Você está na página 1de 37

GUIA DE ESTUDO

Metodologia Científica
UNIDADE II
Palavras do Professor

Olá, aluno(a)!

Você vai encontrar nesta unidade os elementos fundamentais para a elaboração de um bom projeto de
pesquisa. Vale lembrar, no entanto, que esta não é uma regra rígida para ser seguida.

Existem muitas literaturas sobre o assunto e várias das questões tratadas aqui não são unanimidades.
Portanto, é importante considerar outras fontes de consulta.

Você vai perceber inclusive que o livro desta disciplina, produzido por editoras de renome mundial em
parceria com a equipe do EaD do grupo Ser Educacional, apresenta uma estrutura de tópicos um pouco
diferente, pensado exclusivamente, para a produção de um projeto de pesquisa do programa de Pós-
Graduação EaD.

Embora possua algumas nomenclaturas diferentes em alguns tópicos e tópicos que não serão abordados
neste guia, esta ligeira diferença não impactará na produção final de sua monografia. É uma mera questão
de gosto e estilo de cada autor.

É importante para a sua produção final, que as regras impostas pelo seu orientador sejam seguidas à
risca. Para efeito de treinamento vamos considerar para as etapas de um projeto de pesquisa a estrutura
que será apresentada neste guia, ok?!

Antes de trabalharmos a construção do seu projeto de pesquisa, vamos entender um pouco sobre a
formatação das citações segundo a ABNT, e a maneira correta de formatar as referências.

Apesar de termos introduzido o assunto no guia anterior é prudente retomarmos este tema, pois tudo que
for produzido daqui por diante deve seguir rigorosamente as normas da ABNT.

Perceba que a produção deste guia apresenta os autores conforme as normas da ABNT, isto para que você
já se familiarize com este tipo de apresentação, cada vez que fizer uso de paráfrases ou citações ipsis
literis.

Paráfrases: [transcrição, com palavras diferentes, das ideias centrais de outro autor, ou seja, a CITAÇÃO


INDIRETA]. 

Ipsis literis: [expressão do latin, “tal e qual”, que representa a copia fiel do fragmento de um texto de
outro autor, ou seja, a CITAÇÃO DIRETA].

Bons estudos!

A CONSTRUÇÃO DO TEXTO E A CORRETA UTILIZAÇÃO DAS CITAÇÕES

Lembre-se de formatar as citações com base nas normas da ABNT. Todo texto criado com base no discurso
do outro deve ser devidamente citado, conforme orientam as normas da ABNT.

Para auxiliá-lo(a) nesta construção, segue um exemplo com a visualização da fonte na íntegra e, ainda,
como fica a transcrição de uma citação indireta e direta.

2
Atenção ao texto extraído da monografia “O Lembre-se que todo o autor citado no corpo do trabalho
princípio do jus postulandi na justiça do trabalho: já deve estar descrito também no parte final do rela-
a mitigação principiológica para a evolução do tório, no item REFERÊNCIAS. Não podemos deixar de
direito.” Escrito pelo Prof. Renato Hayashi Correia digitar os dados do autor nas referências, se deixarmos
de Oliveira, em 2011. Apresentada ao Curso de isto para o final do trabalho, podemos perder os dados
Especialização em Direito do Trabalho e Processual desta citação e se isto acontecer, somos obrigado a re-
do Trabalho, da Faculdade Joaquin Nabuco do grupo tirar a citação por não estar relacionada na parte final.
Ser Educacional S/A da cidade de Recife-PE. No exemplo acima, a referência que deve constar no
final do trabalho é esta. Ex.: OLIVEIRA, R. H. C. O prin-
O jus postulandi concede ao empregador e ao
cípio do jus postulandi na justiça do trabalho: a mitiga-
empregado, no processo trabalhista, a capacidade
ção principiológica para a evolução do direito. 2011. 37
de postular em juízo sem a constituição de um
f. Monografia apresentada ao curso de especialização
advogado.
em Direito do Trabalho e Processual do Trabalho, Facul-
Essa liberdade postulatória causa grandes dade Joaquin Nabuco, Recife, PE.
divergências no ordenamento jurídico brasileiro,
Citação direta curta (menos de 4 linhas, onde citamos o
uma vez que existem dispositivos legais que
texto extraído tal e qual foi dito pelo autor). Ex.: Segundo
garantem ao advogado a exclusividade da
Oliveira (2011, p.6) “O jus postulandi concede ao
capacidade postulatória.
empregador e ao empregado, no processo trabalhista,
A problemática do presente trabalho gira a capacidade de postular em juízo sem a constituição
em torno do exercício do jus postulandi e suas de um advogado...”
implicações e até que ponto é vantagem para a
parte atuar no processo trabalhista sem o devido Citação direta longa (mais de 3 linhas, onde citamos o
acompanhamento de um advogado. texto extraído tal e qual foi dito pelo autor) formatada
em espaçamento simples, sem aspas, ajustado a 4cm
A necessidade de discussão do tema decorre da margem esquerda e a referência fica logo abaixo da
do simples fato de que na relação trabalhista citação entre parênteses. Ex.:
temos um empregado, que é hipossuficiente tanto ...Essa liberdade postulatória causa
na esfera econômica quanto na esfera, devendo, grandes divergências no ordenamento
portanto, ser protegido pelo Estado, que goza do jurídico brasileiro, uma vez que existem
poder de império. dispositivos legais que garantem ao
Não obstante, o salário recebido pelo advogado a exclusividade da capacidade
empregado corresponde à fonte de renda e postulatória.
subsistência do trabalhador e de sua família, cuja A problemática do presente trabalho
natureza é estritamente alimentar, o que torna ainda gira em torno do exercício do jus
mais difícil litigar na justiça do trabalho. postulandi e suas implicações e até que
ponto é vantagem para a parte atuar
No ordenamento jurídico brasileiro, o salário no processo trabalhista sem o devido
possui status de intocável, pois é ele quem garante acompanhamento de um advogado...
a sobrevivência das famílias brasileiras. (OLIVEIRA, 2011, p.6).

Citação indireta, extraído de vários pontos da obra escolhida, onde o pesquisador altera as palavras do autor fonte,
com resumos por exemplo, por isto não é necessário inserir a página, pois neste caso citamos a ideia do autor e
esta pode estar presente no livro todo. É o que chamamos de paráfrase. Ex.: Conforme Oliveira (2011), o princípio
do jus postulandi no âmbito da justiça do trabalho brasileira, refere-se à permissão, pela legislação brasileira, do
empregador e empregado buscar seus direitos sem o acompanhamento de um advogado. Para tratar do assunto é
importante, inicialmente, abordar o instituto do jus postulandi na justiça do trabalho, bem como as previsões legais
e doutrinárias sobre o tema.

3
Exemplo

Veja alguns exemplos de citação de leis e jurisprudências, bem como suas referências no final do trabalho.

Citação de Legislação:

SÃO PAULO (Estado). Decreto nº 42.282, de 20 de janeiro de 1998. Lex: coletânea de legislação e
jurisprudência, São Paulo, v62, n. 3, p.217-220, 1998.

Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares:

SÃO PAULO (Estado). Decreto nº 42.282, de 20 de janeiro de 1998. Dispõe sobre a desativação de
unidades administrativas, de unidades de órgãos da administração direta e das autarquias do Estado e
dá providências correlatas. Lex: coetânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v62, n. 3, p.217-220,
1998.

Citação de Jurisprudência:

BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Habeas-corpus nº 181.636-1, da 6ª Câmara Civil do Tribunal de


Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF, 6 de dezembro de 1994. Lex. Jurisprudência do STJ e
Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 10, n. 103, p. 236-240, mar. 1998.

Para referenciar demais documentos tenho a dica de um site ótimo que constrói a referência para nós sem
precisarmos de muito esforço. Basta colocar os dados que o site monta a referência para nós.

O site foi produzido pela Universidade Federal de Santa Catarina, tem sua utilização
gratuita no meio acadêmico, chama-se MORE - Mecanismo Online para Referências:
http://www.more.ufsc.br

Para Refletir (antes de colocar a mão na massa)

O projeto de pesquisa é o planejamento de uma pesquisa, ou seja, a definição dos caminhos para abordar
certa realidade.

Você sabia? Pois bem, o seu projeto de pesquisa deve oferecer respostas para as seguintes indagações:

• O que pesquisar? (Tema)


• Por que pesquisar? (Justificativa)
• Para que pesquisar? (Objetivos)
• Como pesquisar? (Metodologia)
• Quando pesquisar? (Cronograma)
• Por quem? (Fundamentação Teórica e Referências)
4
A pesquisa científica precisa ser bem planejada. O planejamento não assegurará, por si só, o sucesso da
monografia, mas, com certeza, é um bom caminho para uma monografia de qualidade. Veja o que nos diz
Barreto e Honorato, importantes pesquisadores e autores de diversos livros sobre o tema.

Entende-se por planejamento da pesquisa a previsão racional de um evento, atividade,


comportamento ou objeto que se pretende realizar a partir da perspectiva científica do
pesquisador. Como previsão, deve ser entendida a explicitação do caráter antecipatório
de ações e, como tal, atender a uma racionalidade informada pela perspectiva teórico-
metodológica da relação entre o sujeito e o objeto da pesquisa. A racionalidade deve-
se manifestar através da vinculação estrutural entre o campo teórico e a realidade a ser
pesquisada, além de atender ao critério da coerência interna. Mais ainda, deve prever
rotinas de pesquisa que tornem possível atingir os objetivos definidos, de tal forma que se
consigam os melhores resultados com menor custo (BARRETO; HONORATO, 1998, p. 59).

Segundo Minayo (1999), outro célebre pesquisador sobre metodologias, ao elaborar um projeto de
pesquisa, o pesquisador estará lidando com, no mínimo, três dimensões:

• Técnica: regras científicas para a construção do projeto;


• Ideológica: relaciona-se com as escolhas do pesquisador, sempre tendo em vista o momento
histórico;
• Científica: ultrapassa o senso comum através do método científico.

