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Blindagem
Blindagem é um fenômeno que ocorre quando alguns elétrons próximos do
núcleo impedem a passagem de carga recebida pelos elétrons mais afastados do núcleo.
A fórmula que determina o valor numérico de uma blindagem é dada por

Carga Nuclear Efetiva


Zef  Z  b

Energia em termos da carga Nuclear Efetiva


Zef ²
E (e.u.)  
2n ²

Carga Nuclear Efetiva em termos da Energia


Zef   2n² E (e.u.)

Exemplo 1: Determine o valor da blindagem causada por dois elétrons de lítio, sabendo
que n=2 e que a energia no estado fundamental é -0,232.

Solução:

Zef ²
E (e.u.)  
2n ²
Zef   2n² E (e.u.)

Zef   22².(-0,232 )
Zef  1,36
b  Z  Zef  3  1,36  1,64
2

Exemplo 2 : Determine a energia potencial total do átomo de hélio sabendo que ele
passa do estado de n=1 para o estado de n=2.

Solução:
Z²  1 1  e² 
E    
2n ²  nf ² ni ²  4 0 a 0 
1  1 1 
E  
21²  2 ² 1² 

 4,359 x10 15 J 
11 
E     1 4,359 x10 15 J
44 
 
E
3
16

4,359 x10 15 J 
E  8,1x10 16 J

Orbitais Atômicos

 Z ² e²  0 h²  Z ² e² me²
E a0  E
2n² 4 0 a0 me² 2n² 4 0  0 h²

 x, y, z    r, ,    Rr   ,  


3/ 2
Z 
1/ 2
 1 
Rs   2
2Zr
 ( s)     e  / 2 
 4   a0  na0

Função de onda do orbital 1s


3/ 2 3/ 2 2 Zr 3/ 2 Zr
Z  Z  Z 
1/ 2 1/ 2 1/ 2
 1  
 1  
1
 1s   R1s  1s   2 
/2
 / 2
e      e na0
     e a0
 
 a0   4   a0   4   a0   

3
1 Z  2 Zr / a0
 ²1s     e
  a0 
3

Função de onda do orbital 2s

3/ 2
1 Z 
1/ 2
 1 
 (2s)    R2s     2   e  / 2
 4  2 2  a0 
3/ 2
1 Z 
1/ 2

 2s   R1s  1s     2   e  / 2  1 



2 2  a0   4 
3 2 3 2
1 1 Z   2Zr   2 a0 1 Z  Zr  
2 Zr Zr

 ²2s      2   e     2   e a0
4 8  a0   2a0  32  a0   a0 

Zr 2a
Se  2 então r  0
a0 Z

Função de onda do orbital 3s

3/ 2
1 Z 
1/ 2
 1 
 ( s)    Rs     6  6   ² e  / 2
 4  9 3  a0 
3/ 2
1 Z 
1/ 2
 1 
 3s   R1s  1s     6  6   ² e  / 2
 
9 3  a0   4 
2
1  1  Z
3
 2
 2 2 Zr / 2
 6  6 2Zr   2Zr   e 3a0
2

 ²3s      
4  9 3   a0   3a0  3a0  
 
3 2
Z  4Zr 4Z ² r ²  2 Zr / 3a0
 ²3s  
1
   6    e
972  a0   a0 9a0 ² 

4Zr 4Z ² r ²
6  0
a0 9a0 ²
4

Função de onda do orbital 2p

3/ 2
1 Z 
1/ 2
 3 
 ( pz )    cos  R2 p     e  / 2
 4  2 6  a0 
3/ 2
1 Z 
1/ 2
 3 
 2 p   R1s  1s     e  / 2   cos 
2 6  a0   4 
3 2 3 2
1 Z  2Zr  2 Zr / 2 a0  3  1 Z  Zr   Zr / a0  3 
 ²2 p       e   cos ²      e   cos ²
24  a0   2a0   4  24  a0   a0   4 

Ligações Químicas

As ligações são formadas a partir dos elétrons que ocupam os orbitais de maior
energia. Em alguns casos a ligação depende quase que exclusivamente dos elétrons de
um dos átomos, pois, por exemplo, no caso do íon H+, o único elétron que ocupa o
orbital 1s não participa da ligação, pois ele é um elétron interno. De um modo geral, os
únicos elétrons que podem formar uma ligação são aqueles que se encontram nos
orbitais 2s ou outros de maior energia que ocupam os orbitais ligantes.

Metais de Transição
Todos os elementos de transição são metais e a maioria tem altos pontos de
fusão e ebulição, com entalpias de vaporização relativamente elevadas. Os elementos
considerados exceção são os do grupo 2p: zinco, cádmio e mercúrio. Esses metais têm
pontos de fusão relativamente baixos e são moderadamente voláteis. Os átomos desses
elementos têm o conjunto de orbitais de valência d completamente cheios e nesse
sentido diferenciam dos demais elementos de transição. Essa observação sugere que
entre os elementos que apresentam orbitais de valência d não preenchidos
completamente os elétrons d participam da ligação metálica e contribuem para a coesão
interna no cristal metálico. Todos os metais de transição são bons condutores de calor e
eletricidade.
5

Fazendo a distribuição eletrônica do titânio, temos:

TiZ  22  1s 2 2s 2 2 p 6 3s 2 3 p 6 4s 2 3d 2

Vemos, na distribuição dos elétrons em níveis de energia que a energia do


orbital 4s é menor que a energia do orbital 3d. Por isso ele é ocupado primeiro pelos
elétrons.
Quando o átomo de titânio perde elétrons, ele perde primeiro do orbital de
menor energia, ou seja, do orbital 4s, logo:

Ti 2 Z  22  1s 2 2s 2 2 p 6 3s 2 3 p 6 3d 2

A Estrutura Eletrônica dos Átomos

A Natureza Elétrica da Matéria


1883: Experimentos de Faraday
1. Uma dada quantidade de eletricidade sempre depositará uma mesma massa de
uma dada substância no eletrodo.
2. As massas das várias substâncias depositadas, dissolvidas ou formadas no
eletrodo por uma quantidade definida de eletricidade são proporcionais aos
pesos equivalentes das mesmas.
6

Os Experimentos de J.J. Thomson


Carga-massa
Energia cinética das partículas

Nmv 2
W
2

Q  Ne

Q Ne Q 2e Qv 2 e
  
W Nmv 2 / 2 W mv 2 2W m

erB
v
m
2
 erB 
Q 
 m   e Qer 2 B 2
1
2W m 2Wm

Relação carga-massa

e 2W
 2 2
m r B Q

Bev  eE

Velocidade das partículas

E
v
B
7

A Contribuição de Millikan
Experimento da gota de óleo

m 6v m m 4
Fg  Fr ,ar mg  6vr    m  r 3 
r g V 4 3 3
r
3

4r 3  6v 18v


 r2 
3r g 4 g

Raio da gota

18v
r
4 g

6vr  mg
Fr ,ar  Fel  Fg 6vr  qE  mg q
E

As Origens da Teoria Quântica


Teoria Clássica da Radiação

v  c  velocidadedaluz  3x108 m / s 2
Planck teve de supor que um sistema mecânico não poderia ter uma energia
arbitrária, e que somente certos valores definidos de energia seriam permitidos.

