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ESCOLA BÍBLICA SABATINA

DEUS DE ALIANÇAS

Pertence a:_______________________________________

Igreja de: ________________________________________


ESTUDOS BÍBLICOS PARA ESCOLA SABATINA

DEUS DE ALIANÇAS

Lições da Escola Sabatina


Jovens e adultos

Tradução
Jonas Sommer

Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira


Curitiba
2007
As Lições Bíblicas e Leituras estão baseadas nas Lições Bíblicas
Internacionais para o Ensino Cristão, (International Bible Lessons for
Christian Education) copyright © 2005.
“The Helping Hand” é publicado trimestralmente pela:
Seventh Day Baptist Board of Christian Education, inc.
P. O. Box 115, Alfred Station
New York, 14803-0115.
Publicado no Brasil com a Devida Autorização
e com Todos os Direitos Reservados Pela:
Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira
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www.cbsdb.com.br
Revisão de Texto:
Dc. Marlene de Oliveira Garcia
Vanise Macedo Maria.
Revisão Teológica:
Pr. Jonas Sommer
Capa:
Eduardo Schwarz - i9 desing - Joinville / SC
Diagramação:
Pr. Jonas Sommer
Impressão:
Gráfica e Editora Viena
Tiragem:
1.400 exemplares

Todas as citações bíblicas, salvo outra indicação, foram extraídas da


Versão Revista e Atualizada de João Ferreira de Almeida, publicada pela
Sociedade Bíblica do Brasil (©1999)

Título original em inglês deste volume:


“God’s Living Covenant”

Quando houver diferenças entre a versão em inglês e em português


da The Helping Hand, a versão em inglês representa
a língua original do autor.
SUMÁRIO

Página do editor......................................................................7

DEUS DE ALIANÇAS
Unidade I – Em Aliança com Deus
1. A aliança de Deus com Noé .......................................... 9
2. A aliança de Deus com Abraão................................... 19
3. A aliança de Deus com Israel ...................................... 29
4. A renovação da aliança ............................................... 39
Unidade 2 – A Aliança de Deus com os juízes e com os reis
5. Deus envia juízes ......................................................... 49
6. Deus lidera através de Débora .................................... 59
7. Deus responde à oração de Samuel ........................... 69
8. A aliança de Deus com Davi ....................................... 79
9. Deus concede sabedoria a Salomão ........................... 89
Unidade 3 – Vivendo como o Povo Escolhido de Deus
10. Elias triunfa com Deus ............................................... 99
11. A reforma de Josias .................................................. 109
12. O povo é enviado ao exílio .................................... 119
13. Renovação e restauração ......................................... 129

Obras Citadas ..................................................................... 139


Versões Bíblicas .................................................................. 140
Colaboradores .................................................................... 141
Lições para o próximo trimestre ........................................ 143

Eric Davis
Editor
PÁGINA DO EDITOR
Quando era um jovem seminarista, participei de um
simpósio para pastores e líderes, no Centro Batista do Séti-
mo Dia, em Janesville, nos Estados Unidos. Nele, o instru-
tor - Pastor Rodney Henry - resumiu o conceito de aliança.
Disse que a aliança de Deus poderia ser resumida nesta
frase: “Eu serei seu Deus, e vocês serão meu povo.” Nunca
esqueci a sentença e recordo-a toda vez que penso num
Deus que faz alianças. Provavelmente essa recordação
mantém-se viva, pois o Pastor Rodney continuou repetin-
do a frase várias vezes, de forma que ficou gravada no
coração e na mente dos estudantes. Quem o conhece sabe
que ele é especialista em fazer isso!
A frase, tão simples, carrega uma verdade profunda.
“Eu serei seu Deus, e vocês serão meu povo”. Uma aliança
é sempre feita de duas partes; cada uma com deveres e
responsabilidades para com a outra. Da parte dele, Deus
diz: “Eu irei contigo”. É o nome que ele disse para Moisés
na sarça ardente; “EU SOU”. Deus promete estar presente
conosco. E quando está, traz todo o poder e os recursos do
céu à situação. Esse é o compromisso de Deus - ser fide-
digno, fazer parte, ser fiel, ser nosso Deus.
A parte de Deus na aliança é, portanto, uma promessa
incondicional; contudo, há uma segunda parte: a resposta.
Deus será nosso Deus, e nós seremos seu povo. Ser o
povo de Deus implica em muita responsabilidade. Ao dar
a lei no Monte Sinai, o Senhor falou aos israelitas que eles
seriam separados para ser uma nação de sacerdotes a fim
de ensinarem às outras quem Deus é. Como igreja, os
cristãos são chamados a serem um sacerdócio de crentes
para levar a história da salvação ao mundo. Como povo
de Deus, somos responsáveis pelo modo como vivemos
em relação a Deus, ao próximo e ao mundo ao nosso
redor. Nossa parte na aliança carrega a grande responsabi-
7
lidade que recebemos de sermos mordomos da lei de Deus,
da mensagem do Evangelho e do mundo criado por ele.
Neste trimestre, estudaremos as alianças que Deus fez
com seu povo, no Velho Testamento. Veremos fidelidade
divina em cumprir a promessa de ser o Deus de seu povo.
Infelizmente, também, encontraremos a infidelidade desse
povo em permanecer fiel em aliança com ele. Da mesma
forma, na parte final dos estudos, perceberemos as conse-
qüências terríveis em não mantermos nossa parte na alian-
ça. Entretanto, Deus continua oferecendo reconciliação e
restauração àqueles que se arrependem e conver-

8
A ALIANÇA DE DEUS
COM NOÉ
GÊNESIS 9.1-15

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Leota Stevens

Domingo, Salmo 36.5-9


O escritor destes versos criou uma narrativa impetuosa
na tentativa de definir a grandeza e a majestade da interação
de Deus para com os filhos dos homens. O fundamento para
relação com o Senhor é colocado aqui em meios que pode-
mos apreciar e entender; Deus é misericordioso, fiel, íntegro
e sábio. Sua benignidade amorosa permite-nos ser abundante-
mente satisfeitos na comunhão com ele. À medida que apren-
demos a apreciar seu caráter e aprofundamos nossa confiança
nele, nosso caminho é iluminado e somos permitidos a beber
livremente das torrentes de suas delícias.

Segunda, Gênesis 7.1-12


Fidelidade à direção de Deus em nossa vida é sempre
uma aventura. Ela nunca é restrita pelo tempo, pela idade ou
pela situação. Noé tinha seiscentos anos quando começou uma
“viagem de toda uma vida”. Sua obediência a Deus mudou
radicalmente o curso da história para toda a raça humana. O
que seria se Noé tivesse se recusado a ouvir a Deus? O que
aconteceria se tivesse negado construir uma arca e colocar
nela todas aquelas criaturas? E se não estivesse disposto a ser
incomodado pelos outros por causa do chamado de Deus para
a sua vida?
Lição 01 Sábado, 07 de julho de 2007

Terça, Gênesis 7.13-24


Noé, sua família e os animais foram “trancados” na arca
pelo próprio Deus. Estarem confinados era, indubitavelmente,
uma situação estressante. Essa, provavelmente, não seria a
escolha de alguém para um cruzeiro marítimo... Porém, não
aceitar um “camarote” a bordo da arca significava morte na
certa e a separação eterna de Deus. As chuvas fora dessa
embarcação de madeira “prevaleceram, aumentando muito
sobre a terra”. Porém, dentro da arca provisional de Deus,
seus habitantes estavam seguros, pois a “arca flutuava na su-
perfície das águas”.
Você está disposto a pagar o preço de ser obediente a
Deus tal qual Noé?

Quarta, Gênesis 8.1-12


As dificuldades que Noé enfrentou enquanto estava em
mar devem ter intensificado no momento em que a arca gol-
peou o solo. Indubitavelmente, os animais e as pessoas esta-
vam loucos para pisarem a terra firme, para voltarem ao seu
habitat, onde pudessem experimentar momentos de sossego
e de quietude.
Quando nossa própria atividade é restringida por Deus,
e não somos libertos da circunstância que nos constrange,
talvez essa seja uma ótima oportunidade de refletirmos pro-
fundamente na palavra de Deus. Assim, permitiremos que a
paciência e a perseverança sejam nossa âncora até Deus re-
velar o tempo do nosso livramento. Em tempos difíceis, você
tem se ancorado na palavra de Deus?

Quinta, Gênesis 8.13-22


Quais seriam suas primeiras palavras, ao deixar a arca,
se você estivesse no lugar de Noé? As minhas, provavelmen-
te, seriam “LIBERDADE, LIBERDADE”. Gratamente, o capitão
Noé era mais digno que isso... Seu exemplo é um dos quais
podemos seguir. Aqui estava um homem de idade avançada
que havia atravessado uma experiência muito, muito horripi-
lante. O mundo como ele conhecia tinha se acabado, e o
10
A ALIANÇA DE DEUS COM NOÉ

futuro era incerto. Ele entrou em pânico? Reclamou? Resmun-


gou? Não! Esse homem construiu um altar para Deus e fez
uma oferta de sacrifício a fim de mostrar a profunda reverên-
cia e a admiração dele para com o Senhor da Vida.

Sexta, Gênesis 9.1-7


Responsabilidade é uma linha comum, tecida ao longo
das Escrituras. Deus dá a nós muitas oportunidades de sermos
“frutíferos e multiplicar”. Nesta passagem, o Senhor forneceu
à humanidade domínio sobre toda a espécie de animais que
habita a terra e suas águas. Deus fez o homem à sua própria
imagem, e conferiu grande valor à vida de cada homem, mu-
lher e criança. Todos aqueles que derramam o sangue do
próximo serão requeridos a prestarem contas a ele.
Como você tem cumprido suas responsabilidades peran-
te Deus? Lembre-se das palavras de Paulo: “Cada um de nós
prestará contas de si mesmo a Deus.” (Romanos 14.12)

Sábado, Gênesis 9.8-17


Deus estabeleceu uma aliança com Noé, com seus fi-
lhos e com todas as futuras gerações da humanidade. Quão
incrivelmente graciosa foi a resposta de Deus à obediência de
Noé, com a promessa especial de nunca mais destruir a Terra
com um dilúvio! O sinal de Deus para nós, de sua intenção
em honrar aquela aliança, é comprovado em todo arco-íris
que clareia o céu entre as nuvens do tempo tempestuoso de
vida

11
Lição 01 Sábado, 07 de julho de 2007

Estudo Estudo Adicional Devocional


Gênesis Gênesis Salmo
9.1-15 9 36.5-9

Verso Áureo
“Então, lembrar-me-ei da minha aliança, firmada entre
mim e vós e todos os seres viventes de toda carne; e as águas
não mais se tornarão em dilúvio para destruir toda carne.”
(Gênesis 9.15)

Núcleo da lição
Todos almejamos alguma sensação de segurança. No
que podemos confiar para estarmos sãos e seguros? Deus
prometeu nunca mais enviar outra enxurrada para destruir
toda a criação, e o arco-íris serve como uma lembrança de
que Deus mantém sua promessa. Em Deus, podemos achar
um porto seguro!

Perguntas para estudo do texto:


1. Por que Deus mandou o dilúvio? Por que preservou Noé e
sua família? Que bênção o Senhor deu a Noé?

2. Como definiria “aliança”? Quais são as partes de uma alian-


ça? Você pode citar algumas das alianças que Deus fez na
Bíblia?

12
A ALIANÇA DE DEUS COM NOÉ

3. Qual é a aliança que Deus fez com Noé? Quais eram as


obrigações de Noé nesse pacto? Quais eram as obrigações
de Deus?

4. Qual a mensagem que Deus enviou a Noé e à sua família


sobre o que deveriam ou não comer? Por que esse manda-
mento? Como podemos aplicá-lo em nossos dias?

5. Como o arco-íris serve de símbolo da aliança de Deus com


Noé?

6. Que promessa de segurança o Senhor deu a Noé? Que


segurança podemos encontrar para nós mesmos nessa ali-
ança?

13
Lição 01 Sábado, 07 de julho de 2007

ENTENDENDO E VIVENDO
Scott Hausrath

Explanação
Esta é a primeira lição do trimestre. Durante as treze
semanas deste período, estaremos estudando o Antigo Testa-
mento sob a perspectiva das alianças. Examinaremos as alian-
ças de Deus com seu povo, desde o tempo de Noé até o
retorno dos israelitas do exílio babilônico.
O texto de hoje analisa a aliança de Deus com Noé. Nas
semanas seguintes, também examinaremos outras três – a de
Deus com Abraão; do Senhor com seu povo no Monte Sinai; e
a aliança com Davi. Discutiremos o relacionamento por meio
das alianças de Deus com seu povo, passando por juízes, reis
e profetas. Os conceitos a serem explorados incluem a reno-
vação, a quebra e a restauração da aliança de Deus com seu
povo.
A aliança entre Deus e Noé é a primeira a ser menciona-
da no Velho Testamento. À medida que examinamos a narra-
tiva bíblica sob uma perspectiva global, vemos que a história
de Noé tem algumas semelhanças notáveis com a de Adão.
Primeiramente, a história de Adão é a da criação de Deus; a
de Noé é, de certo modo, a da recriação. Com Noé e o dilú-
vio, Deus destruiu o mundo velho e começou um mundo
novo. As longas listas de animais destruídos na inundação
fazem-nos lembrar dos inúmeros animais que foram criados
em Gênesis 1. Além disso, o aparecimento e o desapareci-
mento da água representaram papéis proeminentes em ambas
as narrativas. Finalmente, os mandamentos de Deus para as
pessoas, depois de cada evento, também foram semelhantes.
Tanto para Adão quanto para Noé as idéias de ser frutífero, de
aumentar em número e encher a Terra estão inclusas (Gênesis
1.28; 9.1). Assim, enquanto Adão pode ser visto como o pai
do “velho mundo”, Noé pode ser encarado como o pai do
“novo mundo”.
O enfoque do texto de hoje é a aliança de Deus com
14
A ALIANÇA DE DEUS COM NOÉ

Noé. Uma aliança é uma promessa e, nela, estão descritos


pelo menos três fatores: 1º) As partes envolvidas; 2º) Os con-
teúdos do acordo; 3º) Os meios de se manter o acordo.

Exploração
As partes envolvidas nesta aliança são o doador e o re-
ceptor. Deus foi o doador; Noé e toda a criação, seus recepto-
res. E a aliança fora feita para durar por todas as gerações,
não apenas para a época de Noé. É interessante notar que
essa é a única das presentes no Velho Testamento que não
apenas inclui os seres humanos, como também todas as cria-
turas viventes. Portanto, ela abarca toda a criação.
Seu conteúdo era muito simples – trata-se da promessa
de Deus de que nunca mais destruiria a Terra e seus habitan-
tes com um dilúvio. O Senhor também incluiu um sinal: o
arco. Ele disse a Noé que, enquanto visse, o arco-íris relembraria
a promessa divina de não mais destruir a Terra com um dilú-
vio.
Muitos acordos que nós, seres humanos, fazemos com
outros incluem mecanismos elaborados para a manutenção
deles. A verificação freqüente do cumprimento dos termos do
acordo, pelo doador e pelo receptor, é um exemplo de tal
mecanismo de manutenção. Notavelmente, a responsabilida-
de de manter a aliança recai nos ombros de seu doador, Deus.
Nem os seres humanos, nem animais podem fazer qualquer
coisa para cumprirem ou para estarem em desconformidade
com ela. Por isso, as pessoas chamaram essa aliança de com-
promisso divino. É o compromisso do doador da aliança, não
de seus receptores que asseguram sua execução. Por exem-
plo, esta aliança está em contraste com aquela que Deus fez
com seu povo no Monte Sinai. Naquela convenção, a obedi-
ência é exigida de seus receptores, o povo de Deus, e por-
tanto, foi chamada de aliança com obrigações humanas.
A escolha divina do arco-íris como um sinal da aliança
com Noé parece apropriada, porque o fenômeno é algo sobre
o qual os seres humanos e os animais não têm controle algum.
Sua existência não está sujeita às decisões de seres humanos
15
Lição 01 Sábado, 07 de julho de 2007

ou de animais. Ele também é, tipicamente, um sinal indicativo


do fim de uma tempestade. Assim, é uma lembrança efetiva
para nós de que Deus nunca usará novamente uma inundação
para destruir toda a vida na Terra.

Encorajamento
Embora mencionássemos a idéia de que a aliança de
Deus com Noé não requer ação ou resposta alguma de nossa
parte, não há uma reação que nós, os humanos, podemos
prover a Deus? Uma resposta apropriada à aliança que venha
não de uma sensação de obrigação, mas de um sentimento de
gratidão? Parece que a confiança seria a resposta convenien-
te... Essa confiança por parte dos seres humanos é uma res-
posta à fidelidade por parte de Deus.
Uma ilustração primária dessa confiança em Deus é o
próprio Noé. Quantas vezes foi dito que as pessoas em sua
comunidade devem tê-lo considerado louco? O que acharia
você de um homem que estava construindo um navio enor-
me, uma embarcação a ser usada para escapar de uma inun-
dação que cobriria a Terra inteira, até mesmo a ponto de
tragar os cumes monteses?
O que é interessante sobre a confiança de Noé em Deus
é que ela permitiu-lhe receber a aliança de Deus. Nós vemos,
em Gênesis 9.9-10, que foi com Noé e com todos aqueles
que entraram na arca que Deus estabeleceu um pacto. Se Noé
não tivesse confiado em Deus, não teria construído a arca, e
teria perecido na inundação, junto com todas as outras criatu-
ras. Mas por ter confiado em Deus, obedeceu. Sua obediência
garantiu-lhe sua recepção da aliança de Deus.
Como esse conceito relaciona-se à nossa vida, milhares
de anos depois de essa aliança ter sido estabelecida? A idéia é
esta: Deus promete abençoar-nos; contudo, para recebermos
suas bênçãos, temos de confiar. É nossa confiança nele que
nos coloca em posição de recebermos suas bênçãos. Por exem-
plo, se confio que Deus quer prover uma renda para mim e
para minha família, minha confiança nele conduzir-me-á a ser
ativo, procurando aquela renda. Se confio que o Senhor quer
16
A ALIANÇA DE DEUS COM NOÉ

que eu seja curado de um mal físico, serei ativo em orar pela


cura dele e, também, em buscar a atenção médica de forma
que o doutor possa trazer tal cura. Se confio que Deus quer
que eu seja libertado de um trauma emocional do passado,
serei ativo em orar pedindo sua cura, e farei minha parte,
ocupando-me do estudo e das relações que me conduzirão à
cura desejada.
Sim, nosso Deus certamente deseja nos abençoar de muitas
maneiras! Porém, estamos diretamente envolvidos nesse pro-
cesso à medida que nos colocamos na posição certa para
recebermos suas bênçãos. O mandamento de Jesus para que
pedíssemos, buscássemos e batêssemos deve ser levado a
sério. Todas as pessoas que obedecem a Deus, por causa de
sua fé e confiança nele, serão abençoadas pelo Senhor.

Anotações

17
Lição 01 Sábado, 07 de julho de 2007

Dicas para os professores


Metas da lição

1. Apresentar o conceito bíblico da aliança usando a estratégia


de recontar a história da aliança que Deus fez com Noé
depois do dilúvio.

2. Levar os participantes a discutirem os vários modos de lei-


tura e de interpretação da história do dilúvio.

Ajudar os alunos a compartilharem sobre os meios que Deus


usa para lhes dar segurança.

Atividade pedagógica
Traga um vídeo, ou palestrante, que fale sobre a arca de
Noé. Examine as centenas de evidências que mostram real-
mente ter havido uma grande inundação cataclísmica no pas-
sado. Discuta como as evidências arqueológicas, comprovan-
do a ocorrência do dilúvio, podem encorajar a fé do grupo em
Deus, em nossos dias.

Olhando adiante
Deus faz uma aliança com Abraão que continua a
impactar nosso mundo, milhares de anos depois.

18
A ALIANÇA DE DEUS
COM ABRAÃO
GÊNESIS 17.1-8, 15-22
MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS
Leota Stevens
Domingo, Hebreus 6.13-20
Qualquer um que tenha trabalhado em organizações de
voluntariado sabe que as pessoas são freqüentemente rápidas a
se comprometerem com tarefas. Entretanto, por uma miríade de
razões, elas faltam com seu compromisso de levar a cabo suas
partes no projeto até sua conclusão. Cada integrante é impactado
negativamente quando as palavras de uma pessoa não são vali-
dadas por suas ações.
Que surpreendente segurança existe ao sabermos que Deus
deseja comprometer seu amor, sabedoria e direção, todos os
dias, em nossa vida, por meio de sua palavra! Como é tranqüili-
zante saber que o Senhor nunca deixará de cumprir suas pro-
messas e nunca negligenciará seu compromisso para conosco,
até que tudo seja “concluído”.
Segunda, Hebreus 11.8-16
Abrão e Sara, provavelmente, estariam contentes por per-
manecerem em sua pátria e por viverem junto com seus familia-
res, da mesma forma que eles estavam vivendo. Mas Deus tinha
uma perspectiva muito maior de vida do que eles e comparti-
lhou aquela visão com os dois. Felizmente para todos nós, eles
escolheram aceitar a visão e a direção do Senhor em sua viagem.
A qualquer hora, poderiam ter decidido voltar, deixar de andar
pela fé, mas não o fizeram! Estou certo de que eles encontra-
ram alguns desvios ao longo da caminhada de confiança em
Deus; todavia, não permitiram que o enfoque fosse desviado.
Lição 02 Sábado, 14 de julho de 2007

Eles também não ficaram olhando para trás, pensando naquilo


que haviam deixado. Todos os dias, acordavam, desarmavam
a barraca, amarravam as sandálias e faziam a escolha de se-
guir a Deus, para onde quer que ele os conduzisse.
Terça, Gênesis 15.1-8
Você já ouviu falar de Eliézer de Damasco? Seu nome não
é exatamente familiar... Até onde sabemos, Eliézer pode ter sido
um sujeito maravilhoso; porém, nada sobre ele é compartilhado
conosco, nesta leitura, com muita profundidade, com exceção
do fato de que era o sujeito errado!
Abraão estava avançado em idade e sua esposa não tinha
lhe dado filhos. O patriarca preocupava-se, então, com quem
seria seu herdeiro. Quem assumiria seu império nômade quando
morresse? A única escolha lógica que Abraão poderia fazer da
sua perspectiva limitada era Eliézer.
Diferentes coisas teriam se mostrado ao mundo inteiro se
Deus não tivesse um plano para Abrão... Mais triste ainda: e se
Abrão não estivesse disposto a confiar na habilidade de Deus em
cumprir sua promessa e seus planos? A fé de um indivíduo
realmente faz uma grande diferença!
Você está disposto a confiar em Deus mesmo quando as
circunstâncias são desanimadoras?
Quarta, Gênesis 15.12-21
Quem trabalha com marketing de consumo vende seus
produtos com a promessa de fazer o público mais esbelto, mais
saudável, mais inteligente, mais popular... e melhor! Quando
Deus fez algumas promessas maravilhosas a Abraão, porém, não
estava tentando convencê-lo a comprar algo de que não precisa-
va. Ainda mais importante, ele compartilhou informações
concernentes às adversidades e às tristezas, que viriam no futuro,
para a descendência de Abraão.
Deus nunca nos conduzirá por um caminho da vida prazen-
teira ou dará uma falsa retórica para que coloquemos nossas
esperanças. Lembremo-nos destas palavras do apóstolo Paulo:
“Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos
com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos; se o
negamos, ele, por sua vez, nos negará; se somos infiéis, ele
20
A ALIANÇA DE DEUS COM ABRAÃO

permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si


mesmo.” (2 Timóteo 2.11-13)
Quinta, Gênesis 16.1-5
Nós tornamos nossa existência mais difícil quando busca-
mos cumprir o plano infinito de Deus para nossa vida dentro dos
limites de nossa compreensão finita. Sara tentou realizar a vonta-
de divina com sua própria força e inteligência, e sofreu emocio-
nal, espiritual e relacionalmente. Você pode se sensibilizar com
a situação dela? Muitos podem se ver nela, em seus desejos
impetuosos e impacientes de ter a promessa de Deus cumprida.
Experimentar o melhor de Deus para nossa vida, ou fazer
as coisas segundo a nossa vontade, é sempre uma questão de
escolha. Você escolherá o que Deus tem preparado para você
ou preferirá seguir sua própria vontade?
Sexta, Gênesis 17.1-8
Se eu estivesse no lugar de Abrão, e acordasse certa
manhã com meus noventa e nove anos e me olhasse no
espelho, estaria mais inclinado a voltar para a cama do que a
confiar que Deus me faria pai. Felizmente, Abrão decidiu
descansar na confiabilidade de Deus e não se importou com
sua própria inabilidade humana. Ele fez a escolha certa - con-
fiar no seu criador. Daquele ponto em diante, Deus já não o
chamou de Abrão; mas de Abraão, o pai de muitas nações.
Sábado, Gênesis 17.15-22
Bing Crosby e Bob Hope fizeram vários filmes sobre cami-
nhos (“O caminho para Cingapura”, “O caminho para Zanzibar”,
etc.). Os atores entreteram os telespectadores, ao longo da jorna-
da, com piadas bregas e quedas engraçadas. Talvez Abraão e
Sara pudessem ter nomeado sua aventura de “O caminho do
relacionamento”. Aquela foi uma jornada de aprendizagem e de
confiança em Deus, em todos os detalhes de suas vidas.
Nós também estamos numa jornada. Nosso destino é a Jeru-
salém Celestial. Durante essa peregrinação, devemos estar dis-
postos a crescer em graça e em conhecimento de Deus. Dia
após dia, ele prova sua bondade e fidelidade para conosco.
Aproveitemos este sábado para glorificar seu nome e para carre-
gar nossas baterias espirituais para a semana que está por vir.
21
Lição 02 Sábado, 14 de julho de 2007

Estudo Estudo Adicional Devocional


Gênesis Gênesis Hebreus
17.1-8, 15-22 17 6.13-20

Verso áureo
“Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque
por pai de numerosas nações te constituí.” (Gênesis 17.5)

Núcleo da lição
É difícil crer numa promessa que vai de encontro à nossa
experiência e lógica. Em quais promessas podemos confiar?
Deus prometeu dar descendentes e uma terra a Abraão, e
essas promessas tornaram-se realidade, apesar das dúvidas de
Abraão.

