Você está na página 1de 66

Ao adquirir o Livro do SUS, o aluno

receberá acesso às videoaulas (bônus)


comentando todos os capítulos do livro.
Receberá ainda acesso ao Curso
Completo do SUS em videoaulas com
mais de 200 horas de conteúdo
atualizado.
Investimento: R$ 99,90
www.romulopassos.com.br

1
Princípios e Diretrizes do SUS e da RAS a serem
operacionalizados na Atenção Básica (PNAB, art. 3º)

a) Universalidade

I - Princípios b) Equidade

c) Integralidade

Princípios e Diretrizes do SUS e da RAS a serem


operacionalizados na Atenção Básica (PNAB, art. 3º)
a) Regionalização e Hierarquização
b) Territorialização
c) População Adscrita
d) Cuidado centrado na pessoa
II - Diretrizes e) Resolutividade
f) Longitudinalidade do cuidado
g) Coordenação do cuidado
h) Ordenação da rede
i) Participação da comunidade

2
1. (Pref. de Vitória-ES/AOCP/2019) Quais são os princípios fundamentais da
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)?
a) Descentralização do cuidado, equidade na assistência e ênfase na
assistência domiciliar.
b) Fragmentação do acesso, integralidade profissional e equidade na
assistência.
c) Universalidade do atendimento, descentralização da assistência e
centralidade hospitalar.
d) Universalidade do acesso, integralidade da assistência e equidade na
assistência.

2. (Pref. de Quadra-SP/CONSULPAM/2019) Os princípios e diretrizes, a


caracterização e a relação de serviços ofertados na Atenção Básica serão
orientadores para a sua organização nos municípios. Segundo a PNAB 2017 é
CORRETO afirmar que:
a) A integralidade é uma diretriz definida como o conjunto de serviços
executados pela equipe de saúde que atendam às necessidades da população
adscrita nos campos do cuidado, da promoção e manutenção da saúde, da
prevenção de doenças e agravos, da cura, da reabilitação, redução de danos e
dos cuidados paliativos.
b) Regionalização e Hierarquização são princípios ao quais colocam Atenção
Básica como ponto de comunicação entre os pontos de atenção da RAS.

3
2. (Pref. de Quadra-SP/CONSULPAM/2019)
c) O princípio de Equidade relaciona-se a ofertar o cuidado, reconhecendo as
diferenças nas condições de vida e saúde e de acordo com as necessidades
das pessoas, considerando que o direito à saúde passa pelas diferenciações
sociais e deve atender à diversidade.
d) Territorialização e Adstrição são princípios os quais visam permitir o
planejamento, a programação descentralizada e o desenvolvimento de ações
setoriais e intersetoriais com foco em um território específico, com impacto na
situação, nos condicionantes e determinantes da saúde das pessoas e
coletividades que constituem aquele espaço e estão, portanto, adstritos a ele.

3. (Pref. de Fortaleza-CE/IMPARH/IJF/2019) Ainda sobre a Política Nacional de


Atenção Básica, analise as assertivas abaixo e marque com V as afirmativas
que forem Verdadeiras e com F as que forem Falsas.
( ) I. Entende-se por território a unidade geográfica única, de construção
descentralizada do SUS na execução das ações estratégicas destinadas à
vigilância, promoção, prevenção, proteção e recuperação da saúde.
( ) II. A longitudinalidade do cuidado pressupõe a continuidade da relação de
cuidado, com a construção de vínculo e responsabilização entre profissionais e
usuários, acompanhando os efeitos das intervenções em saúde e de outros
elementos na vida das pessoas.
( ) III. Apesar de não ser uma diretriz formal da atenção básica, a participação
da comunidade deve ser incentivada, considerando a importância desta para
ampliar a autonomia das pessoas e coletividades do território.

4
3. (Pref. de Fortaleza-CE/IMPARH/IJF/2019)
( ) IV. É papel da atenção básica elaborar, acompanhar e organizar o fluxo dos
usuários entre os pontos de atenção das RAS.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
a) F, F, V, V.
b) V, V, F, V.
c) V, F, F, F.
d) F, V, V, F.

Características da Atenção Básica

É desenvolvida com o mais alto grau de descentralização e capilaridade,


1
próxima da vida das pessoas.
Deve ser o contato preferencial dos usuários, a principal porta de entrada e
2
centro de comunicação da Rede de Atenção à Saúde.
Orienta-se pelos princípios da universalidade, da acessibilidade, do vínculo, da
3 continuidade do cuidado, da integralidade da atenção, da responsabilização, da
humanização, da equidade e da participação social.
Considera o sujeito em sua singularidade e inserção sociocultural, buscando
4
produzir a atenção integral.

5
Características da Atenção Básica

Tecnologia de Elevada Tecnologia de Baixa


Complexidade Densidade

Não requer a utilização


Exige elevado
de equipamentos de
conhecimento para
elevada tecnologia
desenvolvê-la.
industrial.

Considerações Iniciais
• Estratégia prioritária para expansão e consolidação da Atenção Básica →
Saúde da Família (art. 4º).
• Serão reconhecidas outras estratégias de Atenção Básica → desde que
observados os princípios e diretrizes previstos na PNAB e tenham caráter
transitório para ESF, devendo ser estimulada sua conversão em Estratégia
Saúde da Família.
• A integração entre a Vigilância em Saúde e Atenção Básica → é condição
essencial para o alcance de resultados que atendam às necessidades de
saúde da população (integralidade) e visa estabelecer processos de trabalho
que considerem os determinantes, os riscos e danos à saúde, na perspectiva
da intra e intersetorialidade (art. 5º).

6
Novidade Considerações Iniciais
Os estabelecimentos de saúde que ofertem ações e serviços de Atenção
Primária à Saúde, no âmbito do SUS, de acordo com o Anexo XXII, serão
denominados (art. 6º): (Redação dada pela PRT GM/MS nº 397 de
16.03.2020).
I - Unidade Básica de Saúde (UBS): estabelecimento que não possui equipe
de Saúde da Família.
II - Unidade de Saúde da Família (USF): estabelecimento com pelo menos 1
(uma) equipe de Saúde da Família, que possui funcionamento com carga
horária mínima de 40 horas semanais, no mínimo 5 dias da semana e nos 12
meses do ano, possibilitando acesso facilitado à população.

Novidade
Parágrafo único. As USF e UBS são consideradas potenciais espaços de
educação, formação de recursos humanos, pesquisa, ensino em serviço,
inovação e avaliação tecnológica para a RAS. (Redação dada pela PRT GM/MS
nº 397 de 16.03.2020)

Art. 6º-A Aplicam-se à USF os dispositivos do Anexo I deste Anexo referentes à


UBS, quando estes dispositivos dispuserem sobre estabelecimentos de saúde
com equipe de Saúde da Família.

7
Considerações Iniciais

Atenção A Atenção Básica é o conjunto de ações de saúde


Básica individuais, familiares e coletivas
(art. 2º)
que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico,
tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados
paliativos e vigilância em saúde

desenvolvida por meio de práticas de cuidado integrado e


gestão qualificada, realizada com equipe multiprofissional e
dirigida à população em território definido, sobre as quais as
equipes assumem responsabilidade sanitária.

Considerações Iniciais
§ 1º A Atenção Básica será a principal porta de entrada e centro de
comunicação da RAS, coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e
serviços disponibilizados na rede.
§ 2º A Atenção Básica será ofertada integralmente e gratuitamente a todas as
pessoas, de acordo com suas necessidades e demandas do território,
considerando os determinantes e condicionantes de saúde.
§ 3º É proibida qualquer exclusão baseada em idade, gênero, raça/cor, etnia,
crença, nacionalidade, orientação sexual, identidade de gênero, estado de
saúde, condição socioeconômica, escolaridade, limitação física, intelectual,
funcional e outras.
Fonte: (Origem: PRT MS/GM 2.436/2017, art. 2º.)

8
4. (Pref. de Carnaíba-MG/FCM/2019) Preencha corretamente as lacunas do texto
a seguir sobre a Política Nacional de Atenção Básica aprovada pela Portaria nº
2.436, de 21 de setembro de 2017. Atenção básica é o conjunto de ações de
saúde ______________________ que envolvem promoção, prevenção, proteção,
diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e
vigilância em saúde, desenvolvida por meio de práticas de cuidado
______________________, realizada com equipe multiprofissional e dirigida à
população em ______________________, sobre as quais as equipes assumem
responsabilidade sanitária. A sequência que preenche corretamente as lacunas
do texto é:
a) individuais, familiares e coletivas / integrado e gestão qualificada / território
definido.
b) comunitárias / integrado e gestão qualificada / território definido.

4. (Pref. de Carnaíba-MG/FCM/2019)
c) individuais, familiares e coletivas / médico-centradas / em situação de
vulnerabilidade.
d) comunitárias / médico-centradas / em situação de vulnerabilidade.

