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Repercussões do Programa

Bolsa Família na Segurança


Alimentar e Nutricional
r e l at ó r i o - s í n t e s e

REALIZAÇÃO FINANCIADO POR

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE .1


Repercussões do Programa Bolsa Família
na Segurança Alimentar e Nutricional – relatório-síntese

REALIZAÇÃO Queiroz, Noemi Sakiara Miyasaka Porro,


Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas Patricia Farias Ribeiro, Priscila da Silva Pereira,
(Ibase) – Setembro de 2008 Sonia Maria de Oliveira, Thaísa Santos Navolar e
Financiado por
Vânia Paula Stolte
Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)
Assistentes de pesquisa

Proponente
Érica de Moraes Santos Wong, Paloma Madanêlo
Rede Desenvolvimento, Ensino e Sociedade (Redes) de Carvalho e Raquel Ribeiro de Azevedo

Transcrição (etapa qualitativa)


Coordenação geral
Francisco Menezes Greice Regina Bolgar dos Santos, Lenivaldo
Cavalcante da Silva e Vanda Costa Seixas
Coordenação executiva
Coleta e processamento de dados
Edmar Gadelha e Mariana Santarelli
Vox Populi
Assistente de coordenação
Revisão técnica
Rozi Billo
Mariana Santarelli
Consultoria temática
Texto final e edição
Delaine Martins Costa, Jacy Corrêa Curado,
Luciene Burlandy, Rosana Magalhães e Márcia Lisboa
Rosana Salles da Costa Acompanhamento editorial

Consultoria estatística
Ana Bittencourt, Flávia Mattar e Jamile Chequer
Ismênia Blavatsky de Magalhães, Marco Antonio de produção
Souza Aguiar e Mauricio Teixeira l. Vasconcellos Geni Macedo
Assessoria estatística
fotos
Leonardo Mello e Marcia Tibau Moreira Mariana Santarelli, Marcus Vinni, Rozi Billo
Supervisoras regionais (etapa qualitativa)
Revisão
Luciene Dias Figueiredo, Maria Teresa Gomes de Laura Figueira
Oliveira Ribas, Schirley Andréia Henzel Mochi,
Teresa Cristina Wanderley Correa de Araújo e Revisão final
Thatiana Fávaro Ana Bittencourt, Laura Figueira e Mariana Santarelli

Facilitadores(as) locais (etapa qualitativa) Diagramação


Ana Paula Zuchi, Angela Marinho Pereira, Dotzdesign
Cícero de Oliveira Santos, Guilherme Velasco de
Oliveira, Hélio Samúdio, José Manoel Flor Filho, Distribuição dirigida. Pedidos de exemplares:
Juliana Souza Andrade Licio, Lucas Gonzalis Ibase
Martino, Luzia Bethânia de Alcantara, Maria Tenório Av. Rio Branco, nº 124, 8º andar – Centro – Rio de
de Souza, Maristela Calvário Alvares Pinheiro, Janeiro – 20040-916 – Tel (21) 2178-9400
Monica Santos Francisco, Neuza Maria Pinto de <www.ibase.br>

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

R336

Repercussões do Programa Bolsa Família na segurança alimentar e nutricional : relatório síntese / IBASE. -
Rio de Janeiro : IBASE, 2008.
Resultados da pesquisa desenvolvida pelo IBASE, a partir de fevereiro de 2006
ISBN 978-85-89447-19-5

1. Programa Bolsa Família (Brasil). 2. Programas de sustentação de renda - Brasil. 3. Assistência alimentar - Brasil. I.
Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas.

08-3912. CDD: 353.50981


CDU: 364.73(81)

10.09.08 15.09.08 008693


SUMÁRIO

Apresentação 6

Capítulo 1 – Metodologia 8
1.1 – Etapa qualitativa 9
1.2 – Etapa quantitativa 10

Capítulo 2 - Pobreza, políticas públicas e segurança alimentar 12

Capítulo 3 - Quem são os(as) beneficiados(as) 16


3.1 – Perfil dos(as) titulares 18
3.2 – Características das famílias 21
3.3 – Como vivem (domicílios e acesso a serviços) 24
3.4 – Vulnerabilidade e insegurança alimentar 25

Capítulo 4 - A alimentação das famílias 30


4.1 – Principais formas de acesso 31
Compra de alimentos no mercado 33
Alimentação na escola 35
Produção para autoconsumo 36
Caça, pesca e extrativismo 39
Doações de alimentos, programas e ações públicas de assistência alimentar 40
Ajuda de parentes e amigos 41
4.2 – Padrões de consumo 42
Perfil de consumo 42

Capítulo 5 - Repercussões do Programa Bolsa Família sobre a alimentação 44


5.1 – Quais são os gastos 45
5.2 – Mudanças no acesso 46
5.3 – Mudanças de consumo por grupos de alimentos 49

Capítulo 6 - Aspectos de gênero 53


6.1 – Caracterização das titulares 54
6.2 – Titularidade feminina 56
6.3 – Acesso a ações complementares 58

Capítulo 7 – Funcionamento do programa 61

Capítulo 8 - Percepções dos(as) titulares sobre o programa 68



Capítulo 9 – Considerações finais e recomendações 74
Índice de tabelas e figuras

Tabela 1 – Titulares por grandes regiões 17


Tabela 2 – Principais formas de acesso à alimentação por grandes regiões 31
Tabela 3 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e as formas
de acesso à alimentação 32
Tabela 4 – Tipos de estabelecimento para a compra de alimentos por área,
renda per capita e as formas de pagamento correspondentes 33
Tabela 5 – Tipos de assistência alimentar por origem identificada 40
Tabela 6 – Principais formas de utilização do recurso do PBF por grandes regiões 45
Tabela 7 – Modificações na alimentação da família a partir do PBF por grandes
regiões e área 47

Figura 1 – Área de localização do domicílio por grandes regiões 17


Figura 2 – Sexo do(a) titular 18
Figura 3 – Cor/raça do(a) titular por grandes regiões 19
Figura 4 – Escolaridade do(a) titular por grandes regiões 19
Figura 5 – Situação de trabalho do(a) titular por grandes regiões 20
Figura 6 – Idade dos membros da família 21
Figura 7 – Tipos de família 21
Figura 8 – Situação de trabalho de todos os membros da família de 16 anos ou
mais por grandes regiões 22
Figura 9 – Renda domiciliar mensal das famílias por grandes regiões 23
Figura 10 – Destino do esgoto por grandes regiões 24
Figura 11 – Ebia – Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (ordinal) 26
Figura 12 – Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (ordinal) por grandes regiões 27
Figura 13 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e a renda per capita 27
Figura 14 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e a cor/raça do(a) titular 28
Figura 15 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e a escolaridade do(a) titular 28
Figura 16 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e situação de trabalho
do(a) titular 29
Figura 17 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e o acesso do(a) titular a
trabalho formal 29
Figura 18 – Motivos de compra por tipo de estabelecimento 34
Figura 19 – Acesso à alimentação escolar gratuita por integrantes das famílias
matriculados em escola por grandes regiões 35
Figura 20 – Famílias que plantam alimentos ou criam animais por grande regiões 36
Figura 21 – Destino da produção das famílias que plantam alimentos e/ou
criam animais por grandes regiões 37
Figura 22 – Relação com a terra das famílias que plantam alimentos e/ou criam
animais por grandes regiões 37
Figura 23 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e a propriedade da terra 38
Figura 24 – Desejo dos(as) filhos(as) das famílias que plantam alimentos e/ou
criam animais em continuar com estas atividades por grandes regiões 39
Figura 25 – Famílias que praticam caça, pesca e/ou extrativismo por grandes regiões 39
Figura 26 – Estratégias adotadas em situação de falta de alimentos 42
Figura 27 – Modificações na alimentação da família a partir do PBF 46
Figura 28 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e modificações
na quantidade de alimentos consumidos a partir do PBF 48
Figura 29 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e modificações na
variedade de alimentos consumidos a partir do PBF 48
Figura 30 – Relação entre as faixas de renda per capita e modificações
na quantidade de alimentos consumidos a partir do PBF 48
Figura 31 – Relação entre as faixas de renda per capita e modificações
na variedade de alimentos consumidos a partir do PBF 49
Figura 32 – Modificações no consumo dos grupos de alimentos a partir do
recebimento do PBF 50
Figura 33 – Aumento no consumo dos grupos de alimentos das famílias de
acordo com o grau de insegurança alimentar (IA) 51
Figura 34 – Sexo do(a) principal responsável pelo domicílio 55
Figura 35 – Sexo de quem tem a maior renda no domicílio 55
Figura 36 – Opinião do(a) titular sobre titularidade preferencial do programa 56
Figura 37 – Observação do(a) titular sobre razões pelas quais o PBF deve
ficar no nome da mulher 56
Figura 38 – Repercussões do Programa Bolsa Família sobre titulares do sexo feminino 57
Figura 39 – Repercussões do Programa Bolsa Família sobre o acesso de titulares do sexo
feminino a programas, projetos, serviços e iniciativas na área de educação 58
Figura 40 – Repercussões do Programa Bolsa Família sobre o acesso de titulares do
sexo feminino a programas, projetos, serviços e iniciativas na área de saúde 59
Figura 41 – Repercussões do Programa Bolsa Família sobre o acesso de titulares do
sexo feminino a programas, projetos, serviços e iniciativas na área de
inclusão produtiva 60
Figura 42 – Meio pelo qual titulares tomaram conhecimento do programa 62
Figura 43 – Critérios de elegibilidade citados pelos(as) titulares 63
Figura 44 – Condicionalidades citadas pelos(as) titulares 64
Figura 45 – Opinião dos(as) titulares sobre desligamento das famílias que não
cumprem com condicionalidades por grandes regiões 65
Figura 46 – Conhecimento dos(as) titulares sobre instâncias de controle social e
demais formas de participação no programa 66
Figura 47 – Conhecimento dos(as) titulares sobre como fazer denúncia de irregularidades 66
Figura 48 – Tempo gasto para buscar o recurso do PBF por área 67
Figura 49 – Dinheiro gasto para buscar o recurso do PBF por área 67
Figura 50 – Opinião dos(as) titulares sobre até quando acham que deveriam receber
o PBF, por área 71
Figura 51 – Conhecimento dos(as) titulares sobre famílias que precisam do PBF,
fizeram cadastro e nunca receberam o benefício, por grandes regiões 72
APRESENTAÇÃO

Este relatório sintetiza os resultados da pesquisa Repercussões do Programa Bolsa


Família na Segurança Alimentar e Nutricional, proposta pelo Centro de Referência em
Segurança Alimentar e Nutricional da Rede Desenvolvimento, Ensino e Sociedade (Re-
des) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e desenvolvida pelo Ins-
tituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), a partir de fevereiro de 2006.
Patrocinado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o objetivo principal do
levantamento foi conjugar elementos de análise sobre o processo de implementação
do Programa Bolsa Família (PBF) e seu funcionamento (na ótica de gestores e gestoras,
beneficiados e beneficiadas e também a partir de bases documentais); a adequação
do programa às características das famílias beneficiadas e às demandas que se im-
põem no campo das políticas públicas; as repercussões nas condições de pobreza e
(in)segurança alimentar e nutricional.
A proposta analítica e a complexidade do objeto de estudo impuseram a interação
de diferentes métodos e enfoques teórico-conceituais. Tal complexidade se deve, por
um lado, à amplitude do conceito de segurança alimentar e nutricional e, por outro,
às diferentes dimensões desse conceito, que têm interface direta com programas de
transferência condicionada de renda (TCR). A compreensão mais cuidadosa das distin-
tas características das famílias atendidas e dos contextos em que vivem foi fundamen-
tal para analisar e indicar caminhos para a melhor adequação dos programas de transfe-
rência de renda condicionados às múltiplas necessidades desses grupos. Além disso,
possibilitou a identificação de outros tipos de ação e programas essenciais na garantia
da segurança alimentar e nutricional (SAN) e na superação da pobreza.
A combinação de técnicas qualitativas e quantitativas facilitou a análise, uma vez
que permitiu tanto a percepção de questões mais gerais que diferenciam, e também
aproximam, esses segmentos, como a identificação de situações específicas viven-
ciadas em “cotidianos distintos” de interação das famílias e dos(as) gestores(as) com
o programa. Esses eventos e casos particulares, mas exemplares, relatados especial-
mente nos grupos focais por pessoas beneficiadas e gestores(as), fogem a uma abor-
dagem apenas quantitativa e são emblemáticos para a compreensão dos dilemas que
pautam o processo de adequação do programa a contextos e situações diversas.
O primeiro capítulo deste relatório detalha as metodologias empregadas, apre-
sentando os passos dados nas fases qualitativa e quantitativa. O segundo capítulo
diz respeito ao marco teórico que serviu de referência para toda a análise realizada,
trabalhando-se conceitualmente os temas da pobreza, da transferência de renda e da
segurança alimentar. O terceiro capítulo descreve, com base nos resultados apurados,
o perfil das pessoas beneficiadas pelo PBF, suas condições de vida e a descrição de
suas vulnerabilidades, em especial a insegurança alimentar. O quarto capítulo trata da
alimentação das famílias pertencentes ao programa, seja nas suas formas de acesso,
seja nos padrões de consumo. O quinto capítulo discute as repercussões do programa
sobre a alimentação das pessoas beneficiadas, identificando os gastos, as mudanças
no acesso e no consumo dos grupos de alimentos. O sexto capítulo apresenta os resul-
tados e a análise dos aspectos de gênero revelados pela pesquisa. O sétimo capítulo
comenta aspectos referentes ao funcionamento do programa e os efeitos sobre alguns
de seus resultados. O último capítulo apresenta as considerações finais, articulando as
diversas questões tratadas e sistematizando um conjunto de propostas derivadas das
análises dos resultados obtidos. Seguem as referências bibliográficas.
A publicação traz, ainda, um CD com o conjunto completo de tabelas da pesqui-
sa; todos os roteiros e questionários utilizados ao longo do mapeamento; o próprio
relatório-síntese em versão digital, com referências bibliográficas; e alguns artigos com
análises sobre os resultados da pesquisa, publicados originalmente na revista do Ibase,
Democracia Viva n. 39, de junho de 2008.
Dois aspectos fundamentais orientaram o desenvolvimento da pesquisa: o fato de
se tratar de um estudo que tem como fonte principal informações e dados oriundos da
percepção de atores diretamente envolvidos com o programa e a decisão de produzir uma
análise que permitisse o desdobramento em propostas de políticas públicas, dentro do
objetivo de permanente aprimoramento dessa importante política social de transferência
de renda que é o PBF, no sentido do fortalecimento da SAN das famílias beneficiadas.
CAPÍTULO
1
Metodologia

A pesquisa proposta aproxima-se da chamada investigação por triangulação de méto-


dos, visto que conjuga abordagens quantitativas e qualitativas; considera as percepções
das pessoas envolvidas na implementação do programa; analisa esses processos à luz
de diferentes contextos; ressalta as relações e os significados como elementos funda-
mentais para o êxito e os limites das ações; além de ser desenvolvida por uma equipe
externa ao próprio programa, integrada por pesquisadores e pesquisadoras provenientes
de diferentes campos disciplinares, como saúde, economia, sociologia e nutrição.
As técnicas qualitativas adotadas foram: grupos focais com titulares do programa;
e entrevistas semi-estruturadas com gestores(as) locais e membros das instâncias de
controle social. A partir dos dados coletados e das hipóteses levantadas nessa etapa,
foi elaborado o questionário aplicado na fase quantitativa, respondido por 5 mil titulares
do programa em todo o país.
Ao longo de todo o processo de investigação, as abordagens qualitativas e quan-
titativas foram pensados de forma integrada. A complementaridade desses enfoques
possibilitou, por um lado, a compreensão mais aprofundada dos significados atribuídos
pelos(as) titulares do programa, por gestores(as) e membros das instâncias de controle
social. Por outro lado, permitiu análise mais ampla das características e percepções das
famílias estudadas, extensivas aos(às) titulares, em abrangência nacional, por meio da
expansão da amostra.
A apresentação dos resultados obtidos nas fases qualitativa e quantitativa da pes-
quisa teve a preocupação de não comparar conclusões provenientes de métodos com
lógicas distintas, mas indicar de que forma os diferentes resultados tornam complexa
a compreensão do objeto de estudo. Dados os limites e as potencialidades de cada
uma das metodologias adotadas, os grupos focais tanto fornecem informações que
confirmam alguns pontos de vista identificados pela pesquisa quantitativa, quanto cha-
mam a atenção para percepções que somente puderam ser apreendidas pelo método
qualitativo. O projeto seguiu o protocolo de ética em pesquisa com seres humanos e
foi aprovado pelo Comitê de Ética da Fundação Oswaldo Cruz.

1.1 – Etapa qualitativa

A coleta de dados da etapa qualitativa da pesquisa ocorreu entre os meses de junho


e agosto de 2006, em cinco estados brasileiros capazes de representar as diferenças
regionais. Cada um deles teve três municípios selecionados, com distintos contextos
socioeconômicos, culturais e políticos, totalizando 15 municípios pesquisados. Para con-
templar a diversidade brasileira, foram escolhidos municípios de pequeno, médio e gran-
de porte; rurais e urbanos. Contaram ainda como critério de seleção dos municípios a

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE .9


alta densidade de pessoas beneficiadas pelo programa e os baixos patamares de Índice
de Desenvolvimento Humano (IDH).
Os municípios selecionados foram: Belém, Salvaterra e Soure, no Pará; Recife,
Manari e Catende, em Pernambuco; Campo Grande, Dourados e Dois Irmãos do Buriti,
no Mato Grosso do Sul; Rio de Janeiro, São Sebastião do Alto e São João do Meriti, no
Rio de Janeiro; Curitiba, Piraquara e Doutor Ulysses, no Paraná.
Em cada um deles foram realizados um grupo focal com titulares do programa e
quatro entrevistas semi-estruturadas, sendo uma com o gestor local do Programa Bolsa
Família (PBF); duas com representantes das secretarias de Saúde, Educação ou Assis-
tência Social1 e uma com representante da sociedade civil na instância designada para
realizar o controle social do PBF.
Dos 15 grupos focais, cinco eram compostos por populações específicas: habitan-
tes de favelas, no Rio de Janeiro e em Recife;2 quilombolas, em Salvaterra; ribeirinhos
e ribeirinhas, em Soure; indígenas, em Dois Irmãos do Buriti.3
As 62 entrevistas tiveram como objetivo principal levantar aspectos relacionados
ao funcionamento do programa em cada uma das localidades, provendo subsídio tanto
para o entendimento das informações levantadas nos grupos focais quanto para análise
mais geral sobre o desenho operacional do programa. Foram abordados temas relacio-
nados à gestão do programa – como cadastramento, condicionalidades, controle social,
intersetorialidade e gestão compartilhada – e às opiniões de gestores(as) sobre as re-
percussões do programa na segurança alimentar das pessoas beneficiárias.
Em cada grupo, participaram entre oito e 15 pessoas, totalizando 170 participan-
tes, com o seguinte perfil: a maioria era formada por mulheres (91%); 39% tinham de
31 a 40 anos; 27%, menos de 30 anos; 19%, de 41 a 50 anos; e 16%, mais de 50 anos.
A distribuição pelas regiões brasileiras era equilibrada, com ligeira vantagem para o
Nordeste, com 22% de participação.
Os grupos focais foram baseados em roteiro previamente estabelecido, abordan-
do as seguintes temáticas: uso do recurso, percepções sobre mudanças a partir do
PBF, perfil de consumo alimentar, mudanças na alimentação a partir do PBF, acesso aos
alimentos, preferências alimentares, alimentação saudável, relações sociais de gênero,
funcionamento do programa e Bolsa Família como direito.

1.2 – Etapa quantitativa


1
Buscou-se entrevistar um
total de três gestores(as) A etapa quantitativa da pesquisa contou com 5 mil entrevistas em todo o território nacio-
por município, represen-
tantes das áreas de saúde, nal. A configuração da amostra foi elaborada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais
educação e assistência
social, sendo a maior parte
e Econômicas (Ibase), a partir de cadastro das pessoas beneficiárias disponibilizado pela
desta última. Secretaria Nacional de Renda e Cidadania (Senarc) do Ministério de Desenvolvimento e
2
No Rio de Janeiro, o Combate à Fome (MDS). A coleta e o processamento dos dados esteve a cargo da em-
grupo focal contou com a presa Vox Populi, contratada a partir de licitação pública.
participação de moradores
e moradoras da Cidade A amostra da etapa quantitativa é probabilística e foi selecionada em duas etapas
de Deus, da Rocinha, dos (municípios e titulares), com base no cadastro derivado do Demonstrativo Físico/Finan-
morros Santa Marta e
Boréu. Em Recife, o grupo ceiro das Transferências do Programa Bolsa Família, relativo a março de 2007, ou seja,
foi formado por moradores pelo conjunto de titulares que receberam a transferência naquele mês.
e moradoras de Brasília
Teimosa. Considerando que os objetivos da pesquisa não se limitavam à obtenção de dados
3
Povo Terena, residente na
nacionais, a amostra foi estratificada por grandes regiões. Foram entrevistados(as) mil ti-
área indígena Buriti. tulares por região, o que gerou cinco amostras independentes, com a mesma precisão.

10 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


A probabilidade de inclusão de um(a) titular qualquer é constante por região, o que
significa que o desenho da amostra é autoponderado por região, e pode ser expandido
para o total de famílias beneficiadas pelo PBF.
Por se tratar de amostra baseada em um cadastro administrativo, decidiu-se se-
lecionar uma amostra reserva para substituir os casos de não-resposta decorrentes
de endereço incompleto ou desatualizado, recusas e ausência temporária. Assim,
para cada 20 titulares, foram selecionados(as) 20 substitutos(as), acionados(as) na
medida das não-respostas.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 11


CAPÍTULO

12 .
2
IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas
Pobreza, políticas públicas
e segurança alimentar

A pobreza pode ser considerada um fenômeno complexo e multifacetado. Para Amar-


tya Sen, as questões da pobreza e da desigualdade social remetem, de um lado, ao
dilema da comparação entre diferentes vantagens e benefícios, e, de outro, às dife-
rentes possibilidades individuais de conquistar o bem-estar. O autor defende que não
é possível tornar as pessoas iguais simultaneamente em todas as dimensões, e esta
diversidade humana favorece o aparecimento de múltiplas formas de empobrecimento
em cada contexto social.
Na perspectiva de Sen, deve-se privilegiar as habilidades e capacidades das pes-
soas, ou sua “capacidade de funcionar”, e não apenas a posse de renda ou de bens.
Em vez de determinar padrões de renda para reconhecer os grupos em desvantagem,
propõe pensar as diferentes combinações de estados e atividades – the capability set
– dos indivíduos. Desta forma, tanto os aspectos objetivos quanto os subjetivos podem
ser incorporados, fugindo do que ele chama de “métrica dos bens primários”, a partir da
qual as comparações entre as pessoas só se baseiam em quanto cada um possui.
No Brasil, que vem alcançando melhor posição entre os países com maior Produto
Interno Bruto (PIB), mais de um terço de sua população é pobre. Se incorporamos ou-
tras importantes dimensões relacionadas à desigualdade social, além da renda, como
acesso aos alimentos, educação, serviços de saúde, terra e saneamento, percebere-
mos condições de vida perversas para esse contingente mais pobre.
São muitas as inter-relações entre pobreza e SAN. Este estudo tem como re-
ferência o conceito que pauta a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional,
entendida como:

A realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos


de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras
necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de
saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e
ambientalmente sustentáveis (CONSEA, 2004).

Tal enfoque ampliado de SAN articula a dimensão alimentar (da produção, comer-
cialização e consumo) à nutricional (do uso do alimento pelo organismo e sua relação
com a saúde), numa ótica integrada que abarca a forma como o alimento é produzido,
comercializado e consumido, e seus impactos políticos, econômicos, sociais, ambientais,
culturais e nas condições de vida e saúde. Portanto, compreender o perfil de pobreza e de
segurança alimentar e nutricional dessas famílias, bem como as modificações provenien-
tes da ampliação de acesso aos alimentos e aos demais bens públicos é uma tarefa que
exige a abordagem de múltiplas dimensões, tratadas no presente estudo: a dimensão do
acesso, do consumo, da produção, do direito, das condições de vida e saúde.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 13


Da mesma forma que a pobreza, a SAN não pode ser pautada em padrões uni-
versais que têm como referência apenas as necessidades de sobrevivência biológica
do organismo. Para além do plano biológico, a alimentação é uma construção cultural e
simbólica, referenciada pelos diferentes perfis de consumo, que criam expectativas e
valores em torno dela.
No Brasil, a Losan considera a SAN como um direito humano, um bem público
que se realiza por meio de políticas universais, garantido na Constituição. Na ótica da
abordagem do direito humano à alimentação adequada (DHAA), não basta garantir a
SAN, se os processos pelos quais as ações são implementadas pautam-se em relações
clientelistas, baseiam-se em troca de favores ou não respeitam os valores culturais dos
grupos atendidos. Portanto, a forma como os programas públicos são implementados é
tão importante quanto a sua concepção, pois podem afetar tanto os aspectos objetivos
quanto os subjetivos que determinam as capacidades humanas para viver e se alimen-
tar de forma adequada.
Sem dúvida, há interfaces entre pobreza, fome e insegurança alimentar. Na própria
definição de pobreza, a partir de critérios de renda ligados à satisfação de necessidades
nutricionais mínimas, existe a caracterização da pobreza extrema, da indigência e da
população em risco alimentar. Mas não podemos concluir que quem vive em pobreza
extrema seja desnutrido(a) ou tenha problemas nutricionais, e tampouco que seja a
falta de renda a única causa da insegurança alimentar.
Investigando as relações entre pobreza e fome e o que delas decorrem, Amartya
Sen aborda o contraste entre os alimentos, entendidos como mercadorias, e as múlti-
plas relações que podem ser estabelecidas entre tais mercadorias e os indivíduos. Para
o autor, discutir os processos e as experiências da fome e da insegurança alimentar
impõe entender não apenas os aspectos mais claramente ligados à oferta e à demanda
de alimentos, mas a concepção de direitos que opera em cada contexto social. Isto, em
última análise, garante ou ameaça o acesso à alimentação.
Em uma economia capitalista, em geral, existem várias fontes de acesso ao ali-
mento, além da compra direta no mercado, por exemplo, a produção para o próprio
consumo e outros circuitos de troca que garantem o acesso ao alimento, como trans-
ferências por meio de doações ou subsídios governamentais. São múltiplas, portanto,
as influências e os fatores que determinam a capacidade de os indivíduos alcançarem
ou não a segurança alimentar e nutricional. Ainda que na sociedade moderna o merca-
do tenha emergido como a principal fonte de satisfação das necessidades humanas,
dentre elas a alimentação, essa concepção individualista foi acompanhada pela expan-
são de uma “linguagem dos direitos”. Tal linguagem faz com que não só o mercado
assuma um novo lugar e novas atribuições nas sociedades contemporâneas, mas o
próprio Estado.
No Brasil e em vários países do mundo, após a década de 1990, a agenda das po-
líticas públicas de proteção social, combate à pobreza e promoção da saúde e da segu-
rança alimentar e nutricional tem incorporado o debate sobre os programas de transfe-
rência condicionada de renda. Frente às transformações nas condições de vida ligadas
ao aumento do desemprego, à precariedade das relações de trabalho e à crise de laços
e vínculos sociais, tais programas emergem como alternativas às ações tradicionais no
campo da assistência social. Assim, além do alívio da miséria e da fome, visam garantir
impactos positivos no desenvolvimento de capital humano, por meio da transferência
de benefícios monetários não-contributivos associados a contrapartidas sociais ou con-
dicionalidades exigidas a famílias e indivíduos, tais como: a manutenção dos filhos na

14 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


escola; o uso dos serviços básicos de saúde; a inserção em ações complementares
de capacitação profissional, educação e geração de emprego e renda, proporcionando,
desse modo, efeitos a longo prazo no perfil de desigualdades sociais.
Os programas de Transferência Condicionada de Renda (TCR) integram políticas
de proteção social e combate à pobreza em diferentes países do mundo. Destinam-se
às famílias pobres que, em geral, enfrentam situações de múltiplas vulnerabilidades,
também do ponto de vista da segurança alimentar e nutricional, considerando as difi-
culdades de acesso a terra, à água, a bens e serviços públicos, a condições dignas de
moradia e ao consumo de alimentos em quantidade e qualidade adequados. Quando
comparados a outros tipos de programa, a TCR apresenta vantagens, como o fortaleci-
mento da economia local, os baixos custos operacionais (que, em geral, se situam em
torno de 5% a 10% dos custos totais dos programas), a autonomia dos usuários no uso
dos recursos, além do impacto na demanda por serviços de saúde e educação.
Os desafios da TCR estão relacionados a riscos como a perda com a inflação; as
diferenças no custo de vida e no preço de venda dos alimentos; o montante transferido,
que pode ser baixo; a segurança, considerando a movimentação de um montante signi-
ficativo de dinheiro nas localidades; e as características das famílias, incluindo o número
de pessoas que vivem no domicílio. A transferência condicionada de renda, em regiões
onde a economia local não responde à demanda, também pode ocasionar um aumento
de preço dos produtos. Portanto, ela tende a ser mais efetiva quando há dinamismo de
mercado e disponibilidade de produtos para o consumo.
A focalização, como capacidade desses programas de incorporarem os realmente
pobres é também um desafio. Além disso, são múltiplas as dificuldades para se ob-
ter uma informação fidedigna da renda e há sérios constrangimentos que envolvem a
obtenção dessa informação. Nas localidades onde o trabalho informal ocorre em larga
escala, os desafios são ainda maiores.
No Brasil, houve uma clara opção de investimento do governo federal na transfe-
rência condicionada de renda, complementando ou substituindo outros tipos de inter-
venções, entre elas a distribuição de alimentos e os programas de cupom-alimentação
(implementados em alguns estados do país). O Programa Bolsa Família nasce da unifi-
cação de outros programas de transferência de renda ligados a diferentes setores como
saúde, educação e assistência social. Portanto, seu processo de implementação é mar-
cado pela experiência prévia desses programas e pelos distintos objetivos setoriais que
os pautavam. Além disso, o PBF se consolida no âmbito de um governo comprometido
com o enfrentamento da questão alimentar e, particularmente, da fome. Ao lado do
objetivo de combate à pobreza, o programa tem o propósito de “combater a fome e
promover a segurança alimentar e nutricional”. Esse efeito pode se estabelecer pelos
possíveis impactos da renda na alimentação familiar ou pelas ações de saúde que inte-
gram as condicionalidades do programa.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 15


CAPÍTULO

16 .
3
IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas
Quem são os(as)
beneficiados(as)

Os dados apresentados são oriundos de perguntas direcionadas aos (às) 5 mil titulares
entrevistados, sendo parte delas relacionadas a toda a família. Essas últimas se referem a
23.420 membros das famílias. A distribuição das famílias beneficiadas pelo Programa Bol-
sa Família nas grandes regiões corresponde ao universo de titulares no Brasil, conforme o
cadastro de março de 2007, que serviu como base para a construção do plano amostral.

Tabela 1 – Titulares por grandes regiões

Titulares %
Centro-Oeste 598.141 5,4%
Nordeste 5.520.361 49,9%
Norte 1.047.142 9,5%
Sudeste 2.881.831 26,0%
Sul 1.021.703 9,2%
Total Brasil 11.069.178 100%
Fonte: Senarc/MDF, março de 2007.

A maioria dos domicílios está localizada em áreas urbanas, o que acontece em


todas as regiões do país. O Nordeste se destaca por apresentar o maior percentual de
famílias rurais.

Figura 1 – Área de localização do domicílio por grandes regiões

TOTAL BRASIL 78,3 21,7

SUL 87,3 16,3

SUDESTE 82,3 17,7

NORTE 83,6 15,8

NORDESTE 72,6 27,4

CENTRO-OESTE 91,2 8,8

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 1
Todos os gráficos e
Urbano Rural tabelas a seguir
possuem a
Fonte:1 Pesquisa Repercussões do Programa Bolsa Família na Segurança Alimentar e Nutricional, Ibase, 2007. mesma fonte.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 17


3.1 – Perfil dos(as) titulares

Os programas de transferência condicionada de renda, implementados na maioria dos


países da América Latina, tendem a privilegiar as mulheres na titularidade do benefício,
entendendo que elas, em geral, assumem o papel de cuidadoras e responsáveis pelas
condições de bem-estar dos membros das famílias. No Brasil, em todas as regiões
pesquisadas, a maioria dos(as) titulares do Programa Bolsa Família é mulher.

Figura 2 – Sexo do(a) titular

6,4%

93,6%
Homens
Mulheres

O fato de a maioria dos(as) participantes da pesquisa ser mulher revela que as per-
cepções expressas no relatório trazem preponderantemente o ponto de vista feminino.
A questão de gênero será abordada mais profundamente no capítulo 6.
A cor da pele, no processo de coleta de dados, foi auto-referida. Optou-se, como
vem sendo feito em diversas pesquisas no Brasil, por agregar as categorias preta e
parda. Foi observada a predominância de titulares pretos(as) e pardos(as) em todas as
regiões do país, com exceção da Região Sul, que apresenta o perfil oposto. O maior
percentual de titulares que se autodeclararam pretos(as) reside no Sudeste, enquanto
na Região Norte encontra-se o maior número de pardos(as) e indígenas.

18 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Figura 3 – Cor/raça do(a) titular por grandes regiões

TOTAL BRASIL 34,1 11,2 53,3

SUL 73,2 11,2 18,0

SUDESTE 41,1 13,8 44,4

NORTE 21,6 7,2 67,7

NORDESTE 25,8 11,3 61,6

CENTRO-OESTE 31,5 11,5 54,7

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Branca Preta Parda Amarela Indígena NS/NR

A maior parte dos(as) titulares do PBF no país sabe ler e escrever (81,3%), sendo
que o Nordeste concentra maior número de analfabetos (26%) e daqueles sem nenhu-
ma escolaridade.

Figura 4 – Escolaridade do(a) titular por grandes regiões

TOTAL BRASIL 26,1 55,8 17,2

SUL 30,9 60,7 8,1

SUDESTE 15,1 66,6 17,7

NORTE 17,3 56,7 24,9

NORDESTE 32,9 49,2 17,0

CENTRO-OESTE 24,0 54,9 19,4

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Nenhuma escolaridade/ Fundamental Médio Superior NS/NR


pré-escolar

Menos da metade dos(as) titulares teve trabalho remunerado no mês anterior à


pesquisa. Ou seja, a maioria está excluída do mercado. Como são mulheres em sua
maioria, possivelmente exercem na família o papel de cuidadoras, o que, além de ou-
tros fatores como a escolaridade e a idade, dificulta o acesso ao mercado de trabalho.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 19


Figura 5 – Situação de trabalho do(a) titular por grandes regiões

TOTAL BRASIL 43,7 35,3 17,2 4,3

SUL 47,6 34,9 10,9 6,6

SUDESTE 50,0 37,0 10,9

NORTE 42,4 35,8 18,1 3,7

NORDESTE 39,3 34,4 21,8 4,5

CENTRO-OESTE 49,1 35,3 12,4 3,2

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Teve trabalho Não teve trabalho É aposentado/


Nunca trabalhou
remunerado remunerado pensionista

Dentre os(as) titulares que trabalham, apenas 16% têm carteira assinada. O ín-
dice dos(as) que possuem vínculo empregatício é maior nas regiões Sul (23,3%),
Centro-Oeste (21,8%) e Sudeste (20,4%) e menor nas regiões Nordeste (11,7%) e
Norte (11,1%). Quanto os(às) que não trabalharam no mês anterior à pesquisa, 68%
estão desempregados(as) há mais de um ano e apenas 23% buscaram trabalho na-
quele mês.
Nos grupos focais, a informalidade, os déficits de escolaridade e as condições
precárias de trabalho foram aspectos ressaltados pelas famílias. Nas áreas urbanas
e nos municípios de grande porte, destaca-se a dificuldade de acesso ao emprego
formal, que parece ser maior para as pessoas que não tiveram acesso à educação ou
têm mais de 35 anos, características comuns aos(às) titulares do programa. No grupo
do Rio de Janeiro, formado por moradores(as) de favela, houve relatos de experiências
de discriminação no acesso ao emprego relacionadas ao lugar de moradia e à cor. Em
São Sebastião do Alto, no interior do estado do Rio, foram citadas como dificuldades
a falta de oportunidades para conseguir trabalho remunerado e a baixa remuneração
pelo trabalho exercido pelos membros da família, principalmente na atividade agrícola,
insuficiente para cobrir até mesmo os gastos com alimentação.
O grau de participação do(a) titular do programa em algum tipo de associação,
partido, movimento social ou entidade de classe é muito baixo: apenas 7,4% integram
alguma associação comunitária ou no bairro; 4,2% atuam em sindicatos, federações ou
associações de classe; 1,9%, em movimentos sociais; 1,1%, em conselhos de controle
social; e 0,7%, em partidos políticos.
A Região Sudeste destaca-se pela maior participação em associações comunitá-
rias ou de bairro (9,7%); as regiões Norte e Nordeste, pela participação em sindicatos,
federações ou associações de classe (5,0% e 5,8%, respectivamente); a Região Norte,
pela participação em movimentos sociais (4,2%); a Região Sul, pela participação em
instâncias de controle social (2,7%); e a Região Centro-Oeste, pelos baixos índices de
participação em todas as modalidades.

20 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


3.2 – Características das famílias

Aproximadamente a metade das pessoas beneficiadas é menor de 18 anos, e apenas


um pequeno percentual é representado por pessoas idosas. Na maior parte dos casos,
os domicílios têm famílias nucleares, mas é significativo o percentual daqueles com-
postos por mulheres titulares sem cônjuge e com crianças e adolescentes menores de
18 anos. Não há diferenças regionais significativas nesses casos.

Figura 6 – Idade dos membros da família

9,1% 2,8%

21,7% 11,4% Até 5 anos


6 a 9 anos
10 a 14 anos
15,7% 12,0% 15 a 18 anos
19 a 29 anos
30 a 45 anos

10,7% 16,6% 46 a 60 anos


Mais de 60 anos

As fases qualitativa e quantitativa da pesquisa revelaram transformações no que


se refere à composição das famílias, mas também a permanência dos arranjos domés-
ticos. Nos grupos focais com participantes moradores(as) de favela foi indicado um
número significativo de mães solteiras como titulares do programa. Em Belém, o grupo
focal evidenciou a importância assumida pelos(as) avós na criação dos(as) netos(as).
O perfil das famílias pobres transformou-se, sobretudo no que se refere às relações
intergeracionais cotidianas, por conta do crescimento de pessoas idosas chefes de
família e da maior proporção de filhos e filhas adultos(as) que coabitam com os pais e
as mães, seja pelas dificuldades de o(a) jovem ingressar no mercado de trabalho, seja
pelo aumento da gravidez na adolescência.

Figura 7 – Tipos de família

0,8% 5,3% Titular é mulher, com


companheiro e crianças
27,2%
Titular é homem, com
companheira e crianças

Titular é mulher, sem


61,9% companheiro e com crianças

4,8% Titular é homem, sem


companheira e com crianças

O domicílio não possui


crianças ou adolescentes
com menos de 18 anos

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 21


Apenas metade dos(as) beneficiados(as) pelo programa, incluindo todos os mem-
bros da família maiores de 16 anos, tiveram trabalho remunerado no mês anterior a
pesquisa. Destes, somente 20,4% têm carteira assinada. A exclusão do mercado de
trabalho atinge principalmente as mulheres: enquanto 37% estavam trabalhando, havia
66,5% dos homens na mesma situação.

Figura 8 – Situação de trabalho de todos os membros da família de 16 anos ou mais


por grandes regiões

TOTAL BRASIL 50,6 24,5 20,3 4,5

SUL 52,3 25,4 16,3 6,0

SUDESTE 58,1 24,9 13,9 3,1

NORTE 48,4 24,4 22,3 4,9

NORDESTE 46,8 24,2 24,0 5,0

CENTRO-OESTE 55,1 24,8 16,5 3,7

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Teve trabalho remunerado Não teve trabalho remunerado


Nunca trabalhou É aposentado/pensionista

A pesquisa mostrou que 46,1% das famílias tiveram renda mensal, no mês an-
terior à pesquisa, inferior a R$ 380 (valor correspondente ao salário mínimo durante a
coleta de dados). O Nordeste é a região com renda mais baixa, enquanto o Sudeste
e o Centro-Oeste concentram as famílias com renda superior a dois salários mínimos.
A renda mensal média das famílias é de R$ 431,54 mensais; no Nordeste, é de R$
373,40. Todos esses dados referem-se aos rendimentos totais das famílias, incluindo
os valores transferidos pelo Programa Bolsa Família e demais benefícios sociais.

22 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Figura 9 – Renda domiciliar mensal das famílias por grandes regiões

TOTAL BRASIL 17,0 29,1 35,2 10,1 11,3

SUL 11,5 28,5 38,8 11,0 10,2

SUDESTE 9,9 25,2 34,3 13,9 16,7

NORTE 9,2 25,5 41,0 11,6 12,7

NORDESTE 24,3 32,7 28,1 6,9 8,0

CENTRO-OESTE 6,9 21,7 39,2 17,0 15,2

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Até R$ 190,00 R$ 191,00 a R$ 380,00 R$ 381,00 a R$ 570,00


R$ 571,00 a R$ 760,00 Acima de R$ 760,00

No âmbito nacional, 86% declararam ter recebido renda proveniente do trabalho


nos 30 dias anteriores à pesquisa, e a média foi de R$ 334,92. O valor médio recebido
do Programa Bolsa Família é de R$ 71,60, o que representa em torno de 16,6% da
renda familiar. Dos domicílios, 14,6% também têm acesso à aposentadoria ou pensão
de previdência pública.
Em 38,5% das famílias, há pelo menos uma pessoa com problemas crônicos de
saúde. Nos diferentes grupos focais, há relatos de problemas de saúde mental e dife-
rentes experiências de sofrimento psíquico. Também é possível perceber um circuito
“combinado” de problemas, como a solidão ocasionada pelo isolamento social em
virtude das dificuldades de locomoção de portadores(as) de deficiências físicas.
Foram também levantados dados referentes à presença, entre os membros das
famílias, de problemas de saúde diretamente relacionados à alimentação e que tenham
sido diagnosticados por médico.

36,8% das famílias tiveram diagnóstico de anemia;


31,4 % de hipertensão;
16,5% de colesterol alto;
16,0% de desnutrição;
8,4% de deficiência de vitamina A;
8,1% de diabetes;
7,4% de obesidade;
2,5% de anemia falciforme;
1,4% de bócio;
1,1% de doença celíaca.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 23


3.3 – Como vivem (domicílios e acesso a serviços)

Quase todos os domicílios estão ligados à rede elétrica (96,9%). O percentual é menos
expressivo nas regiões Norte e Nordeste. A maior parte das famílias beneficiadas tem
acesso à água canalizada para, pelo menos, um cômodo do domicilio (85,1%). Na área
rural, esse percentual cai para 56,2%, enquanto na área urbana é de 93,2%. O acesso
também é menor nas regiões Norte (77,5%) e Nordeste (78,5%). O projeto de constru-
ção de cisternas na região do semi-árido foi destacado pelos(as) participantes dos grupos
focais nessa localidade como importante iniciativa de ampliação do acesso à água.
Em todo o país, 76,1% têm acesso à rede geral de distribuição de água, 17% a
retiram de poços ou nascentes e o restante, de outras formas. Sudeste, Sul e Centro-
Oeste são as regiões com maior acesso à rede geral (em torno de 85% das famílias),
enquanto a Região Norte é a que mais usa poços ou nascentes (34,6%).
Apenas 41,8% dos(as) titulares do programa indicam o consumo de água filtrada e
38,5% dos(as) beneficiados(as) relataram não tratar a água para consumo de nenhuma
forma. Do total de famílias, 87,8% consideraram que seus domicílios são suficiente-
mente abastecidos de água. Na área rural, foram 77,4%, e na urbana, 90,7%. As regi-
ões Norte e Nordeste são aquelas que mais sofrem com a insuficiência de água, con-
forme manifestaram os(as) beneficiados(as): 19,5% e 15,6%, respectivamente.Menos
da metade dos domicílios dos(as) beneficiados(as) no país tem acesso à rede coletora
de esgoto ou chuva.

Figura 10 – Destino do esgoto por grandes regiões

TOTAL BRASIL 42,6 19,1 29,6 5,0

SUL 42,5 27,8 23,6 3,6

SUDESTE 68,7 8,9 11,7 5,1 5,5

NORTE 5,0 36,7 47,5 5,6 4,9

NORDESTE 34,2 19,0 38,3 5,7

CENTRO-OESTE 32,2 29,7 37,0

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Rede coletora de esgoto ou


Fossa séptica Fossa rudimentar
chuva/pluvial

Direto para rio, lago


Vala Não tem
ou mar

24 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Quanto ao destino do lixo, 79,4% das famílias têm acesso à coleta, 16% queimam
ou enterram, 4,2% jogam em terrenos baldios, em rios, lagos ou no mar; e 0,4% dão
outro destino ao lixo.
O gás de botijão é a energia mais usada (70,3%) pelas famílias beneficiadas no
país; 24% usam carvão ou lenha e 4,9% a eletricidade. O gás encanado é quase ina-
cessível para essas famílias (0,6%). O fogão está presente em 93,7% das casas, e a
geladeira, fundamental para a conservação dos alimentos, em 78,2%. Esse percentual
é inferior ao de televisores: 90,5%.
Em relação ao acesso a serviços de saúde, os resultados mostraram que 45,4%
das pessoas beneficiadas pelo PBF no país receberam mais de seis visitas de agentes
comunitários de saúde nos 12 meses anteriores à pesquisa; 30,3% foram visitadas
entre uma e seis vezes; e 21,6%, nenhuma vez. As regiões Nordeste e Centro-Oeste
foram as que receberam visitas de agentes comunitários com maior freqüência. Sul e
Sudeste se destacam pelo maior percentual de famílias que nunca tiveram acesso a
esse tipo de serviço.
A fase qualitativa mostrou que são múltiplos e expressivos os relatos de dificulda-
des no acesso das famílias pesquisadas a bens e serviços públicos. Os grupos focais
revelaram a precariedade da assistência à saúde, do transporte público, do saneamento
e do abastecimento de água. Os custos para acessar os serviços públicos são altos,
principalmente nos municípios menores, onde as distâncias entre local de moradia e
postos de saúde e de recebimento dos benefícios tendem a ser muito grandes. É im-
portante lembrar que tal realidade implica mais tempo e dinheiro gastos com transporte
e deslocamento.
Por outro lado, nos municípios de médio e grande porte, onde a oferta de serviços
públicos tende a ser maior, existem outras barreiras e dificuldades para o acesso aos
equipamentos coletivos. Nos grupos focais realizados nas capitais, a violência, as filas,
a falta de medicamentos e a demora no atendimento foram algumas das principais
dificuldades citadas pelas famílias.

3.4 - Vulnerabilidade e insegurança alimentar

A pesquisa apontou que 54,8% das famílias estavam em situação de insegurança ali-
mentar grave ou moderada, o que significa que passaram por restrições na quantidade
de alimentos ou por situações de fome nos três meses anteriores à pesquisa. Esse
resultado foi obtido a partir da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), mé-
todo desenvolvido nos Estados Unidos e adaptado para o Brasil pela Universidade de
Campinas, cuja base é um questionário de 15 perguntas fechadas, com respostas do
tipo sim ou não, referentes aos três últimos meses.
Há três categorias de insegurança alimentar (IA): grave – fome entre pessoas adul-
tas ou crianças; moderada – restrição na quantidade de alimentos; e leve – receio de
passar por alguma forma de IA em futuro próximo. As pessoas enquadradas nessa
última categoria manifestam preocupação, muitas vezes, por conta de experiências já
vivenciadas dessa privação. Já as famílias em situação de insegurança alimentar grave,
passaram, de fato, por situações nas quais não tiveram o que comer por falta de dinhei-
ro, nos três meses anteriores à pesquisa.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 25


Figura 11 – Ebia – Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (ordinal)

16,9% 28,3%

20,7%

SAN
IA Leve
34,1%
IA Moderada
IA Grave

Em números, isto significa que:

cerca de 1,9 milhão de famílias beneficiadas pelo PBF encontram-se em situa-


ção de SAN;

cerca de 3,1 milhões de famílias beneficiadas pelo PBF encontram-se em situa-


ção de IA leve;

cerca de 3,8 milhões de famílias beneficiadas pelo PBF encontram-se em situa-


ção de IA moderada;

cerca de 2,3 milhões de famílias beneficiadas pelo PBF encontram-se em situa-


ção de IA grave.

A Ebia identifica situações de privação vividas pelas famílias, anteriores à instala-


ção de quadros de desnutrição que já expressem um percurso crônico de fome. Isso
permite recuperar fases de um processo vivido pelas famílias, e não apenas situações
estáticas. No entanto, cabe enfatizar que se trata da percepção da família pelo(a) ti-
tular do programa sobre as condições que indicam se a família está em segurança ou
insegurança alimentar. As perguntas feitas direcionam-se, fundamentalmente, para
problemas de acesso ao alimento ou para dificuldades para manter um perfil próprio
de consumo.

26 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Figura 12 – Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (ordinal) por grandes regiões

TOTAL BRASIL 16,9 28,3 34,1 20,7

SUL 27,1 34,7 26,6 11,6

SUDESTE 19,7 38,9 27,6 13,8

NORTE 16,3 23,8 36,6 23,3

NORDESTE 12,9 22,2 38,7 26,2

CENTRO-OESTE 23,1 31,1 31,2 14,6

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

SAN IA Leve IA Moderada IA Grave

Famílias do Nordeste apresentaram maior prevalência de IA que em outras regiões do


país, enquanto as do Sul e do Centro-Oeste tiveram percentuais mais elevados de seguran-
ça alimentar e nutricional. Não há diferenças significativas entre as áreas rural e urbana.
Famílias de mais baixa renda, ou seja, aquelas que recebiam menos de R$ 60,
apresentaram maior grau de insegurança alimentar, embora tenha sido destacada alta
prevalência de IA em toda a amostra.

Figura 13 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e a renda per capita

MAIS DE R$ 60,00 20,8 32,9 31,0 15,1

ATÉ R$ 60,00 7,2 17,2 41,3 34,1

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

SAN IA Leve IA Moderada IA Grave

Foi constatada maior vulnerabilidade à insegurança alimentar, principalmente às


formas mais graves, em famílias sem cônjuges, sendo que apenas 14,11% se en-
quadraram no padrão de SAN, para 18,02% das que possuem cônjuges na mesma
situação.
A raça/cor de pele auto-referida da pessoa titular do benefício foi fortemente asso-
ciada à IA. Nas famílias cujas pessoas titulares se classificaram como brancas, a preva-
lência de SAN foi maior. Por outro lado, famílias nas quais os(as) titulares são pretos(as)
ou pardos(as) apresentaram prevalências maiores das formas mais graves de IA.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 27


Figura 14 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e a cor/raça do(a) titular

INDÍGENA 19,9 19,9 42,9 17,1

AMARELA 7,3 23,3 60,9 8,4

PRETA/PARDA 14,7 27,2 36,2 21,9

BRANCA 20,9 30,9 29,6 18,6

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

SAN IA Leve IA Moderada IA Grave

Também houve maior prevalência de IA moderada e grave nas famílias cujos(as)


titulares não tinham nenhuma escolaridade.

Figura 15 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e a escolaridade do(a) titular

SUPERIOR 33,1 32,2 26,7 8,0

MÉDIO 17,7 28,4 36,4 17,5

FUNDAMENTAL 16,5 31,4 33,6 18,5

NENHUMA
ESCOLARIDADE / 16,8 21,7 33,5 28,0
PRÉ-ESCOLAR

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

SAN IA Leve IA Moderada IA Grave

A gravidade da IA também foi mais expressiva para os(as) titulares(as) que não tiveram
trabalho remunerado no mês anterior à pesquisa. Dentre os que tiveram trabalho remunera-
do, são mais vulneráveis aqueles que não têm vínculo empregatício (carteira assinada).

28 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Figura 16 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e situação de trabalho do(a) titular

É APOSENTADO /
25,2 18,5 39,9 16,2
PENSIONISTA

NUNCA
18,9 27,1 33,1 20,7
TRABALHOU

NÃO TEVE TRABA-


13,3 28,2 34,2 24,1
LHO REMUNERADO

TEVE TRABALHO
18,1 29,7 33,8 18,4
REMUNERADO

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

SAN IA Leve IA Moderada IA Grave

Figura 17 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e o acesso do(a) titular a trabalho formal

NÃO 16,7 27,8 35,1 20,4

SIM 25,1 40,4 26,8 7,7

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

SAN IA Leve IA Moderada IA Grave

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 29


CAPÍTULO

30 .
4
IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas
A alimentação das famílias

4.1 - Principais formas de acesso

A aquisição no mercado foi considerada pelos(as) titulares das famílias uma das prin-
cipais formas de obtenção de alimentos, seguida pela alimentação na escola e pela
ajuda de parentes e amigos. Vale destacar o baixo alcance dos programas públicos de
assistência alimentar.

Tabela 2 – Principais formas de acesso à alimentação por grandes regiões*

Regiões
Total
Formas de acesso Centro -
Brasil Nordeste Norte Sudeste Sul
Oeste
Compra de alimentos
96,3% 97,0% 95,5% 93,7% 98,5% 96,6%
no mercado
Alimentação na escola 33,4% 44,3% 25,4% 24,2% 48,3% 37,2%
Ajuda de parentes
19,8% 17,3% 21,0% 15,7% 22,9% 10,2%
e amigos
Produção de alimentos
16,6% 7,0% 21,3% 16,5% 10,6% 13,5%
para autoconsumo
Doação de alimentos 9,7% 7,5% 6,2% 1,8% 19,9% 9,6%
Caça, pesca e/ou
8,5% 5,6% 10,1% 20,4% 3,8% 2,1%
extrativismo
Programas públicos de
4,7% 8,4% 2,2% 1,5% 8,5% 8,7%
assistência alimentar

Os percentuais não se diferenciam muito entre as regiões quanto à ordem de


importância, conforme mostra a tabela 2. Todavia, algumas diferenças regionais devem
ser ressaltadas.

A alimentação na escola aparece bem citada nas regiões Sudeste e Centro-


Oeste, enquanto nas regiões Norte e Nordeste, fica comprovada a fragilidade
dessa forma de acesso.

A ajuda de parentes e amigos aparece com maior destaque nas regiões Sudes-
te e Nordeste.

*
Pergunta aberta, com opção de até três respostas.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 31


A produção de alimentos para autoconsumo na Região Nordeste é três vezes
superior à da Região Centro-Oeste.

As atividades de caça, pesca e/ou extrativismo na Região Norte são quase qua-
tro vezes maiores que a média nacional.

A presença de programas públicos de assistência alimentar ainda é muito inex-


pressiva nas regiões Norte e Nordeste, explicando o baixo número de citações.

A doação de alimentos se destaca na Região Sudeste como uma das principais


formas de acesso.

Na área rural, a alimentação escolar teve menor expressão do que na urbana:


29,8%, no primeiro caso, e 34,4%, no segundo. Os resultados apontam diferenças tam-
bém quanto à ajuda de parentes e amigos: a prática é mais comum na área urbana, com
21,6% de citações, enquanto na área rural houve 13,4% das referências. O mesmo ocor-
re com relação às doações de alimentos (10,8% na área urbana e 5,8% na rural).
Já a produção de alimentos para o próprio consumo e a caça, pesca e/ou extra-
tivismo aparecem com peso bem mais pronunciado na área rural (49,5%, no primeiro
caso, e 17,3%, no segundo), como era de se esperar. Na área urbana, representaram
7,4% e 6%, respectivamente. Ficou patente na pesquisa a quase inexistente presença
de programas de assistência alimentar na área rural.
As famílias com renda de até R$ 60 per capita dão maior relevância à ajuda de paren-
tes e amigos (24.1%), à produção de alimentos para autoconsumo (25,8%) e à caça, pes-
ca e/ou extrativismo (12,1%), em comparação às que possuem renda superior a R$ 60.

Tabela 3 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e as formas de acesso à


alimentação

Ebia
Formas de acesso
San IA leve IA moderada IA grave
Compra de alimentos no mercado 17,2 28,6 34,2 20,0
Alimentação na escola 13,5 29,7 32,7 24,1
Ajuda de parentes e amigos 5,6 21,2 41,3 31,9
Produção de alimentos p/ autoconsumo 15,5 28,2 37,3 19,0
Doação de alimentos 9,0 31,3 32,4 27,3
Caça, pesca e/ou extrativismo 10,6 22,3 42,0 25,1
Programas públicos de assistência alimentar 14,9 31,7 32,8 20,6

As famílias que dependem da ajuda de parentes e amigos são as que se encon-


tram em condições mais grave de insegurança alimentar.

32 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Compra de alimentos no mercado
O crescimento da população residente nas áreas urbanas do país, fenômeno ocorrido
ao longo de todo o século 20, implicou diretamente a reorganização do sistema agro-
alimentar, em particular nos processos agroindustriais e de abastecimento alimentar.
A aquisição dos alimentos no mercado passou a predominar, mediante a consolidação
dos circuitos de produção e comercialização. Nesse contexto, a renda monetária tor-
nou-se determinante.
Nos grupos focais, pôde-se observar que, além da busca pelos melhores preços,
fatores como a possibilidade de comprar fiado e a proximidade também influenciam a
escolha dos estabelecimentos fornecedores de alimentos. Embora os produtos nos
pequenos comércios de bairros e vilas tendam a ter preços superiores aos das redes de
supermercados, distantes das moradias, o acesso a esses estabelecimentos demanda
o uso de meios de transporte, o que acaba aumentando o custo da alimentação.
Além disso, a proximidade da moradia das famílias com os pequenos comercian-
tes dos bairros e o conhecimento firmado entre si levam a uma relação de confiança
que passa a ser de fundamental importância para as famílias. Elas recorrem a esses es-
tabelecimentos para a compra de alimentos e outros produtos, efetuando o pagamento
no fim do mês, quando recebem o salário ou os recursos do Bolsa Família. Como parte
desses mecanismos de crédito, os juros são por vezes altos e resultam na dependência
financeira em médio e longo prazos, que pode ser perversa.
Com base nas observações dos grupos focais sobre esse aspecto, conclui-se
que famílias residentes em locais de mais difícil acesso, como favelas e pequenos
povoados, tendem a pagar mais caro pelos produtos alimentares que consomem.
Justamente nessas localidades vivem as mais pobres e com maior dificuldade de
acesso à alimentação.