Perguntas para estudo do texto


1. Quem foi Abrão? O que o qualificou para ser escolhido por
Deus para uma aliança?

2. Qual era a idade de Abrão quando Deus fez sua aliança


com ele? Como sua idade poderia impactar sua escolha,
numa perspectiva moderna e secular (Ou melhor, aos olhos
de nossa sociedade moderna, ele seria escolhido)?

3. Que promessas Deus fez por essa aliança? Que obrigações


Abraão deveria cumprir?

22
A ALIANÇA DE DEUS COM ABRAÃO

4. Como esta aliança pode ser comparada àquela feita com


Noé (estudada na semana passada)? Quais os contrastes exis-
tentes entre as duas? Qual foi o sinal físico da aliança?

5. Que parte Ismael (filho de Abraão com Agar) teria na alian-


ça? Que diferença a aliança tem, nos dias de hoje, no Ori-
ente Médio?

6. Qual é a diferença entre fé e temor? Que evidência indica


que Abraão era temente e fiel quando aprendeu a promes-
sa de Deus?

7. Que experiências pessoais você tem com as promessas de


Deus? Que segurança encontra nas promessas de Deus para
Abraão?

23
Lição 02 Sábado, 14 de julho de 2007

ENTENDENDO E VIVENDO
Scott Hausrath

Explanação
A aliança de Deus com Abrão é a segunda encontrada
no Antigo Testamento; a primeira é a aliança de Deus com
Noé, já estudada por nós, na semana passada. Uma semelhan-
ça entre as duas convenções é que ambas lidam com a proli-
feração dos seres humanos na Terra. No caso da primeira,
Noé e seus filhos deveriam ser frutíferos e multiplicar-se na
Terra (Gênesis 9.1, 7). Na segunda, Abrão e seus descenden-
tes - um subconjunto dos descendentes de Noé – aumentari-
am em número. Vemos, aqui, uma descrição mais desenvolvi-
da da visão de Deus; um estreitamento das pessoas que bus-
cava para trabalhar. Uma diferença entre as duas alianças,
contudo, é que a realizada com Noé não requereu resposta
alguma da parte do homem. Já a feita com Abrão exigiu um
ato de obediência: a circuncisão de todos os machos de sua
família.
A primeira vez que lemos sobre Abrão é ao fim de Gênesis
11; ali, vemos que ele era filho de Tera. Fora casado com
Sarai, mas ela não podia gerar-lhe filhos. A história, então,
avança em Gênesis 12. Primeiramente notamos que Deus que-
ria abençoar Abrão com muitos descendentes (Gênesis 12.1-
9). Esse desejo é confirmado em Gênesis 13.14-17, e nosso
primeiro olhar à aliança de Deus com Abrão está em Gênesis
15.1-21. A passagem das Escrituras de hoje, Gênesis 17, rela-
ta como Deus confirmou essa aliança com Abrão. Assim, o
enfoque principal da lição analisada é a aliança entre Abrão e
Deus.

Exploração
Esta aliança foi feita entre Deus e Abrão e seus descen-
dentes, por todas as gerações. Seu conteúdo incluía várias
promessas feitas por Deus a Abrão e, também, a seus descen-
dentes. Naturalmente, a primeira questão a ser considerada
24
A ALIANÇA DE DEUS COM ABRAÃO

era a dos descendentes do patriarca, pois, na ocasião em que


a aliança fora firmada, a esposa de Abrão, Sarai, ainda era
estéril. Em Gênesis 17.1-7, Deus prometeu a Abrão muitos
descendentes, tantos que se tornaria o pai de numerosas na-
ções. Esse deve ter sido um choque para Abrão, por muitas
razões (v. 17).
Um seguimento para essa promessa é visto no verso 5: a
mudança de nome de Abrão para Abraão; o primeiro significa
pai exaltado e o posterior, pai de muitos. O Senhor também
mudou o nome de Sarai para Sara (v. 15).
Outra das promessas de Deus era a terra. O verso 8
mostra-nos que Deus prometeu a terra de Canaã a Abrão.
(Veja Gênesis 15.17-21 para uma descrição mais detalhada
dessa concessão) Então, se Deus iria prover muitos descen-
dentes para Abrão, também concederia um lugar para eles
viverem.
Uma promessa final, criteriosa, era que Deus seria o Deus
de Abrão e de seus descendentes (vv. 7-8). Indubitavelmente,
isso requereria resposta apropriada por parte de Abrão e de
sua descendência, e também significaria uma abundância de
bênçãos para eles e para as muitas gerações vindouras.
Além de confirmar a aliança, a passagem de hoje das
Escrituras serve também para discutir sua manutenção. O sinal
da aliança de Deus com Noé, como vimos na semana passada,
era o arco. Ela não requereu manutenção alguma, ou resposta,
por parte do homem. Essa segunda aliança do Antigo Testa-
mento, entre Deus e Abrão, porém, também tinha um sinal: a
circuncisão (Gênesis 17.9-14). Era exigido do homem um pa-
pel em sua manutenção. Note que o verso 9 está em contraste
direto com o 4. Neste, Deus disse a Abrão: “De minha par-
te...” (NVI). Era uma declaração do que Deus faria a Abrão e a
seus descendentes. Naquele outro verso, o Senhor disse ao
patriarca: “De sua parte...” (NVI). Era a declaração de Deus de
que estava requerendo algo de Abrão e de seus descenden-
tes. Ele pedia que todos os machos da comunidade fossem
circuncidados. Era assim que Abrão e seus descendentes de-
veriam manter a aliança.
25
Lição 02 Sábado, 14 de julho de 2007

Encorajamento
Olhemos o modo como Abrão respondeu à promessa de
Deus, como relatado na passagem bíblica de hoje. Identifica-
mos uma semelhança entre a resposta de Abrão a Deus e
nossa resposta a Deus? A primeira resposta de Abrão foi de
dúvida. Gênesis 17.17 diz que Abrão riu da idéia de um ho-
mem de cem anos ter um filho. Ele também caçoou da hipóte-
se de uma mulher de 90 anos dar à luz. Olhando essas previ-
sões sob uma perspectiva puramente humana, é fácil ver a
incapacidade de Abrão dar crédito à palavra de Deus. Quantas
vezes você ouviu que uma mulher de 90 concebeu e deu à
luz? Olhemos para nossas próprias situações pessoais: Deus
prometeu algo a você que parece tão impossível quanto al-
guém senil ter um filho? Qual foi a promessa dele e por que
parece impossível sob a ótica puramente humana?
A outra resposta de Abrão a Deus, depois de receber
uma resposta para sua dúvida, foi uma espécie de pechincha
com o Senhor. O verso 18 mostra que Abrão buscou enxertar
Ismael na promessa da aliança de Deus. Era algo lógico, não
é? Deus prometeu abençoar os descendentes de Abrão, mas
ele ainda não tinha um outro descendente, e este não parecia
estar a caminho. (Lembre que a promessa de Deus era para
ambos, tanto para Abrão quanto para Sara. Ele prometeu-lhes
um filho. A promessa divina não era para Abrão e para outra
mulher.) Assim, por que não trabalhar com o que ele já pos-
suía, mesmo se esse não fosse o meio pelo qual Deus estava
direcionando os eventos?
Com essa cena em mente, tente lembrar uma ocasião,
em sua vida, na qual tenha feito a mesma coisa: pechinchou
com Deus. Qual foi a promessa de Deus para você, ou o
mandamento dele para você, e o qual foi o substituto que
você achou? Esperava que o Senhor o abençoasse por esse
substituto? Qual foi o resultado dessa situação, no fim das
contas? Você recebeu a bênção divina? Nesse caso, como foi
recebida – rendeu-se à visão de Deus ou você ofereceu para
ele sua visão?
Depois que Abrão respondeu a Deus com dúvida e pe-
26
A ALIANÇA DE DEUS COM ABRAÃO

chincha, o Senhor reconfirmou sua aliança com o patriarca,


nos versos 19-22. Note que ele respondeu positivamente ao
desejo de Abrão para com Ismael, mas não deixou a substitui-
ção de Abrão mudar seus planos. Deus, todavia, escolheu
estabelecer a aliança dele por meio de Isaque, o filho que
nasceria de Abrão e Sarai.
Finalmente, vemos que Abrão respondeu obedientemente
às promessas de Deus (vv. 23-27). Embora pudesse não estar
convicto da capacidade de Sara gerar um filho, tomou a deci-
são imediata de obedecer ao mandamento. E, naquele mesmo
dia, foram circuncidados Abrão, Ismael e todos os outros ho-
mens de sua casa.
Você alguma vez decidiu, mesmo não estando convicto
da provisão de Deus, sair em fé e viver como se Deus provesse
tudo para você? O que aconteceu quando tomou tal decisão?
Como Deus respondeu a seu ato de obediência? Você está
experimentando uma situação semelhante, hoje em dia, ou
uma situação sem saída, humanamente falando, de que sua
necessidade seja satisfeita? Você pode confiar que Deus pro-
verá o que precisa nessa situação?

Anotações

27
Lição 02 Sábado, 14 de julho de 2007

Dicas para os professores


Metas da lição

1. Considerar a história da aliança de Deus com Abraão, que


seria o ancestral de uma multidão de nações.

2. Ajudar os alunos a refletirem sobre a diferença entre o


medo e a fé.

3. Encorajar os participantes a falarem sobre experiências pes-


soais da realidade das promessas de Deus.

Olhando adiante
Deus faz uma aliança de compromisso mútuo com
a nação de Israel por intermédio de Moisés.

28
A ALIANÇA DE DEUS
COM ISRAEL
ÊXODO 19.1-6; 24.3-8

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Leota Stevens

Domingo, Salmo 119.33-40


Esta passagem é certamente de ação. Há tantos verbos
aqui que quase dá vertigem! Palavras como ensinar, manter,
dar, observar, encantar, inclinar, reavivar, dedicar e afastar
carregam a urgência de alguém em buscar um relacionamento
com Deus. Nossa caminhada com ele nunca é estática; de
fato, é de “incremento”. Todos os dias podemos crescer um
pouco mais em nossa intimidade com o Senhor da Vida, ou
podemos nos afastar dele.
Que os verbos de nossa vida reflitam nossa indagação
para conhecer, amar, apreciar e obedecer a Deus.

Segunda, Êxodo 18.13-27


Ao que parece, Jetro era um sujeito frio. Seus sábios
conselhos, que ele compartilhou concernentes à delegação
de responsabilidade e de liderança da nação hebréia, permiti-
ram a Moisés melhor satisfazer as necessidades daqueles que
estavam sob seus cuidados. Aquele tipo de liderança tornou-
se um modelo de cooperação, trazendo a Lei do Senhor para
mais perto do homem comum.
Nenhum indivíduo pode assumir sozinho o fardo das ne-
cessidades de uma população inteira! Todo pastor precisa de
um time de homens e de mulheres capazes, tementes e amantes
Lição 3 Sábado, 21 de julho de 2007

a Deus, pessoas verdadeiras, que detestem a avareza, e dis-


postas a trabalharem com outras. Quando isso acontece, não
só a Lei do Senhor é trazida ao homem comum, bem como o
Amor do Salvador é levado ao coração das pessoas.

Terça, Êxodo 19.1-9


Moisés deve ter saltado de alegria quando Deus falou-
lhe e revelou suas intenções de abençoar aos filhos de Israel.
Esse foi um arranjo de aliança entre Deus e o homem, e
ambas as partes tiveram que estar de acordo. As bênçãos de
Deus e os direitos dessas pessoas estavam condicionados à
obediência delas ao Senhor. A provisão de Deus ilustra seu
desejo profundo de se relacionar com sua criação. Obedecer
implica confiança, e confiança implica confiabilidade. Deus
tinha provado que era fidedigno, libertando-os da escravidão
e da tortura no Egito. Agora, queria provar a fidelidade deles
para com ele.
Você tem passado no teste de fidelidade de Deus?

Quarta, Êxodo 19.9-15


Foram dadas instruções a Moisés para serem transmiti-
das ao povo a fim de se prepararem para se encontrarem
pessoalmente com Deus. Não seria um encontro face-a-face;
porém, o Senhor planejou revelar sua presença audivelmente,
pela densidade de uma nuvem que desceria no Monte Sinai.
Ele quis falar diretamente ao seu povo escolhido, como forma
de sustentar a fé de cada um e reforçar a submissão à lideran-
ça de Moisés.
Há vezes, em nossa vida, que nuvens escuras pairam
sobre nós; mas elas não podem obscurecer a presença de
Deus em nosso coração. Quando nos preparamos para o en-
contro com Deus, durante o silêncio desses “dias nebulosos”,
podemos ouvir sua voz.
Quinta, Êxodo 20.1-17
O título dado a esta passagem é “Os Dez Mandamen-
tos”. Note que esse trecho das Escrituras não é referido como
30
A ALIANÇA DE DEUS COM ISRAEL

“As Dez Sugestões”; Deus fala sério quando fornece as leis! A


obediência aos mandamentos cobre de bênçãos a vida do fiel.
Inversamente, as sementes de desobediência que são semeadas
ao ignorá-los trarão uma colheita amarga e dolorosa para a
vida e para os relacionamentos daqueles cujo coração está em
rebelião contra Deus.
Que semente você tem semeado, a da obediência ou a
da desobediência?

Sexta, Êxodo 24.3-8


Eu creio que todo ministro amaria experimentar a sur-
preendente sensação da presença de Deus, a mesma impres-
são que Moisés teve nesta seção das Escrituras.
Imagine, por um minuto, que você é o líder de um gran-
de grupo de pessoas, e que Deus está lhe ensinando a ensi-
nar-lhes sobre como adorar e honrar ao Senhor. A alegria do
companheirismo e a beleza da adoração são sempre seguidas
da obediência abnegada à palavra de Deus. A desobediência
produz facções e a busca dos próprios interesses que nos
afastam de Deus.

Sábado, Êxodo 24.12-18


Não sei de Moisés, mas penso que meus joelhos estariam
muito trêmulos se eu vivenciasse a mesma situação. A jornada
fiel de Moisés ao desconhecido, que fez com o objetivo de
trazer mais fiéis para Deus, é uma pré-estréia do dia em que
Jesus escalou a colina do Gólgota e entregou sua vida como
pagamento por nossos pecados. Ele era pessoalmente a porta
de acesso ao Amor de Deus. E abriu uma nova porta à pre-
sença do Pai.
Como é emocionante saber que podemos entrar na pre-
sença de Deus e encontrar comunhão com nosso Criador,
além de ajuda certa e de conforto durante os tempos difíceis
da vida.

31
Lição 3 Sábado, 21 de julho de 2007

Estudo Estudo Adicional Devocional


Êxodo Êxodo Salmo
19.1-6; 24.3-8 19 e 20 119.33-40
Verso áureo
“Veio, pois, Moisés e referiu ao povo todas as palavras
do SENHOR e todos os estatutos; então, todo o povo respon-
deu a uma voz e disse: Tudo o que falou o SENHOR fare-
mos.” (Êxodo 24.3)

Núcleo da lição
Relacionamentos prósperos e saudáveis dependem de
compromisso e de responsabilidade mútuos. Entretanto, o que
significa ter responsabilidade mútua? A promessa de Deus,
aqui, requer compromisso e respeito de ambos os lados: se o
povo honrasse a Deus usando a obediência, o Senhor iria
entesourá-lo e colocá-lo-ia à parte como um povo exclusiva-
mente seu.

Perguntas para estudo do texto:


1. Onde foi feita a aliança de Deus com Israel por intermédio
de Moisés? De onde Israel estava vindo? Para onde ia?

2. Sobre que bases Deus fez sua aliança com Israel? Quais
eram suas promessas? E suas obrigações? Qual foi a respos-
ta imediata de Israel à aliança?

32
A ALIANÇA DE DEUS COM ISRAEL

3. Qual era o propósito de Deus ao separar (escolher) Israel


das outras nações? Que distintivos deveriam diferenciar o
povo de Israel e seus vizinhos?

4. Quanto tempo a aderência de Israel à aliança duraria? Como


as futuras gerações de Israel seriam impactadas pela deso-
bediência à aliança de Deus?

5. Como podemos aplicar a aliança, como esboçada pelos


mandamentos, à nossa vida moderna?

6. A Aliança Mosaica pode ser resumida na frase “Eu serei o


vosso Deus, e vós sereis o meu povo”. Que conforto e
segurança ela, pessoalmente, provê a você?

33
Lição 3 Sábado, 21 de julho de 2007

ENTENDENDO E VIVENDO
Scott Hausrath

Explanação
Continuamos analisando o Antigo Testamento, num con-
texto de alianças. A passagem das Escrituras leva-nos à alian-
ça de Deus com o povo de Israel, no Monte Sinai. Os versos
de Êxodo 19 começam a contar a história sobre como a alian-
ça foi dada ao povo. Já o capítulo 24 narra como se confirmou
por Deus e por seu povo.
Os primeiros dois versos do capítulo 19 ajudam-nos a
determinar o contexto histórico desses eventos. Três meses
depois de o Senhor libertar seu povo do Egito, os israelitas
não eram escravos de seus captores anteriores. Eles eram,
agora, livres para escolherem seu próprio estilo de vida. Este
era, então, um momento oportuno para Deus mostrar-lhes o
estilo que desejava para eles. O leitor sábio perceberá que
Deus conduzia seu povo às bênçãos e a uma intimidade com
o criador. Também é possível ver esta aliança de Deus como
o cumprimento da aliança do Senhor com Abraão.
As palavras de Deus, em Êxodo 19.3, servem como um
preâmbulo para a aliança do Sinai. Deus estava chamando
Moisés para a tarefa de comunicar sua aliança ao seu povo. O
verso 4 contém as primeiras palavras que Moisés diria aos
israelitas. Tais palavras divinas recordaram o povo da situação
deles há tempos. Elas também desafiaram-no a se lembrar de
como Deus tinha os libertado daquela terrível escravização, e
de como lhe trouxera para estar com ele. O começo do verso
5 dispôs a demanda de Deus de completa obediência a ele
para que a aliança fosse mantida. A conclusão desse trecho e
o começo de verso 6 esboçam as bênçãos da aliança que os
israelitas, se escolhessem obedecer, receberiam - seriam o
povo especial de Deus. Finalmente, os versos 7 e 8 mostram
que o povo, no Sinai, aceitou a aliança de Deus. Fez-se a
promessa de obedecer ao Senhor, e Moisés comunicou isso a
Deus.
34
A ALIANÇA DE DEUS COM ISRAEL

Exploração
Vamos dar uma olhada mais detalhada nas bênçãos desta
aliança, como listadas em Êxodo 19.5-6. Primeiramente, o verso
5 diz que, se os israelitas obedecessem fielmente a Deus,
seriam sua propriedade peculiar. Deus acentuou a idéia de
que havia muitas nações, dentre as quais poderia ter estendi-
do esse favor, mas seu desejo era honrar apenas uma nação:
Israel. O que o motivou a fazer isso? Por que escolheu Israel,
excluindo todas as outras? Deuteronômio 7:7-9 ajuda-nos a
entender a questão: “O SENHOR não se afeiçoou a vocês,
nem os escolheu por serem mais numerosos do que os outros
povos, pois vocês eram o menor de todos. Mas foi porque o
SENHOR amou-os e por causa do juramento que fez aos seus
antepassados. Por isso, tirou-os com mão poderosa e redimiu-
os da terra da escravidão, do poder do faraó, rei do Egito.
Saibam, portanto, que o SENHOR, o seu Deus, é Deus; ele é o
Deus fiel, que mantém a aliança e a bondade por mil gera-
ções daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamen-
tos.” (NIV). Foi, portanto, o amor especial do Senhor por Isra-
el que o levou a escolhê-los como sua possessão peculiar.
Acompanhando o fim do verso 5 e o 6, vemos um com-
ponente do propósito da escolha de Deus: “Embora toda a
Terra seja minha, vocês serão para mim um reino de sacerdo-
tes...” (NIV). Essa é a segunda faceta da bênção dessa aliança.
Percebendo que um sacerdote serve como um ponto de co-
nexão entre Deus e a humanidade, somos relembrados da
aliança de Deus com Abraão: o povo escolhido de Deus tor-
nar-se-ia uma bênção ao resto da população do mundo
(Gênesis 12.3). Pelo povo de Israel, então, o Senhor alcança-
ria o restante da humanidade!
É fácil para nós, no século XXI, ver como isso foi realiza-
do no primeiro século, por ação daquele israelita conhecido
como Jesus Cristo. Esse aspecto da bênção dos israelitas, de
ser um reino de sacerdotes, não apenas serviu à nação deles,
como também a todas as outras do mundo.
O terceiro aspecto das bênçãos provenientes da aliança
é visto no verso 6: os israelitas seriam para Deus uma nação
35
Lição 3 Sábado, 21 de julho de 2007

santa. A promessa era que Israel seria colocada à parte das


demais nações. Esse seria um desenvolvimento adicional da
primeira bênção: Israel seria a possessão peculiar de Deus. O
termo hebraico, traduzido por “propriedade peculiar” (v. 5),
fala de um objeto que, diferente de uma propriedade real,
pode ser movido de um lugar a outro. Por essa imagem, po-
demos entender melhor que Deus - de fato - coloca à parte os
israelitas. De certo modo, ele estava “movendo” seu povo de
uma localização regular para uma especial, santa. E podemos
ver a nova localização como sendo uma mais próxima ao
coração de Deus: estava, portanto, atraindo seu povo para si.

