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UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS

ANDRÉIA DA SILVA PRADO NÓBREGA

Utilização de mini implantes ortodônticos como auxiliar de


ancoragem na verticalização de molares

MOGI DAS CRUZES


2010
ANDRÉIA DA SILVA PRADO NÓBREGA

Utilização de mini implantes ortodônticos como auxiliar de


ancoragem na verticalização de molares

Trabalho de conclusão de Curso


apresentado ao curso de Odontologia da
universidade Braz cubas para obtenção do
titulo de graduação em Odontologia, sob
orientação do Professor Ms. Alexandre do
Valle Wuo.

MOGI DA CRUZES
2010
AVALIAÇÃO

Autora: Andréia da Silva Prado Nóbrega RGM: 218941

Título e Subtítulo:Utilização de Mini Implantes como auxiliar de ancoragem na


verticalização de molar
Natureza: Trabalho de conclusão de Curso
Objetivo: Graduação em Odontologia
Universidade Braz Cubas
Data de Aprovação: ____/ ____/ 2010

Orientador: Prof : Ms. Alexandre do Valle Wuo


Universidade Braz Cubas – UBC
Assinatura: ______________________________________________________

BANCA EXAMINADORA

1° Examinador: Prof. (a)


Haine Beck
Universidade Braz Cubas – UBC
Assinatura: ______________________________________________________

2° Examinador: Prof. (a)


Cláudio Sato
Universidade Braz Cubas – UBC
Assinatura: ______________________________________________________
DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho primeiramente a Deus, pois ele é a razão da minha


existência, e quem me dá forças todos os dias para enfrentar minhas dificuldades.

Também dedico aos meus pais Ambrósia e Albino que me orientaram a seguir
o melhor caminho na vida enfrentando todos os obstáculos que aparecer em minha
vida por mais difícil que seja. Dedico ao meu pai em especial, pois gostaria de sua
presença neste momento , mesmo sabendo que de alguma forma ele sempre esta.

Dedico ao meu marido Wagner a quem amo muito pelo apoio do dia a dia e
pela compreensão de entender meus momentos de stress, e compartilhar comigo
momentos tristes e alegres, e dizer a ele: “vencemos.”

A minha filha Lais que a razão do meu viver, que amo mais que tudo, pois
entendeu todas as minhas ausência, agradeço a Deus pela sua existência.

Dedico aos meus irmãos Viviam, Willan e Franklin, pois são minha família e
fazem parte da minha historia.

As minhas amigas Aparecida e Daniela estamos juntas desde o primeiro dia


de aula e esta amizade seja eterna, pois elas já fazem parte da minha vida.

Dedico este trabalho ao meu orientador e professor Alexandre Wuo que com
paciência me orientou ao termino deste trabalho, e ao Cláudio Osíris que nos ajuda
da melhor forma com muita dedicação.
AGRADECIMENTOS

Meu agradecimento para todos os professores que aqui estivera para fazer o
seu melhor: Fábio Prosdócimo, Marcelo, Milton, Maria de Lourdes, Renato, Marcos
Kirirata, Cláudio Sato, Adriano Zapata, Breno, Moraes, Ruchele, Karen, Priscila,
Tatiana, Rafael, Haine, Jane, Cláudio Osíris, André, Fernando, Ricardo, Ademir,
Gilberto, Oscar, Carlão, Patrízia, Valéria, Sueli, Thaís, Sálua, Carol Guedes, Célia,
Érika, Luiz Grieco, Mercatelli, Fábio Guedes, Bianca, Desirée, Alexandre Wuo,
GustavoTralli, Marcelo Lima, Joana, Patrícia, Galdino.

Meu agradecimento especial ao meu professor, orientador e mestre Prof°


Alexandre Wuo, pela sua paciente e dedicação meu obrigado !!! Que Deus traga
tudo aquilo que você deseja, pois é iluminado por ele!!!!

Ao coordenador do curso Cláudio Osíris, pelo seu profissionalismo, e pela


amizade que Deus ilumine sempre seu caminho você merece!!!
Agradeço a todos que compartilharam comigo este período da minha vida:
Estela da esterilização, Ida do agendamento de pacientes, Pedrinho do laboratório,
Sr.Antônio técnico dos equipamentos, Clara, secretária da coordenação, aos bedéis,
ao pessoal da biblioteca, ao pessoal do Xérox.
A todos os colegas do curso de quem jamais vou me esquecer, sofreram junto
comigo.
Aparecida, Daniela, Juliane, Paula, Fabiana, Sara, Victor, Silvia, Karina,
Daniele, Deive, Daniel, João, Karen, Poliana, Luma, Patrícia, Gisele, Amanda,
Paulinho, Romualdo, Givanilde .
E todos aqueles que de alguma forma contribuíram para que o meu sonho se
tornasse realidade. O meu MUITO OBRIGADO!!!!!!
DURANTE ESTE PERÍODO DA MINHA VIDA!!!

Eu aprendi...
... que não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que
gostem de mim, e ter paciência que a vida faça o resto

Eu aprendi...
... que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi...
...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa
pessoa continue a magoar você;

Eu aprendi...
...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi...
...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você
perdeu.

Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a
respeito;

Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento
ocorre quando você esta escalando-a;

Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

William Shakespeare
ÍNDICE

Resumo ..................................................................................................................... 8
Abstract...................................................................................................................... 9
Lista de figuras ......................................................................................................... 10
1. Introdução ......................................................................................................... 11
2. Objetivo ............................................................................................................. 12
3. Materiais e métodos .......................................................................................... 13
4. Revisão de literatura .......................................................................................... 14
5. Discussão .......................................................................................................... 20
5.1 Cuidados ........................................................................................................ 28
5.2 Complicações ................................................................................................. 28
5.3 Vantagens....................................................................................................... 28
5.4 Devantagens ................................................................................................... 29
5. Conclusão ......................................................................................................... 30
6. Bibliografia..........................................................................................................31
RESUMO

A utilização de ancoragem esquelética com mini implantes permite que haja


uma ancoragem mais efetiva em ortodontia sendo utilizado para verticalização de
molares. Resultando um tratamento eficaz e rápido trazendo uma reabilitação
protética, eliminando bolsas periodontais, problemas de oclusão entre outros.
Esta forma de ancoragem substitui os procedimentos tradicionais em
ortodontia como aparelhos intra orais, extra orais para ancoragem.
A utilização dos mini implantes para ancoragem esquelética elimina a
colaboração do pacientes, facilitando assim para o dentista que terá uma resposta
de tratamento mais rápida.

Palavra chave: mini implante ortodôntico, verticalização de molar, ancoragem


ortodôntica
ABSTRACT

The use of mini implants with bone anchorage allows for a more effective
anchorage in orthodontics are used for molar uppringthing . Resulting in an effective
and rapid treatment brings a prosthetic rehabilitation, eliminating periodontal pockets
occlusion problems among others. This form of anchor replace the traditional
procedures in orthodontics as intra oral appliances, extra oral anchorage.
The use of mini implants for skeletal anchorage eliminates the collaboration of
patients, making easier for the dentist to have a faster response to tratament.

Key words: orthodontic mini implant, molar upprighting, orthodontic anchorage


LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1- APARELHO MÓVEL COM MOLA PARA VERTICALIZAÇÃO DE MOLAR


E EVITAR EXTRUSÃO..............................................................................................20
FIGURA 2- MOLA DE VERTICALIZAÇÃO TIPO BACK E CANTILEVER.................21
FIGURA 3- RADIOGRAFIA INICIAL PARA O PROCEDIMENTO DE IMPLANTAÇÃO
DO MINI IMPLANTE...................................................................................................25
FIGURA 4- KIT CIRURGICO......................................................................................25
FIGURA 5- SONDAGEM TRANSMUCOSA PARA DETERMINAR A ÁREA DE
IMPLANTAÇÃO..........................................................................................................26
FIGURA 6- PERFURAÇÃO TRANSMUCOSA DA CORTICAL ÓSSEA....................26
FIGURA 7- PREENÇÃO DO MINI IMPLANTE EM CONEXÃO AO CONTRA-
ÂNGULO.......................................................................................................... ..........26
FIGURA 8- INSTALAÇÃO FINAL...............................................................................27
FIGURA 9- ATIVAÇÃO CLÍNICA IMEDIATA E RADIOGRAFIA FINAL PARA
AVALIAÇÃO DO MINI IMPLANTE.............................................................................27
FIGURA 10- FORMAS DE ATIVAÇÃO DOS MINI IMPLLANTES.............................27
1. INTRODUÇÃO

A perda de dentes posteriores permanentes são problemas clínicos


ortodônticos e resultam na inclinação mesial de seus adjacentes, dependendo do
dente a ser extraído ou ausente.
A inclinação mesial favorece o aparecimento de defeitos ósseos na verticais e

bolsas infra óssea na região mesial dos molares, a migração distal dos pré molares,

extrusão do molar antagonista, contatos prematuros em relação cêntrica, interferências

oclusais nos movimentos de latero- protusão alem de dificultar a confecção de prótese

quando a inclinação é excessiva.

A ancoragem absoluta promovida pelos mini implantes ortodônticos nos possibilita

a promover resultados que antes era difícil em ortodontia e hoje se torna realidade.

A partir então foram se desenvolvendo vários estudos até os dias atuais,

demonstrados nos últimos anos uma alta versatilidade da aplicação dos mini implantes

para ortodontia.

Cita–se em especial a verticalização de molares, procedimento que promove o

retorno do molar para sua inclinação correta. Levando a normalização da situação oclusal

e funcional e periodontal, possibilitando o posicionamento das raízes perpendicular ao

plano oclusal de forma que resista melhor as forças oclusais e facilite o plano de inserção

da prótese paralela ao longo do eixo do dente bem com a higienização da área.

Com a utilização dos mini implantes para ancoragem ortodôntica os procedimentos

de verticalização de molares se tornam mais simples com resultados mais previsíveis,

uma vez que não há necessidade de utilização de outros dentes como ancoragem, efeitos

indesejáveis são melhor controlados.

