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MINUTA

EDITAL DE LICITAÇÃO INTERNACIONAL Nº [•]/[•]

ANEXO 1

CONTRATO DE PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA PARA CONCESSÃO PATROCINADA DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS DE


GESTÃO, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DA REDE METROVIÁRIA DO SISTEMA DE TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO DO
DISTRITO FEDERAL

BRASÍLIA – DF
CONTRATO DE PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA PARA CONCESSÃO PATROCINADA DE SERVIÇOS
PÚBLICOS Nº [•]/[•]

CONCESSÃO PATROCINADA DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS DE GESTÃO, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DA REDE


METROVIÁRIA DO SISTEMA DE TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO DO DISTRITO FEDERAL

BRASÍLIA – DF
SUMÁRIO

1. DISPOSIÇÕES INICIAIS................................................................................................................................... 8

2. OBJETO DO CONTRATO DE CONCESSÃO ................................................................................................ 18

3. PRAZO E FASES DA CONCESSÃO .............................................................................................................. 18

4. PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS EM INTEGRAÇÃO COM OS DEMAIS MODOS DO STPC E


OBRIGAÇÕES RELACIONADAS À OPERAÇÃO DA REDE METROVIÁRIA ........................................ 22

5. BENS DA CONCESSÃO ................................................................................................................................. 27

6. RESPONSABILIDADE SOCIAL E AMBIENTAL ......................................................................................... 28

7. AUTORIZAÇÕES GOVERNAMENTAIS ...................................................................................................... 28

8. PROJETO DE OPERAÇÃO E DETALHAMENTO DOS INVESTIMENTOS............................................... 29

9. DIRETRIZES PARA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS E COMPROVAÇÃO DE ATENDIMENTO .............. 30

10. DECLARAÇÕES .............................................................................................................................................. 31

11. GARANTIA DE EXECUÇÃO DO CONTRATO DE CONCESSÃO ............................................................. 32

12. DIREITOS DOS USUÁRIOS ........................................................................................................................... 34

13. PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES ................................................................................................................ 34

14. FISCALIZAÇÃO .............................................................................................................................................. 36

15. VERIFICAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS E PERÍODO DE TESTES .......................................... 38

16. VALOR DO CONTRATO E REMUNERAÇÃO ............................................................................................. 39

17. TARIFA DE PASSAGEIROS, SUBSÍDIO E REPARTIÇÃO DE RECEITAS EM INTEGRAÇÃO COM OS


DEMAIS MODOS DE TRANSPORTE DO STPC .......................................................................................... 40

18. SUBVENÇÃO E SUBSÍDIO ............................................................................................................................ 42

19. RECEITAS EXTRAORDINÁRIAS ................................................................................................................. 44

20. TARIFA TÉCNICA DE REMUNERAÇÃO ..................................................................................................... 45

21. CONTRAPRESTAÇÕES .................................................................................................................................. 48

22. GARANTIA DO PODER CONCEDENTE ...................................................................................................... 51


23. PENALIDADES ............................................................................................................................................... 52

24. COMPARTILHAMENTO DE GANHOS ECONÔMICOS ............................................................................. 53

25. ALOCAÇÃO DE RISCOS ............................................................................................................................... 54

26. IMPACTO CAMBIAL ...................................................................................................................................... 57

27. RECOMPOSIÇÃO DO EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO DO CONTRATO .............................. 58

28. CONTRATAÇÃO COM TERCEIROS E EMPREGADOS ............................................................................. 60

29. TRANSFERÊNCIA DO CONTROLE ............................................................................................................. 61

30. FINANCIAMENTO.......................................................................................................................................... 62

31. ASSUNÇÃO DO CONTROLE DA CONCESSIONÁRIA PELOS FINANCIADORES ................................ 63

32. INTERVENÇÃO DO PODER CONCEDENTE .............................................................................................. 63

33. CASOS DE EXTINÇÃO .................................................................................................................................. 64

34. ADVENTO DO TERMO CONTRATUAL ...................................................................................................... 65

35. ENCAMPAÇÃO ............................................................................................................................................... 65

36. CADUCIDADE ................................................................................................................................................ 66

37. RESCISÃO ....................................................................................................................................................... 67

38. ANULAÇÃO .................................................................................................................................................... 68

39. SEGUROS ........................................................................................................................................................ 68

40. RESOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS ........................................................................................................... 71

41. DISPOSIÇÕES DIVERSAS ............................................................................................................................. 74

ANEXO 1 Projeto Funcional e Requisitos Técnicos para prestação dos Serviços ....................................................... 77

ANEXO 2 Parâmetros de Desempenho ........................................................................................................................ 78

ANEXO 3 Diretrizes para elaboração do Plano de Transição ...................................................................................... 97

1. DEFINIÇÕES ................................................................................................................................................... 97

2. DISPOSIÇÕES GERAIS .................................................................................................................................. 97


3. PLANO DE TRANSIÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DA REDE METROVIÁRIA ........................................ 99

4. PLANO DE TRANSIÇÃO DE RECURSOS HUMANOS............................................................................. 102

5. PLANO DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO ....................................................................................... 103

ANEXO 4-A Modelo de Fiança Bancária a ser apresentada pela Concessionária ..................................................... 105

ANEXO 4-B Modelo de Seguro Garantia a ser apresentado pela Concessionária ..................................................... 108

ANEXO 5 Modelo de Contrato de Administração de Recursos ................................................................................. 110

CONTRATO DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS - ANEXO 1......................................................................... 21

CONTRATO DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS - ANEXO 2......................................................................... 22

CONTRATO DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS - ANEXO 3......................................................................... 23

ANEXO 6 Edital .......................................................................................................................................................... 24

ANEXO 7 Estrutura Societária da Concessionária....................................................................................................... 25

ANEXO 8 ..................................................................................................................................................................... 26

Plano de Negócios ........................................................................................................................................................ 26

ANEXO 9 ..................................................................................................................................................................... 27

Projeto de Operação e Detalhamento dos Investimentos .............................................................................................. 27

ANEXO 10 ................................................................................................................................................................... 28

Descrição da Fórmula de Cálculo, Revisão e Reajuste da Tarifa de Passageiros ......................................................... 28


CONTRATO DE CONCESSÃO PATROCINADA

Aos [•] dias do mês de [•] de [•], pelo presente instrumento, de um lado, na qualidade de
contratante:
(1) Governo do Distrito Federal, por intermédio da Secretaria de Estado de
Transporte e Mobilidade – SEMOB, órgão integrante da Administração Distrital Direta, com
sede na Praça do Buriti, Anexo do Palácio do Buriti, 15º andar, Zona Cívico-Administrativa,
Município de Brasília, Distrito Federal, CEP 70075-900, inscrito no Cadastro Nacional de
Pessoas Jurídicas (CNPJ) sob o nº 00.394.726/0001-56, neste ato representado pelo(a)
EXMO(A). Secretário(a) de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal, SR(A). [•],
[nacionalidade, estado civil, profissão, Município de residência, CPF], doravante
denominado “Poder Concedente”;
de outro lado, na qualidade de contratada:
(2) [SPE], sociedade anônima, constituída e organizada de acordo com as leis
brasileiras, com sede em Brasília, Distrito Federal, inscrita no Cadastro Nacional de Pessoas
Jurídicas (CNPJ) sob o nº [•], neste ato representada por [seu/sua(s)] [REPRESENTANTE(S)
LEGAL(IS)/DIRETOR/A(S)/ETC.], [SR/A(S).] [•], [nacionalidade, estado civil, profissão, Município de
residência, CPF], na forma de seu [Estatuto/Contrato] Social, doravante denominada
“CONCESSIONÁRIA”;
e, na qualidade de interveniente-anuentes:
(3) Companhia do Metropolitano do Distrito Federal – Metrô-DF, empresa pública
vinculada à Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade – SEMOB, integrante da
Administração Distrital Indireta, dotada de personalidade jurídica de Direito Privado, criada
pelo Decreto Distrital nº 15.308, de 15 de dezembro de 1993, conforme autorização dada
pela Lei Distrital nº 513, de 28 de julho do mesmo ano, com sede na Avenida Jequitibá, Lote
155, Águas Claras, Município de Brasília, Distrito Federal, CEP 71929-540, inscrita no
Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) sob o nº 38.070.074/0001-77, neste ato
representada por [seu/sua(s)] [REPRESENTANTE(S) LEGAL(IS)/DIRETOR/A(S)/ETC.], [SR/A(S).] [•],
[nacionalidade, estado civil, profissão, Município de residência, CPF], na forma de seu
Estatuto Social, doravante denominada “Metrô-DF”;
(4) [•], sociedade [limitada/anônima], constituída e organizada de acordo com as
leis [•], com sede na [•], Município de [•], [Estado], [País], inscrita no Cadastro Nacional de
Pessoas Jurídicas (CNPJ) sob o nº [•], neste ato representada por [seu/sua(s)]
[REPRESENTANTE(S) LEGAL(IS)/DIRETOR/A(S)/ETC.], [SR/A(S).] [•], [nacionalidade, estado civil,
profissão, Município de residência, CPF], na forma de seu [Estatuto/Contrato] Social,
doravante denominada “Controladora A”; e
(5) [•], sociedade [limitada/anônima], constituída e organizada de acordo com as
leis [•], com sede na [•], Município de [•], [Estado], [País], inscrita no Cadastro Nacional de
Pessoas Jurídicas (CNPJ) sob o nº [•], neste ato representada por [seu/sua(s)]
[REPRESENTANTE(S) LEGAL(IS)/DIRETOR/A(S)/ETC.], [SR/A(S).] [•], [nacionalidade, estado civil,
profissão, Município de residência, CPF], na forma de seu [Estatuto/Contrato] Social,
doravante denominada “Controladora B” e, juntamente com a Controladora A,
“Controladoras”,
doravante denominadas, em conjunto, como “Partes” e, individualmente, “Parte”,

CONSIDERANDO QUE
(i) Compete ao Poder Concedente planejar, regulamentar, organizar, delegar, definir
políticas tarifárias e controlar todos e quaisquer modos de transporte, modalidades e categorias
de serviço integrantes do Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal (o “STPC”, ou
simplesmente o “Sistema”), bem como promover a articulação de seu planejamento com as
políticas de desenvolvimento urbano do Distrito Federal, nos termos dos artigos 1º e 7º da Lei
Distrital nº 4.011, de 12 de setembro de 2007;
(ii) O PODER CONCEDENTE retomou a competência para prestação dos Serviços, mediante
[ato normativo por meio do qual o GDF retomou a competência para prestação dos Serviços];
(iii) Foram desenvolvidos, em observância à legislação pertinente, estudos técnicos para
avaliação de novo modelo a ser adotado na prestação dos Serviços, com a finalidade de
desenvolver a própria forma de prestá-los, bem como de ampliar a integração entre os modos de
transporte que compõem o Sistema, em atendimento ao Plano Diretor de Transporte Urbano e
Mobilidade do Distrito Federal (o “PDTU”) e ao Plano Distrital de Desenvolvimento do Transporte
Público sobre Trilhos (o “PDTT”);
(iv) A partir dos estudos supramencionados, o Poder Concedente decidiu delegar à
iniciativa privada, nos moldes da Concorrência Internacional nº [•]/[•] (a “Concorrência”), a
prestação dos Serviços, conforme autorizado pela Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas;
e
(v) Os Serviços foram adjudicados à Concessionária nos termos do ato da Comissão de
Licitação publicado na edição do Diário Oficial do Distrito Federal (o “DODF”) de [•],
resolvem as Partes celebrar o presente Contrato de Parceria Público-Privada para Concessão
Patrocinada de Serviços Públicos nº [•]/[•] (o “Contrato de Concessão”, ou simplesmente o
“Contrato”), que será regido pelas seguintes cláusulas e condições:

1. DISPOSIÇÕES INICIAIS
1.1. DEFINIÇÕES
1.1.1 Para os fins do presente Contrato de Concessão, sem prejuízo de outras definições
aqui estabelecidas, se aplicam as seguintes definições às respectivas expressões:
(i) Administração Pública: significa quaisquer órgãos ou entidades da Administração
Pública Direta e Indireta Federal, Estadual, Distrital ou Municipal;
(ii) Anexo: significa cada um dos documentos anexos ao presente Contrato;
(iii) Anexo ao Edital: significa cada um dos documentos anexos ao Edital;
(iv) Auditor Independente: empresa de notória qualificação e especialização, a ser
contratada na forma da Cláusula 40.1 deste Contrato para o acompanhamento do cumprimento
deste Contrato e a emissão de decisões sugestivas em caso de controvérsias entre as partes;
(v) Auto de Infração: significa o documento emitido pelo(a) [Poder
Concedente/Autoridade Fiscalizadora] para notificação da CONCESSIONÁRIA acerca de
irregularidades verificadas na prestação dos Serviços, anteriormente à aplicação de eventuais
penalidades contratuais, conforme a Cláusula 14;
(vi) Autoridade Fiscalizadora: significa a SEMOB, ou qualquer outro órgão ou entidade
que venha a receber delegação para executar a função de regulação e fiscalização da Concessão
por meio de ato administrativo do Poder Concedente ou de lei;
(vii) Banco Gestor de Recursos: significa o Banco [•], na qualidade de instituição financeira
incumbida da custódia, da administração, do pagamento e da execução, conforme o caso, da
Remuneração e da Garantia do Poder Concedente, nos termos do Contrato de Administração de
Recursos;
(viii) Bens da Concessão: significado definido na Subcláusula 5.1.1;
(ix) Bens Reversíveis: significa os Bens da Concessão necessários à continuidade da
prestação dos Serviços, conforme definidos na Subcláusula 5.1.1, que deverão ser revertidos ao
PODER CONCEDENTE ao fim da vigência deste Contrato;
(x) BRB: significa o Banco de Brasília S.A. conjuntamente às empresas de seu
conglomerado, ao qual a Lei Distrital nº 6.334, de 19 de julho de 2019, e o Decreto Distrital nº
39.994, de 6 de agosto de 2019, atribuíram a competência para, por meio do Sistema de
Bilhetagem Automática, realizar e manter o cadastro de usuários do STPC; processar dados e
informações de tais usuários; gerar, validar, distribuir e comercializar os cartões e créditos de
viagem no Sistema; bem como repassar os valores arrecadados a título de tarifa de transporte
para cada delegatário dos serviços integrantes do STPC, nos montantes que lhes são
individualmente devidos;
(xi) CCBC: significa a Câmara de Arbitragem Brasil-Canadá, com sede na Cidade de São
Paulo, Estado de São Paulo;
(xii) CEB: significa a Companhia Energética de Brasília, concessionária do serviço público
de distribuição de energia elétrica no Distrito Federal;
(xiii) Central de Relacionamento com o Cliente ou CRC: significa o conjunto de recursos
tecnológicos integrantes do SIT que se destinam à informação dos usuários sobre os serviços que
compõem o STPC; ao recebimento de reclamações, críticas e sugestões sobre produtos e serviços
oferecidos no Sistema, para tomada de providências; ao subsídio do desenvolvimento da marca
e da comunicação institucional com relação aos produtos e serviços oferecidos no STPC; e à
disponibilização de ferramentas de roteirização e de consulta de horários de viagem aos usuários
do Sistema, nos termos do Decreto Distrital nº 38.010/2017;
(xiv) Central de Supervisão Operacional ou CSO: significa o conjunto de recursos
tecnológicos integrantes do SIT que se destinam à otimização do planejamento da rede utilizada
para funcionamento e gerenciamento do STPC; a o subsídio da tomada de decisões no âmbito de
plano de contingências, em caso de anormalidades observadas no funcionamento do Sistema; ao
monitoramento e à tomada providências acerca de ocorrências relacionadas à prestação dos
serviços integrantes do STPC; e à prestação de informações quantitativas e qualitativas ao PODER
CONCEDENTE sobre a execução dos serviços prestados no âmbito do Sistema, para controle e
avaliação do Índice de Qualidade do Transporte, nos termos do Decreto Distrital nº 38.010/2017;
(xv) Central de Vigilância ou CV: significa o conjunto de recursos tecnológicos integrantes
do SIT que se destinam à coleta e à análise de imagens de ocorrências no interior dos veículos do
modal rodoviário do STPC, nas estações da Rede Metroviária e nos Terminais de Integração, para
que sejam tomadas as providências cabíveis à garantia da segurança no Sistema, bem como ao
atendimento de emergências, nos termos do Decreto Distrital nº 38.010/2017;
(xvi) Concessão: significado definido na Subcláusula 1.2.1;
(xvii) Concessionária: significado definido no Preâmbulo do presente Contrato;
(xviii) Concorrência: significa a Concorrência Internacional nº [•]/[•], conforme definida no
Preâmbulo deste Contrato;
(xix) Contraprestação Pública Mensal “A”: significa o aporte pecuniário realizado
mensalmente pelo Poder Concedente em favor da Concessionária, no montante e pelo prazo
previstos na Cláusula 21.1, para satisfação dos Investimentos aportados em melhorias da Rede
Metroviária, conforme o Anexo 1, o Plano de Negócios e o Anexo 9;
(xx) Contraprestação Pública Mensal “B”: significa o aporte pecuniário que, verificadas as
condições estabelecidas na Subcláusula 16.3.1.21.2, será realizado mensalmente pelo Poder
Concedente em favor da Concessionária, no montante e pelo prazo previstos na Cláusula
16.3.1.21.2, para satisfação de Investimentos a serem realizados na aquisição de trens, conforme
o Plano de Negócios e o Anexo 9;
(xxi) Contraprestações: significa, em conjunto, a Contraprestação Pública Mensal “A” e a
Contraprestação Pública Mensal “B”;
(xxii) Contrato de Administração de Recursos: significa o contrato celebrado entre o Banco
Gestor de Recursos, o Poder Concedente, a Concessionária, o BRB e os Financiadores, para
determinação dos mecanismos e regras aplicáveis à vinculação de receitas para constituição e
eventual execução da Garantia do Poder Concedente, bem como à sistemática de pagamento da
Remuneração, à vista do Decreto Distrital nº 38.010, de 15 de fevereiro de 2017;
(xxiii) Contrato de Concessão ou Contrato: significa o presente instrumento contratual,
conforme definido no Preâmbulo;
(xxiv) Controladoras: significa uma referência conjunta à Controladora A e à Controladora
B, assim como a qualquer outra pessoa que possa vir a deter o Controle;
(xxv) Controle: significa, com relação à Concessionária, o poder de determinar as decisões
de sua assembleia geral de acionistas, seja em razão da propriedade de ações representando
metade mais uma das ações com direito a voto, da participação em acordo de voto, ou de
qualquer outra forma prevista em lei, nos termos do artigo 116 da Lei Federal nº 6.404, de 15 de
dezembro de 1976. Para os fins do presente Contrato, os termos “Controladora” e “Controlada”
devem ser interpretados de acordo com a definição de Controle;
(xxvi) Data de Assunção: significa a data na qual será iniciada a contagem do Prazo da
Concessão, uma vez cumpridas as condições para transferência da posse da Rede Metroviária à
Concessionária, inaugurando-se, também nesta data, o Período de Transição, conforme as
Subcláusulas 3.2 e 3.3;
(xxvii) Demanda Referencial: significa a demanda de referência adotada com base nos
estudos realizados para dar suporte ao Edital, a ser utilizada para fins de alocação do risco de
demanda e determinação da realização de Investimentos para a aquisição de novos trens, a qual,
na data do presente Contrato, é a seguinte:
QUANTIDADE DE PASSAGEIROS EM MILHÕES
ANO
TRANSPORTADOS POR ANO

2021 41.814.287

2022 42.362.012

2023 42.916.913

2024 43.479.082

2025 44.048.614

2026 44.625.607

2027 45.210.159

2028 45.802.367

2029 46.402.332

2030 47.010.157

2031 47.625.943

2032 48.249.796

2033 48.881.820

2034 49.522.123

2035 50.170.814

2036 50.828.002

2037 51.493.798

2038 52.168.316

2039 52.851.669

2040 53.543.973
QUANTIDADE DE PASSAGEIROS EM MILHÕES
ANO
TRANSPORTADOS POR ANO

2041 54.245.346

2042 54.920.379

2043 55.569.639

2044 56.193.729

2045 56.793.272

2046 57.368.915

2047 57.921.319

2048 58.451.156

2049 58.959.105

2050 59.445.850

(xxviii) Diretrizes para Transporte Coletivo de Passageiros: significa as diretrizes


estabelecidas pelo Poder Concedente, por meio de atos administrativos próprios, para
organização e funcionamento da Rede Metroviária e do STPC em geral, especialmente aquelas
consubstanciadas no PDTU em vigor durante o Prazo da Concessão, observadas suas alterações;
(xxix) DODF: significa o Diário Oficial do Distrito Federal, conforme definido no Preâmbulo
do presente Contrato;
(xxx) Edital: significa o Edital de Concorrência Internacional nº [•]/[•], incluindo os Anexos
ao Edital;
(xxxi) Financiadores: significa quaisquer instituições financeiras, bancos de fomento
nacionais ou internacionais, fundos de desenvolvimento ou entidades multilaterais que venham
a conceder, por qualquer forma legalmente admitida, empréstimos à CONCESSIONÁRIA para
financiamento dos Investimentos e custos decorrentes das obrigações assumidas por meio deste
Contrato;
(xxxii) Garantia de Execução do Contrato de Concessão ou Garantia de Execução do
Contrato: significa a garantia de fiel cumprimento das obrigações assumidas pela Concessionária
por meio do presente Contrato, a ser mantida em favor do PODER CONCEDENTE na forma da Cláusula
11;
(xxxiii) Garantia do Poder Concedente: significa a garantia constituída pelo PODER CONCEDENTE
em favor da Concessionária como forma de assegurar o pontual adimplemento do pagamento da
Remuneração, por meio de mecanismo de vinculação de fluxos financeiros previsto na Cláusula
22 e detalhado no Contrato de Administração de Recursos;
(xxxiv) Investimentos: significa o conjunto de investimentos a serem aportados pela
Concessionária para execução da Concessão, voltados à melhoria das condições da Rede
Metroviária e à aquisição de novos trens, conforme o Anexo 1, o Plano de Negócios e o Anexo 9,
entre os quais estão os investimentos para requalificação do material rodante afeto à Rede
quando da assinatura deste Contrato; para readequação dos sistemas de energia elétrica e
sinalização da Rede; e para cumprimento das obrigações da Concessionária com relação à
infraestrutura do SBA;
(xxxv) IPCA: Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, divulgado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, que será utilizado no reajuste da Remuneração, na
forma deste Contrato, devendo ser substituído por outro que venha a ser criado em seu lugar na
hipótese de sua extinção;
(xxxvi) Metrô-DF: significa a empresa pública qualificada no Preâmbulo do presente
Contrato, que permanecerá incumbida da prestação dos Serviços até a conclusão do Período de
Transição, na forma da Cláusula 3;
(xxxvii) Operação Comercial da Rede Metroviária ou simplesmente Operação Comercial:
significa o período subsequente ao Período de Transição, no qual a Concessionária prestará
integralmente os Serviços e implementará à Rede as melhorias aprovadas conforme o Projeto de
Operação, nos termos deste Contrato;
(xxxviii) Ordem de Início dos Serviços: significa o ato administrativo expedido pela Autoridade
Fiscalizadora na Data de Assunção, para inauguração do Período de Transição, nos termos das
Subcláusulas 3.4 e 3.5;
(xxxix) Ordens de Serviços Operacionais ou OSO: significa os atos administrativos expedidos
pela Autoridade Fiscalizadora para determinação das características de funcionamento e
especificações operacionais da Rede Metroviária, tais como frequências, percursos, horários e
frota, conforme a Subcláusula 4.6;
(xl) Parâmetros de Desempenho: significa os critérios de avaliação do desempenho da
Concessionária na prestação dos Serviços, previstos no Anexo 2, estabelecidos com base nas
Diretrizes para Transporte Coletivo de Passageiros, no Anexo 1 e nos atos normativos aplicáveis
à prestação dos Serviços, expressando as condições mínimas de qualidade e quantidade a serem
mantidas durante o Prazo da Concessão;
(xli) Partes Relacionadas: significa qualquer Controladora, Controlada, pessoa jurídica sob
Controle comum, ou pessoa jurídica que mantenha com a Concessionária vínculos de
participação acionária ou de dependência em termos econômicos, técnicos, comerciais ou
empresariais;
(xlii) PDTT: significa o Plano Distrital de Desenvolvimento do Transporte Público sobre
Trilhos, conforme definido no Preâmbulo deste Contrato, elaborado pela Metrô-DF para avaliação
e proposição de medidas cabíveis ao aprimoramento do funcionamento da Rede Metroviária;
(xliii) PDTU: significa o Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal,
conforme definido no Preâmbulo deste Contrato, instrumento de planejamento que tem por
objetivo definir as diretrizes e políticas estratégicas para gestão dos transportes urbanos no
âmbito do Distrito Federal, bem como apresentar propostas de gestão compartilhada de tais
transportes para os Municípios do entorno distrital imediato, nos termos da Lei Distrital nº 4.566,
de 4 de maio de 2011, e da Lei Federal nº 10.257, de 10 de julho de 2001;
(xliv) Período de Testes: significa o período de testes para verificação da adequação das
melhorias implementadas à Rede Metroviária conforme o Projeto de Operação, realizados pela
CONCESSIONÁRIA em atenção à Cláusula 15;
(xlv) Período de Transição: significa o período compreendido entre a Data de Assunção e
o início da Operação Comercial da Rede Metroviária, no qual será gradualmente transferida à
Concessionária, pela Metrô-DF, a prestação dos Serviços, conforme o Plano de Transição, além
de elaborado e aprovado o Anexo 9, nos termos do presente Contrato;
(xlvi) Plano de Negócios: significa o conjunto de documentos integrantes da Proposta
Econômica, elaborado de acordo com as diretrizes contempladas no Edital, especialmente no
Anexo 2 ao Edital, serviente para demonstração da viabilidade e exequibilidade dos valores
ofertados para as Contraprestações, a partir da descrição preliminar dos Investimentos,
constituindo parte deste Contrato como Anexo 8;
(xlvii) Plano de Transição: significa o plano a ser elaborado pela Concessionária e aprovado
pelo Poder Concedente, conforme a Cláusula 3 e o Anexo 3, para direcionamento das atividades
a serem executadas pela Concessionária durante a transferência operacional da Rede
Metroviária;
(xlviii) Poder Concedente: significa o Governo do Distrito Federal, por intermédio da
Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade – SEMOB, conforme definido no Preâmbulo
deste Contrato;
(xlix) Prazo da Concessão: significa o prazo de duração da Concessão, cuja contagem se
inicia na Data de Assunção, conforme estabelecido na Cláusula 3;
(l) Projeto Funcional: significa os estudos de engenharia com nível de detalhamento de
anteprojeto, disponibilizados no Anexo 2 ao Edital e no Anexo 1, por meio do qual são
estabelecidas as premissas técnicas fundamentais ao planejamento e à prestação dos Serviços,
para embasamento da elaboração do Plano de Negócios, no âmbito da Concorrência, e do Anexo
9, no âmbito da Concessão, incluindo, assim, desenhos sumários, em número e escala suficientes
à compreensão daquilo que o Poder Concedente pretende com relação aos Serviços; bem como
especificações técnicas e memorial descritivo dos padrões mínimos aceitos; memorial de cálculo
que comprove o atendimento aos requisitos mínimos do Contrato; e cronograma físico preliminar;
(li) Projeto de Operação: significa o projeto de prestação dos Serviços, a ser elaborado
pela Concessionária e aprovado pelo Poder Concedente durante o Período de Transição, de
acordo com o Anexo 1 e as Cláusulas 3 e 8, o qual deverá conter a descrição das melhorias a serem
implementadas à Rede Metroviária, na forma das premissas do Anexo 9, compreendendo
intervenções de engenharia e adequações ao material rodante afeto à Rede quando da assinatura
deste Contrato; aos sistemas de energia elétrica e sinalização da Rede; e à infraestrutura do SBA,
entre outras medidas. Após sua conclusão de acordo com as premissas do Anexo 9, o Projeto de
Operação fará parte integrante do presente Contrato;
(lii) Proposta Econômica: significa o documento contendo, por escrito, os valores das
Contraprestações e o Plano de Negócios, ofertado pela Concessionária no âmbito da
Concorrência para exploração da Concessão;
(liii) Receitas Extraordinárias: significa quaisquer receitas complementares, acessórias ou
alternativas à Tarifa de Passageiros, ao Subsídio, à Subvenção e às Contraprestações e/ou às
aplicações financeiras da Concessionária, decorrentes da exploração da Rede Metroviária e de
projetos associados à Rede;
(liv) Rede Metroviária ou Rede: significa, de maneira geral, as infraestruturas afetas à
prestação do Serviço Básico, conforme definido pelo artigo 5º, § 1º, da Lei Distrital nº 4.011/2007,
composta, na data de assinatura deste Contrato, por 24 (vinte e quatro) estações de metrô em
operação comercial, distribuídas entre duas linhas – quais sejam: as Linhas Verde e Laranja –, cuja
utilização se dá por meio do pagamento da Tarifa de Passageiros;
(lv) Remuneração: significa o montante da remuneração mensal a ser auferida pela
Concessionária, correspondente à soma (i) da Tarifa Técnica de Remuneração (ii) às
Contraprestações, observada a periodicidade aplicável ao pagamento de cada uma e demais
disposições das Cláusulas 16 a 21; e (iii) às Receitas Extraordinárias, se houver;
(lvi) Serviços: significa os serviços públicos de gestão, operação e manutenção da Rede
Metroviária, incluindo as intervenções de engenharia para melhoria da Rede, conforme definidos
no Preâmbulo deste Contrato, a serem prestados pela Concessionária de maneira integrada aos
demais serviços de transporte metroviário e modos de transporte do STPC, por meio do SIT,
observados o Período de Transição e os Parâmetros de Desempenho;
(lvii) Serviço Básico: significa o Serviço Básico Metroviário do STPC, conforme definido pelo
artigo 5º, § 1º, da Lei Distrital nº 4.011/2007, o qual é oferecido no âmbito da Rede Metroviária
e integra os Serviços;
(lviii) Sistema de Bilhetagem Automática ou SBA: significa o conjunto de recursos
tecnológicos e serviços que permitem a integração tarifária entre os modos de transporte que
compõem o STPC, por meio do qual são automatizados os processos e procedimentos para
realização e manutenção do cadastro de usuários do Sistema; processamento de dados e
informações de tais usuários; geração, validação, distribuição, comercialização e remissão dos
cartões e créditos de viagem no STPC, nos termos do Decreto Distrital nº 38.010/2017;
(lix) Sistema Inteligente de Transporte ou SIT: significa o conjunto de recursos
tecnológicos e serviços que permitem a integração físico-tarifária entre os modos de transporte
que compõem o STPC, composto pelo SBA, pela Central de Supervisão Operacional, pela Central
de Vigilância e pela Central de Relacionamento com o Cliente, nos termos do Decreto Distrital nº
38.010/2017;
(lx) STPC ou Sistema: significa o Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito
Federal, conforme definido no Preâmbulo deste Contrato, operado de maneira integrada entre os
diversos modos de transporte que o compõem, mediante o SIT;
(lxi) Subsídio: significa o aporte pecuniário realizado pelo Poder Concedente em favor da
Concessionária, conforme o Decreto Distrital nº 38.010/2017 e o Contrato de Administração de
Recursos, para custeio das viagens gratuitas e dos benefícios tarifários conferidos no âmbito do
STPC;
(lxii) Subvenção: significa o aporte pecuniário realizado mensalmente pelo Poder
Concedente em favor da Concessionária, no montante correspondente à diferença entre os
valores arrecadados pela Concessionária com Tarifa de Passageiros e Subsídio e o valor da Tarifa
Técnica de Remuneração, multiplicado pelo número de passageiros pagantes transportados;
(lxiii) Tarifa de Passageiros: significa o preço público pago pelos usuários da Rede
Metroviária para realização de viagens na Rede, sempre de valor igual àquele fixado pelo PODER
CONCEDENTE, o qual, na data de celebração deste Contrato, corresponde a R$ [•] ([•] reais);
(lxiv) Tarifa Técnica de Remuneração ou Tarifa Técnica: significa o valor correspondente a
R$ 5,0907 (cinco reais e novecentos e sete milésimos), estabelecido no Edital para remuneração
de cada passageiro transportado na Rede Metroviária, composto pela soma dos valores auferidos
por meio de Tarifa de Passageiros, Subsídio, Subvenção e Receitas Extraordinárias; e
(lxv) Terminais de Integração: significa os terminais de integração física entre a Rede
Metroviária e os demais modos de transporte integrantes do STPC, viabilizados pelo SIT.
1.2. INTERPRETAÇÃO
1.2.1. Exceto quando o contexto não permitir tal interpretação:
(i) As definições deste Contrato serão igualmente aplicadas em suas formas singular e
plural; e
(ii) As referências ao Contrato, ou a qualquer outro documento relacionado à Concessão,
incluirão eventuais alterações e aditivos que venham a ser celebrados entre as PARTES.
1.2.2. O título dos capítulos e das cláusulas deste Contrato e dos Anexos não devem ser
usados na sua aplicação ou interpretação.
1.2.3. No caso de divergência entre o Contrato e os Anexos, prevalecerá o disposto no
Contrato.
1.2.4. No caso de divergência entre os Anexos, prevalecerão aqueles emitidos pelo Poder
Concedente.
1.2.5. No caso de divergência entre os Anexos emitidos pelo Poder Concedente, prevalecerá
aquele de data mais recente.
1.3. ANEXOS
1.3.1. Integram o Contrato, para todos os efeitos legais e contratuais, os Anexos e
respectivos apêndices relacionados nesta Cláusula:
(i) Anexo 1: Projeto Funcional e Requisitos Técnicos para prestação dos Serviços;
(ii) Anexo 2: Parâmetros de Desempenho;
(iii) Anexo 3: Diretrizes para Elaboração do Plano de Transição;
(iv) Anexo 4-A: Modelo de Fiança Bancária a ser apresentada pela CONCESSIONÁRIA;
(v) Anexo 4-B: Modelo de Seguro Garantia a ser apresentado pela CONCESSIONÁRIA;
(vi) Anexo 5: Modelo do Contrato de Administração de Recursos;
(vii) Anexo 6: Edital;
(viii) Anexo 7: Estrutura societária da CONCESSIONÁRIA;
(ix) Anexo 8: Plano de Negócios;
(x) Anexo 9: Projeto de Operação e Detalhamento dos Investimentos; e
(xi) Anexo 10: Descrição da Fórmula de Cálculo, Reajuste e Revisão da Tarifa de
Passageiros.

2. OBJETO DO CONTRATO DE CONCESSÃO


2.1. O Contrato de Concessão tem por objeto a concessão patrocinada da prestação dos
serviços de gestão, operação e manutenção da Rede Metroviária, incluindo a implementação de
melhorias à Rede, para que seja modernizada e explorada de maneira integrada com os demais
modos de transporte do STPC, mediante o SIT, no prazo e nas condições previstos neste Contrato
(a “Concessão”), especialmente nos Anexos 1 e 9, com a seguinte divisão:
(i) Fase I, correspondente ao Período de Transição, o qual se subdivide nas Fases I-A e I-
B, na forma da cláusula a seguir; e
(ii) Fase II, correspondente à Operação Comercial da Rede Metroviária.
2.2. A Concessão será remunerada por meio do pagamento da Remuneração, composta
pela Tarifa Técnica de Remuneração, pelas Contraprestações e por eventuais Receitas
Extraordinárias, nos termos das Cláusulas 16 a 21.

