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1) Pelas atuais Normas Brasileiras de Contabilidade, é classificada como uma reserva de

capital:

a) Reserva de Prêmio na Emissão de Debêntures.


b) Reserva Estatutária.
c) Reserva de Ágio na Emissão de Ações.
d) Reserva de Subvenções Governamentais para Investimento.
e) Reserva para Pagamento de Dividendo Obrigatório.

2) O patrimônio líquido pode ser estudado de diferentes perspectivas, como, por exemplo, dos
pontos de vista legal, contábil e econômico. Considerando-se essas vertentes, é correto
afirmar:

a) contabilmente, o patrimônio líquido corresponde à diferença entre ativos totais e passivos


exigíveis.
b) economicamente, o patrimônio líquido é o valor de mercado de uma entidade.
c) legalmente, o patrimônio líquido pode ser entendido como o valor de responsabilidade dos
sócios em relação às obrigações de uma entidade, no caso de uma empresa S.A.
d) o patrimônio líquido contábil é o conjunto dos fluxos de caixa futuros da entidade trazidos a
valor presente pelo seu custo de oportunidade.
e) economicamente, o patrimônio líquido é obtido trazendo os fluxos de resultados previstos a
valor presente pelo seu custo de oportunidade.

3) Sobre as contas do Patrimônio Líquido, é correto afirmar que

a) alienação de partes beneficiárias é uma transação classificada como reserva de lucros.


b) a conta capital a integralizar é uma conta redutora do capital social.
c) os dividendos declarados e pagos no período são evidenciados nas reservas de capital.
d) as reservas de capital recebem os saldos referentes à variação do valor justo de
instrumentos
financeiros.
e) as reservas de lucros recebem o ágio da emissão das ações com valor nominal.

4) Na hipótese da abertura de uma empresa, em que houve a subscrição de capital de R$


1.000.000,00, o lançamento contábil dessa subscrição será

a) D: Capital a Integralizar
C: Capital subscrito R$ 1.000.000,00

b) D: Capital a Integralizar
C: Capital Integralizado R$ 1.000.000,00

c) D: Capital
C: Capital Integralizado R$ 1.000.000,00

d) D: Capital
C: Capital a Integralizar R$ 1.000.000,00

e) D: Bancos conta movimento


C: Capital Subscrito R$ 1.000.000,00
Recordamos que a subscrição é quando o acionista/sócio assume o compromisso de ingressar
na sociedade, formalizando através dos instrumentos jurídicos pertinentes. Ainda não houve
entrega dos recursos. Por isso, a contrapartida será a conta Capital a integralizar, a qual
representa a parte não entregue pelos sócios.

Posteriormente, quando houver a entrega dos recursos, teremos o seguinte lançamento:

D: Bancos conta movimento ou Caixa ou outro Ativo (caso integralize com bens ou direitos)
C: Capital a Integralizar R$ 1.000.000,00

5) Uma sociedade, ao optar pela sua adesão às atuais Normas Brasileiras de Contabilidade por
meio da adequação de seus relatórios financeiros àquelas normas, utilizou a prerrogativa,
prevista em vários atos emitidos pelo Comitê de Pronunciamento Contábeis (CPC), a
apresentar os valores do seu imobilizado pelo seu custo atribuído (deemed cost). A diferença
positiva entre este último e o valor registrado na escrituração da sociedade deverá ter
contrapartida credora na conta de

a) Ajustes de Avaliação Patrimonial.


b) Reservas de Reavaliação.
c) Receitas de avaliação a valor justo.
d) Ganhos decorrentes da aplicação do teste de recuperabilidade do valor dos ativos.
e) Reservas de Lucros.

6) O investimento feito na empresa pelos seus proprietários é apresentado na forma do capital


social. Suponha dois amigos iniciando juntos um negócio e combinando um investimento total
de R$ 200.000,00, formalizado em contrato. Realizaram, até um primeiro momento, os
seguintes aportes: R$ 100.000,00 em dinheiro, cada um fornecendo R$ 50.000,00 para o caixa
da empresa; R$ 60.000,00 na forma de um imóvel, algumas máquinas e um veículo, pelos dois
sócios.

Com essas informações, é correto dizer que o capital

a) social da empresa é de R$ 160.000,00.


b) subscrito da empresa é de R$ 160.000,00.
c) a integralizar da empresa é de R$ 200.000,00.
d) integralizado da empresa é de R$ 200.000,00.
e) a integralizar da empresa é de R$ 40.000,00.

