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EDUCAÇÃO

INCLUSIVA

Michela Carvalho da Silva


S586e Silva, Michela Carvalho da.
Educação inclusiva / Michela Carvalho da Silva. –
Porto Alegre : SAGAH, 2017.
127 p. : il. ; 22,5 cm.

ISBN 978-85-9502-034-4

1. Educação inclusiva. I. Título.


CDU 376

Catalogação na publicação: Poliana Sanchez de Araujo – CRB 10/2094

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A Declaração de Salamanca
e suas implicações
na educação inclusiva
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:

 Definir os parâmetros estabelecidos na Declaração de Salamanca para


as políticas e práticas voltadas à educação inclusiva.
 Explicar a importância da inclusão do aluno com deficiência na escola
regular.
 Sintetizar a estrutura de ação em educação especial.

Introdução
Você sabia que as políticas e práticas voltadas à educação inclusiva obe-
decem a parâmetros estabelecidos por documentos e leis? Eles visam
não somente padronizá-las, mas torná-las ferramentas para se chegar a
uma educação que seja satisfatória para todos.
Um dos principais documentos que estabelecem diretrizes para a
educação inclusiva é a Declaração de Salamanca. Ela tem como princípio
a necessidade de se ampliar a inclusão dos alunos com deficiência nas
escolas regulares. Além disso, propõe uma pedagogia centrada na criança,
capaz de satisfazer as necessidades de todos.
Neste capítulo, você conhecerá as diretrizes e práticas propostas pela
Declaração de Salamanca.

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A educação inclusiva de acordo com as diretrizes


estabelecidas na Declaração de Salamanca
A Declaração de Salamanca ( 1994 ) é um dos principais documentos que
propõem as diretrizes para a prática e o funcionamento da educação especial
inclusiva. A partir desse documento, entre outros, foram redigidas as leis
brasileiras sobre educação especial, levando em conta os seus moldes.
A Conferência Mundial de Educação Especial, que aconteceu na cidade de
Salamanca, na Espanha, entre 7 e 10 de junho de 1994, reuniu representantes
de 88 governos e 25 organizações internacionais. A conferência teve como
objetivo principal discutir as necessidades e as possíveis providências a serem
tomadas com o intuito de oferecer educação especial inclusiva nos vários países
participantes. No caso de esta já ter sido implantada, a discussão se focou em
como melhorá-la ( MENEZES; SANTOS, 2001 ).
A declaração proclama que ( DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, 1994 ):

 Toda criança tem direito fundamental à educação e lhe deve ser dada
a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem.
 Toda criança possui características, interesses, habilidades e necessi-
dades de aprendizagem que são únicas.
 Sistemas educacionais devem ser designados e programas educacionais
devem ser implementados no sentido de se levar em conta a vasta
diversidade de tais características e necessidades.
 Aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à
escola regular, que deve acomodá-los em uma pedagogia centrada na
criança e capaz de satisfazer a tais necessidades.
 Escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva constituem os
meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias. Assim, é
possível criar comunidades acolhedoras, construir uma sociedade inclu-
siva e alcançar a educação para todos. Além disso, tais escolas provêm
uma educação efetiva à maioria das crianças e aprimoram a eficiência e,
em última instância, o custo da eficácia de todo o sistema educacional.

Essas diretrizes proclamam que a educação especial seja, a partir de então,


inclusiva, com a matrícula de todos os alunos com necessidades educacionais
especiais na escola regular. Esta, por sua vez, deve ser capaz de prover as
necessidades por meio de adaptações no currículo, da formação dos professores
envolvidos no processo, das metodologias de ensino, do material didático e
das suas dependências físicas.

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Você pode perceber, nessas diretrizes, a preocupação em inserir o educando com


deficiência em um ambiente de onde ele se sinta parte. Dessa inserção deve resultar
uma maior participação dessas pessoas na sociedade como um todo, uma vez que
não ficam restritas aos ambientes exclusivos, como as escolas especiais.

O papel da escola regular na educação inclusiva


A escola regular desempenha papel fundamental na proposta de educação
inclusiva. A escola, enquanto espaço físico, precisa ser adaptada para receber
os alunos com necessidades educacionais especiais. Da mesma forma, toda
a equipe diretiva, os docentes e os próprios alunos com e sem deficiência
precisam ser conscientizados de que as diferenças são positivas e as barreiras
do preconceito precisam ser desfeitas em prol de uma educação inclusiva de
qualidade para todos.