O PROJETO DE PESQUISA

O desenvolvimento de toda pesquisa, tem início com a definição dos temas e problemas a serem estudados.
A esta etapa chamamos de planejamento da pesquisa, ou como alguns autores preferem definir como
PROJETO DE PESQUISA.

Mas, independente da nomenclatura, o momento inicial, é o que consideramos crítico para a identificação
da relevância da pesquisa, sua justificativa, contextualização, enfim traz a abordagem dos principais
aspectos que envolvem o ponto de partida para uma pesquisa científica.

Ao produzir o seu relatório de pesquisa, tenha em mente que as etapas iniciais (tema, objetivos e
procedimentos metodológicos) constituem a lógica que une os dados a serem coletados (e as conclusões
a serem tiradas) às questões iniciais de um estudo. Cada estudo empírico possui um projeto de pesquisa
implícito, se não explícito.

Guarde essa ideia!

“O projeto de pesquisa é o planejamento de uma pesquisa, ou seja, a definição


dos caminhos para abordar certa realidade”.

5
Um planejamento de pesquisa é uma série de etapas estabelecidas pelo pesquisador, que direciona a
metodologia aplicada no desenvolvimento da pesquisa.

O pesquisador obedece a um plano de etapas metodológicas necessárias ao desenvolvimento da pesquisa


científica. Ele tem como prioridade demonstrar as atividades indispensáveis para o desenrolar da pesquisa.

PLANEJAMENTO

As etapas iniciais do relatório de pesquisa podem ser entendidas como o planejamento da pesquisa, ou
seja, o projeto de pesquisa, que no Grupo Ser Educacional será produzido nesta disciplina (Metodologia
Científica), e terá seu desenrolar ao longo dos estudos da disciplina, com orientação especifica ao final do
curso, na sala de orientação monográfica.

A partir do estabelecimento da questão a ser estudada, aflora os problemas que ela envolve, justifica sua
relevância e a viabilidade, traça objetivos, caracteriza o estudo, localiza as variáveis, aponta o caminho
a seguir (método) e o tempo para fazer o percurso, designa os meios (ou recursos) para sua efetivação e
enfim faz uma listagem das obras (livros, revistas, monografias e outras publicações, amplas ou restritas)
que serão consultadas (VIEIRA, 2004, p. 11).

Ao planejarmos uma pesquisa mostramos a pretensão de realizar uma atividade de investigação científica.
Em outros termos, implica um plano elaborado para responder uma ou mais questões pertinentes ao tema
investigado. Compreende uma construção lógica e racional que se baseia nos postulados da metodologia
científica a serem empregados no desenvolvimento de uma série de etapas, para facilitar o plano de
trabalho que envolve uma pesquisa.

Lembre-se!

• De forma simplista podemos dizer que o projeto é a descrição do norteador que será necessário
para a consecução de uma pesquisa.

• A elaboração das etapas iniciais do relatório de pesquisa tem uma influência direta sobre os
resultados a serem obtidos e a validade das conclusões tiradas do trabalho, pois ele serve de guia para
todo o trabalho do investigador.

Jung (2003) esclarece que o planejamento da pesquisa é um processo que a partir de uma necessidade se
escolhe um tema e gradativamente define-se um problema, e as formas para solucioná-lo:

6
Figura 1 – Projeto de pesquisa - Fonte: Jung (2003, p. 151)

Assim, ressalta-se que o projeto de pesquisa deve, fundamentalmente, ser constituído em cima de 4
passos, apresentados no esforço de responder as seguintes questões: O quê? Como? Quando? Com
quê? (JUNG, 2003)

a) O quê b) Como?
- Qual o tema? - O que será feito para solucionar o problema?
- Qual o problema? - Qual será o universo a ser pesquisado?
- Quais os subproblemas? - Como serão coletadas as informações?
- Qual a justificativa? - Serão feitas entrevistas, observações?
- Quais os objetivos? - Serão feitas experimentações, medições?
- Quais os pressupostos teóricos? - Que instrumentos serão utilizados?
- Que atividades serão realizadas?
- Como serão analisados os dados?

c) Quando? d) Com quê?


- Qual o tempo total previsto para a - Que recursos humanos serão necessários?
pesquisa? - Que recursos materiais serão necessários?
- Qual o tempo destinado a cada etapa? - Que recursos financeiros serão necessários?
- Como se distribuem as atividades no - O projeto é viável em função dos recursos?
tempo? - Quais os recursos disponíveis?
- O projeto é viável no tempo? - Quais as fontes de financiamento possíveis?
- Qual o tipo de financiamento?
- O financiamento é viável?

Não esqueça

Um assunto de pesquisa tem inicio com leituras de reflexões e de problemas


detectados na própria atividade profissional!

7
MAS POR QUE SE DEVE PLANEJAR UMA PESQUISA?

Ora, a importância do planejamento da pesquisa deve ser entendida da mesma forma que um engenheiro
elabora uma planta antes de construir uma casa, ou de um artista que antes de produzir uma obra prima,
esboça o seu rascunho. Na lição de Minayo (1994, p.35):

Fazemos um projeto de pesquisa para mapear um caminho a ser seguido durante a investigação.
Buscamos, assim, evitar muitos imprevistos no decorrer da pesquisa que poderiam até mesmo
inviabilizar sua realização. Outro papel importante é esclarecer para o próprio investigador os
rumos do estudo (o que pesquisar, como, por quanto tempo etc.). Além disso, um pesquisador
necessita comunicar seus propósitos de pesquisa para que seja aceita na comunidade
científica.

Barreto e Honorato (apud HEERDT e LEONEL, 2006, p. 113), destacam que deve-se fazer o projeto para
planejar a pesquisa:

Entende-se por planejamento da pesquisa a previsão racional de um evento, atividade,


comportamento ou objeto que se pretende realizar a partir da perspectiva científica do
pesquisador. Como previsão, deve ser entendida a explicitação do caráter antecipatório
de ações e, como tal atender a uma racionalidade informada pela perspectiva teórico-
metodológica da relação entre sujeito e o objeto da pesquisa.

Dependendo da natureza da pesquisa, ela poderá envolver mais ou menos etapas. Entretanto, deverá
conter, essencialmente, os seguintes componentes: tema (com a apresentação do problema, justificativa e
contextualização teórica), objetivos e procedimentos metodológicos. Essas etapas devem ser adequadas ao
perfil científico do pesquisador e ao método de estudo para que não sejam despendidos esforços em vão.

A seguir, você encontrará orientações para desenvolver cada uma destas etapas, considerando sempre o
tema, os objetivos e os procedimentos metodológicos como norteador do processo.

Para compreender cada uma das etapas a seguir, a título de exemplificação, serão apresentados alguns
exemplos para cada item do relatório. Mas, um exemplo padrão será mostrado de forma continuada para
cada item descrito neste livro.

Esta exemplificação de um relatório de pesquisa será feita de forma fragmentada e adaptada, para que
você, ao final, consiga visualizar melhor o todo. O exemplo escolhido para esta apresentação é intitulado:
“Reestruturação e informatização dos processos organizacionais em uma distribuidora de bebidas com foco
no setor de vendas”.

Este exemplo foi baseado num relatório acadêmico. Algumas partes do trabalho original foram adaptadas
para resguardar a fonte da informação e para atender as necessidades deste guia.

Tema

Como já visto, um tema nasce de leituras, reflexões, informações e até mesmo problemas deflagrados pelo
pesquisador. Vamos lá para apresentação do tema!
8
Conforme Marconi e Lakatos (1990, p. 23) “Tema é o assunto que se deseja estudar e pesquisar.” Conforme
Minayo (1994, p. 37)

O tema de uma pesquisa indica uma área de interesse a ser investigada. Trata-se de uma
delimitação ainda bastante ampla. Por exemplo, quando alguém diz que deseja estudar a
questão da “violência conjugal” ou a “prostituição masculina”, está se referindo ao assunto
de seu interesse. Contudo, é necessário para a realização de uma pesquisa um recorte mais
“concreto”, mais preciso deste assunto.

Assim, o tema de uma pesquisa é um assunto que necessite melhores definições, melhor precisão e
clareza do que já existe sobre o mesmo. A primeira escolha deve ser feita com relação a um campo
delimitado, dentro da respectiva ciência de que trata o trabalho científico.

Pode surgir de uma dificuldade prática enfrentada pelo coordenador, da sua curiosidade
científica, de desafios encontrados na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria. Pode
ter sido sugerido pela entidade responsável pela parte financeira, portanto, “encomendado”,
o que não lhe tira o caráter científico, desde que não se interfira no desenrolar da pesquisa;
ou se “encaixar” em temas muito amplos, determinados por uma entidade que se dispõe a
financiar pesquisas e que promove uma concorrência entre pesquisadores, distribuindo a
verba de que dispõe entre os que apresentam os melhores projetos. Independente de sua
origem, o tema é, nessa fase, necessariamente amplo, precisando bem o assunto geral sobre
o qual se deseja realizar a pesquisa. (MARCONI e LAKATOS, 1991, p. 218).

Como deve ser escolhido o tema?

De acordo com os autores Cervo e Bervian (2002, p. 81):

A escolha do tema é o primeiro passo no planejamento da pesquisa, mas não o mais fácil.
Não faltam, evidentemente, temas para pesquisa: a dificuldade está em decidir-se por um
deles. Para muitos pesquisadores, a decisão final é precedida por momentos de verdadeira
angústia, mormente quando se trata de pesquisas decisivas para a carreira profissional.