Energia
E  nhv

O Efeito Fotoelétrico
Desde 1902 sabia-se que a incidência de luz sobre uma superfície metálica limpa
e no vácuo, provocava a emissão de elétrons na mesma. A existência deste efeito
fotoelétrico não foi visto com surpresa, pois podia-se inferir que a energia transportada
pela luz poderia ser utilizada para remover um elétron do metal. Entretanto, esta mesma
teoria era completamente incapaz de explicar os detalhes experimentais.

 Nenhum elétron era emitido a menos que a freqüência da luz fosse maior do que
um determinado valor crítico v 0
8

 A energia cinética dos elétrons emitidos aumentava concomitantemente com o


aumento da freqüência da onda eletromagnética.

Einstein chegou a conclusão de que o efeito fotoelétrico poderia ser explicado se


a luz fosse constituída por partículas discretas, ou fótons, de energia hv . Ele propôs que
a energia de um fóton de freqüência v e energia hv seria transferida para um elétron
quando ele colidisse com a superfície do metal. Uma certa quantidade desta energia,
E 0 , seria utilizada para superar as forças atrativas entre o elétron e o metal. E o restante
1
daquela energia deveria aparecer na forma de energia cinética, mv 2 , do elétron
2
ejetado. Aplicando a lei da conservação da energia, temos que

1
hv  E0  mv 2
2

1
mv 2  hv  hv0
2

Trabalho
c
W  hv  h


Exemplo 1: Sabendo-se que o comprimento de onda limiar é 2620 A , calcule o valor da
função trabalho para a superfície.

W  hv  h
c

6,62 x10 
J .s 3,4 x108m / s 
34
 7,55 x10 19 J
 2620 x10 m10

Espectroscopia e o Átomo de Bohr

Por volta de 1885, Johann Balmer constatou que uma série de freqüências
emitidas pelo átomo de hidrogênio poderia ser expressa pela equação

Frequência do átomo de hidrogênio

1 1 
v    2  x3,29 x1015 Hz
4 n 
9

Bohr havia desenvolvido em modelo do átomo de hidrogênio que lhe permitia


explicar porque as freqüências emitidas obedeciam a uma lei tão simples. Seu
pensamento estava baseado nos seguintes postulados:
1. No átomo, somente é permitido ao elétron estar em certos estados estacionários,
sendo que cada um deles possui uma energia fixa e definida.
2. Quando um átomo estiver em um destes estados, ele não pode emitir luz. No
entanto, quando o átomo passar de um estado de alta energia para um estado de
menor energia hã emissão de um quantum de radiação, cuja energia hv é igual a
diferença de energia entre os dois estados.
3. Se o átomo estiver em qualquer um dos estados estacionários, o elétron se
movimenta descrevendo uma órbita circular em volta do núcleo.
4. Os estados eletrônicos permitidos são aqueles nos quais o momento angular do
h
elétron é quantizado em mútiplos de .
2
Força eletrostática = Força centrípeta

Ze 2 mv 2 Ze 2 h h2
  mv 2 mvr  n m2v 2r 2  n 2
4 0 r 2 r 4 0 r 2 4 2
n2h2 Ze 2 n2h2
mv 
2

4 2 r 2 m 4 0 r 4 2 r 2 m

n 2 h 2 0
r
mZe2

n2  h 2 0 
r  
 me
2
Z 

Raio de Bohr

 h 2 0  
a0   
2 
 0,52918 A
 me 

n2
r a0
Z
A energia total do elétron é a soma de sua energia cinética T e de sua energia
potencial V. A energia potencial é um valor negativo, pois o elétron e o núcleo se
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atraem mutuamente mesmo a partir de distâncias razoavelmente grandes. Assim a


energia total pode ser dada por

1 2 Ze 2 1 Ze 2 Ze 2 1 Ze 2
E  T  V  mv  E  
2 4 0 r 2 4 0 r 4 0 r 2 4 0 r

Energia de Ionização

Z2 e2
E
2n 2 4 0 a0

Z2
 Z2
 
E a.u.   2 4,3598 x10 J  2  2,17 x10 18 J
18

2n n
A Unidade Hartree

e2
1 hartree = 1 a. u. =  4,3598 x10 18 J
4 0 a0

A emissão de luz pode ser observada quando os átomos são muitos excitados ou
quando estão num corpo muito quente tal como uma estrela. Se numa emissão o átomo
decair para o estado n=1, esta é denominada uma transição ressonante, pois a luz
emitida pode ser reabsorvida pelos átomos de H que se encontram na vizinhança.

Variação de energia = E  hv

Variação de Energia na Transferência de Elétrons entre dois Orbitais

Z2  1 1  e 2
Ei  E f  hv   
2  n 2 n 2  4 0 a0
 f i 

Frequência do Hidrogênio em termos do Raio de Bohr

11 1  e2
v    2 
 h4 a
2  4 ni  0 0

Frequência Simplificada do Hidrogênio

1 1 

v    2  3,289842 x1015 Hz 
 4 ni 
11

Exemplo 10.1: Calcule a energia em joules, de um átomo de H no seu estado de menor


energia.