9
5. (UFF/COSEAC/2019) A nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB),
aprovada pela Portaria nº 2.436 de setembro de 2017, considera que a
Atenção Básica:
a) é uma ação subsequente à Atenção Primária à Saúde, com princípios e
diretrizes pactuadas na Reunião da Comissão Intergestores e de
operacionalização nas Redes de Atenção à Saúde (RAS).
b) é o conjunto de ações de saúde individuais, familiares e coletivas que
envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento,
reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde.
c) será ofertada gradativa e parcialmente a todas as pessoas, de acordo com
suas necessidades e demandas do território, considerando os determinantes e
condicionantes de saúde.

5. (UFF/COSEAC/2019)
d) é a estratégia prioritária para expansão e consolidação da Saúde da Família,
potencial espaço de educação, pesquisa, ensino em serviço, inovação e
avaliação tecnológica para a Unidade Básica.
e) adotará estratégias, de caráter transitório, para garantir um amplo escopo
de ações e serviços a serem ofertados na rede de atendimento à saúde
compatíveis com as necessidades de saúde de cada localidade/território.

10
6. (Pref. de Natal-RN/COMPERVE/2018) De acordo com a Política Nacional de
Atenção Básica, o processo de trabalho das equipes de saúde deve estar
integrado às ações de vigilância em saúde, visando à promoção da saúde e à
prevenção de doenças nos territórios sob sua responsabilidade. Sobre essa
temática, analise as afirmativas seguintes.
I - Todos os profissionais de saúde deverão fazer a notificação compulsória dos
casos suspeitos ou confirmados de doenças, agravos e outros eventos de
relevância para a saúde pública, conforme protocolos e normas vigentes.
II - A vigilância, a prevenção e o controle das doenças transmissíveis estão
inseridas nas atribuições exclusivas dos profissionais de nível médio da
Atenção Básica.

6. (Pref. de Natal-RN/COMPERVE/2018)
III - A vigilância, a prevenção e o controle das doenças crônicas não
transmissíveis e das causas externas estão inseridas nas atribuições exclusivas
dos profissionais de nível superior da Atenção Básica.
IV - A integração das ações de vigilância em saúde com a atenção básica
implica na rediscussão das ações e atividades dos agentes comunitários de
saúde e dos agentes de combate às endemias, com definição de papéis e
responsabilidades.
Em relação ao tema exposto, estão corretas as afirmativas:
a) II e III.
b) I e II.
c) I e IV.
d) III e IV.

11
7. (Pref. de Cabo de Santo Agostinho-PE/IBFC/2019/Adaptada após
atualizações) De acordo com a Política Nacional da Atenção Básica, portaria de
consolidação nº 2 (anexo XXII), ressalta-se a importância da Atenção Básica. Nesse
contexto, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) A Atenção Básica será a principal porta de entrada e centro de comunicação da
Rede de Atenção à Saúde, coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e
serviços disponibilizados na rede.
( ) A Atenção Básica será ofertada integralmente e gratuitamente a todas as
pessoas, de acordo com suas necessidades e demandas do território,
considerando os determinantes e condicionantes de saúde.
( ) É permitida a exclusão baseada em idade, gênero, raça/cor, etnia, crença,
nacionalidade, orientação sexual, identidade de gênero, estado de saúde,
condição socioeconômica, escolaridade, limitação física, intelectual, funcional e
outras.

7. (Pref. de Cabo de Santo Agostinho-PE/IBFC/2019/Adaptada após


atualizações)
( ) Todos os estabelecimentos de saúde que prestem ações e serviços de Atenção
Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com esta Portaria
serão denominados Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da
Família (USF).
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) V, V, F, V.
b) V, V, F, F.
c) V, F, V, F.
d) F, F, V, V.

12
8. (UFF/COSEAC/2019) Em relação à Política Nacional de Atenção Básica
(PNAB), observe as afirmativas a seguir.
I. A PNAB é resultado da experiência acumulada por um conjunto de atores
envolvidos historicamente com o desenvolvimento e a consolidação do
Sistema Único de Saúde (SUS).
II. Esta Política Nacional de Atenção Básica tem no Programa “Mais Médicos”
sua estratégia prioritária para expansão e consolidação da Atenção Básica.
III. A PNAB estabelece que a melhora das condições de saúde das pessoas e
coletividades passa por diversos fatores, dos quais grande parte pode ser
abordada na Atenção Curativa e ambulatórios de especialidades.
IV. O acolhimento à demanda espontânea na Atenção Básica pode constituir-
se como mecanismo de ampliação/facilitação do acesso e dispositivo de
(re)organização do processo de trabalho em equipe.

8. (UFF/COSEAC/2019)
Das afirmativas acima, estão corretas apenas:
a) I e III.
b) II e IV.
c) I e IV.
d) II e III.
e) I e II.

13
Infraestrutura, Ambiência e Funcionamento da Atenção Básica

São considerados unidades ou equipamentos de saúde na Atenção Básica:

a Unidade Básica de Saúde / Unidade de Saúde da Família

b Unidade Básica de Saúde Fluvial

c Unidade Odontológica Móvel

Unidade Básica de Saúde em Maracás Unidade Odontológica Móvel


(BAHIA, 2015) (RIO GRANDE DO SUL, 2015)

14
Unidade Básica de Saúde fluvial – Manicoré (AMAZONAS, 2015)

Infraestrutura, Ambiência e Funcionamento da Atenção Básica


Novidade
• Carga horária mínima de 40 horas/semanais, no mínimo 5 dias da semana e
nos 12 meses do ano.
• Horários alternativos de funcionamento podem ser pactuados através das
instâncias de participação social - carga horária mínima.

Novidade!
Programa Saúde na Hora (Portaria do MS nº 397 de março de 2020) - O programa
viabiliza o custeio aos municípios e aos Distrito Federal para implantação do
horário estendido de funcionamento das Unidades de Saúde da Família (USF) e
Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o território brasileiro.

15
Infraestrutura, Ambiência e Funcionamento da Atenção Básica
Novidade

• População adscrita por eAP e eSF → 2.000 a 3.500 pessoas, localizada


dentro do seu território.
• Podem existir outros arranjos de adscrição, conforme vulnerabilidades,
riscos e dinâmica comunitária - facultado aos gestores, equipes de AB e CMS
ou CLS.
• CUIDADO! No texto original da Portaria de Consolidação nº 2 ainda
permanece os termos eAB, mesmo após a alteração referente à portaria
PRT GM/MS n° 2.539 de 26.09.2019.

Infraestrutura, Ambiência e Funcionamento da Atenção Básica

4 equipes por UBS/USF (AP ou SF), para que possam


atingir seu potencial resolutivo.

Teto máximo de eAP e eSF, com ou sem os profissionais de


saúde bucal - MUN e DF: População/2.000.

Em municípios ou territórios < 2.000 hab. → 1 eSF ou eAP.

16
Infraestrutura, Ambiência e Funcionamento da Atenção Básica
Ações e procedimentos básicos
Padrões relacionados a condições
Essenciais básicas/essenciais de acesso
e qualidade na AB.
As ações e serviços
da Atenção Básica, Ações e procedimentos considerados
deverão seguir padrões estratégicos para se avançar e
essenciais e ampliados alcançar padrões elevados de acesso
Padrões
Ampliados e qualidade na AB, considerando
especificidades locais, indicadores e
parâmetros estabelecidos nas
Regiões de Saúde.

Infraestrutura, Ambiência e Funcionamento da Atenção Básica


• Todas as equipes que atuam na Atenção Básica DEVERÃO garantir a oferta
de todas as ações e procedimentos do Padrão Essencial e RECOMENDA-SE
que também realizarem ações e serviços do Padrão Ampliado,
considerando as necessidades e demandas de saúde das populações em
cada localidade.
• Os serviços dos padrões essenciais, bem como os equipamentos e materiais
necessários, devem ser garantidos igualmente para todo o País, buscando
uniformidade de atuação da Atenção Básica no território nacional.

17
Infraestrutura, Ambiência e Funcionamento da Atenção Básica

• Identificação e horário de atendimento.


• Mapa de abrangência, com a cobertura de cada
equipe.
Deverá estar
afixado em local • Identificação do Gerente da Atenção Básica no
visível, próximo à território e dos componentes de cada equipe da
entrada da UBS UBS.
• Relação de serviços disponíveis.
• Detalhamento das escalas de atendimento de
cada equipe.

9. (Pref. de Vitória-ES/AOCP/2019/adaptada) De acordo com a Política


Nacional de Atenção Básica (PNAB), sobre o funcionamento das Unidades
Básicas de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF), é correto
afirmar que:
a) deve ter carga horária mínima de 30 horas semanais, mínimo de 5 dias por
semana durante os 12 meses do ano, sendo recomendadas até 5 equipes de
AP ou eSF por UBS/USF.
b) deve ter carga horária mínima de 40 horas semanais, mínimo de 5 dias por
semana durante os 12 meses do ano, sendo recomendadas até 4 equipes de
AP ou eSF por UBS/USF.

