0% acharam este documento útil (0 voto)
178 visualizações32 páginas

Introdução à Termodinâmica para PETROBRAS

Este documento apresenta uma aula introdutória sobre termodinâmica, abordando conceitos como sistemas termodinâmicos, propriedades, calor e trabalho. O professor define os principais termos e conceitos, e apresenta exemplos para ilustrar os tipos de sistemas e processos termodinâmicos, como sistemas abertos, fechados e isolados.

Enviado por

Vanessaribeirovr
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
178 visualizações32 páginas

Introdução à Termodinâmica para PETROBRAS

Este documento apresenta uma aula introdutória sobre termodinâmica, abordando conceitos como sistemas termodinâmicos, propriedades, calor e trabalho. O professor define os principais termos e conceitos, e apresenta exemplos para ilustrar os tipos de sistemas e processos termodinâmicos, como sistemas abertos, fechados e isolados.

Enviado por

Vanessaribeirovr
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Livro Eletrônico

Aula 00

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior)

Professor: Victor Augusto Sousa e Silva

Aula Demonstrativa
Aula 00 Introdução à Termodinâmica
1 Apresentação ............................................................................................................... 2
2 Termodinâmica ............................................................................................................ 3
2.1 - Conceitos introdutórios ............................................................................................................ 3
2.2 - Calor e temperatura na mudança de estado físico ................................................................... 6
2.3 Equilíbrio térmico ..................................................................................................................... 9
2.4 - Propriedades de uma substância pura................................................................................ 11
2.4.1 - Estados de agregação da matéria ....................................................................................... 11
3. Resolução de questões................................................................................................. 21
Lista de questões ............................................................................................................................. 28
Gabarito .......................................................................................................................................... 30

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 1


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br
Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

1 APRESENTAÇÃO
Seja bem-vindo a este curso que irá te preparar para o cargo de ENGENHEIRO DE PETRÓLEO JÚNIOR
da PETROBRAS. As provas da Petrobras são aplicadas tradicionalmente pela banca CESGRANRIO há
muitos anos, por isso teremos muitas questões dela neste curso montado 100% com base no edital.

Vamos então às apresentações: Eu me chamo Victor Augusto Sousa e Silva e me graduei em


Engenharia Química pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em 2014, tendo um
ano de graduação sanduíche no INSA Toulouse, na França. Posteriormente, obtive mestrado na
Universidade de Columbia (Nova Iorque, EUA) em 2015. Conquistei então aprovação no concurso da
Polícia Científica de Pernambuco (CESPE/2016) para o cargo de Perito Criminal, sendo o primeiro
lugar na área de química/engenharia química.
Veremos aqui os tópicos relacionados a termodinâmica, transferência de calor e transferência de
massa que são abordados na prova de Engenheiro de Petróleo.

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 2


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

2 TERMODINÂMICA

2.1 - CONCEITOS INTRODUTÓRIOS

2.1.1 Sistemas termodinâmicos

Nos problemas termodinâmicos é comum definirmos a região que temos o interesse de estudar
como sistema e todo o resto do espaço ao redor dele como vizinhança. Estes dois estão separados
pela fronteira do sistema, essa fronteira pode ser real ou imaginária.
Podemos classificar os sistemas como:
• Abertos: Ambos, massa e energia, são capazes de fluir através das fronteiras do sistema.
• Fechados: aqueles em que a matéria não pode fluir pelas fronteiras, mas é possível o fluxo de
energia.
• Isolados: Quando nem massa nem energia podem fluir através das fronteiras.
Vamos dar alguns exemplos: uma panela com água é um sistema aberto, já que podemos aquecer a
água e assim fazê-la evaporar (saindo da panela); já água em uma garrafa fechada seria um sistema
fechado, não há entrada ou de matéria, mas podemos aquecer ou resfriar essa água; por fim, um
exemplo de sistema isolado seria uma garrafa térmica, pois ela resiste a variações de temperatura
no ambiente externo. A figura a seguir também ilustra essas diferentes classificações:

Aberto Fechado Isolado

2.1.2 - Propriedades

Uma substância contida em um sistema pode ser caracterizada por suas propriedades. Isso inclui as
propriedades mensuráveis, que conhecemos muito bem: temperatura, pressão e volume.
Durante um processo, pelo menos algumas das propriedades da substância em estudo mudam.
Quando alguma dessas propriedades não muda podemos classificar o processo com base nessa
peculiaridade:
• Adiabático: ocorre sem transferência de calor (Q=0)

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 3


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

• Isotérmico: a temperatura permanece constante durante o processo (T=constante).


• Isobárico: pressão constante (P=constante).
• Isocórico: volume constante (V=constante).
Se nós sabemos os valores das propriedades da substância em nosso sistema podemos definir o seu
estado termodinâmico. Tipicamente partimos das propriedades termodinâmicas mensuráveis para
caracterizar o sistema. Estas podem ser obtidas por mensurações diretas em laboratório, como
pressão, temperatura e volume:
• Volume está relacionado ao tamanho do sistema. No dia a dia, vemos as unidades litro, metro
D
• Temperatura: mede o grau de agitação das partículas. Comumente é apresentada na escala
Celsius, porém nos cálculos termodinâmicos precisamos usar uma escala absoluta, isto é, que
não apresente valores negativos, como a escala Kelvin. A relação entre essas duas escalas é
dada por:

Ou seja, a temperatura em Kelvin é igual a temperatura em Celsius mais 273,15.


