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O objetivo de se medir e controlar as diversas variáveis físicas em processos industriais é obter

produtos de alta qualidade, com melhores condições de rendimento e segurança, a custos


compatíveis com as necessidades do mercado consumidor.
Nos diversos segmentos de mercado, sejam estes químicos, petroquímico, siderúrgico, cerâmico,
farmacêutico, vidreiro, alimentício, papel e celulose, hidrelétrico, nuclear entre outros, a
monitoração da variável Temperatura é fundamental para a obtenção do produto final
especificado.

1.1 Definição de Temperatura e Calor

Todas as substâncias são constituídas de pequenas partículas, moléculas e que se encontram em


contínuo movimento. Quanto mais rápido o movimento das moléculas, mais quente se apresenta o
corpo e quanto mais lento mais frio se apresenta o corpo.
Então define-se temperatura como o grau de agitação térmica das moléculas.

Calor é energia em trânsito ou a forma de energia que é transferida através da fronteira de um


sistema em virtude da diferença de temperatura.

1.2 Escalas da Temperatura

A primeira escala de temperatura foi a de Farenheit em 1714, no qual convencionou 32ºF para a
temperatura de congelamento de uma mistura entre gelo e amônia e 212ºF para a temperatura de
ebulição da água. A diferença entre estes pontos foi dividida em 180 partes iguais a qual se deu o
nome de grau Farenheit.

Mais tarde, Celsius tomando os mesmos dois pontos, definiu 0ºC para o congelamento da água e
100ºC para a ebulição da água, ambas à pressão atmosférica, a qual se deu o nome de graus
Celsius ou Centrígrados.
No princípio de 1800, Thonsom (Lord Kelvin) desenvolveu uma escala termodinâmica universal,
baseada no coeficiente de expansão de um gás ideal. Kevin estabeleceu o coneito de Zero
Absoluto e a sua escala permanece como padrão para a termometria moderna.

Zero absoluto ou Zero Kevin é a menor temperatura que um corpo pode alcançar, 0 K equivale a -
273,15ºC.

As equações de conversão das unidades mais usadas na termometria moderna são:

ºC = ( ºF - 32 ).5/9
ºF = 9/5.ºC + 32
K= ºC + 273,15
ºC = K - 273,15

Existem outras escalas como a Rankine e a Réamur, porém são de pouco uso.

ºR = ºF + 459,67
ºRe = 4/5.ºC

1.3 Escala Internacional de Temperaturas (ITS - 90)

Para melhor melhor expressar as leis da termodinâmica, foi criada uma escala baseada em
fenômeno de mudança de estado físico de substâncias puras, que ocorrem em condições únicas
de temperatura e pressão. São chamados de pontos fixos de temperatura.

Chama-se esta escala de IPTS - Escala Prática Internacional de Temperatura. A primeira escala
prática internacional de temperatura surgiu em 192, modificada em 1948 (IPTS-48). Em 1960 mais
modificações foram feitas e em 1968 uma nova Escala Prática Internacional de Temperatura foi
publicada (IPTS-68).
A ainda atual IPTS-68 cobre uma faixa de -259,34 a 1064,34ºC baseada em pontos de fusão,
ebuliçao e pontos triplos de certas substâncias puras como por exemplo, o ponto de fusão de
alguns metais puros.
Hoje já existe a ITS-90 Escala Internacional de Temperatura, definida em fenômenos
determinísticos de temperatura e que definiu alguns novos pontos fixos de temperatura.

Pontos Fixos IPTS-68 IPTS-90


Ebulição do Oxigênio -182,962ºC -182,954ºC
Pponto Triplo da Água +0,010ºC +0,010ºC
Solidificação do Estanho +231,968ºC +231,928ºC
Solidificação do Zinco +419,580ºC +419,527ºC
Solidificação do Prata +961,930ºC +961,780ºC
Solidificação do Ouro +1064,430ºC +1064,180ºC

1.4 Normas e Padrões Internacionais

Com o desenvolvimento tecnológico diferente em diversos paises, criou-se uma série de normas e
padronizações, cada um atendendo a uma dada região.
As mais importantes são:

ISA - AMERICANA
DIN - ALEMÃ
JIS - JAPONESA
BS - INGLESA
UNI - ITALIANA

Para atender as diferentes especificações técnicas na área da termometria, cada vez mais se
somam os esforços com o objetivo de se unificar estas normas. Para tanto, a Comissão
Internacional Eletrotécnica-IEC, vem desenvolvendo um trabalho junto aos paises envolvidos
neste processo normativo, não somente para obter normas mais completas e aperfeiçoadas mas
também de prover meios para a internacionalização do mercado de instrumentação relativo a
termopares.