1
E   a.u.
2
E
1
2
 
4,35980 x10 18  2,17990 x10 18 J

Energia de um mol de elétrons

 
E  6,02 x10 23 elétrons  2,17990 x10 18 J  1317,75kJ.mol 

Interpretando um raio de luz em termos de fótons

Exemplo 1.2: Em 1,0s, uma lâmpada de mesa de 100W (ou 100J/s) emite 25J de sua
energia na forma de luz amarela de comprimento de onda 580nm. O resto de sua energia
é emitido como luz de diferentes cores e como radiação infravermelha. Quantos fótons
de luz amarela são gerados pela lâmpada em 1,0s?

c
v

c
E fóton  hv  h

Etotal Etotal Etotal


N fótons   
E fóton c hc
h

N fótons 
Etotal


25J  5,8x10 7 m 
 7,3x1019
hc  
6,63x10 34 J .s 3,00 x108 m / s 

Exemplo 1.5: Calculando as energias de uma partícula na caixa Considere um átomo de


hidrogênio como uma caixa unidimensional de comprimento 150 pm ( o diâmetro
aproximado do átomo) contendo um elétron, e prediga o comprimento de onda da
radiação emitida quando o elétron cai para o nível de energia mais baixo, vindo do
próximo nível mais alto.

hv  E 2  E1 
2 x1  1h 2 
3h 2
v
3h
2
8me L 8me L2 8me L2
12

  
c 8me cL2 8 x 9,109 x10 31 kg x 2,997 x108 m.s 1 x 1,50 x10 10 m
  

2

 2,47 x10 8 m
v 3h 
3x 6,626 x10 34 J .s 
Números atômicos e Multieletrônicos
Os níveis de energia mostrados podem ser atribuídos às transições do elétron de
valência do átomo de Li, se supusermos que os dois elétrons internos não participam de
tais processos. Este elétron de valência não sente a carga total do núcleo, Z=3, pois os
elétrons internos blindam o núcleo. O efeito dos elétrons internos pode ser avaliada
utilizando-se uma carga efetiva

Z ef  Z  b

Na equação de Bohr, onde b é a constante de blindagem.

Exemplo 10.3: Calcule o Z ef para os dois níveis de menor energia onde E=-0,198 e -
0,130 u.a.

Z ef   2n 2 E u.a.

Os dois níveis têm n=2

Z ef S   8x0,198  1,26 b  1,74

Z ef P   8x0,130  1,02 b  1,98

Os níveis P estão quase que completamente blindados enquanto que os níveis S


são menos blindados.

Mecânica Quântica

Dualidade Onda-Partícula
h h
 
mv p

O Princípio da Incerteza
h
px  h

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Esta é uma dedução grosseira do princípio da incerteza de Heisenberg, o qual


estabelece um limite na precisão com que a posição e o momento de uma partícula
podem ser determinadas simultaneamente. Utilizando argumentos mais elaborados
podemos obter a equação precisa do princípio da incerteza.

h
px 
4

Exemplo Cad.1:
(a) Calcule o comprimento de onda do elétron no átomo de H, considerando
m  9 x10 31 kg e v  1,0 x10 6 m / s .


h


6,63x10 34 kgm2 / s 
 0,7mm  7 x10 10 m  7angstron
31 6
mv 9 x10 kgx10 m / s

(b) Calcule o comprimento de onda de uma pulga pesando 1,5 mg e saltando a uma
velocidade de 2m/s.


h


6,63x10 34 kgm2 / s 
 2,2 x10 15 mm
mv 1,5 x10 31 kgx2,0m / s

Exemplo Cad.2: Determine a incerteza na velocidade do elétron com uma precisão na


posição de 0,05 angstron.

p 
h


6,63x10 34 kgm2 / s 
 1x10 23 kgm / s
4x 
4 5 x10 m
12

p 1x10 23 kgm / s
p  mv v   31
 10 7 m / s
m 9 x10 kg
14

Formulação da Mecânica Quântica

H i  E i

As energias permitidas são obtidas quando o operador hamiltoniano é aplicado


sobre as funções de onda  1 , 2 , 3 , etc. O resultado numérico obtido é denominado
um auto-valor ou valor-próprio: somente quando H operar sobre uma função de onda
adequada  1 a resultante será o produto da função inicial  1 com seu auto-valor E1 .

Equação de Schröndinger

1 mvx  p x 2 2
ih d
T mvx   p x  mvx  
2

2 2m 2m 2 dx

1  h2 d 2 
2
1  ih d  h2 d 2
T      T 
2m  2 dx  2m  4 2 dx 2  8 2 m dx 2

h2 d 2
H    E
8 2 m dx 2

Equação de Schröndinger

h2 d 2
  V  E
8 2 m dx 2

A partícula na caixa

 2 d 2 d 2 2mE
  V  E 
2m dx 2 dx 2

d d 2 d 2
  Asenbx   bA cos bx   b 2 Asenbx   b 2
dx dx 2 dx 2

2mE 2mE
b2  b
2 2
15

 2mE 1 / 2 
  Asen  2  x 
   

Condições de Contorno

1.  0  0
 2mE 
1/ 2

 0  Asen  2  0  0
   

2.  L  0
 2mE 1 / 2 
 L   Asen  2 
L  0
   

2
 2mE 1 / 2  n 2 2  2
 2  L   n 
2mE 2
L  n 2 2 E
2

   2mL2
2
 

n 2 2 h 2 n2h2
E 
2mL2 4 2 8mL2
Energia

n2h2
E
8mL2

 2mE 1 / 2   2m n 2 h 2 1 / 2 
 L   Asen  2  L  0  L   Asen  2  x  0
2 
      8mL  

 4 2 2m n 2 h 2 1 / 2   n 2 2 1 / 2 
 L   Asen   x  0  n  Asen  2  x 
 h
2
8mL2    L  

 n  
 n  Asen   x 
 L  
16

Quando x=0

 n  
 n  Asen  0  0
 L  
Quando x=L

 n  
 n  Asen   L  0
 L  

É a probabilidade de encontrar a partícula no estado n, o intervalo de x+-dx.


A soma de todas as probabilidades na faixa de x=0 e x=1 deve ser igual a 1,
pois a partícula tem que estar em algum lugar.

Exemplo Cad.3: A molécula de etileno absorve luz ultravioleta. Considere que os dois
elétrons da ligação podem ser tratados como elétrons livres na região entre os dois
átomos de carbono e que a distância C  C é de 1,4 angstrom.

Utilize o modelo da partícula numa caixa unidimensional e

a) Construa o diagrama de níveis de energia para os 3 primeiros níveis.

E1 
n2h2


12 6,6 x10 34 2

 0,305 x10 17 J


 
8mL2 8 9,1x10 31 kg 1,4 x10 10 
2

E2 
n2h2


2 2 6,6 x10 34 2
  1,22 x10 17 J
 
8mL2 8 9,1x10 31 kg 1,4 x10 10 
2

E3 
n2h2

32 6,6 x10 34 2
  2,75 x10 17 J
 
8mL2 8 9,1x10 31 kg 1,4 x10 10  2

Diagrama de energia
2,7 _____ n  3
1,2 _____ n  2
0,3 _____ n  1

b) Estime o comprimento de onda que o elétron absorve quando passa do estado


fundamental para o primeiro estado excitado.

me  9,1x10 31 kg h  6,6 x10 34 J .s 1


17

E  hv 
hc

hc

hc

 
6,6 x10 34 J .s 1 3x108 m / s 
 21,5 x10 9 m
 E E2  E1 1,22  0,305x10 J 17

Exemplo Cad.4: Considere o íon U (Z=92). Utilizando o modelo atômico de Bohr


calcule.

a) O raio do íon no estado fundamental.

n2 n2  
 1 
2 

r a0   0,52918 A    0,52918 A   0,57 pm
Z Z   92  

b) A energia de ionização

Z2
 92

2
 
E1  2  2,17 x10 18 J  2  2,17 x10 18 J  1,8 x10 14 J
n 1

 
Eionização  E  E1  0  1,8x10 14 J  1,8x10 14 J

c) O comprimento de onda da luz emitida na transição eletrônica: primeiro estado


excitado – estado fundamental.