Santos (2002) sugere que o pesquisador escolha o tema de acordo com seu gosto pessoal, preparo técnico
e tempo disponível, além de refletir sobre a importância ou utilidade do tema e existência de fontes. A
escolha do tema pode ser dividida em dois critérios: individuais e externos como podem ser visto na figura
XX:
Critérios individuais:
Gostar
Conhecer
Motivação
ESCOLHA DO TEMA
Critérios externos:
Viabilidade
Utilidade
Relevância
Figura 2 – Critérios escolha do tema - Fonte: Tsutsumi e Souza (2007)
9
Lembrando que o tema tem sempre um sujeito e um objeto, desta forma o tema passa por um processo
de especificação. O processo de delimitação do tema só pode ser considerado terminado quando se faz a
sua limitação geográfica e espacial, com intuito de realização da pesquisa.
São exemplos de temas gerais de pesquisa:

TEMA GERAL

Tecnologia da informação e processos organizacionais

Administração pública

Qualidade na administração pública

Balanço social

Perfil dos gestores

Pequenas empresas no cenário internacional

Motivação no trabalho

Avaliação da aprendizagem no ensino médio

Assédio Moral

Novas Tecnologias para o ensino superior

O princípio do jus postulandi na justiça do trabalho

Adicional de Periculosidade aos Motociclistas.

Assédio moral digital.

Improbidade da administração pública no âmbito processual.

Sigilo bancário.

As comissões de conciliação prévia como meio alternativo à


jurisdição estatal para a solução dos conflitos trabalhistas.

O tema divide-se em:

Geral - Representa o assunto que será aprofundado, mediante a ação de pesquisar. Como ponto de
partida, o acadêmico deverá identificar-se com o tema escolhido; optando, em primeiro plano, pela área
com a qual possui maior afinidade.

Específico - Após a escolha do tema geral, o pesquisador deverá fazer um recorte em relação à amplitude
do tema pesquisado. Ou seja, deverá identificar o assunto que, especificamente, quer pesquisar.
(TSUTSUMI; SOUZA, 2007).
10
Assim, ressalta-se que delimitar o tema é selecionar um tópico ou parte a ser focalizada, é:

a) selecionar um assunto de acordo com as inclinações, as possibilidades, as aptidões e as tendências de


quem se propõe a elaborar um trabalho científico;

b) encontrar um objeto que mereça ser investigado cientificamente e tenha condições de ser formulado e
delimitado em função da pesquisa (MARCONI; LAKATOS, 1990, p. 23).

O assunto escolhido deve ser possível e adequado em termos tanto dos fatores externos quanto dos
internos ou pessoais. O tema deve ser naturalmente, adequado à capacidade e à formação do pesquisador
e corresponderá às suas possibilidades, quanto ao tempo e aos recursos econômicos. Na escolha do
tema, deve-se, igualmente, levar em consideração o material bibliográfico, que deve ser suficiente e estar
disponível.

Para facilitar a determinação do tema, pode-se recorrer, por um lado, à divisão do tema em suas partes
constitutivas e, por outro, à definição da compreensão dos termos.

A decomposição do tema equivale ao desdobramento do mesmo em partes, enquanto a definição dos


termos implica a enumeração dos elementos constitutivos ou explicativos que os conceitos envolvem.
Nem todos os temas poderão ser delimitados com auxilio dessas técnicas especiais. De acordo com
a natureza do tema selecionado, será necessário uma ou outra das técnicas de delimitação. (CERVO;
BERVIAM, 2002, p. 82).

Por fim, ressalta-se que o tema deve ser preciso, bem determinado e específico.

O quadro a seguir traz exemplos de temas delimitados e pode lhe auxiliar no momento de definição de
seu tema específico.

Em geral os títulos dos trabalhos são a transcrição, na íntegra, dos temas específicos.

TEMA GERAL TEMA ESPECÍFICO


Reestruturação e informatização dos processos
Tecnologia da informação e processos
organizacionais em uma distribuidora de bebidas com foco no
organizacionais
setor de vendas
Administração pública Administração pública municipal de Paulista, PE.

Qualidade na administração pública Qualidade na administração pública municipal de Caruaru, PE.

Balanço social Balanço social na cooperativa Alfa.

Perfil dos gestores Perfil dos gestores das empresas A, B, C.

Pequenas empresas no cenário Experiência da inserção internacional das pequenas empresas


internacional industriais do ramo de confecções de Guarulhos, SP.

11
Motivação no trabalho Motivação no trabalho no ramo hoteleiro.

Avaliação da aprendizagem nas escolas publicas de ensino


Avaliação da aprendizagem
médio do Vale do Jequitinhonha

Mitigação principiológica para a evolução do direito. Sob o


O princípio do jus postulandi na justiça
viés do instituto do jus postulandi na justiça do trabalho, bem
do trabalho
como as previsões legais e doutrinárias sobre o tema.

Assédio Moral Assédio Moral Digital

A influência do desarmamento da população para a melhoria


Desarmamento
dos índices de violência urbana em Campina Grande-PB.

Mais exemplos de temas específicos:

• A Capacitação dos docentes do SENAI Resende – RJ para a prática do ensino profissionalizante.


• A condição da mulher costureira de Dois Vizinhos Paraná, na entrada para o mercado de trabalho
e seu impacto pessoal na vida familiar
• Os docentes dos cursos profissionalizantes e sua atuação em turmas heterogêneas
• A interdisciplinaridade como alternativas pedagógicas para a sua prática docente
• O desenvolvimento da perspectiva profissional dos alunos dos cursos de Eletricista de Redes de
Transmissão e Web Design Profissional, do SENAI, UNOP Cinelândia - RJ.

Dicas

Para auxiliar na elaboração do seu PROJETO DE PESQUISA, leia algumas orientações a seguir extraídas
da obra de BELLO (2004,13): -
- Afetividade em relação a um tema ou alto grau de interesse pessoal. Para se trabalhar uma pesquisa é
preciso ter um mínimo de prazer nesta atividade. A escolha do tema está vinculada, portanto, ao gosto
pelo assunto a ser trabalhado. Trabalhar um assunto que não seja do seu agrado tornará a pesquisa num
exercício de tortura e sofrimento.
- Tempo disponível para a realização do trabalho de pesquisa. Na escolha do tema temos que levar em
consideração a quantidade de atividades que teremos que cumprir para executar o trabalho e medi-la com
o tempo dos trabalhos que temos que cumprir no nosso cotidiano, não relacionados à pesquisa.
- O limite das capacidades do pesquisador em relação ao tema pretendido. É preciso que o pesquisador
tenha consciência de sua limitação de conhecimentos para não entrar num assunto fora de sua área. Se
minha área é a de ciências humanas, devo me ater aos temas relacionados a esta área.
- A significação do tema escolhido, sua novidade, sua oportunidade e seus valores acadêmicos e sociais.

12
Na escolha do tema devemos tomar cuidado para não executarmos um trabalho que não interessará a
ninguém. Se o trabalho merece ser feito que ele tenha uma importância qualquer para pessoas, grupos de
pessoas ou para a sociedade em geral.
- O limite de tempo disponível para a conclusão do trabalho. Quando a instituição determina um prazo para
a entrega da monografia, não podemos nos enveredar por assuntos que não nos permitirão cumprir este
prazo. O tema escolhido deve estar delimitado dentro do tempo possível para a conclusão do trabalho.
- Material de consulta e dados necessários ao pesquisador. Outro problema na escolha do tema é a
disponibilidade de material para consulta. Muitas vezes o tema escolhido é pouco trabalhado por outros
autores e não existem fontes secundárias para consulta. A falta dessas fontes obriga ao pesquisador
buscar fontes primárias que necessita de um tempo maior para a realização do trabalho. Este problema
não impede a realização da pesquisa, mas deve ser levado em consideração para que o tempo institucional
não seja ultrapassado.
Fonte: Disponível em: <http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/met05.htm>.
Acesso em: 17 Mar. 2009.

Como deve ser apresentado o tema?

Agora que você já sabe como construir o seu tema de pesquisa, você precisa saber como apresentá-lo.
Identificamos esta etapa como uma das mais importantes do trabalho, pois é aqui que você estruturará
um texto coeso e coerente que apresente a ideia central de forma a convencer o leitor da sua relevância.
No texto de apresentação do seu tema devemos iniciar já apresentado o tema específico de forma clara e
direta. A partir daí começam as explicações que vão contextualizar a escolha deste tema.

Para melhor entendimento, vamos esquematizar a estrutura do texto relativo ao tema da seguinte forma:

• Descrição do tema específico;


• Problema que o pesquisador se propõe a resolver com a escolha deste tema;
• Objetivos geral e específico que o pesquisador se propõe a atingir;
• Justificativa da escolha do tema;
• Contextualização Teórica;
• Objetivos.

Sintetizando ainda mais esta estrutura, neste texto temos que apresentar o tema, a justificativa, a
contextualização e o problema. Agora para deixar bem claro o que se pede em cada uma destas partes
vamos abordar de forma detalhada cada um destes itens, para auxilia-lo nesta construção.

Após escrever o tema específico tal e qual foi descrito no início desta seção, você deve em seguida partir
para a justificativa. Vejamos:

Problema

A formulação do problema também integra a etapa inicial do projeto de pesquisa de estudo de caso. Para
Cervo e Bervian (2002) o problema é uma questão que envolve intrinsecamente uma dificuldade teórica
ou prática, para a qual se deve encontrar uma solução.
13
Para Yin (2005) definir as questões da pesquisa é provavelmente o passo mais importante a ser considerado
em um estudo de pesquisa. Assim, você deve reservar paciência e tempo suficiente para a realização
dessa tarefa.

A chave é compreender que as questões de uma pesquisa possuem substância (por exemplo, “sobre o
que é o meu estudo?”) e forma (por exemplo, “estou fazendo uma pergunta do tipo ‘quem’, ‘o que’, ‘por
que’ ou ‘como’?”).

O problema sempre se apresenta em forma de questionamento, de pergunta, que o trabalho de pesquisa


busca responder, delimitado com indicações das variáveis que intervêm no estudo de possíveis relações
entre si. Daí que não se realiza atividade de pesquisa sem problema, sem dúvidas, sem questões que
exigem respostas.

Neste sentido, afirmam Booth; Colomb e Williams (2000) que as perguntas são cruciais, porque o ponto
de partida de uma boa pesquisa é sempre querer saber o que não se sabe ou entende, mas que sente que
precisa conhecer ou entender.