• Pressão: A pressão P exercida por um fluido sobre uma superfície é definida como a força
normal (F) exercida pelo fluido por unidade de área da superfície (A):

Esta grandeza é vista como o resultado do choque das partículas contra as paredes do
recipiente que os contêm.

2.1.3 - Calor (Q) e trabalho (W)

Ambos estes termos se referem a transferência de energia entre o sistema e a vizinhança. Em um


sistema fechado, a transferência de energia na fronteira dele só pode ser feita através de calor e/ou
trabalho. Calor é a transferência de energia causada por um gradiente de temperatura, enquanto os
outros possíveis tipos de transferência de energia em um sistema fechado se dão através de
trabalho.

Trabalho

Existem muitas formas de trabalho, entre elas o trabalho mecânico (expansão/compressão, rotação
de uma manivela), elétrico e a magnético. O caso mais comum nos problemas de engenharia e
questões de concurso é a expansão ou compressão de um fluido. No caso clássico de um gás contido
W

Onde P é a pressão externa exercida sobre o sistema V1 é o volume inicial e V2 o volume final.
Perceba que se a pressão exercida é constante podemos integrar o volume para obter:

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 4


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Ou seja, pressão vezes variação de volume.

O sinal negativo é incluído como uma convenção. Se aplicamos uma força no êmbolo e comprimimos
o gás existente, é negativo e logo o trabalho é positivo. Veja que nesse caso estamos fornecendo
energia para o sistema. Assim, MAI“  MAI“
positivo). Similarmente, se o gás
perdendo energia. O é positivo e o sinal do trabalho fica negativo: MENO“
sistema  MENO“ Veja que, por convenção, o sistema é o
referencial para o sinal de trabalho: se ele perde energia o trabalho é negativo, se ele ganha o
trabalho é positivo.

(Exercício de fixação)
Considere uma expansão a pressão constante como a ilustrada abaixo. Inicialmente o sistema
tem 1 mol do gás A e 2 bar num volume de 10 litros. A expansão começa quando liberamos a
trava do êmbolo. Assim o gás expande até que sua pressão se iguale a pressão externa,
atingindo um volume de 15,2 litros. Qual o trabalho realizado pelo sistema?

Processo

Resolução:
Vamos aplicar a equação do trabalho:

Como a pressão externa é constante, podemos tirá-la de dentro da integral:

Vamos converter bar para Pascal e litro para m3, unidades do SI.

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 5


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Calor

O Q -se à transferência de energia entre o sistema e a vizinhança cuja força motriz é o


gradiente de temperatura. Espontaneamente, a energia flui da região de alta temperatura para a de
baixa temperatura. Em alguns casos essa transferência é desejada, como, por exemplo, quando você
usa o fogão para ferver água. Entretanto em muitos casos na termodinâmica esse calor flui como
uma perda de energia dissipada, como quando o café esfria. Assim como para o trabalho o
referencial para o sinal do calor é o sistema: se o calor flui da vizinhança para o sistema o calor é
positivo (estamos aquecendo o sistema), já se o calor flui do sistema para a vizinhança o sinal é
negativo (neste caso o sistema está perdendo energia e sendo resfriado).

2.2 - CALOR E TEMPERATURA NA MUDANÇA DE ESTADO FÍSICO

Existem diversas formas de uma substância mudar seu estado físico. Vejamos como a varia a
temperatura de uma substância pura mediante aquecimento:

L+V

L
S+L
S

O gráfico começa em baixas temperaturas, quando a substância se encontra na fase sólida (S). Veja
que com o tempo (e aquecimento) chega-se em na transição de fases, quando tanto sólido como o
líquido coexistem (S+L). Essa mudança de fase acontece à temperatura constante. Por exemplo, se
estamos aquecendo gelo ele chegará a temperatura de , quando começa a fundir e se
transformar em líquido. O calor que fornecemos durante a mudança de fase não altera a
e para quebrar as ligações intermoleculares no gelo para
permitir o surgimento da fase líquida. Quando tudo se transforma em líquido (L) a , novamente
o calor passa a elevar a temperatura da substância, pois aumenta o grau de agitação das moléculas.
Uma nova transição de fases acontece (L+V) e então toda a água vira vapor (V).
O calor usado para mudança de estado físico (como nos processos S+L e L+V) é denominado calor
latente (L). Consiste na quantidade de calor por unidade de massa que precisa ser fornecido para
levar uma substância de um estado para o outro. O calor total em uma mudança de fase é então:

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 6


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Por exemplo, o calor de fusão da água é igual a 333 kJ/kg. Qual a quantidade de calor necessária
para levar 3 kg de gelo completamente até água líquida?

Precisaríamos de fornecer 999 kJ.


O outro tipo de calor envolvido é aquele que provoca uma mudança de temperatura na substância,
como nos aquecimentos S, L e V. Ele é definido como calor sensível. Matematicamente, temos:

O calor específico da substância, que tem unidades no SI igual a .

O calor específico representa a energia necessária para elevar a temperatura de 1 quilograma (1 kg)
do material em 1 ou 1K. Ou seja, quanto maior for o calor especifico de uma substância significa
que mais energia ela demanda para que seja promovido o aumento de temperatura.