Baseado neste trabalho o objetivo presente é descrever um método de

verticalização de molares com a utilização mini implantes.


2. OBJETIVO

O objetivo deste estudo é mostrar através da revisão de literatura esquemas

didáticos e fotos clínicas na utilização do mini implantes ortodônticos como auxiliar

de ancoragem em casos de verticalização de molares.


3. MATERIAIS E MÉTODOS

Para este estudo foram pesquisados artigos presentes na literatura científica

relacionados com a utilização de mini implantes ortodônticos como dispositivos de

ancoragem para finalidades na verticalização do molar com necessidades de

restabelecimentos protéticos.

Realizou-se uma busca dos artigos científicos publicados em base de dados

eletrônicas: Pubmed, SciELO, Lilax. Os termos que foram utilizados foi língua

portuguesa e inglesa ano de 1945 á 2010.

Esquemas didáticos e fotos clinicas previamente autorizada pelo comitê de

ética em pesquisa da faculdade odontológica da UNESP de Araraquara ( CEP

FOAR) protocolo n° 48/06 de pacientes utilizados em pesquisas clinicas como parte

dos dados.

Palavras chave: mini implante, micro implante, upringthing molar.


4. REVISÃO DE LITERATURA

Gainsforth, Higley (1945)4 sugeriram pela primeira vez a possibilidade da


utilização de dispositivos de ancoragem intra oral implantando parafusos de vitallium
e fios de aço inoxidável em mandíbula de cães para obtenção de ancoragem
ortopédica. Mesmo não alcançando sucesso esses resultados incentivaram outros
pesquisadores a estudar formas de contornar tal deficiência.

Branemark et al, (1965)2 colocou implantes revestidos de titânio no fêmur do


coelho, após algum tempo observou que era possível obter uma ancoragem firme
entre o titânio e o osso. Em 1970 a 1983 avaliou o uso de implantes de titânio para
reconstrução mandibular em humanos com pilares para suportar prótese fixa.

Norton & Proffi (1968)11 citaram alças confeccionadas em fio retangular 0,17
x 0,18 como um recurso para correção do primeiro e segundos molares inclinados a
grande extensão dos fios facilitava a inserção nos braquetes e verticalizavam os
molares com o fulcro na raiz distal teoricamente não deveria ocorrer a intrusão, mas
na pratica clinica ocorreu, preconizou então um aparelho removível associado com
mola para evitar extrusão de molares na sua verticalização..

Brustone & Romero (1977)3 preconizou várias molas de verticalização, mas


geralmente desencadeia forças extrusivas aos molares, preconizou também molas
com efeitos mesio distais e outras molas para proporcionar uma intrusão efetiva
junto com a verticalização.

Shapio, Kokich (1988)17 descobrem que pode ser usados os mini implantes
para problemas de ancoragem quando nos casos de perda de segundo molar e
inclinação de molares, ressaltou também que a colocação de mini implantes na
região mesial do pré-molar pode ser usado como ancoragem para permitira
mesialização e a verticalização dos terceiros molar sem afetar dentes adjacentes.

Weiland (1992)19 relata que vários problemas podem ocorrer na perda dos
primeiros molares, como mesializar 2° e 3° molares migração distal impossibilitando
assim a confecção de prótese com qualidade o uso de molas com fios 016 x 022 tipo
back ou TMA 017 x 025 são utilizadas para verticalização de molares, leva a sua
correta posição, levando assim a normalidade da situação oclusal funcional e
periodontal, melhorando o posicionamento das raízes perpendicular ao plano oclusal
de forma que resista á forças oclusal e facilite inserção à prótese paralela ao longo
eixo do dente.