Tabela 4 – Tipos de estabelecimento para a compra de alimentos por área, renda per capita
e as formas de pagamento correspondentes

Áreas Renda per capita


Tipos de Total Principal forma
estabelecimento Brasil Até Mais de de pagamento
Urbana Rural
R$ 60,00 R$ 60,00

à vista 64,6%
Supermercados e mercados
67,9% 68,6% 65,1% 59,1%% 71,5%
de médio porte
a prazo* 35,3%

Pequenos mercados de à vista 51,6%


33,4% 63,6% 64,5% 68,7% 61,8%
bairro/ povoado a prazo 48,2%
Feiras e mercados muni- à vista 94,8%
19,8% 41,2% 30,1% 38,4% 39,0%
cipais a prazo 5,0%
à vista 88%
Sacolão/varejão/frutaria 16,6% 20,4% 7,0% 11,1% 20,1%
a prazo 11,9%

*
São consideradas compras a prazo aquelas realizadas por cartões de crédito, sistema de cadernetas e fiado.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 33


Na tabela 4, chama a atenção o elevado percentual de famílias de área rural que
informam comprar alimentos em estabelecimentos como supermercados e mercados
de médio porte (65,1%), dado próximo aos 68,6% das famílias residentes na área ur-
bana que fazem o mesmo.
As famílias com renda de até R$ 60 têm maior acesso a pequenos mercados de bairro
do que a supermercados e mercados de médio porte. Como os primeiros são aqueles que
praticam os maiores preços, os dados quantitativos corroboram a hipótese levantada na fase
qualitativa, de que as famílias mais pobres acabam pagando mais caro pela alimentação.
O pagamento à vista é o principal meio em todos os tipos de estabelecimento. A
possibilidade de pagamento a prazo aparece principalmente nos pequenos mercados
de bairro e povoados, sendo citado por 48,2% daqueles que realizam compra nesse
tipo de estabelecimento. As feiras e os mercados municipais praticamente não aceitam
essa forma de pagamento.

Figura 18 – Motivos de compra por tipo de estabelecimento

10,8%

Variedade de 17,2%
produtos 0,8%
8,7%

2,5%
Possibilidade 1,5%
de comprar
fiado 21,1%
11,5%

19,4%

Proximidade 8,9%
de casa 46,0%
12,4%

13,7%

Melhor 8,4%
qualidade 1,87%
3,2%

48,9%
58,1%
Melhor preço
24,6%
57,8%

4,6%
5,9%
Única opção
5,7%
6,1%

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Supermercado e mercado de médio porte Pequenos mercados do bairro/povoado


Feiras/mercados municipais Sacolão/varejão/frutaria

34 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Os dados reforçam que a proximidade de casa é o principal motivo pelo qual as fa-
mílias optam pelos pequenos mercados de bairro, nos quais se destaca a possibilidade
de comprar fiado. Já as compras em feiras e mercados municipais, supermercados e
mercados de médio porte, sacolões, varejões, frutarias têm como motivo mais citado
o melhor preço. A variedade de produtos motiva a compra de alimentos, em primeiro
lugar, em feiras e mercados municipais, enquanto a melhor qualidade é o principal mo-
tivo para a compra em sacolões, varejões, frutarias e, em menor proporção, em feiras
e mercados municipais.

Alimentação na escola
Do total de participantes da pesquisa, 33,4% citam a alimentação escolar como uma
das principais formas de garantirem a alimentação para seus componentes. Essa
forma de acesso é especialmente relevante em áreas urbanas e nas regiões Centro-
Oeste e Sudeste. Dentre os membros das famílias beneficiadas que freqüentavam
escola no mês anterior à pesquisa, 83,4% estão matriculados em escolas que ofere-
cem merenda gratuita.

Figura 19 – Acesso à alimentação escolar gratuita por integrantes das famílias matriculados
em escola por grandes regiões

TOTAL BRASIL 83,4 16,0

SUL 90,4 9,4

SUDESTE 88,1 11,1

NORTE 83,6 16,0

NORDESTE 79,7 19,7

CENTRO-OESTE 84,9 14,4

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Sim Não NS/NR

Na Região Sul, concentra-se o maior percentual dos que recebem alimentação


na escola, enquanto a Região Nordeste é a que menos oferece a opção. Apesar de
reconhecida a importância dessa forma de acesso, surgiram, nos grupos focais, relatos
de uma série de problemas relacionados à alimentação escolar, como a irregularidade
na sua freqüência, a insuficiência na quantidade diária oferecida, a qualidade da ali-
mentação e a não-aceitação dos alimentos por parte dos(as) alunos(as). A maior parte
dos(as) beneficiados(as) escolares (71,4%) consome a alimentação escolar todos os
dias. Pode-se observar diferenças regionais significativas. Nas regiões Centro-Oeste e

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 35


Sul, com 87,9% e 86,9%, respectivamente, observam-se os maiores índices de consu-
mo diário, enquanto na Região Nordeste, a merenda escolar é consumida com menos
freqüência (65,7%).
Nos grupos focais, a alimentação escolar foi considerada por um número
significativo de participantes como importante não só para as crianças, mas para toda
a família, pois representa redução nos gastos com alimentação. Isto se confirmou na
fase quantitativa, como pode ser observado por meio da questão referente ao impacto
da alimentação durante o período de férias escolares. As famílias da Região Nordeste
são as que mais sentem a piora na alimentação: 39,4%. As que menos sentem vivem
na Região Sul (20,1%). No país, a média foi de 32,9%.

Produção para autoconsumo


A plantação de algum tipo de alimento ou a criação de animais para consumo próprio é
uma das principais formas de acesso à alimentação para 16,6% dos(as) beneficiados(as).
O percentual chega a 21,3% na Região Nordeste, índice muito superior ao da Região
Centro-Oeste, com apenas 7%.
Quando perguntadas se suas famílias plantavam algum tipo de alimento ou cria-
vam animais para a alimentação, 20,8% dos(as) titulares disseram que sim. As varia-
ções regionais podem ser observadas na figura abaixo.

Figura 20 – Famílias que plantam alimentos ou criam animais por grande regiões

TOTAL BRASIL 20,8 79,2

SUL 19,4 80,6

SUDESTE 14,5 85,5

NORTE 21,3 78,7

NORDESTE 25,3 74,7

CENTRO-OESTE 10,6 89,4

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Sim Não

Como era de se esperar, esse tipo de atividade predomina em áreas rurais, onde
57,7% das famílias plantam ou criam animais. Nas áreas urbanas, apenas 10,5% o fa-
zem. Em todo o país, essas atividades são majoritariamente desenvolvidas visando a
subsistência. As regiões Sudeste e Centro-Oeste são aquelas onde as famílias menos
se dedicam à comercialização.

36 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Figura 21 – Destino da produção das famílias que plantam alimentos e/ou criam animais
por grandes regiões

TOTAL BRASIL 78,3 21,0

SUL 78,9 18,0

SUDESTE 89,7 9,7

NORTE 76,1 23,5

NORDESTE 74,7 24,9

CENTRO-OESTE 90,6 9,4

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Exclusivamente para o Para o sustento da sua família Exclusivamente para


sustento da sua família e para comercialização a comercialização

A falta de acesso à terra é apontada por 31,3% das famílias como a principal dificul-
dade enfrentada para a agricultura e/ou a criação de animais, resultado semelhante ao de
famílias que dizem não enfrentar dificuldades (29,5%). Outros problemas citados foram a
escassez de água, com 25,9% das respostas, e o alto custo dos insumos (25,1%).
Dentre as famílias que plantam ou criam animais, a maioria é proprietária da terra
em que trabalha. O maior percentual está na Região Norte, e o menor, no Sudeste.
Quanto ao tamanho das propriedades, 61,5% têm até 2 hectares. No Sudeste, 75,9%
das famílias enquadram-se nesse perfil, enquanto no Norte elas somam 46%.

Figura 22 – Relação com a terra das famílias que plantam alimentos e/ou criam animais por
grandes regiões

TOTAL BRASIL 56,6 43,4

SUL 63,9 36,1

SUDESTE 53,1 46,9

NORTE 70,9 29,1

NORDESTE 53,8 46,2

CENTRO-OESTE 68,9 31,1

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Proprietária Não proprietária

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 37


Para avaliar a relação entre o grau de IA das famílias e a posse da terra foram ob-
servadas três categorias: proprietárias, não-proprietárias e assentadas. Como pode ser
observado no caso de assentamento rurais, quando as famílias têm acesso à terra e a
políticas de fortalecimento da agricultura familiar, aumentam suas chances de atingirem
a condição de SAN.

Figura 23 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e a propriedade da terra

ASSENTADOS 26,5 31,5 38,0 3,8

NÃO -
6,9 29,1 42,3 21,5
PROPRIETÁRIOS

PROPRIETÁRIOS 19,5 30,1 32,9 17,3

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

SAN IA Leve IA Moderada IA Grave

Com relação ao crédito, financiamento ou empréstimo para custeio da produção


e/ou investimento, 83,1% das famílias que praticam a agricultura de subsistência não
firmaram nenhum contrato nos três meses anteriores à pesquisa. Na Região Centro-
Oeste, 91,5% não acessaram financiamento agrícola no mesmo período. A Região Sul
foi a que concentrou maior número de pessoas com acesso a créditos agrícolas, oriun-
dos em sua quase totalidade do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura
Familiar (Pronaf): 23,1%. Em todo o país, apenas 13,5% das famílias receberam recur-
sos desse programa.
O risco do endividamento é apontado por 56,6% daqueles que não acessaram
crédito como o principal motivo do não-acesso. Essa precaução aumenta na Região
Nordeste, onde o percentual chega a 62%.
Dentre as famílias produtoras de alimentos para subsistência que participam do
Programa Bolsa Família, 95,5% não recebem nenhum tipo de assistência técnica para
a prática da agricultura e/ou criação de animais, sendo o menor acesso registrado na
Região Norte (0,14%), e o maior, no Sul (11,9%).
Os crescentes riscos produtivos vêm dificultando o segmento de trabalhadores(as)
beneficiados(as) pelo Programa Bolsa Família em reconhecer, na agricultura familiar,
uma perspectiva de geração de renda que possa tirá-los(as) da pobreza. A desvaloriza-
ção da atividade agrícola por parte das famílias beneficiadas pelo programa pode tam-
bém ser percebida por meio dos dados da fase quantitativa da pesquisa, que mostram
as resistências dos(as) filhos(as) de continuarem com as atividades de plantio e criação
de animais.

38 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Figura 24 – Desejo dos(as) filhos(as) das famílias que plantam alimentos e/ou criam ani-
mais em continuar com estas atividades por grandes regiões

TOTAL BRASIL 41,4 29,7 26,0

SUL 32,5 38,1 27,1

SUDESTE 36,6 31,7 30,3

NORTE 39,4 27,2 32,4

NORDESTE 45,1 28,1 22,9 4,0

CENTRO-OESTE 27,4 33,0 22,9

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Sim Não NS/NR NA

Caça, pesca e extrativismo


Na etapa qualitativa da pesquisa, observou-se que a caça, a pesca e/ou o extrativis-
mo são usados como meios de acesso à alimentação, sobretudo nas áreas rurais e
litorâneas do país. Foi observado também que essas práticas vêm diminuindo, dado o
acelerado processo de degradação ambiental, causador de fortes impactos na oferta de
alimentos encontrados na natureza. As famílias que usam esses meios de alimentação
representaram apenas 8,5% do total de citações no país. No entanto, na Região Norte,
o acesso sobe para 20,4%.

Figura 25 – Famílias que praticam caça, pesca e/ou extrativismo por grandes regiões

TOTAL BRASIL 10,1 89,9

SUL 96,6

SUDESTE 5,0 95,0

NORTE 23,4 76,6

NORDESTE 11,8 88,2

CENTRO-OESTE 7,0 93,0

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Sim Não

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 39


Na maior parte dos casos, os produtos obtidos nas atividades da caça, da pesca e/
ou do extrativismo são exclusivamente para o sustento da família (89,1%). Na Região
Norte, a produção para a comercialização é relativamente mais significativa (19,7%).

Doações de alimentos, programas e ações públicas de assistência alimentar


Já na fase qualitativa, pode-se perceber que os(as) participantes dos grupos focais que
haviam sido beneficiados por algum tipo de assistência alimentar, na maior parte das ve-
zes, não sabiam identificar a origem do benefício, se governamental ou não. Além disso,
como muitas organizações governamentais são intermediárias de programas públicos
de assistência alimentar, essa origem tampouco pode ser tão bem delimitada. Nesse
sentido, optou-se por agregar a forma de acesso “doação de alimentos”, que do ponto de
vista da segurança alimentar se dá no âmbito privado, a programas e ações públicas de
assistência alimentar, que, geralmente, são coordenados pelas prefeituras municipais ou
pelas secretarias de estado, ou, ainda, por organizações da sociedade civil em parceria
com o poder público. Mesmo reconhecendo que o limite de diferenciação entres as duas
formas de acesso não é percebido de forma clara, buscou-se identificar as associações
de origem, governamental e não-governamental, feitas pelos(as) titulares.
As famílias que citaram a doação de alimentos como uma das principais formas
de acesso à alimentação representam 9,7% do total. A Região Sudeste é onde esta
forma de acesso mais se destaca, chegando a 19,9%, enquanto na Região Norte está
o menor percentual: 1,8%.
Já as que apontaram os programas públicos de assistência alimentar como uma
das principais formas de acesso à alimentação representam apenas 4,7% do total de
famílias beneficiadas. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentam percentual
maior de famílias integrantes desse grupo, com 8,7%, 8,5% e 8,4%, respectivamente.
A Região Norte, com 1,5%, e a Região Nordeste, com 2,2%, são as que apresentam
os menores percentuais.

Tabela 5 – Tipos de assistência alimentar por origem identificada

Origem
Tipo Percentual
Governamental Não-governamental
Cesta básica 12,1% 21,5% 78,5%
Refeições prontas 3,5% 11,7% 88,3%
Leite 12,7% 73,7% 26,3%
Alimentos de hortas
1,6% 13,8% 86,2%
comunitárias
Alimentos de cozinhas comunitárias 0,1% – –

Os principais tipos de assistência alimentar recebidos pelas famílias são as doa-


ções de leite e de cestas básicas, com 12,7% e 12,1% de citações, respectivamente.
No primeiro caso, a origem principal são programas governamentais, enquanto no se-
gundo, provêm de instituições não-governamentais.
Nos grupos focais, essas formas de acesso apareceram freqüentemente associ-
adas a relações clientelistas, despertaram importantes debates, de modo especial
naqueles realizados no estado do Rio de Janeiro, onde a prática está mais arraigada.

40 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Foram também bastante citadas as doações feitas por igrejas, organizações não-go-
vernamentais e comércios. Houve ainda relatos de famílias que, como último recurso
em situações de escassez alimentar, recorrem a alimentos descartados por restauran-
tes, supermercados, feiras livres e demais comércios.
Ainda no âmbito dos programas públicos de segurança alimentar e nutricional
5,7% das famílias tiveram acesso à suplementação de ferro em postos de saúde, 3,9%
à suplementação de vitamina A, e 1,1% à alimentação do trabalhador. Embora se desta-
quem pelo potencial, os programas públicos de segurança alimentar e nutricional recen-
temente implementados em todo o país ainda são insuficientes.

Ajuda de parentes e amigos


A ajuda de parentes e amigos foi apontada por 19,8% dos(as) titulares como uma das
formas mais importantes de obtenção de alimentos. Essa alternativa se destaca princi-
palmente nas regiões Sudeste (22,9%) e Nordeste (21,0%), sendo menos expressiva
na Região Sul (10,2%).
Para os grupos sociais mais vulneráveis, trata-se de uma estratégia comum no
enfrentamento de situações de escassez alimentar. Durante os grupos focais, pôde-
se observar que, muitas vezes, a ajuda se dá por meio de trocas e prestação de
pequenos serviços. É muito presente entre pessoas que já passaram por situações
de insegurança o espírito de solidariedade e a crença de que, ao ajudar hoje, serão
ajudadas amanhã.
Entre as que citam essa forma de acesso como uma das mais importantes, es-
tão as famílias nos casos mais graves de insegurança alimentar. Tal forma de acesso
também aparece como mais relevante para aquelas em situação de extrema pobreza:
24,1% das que apresentam renda per capita de até R$ 60 e 18% daquelas com renda
per capita superior a esse valor.
Metade dos titulares (50,4%) passaram, alguma vez em sua vida, por situações
nais quais faltaram alimentos no domicílio. A principal estratégia adotada nessas situa-
ções foi recorrer à ajuda de amigos e parentes.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 41


Figura 26 – Estratégias adotadas em situação de falta de alimentos

Outros 1,5%

Ficaram sem comer 1,1%

Pediram ajuda 4,9%

Aproveitaram sobras
4,1%
de alimentos

Deixaram de
15,6%
comprar alimentos

Compraram fiado 49,8%

Prestaram pequenos
serviços em troca de 10,0%
alimentos
Ajuda de amigos
72,7%
e parentes

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

4.2 – Padrões de consumo

Perfil de consumo
Diferentes relatos dos grupos focais indicam que as famílias priorizam a compra e o
consumo de alimentos considerados básicos e de baixo preço. A melhor relação cus-
to-benefício que pauta as escolhas define-se, principalmente, a partir da capacidade
da alimentação em suprir as necessidades essenciais que envolvem a saciedade e a
possibilidade de provisão de energia. Nesse sentido, os alimentos prioritariamente es-
colhidos para a compra são: arroz, feijão, batata, óleo, macarrão, farinha de mandioca,
farinha de milho, angu, café, pão, sal e açúcar. Eles se enquadram na categoria do que
é considerado “alimento essencial”, manifestada em expressões como “o principal”, “o
grosso”, “o que se come todo dia”.
Embora considerem saudáveis frutas, verduras e legumes, ao mesmo tempo,
vêem esses alimentos como não-essenciais. Muitas vezes classificados como alimen-
tos de luxo, figuram como itens a serem eliminados das compras de alimentos na
escassez de dinheiro.
A carne foi denominada como “comida nobre” ou comida de “rico”, evidencian-
do seu status social e a dificuldade de acesso. Ela é categorizada como um tipo de
“mistura”, alimento que se acrescenta à “comida”: o feijão ou o arroz com feijão.
Também são “misturas”: a salada, o frango, os ovos, a salsicha, entre outros. Quan-
do não se tem a “mistura”, come-se a “comida” pura. Alguns alimentos substitutivos
foram citados nos grupos focais. A carne, por exemplo, é comumente substituída
pela salsicha ou sardinha, e o pão, pelo aipim ou cuscuz. O leite e o ovo são também
valorizados, mas consumidos em menor quantidade e freqüência, por causa do custo
mais elevado.

42 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Outra concepção encontrada refere-se aos alimentos considerados “porcarias”,
em geral, doces, biscoitos, iogurte, chocolates e refrigerantes. Eles formam um grupo
de alimentos preferencialmente eliminado das compras na escassez de recursos finan-
ceiros. No entanto, ainda assim, esses produtos têm seu consumo aumentado com
o aporte de recursos do programa, como será posteriormente discutido, uma vez que
fazem parte do elenco de produtos de demanda infantil.
A concepção de alimentação saudável variou nos diferentes grupos focais princi-
palmente em torno da noção de alimentos naturais (frutas, verduras e legumes) e dos
considerados essenciais. Em diferentes grupos focais, os alimentos industrializados,
ricos em gorduras e conservantes químicos, foram apontados como pouco saudáveis.
Cabe destacar que a concepção de saudável parece ser fortemente condicionada pelo
discurso dos profissionais de saúde veiculado nos serviços públicos, considerando a
própria referência encontrada nas falas às recomendações feitas, principalmente, por
médicos com relação ao que seria uma alimentação saudável para as crianças. Percebe-
se nos grupos focais que as famílias sabem o que é uma alimentação saudável, porém
são diversos os fatores que as distanciam desse ideal.

– O que é um alimento mais saudável na opinião de vocês?


– Eu acho assim: tem que ter uma alimentação balanceada, mas a gente não
consegue porque a gente é pobre, pega o dinheiro pra comprar o básico, e o básico
de muitos de nós aqui é açúcar, café, farinha e feijão. Esse é o básico do básico,
a gente não pensa em outras coisas. Assim, a gente só tem vontade.
– E o que você tem vontade?
– A gente tem vontade, filho sonha, pensa em iogurte, a gente compra, eles
pensam no chocolate, eles pensam em muita coisa. Às vezes, a gente dá, mas
não pode dar sempre. Então, acho que pra a alimentação ser completa, falta
muita coisa, né? Às vezes, assim, a gente bate o olho e dá vontade (Grupo Focal,
Salvaterra-PA).

Ainda que o preço dos alimentos se apresente como principal barreira de acesso
para uma alimentação mais diversificada, as escolhas alimentares não são condicio-
nadas apenas por decisões baseadas numa racionalidade econômica ou em torno da
saúde. Portanto, os dilemas que são postos para as famílias são vários, considerando:
a ampla disponibilidade de produtos concentrados em energia e de baixo valor nutri-
cional a preços relativamente acessíveis, a ampla disseminação de propagandas em
torno desses alimentos, os valores simbólicos da alimentação que estão em pauta e
seus efeitos, particularmente com relação ao público infantil, o reforço a determinadas
demandas de consumo que decorrem desse processo e os conflitos que se impõem
para pais e mães diante das demandas das crianças. Todos esses aspectos devem ser
considerados no âmbito das políticas públicas destinadas à promoção de uma alimen-
tação suficiente, saudável e adequada.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 43


CAPÍTULO

44 .
5
IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas
Repercussões do
Programa Bolsa Família
sobre a alimentação

5.1 – Quais são os gastos

Segundo os(as) titulares do PBF, a alimentação é seu principal gasto com os recursos
obtidos. As famílias beneficiadas gastam, em média, R$ 200 mensais com alimentos.
Não há grandes variações regionais, a não ser na Região Nordeste, onde esse tipo de
gasto cai para R$ 150. A despesa com alimentação representa, em média, 55,7% da
renda familiar total. Quanto mais pobre é a família, maior é o gasto com alimentação.
São justamente as famílias em insegurança alimentar grave as que comprometem a
maior parte de seu orçamento com alimentação (70%). A tabela abaixo mostra as prin-
cipais formas de utilização dos recursos provenientes do Programa Bolsa Família.

Tabela 6 – Principais formas de utilização do recurso do PBF por grandes regiões*

Total
Tipos de gasto Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul
Brasil
Alimentação 87,0% 80,7% 91,3% 80,7% 87,4% 72,8%
Material escolar 45,6% 60,6% 39,9% 63,5% 45,3% 49,8%
Vestuário 37,1% 36,9% 35,2% 46,2% 34,5% 45,8%
Remédios 22,1% 17,2% 25,9% 20,1% 20,1% 12,0%
Gás 9,8% 8,4% 10,6% 6,4% 10,7% 7,4%
Luz 5,9% 4,6% 7,0% 3,2% 5,2% 5,7%
Tratamento médico 1,8% 1,3% 1,6% 2,7% 1,7% 2,2%
Água 1,1% 0,6% 1,4% 0,1% 0,7% 1,6%
Transporte 0,9% 1,4% 1,1% 1,5% 0,3% 0,9%
Outras despesas com
0,9% 0,3% 0,9% 1,4% 0,8% 0,6%
educação
Aluguel 0,8% 0,3% 0,9% 0,7% 0,6% 0,7%
Outros 0,5% 0,4% 0,4% 0,6% 0,6% 0,7%
Outras despesas domés-
0,2% 0,0% 0,3% 0,1% 0,2% 0,2%
ticas
Outras despesas com
0,1% 0,2% 0,0% 0,0% 0,2% 0,0%
saúde

* Múltipla escolha com opção de até três respostas.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 45


5.2 – Mudanças no acesso

Como pode ser observado, as famílias beneficiadas pelo programa encontram-se ainda,
em sua maioria, em situação de insegurança alimentar. Porém, há de se reconhecer os
avanços proporcionados pelo programa no que diz respeito à capacidade das famílias
de garantirem uma alimentação suficiente e adequada.
De acordo com o levantamento realizado, as principais mudanças ocorridas na
alimentação com o incremento da renda proporcionado pelo PBF são o aumento da
quantidade de alimentos consumidos, da variedade e da compra de produtos que as
crianças gostam.

Figura 27 – Modificações na alimentação da família a partir do PBF

Refeições no fim de
38,7 58,1
semana
Compra de
alimentos que as 62,8 33,7
crianças gostam
Nº de refeições fora
15,0 8,4 74,9
de casa

Nº de refeições
40,7 56,6
em casa

Variedade de
69,8 27,9
alimentos
Quantidade de
alimentos que já 73,7 25,1
consumia

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Aumentou Diminuiu Nâo houve alteração NS/NR

O incremento da quantidade e da variedade de alimentos mostrou-se ainda mais


expressivo nas áreas rurais. A Região Nordeste foi a que reportou maior percentual de
aumento da quantidade consumida a partir do programa.

46 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Tabela 7 – Modificações na alimentação da família a partir do PBF por grandes regiões e área

Regiões Áreas
Alteração na Total
alimentação Brasil Centro-
Nordeste Norte Sudeste Sul Urbana Rural
Oeste
Quantidade de alimentos
Aumentou 73,8 72,7 79,7 72,7 66,8 63,0 71,9 80,5
Diminuiu 1,2 0,4 0,5 0,6 1,9 3,3 1,2 0,8
Não se modificou 25,0 26,9 19,8 26,6 31,2 31,2 26,8 18,6
Variedade dos alimentos
Aumentou 69,8 73,2 72,2 69,9 66,1 65,8 67,3 79,3
Diminuiu 2,1 0,6 2,4 0,8 2,4 2,5 2,1 2,5
Não se modificou 27,9 26,2 25,4 29,2 31,3 31,7 30,6 18,2
Nº de refeições em casa
Aumentou 40,7 41,1 42,9 46,6 35,4 37,9 39,2 46,1
Diminuiu 2,6 2,6 2,2 2,1 2,6 5,7 2,7 2,2
Não se modificou 56,6 56,3 54,9 51,3 61,9 56,4 58,1 51,6
Nº de refeições fora de casa
Aumentou 15,2 16,6 16,6 19,9 10,3 16,8 14,9 16,3
Diminuiu 8,5 6,9 7,7 14,3 7,1 11,6 8,3 9,2
Não se modificou 76,2 78,0 75,6 65,7 82,5 71,6 76,7 74,4
Compra de alimentos do gosto das crianças
Aumentou 63,5 62,6 66,6 61,0 59,4 61,1 62,0 68,9
Diminuiu 2,4 1,9 2,4 1,9 2,7 3,8 2,6 2,0
Não se modificou 34,1 35,4 31,1 37,0 37,8 35,1 34,5 29,1
Refeições no fi m de semana
Aumentou 38,7 34,1 40,9 39,1 33,0 45,5 37,8 42,1
Diminuiu 3,0 4,8 2,5 2,9 3,3 4,2 3,0 3,0
Não se modificou 58,3 61,0 56,6 57,9 63,6 50,2 59,2 54,9

Embora o acesso a alimentos em maior quantidade e variedade tenha sido obser-


vado por famílias de diferentes graus de insegurança alimentar, ele foi mais alto para
aquelas em situações mais graves de IA.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 47


Figura 28 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e modificações na quantidade
de alimentos consumidos a partir do PBF

IA GRAVE 79,3 19,6

IA MODERADA 77,6 21,8

IA LEVE 73,4 25,7

SAN 59,8 37,6

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Aumentou Diminuiu Não houve alteração

Figura 29 – Relação entre o grau de insegurança alimentar e modificações na variedade de


alimentos consumidos a partir do PBF

IA GRAVE 68,7 29,0

IA MODERADA 72,9 25,1

IA LEVE 73,0 25,1

SAN 59,9 37,3

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Aumentou Diminuiu Não houve alteração

Há certa variação desses índices de acordo com a faixa de renda per capita das
famílias. As principais mudanças ocorrem para as famílias mais pobres.

Figura 30 – Relação entre as faixas de renda per capita e modificações na quantidade de


alimentos consumidos a partir do PBF

MAIS DE R$ 60,00 69,6 28,6

ATÉ R$ 60,00 70,7 26,3

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Aumentou Diminuiu Não houve alteração

48 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Figura 31 – Relação entre as faixas de renda per capita e modificações na variedade de
alimentos consumidos a partir do PBF

MAIS DE R$ 60,00 71,2 27,6

ATÉ R$ 60,00 79,9 18,6

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Aumentou Diminuiu Não houve alteração

Os grupos focais mostraram que a garantia de uma renda regular adicional ao


orçamento doméstico traz maior segurança para as famílias e potencializa o planeja-
mento de gastos e as modificações no padrão de consumo alimentar. Para as famílias
que antes de terem acesso ao programa não tinham nem mesmo a alimentação básica
garantida, o PBF possibilitou que passassem a comprar mais alimentos considerados
básicos, como o feijão e o arroz. É o caso de famílias mais pobres e daquelas que se
alimentavam basicamente a partir da produção para o autoconsumo. Com o programa,
passaram a comprar mais alimentos nos mercados.
Para as que tinham “suprida” a alimentação básica, ou seja, as menos vulneráveis
à insegurança alimentar, o programa possibilitou aumento na aquisição de alimentos de
demanda reprimida, considerados “complementares”, como frutas, verduras, legumes,
produtos industrializados e outros considerados “supérfluos”, e também da carne.
Pode ser observado ainda que, quando há folga no orçamento doméstico, as mães
tendem a satisfazer os desejos alimentares das crianças, o que faz com que o aporte
adicional do programa leve a um aumento no consumo de alimentos de demanda infan-
til, como biscoitos, refrigerantes e iogurtes.
A aquisição de bens ou alimentos que podem ser considerados “luxo” no cotidiano
dessas famílias marca uma possibilidade de ruptura com as condições extremamente ad-
versas de pobreza a que estão submetidas. Tais mudanças podem ser destacadas ao obser-
varmos os dados referentes às mudanças no consumo, a partir dos grupos de alimentos.

5.3 – Mudanças de consumo por grupos de alimentos

Para fins de análise, os alimentos foram divididos em 12 grupos:

Grupo 1: arroz, farinha de mandioca, farinha de milho (fubá ou farinha de pipoca),


creme de arroz (amido de milho e outros), pão (ou farinha de trigo), cuscuz (pão de
milho), tapioca e macarrão
Grupo 2: biscoitos, bolachas ou bolos
Grupo 3: leite e derivados do leite (queijos, iogurte, coalhada) e achocolatados
preparados com leite
Grupo 4: ovos
Grupo 5: frutas e sucos naturais
Grupo 6: verduras e legumes
Grupo 7: feijão, outras leguminosas e milho

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 49


Grupo 8: carne vermelha, frango, pescados, carne de porco, cabrito, carne de
bode, carne de caça
Grupo 9: margarina, manteiga e óleos
Grupo 10: embutidos, bebidas alcoólicas, café (chimarrão, chá), produtos enlata-
dos e prontos para o consumo (sucos industrializados, macarrão instantâneo etc.)
e salgadinhos
Grupo 11: tubérculos e raízes (mandioca/macaxeira, batata, batata-doce, cará, inhame)
Grupo 12: açúcar, mel, melado de cana, rapadura, doces, geléias, sorvetes, gela-
tina, balas, bombons e refrigerantes.

Os resultados encontrados revelam que o PBF possibilitou maior consumo de im-


portantes fontes de proteína como o leite e seus derivados (Grupo 3) e as carnes (Grupo
8), além do consumo de cereais (Grupo 1), fortemente puxado pelo arroz, e de feijões
(Grupo 7). Por outro lado, possibilitou também o aumento no consumo de alimentos
com alta densidade de energia e baixo valor nutritivo, como os biscoitos (Grupo 2), as
gorduras (Grupo 9) e os açúcares (Grupo 12). Esses aumentos foram proporcionalmen-
te maiores do que o de frutas (Grupo 5), verduras e legumes (Grupo 6).

Figura 32 – Modificações no consumo dos grupos de alimentos a partir do recebimento do PBF

G12 – Açúcares 78,3 21,7

G11 – Raízes 42,7 54,4

G10 –Industrializados 62,2 37,5

G9 – Óleos 55,5 43,2

G8 – Carnes 60,9 36,2

G7 – Feijões 58,7 41,3

G6 – Vegetais 39,9 58,8

G5 – Frutas 54,7 43,1

G4 – Ovos 46,2 51,8

G3 – Leite 68,2 30,7

G2 – Biscoitos 62,2 34,8

G1 – Arroz e Cereais 76,1 23,9

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Aumentou Diminuiu Não houve alteração

50 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Figura 33 – Aumento no consumo dos grupos de alimentos das famílias de acordo com o
grau de insegurança alimentar (IA)

G12 – Açúcares

G11 – Raízes

G10 –Industrializados

G9 – Óleos

G8 – Carnes

G7 – Feijões

G6 – Vegetais

G5 – Frutas

G4 – Ovos

G3 – Leite

G2 – Biscoitos

G1 – Arroz e Cereais

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

SAN IA leve IA moderada IA grave

Os(as) beneficiados(as) em IA moderada e leve apresentaram comportamento


semelhante quanto ao aumento do consumo de todos os grupos de alimentos ava-
liados, exceto com relação à redução no consumo de verduras e legumes (Grupo 6).
Já as famílias em IA grave aumentaram significativamente o consumo do grupo dos
cereais (Grupo 1) e dos feijões, dos alimentos altamente calóricos e de baixo valor

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 51


nutritivo, como biscoitos e açúcares, e de frutas, e menor aumento no consumo de
hortaliças e carnes. Observa-se, entre essas famílias, menor variedade no consumo
dos alimentos.
O Nordeste apresentou, significativamente, maior aumento no consumo de todos
os grupos, exceto para o consumo de leite e derivados (Grupo 3). Já a Região Sudeste
teve a maior proporção de famílias que incluíram mais alimentos desse grupo. As pes-
soas beneficiadas das regiões Centro-Oeste e Norte foram as que menos modificaram
o consumo de todos os grupos de alimentos após o recebimento do PBF. Na Região
Sul, o consumo de verduras e legumes mudou menos, comparado ao de alimentos dos
demais grupos.
A principal razão que se apresenta para o não-consumo da maior parte dos ali-
mentos é o preço, principalmente com relação às fontes de proteína animal. Dentre as
famílias que não comeram carne na semana anterior à pesquisa, 76,3% não o fizeram
por causa do alto preço desse alimento. Para as que não comeram legumes e verduras,
43,2% não o fizeram porque não têm o costume de comer; 32,2%, porque são caros;
e 17,6%, porque não é do gosto da família.
Ainda que o programa tenha propiciado ganhos no aumento da quantidade e da di-
versidade da alimentação, o perfil de consumo encontrado indica a priorização de alimen-
tos de maior densidade calórica e menor teor de micronutrientes (vitaminas e minerais),
especialmente por propiciarem saciedade e energia, e também daqueles alimentos de
preferencia infantil. Esse padrão alimentar pode vir a contribuir para a prevalência de ex-
cesso de peso e de obesidade, como também de doenças como certos tipos de câncer
e outras enfermidades crônicas associadas a dietas com alta densidade energética.
No Brasil, a última Pesquisa de Orçamento Familiar (POF/IBGE), realizada em
2002-2003, revelou duas características positivas do padrão alimentar encontradas em
todas as regiões, independentemente dos rendimentos: a adequação do teor protéico
das dietas e o elevado aporte de proteínas de alto valor biológico. Como características
negativas, foram destacados o excesso de açúcar e a presença insuficiente de frutas
e hortaliças na dieta. As modificações na alimentação das famílias, a partir do recebi-
mento do PBF, acompanham estas tendências nacionais. No entanto, a alimentação
das famílias beneficiadas difere no que diz respeito ao aumento declarado no consumo
de cereais, principalmente do arroz, e dos feijões, alimentos tradicionais no Brasil que
estavam em declínio na dieta de nossa população, conforme apontou a última POF.

52 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


CAPÍTULO

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 53


6
Aspectos de gênero

O Programa Bolsa Família privilegia como titulares as mulheres-mães (ou provedoras de


cuidados), público que aflui às políticas de assistência social. Parte-se do pressuposto
e do reconhecimento do papel reprodutivo predominantemente desempenhado pelas
mulheres e do fato de o PBF representar uma forma institucionalizada da sociedade
para lidar com esse papel entre os segmentos mais pobres da população.
Embora o programa não se caracterize como uma política governamental voltada
para as mulheres, nele estão expressas concepções sobre as relações de gênero. Seus
efeitos, previstos ou não, são significativos sobre o segmento feminino da população
pobre e extremamente pobre. Por outro lado, como 93,6% das pessoas respondentes
do questionário são do sexo feminino, as percepções expressam preponderantemente
o ponto de vista das mulheres.

6.1 – Caracterização das titulares

O perfil predominante na pesquisa quantitativa foi de mulheres pretas e pardas (64,4%),


na faixa etária de 15 a 49 anos (85%), com cônjuges e crianças e adolescentes menores
de 18 anos (61,9%), residentes em áreas urbanas (78,1%), em domicílios de três a seis
cômodos (83,7%), com acesso à rede elétrica (97,0%) e água canalizada em pelo me-
nos um cômodo (85,1%), escolarizada até o ensino fundamental (81,9%) e com renda
total do domicílio (per capita) superior a R$ 60,00 (70,8%).
As mulheres em idade reprodutiva (15 a 49 anos) representam 85% do total. Esse
padrão apresenta pequenas variações na Região Centro-Oeste, onde 24,1% das titu-
lares têm de 30 a 34 anos, 21,1%, de 35 a 39 anos; 1,5%, de 60 a 64 anos (1,5%); e
2%, de 65 a 69 anos. O fato de as titulares concentrarem-se na faixa etária reprodutiva
é particularmente significativo para compreender os efeitos do PBF sobre a dinâmica
dos ciclos de reprodução da pobreza.
Por estarem nessa etapa, a maioria das titulares tem maior sobrecarga de trabalho
no âmbito doméstico (sobretudo se com filhos e filhas menores de 2 anos), o que, as-
sociado a outros fatores, como escolaridade e chefia feminina, confere a elas as mais
drásticas possibilidades de inserção em atividades produtivas.
Do total de mulheres titulares, 17,7% não sabem ler e escrever, o que traz severas
conseqüências sobre as possibilidades de inserção produtiva, entre outros aspectos.
No Nordeste, elas demonstraram ter tido o menor acesso à educação ou, se tiveram
acesso, não conseguiram ser alfabetizadas, o que caracteriza a condição de maior vul-
nerabilidade na sociedade. A mesma região concentra 69,9% das que não sabem ler e
escrever. Dessas, 70,4% são negras e pardas, o que demonstra não apenas a relação
entre pobreza e cor da pele (como já foi dito), mas o fato de as mulheres negras e par-
das analfabetas do Nordeste estarem em situação de maior vulnerabilidade.

54 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


A pesquisa identificou que 26,1% não têm nenhuma escolaridade ou freqüenta-
ram apenas o pré-escolar; 55,8% cursaram o ensino fundamental; 17,2% tiveram aces-
so ao ensino médio; e somente 0,6% cursaram o ensino superior. As titulares do PBF
residentes nas regiões Sul e Nordeste são as que apresentam mais baixa escolaridade:
91,6% e 82,1%, respectivamente, freqüentaram até o ensino fundamental.
Entre as titulares do benefício, 61,9% declararam a presença do cônjuge e tam-
bém de crianças e adolescentes menores de 18 anos, 27,2% indicaram a ausência de
cônjuge e a presença de crianças e adolescentes. As diferenças de percentuais na
indicação sobre responsabilidade pelo domicílio e sustento financeiro podem ser ob-
servadas a seguir e sugerem que há, em alguns casos, concepção distinta entre esses
fatores que vão determinar a chefia do domicilio.

Figura 34 – Sexo do(a) principal responsável Figura 35 – Sexo de quem tem a maior renda
pelo domicílio no domicílio

44,2% 52,1%
19,4% 7,0%

36,4% 40,9%

Masculino Masculino
Feminino Feminino
Ambos Ambos

A Região Norte concentrou o maior percentual (53,5%) de homens responsáveis


pelo domicílio, seguida pelo Nordeste, com 46,4%. Sul, Sudeste e Centro-Oeste tive-
ram resultados semelhantes: 38,7%, 39,3% e 40,7%, respectivamente.
Cabe verificar em que medida o perfil dos homens titulares se diferencia das
mulheres, ainda que eles representem percentual muito pequeno no total de titulares
(6,4%). Algumas diferenças expressivas entre homens e mulheres foram observadas
no que diz respeito à educação, inserção no mercado de trabalho e renda. Exemplo
disso é o fato de, no mês anterior à pesquisa, 77,4% dos homens titulares terem tido
trabalho remunerado, comparado a apenas 41,4% das mulheres em igual situação.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 55


Com relação à educação e à renda domiciliar, eles se encontram em estado me-
nos favorável: a proporção de homens que não sabem ler e escrever é quase o dobro
da de mulheres. Entre os homens, cerca de 30,2% não sabem ler e escrever, compa-
rados a 17,7% das mulheres. Apesar de mais inseridos no mercado de trabalho, nos
domicílios em que o homem é titular, 33,9% apresentam renda per capita inferior a R$
60, comparados a 28,9% dos domicílios em que a titular é mulher. O que se percebe
com base nos dados é que os titulares do Bolsa Família do sexo masculino são tão ou
mais vulneráveis que as mulheres titulares, ao menos no que diz respeito a renda e
escolaridade.

6.2 – Titularidade feminina

A pesquisa quantitativa revelou que a titularidade feminina é preferência da maioria. Não


há diferenças significativas de opiniões por região. Dentre as justificativas apontadas
para a escolha, destaca-se a de que as mulheres “conhecem melhor as necessidades
da família”.

Figura 36 – Opinião do(a) titular sobre titula- Figura 37 – Observação do(a) titular sobre
ridade preferencial do programa razões pelas quais o PBF deve ficar no nome
da mulher
3,2% 0,9%
9,4%
9,9% 1,2%
6,5%

17,1%

87,5% 64,4%

Masculino Conhecem melhor as necessidades da família


Feminino Tendem a gastar com alimentação e com filhos
Ambos São mais eficientes na gestão do recurso
São as responsáveis pela família
Tendem a gastar com bebidas e outras diversões
Outros

Vale assinalar que as possibilidades de respostas oferecidas foram elaboradas


com base nos resultados dos grupos focais. Reproduzem, portanto, pontos de vista re-
correntes entre as mulheres que participaram dos grupos. As respostas configuram um
padrão das relações de gênero em que a divisão sexual do trabalho leva as mulheres,
“naturalmente”, a conhecerem melhor as necessidades da família.
A identificação com o trabalho reprodutivo como aspecto que legitima essa prefe-
rência foi ressaltada nos grupos focais em expressões como: “as mulheres é que fazem
o trabalho doméstico”; “toda decisão relacionada à casa, à família, é da mulher”; “é a

56 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


mulher que conduz a família, é ela que conduz o alimento”; “a mãe é mais responsável,
a mãe fica 24 horas na beira do fogão, queira ou não queira, ela tem que ficar na beira
do fogão”... Sob diferentes pontos de vista, a titularidade feminina expressa um consen-
so, seja do ponto de vista da lógica governamental formuladora da política, ou do ponto
de vista dos(as) titulares.
Entre as mulheres titulares que identificaram situações nas quais o PBF trouxe
algum tipo de repercussão sobre suas vidas, a principal refere-se ao aumento na inde-
pendência financeira.

Figura 38 – Repercussões do Programa Bolsa Família sobre titulares do sexo feminino

Se sente mais
respeitada por seu 27,4 62,9 4,0 5,6
companheiro

Se sente mais
independente 48,8 50,0
financeiramente

Passou a comprar
34,1 65,1
fiado ou a crédito

Aumento do poder
de decisão com 39,2 59,5
relação ao dinheiro

Aumento da pressão
dos filhos para 28,1 70,7
comprar produtos

Conflitos familiares
com relação ao uso 3,6 95,4
do dinheiro

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Sim Não NS/NR NSA

O Nordeste concentrou o maior percentual das titulares que afirmaram sentir-


se “mais independentes financeiramente” (55,5%), seguido pelo Sudeste (47,9%). As
duas regiões também se destacaram, na mesma ordem, quanto às respostas sobre o
“aumento do poder de decisão com relação ao dinheiro da família”: a primeira obteve
44,1% de afirmativas, e a segunda, 39,2%.
Outra diferenciação regional observada na pesquisa refere-se ao fato de “passar
a comprar fiado ou a crédito”, aspecto mais valorizado pelas mulheres do Nordeste
(43%) e, em seguida, pelas do Norte (38,8%). Para as titulares de ambas as regiões,
esse tipo de acesso foi mais valorizado do que o aumento da decisão sobre o uso do
dinheiro da família.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 57


6.3 – Acesso a ações complementares

Se, por um lado, as mulheres aceitam bem a titularidade do programa e todas as


responsabilidades recorrentes de mais este papel social, por outro, as ações comple-
mentares ao programa a elas destinadas, nas áreas de saúde, educação e trabalho,
ainda são tímidas.

Figura 39 – Repercussões do Programa Bolsa Família sobre o acesso de titulares do sexo


feminino a programas, projetos, serviços e iniciativas na área de educação

Participar de curso
9,8 88,6
de alfabetização

Freqüentar curso
12,5 86,0
de educação

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Ajudou Não ajudou NS/NR

As mulheres da Região Sul são as que mais sentiram que o PBF ajudou a ter
acesso ao ensino formal (22,0%), seguidas pelas mulheres da Região Norte (19,9%).
Já nas regiões Centro-Oeste (13,6%), Sudeste (12,3%) e Nordeste (9,6%) estão as que
menos apontaram tal acesso.
Também o Sul (17,3%) e o Norte (16,3%) formam as regiões onde se encontram
as maiores proporções de mulheres que informaram ter o PBF facilitado o acesso a
cursos de alfabetização de jovens e adultos ou de educação de jovens e adultos. Nas
regiões Centro-Oeste (11,1%), Sudeste (8,5%) e Nordeste (7,7%), o acesso, ainda que
facilitado, foi em proporções menores.
Se é no Nordeste que se encontra o maior percentual de mulheres com menor
escolaridade, a ausência de políticas educacionais foi amplamente percebida (89,2% e
91,0%, respectivamente, para cada uma das possibilidades). A região também é o local
onde as políticas públicas têm tido maior dificuldade para acessar a clientela de mu-
lheres numa faixa etária bastante sobrecarregada pelo trabalho doméstico, seja como
principal atividade, seja como dupla jornada.
As mulheres apresentaram percepções em maior concordância sobre a repercus-
são do PBF no âmbito da saúde, o que ocorre provavelmente pelo acompanhamento
das condicionalidades.

58 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Figura 40 – Repercussões do Programa Bolsa Família sobre o acesso de titulares do sexo
feminino a programas, projetos, serviços e iniciativas na área de saúde

Ter mais acesso a


32,7 66,5
exames pelo SUS

Ter mais
informações sobre
25,9 73,1
assuntos como pla-
nejamento familiar

Participar de
grupos de promoção 21,7 76,9
à saude

Aumentar a
freqüência aos 42,2 57,2
serviços de saúde

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Ajudou Não ajudou NS/NR

Vale destacar as especificidades regionais.

Em relação ao aumento da freqüência aos serviços e às práticas de saúde, em


todas as regiões, a proporção de mulheres para quem o PBF ajudou é bastan-
te significativa: Norte (56,3%), Centro-Oeste (43,7%), Nordeste (41,5%), Su-
deste (39,1%) e Sul (38,3%). Entre as mulheres do Norte e do Centro-Oeste,
a proporção é maior que o total geral, o que não ocorre nas demais regiões.
Destaca-se a diferença de 18 pontos percentuais entre os resultados do Norte
e os do Sul.
Os dados acerca da melhoria do acesso aos exames pelo SUS foram relativa-
mente similares: Norte (42,2%), Centro-Oeste (36,2%), Sul (31,4%), Nordeste
(31,2%) e Sudeste (31,0%), o que pode demonstrar melhor desempenho do
sistema.
Houve diferenças regionais quanto ao aumento das informações sobre as-
suntos relacionados ao planejamento familiar ou à saúde reprodutiva: a Região
Norte teve o maior percentual (37,8%), seguido por Sul (30,9%), Centro-Oeste
(29,6%), Sudeste (23,8%) e Nordeste (22,8%). Ou seja: existe uma diferença
de 15 pontos percentuais neste quesito entre as mulheres do Norte e as do
Nordeste.
As proporções também são, de certa forma, similares no que se refere à par-
ticipação em grupos de promoção da saúde, ainda que essa situação esteja
mais presente entre as mulheres titulares das regiões Norte (30,0%) e Cen-
tro-Oeste (26,4%). Os percentuais caem nas demais regiões: Sul (25,8%),
Sudeste (20,5%) e Nordeste (19,6%).

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 59


As ações governamentais associadas ao PBF e voltadas para inserção produtiva
são as menos recorrentes entre as mulheres titulares.

Figura 41 – Repercussões do Programa Bolsa Família sobre o acesso de titulares do sexo


feminino a programas, projetos, serviços e iniciativas na área de inclusão produtiva

Começar a partici-
par de associação
5,2 94,1
ou cooperativa de
trabalho

Conseguir crédito
para investir em seu 5,3 93,8
negócio

Iniciar ou passar a
investir mais em seu 6,5 92,7
negócio

Participar de cursos
7,6 91,7
profissionalizantes

Participar de pro-
gramas de geração 15,5 83,3
de renda

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Ajudou Não ajudou NS/NR

A inserção em programas de geração de renda foi a situação reconhecida como a


mais facilitada para as mulheres titulares em todas as regiões, com predomínio das que
vivem na Região Sul (18,5%). Cabe chamar a atenção para a importância dos Centros
de Referência de Assistência Social (Cras) e do Programa de Atenção Integral à Família
(Paif), no que se refere às atividades de geração de renda, embora não seja possível
identificar em que medida a inserção em atividades de geração de renda são poten-
cializadas pelos Cras, ou se representam ação tradicionalmente instituída por políticas
de assistência social, independentemente do processo de implementação do Sistema
Único de Assistência Social (Suas).
No entanto, a participação em cursos profissionalizantes (o que pode requerer
maior escolaridade) foi bem menor, ainda que a participação no PBF tenha sido muito
importante para facilitar o acesso, especialmente entre as mulheres das regiões Sul
(13%) e Norte (11,3%).
Uma pequena proporção de mulheres identificou que o PBF lhes ajudou a iniciar ou
passar a investir em seu negócio. Contudo, houve diferenças regionais significativas neste
aspecto, as titulares das regiões Sul (11,1%) e Norte (9,7%), cujas proporções represen-
tam quase o dobro das demais: Nordeste (6,4%), Centro-Oeste (5,5%) e Sudeste (5%).
Percentual muito pequeno de mulheres titulares indicou que o PBF ajudou a obter
alguma forma de crédito para investir em seu negócio. As principais indicações vieram
das mulheres do Sul (9,3%) e do Norte (6,9%).
Da mesma forma, começar a participar de alguma associação ou cooperativa como
um elemento associado ao recebimento do benefício foi indicado, em maiores propor-
ções, pelas mulheres das regiões Sul (9,4%) e Norte (6,9%).

60 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


CAPÍTULO

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 61


7
Funcionamento
do programa

As etapas qualitativa e quantitativa da pesquisa mostraram enorme desconhecimento


das famílias beneficiadas com relação às regras do programa. A falta de informação
ocorre desde o momento em que o(a) potencial beneficiado(a) toma conhecimento do
programa, principalmente por meio de parentes, amigas e amigos.

Figura 42 – Meio pelo qual titulares tomaram conhecimento do programa

NS 0,1%

Outros 0,9%

Programa do Ministério do
0,3%
Desenvolvimento Social

Visita do agente de saúde 5,5%

Prefeitura 0,3%

Por meio de amigos


e parentes 24%

Na igreja 0,4%

No posto de
saúde/hospital 7,1%

Na escola 23,2%

Na Secretaria ou Núcleo
9,5%
de Assistência Social

Carro de som 1,3%

Jornal 0,4%

Rádio 5,6%

TV 21,4%

A escola aparece como um segundo veículo de informação em função da própria


condicionalidade a ela relacionada. Quanto à televisão, presume-se, isso ocorre por
conta da publicidade veiculada pelo governo federal sobre o Programa Bolsa Família.

62 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Na fase qualitativa, quando os grupos focais discutiram os critérios para inclusão
no programa, observou-se que a maior parte dos(as) titulares não os conheciam e os
confundiam com as condicionalidades. Desconheciam, também, as razões pelas quais
as famílias recebem valores diferentes e os limites de renda para cada faixa de benefí-
cio correspondente.

Figura 43 – Critérios de elegibilidade citados pelos(as) titulares*

NS 22,4%

Outros 1,2%

Problemas de saúde 6,8%


Ter filhos(as) matri-
44,0%
culados(as) na escola

Baixa renda 61,3%

Não ter carteira assinada 12,1%


Chefe de família
desempregado(a) 15,9%

Apesar do visível desconhecimento, a maior parte das pessoas (78,1%) afirmou


não ter dúvidas sobre o programa. Entre as que admitiram ter dúvidas, 28,4% disseram
que buscaram respostas e as consideraram satisfatórias, 29,9% não ficaram satisfeitas
e 41,7% não buscaram os esclarecimentos. É interessante observar que 43,1% dos(as)
titulares do programa apontaram a prefeitura como o primeiro recurso ao qual recorrem
para o esclarecimento dessas dúvidas, com larga distância sobre outros meios. O segun-
do recurso é a ligação para o telefone 0800, com apenas 14,8% das respostas. A escola
e o posto de saúde são usados para esse fim por 9,2% e 8%, respectivamente.
As entrevistas com gestores(as) mostraram que, por vezes, os responsáveis pelo
atendimento nem sempre estão preparados(as) para dar informações, principalmente
com relação a inclusões ou exclusões e alterações no valor do benefício. A enorme de-
sinformação acerca da inclusão no programa gera incompreensão e desconfiança por
parte dos(as) titulares, gestores(as) e integrantes de instância de controle social.

* Pergunta aberta, com opção de até três respostas.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 63


O acesso a informações sobre o programa e o fluxo destas entre as esferas de
governo e usuários(as) é uma lacuna importante no processo de implementação que
deve ser enfrentada para garantir maior transparência ao Programa Bolsa Família.
A pesquisa revelou que o conhecimento das famílias sobre as condicionalidades
determinadas para a concessão do benefício é razoável quando o assunto está relacio-
nado às obrigações que devem cumprir. Dentre elas, a manutenção da criança na escola
é a mais reconhecida.

Figura 44 – Condicionalidades citadas pelos(as) titulares*

NS 19,0%

Outros 1,0%
Compra apenas alimentos
com o dinheiro do 1,4%
benefício
Recadastramento
0,9%
periódico

Vacinar as crianças 33,2%

Participar de ações de
educação alimentar 10,3%
Acompanhar a saúde
e o estado nutricional 39,6%
dos(as) filhos(as)
Matricular e acompanhar
freqüência escolar dos(as) 74,2%
filhos(as)

Na fase qualitativa da pesquisa, foram relatadas dificuldades associadas ao cum-


primento das condicionalidades, com destaque para problemas de transporte (distância
e custo) em municípios menores, de base rural, e para o acesso aos serviços de saúde.
O “custo” pago pelas famílias para cumprir as condicionalidades também varia em fun-
ção do próprio tipo de serviço. O atendimento pré-natal pode ser mais custoso que a
vacinação, pois o acesso a esse último é facilitado por meio de campanhas.
Como as condicionalidades estão voltadas, especificamente, para alguns dos
componentes da família – crianças e adolescentes, de 0 a 15 anos, mulheres grávidas e
mães em amamentação –, esse estímulo ao acesso a serviços públicos excluiu, sobre-
tudo, os homens acima de 15 anos, que tradicionalmente já não freqüentam os serviços
de saúde. Vale ressaltar que o acompanhamento das condicionalidades acaba recaindo
sobre a mulher, sobrecarregando ainda mais sua jornada de trabalho.
Os participantes dos grupos focais manifestavam, geralmente, sua aceitação às
condicionalidades, ora registrando a importância que elas tinham para garantir a pre-
sença das crianças na escola “em lugar de estarem na rua”, ora por obrigarem o fun-

* Pergunta aberta, com opção de até três respostas.

64 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


cionamento de certos serviços, especialmente os oferecidos em unidades de saúde.
Consideraram, ainda, as condicionalidades como um compromisso de contrapartida
que traz ganhos incontestáveis. A concordância da condicionalidade como contraparti-
da obrigatória foi igualmente manifestada por gestores(as) municipais dessas áreas.

Figura 45 – Opinião dos(as) titulares sobre desligamento das famílias que não cumprem
com condicionalidades por grandes regiões

9,2%

26,9%
63,9%

Sim
Não
NS/NR

Em entrevistas semi-estruturadas com gestores(as) locais, foram expressas dificul-


dades nas questões referentes ao acompanhamento do cumprimento das condicionali-
dades, seja pela falta de infra-estrutura, pela mobilidade das famílias, ou ainda pela falta
de interesse e capacidade dos(as) responsáveis pela informação. Nos depoimentos co-
lhidos nas entrevistas semi-estruturadas, percebe-se que a participação de gestores(as)
e representantes municipais é considerada uma tarefa a cumprir, sem muita atenção e
interesse, e o predomínio nítido de uma postura estritamente setorial.
Em alguns municípios, houve menção à freqüente simulação de informações,
até mesmo pela preocupação de gestores(as) com possíveis exclusões de famílias
em situação de pobreza. Mediante as dificuldades apresentadas no acompanhamen-
to das condicionalidades, fica a dúvida quanto à qualidade da informação enviada
pelas prefeituras.
Conclui-se que é inadequado chamar de “condicionalidade” a exigência de filhos e
filhas na escola e a freqüência aos serviços de saúde, que seriam direitos dessas famí-
lias. Isso encobre o lado virtuoso de favorecer a articulação do Bolsa Família com outros
programas e ações ligados à saúde e à educação, além da própria pressão gerada para
que esses serviços sejam de fato oferecidos à população como direito. Mais fiel ao que
efetivamente ocorre seria denominar como “contrapartida” os compromissos assumi-
dos pelos(as) titulares com a educação e a saúde da família.
A questão do controle social sobre a execução do Programa Bolsa Família é com-
preendida por pessoas titulares do programa e por gestores(as) como espaço de fis-
calização e denúncia quanto a possíveis erros no valor dos benefícios e na avaliação
das necessidades sociais das famílias. Os mecanismos de controle social são pouco
conhecidos pelos(as) titulares.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 65


Figura 46 – Conhecimento dos(as) titulares sobre instâncias de controle social e demais
formas de participação no programa

10,3%

89,7%

Sim
Não

Figura 47 – Conhecimento dos(as) titulares sobre como fazer denúncia de irregularidades

68,4%

31,6%

Sim
Não

Dentre as pessoas que conhecem as instâncias de controle social, os mais citados


são os órgãos de assistência social do município. Percebe-se, assim, a persistência de
grande fragilidade nessa atribuição por parte das instâncias que recebem a responsabili-
dade. Geralmente, são conselhos de assistência social já sobrecarregados com as outras
funções exercidas e acabam tratando o programa de forma burocrática. É grande tam-
bém o desconhecimento, pelos(as) titulares, sobre as possibilidades de participação.
Um desafio para o campo das políticas públicas é refletir acerca do papel que a so-
ciedade civil deve desempenhar no controle social, para que não acabe recaindo sobre
a sociedade a responsabilidade de fiscalizar as políticas em detrimento da participação
efetiva em seu aprimoramento.
A cooperação a ser estabelecida entre os entes federativos, com base no Progra-
ma Bolsa Família, deve contemplar a realização de programas e ações dirigidas ao seu
público titular, no sentido da emancipação das famílias incluídas. No entanto, ainda é
pouco expressiva a integração do Programa Bolsa Família com outras políticas. Em to-
das as regiões do país, a maioria dos(as) titulares informou que o programa não os(as)
ajudou a acessar programas que ampliam o acesso à educação, à saúde e ao trabalho,
conforme observado no capítulo 6.
A fase qualitativa da pesquisa apontou dificuldades na inserção das famílias em
outros programas sociais, seja porque essas ações não estão sendo implementadas ou
pelo pouco conhecimento sobre elas. Um importante aspecto a ser considerado é em
que medida o programa contribui para uma prática intersetorial no âmbito local.