O Q -se à transferência de energia entre o sistema e a vizinhança cuja força motriz é a


diferença de temperatura. Espontaneamente, a energia flui da região de alta temperatura para a de
baixa temperatura. Para diferenciar quando um material está perdendo ou recebendo calor,
estabelecemos um referencial: se o material ganha calor usaremos o sinal positivo (+), já se o
material perde calor o sinal é negativo (-), pois o sistema está perdendo energia e sendo resfriado).
(CESGRANRIO 2014 Técnico de Inspeção de Equipamentos / Petrobras)
Uma massa de água m=100 g está a uma temperatura inicial T i = 30 oC. Essa massa é colocada
em um refrigerador de modo que toda ela congela.
Qual é, em J, a energia retirada para congelar os 100 g de água?
(A) 4,2 x 103
(B) 4,6 x 104 Dados:
(C) 8,0 x 10 4 ã
á
(D) 4,2 x 105
(E) 4,6 x 106
Resolução:

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 7


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Primeiro, calculamos o calor que deve ser retirado para que a água sai dos iniciais até a
temperatura que inicia o congelamento ( ):
í

Agora que a água atingiu seu ponto de congelamento, vamos calcular o calor retirado
necessário para congelar os 100 gramas de água.

Usei o sinal negativo somente para indicar que o calor está sendo retirado da substância. Veja
que foi fornecido o calor latente de fusão da água, ele diz que precisamos de 336 J para fundir
1 grama de água, isso significa que precisamos então retirar 336 J para congelar 1 grama de
água.
O calor total que precisa ser retirado é a soma desses dois valores, então:

Como o enunciado já pergunta o calor retirado, basta assinalar o valor positivo de .


GABARITO: B

(CESGRANRIO 2014 Engenheiro de Petróleo Júnior / Petrobras)


Uma amostra de 100 g do material M é utilizada como referência para uma medida de calor
específico. Para tal, uma certa quantidade de calor Q é dada para o material M e verifica-se
que há uma variação de temperatura de 2 K. Em seguida, uma nova amostra, também de 100
g, de um material N recebe uma quantidade de calor 2Q, o que provoca uma variação de
temperatura de 0,5 K. Considerando que o calor específico da amostra M é de 128 J/(kg .K), qual
é o calor específico, em J/(kg.K), da amostra N?

(A) 256
(B) 512
(C) 128
(D) 512
(E) 1.024

Resolução:

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 8


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Vamos fazer uma tabela comparativa com os dois experimentos:

M N

Massa 100 g 100 g

Calor fornecido Q 2Q

Variação de temperatura 2K 0,5 K

Com o calor específico da amostra M foi fornecido, podemos calcular a quantidade de calor Q
que foi fornecida:

Agora podemos determinar que:

E, enfim, calculamos o calor específico da amostra N:

GABARITO: E

2.3 EQUILÍBRIO TÉRMICO

São comuns problemas em que materiais a diferentes temperaturas são misturados de forma que
eles troquem calor entre si. Ao final do processo, espera-se que eles atinjam o chamado equilíbrio
térmico, quando todos as substâncias ficam a uma mesma temperatura e não há mais troca de calor.
Devido ao princípio da conservação da energia, toda a energia (calor) trocada entre as substâncias
deve ser equivalente. Por exemplo, se um corpo X perde 50 kJ de energia, outro corpo Y deve estar
ganhando esses 50 kJ. Podemos escrever esse princípio matematicamente da seguinte forma:

Ou seja, soma dos calores trocados deve ser nula. Isso deve ser verdade para que possamos garantir
que o calor não seja nem criado nem destruído.
Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 9
PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

(CESGRANRIO 2012 Técnico de Inspeção de Equipamentos / Petrobras)


Uma certa massa M de água a 20 °C é despejada sobre 100 g de gelo a 0 °C, dentro de um
calorímetro. Verifica-se que o produto final é constituído apenas por água no estado líquido a
0 °C.
Dado que o calor específico da água é c = 1,0 cal/(g .°C) e que o calor latente de fusão da água
é, aproximadamente, L = 80 cal/g, qual o valor de M?
(A) 20 g (B) 80 g (C) 100 g (D) 180 g (E) 400 g
Resolução:
Como o produto final é água completamente no estado líquido, temos que todo o gelo foi
derretido e a massa de água adicionada foi resfriada até 0°C, que é a temperatura de equilíbrio.
Calor necessário para derreter (fundir) os 100 gramas de gelo:

O calor usado para derreter o gelo vem da água que é despejada a 20°C, pois de acordo com a
conservação da energia

Essa é a energia retirada da água, que inicialmente estava a 20°C e terminou o processo a 0°C.
Logo:

Enfim, usamos a fórmula do calor sensível:


í

A massa de água corresponde a 400 gramas.