18
9. (Pref. de Vitória-ES/AOCP/2019/adaptada)
c) deve ter carga horária mínima de 40 horas semanais, mínimo de 6 dias por
semana durante os 12 meses do ano, sendo recomendadas até 4 equipes de
AP ou eSF por UBS/USF.
d) deve ter carga horária mínima de 30 horas semanais, mínimo de 4 dias por
semana durante os 12 meses do ano, sendo recomendadas até 6 equipes de
AP ou eSF por UBS/USF.

Programa Saúde na Hora

Novidade
A Portaria do MS nº 397/2020 instituiu o Programa Saúde na Hora no âmbito da
Política Nacional de Atenção Básica, com objetivo de implementar o horário
estendido de funcionamento das Unidades de Saúde da Família (USF) e Unidades
Básicas de Saúde (UBS), no SUS.
Fonte: Portaria do MS nº 397, de 16 de março de 2020

19
Novidade
São objetivos do Programa Saúde na Hora:
I - ampliar o horário de funcionamento das USF e UBS, possibilitando maior
acesso dos usuários aos serviços.
II - ampliar a cobertura da Estratégia Saúde da Família.
III - ampliar o acesso às ações e serviços considerados essenciais na Atenção
Primária à Saúde (APS).
IV - ampliar o número de usuários nas ações e nos serviços promovidos nas
USF e UBS.
V - reduzir o volume de atendimentos de usuários com condições de saúde de
baixo risco em unidades de pronto atendimento e emergências hospitalares.
Fonte: Portaria do MS nº 397, de 16 de março de 2020

Novidade

Os estabelecimentos participantes do Saúde na Hora poderão ter as seguintes


equipes cadastradas no SCNES:
I - equipes de Saúde da Família (eSF).
II - equipes de Atenção Primária (eAP).
III - equipes de Saúde Bucal (eSB).
Fonte: Portaria do MS nº 397, de 16 de março de 2020

20
Novidade
As USF ou UBS participantes do Programa Saúde na Hora deverão possuir quanto
ao horário de funcionamento 4 formatos:

a) USF 60 h

b) USF 60 h com saúde bucal funcionamento mínimo de 60 h/sem, sendo:

d) USF ou UBS 60h simplificado

12 horas diárias ininterruptas, 11 horas diárias ininterruptas, de segunda a


de segunda a sexta, durante ou sexta, nos 5 dias úteis da semana, e 5 horas
os 5 dias úteis na semana. aos sábados ou aos domingos.

Fonte: Portaria do MS nº 397, de 16 de março de 2020

Novidade
As USF ou UBS participantes do Programa Saúde na Hora deverão possuir quanto
ao horário de funcionamento 4 formatos:

c) USF 75 h com saúde bucal funcionamento mínimo de 75 h/sem, sendo

15 horas diárias ininterruptas, 14 horas diárias ininterruptas, de segunda a


de segunda a sexta, durante ou sexta, durante os 5 dias úteis da semana, e
os 5 dias úteis na semana. 5 horas aos sábados ou domingos.

Fonte: Portaria do MS nº 397, de 16 de março de 2020

21
Novidade
• Quanto ao quantitativo mínimo de equipes de saúde:
a) USF 60 h: 3 eSF;
b) USF 60 h com saúde bucal: 3 eSF e 2 eSB;
c) USF 75 h com saúde bucal: 6 eSF e 3 eSB;
d) USF ou UBS 60 h simplificado: mínimo de 60 horas somada a carga
horária de todas as equipes de saúde da unidade, podendo ser uma
combinação de eSF (40 h) e eAP (20 h ou 30 h).
• As USF e UBS participantes do Programa Saúde na Hora deverão ofertar os
mesmos serviços de saúde em todos os turnos de funcionamento.
Fonte: Portaria do MS nº 397, de 16 de março de 2020

Equipe de Saúde da Família (eSF)


• É a estratégia prioritária de atenção à saúde e visa à reorganização da
Atenção Básica no País, de acordo com os preceitos do SUS. É considerada
como estratégia de expansão, qualificação e consolidação da Atenção Básica,
por favorecer uma reorientação do processo de trabalho com maior
potencial de ampliar a resolutividade e impactar na situação de saúde das
pessoas e coletividades, além de propiciar uma importante relação custo-
efetividade.
• O nº de ACS por equipe - definido conforme base populacional, critérios
demográficos, epidemiológicos e socioeconômicos, de acordo com definição
local.

22
• Em áreas de grande dispersão territorial, áreas de risco e vulnerabilidade
social: recomenda-se a cobertura de 100% da população com nº máximo de
750 pessoas por ACS.
• Para eSF, há a obrigatoriedade de carga horária de 40 horas semanais p/
todos os profissionais de saúde membros da ESF. Dessa forma, os
profissionais da ESF poderão estar vinculados a apenas 1 equipe de SF, no
SCNES vigente.

Composição mínima da eSF


1 médico, preferencialmente da especialidade
medicina de família e comunidade.
1 enfermeiro, preferencialmente especialista
em saúde da família.

Composição 1 auxiliar ou técnico de enfermagem.


mínima da
eSF Agentes comunitários de saúde.

Pode-se acrescentar a ACE e os profissionais de saúde bucal:


esta composição, como 1 cirurgião dentista (preferencialmente
parte da equipe especialista em saúde da família),
multiprofissional 1 auxiliar ou técnico em saúde bucal

23
Novidade Equipe de Atenção Básica (eAB)

Médicos, preferencialmente da especialidade


Medicina de família e comunidade.
Enfermeiro, preferencialmente especialista
em saúde da Família.

Composição Um auxiliar ou técnico de enfermagem.


mínima da eAB
Podem-se acrescentar ACE, ACS e os profissionais
a essa composição, de saúde bucal: dentistas,
como parte da equipe auxiliares ou técnicos em
multiprofissional saúde bucal.

Modalidade alterada pela Portaria GM/MS nº 2.539 de 26/09/2019 com novas regras

Novidade Equipe de Atenção Primária (eAP)


A eAP difere da equipe de Saúde da Família (eSF) em sua composição, de
modo a atender às características e necessidades de cada município, e deverá
observar as diretrizes da PNAB e os atributos essenciais da APS como acesso
de primeiro contato, longitudinalidade, coordenação e integralidade.

Médicos, preferencialmente especialistas


Composição em medicina de família e comunidade.
mínima da eAP Enfermeiros, preferencialmente especialista
em saúde da família.

Esses profissionais são cadastrados em uma mesma Unidade de Saúde.

Fonte: Redação dada pela PRT GM/MS n° 2.539 de 26.09.2019

24
Novidade Equipe de Atenção Primária (eAP)

Modalidade I: a carga horária mínima individual dos


profissionais deverá ser de 20 h/s, com população adscrita
correspondente a 50% da população adscrita para uma eSF.
Modalidades
Modalidade II: a carga horária mínima individual dos
profissionais deverá ser de 30h/s, com população adscrita
correspondente a 75% da população adscrita para uma eSF.

Poderão ser de 2 modalidades, de acordo com a carga horária

Fonte: Redação dada pela PRT GM/MS n° 2.539 de 26.09.2019

Novidade Equipe de Atenção Primária (eAP)


• Não se aplica aos profissionais da eAP a vedação à participação em mais de
uma eAP ou eSF, não sendo hipótese de suspensão de repasse a duplicidade
de profissional. O cadastro das eAP no SCNES deverá observar os mesmos
códigos para o cadastro das eSF.
• As citações à Equipe de Atenção Básica - eAB feitas na Portaria do MS nº
2.436/2017 e em outros atos normativos devem ser interpretadas, no que
couber, como referências à Equipe de Atenção Primária - eAP.
• ATENÇÃO: Por este motivo o texto original da portaria ainda cita eAB.

Fonte: Redação dada pela PRT GM/MS n° 2.539 de 26.09.2019

25
Equipe da Saúde Bucal (eSB)
Os profissionais de saúde bucal que compõem as eSF e as eAB devem estar
vinculados à uma UBS ou à Unidade Odontológica Móvel.

Cirurgião-dentista e auxiliar em saúde bucal


Modalidade I
Modalidades (ASB) ou técnico em saúde bucal (TSB)
de eSB
Modalidade II Cirurgião-dentista, TSB e ASB, ou outro TSB

O município ganha os equipamentos odontológicos, através de


Cada eSB em eSF doação direta ou o repasse de recursos necessários para adquiri-
los (equipo odontológico completo).

Novidade Equipe da Saúde Bucal (eSB)


De modo a atender às características e necessidades de cada município, poderão
também ser compostas eSB na modalidade I com carga horária diferenciada, nos
seguintes termos (BRASIL, 2019):
eSB composta por profissionais com carga horária
Equipe de Saúde Bucal (eSB)

mínima individual de 20h/s e cadastrados em uma


Modalidade I - 20h: mesma Unidade de Saúde, com população adscrita
correspondente a 50% da população adscrita para
uma eSF.

eSB composta por profissionais com carga horária


mínima individual de 30h/s e cadastrados em uma
Modalidade II - 30h: mesma Unidade de Saúde, com população adscrita
correspondente a 75% da população adscrita para
uma eSF.