As práticas de sala de aula precisam ser repensadas e remodeladas de acordo com as


necessidades dos alunos, criando uma pedagogia centrada na criança.

A seguir, você verá alguns pontos importantes sobre o papel da escola e


da prática docente na implementação da educação inclusiva de acordo com a
Declaração de Salamanca ( 1994 ):

 O desafio da escola inclusiva é relativo ao desenvolvimento de uma


pedagogia centrada na criança e capaz de educar a todas elas de forma
bem-sucedida, incluindo aquelas que possuam desvantagens severas.
 Por outro lado, a vantagem de tais escolas não reside somente no fato de
que elas sejam capazes de prover uma educação de qualidade a todas as
crianças. O estabelecimento dessas instituições é um passo crucial no

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sentido de modificar atitudes discriminatórias, de criar comunidades


acolhedoras e de desenvolver uma sociedade inclusiva.
 A educação inclusiva é o modo mais eficaz para a construção da solida-
riedade entre crianças com necessidades educacionais especiais e seus
colegas. O encaminhamento de crianças a escolas especiais ou a classes
ou sessões especiais dentro da escola em caráter permanente deveria
constituir exceções. Essa solução deveria ser recomendada somente
naqueles casos em que fique claramente demonstrado que a educação
na classe regular é incapaz de atender às necessidades educacionais ou
sociais da criança, ou quando esteja em jogo o bem-estar da criança
em questão ou das outras.
 Investimentos em escolas especiais existentes deveriam ser canalizados
ao provimento de apoio profissional às escolas regulares, no sentido de
atender às necessidades educacionais especiais.
 Deveria ser requerido um esforço concentrado no sentido de se pro-
mover a alfabetização e o aprendizado da matemática e de habilidades
básicas das pessoas portadoras de deficiências por meio de programas
de educação de adultos.
 O currículo deveria ser adaptado às necessidades das crianças, e não o
contrário. As escolas deveriam, portanto, prover oportunidades curri-
culares que fossem apropriadas a crianças com habilidades e interesses
diferentes.
 O conteúdo da educação deveria ser voltado a padrões superiores e
às necessidades dos indivíduos, com o objetivo de torná-los aptos a
participar totalmente do seu desenvolvimento. O ensino deveria ser
relacionado às experiências dos alunos e a preocupações práticas, no
sentido de melhor motivá-los.
 Tecnologia apropriada e viável, por meio de auxílio técnico, deveria
ser usada, quando necessário, para aprimorar a taxa de sucesso no
currículo da escola e para ajudar na comunicação, na mobilidade e na
aprendizagem.
 Os diretores de escola têm a responsabilidade de promover atitudes
positivas por meio da comunidade escolar, arranjando uma cooperação
efetiva entre professores de classe e pessoal de apoio.
 A preparação apropriada de todos os educadores constitui um fator-chave
na promoção de progresso, no sentido do estabelecimento de escolas
inclusivas. Além disso, a importância do recrutamento de professo-
res que possam servir como modelo para crianças com deficiências
torna-se cada vez mais reconhecida. Isso ocorre pois a oportunidade

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de interagir com adultos com deficiências que tenham obtido sucesso


pode auxiliar os alunos a formar um padrão para seus próprios estilos
de vida e aspirações, com base em expectativas realistas.

Você deve saber que no Brasil muitas dessas práticas já estão sendo implantadas, no
intuito de transformar a educação especial ( escolas especiais ) em educação inclusiva.
Essas diretrizes vêm sendo colocadas em prática de acordo com as possibilidades e
investimentos dos governos na rede pública de ensino. Elas também variam de acordo
com os estabelecimentos de ensino.

A estrutura de ação em educação especial


A estrutura de ação em educação especial tem como objetivo principal informar
sobre políticas e guias para ações governamentais. Ela atende a organizações
internacionais ou agências nacionais de auxílio, organizações não governa-
mentais e outras instituições na implementação das diretrizes propostas na
Declaração de Salamanca. Essa estrutura tem como base a experiência dos
países participantes e as resoluções, recomendações e publicações do sistema
das Nações Unidas e outras organizações intergovernamentais, especialmente
o documento Procedimentos Padrões na Equalização de Oportunidades para
Pessoas Portadoras de Deficiência. Leva em consideração, também, as pro-
postas, direções e recomendações originadas nos cinco seminários regionais
preparatórios da Conferência Mundial.
Os princípios orientadores dessa estrutura são ( DECLARAÇÃO DE SALA-
MANCA, 1994 ):