Kanomi em (1997)6, descreveu em seu estudo a eficiência e as vantagens da


utilização de mini-implantes, que por suas dimensões reduzidas seria viável para a
implantação em qualquer área do rebordo alveolar. Desta forma, podendo ser
utilizados como auxiliares de ancoragem ortodôntica; Descreveu também, passo a
passo a técnica cirúrgica utilizada na implantação dos mini-implantes; por meio de
retalho mucoperiostal, perfuração com fresagem no comprimento igual ao mini-
implante, instalação com chave especifica do sistema e reposicionamento do retalho
com sutura. Após o período de osseointegração houve a remoção do tecido gengival
e a utilização de um dispositivo conectado ao mini-implante para a função
ortodôntica. Em quatro meses houve intrusão de seis mm dos incisivos inferiores
com correção da curva antero-posterior (curva de Spee) e o trespasse vertical sem
dano periodontal ou radicular.
Park et al (2002)12 neste estudo utilizaram os micro-implantes para a
verticalização de molares mesializados, para tal movimentação os micro-implantes
foram instalados em região de tuber de maxila e retromolar na mandíbula, em
ambas as regiões os molares podem ser facilmente verticalizados sem alteração dos
dentes anteriores e sem a utilização de “brackets” ortodônticos na maioria dos
casos; se necessário à intrusão do elemento dental, esta também é realizada neste
procedimento eliminando a necessidade de desgaste oclusal.
Park (2003)13 em seu trabalho realizou mensuração em tomografias
computadorizadas de 21 pacientes, com objetivos de determinar uma localização
segura para a implantação dos micro-implantes. Observou que a espessura da
cortical óssea do osso alveolar aumenta no sentido da região anterior para a região
posterior dos dentes, onde, a região de maior espessura encontra-se na região
posterior de mandíbula. Quanto à distância entre raízes as regiões com maiores
medidas foram observadas entre as raízes dos 2 º pré molares e 1º molares no arco
superior e entre as raízes de 1º e 2º molares inferiores. As angulações para a
implantação dos mini-implantes foram dadas para uma menor distância de
penetração no sentido horizontal perpendicular em relação ao longo eixo do dente.
Para o arco superior foram utilizando parafusos de 8 mm de comprimento,
com ponta ativa de 6 mm, utilizando uma inclinação de 30 º em relação ao longo
eixo do dente, a penetração do parafuso no plano horizontal foi de aproximadamente
de 3 a 3,85mm. Já no arco inferior para parafusos de 6 mm de comprimento, com
ponta ativa de 4 mm utilizando uma inclinação de 10-20º em relação ao longo eixo
do dente; a penetração do parafuso no plano horizontal será de aproximadamente
0,7 a 1,45mm.
O autor descreveu como ponto de implantação para os mini-implantes a medida
de 3 a 4 mm a partir da margem gengival livre, correspondendo a 1-2 mm do topo da
crista alveolar. Dessa forma, foram determinando parâmetros para uma implantação
segura dos mini-implantes ortodônticos.
Kyung et al. (2003)8 realizaram a mesialização de 2° molares inferiores para a
posição dos 1° molares inferiores com o auxilio dos mini-parafusos ortodônticos
como dispositivos de ancoragem, implantados entre 1° e 2° molares inferiores na
face lingual. Associados aos dispositivos ortodônticos esta mecânica proporcionou
9mm em movimento de translação na mesialização dos 2° molares inferiores,
demonstrando ser possível a mesialização de molares inferiores através da
ancoragem por mini-parafusos ortodônticos. E relata que o sucesso dos mini-
implantes depende, principalmente, da habilidade do profissional, das condições
físicas do paciente, do local de escolha para inserção, da higiene oral e da
estabilidade primária. Há maiores taxas de sucesso quando o mini-implante é
instalado em áreas de gengiva inserida.
Park et al (2004)14 demonstraram a utilização de micro-parafusos ortodônticos
na verticalização de 2° molares (superior e inferior esquerdo) com relação de
mordida cruzada. Os micro-parafusos foram instalados no arco superior na região
palatina do 2º molar e no 2º molar inferior na sua região vestibular; proporcionando
movimentação palatina e intrusiva no dente superior e vestibular e intrusiva no dente
inferior. Observaram também a angulação dos micro-parafusos em relação ao longo
eixo do dente em 30-40° para a maxila (palato) e 30° para a mandíbula para diminuir
a profundidade horizontal de penetração do micro-parafusos.
Foram aguardados após cirurgia 2 semanas para a ativação ortodôntica dos
micro-parafusos; não foi necessária, a montagem total dos arcos com aparelho
ortodôntico, apenas a confecção de uma placa de resina para criar um plano de
mordida temporário durante o tempo de tratamento.
Park et al (2005)15 demonstraram a utilização dos mini-parafusos ortodônticos
em mecânica de distalização. Para tal, participaram do estudo 13 pacientes com
idade média de 17 anos. Destes, 11 utilizaram os mini-parafusos na mandíbula; 4 na
maxila; sendo que 2 deles utilizaram em ambos os arcos, trinta mini-parafusos foram
utilizado. Na maxila os 4 mini-parafusos foram implantado na face vestibular entre 2°
pré-molares 1° molares; na face palatina entre 1° e 2° molares. Na mandíbula os
mini-parafusos foram implantados na distal dos 2° molares; na região retromolar e
na face vestibular entre 1° e 2° molares. A ativação foi realizada com aplicação de
forças de 200g. O sucesso dos mini-parafusos encontrou-se em 90% (27 dos 30
mini-parafusos) durante um tempo médio de tratamento com os mini-parafusos de
12 meses. Demonstrou-se então a eficiência dos mini-parafusos ortodôntico, para
distalização em massa dos dentes posteriores.
Wuo et al. (2005)20, descreveram as indicações, contra-indicações, bem como
alguns fatores de complicações relacionados aos mini-implantes ortodônticos.
A indicação dos mini-implantes deve ser feita quando é necessária uma
ancoragem estável, proporcionando a eliminação de movimentos indesejáveis nos
dentes de ancoragem, sendo utilizados em vários casos ortodônticos como
pequenas intrusões, extrusões dentárias, ancoragem para tracionamento de caninos
retidos, vestibularizações, pequenas giroversões, pequenos movimentos
ortodônticos, dentre outras aplicações.
As suas contra-indicações são as mesmas referentes aos pacientes com
restrições para intervenções cirúrgicas em geral, devendo ser evitada em pacientes
com quadro de infarto recente ou com problemas cardiovasculares e metabólicos
não compensados, pacientes imunodeprimidos, pacientes afetados por tumores
maxilares e/ou sob tratamento radioterápico na região maxilo facial, casos que
apresentam espaço insuficiente entre as raízes dos dentes e/ou não possuem
volume ósseo suficiente.
Usuários de drogas, álcool, tabaco, pacientes com higiene oral insatisfatória,
em casos de periodontites, candidíase e patologias da mucosa oral, bem como
pacientes desmotivados e não cooperativos, são contra-indicações relativas.
As complicações são associadas com a fratura do mini-implantes, ou com a
inflamação dos tecidos moles ao redor da cabeça do parafuso, lesão de raízes
adjacentes, nervos e vasos sanguíneos presentes na região durante o ato operatório
de implantação dos mini-implantes. Relataram à necessidade de uma criteriosa
avaliação clinica através de anamnese detalhada para avaliar fatores de risco
sistêmicos.
Essa nova tecnologia cada vez mais auxilia os ortodontistas no tratamento
ortodôntico convencional bem como em pequenos movimentos ortodônticos. Os
mini-implantes têm sido indicados com freqüência através da prática da clínica
diária, devido à facilidade da técnica cirúrgica, diminuição no tempo de tratamento e
custo acessível.
Mah , Bergstrand, (2005)10 os mini-implantes devem ter suas superfícies lisas,
assim minimiza-se a irritação e inflamação da mucosa, e previne a sua
osseointegração permitindo sua fácil remoção após o tratamento ortodôntico.