Z2
 92

2
 
E2  2  2,17 x10 18 J  2  2,17 x10 18 J  0,46 x10 14 J
n 2


hc

 
6,62 x10 34 Js 1 3x108 m / s 
 0,14angsrom
E   
 1,8 x10 14 J   0,46 x10 14 J 

d) A luz emitida na questão anterior seria perceptível ao olho humano?

Não, pois o menor comprimento de onda visível a olho nu é de 700 mm.

Intervalo de comprimento de onda visível a olho nu (nm)


700 _________ 400
visível
18

Exemplo Cad.5: Numa experiência sobre o efeito fotoelétrico, observou-se que o


elétron removido de uma superfície de potássio tem comprimento de onda de de
Broglie igual a 10 angstrom.

a) Calcule a energia cinética deste fotoelétron.

1 2 p2 h h h
Ec  mv    p
2 2m mv p 

Ec 
1 h
2

  
h2


6,6 x10 34 J .s 
1 2
 2,4 x10 19 J
2m     
2m2 2 9,1x10 31 kg 10 x10 10 m 

Há várias propriedades das funções de onda e dos níveis de energia da partícula


na caixa que devem ser mencionadas, pois são resultados qualitativos de problemas
mais complicados.
1. Os níveis de energia quantizados aparecem somente quando o movimento da
partícula é restringida, por exemplo, utilizando-se barreiras de potencial.
Podemos esperar que o problema da quantização apareça sempre que o
movimento de uma partícula for confinada numa caixa, como os elétrons
num átomo ou molécula. Quando os elétrons de um gás se deslocam dentro
de um recipiente ou quando tiverem um movimento de rotação nas três
dimensões, elas também se encontram numa situação semelhante ao de uma
partícula numa caixa.

2. Podemos perceber que o espaçamento entre os níveis de energia aumenta à


medida que a massa da partícula e o espaço disponível para a partícula
diminuem. Assim podemos esperar que, em geral tal efeito seja mais
proeminente em sistemas que apresentem uma pequena massa enclausurada
numa pequena região do espaço. Este é o motivo pelo qual os elétrons num
átomo apresentam níveis de energia muito mais espaçados que átomos
movimentando-se numa caixa de dimensões muito maiores.

3. As funções de onda podem ter sinal negativo em certas regiões e sinal


negativo em outras regiões. A função de onda passa pelo zero, ao passar de
uma região positiva para uma negativa e vice-versa. O ponto do plano onde a
função de onda tem amplitude igual a zero é denominado um nó.
19

O átomo de Hidrogênio

 Z ² e²  0 h²  Z ² e² me²
E a0  E
2n² 4 0 a0 me² 2n² 4 0  0 h²

 x, y, z    r, ,    Rr   ,  


3/ 2
Z 
1/ 2
 1 
Rs   2
2Zr
 ( s)     e  / 2 
 4   a0  na0

Função de onda do orbital 1s


3/ 2 3/ 2 2 Zr 3/ 2 Zr
Z  Z  Z 
1/ 2 1/ 2 1/ 2
 1  
 1  
1
 1s   R1s  1s   2 
/2
 / 2
e      e na0
     e a0
 
 a0   4   a0   4   a0   

3
1 Z  2 Zr / a0
 ²1s     e
  a0 

Função de onda do orbital 2s

3/ 2
1 Z 
1/ 2
 1 
 (2s)    R2s     2   e  / 2
 4  2 2  a0 
3/ 2
1 Z 
1/ 2
 1 
 2s   R1s  1s     2   e  / 2
 
2 2  a0   4 
3 2 3 2
1 1 Z   2Zr   2 a0 1 Z  Zr  
2 Zr Zr

 ²2s      2   e     2   e a0
4 8  a0   2 a0  32  a0   a0 

Zr 2a
Se  2 então r  0
a0 Z
20

Função de onda do orbital 3s

3/ 2
1 Z 
1/ 2
 1 
 ( s)    Rs     6  6   ² e  / 2
 4  9 3  a0 
3/ 2
1 Z 
1/ 2

 3s   R1s  1s     6  6   ² e  / 2  1 



9 3  a0   4 
2
Z
3
 2
 2 2 Zr / 2
 6  6 2Zr   2Zr   e 3a0
2
 1 
 ²3s  
1
   
4 9 3  a0   3a0  3a0  
 
3 2
Z  4Zr 4Z ² r ²  2 Zr / 3a0
 ²3s  
1
   6    e
972  a0   a0 9a0 ² 

4Zr 4Z ² r ²
6  0
a0 9a0 ²

Função de onda do orbital 2p

3/ 2
1 Z 
1/ 2
 3 
 ( pz )    cos  R2 p     e  / 2
 4  2 6  a0 
3/ 2
1 Z 
1/ 2
 3 
 2 p   R1s  1s     e  / 2
  cos 
2 6  a0   4 
3 2 3 2
1 Z  2Zr  2 Zr / 2 a0  3  1 Z  Zr   Zr / a0  3 
 ²2 p       e   cos ²      e   cos ²
24  a0   2a0   4  24  a0   a0   4 
21

Átomos Multieletrônicos
Princípio da exclusão de Pauli
Segundo este princípio nenhum elétron num átomo pode ter os mesmos valores
de n, l, m e m s .

Uma situação na qual um orbital pode ter qualquer um dos dois valores de m s é
denominado estado dublete. Assim, podemos concluir que o estado fundamental do
átomo de H é um estado dublete.

Propriedades Periódicas
Raio Atômico

Coluna: À medida que Z aumenta, os elétrons estarão mais afastados do núcleo,


maior o raio.
Período: Ao longo do período a carga efetiva (Zef) aumenta, aumentando a
atração núcleo-elétron, diminuindo o raio.

Ligações Químicas

Ligações Covalentes

Nas ligações covalentes os elétrons são compartilhados.

Covalentes apolares

Os elétrons ligantes são igualmente compartilhados pelos núcleos.

