Staff
Disponibilização : Juuh Allves
Tradução e Revisão Inicial : Mah
Esteves,Hanna
Revisão Final : Juuh Allves ,Nicole e Camila
Carter
Leitura Final : Alessandra G.
Formatação : Juuh Allves
Sinopse
Para todos que o conhecem, West Ashby sempre foi
àquele cara: arrogante, popular, muito gato para poder
tocar e deus do futebol que liderou Lawton High nos
campeonatos estaduais. Mas enquanto West talvez seja
o Grande Homem no Campo, do lado de fora e por
dentro ele está lutando contra a dor em ver seu pai
morrer lentamente de câncer. Dois anos atrás, a vida de
Maggie Carleton se desfez quando seu pai assassinou
sua mãe. Depois que ela contou à polícia o que
aconteceu, ela parou de falar e não o fez desde então.
Mesmo a mudança para Lawton, Alabama, não trouxe
Maggie de volta. Assim ela permaneceu em silêncio,
mantendo sua dor e seu coração quebrado escondidos.
Quando a dor de West se tornou demais para suportar,
ele soube que precisava falar com alguém sobre seu pai -
então em uma penumbra de uma festa pós-jogo, ele se
abre para uma menina que ele sabe que não vai contar
pra alguém. West esperava que falar sobre seu pai fosse
trazer algum alívio, ou, pelo menos, uma enxurrada de
emoções que ele não podia controlar. Mas ele nunca
esperava que a nova garota silenciosa respondesse,
revelando uma dor ainda mais profunda do que a sua
própria - ou eles formarem uma conexão tão forte que
ele não poderia deixá-la ir...
Ela não é um doce?
Capítulo 1
MAGGIE
Esta não era a minha casa. Nada seria
novamente. E, além disso, eu não queria um lar - a
palavra veio com memórias muito dolorosas para
pensar.
Eu sabia que minha tia Coralee e meu tio Boone
estavam me observando de perto enquanto eles
levavam-me de um lado para o outro da casa. Eles
queriam que eu gostasse daqui, havia certa
esperança em seus olhos. Eu não me lembro de
como era sentir esperança. Fazia tanto tempo que
eu não esperava por nada.
"Nós lhe demos um quarto no andar de cima.
Eu o pintei com um bonito azul de algodão-doce."
Tia Coralee informou-me cautelosamente. "Lembrei-
me de que você gostava de azul."
É verdade, eu tinha aprendido a gostar de azul
um pouco depois do Natal. Tinha até mesmo usado
azul durante todo um ano. Eu não era
necessariamente uma fã dele agora, no entanto...
Segui tanto a minha tia quanto o meu tio ao
subir as escadas. As fotos de família que revestiam
a parede me fizeram virar a cabeça e olhar para
frente. Eu tive isto um dia também. Fotos que
minha mãe orgulhosamente exibia nas paredes de
nossa casa. Mas essas fotos tinham sido mentiras.
Os sorrisos não eram reais.
"Aqui está." Tia Coralee anunciou enquanto ela
parava no meio do corredor e abria a porta para um
grande quarto. Exceto as paredes azuis, todo o
resto era branco.
Eu gostei. Se eu não estivesse com medo da
minha própria voz, eu diria a ela obrigada. Em vez
disso eu tirei a mochila dos ombros e virei para
abraça-la. Isso teria que de ser o suficiente.
"Bem, eu certamente espero que você goste do
meu quarto", uma voz profunda falou lentamente
da porta.
"Brady, não." Tio Boone disse com uma voz
severa.
"O quê? Eu estava apenas sendo gentil." ele
respondeu. "Tipo..."
Eu me lembrava brevemente do meu primo
Brady. Ele nunca tinha brincado comigo em eventos
familiares, estava sempre correndo com um dos
amigos que ele havia trazido.
Agora, ele estava encostado no batente da
porta do quarto, o cabelo castanho caindo em seus
olhos e um sorriso no rosto. Ele não parecia feliz.
Oh Deus, eles tinham me dado o seu quarto? Isso
não poderia ser bom. Eu não queria pegar o seu
quarto.
"Brady está apenas sendo um pirralho." Tia
Coralee explicou rapidamente. "Ele está
perfeitamente feliz em se mudar para o quarto do
sótão. Ele tem pedido para nós há dois anos para
organizar esse espaço, assim ele teria algum lugar
mais privado."
Uma grande mão pousou no meu ombro
enquanto o tio Boone veio para ficar do meu lado.
"Filho, você se lembra de Maggie.”, disse ele em
uma voz que não deixou espaço para discussão.
Brady estava olhando para mim. Ele parecia
irritado a princípio, mas sua expressão de repente
se suavizou em algo que se assemelhava a
preocupação. "Sim, eu me lembro dela."
Tio Boone continuou, "Você precisará mostrar a
escola na segunda-feira para ela. Vocês estarão no
mesmo ano, e nós temos certeza que eles irão
colocá-la em várias de suas aulas, sendo assim você
pode ajudá-la.” Eu senti que Brady já sabia de tudo
isso. A informação era para mim.
Brady suspirou e balançou a cabeça. "Vocês
nem sabem", ele murmurou antes de sair.
"Sinto muito sobre ele.”, disse a tia Coralee.
"Ele se tornou tão mal-humorado, e não sabemos o
que fazer com ele na maior parte do tempo.”
Mesmo que eu falasse, eu não tinha uma
resposta para isso.
Ela apertou meu braço. "Nós vamos deixar você
se acomodar. Desembale e descanse se você
precisar. Se quiser companhia, eu vou estar na
cozinha, preparando o jantar. Você é bem vinda a ir
a qualquer lugar da casa que quiser. Sinta-se em
casa."
Aquela palavra de novo: casa.
Finalmente minha tia e meu tio me deixaram
sozinha, e retiraram-se pelo corredor. Eu fiquei no
lindo quarto azul e percebi, para minha surpresa,
que eu já me sentia segura. Eu pensava que o
conforto da segurança não existia mais para mim.
"Então, você realmente não fala?" A voz de
Brady encheu a sala, e eu me virei para ver o meu
primo de volta na porta.
Eu realmente não queria que ele não gostasse
ou ficasse irritado por minha presença aqui. Mas eu
não tinha certeza de como convencê-lo de que eu
ficaria na minha, e que eu não iria incomodá-lo ou
mudar sua vida.
"Merda, isso não vai ser fácil. Você é...” Ele fez
uma pausa e soltou uma risada que não soava como
uma. "Esta merda vai ser pior do que eu pensava.
Ao menos você poderia ter me ajudado e ter sido
feia.”
Como?
Brady fez uma careta. "Só não chame atenção
para si mesma. Minha mãe finalmente tem a filha
que nunca teve, mas não faz a merda mais fácil
para mim. Eu tenho uma vida, você sabe.”
Eu simplesmente assenti. Eu tinha certeza que
ele tinha uma vida. Ele era alto, com cabelos
escuros e olhos castanhos claros, e seus ombros
largos que deixava claro os músculos debaixo de
sua camiseta. Sem dúvida que as meninas o
amavam.
Eu não tinha a intenção de ficar no seu
caminho, mas eu podia ver como minha vinda a sua
casa e pegar seu quarto poderia fazê-lo ver o
contrário. E agora seus pais também me colocaram
em suas aulas.
Mas eu provaria a ele que não tinha nada para
se preocupar. Peguei minha mochila novamente e
tirei um bloco de notas e uma caneta que eu
sempre mantive comigo.
"O que você está fazendo?", Ele perguntou
claramente confuso.
Eu rapidamente escrevi:
Prometo que não vou ficar no seu caminho. Não
espero que você me ajude na escola. Apenas deixe
seus pais acharem que você ajudou, e eu
concordarei. Sinto muito por pegar seu quarto.
Podemos trocar se quiser.
Eu entreguei o bloco de notas para Brady e
deixei que ele lê-se. Quando terminou, ele suspirou
profundamente e entregou-me de volta.
"Você pode ficar com o quarto. Mamãe está
certa. Eu gosto do sótão. Eu só estava sendo um
idiota. Você acha que não vai precisar de mim na
escola, mas você vai. Não tem jeito.” E com isso,
ele se afastou.
Eu estava parada na porta enquanto ele foi até
a cozinha. Eu comecei a fechar a porta quando eu
ouvi a voz de Brady viajar pela escada.
"O que tem para jantar?", Perguntou.
"Espaguete e frango. Eu pensei que Maggie
pudesse gostar, já que é seu favorito,” Tia Coralee
respondeu. Então, dizendo baixinho: "Eu gostaria
que você desse um tempo para conhecê-la.”.
"Já falei com ela. Ela, uh, me escreveu”, ele
respondeu.
"E? Ela não é um doce?” Tia Coralee parecia tão
sincera.
"Claro, mamãe. Ela é realmente um doce.”
Mas Brady não parecia muito convencido.
Disse para correr.
Capítulo 2
WEST
Ficar bêbado. Esse era o meu objetivo principal
essa noite.
Batendo a porta da caminhonete, eu fui para o
campo onde eu já podia ouvir a música explodindo e
ver a fogueira brilhando na escuridão. Essa era a
nossa última noite de sexta-feira antes do futebol se
tornar a nossa vida para os próximos três meses.
Todos estavam comemorando. Casais se pegariam
na traseira das picapes, todos teriam um copo
vermelho cheio de cerveja em suas mãos, e teria
pelo menos uma briga de garotas antes que a noite
terminasse. Era o fim do nosso verão e o inicio do
nosso último ano.
Mas eu iria precisar de uma cerveja ou seis
para celebrar. Ver meu pai vomitar sangue
enquanto minha mãe enxugava a testa com puro
medo em seus olhos, tinha sido merda demais. Eu
deveria ter ficado em casa, mas eu não conseguia
me convencer a isso. Toda vez que ele ficava
doente, o menino dentro de mim saia e eu odiava
esse sentimento.
Eu amava meu pai. Ele tem sido meu herói
minha vida inteira. Como diabos eu poderia perdê-
lo?
Balançando a cabeça, eu passei a mão pelo
meu cabelo e puxei com força. Eu estava pronto
para o campo de futebol e na próxima sexta à noite
eu estaria de volta com meu protetor e capacete.
Mas eu queria sentir alguma dor agora. Qualquer
coisa para entorpecer a realidade da minha vida.
Meu telefone começou a vibrar, e eu puxei-o
para fora do meu bolso. Toda vez que ele tocava e
eu não estava em casa, terror tomava conta de mim
tão fortemente, que me sentia mal. Ver Raleigh, o
nome da minha namorada, foi um alívio. Não era
mamãe. Nada estava errado. Papai ainda estava a
salvo em casa.
"Ei," eu disse, perguntando por que ela estava
me chamando. Ela sabia que eu estava indo para a
festa de campo.
"Você vem me pegar?", Ela perguntou,
parecendo irritada.
"Não me peça para buscá-la. Eu já estou na
festa.”
"Você está falando sério? Eu não vou se você
não vier me pegar, West!" Ela estava chateada. Mas
Raleigh ficava normalmente chateada comigo por
alguma coisa.
"Eu acho que eu vou te ver mais tarde, então.
Não estou de bom humor essa noite, Ray”.
Raleigh não tinha ideia sobre o meu pai. Ele
não queria que as pessoas soubessem o quão
doente ele estava. Mantivemos nossas bocas
fechadas e quando o hospital local não foi suficiente
para tratar o câncer de cólon avançado, fomos com
ele para o hospital à uma hora daqui, em Nashville.
Normalmente, você não poderia manter uma merda
como essa em segredo em uma cidade pequena,
mas mantivemos para a maioria. Foi mais fácil para
a minha mãe, por não ter muitos amigos em
Lawton, ela nunca teve muitos amigos.
Quando criança eu não entendia, mas agora
sim. Meu pai tinha sido o menino de ouro no ensino
médio. Ele tinha reivindicado fama em Lawton
depois de jogar futebol na Universidade do Alabama
e, em seguida, foi jogar para o New Orleans Saints.
Enquanto a minha mãe, era totalmente uma
princesa - seu pai praticamente possuía a maior
parte de Louisiana - e meu pai tinha se apaixonado
por ela.
Mas logo depois o meu pai estourou seu joelho,
acabando com sua carreira no Saints, ele descobriu
que sua namorada estava grávida. E se casou com
ela contra a vontade de sua família e trouxe-a de
volta aqui para o Alabama. A cidade viu isso como:
Ele era meu herói, e ela tinha nos roubado.
Dezessete anos mais tarde e eles ainda mantinha à
distância. Mas mamãe não parecia se importar. Ela
amava meu pai. Ele e eu éramos seu mundo. E foi
isso para ela.
"Você está me ouvindo?" O estridente grito de
Raleigh me tirou dos meus pensamentos.
Raleigh e eu, éramos um tipo particular de
casal: Ela gostava de estar no meu braço, e eu
gostava do corpo dela. Não havia amor ou confiança
entre nós. Nós estávamos namorando há mais de
um ano, e ela era fácil de manter à distância. E
agora isso era tudo o que eu tinha tempo.
"Ouça, Ray, eu estou com uma dor de cabeça.
Eu preciso de um tempo. Vamos dar um tempo, e
falamos sobre isso na próxima semana, certo?" Eu
não esperei ela responder, e desliguei. Eu já sabia
que ela estaria gritando ameaças sobre como ela
iria dormir com um dos meus amigos. Eu já ouvi
tudo isso antes.
Eu apenas não me importei.
Eu andei mais rápido e me dirigi pela grama e
entre as árvores para o campo aberto, onde as
festas sempre ocorriam. O campo pertencia a Ryker
e o avô de Nash Lee. Eles eram primos e ambos
jogavam na equipe. Seu avô deixava as pessoas
usar esse campo para festas desde que seus filhos
estavam no ensino médio. Era apenas aos arredores
dos limites da cidade, e a casa de seu avô era a
coisa mais próxima de nós. Mesmo que fosse a uns
bons quilômetros daqui. Nós poderíamos fazer
muito barulho e não nos preocupar com vizinhos
curiosos assistindo cada movimento nosso.
Olhei para o campo e encontrei Brady Higgens,
meu melhor amigo desde o ensino fundamental. Ele
tem estado no futebol desde que estávamos na Pop
Warner. Ele era o melhor quarterback do estado e
sabia disso.
Brady levantou uma cerveja em saudação
quando ele me viu vindo em sua direção. Ele estava
sentado na parte traseira da sua caminhonete, que
tinha conduzido até aqui para que pudéssemos usar
o gerador na parte de trás para tocar música. Ivy
Hollis estava enfiada entre as pernas de Brady. Sem
surpresa. Eles estavam muito juntos nesse verão.
Ivy. era uma veterana, capitã das líderes de torcida
e determinada a reivindicar Brady agora que sua
ex-namorada tinha se formado e mudou-se para o
outro lado do país.
"Apareceu bem na hora", disse Brady com um
sorriso, me jogando uma lata de cerveja. Ele
raramente bebia. Não era que ele era contra, mas
ele estava determinado a jogar na Universidade do
Alabama no próximo ano. Eu também estava - um
dia. Agora eu estava apenas passando dia após dia,
orando a Deus para que meu pai não nos deixasse.
Cerveja havia se tornado uma muleta para mim
nessas festas de campo. A ansiedade de casa
estava toda sobre mim, e eu sabia disso. Eu
precisava para entorpecer minha mente.
Tenho certeza que Brady percebeu que algo
estava acontecendo e eu queria dizer-lhe. De todas
as mulheres na cidade, sua mãe era a única pessoa
que era boa para a minha mãe. Ela nos convidou
para jantar muitas vezes ao longo dos anos. Ela nos
trouxe uma torta vermelha durante as férias e
sempre parava e falava com minha mãe nos jogos.
Eu me perguntava se minha mãe confiava em
Coralee.
"Onde está Raleigh?", Perguntou Ivy.
Eu a ignorei. Só porque ela estava com Brady
não significava que eu tinha que responder suas
perguntas estúpidas.
Voltei minha atenção para Gunner Lawton. Sim,
o mesmo maldito nome da cidade. O tata-tatata-
tataravô dele que fundou. Eles possuíam tudo. Ele
era um inferno de um grande consignatário, então,
por aqui era o que mais contava.
"Você está sozinho essa noite também?", Eu
perguntei enquanto eu afundei no fardo de feno ao
lado da caminhonete.
Ele riu. "Você sabe. Eu só estou tentando
decidir quem eu quero”, ele respondeu com um
sorriso. Tudo o que Gunner tinha que fazer era
curvar seu dedo, e as meninas vinham correndo.
Claro, ele odiava isso, mas quando você é mais rico
do que Deus em uma cidade pequena e uma das
estrelas da equipe de futebol da escola você tem
um monte de poder. E as meninas gostavam de sua
aparência também.
"Vamos falar de futebol", Ryker Lee anunciou
enquanto entrava no nosso círculo e sentou-se na
traseira da caminhonete ao lado de Brady e Ivy.
"Eu prefiro falar sobre o fato de que você
raspou seu cabelo", Brady respondeu com um
sorriso.
No ano passado Ryker estava determinado a
deixar crescer os cabelos e colocar dreads. Eu fiquei
surpreso ao ver que ele cortou seu cabelo curto no
primeiro dia de treinos. Ele tinha ido com sua
família para visitar sua avó na Georgia, por isso,
não o tínhamos visto nas últimas semanas de verão.
"Eu cansei disso. Vou ter dreads quando eu for
um pós-jogador. Agora eu não preciso dessa
merda", ele respondeu, e passou a mão sobre a
cabeça. Parecia que ele ia dizer outra coisa, mas,
em seguida, ele se levantou e só começou a olhar
para fora sobre o campo e sorrindo como um idiota.
"Na verdade, esqueça o futebol. Eu prefiro falar
sobre, quem é.”
Eu segui seu olhar para ver um rosto que eu
não reconheci. Ela estava de pé apenas ao arredor
da festa perto das fileiras de árvores. Cabelo
castanho escuro longo pendurado em ondas suaves
sobre os ombros e os olhos verdes mais bonitos que
eu já vi olhou em nossa direção. Eu deixei o meu
olhar ir para baixo para ver sua boca com lábios
perfeitos rosados sem pintura.
Em seguida, tinha o corpo dela. Santo inferno,
ela estava num vestido de verão bem bonito.
"Não vá lá", Brady avisou. Eu queria olhar para
ele, para ler em seu rosto porque ele estava
reivindicando a nova garota quando ele tinha uma
dobrada entre suas pernas. Mas eu não conseguia
parar de olhar para ela. Ela parecia perdida. E eu
estava pronto para ir encontrá-la.
"Por que, mano? Ela é quente como o inferno, e
parece que ela precisa de mim”, respondeu Ryker.
"Ela é minha prima, merda", Brady estalou.
Prima dele? Desde quando é que ele tem uma
prima?
Eu tirei meu olhar da garota para finalmente
olhar para Brady. "Quando você conseguiu uma
prima?"
Ele revirou os olhos. "Você já a conheceu. Há
anos atrás no Natal da minha família do Tennessee.
Ela está vivendo com a gente agora. Apenas não,
ok? Ela não é... Ela tem alguns problemas. Ela não
pode lidar com você”, disse ele, em seguida, virou-
se para olhar para Ryker, e acrescentou: “Ou
você.”.
"Eu posso ajudar com problemas! Eu sou ótimo
nisso”, respondeu Ryker, um grande sorriso no
rosto.
Eu não ia dizer a mesma coisa. Eu tinha meus
próprios problemas e eu precisava de uma fuga,
não mais merda para lidar. Além disso, seus
problemas não poderiam ser tão ruins quanto os
meus. Ninguém podia.
Brady continuou. "Ela não fala. Ela não pode.
Eu só a trouxe hoje à noite porque minha mãe
mandou. Eu disse que ela poderia ficar comigo, mas
ela se recusou. Ela é meio maluca, eu acho.”
Voltei a olhar para ela, mas ela se foi. Então,
Brady tinha uma bela, mas louca, prima muda.
Estranho.
"É uma pena. Esse ano, temos uma nova
garota que vale a pena olhar e ela é sua prima e
muda," Gunner disse antes de beber o resto de sua
cerveja.
Brady não gostou desse comentário, não gostou
nem um pouco. Eu podia ver em seu rosto. Gunner
estava certo, no entanto. Nós tivemos as mesmas
meninas nessa cidade desde o ensino fundamental.
Elas eram chatas, superficiais e eu tinha dormido
com todas as melhores. Ninguém foi uma distração.
Elas eram apenas irritantes como o inferno.
Gunner se levantou. "Indo para pegar outra
cerveja", ele anunciou, em seguida, se afastou.
Gunner era o nosso segurança por aqui. Se nós
fossemos pegos bebendo, seu pai teria força
suficiente com a polícia para tirar a gente do
problema. Na verdade, eu me perguntei se eles já
sabiam sobre isso e foi por isso que eles nunca nos
expulsaram.
Meu telefone começou a tocar de novo, e meu
estômago apertou automaticamente. Eu
rapidamente tirei do meu bolso e vi o nome da
minha mãe na tela. Merda.
Sem qualquer explicação para os caras, eu
apenas deixei a minha cerveja para baixo e sai
antes de responder.
"Mamãe? Tudo certo?"
"Ah sim. Só queria que você soubesse que eu
deixei algum frango frito no forno para mantê-lo
aquecido. Além disso, se você poderia parar no
Walmart e comprar um pouco de leite no seu
caminho para casa, isso seria bom."
Eu soltei a respiração que estava segurando.
Papai estava bem. "Claro, sim, mamãe. Vou
comprar leite."
"Você vai ficar fora até tarde?", Ela perguntou,
e eu notei que sua voz estava tensa. Ela não estava
me dizendo algo. Papai deve estar doente ou ferido.
"Eu, não, uh, eu vou estar em casa logo", eu
assegurei-lhe.
Ela soltou um suspiro de alívio. "Bom. Bem,
dirija com cuidado. Use o cinto de segurança. Eu te
amo."
"Eu também te amo, mamãe".
Eu terminei a chamada enquanto ia até onde eu
estacionei minha caminhonete. Eu já tinha andando
para fora, preparado para sair antes mesmo de ela
perguntar se eu estaria em casa tarde. Estava
piorando. Papai mal era capaz de sair da cama. Os
médicos filhos da puta não podiam fazer nada por
ele.
Meu peito se apertou, e tornou-se difícil
respirar. Isso vinha acontecendo cada vez mais
ultimamente. Era como se todos os meus medos se
agarrassem na minha garganta e apertasse até que
eu não poderia inalar.
A raiva começou a bombear através de minhas
veias. Isso não era justo! Meu pai era um homem
bom. Ele não merecia isso. Deus estava lá em cima
apenas deixando essa merda acontecer. E a minha
doce mãe, ela precisava do meu pai. Ela não
merecia isso também.
"Foda-se!" Eu vibrei enquanto batia as duas
mãos sobre o capô da minha caminhonete. Isso
estava nos destruindo, e eu não podia contar a
ninguém. Lidar com a simpatia de pessoas que não
tinham ideia de como isso era, seria mais merda
que eu não precisava.
Um movimento na esquerda me chamou a
atenção, e eu levantei minha cabeça para ver quem
tinha testemunhado o meu colapso.
O vestido de verão foi à primeira coisa que eu
reconheci. Seu corpo cheio de curvas para
preenchê-lo perfeitamente. Essa menina tinha tanta
sorte que ela não podia falar. Ela não tinha que
fingir para qualquer um. Ela não tinha que dizer a
coisa certa ou agir de determinada maneira.
Ela inclinou a cabeça para o lado como se
estivesse me estudando, decidindo se eu era
perigoso ou se precisava de ajuda. Todo o seu lindo
cabelo e aqueles lábios cheios certamente poderiam
ajudar. Ajude-me a esquecer por um momento.
Esquecer esse inferno que minha vida tinha se
tornado.
Eu me afastei da minha caminhonete e
caminhei até ela. Eu quase esperei que ela corresse.
Ela não fez.
Eu respirei fundo. O aperto na minha garganta
tinha aliviado um pouco. "Você gosta do que vê?"
Eu zombei dela, esperando que ela fugisse de mim.
Ela não merecia isso; usa-la para aliviar minha dor
não estava certo. E eu estava com raiva e não
conseguia controlar minhas emoções mais. Elas
estavam tão cruas o tempo todo. Assim como todo
mundo na minha vida, ela era alguém que eu
estava afastando para sua própria segurança.
Ela não respondeu, mas havia uma claridade
nos seus olhos. Ela não era louca como Brady disse
– você podia ver esse tipo de coisa nos olhos de
uma pessoa. Mas seus olhos, eles eram quase
demasiado intenso. Muito inteligente.
"Você só vai olhar para mim como se você
quisesse um gostinho e não falar? Meio rude.”
Minha própria mesquinhez me fez estremecer
por dentro. Minha mãe ficaria com vergonha de
mim. Essa menina, porém, não fez nada mais do
que piscar. Ela não recuou, e não fez um som.
Brady não tinha brincado conosco sobre uma coisa:
Ela realmente não falava.
Mas, mesmo sem falar, ela obviamente não
estava interessada em mim. Eu não estava
acostumado a isso. Não estava acostumado com
meninas que não quisesse que as beijasse.
Parei na frente dela e peguei seu rosto em uma
das minhas mãos. Deus, aquele rosto era algo mais.
Eu tinha que tocá-la para ver se ela era real. A
perfeição parecia quase impossível. Todo mundo
tem falhas físicas. Eu queria encontrar as dela.
Eu usei meu polegar para escovar seu lábio
inferior. Ela não estava usando batom. Ela não
precisava, já que seus lábios eram rosa.
"É hora de você correr agora", eu avisei a ela,
mesmo que eu deveria ter sido o único a ir embora.
Ela ficou onde estava olhando para mim.
Corajosamente. Sem vacilar. A única coisa que lhe
entregou foi o pulso em seu pescoço. Ela estava
nervosa, mas estava demasiada assustada ou muito
curiosa para mover-se.
Dei mais um passo até que eu estava a
pressionando e ela estava apoiada contra a árvore
atrás dela.
"Eu disse para correr, doce," eu a lembrei
pouco antes de abaixar minha boca na dela.
Não se preocupe comigo, doce.
Capítulo 3
MAGGIE
Eu estava determinada a não ser um obstáculo
para Brady. Sexta à noite tia Coralee o havia
forçado a me levar a essa festa, e eu usei isso como
uma oportunidade para mostrar a ele que eu não
seria um incômodo. Principalmente, quando eu me
sentei no escuro sozinha, longe de todos. A cada
trinta minutos, então, eu verificava se Brady ainda
estava lá ou me procurando, e então eu voltava
para o meu esconderijo.
Eu realmente esperava que não tivesse um
evento a cada fim de semana. Eu não quero ter que
passar por isso todas as vezes que o time de Brady
for a uma festa no campo. Eu preferia ficar no meu
quarto e ler. Ficar sozinha em um campo escuro não
era exatamente minha maneira favorita de passar o
tempo. Embora, aconteceu algo que certamente
tornava isso menos. . . entediante.
Pensando no lugar que eu tinha reivindicado ao
lado daquela árvore fez minhas bochechas corarem.
Eu tinha dado meu verdadeiro primeiro beijo, e com
um cara que eu nem conhecia. Ele era tão alto e
seu cabelo era escuro e ondulado no final. A cara
dele . . . Era como se Deus tivesse tomado todas as
características perfeitas para um homem e as
colocou juntas apenas para esse cara.
Não tinha sido essas coisas que me fez ficar lá,
porém, depois que ele me avisou para ir. Tinha sido
os olhos dele. Mesmo na escuridão, eu tinha visto
um peso lá. Uma tristeza que eu nunca vi em
ninguém, além de mim mesma.
Ele disse à sua mãe que a amava no telefone.
Então ele desligou e amaldiçoou ao bater na sua
caminhonete. Qualquer pessoa que falasse com sua
mãe dessa forma não poderia ser ruim. Ele não me
assusta.
Mas eu estava preocupada com ele, então eu
fiquei mesmo quando ele me disse para ir. E então
ele me beijou. Isso tinha sido áspero no início, como
se ele estivesse tentando me machucar, mas depois
que ele suavizou e antes que eu percebesse, eu
estava agarrando em punhos sua camisa. Meus
joelhos ficaram fracos, e eu não tinha certeza se eu
realmente fiz um choramingo ou se tinha sido
apenas na minha cabeça. Eu esperava que fosse à
minha cabeça. Considerando o quão abruptamente
ele me soltou, eu não queria ter feito um som. E eu
desejei não o ter agarrado.
Terminou tão de repente quanto havia
começado. Ele não disse uma palavra quando se
afastou de mim. Ele não olhou para mim. Em vez
disso, virou e caminhou até sua caminhonete a
esquerda. Eu não tinha ideia de quem ele era. Tudo
o que eu sabia era que era bonito e assombrado e
ele tinha me dado um primeiro beijo para lembrar.
Duas horas mais tarde, quando Brady
finalmente decidiu sair, ele me encontrou cochilando
no chão sob a minha árvore. Ele ficou aborrecido e
não disse nada no caminho para casa. O beijo
desvaneceu-se para o fundo enquanto eu me
concentrava em como fazer o meu primo não me
odiar.
Domingo, quando Brady fez planos para ir à
casa de um amigo para nadar, tia Coralee tentou
me mandar com ele. Mas eu escrevi um bilhete para
ela dizendo que o meu período começou e eu não
me sentia bem, então ela me deixou ficar em casa.
Brady acabou ficando fora o dia todo. Eu tinha
certeza que ele estava preocupado que se ele
chegasse em casa, ela tentaria forçá-lo de novo.
Hoje eu comecei a escola, e ela deu Brady uma
lista de coisas a fazer para mim. Eu me senti mal
por ele. Você podia ver a frustração em seu rosto.
Então, eu lhe entreguei uma nota assim que
chegamos lá.
Eu entendo. Faça o que você faz, e eu estarei
presente na sala de aula. Só porque eu não falo não
significa que eu não consiga me deslocar. Eu direi a
tia Coralee que você fez tudo o que ela disse. Mas
eu não quero que você me leve por toda parte. Eu
quero fazer isso sozinha.
Ele não ficou muito convencido, mas ele
balançou a cabeça e saiu, deixando-me na entrada
da escola.
Felizmente, tia Coralee tinha preparado a
recepção sobre o fato de eu não falava. Eles
estavam bem comigo escrevendo tudo o que
precisava dizer. Eles deram a minha agenda e
perguntaram onde estava Brady. Aparentemente, a
tia Coralee também lhes tinha dito que Brady seria
o meu guia. Eu menti e escrevi que ele tinha ido ao
banheiro e iria se encontrar comigo no corredor.
Uma pequena parte de mim - tudo bem,
realmente uma grande parte de mim – esperava ver
o cara da festa de campo. Eu queria vê-lo na luz. Eu
queria ver se ele estava bem. E, eu esperava que
talvez ele gostasse de me ver.
Uma vez que eu tinha indicações para o meu
armário, eu fui olhar para ele, sentindo-me
realizada. Na verdade, encontrá-lo era outra coisa
completamente diferente. Com as pessoas
enchendo os corredores, muitos deles em seus
armários ou na frente dos armários ou contra seus
armários, eu não podia ver os números. Encontrar
654 era basicamente impossível.
"Você está bem?" A voz de Brady veio atrás de
mim, e eu balancei a cabeça, não querendo dizer a
ele que não estava exatamente bem e
provavelmente atrasada para a aula.
"Onde está o seu armário?", Perguntou.
Eu pensei sobre como responder a isso e
apenas entregou-lhe o papel com o número do meu
armário nele.
"Você já passou por ele," ele respondeu,
balançando a cabeça de voltou pelo corredor.
"Vamos. Eu vou te mostrar."
Eu não tive tempo para escrever um
argumento. Em vez disso eu apenas o segui. Ele
estava me ajudando de qualquer maneira e, se eu
admitisse para mim mesma, eu precisava de sua
ajuda.
Ao contrário de quando eu tinha passado pelo
corredor, lutando através dos corpos embalados,
todo mundo fez um caminho para Brady. Era como
se ele fosse Moisés e esse era o Mar Vermelho.
"Caí fora! Maggie não pode abrir seu maldito
armário", Brady disse a um casal que estava em
uma sessão de amasso.
"Quem é Maggie?" A garota perguntou,
virando-se para olhar para mim. Ela tinha grandes
olhos castanhos e uma tez de oliva. Seus longos
cabelos negros foram ainda mais marcantes.
"A minha prima", Brady respondeu, parecendo
irritado.
"Você tem uma prima?", Ela perguntou
surpresa. As mãos do cara, que estava previamente
sobre as nádegas da menina, se mudaram para os
quadris e ele saiu do caminho. Antes que eu
pudesse ver o rosto do rapaz, Brady deu um passo
para trás e segurou meu armário aberto para mim.
"Ai está. Estarei por perto se precisar de mim
novamente. " Então ele me deixou lá e foi embora.
Eu não fiz contato visual com ou dei um sequer
olhar para o casal ao meu lado. A menina riu então
eu ouvi um cara sussurrar para ela a palavra- mudo
era algo que eu não deixava passar.
Aparentemente, Brady tinha dito as pessoas que eu
era muda. Eu esperava que, pelo menos, eu não
teria ninguém tentando falar comigo.
"Ela não fala?" A garota sussurrou de volta, alto
o suficiente para eu ouvi-la.
Eu rapidamente coloquei meus livros no meu
armário antes de fechá-lo, certificando-me de
segurar o meu livro didático e um caderno para
minha primeira classe. Determinada a não olhar
para o casal, eu mantive minha cabeça para baixo.
Meu olhar pousou nas mãos do cara, agora
segurando as nádegas da garota novamente. Eu
acho que isso era algo que eu vou ter que me
acostumar.
Entrei no corredor sem olhar para cima, e um
corpo rígido me bateu no flanco, me levando para
trás.
"Merda desculpe," uma voz masculina disse
enquanto eu colidia com o casal. Ótimo. "Vocês
estão ok? ", perguntou o cara que correu para mim.
Olhei para cima para ver um par de olhos azuis
mais claros que eu já vi, combinando com a cor de
sua bonita pele. A combinação foi definitivamente
impressionante, mas infelizmente, ele não era o
meu cara misterioso.
"Cuidado", a menina atrás de mim estalou, me
empurrando de cima dela.
O livro e o caderno em minhas mãos caíram no
chão, causando ainda mais uma cena. Eu não gostei
de chamar a atenção, mas parecia que era tudo o
que eu podia fazer.
"Jesus, Raleigh, eu corri para ela. Deixe de ser
uma cadela fria ", disse o rapaz quando ele se
abaixou para pegar meus livros. Eu observava
fascinada como grandes músculos bem definidos
estalaram de sua camisa de manga curta
confortável.
Raleigh riu, mas soou mais como uma
gargalhada perversa do que qualquer coisa. "Ela é
muda, Nash. E ela é prima de Brady. Assim você
pode parar com a coisa cavalheiresca. Ela não é o
seu tipo."
Então, por trás de mim: "Não seja uma cadela,
baby." Aquela voz. Eu congelei. Eu conhecia aquela
voz. Não... não deixe-o ser.
"Brady tem uma prima?" Nash perguntou
enquanto ele se levantava e segurava os livros para
mim.
Eu estava com medo de virar e olhar. Talvez eu
estivesse enganada. O cara ficando com a menina
ao meu lado não poderia ser o cara que me beijou
na sexta à noite. O cara que me beijou tinha sido
bom com a mãe dele. Poderia um cara legal como
aquele podia beijar outra garota quando ele já tinha
uma namorada? Não era ele um bom rapaz lá no
fundo? Eu tinha me convencido todo fim de semana,
enquanto eu repassava nosso beijo uma e outra
vez.
Eu tentei não olhar afetada enquanto eu pegava
meus livros de Nash e enfiava-os contra o meu
peito.
"Sim, ele tem. Surpresa, surpresa. " Aquela voz
novamente. Era ele. Oh, Deus...então era ele.
Deixei o meu olhar cair para meus livros. Eu
não quero olhar para ninguém. Eu sabia que minhas
bochechas estavam rosadas. Eu apenas queria ficar
sozinha e reagir a essa surpresa em privado.
Meu misterioso cara continuou: "Ela é algo para
olhar, mas Brady disse que estava completamente
fora dos limites. Então, Ray está certa. Deixe-a ir.
Eu fiz."
Mas ele não tinha ficado longe. Será que ele
sabia que Brady tinha me feito fora dos limites
quando ele me beijou? Por que ele estava agindo
agora como se ele não me conhecesse? Que idiota!
Eu deixei ele me beijar. O que eu estava pensando?
Eu não era normalmente fraca só porque um cara
tinha um rosto bonito. Meu pai tinha um rosto
bonito também, e nenhuma vez minha mãe foi
capaz de confiar nele. Eu era mais esperta do que
isso. Isso foi um erro que eu não cometeria
novamente.