GABARITO: E

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 10


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

2.4 - PROPRIEDADES DE UMA SUBSTÂNCIA PURA

2.4.1 - ESTADOS DE AGREGAÇÃO DA MATÉRIA

Gases, líquidos e sólidos são todos feitos de átomos, moléculas e/ou íons, mas o comportamento
dessas partículas pode ser diferenciado nessas três diferentes fases.
Veja uma figura bem simples que mostra as diferenças microscópicas entre esses estados:

Perceba que as partículas de um:


• Gás estão bem separadas com nenhum arranjo regular.
• Líquido estão bem próximas, mas ainda sem um arranjo regular.
• Sólido estão bem mais comprimidas e geralmente seguem um padrão regular.
Gases são formados por um número muito grande de moléculas e suas propriedades são
consequência do comportamento dessas partículas. Quando, por exemplo, fazemos uso de uma
bomba de bicicleta, podemos ver que o ar é compressível, isto é, que ele pode ser confinado em um
volume menor do que o volume original. A observação de que os gases são mais compressíveis do
que sólidos e líquidos sugere que existe muito espaço livre entre as moléculas dos gases.
Os líquidos existem em consequência das forças intermoleculares. Essas forças também determinam
as suas propriedades físicas. Quando imaginamos um líquido, podemos pensar em um conjunto de
moléculas que trocam constantemente de lugar com suas vizinhas.
Para finalizar vou por aqui uma tabela com as principais características destas fases e a explicação
microscópica para tais:

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 11


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Gás Líquido Sólido


Assume parte da forma do Possui forma e volume
Assume a forma e volume
recipiente o qual ocupa fixos
do seu recipiente
Partículas se Partículas rígidas e
Partículas se movem umas
movem/escorregam umas geralmente presas dentro
pelas outras
pelas outras de um arranjo cristalino
Baixíssima
Compressível Baixa compressibilidade
compressibilidade
Muito espaço livre entre Pequeno espaço livre entre
Pequeno espaço livre entre
partículas partículas
partículas
Flui facilmente Não fluem
Flui facilmente
Partículas se
==0==

Partículas rígidas que não


Partículas se movem umas
movem/escorregam umas se movem/escorregam
pelas outras
pelas outras umas pelas outras

2.4.2 - Diagramas de fase para substâncias puras

Usualmente uma substância pura no equilíbrio existe inteiramente como um sólido, um líquido ou
um gás; mas a certas temperaturas e pressões, duas ou mesmo três fases podem coexistir. Por
exemplo, água pura é um vapor a 20°C e 3 mmHg e um líquido a 20°C e 760 mmHg, mas a 100°C e
760 mmHg pode ser um vapor, um líquido ou uma mistura dos dois. Na particular temperatura de
0,0098°C e pressão de 4,58 mmHg temos o ponto triplo da água, no qual sólido, líquido e gás podem
coexistir.
Expressamos graficamente as fases que uma substância pode assumir a depender das variáveis do
sistema através de diagramas de fase. O mais comum de todos e o que trabalharemos neste tópico
introdutório é o gráfico pressão versus temperatura.

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 12


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Vejamos então o diagrama PT (pressão vs temperatura) da água:

Fonte: Felder, R.M. Elementary Principles of Chemical Process. 2016.

As fronteiras (linhas) entre duas fases representam pressões e temperaturas nas quais duas fases
podem existir. Por exemplo, a linha que vai do até o representa as
condições nas quais o equilíbrio líquido-vapor existe, pois esta linha está exatamente entre as fases
líquido e vapor.
Vários termos familiares podem ser definidos em referência ao diagrama de fases:
1. Para cada coordenada (T, P) que se encontra sobre a curva de equilíbrio líquido-vapor para
uma determinada substância, P é a pressão de vapor da substância a temperatura T, e T é o
ponto de ebulição da substância a pressão P.
2. O ponto de ebulição normal da substância é o ponto de ebulição para P=1 atm.
3. O ponto de fusão ou ponto congelamento, à uma pressão P, é a temperatura T da
coordenada (T,P) que cai sobre a curva do equilíbrio sólido-líquido.
4. O ponto de sublimação, à uma pressão P, é a temperatura T da coordenada (T,P) que cai
sobre a curva do equilíbrio sólido-vapor.
5. O ponto triplo é aquele no qual as fases sólida, líquida e vapor podem coexistir.
6. O ponto crítico se localiza ao final da curva do equilíbrio líquido-vapor. Se a temperatura e
pressão forem maiores do que nesse ponto a substância terá um comportamento
denominado de supercrítico. Nele não temos duas fases, mas sim apenas uma única, com
propriedades mistas entre líquido e gás.

(FCC 2007 Analista: Engenheiro Químico/MPU)


Considere as afirmativas e a figura abaixo, que representa o diagrama de fases para uma
substância pura.

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 13


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

I. As regiões A, D e E representam regiões em que a substância seria um sólido, um fluido


supercrítico e um gás, respectivamente.
II. A temperatura e a pressão do ponto triplo desta substância são T4 e P4.
III. Se esta substância estiver inicialmente na temperatura e na pressão T1 e P3, ao elevar-
se a temperatura até T2, mantendo a pressão constante, muda-se o estado de
agregação da substância de sólido para líquido.
IV. A pressão P1 é a pressão de liquefação na temperatura T1, para esta substância.
V. A temperatura T3 é a temperatura de ebulição desta substância na pressão P3.
É correto o que se afirma APENAS em:
(A) III, IV e V.
(B) II, III e V.
(C) I, II e IV.
(D) I, III e V.
(E) II e V.