Como um dos participantes desta comissão, o Brasil, através da Associação Brasileira de Normas
Técnicas - ABNT, está também diretamente interessado no desdobramento deste assunto e vem
adotando tais especificações como Normas Técnicas Brasileiras

1.5 Tipos de Sensores de Temperatura

Sensores, detetores ou elementos primários de temperatura são transdutores que alteram


algumas de suas características físicas ao se equalizar com o meio a ser determinada a
temperatura. Como exemplo poderíamos citar a dilatação do mercúrio num termômetro de vidro, a
geração de tensão num termopar, a variação de resistência ôhmica num termistor entre outras.

Dos inúmeros tipos de sensores de temperatura existentes, como termômetros de vidro,


termômetros bimetálicos, termômetros de gás, termistores, termômetros de quartzo, termopares,
termoresistências, termômetros de germânio e outros; os mais utilizados industrialmente são os
termopares e as termoresistâncias.

1.6 Termoresistências

As termoresistências são sensores de temperatura muito usados nos processos industriais e em


laboratórios, por suas condições de alta estabilidade, retibilidade, resistência a contaminação,
pequeno drift em relação ao tempo, menor influência de ruídos e altíssima precisão de leitura.
Por estas características, este sensor é padrão internacional para medição de temperatura na
faixa de -259,3465ºC a 961,78ºC, segundo a ITS-90.

8.1 Princípio de Funcionamento

As termoresistências ou bulbos de resistência ou termômetros de resisstência ou RTD, são


sensores que se baseiam no princípio da variação da resistência ôhmica em função da
temperatura. Elas aumentam a resistência com o aumento da temperatura.
Seu elemento sensor consiste de uma resistência em forma de fio de platina de alta pureza, de
níquel ou de cobre (menos usado) encapsulado num bulbo de cerâmica ou vidro.

Entre esses materiais, o mais utilizado é a platina pois apresenta uma ampla escala de
temperatura, uma alta resistividade permitindo assim uma maior sensibilidade, um alto coeficiente
de variação de resistência com a temperatura, uma boa linearidade resistência x temperatura e
também ter rigidez e dutibilidade para ser transformada em fios finos, além de ser obtida em forma
puríssima. Padronizou-se então a termoresistência de platina.

A equação matemática que rege a variação da resistência em função da temperatura chama-se de


equação Callendar-Van Dusen e que está mostrada abaixo:

Observação: Existe um valor de alfa diferente do anterior que ainda hoje é usado nos USA e
Japão, é conhecido como "Curva Americana" ou a antiga JIS 1604-1981.
8.2 Construção Física do Sensor
O fio de platina ou níquel é enrolado na forma helicoidal e encapsulada hermeticamente em um
bulbo de cerâmica ou vidro.
Os bulbos de vidro geralmente são usados em laboratórios, onde se deseja um tempo de resposta
baixo, já os bulbos cerâmicos são mais recomendados para aplicações industriais, pois resistem a
temperaturas mais altas e tem uma maior resistência mecânica.

Outro método é depositar platina sobre um substrato fino (thin-film) para substituir o fio
convencional. Desta forma, o elemento pode ser ligado a uma superfície plana ou cilíndrica.

Estes sensores são colocados em poços ou tubos de proteção para uma maior resistência e
interligados por fios de cobre, níquel ou prata até o cabeçote.
Os acessórios utilizados nos termopares também são usados para as termoresistências.
8.3 Características Gerais da Termoresistência de Platina

A termoressitência de platina é a mais usada industrialmente devido a sua grande establidade e


precisão.
E esta termoresistência tem sua curva padronizada conforme norma DIN-IEC 751-1985 e tem
como características luma resistência de 100 a 0ºC.