"O que é que isso quer dizer, ‘eu fiz’?" Raleigh
levantou a voz. E empurrou para fora da cara. Eu
saí de seu caminho.
"Ela é algo para olhar. Como eu disse, " ele
repetiu.
Ele estava sendo cruel com ela de propósito e
me usando para isso. Eu odiava a crueldade e
comportamento insensível. A raiva fervia dentro de
mim. Era em momentos como esse, que eu queria
falar. Não, eu queria gritar! Mas eu não o faria.
Meu rosto estava quente de vergonha, fúria e
decepção. Eu desejei que Brady tivesse esperado
por mim. Eu não sabia que caminho eu precisava ir,
e tirar o meu mapa da escola no meio de tudo isso
parecia impossível. Eu estava tremendo. Olhei para
o corredor em ambos os sentidos, tentando decidir
a melhor rota de escape.
"Ela é muda!" A garota gritou, em seguida
soltou um grunhido irritado. "Eu não sei por que eu
estou com você. Eu poderia ter qualquer um.
Qualquer um, West. Você percebe isso? "
West. Seu nome era West. Uma menina
precisava saber o nome de seu primeiro beijo, ainda
que eu desejasse não saber. Eu queria tirar aquela
noite da minha memória completamente.
"Você não poderia ter-me. Eu não faço
loucura", Nash respondeu, e eu olhei para ele. Ele
piscou, e tinha uma simpatia em seus olhos. Nada
como o que eu tinha visto nos olhos de West. Por
que não podia ter sido ele o meu primeiro beijo?
West riu com a resposta de Nash.
"Eu não quero você", ela cuspiu. "Meu pai só
me permite namorar com homens brancos."
Eu fiquei tensa. Será que ela realmente disse
isso? Nash não era todo branco, mas ele não era
todo preto, tão pouco. Ele tinha uma cor bonita.
"Awww, isso é uma vergonha", Nash
respondeu, obviamente divertido. "Acho que seu pai
ainda está lamentando que a sua namorada branca
se casou com um homem negro. Há anos, Raleigh.
Ele realmente deve seguir em frente. Minha mãe
assegura isso. "
Ok, wow. Pequenas cidades eram muito, muito
pequena.
Nash olhou para mim. "Você precisa de ajuda
para encontrar sua primeira aula?", Perguntou.
Mas Raleigh não estava disposta a deixar a
conversa morrer. "Você vai permitir que ele fale
comigo desse jeito?", perguntou ela para West.
"Foi você que começou. Ele está apenas
terminando ", respondeu West.
"Eu estou farta, West!", Gritou ela, e depois foi
embora.
Tudo que eu queria era chegar à minha sala de
aula. Alcancei o mapa que eu tinha colocado no meu
bolso e desdobrei para descobrir onde eu deveria
estar. Esquecendo minhas mãos trêmulas. Eu queria
ir embora daqui imediatamente. Longe de West.
"Qual é a sua primeira aula?" Nash me
perguntou.
"Ela não fala. Raleigh não estava brincando com
você ", disse West atrás de mim.
Eu realmente não queria olhar para qualquer
um deles, mas eu não poderia me ajudar. Voltei a
olhar para West; eu tinha que ter certeza. A voz era
a mesma, mas eu queria ver seu rosto. No fundo,
eu ainda tinha uma pequena esperança que o
menino que tinha me beijado era melhor do que
esse atrás de mim.
Infelizmente, à luz ele ainda era mais perfeito
do que no escuro. Eu sacudi minha cabeça para
baixo para meu mapa antes que ele me pegasse
olhando para ele. Eu o odiava. Eu odiava qualquer
um que tratava os outros como se seus sentimentos
não importassem.
"Você nasceu assim?" Nash me perguntou, e eu
queria que ele desistisse. Eu não sabia o que fazer
com ele. Ele era muito agradável, mas eu não iria
falar com ele.
West se moveu e de repente ele estava em pé
na minha frente, olhando-me completamente
entediado. O fato de que sua namorada tinha
acabado de terminar com ele e fugiu parecia não se
classificar na sua escala de importância. Só pessoas
frias para reagir dessa forma.
Olhei para ele e encontrei o seu olhar azul
escuro em mim. Cílios longos enquadrado em seus
olhos. Eles não eram tão surpreendentes quanto os
olhos de Nash - eu tinha certeza de que ninguém
poderia ter olhos tão bonito quanto os de Nash -,
mas havia mais lá que eu tinha perdido na sexta à
noite. Dor, medo, distanciamento. Mais uma vez, a
mesma coisa que eu vi em meus próprios olhos
cada vez que eu olhava no espelho.
"Porra, ela é mais bonita de perto", disse West
quando ele inclinou a cabeça para o lado e me
estudou. "Fazendo-me não me importar que ela não
possa falar. "
Ele estava olhando para mim como se não
tivesse segurado meu rosto em suas mãos grandes
na sexta à noite. Meu estômago agitou-se doente
em um nó. Eu sabia, demente e cruel. Eu tinha
vivido isso. Eu tinha testemunhado isso. E eu temia.
Se isso não tivesse a dor e o medo em seus olhos,
eu o teria esbofeteado. Mas eu só queria ficar longe
dele. Ele não era uma boa pessoa. Algo lhe tinha
entortado. Enquanto eu tinha escolhido não falar
para lidar com a minha dor, ele tinha escolhido por
magoar os outros.
"Ela é muda, idiota. Não surda. ", Nash rosnou.
Um sorriso torto que não chegava aos olhos
tocou os lábios de West. Será que seus amigos não
vêm isso? Eles não sabiam que ele estava
escondendo a dor que o perseguia e o fez nessa
pessoa horrível?
"Não me importo, doce. Eu sou um idiota ",
disse ele, como se estivesse se desculpando. Mas se
desculpando por quê? Por me beijar? Traindo a sua
namorada? Sendo um idiota sem coração com cada
palavra que saiu de sua boca?
Aqueles que foram danificados não eram
solucionáveis. Eu sabia disso muito bem. Qualquer
um que tentasse consertá-lo falharia. Mas as
pessoas não nasceram cruéis. A vida os fazia dessa
forma. Pelo menos isso foi o que um dos meus
conselheiros me disse quando ela tentou falar
comigo sobre meu pai.
Eu fiz uma ruidosa saída do caminho de West e
segurei a minha cabeça erguida. O olhar duro que
eu atirei nele era mais do que qualquer palavra
poderia dizer. Felizmente, ele entendeu a
mensagem, se virou e foi embora.
Eu o assisti ir, perguntando se havia alguém
que sabia por que ele estava agindo dessa forma.
Alguém que sabia a verdade por trás de seu
espírito cruel. Sua namorada não, ou ela não teria
rompido com ele assim. Ele manteve-se uma
confiança que virou cabeças, e eu acho que
ninguém tinha notado nada mais profundo.
Por mais que eu soubesse que ele era uma má
notícia e queria odiá-lo, eu o ouvi falar com sua
mãe. O ouvi dizer a ela que a amava. Ouvi a dor em
sua voz.
"Não vá lá", advertiu Nash do meu lado. "West
não é bom, querida. Ele é um dos meus melhores
amigos, mas ele é um veneno para garotas como
você. Ele não se importa com ninguém, tanto
quanto ele se preocupa com West. "
Nash não tinha que se preocupar. Eu não ia a
lugar nenhum perto de West. Nós tínhamos ficado
suficientemente perto uma vez, e ele nem sequer se
lembra disso. Nosso beijo não era algo que ele
pensava todo o fim de semana como eu fiz.
Ainda assim, West precisava ser salvo. Alguém
tinha que chegar perto dele, para alcançá-lo.
Ninguém tinha sido capaz de salvar o meu pai, e o
horror o tinha seguido em seu caminho para a
destruição. West estava desesperadamente
precisando de ajuda. Isso eu sabia. Eu também
sabia que eu não era a pessoa por ele. Eu tinha
meus próprios demônios para sobreviver.
Eu te amo, mamãe.
Capítulo 4
WEST
"Onde está Brady?" Nash perguntou quando ele
se sentou na nossa mesa no refeitório.
"Não o vi. Provavelmente com a linda prima
dele," eu respondi, tentando agir como se eu não a
tivesse em meus braços enquanto seu beijo chocou
o inferno fora de mim. Maldição, aquele beijo tinha
sido doce. Eu deitei na cama naquela noite
pensando em como ela se sentiu. As mãos dela no
meu peito e seu corpo inclinado em mim. Naquele
momento, eu tinha sido capaz de esquecer. Eu não
tinha pensado sobre a minha vida e o que eu estava
enfrentando quando eu fui para casa.
Mas, em seguida, ela fez um pequeno gemido,
e ela tinha me tirado do meu delírio. A menina não
podia falar, e eu estava pressionando-a contra uma
árvore e tomando o que eu precisava. Deus, eu era
um monstro. Ela não merecia isso.
Eu precisava ficar longe dela, então eu a deixei
ir e fui embora. Eu não tinha sido capaz de olhar
para ela quando me afastei. Um olhar sobre os
lábios inchados de nosso beijo, e eu teria estado de
volta para ela. Ela não era apenas bonita, ela se
sentiu bem também.
Sem mencionar que se Brady descobrisse que
eu tinha beijado sua prima, nós acabaríamos
batendo a merda fora entre si. Eu merecia isso, com
certeza. Ela era muito doce para mim.
"Ela realmente não pode falar. Eu estava no
segundo período com ela ", disse Asa Griffith, um
outro do time. Ele estava jogando com a gente
desde o ensino fundamental. "Eu acho que, se uma
menina que se parece como ela e não é uma cadela,
então ela só pode ser perfeita. "
Nash, que estava sentado à mesa, soltou. "Não
seja burro. Ela é prima de Brady." Ele parecia
chateado. Eu tinha visto o jeito que ele estava
olhando para ela, essa manhã no salão. Ele tinha
caído por ela bem rápido. E se eu fosse honesto
comigo mesmo, eu não gostava disso.
"Estou falando sério. Ela é linda e não pode
falar. Será que pode ficar melhor do que isso? ",
Perguntou Asa.
Eu não ia dizer nada. Por mais frustrante que
Raleigh poderia ser, eu não desejaria uma vida
sendo mudo para qualquer um. Eu sabia que Asa
estava brincando, mas era frio demais. Ele não
estava pensando sobre o que ele estava dizendo.
"Ela estava na festa do campo na sexta à noite.
Brady deixou claro que ela estava fora mentalmente
e ele não queria que qualquer um de nós se
movendo em diante, " Ryker adicionado à conversa
quando ele se sentou em frente a seu primo. "Ela
não é apenas muda, mas, assim como sua mente
não está bem."
Nash estudou Ryker um minuto como se ele
não concordasse com ele. "Ela parecia bem."
Eu concordei com ele. Maggie não estava ruim
da cabeça, que eu sabia. Brady estava dizendo essa
merda.
A menina tinha olhos inteligentes e eram
suficientes para provar isso. Não tinha sido a raiva e
decepção neles quando ela olhou para mim. Ela
tinha me visto no meu pior, e eu queria que ela...
Depois daquele beijo Eu queria que ela ficasse
longe de mim. Eu não era o tipo de cara que fica
perto de alguém que era doce.
Sim, vê-la na festa tinha enviado um choque de
alívio através de mim. Mas eu tinha registrado
apenas um momento antes de colocar um fim a
isso. Agora eu não poderia lidar com qualquer coisa,
além da minha família. Noite passada, eu tinha
ouvido a minha mãe chorando baixinho na sala de
estar, eu sabia que eu não seria bom para qualquer
garota. Nem mesmo uma garota como ela.
Ryker revirou os olhos. "Você sabe o porquê
disso? Você olhou para ela? Claro, ela é agradável
ao olhar, mas se ela não está bem da cabeça, então
é asneira avançar sobre ela. ”
"Seja como for, podemos falar sobre algo mais
interessante? "Gunner resmungou no final da mesa.
Eu não acrescentei à conversa porque eu sabia
melhor, mas também porque eu a conhecia. Tinha
sido como se ela tivesse visto através de mim. Visto
meus pensamentos. E ela entendeu. Mas ela
também esperava mais de mim. Isso tinha sido
difícil de engolir. Por alguma razão maluca eu não
queria decepcioná-la. Ao mesmo tempo que eu
queria que ela me odiasse o suficiente para que ela
nunca chegasse perto de mim novamente.
"Temos um jogo de futebol para ganhar. Vamos
tirar da cabeça a prima da nossa estrela
quarterback, e vamos mexer com a equipe. Tudo o
que Brady precisa em sua cabeça agora é o futebol.
Não ficar estressado sobre idiotas com tesão ",
disse Ryker. Era um bom ponto. Estivemos tomando
State este ano, precisávamos de Brady focado em
uma coisa e apenas uma coisa: o futebol.
Eu tinha que ganhar o campeonato estadual
para o meu pai. Ele queria. Ele tinha dito que o meu
último ano era o nosso ano. Eu estava determinado
a dar isso a ele. Não importa o que eu tinha que
fazer.
Esquecer o beijo não ia ser fácil, mas eu não
estava arrependido de mostrar a Maggie a feiura
essa manhã. Eu a tinha atacado e agi de maneira
que minha mãe ficaria horrorizada. Mas eu tinha
visto o olhar em seus olhos, e eu sabia que ela tinha
recebido a mensagem. Eu não era um bom rapaz.
Eu não era alguém que ela precisava conhecer ou
confiar.
Quando eu entrei em casa após o treino de
futebol, naquela noite a mesa estava posta como se
fôssemos uma família normal e feliz. Depois que eu
nasci, essa era a casa que meus pais me trouxeram
do hospital. Era a única casa que eu já tinha
conhecido. No entanto, a segurança uma vez que eu
sentia aqui foi embora. Agora eu enfrentava o medo
diariamente, esperando por um milagre.
Minha mãe tinha preparado o jantar assim
como na maioria da minha vida. Ela ainda estava
fingindo o melhor que ela podia. Eu sabia que ela
rezava por um milagre também. Sempre que podia,
ela agia como se a vida não tivesse virado dois anos
atrás, quando meu pai foi diagnosticado. Hoje à
noite mamãe tinha flores frescas no centro da
mesa. A cesta ao lado deles estava cheio de pães
recém-assados. Ela estava assando muito pão
recentemente. Era sua maneira de lidar, eu tinha
decidido.
"Você está em casa", disse ela com um sorriso
que não chegava aos olhos. "Como foi o treino?"
Isso era como ela lidava com as coisas:
sorrindo, colocando um rosto feliz. Eu não tinha
certeza se ela estava tentando me ajudar a passar
por isso ou se era a única maneira que ela poderia
lidar com isso. Papai apenas a deixava fazer o que
quisesse; ele não a forçava a enfrentar a verdade.
Ele a adorava. Sempre adorou.
Nossa casa não era grande e extravagante
como a que ela tinha crescido. No entanto, ela
adorava. A maneira como cuidava dela, a fazia
parecer acolhedora e convidativa era a prova de que
estava orgulhosa da vida que papai a tinha dado.
Nem uma vez ela fala sobre seu passado ou a vida
que ela deixou para trás quando se casou com o
papai.
"Foi bom. Estamos prontos para sexta à noite.
Sinto-me confiante", foi a minha resposta. Porque,
como papai eu não poderia deixá-la para baixo. Se
ela queria fingir vida normal, então eu fingia com
ela.
"Pai vai comer com a gente?", Perguntei,
pensando se ele estava melhor hoje. Quando eu saí
essa manhã, ele ainda estava dormindo. Sem
vômitos e ontem à noite parecia tranqüilo.
Ela sorriu para mim, e a luz nos olhos dela
parecia quase real. "Sim ele vai. Ele está apenas
começando a se vestir agora, depois de seu banho.
Estava ansioso para ouvir tudo sobre o treino. Eu
acho que ele está mais animado com jogo de sexta-
feira do que você. "
Ele estava animado, mas ele iria? No ano
passado, ele não estava tão ruim. Ele tinha sido
capaz de sentar-se nos stands e assistir. Mas agora
eu não podia imaginá-lo sentado lá fora. As coisas
tinham tomado um rumo ruim o mês passado, e ele
não estava ficando melhor. Eu não queria encurtar o
tempo que tinha com ele, porque ele ia aos meus
jogos enquanto deveria estar descansando.
"O que tem para o jantar?", Perguntei,
mudando de assunto. Papai e futebol eram difíceis
de falar. Eu tinha crescido amando o futebol porque
era o que o papai mais amava no mundo, perdendo
apenas para a sua família.
Foi assim que nós ficamos ligados. Todos os
dias ele jogava bola comigo no quintal e as manhãs
nós acordávamos cedo para ir correr juntos antes
da escola. Nós dois. E foi lentamente
desaparecendo.
"Naco de carne, purê de batatas e couve. Oh, e
claro, pão de milho. Seu pai ama seu pão de milho
com couve ".
Ela estava fazendo todos os pratos favoritos do
meu pai. Ele dificilmente seria capaz de comer
qualquer coisa. Não importava para ela, no entanto.
Ela estava fazendo isso para ele, porque ela não
sabia mais o que fazer. Eu entendia isso.
Gostaria de sentar nessa mesa e conversar com
ele sobre a prática e o próximo jogo e de como seria
ele lá quando ganhasse o campeonato estadual. Eu
queria ele lá. Eu queria ganhar. Eu queria que ele
visse isso acontecer. Mas eu não tinha certeza se
estava sendo realista.
Tudo o que eu podia fazer era continuar
fazendo as coisas que fazia meu pai feliz. Mesmo
que dentro de nós dois estivesse caindo aos
pedaços. Ele não era apenas um marido para
mamãe; ele era seu melhor amigo. Eles haviam sido
inseparáveis a minha vida inteira. No próximo ano
eu queria jogar futebol SEC, mas eu poderia deixá-
la sozinha? Com o papai não estando aqui, como eu
iria continuar com meus sonhos? Com os nossos
sonhos?
"Vá em frente se lavar. Vou pegar os copos
cheio de gelo, então eu vou ver se seu pai está
pronto para comer ", disse ela, ainda sorrindo.
Ainda tentando parecer feliz quando eu sabia que
seu coração estava quebrando assim como meu.
"Sim, tudo bem", eu respondi. Eu não tenho
isso em mim de dizer muito mais. Eu me dirigi para
as escadas e parei.
Eu precisava que ela soubesse que não estava
sozinha. Que, quando isso tivesse acabado, ela me
teria. Mamãe sempre foi como uma bela flor frágil
que o meu pai protegia. Mas no ano passado eu
tinha descoberto que ela era feita de aço. Ela em
nenhuma vez tinha rachado na frente de papai, não
importa o quão difícil estivesse. Ela estava bem ali
ao lado dele enquanto eu queria me enrolar e
chorar como um bebê.
Eu me virei para encará-la. "Eu te amo,
mamãe", eu disse, precisando que ela soubesse.
Que eu estava com ela. Ela não estava sozinha.
Quando meu pai se fosse, eu não iria deixá-la
sozinha.
Seus olhos se encheram de lágrimas, eu sabia
que ela não iria deixar cair. Em seguida, ela
balançou a cabeça. "Eu também te amo, baby."
Isso era o suficiente por agora. Eu não estava
pronto para chorar. Não na frente dela. E eu não
acho que eu poderia lidar vendo suas lágrimas
também.
Fique fora do meu mundo.
Capítulo 5
MAGGIE
Sentei-me na minha cama, olhando pela janela.
Hoje à noite Brady havia convidado vários caras
para assistir fitas de jogos – ou quer que isso seja.
Tia Coralee teve a certeza que eu soubesse que era
bem-vinda a descer e assistir com eles, se eu
quisesse. Mas eu não estava fazendo isso com
Brady.
Ao invés, eu estava sentada aqui e olhando
para ver se o West também viria. Tão irritada
quanto ele me fez essa manhã, que quando eu
olhava em seus olhos, ele tentava disfarçar o quão
irritante ele tinha sido para mim. Eu queria
desprezá-lo, ou apenas ser indiferente a ele, mas eu
não conseguia tirá-lo de meus pensamentos.
Eu estava tão certa de que ele era um monstro,
depois de sua performance no corredor. Mas depois
que eu o observei ajudar um cara a pegar um par
de óculos dele e, em seguida, entregá-los de volta
ao cara que estava aterrorizado da nona sé[Link]
sido tão rápido que, se eu não estivesse estudando-
o, eu teria perdido. Cruéis, pessoas desumanas não
fazem isso. Eles não se levantavam para os fracos.
West era uma grande contradição.
Mas eu ainda não confiaria nele. Isso eu sabia.
Só porque ele falou gentilmente com a mãe e
ajudou uma criança levantar-se não significava que
eu iria formar qualquer apego a ele. Sim, ele tinha
me beijado e sim, eu tinha gostado. E sim, eu
estava curiosa sobre o que ele estava mantendo em
segredo de todos.
Mas eu não iria deixar um cara virar minha
cabeça. Eu tinha feito isso uma vez na escola
secundária. Ele tinha sido um ano mais velho do
que eu e bonito. Eu pensei que ele realmente
gostava de mim, mas depois eu descobri que ele
estava apenas me usando para chegar a minha
amiga. Depois de descobrir que ele pediu a ela para
ir ao baile, eu cheguei em casa em lágrimas. Mamãe
tinha se sentado no sofá comigo, tínhamos comido
pipoca, sorvete de chocolate com pizza. Ela estava
sempre lá quando eu me machucava. Ela sempre
soube como me fazer sorrir...
Enviei a memória a distância. Eu não podia
pensar nisso. Eu sentia falta demais dela.
Puxei o cobertor sobre meus braços e coloquei-
o debaixo do meu queixo, então descansei minha
cabeça contra a parede. Os olhos de West estavam
indo me assombrar. Eram todos os seus amigos
cegos a seu comportamento? Eles apenas
aceitavam isso?
Quando eu o vi beijando Raleigh essa tarde -
ela claramente não tinha ficado brava com ele muito
tempo e estava se esfregando em cima dele no
último sinal, eu queria ser sua por um segundo.
Agora que eu sabia como era se sentir em seus
braços, eu tive um momento de fraqueza, onde eu
desejava que ele tivesse sido o menino que eu
achava que ele era noite de sexta-feira. Mas então
me lembrei de que ele estava ali beijando uma
garota que tinha tratado terrivelmente. Ele tinha
feito seu pedido de desculpas a Raleigh? Será que
ela o perdoou tão facilmente? Provavelmente. Eu
tinha visto esse tipo de relacionamento com meus
pais. Se ela soubesse como doentio ela poderia se
tornar.
Caras que se pareciam com West faziam as
meninas esquecer-se de si mesmas. Eu tinha visto
isso tantas vezes. Quando você está em silêncio,
pode observar muito mais. Eu vejo os erros dos
outros mais facilmente. E as pessoas se sentem
seguros de dizer coisas ao meu redor que não diria
normalmente porque sabe que não iria repeti-las ou
porque confundem ser mudo com ser surdo.
Por exemplo, dois dos meus seis professores de
hoje tinha falado em voz alta adicional como se eu
não pudesse ouvi-los quando eles se dirigiram a
mim na aula. Era cômico. Eu estava acostumada
com isso agora, mas ainda me fez rir por dentro.
Eu me perguntava como seria a sensação de rir
novamente, rir em voz alta. Para sentir o som na
minha língua. Mas sabendo que minha mãe tinha
ido embora e que eu tinha certeza de que meu pai
pagou por seu crime, eu poderia rir de novo? Eu
podia ouvir minha própria voz e não quebrar em um
milhão de pedaços?
Uma batida na porta do meu quarto me
assustou, e me virei para ver a maçaneta girar
lentamente. Eu assisti como facilmente a porta
abriu e o rosto de Nash entrou em exibição. Seus
olhos eram tão surpreendentes contra sua pele
escura como tinham sido antes.
"Você quer companhia?", Ele perguntou, com
um sorriso tímido puxando seus lábios.
Ele estava flertando comigo. Várias vezes hoje
ele apareceu ao meu lado e falou comigo, sabendo
que eu não iria falar de volta. Eu não esperava esse
tipo de atenção, mas com certeza eu estava
recebendo a partir de Nash. As primeiras vezes eu
fiquei desconfiada dele, mas ele não tinha sido
nada, além de gentil comigo. Ele nunca foi além da
minha zona de conforto, e eu o tinha observado
com outras pessoas. Os outros na escola pareciam
amá-lo. Até mesmo os professores.
Embora eu não estivesse no clima para
companhia, nem estava certa de que era uma boa
ideia ele estar no meu quarto, eu encolhi os
ombros. Não foi um convite, exatamente, mas eu
esperava que não fosse rude, tampouco.
"Bom. Eles estão me entediando lá ", disse ele.
Eu tentei gerir um sorriso, mas isso não
aconteceu.
"Você sabe", continuou ele quando se sentou na
beira da minha cama, de frente para mim enquanto
eu fiquei enrolada no assento da janela, "Escola não
sugou você hoje para olhar assim."
Eu abaixei minha cabeça e estudei o cobertor
que eu estava coberta. Ele estava indo flertar um
pouco mais. Eu não estava acostumada a isso.
Claro, eu tinha tido namorados antes... Antes, que
tudo aconteceu. Isso foi diferente, no entanto. Nós
não tínhamos beijando ou pendurado para fora. Era
mais uma coisa social que acontecia na escola ou no
telefone durante a noite. Minha mãe tinha sido
muito super protetora, e eu não estava autorizada a
ter encontros até que tivesse com dezesseis anos.
Uma vez, eu também tinha sido uma líder de
torcida e tinha um monte de amigos. Mas tudo isso
mudou, e ao longo dos últimos dois anos que eu
perdi essa parte de mim.
"Eu não tive a intenção de fazer você se sentir
desconfortável ou envergonhá-la. Sinto muito. Eu só
estava tentando fazer a sua transição numa nova
escola mais fácil. "
Ele era bonito e doce. O tipo de cara que eu
teria gostado em minha vida anterior. O tipo de
cara que qualquer garota gostaria. Eu poderia
ignorá-lo e ele iria embora, mas eu não queria ser
rude. Ele era amigo de meu primo e, até agora, o
meu único quase amigo na cidade.
Estendi a mão para o caderno e caneta que eu
tinha deixado deitado ao meu lado depois de
terminar minha lição de casa. Ele merecia algo de
mim. Eu gostaria de um amigo aqui. Alguém que
não olhasse para mim como se eu fosse uma
aberração.
Obrigado. Por ser bom para mim. Esse dia
poderia ter sido mais difícil do que foi, mas você foi
um amigo.
Eu entreguei o caderno para que ele pudesse
lê-lo.
Ele leu minha nota, e um sorriso puxou-se em
ambos os cantos de sua boca antes que ele
levantasse o olhar para o meu.
"Você tem um telefone? Então nós podemos
mandar sms?”- perguntou.
Eu balancei a cabeça e enfiei a mão no bolso
para puxá-lo para fora. Eu tinha um telefone graças
a minha madrinha, Jorie, quando fui morar com ela
depois que tudo tinha acontecido. Dois anos com
Jorie não tinha sido nada reconfortante. Eu estava
em seu caminho, e ela não tinha ideia de como lidar
comigo. Quando eu continuei a não falar, ela
finalmente desistiu e chamou o meu tio Boone e
perguntou-lhe se ele ainda me queria. Ele e tia
Coralee tinham respondido imediatamente. Não era
nem mesmo uma semana antes que Jorie tivesse
todas as minhas coisas embalada e pronta para a
mudança. Desde então, ela ainda não tinha ligado
para saber com eu estava. Não é como se meu
número tivesse mudado; era o mesmo número que
tinha me dado. A única diferença agora era que
minha tia e tio estavam pagando a conta.
Nash estendeu a mão. "Posso colocar o meu
número nele?" Mais uma vez eu acenei e deixei-o
levar o meu telefone de mim. Ele tirou uma foto de
si mesmo, em seguida, acrescentou seu contato. Eu
ouvi um ding, e ele sorriu para mim. "Eu mandei
uma mensagem. Agora eu tenho o seu número
também. Posso tirar uma foto de você para ficar no
seu contato? "
Eu realmente não gosto da idéia dele tirar uma
foto de mim, mas eu não ia dizer não. Eu dei a ele
um pequeno aceno de cabeça, e então ele segurou
o telefone para cima. "Sorria", disse ele.
Eu não sorri, mas ele tirou a foto de qualquer
maneira.
Ele riu. "Está bem. Não há necessidade de
sorrir. "
A porta se abriu, e ambos viramos para ver
Brady caminhar dentro com uma expressão furiosa.
"Saia fora daqui, Nash ", disse ele, apontando para
a porta e olhando para seu amigo.
Nash levantou as duas mãos. "Calma, bro. Eu
estava apenas conversando com Maggie. Somos
amigos não somos Maggie? Nada mais. Eu não
estava fazendo nada, eu juro."
"Não importa. Saia", Brady repetiu, ainda
apontando para a porta.
Nash levantou-se e olhou para mim, então
ergueu seu telefone antes de piscar e sair pela
porta.
Brady não disse nada até que Nash tivesse ido
embora. Mas uma vez a porta se fechou atrás dele,
Brady se virou para olhar para mim. "Tenha
cuidado, Maggie. Esses caras são meus amigos,
mas eles nem sempre tratam meninas direito.
Inferno, eu nem sempre trato as meninas direito.
Você . . . apenas mantenha a sua distância. OK?"
Ele mal falou comigo, mas agora ele parecia
pensar que tinha que me proteger? Eu não
precisava dele me dizendo que eu deveria ter
cuidado. Eu entendia os outros mais do que ele. Se
ele não me queria por perto de seus amigos, estava
bem. Mas exigir de mim não era justo. Eu levantei
meu queixo e lancei um brilho desafiador. Eu tinha
feito tudo para parar seus pais de me enganar sobre
ele em cada turno. Mas eu não estava indo tomar
esse comportamento dele.
O olhar de Brady encontrou o caderno que Nash
tinha deixado sobre a cama. Antes que eu pudesse
alcançá-lo, ele o resgatou. Esperei enquanto ele lia
o que eu tinha dito a Nash. Era para ser agradável e
agradecer por Nash hoje, mas eu sabia Brady não
iria ver dessa forma.
Ele jogou o caderno de volta para baixo e
soltou uma risada dura que não soou divertido em
tudo. Ele passou a mão pelo seu cabelo bagunçado.
"Eu tenho um jogo para ganhar na sexta à noite. A
maldita cidade inteira está contando comigo para
ganhá-lo. Mas eu não posso me concentrar no jogo
e certificar-me que você está segura ao mesmo
tempo. Eu não pedi para ser tutor de ninguém. Eu
não tenho tempo para essa merda. Então, basta
ficar, por favor, fora do meu mundo. Encontre
amigos que não estão na minha equipe. E nenhum
cara vai ser seu amigo. Encontre algumas meninas
para serem suas amigas. Jesus, como você é
ingênua? " Então ele saiu, fechando a porta atrás
dele.
Eu queria que Brady gostasse de mim. Eu já
havia tentado ficar fora do seu caminho. Eu entendi
que invadir sua vida era injusto. Mas eu não estava
bem com ele falando comigo dessa maneira. Tudo
bem, eu iria manter distância dos amigos dele. Não
porque ele me mandou. Simplesmente porque, se
todos eles eram propensos a agir como grande
idiota, eu não queria nada com eles. Eu não
precisava de amigos. Eu tinha sobrevivido sem eles
tempo suficiente.
Ela estava sobre mim, então eu a deixo
aproveitar.
Capítulo 6
WEST
Raleigh não estava esperando no meu armário
quando cheguei a ele hoje. Fiquei aliviado por não
ter de lidar com ela. Às vezes ela era uma distração
agradável, mas essa manhã eu estava de pé desde
as três com meu pai.
Ele tinha ficado doente de novo, e eu tinha
acordado ao som da minha mãe correndo pelo
corredor para dar-lhe um copo de água.
Eu tinha ido ajudá-la, e todos nós tínhamos
ficado juntos. Eu tinha medo de dormir. E se eu
fosse dormir, e esses fossem os últimos momentos
que tínhamos juntos? Ele estava ficando tão magro
e fraco. Os médicos não podiam fazer mais nada.
No mês passado o tinham mandado para casa sem
nenhuma esperança. Apenas medicação para a dor
e alivio para ele.
Enfrentar a escola como se minha vida não
estivesse caindo aos pedaços não foi fácil. E fingir
que eu queria Raleigh em torno de mim
definitivamente era algo que eu não tinha paciência
agora.
Eu tinha acabado de começar a pegar meus
livros quando uma mão delicada com as unhas
bonitas cor de rosa tocou o armário ao lado do meu.
Era Maggie. Alguém que continuava encontrando
seu caminho em meus pensamentos. Ainda que eu
estivesse tentando como o inferno esquecer como
ela olhou para mim, como se ela tivesse visto algo
mais profundo do que o idiota que eu tinha
mostrado a ela. Ou como ela era perfeita em meus
braços.
Olhei para cima para ver o perfil dela enquanto
ela estudava o bloqueio e trabalhava na
combinação. Ela realmente era algo para olhar. Com
uma pequena volta de sua cabeça, ela espiou para
mim antes de voltar para seu armário. Fiquei ali,
esperando por ela para abrir, mas depois de três
tentativas, ela ainda não tinha conseguido isso.
"Saia. Deixe-me abrir ", eu disse. "Você tem a
combinação?"
Ela me deu sua atenção completa. Em seguida,
ela me entregou seu celular. Olhei para baixo para
ver a combinação na tela. "Obrigado. Agora se
mova para trás. "
Quando ela estava fora do meu caminho, eu
coloquei rapidamente a combinação e abri seu
armário. "Pronto ", eu disse apenas enquanto seu
telefone tocou na minha mão. Olhando para baixo,
vi o rosto de Nash e o texto: Bom dia, linda.
Que diabos? Porque Nash estava mandando
SMS para ela, e como diabos ela tinha conseguido
uma foto dele em seu telefone? Brady havia dito
que estava fora dos limites.
Eu segurei o telefone para Maggie. "Estamos
trabalhando muito para este ano para ganhar do
State. Não podemos fazê-lo se a prima do nosso
quarterback está brincando com a equipe de futebol
e se enroscando com ele. Recue. " Eu fui mais duro
do que eu pretendia, mas foda-se. Eu estava
exausto.
Ela puxou o telefone da minha mão e olhou
para mim. O ponto de agir como um idiota era ela
me odiar e ficar longe. Mas, vendo o flash em seus
olhos me fez lamentar a merda que tinha acabado
de sair da minha boca. Raiva de mim mesmo, eu
me virei e sai. Realmente, Nash estava me deixando
louco. Nash, deveria ser corrigido. Não Maggie. Eu
já tinha a certeza que ela manteve sua distância de
mim.
Ela não iria nem mesmo fazer contato visual
comigo agora. Eu não tenho que ser um idiota com
ela. Fato era, se eu não agir como um idiota ao
redor dela o tempo todo, eu poderia esquecer e
dizer algo que eu não deveria.
Algo verdadeiro.
Nash estava andando no meu caminho
enquanto eu me dirigia para o primeiro período. Eu
sabia que ele estava indo para encontrar Maggie.
Isso era besteira. Brady tinha sido muito claro que
ele não queria que qualquer um de nós chegasse
perto de sua prima.
Por causa de sua decisão estúpida de ignorar o
pedido de Brady, ele me fez tirar e lançar-se para
ela.
"Não", eu rosnei, e estendi a mão para agarrar
o braço de Nash quando ele começou a passar por
mim. "Brady não quer isso e você precisa respeitar
isso. "
Nash ficou tenso sob a minha mão, em seguida,
puxou seu braço livre. "Não lhe perguntei, Ashby,"
ele estalou, em seguida, continuou indo em direção
a Maggie.
Eu não devia me preocupar com isso. Não era
algo que eu ia ser capaz de controlar. Se Nash
queria fazer isso, então eu tinha certeza que ele
pagasse no campo hoje. Todos nós gostaríamos. E
se ele não pudesse andar na sexta à noite, então
ele que tomasse a sua folga. Nós poderíamos
ganhar esse jogo sem ele. Mas não podíamos
vencer sem Brady. E nós tínhamos que ganhar. Eu
não ia deixar meu pai para baixo.
"O que há com Raleigh estando com Jackson
Hughs?" Gunner perguntou enquanto ele tomava o
assento na minha frente na aula de história
mundial.
Ontem à noite Raleigh tinha aparentemente
ligado para Jackson Hughs, o único jogador
verdadeiro de futebol da Lawton High School. Ele se
mudou para cá de algum lugar no norte, onde eles
se importavam com essa merda. Então, agora ele
estava fazendo um nome para Lawton no futebol.
"Não importa", eu respondi honestamente.
Quando eu os vi pela primeira vez juntos essa
manhã no meu caminho para o primeiro período, eu
parei e esperei que a dor viesse. Inferno, para
qualquer coisa para vir. Afinal, eu tinha estado com
Raleigh durante um ano. Mas eu nunca senti nada.