Encorajamento
Após a aliança ter sido dada ao povo de Deus, no Monte
Sinai, ela foi confirmada por Deus e por seu povo. Como
mencionado anteriormente, os versos de Êxodo 24 mostram
como isso aconteceu. É interessante notar o papel do sangue
nesse processo de confirmação. O sangue veio dos animais
sacrificados no altar construído por Moisés, ao pé do Monte
Sinai. Ele aspergiu metade do sangue ali, e a outra metade
sobre o povo. Tem sido dito que essa divisão sanguínea subli-
nha dois aspectos. Primeiramente, o aspergido no altar era um
sinal de que Deus aceitara a oferenda e, portanto, perdoara as
transgressões dos israelitas. E, em segundo lugar, o respinga-
do sobre o povo era um sinal do juramento de sangue que as
pessoas estavam fazendo. Essa jura foi confirmada por eles,
verbalmente, nos versos 3 a 7. Todavia, ser borrifado pelo
sangue era uma confirmação mais visceral dessa promessa!
Isso constrói a noção da Ceia do Senhor para os cristãos.
Normalmente, durante o ato da ceia, o ministro que está ofici-
ando desafia-nos a reafirmar nosso próprio juramento a Deus,
como mediado por nossa aceitação do sacrifício de Jesus por
nós. Além disso, a cerimônia deveria nos recordar que Deus
também aceitou completamente a Cristo como um sacrifício
digno. Outro aspecto é este: nossa obediência a Deus, nossa
habilidade para obedecer à sua lei, só é possível pelo sacrifí-

36
A ALIANÇA DE DEUS COM ISRAEL

cio do seu filho por nós. É esse sacrifício que nos traz o
perdão de nossos pecados e, então, liberta-nos da escravidão
do pecado. É o sangue de Jesus Cristo que estabelece e man-
tém nossa aliança com Deus.

Anotações

37
Lição 3 Sábado, 21 de julho de 2007

Dicas para os professores


Metas da lição

1. Colocar o entendimento da Lei de Deus, como representa-


da pelos Dez Mandamentos, no contexto da aliança de Deus.

2. Ajudar os participantes a apreciarem a necessidade do com-


prometimento e do respeito mútuo nos relacionamentos.

3. Encorajar os participantes a viverem a aliança, como delineada


pelos mandamentos, e a viverem como povo de Deus.

Atividade pedagógica
Encontre fotos ou videoclipes para mostrar como teria
sido a experiência do deserto para os israelitas e como eles
vagaram pela Península do Sinai. Discuta como o tempo de
peregrinação no deserto foi aumentado por causa da desobe-
diência deles. Fale sobre como a vida deles teria diferido se
tivessem mantido a aliança.

Olhando adiante
Israel sabe que a escolha mais importante que poderia
fazer era a de servir a Deus.

38
A RENOVAÇÃO DA
ALIANÇA
JOSUÉ 24.1, 14-24

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Leota Stevens

Domingo, Salmo 51.1-12


O salmista sublinha um importante princípio espiritual
de três pontos nestes doze versos: arrependimento, restaura-
ção e relacionamento. A passagem revela o coração arrepen-
dido e contrito de alguém que se desviou do caminho da
obediência e desejava ser restabelecido. O arrependimento
sincero é a primeira coisa que Deus usa para reconstruir nos-
sos pensamentos e ações e para nos levar a uma restauração
completa. Nosso relacionamento com Deus permite-nos ex-
perimentar a alegria e a liberdade que acompanham sua mi-
sericórdia e perdão.

Segunda, Deuteronômio 31.14-23


Moisés tinha uma comunhão e amizade incríveis com
Deus. Sua confiança e fé no Senhor deveriam ser firmes para
receber estas palavras do seu amigo mais íntimo. De início,
Deus informa-lhe que seu tempo acabara e que ele está sen-
do substituído. Em seguida, e mais devastador ainda, era a
profecia concernente aos filhos de Israel e à futura rebelião
destes e, ainda, a subseqüente alienação de Deus. Moisés não
caiu em um alvoroço, nem começou a murmurar ou reclamar;
simplesmente continuou a fazer o que havia sido instruído a
fazer. A fé de Moisés era firme e sua obediência a Deus tinha
Lição 4 Sábado 28 de julho de 2007

se tornado um estilo de vida. Esse relacionamento,


indubitavelmente, estabilizou, energizou e organizou seus
pensamentos à medida que ele aproximava-se de seus dias
finais na terra.
Sua confiança em Deus é sólida?

Terça, Josué 1.1-9


Como seria se houvesse apenas um candidato à presi-
dência de nosso país? Seria bom? Não, você diz; temos que ter
escolha quanto a quem nos conduzirá! Deus escolheu aquele
que estava melhor qualificado para a liderança; por isso, Josué
foi eleito. Tinha todo o conhecimento que precisava, mas
aparentemente lhe faltava um pouco de fé. Deus repetiu duas
vezes que Josué precisava ser forte e corajoso. A maneira
como ele seria próspero na sua posição de pastorear esta
vasta população foi explicada sucintamente por Deus: leia as
Escrituras, medite nelas, obedeça-lhes e aplique a sabedoria
que provém daí para todas as áreas de sua vida.
O plano de Deus para o sucesso de Josué também funci-
ona para todo crente que o implementa em sua própria vida.

Quarta, Josué 24.1-7


História é uma matéria desinteressante para muitas pes-
soas, porque elas não têm uma relação íntima com aqueles
personagens cuja vida é estudada. Josué reuniu todos os mem-
bros de sua equipe de liderança para lhes dar um curso de
recapitulação em “orientação divina”. A razão desse tempo de
recordação era que Deus estava intensamente atento à pro-
pensão humana do esquecimento.
Freqüentemente, damos importância a coisas irrelevantes.
Recordamos os insultos e a fofoca, mas não enfocamos os
aspectos inacreditavelmente importantes do meio que Deus
conduziu-nos no cotidiano de nossa vida. Nós precisamos de
tempos de reflexão para renovarmos nossa fé, para fortale-
cermos nossa resolução de continuarmos caminhando humil-
demente com nosso Deus.

40
A RENOVAÇÃO DA ALIANÇA

Quinta, Josué 24.8-13


A recapitulação dos passos pelos quais Deus libertou e
assentou os filhos de Israel na Terra Prometida tem todos os
elementos necessários a uma produção cinematográfica exce-
lente: brigas, conquistas, os espólios da batalha e a interven-
ção divina. A História ganha vida e interesse quando você
percebe que, verdadeiramente, ela é a sua história!

Sexta, Josué 24.14-18


O conteúdo destes versos é material pedagógico sufici-
ente para formar uma classe de seminário: Liberdade da es-
cravidão. Josué colocou para seu povo o desafio de viver
fielmente diante de Deus. Ele chamou a atenção para a liber-
dade de escolher a religião. As pessoas tinham que decidir a
quem, ou ao quê, iriam se dedicar para servir. Abraçariam aos
deuses dos seus antepassados ou seguiriam os dos outros po-
vos; ou ainda adorariam ao único e verdadeiro Deus que tinha
pessoalmente intervindo na vida deles e desejava se relacio-
nar com eles? A posição inflexível de Josué de servir ao Deus
que os livrará da escravidão, conduzindo-os à Terra Prometi-
da, foi inspiradora aos outros, reafirmando a convicção de
cada um deles no Senhor.

Sábado, Josué 24.19-24


Não poderia ter sido mais acentuado que Deus não su-
porta os falsos deuses. Ele é único! É o criador do amor, o
autor e o sustentador da vida. Ele é Alfa e Omega, o começo
e o fim de todas as coisas. Por que deveria ser forçado a
competir com coisas inferiores, desmerecedoras e tolas que
consomem nossa devoção e afeto?
Não podemos servir a dois senhores. Temos de escolher
a quem empenharemos a submissão de nosso coração.

41
Lição 4 Sábado 28 de julho de 2007

Estudo Estudo Adicional Devocional


Josué Josué Salmo
24.1, 14-24 24 51.1-12
Verso áureo
“Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei,
hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos
pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos
amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos
ao SENHOR.” (Josué 24.15)

Núcleo da lição
A vida é cheia de escolhas. Qual delas é a mais impor-
tante? Josué disse ao povo que a mais importante da vida era
escolher servir a Deus.

Perguntas para estudo do texto:


1. Que aliança Deus fez com Israel por intermédio de Josué?
Compare-a com a aliança prévia que fizera com Moisés. Em
que são semelhantes? Quais as diferenças?

2. Qual foi o sinal usado nessa aliança? Quais foram os sinais


usados nas três alianças discutidas anteriormente? Qual é o
significado de cada um deles?

3. As pessoas que Josué conduziu lembravam que Deus tinha


libertado seus antepassados da escravidão. Então, por que

42
A RENOVAÇÃO DA ALIANÇA

ainda relutavam em serem fiéis a Deus, assim como o Se-


nhor estava sendo a elas?

4. O que Deus promete nesta aliança? Quais as obrigações de


Israel concernentes a ela? Pelo que você conhece da histó-
ria de Israel, quão bem eles observaram a aliança?

5. Como Israel seria tentado a servir a outros deuses? Como


você, pessoalmente, lida com a realidade atual do culto a
outros deuses?

6. Como você decidirá servir a Deus? Como suas decisões


podem ser afetadas pelo que os outros estão fazendo?

43
Lição 4 Sábado 28 de julho de 2007

ENTENDENDO E VIVENDO
Scott Hausrath

Explanação
Neste trimestre, temos perscrutado o Antigo Testamento
da perspectiva da aliança. Já observamos as alianças de Deus
com Noé, com Abraão e com os israelitas no Monte Sinai. Em
vez de estudar uma nova aliança, hoje, olharemos para a re-
novação da aliança do Sinai. Essa renovação aconteceu em
Siquém, logo após os israelitas terem entrado na Terra Prome-
tida.
Muitas Igrejas Batistas do Sétimo Dia têm uma cerimônia
de renovação do convênio (aliança), realizada uma vez por
ano. Ela é uma parte crucial de nossa vida comunitária na
igreja. Nós viemos de diferentes famílias e com diversificadas
criações; sendo assim, precisamos de algo que nos ajude a
nos unirmos em uma família, que é a igreja. E é isso que
nosso convênio (aliança) faz por nós.
A aliança representou um papel semelhante para os
israelitas. Quando saíram do Egito, eles eram um misto de
pessoas (Êxodo 12.37-38) e precisavam de algo que os unisse
como um único povo. A aliança do Monte Sinai trouxe essa
unidade e fez dos israelitas um povo - o povo de Deus. Era
importante, então, que eles não esquecessem essa aliança.
Assim, vemos o povo de Deus renovando-a periodicamente;
da mesma maneira que os batistas do sétimo dia renovam
seus convênios, com regularidade.
A passagem de hoje, de Josué 24, é um exemplo dessa
renovação de aliança. Josué, que assumiu a liderança depois
da morte de Moisés, chamou os israelitas para a cerimônia de
renovação. A primeira atitude tomada durante o ritual foi revi-
sar como Deus estava trabalhando entre eles, desde os tem-
pos de Abrão até o presente. Então, ele chamou os israelitas
para responderem adequadamente às providências divinas.
Também lhes falou que cada um tinha uma escolha quanto à
forma de responder a Deus. A cerimônia terminou com o
44
A RENOVAÇÃO DA ALIANÇA

povo reafirmando que seria obediente ao Senhor.

Exploração
Perceba que Josué usava um estilo profético de comuni-
cação neste ponto; falava aos israelitas como se Deus estives-
se conversando diretamente com eles, usando a primeira pes-
soa. O tema principal destes versos era que todo o sucesso do
povo, todas as suas vitórias militares e as suas possessões
vieram de Deus. Sem o Senhor, não teriam desfrutado aquele
estado abençoado, como bem resume o verso 13. Seria natu-
ral, então, que o povo de Deus respondesse obedientemente
ao seu Deus, levando em conta as providências abundantes
para eles.
Os versos 14 e 15 mostram-nos o chamado de Josué
para essa resposta. Ele desafiou o povo a temer o Senhor e a
servir somente a ele. Parte desse chamado incluiu uma decla-
ração notável: essas pessoas poderiam escolher a quem elas
quisessem. Josué buscou conduzi-los na decisão de servirem
apenas a Deus, mas ele também sabia que o Senhor busca um
comprometimento voluntário, sem coação. Então, colocou di-
ante delas as diferentes alternativas e desafiou-as a fazerem
uma escolha naquele mesmo dia. Note que Josué foi rápido
em afirmar não só a sua, como também a decisão de sua
família de servirem somente a Deus.
Se os israelitas escolhessem servir somente a Deus, teri-
am de fazer uma reforma interna, porque eram infelizes reci-
pientes da tradição dos seus antepassados, servindo aos deu-
ses do Egito e aos dos povos dalém do Jordan (v. 14). Assim,
Josué conclamou-os a jogarem fora tais deuses e a tão somen-
te adorarem ao Senhor. Além disso, os israelitas estavam vi-
vendo entre pessoas que possuíam seus próprios deuses. Josué
desafiou-os a também os esquecerem (v. 23).
Nós vemos a primeira reação ao desafio de Josué nos
versos 16 a 18. Eles confirmaram a lealdade que Deus tinha a
eles, e empenharam a lealdade deles ao Senhor. A reação de
Josué para o compromisso assumido por eles (v. 19-20) ser-
viu para mostrar a seriedade da promessa que estavam fazen-
45
Lição 4 Sábado 28 de julho de 2007

do. Eles empenhavam suas vidas a um Deus santo e ciumen-


to; por isso, realmente teriam que prosseguir com o compro-
misso assumido! No verso 21, eles reafirmaram o compromis-
so e proclamaram: “Nós serviremos ao Senhor”. (NIV).
Então, Josué expôs a idéia do testemunho (v. 22). Os
israelitas seriam suas próprias testemunhas, endossando a idéia
de terem feito uma escolha consciente de servir ao Senhor.
Esse adicional solenizou a promessa feita a Deus. Se eles,
algum dia, quebrassem-na, o testemunho deles seria contra
eles próprios.
O chamado final de Josué, nessa cerimônia de renova-
ção de aliança, foi a ordem acima mencionada, para o povo
jogar fora os deuses dos povos de Canaã, juntamente com o
mandamento para que os israelitas se rendessem de coração
ao Senhor, o Deus de Israel. A aliança inteira estava baseada
nesta verdade: Deus é o único Deus de Israel. Embora o povo
de Deus fosse cercado por uma abundância de deuses estran-
geiros, deveria se render somente a Deus, ao único Deus
verdadeiro; ao Deus de Israel.
Finalmente, durante um terceiro tempo da cerimônia, os
israelitas confirmaram sua intenção de fazerem somente isso
(v. 24). Note a descrição dos israelitas referindo-se ao Senhor
como o seu Deus. Eles entenderam que isso os tornava um
povo sem igual entre todas as nações da Terra. Sabiam que
eram o povo escolhido por Deus.

Encorajamento
Os israelitas viram o Senhor como o seu Deus; isso intro-
duz a noção da conversão. A maioria de nós pensa em con-
versão como uma experiência única, que acontece num dia
especial em nossa vida e que jamais se repete. Num momen-
to, não somos um seguidor de Jesus Cristo; contudo, no se-
guinte minuto, tornamo-nos um seguidor. É verdade que a
principal mudança de vida acontece quando, pela primeira
vez, cremos e aceitamos Jesus como nosso salvador. Essa
transformação radical não é o fim de tal mudança. A conver-
são pode ser vista como um processo, e não um evento que
46
A RENOVAÇÃO DA ALIANÇA

acontece apenas uma vez.


A primeira mudança, o ato de aceitar ou receber Jesus
Cristo como Salvador, pode ser denominada “conversão reli-
giosa”. Trata-se de uma mudança de ligação. Nós já não so-
mos ligados ao mundo; ao invés disso, ligamo-nos a Deus.
Essa conversão inicia nosso relacionamento eterno com Deus;
traz-nos para o seu reino; garante nossa eternidade com ele.
O problema é que muitos crentes não procuram experiência
alguma de conversão além desta; só ela, já é o suficiente para
eles.
Outros crentes, entretanto, passam para outra experiên-
cia de conversão, a chamada “conversão moral”. Ela é uma
mudança de valores e de prioridades; refere-se à maneira
como a pessoa busca servir a Deus. Esse tipo de conversão,
geralmente, é enfocado na cerimônia de renovação do convê-
nio, em muitas de nossas igrejas.
Um terceiro tipo de conversão e, novamente, um que
nem todos os crentes experimentam, pode ser designada de
“conversão intelectual”. É uma mudança do interior e requer o
que Ezequiel descreveu como sendo o recebimento de um
novo coração e de um espírito novo (Ezequiel 36.26-27). Nela,
nossa essência é transformada.
Você que lê o estudo de hoje, provavelmente, já experi-
mentou uma conversão religiosa. Porém, conheceu uma con-
versão moral? Já seguiu a chamada de Josué, no verso 23?
Você rendeu seu coração para Deus a fim de experimentar
uma conversão intelectual? A escolha é sua. O que escolherá?

Anotações

47
Lição 4 Sábado 28 de julho de 2007

Dicas para os professores


Metas da lição

1. Rever as palavras finais de Josué às tribos de Israel, em


Siquém.

2. Ajudar os alunos a se engajarem na cerimônia de renovação


do convênio.

Ajudar os participantes a escolherem servir a Deus.

Revisando
Esta unidade explorou as alianças de Deus com Noé e
com Abraão, com o povo de Israel, no Monte Sinai e na
extremidade da Terra Prometida.

48
DEUS ENVIA OS JUÍZES
JUÍZES 2.16-23

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Paula Davis

Domingo, Deuteronômio 6.4-9


“Ame ao SENHOR, o seu Deus...”. Essa parece ser uma
instrução muito simples. Todavia, com que freqüência passa-
mos o dia como se não conhecêssemos o Senhor? Com que
regularidade fofocamos com os amigos sobre a vida dos ou-
tros em vez de compartilharmos as bênçãos recebidas naque-
le dia? Temos inculcado o amor de Deus em nossos filhos;
falando dele desde o acordar até a hora de dormir?
O Senhor apenas nos pede que o coloquemos em pri-
meiro lugar e que o amemos de todo o coração, alma e com
todas as forças. É preciso que deixemos todos verem que o
amamos em tudo o que fazemos. Isso é o mínimo que pode-
mos fazer em resposta ao amor de Deus por cada um de nós.

Segunda, Salmo 78.1-8


É nossa responsabilidade passar os ensinamentos de Deus
aos nossos filhos, tanto aos biológicos quanto aos espirituais,
junto com as lições aprendidas. Ao longo das Escrituras, mui-
tas vezes, vemos a história repetir-se: escolhas ruins são re-
petidas pelas gerações posteriores, porque as lições não fo-
ram passadas adiante. Requer muita humildade admitirmos
nossos fracassos e falarmos como Deus corrigiu-nos. Assim,
aqueles que seguem nossos passos devem decidir se vão
obedecer aos mandamentos dele e se serão servos fiéis do
Senhor.
Liçao 5 Sábado, 04 de agosto de 2007

Terça, Salmo 85.4-13


Às vezes, esqueço-me do amor e da fidelidade de Deus
quando estou numa situação difícil, ou sinto como se esperas-
se muito tempo por uma resposta do Senhor. Fico pensando
se o Senhor está bravo comigo ou negligencia minhas neces-
sidades. Esqueço que Deus tem algo a me ensinar a cada
experiência, seja positiva ou negativa. Quando volto meu olhar
às Escrituras, elas fazem-me lembrar a verdade: o Senhor de-
seja dar boas coisas aos seus filhos. Se abrir completamente
meu coração a Deus, ele sempre me mostrará quão boas são
as suas bênçãos.

Quarta, Juízes 2.1-5


Por que, freqüentemente, é mais fácil desobedecer a
Deus. E, ainda assim, queremos saber por que ele não está
nos protegendo de nossos inimigos! A desobediência é um
convite a Satanás; é uma forma de deixá-lo fazer morada em
nosso coração. Deus não habitará num coração onde Satanás
reside. É vital, em nosso relacionamento com o Senhor, vigiar
o coração e a mente para que venhamos confessar e arrepen-
der-nos de qualquer desobediência. Temos que dar as costas
a Satanás. Precisamos pedir que Deus nos mantenha sempre
limpos de coração. Assim, seremos cheios do amor e de bên-
çãos divinas.

Quinta, Juízes 2.6-10


Esta passagem faz lembrar a importância de nos reunir-
mos para nos encorajarmos mutuamente e, também, para dar-
mos suporte uns aos outros quando estivermos enfrentando
tempos difíceis. O trecho não indica se os israelitas reuniram-
se ou não depois que se separaram; apenas menciona que
“eles saíram para ocupar a terra, cada um a sua herança” (v.
6). Contudo, parece que a próxima geração não aprendeu a
temer ao Senhor. O apoio de outros cristãos é vital no fortale-
cimento de nosso relacionamento com o Senhor, e também
para passarmos às gerações futuras a nossa fé.

50
DEUS ENVIA JUÍZES

Sexta, Juízes 2.11-15


Esta é uma excelente passagem para se meditar. Nós
vemos os israelitas dando as costas a Deus e adorando baalins,
provocando a ira do Senhor. Meu primeiro instinto é discutir
que não me curvo a estátuas de falsos deuses; todavia, quan-
do realmente examino meu coração, às vezes, tenho de admi-
tir uma dedicação a alguns ídolos, conhecidos por nomes di-
ferentes - a televisão, a internet e até mesmo o tempo gasto
com os amigos pode se tornar ídolo se os colocarmos em
substituição ao tempo que deveríamos gastar com o Senhor.
Nós precisamos ter cuidado, ao longo de cada dia, para exa-
minarmos nossos horários e atividades. Devemos estar segu-
ros de que o Senhor tem o lugar merecido em nosso dia.

Sábado, Juízes 2.16-23


Como o povo de Deus pôde ser tão teimoso! Deus teve
compaixão dos israelitas e deu-lhes os juízes para salvá-los
dos seus inimigos; entretanto, eles continuaram escolhendo
um caminho à parte do Senhor e permaneceram na idolatria e
na desobediência, recusando-se a reconhecerem a provisão
do Senhor.
Gerações depois, nós continuamos sendo um povo tei-
moso e, ao desobedecermos, ignoramos as promessas de Deus
para nós. Acabamos não reconhecendo aqueles que ele pôs
em posição de autoridade sobre nós. Deus não recompensará
seus filhos desobedientes.

51
Liçao 5 Sábado, 04 de agosto de 2007

Estudo Estudo Adicional Devocional


Juízes Juízes Deuteronômio
2.16-23 2 6.4-9
Verso áureo
“Suscitou o SENHOR juízes, que os livraram da mão dos
que os pilharam.” (Juízes 2.16)

Núcleo da lição
Todos nós desejamos ser libertos de situações
desesperadoras. Onde podemos encontrar ajuda? Sempre que
os hebreus clamaram a Deus, ele levantou alguém (um juiz)
para salvá-los.

Perguntas para estudo do texto

1. O que tinha acontecido na história recente dos israelitas


que os levaram à necessidade de terem juízes? Como Israel
respondeu à morte de Josué?

2. Identifique o padrão de comportamento cíclico encontrado


no livro de Juízes. Como as pessoas agiram? Quais foram as
conseqüências de suas ações? Como responderam a tais
conseqüências? Como Deus respondeu ao povo?

52
DEUS ENVIA JUÍZES

3. Como os israelitas poderiam ter evitado o ciclo encontrado


em Juízes?

4. Como esse mesmo ciclo continua, hoje, no mundo e na


igreja?

5. Como um rei afetaria esse comportamento no livro de Juízes?

Como você poderia desenvolver a prática de pedir ajuda para


Deus, em tempos de dificuldade?