26
Equipe da Saúde Bucal (eSB)

Novidade
Não se aplica aos profissionais da eSB na modalidade I com carga horária
diferenciada a vedação à participação em mais de uma eSB ou eSF, não sendo
hipótese de suspensão de repasse a duplicidade de profissional.
Fonte: Redação dada pela PRT GM/MS n° 2.539 de 26.09.2019

10. (Prefeitura de Fortaleza-CE/2018/Adaptada) Uma das inovações da


Política Nacional de Atenção Básica, conforme o anexo XXII, da portaria de
consolidação nº 2, é o redesenho das equipes que podem atuar no âmbito da
atenção básica. Sobre o assunto, é correto afirmar que:
a) a equipe de saúde da família (eSF) deve ser composta, no mínimo, por
médico, enfermeiro, auxiliar e/ou técnico de enfermagem, agente comunitário
de saúde (ACS), cirurgião-dentista e auxiliar ou técnico em saúde bucal.
b) todas as equipes de saúde da família (eSF) devem ter 100% da população
coberta por ACS, considerando o número máximo de 750 pessoas/ACS.

27
10. (Prefeitura de Fortaleza-CE/2018/Adaptada)
c) os profissionais de saúde vinculados à equipe de saúde da família (eSF) ou à
equipe da atenção primária (eAP) deverão ser cadastrados no Sistema de
Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) e ter a
obrigatoriedade da carga horária de 40 (quarenta) horas semanais.
d) as equipes da atenção primária (eAP) deverão ter, em sua composição
mínima, os seguintes profissionais: médicos e enfermeiros, preferencialmente
especialistas em medicina de família e comunidade, cadastrados em uma
mesma unidade de saúde.

11. (Prefeitura de Campinas-SP/VUNESP/2019/Adaptada) No contexto da


Estratégia Saúde da Família (ESF), de acordo com o anexo XXII da portaria de
consolidação 2, a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de
diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de
Saúde (SUS), é correto afirmar que
a) as Equipes de Saúde da Família são consideradas como estratégia de expansão,
qualificação e consolidação da Atenção Secundária, por favorecer uma
reorientação do processo de trabalho ambulatorial.
b) a equipe de Saúde da Família é a estratégia prioritária de atenção à saúde e
visa à reorganização da Atenção Básica no país, de acordo com os preceitos do
SUS.
c) para cada Equipe de Atenção Primária, há a obrigatoriedade de carga horária
de 40 horas semanais para todos os profissionais de saúde membros da eAP.

28
11. (Prefeitura de Campinas-SP/VUNESP/2019/Adaptada)
d) os profissionais da eSF poderão estar vinculados a três Equipes de Saúde da
Família, no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde vigente.
e) as eAP modalidade II a carga horária mínima individual dos profissionais
deverá ser de 20 (vinte) horas semanais, com população adscrita correspondente
a 75% (setenta e cinco por cento) da população adscrita para uma eSF.

Todos os alunos da Coleção 2.100 Questões Comentadas


de Enfermagem recebem as Mentorias como bônus

29
Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (Nasf-AB)
Atua de maneira integrada para dar suporte (clínico, sanitário e pedagógico)
aos profissionais das eSF e eAB.

Compete especificamente à Equipe do Nasf-AB:

Contribuir para a integralidade


Participar do planejamento (ampliação da clínica), auxiliando
conjunto com as equipes que no ↑ da capacidade de análise e
atuam na AB à que estão de intervenção sobre problemas e
vinculadas. necessidades de saúde, tanto em
termos clínicos quanto sanitários.

Realizar discussão de casos, atendimento individual,


compartilhado, interconsulta, construção conjunta
de projetos terapêuticos, educação permanente.

Compete Desenvolver intervenções no território e na saúde


especificamente à de grupos populacionais de todos os ciclos de
Equipe do NASF-AB vida, e da coletividade.

Promover ações intersetoriais, ações de prevenção


e promoção da saúde, discussão do processo de
trabalho das equipes dentre outros, no território.

30
Tipos de Equipe da Atenção Básica
Composição do Nasf-AB
Médico Assistente
Farmacêutico Fisioterapeuta Fonoaudiólogo
Acupunturista Social
Médico Nutricionista Psicólogo
Médico Pediatra
Homeopata
Terapeuta Médico Geriatra Médico do Médico Médico
Ocupacional Trabalho Veterinário Psiquiatra
Médico Médico Internista Profissional/Professor de
Ginecologista/Obstetra (clinica médica) Educação Física

Profissional com formação em arte e educação (arte educador) e profissional de saúde


sanitarista, ou seja, profissional graduado na área de saúde com pós-graduação em
saúde pública ou coletiva ou graduado diretamente em uma dessas áreas conforme
normativa vigente.

Portaria nº 3.124, de 28 de dezembro de 2012

Redefiniu os parâmetros de vinculação dos Núcleos de Apoio à Saúde da


Família (NASF) - Modalidades 1 e 2 - às Equipes Saúde da Família e/ou
Equipes de Atenção Básica para populações específicas, cria a Modalidade
NASF 3 e dá outras providências.
Revogado pela PRT GM/MS n° 2.979 de 12.11.2019

31
Nº de equipes vinculadas = 5 a 9.

A soma das cargas horárias semanal dos membros


NASF 1
da equipe deve acumular, no mínimo, 200 h.

Cada ocupação, considerada isoladamente, deve


ter, no mínimo, 20 h e, no máximo, 80 h semanais.
Revogado pela PRT GM/MS n° 2.979 de 12.11.2019

Nº de equipes vinculadas = 3 a 5.

A soma das cargas horárias semanal dos membros


NASF 2
da equipe deve acumular, no mínimo, 120 h.

Cada ocupação, considerada isoladamente, deve


ter, no mínimo, 20 h e, no máximo, 40 h semanais.
Revogado pela PRT GM/MS n° 2.979 de 12.11.2019

32
Nº de equipes vinculadas = 1 a 2.

A soma das cargas horárias semanal dos membros


NASF 3
da equipe deve acumular, no mínimo, 80 h.

Cada ocupação, considerada isoladamente, deve


ter, no mínimo, 20 h e, no máximo, 40 h semanais.
Revogado pela PRT GM/MS n° 2.979 de 12.11.2019

Novidade

Atenção!
O texto referente ao NASF-AB permanece na Portaria de Consolidada nº 2,
anexo XXII. Contudo, os parâmetros de vinculação dos Núcleos de Apoio à
Saúde da Família (NASF) Modalidades 1 e 2 e a Modalidade NASF 3 foram
revogados pela Portaria GM/MS n° 2.979 de 12.11.2019.

33
Novidade

Nota Técnica nº 3/2020-DESF/SAPS/MS

Com o novo modelo de financiamento de custeio da Atenção


Primária à Saúde (APS), instituído pelo Programa Previne Brasil, por
meio da Portaria n° 2.979, de 12 de novembro de 2019, alguns
instrumentos normativos foram revogados, dentre os quais as
normativas que definem os parâmetros e custeio do Núcleo
Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB).

Novidade

O Gestor municipal
passa a ter autonomia
Dessa forma, a
para compor suas
composição de equipes
equipes
multiprofissionais deixa
multiprofissionais,
de estar vinculada às
definindo os
tipologias de equipes
profissionais, a carga
NASF-AB.
horária e os arranjos
de equipe.

Fonte: Nota Técnica nº 3/2020-DESF/SAPS/MS

34
Novidade

O gestor municipal pode então cadastrar esses profissionais da seguinte forma:

Cadastrar diretamente nas equipes de Saúde da


Família (eSF) ou equipes de Atenção Primária
(eAP), ampliando sua composição mínima.

Equipes Poderá, ainda, manter os profissionais cadastrados


multiprofissionais no SCNES como equipe NASF-AB, ou

Cadastrar os profissionais apenas no


estabelecimento de atenção primária sem
vinculação a nenhuma equipe.
Fonte: Nota Técnica nº 3/2020-DESF/SAPS/MS

Novidade

A partir de janeiro de 2020, o Ministério da Saúde não realizará mais o


credenciamento de NASF-AB, e as solicitações enviadas serão arquivadas.
Fonte: Nota Técnica nº 3/2020-DESF/SAPS/MS

35
Novidade
• O novo financiamento da APS é focado na pessoa assistida, nenhum
componente desse novo modelo é exclusivo de determinado profissional
ou equipe.
• As equipes multiprofissionais são importantes para o desempenho da
atenção primária do município em todos os componentes.
• Dessa forma, quanto mais apropriada for a composição da equipe para resolver
os problemas de saúde da população, melhor será o desempenho dessa
equipe, caso ela trabalhe de maneira integrada e efetiva.
• O novo modelo de financiamento da APS (programa Previne Brasil) permite
ainda que gestores municipais conheçam melhor as necessidades em saúde da
população e sua demanda local com base no cadastro da população e no
resultado dos indicadores, que definem, respectivamente, os valores de
repasse da capitação ponderada e do pagamento por desempenho.