Marassi (2005)9 diz que o ponto de ancoragem fica posicionado distalmente


da região de molar, ocorrendo assim uma abertura de espaço. A ativação
ortodôntica pode ser realizada através de molas fechadas, elásticos em cadeias ou
em fio, do implante a um acessório a ser fixado onde for possível (face distal,
mesial,oclusal) no dente a ser movimentado.
Heymann, (2006)5 os mini implantes tem pode ser usado tanto na maxila
quanto na maxila, principalmente em região de retromolar da mandíbula e de tuber
da maxila em áreas desdentadas do processo alveolar.
Sohn, et al, (2007)18 verticalização de molares é um procedimento que
promove o retorno para sua posição mesial ou distal. Os mini implantes com
finalidade de verticalização são implantados na região retromolar, em algumas
situações como: grandes extensões de mucosa alveolar, região de retromolar
estreita ou quando a presença de 3° molares os mini implantes são colocados na
mesial do molar inclinada usando assim molas feitas com fios de TMA.

Bicalho et al, (2009)1 diz que a perda precoce de dentes permanentes que
podem ocorrer defeitos infra óssea, bolsas infra ósseas na região mesiais de
molares.

A ancoragem esquelética com mini implantes é uma nova forma de


tratamento de dentes verticalizados a partir de um sistema reduzido de braquetes,
ancorados em dois mini implantes .

A mecânica teve como objetivo verticalizar os segundo molares inferiores sem


necessidades de instalar aparelhos ortodônticos fixo total no arco inferior.
Inicialmente, mini implantes auto perfurantes com 1,6mm de diâmetro , 8 mm de
comprimento e 1,mm transmucoso , com slot na cabeça. Foram instalados por
vestibular dos primeiros molares tubos ortodônticos e botões na face disto oclusal
dos segundos molares inferiores.

O fio utilizado foi um TMA 0,017x 0,025 para confecção de uma mola , com 45
dias observou uma verticalização importante e com pouca extrusão e nenhum efeito
colateral nos dentes, o ativo da verticalização de molares e todo o tratamento durou
11 meses.

Kee- Jon et al, ( 2009)7 relata que a anquilose total de um dente é uma
condição patológica geralmente manifestada por infra oclusão vertical alveolar é um
defeito ósseo do dente envolvido, extração é indicada em pacientes com severa
inclinação dos dentes adjacentes e infra oclusão seria ao invés de tentar um
reposicionamento.
Um sistema de ancoragem com mini implantes foi apresentado em vários
relatos de casos clínicos garantindo a movimentação dentaria sem perda de
ancoragem utilizando molas para verticalização, melhorando assim um defeito
ósseo.
Seong-Hun et al (2009)16 tratamentos dentes extruidos ou molares
verticalizados pode ser um desafio para o dentista. Existe varias opções na
ortodontia convencional para este tipo de tratamento. O método de ancoragem
esquelética utilizando os mini implantes tornou–se possível movimentar dentes sem
ter envolvimento com outros dentes e sem utilização de aparelhos ortodônticos.
5. DISCUSSÃO