Nenhuma coisa maldita.
"Realmente? Vocês estavam juntos ontem no
corredor," Gunner me lembrou.
"Ela estava em cima de mim, então eu a deixei
aproveitar." Essa era a verdade, quase. Realmente
eu só precisava da distração que ela fornecia. Eu
também estava tentando tirar a memória do beijo
de Maggie. Estava me assombrando e caramba, era
difícil de esquecer.
Gunner riu. "Raleigh continua olhando para cá.
Ela está esperando por uma reação sua. " Ela não
estaria recebendo. Dei de ombros e abri o meu
livro.
"Isso é frio, Ashby. Como, seriamente a
sangue-frio. É por isso que você é um monstro no
campo. Você apenas não dá à mínima." Se ele
soubesse. Eu dava uma merda sobre algo. Algo que
estava me rasgando.
"Nada para se preocupar", eu respondi.
"Nash disse que você estava chateado com ele
por falar com a prima de Brady. Eu disse a ele que
você estava certo ".
Dessa vez eu virei minha cabeça para
realmente olhar para Gunner. "Eu vou chuta-lo essa
tarde no campo ".
Gunner sorriu. "Você vai deixá-lo ir embora
com ambas as pernas?"
"Não."
Gunner riu em resposta. "Eu vou estar lá
registrando essa merda."
Sr. Halter entrou na sala e começou a dar-nos
instruções de leitura. Graças à Deus, eu ia tirar um
cochilo nessa aula.
"Minha mãe me disse que a menina viu seu pai
matar sua mãe," Gunner sussurrou, inclinando-se
para mim.
"Isso é fodido." O que diabos ele estava
falando?
"Huh?" Eu perguntei quando me virei de costas
para ele.
"A prima de Brady. Ela não fala porque ela viu
seu pai matar a mãe. Ele está na prisão ou no
corredor da morte ou algo. Minha mãe disse que ela
não está bem agora. "
Meu estômago virou e torceu-se em nó. Eu não
queria acreditar nisso. Não Maggie. Inferno, não
para qualquer um, mas especialmente para Maggie.
Ela era gentil. Ela não atacava ou maltratava
alguém. Até eu, que ela deveria ter golpeado pelo
menos umas três vezes agora. Não havia raiva no
seu olhar. Somente uma solidão que eu queria
ignorar. Mas o que Gunner estava dizendo... Esse
tipo de horror arruinaria completamente uma
pessoa.
A mãe de Gunner era famosa por fofocas e
achava que sabia tudo na cidade. Eu queria que isso
estivesse errado. Mas e se fosse verdade? Como ela
estava vivendo com esse tipo de pesadelo?
OK.
Capítulo 7
MAGGIE
Você ainda não está respondendo minhas
mensagens. O que está havendo?
Foi o quinto texto de Nash hoje. Eu tinha que
ignorá-lo, mesmo se ele fosse rude. Eu fiz com
todos conectados à Brady e o time de futebol da
mais alta importância. Eu também tinha visto West
confrontar Nash no corredor depois de saltar em
cima de mim sobre o texto. Eu não tenho tempo
para esse drama. Eu não queria ser parte disso.
Eu sabia que deveria explicar a Nash por que eu
não o estava respondendo. Ele merecia uma
explicação.
Eu faria isso durante o almoço. Ontem Brady
tinha se sentado comigo fora nas mesas de
piquenique, mas tinha sido desajeitado. Ele
obviamente não queria.
Eu tinha enviado um texto essa manhã dizendo
que não tinha necessidade de sentar-se comigo no
almoço hoje. Eu estava pronto para descobrir isso
por conta própria. Ele respondeu com um simples
sim.
"Você vai responder a ele?" Eu reconheci a voz
de West.
Olhei para cima para vê-lo andando ao meu
lado. Seus olhos não estavam em mim, apenas
olhando para frente.
A partir do olhar severo em seu rosto eu sabia
que ele estava descontente com Nash mandando
sms. Não como eu me preocupava de estar
ignorando Nash separava-me de todas as coisas de
Brady. Desde que me desse mais paz em casa e na
escola. Mas eu estava cansada de pessoas me
dizendo o que fazer. Especialmente ele. Alguém que
não tinha o direito de me dizer que eu podia ou não
podia falar.
Eu deslizei meu telefone de volta no bolso.
"Boa garota. Ignore-o. Nos salva de um inferno
de problemas. Eu vou fazê-lo pagar por essa merda
se ele continuar", advertiu West sem nenhuma vez
olhar para mim.
Meu rosto estava quente quando suas palavras
condescendentes me tocaram. Ele não tinha o
direito de me dizer o que eu tinha que fazer. Só
porque eu não falava não me fazia ignorante.
"Okay!" Eu bati. Levou apenas um segundo
para cair à ficha que eu tinha falado alto. Ele fez-me
tão irritada, eu só deixei escapar para fora. Minha
pele começou a suar frio. Eu não perdi isso. Eu
estava bem. Era apenas uma palavra.
Seus olhos estavam em mim agora. Confusão e
descrente quando ele olhou para mim. Olhei para
ele, querendo desesperadamente correr ou de
alguma forma apagá-la. A palavra tinha acabado de
estourar livre sem dificuldade ou dor. Mas minhas
memórias... Eu não queria que elas saíssem com o
som da minha voz.
"Você apenas..." Ele parou como se estivesse
tentando decidir se ele tinha realmente me ouvido
falar. Eu não confirmaria ou negaria. Eu
simplesmente fiquei ali olhando para ele. Eu não
diria mais. Talvez ele pensasse que estava
imaginado.
Ele balançou a cabeça e, em seguida, virou-se e
saiu para o corredor. A multidão se abriu para ele.
Assim como aconteceu com Brady. Eu subi e toquei
meus lábios com os dedos. O que tinha sobre West
Ashby que fez a minha boca ter uma mente própria?
Primeiro eu o deixei me beijar, mesmo sem
conhecê-lo. E agora eu disse algo sem sequer
pensar nisso.
Quando ele virou a esquina e saiu finalmente da
minha vista, eu inalei e soltei minha mão de volta
ao meu lado. Eu tinha realmente dito alguma coisa.
Isso tinha sido uma parte de mim que eu tinha
perdido - a menina que não tomou nada que
ninguém jogou para ela, mas que se levantou para
si mesma, - e ela tinha quebrado livre por um
momento.
Eu não tinha esse instinto, ou qualquer controle
sobre a minha voz, em dois anos. E West, mesmo
que fosse porque ele agia como um idiota, tinha
feito isso possível.
Meu celular vibrou no bolso novamente. Tudo
que eu podia esperar era que West não contasse a
ninguém o que ele tinha ouvido. Eu não estava
pronta para falar. Eu não acho que estava pronta
para ouvir a minha voz novamente. Eu não estava
pronta para qualquer conexão com as pessoas.
Eu puxei meu telefone de volta e enviei um
texto para Nash: Por favor, me deixe em paz. Eu
não quero que sejamos amigos. Pense sobre como
isso afetaria Brady. Para de me mandar mensagens.
E falar comigo.
Eu pressionei enviar e fui procurar a biblioteca.
Gostaria apenas de começar a ler durante o almoço.
Fazer-me o mais invisível possível.
A mobilização foi depois do almoço na sexta-
feira. As lideres de torcidas tinham passado o dia
em seus uniformes animando nos corredores para
levantar o espírito da escola. Os armários dos
jogadores de futebol eram fáceis de reconhecer,
uma vez que tinha sido decorado com balões,
corações e cartazes.
Hoje Brady caminhou pelos corredores como se
fosse o dono do lugar. Mais do que sempre fazia. O
nome dele foi cantado muitas vezes, e ele sorriu
quando um cântico iniciava. Entre as classes de
líderes de torcida ainda tinha todo o corredor
fazendo elogios para ele. Eu não poderia imaginar
que depois de tudo isso, nós ainda precisávamos de
uma festa. Eu tinha sido uma líder de torcida uma
vez, mas eu não me lembro de alguma vez ter esse
espírito no dia do jogo. Parecia um exagero.
Depois de terça-feira ninguém tinha realmente
falado comigo o resto da semana. Eu consegui
desaparecer nas paredes. Nash não me mandou
mais mensagens ou me procurou. Quando passei
por ele nos corredores, ele nem mesmo olhou no
meu caminho. Era o que Brady queria e o que era
melhor para mim. Ser invisível adicionada à solidão.
Encontrar amigos era difícil quando você não falava.
As pessoas não sabem o que fazer com você. Eu
podia ver a forma como eles me observavam e
podiam ouvi-los sussurrar sobre mim. Sair e fazer
amigos não eram algo que eu tinha coragem de
fazer.
Em seguida, tinha West. Eu esperava que ele
dissesse alguma coisa para mim sobre eu ter falado,
mas ele nunca o fez. Ele também me ignorou. Se eu
não soubesse que eu era de fato visível ao olho
humano, eu teria achado que eu realmente tinha
desaparecido. A única interação que tive com West
foi quando eu deixei cair um livro enquanto
caminhava pelo corredor lotado. Do nada ele se
inclinou para baixo, parando o tráfego para buscá-lo
para mim. Ele não tinha feito contato visual comigo,
no entanto. Ele apenas se afastou.
Enfrentando um ginásio barulhento, os alunos
animados gritando para as líderes de torcida e a
equipe de futebol não eram atraentes, mas eu tinha
que ir. Minha tia não viria me pegar até que
estivesse acabado. Ela gostaria de saber se eu
aproveitei a festa, e eu teria que mentir.
Coloquei minha mochila debaixo dos meus pés
depois de obter um assento no extremo das
arquibancadas próximas à porta. Quando chegasse
a hora de sair, eu teria uma saída fácil para fora do
ginásio.
Olhando os rostos do time, eu encontrei Brady
imediatamente. Ele parecia mais concentrado e
menos exuberante que os outros caras, que
estavam interagindo com a multidão. As pessoas
estavam gritando nomes diferentes, e os caras
estavam gostando. Eu continuei olhando o time, não
admitindo para mim mesma que eu estava olhando
para West. Sua cabeça escura estava longe de ser
encontrada. Eu tinha acabado de começar a olhar
toda a equipe novamente quando eu ouvi risadas
em torno de mim.
"Deus, eu quero ser ela", disse uma menina
sentada em frente de mim. Eu não tinha certeza
quem era "ela". Mas, como a amiga da menina virou
a cabeça para olhar para as portas, eu segui seu
olhar e vi West na porta com Raleigh envolvida
nele.
"Ele sempre volta pra ela. É tão frustrante. Ela
nem é tão quente", a primeira garota acrescentou.
"Eu discordo", um cara interrompeu. "Ela é
gostosa".
West afastou a boca de Raleigh e sorriu. Então
ele a colocou no chão e entrou no ginásio como se
ele fosse o rei e nós todos seus súditos reais.
"Eu quero ele." A primeira menina suspirou, e
sua amiga riu enquanto faziam mais observações
sobre o corpo de West e as outras coisas que ela
amava sobre ele.
Quando chegou ao centro do ginásio, ele se
virou e sorriu para a multidão gritando. Claro, seu
sorriso era bonito, mas não era real. Ele estava sem
vida e falso. Será que ninguém vê isso? Eu era a
única?
Um debate começou ao meu lado, e eu notei
um cara com cabelo loiro curto e óculos tentando
ficar com a garota à minha esquerda. Ela estava
revirando os olhos para ele, mas ela finalmente se
afastou de mim. O cara loiro deslizou ao meu lado,
em seguida, enfiou a mochila para a esquerda,
fazendo com que a menina se queixar mais um
pouco.
Finalmente, ele voltou seu olhar para mim e
sorriu timidamente. "Ei, eu sou Charlie. Temos
segundo e quarto período juntos. Almoço, também,
mas você sempre parece desaparecer durante o
almoço ", disse ele. "Eu também sei que você não
fala. Eu só queria me apresentar. E se você precisar
de alguma coisa ou quiser ver um filme em algum
momento, eu estou disponível. "
"Há, sério? Essa é a sua linha de pegar garotas? "-
perguntou a garota da qual ele havia se movido. Ela
revirou os olhos de novo antes de olhar para longe
de nós e de volta ao time de futebol.
"Eu não sou bom nesse tipo de coisa. Na
verdade, eu estrago tudo. Mas eu... Eu só estava
me perguntando se talvez, você gostaria..." Ele se
perdeu enquanto suas bochechas ficaram rosadas.
Ele era realmente bonito. E agradável. Os olhos dele
não eram assombrados, e eu apostaria que ele tinha
uma vida familiar feliz. Com dois pais que o
amavam. E não demônios para carregar em torno
como eu.
Ele também não era um jogador de futebol.
Algo que eu gostei muito. Estendi a mão para o meu
bloco de notas, que estava escondido no bolso da
minha mochila.
É bom conhecer você, Charlie. Eu sou Maggie.
Seu sorriso cresceu. "Sim, eu sei o seu nome.
Eu já perguntei. Não como um perseguidor ou
qualquer coisa. Apenas curioso. Você é nova e tudo.
Todos nós fomos para a escola juntos a maior parte
de nossas vidas, por isso, quando alguém novo vem
junto . . . "
Ele se perdeu quando suas bochechas ficaram
rosa novamente. Eu não tenho uma resposta para
isso.
Ele riu e baixou o olhar para suas mãos. "Então,
o que acha sobre o filme? Você vai assistir a um
filme? "
Um filme... como em um encontro. Eu nunca
estive em um encontro. Será que eu queria? Eu
estava pronto para isso?
Eu tinha dito uma palavra, esta semana. West
trouxe-o para fora de mim sem querer. Eu não tinha
caindo aos pedaços ou terminado em um canto por
causa disso. Eu era mais forte agora. Mas eu estava
pronta para um encontro? E se fosse apenas West?
E se eu falasse com alguém, e ouvir a minha voz
me mandando sem parar para a escuridão eu não
conseguia achar meu caminho para fora? Olhei de
volta para o caderno no meu colo, em seguida,
escrevi.
Pode ser.
Isso era tudo que eu podia prometer agora.
Vamos ter esta temporada.
Capítulo 8
WEST
Foi à primeira vez na minha vida que eu tinha
jogado um jogo sem o meu pai lá. Nossa vitória foi
à única coisa que os outros estavam pensando
quando acabou, portanto, por sorte, ninguém
percebeu, exceto Brady. Eu tinha caído fora e disse-
lhe que o meu pai não estava se sentindo bem.
Corri em dois touchdowns, mas meu pai não
estava lá para vê-los. Ele não estava lá na torcida
por mim. Ele não estava na cerca com o seu grande
sorriso quando eu vim correndo para a margem. Ele
não estava lá, porque ele teve uma febre e tomou
tanto remédio para dor, que não estava lúcido.
Ele odiava tomar os remédios de dor, - ele
gostava de estar lá mentalmente conosco - mas ele
estava com muita dor na última noite, Mamãe o
obrigou a toma-los. Então, quando ele finalmente
foi dormir, ela tinha caído em meus braços e
chorou. Eu nunca a tinha visto assim antes, nunca a
tinha visto quebrar.
Encarar o jogo de hoje era a última coisa que
eu queria fazer. Sabendo que eu iria para casa e
dizer ao meu pai sobre isso era a única maneira que
eu fui capaz de jogar. Eu queria dizer a ele algo que
iria fazê-lo sorrir. Eu queria que ele acreditasse em
mim. Ele e eu tínhamos compartilhado meus sonhos
por muito tempo. Eu não queria que ele soubesse
que eu estava perdendo esses sonhos. Porque sem
ele, eu não me importaria mais.
Para não mencionar o quanto minha mãe
precisaria de mim quando ele fosse.
Eu não tinha olhado para Raleigh após o jogo.
Eu tinha ido direto para a minha caminhonete,
determinado a conseguir o inferno longe de todos
eles. Toda a sua alegria sobre a nossa vitória. Eu
não poderia estar feliz. Meu pai não estava lá.
Ganhar não significa mais tanto assim.
Encarar meu pai enquanto minhas emoções
estavam tão cruas não era uma boa ideia. Mas ir
para a festa no campo onde a equipe estaria
celebrando parecia uma merda inútil. Eu não
poderia comemorar. Eu só queria esquecer. Eu
queria a minha antiga vida de volta. Eu queria meu
pai saudável.
Depois de passar por quase uma hora, perdido
na dor que havia se tornado parte de mim, dirigi
minha caminhonete pela estrada de terra familiar
para a festa de campo. Era aqui ou em casa, e eu
não poderia ir para casa ainda. Eu precisava de
algumas cervejas, e eu precisava esquecer.
Todo mundo já estava aqui. Os gritos e risos
tinham sido uma vez os sons de boas-vindas. Agora
eu odiava. Nenhum, dos meus amigos tinham
preocupações com exceção de ganhar um jogo de
futebol. Eles não sabiam o que era o medo. Nenhum
deles. Esses foram os melhores malditos anos de
suas vidas. Uma vez, eles tinham sido meus
também.
Eu fechei a porta da caminhonete e olhei para a
fogueira por entre as árvores. Eu teria que andar lá
e colocar um sorriso que eu não sentia. Eu teria que
falar de um jogo que eu joguei com tudo que eu
tinha, mas apenas porque eu queria ser capaz de
dizer ao meu pai sobre isso. Não porque meu
coração estava nele.
Eu não me encaixava mais. Com qualquer um
deles.
Mas aonde mais eu iria?
Beber iria aliviar a dor. Nada iria tirar tudo.
Gostaria de fingir. Foi o que eu fiz de melhor
ultimamente.
Dirigi-me para o campo aberto, eu encontrei
uma cerveja e fiz meu caminho para os meus
amigos. Raleigh já estava aqui. Eu podia vê-la de
novo com os meninos do futebol. Eu sabia que ela
era louca, e que era sua maneira de se vingar de
mim. Eu apenas não me importava.
"Onde você estava, cara? Estamos repetindo a
grandiosidade que foi Ashby, essa noite, e você
ainda não estava aqui para glória! "Ryker gritou
para mim enquanto eu caminhava em direção a
eles.
"Tinha algumas coisas para fazer primeiro", eu
respondi com um sorriso que deu a entender que eu
estava fazendo alguém, em vez de algumas coisas.
Eu ia deixá-los pensar o que eles queriam. Qualquer
coisa, exceto a verdade.
Risos seguiram o meu comentário.
"Acho que é por isso que Raleigh fez seu
caminho para o menino do futebol", Nash
respondeu. Ele tinha ficado chateado comigo por um
ou dois dias, mas depois do treino na quinta-feira
nós dois concordamos que eu estava certo. Ele tinha
que se concentrar em futebol não na prima de
Brady.
Dei de ombros e sentei no pneu do trator que
Ryker estava sentado. "Seja o que for", eu
respondi.
Perto de mim, Ryker começou a falar. "Mas,
falando sério, Nash. Você tem que parar de olhar
para ela. Ela está bem. Ela está aqui, e ela não é o
seu negócio. Brady vai estar de volta em um minuto
com a bebida de Ivy, e se ele achar que você está
procurando por sua prima, ele vai ficar irritado ".
Voltei minha atenção para Nash. Eu pensei que
ele tinha recuado.
Nash levantou ambas as mãos. "Fácil, eu
estava apenas vendo quem estava aqui. Não
procurando ninguém ".
"Merda.", Ryker murmurou.
"Ela está aqui?", Perguntei, me perguntando
por que ela vinha para essas festas se ela estava
indo se esconder no canto.
"Brady disse que sua mãe a fez trazê-la. Ela
não quer vir. Ele se sente mal por ela, " Ivy disse
com um encolher de ombros, como se ela não
poderia se importar menos.
"Irrita-me que ele não a deixa sentar-se
conosco." Nash parecia chateado.
"Não. É. Da. Sua. Conta. ", foi a resposta de
Ryker. Eu queria concordar com Ryker, mas Nash
estava certo. Brady estava errado em apenas trazê-
la aqui e deixá-la sozinha. Era cruel.
"Uh-oh, lá vem o drama", disse Ivy com um
sorriso, depois olhou para mim.
"Bem, Mer-da.", Ryker falou lentamente quando
me virei para ver Raleigh caminhando em nossa
direção.
Seu cabelo estava bagunçado de brincar com o
cara do futebol. O que ela estava vindo fazer aqui?
Eu gostava mais dela por lá.
"Vocês confundem o inferno fora de mim", disse
Nash. "Hoje, na comemoração eu pensei que ela
estava chupando seu rosto. Agora ela está sugando
o rosto de outra pessoa. "
Peguei minha cerveja e me levantei. Eu estava
saindo. Eu não queria essa merda essa noite. Eu
tinha problemas maiores do que Raleigh.
"Eu estou fora", eu disse.
"Já vai?"
"Já?"
"Você fez isso na semana passada!"
Todos eles pareciam surpresos. Eu só balancei
a cabeça e levantei a minha cerveja. "Bom jogo.
Vamos ter essa temporada ", eu disse, então fui
para a floresta para minha caminhonete.
Tenho pesadelos todas as noites.
Capítulo 9
MAGGIE
Sentei-me na parte de trás da caminhonete de
Brady, vendo meu pé balançando para trás. O
barulho da festa não era tão alto aqui. Hoje à noite
Brady não tinha conduzido sua caminhonete para a
festa; ele havia deixado estacionado com os outros
veículos na área arborizada apenas fora da estrada
de terra. Eu sabia que era porque ele queria que eu
tivesse um lugar para ficar. Ele estava tentando
tornar isso mais fácil para mim. Tinha até mesmo
me trazido uma tigela de pretzels e um refrigerante
há pouco tempo. Ele parecia preocupado. Mas, de
repente, uma garota com cabelo escuro longo veio,
e ele ficou com raiva. Ele se afastou depois disso.
A menina ficou lá por um tempo, depois de
olhar Brady antes de voltar para seu carro e dirigir.
Estranho. Eu nunca a tinha visto antes.
"Você pode ter o melhor assento no lugar." A
voz de West Ashby me assustou. "Não me importo.
Eu estou apenas cansado de agir como se eu desse
a mínima. Eu precisava ficar sozinho. Desde que
você não fala, só a torna melhor. Alguém que eu
possa falar e que se mantém quieto. Pode ser foda
perfeito. " Ele tomou um longo gole de sua cerveja,
em seguida, sentou-se ao meu lado na traseira da
caminhonete.
Ele estava bêbado? Ele tinha que estar.
Certamente, ele estava ciente de que eu era a
última pessoa que queria ser sua companhia. Eu
não era sua amiga. Eu nunca seria sua amiga.
"Talvez eu devesse parar de falar. Então eu não
teria que fingir merda nenhuma. Aposto que é fácil,
hein? Não ter que reagir a qualquer coisa. Eu te
invejo."
Inveja-me? Sério? Ele estava indo se sentar
aqui e dar facadas em mim quando ele nem sequer
me conhece.
Ele não tinha ideia do por que eu escolhi não
falar. Dizer que ele me invejava me fez querer me
levantar e gritar em seu rosto. Ninguém na terra
jamais deveria me invejar. Nunca.
"Mas eu ouvi algumas coisas que, se é verdade,
talvez a sua merda seja pior que a minha." Ele
balançou a cabeça e suspirou. "Não, provavelmente
não é. A mãe do Gunner é uma fofoqueira. Metade
das coisas que sai da sua boca é falsa. Deus sabe
que ela falou o suficiente sobre a minha mãe ".
Ele olhava como se estivesse falando para si
mesmo agora. Seus olhos estavam focados em algo
fora na escuridão. A dor ficou gravada em seu
rosto. Ele não estava tentando esconder alguma
coisa aqui fora, não como ele fez todas às outras
vezes que eu estive em torno dele. Essa foi a
primeira vez que eu realmente vi o cara que ele não
revelava para ninguém. Sua máscara foi embora, e
havia tristeza em sua voz e escuridão em seus
olhos.
"Ele não veio para o meu jogo hoje à noite. Ele
não podia. Inferno, ele não pode nem mesmo ir ao
banheiro sem a maldita ajuda agora. Muito pior me
ver jogar. Primeira vez na minha vida que ele não
me viu jogar. Cada aterragem que eu marquei eu fiz
por ele. Então eu tinha algo bom para dizer-lhe essa
noite. Mas aqui eu me sento como um maldito idiota
porque ir para casa para vê-lo assusta o inferno fora
de mim."
Ele quem? Eu queria perguntar, mas estava
com medo. Suas emoções eram muito cruas. Esse
não era o idiota que ele mostrava ao mundo. Esse
era o cara por baixo. Ele estava me permitindo vê-
lo. Sua dor. Seus medos. Mas por quê?
"Quando eu nasci, mamãe disse que ele trouxe
uma bola de futebol para mim no hospital. Correu e
comprou quando eles disseram que era um menino.
Ele colocou em meu berço, daquele dia em diante
eu amei o futebol. Mas era porque eu o amava. Ele
sempre foi meu herói. Agora ele vai me deixar
porra. E mamãe. " Ele soltou uma risada dura
claramente cheia de agonia. "Como é que ela vai
fazer isso? Ele é seu mundo. Sempre foi. Eu não
posso imaginar minha mãe sem meu pai. Ela vai
ficar tão perdida. Eu não serei suficiente. Eu
apenas" Ele baixou a cabeça entre as mãos e deixou
escapar um gemido. "Foda-se, eu estou com medo,
Maggie. Você sabe como é, ter medo? ", ele
perguntou, levantando a cabeça para olhar para
mim pela primeira vez.
Eu sabia. Eu conhecia muito bem. Eu conhecia
o terror e medo. Eu sabia que os demônios que
assombravam você à noite em vez dos sonhos
doces que acreditávamos quando crianças. Eu sabia
mais do que ele poderia imaginar.
Eu balancei a cabeça. "Sim", eu sussurrei com a
voz rouca, desesperada para assegurar-lhe que não
estava sozinho. Minha voz soou estranha, mas
familiar.
Essa foi a segunda vez que eu tinha falado com
ele. Uma vez, porque ele me enfureceu, e agora,
porque eu entendi que ele precisava saber que não
estava sozinho. A dor vinha para todos nós em
algum momento ou outro. Era como aprendemos a
lidar com ela que determinava o nosso futuro.
Nesse momento eu escolhi parar de falar. O silêncio
era normalmente como eu lidava, mas pela primeira
vez desde que eu tinha testemunhado meu pai
matar minha mãe, eu queria falar. Eu queria
tranquilizar alguém.
Seus olhos se arregalaram. "Você falou", disse
ele, olhando para mim atentamente. "Mais uma
vez".
Eu não disse nada em resposta. Eu tinha falado
porque ele precisava de mim. Mas para falar,
apenas para conversar? Eu não poderia fazer isso.
Eu ainda estava com medo de ouvir a minha voz.
"Isso é verdade? Sobre o que Gunner me
disse... Você viu o seu pai. . . "Ele parou. Ele sabia
o meu passado. Alguém tinha descoberto e estava
espalhando ao redor. Eu sabia que isso iria
acontecer eventualmente.
Pensei na minha resposta. Eu não falava sobre
aquela noite com ninguém. Lembrar era muito
difícil. Muito doloroso para qualquer ser humano
aguentar. Mas West estava perdendo um pai
também.
Então eu assenti. Eu não lhe daria mais do que
isso. Eu não poderia colocar em palavras o que eu
tinha visto. Não novamente.
"Merda. Isso é difícil ", foi tudo o que disse.
Ficamos ali sentados em silêncio por alguns
minutos, olhando para a escuridão.
"Meu pai está morrendo. Os médicos não
podem fazer mais nada por ele. Mandou para casa
apenas para... morrer. Cada dia que eu o vejo cair
um pouco mais. Mais longe do nosso alcance. Ou de
nós. Ele está com muita dor, e não há nada que eu
possa fazer. Eu tenho medo de ir à escola porque,
se ele morrer, enquanto eu for e eu nunca mais vê-
lo novamente? Mas então, como agora, eu estou
com medo de ir para casa, porque ele pode ter
ficado pior e então eu teria que ver isso. Eu tenho
que ver o homem que eu adoro definhando.
Deixando essa vida. Deixando-nos ".
A morte da minha mãe tinha sido rápida.
Imediata. Ela não tinha sofrido exceto naquele
momento em que eu estava gritando para o meu
pai parar, enquanto ele apontou uma arma para ela.
Eu sei que ela sofreu em seguida. Ela sofreu por
mim e o que eu iria ver.
Mas eu não sabia qual era a sensação de
assistir a um pai morrer lentamente diante de seus
olhos. Para ir dormir à noite e não saber se ele
estaria lá na manhã seguinte. Meu coração doeu por
ele. Perder alguém que você amava era difícil. A
coisa mais difícil na vida. West não era uma boa
pessoa. Ele poderia ser absolutamente cruel.
Mas a emoção na voz dele era difícil de ignorar.
Eu não queria sentir nada por ele, mesmo a
tristeza, mas eu fiz.
"Ninguém sabe", continuou ele. "Eu não posso
dizer-lhes. Tudo o que sabem é que meu pai fez
uma cirurgia e está invalido agora. Ele não funciona
mais. Eu estraguei tudo fora quando eu lhes disse,
como se não fosse grande coisa. "Ele riu de novo,
um riso seco, brutal que não tinha nenhum humor.
"Essas mulheres nessa cidade nunca aceitaram a
minha mãe. Ela não tem nenhum amigo para
conversar, exceto sua tia, e eu não acho que ela
disse a Coralee. Quando meu pai se for... Eu estarei
lá. Como faço isso? Como posso ser o suficiente?"
Nada que eu poderia fazer iria aliviar essa dor.
Nada que alguém pudesse fazer iria torná-lo
melhor. Então eu estendi a mão e cobri a sua. Era a
única coisa que eu sabia fazer. Outros falariam e ele
não precisa disso. Eu não tinha certeza que eu
poderia de qualquer maneira.
Ele começou a virar a mão para segurar a
minha quando ele parou e se afastou. Então ele se
levantou como se estivesse indo embora. Eu não
queria que ele saísse assim. Ele abriu-se para mim
sobre os demônios que ele estava enfrentando. Ele
tinha colocado seus segredos nus. Ele iria para casa
para o pesadelo e vivê-lo uma e outra vez até que
tudo estivesse acabado. Ele não queria contar a
ninguém, mas ele me disse. Se ele tivesse visto em
meus olhos o que eu tinha visto no seu? A tristeza e
raiva? O pesar e sofrimento?
"Eu tenho pesadelos todas as noites", eu disse.
"Eu vejo a minha mãe morrer repetidamente."
Manter-me calmo é como eu sobrevivo.
Capítulo 10
WEST
Ela não tinha sussurrado dessa vez. O sotaque
sulista doce em sua voz era lindo. Não era alto,
apenas um toque mais profundo.
As palavras que ela tinha falado eram tão
incrivelmente reveladoras, doía pensar nela
revivendo algo assim todas as noites. Eu não sabia
o que dizer a ela. Meu pai estava morrendo de
câncer. Ele estava me rasgando. Mas ela tinha visto
seu pai matar sua mãe. Esse tipo de brutalidade era
além de qualquer coisa que eu poderia imaginar.
Ela fechou os olhos com força e respirou fundo.
Eu a vi de perto, incapaz de tirar meu olhar fora
dela. Eu tinha medo de mover-me ou desaparecer.
E eu precisava dela. Agora, pelo menos, eu
precisava de alguém para saber a minha dor.
Alguém para compreendê-la.
"Nunca deixa você... a dor, " ela disse, quando
abriu os olhos para olhar para mim. "Mas você
aprende a viver e você aprende a lidar com a perda.
Você faz o que você tem que fazer para sobreviver."
Eu entendia agora. Por que ela não falava...
Porque ela permanecia muda. Era sobre não reviver
que momento. Não falar ou rir. Apenas mantendo
para si mesma. Até agora. Comigo.
"Você está falando comigo. Por que eu?"
Seu olhar sobre meu ombro, e eu podia ver a
tristeza em seus olhos. "Porque você precisava e eu
também. Você precisava saber que outra pessoa
tem vivido através da dor como a sua. "
Dei um passo em direção a ela. "Quando você
perdeu sua mãe, tinha alguém lá para você?",
perguntei, esperando que ela dissesse que sim. Eu
não gosto da idéia de ela lutando contra este tipo de
horror sozinho.
Ela olhou para mim. "Não. Ninguém entendia.
Ninguém viu o que eu vi. Ninguém viveu o que eu
vivi. Eu teria conversado com eles. Mas não havia
ninguém para entender. Manter o silêncio é como
eu tenho sobrevivido. "
Eu me mantive calmo também. Só não do jeito
que ela fez. Eu mantive em segredo a doença do
meu pai. Eu não disse a meus amigos, e eu não lhes
disse o que estava acontecendo. Meu pai ainda
estava muito bem no ano passado quando eu tinha
tido uma festa na minha casa a semana após o
treinamento de primavera. Então as coisas nesse
verão começaram a ir ladeira abaixo. As últimas
três semanas elas tinham ido de mal a pior.
Eventualmente todo mundo iria descobrir, eu
sabia disso. Esse não era um segredo que eu
poderia manter para sempre. Mas eu não queria
dizer-lhes. Eu não queria ver a simpatia em seus
olhos. Eu não os queria tentando me consolar
quando eles não entendiam.
"Maggie!" A voz de Brady veio através da
escuridão. Vi Maggie tensa e me deu um pequeno
sorriso antes de sair da traseira da caminhonete e ir
em direção a voz de seu primo. Ela não queria que
ele me pegasse aqui com ela.
Mas eu não estava pronto para vê-la ir.
****
Todo o fim de semana eu me peguei pensando
sobre Maggie. Quando meu pai iria ficar doente, eu
me lembrei de que eu era forte o suficiente para
lidar com isso. Eu estaria lá para minha mãe. Eu
não era mais um menino assustado. Se Maggie
poderia sobreviver ao que tinha visto, eu precisava
ser o homem que meu pai precisava.
Segunda de manhã eu deixei minha mãe
dobrada ao lado do corpo frágil do meu pai e me
dirigi para a escola com Maggie em minha mente.
Sua voz tinha estado na minha cabeça, lembrando-
me que a dor era algo que eu tinha que aprender a
lidar. Eu tinha que fazê-lo através do pesadelo que
eu estava vivendo. Ela era uma prova para o fato de
que eu poderia fazer isso.
Ao vê-la de pé no armário ao lado do meu era
um alívio. Eu precisava vê-la. Nós tínhamos falado
tudo em dez minutos, e eu já estava ligado a ela.
Ela entendia. Eu não tinha percebido o quão urgente
eu precisava disso. Alguém para entender.
"Bom dia," eu disse enquanto me movi para
ficar ao lado dela e abri meu armário.
Ela olhou para mim e sorriu. Mas nada mais.
Sem palavras. Nenhuma voz suave e quente para
me acalmar. Apenas um pequeno sorriso. Foda-se
isso. Eu queria ouvi-la falar.
"Você não vai falar comigo?" Eu perguntei,
ainda olhando para ela, caso ela sussurrasse e eu
perdesse.
Ela voltou sua atenção para seu armário e tirou
um caderno, em seguida, fechou-o antes de olhar
de volta para mim. Por um momento eu pensei que
ela ia falar, mas ela simplesmente balançou a
cabeça e em seguida, foi embora. Deixando-me lá.
Eu tinha focado em suas palavras e sua voz a
fim de superar meus demônios e enfrentá-los de
cabeça erguida. E ela age como se nunca tivesse
falado. Como se ela não soubesse os meus
segredos. Como eu se não soubesse os dela.
Besteira.
Peguei meus livros primeiro-período e bati em
meu armário, e então eu fui atrás dela. Pouco antes
de chegar a ela, uma mão se enrolou no meu braço.
Puxando-o, eu me virei para olhar Brady. Ele não
parecia feliz.
"Você está indo atrás de Maggie?"
Eu poderia mentir, mas isso era inútil. "Sim",
eu respondi.
"Não você, também," ele rosnou. "Por que
diabos vocês não podem deixá-la sozinha? Ela é
muda. Ela já viu merda que qualquer um de nós não
pode compreender, e ela não é um brinquedo para
você. Então, vá encontrar alguém para perseguir.
Minha prima está fora dos limites ".
Eu não poderia explicar-lhe que eu só queria
falar com ela novamente. Ele não tinha ideia de que
ela falava comigo.
Ela não falava com ninguém. Ela só falou
comigo.
Mas mesmo que ela não quisesse falar mais
comigo, eu não queria ficar longe dela. Maggie me
fazia sentir mais forte. Ela lembrava-me que eu não
estava sozinho nesse mundo. Que outros tinham
passado por isso também. Que eu poderia ser o que
minha mãe precisava que eu fosse... o que meu pai
precisava que eu fosse.
"Bem. Tanto faz. Eu não tenho tempo para essa
merda", eu respondi antes de sair para o outro lado.
Do nada, Raleigh deu um passo em frente a
mim. "Você não ligou no fim de semana", disse ela,
levando o lábio inferior para fora e fazendo
beicinho.