53
Liçao 5 Sábado, 04 de agosto de 2007

ENTENDENDO E VIVENDO
Matthew Berg

Contexto
O povo de Deus acabara de entrar na Terra Prometida e
estava começando a formar uma comunidade. Admitidamente
essa era uma comunidade que, naquela altura da história de
Israel, era o que alguns poderiam etiquetar como “caos orga-
nizado”. E esse não é, de modo algum, um modelo na história
de Israel do que significa ser o povo de Deus. Todavia, um
pastor, amigo meu, disse-se que “a igreja hoje é melhor defi-
nida e encontrada em algum lugar no meio do livro de Juízes”.
O que ele quer dizer com isso? Bem, ele indica que o povo
de Deus não era menos pecador do que somos hoje, seguindo
nossos próprios ídolos, fazendo “o que era certo aos seus
[nossos] próprios olhos”, como mostram os versos, no princí-
pio e no fim de Juízes.
O narrador do capítulo 2 quer nos falar sobre quão me-
donha a situação estava para os filhos de Deus. O contexto
literário imediato, em 2.1-5, aponta: aquele que fez a aliança
com Israel exortava seu povo a não estabelecer acordos com
os povos de Canaã (2:2). Ele também lhes disse as conseqü-
ências caso não o ouvissem e não o obedecessem (2.3). Isto
é, o SENHOR não os acompanharia nas batalhas, ou como diz
o texto: “...não os expulsarei da presença de vocês” (NVI).
O narrador, então, traz sua própria interpretação dos acon-
tecimentos, em 2.6-20. As pessoas constantemente oscilaram
da obediência à desobediência, em um ciclo negativo, que
vai gradualmente acontecendo enquanto o livro desdobra-se.
O povo clama, é liberto, cai em apostasia novamente e, por
conseguinte, sofre a opressão do inimigo. Isso soa familiar?
Infelizmente, posso me identificar de vez em quando com
esse padrão em minha própria caminhada com o Senhor! É
importante lembrar que essa geração de pessoas não sabia,
de primeira mão, das obras do SENHOR (2.10).
As notícias encorajadoras no meio desses ciclos são as
54
DEUS ENVIA JUÍZES

respostas do Senhor. Deus, até mesmo depois de nos contar


as conseqüências de nossa deslealdade, liberta-nos. Ele fica
zangado com a deslealdade do seu povo e castiga-o, permi-
tindo as conseqüências de suas ações pecadoras. Porém, sem
a intervenção dele, estaríamos desesperados nesse ciclo de
morte!
O contexto imediato seguinte, em nosso texto, é 3.1-3;
aí, o narrador começa a contar a história das nações que tive-
ram a permissão de Deus para permanecerem em Canaã. A
intenção desse consentimento era pôr o povo à prova. Então,
começa a fase das histórias específicas dos juízes que liberta-
ram o povo de Deus (com a ajuda do Senhor é claro; nenhu-
ma libertação vem de nossa própria força).

Pano de fundo histórico


O povo de Deus do Antigo Testamento entendia o termo
“juiz” diferente da forma empregada hoje (uma função na sala
de um tribunal). Naquele tempo, denominava uma pessoa
chamada por Deus para exercitar justiça por quaisquer meios
que o SENHOR provesse, em função daquela posição de lide-
rança. Havia um elemento de carisma que Deus dava a tais
pessoas, como servos especiais. Assim, possuíram uma quali-
dade na liderança que atraia os seguidores.

Texto e aplicação
Em última instância, há conseqüências à desobediência
ao Senhor. A descrição pelo autor é gráfica; a desobediência
foi descrita como prostituição (2.17). Ele escolhe suas pala-
vras cuidadosamente, e acredito que deseja que imagens se-
jam evocadas na mente da audiência quando ouvidas; assim,
todos entendem o nível de desobediência com que se envol-
viam. O que fazem as prostitutas? Vendem-se. O povo de
Deus estava se vendendo também! Esses eram atos delibera-
dos e conscientes de desobediência. O texto diz que eles
depressa se desviaram e tornaram-se desobedientes; não há
como dizer que não havia consciência envolvida na decisão
deles - a desobediência era deliberada e intencional.
55
Liçao 5 Sábado, 04 de agosto de 2007

É importante lembrar que esses juízes não estavam agin-


do sozinhos. Eles tiveram o benefício e o dom da presença do
Senhor com eles à medida que conduziram o povo de Deus
para fora da opressão. Às vezes, o SENHOR intervém especi-
ficamente na vida de seu povo, chamando os “profetas”; estes
podem falar em nossa vida e ver o pecado onde não pode-
mos ou não queremos. Certa vez, foi me dito por um querido
irmão de igreja que, “às vezes”, eu era uma das pessoas mais
egoístas que ele já conhecera!. Fiquei arrasado; porém, preci-
sei analisar minha vida e a reivindicação específica daquele
irmão para me tornar uma pessoa mais abnegada no processo.
Nunca é fácil quando Deus expõe o pecado em nossa vida;
entretanto, é o que fazemos com aquela informação que mais
importa a ele.
Um outro aspecto perturbador do texto, bem aplicável à
vida moderna, é que a idolatria aumentou a cada geração.
Alguma vez você pensou em si mesmo e nas suas ações
como tendo conseqüência para a próxima geração?
O “x” da questão é uma violação da aliança. A aliança é
por natureza relacional; sua quebra é algo feito contra a pes-
soa do SENHOR que deseja um relacionamento pessoal e
responsável com seu povo. Em última instância, temos que
perceber que a questão gira em torno da graça, pois é por ela
que nos relacionamos com o SENHOR. Ele oferece-nos o dom
gratuito para nos achegarmos a ele em arrependimento. Ele
nunca dará as costas a um coração sinceramente arrependido.
Às vezes, é muito fácil seguir um líder terrestre, mas
onde fica a fidelidade quando é menos óbvio a quem seguir?
O povo de Deus não tinha um rei, neste momento da história.
Quando há uma evidente falta de liderança religiosa, as pes-
soas podem facilmente se desviar e tornar-se apóstatas. Há
um quebra de autoridade local que conduz a um colapso no
comportamento.
O maior ponto de aplicação tem a ver com o que eu
chamo de “canaãnização” de Israel. Será que os cristãos de
hoje têm sido “nacionalizados” (isso é, seguem ídolos que nos
levam para longe da fidelidade ao SENHOR)? Sempre que os
56
DEUS ENVIA JUÍZES

ídolos competem com nossa atenção e submissão a Deus,


eles têm o poder de, sutilmente, seduzirem-nos e afastarem-
nos dos caminhos do Senhor.
O ponto final do autor (2.21-23) é que, embora os peca-
dos possam ser passados para as gerações futuras, a fidelida-
de não trabalha da mesma maneira. Deus não tem netos; só
filhos. Cada geração tem que vir a ele pela fé. Confiança e
obediência é o que o Senhor procura em nosso coração con-
forme seguimos Cristo nesta vida. Não temos um lugar garan-
tido à mesa de nosso Senhor em virtude da fé de nossos
antepassados. Mas como podemos encorajar nossos filhos a
virem a Deus por meio de sua própria fé? Eles não podem
achar que têm direitos com o Senhor em virtude da fé dos
seus pais ou avós.

Anotações

57
Liçao 5 Sábado, 04 de agosto de 2007

Dicas para os professores


Metas da lição

1. Identificar o ciclo de desobediência, de desespero e de


libertação em Juízes.

2. Ajudar os participantes a serem sensíveis aos exemplos


deste ciclo, no mundo e na igreja hoje.

3. Encorajar os alunos a pedirem ajuda a Deus, nos tempos de


dificuldade.

Atividade pedagógica
Divida sua classe em pequenos grupos e peça para com-
partilharem momentos em que foram infiéis a Deus. Então,
faça com que discutam sobre momentos nos quais sabem que
Deus os ajudou.

Olhando Adiante
Débora mostra uma forte liderança ao obedecer a
Deus.

58
DEUS LIDERA ATRAVÉS
DE DÉBORA
JUÍZES 4.4-10; 12-16

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Paula Davis

Domingo, Salmo 91
Esta passagem desenha um quadro vivido numa zona de
guerra. Contudo, a pessoa nunca temeu dano ou morte, pois
permanecia dentro da proteção de sua casa. Bombas, balas,
nem sequer os soldados poderiam capturá-la dia ou noite. Ela
estava completamente protegida ali. Só quando pisou fora de
casa, encontrou os perigos advindos com a guerra.
Essa é a proteção que Deus promete-nos se vivermos
dentro da sua proteção, mantendo a oração e o estudo da
Bíblia. Embora as provações e as tentações possam acontecer,
elas não nos podem vencer quando estamos firmes no Se-
nhor.

Segunda, Salmo 27.1-6


Davi parece fornecer uma mensagem misturada nesta
passagem. Ele começa proclamando sua fé em Deus e exal-
tando a proteção do Senhor. Ao mesmo tempo, torna-se impa-
ciente com Deus, incerto se o Senhor está o ouvindo ou se
proverá a mesma salvação exaltada no princípio da passa-
gem.
Contudo, podemos ser confiantes: Deus sempre nos ouve
e sempre nos responderá. Às vezes, sua resposta é “Espere.”;
e nós, erroneamente, interpretamo-la como se ele estivesse
Lição 6 Sábado, 11 de agosto de 2007

surdo às nossas necessidades... Esteja certo de que Deus sem-


pre ouvirá e suprirá todas as suas necessidades no tempo
dele.

Terça, Juízes 3.3-7


Nunca é muito tarde para nos achegarmos a Deus e bus-
carmos seus caminhos. Os israelitas tinham sido entregues nas
mãos dos seus inimigos e tornaram-se seus escravos durante
oito anos. “Mas, quando clamaram ao SENHOR” (v. 9, NVI),
ele proveu-lhes um meio de serem libertos. Deus fará o mes-
mo conosco sempre que o buscarmos, até mesmo quando
pensamos ser muito tarde. Isso é reforçado em 2 Crônicas
7:14: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, humi-
lhar-se e orar, buscar a minha face e afastar-se dos seus maus
caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei seu pecado e curarei
sua terra.”.

Quarta, Hebreus 11.1-2; 32-34


As futuras gerações lembrar-se-ão de nós por causa da
nossa fé? Seremos usados como exemplos de pessoas que
confiaram completamente em Deus, que aguardavam resulta-
dos positivos em situações desconhecidas? Deus deu-nos vá-
rios exemplos de homens e de mulheres fiéis. Muitos estão
no 11º capítulo de Hebreus. Estudando a vida de tais pessoas
e vivendo a nossa conforme o exemplo deixado por elas,
podemos nos tornar exemplos de fidelidade para as gerações
futuras.
Qual é o legado de fé que você está deixando?

Quinta, Juízes 4.1-10


Débora foi uma seguidora fiel de Deus. Ela não teve
medo de seguir ao Senhor, apesar do preço pago. Como uma
juíza sobre Israel, no tempo em que não havia reis, ela não se
envergonhou de transmitir a mensagem de Deus ao seu povo.
Desejo saber se eu seria tão disposta quanto Débora a falar
com Deus e a segui-lo sem nenhum questionamento. Poderia
me abster de falar sua verdade, temerosa, pois as palavras de
60
DEUS LIDERA ATRAVÉS DE DÉBORA

Deus não seriam populares àqueles ao meu redor. Eu desejo


ser fiel, uma mulher corajosa, como Débora, uma mulher que
obedece a Deus sem questionar.
E você, qual é o seu desejo?

Sexta, Juízes 4.12-16


Isso é uma experiência satisfatória: acreditar no resulta-
do prometido por Deus à medida que você segue um cami-
nho novo, às vezes impopular, para sua vida. Quando tomei a
decisão de me mudar para longe da minha família e dos ami-
gos a fim de procurar uma nova oportunidade – certa de que
Deus estava colocando diante de mim –, enfrentei perguntas
e incertezas de todos ao meu redor. Embora não pudesse
explicar exatamente como Deus estava me conduzindo para
uma nova casa, onde não conhecia ninguém, Deus foi fiel.
Quando dei meu passo de fé, vi bênçãos e crescimento em
minha vida que jamais teriam acontecido se tivesse permane-
cido no outro lugar! A fé pode até nos assustar, mas ela é
muito recompensadora.
Você já pensou sobre qual passo de fé talvez Deus este-
ja esperando você tomar para lhe abençoar e fazê-lo crescer?
Como igreja, será que nosso Senhor não está esperando nós
darmos um passo de fé para ele nos abençoar ainda mais?

Sábado, Juízes 5.1-12


Nesta passagem, graças a Débora, Israel obteve uma
enorme vitória e efetivou a destruição de um dos seus inimi-
gos. Mas ela não levou o crédito por tal sucesso... Sua atitude
foi louvar e glorificar a Deus. Uma vez mais, Débora foi um
exemplo para nós na sua fidelidade e na obediência ao Se-
nhor.
Quando obtemos vitórias pessoais, somos rápidos em
louvar ao Senhor? Deixamos claro a todos que nos conhecem
ter sido a mão de Deus em nossa vida a trazer a tal vitória?

61
Lição 6 Sábado, 11 de agosto de 2007

Estudo Estudo Adicional Devocional


Juízes Juízes Salmo
4.4-10, 12-16 4 91
Verso áureo
“Então, lhe disse Baraque: Se fores comigo, irei; porém,
se não fores comigo, não irei. Ela respondeu: Certamente,
irei contigo, porém não será tua a honra da investida que
empreendes; pois às mãos de uma mulher o SENHOR entre-
gará a Sísera. E saiu Débora e se foi com Baraque para Quedes.”
(Juízes 4.8-9)

Núcleo da lição
Líderes fortes podem obter bons resultados quando mais
ninguém pode. O que caracteriza um líder forte? Débora mo-
delou uma liderança forte ao obedecer a Deus e ao apoiar
Baraque com sua presença.

Perguntas para estudo do texto

1. Quem foi Débora? Onde podemos encontrá-la trabalhando?

2. O que Débora disse a Baraque? Como ele respondeu à


mensagem?

3. Contra quem Baraque tinha que lutar? Qual era a força de


seu inimigo?
62
DEUS LIDERA ATRAVÉS DE DÉBORA

4. Como Sísera morreu? Quem levou a glória?

5. Que lições Deus ensinou a Israel pelo exemplo dessa bata-


lha?

6. O que qualificava Débora para ser uma líder? O que carac-


teriza uma liderança forte?

7. Como nossa cultura vê as mulheres em papéis de lideran-


ça? Como o sexo da pessoa deveria ser considerado quando
da escolha de um líder?

63
Lição 6 Sábado, 11 de agosto de 2007

ENTENDENDO E VIVENDO
Matthew Berg

Contexto
Após Otniel e Eúde, Débora é apresentada como uma
juíza usada por Deus para libertar seu povo. O livro de Juízes
mostra um círculo vicioso do povo de Deus, manifestado da
seguinte forma: pecado, arrependimento, libertação e queda
à medida que histórias como a de Débora desdobram-se. Nós
esperamos ver lideranças fracas sendo usadas para cumpri-
rem os propósitos do Senhor de forma que a glória seja dele.
Neste caso, o líder fraco é Baraque, escolhido por Deus, mas
que recusou a oferta divina de ser usado para a glória do
Senhor.

Pano de fundo histórico


Débora é a única pessoa no livro de Juízes que, de fato,
atuou em um papel judicial. Ela ouvia e decidia casos; res-
pondia às pessoas que a procuravam em busca de um julga-
mento relacionado às novas leis que o povo de Deus desen-
volvia durante este período da história. A descrição de seu
“tribunal” é semelhante ao encontrado num épico, o Aquat
(escrito por volta de 1.500 AC), que cita o rei Danil assentado
em frente aos portões da cidade, julgando os casos das viúvas
e dos órfãos. Esse fundo histórico é útil para apreciar como
era único o papel de Débora na liderança, naquele tempo. Ela
exercia um tipo de liderança que não foi atribuído a outros,
no livro de Juízes.
No capítulo 4, no verso 5, há um lugar apontado como
sendo entre Ramá e Betel. Ramá, na tribo de Benjamim, é
identificado com er-Ram, a aproximadamente 5 km ao norte
de Jerusalém, e até Betel são mais 7 km para o norte, ao
longo da estrada dentro do território efraimita. Essa é uma
rota bem conhecida, e seria um lugar provável para um juiz,
ou profeta, assentar-se e julgar. Em 4.6, o Monte Tabor é
descrito. Ele seria um ponto natural para se reunirem as tro-
64
DEUS LIDERA ATRAVÉS DE DÉBORA

pas das tribos de Israel de um ponto de vista geográfico.


Outro importante ponto aparece em 4.7 quando Sísera
foi atraído ao rio Quisom que corre para o sul do Monte
Tabor. Suas águas estavam aparentemente transbordando de-
vido a uma grande chuva (Juízes 5.20-21). Isso pode ter tur-
vado o campo de batalha, pois as carruagens atolariam e tor-
nar-se-iam alvos fáceis. A genialidade de os israelitas atrair o
inimigo para uma área na qual eles estariam muito
autoconfiantes, levando-o a ser surpreendido pela condição
do terreno, proveu a vantagem necessária para que vences-
sem (isso sem mencionar que Deus também estava do lado
deles!).
Em Juízes 4.12-13, Sísera recebeu os relatórios do desen-
volvimento das forças de Baraque no Monte Tabor. Então,
ordenou suas tropas e carruagens, enviando-lhes para o leste,
pelo Vale de Jezreel. Eles provavelmente passaram pela re-
gião do Megido (que ainda não estava ocupada) e de
Taanaque quando se dirigiram a Quisom. É nesse momento
que a estratégia de Sísera desprendeu-se, pela combinação
de correntezas, por causa das fortes chuvas que transforma-
ram as planícies em um pântano. Deus usa meios naturais,
bem como os sobrenaturais, para executar seus planos.
Em 4.14-16, a estratégia de Israel foi única e historica-
mente importante. Aparentemente, a tática comandada por
Débora, e levada a cabo por Baraque, era reunir as forças
tribais no Monte Tabor (um ponto na periferia dos territórios
deles, de onde poderiam ter uma visão clara da área). Isso
lhes proveu proteção. Assim, atraíram o exército de Sísera
pelo Vale de Jezreel; na planície perto do rio Quisom. Uma
vez que seus inimigos estavam lá, os israelitas fizeram um
ataque surpresa, aproveitando-se do momento em que trope-
çaram na lama e na água do vale transbordante. A estratégia,
como retratada em Juízes 4-5, era dependente da intervenção
divina (uma tempestade) e da ordem para golpear o inimigo,
dada em momento exato, pela representante do Senhor: Dé-
bora.
65
Lição 6 Sábado, 11 de agosto de 2007

Texto e aplicação
O texto primeiramente descreve Débora como a mulher
de Lapidote. O interessante do nome de seu marido é que
Lapidote significa Trovão. Pode ser significante pensar em
Débora como uma brilhante luz (o que certamente descreve
um trovão!) durante o período escuro dos Juízes, na história
bíblica. O papel primário desta mulher era o de profeta, que
poderia ser parte da função de alguém chamado para liderar;
contudo, um “líder” normalmente desempenha tal papel e
muito mais! (Isso continua sendo verdade nas nossas igrejas).
Por definição, um profeta é um porta-voz de Deus. Por via de
contraste, um sacerdote traz orações, ofertas, sacrifícios e pre-
ocupações das pessoas a Deus.
O papel principal de Débora era reunir as tropas e colocá-
las na direção desejada por Deus. Ou seja, sua missão iguala-
se à tarefa principal do pastor, nos dias de hoje. Os pastores
têm de ter coragem para discernirem a palavra de Deus no
contexto da igreja para a qual Deus chamou-os; além disso,
devem reunir as pessoas, apontá-las na mesma direção e enviá-
las com coragem e ousadia neste mundo agonizante, para
levar Cristo a todos que, desesperadamente, precisam dele.
Para qual papel de liderança Deus chamou-o? Como
você pode ver a mão de Deus preparando-o para tal papel?
Líderes fortes, com o poder do Senhor sobre eles, podem
alcançar coisas maravilhosas para o reino de Deus. A parte
assustadora disso é que, em nossos dias, emergem muitos
líderes que não servem ao Senhor. Coisas perigosas podem
acontecer ao povo de Deus quando seus filhos são engana-
dos e seguem um comandante como fora Sísera.
A história de Débora apresenta-nos uma aplicação im-
portante da liderança. Os batistas do sétimo dia, pelo menos
aqueles que observei, são extremamente dependentes dos
pastores no que se refere a muitos trabalhos da igreja. Essa
atitude, às vezes, é expressa com uma frase - “Bem, é por isso
que pagamos esta pessoa, para ela ser responsável por de-
66
DEUS LIDERA ATRAVÉS DE DÉBORA

sempenhar todos os programas e ministérios da igreja”. Este


“cristianismo consumidor” é visto quando alguns vêm consu-
mir atividades religiosas durante algumas horas no dia de
sábado e, durante o resto da semana, ignoram sua responsa-
bilidade pessoal pela vida da igreja e não desempenham o
papel que Deus pediu-lhes que executassem em seu reino.
Débora não esperou Baraque aceitar o chamado para
conduzir o povo de Deus. Ela chamou para si a responsabili-
dade de liderar o povo de Deus. Quando viu a necessidade
de liderança, supriu tal carência. Muitas de nossas igrejas fun-
cionariam mais efetivamente se aprendêssemos esse princípio
e se o instilássemos nos outros, nos momentos em que nos
reunimos para adorarmos e servirmos, juntos, em nossas co-
munidades de fé. Deus deu dons a cada um de nós, e espera
que cada qual desenvolva o seu. Nossa igreja será muito mais
efetiva se cada um ajudar e envolver-se.

Anotações

67
Lição 6 Sábado, 11 de agosto de 2007

Dicas para os professores


Metas da lição

1. Recontar a história de Débora, a profetiza, e como ela aju-


dou Baraque a derrotar o exército de Sísera.

2. Ajudar seus alunos a refletirem sobre as qualidades de Dé-


bora como uma líder forte do povo de Deus.

Ajudar os participantes a entenderem por que homens e mu-


lheres podem trabalhar juntos no reino de Deus.

Atividade pedagógica
Peça aos alunos para formarem grupos e dê-lhes algum
problema que requeira um líder para ser solucionado.
Envolva sua classe numa discussão sobre as virtudes de
bons líderes. Discuta sobre as qualidades de liderança que
podem ser vistas em Débora.

Olhando adiante
Israel aprende, pelo exemplo de Samuel, que a oração
faz a diferença.

68
DEUS RESPONDE À
ORAÇÃO DE SAMUEL
1 SAMUEL 7.3-13

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Paula Davis

Domingo, Colossenses 4.2-6


Nesta porção da carta aos colossenses, Paulo exorta-os a
se dedicarem à oração, não passivamente, mas ativamente,
buscando oportunidades para orarem e para andarem na atitu-
de de Cristo.
É encorajador saber que cada um de nós deveria ponde-
rar, estando sempre atento quanto à forma como agimos com
os outros. Vivamos cada dia com uma atitude de oração, sen-
do gratos por todas as coisas, sempre procurando oportunida-
des para mostrar o amor de Deus aos outros.

Segunda, Salmo 31.14-24


“Sede fortes, e revigore-se vosso coração, vós todos
que esperais no SENHOR” (v. 24). Davi termina essa oração
com palavras de encorajamento. Ele dera exemplos, do co-
meço ao fim do salmo, do amor e da misericórdia do Senhor,
mostrando-nos que fala como um homem que não teve uma
vida fácil. Contudo, durante tudo que enfrentou, Deus estava
com ele. Nós, assim como Davi, podemos “ser fortes e revi-
gorados de coração” em toda a situação se colocarmos espe-
rança e confiança no Senhor. Ele satisfará todas as nossas
necessidades. Aleluia!
Lição 7 Sábado, 18 de agosto de 2007

Terça, 1 Samuel 1.21-28


Ana gastou muitos anos desejando e orando por um
filho. No seu tempo, a sociedade evitava uma mulher estéril,
assim como acontecia às adúlteras. Ela tinha razão de estar
amargurada e irada com Deus; porém, agiu inversamente:
entregou-se à oração e, quando soube que estava grávida,
dedicou seu primogênito ao Senhor. Quando deu à luz a
Samuel, deve ter sido muito tentador mantê-lo em casa e
ensiná-lo, em seu próprio lar, a amar a Deus. Entretanto, seu
voto era dedicá-lo “ao SENHOR por todos os dias de sua vida”
(v. 11). Ana foi fiel, tornando-se um exemplo de alguém que
cumpriu seu voto, apesar do alto preço a ser pago.

Quarta, 1 Samuel 2.1-11


Na meditação de ontem, vimos Ana dedicando seu filho
ao Senhor, levando-o ao templo e deixando-o sob os cuidados
do sacerdote Eli. Hoje, conhecemos sua reação quanto a isso:
uma canção de louvor, uma oração de gratidão e de reconhe-
cimento da provisão do Senhor. O coração de Ana não estava
amargurado; “regozijava no Senhor” (v. 1). Eu fico encantada
com sua disposição de ser fiel! Há pouco, havia entregado ao
Senhor o mais profundo desejo de seu coração, literalmente,
e, então, regozijava-se em Deus. Que nós usemos Ana como
um modelo para nossa própria vida e para a atitude de nosso
coração. Que tenhamos a mesma disposição de sermos fiéis
ao Senhor, cumprindo nossos votos.