A perda precoce dos dentes resulta na mesialização de dentes vizinhos, a


inclinação e impactação de molares pode ocorre devido a existência de dentes
anquilosados que se encontram em estado severo de infra oclusão¹ .
Com a mesialização de molares ocorre defeitos infra ósseo verticais e bolsas
infra ósseo na região mesial de molares, problema periodontais, extrusão dos
molares antagonista, contatos prematuros em RC (relação Centrica), interferências
oclusais nos movimentos de lateralidade e protusão, além de dificultar a confecção
de prótese quando a inclinação é excessiva ¹.
Com a verticalização de molar o dente será reposicionado para sua posição
correta, nivelamento da oclusão, possibilitando o alinhamento das raízes
perpendicular ao plano de oclusa, facilidade de inserção de prótese, diminuição de
bolsas periodontais.¹
Várias molas de verticalização descritas na literatura, geralmente
desencadeiam forças extrusivas aos molares
Algumas alças confeccionadas com fios de aço 0,17 x 0,18, foi preconizada
para correção dos molares inclinados, como também o uso de aparelho móvel com
molas para evitar extrusão dos molares na sua verticalização11.
Foto 1

Foto 1- Mola de verticalização preconizada por Noton & Proffit em 1968


Mas há também as molas com efeitos mesio-distais, assim como há aqueles
que foram introduzidos para proporcionar uma intrusão efetiva junto com a
verticalização associando um arco de estabilização ou uma mola de correção
radicular3.
Há alguns tipos de mola que podem ser confeccionados com os fios de “NITI”
ou “TMA”. Mola Cantilever pode ser longa ou curta, depende da interferência dos
molares, quanto mais curto o braço maior será o componente extrusivo, quanto mais
longo o comprimento menor o efeito extrusivo. Alça em “T” que tem duplo sentido,
mola com mecanismo tipo back20. (Foto 2 A, 2 B)

A B
Foto 2 A -mola com mecanismo tipo Back B - cantilever preconizada por Welland 1992

As molas de verticalização podem produzir diferentes efeitos resultantes


associados à verticalização:
A – extrusão
B – intrusão
C – mesio-distal
Mesmo nos casos que o procedimento de extrusão é indicado, como na
correção de efeitos infra-ósseos, a extrusão durante a correção da inclinação é
indesejável, mas sabe-se que ocorre muito mais rápido quando comparado ao
movimento de verticalização. A extrusão rápida e exagerada provoca interferências
oclusais que minimizam a correção da inclinação e podem prejudicar o suporte
periodontal. O ajuste oclusal, às vezes excessivo, se faz necessário para evitar a
mordida aberta. Este tipo de mola gera predominantemente o movimento mesio-
distal, mas poderá produzir leve força extrusiva, necessitando assim que o
ortodontista utilize de métodos de ancoragem eficientes para que não haja
movimentação em outros dentes na verticalização dos molares .
Uma das principais inovações na pratica Ortodôntica dos últimos dez anos é o
uso de mini implantes para ancoragem esquelética , onde não permite que haja,
movimentos indesejado nas verticalizações de molares, em dentes adjacentes
diminuindo assim o uso de aparelhos ortodônticos.
Em 1945 foram utilizados parafusos de vitalio inoxidável para implantação
pela primeira vez em mandíbula de cães para obtenção de ancoragem ortopédica4.
Mesmo não alcançando sucesso esses resultados incentivaram outros
pesquisadores a estudar formas de contornar essas deficiências a fim de demonstrar
a possibilidade real de se conseguir ancoragem através do implante.
Os mini implantes ortodônticos são mais versáteis e de fácil instalação, e
possui uma resistência maior para ancoragem e movimentos necessários na
ortodontia.
Pacientes adultos muitas vezes apresentam extrusões e/ou inclinações de
um ou mais dentes pela perda do seu antagonista ou elemento contíguo. Essas
alterações além de mudar função mastigatória podem também provocar alterações
musculares e articulares. Os mini-implantes ortodônticos vieram como uma
alternativa na ancoragem ortodôntica por serem estáveis e não dependerem da
cooperação do paciente quanto ao uso de outros dispositivos. Eles têm atraído
grande atenção na odontologia por serem muito versáteis, necessitarem mínima
invasão cirúrgica para instalação e apresentarem pouco acréscimo no preço final do
tratamento e também muito eficientes para fins protéticos .¹ 18

Um diagnóstico correto do paciente é fundamental para o sucesso do


tratamento, pois o uso indevido dos mini implantes pode agravar movimentos
ortodônticos indesejáveis ou levar ao declínio da estética facial .20

É fundamental que se faça um exame clinico, avaliação do exame


radiográfico como: Rx panorâmica e Rx periapicais para analisar os possíveis sítios
de instalação dois mini implantes. Serão analisadas nessas radiografias variações
da anatomia radicular e presença de estrutura anatômica importantes como seio
maxilar, canal mandibular, espaços interdental suficiente para inserção dos mini
implantes entre as raízes 20.

A indicação dos mini-implantes deve ser feita quando é necessária uma


ancoragem estável proporcionando a eliminação de movimentos indesejáveis nos
dentes de ancoragem, sendo utilizados em vários casos como pequenas intrusões,
extrusões dentárias, vestibularizações, pequenas giroversões, pequenos
movimentos ortodônticos, dentre outras8,21.
A verticalização de molares inferiores e superiores esta recomendada quando
acontece a inclinação acentuada deste dentes devido a perda da unidade adjacente.
Dependendo do grau de angulação que o dente em questão se encontre e levando
em consideração o volume das raízes esse tipo de movimentação pode se tornar
difícil. Para evitar que haja alguma movimentações indesejadas pode se utilizar um
ou mais implantes como auxilio .