Resolução:

(I) CORRETA: Exato. Na região A o estado de agregação é sólido. Na região D consiste em


condições de temperatura e pressão além do ponto crítico, caracterizando o fluido supercrítico.
Enquanto na região E corresponde a região de gás.
(II) INCORRETA: A temperatura e a pressão do ponto triplo desta substância são T2 e P2!
(III) CORRETA: A transição descrita corresponde a uma mudança da região A para a região C,
ou seja, do sólido para o líquido.

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 14


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

(IV) INCORRETA: A pressão P1 é a pressão de sublimação na temperatura T1, para esta


substância. Pois essas condições encontram-se na porção do equilíbrio sólido-vapor do
diagrama de fases.
(V) CORRETA: Perfeitamente. A porção da curva que divide as regiões B e C refere-se ao
equilíbrio líquido-vapor. Ou seja, os pontos dessa curva correspondem ao ponto de ebulição
da substância.
GABARITO: D

Existem outros diagramas termodinâmicos que trazem informações importantes sobre as


substâncias puras. Vejamos a seguir o diagrama PV (Pressão vs Volume).
Observe o diagrama abaixo onde representa o volume molar (L/mol).

Fonte: Koretsky, M.D. Engineering and Chemical Thermodynamics. 2012.

Em um diagrama PV, as fronteiras entre as fases tornam-se regiões nas quais duas fases coexistem
em equilíbrio. Observe as regiões: líquido-vapor, sólido-vapor e sólido-líquido. Veja também que o
ponto triplo agora é representado por uma linha, a linha tripla.
Isotermas são curvas que representam o comportamento termodinâmico a temperatura constante.
Vamos exibir algumas no diagrama PV abaixo, com destaque para as regiões de líquido, líquido-vapor
e vapor:

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 15


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Fonte: Koretsky, M.D. Engineering and Chemical Thermodynamics. 2012.

Tc representa a temperatura crítica, ela é fundamental para diferenciar o comportamento


termodinâmico. Acima dela não existe mais vapor, líquido ou equilíbrio líquido vapor (a substância
se comporta de forma intermediária). Observe que em temperaturas T>Tc a isoterma não cruza a
fronteira entre fases, isso porque um fluido a uma temperatura e pressão maior que as do ponto
crítico é dito supercrítico e nestes casos só é possível existir uma fase.
Já quando T<Tc dizemos que a temperatura é subcrítica e observamos a existência do equilíbrio
entre as fases líquido e vapor na região que se encontra abaixo da curva em forma de domo. Veja
que a isoterma é completamente horizontal nesta região, isso por que uma substância pura evapora
a temperatura constante. Observe o exemplo de processo:

Fonte: Koretsky, M.D. Engineering and Chemical Thermodynamics. 2012.

Entre os pontos 2,3 e 4 temos um processo isotérmico (evaporação). No ponto 2 temos o chamado
líquido saturado, ele está fervendo e na iminência de evaporar. A medida que fornecemos energia
para o sistema vamos caminhando para o ponto 3, onde metade do líquido evaporou e formou uma
fase vapor. Enquanto que o ponto 4 temos a completa transformação em vapor, referimos ao vapor
nesse estado como vapor saturado.
Observe a variação do volume molar neste caso. Como esperado o líquido ocupa um volume bem
menor do que o vapor. No caso do ponto 3 (ou outros pontos intermediários entre 2 e 4) o volume
molar exibido representa uma média ponderada entre o volume molar do líquido e do vapor.
Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 16
PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Portanto, quanto mais líquido estiver presente mais o volume molar se aproxima do valor do líquido
saturado, enquanto quanto mais vapor mais este volume se aproxima do volume molar do vapor
saturado.
Se no ponto 2 diminuirmos a temperatura, a pressão constante, chegamos no ponto 1, que
chamamos de líquido subresfriado. Por outro lado, se do ponto 4 aquecemos o vapor, chegamos no
ponto 5, o vapor superaquecido.
Por fim, vou pôr aqui o diagrama PT com 5 pontos assinalados que representam esses mesmos casos
discutidos. Desta forma, você pode fazer uma comparação.

Fonte: Koretsky, M.D. Engineering and Chemical Thermodynamics. 2012.

Pressão de vapor

A pressão de vapor de uma espécie é definida como a contribuição que essa substância faz para a
pressão total a uma dada temperatura.
Ela pode ser entendida como uma medida da volatilidade1 de uma substância. Para uma dada
temperatura T, quanto maior a pressão de vapor maior é a volatilidade da substância. Existem
muitos processos na indústria que utilizam a diferença de volatilidade (ou pressão de vapor) das
substâncias para separá-las. Um exemplo seria a destilação.
Imaginamos então que é fundamental sabermos as pressões de vapor das substâncias. Como elas
são obtidas na prática? As mais conhecidas têm valor tabelado, porém todas as outras precisam ser
estimadas por meio de correlações empíricas2.
Entretanto há uma relação analítica para substâncias puras, a equação de Clapeyron. Ela é capaz de
relacionar , a pressão de vapor da substância i, com T, a temperatura absoluta:

1
A volatilidade de uma espécie é o grau no qual a espécie tende a sair do estado líquido para o vapor,
ou seja, evaporar.
2
Isso acontece porque seria muito custoso obter esses dados experimentalmente. Correlações empíricas
oferecem confiança satisfatória para cálculos de engenharia.

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 17


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Onde e são os volumes molares específicos (volume/mol) do gás e do líquido, respectivamente.