Eu não tinha chamado ela porque eu não
precisava dela para me distrair. "Parecia que você
tinha seguido em frente na sexta à noite," eu
respondi, passando por ela e caminhando em
direção a minha classe.
"Eu estava tentando fazer ciúmes. Você me
deixou novamente, West. Você nunca pensa em
mim. Você apenas me deixa."
Ela estava certa de que eu não pensava sobre
ela. Ela merecia muito mais. Eu não era capaz de
ser o que Raleigh merecia. No começo eu era
atraído por ela. Ela era divertida e emocionante, e
eu não pensava sobre os tratamentos do meu pai
quando estávamos juntos. Mas isso só tinha durado
pouco tempo. Logo se tornou sobre sexo. Eu usei-a
para esquecer por um momento. Eu me sentia
culpado por isso, mas ela parecia feliz. Ela gostava
de ser minha namorada.
O que eu sabia agora era que ela merecia mais
do que eu era capaz de dar-lhe. Era hora de largar e
deixá-la ir encontrar um cara que poderia fazê-la
feliz. Tudo o que fazíamos era brigar.
"Eu não sou o cara para você. Eu nunca vou me
lembrar de olhar por você, Ray. Eu nunca vou estar
pensando em você. Isso não sou eu. Eu não faço
isso. Então, vá encontrar um cara que faz. Eu estou
certo como a merda não posso fazer você feliz."
O olhar em seus olhos não era desgosto. Nós
não nos amávamos. Embora ela gostasse de dizer
que me amava, muitas vezes, eu sabia que ela não
o fazia. Quem poderia amar um idiota?
"Eu te amo", disse ela, como se tivesse lido
meus pensamentos.
Eu balancei minha cabeça. " Não, Ray, você
não. Eu não sou amável. Vamos parar com isso.
Você acabou de se machucar comigo, e isso nunca
vai mudar. Então, dessa vez, realmente acabou. Vai
encontrar um cara que pode ser o que você precisa.
Você merece isso. Eu não posso ser aquele cara.
Não para você. Para ninguém. "
Eu não esperei ela responder, antes de eu me
virar e entrar no primeiro período. Percebi que as
palavras que eu tinha acabado de dizer para Raleigh
eram verdadeiras. Eu não poderia estar com raiva
de Brady por proteger Maggie de mim. Mas talvez
ele nós deixasse ser amigos. Eu só precisava de um
amigo do caralho agora. Não uma namorada. Como
eu poderia explicar isso a ele?
Em tempos como estes, eu estava feliz
por não ser esperada para dizer alguma
coisa.
Capítulo 11
MAGGIE
Eu entrei na lanchonete. Eu estava escolhendo
não morrer de fome no meu caminho para o almoço
na biblioteca. Após uma semana na escola, eu me
sentia mais segura. Como se eu soubesse como as
coisas funcionavam e o que esperar. Eu não sentia
como se todos os olhos estivessem sobre mim.
Bem, isso não era exatamente a história toda.
A verdade era que eu queria ver West. Ele não tinha
estado em seu armário desde essa manhã, e
quando passei por ele no corredor, ele olhou para
mim. Claro, eu não tinha falado essa manhã, mas
eu não tinha certeza se eu podia. Eu teria um
colapso se eu estivesse tentando ajudar ele? Talvez
falar só funcionasse quando ele precisava de mim
para falar. Talvez fosse a dor do West que tinha
desencadeado a minha capacidade de falar sem
perder o controle.
Nos dias após a morte da minha mãe eu tinha
sentado em um canto e gritado quando alguém
chegava perto de mim. Eu sabia o que eu estava
fazendo era uma loucura, mas eu não conseguia
parar. Um medo impotente me tinha consumido. Eu
estava em tanta agonia, não podia ter falado ou
lidado com qualquer um que ficasse perto de mim.
Quando eu finalmente fui capaz de convencer a
mim mesma a sair do canto e parar de reviver o
pesadelo repetidamente na minha cabeça, eu
consegui o propósito. Mas eu ainda não falaria. Era
a única coisa que me salvou.
Eu poderia lidar se eu não ouvisse o som da
minha voz.
"Então, sobre esse encontro que discutimos na
comemoração?"
Virei-me no meu lugar na fila de alimentos para
ver Charlie sorrindo para mim. "Eu procurei por
você após o jogo de sexta à noite, mas você estava
longe de ser encontrada ".
Sim, porque a minha tia e meu tio havia me
enviado com Brady.
"Desde que você não tem um caderno no
momento, eu vou falar," ele continuou. "Eu estava
pensando que talvez sábado pudesse ir para
Nashville pelo dia. É apenas uma hora de carro. Há
um excelente lugar que eu gosto de comer lá, então
eu tenho bilhetes para o Grand OleOpry para aquela
noite. Dierks Bentley vai estar lá. "
Eu não fazia ideia de quem era Dierks Bentley,
mas eu sabia o que Grand OleOpry era. Eu tinha
certeza que todos no Sul sabiam o que era. Mas um
dia inteiro com Charlie... Em Nashville? Eu não
estava certa de que minha tia e meu tio ficariam
bem com isso.
"Basta pensar sobre nisso. Eu prometo que vai
se divertir. E eu falo o suficiente por nós dois. "
Eu comecei a sorrir, quando meu olhar se fixou
em uma pessoa olhando diretamente para mim.
West. Ele estava sentado na mesa com Brady,
juntamente com os outros jogadores de futebol.
Eles estavam todos autorizados a entrar no início e
obter suas bandejas para que eles pudessem sair
mais cedo e ir para o campo.
"Você conhece West Ashby? Bem, sim, você
provavelmente deve conhecer, considerando que ele
é o melhor amigo do seu primo. "
Eu tirei meu olhar de West e segui com a fila.
Eu tinha vindo para vê-lo, e ele estava lá. Olhando
diretamente para mim. Eu não era invisível para ele
agora. Talvez ele tivesse me perdoado por não falar
essa manhã.
"Você estar sentada com alguém?", Perguntou
Charlie.
Eu balancei minha cabeça.
"Quer me fazer companhia?"
Eu pensei sobre isso. Charlie era um cara legal,
e ele estava bem com o fato de que eu não falaria
com ele. Eu balancei a cabeça.
E tive um sorriso dele. "Ótimo", ele respondeu.
Quando ambos levamos nossas bandejas depois
de escolher o que queríamos, eu deixei Charlie
liderar o caminho. Eu não tinha ideia onde me
sentar. Felizmente, ele tinha uma mesa onde ele
sempre se sentava, e havia várias outras pessoas
que o cumprimentaram quando nos aproximamos.
Eu iria conhecer os amigos de Charlie, ao que
parecia.
"Ei, pessoal, essa é Maggie. Maggie, essa é
Shane." Ele apontou para uma ruiva com um monte
de sardas e um par de óculos muito grandes. "May."
May era uma morena com cabelos crespos curtos e
um sorriso forçado.
Ela não estava feliz que eu estivesse aqui, não
tinha necessidade dela dizer qualquer coisa para
saber disso; era só olhar seu rosto.
"Dick, sim, sério esse é o seu nome. Sua mãe o
odeia." O cara de cabelo escuro sorriu para mim, e
eu poderia dizer que ele estava curioso. A luz em
seus olhos verdes dizia que havia encontrado algo
divertido.
"Maggie e eu nos encontramos na
comemoração sexta-feira, e eu estou tentando
convencê-la a ir para Nashville comigo sábado. "
Os ombros de May retrucaram, e fogo acendeu
em seus olhos. "Você está levando ela para ver
Dierks Bentley?" Ela perguntou, parecendo
completamente horrorizada.
"Oh cara", disse Dick com uma risada.
Charlie ignorou completamente sua reação. Seu
sorriso ficou no lugar quando ele se sentou e em
seguida, acenou para me sentar ao lado dele. "Claro
que vou. Ela vai adorar", foi sua resposta. Shane
bufou quando ele tomou um gole de leite. Parecia
que Shane e Dick estavam ambos tendo um tempo
difícil para se manter juntos. Mas Charlie continuou
a ser alheio a tudo.
"Uh-oh", disse Dick quando ele deixou cair seu
sanduíche para a bandeja. Seus olhos se
arregalaram.
"O quê?" Charlie perguntou quando eu me virei
para ver o que Dick estava olhando. Brady. Ele
estava olhando para Brady. Porque Brady estava
vindo para cá. E ele não parecia feliz. Sua bandeja
estava apertada em seu punho, e o aperto de sua
mandíbula era difícil de perder.
"Maggie", disse Brady quando ele se sentou na
cadeira vazia ao meu lado direito. Eu só olhava para
ele. O que ele estava fazendo?
"Há o outro," Shane sussurrou, e eu mudei meu
olhar de Brady para ver West vindo. Ele estava me
observando de perto e também parecia infeliz.
Quando sua bandeja bateu alto sobre a mesa,
todos, além de Brady saltou.
"O que você está fazendo?", Perguntou-lhe
Brady enquanto West tomava a cadeira em frente à
Brady.
"A mesma coisa que você está fazendo",
respondeu ele, em seguida, voltou seu olhar para
mim por um segundo antes de encarar Charlie.
"Eu estou certificando-me de que minha prima
está bem", respondeu Brady.
West mudou o seu olhar de volta para mim.
Que suavizou. "Eu também."
Brady murmurou um palavrão, e West apenas
sorriu enquanto pegava seu hambúrguer e dava
uma mordida. Eu sabia que Brady era um pouco
super protetor, mas West? Eu não entendia por que
ele estava aqui. Será que era por que nós tínhamos
conversado? Será que por ele ter falado
abertamente comigo significava que ele poderia se
sentir responsável por mim? Eu não precisava de
qualquer um deles para me manter segura.
Especialmente de alguém como Charlie.
"Ótimo. Você tem um esquadrão de atleta aqui
agora." May resmungou. Brady e West ignoraram
seu comentário.
"Ouuu, e o jogo de sexta à noite, hein?", Disse
Dick com um sorriso nervoso. Brady levantou a
cabeça para dar a Dick um olhar irritado antes de
voltar para a sua refeição.
"Eu não acho que eles estão aqui para falar
conosco," Shane sussurrou em voz alta. Ninguém
disse nada por algum instante. Silêncio
constrangedor era algo que eu tinha me
acostumado.
Mas agora eu realmente queria o Charlie
tagarela.
"Você já foi para o Grand OleOpry?" Charlie
perguntou-me.
Eu comecei a balançar a cabeça quando Brady
falou. "Não. Ela não foi. "
Olhei para meu primo, que estava comendo a
sua comida como se ele estivesse bravo com ela.
"Ah bem. Você vai amá-lo", disse Charlie
brilhantemente. Ele não parecia afetado pelo
comportamento rude de Brady.
"Eu ainda não posso acreditar que você está
levando ela. Você mal a conhece. Você sabe que eu
sempre estive morrendo para ver Dierks Bentley
num concerto.", disse May, parecendo magoada.
Charlie olhou para mim, e eu vi a frustração em
seus olhos. Ele não queria deixar May para baixo.
Por que tinha ele me perguntado, então? Eu não
tenho que ir.
"Ela não vai com você. Para lugar algum.",
disse Brady em seu tom menos alegre. Era em
momentos como esses que eu estava feliz por não
ser esperada para dizer qualquer coisa.
O fim machuca.
Capítulo 12
WEST
Os caras estavam indo para ver o vídeo do jogo
de sexta-feira à noite na casa de Brady. A mãe dele
iria fazer tacos e bolo de chocolate. Ela sempre
fazia. Era algo que fazíamos a cada semana durante
a temporada do futebol.
Eu não tinha planejado ir. O rapaz da casa de
repouso tinha chegado hoje pela primeira vez. Lidar
com isso era mais difícil do que eu pensava que
seria. Papai tinha precisado muito dos analgésicos
na semana passada, ele não estava coerente o
suficiente para sequer perguntar sobre o jogo de
sexta à noite. Eu sentei em seu quarto e disse-lhe
de qualquer maneira.
Na esperança de que, em seu sono drogado, ele
tivesse me ouvido.
Que ele estivesse orgulhoso de mim.
Logo eu não seria capaz de sentar-se em seu
quarto e conversar tudo com ele. Manter distancia
da minha casa era necessário para manter minha
sanidade. Tendo um estranho lá, cuidando do meu
pai, enquanto minha mãe sentava-se ao lado dele,
segurando sua mão, era demais.
Então eu corri. E eu me sentia culpado por isso.
Estacionei a minha caminhonete na frente da
casa de Brady, e percebi que eu era o último a
chegar. Todos eles provavelmente pensavam que eu
não viria. Quando entrei, escutei risos e
brincadeiras. Nenhum deles tinha qualquer
preocupação ou dor para lidar. Era tudo sobre boa
comida e futebol.
Olhei para a janela que Brady estava antes de
Maggie se mover. Eu me perguntei se ela estava lá
em cima agora ou se ela estava embaixo comendo
tacos com os caras. Se fosse por ela, não estaria.
Mas se fosse por Coralee, eu tinha a sensação de
que ela seria forçada a sentar-se lá com eles.
Eu não sabia muito sobre Maggie, mas eu a
observava. Tanto é que eu estava com medo que
alguém percebesse e dissesse algo sobre isso.
Observa-la aliviava minha mente. Mesmo de longe
ela era o suficiente para me ajudar a respirar. Eu
estava ficando dependente de uma garota que eu
mal conhecia.
Passos me tiraram dos pensamentos. Eu me
virei para ver quem era, e meu olhar a encontrou.
"Brady não achava que você viria. Tia Coralee
puxou Brady de lado esta tarde e disse-lhe sobre o
seu pai. Ela sabe. Brady estava chateado e queria ir
vê-lo, mas ela disse para lhe dar tempo. Que você
precisava dizê-lo você mesmo. " A voz doce de
Maggie fez o meu peito aquecer. Isso não era algo
que eu estava familiarizado. A frieza tinha estado lá
por tanto tempo.
Ela tinha os cabelos longos atrás de suas
orelhas, e estava olhando para a casa como eu.
Havia uma paz que vinha com sua presença. Eu não
entendia porque ela carregava tanto peso. Mas,
para mim, ela trazia paz.
"O rapaz da casa de repouso veio hoje. Senti
como se fosse o fim, " eu disse a ela.
Ela inclinou a cabeça para trás e olhou para
mim. Eu era uns trinta centímetros mais alto que
ela. "O fim machuca", disse ela simplesmente.
Ela não foi doce. Ela estava me dizendo que eu
tinha que ser forte. Ela estava apenas sendo
honesta. Ela sabia que palavras nada significavam
agora. Estendi a mão e cobri a sua pequena mão
com a minha.
"Dói como o inferno", eu respondi.
Ela me deixou segurar sua mão enquanto
ficamos lá em silêncio. Isso era o que eu precisava
hoje. Tê-la ao meu lado, sabendo que ela entendia.
"Obrigado. Por falar comigo." eu sussurrei,
como se alguém pudesse me ouvir.
Ela virou a mão na minha e apertou. "Eu estou
aqui sempre que você precisar conversar."
"Você não falou comigo hoje na escola," eu a
lembrei.
"Você não precisava de mim."
"Eu precisava. Você só não sabia o quanto. "
A porta da frente da casa se abriu e Maggie
tirou rapidamente a mão da minha.
Brady ficou ali olhando. No começo eu esperava
que ele gritasse comigo por estar aqui com Maggie.
Mas então eu vi que não tinha raiva em seus olhos.
Era tristeza. Ele estava triste por mim. Em seguida,
houve a simpatia que não queria.
"Ele te ama. Ele vai se sentir mal por você.
Deixe-o," Maggie sussurrou tão baixinho, duvidei
que Brady pudesse ouvir o que ela tinha me dito de
onde ele estava.
Deixe-o.
Ela disse que eu deveria deixá-lo sentir pena de
mim. Porque ele me amava. Eu poderia fazer isso.
Eu faria. Não havia maneira de impedir que isso
acontecesse. Sabendo que não havia uma pessoa
que compreendesse a minha dor, ninguém jamais
poderia ser o suficiente.
"Fique comigo", eu pedi a ela, não tirando os
olhos de Brady.
"Ok". Foi sua resposta suave.
Brady caminhou em nossa direção. Maggie ficou
ao meu lado. Brady olhou para ela, apenas por um
segundo. Ele estava focado em mim. Ele não
saberia o que dizer para mim. Eu sabia disso,
porque se as situações fossem invertidas, eu não
saberia o que dizer a ele, tampouco.
"Você está bem?", Ele perguntou, me olhando
com cautela. Como se eu fosse quebrar a qualquer
momento. Ele não percebeu que eu tinha lidado
com isso por um longo tempo?
"Sim", eu respondi, o que era uma mentira,
mas eu não iria fazê-lo sentir-se pior.
Ele soltou um suspiro pesado e passou a mão
pelo cabelo enquanto olhava para o outro lado da
rua. Ele estava pensando. Ele queria que eu
dissesse. Eu sabia. Mas o que ele vai fazer uma vez
que eu fiz? Dizer que ele estava arrependido? Que
ele estava aqui para mim se eu precisasse dele?
Será que ele não sabia o quanto essas palavras
eram sem sentido? Ele não podia fazer nada por
mim. Ele não poderia fazer isso melhor.
"Ele está doente há cerca de dezoito meses," eu
finalmente disse, sabendo que era a coisa certa a
fazer.
"As duas últimas semanas ele ficou realmente
ruim. Os médicos o mandaram para casa porque
não havia mais nada que podia ser feito. "
Brady fechou os olhos com força e respirou
fundo pelo nariz. Eu esperei que ele falasse. Eu não
tinha certeza se eu poderia dizer-lhe mais. Eu não
queria falar sobre isso.
Quando abriu os olhos, ele olhou para mim.
"Por que você não nos disse... ou, pelo menos, me
disse? Isso não é algo que você tem que passar
sozinho. Estaríamos lá para você. "
Eu senti os dedos de Maggie suavemente contra
minha mão. Ela estava em silêncio tentando me
incentivar.
"Eu não queria aceitá-lo ou falar sobre isso.
Dizer a vocês tornava real. Eu precisava continuar
como se não fosse real. Mas agora... eu não posso
continuar fazendo isso. As coisas não estão boas.
Está ruim agora ", eu expliquei.
Ele precisava entender por que eu o tinha
deixado no escuro sobre algo tão importante na
minha vida. Ele tinha sido meu melhor amigo desde
que tínhamos seis anos. Eu sabia que ele não
entendia e não iria lhe dizer. Mas era assim que eu
precisava lidar. "O que posso fazer?", Perguntou
Brady, olhando-me aflito.
Antes não havia nada que ele pudesse fazer.
Mas agora ele estava estagnado entre algo. . . ou
alguém que eu precisava. Alguém que pudesse me
ajudar.
"Deixe-me ser amigo de Maggie. Apenas
amigos. Ela me ajudou de uma maneira que
ninguém mais poderia. "
Olhei para ela e vi que os olhos dela tinham se
arregalado. Ela não esperava isso. Isso deixava seu
rosto bonito. Pela primeira vez em muito tempo eu
senti vontade de rir.
"Você quer ser amigo de Maggie?", Perguntou
Brady, parecendo confuso. "Eu não entendo."
Ele não poderia. Ela não falava com ele. Ele não
sabia como o som de sua voz poderia acalmar a
dor. Ele não sabia o que era ter alguém para
conversar que entendia exatamente a dor que eu
estava passando e era o que eu precisava. Eu não
tinha necessidade de falar com ele ou qualquer um
dos caras. Ele não entenderia. Apenas Maggie.
Então você não deveria ser tão bonita.
Capítulo 13
MAGGIE
Eu observava o rosto de Brady como ele ficou
ali olhando para mim, em seguida, olhando para
West, como se não tivesse ouvido corretamente. Eu
queria admitir, eu estava tão surpresa. West queria
ser meu amigo. Porque eu o ajudei. Como ninguém
mais podia.
Meu peito ficou aquecido, e havia uma vibração
engraçada no meu estômago.
"Você não entenderia. Ninguém faz. Exceto
Maggie. Ela me ajudou muito nos últimos dias. Tê-la
para conversar é o que eu preciso agora ".
A vibração se transformou em pássaros voando
ao redor no meu estômago. Eu tinha que lembrar
que West havia dito. "Apenas amigos." Ele não
disse, eu gostaria de beijá-la novamente.
Ele estava machucado, e ele gostava de
conversar comigo. Isso era tudo o que era.
"Ela...uh...Ela não fala," Brady disse, olhando
para mim com um olhar de desculpas em seu rosto.
Esperei. Eu não queria que West dissesse para
Brady que eu falei com ele. Mas então como mais
ele iria explicar o fato de querer ser meu amigo?
"Ela tem a sua própria maneira de se
comunicar, e isso é o suficiente", West respondeu.
Eu queria suspirar de alívio. Se minha tia
Coralee soubesse que eu estava falando com West,
ela iria querer que eu falasse com ela.
Brady apertou os lábios e assentiu. "OK. Sim...
se você quer ser amigo. Eu estou bem com isso.
Mas apenas amigos. Não..."Ele fez uma pausa, e eu
senti West tenso ao meu lado.
"Ela está segura comigo. Eu respeito ela e eu
também. não vou deixar ninguém machucá-la."
disse West com a voz firme de determinação.
Os pássaros em meu estômago começaram a
subir novamente. Ele queria ser amigo. Eu poderia
fazer isso. Eu queria isso. Eu precisava disso
também. Brady parecia acreditar nele. "Bom. Bem,
você quer entrar? Mamãe fez bolo de chocolate. "
"Sim." West olhou para mim. "Você gosta de
bolo de chocolate?"
Eu hesitei e em seguida, assenti. Eu não quero
interferir na vida de Brady, mas West me queria lá,
e eu queria estar lá com ele. Estar ao lado de West
não era nada como eu esperava. Ele não era cruel
ou rígido. Ele não estava colocando uma fachada
para ninguém. Esse era o cara que eu queria que
ele fosse quando ele me beijou no campo.
"Então vamos pegar uma fatia de Coralee. É
delicioso."
Brady parecia confuso, mas ele se virou e foi
para dentro. West acenou para que eu seguisse
Brady, e quando eu fiz West foi do meu lado.
Eu poderia comer um pedaço de bolo com o
West, em seguida, ir para o meu quarto e deixar
Brady sozinho com seus amigos. Dessa forma, eu
fazia os dois rapazes felizes, enquanto permanecia
me protegendo. Não importa o quanto eu queria
estar lá para ajudar West, porque eu sabia que
gostaria de fazer isso sozinha, eu não baixaria a
guarda totalmente.
Brady entrou e se dirigiu para a sala. Tia
Coralee entrou no corredor da cozinha e sorriu
quando viu West. Era um sorriso triste, mas
também aquele que dizia que estava feliz em vê-lo.
Eu sabia que ela estava preocupada com ele.
"West, querido, é tão bom ver você. Eu senti
sua falta nesse verão. Você não estava por perto o
suficiente. "
Ela foi direto para ele e o abraçou, em seguida,
puxou para trás e olhou para mim. "Você voltou da
sua caminhada ", ela disse, parecendo satisfeita.
"Agora que você queimou algumas calorias, você
quer ter uma fatia de bolo de chocolate comigo na
cozinha? "
"Ela na verdade vai comer o bolo na sala com a
gente", Brady informou a sua mãe.
Os olhos de tia Coralee se arregalaram
ligeiramente, então ela sorriu brilhantemente. "Bem
ok. Isso é maravilhoso. Eu trarei um pouco de leite
fresco e mais dois copos." Ela se virou e voltou para
a cozinha.
"Eu acho que isso fez o seu dia," Brady
sussurrou, olhando de volta para mim. E dessa vez
eu sorri. Porque ele estava certo. Ela estava feliz, e
isso me fez sorrir.
A mão do West deslizou nas minhas costas, e
ele me levou para a sala onde os caras estavam
acostumados a ficar, Brady foi descansar no sofá e
pufes, enquanto um casal estava atirando aros em
uma cesta de basquete na parede.
"Maggie!", Disse Nash no momento em que se
virou por tomar um empurrão e me viu de pé lá.
Essa era a primeira vez que ele tinha falado comigo
desde que eu o tinha enviado o texto. Eu acho que
o choque de me ver aqui o fez esquecer que ele
estava me ignorando.
West manteve a mão nas minhas costas
enquanto ele me mudou para a sala em direção à
mesa.
Era óbvio Brady não tinha contado os outros
caras sobre o pai de West. Nenhum deles olhou
para ele como se estivessem preocupado com ele
ou como se eles não soubessem o que fazer. Fiquei
aliviada por ele. Ele teve apenas que enfrentar
Brady e tia Coralee. Ele precisava de uma pausa
antes de enfrentar o resto deles.
"Então, Maggie está aqui com West", disse
Nash, porque ninguém disse nada.
Brady virou e olhou para todos eles. "Maggie e
West são amigos. Apenas amigos. E eu estou bem
com isso. " Houve um silêncio constrangedor, e
West puxou uma cadeira para me sentar. Uma vez
eu estava sentada ele olhou para os seus amigos e
colegas que ainda estavam assistindo a nós três
como eles não soubessem o que pensar.
"Ela é minha amiga. Lide com isso", ele
informou-os, em seguida, sentou-se perto de mim.
Ele inclinou a cabeça para mim. "Desculpe eles
estão agindo como idiotas. Eu normalmente não
tenho meninas como amigas. E você estava
completamente fora dos limites por causa de Brady.
Então, eles estão tentando descobrir o que está
acontecendo." Eu assenti. Eu entendia isso. Embora
agora tudo o que eu realmente queria era correr
para o meu quarto.
"Aqui está mais leite e bolo," Tia Coralee
anunciou. Os caras voltaram a assistir TV e
conversar. Eu não me virei para ver se Nash ainda
estava jogando basquete ou olhando para nós.
"Ela não come o suficiente. Certifique-se de que
ela coma tudo.", Ela disse para West como se ela
soubesse que éramos amigos agora e a ideia lhe
encantava.
"Sim, senhora", respondeu ele, tomando os
pratos das mãos dela e colocando um na minha
frente.
Quando ela saiu do quarto, West sorriu para
mim. "Você precisa relaxar. Você olha como se eu
estivesse forçando você se sentar aqui ao meu lado.
Eles vão superar isso em breve. Eu juro."
Inclinei a cabeça para baixo para esconder a
minha boca de todo mundo. "Eu sei", eu respondi
calmamente. "Eu odeio ser observada. "
Ele riu e mudou seu garfo para obter uma
mordida de bolo. "Então você não deveria ser tão
bonita."
Os pássaros em meu estômago estavam de
volta. Como eu poderia comer agora?
Você tem arrependimentos?
Capítulo 14
WEST
Maggie foi para o quarto, quando começamos a
assistir a fita do jogo da semana passada. Eu estava
relaxado assistindo os jogos e falando sobre onde
erramos e onde era necessário mudar quando eu
senti falta dela.
Eu não tinha ido atrás dela, eu sabia que ela
queria escapar. Eu poderia dizer pelo olhar em seu
rosto. Ela só tinha ficado por mim.
Mas agora minha cabeça não estava mais no
jogo. Eu estava pensando sobre o meu pai e o fato
de que eu teria que ir daqui a pouco. Eu queria
voltar para casa e verificar as coisas. Falar com ele,
mesmo se ele não falasse de volta.
Eu descobri que não importava mais. Eu só
precisava ficar perto dele.
O fim estava chegando, e não ia ser fácil.
Eu me levantei e caminhei até Brady e em
seguida, sussurrei que estava indo para casa e
disse-lhe para me mandar o número do telefone da
Maggie. Os caras estavam tão envolvidos assistindo
o jogo, que não perceberam ou disseram nada
sobre eu sair cedo.
Eu ainda não estava na minha caminhonete
quando meu telefone apitou. Brady tinha me
enviado o número dela. Eu quase esperei que ele
me dissesse para obtê-lo eu mesmo. Mas ele
confiava em mim com ela. Eu tinha certeza que eu
merecia essa confiança.
Ajudava apenas saber que eu poderia chama-la
e ouvir a voz dela se eu precisasse. E eu me
perguntava se o som da minha voz a ajudava? Ela
estava praticamente sozinha. Eu poderia ser para
ela o que ela era para mim?
Abri a porta da caminhonete e olhei para a
janela dela. Ela estava sentada no assento próximo
a janela, com os joelhos dobrados até o queixo, me
observando. Eu levantei minha mão para acenar e
ela fez o mesmo. Então eu peguei meu telefone e
coloquei na minha orelha e apontei para ela.
Só para ter certeza que ela entendesse, eu
rapidamente enviei uma mensagem.
Sou eu. Brady me deu o seu número. Se eu
ligar, você vai responder?
Eu pressionei enviar, em seguida, olhei para
ela. Ela olhou para o seu telefone e eu a vi digitando
algo. Quando seu rosto se levantou novamente para
olhar para mim, meu telefone apitou.
Sim. Se você precisar de mim, eu vou
responder.
Isso era o suficiente. Eu balancei a cabeça e
subi na caminhonete para ir para casa e encarar a
minha realidade. Eu gostaria de sentar e falar com o
meu pai. Eu diria a ele como foi assistir ao jogo com
os caras. E eu diria a ele sobre Maggie.
Ele gostaria dela.
Quando eu abri a porta da casa, estava
tranquilo. O trabalhador do hospício já tinha ido.
Tranquei e me dirigi para dentro. Havia um bilhete
na mesa da minha mãe dizendo que ela tinha feito
um sanduíche e deixado na geladeira junto com um
litro de chá doce para mim. Papai tinha pedido,
então ela foi deitar-se ao lado dele.
Eu não estava com fome. Eu tinha comido duas
fatias de bolo antes, e agora sabendo que eu não
iria falar com o meu pai hoje à noite, eu não estava
com muita vontade de comer. Mas mamãe se
preocuparia se ela viesse à geladeira de manhã
visse o sanduíche lá. Então eu peguei um copo de
chá gelado e o sanduíche e levei comigo para o
quarto. Eu ia tentar comer alguma coisa antes de ir
dormir. Se não, eu teria certeza de que ela não
visse que eu não tinha comido.
Eu peguei a minha comida em seguida,
caminhei silenciosamente até o corredor para ficar
na frente da porta do quarto dos meus pais e
escutar. Só havia silêncio. Meu pai costumava
roncar, mas ele nunca mais tinha feito isso. Ele
dormia muito silenciosamente agora. Eu costumava
deitar na minha cama à noite, cobrindo meus
ouvidos, querendo que ele parasse de ressonar para
que eu pudesse dormir. Esses dias eu me
encontrava desejando seu ronco. Só então eu
saberia que ele estava respirando.
Meu coração se apertou com a ideia de que
meu pai deixar de respirar. O pânico e a dor que
veio com esse pensamento apertando minha
garganta, tornando-se difícil de respirar. Afastei-me
da sua porta e voltei para o quarto, assim eu não
perturbaria minha mãe. Fechando a porta atrás de
mim, coloquei as duas mãos na porta para me
segurar e inclinei minha cabeça suspirando.
Eu iria perdê-lo.
Eu sabia disso, mas porra, isso dói tanto.
Toda vez que eu deixava que os fatos se a
profundassem em mim, minhas emoções
começavam a perder o controle. Senti meu corpo
tremer enquanto as lágrimas turvavam meus olhos.
Como iria viver sem meu pai? Eu precisava dele.
Nós precisávamos dele.
Eu consegui inalar bruscamente, e tossi para
limpar a garganta antes de sair da porta e caminhar
até minha cama para afundar-me nela. Meu
telefone estava pressionado contra minha perna
onde eu o tinha no bolso.
O rosto de Maggie entrou nos meus
pensamentos, e sem pensar, eu puxei o telefone e
procurei nos contatos o número dela.
Ela atendeu no segundo toque.
"Olá." ela disse suavemente.
Estava tarde, mas eu sabia que os caras ainda
não tinham saído da casa de Brady.
"Você estava dormindo?", Perguntei.
"Não. Eu ainda estou sentada exatamente onde
você me viu.", ela respondeu.
Fechei os olhos e imaginei-a lá em cima na
janela. Perdida em seus pensamentos. Em sua
solidão. Ela tinha passado por tanto nos últimos dois
anos trancada dentro de si mesma. Não falando
com os outros. Eu não gostava de pensar nisso. A
ideia de ela estar sozinha me machucava. Eu
entendia isso, mas eu desejava ter sido capaz de
estar lá para ela do jeito que ela estava para mim.
Talvez agora eu pudesse ser esse amigo que
precisava. Assim como ela era minha.
"Você já teve momentos em que você não
podia respirar? Quando a dor era tão intensa, que
apertava sua garganta e segurava firme? "
"Sim. É um ataque de pânico. Eu tinha muito.
Eu não tenho desde que me mudei para cá, no
entanto. "
Então eu não estava perdendo minha cabeça.
Isso era normal. "Como você lidou com eles?"
Ela suspirou. "Eu não fiz no início. Uma vez, eu
desmaiei por não respirar. Mas eu aprendi a pensar
em algo que me fazia feliz. Isso me dava paz. Eu
me recusei a deixar que a dor me controlasse. E o
aperto iria aliviar, e eu poderia respirar
novamente."
Ela me dava paz. Ela era a única que tinha me
dado paz em um longo tempo.
"Você tem medo de fechar os olhos à noite?" Eu
perguntei a ela.
"Sim. Porque eu sei que o pesadelo virá. É
sempre assim ".
"Eu também. Tenho medo que ele não vá
acordar de manhã ", eu respondi.
Ela ficou em silêncio por um momento. Nós dois
sentados lá e ouvindo o outro respirar. Estranho,
mas era o suficiente.
"Um dia, é o que vai acontecer, West. E vai ser
incrivelmente difícil. Mas o que você pode fazer
agora é tirar o máximo proveito do tempo que lhe
resta. Fale com ele, mesmo que ele não possa falar.
Segure sua mão. Diga-lhe tudo o que você quer que
ele saiba. Então, quando ele for embora você não
terá arrependimentos. "
Sua mãe tinha sido tirada dela sem aviso. E seu
pai com seu ato horrível. Ela tinha perdido tudo. Ela
estava certa. Eu tinha tempo para me certificar de
não ter arrependimentos.
"Você tem arrependimentos?", Perguntei, já
sabendo a resposta. Eu podia ouvir em sua voz.
"Sim. Muitos ", foi sua resposta suave.
Eu não poderia imaginar a doce Maggie
lamentando algo. Ela era amável e gentil. Era difícil
pensar nela sendo nada menos do que perfeita.
"Tenho certeza que você era a filha que toda
mãe queria", eu assegurei-lhe. "Eu sei que ela
estaria orgulhosa de você. "
Ela não respondeu a princípio, e eu estava com
medo de estar a fazendo falar muito sobre isso. Eu
estava me concentrando em sua dor para esquecer
a minha. Eu não era cuidadoso o suficiente.
"Duas horas antes de minha mãe morrer, eu
disse que ela estava arruinando minha vida",
Maggie disse, então soltou um riso amargo. "Porque
eu queria ir a uma festa que minha amiga estava
dando na casa dela, e minha mãe não queria que eu
fosse por não ter um adulto supervisionando. Eu
queria tanto ir. Eu pensava que ela não me deixar ir
era o fim do mundo. A pior coisa que poderia me
acontecer. Se eu soubesse que duas horas mais
tarde eu iria perdê-la... que eu iria descobrir qual
era a pior coisa que poderia me acontecer. "
Fechei os olhos e a senti se arrepender como se
fosse eu mesmo. Ela era apenas uma garota de 15
anos que queria crescer. Ela estava agindo como
todos os adolescentes faziam. Inferno, eu mesmo
tive meus momentos. Era só o caralho de injusto
que ela tivesse perdido a mãe desse jeito antes que
ela pudesse consertar isso. Antes que ela pudesse
pedir desculpas e fazer isso direito.
"Ela sabia que você não queria dizer isso," eu
disse a ela, sentindo o quanto as palavras eram
inadequadas. Mas eu não sabia mais o que dizer.
"Espero que sim. Mas será sempre o meu maior
arrependimento.", ela respondeu.
Eu era uma mentirosa. Fantástico.
Capítulo 15
MAGGIE
Eu acordei com o telefone no meu travesseiro.
Então eu fiquei lá apenas olhando para ele durante
vários minutos.
Eu conversei com West por mais de três horas
na noite passada. Até que tinha adormecido. Ouvir
minha própria voz quando eu sabia que ele
precisava de mim para conversar não era tão difícil.
No entanto, a ideia de falar para outra pessoa me
aterrorizava.
Por muito tempo eu pensei que ouvir minha voz
de novo iria me mandar de volta para o canto,
gritando incontrolavelmente. Mas não estava
fazendo isso. Eu estava conversando com West com
facilidade. Ontem à noite eu realmente tinha falado
sobre as coisas que eu pensei que nunca falaria
novamente. E eu não tinha tido um ataque de
pânico ou me enrolado em uma bola,
choramingando.