Covalente Polar

Compartilhamento desigual dos elétrons nos ligantes. Ex. H 3C  OH

Polaridade
Polaridade é o grau com que o par eletrônico é desigualmente compartilhado.
Depende da diferença de eletronegatividade dos dois átomos que formam a ligação.
Quanto maior a diferença de eletronegatividade, mais polar é a ligação.
Para diferenciar moléculas polares e apolares, basta analisar o comportamento
das mesmas na presença de um campo elétrico.
22

Molécula de H 2

Metais de Transição
A absorção de energia de luz pode ser trarada de forma mais quantitativa por
meio das equações de energia de fóton, apresentadas no Capítulo 10. Se v é a freqüência
da luz, a energia de cada fóton, E , é dada por

hc
E  hv 

A molécula irá absorver luz se tiver um estado excitado com energia adequada,
de acordo com a expressão

E  hv  Eexcitado  E0

Onde E refere-se ao estado de menor energia da molécula.

Complexos de Metais de Transição


Íon ou composto complexo consiste de um átomo central envolvido por um
conjunto de outros átomos ou moléculas que tem capacidade de doar elétrons para o
mesmo. Essas espécies ao redor do átomo central são denominados ligantes. As
espécies que circundam com maior proximidade, o átomo central constituem a primeira
esfera de coordenação, ou esfera interna. O número de espécies na primeira esfera de
coordenação constitui o número de coordenação.

O número de coordenação 2 ocorre em complexos de Cu I  , Ag I  e Au I  e



alguns complexos de Hg I por exemplo:

CuCN  , Ag NH  , Ag CN  e HgNH  


2

3 2

2

3 2
2

O número de coordenação 4 pode apresentar uma geometria tetraédrica, é mais


freqüente em complexos de elementos representativos. Os íons

ZnCl , ZnCN  , Cd CN   e HgCN  


2
4
2
4
2
4
2

são todos tetraédricos.


Outra geometria possível é a planar, quadrada, que ocorre principalmente em
complexos de PbII  , Pt II  e Au III  e algumas vezes NiII  e Cu II 

O número de coordenação 6 é o mais comum, e apresenta a geometria octaédrica


como forma dominante.
23

Um ligante capaz de ocupar apenas uma posição na esfera interna de


coordenação e formar uma ligação com o átomo central denomina-se ligante
monodentado.

Alguns exemplos são F  , Cl  , OH  , H 2 O, NH 3 , CN  .

Quando um ligante é capaz de ligar ao átomo central em duas posições, é


denominado bidentado.
Entre os exemplos mais comuns de ligantes bidentados estão a etilenodiamina
NH 2 CH 2 CH 2 NH 2 .

Onde os dois átomos de nitrogênio podem atuar como grupos coordenantes, e o


íons oxalato.

Teorias de Ligação para Complexos de Metais de Transição


Teoria do Campo Cristalino
Na teoria do campo cristalino, a ligação entre o íon metálico central e os
ligantes é considerada puramente eletrostática, devido tanto à atração entre íons de
cargas opostas, como entre o íon positivo central e os pólos negativos dos dipolos das
moléculas.
A teoria tenta explicar os efeitos dos ligantes sobre as energias dos elétrons d do
íon metálico e dessa maneira nos ajuda a entender as propriedades magnéticas dos
complexos e os espectros de absorção.
Colocando os orbitais de um metal em um sistema de eixos cartesianos podemos
observar que a medida que os ligantes se aproximam do íon central, a energia do
sistema, com um todo, diminui devido à atração eletrostática entre o íon metálico e os
ligantes.

Os orbitais d x 2  y 2 e d z 2 tem maior densidade eletrônica nas direções coincidentes


d d
com os eixos de coordenadas cartesianas. Os outros três orbitais d, isto é, xy , yz e xz
d
tem maior densidade em regiões situadas entre os eixos de coordenadas.

Designação dos pares de orbitais

d x2  y2  eg d xy , d xz , d yz  t 2 g

O desdobramento dos orbitais d provocado pelo campo cristalino é expresso pelo


parâmetro  .
24

Os valores experimentais de  podem ser obtidos a partir dos espectros de


absorção dos íons complexos. Nos casos mais simples, a absorção de luz por um
complexo é acompanhada pela excitação de um elétron de um dos orbitais t 2 g para um
orbital e g

A partir de medidas do espectro da absorção, é possível ordenar os ligantes


segundo os valores de  , para qualquer íon metálico. Essa série espectroquímica tem a
seguinte sequência:

Série Espectoquímica
2
Br   Cl   F   OH   C2 O4  H 2 O  NH 3  NO 2  CN 

Propriedades Magnéticas

Diferença de Energia
Energia Magnética

Emagnético  g e  B BmS

Se uma amostra de moléculas com spins desemparelhados for colocada em um


campo magnético, um número maior terá ms  1 / 2 do que ms  1 / 2 . Com resultado a
energia da amostra irá diminuir.
Uma amostra é dita paramagnética se sua energia diminuir quando colocada no
interior de um campo magnético. Se a amostra apresentar apenas elétrons com spins
emparelhados, sua energia sofrerá apenas um ligeiro aumento, e a mesma é dita
diamagnética.

Diferença entre paramagnético e diamagnético


Paramagnético: elétrons desemparelhados.
Diamagnético: elétrons emparelhados.

Esquema Paramagnético - Diamagnético


PD
DE
25

Configuração eletrônica dos complexos

Cr s Z  24  1s 2 2s 2 2 p 6 3s 2 3 p 6 4s 2 3d 4

Cr H 2 O6
3
Z  24 / Cr   1s
3 2
2s 2 2 p 6 3s 2 3 p 6 3d 3

Fes Z  26  1s 2 2s 2 2 p 6 3s 2 3 p 6 4s 2 3d 6

FeH O  Z  26 / Fe   1s
2 6
3 3 2
2s 2 2 p 6 3s 2 3 p 6 3d 5

Este íon recebe a denominação de complexo spin-alto. Sua energia é menor


quando os elétrons estão desemparelhados, mesmo que dois elétrons estejam ocupando
orbitais e g . Isso se deve ao fato de que a repulsão elétron-elétron é menor quando os
elétrons estão desemparelhados.

FeCN 6 3 Z  26 / Fe 3   1s 2 2s 2 2 p 6 3s 2 3 p 6 3d 5

Esquema

Estudas os complexos

FeF6 3 FeCN 6 3


FeF   1,7mB
3 Fe CN    6mB
3
6 6

1) Determinar a distribuição eletrônica do átomo central

Fes Z  26  1s 2 2s 2 2 p 6 3s 2 3 p 6 4s 2 3d 6

2) Determinar o estado de oxidação do metal

FeF6 3 Z  26 / Fe 3   1s 2 2s 2 2 p 6 3s 2 3 p 6 3d 5
3d 5 - Cinco elétrons no orbital d

FeCN 6 3 Z  26 / Fe 3   1s 2 2s 2 2 p 6 3s 2 3 p 6 3d 5
3d 5 - Cinco elétrons no orbital d
26

3) Determinar a simetria
Simetria octaédrica em ambos os casos.