Convencionou-se chama-la de Pt-100, (fios de platina com 100 a 0ºC).


Sua faixa de trabalho vai de -200 a 650ºC, porém a ITS-90 padronizou seu uso até 962ºC
aproximadamente.

Os limites de erros e outras características das termoresitências, são frequentemente as normas


DIN-IEC 751/1985.

Nota: A norma DIN-IEC 751/85 é a unificação da DIN-43760/80 com a IEC-751/83, atendendo


também a BS-1904/84.

8.3.1 Limites de Erros


Apresentamos os limites de erros para as classes A e B segundo a norma DIN-IEC 751/85:

CLASSE B: ±0,30 + (0,005.t)ºC


CLASSE A: ±0,15 + (0,002.t)ºC
Numérica e graficamente temos:

Tolerância

Temperatura Classe A Classe B

(ºC) (±ºC) (± ) (±ºC) (± )

-200 0,55 0,24 1,3 0,56


-100 0,35 0,14 0,8 0,32
0 0,15 0,06 0,3 0,12
100 0,35 0,13 0,8 0,30
200 0,55 0,20 1,3 0,48
300 0,75 0,27 1,8 0,64
400 0,95 0,33 2,3 0,79
500 1,15 0,38 2,8 0,93
600 1,35 0,43 3,3 1,06
650 1,45 0,46 3,55 1,13
700 - - 3,8 1,17
800 - - 4,3 1,28
850 - - 4,55 1,34
8.3.2 Resistência de Isolação a Temperatura Ambiente
A resistência entre cada terminal do sensor e a bainha deve ser testada com uma voltagem entre
10 V a 100Vdc, sob temperatura ambiente entre 15ºC e 35ºC e uma umidade relativa não
excedendo a 80%.
A polaridade deve ser trocada em todos os terminais.
Em todos os casos, a resistência de isolação mínima é 100M .

8.3.3 Resistência de Isolação a Máxima Temperatura

Com a voltagem não excedendo a 10 Vdc, a resistência de isolação entre cada terminal e a bainha
não deve ser menor que a mostrada na tabela:

Temperatura Máxima Mínima Resistência de Isolação


(ºC) (M )

100 a 300 10
301 a 500 2
501 a 850 0,5

Nota: Dados oriundos da DIN-IEC 751 - 1985

Segundo a ASTM E - 1137, temos

Voltagem Aplicada Temperatura Resistência de Isolação Mínima


(VOLTS DC) (ºC) (M )
10 a 50 25 ± 5 100
10 a 50 300 ± 10 10
10 a 50 650 ± 15 2
8.3.4 Auto-Aquecimento
O auto-aquecimento é causado pela corrente que passa pela resistência, oriunda do instrumento
de leitura. Por efeito Joule, há a geração de calor, quando uma corrente elétrica atravessa uma
resistência.

( P = R.i² )

Para uma medição de temperatura com termoresistência, este aquecimento pode levar a erros
que comprometem esta medição; então este aquecimento tem que ser limitado a pequenos
valores para que possa ser desprezado. Para isso deve-se limitar a corrente de excitação do
sensor.

Pela norma DIN-IEC 751/85, a potência máxima desenvolvida numa termoreistência não pode ser
maior que 1,0 mW, o que na faixa de atuação do sensor dá uma corrente máxima de 3mA. Valores
típicos recomendados são da ordem de 1 a 2 mA.

A elevação da temperatura equivalente ao aumento da dissipação de calor na termoresistência


não deve exceder a 0,3ºC.

8.4 Tipos de Montagens

Na montagem convencional com bainha preenchida, tem-se o sensor montado em um tubo


metálico com uma extremidade fechada e preenchido todos os espaços com óxido de magnésio,
permitindo uma boa troca térmica e protegendo o sensor de choques mecânicos.
A ligação do bulbo é feita com fios de cobre, prata ou níquel isolados entre si; sendo a
extremidade aberta, selada com resina epoxi, vedando o sensor do ambiente em que vai atuar.