Desta forma as perguntas de pesquisa funcionam como direcionadores para os esforços que serão
desenvolvidos no estudo, pois além de direcionar os trabalhos, tornam a investigação mais objetiva. De
certa forma, não há o que se investigar ou pesquisar se antes não se questionar; e para isso servem as
perguntas.

Quais as regras para formulação de problema de pesquisa?

Desde Einstein, é mais importante para o desenvolvimento da ciência saber formular problemas do que
encontrar soluções.

Figura 3: Formulação de problema - Fonte: Cervo e Bervian (2002, p. 86).

14
Não existem regras absolutamente rígidas para a formulação de problemas, mas existem recomendações
baseadas na experiência de pesquisadores que, quando aplicadas, facilitam a formulação do problema.
As principais regras para a formulação de problemas de pesquisa são, segundo Gil (1999, p. 54-55):

a) O problema deve ser formulado como uma pergunta. Este procedimento facilita a identificação
do que efetivamente se deseja pesquisar.
b) O problema deve ser delimitado a uma dimensão viável. Frequentemente o problema é
formulado de maneira tão ampla que se torna impraticável chegar a uma solução satisfatória.
Nem todos os aspectos do problema podem ser pesquisados simultaneamente. Torna-se
necessário, portanto, reduzir a tarefa a um aspecto que possa ser tratado em um único estudo,
ou dividido em subquestões que possam ser tratadas em estudos separados.
c) O problema deve ter clareza. Os termos utilizados devem ser claros, deixando explícito o
significado com que estão sendo utilizados.
d) O problema deve ser preciso. Embora com significado esclarecido, nem sempre os termos
apresentados na formulação do problema deixam claro o limite de sua aplicabilidade.
e) O problema deve apresentar referências empíricas. A observância a este critério nem sempre
é fácil nas ciências sociais. E comum esperar dessas ciências respostas para problemas que
envolvem juízos de valor.

Vale registrar, que para mais eficácia do problema, as perguntas devem ser formuladas de tal forma que
haja possibilidade de respostas utilizando a pesquisa.

Como saber se o problema de pesquisa é apropriado?

Definir um problema significa especificá-lo em detalhes precisos e exatos. Na formulação de um problema


deve haver clareza, concisão e objetividade. A colocação clara do problema pode facilitar a construção da
hipótese central. (MARCONI; LAKATOS, 1990, p. 24).

Para Minayo (1994) a escolha de um problema de pesquisa merece indagações como:

• Trata-se de problema original e relevante?


• Ainda que seja interessante é adequado para mim?
• Tenho hoje possibilidades reais para executar tal estudo?
• Há tempo suficiente para investigar tal questão?

Assim, o problema, antes de ser considerado apropriado, deve ser analisado sob o aspecto de sua
valoração, segundo Marconi e Lakatos (1991):

a) Viabilidade: pode ser eficazmente resolvido através da.


b) Relevância: deve ser capaz de trazer conhecimentos novos.
c) Novidade: estar adequado ao estádio atual da evolução científica.
15
d) Exequibilidade: pode chegar a uma conclusão válida.
e) Oportunidade: atender a interesses particulares e gerais.

A adequada formulação de um problema de pesquisa não é tarefa das mais fáceis. Afirma Gil (1999, p.
51) que,

Um problema será relevante em termos científicos à medida que conduzir à obtenção de novos
conhecimentos. Para se assegurar disso, o pesquisador necessita fazer um levantamento
bibliográfico da área, entrando em contato com as pesquisas já realizadas, verificando quais
os problemas que não foram pesquisados, quais os que não o foram adequadamente e quais
os que vêm recebendo respostas contraditórias. Este levantamento bibliográfico é muitas
vezes demorado e pode constituir mesmo uma pesquisa de cunho exploratório, cujo produto
final será a recolocação do problema sob um novo prisma.

A relevância prática do problema está nos benefícios que podem decorrer de sua solução.
Muitas pesquisas são propostas por órgãos governamentais, associações de classes,
empresas, instituições educacionais ou partidos políticos, visando à utilização prática de
seus resultados. Assim, o problema será relevante à medida que as respostas obtidas
trouxerem consequências favoráveis a quem o propôs.

Para lhe auxiliar na elaboração do problema de pesquisa de seu Estudo de Caso, o quadro a seguir traz
exemplos de tema e o respectivo problema, em cada curso.

TEMA ESPECÍFICO PROBLEMA

A tecnologia da informação nas Qual o impacto da implantação do Sistema tecnológico de


empresas do ramo hoteleiro de Natal Planejamento Orçamentário na empresa do ramo hoteleiro
- RN. Alfa, de Natal - RN?
Qual é o nível de qualidade existente na administração
pública na Prefeitura municipal de Caruaru PE, no ano de
Qualidade na administração pública
2015, segundo parâmetros do Manual para Avaliação da
municipal de Caruaru, PE.
Gestão Pública, Programa Qualidade no Serviço Público -
PQSP?
Administração pública municipal de De que forma a administração pública municipal de Paulista,
Paulista, PE. PE, trabalhou em 2015 a gestão de segurança pública?
Como são organizadas as informações do balanço social na
Balanço social na cooperativa Alfa.
cooperativa Alfa, de Belém PA?

Perfil dos gestores das empresas A, Qual o perfil de qualificação dos gestores das empresas A, B
B, C. e C situadas em Guarulhos, SP?

Experiência da inserção internacional Como o profissional de comércio exterior contribuiu para a


das pequenas empresas industriais do inserção no mercado internacional da empresa industrial
ramo de confecções de Guarulhos, SP. Beta, de Guarulhos, SP?

16
Motivação no trabalho no ramo Qual o nível de motivação dos funcionários do Hotel X, do
hoteleiro. município de Natal - RN.

Quais as implicações do exercício do jus postulandi e até que


O princípio do jus postulandi na justiça
ponto é vantagem para a parte atuar no processo trabalhista
do trabalho.
sem o devido acompanhamento de um advogado?
Quais os meandros, evoluções e discussões que a legislação
brasileira no âmbito trabalhista tem proporcionado ao
Adicional de Periculosidade aos
trabalhador Mototaxista em relação aos adicionais, que são
Motociclistas.
nada mais do que verbas pecuniárias incorporadas a algumas
atividades determinadas em lei?
É possível que o assédio moral da forma que conhecemos
também possa ser perpetrado no ambiente virtual de
Assédio moral digital.
trabalho por meio das redes sociais virtuais, sites de internet
ou outras funcionalidades tecnológicas afins?
Quais as causas determinantes para o rompimento do sigilo
Sigilo bancário
bancário de agentes públicos?

• Exemplos de problemas de pesquisa para área da saúde.


• Quais as relações entre a vida profissional e afetiva na percepção de homens profissionais do
sexo na região da Zona da mata?
• Quais os fatores de satisfação dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde na perspectiva
dos usuários do sistema na região do ABC Paulista?
• Quais fatores de satisfação dos profissionais de saúde com o trabalho nas organizações
hospitalares públicas e privadas no Vale do Paraíba?
• Quais os fatores de satisfação dos profissionais de saúde com o trabalho desenvolvido no
Programa Saúde da Família de Florianópolis, SC?
• Como está ocorrendo o processo de humanização na percepção de usuários e profissionais da
saúde de um hospital da Região Sul do Estado do Rio de Janeiro?

Objetivos

Muitos são os que apresentam conceitos acerca dos objetivos, vejamos alguns deles:

Para Furaste (2004), os objetivos são as indicações, precisas e claras das metas, propósitos e resultados
concretos a que se pretende chegar.

Já para Fachin (2003) objetivo é o resultado que se pretende em função da pesquisa. Geralmente, é uma
ação proposta para responder à questão que representa o problema.

Cervo e Bervian, (2002), afirmam que os objetivos que se têm em vista definem, muitas vezes, a natureza
do trabalho, o tipo de problema a ser selecionado, o material a coletar etc.

17
A partir desta contextualização é possível afirmar que os objetivos da pesquisa perpassam pelo grau de
entendimento e pelo índice de assimilação dos conteúdos presentes na tarefa cognoscitiva do acadêmico
pesquisador.

Nas fases iniciais (graduação e especialização), os objetivos situam-se no âmbito de estudar, conhecer e
compreender podendo chegar ao mestrado, aos de aprofundar, dominar o âmbito, eventualmente localizar
novas relações. Somente no doutorado se exige tema original e se chega à descoberta de novas relações
ou ao estabelecimento de novas teorias, segundo Vieira (2004).

Comentam Cervo e Bervian (2002) que quanto à sua natureza, os objetivos podem ser: intrínsecos, quando
se referem aos problemas que se quer resolver; extrínsecos, tais como dever de aula, solicitação de
interessados, trabalhos finais dos cursos de formação, resolver problemas pessoais, produzir algo de
original, podendo, entretanto, ser definido como objetivos: geral e específico.

O que são objetivos: geral e específico?

De acordo com a abrangência dos objetivos, podem ser geral ou específico.

O objetivo geral define de modo amplo, aquilo que o pesquisador deseja pesquisar. Procura determinar,
com clareza e objetividade, o propósito do pesquisador com a realização da pesquisa.

Está ligado a uma visão global e abrangente do tema. Relaciona-se com o conteúdo intrínseco, quer dos
fenômenos e eventos, quer das ideias estudadas. Vincula-se diretamente à própria significação da tese
proposta pelo projeto.

Os objetivos específicos determinam aspectos que se pretende estudar, compreender, explicar, ou seja, o
pesquisador evidencia, de forma clara e precisa, a finalidade do estudo que pretende desenvolver. Definir
os objetivos específicos significa aprofundar as intenções expressas nos objetivos gerais.

O estudante se propõe a mapear, identificar, levantar, diagnosticar, traçar o perfil ou historiar determinado
assunto específico dentro de um tema. Ele pode querer mostrar novas relações para o mesmo problema,
identificar novos aspectos ou mesmo utilizar os conhecimentos adquiridos com a pesquisa para
instrumentalizar sua prática profissional ou intervir em determinada realidade onde ocorre o problema,
ainda segundo Cervo e Bervian (2002).

