Você está na página 1de 1

DECLARAÇÃO DE SALAMANCA

A Declaração de Salamanca foi promovida pelo Governo Espanhol em colaboração com a


UNESCO em 1994, na cidade de Salamanca (Espanha), este documento foi criado para apontar
aos países a necessidade de políticas públicas e educacionais que venham a atender a todas as
pessoas de modo igualitário independente das suas condições pessoais, sociais, económicas e
socioculturais.

A inclusão de crianças, jovens e adultos com necessidades educacionais especiais dentro do


sistema regular de ensino é a questão central, sobre a qual a Declaração de Salamanca discorre. De
acordo com a declaração os princípios por ela defendidos é que as escolas e seus projectos
pedagógicos se adeqúem as necessidades dos indivíduos neles matriculados. Desta forma, uma
escola que segue os princípios da inclusão deve ter por função a promoção da convivência entre as
pessoas consideradas normais e as que apresentam necessidades educacionais especiais.

As escolas devem acolher todas as crianças, independentemente de suas


condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras.
Devem acolher crianças com deficiência e crianças bem dotadas; crianças
que vivem nas ruas e que trabalham; crianças de populações distantes ou
nómades; crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças
de outros grupos ou zonas desfavorecidas ou marginalizadas
(DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, 1994:17-18).

Pode-se dizer que o conjunto de recomendações e propostas da Declaração de Salamanca, é


guiado pelos seguintes princípios:

 Independente das diferenças individuais, a educação é direito de todos;


 Toda criança que possui dificuldade de aprendizagem pode ser considerada com
necessidades educativas especiais;
 A escola deve adaptar-se às especificidades dos alunos, e não os alunos as especificidades
da escola;
 O ensino deve ser diversificado e realizado num espaço comum a todas as crianças.

Contudo, podemos perceber uma visão de inclusão que nos revela uma situação mais ampla e não
de uma minoria, o processo de inclusão citado pela declaração nos demonstra uma inclusão social
que atinge a todos e não somente aos deficientes e isso é uma situação que tem de ser
compreendida por todos. Entender que a inclusão não é somente para o deficiente mas, para todas
as pessoas que se encontrem em situações desfavorecidas educacionalmente, socialmente e
financeiramente.