Ainda assim neste tipo de montagem, a termoresistência não apresenta muita resistência
mecânica e não dispõe de condições para efetuar curvas, bem como tem limitações relativas ao
diâmetro externo e comprimento total.

Para suprir este problema dimensional, foi desenvolvida a termoresistência isolação mineral, na
qual o bulbo sensor é interligado a um cabo isolação mineral com fios de cobre comuns. Este tipo
de montagem permite a redução do diâmetro, não limita o comprimento, apresenta rápida
velocidade de resposta é dá uma maior flexibilidade permitindo dobras e curvas do cabo que antes
era impossível, podendo ser utilizada onde o acesso não era possível.
Obs.: As montagens com termoresistências são feitas de maneira similar as termopares quanto ao
emprego de acessórios com cabeçotes, tubos e poços, bucins, niples, entre outros.

Apresentamos um gráfico ilustrativo de tempo de resposta de uma termoresistência isolação


mineral.

8.5 Princípio de Medição a 2, 3 e 4 Fios

Existem normalmente dois instrumentos principais para determinar a resistência ôhmica das
termoresistências, que são pontes de medição (Ponte de Wheatstone) e os eletrônicos.
O circuito em ponte é bastante utilizado em laboratórios, devido a sua alta precisão e em alguns
sistemas industriais.
Esta resistência de fiação tende a aumentar quanto maior for a distância entre o sensor e o
instrumento, menor for a bitola dos fios ou maior a tempertura ambiente.

Quando a ponte estiver balanceada (não circular corrente pelo galvanômetro) temos:

Temos que mesmo com a ponte balanceada, o valor da resistência R 3 é igual a R4 mais as
resistências de fiação RL1 e RL2; que dependendo de seus valores podem induzir erros graves na
medição de temperatura com termoresistência.

Temos abaixo uma tabela que mostra a relação bitola dos condutores x distância máxima, entre
termoresistência a dois fios e instrumento receptor.
DIÂMETRO DISTÂNCIA MÁXIMA
(AWG) (mm) (metros)
14 1,63 18,1
16 1,29 11,4
18 1,02 7,2
20 0,81 3,0
22 0,64 1,9
24 0,51 1,8
26 0,40 1,1

- Ligação a Três Fios

Este é o método mais utilizado para as termoresistências na indústria. Neste circuito a


configuraçào elétrica é um pouco diferente, fazendo cm que a alimentação fique o mais próximo
possível do sensor, permitindo que a RL1 passe para o outro braço da ponte, balanceandio o
circuito. Na ligação a 2 fios as resistências de linha estavam em série com o sensor, agora na
ligação a 3 fios elas estão separadas.

Como

Se os fios de ligação forem do mesmo tipo, tiverem o mesmo comprimento e diâmetro e estiverem
na mesma temperatura, eles terão o mesmo valor de resistência (RL1 = RL2).

Se

Conhecendo-se o valor de R3 tem-se R4 e na tabela tem-se a temperatura.


Notas:
- O terceiro fio atua somente como condutor de compensação, não influenciando nos cálculos de
medição de resistência.
- A integridade de medição de uma ligação a 3 fios pode ser mantida somente se a ponte for
balanceada.
Portanto uma técnica mais precisa para medição de temperatura com termoresistência é a ligação
a 4 fios.

- Ligação a Quatro Fios

A fonte de corrente S, fornece uma corrente estabilizada e conhecida através da termoresistência


R e a tensão gerada é medida com um voltímetro de alta impedância ou potenciômetro. Desta
forma a resistência dos condutores exerce um feito desprezível sobre a medição.

Este tipo de medição a 4 fios é pouco usado em indústrias, tendo sua maior aplicação em
laboratórios e sendo usado em sensores padrões.

8.6 Outros tipos de Bulbos de Resistência

Existem vários tipos de sensores com características diferentes do Pt-100 convencional.


São elas:

8.7 Aferição de Termoresistência

Apesar de ser um sensor de extrema precisão e altíssima repetibilidade, a aferição também é


necessária para a verificação dos limites de erros do sensor. O tempo de uso, alterações na
estrutura cristalina da platina ou mudanças químicas no fio podem tirar op sensor de sua curva
característica.