66 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Em entrevistas com gestores(as) municipais da área de saúde, constatou-se que
alguns têm a concepção da intersetorialidade e, mais ainda, a compreensão de que
o PBF pode servir para a inserção das famílias em outros programas. Parte desses
gestores(as) percebem o PBF como uma porta de acesso aos serviços de saúde, dado
o aumento da freqüência das famílias aos postos de saúde. Porém, é comum a ressalva
de que o atendimento qualificado e a implementação de intervenções específicas para
esses grupos dificilmente se operacionalizam, por causa das múltiplas atividades que o
setor precisa realizar.
Uma preocupação relevante acerca do programa, freqüentemente manifestada na
etapa qualitativa da pesquisa, é sobre o custo de tempo e dinheiro despendidos para
buscar o recurso do Bolsa Família. As figuras 47 e 48 mostram que o despêndio de
tempo e recurso é maior nas áreas rurais.

Figura 48 – Tempo gasto para buscar o recurso do PBF por área

Total Brasil 60,2 25,6 6,2 7,5

Rural 27,9 33,1 15,0 23,6

Urbana 69,2 23,5 3,8

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Menos de 1 hora De 1 a 2 horas De 2 a 4 horas


Mais de 4 horas NS/Não lembra

Figura 49 – Dinheiro gasto para buscar o recurso do PBF por área

Total Brasil 63,2 5,1 21,1 8,7

Rural 24,5 7,2 32,7 29,6 5,7

Urbana 73,9 4,5 17,9

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Nada Até R$ 2,00 Mais de R$ 2,00 até R$ 5,00


Mais de R$ 5,00 até R$ 15,00 Mais de R$ 15,00 NS/Não lembra

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 67


CAPÍTULO

68 .
8
IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas
Percepções dos(as)
titulares sobre o programa

Os(as) titulares do Programa Bolsa Família percebem a situação de pobreza de forma


bastante ampla, para além dos condicionantes monetários normalmente usados como
indicadores de pobreza. A concepção de pobreza que se expressa nas falas é marcada
por um conjunto amplo de necessidades não-supridas, entre bens e serviços, e por um
sentido relativo dessa condição, formado a partir da comparação com outros segmen-
tos da mesma sociedade.
As famílias indicam vários fatores que determinam as múltiplas condições de vul-
nerabilidade, além da própria renda. Dentre eles, destacam-se: problemas de saúde, fa-
lência nas condições para estar empregado(a), baixa escolaridade, composição e chefia
familiar, localidade de residência que, por sua vez, relaciona-se diretamente ao acesso
a bens e serviços públicos. Nesse sentido, não há como falar de um perfil de pobreza,
mas de múltiplos perfis, nos quais as vulnerabilidades interagem, se potencializam ou,
em alguns casos, são amenizadas por fatores que constituem suporte social para as
famílias e redes sociais de apoio.
Uma percepção ampliada remete à diferenciação entre os conceitos de pobreza
absoluta – definição de um padrão mínimo de subsistência com relação a alguns bens
considerados básicos – e pobreza relativa – comparação da situação que o indivíduo
ocupa com relação aos demais. Portanto, na análise da pobreza relativa, é fundamental
que seja considerado o estilo de vida legitimado em cada sociedade, envolvendo tam-
bém o comportamento alimentar.
A partir de uma concepção ampla e relativa de pobreza, será definido o uso dos re-
cursos, com base no que cada uma das famílias estabelece como necessidades. Essas
incluem, além da alimentação, gastos com educação, vestuário, compra de remédios e
material escolar, sapatos, lanche escolar, crediários para bens específicos, como eletro-
domésticos, mobílias, pagamentos de contas de luz, gás, assim como outros tipos de
investimento em pequenos negócios e na produção agrícola.

(...) acho que se a pessoa tiver condições de tirar R$ 10,00 daquele dinheiro todo
mês pra comprar um ventilador pra filha dela, eu acho que ela pode fazer isso.
Eu não acho certo ela não poder ter um ventilador, nem uma panela de pressão
dentro de casa. Eu não acho que não é digno ela comprar um tênis pra o filho.
Se ela tem condições de organizar esse dinheiro e comprar um tênis pro filho
dela, eu acho que ela está mais do que certa. A gente não precisa chorar miséria,
mostrar que a gente é morta de fome, não. Porque a dignidade a gente tem que
continuar tendo (Grupo Focal, Rio de Janeiro – RJ).

Outro aspecto que se destaca nas falas dos diferentes grupos focais com relação
à concepção de pobreza é que ela varia entre dois extremos, distinguindo quem visualiza

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 69


essa condição como temporária, passível de superação, de quem a identifica como uma
situação mais permanente, dificilmente revertida. Essa visão difere de acordo com o
contexto dos(as) titulares. Nos grupos focais, foi possível observar que as pessoas que
encaram a pobreza como condição permanente, normalmente residem em municípios
onde não há muitas alternativas de inserção no mercado de trabalho. Nesses casos,
manifestam o desejo de recebimento permanente do recurso, o que se mostrou mais
recorrente em pequenos municípios, como São Sebastião do Alto, Manarí e Soure.

Eu acho que tinha logo é que aposentar todo mundo, essas pessoas mais caren-
tes, né? (Grupo Focal, Soure – PA).

Já em grandes cidades, como Rio de Janeiro, Curitiba e Recife, prevaleceu um


olhar de pobreza como condição passível de ser alterada, o que se explica pela maior
intensidade da dinâmica socioeconômica dos grandes centros urbanos.
A maior parte dos participantes dos grupos focais demonstrou a preferência por
garantir a sobrevivência de suas famílias a partir do próprio trabalho a depender do pro-
grama. Para aqueles(as) que se sentem no auge de sua capacidade produtiva, principal-
mente para os homens, ser beneficiário pode causar vergonha. Nesses casos, as falas
tendem a responsabilizar o Estado pela falta de oportunidades de trabalho.

Pra mim, não devia existir Bolsa Família, não devia existir Cheque Cidadão, não
devia existir Ticket de negócio de mês; deveria existir trabalho pra todo mundo
trabalhar e ganhar o seu dinheiro honestamente, sem depender de político e
nem de ninguém. Meu modo de pensar é esse. Mas como eles não fazem o
país ter desenvolvimento pra ter trabalho pra gente, então eles têm obriga-
ção de nos dar. Eu acho assim. Porque às vezes a gente se sente humilhado
de chegar em certos lugares, as pessoas olharem pra você porque você está
dependendo de certo benefício. Mas ninguém passa o que a gente passa. Pô,
mas essa mulher é tão nova pra estar pegando o Cheque Cidadão ou o Bolsa
Família, mas ninguém sabe o que a gente passa. (Grupo Focal, São João de
Meriti – RJ).

Na fase quantitativa da pesquisa, à questão “Você deixou de fazer algum tipo de


trabalho depois que passou a receber o beneficio do Bolsa Família”, 99,5% responde-
ram que não. Parcela estatisticamente insignificante dos titulares dizem que deixaram
de exercer algum trabalho remunerado por causa do benefício. A pesquisa apontou
ainda a opinião dos(as) titulares sobre até quando deveriam receber o benefício.

70 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Figura 50 – Opinião dos(as) titulares sobre até quando acham que deveriam receber o PBF,
por área

2,5
ATÉ AS CRIANÇAS COMPLETAREM A MAIORIDADE
3,4

27,3
PARA SEMPRE
16,6

27,3
ATÉ QUANDO NECESSITARMOS
27,4

ATÉ QUE OS(AS) FILHOS(AS) ESTEJAM NO 18,1


MERCADO DE TRABALHO 23,4

6,1
ATÉ QUE OS CHEFES SE ESTABILIZEM NO EMPREGO
8,3

10,0
ENQUANTO OS(AS)FILHOS(AS) ESTIVEREM NA ESCOLA
13,3

10% 20% 30% 40%

Rural Urbano

Há exemplos ricos nos relatos dos grupos focais de como a existência de uma fonte
estável e regular de renda para as famílias pobres pode significar mais possibilidades de
planejamento dos gastos e, conseqüentemente, maior segurança em relação à capaci-
dade de garantir a alimentação da família. A certeza do acesso mensal ao recurso traz a
segurança, principalmente para aquelas famílias que não contam com uma renda regular,
de que ao menos a base da alimentação, como o arroz e o feijão, estarão garantidos.

Faça chuva ou faça sol, o dinheiro está lá. Eu pego faz uns cinco anos, nunca fal-
tou nem um dia, nem atrasou, nem adiantou. É um dinheiro que eu sempre pude
contar no dia certo. (Grupo Focal, Campo Grande – MS).

O Bolsa Família é visto como uma iniciativa que “ajuda, mas não resolve”, seja porque
o recurso é insuficiente para atender às necessidades básicas da família ou por uma avalia-
ção de que outras ações governamentais, principalmente no sentido de geração de trabalho
e renda, seriam necessárias para reverter a situação de pobreza. Ainda assim, o programa
é percebido como uma assistência necessária e indispensável frente à falta de condições
dos(as) responsáveis pelos domicílios para garantir uma vida digna a suas famílias.
As falas nos grupos focais mostram que há desde pessoas que vêem o programa
como uma caridade do governo até aquelas que têm uma concepção do programa mais
próxima do direito, que deve ser garantido pelo Estado. Porém, a idéia do direito e da
ajuda nem sempre aparecem como conceitos contraditórios.

Nós temos o direito de receber ajuda (Grupo Focal, Dourados – MS).

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 71


Ainda que o PBF represente para as pessoas beneficiadas uma forma de aquisi-
ção de direitos, ainda é percebido como um privilégio, já que muitas famílias em situ-
ação de pobreza não têm acesso a ele. Na fase quantitativa da pesquisa, foi possível
identificar o percentual de titulares que relataram conhecer pessoas que precisam do
Bolsa Família e não o recebem.

Figura 51 – Conhecimento dos(as) titulares sobre famílias que precisam do PBF, fizeram
cadastro e nunca receberam o benefício, por grandes regiões

TOTAL BRASIL 60,0 40,0

SUL 43,2 56,8

SUDESTE 51,4 48,6

NORTE 73,3 26,7

NORDESTE 65,7 34,3

CENTRO-OESTE 53,5 46,5

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Sim Não

A incapacidade do programa em atender a todas as famílias que, de acordo com a


percepção dos(as) titulares, deveriam estar recebendo, somada à falta de conhecimen-
to quanto aos critérios do programa, acaba reforçando a noção de que uns têm mais
direitos do que outros e de que o programa é injusto.

Expectativas em relação ao governo


As expectativas das famílias em relação ao governo apontam, sobretudo, para ques-
tões relacionadas à geração de trabalho e renda. A inserção no mercado de trabalho
formal é a principal aspiração dos(a) titulares. Tanto nas grandes cidades como nos
meios rurais, espera-se que os governos sejam capazes de ampliar a oferta de em-
pregos nos setores público e privado. As dificuldades para se acessar os mercados
de trabalho formal e informal são as mais diversas. Dentre elas, destacam-se a baixa
escolaridade e a idade.

Contratar pessoas que têm menos estudo, né? Tem muitas pessoas com vonta-
de de trabalhar, mas não têm segundo grau, não têm experiência, têm vontade,
né? Mas eles não vão te pagar, né? Falta a chance da pessoa que não tem o
segundo grau completo ou, então, a partir dos 35 anos. Se falar que tem filho, daí
piora, que nem eu, que tenho um paizinho que é deficiente mental, eles não dão
serviço. Se eu contar que tenho um pai assim, nem de diarista eu pego serviço
(Grupo Focal, Piraquara – PR).

72 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


Em grandes cidades como Rio de Janeiro, Recife, Belém e Curitiba, aparece mais
fortemente nas falas a dificuldade para se conseguir trabalho de carteira assinada. Par-
ticipantes reproduziram relatos de empregadores que justificam a precariedade das
condições de trabalho oferecidas pelos altos impostos das pequenas e médias empre-
sas, o que levaria à informalidade. Nesses casos, surgiu como sugestão a redução de
encargos trabalhistas.
Nos grupos de Recife e do Rio de Janeiro, formados por moradores(as) de favelas
em áreas centrais das cidades, os(as) participantes indicam o cooperativismo como uma
forma de geração de renda que poderia ser estimulada pelo poder público. As opiniões
são provavelmente influenciadas pelas experiências promovidas por organizações não-
governamentais nas favelas. Sugerem, ainda, a realização de cursos de capacitação.
Há relatos, porém, de que os cursos e projetos são insuficientes e a seleção
dos(as) participantes é feita de forma personalizada. Nos grupos focais de Curitiba e São
João de Meriti, houve reclamações de que os cursos profissionalizantes não chegam
até as periferias, o que dificulta o acesso dos(as) mais pobres que, muitas vezes, não
têm recursos nem para cobrir as despesas de transporte.
Programas de geração de emprego foram considerados, em diferentes grupos
focais, como inadequados ao perfil da região. Em São Sebastião do Alto (RJ), pequeno
município de vocação rural voltado principalmente para o cultivo do tomate, os(as) par-
ticipantes indicam a necessidade do estabelecimento de indústrias capazes de proces-
sar seu principal produto agrícola. Sugerem, ainda, a ampliação dos serviços públicos
para a população com baixa ou nenhuma escolaridade, dificilmente absorvida pelos
serviços públicos.
Nos municípios de São Sebastião do Alto, Manari e Catende, chama a atenção a
subvalorização da atividade agrícola, que apesar de ser a principal fonte de renda das
famílias participantes desses grupos focais, não aparece como atividade produtiva a ser
estimulada no sentido de geração de renda.
Surgiram, ainda, relatos de demandas por políticas relacionadas ao controle e ba-
rateamento do preço dos alimentos e à oferta de produtos alimentares, como frutas,
legumes e verduras, a preços mais acessíveis. Essas sugestões surgem, principalmen-
te, nos municípios onde já existe algum tipo de equipamento de segurança alimentar,
como mercados e restaurantes populares.

Eu queria que eles colocassem um mercado da família aqui em Piraquara, o mer-


cado dos pobres tem em todos os lugares, só aqui é que não tem. [...] Se a gente
desse essa opinião pra esses prefeitos aqui de Piraquara, ajudava (Grupo Focal,
Piraquara – PR).

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 73


CAPÍTULO

74 .
9
IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas
CONSIDERAÇÕES FINAIS
E RECOMENDAÇÕES

O estudo indicou a importância do Programa Bolsa Família para as famílias atendidas,


seja pela garantia regular de uma renda adicional ao orçamento doméstico, que poten-
cializa o planejamento de gastos, seja pela flexibilidade no uso do recurso, que amplia o
poder de escolha e o consumo. Dessa forma, a transferência de renda pode atenuar as
condições de vida adversas das famílias, atendendo a diferentes tipos de necessidades
cotidianas supridas pela via do mercado e possibilitando, até mesmo, o investimento
em atividades produtivas.
Esse conjunto de possibilidades repercute nas condições de segurança alimentar
e nutricional de diferentes formas. As principais repercussões do Programa Bolsa Famí-
lia na alimentação referem-se à maior estabilidade no acesso, ao aumento na quantida-
de e na variedade de alimentos, bem como no consumo de alimentos, de preferência
das crianças. Tais mudanças, apesar de positivas, devem ser observadas com cautela.
Se, por um lado, o Programa Bolsa Família possibilitou maior consumo de importantes
fontes de proteína, como o leite e seus derivados e as carnes, além do maior consumo
de cereais, feijões e, em menor proporção, de frutas, legumes e verduras, por outro
lado, também aumentou o consumo de alimentos com alta densidade de energia e
baixo valor nutritivo, como os biscoitos, as gorduras e os açúcares.
É no Nordeste, e entre as famílias que apresentam as formas mais graves de insegu-
rança alimentar (moderada e grave), onde acontecem as maiores modificações em todos
os grupos de alimentos. Isso é especialmente relevante, considerando que justamente
essa região reúne o maior número de famílias com alimentação insuficiente e monótona,
que consomem menos alimentos de origem animal e menos frutas e hortaliças.
O padrão alimentar majoritariamente adotado contribui para a prevalência de ex-
cesso de peso e de obesidade, como também de doenças, certos tipos de câncer e
outras enfermidades crônicas associadas a dietas com alta densidade energética. São
atingidos, de forma importante, adultos(as) que passaram por privação alimentar e des-
nutrição pregressa. Essa situação impõe desafios do ponto de vista da formulação e do
fortalecimento de políticas públicas de segurança alimentar e nutricional.
Nesse sentido, recomendam-se ações educativas na ótica da segurança alimentar e
nutricional que usem a escola como espaço privilegiado; regulamentação da propaganda
de alimentos, especialmente a destinada ao público infantil; regulamentação da oferta de
refeições nas escolas, priorizando a disponibilidade de alimentos in natura; dentre outros.
No entanto, cabe evitar um tipo de julgamento ou tutela sobre como os(as) usuários(as)
devem usar os recursos do programa, incluindo os gastos com alimentação.
O fato de as mulheres serem em quase sua totalidade as titulares do programa e
usarem os recursos de forma importante com alimentação, particularmente em itens
de demanda das crianças, tem trazido também dilemas no que se refere à promoção de
uma alimentação saudável no âmbito familiar. A tarefa de atender aos desejos dos(as)

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 75


filhos(as) ou negá-los com relação à alimentação fica a cargo da mãe, num processo
decisório que pode ser perverso. Muitas mulheres, apesar de não considerarem de-
terminados alimentos saudáveis, relatam dificuldades em negar esse desejo aos(às)
filhos(as), que já têm tantos outros desejos negados. Portanto, o reforço a políticas
públicas mais amplas de promoção de alimentação saudável e adequada é fundamental
para que os pais, e especialmente as mães, sintam-se mais respaldados no processo
de decisões domésticas em torno da alimentação.
Ainda que se sejam necessárias políticas para reforçar a capacidade das famílias
de fazer escolhas alimentares saudáveis, deve-se ressaltar que o preço elevado dos
alimentos permaneceu como principal fator que limitou o consumo de todos os tipos
de alimento. Nesse sentido, é necessário ampliar a disponibilidade de produtos ali-
mentares de qualidade a preços mais acessíveis e capazes de valorizar a diversidade
dos hábitos regionais. Cabe reforçar programas que possibilitem a compra de produtos
mais baratos, mediante intervenções que promovam a aproximação de produtores(as)
e consumidores(as), especialmente nas localidades de mais difícil acesso ao comércio
de alimentos e onde há produção da agricultura familiar.
Nesse sentido, fazem-se necessárias a criação e a implementação de uma política
de abastecimento alimentar centrada na valorização da agricultura familiar e nos instru-
mentos de regularização de preços no atacado e no varejo, via estoques de alimentos
básicos, o que adquire maior importância com o atual contexto internacional de alta no
preço dos alimentos.
Para as famílias atendidas pelo PBF, principalmente as rurais, a produção para o
autoconsumo, apesar de superada pela aquisição de alimentos como forma principal
de acesso à alimentação, permite atender à sua necessidade alimentar, mesmo com
a instabilidade da renda. Em muitos casos, possibilita a alimentação mais adequada,
livre de agrotóxicos e mais próxima de hábitos alimentares. O potencial dessa forma
de acesso não deve ser desprezado, principalmente porque as áreas rurais apresentam
índices significativos de insegurança alimentar.
Porém, os dados aqui analisados indicaram o acesso restrito à terra e à água e
a fragilidade de mecanismos governamentais de financiamento e, principalmente, de
assistência técnica, inacessíveis para quase a totalidade das famílias beneficiadas pelo
programa envolvidas nesses setores. Esses fatores, somados aos crescentes riscos
produtivos, dificultam a produção para autoconsumo e, na maioria dos casos, invia-
bilizam a comercialização dos alimentos produzidos, afastando os(as) pequenos(as)
produtores(as) do mercado.
A promoção de ações que possam valorizar, promover e apoiar a produção de
alimentos para esse segmento mais vulnerável da agricultura familiar passa necessa-
riamente pela reforma agrária, regularização fundiária, ampliação do crédito agrícola,
mais especificamente do Pronaf B, e assistência técnica. Essas ações são neces-
sárias no contexto em que predomina a insegurança alimentar e são escassas as
oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Cabe lembrar que muitas das
políticas existentes, destinadas à agricultura familiar, não são adequadas ao perfil
de agricultores(as) beneficiados(as) pelo programa, que se encontram em condições
de extrema vulnerabilidade, principalmente em relação às condições de produção e
acesso ao mercado.
Como pode ser observado no caso dos assentamentos rurais, quando são dadas
as condições para que as famílias possam produzir, aumentam as chances de atingi-
rem a condição de segurança alimentar. Os dados analisados indicam, também, que o

76 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


fortalecimento de políticas públicas que ampliem o acesso à água tanto para o consu-
mo quanto para a produção, é particularmente relevante como o Programa Um Milhão
de Cisternas e o mais recente Um Milhão de Cisternas + 2.
Os(as) beneficiados(as) do Bolsa Família que se dedicam à agricultura de sub-
sistência combinam a condição de produtores(as) e consumidores(as) de alimentos.
Portanto, ao apoiar sua produção, há melhora simultânea tanto no consumo alimentar
da família quanto na oferta local de alimentos. Para isso, são necessárias intervenções
que aproximem produtores(as) e consumidores(as), de modo especial nas localidades
onde há dificuldade de acesso ou preços elevados, e criem mercados institucionais, ar-
ticulando gastos públicos a alimentação (escolas, hospitais, presídios, abrigos, creches
etc) e ao aumento da demanda aos pequenos produtores locais. Esse modelo já vem
sendo implementado pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome, cuja capacidade de atendimento continua
muito aquém da demanda apresentada.
Quanto ao acesso aos alimentos, ficou comprovada a importância do Programa
de Alimentação Escolar, a segunda forma de acesso mais indicada pelas famílias, em
especial para aquelas de mais baixa renda. Nesse sentido, a aprovação do projeto de lei,
em tramitação no Congresso Nacional, que cria um marco regulatório para o Programa
Nacional de Alimentação Escolar, reforçaria essa importância ao ampliar o atendimento
para o ensino médio, além de criar melhores condições para a oferta de alimentação
saudável nas escolas e garantir o fornecimento dos alimentos produzidos pela agricul-
tura familiar para a alimentação escolar.
Apesar das repercussões positivas no acesso aos alimentos, a maioria das famílias
ainda está em situação de insegurança alimentar. O alto índice de insegurança alimentar,
identificado com base na aplicação da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia),
deve ser avaliado considerando-se alguns aspectos imprescindíveis para o correto enten-
dimento de seu significado. Em primeiro lugar, as famílias estão expostas a uma série de
vulnerabilidades e limitações no que diz respeito ao acesso a bens e serviços públicos
essenciais que afetam sua capacidade de garantia de uma alimentação suficiente e ade-
quada. Em segundo lugar, há que se diferenciar a parcela dos indivíduos classificados
pela Ebia como em condição de insegurança alimentar leve, que apresentam apenas o
receio de passar fome, e os outros dois segmentos em condição de insegurança alimen-
tar moderada e grave, que, de fato, passam por restrição alimentar e até mesmo fome.
A gravidade do quadro de insegurança alimentar é maior na Região Nordeste, entre
famílias de mais baixa renda, cujo(a) titular é preto(a) ou pardo(a), em situação de desem-
prego e menor escolaridade. A insegurança alimentar também tem destaque em famílias
nas quais o titular é homem sem companheira ou sem companheira e com crianças. Ain-
da que esse segmento seja numericamente reduzido no conjunto de famílias estudadas,
cabe destacar a necessidade de melhor compreensão das razões que levam esse tipo
de família a um quadro grave de insegurança alimentar. Vários fatores podem tornar mais
frágil a capacidade desses homens no cuidado familiar, incluindo a dificuldade de inserção
em redes sociais de apoio, fato que merece aprofundamento analítico.
Diante dos distintos contextos de implementação e dos diferentes graus de vul-
nerabilidade das famílias à pobreza, o programa pode assumir desde o papel de alívio
temporário de situações adversas até o meio principal de sobrevivência, dependendo
também de alguns fatores locais intimamente relacionados, como o grau de dinamismo
da economia e do mercado de trabalho, que pode levar muitas vezes a uma escassez
estrutural de postos de trabalho.

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 77


Na percepção dos(as) titulares do programa, entre todas as vulnerabilidades que
configuram a pobreza, aquela a qual mais se ressentem é a exclusão do mercado de tra-
balho, que afeta metade dos membros das famílias beneficiadas maiores de 16 anos.
Ao contrário do que pensam alguns críticos do Bolsa Família, o programa não gera
desestímulo ao trabalho: a maioria dos(as) participantes é enfática ao defender a pre-
ferência por garantir a sobrevivência da família a partir do próprio esforço. Além disso,
em determinadas circunstâncias, o Bolsa Família pode figurar como alternativa frente
a situações de trabalho degradante e até mesmo escravo. Na realidade, o problema
não está na renúncia a atividades produtivas e na acomodação, mas na falta de oferta
de trabalho para esse grupo mais vulnerável. No caso das mulheres pobres, titulares
preferenciais do programa, as barreiras de acesso ao mercado são ainda maiores, seja
pelo baixo índice de escolaridade ou porque precisem tomar conta da casa, de filhos e
filhas, idosos e idosas.
Nesse sentido, é necessário articular o PBF a políticas de geração de trabalho e
renda. Falta clareza, porém, sobre como engajar os grupos em situação de pobreza
extrema nessas possibilidades. No espectro de beneficiados(as) pelo Bolsa Família, há
pessoas que com um pequeno empurrão de políticas direcionadas para a qualificação
profissional ou para o desenvolvimento de pequenos negócios rurais e urbanos, podem
cruzar a linha da pobreza. Porém, existe um grupo não desprezível de beneficiados(as)
em situação de grande vulnerabilidade, que residem em bolsões de pobreza, em que
a dinâmica socioeconômica é baixa e são escassas as oportunidades de emprego e
geração de renda.
Mais recentemente, o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome
vem se propondo a enfrentar esse desafio. As propostas a ser desenhadas devem ser
pensadas de forma integrada com os setores afins e as três esferas de governo. Cabe
destacar iniciativas alocadas em outros ministérios, como os “Territórios de Cidadania”
e as políticas de economia solidária, que apresentam potencial para garantir a inserção
produtiva das famílias e até mesmo a emancipação em relação ao PBF.
Especial atenção deve ser dirigida para o tempo das jornadas da mulher, a saber,
a de trabalho e a de reprodução social, mas também o tempo que ela despende no
cumprimento das condicionalidades. Há que se buscar, portanto, respostas adequadas
para essa sobrecarga e considerá-las nas devidas iniciativas que devem ser oferecidas
para garantir a inclusão das mulheres no mercado de trabalho.
A criação e a forte ampliação dos Centros de Referência da Assistência Social
(Cras) nas áreas de maior vulnerabilidade social dos municípios brasileiros foi um pas-
so importante para o enfrentamento de problemas que, freqüentemente, obstruem a
construção de alternativas para as famílias mais pobres. Especial repercussão incide
sobre as mulheres que recebem o benefício, pelo fato de passarem a dispor de um
órgão voltado para apoiá-las no enfrentamento de parte dos problemas. Cabe, des-
sa maneira, prosseguir na implantação, garantindo que os Cras consigam estabelecer
articulações com órgãos situados em outras áreas-chave, como educação, saúde e
trabalho. No mesmo sentido, é importante que se explorem as possibilidades de os
Cras estarem mobilizados para apresentarem os encaminhamentos mais adequados
àqueles em condição de insegurança alimentar ainda não-assistidos.
Não há dúvidas de que a titularidade preferencial para as mulheres adotada no Pro-
grama Bolsa Família traz visíveis resultados no empoderamento delas com o aumento
da independência financeira, maior influência no planejamento dos gastos e no próprio
respeito que passam a infundir no âmbito familiar e na comunidade. O que se exige, e

78 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


que vai além dos aprimoramentos possíveis no programa, é a inserção das mulheres no
processo de desenvolvimento econômico atualmente em curso no país.
O tempo para a avaliação dos efeitos do Programa Bolsa Família sobre as famílias
beneficiadas ainda é pequeno. A Ebia pode se tornar um instrumento importante nesse
sentido, não apenas para medir os impactos do programa em termos de segurança ali-
mentar e nutricional, mas para apoiar a formulação de demais políticas necessárias para
se garantir o direito humano à alimentação. Recomenda-se, ainda, que se prossiga com
estudos que permitam captar os diferentes impactos do programa sobre as mulheres,
diante da titularidade que a elas é oferecida.
Na análise sobre aspectos pertinentes ao funcionamento do Bolsa Família, a pri-
meira constatação foi sobre a dificuldade de adequação das normas do programa à
diversidade de situações em que as pessoas beneficiadas estão inseridas. Resulta daí
a recomendação de que se estabeleça maior flexibilidade nas regulamentações exis-
tentes, com revisão das que não conseguem contemplar adequadamente as especifi-
cidades encontradas, como no caso dos povos indígenas.
A segunda constatação foi o baixo grau de engajamento dos(as) gestores(as) locais
na execução do programa, considerando-se todas as atribuições a que são chamados(as)
a responder. Recomenda-se, então, maior engajamento dos(as) gestores(as) locais na
execução do programa, acionando-se medidas voltadas para a capacitação e, também,
o provimento de melhores condições de infra-estrutura para que possam cumprir suas
atribuições. A instituição do Índice de Gestão Descentralizada (IGD) é uma medida já
adotada que pode se tornar um dos mecanismos para a melhoria dessas condições.
Recomenda-se, ainda, a retomada de processo de formação de gestores(as), conversa-
ções e acordos entre as esferas de poder federal, estadual e municipais, para a constru-
ção de consensos que poderão resultar em grandes ganhos para a gestão do programa,
explorando suas potencialidades, que vão além da transferência de renda.
A terceira constatação, que chamou a atenção na pesquisa, em especial na etapa
qualitativa, foi o desconhecimento sobre uma série de aspectos do Programa Bolsa
Família pelos(as) titulares, por gestores(as) locais e estaduais e pela sociedade em
geral. Nesse sentido, recomenda-se uma avaliação sobre o que até aqui foi realizado
no tocante à comunicação com os diferentes públicos que precisam estar mais infor-
mados sobre o programa e o estabelecimento de uma estratégia de comunicação com
objetivos claros, identificação dos instrumentos adequados e a fixação de metas que
permitam a gradativa superação dessa fragilidade. A quarta constatação, e aquela que
se impõe de forma mais urgente, mediante os desafios de superação da pobreza, foi
a grande dificuldade para que se estabeleçam práticas intersetoriais na implementa-
ção do programa. Isso ocorre nas esferas federal, estaduais e municipais, mas é este
último que necessita de maiores avanços, pelo significado do papel exercido por seus
gestores e gestoras em relação às famílias beneficiadas. Propõe-se, assim, que se
criem estímulos para o estabelecimento em cada município de uma instância interse-
torial, responsável pela ação articulada das diversas secretarias e diversos órgãos da
prefeitura envolvidos com o programa. Em esfera federal, cabe reforçar a necessidade
de efetiva atuação da Câmara Social existente no âmbito da Casa Civil da Presidência
da República.
Por fim, não deve deixar de ser considerada a relevância da participação social no
controle social e na construção do processo de emancipação das famílias. As instâncias
designadas para realizar o controle social do Bolsa Família encontram-se, em sua maioria,
descomprometidas, desinformadas ou despreparadas para exercer essa função. Para

BOLSA FAMÍLIA Relatório-SÍNTESE . 79


além de seu fortalecimento, cabe ainda realizar uma transição do papel a elas hoje de-
legado, que deve passar a ser muito mais de formulação de demandas e propostas do
que o exercício de fiscalização, sem dispor das condições para exercê-la.
Pelo que foi apresentado neste estudo, conclui-se que o Programa Bolsa Família
cumpre um papel importante na provisão de renda para um contingente da população
brasileira bastante vulnerável, com repercussões positivas na segurança alimentar e
outras necessidades essenciais. No entanto, maior impacto do programa no bem-estar
dessas famílias depende, fundamentalmente, da capacidade de integração com outros
programas que apontem para a promoção de direitos e que construam as condições
para sua emancipação.

80 . IBASE instituto brasileiro de análises sociais e econômicas


REPERCUSSÕES
DO PROGRAMA
BOLSA FAMÍLIA
NA SEGURANÇA
ALIMENTAR E
NUTRICIONAL
DAS FAMÍLIAS
BENEFICIADAS
DOCUMENTO SÍNTESE – JUNHO 2008

REALIZAÇÃO
REPERCUSSÕES
DO PROGRAMA
BOLSA FAMÍLIA
NA SEGURANÇA
ALIMENTAR E
NUTRICIONAL
DAS FAMÍLIAS
BENEFICIADAS
DOCUMENTO SÍNTESE – JUNHO 2008

REALIZAÇÃO

FINANCIADO POR
Repercussões do Programa Bolsa Família na Segurança
Alimentar e Nutricional das Famílias Beneficiadas

Financiado por Facilitadores(as) locais (etapa qualitativa)


Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) Ana Paula Zuchi
Angela Marinho Pereira
Proponente Cícero de Oliveira Santos
Rede Desenvolvimento, Ensino e Guilherme Velasco de Oliveira
Sociedade (Redes) Hélio Samúdio
José Manoel Flor Filho
Realização Juliana Souza Andrade Licio
Instituto Brasileiro de Análises Lucas Gonzalis Martino
Sociais e Econômicas (Ibase) Luzia Bethânia de Alcantara
Junho 2008 Maria Tenório de Souza
Maristela Calvário Alvares Pinheiro
Coordenação geral Monica Santos Francisco
Francisco Menezes Neuza Maria Pinto de Queiroz
Noemi Sakiara Miyasaka Porro
Coordenação executiva
Patricia Farias Ribeiro
Edmar Gadelha
Priscila da Silva Pereira
Mariana Santarelli
Sonia Maria de Oliveira
Assistente de coordenação
Thaísa Santos Navolar
Rozi Billo Vânia Paula Stolte

Assistentes de pesquisa
Consultoria temática
Delaine Martins Costa Érica de Moraes Santos Wong
Jacy Corrêa Curado Paloma Madanêlo de Carvalho
Luciene Burlandy Raquel Ribeiro de Azevedo
Rosana Magalhães
Transcrição (etapa qualitativa)
Rosana Salles da Costa
Greice Regina Bolgar dos Santos
Consultoria estatística
Lenivaldo Cavalcante da Silva
Ismênia Blavatsky de Magalhães Vanda Costa Seixas
Marco Antonio de Souza Aguiar
Coleta e processamento de dados
Mauricio Teixeira l. Vasconcellos
Vox Populi
Assessoria estatística
Revisão técnica
Leonardo Mello
Mariana Santarelli
Marcia Tibau Moreira
Acompanhamento editorial
Supervisoras regionais (etapa qualitativa)
Jamile Chequer
Luciene Dias Figueiredo
Maria Teresa Gomes de Oliveira Ribas
Revisão
Schirley Andréia Henzel Mochi
Flávia Leiroz
Teresa Cristina Wanderley Correa de
Araújo Diagramação
Thatiana Fávaro Dotzdesign

Ibase
Av. Rio Branco, nº 124, 8º andar - Centro - Rio de Janeiro - CEP 20040-916
Telefone: (21) 2178-9400
<www.ibase.br>
Sumário

Apresentação e metodologia 4

Item 1 – Perfil dos(as) titulares e suas famílias 5

Item 2 – Uso dos recursos e gastos com alimentação 5

Item 3 – Mudanças no consumo alimentar após recebimento do PBF 6

Item 4 – Segurança alimentar e nutricional 8

Item 5 – Principais formas de acesso à alimentação 10

Item 6 – Saúde, saneamento e serviços básicos 13

Item 7 – Trabalho, renda e permanência no programa 13

Item 8 – Acesso à água 14

Item 9 – Relações sociais de gênero 15

Item 10 – Funcionamento do programa 16

Recomendações de políticas públicas 19


APRESENTAÇÃO
Este documento1, apresenta uma síntese dos resultados da pesquisa, que tem como prin-
cipais objetivos conhecer melhor o perfil das famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Fa-
mília, as formas pelas quais acessam a alimentação e as repercussões do Programa na
segurança alimentar e nutricional. Foram, ainda, abordados aspectos do funcionamento
do Programa e das relações sociais de gênero, uma vez que a maioria dos(as) titulares são
mulheres. A partir deste trabalho, o Ibase espera fornecer subsídios importantes para uma
reflexão mais aprofunda sobre o Programa Bolsa Família e para a proposição de políticas
públicas voltadas para a garantia do direito humano à alimentação adequada das famílias
brasileiras mais vulneráveis à fome.

METODOLOGIA
Foram entrevistados (com questionários de perguntas fechadas) 5 mil titulares do cartão Bol-
sa Família, em 229 municípios brasileiros do Nordeste, Centro-Oeste, Norte, Sudeste e Sul.
As entrevistas foram realizadas em setembro e outubro de 2007. Os entrevistados foram es-
colhidos por amostragem a partir do cadastro do Programa Bolsa Família (PBF). A coleta e o
processamento de dados na fase quantitativa foi feita pelo instituto Vox Populi. Os resultados
foram ponderados estatisticamente, de modo a adequá-los à realidade do cadastro do PBF
(11 milhões 69 mil 178 famílias, em março de 2007). A pesquisa contou, também, com uma
fase qualitativa, que ouviu 170 titulares em 15 grupos focais, entre junho e julho de 2006,
gestores municipais do programa e membros de instâncias de controle social em 15 cidades
de cinco estados (MS, PR, PA, PE, RJ). As fases quantitativa e qualitativa complementam-se,
compondo o relatório final do trabalho.

A segurança alimentar e nutricional, em sua definição mínima, consiste na re-


alização do direito de todas as pessoas ao acesso regular e permanente a ali-
mentos de qualidade, em quantidade suficiente.

1
Documentos mais completos estão disponíveis no site do Ibase <www.ibase.br>

4 . IBASE documento síntese pbf


item1 PERFIL DOS(as) TITULARES E
SUAS FAMÍLIAS
A maioria dos(as) titulares do PBF é de mulheres (94%) – a titularidade do cartão é
concedida preferencialmente às mulheres.

27% dos(as) titulares são mães solteiras.

A maior parte das mulheres titulares (85%) têm entre 15 e 49 anos.

A maior parte dos(as) titulares são pretos ou pardos (64%).

78% das famílias residem em área urbana enquanto 22% em áreas rurais. A maior con-
centração de famílias rurais beneficiadas pelo PBF está na Região Nordeste (50%).

81% dos titulares sabem ler e escrever, sendo que 56% estudaram até o ensino fun-
damental.

item2 USO DOS RECURSOS


E GASTOS COM ALIMENTAÇÃO
De acordo como os(as) titulares, o dinheiro do PBF é gasto principalmente com (a partir de
múltipla escolha, com opção de até três respostas):

1. Alimentação – 87% (no Nordeste chega a 91% enquanto no Sul a 73%);


2. Material escolar – 46% (no Norte chega a 63,5% enquanto no Nordeste a 40%);
3. Vestuário – 37%;
4. Remédios – 22%;
5. Gás – 10%;
6. Luz – 6%;
7. Tratamento médico – 2%;
8. Água – 1%;
9. Outras opções – menos de 1%.

As famílias beneficiadas pelo PBF gastam, em média, R$ 200 mensais com alimenta-
ção, o que representa 56% da renda familiar total.

Quanto mais pobre a família maior a proporção da renda gasta com alimentação.

IBASE documento síntese pbf .5


item3 mudanças NO CONSUMO
ALIMENTar APÓS RECEBIMENTO DO PBF

De acordo com titulares, após recebimento do benefício do PBF, aumentou consumo de:

1. Açúcares – 78% (dos(as) titulares disseram que passaram a comprar mais deste grupo
alimentar);
2. Arroz e cereais – 76%;
3. Leite – 68%;
4. Biscoitos – 63%;
5. Industrializados – 62%;
6. Carnes – 61%;
7. Feijões – 59%;
8. Óleos – 55%;
9. Frutas – 55%;
10. Ovos – 46%;
11. Raízes – 43%;
12. Vegetais – 40%.

Mudanças no consumo alimentar por regiões (tendências gerais)

Nordeste – aumento do consumo declarado de todos os grupos de alimentos, com


menor proporção de leite e de seus derivados.

Sudeste – aumento mais significativo para o consumo de leites e derivados.

Centro-Oeste e Norte – foram as regiões onde, comparando-se ao restante do país,


houve menos mudança no consumo dos grupos de alimentos.

Sul – o consumo de verduras e legumes foi o que menos se modificou quando com-
parado aos demais grupos de alimentos.

Conclusões

As modificações na alimentação das famílias, a partir do recebimento do benefício do


PBF, acompanham a tendência nacional (pesquisas de Orçamento Familiar realizadas
pelo IBGE em passado recente) no que diz respeito ao:
aumento no consumo de proteínas de origem animal, leite e seus derivados;
aumento no consumo de biscoitos, óleos e gorduras, açúcares e alimentos industria-
lizados;
aumento, em menor proporção, no consumo de vegetais e hortaliças;

6 . IBASE documento síntese pbf


As modificações na alimentação das famílias se diferenciam da tendência nacional
no que diz respeito ao aumento declarado do consumo de cereais, principalmente do
arroz (76%) e dos feijões (59%), alimentos tradicionais que vêm declinando na dieta da
população brasileira1.

O consumo declarado de arroz e feijão aumentou, principalmente, entre as famílias de


mais baixa renda.

No geral, a dieta das famílias mostra que alimentos de maior densidade calórica e me-
nor valor nutritivo prevalecem na decisão de consumo. O comportamento desfavorável
do padrão alimentar contribui para o aumento da prevalência de excesso de peso e da
obesidade, como também de doenças, certos tipos de câncer e outras enfermidades
crônicas associadas a dietas com alta densidade energética.

Os grupos focais indicam que as famílias priorizam a compra e o consumo de alimen-


tos considerados básicos e de baixos preços, capazes de propiciar a saciedade e a
provisão de energia, pelo consumo de alimentos “fortes” e aqueles mais ligados ao
desejo, principalmente o dos filhos.

Famílias que já tinham a alimentação básica “suprida” – programa possibilitou aumen-


to na aquisição de alimentos considerados “complementares”, como frutas, verduras,
legumes, alimentos industrializados e outros considerados “supérfluos”, e também da
carne, alimento valorizado e de difícil acesso.

Famílias que não tinham alimentação básica suprida – programa possibilitou que pas-
sassem a comprar mais alimentos considerados básicos, como feijão e arroz.

A regularidade no aporte de recursos propiciada pelo programa – possibilita planejar


gastos e, conseqüentemente, modificar o padrão de consumo.

1
A pesquisa foi realizada antes da elevação de preços destes produtos, verificada principalmente a partir
de 2008.

IBASE documento síntese pbf .7


item4 SEGURANÇA ALIMENTAR
E NUTRICIONAL
Perguntados(as) sobre o que ocorreu com a alimentação da família após o recebimento do
benefício pelo PBF, os titulares do cartão disseram que aumentou:

quantidade de alimentos que já consumiam – 74%;

variedade de alimentos – 70%;

compra de alimentos que as crianças gostam – 63%.

Apesar do aumento declarado no consumo de alimentos, parcela significativa dos(as)


beneficiários(as) (21%, representando 2,3 milhões de famílias) encontra-se em situação de
insegurança alimentar grave (fome entre adultos e/ou crianças da família); outros 34% (ou
3,8 milhões de famílias) estão em situação de insegurança alimentar moderada (restrição
na quantidade de alimentos na família). Apresentam insegurança alimentar leve, onde não
há falta de alimentos, mas preocupação em relação ao consumo no futuro, 28% (ou 3,1
milhões de famílias), e 17% (ou 1,9 milhão de famílias) estão em situação de segurança
alimentar e nutricional (veja gráfico abaixo).”

Classificação da famílias que recebem o PBF de acordo com a Escala Brasileira de


Insegurança Alimentar

16,9% – SAN
20,7% – IA
Grave

28,3% – IA Leve
34,1% – IA
Moderada

Fonte: Pesquisa Repercussões do Programa Bolsa Famílias na Segurança Alimentar e Nutricional das Famílias
Beneficiadas, 2007.

aproximadamente 7 milhões 400 mil pessoas beneficiadas pelo PBF encontram-se em


situação de SAN.
aproximadamente 12 milhões 500 mil pessoas beneficiadas pelo PBF encontram-se
em situação de IA leve.
aproximadamente 18 milhões 300 mil pessoas beneficiadas pelo PBF encontram-se
em situação de IA moderada.
aproximadamente 11 milhões 500 mil pessoas beneficiadas pelo PBF encontram-se
em situação de IA grave.

8 . IBASE documento síntese pbf


Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia)

A Ebia consta de 15 perguntas centrais fechadas com respostas do tipo sim


ou não, referentes aos últimos três meses, e reflete a preocupação da comida
acabar antes de se poder comprar mais até a sua ausência total. A Ebia, origi-
nariamente, é um método desenvolvido nos Estados Unidos e adequado para o
Brasil pela Universidade de Campinas, tendo sido utilizada pelo IBGE na última
PNAD. As três categorias de IA são:
IA grave – fome entre adultos e/ou crianças da família;
IA moderada – restrição na quantidade de alimentos na família;
IA leve – receio ou medo de sofrer IA em futuro próximo, reflete o componente
psicológico da insegurança e problemas de qualidade de alimentação.

Quantidade de alimentos que já consumia aumentou mais entre famílias em situa-


ção de IA moderada (77,6%) e grave (79,2%) do que entre aquelas em SAN (59,7%).

Variedade de alimentos aumentou mais entre famílias em situação de IA moderada


(72,9%) e grave (68,7%) do que entre aquelas em SAN (59,6%).

Compra de alimentos que as crianças gostam aumentou mais entre famílias em situ-
ação de IA moderada (65,2%) e grave (59,5%) do que entre aquelas em SAN (49,8%).

Conclusões
Mesmo com a percepção de aumento na quantidade e na variedade dos alimentos, a partir
do recebimento do benefício do PBF, a situação de IA é alta. Do ponto de vista das políticas
públicas, o programa é importante para melhorar as condições de vida das famílias, embora,
por si só, não garanta índices satisfatórios de segurança alimentar, questão associada a um
quadro de pobreza mais amplo. É necessário manter e aprofundar o programa, associando-o
a outras políticas públicas capazes de atacar problemas como a falta de saneamento básico
e de acesso ao mercado formal de trabalho – fatores que guardam correlação com a insegu-
rança alimentar. Oferta de alimentos mais baratos, ampliação da alimentação escolar para o
ensino médio, entre outras, são também políticas governamentais que poderiam contribuir
para uma melhora dos índices (no item 11 deste resumo).

São mais vulneráveis à IA grave:

famílias em que os titulares são pretos e pardos;

famílias em que os titulares não têm trabalho formal;

famílias em que os titulares não sabem ler e escrever;

famílias rurais;

famílias que não têm acesso a saneamento básico.

IBASE documento síntese pbf .9


item5 PRINCIPAIS FORMAS
DE ACESSO À ALIMENTAÇÃO
De acordo com os(as) titulares, as principais formas de acesso à alimentação são (a partir
de múltipla escolha, com opção de até três respostas):

1. Compra de alimentos no mercado – 96,3%;


2. Alimentação na escola – 33,4%;
3. Ajuda de parentes e amigos – 19,8%;
4. Produção de alimentos para consumo próprio – 16,6%;
5. Doação de alimentos – 9,7%;
6. Caça, pesca e extrativismo – 8,5%;
7. Programas públicos de assistência alimentar – 4,7%.

1. Compra de alimentos no mercado

Tipo de mercado onde beneficiados(as) do PBF compram seus alimentos:

67,9% dos(as) titulares afirmam que realizam compras em supermercados e mercados


de médio porte – nestes casos, 35,2% afirmam realizar compras a prazo nestes esta-
belecimentos.

63,8% afirmam que realizam compras em pequenos mercados de bairro/povoado


– nestes casos, 48,2% afirmam realizar compras a prazo nestes estabelecimentos.

38,8% fazem compras em feiras e mercados municipais – aqui, apenas 5% afirmam


que compram a prazo.

17,5% afirmam comprar em sacolão/varejão/frutaria – sendo que apenas 11,9% afir-


mam comprar a prazo nestes estabelecimentos.

Conclusões

A compra em mercados é a principal forma de acesso aos alimentos em todas as re-


giões do país o que faz da renda condição primordial para tal. Tanto em áreas urbanas
como rurais, os supermercados e mercados de médio porte são os principais locais de
compra de alimentos.

Nos grupos focais detectou-se que o recebimento do benefício do PBF amplia a


possibilidade de compra a crédito por parte do titular do cartão, já que há garantia de
renda.

Grupos focais mostraram que famílias que residem em localidades de mais difícil aces-
so, como favelas e pequenos povoados, tendem a pagar mais caro pelos produtos

10 . IBASE documento síntese pbf


alimentares. Compram em pequenos mercados, que, geralmente, cobram mais caro
pela proximidade de casa e pela possibilidade de comprar fiado.

2. Alimentação escolar

Mais relevante para famílias que vivem em áreas urbanas e nas regiões Sudeste e
Centro-Oeste.
83,4% dos(as) beneficiados(as) pelo PBF que freqüentam escola ou creche recebem
merenda gratuita (aqui, o dado abrange não apenas os titulares do cartão, mas a família
como um todo).

Dentre as que recebem, 71,4% comem a merenda todos os dias. Os grupos focais
mostraram que a merenda nem sempre é suficiente ou do gosto dos(as) escolares.

32,9% dos(as) titulares declaram que a alimentação da família piora durante as férias
escolares.

Conclusões

A alimentação escolar aparece como a segunda forma mais importante de acesso


à alimentação. Nos grupos focais, ficou evidente a importância da alimentação na
escola para o orçamento doméstico (menos gastos em casa com alimentação das
crianças).

3. Ajuda de parentes e amigos

As famílias que identificam a ajuda de parentes e amigos como uma das principais for-
mas de acessar a alimentação são aquelas que se encontram nas formas mais graves
de insegurança alimentar.

A solidariedade entre a própria população pobre e extremamente pobre gera redes de


apoio em situações de escassez alimentar.

4. Produção para autoconsumo

Mais relevante para famílias que vivem em áreas rurais e no Nordeste.

20,8% das famílias beneficiadas pelo PBF plantam algum tipo de alimento ou criam
animais para a alimentação, sendo que 78,3% destas o fazem exclusivamente para o
auto-sustento.

Das famílias beneficiadas que plantam algum tipo de alimento ou criam animais para
alimentação, 95,5% não recebem nenhum tipo de assistência técnica; 83,1% não
acessaram nenhum tipo de crédito agrícola nos últimos três anos; e apenas 13,5%
acessaram o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

IBASE documento síntese pbf . 11


Entre as famílias beneficiadas que produzem alimentos, 56,6% são proprietárias da terra
onde trabalham. Na Região Norte, o percentual chega a 70,9% e no Nordeste a 53,8 %.

Dentre as famílias proprietárias de terra, 19,5% encontram-se em situação de SAN


enquanto apenas 6,9% das não-proprietárias encontram-se nesta posição. Dentre as
famílias assentadas em projetos de reforma agrária, o percentual chega a 26,5%.

Conclusões

A maior parte dos beneficiados que produzem alimentos o fazem principalmente para
o autoconsumo. É muito baixo o investimento em ações que possam valorizar, pro-
mover e apoiar a produção de alimentos especificamente para este segmento mais
vulnerável da agricultura familiar.

O acesso à terra e a políticas de fortalecimento da agricultura familiar, como pode ser


observado no caso dos assentamentos rurais, aumenta as chances de as famílias atin-
girem a condição de SAN.

5. Caça, pesca e extrativismo

Mais relevante para famílias que vivem em áreas rurais e na Região Norte.

10,1% das famílias beneficiadas pelo PBF praticam caça, pesca e/ou extrativismo (a
maioria para auto-sustento). Na Região Norte, o percentual sobe para 23,4%.

Relatos dos grupos focais demonstram que estas práticas vêm diminuindo cada vez
mais, dado o acelerado processo de degradação ambiental, que causa fortes impactos
na oferta de alimentos encontrados na natureza.

6. Programas e ações públicas de assistência alimentar

28,5 % das famílias beneficiadas pelo PBF receberam, pelo menos, um tipo de doação
ou foram beneficiadas por um programa público de assistência alimentar no mês ante-
rior à pesquisa. Na Região Sudeste, o percentual chega a 40,0%.

Quais doações de alimentos/programas de assistência alimentar são mais freqüentes?

12,70% do total das famílias pesquisadas receberam leite (maior parte de governos).

12,1% do total das famílias pesquisadas receberam cesta básica (maior parte de orga-
nizações não- governamentais).

Conclusões

Apesar de seu potencial para contribuir com a SAN das famílias, ainda é baixo o alcance
das diversas políticas governamentais de assistência alimentar hoje existentes.

12 . IBASE documento síntese pbf


item6 SAÚDE, SANEAMENTO
E SERVIÇOS BÁSICOS
38,5% das famílias beneficiadas possuem, pelo menos, uma pessoa com problema
crônico de saúde.

36,8% das famílias já tiveram diagnosticada entres seus membros anemia; 31,4% hiper-
tensão; 16,0% desnutrição infantil; 8,4 % deficiência de vitamina A; e 7,4% obesidade.

Apenas 42,6% têm acesso à rede de esgotos.

70,3% têm o gás de botijão como principal energia para cozinhar enquanto 24% se
utilizam, principalmente, da lenha e do carvão.

Conclusões

Falta de acesso a bens públicos básicos, como esgoto, interferem diretamente nas taxas
de IA. Saúde e acesso a bens públicos são facetas de uma situação de pobreza que apenas
o fator renda não é capaz de superar. Neste sentido, outras políticas sociais são neces-
sárias (dados no item 11 deste resumo).

item7 trabalho, RENDA E


PERMANÊNCIA NO PROGRAMA
44% dos(as) titulares tiveram trabalho remunerado no mês anterior à pesquisa, sendo
que o grau de informalidade é alto: destes, apenas 16% têm carteira assinada.

Dentre os(as) que não trabalharam no mês anterior à pesquisa, 68% estão desempre-
gados(as) há mais de um ano e apenas 23% buscaram trabalho neste mesmo mês.

46% dos domicílios tiveram renda mensal total (incluindo o PBF e demais benefí-
cios), no mês anterior à pesquisa, inferior a R$ 380 (valor correspondente ao salário
mínimo durante a coleta de dados). As famílias de mais baixa renda estão na Região
Nordeste.

À questão “Você deixou de fazer algum tipo de trabalho depois que passou a receber
o benefício do Bolsa Família?”, 99,5% responderam que não; parcela estatisticamente
insignificante dos(as) titulares do cartão Bolsa Família dizem que deixaram de exercer
algum trabalho remunerado por causa do benefício.

IBASE documento síntese pbf . 13


Perguntados sobre “Até quando acha que a família deve receber o dinheiro do Programa
Bolsa Família”:

27% dos(as) titulares responderam: “Até quando necessitarmos”;

22% responderam: “Até que os filhos estejam no mercado de trabalho”;

19% acham que devem receber o benefício “para sempre”;

13% responderam: “Enquanto os filhos estiverem na escola”;

8% responderam: “Até que chefes de família possam se estabilizar no emprego”;

3% responderam: “Até que as crianças completem a maioridade”;

1% de outras respostas;

7% de respostas “Não sei/Não respondeu”.

Na soma dos resultados (excluindo-se “Para sempre”/ “Outras respostas” e “Não sei”), ob-
serva-se que a maioria dos titulares (73%) têm a noção do programa como algo temporário.

Conclusões

O recebimento do benefício não faz com que as pessoas deixem de procurar trabalho.
Grupos focais apontaram que há abandono de trabalho quando este é de extrema preca-
riedade, o que incluiu, nos relatos, situações de trabalho análogo à escravidão. O fato de
os titulares serem, em sua maioria, mulheres pode explicar o baixo índice dos que tiveram
trabalho remunerado no mês anterior à pesquisa (apenas 44%), já que parte das mulheres
se dedica exclusivamente à gestão da casa.

item8 ACESSO À ÁGUA


12% dos(as) beneficiados(as) pelo PBF dizem que a água a que têm acesso não é sufi-
ciente para as necessidades domésticas; no Norte, o percentual sobe para 19,5% e no
Nordeste para 16%. Na área rural do Brasil, 23% consideram a água insuficiente.

Projeto de construção de cisternas na região do semi-árido destacado como iniciativa


de acesso à água.

Nos grupos focais em áreas urbanas, foram citados problemas relacionados à regulari-
dade e à qualidade da água.

14 . IBASE documento síntese pbf


item9 RELAÇÕES SOCIAIS
DE GÊNERO
1. Titularidade do programa é preferencial às mulheres

87,5% dos titulares do PBF acham que a titularidade deve ficar no nome da mulher – a
maioria das pessoas entrevistadas são mulheres.

64% dizem que é porque elas “conhecem melhor as necessidades da família”, opção
seguida por “tendem a gastar com alimentação e com os filhos”(17, 1%).

Existe um “consenso” tanto por parte dos beneficiados como de gestores em relação
à titularidade preferencial às mulheres.

2. Autonomia das mulheres

As mulheres afirmam que após o recebimento do benefício do PBF:

sentem-se mais independentes financeiramente – 48,8%;

aumentou seu poder de decisão em relação ao dinheiro da família – 39,2%;

passaram a comprar fiado ou a crédito – 34%.