Para Marconi e Lakatos (1991), os objetivos específicos apresentam caráter mais concreto. Têm função
intermediária e instrumental, permitindo, de um lado, atingir o objetivo geral e, de outro, aplicá-lo a
situações particulares.

Objetivo geral: Indicação do resultado pretendido

Objetivos específicos: Indicação das etapas que levarão à realização do objetivo geral.

Os objetivos específicos são instrumentais para o objetivo geral e dão uma visão embasadora para o
próprio tema. Eles norteiam, por assim dizer, a pesquisa.

18
O que indicam os objetivos?

Os objetivos indicam o que se pretende conhecer, medir ou provar no decorrer da investigação. Na lição
de Fachin (2003, p. 114)

Nessa etapa, deve-se demonstrar a relevância do problema, com o intuito de despertar o


interesse do leitor. Os objetivos também demonstram a contribuição que se tenciona alcançar
com a pesquisa, para as possíveis soluções do problema.

Eles devem estar norteados por aspectos que determinam a finalidade da pesquisa, como: para quem, para
quê, o quê, onde; a finalidade deve estar assim configurada. Devem conter os aspectos mais significativos,
como a correlação entre causa e efeito de determinado problema.

Martins e Santos (2003) observam que um objetivo claramente formulado fornece uma base sólida para
a seleção do método, procedimento que ajudará a alcançá-lo. Ele está bem formulado, quando consegue
comunicar seu propósito; o melhor enunciado é aquele que exclui a possibilidade de que seu propósito
venha a ser confundido com outro.

LEMBRE-SE

Objetivo geral Objetivos específicos


Indica qual o propósito da pesquisa. Determinam as etapas necessárias para
Devem ser bem claros e objetivos. atingir o objetivo geral.

Está ligado ao problema de pesquisa. Deve começar com um verbo no


infinitivo.
Dele se origina o título do trabalho.
Deve indicar uma ação passível de
Utilizar um verbo no infinitivo de natureza mensuração.
reflexiva.

Como formular os objetivos?

É importante respeitar as seguintes “regras” na formulação de objetivos de pesquisa, que segundo


Richardson (1999) são:

1) O objetivo deve ser claro, preciso e conciso.

2) O objetivo deve expressar apenas uma ideia. Em termos gramaticais, deve incluir apenas um
sujeito e um complemento.

3) O objetivo deve referir-se apenas à pesquisa que se pretende realizar. Não são objetivos de
uma pesquisa, propriamente, discussões, reflexões ou debates em torno a resultados do trabalho.

19
VERBO DENOTAÇÃO CONOTAÇÃO

Fazer pela primeira vez esta busca ao


Explorar
não conhecer quase nada sobre o tema.
Levantar Descobrir, indagar
(As hipóteses são levantadas como
(Pesq. Exploratórias)
produto final)

Buscar características do fenômeno


Identificar
Encontrar, relacionar, associar relacionando-as aos critérios de análise
(Pesq. Exploratórias)
(problema de pesquisa)

Descrever
Caracterizar Delinear, desenhar, representar Supõe a seleção das variáveis através
Comparar pessoas ou coisas, referindo-se das quais se vai buscar o perfil da
Traçar às suas distintas partes. população (indivíduos, região, bairro,
Verificar Verificar a relação entre variáveis. cidade, etc.)
(Pesq. Descritivas)

Refere-se a um tema que não foi


Desenvolver Dar incremento a um tema desde
suficientemente estudado, sendo
(Pesq. Descritivas) o ponto de vista intelectual
necessário aprofunda-lo

Analisar
Decompor, dissecar Aprofundar o já conhecido.
(Pesq. Explicativas)

Supõe um sistema de valores e/ou


Avaliar Atribuir valores numéricos ou
critérios a partir dos quais verifica-se
(Pesq. Explicativas) nominais a um fato ocorrido
magnitude em relação a uma variável

Determinar Estabelecer uma relação causal, É necessário dispor de critérios explícitos


(Pesq. Explicativas) selecionar opções e precisos.

Procurar saber como uma variável está


Verificar Checar, verificar a relação entre as
relacionada a outra, buscando critérios
(Pesq. Explicativas) variáveis
de explicação, interdependência.

O quadro a seguir traz alguns exemplos de objetivos demonstrados para você, decorrentes dos temas já
apresentados como exemplos anteriores.

Vale lembrar que para a primeira vez que se faz um objetivo, ele pode não sair bom, tente outra vez, caso
isso acontecer!

20
TEMA ESPECÍFICO PROBLEMA

Qual o impacto da implantação do Sistema tecnológico de


A tecnologia da informação nas empresas
Planejamento Orçamentário na empresa do ramo hoteleiro
do ramo hoteleiro de Natal - RN.
Alfa, de Natal (RN)?

Qual é o nível de qualidade existente na administração


pública na Prefeitura municipal de Caruaru (PE), no ano de
Qualidade na administração pública
2015, segundo parâmetros do Manual para Avaliação da
municipal de Caruaru - PE.
Gestão Pública, Programa Qualidade no Serviço Público -
PQSP?

Como são organizadas as informações do balanço social


Balanço social na cooperativa Alfa.
na cooperativa Alfa, de Belém (PA)?

Experiência da inserção internacional das Como o profissional de comércio exterior contribuiu para a
pequenas empresas industriais do ramo inserção no mercado internacional da empresa industrial
de confecções de Guarulhos - SP. Beta, de Guarulhos (SP)?

Outros exemplos de objetivos com relacionamento direto com o tema e problema:

a) Problema: Qual a ocorrência de insônia em acadêmicos do último semestre dos cursos da área da
saúde do Grupo Ser Educacional.

Objetivo Geral:

Identificar a ocorrência de insônia em acadêmicos do último semestre dos cursos da área da saúde do
Grupo Ser Educacional

Objetivos Específicos:

• Verificar a frequência de situações de insônia citados pelos acadêmicos.

• Verificar fatores apontados pelos acadêmicos como causadores da insônia.

• Levantar as consequências da insônia no cotidiano dos acadêmicos.

b) Problema: Quais os fatores de satisfação e qualidade dos serviços prestados pelo Sistema Único de
Saúde na perspectiva dos usuários do sistema na região do ABC Paulista?

Objetivo Geral:

Descrever os fatores de satisfação e qualidade dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde na
perspectiva dos usuários do sistema na região do ABC Paulista.

21
Objetivos Específicos:

• Levantar os serviços utilizados pelos usuários do sistema.


• Identificar o quadro clínico da gastrite
• Identificar os serviços oferecidos pelo sistema que têm revertido em qualidade de vida
para a família .

C) Problema: Qual a participação processual do Estado, no tocante especificamente às suas condutas


indevidas?

Objetivo Geral:

Analisar a participação processual do Estado, no tocante especificamente às suas condutas indevidas.

Objetivos Específicos:

• Determinar os princípios e regras processuais tendentes ao controle de probidade, verificando


sua coordenação e a possibilidade de superposições e/ou lacunas, bom como a compatibilidade ou
não dos fundamentos teóricos advindos das disciplinas privatistas com a base publicista do processo.

• Isolar as peculiaridades da Administração Pública em juízo, procedendo-se à sua apreciação


crítica, fundada na imprescindível sujeição do Estado ao processo, visto em sua estrutura cooperatória.

• Aferir os mecanismos de controle da conduta processual do Estado, com vistas às suas


especificidades, evitando-se também a construção de um sistema que olvide as limitações humanas e
penalize o que perfaz o “direito humano ao erro”.

Justificativa

Justificativa no estudo do caso, como o próprio nome indica, é o convencimento de que o trabalho de
pesquisa é fundamental de ser efetivado.

Como enfatiza Rauber (2003, p. 19), “justificar nada mais é do que dar razões, dizer os porquês da pesquisa,
mostrar sua importância para que e para quem.”

Assim, questiona-se: Quais os motivos que justificam esta pesquisa?

A justificativa traduz-se no momento em que o pesquisador deverá comentar a origem do problema e sua
relação com o tema a ser pesquisado. Cabe, pois, ao pesquisador explicar os motivos que justificam a
relevância da pesquisa, tanto para a teoria como para a prática, destacando as contribuições da pesquisa
para o conhecimento científico. É na justificativa que o acadêmico pesquisador irá revelar a viabilidade da
pesquisa; tanto no âmbito técnico, quanto no âmbito científico.

A justificativa apresenta respostas à questão por quê? Geralmente é o elemento que contribui mais
diretamente na aceitação da pesquisa pela(s) pessoa(s) ou entidades que vão financiá-la. Consiste numa
exposição sucinta, porém completa, das razões de ordem teórica e dos motivos de ordem prática que
tornam importante a realização da pesquisa. (MARCONI; LAKATOS, 1991, p. 219).
22
A justificativa destaca a importância do tema abordado, levando-se em consideração o estágio atual da
ciência, as suas divergências ou a contribuição que se pretende proporcionar ao pesquisar o problema
abordado.

Ela envolve aspectos de ordem teórica, quando se faz uma reflexão crítica, e aspectos de ordem pessoal,
que englobam o interesse e a finalidade da pesquisa. É uma fase que leva o pesquisador a repensar a
escolha do assunto e a razão de sua escolha. (FACHIN, 2003).

Justifica-se, portanto, a pesquisa pelo seu valor pessoal, organizacional e social, imprescindíveis ao
conteúdo de um trabalho científico. Para Heerdt e Leonel (2006) a justificativa envolve aspectos de ordem
teórica, para o avanço da ciência, de ordem pessoal/profissional, institucional e social (contribuição para
a sociedade). Deve-se responder:

Qual a relevância da pesquisa? Que motivos a justificam? Quais contribuições para a


compreensão intervenção ou solução que a pesquisa apresenta?