Quinta, 1 Samuel 3.1-10


Alguma vez você já ouviu o Senhor falando diretamente
com você? Já lhe deu uma oportunidade de fazer isso? Eu amo
a resposta de Samuel, na primeira vez em que o Senhor fala
com ele. Samuel não questionou quando Eli disse-lhe que era
o Senhor; apenas se deitou e esperou. Charles Swindoll teceu
um interessante comentário sobre essa passagem: “Estes capí-
tulos são como uma lembrança firme de que o Senhor usará
qualquer um que escolha fazer a sua vontade. Embora Samuel
fosse muito jovem, o Senhor começou a falar com ele e a
70
DEUS RESPONDE À ORAÇÃO DE SAMUEL

conduzir sua vida. Lembremo-nos disso quando orarmos por


nossos filhos e netos. Deus pode falar com os pequeninos
com tanto poder (e às vezes mais!) quanto fala com os já
crescidos. Jovens ou velhos, crianças ou adultos, Deus deseja
chamar e conduzir cada um de nós aos seus caminhos.”

Sexta, 1 Samuel 7.2-6


Quando nos achegamos ao Senhor e pedimos por sua
presença e bênçãos, temos de ter certeza de que Deus está
em primeiro lugar em nosso coração. Precisamos preparar o
coração para servir somente ao Senhor. Às vezes, permitimos
que a ira e a amargura ocupem-no em vez de lançá-las para
Deus. Nós precisamos examinar os corações e confessar qual-
quer coisa guardada nele que não venha de Deus. Só quando
nos achegamos diante dele com coração limpo é que o Se-
nhor abençoa.
Como está seu coração?

Sábado, 1 Samuel 7.7-13


Nesta época, quando os israelitas enfrentavam algum
perigo, eles clamavam imediatamente ao Senhor. Sabiam que
precisavam dele para se salvarem e esperavam que Deus
socorresse. Esse povo procurou a oportunidade que Deus
poderia lhe dar de destruir seus inimigos, e ele proveu tal
oportunidade a ele.
Quando nós clamamos ao Senhor, esperamos sua res-
posta e buscamos as oportunidades que ele nos concede para
darmos um passo adiante e derrotar nossos inimigos? Às ve-
zes, isso exige de nós passos de fé em busca da solução
clamada por nós.

71
Lição 7 Sábado, 18 de agosto de 2007

Estudo Estudo Adicional Devocional


1 Samuel 1 Samuel Salmo
7.3-13 7 31
Verso áureo
“Tomou, pois, Samuel um cordeiro que ainda mamava e
o sacrificou em holocausto ao SENHOR; clamou Samuel ao
SENHOR por Israel, e o SENHOR lhe respondeu.” (1 Samuel
7.9)

Núcleo da lição
Orar pelos outros mostra nossa preocupação com eles
e, de certo modo, faz com que sintamos a dor que sentem.
Quais são os efeitos de rezarmos pelos outros? Samuel orou
pelos israelitas quando estes estavam enfrentando os filisteus,
e Deus libertou-os.

Perguntas para estudo do texto

1. Que papel, ou quais papéis, Samuel desempenhou em


Israel?

2. O que essa história sugere sobre como Deus responde à


oração?

3. Se os israelitas eram fiéis e comprometidos com Deus, por


que estavam tão temerosos de enfrentarem o ataque dos
72
DEUS RESPONDE À ORAÇÃO DE SAMUEL

filisteus?

4. Por que o povo de Israel confiou que Samuel iria aproximá-


los de Deus?

5. O que Samuel pediu de Israel? Como o povo israelita res-


pondeu?

6. Como os filisteus reagiram aos israelitas? O que Samuel


continuou pedindo a Israel? Como o Senhor respondeu a
Samuel e a Israel?

7. Quais são os efeitos de orarmos pelos outros? Como você


pode ser um guerreiro mais efetivo de oração?

73
Lição 7 Sábado, 18 de agosto de 2007

ENTENDENDO E VIVENDO
Matthew Berg

Contexto
O contexto conduz nossa passagem para 1 Samuel 6.19-
20 quando as pessoas de Bete-Semes (os filisteus) olharam
para dentro da Arca da Aliança e 70 delas morreram. Como
resultado, a seriedade com que Deus cuidava da sua arca foi
estabelecida. Os filisteus mandaram-na de volta por medo do
que tinha acontecido. Essa é uma informação importante para
nossa narrativa, pois estabelece o temor do inimigo no mo-
mento em que o povo de Deus teve a chance de responder à
ameaça de seu adversário.
Este é um período na história de Israel no qual a lideran-
ça funcionava como profeta, juiz e sacerdote. Samuel desem-
penhou todas essas funções. Posso fazer uma analogia com
um pastor de igreja pequena. É esperado que os pastores
batistas do sétimo dia sejam generalistas, e não especialistas
em algum ministério. Deixe-me explicar: nossos pastores são
como clínicos gerais, têm de entender de tudo um pouco. Há
igrejas em que os pastores podem trabalhar com suas voca-
ções específicas, por exemplo: os evangelistas, os plantadores
de igrejas, os musicistas, etc.

Pano de fundo histórico


Os deuses estranhos e os astarotes (mencionados no ca-
pítulo 7, no verso 3) são diferentes de outros deuses estran-
geiros. Astarote é o nome da deusa, conhecida em Canaã
como Ashtar ou Astarte, a cônjuge de Baal. A palavra hebraica
está no plural e indica que os israelitas deveriam jogar fora
todas as deidades e seus cônjuges.
No capítulo 7, no verso 5, Mispa é mencionado. A pala-
vra hebraica indica “posto militar de fronteira”; o local está
localizado a, aproximadamente, 13 km ao norte de Jerusalém.
Mispa era, neste momento, um terreno oval cercado por uma
parede de um metro de espessura. Esse muro guardava a
74
DEUS RESPONDE À ORAÇÃO DE SAMUEL

principal estrada norte-sul, entre as colinas de Judá e de Efraim.


A menção em 7.6, de se tirar água e despejá-la, é um
dos rituais mencionados, junto com a festa dos tabernáculos,
como rito de purificação. Tal ato simbolizava um desejo de
ser purificado e limpo pelo Senhor. O jejum também é citado;
essa disciplina espiritual geralmente acontecia junto com al-
gum tipo de lamento. Nesse caso, era a desobediência das
pessoas. O princípio era que a importância do pedido levava
um indivíduo a ficar mais preocupado com sua condição espi-
ritual do que com suas necessidades físicas, buscando uma
forma de renovação e de reavivamento. Nesse sentido, o ato
de jejuar é projetado como um processo para conduzir a pes-
soa à purificação e à humilhação diante de Deus (veja Salmo
69.10). Em conexão com o arrependimento deles, os israelitas
jejuaram para removerem qualquer pecado ou outro obstáculo
que pudesse conduzi-los à sujeição deles aos filisteus.
Também, em 7.6, a liderança de Samuel é descrita pelo
mesmo termo que serve como um título de um juiz. Sua lide-
rança incluiu todos os papéis em última instância: profeta,
sacerdote e juiz.
Por que os filisteus atacariam quando os israelitas esti-
vessem reunidos para uma observância religiosa? Naquela
época, geralmente se executavam rituais religiosos antes de
qualquer iniciativa militar. Um dos meios pelos quais os espi-
ões ou informadores poderiam contar que a ação militar esta-
va em progresso era quando ajuntamentos suspeitos aconteci-
am em função de ritos não-conectados com os festivais já
conhecidos. Os reis assírios, regularmente, recebiam relatóri-
os vindos dos seus informantes, relativos ao envolvimento de
um rei vassalo com rituais que poderiam ser suspeitos de
estarem conectados a alguma preparação para batalha.

Texto e aplicação
Quando tentamos aplicar esta narrativa à vida diária, dois
aspectos da modernidade apresentam-se: 1) Como você pode
ser um servo usado para levar a ajuda aos outros da mesma
forma que Deus fez ao seu povo, como celebrado pela pedra
75
Lição 7 Sábado, 18 de agosto de 2007

Ebenézer? 2) A oração intercessória, como a executada por


Samuel, é um ministério vital em qualquer igreja.
Servo evangelista: Um pastor, amigo meu, da cidade em
que vivo, acredita que o servo evangelista é um modo efetivo
de fazer diferença nas comunidades nas quais vivemos; ele
ajuda as pessoas de forma prática a compartilharem e a co-
nhecerem o amor e a ajuda que Cristo dá através de seu corpo
- a igreja. Que atos de serviço em nome de Jesus você pode
executar em sua congregação? Talvez possa visitar os doentes
e as pessoas que não conhecem ao Senhor. Você pode se
voluntariar em uma organização que faz diferença em sua
comunidade? Um membro de minha igreja é um bombeiro
voluntário. Que oportunidade boa de compartilhar o amor de
Cristo, pragmaticamente, fazendo a diferença na vida das pes-
soas! Esteja à procura de maneiras para servir aos outros em
sua comunidade a fim de impactar a vida daqueles que não
conhecem ao Senhor.
Oração intercessória: Eu não posso pensar em um minis-
tério mais importante do que este de trazer outros diante do
trono do Todo-poderoso, e de trazer as orações e as preocu-
pações deles diante do Senhor. A oração intercessória é a
alma de qualquer igreja! Quando dizemos aos outros “Eu ora-
rei por você.”, nós realmente queremos dizer isso ou é ape-
nas algo que falamos por hábito? Quando as pessoas vêm
diante do Senhor com coração sincero, creio que Deus res-
ponde, tal como ele fez há mais de 3.000 anos, com a oração
fervorosa de Samuel. E ele, hoje, ainda nos responde!
Eu também penso que um ministério de oração
intercessória vibrante e efetiva mostra o nível de envolvimento
que as pessoas têm na vida de cada um. Não consigo falar o
quanto me dói ouvir outros dizendo “Eu não sei X, Y, Z do
que está acontecendo na vida de alguém.”. Em outras pala-
vras, “Eu não me importo com o que está acontecendo na
vida de meu irmão.” Devemos nos importar sim! Lembre-se
do mandamento de Deus: “Orai uns pelos outros.” (Tiago 5.16)
Seja intencional ao orar por outros em sua igreja local. A
congregação na qual cresci tinha uma reunião de oração se-
76
DEUS RESPONDE À ORAÇÃO DE SAMUEL

manal que acontecia antes do culto de adoração; ali, o pastor


rezava pela vida de cada um do grupo. E cada qual que
participava da reunião orava pelo pastor. Eu não lhe posso
dizer o quanto significa, da perspectiva de um pastor, saber
que alguém está orando por ele; entretanto, sei o quão signi-
ficativo para mim era saber que meu pastor orava por mim.
Meus irmãos, precisamos orar mais; precisamos gastar
mais tempo com Deus; precisamos ser menos egoístas e pe-
dir menos por nós e mais pelo nosso próximo! Vamos rezar
mais; vamos interceder mais, e certamente seremos mais aben-
çoados!

Anotações

77
Lição 7 Sábado, 18 de agosto de 2007

Dicas para os professores


Metas da lição

1. Explicar o papel de Samuel como juiz, sacerdote e profeta,


e rever o meio pelo qual ele ajudou seu povo a se livrar
dos filisteus.

2. Discutir com seus alunos os efeitos e a importância de se


orar pelos outros.

3. Ajudar os participantes a se comprometerem a ativamente


orarem por uma pessoa ou por um grupo que, hoje, preci-
se de ajuda.

Atividade pedagógica
Desenvolva um cartaz de oração no qual sejam coloca-
dos nomes de pessoas que precisem de oração. Encoraje
seus alunos a orarem por elas. Se sua turma for grande, divi-
da-a em pequenos grupos e orem uns pelos outros.

Olhando adiante
O profeta Natã revela a aliança de Deus com Davi.

78
A ALIANÇA DE DEUS
COM DAVI
2 SAMUEL 7.8-17

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Paula Davis

Domingo, 1 Samuel 16.1-13


Neste texto, somos relembrados de um ponto muito im-
portante: o Senhor olha para o coração da pessoa, e não para
sua aparência. Quando Samuel foi ungir um dos filhos de
Jessé como o novo rei de Israel, ele nunca consideraria que o
pequeno Davi seria o escolhido de Deus! Mas o Senhor viu o
coração de Davi; não se guiou apenas por quem ele era. Mais
importante era quem se tornaria: um homem seguidor do pró-
prio coração de Deus. Ao olharmos para aqueles a quem
Deus pode estar transformando em líderes, precisamos nos
lembrar de olhar para o coração, e não apenas para o exteri-
or. Caso contrário, podemos perder o “Davi” que está sentado
ao nosso lado...

Segunda, 1 Samuel 16.14-23


David fora ungido por Deus para ser o próximo rei de
Israel; todavia, foi chamado pelo rei Saul para ser seu criado.
Criado?! Davi poderia ter se sentido superior a tal função e
recusado-se a servir a Saul, mas ele não agiu assim. Eu creio
que, ao contrário, ele viu isso como uma oportunidade de
servir ao Senhor, e não a Saul.
Às vezes, Deus exige que seus líderes humilhem-se e
sirvam a outros para cumprirem seus planos. Nós precisamos
Lição 8 Sábado, 25 de agosto de 2007

estar abertos a toda posição que o Senhor quer nos colocar.

Terça, 1 Samuel 17.32-37


Quantas vezes você já ouviu, contou ou cantou a histó-
ria de Davi e Golias? Tantas que já não pensa mais no que
está sendo contado... Quando reflito sobre Davi, recordo um
dos meninos de minha classe da escola sabatina exclaman-
do: “Você quer dizer que o exército israelita inteiro estava
com medo de um homem? Deixe-o comigo! Meu Deus pode
derrotar qualquer um!” Nada intimidaria Davi a mostrar para
todo o mundo quão grande era o seu Deus.
Agora, olhe a passagem à luz de algum gigante que
você esteja enfrentando. Nada é muito grande para nosso
Deus. Olhe aquele gigante nos olhos e derrote-o em nome
do Senhor!

Quarta, Salmo 5
Eu amo ler os salmos de Davi, porque nos dão uma
visão da sua alma. O livro de salmos é como o diário de
Davi. Seguramente, não gostaria que outras pessoas lessem
meu diário e soubessem os clamores mais profundos de meu
coração, as alegrias, os pesares ou os pedidos de ajuda. Con-
tudo, aqueles salmos recordam-me que sempre posso ser ho-
nesto com o Senhor, sem me preocupar com o que os outros
pensarão. Eu posso despejar meu coração a qualquer hora
diante de Deus, em qualquer lugar, e ele sempre me ouvirá e
responderá com carinho.
Quinta, 2 Samuel 2.1-7
Saul está morto, e Davi assume o reinado. Qual foi sua
primeira atitude? Agradecer àqueles que enterraram seu ini-
migo Saul! Muitas vezes, falo contra alguém que mostra gene-
rosidade ou respeito para com meus inimigos. Isso não é da
vontade de Deus! Da mesma maneira que Davi fez, o Senhor
exorta-nos a tratar bem nossos inimigos: “Se seu inimigo tiver
fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazen-
80
A ALIANÇA DE DEUS COM DAVI

do isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele, e o


SENHOR recompensará você.” Provérbios 25.21-22 (NVI).

Sexta, 2 Samuel 7.8-17


Desejo saber o que acontece quando tiro algum tempo
para sentar quietamente diante de Deus, meditar na palavra
dele e permito-lhe mostrar-me suas promessas para a vida.
Deus deu-nos muitas promessas em sua palavra, e elas são
tão verdadeiras hoje quanto eram quando foram escritas.
O Senhor tem promessas para você e para mim; e deseja
compartilhá-las conosco se tão somente lhe dermos o tempo
e a atenção de que precisa e merece para revelá-las a nós.

Sábado, 2 Samuel 7.17-29


Davi nunca negligenciou a benevolência de Deus. Nós
jamais o vemos esperar boas coisas acontecerem a ele; ape-
nas percebemos sua gratidão diária pela provisão de Deus.
Desejo ter um coração cheio de gratidão para a benevo-
lência diária de Deus, pois não importa quão torpe o meu dia
possa parecer; já recebi mais bênçãos do que posso contar.
Que Deus me lembre de contar suas bênçãos, a cada dia,
como uma atitude de gratidão.

81
Lição 8 Sábado, 25 de agosto de 2007

Estudo Estudo Adicional Devocional


2 Samuel 2 Samuel Salmo
7.8-17 7 5
Verso áureo
“Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para
sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre.”
(2 Samuel 7.16).

Núcleo da lição
Promessas fidedignas significam mais para nós do que
aquelas facilmente quebradas. Em qual tipo de promessa po-
demos confiar? Deus prometeu afiançar a linhagem de Davi
e o trono, e os cristãos celebram a natureza eterna dessa jura
como cumprida em Jesus Cristo.

Perguntas para estudo do texto

1. Qual foi a aliança que Deus fez com Davi, revelada pelo
profeta Natã?

2. Como Natã apresentou a aliança para Davi? O que o Senhor


desejava relembrar-lhe pelo exemplo de seu passado?

82
A ALIANÇA DE DEUS COM DAVI

3. De que forma a experiência de Davi como pastor de ove-


lhas ajudou-lhe como rei e líder de Israel?

4. Embora o trono físico de Davi tivesse um fim, como Deus


manteve sua promessa, no final das contas, para os descen-
dentes de Davi?

5. Em que sentido você pode pensar em sua própria linhagem


familiar como um presente e uma promessa do Senhor? De
que forma poderia ver sua família como parte da Casa de
Deus?

6. Em quais promessas podemos confiar?

83
Lição 8 Sábado, 25 de agosto de 2007

ENTENDENDO E VIVENDO
Matthew Berg

Contexto
Nosso texto está contextualizado na famosa história
de Davi adorando, exuberantemente, ao Senhor sob os
olhos atentos da esposa Mical (2 Samuel 6). 2 Samuel 7 é
talvez o capítulo mais importante do material histórico que
nos dá o autor no que temos agora como os livros de
Samuel. Representa o coração do caráter de Deus como o
doador da promessa de sustentar seu povo pela fidelidade
à linhagem de Davi, que culmina dramaticamente em Je-
sus. O restante de 2 Samuel 7 fala sobre o desejo de Davi
de construir o templo. O que é impressionante aqui é a
importância da oração como fundamento de qualquer gran-
de trabalho realizado para Deus. A oração de Davi é fun-
damental para a edificação do templo.

Pano de fundo histórico


Nós servimos a um Deus que interage com seu povo
por meio de alianças. A aliança davídica é talvez a mais
importante para os cristãos, pois ela representa a fidelida-
de de Deus com seu povo por meio do presente que nos
deu: seu Filho, Jesus Cristo, vindo para restabelecer o rela-
cionamento do homem com Deus. O Pai tem uma paixão
ardente por seu povo, representada poderosamente no pre-
sente de Cristo - o Messias prometido. Os cristãos vêem
essa aliança poderosamente cumprida. “Ele edificará uma
casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono
do seu reino” (7.13).

7.8-11 Deus como o responsável pelo povo


Era comum, no Antigo Oriente, um rei reivindicar o pa-
trocínio da deidade nacional. Hittite e documentos da
Mesopotâmia deixam essa questão evidente. A deidade é
84
A ALIANÇA DE DEUS COM DAVI

reconhecida como tendo trazido o rei para o trono, dando-


lhe a terra e estabelecendo sua monarquia. O deus prote-
gia o rei, concedeu-lhe vitória sobre seus inimigos, estabe-
leceu a linha dinástica e determinou o destino real. Esse
pano de fundo mostra que a ação do Senhor com seu
povo não era desconhecida ou estranha. Nós servimos ao
Deus da História que agiu dentro dela para cumprir seus
propósitos.

7.14 Pai/filho – o relacionamento entre Deus e o rei


A monarquia egípcia é particularmente forte neste
ponto; assim, a regência de um faraó era vista como deri-
vada do reino divino. Mais particularmente, fora concebi-
do como o filho de Ra, o deus do sol. Na literatura de
Ugaritic, Kenet, o rei de Khurbur, é identificado como fi-
lho de El, o deus principal do cananitas.

7.15 – Uma aliança de amor


Hittite, Akkadian e Ugaritic são exemplos aramaicos
a mostrarem que a ação positiva do suzerain para com
seu vassalo é expressa com amor, generosidade, benevo-
lência e resposta com obediência e lealdade. Nas cartas de
Amarna (dos reis vassalos de Canaã para o regente egíp-
cio deles), o “amor” é usado como caracterização de rela-
ções internacionais amigáveis e leais. Expressa as inten-
ções do vassalo de ser leal e de honrar as condições do
acordo tratado entre as partes. Há instâncias raras na litera-
tura mesopotâmica nas quais um indivíduo é advertido a
amar uma deidade; contudo, em geral, os deuses do Anti-
go Oriente não buscaram o amor dos seus adoradores,
nem se relacionavam com eles por meio de alianças.
Louvado seja o nosso Deus, a quem servimos - o
Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó -, e o seu Filho,
Jesus, por meio de quem podemos entrar livremente em
aliança com nosso criador pelo dom gratuito do sangue de
85
Lição 8 Sábado, 25 de agosto de 2007

Cristo vertido, na cruz, em nosso favor.

Texto e aplicação
No filme “As Crônicas de Nárnia”, inspirado na obra
do teólogo C.S. Lewis, um dos personagens diz: “Há tantos
quartos nesta casa...”. Isso me impressionou por causa da
mesma linguagem usada em nossa passagem, na qual Davi
essencialmente lamenta o fato de o Senhor não ter uma
casa, e o rei morar numa com tantos quartos (2 Samuel
7.2). O Senhor diz, então, que ele não habitava em casas,
mas em tendas e tabernáculos (2 Samuel 7.5-16).
Davi ora depois de ter recebido a mensagem do pro-
feta Natã (2 Samuel 7.18-29). O centro de nossa passagem
envolve a fala de Deus para Natã. A verdadeira casa de
Deus está numa promessa ao seu povo, na qual realmente
haverá muitos quartos. E seus aposentos serão construídos
sobre a sólida fundação da linhagem do rei Davi. Você,
alguma vez, pensou em sua própria linhagem familiar como
um presente e uma promessa do Senhor? Já refletiu sobre
sua família ser uma parte da Casa de Deus?
É impossível subestimar a importância de 2 Samuel 7,
no contexto bíblico. “Este é um dos capítulos mais impor-
tantes de toda a Bíblia. Pode ser comparado à Magna Car-
ta ou à Declaração de Independência; textos que inspiram
uma nação inteira e geram uma identidade nacional.”
(Arnold, pág. 472). A razão estabelece uma visão maior do
plano de Deus para a humanidade, e não apenas para
Israel. O Senhor pretende estar conosco e mora em nosso
coração! É o Emanuel, o Deus conosco. Não está limitado
a uma casa ou a um templo. Ele exige ocupar um lugar
especial em nossa vida: o primeiro! Caminha sempre
conosco, como com os israelitas na tenda de fogo. Regozi-
je-se na promessa desse texto; é o fundamento para um
relacionamento com seu criador.
Procure lugares para os quais possa convidar Deus a
86
A ALIANÇA DE DEUS COM DAVI

fazer parte dos detalhes íntimos de sua vida. Afinal, é em


sua vida que ele quer residir. Realmente, o Senhor deseja
construir uma “casa”; mas ela é maior e com mais quartos do
que podemos imaginar. Creio que, na segunda vinda de Cris-
to, Deus fará novos céus e nova terra (Apocalipse, capítulos
20 e 21) ; isso será o cumprimento de todas as promessas
divinas. O mundo inteiro será a “casa” na qual Deus morará.
Seu projeto é tanto grande quanto pessoal; assim, apenas o
criador do universo poderá realizá-lo.

Anotações

87
Lição 8 Sábado, 25 de agosto de 2007

Dicas para o professor


Metas da lição

1. Rever a aliança de Deus com Davi, como revelada pelo


profeta Natã.

2. Refletir nas interpretações cristãs das promessas de Deus a


Davi.

3. Ajudar os alunos a celebrarem a eterna natureza das pro-


messas cumpridas em Jesus Cristo.

Atividade pedagógica
Leiam o hino “Firme nas promessas” e meditem no que
o autor estava tentando transmitir.
Trace a linhagem de Jesus, tendo Davi como ponto de
partida. Veja quais nomes avançam e como eles poderiam
ser incluídos nas promessas feitas a Davi.

Olhando adiante
Nós aprenderemos pela sabedoria de Salomão.