3. PRAZO E FASES DA CONCESSÃO


3.1. O Prazo da Concessão corresponde a 30 (trinta) anos contados da Data de Assunção.
3.2. Para os efeitos deste Contrato, como posto pela Subcláusula 1.1.1.(xxv), a Data de
Assunção corresponde àquela na qual será atribuída à Concessionária a posse da Rede
Metroviária, inaugurando-se o Prazo da Concessão e o Período de Transição, o que deverá
ocorrer no prazo máximo de 60 (sessenta) dias contados da assinatura do Contrato.
3.2.1. Caso, por fato imputável ao Poder Concedente, à Metrô-DF ou à Administração
Pública, não seja atribuída à Concessionária, no prazo estabelecido na Subcláusula 3.2, acima, a
posse das instalações da Rede Metroviária, impedindo a inauguração do Prazo da Concessão e
do Período de Transição, caberá ao Poder Concedente suportar todos os ônus provocados por
consequência, inclusive aqueles decorrentes de eventual atraso no cumprimento dos demais
prazos previstos neste Contrato, observada a alocação de riscos prevista na Cláusula 25.
3.3. Para atribuição da posse da Rede Metroviária à Concessionária, deverão ser
previamente comprovados, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias, em atendimento à
Subcláusula 3.2:
(i) A publicação do extrato do Contrato no DODF;
(ii) O aporte da Garantia do Poder Concedente, na forma da Cláusula 22; e
(iii) A contratação dos seguros necessários à inauguração do Período de Transição,
conforme designados pelo Poder Concedente, à vista da Cláusula 39.
3.4. Verificado o cumprimento das condições acima, o Poder Concedente emitirá a Ordem
de Início dos Serviços, a partir da qual será efetivamente transferida a posse da Rede Metroviária
à Concessionária, inaugurando o Prazo da Concessão e o Período de Transição.
3.5. Transferida a posse da Rede Metroviária à Concessionária e, consequentemente,
configurada a Data de Assunção, será dado início ao Período de Transição.
3.6. O Período de Transição terá duração máxima de 120 (cento e vinte) dias, podendo ser
reduzida por meio de acordo entre a Concessionária e a METRÔ-DF e compreenderá:
(i) A elaboração, aprovação e execução do Plano de Transição, em atendimento às
diretrizes do Anexo 3 e às previsões desta Cláusula; e
(ii) A elaboração e aprovação do Anexo 9, na forma da Cláusula 8.
3.6.1. A partir da Data de Assunção, portanto, a Metrô-DF deverá garantir à Concessionária
livre acesso a todas as instalações da Rede, de modo que possam ser elaborados o Plano de
Transição e o Anexo 9.
3.7. Até a conclusão do Período de Transição, a Metrô-DF permanecerá diretamente
responsável por executar a totalidade das atividades inerentes à operação da Rede Metroviária,
destacando-se a prestação do Serviço Básico, razão pela qual seguirá, ao longo desse período,
auferindo todas as receitas e suportando todos os custos operacionais da Rede, inclusive aqueles
de natureza trabalhista.
3.7.1. Durante o Período de Transição, os empregados da Metrô-DF alocados na Rede
Metroviária continuarão na condição de seus contratados, razão pela qual não caberá à
Concessionária suportar seus custos trabalhistas.
3.7.1.1. A Metrô-DF deverá informar à Concessionária todos os custos trabalhistas e
previdenciários relacionados à Rede, de modo que possa ser elaborado o Plano de
Transição, nos termos da Subcláusula 3.11 e do Anexo 3.
3.8. Durante o Período de Transição, correrão por conta da Concessionária os custos
decorrentes:
(i) Da destinação de pessoal próprio para acompanhamento das atividades executadas
pela Metrô-DF, para elaboração do Plano de Transição;
(ii) Da destinação de pessoal próprio para verificação das condições da Rede Metroviária
e elaboração do Anexo 9;
(iii) Da aquisição, do arrendamento ou da locação de bens ou serviços necessários à
assunção integral da prestação dos Serviços a partir do início da Operação Comercial da Rede
Metroviária; e
(iv) Da aquisição e da manutenção de Bens da Concessão para recomposição dos níveis
de qualidade da prestação dos Serviços, nos termos do Anexo 2.
3.9. Deverão ser objeto de acerto de contas, no prazo máximo de 15 (quinze) dias contados
da apresentação dos respectivos documentos comprobatórios, as eventuais receitas e despesas
que, por qualquer razão, sejam indevidamente atribuídas à Concessionária ou à Metrô-DF
durante o Período de Transição.
3.10. Até a conclusão do Período de Transição, a Metrô-DF permanecerá diretamente
responsável, também, pela guarda da totalidade dos Bens da Concessão, sendo vedada a retirada
de quaisquer desses bens das instalações afetas à Rede sem prévia e expressa autorização da
Concessionária.
3.11. A Fase I-A do Período de Transição, que se inicia na própria Data de Assunção, tem
por principal objeto a elaboração e aprovação do Plano de Transição.
3.11.1. Caberá à Concessionária, dentro de 15 (quinze) dias do início da Fase I-A, isto é, da
Data de Assunção, notificar todas as pessoas físicas e jurídicas que tenham celebrado contratos
com a Metrô-DF para utilização de espaços físicos na Rede Metroviária, informando-as de sua
sub-rogação integral no âmbito de tais instrumentos.
3.11.1.1. Ao final do Período de Transição, isto é, a partir do início do 1º (primeiro) mês
de Operação Comercial da Rede Metroviária, todos os valores devidos em decorrência dos
contratos referidos na Subcláusula 3.11.1, acima, passarão a ser pagos à Concessionária.
3.11.2. Caberá à Metrô-DF, dentro de 15 (quinze) dias do início da Fase I-A, isto é, da Data de
Assunção, notificar todos os prestadores de serviços com quem tenha contratado para rescisão
dos respectivos contratos a partir da conclusão do Período de Transição, ou seja, a partir do início
do 1º (primeiro) mês de Operação Comercial da Rede Metroviária.
3.11.3. O Plano de Transição deverá ser elaborado em conformidade com as diretrizes do
Anexo 3, tendo por finalidade proporcionar a transferência da prestação dos Serviços da Metrô-
DF à Concessionária sem que, para tanto, seja interrompida a operação da Rede Metroviária, ou
deixem de ser atendidas as condições mínimas de qualidade e quantidade aplicáveis à prestação
dos Serviços.
3.11.3.1. Observado o disposto na subcláusula acima, o Plano de Transição disporá, entre
outros aspectos, sobre:
(i) A formação de equipes de gestão e coordenação da transição operacional da
Rede Metroviária;
(ii) A designação e o treinamento do pessoal a ser absorvido dos quadros da Metrô-
DF pela Concessionária, para que continuem exercendo suas atividades no âmbito da Rede
Metroviária;
(iii) O treinamento de pessoal próprio da Concessionária para atuação no âmbito da
Rede;
(iv) Os mecanismos de comunicação a serem estabelecidos com os interessados no
acompanhamento da transição operacional da Rede Metroviária de modo geral; e
(v) Os bens de titularidade da Metrô-DF que se encontram afetos à Rede e que seria
do interesse da Concessionária ter a si atribuídos para prestação dos Serviços.
3.11.4. O Poder Concedente e a Autoridade Fiscalizadora acompanharão a elaboração do
Plano de Transição, cabendo-lhe(s) solicitar à Concessionária a prestação de esclarecimentos e a
implementação de modificações, mediante a apresentação dos devidos fundamentos para tanto,
caso entenda(m) haver desconformidade com os Parâmetros de Desempenho, com as Diretrizes
para Transporte Coletivo de Passageiros, ou com quaisquer leis e atos regulatórios vigentes, à
vista do Anexo 1.
3.11.5. O Plano de Transição deverá ser apresentado ao Poder Concedente no prazo de 20
(vinte) dias, prorrogável por 10 (dez) dias, mediante prévia justificativa da Concessionária.
3.11.5.1. Apresentado o Plano de Transição, o Poder Concedente deverá analisá-lo
dentro de 20 (vinte) dias.
3.11.5.2. Caso seja identificada a necessidade de correção ou complementação do Plano
de Transição, o Poder Concedente conferirá à Concessionária mais 10 (dez) dias para sua
adequação.
3.11.5.3. Reapresentado o Plano de Transição, na hipótese da subcláusula acima, o Poder
Concedente terá mais 10 (dez) dias para analisá-lo.
3.11.5.4. O procedimento de correção e/ou complementação do Plano de Transição
deverá seguir os prazos estabelecidos nas Subcláusulas 3.11.5.1 a 3.11.5.3 pela quantidade
de vezes que se fizer necessária ao atendimento das determinações do Poder Concedente
nesse âmbito, observado o prazo máximo de duração da Fase I-B e do Período de Transição
como um todo.
3.12. Aprovado o Plano de Transição, será dado início à Fase I-B, que perdurará pelo prazo
máximo de 30 (trinta) dias, tendo por principal objeto a execução do Plano de Transição aprovado,
a partir da operação assistida da Rede Metroviária pela Concessionária.
3.12.1. A partir do início da Fase I-B, a Concessionária passará a operar gradualmente a Rede
Metroviária, em estrita observância ao Plano de Transição, contando com a assistência do pessoal
integrante dos quadros da Metrô-DF, de modo que possa:
(i) Concluir o planejamento detalhado dos recursos necessários à prestação integral do
Serviços, observado o Plano de Negócios, bem como a programação da obtenção e do aporte de
tais recursos, para elaboração do Anexo 9; e
(ii) Promover, em conjunto com o Poder Concedente, a mitigação de potenciais efeitos
negativos produzidos pela transferência operacional da Rede.
3.12.2. A Fase I-B será considerada concluída, observado seu prazo máximo de duração,
quando da verificação concomitante:
(i) Da emissão, pela Autoridade Fiscalizadora, de ato administrativo próprio, atestando
a aptidão da Concessionária para efetiva assunção integral da prestação dos Serviços, conforme
a Subcláusula 15.3; e
(ii) Da aprovação do Anexo 9, nos termos da Cláusula 8.
3.13. Concluído o Período de Transição, será iniciada a Fase II, correspondente à Operação
Comercial da Rede Metroviária, na qual a Concessionária prestará integralmente os Serviços,
incluindo a execução do Anexo 9.
3.13.1. A partir do início do 1º (primeiro) mês de Operação Comercial:
(i) A Concessionária passará a auferir todas as receitas e suportar todos os custos
inerentes à operação da Rede, inclusive aqueles de natureza trabalhista, observado o disposto na
Cláusula 17; e
(ii) A totalidade dos Bens da Concessão deverá ser remetida à Concessionária, observado
o disposto na Subcláusula 3.11.3(v) e no Plano de Transição, conforme o Anexo 3.

4. PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS EM INTEGRAÇÃO COM OS DEMAIS MODOS DO STPC E


OBRIGAÇÕES RELACIONADAS À OPERAÇÃO DA REDE METROVIÁRIA
4.1. A prestação dos Serviços está subordinada, principalmente, às disposições (i) da Lei
Distrital nº 827, de 27 de dezembro de 1994, que dispõe sobre os direitos e deveres dos usuários
da Rede Metroviária; (ii) do Decreto Distrital nº 26.516, de 30 de dezembro de 2005, que institui
o Regulamento do Transporte, Tráfego e Segurança da Rede Metroviária; (iii) da Lei Distrital nº
4.011/2007, que dispõe sobre os serviços integrantes do Sistema de Transporte do Distrito
Federal, o qual compreende o STPC e demais modos de transporte público e privado, coletivo e
individual, presentes no Distrito Federal; (iv) do Decreto Distrital nº 30.584, de 16 de julho de
2009, que aprova o Regulamento do STPC; (v) da Lei Distrital nº 4.566, de 4 de maio de 2011, que
dispõe sobre o PDTU; (vi) do Decreto Distrital nº 38.010, de 15 de fevereiro de 2017, que aprova
o Regulamento do SBA e do SIT; (vii) na Lei Distrital nº 6.334, de 19 de julho de 2019, que extingue
a Transporte Urbano do Distrito Federal (a “DFTrans”), atribuindo competências ao PODER
CONCEDENTE e ao BRB; (viii) do Decreto Distrital nº 39.994, de 6 de agosto de 2019, que dispõe
sobre a transição do SBA para o BRB; (ix) do Edital e dos Anexos ao Edital; (x) deste Contrato; e
(xi) demais atos normativos, instruções e ordens de serviços expedidos pela Autoridade
Fiscalizadora, conforme o caso, consoante suas respectivas alterações, compreendendo:
4.1.1. A oferta de viagens na Rede Metroviária, a partir da adequada prestação do Serviço
Básico e da operação da Rede em integração com os demais modos de transporte do STPC;
4.1.2. O planejamento operacional dos Serviços em observância às Diretrizes para
Transporte Coletivo de Passageiros, ao Projeto de Operação e aos demais parâmetros e
especificações estabelecidos para prestação dos Serviços ou para funcionamento do STPC de
modo geral, conforme aplicáveis, visando, entre outros objetivos, a melhoria contínua do
atendimento à população e a otimização da prestação dos Serviços, observado o disposto nas
Subcláusulas 4.1.5.3 e 4.6, a seguir;
4.1.3. O provimento, a gestão, a manutenção e a operação da frota de trens afetos à Rede
Metroviária;
4.1.4. O provimento de pátios e instalações necessários à manutenção, conservação e
guarda da frota de trens afeta à Rede Metroviária;
4.1.5. O provimento, a instalação, a manutenção, a conservação e a operação de recursos
tecnológicos compatíveis com aqueles integrantes do SIT, nas estações da Rede Metroviária e nos
Terminais de Integração designados pelo Poder Concedente, ou em acordo operacional firmado
com as demais delegatárias dos serviços que compõem o STPC, para constituição da entidade
associativa a que se referem o Decreto Distrital nº 38.010/2017 (Regulamento do SBA e do SIT) e
a Lei Distrital nº 6.334/2019 (a “Entidade Associativa”).
4.1.5.1. Integram a prestação dos Serviços, no âmbito do SIT, de modo geral:
(i) O cumprimento de todas as determinações do Poder Concedente, na qualidade
de órgão regulador e entidade gestora do SIT; e
(ii) A preservação da atualidade tecnológica de todos os recursos tecnológicos cujo
provimento, instalação, manutenção, conservação e operação estejam sob
responsabilidade das delegatárias dos serviços que compõem o STPC,
individualmente, ou da Entidade Associativa, conforme o caso.
4.1.5.2. Integram a prestação dos Serviços, no âmbito do SBA:
(i) A contratação de provedores para fornecimento de tecnologia, serviços,
equipamentos, softwares e suprimentos necessários ao seu funcionamento, devendo
tais recursos tecnológicos possuir interoperabilidade com aqueles utilizados pelo BRB,
conforme o Anexo 1 e a Descrição do Sistema de Bilhetagem Automática,
correspondente ao Anexo 13 ao Edital;
(ii) A disponibilização de validadores de equipamentos de bilhetagem de
autoatendimento (ATMs) compatíveis com aqueles utilizados pelo BRB, nas estações
da Rede Metroviária e nos Terminais de Integração designados pelo Poder
Concedente, ou no acordo operacional firmado entre os membros da Entidade
Associativa, conforme o caso;
(iii) O registro da validação dos créditos de viagem, quando do embarque de
cada usuário nas estações da Rede Metroviária e nos Terminais de Integração
designados pelo Poder Concedente, ou no acordo operacional firmado entre os
membros da Entidade Associativa, conforme o caso;
(iv) A transmissão diária, para o Poder Concedente e para o BRB, dos dados
armazenados nos validadores de créditos de viagem instalados, para realização de
clearing; e
(v) A emissão diária das notas fiscais de pagamento pelos créditos de viagem.
4.1.5.3. Integram a prestação dos Serviços, no âmbito da Central de Supervisão
Operacional:
(i) A operação e melhoria da CSO em parceria com o PODER CONCEDENTE, nos
limites estabelecidos por esse para a Rede Metroviária, ou pelo acordo operacional
firmado entre os membros da Entidade Associativa, conforme o caso;
(ii) O registro da programação operacional da Rede Metroviária, conforme as
características de funcionamento e especificações de que trata a Subcláusula 4.6;
(iii) A implantação de sistema de rastreamento em tempo real na frota de
trens afeta à Rede Metroviária;
(iv) A automatização dos processos e relatórios de controle da operação da
Rede Metroviária, para monitoramento em tempo real da frota de trens em operação,
do número e tempo de duração das viagens realizadas, da quantidade de passageiros
transportados e das ocorrências reportadas no âmbito da Rede;
(v) A disponibilização de todas as informações obtidas por meio do CSO ao
Poder Concedente, para gestão do SIT; e
(vi) O tratamento das ocorrências relacionadas à operação da CSO que
venham a ser reportadas pelo Poder Concedente e, conforme o caso, pela Entidade
Associativa.
4.1.5.4. Integram a prestação dos Serviços, no âmbito da Central de Relacionamento
com o Cliente:
(i) A realização de atendimento telefônico e digital, por meio de central de
atendimento telefônico e de plataformas digitais, para divulgação de informações
sobre os produtos e serviços ofertados na Rede Metroviária, incluindo a
disponibilização de ferramentas de roteirização e a consulta de horários de viagem na
Rede;
(ii) O recebimento de críticas, sugestões, reclamações e elogios aos serviços
prestados na Rede Metroviária, mediante os canais de atendimento telefônico e
digital;
(iii) A preservação de base de dados atualizada sobre os hábitos de consumo
dos usuários da Rede Metroviária, em Plataforma CRM (“Customer Relationship
Management”);
(iv) A disponibilização, ao Poder Concedente, de acesso à Plataforma CRM; e
(v) A pesquisa do nível de satisfação dos usuários da Rede Metroviária,
avaliando-se os principais motivos de contato por meio dos canais de atendimento
telefônico e digital.
4.1.6. A administração, a operação, a manutenção, a conservação, a limpeza e a segurança
patrimonial das estações de embarque e desembarque da Rede Metroviária e dos Terminais de
Integração designados pelo Poder Concedente, ou no acordo operacional firmado entre os
membros da Entidade Associativa, conforme o caso.
4.2. Com base no permissivo contido na Subcláusula 4.1.6, a Concessionária poderá, em
atendimento ao Decreto Distrital nº 38.010/2017 (Regulamento do SBA e do SIT) e à Lei Distrital
nº 6.334/2019 (extingue a DFTrans), negociar e celebrar acordo operacional com as demais
delegatárias dos serviços que integram o STPC, para formação da Entidade Associativa.
4.2.1. Na hipótese de a Concessionária celebrar o acordo operacional referido na
Subcláusula 4.2, será reavaliado o equilíbrio econômico-financeiro do Contrato sempre que os
custos e despesas incorridos para satisfação dos encargos suportados no âmbito da Entidade
Associativa impactem o valor da Remuneração, seja em virtude da obrigação de aquisição e
disponibilização de novos equipamentos, da atribuição de novas responsabilidades relacionadas
aos Terminais de Integração, ou de quaisquer outras razões.
4.3. Após o Período de Transição, a Concessionária terá exclusividade na prestação dos
Serviços e na exploração da Rede Metroviária, de modo geral.
4.4. Os Serviços constituem serviços públicos essenciais, devendo ser prestados de forma
adequada e sem solução de continuidade e em observância às condições de regularidade,
continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia e modicidade tarifária, nos
termos da legislação aplicável.
4.5. A Concessionária se obriga a colocar o Serviço Básico permanentemente à disposição
da população distrital, mediante pagamento da Tarifa diretamente no âmbito da Rede e nos
Terminais de Integração, conforme as Diretrizes para Transporte Coletivo de Passageiros, as
Ordens de Serviço Operacionais, este Contrato, o Anexo 1 e demais normas e procedimentos
pertinentes.
4.6. Ao longo do Prazo da Concessão, as características de funcionamento e especificações
operacionais da Rede Metroviária poderão ser ajustadas às necessidades de aumento e
aprimoramento da integração da Rede com os demais modos de transporte do STPC, bem como
de desenvolvimento urbano, de racionalidade operacional e de equilíbrio econômico-financeiro
do Contrato, observado o disposto na Subcláusula 4.1.2.
4.6.1. A Concessionária poderá, por meio da apresentação de estudos técnicos, propor ao
Poder Concedente a realização de ajustes nas características de funcionamento e especificações
operacionais da Rede Metroviária, conforme a subcláusula 4.6, cabendo ao Poder Concedente
aprovar tais propostas.
4.6.2. Sempre que ajustes nas características de funcionamento e especificações
operacionais da Rede Metroviária tiverem impacto nos custos e despesas de operação da Rede,
afetando, para mais ou para menos, o valor da Remuneração, tais ajustes deverão ser individual
e expressamente identificados pelo Poder Concedente, o qual deverá justificar sua
implementação em ato administrativo próprio.
4.6.3. Sempre que ajustes nas características de funcionamento e especificações
operacionais da Rede Metroviária tiverem impacto no Projeto de Operação e/ou nos
Investimentos, o Anexo 9 deverá ser alterado para que contemple as pertinentes modificações,
sendo que, havendo impacto nos Investimentos, afetando, para mais ou para menos, o valor da
Remuneração, tais ajustes deverão ser individual e expressamente identificados pelo Poder
Concedente, o qual deverá justificar sua implementação em ato administrativo próprio.
4.6.4. O Poder Concedente modificará as características da Rede sempre que houver
alterações na demanda de passageiros e/ou necessidade de revisão da oferta do Serviço Básico,
por mudanças ou nos demais modos de transporte do STPC, que tragam consequências à
velocidade operacional e ao tempo das viagens realizadas na Rede, ou por qualquer outra razão
que venha a ser verificada.
4.7. Durante o Prazo da Concessão, o funcionamento da Rede Metroviária estará sujeito
às regras e especificações aplicáveis ao STPC e ao SIT, não havendo hipótese de constituição de
qualquer outro regime.
4.8. A Concessionária se valerá de pessoal devidamente selecionado, habilitado e
qualificado para o exercício de suas funções, em conformidade com o estabelecido no Decreto
Distrital nº 30.584/2009 (Regulamento do STPC), no Decreto Distrital nº 38.010/2017
(Regulamento do SBA e do SIT), no Plano de Transição e no Projeto de Operação.
4.9. A Concessionária responderá por seus empregados e prepostos, nos termos da lei,
por todos os danos e prejuízos que, na execução dos Serviços, venham a provocar ou causar aos
usuários da Rede Metroviária, a terceiros e ao Poder Concedente, inclusive durante o Período de
Transição.

5. BENS DA CONCESSÃO
5.1. COMPOSIÇÃO
5.1.1. São os seguintes os Bens da Concessão, cuja posse, guarda, manutenção e vigilância
serão, após o Período de Transição, de responsabilidade da Concessionária:
(i) Todos os bens móveis e imóveis que sejam considerados necessários à continuidade
da prestação dos Serviços, conforme definidos pelo Poder Concedente;
(ii) Todos os bens móveis e imóveis afetos à Rede Metroviária que tenham sido
transferidos à Concessionária conforme o Plano de Transição; e
(iii) Todos os bens móveis e imóveis afetos à Rede Metroviária que tenham sido
construídos, adquiridos, arrendados ou locados pela Concessionária durante o Prazo da
Concessão.
5.1.2. A Concessionária declara que tem conhecimento da natureza e das condições da
totalidade dos Bens da Concessão, os quais estarão sujeitos aos termos e condições do Contrato.
5.2. RESTRIÇÕES À ALIENAÇÃO E AMORTIZAÇÃO DE INVESTIMENTOS
5.2.1. A Concessionária não poderá alienar ou transferir a posse dos Bens da Concessão sem
prévia, expressa e escrita autorização do Poder Concedente, à exceção daqueles bens que tenham
vida útil inferior ao Prazo da Concessão, os quais poderão ser alienados e substituídos pela
Concessionária por outros de igual natureza, sempre que verificada sua imprestabilidade para as
finalidades do Contrato.
5.2.2. Todos os Bens da Concessão e Investimentos realizados em tais bens deverão ser
integralmente depreciados e amortizados pela Concessionária durante o Prazo da Concessão, em
observância à legislação vigente, não cabendo pleito de recomposição do equilíbrio econômico-
financeiro devido à pendência de sua depreciação e amortização ao fim do Prazo da Concessão,
exceto se os Investimentos em questão tiverem sido realizados para preservação da atualidade e
da qualidade dos Serviços, conforme previamente anuído pelo Poder Concedente, situação na
qual deverão ser indenizados na forma prevista neste Contrato.

6. RESPONSABILIDADE SOCIAL E AMBIENTAL


6.1. A Concessionária se obriga, durante o Prazo da Concessão, a executar e manter
programas de responsabilidade social e de responsabilidade ambiental envolvendo seus clientes,
funcionários, fornecedores, população em geral e a sociedade.

7. AUTORIZAÇÕES GOVERNAMENTAIS
7.1. A Concessionária deverá obter todas as licenças, permissões e autorizações
necessárias à plena prestação dos Serviços, incluindo licenças ambientais que venham a se fazer
necessárias à manutenção da Rede Metroviária, adotando todas as providências exigidas pelos
órgãos competentes, nos termos da legislação vigente, para que lhe sejam concedidas tais
licenças, permissões e autorizações, arcando, por sua conta e risco, com as despesas e custos
correspondentes.
7.2. A demora na obtenção de licenças ambientais não acarretará responsabilização da
Concessionária, desde que, comprovadamente, a causa da demora não lhe possa ser imputada.
7.3. Sem qualquer prejuízo do disposto nesta Cláusula, o Poder Concedente se obriga a
auxiliar a Concessionária em todos os aspectos que possam ser necessários à obtenção das
licenças, permissões e autorizações necessárias à regular e plena prestação dos Serviços.
7.4. A Concessionária se compromete, ainda, a envidar seus melhores esforços para aderir
ao Regime Especial de Incentivo para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), nos termos da
Lei Federal nº 11.448, de 15 de junho de 2007, dentro dos prazos determinados pela legislação
aplicável, cabendo ao Poder Concedente suportar o risco do não enquadramento da
Concessionária, conforme a Subcláusula 25.2, desde que tal não enquadramento não seja
decorrente de ato culposo ou doloso da Concessionária.
7.5. A Concessionária se compromete a pleitear e envidar seus melhores esforços para
atender às condições para fruição do benefício de desoneração ao pagamento do Imposto sobre
Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte
Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), previsto pelo Convênio ICMS nº 94, de
28 de setembro de 2012, cabendo ao Poder Concedente suportar o risco da decisão de não
concessão do referido benefício à Concessionária, conforme a Subcláusula 25.2, desde que tal
não decisão não seja decorrente de ato culposo ou doloso da Concessionária.

8. PROJETO DE OPERAÇÃO E DETALHAMENTO DOS INVESTIMENTOS


8.1. Durante o Período de Transição, a CONCESSIONÁRIA deverá destinar pessoal próprio
para verificação das condições da Rede Metroviária, com o objetivo de elaborar o Anexo 9, de
acordo com as premissas determinadas, que contemplará o Projeto de Operação e o
detalhamento dos Investimentos, conforme as Subcláusulas 3(ii), 3.8(ii) e 3.12.2(ii).
8.2. O Projeto de Operação e o detalhamento dos Investimentos servirão,
respectivamente, à pormenorização da forma na qual serão executados o Anexo 1 e o Plano
Negócios, conforme as condições da Rede Metroviária verificadas pela Concessionária na forma
da Subcláusula 8.1, acima, devendo o Anexo 9 ser mantido atualizado ao longo do Prazo da
Concessão.
8.2.1. O Plano de Negócios e o detalhamento dos Investimentos constante do Anexo 9
constituirão 2 (dois) dos parâmetros utilizados para fins de aferição do equilíbrio econômico-
financeiro do Contrato, nos termos da Cláusula 27.
8.3. A Concessionária deverá submeter o Projeto de Operação e o detalhamento dos
Investimentos à aprovação do Poder Concedente também durante o Período de Transição, no
prazo máximo de 30 (trinta) dias contados da Data de Assunção, juntamente aos estudos e
pareceres de consultores independentes, bem como aos documentos comprobatórios da
aprovação das demais autoridades competentes à sua avaliação, quando for o caso.
8.4. A Autoridade Fiscalizadora acompanhará a elaboração do Anexo 9, de acordo com as
premissas aqui contidas, cabendo-lhe solicitar à Concessionária a prestação de esclarecimentos e
a implementação de modificações, mediante a apresentação dos devidos fundamentos para
tanto, caso entenda haver desconformidade com o Anexo 1 ou com o Plano de Negócios,
conforme o caso, bem como entendendo pela desconformidade do Anexo 9 com a legislação e
regulamentação vigentes.
8.5. A Concessionária poderá consultar a Autoridade Fiscalizadora durante o processo de
elaboração do Anexo 9.
8.6. A partir da data de aprovação expressa do Anexo 9, a Concessionária poderá dar início
à execução das intervenções de engenharia voltadas à melhoria da Rede Metroviária, bem como
à implementação das demais melhorias à Rede, observado o cronograma estabelecido no Projeto
de Operação, sendo certo que o atraso da Concessionária na elaboração desse, ou na preparação
dos documentos apresentados conjuntamente, não ensejará qualquer espécie de revisão dos
termos e condições do Contrato.
8.7. A aprovação do Anexo 9 pelo Poder Concedente, a resposta às consultas feitas pela
Concessionária durante seu processo de elaboração e os esclarecimentos, complementações e
modificações solicitados pelo Poder Concedente [e/ou pela Autoridade Fiscalizadora] à
Concessionária nesse âmbito não alterarão, de qualquer forma, a alocação de riscos prevista no
Contrato.

9. DIRETRIZES PARA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS E COMPROVAÇÃO DE ATENDIMENTO


9.1. DIRETRIZES PARA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS
9.1.1. É obrigação da Concessionária prestar os Serviços, por si ou por meio de terceiros,
por sua conta e risco, em integral atendimento aos Parâmetros de Desempenho e demais
exigências estabelecidas no Contrato, notadamente nos Anexos 1 e 9.
9.1.2. A Concessionária deverá implantar, no prazo máximo de 1 (um) ano contado do início
da Operação Comercial da Rede Metroviária, um sistema de gestão de qualidade [da
execução/do resultado] da prestação dos Serviços, com base na Norma NB-9004, da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (“ABNT”), equivalente à Norma ISO 9004, da International
Standards Organization, e suas atualizações.
9.1.3. O sistema de gestão de qualidade a ser implantado pela Concessionária conforme a
subcláusula anterior, a ser acompanhado permanentemente pela Autoridade Fiscalizadora,
deverá contemplar o Manual de Qualidade especificado na Norma NB-9004, incluindo medidas
que assegurem um processo continuado de atualização técnica e tecnológica de produtos e
serviços relacionados à Concessão, bem como o desenvolvimento de recursos humanos.
9.1.4. A Concessionária deverá realizar:
(i) As obrigações de Investimento, constantes deste Contrato, em atenção ao Plano de
Negócios e ao Anexo 9; e
(ii) Todas as intervenções de engenharia necessárias ao cumprimento dos Parâmetros de
Desempenho e demais especificações técnicas mínimas estabelecidas neste Contrato, em
conformidade com o Anexo 1 e o Projeto de Operação.
9.1.5. A Concessionária declara e garante ao Poder Concedente que a qualidade da
prestação dos Serviços é, e sempre será, suficiente e adequada ao cumprimento do Contrato,
responsabilizando-se integralmente por qualquer desconformidade com os Parâmetros de
Desempenho e especificações técnicas mínimas neles estabelecidos.
9.1.6. Na hipótese de a Concessionária não atender aos Parâmetros de Desempenho, o
Poder Concedente poderá reduzir proporcionalmente o valor da Tarifa Técnica de Remuneração,
no valor máximo de 5% (cinco por cento), de acordo com os termos e condições dos Parâmetros
de Desempenho.
9.2. COMPROVAÇÃO DE ATENDIMENTO ÀS DIRETRIZES PARA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS
9.2.1. Para o atendimento ao Contrato, a Concessionária deverá comprovar ao Poder
Concedente a prestação dos Serviços em cumprimento aos Parâmetros de Desempenho, às
Diretrizes para Transporte Coletivo de Passageiros, ao Anexo 1, ao Anexo 9 e às demais
especificações técnicas mínimas.
9.2.2. Os Serviços executados serão recebidos pelo Poder Concedente na forma deste
Contrato, sendo que:
(i) O Poder Concedente rejeitará, no todo ou em parte, o Serviço executado em
desconformidade com o Contrato, especialmente com os Anexos 1 e 9, bem como com as
Diretrizes para Transporte Coletivo de Passageiros, as normas técnicas aplicáveis à prestação dos
Serviços e com as normas técnicas editadas pela ABNT, conforme aplicáveis; e
(ii) Com relação à aquisição, arrendamento ou locação dos trens necessários à prestação
dos Serviços, a Concessionária deverá obter prévia e expressa concordância do Poder
Concedente para efetivação do negócio, sendo que sua aceitação, após entrega pelo respectivo
fabricante, estará condicionada à conformidade com a encomenda previamente aprovada pelo
Poder Concedente.
9.2.3. O recebimento provisório ou definitivo dos Serviços não exime a Concessionária de
sua responsabilidade exclusiva, sobretudo com relação às condições de segurança e de qualidade
dos Serviços, tampouco exime ou diminui a sua responsabilidade pelo cumprimento das
obrigações assumidas no Contrato.

10. DECLARAÇÕES
10.1. A Concessionária declara que obteve, por si ou por terceiros, todas as informações
necessárias ao cumprimento de suas obrigações contratuais.
10.2. A Concessionária não será de qualquer maneira liberada de suas obrigações
contratuais, tampouco terá direito a ser indenizada pelo Poder Concedente, em razão de qualquer
informação incorreta ou insuficiente que obtenha por qualquer meio que não seja o Poder
Concedente ou a Autoridade Fiscalizadora, reconhecendo que era sua a incumbência de fazer
seus próprios levantamentos para verificar a adequação e a precisão de qualquer informação que
lhe foi fornecida.
11. GARANTIA DE EXECUÇÃO DO CONTRATO DE CONCESSÃO
11.1. A Concessionária deverá manter em favor do Poder Concedente, como forma de
assegurar o fiel cumprimento das obrigações contratuais, a Garantia de Execução do Contrato de
Concessão, no valores determinados na Cláusula 11.2, correspondentes a 10% (dez por cento) e
a 5% (cinco por cento) dos valor dos Investimentos.
11.2. A Garantia de Execução será prestada gradualmente, em conformidade com os gastos
e investimentos realizados pela Concessionária em cada momento do Prazo da Concessão,
seguindo os seguintes marcos e valores:

MARCO VALOR

R$ 62.529.797,00 (sessenta e dois


Entre a Data de Assunção e a
milhões, quinhentos e vinte e nove
conclusão do 5º (quinto) ano do
mil, setecentos e noventa e sete
Prazo da Concessão
reais)

R$31.264.898,50 (trinta e um
Entre o 5º (quinto) ano e a conclusão milhões, duzentos e sessenta e
do Prazo da Concessão quatro mil, oitocentos e noventa e
oito reais e cinquenta centavos)

11.3. A Garantia de Execução do Contrato será reajustada anualmente, na mesma data de


reajuste da Remuneração.
11.4. A Concessionária permanecerá responsável pelo cumprimento de suas obrigações
contratuais, incluindo o pagamento de eventuais multas e indenizações, independentemente da
utilização da Garantia de Execução do Contrato pelo Poder Concedente.
11.5. A Garantia de Execução do Contrato, a critério da Concessionária, poderá ser
prestada em uma das seguintes modalidades:
(i) Caução, em dinheiro ou em títulos da dívida pública federal;
(ii) Fiança bancária, na forma do modelo que integra o Anexo 4-A; ou
(iii) Seguro-garantia cuja apólice deve observar, no mínimo, o conteúdo do Anexo 4-B.
11.6. As cartas de fiança bancária e apólices de seguro-garantia deverão ter vigência mínima
de 1 (um) ano a contar da Data de Assunção, sendo de inteira responsabilidade da Concessionária
renová-las e atualizá-las para mantê-las em plena vigência, de forma ininterrupta, durante todo o
Prazo da Concessão.
11.7. Qualquer modificação ao conteúdo da carta de fiança bancária ou do seguro-garantia
deve ser previamente submetida à aprovação do Poder Concedente.
11.8. A Concessionária deverá encaminhar ao Poder Concedente, na forma da
regulamentação vigente, documento comprobatório de que as cartas de fiança bancária ou
apólices dos seguros-garantia foram renovadas e tiveram seus valores reajustados na forma da
Subcláusula 11.3.
11.9. Sem prejuízo das demais hipóteses previstas neste Contrato de Concessão e na
regulamentação vigente, a Garantia de Execução do Contrato poderá ser executada, total ou
parcialmente:
(i) No caso de a Concessionária não realizar (i.1) as obrigações de Investimento,
previstas no Contrato, notadamente no Plano de Negócios e no Anexo 9; (i.2) as intervenções de
engenharia necessárias ao atendimento dos Parâmetros de Desempenho, constantes do Projeto
de Operação; ou, ainda, (i.3) no caso de realizá-las em desconformidade com o estabelecido pela
Autoridade Fiscalizadora;
(ii) No caso de a Concessionária não proceder ao pagamento das multas que lhe forem
aplicadas, na forma do Contrato e de regulamentos do Poder Concedente e da Autoridade
Fiscalizadora, conforme aplicáveis;
(iii) No caso de devolução de Bens Reversíveis ao Poder Concedente, quando do fim do
Prazo da Concessão, em desconformidade com as exigências estabelecidas no Contrato,
incluindo, mas não se limitando, ao cumprimento dos Parâmetros de Desempenho aplicáveis e
demais exigências estabelecidas pela Autoridade Fiscalizadora;
(iv) No caso de a Concessionária não efetuar, no prazo devido, o pagamento da verba de
fiscalização, nos termos da Subcláusula 14.8;
(v) No caso de a Concessionária não efetuar, no prazo devido, o pagamento de quaisquer
outras indenizações ou obrigações pecuniárias de responsabilidade da Concessionária que se
relacionem à Concessão; ou
(vi) No caso de a Concessionária não adotar providências para sanar o inadimplemento
de obrigação legal, contratual ou regulamentar notificada pela Autoridade Fiscalizadora, nos
termos da Subcláusula 14.4 e na forma da regulamentação vigente, o que não eximirá a
Concessionária das responsabilidades que são atribuídas pelo Contrato.
11.10. Sempre que o Poder Concedente executar a Garantia de Execução do Contrato, a
Concessionária deverá proceder à recomposição de seu montante integral, no prazo de 10 (dez)
dias úteis a contar da data de execução, sendo que, durante este prazo, a Concessionária não
estará eximida das responsabilidades que lhe são atribuídas pelo Contrato.
11.11. Até a conclusão de todos os Investimentos, a Concessionária deverá comprovar que
possui capital social integralizado de, no mínimo, R$ 54.842.095,00 (cinquenta e dois milhões,
oitocentos e quarenta e dois mil e noventa e cinco reais), indicando que concluiu o planejamento
e a programação a que se refere a Subcláusula 3.12.1(i).