4) Identificar a intensidade do campo cristalino


A partir da série espectroquímica, temos:
F – campo fraco
CN – campo forte

Observe que no complexo FeF6  o campo magnético é fraco e portanto os


3

elétrons passam para o orbital e g pois, é a energia para ocupar esse orbital é menor do
que a energia para ocupar o orbital t 2 g no qual os elétrons ficariam emparelhados.
Como o complexo FeF6  contém elétrons desemparelhados, o mesmo é denominado
3

paramagnético.

Já no caso do complexo FeCN 6  o campo magnético é muito forte, o que


3

torna a energia necessária para ocupar o orbital e g muito superior a energia necessária
para ocupar o orbital t 2 g . Logo, os elétrons tendem a permanecer no orbital t 2 g , onde
eles estarão emparelhados. Sendo assim, o complexo FeCN 6 3 é diamagnético,
justamente devido a esse emparelhamento de elétrons.
Para determinar o momento dipolo de ambos os complexos utilizamos a
fórmula:

Momento dipolo

  nn  2

Onde n = número de elétrons desemparelhados

Para o complexo FeF6 


3
27

  nn  2  55  2  35  6mB

Para o complexo FeCN 6 


3

  nn  2  11  2  3  1,75mB

Capítulo 19 – O Núcleo

A Natureza do Núcleo

Isótopos do Átomo de Oxigênio


16 17 18
8 O 8 O 8 O

Três isótopos de oxigênio. Os núcleos tem a mesma carga porém diferentes


números de massa.
A primeira indicação do tamanho do núcleo foi obtida pelo experimento de
espalhamento de paartículas  por Rutherford.
A medida que a partícula se aproxima do núcleo, uma força coulômbica provoca
uma elevação da energia potencialaté que esta se aproxime o bastante para sentir as
fortes forças nucleares, de atração. Nessa distância, que poderíamos associar aos limites
do núcleo, a energia potencial cai de forma abrupta. O aumento da energia potencial que
uma partícula sente ao entrar e sair da região nuclear, é normalmente conhecido como
barreia coulômbica.
Visto que nêutron não tem carga, não fica sujeito à repulsão colulômbica quando
se aproxima do núcleo. Ao contrário, a energia potencial de um nêutron permanece
essencialmente constante até cair abruptamente, a uma distância menor que
10 12 cm do
centro do núcleo.
Um grande número de raios nucleares tem sido determinado pór espalhamento
de nêutrons, e os resultados podem ser resumidos por meio da seguinte equação

Raio Nuclear

R  R0 A1 / 3

R0  1,33x10 13 cm
28

Volume

V  R3  A
Portanto, o volume nuclear é diretamente proporcional ao número total de
prótons e nêutrons no núcleo.

A Forma do Núcleo
Momento Quadrupolo elétrico é o momento resultante de uma distribuição
agrupada de prótons e elétrons segundo uma distribuição esférica. Os elétrons
circundantes acabam sentindo, além da atração coulômbica, uma pequena força de
quadrupolo elétrico.
Apesar da sua pequena intensidade, o momento dipolar magnético do núcleo
conduz a energias facilmente detectáveis na presença de campos magnéticos externos.
Essas energias formam a base da espectroscopia de ressonância nuclear magnética
(rnm), que é um método analítico importante para a análise da estrutura molecular.

Massa do Núcleo
A unidade de massa atômica, u.m.a. é definida como sendo exatamente 1/12
da massa do átomo de carbono. Nessa escala, um nêutron tem uma massa de 1,0086650,
enquanto a massa de um átomo de hidrogênio (próton mais elétron) é 1,0078250 u.m.a.
Massa nuclear = núcleos + elétrons
A relação entre massa e energia é dada por

E  mc 2
Onde c é a velocidade da luz. Quando o se forma a partir de oito prótons e oito
nêutrons, sua massa diminui. Essa diminuição é devida ao fato que uma quantidade
muito grande de energia, chamada energia de ligação, é liberada na reação

810 n  811 p 16


8 O  Energia

Exemplo 19.1: Quantos joules de energia correspondem à variação de massa associada


(0,1370054 u.m.a.) à formação do 16
8 O a partir de prótons e nêutrons?

0,1370054 gmol 1
23 1
 2,2751x10 25 g 2,2751x10 25 g  2,2751x10 28 kg
6,02 x10 mol

 
E  mc 2  2,2751x10 28 kg 2,9979 x108 m / s 1 
2
 2,0447 x10 11 J
29

Exemplo 19.1: Converta a energia do exemplo anterior em unidades elétron volts (eV).

1Cx!V  J 1,6022x10 19



C 1V   1,6022 x10 19 J

2,0447 x10 11 J


E  1,2762 x108 eV  127,62MeV
1,6022 x10 19 JeV 1

Forças Nucleares
Os núcleos de máxima estabilidade têm números de massa em torno de 60, a
fissão (quebra) de um núcleo muito pesado em um par de núcleos de massas em torno
de 60 constitui um processo que libera energia. De maneira análoga a fuçãode dois
núcleos leves também é acompanhada por uma liberação de energia.

Eb
 cons tan te Eb  Axcons tan te
A
Além de ser de curto alcance, as forças atrativas entre os núcleons independem
das cargas. Existe, contudo, uma repulsão coulômbiaca entre os prótons, tal que a
energia de ligação entre dois prótons é menor que a que envolve dois nêutrons.

C.F. Von Weisacker (1935)

Energia total de ligação nuclear

0,6Z 2
Eb  14,1  13 A 2/3
 1/ 2
A
Os núcleos que apresentam os números mágicos de 2,8,20,28,50,82 e 126
prótons ou nêutrons são especialmente estávei e abundantes na natureza. A existência
desses números mágicos sugerem um modelo de camada para o núcleo, com um
esquema de níveis de energia semelhante ao de energias orbitais usado para os elétrons.
Radioatividade
Já mencionamos um forma natural de decaimento readioativo, a fissão
espontânea de um núcleo muito pesado em dois fragmentos mais estáveis com números
de massa próximos de 60. A fissão é pouco comum, eos núcleos radioativos geralmente
decaem pela emissão de partículas  , partículas  positivas ou negativas , raios  , ou
por meio da captura de um elétron orbital.
30

Decaimento Beta
Um processo de decaimento despontâneo libera energia, e embora o núcleo não
sofra variação no número de massa há uma diminuição em sua massa. Como ilustração,
considere-se a reação

C 147N  10
14
6

Para calcular a energia liberada nesse processo, temos apenas que comparar a
massa do átomo de 146C com a massa do 147 N , pois no decaimento, um átomo de carbono
com seis elétrons é convertido em um íon de nitrogênio com seis elétrons e um
partícula. A massa total desses produtos é portantto igual à massa do . Considerando
que a massa do 147 N é 14,003074, e do 146C é 14,003242 u.m.a., temos:

m  14,003242u.m.a.  14,003074u.m.a.  0,000168  1,68x10 4 u.m.a.