Novidade
• A partir de 2021, conforme Portaria nº 3.222, de 10 de dezembro de
2019, haverá um indicador relacionado à atuação de equipes
multiprofissionais na APS incorporado ao rol de indicadores monitorados
para o pagamento por desempenho.
• Vale acrescentar que, conforme definido pela Portaria n° 2.979, de 12 de
novembro de 2019, que institui o Previne Brasil, em seu art. 12-N, os gestores
municipais e estaduais têm autonomia na aplicação dos incentivos de custeio
federal referente ao financiamento de que trata o Programa, desde que sejam
destinados a ações e serviços da APS e que se respeite o disposto na Lei
Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012, e na Lei Orgânica da Saúde.
• Ou seja, tais recursos de financiamento de custeio da APS podem ser aplicados
pelo gestor municipal no custeio de equipes multiprofissionais no formato que
for mais apropriado às necessidades locais.

36
12. (SED-DF/IADES/2018) Segundo a Política Nacional de Atenção Básica (BRASIL,
2011), os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) são equipes
multiprofissionais, compostas por profissionais de diferentes profissões ou
especialidades, que devem atuar de maneira integrada e apoiando os
profissionais das equipes de saúde da família e das equipes de atenção básica
para populações específicas (consultórios na rua, equipes ribeirinhas e fluviais),
compartilhando práticas e saberes em saúde com as equipes de referência
apoiadas, buscando auxiliá-las no manejo ou na resolução de problemas clínicos
e sanitários, bem como agregando práticas, na atenção básica, que ampliem o
respectivo escopo de ofertas. Acerca desse tema, pode fazer parte do NASF o
médico:
a) neurocirurgião. c) urologista. e) nefrologista.
b) cardiologista. d) veterinário.

Tipos de Equipe da Atenção Básica


• Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS):
Em áreas de grande dispersão territorial, áreas de risco e vulnerabilidade social
→ recomenda-se a cobertura de 100% da população com nº máximo de 750
pessoas por ACS.
• São itens necessários à implantação da EACS:
a) a existência de uma UBS, inscrita no SCNES.
b) o Nº de ACS e ACE por equipe deverá ser definido de acordo com base
populacional (critérios demográficos, epidemiológicos e socioeconômicos),
conforme legislação vigente.
c) carga horária integral de 40 horas semanais por toda a equipe de ACS, por
cada membro da equipe; composta por ACS e enfermeiro supervisor.

37
d) o enfermeiro supervisor e os ACS cadastrados no SCNES.
e) cada ACS - ter uma microárea, com até 750 pessoas.
f) a atividade do ACS deve se dar pela lógica do planejamento do processo de
trabalho a partir das necessidades do território, com priorização para
população com maior grau de vulnerabilidade e de risco epidemiológico.
g) a atuação em ações básicas de saúde deve visar à integralidade do cuidado
no território.
h) cadastrar, preencher e informar os dados através do SIS para a AB vigente.

• Equipes de Atenção Básica para Populações Específicas:


Considerando as especificidades locorregionais, os municípios da Amazônia
Legal e Pantaneiras podem optar entre 2 arranjos organizacionais para eSF,
além dos existentes para o restante do país.
‒ Equipe de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR).
‒ Equipes de Saúde da Família Fluviais (eSFF).
• Outras modalidades:
‒ Equipe de Consultório na Rua (eCR).
‒ Equipe de Atenção Básica Prisional (eABP).

38
Equipe de Atenção Básica Prisional
(eABP) BRASIL, 2012

13. (UFSC/COPERVE/2018) Por meio da Portaria MS nº 2.436/2017, o Ministério


da Saúde aprovou a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) com vistas à
revisão da regulamentação de implantação e operacionalização vigentes, no
âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecendo-se as diretrizes para a
organização do componente atenção básica na Rede de Atenção à Saúde (RAS).
De acordo com essa portaria analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa
correta.
I. A atenção básica é a principal porta de entrada e centro de comunicação da
RAS, coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e serviços
disponibilizados na rede.
II. A PNAB tem na saúde da família sua estratégia prioritária, considerada a única
opção de modelo para expansão e consolidação da atenção básica.

39
13. (UFSC/COPERVE/2018)
III. Os Agentes Comunitários da Saúde (ACS) são essenciais na composição da
equipe de atenção básica, sendo recomendadas até 750 pessoas por ACS em
áreas de grande dispersão territorial, risco e vulnerabilidade social.
IV. São atribuições específicas do(a) enfermeiro(a) na atenção básica a realização
de consultas de enfermagem, procedimentos, solicitação de exames
complementares, prescrição de medicações conforme protocolos, diretrizes
clínicas e terapêuticas ou outras normativas técnicas, observadas as disposições
legais da profissão.
V. Na organização do processo de trabalho da atenção básica, é possível, de
acordo com a necessidade e conformação do território, através de pactuação e
negociação entre gestão e equipes, que o usuário seja atendido fora de sua área
de cobertura, mantendo o diálogo e a informação com a equipe de referência.

13. (UFSC/COPERVE/2018)
a) Somente as afirmativas I, III e V estão corretas.
b) Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas.
c) Somente as afirmativas II, IV e V estão corretas.
d) Somente as afirmativas II, III e V estão corretas.
e) Somente as afirmativas I, IV e V estão corretas.

40
Atribuições do Gerente de Atenção Básica
• Recomenda-se a inclusão do Gerente de Atenção Básica com o objetivo de
contribuir para o aprimoramento e qualificação do processo de trabalho nas
Unidades Básicas de Saúde. A inclusão deste profissional deve ser avaliada
pelo gestor, segundo a necessidade do território e cobertura de AB.
• Importante ressaltar que o gerente não seja profissional integrante das
equipes vinculadas à UBS e que possua experiência na Atenção Básica,
preferencialmente de nível superior.

Atribuições do Gerente de Atenção Básica


I - Conhecer e divulgar, junto aos demais profissionais, as diretrizes e normas que incidem
sobre a AB em âmbito nacional, estadual, municipal e Distrito Federal, com ênfase na
Política Nacional de Atenção Básica, de modo a orientar a organização do processo de
trabalho na UBS.
II - Participar e orientar o processo de territorialização, diagnóstico situacional,
planejamento e programação das equipes, avaliando resultados e propondo estratégias
para o alcance de metas de saúde, junto aos demais profissionais.
III - Acompanhar, orientar e monitorar os processos de trabalho das equipes que atuam
na AB sob sua gerência, contribuindo para implementação de políticas, estratégias e
programas de saúde, bem como para a mediação de conflitos e resolução de problemas.
VII - Potencializar a utilização de recursos físicos, tecnológicos e equipamentos existentes
na UBS, apoiando os processos de cuidado a partir da orientação à equipe sobre a correta
utilização desses recursos.

41
Atribuições do Gerente de Atenção Básica
VIII - Qualificar a gestão da infraestrutura e dos insumos (manutenção, logística dos
materiais, ambiência da UBS), zelando pelo bom uso dos recursos e evitando o
desabastecimento.
IX - Representar o serviço sob sua gerência em todas as instâncias necessárias e articular
com demais atores da gestão e do território com vistas à qualificação do trabalho e da
atenção à saúde realizada na UBS.
X - Conhecer a RAS, participar e fomentar a participação dos profissionais na organização
dos fluxos de usuários, com base em protocolos, diretrizes clínicas e terapêuticas,
apoiando a referência e contrarreferência entre equipes que atuam na AB e nos
diferentes pontos de atenção, com garantia de encaminhamentos responsáveis.
XI - Conhecer a rede de serviços e equipamentos sociais do território, e estimular a
atuação intersetorial, com atenção diferenciada para as vulnerabilidades existentes no
território.

Atribuições do Gerente de Atenção Básica


XII - Identificar as necessidades de formação/qualificação dos profissionais em conjunto
com a equipe, visando melhorias no processo de trabalho, na qualidade e resolutividade
da atenção, e promover a Educação Permanente, seja mobilizando saberes na própria
UBS, ou com parceiros.
XIII - Desenvolver gestão participativa e estimular a participação dos profissionais e
usuários em instâncias de controle social.
XIV - Tomar as providências cabíveis no menor prazo possível quanto a ocorrências que
interfiram no funcionamento da unidade.
XV - Exercer outras atribuições que lhe sejam designadas pelo gestor municipal ou do
Distrito Federal, de acordo com suas competências.

42
Outras Atribuições do Agentes Comunitários
de Saúde na Atenção Básica

Atividades do Agente Comunitário de Saúde, a serem realizadas em caráter


excepcional, assistidas por profissional de saúde de nível superior, membro da
equipe, após treinamento específico e fornecimento de equipamentos adequados,
em sua base geográfica de atuação, encaminhando o paciente para a unidade de
saúde de referência.