12. DIREITOS DOS USUÁRIOS


12.1. Sem prejuízo de outros direitos e obrigações previstos em lei, regulamentos baixados
pelo Poder Concedente e/ou pela Autoridade Fiscalizadora outros diplomas legais e normativos
aplicáveis, são direitos dos usuários da Rede Metroviária, diretamente ou em integração com os
demais modos de transporte do STPC:
(i) Acessar e utilizar o Serviço Básico, mediante o pagamento da Tarifa de Passageiros,
observadas as normas emitidas pelo Poder Concedente e pela Autoridade Fiscalizadora;
(ii) Receber do Poder Concedente e da Concessionária informações para uso correto do
Serviço Básico e para defesa de interesses individuais ou coletivos no âmbito da Rede, observado
o disposto na Subcláusula 4.1.5.4;
(iii) Informar à Autoridade Fiscalizadora e à Concessionária das irregularidades
relacionadas à Rede Metroviária de que tenham conhecimento, novamente observado o disposto
na Subcláusula 4.1.5.4; e
(iv) Comunicar às demais autoridades competentes dos atos ilícitos ou irregularidades
que sejam praticados pela Concessionária na prestação dos Serviços.
12.2. Sem prejuízo do disposto na Subcláusula 4.1.5.4, a Concessionária se obriga a manter,
durante todo o Prazo da Concessão, em sua estrutura organizacional, um setor para cuidar
exclusivamente das relações com os usuários da Rede Metroviária.

13. PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES


13.1. Durante o Prazo da Concessão e sem prejuízo das demais obrigações de prestar as
informações estabelecidas no Contrato ou na legislação e regulamentação aplicáveis, a
Concessionária deverá:
13.1.1. Dar conhecimento imediato à Autoridade Fiscalizadora de todo e qualquer fato que
altere de modo relevante o desenvolvimento normal da Concessão, sendo seu dever, também,
apresentar, por escrito e no prazo máximo de 30 (trinta) dias a contar da ocorrência, um relatório
detalhado sobre o fato em referência, incluindo, se for o caso, pareceres técnicos, com as medidas
tomadas para sanar o problema;
13.1.2. Apresentar à Autoridade Fiscalizadora, no prazo de até 10 (dez) dias úteis,
informações adicionais ou complementares que esses venham formalmente a solicitar;
13.1.3. Realizar, em observância à Subcláusula 4.1.5, o monitoramento permanente da
quantidade de passageiros transportados na Rede Metroviária, bem como das demais medições
feitas nos locais da Rede, necessárias à apuração do cumprimento das obrigações assumidas no
âmbito deste Contrato e à avaliação do atendimento aos Parâmetros de Desempenho;
13.1.4. Apresentar à Autoridade Fiscalizadora, relatório anual com informações detalhadas
sobre:
(i) As estatísticas relacionadas à quantidade de passageiros transportados, aos atrasos
de viagens e aos acidentes ocorridos na Rede Metroviária, com análise de pontos críticos e
medidas saneadoras implementadas, ou a serem implementadas, observado o disposto na
Subcláusula 4.1.5.3, especialmente em seu subitem “iv”;
(ii) O estado de conservação da Rede Metroviária;
(iii) A qualidade ambiental ao longo da Rede Metroviária, bem como os impactos
ambientais decorrentes da prestação dos Serviços;
(iv) A prestação dos Serviços, especificando, dentre outros aspectos, a forma observada
em tal prestação, os resultados da exploração da Rede Metroviária e a programação e execução
financeira da Concessão; e
(v) Os Bens da Concessão, incluindo a descrição de suas condições e de seus valores.
13.1.5. Apresentar à Autoridade Fiscalizadora, em até 5 (cinco) dias contados da data limite
para realização da assembleia geral ordinária, as demonstrações financeiras completas,
devidamente auditadas por empresa de auditoria independente, de acordo com as normas de
contabilidade brasileiras e/ou com regulamentação expedida pelo Poder Concedente e/ou pela
Autoridade Fiscalizadora, com destaque para as seguintes informações, relativas ao exercício
encerrado em 31 de dezembro do ano anterior:
(i) Operações com Partes Relacionadas;
(ii) Depreciação e amortização de ativos;
(iii) Provisão para contingências (cíveis, trabalhistas, fiscais, ambientais ou
administrativas);
(iv) Relatório da administração;
(v) Parecer dos auditores externos e, se houver, do conselho fiscal; e
(vi) Declaração da Concessionária contendo o valor do seu capital social integralizado e as
alterações na sua composição societária.
13.1.6. Apresentar à Autoridade Fiscalizadora, trimestralmente, suas demonstrações
financeiras completas, correspondentes ao trimestre anterior; e
13.1.7. Manter cadastro atualizado dos responsáveis técnicos pela execução do Projeto de
Operação.
13.2. A totalidade dos relatórios, documentos e informações previstos nesta Cláusula 13
deverão integrar banco de dados, em base eletrônica, conforme padrão mínimo determinado pela
Autoridade Fiscalizadora.
13.2.1. À Autoridade Fiscalizadora será assegurado o acesso irrestrito e em tempo real ao
banco de dados referido na subcláusula 13.2.
13.2.2. As vias originais dos relatórios previstos nesta Cláusula, após analisadas e aprovadas
pela Autoridade Fiscalizadora, serão arquivadas na sede da ConcessionáRIA, que deverá mantê-
las em arquivo por um prazo mínimo de 5 (cinco) anos.
13.3. A Autoridade Fiscalizadora deverá dar ciência ao Poder Concedente de todas as
informações, incluindo relatórios e documentos, recebidas nos termos desta Cláusula 13.
13.4. A Concessionária deverá obedecer às boas práticas de governança corporativa e
adotar contabilidade e demonstrações financeiras padronizadas, conforme estabelecido pela
Autoridade Fiscalizadora.

14. FISCALIZAÇÃO
14.1. Os poderes de fiscalização da execução do Contrato serão exercidos pela Autoridade
Fiscalizadora, que terá, no exercício de suas atribuições, livre acesso, em qualquer época, aos
dados relativos à administração, à contabilidade e aos recursos técnicos, econômicos e financeiros
da Concessionária, assim como aos Bens da Concessão.
14.2. Os órgãos de fiscalização e controle da Autoridade Fiscalizadora são responsáveis pela
supervisão, pela inspeção e pela auditoria do Contrato, bem como pela avaliação do desempenho
da Concessionária, que poderão ser realizadas a qualquer tempo.
14.3. As determinações que vierem a ser emitidas no âmbito das fiscalizações previstas
serão imediatamente aplicáveis e vincularão a Concessionária, sem prejuízo do recurso
eventualmente cabível.
14.4. A Autoridade Fiscalizadora anotará em termo próprio para registro as ocorrências
apuradas no âmbito da fiscalização da execução do Contrato, encaminhando-o formalmente à
Concessionária para regularização das faltas ou defeitos verificados.
14.4.1. A não regularização das faltas ou defeitos indicados no termo próprio para o registro
de ocorrências, nos prazos regulamentares, configurará infração contratual e ensejará a lavratura
de Auto de Infração, sem prejuízo da possível redução da Tarifa Técnica de Remuneração, em
razão do descumprimento dos Parâmetros de Desempenho.
14.4.2. Caso a Concessionária não cumpra determinações da Autoridade Fiscalizadora no
âmbito da fiscalização, assistirá a essa a faculdade de proceder à correção da situação,
diretamente ou por intermédio de terceiro, correndo os custos por conta da Concessionária.
14.5. A Concessionária será obrigada a reparar, corrigir, remover, reconstruir ou substituir,
às suas expensas, os Serviços e intervenções de engenharia nos quais forem verificados vícios,
defeitos ou incorreções resultantes de falhas de execução ou de deficiência de materiais
empregados, nos prazos fixados pela Autoridade Fiscalizadora.
14.5.1. A Autoridade Fiscalizadora poderá exigir que a Concessionária apresente um plano
de ação visando reparar, corrigir, remover, reconstruir ou substituir qualquer Serviço prestado de
maneira viciada, defeituosa ou incorreta, fixando prazo para tanto.
14.6. A Autoridade Fiscalizadora realizará, até 1 (um) ano antes do encerramento do Prazo
da Concessão, uma fiscalização detalhada e específica para:
(i) Avaliar a condição dos Bens Reversíveis, inclusive em relação ao cumprimento dos
Parâmetros de Desempenho; e
(ii) Avaliar a condição da Rede Metroviária, a fim de determinar se os Parâmetros de
Desempenho estão sendo mantidos na prestação dos Serviços.
14.7. Recebidos os Autos de Infração ou notificações emitidos pela Autoridade
Fiscalizadora, a Concessionária poderá exercer o direito de defesa na forma da regulamentação
vigente.
14.8. A Concessionária deverá recolher à Autoridade Fiscalizadora, ao longo de todo o
Prazo da Concessão, a verba de fiscalização destinada à cobertura das despesas incorridas para
verificação da execução do Concessão, nos termos do Contrato (a “Verba de Fiscalização”).
14.8.1. O valor mensal da Verba de Fiscalização será correspondente a 0,5% (5 décimos por
cento) da receita obtida mensalmente pela Concessionária por meio da arrecadação de Tarifa de
Passageiros.
14.8.2. A verba anual de fiscalização deverá ser recolhida à conta da Autoridade Fiscalizadora
até o 5º (quinto) dia útil do mês subsequente ao vencido.
14.8.3. É vedada, ao longo de todo o Prazo da Concessão, a utilização da Verba de
Fiscalização para qualquer tipo de compensação em reajustes ou revisões do Contrato.

15. VERIFICAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS E PERÍODO DE TESTES


15.1. Durante o desenvolvimento da Fase I-B da Concessão, a Autoridade Fiscalizadora
realizará visitas semanais à Rede Metroviária e às instalações relacionadas à sua gestão e
operação, para verificação da regular execução do Plano de Transição.
15.2. No caso de o resultado das visitas indicar que a execução do Plano de Transição foi
concluída em conformidade com o estabelecido neste Contrato, a Autoridade Fiscalizadora
verificará a integralização, no capital social da Concessionária, do montante referido na
Subcláusula 11.11.
15.3. Verificadas as condições estabelecidas na Subcláusula 15.2, a Autoridade
Fiscalizadora expedirá ato administrativo próprio, atestando a aptidão da Concessionária para
efetiva assunção integral da prestação dos Serviços, conforme a Subcláusula 3.12.2(i).
15.4. Na hipótese de as visitas indicarem que a execução do Plano de Transição não foi
realizada em conformidade com o disposto no Contrato, ou de a Autoridade Fiscalizadora
verificar que não foi integralizado o capital social designado na Subcláusula 11.11, a Autoridade
Fiscalizadora notificará a Concessionária, indicando as exigências a serem cumpridas e o prazo
para tanto, sem prejuízo da eventual aplicação de penalidades contratuais cabíveis, conforme a
Cláusula 23.
15.5. Iniciada a Operação Comercial da Rede Metroviária, a Autoridade Fiscalizadora
realizará vistorias semanais na Rede, para verificação da regularidade na implementação das
melhorias à Rede Metroviária, de acordo com o Projeto de Operação.
15.6. Ao final da implementação das melhorias à Rede Metroviária designadas no Projeto
de Operação, observado o Anexo 1, a Concessionária deverá encaminhar à Autoridade
Fiscalizadora uma notificação de início do Período de Testes.
15.7. Dentro do prazo máximo de 5 (cinco) dias contados do recebimento da notificação de
início do Período de Testes, a Autoridade Fiscalizadora realizará a vistoria final das melhorias
implementadas à Rede Metroviária, emitindo, no prazo máximo de 5 (cinco) dias, o respectivo
“Termo de Vistoria”, que será encaminhado à Concessionária e ao Poder Concedente, para
verificação dos resultados observados pela Agência.
15.8. Caso a vistoria realizada conforme a Subcláusula 15.7 indique que as melhorias não
foram concluídas de acordo com o estabelecido neste Contrato, a Autoridade Fiscalizadora
notificará a Concessionária, adicionalmente ao encaminhamento do respectivo Termo de
Vistoria, indicando o prazo para cumprimento das obrigações pertinentes, sem prejuízo de
eventuais penalidades aplicáveis.

16. VALOR DO CONTRATO E REMUNERAÇÃO


16.1. VALOR DO CONTRATO
16.1.1. Tendo como referência a data-base de outubro de 2019, o valor do Contrato é de R$
3.582.958.723,00 (três bilhões, quinhentos e oitenta e dois milhões, novecentos e cinquenta e
oito mil, setecentos e vinte e três reais), correspondente ao somatório das receitas totais
projetadas provenientes da exploração da Concessão, a preços constantes.
16.1.1.1. O valor contemplado na Subcláusula 16.1.1 tem efeito meramente indicativo,
não podendo ser utilizado por nenhuma das Partes para pleitear a recomposição do
equilíbrio econômico-financeiro do Contrato.
16.2. COMPOSIÇÃO DA REMUNERAÇÃO
16.2.1. A Concessionária será remunerada pela prestação dos Serviços mediante a
Remuneração, calculada de acordo com a seguinte fórmula
𝑅𝑒𝑚𝑢𝑛𝑒𝑟𝑎çã𝑜 = 𝑇𝑇𝑖 ∗ 𝐷𝑇𝑖 ∗ (0,95 + 0,05 ∗ 𝐹𝐷𝑖 ) + 𝐶𝑃𝐴𝑖 + 𝐶𝑃𝐵𝑖
Onde:
𝑻𝑻𝒊 = Tarifa Técnica de Remuneração, paga por passageiro transportado
na Rede;
𝑫𝑻𝒊 = demanda transportada;
𝑭𝑫𝒊 = fator de desempenho, aplicado a 5% (cinco por cento) da Tarifa
Técnica de Remuneração, conforme os Parâmetros de Desempenho;
𝑪𝑷𝑨𝒊 = Contraprestação Pecuniária “A”, paga em função dos
Investimentos realizados pela CONCESSIONÁRIA para implementação de
melhorias à Rede Metroviária; e
𝑪𝑷𝑩𝒊 = Contraprestação Pecuniária “B”, paga por trem incremental
adquirido em função do aumento da demanda pelos Serviços, conforme
o Plano de Negócios e o Anexo 9;
16.2.2. As principais receitas da Concessionária advirão do recebimento da Tarifa de
Passageiros, do Subsídio, da Subvenção e das Contraprestações, sendo, no entanto, facultado à
Concessionária explorar fontes de Receitas Extraordinárias, nos termos estabelecidos neste
Contrato e na regulamentação do Poder Concedente.
16.2.3. A composição da Remuneração variará conforme a periodicidade aplicável ao
pagamento das Contraprestações, na forma da Cláusula 21, a seguir.
16.2.3.1. Observados os termos da Cláusula 21, a Remuneração corresponderá:
(i) À soma dos valores devidos a título de Tarifa Técnica de Remuneração e
Contraprestação Pública Mensal “A”, da Data de Assunção até o fim do 10º (décimo) ano
do Prazo da Concessão;
(ii) À Tarifa Técnica de Remuneração, do início do 11º (décimo primeiro) ao final do
12º (décimo segundo) ano do Prazo da Concessão;
(iii) À soma dos valores devidos a título de Tarifa Técnica de Remuneração e
Contraprestação Pública Mensal “B”, do início do 13º (décimo terceiro) ao final do 23º
(vigésimo terceiro) ano do Prazo da Concessão, observado o disposto na Subcláusula 21.2.3;
e
(iv) À Tarifa Técnica de Remuneração, do início do 24º (vigésimo quarto) ano ao final
do Prazo da Concessão.

17. TARIFA DE PASSAGEIROS, SUBSÍDIO E REPARTIÇÃO DE RECEITAS EM INTEGRAÇÃO


COM OS DEMAIS MODOS DE TRANSPORTE DO STPC
17.1. Para os fins deste Contrato, a Tarifa de Passageiros corresponde ao preço público que
os usuários devem pagar para realização de viagens na Rede Metroviária, obedecendo ao valor
fixado pelo Poder Concedente, inclusive no que se refere ao seu reajuste e revisão, como definido
na Subcláusula 1.1.
17.2. Para os fins deste Contrato, o Subsídio corresponde ao aporte pecuniário realizado
pelo Poder Concedente em favor da Concessionária, para custeio de viagens gratuitas e benefícios
tarifários conferidos no âmbito do STPC, como também definido na Subcláusula 1.1.
17.3. As receitas oriundas da cobrança de Tarifa de Passageiros serão arrecadadas e
repassadas por meio do SBA, sob operacionalização do BRB e gestão e regulação do Poder
Concedente, nos termos do Decreto Distrital nº 38.010/2017 (Regulamento do SBA e do SIT) e da
Lei Distrital nº 6.334/2019 (extingue a DFTrans).
17.3.1. Para custeio do SBA, a Concessionária contribuirá na forma e nas condições adotadas
para as demais delegatárias dos serviços integrantes do STPC que compõem, ou não, a Entidade
Associativa, conforme o caso, observado o disposto nas Subcláusulas 4.1.5.2 e 4.2.
17.3.2. Os meios de pagamento disponibilizados aos usuários da Rede Metroviária para
aquisição de créditos de viagens diretamente na Rede, ou em integração com os demais modais
do STPC, correspondem a créditos eletrônicos gravados em bilhetes magnéticos e em cartões
inteligentes, os quais são distribuídos e comercializados sob a forma de produtos tarifários no
âmbito do SBA. São esses: o (i) bilhete de viagem unitária, (ii) o Bilhete Único, (iii) o Cartão de
Vale-Transporte – VT, (iv) o Cartão-Cidadão, (v) o Passe Livre Estudantil e (vi) o Passe Livre para
Portadores de Necessidades Especiais.
17.4. Os valores em espécie, arrecadados diariamente por meio da cobrança de Tarifa de
Passageiros nas estações da Rede Metroviária e nos Terminais de Integração designados pelo
Poder Concedente, ou no acordo operacional firmado entre os membros da Entidade Associativa,
conforme o caso, permanecerão na posse da Concessionária, a título de pagamento antecipado
de parte de sua remuneração diária.
17.5. A remissão das receitas arrecadadas por meio da cobrança eletrônica de Tarifa de
Passageiros, a partir de viagens realizadas diretamente na Rede Metroviária ou em integração
com os demais modos de transporte do STPC, será realizada diariamente pelo BRB em proveito
da Concessionária, na forma do Contrato de Administração de Recursos, através de processo de
clearing descrito no Decreto Distrital nº 38.010/2017 (Regulamento do SBA e do SIT), ou em outro
ato normativo que venha a se tornar aplicável.
17.5.1. A repartição das receitas arrecadadas por meio da cobrança eletrônica de Tarifa de
Passageiros para realização de viagens em integração com o modo rodoviário do STPC será feita
pelo BRB na proporção estabelecida pelo Poder Concedente.
17.5.2. O prazo de liquidação e pagamento das faturas apresentadas pela Concessionária é
de “D+1”, ou seja, a data da apresentação da fatura acrescida de 1 (um) dia útil.
17.6. A remissão dos valores correspondentes ao Subsídio, relativos a viagens gratuitas ou
dotadas de benefícios tarifários realizadas diretamente na Rede Metroviária ou em integração
com os demais modos de transporte do STPC, será realizada pelo Poder Concedente em proveito
da Concessionária, nos termos do Contrato de Administração de Recursos, do Decreto Distrital
nº 38.010/2017 (Regulamento do SBA e do SIT) e da Portaria DFTrans nº 45, de 21 de maio de
2019, ou de outro ato normativo que venha a se tornar aplicável.
17.6.1. O pagamento dos valores devidos a título de Subsídio com relação às viagens em
integração com o modo rodoviário do STPC será feito pelo Poder Concedente na mesma
proporção a que se refere a Subcláusula 17.5.1.
17.6.2. O pagamento do Subsídio relativo aos Créditos de Viagem Vale-Transporte – VT e aos
Créditos de Viagem Cartão-Cidadão será realizado diariamente, enquanto o pagamento do
Subsídio relativo ao Subsídio de Viagem Passe Livre Estudantil – PLE, ao Subsídio de Viagem
Portadores de Necessidades Especiais – PNE e ao Complemento Tarifário – CT será realizado
quinzenalmente, sem prejuízo de outras gratuidades ou benefícios tarifários que venham ser
implementados no STPC, caso em que o Contrato deverá ser aditado para sua contemplação nesta
Cláusula.
17.6.3. Para fins de remissão do Subsídio relativo ao Subsídio de Viagem Passe Livre Estudantil
– PLE, ao Subsídio de Viagem Portadores de Necessidades Especiais – PNE e ao Complemento
Tarifário – CT, a 1ª (primeira) quinzena do mês terá como termo inicial o 1º (primeiro) dia do mês
em referência e, como termo final, o 15º (décimo quinto) dia do mês em referência; enquanto a
2ª (segunda) quinzena do mês terá como termo inicial o 16 (décimo sexto) dia do mês em
referência e, como termo final, o último dia do mês.
17.6.4. Para pagamento do Subsídio relativo aos Créditos de Viagem Vale-Transporte – VT e
aos Créditos de Viagem Cartão-Cidadão, serão instaurados processos administrativos anuais,
enquanto para pagamento do Subsídio relativo ao Subsídio de Viagem Passe Livre Estudantil –
PLE, ao Subsídio de Viagem Portadores de Necessidades Especiais – PNE e ao Complemento
Tarifário – CT, serão instaurados processos administrativos quinzenais.
17.7. Caso novos modos de transporte passem a integrar o STPC, ou sejam alteradas as
previsões normativas aplicáveis à repartição de receitas entre os modos metroviário e rodoviário
do Sistema, o Contrato deverá ser aditado para atualização da definição de alíquotas devidas à
Concessionária e às prestadoras dos respectivos serviços públicos a título de Tarifa de Passageiros
e Subsídio no âmbito de viagens compartilhadas, conforme as Subcláusulas 17.5.1 e 17.6.1.

18. SUBVENÇÃO E SUBSÍDIO


18.1. A Subvenção será paga mensalmente pelo Poder Concedente à Concessionária ao
longo de todo o Prazo da Concessão, em complementação aos valores arrecadados com a
cobrança de Tarifa de Passageiros e o repasse de Subsídio, para totalização da Tarifa Técnica de
Remuneração, como definido na Subcláusula 1.1.
18.1.1. Durante o Período de Transição, a Subvenção corresponderá ao valor total da Tarifa
Técnica, nos termos das Subcláusulas 3.7 e 20.1.1.
18.2. A Subvenção será calculada a partir da seguinte fórmula:

SV = TTR x DTi - (TP + S) x DMi +- Mdi


Onde:
SV = Subvenção;
TTR = Tarifa Técnica de Remuneração;
TP = Tarifa de Passageiros;
Mdi = valor do pagamento ou recebimento da CONCESSIONÁRIA à mitigação de
demanda;
S = Subsídio;
DTi = demanda transportada; e
DMi = demanda mensal de passageiros pagantes transportados na Rede
Metroviária.

18.3. Até o 5º (quinto) dia útil de cada mês, a Concessionária deverá enviar à Autoridade
Fiscalizadora, fatura do valor devido a título de Subvenção, calculado de acordo com a
Subcláusula 18.2 explicitando, de maneira clara e precisa, a demanda de passageiros do mês e os
valores auferidos a título de Tarifa de Passageiros e Subsídio, conforme passageiros exclusivos e
passageiros integrados.
18.4. Após o recebimento da fatura mencionada na subcláusula acima, o Poder Concedente
terá o prazo de 5 (cinco) dias úteis para aprovar ou rejeitar, no todo ou em parte, o valor indicado
pela Concessionária.
18.5. Em caso de aprovação, total ou parcial, do valor indicado pela Concessionária, o Poder
Concedente deverá proceder ao pagamento da fatura, total ou da parcela incontroversa,
conforme o caso, até o 12º (décimo segundo) dia útil do respectivo mês, na forma determinada
pelo Contrato de Administração de Contas.
18.6. Em caso de discordância do valor apresentado na fatura enviada, o Poder Concedente
deverá notificar a Concessionária de sua rejeição, total ou parcial, do valor apresentado, com
todos os respectivos fundamentos, possibilitando à Concessionária corrigir a fatura apresentada,
ou contestar a rejeição do Poder Concedente.
18.7. O Poder Concedente deverá pagar à Concessionária, em qualquer caso, o valor
incontroverso de cada fatura, nos termos da Subcláusula 18.5, podendo submeter às formas de
solução de controvérsias determinadas por este Contrato qualquer discussão acerca do valor
correto de uma fatura.
18.8. No caso de inadimplemento do Poder Concedente ao pagamento da Subvenção, será
aplicável o seguinte:
(i) O débito será acrescido no valor de 2% (dois por cento) e juros, segundo a taxa em
vigor para a mora de pagamento de impostos devidos à Fazenda do Distrito Federal; e
(ii) No caso de atraso superior a 15 (quinze) dias, será conferida à Concessionária a
faculdade de sacar os recursos devidos da Garantia do Poder Concedente, na forma do Contrato
e do Contrato de Administração de Recursos.
18.9. Em conformidade com o disposto no inciso II do § 2º do artigo 5º da Lei Federal nº
11.079/2004, o Poder Concedente poderá emitir empenhos de despesa e realizar o pagamento
da Subvenção diretamente aos Financiadores, no caso de recebimento de notificação desses
determinando a alteração da conta à qual deverá ser creditado o valor da Subvenção, à vista do
Contrato de Administração de Recursos.
18.10. O Subsídio será pago para a Concessionária sempre no dia seguinte ao do respectivo
carregamento de beneficiários e descontos tarifários e gratuidades, conforme faturas específicas
emitidas diariamente pela Concessionária.

19. RECEITAS EXTRAORDINÁRIAS


19.1. A exploração de Receitas Extraordinárias deverá ser previamente comunicada pela
Concessionária, por escrito, à Autoridade Fiscalizadora.
19.1.1. Sem prejuízo de outras que possam ser identificadas pela Concessionária, serão
consideradas Receitas Extraordinárias, para os fins deste Contrato, aquelas provenientes das
seguintes atividades:
(i) Exploração de publicidade na Rede Metroviária e demais Bens da Concessão; e
(ii) Exploração imobiliária do interior das estações da Rede Metroviária para a instalação
de estabelecimentos comerciais.
19.2. A Concessionária explorará diretamente as atividades e os projetos associados que
lhe permitirem obter Receitas Extraordinárias sem necessidade de investimentos adicionais
àqueles previstos neste Contrato, sendo os lucros líquidos auferidos compartilhados com o Poder
Concedente na proporção de 20% (vinte por cento), por meio de redução da Subvenção.
19.3. Nas hipóteses em que venha a identificar a possibilidade de explorar atividades e
projetos associados que possam gerar Receitas Extraordinárias, porém demandem investimentos
adicionais àqueles previstos neste Contrato, a Concessionária deverá constituir uma nova
empresa, na forma de sua subsidiária integral, para exploração de cada um dos referidos projetos
e atividades.
19.3.1. Os lucros líquidos resultados financeiros auferidos, individualmente, pelas sociedades
constituídas nos termos da Subcláusula 19.3 serão compartilhados com o Poder Concedente na
proporção de 10% (dez por cento), por meio de redução da Subvenção.
19.4. Sem qualquer prejuízo do disposto neste Contrato e observada a sistemática das
Subcláusulas 19.2 e 19.3, fica a Concessionária previamente autorizada a explorar, da forma que
melhor lhe convier, Receitas Extraordinárias advindas da exploração imobiliária das áreas das
estações da Rede Metroviária, para construção de empreendimentos imobiliários e exploração
dos espaços de sua infraestrutura móvel e imóvel para fins publicitários, desde que em condições
comercialmente aceitáveis conforme vigentes no mercado.
19.4.1. A exploração imobiliária das áreas das estações da Rede Metroviária para fins
comerciais dependerá da conformidade das referidas instalações com o Anexo 1, sendo que
qualquer alteração a ser realizada pela Concessionária para melhor adequação de tais áreas às
suas finalidades comerciais dependerá de prévia e expressa aprovação do Poder Concedente.
19.4.2. Quando da extinção da Concessão, o Poder Concedente se sub-rogará nos direitos da
Concessionária decorrentes de todos os contratos de exploração imobiliária das áreas das
estações da Rede Metroviária para fins comerciais.
19.5. Igualmente sem prejuízo do disposto neste Contrato e observada a sistemática das
Subcláusulas 19.2 e 19.3, fica a Concessionária previamente autorizada a explorar, da forma que
melhor lhe convier, Receitas Extraordinárias advindas de atividades e projetos associados
desenvolvidos no âmbito de imóveis de titularidade da Companhia Imobiliária de Brasília (a
“Terracap”) que se localizem em áreas contíguas às instalações da Rede Metroviária, mediante a
outorga do direito de uso de tais imóveis, a qual não será injustificadamente negada pelo Poder
Concedente ou pela Terracap quando a Concessionária fornecer a comprovação de (i) a
viabilidade do empreendimento e (ii) a concreta possibilidade de redução dos valores devidos
pelo Poder Concedente a título de Subvenção.

20. TARIFA TÉCNICA DE REMUNERAÇÃO


20.1. A Tarifa Técnica de Remuneração compreende a soma dos valores auferidos por meio
de Tarifa de Passageiros, Subsídio, Subvenção, multiplicados pelo número de passageiros
pagantes transportados, somados à parcela atribuível à Concessionária das Receitas
Extraordinárias, para remuneração mensal da Concessionária por passageiro transportado na
Rede Metroviária, como definido na Subcláusula 1.1.
20.1.1. Durante o Período de Transição, a Tarifa Técnica de Remuneração contemplará
somente o Subvenção, sendo os valores auferidos a título de Tarifa de Passageiros e Subsídio
devidos à METRÔ-DF, conforme a Subcláusula 3.7.
20.2. O valor da Tarifa Técnica de Remuneração corresponderá, na data-base do Edital, a
R$ 5,0907 (cinco reais e novecentos e sete milésimos), observados os reajustes e revisões
periódicos previstos na Subcláusula 20.3.
20.3. REAJUSTE E REVISÃO ORDINÁRIA DA REMUNERAÇÃO
20.3.1. O valor da Tarifa Técnica de Remuneração será reajustado a cada período de 12 (doze)
meses, a partir da data-base do Edital, por meio da seguinte fórmula:
𝐼𝑃𝐶𝐴𝑟 𝐸𝑛𝑒𝑟𝑔𝑖𝑎𝑟
𝑇𝑇𝑟 = 𝑇𝑇𝑡𝑜 ∗ [0,85 ∗ ( ) + 0,15 ∗ ( )]
𝐼𝑃𝐶𝐴𝑡0 𝐸𝑛𝑒𝑟𝑔𝑖𝑎𝑡0
Sendo:
𝑇𝑇𝑟 = Tarifa Técnica de Remuneração reajustada;
𝑇𝑇𝑡𝑜 = Tarifa Técnica de Remuneração na data base do Edital;
𝐼𝑃𝐶𝐴𝑟 = Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, referente ao mês anterior ao da
aplicação do reajuste;
𝐼𝑃𝐶𝐴𝑡0 = Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, referente ao mês anterior à data-base
do Edital; e
𝐸𝑛𝑒𝑟𝑔𝑖𝑎𝑟 = Tarifa “horo-sazonal azul - A4 - Serviço Público Tração Elétrica” da
CEB vigente no mês anterior ao da aplicação do reajuste;
𝐸𝑛𝑒𝑟𝑔𝑖𝑎𝑡0 = Tarifa “horo-sazonal azul - A4 - Serviço Público Tração Elétrica” da
CEB vigente no mês anterior à data-base de 01/09/2019.
20.3.2. Caso a Concessionária venha a efetuar sua migração para o mercado livre de energia
elétrica ou opte por mecanismos de autossuprimento, a fórmula paramétrica contida nesta
Cláusula deverá ser adaptada de maneira consensual, para refletir as premissas que vierem a ser
adequadas quanto ao custo de energia elétrica.
20.3.3. Nos termos do § 1º do artigo 5º da Lei 11.079/2004, o valor da Tarifa Técnica de
Remuneração devidamente reajustado de acordo com esta Subcláusula 20.3 não demanda
qualquer forma de homologação pelo Poder Concedente, podendo ser praticada de imediato pela
Concessionária e questionada pelo Poder Concedente apenas na hipótese de erro material na
realização do respectivo cálculo.
20.3.4. A revisão ordinária da Tarifa Técnica de Remuneração será realizada a cada 5 (cinco)
anos contados da Data de Assunção, com o objetivo de aferir a preservação do equilíbrio
econômico-financeiro do Contrato.
20.3.5. O valor da Tarifa Técnica de Remuneração está sujeito a modificações conforme a
variação da Demanda Referencial, na forma disposta nesta Cláusula 20.3.
20.3.6. Caso a demanda trimestral real contabilizada seja maior ou igual a 90% (noventa por
cento) e menor ou igual a 110% (cento e dez por cento) da Demanda Referencial para o
período, não haverá nenhum ajuste extraordinário à receita decorrente da Tarifa Técnica de
Remuneração.
20.3.7. Caso a demanda transportada trimestral realizada seja menor que 90% (noventa por
cento) e maior ou igual a 80% (oitenta por cento) da Demanda Referencial para o período,
haverá ajuste extraordinário para mais na receita decorrente da Tarifa Técnica de Remuneração
mediante aplicação da seguinte fórmula:
Md = [0,60 x ((0,90 x DR) - DT) x TT],
onde:
Md = Valor do pagamento ou recebimento da CONCESSIONÁRIA referente à
mitigação de demanda;
DR = Demanda Referencial no trimestre civil;
DT = Demanda Transportada no trimestre civil; e
TT = Tarifa Técnica de Remuneração.
20.3.8. Caso a demanda transportada trimestral realizada seja menor que 80% (oitenta por
cento) maior ou igual a 60% (sessenta por cento) da Demanda Referencial para o período, haverá
ajuste extraordinário para mais na receita decorrente da Tarifa Técnica de Remuneração
mediante aplicação da seguinte fórmula:
Md = {[ 0,06 x DT] + [0,90 x ((0,80 x DR) - DT)]} x TT
onde:
Md = Valor do pagamento ou recebimento da Concessionária referente à
mitigação de demanda;
DR = Demanda Referencial no trimestre civil;
DT = Demanda Transportada no trimestre civil; e
TT = Tarifa Técnica de Remuneração.
20.3.9. Caso a demanda transportada trimestral realizada seja maior que 110% (cento e dez
por cento) e menor ou igual a 120% (cento e vinte por cento) da Demanda Referencial para o
período, a receita decorrente da Tarifa Técnica de Remuneração será ajustada para menos
mediante aplicação da seguinte fórmula:
Md = [0,60 X (DT- (1,1 x DR)) x TT]
onde:
Md = Valor do pagamento ou recebimento da Concessionária referente à
mitigação de demanda;
DR = Demanda Referencial no trimestre civil;
DT = Demanda Transportada no trimestre civil; e
TT = Tarifa Técnica de Remuneração.
20.3.10. Caso a demanda transportada trimestral realizada seja maior que 120% (cento e vinte
por cento) e menor ou igual a 140% (cento e quarenta por cento) da Demanda Referencial para
o período, as receitas decorrentes da Tarifa Técnica de Remuneração serão ajustadas para
menos, mediante aplicação da seguinte fórmula:
Md = {[ 0,06 x DR] + [0,90 x (DT - (1,20 x DR))]} x TT
onde:
Md = Valor do pagamento ou recebimento da Concessionária referente à
mitigação de demanda;
DR = Demanda Referencial no trimestre civil;
DT = Demanda Transportada no trimestre civil; e
TT = Tarifa Técnica de Remuneração.
20.3.11. Caso demanda transportada trimestral realizada seja menor que 60% (sessenta por
cento) ou maior que 140% (centro e quarenta por cento) da Demanda Referencial para o
período, caberá a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro, com a observância de
todos os procedimentos necessários à demonstração inequívoca de seu cabimento, seja em
favor da Concessionária, seja em favor do Poder Concedente.
20.3.12. Para os fins do presente Contrato, a Demanda Referencial será apurada a partir do 1º
(primeiro) dia do 1º (primeiro) trimestre-calendário após a celebração deste instrumento, sendo,
então, aplicável o seguinte fator de sazonalidade para apuração da Demanda Referencial em cada
período de 12 (doze) meses subsequente:

Trimestre 1º Trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre

Fator de
22,92% 26,27% 25,44% 25,37%
Sazonalidade

21. CONTRAPRESTAÇÕES
21.1. CONTRAPRESTAÇÃO PÚBLICA MENSAL “A”
21.1.1. A Contraprestação Pública Mensal “A” corresponde ao aporte pecuniário a ser
realizado mensalmente pelo Poder Concedente em favor da Concessionária pelo prazo de 10
(dez) anos contados da Data de Assunção, para satisfação dos Investimentos em melhorias à Rede
Metroviária, nos termos do Anexo 1, do Plano de Negócios e do Anexo 9, conforme definido na
Subcláusula 1.1.
21.1.2. Tendo como referência a data de entrega da Proposta Econômica, o valor da
Contraprestação Pública Mensal “A” é de R$ [•] ([•] reais).
21.1.3. Em conformidade com o disposto no inciso II do § 2º do artigo 5º da Lei Federal nº
11.079/2004, o Poder Concedente poderá emitir empenhos de despesa e realizar o pagamento
da Contraprestação Pública Mensal “A” diretamente aos Financiadores, no caso de recebimento
de notificação desses determinando a alteração da conta à qual deverá ser creditado o valor da
Contraprestação Pública Mensal “A”, à vista do Contrato de Administração de Recursos.
21.2. CONTRAPRESTAÇÃO PÚBLICA MENSAL “B”
21.2.1. A Contraprestação Pública Mensal “B” corresponde ao aporte pecuniário a ser
realizado mensalmente pelo Poder Concedente em favor da Concessionária, pelo prazo de 10
(dez) anos contados do início do 13º (décimo terceiro) ano do Prazo da Concessão, para satisfação
de Investimentos a serem realizados na aquisição de trens, conforme o Plano de Negócios e o
Anexo 9.
21.2.2. Tendo como referência a data de entrega da Proposta Econômica, o valor da
Contraprestação Pública Mensal “B” é de R$ [•] ([•] reais).
21.2.3. Observado o Plano de Negócios, a Contraprestação Pública Mensal “B” somente será
devida no caso de evolução da demanda de passageiros da Rede Metroviária conforme projetada
na tabela a seguir:

PERÍODO DEMANDA REFERENCIAL

Entre a Data de Assunção e o início [•]


3º (terceiro) ano do Prazo da
Concessão

Entre o início do 3º (terceiro) e o [•]


início do 6º (sexto) ano do Prazo da
Concessão

Do início do 6º (sexto) até o início do [•]


13º (décimo terceiro) ano do Prazo
da Concessão
PERÍODO DEMANDA REFERENCIAL

Do início do 13º (décimo terceiro) [•]


até o início do 23º (vigésimo
terceiro) ano do Prazo da Concessão

21.2.4. Ocorrida a evolução da demanda de passageiros da Rede Metroviária retratada na


tabela acima, projeta-se que, nos termos do Plano de Negócios, será necessária a aquisição de 10
(dez) novos trens para afetação à Concessão e atendimento à população distrital.
21.2.5. Em conformidade com o disposto no inciso II do § 2º do artigo 5º da Lei Federal nº
11.079/2004, o Poder Concedente poderá emitir empenhos de despesa e realizar o pagamento
da Contraprestação Pública Mensal “B” diretamente aos Financiadores, no caso de recebimento
de notificação desses determinando a alteração da conta à qual deverá ser creditado o valor da
Contraprestação Pública Mensal “B”, à vista do Contrato de Administração de Recursos.
21.3. As Contraprestações serão reajustadas a cada período de 12 (doze) meses, a partir da
data-base do Edital, de acordo com a seguinte fórmula paramétrica:

𝐼𝑃𝐶𝐴𝑟 𝐼𝐺𝑃𝑀𝑟
𝑃𝑈𝑟 = 𝑃𝑈𝑡0 ∗ [0,5 ∗ ( ) + 0,5 ∗ ( )]
𝐼𝑃𝐶𝐴𝑡0 𝐼𝐺𝑃𝑀𝑡0

Onde:
𝑃𝑈𝑟 = Preço Unitário reajustado da respectiva Contraprestação;
𝑃𝑈𝑡0 = Preço Unitário vigente, relativo à respectiva Contraprestação, na data-
base do Edital;
𝐼𝑃𝐶𝐴𝑟 = Índice de Preços ao Consumidor Amplo do IBGE, referente ao mês
anterior ao da aplicação do reajuste;
𝐼𝑃𝐶𝐴𝑡0 = Índice de Preços ao Consumidor Amplo do IBGE, referente ao mês
anterior à data-base do Edital;
𝐼𝐺𝑃𝑀𝑟 = Índice Geral de Preços do Mercado, Código 200045, da Fundação
Getúlio Vargas, referente ao mês anterior ao da aplicação do reajuste;
𝐼𝐺𝑃𝑀𝑡0 = Índice Geral de Preços do Mercado, Código 200045, da Fundação Getúlio
Vargas, referente ao mês anterior à data-base do Edital.
22. GARANTIA DO PODER CONCEDENTE
22.1. A Garantia do Poder Concedente será prestada em favor da Concessionária como
forma de assegurar o integral e pontual pagamento de todos os valores devidos a título de
Remuneração, nos termos deste Contrato e do Contrato de Administração de Recursos,
oferecendo o Poder Concedente, por este ato, em conformidade com o disposto no Decreto
Distrital nº [•], de [•] de [•] de [•], a vinculação de recursos auferidos:
(i) A título de royalties e compensações financeiras, nos termos da Lei Federal nº 7.990,
de 28 de dezembro de 1989 e da Lei Federal nº 9.478, de 6 de agosto de 1997;
(ii) A título de dividendos da Companhia Energética de Brasília, em sua totalidade;
(iii) A título de dividendos da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal,
em sua totalidade;
(iv) A título de dividendos da Terracap, em sua totalidade; e
(v) A título de pagamento pelo serviço público de estacionamento rotativo pago de
veículos em logradouros públicos e áreas pertencentes ao Distrito Federal, delegado à iniciativa
privada por meio da Concorrência nº [•]/[•].
22.2. A vinculação de receitas mencionada na subcláusula acima será efetivada de acordo
com o Contrato de Administração de Recursos, na forma do Anexo 5.
22.3. A Garantia do Poder Concedente, nos termos desta Cláusula, permanecerá em vigor
durante todo o Prazo da Concessão e não poderá ser alterada, salvo se por meio de mútuo acordo
entre o Poder Concedente e a Concessionária, com aprovação dos Financiadores expressa e por
escrito.
22.4. As Partes desde já concordam que a Concessionária poderá ceder em favor dos
Financiadores todos os seus direitos decorrentes da Garantia do Poder Concedente, instituída
nos termos desta Cláusula, respeitadas as condições de eficácia e validade previstas na legislação
aplicável.
22.5. Durante toda a vigência deste Contrato, o Poder Concedente assegurará a
permanência em depósito, na forma do Contrato de Administração de Recursos, do montante
equivalente a 06 (seis) Contraprestações, o qual, caso utilizado, será recomposto na forma
determinada pelo mesmo instrumento.
23. PENALIDADES
23.1. O não cumprimento, pela CONCESSIONÁRIA, das cláusulas deste Contrato, bem como
dos Anexos, do Edital, dos Anexos ao Edital e das normas e regulamentos editados pelo Poder
Concedente e pela Autoridade Fiscalizadora, conforme aplicáveis, ensejará a aplicação das
penalidades previstas nesses instrumentos e nos demais dispositivos legais e regulamentares do
Poder Concedente e da Autoridade Fiscalizadora, conforme o caso.
23.2. Por atraso na conclusão e apresentação do Plano de Transição que seja imputável à
Concessionária, a Autoridade Fiscalizadora, lhe aplicará multa moratória, por dia de atraso, no
valor de R$ [•] ([•] reais), correspondente a 0,02% (dois centésimos por cento) do valor do
Contrato, sem prejuízo da possibilidade de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro em
favor do Poder Concedente na forma prevista neste Contrato.
23.3. Por atraso na conclusão e apresentação do Anexo 9 que seja imputável à
Concessionária, a Autoridade Fiscalizadora, lhe aplicará multa moratória, por dia de atraso, no
valor de R$ [•] ([•] reais), correspondente a 0,02% (dois centésimos por cento) do valor do
Contrato, sem prejuízo da possibilidade de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro em
favor do Poder Concedente na forma prevista neste Contrato.
23.4. Por atraso no início da Operação Comercial da Rede Metroviária que seja imputável
à Concessionária, a Autoridade Fiscalizadora, lhe aplicará multa moratória, por dia de atraso, no
valor de R$ [•] ([•] reais), correspondente a 0,03% (dois centésimos por cento) do valor do
Contrato, sem prejuízo da possibilidade de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro em
favor do Poder Concedente na forma deste Contrato.
23.5. Pela decretação de caducidade da Concessão, a Autoridade Fiscalizadora, aplicará à
Concessionária multa moratória no valor da Garantia de Execução do Contrato, reduzido à razão
de 1/30 (um trinta avos) por ano completo do Prazo da Concessão.
23.6. Pelas demais infrações que impliquem a inexecução parcial ou total deste Contrato e
dos Anexos, e/ou o desrespeito às disposições do Edital, dos Anexos ao Edital e das normas e
regulamentos editados pelo Poder Concedente e pela Autoridade Fiscalizadora, conforme
aplicáveis, o Poder Concedente poderá, garantida prévia defesa, aplicar à Concessionária as
seguintes sanções:
(i) Advertência;
(ii) Multa, de R$ 6.500,00 (seis mil e quinhentos reais) até R$ 1.300.000,00 (um milhão e
trezentos mil reais); e
(iii) Rescisão contratual, na forma prevista neste Contrato.
23.7. Na aplicação das sanções, será observada regulamentação do Poder Concedente e da
Autoridade Fiscalizadora quanto à graduação da gravidade das infrações, considerando-se:
(i) O objeto da infração;
(ii) O caráter técnico da infração e as normas técnicas aplicáveis à prestação dos Serviços;
(iii) Os danos e prejuízos provocados pela infração para a regular prestação dos Serviços
e para a população usuária;
(iv) Eventuais vantagens auferidas pela Concessionária em virtude da prática da infração;
(v) As circunstâncias fáticas e/ou técnicas agravantes ou atenuantes da gravidade da
infração;
(vi) O histórico de infrações da Concessionária, tendo em conta eventual reincidência;
(vii) A proporcionalidade entre a gravidade da infração e a intensidade da sanção.
23.8. A aplicação das multas aludidas nas subcláusulas anteriores não impede que o Poder
Concedente declare a caducidade do Contrato, ou aplique outras sanções previstas nesse,
observado o disposto na Subcláusula 23.5 e na Cláusula 36, bem como as demais disposições do
Contrato.
23.9. Caso a Concessionária não proceda ao pagamento de multas no prazo estabelecido
no Contrato, o Poder Concedente executará a Garantia de Execução do Contrato no valor devido.
23.10. O processo administrativo de aplicação de penalidades observará o disposto na
legislação vigente, incluindo as normas do Poder Concedente e da Autoridade Fiscalizadora,
conforme aplicáveis.

24. COMPARTILHAMENTO DE GANHOS ECONÔMICOS


24.1. A Concessionária deverá compartilhar com o Poder Concedente, em partes iguais, os
ganhos econômicos advindos da renegociação do seu passivo em virtude da redução do risco de
crédito de financiamento apurado na execução do Contrato, incluindo, sem limitação, no caso de
variação cambial com apreciação do Real frente ao Dólar Estadunidense superior a 5% (cinco por
cento) com relação à data de apresentação do Proposta Econômica, que, comprovadamente,
cause a diminuição dos custos da Concessionária com a aquisição de material rodante importado,
se for o caso.
24.2. Para fins de aplicação da subcláusula anterior, a Concessionária se obriga a informar
ao Poder Concedente quaisquer alterações havidas nos seus contratos de financiamento para que
seja analisada pelo Poder Concedente a ocorrência de eventuais ganhos econômicos.
24.3. Evidenciados os ganhos econômicos, esses poderão ser compartilhados por uma das
formas a seguir:
(i) Diminuição proporcional no valor da Subvenção;
(ii) Modificação das obrigações da Concessionária, de modo a acrescer,
proporcionalmente aos ganhos econômicos, o volume de Investimentos; e
(iii) Repasse direto ao Poder Concedente, na forma por ele estabelecida.
24.4. Eventual divergência na apuração dos ganhos econômicos, bem como nos meios de
seu compartilhamento poderá ser submetida à apreciação do juízo arbitral, conforme a Cláusula
40.

25. ALOCAÇÃO DE RISCOS


25.1. Com exceção dos casos expressa e nomeadamente previstos neste Contrato, a
Concessionária é integral e exclusivamente responsável por todos os riscos relacionados à
Concessão, inclusive, mas sem limitação, pelos seguintes riscos:
25.1.1. Obtenção de licenças, permissões e autorizações relativas à Concessão, à exceção das
hipóteses previstas nas Subcláusulas 3.2.1, 7.1 e 9.2;
25.1.2. Custos relacionados aos Serviços excedentes aos projetados, exceto nos casos em que
decorram de alterações em seus respectivos escopos por determinação do Poder Concedente;
25.1.3. Atraso no cumprimento dos cronogramas previstos neste Contrato, especialmente
aquele estabelecido para elaboração e execução do Plano de Transição e para elaboração e
execução do Anexo 9, observadas as exceções e os riscos atribuídos expressamente ao Poder
Concedente por meio do presente Contrato;
25.1.4. Tecnologia empregada na prestação dos Serviços e na manutenção e preservação dos
Bens da Concessão, observado o disposto na Subcláusula 4.2.1;
25.1.5. Perecimento, destruição, roubo, furto, perda ou quaisquer outros tipos de danos
causados aos Bens da Concessão, responsabilidade que não é reduzida ou excluída em virtude da
fiscalização da Autoridade Fiscalizadora;
25.1.6. Manifestações sociais e/ou públicas que afetem de qualquer forma a prestação dos
Serviços por:
(i) Até 5 (cinco) dias, sucessivos ou não, a cada período de 12 (doze) meses contados a
partir da Data de Assunção, caso as perdas e danos causados por tais eventos não sejam objeto
de cobertura de seguros oferecidos no Brasil na data de sua ocorrência; e
(ii) Até 30 (noventa) dias a cada período de 12 (doze) meses contados a partir da Data de
Assunção, se as perdas e danos causados por tais eventos se sujeitam à cobertura de seguros
oferecidos no Brasil na data de sua ocorrência;
25.1.7. Aumento do custo de capital;
25.1.8. Modificações na legislação de Imposto sobre a Renda;
25.1.9. Caso fortuito ou força maior que possam ser objeto de cobertura de seguros
oferecidos no Brasil à época de sua ocorrência;
25.1.10. Recuperação, prevenção, remediação e gerenciamento do passivo ambiental
relacionado à Concessão, exceto o passivo que não possa ser ou não pudesse ter sido descoberto
ou previsto por aprofundada auditoria ambiental, realizada de acordo com as melhores práticas
internacionais;
25.1.11. Riscos que possam ser objeto de cobertura de seguros oferecidos no Brasil na data de
sua ocorrência, mas que deixem de sê-lo como resultado direto ou indireto de ação ou omissão
da Concessionária;
25.1.12. Possibilidade de a inflação de um determinado período ser superior ou inferior ao
índice utilizado para reajuste da Remuneração ou de outros valores previstos no Contrato para o
mesmo período;
25.1.13. Responsabilidade civil, administrativa e criminal por danos ambientais decorrentes da
operação da Rede Metroviária;
25.1.14. Prejuízos causados a terceiros, pela Concessionária ou seus administradores,
empregados, prepostos ou prestadores de serviços ou qualquer outra pessoa física ou jurídica a
ela vinculada, no exercício das atividades abrangidas pela Concessão; e
25.1.15. Vícios ocultos presentes nos Bens da Concessão por ela construídos ou adquiridos
após a Data de Assunção, arrendados ou locados para operação e manutenção da Rede
Metroviária ao longo do Prazo da Concessão.
25.2. A Concessionária não é responsável pelos seguintes riscos relacionados à Concessão,
atribuídos ao Poder Concedente:
25.2.1. Redução do número de passageiros transportados na Rede Metroviária em
decorrência da comprovada criação de concorrência entre a Rede e quaisquer outros modos de
transporte integrantes do STPC, ou de alterações aos demais modos de transporte do Sistema
que, por qualquer outra forma, reduzam a demanda pelos Serviços;
25.2.2. Variação cambial com depreciação do Real frente ao Dólar Estadunidense superior a
[•]% ([•] por cento) com relação à data de apresentação do Proposta Econômica, desde que a
Concessionária tenha comprovado (i) ter contratado operações de crédito em dólar
estadunidense com instituições multilaterais ou estrangeiras e (ii) a vantajosidade dessas
operações de crédito para a compra de equipamentos, material rodante e insumos, em
comparação com operações análogas existentes no mercado brasileiro;
25.2.3. Revisão da Tarifa de Passageiros pelo Poder Concedente, na forma do Anexo 10;
25.2.4. Determinação de ampliação da Rede Metroviária pelo Poder Concedente, bem como
realização de Investimentos excedentes àqueles previstos no Plano de Negócios e no Anexo 9;
25.2.5. Manifestações sociais e/ou públicas que afetem de qualquer forma a prestação dos
Serviços, no caso de tais eventos excederem os períodos estabelecidos na Subcláusula 25.1.5,
hipótese na qual a responsabilidade do Poder Concedente se resume ao período excedente aos
prazos referidos na aludida subcláusula;
25.2.6. Decisão arbitral, judicial ou administrativa que impeça ou impossibilite a
Concessionária de cobrar a Tarifa de acordo com o estabelecido no Contrato, exceto nos casos
em que a Concessionária houver dado causa a tal decisão;
25.2.7. Descumprimento, pelo Poder Concedente, de suas obrigações contratuais ou
regulamentares, incluindo, mas não se limitando, ao descumprimento de prazos aplicáveis ao
Poder Concedente previstos neste Contrato e/ou na legislação vigente;
25.2.8. Caso fortuito ou força maior que não possam ser objeto de cobertura de seguros
oferecidos no Brasil à época de sua ocorrência;
25.2.9. Alterações na legislação e regulamentação, inclusive acerca de criação, alteração ou
extinção de tributos ou encargos, especialmente da Contribuição Previdenciária sobre a Receita
Bruta (CPRB), instituída pela Medida Provisória 540/2011, posteriormente convertida na Lei
12.546/2011, que alterem a composição econômico-financeira da Concessionária, excetuada a
legislação dos impostos sobre a renda;
25.2.10. Toda e qualquer obrigação de índole trabalhista relacionada a fato ocorrido antes da
Data de Assunção;
25.2.11. Vícios ocultos dos Bens da Concessão transferidos à Concessionária na Data de
Assunção;
25.2.12. Irregularidades no Projeto de Operação que impliquem a concretização de
imperfeições na infraestrutura da Rede Metroviária após a execução das intervenções para
melhoria da Rede;
25.2.13. Determinação judicial que impute à Concessionária o dever de seguimento de regime
trabalhista, sindical e/ou previdenciário específico com relação aos funcionários incorporados dos
quadros da Metrô-DF em atendimento ao Plano de Transição, nos termos da Subcláusula 28.5.1
e do Anexo 3;
25.2.14. Necessidade de execução de intervenções de engenharia e obras em bens públicos
que se demonstrem necessárias para preservação estrutural ou por questões de segurança e que
não estejam incluídos na área da Concessão, e consequentemente, não sejam objetos dos
Investimentos;
25.2.15. Adesão da Concessionária ao Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento
da Infraestrutura (REIDI), nos termos da Lei Federal nº 11.488/2007, desde que não seja
comprovado que a Concessionária tenha deixado de envidar todos os seus esforços para obter tal
adesão; e
25.2.16. Decisão, pelo Poder Concedente, de preservação da cobrança e não-desoneração da
Concessionária ao pagamento do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias
e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação
(ICMS), a despeito das previsões do Convênio ICMS nº 94, de 28 de setembro de 2012, desde que
não seja comprovado que a Concessionária tenha deixado de envidar todos os seus esforços para
atender às condições de fruição do referido benefício.
25.3. É compartilhado entre o Poder Concedente e a Concessionária o risco de variação da
demanda de passageiros, nos termos do Anexo 5.
25.4. A Concessionária declara:
(i) Ter pleno conhecimento da natureza e extensão dos riscos por ela assumidos no
Contrato; e
(ii) Ter levado tais riscos em consideração na formulação de seu Proposta Econômica.
25.5. A Concessionária não fará jus à recomposição do equilíbrio econômico-financeiro
caso quaisquer dos riscos por ela assumidos no Contrato venham a se materializar.

26. IMPACTO CAMBIAL


26.1. O impacto cambial referido na Subcláusula 25.2.2 deverá ser demonstrado mediante
parecer de empresa de auditoria ou banco de investimento de notória idoneidade, contratada
pela Parte interessada na recomposição do equilíbrio econômico-financeiro.
26.2. A solicitação de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro em função do
impacto cambial poderá ser feita até 90 (noventa) dias contados da data de reajuste da
Remuneração, levando-se em conta apenas os eventos ocorridos nos 12 (doze) meses
imediatamente anteriores à data de reajuste da Remuneração.
26.3. Considera-se ocorrido o impacto cambial quando houver diferença entre:
(i) O valor em Reais dos compromissos da Concessionária em moeda estrangeira,
honrados no período de 12 (doze) meses para cumprimento do serviço da dívida em moeda
estrangeira, considerados nas datas dos respectivos vencimentos; e
(ii) O valor em Reais destes compromissos em moeda estrangeira, utilizando-se a cotação
de referência definida para aquele período.
26.4. O valor máximo de reequilíbrio econômico-financeiro em decorrência do impacto
cambial, em favor de qualquer das Partes, será igual a até 30% (trinta por cento) do valor de face
convertido em Reais da soma dos financiamentos obtidos pela Concessionária. Caso o valor pago
por qualquer das Partes supere este valor, a obrigação de recomposição do equilíbrio econômico-
financeiro decorrente do impacto cambial não será mais aplicada até o final do Contrato.
27. RECOMPOSIÇÃO DO EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO DO CONTRATO
27.1. CABIMENTO DO PLEITO DE RECOMPOSIÇÃO
27.1.1. Sempre que atendidas as condições do Contrato e mantida a alocação de riscos nele
estabelecida, considera-se mantido seu equilíbrio econômico-financeiro.
27.1.2. A Concessionária somente poderá solicitar a recomposição do equilíbrio econômico-
financeiro nas hipóteses previstas na Subcláusula 25.2, desde que o evento ocorrido efetivamente
altere as condições originalmente pactuadas.
27.1.2.1. Na hipótese prevista na Subcláusula 25.2.4, a recomposição do equilíbrio
econômico-financeiro do Contrato será feita com base no fluxo de caixa marginal da
Concessão.
27.1.3. O Poder Concedente poderá efetuar a recomposição do equilíbrio econômico-
financeiro quando cabível, nos termos da lei e observada a alocação de riscos constante deste
Contrato.
27.2. PROCEDIMENTOS PARA APRESENTAÇÃO DO PLEITO DE RECOMPOSIÇÃO
27.2.1. Quando o pedido de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro for iniciado
pela Concessionária, deverão ser obedecidos os seguintes procedimentos:
(i) Apresentação do pedido de recomposição juntamente a relatório técnico ou laudo
pericial, demonstrando o impacto da ocorrência nas projeções do Plano de Negócios e/ou do
Anexo 9, conforme o caso;
(ii) Apresentação do pedido de recomposição juntamente a todos os documentos
necessários à demonstração do cabimento do pleito, podendo o Poder Concedente, ainda,
solicitar laudos econômicos específicos, elaborados por entidades independentes; e
(iii) Satisfação, por conta e risco da Concessionária, de todos os custos com diligências e
estudos necessários à plena instrução do pedido de recomposição.
27.2.2. O procedimento de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro iniciado pelo
Poder Concedente deverá ser objeto de comunicação à Concessionária, a qual será enviada
juntamente à cópia dos laudos e estudos pertinentes.
27.2.2.1. Caso a Concessionária não se manifeste sobre a comunicação enviada pelo
Poder Concedente no prazo previsto em tal documento, que não poderá ser inferior a 30
(trinta) dias, a omissão será considerada como concordância em relação ao mérito da
comunicação, para recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do Contrato.
27.2.3. O procedimento de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do Contrato
deverá ser concluído em prazo não superior a 60 (sessenta) dias, ressalvada a hipótese,
devidamente justificada, em que seja necessária a prorrogação para complementação da
instrução.
27.2.4. A recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do Contrato não poderá importar
efeito retroativo superior a 180 (cento e oitenta) dias da data da apresentação do pleito ou da
comunicação, exceto no caso do impacto cambial na forma da Cláusula 26.
27.2.5. Observado o Anexo 9, na medida em que pertinente, o Contrato será considerado
reequilibrado quando os impactos sobre o fluxo de caixa do Plano de Negócios, resultantes dos
eventos que deram origem ao pedido de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro
contratual, forem compensados por meio da sobreposição de medidas ao fluxo de caixa
elaborado, para demonstração dos referidos impactos sobre o fluxo original, de forma que o Valor
Presente Líquido (VPL) desse último se iguale a 0 (zero), conforme a seguinte fórmula:
t
Ct
𝑉𝑃𝐿 = ∑ ( )
(1 + i + s)t
𝑡=1

Onde:
(i) VPL = valor presente líquido referido nesta Subcláusula;
(ii) Ct = para cada período t, a soma:
(ii.1) Dos impactos sobre o fluxo de caixa do Plano de Negócios, resultantes
dos eventos que deram origem ao pedido de reequilíbrio; e
(ii.2) Das medidas sobrepostas ao fluxo de caixa para compensar tais
impactos;
(iii) t: horizonte de cálculo do reequilíbrio, já definido como o prazo
restante até o advento do termo do Contrato;
(iv) i = taxa da NTNB cujo vencimento final mais se aproxime, na data
da instituição do reequilíbrio, da data do advento do termo do Contrato;
(v) s = taxa já definida [[•]%].
27.2.6. Sempre que efetuada a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do
Contrato, o Plano de Negócios e, conforme o caso, também o Anexo 9, serão alterados para
refletir a situação resultante da recomposição.
27.3. PARÂMETROS PARA RECOMPOSIÇÃO
27.3.1. Os processos de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro não poderão
alterar a alocação de riscos originalmente prevista no Contrato, sendo o Plano de Negócios e o
Anexo 9 dois dos principais parâmetros para aferição da preservação ou do rompimento da
equação econômico-financeira contratada.
27.3.2. As Taxas Internas de Retorno (TIR) do projeto e do acionista, constantes da Proposta
Econômica, constituem, em termos reais, outros dois dos principais parâmetros para discussão
do equilíbrio econômico-financeiro do Contrato.
27.4. FORMAS DE RECOMPOSIÇÃO
27.4.1. Ao final do procedimento indicado na Subcláusula 27.2, caso a recomposição tenha
sido julgada cabível, o Poder Concedente deverá adotar, a seu exclusivo critério, uma ou mais
formas de recomposição que julgar adequadas, incluindo, mas não se limitando a:
(i) Aumento ou redução do valor da Subvenção, inclusive para fins de compensação dos
custos e despesas adicionais ou da perda de receita efetivamente ocorrida em função do fato de
desequilíbrio;
(ii) Modificação do Prazo do Contrato;
(iii) Ressarcimento à Concessionária, pelo Poder Concedente, dos investimentos, custos
ou despesas adicionais que tenham sido efetivamente incorridos ou do valor equivalente à perda
de receita efetivamente ocorrida; ou
(iv) Modificação de obrigações contratuais da Concessionária, de forma proporcional e
diretamente relacionadas ao evento provocador da recomposição.

28. CONTRATAÇÃO COM TERCEIROS E EMPREGADOS


28.1. Sem prejuízo de suas responsabilidades, a Concessionária deverá prestar os Serviços,
conforme estabelecido neste Contrato, por si ou por meio de terceiros, por sua conta e risco.
28.2. Os terceiros contratados pela Concessionária deverão ser dotados de higidez
financeira e de competência e habilidade técnica, sendo a Concessionária direta e indiretamente
responsável perante o Poder Concedente por quaisquer problemas ou prejuízos decorrentes da
falta de higidez financeira, bem como da falta de competência e habilidade técnica.
28.3. Os contratos firmados entre a Concessionária e terceiros reger-se-ão pelas normas de
Direito Privado, não se estabelecendo relação de qualquer natureza entre tais terceiros e o Poder
Concedente.
28.4. Os contratos celebrados entre a Concessionária e terceiros deverão, ainda, prever
cláusula de cessão de posição contratual ao Poder Concedente, visando ao atendimento do
disposto na Subcláusula 31.3.
28.5. A Concessionária é responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e
comerciais resultantes da execução do Contrato, observado o Período de Transição e o Plano de
Transição.
28.5.1. A Concessionária poderá estabelecer livremente o regime trabalhista e previdenciário
atribuído aos profissionais absorvidos dos quadros da Metrô-DF conforme a Subcláusula
3.11.3(ii), observados os termos da lei, sendo que, no caso de determinação judicial do
seguimento de regime específico, será reavaliado o equilíbrio econômico-financeiro do Contrato,
para averiguação dos consequentes impactos no valor da Remuneração.

29. TRANSFERÊNCIA DO CONTROLE


29.1. A Concessionária deve comunicar à Autoridade Fiscalizadora, imediatamente, as
alterações na sua composição societária descrita no Anexo 7, existente à época de assinatura do
Contrato, inclusive com relação aos documentos constitutivos e posteriores alterações,
respeitadas as obrigações definidas no Contrato referentes à transferência do Controle.
29.2. Qualquer transferência no Controle deverá ser previamente autorizada pelo Poder
Concedente, nos termos da lei, e, ressalvada a hipótese de assunção do controle pelos
Financiadores, descrita na Subcláusula 31.1, não poderá ocorrer em período inferior a 2 (dois)
anos após a data da assinatura do Contrato, exceto no caso de transferências dentro de um
mesmo grupo econômico, caso em que poderá ser autorizada anteriormente ao período em
referência do Poder Concedente.
29.3. A aprovação do Poder Concedente à transferência do Controle será condicionada à (i)
capacidade técnica, jurídica, financeira e fiscal da nova Controladora com relação às obrigações
da Concessionária no momento da transferência, (ii) aceitação, por parte das novas
Controladoras, de todos os termos e condições deste Contrato e (iii) aceitação da operação de
transferência de Controle pelos Financiadores.
30. FINANCIAMENTO
30.1. A Concessionária é a única e exclusiva responsável pela seleção dos Financiadores e
pela obtenção dos financiamentos necessários à exploração da Concessão, de modo a cumprir,
cabal e tempestivamente, todas as obrigações assumidas no Contrato.
30.2. A Concessionária deverá apresentar à Autoridade Fiscalizadora cópia autenticada dos
contratos de financiamento e de garantia que venha a celebrar, bem como de documentos
representativos dos títulos e valores mobiliários que venha a emitir, além de quaisquer alterações
a esses instrumentos, no prazo de 5 (cinco) dias úteis da data de sua assinatura e/ou emissão,
conforme o caso.
30.3. A Concessionária não poderá invocar qualquer disposição, cláusula ou condição dos
contratos de financiamento, ou qualquer atraso no desembolso dos recursos pelos Financiadores,
para eximir-se, total ou parcialmente, das obrigações assumidas no Contrato.
30.4. A Concessionária poderá dar em garantia dos financiamentos contratados nos termos
desta Cláusula, os direitos emergentes da Concessão, tais como as receitas oriundas da exploração
da Concessão, desde que não comprometa a operacionalização e a continuidade da prestação dos
Serviços.
30.4.1. Os direitos à percepção (i) da Subvenção; (ii) das receitas oriundas da cobrança da
Tarifa de Passageiros; (iii) do Subsídio; (iv) das Receitas Extraordinárias; (v) da Contraprestação
Pública Mensal “A”; (vi) da Contraprestação Pública Mensal “B”; e (v) das indenizações devidas
à Concessionária em virtude do Contrato, poderão ser empenhados, cedidos ou de qualquer
outra forma transferidos diretamente aos Financiadores, sujeitos aos limites e aos requisitos
legais.
30.4.2. Na forma do previsto no § 2º do artigo 5º da Lei nº 11.079/2004, o Poder Concedente
poderá, caso assim solicitado pelos Financiadores, realizar o pagamento da Subvenção, das
Contraprestações e/ou de qualquer indenização eventualmente devida à Concessionária nos
termos deste Contrato, diretamente aos Financiadores.
30.5. É vedado à Concessionária:
(i) Conceder empréstimos, financiamentos e/ou quaisquer outras formas de
transferência de recursos para quaisquer Partes Relacionadas, exceto transferências de recursos
a título de distribuição de dividendos, pagamentos de juros sobre capital próprio e/ou
pagamentos pela contratação de obras e serviços celebrados em condições equitativas de
mercado, observado sempre o disposto na Subcláusula 19.4; e
(ii) Prestar fiança, aval ou qualquer outra forma de garantia em favor de suas Partes
Relacionadas e/ou terceiros.

31. ASSUNÇÃO DO CONTROLE DA CONCESSIONÁRIA PELOS FINANCIADORES


31.1. Os contratos de financiamento firmados pela Concessionária poderão outorgar aos
Financiadores, de acordo com as regras de Direito Privado aplicáveis e conforme o instrumento
considerado mais apropriado, o direito de assumir o Controle no caso de inadimplemento, pela
Concessionária, aos referidos contratos de financiamento ou a este Contrato, na hipótese de o
inadimplemento inviabilizar ou colocar em risco a Concessão.
31.2. Enviada ao Poder Concedente a solicitação de autorização para que os Financiadores
assumam o Controle, será instaurado regular processo administrativo, ouvindo-se a Autoridade
Fiscalizadora previamente à tomada de decisão pelo Poder Concedente.
31.3. A assunção do Controle pelos Financiadores será autorizada com o objetivo de
promover a reestruturação financeira da Concessionária e assegurar a continuidade da
exploração da Concessão, cabendo aos Financiadores comprovar que atendem aos requisitos de
regularidade jurídica e fiscal previstos no Edital.
31.3.1. Os Financiadores ficarão dispensados de demonstrar idoneidade financeira desde que
estejam devidamente autorizados a atuar como instituição financeira no Brasil.
31.4. A assunção do Controle, nos termos desta Cláusula, não alterará as obrigações da
Concessionária e das Controladoras perante o Poder Concedente, mas não implicará a
transferência aos Financiadores das obrigações diretamente assumidas pelas antigas
Controladoras.