 Qualquer pessoa com deficiência tem o direito de expressar seus de-


sejos com relação à sua educação, de acordo com as possibilidades de
estes serem realizados. Da mesma maneira, os pais possuem o direito
de serem consultados sobre a forma de educação mais apropriada às
necessidades, circunstâncias e aspirações de suas crianças.
 Todas as crianças têm o direito de serem acomodadas na escola regular,
independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais,

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emocionais, linguísticas ou outras, incluindo as crianças deficientes


e superdotadas, as crianças de rua e que trabalham, as de origem re-
mota ou de população nômade, as pertencentes a minorias linguísticas,
étnicas ou culturais e as crianças de outros grupos desfavorecidos ou
marginalizados.
 O termo “necessidades educacionais especiais” se refere a todas aque-
las crianças ou jovens cujas necessidades educacionais especiais se
originam de deficiências ou dificuldades de aprendizagem. Muitas
crianças experimentam dificuldades de aprendizagem e, portanto,
possuem necessidades educacionais especiais em algum ponto durante
a sua escolarização.
 A educação especial assume que as diferenças humanas são normais
e que a aprendizagem deve ser adaptada às necessidades da criança.
Portanto, não se deve adaptar a criança às ideias preconcebidas a respeito
do ritmo e da natureza do processo de aprendizagem. Assim, se reduz a
taxa de desistência e repetência escolar e, ao mesmo tempo, se garante
índices médios mais altos de rendimento escolar.
 O desenvolvimento de estratégias que procuram promover a genuína
equalização de oportunidades deveria ser incentivado.
 Medidas legislativas deveriam ser adotadas nos campos de saúde, bem-
-estar social, treinamento vocacional e trabalho. O objetivo disso é
promover apoio e gerar total eficácia à legislação educacional, reconhe-
cendo o princípio de igualdade de oportunidade para crianças, jovens e
adultos com deficiências na educação primária, secundária e terciária,
sempre que possível em ambientes integrados.
 Para as crianças com necessidades educacionais especiais, uma rede
contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a
ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à
aprendizagem dentro da escola.
 O treinamento pré-profissional deveria fornecer a todos os estudantes
de pedagogia, de ensino primário ou secundário, orientação positiva
frente à deficiência, desenvolvendo um entendimento daquilo que pode
ser alcançado nas escolas por meio dos serviços de apoio disponíveis
na localidade.
 O treinamento especializado em educação especial deveria ser integrado
com ou precedido de treinamento e experiência como uma forma regular
de formação de professores.
 A educação de crianças com necessidades educacionais especiais é uma
tarefa a ser dividida entre pais e profissionais, pois aqueles necessitam

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de apoio para que possam assumir seus papéis de pais de uma criança
com necessidades especiais.
 O envolvimento comunitário deveria ser buscado no sentido de su-
plementar atividades na escola, de prover auxílio na concretização de
deveres de casa e de compensar a falta de apoio da família.
 A mídia possui papel fundamental na promoção de atitudes positivas
frente à integração de pessoas portadoras de deficiência na sociedade.
Ela deve contribuir para a superação de preconceitos e má informação e
difundir com mais otimismo e imaginação as capacidades das pessoas
portadoras de deficiência.

O objetivo dessas propostas é tornar a educação um direito que abranja


realmente todas as pessoas, no sentido de dar visibilidade às pessoas com
deficiência e garantir os seus direitos. Por meio de uma educação que inclua
e integre, esses indivíduos alcançarão uma maior participação na sociedade.
Isso ocorre por meio da escolarização, da prática da cidadania e da preparação
e inserção dessas pessoas no mercado de trabalho, garantindo a igualdade de
direitos e oportunidades.