Aferir a pressão arterial, inclusive no domicílio, com o objetivo de promover saúde e


I
prevenir doenças e agravos.
Realizar a medição da glicemia capilar, inclusive no domicílio, para o
II acompanhamento dos casos diagnosticados de diabetes mellitus e segundo projeto
terapêutico prescrito pelas equipes que atuam na Atenção Básica
III Aferição da temperatura axilar, durante a visita domiciliar.
Realizar técnicas limpas de curativo, que são realizadas com material limpo, água
IV corrente ou soro fisiológico e cobertura estéril, com uso de coberturas passivas, que
somente cobre a ferida.
Orientação e apoio, em domicílio, para a correta administração da medicação do
V
paciente em situação de vulnerabilidade
Importante ressaltar que os ACS só realizarão a execução dos procedimentos que requeiram
capacidade técnica específica se detiverem a respectiva formação, respeitada autorização legal.

43
Considerações Especiais sobre o Trabalho dos ACS/ACE
• O ACS e o ACE devem compor uma eAP ou eSF e serem coordenados por
profissionais de saúde de nível superior realizado de forma compartilhada
entre a Atenção Básica e a Vigilância em Saúde.
• Nas localidades em que não houver cobertura por eAP ou eSF -> os ACS
devem se vincular à equipe da EACS; os ACE* devem ser vinculados à equipe
de vigilância em saúde do município.
*A supervisão técnica dos ACE deve ser realizada por profissional com comprovada
capacidade técnica, podendo estar vinculado à equipe de atenção básica, ou saúde da
família, ou a outro serviço a ser definido pelo gestor local.

14. (FERSB/AOCP/2018) Em relação às atribuições dos profissionais da


atenção básica, de acordo com a Política Nacional de Atenção Básica, informe
se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa
com a sequência correta.
( ) São atribuições comuns a todos os membros das equipes que atuam na
Atenção Básica: participar do processo de territorialização e mapeamento da
área de atuação da equipe, identificando grupos, famílias e indivíduos
expostos a riscos e vulnerabilidades.
( ) São atribuições comuns do agente comunitário de saúde e do agente de
combate a endemias: realizar diagnóstico demográfico, social, cultural,
ambiental, epidemiológico e sanitário do território em que atuam,
contribuindo para o processo de territorialização e mapeamento da área de
atuação da equipe.

44
14. (FERSB/AOCP/2018)
( ) São atribuições específicas do enfermeiro que atua na Atenção Básica:
realizar consulta de enfermagem, procedimentos, solicitar exames
complementares, prescrever medicações conforme protocolos, diretrizes
clínicas e terapêuticas, ou outras normativas técnicas estabelecidas pelo
gestor federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal, observadas as
disposições legais da profissão.
( ) São atribuições específicas do enfermeiro que atua na Atenção Básica:
indicar a necessidade de internação hospitalar ou domiciliar, mantendo a
responsabilização pelo acompanhamento da pessoa.
( ) São atribuições específicas do médico que atua na Atenção Básica: realizar
diagnóstico com a finalidade de obter o perfil epidemiológico para o
planejamento e a programação em saúde bucal no território.

14. (FERSB/AOCP/2018)
a) F – F – V – F – V.
b) V – F – F – V – F.
c) V – V – F – F – F.
d) V – V – V – F – F.
e) V – V – F – V – F.

45
Processo de Trabalho na Atenção Básica
I - Definição do território e Territorialização.
II - Responsabilização Sanitária.
III - Porta de Entrada Preferencial.
IV - Adscrição de usuários e desenvolvimento de relações de vínculo e
responsabilização.
V - Acesso (facilitar e evitar barreiras).
VI - O acolhimento.
Destacam-se como importantes ações no processo de avaliação de risco e
vulnerabilidade na Atenção Básica:
a) o Acolhimento com Classificação de Risco.
b) a Estratificação de Risco.

VII - Trabalho em Equipe Multiprofissional.


VIII - Resolutividade.
VIII - Promover atenção integral, contínua e organizada à população adscrita.
IX - Realização de ações de atenção domiciliar destinada a usuários que
possuam problemas de saúde controlados/compensados e com dificuldade ou
impossibilidade física de locomoção até uma Unidade Básica de Saúde/USF.
X - Programação e implementação das atividades de atenção à saúde de
acordo com as necessidades de saúde da população.
XI - Implementação da Promoção da Saúde como um princípio para o cuidado
em saúde.

46
XII - Desenvolvimento de ações de prevenção de doenças e agravos em todos
os níveis de acepção deste termo.
XIII - Desenvolvimento de ações educativas por parte das equipes que atuam
na AB.
XIV - Desenvolver ações intersetoriais, em interlocução com escolas,
equipamentos do SUAS, associações de moradores, equipamentos de
segurança, entre outros.
XV - Implementação de diretrizes de qualificação dos modelos de atenção e
gestão.
XVI - Participação do planejamento local de saúde, assim como do
monitoramento e a avaliação das ações na sua equipe, unidade e município.
XVII - Implantar estratégias de Segurança do Paciente na AB.

XVIII - Apoio às estratégias de fortalecimento da gestão local e do controle


social, participando dos conselhos locais de saúde de sua área de abrangência.
XIX - Formação e Educação Permanente em Saúde (EPS). Nesse contexto, é
importante que a EPS se desenvolva essencialmente em espaços
institucionalizados, que sejam parte do cotidiano das equipes (reuniões,
fóruns territoriais, entre outros), devendo ter espaço garantido na carga
horária dos trabalhadores e contemplar a qualificação de todos da equipe
multiprofissional, bem como os gestores.

47
Fonte: BRASIL, 2012.

15. (Pref. de Natal-RN/COMPERVE/2018) Em relação ao processo de trabalho


das equipes de saúde definido pela Política Nacional de Atenção Básica, analise
as afirmativas a seguir.
I - Os profissionais das equipes de saúde devem participar do planejamento local
de saúde, assim como do monitoramento e da avaliação das ações de sua equipe,
da unidade e do município.
II - A unidade básica de saúde deve acolher todas as pessoas do seu território de
referência, de modo universal e sem diferenciações excludentes.
III - As ações de atenção domiciliar realizadas pelas equipes de Atenção Básica
devem ser supervisionadas pelas equipes multiprofissionais dos Serviços de
Atenção Domiciliar (SAD).
IV - A coordenação das ações integradas de vigilância e atenção à saúde deve ser
realizada por profissionais de nível superior ou de nível médio integrantes das
equipes que atuam na Atenção Básica.

48
15. (Pref. de Natal-RN/COMPERVE/2018)
Em relação ao tema exposto, estão corretas as afirmativas
a) III e IV.
b) I e IV.
c) I e II.
d) II e III.

Novidade Financiamento da Atenção Básica (Tripartite)

A Portaria nº 2.979, de 12 de novembro de 2019 instituiu o Programa Previne


Brasil, que estabelece novo modelo de financiamento de custeio da Atenção
Primária à Saúde no âmbito do SUS, por meio da alteração da Portaria de
Consolidação nº 6/GM/MS, de 28 de setembro de 2017.

49
Novidade Financiamento da Atenção Básica (Tripartite)

Financiamento Federal

O financiamento da Atenção Básica deve ser tripartite e com


detalhamento apresentado pelo Plano Municipal de Saúde
garantido nos instrumentos conforme especificado no Plano
Nacional, Estadual e Municipal de gestão do SUS.
Redação dada pela PRT GM/MS nº 2.979 de 12.11.2019

Novidade Financiamento da Atenção Básica (Tripartite)

O financiamento federal de custeio da


Atenção Primária à Saúde (APS) será constituído por:

I - capitação II - pagamento III - incentivo para


ponderada por desempenho ações estratégicas

Esses recursos serão transferidos na modalidade fundo a fundo, de forma


regular e automática, aos Municípios, ao Distrito Federal e aos Estados e
repassados pelo Bloco de Custeio das Ações e Serviços Públicos de Saúde.
Redação dada pela PRT GM/MS nº 2.979 de 12.11.2019

50
Novidade Financiamento da Atenção Básica (Tripartite)
• O cálculo para a definição dos incentivos financeiros da capitação ponderada
deverá considerar:
I - a população cadastrada na eSF e eAP no SISAB.
II - a vulnerabilidade socioeconômica da população cadastrada na eSF e na eAP.
III - o perfil demográfico por faixa etária da população cadastrada na eSF e na
eAP.
IV - classificação geográfica definida pelo IBGE.
Esse cálculo será baseado no quantitativo da população cadastrada por eSF e
eAP, com atribuição de peso por pessoa, considerando os critérios de
vulnerabilidade socioeconômica, perfil demográfico e classificação geográfica.
Redação dada pela PRT GM/MS nº 2.979 de 12.11.2019

Novidade Credenciamento dos Serviços da Atenção Básica


• A Portaria nº 1.710, de 8 de julho de 2019 institui o fluxo de credenciamento
desburocratizado para serviços e equipes de saúde no âmbito da Secretaria de
Atenção Primária à Saúde (SAPS).
• O objetivo é agilizar a implantação dos serviços da Atenção Primária à Saúde, e
ampliar a autonomia do gestor municipal ou distrital para qualificação e
expansão dos serviços, reforçar o papel do Plano Municipal ou Distrital de
Saúde e Programação Anual de Saúde como documentos norteadores das
políticas locais de Atenção Primária à Saúde.
Dispensa o envio do Projeto de Credenciamento à
As principais Secretaria Estadual ou Distrital de Saúde (SES).
alterações são
Dispensa a Resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