Neste caso o ponto de ancoragem fica posicionado distalmente da unidade


em questão, ocorrendo assim uma abertura de espaço. A ativação ortodôntica pode
ser realizada através de molas fechadas, elásticos em cadeia e fios que será
posicionado do mini implante a um acessório fixado onde for possível (face distal,
oclusal ou mesial) do dente a ser movimentado. Os mini implantes podem receber
cargas imediatas porem recomenda-se utilizar forças de baixa intensidade9.

A verticalização do molar para a sua correta posição leva à normalização da


situação oclusal funcional e periodontal, possibilitando o posicionamento das raízes
perpendicular ao plano oclusal de forma que resista as forças oclusais e facilite o
plano de inserção da prótese paralela ao longo do eixo do dente bem com a
higienização da área8,9,20.
Com a utilização dos mini implantes para ancoragem ortodôntica os procedimentos
de verticalização de molares se tornam mais simples com resultados mais rápidos,
uma vez que não há necessidade de utilização de outros dentes como ancoragem e
os efeitos indesejáveis são melhor controlados1.
Pacientes adultos muitas vezes apresentam inclinação de um ou mais dentes
pela perde do seu antagonista ou elemento contíguo. Para a resolução protética de
muitos casos, a literatura tem demonstrado grande sucesso no tratamento com
pequenos movimentos oriundos de mecânicas ortodônticas que utilizam o auxilio de
mini-implantes como ancoragem ortodôntica. Esses pequenos movimentos
dispensam muitas vezes desgastes do elemento dental que não esteja bem
posicionado nos arcos. Para uma reabilitação protética na maioria dos casos os
elementos dentais necessitam de pequenas intrusões e/ou verticalizações.

Os mini-implantes têm sido descritos como úteis tanto na maxila quando na


mandíbula, principalmente na porção inferior da espinha nasal, região retromolar da
mandíbula e áreas desdentadas do processo alveolar, bem como, a região de septo
ósseo interdental entre as raízes do 2º pré-molar e 1º molar, ou ainda entre 1o e 2o
molares inferiores em casos de retração; e região do septo ósseo interdental entre o
2º molar e 1º molar (na face vestibular e/ou palatina) em caso de intrusão 12.

As principais áreas de instalação dos mini-implantes relacionadas às


mecânicas ortodônticas com finalidade de nivelamento e restabelecimento de
espaços protéticos em mecânicas de verticalização são: região retromolar em
mandíbula, região de tuber de maxila e área da crista alveolar, espaço protético
mesial ao elemento.

Com as limitações anatômicas da região retro molar, pouca altura da crista


óssea alveolar ate altura do tuber, a presença de pneumatização do seio maxilar,
pouca altura da crista óssea alveolar ate o seio maxilar bem como baixa qualidade
óssea da região e canal mandibular ou região de tuber, são fatores que podem
necessitar de uma indicação de área alternativa da implantação dos mini implantes
na região.

Na região do molar inclinado com presença de 3º molares é indicado a


exodontia do elemento para a implantação dos mini implantes.

É necessário que se siga um protocolo de atendimento para que a


instalação dos mini implantes tenha ótimos resultados pós cirúrgicos.
Após avaliação clinica e radiográfica temos a determinação do
comprimento e diâmetro do mini implante.

Logo após a radiografia inicial será selecionado o kit cirúrgico próprio


para esse procedimento. (Foto 3 e 4)

Será realizada a anestesia local é a sondagem transmucosa para


determinar à área de implantação do mini implante (Foto 5)
Próxima fase é a perfuração transmucosa da cortical óssea (Foto 6)
Preencão do mini implante em conexão ao contra ângulo e realização
da implantação em rotação inferior a 20 rpm. Instalação final do mini
implante. Avaliação final clinica e radiográfica, ativação imediata pos
implantação de 50 N. (Foto 7)

Nas formas de ativação são colocado bandas e botões na vestibular e


lingual do dente a ser verticalizado, utilizando de cadeia elástica e fio
de amarrilho, sendo ativado pela mesial ou passando pela oclusal dos
dentes, ajudando assim a extrusão do mesmo. (Foto 8, 9 e 10)

Foto 03 - Radiografia periapical para diagnostico inicial

Foto doada pelo Prof. Alexandre do Valle Wuo e Rafael Golghetto Domingos

Foto 4 – Kit cirúrgico para a implantação dos mini implantes

Foto doada pelo Prof Alexandre do Valle Wuo e Rafael Golghetto Domingos

Foto 5- realização de sondagem para determinar área de implantação


Foto doada pelo Prof. Alexandre do Valle Wuo e Rafael Golghetto Domingos

Foto 6 – Perfuração transmucosa da cortical óssea

Foto doada pelo Prof. Alexandre do Valle Wuo e Rafael Golghetto Domingos

Foto 7- Preenção do mini implante em conexão da contra ângulo

Foto doada pelo prof. Alexandre Wuo e Rafael Golghetto Domingos

Foto 8- Implantação final do mini implante

Foto doada pelo Prof.Alexandre do Valle Wuo e Rafael Golghetto Domingos


A B

Foto 9 -A Radiografia periapical após implantação de mini implantes. Foto B Ativação imediata ao mini implante

