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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUÍZ DE DIREITO DA ___ VARA DOS

CRIMES PUNIDOS COM RECLUSÃO DA COMARCA DE RECIFE-PE.

MARIA DA LUZ, brasileira, portadora do RG N° xxxx-xxx e CPF N° xxx.xxx-xx,


residente e domiciliada na ___, nesta capital, neste ato, por intermédio de seu
procurador, vem à presença de sua honrosa presença, tendo em vista a inércia do ente
acusatório, interpor a presente:

QUEIXA CRIME

Em face de JOÃO DA PAZ, mediante os fatos e fundamentos em sequência

I – DOS FATOS

Aos 10 dias do mês de março de 2020, por volta das 12 horas, na confluência da
Avenida Conde da Boa Vista e Rua das Ninfas, nesta capital, a querelante teve seu
relógio escorchado pelo querelado supra qualificado, se valendo de violência e grave
ameaça, exercida pelo manuseio de arma branca (faca).
Descoberta a autoria e prosseguida a persecução policial, tornou-se evidente a
autoria e materialidade do delito acima mencionado. Entretanto, após o declínio de 30
dias, o membro do parquet se mostrou inerte.
O relógio subtraído da posse de Maria, era de valor ínfimo, porém, de grande
valoração emocional, tendo em vista a sua presença na árvore genealógica da sua
família, desde os primórdios, sendo uma herança passada entre as mulheres da família
como símbolo de cuidado e zelo.
Desde a perda de tal artefato, Maria tem estado inquieta e insegura, lamentando
a perda deste bem tão precioso o qual havia recebido de sua falecida mãe.
Em virtude dos acontecidos acima destacados, instaurou Maria tal inquérito
policial para apuração dos mesmos, e passado um período de 30 (trinta) dias, manteve-
se inerte o ministério público, razão pela qual chamo o feito a ordem

II – DA CARACTERIZAÇÃO DO ROUBO

O roubo consiste em furto associado com o constrangimento ilegal, sendo estes


praticados a um só tempo de modo que lesa o patrimônio e a liberdade individual da
vítima.
Conforme fora utilizado da violência e grave ameaça com o auxílio de arma
branca com intuito de coibir a vítima, enquadrando-se no crime de roubo respaldado no
artigo 157 do Código Penal, que diz: Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou
para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por
qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência: Pena - reclusão, de quatro a
dez anos, e multa.
Para então classificarmos como Crime de Roubo, o agente tem o dolo de agir
conforme a finalidade que se propõe, subtração de coisa alheia móvel, sendo consumado
no momento em que se arrogou do bem alheio, mediante violência ou grave ameaça.
Posto isto, o elemento subjetivo consubstancia na finalidade de obtenção de
coisa para si ou para outrem. A conduta do querelado amolda-se claramente ao tipo
penal descrito acima eis que, mesmo consciente da licitude de sua conduta utilizou da
violência e grave ameaça para que o relógio da vítima fosse larapiado.
Assim sendo, trata-se de um crime de ação pública incondicionada, mas como
não houve um oferecimento da denúncia no prazo legal pelo Ministério Público, poderá
de acordo com artigo 100 §3º do Código Penal, se torna uma ação penal subsidiária da
pública.

III – DOS PEDIDOS

Ante o exposto, requer à Vossa Excelência, após a manifestação do Ministério


Público, o recebimento, processamento e autuação da presente queixa-crime em
desfavor de João da Paz, para responder aos termos da presente ação penal, sob pena de
revelia e ao final seja condenado nos termos do artigo Art. 157, do Código Penal.
Requer que seja feita a produção de todas as provas admitidas em direito e a
intimação e oitiva das testemunhas do rol abaixo, bem como a restituição do objeto para
a querelante

Nestes termos, pede deferimento.

Local..., Data...,

Advogado
OAB/XXXX