32. INTERVENÇÃO DO PODER CONCEDENTE


32.1. O Poder Concedente, por indicação da Autoridade Fiscalizadora, poderá intervir na
Concessionária com o fim de assegurar a adequação na prestação dos Serviços, bem como o fiel
cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes.
32.2. A intervenção far-se-á por decreto do Poder Concedente, devidamente publicado no
DODF, que conterá a designação do interventor, o prazo da intervenção e os limites da medida.
32.3. Decretada a intervenção, o Poder Concedente instaurará, no prazo de 30 (trinta) dias,
processo administrativo que deverá ser concluído no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias,
para comprovar as causas determinantes da intervenção e apurar as respectivas
responsabilidades, assegurado à Concessionária amplo direito de defesa.
32.4. Cessada a intervenção, se não for extinta a Concessão, a prestação dos Serviços
voltará à responsabilidade da Concessionária.
32.5. A Concessionária se obriga a disponibilizar ao Poder Concedente e à Autoridade
Fiscalizadora a Rede Metroviária, os demais Bens da Concessão, bem como todos os demais
recursos materiais e humanos necessários à prestação contínua e ininterrupta dos Serviços,
imediatamente após a decretação da intervenção.
32.6. As receitas obtidas durante o período de intervenção serão utilizadas para cobertura
dos custos, despesas e investimentos necessários para restabelecer o normal funcionamento da
Rede Metroviária.
32.7. Se eventualmente as receitas referidas na subcláusula 32.6 não forem suficientes para
cobrir o valor dos investimentos mencionados e/ou dos custos e das despesas incorridos pelo
Poder Concedente para execução da Concessão, este poderá se valer da Garantia de Execução
do Contrato para:
(i) Cobri-las, integral ou parcialmente; e/ou
(ii) Descontar, da eventual Remuneração futura a ser recebida pela Concessionária, o
valor dos investimentos, dos custos e das despesas em que incorreu.
33. CASOS DE EXTINÇÃO
33.1. A Concessão extinguir-se-á por:
(i) Advento do termo contratual;
(ii) Encampação;
(iii) Caducidade;
(iv) Rescisão;
(v) Anulação; ou
(vi) Falência ou extinção da CONCESSIONÁRIA.
33.2. Extinta a Concessão, serão revertidos ao Poder Concedente todos os Bens
Reversíveis, livres e desembaraçados de quaisquer ônus ou encargos, e cessarão, para a
Concessionária, todos os direitos emergentes do Contrato.
33.3. No caso de bens arrendados ou locados pela Concessionária, necessários à execução
da Concessão, o Poder Concedente poderá, a seu exclusivo critério, suceder a Concessionária nos
respectivos contratos de arrendamento ou locação de tais bens.
33.4. Na extinção da Concessão, haverá imediata assunção da prestação dos Serviços pelo
Poder Concedente, que ficará autorizado a ocupar as instalações da Rede e a utilizar todos os
Bens Reversíveis.
33.5. De acordo com os prazos e condições estabelecidos pela Autoridade Fiscalizadora,
terceiros serão autorizados a realizar pesquisas de campo quando se aproximar o término do
Prazo da Concessão, para fins de realização de estudos para promoção de novos processos
licitatórios para outorga da prestação dos Serviços.

34. ADVENTO DO TERMO CONTRATUAL


34.1. Encerrado o Prazo da Concessão, a Concessionária será responsável pela finalização
de quaisquer contratos inerentes à Concessão que tenha celebrado com terceiros, assumindo
todos os encargos, responsabilidades e ônus resultantes de tais instrumentos, excetuadas as
contratações essenciais à continuidade da prestação dos Serviços, ou que, conforme
manifestação do Poder Concedente, se enquadrem na definição da Subcláusula 33.3, casos em
que serão assumidos pelo Poder Concedente.
34.2. A Concessionária deverá adotar todas as medidas apropriadas e cooperar plenamente
com o Poder Concedente para que os Serviços continuem a ser prestados de acordo com os
Parâmetros de Desempenho, sem que haja interrupção de sua prestação, além de tomar as
providências cabíveis à prevenção e mitigação de qualquer inconveniência ou risco à saúde ou
segurança dos usuários e dos funcionários do Poder Concedente.
34.3. Ao fim do Prazo da Concessão, a Concessionária não fará jus a qualquer indenização
em razão de investimentos vinculados aos Bens da Concessão, excetuado o disposto na
Subcláusula 5.2.2.

35. ENCAMPAÇÃO
35.1. O Poder Concedente poderá, a qualquer tempo, encampar a Concessão, por motivos
de interesse público, mediante lei autorizativa específica e prévio pagamento de indenização, a
ser calculada nos termos da subcláusula 35.2.
35.2. A indenização devida à Concessionária em caso de encampação cobrirá:
(i) As parcelas dos Investimentos realizados ainda não amortizados ou não depreciados,
deduzidos os ônus financeiros remanescentes, bem como de outros investimentos que venha a
realizar para execução da Concessão que não estejam descritos no Plano de Negócios ou no
Anexo 9;
(ii) A desoneração da Concessionária em relação às obrigações decorrentes de contratos
de financiamentos por ela firmados com vistas ao cumprimento do Contrato, mediante, conforme
o caso:
(ii.1) Prévia assunção, perante os Financiadores, das obrigações contratuais da
Concessionária, em especial quando a receita tarifária figurar como garantia do
financiamento; ou
(ii.2) Prévia indenização à Concessionária no valor da totalidade dos débitos
remanescentes que tenha contraído em favor dos Financiadores, assim como o valor de
seus lucros cessantes, determinados a partir dos valores que seriam auferidos pela
Concessionária até o término da Concessão de acordo com o Plano de Negócios e o Anexo
9; e
(iii) Todos os encargos e ônus decorrentes de multas, rescisões e indenizações que se
fizerem devidas a fornecedores, contratados e terceiros em geral, inclusive honorários
advocatícios, em decorrência do consequente rompimento dos respectivos vínculos contratuais.

36. CADUCIDADE
36.1. O Poder Concedente, por recomendação da Autoridade Fiscalizadora, poderá
declarar a caducidade da Concessão na hipótese de inexecução total ou parcial do Contrato pela
Concessionária, observado o disposto nas normas regulamentares e legais pertinentes, e
especialmente quando a Concessionária:
(i) Prestar os Serviços, por mais de 12 (doze) meses consecutivos, de forma inadequada
ou deficiente, tendo por base os Parâmetros de Desempenho;
(ii) Descumprir cláusulas contratuais ou disposições legais e regulamentares
concernentes à Concessão;
(iii) Paralisar o serviço ou concorrer para tanto, ressalvadas as hipóteses decorrentes de
caso fortuito ou força maior;
(iv) Perder as condições econômicas, técnicas ou operacionais para manter a adequada
prestação do serviço concedido;
(v) Não cumprir as penalidades impostas por infrações, nos devidos prazos;
(vi) Não atender a intimação do Poder Concedente no sentido de regularizar a prestação
do serviço; ou
(vii) For condenada em sentença transitada em julgado por sonegação de tributos,
inclusive contribuições sociais.
36.2. O Poder Concedente não poderá declarar a caducidade da Concessão com relação ao
inadimplemento da Concessionária resultante dos eventos causados pela ocorrência de caso
fortuito ou força maior.
36.3. A declaração de caducidade da Concessão deverá ser precedida da verificação de
inadimplemento contratual da Concessionária em processo administrativo, assegurado o direito
de ampla defesa à Concessionária.
36.4. Não será instaurado processo administrativo de caducidade sem prévia notificação à
Concessionária, sendo-lhe dada, em cada caso, prazo para corrigir as falhas e transgressões
apontadas e para o enquadramento nos termos contratuais.
36.5. Instaurado o processo administrativo e comprovado o inadimplemento, com
recomendação da Autoridade Fiscalizadora, a caducidade será declarada pelo Poder Concedente,
independentemente de indenização prévia, calculada no decurso do processo e de acordo com a
Subcláusula 36.7.
36.6. Declarada a caducidade e paga a respectiva indenização, não resultará para o Poder
Concedente qualquer espécie de responsabilidade em relação aos encargos, ônus, obrigações ou
compromissos com terceiros ou com empregados da Concessionária.
36.7. A indenização devida à Concessionária em caso de caducidade restringir-se-á ao valor
dos investimentos vinculados aos Bens Reversíveis ainda não amortizados ou não depreciados.
36.8. Do montante previsto na subcláusula anterior serão descontados:
(i) Os prejuízos causados pela Concessionária ao Poder Concedente;
(ii) As multas contratuais aplicadas à Concessionária que não tenham sido pagas até a
data de pagamento da indenização a que se refere a Subcláusula 36.7; e
(iii) Quaisquer valores recebidos pela Concessionária a título de cobertura de seguros
relacionados aos eventos ou circunstâncias que ensejaram a declaração de caducidade.
36.9. A declaração de caducidade acarretará, ainda:
(i) A execução da Garantia de Execução do Contrato de Concessão, para ressarcimento
de eventuais prejuízos causados ao Poder Concedente; e
(ii) A retenção de eventuais créditos decorrentes do Contrato, até o limite dos prejuízos
causados ao Poder Concedente.

37. RESCISÃO
37.1. A Concessionária deverá notificar o PODER CONCEDENTE de sua intenção de rescindir o
Contrato no caso de descumprimento das normas contratuais pelo Poder Concedente, mediante
ação judicial especialmente intentada para esse fim, nos termos previstos na legislação e nas
normas regulamentares pertinentes do Poder Concedente.
37.2. A Concessionária somente poderá interromper ou paralisar a prestação dos Serviços
após 20 (vinte) dias do trânsito em julgado da sentença judicial que decretar a rescisão do
Contrato.
37.3. A indenização devida à Concessionária no caso de rescisão do Contrato será calculada
na forma prevista para a hipótese de encampação, conforme a Cláusula 35.
37.4. Para fins do cálculo indicado na subcláusula 37.3, considerar-se-ão os valores
recebidos pela Concessionária a título de cobertura de seguros relacionados aos eventos ou
circunstâncias que ensejaram a rescisão.

38. ANULAÇÃO
38.1. O Poder Concedente deverá declarar a nulidade do Contrato, impedindo os efeitos
jurídicos que ordinariamente deveria produzir, além de desconstituir os já produzidos, se verificar
ilegalidade em sua formalização ou na Concorrência, desde que tal ilegalidade não seja passível
de convalidação ou correção.
38.2. Na hipótese descrita na subcláusula acima, se a ilegalidade for imputável apenas ao
próprio Poder Concedente, a Concessionária será indenizada pelo que houver executado até a
data em que a nulidade for declarada, bem como por outros prejuízos regularmente
comprovados, descontados, todavia, quaisquer valores recebidos pela Concessionária a título de
cobertura de seguros relacionados aos eventos ou circunstâncias que ensejaram a declaração da
nulidade.

39. SEGUROS
39.1. Durante o Prazo da Concessão, a Concessionária deverá contratar e manter em vigor
as apólices de seguro indicadas nesta Cláusula.
39.2. As apólices devem ser contratadas com seguradoras de primeira linha, assim
entendidas aquelas de força financeira em escala nacional com operações devidamente
aprovadas pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP.
39.3. Nenhum Serviço poderá ter início ou prosseguir sem que a Concessionária apresente
ao Poder Concedente a comprovação de que as apólices dos seguros exigidos no Contrato se
encontram em vigor e observam as condições estabelecidas neste Contrato.
39.4. Em até 5 (cinco) dias antes do início de qualquer Serviço prestado para
implementação de melhorias à Rede Metroviária, a Concessionária deverá encaminhar à
Autoridade Fiscalizadora o certificado das apólices de seguro Responsabilidade Civil Obras e
seguro Risco de Engenharia para Instalação e Montagem.
39.5. Em até 30 (trinta) dias após a data de emissão do certificado da respectiva apólice, a
Concessionária deverá apresentar à Autoridade Fiscalizadora a cópia autenticada das apólices de
seguros referentes à Subcláusula 39.4.
39.6. O Poder Concedente deverá figurar como um dos cossegurados em todas as apólices
de seguros referidas no Contrato, com cláusula de expressa renúncia ao eventual exercício de sub-
rogação nos direitos que as seguradoras tenham ou venham a ter contra este.
39.7. Além dos seguros exigíveis pela legislação aplicável, a Concessionária deverá
comprovar a contratação com seguradoras que operem no Brasil, as coberturas de seguros
estabelecidas nos itens seguintes, e mantê-las em vigor durante todo o Prazo da Concessão:
39.7.1. Seguro de Riscos Operacionais, incluindo, no mínimo, as seguintes coberturas: Danos
Materiais, Danos Elétricos, Roubo de Valores, Equipamentos Eletrônicos e Perda de Receita;
39.7.1.1. O Valor em Risco deverá ser igual ou superior ao valor total dos Bens
Reversíveis.
39.7.1.2. A cobertura de Perda de Receita deve considerar a Receita Bruta estimada para
os 12 (doze) primeiros meses de execução da Concessão, sendo que o período indenitário
deve ser equivalente a no mínimo 6 (seis) meses.
39.7.2. Seguro de responsabilidade civil operações, cobrindo a Concessionária e o Poder
Concedente, bem como seus administradores, empregados, funcionários, subcontratados,
prepostos ou delegados, pelos montantes com que possam ser responsabilizados a título de danos
materiais, pessoais e morais, custas processuais e quaisquer outros encargos relacionados a danos
materiais, pessoais ou morais, decorrentes das atividades abrangidas pela Concessão, inclusive,
mas não se limitando, a danos involuntários pessoais, mortes, danos materiais causados a
terceiros e seus veículos, devendo tal seguro ser contratado com limites de indenização
compatíveis com os riscos assumidos para danos a terceiros com limite mínimo de R$
15.000.000,00 (quinze milhões de reais);
39.7.3. Seguro de responsabilidade civil de obras, sempre que forem realizadas intervenções
para implementação de melhorias à Rede Metroviária, com vigência equivalente ao prazo de
execução da respectiva intervenção, cobrindo a Concessionária e o Poder Concedente, bem como
seus administradores, empregados, funcionários, subcontratados, prepostos ou delegados, pelos
montantes com que possam ser responsabilizados a título de danos materiais, pessoais e morais,
custas processuais e quaisquer outros encargos relacionados a danos materiais, pessoais ou
morais, decorrentes das atividades abrangidas pela Concessão, inclusive, mas não se limitando, a
danos involuntários pessoais, mortes, danos materiais causados a terceiros e seus veículos,
devendo tal seguro ser contratado com limites de indenização compatíveis com os riscos
assumidos para danos a terceiros com limite mínimo de R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais)
e com as seguintes coberturas adicionais:
(i) Responsabilidade Civil com Fundações;
(ii) Responsabilidade Civil Cruzada;
(iii) Erro de Projeto;
(iv) Poluição Súbita/acidental;
(v) Danos Morais Decorrentes da Básica;
(vi) Responsabilidade Civil Empregador; e
(vii) Danos Morais Decorrentes de Empregador.
39.7.4. Seguro de riscos de engenharia, sempre que forem realizadas intervenções para
implementação de melhorias à Rede Metroviária, com vigência equivalente do prazo de execução
da respectiva intervenção, cobrindo a Concessionária por danos materiais a tal intervenção. O
seguro de risco de engenharia deverá ser no valor de 100% (cem por cento) do valor dos
respectivos Investimentos, à luz do Plano de Negócios e do Anexo 9, e deverá contemplar as
seguintes coberturas adicionais:
(i) Erro de projeto / risco do fabricante;
(ii) Manutenção ampla;
(iii) Despesas extraordinárias;
(iv) Despesas de desentulho;
(v) Tumultos;
(vi) Honorários de peritos; e
(vii) Despesas de salvamento e contenção de sinistros.
39.8. A Concessionária é responsável pelo pagamento integral da franquia, em caso de
utilização de qualquer seguro previsto no Contrato, exceto naquelas hipóteses em que o sinistro
for causado pelo próprio Poder Concedente.
39.9. Nas apólices de seguros deverá constar a obrigação de as seguradoras informarem,
imediatamente, à Concessionária e ao Poder Concedente, as alterações nos contratos de seguros,
principalmente as que impliquem o cancelamento total ou parcial do(s) seguro(s) contratado(s)
ou redução das importâncias seguradas.
39.10. Os seguros para operação da Concessão descritos nas Subcláusulas 39.7.3 e 39.7.4,
acima, deverão ter vigência anual e deverão estar vigentes durante todo o Prazo da Concessão, à
exceção dos seguros de obras, que deverão ter vigência idêntica a das intervenções de engenharia
seguradas.
39.11. A Concessionária deverá encaminhar à Autoridade Fiscalizadora, com antecedência
mínima de 10 (dez) dias de seu vencimento, documento comprobatório de que as apólices dos
seguros foram renovadas ou serão automática e incondicionalmente renovadas imediatamente
após seu vencimento.
39.12. Caso a Concessionária não encaminhe os documentos comprobatórios da renovação
dos seguros no prazo previsto, o Poder Concedente poderá contratar os seguros e cobrar da
Concessionária o valor total do seu prêmio a qualquer tempo ou considerá-lo para fins de
recomposição do reequilíbrio econômico do Contrato, sem eximir a Concessionária das
penalidades previstas no Contrato.
39.13. A Concessionária, com autorização prévia do Poder Concedente, poderá alterar
coberturas ou outras condições das apólices de seguro, visando a adequá-las às novas situações
que ocorram durante o Prazo da Concessão.
39.14. A Concessionária deverá encaminhar anualmente ao Poder Concedente cópia
autenticada das apólices dos seguros contratados e renovados.
39.15. O limite de cobertura contratada para danos materiais deverá basear-se nos custos de
reposição.
39.16. A cobertura de seguros deverá incluir cobertura de danos por motivos de força maior,
sempre que forem seguráveis, na época de contratação das apólices de seguro.
39.17. Na ocorrência de sinistros ou indenizações que superem os valores de limite de
cobertura contratada, conforme exigido no Contrato, por razões não imputáveis à Concessionária,
caberá revisão do equilíbrio econômico-financeiro do Contrato.

40. RESOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS


40.1. AUDITORIA INDEPENDENTE
40.1.1. Caberá à Concessionária, até o término do Período de Transição, proceder à
contratação do Auditor Independente, que atuará como agente técnico para apoio nas atividades
de perícia de engenharia para avaliar as condições de recebimento da infraestrutura, bens e
equipamentos relacionados à Concessão, além da identificação de eventuais vícios, defeitos,
passivos e quaisquer outras não-conformidades dos equipamentos, dos sistemas, das instalações
e/ou de quaisquer outros bens relacionados à Concessão.
40.1.2. Para a contratação do Auditor Independente, a Concessionária deverá apresentar,
para prévia homologação do Poder Concedente, no prazo de até 10 (dez) dias contados da data
de celebração deste Contrato, ao menos 3 (três) empresas ou consórcios de empresas que
reúnam as condições mínimas de qualificação para atuar como Auditor Independente.
40.1.3. O Poder Concedente se manifestará, no prazo máximo de 10 (dez) dias corridos,
contados do recebimento da indicação feita pela Concessionária de que trata a Cláusula 40.1.1,
acerca da adequação das empresas ou dos consórcios de empresas apresentados, cabendo à
Concessionária formalizar, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, contados da manifestação do
Poder Concedente, a contratação de 1 (uma) empresa entre as homologadas pelo Poder
Concedente, para atuar como Auditor Independente.
40.1.4. O Auditor Independente deverá atender aos seguintes requisitos:
(i) ter comprovadamente executado serviços de características semelhantes em
empreendimentos ou projetos de infraestrutura de porte compatível com o
objeto da Concessão;
(ii) apresentar plano de trabalho demonstrando a metodologia a ser aplicada na
condução dos trabalhos;
(iii) não ser controladora, controlada ou coligada ou sob controle comum da
Concessionária;
(iv) não estar submetida a liquidação, intervenção ou Regime de Administração
Especial Temporária – RAET, falência ou recuperação judicial;
(v) não se encontrar em cumprimento de pena de suspensão temporária de
participação em licitação ou impedimento de contratar com a órgão ou entidade
da Administração Direta ou Indireta de qualquer ente federativo;
(vi) não ter sido declarada inidônea para licitar ou contratar com a Administração
Pública, bem como não ter sido condenada, por sentença transitada em julgado,
a pena de interdição de direitos devido à prática de crimes ambientais, conforme
disciplinado no artigo 10 da Lei Federal n.º 9.605/1998; e
(vii) contar com equipe técnica de especialistas de nível superior, qualificados
profissionalmente.
40.1.5. O engajamento do Auditor Independente deverá ser preservado durante toda a
vigência da Concessão, sendo seus custos arcados exclusivamente pela Concessionária.
40.1.6. Qualquer conflito que existir entre a Concessionária e o Poder Concedente em relação
a questões de engenharia deverão ser levadas primeiramente para o Auditor Independente, que
terá um prazo de 30 (trinta) dias para analisar os argumentos trazidos pelas partes e emitir sua
decisão em relação à matéria controvertida.
40.1.7. As decisões do Auditor Independente em relação a qualquer controvérsia não serão
final e tampouco terminativa e, portanto, poderá ser submetida à arbitragem, na forma da
Cláusula 40.2.

40.2. ARBITRAGEM
40.2.1. As Partes se obrigam a resolver por meio de arbitragem toda e qualquer controvérsia
e/ou disputa oriunda ou relacionada ao Contrato e/ou a quaisquer contratos, documentos, anexos
ou acordos a ele relacionados, que não possam ser resolvidas de forma amigável por meio de
negociações de boa-fé conduzidas entre as Partes.
40.2.2. A arbitragem será administrada pela CCBC, segundo as regras previstas no seu
regulamento vigente na data em que a arbitragem for iniciada.
40.2.3. A arbitragem será conduzida em Brasília, Distrito Federal, Brasil, utilizando-se a língua
portuguesa como idioma oficial para a prática de todo e qualquer ato.
40.2.4. A lei substantiva a ser aplicável ao mérito da arbitragem será a lei brasileira.
40.2.5. O tribunal arbitral será composto por 3 (três) árbitros, sendo 1 (um) indicado pelo
Poder Concedente; 1 (um) indicado pela Concessionária; e 1 (um) escolhido de comum acordo
pelos árbitros indicados pelas Partes, ao qual caberá a presidência do tribunal arbitral.
40.2.5.1. Na hipótese de a arbitragem não envolver somente as Partes, a escolha dos árbitros
deverá seguir o previsto em regulamento do Poder Concedente ou da Autoridade Fiscalizadora.
40.2.5.2. Não havendo consenso entre os árbitros escolhidos, individualmente, pelas Partes, o
terceiro árbitro será indicado pelas regras da Câmara de Arbitragem designada, observados os
termos e condições aplicáveis previstos no seu regulamento de arbitragem.
40.2.6. Caso seja necessária a obtenção das medidas coercitivas, cautelares ou de urgência
antes da constituição do tribunal arbitral, ou mesmo durante o procedimento de mediação, as
Partes poderão requerê-las diretamente ao competente órgão do Poder Judiciário.
40.2.7. Caso tais medidas se façam necessárias após a constituição do tribunal arbitral,
deverão ser requeridas e apreciadas pelo tribunal arbitral que, por sua vez, poderá solicitá-las ao
competente órgão do Poder Judiciário, se entender necessário.
40.2.8. As decisões e a sentença do tribunal arbitral serão definitivas e vincularão as Partes e
seus sucessores.
40.2.9. A parte vencida no procedimento de arbitragem arcará com todas as custas do
procedimento, incluindo os honorários dos árbitros.
41. DISPOSIÇÕES DIVERSAS
41.1. NORMAS DO PODER CONCEDENTE E DA AUTORIDADE FISCALIZADORA
41.1.1. A Concessionária deverá observar e respeitar todas as resoluções e demais regras
estabelecidas pelo Poder Concedente e pela Autoridade Fiscalizadora, observadas, no entanto,
as peculiaridades e especificidades inerentes às normas e regulamentação aplicáveis às
concessões e respeitando os termos do presente Contrato.
41.2. EXERCÍCIO DE DIREITOS
41.2.1. O não exercício, ou o exercício tardio ou parcial, de qualquer direito que assista a
qualquer das Partes por força do Contrato, não importa em renúncia, nem impede o seu exercício
posterior a qualquer tempo, nem constitui novação da respectiva obrigação ou precedente.
41.3. INVALIDADE PARCIAL
41.3.1. Se qualquer disposição do Contrato for considerada ou declarada nula, inválida, ilegal
ou inexequível em qualquer aspecto, a validade, a legalidade e a exequibilidade das demais
disposições contidas no Contrato não serão, de qualquer forma, afetadas ou restringidas por tal
fato. As Partes negociarão, de boa-fé, a substituição das disposições inválidas, ilegais ou
inexequíveis por disposições válidas, legais e exequíveis, cujo efeito econômico seja o mais
próximo possível ao efeito econômico das disposições consideradas inválidas, ilegais ou
inexequíveis.
41.3.2. Cada declaração e garantia feita pelas Partes no presente Contrato deverá ser tratada
como uma declaração e garantia independente, e a responsabilidade por qualquer falha será
apenas daquele que a realizou e não será alterada ou modificada pelo seu conhecimento por
qualquer das Partes.
41.4. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL
41.4.1. O Contrato será regido e interpretado de acordo com as leis da República Federativa
do Brasil.
41.4.2. A Concessão será regida pela Lei Distrital nº 3.792, de 2 de fevereiro de 2006; pela Lei
Federal n° 11.079, de 30 de dezembro de 2004; e, subsidiariamente, pela Lei Federal nº 8.987, de
13 de fevereiro de 1995, sem prejuízo de outras normas aplicáveis.
41.5. FORO
41.5.1. Fica desde já eleito o Foro de Brasília, Distrito Federal, para a finalidade exclusiva de
obter medidas coercitivas e cautelares antes da instauração da arbitragem, sem que a presente
cláusula implique em aceitação da via judicial como alternativa à arbitragem, ou de executar a
sentença final exarada pelo tribunal arbitral.
41.6. COMUNICAÇÕES
41.6.1. As comunicações e as notificações entre as Partes serão efetuadas por escrito e
remetidas:
(i) Em mãos, desde que comprovadas por protocolo;
(ii) Por fax, desde que comprovada a recepção; ou
(iii) Por correio registrado, com aviso de recebimento.
41.6.2. Consideram-se, para os efeitos de remessa das comunicações, na forma desta
Cláusula, os endereços indicados no Preâmbulo do Contrato e os seguintes números de fax:
[•]
41.6.3. Qualquer das Partes poderá modificar o seu endereço e número de fax, mediante
simples comunicação à outra Parte.
41.7. CONTAGEM DOS PRAZOS
41.7.1. Os prazos estabelecidos em dias, no Contrato, contar-se-ão em dias corridos, salvo se
estiver expressamente feita referência a dias úteis.
41.8. IDIOMA
41.8.1. Todos os documentos relacionados ao Contrato e à Concessão deverão ser redigidos
em língua portuguesa, ou para ela traduzidos, em se tratando de documentos estrangeiros. Em
caso de qualquer conflito ou inconsistência, a versão em língua portuguesa deverá prevalecer.

E, por estarem justas e contratadas, as Partes assinam o presente Contrato em 4 (quatro) vias de
igual teor e forma, considerada cada uma delas um original.

Brasília, [•] de [•] de [•].

_____________________________________ _____________________________________
SECRETARIA DE ESTADO DE TRANSPORTE E [CONCESSIONÁRIA]
MOBILIDADE
_____________________________________ _____________________________________
[CONTROLADORA A] [CONTROLADORA B]

______________________________________
COMPANHIA DO METROPOLITANO DO DISTRITO FEDERAL
ANEXO 1
PROJETO FUNCIONAL E REQUISITOS TÉCNICOS PARA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS
ANEXO 2
PARÂMETROS DE DESEMPENHO

INDICADORES PARA MONITORAMENTO DO DESEMPENHO OPERACIONAL

Serão medidos, acompanhados e avaliados mensalmente os seguintes indicadores do nível


de serviço prestado, conforme abaixo especificados. Os arredondamentos deverão seguir as
normas da ABNT.
Os indicadores poderão ser discutidos e revistos quando fatores não planejados alterarem
significativamente os resultados.

1. INTERVALO ENTRE TRENS (INT)


Objetivo: Monitorar a regularidade e a quantidade de lugares ofertados.
Definição: Média dos intervalos entre os trens desde o primeiro trem do período de medição até
o último trem deste período. O Intervalo real é medido como sendo o intervalo de tempo
compreendido entre o instante da abertura de portas de um trem e o instante da abertura de
portas do trem anterior na mesma plataforma.
Procedimento de cálculo: O indicador será apurado diariamente por meio da relação entre a
média das medições do intervalo real entre trens na estação inicial da interestação mais
carregada da linha. O intervalo entre trens programado será calculado com 4 (quatro) casas
decimais. Os períodos para cálculo do indicador serão determinados pelo intervalo de 60 minutos
de maior demanda de passageiros, determinados como pico da manhã e pico da tarde nos dias
úteis (incluindo as pontes de feriados), pico da manhã nos Sábados e pico da tarde nos Domingos.
Mensalmente deverá ser calculada a média aritmética dos indicadores obtidos diariamente.
Mensalmente, também deverá ser calculada a média aritmética dos 12 últimos meses (MIT), cujo
valor resultante deverá ser utilizado para obtenção do valor de INT, segundo a equação para cada
linha:
INT = (1,45 – Mit) / 0,15 Para 1,30 < Mit < 1,45
Com INT = 0 para Mit > 1,45 e INT = 1 para Mit < 1,30

2. TEMPO MÉDIO DE PERCURSO NOS PICOS (TMP)


Objetivo: Monitorar a rapidez de deslocamento dos usuários.
Definição: Tempo de percurso é o tempo que o trem leva para deslocar-se entre as estações
terminais da linha, considerando o início da viagem o momento em que começa a soar o alarme
de fechamento iminente das portas na estação inicial até o momento em que as portas do trem
ficam totalmente abertas na estação final.
Procedimento de cálculo: O indicador será apurado diariamente por meio da relação entre a
média aritmética das medições dos tempos de percurso dos trens e o tempo de percurso dos
trens programado será calculado com 4 (quatro) casas decimais. Os períodos para cálculo do
indicador serão determinados pelo intervalo de 60 minutos de maior demanda de passageiros,
determinados como pico da manhã e pico da tarde nos dias úteis (incluindo as pontes de
feriados), pico da manhã nos Sábados e pico da tarde nos Domingos.
Mensalmente deverá ser calculada a média aritmética dos indicadores obtidos diariamente.
Mensalmente também deverá ser calculada a média aritmética dos 12 últimos meses (MTP)
cujo valor resultante deverá ser utilizado para obtenção do valor de TMP, segundo a equação:
TMP = (1,20 - Mtp) / 0,10 Para 1,10 < Mtp < 1,20
Com TMP = 0 para Mtp > 1,20 e TMP = 1 para Mtp < 1,10

3. CUMPRIMENTO DA OFERTA PROGRAMADA (ICO)


Objetivo: Monitorar o cumprimento do planejamento diário da oferta.
Definição: CO = Número de viagens realizadas / Número de viagens programadas
Procedimento de cálculo: O indicador será apurado diariamente por meio da relação entre o
número de viagens realizadas e o número de viagens programadas. Entende-se por viagem o
percurso completo em serviço do trem de uma estação terminal a outra.
Mensalmente deverá ser calculada a média aritmética dos indicadores obtidos diariamente.
Mensalmente, também deverá ser calculada a média aritmética dos 12 últimos meses (MCo), cujo
valor resultante deverá ser utilizado para obtenção de ICO segundo a equação:
ICO = (100Mco - 77) / 3 Para 0,77 < Mco < 0,80
Com ICO = 1 para Mco > 0,80 e ICO = 0 para Mco < 0,77

4. ACIDENTES COM USUÁRIOS NA REDE (IAL)


Objetivo: Monitorar o nível de segurança operacional da Rede.
Procedimento de cálculo: O indicador será apurado mensalmente por meio da relação entre o
número de usuários acidentados e o total mensal (em milhões) de entradas de passageiros na
Rede. Mensalmente, também deverá ser calculada a média aritmética dos 12 últimos meses (AL),
cujo valor obtido deverá ser utilizado para obtenção do valor de IAL, segundo a equação:
IAL = (7,0 - AL ) / 0,5 Para 6,5 < AL < 7,0
Com IAL = 0 para AL > 7,0 e IAL = 1 para AL < 6,5
Deverão ser considerados todos os acidentes que provocam lesões ou escoriações a
usuários nos seguintes locais: acessos, bloqueios, elevadores, escadas fixas e rolantes, interior
dos trens, mezaninos, plataformas, portas dos trens, sanitários públicos, trens, vãos e vias.
O total mensal (em milhões) de ENTRADAS DE PASSAGEIROS na linha deverá ser obtido com
duas casas decimais, com arredondamento científico (de acordo com a ABNT) do total no mês
dividido por 1.000.000.
Entende-se por “ENTRADAS DE PASSAGEIROS” a soma do total de passageiros que entram
pelas linhas de bloqueios.

5. CRIMES E CONTRAVENÇÕES PENAIS COM USUÁRIOS NA LINHA (ICL)


Objetivo: Monitorar o nível de segurança pública da linha.
Procedimento de cálculo: O indicador será apurado mensalmente por meio da relação entre o
número de crimes e contravenções contra a pessoa/patrimônio dos usuários e o total mensal (em
milhões) de entradas de passageiros na Rede. Mensalmente, também deverá ser calculada a
média aritmética dos 12 últimos meses (CL) cujo valor obtido deverá ser utilizado para obtenção
do valor de ICL, segundo a equação:
ICL = 2,5 - CL Para 1,5 < CL < 2,5
Com ICL = 0 para CL > 2,5 e ICL = 1 para CL < 1,5
O total mensal (em milhões) de ENTRADAS DE PASSAGEIROS na Rede deverá ser obtido com
duas casas decimais, com arredondamento científico (de acordo com a ABNT) do total no mês
dividido por 1.000.000.
Entende-se por “ENTRADAS DE PASSAGEIROS” a soma do total de passageiros que entram
pelas linhas de bloqueios.

6. RECLAMAÇÕES GERAIS DA LINHA (IRG)


Objetivo: Monitorar as manifestações espontâneas dos usuários sobre insatisfações com o
serviço prestado.
Procedimento de cálculo: O indicador será apurado mensalmente por meio da relação entre o
número de reclamações, descritas a seguir, e o total mensal (em milhões) de entradas de
passageiros na Rede. Mensalmente, também deverá ser calculada a média aritmética dos últimos
12 meses (RG), cujo valor obtido deverá ser utilizado para obtenção do IRG, segundo a equação:
IRG = 2(14,0 - RG ) Para 13,5 < RG < 14,0
Com IRG = 0 para RG > 13,5 e IRG = 1 para RG < 14,0
O total mensal (em milhões) de ENTRADAS DE PASSAGEIROS na Rede deverá ser obtido com
duas casas decimais, com arredondamento científico (de acordo com a ABNT) do total no mês
dividido por 1.000.000.
Entende-se por “ENTRADAS DE PASSAGEIROS” a soma do total de passageiros que entram
pelas linhas de bloqueios.
As reclamações gerais serão obtidas, dentre outros, a partir das encaminhadas à Ouvidoria
da Concessionária, e aos SACs da SEMOB, do Metrô e da Concessionária.
Serão consideradas as reclamações sobre os seguintes assuntos:

• falta de rapidez, facilidade ou precisão no acesso à área paga;


• circulação de trens;
• defeito em equipamento interno ao trem;
• informação e atendimento ao usuário e comunidade;
• atendimento à pessoa com deficiência, idoso ou pessoas com restrição de mobilidade;
• limpeza de trens, estações, terminais e sanitários públicos;
• defeitos em equipamentos alocados nas estações e terminais.