Comentários: O capital subscrito pelos sócios foi R$ 200.000,00, todavia os aportes foram de:

R$ 50.000 (Dinheiro) + R$ 50.000 (Dinheiro) R$ 60.000 (Ativos Imobilizado) = R$ 160.000

Assim, eles faltam integralizar R$ 40.000 (200.000 – 160.000). Consequentemente, teremos a


seguinte composição:

Capital Social Subscrito R$ 200.000


(-) Capital a Integralizar R$ 40.000
= Capital Realizado R$ 160.00
7) Reservas são valores que representam elementos patrimoniais sem qualquer característica
de exigibilidade atual ou futura.

Uma reserva de capital que pode ser utilizada para:

a) pagamento de dividendos a ações ordinárias.


b) pagamento de dividendos a ações preferenciais.
c) resgate de partes beneficiárias.
d) absorção de prejuízos em prioridade às reservas de lucros.
e) recomposição do caixa da companhia em face da materialização de provisões.

8) As Partes Beneficiárias, nos dizeres da Lei 6.404/1976, Lei das Sociedades Anônimas, são
títulos negociáveis que podem ser emitidos a qualquer tempo e que conferirão a seus titulares
o direito de eventual crédito contra a companhia pela participação nos lucros anuais.

Nesse contexto, é permitida a emissão de Partes Beneficiárias, a qualquer momento, pelas


companhias

a) fechadas, podendo ser atribuídas somente a fundadores, acionistas ou terceiros, que


tenham
prestado bons serviços à companhia, a qualquer título.
b) fechadas, podendo ser alienadas ou atribuídas a fundadores, acionistas ou terceiros, como
remuneração por serviços prestados à companhia.
c) abertas, podendo ser atribuídas somente a fundadores, acionistas ou terceiros, que tenham
prestado bons serviços à companhia, a qualquer título.
d) abertas, podendo ser alienadas ou atribuídas a fundadores, acionistas ou terceiros, como
remuneração por serviços prestados à companhia.
e) abertas e fechadas, desde que destinadas, exclusivamente, para alienação a acionistas ou
terceiros interessados, independentemente de serviços prestados à companhia.

9) É permitido às sociedades anônimas, nos termos da Lei das Sociedades por Ações, emitir
títulos negociais denominados “Bônus de Subscrição” que conferirão a seus titulares, de
acordo com as condições prescritas no respectivo certificado de emissão, o direito de
subscrever ações de capital social, direito esse que poderá ser exercido mediante a
apresentação desse título à companhia.

Nesse contexto, a Companhia J, apresentou, em reais, as seguintes informações, antes da


emissão de Bônus de Subscrição, devidamente aprovada pela Assembleia Geral:
Considerando exclusivamente as informações recebidas e as determinações da legislação
societária e das normas contábeis em vigor, a Companhia J poderá emitir Bônus de Subscrição
em quantidade correspondente ao valor, em reais, de
a) 500.000,00
b) 1.500.000,00
c) 2.000.000,00
d) 5.500.000,00
e) 6.000.000,00

Os bônus de subscrição. Segundo a LSA, art. 75, a companhia poderá emitir, dentro do limite
de aumento de capital autorizado no estatuto (artigo 168), títulos negociáveis denominados
"bônus de subscrição".

A empresa possui capital autorizado de 12.000.000 e capital subscrito de 10.000.000, portanto,


o limite de aumento de capital autorizado, que também é o valor que Companhia J poderá
emitir Bônus de Subscrição, é de 12.000.000 – 10.000.000 = R$ 2.000.000,00.

10) A empresa Invest & Cia. adquiriu, em 31/12/2013, ações de sua própria emissão e, para
isso, incorreu nos seguintes gastos:

Valor pago pelas ações = R$ 150.000,00


Custos adicionais de transação = R$ 2.000,00

Em 30/06/2014, a empresa revendeu estas ações por R$ 160.000,00 à vista, incorrendo em


novos custos de transação no valor de R$ 3.000,00.

Nesse caso, a empresa Invest & Cia.

a) reconheceu como Ações em Tesouraria o valor de R$ 150.000,00, em 31/12/2013.


b) reconheceu como Despesa o valor de R$ 3.000,00, em 30/06/2014.
c) reduziu o seu Patrimônio Líquido em R$ 152.000,00, em 31/12/2013.
d) apurou um resultado com a venda das Ações em Tesouraria de R$ 7.000,00.
e) aumentou o seu Patrimônio Líquido em R$ 160.000,00, em 30/06/2014.

Em 31/12/2013, (COMPRA) a entidade deverá acrescentar os custos adicionais de transação


no montante a ser registrado na conta ações em tesouraria.