De acordo com Marconi e Lakatos (1991, p. 219) a justificativa deve enfatizar:

• o estágio em que se encontra a teoria respeitante ao tema;

• as contribuições teóricas que a pesquisa pode trazer:

a) confirmação geral
b) confirmação na sociedade particular em que se insere a pesquisa
c) especificação para casos particulares
c) clarificação da teoria
d) resolução de pontos obscuros, etc

• importância do tema do ponto de vista geral;

• importância do tema para os casos particulares em questão:

a) possibilidade de sugerir modificações no âmbito da realidade abarcada pelo tema proposto


b) descoberta de soluções para casos gerais e/ou particulares etc

Desse modo, Barral (apud HEERDT; LEONEL, 2006, p. 121) enumeram alguns itens importantes que devem
constar numa boa justificativa:

• Atualidade do tema: inserção do tema no contexto atual.


• Ineditismo do trabalho: proporcionará mais importância ao assunto.
• Interesse do autor: vinculo do autor com o tema.
• Pertinência do tema: contribuição do tema para o debate acadêmico.

23
TEMA JUSTIFICATIVA JUSTIFICATIVA
JUSTIFICATIVA PESSOAL
ESPECÍFICO ORGANIZACIONAL SOCIAL

A tecnologia O presente estudo pode A escolha de um A importância


da informação ser compreendido como determinado objeto de social da pesquisa
nas empresas um momento de síntese estudo não acontece por repousa na
do ramo e posterior análise, para acaso, nem é desprovida possibilidade
hoteleiro de algumas reflexões realizadas de intencionalidade. A de indicar nova
Natal, RN. no percurso da vida permanência de indagações interpretação
profissional do pesquisador, quer pela inexistência sobre o impacto
acerca da tecnologia de ou insuficiência do da implantação
informação nas organizações. conhecimento existente, de tecnologia de
O interesse pelo tema quer pela insatisfação ou informação em uma
surgiu em decorrência da discordância dos resultados organização.
experiência profissional divulgados, são fatores
adquirida, ao longo de 10 que contribuem para a Assim, o tema a
anos, como gerente de escolha do tema. A decisão ser pesquisado
planejamento. de analisar o impacto do reveste-se de
sistema tecnológico de importância em
planejamento orçamentário razão do momento
na empresa do ramo em que vive o
hoteleiro Alfa de –Natal - processo ensino -
RN, se deu por constatar a aprendizagem, onde
necessidade de uma análise há uma demanda
aprofundada capaz de crescente em busca
interpretar e evidenciar do de maior eficiência
sistema citado. organizacional.

A CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA

A apresentação do aparato teórico que dá suporte à pesquisa realizada deve estar presente em todo o
relatório, não somente neste item. Sempre que o pesquisador achar prudente inserir citações no corpo do
trabalho, para dar sustentabilidade a sua opinião, ele deve fazê-lo.

Por conveniência vamos abordar aqui, neste item, a explicação sobre a inclusão de citações. Pois
entendemos que desde o início do trabalho é importante utilizarmos este recurso para “provar” nossas
afirmações como pesquisadores.

Logo na etapa inicial lançamos mão de bases teóricas para contextualizar, apresentar e justificar o tema
escolhido. O suporte teórico tem uma importância impar e dá ao trabalho a característica científica
necessária a muitas das inferências do pesquisador.

24
Lohn (2005) nos diz que na contextualização teórica fazem-se esclarecimentos sobre conceitos importantes,
apresentam-se os teóricos que tratam do tema da pesquisa e relaciona-os com a pesquisa realizada.
Mostra-se conhecimento sobre o tema. Discutem-se questões polêmicas, problematizando-as. Assume-
se posição em relação ao trabalho científico.

A qualidade de um trabalho científico pode muitas vezes ser avaliado, a priori, a partir de uma verificação
de sua contextualização teórica, não só no seu aspecto quantitativo, mas principalmente no qualitativo.

A fundamentação teórica é importante porque favorece a definição de contornos mais precisos da


problemática a ser estudada. Serve também de revisão dos trabalhos publicados mais importantes sobre
o assunto a ser pesquisado. Em suma, é a contextualização do tema dentro de uma base teórica pré-
existente, com a sua contribuição pessoal ligando os diversos autores que abordam o tema.

É prudente, já na apresentação do tema apresentar ao leitor as teorias principais que se relacionam com
o tema da pesquisa. O que se diz sobre o tema na atualidade, qual o enfoque que está recebendo hoje,
quais lacunas ainda existe etc. Para começar esta construção procure bibliografias que tratam do assunto
e em seguida selecione algumas citações que possam conceituar o tema. Informe também sobre alguns
estudos realizados na área.

Apresente novas abordagens que os pesquisadores estão tratando sobre o tema escolhido. Crie uma base
conceitual sobre o assunto para deixar o leitor do seu trabalho um pouco mais familiarizado sobre o tema.
Utilize nossos livros didáticos que foram estudados no decorrer do curso, algumas teorias trabalhadas
durante o curso podem também embasar, pelo menos genericamente, nosso tema.

Podemos dizer que ao contextualizar teoricamente o tema, você formaliza o tema apresentando a
contribuição teórica de diversos autores e ligando-as com suas inferências pessoais. É importante a sua
posição frente às teorias levantadas. A construção do seu texto não pode ser fragmentada, tente formar
um texto coeso com a sua presença de forma marcante, mas com base em citações diretas ou indiretas
que possam servir de arcabouços para as suas afirmações.

É comum na contextualização teórica alguns pesquisadores se equivocarem na quantidade de citações,


apenas inserindo citação sem expor a sua opinião (deixando o texto muito fragmentado, sem uma coesão
própria para esta atividade).

Outro erro que devemos evitar é escrever tudo com suas palavras sem sequer citar a fonte de seus
conceitos. Muito do que escrevemos, apesar de ser citação indireta, não caracterizam censo comum,
e se não for citada a fonte podemos estar parafraseando um autor sem a devida referência e isto é
considerado PLÁGIO, cuidado com isto.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Os procedimentos metodológicos compreendem a caracterização do estudo, a definição da população e


amostra, o campo de estudo e os instrumentos de coleta de dados.

Na caracterização do estudo, vamos começar pela indicação do tipo de pesquisa. Vamos relembrar, a
pesquisa poderá ser do tipo:
25
• Descritiva: procura descrever a proposta ou características da empresa. Por exemplo: descrever o
nível de escolaridade, de renda etc. Neste momento, apenas descreveu-se a realidade pesquisada da
forma como ela é, o pesquisador não interferiu nos resultados.

• Exploratória: busca familiarizar o aluno com o assunto e com a realidade da organização. Constitui
a primeira etapa de uma investigação mais ampla. Por exemplo, no objetivo descrito anteriormente
de “Verificar como são organizadas as informações do balanço social na cooperativa Alfa da região
sul de Santa Catarina”, é necessário inicialmente explorar o tema balanço social e a organização das
informações deste instrumento, para só então entrar no objetivo. O produto final desse processo é
esclarecido para o leitor.

• Explicativa: além de descrever a realidade da organização procura explicar os fatores


determinantes do problema estudado. Por exemplo: verificar se o nível de motivação dos funcionários
de uma organização é bom ou ruim, mas tendo como preocupação central identificar os fatores que
levaram a tal resultado. Vale lembrar que este tipo de pesquisa é o mais complexo e delicado, pois há
o risco maior de cometer erros, assim geralmente não é usada por pesquisadores iniciantes.

É neste momento também que identificamos a população e a amostra. Para viabilizar construção do
nosso artigo. Vamos escolher o tipo de amostragem NÃO-PROBABILISTICA INTENCIONAL. Esta escolha
nos permite suprimir cálculos de amostra. Pois demonstramos aos leitores a intenção do pesquisador
num nicho específico de atuação. Mas para efeito de conhecimento vamos falar dos demais tipos de
amostragem, para que você fique sabendo.

No ensinamento de Schiffman e Kanuk (2000, p. 26) “um plano de amostragem deve responder às seguintes
questões: quem pesquisar e quantos pesquisar (o tamanho da amostra)”. A decisão de quem pesquisar
exige que a população seja definida de modo que uma amostra adequada possa ser selecionada. Yin
(2006) assinala que a definição do estudo de caso a ser analisado está relacionada à maneira como você
definiu as questões iniciais da pesquisa.

Perceba que a população pode ser representada por indivíduos, grupos, organizações e por integrantes
da sociedade. (AMBONI; AMBONI, 2006). A amostra compreende um subconjunto da população como
mostra o esquema a seguir.

Figura 4: População e amostra - Fonte: Produção do autor

O tamanho da amostra depende dos objetivos do trabalho e do grau de confiança que o pesquisador quer
alocar aos resultados. De acordo com Mattar (1996), o procedimento de amostragem pode ser realizado
por meio de uma amostra probabilística ou não probabilística, conforme demonstrado na figura 11:

26
Figura 5: Procedimento de Amostragem - Fonte: Mattar (1996, p. 132).

Vale salientar que, na amostra não-probabilística intencional, que é a mais usada em estudos de caso,
o pesquisador usa o seu julgamento para selecionar os membros da população que são boas fontes de
informações precisas, para o alcance dos objetivos de seu estudo. Na amostra não-probalística intencional,
o pesquisador está interessado na opinião, de determinados elementos da população, mas que não são
representativos da mesma. O pesquisador, portanto, não se dirige à “massa”, mas àqueles elementos que
segundo seu entender, pela função desempenhada ou cargo ocupado, vão lhe fornecer maiores subsídios
à solução do problema de pesquisa levantado, (LAKATOS; MARCONI, 1991).

Como já disse antes, o tipo de amostra que escolheremos para o nosso artigo será a Não-probabilística
Intencional. Mas achamos prudente lhes apresentar, pelo menos, superficialmente, como se trabalha com
a amostragem probabilística aleatória simples.

A amostra probabilística por sua vez tem um caráter mais preciso e é ideal para estudos onde a população
é grande e se necessita de uma margem estatística confiável para provar sua pesquisa. Acompanhe
abaixo um método para calcular uma amostra probabilística aleatória simples.