7. INDICADOR GERAL DE SATISFAÇÃO DO USUÁRIO – PESQUISA DE QUALIDADE DE SERVIÇO


(ISU)
A contratação e o pagamento dos serviços de pesquisa para coleta da opinião dos usuários
das Linhas Verde e Laranja ficarão a cargo da CONCESSIONÁRIA.
A realização da pesquisa de avaliação do serviço deverá ser realizada por instituição
independente e reconhecida no mercado, indicada pela CONCESSIONÁRIA e aprovada pelo
PODER CONCEDENTE.
A realização da pesquisa será anual e seu indicador aplicado para os 12 (doze) meses
seguintes.
O modelo adotado será aquele já usado na avaliação do serviço em outras redes de metrô
do país, para manter a comparabilidade das informações e preservar a evolução histórica da
pesquisa de satisfação já realizada em outras cidades que possuem linhas de metrô.
A pesquisa mede os atributos tradicionalmente utilizados para avaliar a qualidade do
serviço do transporte e aqueles específicos do sistema metroviário, quais sejam: confiabilidade,
conforto, segurança pública, segurança operacional, rapidez, atendimento, informação ao
usuário e acessibilidade. A avaliação dos atributos é obtida após a aferição dos indicadores do
serviço relacionados a cada um deles.
A coleta de informações será realizada por meio de levantamentos periódicos, cujo período
será definido pela CONCESSIONÁRIA em conjunto com o PODER CONCEDENTE, devendo ser por
medição anual, entre os meses de outubro e novembro.
A partir do início da assunção plena da operação pela CONCESSIONÁRIA das linhas (Verde e
Laranja), o primeiro levantamento deverá ser feito dentro de 1 ano, período definido para coleta
de informações. Essa pesquisa inicial terá caráter informativo e servirá para subsidiar a
CONCESSIONÁRIA em relação às necessidades e expectativas dos usuários.
Considerando-se as contingências normais de início de operação de uma linha, nos dois
primeiros anos de operação serão tolerados índices menores, desde que sejam devidamente
justificados pela CONCESSIONÁRIA. A tolerância máxima será de uma redução da meta em 20%
(vinte por cento) na primeira avaliação, 10% (dez por cento) na segunda e 5% (cinco por cento)
na terceira avaliação, no período compreendido entre o início da assunção da operação comercial
e o início do terceiro ano de operação. A primeira avaliação deverá ser realizada em até 1(um)
mês após a assunção dos serviços pela Concessionária, visando estabelecer parâmetro de
comparação com o serviço prestado antes da delegação à iniciativa privada.
METODOLOGIA DA PESQUISA
O modelo a ser adotado inclui uma etapa de levantamento de dados qualitativos, feita
anualmente, que orienta a pesquisa quantitativa. Esse levantamento de dados deverá ser
realizado pela mesma instituição aprovada para a realização da pesquisa de avaliação do serviço.
A pesquisa de Avaliação do Serviço será realizada junto aos usuários no momento da viagem.
COLETA DOS DADOS
A cada levantamento, a CONTRATADA deve solicitar ao CONTRATANTE os instrumentos de
coleta vigentes, visando manter a pesquisa atualizada e adequada às mudanças das necessidades
dos usuários e da operação. A coleta de dados deverá contemplar uma amostra representativa
do universo da demanda e proporcional ao movimento nos diferentes horários. Nos questionários
serão abordados todos os atributos do serviço, já mencionados, e os seus respectivos indicadores
(vide tabela 1), seguindo o modelo já usado na pesquisa de satisfação feita na rede metroviária.
A avaliação inicia-se com o usuário refletindo sobre os indicadores do serviço e termina com
a sua opinião sobre o atributo geral relacionado a estes indicadores. Em seguida, é feita a
priorização dos atributos gerais de acordo com a importância dada pelo usuário na sua viagem a
cada um deles. Para medir os atributos e os indicadores será utilizada a escala de Likert de 5
pontos com variações que vão de "muito ruim" a "muito bom", conforme a seguir:

Conceito Muito ruim Ruim Regular Bom Muito bom


Qualificação 1 2 3 4 5
A cada levantamento, a CONCESSIONÁRIA deve solicitar ao PODER CONCEDENTE os
instrumentos de coleta vigentes, visando manter a pesquisa atualizada e adequada às mudanças
das necessidades dos usuários e da operação. Apresentamos a seguir os atributos e variáveis
correlatas vigentes.
1. A ATRIBUTOS GERAIS 2. INDICADORES DE SATISFAÇÃO 3. ÍNDICE DE SATISFAÇÃO

Quantidade de trens que espera para embarcar IAI1


Tempo de abertura de portas do trem para o embarque e o desembarque
Tempo gasto na baldeação ou transferência entre as linhas
RAPIDEZ IAA1
Tempo gasto na espera do trem na plataforma
Tempo gasto na ultrapassagem dos bloqueios
Tempo gasto na viagem dentro do trem IAI6

Condições de embarque e desembarque IAI7


Iluminação externa dos acessos das estações
Iluminação interna das estações
Iluminação dos terminais de ônibus urbanos
Limpeza das estações
Limpeza dos trens
CONFORTO Limpeza dos terminais de ônibus urbanos IAA2
Quantidade de pessoas nas plataformas
Quantidade de pessoas nos trens
Ruído do trem durante a viagem
Solavancos e freadas do trem durante a viagem
Ventilação das estações
Ventilação dos trens IAI19

Agilidade/rapidez para colocar o trem em funcionamento em casos de paradas IAI20


Facilidade de troco nas bilheterias do metrô
Funcionamento das escadas rolantes
CONFIABILIDADE IAA3
Quantidade de bilheterias, do metrô, em funcionamento
Quantidade de bloqueios disponíveis para entrar ou sair do metrô
Quantidade de paradas dos trens entre as estações durante a viagem IAI25

Ação do metrô para evitar acidentes nos trens (descarrilhamento, incêndio) IAI26
Ação do metro para evitar acidentes nas escadas e esteiras rolantes
Ação do metrô para evitar acidentes nas escadas fixas
Ação do metrô para evitar acidentes em terminais de ônibus urbanos
Ação do metrô para evitar acidentes nas portas (dos trens e das plataformas)
SEGURANÇA CONTRA Ação do metrô para evitar acidentes nos vãos entre o trem e a plataforma
Existência de equipamentos de segurança para situações de emergência IAA4
ACIDENTES
(hidrantes, extintores, etc.)
Controle do nº de pessoas nas plataformas para evitar acidentes
Ação de empregados nas plataformas para evitar acidentes no embarque e
desembarque dos trens
Atuação do metrô quando há problemas nos trens (esvaziar trem, avisos nos
alto-falantes, orientação sobre como as pessoas devem agir) IAI35

Ação do metrô para evitar roubos / furtos no interior dos trens IAI36
Ação do metrô para evitar roubos / furtos nas estações
Segurança pessoal nos acessos / corredores para chegar ou sair das estações
Ação do metrô para evitar assaltos às bilheterias
Ação do metrô para evitar tumulto dos grupos de torcedores de futebol e/ou
SEGURANÇA PÚBLICA IAA5
gangues
Ação do metrô para evitar pedintes e vendedores ambulantes nos trens e
estações
Ação do metrô para evitar a importunação sexual / constrangimento sexual
Presença e quantidade de agentes de segurança IAI43

Atuação dos empregados que ficam nos bloqueios / catracas IAI44


Atuação dos empregados que ficam nas plataformas para auxiliar o
embarque e desembarque
ATENDIMENTO Atuação dos agentes de segurança IAA6
Atuação do empregado no atendimento ao usuário em primeiros socorros
Presença de empregados nas estações para ajudar o usuário
Atuação dos operadores de trem IAI49

Compreensão das placas/cartazes IAI50


Facilidade de informações sobre o metrô, sistemas integrados e arredores
Mensagens sonoras no interior dos trens sobre anormalidades/problemas no
metrô
Mensagens sonoras e cartazes nas estações sobre anormalidades/problemas
no metrô
Qualidade do som das mensagens nas estações
Qualidade do som das mensagens nos trens
INFORMAÇÃO IAA7
Quantidade de mensagens dadas nos alto-falantes
Quantidade de cartazes de orientaçao ao usuário
Quantidade de placas/cartazes para se orientar no sistema metrô
Informações sobre os riscos de acidente no Metrô
Efeito dos cartazes de orientação de uso do Metrô no comportamento dos
usuários
Efeito das mensagens dos auto-falantes sobre as orientações de uso do Metrô
no comportamento dos usuários IAI61

Disponibilidade de equipamentos para facilitar o deslocamento dos usuários


preferenciais IAI62
Existência de instalações e equipamentos adaptados na estação
Atuação dos empregados no atendimento preferencial dado aos usuários
ACESSIBILIDADE preferenciais IAA8
Facilidade de embarque na área destinada aos usuários preferenciais
Quantidade de lugares/espaço nos trens para os usuários preferenciais
Facilidade de uso do metrô para pessoas com deficiência ou dificuldade de
locomoção IAI67
TRATAMENTO DOS DADOS
A avaliação dos atributos e dos indicadores do serviço resulta em proporções para cada
ponto da escala que possibilitam gerar dois índices, ou seja:
Índice de avaliação dos atributos e indicadores - expressa o nível de satisfação em relação
aos indicadores e atributos pesquisados dentro de uma faixa de 0 a 100. Esse índice é o resultado
da soma das proporções positivas (muito bom e bom).
Índice Geral de Satisfação do Usuário - expressa o grau de aprovação em relação à qualidade
geral de serviço da linha de metrô. É o resultado da ponderação dos atributos gerais: Conforto,
Rapidez etc. pelo grau de importância que o usuário atribui a cada um deles (conforme tabela
abaixo)

Índice de Avaliação Priorização para cada Índice Geral de Satisfação


Atributos
do Atributo (1) atributo do 1°ao 8°lugar do Usuário (2) - IGS
Rapidez IAA1 P1
Conforto
Confiabilidade
Segurança contra Acidentes IGS = META
Segurança Pública Soma (IAA1 a 8 • P1 a 8)
Atendimento
lnformacão
Acessibilidade IAA8 P8

Procedimento de cálculo: O indicador será apurado periodicamente por meio de pesquisa e


calculado segundo o Índice Geral de Satisfação do Usuário. O valor obtido deverá ser utilizado
para obtenção do ISU, segundo a equação:
SU= (IGS - 75) / 5 Para 75 < IGS < 80
Com ISU = 1 para IGS > 80 e ISU = 0 para IGS < 75

8. INDICADOR DE QUALIDADE DO SERVIÇO PRESTADO (IQS)


A avaliação da qualidade da operação prestada pela CONTRATADA será determinada pelo
Indicador de Qualidade do Serviço Prestado – IQS, que será calculado a partir dos indicadores
anteriormente apresentados, pela fórmula:

IQS = (0,20xINT) + (0,20xTMP) + (0,05xICO) + (0,10xIAL) + (0,10xICL) + (0,05xIRG) + (0,30xISU)


9. INDICADORES DOS SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO
A CONCESSIONÁRIA deverá possuir um sistema informatizado para gestão de manutenção,
onde todas as atividades sejam registradas em banco de dados que permita resgatar os dados a
qualquer momento e se constituam como histórico dos ativos.
Todas as informações sobre as Ocorrências Urgentes e Atividade Programada de
Manutenção deverão ser registradas nesse sistema, bem como suas datas de execução e demais
informações que permitam sua rastreabilidade, com o objetivo de acompanhar as ações de
preservação e conservação dos equipamentos, sistemas e instalações.
A CONCESSIONÁRIA deverá disponibilizar, em local a ser determinado pelo PODER
CONCEDENTE, todos os recursos necessários e suficientes de Hardware e Software, que permitam
a este monitorar, em tempo real, os dados do Sistema Informatizado de Gestão da Manutenção
e acompanhar o desenvolvimento do desempenho dos indicadores preconizados.
Além de fornecer relatórios previamente acordados entre as partes, os dados que o sistema
disponibilizará ao PODER CONCEDENTE deverão possibilitar o tratamento para a elaboração de
outros relatórios, gráficos ou outras formas de apresentação que sejam de seu interesse.

Definições

a) OCORRÊNCIA URGENTE - toda e qualquer ocorrência que provoque interferência na


Operação Comercial e que contribua para perda da condição de “Trem Disponível” e
“Estação Disponível” descritas nos itens 6 e 7, ou prejudiquem a disponibilidade ou afetem
os níveis de segurança do Sistema de Sinalização, do Sistema de Comunicação com o
Usuário – Centro de Controle (comunicação do usuário no trem com o CCO), ou do Sistema
de Ventilação Principal, levando à necessidade de atendimento imediato da Manutenção
para restabelecer sua operacionalidade.
b) ATIVIDADE PROGRAMADA DE MANUTENÇÃO - toda e qualquer atividade de manutenção
contida no Plano de Manutenção.
c) PLANO DE MANUTENÇÃO - é o resultado de planejamento de manutenção com o objetivo
de garantir o desempenho especificado dos equipamentos e, no caso de equipamentos
de Sinalização, garantir também a segurança.
Serão acompanhados e avaliados mensalmente os seguintes Indicadores dos Serviços de
Manutenção:

• Manutenção do Material Rodante (MRO)


• Operacionalidade das Estações (EST)
• Disponibilidade dos Serviços de Via (VIA)
• Disponibilidade das Informações Operacionais (MON)
• Fator Multiplicativo de Confiabilidade de Dados (FC)

9.1. Manutenção do Material Rodante (MRO) - Disponibilidade de trens para atendimento do


Programa de Oferta de Trens nos picos e o desempenho do Material Rodante
Objetivo: Monitorar a disponibilização de trens nos horários de pico e o desempenho do Material
Rodante. É um indicador mensal obtido da disponibilidade de trens para atendimento do
Programa de Oferta de Trens nos picos (DISPMRO) e sua quilometragem média entre ocorrências
urgentes (MKBO).

9.1.1. Disponibilidade
DISPMRO = ( Σ (Qtm+Qtt) / Σ (Potm+Pott) )
Qtm = Quantidade de trens disponíveis no pico manhã (número ≤ Potm)
Qtt = Quantidade de trens disponíveis no pico tarde (número ≤ Pott)
Potm = POT pico da manhã
Pott = POT pico da tarde
POT = Quantidade de trens necessários ao atendimento do Programa de Oferta de Trens, levando
em consideração que a lotação na interestação mais carregada não poderá exceder a 6
passageiros em pé por metro quadrado, exceto quando este número não seja obtido pela frota
disponível, descontada a reserva técnica de 10%, considerando somente os dias úteis.
Nota: Define-se Trem Disponível como sendo o trem que atende aos critérios estabelecidos no
item 6.

9.1.2. Desempenho
MKBO = quilometragem percorrida pela frota de trens no mês x n° de carros por trem
n° total de ocorrências urgentes de trens no mês
Nota: Serão consideradas todas as ocorrências urgentes que causem indisponibilidade de trens
de acordo com os critérios estabelecidos no item 6.

9.2. Indicador MRO


Procedimento de cálculo: O indicador MRO será apurado mensalmente, podendo variar de zero
a um, com notação científica de 2 casas decimais, segundo a equação:

MRO = (Disponibilidade + Desempenho) / 2

Onde:

Disponibilidade = (DISPMRO – 98,10) / 0,30 Para 98,10 < DISPMRO < 98,40
Com Disponibilidade = 1 para DISPMRO ≥ 98,40 e Disponibilidade = 0 para DISPMRO ≤ 98,10.

Desempenho = (MKBO – 5000) / 1500 Para 5000 < MKBO< 6500

Com Desempenho = 1 para MKBO≥ 6500 e Desempenho = 0 para MKBO ≤ 5000


Nota: Os valores limites foram definidos considerando as ocorrências urgentes definidas no item
6 e as características inerentes do projeto das frotas. Exemplos: existência de cabines de
operador, ausência de interligação entre carros, entre outras.

10. Operacionalidade das Estações (EST)


Objetivo: Monitorar a conservação civil das estações e a manutenção dos ativos instalados,
bem como padrões mínimos de operacionalidade. É um indicador obtido da disponibilidade dos
sistemas, equipamentos e instalações das estações.
Nota 1: Define-se Estação Disponível como sendo a estação que atende aos critérios
estabelecidos no item 7.
Nota 2: O indicador EST pode ser apurado separadamente por Linha.

10.1. Disponibilidade DISPEST


Procedimento de cálculo: O indicador DISPEST será apurado mensalmente, podendo variar
de 0 a 100, com notação científica de 2 casas decimais segundo a equação:
𝑫𝑰𝑺𝑷𝑬𝑺𝑻
= 𝒏° 𝒅𝒆 𝒆𝒒𝒖𝒊𝒑𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐𝒔 𝒙 𝒏º 𝒉𝒐𝒓𝒂𝒔 𝒐𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒊𝒔 𝒑𝒐𝒓 𝒅𝒊𝒂 𝒙 𝒏° 𝑫𝒊𝒂𝒔 𝒅𝒐 𝒎ê𝒔 – 𝒏° 𝑯𝒐𝒓𝒂𝒔 𝒊𝒏𝒅𝒊𝒔𝒑𝒐𝒏í𝒗𝒆𝒊𝒔 𝒏𝒐 𝒎ê𝒔
=
𝒏° 𝒅𝒆 𝒆𝒒𝒖𝒊𝒑𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐𝒔 𝒙 𝒏º 𝒉𝒐𝒓𝒂𝒔 𝒐𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒊𝒔 𝒑𝒐𝒓 𝒅𝒊𝒂 𝒙 𝒏° 𝑫𝒊𝒂𝒔 𝒅𝒐 𝒎ê𝒔

Horas indisponíveis no mês: somatória de horas indisponíveis dos sistemas, equipamentos


e instalações de todas as estações em operação que não atenderam ao requisito de Estação
Disponível.
A quantificação dos equipamentos (nº de equipamentos) se dará pelo PODER
CONCEDENTE em conjunto com a CONCESSIONÁRIA.

10.2. Indicador EST


Procedimento de cálculo: O indicador EST será apurado mensalmente, podendo variar de zero a
1, com notação científica de 2 casas decimais segundo a equação:

EST = (DISPEST – 97,24) / 0,43 Para 97,24 ≤ DISPEST ≤ 97,67


Com EST = 1 para DISPEST ≥ 97,67 e EST = 0 para DISPEST ≤ 97,24

11. Disponibilidade dos Sistemas de Via (VIA)


Objetivo: Monitorar a conservação e a disponibilidade de via para circulação de trens. É um
indicador obtido das disponibilidades dos Sistemas de Sinalização, AMVs, Ventilação Principal e
Comunicação Terra-Trem.
Nota 1: O indicador VIA pode ser apurado separadamente por Linha.

11.1. Disponibilidade do Sistema de Sinalização DISPSIN


A disponibilidade do Sistema de Sinalização (DISPSIN) é medido conforme a seguir:
𝑫𝑰𝑺𝑷𝑺𝑰𝑵
𝒏° 𝒅𝒆 𝒆𝒒𝒖𝒊𝒑𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐𝒔 𝒙 𝒏º 𝒉𝒐𝒓𝒂𝒔 𝒐𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒊𝒔 𝒑𝒐𝒓 𝒅𝒊𝒂 𝒙 𝒏° 𝑫𝒊𝒂𝒔 𝒅𝒐 𝒎ê𝒔 – 𝒏° 𝑯𝒐𝒓𝒂𝒔 𝒊𝒏𝒅𝒊𝒔𝒑𝒐𝒏í𝒗𝒆𝒊𝒔 𝒏𝒐 𝒎ê𝒔
=
𝒏° 𝒅𝒆 𝒆𝒒𝒖𝒊𝒑𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐𝒔 𝒙 𝒏º 𝒉𝒐𝒓𝒂𝒔 𝒐𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒊𝒔 𝒑𝒐𝒓 𝒅𝒊𝒂 𝒙 𝒏° 𝑫𝒊𝒂𝒔 𝒅𝒐 𝒎ê𝒔

Horas indisponíveis = totalização mensal de horas de indisponibilidade de cada


equipamento de sinalização, inclusive os de via permanente, compreendida entre a passagem da
ocorrência urgente à manutenção e sua liberação.
As ocorrências nos horários de pico terão os seus períodos considerados integralmente.
Para aqueles que ocorrerem fora do horário de pico, será aplicado um fator de redução de 50 %
nos períodos de tempo.

11.2. Disponibilidade do Sistema de Comunicação usuário Centro de Controle


𝐷𝐼𝑆𝑃𝐶𝑈𝐶
𝑛° 𝑑𝑒 𝑒𝑞𝑢𝑖𝑝𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 𝑥 𝑛º ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠 𝑜𝑝𝑒𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑖𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝑑𝑖𝑎 𝑥 𝑛° 𝐷𝑖𝑎𝑠 𝑑𝑜 𝑚ê𝑠 – 𝑛° 𝐻𝑜𝑟𝑎𝑠 𝑖𝑛𝑑𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑖𝑠 𝑛𝑜 𝑚ê𝑠
=
𝑛° 𝑑𝑒 𝑒𝑞𝑢𝑖𝑝𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 𝑥 𝑛º ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠 𝑜𝑝𝑒𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑖𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝑑𝑖𝑎 𝑥 𝑛° 𝐷𝑖𝑎𝑠 𝑑𝑜 𝑚ê𝑠

Horas indisponíveis = totalização mensal de horas de indisponibilidade de cada


equipamento de comunicação dos usuários no trem com o Centro de Controle compreendida
entre a passagem da ocorrência urgente à manutenção e sua liberação.
A quantificação dos equipamentos (nº de equipamentos) se dará pelo PODER
CONCEDENTE em conjunto com a CONCESSIONÁRIA.
11.3. Disponibilidade do Sistema de Ventilação Principal DISPSVP
A disponibilidade do Sistema de Ventilação Principal (DISPSVP), é medida conforme a seguir:
𝑫𝑰𝑺𝑷𝑺𝑽𝑷
𝒏° 𝒅𝒆 𝒎á𝒒𝒖𝒊𝒏𝒂𝒔 𝒙 𝒏º 𝒉𝒐𝒓𝒂𝒔 𝒐𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒊𝒔 𝒑𝒐𝒓 𝒅𝒊𝒂 𝒙 𝒏° 𝑫𝒊𝒂𝒔 𝒅𝒐 𝒎ê𝒔 – 𝒏° 𝑯𝒐𝒓𝒂𝒔 𝒊𝒏𝒅𝒊𝒔𝒑𝒐𝒏í𝒗𝒆𝒊𝒔 𝒏𝒐 𝒎ê𝒔
=
𝒏° 𝒅𝒆 𝒎á𝒒𝒖𝒊𝒏𝒂𝒔 𝒙 𝒏º 𝒉𝒐𝒓𝒂𝒔 𝒐𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒊𝒔 𝒑𝒐𝒓 𝒅𝒊𝒂 𝒙 𝒏° 𝑫𝒊𝒂𝒔 𝒅𝒐 𝒎ê𝒔

Horas indisponíveis = totalização mensal de horas de indisponibilidade de cada máquina,


compreendida entre a passagem da ocorrência urgente à manutenção e sua liberação.
3.4 Indicador VIA
Procedimento de cálculo: O indicador VIA será apurado mensalmente, podendo variar de
zero a um, com notação científica de 2 casas decimais segundo as equações:
DISPGERAL VIA = (DISPSIN x 0,4 + DISPTTRx 0,4 + DISPSVP x 0,2) x 100

VIA= (DISPGERAL VIA – 98,54) / 0,11 Para 98,54 ≤ DISPGERAL VIA ≤ 98,65

Com VIA = 1 para DISPGERAL VIA ≥ 98,65 e VIA = 0 para DISPGERAL VIA ≤ 98,54

4. Disponibilidade das Informações Operacionais (MON) - Disponibilidade das informações


operacionais das Linhas no Centro de Controle do Metrô e no Poder Concedente
Objetivo: Monitorar a disponibilidade das informações operacionais das Linhas no Centro de
Controle da CONCESSIONÁRIA e no PODER CONCEDENTE, sob o ponto de vista da interface
operacional para o acompanhamento dos diversos aspectos de operação e desempenho do
sistema concedido.
Calculado conforme fórmula:
DISPMON =[(Td – Ti) x 100] / Td
Td= nº de dias no mês x 24 horas
Ti= quantidade total de horas indisponíveis no mês
Procedimento de cálculo: O indicador será apurado mensalmente podendo variar de 0 a 1 com
notação científica de duas casas decimais segundo a equação:

MON = (DISPMON - 98,95) / 0,03

Para 98,95 ≤ DISPMON ≤ 98,98


Com MON = 1 para DISPMON ≥ 98,98 e MON = 0 para DISPMON ≤ 98,95

5. Fator Multiplicativo de Confiabilidade de Dados (FC)


Objetivo: Medir a confiabilidade dos dados obtidos do Sistema de Gestão de Manutenção
no tocante à execução de manutenção preventiva programada, registro de ocorrências urgentes
e cumprimento aos critérios de Trem Disponível e Estação Disponível.
Será obtido do resultado de inspeções ou auditorias, a critério do PODER CONCEDENTE, nas
instalações e acompanhamento de manutenções, onde serão observados os seguintes pontos:

• Cumprimento dos critérios de trem disponível, definidos no item 6;

• Cumprimento dos critérios de estação disponível, definidos no item 7;

• Execução das atividades de manutenção descritas no Plano de Manutenção entregue ao PODER


CONCEDENTE;
• Existência de registro de ocorrência no Sistema de Gestão da Manutenção sobre equipamentos
inoperantes ou irregularidades observadas nos trens, estações e via.
• Existência de registro de ocorrência no Sistema de Gestão da Manutenção sobre ocorrências tipo
COPESE e evidência de comunicação ao PODER CONCEDENTE.

Procedimento de cálculo: O indicador FC será apurado mensalmente, podendo variar de zero a


um, com notação científica de 2 casas decimais, conforme abaixo:

FC = (N – NNOK + 1) /( N + COP + 1)

N = número de visitas de inspeção ou de auditoria no mês a critério do PODER CONCEDENTE.


NNOK = número de visitas onde se constatar que:

a. o trem em operação não atendia aos critérios de Trem Disponível e/ou,


b. a estação em operação não atendia aos critérios de Estação Disponível e/ou,
c. a atividade programada de manutenção contida no Plano de Manutenção não foi cumprida
e/ou,
d. há ou houve ocorrência que contribuiu para perda da condição de Trem Disponível ou
Estação Disponível ou contribuiu para diminuição da disponibilidade do Sistema de
Sinalização, Sistema de Comunicação Usuário Centro de Controle e Sistema de Ventilação
Principal, e que não teve seu registro efetuado no Sistema de Gestão de Manutenção como
Ocorrência Urgente.
Nota: Para cada visita que resulte NNOK , será facultado à CONCESSIONÁRIA solicitar ao PODER
CONCEDENTE uma nova visita com objetivo de se constatar a correção das irregularidades
apontadas, desde que ocorram dentro do mesmo mês. Cabe observar que as visitas satisfatórias
não anulam as visitas com resultado NNOK e o procedimento de cálculo para o indicador FC não
será alterado.
COP = Número de visitas onde se constatar que houve ocorrência classificada como COPESE, ou
seja, com potencial de comprometimento de Segurança do Sistema de Sinalização, sem que o
PODER CONCEDENTE tenha sido comunicado, esteja a ocorrência registrada no Sistema de Gestão
da Manutenção ou não. Nesta situação, o PODER CONCEDENTE avaliará a situação e tomará as
providências necessárias e suficientes para resguardar a integridade física dos passageiros,
empregados, equipamentos e instalações conforme procedimentos contidos no Regimento
Interno da Comissão Permanente de Segurança - COPESE.

6. Definição de Trem Disponível


Define-se Trem Disponível como sendo aquele que não possui ocorrência urgente aberta
que impeça sua movimentação segura, que não interfira na circulação dos demais trens, não
degrade o conforto do usuário e que não possua irregularidades de maneira geral que possam
afetar a imagem do serviço.
Na abertura de cada ocorrência, de acordo com o sintoma observado, a CONCESSIONÁRIA
registra o seu Nível de Abertura. Os Níveis “A” ou “B” indicam interferência na Operação
Comercial e recolhimento do trem, podendo este ser imediato, ao final da volta ou ao final do
horário de pico, de acordo com as condições operacionais e gravidade da ocorrência. Já o Nível
de Abertura “C” indica não haver interferência na Operação Comercial e o trem continuará
prestando serviço normalmente, sendo encaminhado para manutenção em momento oportuno.
Por esse motivo as ocorrências de nível “C” não serão consideradas.
Os sintomas abaixo, relacionados a equipamentos, controles e instrumentos, devem ter
suas sinalizações disponibilizadas para o Centro de Controle, discriminadamente para cada trem,
de maneira a possibilitar a identificação dos desvios relacionados.
Não será considerado Trem Disponível caso este apresente qualquer um dos sintomas
abaixo:

▪ Abre portas com velocidade superior a 3 km/h;


▪ Abre portas indevidamente;
▪ Abre portas do lado oposto à plataforma;
▪ Folha de porta não trava fechada;
▪ Folhas de porta não abrem ou não fecham;
▪ Não efetua parada na plataforma automaticamente ou para fora dos limites
estabelecidos;
▪ Uma ou mais folhas de porta sem sinalização luminosa e/ou sonora de fechamento
iminente;
▪ Mau funcionamento do sistema de controle de velocidade;
▪ Controles inoperantes;
▪ Instrumentos inoperantes;
▪ Cheiro de queimado;
▪ Fogo ou fumaça;
▪ Ruídos anormais sob a caixa;
▪ Anormalidades que impeçam o acesso aos controles do trem;
▪ Vidros e janela quebrados ou riscados, apenas em casos em que houver a menção a
palavras de baixo calão, ofensas e que atentem à moral e costumes;
▪ Para-brisa quebrado;
▪ Equipamento de Audição Pública inoperante;
▪ Equipamento de Rádio Comunicação Terra-Trem inoperante;
▪ Falhas nos engates que impeçam o acoplamento e desacoplamento com outro trem
▪ Engates intermediários danificados;
▪ Falhas no carregamento da tubulação de freio;
▪ Falhas na aplicação e remoção de freio;
▪ Falhas de suprimento elétrico;
▪ Falhas na aplicação e remoção de freio de emergência e freio de estacionamento;
▪ Mais que um compressor inoperante ou vazamentos de ar sob a caixa;
▪ Duas ou mais luminárias de emergência apagadas no mesmo carro;
▪ Anormalidades de tração como trancos em frenagem ou aceleração;
▪ Indisponibilidade do sistema de tração em mais de um carro
▪ Baixa propulsão decorrente de anormalidade do sistema de tração do trem;
▪ Ultrapassa 30 km/h em modalidade manual;
▪ Sem tração em alguma modalidade de controle;
▪ Calo acentuado em rodeiros;
▪ Trepidações e ruídos anormais;
▪ Ar-condicionado ou ventilação do carro inoperante;
▪ Falta de um extintor de incêndio, extintor descarregado, fora da validade, sem lacre ou
que apresente qualquer outro aspecto que implique não atendimento à legislação
vigente;
▪ Indisponibilidade do sistema de detecção de incêndio;
▪ Pichação interna ou externa;
▪ Falta de bancos, painéis de acabamento ou corrimãos;
▪ Número de bancos destinados a uso preferencial inferior ao exigido pela legislação
▪ Bancos destinados a uso preferencial com pintura em desacordo com as normas vigentes
e falta de sinalização;
▪ Mais de 10% da área de um carro com piso danificado ou solto;
▪ Saliências ou falhas de acabamento que ofereçam risco de acidente com usuários.
▪ Deterioração acentuada dos aspectos de acabamento e pintura de painéis, bancos e
consoles.

7. Definição de Estação Disponível


Define-se Estação Disponível como sendo aquela que não possui ocorrências urgentes
abertas que impeçam a entrada de usuários e condução plena até o embarque nos trens e que
permitam sua saída segura ao término de sua viagem. Desse modo, todos os sistemas,
equipamentos e instalações da estação deverão oferecer condições mínimas de funcionamento,
além de não apresentar quaisquer irregularidades que possam afetar a imagem do serviço
prestado.
Não será considerada Estação Disponível, caso esta apresente qualquer uma das condições
abaixo:

▪ Mais de 10% das áreas de circulação de usuários com falha no Sistema Multimídia;
▪ Mais de 10% das áreas de circulação de usuários sem iluminação;
▪ Falta ou inoperância de equipamentos obrigatórios para Portadores de Necessidades
Especiais indisponíveis;
▪ Mais de uma escada rolante parada por falha ou manutenção programada, descontadas
as escadas em Revisão Geral,
▪ Sistema de Detecção de incêndio inoperante;
▪ Falta de um extintor de incêndio, extintor descarregado, fora da validade, sem lacre ou
que apresente qualquer outro aspecto que implique não atendimento à legislação
vigente;
▪ Áreas de circulação de usuários com irregularidades, oferecendo risco de acidentes;
▪ Mais de um equipamento de arrecadação de passagens (bloqueio) inoperante
simultaneamente para estações com até 15 bloqueios. Mais que 2 bloqueios inoperantes
simultaneamente para estações com 16 a 19 bloqueios. Mais que 10% dos bloqueios
inoperantes simultaneamente para estações com mais de 20 bloqueios.
▪ Com ocorrências no Sistema de Bombas que possam provocar transbordo em poços de
qualquer natureza ou falta de água na estação.
As seguintes ocorrências de natureza de conservação civil serão admitidas, desde que no
mínimo em 75% das ocorrências sejam respeitados os respectivos prazos de liberação:

Ocorrências Prazo de
Item Escopo
Urgentes Liberação
Lavatórios, vasos sanitários, mictórios,
Instalações e ralos, canaletas, torneiras, registros e
1 equipamentos tubulações com vazamento ou 24 horas
hidráulicos entupimento e goteiras, em áreas de
acesso e/ou utilização pública.

Portas, portões,
2 cancelas, torniquetes Elementos danificados 48 horas
e catracas

Bancos, lixeiras, cinzeiros e porta-maca


3 Mobiliários 48 horas
danificados.

Pisos, degraus, tampos e grelhas


4 Pisos 48 horas
danificados

Corrimãos e Guarda
5 Elementos danificados 48 horas
Corpo

Revestimentos de parede e teto


6 Revestimentos 48 horas
danificados

Estrutura, suporte, pintura de placas


danificados, faixas de limite (ambulantes,
7 Comunicação Visual 72 horas
fila de embarque, borda de plataforma) e
marcos luminosos danificados.

Em equipamentos ou instalações
8 Pichações (*) localizados em áreas públicas de acesso, 72 horas
circulação ou permanência de usuários.

(*) Exceto para pichação com conteúdo vexatório, que deverá ser removida em até 24 horas,
independentemente da localização.

8. Indicador da Qualidade dos Serviços de Manutenção – IQM


A avaliação da Qualidade dos Serviços de Manutenção, prestada pela CONCESSIONÁRIA,
será determinada pelo Indicador da Qualidade dos Serviços de Manutenção – IQM, que será
calculado, a partir dos indicadores anteriormente apresentados, pela fórmula:

IQM = (0,3xMRO + 0,3xEST + 0,3xVIA +0,1xMON) x FC


As metas para o IQM serão estabelecidas de comum acordo entre a CONCESSIONÁRIA e o
PODER CONCEDENTE, e todos os Indicadores são considerados com duas casas decimais e
deverão ser arredondados de acordo com a Norma ABNT.
ANEXO 3
DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE TRANSIÇÃO

1. DEFINIÇÕES
1.1. Os termos em negrito iniciados com letra maiúscula, quando aqui utilizados, terão o
significado a eles atribuídos no corpo deste Anexo.
1.2. Os termos não definidos neste Anexo e igualmente grafados em negrito e iniciados
com letra maiúscula, terão os significados atribuídos no Contrato de Concessão.
1.3. Em caso de conflito entre os significados atribuídos neste Anexo e no Contrato de
Concessão, prevalecerão as definições dadas no Contrato.

