nossa sociedade:
c ade-ªgi destacada importância
.
entário: o filme traz
para refle da problemática das drogas.
o do uso da internet, e possível máfiª; 533253” Í'ª'ªdºã ""º' ""i desigualdade, da discriminação social, da corrupção e
a i ': da
temas aqui tratados, como, (prt exemplo, ViolênCia,
.
ur as ou ocumentarios xolm' ll.
(veja, º! .
preconceito, paz, conflitos , enÍI'C ”IIU“. (2000. Direção Mimi Leder, 115 min.): 0 hlme conta a história de um
por exemplo, -rrente do bem:
'
WW
(um: acurras.com.br

ou www.youtube.com). Vale a pena rzltnlnªm faz desafio sala de aula, no sentido de que todos criem algo que possa
8
Sse:-naisimportantes para reflexão e discussão sobre fessor que um em
“pay ítfbrwmd'. em que a cada
os temas aqui de alunos cria jogo chamado
Pªrª que possam periodicamente exibidos. -
o mundo. Um seus um
O educadºr p ºdcrá fazer recebe você o retribui a três outras pessoas.
uso de um filme todo ou de partes dele e t que
'

diferenças, das dificulda—


-

este uso deverá m diálogos discussões acerca das


ditªdº" ad o em funçao. dos valores aqui trabalh&d mentário: o filme desperta e traz
Se os filmes forem usados ºª- de relacionamento familiar e da dificuldade de
entender os mais jovens e sermos enten-
d
e m atiVi ad e e xtracas
S l
e S, 6 im Portaiite q ue os &" SL
&
convidados para a sessão. p . ' | .!
'
I I
. os por eles.
Os alunos poderao asSistir
'
âlmes em casa, e debates
' '
aos filmes juntos na classe ,
ou ainda, eles poderão assistir .um escola (2007. Direção: Laurent Canter, 128 min.): 0 filme conta a
os serem feitos depºis . A p ri meira opçao e preferivel tre os muros da
,

francesa trabalha escola de ensino médio,


uma melhor integração. em razão dv tória de um professor de língua que em uma
;

colegas de buscam apoio mútuo na dificil


izada na periferia de Paris. Ele e seus ensino
» longo do ano letivo, num universo
sem fazer gran—— fa de fazer com que os alunos aprendam algo ao
filmes sugeridos, um (ou mais) do:. dificuldades, alunos são mal educados e fazem pouco caso dll
Os debates deverão elo de uma vez que os
ser direcionados aos temas para os do mestre.
quais os filmes foram .lndICadOS
' . .
(por exemplo, reflexão .
.

reflexões, sobre o modelo tradicional de


sºbre Viºlênda, paz etc.) filme
:
umentãrio: o filme serve para muitas entre outras
e o que o repercute, .quais as mensagens que o filme resolver os seus problemas. Mostra uma
qual o motivo de ele sido eXibido etc. As discuss
' ' trar ino e as dificuldades da escola contemporânea em
ter ' '
oes deverão ser feitas de forma
lúdicai
lidar multi culturalismo e que desconsidera a diversidade
mºnvadom, . la que tem problemas em
.
&
com o
sobre papéis desempenhados pela escola.
Cada grupo deverá s alunos. Faz pensar os a serem
nomear um relator para resumir .
as discussoes
.
. colocadas e narrã—lai
para restante turma.
o da
filme mostra a história
A0 final, o educador deverá, decisivos (1986. Direção: David Anspaugh, 111 min.): 0
em círculo ou em “U”d, com todos os alunos, quando amento: quadras, final da carreira, que é contratado para
então
,

de basquete, antigo das no


05 rep resentantes de cada relatarão . o treinador astro
«
grupo os Pºntºs e vista, as suas conclusões e as suar responsabilidade de levar o time ao campeonato.
. .
(: p iniõe s (se houver tempo, todos deverão treinar um time de escola do interior, com a
A] ser ouvidos professores da escola local torna—se um obstáculo a seus planos
guns pontos poderão ser levantados e discutidos (Dískin, A resistência dos moradores e
2008 )- ' transformar jovens jogadores em um time vitorioso. Entretanto, o técnico permanece
Comentar os pontos positivos negativos dos de os
e filmes convicções.
Erme em sua posição de treinar o time conforme as suas
Qu ais. as ideias professor—aluno e ressalta a imponência do
. . . .
mais importantes transmitidas.> Comentario: o filme trata das relações entre
Qual o me mento ou a cidadãos valores formação integral para a vida.
. parte que mais chamou a atenção> educador na formação e preparação de com e
motivação, moral do
Quais os valores apresentados É importante para discutir temas diversos, como trabalho em equipe,
nos filmes? Você concorda c om obstáculos.
»