Casos isolados e não-generalizáveis foram observados nos grupos focais:

Uns três meses eu me virei só com os R$ 45 do Bolsa Família, porque eu e o meu


marido, a gente brigava muito e ele me espancava demais. Então eu decidi me
separar, saí de casa com meus três filhos e pra botar comida em casa eu só tinha
os R$ 45, e foi isso que me deu mais força. O dinheiro do aluguel eu tenho, então
o Bolsa Família vem e eu tenho como botar comida dentro de casa. Já vai fazer
três anos que eu estou separada e está dando.”
(Depoimento de beneficiária do PBF em grupo focal em favela do Rio de Janeiro – RJ)

Mudou muito porque quando só ele recebia... Ele não é desses maridos de dizer:
Toma, compra roupa pra tu, toma esse dinheiro, ele não é disso, só se eu forçar
muito, ou então quando eu tô muito precisada, mas pra ele chegar, receber um
dinheiro dele assim e dizer: toma (...) vai comprar de roupa pra tu, é difícil.
(Depoimento de beneficiária do PBF em grupo focal em Catende – PE)

IBASE documento síntese pbf . 15


3. Repercussões do PBF sobre acesso das mulheres titulares a serviços e
programas nas áreas de saúde, educação e trabalho

A repercussão do recebimento do benefício para o acesso a outras políticas públicas por


parte das titulares é maior na área de saúde: 42% disseram que receber o benefício do
PBF fez com que aumentasse a freqüência aos serviços de saúde e 33% dizem ter mais
acesso a exames pelo SUS.

Já na área de educação, 12,5% afirmaram que passaram a freqüentar curso de educação


formal a partir do recebimento do benefício; 10% disseram que passaram a participar de
curso de alfabetização.

Na área de trabalho, apenas 15,5% afirmaram que passaram a participar de programas de


geração de renda por conta do PBF.

Conclusões

O PBF traz visíveis resultados na vida das mulheres, como o aumento de sua indepen-
dência financeira, maior influência no planejamento dos gastos, e no próprio respeito que
passam a infundir no âmbito familiar e na comunidade. Porém, ainda é muito baixo o in-
vestimento em políticas complementares capazes de garantir melhores condições para a
inserção das mulheres no mercado de trabalho.

item10 FUNCIONAMENTO DO PROGRAMA


1. Conhecimento sobre o programa

25% dos(as) titulares ficaram sabendo do programa “por intermédio de amigos e pa-
rentes”; 23% na escola e 21% pela TV.

74% disseram não saber porque as famílias recebem valores diferentes.

Entrevistas com gestores(as) (responsáveis pela gestão local do PBF nos municípios)
mostraram que nem sempre eles estão preparados para dar informações, principal-
mente com relação a inclusões e exclusões e alterações no valor do benefício.

Existe um grande desconhecimento das famílias beneficiadas com relação às regras


do programa. A desinformação acerca das regras gera atmosfera de incompreensão
e desconfiança por parte de beneficiados, gestores e membros de instância de con-
trole social.

16 . IBASE documento síntese pbf


2. Condicionalidades

A maioria dos(as) titulares do PBF (64%) acha certo que “as famílias que não cumprem
com as condicionalidades sejam excluídas do programa”.

Os órgãos municipais responsáveis pelo acompanhamento relatam uma série de di-


ficuldades: problemas resultantes das transferências de alunos e alunas para outras
escolas; no acompanhamento das crianças que estudam em municípios vizinhos e das
que estudam em escolas particulares, falta de interesse e capacidade dos responsá-
veis das escolas em preparar e enviar os relatórios de freqüência.

3. Controle social

A maioria (68%) não sabe como fazer denúncias de irregularidades enquanto 90% não
conhecem em seu município “algum conselho ou forma de participação da comunida-
de no programa”.

A falta de um canal para denúncias sem a necessidade de identificação é vista pelas


titulares como obstáculo para a fiscalização.

Persiste grande fragilidade nessa atribuição por parte das instâncias que recebem a res-
ponsabilidade do controle social. Geralmente, são conselhos de assistência social que
já se consideram sobrecarregados com outras funções. No entanto, mecanismos de
controle com base na rede pública de fiscalização do PBF vêm sendo aprimorados.

4. Acesso a outros serviços e integração com programas complementares

Ainda é pouco expressiva a integração do PBF com outras políticas.

Dificuldades na inserção das famílias em outros programas sociais, em parte porque


essas ações não estão sendo implementadas, em parte pelo pouco conhecimento a
esse respeito.

Gestores de alguns municípios pesquisados percebem o PBF como uma porta de


acesso aos serviços de saúde, dado o aumento da freqüência das famílias aos postos
de saúde.

5. Tempo e recurso gasto para sacar o dinheiro do PBF

De acordo com titulares, o tempo gasto para buscar o dinheiro do PBF no mês anterior à
pesquisa foi:

menos de 1 hora – 60%;

IBASE documento síntese pbf . 17


entre 1 e 2 horas – 26%;

entre 2 e 4 horas – 6%;

mais de 4 horas – 8%.

Na área rural, o gasto de tempo é maior: 28,8% dos beneficiados afirmaram que gastaram
mais de 4 horas para buscar o dinheiro do PBF.

De acordo com titulares, o valor gasto para buscar o dinheiro do PBF no mês anterior à
pesquisa foi:

nada – 63%;

até R$ 2 – 5%;

mais de R$ 2 até R$ 5 – 22%;

mais de R$ 5 – 10%.

Na área rural, o gasto é maior do que nas áreas urbanas: 61,5% afirmaram gastar mais de
R$ 2 para buscar o dinheiro do PBF.

O problema de distância e transporte também se manifesta para o acesso a bens e ser-


viços públicos, cujos custos em municípios menores, com os segmentos de baixa renda
freqüentemente residindo em áreas distantes, são altos. Nos municípios maiores, a pro-
ximidade física com aqueles serviços pode até ser melhor, mas há outras barreiras de
acesso, tais como a violência, o número de pessoas a serem atendidas e a demora nas
filas de atendimento.

18 . IBASE documento síntese pbf


RECOMENDAÇÕES DE
POLÍTICAS PÚBLICAS
Reforço a programas de segurança alimentar que possibilitem a oferta de produtos
alimentares adequados e pouco consumidos, como legumes, verduras, frutas e car-
nes, a preços mais baratos, mediante intervenções que promovam a aproximação de
produtores e consumidores, especialmente nas localidades onde há dificuldade de
acesso ou preços elevados.

Implementação de uma política de abastecimento alimentar centrada na valorização


da agricultura familiar e nos instrumentos de regularização de preços no atacado e
varejo, via estoques de alimentos básicos.

Articulação e ampliação das ações de fortalecimento da agricultura familiar que pas-


sam, necessariamente, pela reforma agrária e regularização fundiária, ampliação do
crédito agrícola, mais especificamente do Pronaf B, e assistência técnica. Tais inicia-
tivas devem considerar o perfil das famílias beneficiadas que vivem em áreas rurais
e que, em sua maioria, produzem alimentos exclusivamente para consumo próprio.

Aumento da demanda por produtos da agricultura familiar, por meio da articulação da


produção local com gastos públicos em alimentação (escolas, hospitais, presídios,
abrigos, creches etc.), aos moldes do que já vem sendo implementado por meio do
Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do MDS, porém muito aquém da deman-
da apresentada.

Ampliação da alimentação escolar para o ensino médio.

Fortalecimento de políticas que ampliem o acesso à água potável e ao esgotamento


sanitário e a continuidade de iniciativas bem-sucedidas, como o programa Um Mi-
lhão de Cisternas e o novo Um Milhão de Cisternas + 2 (construção de cisternas para
a produção alimentar no semi-árido).

Implementação de programas direcionados para a educação alimentar dos benefi-


ciados, ressaltando a importância do consumo de frutas, legumes e verduras adicio-
nados à mistura do arroz e feijão, e redução do consumo de açúcares (escola como
espaço privilegiado para essas ações).

Reforço de ações de regulamentação de propaganda de alimentos, de modo a mini-


mizar os efeitos de alimentação de má qualidade, particularmente entre crianças.

Intensificação das políticas de assistência social entre as famílias beneficiadas, bus-


cando sua integração com ações complementares capazes de melhorar suas condi-
ções de saúde e educação.

IBASE documento síntese pbf . 19


Implementação de politicas emancipatórias, seja no âmbito da nova Secretaria de
Oportunidades, vinculada ao MDS, seja pela integração com demais políticas que pos-
sibilitem oportunidades de geração de trabalho e renda nas três esferas de governo.

Retomada de processos de formação de gestores, conversações e acordos entre as


esferas de poder federal, estaduais e municipais, para a construção de consensos
que poderão resultar em grandes ganhos para a gestão do programa, explorando
suas potencialidades, que vão além da transferência de renda.

Estabelecer vigorosa estratégia de comunicação do programa, tanto para as famílias


beneficiadas como para os gestores e gestoras locais e para a sociedade em geral.

20 . IBASE documento síntese pbf


REALIZAÇÃO

FINANCIADO POR
ANEXO1REPERCUSSÕES DO
PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA
NA SEGURANÇA ALIMENTAR
E NUTRICIONAL DAS FAMÍLIAS
BENEFICIADAS
Roteiro Grupo Focal

Introdução

Cumprimentar e agradecer a presença.

Informar sobre a pesquisa – “Vocês foram convidadas a participar de uma


pesquisa. Ela é um pouco diferente, não tenho um questionário no qual faço as
perguntas e vocês respondem sim ou não. Este tipo de pesquisa, para a qual
vocês foram convidadas, é mais um papo informal”.
“Queria informar que aqui não tem certo nem errado. Vai acontecer de es-
tarmos falando de algum assunto, eu apontar para alguém, que tem uma opinião,
que aponta para outra pessoa, e ela tem uma opinião diferente. É assim que
funciona, por isso nós chamamos um grupo de discussão, pois a gente sabe que
as pessoas têm opiniões diferentes sobre o mesmo assunto, e isso não significa
que alguém esteja errado. Nós queremos ouvir todas as opiniões”.

Informar que está sendo gravado – “Queria dizer que é muito importante
para nós a participação de vocês nesta pesquisa. Eu gostaria que todas
participassem. Só queria pedir para não falarem ao mesmo tempo, para que
possamos ouvir o que cada uma tem a dizer”.
“Nós estamos gravando a reunião para não precisarmos ficar anotando tudo
o que vocês disserem, senão fica muito demorado e chato. Assim, posso
ouvir depois, com calma, o que cada uma de vocês falou. Vocês podem dar
a opinião que quiserem. Nós assumimos o compromisso que vocês não
correm nenhum risco de perder o Bolsa Família pelo que disserem. Nós
somos de uma organização não-governamental que não tem nenhum vín-

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 222


culo com o governo. A gravação é para uso exclusivo nosso. Ninguém será
identificado no relatório da pesquisa. Vamos trabalhar com o conjunto das
informações, e não com as opiniões individuais”.

Assunto da pesquisa – “Hoje, a conversa aqui vai ser sobre o programa


Bolsa Família. Agora, é à vontade, não precisa esperar a vez. Só não pode
falar mais de uma ao mesmo tempo, nem conversar com a vizinha enquan-
to alguém está falando.”

Apresentação da moderadora e das convidadas, uma a uma – “Vou


começar me apresentando”.
(Oferecer dados pessoais que nos interessam que elas repitam: nome, ida-
de, estado civil, composição familiar, idade dos(as) filhos(as), forma de ocu-
pação (sua e do companheiro), há quanto tempo recebem o Bolsa Família).

Obs: Fazer “cabaninhas” com papel A4, anotar o nome de cada convidada,
frente e verso, e colocar na frente de cada uma.

I – Primeiras impressões sobre o Bolsa Família

O que me dizem do Bolsa Família? O que vem à cabeça de vocês quan-


do falo em Bolsa Família. Pode ser só uma palavra, uma frase, o que vocês
quiserem dizer. (Deixar falar à vontade, estimular todas a se expressarem).
Objetivo:
• quebrar o gelo;
• identificar as primeiras impressões e as relações feitas com o BF;
• levantar categorias de análise.

II – Percepção de mudanças na vida familiar em função do Bolsa Família

O Bolsa Família trouxe algum tipo de mudança na vida de vocês? Quais?

Como vocês usam o dinheiro do Bolsa Família?

Que tipo de coisas vocês não compravam/faziam e passaram a fazer


depois que receberam o recurso?

III – Segurança alimentar

A) Rotina alimentar
Como é a alimentação da sua família (incluindo bebidas)?
Verificar como é:
• café da manhã;
• almoço;
• jantar;
• lanche;
• se no fim de semana também é assim (por quê?).

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 223


O que mudou na alimentação de vocês depois que passaram a receber
o Bolsa Família?
Verificar:
• o que não comiam/bebiam e passaram a comer/beber (por quê?);
• alterações na quantidade de refeições;
• se a comida dura até o fim do mês, o que acaba e o que sobra.

Você e sua família comem fora de casa? Onde?

As crianças que estão na escola recebem merenda escolar? O que elas


comem na escola?
Verificar:
• importância da merenda na alimentação das crianças;
• o que aconteceria se deixassem de receber.

B) Acesso aos alimentos

De onde vêm os alimentos que são consumidos?


Verificar o quê e quanto:
• plantam;
• pescam, coletam, caçam etc.;
• compram/trocam;
• recebem de assistência alimentar ou da ajuda de alguém (família, amigos).

De onde vem a água para o consumo da família?


Verificar:
• se é suficiente;
• qualidade da água.

Para área rural:


• Vocês têm roça, cultivam alguma coisa, criam animais?
• Que animais criam? O que plantam?
• O que fazem com a produção? (autoconsumo, comercialização, troca...)
• A produção é suficiente para alimentar a família? Que produtos precisam
comprar/trocar?
• Onde comercializa a produção?
• Fale sobre o preço pago pela sua produção.
• Quais as dificuldades enfrentadas na produção de alimentos?
• O Bolsa Família mudou alguma coisa na produção de alimentos?

Como é feita a escolha dos alimentos que são comprados?


Verificar:
• onde compram alimentos (por quê?);
• alimentos que sempre compram (por quê?);
• quem na família influencia na decisão do que comprar (por quê?);
• que outros fatores influenciam na decisão do que vai ser comprado (por quê?);
• o que cortam quando o dinheiro acaba ou quando está pouco.

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 224


C) Preferências alimentares

O que vocês mais gostam de comer? Por quê?

D) Alimentação adequada

O que vocês acham da alimentação de suas famílias? Por que acham isso?
(Explorar categorias que aparecem espontaneamente).

Você considera a alimentação da sua família saudável? Por quê?


Explorar:
• o que é considerado alimentação saudável;
• quais são os alimentos considerados saudáveis (por quê?).

E) Escassez alimentar

Vocês já passaram por situações em que não havia comida suficiente para
alimentar toda a família? Quando ocorre essa situação, o que fazem?
O que sentem quando isso acontece?
Verificar:
• estratégias alimentares;
• tipo de alimento consumido na escassez;
• rede de apoio.

IV – Mulher como receptora preferencial do benefício

O cartão Bolsa Família fica preferencialmente no nome da mulher. O


que vocês acham disso?
Verificar:
• vantagens e desvantagens;
• quem administra o recurso;
• se muda alguma coisa na vida da mulher;
• se causa algum tipo de problema domiciliar;
• o que representa para o homem e para a mulher.

V – AVALIAÇÃO DO FUNCIONAMENTO DO PROGRAMA

Como ficaram sabendo do Bolsa Família?

Como foi o processo de cadastramento no programa?


Verificar:
• local em que foi feito;
• se é simples/complicado (por quê?);
• se precisa de indicação ou só atender aos requisitos básicos.

Conhecem os critérios do Bolsa Família?


Verificar:
• o que acham deles;
• se chega realmente a quem mais precisa.

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 225


Sabem que obrigações têm para continuarem recebendo o Bolsa Família?
(Condicionalidades).
Verificar:
• o que acham delas;
• se há dificuldades para cumpri-las e quais são.

No caso de dúvidas ou problemas com relação ao Bolsa Família, o que


fazem?
Verificar:
• a quem recorrem;
• como é o atendimento.

Conhecem alguma forma de controle ou fiscalização do programa que


esteja em andamento? Qual?
Verificar:
• o que fazem no caso de irregularidades;
• se sabem a quem denunciar.

VI – BOLSA FAMÍLIA COMO DIREITO

Na sua opinião, o Bolsa Família é um direito ou uma ajuda?


Verificar:
• o que é direito;
• o que é ajuda.

Vocês acham que é obrigação do governo garantir o Bolsa Família aos


mais pobres? Por quê?

Até quando vocês acham que devem receber o Bolsa Família?

Na opinião de vocês, o que o governo deve fazer para melhorar a vida


do povo?
Verificar:
• responsabilidades dos governos/responsabilidades das famílias;
• papel do Bolsa Família.

VII – CONHECIMENTO DE OUTROS PROGRAMAS SOCIAIS

Além do Bolsa Família, conhecem/acessam outros programas sociais


que ajudam a melhorar a qualidade de vida da sua família?
Verificar:
• programas governamentais e não-governamentais;
• diferenças com relação ao Bolsa Família.

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 226


ANEXO2REPERCUSSÕES DO
PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA
NA SEGURANÇA ALIMENTAR
E NUTRICIONAL DAS FAMÍLIAS
BENEFICIADAS
Entrevista semi-estruturada
Gestores(as) PBF

Gestão do programa

• Qual é a função do(a) gestor(a)?


• Quais são as principais atividades do(a) gestor(a)?
• Que órgão está gerindo o PBF? Esse órgão já fazia parte da estrutura or-
ganizacional da prefeitura? Quais foram os critérios utilizados para definir
o órgão gestor?
• Quando o PBF começou a ser implementado no município?

Cadastramento

• Como é feita a divulgação do programa e a comunicação com os(as)


beneficiários(as)?
• Quantas famílias, atualmente, são atendidas no município? Como esse
número foi definido? Há perspectiva de ampliação? Qual é a sua opinião
sobre esse número?
• Quais são os critérios e como está sendo (foi) realizado o processo de
captação, seleção, cadastramento e recadastramento do PBF?
• Como avalia a atuação da prefeitura para definir quem entra no programa?
• Como avalia a vulnerabilidade das famílias para cadastro no PBF? Existem
fatores para além dos requisitos estabelecidos pelo Ministério do Desen-
volvimento Social e Combate à Fome (MDS) que influenciam a seleção
das famílias? Quais?

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 227


• Você adota alguma estratégia específica para chegar até as famílias mais
vulneráveis? Quais?
• Na sua opinião, atingidas as metas de credenciamento, quais passam a
ser as principais tarefas do(a) gestor(a) local?

Condicionalidades

• Como é realizado o acompanhamento para o cumprimento das condicio-


nalidades?
• Existe algum tipo de acompanhamento das famílias no que se refere, es-
pecificamente, às contrapartidas exigidas pelo programa (mecanismos de
acompanhamento da evolução das condições da família)?
• Como o município está estruturado para ofertar os serviços de saúde e
educação, especificamente aqueles que se referem às condicionalidades
do PBF?
• Quais são as dificuldades encontradas no acompanhamento das condi-
cionalidades?
• Quais as principais dificuldades para as(os) beneficiários(as) cumprirem as
condicionalidades?

Controle social

• Em que instância acontece o controle social do Programa Bolsa Família?


• Quais as competências dessa instância com relação ao Bolsa Família?
• Se a instância não é específica para o Bolsa Família, quais têm sido as
implicações?
• No seu município, como é a atuação da instância de controle social? Comente.
• Na sua opinião, a instância de controle social tem um papel na integração
entre o Bolsa Família e outros programas sociais? Que iniciativas são re-
alizadas nesse sentido?

Intersetorialidade

• Quais secretarias atuam/participam do Programa Bolsa Família? Como


se dá o diálogo entre as secretarias envolvidas em torno do programa?
Como se dá o processo de tomada de decisão com relação à implemen-
tação do programa?
• Que outros atores atuam na gestão do programa?
• Na sua opinião, quais são parcerias estratégicas para otimizar o programa?
Por quê?
Com relação:
– à comunicação com o(a) beneficiário(a);
– ao credenciamento;
– ao cumprimento das condicionalidades;
– à articulação com outras políticas sociais;
– ao controle social.
• No seu município, aconteceram iniciativas articuladas com o Bolsa Família
que fizeram avançar a conquista de direitos para os(as) beneficiários(as)?

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 228


Gestão compartilhada

• O que você acha do papel do município na gestão compartilhada? Quais


as vantagens e desvantagens para o município?
• Quais são os incentivos para as administrações locais implementarem o
programa?
• O que você acha do recurso ser transferido diretamente ao(à) beneficiário(a)
pelo governo federal?

Segurança alimentar

• Como está a segurança alimentar no seu município? (Perceber entendi-


mento de SAN).
• O que já esta sendo feito, e o que deveria ser feito, para garantir a seguran-
ça alimentar dos(as) beneficiários(as) do Bolsa Família no seu município?
Que políticas nessa área estão sendo implementadas no seu município?

Portas de saída

• Como a gestão do PBF trabalha a perspectiva do desligamento das famí-


lias com relação ao PBF?
• Na sua opinião, que outras políticas sociais são estratégicas para que as famí-
lias possam encontrar “portas de saída” (deixar de precisar) do programa?

Opinião

• Na sua opinião, por que o governo federal criou o Bolsa Família?


• Quais são os maiores entraves para o sucesso do programa?
• Qual é o maior mérito do programa?

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 229


ANEXO3REPERCUSSÕES DO
PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA
NA SEGURANÇA ALIMENTAR
E NUTRICIONAL DAS FAMÍLIAS
BENEFICIADAS
Entrevista semi-estruturada
Secretarias Saúde/Educação

Atribuições

• Quais são as atribuições desta secretaria com relação ao Programa Bolsa


Família?

Condicionalidades

• Quais são as condicionalidades no campo da saúde/educação acompa-


nhadas no seu município?
• Como é feito esse acompanhamento?
• Como o município está estruturado para ofertar os serviços de saúde e educa-
ção, especificamente aqueles que se referem às condicionalidades do PBF?
• Quais as principais dificuldades enfrentadas no acompanhamento das
condicionalidades?
• Quais as principais dificuldades para as(os) beneficiários(as) cumprirem as
condicionalidades?

Intersetorialidade

• Como é a relação desta secretaria com a equipe gestora do Bolsa Família?


• Existem iniciativas de articulação ou ações conjuntas entre as secretarias?

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 230


• Como a secretaria vê a relação do PBF com outros programas que visam
a combater a fome e a pobreza? (Perceber se o PBF ajuda na integração
entre os programas).
• Que outras ações no campo da saúde/educação poderiam estar articula-
das ao Bolsa Família com o objetivo de:
– ampliar a rede de proteção social;
– garantir a segurança alimentar das famílias;
– abrir portas de saída.
• No seu município, aconteceram iniciativas articuladas ao Bolsa Família
que fizeram avançar a conquista de direitos para os(as) beneficiários(as)?

Controle social

• Qual a instância de controle social que acompanha o programa Bolsa Fa-


mília?
• Como é a atuação da instância de controle social do PBF no seu municí-
pio? Comente sobre o assunto.
• Qual a participação das instâncias de controle social da saúde/educação
no acompanhamento do programa?
• Quais as questões que têm sido tratadas no âmbito desses conselhos
que considera de maior relevância para o campo da segurança alimentar
e nutricional?

Segurança alimentar

• Como está a situação de segurança alimentar no seu município? (Perce-


ber entendimento de SAN).
• O que já está sendo feito e o que deveria ser feito para garantir a segurança
alimentar dos(as) beneficiários(as) do Bolsa Família no seu município? Que
políticas você identifica nesta área na secretaria da qual você faz parte?

Opinião

• Na sua opinião, quais são os impactos do Bolsa Família na saúde/educação?


• Quais são as principais diferenças do Bolsa Família com relação aos pro-
gramas de transferência de renda anteriores?
• Na sua opinião, por que o governo federal criou o Bolsa Família?
• Quais são os maiores entraves para o sucesso do programa?
• Qual é o maior mérito do programa?

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 231


ANEXO4REPERCUSSÕES DO
PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA
NA SEGURANÇA ALIMENTAR
E NUTRICIONAL DAS FAMÍLIAS
BENEFICIADAS
Entrevista semi-estruturada
Instância de controle social

Características da instância de controle social

• Qual é a instância de controle social (ICS) que acompanha o Bolsa Família?


• Qual é a composição da ICS?
• Possui regimento interno? Comente sobre seu funcionamento.
• Comente sobre a rotina de reuniões.
• Como a instância está equipada para funcionar? Comente a infra-estrutura.

Controle social do Bolsa Família

• Quais as competências desta instância com relação ao PBF?


• Como acontece o acompanhamento do PBF por parte da instância?
• Como se dá o processo de tomada de decisões relacionadas ao PBF?
• Se a instância não é específica para o PBF, quais têm sido as implicações?
• Comente sobre a relação da instância com a comunidade.

Cadastramento

• Qual é o papel da ICS no processo de cadastramento das famílias?

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 232


Condicionalidades

• Qual é o papel da ICS no acompanhamento das condicionalidades?


• Qual é o papel da ICS com relação às condições e qualidade dos serviços
públicos necessários ao cumprimento das condicionalidades?

Irregularidades

• Qual é o papel da ICS com relação a possíveis irregularidades na gestão e


no recebimento do PBF ?
• Como são averiguados os casos de irregularidades que levam ao bloqueio
e cancelamento do benefício?
• Como a ICS age com relação à realização de bloqueios, desbloqueios e
cancelamentos de benefícios?
• Como as informações sobre irregularidades têm chegado à ICS?

Participação social

• Do seu ponto de vista, qual deveria ser o papel das organizações da socie-
dade civil na gestão do PBF? (Percepção do ideal).
• Como tem sido a participação da sociedade civil no acompanhamento do
programa? (Percepção do real).
• Como se dá a intervenção da sociedade civil em definições estratégicas
para a gestão local do PBF?
• Quais são os principais entraves para a participação efetiva da sociedade
civil no controle social do Bolsa Família?

Intersetorialidade

• Na sua opinião, como o Bolsa Família se relaciona com outros programas


que visam a combater a fome e a pobreza? Ajuda na integração entre
esses programas?
• A ICS exerce algum papel na integração desses programas?

Segurança alimentar

• Como está a situação de segurança alimentar e nutricional no seu municí-


pio? (Perceber entendimento sobre SAN).
• Quais as questões que têm sido tratadas na ICS que considera de maior re-
levância para a segurança alimentar das famílias beneficiadas pelo PBF?

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 233


ANEXO5QUESTIONÁRIO

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 234


PM 098/07

ENTREVISTADOR: V1A

QUESTIONÁRIO - VERSÃO FINAL

SETEMBRO/2007

Nº DO QUESTIONÁRIO/ID

ATENÇÃO ENTREVISTADOR: É OBRIGATÓRIO O PREENCHIMENTO DOS CAMPOS ABAIXO.

DATA DE REALIZAÇÃO DA ENTREVISTA: 0 7


DIA MÊS

HORÁRIO INÍCIO: : VA HORÁRIO TÉRMINO: : VB

TEMPO DE DURAÇÃO: : VC CÓD. SUPERVISOR: VD

APRESENTAÇÃO: (LER BEM PAUSADAMENTE)


BOM DIA/ BOA TARDE/ BOA NOITE. MEU NOME É ________ . SOU ENTREVISTADOR DA VOX
POPULI, UMA EMPRESA DE PESQUISA COM ATUAÇÃO NACIONAL E INTERNACIONAL. GOSTARIA
DE FALAR COM ______________ (LER NOME DO BENEFICIÁRIO SORTEADO).

AO FALAR COM O BENEFICIÁRIO REPITA A APRESENTAÇÃO E CONTINUE:

NO MOMENTO, ESTAMOS REALIZANDO UMA PESQUISA EM TODO O BRASIL SOBRE O PROGRAMA


BOLSA FAMÍLIA.

A) SEU NOME ESTÁ NO CADASTRO DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA E FOI SORTEADO


JUNTAMENTE COM VÁRIAS OUTRAS PESSOAS PARA PARTICIPAR DA PESQUISA. EM RELAÇÃO AO
PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA, VOCÊ DIRIA QUE:

1 – Está recebendo o dinheiro do programa Bolsa Família PROSSIGA

2 – Já recebeu o dinheiro do programa Bolsa Família, ..........\


mas não recebe mais > AGRADEÇA, ANOTE NA
3 – Nunca recebeu o dinheiro do programa Bolsa Família > PLANILHA DE OCORRÊNCIA
4 – NR....................................................................................../ E SUBSTITUA

B) ANTES DE COMEÇARMOS A ENTREVISTA, EU PRECISO LER PARA VOCÊ ESTE TERMO DE


CONSENTIMENTO (ENTREGAR A PRIMEIRA VIA DO TERMO E LER JUNTO COM O ENTREVISTADO):

ENTREVISTADOR: APÓS A LEITURA, DIGA-LHE: AO FINAL DO QUESTIONÁRIO, VOU PEDIR A VOCÊ


PARA ASSINAR ESTE TERMO DE CONSENTIMENTO. VOCÊ ACEITA RESPONDER AO
QUESTIONÁRIO?

1 – Sim PROSSIGA

2 – Não PERGUNTE O MOTIVO, ANOTE NA PLANILHA DE OCORRÊNCIA,


AGRADEÇA E SUBSTITUA.

1
CARACTERÍSTICAS DO DOMICÍLIO

1. A) DOMICÍLIO LOCALIZADO EM ÁREA: (ANOTAR SEM PERGUNTAR. VER INSTRUÇÃO NO


QUESTIONÁRIO DO TREINAMENTO)

1 – Urbana
2 – Rural V1
B) LOCALIZAÇÃO DO DOMICÍLIO: (ANOTAR SEM PERGUNTAR. VER INSTRUÇÃO NO
QUESTIONÁRIO DO TREINAMENTO)

1 - conjunto habitacional ou casas de vila 5 - casa de cômodos ou cortiços


2 - favelas ou áreas urbanas ocupadas 6 - apartamento ou casa independente
3 - acampamentos rurais 7 - aldeia indígena V2
4 - comunidades e assentamentos rurais 8 - outros

2. QUAL O TIPO DE DOMICÍLIO: (ANOTAR SEM PERGUNTAR. VER INSTRUÇÃO NO QUESTIONÁRIO


DO TREINAMENTO)

1 – Casa
2 – Apartamento
3 – Cômodo V3
4 – Barraca/Oca

3. QUAL O MATERIAL PREDOMINANTE NA CONSTRUÇÃO DAS PAREDES EXTERNAS? (ANOTAR


SEM PERGUNTAR. VER INSTRUÇÃO NO QUESTIONÁRIO DO TREINAMENTO)

1 – Alvenaria 4 – Madeira aproveitada


2 – Madeira aparelhada 5 – Palha
3 – Taipa não-revestida 6 – Outro material V4

4. QUANTOS CÔMODOS EXISTEM NO DOMICÍLIO, INCLUINDO BANHEIROS E COZINHA? (VER


INSTRUÇÃO NO QUESTIONÁRIO DO TREINAMENTO - ANOTAR COM DOIS DÍGITOS O NÚMERO
DE CÔMODOS)

V5

5. QUAL A PRINCIPAL FORMA DE ILUMINAÇÃO DESTE DOMICÍLIO: (LER OPÇÕES)

1 – Rede elétrica
2 – Gerador ou energia solar
3 – Óleo, querosene ou gás de botijão V6
4 – Outra forma

6. EXISTE ÁGUA CANALIZADA PARA PELO MENOS UM CÔMODO DESTE DOMICÍLIO?


(ESPONTÂNEA)

1 – Sim
2 – Não V7

7. A ÁGUA UTILIZADA NESTE DOMICÍLIO VEM DE: (LER OPÇÕES – VER INSTRUÇÃO NO
QUESTIONÁRIO DO TREINAMENTO)

1 – Rede geral de distribuição


2 – Poço ou nascente
3 – Bica pública
4 – Carro pipa
5 – Cisterna de placa (água de chuva) V8
6 – Açude
7 – Outra forma

2
8. A ÁGUA UTILIZADA EM SUA RESIDÊNCIA É SUFICIENTE PARA AS NECESSIDADES
DOMÉSTICAS DE SUA FAMÍLIA?

1 – Sim
2 – Não V9

9. NESTA(E) RESIDÊNCIA / TERRENO / PROPRIEDADE EXISTE BANHEIRO OU VASO SANITÁRIO?


(SE SIM), O BANHEIRO OU VASO SANITÁRIO É DE USO SÓ DE SUA RESIDÊNCIA OU É USADO
POR PESSOAS DE MAIS DE UMA RESIDÊNCIA?

1 – Sim, de uso só da residência do entrevistado


2 – Sim, comum a mais de uma residência
V10
3 – Não tem banheiro/vaso sanitário VÁ PARA 11

10. PARA ONDE VAI O ESGOTO DO BANHEIRO OU VASO SANITÁRIO DE SUA RESIDÊNCIA? (LER
OPÇÕES ATÉ “OUTRO TIPO” – VER INSTRUÇÃO NO QUESTIONÁRIO DO TREINAMENTO)

01 – rede coletora de esgoto ou de chuva/pluvial


02 – fossa séptica
03 – fossa rudimentar
04 – vala
05 – direto para o rio, lago ou mar
V11
– outro tipo: _____________________________________
Anotar
70 – não tem

11. QUAL O PRINCIPAL TIPO DE ÁGUA PARA BEBER EM SUA RESIDÊNCIA: (LER OPÇÕES ATÉ
“OUTRO TIPO” – VER INSTRUÇÃO NO QUESTIONÁRIO DO TREINAMENTO)

01 – filtrada
02 - fervida
03 - filtrada e fervida
04 - tratada com cloro
05 - mineral
06 - sem nenhum tratamento pelo morador V12

- outro tipo: _______________________________


Anotar

12. QUAL É O PRINCIPAL DESTINO DO LIXO DE SUA RESIDÊNCIA: (LER OPÇÕES ATÉ “OUTRO
DESTINO” – VER INSTRUÇÃO NO QUESTIONÁRIO DO TREINAMENTO)

1 - coletado diretamente por serviços de limpeza


2 - coletado indiretamente
3 - queimado e/ou enterrado
4 - jogado em terreno baldio ou logradouro
V13
5 - jogado em rio, lago, ou no mar
6 - outro destino

13. O QUE VOCÊS MAIS USAM PARA COZINHAR EM SUA RESIDÊNCIA: (LER OPÇÕES ATÉ “NÃO
UTILIZA NADA/NÃO COZINHA EM CASA”)

1 - eletricidade
2 – gás de botijão
3 - gás encanado
4 - carvão ou lenha
V14
5 - outro tipo
6 - não utiliza nada/ não cozinha em casa

3
14. EM SUA RESIDÊNCIA EXISTE ________ (LER CADA UM DOS ITENS ABAIXO)?

1 – Sim 2 – Não

TV
V15

Rádio
V16

Telefone fixo
V17

Telefone celular
V18

Geladeira
V19

Fogão
V20

Microcomputador
V21

15. NOS ÚLTIMOS 12 MESES, QUANTAS VEZES SUA RESIDÊNCIA RECEBEU VISITA DE AGENTES
COMUNITÁRIOS DE SAÚDE, OU SEJA: PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA; PROGRAMA
AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE; AGENTES DO POSTO DE SAÚDE? (LER ATÉ OPÇÃO 4)

1 - nenhuma vez
2 - entre 1 e 3 vezes
3 - entre 4 e 6 vezes
V22
4 - mais de 6 vezes
5 - NS/ Não se lembra

VAMOS AGORA, FALAR DOS MORADORES DE SUA RESIDÊNCIA. POR FAVOR, ME DIGA O
PRIMEIRO NOME DE CADA UM DOS MORADORES DE SUA RESIDÊNCIA, CONTANDO COM VOCÊ,
COM CRIANÇAS E COM AGREGADOS, OU SEJA, PESSOAS QUE SÃO CONSIDERADAS DA FAMÍLIA.
SE TIVER ALGUÉM QUE APENAS ALUGA UM CÔMODO DA SUA CASA, NÃO PRECISA FALAR O
NOME.

VAMOS COMEÇAR ANOTANDO O SEU PRÓPRIO NOME.

4
CARACTERÍSTICAS DOS MORADORES (APLICAR NA HORIZONTAL)
Nº DA 16. PRIMEIRO NOME DA PESSOA COMEÇANDO 17. SEXO 18. QUAL A IDADE 19. QUAL A COR 20. QUAL A RELAÇÃO DE 21. O(A) ______________ TEM
PESSOA PELO ENTREVISTADO. DEPOIS, PEÇA PARA DO(A) _____? (ANOTAR OU RAÇA DO(A) PARENTESCO OU CONVIVÊNCIA CERTIDÃO DE NASCIMENTO
COMEÇAR DO MAIS VELHO PARA O MAIS (PERGUNTAR EM ANOS COMPLETOS _______? (LER ATÉ QUE O(A) ____ TEM COM VOCÊ: OU DOCUMENTO DE
NOVO. SE OU IDADE PRESUMIDA- OPÇÃO 5) (LER DA OPÇÃO 2 ATÉ 9) IDENTIDADE?
NECESSÁRIO) SE MENOS DE 1 ANO, 2 - Cônjuge, companheiro(a)
REGISTRE 00) 1 - Branca 3 - Filho(a), enteado(a)
4 - Pai, mãe, sogro(a)
1 - Sim
1 – Masc. 2 - Negra
5 - Neto(a), bisneto(a) 2 - Não
2 – Fem. 3 - Parda
6 - Irmão, irmã 3 - NS/NR
4 - Amarela
7 - Nora, genro
5 - Indígena 8 - Outro parente
6 - NS/NR 9 - Agregado
(NOME DO ENTREVISTADO)
V23 0 1 V24 V25 V26 V27 [1] V28

V29 V30 V31 V32 V33 V34

V35 V36 V37 V38 V39 V40

V41 V42 V43 V44 V45 V46

V47 V48 V49 V50 V51 V52

V53 V54 V55 V56 V57 V58

V59 V60 V61 V62 V63 V64

V65 V66 V67 V68 V69 V70

V71 V72 V73 V74 V75 V76

V77 V78 V79 V80 V81 V82

V83 V84 V85 V86 V87 V88

V89 V90 V91 V92 V93 V94

V95 V96 V97 V98 V99 V100

V101 V102 V103 V104 V105 V106

V107 V108 V109 V110 V111 V112

5
SAÚDE (APLICAR PARA TODOS OS MORADORES)
ENTREVISTADOR: PARA APLICAR A QUESTÃO 22, EXPLIQUE: DOENÇAS CRÔNICAS SÃO DOENÇAS QUE NÃO SÃO RESOLVIDAS RAPIDAMENTE OU NÃO TÊM CURA. POR EXEMPLO, DIABETES,
CÂNCER, PRESSÃO ALTA, TUBERCULOSE, CANCRO, ALGUMAS PARASITOSES, DOENÇAS DE CAUSAS GENÉTICAS, ETC.
Nº DA PRIMEIRO NOME DA PESSOA 22. O(A) SR(A)/ 23. O(A) SR(A)/ 24. O(A) 25. O(A) SR(A)/ 26. O(A) SR(A)/ 27. ONDE FOI FEITO ESSE 28. O(A) SR(A)/ O(A) ____ COSTUMA COMER EM CASA
PESSOA CONFORME QUADRO O(A) _____ O(A) ________ SR(A)/ O(A) O(A) _________ O(A) _________ ATENDIMENTO MÉDICO OU OU LEVAR DE CASA O ____ (LER REFEIÇÃO)?
“CARACTERÍSTICAS DOS TEM ALGUM TEM ALGUM _______ É FAZ USO PROCUROU DE SAÚDE: (LER ATÉ
MORADORES” PROBLEMA PROBLEMA PORTADOR REGULAR DE ATENDIMENTO OPÇÃO 4) 1 - Sim
CRÔNICO DE MENTAL DE ALGUMA MEDICAMENTOS? MÉDICO OU DE 2 - Não
SAÚDE? PERMANENTE, DEFICIÊNCIA SAÚDE NOS 1 - Hospital público ou posto 3 - NS/NR
QUE LIMITA FÍSICA, QUE 1 - Sim ÚLTIMOS 6 de saúde
1 - Sim SUAS LIMITA SUAS 2 - Não MESES? 2 - Agente comunitário de (O IMPORTANTE É QUE A REFEIÇÃO SEJA
2 - Não ATIVIDADES ATIVIDADES 3 - NS/NR saúde PREPARADA EM CASA)
3 - Clínica médica ou hospital
3 - NS/NR HABITUAIS? HABITUAIS? 1 - Sim
de plano de saúde Jantar/
1 - Sim 1 - Sim 4 - Clínica, hospital ou médico Café da
2 - Não---\ vá p/ Almoço Lanche lanche da
2 - Não 2 - Não particular Manhã
3 - NS/NR/ 28 noite
3 - NS/NR 3 - NS/NR 5 - NS/NR
(NOME DO ENTREVISTADO)

V113 0 1 V114 V115 V116 V117 V118 V119 V120 V121 V122 V123

V124 V125 V126 V127 V128 V129 V130 V131 V132 V133 V134

V135 V136 V137 V138 V139 V140 V141 V142 V143 V144 V145

V146 V147 V148 V149 V150 V151 V152 V153 V154 V155 V156

V157 V158 V159 V160 V161 V162 V163 V164 V165 V166 V167

V168 V169 V170 V171 V172 V173 V174 V175 V176 V177 V178

V179 V180 V181 V182 V183 V184 V185 V186 V187 V188 V189

V190 V191 V192 V193 V194 V195 V196 V197 V198 V199 V200

V201 V202 V203 V204 V205 V206 V207 V208 V209 V210 V211

V212 V213 V214 V215 V216 V217 V218 V219 V220 V221 V222

V223 V224 V225 V226 V227 V228 V229 V230 V231 V232 V233

V234 V235 V236 V237 V238 V239 V240 V241 V242 V243 V244

V245 V246 V247 V248 V249 V250 V251 V252 V253 V254 V255

V256 V257 V258 V259 V260 V261 V262 V263 V264 V265 V266

V267 V268 V269 V270 V271 V272 V273 V274 V275 V276 V277

6
TRABALHO (APLICAR SOMENTE PARA MORADORES DE 10 ANOS OU MAIS)
Nº DA PRIMEIRO NOME DA PESSOA 29. NOS ÚLTIMOS 30 DIAS, O(A) _____: 30. NESSE TRABALHO, 31. NESSE 32. NESSE 33. HÁ QUANTOS 34. NOS
PESSOA DE 10 ANOS OU MAIS, (INCLUSIVE A ATIVIDADE DE PRODUÇÃO O(A) ______________ É: TRABALHO, O(A) TRABALHO, MESES ATRÁS, ÚLTIMOS 30
(transferir o CONFORME QUADRO AGRÍCOLA, VENDA OU PRESTAÇÃO DE SERVIÇO (CONSIDERAR AQUI O _______ RECEBE: O(A) _______ O(A) __________ DIAS, O(A)
código da “CARACTERÍSTICAS DOS NO PRÓPRIO DOMICÍLIO) - (LER ATÉ OPÇÃO 4) TRABALHO PRINCIPAL) - (CONSIDERAR AQUI TEM CARTEIRA TRABALHOU EM ____
planilha de MORADORES” (VER QUESTIONÁRIO DO O TRABALHO ASSINADA? ALGUMA PROCUROU
TREINAMENTO - LER ATÉ PRINCIPAL) - (VER (CONSIDERAR
caracterização 1 - Teve trabalho remunerado OPÇÃO 6)
ATIVIDADE TRABALHO?
QUESTIONÁRIO DO AQUI O
dos moradores 2 - Teve trabalho remunerado, mas estava TREINAMENTO –
REMUNERADA
com 10 anos ou TRABALHO PELA ÚLTIMA
afastado por motivo de férias, licença, LER ATÉ OPÇÃO 3) PRINCIPAL) 1 - Sim
mais) doença etc. 1 - Empregado(a) VEZ? (LER ATÉ
doméstico(a) OPÇÃO 4)
2 - Não
2 - Empregado do setor 1 - Só em dinheiro 1 - Sim 3-
3 - Não teve trabalho remunerado vá p/ 33 2 - Não NS/NR
privado 2 - Só em bens 1 - Há menos de 3
3 - Servidor público 3 - Em dinheiro e 3 - NS/NR meses
4 - Nunca trabalhou vá p/ 34
4 - Empregador bens 2 - Entre 3 e 6
5 - Trabalhador por conta VÁ P/ PRÓXIMA meses
5 - Ou é aposentado/pensionista vá p/ 34
própria PESSOA 3 - Entre 6 e 12
6 - Aprendiz ou meses
estagiário 4 - Há mais de 12
meses
5 - NS
(NOME DO ENTREVISTADO)

V278 0 1 V279 V280 V281 V282 V283 V284

V285 V286 V287 V288 V289 V290 V291

V292 V293 V294 V295 V296 V297 V298

V299 V300 V301 V302 V303 V304 V305

V306 V307 V308 V309 V310 V311 V312

V313 V314 V315 V316 V317 V318 V319

V320 V321 V322 V323 V324 V325 V326

V327 V328 V329 V330 V331 V332 V333

V334 V335 V336 V337 V338 V339 V340

V341 V342 V343 V344 V345 V346 V347

V348 V349 V350 V351 V352 V353 V354

7
EDUCAÇÃO (APLICAR SOMENTE PARA MORADORES DE 6 ANOS OU MAIS)
Nº DA PRIMEIRO NOME DA 35. O(A) SR(A) / 36. EM RELAÇÃO À ESCOLA OU 37. A ESCOLA/ 38. COM QUE 39. QUAL O CURSO QUE O(A) SR(A)/O(A)
PESSOA (transferir PESSOA DE 6 ANOS O(A) _________ CRECHE, O(A) SR(A) /O(A) _______? CRECHE FREQÜÊNCIA O(A) _______ FREQÜENTA? (OU QUAL O CURSO
o código da OU MAIS, CONFORME SABE LER E (LER ATÉ OPÇÃO 4) OFERECE __________ COME A MAIS ELEVADO QUE O(A) SR(A) /O(A)
planilha de QUADRO ESCREVER UM MERENDA MERENDA OFERECIDA? ______ FREQÜENTOU)? (LER ATÉ OPÇÃO 9)
caracterização dos “CARACTERÍSTICAS BILHETE GRATUITA? (LER ATÉ OPÇÃO 5)
1 - Freqüenta escola/creche pública 01 - Creche/ Pré-escolar/ Classe de
moradores com 10 DOS MORADORES” SIMPLES?
2 - Freqüenta escola/creche alfabetização de crianças
anos ou mais)
particular 1 - Sim 1 - Todos os dias 02 - Classe de alfabetização de adultos/AJA
1 - Sim
considerando finais 03 - Ensino fundamental ou 1º grau
2 - Não
3 - Não freqüenta, mas já freqüentou 2 - Não----\ vá p/ de semana e férias 04 - Supletivo/EJA (ensino fundamental ou
3 - NS/NR
escola ou creche vá para 39 3 - NS/NR-/ 39 2 - Todos os dias 1º grau)
exceto finais de 05 - Ensino médio ou 2º grau
4 - Nunca freqüentou\ vá para semana e férias 06 - Supletivo/EJA (ensino médio ou 2º grau)
5 - NS/NR-----------------/ próx. pessoa 3 - Quase todos os dias 07 - Pré-vestibular
4 - Raramente 08 - Superior - graduação
5 - Nunca 09 - Mestrado ou doutorado
6 - NS/NR 10 - NS/NR
(NOME DO ENTREVISTADO)
V355 0 1 V356 V357 V358 V359 V360

V361 V362 V363 V364 V365 V366


V367 V368 V369 V370 V371 V372
V373 V374 V375 V376 V377 V378
V379 V380 V381 V382 V383 V384
V385 V386 V387 V388 V389 V390
V391 V392 V393 V394 V395 V396
V397 V398 V399 V400 V401 V402
V403 V404 V405 V406 V407 V408
V409 V410 V411 V412 V413 V414
V415 V416 V417 V418 V419 V420
V421 V422 V423 V424 V425 V426
V427 V428 V429 V430 V431 V432

8
AMAMENTAÇÃO (APLICAR SOMENTE PARA CRIANÇAS DE 2 ANOS OU MENOS)
Nº DA PRIMEIRO NOME DA 40. O(A) __________ FOI 41. POR QUANTOS MESES, 42. COM QUE IDADE O(A) 43. COM QUE IDADE O(A) 44. DEPOIS QUE O(A) _________
PESSOA PESSOA DE 2 ANOS AMAMENTADO? O(A) _____ RECEBEU ______ RECEBEU LEITE DO _________ ESTAVA COMEÇOU A COMER OUTROS
(transferir o OU MAIS, CONFORME SOMENTE LEITE DO PEITO, PEITO, JUNTO COM QUANDO COMEÇOU A ALIMENTOS, ELE(A) AINDA
código da QUADRO SEM DAR MAMADEIRA, ÁGUA, MAMADEIRA, ÁGUA, CHÁS OU COMER OUTROS RECEBEU LEITE DO PEITO JUNTO
planilha de “CARACTERÍSTICAS 1 - Sim CHÁS OU SUCOS? SUCOS? ALIMENTOS, COMO A COM OUTROS ALIMENTOS OU
caracterização DOS MORADORES” COMIDA DE SAL? OUTROS TIPO DE LEITE? (SE SIM)
dos moradores 2 - Não.....\ vá p/ próxima (ANOTAR EM MESES (ANOTAR EM MESES ATÉ QUANTOS MESES ELE (A)
com 2 anos ou 3 - NS/NR./ criança COMPLETOS. SE MENOS DE 1 COMPLETOS. SE MENOS DE 1 RECEBEU LEITE DO PEITO?
(ANOTAR EM MESES
menos) MÊS, COLOQUE 00) MÊS, COLOQUE 00)
COMPLETOS. SE MENOS DE 70 – Não recebeu leite do peito
1 MÊS, COLOQUE 00)
(ANOTAR EM MESES
COMPLETOS. SE MENOS DE 1
ATENÇÃO: RECEBEU, MÊS, COLOQUE 00)
ATENÇÃO: RECEBEU
ATENÇÃO: RECEBEU ALÉM DE LÍQUIDOS, O
APENAS LEITE MATERNO
LEITE MATERNO E ALMOÇO (PAPINHAS) ATENÇÃO: RECEBEU LEITE
OU REMÉDIO
OUTROS LÍQUIDOS MATERNO, LÍQUIDOS E
ALMOÇO (PAPINHAS)

V433 V434 V435 V436 V437 V438

V439 V440 V441 V442 V443 V444

V445 V446 V447 V448 V449 V450

V451 V452 V453 V454 V455 V456

V457 V458 V459 V460 V461 V462

V463 V464 V465 V466 V467 V468

V469 V470 V471 V472 V473 V474

V475 V476 V477 V478 V479 V480

V481 V482 V483 V484 V485 V486

V487 V488 V489 V490 V491 V492

9
IMPACTO DA MERENDA NO DOMICÍLIO

APLICAR A PRÓXIMA SOMENTE SE CÓDIGO 1 EM 37 NO QUADRO “EDUCAÇÃO” PARA ALGUM


MEMBRO DA FAMÍLIA. SENÃO, VÁ PARA 46.

45. O QUE ACONTECE COM A ALIMENTAÇÃO DA FAMÍLIA DURANTE AS FÉRIAS ESCOLARES: (LER
ATÉ OPÇÃO 3)

1 - melhora
2 - piora
V493
3 - não há alteração

RESPONSÁVEL PELO DOMICÍLIO

46. DESSAS PESSOAS QUE MORAM NA SUA RESIDÊNCIA, QUEM É O PRINCIPAL RESPONSÁVEL
PELA RESIDÊNCIA? (ANOTAR O NOME E O NÚMERO DA PESSOA CORRESPONDENTE AO
QUADRO “CARACTERÍSTICA DOS MORADORES”, COM DOIS DÍGITOS - MARCAR ATÉ 2
OPÇÕES)

_____________________________________________________________________
(Anotar nome) V494

_____________________________________________________________________
(Anotar nome) V495

GASTO E RENDA DAS FAMÍLIAS

47. O DINHEIRO DO BOLSA FAMÍLIA É GASTO PRINCIPALMENTE COM O QUÊ? (MARCAR ATÉ 3
OPÇÕES - ESPONTÂNEA)

01 - Alimentação
02 - Remédios
03 - Tratamento médico
04 - Material escolar V496
05 - Roupas e calçados
06 - Aluguel
07 - Gás
08 - Luz
V497
09 - Creche
10 - Transporte

- Outro: _________________________________________________________
Anotar V498

48. NOS ÚLTIMOS 30 DIAS, QUAL FOI O GASTO APROXIMADO DA SUA FAMÍLIA COM
ALIMENTAÇÃO, INCLUINDO O QUE SE COME EM CASA, REFEIÇÃO E LANCHE FORA DE CASA E
DINHEIRO PARA MERENDA NA ESCOLA?

R$ ________________________________,00
(Anotar) V499

49. NOS ÚLTIMOS 30 DIAS, QUAL FOI O GASTO APROXIMADO DA SUA FAMÍLIA COM SAÚDE,
INCLUINDO MEDICAMENTOS, CONSULTAS PARTICULARES, PLANO DE SAÚDE, TRANSPORTE
PARA CHEGAR ATÉ O LOCAL DE ATENDIMENTO?

R$ ________________________________,00
(Anotar) V500

10
50. NOS ÚLTIMOS 30 DIAS, QUAL FOI O GASTO APROXIMADO DA SUA FAMÍLIA COM EDUCAÇÃO,
INCLUINDO MATERIAL ESCOLAR, UNIFORME, MATRÍCULA, TRANSPORTE E INTERNET?

R$ ________________________________,00
(Anotar) V501

51. NOS ÚLTIMOS 30 DIAS, QUAL FOI O DINHEIRO TOTAL OBTIDO POR SUA FAMÍLIA EM/NO
_________ (LER ITENS DO QUADRO):

Renda de trabalho, somando a renda de todos da família,


assalariados ou não, venda de produtos agrícolas ou R$ _____________,00
trabalho no setor informal (Anotar) V502
Aposentadoria ou pensão de instituto de previdência
pública de todos da família, inclusive aposentadoria rural R$ _____________,00
por idade e auxílio a portadores de deficiência (Anotar) V503

Bolsa Família R$ _____________,00


(Anotar) V504

PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) R$ _____________,00


(Anotar) V505
Outros programas de transferência de renda do governo,
R$ _____________,00
mas sem ser financiamento ou linha de crédito
(Anotar) V506
Outras fontes, como por exemplo, pensão alimentícia,
R$ _____________,00
aluguel, doação...
(Anotar) V507

52. QUEM GANHA MAIS DINHEIRO NA SUA FAMÍLIA? (ANOTAR O NOME E O NÚMERO DA PESSOA
CORRESPONDENTE AO QUADRO “CARACTERÍSTICA DOS MORADORES”, COM DOIS DÍGITOS
- MARCAR ATÉ 2 OPÇÕES)

___________________________________________________________________
(Anotar nome) V508

___________________________________________________________________
(Anotar nome) V509
ESCALA DE INSEGURANÇA ALIMENTAR

ATENÇÃO PARA AS INSTRUÇÕES NO QUESTIONÁRIO DO TREINAMENTO NA APLICAÇÃO DE


TODO ESTE BLOCO
53. NOS ÚLTIMOS 3 MESES, VOCÊ TEVE PREOCUPAÇÃO DE QUE A COMIDA NA SUA CASA
ACABASSE ANTES QUE TIVESSE CONDIÇÃO DE COMPRAR MAIS COMIDA?
1 – Sim
2 – Não
3 – NS/NR V510

54. NOS ÚLTIMOS 3 MESES, A COMIDA ACABOU ANTES QUE VOCÊ TIVESSE DINHEIRO PARA
COMPRAR MAIS?
1 – Sim
2 – Não
3 – NS/NR V511

55. NOS ÚLTIMOS 3 MESES, VOCÊ FICOU SEM DINHEIRO PARA TER UMA ALIMENTAÇÃO
SAUDÁVEL E VARIADA?
1 – Sim
2 – Não
3 – NS/NR V512

11
APLIQUE 56 SOMENTE EM DOMICÍLIOS COM MORADORES MENORES DE 18 ANOS (CRIANÇAS E/
OU ADOLESCENTES). SENÃO, VÁ PARA A PRÓXIMA INSTRUÇÃO ANTES DA QUESTÃO 57.

56 NOS ÚLTIMOS 3 MESES, VOCÊ TEVE QUE SE BASEAR EM APENAS ALGUNS POUCOS TIPOS DE
ALIMENTOS PARA ALIMENTAR OS MORADORES COM MENOS DE 18 ANOS, PORQUE O
DINHEIRO ACABOU?
1 – Sim
2 – Não
3 – NS/NR V513

SE CÓDIGO 2 OU 3 EM TODAS AS PERGUNTAS ANTERIORES (53, 54, 55 E 56), VÁ PARA 69. SE


CÓDIGO 1 EM PELO MENOS UMA DESSAS QUESTÕES (53,54,55 E 56), APLIQUE 57 EM DIANTE.

57 NOS ÚLTIMOS 3 MESES, VOCÊ OU ALGUM ADULTO EM SUA CASA DIMINUIU, ALGUMA VEZ, A
QUANTIDADE DE ALIMENTOS NAS REFEIÇÕES, PORQUE NÃO HAVIA DINHEIRO PARA
COMPRAR A COMIDA?
1 – Sim
2 – Não
3 – NS/NR V514

58 NOS ÚLTIMOS 3 MESES, VOCÊ OU ALGUM ADULTO EM SUA CASA PULOU REFEIÇÕES,
PORQUE NÃO HAVIA DINHEIRO SUFICIENTE PARA COMPRAR A COMIDA?
1 – Sim
2 – Não
3 – NS/NR V515

59 NOS ÚLTIMOS 3 MESES, VOCÊ ALGUMA VEZ COMEU MENOS DO QUE ACHOU QUE DEVIA
PORQUE NÃO HAVIA DINHEIRO O SUFICIENTE PARA COMPRAR COMIDA?
1 – Sim
2 – Não
3 – NS/NR V516

60 NOS ÚLTIMOS 3 MESES, VOCÊ ALGUMA VEZ SENTIU FOME MAS NÃO COMEU PORQUE NÃO
PODIA COMPRAR COMIDA SUFICIENTE?
1 – Sim
2 – Não
3 – NS/NR V517

61 A) NOS ÚLTIMOS 3 MESES, VOCÊ PERDEU PESO PORQUE NÃO TINHA DINHEIRO SUFICIENTE
PARA COMPRAR COMIDA?
1 – Sim

2 – Não------\ VÁ PARA V518


3 – NS/NR --/ 62

B) A QUANTIDADE DE PESO QUE VOCÊ PERDEU FOI: (RESPOSTA ESTIMULADA)

1 – Pequena 3 – Muita
2 – Média 4 – NS/NR V519

62 NOS ÚLTIMOS 3 MESES, VOCÊ OU QUALQUER OUTRO ADULTO EM SUA CASA FICOU ALGUMA
VEZ, UM DIA INTEIRO SEM COMER OU, TEVE APENAS UMA REFEIÇÃO AO DIA, PORQUE NÃO
HAVIA DINHEIRO PARA COMPRAR A COMIDA?