Mas eu estava pronta para conversar com
outras pessoas?
Não. Eu daria a eles as únicas palavras que eu
pudesse.
Eu não queria que eles me perguntassem coisas
que West fazia. Eu não queria que eles me fizessem
falar em uma sala de audiências onde eu teria que
enfrentar meu pai. O homem que sempre torcia por
mim. Que aplaudia o mais alto possível na minha
peça da escola quando eu saí como um urso em vez
de cachinhos dourados, que era o que eu realmente
queria ser. Que havia cantado "Feliz Aniversário"
para mim vestido em um traje de Super Homem
com meu bolo da Marvel Comics em suas mãos no
ano que eu estava obcecada por super-heróis. Esse
homem agora estava morto para mim. Ele tinha
feito de todas as boas memórias uma ruim. Ele
tinha se tornado outro alguém. Alguém que eu não
podia falar ou ver.
Se eu falasse, eles iriam querem que eu fale
sobre ele. Sobre o que eu o vi fazer. Sobre como ele
me implorou para perdoá-lo enquanto eu gritava
para minha mãe acordar. E eu não podia fazer isso.
Eu não estava pronta. Eu duvidava que nunca
estivesse. Eu tinha visto ele verbalmente e às vezes
fisicamente abusar da minha mãe muitas vezes na
minha vida. Então ele comprava joias ou flores e
dizia repetidamente o quanto ele nos adorava.
Lembrar-se do jeito que ele se referiu a nós
como "minhas meninas" fazia meu estômago
revirar.
Saindo da cama, comecei a me vestir e colocar
essas memórias que me ameaçava quebrar de volta
numa caixa bem fechada.
Brady estacionou a caminhonete na frente da
escola, mas em vez de começar a sair, ele olhou
para mim. Eu estava perdida em meus
pensamentos durante toda a manhã.
"West tem sido meu melhor amigo desde que
éramos crianças. Eu o amo como um irmão. Eu
odeio que ele esta passando por tudo isso com o pai
sozinho, mas soa como ele. Ele não deixa as
pessoas ficarem muito perto. Ele nunca foi de
confiar nas pessoas. Ele sempre confiou em mim,
no entanto. Até isso acontecer. " Ele fez uma pausa
e suspirou pesadamente. "Ele está decidido a
confiar em você. Acho que ele está sendo honesto
sobre querer ser apenas seu amigo. Mas também
me preocupo com você ficar ligada a ele. Você
passou por muita dor, Maggie. Eu não quero que ele
te use. Não significa que ele vai, mas eu tenho
medo que ele vá. Por favor, proteja-se. Entendo que
ele precisa de você agora. Talvez ter alguém para
conversar que não fala é o que ele precisa, e você
se encaixa. Mas não deixe que ele te machuque.
OK?"
Pensei na minha atração por West. Não era
difícil se sentir atraída por ele. Mas eu não ia levar a
sua necessidade de ter alguém que entendia a dor
de perder um pai como algo mais. Eu sabia que ele
não olhava para mim desse jeito. Maldição, ele nem
sequer agia como se tivéssemos nos beijado. Ele
tinha sido grande coisa para ele, e eu o havia
perdoado pela crueldade que eu tinha visto nele
antes. Eu entendia que ele estava agindo assim
porque ele estava sofrendo. Ele empurrava todos
para longe. Mas ele não estava mais me
empurrando, e agora era difícil lembrar-me de
mantê-lo longe.
Eu apenas assenti. Gostei que Brady estivesse
tentando me proteger.
Ele estendeu a mão para a porta da
caminhonete e a abriu. Esse era o fim da conversa.
Peguei minha mochila e me dirigi para a escola.
Eu estaria mentindo para mim se eu dissesse
que meu estômago não ficava cheio de borboletas
ao ver West. A última noite tinha sido tão especial
como tinha sido difícil. Mesmo depois de Brady me
dar um aviso que eu realmente precisava ouvir, eu
não podia ajudar, mas me sentia muito tonta por
estar perto de West. Tê-lo me olhando e falando
comigo.
Quando eu vi nossos armários, fiz uma pausa.
A vertigem e sensação de borboletas no meu
estômago foi instantaneamente arrebatada à
distância. West estava lá, mas com uma garota. Ela
era uma líder de torcida. Eu sabia por que a tinha
visto na comemoração. Seus longos cabelos loiros
estavam enrolados com perfeição enquanto ela
mordia o lábio inferior e piscava os olhos para cima
de West. Em seguida, havia a maneira que West
estava olhando para ela. Do jeito que ele nunca
olhou para mim. Como se quisesse comê-la.
Meu estômago revirou, e minha garganta ficou
apertada. A menina colocou a mão no peito dele e
ele estendeu a mão e cobriu-a com a sua. Então ele
piscou para ela. Isso era o suficiente para mim.
Gostaria apenas de levar todos meus livros para o
primeiro período, e com todos os meus outros
cadernos.
Corri para a aula, tentando não pensar sobre a
minha reação ao ver West e outra garota. Claro, eu
o tinha visto com Raleigh várias vezes. Mas dessa
vez doía mais. Eu estava sendo injusta e,
provavelmente ridícula, porque como amiga de
West eu deveria estar feliz que ele estava sorrindo e
piscando para uma menina em vez de estar triste.
Mas quando a menina piscou para West, eu quebrei
um pouco.
As palavras de Brady voltaram para mim
quando me sentei em uma mesa vazia. Eu precisava
ter cuidado. West apenas queria a minha amizade.
Não pensaria mais nele dessa forma. Eu tinha que
encontrar o interruptor para a vibração no meu
estômago. Talvez a loira fosse apenas o que eu
precisava para me manter ligada.
Sr. Trout entrou na sala e todos que ainda
estavam de pé do lado de fora do corredor
começaram a entrar na sala de aula. Gunner
Lawton, um dos amigos de Brady, chegou por
último juntamente com Lee Ryker.
Ryker olhou para mim e sorriu antes de ir para
a parte de trás da classe para se sentar ao lado
Gunner. Os jogadores de futebol sempre ficavam
juntos.
A próxima aula eu tinha que enfrentar Charlie.
Após o fiasco do almoço de ontem, eu não tinha
certeza se queria fazer isso. Mas eu não tinha
escolha. Pelo menos nessa classe ninguém falava
comigo ou me reconhecia. Sr. Trout era um dos
professores que achava que precisava gritar para
que eu pudesse ouvi-lo. Eu sempre fiz o meu
melhor para não chamar a atenção para que ele não
tentasse me dizer alguma coisa.
Meu celular vibrou no meu bolso. Eu continuei a
pegar o meu caderno e livro para a aula quando ele
vibrou de novo. Após eu verificar se o Sr. Trout
ainda estava comendo seu café da manhã e lendo o
jornal em sua mesa, eu puxei o meu telefone para
ver quem era. Eu normalmente não recebia
mensagens na escola. A última vez tinha sido
quando Nash estava tentando falar comigo.
Eu não a vi em seu armário essa manhã.
Brady disse que você estava aqui. Você está
bem?
Era West. Ele não teria me notado no armário,
essa manhã. Ele estava muito envolvido com a líder
de torcida. Merda, eu estava fazendo isso de novo.
Eu não poderia ficar dessa forma, se nós estávamos
sendo amigos. Ele precisava de um amigo. Mas isso
era tão difícil. Eu não teria imaginado que ser amigo
de West Ashby seria tão difícil. Por que eu não
pensei nisso, eu não sei. Eu sabia como ele era. Eu
sabia como ele agia para lidar com sua agitação
interna. Mas ainda... não era fácil.
Estou aqui. Eu não precisei de nada no
meu armário, então eu vim para a primeira
aula para que eu tivesse a chance de terminar
o meu dever de casa.
Agora eu era uma mentirosa. Fantástico.
Eu coloquei o telefone de volta no bolso antes
que fosse pega e fiz uma lista mental de coisas que
eu devia trabalhar. Coisas que não tinham nada a
ver com West. Como eu deveria começar a praticar
novamente piano. Minha mãe costumava adorar me
ouvir tocar. Ela gostaria que eu continuasse
tocando.
No momento em que o Sr. Trout tinha acabado
com seu Egg McMuffin e bebido o café, eu estava
melhor. Eu tinha metas, e eu não estaria me
apegando a West Ashby.
Ela não me pertencia.
Capítulo 16
WEST
Quando a primeira aula acabou, eu fui direto
para o meu armário esperar Maggie. Não vê-la essa
manhã me fez ficar nervoso. Eu provavelmente
deveria ter um controle sobre a minha necessidade
de tê-la por perto, mas agora eu tinha muito merda
para lidar. Eu estava ligado a ela. Não era uma
coisa ruim.
Enquanto eu caminhava pelo corredor, um
braço agarrou o meu, e eu senti peitos pressionar
no meu braço. Eu sabia que era Serena antes de
sequer olhar para ela. Ela estava determinada a dar
em cima mim agora que realmente acabei com
Raleigh. Serena e Raleigh competiam uma com a
outra desde que eu me lembro.
Quando Serena foi me encontrar no meu
armário, essa manhã eu tinha considerado deixá-la
me distrair. Ela era sexy como o inferno, e todo o
seu cabelo loiro era quente. Mas nos dez minutos
que tinha flertado comigo em meu armário, ela já
tinha começado a me dar nos nervos. Sua voz era
muito estridente, e ela batia seus cílios pra
caramba, eu estava com medo de que eles saíssem
porque eram longos demais para ser reais.
"Temos a próxima aula juntos. Sente-se
comigo. Eu vou fazer a aula muito mais agradável",
ela disse enquanto se inclinava para mim.
Eu sabia os tipos de coisas que Serena fazia na
classe para torná-la mais agradável. Eu já a tinha
visto em ação mais do que uma vez. Mas eu não
queria isso. Hoje não. Eu só precisava ver Maggie.
"Eu tenho certeza que você poderia", eu
respondi. Eu não queria ser mau. Eu só precisava
fazê-la recuar.
Ela riu e segurou-me mais apertado. Ela estava
me fazendo sentir claustrofóbico. Eu não gostava de
sentir como se não fosse capaz de tomar uma
respiração. E onde estava Maggie?
Eu fiz uma varredura na multidão enquanto
caminhava para nossos armários. Serena estava
falando, mas eu não estava escutando. Maggie não
estava novamente em seu armário, e meu
nervosismo estava piorando.
Eu parei e olhei para trás para ver se ela estava
em qualquer lugar nesse corredor. Mas nenhum
sinal dela. "Quem você está procurando?",
perguntou Serena, ainda me bloqueando.
Eu não diria a ela. Ela logo iria a Maggie. Eu
sabia como garotas como Serena funcionava. Ela
teria certeza de que Maggie entendesse que ela
estava comigo, e a doce Maggie não conseguiria
dizer uma palavra para ela.
Serena não entendia amizades de uma cara e
uma garota. Ela diria que eu estava dando em cima
de Maggie. Não que a ideia de beijar Maggie
novamente e segura-la não fosse bom para mim...
Eu pensei sobre isso muitas vezes. Era só que eu
não era bom o suficiente para o que Maggie
precisava. Eu não poderia ser aquele cara. Eu não
fazia bons relacionamentos, e Maggie merecia o
melhor.
Mas eu poderia ser um inferno de um amigo.
Olhando para trás no armário e vendo que
Maggie ainda não estava, eu liberei Serena. "Eu
tenho que ir. Eu preciso fazer algumas coisas. Eu
não vou estar na próxima aula." Eu disse
distraidamente enquanto eu continuava procurando
nos corredores.
Então fui para a próxima classe de Brady,
porque ele saberia onde eu poderia encontrá-la. Não
era como se Maggie não fosse ao seu armário. O
que ela estava fazendo? Carregando todos seus
livros?
Assim que eu virei à esquina, meus olhos se
fixaram no nela. Ela estava inclinada sobre a parede
oposta, puxando livros para fora de sua mochila.
Meu alívio ao vê-la deveria me preocupar. Eu tinha
começado a necessitar muito dela.
Pela primeira vez, durante todo o dia um
sorriso puxou nos meus lábios.
Ela estava mordendo o lábio inferior, e uma
carranca frustrada que estava fazendo-a franzir a
testa. Ela soltou um huffe, levantou-se para colocar
o cabelo que tinha caído em seu rosto atrás de sua
orelha. Quando ela deslizou os fios para trás e
suspirou, seus olhos encontraram os meus.
Seus olhos brilharam brevemente com
felicidade o que só fez o meu sorriso ainda maior.
Mas então ela o tirou rápido e me deu um sorriso
tenso antes de colocar rapidamente de volta na sua
mochila todos os livros que ela tinha acabado de
tirar. O que essa menina estava fazendo?
Eu caminhei até ela e fui me abaixando até que
estávamos no nível dos olhos. Eu a vi estudar meus
pés por um momento antes dela levantar
lentamente o olhar para encontrar o meu. Suas
bochechas coraram.
"Eles têm essas coisas chamadas de armários.
Eles nos impedem de ter que carregar uma tonelada
de livros o dia todo. Você deveria tentar." Eu
provoquei, querendo que seu sorriso falso tornasse
um real.
Ela estava se sentindo estranha sobre nós
termos conversado até que ela tinha dormido na
noite passada? Eu não conseguia descobrir como a
garota que tinha ido dormir conversando comigo
agora estava me evitando. Porque agora que eu a
encontrei e vi o jeito que ela estava tentando não
olhar para mim, eu sabia que ela não tinha ido a
seu armário por minha causa.
"Sério, Maggie deixe-me levar essa bolsa para
seu armário e descarregar essas coisas. É muito
pesado para você estar carregando. Eu vou ter que
levá-la para o meu médico se você fizer isso o dia
todo. "
Ela fechou o zíper de sua bolsa e, em seguida,
levantou-se. Eu fiz o mesmo. Mas antes que ela
pudesse pegar a bolsa, eu agarrei. " Vamos lá," eu
disse colocando a minha mão na parte inferior das
suas costas e movendo-a através da multidão para
nossos armários.
Ela me deixou guiá-la, e eu gostei do jeito que
a minha mão estava. Eu coloquei minha mão lá em
outras garotas antes, mas nunca tinha me sentido
assim. Era quase como se eu estivesse fazendo com
que todos vissem que Maggie era minha. O que era
ridículo, porque ela não era minha; ela era minha
amiga. Ela não me pertencia.
Porém, a ideia dela ser minha aparentemente
foi o suficiente para fazer meu coração acelerar.
Mas não. Eu tinha que tirar isso da mente. Eu
estava emocional e desarrumado. Maggie era a
minha paz na tempestade. Eu não poderia confundir
isso com outra coisa e estragar tudo.
Eu tinha a sua combinação memorizada por
ajudá-la na semana passada. Eu tinha gravado na
memória sem nem mesmo perceber. Eu tenho seu
armário aberto rapidamente, em seguida, começou
a enchê-lo com os livros de sua bolsa.
"Quais você vai precisar agora?" Eu perguntei,
olhando para ela.
Ela se aproximou de mim, e o aroma de
baunilha veio com ela. Eu não me mexi. Fiquei lá
cheirando. Não era cheiro de perfume. Somente
...Maggie.
Maggie tomou um livro de seu armário e o
enfiou na bolsa dos livros que eu estava segurando.
Tirou um caderno, em seguida, deu um passo atrás.
Seu cheiro persistia, e eu terminei de colocar sua
mochila para longe, enquanto dizia a mim mesmo
que eu tinha que desenhar uma linha com ela.
Querendo dar uma fungada cada vez que eu estava
perto dela não ia ser legal.
Uma vez que eu tinha seus livros lá, fechei seu
armário e me voltei para ela. "Você vai me dizer por
que você não veio para seu armário essa manhã?"
Ainda não tenho certeza se ela falaria comigo aqui.
Onde as pessoas poderiam ver.
Ela abaixou a cabeça e pegou sua mochila.
Quando ela finalmente olhou para mim, ela
encolheu os ombros.
Ela não estava falando.
Isso estava bem. Se ela só queria falar comigo
quando estávamos sozinhos, eu poderia lidar com
isso. Eu precisava ficar mais sozinho com ela. Tanto
o quanto isso me atraia, podia revelar-se difícil.
Saber como os lábios eram e tentar chegar
perto o suficiente para inalar o cheiro dela era duas
razões que estar sozinho com Maggie não ia ser
fácil.
Merda. Eu tinha que começar a me controlar.
Talvez Serena fosse uma coisa boa. Ela sabia o
placar. Ela não estava lá para nada mais do que
sexo ou se exibir.
Estendi a mão e coloquei uma mecha de cabelo
que tinha ficado solto para trás de sua orelha. Ele
estava me provocando. Quando eu olhava para ela
ou a tocava, era difícil querer outra pessoa.
"Eu senti sua falta essa manhã. Estava ansioso
para vê-la em seu armário. Quando você não veio,
isso mexeu com minha cabeça ", eu expliquei.
Uma nova suavidade em sua expressão
transformou o rosto de volta para a Maggie de
ontem à noite. A única que eu confiava. Eu gostava
de olhar.
Ela deu um passo em minha direção, e sua mão
suavemente roçou na minha, não uma, mas duas
vezes, antes dela sorrir para mim. Meu peito
apertou. Então ela se virou e foi embora.
West me mostrou que eu não estava
quebrada.
Capítulo 17
MAGGIE
Eu estava afundando. Essa coisa que eu sentia
por West tinha me esmagado e eu tinha medo de
ser honesta e dizer a mim mesmo que estava cheia
de sentimentos por ele. Ele era muito doce. Como
eu poderia não ficar ligada a West Ashby quando ele
era tão bom?
Ele não tinha ido em nossos armários após o
segundo período, mas ele raramente ia. Suas aulas
eram do outro lado do prédio, e voltar o faria
atrasado para a aula. Eu mesma não fui para meu
armário entre terceiro e quarto períodos pela
mesma razão.
Então na hora do almoço eu o vi novamente.
Caminhando para o refeitório, eu deixei o meu olhar
ir diretamente para sua mesa. Eu tinha que me
lembrar de que ele era apenas meu amigo, quando
eu vi a líder de torcida loira ao lado dele.
Ele gostava dela. Era óbvio. Ele gostava dela do
jeito que ele não gostava de mim. Mas agitação não
estava lá agora; era mais como uma dor no peito.
Talvez se West não tivesse me beijado, eu não
teria que encarar o fato de que ele tinha me beijado
e não gostava de mim dessa forma, seria mais fácil
lidar com isso. Mas quando o ver com outra garota
servia como um lembrete de que eu não era do seu
agrado. Puro e simples, ele só me queria como uma
amiga, porque eu compreendia o que era perder
seus pais e ainda sobreviver.
Seus olhos se afastaram da menina e prendeu
nos meus. Em seguida, ele piscou. Deus, por que
ele tem que piscar para mim? Forcei um sorriso, eu
esperava que parecesse real e andei para entrar na
fila de alimentos. Charlie não falou comigo no
segundo ou no quarto período hoje. Ele sorriu para
mim sem jeito, e foi isso. Então eu imaginei que ele
não iria aparecer na fila e pedir-me para sentar com
ele hoje.
Tudo o que eu podia fazer era ouvir as
conversas em torno de mim. Eu escutei das
meninas na minha frente, que estavam olhando
para a mesa de West, que a menina se chamava
Serena. Todo mundo esperava que ela fosse à
garota que ia ficar com West depois de Raleigh. Eu
também ouvi que Raleigh tinha estado no banheiro
chorando sobre Serena e West, essa manhã.
Eu realmente me senti mal por ela. Tinha que
ser duro perder West Ashby.
Na hora que eu pego a minha bandeja, eu
também soube que Serena e Raleigh eram inimigas.
Portanto, isto provavelmente vai acabar com uma
briga no corredor. . .
Eu nem sequer olhei na mesa de West quando
fui encontrar um lugar. Eu não seria patética,
olhando como se eu estivesse esperando por ele
para me convidar. A verdade era, que era a última
coisa que eu queria. Ver West e Serena enquanto eu
comia não parecia atraente. Então eu caminhei para
as portas e fui sentar-me fora em uma das mesas
de piquenique.
Esse não era um lugar popular para se comer.
Ele era do lado de fora e quente. Alabama não
ficaria frio até outubro. Todos pareciam querer ficar
no refeitório climatizado. Só os solitários faziam o
seu caminho aqui para fora. Eu era uma solitária,
então me encaixava. Embora quando ficasse mais
frio, eu não tinha certeza se seria capaz de ficar
fora.
Havia cinco mesas de piquenique, em quatro
delas tinha uma pessoa sentada em cada uma. E na
grama debaixo de cada um dos dois grandes
carvalhos tinha um estudante com um sanduíche
em uma mão e um livro na outra. Esse parecia ser o
meu lugar. Eu fui para uma mesa vazia e coloquei a
bandeja para baixo. Então eu retirei o livro da
biblioteca que eu tinha na minha bolsa. Eu poderia
ler enquanto comia.
"O que você está fazendo aqui fora? Está uns
trinta graus, Maggie." A voz de West me assustou, e
tirei meu olhar de cima do livro para vê-lo de pé do
outro lado da mesa.
Ele era tão alto. Especialmente quando eu
estava sentada. Ele tinha os braços cruzados sobre
o peito largo, e calça jeans baixa pendurada em
seus quadris. A camiseta colada que ele estava
usando pouco fazia para esconder toda a maravilha
que era o corpo de West.
Eu só olhei para ele. Eu não ia responder. Ele
deve saber agora.
"Entre. Temos espaço na nossa mesa ", disse
ele, acenando com a cabeça para trás em direção à
porta.
Eu não ia lá comer com ele e Serena. De jeito
nenhum. Pode ser infantil, mas eu não estava
pronta para ver isso. Eu balancei minha cabeça.
Ele franziu a testa, e um vinco formou entre as
suas sobrancelhas. "Por que não?"
Dei de ombros e deixei cair meu olhar de volta
para baixo para minha bandeja de comida intocada.
"Por favor? Se você não entrar lá, eu venho
para cá, e eu realmente odeio comer no calor ".
Ergui os olhos para encontrar os dele, e dessa
vez eu fiz uma careta. Por que ele iria vir aqui? Eu
estava bem.
Eu tinha um livro. Ninguém naquela mesa me
queria lá. Especialmente Brady. Eu levantei o meu
livro para mostrar a ele, e então eu coloquei-o de
volta para baixo.
Ele riu, e meu estômago vibrou. Merda.
"Você quer ler no calor, em vez de estar lá
dentro comigo?"
Eu balancei a cabeça.
"Isso é um golpe duro para o meu ego, baby."
Baby. Ele acabou de me chamar baby. Claro
que eu também o tinha ouvido chamar outras
meninas de baby. Mas ele nunca me chamou disso.
Eu não iria sorrir como uma idiota. Baby não era
nem mesmo uma palavra bonita. Eu deveria estar
insultada.
Mas eu não estava insultada. Porcaria.
"Você está preocupada com Brady? Porque ele
está bem com a nossa amizade. Eu estou com a
Serena ali. Ele vê isso. Ele sabe que eu não estou
dando em cima de você ".
Isso me levou de volta para onde eu precisava
estar. Obrigado, West Ashby, por me lembrar de
onde eu estava. Eu realmente queria ler o meu
livro. Segurei-o novamente e dei-lhe um sorriso
tenso.
Ele franziu a testa e soltou um suspiro de
frustração. "Tudo bem, leia o seu livro."
Eu balancei a cabeça em concordância. Isso era
exatamente o que eu tinha planejado fazer. Ele
balançou a cabeça e virou-se me deixando lá.
Sozinha de novo. Assim como eu pedi.
Bom.
Bem, isso era para ser bom. Era o que eu
queria.
Então, por que eu me senti ainda mais sozinha
agora que ele se foi? Se ele tivesse apenas ficado
dentro e não tivesse saído, eu teria estado
satisfeita. Agora eu ia ter dificuldade para me
concentrar no meu livro.
Eu vi West novamente no meu armário antes
do último período. Ele disse que esperava que eu
tivesse aproveitado meu livro. Depois ele afastou o
cabelo do meu ombro antes de ir embora.
Tia Coralee me pegou na escola como ela
costumava fazer, uma vez que Brady tinha treino de
futebol por três horas todos os dias. Ela sempre
tinha um lanche esperando por mim quando
chegava em casa, e ela conversava sobre seu dia.
Eu ouvia enquanto comia, e quando ela me
fazia perguntas, eu respondia com um aceno de
cabeça. Ela não esperava mais e, ao contrário de
Jorie, ela não parecia irritada quando eu não
respondia. Minha madrinha ainda não tinha me
mandado uma mensagem para ver como eu estava.
Eu meio que esperava que ela mandasse. Não era
que eu sentisse falta por estar longe dela era
definitivamente um alívio, mas ela ainda tinha sido
uma grande parte da minha vida. Ela era como uma
tia. Sempre em eventos familiares e feriados.
Uma vez que comi, eu abracei tia Coralee
porque ela gostava quando eu fazia isso, e então eu
subi as escadas para o meu quarto. Tio Boone não
estaria em casa por mais algumas horas. Ele tinha
ido trabalhar e em seguida, ia assistir o último
treino de Brady. Então eles iam falar sobre isso
durante o jantar.
Como fizeram todas as noites.
Eu sabia a rotina daqui, e eu me sentia
confortável com ele.
Gostaria de saber se, eu tivesse vindo morar
aqui logo após a morte da minha mãe, eu estaria
melhor agora. E se confiaria mais nas pessoas.
Talvez eu fosse diferente. Talvez eu não tivesse
perdido tanto de mim mesma. Não teria perdido a
garota que eu tinha sido uma vez. Eu não sabia
nada mais sobre ela.
Eu já não ouvia falar dos amigos que eu
costumava ter. Eles pararam de me mandar
mensagens semanas após tudo acontecer.
Principalmente porque eu nunca respondi. Minha
melhor amiga e meu namorado tinha ido ao baile
juntos naquele ano. Eu tinha visto suas fotos no
Instagram. Eu nem sequer me importava. Nada
disso importava mais.
E eu pensava que nada faria diferença
novamente. Que eu tinha perdido todas aquelas
emoções e sentimentos. Mas West me mostrou que
eu não estava quebrada. Que meu coração ainda
funcionava e eu ainda poderia me importar. Eu
apenas desejava que não fosse por ele.
Eu caí para trás na minha cama e olhei para o
teto. Eu precisava me equilibrar novamente. West
iria ver seu pai morrer. Eu sabia o quão doloroso
que era. Ele precisava de mim para ser sua amiga.
Ele tinha o suficiente de meninas querendo algo
mais. Ele não precisava isso de mim, também.
Então, fazer beicinho e ficar chateada sobre ele e
uma garota era errado. Se uma menina o fazia
sorrir, eu deveria ser grata por isso.
Eu seria uma amiga para West. Eu não deixaria
meu coração me impedir de ser o que ele precisava.
Nós não éramos tão engraçados.
Capítulo 18
WEST
Era o dia do jogo. Eu costumava adorar as
sextas-feiras durante a temporada de futebol. Papai
sempre me acordava, e tomávamos café da manhã
juntos enquanto conversávamos sobre as execuções
e o que eu precisava fazer para ganhar.
Essa manhã eu acordei com um barulho de
pratos na cozinha. Eu caminhei pelo corredor para
encontrar mamãe de pé no meio de uma pilha de
pratos quebrados. Lágrimas estavam escorrendo
por seu rosto quando ela olhou para mim. "Eu
estava tentando" – ela fungou- " fazer o seu café da
manhã. Eu não pude alcançar o topo da prateleira.
Seu pai sempre pegava a máquina de waffles para
mim. Eu escorreguei e puxei a prateleira comigo."
Outro soluço abalara seu peito. Eu fui até ela e
puxei-a para um abraço. "Mamãe, volte para lá e
fique com o papai. Eu posso fazer o meu próprio
café da manhã. Eu vou limpar tudo isso. Ele precisa
de você com ele. "
Ela assentiu com a cabeça contra o meu peito e
chorou novamente.
Foi assim que eu comecei o meu dia.
Chegar à escola e ver Maggie era tudo o que eu
pensava enquanto eu beijava o rosto da minha mãe
e me despedia em seguida, beijei a testa do meu
pai e prometi-lhe que iria ganhar essa noite. Eu
falaria tudo para ele quando eu chegasse em casa.
Meu peito doía, e senti minha garganta
apertada, mas eu sabia que se eu pudesse ver
Maggie, se eu pudesse ouvir sua voz, eu ficaria
bem. Chamá-la não era uma opção, porque ela
estaria na caminhonete de Brady e ela não queria
falar na frente dele. Então eu tinha que chegar a ela
hoje de manhã sozinho. Antes que eu
completamente quebrasse.
A caminhonete de Brady estava estacionada
fora da escola quando eu cheguei. Eu nunca tinha
ficado mais grato por vê-lo na minha vida. Eu não
perderia tempo conversando com as pessoas que
chamavam meu nome. Eu tinha que chegar ao meu
armário.
Para Maggie.
Quando eu vi a parte de trás de seu cabelo,
meu peito diminuiu um pouco. Ela estava aqui. Eu
me concentrei nela enquanto eu caminhava através
da multidão, precisando me lembrar que eu poderia
fazer isso. Eu poderia fazer.
Maggie estava comigo.
"Hey," eu disse quase sem fôlego, enquanto eu
cheguei a nossos armários. Esperei que ela se
virasse e olhasse para mim. Isso era estranho como
apenas a promessa de ver essas coisas parecia
melhor.
Ela fechou seu armário e depois se virou para
mim. O sorriso em seus lábios lentamente caiu
enquanto ela estudava meu rosto. Ela sabia. Sem
me dizer uma palavra, ela sabia que eu estava
lidando com alguma merda. Aquilo era algo que eu
precisava dela. Sua compreensão, sem ter que me
explicar.
Sua mão deslizou sobre a minha enquanto ela
olhava para mim com uma força suave que era
apenas de Maggie. Eu virei minha mão para roçar os
meus dedos com os dela. Então ela apertou minha
mão com força embora ofuscado. "Eu estou aqui",
ela sussurrou, mal movendo os lábios.
Isso era o que eu precisava. O aperto em meu
peito se afastou, e eu podia respirar profundamente
novamente.
"Manhã ruim", eu expliquei, embora ela já
tivesse percebido isso.
Ela assentiu com a cabeça e seu polegar roçou
a minha mão. Gostei da maneira como era sentir
sua mão pressionada contra a minha. Tudo o que eu
duvidava de mim mesmo, a minha capacidade de
lidar com isso, sobre a vida – ela tirava tudo fora
com apenas um toque.
"Bom dia, gato." A voz de Serena quebrou o
feitiço que estava envolvido em torno de nós, e a
mão de Maggie instantaneamente desapareceu. Ela
se afastou de mim antes que eu pudesse dizer
alguma coisa, e então ela passou por mim no meio
da multidão.
Eu afastei a mão de Serena no meu ombro, ela
tinha nos interrompido. Eu não teria muito tempo
com Maggie durante o dia. Se eu iria jogar hoje à
noite, eu precisava dela para ajudar a tirar as
merdas que eu tinha na cabeça.
"O que está errado? Você está tenso sobre essa
noite? Você sabe que vai ser incrível. Você sempre
é."
Mudei-me para o meu armário sem responder-
la. O último par de dias ela tinha sido boa para
mim. Com suas mãos em mim e sua boca fazendo
coisas para mim que me sentia mais do que bem,
eu não estava pensando em mais nada.
Mas hoje Serena teria que recuar. Sexo não era
o que eu precisava. Esquecer tudo por descer entre
suas pernas ou em sua boca não iria funcionar hoje.
Duravam apenas alguns minutos.
Em seguida, a merda estava tudo de volta.
Só a presença de Maggie me ajudava.
"Qual o problema? Você está mal-humorado.
Venha para o banheiro que eu vou aliviar alguma
tensão de você. Como ontem. Você gostou disso,
não é? "
Eu não queria ser lembrado quão baixo eu tinha
ido. Se Maggie soubesse que eu usava meninas
como ela, ela ficaria decepcionada comigo. Ela não
tinha usado qualquer um para aliviar sua dor. Ela
tinha lidado sozinha com ele.
Ninguém se machucou apenas para que ela
pudesse se sentir melhor.
"Não estou interessado hoje. Eu tenho um jogo
para me concentrar," eu finalmente disse a Serena,
passando por ela em direção a minha primeira aula
antes que ela pudesse vir até mim.
Na hora do almoço eu tinha perdido Maggie em
seu armário mais duas vezes, graças a Serena me
segurando no corredor. Meu olhar estava trancado
na porta do refeitório, à espera que Maggie
entrasse. Eu sabia que ela estava nas mesas de
piquenique novamente. Ela estava fazendo a maior
parte da semana. Eu tentei fazer-la entrar, mas ela
não quis. Ela queria sentar-se no calor e ler.
Serena veio primeiro e fez seu caminho em
minha direção. Eu sabia que merecia por estar com
ela, mas hoje eu queria que ela apenas desse um
passo para trás. Estávamos brincando; não
estávamos em um relacionamento. Ela parecia estar
esquecendo-se disso, mesmo que eu tivesse feito
isso muito claro antes que nós tivéssemos sexo pela
primeira vez na quarta-feira. Dois dias depois, não
nos tornaríamos exclusivos. Mas com certeza ela
estava tentando ter suas garras em mim.
Eu mudei meu olhar de volta para a porta, à
espera de Maggie. Vê-la ajudaria bastante.
"Então, você e Serena, hein?" Brady perguntou
enquanto ele se sentava à minha frente.
Eu dei de ombros. "Nada sério."
Ele riu ao abrir sua bebida. "Eu não acho que
ela saiba disso."
"Deixei claro quarta-feira quando ela começou
com essa coisa."
Brady assentiu. "Você transou com ela?"
Isto não era da sua conta, mas eu assenti.
Ele sorriu. "As ações falam mais alto que
palavras."
Eu estava ficando chateado. Qual era o seu
problema? Não era como se ele não estivesse
transando com Ivy, e todos nós sabíamos que ele
não estava sério com ela. Ela era um rebote dessa
garota misteriosa que ele tinha ficado nesse verão.
A única que ele estava sempre ocupado demais para
fazer qualquer coisa. A única que nenhum de nós
jamais havia conhecido.
"Qual é o seu problema?", Perguntei irritado, e
ainda mantendo um olho na porta para Maggie.
Ele se inclinou para frente. "Meu problema é,
você está atravessando um inferno agora. Eu quero
ajudá-lo, mas eu não sei como. A pessoa que você
quer que o ajude tem estado através de seu próprio
inferno, e ela não precisa de você segurando a mão
dela secretamente nos corredores e fodendo com a
Serena mais tarde no maldito banheiro ".
Uau. Ok, então ele nos viu de mãos dadas essa
manhã. Isso era do que se tratava. Eu entendi.
"Você é meu melhor amigo, West. Eu não posso
imaginar com o que você está lidando. Mas eu sei
que Maggie não precisa de você brincando com sua
cabeça. Não é justo usá-la. Ela perdeu ambos os
pais de uma só vez. De uma fodida, louca e horrível
maneira. Não faça isso com ela. Por favor, não a
machuque. "
Serena se sentou ao meu lado antes que eu
pudesse dizer qualquer outra coisa. "Estão prontos
para o jogo dessa noite?" Ela perguntou ao
verdadeiro estilo de líder de torcida.
Brady olhou para ela e lhe deu um sorriso que
não chegava aos olhos e acenou com a cabeça
antes de deixar cair seu olhar para sua comida.
Eu não estava machucando Maggie. Não era
como se ela tivesse sentimentos por mim dessa
forma. Eu tinha tido o cuidado de manter isso em
um nível de amigos. Quero dizer, ela não tinha
gostado de mim no começo. Ela me entendia agora,
mas ela não estava ligada a mim. Ela estava? Não,
ela não estava. Ela era muito boa para mim, e ela
sabia disso. Eu tinha explicado a Brady que éramos
apenas amigos. Então, obviamente, eu estava
autorizado a foder as outras meninas. E eu não faria
mal a Maggie. Inferno, eu mataria qualquer um que
o fizesse.
Serena estava dizendo alguma coisa, mas eu
não a ouvi, porque Maggie tinha entrado na
cafeteria.
Seu olhar imediatamente prendeu nos meus.
Ela sorriu para mim, em seguida, virou-se
rapidamente. Como fazia todas os dias. Ela não
olhava para mim por muito tempo, e esse sorriso
não era um real. Por que ela não iria olhar para
mim? Se eu tivesse feito algo errado?
Asa sentou-se à minha esquerda, e Gunner
sentou ao lado de Brady. Falar sobre o jogo dessa
noite logo tomou conta, e eu não me preocupava
sobre Maggie sentada lá fora sozinha, lendo na
porra do sol. Eu também consegui ignorar o riso
irritante de Serena. Nós não éramos muito
engraçados. Por que ela ria tanto?