88
DEUS CONCEDE
SABEDORIA A SALOMÃO
1 REIS 3.3-14

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Paula Davis

Domingo, Provérbios 1.1-7


Certa vez, meu pastor disse: “Em um mundo espalha-
fatoso, volátil, marcado por assuntos superficiais e pensa-
mentos rasos, vamos nos comprometer a não nos somar-
mos a isso. Se investirmos nosso tempo a sós com Deus,
ganharemos um novo respeito por sua sabedoria e uma
nova resolução para buscá-la, vivendo segundo a sabedo-
ria divina.”.
À primeira vista, o livro Provérbios pode parecer cheio
de regras. Porém, se o entendermos como pepitas de sabe-
doria divina, estaremos mais ansiosos por aprender com
ele e por crescer no conhecimento do Senhor.

Segunda, Jó 28.12-28
A sabedoria não está diretamente relacionada ao nosso
nível de saúde ou de riqueza. Não podemos obtê-la com
ouro, jóias ou status social. Nós somente a teremos se ficar-
mos o mais perto possível do Senhor. Ele pode colocar pesso-
as em nosso caminho para serem nossos mentores, prontos a
nos ajudarem a crescer; todavia, a sabedoria não vem delas.
A vereda da sabedoria é o Senhor, e ele manterá essa trilha
iluminada para qualquer um que queira segui-la.
Lição 9 Sábado, 01 de setembro de 2007

Terça, Salmo 119.97-104


Quanto mais próximos da sabedoria de Deus estiver-
mos, mais aprenderemos a amá-la. Seguir sua lei tornar-se-
á uma alegria e começaremos a odiar qualquer coisa que
não seja do Senhor. À proporção que meditamos em suas
palavras, mais ele vai nos recompensar com sabedoria e
entendimento. Tais dádivas não podem ser atingidas pe-
los que apenas fazem uma leitura rápida e prosseguem em
seus próprios caminhos.
Medite na palavra e nas leis de Deus, e será recom-
pensado além da sua imaginação!

Quarta, 1 Reis 1.28-40


Algo que os pais podem passar para seus filhos é a
herança. Nem todo o mundo tem um legado, como o do
rei Davi, para deixar aos filhos, mas todos temos presentes
importantes para dar àqueles que seguem nossos passos.
Tenha você filhos ou não, comece a considerar o que
deixará quando partir. Deixará um legado de amor e de
sabedoria divina, ou discussão e dor? Deus deseja dar bons
presentes aos filhos. Nós não deveríamos desejar menos.

Quinta, 1 Reis 3.3-9


O Senhor ofereceu a Salomão qualquer coisa que ele
quisesse. Ele poderia ter pedido riquezas, poder... Contu-
do, quis apenas sabedoria – um coração perspicaz para
conduzir o povo de Deus e saber discernir o certo do erra-
do. Ele reconheceu sua pequenez diante da grandeza do
Senhor e sua ignorância ante a sabedoria divina. Desejou
seguir os passos de seu pai, o rei Davi, e sabia que a
sabedoria do Senhor iria conduzi-lo. Ou seja, Salomão
poderia ter sido egocêntrico e avarento; no entanto, humi-
lhou-se diante do Senhor e pensou em seu povo.
É uma boa lição para qualquer líder! Se você estivesse
em seu lugar, o que pediria? (Seja sincero!)
90
DEUS CONCEDE SABEDORIA A SALOMÃO

Sexta, 1 Reis 3.10-15


Deus respondeu à petição de Salomão com grande
prazer; e não apenas lhe prometeu sabedoria, como tam-
bém ofereceu muito mais. Ele prometeu-lhe riquezas e
honra, de maneira que, enquanto vivesse, nenhum rei se-
ria maior que ele. Essa passagem é um grande exemplo de
como Deus recompensa aqueles que se humilham diante
dele e permitem a Deus determinar seus caminhos e seu
futuro.
Buscar apenas riquezas e poder, quando Deus não
deseja isso para nós, acarretará tão somente miséria. A busca
pela sabedoria de Deus trará alegrias e riquezas além do
que podemos imaginar!

Sábado, 1 Reis 4.29-34


Eu não posso perscrutar a sabedoria que Deus deu a
Salomão. O relato de tudo o que ele fez deixa-me até
cansado! Devemos ter em mente que Deus concedeu sa-
bedoria a todos nós, para ser usada a fim de que seu reino
avance. Cada um tem uma mistura sem igual de dons e de
talentos que Deus usará à medida que permitirmos. Tenha
cuidado para não desperdiçar o que foi dado por ele; use
sua sabedoria para o serviço de Deus, de forma que você
possa comparecer diante dele um dia e ouvir: “Muito bem,
servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te
colocarei; entra no gozo do teu senhor.” (Mateus 25.21)

91
Lição 9 Sábado, 01 de setembro de 2007

Estudo Estudo Adicional Devocional


1 Reis 1 Reis Salmo
3.3-14 3 119.97-104

Verso áureo
“Eis que faço segundo as tuas palavras: dou-te coração
sábio e inteligente, de maneira que antes de ti não houve teu
igual, nem depois de ti haverá.” (1 Reis 3.12)

Núcleo da lição
A maioria das pessoas deseja entender o mundo ao seu
redor e aprender a fazer escolhas sábias. Qual é a fonte de tal
conhecimento? Salomão obteve sua admirável sabedoria ao
pedir a Deus. Foi uma resposta do Senhor à sua oração.

Perguntas para estudo do texto

1. Por que Deus apareceu a Salomão? Como apareceu? O que


lhe prometeu? O que foi oferecido?

2. Como você caracterizaria o relacionamento entre Deus e


Salomão? Como teria se desenvolvido?

92
DEUS CONCEDE SABEDORIA A SALOMÃO

3. Que pedido Salomão fez ao Senhor? Por que o fez?

4. O que foi significa lugares altos (onde Salomão sacrificava)?


Por que lhes permitia? Como esse tipo de tolerância pode-
ria afetar Salomão?

5. Quais são as características da sabedoria bíblica? Onde você


pode encontrá-las nas Escrituras e em sua própria vida?

6. O que significa ter um “coração compreensivo”? Como


podemos preparar nosso coração para ouvir a Deus?

93
Lição 9 Sábado, 01 de setembro de 2007

ENTENDENDO E VIVENDO
Matthew Berg

Contexto
O contexto histórico e literário de nossa passagem é a
sucessão do trono de Davi. Isso nos dá um pano de fundo
importante ao texto de estudo e não desenha um rei
Salomão em condições completamente honradas. Um as-
pecto importante de todos os personagens humanos na
Bíblia... Eles não são perfeitos! Várias vezes, vemos essas
pessoas adorando a criaturas e a outros ídolos. Contudo,
felizmente, eram adoradores do único Deus verdadeiro e,
conseqüentemente, receberam sua misericórdia e suas bên-
çãos. É importante ler a história das ascensões de Saul e de
Davi ao trono antes de apreciar completamente todos as
nuanças que acontecem em 1 Reis 3:3-14.
Há dois pontos no contexto que melhoram nossa com-
preensão de 1 Reis 3.3-14. Sim; Salomão pediu sabedoria,
e o Senhor concedeu. Porém, isso não veio sem as impres-
sões digitais da graça. Salomão escolheu uma esposa es-
trangeira, uma egípcia, algo explicitamente proibido na Torá
(Deuteronômio 7.3,4) Então, gastou tempo e dinheiro pra-
ticamente duas vezes construindo seu próprio palácio, com-
parado ao templo de Jerusalém para adoração.
Certa vez, foi-me dito que você pode saber as priori-
dades de uma pessoa olhando sua agenda diária e vendo
como ela gasta seu tempo. Aliás, quanto tempo você gasta
com o Senhor Deus, em seu dia-a-dia?
Esses elementos do contexto ajudam-nos a ver o quanto
YHWH (Deus) foi gracioso para com Salomão, conceden-
do-lhe sabedoria.

Pano de fundo histórico


3.3,4 Os lugares altos de Gibeão
94
DEUS CONCEDE SABEDORIA A SALOMÃO

Gibeão estava localizada a, aproximadamente, 7 km


ao nordeste de Jerusalém. Pertencia à porção de terras dada
à tribo de Benjamim e tinha colinas com várias fontes de
água e um elaborado sistema de captação de água que a
tornavam um local importante. O uso de um lugar alto não
é condenado pelo escritor bíblico anterior à construção do
templo de Jerusalém e à implementação do pecado de
Jeroboão. Sendo assim, neste momento da história de Isra-
el, adorar desse modo não era algo explicitamente
depravador em termos do relacionamento com o SENHOR
(entretanto, parece provável ter sido esta a direção da vida
de Israel e a maneira como a devoção acontecia no tempo
de Salomão).

3.4 A oferta de mil holocaustos


Em sua magnitude, isso pode ser comparado aos sa-
crifícios realizados em massa de Êxodo 24.5-8 e de 1 Reis
8.5. Tal extravagância geralmente marcava eventos em que
se firmavam alianças com Deus, ou o início de um novo
relacionamento com o SENHOR. As enormes pilhas de ofe-
recimentos, descritas em pinturas nas tumbas egípcias, po-
dem ser um paralelo, pelo menos em termos de quantida-
de, à devoção e ao poder exemplificados nos oferecimen-
tos de Salomão, em Gibeão.

Ter sabedoria no Antigo Oriente


Era esperado que os reis deste tempo fossem sábios, e
não era incomum darem crédito a alguma deidade pela
sabedoria. Escritos antigos atestam que o rei assírio, Sargon,
fora proclamado como o mais sábio governante, graças
aos deuses Ea e Belit-ili. O deus Assur assegurou a
Senaqueribe, em um sonho, que sua sabedoria ultrapassa-
ra a dos mestres!
Contraste isso com a oração de Salomão, e você verá
a oposição do argumento dele em relação aos reis de ou-
95
Lição 9 Sábado, 01 de setembro de 2007

tros povos. Ele pede sabedoria para governar com justiça o


povo de Deus; não quis poder ou riqueza ou qualquer
outra coisa em benefício próprio. Salomão é o autor do
livro Provérbios, a parte ideal para se achar sabedoria den-
tro das Escrituras.

Texto e aplicação
A palavra-chave de nosso texto, repetida várias vezes
na oração de Salomão, é hesed - traduzida freqüentemente
por ‘bondade’ ou ‘generosidade’. Esse é um dos mais im-
portantes termos do Antigo Testamento, porque expressa o
quão profundo e comprometido é o amor de Deus para
com seu povo. Até mesmo quando seu povo desobedece,
o Senhor permanece fiel em cumprir seus bons propósitos.
A melhor tradução da palavra é fidelidade à aliança. E a
fidelidade de Deus à aliança conosco é eterna.
É justamente de Deus a aliança que nos permite rece-
ber sua sabedoria. Toda a verdade é a verdade de Deus;
não importa onde ou quando ela esteja disponível, sem-
pre pode nos surpreender. As duas fontes mais conhecidas
da sabedoria divina são a palavra de Deus e seu espírito.
Também posso encontrá-la nas conversações e nos diálo-
gos com meus irmãos em Cristo, que podem ministrar sa-
bedoria advinda daquilo que Deus fez na vida deles. Po-
rém, a sabedoria não está restrita a isso; onde mais, então,
pode encontrá-la? Como podemos buscar fielmente a sa-
bedoria dessas fontes principais as quais Deus dá sua sa-
bedoria?
Eu creio que a terceira fonte, e talvez a mais impor-
tante, seja a oração. A maior parte do tempo que passamos
em oração consiste em dar a Deus uma “lista de compras”.
Contudo, esquecemo-nos de investir tempo em preces para
ouvir a Deus!
E como podemos entrar no lugar sagrado onde Deus
pode dar sabedoria por nossa vida de oração? Um dos
96
DEUS CONCEDE SABEDORIA A SALOMÃO

meios pelos quais os seguidores de Cristo, ao longo dos


séculos, beberam da sabedoria de Deus foi orar usando os
salmos. Pelo menos uma vez por mês, rezo lendo esses
textos e isso tem mudado minha vida. Não posso pensar
em algo melhor que isso para começar a aprender como
orar e ouvir a Deus. Nada substitui essas orações; muitas
delas escritas pelo rei Davi.
A ênfase de 1 Reis 3.3-14 está na sabedoria que vem
como um presente sobrenatural de Deus. Não é inata, nem
adquirida pelo trabalho duro, pela observação cuidadosa
ou pela autodisciplina. A sabedoria concedida aqui é a do
alto. Há uma infinidade de lugares em nossa cultura nos
quais as pessoas são encorajadas a buscarem por sabedo-
ria. Virtualmente, nenhuma dessas sugestões aponta para
o Deus das Escrituras e para o presente sobrenatural dele
para nós. É difícil aceitar que Deus pode decidir não nos
conceder sua sabedoria em nosso tempo de necessidade.
Há boas razões para isso, como construir nossa fé e cará-
ter. Então, podemos nos tornar seguidores mais fiéis de
Cristo que, em sua sabedoria infinita, disse-nos para to-
marmos nossa cruz e segui-lo por onde quer que possa
nos conduzir.

97
Lição 9 Sábado, 01 de setembro de 2007

Dicas para os professores


Metas da lição

1. Apresentar o pedido por sabedoria feito por Salomão por


meio da reza.

2. Discutir com os alunos as características da sabedoria bíbli-


ca e como eles têm visto tal sabedoria nas pessoas, em
nossos dias.

3. Levar os alunos a orarem por um “coração compreensivo”.

Atividade pedagógica
Separe os alunos em pequenos grupos para discuti-
rem se as bênçãos de Deus dependem de nossa obediên-
cia ou não.
Dê o pano de fundo histórico a esta história e pergun-
te qual foi o significado de Salomão.

Revisando
Olhamos o relacionamento de Deus com Israel por
meio dos juízes e exploramos as alianças relacionais de
Deus com Samuel,com Davi e com Salomão.

98
ELIAS TRIUNFA
COM DEUS
1 REIS 18.20-24. 30-35, 38-39

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Matthew Lawson

Domingo, Salmo 145.1-7


Não importa a situação na qual nos encontrarmos,
deveríamos ter a mesma atitude de Davi. Tinha um com-
prometimento tão grande em louvar ao nosso Deus e Rei
que não importava o que acontecia ao seu redor. Nosso
Pai Celeste é o único digno de todo nosso louvor; de toda
palavra, de todo ato e de todo pensamento.
O que nos impede de louvá-lo diariamente?

Segunda, Salmo 86.8-13


Não há outro como o nosso Deus! Que pensamento
poderoso e encorajador! Nunca houve, nem haverá outro
igual a ele! Não importa para onde este mundo tente olhar
ou buscar; há só um Deus. E, um dia, todo joelho vai se
curvar, e toda língua confessará que ele é o Senhor!

Terça, Salmo 93
Eu estive no oceano várias vezes. Numa das mais
assustadoras, fui com minha família ver uma baleia. O bar-
co em que estávamos era muito pequeno, menor do que
deveria ser. E, quando estávamos voltando para o porto,
Lição 10 Sábado, 08 de setembro de 2007
veio uma tempestade; lembro-me de me assentar e de so-
mente ouvir o som das ondas batendo no barco. Definiti-
vamente, foi um momento assustador! Porém, até mesmo
o mar com todo seu poder e ruído não chega nem perto
da majestade e do poder de nosso Deus. Ah, como ele é
maravilhoso!

Quarta, 1 Reis 18.17-24


Quantas vezes em nossa vida servimos a Deus com
um coração tépido? Às vezes, sou assim. Em incontáveis
ocasiões, como os israelitas neste texto, parecemos servir a
Deus com apenas certa porção designada de vida. Porém,
em inúmeras vezes, Deus mostrou seu poder e recordou-
nos de que ele é Deus, e não eu.
Quantas vezes você critica os israelitas, mas age igual-
zinho a eles?

Quinta, 1 Reis 18.25-29


Confiança. A princípio, considerar a confiança pode
ser uma tarefa assustadora. Especialmente em nossa socie-
dade moderna; é difícil encontrar alguém digno de se con-
fiar. Porém, se lembramos em quem estamos depositando
nossa confiança, podemos ter certeza de que provará ser
fiel, não importa o quão difícil a situação possa parecer.

Sexta, 1 Reis 18.30-35


Sempre que damos um passo corajoso em direção a
Cristo, precisamos estar certos de que sua vontade está em
primeiro lugar. Há uma diferença entre ser corajoso e agir
pela fé. Elias agiu com fé, e construiu um altar em nome
de Deus; então, dedicou-o ao Senhor. Ele fez uma decla-
ração pública de que aquela era uma obra de Deus. Tudo
100
ELIAS TRIUNFA COM DEUS
o que nós fazemos deveria ser em nome do Senhor e para
sua glória.

Sábado, 1 Reis 18.36-39


Satanás ama nos atacar quando estamos nos sentin-
do mais fracos, como por exemplo, ao vivenciarmos uma
vitória espiritual. Sentimo-nos confiantes em Cristo e avan-
çamos, às vezes, tão rápido quanto podemos. Parecemos
quase invencíveis, às vezes, e ficamos eufóricos. Então,
Satanás vem e tenta levar-nos a trocar o enfoque de Deus
para nós mesmos.
Elias tinha certeza de que só seria notado como um
servo; sabia que, sem Deus, era apenas um homem. Paulo
disse que se vangloriaria das suas fraquezas de forma que
o poder de Deus pudesse ser exibido.
Se você está avançando em Cristo, fique certo de que
a glória está sendo dada a ele.

101
Lição 10 Sábado, 08 de setembro de 2007

Estudo Estudo Adicional Devocional


1 Reis 1 Reis Salmo
18.20-24, 30-39 18 86
Verso áureo
“O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e
disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (1 Reis
18.39).

Núcleo da lição
Às vezes, notamos que dependemos de um poder
maior que nós mesmos. De qual poder estamos sujeitos?
Em um momento muito crítico, Elias dependeu do poder
de Deus, e não foi desapontado.

Perguntas para estudo do texto

1. Que mensagem Deus queria transmitir a Israel? Por que os


israelitas precisaram ouvir isso?

2. Que tipo de líder foi Acabe? O que estava ensinando ao


povo? Que correção precisava receber?

3. Como Elias provou para Israel que o Senhor é o único Deus


verdadeiro? Por que foi significante Elias ter usado 12 pe-
dras para erigir o altar? Como organizou o evento a fim de
102
ELIAS TRIUNFA COM DEUS
mostrar que não usava magia ou outro artifício? Como as
pessoas responderam ao desafio?

4. Que situações você enfrentou nas quais foi chamado a se


levantar sozinho contra a maioria?

5. De qual poder você tem dependido? Como Deus provou


ser fiel em sua vida? Como pensa poder ajudar outras pes-
soas a experimentarem o poder do Senhor?

6. A lição projeta o conceito de que todos podemos contar


plenamente com Deus, mas há uma pergunta indireta aqui:
“Deus pode contar com você?” Como ele pode defender
sua verdade, ajudando a avançar seu reino? Em que aspecto
ele pode contar com você em sua seara? O que você tem
feito por Deus?

103
Lição 10 Sábado, 08 de setembro de 2007

ENTENDENDO E VIVENDO
Nick Kersten
“... o que era mau perante o SENHOR, mais do que
todos os que foram antes dele”. (1 Reis 16.30).
O reino do norte de Israel havia caído, há algum
tempo, em práticas do mal, inclusive na idolatria. A queda
foi presidida por uma série de reis maus. As contínuas
advertências dos profetas do Senhor não surtiram efeito
algum em trazerem novamente os israelitas para Deus.
Depois que o rei Onri faleceu, seu filho Acabe subiu ao
trono (1 Reis 16.29-33), e a situação tornou-se até mesmo
mais propensa ao mal. O primeiro livro de Reis registra
que Acabe era pior que qualquer um dos seus predecesso-
res; uma distinção bastante infame... Neste ambiente, Deus
chamou um profeta para trazer seu povo de volta a ele.

Um anúncio dramático
Em 1 Reis 17, o profeta Elias fez sua primeira apari-
ção, anunciando que não haveria chuva durante anos, até
que o Senhor abrisse as janelas dos céus e derramasse
água sobre a Terra. Em resumo, ele avisava que o Senhor
traria seca e escassez para todos os israelitas. Depois de
fazer o anúncio, Elias é ordenado a fugir para a torrente de
Querite, e então para Sidom, ao norte de Israel, a fim de
escapar da ira de Acabe. Durante esse tempo todo, o dra-
ma na Terra continuou; dia após dia sem chuva, a seca
tornou-se catastrófica. E Acabe recusava-se a reconhecer
Deus.

O desafio é feito
Na primeira parte de 1 Reis 18, achamos Elias rece-
bendo a ordem divina de se apresentar a Acabe para di-
zer-lhe que a seca estava a ponto de terminar, depois de
104
ELIAS TRIUNFA COM DEUS
três anos. A ordem de Deus não parece notável até que
lemos, no verso 4, que Jezabel, a esposa de Acabe, estava
exterminando os profetas do Senhor. Além disso, descobri-
mos a conversa de Elias com Obadias, o fiel e guardião da
casa de Acabe (1 Reis 18.4-14). Naquela época, podemos
dizer que Acabe tinha publicado um decreto tornando Elias
o procurado número 1. Obadias temia que, mencionando
o nome de Elias diante do rei, fosse levado à morte. Po-
rém, apesar do perigo, Elias estava resoluto: apareceria di-
ante de Acabe. Quando finalmente conseguiu sua audiên-
cia com o rei, acusou-o de conduzir os israelitas para longe
de Deus e desafiou-lhe a trazer seus líderes religiosos (os
profetas de Baal e de Aserá) e todo o povo de Israel para
encontrá-lo no Monte Carmelo. Após três anos de julga-
mento, o Senhor mostrou-lhes quem realmente é o único
Deus verdadeiro.

O dia “d”
Quando o dia do desafio chegou, Elias acusou o povo
de Israel de idolatria e de falta de compromisso com Deus.
É interessante que os israelitas não fizeram coisa alguma
para responder a acusação! (verso 21). Depois do silêncio,
Elias desafiou: se Baal é poderoso e digno de adoração,
então, certamente seus 450 profetas poderiam lhe pedir
que respondesse a um sacrifício com fogo. Ele faria o mes-
mo oferecimento a Deus: um touro no altar, cortado em
pedaços. Todas as pessoas presentes concordaram com as
condições do desafio.
Elias permitiu que os profetas de Baal ofertassem pri-
meiro, e deu-lhes uma manhã inteira para obterem uma
resposta de Baal. Durante várias horas, eles dançaram ao
redor do altar construído (talvez o quadro mais descritivo
de idolatria, na Bíblia inteira!), sem receberem qualquer
resposta. Ao meio-dia, Elias começou a escarnecer dos pro-
105
Lição 10 Sábado, 08 de setembro de 2007
fetas de Baal e, por causa disso, eles resolveram adotar
medidas mais drásticas para tentarem obter uma resposta
do “deus” deles; incluindo se cortarem. Quando chegou o
momento de outro sacrifício, Elias começou a trabalhar.
No verso 30, vemos que, depois de um dia inteiro
observando a dança e a gritaria dos profetas de Baal ao
redor do altar, Elias conclamou a todo o povo e disse que
consertaria o altar do Senhor, outrora abandonado. Num
gesto carregado de simbolismo, ele tomou 12 pedras - uma
para cada tribo de Israel (inclusive Judá que, a esta altura
da história, era um reino separado) - e colocou-as ao redor
do altar. Então, Elias fez algo curioso: cavou uma vala ao
redor do altar recentemente preparado. Esta não era uma
prática normal de adoração, e certamente as pessoas de-
vem ter desejado saber o por quê daquela vala.
Depois de colocar o touro no altar, Elias pediu, dentre
outras coisas, água. Depois de 3 anos de seca, isso poderia
ser um artigo precioso! Certamente, as pessoas sedentas
teriam almejado a água contida nos jarros. Depois de ad-
quirir um jarro cheio, o profeta esvaziou-o, molhando a
oferta e o altar. Esse processo repetiu-se por três vezes, a
ponto de a vala encher-se. Assim que o oferecimento esta-
va preparado, Elias parou e orou. Nos versos 36-37, desco-
brimos seu coração.
O propósito inteiro desse desafio era tentar trazer o
povo de Israel de volta para Deus. O profeta orou em
humildade e demonstrou total dependência de Deus. A
resposta do Senhor para essa prece foi imediata: o fogo de
Deus caiu do céu, e não só consumiu o touro, mas a água
na vala e o altar de pedras também. Naquela hora, foi
decidida a competição, e as pessoas voltaram-se a Deus e
disseram: “Só o Senhor é Deus; só o Senhor é Deus!”.
Deus tinha usado a coragem de Elias para se levantar di-
ante de um rei assassino e trazer seu povo de volta.
106
ELIAS TRIUNFA COM DEUS
A coragem de Elias
Não deve ter sido fácil para Elias ter a coragem ne-
cessária para confrontar Acabe, um rei poderoso que ten-
tava matá-lo. Porém, para desafiar o rei e o país inteiro
para uma competição, a fim de provar quem era o Deus
verdadeiro, ele necessitava de algo mais que apenas cora-
gem. Necessitou de uma fé completa e total em Deus. Com
uma provocação desse porte, era altamente improvável que
Elias descesse vivo do Monte Carmelo caso o desafio fa-
lhasse. Nós sabemos que Acabe e Jezabel queriam
exterminá-lo, e se sua idéia tivesse falhado, ele teria real-
mente sido morto! Elias teve que confiar que Deus não o
abandonaria nesse momento e não foi desapontado.
O Deus de Elias - um Deus fiel, poderoso, presente -
ainda demonstra seu poder em nossa vida, e não devería-
mos ter medo de confiar em seu poder se agimos confor-
me sua vontade para cada um de nós. Se nós confiarmos
nele, descobriremos, como Elias, que aquele que confia
em Deus nunca será desapontado.