Já é o calor latente de vaporização, a energia necessária para vaporizar 1 mol de líquido.

(CESGRANRIO 2010 Engenheiro de Processamento Júnior/Petrobras)


Em relação à pressão de vapor de um líquido, é INCORRETO afirmar que
(A) A pressão de vapor de um líquido aumenta linearmente com o aumento da temperatura.
(B) a curva de pressão de vapor relaciona pressão a temperatura, sendo que, em qualquer
ponto acima da curva, existem duas fases, líquido e vapor.
(C) a pressão de vapor pode ser estimada por meio de equações empíricas.
(D) a Equação de Clapeyron estabelece uma relação termodinâmica entre pressão de vapor e
entalpia de vaporização de uma substância pura.
(E) um líquido puro entra em ebulição, em dada temperatura, quando sua pressão de vapor é
igual à pressão à qual está submetido.
Resolução:
(A) INCORRETA: pela equação de Clapeyron constatamos que a dependência da pressão de
vapor com a temperatura não é linear, logo a afirmativa está errada e foi o gabarito preliminar
da questão.
(B) INCORRETA: quando estudamos o digrama de fases vimos que na curva da pressão de vapor
podem existir duas fases, mas acima dela temos SOMENTE a fase líquida:

(C) CORRETA: conforme afirmamos é comum o uso de equações empíricas para estimações.
(D) CORRETA: perfeitamente! Foi como observamos na definição da equação.
(E) CORRETA: exato. Digamos que temos água pura a 20°C e 1 atm (760 mmHg) e começamos
a aumentar a temperatura, aumentando assim a sua pressão de vapor também. No momento

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 18


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

em que essa pressão de vapor igualar a pressão externa teremos o início da ebulição, o que
acontece a 100°C quando temos uma pressão de 1 atm (760 mmHg).
No gráfico a seguir, isso seria equivalente a começar no ponto C e aquecer até o ponto D

0
A questão foi posteriormente anulada, pois tanto (A) como (B) estão incorretas, logo:
GABARITO: ANULADA

(CESGRANRIO 2010.2 Engenheiro de Petróleo Júnior / Petrobras)

A figura acima representa, em uma escala especial, a curva de pressão de vapor de duas
substâncias A e B em função da temperatura. Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir.

I - A substância A é mais volátil do que a substância B.


II - A substância A será um líquido sub-resfriado, e a substância B um vapor superaquecido, se
o ponto O representar a pressão e a temperatura do sistema.
III - Os pontos P e Q representam, respectivamente, os pontos críticos das substâncias A e B.

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 19


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Está correto o que se afirma em


(A) III, apenas.
(B) I e II, apenas.
(C) I e III, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II e III.
Resolução:
Trata-se do diagrama PT, em que se representa a pressão de vapor das substâncias para uma
dada temperatura. Assim, está sendo representado somente o segmento do gráfico que
representa a curva de vaporização, que separa as regiões de líquido e de vapor. Ou seja, a curva
que vai do ponto triplo até o ponto crítico no diagrama:

(I) CORRETA: A curva da substância A mostra que ela apresenta pressão de vapor sempre
superior em relação à substância B. Quanto maior a pressão de vapor, mais volátil é a
substância.
(II) INCORRETA: É exatamente o inverso, pois acima da curva existe líquido e abaixo dela
temos vapor C O á á
superaquecido, enquanto a substância B será um líquido sub-resfriado.
(III) CORRETA: Exatamente. Ao final da curva de pressão de vapor em um diagrama Pressão x
Temperatura, encontra-se o ponto crítico da substância.
GABARITO: C

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 20


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

3. RESOLUÇÃO DE QUESTÕES

1. (CESGRANRIO 2014 Engenheiro de Petróleo Júnior / Petrobras)


Um painel solar plano é utilizado para se montar um sistema de aquecimento de água em uma região
da cidade onde a intensidade de luz solar é de 500 W/m2. Esse sistema, depois de instalado, é capaz
de transformar apenas 10% da energia solar incidente em calor. Para medir essa eficiência, mediu-
se o tempo necessário para se aquecerem 20 litros de água do sistema de 10 °C até 15 °C.
Se o tempo medido foi de 2,0 horas, e o calor específico da água é 4,2 J/(g.K), a área do painel solar
utilizado, em m2, é, aproximadamente,
(A) 0,6
(B) 1,2
(C) 3,6
(D) 4,2
(E) 7,8
Resolução:
Vamos calcular a quantidade de calor efetivamente absorvida pela água. Considerando a densidade
da água como 1 g/ml teremos então uma massa de 20 kg. Quanto a variação de temperatura, ela é
equivalente entre as escalas Kelvin e Celsius, ou seja:

Agora partimos para a equação do calor sensível:


í

Se o tempo necessário para essa absorção de calor foi de 2,0 horas, devemos ter uma potência
absorvida pela água de:

Sabendo que apenas 10% da potência de 500 W/m2 é absorvida sob a forma de calor (ou seja, 50
W/m2) determinamos a área do painel usando uma simples análise dimensional:

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 21


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Obs: De acordo com sua preferência, você também pode usar uma regra de três no lugar da análise
dimensional:
50 W -------- 1 m2
58 W -------- A

GABARITO: B

2. (CESGRANRIO 2018 Engenheiro de Petróleo Júnior / Petrobras)