Você é muito mais forte do que pensa.
Capítulo 19
MAGGIE
Eu preciso falar com você.
Olhei para o meu telefone. Era uma mensagem
de West. Ele tinha ficado chateado essa manhã,
quando eu o deixei na hora que Serena apareceu.
Eu não iria observá-los ficar uns sobre os outros. Eu
estava fazendo o que eu prometi a mim mesma, ser
sua amiga. Isso não significava que eu tinha que
gostar de Serena.
Quinta-feira eu tinha ido ao banheiro, ao
mesmo tempo em que ela e algumas outras líderes
de torcida. Ela estava dizendo a elas como ela tinha
dado um boquete a West no banheiro dos caras
naquela manhã. Essa imagem em particular era
uma que eu queria tirar fora do meu cérebro.
Apesar de ser amigo de West não significava
que eu tinha que ficar em volta dele e de sua seja lá
o que ela fosse, ele estava claramente machucado
mais cedo. Sua manhã com o pai tinha que ter sido
ruim. Agora era hora para comemoração do time,
embora, eu gostaria de não ter a chance de falar
com ele sobre isso.
Mudei-me para fora do caminho no corredor
quando todo mundo correu para o ginásio para a
comemoração do time, então eu não teria a chance
de falar com ele.
OK. Você quer conversar após a
comemoração do time?
Enviei a mensagem e esperei um minuto para
ver se ele respondia.
"Não, eu quero falar agora." Sua voz estava no
meu ouvido quando sua mão enrolou no meu braço.
Depois ele estava me afastando da multidão e indo
pelo corredor vazio.
Eu não vi para onde estávamos indo. Eu só fui.
Ele abriu a porta de uma sala de aula que não
era usada mais e me guiou para dentro.
Não havia mesas aqui. Era uma pequena sala
vazia, com apenas uma janela. Virei-me para
enfrentá-lo enquanto a porta clicou fechada.
West fechou a distância entre nós, mas ele não
me tocou. Ele só olhou para mim como se estivesse
procurando alguma resposta.
"Eu não posso fazer isso essa noite. Eu preciso
estar em casa com meu pai. Ele só está piorando. E
se eu estou fora jogando um jogo e ele...vai? O
que, então, Maggie? Como é que eu vou me perdoar
por não estar lá com ele? Por não estar lá para
segurar a minha mãe? Ela vai precisar de mim."
Seus olhos ficaram molhados mesmo sabendo que
ele não ia chorar, e ele esfregou a mão sobre sua
boca e nariz. "Deus, eu não posso fazer isso. Eu não
posso. Ele amava futebol. Nós amamos isso. Mas eu
o amo mais." Ele falou cada palavra como se
estivesse rasgando-o.
Estendi a mão e peguei as duas mãos nas
minhas. Isso sempre parecia acalmá-lo. "O que ele
queria que você fizesse? Se fosse sua escolha, o
que seu pai queria?" Perguntei, já sabendo a
responda.
West suspirou e baixou a cabeça. "Ele queria
que eu jogasse. Ele sempre quis que eu jogasse. "
Eu não disse nada mais. Eu o deixei pensar
sobre isso enquanto estávamos lá. Ele entrelaçou os
dedos nos meus e se agarrou a mim como se ele
precisasse de mim para sobreviver.
"E a minha mãe? Ela vai ficar sozinha se eu
jogar. "
"Existe alguém que você possa pedir para ficar
com ela durante o jogo? Alguém que ela confia? ",
Perguntei.
Ele levantou a cabeça. "Sua tia."
Tia Coralee estaria lá em um segundo se ele
pedisse. Brady gostaria que ela estivesse. Ele queria
fazer algo para ajudar. Se ele pensasse que sua
mãe faltando no seu jogo para ir sentar-se com a
mãe de West fosse ajudar, ele iria querer isso.
"Pergunte a ela. Ela quer ajudar. Brady quer
ajudar. Deixe-os. Se alguma coisa acontecesse, eu
teria uma mensagem imediatamente, e eu estaria
naquele campo para te avisar. "
Os olhos de West tinham secado e ele acenou
com a cabeça, sua mandíbula apertada, como se
estivesse lutando contra o desejo de gritar. Eu sabia
como ele se sentia. Eu geralmente gritava, apesar
de tudo. Eu não tinha sido capaz de me controlar
quando fui confrontada com a morte de minha mãe.
"Você é muito mais forte do que você pensa,"
eu disse a ele.
Ele me puxou para mais perto dele, em
seguida, abaixou a cabeça e beijou o topo da
minha. Não era o que eu sonhava, mas era o que eu
tinha. Eu gostei.
"Obrigado", disse ele enquanto seus braços
estavam em volta de mim e me segurando contra
ele. Eu queria suspirar e afundar-me nele, mas não
era isso que significava. Ele estava simplesmente
procurando conforto. E eu daria isso a ele.
"Você é bem-vindo", eu respondi contra seu
peito.
Ficamos ali por mais alguns instantes antes
dele se afastar e deixar as mãos cair longe de mim.
Senti frio sem elas. Gostaria de saber se ele sentia
o mesmo. Eu dava-lhe calor do jeito que ele fazia
comigo?
"Eu quero que você conheça minha mãe. Ela
gostará de você ", disse ele quando um pequeno
sorriso cansado tocou seus lábios. Ele estava
emocionalmente esgotado. Isso o tinha esgotado.
Gostaria de saber se ele dormiu à noite.
"Gostaria disso. Ela soa como uma mulher
incrível. "
Ele assentiu. "Ela é."
O barulho da comemoração começou a
aumentar, e ouvimos os sons suaves dos aplausos
da escola.
"É melhor você ir", eu disse, esperando que ele
não estivesse em apuros por se atrasar.
"Eu não vou. Eu disse ao treinador que eu tinha
que ir para casa e ver como estava meu pai. Boone
disse ao treinador sobre o meu pai essa semana. Eu
não queria que ele soubesse, mas Boone estava
certo de que ele precisava saber. Agora eu posso
sair sem ter que me explicar e perder coisas como
as comemorações do time, sem ficar em apuros ".
Meu tio estaria lá quando chegasse a hora,
quando West precisasse de uma figura paterna. Eu
era grata que ele tivesse isso. Tio Boone era um
bom homem. Minha mãe o tinha adorado. Ela falou
sobre seu grande irmão muitas vezes. E eles tinham
os mesmos olhos e o mesmo sorriso. Quando Jorie
havia dito que eu iria viver com ele, eu esperava
que me sentisse mais perto de minha mãe só por
estar perto dele. E eu fazia.
"Você quer ir comigo? Você pode sair? ", Ele me
perguntou.
"Sair?" Eu não tinha certeza de que eu o ouvi
direito.
Ele assentiu. "Sim. Venha para casa conhecer a
minha mãe. Talvez se meu pai estiver acordado,
você possa conhecê-lo também. Eu quero dizer, se
você quiser. Ele está... mau."
Eu iria ver qualquer coisa que esse menino me
pedisse.
"Gostaria disso."
Seu sorriso era o tipo de sorriso que era tão
raro, que você queria mantê-lo. Ele fazia você se
sentar e pensar em coisas para apenas ter esse
sorriso brilhando nele. Quando seus olhos estavam
genuinamente querendo dizer isso, não havia nada
em comparação com o sorriso de West Ashby.
Esse é meu garoto.
Capítulo 20
WEST
Eu estacionei em minha calçada e olhei para
Maggie. Ela havia concordado em vir tão facilmente.
Eu não tinha certeza que eu seria corajoso o
suficiente para fazer isso. Nós saímos da minha
caminhonete, e ela mandou uma mensagem para a
tia dela saber que ela estava saindo da escola
comigo e indo se encontrar com meus pais.
Eu não poderia imaginar trazendo mais
ninguém aqui agora. Nem mesmo Brady.
Especialmente não Raleigh.
Isso não era fácil de ver. Mas Maggie estava
sentada ali olhando calma e forte. Sempre tão forte.
"Quando eu digo que meu pai parece ruim. . .
ele realmente o faz. Ele está muito magro, seus
ossos se quebram facilmente agora. E ele está
branco e pálido. Sua pele parece quase translúcida.
É difícil de ver. Se você não acha que pode lidar
com isso, eu vou entender. " Maggie se virou para
olhar para mim, e seus grandes olhos verdes
estavam cheios de compreensão.
"Eu quero conhecer o homem que você adora.
Ele tem que ser especial. "
Um choque percorreu meu peito enquanto eu
me sentei lá e olhei para ela. Ela era mesmo real?
Como era que ela sempre dizia exatamente o que
eu precisava ouvir? Eu estava começando a pensar
que ela era meu anjo da guarda. Se isso existia.
Deus tinha certeza de não nos decepcionar, mas
talvez ele tivesse enviado Maggie para me dar força
e conforto que estava faltando.
"Vamos entrar, então. Eu mandei uma
mensagem para minha mãe e disse-lhe que
estávamos chegando. " Eu não tinha contado a
minha mãe sobre Maggie. Nós não falamos muito
sobre qualquer coisa, exceto meu pai. Então,
quando eu mandei uma mensagem para ela, eu
disse que Maggie era prima de Brady e nós nos
tornamos bons amigos.
Mamãe disse para trazê-la, que eles gostariam
de conhecê-la. Papai estava acordado e falando um
pouco hoje. Eu esperava que ele estivesse acordado
para ver Maggie.
Quando chegamos à porta da frente, os dedos
de Maggie passaram na minha mão dessa maneira
silenciosa dela, me tranqüilizando que ela estava lá
e não estava me deixando. Eu adorava quando ela
fazia isso. Ela sempre parecia saber quando eu mais
precisava.
Abri a porta, dei um passo para trás e fiz sinal
para que Maggie entrasse. A entrada estava vazia,
mas eu podia sentir o cheiro de biscoitos no forno.
Mamãe tinha feito lanche.
"Cheira como minha mãe na cozinha ", disse
Maggie, então coloquei minha mão em suas costas
para conduzi-la para conhecer a minha mãe.
Quando entramos na cozinha, minha mãe
estava de costas, e ela estava colocando copos para
nós. Seu cabelo estava escovado e puxado em um
rabo de cavalo, e ela estava vestindo uma camisa
agradável e calças de brim. Ela não gastava muito
tempo se arrumando mais porque ela tinha medo de
deixar o pai por muito tempo. Isso era o máximo
que eu tinha visto ela fazer para si mesma em
algumas semanas.
"Ei, mamãe," eu disse baixinho, não querendo
assustá-la.
Ela se virou, e seu olhar foi direto para Maggie.
Ela estava curiosa. Eu nunca trouxe meninas aqui.
Mamãe só tinha visto Raleigh algumas vezes
em meus jogos de futebol, e estávamos juntos o
ano todo.
"Olá, você deve ser Maggie," Mamãe disse,
caminhando para nos cumprimentar.
Maggie assentiu. Eu tinha esquecido de dizer a
minha mãe que ela não falava. Minha mãe não
sabia as fofocas da cidade, de modo que ela não
conhecia nada sobre o passado de Maggie. Eu abri
minha boca para explicar, quando Maggie deu um
passo na direção dela e estendeu a mão. "Sim,
senhora. Prazer em conhecê-la."
Fechei minha boca e olhei para Maggie. Eu
nunca a tinha ouvido conversar com mais ninguém.
Nem mesmo a família dela. No entanto, ela não
tinha hesitado em falar com a minha mãe. Só mais
uma coisa sobre ela que a fazia tão incrivelmente
especial. Depois de tudo que ela enfrentou e tudo o
que ela passou, ela ainda tinha compaixão. Ela
ainda se sacrificava para os outros. Eu não tinha
certeza se eu poderia ter feito o mesmo em sua
situação.
"É um prazer conhecê-la, também. Por favor,
me chame de Olivia. O West não traz mais os
amigos para casa. Fico feliz que ele sentiu que
poderia trazer-lhe." Mamãe disse com um brilho nos
olhos que eu não tinha visto há algum tempo.
Maggie corou e olhou para mim.
"Maggie é especial", eu disse a ela enquanto
passava os meus dedos sobre a mão de Maggie de
maneira como ela fazia muitas vezes.
"Eu vejo." Mamãe disse, sorrindo. Seu rosto
estava cansado, mas trazer Maggie aqui estava
fazendo-a feliz. Percebi que minha mãe devia se
sentir tão isolada com apenas nós e nenhuma outra
pessoa na casa. Sem distrações para ajudá-la a
lidar com o que estávamos enfrentando.
"Eu acho que nós dois precisávamos de um
amigo que poderia nos entender", disse Maggie, me
surpreendendo mais uma vez por falar.
Mamãe voltou a sorrir para mim. Ela gostava de
Maggie. Mas quem não gostaria? "Seu pai está
acordado. Ele precisa tomar o seu medicamento em
breve. Assim, você pode trazê-la para encontrá-lo
enquanto ele não está dormindo." Mamãe acenou
com a cabeça em direção ao corredor.
Ele estava com dor, isso era o que significava.
"Se ele precisa tomar seu remédio agora, eu posso
apresentá-la outra hora. "
Ela começou a sacudir a cabeça. "Ah, não, ele
sabe que você está vindo e trazendo um amigo já.
Eu o disse. Ele quer conhecê-la. "
Olhei para Maggie. "Você está pronta?",
Perguntei, querendo dar-lhe uma última chance de
mudar sua mente.
Ela assentiu com a cabeça, e todo o incentivo
que eu precisava estava em seus olhos. Eu não me
importava que minha mãe visse; Eu precisava
segurar a mão de Maggie agora. Deslizando minha
mão sobre a dela, segurei-a com força. Em seguida,
acompanhando-a pelo corredor até o quarto dos
meus pais.
Eu abri a porta devagar e espiei.
"Não seja cauteloso, rapaz. Eu estou te
escutando. Vamos entre." Ele chiou então tossiu.
Era uma versão muito mais fraca do vozeirão que
eu sempre conheci.
Maggie não parou, mas andamos à direita para
dentro com a mão ainda firmemente na minha.
"Esse é o amigo mais bonito que você já trouxe
para casa", disse ele, sorrindo como se não o
estivesse machucando.
"Obrigada", disse Maggie.
"Eu pensei que tivesse o ensinado melhor,"
meu pai disse, ainda ofegante através com suas
palavras. "Uma menina que se parece como ela não
é para amizade. Você deveria tê-la."
Maggie riu ao meu lado, e o sorriso do meu pai
cresceu.
"Ele tem um monte de meninas esperando. Ele
não precisa adicionar outra à longa fila", ela
respondeu, e meu pai riu. Não era a gargalhada
profunda que ele costumava dar, mas foi à primeira
risada que eu tinha escutado dele há algum tempo.
Depois que ele tossiu e recuperou o fôlego, ele
olhou para mim. "Você tem uma fila agora?"
Eu dei de ombros. Eu não falava muito sobre as
meninas com o meu pai. Não depois do que ele me
pegou olhando pornografia no computador quando
eu tinha treze anos e me deu uma conversa sobre
sexo. Nós falávamos de futebol, escola, vida. Mas
não meninas.
"Sim. Você deve ouvir as meninas nas
arquibancadas nas comemorações do time. Ele é
muito popular com elas. "
Maggie informou meu pai.
Ele riu novamente. "Tenho certeza que você
tem meninos na fila para você, também. Se esse é
cego demais para tê-la, eu não duvido que um deles
vá ".
Meu sorriso foi embora. Eu não queria pensar
sobre isso. Maggie estava conhecendo minha mãe e
meu pai. O que havia se ela começasse a conversar
com outro cara? E se ela não era só minha mais?
Papai soltou outra risada, eu levantei meu olhar
para vê-lo olhando diretamente para mim. "Não é
divertido pensar sobre isso, não é?”- disse.
Meu intestino torceu e embrulhou. Eu não gosto
de pensar sobre isso e meu pai sabia claramente.
"Isso são risos. O que eu não estou sabendo?"
Mamãe perguntou quando ela entrou, olhando mais
feliz do que eu tinha visto em muito tempo. Ouvindo
papai rir era bom para nós dois.
"Não é a minha garota favorita," meu pai disse
quando mamãe caminhou até ele. Ele ainda olhou
para ela como se ela fosse fazer cada desejo se
tornar realidade. Mamãe abaixou-se e beijou-lhe os
lábios. "Eu estava fazendo o lanche. Essa noite é a
noite do jogo, e West precisa de alguns
carboidratos. "
Papai olhou da minha mãe para mim. "Você vai
ganhar hoje à noite?", Perguntou. Isso era sempre
coisa nossa.
"Você sabe que sim," eu respondi como eu
sempre fazia.
"Esse é o meu garoto."
Levaria anos para eles ficarem ligados.
Capítulo 21
MAGGIE
Eu tinha mandado uma mensagem para tia
Coralee várias vezes durante o jogo para ver como
Mr. Ashby, ou Jude, como ele me disse para chama-
lo estava. Ela me garantiu que ele estava dormindo
e estava tudo bem. Eu queria ser capaz para
tranquilizar West de que tudo estava bem toda vez
que ele olhava para cima nas arquibancadas para
mim.
Ele fez isso várias vezes, e cada vez eu
assentia.
Através de tudo isso, ele conseguiu correr em
um touchdown e fazer várias coisas que eu não
entendia, mas que, de acordo com o que tio Boone,
explicou foi muito impressionante. West estava
sempre lá para Brady para fazer as melhores
jogadas.
Eu sabia que essa noite ele não estaria indo
para a festa no campo. Ele estava preocupado sobre
ficar longe de seu pai. Eu tinha pedido a tia Coralee
se eu poderia ir para casa depois do jogo em vez de
ir para a festa do campo com Brady. Mesmo que eu
estivesse feliz por conhecer seus pais,
emocionalmente, eu estava gasta.
Embora Jude tivesse falado comigo, tinha sido
difícil para ele, e ele estava usando toda a energia
que tinha para falar conosco. Ele ofegava e tossia.
Em seguida, observando a maneira como ele olhava
para sua esposa e o quanto ele a adorava tinha
quebrado meu coração.
Eu não conseguia me lembrar de um tempo de
minha vida quando meus pais haviam se olhado
dessa forma. Eu poderia recordá-los lutando e
gritando, o que eles sempre faziam. No entanto,
nenhuma vez eles olhavam para si como os pais de
West faziam.
E pensar no que eles perderiam era tão
incrivelmente triste.
Enquanto a multidão caminhava para fora de
seus carros, eu segui o tio Boone quando ele foi
esperar Brady sair do vestiário. Eu queria ver West
antes de eu sair. Deixar seu pai hoje tinha sido
difícil para ele. Ele segurou a minha mão durante
toda a viagem de volta para minha casa. Se eu
pudesse segurar sua mão no campo de futebol, eu
faria.
"Lá está West." Tio Boone disse, apontando
para a casa de campo. "Eu acho que você vai querer
ir vê-lo. Eu acho que ele provavelmente está
procurando por você. "
Olhei para o tio Boone, e ele me deu um sorriso
compreensivo. Eu esperava que ele não achasse
que o que West e eu estávamos fazendo era algo
mais do que amizade. Eu tinha explicado a tia
Coralee porque ela me perguntou. Mas eu
realmente não tinha explicado isso a Tio Boone.
Eu concordei e fomos para West. Mas Serena
chegou a ele antes que eu pudesse. Ela gritou e
colocou os braços ao redor dele. Eu parei e esperei.
Eu tinha percebido que, às vezes, West precisava de
mim, mas outras vezes ele precisava dela. Ou
alguém como ela. Eu não tinha certeza se isso era
uma daquelas vezes.
West a ouvia falar, e ele deu-lhe um aceno de
cabeça. Eu decidi que era o tempo de Serena não o
tempo Maggie, e eu me virei e voltei para o tio
Boone. Ele estava de pé onde eu o tinha deixado,
me observando. Ele não parecia feliz, mas ele não
parecia com raiva também. Somente preocupado.
Eu parei quando cheguei ao seu lado, e
esperamos Brady.
Depois de alguns momentos tio Boone
pigarreou. "Os meninos não fazem sempre as
decisões certas. Leva anos antes que se tornem
homens sábios. "
Ele não tem que explicar. Eu já estava
começando a entender.
"Você merece mais, Maggie. Ele está sofrendo,
mas você já teve a sua quota de dor também,
querida. "
Eu sabia que tio Boone tinha boas intenções. E
eu também sabia que ele estava certo. Eu merecia
mais, e eu sabia que não seria de West. Ele nunca
me prometeu mais do que amizade e amizade era o
que ele precisava de mim. E até que ele não
precisasse mais de mim, eu estaria lá para ele.
Mesmo que fosse difícil, e mesmo que eu ficasse
agitada por muito tempo. Eu deveria lembrar que
ele não tinha outros sentimentos mais profundos
por mim. Eu iria guardar para mim mesmo. Eu tinha
atravessado o inferno e sobrevivi. Eu poderia fazer
isso.
"Nós acabamos com eles!’’ Brady gritou, e eu
olhei para fora para vê-lo andando em nossa
direção, sorrindo para o pai dele. Tio Boone ficou lá
com orgulho em seu rosto. Eu imaginei que isso era
por que era tão difícil para West. Essa era uma das
coisas que ele já tinha perdido.
"Bom jogo, filho." Tio Boone deu um tapinha
nas costas Brady. "Você vai para o campo?"
"Sim, você vai Maggie?", Ele perguntou,
olhando para mim.
Eu balancei minha cabeça.
Ele parecia aliviado e preocupado ao mesmo
tempo.
"Ela vai para casa comigo essa noite," Tio
Boone disse a ele, sem mencionar a minha visita
essa tarde a West.
"Tudo bem, eu não estarei em casa até muito
tarde", assegurou seu pai, em seguida, virou-se e
dirigiu-se para Ivy, que estava esperando por ele.
Olhei para trás na direção de West, e os nossos
olhos colidiram. Ele já estava vindo à minha
direção. Serena estava seguindo atrás dele. Isso
não era algo que eu queria fazer na frente de Tio
Boone.
"Você quer esperar por ele aqui, ou você quer
ir?", Perguntou o tio Boone.
Olhei para o tio Boone e dei-lhe um sorriso de
desculpas. Eu sabia que ele não estava de acordo
com essa situação, e eu adorava que ele se
importava o suficiente comigo para estar
preocupado. Mas eu não estava correndo de West.
Não depois de ver Brady com seu pai e sabendo que
West jamais teria isso de novo.
"Hey", disse West, trazendo a minha atenção
de volta para ele.
Serena parou atrás dele. O olhar em seu rosto
era de puro aborrecimento.
Eu tirei meu olhar para longe dela e de volta a
West. Eu sorri para ele. Eu queria que ele soubesse
que estava tudo bem. Eu mandaria uma mensagem
mais tarde e dizendo-lhe "bom jogo".
"Você vai para o campo?"
Eu balancei minha cabeça.
"Ela não vai. Então, podemos ir agora?"-
perguntou Serena, estendendo a mão e pegando o
braço de West.
Ele não se afastou dela e eu me recusei a
deixar que isso me machucasse.
"Você vai para casa?", Ele me perguntou.
Eu balancei a cabeça.
"Você teve um bom jogo", disse o tio Boone,
colocando a mão no meu ombro. "Aquela aterragem
foi impressionante. Seu pai vai ficar feliz em ouvir
sobre isso. " Então ele começou me guiando em
direção ao estacionamento. "Vocês tenham uma boa
noite agora. Maggie e eu estamos indo para casa. "
Ele não havia deixado qualquer espaço para
discussão.
West parecia rasgado. Como se ele quisesse me
parar, mas ele não soube o que fazer. Eu não
poderia deixar que ele decidisse. Eu levantei minha
mão e dei-lhe um pequeno aceno antes de me virar
e ir embora com Tio Boone.
Ela sempre será apenas minha amiga.
Capitulo 22
WEST
Eu saí de casa todo final de semana, exceto
para ir à loja comprar leite e ovos. Uma vez que
Maggie tinha ido com seu tio na sexta-feira, eu
tinha conseguido colocar na cabeça de Serena que
eu estava indo para casa. Sozinho.
Quando cheguei em casa, meu pai estava
dormindo, mas eu sentei e conversei com minha
mãe sobre o jogo e Maggie. Ela realmente gostou
de Maggie. Ela também queria saber por que
Coralee pensava que Maggie não falava. Mamãe era
inteligente o suficiente para saber que algo estava
acontecendo e não contou a Coralee que Maggie
havia de fato falado quando ela estava aqui.
Foi à primeira coisa que ela me perguntou
quando eu cheguei em casa. Eu sabia que ela
estava vendo mais coisa em Maggie do que era na
verdade. Ela poderia querer que ficássemos juntos,
mas eu não estava com a mente boa para ter um
relacionamento com alguém como Maggie. Alguém
que merecia muito mais do que eu tinha a lhe dar.
Explicar para ela não era realmente uma boa
ideia, no entanto. Ela se preocupava comigo. E ela
já tinha o suficiente para se preocupar. Nós dois
tínhamos.
Sábado eu tinha passado o dia no quarto do
meu pai assistindo o futebol do colégio. Quando ele
acordou, nós conversamos um pouco sobre o jogo
de sexta à noite. Eu falei mais e ele escutou. Era
difícil para ele falar agora. A respiração ia ficando
mais e mais difícil para ele. A moça da casa de
repouso veio, e eu fiquei com meu pai enquanto
podia. Eu só saí quando ela e mamãe foram dar
banho nele.
O domingo foi uma repetição do sábado, exceto
que nós assistimos aos jogos da NFL. Mamãe
encolhida na cama conosco, e nós conversando.
Conversamos sobre a nossa primeira viagem de
acampamento e como mamãe tinha gritado quando
o urso negro tinha entrado em nossa geladeira.
Então nós rimos sobre a primeira vez que tínhamos
levado Mamãe para pescar. Ela tinha ficado
horrorizada com o fato de que colocamos grilos
vivos no gancho.
Pai também quis saber sobre Maggie. Ela o
encantou com bastante facilidade. Ele me avisou
para não confundir, dizendo que ela era incrível.
Mamãe tinha acariciado minha mão como se a
concordar com ele.
Cada noite depois que meu pai ia dormir, eu ia
para o meu quarto mandar mensagem para Maggie.
Ela sempre respondia, e eventualmente nós
acabávamos nos falando ao telefone até que ambos
caíssem no sono.
Na segunda-feira eu estava mais do que pronto
para vê-la. Papai tinha realmente dormido durante a
noite e parecia melhor essa manhã. Mamãe estava
feliz com isso, deixando-nos saber que estava bem.
Meu bom dia foi embora rapidamente, no
entanto, quando eu vi Serena conversando com
Maggie em seu armário.
Eu poderia dizer pelo olhar no rosto de Serena
que elas não estavam tendo uma conversa
agradável. Maggie estava apoiada longe dela e
empurrada contra a porta do armário, seus olhos
verdes estavam arregalados e nervosos. Isso não
me fez nada feliz.
Eu empurrei pela multidão e, eventualmente,
todos saíram do meu caminho. Quando cheguei
perto o suficiente, Eu ouvi Serena: "Ele me fode. Ele
não quer você. Caí fora."
"Fique o inferno longe de Maggie. Agora. " Eu
vibrei enquanto me movia entre elas e coloquei
minhas mãos sobre os ombros de Serena para tira-
la. "Nunca. Nunca. Chegue perto dela novamente.
Não respire o mesmo ar que ela respira. Nem
sequer porra olhe para ela. Você entende o que eu
estou dizendo?"
Os olhos de Serena se arregalaram de
surpresa. Ela não esperava que eu a pegasse. Ela
tinha ficado furiosa por que eu queria ver Maggie
após o jogo. Até então ela não a tinha visto como
concorrência.
"Ela estava flertando com você. Ela acha que
pode tê-lo. Eu estava dizendo a ela o que nós
temos. Que você somente a vê como uma amiga.",
Serena começou a explicar como se ela fosse
completamente inocente.
Senti o movimento do corpo de Maggie atrás de
mim, e tocar-lhe a mão. Ela não estava indo. Eu
senti falta dela. Serena não ia atrapalhar a minha
manhã com seu equivocado ciúme.
"Você não sabe o que ela pode ter. Mas eu vou
te dizer o que você não pode ter. Eu. Tivemos um
pouco de diversão, mas isso foi tudo. Nós
acabamos." Eu não ia deixar espaço para que ela
respondesse. Eu virei de costas para ela, sabendo
que agora tinha a atenção de todos no corredor. Eu
sabia que ela não iria ficar lá, me implorando para
olhar para ela. Ela tinha mais orgulho do que isso.
Então, eu não fiquei surpreso quando ela se
afastou. E depois todos voltaram para seus lugares.
Os olhos de Maggie ainda estavam arregalados
e tão malditamente bonita quando ela olhou para
mim.
"Desculpe-me por isso. É minha culpa. Tomo
decisões estúpidas e elas nunca deveriam afetá-la."
Ela moveu a mão para apertar a minha. "Está
tudo bem", ela sussurrou tão baixinho, ninguém iria
ouvi-la.
"Não está bem. Ninguém fala com você desse
jeito. Ninguém ", eu disse, sentindo a minha raiva
começar de novo. Eu odiava ver Maggie com medo.
Ela me deu um pequeno sorriso em seguida,
enfiou a mão na minha e pegou sua mochila do
chão. Eu assisti como ela pegou seus livros,
desejando que eu tivesse sozinho para que
pudéssemos conversar. Então, eu podia ouvir a voz
dela. Eu tinha ouvido no telefone na noite passada,
mas sempre era diferente pessoalmente.
Chegando perto dela, eu inalei e deixei seu
perfume de baunilha sobre mim. Eu poderia levar
isso comigo para o primeiro período. Como eu não
podia levá-la.
Quando ela se virou, estávamos tão perto que
nossos corpos quase se tocaram.
Quase imediatamente uma mão pousou no meu
ombro e apertou com força. "Amigos. Lembre-se? "
A voz de Brady não ameaçava, mas com
certeza também não era amigável.
Tomei mais uma inspiração profunda, em
seguida, dei um passo para trás. Maggie olhou para
Brady, em seguida, sorriu uma última vez para
mim. Suas bochechas ficaram rosa enquanto ela
segurava seus livros perto de seu peito e saiu
correndo.
Uma vez que ela estava fora de vista, eu me
virei para Brady. Ele estava franzindo a testa. "Isso
não foi amigável. Foi como 'Estou prestes a comê-la
nesse corredor na frente de todos.’ Isso é o que era.
Eu vi. Assim como todo mundo. E ela...eu vi a boca
dela se mover? "
Ela não quer que ele saiba. Não era algo que
ela estava pronta para compartilhar. Eu balancei
minha cabeça. "Não. Nós apenas nos comunicamos
de forma diferente. Isso é tudo. "
Brady levantou uma sobrancelha. Ele sabia que
eu estava cheio de merda. Eu queria está tão perto
dela o quanto eu conseguisse. "Lembre-se, ela é
frágil. Não a quebre. "
Ele não sabia como ele estava errado. Maggie
era uma das pessoas mais fortes que eu conhecia.
"Eu já te disse, eu nunca iria machucá-la. Eu
estava me certificando de que ela estava bem.
Serena estava sendo desagradável, e eu fui pra
cima. Eu não vou deixar ninguém machucá-la.
Confie em mim."
Brady balançou a cabeça, seu cenho ainda
franzido. "Eu estou tentando. Mas eu vejo a maneira
como você olha para ela ".
"Só porque eu quero algo, não significa que eu
sou cruel o suficiente para tê-la. Eu nunca faria isso
com ela. Ela é apenas minha amiga. Ela sempre
será apenas minha amiga. “
Ninguém mais é divertido para
conversar.
Capítulo 23
MAGGIE
O resto da semana as coisas com o pai de West
parecia melhor. Ele ainda estava tendo problemas
para respirar, mas ele estava mais acordado. E com
menos dor, ou assim parecia. Ele não estava
precisando tomar o máximo de remédio que o
mantinha drogado. Eu tinha ido visitá-lo na quarta-
feira à noite. West tinha vindo me pegar depois de
seu treino de futebol, e nós jantamos com sua mãe.
Depois fomos para falar com o seu pai.
Na quinta-feira, West me encontrou na porta do
refeitório e insistiu para que eu comesse em sua
mesa. Desde que Serena não estava mais lá, eu
concordei. Os caras ainda estavam tentando
descobrir a nossa amizade. Não fazia sentido para
eles, mas na sexta-feira eles tinham aceitado que
eu iria me sentar com eles a partir de agora, e
todos eles pareciam bem com isso.
West e eu estávamos... bem, eu não sabia
como estávamos. Nós mandávamos mensagens
durante todo o dia e conversava no telefone todas
as noites. Nós não apenas falávamos sobre seu pai
ou o meu passado; nós conversamos sobre a vida.
Ele me disse histórias sobre ele e Brady quando
eram crianças, e eu disse a ele sobre meus anos
como uma líder de torcida no colegial.
Mas eu achei que a nossa situação estava cada
vez mais confusa. Como quando West ficava perto
de mim e respirando profundamente como se ele
estivesse me querendo. Ou nas vezes que ele
estendia a mão nas minhas costas mais do que era
necessário. Ou na vez que Nash sentou ao meu lado
e começou a flertar, e West tinha ficado com raiva.
Ele não tentou mostrar, mas todo mundo viu,
incluindo Brady.
Mesmo que ele fizesse todas essas coisas, ele
ainda flertava com as meninas na escola que
vinham para ele.
Embora ele não estivesse fazendo sexo com
qualquer uma delas no banheiro ou se apegando a
nenhuma delas, ele também nunca mencionou o
nosso beijo ou agiu como se ele gostasse de tentar
novamente.
Ele não havia mencionado quais eram seus
planos após o jogo de futebol na sexta à noite nem
tinha me perguntado sobre os meus. Então eu
perguntei a tia Coralee se eu poderia ir direto para
casa para a cama. Eu estava cansada. Ela
concordou, e eu saí logo após o jogo com ela
enquanto tio Boone ficou para conversar com Brady.
West marcou três touchdowns, e o sorriso em
seu rosto tinha feito tudo o que estava errado,
certo. Eu adorava vê-lo feliz. Eu gostaria de poder
estar lá quando ele dissesse tudo a seu pai.
Eu deixei os eventos da semana passar na
minha mente enquanto tomava banho e me
preparava para dormir. Brady parecia menos
aborrecido comigo ultimamente, e eu sabia que era
porque ele não tinha que me levar mais aos lugares.
Seus pais tinham parado de tentar me empurrar
para ele constantemente. A hora do jantar era mais
fácil, e eu gostava de ouvir todos eles falando.
Eu também deixei a ideia de começar a falar
em público passar novamente na minha cabeça. Eu
tinha conversado com os pais de West, mas só
porque eu não queria tornar as coisas mais difíceis
para eles com o meu silêncio. E se eu nunca tivesse
a chance de falar com seu pai novamente, eu não
queria me arrepender de ficar em silêncio.
Eu queria ser uma parte dessa família, mas
quando eu não falava ou partilhava minha vida do
dia-a-dia, eu permanecia fora. Se eu começasse a
falar com minha tia e meu tio, eventualmente, eles
iam me fazer falar sobre o que eu tinha visto. Sobre
o que tinha acontecido. Eu não queria. Eu não
estava mais apavorada por ouvir a minha própria
fala com West em voz alta tinha me mostrado que
eu podia me ouvir novamente e não desmoronar,
mas eu não estava pronta para falar sobre a minha
mãe... ou meu pai. Os Higgenses sabiam tudo que
havia para saber. Se eu pudesse confiar-lhes para
não me forçar a falar sobre aquela noite, então eu
poderia falar com eles.
Eu terminei o banho, em seguida, sai com a
toalha secando meu cabelo depois a passei em volta
do meu corpo indo de volta para o meu quarto.
Abrindo a porta do quarto, comecei a gritar
quando vi West em pé dentro. Eu rapidamente bati
uma das mãos sobre minha boca, enquanto
agarrava a toalha firmemente em torno de mim
com a outra.
"West?", Perguntei, ajustando para que eu
pudesse segurar minha toalha em volta de mim com
as duas mãos.
Seus olhos não estavam no meu rosto, mas nas
minhas pernas nuas. Eu estava tentada a correr de
volta para o corredor.
"West?" Eu repeti.
Seus olhos se encontraram nos meus, e ele
sorriu timidamente. "Desculpa. Não quis assustá-la.
Eu mandei uma mensagem para você que eu estava
chegando, mas você não respondeu. "
“Chegando?" Eu repeti, ainda muito confusa.
Ele acenou com a cabeça para a janela. "Esse
era o quarto de Brady na maior parte da minha
vida. Eu subo nessa janela desde que eu tinha sete
anos."
Oh. Mas por que ele estava aqui?
"Você deixou...o jogo...e você não foi à festa do
campo. Eu esperei por você."