1,68 x10 4 gmol 1


23 1
 2,7907 x10 28 g 2,7907 x10 28 g  2,7907 x10 31 kg
6,02 x10 mol

 
E  mc 2  2,7907 x10 31 kg 2,9979 x108 m / s 1 
2
 2,5081x10 14 J

1Cx!V  J 1,6022 x10 19 C 1V   1,6022 x10 19 J


2,5081x10 14 J
E 19 1
 1,5654 x10 5 eV  0,156MeV
1,6022 x10 JeV

E  0,156MeV

Cálculo da energia de um decaimento de pósitron

C 115N  10
11
6

Captura de elétron

C 
11
6
CE
5 B  energia
11

m  11,011433u.m.a.  11,009305u.m.a.  0,0002128  2,128x10 4 u.m.a.


31

2,128 x10 4 gmol 1


23 1
 3,5349 x10 28 g 3,5349 x10 28 g  3,5349 x10 31 kg
6,02 x10 mol

 
E  mc 2  3,5349 x10 31 kg 2,9979 x108 m / s 1 2
 3,1769 x10 13 J

1Cx!V  J 1,6022x10 19



C 1V   1,6022 x10 19 J

3,1769 x10 13 J


E 19 1
 1,9828 x10 6 eV  01,98MeV
1,6022 x10 JeV

Processos de Decaimento Alfa

U 234
238
92 90 N  2 He
4

Com poucas exceções, o decaimento por emissão de uma partícula ocorre apenas
entre elementos com números de massa maiores que 200.
As energias das partículas emitidas ficam entre 3 e 9MeV.
Aparentemente, para poder se emitida do núcleo, uma partícula deve ter energia
suficiente para suplantar a barreira de energia coulômbica e depois da partícula ter
deixado o núcleo, a repulsão coulômbica deve provocar uma aceleração tal que a
energia cinética se iguale ou ultrapasse a barreira de 20 MeV.

Processos de Decaimento Gama


Frequentemente, os núcleos formados pelo decaimento s  são produzidos em
estados excitados. Os núcleos recém formados liberam essa energia de excitação por
meio de emissão de raios  , que são radiações eletromagnéticas de comprimentos de
onda extremamente curtos.

Interação de Radiação com Matéria


Plutônio é um dos venenos mais mortais que se conhece. Se for ingerido,
tenderá a se concentrar nos ossos, onde sua emissão  pode interferir na produção das
células vermelhas do sangue.

Unidade de Radiação
32

A Unidade Curie

1Ci   3,7 x1010 de sin t / s

Velocidades de Decaimento Radioativo

Nomes das Fórmulas

dN dN N
  N   dt ln  dt
dt N N0

Número de mols da amostra remanescentes após um tempo t

N  N0et

Velocidade Radioativa

v  v0e t

1 1 / 2N0  t1 / 2
1
N N0 ln ln  t1 / 2
2 N0 2

Constante de tempo
0,693
t1 / 2 

Exemplo 19.3: Dada uma amostra inicial de 1,0 x10 6 g de 15


32
P qual é a velocidade de
decaimento em Bequerels após 10 dias? (Dado: t1 / 2  14,3dias )

0,693
v  N 
t1 / 2

1,0 x10 6 g
N  NA
m
M

 6,022 x10 23  1
 1,9 x1016 átomos
32 gmol

v  N  

0,693N 0,693 1,9 x1016 
 9,2 x1014 de sin t / dia
14,3 14,3

 1dia  1h  1m 
     1,06 x10 Bq
10

 24 h  60 m  60 s 
33

0, 69310dias

 t
v  v0e  1,06 x10 e 10 14, 3dia
 6,5 x109 Bq

19.19) qual é a atividade  em desintegrações por segundo para 1,0mg de amostra de


226
Ra .

1,0 x10 3 g
N  NA
m

 6,022 x10 23 átomos.mol 1 
 2,66 x1018 átomos
M 226 gmol 1

m 1,0 x10 3 g
N  1
 4,42 x10 6 átomos
M 226 gmol

0,693N
v  N 
1600anos

v
0,693 2,66 x1018  
 3,65 x107 de sin t / s
1600anos 365dias / ano24h / dia 3600s / h
1Ci   3,7 x1010 de sin t / s
x
3,65x10 de sin t / s Ci   9,8x10
7
4

x  3,65 x10 de sin t / s


7
3,7 x10 de sin t / s  10
Ci

19.21) Um radioisótopo decai com uma velocidade que após 68 min, apenas ¼ de sua
quantidade original permanece. Calcule a constante de decaimento e o tempo de meia-
vida para o radioisótopo.

N0
  4080s 
1 ln 4
 N 0 e  68 min 60s / min  ln   3,39 x10 4 s 1
4 4 4080s

0,693
t1 / 2   2039,56s  34 min
3,39 x10 4 s 1

10.22) Quanto tempo é necessário esperar para a radiação  de uma amostra de 7 Be


decair a 0,10 de sua taxa inicial? E para 0,010? (dado: t1 / 2  53,3dias )

0,693 0,693
t1 / 2  
 t1 / 2

53,3dias 24h / dia 3600s / h  0,693



34

0,693
  1,5 x10 7
53,3dias 24h / dia 3600s / dia 
 ln 0,1
0,1  e  1,5 x10 t
7
0,1N 0  N 0 e t t 7
 1,530 x10 7 s  177dias
1,5 x10

19.23) Os objetos encontrados nas cavernas de Lascaux na França apresentam


velocidades de 14C desintegração de 2,25 desintegrações por minuto, por grama de
carbono. Qual a idade desses objetos? (dado: t1 / 2  5730anos )

0,693
  3,83x10 12
5730anos 365dias / ano24h / dia 3600s / h
velocidade  N  2,25de sin t / min

v  2,25de sin t / min min/ 60s   0,0375de sin t / s

N  NA
m

 6,022 x10 23
1,0 g
  5,018 x10 22 átomos
M 12 gmol 1
0, 69310dias

 t
v  v0e  1,06 x10 e
10 14, 3dia
 6,5 x109 Bq

19.24) Os detectores modernos de incêndio usam uma pequena quantidade de para


ionizar o ar e detectam a presença de CO e outros produtos de combustão. Se 0,9 de
radição estiver presente em cada detector, calcule o peso de presente. O tempo de meia
vida do é de 433 anos.