Fotos doada Prof. Alexandre do Valle Wuo e Rafael Golghetto Domingos

A B C

Foto 10- A- ativação realizada com botão na mesial do molar utilizando cadeia elástica e amarrilho pela oclusal

Foto B ativação realizada com banda e botão na mesial do molar utilizando cadeia elástica e amarrilho passando pela oclusal

Foto C ativação realizada com tubo na vestibular utilizando cadeia elástica e amarrilho pela vestibular

Foto doada pelo Prof. Alexandre do Valle Wuo e Rafael Golghetto Domingos

5.1 CUIDADOS

É necessário que se tenha alguns cuidados para que se obtenha um ótimo


resultados nas implantação de mini implantes.

Elaborar um planejamento, elegendo dois possíveis sítios de


instalação com base em exames clínicos e radiográficos
Selecionar adequadamente o diâmetro e comprimento dos mini
implantes
Evitar cirurgias traumáticas
Evitar a instalação dos mini implantes na mucosa alveolar
Fornecer orientações pos operatórias para os pacientes, como
higienização em volta do mini implante.

5.2 COMPLICAÇÕES

Apesar das complicações serem raras, devemos estar cientes a alguns


fatores que podem trazer futuros problemas para os mini implantes.

Cirurgia traumática
No caso de pouca espessura ósseas deve- se analisar um tomografia
da região
Inflamação ao redor do implante por falta de higienização
Caso haja fratura do mini implante deve- se retirar e implantar em outra
área de eleição
Contato do mini implante com o ligamento periodontal ou a raiz do
dente para que não haja reabsorção da raiz
Lesão do nervo alveolar inferior, pode ocasionar uma parestesia

5.3 VANTAGENS

Fácil instalação e simples


Boa aceitação pelo paciente
Fácil remoção
Permite aplicação de diversos sítios
Tratamento mais rápido
Colaboração do paciente um método diferenciado uma inovação na
ortodontia

5.4 DESVANTAGENS

Não colaboração do paciente na higiene


Medo do paciente frente ao um procedimento cirúrgico

Nesta quadro esquemático abaixo mostra a versatilidade dos mini implantes


ortodônticos utilizado como ancoragem de verticalização de molares.
Autor Tipo de Dimensão do Região Dispositivo Tempo de Tempo de
movimento do mini implante implantada ativação e tratamento
dente força

Park, ET al, Verticalização 1,2 mm de Área do 70g 3 meses


2002 diâmetro retromolar
2° molar inferior
8 mm de
comprimento

Park, ET al, Verticalização de 1,2 mm de Túber da maxila Dispositivo 100g de


2002 molar superior diâmetro ortodôntico força

8 mm de
comprimento

Kyung ET al Mesialização de 1° e 2° molares Dispositivo 100g


2003 molares inferiores na ortodôntico
face lingual
demonstrando
possível
mesialização

Bicalho et al Verticalização MI 1,5mm Vestibular dos Molas 45 dias


2009 diâmetro 1° molares confeccionadas
2° molar inferior
com fio TMA
8mm
0,17x 0,25
comprimento

Kee-et al Verticalização Entre canino e Mola cantilever 100 g 13 meses


molar direito pre molar para
Hyung-
verticalização
2009
com problema
de anquilose
6. CONCLUSÃO

A utilização dos mini implantes para ancoragem esquelética tem demonstrado


ser uma modalidade de tratamento eficiente, não só para um procedimento de rotina
na ortodontia, mas também para resoluções de casos mais complexos ou difíceis na
odontologia.
Na revisão apresentada não existe uma padronização dos mini implantes
ortodônticos como auxiliares de ancoragem em movimentos de verticalização dental
com a finalidade protética.
As principais áreas de instalação de mini implantes para verticalização de
molares são: região retro molar em mandíbula, região tuber da maxila, podendo ser
instalado na mesias dos dente a ser verticalizados em casos de ;
Limitações anatômicas
Pouca altura de crista óssea alveolar ate altura do tuber
Baixa qualidade óssea na região retro molar
Pouca altura óssea na região do canal mandibular
Quanto aos dispositivos ortodônticos usados para verticalização não uma
padronização devido a individualidade de cada caso ou cada profissional. Os mini
implantes para ancoragem esquelética proporciona um adequado controle de forças
para o dentista realizando assim um tratamento mais rápido e eficaz sem a utilização
de aparelhos ortodônticos.
Este é um novo recurso que vem como uma opção a mais no tratamento
ortodôntico a fim de simplificar a mecânica em alguns casos reduzindo o números de
acessórios colocados nos dentes, com menor tempo de tratamento e boa aceitação
do paciente.
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