[ªs vªlºres;
'
Quais
. liderança, resistência a novas ideias e estratégias para transpor
.
as cenas mais marcantes? grupo,
O repertorio de filmes sobre 100 min.): 0 filme mostra a história
os temas aq ui tratados € realmente muito grande, de forma Nenhum a menos: (1999. Diretor: Zhang Yimou,
n'ao seria o caso de fazer referências detalhadas sobre eles
.
que de escola rural da China, que luta para evitar a
'

aqui . Entl' Ct ª_nt () al da professora substituta, Wei Minzhi, uma


[essantes que preferimos relaciona-los, ' guns 830 tao 111 t €- de volt aluno indisciplinado que se evadiu e
cºl“ pequenºs Cºmentªuºs sºble Cªdª um; P313 5 Uªi evasão escolar. Ela fez de tudo para trazer a um
mº ele valor, até ele retorna à escola. Ela mostra que cada um tem a sua
para mostrar a o seu que
importância e contagia a escola com a sua prática.
educação transformadora é essencial para criar vincu—
Cidade de Deus (2002 Comentário: 0 filme mostra que uma influência
D' ' ' Fernªndº Mªirª-Hªs:
sensívellíeçªo- escolares; importância de uma educação humanista e a
bre, negro e muito los entre os atores mostra a do diálogo
sobre todos nós; filme nos leva a refletir sobre a importância
Cidade de Deus, a escola exerce
que
o
professor—aluno na escola.

135
0 lol
&
por: todo.. (1962. Director Robert Mulligan, ele-conhecimento
ªlem
129 min.)|
pequena cldnde do rol do: Estados Unldol recebe tarefa
Injustamente acusado de a
um advogado de u
de defender
um homem na
& Mu
:::-moer minto;
A
mood»
outra.
A hluórle nmerlcem; Amistad: Chloe de Silva Dançando
ter estuprado uma lovem branca. Fllldélôn Hurricane o furlclm Lerunll mecânica; Malcolm X.' Neve ro !: re on
Comentário: 0 filme é muito bom neuro;
para trabalhar valores e levar à reflexão sobre racismo.
o
- Sklnhend — a força branca.
: O deltlno de uma vida; Pixote;
preconceito, a discriminação e igualdade.
a
abordadº“ upennçl. Hlddadle, dade
O xadrez das
com
história de Cida,
(2004. Direção: Marco Schiavon,
22 min.): 0 curta-metragem
retrnm .
“lm
vldaAéãcla;
taxªr: Zããgçâm Chºcº ªtºl ?㪪aªªêºmªºkª Forrest Gump:
uma mulher negra de quarenta anos vai trabalhar para Maria, tch
nhora idosa de 80 que uma mu mªl
anos, viúva e sem filhos e que é extremamente racista. relação
mulheres começa tumultuada, A entre as d nu
com Maria tripudiando Cida ela ser negra. Cida
a situação, precisar do dinheiro, até que decide por agucnu
por se vingar através de um jogo de xadrrl.
(Disponível em: http:/lwww.portacurtas.com.br/pop_160.asp?Cod=2932&exib=5937)
Comentário: e
um importante filme para pensar, refletir e entender raízes
em nosso pais. as do preconceito

Pro dia nascer feliz (2005. Direção: João


Jardim, 88 min.): 0 filme
o adolescente brasileiro enfrenta escola,
mostra as situações qur
na envolvendo preconceito, precariedade, violência
e esperança. Adolescentes de três estados, de classes
sociais distintas, falam de
escola, seus projetos e inquietações. suas vidas na
Comentário: 0 Filme reflete sobre falta
a de significado da escola; carência
precária infraestrutura das escolas; falta de a material e :|
Traz ainda reflexões sobre a perspectivas e as inquietações dos
nossos jovens.
a imponência e a falta de valorização profissional
do professor.
Rudy (1993. Direção: David Anspaugh,
116 min.): baseado
a história de Rudy Ruettiger, estudante em fatos reais, o filme narm
sonho de jogar Futebol americano que cresceu em uma cidade metalúrgica tinha
e o
no time da escola. Ocorre que ele tinha vários problemas:
era pobre, as suas notas eram baixas, tinha
dos outros jogadores. Mas ele um fraco porte atlético e a metade do tamanho
tinha um diferencial: a força de
grande determinação fizeram vontade, o espírito de luta e a
com que ele superasse todas as dificuldades.
Comentário: 0 filme desenvolve
aspectos importantes para trabalhar a autoestima,
o desejo, a persistência e o desenvolvimento de talentos. tais como:

.
Tiros em Columbine: (2002. Direção: Michael
Moore, 120 min.): o documentário inves-
tiga a fascinação dos americanos pelas
armas de fogo. Questiona a cultura bélica busca
respostas, visitando pequenas cidades dos Estados e
lorado, onde fica o colégio Columbine. Unidos, dentre as quais Littleton,
no Co-
Comentário: 0 filme faz
uma crítica à indústria armamentista e se
luta pela paz mundial. É ótimo tornou uma referência na
para discutir sobre o valor da vida humana,
desarmamento e sobre vítimas de bullying. a importância do

ALGUNS OUTROS FILMES INTERESSANTES


SOBRE A NOSSA TEMÁTICA
Conceitos abordados: histórias de vida,
A casa dos espíritos; A grande ilusão;
persistência, perspectivas de vida
A história de Hanna; Adeus, Meninos;
cabeças; Gandhi; Malcom X; Bicho de sete
Meninos não choram; Meu
não éjohnny; Nascido em
O pianista; Um grito de liberdade.nome
4 de julho; O oitavo dia;

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