1 – Sim
2 – Não
V520
3 – NS/NR

12
APLIQUE 63 A 68 SOMENTE EM DOMÍCÍLIOS COM MORADORES MENORES DE 18 ANOS
(CRIANÇAS E/OU ADOLESCENTES). SENAO, VÁ PARA 69.
63 NOS ÚLTIMOS 3 MESES, VOCÊ NÃO PODE OFERECER A ALGUM MORADOR COM MENOS DE 18
ANOS, UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E VARIADA, PORQUE NÃO TINHA DINHEIRO?
1 – Sim
2 – Não
3 – NS/NR V521

64 NOS ÚLTIMOS 3 MESES, ALGUM MORADOR COM MENOS DE 18 ANOS NÃO COMEU EM
QUANTIDADE SUFICIENTE, PORQUE NÃO HAVIA DINHEIRO PARA COMPRAR COMIDA?
1 – Sim
2 – Não
3 – NS/NR V522

65 NOS ÚLTIMOS 3 MESES, VOCÊ, ALGUMA VEZ, DIMINUIU A QUANTIDADE DE ALIMENTOS DAS
REFEIÇÕES DE ALGUM MORADOR COM MENOS DE 18 ANOS, PORQUE NÃO HAVIA DINHEIRO
SUFICIENTE PARA COMPRAR A COMIDA?
1 – Sim
2 – Não
3 – NS/NR V523

66 NOS ÚLTIMOS 3 MESES, ALGUMA VEZ, ALGUM MORADOR COM MENOS DE 18 ANOS DEIXOU
DE FAZER ALGUMA REFEIÇÃO, PORQUE NÃO HAVIA DINHEIRO PARA COMPRAR A COMIDA?
1 – Sim
2 – Não
3 – NS/NR V524

67 NOS ÚLTIMOS 3 MESES, ALGUM MORADOR COM MENOS DE 18 ANOS TEVE FOME, MAS VOCÊ
SIMPLESMENTE NÃO PODIA COMPRAR MAIS COMIDA?
1 – Sim
2 – Não
3 – NS/NR V525

68 NOS ÚLTIMOS 3 MESES, ALGUM MORADOR COM MENOS DE 18 ANOS FICOU SEM COMER POR
UM DIA INTEIRO, PORQUE NÃO HAVIA DINHEIRO PARA COMPRAR COMIDA?
1 – Sim
2 – Não
3 – NS/NR V526

69 - A) ALGUMA VEZ, FALTOU ALIMENTOS EM SUA RESIDÊNCIA?


1 – Sim APLIQUE B

2 – Não.....\ VÁ PARA V527


3 – NS/NR./ 70
B) O QUE VOCÊS FIZERAM PARA SE ALIMENTAR? (ESPONTÂNEA - MARCAR ATÉ 3 OPÇÕES)
01 - pediram alimentos emprestados a parentes e amigos
02 - prestaram pequenos serviços a parentes e amigos em troca de alimentos
03 - compram fiado V528
04 - deixaram de comprar alimentos supérfluos (biscoitos, refrigerantes,...)
05 - deixaram de comprar carnes
06 - deixaram de comprar frutas, verduras e legumes
07 - aproveitaram sobras de alimentos
08 - xeparam em feiras e mercados V529
09 - recorreram a políticos

- outros: ________________________________________
(Anotar)
V530
70 - nunca ocorreu esta situação

13
PERCEPÇÃO SOBRE CONSUMO ALIMENTAR

VAMOS AGORA FALAR SOBRE O CONSUMO DE ALGUNS TIPOS DE ALIMENTOS. (APLICAR NA HORIZONTAL)
APLICAR SOMENTE SE CÓD. 70 (NENHUMA VEZ)
NA QUESTÃO 70 A e B
70. NOS ÚLTIMOS SETE 71. DEPOIS QUE 72. NORMALMENTE, 73. QUAL O PRINCIPAL MOTIVO PELO QUAL NINGUÉM COMEU _______
DIAS, QUANTAS VEZES VOCÊ PASSOU A A MAIOR PARTE DOS (LER ALIMENTOS) EM SUA CASA, NOS ÚLTIMOS SETE DIAS?
FOI CONSUMIDO ______ RECEBER O ALIMENTOS DESSE (ESPONTÂNEA)
(LER ALIMENTO) SOMENTE BOLSA FAMÍLIA, O TIPO SÃO: (LER
ENTRE MORADORES (LER CONSUMO DE ____ OPÇÓES)
ABAIXO) 01. Não é do gosto da família
(LER ALIMENTOS)
02. Não temos costume de comer
ENTRE TODOS OS 1. Comprados
ENTREVISTADOR: 03. São difíceis de preparar
MORADORES DE 2. Produzidos pela
ANOTAR O NÚMERO DE 04. São caros
SUA RESIDÊNCIA: própria família OU
VEZES NOS CAMPOS. SE (LER ATÉ OPÇÃO 3) 05. Não tem para vender com facilidade
COD. GRUPOS DE 3. Doados
GA ALIMENTOS NECESSÁRIO, AJUDE O 06. É difícil chegar aos locais de venda destes alimentos
ENTREVISTADO A FAZER 07. Não podem comer porque estão em dieta alimentar especial
CONTAS. 1. Aumentou VÁ PARA O 08. Não é saudável
2. Diminuiu OU PRÓXIMO ITEM 09. Falta água para cozinhar
70. Nenhuma vez 3. Não se alterou 10. Falta tempo para comprar /preparar
(A) (B) 4. NS/NR 11. Faltou gás, lenha ou álcool para cozinhar
MENORES MAIORES 12. Faltou produção para o auto-sustento
DE 10 DE 10 13. Outros
ANOS ANOS
(inclusive)

01 Arroz __________________________________________
V531 V532 V533 V534 V535

02 Biscoitos, bolos ou bolachas __________________________________________


V536 V537 V538 V539 V540

03 Farinha de mandioca __________________________________________


V541 V542 V543 V544 V545

04 Farinha de milho (fubá ou farinha de pipoca) __________________________________________


V546 V547 V548 V549 V550
Creme de arroz, amido de milho (Mucilon, __________________________________________
05
Maisena e outros)
V551 V552 V553 V554 V555

06 Pão (farinha de trigo) __________________________________________


V556 V557 V558 V559 V560

07 Cuscuz (pão de milho) __________________________________________


V561 V562 V563 V564 V565

14
APLICAR SOMENTE SE CÓD. 70 (NENHUMA VEZ)
NA QUESTÃO 70 A e B
70. NOS ÚLTIMOS SETE 71. DEPOIS QUE 72. NORMALMENTE, 73. QUAL O PRINCIPAL MOTIVO PELO QUAL NINGUÉM COMEU _______
DIAS, QUANTAS VEZES VOCÊ PASSOU A A MAIOR PARTE DOS (LER ALIMENTOS) EM SUA CASA, NOS ÚLTIMOS SETE DIAS?
FOI CONSUMIDO ______ RECEBER O ALIMENTOS DESSE (ESPONTÂNEA)
(LER ALIMENTO) SOMENTE BOLSA FAMÍLIA, O TIPO SÃO: (LER
ENTRE MORADORES (LER CONSUMO DE ____ OPÇÓES)
ABAIXO)
01. Não é do gosto da família
(LER ALIMENTOS) 02. Não temos costume de comer
ENTRE TODOS OS 1. Comprados 03. São difíceis de preparar
ENTREVISTADOR:
MORADORES DE 2. Produzidos pela 04. São caros
ANOTAR O NÚMERO DE
SUA RESIDÊNCIA: própria família OU 05. Não tem para vender com facilidade
VEZES NOS CAMPOS. SE (LER ATÉ OPÇÃO 3)
COD. GRUPOS DE 3. Doados 06. É difícil chegar aos locais de venda destes alimentos
GA ALIMENTOS NECESSÁRIO, AJUDE O
ENTREVISTADO A FAZER 07. Não podem comer porque estão em dieta alimentar especial
CONTAS. 1. Aumentou VÁ PARA O 08. Não é saudável
2. Diminuiu OU PRÓXIMO ITEM 09. Falta água para cozinhar
70. Nenhuma vez 3. Não se alterou 10. Falta tempo para comprar /preparar
(A) (B) 4. NS/NR 11. Faltou gás, lenha ou álcool para cozinhar
MENORES MAIORES 12. Faltou produção para o auto-sustento
DE 10 DE 10 13. Outros
ANOS ANOS
(inclusive)

08 Tapioca __________________________________________
V566 V567 V568 V569 V570

09 Macarrão __________________________________________
V571 V572 V573 V574 V575
Tubérculos e raízes (mandioca/macaxeira, __________________________________________
10
batata, batata-doce, cará, inhame)
V576 V577 V578 V579 V580
Leite e derivados do leite (queijos, iogurte, __________________________________________
11
coalhada)
V581 V582 V583 V584 V585

12 Achocolatados (tipo Nescau, Toddy...) __________________________________________


V586 V587 V588 V589 V590

13 Ovos __________________________________________
V591 V592 V593 V594 V595

14 Frutas e sucos naturais __________________________________________


V596 V597 V598 V599 V600

15 Verduras (Alface, agrião, couve, etc,...) __________________________________________


V601 V602 V603 V604 V605

15
APLICAR SOMENTE SE CÓD. 70 (NENHUMA VEZ)
NA QUESTÃO 70 A e B
70. NOS ÚLTIMOS SETE 71. DEPOIS QUE 72. NORMALMENTE, 73. QUAL O PRINCIPAL MOTIVO PELO QUAL NINGUÉM COMEU _______
DIAS, QUANTAS VEZES VOCÊ PASSOU A A MAIOR PARTE DOS (LER ALIMENTOS) EM SUA CASA, NOS ÚLTIMOS SETE DIAS?
FOI CONSUMIDO ______ RECEBER O ALIMENTOS DESSE (ESPONTÂNEA)
(LER ALIMENTO) SOMENTE BOLSA FAMÍLIA, O TIPO SÃO: (LER
ENTRE MORADORES (LER CONSUMO DE ____ OPÇÓES)
ABAIXO)
01. Não é do gosto da família
(LER ALIMENTOS) 02. Não temos costume de comer
ENTRE TODOS OS 1. Comprados 03. São difíceis de preparar
ENTREVISTADOR:
MORADORES DE 2. Produzidos pela 04. São caros
ANOTAR O NÚMERO DE
SUA RESIDÊNCIA: própria família OU 05. Não tem para vender com facilidade
VEZES NOS CAMPOS. SE (LER ATÉ OPÇÃO 3)
COD. GRUPOS DE 3. Doados 06. É difícil chegar aos locais de venda destes alimentos
GA ALIMENTOS NECESSÁRIO, AJUDE O
ENTREVISTADO A FAZER 07. Não podem comer porque estão em dieta alimentar especial
CONTAS. 1. Aumentou VÁ PARA O 08. Não é saudável
2. Diminuiu OU PRÓXIMO ITEM 09. Falta água para cozinhar
70. Nenhuma vez 3. Não se alterou 10. Falta tempo para comprar /preparar
(A) (B) 4. NS/NR 11. Faltou gás, lenha ou álcool para cozinhar
MENORES MAIORES 12. Faltou produção para o auto-sustento
DE 10 DE 10 13. Outros
ANOS ANOS
(inclusive)

Legumes (cenoura, beterraba, __________________________________________


16
abobora/jerimum, etc...)
V606 V607 V608 V609 V610

17 Feijão __________________________________________
V611 V612 V613 V614 V615

18 Outras leguminosas (ervilha, lentilha, etc...) __________________________________________


V616 V617 V618 V619 V620

19 Milho __________________________________________
V621 V622 V623 V624 V625
Carne vermelha (carne de gado) / Frango, __________________________________________
20
peixe, porco, cabrito, bode, carne de caça
V626 V627 V628 V629 V630
Embutidos (salsicha ou mortadela ou lingüiça __________________________________________
21
ou presunto)
V631 V632 V633 V634 V635
Açúcar, mel, melado de cana, rapadura (usado __________________________________________
22
para adoçar)
V636 V637 V638 V639 V640
Doces, geléias, sorvetes, gelatinas, balas, __________________________________________
23
bombons
V641 V642 V643 V644 V645

16
APLICAR SOMENTE SE CÓD. 70 (NENHUMA VEZ)
NA QUESTÃO 70 A e B
70. NOS ÚLTIMOS SETE 71. DEPOIS QUE 72. NORMALMENTE, 73. QUAL O PRINCIPAL MOTIVO PELO QUAL NINGUÉM COMEU _______
DIAS, QUANTAS VEZES VOCÊ PASSOU A A MAIOR PARTE DOS (LER ALIMENTOS) EM SUA CASA, NOS ÚLTIMOS SETE DIAS?
FOI CONSUMIDO ______ RECEBER O ALIMENTOS DESSE (ESPONTÂNEA)
(LER ALIMENTO) SOMENTE BOLSA FAMÍLIA, O TIPO SÃO: (LER
ENTRE MORADORES (LER CONSUMO DE ____ OPÇÓES)
ABAIXO)
01. Não é do gosto da família
(LER ALIMENTOS) 02. Não temos costume de comer
ENTRE TODOS OS 1. Comprados 03. São difíceis de preparar
ENTREVISTADOR:
MORADORES DE 2. Produzidos pela 04. São caros
ANOTAR O NÚMERO DE
SUA RESIDÊNCIA: própria família OU 05. Não tem para vender com facilidade
VEZES NOS CAMPOS. SE (LER ATÉ OPÇÃO 3)
COD. GRUPOS DE 3. Doados 06. É difícil chegar aos locais de venda destes alimentos
GA ALIMENTOS NECESSÁRIO, AJUDE O
ENTREVISTADO A FAZER 07. Não podem comer porque estão em dieta alimentar especial
CONTAS. 1. Aumentou VÁ PARA O 08. Não é saudável
2. Diminuiu OU PRÓXIMO ITEM 09. Falta água para cozinhar
70. Nenhuma vez 3. Não se alterou 10. Falta tempo para comprar /preparar
(A) (B) 4. NS/NR 11. Faltou gás, lenha ou álcool para cozinhar
MENORES MAIORES 12. Faltou produção para o auto-sustento
DE 10 DE 10 13. Outros
ANOS ANOS
(inclusive)

24 Refrigerantes __________________________________________
V646 V647 V648 V649 V650

25 Margarina, manteiga, óleos __________________________________________


V651 V652 V653 V654 V655

26 Bebidas alcoólicas __________________________________________


V656 V657 V658 V659 V660

27 Café, chimarrão, chá __________________________________________


V661 V662 V663 V664 V665
Produtos enlatados (carne de lata, sardinha,
28 etc...) e prontos para o consumo (sucos __________________________________________
industrializados, macarrão instantâneo, etc...) V666 V667 V668 V669 V670
Frituras (salgadinhos do tipo coxinha, quibe, __________________________________________
29
pastel, etc.)
V671 V672 V673 V674 V675

17
74. EM SUA OPINIÃO, O QUE OCORREU COM A ALIMENTAÇÃO DA SUA FAMÍLIA A PARTIR DO
PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA EM RELAÇÃO A _______________(LER CADA ITEM): AUMENTOU,
DIMINUIU OU NÃO HOUVE ALTERAÇÃO?

1 – Aumentou 3 – Não houve alteração


2 – Diminuiu 4 – NS/NR

Quantidade de alimentos que já consumia


V676

Variedade de alimentos
V677

Número de refeições em casa


V678

Número de refeições fora de casa


V679

Compra de alimentos que as crianças gostam


V680

Refeições nos fins de semana


V681

75. VOCÊ OU ALGUÉM NA FAMÍLIA TEM OU JÁ TEVE PROBLEMAS LIGADOS À SAÚDE QUE TENHA
SIDO DIAGNOSTICADO POR MÉDICO, COMO ____________ (LER CADA ITEM)?

1 – Sim 2 – Não 3 – NS/NR

Desnutrição
V682

Obesidade (excesso de peso)


V683

Deficiência de vitamina A
V684

Bócio (Papo)
V685

Anemia
V686

Diabetes
V687

Colesterol Alto (gordura no sangue)


V688

Anemia Falciforme
V689

Doença celíaca
V690

Hipertensão (pressão alta)


V691

18
ACESSO À ALIMENTAÇÃO

76. VOU LER ALGUMAS FORMAS DE OBTER ALIMENTAÇÃO E GOSTARIA QUE VOCÊ ME DISSESSE
QUAIS SÃO AS MAIS IMPORTANTES PARA SUA FAMÍLIA. (VER INSTRUÇÃO NO QUESTIONÁRIO
DO TREINAMENTO – LER ATÉ OPÇÃO 7 - MARCAR ATÉ 3 OPÇÕES)

1 - caça, pesca, extrativismo


2 - produção de alimentos para o próprio consumo, como agricultura familiar e criação V692
de animais
3 - compra de alimentos no mercado
4 - alimentação na escola V693
5 - programas públicos de assistência alimentar
6 - doação de alimentos
7 - ajuda de parentes e amigos V694

SE CÓDIGO 1 EM 76, CODIFIQUE 1 EM 77 AUTOMATICAMENTE)

77. SUA FAMÍLIA PRATICA CAÇA, PESCA OU EXTRATIVISMO?

1 - Sim
V695
2 - Não VÁ PARA INSTRUÇÃO ANTES DE 80

78. OS PRODUTOS OBTIDOS DA CAÇA, PESCA OU EXTRATIVISMO SÃO DESTINADOS: (LER ATÉ
OPÇÃO 3)

1 – exclusivamente para o sustento da sua família


2 – exclusivamente para a comercialização
3 – para o sustento da sua família e para comercialização
V696
4 – NS
5 – NR

79. DEPOIS QUE VOCÊS PASSARAM A RECEBER O BOLSA FAMÍLIA A SUA FAMÍLIA PASSOU A
CAÇAR, PESCAR OU PRATICAR EXTRATIVISMO: (LER ATÉ OPÇÃO 3)

1 - mais
2 - menos
3 - não houve alteração
V697
4 - NS
5 - NR

SE CÓDIGO 2 EM 76, CODIFIQUE 1 EM 80 AUTOMATICAMENTE

80. SUA FAMÍLIA PLANTA ALGUM TIPO DE ALIMENTO OU CRIA ANIMAIS PARA ALIMENTAÇÃO?

1 – Sim
V698
2 – Não VÁ PARA 93

81. DEPOIS QUE VOCÊS PASSARAM A RECEBER O BOLSA FAMÍLIA A SUA FAMÍLIA PASSOU A
PLANTAR E CRIAR ANIMAIS: (LER ATÉ OPÇÃO 3)

1 - mais
2 - menos
3 - não houve alteração
V699
4 - NS
5 - NR

19
82. SUA FAMÍLIA TEM DIFICULDADES NA AGRICULTURA E/OU NA CRIAÇÃO DE ANIMAIS (SE SIM),
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DIFICULDADES ENFRENTADAS NA AGRICULTURA E CRIAÇÃO DE
ANIMAIS? (ESPONTÂNEA - MARCAR ATÉ 3 OPÇÕES)
01 - pouca terra
02 - pouca água
03 - acesso limitado ou inadequado à crédito
V700
04 - baixa formação técnica
05 - acesso limitado a assistência técnica
06 - alto custo dos insumos (adubo, semente, agrotóxico,...)
07 - alto custo da mão-de-obra
08 - riscos associados à produção (estiagem, secas, enchentes, pragas,...)
V701
09 - baixa remuneração da produção
10 - infra-estrutura para a comercialização
11 - falta de tempo
12 - falta de interesse por parte das novas gerações

- outro: _______________________________________________________ V702


(Anotar)
70 - não há dificuldades

83. OS PRODUTOS OBTIDOS DA AGRICULTURA E/OU CRIAÇÃO DE ANIMAIS SÃO DESTINADOS:


(LER ATÉ OPÇÃO 3)

1 - exclusivamente para o sustento da família => VÁ PARA 85

2 - exclusivamente para a comercialização


3 - para o sustento da família e para comercialização V703
4 - NS
5 - NR

84 QUAIS AS FORMAS DE COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO UTILIZADAS PELA SUA FAMÍLIA?


(VER INSTRUÇÕES NO QUESTIONÁRIO DO TREINAMENTO – ESPONTÂNEA – REGISTRAR ATÉ
7 OPÇÕES)
01 – Programas governamentais
02 – Venda direta ao consumidor
03 – Venda para atravessador V704 V705
04 – Venda para comércio local e centrais urbanas de
abastecimento (incluindo feiras)
05 – Venda para cooperativa V706 V707
06 – Venda para indústria alimentícia (empresas, fábricas,...)

- outra: _______________________________ V708 V709


(Anotar)

V710

85 EM RELAÇÃO À TERRA EM QUE SE PLANTA E/OU CRIA ANIMAIS, SUA FAMÍLIA É: (VER
INSTRUÇÃO NO QUESTIONÁRIO DO TREINAMENTO - LER ATÉ A OPÇÃO 09)

01 - Proprietária
02 - Arrendatária
03 - Posseira
04 - Parceira (meeiro, terceiro, quarteiro...)
05 - Assentada pelo Programa Nacional de Reforma Agrária
06 - Beneficiária do Banco da Terra (crédito fundiário)
07 - Comodatária (colono) V711
08 - Uso coletivo
09 - Empregada (remunerada)

- Outra opção: _______________________________


(Anotar)

20
86 QUAL O TAMANHO DA ÁREA PERTENCENTE/UTILIZADA PELA SUA FAMÍLIA? (ESPONTÂNEA)

1 – Até 2 hectares
2 – Mais de 2 a 5 hectares
3 – Mais de 5 a 10 hectares
4 – Mais de 10 a 20 hectares
5 – Mais de 20 a 50 hectares
6 – Mais de 50 hectares
V712
– Outro: _______________________________ (anotar a resposta e a unidade de
medida, por exemplo: 10 alqueires mineiro/baiano/paulista... 5 alqueirões... 800
litros... 100 braças... 30.000 metros quadrados... etc.)

87 SUA FAMÍLIA TEVE NOS ÚLTIMOS 3 ANOS, ALGUMA FORMA DE CRÉDITO, EMPRÉSTIMO OU
FINANCIAMENTO AGRÍCOLA? (SE SIM), QUAL FOI OU FORAM OS CRÉDITOS AGRÍCOLAS QUE
SUA FAMÍLIA TEVE? (ESPONTÂNEA - MARCAR ATÉ 4 OPÇÕES)

01 - Não teve => VÁ PARA 90

02 - Pronaf (Prog.Nac.de Fortal.da Agricultura Familiar) => APLIQUE A V713 V714


PRÓXIMA

03 - Fundos constitucionais------------------------------------------------------\
04 - Crédito através de cooperativas de crédito ou de fundo rotativo > VÁ
V715 V716
> PARA
- Outros: ____________________________________________ > 89
(Anotar)-------------------------------------/

88 PARA QUE FOI UTILIZADO O CRÉDITO/EMPRÉSTIMO/FINANCIAMENTO AGRÍCOLA? (VER


INSTRUÇÃO NO QUESTIONÁRIO DO TREINAMENTO – ESPONTÂNEA)
1 – custeio
2 – investimento
3 – NS/NR V717

89 SUA FAMÍLIA DEIXOU DE PAGAR OU ESTA ATRASADA NO PAGAMENTO DO CRÉDITO/


EMPRÉSTIMO/FINANCIAMENTO AGRÍCOLA?

1 – Sim
2 – Não
VÁ PARA 91 V718

90 POR QUE SUA FAMÍLIA NUNCA USOU CRÉDITO AGRÍCOLA? (ESPONTÂNEA)

01 - não quer investir em sua produção agrícola


02 - não quer se endividar
03 - não sabe como acessar
04 - não tem a documentação necessária
05 - não tem avalista
06 - pediu crédito e não foi atendido V719

- outro: ______________________________
(Anotar)
91 SUA FAMÍLIA RECEBE ALGUM TIPO DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA NA AGRICULTURA E/OU NA
CRIAÇÃO DE ANIMAIS? (ESPONTÂNEA)

1 - Sim
2 - Não V720
92 SEUS FILHOS PRETENDEM CONTINUAR A PLANTAR E/OU CRIAR ANIMAIS PARA O CONSUMO?
(ESPONTÂNEA)

1 - Sim 3 - NS/NR
2 - Não 4 - NA V721

21
AGORA, VAMOS FALAR SOBRE LOCAIS DE COMPRA DE ALIMENTOS:
APLICAR NA HORIZONTAL.

93. A SUA FAMÍLIA 94. POR QUE SUA FAMÍLIA COMPRA EM 95. QUAL É A PRINCIPAL FORMA DE
COSTUMA COMPRAR __________________________ (LER TIPO DE PAGAMENTO DAS COMPRAS EM _____ (LER
ALIMENTOS EM ESTABELECIMENTO)? (ESPONTÂNEA) TIPO DE ESTABELECIMENTO)? (ESPONTÂNEA)
_______ (LER TIPO DE
ESTABELECIMENTO)? 01 - Única opção 01 - Pagamento à vista
TIPO DE 02 - Melhor preço 02 - Pagamento a prazo (prestações)
ESTABELECIMENTO 1 - Sim 03 - Melhor qualidade 03 - Sistema de cadernetas
04 - Proximidade de casa 04 - Fiado
2 - Não => Vá p/o próx. 05 - Possibilidade de comprar fiado
estabele- 06 - Variedade de produtos - Outro (anotar)
cimento
- Outro (anotar)

SUPERMERCADOS E MERCADOS DE
1 MÉDIO PORTE (MERCEARIA,
ARMAZÉM, ETC.) V722
V723 V724

PEQUENOS MERCADOS DO BAIRRO/


2 POVOADO (TABERNA, BIROSCA,
TENDA, CANTINA, VENDA...) V725
V726 V727

3 FEIRAS/MERCADOS MUNICIPAIS
V728
V729 V730

4 SACOLÃO/VAREJÃO/FRUTARIA
V731
V732 V733

96. QUEM DA SUA FAMÍLIA MAIS INFLUENCIA NA DECISÃO DO QUE DEVE SER COMPRADO COM O DINHEIRO DO BOLSA FAMÍLIA? (ANOTAR O NOME E O
NÚMERO DA PESSOA CORRESPONDENTE AO QUADRO “CARACTERÍSTICA DOS MORADORES”, COM DOIS DÍGITOS - MARCAR ATÉ 2 OPÇÕES)

________________________________________________________________________________________________
(Anotar nome)
V734

22
VAMOS AGORA FALAR SOBRE A DOAÇÃO DE ALIMENTOS E PROGRAMAS PÚBLICOS DE SEGURANÇA ALIMENTAR.
APLICAR NA HORIZONTAL.
97. NOS ÚLTIMOS 12 98. COM QUE FREQÜÊNCIA SUA 99. DE QUEM SUA FAMÍLIA RECEBEU ______________ (LER DOAÇÕES/PROGRAMAS)?
MESES SUA FAMÍLIA FAMÍLIA RECEBEU/ UTILIZOU (ESPONTÂNEA)
RECEBEU/ UTILIZOU __________? (LER DOAÇÕES/ 1 – Citou
____? (LER DOAÇÕES/ PROGRAMAS) - (LER ATÉ 2 – Não citou
PROGRAMAS) OPÇÃO 4)
TIPO DE
DOAÇÃO/ PROGRAMA
1 - Sim 1 - diariamente
2 - semanalmente

Igreja
Outros

2 - Não \ Vá p/próx. 3 - mensalmente

Amigos

Governo
Políticos

Feira livre

Familiares
Restaurante

3 - NS/NR / item 4 - sem periodicidade fixa

Empregador
5 - NS/NR

01 Doação de cesta básica


V735 V736 V737 V738 V739 V740 V741 V742 V743 V744 V745
Doação de refeições
02
prontas
V746 V747 V748 V749 V750 V751 V752 V753 V754 V755 V756

03 Doação de leite
V757 V758 V759 V760 V761 V762 V763 V764 V765 V766 V767
Alimentos de hortas
04
comunitárias
V768 V769 V770 V771 V772 V773 V774 V775 V776 V777 V778
Alimentos de banco de
05
alimentos
V779 V780 V781 V782 V783 V784 V785 V786 V787 V788 V789
Alimentos de Programa
06 de Aquisição de
Alimentos (PAA) V790 V791 V792 V793 V794 V795 V796 V797 V798 V799 V800
Alimentos de cozinhas
07
comunitárias
V801 V802 V803 V804 V805 V806 V807 V808 V809 V810 V811
Suplementação de ferro
08
em postos de saúde
V812 V813 V814 V815 V816 V817 V818 V819 V820 V821 V822
Suplementação de
09 Vitamina A em postos
de saúde V823 V824 V825 V826 V827 V828 V829 V830 V831 V832 V833
Alimentação do
10 trabalhador (vale/ ticket
alimentação/ refeição) V834 V835 V836 V837 V838 V839 V840 V841 V842 V843 V844

23
RELAÇÕES SOCIAIS DE GÊNERO (APLICAR O BLOCO RESERVADAMENTE)

100. NA SUA OPINIÃO, O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA DEVE FICAR NO NOME DE QUEM (LER ATÉ
OPÇÃO 2)

1 - homem
2 - mulher
V845
3 - tanto faz => VÁ PARA 102

101. POR QUÊ? (NÃO LER OPÇÕES DE RESPOSTA)

01 - conhecem melhor as necessidades da família


02 - tendem a gastar com alimentação e com os filhos
03 - são mais eficientes na gestão do recurso
04 - são os/as responsáveis pela família
05 - estão apenas de passagem na família
V846
06 - tendem a gastar com bebidas e outras diversões

- Outro: ____________________________________
(Anotar)

102. VOU LER ALGUMAS SITUAÇÕES, PARA QUE VOCÊ ME DIGA SE OCORRERAM OU NÃO.

DEPOIS QUE VOCÊ PASSOU A RECEBER O BOLSA FAMÍLIA ___________? (LER ITENS DO
QUADRO):

1 – Sim 2 – Não 3 – NS/NR 4 – NSA

Aconteceram conflitos familiares relacionados ao uso do dinheiro V847

Aumentou a pressão dos filhos(as) para comprar produtos que eles preferem V848

Aumentou seu poder de decisão em relação ao dinheiro da família V849


Você passou a “comprar fiado” e a crédito V850

Você passou a se sentir mais independente financeiramente V851


Você passou a se sentir mais respeitado(a) por seu(sua) companheiro(a) V852

PERCEPÇÃO SOBRE DIREITOS SOCIAIS

ENTREVISTADOR, LEIA: ALGUMAS PESSOAS ACREDITAM QUE O BOLSA FAMÍLIA AJUDOU-LHES


A FAZER ALGUNS CURSOS, A FREQUENTAR SERVIÇOS DE SAÚDE E A TER MAIS
OPORTUNIDADES DE TRABALHO. OUTRAS PESSOAS ACREDITAM QUE NÃO.

103. O QUANTO O BOLSA FAMÍLIA LHE AJUDOU A ________ (LER ITENS DO QUADRO): (LER ATÉ
OPÇÃO 3)

1 – Ajudou muito
2 – Ajudou um pouco
3 – Não ajudou
4 – NS/NR

Freqüentar algum curso de educação formal, como ensino fundamental, médio, superior. V853
Participar de curso de alfabetização de jovens e adultos – AJA ou curso de Educação de
Jovens e Adultos – EJA. V854

24
104. O QUANTO O BOLSA FAMÍLIA LHE AJUDOU A ________ (LER ITENS DO QUADRO): (LER ATÉ
OPÇÃO 3)

1 – Ajudou muito
2 – Ajudou um pouco
3 – Não ajudou
4 – NS/NR

Aumentar a freqüência aos serviços de saúde e as práticas de cuidado a saúde V855


A participar de grupos de promoção a saúde como por exemplo, diabetes, hipertensos... V856

Ter mais informação sobre assuntos como planejamento familiar, gravidez, menopausa... V857
Ter mais acesso a exames pelo SUS V858

105. O QUANTO O BOLSA FAMÍLIA LHE AJUDOU A ________ (LER ITENS DO QUADRO): (LER ATÉ
OPÇÃO 3)

1 – Ajudou muito
2 – Ajudou um pouco
3 – Não ajudou
4 – NS/NR

Participar de programas de geração de renda V859


Participar de cursos profissionalizantes V860
Iniciar ou passar a investir mais em seu próprio negócio V861
Conseguir alguma forma de crédito para investir em seu negócio V862

Começar a participar de alguma associação ou cooperativa de trabalho V863

106. A) VOCÊ DEIXOU DE EXERCER ALGUM TRABALHO REMUNERADO POR CAUSA DO BOLSA
FAMÍLIA?

1 – Sim => APLIQUE “B”

2 – Não => VÁ PARA 107


V864

B) POR QUÊ? (ESPONTÂNEA - MARCAR ATÉ 4 OPÇÕES)

01 - Porque o trabalho era mal remunerado


02 - Porque o trabalho era desgastante ou degradante (pesado, exploratório,...) V865
03 - Porque o benefício é suficiente para cobrir as necessidades

- Outro motivo: ____________________________________________ V866


(Anotar)
80 - NS
90 - NR V867

V868

25
107. NOS ÚLTIMOS 12 MESES VOCÊ PARTICIPOU DE: (LER ITENS DO QUADRO)

1 – Citou
2 – Não citou

Alguma associação comunitária ou de bairro V869

Algum sindicato, federação ou associação de classe V870


Algum partido político V871
Algum movimento social V872
Algum conselho de controle social V873

SE CÓDIGO 2 (NÃO CITOU) EM TODOS OS ITENS, VÁ PARA QUESTÃO 109.

108. A PARTIR DO RECEBIMENTO DO BOLSA FAMÍLIA, SUA PARTICIPAÇÃO POLÍTICA EM


ASSOCIAÇÕES, SINDICATOS, PARTIDOS, MOVIMENTOS SOCIAIS OU CONSELHOS: (LER ATÉ
OPÇÃO 3)

1 - aumentou
2 - diminuiu
3 - não houve alteração
V874
4 - NS
5 - NR
FUNCIONAMENTO DO PROGRAMA

109. COMO VOCÊ FICOU SABENDO DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA, PELA PRIMEIRA VEZ?
(ESPONTÂNEA)

01 - TV
02 - rádio
03 - jornal
04 - carro de som
05 - na secretaria ou núcleo de assistência social
06 - na escola
07 - no posto de saúde/ hospital
V875
08 - no sindicato
09 - na igreja
10 - através de amigos ou parentes

- outro: _____________________________
(Anotar)

110. NEM TODA FAMÍLIA PODE SER BENEFICIÁRIA DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA. VOCÊ SABE
QUAIS OS CRITÉRIOS/CONDIÇÕES QUE UMA FAMÍLIA DEVE TER PARA PODER PARTICIPAR
DO PROGRAMA? (SE SIM), QUAIS? (ESPONTÂNEA – ANOTAR ATÉ 3 RESPOSTAS)

01 - Chefe de família desempregado(a)


02 - Não ter carteira assinada
03 - Comprovar baixa renda (ser pobre) V876
04 - Ter filhos matriculados na escola
05 - Apresentar problemas de saúde que incapacitem para o trabalho
V877
- Outro: ____________________________
(Anotar)
V878
80 - Não sabe

26
111. VOCÊ SABE POR QUE ALGUMAS FAMÍLIAS GANHAM UM DETERMINADO VALOR E OUTRAS
GANHAM UM VALOR DIFERENTE?

1 – Sim
2 – Não
3 – NS V879
4 – NR

112. AS FAMÍLIAS CADASTRADAS NO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA PRECISAM CUMPRIR


DETERMINADAS OBRIGAÇÕES PARA CONTINUAR RECEBENDO O DINHEIRO. VOCÊ SABE
QUAIS SÃO ESSAS OBRIGAÇÕES? (ESPONTÂNEA – ANOTAR ATÉ 3 RESPOSTAS)

01 - matricular e acompanhar a freqüência escolar das crianças no


ensino fundamental
02 - acompanhar a saúde e o estado nutricional dos filhos V880
03 - participar de ações de educação alimentar
04 - vacinação das crianças
V881
- outras: ____________________________
(Anotar)
V882
80 - Não sabe=> VÁ PARA 116

113. A SUA FAMÍLIA TEM DIFICULDADES PARA CUMPRIR COM ESSAS OBRIGAÇÕES?

1 – sim
V883
2 – não => VÁ PARA 115

114. QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DIFICULDADES PARA SE CUMPRIR COM ESSAS OBRIGAÇÕES?
(ESPONTÂNEA – ANOTAR ATÉ 3 RESPOSTAS)

01 - dificuldades para se conseguir vagas nas escolas


02 - distância das escolas
03 - distância dos serviços de saúde V884
04 - falta de transporte
05 - tempo de espera em filas para o atendimento nas unidades de saúde
06 - inexistência de atividades complementares de educação alimentar
07 - falta de profissionais e equipamentos para o desenvolvimento das ações V885

- outra: _____________________________________________________
(Anotar)
80 - NS V886
90 - NR

115. EM SUA OPINIÃO, VOCÊ ACHA CERTO QUE AS FAMÍLIAS QUE NÃO CUMPREM COM ESSAS
OBRIGAÇÕES SEJAM EXCLUÍDAS DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA?

1 – Sim
2 – Não
V887
3 – NS/NR

116. A) VOCÊ JÁ TEVE DÚVIDAS SOBRE O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA?

1 – Sim => APLIQUE “B”


V888
2 – Não => VÁ PARA 117

B) VOCÊ BUSCOU AS INFORMAÇÕES/ESCLARECIMENTOS SOBRE ESSAS DÚVIDAS? (SE SIM)


ESTAS INFORMAÇÕES/ESCLARECIMENTOS FORAM SATISFATÓRIOS?

1 – Buscou e foram satisfatórios


2 – Buscou e não foram satisfatórios
3 – Não buscou informações/esclarecimentos V889

27
117. SE VOCÊ TIVER DÚVIDAS SOBRE O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA, SABE ONDE BUSCAR
INFORMAÇÃO? (ESPONTÂNEA – ANOTAR ATÉ 5 OPÇÕES)

01 – Sim, na prefeitura (secretaria de assistência social/ saúde/


educação,...)
02 – Sim, na escola V890 V891
03 – Sim, no posto de saúde
04 – Sim, pelo 0800 do Bolsa Família
05 – Sim, no questionário do treinamento do beneficiário
V893
06 – Sim, com amigos e parentes que possam ajudar V892
07 – Sim, no banco (CEF/Lotérica)

- Outro: _______________________________
(Anotar) V894

80 – Não sabe onde buscar


90 – NR

118. NO CASO DE COISAS ERRADAS NO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA, VOCÊ SABE COMO FAZER
DENÚNCIAS?

1 – Sim
2 – Não V895

119. A) VOCÊ TEM CONHECIMENTO, EM SEU MUNICÍPIO, DE ALGUM CONSELHO OU FORMA DE


PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE NO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA?

1 – sim APLIQUE “B”

2 – não VÁ PARA 120 V896

B) QUAL?

______________________________________________________________
(Anotar) V897

120. VOCÊ CONHECE ALGUMA PESSOA, QUE, A SEU VER, PRECISA DO BOLSA FAMÍLIA, SE
CADASTROU E NUNCA RECEBEU O BENEFÍCIO?

1 – Sim
2 – Não V898

121. QUANTO TEMPO VOCÊ GASTOU NO DESLOCAMENTO PARA BUSCAR O DINHEIRO DO BOLSA
FAMÍLIA NO ÚLTIMO MÊS? (LER ATÉ OPÇÃO 4)

1 - menos do que 1 hora


2 - entre 1 e 2 horas
3 - entre 2 e 4 horas
V899
4 - mais do que 4 horas
5 - NS/Não lembra

122. QUANTO DINHEIRO VOCÊ GASTOU NO DESLOCAMENTO OU TRANSPORTE PARA RECEBER


O DINHEIRO DO BOLSA FAMÍLIA NO ÚLTIMO MÊS: (LER ATÉ OPÇÃO 5)

1 – Nada
2 – Até R$ 2,00
3 – Mais de R$ 2,00 até R$ 5,00
4 – Mais de R$ 5,00 até R$ 15,00 V900
5 – Mais de R$ 15,00
6 – NS/Não lembra

28
123. ATÉ QUANDO VOCÊ ACHA QUE SUA FAMÍLIA DEVERIA CONTINUAR RECEBENDO O DINHEIRO
DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA? (ESPONTÂNEA)

01 - enquanto filhos(as) estiverem na escola


02 - até que chefes de família possam se estabilizar em um emprego
03 - até que os filhos estejam inseridos no mercado de trabalho
04 - até quando necessitarmos
05 - para sempre
V901
- outros: _________________________________________
(Anotar)
80 - NS
90 - NR

ATENÇÃO ENTREVISTADOR: PEÇA PARA O BENEFICIÁRIO ASSINAR O TERMO


DE CONSENTIMENTO.

OBTENÇÃO DA ENTREVISTA

ENTREVISTADOR: UTILIZE ESTE ESPAÇO PARA O CONTROLE DE VISITAS.

PRIMEIRA VISITA: DATA _______/_______ HORA _______:_______ h

OCORRÊNCIA: _________________________________________________________________________

SEGUNDA VISITA: DATA _______/_______ HORA _______:_______ h

OCORRÊNCIA: _________________________________________________________________________

TERCEIRA VISITA: DATA _______/_______ HORA _______:_______ h

OCORRÊNCIA: _________________________________________________________________________

- ENTREVISTA REALIZADA NA: (anotar automaticamente)

1 – Primeira visita
2 – Segunda visita
V902
3 – Terceira visita

29
IDENTIFICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO/BENEFICIÁRIO – OBRIGATÓRIO PREENCHIMENTO

NUMERO DA LISTAGEM: ________________________________________


V903

NOME DO ENTREVISTADO: ___________________________________ (PERGUNTAR SÓ O 1º NOME).

Endereço da Listagem: ___________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Anote uma referência do domicílio: __________________________________________________________

Bairro: ________________________________________________________________________________

CEP: _____________________________________________ -

MUNICÍPIO DA LISTAGEM: _____________________________


V904

ESTADO DA LISTAGEM: __________________________________________________


V905

REGIÃO DA LISTAGEM: __________________________________________________


V906

Telefone 1: ( ) - FALAR COM: ____________________

Telefone 2: ( ) - FALAR COM: ____________________

Telefone 3: ( ) - FALAR COM: ____________________

Telefone 4: ( ) - FALAR COM: ____________________

30
Se o beneficiário mudou de endereço e foi localizado,
registre o novo endereço abaixo:

Endereço atual do beneficiário: _____________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________ __________________

Anote uma referência do domicílio: __________________________________________________________

Bairro: ________________________________________________________________________________

CEP: _______________________________________________

Município: ________________________________________________

Estado: ______________________________________________________________________

Região: __________________________________________________________________________

Código e nome
________________________________________________________
do entrevistador:

Código e nome
________________________________________________________
do supervisor:

Checagem: ________________________________________________________

31
ANEXO6ERROS
DE AMOSTRAGEM

Uma forma comumente usada para dar indicação sobre a precisão de uma
amostra é baseada nos erros de amostragem. Esses erros, derivados do proces-
so de seleção probabilística da amostra, são calculados com base nos dados da
própria amostra e variam de acordo com a variável estudada.
Duas formas costumam ser usadas para sua apresentação: (1) por meio dos
coeficientes de variação dos estimadores; (2) por meio de intervalos de confian-
ça das estimativas. No caso, optou-se por apresentar os intervalos de confiança
de algumas variáveis escolhidas por meio de tabelas que informam o valor da
estimativa e o seu intervalo de confiança de nível 95%.
Com esses intervalos, indica-se que existe probabilidade de 95% do valor
verdadeiro e desconhecido da variável na população de pesquisa (conjunto de
pessoas beneficiárias ativas em março de 2007, data de referência do cadastro
de seleção) estar nele contido. Assim, quanto menor a amplitude do intervalo de
confiança, maior a precisão da amostra para a variável considerada.
Como a maior parte das variáveis pesquisadas é categorizada, o estimador
utilizado neste anexo é o de proporção. Uma vez que os pesos amostrais são
constantes por estrato (amostra autoponderada por macrorregião), a notação
descrita no capítulo 2 pode ser simplificada.
Assim, se Phi for o estimador de proporção para um conglomerado (muni-
cípio) i do estrato h (h = 1, 2, 3, 4, 5) qualquer, o estimador da proporção de um
estrato, representado por Ph, será dado pela expressão (1) e sua variância pela
expressão (2) –

(1),

(2),

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 266


onde:
m é o número de conglomerados (=50) do estrato h.
O intervalo de confiança de 95% para uma proporção em nível de estrato é:

onde:
1,96 é a abscissa da distribuição normal (0; 1) que corresponde à probabili-
dade de 95%.
Como a amostra é independente por estrato, o estimador de uma propor-
ção nacional é apresentado na expressão (4); sua variância consta da expressão
(5); e o intervalo de confiança é apresentado na expressão (6):

(4),

(5),

(6).

Os quadros a seguir apresentam o erro de amostragem para algumas pro-


porções observadas em perguntas formuladas. São seis tabelas, uma para cada
região e outra para o total do país. Em cada tabela, a primeira coluna indica a
pergunta e a categoria cuja proporção foi estimada, a segunda coluna fornece
o valor da proporção estimada, enquanto as duas últimas colunas fornecem os
limites inferiores e superiores do intervalo de confiança da proporção estimada.

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 267


Quadro 1 – Brasil

INTERVALOS DE CONFIANÇA (95%)


QUESTÕES SELECIONADAS PROPORÇÃO
Limite inferior Limite superior
QUESTÃO 8 – A água é suficiente para as ne-
87,83 85,29 90,37
cessidades domésticas – % Sim
QUESTÃO 22 – Tem algum problema crônico
22,10 20,04 24,16
de saúde (titular) – % Sim
QUESTÃO 29 – Nos últimos 30 dias, trabalhou
43,67 41,28 46,07
ou não (titular) – % Teve trabalho
QUESTÃO 39 – Curso que freqüenta ou curso
mais elevado que freqüentou (titular) – % En- 60,14 57,55 62,74
sino Fundamental/Supletivo 1º grau
QUESTÃO 71 – Depois que passou a receber o
Bolsa Família, o consumo de carnes – 60,88 56,92 64,83
% Aumentou
QUESTÃO 74 – O que ocorreu com a variedade
de alimentos a partir do Programa Bolsa Famí- 69,83 66,77 72,89
lia – % Aumentou
QUESTÃO 80 – A família planta algum tipo
de alimento ou cria animais para alimentação 20,77 17,37 24,17
– % Sim
QUESTÃO 81 (*) – Depois de receber o Bolsa
Família, passou a plantar e criar animais – 11,93 7,99 15,88
% Mais
QUESTÃO 111 – Sabe por que algumas famí-
lias ganham um determinado valor e outras 20,70 18,11 23,29
ganham um valor diferente – % Sim
QUESTÃO 120 – Conhece alguma pessoa que
precisa do Bolsa Família, se cadastrou e nunca 59,96 56,86 63,06
recebeu o benefício – % Sim
Ebia – Escala Brasileira de Insegurança
Alimentar (dicotômica) – % Insegurança 83,15 80,53 85,77
alimentar
QUESTÃO 96 – Gênero de quem da família
mais influencia na decisão do que deve ser
90,40 88,46 92,33
comprado com o dinheiro do Bolsa Família –
% Mulher

(*) Nota: As famílias beneficiárias que respondem, na questão 80, que não plantam alimento ou criam animais, não res-
pondem à questão 81. Portanto, há poucos beneficiários que respondem a essa questão e, em alguns conglomerados, ela
acabou não sendo aplicada (todos responderam não na questão 80). Assim, para o cálculo do erro nessa questão, foram
considerados apenas os conglomerados em que pelo menos uma pessoas beneficiária respondia à questão.

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 268


Quadro 2 – Norte

INTERVALOS DE CONFIANÇA (95%)


QUESTÕES SELECIONADAS PROPORÇÃO
Limite inferior Limite superior
QUESTÃO 8 – A água é suficiente para as ne-
80,5 75,71 85,29
cessidades domésticas – % Sim
QUESTÃO 22 – Tem algum problema crônico
16,7 13,17 20,23
de saúde (titular) – % Sim
QUESTÃO 29 – Nos últimos 30 dias, trabalhou
42,4 38,64 46,16
ou não (titular) – % Teve trabalho
QUESTÃO 39 – Curso que freqüenta ou curso
mais elevado que freqüentou (titular) – 61,93 57,13 66,72
% Ensino Fundamental/Supletivo 1º grau
QUESTÃO 71 – Depois que passou a receber o
Bolsa Família, o consumo de carnes – 57,08 49,33 64,82
% Aumentou
QUESTÃO 74 – O que ocorreu com a variedade
de alimentos a partir do Programa Bolsa Famí- 69,9 64,34 75,46
lia – % Aumentou
QUESTÃO 80 – A família planta algum tipo
de alimento ou cria animais para alimentação 21,3 15,26 27,34
– % Sim
QUESTÃO 81 (*) – Depois de receber o Bolsa
Família, passou a plantar e criar animais – 15,39 8,49 22,28
% Mais
QUESTÃO 111 – Sabe por que algumas famí-
lias ganham um determinado valor e outras 17,5 13,96 21,04
ganham um valor diferente – % Sim
QUESTÃO 120 – Conhece alguma pessoa que
precisa do Bolsa Família, se cadastrou e nunca 73,3 68,69 77,91
recebeu o benefício – % Sim
Ebia – Escala Brasileira de Insegurança Ali-
mentar (dicotômica) – % Insegurança 83,7 78,14 89,26
alimentar
QUESTÃO 96 – Gênero de quem da família
mais influencia na decisão do que deve ser
90,1 86,89 93,31
comprado com o dinheiro do Bolsa Família –
% Mulher

(*) Nota: As famílias beneficiárias que respondem, na questão 80, que não plantam alimento ou criam animais, não res-
pondem à questão 81. Portanto, há poucos beneficiários que respondem a essa questão e, em alguns conglomerados, ela
acabou não sendo aplicada (todos responderam não na questão 80). Assim, para o cálculo do erro nessa questão, foram
considerados apenas os conglomerados em que pelo menos uma pessoas beneficiária respondia à questão.

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 269


Quadro 3 – Nordeste

INTERVALOS DE CONFIANÇA (95%)


QUESTÕES SELECIONADAS PROPORÇÃO
Limite inferior Limite superior
QUESTÃO 8 – A água é suficiente para as ne-
84,4 79,7 89,1
cessidades domésticas – % Sim
QUESTÃO 22 – Tem algum problema crônico
19,1 15,5 22,7
de saúde (titular) – % Sim
QUESTÃO 29 – Nos últimos 30 dias, trabalhou
39,3 35,26 43,34
ou não (titular) – % Teve trabalho
QUESTÃO 39 – Curso que freqüenta ou curso
mais elevado que freqüentou (titular) – 53,2 48,89 57,52
% Ensino Fundamental/Supletivo 1º grau
QUESTÃO 71 – Depois que passou a receber o
Bolsa Família, o consumo de carnes – 67,52 60,52 74,52
% Aumentou
QUESTÃO 74 – O que ocorreu com a variedade
de alimentos a partir do Programa Bolsa Famí- 72,2 66,99 77,41
lia – % Aumentou
QUESTÃO 80 – A família planta algum tipo
de alimento ou cria animais para alimentação 25,3 19,36 31,24
– % Sim
QUESTÃO 81 (*) – Depois de receber o Bolsa
Família, passou a plantar e criar animais – 9,48 3,42 15,54
% Mais
QUESTÃO 111 – Sabe por que algumas famí-
lias ganham um determinado valor e outras 21,4 16,96 25,84
ganham um valor diferente – % Sim
QUESTÃO 120 – Conhece alguma pessoa que
precisa do Bolsa Família, se cadastrou e nunca 65,7 60,39 71,01
recebeu o benefício – % Sim
Ebia – Escala Brasileira de Insegurança Ali-
mentar (dicotômica) – % Insegurança 87,1 82,87 91,33
alimentar
QUESTÃO 96 – Gênero de quem da família
mais influencia na decisão do que deve ser
89,4 85,77 93,03
comprado com o dinheiro do Bolsa Família –
% Mulher

(*) Nota: As famílias beneficiárias que respondem, na questão 80, que não plantam alimento ou criam animais, não res-
pondem à questão 81. Portanto, há poucos beneficiários que respondem a essa questão e, em alguns conglomerados, ela
acabou não sendo aplicada (todos responderam não na questão 80). Assim, para o cálculo do erro nessa questão, foram
considerados apenas os conglomerados em que pelo menos uma pessoas beneficiária respondia à questão.

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 270


Quadro 4 – Sudeste

INTERVALOS DE CONFIANÇA (95%)


QUESTÕES SELECIONADAS PROPORÇÃO
Limite inferior Limite superior
QUESTÃO 8 – A água é suficiente para as ne-
90 88,73 95,27
cessidades domésticas – % Sim
QUESTÃO 22 – Tem algum problema crônico
26,7 23,43 29,97
de saúde (titular) – % Sim
QUESTÃO 29 – Nos últimos 30 dias, trabalhou
50 45,56 54,44
ou não (titular) – % Teve trabalho
QUESTÃO 39 – Curso que freqüenta ou curso
mais elevado que freqüentou (titular) – 70,97 66,52 75,42
% Ensino Fundamental/Supletivo 1º grau
QUESTÃO 71 – Depois que passou a receber o
Bolsa Família, o consumo de carnes – 52,7 46,76 58,63
% Aumentou
QUESTÃO 74 – O que ocorreu com a variedade
de alimentos a partir do Programa Bolsa Famí- 66 60,51 71,49
lia – % Aumentou
QUESTÃO 80 – A família planta algum tipo
de alimento ou cria animais para alimentação 14,5 9,06 19,94
– % Sim
QUESTÃO 81 (*) – Depois de receber o Bolsa
Família, passou a plantar e criar animais – 8,51 2,68 14,33
% Mais
QUESTÃO 111 – Sabe por que algumas famí-
lias ganham um determinado valor e outras 23 18,36 27,64
ganham um valor diferente – % Sim
QUESTÃO 120 – Conhece alguma pessoa que
precisa do Bolsa Família, se cadastrou e nunca 51,4 45,81 56,99
recebeu o benefício – % Sim
Ebia – Escala Brasileira de Insegurança Ali-
mentar (dicotômica) – % Insegurança 80,3 75,23 85,37
alimentar
QUESTÃO 96 – Gênero de quem da família
mais influencia na decisão do que deve ser
91,8 89,79 93,81
comprado com o dinheiro do Bolsa Família –
% Mulher

(*) Nota: As famílias beneficiárias que respondem, na questão 80, que não plantam alimento ou criam animais, não res-
pondem à questão 81. Portanto, há poucos beneficiários que respondem a essa questão e, em alguns conglomerados, ela
acabou não sendo aplicada (todos responderam não na questão 80). Assim, para o cálculo do erro nessa questão, foram
considerados apenas os conglomerados em que pelo menos uma pessoas beneficiária respondia à questão.

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 271


Quadro 5 – Sul

INTERVALOS DE CONFIANÇA (95%)


QUESTÕES SELECIONADAS PROPORÇÃO
Limite inferior Limite superior
QUESTÃO 8 – A água é suficiente para as ne-
97,7 96,38 99,02
cessidades domésticas – % Sim
QUESTÃO 22 – Tem algum problema crônico
29,4 25,21 33,59
de saúde (titular) – % Sim
QUESTÃO 29 – Nos últimos 30 dias, trabalhou
47,6 43,08 52,12
ou não (titular) – % Teve trabalho
QUESTÃO 39 – Curso que freqüenta ou curso
mais elevado que freqüentou (titular) – 65,1 57,81 72,39
% Ensino Fundamental/Supletivo 1º grau
QUESTÃO 71 – Depois que passou a receber o
Bolsa Família, o consumo de carnes – 49,75 43,23 56,27
% Aumentou
QUESTÃO 74 – O que ocorreu com a variedade
de alimentos a partir do Programa Bolsa Famí- 65,8 60,46 71,14
lia – % Aumentou
QUESTÃO 80 – A família planta algum tipo
de alimento ou cria animais para alimentação 19,4 12,18 26,62
– % Sim
QUESTÃO 81 (*) – Depois de receber o Bolsa
Família, passou a plantar e criar animais – 14,41 7 21,82
% Mais
QUESTÃO 111 – Sabe por que algumas famí-
lias ganham um determinado valor e outras 13,6 9,62 17,58
ganham um valor diferente – % Sim
QUESTÃO 120 – Conhece alguma pessoa que
precisa do Bolsa Família, se cadastrou e nunca 43,2 37,92 48,48
recebeu o benefício – % Sim
Ebia – Escala Brasileira de Insegurança Ali-
mentar (dicotômica) – % Insegurança 72,9 67,07 78,73
alimentar
QUESTÃO 96 – Gênero de quem da família
mais influencia na decisão do que deve ser
92,7 90,35 95,05
comprado com o dinheiro do Bolsa Família –
% Mulher

(*) Nota: As famílias beneficiárias que respondem, na questão 80, que não plantam alimento ou criam animais, não res-
pondem à questão 81. Portanto, há poucos beneficiários que respondem a essa questão e, em alguns conglomerados, ela
acabou não sendo aplicada (todos responderam não na questão 80). Assim, para o cálculo do erro nessa questão, foram
considerados apenas os conglomerados em que pelo menos uma pessoas beneficiária respondia à questão.

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 272


Quadro 6 – Centro-Oeste

INTERVALOS DE CONFIANÇA (95%)


QUESTÕES SELECIONADAS PROPORÇÃO
Limite inferior Limite superior
QUESTÃO 8 – A água é suficiente para as ne-
95,3 92,88 97,72
cessidades domésticas – % Sim
QUESTÃO 22 – Tem algum problema crônico
24,6 20,72 28,48
de saúde (titular) – % Sim
QUESTÃO 29 – Nos últimos 30 dias, trabalhou
49,1 45,22 52,98
ou não (titular) – % Teve trabalho
QUESTÃO 39 – Curso que freqüenta ou curso
mais elevado que freqüentou (titular) – 59,43 53,67 65,18
% Ensino Fundamental/Supletivo 1º grau
QUESTÃO 71 – Depois que passou a receber o
Bolsa Família, o consumo de carnes – 63,55 57,23 69,87
% Aumentou
QUESTÃO 74 – O que ocorreu com a variedade
de alimentos a partir do Programa Bolsa Famí- 73,2 69,2 77,2
lia – % Aumentou
QUESTÃO 80 – A família planta algum tipo
de alimento ou cria animais para alimentação 10,6 7,1 14,1
– % Sim
QUESTÃO 81 (*) – Depois de receber o Bolsa
Família, passou a plantar e criar animais – 9,17 1,64 16,69
% Mais
QUESTÃO 111 – Sabe por que algumas famí-
lias ganham um determinado valor e outras 20,9 15,44 26,36
ganham um valor diferente – % Sim
QUESTÃO 120 – Conhece alguma pessoa que
precisa do Bolsa Família, se cadastrou e nunca 53,5 48,69 58,31
recebeu o benefício – % Sim
Ebia – Escala Brasileira de Insegurança Ali-
mentar (dicotômica) – % Insegurança 76,9 70,69 83,11
alimentar
QUESTÃO 96 – Gênero de quem da família
mais influencia na decisão do que deve ser
89,4 85,18 93,62
comprado com o dinheiro do Bolsa Família –
% Mulher

(*) Nota: As famílias beneficiárias que respondem, na questão 80, que não plantam alimento ou criam animais, não res-
pondem à questão 81. Portanto, há poucos beneficiários que respondem a essa questão e, em alguns conglomerados, ela
acabou não sendo aplicada (todos responderam não na questão 80). Assim, para o cálculo do erro nessa questão, foram
considerados apenas os conglomerados em que pelo menos uma pessoas beneficiária respondia à questão.