Antes de fazermos uma amostra em si, devemos realizar uma pré-amostra onde:

p = percentual observado na pré-amostra que responderam favorável a questão e



q = o que falta em p para completar 100%

Caso eu não realize uma pré-amostra, então os valores de p e q serão de p=0,50 e q=0,50.

27
Fórmula

n= Z2 x p x q x N
e2 x(N - 1) + Z2 x p x q

n = Tamanho da amostra
N = Tamanho da população
p = percentual observado na pré-amostra que responderam favorável a questão e
q = o que falta em p para completar 100%
e = erro máximo aceitável na pesquisa (para mais ou para menos)
Z = Valor tabela correspondente ao nível de confiança da pesquisa

Tabela Z
Nível de Confiança Z
90% 1,64
91% 1,70
92% 1,75
93% 1,81
94% 1,88
95% 1,96
96% 2,05

EXEMPLO:

Qual o tamanho da amostra para verificar quantas pessoas estão interessadas em fazer o curso em gestão
de pessoas?

Então, como exemplo: supondo que uma população é de N= 623 pessoas, com um nível de confiança 90%
= 1,64, sem pré-amostra p=0,50 e q = 0,50 e com erro máximo aceitável de 5% (0,05)

n= 1,642 x 0,5 x 0,5 x 623  
0,05 x(623 - 1) + 1,64 x0,5 x 0,5
2 2


n= 2,69 x 0,5 x 0,5 x 623  
0,0025 x(622) + 2,69 x 0,5 x 0,5

n= 418,9675  
1,555 + 0,6725

n= 418,9675
2,2275

n= 188 pessoas para se pesquisar
28
Considerando que a amostra está inviável, pois ficou muito grande, pode-se aumentar a margem de erro
para 10% ficando desta forma:

n= 1,642 x 0,5 x 0,5 x 623  
0,1 x(623 - 1) + 1,64 x0,5 x 0,5
2 2


n= 2,69 x 0,5 x 0,5 x 623  
0,01 x(622) + 2,69 x 0,5 x 0,5

n= 418,9675  
6,22 + 0,6725

n= 418,9675
6,8925

n= 61 pessoas para se pesquisar

CAMPO DE ESTUDO

A amostragem boa é aquela que possibilita abranger a totalidade do problema investigado


em suas múltiplas dimensões (Minayo, 1994).

Instrumentos de coleta de dados

Vale ressaltar que as fontes de dados podem ser primárias e secundárias. Conforme Amboni e Amboni
(2006), os dados secundários são aqueles que se encontram à disposição na organização do objeto de
estudo, boletins, livros, revistas, dentre outros. Os dados primários referem-se àqueles coletados pela
primeira vez para buscar solução.

Quanto ao objetivo geral, geralmente são dados coletados mediante entrevistas, e observação por
exemplo. O processo de coleta de dados no estudo de caso é mais complexo que o de outras modalidades
de pesquisa. Bressan, (2006) observa que o método do estudo de caso obtém evidências a partir de seis
instrumentos de coleta de dados, segundo:

a) Documentação: a documentação, pela sua própria característica, é uma importante fonte de dados e
nela as informações podem tomar diversas formas como cartas, memorandos, agendas, atas de reuniões,
documentos administrativos, estudos formais, avaliações de plantas e artigos da mídia.

b) Dados Arquivados: os dados arquivados em computador, por exemplo, podem ser relevantes para
muitos estudos de caso. Estes dados podem ser dados de serviços, como número de clientes, dados
organizacionais - orçamentos, mapas e quadros - para dados geográficos, lista de nomes, dados de
levantamentos, dados pessoais - como salários, listas de telefone, que podem ser usados em conjunto
com outras fontes de informações tanto para verificar a exatidão como para avaliar dados de outras
fontes. (YIN, 2005).

29
c) Entrevistas: A entrevista permite aos pesquisados desenvolverem as opiniões de maneira conveniente,
considerando a subjetividade envolvida no tema. A entrevista segue o roteiro que considera as categorias
de análise estabelecidas, embora se modifique a sua forma, conforme as perguntas do entrevistador,
assegurando-se as perguntas orientadoras básicas e, ao mesmo tempo, permite-se ao entrevistado
refletir sobre o tema, de maneira que se orienta e se envolve gradativamente no decorrer dela (VERGARA,
2005). A entrevista, dentro da metodologia do Estudo de Caso, pode assumir várias formas:

• Entrevista de Natureza Aberta-Fechada - onde o investigador pode solicitar aos respondentes-


chave a apresentação de fatos e de suas opiniões a eles relacionados;
• Entrevista Focada - onde o respondente é entrevistado por um curto período de tempo e
pode assumir um caráter aberto-fechado ou se tornar conversacional, mas o investigador deve
preferencialmente seguir as perguntas estabelecidas no protocolo da pesquisa;
• Entrevista do tipo Survey - que implicam em questões e respostas mais estruturadas.

Para maior eficácia da entrevista:

Direcione sempre um ponto principal e a partir dele tente abstrair o maior número de pontos
que possam circundar este ponto principal, um questionário bem feito não é aquele que tem o
maior número de questões e sim aquele que possui uma maior abrangência daquilo que se quer
investigar. Procure opiniões diferentes, bem como analisar pessoas de posições hierárquicas
diferentes, pois permite muitas vezes uma visão mais ampla.

Lembre-se!

É imprescindível que você ANEXE o roteiro da entrevista ou o questionário a ser aplicado


na parte final do seu projeto, desta forma o seu Tutor pode analisar e sugerir mudanças
antes da sua aplicação.

d) Observação Direta: ao visitar o local de estudo, um observador preparado pode fazer observações e
coletar evidências sobre o caso em estudo. Estas evidências geralmente são úteis para prover informações
adicionais sobre o tópico em estudo. Para se aumentar a fidedignidade das observações, além de se ter
roteiro definido no protocolo, pode-se designar mais de um observador e, após as observações, comparar
os resultados das observações relatadas para se eliminar discrepâncias.

e) Observação Participante: este é um tipo especial de observação, na qual o observador deixa de


ser um membro passivo e pode assumir vários papéis na situação do caso em estudo e pode participar
e influenciar nos eventos em estudo. O problema da observação participante é que ela tem grande
capacidade de produzir vieses, pois o investigador pode assumir posições ou advogar contra os interesses
das práticas científicas recomendadas, pode assumir posições do grupo ou organização em estudo e pode
ter problemas ao fazer anotações ou levantar questões sobre os eventos em perspectivas diferentes.

30
Yin (2006) destaca a relevância de considerar três princípios para a coleta de dados:

• Utilizar várias fontes de evidência: Qualquer uma das fontes precedentes de obtenção de
evidências pode e tem sido a única para estudos inteiros. Por exemplo, alguns estudos confiaram
apenas na observação participante, mas não examinaram um único documento; similarmente, há
inúmeros estudos que contaram apenas com registros em arquivos, mas não realizaram entrevistas.

• Criar um banco de dados para o estudo de caso: deve ser respeitado durante a coleta de dados
tem a ver com a maneira de organizar e documentar os dados coletados para os estudos de caso.

• Manter o encadeamento das evidências: visando aumentar a confiabilidade das informações


em um estudo de caso, torna-se necessário manter um encadeamento de evidências, indo das questões
iniciais da pesquisa até as considerações finais.

• Ao elaborar o plano de pesquisa, o investigador tem que estabelecer procedimentos que visem
maximizar os resultados a serem obtidos com utilização destas seis fontes de evidência.

Ao elaborar seu Estudo de Caso, nesta seção você deve indicar o tipo de pesquisa que caracteriza seu
estudo, amostra e o(s) instrumento(s) de coleta de dados, conforme mostra o quadro exemplificativo a
seguir.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Caracterização Instrumentos de
Problema de pesquisa Amostra de pesquisa
do estudo coleta de dados

Qual o impacto da implantação


01 responsável pelo setor
do Sistema tecnológico de Documentação
administrativo, 01 do
Planejamento Orçamentário na Descritiva Dados Arquivados
setor financeiro e 01 do
empresa do ramo hoteleiro Alfa, Entrevistas
setor contábil.
de Natal - RN?

Qual é o nível de qualidade


existente na administração
pública na Prefeitura municipal Documentação -
de Caruaru, PE, no ano de 2015, Dados Arquivados
Descritiva
segundo parâmetros do Manual
para Avaliação da Gestão
Pública, Programa Qualidade no
Serviço Público - PQSP?

De que forma a administração


01 gestor do depto. de Documentação -
pública municipal de Paulista,
Descritiva segurança pública e dois Dados Arquivados
PE, trabalhou em 2015 a gestão
supervisores diretos. Entrevistas
de segurança pública?

31
Como são organizadas as
O contador da empresa e Dados Arquivados
informações do balanço social na Exploratória
seus dois assistentes. Entrevistas
cooperativa Alfa, de Belém PA?

Os gestores das
empresas A, B e C dos
departamentos de:
Qual o perfil de qualificação dos recursos humanos,
gestores das empresas A, B e C Exploratória produção, financeiro, Entrevistas
situadas em Guarulhos, SP? marketing e logística e
administrativo (geral).
Num total de 15
pesquisados

Como o profissional de
comércio exterior contribuiu
para a inserção no mercado Os três administradores Documentação -
Explicativa
internacional da empresa da empresa. Dados Arquivados
industrial Beta, de Guarulhos,
SP?

Qual o nível de motivação dos 40 funcionários (todos


funcionários do Hotel X, do Explicativa os funcionários exceto Entrevistas
município de Natal - RN? administração).

A partir deste exemplo você poderá definir sua população e amostra do estudo de caso, bem como o
instrumento de coleta de dados.

Vale lembrar que os exemplos do quadro são genéricos e cabe a você, justificar, com base no problema
e objetivos de sua pesquisa, o “por que” da escolha deste ou daquele procedimento metodológico. Não
esquecendo que, nesta fase, você pode, também, valer da parte teórica para fundamentar, conceitualmente
seu método de pesquisa.