2. DISPOSIÇÕES GERAIS
2.1. Serve o presente Anexo 3 à determinação das diretrizes a serem observadas pela
CONCESSIONÁRIA para elaboração do Plano de Transição, com a finalidade de assegurar que, uma
vez posto em execução, tal plano viabilize, de modo transparente e eficiente, a transferência da
operação da Rede Metroviária de sua atual operadora, a Metrô-DF, à Concessionária, sem que,
para tanto, seja interrompida a prestação do Serviço Básico, ou sejam desatendidas as condições
mínimas de qualidade e quantidade aplicáveis à prestação dos Serviços.
2.2. Conforme o Contrato, o Período de Transição se subdividirá nas Fases I-A e I-B, tendo
duração máxima de 120 (cento e vinte) dias contados da Data de Assunção, dos quais 30 (trinta)
serão necessariamente atribuídos à Fase I-B.
2.2.1. A Fase I-A do Período de Transição servirá à elaboração do Plano de Transição, a partir
do acompanhamento das atividades desenvolvidas pela MetrÔ-DF; enquanto a Fase I-B servirá à
execução do Plano de Transição, mediante a operação assistida da Rede Metroviária pela
Concessionária, com o apoio da Metrô-DF.
2.2.2. Durante todo o Período de Transição, a Metrô-DF seguirá responsável pela execução
da totalidade das atividades operacionais da Rede Metroviária, competindo-lhe assegurar à
Concessionária livre acesso à Rede, bem como assisti-la na assunção gradual da execução de tais
atividades durante a Fase I-B, conforme o Plano de Transição.
2.2.3. Para elaboração do Plano de Transição, a Concessionária deverá destinar pessoal
próprio para acompanhamento diário das atividades exercidas pela MetrÔ-DF durante a Fase I-A.
2.2.4. Para execução do Plano de Transição, a Concessionária deverá destinar pessoal
próprio para assunção gradual das atividades exercidas pela Metrô-DF, bem como para tomada
das demais providências descritas no Plano de Transição.
2.2.5. As regras aplicáveis ao Período de Transição e à apresentação do Plano de Transição
encontram-se descritas no Contrato.
2.3. Observado o disposto neste Anexo, o Plano de Transição deverá dispor, entre outros
aspectos, sobre:
(iii) A formação da Equipe de Gestão da Transição e do Comitê de Transição, conforme
definidos a seguir;
(iv) A designação e o treinamento do pessoal a ser absorvido dos quadros da Metrô-DF
pela Concessionária;
(v) O treinamento de pessoal próprio da Concessionária para atuação no âmbito da Rede;
(vi) Os mecanismos de comunicação a serem estabelecidos com os interessados no
acompanhamento da transição operacional da Rede Metroviária de modo geral, principalmente
com as pessoas físicas e jurídicas que tenham celebrado contratos com a MetrÔ-DF para utilização
de espaços físicos na Rede Metroviária; e
(vii) Os bens de titularidade da Metrô-DF que se encontram afetos à Rede Metroviária e
que seriam do interesse da Concessionária ter a si atribuídos para prestação dos Serviços.
2.4. A partir da observação das atividades desenvolvidas pela Metrô-DF conforme o
Subitem 2.2, então, deverá ser elaborado o Plano de Transição, o qual deverá contar, no mínimo,
com 4 (quatro) cadernos, para endereçamento dos aspectos designados no Subitem 2.3. São
esses:
(i) O Plano de Transição da Administração da Rede Metroviária;
(ii) O Plano de Transição dos Recursos Humanos;
(iii) O Plano de Comunicação e Informação ao Público; e
(iv) A Lista de Bens.
3. PLANO DE TRANSIÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DA REDE METROVIÁRIA
3.1. O Plano de Transição da Administração da Rede Metroviária servirá, principalmente:
(i) À designação da Equipe de Gestão da Transição, conforme definida seguir;
(ii) À designação do Comitê de Transição, conforme definido a seguir; e
(iii) À organização da transferência da administração da Rede Metroviária da Metrô-DF à
Concessionária.
3.2. Em atenção ao Subitem 3.1.(iii), acima, o Plano de Transição da Administração da
Rede Metroviária deverá indicar:
(i) O modelo de governança da Rede Metroviária a ser seguido pela Metrô-DF e pela
Concessionária durante o Período de Transição, indicando:
(i.1) A estrutura de tal modelo de governança e os papeis desempenhados
pelos profissionais envolvidos, tanto aqueles integrantes dos quadros da
Concessionária, quanto aqueles integrantes dos quadros da Metrô-DF; e
(i.2) As principais decisões a serem tomadas conjuntamente pela MetrÔ-DF e
pela Concessionária.
(ii) O modelo de governança da Rede Metroviária que será seguido pela Concessionária
quando do início da Operação Comercial, indicando a estrutura de tal modelo e os papeis
designados a cada um dos profissionais envolvidos.
3.3. No âmbito do Plano de Transição da Administração da Rede Metroviária, a
Concessionária deverá apresentar, entre outros elementos, uma minuta de informativo sobre os
modelos de governança a que se refere o Subitem 3.2, acima, o qual deverá ser entregue no início
da Fase I-B a todos os funcionários da Metrô-DF atuantes na Rede Metroviária, bem como a todas
as pessoas físicas e jurídicas que tenham celebrado contratos com a Metrô-DF para utilização de
espaços físicos na Rede Metroviária.
3.4. A Concessionária deverá prever no Plano de Transição da Administração da Rede
Metroviária a realização de 2 (duas) reuniões ao início da Fase I-B, sendo uma com os funcionários
da Metrô-DF que serão incorporados aos quadros da Concessionária e outra com as pessoas
físicas e jurídicas que tenham celebrado contratos com a METRÔ-DF para utilização de espaços
físicos na Rede, objetivando a apresentação dos novos profissionais incumbidos da administração
da Rede a essas.
3.5. Além dos fatores individualmente endereçados neste Item 3, o Plano de Transição da
Administração da Rede Metroviária deverá estabelecer os demais aspectos considerados
pertinentes à transferência administrativa da Rede Metroviária pela Concessionária, tendo em
conta as atividades da Metrô-DF acompanhadas durante a Fase I-A.
3.6. EQUIPE DE GESTÃO DA TRANSIÇÃO
3.6.1. O Plano de Transição da Administração da Rede Metroviária deverá prever a criação
de uma equipe de gestão das atividades pertinentes à transição operacional da Rede, a qual
deverá ser composta, no mínimo, por [•] ([•]) profissionais1 integrantes dos quadros da
Concessionária, sendo [•] ([•])1 incumbidos da gerência de tal equipe (a “Equipe de Gestão da
Transição”).
3.6.2. Observado o Contrato de Concessão, a Equipe de Gestão da Transição será
responsável, especificamente:
(i) Pela validação das decisões cotidianas que possam ter impacto direto na transição
operacional da Rede e que, de acordo com o modelo de governança a ser estabelecido em
atendimento ao Subitem 3.2.(i), devem ser tomadas pela Metrô-DF, cabendo aos gerentes
designados em atendimento ao Subitem 3.6.1 realizar tais validações, dentro de suas respectivas
áreas de atuação;
(ii) Pelo contato com as pessoas físicas e jurídicas que tenham celebrado contratos com a
Metrô-DF para utilização de espaços físicos na Rede Metroviária, para avaliação da renegociação
dos termos contratuais, se for o caso;
(iii) Pelo treinamento dos funcionários da Metrô-DF a serem incorporados aos quadros da
Concessionária, conforme o Plano de Transição dos Recursos Humanos;
(iv) Pelo treinamento dos funcionários da Concessionária para atuação na Rede
Metroviária, conforme o Plano de Transição dos Recursos Humanos, acompanhando as
atividades desenvolvidas com apoio da Metrô-DF ao longo da Fase I-B;
(v) Pelos procedimentos relacionados à transferência dos bens de titularidade da METRÔ-
DF que se encontram afetos à Rede Metroviária e que, no Plano de Transição, a Concessionária
elencou, em documento formal, como sendo de seu interesse ter a si atribuídos para prestação
dos Serviços (a “Lista de Bens”); e
(vi) Por outras atividades que a Concessionária entenda necessárias à regular e integral
assunção da operação da Rede Metroviária, em atendimento ao disposto no Subitem 2.1 e ao
Contrato de Concessão.

1
Quantidade a ser estabelecida pelas áreas técnicas do Consórcio, tendo em conta a complexidade das atividades a serem desenvolvidas.
3.6.3. Tendo em vista a diferença entre a natureza de cada uma das atividades elencadas no
Subitem 3.6.2, acima, a Equipe de Gestão da Transição poderá ser subdivida em subequipes, as
quais deverão estar devidamente designadas no Plano de Transição da Administração da Rede
Metroviária.
3.6.4. A Equipe de Gestão da Transição deverá ser formada na data de aprovação do Plano
de Transição, nos termos do Contrato de Concessão, iniciando seus trabalhos no dia útil
subsequente e reunindo-se semanalmente durante a Fase I-B, para organização de tais trabalhos
e informação, ao Comitê de Transição, de atualizações relacionadas à execução do Plano de
Transição.
3.6.5. Dentro de 3 (três) dias da realização de cada uma de suas reuniões semanais, a Equipe
de Gestão da Transição deverá enviar aos membros do Comitê de Transição, conforme definido
no item a seguir, as respectivas atas de reunião e a lista de presença devidamente assinada por
todos os participantes, para fiscalização do Poder Concedente e da Autoridade Fiscalizadora, em
atenção ao Contrato de Concessão.
3.6.6. A ata de reunião a que se refere o Subitem 3.6.5, acima, deverá conter, no mínimo, as
informações referentes à hora; ao local; aos participantes; aos temas tratados; aos eventuais
encaminhamentos, com indicação dos responsáveis; às datas previstas para reporte das ações
adotadas; e às demais manifestações ocorridas na reunião.
3.6.7. Caso não haja consenso entre os gerentes da Equipe de Gestão da Transição e a
Metrô-DF com relação às decisões que possam ter impacto direto na transição operacional da
Rede, conforme o Subitem 3.6.2.(i), acima, a divergência deverá ser submetida à apreciação do
Poder Concedente para deliberação sobre seu objeto, observadas as disposições do Contrato de
Concessão e do próprio Plano de Transição.
3.7. COMITÊ DE TRANSIÇÃO
3.7.1. O Plano de Transição da Administração da Rede Metroviária deverá prever a criação
de um comitê de transição, responsável pela coordenação das atividades desenvolvidas durante
todo o Período de Transição, a partir das observações reportadas pela Equipe de Gestão da
Transição por meio de suas atas de reunião (o “Comitê de Transição”), conforme o Item 3.6,
acima.
3.7.2. O Comitê de Transição deverá ser presidido por 1 (um) profissional integrante dos
quadros da Concessionária e contar com a participação, no mínimo, de:
(i) 1 (um) representante do Poder Concedente;
(ii) 1 (um) representante da Metrô-DF; e
(iii) 1 (um) representante da Autoridade Fiscalizadora].
3.7.3. O Comitê de Transição deverá ser formado na data de aprovação do Plano de
Transição, nos termos do Contrato de Concessão, reunindo-se semanalmente durante a Fase I-B,
para:
(i) Discussão sobre as observações reportadas pela Equipe de Gestão da Transição nas
atas de reunião;
(ii) Aperfeiçoamento, se assim for o caso, do treinamento do pessoal designado no Plano
de Transição dos Recursos Humanos e/ou do pessoal próprio da Concessionária, bem como a
operação assistida da Rede;
(iii) Resolver eventuais inadequações na execução do Plano de Transição, de modo que
os Serviços sejam regular e integralmente assumidos a partir do início da Operação Comercial da
Rede Metroviária; e
(iv) Outros tópicos que sejam julgados relevantes à regular e integral assunção da
operação da Rede Metroviária, em atendimento ao disposto no Subitem 2.1 e ao Contrato de
Concessão.
3.7.4. A Concessionária deverá, com antecedência mínima de 3 (três) dias da data prevista
para cada reunião mensal do Comitê de Transição, informar ao Poder Concedente, à Metrô-DF e
à Autoridade Fiscalizadora da data e da hora para sua realização, bem como das pautas a serem
discutidas.
3.7.5. A Concessionária deverá enviar ao Poder Concedente e à Autoridade Fiscalizadora,
em até 3 (três) dias da realização de cada reunião do Comitê de Transição, a respectiva ata de
reunião e a lista de presença devidamente assinada por todos os participantes.
3.7.6. A ata de reunião a que se refere o Subitem 3.7.5, acima, deverá conter, no mínimo, as
informações referentes à hora; ao local; aos participantes; aos temas tratados; aos eventuais
encaminhamentos, com indicação dos responsáveis; às datas previstas para reporte das ações
adotadas; e às demais manifestações ocorridas na reunião.

4. PLANO DE TRANSIÇÃO DE RECURSOS HUMANOS


4.1. O Plano de Transição de Recursos Humanos deverá prever:
(i) A relação de funcionários da Metrô-DF que a Concessionária pretende incorporar aos
seus quadros;
(ii) A realização de avaliação dos funcionários que se enquadrem nas previsões do Item
4.1.(i), acima, para identificação de seu interesse em ser contratados pela Concessionária e
participar da Concessão, bem como para alinhamento da sua capacitação técnica com as
atividades a serem desempenhadas;
(iii) O regime trabalhista e previdenciário que se pretende estabelecer para os
funcionários que se enquadrem nas previsões do Item 4.1.(i), observado o disposto na
Subcláusula 28.5.1 do Contrato de Concessão e a legislação trabalhista;
(iv) O plano de carreira que se pretende aplicar aos funcionários que atuarão na
Concessão;
(v) O programa de treinamento de funcionários, a ser integralmente executado até a
conclusão da Fase I-B, podendo o programa aplicável àqueles que se enquadram nas previsões
do Subitem 4.1.(i), acima, ser diferenciado do programa aplicável aos funcionários já integrantes
dos quadros da Concessionária; e
(vi) Outros tópicos que sejam julgados relevantes à regular e integral assunção da
operação da Rede Metroviária, em atendimento ao disposto no Subitem 2.1 e ao Contrato de
Concessão.
4.2. Os funcionários designados pela Concessionária conforme o Subitem 4.1.(i) terão até 15
(quinze dias) para decidir se aceitarão a transferência para os quadros da Concessionária, o que
somente ocorrerá, efetivamente, ao final da Fase I-B, conforme o Contrato de Concessão.
4.3. Aos funcionários da Metrô-DF que forem transferidos à Concessionária, deverá ser dada
garantia de emprego limitada a [•] ([•]) anos.
4.4. O regime trabalhista e previdenciário e o plano de carreira de que tratam os Subitens
4.1.(iii) e 4.1.(iv) deverão ser apresentados em assembleia aos funcionários antes de iniciada a
transferência efetiva para a Concessionária, podendo ser ajustados conforme conclusões obtidas
em tal assembleia.

5. PLANO DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO


5.1. O Plano de Comunicação e Informação objetiva manter os principais interessados na
transição operacional da Rede Metroviária devidamente informados sobre os termos nos quais
tal transição ocorrerá, devendo buscar alcançar os seguintes resultados:
(i) Criar um relacionamento positivo com os interessados-chave na Rede Metroviária,
assim entendidos os usuários e funcionários da Rede, bem como as pessoas físicas e jurídicas que
tenham celebrado contratos com a Metrô-DF para utilização de espaços físicos na Rede,
principalmente;
(ii) Conhecer os valores e prioridades dos interessados referidos no subitem acima; e
(iii) Iniciar um processo contínuo de diálogo e participação dos interessados referidos no
subitem acima no âmbito da implantação de um programa de melhoria contínua da Rede
Metroviária.
5.2. Dentre as possíveis iniciativas a serem previstas no Plano de Comunicação e
Informação estão:
(i) A implantação de fóruns com os interessados na Rede;
(ii) A realização de grupos focais e reuniões periódicas com funcionários e/ou pessoas
físicas e jurídicas que tenham celebrado contratos com a Metrô-DF para utilização de espaços
físicos na Rede;
(iii) A realização de pesquisas de opinião entre os usuários da Rede, anteriormente ao
integral cumprimento das obrigações da Concessionária com relação à Central de
Relacionamento com o Cliente, conforme previstas na Subcláusula 4.1.5.4, que se verificará a
partir da Operação Comercial da Rede Metroviária;
(iv) A publicação de informações sobre a transição da Rede por meio de anúncios em
jornais e revistas.
ANEXO 4-A
MODELO DE FIANÇA BANCÁRIA A SER APRESENTADA PELA CONCESSIONÁRIA

À
Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal – SEMOB
[Endereço]

REF.: Carta de Fiança Bancária nº [•]/[•] (a “Carta de Fiança Bancária”) – Fiança no


valor de R$ [•] ([•] reais).

1. Pela presente Carta de Fiança Bancária, o Banco [•], com sede em [•], inscrito no CNPJ
sob o nº [•] (o “Banco Fiador”), diretamente e por meio de seus eventuais sucessores, obriga-se,
perante o Governo do Distrito Federal, por intermédio da Secretaria de Estado de Transporte e
Mobilidade – SEMOB (o “Poder Concedente”), como fiador solidário da Concessionária, com
sede em [•], inscrita no CNPJ sob nº [•] (a “Afiançada”), com expressa renúncia dos direitos
previstos nos artigos 827, 835, 837, 838 e 839 da Lei Federal nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002
(Código Civil Brasileiro), com relação ao fiel cumprimento de todas as obrigações assumidas por
essa assumidas no âmbito do Contrato de Concessão Patrocinada nº [•]/[•], celebrado entre o
Poder Concedente e a Afiançada em [•] de [•] de [•], para delegação da prestação dos serviços
públicos de gestão, operação e manutenção da Rede Metroviária, bem como para execução das
intervenções de engenharia necessárias à melhoria da Rede (o “Contrato”), cujos termos,
cláusulas e condições o Banco Fiador declara expressamente conhecer e aceitar.
2. Por consequência desta Carta de Fiança Bancária, obriga-se o Banco Fiador a pagar
ao Poder Concedente, no caso de descumprimento das obrigações assumidas pela Afiançada por
meio do Contrato, os valores identificados a seguir, na hipótese de ocorrência dos eventos de
inadimplemento previstos na Subcláusula 11.9 do Contrato, dentre outros (a “Fiança”):

MARCO VALOR

Da Data de Assunção até o fim do


10º (décimo) ano do Prazo da R$ [•] ([•] reais)
Concessão
MARCO VALOR

Do início do 11º (décimo primeiro)


até o fim do 12º (décimo segundo) R$ [•] ([•] reais)
ano do Prazo da Concessão

Do início do 13º (sexto) até o final do


23º (vigésimo terceiro) ano do Prazo R$ [•] ([•] reais)
da Concessão

Do início do 24º (vigésimo terceiro)


R$ [•] ([•] reais)
ano até o fim do Prazo da Concessão

3. Os anos do Contrato indicados na tabela acima são contados a partir da Data da


Assunção, quando se inicia o Prazo da Concessão.
4. A Garantia de Execução do Contrato será reajustada anualmente, na mesma data do
reajuste da Remuneração, de acordo com o Contrato.
5. Obriga-se, ainda, o Banco Fiador, no âmbito dos valores acima indicados, a pagar
pelos prejuízos causados pela Afiançada, como multas aplicadas pelo Poder Concedente
relacionadas ao Contrato, comprometendo-se a efetuar os pagamentos oriundos destes títulos
quando lhe forem exigidos, no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas, contado a partir do
recebimento, pelo Banco Fiador, da notificação escrita encaminhada pelo Poder Concedente.
6. Todos os pagamentos devidos nos termos desta Fiança deverão ser efetuados livres
de qualquer imposto. Caso qualquer pagamento de imposto relativo aos pagamentos devidos
nesta Fiança seja exigido por lei, o Banco Fiador deverá pagar tais valores adicionais relativos aos
impostos, de modo que o valor líquido recebido pelo Poder Concedente seja igual ao valor que
seria recebido sem o acréscimo de tais impostos.
7. O Banco Fiador não poderá admitir nenhuma objeção ou oposição da Afiançada ou
por ela invocada para o fim de se escusar do cumprimento da obrigação assumida perante o Poder
Concedente nos termos desta Carta de Fiança.
8. O Banco Fiador e a Afiançada não poderão alterar qualquer dos termos da Fiança sem
a prévia e expressa autorização do Poder Concedente.
9. Sempre que a Afiançada se utilizar de parte do total da Fiança, o Banco Fiador obriga-
se a efetuar imediata notificação à Concessionária para que esta proceda, dentro de 10 (dez) dias
úteis da data da utilização, à recomposição do montante integral da Fiança.
10. Na hipótese de o Poder Concedente ingressar em juízo para demandar o
cumprimento da obrigação a que se refere a presente Carta de Fiança, fica o Banco Fiador
obrigado ao pagamento das despesas judiciais ou extrajudiciais.
11. Declara o Banco Fiador que:
(i) A presente Carta de Fiança está devidamente contabilizada, observando
integralmente os regulamentos do Banco Central do Brasil atualmente em vigor, além de atender
aos preceitos da legislação bancária aplicável;
(ii) Os signatários deste instrumento estão autorizados a prestar a Fiança em seu nome e
em sua responsabilidade; e
(iii) Seu capital social é de R$ [•] ([•] reais), estando autorizado pelo Banco Central do
Brasil a expedir Cartas de Fiança, e que o valor da presente Carta de Fiança, no montante de R$
[•] ([•] reais), encontra-se dentro dos limites que lhe são autorizados pelo Banco Central do Brasil.
12. Os termos que não tenham sido expressamente definidos nesta Carta de Fiança terão
os significados a eles atribuídos no Contrato.

______________________________________________
[ASSINATURA DOS PROCURADORES COM FIRMA RECONHECIDA]

_____________________________________ _____________________________________
TESTEMUNHA TESTEMUNHA
ANEXO 4-B
MODELO DE SEGURO GARANTIA A SER APRESENTADO PELA CONCESSIONÁRIA

1. TOMADORA
1.1. CONCESSIONÁRIA (ou a “TOMADORA”).
2. SEGURADO
2.1. Governo do Distrito Federal, por intermédio da Secretaria de Estado de Transporte e
Mobilidade – SEMOB, na qualidade de Poder Concedente dos serviços públicos de gestão,
operação e manutenção da Rede Metroviária e das intervenções de engenharia necessárias à
manutenção da Rede (ou o “Segurado”).
3. OBJETO DO SEGURO
3.1. Garantir o fiel cumprimento de todas as obrigações contraídas pela Concessionária
perante o Poder Concedente, nos termos do Contrato de Concessão Patrocinada nº [•]/[•] (o
“Contrato”), devendo o Segurado ser indenizado nos valores estabelecidos no Item 5, abaixo, na
hipótese de descumprimento contratual, em decorrência, entre outros, dos eventos de
inadimplência indicados na Subcláusula 11.9 do Contrato.
4. INSTRUMENTO
4.1. Apólice de seguro-garantia emitida por seguradora devidamente constituída e
autorizada a operar pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, observando os termos
dos atos normativos da SUSEP aplicáveis a seguros-garantia.
5. VALOR DA GARANTIA
5.1. A apólice de seguro-garantia deverá prever os montantes de indenização indicados a
seguir, para cada ano do Contrato:

MARCO VALOR

Da Data de Assunção até o fim do


10º (décimo) ano do Prazo da R$ [•] ([•] reais)
Concessão

Do início do 11º (décimo primeiro)


até o fim do 12º (décimo segundo) R$ [•] ([•] reais)
ano do Prazo da Concessão
MARCO VALOR

Do início do 13º (sexto) até o final do


23º (vigésimo terceiro) ano do Prazo R$ [•] ([•] reais)
da Concessão

Do início do 24º (vigésimo terceiro)


R$ [•] ([•] reais)
ano até o fim do Prazo da Concessão

5.2. Os anos do Contrato indicados na tabela acima são contados a partir da Data da
Assunção, quando se inicia a contagem do Prazo da Concessão.
5.3. A Garantia de Execução do Contrato será reajustada anualmente, na mesma data de
reajuste da Remuneração, nos termos do Contrato.
6. PRAZO
6.1. A apólice de seguro-garantia deverá ter prazo mínimo de vigência de 1 (um) ano, a
contar da data de assinatura do Contrato, renovável por igual período.
7. DISPOSIÇÕES ADICIONAIS
7.1. A apólice de seguro-garantia deverá conter as seguintes disposições adicionais:
(i) Declaração da seguradora de que conhece e aceita os termos e condições do Contrato;
(ii) Vedação ao cancelamento da apólice de seguro-garantia por falta de pagamento total
ou parcial do prêmio;
(iii) Indenização do Segurado, no caso de confirmação do descumprimento, pela
Tomadora, das obrigações cobertas pela apólice de seguro-garantia, tendo resultado infrutífera a
notificação da Tomadora;
(iv) Execução da apólice de seguro-garantia, pelo Segurado, para ressarcimento de
eventuais prejuízos, no caso de declaração de caducidade da Concessão; e
(v) Resolução de eventuais questões judiciais que se apresentem entre a seguradora e o
Segurado na jurisdição de domicílio desse último.
7.2. Os termos que não tenham sido expressamente definidos neste Anexo terão os
significados a eles atribuídos no Contrato.
ANEXO 5
MODELO DE CONTRATO DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS
CONTRATO DE NOMEAÇÃO DE BANCO GESTOR DE RECURSOS E
ADMINISTRAÇÃO DE CONTAS

O presente CONTRATO DE NOMEAÇÃO DE BANCO GESTOR DE RECURSOS E ADMINISTRAÇÃO DE CONTAS (o


“Contrato”) é celebrado entre:
(1) Banco [•] S.A., instituição financeira constituída na forma de [•], organizada de
acordo com as leis brasileiras, com sede na [•], Município de [•], [Estado], inscrita no
Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) sob o nº [•], neste ato representada por
[seu/sua(s)] [REPRESENTANTE(S) LEGAL(IS)/DIRETOR/A(S)/ETC.], [SR/A(S).] [•], [nacionalidade, estado
civil, profissão, Município de residência, CPF], na forma de seu [Estatuto/Contrato] Social,
doravante denominada simplesmente “Banco Gestor de Recursos”;
(2) Governo do Distrito Federal, por intermédio da Secretaria de Estado de
Transporte e Mobilidade – SEMOB, órgão integrante da Administração Distrital Direta, com
sede na Praça do Buriti, Anexo do Palácio do Buriti, 15º andar, Zona Cívico-Administrativa,
Município de Brasília, Distrito Federal, CEP 70075-900, inscrito no Cadastro Nacional de
Pessoas Jurídicas (CNPJ) sob o nº 00.394.726/0001-56, neste ato representado pelo(a)
Exmo(a). Secretário(a) de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal, Sr(a). [•],
[nacionalidade, estado civil, profissão, Município de residência, CPF], doravante
denominado “Poder Concedente”;
(3) [SPE], sociedade anônima, constituída e organizada de acordo com as leis
brasileiras, com sede em Brasília, Distrito Federal, inscrita no Cadastro Nacional de Pessoas
Jurídicas (CNPJ) sob o nº [•], neste ato representada por [seu/sua(s)] [representante(s)
legal(is)/diretor/a(s)/etc.], [Sr/a(s).] [•], [nacionalidade, estado civil, profissão, Município de
residência, CPF], na forma de seu [Estatuto/Contrato] Social, doravante denominada
“Concessionária”;
(4) Banco de Brasília S.A. – BRB, instituição financeira constituída na forma de
sociedade de economia mista de capital aberto, vinculada ao Governo do Distrito Federal,
integrante da Administração Distrital Indireta, dotada de personalidade jurídica de Direito
Privado, criada conforme autorização dada pela Lei Federal nº 4.545, de 10 de dezembro
de 1964, com sede no SBS, Quadra 01, Bloco E, Edifício Brasília, Município de Brasília,
Distrito Federal, inscrita no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) sob o nº
00.000.208/0001-00, neste ato representada por [seu/sua(s)] [representante(s)
legal(is)/diretor/a(s)/etc.], [Sr/a(s).] [•], [nacionalidade, estado civil, profissão, Município de
residência, CPF], na forma de seu Estatuto Social, doravante denominada “BRB”;
CONSIDERANDO QUE
(i) Nos termos do Edital, o Poder Concedente realizou licitação pública para celebração
de parceria público-privada, tendo por objeto a concessão patrocinada da prestação dos Serviços;
(ii) A Concessionária se sagrou vencedora da Concorrência em [•] de [•] de [•], conforme
publicação no Diário Oficial do Distrito Federal, firmando com o Poder Concedente o Contrato de
Concessão nº [•]/[•], por meio do qual lhe foi adjudicada a prestação dos Serviços (o “Contrato
de Concessão”);
(iii) De acordo com o Contrato de Concessão, a Concessionária fará jus a uma
remuneração mensal pela prestação dos Serviços correspondente à Remuneração, a qual é
composta pela Tarifa de Técnica de Remuneração, pela Contraprestação Pública Mensal “A” e
pela Contraprestação Pública Mensal “B” (os “Recursos da Remuneração”);
(iv) A Tarifa Técnica de Remuneração corresponde ao valor de R$ R$ 5,0907 (cinco reais
e novecentos e sete milésimos), estabelecido no Edital para remuneração de cada passageiro
transportado na Rede Metroviária, composto pela soma dos valores auferidos por meio de Tarifa
de Passageiros, Subsídio, Subvenção e Receitas Extraordinárias;
(v) As receitas oriundas da cobrança de Tarifa de Passageiros são arrecadadas e
repassadas por meio do Sistema de Bilhetagem Automática, sob operacionalização do BRB e
gestão e regulação do Poder Concedente, nos termos do Decreto Distrital nº 38.010/2017
(Regulamento do SBA e do SIT) e da Lei Distrital nº 6.334/2019 (extingue a DFTrans);
(vi) As receitas arrecadadas com a cobrança de Tarifa de Passageiros por meio do SBA
são diariamente transferidas para a Conta Arrecadação definida no Decreto Distrital nº
38.010/2017 (Regulamento do SBA e do SIT) (a “Conta Arrecadação”), devendo ser também
diariamente repassadas pelo BRB à Concessionária e às demais delegatárias dos serviços
integrantes do STPC, observada a sistemática de repartição de receitas prevista na Subcláusula
17.5.1 do Contrato de Concessão;
(vii) Os valores devidos a título de Subsídio são diariamente depositados pelo Poder
Concedente na Conta Subsídio definida no Decreto Distrital nº 38.010/2017 (Regulamento do
SBA e do SIT) (a “Conta Subsídio”), devendo ser repassados à Concessionária e às demais
delegatárias dos serviços integrantes do STPC com frequência diária ou quinzenal, conforme o
caso, nos termos da Subcláusula 17.6.2 do Contrato de Concessão, observada a mesma
proporção seguida para repartição das receitas auferidas com a cobrança de Tarifa de
Passageiros;
(viii) Durante o Período de Transição, 100 % cem por cento) do montante das receitas
arrecadadas com a cobrança de Tarifa de Passageiros e o pagamento de Subsídio deverão ser
repassados à Metrô-DF, para ressarcimento dos custos operacionais incorridos, nos termos do
Contrato de Concessão;
(ix) Ao final do 1º (primeiro) mês de Operação Comercial da Rede Metroviária, a
Concessionária auferirá todas as receitas e suportará todos os custos inerentes à operação da
Rede, conforme o Contrato de Concessão;
(x) As Contraprestações serão pagas mensalmente, durante os períodos previstos no
Contrato de Concessão;
(xi) Para garantir o integral e pontual repasse à Concessionária de todos os Recursos da
Remuneração, o Decreto Distrital nº [•], de [•] de [•] de [•], determinou, com fundamento no
artigo 8º, inciso I, da Lei Federal nº 11.079, de 30 de dezembro de 2004, a vinculação de recursos
auferidos a título (i) de royalties e compensações financeiras, nos termos da Lei Federal nº 7.990,
de 28 de dezembro de 1989 e da Lei Federal nº 9.478, de 6 de agosto de 1998 (os “Royalties”);
(ii) de dividendos da Companhia Energética de Brasília (“CEB”), enquanto houver alguma
participação do Poder Concedente no capital de referida empresa; (iii) de dividendos da
Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (a “CAESB”); (iv) de dividendos da
Companhia Imobiliária de Brasília (a “Terracap”); e (v) a título de pagamento pelo serviço público
de estacionamento rotativo pago de veículos em logradouros públicos e áreas pertencentes ao
Distrito Federal, na forma estabelecida pelo Contrato de Concessão (em conjunto, os “Recursos
Vinculados”);
(xii) Nos termos do disposto na Cláusula 21 do Contrato de Concessão, o Poder
Concedente deve constituir em favor da Concessionária uma sistemática de garantia de
adimplemento aos Recursos da Remuneração, a partir do fluxo dos Recursos Vinculados, sendo
necessária a organização de um sistema de segregação dos recursos destinados à constituição de
tal garantia (a “Garantia”) em contas específicas;
(xiii) Em [•] de [•] de [•], foi publicado o Decreto Distrital nº [•], por meio do qual o Poder
Concedente (i) previu a realização de instituição financeira para atuar como agente de garantia
no âmbito do Contrato de Concessão e (ii) autorizou a constituição da Conta Centralizadora, da
Conta-Garantia e da Conta Reserva, conforme definidas na Cláusula 3, atribuindo ao Banco
Gestor de Recursos o poder para administração, gestão e movimentação das referidas contas
bancárias com exclusividade,
(xiv) O Poder Concedente realizou em [•] de [•] de [•] o Processo Seletivo nº [•]/[•], cujo
objeto correspondia à seleção da melhor proposta para contratação de instituição financeira
idônea, que se responsabilizasse pela custódia, pela administração, pelo pagamento e pela
execução, conforme o caso, dos Recursos da Remuneração e dos Recursos Vinculados (em
conjunto, os “Recursos da Concessão”), a partir do supramencionado sistema de segregação de
recursos em contas específicas;
(xv) O Banco Gestor de Recursos se sagrou vencedor do Processo Seletivo nº [•]/[•],
cabendo-lhe, portanto, atuar como custodiante, administrador, pagador e executor dos Recursos
da Concessão, para formalização do sistema de garantias contemplado no Contrato de
Concessão;
têm o Banco Gestor de Recursos, o Poder Concedente, a Concessionária e o BRB (em conjunto,
as “Partes”) têm entre si justo e acordado celebrar o presente Contrato, que se regerá pelas
cláusulas a seguir estipuladas:

1. DEFINIÇÕES
1.1. Termos em negrito iniciados com letra maiúscula, quando aqui utilizados, terão o
significado a eles atribuídos no corpo deste Contrato.
1.2. Termos não definidos neste Contrato e igualmente grafados em negrito e iniciados
com letra maiúscula, terão os significados atribuídos no Contrato de Concessão.
1.3. Em caso de conflito entre os significados atribuídos neste Contrato e no Contrato de
Concessão, prevalecerão as definições dadas no corpo deste instrumento.

2. NOMEAÇÃO DO BANCO GESTOR DE RECURSOS


2.1. Neste ato, o Poder Concedente e a Concessionária nomeiam e constituem o Banco
Gestor de Recursos, em caráter irrevogável e irretratável, como como agente custodiante,
administrador, pagador e executor dos Recursos da Concessão, outorgando-lhe poderes
suficientes para, na qualidade de mandatário, gerenciar a Conta Centralizadora, a Conta de Livre
Movimentação, a Conta-Garantia e a Conta Reserva, conforme definidas na Cláusula 3, a seguir
(as “Contas Vinculadas”), de acordo com os termos e condições a seguir estipulados.
2.2. Neste ato, o Banco Gestor de Recursos aceita a nomeação a que se refere a
Subcláusula 2.1, acima, obrigando-se a cumprir todos os termos e condições previstos neste
Contrato, na legislação aplicável e no Contrato de Concessão, empregando, na execução do
mandato ora outorgado, a mesma diligência que empregaria na gerência de seus próprios
negócios.
2.3. Exceto nos casos expressamente previstos neste Contrato, os deveres e
responsabilidades do Banco Gestor de Recursos estarão limitados aos termos deste Contrato,
sendo certo que os mecanismos de segregação de recursos e realização de pagamentos
contemplados no presente Contrato somente poderão ser alterados por meio de instrumento
escrito e assinado pelas Partes, nos limites permitidos pelo Contrato de Concessão.
2.4. Pelo cumprimento de suas obrigações previstas neste Contrato, o Banco Gestor de
Recursos fará jus a uma remuneração mensal, nos valores previstos no Anexo 3 ao Contrato, a
ser paga pelo Poder Concedente, conforme definido no Edital do Processo Seletivo nº [•]/[•].

3. ABERTURA DAS CONTAS


3.1. Imediatamente após a celebração deste Contrato, deverá o Banco Gestor de
Recursos abrir e manter abertas, durante toda a vigência do Contrato de Concessão, as Contas
Vinculadas, para segregação dos recursos necessários ao pagamento da Remuneração e à
constituição da Garantia, cujos números e dados constam do Anexo 1 ao Contrato, observado o
seguinte:
3.1.1. Em nome do Poder Concedente, respeitado o disposto no Decreto Distrital nº [•]/[•],
serão abertas:
(i) Uma conta centralizadora, na qual serão depositados todos os Recursos da
Concessão, a partir de transferências da Conta Arrecadação, da Conta Subsídio e da(s) conta(s)
bancária(s) da(s) qual(is) advirá(ão) os recursos para pagamento das Receitas Extraordinárias, da
Subvenção e das Contraprestações, nos termos da Cláusula 6 (a “Conta Centralizadora”);
(ii) Uma conta para depósito da Garantia, na qual deverá ser mantido o Saldo Mínimo
da Conta-Garantia, conforme definido na Cláusula 7 (a “Conta-Garantia”); e
(iii) Uma conta reserva, que, via de regra, permanecerá sem qualquer recurso depositado
e sem qualquer movimentação, a qual servirá ao depósito de Recursos da Remuneração, de
Recursos Vinculados e/ou de recursos orçamentários, na hipótese (iii.1) de qualquer forma de
bloqueio e/ou indisponibilidade dos recursos depositados na Conta Centralizadora e/ou na
Conta-Garantia; e (iii.2) de qualquer forma de bloqueio dos próprios Recursos da Remuneração
e/ou dos Recursos Vinculados, nos termos da Cláusula 9 (a “Conta Reserva”).
3.1.2. Em nome da Concessionária:
(i) Uma Conta de Livre Movimentação, na qual serão mensalmente depositados, para
pagamento da Remuneração, os Recursos da Remuneração e, conforme o caso, também os
Recursos Vinculados, a qual será livremente movimentada pela Concessionária, nos termos da
Cláusula 8 (a “Conta de Livre Movimentação”).