Vejamos a contabilização:

D- Ações em Tesouraria (Redutora PL) R$ 152.000,00 (150.000 + 2.000)


C- Caixa (Ativo) R$ 152.000,00
Em 30/06/2014 (VENDA), a empresa vendeu todas as ações em tesouraria, então deverá
confrontar o saldo anterior com o valor de venda. Lembrando que nesse valor teremos que
diminuir os custos de transação incorridos. Observemos a contabilização:

D – Caixa (Ativo) R$ 157.000,00 (160.000 – 3.000)

C - Ações em tesouraria (Redutora PL) R$ 152.000,00 (custo de aquisição delas)

C- Reserva de Capital – lucro na alien. ações em tes. (PL) R$ 5.000,00 (157.000 – 152.000)

11) As contas do Patrimônio Líquido da Empresa Margarida S.A. apresentavam, em


31/12/2012, os seguintes saldos:

O valor registrado na conta Ações em Tesouraria corresponde a 400.000 ações, com valor
nominal unitário de R$ 1,00. No ano de 2013, a empresa recolocou estas ações no mercado ao
valor unitário de R$ 1,50.

O valor total do Patrimônio Líquido da empresa, após a venda das ações em tesouraria, é, em
R$, igual a

a) 1.300.000,00.
b) 1.700.000,00.
c) 1.500.000,00.
d) 1.900.000,00.
e) 1.100.000,00.

Comentários: Se temos a conta Ações em Tesouraria com saldo de R$ 400.000,00 e esse valor
corresponde a 400.000 ações, com valor unitário é de R$ 1,00. No ano seguinte, a entidade
vendeu essas ações por R$ 1,50:

Venda das ações em tesouraria = 400.000 x 1,50 = R$ 600.000,00.


Confrontando esse montante com o saldo em 31/12/12, nota-se que:
Venda das ações em tesouraria – Ações em tesouraria 31/12/12 = 600.000 – 400.000 =
200.000

Lembramos que transações com sócios são lançadas no PL e não no resultado, assim
lancemos:

D – Caixa (Ativo) R$ 600.000,00 (400.000 x 1,5)


C - Ações em tesouraria (Redutora PL) R$ 400.000,00 (saldo em 31/12/2012)
C- Reserva de Capital – lucro na alien. ações em tes. (PL) R$ 200.000,00 (600.000 – 400.000)

Após esse fato contábil, o PL será:


Vejam que o PL aumentou em R$ 600.000,00, por meio do aumento da conta Reserva de
Capital
(200.000) e pela diminuição da conta ações em tesourara (400.000). Essa que é sua redutora.

12) A empresa UNIDESC S.A. adquiriu, em 31/12/2014, ações de sua própria emissão e, para
isso, incorreu nos seguintes gastos:

Valor pago pelas ações = R$ 1.000.000,00


Custos adicionais totais = R$ 50.000,00

Em 31/12/2016, a empresa revendeu todas estas ações por R$1.200.000,00 à vista, incorrendo
em custos de transação no valor de R$ 10.000,00.

Com base nestas informações, a empresa UNIDESC S.A

a) reconheceu como Ações em Tesouraria o valor de R$ 1.000.000,00, em 31/12/2014.


b) reconheceu como Despesa do Exercício o valor de R$ 50.000,00, em 31/12/2014.
c) reduziu o seu Patrimônio Líquido em R$ 1.000.000,00, em 31/12/2014.
d) apurou resultado positivo com a venda das Ações em Tesouraria no valor de R$
140.000,00, em 31/12/2016.
e) aumentou o seu Patrimônio Líquido em R$ 1.200.000,00, em 31/12/2016.

Comentário. No tocante a aquisição dessas ações, vimos que os custos de transação incorridos
na aquisição de ações de emissão da própria entidade devem ser tratados como acréscimo do
custo de aquisição de tais ações. Assim:

D- Ações em tesouraria (Redutora PL) R$ 1.050.000,00 (1.000.000 + 50.000)


C- Caixa (Ativo) R$ 1.050.000,00

Já em relação a venda delas, tais custos devem ser tratados como redução do lucro ou
acréscimo do prejuízo dessa transação, resultados esses contabilizados diretamente no
patrimônio líquido, na conta que houver sido utilizada como suporte à aquisição de tais ações,
não afetando o resultado da entidade.

D – Caixa (Ativo) R$ 1.190.000,00 (1.200.000 – 10.000)

C - Ações em tesouraria (Redutora PL) R$ 1.050.000,00 (custo de aquisição delas)

C- Reserva de Capital – lucro na alien. de ações em tes. (PL) R$ 140.000,00 (1.190.000 –


1.050.000)