IBASE RELATÓRIO BOLSA FAMÍLIA . 273


PM098/07 - Pesquisa Repercussões do PBF (Resultado expandido)

CARACTERÍSTICAS DO DOMICÍLIO
v1 - Área
RESULTADO Casos %
Urbana 8661893 78,30%
Rural 2407285 21,70%
GERAL
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Urbana 545505 91,20%
Rural 52636 8,80%
CENTRO OESTE
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Urbana 4007782 72,60%
Rural 1512579 27,40%
NORDESTE
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Urbana 881694 84,20%
Rural 165448 15,80%
NORTE
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Urbana 2371747 82,30%
Rural 510084 17,70%
SUDESTE
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Urbana 855165 83,70%
Rural 166538 16,30%
SUL
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v2 - Localização do domicílio
RESULTADO Casos %
Conjunto habitacional ou casas de vila 3066876 27,70%
Favelas ou áreas urbanas ocupadas 852903 7,70%
Acampamentos rurais 21060 0,20%

Comunidades e assentamentos rurais


588026 5,30%
GERAL
Casa de cômodos ou cortiços 2090991 18,90%
Apartamento ou casa independente 4320050 39,00%
Outros 129273 1,20%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Conjunto habitacional ou casas de vila 230284 38,50%
Favelas ou áreas urbanas ocupadas 14954 2,50%
Acampamentos rurais 1794 0,30%

Comunidades e assentamentos rurais


19739 3,30%
CENTRO OESTE
Casa de cômodos ou cortiços 150133 25,10%
Apartamento ou casa independente 177648 29,70%
Outros 3589 0,60%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Conjunto habitacional ou casas de vila 1722353 31,20%
Favelas ou áreas urbanas ocupadas 342262 6,20%
Acampamentos rurais 11041 0,20%

Comunidades e assentamentos rurais


331222 6,00%
NORDESTE
Casa de cômodos ou cortiços 717647 13,00%
Apartamento ou casa independente 2384796 43,20%
Outros 11041 0,20%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Conjunto habitacional ou casas de vila 162307 15,50%
Favelas ou áreas urbanas ocupadas 118327 11,30%
Acampamentos rurais 2094 0,20%

Comunidades e assentamentos rurais


37697 3,60%
NORTE
Casa de cômodos ou cortiços 228277 21,80%
Apartamento ou casa independente 497392 47,50%
Outros 1047 0,10%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Conjunto habitacional ou casas de vila 518730 18,00%
Favelas ou áreas urbanas ocupadas 299710 10,40%

Comunidades e assentamentos rurais


158501 5,50%
SUDESTE Casa de cômodos ou cortiços 838613 29,10%
Apartamento ou casa independente 956768 33,20%
Outros 109510 3,80%
SUDESTE

BASE 2881831 100,00%


Total 2881831 100,00%
Conjunto habitacional ou casas de vila 433202 42,40%
Favelas ou áreas urbanas ocupadas 77649 7,60%
Acampamentos rurais 6130 0,60%

Comunidades e assentamentos rurais


40868 4,00%
SUL
Casa de cômodos ou cortiços 156321 15,30%
Apartamento ou casa independente 303446 29,70%
Outros 4087 0,40%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v3 - Tipo de domicílio
RESULTADO Casos %
Casa 10784645 97,40%
Apartamento 43785 0,40%
Cômodo 223845 2,00%
GERAL
Barraca/Oca 16903 0,20%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Casa 570627 95,40%
Apartamento 1196 0,20%
Cômodo 25122 4,20%
CENTRO OESTE
Barraca/Oca 1196 0,20%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Casa 5476198 99,20%
Apartamento 5520 0,10%
Cômodo 33122 0,60%
NORDESTE
Barraca/Oca 5520 0,10%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Casa 1004209 95,90%
Apartamento 3141 0,30%
Cômodo 33509 3,20%
NORTE
Barraca/Oca 6283 0,60%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Casa 2726212 94,60%
Apartamento 28818 1,00%
Cômodo 123919 4,30%
SUDESTE
Barraca/Oca 2882 0,10%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Casa 1007399 98,60%
Apartamento 5109 0,50%
Cômodo 8174 0,80%
SUL
Barraca/Oca 1022 0,10%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v4 - Material predominante na construção das paredes externas


RESULTADO Casos %
Alvenaria 8966280 81,00%
Madeira aparelhada 622319 5,60%
Taipa não-revestida 612251 5,50%
Madeira aproveitada 503086 4,50%
GERAL
Palha 15992 0,10%
Outro material 349251 3,20%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Alvenaria 536532 89,70%
Madeira aparelhada 37085 6,20%
Taipa não-revestida 1794 0,30%
CENTRO OESTE Madeira aproveitada 17944 3,00%
Outro material 4785 0,80%
BASE 598141 100,00%
Total 598141 100,00%
Alvenaria 4747510 86,00%
Madeira aparelhada 5520 0,10%
Taipa não-revestida 546516 9,90%
Madeira aproveitada 33122 0,60%
NORDESTE
Palha 5520 0,10%
Outro material 182172 3,30%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Alvenaria 465978 44,50%
Madeira aparelhada 271210 25,90%
Taipa não-revestida 47121 4,50%

NORTE
Madeira aproveitada 245031 23,40%
NORTE
Palha 10471 1,00%
Outro material 7330 0,70%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Alvenaria 2619584 90,90%
Madeira aparelhada 48991 1,70%
Taipa não-revestida 8645 0,30%
SUDESTE Madeira aproveitada 54755 1,90%
Outro material 149855 5,20%
BASE 2881831 100,00%
Total 2881831 100,00%
Alvenaria 596675 58,40%
Madeira aparelhada 259513 25,40%
Taipa não-revestida 8174 0,80%
SUL Madeira aproveitada 152234 14,90%
Outro material 5109 0,50%
BASE 1021703 100,00%
Total 1021703 100,00%

v5 - Número de cômodos no domicílio


RESULTADO Casos %
1 209284 1,90%
2 568818 5,10%
3 1331942 12,00%
4 2671299 24,10%
5 3375753 30,50%
6 1897666 17,10%
7 649794 5,90%
GERAL
8 244139 2,20%
9 78876 0,70%
10 21566 0,20%
11 17159 0,20%
12 2882 0,00%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
1 6580 1,10%
2 26916 4,50%
3 68188 11,40%
4 142956 23,90%
5 209947 35,10%
6 95104 15,90%
CENTRO OESTE 7 32300 5,40%
8 13757 2,30%
9 1196 0,20%
10 598 0,10%
11 598 0,10%
BASE 598141 100,00%
Total 598141 100,00%
1 88326 1,60%
2 215294 3,90%
3 485792 8,80%
4 1214479 22,00%
5 1716832 31,10%
6 1137194 20,60%
NORDESTE 7 408507 7,40%
8 171131 3,10%
9 55204 1,00%
10 11041 0,20%
11 16561 0,30%
BASE 5520361 100,00%
Total 5520361 100,00%
1 73300 7,00%
2 110997 10,60%
3 166496 15,90%
4 351840 33,60%
5 205240 19,60%
6 90054 8,60%
NORTE
7 29320 2,80%
8 13613 1,30%
9 3141 0,30%
10 3141 0,30%
BASE 1047142 100,00%
Total 1047142 100,00%
1 28818 1,00%
2 144092 5,00%
3 458211 15,90%
4 697403 24,20%
5 910659 31,60%
6 432275 15,00%
SUDESTE
SUDESTE 7 146973 5,10%
8 37464 1,30%
9 17291 0,60%
10 5764 0,20%
12 2882 0,10%
BASE 2881831 100,00%
Total 2881831 100,00%
1 12260 1,20%
2 71519 7,00%
3 153255 15,00%
4 264621 25,90%
5 333075 32,60%
6 143038 14,00%
SUL
7 32694 3,20%
8 8174 0,80%
9 2043 0,20%
10 1022 0,10%
BASE 1021703 100,00%
Total 1021703 100,00%

v6 - Forma de iluminação do domicílio


RESULTADO Casos %
Rede elétrica 10733113 97,00%
Gerador ou energia solar 12825 0,10%
Óleo,querosene ou gás de botijão 239693 2,20%
GERAL
Outra forma 83548 0,80%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Rede elétrica 592160 99,00%
Óleo,querosene ou gás de botijão 3589 0,60%
CENTRO OESTE Outra forma 2393 0,40%
BASE 598141 100,00%
Total 598141 100,00%
Rede elétrica 5288506 95,80%
Gerador ou energia solar 5520 0,10%
Óleo,querosene ou gás de botijão 187692 3,40%
NORDESTE
Outra forma 38643 0,70%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Rede elétrica 992691 94,80%
Gerador ou energia solar 6283 0,60%
Óleo,querosene ou gás de botijão 38744 3,70%
NORTE
Outra forma 9424 0,90%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Rede elétrica 2847249 98,80%
Óleo,querosene ou gás de botijão 8645 0,30%
SUDESTE Outra forma 25936 0,90%
BASE 2881831 100,00%
Total 2881831 100,00%
Rede elétrica 1012508 99,10%
Gerador ou energia solar 1022 0,10%
Óleo,querosene ou gás de botijão 1022 0,10%
SUL
Outra forma 7152 0,70%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v7 - Existe água canalizada para pelo menos um cômodo do domicílio


RESULTADO Casos %
Sim 9424912 85,10%
Não 1644266 14,90%
GERAL
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 553879 92,60%
Não 44262 7,40%
CENTRO OESTE
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Sim 4333483 78,50%
Não 1186878 21,50%
NORDESTE
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Sim 811535 77,50%
Não 235607 22,50%
NORTE
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Sim 2749267 95,40%
Não 132564 4,60%
SUDESTE
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Sim 976748 95,60%

SUL
Não 44955 4,40%
SUL
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v8 - Proveniência da água
RESULTADO Casos %
Rede geral de distribuição 8425155 76,10%
Poço ou nascente 1886344 17,00%
Bica pública 37411 0,30%
Carro pipa 46149 0,40%
GERAL Cisterna de placa 164567 1,50%
Açude 66488 0,60%
Outra forma 443065 4,00%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Rede geral de distribuição 510812 85,40%
Poço ou nascente 55627 9,30%
Cisterna de placa 26916 4,50%
CENTRO OESTE
Outra forma 4785 0,80%
BASE 598141 100,00%
Total 598141 100,00%
Rede geral de distribuição 3930497 71,20%
Poço ou nascente 1010226 18,30%
Bica pública 16561 0,30%
Carro pipa 27602 0,50%
NORDESTE Cisterna de placa 110407 2,00%
Açude 60724 1,10%
Outra forma 364344 6,60%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Rede geral de distribuição 643992 61,50%
Poço ou nascente 362311 34,60%
Bica pública 5236 0,50%
Carro pipa 2094 0,20%
NORTE
Cisterna de placa 4189 0,40%
Outra forma 29320 2,80%
BASE 1047142 100,00%
Total 1047142 100,00%
Rede geral de distribuição 2475493 85,90%
Poço ou nascente 314120 10,90%
Bica pública 11527 0,40%
Carro pipa 14409 0,50%
SUDESTE Cisterna de placa 23055 0,80%
Açude 5764 0,20%
Outra forma 37464 1,30%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Rede geral de distribuição 864361 84,60%
Poço ou nascente 144060 14,10%
Bica pública 4087 0,40%
SUL Carro pipa 2043 0,20%
Outra forma 7152 0,70%
BASE 1021703 100,00%
Total 1021703 100,00%

v9 - A água é suficiente para as necessidades domésticas


RESULTADO Casos %
Sim 9721651 87,80%
Não 1347527 12,20%
GERAL
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 570028 95,30%
Não 28113 4,70%
CENTRO OESTE
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Sim 4659185 84,40%
Não 861176 15,60%
NORDESTE
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Sim 842949 80,50%
Não 204193 19,50%
NORTE
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Sim 2651285 92,00%
Não 230546 8,00%
SUDESTE
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Sim 998204 97,70%
Não 23499 2,30%
SUL
Total 1021703 100,00%
SUL

BASE 1021703 100,00%

v10 - Existe banheiro ou vaso sanitário


RESULTADO Casos %
Sim,de uso só da residência do
entrevistado 9124887 82,40%
Sim,comum a mais de uma residência 329720 3,00%
GERAL
Não tem banheiro/vaso sanitário 1614570 14,60%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim,de uso só da residência do
entrevistado 571823 95,60%
Sim,comum a mais de uma residência 10168 1,70%
CENTRO OESTE
Não tem banheiro/vaso sanitário 16150 2,70%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Sim,de uso só da residência do
entrevistado 4140271 75,00%
Sim,comum a mais de uma residência 110407 2,00%
NORDESTE
Não tem banheiro/vaso sanitário 1269683 23,00%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Sim,de uso só da residência do
entrevistado 778027 74,30%
Sim,comum a mais de uma residência 63876 6,10%
NORTE
Não tem banheiro/vaso sanitário 205240 19,60%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Sim,de uso só da residência do
entrevistado 2706039 93,90%
Sim,comum a mais de uma residência 109510 3,80%
SUDESTE
Não tem banheiro/vaso sanitário 66282 2,30%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Sim,de uso só da residência do
entrevistado 928728 90,90%
Sim,comum a mais de uma residência 35760 3,50%
SUL
Não tem banheiro/vaso sanitário 57215 5,60%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v11 - Para onde vai o esgoto do banheiro ou vaso sanitário


RESULTADO Casos %
Rede coletora de esgoto ou de
chuva/pluvial 4024370 42,60%
Fossa séptica 1806148 19,10%
Fossa rudimentar 2800214 29,60%
GERAL Vala 474230 5,00%
Direto para o rio,lago ou mar 326040 3,40%
Não tem 23606 0,20%
Total 9454608 100,00%
BASE 9454608 85,40%
Rede coletora de esgoto ou de
chuva/pluvial 187218 32,20%
Fossa séptica 172863 29,70%
Fossa rudimentar 215331 37,00%
CENTRO OESTE
Vala 5383 0,90%
Direto para o rio,lago ou mar 1196 0,20%
BASE 581991 97,30%
Total 581991 100,00%
Rede coletora de esgoto ou de
chuva/pluvial 1451855 34,20%
Fossa séptica 805973 19,00%
Fossa rudimentar 1628506 38,30%
NORDESTE Vala 242896 5,70%
Direto para o rio,lago ou mar 104887 2,50%
Não tem 16561 0,40%
Total 4250678 100,00%
BASE 4250678 77,00%
Rede coletora de esgoto ou de
chuva/pluvial 41886 5,00%
Fossa séptica 308907 36,70%
Fossa rudimentar 400008 47,50%
NORTE Vala 47121 5,60%
Direto para o rio,lago ou mar 40839 4,90%
Não tem 3141 0,40%
Total 841902 100,00%
BASE 841902 80,40%
Rede coletora de esgoto ou de
chuva/pluvial 1933709 68,70%
Fossa séptica 250719 8,90%
Fossa rudimentar 328529 11,70%
SUDESTE Vala 144092 5,10%
SUDESTE
Direto para o rio,lago ou mar 155619 5,50%
Não tem 2882 0,10%
Total 2815549 100,00%
BASE 2815549 97,70%
Rede coletora de esgoto ou de
chuva/pluvial 409703 42,50%
Fossa séptica 267686 27,80%
Fossa rudimentar 227840 23,60%
SUL Vala 34738 3,60%
Direto para o rio,lago ou mar 23499 2,40%
Não tem 1022 0,10%
Total 964488 100,00%
BASE 964488 94,40%

v12 - Tipo de água para beber


RESULTADO Casos %
Filtrada 4627993 41,80%
Fervida 299784 2,70%
Filtrada e fervida 55124 0,50%
Tratada com cloro 1415331 12,80%
Mineral 370975 3,40%
GERAL
Sem nenhum tratamento pelo morador
4259324 38,50%
Coada 40645 0,40%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Filtrada 317015 53,00%
Fervida 7776 1,30%
Filtrada e fervida 3589 0,60%
Tratada com cloro 117834 19,70%
CENTRO OESTE Mineral 8374 1,40%

Sem nenhum tratamento pelo morador


143554 24,00%
BASE 598141 100,00%
Total 598141 100,00%
Filtrada 2478642 44,90%
Fervida 138009 2,50%
Filtrada e fervida 11041 0,20%
Tratada com cloro 690045 12,50%
Mineral 309140 5,60%
NORDESTE
Sem nenhum tratamento pelo morador
1876923 34,00%
Coada 16561 0,30%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Filtrada 217806 20,80%
Fervida 27226 2,60%
Filtrada e fervida 10471 1,00%
Tratada com cloro 349745 33,40%
Mineral 12566 1,20%
NORTE
Sem nenhum tratamento pelo morador
405244 38,70%
Coada 24084 2,30%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Filtrada 1570598 54,50%
Fervida 95100 3,30%
Filtrada e fervida 25936 0,90%
Tratada com cloro 60518 2,10%
SUDESTE Mineral 31700 1,10%

Sem nenhum tratamento pelo morador


1097978 38,10%
BASE 2881831 100,00%
Total 2881831 100,00%
Filtrada 43933 4,30%
Fervida 31673 3,10%
Filtrada e fervida 4087 0,40%
Tratada com cloro 197189 19,30%
SUL Mineral 9195 0,90%

Sem nenhum tratamento pelo morador


735626 72,00%
BASE 1021703 100,00%
Total 1021703 100,00%
v13 - Destino do lixo
RESULTADO Casos %
Coletado diretamente por serviços de
limpeza 8461226 76,40%
Coletado indiretamente 333171 3,00%
Queimado e/ou enterrado 1776152 16,00%

GERAL Jogado em terreno baldio ou logradouro


456842 4,10%
Jogado em rio, lago ou no mar 14967 0,10%
Outro destino 26820 0,20%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Coletado diretamente por serviços de
limpeza 550290 92,00%
Coletado indiretamente 3589 0,60%
Queimado e/ou enterrado 35290 5,90%

CENTRO OESTE Jogado em terreno baldio ou logradouro


6580 1,10%
Jogado em rio, lago ou no mar 1196 0,20%
Outro destino 1196 0,20%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Coletado diretamente por serviços de
limpeza 3825610 69,30%
Coletado indiretamente 226335 4,10%
Queimado e/ou enterrado 1120633 20,30%

NORDESTE Jogado em terreno baldio ou logradouro


325701 5,90%
Jogado em rio, lago ou no mar 5520 0,10%
Outro destino 16561 0,30%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Coletado diretamente por serviços de
limpeza 762319 72,80%
Coletado indiretamente 34556 3,30%
Queimado e/ou enterrado 193721 18,50%

NORTE Jogado em terreno baldio ou logradouro


51310 4,90%
Jogado em rio, lago ou no mar 3141 0,30%
Outro destino 2094 0,20%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Coletado diretamente por serviços de
limpeza 2435147 84,50%
Coletado indiretamente 60518 2,10%
Queimado e/ou enterrado 314120 10,90%
SUDESTE
Jogado em terreno baldio ou logradouro
69164 2,40%
Outro destino 2882 0,10%
BASE 2881831 100,00%
Total 2881831 100,00%
Coletado diretamente por serviços de
limpeza 887860 86,90%
Coletado indiretamente 8174 0,80%
Queimado e/ou enterrado 112387 11,00%

SUL Jogado em terreno baldio ou logradouro


4087 0,40%
Jogado em rio, lago ou no mar 5109 0,50%
Outro destino 4087 0,40%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v14 - Energia mais utilizada para cozinhar


RESULTADO Casos %
Eletricidade 542444 4,90%
Gás de botijão 7786782 70,30%
Gás encanado 67534 0,60%
Carvão ou lenha 2659308 24,00%
GERAL
Outro tipo 1047 0,00%
Não utiliza nada/não cozinha em casa 12062 0,10%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Eletricidade 27514 4,60%
Gás de botijão 501242 83,80%
Gás encanado 8972 1,50%
CENTRO OESTE
Carvão ou lenha 60412 10,10%
BASE 598141 100,00%
Total 598141 100,00%
Eletricidade 220814 4,00%
Gás de botijão 3428144 62,10%
Gás encanado 27602 0,50%
NORDESTE Carvão ou lenha 1832760 33,20%
NORDESTE
Não utiliza nada/não cozinha em casa 11041 0,20%
BASE 5520361 100,00%
Total 5520361 100,00%
Eletricidade 52357 5,00%
Gás de botijão 773838 73,90%
Gás encanado 8377 0,80%
NORTE Carvão ou lenha 211523 20,20%
Outro tipo 1047 0,10%
BASE 1047142 100,00%
Total 1047142 100,00%
Eletricidade 198846 6,90%
Gás de botijão 2328519 80,80%
Gás encanado 14409 0,50%
SUDESTE
Carvão ou lenha 340056 11,80%
BASE 2881831 100,00%
Total 2881831 100,00%
Eletricidade 42912 4,20%
Gás de botijão 755039 73,90%
Gás encanado 8174 0,80%
SUL Carvão ou lenha 214558 21,00%
Não utiliza nada/não cozinha em casa 1022 0,10%
BASE 1021703 100,00%
Total 1021703 100,00%

v15 a v21 - Posse de aparelhos


Sim Não Total
RESULTADO Casos % Casos % Casos %
TV 10020859 90,50% 1048319 9,50% 11069178 100,00%
Rádio 8090034 73,10% 2979144 26,90% 11069178 100,00%
Telefone fixo 1594511 14,40% 9474667 85,60% 11069178 100,00%
Telefone celular 4315203 39,00% 6753975 61,00% 11069178 100,00%
GERAL
Geladeira 8652292 78,20% 2416886 21,80% 11069178 100,00%
Fogão 10374574 93,70% 694604 6,30% 11069178 100,00%
Microcomputador 364655 3,30% 10704523 96,70% 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00% 11069178 100,00%
TV 548495 91,70% 49646 8,30% 598141 100,00%
Rádio 423484 70,80% 174657 29,20% 598141 100,00%
Telefone fixo 115441 19,30% 482700 80,70% 598141 100,00%
Telefone celular 350511 58,60% 247630 41,40% 598141 100,00%
CENTRO OESTE
Geladeira 544906 91,10% 53235 8,90% 598141 100,00%
Fogão 584982 97,80% 13159 2,20% 598141 100,00%
Microcomputador 25720 4,30% 572421 95,70% 598141 100,00%
BASE 598141 100,00% 598141 100,00%
TV 4868958 88,20% 651403 11,80% 5520361 100,00%
Rádio 3825610 69,30% 1694751 30,70% 5520361 100,00%
Telefone fixo 463710 8,40% 5056651 91,60% 5520361 100,00%
Telefone celular 1683710 30,50% 3836651 69,50% 5520361 100,00%
NORDESTE
Geladeira 3842171 69,60% 1678190 30,40% 5520361 100,00%
Fogão 5029049 91,10% 491312 8,90% 5520361 100,00%
Microcomputador 82805 1,50% 5437556 98,50% 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00% 5520361 100,00%
TV 926721 88,50% 120421 11,50% 1047142 100,00%
Rádio 600012 57,30% 447130 42,70% 1047142 100,00%
Telefone fixo 114138 10,90% 933004 89,10% 1047142 100,00%
Telefone celular 338227 32,30% 708915 67,70% 1047142 100,00%
NORTE
Geladeira 783262 74,80% 263880 25,20% 1047142 100,00%
Fogão 958135 91,50% 89007 8,50% 1047142 100,00%
Microcomputador 14660 1,40% 1032482 98,60% 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00% 1047142 100,00%
TV 2737739 95,00% 144092 5,00% 2881831 100,00%
Rádio 2360220 81,90% 521611 18,10% 2881831 100,00%
Telefone fixo 737749 25,60% 2144082 74,40% 2881831 100,00%
Telefone celular 1438034 49,90% 1443797 50,10% 2881831 100,00%
SUDESTE
Geladeira 2570593 89,20% 311238 10,80% 2881831 100,00%
Fogão 2801140 97,20% 80691 2,80% 2881831 100,00%
Microcomputador 187319 6,50% 2694512 93,50% 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00% 2881831 100,00%
TV 938945 91,90% 82758 8,10% 1021703 100,00%
Rádio 880708 86,20% 140995 13,80% 1021703 100,00%
Telefone fixo 163472 16,00% 858231 84,00% 1021703 100,00%
Telefone celular 504721 49,40% 516982 50,60% 1021703 100,00%
SUL
Geladeira 911359 89,20% 110344 10,80% 1021703 100,00%
Fogão 1001269 98,00% 20434 2,00% 1021703 100,00%
Microcomputador 54150 5,30% 967553 94,70% 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00% 1021703 100,00%

v22 - Visita de agentes comunitários de saúde nos últimos 12 meses


RESULTADO Casos %
Nenhuma vez 2395749 21,60%
Entre 1 e 3 vezes 2141772 19,30%

GERAL
Entre 4 e 6 vezes 1218094 11,00%
GERAL Mais de 6 vezes 5023025 45,40%
NS/Não se lembra 290538 2,60%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Nenhuma vez 120226 20,10%
Entre 1 e 3 vezes 102282 17,10%
Entre 4 e 6 vezes 58618 9,80%
CENTRO OESTE Mais de 6 vezes 300865 50,30%
NS/Não se lembra 16150 2,70%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Nenhuma vez 789412 14,30%
Entre 1 e 3 vezes 1081991 19,60%
Entre 4 e 6 vezes 673484 12,20%
NORDESTE Mais de 6 vezes 2842986 51,50%
NS/Não se lembra 132489 2,40%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Nenhuma vez 219900 21,00%
Entre 1 e 3 vezes 271210 25,90%
Entre 4 e 6 vezes 156024 14,90%
NORTE Mais de 6 vezes 378018 36,10%
NS/Não se lembra 21990 2,10%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Nenhuma vez 910659 31,60%
Entre 1 e 3 vezes 518730 18,00%
Entre 4 e 6 vezes 273774 9,50%
SUDESTE Mais de 6 vezes 1072041 37,20%
NS/Não se lembra 106628 3,70%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Nenhuma vez 355553 34,80%
Entre 1 e 3 vezes 167559 16,40%
Entre 4 e 6 vezes 56194 5,50%
SUL Mais de 6 vezes 429115 42,00%
NS/Não se lembra 13282 1,30%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

CARACTERIZAÇÃO DO ENTREVISTADO (TITULAR)


v24 – Sexo (TITULAR)
RESULTADO Casos %
Masculino 703501 6,40%
Feminino 10365677 93,60%
GERAL
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Masculino 38879 6,50%
Feminino 559262 93,50%
CENTRO OESTE
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Masculino 386425 7,00%
Feminino 5133936 93,00%
NORDESTE
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Masculino 72253 6,90%
Feminino 974889 93,10%
NORTE
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Masculino 135446 4,70%
Feminino 2746385 95,30%
SUDESTE
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Masculino 70498 6,90%
Feminino 951205 93,10%
SUL
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v25 - Idade (TITULAR) - 1ª recod.


RESULTADO Casos %
15 a 18 anos 5764 0,10%
19 a 29 anos 2367207 21,40%
30 a 45 anos 6089320 55,00%
GERAL 46 a 60 anos 2236129 20,20%
Mais de 60 anos 370758 3,30%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
19 a 29 anos 106469 17,80%
30 a 45 anos 366062 61,20%
46 a 60 anos 102880 17,20%
CENTRO OESTE
Mais de 60 anos 22729 3,80%
BASE 598141 100,00%
Total 598141 100,00%
19 a 29 anos 1197918 21,70%
30 a 45 anos 2914751 52,80%
46 a 60 anos 1208959 21,90%
NORDESTE
Mais de 60 anos 198733 3,60%
BASE 5520361 100,00%
Total 5520361 100,00%
19 a 29 anos 267021 25,50%
30 a 45 anos 549750 52,50%
46 a 60 anos 185344 17,70%
NORTE
Mais de 60 anos 45027 4,30%
BASE 1047142 100,00%
Total 1047142 100,00%
15 a 18 anos 5764 0,20%
19 a 29 anos 628239 21,80%
30 a 45 anos 1674344 58,10%
SUDESTE 46 a 60 anos 510084 17,70%
Mais de 60 anos 63400 2,20%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
19 a 29 anos 167559 16,40%
30 a 45 anos 584414 57,20%
46 a 60 anos 228861 22,40%
SUL
Mais de 60 anos 40868 4,00%
BASE 1021703 100,00%
Total 1021703 100,00%

v25 - Idade (TITULAR) - 2ª recod.


RESULTADO Casos %
15 a 18 anos 5764 0,10%
19 a 24 anos 780720 7,10%
25 a 29 anos 1586487 14,30%
30 a 34 anos 1960414 17,70%
35 a 39 anos 2150748 19,40%
40 a 44 anos 1732458 15,70%
45 a 49 anos 1184096 10,70%
50 a 54 anos 737467 6,70%
GERAL
55 a 59 anos 507834 4,60%
60 a 64 anos 218422 2,00%
65 a 69 anos 117477 1,10%
70 a 74 anos 55741 0,50%
75 a 79 anos 16552 0,10%
80 anos ou mais 14998 0,10%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
19 a 24 anos 30505 5,10%
25 a 29 anos 75964 12,70%
30 a 34 anos 144152 24,10%
35 a 39 anos 126208 21,10%
40 a 44 anos 81945 13,70%
45 a 49 anos 53235 8,90%
50 a 54 anos 36487 6,10%
CENTRO OESTE 55 a 59 anos 23327 3,90%
60 a 64 anos 8972 1,50%
65 a 69 anos 11963 2,00%
70 a 74 anos 1794 0,30%
75 a 79 anos 2991 0,50%
80 anos ou mais 598 0,10%
BASE 598141 100,00%
Total 598141 100,00%
19 a 24 anos 458190 8,30%
25 a 29 anos 739728 13,40%
30 a 34 anos 905339 16,40%
35 a 39 anos 1037828 18,80%
40 a 44 anos 850136 15,40%
45 a 49 anos 640362 11,60%
50 a 54 anos 375385 6,80%
NORDESTE 55 a 59 anos 287059 5,20%
60 a 64 anos 126968 2,30%
65 a 69 anos 55204 1,00%
70 a 74 anos 33122 0,60%
75 a 79 anos 5520 0,10%
80 anos ou mais 5520 0,10%
BASE 5520361 100,00%
Total 5520361 100,00%
19 a 24 anos 78536 7,50%
25 a 29 anos 188486 18,00%
30 a 34 anos 195816 18,70%
35 a 39 anos 197910 18,90%
40 a 44 anos 144506 13,80%
45 a 49 anos 81677 7,80%
50 a 54 anos 63876 6,10%
NORTE 55 a 59 anos 45027 4,30%
60 a 64 anos 21990 2,10%
65 a 69 anos 20943 2,00%
70 a 74 anos 4189 0,40%
75 a 79 anos 2094 0,20%
80 anos ou mais 2094 0,20%
BASE 1047142 100,00%
Total 1047142 100,00%
15 a 18 anos 5764 0,20%
19 a 24 anos 161383 5,60%
25 a 29 anos 466857 16,20%
30 a 34 anos 547548 19,00%
35 a 39 anos 593657 20,60%
40 a 44 anos 466857 16,20%
45 a 49 anos 270892 9,40%
50 a 54 anos 190201 6,60%
SUDESTE
55 a 59 anos 109510 3,80%
60 a 64 anos 28818 1,00%
65 a 69 anos 20173 0,70%
70 a 74 anos 11527 0,40%
75 a 79 anos 2882 0,10%
80 anos ou mais 5764 0,20%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
19 a 24 anos 52107 5,10%
25 a 29 anos 115452 11,30%
30 a 34 anos 167559 16,40%
35 a 39 anos 195145 19,10%
40 a 44 anos 189015 18,50%
45 a 49 anos 137930 13,50%
50 a 54 anos 71519 7,00%
SUL 55 a 59 anos 42912 4,20%
60 a 64 anos 31673 3,10%
65 a 69 anos 9195 0,90%
70 a 74 anos 5109 0,50%
75 a 79 anos 3065 0,30%
80 anos ou mais 1022 0,10%
BASE 1021703 100,00%
Total 1021703 100,00%

v26 - Raça (TITULAR)


RESULTADO Casos %
Branca 3771169 34,10%
Negra 1242302 11,20%
Parda 5900080 53,30%
Amarela 53477 0,50%
GERAL
Indígena 69724 0,60%
NS/NR 32426 0,30%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Branca 188414 31,50%
Negra 68786 11,50%
Parda 327183 54,70%
CENTRO OESTE Amarela 4187 0,70%
Indígena 9570 1,60%
BASE 598141 100,00%
Total 598141 100,00%
Branca 1424253 25,80%
Negra 623801 11,30%
Parda 3400542 61,60%
Amarela 27602 0,50%
NORDESTE
Indígena 22081 0,40%
NS/NR 22081 0,40%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Branca 226183 21,60%
Negra 75394 7,20%
Parda 708915 67,70%
Amarela 5236 0,50%
NORTE
Indígena 26179 2,50%
NS/NR 5236 0,50%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Branca 1184433 41,10%
Negra 397693 13,80%
Parda 1279533 44,40%
SUDESTE Amarela 14409 0,50%
Indígena 5764 0,20%
BASE 2881831 100,00%
Total 2881831 100,00%
Branca 747887 73,20%
Negra 76628 7,50%
Parda 183907 18,00%
Amarela 2043 0,20%
SUL
Indígena 6130 0,60%
NS/NR 5109 0,50%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v28 - Posse de certidão de nascimento ou documento de identidade (TITULAR)


RESULTADO Casos %
Sim 11069178 100,00%
GERAL Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 598141 100,00%
CENTRO OESTE Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Sim 5520361 100,00%
NORDESTE Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Sim 1047142 100,00%
NORTE Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Sim 2881831 100,00%
SUDESTE Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Sim 1021703 100,00%
SUL Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

CARACTERIZAÇÃO DAS FAMÍLIAS


VARIÁVEL CRIADA - Número de moradores no domicílio
RESULTADO Casos %
Até 4 pessoas 5957209 53,80%
5 a 8 pessoas 4715616 42,60%
GERAL 9 pessoas ou mais 396353 3,60%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Até 4 pessoas 348716 58,30%
5 a 8 pessoas 236266 39,50%
CENTRO OESTE 9 pessoas ou mais 13159 2,20%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Até 4 pessoas 2980995 54,00%
5 a 8 pessoas 2329592 42,20%
NORDESTE 9 pessoas ou mais 209774 3,80%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Até 4 pessoas 415715 39,70%
5 a 8 pessoas 545561 52,10%
NORTE 9 pessoas ou mais 85866 8,20%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Até 4 pessoas 1593653 55,30%
5 a 8 pessoas 1219015 42,30%
SUDESTE 9 pessoas ou mais 69164 2,40%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Até 4 pessoas 618130 60,50%
5 a 8 pessoas 385182 37,70%
SUL 9 pessoas ou mais 18391 1,80%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v24 a v108 – Sexo (TITULAR + MORADORES)


RESULTADO casos %
Masculino 24996879 48,40%
GERAL Feminino 26681258 51,60%
BASE 11069178 100,00%
Masculino 1265666 47,20%
CENTRO OESTE Feminino 1415800 52,80%
CENTRO OESTE
BASE 598141 100,00%
Masculino 12553301 48,60%
NORDESTE Feminino 13259907 51,40%
BASE 5520361 100,00%
Masculino 2692202 48,00%
NORTE Feminino 2920479 52,00%
BASE 1047142 100,00%
Masculino 6354437 48,40%
SUDESTE Feminino 6778067 51,60%
BASE 2881831 100,00%
Masculino 2131272 48,00%
SUL Feminino 2307005 52,00%
BASE 1021703 100,00%

v25 a v109 - Idade (TITULAR + MORADORES) - 1ª recod.


RESULTADO casos %
Até 5 anos 5900652 11,40%
6 a 9 anos 6216812 12,00%
10 a 14 anos 8552989 16,60%
15 a 18 anos 5533697 10,70%
GERAL 19 a 29 anos 8111660 15,70%
30 a 45 anos 11207012 21,70%
46 a 60 anos 4701076 9,10%
Mais de 60 anos 1454239 2,80%
BASE 11069178 100,00%
Até 5 anos 273949 10,20%
6 a 9 anos 320005 11,90%
10 a 14 anos 488083 18,20%
15 a 18 anos 297874 11,10%
CENTRO OESTE 19 a 29 anos 370847 13,80%
30 a 45 anos 640609 23,90%
46 a 60 anos 214733 8,00%
Mais de 60 anos 75366 2,80%
BASE 598141 100,00%
Até 5 anos 2881628 11,20%
6 a 9 anos 2942352 11,40%
10 a 14 anos 3991221 15,50%
15 a 18 anos 2809864 10,90%
NORDESTE 19 a 29 anos 4471492 17,30%
30 a 45 anos 5465157 21,20%
46 a 60 anos 2428959 9,40%
Mais de 60 anos 822534 3,20%
BASE 5520361 100,00%
Até 5 anos 699491 12,50%
6 a 9 anos 765461 13,60%
10 a 14 anos 949758 16,90%
15 a 18 anos 588494 10,50%
NORTE 19 a 29 anos 920438 16,40%
30 a 45 anos 1073321 19,10%
46 a 60 anos 434564 7,70%
Mais de 60 anos 181156 3,20%
BASE 1047142 100,00%
Até 5 anos 1556189 11,80%
6 a 9 anos 1662816 12,70%
10 a 14 anos 2288174 17,40%
15 a 18 anos 1374633 10,50%
SUDESTE 19 a 29 anos 1815554 13,80%
30 a 45 anos 3014395 23,00%
46 a 60 anos 1167142 8,90%
Mais de 60 anos 253601 1,90%
BASE 2881831 100,00%
Até 5 anos 489396 11,00%
6 a 9 anos 526177 11,90%
10 a 14 anos 835753 18,80%
15 a 18 anos 462831 10,40%
SUL 19 a 29 anos 533329 12,00%
30 a 45 anos 1013529 22,80%
46 a 60 anos 455680 10,30%
Mais de 60 anos 121583 2,70%
BASE 1021703 100,00%

v25 a v109 - Idade (TITULAR + MORADORES) - 2ª recod.


RESULTADO casos %
Menos de 1 ano 679109 1,30%
1 a 4 anos 3912164 7,60%
5 a 9 anos 7526192 14,60%
10 a 14 anos 8552989 16,60%
15 a 18 anos 5533697 10,70%
19 a 24 anos 4805610 9,30%
25 a 29 anos 3306050 6,40%

GERAL
30 a 34 anos 3587930 6,90%
35 a 39 anos 3865114 7,50%
GERAL 40 a 44 anos 3257909 6,30%
45 a 49 anos 2343354 4,50%
50 a 54 anos 1527021 3,00%
55 a 59 anos 1152225 2,20%
60 a 64 anos 669964 1,30%
65 a 69 anos 454911 0,90%
70 a 74 anos 158316 0,30%
75 a 79 anos 174767 0,30%
80 anos ou mais 170815 0,30%
BASE 11069178 100,00%
Menos de 1 ano 32898 1,20%
1 a 4 anos 181835 6,80%
5 a 9 anos 379221 14,10%
10 a 14 anos 488083 18,20%
15 a 18 anos 297874 11,10%
19 a 24 anos 203368 7,60%
25 a 29 anos 167479 6,20%
30 a 34 anos 226097 8,40%
35 a 39 anos 220116 8,20%
CENTRO OESTE 40 a 44 anos 170470 6,40%
45 a 49 anos 101086 3,80%
50 a 54 anos 75964 2,80%
55 a 59 anos 53235 2,00%
60 a 64 anos 31103 1,20%
65 a 69 anos 28113 1,00%
70 a 74 anos 10767 0,40%
75 a 79 anos 8972 0,30%
80 anos ou mais 4785 0,20%
BASE 598141 100,00%
Menos de 1 ano 331222 1,30%
1 a 4 anos 1926606 7,50%
5 a 9 anos 3566153 13,80%
10 a 14 anos 3991221 15,50%
15 a 18 anos 2809864 10,90%
19 a 24 anos 2826425 10,90%
25 a 29 anos 1645068 6,40%
30 a 34 anos 1667149 6,50%
35 a 39 anos 1876923 7,30%
NORDESTE 40 a 44 anos 1661629 6,40%
45 a 49 anos 1220000 4,70%
50 a 54 anos 728688 2,80%
55 a 59 anos 640362 2,50%
60 a 64 anos 380905 1,50%
65 a 69 anos 270498 1,00%
70 a 74 anos 60724 0,20%
75 a 79 anos 93846 0,40%
80 anos ou mais 115928 0,40%
BASE 5520361 100,00%
Menos de 1 ano 94243 1,70%
1 a 4 anos 451318 8,00%
5 a 9 anos 919391 16,40%
10 a 14 anos 949758 16,90%
15 a 18 anos 588494 10,50%
19 a 24 anos 493204 8,80%
25 a 29 anos 427234 7,60%
30 a 34 anos 386395 6,90%
35 a 39 anos 370688 6,60%
NORTE 40 a 44 anos 279587 5,00%
45 a 49 anos 189533 3,40%
50 a 54 anos 166496 3,00%
55 a 59 anos 100526 1,80%
60 a 64 anos 57593 1,00%
65 a 69 anos 65970 1,20%
70 a 74 anos 28273 0,50%
75 a 79 anos 24084 0,40%
80 anos ou mais 19896 0,40%
BASE 1047142 100,00%
Menos de 1 ano 175792 1,30%
1 a 4 anos 1017286 7,70%
5 a 9 anos 2025927 15,40%
10 a 14 anos 2288174 17,40%
15 a 18 anos 1374633 10,50%
19 a 24 anos 974059 7,40%
25 a 29 anos 841495 6,40%
30 a 34 anos 1020168 7,80%
35 a 39 anos 1048986 8,00%
SUDESTE 40 a 44 anos 821322 6,30%
45 a 49 anos 593657 4,50%
SUDESTE

50 a 54 anos 400575 3,10%


55 a 59 anos 265128 2,00%
60 a 64 anos 126801 1,00%
65 a 69 anos 57637 0,40%
70 a 74 anos 43227 0,30%
75 a 79 anos 34582 0,30%
80 anos ou mais 23055 0,20%
BASE 2881831 100,00%
Menos de 1 ano 44955 1,00%
1 a 4 anos 335119 7,60%
5 a 9 anos 635499 14,30%
10 a 14 anos 835753 18,80%
15 a 18 anos 462831 10,40%
19 a 24 anos 308554 7,00%
25 a 29 anos 224775 5,10%
30 a 34 anos 288120 6,50%
35 a 39 anos 348401 7,80%
SUL 40 a 44 anos 324902 7,30%
45 a 49 anos 239079 5,40%
50 a 54 anos 155299 3,50%
55 a 59 anos 92975 2,10%
60 a 64 anos 73563 1,70%
65 a 69 anos 32694 0,70%
70 a 74 anos 15326 0,30%
75 a 79 anos 13282 0,30%
80 anos ou mais 7152 0,20%
BASE 1021703 100,00%

v26 a v110 - Raça (TITULAR + MORADORES)


RESULTADO casos %
Branca 16952027 32,80%
Negra 4864153 9,40%
Parda 29343418 56,80%
GERAL Amarela 197815 0,40%
Indígena 246062 0,50%
NS/NR 74662 0,10%
BASE 11069178 100,00%
Branca 814070 30,40%
Negra 244640 9,10%
Parda 1571915 58,60%
CENTRO OESTE Amarela 7776 0,30%
Indígena 41272 1,50%
NS/NR 1794 0,10%
BASE 598141 100,00%
Branca 6574750 25,50%
Negra 2555927 9,90%
Parda 16489318 63,90%
NORDESTE Amarela 104887 0,40%
Indígena 49683 0,20%
NS/NR 38643 0,10%
BASE 5520361 100,00%
Branca 1212590 21,60%
Negra 280634 5,00%
Parda 3952961 70,40%
NORTE Amarela 24084 0,40%
Indígena 121468 2,20%
NS/NR 20943 0,40%
BASE 1047142 100,00%
Branca 5121014 39,00%
Negra 1492788 11,40%
Parda 6449538 49,10%
SUDESTE
Amarela 51873 0,40%
Indígena 17291 0,10%
BASE 2881831 100,00%
Branca 3229603 72,80%
Negra 290164 6,50%
Parda 879686 19,80%
SUL Amarela 9195 0,20%
Indígena 16347 0,40%
NS/NR 13282 0,30%
BASE 1021703 100,00%

v33 a v111 - Parentesco com o titular (exclui o titular)


RESULTADO casos %
Cônjuge,companheiro(a) 7780180 19,20%
Filho(a),enteado(a) 27700324 68,20%
Pai,mãe,sogro(a) 978148 2,40%
Neto(a),bisneto(a) 2042315 5,00%
GERAL Irmão,irmã 883971 2,20%
Nora,genro 213396 0,50%
GERAL

Outro parente 906954 2,20%


Agregado 103671 0,30%
BASE 10967542 99,10%
Cônjuge,companheiro(a) 400754 19,20%
Filho(a),enteado(a) 1423576 68,30%
Pai,mãe,sogro(a) 49048 2,40%
Neto(a),bisneto(a) 123217 5,90%
CENTRO OESTE Irmão,irmã 30505 1,50%
Nora,genro 11365 0,50%
Outro parente 37683 1,80%
Agregado 7178 0,30%
BASE 596347 99,70%
Cônjuge,companheiro(a) 4029864 19,90%
Filho(a),enteado(a) 13673934 67,40%
Pai,mãe,sogro(a) 491312 2,40%
Neto(a),bisneto(a) 999185 4,90%
NORDESTE Irmão,irmã 485792 2,40%
Nora,genro 104887 0,50%
Outro parente 447149 2,20%
Agregado 60724 0,30%
BASE 5465157 99,00%
Cônjuge,companheiro(a) 747659 16,40%
Filho(a),enteado(a) 2995873 65,60%
Pai,mãe,sogro(a) 153930 3,40%
Neto(a),bisneto(a) 328803 7,20%
NORTE Irmão,irmã 128798 2,80%
Nora,genro 32461 0,70%
Outro parente 154977 3,40%
Agregado 23037 0,50%
BASE 1041906 99,50%
Cônjuge,companheiro(a) 1933709 18,90%
Filho(a),enteado(a) 7167114 69,90%
Pai,mãe,sogro(a) 227665 2,20%
Neto(a),bisneto(a) 440920 4,30%
SUDESTE Irmão,irmã 195965 1,90%
Nora,genro 43227 0,40%
Outro parente 233428 2,30%
Agregado 8645 0,10%
BASE 2858776 99,20%
Cônjuge,companheiro(a) 668194 19,60%
Filho(a),enteado(a) 2439827 71,40%
Pai,mãe,sogro(a) 56194 1,60%
Neto(a),bisneto(a) 150190 4,40%
SUL Irmão,irmã 42912 1,30%
Nora,genro 21456 0,60%
Outro parente 33716 1,00%
Agregado 4087 0,10%
BASE 1005356 98,40%

VARIÁVEL CRIADA - No domicílio possui ou não cônjuge


RESULTADO Casos %
Tem cônjuge 7780180 70,30%
Não tem cônjuge 3288998 29,70%
GERAL
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Tem cônjuge 400754 67,00%
Não tem cônjuge 197387 33,00%
CENTRO OESTE
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Tem cônjuge 4029864 73,00%
Não tem cônjuge 1490497 27,00%
NORDESTE
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Tem cônjuge 747659 71,40%
Não tem cônjuge 299483 28,60%
NORTE
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Tem cônjuge 1933709 67,10%
Não tem cônjuge 948122 32,90%
SUDESTE
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Tem cônjuge 668194 65,40%
Não tem cônjuge 353509 34,60%
SUL
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

VARIÁVEL CRIADA - Tipos de família (crianças = 18 anos ou menos)


RESULTADO Casos %
Titular é mulher, com companheiro e
crianças 6856409 61,90%

GERAL
Titular é homem, com companheira e
crianças 530696 4,80%
Titular é mulher, sem companheiro e com
crinças 3008063 27,20%
GERAL
Titular é homem, sem companheira e com
crinças 89738 0,80%
O domicílio não possui crianças de 18 anos
ou menos 584272 5,30%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Titular é mulher, com companheiro e
crianças 357090 59,70%
Titular é homem, com companheira e
crianças 29907 5,00%
Titular é mulher, sem companheiro e com
crinças 183031 30,60%
CENTRO OESTE
Titular é homem, sem companheira e com
crinças 8374 1,40%
O domicílio não possui crianças de 18 anos
ou menos 19739 3,30%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Titular é mulher, com companheiro e
crianças 3455746 62,60%
Titular é homem, com companheira e
crianças 287059 5,20%
Titular é mulher, sem companheiro e com
crinças 1358009 24,60%
NORDESTE
Titular é homem, sem companheira e com
crinças 38643 0,70%
O domicílio não possui crianças de 18 anos
ou menos 380905 6,90%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Titular é mulher, com companheiro e
crianças 671218 64,10%
Titular é homem, com companheira e
crianças 61781 5,90%
Titular é mulher, sem companheiro e com
crinças 276445 26,40%
NORTE
Titular é homem, sem companheira e com
crinças 10471 1,00%
O domicílio não possui crianças de 18 anos
ou menos 27226 2,60%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Titular é mulher, com companheiro e
crianças 1783853 61,90%
Titular é homem, com companheira e
crianças 100864 3,50%
Titular é mulher, sem companheiro e com
crinças 878958 30,50%
SUDESTE
Titular é homem, sem companheira e com
crinças 23055 0,80%
O domicílio não possui crianças de 18 anos
ou menos 95100 3,30%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Titular é mulher, com companheiro e
crianças 588501 57,60%
Titular é homem, com companheira e
crianças 51085 5,00%
Titular é mulher, sem companheiro e com
crinças 311619 30,50%
SUL
Titular é homem, sem companheira e com
crinças 9195 0,90%
O domicílio não possui crianças de 18 anos
ou menos 61302 6,00%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v28 a v112 - Posse de certidão de nascimento ou documento de identidade (TITULAR +


MORADORES)
RESULTADO casos %
Sim 51193008 99,10%
Não 458844 0,90%
GERAL
NS/NR 26285 0,10%
BASE 11069178 100,00%
Sim 2670101 99,60%
Não 10168 0,40%
CENTRO OESTE
NS/NR 1196 0,00%
BASE 598141 100,00%
Sim 25487507 98,70%
Não 320181 1,20%
NORDESTE
NS/NR 5520 0,00%
BASE 5520361 100,00%
Sim 5565560 99,20%
Não 45027 0,80%
NORTE
NORTE
NS/NR 2094 0,00%
BASE 1047142 100,00%
Sim 13048931 99,40%
Não 69164 0,50%
SUDESTE
NS/NR 14409 0,10%
BASE 2881831 100,00%
Sim 4420909 99,60%
Não 14304 0,30%
SUL
NS/NR 3065 0,10%
BASE 1021703 100,00%

VARIÁVEL CRIADA - Domicílios têm moradores sem certidão de nascimento ou documento


de identidade
RESULTADO Casos %
Pelo menos um morador não tem doc.
identidade 304145 2,70%

GERAL Todos os moradores têm doc. identidade


10765033 97,30%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Pelo menos um morador não tem doc.
identidade 9570 1,60%

CENTRO OESTE Todos os moradores têm doc. identidade


588571 98,40%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Pelo menos um morador não tem doc.
identidade 187692 3,40%

NORDESTE Todos os moradores têm doc. identidade


5332669 96,60%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Pelo menos um morador não tem doc.
identidade 42933 4,10%

NORTE Todos os moradores têm doc. identidade


1004209 95,90%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Pelo menos um morador não tem doc.
identidade 54755 1,90%

SUDESTE Todos os moradores têm doc. identidade


2827076 98,10%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Pelo menos um morador não tem doc.
identidade 9195 0,90%

SUL Todos os moradores têm doc. identidade


1012508 99,10%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

SAÚDE DO TITULAR
v114 - Tem algum problema crônico de saúde (TITULAR)
RESULTADO Casos %
Sim 2446234 22,10%
Não 8615112 77,80%
GERAL NS/NR 7833 0,10%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 147143 24,60%
Não 450998 75,40%
CENTRO OESTE
BASE 598141 100,00%
Total 598141 100,00%
Sim 1054389 19,10%
Não 4465972 80,90%
NORDESTE
BASE 5520361 100,00%
Total 5520361 100,00%
Sim 174873 16,70%
Não 871222 83,20%
NORTE NS/NR 1047 0,10%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Sim 769449 26,70%
Não 2106618 73,10%
SUDESTE NS/NR 5764 0,20%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Sim 300381 29,40%
Não 720301 70,50%
SUL NS/NR 1022 0,10%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%
v115 - Tem algum problema mental permanente (TITULAR)
RESULTADO Casos %
Sim 170956 1,50%
Não 10894144 98,40%
GERAL NS/NR 4078 0,00%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 15552 2,60%
Não 581393 97,20%
CENTRO OESTE NS/NR 1196 0,20%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Sim 93846 1,70%
Não 5426515 98,30%
NORDESTE
BASE 5520361 100,00%
Total 5520361 100,00%
Sim 9424 0,90%
Não 1037718 99,10%
NORTE
BASE 1047142 100,00%
Total 1047142 100,00%
Sim 31700 1,10%
Não 2847249 98,80%
SUDESTE NS/NR 2882 0,10%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Sim 20434 2,00%
Não 1001269 98,00%
SUL
BASE 1021703 100,00%
Total 1021703 100,00%

v116 - Portador de deficiência física (TITULAR)


RESULTADO Casos %
Sim 301488 2,70%
Não 10764808 97,30%
GERAL NS/NR 2882 0,00%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 19141 3,20%
Não 579000 96,80%
CENTRO OESTE
BASE 598141 100,00%
Total 598141 100,00%
Sim 154570 2,80%
Não 5365791 97,20%
NORDESTE
BASE 5520361 100,00%
Total 5520361 100,00%
Sim 23037 2,20%
Não 1024105 97,80%
NORTE
BASE 1047142 100,00%
Total 1047142 100,00%
Sim 72046 2,50%
Não 2806903 97,40%
SUDESTE NS/NR 2882 0,10%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Sim 32694 3,20%
Não 989009 96,80%
SUL
BASE 1021703 100,00%
Total 1021703 100,00%

v117 - Uso regular de medicamentos (TITULAR)


RESULTADO Casos %
Sim 2850684 25,80%
Não 8218494 74,20%
GERAL
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 174657 29,20%
Não 423484 70,80%
CENTRO OESTE
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Sim 1286244 23,30%
Não 4234117 76,70%
NORDESTE
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Sim 182203 17,40%
Não 864939 82,60%
NORTE
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Sim 884722 30,70%
Não 1997109 69,30%
SUDESTE
SUDESTE
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Sim 322858 31,60%
Não 698845 68,40%
SUL
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v118 - Procurou atendimento médico ou de saúde nos últimos 6 meses (TITULAR)


RESULTADO Casos %
Sim 6482227 58,60%
Não 4585904 41,40%
GERAL NS/NR 1047 0,00%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 382810 64,00%
Não 215331 36,00%
CENTRO OESTE
BASE 598141 100,00%
Total 598141 100,00%
Sim 3130045 56,70%
Não 2390316 43,30%
NORDESTE
BASE 5520361 100,00%
Total 5520361 100,00%
Sim 507864 48,50%
Não 538231 51,40%
NORTE NS/NR 1047 0,10%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Sim 1876072 65,10%
Não 1005759 34,90%
SUDESTE
BASE 2881831 100,00%
Total 2881831 100,00%
Sim 585436 57,30%
Não 436267 42,70%
SUL
BASE 1021703 100,00%
Total 1021703 100,00%

v119 - Onde foi feito o atendimento médico ou de saúde (TITULAR)


RESULTADO Casos %
Hospital público ou posto de saúde 6309217 97,30%
Agente comunitário de saúde 73120 1,10%
Clínica médica ou hospital de plano de
GERAL saúde 30587 0,50%
Clínica,hospital ou médico particular 69303 1,10%
Total 6482227 100,00%
BASE 6482227 58,60%
Hospital público ou posto de saúde 379221 99,10%
Clínica médica ou hospital de plano de
saúde 598 0,20%
CENTRO OESTE
Clínica,hospital ou médico particular 2991 0,80%
BASE 382810 64,00%
Total 382810 100,00%
Hospital público ou posto de saúde 3063800 97,90%
Agente comunitário de saúde 27602 0,90%
Clínica médica ou hospital de plano de
NORDESTE saúde 5520 0,20%
Clínica,hospital ou médico particular 33122 1,10%
Total 3130045 100,00%
BASE 3130045 56,70%
Hospital público ou posto de saúde 483780 95,30%
Agente comunitário de saúde 18849 3,70%
Clínica médica ou hospital de plano de
NORTE saúde 1047 0,20%
Clínica,hospital ou médico particular 4189 0,80%
Total 507864 100,00%
BASE 507864 48,50%
Hospital público ou posto de saúde 1818435 96,90%
Agente comunitário de saúde 14409 0,80%
Clínica médica ou hospital de plano de
SUDESTE saúde 17291 0,90%
Clínica,hospital ou médico particular 25936 1,40%
Total 1876072 100,00%
BASE 1876072 65,10%
Hospital público ou posto de saúde 563980 96,30%
Agente comunitário de saúde 12260 2,10%
Clínica médica ou hospital de plano de
SUL saúde 6130 1,00%
Clínica,hospital ou médico particular 3065 0,50%
Total 585436 100,00%
BASE 585436 57,30%
v119 AGREGADA - Onde foi feito o atendimento médico ou de saúde (TITULAR)
RESULTADO Casos %
Serviço público 6382337 98,50%
Serviço particular 99890 1,50%
GERAL
Total 6482227 100,00%
BASE 6482227 58,60%
Serviço público 379221 99,10%
Serviço particular 3589 0,90%
CENTRO OESTE
Total 382810 100,00%
BASE 382810 64,00%
Serviço público 3091402 98,80%
Serviço particular 38643 1,20%
NORDESTE
Total 3130045 100,00%
BASE 3130045 56,70%
Serviço público 502628 99,00%
Serviço particular 5236 1,00%
NORTE
Total 507864 100,00%
BASE 507864 48,50%
Serviço público 1832845 97,70%
Serviço particular 43227 2,30%
SUDESTE
Total 1876072 100,00%
BASE 1876072 65,10%
Serviço público 576240 98,40%
Serviço particular 9195 1,60%
SUL
Total 585436 100,00%
BASE 585436 57,30%

v120 a v123 - Costuma comer em casa ou levar de casa (TITULAR)