4. ADMINISTRAÇÃO DOS DIREITOS DA CONCESSIONÁRIA


4.1. A Concessionária, neste ato, outorga ao Banco Gestor de Recursos todos os poderes
para reclamar e demandar, judicial ou extrajudicialmente, a preservação dos direitos outorgados
que lhe foram outorgados pelo Contrato de Concessão e por este Contrato com relação à
Garantia, no todo ou em parte, bem como os poderes para praticar todos os atos que se façam
necessários a esse fim, contanto que previamente notificada e estritamente cumpridas as
disposições do presente Contrato.
4.2. O Poder Concedente, por este ato, confere ao Banco Gestor de Recursos, em atenção
ao Decreto Distrital nº [•]/[•], plenos poderes para, em conformidade com o disposto neste
Contrato, gerir, administrar e direcionar os Recursos da Concessão, bem como fazer os
pagamentos devidos à Concessionária via transferências para a Conta de Livre Movimentação,
estritamente em consonância com o mecanismo de Garantia previsto neste Contrato.
4.3. Em decorrência do disposto na Subcláusula 4.2, acima, o Poder Concedente
reconhece que nenhuma outra finalidade poderá ser dada pelo Banco Gestor de Recursos aos
Recursos da Concessão que não aquelas previstas neste Contrato, independentemente de
qualquer notificação em sentido contrário por parte do BRB ou do próprio Poder Concedente,
sob pena de responsabilização do Banco Gestor de Recursos por descumprimento dos termos e
condições deste Contrato, adicionalmente a outras penalidades previstas na legislação aplicável.
4.4. Caso o Poder Concedente reste inadimplente com relação a qualquer obrigação
pecuniária assumida no âmbito do Contrato de Concessão, dando causa à utilização dos recursos
depositados na Conta-Garantia (um “Evento de Inadimplemento”), o Banco Gestor de Recursos
deverá tomar as medidas descritas na Subcláusula 5.7, após o recebimento de notificação da
Concessionária instruindo, por escrito, as medidas a serem tomadas, conforme a Cláusula 7 (uma
“Notificação de Inadimplemento”).
4.4.1. O Banco Gestor de Recursos somente poderá tomar medidas extraordinárias com
relação à movimentação dos Recursos da Concessão para preservação dos direitos da
Concessionária, nos termos deste Contrato, após recebimento da Notificação de
Inadimplemento.
4.5. Após o recebimento de uma Notificação de Inadimplemento, o Banco Gestor de
Recursos deverá praticar exclusivamente os atos especificados na Notificação de
Inadimplemento, inclusive no tocante à movimentação dos Recursos da Concessão, conforme
previsto neste Contrato.
4.6. Na ausência do recebimento de Notificação de Inadimplemento, o Banco Gestor de
Recursos deverá aplicar todas as quantias disponíveis na Conta-Garantia em investimentos
permitidos, na forma da Subcláusula 7.5 e do Anexo 2 ao Contrato (os “Investimentos
Permitidos”).
4.5.1. Caso os Investimentos Permitidos sejam resgatados antes de seu vencimento, de
acordo com as instruções dadas pela Concessionária após a ocorrência de qualquer Evento de
Inadimplemento, o Banco Gestor de Recursos não será, em nenhuma medida, responsabilizado
por eventuais perdas advindas de tal resgate antecipado.
4.7. Todos os recursos a qualquer tempo depositados na Conta Centralizadora, na Conta-
Garantia e na Conta Reserva serão de titularidade do Poder Concedente, mas, até o término do
Prazo da Concessão, serão geridos e movimentados exclusivamente pelo Banco Gestor de
Recursos, sendo considerados recursos depositados para benefício exclusivo da Concessionária,
em consonância com o Decreto Distrital nº [•]/[•] e com o mecanismo de Garantia previsto neste
Contrato.
4.7.1. Observado o disposto na Subcláusula 4.7, acima, todos e quaisquer recursos a
qualquer tempo depositados na Conta Centralizadora, na Conta-Garantia e na Conta Reserva
terão como finalidade exclusiva, para fins orçamentários e fiscais, a constituição da Garantia, em
conformidade com o Contrato de Concessão e com este Contrato.

5. DIREITOS E OBRIGAÇÕES DO BANCO GESTOR DE RECURSOS – RENÚNCIA E


DESTITUIÇÃO
5.1. O Banco Gestor de Recursos somente estará obrigado a cumprir qualquer instrução
para aplicação ou liberação, no todo ou em parte, do saldo da Conta Centralizadora e da Conta-
Garantia, bem como a seguir qualquer aviso ou instrução de qualquer pessoa ou entidade, no
caso da instrução ou aviso (i) estar de acordo com os termos e condições deste Contrato; (ii)
corresponder a uma Notificação de Inadimplemento; ou (iii) corresponder a uma decisão final
exarada por juízo competente.
5.2. Se qualquer montante objeto deste Contrato (i) for, em qualquer ocasião, arrestado,
penhorado ou bloqueado, nos termos de uma decisão judicial; (ii) tiver seu pagamento, cessão,
transferência, transmissão ou entrega suspenso ou determinado por decisão judicial; ou (iii) tiver
sua disponibilidade de qualquer forma afetada por uma decisão judicial, o Banco Gestor de
Recursos deverá acatar e agir de acordo com a decisão judicial em questão, devendo enviar uma
notificação às Partes sobre tal ocorrência, para que tomem as medidas cabíveis conforme a
Cláusula 9.
5.3. Sem prejuízo das demais obrigações contidas neste Contrato e na legislação aplicável,
o Banco Gestor de Recursos deverá:
(i) Proteger os interesses da Concessionária com relação às obrigações assumidas pelo
Poder Concedente com relação ao pagamento da Remuneração e de outros eventuais valores
devidos nos termos do Contrato de Concessão;
(ii) Informar à Concessionária, por escrito, imediatamente após tomar conhecimento do
fato, de qualquer descumprimento das obrigações previstas neste Contrato que tenha sido
praticado por qualquer das demais Partes, o qual possa implicar redução do Saldo Mínimo da
Conta-Garantia, ou de qualquer forma prejudicar a Garantia;
(iii) Entregar à Concessionária e ao Poder Concedente, por meio eletrônico, seguido dos
originais enviados pelo correio, os extratos mensais relativos às Contas Vinculadas, para
conferência, até o 5º (quinto) dia do mês subsequente ao fechamento do mês;
(iv) Prestar contas, por escrito, a qualquer das Partes, sempre que assim solicitado, no
prazo máximo de 15 (quinze) dias úteis contados da respectiva solicitação, ou em prazo superior,
caso seja necessário em virtude da natureza das informações a serem prestadas, o qual, no
entanto, não poderá exceder o prazo máximo de 30 (trinta) dias, ficando ajustado que, caso uma
decisão judicial venha a determinar a referida prestação de contas ou informações, tais
informações deverão ser prestadas dentro do prazo legal consignado na referida decisão;
(v) Informar à Concessionária (v.1) de qualquer redução do Saldo Mínimo da Conta-
Garantia, imediatamente após o fechamento do expediente bancário; e/ou (v.2) do depósito
total na Conta Centralizadora de valores inferiores aos montantes definidos como devidos a título
de Remuneração para o período, nos termos da regulamentação aplicável, imediatamente após
o fechamento do último expediente bancário do mês em questão; e
(vi) Realizar a gestão das Contas Vinculadas conforme determinado no Decreto Distrital
nº [•]/[•], neste Contrato e no Contrato de Concessão.
5.4. Fica entendido e ajustado que o Banco Gestor de Recursos:
(i) Não estará obrigado a aceitar quaisquer instruções de qualquer das Partes ou de
terceiros, exceto conforme previsto na Subcláusula 5.1, acima;
(ii) Não terá qualquer responsabilidade com relação ao Contrato de Concessão, ou a
qualquer outro documento a esse relacionado, ficando entendido que seus deveres são
exclusivamente aqueles decorrentes do mandato outorgado por meio do Decreto Distrital nº
[•]/[•] e deste Contrato;
(iii) Não possui qualquer responsabilidade pelas consequências do cumprimento das
instruções recebidas de acordo com este Contrato, inclusive com relação à aplicação de recursos
depositados nas Contas Vinculadas conforme previsto neste Contrato;
(iv) Não estará obrigado a verificar a correção dos dados e informações que lhe sejam
apresentados nos termos deste Contrato; e
(v) Não possui qualquer participação nas Contas Vinculadas, agindo somente como
custodiante, administrador, pagador e executor dos Recursos da Concessão, de sorte que detém
apenas a posse, mas não a propriedade, de tais valores.
5.5. O Banco Gestor de Recursos poderá, a qualquer tempo, renunciar ao mandato
conferido de acordo com este instrumento, observadas as seguintes condições:
(i) Aviso, por escrito, à Concessionária e ao Poder Concedente, em seus respectivos
endereços, conforme aqui estabelecido, no prazo mínimo de 90 (noventa) dias de antecedência
contados da data pretendida para a renúncia; e
(ii) Conclusão do processo de contratação de novo banco para atuação como
custodiante, administrador, pagador e executor dos Recursos da Concessão (o “Novo Banco”),
em conformidade com o disposto na Subcláusula 5.8, sendo certo que a renúncia apenas se
tornará eficaz na data em que ambas as condições designadas nesta Subcláusula 5.5 forem
verificadas.
5.5.1. Por ocasião da data efetiva da renúncia do Banco Gestor de Recursos e,
concomitantemente, do cumprimento das condições acima:
(i) Todos os pagamentos em dinheiro, rendimentos e valores então detidos pelo Banco
Gestor de Recursos nos termos deste Contrato deverão ser entregues ao Novo Banco, por
escrito, pelo Poder Concedente e pela Concessionária, em conjunto, ou somente pela
Concessionária, no caso da ocorrência de qualquer Evento de Inadimplemento; e
(ii) A única responsabilidade do Banco Gestor de Recursos após a data em referência será
a custódia de todos os montantes em dinheiro e rendimentos, bem como de todos os outros
valores detidos pelo Banco Gestor de Recursos, mantendo aplicados os montantes até então
investidos em Investimentos Permitidos, para sua entrega ao Novo Banco, ou, se nenhuma
pessoa tiver sido assim designada, de acordo com as instruções de uma decisão judicial.
5.6. A Concessionária poderá, durante a vigência deste Contrato, destituir o Banco Gestor
de Recursos a qualquer tempo, mediante notificação prévia de 30 (trinta) dias, encaminhada ao
Banco Gestor de Recursos.
5.7. Após o recebimento da notificação de que trata a Subcláusula 5.6, acima, deverá o
Banco Gestor de Recursos obedecer ao que segue:
(i) Todos os pagamentos em dinheiro, rendimentos e valores até então detidos pelo
Banco Gestor de Recursos, nos termos deste Contrato, deverão ser entregues ao Novo Banco,
no caso de ocorrência de um Evento de Inadimplemento; e
(ii) Deverá o Banco Gestor de Recursos prestar contas por escrito das quantias
depositadas nas Contas Vinculadas e dos investimentos realizados à Concessionária e ao Poder
Concedente, nos termos da Subcláusula 5.3.(iv), acima, sendo que suas obrigações somente
extinguir-se-ão após aprovação de tais contas, pelo Poder Concedente e pela Concessionária.
5.8. Em caso de renúncia ou destituição do Banco Gestor de Recursos, o Poder
Concedente deverá realizar novo processo de seleção compatível com a legislação aplicável para
a contratação do possível Novo Banco, o qual deverá:
(i) Ser banco de primeira linha no mercado brasileiro, assim entendido aquele que, (i.1)
sendo banco nacional, figure entre os 10 (dez) maiores bancos brasileiros no ano anterior ao
processo de contratação, conforme listagem divulgada pelo Banco Central do Brasil; ou, (i.2)
sendo filial brasileira de banco estrangeiro, detenha nota igual ou superior a AA+ na escala de
classificação de risco (rating) realizada pela Standard & Poor’s (S&P);
(ii) Possuir, no mínimo, uma agência no Município de Brasília, Distrito Federal;
(iii) Ser controlado, direta ou indiretamente, por terceiro, que não o Poder Concedente;
(iv) Estar livre para realizar negócios com o Poder Concedente – isto é, não estar impedido
de nenhuma forma; e
(v) Aderir e submeter-se integralmente aos termos e condições deste Contrato.
5.9. Uma vez nomeado conforme a Subcláusula 5.8, acima, o Novo Banco deverá aderir
integralmente aos termos e condições deste Contrato e sucederá nos direitos, poderes e
obrigações do Banco Gestor de Recursos.
5.9.1. As obrigações assumidas pelo Novo Banco conforme a Subcláusula 5.9, acima,
somente serão consideradas quitadas após a aprovação da prestação de contas prevista na
Subcláusula 5.7.(ii), acima, aprovação essa que deverá ser feita pelo Poder Concedente e pela
Concessionária, na ausência da ocorrência de um Evento de Inadimplemento, ou apenas pela
Concessionária, após a ocorrência de um Evento de Inadimplemento.

6. CONTA CENTRALIZADORA
6.1. A Conta Centralizadora será movimentada única e exclusivamente pelo Banco Gestor
de Recursos, na forma deste Contrato.
6.2. Deverão ser depositados na Conta Centralizadora todos os Recursos da
Remuneração e os Recursos Vinculados, destinados ao pagamento da Remuneração e à
constituição da Garantia, nos termos do Decreto Distrital nº [•]/[•] e do Contrato de Concessão.
6.2.1. O BRB transferirá da Conta de Arrecadação à Conta Centralizadora os valores devidos
à Concessionária a título de Tarifa de Passageiros, conforme a periodicidade e a repartição de
receitas entre delegatárias dos serviços integrantes do STPC estabelecida no Contrato de
Concessão e na legislação e regulação aplicável.
6.2.2. O BRB, em nome e lugar do Poder Concedente, transferirá da Conta Subsídio à Conta
Centralizadora os valores devidos à Concessionária a título de Subsídio, conforme a
periodicidade e a repartição de receitas entre delegatárias dos serviços integrantes do STPC
estabelecida no Contrato de Concessão e na legislação e regulação aplicável.
6.2.3. O Poder Concedente transferirá à Conta Centralizadora os valores devidos a título de
Contraprestação Pública Mensal, conforme a periodicidade e os valores estabelecidos no
Contrato de Concessão.
6.2.4. As Receitas Extraordinárias serão depositadas diretamente na Conta Centralizadora,
cabendo ao Banco Gestor de Recursos fazer sua repartição conforme o compartilhamento de
ganhos disciplinado no Contrato de Concessão.
6.3. Os montantes depositados na Conta Centralizadora serão aplicados pelo Banco
Gestor de Recursos de acordo com a seguinte ordem de prioridade, observado o preenchimento
inicial do Saldo Mínimo da Conta-Garantia, previsto na Subcláusula 7.1:
(i) Em primeiro lugar, deverão ser transferidos à Conta de Livre Movimentação, em
benefício da Concessionária, os valores correspondentes à Remuneração, devida pelo Poder
Concedente nos termos e condições previstos no Contrato de Concessão; e
(ii) Em segundo lugar, deverá ser reconstituído o Saldo Mínimo da Conta-Garantia, caso
seja necessário, conforme sistemática descrita na Subcláusula 6.5.
6.3.1. Na hipótese de haver o vencimento de nova parcela da Remuneração, nos termos do
Contrato de Concessão, sem que tenha havido a integral recomposição do Saldo Mínimo da
Conta-Garantia, deverá o Banco Gestor de Recursos utilizar os recursos depositados na Conta
Centralizadora para realizar a transferência do montante a título da Remuneração vincenda e,
subsequentemente, transferir os recursos depositados na Conta Centralizadora para a
recomposição do Saldo Mínimo da Conta-Garantia.
6.4. A Concessionária deverá enviar ao Banco Gestor de Recursos uma cópia da fatura
devidamente aprovada para pagamento da Remuneração devida, nos termos do Contrato de
Concessão.
6.5. Em caso de utilização de qualquer parcela do Saldo Mínimo da Conta-Garantia, em
conformidade com o disposto na Subcláusula 7.4, abaixo, deverá o Banco Gestor de Recursos
providenciar sua recomposição a partir da transferência de recursos excedentes da Conta
Centralizadora após o pagamento da Remuneração relativa ao mês em referência, conforme a
sistemática descrita na Subcláusula 6.3.
6.6. Caso o saldo verificado na Conta Centralizadora após o pagamento da Remuneração
em um determinado período do mês seja insuficiente para recomposição do Saldo Mínimo da
Conta-Garantia, deverá o Banco Gestor de Recursos providenciar que no(s) mês(es)
subsequente(s) seja(m) efetuado(s) depósito(s) do montante faltante de Recursos Vinculados e
Recursos da Remuneração, até que o Saldo Mínimo da Conta-Garantia seja integralmente
recomposto, observado, em qualquer caso, o disposto na Subcláusula 6.3.1, acima.
6.7. Após o pagamento da Remuneração da Concessionária em um determinado mês e
estando completo o Saldo Mínimo da Conta-Garantia, deverá o Banco Gestor de Recursos
transferir para a conta única do Poder Concedente, mantida junto ao BRB, todos os recursos
eventualmente sobejantes na Conta Centralizadora naquele mês.

7. CONTA-GARANTIA
7.1. No prazo máximo de 6 (seis) meses contados da celebração deste Contrato, deverá o
Poder Concedente providenciar a transferência para a Conta-Garantia do montante equivalente
a 6 (seis) parcelas mensais no valor máximo da Remuneração, de acordo com o Contrato de
Concessão (o “Saldo Mínimo da Conta-Garantia”), para constituição da Garantia, de acordo com
os termos e condições deste Contrato.
7.2. O Saldo Mínimo da Conta-Garantia deverá ser mantido em depósito na Conta-
Garantia durante toda a vigência do Contrato de Concessão e deverá ser periodicamente
corrigido e revisado conforme procedimentos de correção e revisão da Remuneração previstos
no Contrato de Concessão.
7.3. Quando do advento da obrigação do Poder Concedente de proceder ao pagamento
da Contraprestação Pública Mensal “B”, deverá a Concessionária informar ao Banco Gestor de
Recursos o montante atualizado da Remuneração para fins de atualização do Saldo Mínimo da
Conta-Garantia.
7.4. Os recursos a qualquer tempo depositados na Conta-Garantia somente poderão ser
transferidos para a Conta de Livre Movimentação no caso de ocorrência de um Evento de
Inadimplemento, após envio de Notificação de Inadimplemento, com a finalidade de (i) saldar
pagamentos da Remuneração não realizados, no todo ou em parte, na data devida prevista no
Contrato de Concessão; ou (ii) saldar outras obrigações financeiras do Poder Concedente
previstas no Contrato de Concessão e não adimplidas nas datas previstas em referido
instrumento.
7.5. Imediatamente após o recebimento da Notificação de Inadimplemento, o Banco
Gestor de Recursos deverá transferir da Conta-Garantia para a Conta de Livre Movimentação os
montantes das obrigações financeiras do Poder Concedente oriundas do Contrato de Concessão
inadimplidas, independentemente de qualquer notificação em sentido contrário do BRB ou do
próprio Poder Concedente.
7.6. Os recursos a qualquer tempo depositados na Conta-Garantia deverão ser investidos
pelo Banco Gestor de Recursos em Investimentos Permitidos, na forma do Anexo 3 ao Contrato.
7.7. Ressalvada a hipótese de ocorrência e durante a continuidade de um Evento de
Inadimplemento, todos e quaisquer ganhos financeiros advindos dos Investimentos Permitidos
reverterão periodicamente ao Poder Concedente e deverão, portanto, ser transferidos a uma
conta específica de sua titularidade, a ser informada por escrito ao Banco Gestor de Recursos,
sendo que tal conta bancária não se sujeitará aos termos e condições deste Contrato.
7.8. Na hipótese de ocorrência e durante a continuidade de um Evento de
Inadimplemento, todos e quaisquer ganhos financeiros que advenham dos Investimentos
Permitidos não poderão ser transferidos para o Poder Concedente, devendo permanecer
depositados na Conta-Garantia para aplicação em conformidade com o disposto nesta Cláusula
7 e demais disposições deste Contrato.

8. CONTA DE LIVRE MOVIMENTAÇÃO


8.1. A Conta de Livre Movimentação será livremente movimentada pela CONCESSIONÁRIA,
para disposição sobre os Recursos da Concessão que lhe são devidos nos termos do Contrato de
Concessão e deste Contrato.
8.2. O Banco Gestor de Recursos transferirá à Conta de Livre Movimentação, na
periodicidade discriminada no Contrato de Concessão, os valores devidos a título de
Remuneração, bem como outros valores relacionados a obrigações financeiras do Poder
Concedente previstas no Contrato de Concessão e não adimplidas nas datas previstas em
referido instrumento, no caso de Evento de Inadimplemento.
8.3. A sistemática de depósitos na Conta de Livre Movimentação seguirá o disposto nas
Cláusulas 6, 7 e 9.
9. CONTA RESERVA
9.1. A Conta Reserva deverá ser aberta na data de celebração deste Contrato em nome
do Poder Concedente e deverá permanecer sem qualquer recurso depositado e sem qualquer
movimentação até que sobrevenha qualquer forma de ônus, gravame ou vínculo, seja de que
natureza for, independentemente de sua origem, que impeça ou de qualquer forma limite a
movimentação dos Recursos da Concessão, depositados na Conta Centralizadora e/ou na Conta-
Garantia (um “Ônus”).
9.2. Na hipótese de ocorrência e verificação de um Ônus, o Poder Concedente se obriga a
imediatamente providenciar o depósito na Conta Reserva, a partir da utilização dos Recursos
Vinculados, dos Recursos da Remuneração ou de outros recursos orçamentários, na forma das
leis orçamentárias do Distrito Federal, do valor correspondente a 3 (três) parcelas mensais do
valor máximo da Remuneração, devidas nos termos do Contrato de Concessão, devendo tal valor
ser empregado pelo Banco Gestor de Recursos da seguinte forma:
(i) Em primeiro lugar, deverão ser transferidos à Conta de Livre Movimentação os
montantes devidos a título de Remuneração, em conformidade com o disposto na Subcláusula
6.2; e
(ii) Em segundo lugar, deverá ser mantido na Conta Reserva o saldo residual dos recursos
transferidos pelo Poder Concedente à Conta Reserva para constituição de garantia adicional em
favor da Concessionária (o “Valor Remanescente”).
9.3. O Valor Remanescente da Conta Reserva deverá, a qualquer tempo enquanto
perdure um Ônus, ser de, no mínimo, o montante equivalente ao valor de 3 (três) parcelas
mensais do valor máximo da Remuneração, devendo o Poder Concedente e o BRB providenciar
depósitos adicionais na Conta Reserva tantas vezes quantas necessárias para a manutenção de
tal montante mínimo do Valor Remanescente.
9.4. Os recursos a qualquer tempo depositados na Conta Reserva deverão ser transferidos
para o Poder Concedente imediatamente após a cessação da existência do Ônus que tenha dado
causa ao procedimento descrito na Subcláusula 9.2, desde que mantido o Saldo Mínimo da
Conta-Garantia.
9.4.1. Na hipótese de, no momento da cessação da existência do Ônus, encontrar-se o saldo
da Conta-Garantia em montante inferior ao determinado por este Contrato, deverá o BANCO
GESTOR DE RECURSOS (i) providenciar a transferência dos recursos depositados na Conta Reserva
para a Conta-Garantia e, caso a transferência não seja suficiente para recompor o Saldo Mínimo
da Conta-Garantia, (ii) adotar o procedimento previsto nas Subcláusulas 6.5 e 6.6.

10. DIREITOS E OBRIGAÇÕES DA CONCESSIONÁRIA


10.1. Sem limitação a qualquer direito previsto neste Contrato ou na legislação aplicável, a
Concessionária:
(i) Deverá emitir e apresentar as faturas relativas à Remuneração ao Banco Gestor de
Recursos em conformidade com o procedimento previsto no Contrato de Concessão;
(ii) Deverá exigir que o Banco Gestor de Recursos cumpra suas obrigações conforme
previsto neste Contrato, incluindo o pagamento e a transferência das quantias aqui previstas, de
acordo com os termos e condições deste Contrato;
(iii) Poderá contestar qualquer medida tomada pelo Banco Gestor de Recursos em
desacordo com as instruções por ela enviadas;
(iv) Poderá iniciar qualquer medida judicial ou extrajudicial em defesa de seus interesses,
se o Banco Gestor de Recursos não o fizer; e
(v) Disporá livremente sobre a Conta de Livre Movimentação.

11. DIREITOS E OBRIGAÇÕES DO PODER CONCEDENTE


11.1. Sem limitação a qualquer direito previsto neste Contrato ou na legislação aplicável, o
Poder Concedente:
(i) Deverá exigir que o Banco Gestor de Recursos cumpra suas obrigações conforme
previsto neste Contrato, de acordo com os termos e condições deste Contrato e com o Contrato
de Concessão; e
(ii) Poderá contestar qualquer medida tomada pelo Banco Gestor de Recursos em
desacordo com as instruções enviadas pela Concessionária por meio da Notificação de
Inadimplemento.
11.2. Observado o disposto no Decreto Distrital nº [•]/[•], o Poder Concedente terá, ainda,
as seguintes obrigações, sem prejuízo das demais previstas neste Contrato ou na legislação
aplicável:
(i) Prestar ao Banco Gestor de Recursos todos os esclarecimentos solicitados nos termos
deste Contrato e demais esclarecimentos necessários para fins do cumprimento pelo Banco
Gestor de Recursos de suas obrigações nos termos deste Contrato;
(ii) Assistir o Banco Gestor de Recursos, sempre que assim solicitado, em qualquer
demanda, judicial ou extrajudicial, presente ou futura, ou qualquer medida que deva
necessariamente ser tomada a fim de preservar qualquer dos direitos da Concessionária;
(iii) Informar ao Banco Gestor de Recursos e à Concessionária, por escrito, a existência
de qualquer reclamação ou processo judicial ou extrajudicial que possa afetar os direitos da
Concessionária, os recursos depositados nas Contas Vinculadas e/ou a Garantia Pignoratícia;
(iv) Reembolsar, dentro de um prazo razoável, todas as despesas incorridas e
comprovadas pelo Banco Gestor de Recursos no cumprimento e execução deste Contrato,
segundo os termos e condições aqui estabelecidos;
(v) Não tomar qualquer medida que impeça ou dificulte o Banco Gestor de Recursos de
cumprir suas obrigações conforme previsto neste Contrato e no Contrato de Concessão;
(vi) Tomar todas as medidas que eventualmente se façam necessárias para viabilizar (i) a
prestação dos serviços contratados com o Banco Gestor de Recursos por meio deste Contrato e
(ii) a estrutura de garantias e procedimentos previstos neste Contrato; e
(vii) Pagar, no prazo contratual, a remuneração devida ao Banco Gestor de Recursos
conforme acordado entre as Partes e constante do Anexo 3 ao Contrato.

12. DECLARAÇÕES
12.1. O Banco Gestor de Recursos declara às demais Partes que:
(i) é instituição financeira devidamente constituída e existente de acordo com as leis
brasileiras, autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil, possui pleno poder, autoridade e
capacidade para celebrar este Contrato e cumprir as obrigações por ele assumidas no presente
Contrato, tomou todas as medidas societárias necessárias para autorizar a celebração deste
Contrato;
(ii) o presente Contrato constitui uma obrigação legal, válida e vinculativa, podendo ser
executada contra ele de acordo com seus termos;
(iii) a celebração do presente Contrato não constituirá violação de seu Estatuto Social ou
quaisquer outros documentos societários, bem como não deverá constituir violação ou
inadimplemento de qualquer contrato que seja parte;
(iv) não é necessária a obtenção de qualquer aprovação governamental, ou quaisquer
outros consentimentos, aprovações, ou notificações com relação às obrigações aqui
contempladas; e
(v) não há qualquer litígio, investigação ou processo perante qualquer tribunal de
arbitragem, juízo ou tribunal administrativo com relação ao presente Contrato, a qualquer das
obrigações aqui previstas, que esteja pendente ou, no melhor do conhecimento do Banco Gestor
de Recursos, seja iminente, e que acarrete um efeito adverso relevante relativo ao Banco Gestor
de Recursos ou qualquer de suas propriedades, direitos, receitas ou bens.

13. DISPOSIÇÕES GERAIS


13.1. Em razão de sua absoluta dependência ao Contrato de Concessão, as obrigações
previstas neste Contrato, o mecanismo de Garantia e a criação da Garantia Pignoratícia
permanecerão em pleno vigor e eficácia até o término da vigência do Contrato de Concessão,
não sendo possível a rescisão ou término deste Contrato sem que tenha ocorrido o término do
Contrato de Concessão na forma da legislação aplicável.
13.2. Qualquer disposição do presente Contrato que venha a ser inexequível deverá se
tornar ineficaz sem invalidar as demais disposições aqui contidas, devendo as Partes, na hipótese
de declaração da inexequibilidade de qualquer das disposições deste Contrato formularem
disposição substituta com teor semelhante e exequível nos termos da legislação aplicável.
13.3. O atraso ou não exercício pela Concessionária de qualquer poder ou direito aqui
contido não deverá operar como uma renúncia, tampouco a novação ou alteração contratual, a
não ser que assim seja expressamente manifestado pela Concessionária.
13.4. Os direitos e recursos estabelecidos no presente Contrato são cumulativos, poderão
ser exercidos isolada ou simultaneamente e não excluem quaisquer direitos ou recursos
estabelecidos em lei.
13.5. Toda e qualquer renúncia, aditamento ou modificação de qualquer dos termos ou
disposições do presente Contrato somente será válida se por escrito e assinada pelas Partes,
obrigando o presente Contrato às Partes e aos seus respectivos sucessores e cessionários a
qualquer título.
13.6. Qualquer aviso, instrução ou outra comunicação exigidos ou permitidos nos termos
deste Contrato serão dados por escrito através de entrega em mãos, fac-símile, serviço de
entrega rápida ou por correspondência registrada, com recibo de entrega, postagem paga
antecipadamente, endereçados à parte que receber os mesmos em seus respectivos endereços
conforme disposto abaixo, ou a outro endereço conforme tal parte possa designar através de
aviso às demais Partes.
(vi) Se para o Banco Gestor de Recursos:
Banco [•] S.A.
[endereço]
E-mail: [______]
At.: [______]
(vii) Se para o Poder Concedente:
Governo do Distrito Federal – Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade –
SEMOB
Praça do Buriti, Anexo do Palácio do Buriti, 15º andar, Zona Cívico-Administrativa
Município de Brasília, Distrito Federal
CEP 70075-900
E-mail: [______]
At.: [______]
(viii) Se para a Concessionária:
[CONCESSIONÁRIA]
[endereço]
E-mail: [______]
At.: [______]
(ix) Se para o BRB:
Banco de Brasília S.A.
SBS, Quadra 01, Bloco “E”, Edifício Brasília
Município de Brasília, Distrito Federal
CEP 70072-900
E-mail: [______]
At.: [______]
13.7. Todo e qualquer aviso, instrução e comunicação nos termos deste Contrato serão
válidos e considerados entregues, na data de seu recebimento, conforme comprovado através de
protocolo assinado pela parte à qual são entregues ou, em caso de transmissão por fac-símile ou
correio, com aviso de recebimento.
13.8. O presente Contrato representa o acordo integral das Partes com relação à matéria
aqui contida.
13.9. Todas as declarações e garantias feitas no presente Contrato e em qualquer
documento, certificado ou declaração apresentado de acordo com os termos aqui contidos ou
que tenham relação com o presente Contrato deverão subsistir à assinatura desse.

14. RESOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS – ARBITRAGEM


14.1. Caso quaisquer disputas, conflitos ou discrepâncias de qualquer natureza
relacionadas (i) à existência e/ou ao exercício de qualquer direito previsto neste Contrato; (ii) à
existência e/ou à ocorrência de qualquer dano; e/ou (iii) à interpretação dos termos e condições
deste Contrato (doravante referidos conjuntamente como “Conflitos”) surjam em relação a este
Contrato, as Partes deverão envidar seus melhores esforços para solucionar o Conflito.
14.1.1. Caso as Partes não cheguem a um consenso com relação ao Conflito existente,
qualquer Parte poderá enviar às demais uma notificação para que referido Conflito seja
submetido à arbitragem de acordo com esta Cláusula 14 (a “Notificação de Arbitragem”).
14.2. Mediante a entrega e recebimento da Notificação de Arbitragem, o Conflito deverá
ser resolvido de forma definitiva por arbitragem (doravante denominada a “Arbitragem”)
constituída perante e de acordo com as regras da Câmara Comércio Brasil-Canadá (“CCBC”) em
vigor, no que não contrariarem os termos deste Contrato.
14.3. O local da Arbitragem será Brasília, Distrito Federal. A Arbitragem deverá ser
conduzida em português e o árbitro nomeado deverá estar habilitado a arbitrar disputas de
natureza semelhante, possuindo experiência e conhecimento técnico necessários.
14.4. As Partes concordam que as decisões proferidas pela Arbitragem serão definitivas e
vincularão as Partes. A sentença arbitral poderá incluir dispositivo sobre a alocação de custos,
inclusive honorários advocatícios razoáveis e pequenas despesas.
14.5. As Partes, neste ato, acordam que cada uma deverá arcar com seus próprios custos
durante a condução da Arbitragem, e a Parte contra a qual for proferida sentença arbitral
desfavorável deverá reembolsar a outra parte por toda e qualquer despesa e custo razoável
incorrido, inclusive, mas sem limitação, honorários advocatícios e despesas com viagens.
14.6. As Partes renunciam a qualquer outro tribunal que de outra forma teria competência
para julgar qualquer matéria submetida à Arbitragem nos termos desta Cláusula 14.

15. FORO – EXECUÇÃO ESPECÍFICA


15.1. Com a finalidade exclusiva de obter medidas urgentes e de executar a sentença final
da Arbitragem, as Partes elegem o foro de Brasília, Distrito Federal, renunciando a qualquer
outro, por mais privilegiado que possa ser.
15.2. Para os fins do presente Contrato, as Partes poderão, a seu critério exclusivo,
requerer a execução específica das obrigações aqui contidas, conforme estabelece o Código de
Processo Civil.

16. REGISTRO DESTE CONTRATO


16.1. Imediatamente após a assinatura do presente Contrato, o Poder Concedente deverá
registrá-lo no Cartório de Registro de Títulos e Documentos competente de Brasília, Distrito
Federal, devendo fornecer comprovação desse registro à Concessionária no prazo máximo de 30
(trinta) dias da data de assinatura do presente Contrato. Todas as despesas incorridas com
relação ao referido registro deverão correr por conta do Poder Concedente.
E, por estarem assim justas e contratadas, as Partes assinam o presente Contrato em 6 (seis) vias
de igual teor, na presença das duas testemunhas abaixo assinadas.

Brasília, [•] de [•] de [•].

_____________________________________ _____________________________________
BANCO [•] S.A. SECRETARIA DE ESTADO DE TRANSPORTE E
MOBILIDADE – SEMOB

_____________________________________ _____________________________________
[SPE] BANCO DE BRASÍLIA S.A. – BRB

Testemunhas:

1._______________________________ 2._______________________________
Nome: Nome:
RG: RG:
CONTRATO DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS - ANEXO 1

RELAÇÃO DAS CONTAS VINCULADAS


CONTRATO DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS - ANEXO 2

DESCRIÇÃO DOS INVESTIMENTOS PERMITIDOS

Para os fins do presente Contrato, serão considerados Investimentos Permitidos:

• Títulos da dívida do Governo Federal, emitidos na forma escritural, da categoria Nota do


Tesouro Nacional Série B (NTN-B)

• Títulos de dívida de renda fixa, emitidos por empresas brasileiras, com sede e
administração no Brasil, na forma de debêntures, com garantia real e rating mínimo br
AAA ou br AA+, segundo a classificação da Agência Standard & Poor’s;

• Certificado de Depósito Bancário (CDB), emitido por instituição financeira brasileira com
rating mínimo br AAA ou br AA+, segundo a classificação da Agência Standard & Poor’s

• Qualquer outro título de dívida emitido em reais, com liquidez, e rating mínimo br AAA ou
br AA+, segundo a classificação da Agência Standard & Poor’s
CONTRATO DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS - ANEXO 3
REMUNERAÇÃO DO BANCO GESTOR DE RECURSOS
ANEXO 6
EDITAL
ANEXO 7
ESTRUTURA SOCIETÁRIA DA CONCESSIONÁRIA
ANEXO 8
PLANO DE NEGÓCIOS
ANEXO 9
PROJETO DE OPERAÇÃO E DETALHAMENTO DOS INVESTIMENTOS
ANEXO 10
DESCRIÇÃO DA FÓRMULA DE CÁLCULO, REVISÃO E REAJUSTE DA TARIFA DE PASSAGEIROS