Isso. Isso era o que me confundia. Eu não
entendia quando ele fazia coisas como essas. Ele
não havia perguntado sobre meus planos para essa
noite. Presumi que ele tivesse os seus. Eu não sabia
que ele queria me ver.
"Saí com a tia Coralee. Você não mencionou me
ver depois. "
Agora ele era o único que parecia confuso. Por
que ele estava confuso? Ele era o único que estava
me dando loucos sinais! "Achei que você sabia que
eu ia querer vê-la. Sair para curtir."
Eu balancei minha cabeça. Eu não sabia de
nada.
Ele sorriu para mim nesse momento. "Bem,
sempre assumo que temos planos. Você é a única
amiga que eu quero passar o tempo. Agora, você
poderia colocar alguma roupa? Isso é uh...
perturbador."
"Você que entrou no meu quarto sem ser
convidado, certo? Se eu soubesse que você estava
vindo, eu estaria vestida. "
Ele sorriu. "Eu mandei uma mensagem para
você."
"Eu estava no banho."
"Pequeno detalhe".
Dessa vez eu ri. Mas eu rapidamente me peguei
e mordi meu lábio, esperando que a tia Coralee não
me ouvisse. "Vire-se", eu sussurrei.
"Por quê?"
"Para que eu possa colocar minhas roupas."
"Ok, sim, isso," ele disse, e virou o rosto para a
parede.
Eu fui lá e peguei uma calcinha na minha
gaveta e então uma leggings e uma camiseta
folgada. Eu nunca tinha me vestido com um cara na
mesma sala. Mesmo que ele não estivesse olhando,
ele ainda me fez ficar nervosa. Vesti-me
rapidamente e corri os dedos pelo meu cabelo
molhado. Porcaria. Eu tinha esquecido o meu
cabelo.
"Pronto", eu disse a ele quando me virei para
procurar minha escova.
"Bom", disse ele, me fazendo parar e olhar por
cima do ombro para ele.
Ele piscou. Eu odiava quando ele piscava para
mim. Principalmente porque eu adorava quando ele
piscava. Eu odiava que eu gostasse. Porque os
amigos não têm pássaros em sua barriga com
piscadelas.
"Você deve usar leggings com mais frequência",
disse ele, e eu mudei a minha atenção na procura
de uma escova. Quando eu finalmente encontrei,
comecei a puxá-la através do meu cabelo
emaranhado antes de voltar para ele.
"Como foi a festa de campo?", Perguntei,
sentando-me no final da minha cama.
Ele deu de ombros e se sentou ao meu lado.
"Chato. Você não estava lá. Ninguém mais é
divertido para conversar. "
Revirei os olhos, fazendo-o rir.
"Sua tia e tio vem verificar você durante a
noite?"
Eu balancei minha cabeça. Eu trancava minha
porta à noite. Eu tenho pesadelos e, embora eu não
gritasse com eles, muitas vezes eu chorava e
soluçava, dizendo coisas que eu não queria que eles
ouvissem.
"Posso ficar um tempo se nós sussurrarmos?"
Como eu iria dizer-lhe que não. Eu nunca disse
a ele que não. Mesmo que eu deveria dizer não...
Não faria mal dizer-lhe que não, e ele deveria ouvir
com mais freqüência.
"Claro."
Você está louco se pensa que eu ia fazer
um movimento para minha prima.
Capítulo 24
WEST
Ela tinha dormido em mim, literalmente em
mim, cerca de uma hora atrás. Mas eu ainda estava
aqui. Sua cabeça tinha caído no meu ombro e tinha
gradualmente mudado para meu peito. Eu tinha que
sair daqui antes que Brady chegasse em casa e
visse minha caminhonete estacionada na rua. Seus
pais talvez não tenham notado, mas ele faria. Ele
também saberia que eu estava no quarto dela e
como cheguei lá. Eu não ia empurrar a minha sorte
com ele.
Saindo debaixo dela, eu puxei as cobertas para
que ela não ficasse com frio. Assim quando eu
estava prestes a afastar-se, ela começou a
choramingar. Era suave, mas era um choro. Então
ela começou a chutar e sacudir acabeça quando o
choramingo ficou mais alto.
Eu tenho pesadelos todas as noites. Eu vejo a
minha mãe morrer repetidamente. Suas palavras
passaram na minha cabeça. Era isso que estava
acontecendo? Comecei a esfregar a minha mão para
cima e para baixo no braço dela enquanto eu
assegurava que ela estava bem e eu estava aqui.
Não ajudou. Ela continuou chutando e, em
seguida, começou a gemer lamentavelmente.
Eu odiava vê-la assim. Perdida em um horror
que ela não poderia escapar. Não era um pesadelo.
Aquilo era real. Aqueles que você poderia acordar.
Isso era uma memória que a assombrava. Um que
ela nunca acordava.
Arrastei-me na cama e deitei atrás dela,
passando os braços em volta dela e puxando-a
contra meu peito. Eu continuava sussurrando em
seu ouvido que eu estava aqui. Que ela estava em
meus braços e eu não ia deixá-la. Que ela ficaria
bem.
Lentamente, ela começou a diminuir. Ela parou
de chutar em seus sons aterrorizados. Então seus
dedos se embrulharam firmemente ao redor do meu
braço. Ela não me deixaria ir. Mesmo em seu sono
ela sabia que eu estava aqui, e ela estava me
mantendo por perto.
Isso era bom. Pela primeira vez, eu a tinha
ajudado. Ela tinha sido a minha rocha, a minha
fonte de paz, mas eu nunca estava para ela. Eu
pensei nela indo e vivendo seu inferno sozinha. Mas,
na realidade, ela ainda estava vivendo, e eu podia
fazer por ela o que ela fazia por mim. Segurá-la,
para que ela nunca perdesse a si mesma.
****
Alguém estava empurrando meu corpo para
trás. Grogue, eu abri meus olhos para ver o porquê.
Estava ainda mais escuro. Eu pisquei e olhei para
baixo para ver que Maggie tinha virado e agora
estava de frente para mim, dobrada perto do meu
corpo.
A mão no meu braço apertou. Aparentemente,
eu não tinha acordado por mim mesmo. Olhei para
cima para ver Brady de cara feia para mim.
"O quê. O. Porra." ele rosnou. "Eu confiei em
você." Ele estava mantendo sua voz baixa, o que
era bom. Brady eu poderia lidar, mas Boone me
mataria.
"Ela teve um pesadelo. Eu só estava ajudando-
a, e então eu adormeci também. Eu juro por Deus,
foi isso ".
A carranca de Brady não saiu. "Por que você
estava em seu quarto? Já passa da meia noite. Eu
conheço você, West e você não rasteja na cama
com as meninas para não fazer nada. "
Ele estava certo sobre isso. Exceto com Maggie.
Eu fui para a cama e não fiz nada com Maggie.
"Eu nunca iria tocá-la, Brady. Eu juro. Ela é
minha amiga, e ela precisava de mim. Eu não estou
tentando fazer mais nada com ela ".
Brady finalmente pareceu acreditar em mim.
"Ela está vestida", disse ele.
"Sim, e eu também. Minhas botas ainda estão
no mesmo lugar," eu apontei.
Brady encarou e acenou com a cabeça para eu
sair.
Eu fui para Maggie e cobri-a. Brady era seu
primo, mas eu não gosto da ideia dele vê-la
naqueles leggings apertadas. Sua camisa estava
agrupada em torno de sua cintura, e você poderia
ver um pequeno pedaço de pele em seu estômago.
Eu não queria que ele visse.
"Não volte para o quarto dela à noite."
Eu não ia discutir com ele, mas ele era estúpido
se achava que eu não iria voltar. Se ela me quisesse
aqui, eu estaria de volta a cada maldita noite para
ver como ela estava.
"Nós conversamos. Ela dormiu, então começou
a ter um pesadelo na hora que eu estava saindo. Eu
a acalmei e adormeci no processo. "
Brady me deu um aceno duro. "Bem. Agora
saia. "
Eu iria, mas ele estava saindo também. "Eu irei.
Mas você também. "
Ele olhou para mim como se eu tivesse perdido
minha mente. "O quê?"
Olhei de volta para Maggie dormindo enrolada
sozinha na cama. "Se eu sair, você também sai. Ela
tranca a porta à noite. Como você entrou?"
Perguntei.
"Eu sei como entrar no meu quarto de infância,
quando ele está bloqueado. Além disso, uma vez
que eu vi a sua caminhonete estacionada na
estrada, eu sabia onde estava e como você entrou
aqui ".
Eu confiava em Brady, mas eu não gosto disso.
"Eu saio, você sai." eu repeti.
"Você está falando sério?", Perguntou.
"Muito."
Brady balançou a cabeça e abriu a porta do
quarto. "Eu juro por Deus, West. Você é louco se
você acha que eu ia fazer um movimento em minha
prima. "
Eu não acho que ele faria. Eu só não gosto dele
estar em seu quarto enquanto ela dormia. Ela não
tinha o convidado para entrar. Era uma invasão da
sua privacidade.
Quando eu finalmente cheguei em casa e em
minha própria cama, eu fui dormir esperando
acordar e repetir o último fim de semana com meu
pai. Eu não consegui.
Em vez disso eu fui acordado pelos sons de
uma ambulância fora da casa, e a frenética voz da
minha mãe. Meu coração bateu contra meu peito, e
eu me levantei rapidamente. Corri do meu quarto
para a frente da casa quando eu ouvi minha mãe.
"Ele está no final do corredor!", Ela gritou para
os paramédicos que já estavam correndo pela
porta.
"Depressa! Ele está vomitando muito sangue.
Depressa! Por favor! " Mamãe estava chorando
penosamente, e os paramédicos moveram-se
rápido. Eu recuei e os deixei passar, depois fui para
minha mãe, que estava segurando a porta da
frente, como se estivesse prestes a ruir. Ela tinha
sangue em toda a sua roupa. E as lágrimas estavam
escorrendo pelo rosto. "Nós vamos perdê-lo. Oh
Deus, West, nós vamos perdê-lo." Ela soluçou
quando seus joelhos se dobraram.
Corri até ela e segurei-a contra meu peito. "Ele
precisa de nós para ser forte agora. Nós podemos
ficar triste mais tarde. Mas precisamos mostrar a
ele que nós podemos lidar com isso. Se ele vê-la
desse jeito, será ainda mais difícil para ele. "Eu lhe
pedi para fazer, mas eu mesmo não tinha certeza
de que poderia fazer, eu senti como se Maggie
estivesse ali comigo dizendo aquelas palavras em
meu ouvido. Lembrando-me que isso não era sobre
mim agora. Que eu tinha que ser forte o suficiente
para isso.
Mamãe assentiu e enxugou seu rosto. "Você
está certo. Ele precisa de nós para ser forte ", ela
repetiu.
"Ajude-me a lembrar disso." Ela deu um
tapinha nos meus braços que eu tinha envolvido em
torno dela. "Eu preciso me trocar para ir com eles
para o hospital ".
"Eu vou dirigir. Vá se trocar, e nós vamos. Eles
não vão deixar você na parte de trás. Eles irão
precisar de toda a sala para ajudar meu pai. "
Ela assentiu com a cabeça novamente, mas eu
poderia dizer que ela não gostava da ideia de sair
desta casa sem ele.
Segurei-a quando eles trouxeram meu pai,
inconsciente e coberto de sangue. Vendo-o assim
trouxe uma nova tristeza, mais profunda. Uma que
eu não tinha experimentado ainda.
"Estamos chegando, querido. Estamos bem
atrás de você. Seja forte para nós. Estaremos
esperando por você," Mamãe falou atrás dele.
"Vá em frente e se limpe," eu disse a ela.
Ela segurou meus braços por mais alguns
segundos quando eles o colocaram na parte de trás
da ambulância. Então ela correu pelo corredor para
se trocar.
Eu pulei no chuveiro e me limpei antes de me
atirar em um jeans e uma T-shirt. Uma vez que
chegássemos ao hospital, eu gostaria de encontrar
um serviço de limpeza para limpar seu quarto. Eu o
queria agradável e pronto quando meu pai voltasse
para casa. Eu também não queria mamãe limpando.
Quando eu saí do meu quarto, mamãe saiu
para o corredor. Nós olhamos por um momento.
"Ele precisa de nós para ser forte para ele," eu a
lembrei. Eu queria que ela também encontrasse
força interior. No caso era. Se nós tivéssemos que
dizer adeus a ele em breve, eu queria que ela
estivesse pronta para dizer adeus sem quebrar.
Eu só pedia a Deus que eu pudesse fazê-lo.
Mamãe assentiu mais uma vez e se dirigiu para a
porta. Eu segui atrás dela, enquanto eu mandava
uma mensagem para Maggie. Eu ia precisar dela
agora mais do que nunca.
Eu preciso de você aqui.
Capítulo 25
MAGGIE
Levaram-no para o hospital em uma
ambulância. Eu preciso de você.
Eu continuei lendo a mensagem de West
repetidamente enquanto Tia Coralee, tio Boone,
Brady, e eu íamos para o hospital.
Ele não tinha me dado detalhes. Ele apenas
disse que precisava de mim. Eu tinha saltado para
fora da cama e começado a me vestir sem pensar
em como eu iria chegar ao hospital. Quando eu corri
no corredor para ir ao banheiro para que eu
pudesse escovar os dentes, tio Boone tinha sido
subindo as escadas com um jornal. Eu lhe entreguei
o meu telefone para que ele pudesse ver a
mensagem de texto. Ele leu, em seguida, foi
acordar Tia Coralee e Brady.
Ninguém falou. Brady sacudia seu joelho
nervosamente enquanto olhava para fora da janela.
Ele tinha sido o primeiro na sala de estar, depois
que seu pai tinha acordado todos. O pânico escrito
através de seu rosto era o que só um verdadeiro
amigo sentiria.
Eu não tinha certeza se tinha qualquer um dos
meus amigos. Eu era grata a West que tinha.
"Eu preciso dizer para os caras", Brady disse
finalmente. "Está na hora deles saberem. Eles vão
querer estar lá com ele."
Tio Boone concordou. "Eu concordo. Depois de
chegarmos lá e você o ver, você pode ir encontrar
um local tranqüilo para fazer a chamada. Mas não
todo o time. Apenas os mais próximos. Ele precisa
de seus verdadeiros amigos ao redor dele agora. "
Eu não tinha certeza se West iria querer isso,
mas se este fosse o fim, então ele precisava.
"Ele mandou mensagem para você?" Brady me
perguntou.
Eu balancei a cabeça.
"Ele te deu todos os detalhes?"
Eu balancei a cabeça e entreguei-lhe o meu
telefone.
Ele leu o texto várias vezes antes de entregar
de volta o telefone para mim.
"Obrigado", disse ele. "Por estar lá para ele. Eu
não entendo o que vocês têm, mas obrigado."
Ele não tinha que me agradecer. Era West. Eu
faria qualquer coisa por ele.
O meu telefone apitou, e todos nós ficamos
tenso. Eu queria ir rápido e chegar até ele.
Ele tem um tumor pressionando contra
uma veia ou algo assim. Eles estão com ele de
volta lá. Isso é tudo que eu sei. Estamos no
quarto andar na ala esquerda, sala de espera.
Eu rapidamente digitei: Estamos a caminho.
Quase lá.
Então eu entreguei o telefone para Brady. Ele
leu o texto a seus pais. Em seguida, o telefone
tocou novamente, e ele leu o texto em silêncio
antes de entregá-lo para mim:
Bom. Eu preciso de você aqui.
Fechei os olhos com força e rezei. Eu não tinha
certeza sobre o que orar porque eu sabia que o pai
de West não seria possível salvar depois disso. Mas
eu orei de qualquer maneira.
Assim que chegamos ao hospital, o tio Boone
nos deixou na entrada antes de ir para estacionar.
Eu não esperei por ninguém. Corri para dentro e me
dirigi para os elevadores. Se West recebesse a
notícia de que seu pai tinha falecido, eu queria estar
lá ao lado dele. Eu queria que ele tivesse o que eu
não tive. Alguém que entendia.
Quando a porta do elevador se abriu, eu
apressei e apertei o botão. Quando as portas se
abriram novamente no quarto andar, lá estava
West. Seus olhos estavam vermelhos, e eles presos
nos meus. Ele estava esperando por mim.
"Ei," ele disse em um sussurro rouco.
Saí do elevador e estendi a mão para tomar a
sua. "Ei."
"Eles só deixam minha mãe entrar", disse ele,
apertando sua mão sobre a minha mão e me
puxando para perto dele.
"Disse que ele estava estável, mas não há
muito que possam fazer além de tentar fazê-lo se
sentir confortável."
Durante meses ele temia ir dormir e acordar
para encontrar seu pai morto. Hoje foi por um triz.
Eu enfiei os dedos nos seus. "Vamos voltar para
a sala de espera. Eles virão buscá-lo em breve."
"Sim," ele concordou.
As paredes brancas eram tão estéreis. Hospitais
sempre foram frios para mim. Eu não gostaria de
morrer aqui.
Eu gostaria de morrer em algum lugar que eu
amava, em algum lugar que me fazia sentir segura.
Finalmente, encontrei algo que eu poderia pedir.
Fechei os olhos e fiz uma oração silenciosa para que
Jude Ashby não tivesse que morrer aqui. Que ele
pudesse morrer em casa. Em um lugar que ele
amava.
"Quem trouxe você?" West perguntou quando
eu abri meus olhos.
"Tio Boone, tia Coralee, e Brady. Eles estão
bem atrás de mim. Eu apenas corri quando saímos
do carro. Eu não queria que você estivesse aqui...
sem mim."
Apertei a minha mão na de West, então ele
passou o polegar contra o meu. "Obrigado."
Lembrei-me de seu texto sobre estar
precisando de mim. Ele precisava de mim por suas
próprias razões. Eu entendia.
Mas eu precisava dele também. Porque em três
semanas ele estava no caminho para o meu
coração.
Eu percebi esta manhã, depois de ver a
mensagem e não estar lá com ele, que nada era tão
importante quanto chegar a este hospital. Eu nunca
tinha amado, então eu não tinha nada para
compará-lo, mas não havia dúvida em minha mente
que West Ashby tinha se tornado a pessoa mais
importante na minha vida. Eu estava apaixonada
por ele. Eu poderia ser tudo o que ele precisava de
mim para ser. Mesmo se sempre que fosse só um
amigo.
Eu serei o homem que você me criou para
ser.
Capítulo 26
WEST
Eu esperava que Maggie tirasse a mão para
longe da minha quando a família dela apareceu. Mas
ela não fez.
Nem mesmo quando sua tia e tio tinham olhado
diretamente para nossas mãos unidas. Ela ficou
perto ao meu lado, me segurando enquanto todos
eles falavam. Coralee beijou o topo da minha
cabeça e disse que me amava.
Boone tinha balançado a cabeça e deu um
tapinha no meu ombro. Em seguida, Brady tomou o
assento em meu lado, e silenciosamente me deixou
saber que ele estava lá para mim. Ter pessoas aqui
era um alívio. Especialmente para mamãe. Eu não
quero que ela pense que estávamos sozinhos.
Ter Maggie era tudo que eu precisava, mas os
Higgenses estando aqui tornava mais fácil para
minha mãe.
"Eu vou voltar em poucos minutos", disse Brady
quando ele se levantou e caminhou pelo corredor.
"Ele vai dizer aos outros rapazes. Apenas os
mais próximos, " Maggie sussurrou, mal movendo
os lábios. Sua tia e seu tio estavam falando sobre a
máquina de café. Eles não estavam olhando para
nós.
"Ele te disse isso?", Eu perguntei.
"Sim, ele disse a todos nós no carro. Ele está
preocupado com você. "
Estava na hora deles saberem. Eu deveria ter
dito mais cedo. Mas eu tinha Maggie, e dizer a
qualquer outra pessoa não era algo que me
preocupava em fazer.
"Ele vai morrer. Eu posso sentir isso ", eu disse
isso em voz alta, precisando admitir isso.
"Irá machucar. É a pior dor. Mas você é forte, e
você vai passar por isso. Você terá sua lembrança.
Isso nunca vai embora. " Ela parou de falar quando
sua tia virou. Eu tinha certeza que ela não tinha
ouvido o sussurro do Maggie.
Agarrei-me às suas palavras. Ela sabia como
era sentir isso. Ela estava sendo honesta comigo.
Ela não estava batendo no meu braço e me dizendo
que eu ficaria bem ou que ela sentia muito. Eu
receberia isso em breve.
"Esta manhã minha mãe, Deus você devia tê-la
visto. Foi difícil. " Minha mãe soluçando enquanto se
agarrava a porta era uma imagem que jamais
deixaria minha mente. Eu sempre lembraria aquele
momento horrível.
Maggie virou a cabeça e apertou o rosto no
meu braço. "Mas ela tem você. Vocês têm um ao
outro. Lembre-se disso." Ela disse com a boca
escondida de sua família.
Eu pressionei um beijo no topo de sua cabeça.
Eu não me importo se eles me vissem. Eu queria
que ela soubesse que ela era importante. Que ela
era querida. Eu sempre estimaria a nossa amizade.
Brady voltou para a sala e sentou-se ao meu
lado. "Eu liguei para os caras. Eles estão a caminho.
Eles querem estar aqui com você e, com você
admitindo ou não, você precisa deles também ".
Ele estava errado. Eu não precisava deles.
Tinha o que eu precisava perto do meu lado. Mas eu
não lhe disse isso. Eu apenas assenti. Ele não
entenderia.
Duas horas depois, os rapazes encheram a sala
de espera. Assim como o treinador de futebol. Os
pais de Nash, Ryker. O pai de Asa e o pai de Gunner
também tinham vindo.
Não importa quem entrava, Maggie ficou ao
meu lado com sua mão na minha. Eu sabia que ela
não iria deixá-la. Um pouco de conforto ajudava.
Os caras não me perguntaram por que eu não
tinha dito a eles. Imaginei que Brady os tinha
avisado. Todos eles entraram e ficaram pertos, me
dando o seu silencioso apoio.
Um casal de pais disse quão eles lamentava
ouvir sobre o meu pai. Que se nós precisássemos de
alguma coisa, era só chamá-los. Eles trouxeram
refeições e esse tipo de coisa. Eu balancei a cabeça
e fiquei tenso cada vez que um deles mencionava o
quão difícil isso deve ser para mim.
Mamãe finalmente apareceu de sua visita para
o papai, e seus olhos se arregalaram com a sala de
espera cheia de gente. Então ela procurou por mim.
Levantei-me e levei Maggie comigo. Ela não
questionou, só foi comigo, a mão ainda na minha.
Quando cheguei à mamãe, ela me deu um
sorriso choroso que não tocou seus olhos. "Ele está
bem agora, mas ele ainda não está acordado. Se
você quiser ir e sentar com ele um pouco, você
pode. Apenas dois de cada vez, porém, por algumas
horas. "
Eu tinha que ir ver o meu pai. A mão de Maggie
aliviou na minha, e ela olhou para mim. Eu podia
ver o incentivo lá. Ela queria que eu fosse com a
minha mãe. O caso era que ambos precisávamos
estar lado a lado.
"Eu estou aqui", disse ela baixinho. "Vá."
Eu balancei a cabeça, em seguida, segui a
minha mãe no corredor. Ela parou diante da porta
de meu pai, e eu podia vê-lo ligado a máquinas,
parecendo muito frágil naquela cama de hospital. A
última vez que tinha estado em um desses, ele era
maior. Não tão doente. As coisas tinham mudado
muito ao longo dos últimos dois meses.
"Fale com ele. Eu acho que ele pode nos ouvir.
Em caso... no caso é isso. Diga-lhe tudo o que você
quer que ele saiba. ", disse ela, as palavras presa
na garganta enquanto seus olhos se enchiam de
lágrimas.
Entrei e caminhei para o lado da cama. Sua
respiração estava fraca e rouca como se ele
estivesse lutando por cada respiração. Na semana
passada ele estava rindo com a gente. Eu sabia que
nunca teria novamente um fim de semana como
aquele. Tinha sido o último.
"Ei pai", eu disse enquanto eu ficava lá olhando
para ele. Memorizando esse momento. Eu precisava
de todas as minhas memórias para manter comigo.
"Eu sei que você não gosta deste lugar, mas você
devia ver a multidão você tem na sala de espera.
Está lotada," eu disse, olhando para minha mãe no
outro lado da cama enquanto ela deslizava a mão
sobre meu pai.
"Maggie está lá fora também. Ela estava aqui
quase assim que chegamos. Se eles deixassem mais
pessoas entrar, eu sei que ela gostaria de te ver. "
Eu não estava convencido de que ele podia me
ouvir, embora mamãe pensasse que sim. Tudo o
que podia fazer era esperar que ele pudesse. Havia
tanta coisa que eu queria dizer, mas como eu
deveria dizer?
Maggie não tinha tido a chance de dizer
qualquer coisa para sua mãe. Eu não iria perder a
minha oportunidade.
"Eu te amo. Estou orgulhoso de ser seu filho."
Me engasguei quando as palavras saíram. "Minha
vida inteira você foi a nossa rocha. Você teve os
ombros fortes nos segurando. Uma criança não
podia ter pedido um pai melhor. Eu tenho o melhor
dele." Eu parei e engoli em seco enquanto eu
observava seu peito subir com cada respiração
ofegante. "Eu tenho o melhor pai. Mas eu quero que
você saiba, eu posso ser esse homem agora. Eu
posso cuidar da minha mãe, e eu juro que vou. Ela
nunca vai estar sozinha. Vou me certificar disso. Eu
vou fazer você orgulhoso de mim. Não se preocupe
conosco. Vamos sentir sua falta todos os dias. Sua
memória estará sempre conosco. Mas eu não vou
deixar você ir. Eu vou ser o homem que você me
criou para ser."
Mamãe deixou escapar um soluço que mandou
as lágrimas em meus olhos caírem pelo meu rosto.
Eu amava muito este homem. A vida sem ele não
era algo que eu tinha imaginado. Enfrentar agora
parecia impossível. Mesmo enquanto eu prometia a
ele que seria a rocha da minha mãe quando ela
precisasse.
Eu não terei arrependimentos.
Capítulo 27
MAGGIE
Depois que West voltou de seu pai, tomei um
assento ao lado da tia Coralee. Ela deu um tapinha
na minha perna e disse que ela estava orgulhosa de
mim por estar lá para West. Ela não acrescentou
que eu tive a minha própria dor quando perdi os
meus pais, mas a forma como ela falava, eu poderia
dizer que ela estava pensando nisso.
Brady estava com Asa, Gunner, Ryker e Nash,
todos falando em voz baixa. Como se soubessem
que a morte estava próxima e eles não tinham
certeza de como lidar com isso. Quando você não
tinha lidado com a morte, você não entendia. Eu
tinha sido assim uma vez. Antes.
Durante a hora seguinte, Raleigh chegou, junto
com outras pessoas que eu reconheci da escola. Eu
não tinha certeza que Raleigh estar aqui era uma
coisa boa. Ela olhou para mim quando chegou, e o
ódio em seu rosto era óbvio. Assim como Serena,
ela estava confusa sobre o que eu realmente era
para West. Elas ambas tiveram ele de maneira que
eu nunca teria. Mas então, eu sabia que uma parte
do West que elas nunca teriam. Eu entendia a
diferença. Elas não.
Tio Boone ficou com os treinadores, enquanto
conversavam e bebiam café. Profunda preocupação
estava escrita em todas as suas faces. West era
amado. E da forma como os outros falaram de seu
pai, Jude também era.
As horas passaram, e todos nós esperamos.
Cada hora que West estava lá atrás significava mais
uma hora que ele tinha com o seu pai. Eu esperava
que ele dissesse tudo o que ele queria dizer. Que
quando seu pai tivesse seu último suspiro, West não
tivesse arrependimento.
Eu assisti como Raleigh se aproximou para falar
com Brady. Ele foi educado com ela, mas eu podia
ver que ele não estava emocionado por ela está
aqui.
De repente, tia Coralee falou ao meu lado. "Nós
estávamos lá com você o dia em que aconteceu.
Provavelmente não se lembre. Você não estava
lidando bem. Como poderia? Meu coração quebrou
enquanto eu observava você ir para longe de todos.
Mas está com a gente agora, e nós a amamos,
Maggie. Eu quero que saiba disso. Eu sei que não
quer falar sobre isso, mas aqui sentada, vendo isso,
eu quero que saiba que estivemos lá. Jorie estava
lá. Tendo a certeza que ninguém ficasse perto de
você ou a levando a fazer qualquer coisa que não
queira fazer. "
Eu lembrava deles lá. Eu estava perdida na
minha própria dor, mas lembrei-me de ver o seu
rosto coberto de lágrimas quando ela olhava por
mim. Eu não tinha esquecido isso. Eu não me
importei na hora, mas olhando para trás, eu estou
feliz por ela ter feito isso.
Olhei para ela e sorri. Eu queria dizer a ela que
eu sabia. Que eu estava grata que eles tinham
estado lá. Mas as minhas emoções estavam muito
cruas hoje. Saber o que West estava passando era
suficiente. Eu também não poderia tentar falar com
ela pela primeira vez.
****
O dia passou e a noite veio. A sala de espera
manteve-se cheia. Brady tinha cochilado em sua
cadeira e Nash tinha deitado em várias cadeiras
para tirar um cochilo.
Raleigh tinha ido, felizmente. Eu dei um suspiro
de alívio quando ela tinha desistido de esperar por
West.
Era perto das oito da noite quando West
atravessou as portas. Seus olhos percorreram a sala
de espera até me encontrar. Levantei-me, meu
estômago em nó. Tanto quanto eu tinha me
preparado para isso, eu não tinha certeza de que eu
poderia ser forte.
West estendeu a mão para mim, e eu me
aproximei e peguei. "Ele pode ter mais visitantes
agora. Eu queria que fosse você ", disse ele perto
da minha orelha.
Eu apertei sua mão. Ele olhou para cima de
mim para os outros à espera.
"Ele está... estável. Lutando... para respirar.
Mas ele está dormindo", disse West para todos.
"Agradeço a vocês por terem vindo. Por estar aqui.
Saber que temos pessoas aqui que se importam
significa muito. Especialmente para minha mãe.
Então, obrigado por isso ".
West mudou sua atenção de volta para mim.
"Esta pronta?"
Eu balancei a cabeça.
Seus dedos pegaram os meus, e andamos para
aquelas portas que eu estava olhando durante todo
o dia.
O quarto do seu pai tinha grandes janelas para
que os enfermeiros pudessem vê-lo a partir de sua
sala. No corredor eu podia ver a cabeça de sua mãe
descansando na cama ao lado do braço de seu pai.
A mão dela estava trancada firmemente com a sua.
Ela estava segurando-o, como se ela pudesse
mantê-lo aqui dessa maneira.
"Eu acho que mamãe está dormindo. Ela chorou
muito hoje. Tem sido desgastante," ele disse
enquanto abria a porta e ficava para trás para eu
entrar. Sua mão tocou a parte inferior das minhas
costas e me levou até o sofá que estava contra a
parede.
Ele sentou-se e pôs o braço ao longo do sofá.
"Venha aqui. Sente-se comigo ".
Era óbvio que ele me queria perto, e eu
entendi. Sentei-me, e ele me puxou para mais perto
dele, o braço em volta dos meus ombros. Eu
descansei minha cabeça em seu peito e observei a
respiração irregular de seu pai.
Cada suspiro parecia que era uma luta para ele.
"Eu não terei arrependimentos", disse West, em
seguida, deu um beijo para o topo da minha cabeça.
"Obrigado por isso. Por manter minha cabeça no
lugar. Se você não tivesse me ajudado, eu não sei
se hoje eu teria sido capaz de fazê-lo. Mas eu fiz. Eu
disse-lhe tudo que eu queria que ele soubesse ".
Inclinei a cabeça para trás para que eu pudesse
ver seu rosto. Cada bonito ângulo tornava-se
precioso para mim. Eu queria estender a mão e
tocá-lo. Tranquilizá-lo. Mas isso não era o que
estávamos fazendo.
Ele olhou para mim. Não houve mais palavras.
Meu olhar era uma garantia silenciosa que eu não
estava indo embora e ele me tinha.
Um movimento quebrou o feitiço, e que ambos
viramos para ver que Olivia tinha levantado à
cabeça e foi olhando para Jude, em pânico. Houve
um alívio evidente em seu rosto quando ela viu seu
peito subir e descer.
Ela tocou o braço dele e soltou um suspiro. "Eu
não queria cair no sono", disse ela, soando cansada.
"Você está exausta, mamãe. Papai gostaria que
você descansasse, " West disse a ela.
Olivia virou a cabeça para nos ver no sofá. Um
sorriso cansado tocou seus lábios. "Olá, Maggie. Eu
sou contente que eles permitiram que você
entrasse. Se Jude estivesse acordado, ele estaria
sorrindo e feliz de vê-la com West. "
Lembrei-me da última vez que o vi. Ele estava
acordado e rindo. A vida poderia ser tão cruel.
"Posso pegar alguma coisa?", Perguntei. Eu me
perguntei se ela tinha comido.
Ela balançou a cabeça. "Eu estou bem, mas
obrigada."
Eu assisti como ela enfiou, aconchegando a
capa do seu travesseiro. West me puxou para perto
dele novamente, e nos sentamos lá em silêncio.
Assistindo Jude respirar. Não havia nada a dizer.
Com o rosto de tristeza e perda, nenhuma palavra
poderia ser adequada.
Eles não deixaram.
Capítulo 28
WEST
Eu tinha mandado Maggie ir para casa com os
Higgenses às dez. Ela não queria me deixar, mas
ela precisava dormir. Mamãe e eu gostaríamos de
dormir aqui. Boone prometeu trazer Maggie de volta
de manhã. Ela tinha sido a minha rocha hoje.
Deixá-la ir não era fácil para mim, mas eu podia ver
a exaustão em seus olhos.
Às 4:53 da manhã meu pai teve seu último
suspiro. Eu não estava dormindo. Eu não podia.
Mamãe estava, embora, e eu a acordei antes dos
enfermeiros chegarem. Ela tinha beijado o seu rosto
e disse a ele sobre o quanto que ela o amava, então
enrolou em meus braços e chorou.
Enquanto eu estava lá, segurando-a e
observando como as enfermeiras começaram a
desfazer todas as máquinas, eu disse meu próprio
adeus silencioso. Para o melhor homem que eu
conhecia. Ele tinha lutado duro, mas no final eu
sabia que não poderia agüentar mais. Eu tinha
prometido a ele que eu iria cuidar da minha mãe, e
eu não o esqueceria.
Quando chegou a hora de sair, eu segurei
minha mãe em meus braços, e nós caminhamos por
aquela porta pela última vez. Caminhamos pelo
corredor em direção a porta da sala de espera. Eu
abri-a, esperando que ela estivesse vazia.
Não estava. Brady, Nash, Gunner, Asa, e Ryker
estavam sentados em diferentes cadeiras ou caídos,
dormindo em seus assentos. Eles não tinham ido
embora. Mesmo que eu tivesse pedido a todos para
ir para casa, estes cinco não tinha ido. Nós
tínhamos sido amigos e companheiros de equipe
desde que éramos crianças, mas mais do que isso...
nós éramos uma família.
"Eu vou chamar sua avó. Ela gostaria de saber.
Você acorde os meninos e diga a eles. "
A mãe da minha mãe foi muito próxima. Nós
tínhamos ido visitá-la ao longo dos anos, mas ela
era uma velha mulher rica que não gostava da vida
que a minha mãe tinha escolhido. Meu avô faleceu
de um ataque cardíaco quando eu tinha cinco anos.
Eu não lembro muito sobre ele.
Eles foram os únicos avós que eu conheci. O pai
do meu pai tinha morrido em um acidente de carro
em Old Morphy em uma tempestade quando ele
estava na faculdade. Ele era apenas uma criança,
assim como a minha mãe.
Eu me senti entorpecido. Quase como se não
fosse real. Como se eu estivesse indo para casa, e
ele estaria lá esperando por nós. Querendo que
minha mãe fizesse bolo de carne e me perguntando
sobre o meu dia.
Era impossível compreender que ele realmente
não estaria lá.
Primeiro eu fui para Brady, que estava caído
em uma cadeira com seu boné de beisebol puxado
para baixo sobre o seu rosto. Levantou-se no
minuto que eu cutuquei seu ombro. Empurrando o
chapéu para trás em sua cabeça, ele olhou para a
mim. Eu não tive que dizer nada. Ele sabia.
Levantando-se, ele me puxou para um abraço.
"Sinto muito, cara. Eu lamento muito."
Eu balancei a cabeça, e ele me ajudou a
acordar os outros. Cada um me dizia como ele
lamentava, e que se eu precisasse de alguma coisa,
era só chamá-los. Eles fariam qualquer coisa.
Agradeci-lhes por ficar e disse a todos que eu
chamaria quando eu soubesse dos preparativos
para o funeral.