Sim Não NS/NR Total
RESULTADO Casos % Casos % Casos % Casos %
Café da manhã 10463099 94,50% 600558 5,40% 5520 0,00% 11069178 100,00%
Almoço 10404501 94,00% 659156 6,00% 5520 0,00% 11069178 100,00%
GERAL Lanche 8087758 73,10% 2966899 26,80% 14521 0,10% 11069178 100,00%
Jantar/lanche da noite 10767266 97,30% 290871 2,60% 11041 0,10% 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00% 11069178 100,00%
Café da manhã 535336 89,50% 62805 10,50% 598141 100,00%
Almoço 560458 93,70% 37683 6,30% 598141 100,00%
CENTRO OESTE Lanche 385801 64,50% 211742 35,40% 598 0,10% 598141 100,00%
Jantar/lanche da noite 567038 94,80% 31103 5,20% 598141 100,00%
BASE 598141 100,00% 598141 100,00%
Café da manhã 5327148 96,50% 187692 3,40% 5520 0,10% 5520361 100,00%
Almoço 5260904 95,30% 253937 4,60% 5520 0,10% 5520361 100,00%
NORDESTE Lanche 4107149 74,40% 1402172 25,40% 11041 0,20% 5520361 100,00%
Jantar/lanche da noite 5409954 98,00% 99366 1,80% 11041 0,20% 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00% 5520361 100,00%
Café da manhã 1013633 96,80% 33509 3,20% 1047142 100,00%
Almoço 979078 93,50% 68064 6,50% 1047142 100,00%
NORTE Lanche 875411 83,60% 171731 16,40% 1047142 100,00%
Jantar/lanche da noite 1032482 98,60% 14660 1,40% 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00% 1047142 100,00%
Café da manhã 2654166 92,10% 227665 7,90% 2881831 100,00%
Almoço 2642639 91,70% 239192 8,30% 2881831 100,00%
SUDESTE Lanche 1933709 67,10% 945241 32,80% 2882 0,10% 2881831 100,00%
Jantar/lanche da noite 2763676 95,90% 118155 4,10% 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00% 2881831 100,00%
Café da manhã 932815 91,30% 88888 8,70% 1021703 100,00%
Almoço 961423 94,10% 60280 5,90% 1021703 100,00%
SUL Lanche 785690 76,90% 236013 23,10% 1021703 100,00%
Jantar/lanche da noite 994117 97,30% 27586 2,70% 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00% 1021703 100,00%

SAÚDE DOS MORADORES


v114 a v268 - Tem algum problema crônico de saúde (TITULAR + MORADORES)
RESULTADO casos %
Sim 6230465 12,10%
Não 45421579 87,90%
GERAL
NS/NR 26093 0,10%
BASE 11069178 100,00%
Sim 350511 13,10%
Não 2329759 86,90%
CENTRO OESTE
NS/NR 1196 0,00%
BASE 598141 100,00%
Sim 2638733 10,20%
Não 23163435 89,70%
NORDESTE
NS/NR 11041 0,00%
BASE 5520361 100,00%
Sim 515194 9,20%
Não 5093299 90,70%
NORTE
NORTE
NS/NR 4189 0,10%
BASE 1047142 100,00%
Sim 1974054 15,00%
Não 11149804 84,90%
SUDESTE
NS/NR 8645 0,10%
BASE 2881831 100,00%
Sim 751973 16,90%
Não 3685283 83,00%
SUL
NS/NR 1022 0,00%
BASE 1021703 100,00%

VARIÁVEL CRIADA - Tem algum problema crônico de saúde (considera titular e outros moradores)
RESULTADO Casos %
Pelo menos um morador no domicílio
possui 4256162 38,50%
GERAL Nenhum morador no domicílio possui 6813016 61,50%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio
possui 238060 39,80%
CENTRO OESTE Nenhum morador no domicílio possui 360081 60,20%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio
possui 1871402 33,90%
NORDESTE Nenhum morador no domicílio possui 3648959 66,10%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio
possui 359170 34,30%
NORTE Nenhum morador no domicílio possui 687972 65,70%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio
possui 1308351 45,40%
SUDESTE Nenhum morador no domicílio possui 1573480 54,60%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio
possui 479179 46,90%
SUL Nenhum morador no domicílio possui 542524 53,10%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v115 a v269 - Tem algum problema mental permanente (TITULAR + MORADORES)


RESULTADO casos %
Sim 988646 1,90%
Não 50674129 98,10%
GERAL
NS/NR 15362 0,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 59216 2,20%
Não 2621054 97,70%
CENTRO OESTE
NS/NR 1196 0,00%
BASE 598141 100,00%
Sim 502353 1,90%
Não 25305335 98,00%
NORDESTE
NS/NR 5520 0,00%
BASE 5520361 100,00%
Sim 76441 1,40%
NORTE Não 5536240 98,60%
BASE 1047142 100,00%
Sim 221901 1,70%
Não 12901957 98,20%
SUDESTE
NS/NR 8645 0,10%
BASE 2881831 100,00%
Sim 128735 2,90%
SUL Não 4309543 97,10%
BASE 1021703 100,00%

VARIÁVEL CRIADA - Tem algum problema mental permanente (considera titular e outros
moradores)
RESULTADO Casos %
Pelo menos um morador no domicílio
possui 849423 7,70%
GERAL Nenhum morador no domicílio possui 10219755 92,30%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio
possui 45459 7,60%
CENTRO OESTE Nenhum morador no domicílio possui 552682 92,40%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio
possui 430588 7,80%
NORDESTE Nenhum morador no domicílio possui 5089773 92,20%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio
possui 69111 6,60%
NORTE Nenhum morador no domicílio possui 978031 93,40%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio
possui 195965 6,80%
SUDESTE Nenhum morador no domicílio possui 2685866 93,20%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio
possui 108301 10,60%
SUL Nenhum morador no domicílio possui 913402 89,40%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v116 a v270 - Portador de deficiência física (TITULAR + MORADORES)


RESULTADO casos %
Sim 1229719 2,40%
Não 50430772 97,60%
GERAL
NS/NR 17646 0,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 65197 2,40%
Não 2615671 97,50%
CENTRO OESTE
NS/NR 598 0,00%
BASE 598141 100,00%
Sim 596199 2,30%
Não 25211489 97,70%
NORDESTE
NS/NR 5520 0,00%
BASE 5520361 100,00%
Sim 132987 2,40%
NORTE Não 5479694 97,60%
BASE 1047142 100,00%
Sim 319883 2,40%
Não 12801093 97,50%
SUDESTE
NS/NR 11527 0,10%
BASE 2881831 100,00%
Sim 115452 2,60%
SUL Não 4322825 97,40%
BASE 1021703 100,00%

VARIÁVEL CRIADA - Portador de deficiência física (considera titular e outros moradores)


RESULTADO Casos %
Pelo menos um morador no domicílio é
portador 1063547 9,60%

GERAL Nenhum morador no domicílio é portador


10005631 90,40%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio é
portador 50244 8,40%

CENTRO OESTE Nenhum morador no domicílio é portador


547897 91,60%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio é
portador 529955 9,60%

NORDESTE Nenhum morador no domicílio é portador


4990406 90,40%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio é
portador 116233 11,10%

NORTE Nenhum morador no domicílio é portador


930909 88,90%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio é
portador 268010 9,30%

SUDESTE Nenhum morador no domicílio é portador


2613821 90,70%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio é
portador 99105 9,70%

SUL Nenhum morador no domicílio é portador


922598 90,30%
Total 1021703 100,00%
SUL

BASE 1021703 100,00%

v117 a v271 - Uso regular de medicamentos (TITULAR + MORADORES)


RESULTADO casos %
Sim 6657297 12,90%
Não 45012927 87,10%
GERAL
NS/NR 7913 0,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 379820 14,20%
Não 2299254 85,70%
CENTRO OESTE
NS/NR 2393 0,10%
BASE 598141 100,00%
Sim 3003076 11,60%
Não 22804611 88,30%
NORDESTE
NS/NR 5520 0,00%
BASE 5520361 100,00%
Sim 534042 9,50%
NORTE Não 5078639 90,50%
BASE 1047142 100,00%
Sim 2005754 15,30%
SUDESTE Não 11126749 84,70%
BASE 2881831 100,00%
Sim 734604 16,60%
SUL Não 3703673 83,40%
BASE 1021703 100,00%

VARIÁVEL CRIADA - Uso regular de medicamentos (considera titular e outros moradores)


RESULTADO Casos %

Pelo menos um morador no domicílio faz


4756356 43,00%
GERAL Nenhum morador no domicílio faz 6312822 57,00%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%

Pelo menos um morador no domicílio faz


270958 45,30%
CENTRO OESTE Nenhum morador no domicílio faz 327183 54,70%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%

Pelo menos um morador no domicílio faz


2197104 39,80%
NORDESTE Nenhum morador no domicílio faz 3323257 60,20%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%

Pelo menos um morador no domicílio faz


368594 35,20%
NORTE Nenhum morador no domicílio faz 678548 64,80%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%

Pelo menos um morador no domicílio faz


1414979 49,10%
SUDESTE Nenhum morador no domicílio faz 1466852 50,90%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%

Pelo menos um morador no domicílio faz


504721 49,40%
SUL Nenhum morador no domicílio faz 516982 50,60%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v118 a v272 - Procurou atendimento médico ou de saúde nos últimos 6 meses (TITULAR +
MORADORES)
RESULTADO casos %
Sim 23564005 45,60%
Não 28099080 54,40%
GERAL
NS/NR 15052 0,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 1298564 48,40%
Não 1381706 51,50%
CENTRO OESTE
NS/NR 1196 0,00%
BASE 598141 100,00%
Sim 11366423 44,00%
NORDESTE Não 14446785 56,00%
BASE 5520361 100,00%
Sim 2135123 38,00%
Não 3473370 61,90%
NORTE
NS/NR 4189 0,10%
BASE 1047142 100,00%
Sim 6896222 52,50%
Não 6227637 47,40%
SUDESTE
NS/NR 8645 0,10%
BASE 2881831 100,00%
Sim 1867673 42,10%
Não 2569583 57,90%
SUL
NS/NR 1022 0,00%
BASE 1021703 100,00%

VARIÁVEL CRIADA - Procurou atendimento médico ou de saúde nos últimos 6 meses


(considera titular e outros moradores)
RESULTADO Casos %
Pelo menos um morador no domicílio
procurou 9370537 84,70%

GERAL Nenhum morador no domicílio procurou


1698641 15,30%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio
procurou 519186 86,80%

CENTRO OESTE Nenhum morador no domicílio procurou


78955 13,20%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio
procurou 4615022 83,60%

NORDESTE Nenhum morador no domicílio procurou


905339 16,40%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio
procurou 840855 80,30%

NORTE Nenhum morador no domicílio procurou


206287 19,70%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio
procurou 2564830 89,00%

SUDESTE Nenhum morador no domicílio procurou


317001 11,00%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Pelo menos um morador no domicílio
procurou 830645 81,30%

SUL Nenhum morador no domicílio procurou


191058 18,70%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v119 a v273 - Onde foi feito o atendimento médico ou de saúde (TITULAR + MORADORES)
RESULTADO casos %
Hospital público ou posto de saúde 22978224 97,50%
Agente comunitário de saúde 271561 1,20%
Clínica médica ou hospital de plano de
GERAL saúde 108486 0,50%
Clínica,hospital ou médico particular 202642 0,90%
NS/NR 3091 0,00%
BASE 9370537 84,70%
Hospital público ou posto de saúde 1286003 99,00%
Agente comunitário de saúde 2393 0,20%
Clínica médica ou hospital de plano de
CENTRO OESTE
saúde 2393 0,20%
Clínica,hospital ou médico particular 7776 0,60%
BASE 519186 86,80%
Hospital público ou posto de saúde 11156650 98,20%
Agente comunitário de saúde 77285 0,70%
Clínica médica ou hospital de plano de
NORDESTE
saúde 22081 0,20%
Clínica,hospital ou médico particular 110407 1,00%
BASE 4615022 83,60%
Hospital público ou posto de saúde 2027267 94,90%
Agente comunitário de saúde 93196 4,40%
Clínica médica ou hospital de plano de
NORTE saúde 7330 0,30%
Clínica,hospital ou médico particular 6283 0,30%
NS/NR 1047 0,00%
BASE 840855 80,30%
Hospital público ou posto de saúde 6706021 97,20%
Agente comunitário de saúde 54755 0,80%
Clínica médica ou hospital de plano de
SUDESTE
saúde 63400 0,90%
Clínica,hospital ou médico particular 72046 1,00%
BASE 2564830 89,00%
Hospital público ou posto de saúde 1802284 96,50%
Agente comunitário de saúde 43933 2,40%
Clínica médica ou hospital de plano de
SUL saúde 13282 0,70%
Clínica,hospital ou médico particular 6130 0,30%
SUL

NS/NR 2043 0,10%


BASE 830645 81,30%

v119 a v273 AGREGADAS - Onde foi feito o atendimento médico ou de saúde (TITULAR +
MORADORES)
RESULTADO casos %
Serviço público 23249786 98,70%
Serviço particular 311128 1,30%
GERAL
NS/NR 3091 0,00%
BASE 9370537 84,70%
Serviço público 1288396 99,20%
CENTRO OESTE Serviço particular 10168 0,80%
BASE 519186 86,80%
Serviço público 11233935 98,80%
NORDESTE Serviço particular 132489 1,20%
BASE 4615022 83,60%
Serviço público 2120463 99,30%
Serviço particular 13613 0,60%
NORTE
NS/NR 1047 0,00%
BASE 840855 80,30%
Serviço público 6760776 98,00%
SUDESTE Serviço particular 135446 2,00%
BASE 2564830 89,00%
Serviço público 1846217 98,90%
Serviço particular 19412 1,00%
SUL
NS/NR 2043 0,10%
BASE 830645 81,30%

Costuma comer em casa ou levar de casa (TITULAR + MORADORES)


RESULTADO casos %
Sim 49197953 95,20%
Café da manhã Não 2450270 4,70%
NS/NR 29914 0,10%
Sim 48683733 94,20%
Almoço Não 2938957 5,70%
NS/NR 55447 0,10%
GERAL Sim 37876907 73,30%
Lanche Não 13705350 26,50%
NS/NR 95879 0,20%
Sim 50590157 97,90%
Jantar/lanche da noite Não 1015972 2,00%
NS/NR 72008 0,10%
BASE 11069178 100,00%
Sim 2424265 90,40%
Café da manhã
Não 257201 9,60%
Sim 2503220 93,40%
Almoço
Não 178246 6,60%
Sim 1741787 65,00%
CENTRO OESTE
Lanche Não 939081 35,00%
NS/NR 598 0,00%
Sim 2585764 96,40%
Jantar/lanche da noite
Não 95703 3,60%
BASE 598141 100,00%
Sim 25095561 97,20%
Café da manhã Não 695565 2,70%
NS/NR 22081 0,10%
Sim 24819543 96,20%
Almoço Não 943982 3,70%
NS/NR 49683 0,20%
NORDESTE Sim 19332304 74,90%
Lanche Não 6425700 24,90%
NS/NR 55204 0,20%
Sim 25343977 98,20%
Jantar/lanche da noite Não 402986 1,60%
NS/NR 66244 0,30%
BASE 5520361 100,00%
Sim 5454563 97,20%
Café da manhã Não 157071 2,80%
NS/NR 1047 0,00%
Sim 5311104 94,60%
Almoço
Não 301577 5,40%
NORTE Sim 4465013 79,60%
Lanche Não 1139290 20,30%
NS/NR 8377 0,10%
Sim 5540428 98,70%
Jantar/lanche da noite
Não 72253 1,30%
BASE 1047142 100,00%
Sim 12097927 92,10%
Café da manhã Não 1028814 7,80%
NS/NR 5764 0,00%

SUDESTE
Sim 11873144 90,40%
Almoço Não 1253596 9,50%
NS/NR 5764 0,00%
SUDESTE Sim 8824167 67,20%
Lanche Não 4276637 32,60%
NS/NR 31700 0,20%
Sim 12766511 97,20%
Jantar/lanche da noite Não 360229 2,70%
NS/NR 5764 0,00%
BASE 2881831 100,00%
Sim 4125637 93,00%
Café da manhã Não 311619 7,00%
NS/NR 1022 0,00%
Sim 4176722 94,10%
Almoço
Não 261556 5,90%
SUL
Sim 3513637 79,20%
Lanche
Não 924641 20,80%
Sim 4353476 98,10%
Jantar/lanche da noite
Não 84801 1,90%
BASE 1021703 100,00%

TRABALHO (TITULAR)
v279 - Nos últimos 30 dias trabalhou ou não (TITULAR)
RESULTADO Casos %
Teve trabalho remunerado 4715381 42,60%
Teve trabalho remunerado,mas estava
afastado 119043 1,10%
Não teve trabalho remunerado 3907877 35,30%
GERAL
Nunca trabalhou 1875335 16,90%
É aposentado/pensionista 451543 4,10%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Teve trabalho remunerado 284117 47,50%
Teve trabalho remunerado,mas estava
afastado 9570 1,60%
Não teve trabalho remunerado 211144 35,30%
CENTRO OESTE
Nunca trabalhou 74169 12,40%
É aposentado/pensionista 19141 3,20%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Teve trabalho remunerado 2130859 38,60%
Teve trabalho remunerado,mas estava
afastado 38643 0,70%
Não teve trabalho remunerado 1899004 34,40%
NORDESTE
Nunca trabalhou 1203439 21,80%
É aposentado/pensionista 248416 4,50%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Teve trabalho remunerado 431423 41,20%
Teve trabalho remunerado,mas estava
afastado 12566 1,20%
Não teve trabalho remunerado 374877 35,80%
NORTE
Nunca trabalhou 189533 18,10%
É aposentado/pensionista 38744 3,70%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Teve trabalho remunerado 1409215 48,90%
Teve trabalho remunerado,mas estava
afastado 31700 1,10%
Não teve trabalho remunerado 1066277 37,00%
SUDESTE
Nunca trabalhou 296829 10,30%
É aposentado/pensionista 77809 2,70%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Teve trabalho remunerado 459766 45,00%
Teve trabalho remunerado,mas estava
afastado 26564 2,60%
Não teve trabalho remunerado 356574 34,90%
SUL
Nunca trabalhou 111366 10,90%
É aposentado/pensionista 67432 6,60%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v280 - Atividade profissional (TITULAR)


RESULTADO Casos %
Empregado(a) doméstico(a) 1351450 28,00%
Empregado do setor privado 720964 14,90%
Servidor público 409443 8,50%
GERAL Trabalhador por conta própria 2341946 48,40%
Aprendiz ou estagiário 10620 0,20%
GERAL

Total 4834423 100,00%


BASE 4834423 43,70%
Empregado(a) doméstico(a) 85534 29,10%
Empregado do setor privado 55029 18,70%
Servidor público 28711 9,80%
CENTRO OESTE Trabalhador por conta própria 123217 42,00%
Aprendiz ou estagiário 1196 0,40%
Total 293687 100,00%
BASE 293687 49,10%
Empregado(a) doméstico(a) 507873 23,40%
Empregado do setor privado 281538 13,00%
Servidor público 226335 10,40%
NORDESTE Trabalhador por conta própria 1148235 52,90%
Aprendiz ou estagiário 5520 0,30%
Total 2169502 100,00%
BASE 2169502 39,30%
Empregado(a) doméstico(a) 144506 32,50%
Empregado do setor privado 47121 10,60%
Servidor público 55499 12,50%
NORTE
Trabalhador por conta própria 196863 44,30%
BASE 443988 42,40%
Total 443988 100,00%
Empregado(a) doméstico(a) 489911 34,00%
Empregado do setor privado 239192 16,60%
Servidor público 83573 5,80%
SUDESTE Trabalhador por conta própria 625357 43,40%
Aprendiz ou estagiário 2882 0,20%
Total 1440916 100,00%
BASE 1440916 50,00%
Empregado(a) doméstico(a) 123626 25,40%
Empregado do setor privado 98083 20,20%
Servidor público 15326 3,20%
SUL Trabalhador por conta própria 248274 51,10%
Aprendiz ou estagiário 1022 0,20%
Total 486331 100,00%
BASE 486331 47,60%

v281 - Forma de recebimento do salário (TITULAR)


RESULTADO Casos %
Só em dinheiro 4460948 92,30%
Só em bens 75035 1,60%
GERAL Em dinheiro e bens 298441 6,20%
Total 4834423 100,00%
BASE 4834423 43,70%
Só em dinheiro 283519 96,50%
Só em bens 1794 0,60%
CENTRO OESTE Em dinheiro e bens 8374 2,90%
Total 293687 100,00%
BASE 293687 49,10%
Só em dinheiro 1926606 88,80%
Só em bens 44163 2,00%
NORDESTE Em dinheiro e bens 198733 9,20%
Total 2169502 100,00%
BASE 2169502 39,30%
Só em dinheiro 414668 93,40%
Só em bens 3141 0,70%
NORTE Em dinheiro e bens 26179 5,90%
Total 443988 100,00%
BASE 443988 42,40%
Só em dinheiro 1363106 94,60%
Só em bens 25936 1,80%
SUDESTE Em dinheiro e bens 51873 3,60%
Total 1440916 100,00%
BASE 1440916 50,00%
Só em dinheiro 473048 97,30%
Em dinheiro e bens 13282 2,70%
SUL
BASE 486331 47,60%
Total 486331 100,00%

v282 - Tem carteira assinada (TITULAR)


RESULTADO Casos %
Sim 774509 16,00%
Não 4043353 83,60%
GERAL NS/NR 16561 0,30%
Total 4834423 100,00%
BASE 4834423 43,70%
Sim 64001 21,80%
Não 229686 78,20%
CENTRO OESTE
BASE 293687 49,10%
Total 293687 100,00%
Sim 253937 11,70%
Não 1899004 87,50%
NORDESTE NS/NR 16561 0,80%
Total 2169502 100,00%
BASE 2169502 39,30%
Sim 49216 11,10%
Não 394773 88,90%
NORTE
BASE 443988 42,40%
Total 443988 100,00%
Sim 293947 20,40%
Não 1146969 79,60%
SUDESTE
BASE 1440916 50,00%
Total 1440916 100,00%
Sim 113409 23,30%
Não 372922 76,70%
SUL
BASE 486331 47,60%
Total 486331 100,00%

v283 - Há quantos meses atrás trabalhou em alguma atividade remunerada (TITULAR)


RESULTADO Casos %
Há menos de 3 meses 335110 8,60%
Entre 3 e 6 meses 431958 11,10%
Entre 6 e 12 meses 350907 9,00%
GERAL Há mais de 12 meses 2662548 68,10%
NS 127353 3,30%
Total 3907877 100,00%
BASE 3907877 35,30%
Há menos de 3 meses 16150 7,60%
Entre 3 e 6 meses 16748 7,90%
Entre 6 e 12 meses 18542 8,80%
CENTRO OESTE Há mais de 12 meses 150732 71,40%
NS 8972 4,20%
Total 211144 100,00%
BASE 211144 35,30%
Há menos de 3 meses 143529 7,60%
Entre 3 e 6 meses 215294 11,30%
Entre 6 e 12 meses 149050 7,80%
NORDESTE Há mais de 12 meses 1319366 69,50%
NS 71765 3,80%
Total 1899004 100,00%
BASE 1899004 34,40%
Há menos de 3 meses 25131 6,70%
Entre 3 e 6 meses 38744 10,30%
Entre 6 e 12 meses 60734 16,20%
NORTE Há mais de 12 meses 228277 60,90%
NS 21990 5,90%
Total 374877 100,00%
BASE 374877 35,80%
Há menos de 3 meses 126801 11,90%
Entre 3 e 6 meses 132564 12,40%
Entre 6 e 12 meses 80691 7,60%
SUDESTE Há mais de 12 meses 711812 66,80%
NS 14409 1,40%
Total 1066277 100,00%
BASE 1066277 37,00%
Há menos de 3 meses 23499 6,60%
Entre 3 e 6 meses 28608 8,00%
Entre 6 e 12 meses 41890 11,70%
SUL Há mais de 12 meses 252361 70,80%
NS 10217 2,90%
Total 356574 100,00%
BASE 356574 34,90%

v284 - Procurou trabalho nos últimos 30 dias (TITULAR)


RESULTADO Casos %
Sim 1419759 22,80%
Não 4789841 76,80%
GERAL NS/NR 25155 0,40%
Total 6234755 100,00%
BASE 6234755 56,30%
Sim 72973 24,00%
Não 227294 74,70%
CENTRO OESTE NS/NR 4187 1,40%
Total 304454 100,00%
BASE 304454 50,90%
Sim 712127 21,30%
Não 2627692 78,40%
NORDESTE NS/NR 11041 0,30%
Total 3350859 100,00%
NORDESTE

BASE 3350859 60,70%


Sim 130893 21,70%
Não 469120 77,80%
NORTE NS/NR 3141 0,50%
Total 603154 100,00%
BASE 603154 57,60%
Sim 400575 27,80%
Não 1034577 71,80%
SUDESTE NS/NR 5764 0,40%
Total 1440916 100,00%
BASE 1440916 50,00%
Sim 103192 19,30%
Não 431159 80,50%
SUL NS/NR 1022 0,20%
Total 535372 100,00%
BASE 535372 52,40%

TRABALHO (MORADORES COM 10 ANOS OU MAIS)


v279 a v349 - Nos últimos 30 dias trabalhou ou não (TITULAR + MORADORES)
RESULTADO casos %
Teve trabalho remunerado 14983838 37,90%
Teve trabalho remunerado,mas estava
afastado 364975 0,90%
GERAL Não teve trabalho remunerado 7449366 18,80%
Nunca trabalhou 15424694 39,00%
É aposentado/pensionista 1337799 3,40%
BASE 11069178 100,00%
Teve trabalho remunerado 829023 39,70%
Teve trabalho remunerado,mas estava
afastado 23926 1,10%
CENTRO OESTE Não teve trabalho remunerado 392380 18,80%
Nunca trabalhou 785957 37,70%
É aposentado/pensionista 56225 2,70%
BASE 598141 100,00%
Teve trabalho remunerado 7237193 36,20%
Teve trabalho remunerado,mas estava
afastado 154570 0,80%
NORDESTE Não teve trabalho remunerado 3781447 18,90%
Nunca trabalhou 8054207 40,30%
É aposentado/pensionista 761810 3,80%
BASE 5520361 100,00%
Teve trabalho remunerado 1461810 35,20%
Teve trabalho remunerado,mas estava
afastado 33509 0,80%
NORTE Não teve trabalho remunerado 765461 18,50%
Nunca trabalhou 1738256 41,90%
É aposentado/pensionista 148694 3,60%
BASE 1047142 100,00%
Teve trabalho remunerado 4210355 42,50%
Teve trabalho remunerado,mas estava
afastado 100864 1,00%
SUDESTE Não teve trabalho remunerado 1867426 18,80%
Nunca trabalhou 3512952 35,40%
É aposentado/pensionista 221901 2,20%
BASE 2881831 100,00%
Teve trabalho remunerado 1245456 36,40%
Teve trabalho remunerado,mas estava
afastado 52107 1,50%
SUL Não teve trabalho remunerado 642651 18,80%
Nunca trabalhou 1333322 39,00%
É aposentado/pensionista 149169 4,40%
BASE 1021703 100,00%

v280 a v350 - Atividade profissional (TITULAR + MORADORES)


RESULTADO casos %
Empregado(a) doméstico(a) 2677178 17,40%
Empregado do setor privado 3715189 24,20%
Servidor público 865908 5,60%
GERAL Empregador 9234 0,10%
Trabalhador por conta própria 7907279 51,50%
Aprendiz ou estagiário 174025 1,10%
BASE 9391551 84,80%
Empregado(a) doméstico(a) 130395 15,30%
Empregado do setor privado 255406 29,90%
Servidor público 53235 6,20%
CENTRO OESTE Empregador 598 0,10%
Trabalhador por conta própria 399558 46,80%
Aprendiz ou estagiário 13757 1,60%
BASE 531149 88,80%
Empregado(a) doméstico(a) 1104072 14,90%

NORDESTE
Empregado do setor privado 1600905 21,70%
Servidor público 452670 6,10%
NORDESTE Empregador 5520 0,10%
Trabalhador por conta própria 4129230 55,90%
Aprendiz ou estagiário 99366 1,30%
BASE 4504615 81,60%
Empregado(a) doméstico(a) 317284 21,20%
Empregado do setor privado 270163 18,10%
Servidor público 122516 8,20%
NORTE Empregador 2094 0,10%
Trabalhador por conta própria 770697 51,50%
Aprendiz ou estagiário 12566 0,80%
BASE 917296 87,60%
Empregado(a) doméstico(a) 939477 21,80%
Empregado do setor privado 1253596 29,10%
Servidor público 201728 4,70%
SUDESTE
Trabalhador por conta própria 1873190 43,40%
Aprendiz ou estagiário 43227 1,00%
BASE 2579239 89,50%
Empregado(a) doméstico(a) 185950 14,30%
Empregado do setor privado 335119 25,80%
Servidor público 35760 2,80%
SUL Empregador 1022 0,10%
Trabalhador por conta própria 734604 56,60%
Aprendiz ou estagiário 5109 0,40%
BASE 859252 84,10%

v281 a v351 - Forma de recebimento do salário (TITULAR + MORADORES)


RESULTADO casos %
Só em dinheiro 14343133 93,40%
Só em bens 242642 1,60%
GERAL
Em dinheiro e bens 763037 5,00%
BASE 9391551 84,80%
Só em dinheiro 830818 97,40%
Só em bens 5383 0,60%
CENTRO OESTE
Em dinheiro e bens 16748 2,00%
BASE 531149 88,80%
Só em dinheiro 6657555 90,10%
Só em bens 182172 2,50%
NORDESTE
Em dinheiro e bens 552036 7,50%
BASE 4504615 81,60%
Só em dinheiro 1406312 94,00%
Só em bens 10471 0,70%
NORTE
Em dinheiro e bens 78536 5,30%
BASE 917296 87,60%
Só em dinheiro 4181537 97,00%
Só em bens 37464 0,90%
SUDESTE
Em dinheiro e bens 92219 2,10%
BASE 2579239 89,50%
Só em dinheiro 1266912 97,60%
Só em bens 7152 0,60%
SUL
Em dinheiro e bens 23499 1,80%
BASE 859252 84,10%

v282 a v352 - Tem carteira assinada (TITULAR + MORADORES)


RESULTADO casos %
Sim 3058804 19,90%
Não 12233418 79,70%
GERAL
NS/NR 56591 0,40%
BASE 9391551 84,80%
Sim 223705 26,20%
Não 620870 72,80%
CENTRO OESTE
NS/NR 8374 1,00%
BASE 531149 88,80%
Sim 1087511 14,70%
Não 6276650 84,90%
NORDESTE
NS/NR 27602 0,40%
BASE 4504615 81,60%
Sim 198957 13,30%
Não 1293220 86,50%
NORTE
NS/NR 3141 0,20%
BASE 917296 87,60%
Sim 1193078 27,70%
Não 3103732 72,00%
SUDESTE
NS/NR 14409 0,30%
BASE 2579239 89,50%
Sim 355553 27,40%
Não 938945 72,40%
SUL
NS/NR 3065 0,20%
BASE 859252 84,10%
v283 a v353 - Há quantos meses atrás trabalhou em alguma atividade remunerada
(TITULAR + MORADORES)
RESULTADO casos %
Há menos de 3 meses 1029507 13,80%
Entre 3 e 6 meses 1113917 15,00%
Entre 6 e 12 meses 962589 12,90%
GERAL
Há mais de 12 meses 4053344 54,40%
NS 290009 3,90%
BASE 5470721 49,40%
Há menos de 3 meses 46057 11,70%
Entre 3 e 6 meses 38879 9,90%
Entre 6 e 12 meses 52038 13,30%
CENTRO OESTE
Há mais de 12 meses 236864 60,40%
NS 18542 4,70%
BASE 296080 49,50%
Há menos de 3 meses 513394 13,60%
Entre 3 e 6 meses 563077 14,90%
Entre 6 e 12 meses 502353 13,30%
NORDESTE
Há mais de 12 meses 2053574 54,30%
NS 149050 3,90%
BASE 2682895 48,60%
Há menos de 3 meses 95290 12,40%
Entre 3 e 6 meses 110997 14,50%
Entre 6 e 12 meses 134034 17,50%
NORTE
Há mais de 12 meses 381160 49,80%
NS 43980 5,70%
BASE 548702 52,40%
Há menos de 3 meses 308356 16,50%
Entre 3 e 6 meses 314120 16,80%
Entre 6 e 12 meses 187319 10,00%
SUDESTE
Há mais de 12 meses 1005759 53,90%
NS 51873 2,80%
BASE 1449561 50,30%
Há menos de 3 meses 66411 10,30%
Entre 3 e 6 meses 86845 13,50%
Entre 6 e 12 meses 86845 13,50%
SUL
Há mais de 12 meses 375987 58,50%
NS 26564 4,10%
BASE 493483 48,30%

v284 a v354 - Procurou trabalho nos últimos 30 dias (TITULAR + MORADORES)


RESULTADO casos %
Sim 4442166 18,30%
Não 19611514 81,00%
GERAL
NS/NR 158180 0,70%
BASE 10042996 90,70%
Sim 239256 19,40%
Não 979157 79,30%
CENTRO OESTE
NS/NR 16150 1,30%
BASE 541318 90,50%
Sim 2434479 19,30%
Não 10080179 80,00%
NORDESTE
NS/NR 82805 0,70%
BASE 5051130 91,50%
Sim 388490 14,60%
Não 2251355 84,90%
NORTE
NS/NR 12566 0,50%
BASE 981172 93,70%
Sim 1066277 19,00%
Não 4498538 80,30%
SUDESTE
NS/NR 37464 0,70%
BASE 2527366 87,70%
Sim 313663 14,80%
Não 1802284 84,80%
SUL
NS/NR 9195 0,40%
BASE 942010 92,20%

EDUCAÇÃO (TITULAR)
v356 - Sabe ler e escrever (TITULAR)
RESULTADO Casos %
Sim 9002821 81,30%
Não 2052381 18,50%
GERAL NS/NR 13976 0,10%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 530551 88,70%
Não 66992 11,20%
CENTRO OESTE
CENTRO OESTE NS/NR 598 0,10%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Sim 4079547 73,90%
Não 1435294 26,00%
NORDESTE NS/NR 5520 0,10%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Sim 920438 87,90%
Não 124610 11,90%
NORTE NS/NR 2094 0,20%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Sim 2561948 88,90%
Não 314120 10,90%
SUDESTE NS/NR 5764 0,20%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Sim 910337 89,10%
Não 111366 10,90%
SUL
BASE 1021703 100,00%
Total 1021703 100,00%

v357 - Freqüenta ou freqüentou escola/creche (TITULAR)


RESULTADO Casos %
Freqüenta escola/creche pública 673052 6,10%
Freqüenta escola/creche particular 47994 0,40%
Não freqüenta,mas já freqüentou escola ou
creche 9545325 86,20%
GERAL
Nunca freqüentou 801761 7,20%
NS/NR 1047 0,00%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Freqüenta escola/creche pública 37085 6,20%
Freqüenta escola/creche particular 1794 0,30%
Não freqüenta,mas já freqüentou escola ou
CENTRO OESTE creche 519186 86,80%
Nunca freqüentou 40075 6,70%
BASE 598141 100,00%
Total 598141 100,00%
Freqüenta escola/creche pública 342262 6,20%
Freqüenta escola/creche particular 27602 0,50%
Não freqüenta,mas já freqüentou escola ou
NORDESTE creche 4730949 85,70%
Nunca freqüentou 419547 7,60%
BASE 5520361 100,00%
Total 5520361 100,00%
Freqüenta escola/creche pública 109950 10,50%
Freqüenta escola/creche particular 4189 0,40%
Não freqüenta,mas já freqüentou escola ou
creche 848185 81,00%
NORTE
Nunca freqüentou 83771 8,00%
NS/NR 1047 0,10%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Freqüenta escola/creche pública 146973 5,10%
Freqüenta escola/creche particular 14409 0,50%
Não freqüenta,mas já freqüentou escola ou
SUDESTE creche 2541775 88,20%
Nunca freqüentou 178674 6,20%
BASE 2881831 100,00%
Total 2881831 100,00%
Freqüenta escola/creche pública 36781 3,60%
Não freqüenta,mas já freqüentou escola ou
creche 905229 88,60%
SUL
Nunca freqüentou 79693 7,80%
BASE 1021703 100,00%
Total 1021703 100,00%

v358 - A escola/creche oferece merenda gratuita (TITULAR)


RESULTADO Casos %
Sim 327184 45,40%
Não 392840 54,50%
GERAL NS/NR 1022 0,10%
Total 721046 100,00%
BASE 721046 6,50%
Sim 15552 40,00%
Não 23327 60,00%
CENTRO OESTE
BASE 38879 6,50%
Total 38879 100,00%
Sim 187692 50,70%
Não 182172 49,30%
NORDESTE
NORDESTE
BASE 369864 6,70%
Total 369864 100,00%
Sim 40839 35,80%
Não 73300 64,20%
NORTE
BASE 114138 10,90%
Total 114138 100,00%
Sim 74928 46,40%
Não 86455 53,60%
SUDESTE
BASE 161383 5,60%
Total 161383 100,00%
Sim 8174 22,20%
Não 27586 75,00%
SUL NS/NR 1022 2,80%
Total 36781 100,00%
BASE 36781 3,60%

v359 - Com que freqüência come a merenda oferecida (TITULAR)


RESULTADO Casos %
Todos os dias considerando finais de
semana e férias 45552 13,90%
Todos os dias exceto finais de semana e
férias 132278 40,40%
GERAL Quase todos os dias 59892 18,30%
Raramente 58326 17,80%
Nunca 31136 9,50%
Total 327184 100,00%
BASE 327184 3,00%
Todos os dias considerando finais de
semana e férias 1196 7,70%
Todos os dias exceto finais de semana e
férias 8374 53,80%
CENTRO OESTE Quase todos os dias 2393 15,40%
Raramente 2393 15,40%
Nunca 1196 7,70%
Total 15552 100,00%
BASE 15552 2,60%
Todos os dias considerando finais de
semana e férias 33122 17,60%
Todos os dias exceto finais de semana e
férias 55204 29,40%
NORDESTE Quase todos os dias 38643 20,60%
Raramente 38643 20,60%
Nunca 22081 11,80%
Total 187692 100,00%
BASE 187692 3,40%
Todos os dias considerando finais de
semana e férias 7330 17,90%
Todos os dias exceto finais de semana e
férias 24084 59,00%
NORTE Quase todos os dias 7330 17,90%
Nunca 2094 5,10%
BASE 40839 3,90%
Total 40839 100,00%
Todos os dias considerando finais de
semana e férias 2882 3,80%
Todos os dias exceto finais de semana e
férias 37464 50,00%
SUDESTE Quase todos os dias 11527 15,40%
Raramente 17291 23,10%
Nunca 5764 7,70%
Total 74928 100,00%
BASE 74928 2,60%
Todos os dias considerando finais de
semana e férias 1022 12,50%
Todos os dias exceto finais de semana e
SUL férias 7152 87,50%
BASE 8174 0,80%
Total 8174 100,00%

v360 - Curso freqüenta/curso mais elevado freqüentou (TITULAR)


RESULTADO Casos %
Creche/pré-escolar/classe de alfabetização
de crianças 923306 9,00%

Classe de alfabetização de adultos/AJA


1165657 11,40%
Ensino fundamental ou 1º grau 5710601 55,60%
Supletivo/EJA 466999 4,50%
GERAL Ensino médio ou 2º grau 1750327 17,00%
Supletivo/EJA 150589 1,50%
Pré-vestibular 7166 0,10%
Superior-graduação 68830 0,70%
NS/NR 22896 0,20%
Total 10266370 100,00%
BASE 10266370 92,70%
Creche/pré-escolar/classe de alfabetização
de crianças 41870 7,50%

Classe de alfabetização de adultos/AJA


61609 11,00%
Ensino fundamental ou 1º grau 292491 52,40%
Supletivo/EJA 35888 6,40%
CENTRO OESTE Ensino médio ou 2º grau 105871 19,00%
Supletivo/EJA 9570 1,70%
Pré-vestibular 598 0,10%
Superior-graduação 5383 1,00%
NS/NR 4785 0,90%
Total 558066 100,00%
BASE 558066 93,30%
Creche/pré-escolar/classe de alfabetização
de crianças 645882 12,70%

Classe de alfabetização de adultos/AJA


750769 14,70%
Ensino fundamental ou 1º grau 2517285 49,40%
Supletivo/EJA 198733 3,90%
NORDESTE Ensino médio ou 2º grau 866697 17,00%
Supletivo/EJA 66244 1,30%
Pré-vestibular 5520 0,10%
Superior-graduação 38643 0,80%
NS/NR 11041 0,20%
Total 5100814 100,00%
BASE 5100814 92,40%
Creche/pré-escolar/classe de alfabetização
de crianças 26179 2,70%

Classe de alfabetização de adultos/AJA


70159 7,30%
Ensino fundamental ou 1º grau 522524 54,30%
Supletivo/EJA 71206 7,40%
NORTE Ensino médio ou 2º grau 230371 23,90%
Supletivo/EJA 29320 3,00%
Pré-vestibular 1047 0,10%
Superior-graduação 7330 0,80%
NS/NR 4189 0,40%
Total 962323 100,00%
BASE 962323 91,90%
Creche/pré-escolar/classe de alfabetização
de crianças 129682 4,80%

Classe de alfabetização de adultos/AJA


126801 4,70%
Ensino fundamental ou 1º grau 1786735 66,10%
Supletivo/EJA 132564 4,90%
SUDESTE Ensino médio ou 2º grau 469738 17,40%
Supletivo/EJA 40346 1,50%
Superior-graduação 14409 0,50%
NS/NR 2882 0,10%
BASE 2703157 93,80%
Total 2703157 100,00%
Creche/pré-escolar/classe de alfabetização
de crianças 79693 8,50%

Classe de alfabetização de adultos/AJA


156321 16,60%
Ensino fundamental ou 1º grau 591566 62,80%
SUL Supletivo/EJA 28608 3,00%
Ensino médio ou 2º grau 77649 8,20%
Supletivo/EJA 5109 0,50%
Superior-graduação 3065 0,30%
BASE 942010 92,20%
Total 942010 100,00%

VARIÁVEL CRIADA - Escolaridade (questão 36 + quesão 39) - TITULAR


RESULTADO Casos %
Nenhuma escolaridade/pré-escolar 2891771 26,10%
Fundamental 6177600 55,80%
Médio 1908081 17,20%
GERAL Superior 68830 0,60%
NS/NR 22896 0,20%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Nenhuma escolaridade/pré-escolar 143554 24,00%
Fundamental 328379 54,90%
Médio 116039 19,40%
CENTRO OESTE Superior 5383 0,90%
NS/NR 4785 0,80%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Nenhuma escolaridade/pré-escolar 1816199 32,90%
Fundamental 2716018 49,20%
Médio 938461 17,00%
NORDESTE Superior 38643 0,70%
NORDESTE
NS/NR 11041 0,20%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Nenhuma escolaridade/pré-escolar 181156 17,30%
Fundamental 593730 56,70%
Médio 260738 24,90%
NORTE Superior 7330 0,70%
NS/NR 4189 0,40%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Nenhuma escolaridade/pré-escolar 435156 15,10%
Fundamental 1919299 66,60%
Médio 510084 17,70%
SUDESTE Superior 14409 0,50%
NS/NR 2882 0,10%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Nenhuma escolaridade/pré-escolar 315706 30,90%
Fundamental 620174 60,70%
Médio 82758 8,10%
SUL
Superior 3065 0,30%
BASE 1021703 100,00%
Total 1021703 100,00%

EDUCAÇÃO (MORADORES DE 6 ANOS OU MAIS)


v356 a v428 - Sabe ler e escrever (TITULAR + MORADORES)
RESULTADO casos %
Sim 38253038 83,60%
Não 7474737 16,30%
GERAL
NS/NR 49709 0,10%
BASE 11069178 100,00%
Sim 2173644 90,30%
Não 230882 9,60%
CENTRO OESTE
NS/NR 2991 0,10%
BASE 598141 100,00%
Sim 17725879 77,30%
Não 5178099 22,60%
NORDESTE
NS/NR 27602 0,10%
BASE 5520361 100,00%
Sim 4240925 86,30%
Não 661794 13,50%
NORTE
NS/NR 10471 0,20%
BASE 1047142 100,00%
Sim 10541738 91,10%
Não 1025932 8,90%
SUDESTE
NS/NR 8645 0,10%
BASE 2881831 100,00%
Sim 3570852 90,40%
SUL Não 378030 9,60%
BASE 1021703 100,00%

v357 a v429 - Freqüenta ou freqüentou escola/creche (TITULAR + MORADORES)


RESULTADO casos %
Freqüenta escola/creche pública 20971746 45,80%
Freqüenta escola/creche particular 438199 1,00%
Não freqüenta,mas já freqüentou escola ou
GERAL creche 21952642 48,00%
Nunca freqüentou 2389996 5,20%
NS/NR 24901 0,10%
BASE 11069178 100,00%
Freqüenta escola/creche pública 1119122 46,50%
Freqüenta escola/creche particular 26318 1,10%
Não freqüenta,mas já freqüentou escola ou
CENTRO OESTE creche 1141851 47,40%
Nunca freqüentou 117834 4,90%
NS/NR 2393 0,10%
BASE 598141 100,00%
Freqüenta escola/creche pública 10411401 45,40%
Freqüenta escola/creche particular 242896 1,10%
Não freqüenta,mas já freqüentou escola ou
NORDESTE creche 10908233 47,60%
Nunca freqüentou 1358009 5,90%
NS/NR 11041 0,00%
BASE 5520361 100,00%
Freqüenta escola/creche pública 2423087 49,30%
Freqüenta escola/creche particular 27226 0,60%
Não freqüenta,mas já freqüentou escola ou
NORTE creche 2166537 44,10%
Nunca freqüentou 286917 5,80%
NORTE

NS/NR 9424 0,20%


BASE 1047142 100,00%
Freqüenta escola/creche pública 5236287 45,20%
Freqüenta escola/creche particular 132564 1,10%
Não freqüenta,mas já freqüentou escola ou
SUDESTE
creche 5772307 49,90%
Nunca freqüentou 435156 3,80%
BASE 2881831 100,00%
Freqüenta escola/creche pública 1781850 45,10%
Freqüenta escola/creche particular 9195 0,20%
Não freqüenta,mas já freqüentou escola ou
SUL creche 1963713 49,70%
Nunca freqüentou 192080 4,90%
NS/NR 2043 0,10%
BASE 1021703 100,00%

v358 a v430 - A escola/creche oferece merenda gratuita (TITULAR + MORADORES)


RESULTADO casos %
Sim 17866369 83,40%
Não 3425121 16,00%
GERAL
NS/NR 118456 0,60%
BASE 9611173 86,80%
Sim 971979 84,90%
Não 165087 14,40%
CENTRO OESTE
NS/NR 8374 0,70%
BASE 531149 88,80%
Sim 8495836 79,70%
Não 2103258 19,70%
NORDESTE
NS/NR 55204 0,50%
BASE 4675746 84,70%
Sim 2048210 83,60%
Não 392678 16,00%
NORTE
NS/NR 9424 0,40%
BASE 952899 91,00%
Sim 4731967 88,10%
Não 596539 11,10%
SUDESTE
NS/NR 40346 0,80%
BASE 2553302 88,60%
Sim 1618378 90,40%
Não 167559 9,40%
SUL
NS/NR 5109 0,30%
BASE 898077 87,90%

v359 a v431 - Com que freqüência come a merenda oferecida (TITULAR + MORADORES)
RESULTADO casos %
Todos os dias considerando finais de
semana e férias 1643864 9,20%
Todos os dias exceto finais de semana e
férias 11114088 62,20%
GERAL Quase todos os dias 3158204 17,70%
Raramente 1487673 8,30%
Nunca 416023 2,30%
NS/NR 46517 0,30%
BASE 8706773 78,70%
Todos os dias considerando finais de
semana e férias 43664 4,50%
Todos os dias exceto finais de semana e
férias 810481 83,40%
CENTRO OESTE Quase todos os dias 65796 6,80%
Raramente 28113 2,90%
Nunca 20935 2,20%
NS/NR 2991 0,30%
BASE 500046 83,60%
Todos os dias considerando finais de
semana e férias 662443 7,80%
Todos os dias exceto finais de semana e
férias 4918642 57,90%
NORDESTE Quase todos os dias 1755475 20,70%
Raramente 938461 11,00%
Nunca 193213 2,30%
NS/NR 27602 0,30%
BASE 4062986 73,60%
Todos os dias considerando finais de
semana e férias 358123 17,50%
Todos os dias exceto finais de semana e
férias 1076462 52,60%
NORTE Quase todos os dias 545561 26,60%
Raramente 51310 2,50%
Nunca 11519 0,60%
NS/NR 5236 0,30%
BASE 877505 83,80%
Todos os dias considerando finais de
semana e férias 380402 8,00%
Todos os dias exceto finais de semana e
férias 3100850 65,50%
SUDESTE Quase todos os dias 665703 14,10%
Raramente 420747 8,90%
Nunca 155619 3,30%
NS/NR 8645 0,20%
BASE 2412093 83,70%
Todos os dias considerando finais de
semana e férias 199232 12,30%
Todos os dias exceto finais de semana e
férias 1207653 74,60%
SUL Quase todos os dias 125669 7,80%
Raramente 49042 3,00%
Nunca 34738 2,10%
NS/NR 2043 0,10%
BASE 854144 83,60%

v360 a v432 - Curso freqüenta/curso mais elevado freqüentou (TITULAR + MORADORES)


RESULTADO casos %
Creche/pré-escolar/classe de alfabetização
de crianças 5079135 11,70%

Classe de alfabetização de adultos/AJA


2337883 5,40%
Ensino fundamental ou 1º grau 26564764 61,30%
Supletivo/EJA 1383162 3,20%
GERAL Ensino médio ou 2º grau 7198186 16,60%
Supletivo/EJA 350461 0,80%
Pré-vestibular 46323 0,10%
Superior-graduação 208067 0,50%
Mestrado ou doutorado 5520 0,00%
NS/NR 189084 0,40%
BASE 11007942 99,40%
Creche/pré-escolar/classe de alfabetização
de crianças 276341 12,10%

Classe de alfabetização de adultos/AJA


115441 5,00%
Ensino fundamental ou 1º grau 1344023 58,80%
Supletivo/EJA 95703 4,20%
CENTRO OESTE Ensino médio ou 2º grau 409727 17,90%
Supletivo/EJA 17944 0,80%
Pré-vestibular 1196 0,10%
Superior-graduação 14954 0,70%
NS/NR 11963 0,50%
BASE 596347 99,70%
Creche/pré-escolar/classe de alfabetização
de crianças 3124524 14,50%

Classe de alfabetização de adultos/AJA


1496018 6,90%
Ensino fundamental ou 1º grau 12343527 57,20%
Supletivo/EJA 612760 2,80%
NORDESTE Ensino médio ou 2º grau 3588235 16,60%
Supletivo/EJA 138009 0,60%
Pré-vestibular 27602 0,10%
Superior-graduação 99366 0,50%
Mestrado ou doutorado 5520 0,00%
NS/NR 126968 0,60%
BASE 5481718 99,30%
Creche/pré-escolar/classe de alfabetização
de crianças 294247 6,40%

Classe de alfabetização de adultos/AJA


166496 3,60%
Ensino fundamental ou 1º grau 2961318 64,10%
Supletivo/EJA 188486 4,10%
NORTE Ensino médio ou 2º grau 871222 18,90%
Supletivo/EJA 89007 1,90%
Pré-vestibular 2094 0,00%
Superior-graduação 21990 0,50%
NS/NR 21990 0,50%
BASE 1044001 99,70%
Creche/pré-escolar/classe de alfabetização
de crianças 953886 8,60%

Classe de alfabetização de adultos/AJA


256483 2,30%
Ensino fundamental ou 1º grau 7417833 66,60%
Supletivo/EJA 403456 3,60%
SUDESTE Ensino médio ou 2º grau 1919299 17,20%
Supletivo/EJA 92219 0,80%
Pré-vestibular 14409 0,10%
Superior-graduação 60518 0,50%
NS/NR 23055 0,20%
BASE 2870304 99,60%
Creche/pré-escolar/classe de alfabetização
de crianças 430137 11,50%

Classe de alfabetização de adultos/AJA


303446 8,10%
Ensino fundamental ou 1º grau 2498064 66,50%
Supletivo/EJA 82758 2,20%
SUL Ensino médio ou 2º grau 409703 10,90%
Supletivo/EJA 13282 0,40%
Pré-vestibular 1022 0,00%
Superior-graduação 11239 0,30%
NS/NR 5109 0,10%
BASE 1015573 99,40%

VARIÁVEL CRIADA - Escolaridade (questão 36 + questão 39) - MORADORES


RESULTADO casos %
Nenhuma escolaridade/pré-escolar 9831916 21,50%
Fundamental 27947927 61,10%
Médio 7594970 16,60%
GERAL
Superior 213588 0,50%
NS/NR 189084 0,40%
BASE 11069178 100,00%
Nenhuma escolaridade/pré-escolar 512009 21,30%
Fundamental 1439725 59,80%
Médio 428867 17,80%
CENTRO OESTE
Superior 14954 0,60%
NS/NR 11963 0,50%
BASE 598141 100,00%
Nenhuma escolaridade/pré-escolar 5989592 26,10%
Fundamental 12956287 56,50%
Médio 3753845 16,40%
NORDESTE
Superior 104887 0,50%
NS/NR 126968 0,60%
BASE 5520361 100,00%
Nenhuma escolaridade/pré-escolar 757084 15,40%
Fundamental 3149803 64,10%
Médio 962323 19,60%
NORTE
Superior 21990 0,40%
NS/NR 21990 0,40%
BASE 1047142 100,00%
Nenhuma escolaridade/pré-escolar 1645526 14,20%
Fundamental 7821289 67,60%
Médio 2025927 17,50%
SUDESTE
Superior 60518 0,50%
NS/NR 23055 0,20%
BASE 2881831 100,00%
Nenhuma escolaridade/pré-escolar 927706 23,50%
Fundamental 2580822 65,40%
Médio 424007 10,70%
SUL
Superior 11239 0,30%
NS/NR 5109 0,10%
BASE 1021703 100,00%

AMAMENTAÇÃO (CRIANÇAS DE 2 ANOS OU MENOS)


v434 a v488 - Foi amamentado ou não
RESULTADO casos %
Sim 1983512 87,10%
Não 286742 12,60%
GERAL
NS/NR 8187 0,40%
BASE 2096441 18,90%
Sim 87329 91,80%
Não 7178 7,50%
CENTRO OESTE
NS/NR 598 0,60%
BASE 85534 14,30%
Sim 910860 82,90%
Não 182172 16,60%
NORDESTE
NS/NR 5520 0,50%
BASE 1037828 18,80%
Sim 268068 94,10%
Não 15707 5,50%
NORTE
NS/NR 1047 0,40%
BASE 246078 23,50%
Sim 561957 92,00%
SUDESTE Não 48991 8,00%
BASE 553312 19,20%
Sim 155299 82,20%
Não 32694 17,30%
SUL
NS/NR 1022 0,50%
BASE 173690 17,00%
IMPACTO DA MERENDA NO DOMICÍLIO
v493 - O que acontece com a alimentação da família durante as férias escolares
RESULTADO Casos %
Melhora 610409 7,00%
Piora 2867990 32,90%
GERAL Não há alteração 5228374 60,00%
Total 8706773 100,00%
BASE 8706773 78,70%
Melhora 39477 7,90%
Piora 107665 21,50%
CENTRO OESTE Não há alteração 352903 70,60%
Total 500046 100,00%
BASE 500046 83,60%
Melhora 226335 5,60%
Piora 1600905 39,40%
NORDESTE Não há alteração 2235746 55,00%
Total 4062986 100,00%
BASE 4062986 73,60%
Melhora 89007 10,10%
Piora 224088 25,50%
NORTE Não há alteração 564410 64,30%
Total 877505 100,00%
BASE 877505 83,80%
Melhora 190201 7,90%
Piora 763685 31,70%
SUDESTE Não há alteração 1458206 60,50%
Total 2412093 100,00%
BASE 2412093 83,70%
Melhora 65389 7,70%
Piora 171646 20,10%
SUL Não há alteração 617109 72,20%
Total 854144 100,00%
BASE 854144 83,60%

RESPONSÁVEL PELO DOMICÍLIO


VARIÁVEL CRIADA v494+v495 – Sexo do principal responsável pelo domicílio
RESULTADO Casos %
Só homem 4893071 44,20%
Só mulher 4024861 36,40%
GERAL Homem e mulher 2151247 19,40%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Só homem 243443 40,70%
Só mulher 225499 37,70%
CENTRO OESTE Homem e mulher 129198 21,60%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Só homem 2561448 46,40%
Só mulher 1893484 34,30%
NORDESTE Homem e mulher 1065430 19,30%
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Só homem 560221 53,50%
Só mulher 403150 38,50%
NORTE Homem e mulher 83771 8,00%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Só homem 1132560 39,30%
Só mulher 1063396 36,90%
SUDESTE Homem e mulher 685876 23,80%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Só homem 395399 38,70%
Só mulher 439332 43,00%
SUL Homem e mulher 186972 18,30%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