Reações Nucleares
35

Em 1919, Ernest Rutherford conseguiu realizar a primeira transmutação artificial


de um elemento pelo bombardeamento de uma amostra de nitrogênio com partículas 
de uma fonte radioativa.
A reação era
14
7 N  24He178O11H

E Rutherford foi capaz de detectar os prótons emitidos.


O desenvolvimento de aceleradores de partículas, como o cíclotron e suas várias
modificações tornou-se possível produzir feixes intensos de partículas energéticas, e um
grander número de reações nucleares tem sido estudado. Uma das realizações mais
importantes nessa área tem sido a síntese dos elementos transurânicos.

A reação nuclear mais famosa é a da fissão do 23592U induzida por captura de


nêutrons. A fissão produz fragmentos cujos números de massa se situam entre 70 a 160.
Um processo de fissão para o é

U  01n38
235
92
90
Sr 143
54 Xe 30 n .
1

Energia Nuclear
Em virtude do processo de fissão emitir mais que um nêutron é possível realizar
um fissão auto-sustentada do 235
92U .

Funcionamento de um reator nuclear


No gerador de vapor, o calor é transferido da água pressurizada para um sistema
de água secundário que opera a 50 atm. Nesse sistema secundário, onde a pressão é
menor, a água é convertida em vapor de aproximadamente 260°C, e esse sistema é
usado para movimentar uma turbina geradora de eletricidade. O efluente da turbina é
condensado e bombeado novamente para o gerador.

A aplicação da segunda lei da termodinâmica mostra que a eficiência máxima 


com que o calor liberado pelo gerador de vapor pode ser convertido em trabalho útil é
dada por

Th  Tc

Th

Fusão nuclear
36

Considerando o problema do descarte de produtos radioativos gerados pelos


reatores de fissão nuclear, existe interesse considerável na utilização da fusão nuclear
como fonte de energia. Contudo, existe um aumento geral na energia de ligação por
núcleon à medida que o número de massa aumenta.
Para que dois núcleos de deutério possam se fundir em núcleos pesados, eles
devem colidir com energia cinética suficiente para ultrapassar ou tunelar a barreira
coulômbica. A conseqüência prática dessa necessidade é que se a fusão deve ocorrer em
um gás homogêneo, quente, de dêuterons (núcleos de átomos de deutério) a
temperatura efetiva do gás deve ser de aproximadamente 108 K .

Importante!
Modelo de Yukawa para o núcleo

n  p  

p  n  

Modelo de Yukawa
Yukawa propôs a teoria mesônica dentro do núcleo. Neste modelo o nêutron se
transforma em um próton e emite um méson  de carga nuclear negativa.

p  n  

Cinturão de Estabilidade
A n p n  A p
131 200
54 Xe 80 Hg

n  A  p  131  54  77 n  A  p  200  80  120

n 77 n 120
131
54 Xe    1,42 200
80 Hg    1,5
p 54 p 80

Estudando a estabilidade do átomo de xenônio de massa 133.


n  A  p  133  54  79

n 79
133
54 Xe    1,46
p 54
37

Comparando os resultados dos núcleos 131


34 Xe e
133
34 Xe , temos:

1,46  1,42
131
O núcleo 34 Xe tem menos nêutrons que prótons, logo ele tende a perder
nêutrons.

Exercícios
19.1 ) Calcule a energia liberada, em megaeletrovolts para a formação de 42 He a partir
de prótons e nêutrons. Qual seria sua energia de ligação por núcleon?

Elemento Massa (u.m.a.)


4
2 He
4,0026033
1
1 p 1,0072765
1
0 n 1,0086650

210 n  211 p 42 He  Energia

m p  21,0072765  2,014553u.m.a.

mn  21,0086650  2,01733u.m.a.

m p n  4,03184u.m.a.

m  4,0026033u.m.a.  4,03184u.m.a.  2 x10 5 u.m.a.

2 x10 5 gmol 1
23 1
 3,3223x10 29 g 3,3223x10 29 g  3,3223x10 32 kg
6,02 x10 mol

 
E  mc 2  3,3223x10 32 kg 2,9979 x108 m / s 1 2
 2,9858x10 12 J

1CxV  J 1,6022x10 19



C 1V   1,6022 x10 19 J

2,9858 x10 12 J


E 19 1
 18,63x10 6 eV  16,63MeV
1,6022 x10 JeV

19.3 ) A reação química


38

2 H g   H 2 g 

libera 432kJ por mol de formado. Qual a diferença de massa existente entre 1 mol de H 2
e dois mols de átomos de H?

 
E  mc 2  3,3223x10 32 kg 2,9979 x108 m / s 1 2
 2,9858x10 12 J

E 432 x103 J
m   4,802 x1012 kg
c2 
29979 x108 m / s 
2

19.4) Por meio das balanças Normalmente disponíveis nos laboratórios químicos, é
possível determinar mudanças de massa de até 0,1mg. A quantos joules isso
corresponde em termos de energia?

0,1gmol 1
23 1
 1,6611x10 25 g 1,6611x10 25 g  1,6611x10 28 g
6,02 x10 mol

 
E  mc 2  1,6611x10 28 kg 2,9979 x108 m / s 1 
2
 1,4 x10 8 J

1Cx!V  J 1,6022 x10 19 C 1V   1,6022 x10 19 J

1,4 x10 8 J
E 19 1
 9,3179 x1010 eV  93,179GeV
1,6022 x10 JeV

19.9) Escreva as equações que representam os seguintes processos:

a) emissão   pelo 120


51 Sb

52 Sb 1 
Sb120
120 0
51

b) emissão   pelo 16
35
S
35
16 S 17
35
Sb 10

c) emissão  pelo 230


90Th

88 Sb 2 
Th226
230 4
90

d) captura de elétron 189 F


18
9 F 
CE
8 B  energia
11
39

19.10) Escreva as equações que representam os seguintes processos:

a) emissão   pelo 23 He
3
2 He33He 10

b) emissão   pelo 116C


11
6 C 117C  10

c) captura de elétron pelo 116C

C 
11
6
CE
5 C  energia
7

d) emissão  pelo 251


98 Cf

96 Cf  2 
Cf 247
251 4
98
40