51
Novidade Credenciamento dos Serviços da Atenção Básica
• Deve estar previsto no Plano Municipal ou Distrital de Saúde ou
Programação Anual de Saúde, devidamente aprovado pelo respectivo
Conselho de Saúde Municipal ou Conselho de Saúde do Distrito Federal,
diretriz, meta, objetivo ou ação relacionada à qualificação e/ou aumento de
cobertura de serviços de saúde vinculados à Secretaria de Atenção Primária
à Saúde do Ministério da Saúde (SAPS/MS) no município ou Distrito Federal.
• A escolha do serviço de saúde de acordo com as tipologias regimentadas
pela SAPS, assim como sua forma de contratação é de decisão do gestor
municipal ou distrital.
Redação dada pela PRT GM/MS n° 1.710 de 08.07.2019

Novidade Credenciamento dos Serviços da Atenção Básica

Solicitar ao Ministério da Saúde o credenciamento


de serviços e equipes, conforme modelo a ser
1.
disponibilizado pelo Ministério da Saúde, via ofício
ou por meio de sistema de informação específico.
O gestor municipal
ou distrital deverá:
Dar ciência ao Ministério da Saúde do envio de
documento ao Conselho Municipal de Saúde ou
2. Conselho Distrital de Saúde, à Secretaria Estadual
de Saúde e à Comissão Intergestores Bipartite para
conhecimento da solicitação de credenciamento.

Redação dada pela PRT GM/MS n° 3.119 de 27.11.2019

52
Novidade Credenciamento dos Serviços da Atenção Básica

Aplicam-se integralmente as disposições referidas a todas as estratégias do


Departamento de Saúde da Família e Secretaria de Atenção Primária à Saúde,
com exceção das equipes de saúde da família ribeirinhas e unidade de saúde
fluvial ou outras que exijam análise técnica específica.

O Ministério da Saúde realizará análise do pleito de acordo com


critérios técnicos e disponibilidade orçamentária.

Redação dada pela PRT GM/MS n° 1.710 de 08.07.2019

Novidade Credenciamento dos Serviços da Atenção Básica

Após a publicação de Portaria de credenciamento das novas equipes no Diário Oficial


da União, a gestão municipal e distrital deverá cadastrar a(s) equipe(s) no Sistema de
Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES), num prazo máximo de 6
competências, a contar da data de publicação da referida Portaria, sob pena de
descredenciamento da(s) equipe(s) caso esse prazo não seja cumprido.
Fonte: Redação dada pela PRT GM/MS n° 804 de 14.04.2020

53
Novidade Suspensão do repasse de recursos

Atenção!
Não foi alterado o texto da Portaria de Consolidação Nº 2, anexo XXII quanto a
suspensão do repasse de recursos. Contudo, foi incluído outras formas de
suspensão da transferência dos incentivos financeiros conforme seção V da
portaria nº 2.979 DE 12 de novembro de 2019 (Programa Previne Brasil) que
estabelece novo modelo de financiamento de custeio da Atenção Primária à
Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde.

Suspensão do repasse de recursos


• O Ministério da Saúde suspenderá o repasse de recursos da Atenção Básica
aos MUN e ao DF, quando:
I - Não houver alimentação regular dos bancos de dados nacionais de
informação como:
a. inconsistência no SCNES por duplicidade de profissional, ausência de
profissional da equipe mínima ou erro no registro, conforme
normatização vigente.
b. e não envio de informação por meio de SIS da AB vigente por 3 meses
consecutivos.
II - identificado, por meio de auditoria federal, estadual e municipal,
malversação ou desvio de finalidade na utilização dos recursos.

54
III - ausência, por um período superior a 60 dias, de qualquer um dos
profissionais que compõem as equipes mínimas da AB.
IV - descumprimento da carga horária mínima prevista para os profissionais
das equipes.
• A suspensão será mantida até a adequação das irregularidades identificadas.

16. (Inédita/2020) Segundo a Política Nacional de Atenção Básica – Portaria


de Consolidação nº 2, anexo XXII e o seu financiamento, conforme Portaria de
Consolidação nº 6/GM/MS – é correto afirmar que:
a) As todos os profissionais das eAP devem possuir carga horária de 40h
semanais.
b) A composição do Núcleo de Apoio à Saúde da Família é obrigatória em
todos os municípios.
c) A gestão municipal e distrital deverá cadastrar as equipes no CNES, num
prazo máximo de 5 competências a contar da data de publicação da portaria
de credenciamento no DOU, sob pena de descredenciamento das equipes
caso esse prazo não seja cumprido.

55
16. (Inédita/2020)
d) Os recursos serão transferidos na modalidade fundo a fundo, de forma
quinzenal, regular e automática, aos Municípios, ao Distrito Federal e aos
Estados e repassados pelo Bloco de Custeio das Ações e Serviços Públicos de
Saúde.
e) O financiamento federal de custeio da APS será constituído pela capitação
ponderada; pagamento por desempenho; e incentivo para ações estratégicas.

Responsabilidades Comuns na Atenção Básica (art. 7)

Contribuir para a reorientação do modelo de atenção e de gestão com


I base nos princípios e nas diretrizes da PNAB.

II Apoiar e estimular ESF como estratégia prioritária.

III Garantir a infraestrutura adequada.

IV Contribuir com o financiamento tripartite.

V Assegurar ao usuário o acesso universal, equânime e ordenado ao SUS.

Estabelecer, nos respectivos Planos, prioridades, estratégias e metas para


IV a organização da Atenção Básica.

56
Desenvolver mecanismos técnicos e estratégias organizacionais de
IIV qualificação da força de trabalho para gestão e atenção à saúde;
educação permanente e continuada; valorização profissional.
Garantir provimento e estratégias de fixação de profissionais de saúde -
IIIV cuidado e o vínculo.

IX Desenvolver, disponibilizar e implantar os SI da AB vigentes.


Garantir, de forma tripartite, dispositivos para transporte em saúde,
compreendendo as equipes, pessoas para realização de procedimentos
X eletivos, exames, dentre outros (resolutividade, integralidade, território e
planejamento).
Planejar, apoiar, monitorar e avaliar as ações da Atenção Básica nos
XI territórios.

XII Autoavaliação, controle, regulação e acompanhamento.

XIII Divulgar as informações e os resultados alcançados.

XIV Promover o intercâmbio de experiências entre gestores e trabalhadores.

XV Estimular a participação popular e o controle social.

Garantir espaços físicos e ambientes adequados para a formação de


XVI estudantes e trabalhadores de saúde.
Desenvolver as ações de assistência farmacêutica e do uso racional de
XVII medicamentos e acesso (RENAME, diretrizes terapêuticas e protocolos
clínicos).

57
Garantir um amplo escopo de ações e serviços a serem ofertados na
XVIII Atenção Básica (compatíveis com a necessidade da população).

XIX Mecanismos regulares de auto avaliação.

Articulação com o subsistema Indígena nas ações de Educação


XX Permanente e gestão da rede assistencial.

Responsabilidades da União na Atenção Básica (art. 8)


I - definir e rever periodicamente, de forma pactuada, na CIT, as diretrizes da
PNAB.

II - garantir fontes de recursos federais.

III - financiamento mensal, regular e automático – especialmente pelo repasse


fundo a fundo para custeio e investimento das ações e serviços.

IV - prestar apoio integrado aos gestores dos entes federativos no processo de


qualificação e de consolidação da Atenção Básica.
V - definir, de forma tripartite, estratégias de articulação junto às gestões
estaduais e municipais do SUS, com vistas à institucionalização da avaliação e
qualificação da Atenção Básica.

58
VI - estabelecer, de forma tripartite, diretrizes nacionais e disponibilizar
instrumentos técnicos e pedagógicos que facilitem o processo de gestão,
formação e educação permanente dos gestores e profissionais da Atenção
Básica;
VII - articular com o Ministério da Educação estratégias de indução às mudanças
curriculares nos cursos de graduação e pós-graduação na área da saúde -
formação de profissionais e gestores com perfil adequado à AB;

VIII - apoiar a articulação de instituições, em parceria com as SES e SMS, para


formação e garantia de educação permanente e continuada para os profissionais
de saúde da Atenção Básica.

Responsabilidades dos Estados e DF na Atenção Básica (art. 9)

I - pactuar, na CIB e Colegiado de Gestão no DF, estratégias, diretrizes e normas


para a implantação e implementação da PNAB vigente nos ES e DF.
II - destinar recursos estaduais para AB (financiamento tripartite).
III - ser corresponsável pelo monitoramento das ações de AB nos MUN.
IV - analisar os dados de interesse estadual gerados pelos sistemas de informação,
utilizá-los no planejamento e divulgar os resultados obtidos.
V - verificar a qualidade e a consistência de arquivos dos sistemas de informação
enviados pelos municípios, dando retorno.
VI - divulgar periodicamente os relatórios de indicadores da AB.
VII - prestar apoio institucional aos MUN no processo de implantação,
acompanhamento e qualificação da AB e de ampliação e consolidação da ESF.