Ao colocarmos 100 mL de água quente à temperatura 2T 0 Celsius em 100 mL de água fria,
observamos que, após algum tempo, a mistura atinge a temperatura de equilíbrio 3T0/2 Celsius.
Se colocarmos os mesmos 100 ml de água quente no dobro da quantidade de água fria, a nova
temperatura de equilíbrio será?
(A) T0/2
(B) T0
(C) 5T0/4
(D) 7T0/4
(E) 2T0
Resolução:
Trata-se de um problema de equilíbrio térmico. Podemos usar o primeiro caso relatado para calcular
a temperatura inicial da água fria, sabendo que o calor fornecido pela água quente é o absorvido
pela água fria:

Podemos considerar a densidade igual para a água nas duas temperaturas ( ). Logo:

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 22


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Agora podemos determinar a temperatura de equilíbrio quando usarmos o dobro de água fria no
processo:

Como não constava essa alternativa na prova, a questão foi anulada.


GABARITO: ANULADA

3. (CESGRANRIO 2014.2 Técnico de Inspeção de Equipamentos / Petrobras)


Com base na calorimetria, pode-se medir o calor específico de uma substância. Para tal, deve-se
elevar a temperatura dessa substância, colocá-la em um calorímetro contendo água com massa ma
e temperatura Ta conhecidas e depois medir a temperatura da combinação após o equilíbrio.

Aplicando-se o princípio da conservação de energia, e considerando-se que mx é a massa da


substância, cx é seu calor específico, Tx é sua temperatura inicial, ca é o calor específico da água e T é
a temperatura de equilíbrio final, tem-se para determinar o calor específico da substância c x a
expressão:
(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

Resolução:
Podemos escrever que os calores envolvidos são:

Veja que tanto a água quanto a substância x terminam a uma mesma temperatura de
Pelo princípio da conservação da energia, a soma dos calores trocados deve ser nula:

Então, isolamos :

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 23


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

GABARITO: D

4. (CESPE 2016 Perito Criminal/PC-PE)


Em relação à matéria e a mudanças de estado físico, assinale a opção correta.
(A) Quando a amostra de uma substância sofre um processo de resfriamento, suas partículas passam
a se mover mais livremente, com maior velocidade.
(B) Os processos de fusão de um sólido e vaporização de um gás podem ser compreendidos em
função da redução da liberdade de movimento das partículas componentes dessas substâncias.
(C) O estado físico é uma condição específica de uma amostra da matéria que é descrita em termos
de sua forma física, do volume, da pressão, da temperatura e da quantidade de substância presente.
(D) As partículas de uma amostra de gás apresentam distância desprezível entre si e restrição de
movimentos.
(E) As partículas de substâncias sólidas interagem pouco entre si.
Resolução:
(A) INCORRETA: Pois quando a amostra de uma substância sofre um processo de resfriamento,
suas partículas passam a se mover MENOS livremente, com MENOR velocidade.
(B) INCORRETA: Tanto a fusão quanto a vaporização decorrem de um aumento na temperatura.
Assim, as partículas passam a se mover mais livremente.
(C) CORRETA: De fato. O estado físico de uma substância depende exatamente das propriedades
listadas.
(D) INCORRETA: As partículas de uma amostra de gás apresentam grande distância entre si, isso
é a atestado pela facilidade de se comprimir um gás. Além disso, não há restrição de movimentos,
pelo contrário, as moléculas têm uma grande liberdade.
(E) INCORRETA: Numa substância sólida as partículas estão muito próximas umas das outras e
há pouco movimento, justamente devido as fortes interações que ocorre entre as moléculas.
GABARITO: C

5. (CESGRANRIO 2018 Engenheiro de Petróleo Júnior / Petrobras)

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 24


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Durante um processo termodinâmico de expansão em um gás, observa-se que TV2 = constante, onde
T é a temperatura, e V é o volume do gás. O trabalho realizado na expansão entre V 0 e 2V0 é W1, e o
trabalho realizado na expansão entre 2V0 e 3V0 é W2.
Se é válida a relação dos gases ideais, pV = nRT, qual a razão W2/W1?
(A) 1
(B) 2
(C) 1/9
(D) 2/3
(E) 5/27
Resolução:
Dados do problema:

Precisamos então resolver as integrais, começando pelo primeiro caso:

Mas sabemos que:

Logo:

Fazendo o mesmo para o trabalho 2:

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 25


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Finalmente:

GABARITO: E

6. (CESGRANRIO 2010 Técnico de Inspeção de Equipamentos / Petrobras)


Dois recipientes possuem capacidade de 1 litro. Um deles está completamente cheio de café a 90
°C, e o outro completamente cheio de leite a 10 °C. Deseja-se obter 1 litro de café com leite a 30°C.
Para isso, misturou-se certa quantidade de café de um dos recipientes a certa quantidade de leite
do outro em um terceiro recipiente de volume interno maior que 1 litro. Suponha que o café e o
leite tenham o mesmo valor de calor específico e a mesma densidade, e que, durante o processo, só
tenha havido trocas de calor entre os líquidos supracitados. A quantidade de café, em mililitros,
usada na mistura para que se obtivesse o resultado desejado foi
(A) 100 (C) 333 (E) 750
(B) 250 (D) 666
Resolução:
Ao final do processo, deve-se obter café com leite a temperatura de 30°C. Ou seja, essa é a
temperatura de equilíbrio.