Para se realizar uma aferição de termoresistência, assim como um termopar, usa-se o Método dos
Pontos Fixos ou Método da Comparação.
- Metodo dos Pontos Fixos

Os pontos fixos mais utilizados segundo a ITS-90 são:

Ponto Triplo do Argônio ..........................-189,3442ºC


Ponto Triplo da Água...............................+0,010ºC
Ponto de Solidificação do Estanho............+231,928ºC
Ponto de Solidificação do Zinco................+419,527ºC

- Método da Comparaçao

Para realizar este método é necessária a utilização de um termômetro de resistência padrão com
certificado de aferição.
Normalmente este padrão é um sensor Pt-25,5 a 0ºC. A comparação é efetuada em banhos de
líquido agitado num range de aproximadamente -100 a 300ºC com uma excelente estabilidade e
homogeneidade.
A leitura dos sinais é feita em uma ponte resistiva de precisão.

Nota: Os procedimentos de aferição são quase idênticos aos dos termopares

8.8 Recomendações para a Instalação de Termoresistências

Para que se tenha um perfeito funcionamento do sensor, são necessários certos cuidados de
instalação de instalação bem como armazenagem e manutenção.

- Deve-se especificar os materiais de proteção e ligações, capazes de operar na temperatura de


operação requerida.

- O sensor deve ser imerso completamente no processo, para se evitar a perda de calor por
condução pelos fios da bainha. Para tal, um comprimento mínimo de imersão e o uso de materiais
de proteção com baixa condutibilidade térmica também são recomendados.

- Deve-se evitar choque mecânicos nas peças, pois estes podem danificar o sensor.

- Deve-se utilizar fios de cobre de mesmo comprimento e diâmetro para a interligação de


termoresistência.

- Zonas de estagnação ou com baixas velocidades do fluido em contato com o sensor, não devem
ser utilizadas devido ao retardo e os erros causados à medição.

- Na ligação a 3 fios, se for necessário a troca de um dos fios de interligação, recomenda-se trocar
os 3 fios para que se tenha igualdade em seus valores ôhmicos.

- Em locais sujetos a ruídos intensos, recomenda-se o uso de cabos blindados e torcidos.

8.9 Vantagens e Desvantagens de Termoresistência x Termopar

Vantagens:

a) Possuem maior precisão dentro da faixa de utilização do que os outros tipos de sensores.

b) Tem características de estabilidade e repetibilidade melhores do que os termopares.

c) Com ligação adequada, não existe limitação para distância de operação.


d) Dispensa o uso de fios e cabos de extensão e compensação para ligação, sendo necessário
somente fios de cobre comuns.

e) Se adequadamente protegido ( poços e tubos de proteção ), permite a utilização em qualquer


ambiente.

f) Curva de Resistência x Temperatura mais linear.

g) Menos influenciada por ruídos elétricos

Desvantagens:

a) São mais caras do que os sensores utilizados nesta mesma faixa.

b) Range de temperatura menor do que os termopares.

c) Deterioram-se com mais facilidade, caso se ultrapasse a temperatura máxima de utilização.

d) É necessário que todo o corpo do bulbo esteja com a temperatura estabilizada para a correta
indicação.

e) Possui um tempo de resposta mais alto que os termopares.

f) Mais frágil mecanicamente

g) Autoaquecimento, exigindo instrumentação sofisticada.

No gráfico abaixo temos um comparativo entre termopar e termoresistência com relação à


precisão
Transmissores

Os transmissores de temperatura a 2 fios IOPE, são montados no cabeçote do elemento sensor


(termopar ou termoresistência), dispensando o uso de fios e cabos de extensão e compensação
para aquisição da temperatura do sistema e reduzindo o número de condutores, já que sua
alimentação elétrica é pelo mesmo par de fios da saída (fios de cobre).
Por ser universal, os transmissores de temperatura IOPE servem para qualquer tipo de termopar e
para qualquer faixa de temperatura, bastando para isso apenas uma nova calibração. Esta
característica faz com que não seja necessário um grande número de peças em estoque e sim,
apenas dois tipos, o TW-T/C para qualquer tipo de termopar e o TW-PT para termoresistência PT-
100.