59
Responsabilidades dos Estados e DF na Atenção Básica (art. 9)

VIII - definir estratégias de articulação com os MUN, com vistas à


institucionalização do monitoramento e avaliação da Atenção Básica.
IX - disponibilizar aos municípios instrumentos técnicos e pedagógicos que facilitem
o processo de formação e educação permanente dos membros das equipes de
gestão e de atenção.
X - articular instituições de ensino e serviço, em parceria com as Secretarias
Municipais de Saúde, para formação e garantia de educação permanente.
XI - fortalecer a ESF na rede de serviços como a estratégia prioritária de
organização da AB.

Responsabilidades dos Municípios e DF na Atenção Básica (art. 10)


I Organizar, executar e gerenciar os serviços e ações de AB.
II Programar as ações da Atenção Básica a partir de sua base territorial de acordo com
as necessidades de saúde identificadas em sua população, utilizando instrumento
de programação nacional vigente.
III Organizar o fluxo de pessoas, inserindo-as em linhas de cuidado, instituindo e
garantindo os fluxos definidos na Rede de Atenção à Saúde entre os diversos pontos
de atenção de diferentes configurações tecnológicas, integrados por serviços de
apoio logístico, técnico e de gestão, para garantir a integralidade do cuidado.
IV Estabelecer e adotar mecanismos de encaminhamento (...), mantendo a vinculação
e coordenação do cuidado.
V Manter atualizado mensalmente o SCNES.
VI Organizar os serviços para permitir que a AB seja a entrada preferencial e
ordenadora da RAS.

60
VII Fomentar a mobilização das equipes e garantir espaços para a participação da
comunidade no exercício do controle social.
VIII Participar no financiamento da AB.
IX Ser corresponsável, junto ao MS e SES pelo monitoramento da utilização dos
recursos da AB transferidos aos municípios.
X Inserir a Estratégia de Saúde da Família - prioritária de organização da AB.
XI Prestar apoio institucional às equipes e serviços no processo de implantação,
acompanhamento, e qualificação da AB e de ampliação e consolidação da ESF.
XII Definir estratégias de institucionalização da avaliação da Atenção Básica.
XIII Desenvolver ações, articular instituições e promover acesso aos trabalhadores, para
formação e garantia de educação permanente e continuada.
XIV Selecionar, contratar e remunerar os profissionais.
XV Garantir recursos materiais, equipamentos e insumos.

XVI Garantir acesso ao apoio diagnóstico e laboratorial necessário ao cuidado


resolutivo da população.
XVII Alimentar, analisar e verificar a qualidade e a consistência dos dados inseridos nos
SI e divulgar os resultados obtidos.
XVIII Organizar o fluxo de pessoas, visando à garantia das referências a serviços e ações
de saúde fora da AB.
XIX Assegurar o cumprimento da carga horária integral de todos os profissionais que
compõem as equipes que atuam na AB (SCNES).

61
17. (Pref. de Quadra-SP/CONSULPAM/2019) Sobre a Gestão das Ações na
Atenção Básica, segundo a PNAB 2017, é correto afirmar que:
a) Compete ao Ministério da Saúde, no âmbito da União, destinar recurso federal
para compor o financiamento único e modo mensal, regular e automático,
prevendo, entre outras formas, o repasse fundo a fundo para custeio e
investimento das ações e serviços.
b) Compete às Secretarias Estaduais de Saúde ser corresponsável pelo
monitoramento das ações de Atenção Básica nos municípios.
c) Compete às Secretarias Municipais de Saúde organizar, executar e gerenciar os
serviços e ações de Atenção Básica, de forma universal, dentro do seu território,
incluindo as unidades próprias, exceto as cedidas pelo estado e pela União.
d) Compete apenas ao Ministério da Saúde selecionar, contratar e remunerar os
profissionais que compõem as equipes multiprofissionais de Atenção Básica, em
conformidade com a legislação vigente.

Atribuições Comuns dos Profissionais da Atenção Básica


Participar do processo de territorialização e mapeamento da área de atuação da
I
equipe (áreas de risco).
Cadastrar e manter atualizado o cadastramento e outros dados de saúde das
II
famílias e dos indivíduos no SIS da AB.
III Realizar o cuidado integral à saúde da população adscrita em todos os espaços.
Realizar ações de atenção à saúde conforme a necessidade de saúde da população
IV
local.
Garantir a atenção à saúde da população adscrita, buscando a integralidade por
meio da realização de ações amplas - ações da demanda espontânea, ações
V
programáticas, coletivas e de vigilância em saúde, e incorporando diversas
racionalidades em saúde, inclusive Práticas Integrativas e Complementares.
Participar do acolhimento dos usuários, proporcionando atendimento humanizado,
VI
realizando classificação de risco – vínculo.

62
Responsabilizar-se pelo acompanhamento da população adscrita ao longo do
VII
tempo - longitudinalidade do cuidado.
Praticar cuidado individual, familiar e dirigido a pessoas, famílias e grupos sociais -
VIII
ações no processo de saúde-doença.
IX Responsabilizar-se pela população adscrita mantendo a coordenação do cuidado.
X Utilizar o SIS da AB vigente para registro das ações de saúde na AB.
XI Contribuir para o processo de regulação do acesso a partir da AB.
Realizar a gestão das filas de espera, evitando a prática do encaminhamento
XII desnecessário, com base nos processos de regulação locais (referência e
contrarreferência).
Prever nos fluxos da RAS entre os pontos de atenção de diferentes configurações
XIII tecnológicas a integração por meio de serviços de apoio logístico, técnico e de
gestão, para garantir a integralidade do cuidado.

Instituir ações para segurança do paciente e propor medidas para reduzir os riscos e
XIV
diminuir os eventos adversos.
XV Alimentar e garantir a qualidade do registro das atividades nos SIS da AB.
Realizar busca ativa e notificar doenças e agravos de notificação compulsória, bem
XVI como outras doenças, agravos, surtos, acidentes, violências, situações sanitárias e
ambientais de importância local.
Realizar busca ativa de internações e atendimentos de urgência/emergência por
XVII
causas sensíveis à AB.
Realizar visitas domiciliares e atendimentos em domicílio às famílias e pessoas em
XVIII residências, Instituições de Longa Permanência (ILP), abrigos, entre outros tipos de
moradia existentes em seu território.
Realizar atenção domiciliar a pessoas com problemas de saúde
XIX
controlados/compensados com algum grau de dependência.
XX Realizar trabalhos interdisciplinares e em equipe, integrando áreas.

63
XXI Participar de reuniões de equipes.
Articular e participar das atividades de educação permanente e educação
XXII
continuada.
XXIII Realizar ações de educação em saúde à população adstrita.
Participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado
XXIV
funcionamento da UBS.
XXV Promover a mobilização e a participação da comunidade.
XXVI Identificar parceiros e recursos na comunidade que possam potencializar ações
intersetoriais.
XXVII Acompanhar e registrar no SIS da AB e no mapa de acompanhamento do PBF, e/ou
outros programas sociais equivalentes, as condicionalidades de saúde das famílias
beneficiárias.
XXVIII Realizar outras ações e atividades, de acordo com as prioridades locais, definidas
pelo gestor local.

Atribuições do Enfermeiro na Atenção Básica


I - Realizar atenção à saúde aos indivíduos e famílias vinculadas às equipes e, quando
indicado ou necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários (escolas,
associações entre outras), em todos os ciclos de vida.
II - Realizar consulta de enfermagem, procedimentos, solicitar exames complementares,
prescrever medicações conforme protocolos, diretrizes clínicas e terapêuticas, ou outras
normativas técnicas estabelecidas pelo gestor federal, estadual, municipal ou do Distrito
Federal, observadas as disposições legais da profissão.
III - Realizar e/ou supervisionar acolhimento com escuta qualificada e classificação de
risco, de acordo com protocolos estabelecidos.
IV - Realizar estratificação de risco e elaborar plano de cuidados para as pessoas que
possuem condições crônicas no território, junto aos demais membros da equipe.

64
Atribuições do Enfermeiro na Atenção Básica
V - Realizar atividades em grupo e encaminhar, quando necessário, usuários a outros
serviços, conforme fluxo estabelecido pela rede local.
VI - Planejar, gerenciar e avaliar as ações desenvolvidas pelos técnicos/auxiliares de
enfermagem, ACS e ACE em conjunto com os outros membros da equipe.
VII - Supervisionar as ações do técnico/auxiliar de enfermagem e ACS.
VIII - Implementar e manter atualizados rotinas, protocolos e fluxos relacionados a sua
área de competência na UBS.
IX - Exercer outras atribuições conforme legislação profissional, e que sejam de
responsabilidade na sua área de atuação.

Fonte: BRASIL, 2012.

65
66