é é é é

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 26


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

Então:
é é

Como só há trocas de calor entre os líquidos citados, temos que o calor cedido pelo café é
equivalente ao calor absorvido pelo leite. Assim:
é

Como possuem o mesmo calor específico:


é

Agora, levando em conta que possuem a mesma densidade:


é

Temos mais uma equação, com a informação de que o volume total é de 1 litro.
é é

Enfim, resolvemos o sistema de equações:

Já o volume de café usado na mistura é:


é

GABARITO: B

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 27


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
LISTA DE QUESTÕES

1. (CESGRANRIO 2014 Engenheiro de Petróleo Júnior / Petrobras)


Um painel solar plano é utilizado para se montar um sistema de aquecimento de água em uma região
da cidade onde a intensidade de luz solar é de 500 W/m2. Esse sistema, depois de instalado, é capaz
de transformar apenas 10% da energia solar incidente em calor. Para medir essa eficiência, mediu-
se o tempo necessário para se aquecerem 20 litros de água do sistema de 10 °C até 15 °C.
Se o tempo medido foi de 2,0 horas, e o calor específico da água é 4,2 J/(g.K), a área do painel solar
utilizado, em m2, é, aproximadamente,
(A) 0,6
(B) 1,2
(C) 3,6
(D) 4,2
(E) 7,8

2. (CESGRANRIO 2018 Engenheiro de Petróleo Júnior / Petrobras)


Ao colocarmos 100 mL de água quente à temperatura 2T 0 Celsius em 100 mL de água fria,
observamos que, após algum tempo, a mistura atinge a temperatura de equilíbrio 3T0/2 Celsius.
Se colocarmos os mesmos 100 ml de água quente no dobro da quantidade de água fria, a nova
temperatura de equilíbrio será?
(A) T0/2
(B) T0
(C) 5T0/4
(D) 7T0/4
(E) 2T0

3. (CESGRANRIO 2014.2 Técnico de Inspeção de Equipamentos / Petrobras)


Com base na calorimetria, pode-se medir o calor específico de uma substância. Para tal, deve-se
elevar a temperatura dessa substância, colocá-la em um calorímetro contendo água com massa ma
e temperatura Ta conhecidas e depois medir a temperatura da combinação após o equilíbrio.

Aplicando-se o princípio da conservação de energia, e considerando-se que mx é a massa da


substância, cx é seu calor específico, Tx é sua temperatura inicial, ca é o calor específico da água e T é
a temperatura de equilíbrio final, tem-se para determinar o calor específico da substância c x a
expressão:

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 28


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br
Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

4. (CESPE 2016 Perito Criminal/PC-PE)


Em relação à matéria e a mudanças de estado físico, assinale a opção correta.
(A) Quando a amostra de uma substância sofre um processo de resfriamento, suas partículas passam
a se mover mais livremente, com maior velocidade.
(B) Os processos de fusão de um sólido e vaporização de um gás podem ser compreendidos em
função da redução da liberdade de movimento das partículas componentes dessas substâncias.
(C) O estado físico é uma condição específica de uma amostra da matéria que é descrita em termos
de sua forma física, do volume, da pressão, da temperatura e da quantidade de substância presente.
(D) As partículas de uma amostra de gás apresentam distância desprezível entre si e restrição de
movimentos.
(E) As partículas de substâncias sólidas interagem pouco entre si.

5. (CESGRANRIO 2018 Engenheiro de Petróleo Júnior / Petrobras)


Durante um processo termodinâmico de expansão em um gás, observa-se que TV2 = constante, onde
T é a temperatura, e V é o volume do gás. O trabalho realizado na expansão entre V 0 e 2V0 é W1, e o
trabalho realizado na expansão entre 2V0 e 3V0 é W2.
Se é válida a relação dos gases ideais, pV = nRT, qual a razão W2/W1?
(A) 1
(B) 2
(C) 1/9
(D) 2/3
(E) 5/27

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 29


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0
Prof. Victor Augusto
Aula 00 Introdução à Termodinâmica

6. (CESGRANRIO 2010 Técnico de Inspeção de Equipamentos / Petrobras)


Dois recipientes possuem capacidade de 1 litro. Um deles está completamente cheio de café a 90
°C, e o outro completamente cheio de leite a 10 °C. Deseja-se obter 1 litro de café com leite a 30°C.
Para isso, misturou-se certa quantidade de café de um dos recipientes a certa quantidade de leite
do outro em um terceiro recipiente de volume interno maior que 1 litro. Suponha que o café e o
leite tenham o mesmo valor de calor específico e a mesma densidade, e que, durante o processo, só
tenha havido trocas de calor entre os líquidos supracitados. A quantidade de café, em mililitros,
usada na mistura para que se obtivesse o resultado desejado foi
(A) 100 (C) 333 (E) 750
(B) 250 (D) 666

GABARITO

1. B
2. Anulada
3. D
4. C
5. E
6. B

Termodinâmica, Transferência de Calor e Massa p/ 30


PETROBRAS (Engenheiro de Petróleo Júnior) 30
www.estrategiaconcursos.com.br

Aula Demonstrativa
0

Você também pode gostar