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1. A Declaração de Salamanca e necessidades das crianças


consiste em: e dos adolescentes.
a) Um documento internacional d) As escolas regulares que
que propõe diretrizes possuam orientação inclusiva
para a implantação da não influem no combate a
educação especial inclusiva atitudes discriminatórias e não
na escola regular. contribuem para a criação de
b) Um acordo entre os países comunidades acolhedoras.
europeus que estabelece e) As crianças com necessidades
regras para a implantação educacionais especiais
da educação inclusiva. têm direito à educação,
c) Um documento internacional contanto que seja em escolas
que estabelece diretrizes especializadas para atendê-las.
básicas para a implantação 3. De acordo com as orientações
e o funcionamento de para ações em níveis regionais
escolas especiais. e internacionais contidas na
d) Um documento que Declaração de Salamanca,
estabelece a obrigatoriedade podemos afirmar que:
da oferta do ensino especial a) A inclusão e a participação
em escolas especiais. social são essenciais à dignidade
e) Uma lei que delimita o humana, mas não fazem
investimento dos municípios, parte dos direitos humanos.
do Estado e da União na b) É somente dentro do contexto
educação especial. da escola especial que os
2. A Declaração de Salamanca alunos com necessidades
proclama que: educacionais especiais podem
a) Todas as crianças possuem atingir o máximo progresso
características, interesses, educacional de integração social.
habilidades e necessidades de c) O princípio fundamental da
aprendizagens semelhantes. escola inclusiva é o de que
b) As crianças com necessidades todas as crianças devem
educacionais especiais devem aprender juntas, sempre que
ter acesso à escola regular, possível, independentemente
que deveria acomodá-los de quaisquer dificuldades ou
dentro de uma Pedagogia diferenças que elas possam ter.
centrada na criança, capaz de d) Não se faz necessário que, dentro
satisfazer a tais necessidades. das escolas inclusivas, as crianças
c) A implementação de sistemas com necessidades educacionais
e programas educacionais não especiais recebam qualquer
necessita levar em conta a vasta suporte extra requerido para
diversidade de características assegurar uma educação efetiva.

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e) Os países que possuem para os profissionais envolvidos


poucas ou nenhuma escola em educação inclusiva.
especial não são, em geral, 5. Sobre o envolvimento da
aconselhados a concentrar seus comunidade e a conscientização
esforços no desenvolvimento pública podemos afirmar que:
de escolas inclusivas e a) A descentralização e o
serviços especializados. planejamento não favorecem
4. Sobre a formação dos professores maior envolvimento de
para a prática inclusiva, a Declaração comunidades na educação
de Salamanca afirma que: e no treinamento de
a) O recrutamento de professores pessoas com necessidades
que possam servir como modelo educacionais especiais.
para crianças com deficiências b) A mídia não possui papel
não é uma prática aconselhada. relevante na promoção de
b) A preparação dos professores atitudes positivas frente à
para que exercitem sua integração de pessoas portadoras
autonomia e apliquem suas de deficiência na sociedade.
habilidades na adaptação c) Não é essencial que os
do currículo e da instrução políticos, incluindo os do
no sentido de atender as nível da escola, reafirmem o
necessidades especiais dos seu compromisso para com a
alunos é uma prática que deve inclusão e promovam atitudes
ser feita na rotina da sala de aula. positivas entre as crianças, os
c) Materiais escritos e professores e o público em
seminários organizados geral, no que diz respeito aos
para administradores locais, que possuem necessidades
supervisores, diretores e educacionais especiais.
professores não são muito úteis d) Não há a necessidade de que
no sentido de desenvolver as organizações de pessoas
suas capacidades de prover portadoras de deficiências
liderança nesta área e de treinar ou aquelas que possuam
o pessoal menos experiente. influência decisiva sejam
d) A preparação apropriada convidadas a tomar parte na
de todos os educadores identificação das necessidades
constitui-se um fator-chave na das pessoas com deficiência.
promoção de progresso no e) O envolvimento comunitário
sentido do estabelecimento deveria ser buscado no sentido
de escolas inclusivas. de suplementar atividades
e) Não se faz necessário o na escola, de prover auxílio
envolvimento ativo de pessoas na concretização de deveres
portadoras de deficiência em de casa e de compensar a
pesquisa e em treinamento falta de apoio familiar.

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DECLARAÇÃO DE SALAMANCA. Salamanca: Nações Unidas, 1994. Disponível


em: < http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf >. Acesso em:
06 dez. 2016
MENEZES, E. T. de; SANTOS, T. H. dos. Verbete declaração de Salamanca. In: MENEZES,
E. T. de; SANTOS, T. H. dos. Dicionário Interativo da Educação Brasileira - Educabrasil. São
Paulo: Midiamix, 2001. Disponível em: < http://www.educabrasil.com.br/declaracao-
-de-salamanca/ >. Acesso em: 06 dez. 2016.

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