Na elaboração dos instrumentos de coleta de dados é preciso efetivamente construir os instrumentos


previstos por você, assim se você definiu que fará uma entrevista, insira o roteiro da entrevista planejada
e como espera aplicá-la, o mesmo se aplica aos demais instrumentos de coleta de dados.

Você deve decidir e documentar quais procedimentos metodológicos adotará no seu projeto. As decisões
até aqui tomadas deverão ser implementadas e tabulada para a próxima disciplina na construção do seu
relatório final de pesquisa.

TÉCNICAS PARA COLETA DE DADOS

A principal forma de coleta de dados é a leitura (livros, revistas, jornais, sites, CDs etc.), que certamente
é utilizada para todos os tipos de pesquisas. Esta técnica também é chamada de pesquisa bibliográfica.
Existem, basicamente, dois tipos de dados, os primários e os secundários.
32
Dados primários: Dados que ainda não sofreram estudo e análise. Para coletá-los, pode-se utilizar.

• questionário fechado,
• questionário aberto,
• formulário,
• entrevista estruturada ou fechada,
• entrevista semi-estruturada,
• entrevista aberta ou livre,
• entrevista de grupo,
• discussão de grupo,
• observação dirigida ou estruturada,
• observação livre,
• brainstorming,
• brainwriting, etc.

Dados secundários: Dados que já se encontram disponíveis, pois já foram objeto de estudo e análise.

• livros,
• teses,
• CDs, etc.

Leitura complementar

A entrevista é uma das técnicas mais utilizadas para a coleta de dados primários. Sugiro
a leitura do link abaixo, é um artigo bem interessante sobre como elaborar entrevistas.
O artigo foi veiculado na Revista Eletrônica dos Pós-Graduandos em Sociologia Política
da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC.
BONI e QUARESMA. “Aprendendo a entrevistar: como fazer
entrevistas em Ciências Sociais”. Revista Eletrônica dos Pós-
Graduandos em Sociologia Política da UFSC. Vol. 2 nº 1 (3), janeiro-
julho/2005, p. 68-80. http://www.emtese.ufsc.br/3_art5.pdf

Exemplo de Procedimentos Metodológicos

O fragmento do texto referente aos procedimentos metodológicos a seguir, diz respeito ao tema: “Assédio
moral digital”. (JUNIOR, 2014).

33
...Portanto para buscarmos a resolução da referida problemática, fizemos uso sistemático
dos métodos indutivos e dedutivos. A metodologia utilizada nesta obra é teórico-empírica,
realizada predominantemente de forma horizontal, embasada em revisões bibliográficas,
nacionais e internacionais, de doutrinadores e especialistas no tema, em artigos virtuais de
jornais e revistas eletrônicas, no ordenamento jurídico pátrio e estrangeiro, bem como em
jurisprudências dos nossos tribunais. Utilizamos, também, a forma vertical de metodologia,
mediante pesquisa de campo quantitativa, feita por meio da Internet, com o uso da
ferramenta Google Drive e compartilhada através de e-mails, redes sociais (Google+, Sonico
e Facebook), no período de 25/08/2014 a 17/09/2014, atingindo ao total de 134 pessoas
que responderam, anonimamente, a um questionário contendo 10 perguntas objetivas sobre
o tema assédio moral no trabalho, com o objetivo de identificar qual a percepção que os
internautas pesquisados têm sobre o tema e validar a possibilidade de incidência do assédio
moral por meio de ambiente virtual de trabalho... (JUNIOR, 2014, p. 2)

CRONOGRAMA

É o tempo necessário para a realização de cada uma das partes propostas da monografia. Deve ser
efetuado com muito realismo.

Segue uma sugestão, segundo Santos (2002):

Março Abril Maio Junho

Redação do
X X X
capítulo 1
Redação do
X X
capítulo 2
Redação do
X X
capítulo 3

Introdução X

Conclusão X

Revisão do
X X
Conteúdo
Revisão
X
Metodológica
Revisão
X
Ortográfica
Preparação
X
para defesa

Defesa X

34
PLANO PROVISÓRIO DA MONOGRAFIA

Assim como um sumário, o pesquisador mostrará o provável plano da monografia, contendo as seções
primárias (capítulos) e secundárias (subitens). É necessário coerência com o referencial teórico e
metodológico planejado.

REFERÊNCIAS

Elenco de fontes citadas para a realização do projeto de pesquisa durante a:

• Metodologia da pesquisa.
• Instrumental teórico.

Para finalizar segue o que deve vir no final do seu projeto. As referências, no entanto note que o exemplo
utilizado são as obras citadas neste guia.

Agora você já tem os dados para iniciar seu próprio projeto de pesquisa, fique atento as atividades desta
unidade, bem como o seu prazo de entrega.

Vamos em frente!

EXEMPLO DE REFERÊNCIAS:

[Exemplo de referência de trabalho de conclusão de curso]


MEDEIROS, João Bosco. Alucinação e magia na arte: o ultimatum futurista de Almada Negreiros, 1991.
56f. Trabalho de conclusão de curso - Departamento de Letras, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas, USP, São Paulo, 1991.

[Exemplo de referência de parte de uma obra com autor específico]


MARCONI, Marina de Andrade. Cultura e sociedade. In: LAKATOS, Eva Maria. Sociologia. 6. ed. São
Paulo: Atlas, 1991.

[Exemplo de referência de artigo de uma revista com autor definido]


ALCÂNTARA, Eurípedes. A redoma do atraso. Veja, São Paulo: Abril, v. 24, n. 25, p. 42-43, jun. 1991.

[Exemplo de referência de artigo de um jornal com autor definido]


RIBEIRO, Efrém. Garimpeiros voltam a invadir área ianomani. Folha de São Paulo, São Paulo, p. 1-10, 18
jun. 1991.

[Exemplo de referência de tese]


RAUEN, Fábio José. Influência do sublinhado na produção de resumos informativos. 1996. 326f. Tese
(Doutorado em Letras/Linguística) – Curso de Pós-graduação em Letras/Linguística, Universidade
Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1996.

35
[Exemplo de referência de informação de Internet (www)]
KARDEC, Alan. O evangelho segundo o espiritismo. Disponível em: <http://www.netpage.estaminas.
com.br/sosdepre/codificação.htm>.
Acesso em: 11 nov. 1998.

Palavra Final

Caro(a) aluno(a),

Nesta segunda etapa da nossa disciplina, vale lembrar a formatação metodológica que segundo as normas
da ABNT é fundamental para uma pesquisa científica. Por este motivo nosso guia é repleto de citações e
menções à formatação ABNT.

A construção de um projeto de pesquisa deve seguir à risca as normas metodológicas e, esta etapa lhe
apresentou os elementos desta produção. Antes ainda de partirmos para a produção de seu projeto de
pesquisa propriamente dito, precisamos discutir com os devidos aprofundamentos o tema e problema que
deseja abordar.

Sendo assim, chegamos ao final desta segunda unidade de aprendizagem. A partir de agora, vamos à
discussão prática do nosso tema de pesquisa, e assim amadurecer e subsidiar a construção do projeto
que será solicitado na unidade 3.

Por hora, espero você no nosso fórum de discussão. Estou curioso para saber qual o tema que você tem
interesse em pesquisa. Lembre-se também de realizar as demais atividades no AVA e retomar a leitura de
nosso livro didático sempre que necessário.

Termino esta unidade recomendando uma dica importante, para que você conheça a nossa biblioteca
virtual! Navegue pelos títulos disponíveis, leia os que te interessar e quem sabe a ideia do tema, não surja
a partir desta leitura complementar?!

Seguimos confiantes.

Nos encontramos na próxima unidade.

Até lá!

Referências Bibliográficas

BARRAL, W. Metodologia da pesquisa jurídica. 2. ed. Florianópolis: Fundação Boitex, 2003.

BARRETO, A. V. P.; HONORATO, C. F. Manual de sobrevivência na selva acadêmica. Rio de Janeiro: Objeto
Direto, 1998.

36
BARROS, A. J. P.; LEHFELD, N. A. S. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. 8. ed. Petrópolis:
Vozes, 1999.

BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Habeas-corpus nº 181.636-1, da 6ª Câmara Civil do Tribunal de


Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF, 6 de dezembro de 1994. Lex. Jurisprudência do STJ e
Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 10, n. 103, p. 236-240, mar. 1998.

FACHIN, O. Fundamentos de metodologia. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2001.

GARCIA, E. A. C. Manual de sistematização e normalização de documentos técnicos. São Paulo: Atlas,


1998.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1995.

LEONEL, V. (Org.). Diretrizes para a elaboração e apresentação da monografia do curso de Direito. Tubarão,
2002.

MÁTTAR NETO, J. A. Metodologia científica na era da informática. São Paulo: Saraiva, 2002.

MINAYO, M. C. S. et al. (Org.) Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 2. ed. Rio de Janeiro: Vozes,
1994. 80 p.

NUNES, L. A. R. Manual da monografia jurídica. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 1997.

OLIVEIRA, R. H. C. O princípio do jus postulandi na justiça do trabalho: a mitigação principiológica para


a evolução do direito. 2011. 37 f. Monografia apresentada ao curso de especialização em Direito do
Trabalho e Processual do Trabalho, Faculdade Joaquin Nabuco, Recife, PE.

OLIVEIRA, S. L. Metodologia científica aplicada ao Direito. São Paulo: Thomson, 2002.

RAUEN, F. J. Elementos de iniciação à pesquisa. Rio do Sul, SC: Nova Era, 1999.

RUDIO, F. V. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 22. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

SILVA NETO, F. A. B. A improbidade processual da administração pública e sua responsabilidade objetiva


pelo dano processual. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010. 356 p.

SILVA, E. L.; MENEZES, E. M. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 3. ed. rev. e atual.
Florianópolis: Laboratório de Ensino à Distância da UFSC, 2001.

THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa - ação. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1986.

TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São


Paulo: Atlas, 1987.

VENTURA, D. Monografia jurídica. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2002.

37