Anotações

107
Lição 10 Sábado, 08 de setembro de 2007
Dicas para os professores
Metas da lição

1. Rever a história do triunfo de Elias sobre os profetas de


Baal, no Monte Carmelo.

2. Ajudar os alunos a experimentarem o drama do desafio.

3. Encorajar os alunos a agirem de forma a demonstrarem a


confiança e a dependência deles no poder de Deus.

Atividade pedagógica
Peça aos alunos para fazerem uma lista dos “deuses”
que interferem em suas vidas: dinheiro, poder, álcool, etc.
Orem uns pelos outros para anularem esses ídolos pessoais.

Olhando adiante
Josias traz uma reforma e uma segunda chance ao
povo.

108
A REFORMA DE JOSIAS
2 REIS 22.8-10; 23.1-3, 21-23

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Matthew Lawson

Domingo, Salmo 103.1-12


Alguma vez você sentou e realmente pensou em tudo
aquilo que Deus faz por você? Estou falando de parar tudo
e refletir sobre como Deus trabalha em sua vida. Se ainda
não o fez, desafio-o a fazer. Eu amo a forma como Davi
refletia em quão bom e verdadeiro seu Criador é. Isso fez
do salmista alguém jubiloso, calmo e descontraído. Pense
nos pedidos de oração respondidos pelo Senhor. Tão so-
mente experimente refletir acerca do trabalho de Deus em
sua vida. Para fazê-lo, é preciso que tenha algum tempo e
muito papel; você vai precisar. Grandes coisas fez o Se-
nhor por nós!

Segunda, Salmo 32
Deus deseja estar conosco e quer nossa presença e
companhia. Aleluia! E, quando pecamos, desejamos correr
e esconder-nos. É por isso que Satanás ataca, desejando
fazer-nos sentir culpados, impuros, indignos; ele faz-nos
pensar que nosso pecado não tem perdão. Como é fácil
cair nessa armadilha... Contudo, não precisamos nos es-
conder do Senhor! Nossa alma geme longe do Criador.
O apóstolo João apresenta-nos o remédio: “Se confes-
sarmos nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os
Lição 11 Sábado, 15 de setembro de 2007

nossos pecados e para nos purificar de toda injustiça.” (1


João 1.9). Nós simplesmente temos que correr para Deus
e, então, seremos aliviados, pois encontraremos nosso Pai
de braços abertos, como o pai do filho pródigo. Ele sem-
pre espera por nós com um sorriso.

Terça, Joel 2.12-17


As palavras de Deus, proclamadas por Joel, parecem
ser expressões de pleito, implorando para que os israelitas
voltassem para Yahwéh. Há muitas razões para a conver-
são; todavia, existem muitas pessoas que se convertem.
Precisamos ter senso de urgência para nos arrependermos;
assim, faremos nossa conversão. Caso contrário, estaremos
inscritos no mesmo ciclo horrível de pecado e de culpabili-
dade de Israel.

Quarta, 2 Reis 22.1-7


Não há coisa alguma mais importante na vida de
uma criança que um bom exemplo. Há milhares de jo-
vens, hoje, que clamam por eles. Podemos ver isso em
todos os lugares. Eu sou privilegiado por ter crescido numa
comunidade que me proveu de bons exemplos espirituais;
eles ajudaram a modelar meu caráter. Aprendi com a sabe-
doria de outras pessoas os enganos e os sucessos.
Você já tentou ser esse exemplo que a juventude está
buscando? Pode dizer, como o apóstolo Paulo: “Sigam meu
exemplo como eu sigo o de Cristo.”? (1 Coríntios 11.1).

Quinta, 2 Reis 22.8-13


Que maturidade este jovem rei demonstrou! Somos
constantemente apresentados à verdade, durante nossa
existência. Podemos não gostar ou não querer aceitá-la,
mas ela sempre está lá. Deus é a fonte da verdade. E ele
110
A REFORMA DE JOSIAS

está pronto e disposto a compartilhar sua verdade.


Você aceitará ou vai deixa-la de lado, fingindo que
nunca a conheceu? O que tem feito com a verdade de
Deus: compartilha-a com outros ou esconde a verdade di-
vina?

Sexta, 2 Reis 23.1-5


Eu creio que você já ouviu a expressão “Cada vez
que você aponta um dedo para alguém, está apontando
quatro para você.” Como é fácil colocarmo-nos em nosso
pedestal e dizermos aos outros o que eles deveriam fazer...
Mas, será que estamos dispostos a fazer o que queremos
que os outros façam?
Josias foi um líder íntegro. Ele não apenas disse ao
povo para se arrepender, como também se arrependeu e
fez uma aliança com o Senhor, prometendo segui-lo de
todo o coração e alma.
Se você deseja liderar pessoas, pense nisto: aqueles
que o seguem somente irão até aonde você for.

Sábado, 2 Reis 23.21-25


Que tipo de legado você está deixando? Como as
pessoas vão se lembrar de você? Olhe o grande testemu-
nho sobre o rei Josias! Ele fez uma grande reforma religio-
sa durante seu reinado; chamou o povo para voltar para
Deus e não deixou lugar para ídolos.
Se você quer deixar uma herança como Josias, precisa
viver apaixonado por Deus. Siga sua palavra de todo o
coração, alma e forças!

111
Lição 11 Sábado, 15 de setembro de 2007

Estudo Estudo Adicional Devocional


2 Reis 2 Reis Salmo
22.8-10; 23.1-23 22 e 23 103.1-18
Verso áureo
“O rei se pôs em pé junto à coluna e fez aliança ante
o SENHOR, para o seguirem, guardarem os seus manda-
mentos, os seus testemunhos e os seus estatutos, de todo o
coração e de toda a alma, cumprindo as palavras desta
aliança, que estavam escritas naquele livro; e todo o povo
anuiu a esta aliança.” (2 Reis 23.3)

Núcleo da lição
A vida provê a nós muitas oportunidades de segundas
chances e, também, outras formas de renovação. O que
nos esporeia a buscar a renovação? A leitura do livro da
aliança levou Josias a conduzir o povo a uma magnífica
cerimônia de renovação da aliança.

Perguntas para estudo do texto

1. Quais as condições de Judá, nesta época? Por que o templo


estava precisando de reparos, no tempo de Josias? Por que
os homens de Josias limpavam o templo? O que acharam?
Por que tal descoberta foi surpreendente?

2. O que Josias fez com a descoberta? Como ele e seu povo


responderam?

112
A REFORMA DE JOSIAS

3. O que Deus planejava fazer a Judá? Que efeito a reforma


de Josias teve nos planos de Deus? Quanto tempo eles
duraram?

4. Com que freqüência você conta para outros sobre suas re-
centes descobertas quanto às partes das Escrituras? Como
isso afeta você, sua família e as outras pessoas do seu
convívio?

5. Como a renovação da aliança feita pelo rei Josias oferece


um exemplo para os líderes eclesiásticos de hoje? Como
você pode trazer renovação para sua vida, sua família e sua
igreja?

113
Lição 11 Sábado, 15 de setembro de 2007

ENTENDENDO E VIVENDO
Nick Kersten

Uma última chance


Mesmo após a destruição do Reino do Norte (Israel)
pelos assírios, em 722 AC, o Reino do Sul (Judá) continuou
existindo por mais cem anos. A história de Israel era con-
sistentemente má, com rei após rei rejeitando a Deus e
seguindo ídolos e seus próprios prazeres; inversamente,
Judá teve um destino mais positivo. Embora certamente
tenha havido reis no Sul que abandonaram a Deus, existi-
ram também alguns que o adoraram com todo o coração.
O último dos bons reis foi um homem chamado Josias.
Ezequias, outro bom rei, teve um filho e um neto que não
seguiram ao Senhor. Manassés, filho de Ezequias, foi espe-
cialmente mau, e tradicionalmente é tido como o respon-
sável pela morte do profeta Isaías. Amom, que reinou após
Manassés, era igualmente perverso, e foi assassinado por
seus próprios oficiais. Logo após o motim que se seguiu,
seu filho Josias foi nomeado rei (2 Reis 21.19-24). Aparen-
temente, a queda de Judá podia ser interrompida.

Boas e más notícias


Josias tornou-se rei aos oito anos de idade, logo após
o assassinato de seu pai. Temos pouquíssimas informações
sobre sua infância; porém, somos informados sobre sua
obediência ao Senhor (2 Reis 22.2). Parece que havia pes-
soas a aconselhá-lo a seguir a Deus. Tais instruções, prova-
velmente, criaram raízes, pois descobrimos (nos versos 3-
5) que Josias, entre 20 e 30 anos, ordenou o conserto do
templo do Senhor.
Durante a reforma, o Livro da Lei foi achado pelo
Sumo Sacerdote, Hilquias, e entregue ao secretário do rei.
114
A REFORMA DE JOSIAS

Quando foi lido diante do rei, este rasgou suas vestes em


sinal de pesar e, imediatamente, inquiriu ao Senhor, usan-
do como veículo a profetisa Hulda. Ela confirmou que as
notícias eram ruins e pronunciou que, apesar da seriedade
de Josias, os pecados de Judá requereriam que o povo
fosse destruído (versos 15-20). Josias já tinha suspeitado
que isso poderia ocorrer e exclamou, como registrado no
verso 13: “A ira do SENHOR contra nós deve ser grande,
pois nossos antepassados não obedeceram às palavras deste
livro, nem agiram de acordo com tudo o que nele está
escrito a nosso respeito.” (NIV). As conseqüências da ido-
latria e da desobediência de centenas de anos não poderi-
am ser desfeitas apenas com a descoberta do livro. Portan-
to, o Reino de Judá estava sentenciado a ser destruído.

A renovação em face da destruição


Apesar das notícias medonhas dadas pela profetisa,
Josias não se intimidou em seu propósito de fazer o povo
do Senhor voltar-se para o único e verdadeiro Deus. Ele
acabara de promover a leitura da lei diante de todo o
povo, e as pessoas renovaram sua aliança com Deus, no
templo em Jerusalém (2 Reis 23.1-4). Ao renovar a aliança,
Josias afirmou que Deus é íntegro e justo; como rei, segui-
ria a Deus por toda a sua vida.
Depois da renovação, o zelo de Josias em seguir a
Deus levou-o a remover todo rastro de idolatria de Judá e
de Israel. O rei entendeu o que os profetas tinham tentado
ensinar aos dois reinos, desde o princípio: a idolatria traz
separação e castigo de Deus. Então, removeu os santuários
dos deuses estranhos em Judá e destruiu o santuário de
Baal, Aserá e Moloque. Expulsou as prostitutas do templo,
queimou os ídolos dos deuses estrangeiros e foi adiante,
mandando “levar o poste sagrado do templo do SENHOR
para o vale de Cedrom, fora de Jerusalém, para ser quei-
115
Lição 11 Sábado, 15 de setembro de 2007

mado e reduzido a cinzas, que foram espalhadas sobre os


túmulos de um cemitério público” (23.6, NIV). Também
limpou o templo do Senhor, retirando os ídolos estrangei-
ros que, gradualmente, tinham achado lugar por ali.
Porém, o rei foi além disso! Descobrimos, em 23.16-
20, que Josias foi para Israel, para fora do seu próprio país,
e destruiu os altares de outros ídolos. Depois de destruir
todo rastro da idolatria que tinha condenado primeiramen-
te a Israel e, agora, a Judá, ele voltou para casa. Ordenou
ao povo que celebrasse a Páscoa, a primeira comemora-
ção festiva desde o tempo dos juízes. A renovação espiritu-
al de Judá estava completa, apesar da destruição iminente.
Josias tinha seguido o Senhor e limpado a si mesmo e ao
povo dos pecados que estavam lhes arrastando para a des-
truição, durante anos! A renovação fez com que as pessoas
voltassem à adoração do único Deus verdadeiro, depois
de anos no pecado da idolatria.

Idolatria diária
Deus não tolera rivais; nunca tolerou, nem tolerará
(Êxodo 20.4-6). Ele não deseja competir por nosso cora-
ção, e fará tudo para ter nossa atenção. Deus ocupará o
primeiro lugar em nossa vida, e não ocupará outro! No
caso do povo de Judá, depois de anos de pecado (o peca-
do era tão aceito culturalmente que parecia comum a eles),
as pessoas encontraram a palavra de Deus e um bom rei
para lhe empurrarem na direção certa. Até mesmo para o
fiel, a perda dos ídolos domésticos e dos lugares altos na
zona rural deve ter parecido um pouco demais. A ideolo-
gia dos habitantes do Reino do Sul por aquele tempo,
provavelmente, era caracterizada por um conceito de Deus
do tipo “Yahwéh e ...”. O povo de Judá, até mesmo os
idólatras que, em última instância, condenaram o reino à
destruição, ainda adorava a Deus. O problema não era o
116
A REFORMA DE JOSIAS

de não adorar ao Senhor; a questão era não adorar SO-


MENTE a ele.
As casas típicas em Judá e em Israel, por centenas de
anos, incluíram outros “deuses e deusas secundários” que
competiam com a devoção a Deus. E ainda mais, os reis
dos dois reinos ajudaram o povo a ir de mal a pior, enco-
rajando essa idolatria sutil. Na verdade, essa adoração di-
vidida (a Deus e a outros deuses) era uma tentativa de ser
“mais abençoado”. Contudo, o Senhor não estava conten-
te com tal prática...

Idolatria e renovação em nossos dias


Em nossos dias, pensamos freqüentemente em idola-
tria como adorar falsos deuses em lugar do verdadeiro
Deus. Essa não é, contudo, a melhor definição de idola-
tria. Todas as vezes que colocamos um altar que compete
com Deus, até mesmo se continuamos o adorando, come-
temos o pecado da idolatria. A devoção voltada totalmente
para Deus é a única solução!
Neste mundo, estamos todos cheiros de preocupações;
se não cuidarmos, elas ameaçam consumir partes de nossa
vida, nas quais somente Deus deveria estar. Nossa sobrevi-
vência e nossos hábitos ameaçam freqüentemente interfe-
rir em nosso relacionamento com Deus. É nessas situações
que temos que andar com firmeza na fé, como Josias. Pre-
cisamos nos comprometer com nosso único Senhor e la-
mentar por nossa própria natureza pecaminosa. Felizmen-
te, nós temos acesso à graça de Deus por meio de nosso
Senhor Jesus Cristo. Embora todos possamos tropeçar e
cair, temos acesso ao Espírito Santo renovador que sempre
está disponível para aqueles que vêm humildemente bus-
car a restauração.

117
Lição 11 Sábado, 15 de setembro de 2007

Dicas para os professores


Metas da lição

1. Rever os eventos da vida de Josias.

2. Ajudar os alunos a reconhecerem a necessidade de renova-


ção espiritual.

3. Encorajar os estudantes a se engancharem em atividades


que lhes ajudarão a experimentarem a renovação espiritual.

Atividade pedagógica
Peça à classe para fazer um relatório das vidas de
Manassés e de Amom, avô e pai de Josias. Mostre o impac-
to negativo que eles tiveram na vida do povo de Judá.
Peça aos alunos para contarem que atos de adoração
ajudaram-lhes a se sentirem mais perto de Deus. Solicite
que expliquem o motivo.

Olhando adiante
Os israelitas almejam a restauração do relacionamento
deles com Deus.

118
O POVO É ENVIADO AO
EXÍLIO
2 CRÔNICAS 36.15-21; SALMO 137

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Matthew Lawson

Domingo, Provérbios 1.20-33


Que belo retrato da sabedoria! Em pé, ao ar livre, nas
praças, convocando-nos e esperando-nos. Se, por um lado,
a tentação é reservada e encoberta, a sabedoria não tem
nada a esconder - ela está disponível a todos. Rejeite-a e
você será um tolo.

Segunda, Provérbios 8.32-36


Nós precisamos buscar a sabedoria, procurá-la com
tudo que temos em nós. Quando a obtemos, a vida fica
mais simples e nossa perspectiva muda; percebemos o quão
maravilhosa nossa existência pode ser! Então, notamos que
Deus está no controle e que somente precisamos tomar
nossa cruz e segui-lo.

Terça, Jeremias 1.11-19


Quando Deus manda uma mensagem para nós, pre-
cisamos estar prontos a compartilhá-la. Também devemos
nos preparar, pois ao compartilhá-la, provavelmente en-
Liçao 12 Sábado, 22 de setembro de 2007

frentaremos problemas... Cristo disse que o fardo dele é


leve; nós apenas precisamos segui-lo. Podemos dar des-
culpas, como fizeram Moisés e Jeremias, mas Deus irá nos
reassegurar de que a mensagem é dele, e não nossa. Ele
nos dará a certeza de que estará conosco. Como é maravi-
lhoso saber que o Senhor dos Exércitos está junto de nós
sempre que fazemos sua vontade!

Quarta, Jeremias 25.1-11


Às vezes, desejo saber por quanto tempo Deus será
paciente conosco. Parecemos ignorar suas proclamações e
viver de acordo com qualquer outra coisa aquém de suas
palavras. Temos que levar a mensagem do amor de Deus
para os corações deste mundo a fim de que todos se con-
vertam a Deus. Ele tem sido tão paciente conosco... Contu-
do, precisamos cumprir sua vontade!

Quinta, 2 Crônicas 36.11-14


Os líderes têm uma grande responsabilidade! O livro
de Tiago diz que os chefes receberão um julgamento mais
rígido. Se estivermos sem um líder forte, nós cairemos; afi-
nal, ele é a chave para o sucesso em qualquer arena.
Ore por aqueles, ao seu redor, que são líderes. Peça a
Deus que os ilumine!

Sexta, 2 Crônicas 36.15-21


Ter um coração aberto à palavra de Deus é muito
importante. Aqui, os israelitas escarneceram das pessoas
enviadas por Deus para lhes trazerem sua mensagem. O
Senhor tem compaixão de nós; ele deseja estar conosco e,
constantemente, bate à porta de nosso coração.
Que nunca venhamos a rejeitar o chamado do seu Espíri-
120
O POVO É ENVIADO AO EXÍLIO

to Santo!

Sábado, Salmo 137


Para mim, sempre foi apenas uma canção a que can-
távamos no Congresso de Jovens. Então, um dia, li essas
palavras em minha devoção diária e percebi que era um
salmo maravilhoso! Os israelitas tinham caído tão baixo
que não podiam cantar a canção do Senhor; haviam dado
as costas para Deus e, agora, perdiam tudo que tinham.
Que nós possamos sempre nos alegrar e regozijar-nos
com aquilo que ele nos tem dado. Louvado seja o Senhor!

121
Liçao 12 Sábado, 22 de setembro de 2007

Estudo Estudo Adicional Devocional


2 Crônicas 36.15-21 2 Crônicas Provérbios
Salmo 137 36 1.20-33

Verso áureo
“Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentáva-
mos e chorávamos, lembrando-nos de Sião.” (Salmos 137.1)

Núcleo da lição
Comportamento teimoso e orgulhoso freqüentemente
conduz a conseqüências dolorosas. Qual é o preço pago
por tais escolhas tolas? Depois de Israel e de Judá rebela-
rem-se contra Deus, o povo é enviado para o exílio: lá, as
pessoas almejaram a relação que tinham tido com Deus.

Perguntas para estudo do texto

1. Por que Deus envia profetas e mensageiros para seu povo?


Como Deus deu às pessoas de Judá oportunidades de corri-
gir seus caminhos? Como o povo respondeu?

2. Por que Jerusalém caiu? O que fez com que caísse? Como
você pensa que o povo de Judá deveria ser afetado por
esses eventos?

122
O POVO É ENVIADO AO EXÍLIO

3. Onde estavam os judeus, no contexto do salmo 137? Por


quê? Como se sentiam a respeito disso? Como Deus respon-
deu?

4. Quando você agiu de um modo teimoso e orgulhoso? Fez


escolhas ruins, mesmo quando foi advertido sobre seu com-
portamento? Quais eram seus sentimentos sobre as pessoas
que o estavam advertindo? Quais foram as conseqüências
de seu comportamento?

5. Se você se encontrar em circunstâncias difíceis, como reno-


vará seu relacionamento com Deus?

123
Liçao 12 Sábado, 22 de setembro de 2007

ENTENDENDO E VIVENDO
Nick Kersten

Uma promessa feita


Quando Deus firmou sua aliança com o povo de
Israel (Êxodo 19 e 20), ela foi feita com a imposição de
conseqüências caso não se cumprisse. Em Levíticos 26.14-
46 e em Deuteronômio 28.15-68, o Senhor delineia exata-
mente o que aconteceria ao seu povo escolhido se não
mantivessem sua fé em Deus, honrando a aliança. Após o
reinado de Davi, aquele povo pecou contra o Senhor, es-
colhendo servir a outros deuses e seguir seus próprios de-
sejos. Depois de enviar profetas para tentar corrigir o curso
de seu povo amado, o Senhor, finalmente, decidiu cum-
prir as promessas feitas anteriormente, de destruí-lo em
caso de quebra do acordo.

Uma promessa mantida


No tempo de Josias, a situação tinha fugido do con-
trole. A idolatria e outros pecados eram mais comuns que
a justiça, e a mão de Deus pesava contra Judá, apesar das
desesperadas tentativas de mudar as coisas. O profeta
Jeremias, que viveu durante os últimos anos de Judá antes
de o reino sucumbir nas mãos da Babilônia, viu claramen-
te o fim de Jerusalém ao profetizar que Deus traria uma
desgraça da qual não poderiam escapar. Então, as cidades
de Judá e os habitantes de Jerusalém clamariam aos deu-
ses, para os quais queimavam incenso, mas eles não pode-
riam salvá-los. Disse o Senhor: “Você tem tantos deuses
quantas são as suas cidades, ó Judá; e os altares que você
construiu para queimar incenso àquela coisa vergonhosa
chamada Baal são tantos quantas são as ruas de Jerusa-
lém.” (cf. Jeremias 11.11-13). O tempo havia finalmente
chegado para o povo de Deus sofrer a correção do Se-
124
O POVO É ENVIADO AO EXÍLIO

nhor.

O dia do julgamento
2 Crônicas 36.15-20 registra as razões exatas para a
destruição de Jerusalém (posteriormente descritas em
Jeremias 52). O autor de 2 Crônicas diz que Deus entrega-
ra todos eles ao poder de Nabucodonosor. O templo fora
profanado e destruído; o povo de Deus foi levado para
cadeias das casas deles, sendo humilhados e tiveram suas
vidas destruídas. A cidade de Jerusalém sofreu destruição e
suas paredes foram demolidas. Nós obtemos mais detalhes
desse episódio em Jeremias 52; a escassez que ocorreu até
a destruição da cidade era tão severa que não havia mais
comida (verso 6), e o exército de Judá fugiu dos babilônicos
antes de ser capturado. O rei Zedequias (o último de Judá)
foi capturado e forçado a assistir à morte dos seus filhos
antes de ter seus olhos arrancados. A destruição do povo
de Deus parecia estar completa!