A transmissão em corrente (4 a 20mA) proporcional à temperatura medida, faz com que a medição
fique imune a ruídos elétricos espúrios que possam interferir no sistema de medição de
temperatura; garantido maior precisão, distâncias maiores entre o sensor e o instrumento receptor
e custos menores de instalação.
A sua instalação torna-se bastante simples pois este se adapta a quase todos os tipos de
cabeçotes, elimina bandejas e conduites separados para os cabos, além de não necessitar mais
de blindagens, torções e aterramentos nos cabos de interligação ao instrumento.

CARACTERISTICAS TÉCNICAS:

- Entrada Universal para Termopar e Termoresistência PT-100


- Saída 4 a 20mA
- Compensação da Junção de Referência para Termopares
- Proteção Burn-Out p/ Termopares e Termoresistências
- Proteção Contra Tensão Reversa e Sobretensão
- Alta Estabilidade Térmica
- Construção Robusta
- Alta imunidade a ruídos
- Temperatura de Operação : 0 a 60ºC

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS:

Características Termopar Termoresistência

- Alimentação (dois fios) 12 a 36V cc 11,6 a 40Vcc

- Carga Máxima na Saída em ôhms RL = (V. Alim. -12) x 50 RL = (V. Alim. -11,6) x 50
±0,15%.Span (Típico) ±0,15%.Span (Típico)
- Precisão
±0,25%.Span (Máximo) ±0,25%.Span (máximo)

±0,15%.Span (Típico) ±0,15%.Span (Típico)


- Linearidade
±0,25%.Span (máximo) ±0,25%.Span (máximo)

- Histerese ±0,25%.Span (máximo) ±0,15%.Span (Típico)

- Erro devido a variação de Temperatura (±0,01%.Span/ºC) (±0,05%.Span/ºC)

- Erro devido a compensação da junção


de referência para ±1,0ºC
termopares

-Rejeição de alimentação ±0,012%.Span/V(máx.) ±0,02%.Span/V (máx.)

- Resistência máxima de fiação: 100 (1500 metros com fio 20AWG ou 0,81 mm) para
termoresistência.

- Corrente de Excitação da termoresistência: 1mA

- Burn-Out = 23mA (UP SCALE)

COMO ESPECIFICAR OS TRANSMISSORES IOPE:

INÍCIO
TERMOPAR EFAIXA DE SPAN SAPAN DE CÓDIGO
TIPO UBTILIAZÇÃO MÍNIMO MÁXIMO FAIXA PRODUTO
MÁX

J -150 a 1200ºC 150ºC 920ºC 750ºC TW-T/C1


K -150 a 1300ºC 160ºC 1300ºC 1120ºC TW-T/C2
T -160 a 400ºC 185ºC 560ºC 215ºC TW-T/C3
E -200 a 1000ºC 150ºC 650ºC 500ºC TW-T/C4
B 0 a 1820ºC 1100ºC 1820ºC 720ºC TW-T/C5
R&S -50 a 1770ºC 700ºC 1820ºC 1070ºC TW-T/C6