GASTO E RENDA DAS FAMÍLIAS


v496+v497+v498 - O dinheiro do Bolsa Família e gasto com o quê (espontânea)
RESULTADO casos %
Alimentação 9630353 87,00%
Material escolar 5044310 45,60%
Vestuário 4109832 37,10%
Remédios 2444982 22,10%
Gás 1086381 9,80%
Luz 655541 5,90%
Tratamento médico 195843 1,80%
GERAL Água 118441 1,10%
Transporte 102646 0,90%
Outras despesas com educação 95323 0,90%
Aluguel 83251 0,80%
Outros 51113 0,50%
Outras despesas domésticas 25415 0,20%
Outras despesas com saúde 6960 0,10%
BASE 11069178 100,00%
Alimentação 482700 80,70%
Material escolar 362473 60,60%
Vestuário 220714 36,90%
Remédios 102880 17,20%
Gás 50244 8,40%
Luz 27514 4,60%
Tratamento médico 7776 1,30%
CENTRO OESTE
Água 3589 0,60%
Transporte 8374 1,40%
Outras despesas com educação 1794 0,30%
Aluguel 1794 0,30%
Outros 2393 0,40%
Outras despesas com saúde 1196 0,20%
BASE 598141 100,00%
Alimentação 5040090 91,30%
Material escolar 2202624 39,90%
Vestuário 1943167 35,20%
Remédios 1429773 25,90%
Gás 585158 10,60%
Luz 386425 7,00%
Tratamento médico 88326 1,60%
NORDESTE
Água 77285 1,40%
Transporte 60724 1,10%
Outras despesas com educação 49683 0,90%
Aluguel 49683 0,90%
Outros 22081 0,40%
Outras despesas domésticas 16561 0,30%
BASE 5520361 100,00%
Alimentação 845044 80,70%
Material escolar 664935 63,50%
Vestuário 483780 46,20%
Remédios 210476 20,10%
Gás 67017 6,40%
Luz 33509 3,20%
Tratamento médico 28273 2,70%
NORTE
Água 1047 0,10%
Transporte 15707 1,50%
Outras despesas com educação 14660 1,40%
Aluguel 7330 0,70%
Outros 6283 0,60%
Outras despesas domésticas 1047 0,10%
BASE 1047142 100,00%
Alimentação 2518720 87,40%
Material escolar 1305469 45,30%
Vestuário 994232 34,50%
Remédios 579248 20,10%
Gás 308356 10,70%
Luz 149855 5,20%
Tratamento médico 48991 1,70%
SUDESTE Água 20173 0,70%
Transporte 8645 0,30%
Outras despesas com educação 23055 0,80%
Aluguel 17291 0,60%
Outros 17291 0,60%
Outras despesas domésticas 5764 0,20%
Outras despesas com saúde 5764 0,20%
BASE 2881831 100,00%
Alimentação 743800 72,80%
Material escolar 508808 49,80%
Vestuário 467940 45,80%
Remédios 122604 12,00%
Gás 75606 7,40%
Luz 58237 5,70%
Tratamento médico 22477 2,20%
SUL
Água 16347 1,60%
Transporte 9195 0,90%
Outras despesas com educação 6130 0,60%
Aluguel 7152 0,70%
Outros 3065 0,30%
Outras despesas domésticas 2043 0,20%
BASE 1021703 100,00%

v499 a v501 - Gasto da família nos últimos 30 dias


Teve o gasto Não teve o gasto NS/NR Total
RESULTADO Casos % Casos % Casos % Casos %
Alimentação 10968131 99,10% 35691 0,30% 65356 0,60% 11069178 100,00%
Saúde 7269614 65,70% 3762655 34,00% 36909 0,30% 11069178 100,00%
GERAL
Educação 5825854 52,60% 5212125 47,10% 31199 0,30% 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00% 11069178 100,00%
Alimentação 594552 99,40% 2393 0,40% 1196 0,20% 598141 100,00%
Saúde 378623 63,30% 219518 36,70% 598141 100,00%
CENTRO OESTE
Educação 373240 62,40% 224303 37,50% 598 0,10% 598141 100,00%
BASE 598141 100,00% 598141 100,00%
Alimentação 5492759 99,50% 16561 0,30% 11041 0,20% 5520361 100,00%
Saúde 3759366 68,10% 1755475 31,80% 5520 0,10% 5520361 100,00%
NORDESTE
Educação 2727058 49,40% 2787782 50,50% 5520 0,10% 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00% 5520361 100,00%
Alimentação 993738 94,90% 4189 0,40% 49216 4,70% 1047142 100,00%
Saúde 674359 64,40% 342415 32,70% 30367 2,90% 1047142 100,00%
NORTE
Educação 700538 66,90% 323567 30,90% 23037 2,20% 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00% 1047142 100,00%
Alimentação 2867422 99,50% 11527 0,40% 2882 0,10% 2881831 100,00%
Saúde 1910654 66,30% 971177 33,70% 2881831 100,00%
SUDESTE
Educação 1510079 52,40% 1371752 47,60% 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00% 2881831 100,00%
Alimentação 1019660 99,80% 1022 0,10% 1022 0,10% 1021703 100,00%
Saúde 546611 53,50% 474070 46,40% 1022 0,10% 1021703 100,00%
SUL
Educação 514938 50,40% 504721 49,40% 2043 0,20% 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00% 1021703 100,00%

v499 - Gasto da família com alimentação nos últimos 30 dias


Cases
Valid
RESULTADO N
v499 - Gasto da família com alimentação
GERAL
nos últimos 30 dias 10968131
v499 - Gasto da família com alimentação
CENTRO OESTE
nos últimos 30 dias 594552
v499 - Gasto da família com alimentação
NORDESTE
nos últimos 30 dias 5492759
v499 - Gasto da família com alimentação
NORTE
nos últimos 30 dias 993738
v499 - Gasto da família com alimentação
SUDESTE
nos últimos 30 dias 2867422
v499 - Gasto da família com alimentação
SUL
nos últimos 30 dias 1019660

Descriptives

RESULTADO Statistic Std. Error

Mean 200,25 0,03


95% Lower
Confidence Bound 200,18
Interval for Upper
Mean Bound 200,32
v499 - Gasto da família com alimentação 5% Trimmed Mean 192,1
GERAL
nos últimos 30 dias
Median 200
Variance 13274,68
Std. Deviation 115,22
Minimum 10
Maximum 1300
Mean 216,34 0,14
95% Lower
Confidence Bound 216,06
Interval for Upper
Mean Bound 216,61
v499 - Gasto da família com alimentação 5% Trimmed Mean 209,59
CENTRO OESTE
nos últimos 30 dias
Median 200
Variance 11468,15
Std. Deviation 107,09
Minimum 30
Maximum 1000
Mean 174,94 0,05
95% Lower
Confidence Bound 174,85
Interval for Upper
Mean Bound 175,03
v499 - Gasto da família com alimentação 5% Trimmed Mean 166,33
NORDESTE
nos últimos 30 dias
Median 150
Variance 11434,9
Std. Deviation 106,93
NORDESTE
nos últimos 30 dias

Minimum 15
Maximum 800
Mean 216,49 0,11
95% Lower
Confidence Bound 216,27
Interval for Upper
Mean Bound 216,71
v499 - Gasto da família com alimentação 5% Trimmed Mean 209,3
NORTE
nos últimos 30 dias
Median 200
Variance 12510,54
Std. Deviation 111,85
Minimum 10
Maximum 800
Mean 231,29 0,07
95% Lower
Confidence Bound 231,16
Interval for Upper
Mean Bound 231,43
v499 - Gasto da família com alimentação 5% Trimmed Mean 222,9
SUDESTE
nos últimos 30 dias
Median 200
Variance 14414,4
Std. Deviation 120,06
Minimum 30
Maximum 1300
Mean 224,12 0,12
95% Lower
Confidence Bound 223,89
Interval for Upper
Mean Bound 224,36
v499 - Gasto da família com alimentação 5% Trimmed Mean 215,42
SUL
nos últimos 30 dias
Median 200
Variance 14639,41
Std. Deviation 120,99
Minimum 10
Maximum 900

v500 - Gasto da família com saúde nos últimos 30 dias


Cases
Valid
RESULTADO N
v500 - Gasto da família com saúde nos
GERAL
últimos 30 dias 7269614
v500 - Gasto da família com saúde nos
CENTRO OESTE
últimos 30 dias 378623
v500 - Gasto da família com saúde nos
NORDESTE
últimos 30 dias 3759366
v500 - Gasto da família com saúde nos
NORTE
últimos 30 dias 674359
v500 - Gasto da família com saúde nos
SUDESTE
últimos 30 dias 1910654
v500 - Gasto da família com saúde nos
SUL
últimos 30 dias 546611

Descriptives

RESULTADO Statistic Std. Error

Mean 63,59 0,04


95% Lower
Confidence Bound 63,52
Interval for Upper
Mean Bound 63,66
v500 - Gasto da família com saúde nos 5% Trimmed Mean 51,78
GERAL
últimos 30 dias
Median 40
Variance 9416,83
Std. Deviation 97,04
Minimum 1
Maximum 2500
Mean 72,23 0,12
95% Lower
Confidence Bound 72
Interval for Upper
Mean Bound 72,46
v500 - Gasto da família com saúde nos 5% Trimmed Mean 63,76
CENTRO OESTE
últimos 30 dias
Median 50
Variance 5286,86
Std. Deviation 72,71
Minimum 1
Maximum 1000
Mean 56,13 0,05
95% Lower
Confidence Bound 56,03
Interval for Upper
Mean Bound 56,24
v500 - Gasto da família com saúde nos 5% Trimmed Mean 43,71
NORDESTE
últimos 30 dias
Median 30
v500 - Gasto da família com saúde nos
NORDESTE
últimos 30 dias

Variance 11199,81
Std. Deviation 105,83
Minimum 1
Maximum 2000
Mean 68,13 0,1
95% Lower
Confidence Bound 67,94
Interval for Upper
Mean Bound 68,32
v500 - Gasto da família com saúde nos 5% Trimmed Mean 55,79
NORTE
últimos 30 dias
Median 50
Variance 6505,64
Std. Deviation 80,66
Minimum 4
Maximum 700
Mean 69,14 0,05
95% Lower
Confidence Bound 69,04
Interval for Upper
Mean Bound 69,24
v500 - Gasto da família com saúde nos 5% Trimmed Mean 60,08
SUDESTE
últimos 30 dias
Median 50
Variance 4937,34
Std. Deviation 70,27
Minimum 1
Maximum 800
Mean 83,89 0,18
95% Lower
Confidence Bound 83,54
Interval for Upper
Mean Bound 84,25
v500 - Gasto da família com saúde nos 5% Trimmed Mean 68,28
SUL
últimos 30 dias
Median 50
Variance 18285,13
Std. Deviation 135,22
Minimum 4
Maximum 2500

v501 - Gasto da família com educação nos últimos 30 dias


Cases
Valid
RESULTADO N
v501 - Gasto da família com educação nos
GERAL
últimos 30 dias 5825854
v501 - Gasto da família com educação nos
CENTRO OESTE
últimos 30 dias 373240
v501 - Gasto da família com educação nos
NORDESTE
últimos 30 dias 2727058
v501 - Gasto da família com educação nos
NORTE
últimos 30 dias 700538
v501 - Gasto da família com educação nos
SUDESTE
últimos 30 dias 1510079
v501 - Gasto da família com educação nos
SUL
últimos 30 dias 514938

Descriptives

RESULTADO Statistic Std. Error

Mean 32,6 0,02


95% Lower
Confidence Bound 32,57
Interval for Upper
Mean Bound 32,63
v501 - Gasto da família com educação nos 5% Trimmed Mean 27,88
GERAL
últimos 30 dias
Median 20
Variance 1477,62
Std. Deviation 38,44
Minimum 1
Maximum 680
Mean 39,85 0,08
95% Lower
Confidence Bound 39,7
Interval for Upper
Mean Bound 40,01
v501 - Gasto da família com educação nos 5% Trimmed Mean 33,44
CENTRO OESTE
últimos 30 dias
Median 30
Variance 2290,79
Std. Deviation 47,86
Minimum 1
Maximum 680
Mean 28,15 0,02
95% Lower
Confidence Bound 28,11
Interval for Upper
Mean Bound 28,2
v501 - Gasto da família com educação nos
NORDESTE
últimos 30 dias
v501 - Gasto da família com educação nos 5% Trimmed Mean 23,82
NORDESTE
últimos 30 dias
Median 20
Variance 1355,89
Std. Deviation 36,82
Minimum 1
Maximum 600
Mean 44,62 0,05
95% Lower
Confidence Bound 44,52
Interval for Upper
Mean Bound 44,72
v501 - Gasto da família com educação nos 5% Trimmed Mean 38,99
NORTE
últimos 30 dias
Median 30
Variance 1803,69
Std. Deviation 42,47
Minimum 1
Maximum 400
Mean 32,39 0,03
95% Lower
Confidence Bound 32,33
Interval for Upper
Mean Bound 32,44
v501 - Gasto da família com educação nos 5% Trimmed Mean 27,89
SUDESTE
últimos 30 dias
Median 20
Variance 1224,37
Std. Deviation 34,99
Minimum 1
Maximum 400
Mean 35,21 0,05
95% Lower
Confidence Bound 35,11
Interval for Upper
Mean Bound 35,32
v501 - Gasto da família com educação nos 5% Trimmed Mean 30,04
SUL
últimos 30 dias
Median 20
Variance 1485,55
Std. Deviation 38,54
Minimum 1
Maximum 380

v502 a v507 - Dinheiro obtido pela família


Teve renda Não teve renda
proveniente dessa proveniente dessa NS/NR Total
espécie espécie
RESULTADO Casos % Casos % Casos % Casos %

Renda de trabalho (somando a renda de


todos da família, assalariados ou não)
9518291 86,00% 1499567 13,50% 51321 0,50% 11069178 100,00%
Aposentadoria ou pensão 1618148 14,60% 9451030 85,40% 11069178 100,00%
Bolsa Família 11069178 100,00% 11069178 100,00%
GERAL PETI 91697 0,80% 10977481 99,20% 11069178 100,00%
Outros programas de transferência de
renda do governo 213724 1,90% 10855454 98,10% 11069178 100,00%
Outras fontes, como pensão alimentícia,
aluguel, doação 1025492 9,30% 10043686 90,70% 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00% 11069178 100,00%

Renda de trabalho (somando a renda de


todos da família, assalariados ou não)
551486 92,20% 46057 7,70% 598 0,10% 598141 100,00%
Aposentadoria ou pensão 69384 11,60% 528757 88,40% 598141 100,00%
Bolsa Família 598141 100,00% 598141 100,00%
CENTRO OESTE PETI 1794 0,30% 596347 99,70% 598141 100,00%
Outros programas de transferência de
renda do governo 14355 2,40% 583786 97,60% 598141 100,00%
Outras fontes, como pensão alimentícia,
aluguel, doação 50244 8,40% 547897 91,60% 598141 100,00%
BASE 598141 100,00% 598141 100,00%

Renda de trabalho (somando a renda de


todos da família, assalariados ou não)
4603981 83,40% 905339 16,40% 11041 0,20% 5520361 100,00%
Aposentadoria ou pensão 888778 16,10% 4631583 83,90% 5520361 100,00%
Bolsa Família 5520361 100,00% 5520361 100,00%
NORDESTE PETI 38643 0,70% 5481718 99,30% 5520361 100,00%
Outros programas de transferência de
renda do governo 49683 0,90% 5470678 99,10% 5520361 100,00%
Outras fontes, como pensão alimentícia,
aluguel, doação 496832 9,00% 5023529 91,00% 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00% 5520361 100,00%

Renda de trabalho (somando a renda de


todos da família, assalariados ou não)
931956 89,00% 103667 9,90% 11519 1,10% 1047142 100,00%
Aposentadoria ou pensão 138223 13,20% 908919 86,80% 1047142 100,00%
Bolsa Família 1047142 100,00% 1047142 100,00%
NORTE PETI 13613 1,30% 1033529 98,70% 1047142 100,00%
NORTE
Outros programas de transferência de
renda do governo 16754 1,60% 1030388 98,40% 1047142 100,00%
Outras fontes, como pensão alimentícia,
aluguel, doação 56546 5,40% 990596 94,60% 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00% 1047142 100,00%

Renda de trabalho (somando a renda de


todos da família, assalariados ou não)
2570593 89,20% 288183 10,00% 23055 0,80% 2881831 100,00%
Aposentadoria ou pensão 374638 13,00% 2507193 87,00% 2881831 100,00%
Bolsa Família 2881831 100,00% 2881831 100,00%
SUDESTE PETI 34582 1,20% 2847249 98,80% 2881831 100,00%
Outros programas de transferência de
renda do governo 126801 4,40% 2755030 95,60% 2881831 100,00%
Outras fontes, como pensão alimentícia,
aluguel, doação 322765 11,20% 2559066 88,80% 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00% 2881831 100,00%

Renda de trabalho (somando a renda de


todos da família, assalariados ou não)
860274 84,20% 156321 15,30% 5109 0,50% 1021703 100,00%
Aposentadoria ou pensão 147125 14,40% 874578 85,60% 1021703 100,00%
Bolsa Família 1021703 100,00% 1021703 100,00%
SUL PETI 3065 0,30% 1018638 99,70% 1021703 100,00%
Outros programas de transferência de
renda do governo 6130 0,60% 1015573 99,40% 1021703 100,00%
Outras fontes, como pensão alimentícia,
aluguel, doação 99105 9,70% 922598 90,30% 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00% 1021703 100,00%

v502 - Renda de trabalho (somando a renda de todos da família, assalariados


ou não)
Cases
Valid
RESULTADO N

v502 - Renda de trabalho (somando a renda


GERAL
de todos da família, assalariados ou não)
9518291

v502 - Renda de trabalho (somando a renda


CENTRO OESTE
de todos da família, assalariados ou não)
551486

v502 - Renda de trabalho (somando a renda


NORDESTE
de todos da família, assalariados ou não)
4603981

v502 - Renda de trabalho (somando a renda


NORTE
de todos da família, assalariados ou não)
931956

v502 - Renda de trabalho (somando a renda


SUDESTE
de todos da família, assalariados ou não)
2570593

v502 - Renda de trabalho (somando a renda


SUL
de todos da família, assalariados ou não)
860274

Descriptives

RESULTADO Statistic Std. Error

Mean 334,92 0,08


95% Lower
Confidence Bound 334,77
Interval for Upper
Mean Bound 335,07
v502 - Renda de trabalho (somando a renda 5% Trimmed Mean 313,22
GERAL
de todos da família, assalariados ou não)
Median 300
Variance 56851,06
Std. Deviation 238,43
Minimum 10
Maximum 2200
Mean 422,21 0,32
95% Lower
Confidence Bound 421,57
Interval for Upper
Mean Bound 422,84
v502 - Renda de trabalho (somando a renda 5% Trimmed Mean 404,53
CENTRO OESTE
de todos da família, assalariados ou não)
Median 380
Variance 57852,94
Std. Deviation 240,53
Minimum 10
Maximum 2200
Mean 265,53 0,1
95% Lower
Confidence Bound 265,34
Interval for Upper
Mean Bound 265,72
v502 - Renda de trabalho (somando a renda 5% Trimmed Mean 244,81
NORDESTE
de todos da família, assalariados ou não)
Median 200
Variance 42857,6
Std. Deviation 207,02
Minimum 12
Maximum 2000
Mean 378,55 0,24
95% Lower
Confidence Bound 378,09
Interval for Upper
Mean Bound 379,01
v502 - Renda de trabalho (somando a renda 5% Trimmed Mean 359,72
NORTE
de todos da família, assalariados ou não)
Median 380
Variance 51793,11
Std. Deviation 227,58
Minimum 15
Maximum 2000
Mean 413,64 0,16
95% Lower
Confidence Bound 413,32
Interval for Upper
Mean Bound 413,97
v502 - Renda de trabalho (somando a renda 5% Trimmed Mean 390,45
SUDESTE
de todos da família, assalariados ou não)
Median 380
Variance 68969,75
Std. Deviation 262,62
Minimum 10
Maximum 1800
Mean 367,86 0,24
95% Lower
Confidence Bound 367,39
Interval for Upper
Mean Bound 368,32
v502 - Renda de trabalho (somando a renda 5% Trimmed Mean 350,61
SUL
de todos da família, assalariados ou não)
Median 360
Variance 48047,04
Std. Deviation 219,2
Minimum 15
Maximum 1500

v503 - Aposentadoria ou pensão


Cases
Valid
RESULTADO N
GERAL v503 - Aposentadoria ou pensão 1618148
CENTRO OESTE v503 - Aposentadoria ou pensão 69384
NORDESTE v503 - Aposentadoria ou pensão 888778
NORTE v503 - Aposentadoria ou pensão 138223
SUDESTE v503 - Aposentadoria ou pensão 374638
SUL v503 - Aposentadoria ou pensão 147125

Descriptives

RESULTADO Statistic Std. Error

Mean 387,72 0,14


95% Lower
Confidence Bound 387,44
Interval for Upper
Mean Bound 388
GERAL v503 - Aposentadoria ou pensão 5% Trimmed Mean 381,64
Median 380
Variance 32029,21
Std. Deviation 178,97
Minimum 7
Maximum 1140
Mean 382,48 0,58
95% Lower
Confidence Bound 381,34
Interval for Upper
Mean Bound 383,62
CENTRO OESTE v503 - Aposentadoria ou pensão 5% Trimmed Mean 377,77
Median 380
Variance 23531,85
Std. Deviation 153,4
Minimum 11
Maximum 880
Mean 394,17 0,19
95% Lower
Confidence Bound 393,79
Interval for Upper
Mean Bound 394,56
NORDESTE v503 - Aposentadoria ou pensão 5% Trimmed Mean 384,42
Median 380
Variance 33678,85
Std. Deviation 183,52
Minimum 7
Maximum 1140
Mean 400,33 0,51
95% Lower
Confidence Bound 399,33
Interval for Upper
Mean Bound 401,34
NORTE v503 - Aposentadoria ou pensão 5% Trimmed Mean 399,43
Median 380
Variance 36180,95
Std. Deviation 190,21
Minimum 7
Maximum 1000
Mean 366,62 0,29
95% Lower
Confidence Bound 366,04
Interval for Upper
Mean Bound 367,19
SUDESTE v503 - Aposentadoria ou pensão 5% Trimmed Mean 362,22
Median 380
Variance 32527,09
Std. Deviation 180,35
Minimum 7
Maximum 1000
Mean 393,09 0,36
95% Lower
Confidence Bound 392,38
Interval for Upper
Mean Bound 393,8
SUL v503 - Aposentadoria ou pensão 5% Trimmed Mean 388,14
Median 380
Variance 19326,55
Std. Deviation 139,02
Minimum 7
Maximum 880

v504 - Renda proveniente do Bolsa Família (não é per capita)


RESULTADO Casos %
Até R$60,00 4161964 37,60%
Mais de R$60,00 6907214 62,40%
GERAL
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Até R$60,00 302659 50,60%
Mais de R$60,00 295482 49,40%
CENTRO OESTE
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Até R$60,00 1733393 31,40%
Mais de R$60,00 3786968 68,60%
NORDESTE
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Até R$60,00 271210 25,90%
Mais de R$60,00 775932 74,10%
NORTE
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Até R$60,00 1328524 46,10%
Mais de R$60,00 1553307 53,90%
SUDESTE
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Até R$60,00 526177 51,50%
Mais de R$60,00 495526 48,50%
SUL
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v504 - Bolsa Família


Cases
Valid
RESULTADO N
GERAL v504 - Bolsa Família 11069178
CENTRO OESTE v504 - Bolsa Família 598141
NORDESTE v504 - Bolsa Família 5520361
NORTE v504 - Bolsa Família 1047142
SUDESTE v504 - Bolsa Família 2881831
SUL v504 - Bolsa Família 1021703

Descriptives

RESULTADO Statistic Std. Error

Mean 71,67 0,01


95% Lower
Confidence Bound 71,65
Interval for Upper
Mean Bound 71,69
GERAL v504 - Bolsa Família 5% Trimmed Mean 72,17
Median 76
Variance 1005,24
GERAL v504 - Bolsa Família

Std. Deviation 31,71


Minimum 12
Maximum 380
Mean 63,25 0,04
95% Lower
Confidence Bound 63,16
Interval for Upper
Mean Bound 63,34
CENTRO OESTE v504 - Bolsa Família 5% Trimmed Mean 62,59
Median 60
Variance 1179,67
Std. Deviation 34,35
Minimum 15
Maximum 380
Mean 76,07 0,01
95% Lower
Confidence Bound 76,04
Interval for Upper
Mean Bound 76,09
NORDESTE v504 - Bolsa Família 5% Trimmed Mean 77,06
Median 76
Variance 849,61
Std. Deviation 29,15
Minimum 15
Maximum 180
Mean 79,68 0,03
95% Lower
Confidence Bound 79,62
Interval for Upper
Mean Bound 79,73
NORTE v504 - Bolsa Família 5% Trimmed Mean 81,01
Median 85
Variance 863,19
Std. Deviation 29,38
Minimum 14
Maximum 206
Mean 65,21 0,02
95% Lower
Confidence Bound 65,17
Interval for Upper
Mean Bound 65,25
SUDESTE v504 - Bolsa Família 5% Trimmed Mean 64,86
Median 65
Variance 1163,46
Std. Deviation 34,11
Minimum 15
Maximum 360
Mean 62,86 0,03
95% Lower
Confidence Bound 62,8
Interval for Upper
Mean Bound 62,92
SUL v504 - Bolsa Família 5% Trimmed Mean 62,66
Median 58
Variance 1036,48
Std. Deviation 32,19
Minimum 12
Maximum 195

v505 - PETI
Cases
Valid
RESULTADO N
GERAL v505 - PETI 91697
CENTRO OESTE v505 - PETI 1794
NORDESTE v505 - PETI 38643
NORTE v505 - PETI 13613
SUDESTE v505 - PETI 34582
SUL v505 - PETI 3065

Descriptives

RESULTADO Statistic Std. Error

Mean 16,74 0,06


95% Lower
Confidence Bound 16,61
Interval for Upper
Mean Bound 16,86
GERAL v505 - PETI 5% Trimmed Mean 14,45
Median 7
Variance 378,4
Std. Deviation 19,45
Minimum 7
Maximum 90
Mean 60 0,63
95% Lower
Confidence Bound 58,76
Interval for Upper
Mean Bound 61,24
CENTRO OESTE v505 - PETI 5% Trimmed Mean 60,28
Median 65
Variance 717,07
Std. Deviation 26,78
Minimum 25
Maximum 90
Mean 9,57 0,03
95% Lower
Confidence Bound 9,51
Interval for Upper
Mean Bound 9,63
NORDESTE v505 - PETI 5% Trimmed Mean 8,86
Median 7
Variance 39,67
Std. Deviation 6,3
Minimum 7
Maximum 25
Mean 19,62 0,15
95% Lower
Confidence Bound 19,31
Interval for Upper
Mean Bound 19,92
NORTE v505 - PETI 5% Trimmed Mean 18,63
Median 7
Variance 320,11
Std. Deviation 17,89
Minimum 7
Maximum 50
Mean 20,67 0,13
95% Lower
Confidence Bound 20,42
Interval for Upper
Mean Bound 20,92
SUDESTE v505 - PETI 5% Trimmed Mean 18,96
Median 7
Variance 561,74
Std. Deviation 23,7
Minimum 7
Maximum 65
Mean 24,67 0,45
95% Lower
Confidence Bound 23,78
Interval for Upper
Mean Bound 25,55
SUL v505 - PETI 5% Trimmed Mean 23,69
Median 7
Variance 624,43
Std. Deviation 24,99
Minimum 7
Maximum 60

v506 - Outros programas de transferência de renda do governo


Cases
Valid
RESULTADO N
v506 - Outros programas de transferência
GERAL
de renda do governo 213724
v506 - Outros programas de transferência
CENTRO OESTE
de renda do governo 14355
v506 - Outros programas de transferência
NORDESTE
de renda do governo 49683
v506 - Outros programas de transferência
NORTE
de renda do governo 16754
v506 - Outros programas de transferência
SUDESTE
de renda do governo 126801
v506 - Outros programas de transferência
SUL
de renda do governo 6130

Descriptives

RESULTADO Statistic Std. Error

Mean 112,3 0,29


95% Lower
Confidence Bound 111,73
Interval for Upper
Mean Bound 112,88
v506 - Outros programas de transferência 5% Trimmed Mean 94,14
GERAL
de renda do governo
Median 76
Variance 18215,98
v506 - Outros programas de transferência
GERAL
de renda do governo

Std. Deviation 134,97


Minimum 7
Maximum 700
Mean 84 0,28
95% Lower
Confidence Bound 83,45
Interval for Upper
Mean Bound 84,55
v506 - Outros programas de transferência 5% Trimmed Mean 83,56
CENTRO OESTE
de renda do governo
Median 87,5
Variance 1133,66
Std. Deviation 33,67
Minimum 24
Maximum 150
Mean 128,22 1
95% Lower
Confidence Bound 126,27
Interval for Upper
Mean Bound 130,18
v506 - Outros programas de transferência 5% Trimmed Mean 103,19
NORDESTE
de renda do governo
Median 7
Variance 49430,95
Std. Deviation 222,33
Minimum 7
Maximum 700
Mean 47,31 0,69
95% Lower
Confidence Bound 45,96
Interval for Upper
Mean Bound 48,67
v506 - Outros programas de transferência 5% Trimmed Mean 31,07
NORTE
de renda do governo
Median 7
Variance 7983,69
Std. Deviation 89,35
Minimum 7
Maximum 380
Mean 117,84 0,26
95% Lower
Confidence Bound 117,33
Interval for Upper
Mean Bound 118,35
v506 - Outros programas de transferência 5% Trimmed Mean 110,85
SUDESTE
de renda do governo
Median 100
Variance 8608,7
Std. Deviation 92,78
Minimum 7
Maximum 380
Mean 112,67 1,61
95% Lower
Confidence Bound 109,52
Interval for Upper
Mean Bound 115,82
v506 - Outros programas de transferência 5% Trimmed Mean 103,69
SUL
de renda do governo
Median 91
Variance 15821,8
Std. Deviation 125,78
Minimum 7
Maximum 380

v507 - Outras fontes, como pensão alimentícia, aluguel, doação


Cases
Valid
RESULTADO N
v507 - Outras fontes, como pensão
GERAL
alimentícia, aluguel, doação 1025492
v507 - Outras fontes, como pensão
CENTRO OESTE
alimentícia, aluguel, doação 50244
v507 - Outras fontes, como pensão
NORDESTE
alimentícia, aluguel, doação 496832
v507 - Outras fontes, como pensão
NORTE
alimentícia, aluguel, doação 56546
v507 - Outras fontes, como pensão
SUDESTE
alimentícia, aluguel, doação 322765
v507 - Outras fontes, como pensão
SUL
alimentícia, aluguel, doação 99105

Descriptives

RESULTADO Statistic Std. Error

Mean 139,17 0,13


95% Lower
Confidence Bound 138,92
Interval for Upper
Mean Bound 139,43
v507 - Outras fontes, como pensão 5% Trimmed Mean 126,05
GERAL
alimentícia, aluguel, doação
v507 - Outras fontes, como pensão
GERAL
alimentícia, aluguel, doação
Median 100
Variance 17596,68
Std. Deviation 132,65
Minimum 7
Maximum 1000
Mean 182,02 0,67
95% Lower
Confidence Bound 180,71
Interval for Upper
Mean Bound 183,34
v507 - Outras fontes, como pensão 5% Trimmed Mean 163,7
CENTRO OESTE
alimentícia, aluguel, doação
Median 130
Variance 22661,38
Std. Deviation 150,54
Minimum 40
Maximum 1000
Mean 124,47 0,18
95% Lower
Confidence Bound 124,12
Interval for Upper
Mean Bound 124,82
v507 - Outras fontes, como pensão 5% Trimmed Mean 111,36
NORDESTE
alimentícia, aluguel, doação
Median 80
Variance 15884,13
Std. Deviation 126,03
Minimum 7
Maximum 700
Mean 121,35 0,46
95% Lower
Confidence Bound 120,45
Interval for Upper
Mean Bound 122,25
v507 - Outras fontes, como pensão 5% Trimmed Mean 112,2
NORTE
alimentícia, aluguel, doação
Median 100
Variance 11968,22
Std. Deviation 109,4
Minimum 7
Maximum 415
Mean 154,06 0,23
95% Lower
Confidence Bound 153,6
Interval for Upper
Mean Bound 154,52
v507 - Outras fontes, como pensão 5% Trimmed Mean 141,33
SUDESTE
alimentícia, aluguel, doação
Median 117,5
Variance 17608,26
Std. Deviation 132,7
Minimum 7
Maximum 830
Mean 152,85 0,49
95% Lower
Confidence Bound 151,89
Interval for Upper
Mean Bound 153,8
v507 - Outras fontes, como pensão 5% Trimmed Mean 137,71
SUL
alimentícia, aluguel, doação
Median 100
Variance 23683,5
Std. Deviation 153,89
Minimum 7
Maximum 1000

Renda total (soma v502 a v507)


Cases
Valid
RESULTADO N
GERAL Renda total (soma v502 a v507) 11069178
CENTRO OESTE Renda total (soma v502 a v507) 598141
NORDESTE Renda total (soma v502 a v507) 5520361
NORTE Renda total (soma v502 a v507) 1047142
SUDESTE Renda total (soma v502 a v507) 2881831
SUL Renda total (soma v502 a v507) 1021703

Descriptives

RESULTADO Statistic Std. Error

Mean 431,55 0,08


95% Lower
Confidence Bound 431,39
Interval for Upper
Mean Bound 431,71
GERAL Renda total (soma v502 a v507) 5% Trimmed Mean 407,62
Median 408
Variance 74844,32
GERAL Renda total (soma v502 a v507)

Std. Deviation 273,58


Minimum 15
Maximum 3024
Mean 514,38 0,34
95% Lower
Confidence Bound 513,71
Interval for Upper
Mean Bound 515,05
CENTRO OESTE Renda total (soma v502 a v507) 5% Trimmed Mean 495,68
Median 460
Variance 70649,72
Std. Deviation 265,8
Minimum 15
Maximum 2265
Mean 373,4 0,11
95% Lower
Confidence Bound 373,19
Interval for Upper
Mean Bound 373,62
NORDESTE Renda total (soma v502 a v507) 5% Trimmed Mean 348,75
Median 316
Variance 64807,55
Std. Deviation 254,57
Minimum 45
Maximum 2445
Mean 477 0,27
95% Lower
Confidence Bound 476,47
Interval for Upper
Mean Bound 477,52
NORTE Renda total (soma v502 a v507) 5% Trimmed Mean 455,11
Median 445
Variance 74775,72
Std. Deviation 273,45
Minimum 36
Maximum 3024
Mean 504,53 0,17
95% Lower
Confidence Bound 504,19
Interval for Upper
Mean Bound 504,87
SUDESTE Renda total (soma v502 a v507) 5% Trimmed Mean 482,48
Median 445
Variance 85779,13
Std. Deviation 292,88
Minimum 18
Maximum 1857
Mean 444,78 0,24
95% Lower
Confidence Bound 444,3
Interval for Upper
Mean Bound 445,26
SUL Renda total (soma v502 a v507) 5% Trimmed Mean 427,03
Median 426
Variance 61158,2
Std. Deviation 247,3
Minimum 15
Maximum 1975

SOMA v502 a v507 - Renda total do domicílio (per capita)


RESULTADO Casos %
Até R$60,00 3232839 29,20%
Mais de R$60,00 7836339 70,80%
GERAL
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Até R$60,00 71777 12,00%
Mais de R$60,00 526364 88,00%
CENTRO OESTE
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Até R$60,00 2191583 39,70%
Mais de R$60,00 3328778 60,30%
NORDESTE
Total 5520361 100,00%
BASE 5520361 100,00%
Até R$60,00 259691 24,80%
Mais de R$60,00 787451 75,20%
NORTE
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Até R$60,00 518730 18,00%
Mais de R$60,00 2363101 82,00%
SUDESTE
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Até R$60,00 191058 18,70%
Mais de R$60,00 830645 81,30%
SUL
SUL
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

Renda total per capita (soma v502 a v507)


Cases
Valid
RESULTADO N

GERAL Renda total per capita (soma v502 a v507)


11069178

CENTRO OESTE Renda total per capita (soma v502 a v507)


598141

NORDESTE Renda total per capita (soma v502 a v507)


5520361

NORTE Renda total per capita (soma v502 a v507)


1047142

SUDESTE Renda total per capita (soma v502 a v507)


2881831

SUL Renda total per capita (soma v502 a v507)


1021703

Descriptives

RESULTADO Statistic Std. Error

Mean 98,73 0,02


95% Lower
Confidence Bound 98,69
Interval for Upper
Mean Bound 98,77
GERAL Renda total per capita (soma v502 a v507) 5% Trimmed Mean 93,13
Median 86,8
Variance 3990,52
Std. Deviation 63,17
Minimum 3,6
Maximum 636
Mean 119,98 0,08
95% Lower
Confidence Bound 119,83
Interval for Upper
Mean Bound 120,12
CENTRO OESTE Renda total per capita (soma v502 a v507) 5% Trimmed Mean 116,46
Median 109
Variance 3431,09
Std. Deviation 58,58
Minimum 7,5
Maximum 415
Mean 85,91 0,03
95% Lower
Confidence Bound 85,86
Interval for Upper
Mean Bound 85,96
NORDESTE Renda total per capita (soma v502 a v507) 5% Trimmed Mean 79,93
Median 71,67
Variance 3558,98
Std. Deviation 59,66
Minimum 6,5
Maximum 575
Mean 97,97 0,06
95% Lower
Confidence Bound 97,86
Interval for Upper
Mean Bound 98,09
NORTE Renda total per capita (soma v502 a v507) 5% Trimmed Mean 92,86
Median 86,53
Variance 3613,71
Std. Deviation 60,11
Minimum 4,09
Maximum 604,8
Mean 115,72 0,04
95% Lower
Confidence Bound 115,64
Interval for Upper
Mean Bound 115,79
SUDESTE Renda total per capita (soma v502 a v507) 5% Trimmed Mean 110,02
Median 104
Variance 4446,74
Std. Deviation 66,68
Minimum 3,6
Maximum 636
Mean 108,46 0,06
95% Lower
Confidence Bound 108,35
Interval for Upper
Mean Bound 108,58
SUL Renda total per capita (soma v502 a v507) 5% Trimmed Mean 103,66
Median 99
SUL Renda total per capita (soma v502 a v507)

Variance 3687,21
Std. Deviation 60,72
Minimum 4,5
Maximum 438

VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto com alimentação sobre a renda total


Cases
Valid
RESULTADO N

VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto


GERAL
com alimentação sobre a renda total
10968131

VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto


CENTRO OESTE
com alimentação sobre a renda total
594552

VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto


NORDESTE
com alimentação sobre a renda total
5492759

VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto


NORTE
com alimentação sobre a renda total
993738

VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto


SUDESTE
com alimentação sobre a renda total
2867422

VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto


SUL
com alimentação sobre a renda total
1019660

Descriptives

RESULTADO Statistic Std. Error

Mean 55,76 0,02


95% Lower
Confidence Bound 55,73
Interval for Upper
Mean Bound 55,79
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 51,62
GERAL
com alimentação sobre a renda total
Median 50
Variance 2679,66
Std. Deviation 51,77
Minimum 3,39
Maximum 1666,67
Mean 49,1 0,05
95% Lower
Confidence Bound 49,01
Interval for Upper
Mean Bound 49,19
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 45,93
CENTRO OESTE
com alimentação sobre a renda total
Median 43,44
Variance 1243,51
Std. Deviation 35,26
Minimum 5,6
Maximum 666,67
Mean 55,68 0,02
95% Lower
Confidence Bound 55,65
Interval for Upper
Mean Bound 55,72
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 53,07
NORDESTE
com alimentação sobre a renda total
Median 51,28
Variance 1489,55
Std. Deviation 38,59
Minimum 4,66
Maximum 740,74
Mean 51,07 0,03
95% Lower
Confidence Bound 51,01
Interval for Upper
Mean Bound 51,13
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 48,14
NORTE
com alimentação sobre a renda total
Median 46,51
Variance 1009,04
Std. Deviation 31,77
Minimum 3,39
Maximum 416,67
Mean 56,43 0,04
95% Lower
Confidence Bound 56,36
Interval for Upper
Mean Bound 56,5
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 50,36
SUDESTE
com alimentação sobre a renda total
Median 48,93
Variance 3983,61
Std. Deviation 63,12
Minimum 3,55
Maximum 1166,67
Mean 62,74 0,09
95% Lower
Confidence Bound 62,57
Interval for Upper
Mean Bound 62,92
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 54,12
SUL
com alimentação sobre a renda total
Median 52,63
Variance 7791,94
Std. Deviation 88,27
Minimum 4,49
Maximum 1666,67

VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto com saúde sobre a renda total


Cases
Valid
RESULTADO N
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto
GERAL
com saúde sobre a renda total 7269614
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto
CENTRO OESTE
com saúde sobre a renda total 378623
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto
NORDESTE
com saúde sobre a renda total 3759366
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto
NORTE
com saúde sobre a renda total 674359
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto
SUDESTE
com saúde sobre a renda total 1910654
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto
SUL
com saúde sobre a renda total 546611

Descriptives

RESULTADO Statistic Std. Error

Mean 16,45 0,01


95% Lower
Confidence Bound 16,43
Interval for Upper
Mean Bound 16,46
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 13,36
GERAL
com saúde sobre a renda total
Median 10,68
Variance 537,79
Std. Deviation 23,19
Minimum 0,12
Maximum 555,56
Mean 16,94 0,04
95% Lower
Confidence Bound 16,85
Interval for Upper
Mean Bound 17,03
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 13,5
CENTRO OESTE
com saúde sobre a renda total
Median 11,56
Variance 764,66
Std. Deviation 27,65
Minimum 0,12
Maximum 533,33
Mean 15,97 0,01
95% Lower
Confidence Bound 15,95
Interval for Upper
Mean Bound 15,99
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 12,99
NORDESTE
com saúde sobre a renda total
Median 10,32
Variance 495,38
Std. Deviation 22,26
Minimum 0,27
Maximum 331,13
Mean 15,63 0,02
95% Lower
Confidence Bound 15,58
Interval for Upper
Mean Bound 15,68
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 12,53
NORTE
com saúde sobre a renda total
Median 10,39
Variance 415,49
Std. Deviation 20,38
Minimum 0,68
Maximum 256,41
Mean 16,55 0,02
95% Lower
Confidence Bound 16,52
Interval for Upper
Mean Bound 16,58
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 13,7
SUDESTE
com saúde sobre a renda total
Median 10,93
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto
SUDESTE
com saúde sobre a renda total

Variance 461,36
Std. Deviation 21,48
Minimum 0,17
Maximum 300
Mean 20,01 0,04
95% Lower
Confidence Bound 19,92
Interval for Upper
Mean Bound 20,1
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 15,67
SUL
com saúde sobre a renda total
Median 13,19
Variance 1075,12
Std. Deviation 32,79
Minimum 0,63
Maximum 555,56

VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto com educação sobre a renda total


Cases
Valid
RESULTADO N

VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto


GERAL
com educação sobre a renda total
5825854

VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto


CENTRO OESTE
com educação sobre a renda total
373240

VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto


NORDESTE
com educação sobre a renda total
2727058

VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto


NORTE
com educação sobre a renda total
700538

VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto


SUDESTE
com educação sobre a renda total
1510079

VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto


SUL
com educação sobre a renda total
514938

Descriptives

RESULTADO Statistic Std. Error

Mean 8,98 0,01


95% Lower
Confidence Bound 8,97
Interval for Upper
Mean Bound 9
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 7,41
GERAL
com educação sobre a renda total
Median 5,81
Variance 193,53
Std. Deviation 13,91
Minimum 0,13
Maximum 400
Mean 9,15 0,02
95% Lower
Confidence Bound 9,12
Interval for Upper
Mean Bound 9,19
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 7,38
CENTRO OESTE
com educação sobre a renda total
Median 5,61
Variance 147,75
Std. Deviation 12,16
Minimum 0,47
Maximum 136,84
Mean 8,7 0,01
95% Lower
Confidence Bound 8,69
Interval for Upper
Mean Bound 8,71
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 7,67
NORDESTE
com educação sobre a renda total
Median 6,1
Variance 73,36
Std. Deviation 8,56
Minimum 0,18
Maximum 65,79
Mean 11,39 0,02
95% Lower
Confidence Bound 11,36
Interval for Upper
Mean Bound 11,42
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 9,7
NORTE
com educação sobre a renda total
Median 7,58
Variance 171,41
Std. Deviation 13,09
Minimum 0,18
Maximum 177,78
Mean 8,05 0,02
95% Lower
Confidence Bound 8,01
Interval for Upper
Mean Bound 8,08
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 5,96
SUDESTE
com educação sobre a renda total
Median 4,59
Variance 386,8
Std. Deviation 19,67
Minimum 0,13
Maximum 400
Mean 9,82 0,02
95% Lower
Confidence Bound 9,77
Interval for Upper
Mean Bound 9,86
VARIÁVEL CRIADA - Percentual do gasto 5% Trimmed Mean 7,42
SUL
com educação sobre a renda total
Median 5,5
Variance 314,91
Std. Deviation 17,75
Minimum 0,34
Maximum 300

VARIÁVEL CRIADA v508+v509 - Gênero de quem ganha mais dinheiro no domicílio


RESULTADO Casos %
Só homem 5761827 52,10%
Só mulher 4523202 40,90%
Homem e mulher 773858 7,00%
GERAL
NS 10291 0,10%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Só homem 314024 52,50%
Só mulher 224303 37,50%
Homem e mulher 59216 9,90%
CENTRO OESTE
NS 598 0,10%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Só homem 2787782 50,50%
Só mulher 2428959 44,00%
NORDESTE Homem e mulher 303620 5,50%
BASE 5520361 100,00%
Total 5520361 100,00%
Só homem 613625 58,60%
Só mulher 395820 37,80%
Homem e mulher 36650 3,50%
NORTE
NS 1047 0,10%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Só homem 1527370 53,00%
Só mulher 1063396 36,90%
Homem e mulher 282419 9,80%
SUDESTE
NS 8645 0,30%
Total 2881831 100,00%
BASE 2881831 100,00%
Só homem 519025 50,80%
Só mulher 410725 40,20%
SUL Homem e mulher 91953 9,00%
BASE 1021703 100,00%
Total 1021703 100,00%

ESCALA BRASILEIRA DE INSEGURANÇA ALIMENTAR – EBIA


v510 - Nos últimos 3 meses teve preocupação de que a comida acabasse
RESULTADO Casos %
Sim 8278532 74,80%
Não 2788577 25,20%
GERAL NS/NR 2069 0,00%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 401353 67,10%
Não 196788 32,90%
CENTRO OESTE
BASE 598141 100,00%
Total 598141 100,00%
Sim 4405248 79,80%
Não 1115113 20,20%
NORDESTE
BASE 5520361 100,00%
Total 5520361 100,00%
Sim 785356 75,00%
Não 260738 24,90%
NORTE
NORTE NS/NR 1047 0,10%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Sim 1999991 69,40%
Não 881840 30,60%
SUDESTE
BASE 2881831 100,00%
Total 2881831 100,00%
Sim 686584 67,20%
Não 334097 32,70%
SUL NS/NR 1022 0,10%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v511 - Nos últimos 3 meses a comida acabou antes que tivesse dinheiro para comprar
mais
RESULTADO Casos %
Sim 6693267 60,50%
Não 4372197 39,50%
GERAL NS/NR 3714 0,00%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 281724 47,10%
Não 315818 52,80%
CENTRO OESTE NS/NR 598 0,10%
Total 598141 100,00%
BASE 598141 100,00%
Sim 3930497 71,20%
Não 1589864 28,80%
NORDESTE
BASE 5520361 100,00%
Total 5520361 100,00%
Sim 667029 63,70%
Não 378018 36,10%
NORTE NS/NR 2094 0,20%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Sim 1325642 46,00%
Não 1556189 54,00%
SUDESTE
BASE 2881831 100,00%
Total 2881831 100,00%
Sim 488374 47,80%
Não 532307 52,10%
SUL NS/NR 1022 0,10%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v512 - Nos últimos 3 meses ficou sem dinheiro para ter uma alimentação saudável e
variada
RESULTADO Casos %
Sim 8137677 73,50%
Não 2926316 26,40%
GERAL NS/NR 5185 0,00%
Total 11069178 100,00%
BASE 11069178 100,00%
Sim 416306 69,60%
Não 181835 30,40%
CENTRO OESTE
BASE 598141 100,00%
Total 598141 100,00%
Sim 4316922 78,20%
Não 1203439 21,80%
NORDESTE
BASE 5520361 100,00%
Total 5520361 100,00%
Sim 783262 74,80%
Não 260738 24,90%
NORTE NS/NR 3141 0,30%
Total 1047142 100,00%
BASE 1047142 100,00%
Sim 1999991 69,40%
Não 881840 30,60%
SUDESTE
BASE 2881831 100,00%
Total 2881831 100,00%
Sim 621195 60,80%
Não 398464 39,00%
SUL NS/NR 2043 0,20%
Total 1021703 100,00%
BASE 1021703 100,00%

v513 - Nos últimos 3 meses teve que se basear em alguns poucos tipos de alimentos para
alimentar menores de 18 anos
RESULTADO Casos %
Sim 7729208 74,40%

GERAL
Não 2635502 25,40%
GERAL NS/NR 19472 0,20%
Total 10384182 100,00%
BASE 10384182 93,80%
Sim 395969 69,00%
Não 177050 30,90%
CENTRO OESTE NS/NR 598 0,10%
Total 573617 100,00%
BASE 573617 95,90%
Sim 4090588 80,70%
Não 971584 19,20%
NORDESTE NS/NR 5520 0,10%
Total 5067691 100,00%
BASE 5067691 91,80%
Sim 744518 73,60%
Não 256550 25,40%
NORTE NS/NR 10471 1,00%
Total 1011539 100,00%
BASE 1011539 96,60%
Sim 1910654 68,80%
Não 864549 31,10%
SUDESTE NS/NR 2882 0,10%
Total 2778085 100,00%
BASE 2778085 96,40%
Sim 587479 61,60%
Não 365770 38,40%
SUL
BASE 953249 93,30%
Total 953249 100,00%

v514 - Nos últimos 3 meses algum adulto diminuiu a quantidade de alimentos nas
refeições porque não havia dinheiro para comprar comida
RESULTADO Casos %
Sim 6070796 66,00%
Não 3124981 34,00%
GERAL NS/NR 7818 0,10%
Total 9203594 100,00%
BASE 9203594 83,10%
Sim 283519 61,60%
Não 174657 38,00%
CENTRO OESTE NS/NR 1794 0,40%
Total 459970 100,00%
BASE 459970 76,90%
Sim 3533031 73,50%
Não 1275203 26,50%
NORDESTE
BASE 4808234 87,10%
Total 4808234 100,00%
Sim 634568 72,40%
Não 238748 27,20%
NORTE NS/NR 3141 0,40%
Total 876458 100,00%
BASE 876458 83,70%
Sim 1184433 51,20%
Não 1126796 48,70%
SUDESTE NS/NR 2882 0,10%
Total 2314110 100,00%
BASE 2314110 80,30%
Sim 435245 58,40%
Não 309576 41,60%
SUL
BASE 744821 72,90%
Total 744821 100,00%

v515 - Nos últimos 3 meses algum adulto pulou refeições porque não havia dinheiro pra
comprar comida
RESULTADO Casos %
Sim 3478234 37,80%
Não 5721621 62,20%
GERAL NS/NR 3740 0,00%
Total 9203594 100,00%
BASE 9203594 83,10%
Sim 156713 34,10%
Não 302659 65,80%
CENTRO OESTE NS/NR 598 0,10%
Total 459970 100,00%
BASE 459970 76,90%
Sim 1893484 39,40%
Não 2914751 60,60%
NORDESTE
BASE 4808234 87,10%
Total 4808234 100,00%
Sim 419904 47,90%
Não 453412 51,70%
NORTE
NORTE NS/NR 3141 0,40%
Total 876458 100,00%
BASE 876458 83,70%
Sim 743512 32,10%
Não 1570598 67,90%
SUDESTE
BASE 2314110 80,30%
Total 2314110 100,00%
Sim 264621 35,50%
Não 480200 64,50%
SUL
BASE 744821 72,90%
Total 744821 100,00%

v516 - Nos últimos 3 meses comeu menos do que achou que devia porque não tinha
dinheiro para comprar comida
RESULTADO Casos %
Sim 5572707 60,50%
Não 3612842 39,30%
GERAL NS/NR 18045 0,20%
Total 9203594 100,00%
BASE 9203594 83,10%
Sim 209947 45,60%
Não 248229 54,00%
CENTRO OESTE NS/NR 1794 0,40%
Total 459970 100,00%
BASE 459970 76,90%
Sim 3372941 70,10%
Não 1424253 29,60%
NORDESTE NS/NR 11041 0,20%
Total 4808234 100,00%
BASE 4808234 87,10%
Sim 578022 65,90%
Não 294247 33,60%
NORTE NS/NR 4189 0,50%
Total 876458 100,00%
BASE 876458 83,70%
Sim 1063396 46,00%
Não 1250715 54,00%
SUDESTE
BASE 2314110 80,30%
Total 2314110 100,00%
Sim 348401 46,80%
Não 395399 53,10%
SUL NS/NR 1022 0,10%
Total 744821 100,00%
BASE 744821 72,90%

v517 - Nos últimos 3 meses sentiu fome mas não comeu porque não podia comprar comida
suficiente
RESULTADO Casos %
Sim 3034406 33,00%
Não 6151688 66,80%
GERAL NS/NR 17501 0,20%
Total 9203594 100,00%
BASE 9203594 83,10%
Sim 119628 26,00%
Não 338548 73,60%
CENTRO OESTE NS/NR 1794 0,40%
Total 459970 100,00%
BASE 459970 76,90%
Sim 1827239 38,00%
Não 2975475 61,90%
NORDESTE NS/NR 5520 0,10%
Total 4808234 100,00%
BASE 4808234 87,10%
Sim 386395 44,10%
Não 483780 55,20%
NORTE NS/NR 6283 0,70%
Total 876458 100,00%
BASE 876458 83,70%
Sim 510084 22,00%
Não 1801144 77,80%
SUDESTE NS/NR 2882 0,10%
Total 2314110 100,00%
BASE 2314110 80,30%
Sim 191058 25,70%
Não 552741 74,20%
SUL NS/NR 1022 0,10%
Total 744821 100,00%
BASE 744821 72,90%
v518 - Nos últimos 3 meses perdeu peso porque não tinha dinheiro para comprar comida
RESULTADO Casos %
Sim 2064261 22,40%
Não 6929787 75,30%
GERAL NS/NR 209546 2,30%
Total 9203594 100,00%
BASE 9203594 83,10%
Sim 86132 18,70%
Não 366660 79,70%
CENTRO OESTE NS/NR 7178 1,60%
Total 459970 100,00%
BASE 459970 76,90%
Sim 1208959 25,10%
Não 3510950 73,00%
NORDESTE NS/NR 88326 1,80%
Total 4808234 100,00%
BASE 4808234 87,10%
Sim 223041 25,40%
Não 586400 66,90%
NORTE NS/NR 67017 7,60%
Total 876458 100,00%
BASE 876458 83,70%
Sim 409220 17,70%
Não 1873190 80,90%
SUDESTE NS/NR 31700 1,40%
Total 2314110 100,00%
BASE 2314110 80,30%
Sim 136908 18,40%
Não 592588 79,60%
SUL NS/NR 15326 2,10%
Total 744821 100,00%
BASE 744821 72,90%

v519 - A quantidade de peso que perdeu foi


RESULTADO Casos %
Pequena 906763 43,90%
Média 786146 38,10%
Muita 313451 15,20%
GERAL
NS/NR 57900 2,80%
Total 2064261 100,00%
BASE 2064261 18,60%
Pequena 44262 51,40%
Média 28711 33,30%
Muita 11963 13,90%
CENTRO OESTE
NS/NR 1196 1,40%
Total 86132 100,00%
BASE 86132 14,40%
Pequena 513394 42,50%
Média 491312 40,60%
Muita 198733 16,40%
NORDESTE
NS/NR 5520 0,50%
Total 1208959 100,00%
BASE 1208959 21,90%
Pequena 118327 53,10%
Média 68064 30,50%
Muita 26179 11,70%
NORTE
NS/NR 10471 4,70%
Total 223041 100,00%
BASE 223041 21,30%
Pequena 178674 43,70%
Média 146973 35,90%
Muita 48991 12,00%
SUDESTE
NS/NR 34582 8,50%
Total 409220 100,00%
BASE 409220 14,20%
Pequena 52107 38,10%
Média 51085 37,30%
Muita 27586 20,10%
SUL
NS/NR 6130 4,50%
Total 136908 100,00%
BASE 136908 13,40%

v520 - Nos últimos 3 meses algum adulto ficou um dia inteiro sem comer ou teve apenas
uma refeição ao dia
RESULTADO Casos %
Sim 1665924 18,10%
Não 7528113 81,80%
GERAL NS/NR 9558 0,10%
Total 9203594 100,00%
GERAL

BASE 9203594 83,10%


Sim 61609 13,40%
Não 395371 86,00%
CENTRO OESTE NS/NR 2991 0,70%
Total 459970 100,00%
BASE 459970 76,90%
Sim 855656 17,80%
Não 3947058 82,10%
NORDESTE NS/NR 5520 0,10%
Total 4808234 100,00%
BASE 4808234 87,10%
Sim 219900 25,10%
Não 655511 74,80%
NORTE NS/NR 1047 0,10%
Total 876458 100,00%
BASE 876458 83,70%
Sim 409220 17,70%
Não 1904890 82,30%
SUDESTE
BASE 2314110 80,30%
Total 2314110 100,00%
Sim 119539 16,00%
Não 625282 84,00%
SUL
BASE 744821 72,90%
Total 744821 100,00%

v521 - Nos últimos 3 meses não pôde oferecer a algum morador com menos de 18 anos
uma alimentação saudável e variada
RESULTADO Casos %
Sim 6445187 73,90%
Não 2260340 25,90%
GERAL NS/NR 11787 0,10%
Total 8717314 100,00%
BASE 8717314 78,80%
Sim 327183 74,00%
Não 114843 26,00%
CENTRO OESTE
BASE 442026 73,90%
Total 442026 100,00%
Sim 3516470 78,40%
Não 966063 21,60%
NORDESTE
BASE 4482533 81,20%
Total 4482533 100,00%
Sim 633521 73,90%
Não 220947 25,80%
NORTE NS/NR 3141 0,40%
Total 857609 100,00%
BASE 857609 81,90%
Sim 1538898 68,80%
Não 688758 30,80%
SUDESTE NS/NR 8645 0,40%
Total 2236301 100,00%
BASE 2236301 77,60%
Sim 429115 61,40%
Não 269730 38,60%
SUL
BASE 698845 68,40%
Total 698845 100,00%

v522 - Nos últimos 3 meses algum morador com menos de 18 anos não comeu em
quantidade suficiente
RESULTADO Casos %
Sim 3851060 44,20%
Não 4847067 55,60%
GERAL NS/NR 19187 0,20%
Total 8717314 100,00%
BASE 8717314 78,80%
Sim 156713 35,50%
Não 284715 64,40%
CENTRO OESTE NS/NR 598 0,10%
Total 442026 100,00%
BASE 442026 73,90%
Sim 2423438 54,10%
Não 2053574 45,80%
NORDESTE NS/NR 5520 0,10%
Total