Deus pranteia por seu povo


Aos leitores modernos, pode parecer que o castigo
outorgado por Deus ao seu povo fora muito severo. Mas
tal pensamento é enganoso! Nós tratamos as pessoas que
quebram um contrato conosco com muito menos genero-
sidade que Deus usou para com seu povo. De fato, o
Senhor deu a seus filhos centenas de anos durante os quais
poderiam ter consertado seus caminhos. Fica claro, porém,
que, apesar de receber muitas e muitas chances, as pesso-
as que carregavam o nome de Deus (o povo escolhido de
Deus) preferiram viver de acordo com seus próprios pa-
drões, fazendo suas escolhas pessoais (sem levarem em
conta a vontade do Senhor) por centenas de anos; elas
negligenciaram as constantes advertências feitas pelos pro-
fetas do Senhor.
125
Liçao 12 Sábado, 22 de setembro de 2007

A reivindicação de que Deus foi muito severo no cas-


tigo ignora um fato: o Senhor também sofreu com essa
punição. Deus nunca se alegra em castigar! Ele tem prazer
em abençoar; contudo, às vezes, a correção é necessária.
Em Jeremias 9.1, Deus diz, usando o profeta: “Ah, se a
minha cabeça fosse uma fonte de água e os meus olhos,
um manancial de lágrimas! Eu choraria noite e dia pelos
mortos do meu povo.” (NIV). Deus nunca está contente
com o castigo... Todavia, se é para permanecer Deus e
continuar justo, há algumas ações que requerem sua corre-
ção. Não precisamos temer seu castigo final por causa de
nossos pecados. Se estamos em Cristo, somos perdoados,
e o preço eterno foi liquidado por Jesus Cristo. Porém,
como o Paulo admoesta, não podemos usar nossa liberda-
de em Cristo como uma justificação para o pecado (Gálatas
5.13). Pelo contrário, devemos viver como pessoas que
conhecem a Deus.

Escolhas, escolhas, escolhas


O caminho que levou o povo de Israel e de Judá aos
castigos foi sendo trilhado gradualmente, e fora uma trilha
sem marcas. Enquanto Deus tentava trazer seu povo de
volta a ele, continuamente, as pessoas faziam centenas de
escolhas e de concessões minúsculas que modificaram o
curso de muitos anos. Elas, em última instância, conduzi-
ram-se à destruição. C.S. Lewis, em uma de suas obras,
nota esse fenômeno, em uma discussão sobre o pecado,
quando um dos personagens diz: “A estrada mais segura
para o inferno é uma rampa gradual, gentil, suave sob os
pés, sem torneamentos súbitos, sem marcos milimétricos,
sem postes itinerários.” (Lewis, The Screwtape Letters¸ [As
Cartas de Screwtape] p.61).
É uma concepção errada pensar que a estrada para o
delito e para a pecaminosidade é óbvia. Na realidade, o
126
O POVO É ENVIADO AO EXÍLIO

caminho do pecado nunca está fora do alcance, até nosso


próximo passo. Temos de sempre estar atentos e, a qual-
quer sinal de desvio, deveríamos nos converter a Deus
(lembre que se converter é dar as costas ao pecado e cami-
nhar em direção a Deus). As pequenas capitulações que
fazemos, em nossa vida diária, se deixadas sem correção,
podem freqüentemente nos desviar de nosso alvo em nos-
sa caminhada espiritual com o Senhor ao longo dos anos.

A dor de perda
Deus não é o único que sente dor e perda quando
desastres golpeiam seu povo. Todos sabemos o sofrimento
que sentimos quando isso acontece conosco! Com o povo de
Judá não era diferente. Vemos, no Salmo 137, e no livro de
Lamentações, a profunda dor que os judeus sentiram pela
queda de seu país e pela destruição de sua herança. Eles
lastimaram a perda de tudo que tinham, e choraram pelo
cativeiro, em um país estrangeiro. Todavia, mesmo ali, Deus
não tinha abandonado seu povo! Jeremias escreve, no capí-
tulo 29.11-14 (uma passagem familiar a muitos de nós), que
ele tinha um plano para aquela gente e não estava contente
em castigá-la. A perda do povo era apenas temporária, e
então Deus iria restabelecê-lo. O Senhor estava lhe ajudando,
apontando além do castigo para o que viria.
Da mesma maneira, todos nós lidamos com situações
difíceis e dolorosas de vários tipos. Mas não importa a situa-
ção; sabemos que Deus tem um plano para cada um de nós,
uma rota, em última instância, para nos levar de volta a ele.
Nos tempos difíceis, temos os outros membros do corpo de
Cristo para nos confortar, apoiar e socorrer. Devemos ser en-
corajados a compartilharmos nossa própria dor e perda com
nossos irmãos em Cristo, e ser encorajados por saber que
nosso Deus não está contente em nos deixar sofrer. Deus é a
nossa força a cada dia, e devemos confiar nele em toda e
qualquer situação.
127
Liçao 12 Sábado, 22 de setembro de 2007

Dicas para os professores


Metas da lição

1. Resumir o relato da queda de Jerusalém como descrita em


2 Crônicas.

2. Ajudar os alunos a perceberem a profundidade do senti-


mento de perda experimentado pelos judeus.

3. Encorajar os participantes a contarem suas próprias histórias


de perda e os meios pelos quais Deus ajudou a superá-las.

Atividade pedagógica
Leia o Salmo 137 como uma litania, usando “Ajuda-
nos, oh Deus!” como uma resposta. Feche com uma ora-
ção, pedindo um relacionamento renovado com Deus.

Olhando adiante
Aqueles que se arrependem de quebrar a aliança
recebem o perdão e a restauração de Deus.

128
RETORNO E
RESTAURAÇÃO
2 CRÔNICAS 36.22-23; ESDRAS 1.5-7

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Matthew Lawson

Domingo, Salmo 57
Este Salmo mostra a suprema confiança no Senhor
diante de tribulações e de situações inesperadas. Quando
a vida torna-se complicada, somente nosso relacionamen-
to com Deus pode acalmar a alma. Que bonita figura o
salmista usou: achar abrigo à sombra das asas do Senhor!

Segunda, Isaías 57.14-19


Esta passagem ordena ao povo que remova todas as
barreiras para preparar o caminho, de forma que o povo
de Deus possa regressar para ele. O Senhor envia verda-
deira revivificação para aquele que, humildemente, arre-
pende-se e volta para ele. Depois de tudo por que Israel
passou, Deus ainda desejava restaurá-lo! A misericórdia
do Senhor dura para sempre!

Terça, Salmo 130


Nós enfrentaremos momentos difíceis em que clama-
remos urgentemente a Deus. E podemos confiar que ele
não só nos ouvirá, como também nos responderá. Seu
perdão é perpétuo e sua misericórdia, maravilhosa. Eu gosto
Lição 13 Sábado, 29 de setembro de 2007

da forma como o salmista aquece-se no brilho do perdão


sem fim de Deus! Tenhamos sempre a confiança de que,
se nos arrependemos, ele é fiel e justo para nos perdoar de
todos os nossos pecados.

Quarta, Jeremias 29.10-14


Quando buscamos a Deus de todo nosso coração,
com certeza o achamos. No ano passado, houve um mo-
mento em que realmente tive de buscar a Deus. Eu clamei
por ele dia e noite e, no princípio, duvidei que me ouvisse.
Então, encontrei-o e creio nunca ter sentido algo melhor
que a sensação de saber que meu Pai queria ser achado
por mim. Olhando para trás, posso ver seu plano e tempo
perfeitos.
Busque ao Senhor com todo seu coração e ele deixar-
se-á ser achado por você!

Quinta, 2 Crônicas 36.22-23


O cronista terminou com um raio de esperança, por-
que os 70 anos foram completados e a descendência de
Abraão estava voltando à sua terra para reconstruir o tem-
plo. Até mesmo quando coisas parecem muito obscuras,
Deus tem um plano perfeito. Sempre há esperança em
Cristo Jesus, nosso Senhor!

Sexta, Esdras 1
Quando Deus age, nada pode detê-lo. Ele disse: “Agin-
do eu, quem o impedirá?” (Isaías 43.13). Nosso Deus fala
com trovão e raio; age com poder e fogo. E pode usar
tantas pessoas quantas quiser para cumprir seu plano, como
demonstrado aqui. Quando Deus está agindo, pessoas, que
você não esperaria ajudar, unem-se para executar o traba-
lho dele.
130
RETORNO E RESTAURAÇÃO

Sendo assim, arregace suas mangas e diga a Deus:


“Cumpra-se em mim a sua vontade.”.

Sábado, Esdras 5.7-14


Os israelitas trabalharam diligentemente para recons-
truírem o templo. Deveríamos aprender com o exemplo
deles a fazer o mesmo em nossa vida! Há casos de pessoas
que chegam ao seu topo espiritual e, então, caem e caem
feio. Como os israelitas aprenderam, Deus quer nos re-
construir novamente; deseja nos redimir. Ele dará a força a
todos nós, de forma que nosso templo seja restabelecido.
Assim, continue em sua caminhada espiritual com di-
ligência e verá resultados maravilhosos pela ação de Jesus
Cristo.

131
Lição 13 Sábado, 29 de setembro de 2007

Estudo Estudo Adicional Devocional


2 Crônicas 36.22-23 2 Crônicas 36 Jereminas
Esdras 1.5-7 Esdras 1 29.10-14
Verso áureo
“Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O SENHOR, Deus dos
céus, me deu todos os reinos da terra e me encarregou de
lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá;
quem entre vós é de todo o seu povo, que suba, e o
SENHOR, seu Deus, seja com ele.” (2 Crônicas 36.23)

Núcleo da lição
Muitas pessoas experimentam o perdão após terem
feito algo de errado. Como você viveu o perdão de Deus?
Os israelitas souberam que Deus havia lhes perdoado quan-
do lhes foi permitido retornarem a seu lar e reconstruírem
suas vidas.

Perguntas para estudo do texto

1. Qu a dor deles? Como podemos comunicar a mensagem de


1. Que proclamação Ciro fez? Que requerimento os exila-
dos fizeram a Ciro? Como ele respondeu?

2. Quem estava por trás do edito de libertação dos exilados?


Deus apenas usa os crentes para cumprir sua vontade ou
ele pode usar qualquer pessoa?

132
RETORNO E RESTAURAÇÃO

3. Todo o povo retornou ou apenas alguns? Que característica


distinguiu os que retornaram dos que ficaram?

4. Como a devolução feita por Ciro, dos tesouros do templo,


proveu uma continuidade entre o templo destruído e aque-
le restabelecido?

5. Como os exilados sentiam-se por voltarem a Jerusalém?


Qual foi o sentimento sentido quando, de fato, puderam
voltar? O que eles encontraram?

6. Ao experimentar o perdão de Deus, como você pôde re-


construir o que suas decisões erradas destruíram?

133
Lição 13 Sábado, 29 de setembro de 2007

ENTENDENDO E VIVENDO
Nick Kersten

Os instrumentos do julgamento e juízo


Vimos, na semana passada, que Deus usou os
babilônicos como instrumento de juízo sobre o reino de
Judá por causa de sua desobediência (2 Crônicas 36.15-
21). Entretanto, como ficou provado mais adiante, o Se-
nhor era soberano sobre todas as nações; logo, os
babilônicos foram julgados pela crueldade, e Dario, o rei
dos medos e dos persas, tornou-se a rei da Babilônia e,
conseqüentemente, de todos os reinos que os babilônicos
haviam conquistado (Daniel 5.30). Como resultado, ele
também se tornou o governante de Judá.

Diferentes tipos de política externa


Entre a destruição de Israel, em 722 AC, e a ascensão
de Dario ao trono, houve três poderes principais no Orien-
te Médio. Todos eles tiveram meios diferentes de manipu-
lar as terras conquistadas. O primeiro dos poderes, a Assíria,
foi responsável pela destruição de Israel. A política assíria
com os povos conquistados era deportar as pessoas da
região conquistada e repovoar o local com gente de outras
partes do seu império. Como tal, em 722, as pessoas do
Reino do Norte (Israel) foram dispersas e, aos poucos, os
israelitas começaram a se casar com moradores dos outros
povos que repovoaram a área. As “10 tribos perdidas de
Israel” eram o resultado dessa ação. Olhando para o Novo
Testamento, podemos dizer que os samaritanos eram as
pessoas que vieram assim, o que parcialmente explica a
hostilidade que a gente do Reino do Sul (Judá) tinha pelos
samaritanos, pois eles não eram judeus “puros” - haviam
se misturado com os assírios e com os demais povos. Esse
tipo de filosofia - de dispersar e de mixar pessoas com
134
RETORNO E RESTAURAÇÃO

convicções, idiomas e culturas diferentes - prevenia qual-


quer tipo de revolta, pois se organizar para a revolta era
algo difícil ou praticamente impossível.
Quando os babilônicos derrotaram a Assíria e torna-
ram-se o poder dominante, instituíram uma política dife-
rente. Em lugar de repovoar a área com pessoas de seus
reinos, deportavam para a Babilônia todos que pudessem
conduzir uma revolta nos lugares conquistados, e coloca-
vam sobre os reinos invadidos governadores babilônicos.
Entre os potenciais líderes enviados ao exílio babilônico,
estão incluídos Daniel, Ezequiel, Hananias (Sadraque),
Misael (Mesaque) e Azarias (Abede-nego). Lá, tais chefes
poderiam ser monitorados de perto por seus captores, e
doutrinados com ideais babilônicos. Essas medidas preve-
niam a revolta, mantendo qualquer um que pudesse con-
duzi-la num tipo de prisão cultural, longe do seu próprio
povo.
O terceiro poder, o persa, usava um método muito
diferente para assegurar a lealdade nas regiões por ele
conquistadas. Eles praticavam um sistema de devolver os
cativos da Babilônia às suas pátrias, e patrocinavam as
religiões dos povos conquistados. Esse tipo de liberdade,
considerando-se os governos opressivos da Assíria e da
Babilônia, gerava grande apoio e lealdade ao reinado persa,
em todas as nações que haviam sido oprimidas pelos dois
poderes prévios. A política persa prevenia a revolta crian-
do lealdade nos grupos conquistados. O povo de Judá foi
um dos recipientes de benefícios dessa mudança em políti-
ca externa.

O retorno do cativeiro
O edito de Ciro (registrado em 2 Crônicas 36.22-23 e em
Esdras 1.2-4) é um reflexo dessa mudança de política externa.
Nele, podemos ver que Ciro provê tanto a oportunidade para
135
Lição 13 Sábado, 29 de setembro de 2007

os judeus retornarem a Judá como os meios para fazerem


isso. Em adição, vemos que ele também fez provisões para a
reconstrução do tempo. O edito era a oportunidade que o
povo estava aguardando desde a destruição do templo pelos
babilônicos. Após 70 anos numa terra estranha, o povo de
Judá poderia retornar ao lar! Além da bênção de poder re-
gressar, as provisões foram feitas para que as pessoas adoras-
sem a Deus, da forma que havia sido prescrita por ele. Entre-
tanto, a oportunidade tinha vários desafios... Devido ao cati-
veiro de 70 anos, muitas pessoas, que agora ganhavam per-
missão para retornarem, nunca tinha visto Jerusalém ou Judá!
A experiência que tinham era a de uma vida apenas na
Babilônia. Sentimentos de ansiedade e de medo poderiam
ter submergido à alegria do retorno dos exilados.

Celebração desenfreada
Apesar de estarem retornando a um lar desconhecido
por elas, as pessoas de Judá celebraram o perdão de Deus,
demonstrado pelo edito de Ciro. No livro de Esdras, vemos
que a descrição do retorno a Jerusalém, para reconstruir e
dedicar o templo, está cheio de detalhes do trabalho feito
e de como foi terminado. Tudo isso teria sido impossível
sem Deus; o Senhor abençoou-os com recursos, com cora-
ções e com mãos dispostas.
É interessante destacar que, na ordem hebraica dos
livros que compõem o Antigo Testamento, não se termina
com os profetas (como nas nossas bíblias), mas com o
livro de 2 Crônicas. Ali está esse edito de Ciro. A esperança
trazida pelo retorno é a última coisa de que eles se lem-
bram nas Escrituras: Deus tinha restabelecido seu povo
depois que o tempo do julgamento cessou.

Perdão percebido
A ordem para voltar para casa não era somente o fim
136
RETORNO E RESTAURAÇÃO

de um castigo; representava muito mais! Tratava-se da com-


preensão de que Deus tinha perdoado seu povo e convi-
dava-os a voltar a ele. Quando o Senhor castiga, o castigo
sempre tem o propósito expresso de corrigir aqueles que
se desviam da sua vontade; assim, pode-se retornar a ele.
Toda punição divina anuncia o convite de nosso Deus
para nos reconciliarmos com ele.
Depois que o tempo designado ao castigo foi comple-
tado, o senhor ofereceu o que tinha predito por seus pro-
fetas: a reconciliação. Isaías fala dessa volta em Isaias 40-
66. Jeremias prediz o mesmo fato em Jeremias 29:10-14.
Outros profetas igualmente abordam o tema. Durante o
tempo do julgamento, o Senhor revelou um dos seus atri-
butos: a justiça. Agora, ele demonstrava ao seu povo outro
de seus predicados: a misericórdia. A cada passo que os
exilados davam para casa havia a percepção de que o
perdão do seu Deus havia chegado! O dia do retorno che-
gara, e a realidade final para os exilados deve ter sido a
visão ao longe da amada pátria e da cidade deles.

Razões para celebrar


Semelhantemente às pessoas do tempo de Ciro, que
lhes permitiu voltarem para casa, também podemos e de-
veríamos nos alegrar pelo perdão de nosso Senhor. Ne-
nhum de nós está isento do julgamento de Deus acerca de
nossos pecados; todavia, por causa do presente sacrificatório
de Jesus Cristo, todos podemos gozar a alegria do convite
de Deus para voltarmos para ele. Verdadeiramente, sua
fidelidade e seu perdão renovam-se a cada manhã
(Lamentações 3.22-24). Temos razão para celebrar! Nosso
próprio cativeiro de nosso pecado e egoísmo terminou, e
somos livres para vir e desfrutar da comunhão com nosso
Deus, Senhor, Salvador e Rei!

137
Lição 13 Sábado, 29 de setembro de 2007

Dicas para os professores


Metas para a lição

1. Rever a proclamação de Ciro, permitindo aos exilados


retornarem e respondendo ao requerimento de reconstruir
a casa de Deus, em Jerusalém.

2. Ajudar os participantes a relatarem as emoções envolvidas


no exílio e no retorno.

3. Ajudar os alunos a celebrarem a alegria do perdão e do


retorno a Deus.

Atividade pedagógica
Use um mapa para localizar a Babilônia e Jerusalém
e para mostrar a distância que os exilados viajaram ao
regressarem.
Levar os alunos a uma discussão sobre os líderes atu-
ais de diferentes países. Quais são admiráveis? Quais não
são? Por quê? Quem seus alunos seguiriam?

Revisando
Viver em aliança com Deus carrega desafios. Há
conseqüências para a quebra da aliança, mas também
existe esperança de restauração para o arrependido.

138
OBRAS CITADAS

Alter, Robert. The David Story: Commentary and Translation


(A história de Davi: Comentário e Tradução). Norton
Publishing, 1999.

Arnold, Bill T. NIV Application Commentary: 1,2 Samuel (NVI


Comentário Aplicado: 1 e 2 Samuel). Zondervan Publishing,
2003.

Block, Daniel I. New American Commentary: Judges/Ruth (Novo


Comentário Americano: Juizes e Rute), Broadman and
Holman, 1999.

Crockett, William Day. A Harmony of Samuel, Kings, Chronicles


(A Harmonia de Samuel, Reis e Crônicas). Baker Book
House, 1985.

Gaebelein, Frank E. editor, The Expositor’s Bible Commentary


(Comentário Bíblico Expositivo), Volume 2; Zondervan
Corporation, Grand Rapids, Michigan, 1990.

Hamlin, E. John. International Theological Commentary (Co-


mentário Teológico Internacional), Volume 6; Wm. B.
Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Michigan,
1983.

Harris, J. Gordon; Brown, Cheryl A.; Moore, Michael S. New


International Biblical Commentary (Novo Comentário Bíblico
Internacional), Volume 5; Hendrickson Publishers, Inc.,
Peabody, Massachusetts, 2000.

Lewis, C. S. The Screwtape Letters (As Cartas de Screwtape),


Harper, San Francisco, CA, 2001

Provan, Iain W. New International Biblical Commentary: 1 and


2 Kings (Novo Comentário Bíblico Internacional).
Hendrickson Publishing, 1995
139
VERSÕES BÍBLICAS
NVI Todas as citações indicadas com a sigla NVI foram extra-
ídas da NOVA VERSÃO INTERNACIONAL. Copyright 1993,
2000 da Sociedade Bíblica Internacional. Todos os direitos
reservados.
RC VERSÃO REVISTA E CORRIGIDA DE JOÃO FERREIRA
DE ALMEIDA. Rio de Janeiro: Imprensa Bíblica Brasileira,
1967. Direitos reservados.
RA Os “Versos áureos” e as demais citações bíblicas sem
indicação da versão foram retirados da VERSÃO REVISTA E
ATUALIZADA DE JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA. 2ª edi-
ção. Copyright 1983, da Sociedade Bíblica do Brasil.
NLV New Living Translation, copyright 1996 por Tyndale
Charitable Trust.
BV A BÍBLIA VIVA. Segunda Edição. São Paulo: Mundo Cris-
tão, 2002.

140
COLABORADORES

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS

Leota Stevens é uma esposa fiel, amorosa mãe e uma crente


batalhadora. Congrega na Igreja Batista do Sétimo Dia de
Riverside, Califórnia, Estados Unidos.

Paula Davis cresceu participando da Igreja Batista do Sétimo


Dia de Verona, Nova Iorque e agora vive em Appelton.

Matthew Lawson é membro ativo da Igreja Batista do Sétimo


Dia de Riverside, Califórnia e tem servido como pastor au-
xiliar na Igreja Batista do Sétimo Dia de Battle Creek.

ENTENDENDO E VIVENDO

Scott Hausrath é pastor da Foothill Community Church, uma


congregação Batista do Sétimo Dia em Montrose, Califórnia.

Matthew Berg serviu como plantador da Igreja Batista do Séti-


mo Dia de Champaign. Agora é pastor da Igreja Batista do
Sétimo Dia de Middleton.

Nick Kersten, da Igreja Batista do Sétimo Dia de Milton, é


atualmente o bibliotecário da Sociedade Histórica Batista do
Sétimo Dia.

141
Solicita-se que as remessas de dízimos, ofertas e outras
contribuições destinadas à Conferência Batista do Sétimo Dia
Brasileira, sejam feitas através de cheques, ordens bancárias
ou vales postais nominais, de preferência para as seguintes
agências e contas bancárias:
a) BANCO DO BRASIL S. A.
Agência nº. 1622-5 de Curitiba / PR
Conta Corrente nº. 57643 -3
Titular: Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira
b) BANCO BRADESCO S.A.
Agência nº. 0049-3 de Curitiba/PR
Conta Corrente nº. 153799-7
Titular: Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira

As ofertas do décimo sábado de cada trimestre são desti-


nadas ao Conselho Missionário e devem ser depositadas
na seguinte conta corrente:
Banco Itaú
Agência: 3703
Conta Corrente: 06312-7
Titular: Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira

Após a remessa, enviar carta ou relatório mensal em


formulário próprio ao tesoureiro geral, contendo as datas, os
valores e indicando a sua natureza: se são dízimos, ofertas em
geral ou para uma finalidade específica.

142
LIÇÕES PARA O PRÓXIMO TRIMESTRE

JESUS CRISTO: A IMAGEM DE DEUS

UNIDADE I – CRISTO, A IMAGEM DE DEUS


1. Quem é Jesus Cristo
2. O que Deus diz sobre Jesus
3. Luz que conquista
4. O verbo se tornou carne
5. Humilhação e exaltação

UNIDADE II – CRISTO SUSTEM E SUPORTA


6. “Eu sou lá de cima”
7. Jesus é a autoridade e o juiz
8. Jesus é o pão da vida e a água viva
9. “Eu sou a luz do mundo”

UNIDADE III – CRISTO GUIA E PROTEGE


10. “Eu sou o Bom Pastor”
11. “Eu sou a Ressurreição e a Vida”
12. “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida”
13. “Eu Sou a Videira Verdadeira”

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