INÍCIO
TERMORESISTÊNCIA FAIXA SPAN SPAN DE CÓDIGO
TIPO UTILIZAÇÃO MÍNIMO MÁXIMO FAIXA PRODUTO
MÁX.
PT-100 -200 a 850ºC 100ºC 800ºC 250ºC TW-PT
Os transmissores poderão sair calibrados de fábrica com uma faixa específica, bastando
apenas informá-la. Exemplos:
* TW-T/C2 +200 a 1000ºC (Transmissor para termopar tipo K no range de +200 a 1000ºC)
* TW-PT 0 a 300ºC ( Transmissor para PT-100 no range de 0 a 300ºC).
Transmissores Digitais
Generalidades Adaptado à medição RTD de 3 ou
2 fios.
A família Honeywell STT 300 de transmissores Aceita os sinais de entrada de
baseados em microprocessadores inclui a Série uma grande variedade de
STT150 descrita nesta página de especificações sensores primários, atendendo
e as Séries STT250 e STT350 de alta eficiência assim a várias especificações de
que oferecem ambas um elevado desempenho aplicações.
e funcionalidade avançadas Detecção de sensor circuito
aberto/curto circuito.
As unidades STT150 oferecem desempenhos Validação por sistema eletrônico
muito competitivos e uma grande confiabilidade interno e diagnósticos avançados.
num módulo compacto. Linearização de sensor polinomial
para os tipos mV e Ohms,
incluindo correção de junção fria.
Escolha a unidade que atende às necessidades
Cada unidade contém a
de sua aplicação:
informação original do fabricante
para permitir ao usuário imprimir o
STT15R para medições RTD ou certificado de calibração com a
meidção T/C com ponta isolada. ferramenta de PC.
STT15U para medições de
temperaturas universais quando é
necessária uma isolação galvânica entre
a entrada e a saída.
STT15S para aplicações que requerem
simultaneamente uma isolação
galvânica e homolagações de
segurança intrínseca.

Uma vasta seleção de acessórios incluindo


indicadores digitais, grampos de montagem DIN
sobre trilhos, proteção contra o fogo e a
explosão. Dispomos de compartimentos
específicos para completar as suas soluções Descrição
térmicas.
Os transmissores STT150 podem
Todas as unidades suportam a mesma vasta substituir qualquer transmissor de
gama de sensores de tipo primários, dispõem de temperatura convencional utilizado
2 fios de ligação, com uma potência de saída de atualmente. São particularmente
4 - 20 mA linearizada para realizar a adaptados para a substituição da
temperatura nos 2 fios elétricos. É fornecida cablagem doméstica de compensação de
uma compensação por junta fria digital interna forma a diminuir os custos de instalação e
para os pares termoelétricos. aumentar a precisão. A memória contém
As entradas do sensor em MiliVolts e Ohms são as características dos sensores de
também aceitas. temperaturas mais correntemente
utilizados. Pode utilizar facilmente uma
ferramenta baseada num PC com um
Vantagens sistema operativo Windows, combinado
com uma interface RS232, para configurar
Os modelos da Série STT150 são concebidos o transmissor para qualquer destes
para atender às especificações dos sensores e o sistema corrige
compartimentos DIN Forma B e integrar-se na automaticamente as suas não-linearidades
maioria dos compartimentos disponíveis no associadas. Os níveis de precisão
mercado. indicados adiante são disponíveis
selecionando apenas o tipo e a gama do
sensor.
Desempenhos nas Condições de Referência*

O quadro adiante fornece um resumo exaustivo dos níveis de precisão da potência de saída do
transmissor. A precisão indicada é válida para qualquer configuração de gama dentro do alcance
nominal.

Precisão, ºC ou % do Valor mínimo da


Sensor** valor da gama de medição Alcance nominal gama de medição Normas
(o mais elevado dos dois) ºC
Pt100, Pt 200 0.5°C 0.1% -200 a 850°C 25°C IEC 60751 (ITS-90)
(=0.00385)
Pt100J 0.5°C 0.1% -200 a 640°C 25°C JISC 1604-81 (=0.00392)
J 1°C 0.1% -200 a 1200°C 50°C IEC 60584-1(ITS-90)
k,N 1°C 0.1% -200 a 1300°C 50°C IEC 60584-1(ITS-90)
E 1°C 0.1% -200 a 1000°C 50°C IEC 60584-1(ITS-90)
T 1°C 0.1% -230 a 400°C 50°C IEC 60584-1(ITS-90)
B** 2°C 0.1% 0 a 1820°C 50°C IEC 60584-1(ITS-90)
R,S 2°C 0.1% 50 a 1760°C 50°C IEC 60584-1(ITS-90)
0.50 0.05% 0 a 2000 10
mV 25µV 0.05% 20 a 120mV 5mV

* As precisões incluem todos os erros de calibração, histerese, repetição e conformidade.


** O alcance máximo para todos os sensores é o definido pela norma, à excepção de e e mV em
que o alcance máximo é igual ao alcance nominal.
*** Precisão não garantida para temperaturas abaixo de 500°C.