Brady foi o último a sair. Ele parou e olhou para
mim. "Você quer que eu acorde Maggie para dizer a
ela? Eu posso trazê-la para cá se você... quiser".
Eu balancei minha cabeça. Eu precisava levar a
minha mãe em casa para a cama, e Maggie
precisava dormir também. Ela tinha estado comigo
mais de dezessete horas sem dormir ontem.
"Quando ela acordar, diga-lhe para me ligar."
Brady fez uma careta. Eu não disse para ela me
mandar uma mensagem. Ele estava confuso.
Felizmente, ele não questionou, apenas balançou a
cabeça antes de se virar e ir.
Eu deixo as palavras de Maggie passar uma e
outra vez na minha cabeça, me dizendo que eu era
forte. Eu iria passar por isso. Então eu fui para
encontrar minha mãe para levá-la para casa.
****
Depois que ela estava dormindo, eu me arrastei
para a cama e cai. A dormência ainda não tinha me
deixado. Voltar para casa e não ter ele aqui, não
tinha totalmente afundado em mim. Eu agarrei
aquilo, por enquanto.
Eu dormi por mais de quatorze horas. Estava
escuro lá fora quando eu finalmente abri meus
olhos. Eu ouvi mamãe conversando com alguém e
agradecendo-lhes a comida. Deve ter sido a batida
na porta que me acordou.
Levantando-se, eu peguei uma camisa e puxei-
a, em seguida, segui pelo corredor para ver o que
ela estava fazendo. Eu esperava acordar antes dela.
Eu não tinha a intenção de dormir o dia todo.
Mamãe estava caminhando para a cozinha com
uma panela em suas mãos. Ela se virou para olhar
para mim, e as olheiras sob seus olhos me
preocupavam. "Miriam Lee nos trouxe algum jantar.
Doce da parte dela. " Mamãe disse, forçando um
sorriso.
Miriam era a mãe de Nash. Ela sempre tinha
sido boa para mamãe mesmo que nunca tivessem
sido melhores amigas. Miriam também não
socializava muito com as outras mulheres de
Lawton. Mas quando eu ia para a casa de Nash, eu
sabia que ela era uma senhora agradável.
"Você vai comer?" Eu perguntei a ela,
esperando que ela dissesse que sim. Eu não estava
com muita vontade de comer, mas eu sabia que
também precisava.
Ela encolheu os ombros, em seguida, fungou e
enxugou os olhos. "Eu ainda não estou com fome."
"Quando foi a última vez que você comeu?"
Ela deu de ombros novamente.
Caminhei até a mesa e coloquei meu braço em
volta dos seus ombros, em seguida, levei-a em
direção à mesa.
"Sente-se. Você vai comer. Nós dois vamos.
Precisamos comer. "
Ela sentou-se de bom grado. Peguei dois pratos
e coloquei um pouco de lasanha. Eu coloquei um
prato na frente dela, em seguida, coloquei um garfo
e guardanapo ao lado dele antes de pôr as bebidas.
Uma vez eu tinha tudo na mesa, sentei-me na
minha cadeira. "Ele queria que a gente comesse.
Prometi-lhe que ia cuidar de você. Ajude-me a
manter minha promessa."
Mamãe fungou novamente e depois assentiu.
Eu esperei até que ela desse uma mordida na sua
comida antes de comer a minha.
Comemos em silêncio. A lasanha estava
realmente boa, e uma vez eu comecei a comer, eu
percebi que estava morrendo de fome. Eu fiz outro
prato antes que minha mãe tivesse sequer comido a
metade da dela.
"Eu vou tomar um banho e voltar para a cama",
disse ela calmamente. "Eu tenho algumas dessas
pílulas para dormir. Acho que vou tomar uma. Eu
não dormi muito hoje. Eu não desligo meus
pensamentos. Eu não consigo parar de sentir
saudades dele."
Eu deixei minha comida e me aproximei para
beijá-la na cabeça. "Vamos sentir falta dele. Nós
sempre vamos sentir falta dele. Mas nós temos um
ao outro, e vamos passar por isso. " Eu podia ouvir
as palavras de encorajamento de Maggie saírem da
minha boca. Sem ela nas últimas três semanas, eu
teria sido capaz de dizer isso? Para ajudar a minha
mãe a lidar? Eu duvidava.
Mamãe estendeu a mão e deu um tapinha no
meu braço. "Obrigada", ela sussurrou então se
levantou e se dirigiu para o corredor até o quarto
dela.
Eu olhei para o meu prato, e eu não estava
mais com tanta fome.
Eu peguei de volta.
Capítulo 29
MAGGIE
Eu liguei para West, logo que Brady me deu a
notícia esta manhã. Mas ele não tinha respondido.
Eu mandei mensagem duas vezes, mas ele não
respondeu. Eu considerei ir a pé para sua casa, que
era quatro milhas de distância, mas decidi que ele
provavelmente estava dormindo. Esperei. Todo o
dia.
Era depois de nove naquela da noite, quando
meu telefone finalmente tocou. Eu estava enrolada
no meu assento na janela, observando e esperando
por algum sinal dele. Seu nome iluminou a tela.
"Ei," eu disse enquanto coloquei o telefone no meu
ouvido.
"Ei. Sinto muito por perder a sua chamada e as
mensagens. Eu dormi o dia todo. Não tem sido
assim por muito tempo. A mãe de Nash trouxe
lasanha, então eu comi alguma coisa com a minha
mãe. Ela está na cama agora. "
"Eu pensei que você poderia está dormindo.
Você comeu bem? "
" Sim. A lasanha estava boa. "
"Desculpe-me por ir. Eu deveria ter ficado lá."
Todo dia eu lamentava por ter saído. Eu não deveria
ter deixado ele, minha tia e meu tio me
convenceram a ir para casa dormir. Ele havia
perdido seu pai, e eu não tinha estado lá para ele.
Mas Brady estava, e eu estava feliz por isso.
"Nada que você poderia ter feito. Eu queria que
você descansasse. Não se desculpe por fazer o que
eu lhe pedi para fazer. "
"Como está sua mãe?"
Ele suspirou. "Triste. Com saudades dele."
"Como você está?"
Ele não respondeu a princípio. Eu quase desejei
não ter perguntado isso. Ele provavelmente tinha
respondido o suficiente. "Eu estou em negação, eu
acho. Isso acontece? Quero dizer, é como se eu
continuasse esperando por ele em pé na porta a
qualquer minuto. Não parece real. "
Eu conhecia esse sentimento. Uma vez que eu
tinha parado de gritar, eu tinha passado por um
momento onde eu esperava que minha mãe
aparecesse a qualquer momento e me levasse para
casa. Ou que eu acordasse do pesadelo que estava
tendo. "Isso vai desaparecer. Quando isso
acontecer, não é fácil. Agora você está lidando com
tudo." Ele não disse nada no começo. Nós apenas
ficamos em silêncio em cada lado do telefone.
"Eu dormi o dia todo. Eu não vou ser capaz de
dormir esta noite. Poderia... você poderia sair após
a sua tia e seu tio estiverem na cama e ir andar
comigo? Eu quero sair, mas eu não quero ficar
sozinho. "
****
Passaram-se cinco minutos depois das onze
quando eu saí da minha janela e desci pela escada
de incêndio.
West estava esperando embaixo para que eu
pudesse saltar para ele. A escada não ia até o chão.
"Vamos", ele sussurrou em meu ouvido, em
seguida, agarrou a minha mão. Corremos até a
entrada da sua caminhonete.
Eu nunca fugi na minha vida. Mas fazê-lo por
West parecia ser o momento adequado. Eu achava
que faria qualquer coisa que ele me pedisse.
West abriu a porta do passageiro e ajudou a me
levantar para dentro antes de fechá-lo e ir até seu
lado. Ele manteve os faróis apagados até que
saímos e dirigiu para longe da minha casa. Quando
ele finalmente virou, ele olhou para mim.
"Obrigado."
A luz da lua brilhava sobre o vazio em seus
olhos, um vazio que me era muito familiar. Esse
sentimento não iria embora tão cedo. Mesmo
quando começasse a diminuir, não haveria dia em
que ele acordasse e bateria nele de novo com toda
força.
Eu soltei o cinto de segurança e fui para o meio
antes de chegar perto e correr minha mão sobre a
dele novamente. Eu não podia fazer nada para
parar a dor. Ninguém podia. Mas eu poderia sentar
aqui e deixá-lo saber que não estava sozinho.
West virou sua mão e enfiou os dedos nos
meus. Esta conexão entre nós significava mais para
mim do que para ele, mas isso não importava. Pelo
menos eu tinha essa experiência.
Nós dirigimos por mais de trinta minutos sem
música ou conversa. Eu não tinha idéia para onde
estávamos indo, mas enquanto eu estava com
West, eu não me importava. Eu sabia que tinha
deixado Lawton para trás. Se continuássemos, nós
estaríamos no Tennessee em breve.
"Eu quero lhe mostrar uma coisa", disse West
quando ele diminuiu e saiu da rodovia. Nós
dirigimos algumas milhas antes dele virar
novamente. Esta estrada era de terra batida e
estreita. Entre árvores altas era assustador à noite.
Quando as árvores saíram, nós estávamos em
uma encosta com vista para uma pequena cidade
com algumas luzes ainda ligadas. West abriu a
porta da caminhonete e saiu, em seguida, pegou
minha mão. "Vamos lá", disse ele com um sorriso
nos lábios. Eu teria ido a qualquer lugar para fazê-lo
sorrir em um dia como hoje.
Peguei a mão dele e sai para o seu lado. West
agarrou minha cintura e me pegou em vez de me
deixar descer sozinha. Eu não estava reclamando.
Suas mãos demoraram mais do que o necessário, e
eu não podia ajudar, mas gostaria que fosse algo
mais. Que West fosse meu.
Porque ele percebendo ou não, eu era dele.
O segui tão perto da borda quanto poderia. Eu
não tinha medo de altura, mas eu não estava indo
para a borda.
"Isso é Lawton. Parece tão pequena daqui de
cima. Pacífica. Não há nenhuma dor aqui de cima.
Não há perda."
Eu mudei meu olhar da cidade para olhar para
West.
Ele tinha as mãos dobradas em seus bolsos da
frente da calça jeans, enquanto olhava para baixo.
O luar apenas o deixava mais bonito.
"Papai costumava me trazer aqui quando eu era
criança. Me disse que eu seria o maior se saísse de
Lawton. Que eu poderia fazer qualquer coisa que
viesse na minha mente. Eu amava olhar para baixo
em minha cidade e perceber que estava em pé
sobre ela, maior do que era. Ou assim parecia. " Ele
fez uma pausa e soltou uma risada triste. "Mas sem
meu pai aqui, eu não quero mais esse sonho. Eu
não me importo em ser melhor se sair de Lawton. A
verdade é que quem será melhor saindo de Lawton
será Brady. Eu só quero sobreviver, para esquecer,
para lembrar. "
"Você vai sobreviver e você vai se lembrar, mas
você nunca vai esquecer. Um dia você vai ser grato
por aquelas memórias. Grato que você não
esqueceu. "
West então virou para olhar para mim. A
angústia no olhar dele fez a minha garganta apertar
e meu peito doer.
"Só você. Somente você, Maggie. Eu não posso
imaginar ser capaz de deixar qualquer um mais
perto de mim. Eu nunca deixei as pessoas
entrarem. Mas há algo sobre você desde o primeiro
momento em que te vi. Eu apenas... " Ele balançou
a cabeça, como se ele não soubesse o que dizer.
"Eu não consigo descobrir como lidar com isso.
Você. O que eu estou sentindo. "
"Você se lembra da primeira vez que nos
encontramos?" Eu perguntei a ele, incapaz de
deixar. Eu queria que ele admitisse que lembrava de
me beijar. Talvez eu não devesse empurrar esta
noite, mas pelo menos era uma distração. Ele
precisava disso também.
Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios, e
ele olhou para longe de mim, e olhou a cidade
abaixo de nós.
"Sim. Não é exatamente algo que um cara
esquece. "
OK... Isso significava que ele se lembrou de me
beijar? Ou que eu não costumava falar?
"Você nunca mencionou aquela noite", eu disse,
querendo mais dele.
Ele voltou a olhar para mim. "Mas eu penso
sobre isso o tempo todo. Mesmo que eu não
devesse. Eu penso sobre isso."
Isso me fez feliz. Sabendo que ele gostava de
lembrar-se daquele momento. Porque era uma das
minhas memórias favoritas, e eu queria que ele
pensasse sobre isso também.
"Você pensa sobre isso?", perguntou.
Eu balancei a cabeça, mas não disse mais nada.
Ele deu um passo em minha direção, e minha
freqüência cardíaca acelerou. "Você pensa sobre
isso muitas vezes?"
Se ele chegasse mais perto, eu não tinha
certeza se seria capaz de continuar respirando. Os
pássaros em meu estômago estavam
enlouquecendo. Finalmente eu assenti.
"Você gostou?", ele perguntou.
Oh, Deus. Eu precisava de ar. Muito ar. West
estava tão perto de mim agora, e ele estava me
perguntando se eu tinha gostado do nosso beijo. Eu
dei um aceno com a cabeça, em seguida, deixei
escapar: "E você?" Antes que eu pudesse me parar.
Ele sorriu. "O melhor que eu já tive."
Olhei para ele e segurei o olhar. "Ele foi o único
que eu tive."
West congelou, e seu sexy e quente rosto olhou
surpreendido. "O quê?", Perguntou.
Eu queria que ele soubesse que ele foi meu
primeiro beijo. Meu único beijo. Foi especial para
mim. Eu queria que fosse especial para ele,
também. "Aquele foi o primeiro beijo que eu já tive.
O único beijo que eu já tive ".
West segurou o meu olhar com descrença. Em
seguida, ele baixou a cabeça e murmurou uma
maldição antes de se afastar de mim. Isso
definitivamente não era a reação que eu queria.
Eu não tinha certeza de como consertar isso. Eu
era boa em ajudá-lo a lidar com a dor e tristeza,
porque isso era algo que eu sabia. Eu não sabia
muito sobre relacionamentos de menino-menina.
Eu tinha acabado de abrir a boca para dizer
algo quando West levantou o rosto e se virou para
mim. Então ele se mudou. Eu não tive a chance de
reagir antes que suas mãos estivessem na minha
cintura e seu peito estava pressionado contra o
meu. "O primeiro beijo de uma menina nunca deve
ser de um idiota que estava tentando descontar sua
raiva nela. Estes lábios doces não devem ser
tratados da maneira que eu os tratei. Eu não posso
voltar atrás, mas eu posso substituí-lo. Com algo
melhor. " Ele baixou a cabeça. "Isto é o que como o
seu primeiro beijo deveria ter sido ", ele sussurrou
contra meus lábios antes de sua boca cobrir a
minha.
Suas mãos se moveram para meu rosto como
se eu fosse algo precioso e ele não queria quebrar.
Então sua língua deslizou pelo meu lábio inferior, e
eu abri para ele.
Minhas mãos deslizaram em seu cabelo
enquanto eu me agarrei a ele. O calor de seu hálito
de menta brincou comigo e fez me desejar mais.
Quando a ponta da sua língua deslizou ao longo da
minha, eu tremia em seus braços.
Suas mãos se moveram para baixo do meu
rosto e novamente agarrou minha cintura quando
ele me puxou mais perto dele e aprofundou o beijo.
Era como se ele não pudesse ter o suficiente de
mim. Como se nada fosse melhor. Minhas mãos se
fixaram em seu cabelo e eu estava segurando-o
para mim. Com medo que ele me deixasse
novamente. Eu não tinha certeza que podia lidar
com ele se arrependendo disso. Eu não queria que
ele fingisse que isso não tinha acontecido.
Eu ouvi um gemido distante e percebi que tinha
vindo de mim. West quebrou o nosso beijo. Ele não
se mexeu muito, apenas descansou sua testa contra
a minha enquanto respirava pesadamente. "Eu vou
levá-la de volta. Este... este foi o melhor que eu já
tive".
Meu corpo cantarolava com prazer. Eu tinha
feito ele se sentir desta forma. Eu. Amiga dele. A
garota que ele não tocava desse jeito ou olhava
com qualquer tipo de atração.
Eu não podia perdê-la.
Capítulo 30
WEST
Eu só queria corrigi-lo. Fazer do seu primeiro
beijo algo especial. Eu não queria o beijo que eu a
tinha dado fosse seu primeiro beijo porra. Eu só
queria dar o que ela merecia. Mas inferno santo, ela
tinha sabor ainda melhor do que eu me lembrava.
Seu corpo foi concebido para ser adorado. Estava
moldado perfeitamente em minhas mãos. E seus
doces sons. Deus me ajude, eu queria mais do que
isso. Dela.
Porra.
Eu não tinha a intenção de fazer isso. O que
tínhamos era mais do que isso. Mais do que uma
atração sexual. Mais do que algo barato. Era mais
profunda, e eu não podia perdê-la. Se eu tivesse
mais com ela, eu iria bagunçar e iria perdê-la. Mas
eu não podia perder Maggie. Eu faria qualquer coisa
para mantê-la. Incluindo não tomar mais da sua
boca inchada e agora molhada do meu beijo.
"West?", Ela sussurrou. Eu podia ouvir o
desconforto em sua voz.
Forcei minhas mãos para deixá-la ir.
"Isso... era assim que deveria ter sido", eu
disse forçando-me a olhar para ela, mas não
agarrá-la novamente.
Maggie tocou seus lábios com a ponta dos
dedos, e eu juro por Deus que meus joelhos
dobraram um pouco. Ela tinha que parar de fazer
essa merda sexy.
Seus olhos estavam me estudando. O olhar
cativante, congelado que ela tinha quando eu me
afastei dela estava se transformando em outra
coisa. Eu estava a confundindo. Caramba.
"Eu queria que seu primeiro beijo fosse
especial, Maggie. Isso foi tudo ", eu disse, ouvindo a
mentira na minha própria voz.
Sua mão caiu para o lado dela, e seu olhar caiu
no chão. "Foi. Ambos. De maneira diferente ", disse
ela sem olhar para mim.
Será que ela estava machucada? Por que ela
não estava olhando para mim?
"Você está bem? Eu fiz alguma coisa que eu
não deveria ter feito? Não fique com raiva de mim.
Eu não queria incomodar você."
Ela ergueu o olhar e me deu um sorriso que
não encontrou seus olhos. Havia tristeza neles.
"Você não fez nada de errado. Eu não estou
chateada. Apenas pega de surpresa. Mas não
perturbada... Obrigada."
Nós não falamos sobre isso novamente. Eu nos
levei de volta para a caminhonete, e Maggie sentou-
se ao meu lado enquanto nós olhávamos a cidade.
Conversamos um pouco, mas não muito. Isso era
tudo que eu precisava. Tê-la aqui comigo. Quando
eu estava sozinho, eu me lembraria de como era tê-
la em meus braços. Como ela fazia aqueles sons
que me deixava louco. Mas por enquanto eu estava
grato que eu tinha ela comigo.
Por volta das três da manhã eu deixei Maggie
com segurança de volta para o seu quarto antes de
ir para casa. Mamãe estava dormindo
pacificamente. Eu tinha certeza de que a pílula tinha
ajudado. Eu pensei em tomar um banho, mas eu dei
uma cheirada na minha camisa. Eu podia sentir o
cheiro fraco de baunilha. Eu decidi que não iria
tomar banho ou mesmo trocar de roupa.
Eu subi na cama e fui dormir pensando em
Maggie. Agarrei-me a memória daquele beijo para
manter as outras memórias distantes. Eu não
estava pronto para enfrentá-las ainda.
****
No dia seguinte estava ocupado, ajudando
minha mãe fazer os arranjos para o funeral. Meu pai
tinha deixado vários pedidos sobre o seu funeral.
Era difícil de ler o papel onde ele tinha escrito.
Várias vezes eu estendi a mão para o meu telefone,
querendo ouvir a voz de Maggie. Mas eu nunca
discava.
Eu tinha que ser forte para minha mãe hoje. Eu
não podia continuar estendendo a mão para Maggie.
Certificar que minha mãe comia e dormia
levava toda a minha atenção enquanto eu abri a
porta e recebia alimentos que o povo de cidade
trazia. Onde eles pensavam que iríamos colocar
tudo isso, eu não sabia. Nós tivemos mais alimentos
do que espaço. Enchi o freezer e a geladeira. Agora
as coisas estavam apenas na mesa. Quando o
último bolo tinha chegado, eu tinha apenas acabado
de colocá-lo sobre a mesa.
Por que eles acham comida ajudaria? Ter a
minha mãe comendo, na verdade, era ruim o
suficiente. Tenho certeza não podia comer tudo isso
eu mesmo.
O funeral foi marcado para três dias depois do
falecimento do meu pai. Lidar com as modalidades,
os telefonemas, e minha mãe tinha me mantido
falando com Maggie durante mais de uma hora
durante duas noites. Eu não fui à escola esta
semana, e eu não cometi o erro de ir buscá-la. Eu
estava tão emocional agora, que eu não podia ter
certeza de que não iria beijá-la novamente. Puxá-la
para mais perto. A minha necessidade por ela foi
mudando e crescendo, e eu estava com medo dele.
Eu não confio em mim mesmo para empurrar ainda
mais as coisas com ela e não atrapalhar. Eu sempre
bagunçava.
Eu não queria perdê-la.
Eu gostaria de ter estado lá.
Capítulo 31
MAGGIE
Eu não usava preto. Teria preto
suficientemente. Tristeza suficiente. Eu não lembro
muito sobre o funeral da minha mãe. A única coisa
de que me lembro era o preto. Eu odiava o preto.
Minha mãe odiava preto. Ela dizia que era
monótono. Todo mundo precisava de um pouco de
cor em sua vida.
Jude não teria gostado de tudo preto também.
Ele gostava de rir, e tinha brilho em sua vida. Eu
escolhi um vestido verde que combinava com meus
olhos. Porque ele disse que meus olhos eram
bonitos.
Tio Boone, tia Coralee, Brady e eu fomos todos
juntos para a cerimônia fúnebre. A maioria dos
funerais no sul, eram realizados em igrejas ou casas
funerárias antes de levar o caixão para o túmulo.
Mas West disse que seu pai não queria uma
longa cerimônia para as pessoas chorar. Ele queria
isso rápido. Fácil. Nada extravagante.
Nós estacionamos ao longo da rua como todos
os outros e, em seguida, fizemos o nosso caminho
para a grande tenda branca onde as pessoas
estavam começando a se reunir. Procurei West até
que nossos olhos se encontraram. Ele estava de pé
com sua mãe, observando-me andar na direção
dele. Hoje seria o dia em que finalmente se tornaria
real para ele.
O funeral da minha mãe não tinha afundado em
mim, simplesmente porque eu não estava bem.
Minha mente tinha se recusado a aceitar o que eu
tinha testemunhado. Mas eu sabia que, ver seu pai
entrando no solo atingiria West duramente. E eu
estaria lá se ele precisasse de mim.
West fez sinal para que eu fosse ficar ao lado
dele. Eu não olhei para trás para minha tia e meu
tio e ter certeza de que estava tudo bem. Eu sabia
que eles entenderiam. Passei as fileiras das pessoas
até que eu estava perto o suficiente de West para
tomar minha mão na sua. O seu aperto me disse
que não estava bem.
"Eu gosto do seu vestido", disse ele, inclinando-
se para sussurrar perto da minha orelha. "Ele
combina com seus olhos."
Olhei para ele. "Seu pai gostava dos meus
olhos. Ele disse que eram bonitos".
Um sorriso triste tocou seus lábios. "Sim, ele
disse. Ele gostaria do vestido também. "
Os outros chegaram e vieram dar suas
condolências a West e sua mãe. Apesar de tudo isso
ele nunca soltou a minha mão. Quando o ministro
começou a falar, a mãe de West afundou na cadeira
atrás dela e soluçou baixinho.
Eu podia sentir West tremer ao meu lado
quando foi a hora dele colocar a rosa no caixão de
seu pai.
Eu tirei minha mão da dele e esperei enquanto
ele andava para frente e colocava a rosa vermelha
para baixo. "Você vai ser sempre o meu herói ",
disse ele, com a voz alta o suficiente para que eu
pudesse ouvi-lo, enquanto ele olhava para o caixão.
Quando ele se virou e caminhou de volta para
mim, eu podia ver a expressão tensa em seu rosto.
Ele era segurando a emoção que eu sabia que
estava sufocando-o enquanto tentava ficar forte
para sua mãe.
Sua mão estava de volta na minha no momento
que ele estava ao meu lado.
Eu não ouvi muito que foi dito depois disso. Eu
estava muito focada na maneira rígida que West
estava de pé. Era como se ele tivesse se
transformado em pedra. Seu aperto na minha mão
era como se ele estivesse me segurando temendo
que eu fugisse.
Eu estava bem com isso. Eu não tinha a
intenção de deixá-lo.
Quando o caixão começou a baixar na
sepultura, West respirou fundo, e sua mãe se
levantou e pegando em seu braço, apoiando-se
nele. Ele colocou seu braço ao redor de sua mãe e
segurou-a contra ele.
Lentamente, as pessoas começaram a sair.
Algumas vieram e deram um tapinha nas costas de
West e dizendo algo para sua mãe, mas estava tudo
muito calmo. Brady, Asa, Nash, Gunner e Ryker
caminharam e esperaram atrás de West. Cada um
apertou seu ombro e disse coisas como: "Eu estou
aqui se você precisar de mim, cara" e "Te amo,
cara", e "Se você precisar de mim, me ligue."
West balançou a cabeça e cumprimentou todos
eles. Cada um também parou e abraçou Olivia, a
que só fez chorar mais. Uma vez que eles
terminaram, lentamente se afastaram. Eu não sabia
o que West queria que eu fizesse, mas eu sabia que
a minha tia e meu tio estavam esperando por mim.
Eu olhei para ele. "Eu vou ficar se você precisar
de mim."
Ele olhou para sua mãe, depois para mim.
"Você pode sair hoje à noite?"
Eu poderia fazer o que ele quisesse. Eu balancei
a cabeça.
"Eu vou estar embaixo da escada às onze."
"Eu te encontro lá."
Houve uma batida na porta do meu quarto por
volta das dez naquela noite. Eu sabia que minha tia
e meu tio já estavam na cama, então a única
pessoa que poderia ser era Brady. Eu tinha ficado
aqui o resto do dia, tentando ler. Mas minha mente
estava com West e sua mãe. Se ele precisasse de
mim chamaria, eu queria ficar sozinha para que eu
pudesse responder-lhe.
Abrindo a porta para Brady, eu olhava para ele
com curiosidade. Ele nunca veio ao meu quarto. Ele
mal tentava falar comigo mais. Eu não poderia
culpá-lo. Era difícil falar com alguém que não fala.
"Posso entrar?", Perguntou.
Eu balancei a cabeça, dando um passo para
trás para que ele pudesse entrar. Mais uma vez,
algo que ele nunca fez. Eu sabia que isso era sobre
West. Imaginei que Brady tinha ficado preocupado
com ele hoje também. Era difícil não ficar depois
dos últimos dias.
Brady entrou, suas mãos dobradas nos bolsos
da frente, olhando sem saber o que fazer ou dizer.
"Mamãe e papai estão dormindo, mas o som
viaja por esse corredor. Poderia fechar a porta? ",
Perguntou. Fiz o que ele pediu.
"Eu vi você falar com ele hoje. Eu pensei ter
visto antes, mas eu definitivamente sei o que eu vi
hoje. "
Eu já esperava por isso, eventualmente.
Embora eu não tivesse tentado falar com ele onde
as pessoas podiam ver, tinha vezes como hoje,
quando eu não estava preocupada com outra coisa
senão confortar West.
Eu não respondi. O que ele quer que eu diga?
Ele espera que eu admita e fale com ele? Porque
mudaria tudo. Amanhã eu teria que enfrentar uma
vida onde as pessoas esperavam que eu falasse.
Eles invadem minha privacidade e querem
saber as coisas que eu não queria dizer a eles.
Não falar era a minha segurança. Eu não estava
pronta para isso.
"Eu não vi uma vez, Maggie. Eu vi isso várias
vezes. E eu já vi isso na escola. Você sempre move
sua boca, mas West está ouvindo você. Eu posso
dizer pela sua expressão. "Brady suspirou e passou
a mão pelo cabelo. "Eu não estou aqui para exigir
que você fale comigo. Ou ninguém. Eu estou
apenas... Eu estou confuso. Se você pode falar, por
que você não conversar com todo mundo? Por que
apenas West?"
Ele estava fazendo perguntas. Perguntas que
ele queria que eu respondesse com a minha voz.
Mas eu não iria falar, não essa noite. Fui pegar um
bloco de notas na minha janela. Escrevi:
Ele precisa de mim. Eu o entendo e sua dor.
Então eu entreguei o bloco para Brady.
Ele leu, em seguida, levantou os olhos para
mim. "Então, esta é a sua conexão. É por isso que
ele está com você o tempo todo e, de repente,
segurando sua mão e agindo como se ele precisasse
de você para respirar. Ele não estava mentindo
sobre você ser apenas sua amiga. Você está
ajudando-o a lidar com tudo... isto."
Eu balancei a cabeça.
Brady pareceu aliviado. Ele segurou o bloco de
notas para mim. "Entendi. Mas um dia você vai
precisar parar de se concentrar em ajudá-lo.
Esconder-se do mundo desta forma não é saudável.
Você não está se curando. Você está evitando. "
Não, eu estava me protegendo. Eu não escrevi
isso, no entanto. Eu só fiquei de pé e esperando ele
sair ou dizer algo mais.
O meu telefone apitou, e eu coloquei a mão no
bolso para ele.
Eu estou do lado de fora. Espero você
embaixo da escada.
Ele estava aqui. Eu olhei para a janela depois
de volta para Brady.
"Ele está lá fora, não é?", Disse Brady,
seguindo o meu olhar para a janela.
Eu poderia mentir, mas eu confiava Brady. Ele
amava West também.
Então eu assenti.
Ele me deu um sorriso triste. "Tenha cuidado,
Maggie."
Ele havia dito isso antes. Muitas vezes. Eu tinha
me dito isso também. Mas já não parecia importar.
Eu passei do ponto de ser cuidadosa quando West
estava preocupado, e eu não sabia como consertar
isso. Ou se eu ainda queria.
Eu esperei até que ele saísse do meu quarto e
fechei a porta atrás dele e corri para a janela para
sair.
Ele era egoísta, mas eu fiz de
qualquer jeito.
Capítulo 32
WEST
A realidade da morte de meu pai tinha
explodido em meu peito no momento em que o
enterraram. No momento em que se tornou real.
Maggie tinha razão. Não era uma dor que você
poderia descrever e nada poderia aliviá-lo.
Mamãe chorou durante toda a tarde enquanto
eu a segurava. Finalmente consegui faze-la tomar
um comprimido para dormir e ir para a cama. Eu
tinha sido forte por ela, enquanto podia. Eu tinha
que quebrar também. Mas de forma egoísta, eu
queria Maggie comigo quando eu fizesse. Se ela
estivesse lá, eu não iria me perder para a dor. Ela
me impediria de cair.
Olhando para sua janela, eu vi quando ela abriu
e saiu. Hoje ela não tinha me perguntado coisas
estúpidas como "Você está bem?" ou "Existe alguma
coisa que eu posso fazer?" Ela estava lá. Dando
silenciosamente minha força.
Quando ela começou a descer a escada, eu
coloquei minhas mãos em ambos os lados para
firmá-la e descê-la, caso ela caísse.
Eu não preciso falar. Eu só queria que ela fosse
comigo e estivesse lá enquanto eu ficava sentado
em silêncio. Maggie faria isso. Era uma das razões
por que ela era tão extremamente especial.
"Vamos", eu sussurrei, quando ela estava
embaixo, e então eu a levei para a caminhonete.
Maggie não deslizou para meu lado quando ela
entrou. Eu queria que ela fizesse, mas eu não a
empurrei. Ela fez isso antes, porque ela queria.
Nossa linha de amizade estava ficando turva, e eu
sabia disso. Eu simplesmente não tinha certeza de
como pará-lo. E esta noite eu não queria parar.
Nós dirigimos sem música e sem falar até que
chegamos ao Bluff. Eu desliguei o motor e as luzes
e apenas sentei lá. As luzes da cidade lembraram-
me do meu pai. A dor aguda me atingiu quando eu
pensei sobre o fato que ele nunca iria estaria aqui
novamente, nunca iria sentar na minha
caminhonete e rir da minha condução novamente.
Ele nunca... Ele nunca veria a minha
graduação. Ele não estaria lá quando me casasse.
Ele não poderia ser avô dos meus filhos.
Minha garganta apertou, e eu soquei o volante
várias vezes, tentando liberar um pouco da minha
dor. Ele se foi. Para sempre. Eu nunca ia ver meu
pai novamente.
Maggie estava ao meu lado, e sua mão
pequena cobriu a minha. Não havia nada a dizer. Se
o pai dela estava no corredor da morte, ela iria
passar por isso de novo. Pelo menos agora ele
estava na prisão.
Ela sabia que ele estava respirando. Ele estava
lá, mesmo que ela não quisesse vê-lo novamente.
"Você tem dias que tudo o que você pensa são
as coisas que ela nunca vai ver em sua vida?", Eu
perguntei dela.
"Sim. O tempo todo ", ela respondeu.
Ela estava vivendo este inferno também. Eu
entoei mais e mais para mim, provando que eu não
era o único. Eu comecei a relaxar o suficiente para
deixar ir o aperto intenso que eu tinha no volante.
Naquele momento eu tomei uma decisão. Eu
não me importava com a linha. Eu não me
importava com a proteção da nossa amizade. Eu só
precisava de Maggie. Eu precisava senti-la e
esquecer tudo isso. Eu sabia que estava sendo
egoísta, mas eu tinha que fazê-lo de qualquer
maneira.
Virando, eu deslizei uma mão em seu cabelo e
cobri a sua boca com a minha. Eu dei-lhe um
momento para decidir. Se ela não queria isso, ela
iria me afastar.
Mas ela não o fez. Eu sabia no fundo, que ela
não iria. Eu sabia que ela sentia isso entre nós
também.
Cada vez que passava a sua mão na minha
pele, eu ficava desesperado. Eu queria mais dela.
Então, quando ela inclinou-se para mim, eu coloquei
minhas mãos nos seus quadris e nos desloquei para
o lado do passageiro. Meus polegares roçaram a
pele nua enquanto seus braços em volta de meu
pescoço e a camisa que estava usando levantava
um pouco.
Maggie tremia em meus braços, fazendo com
que o meu coração bombeasse ainda mais rápido.
Ela gostava disso tanto quanto eu.
O olhar em seus olhos disse tudo o que eu
estava sentindo.
"Levante os braços, Maggie," eu instruí, não
perguntei.
Sem hesitar, ela levantou os braços e me
deixou tirar sua camisa. A pele cremosa delicada de
seus ombros a fazia parecer um anjo.
Ela fechou os olhos e respirou fundo quando eu
deslizei as tiras para baixo dos seus braços, em
seguida, puxei o sutiã longe dela. "Você é linda", eu
disse sem fôlego.
Inclinando-se mais perto, eu dei um beijo em
seu pescoço e ela engoliu em seco. As mãos dela
apertaram meus ombros como se ela precisasse se
segurar. Eu gostava disso. Não, eu amava isso
porra. Eu queria que ela segurasse em mim. Para
confiar em mim.
Com grande controle, eu beijei lentamente mais
para baixo. Ela estava me observando, com a boca
ligeiramente aberta. Eu nunca me senti tão perto de
ninguém antes.
"West", Maggie sussurrou o meu nome
enquanto suas mãos agarraram meus braços com
força.
Isto ia ser minha ruína. Esta garota. Ela iria me
reivindicar.
Confia em mim?
Capítulo 33
MAGGIE
Ele estava machucado. Eu tinha que me
lembrar disso. Ele estava perdido, ferido e buscando
conforto. Eu deveria pará-lo. Eu não deveria deixá-
lo fazer algo que ele se arrependesse amanhã.
Mas eu não podia.
Ele olhou para mim como se ele me quisesse
desesperadamente. Como se ele queria isso
desesperadamente. Como se eu fosse bonita.
Eu abri um pouco mais.
Eu nunca me senti assim; meu corpo não
conhecia um esse sentimento. E eu estava gostando
demais para fazê-lo parar.
"West", eu consegui falar. Mas eu rapidamente
esqueci por que quando eu disse seu nome, seus
beijos moveram-se para baixo.
Minha cabeça estava girando. Eu não estava
recebendo oxigênio suficiente. Ou talvez eu
estivesse recebendo demais. Eu não sabia. Eu só
queria mais dele. Disto.
Sua mão se estabeleceu firmemente nas
minhas costas, pressionando o meu peito nu contra
o dele e cobriu a sua boca na minha novamente.
"Você se sente tão bem", ele sussurrou enquanto
mordiscava e lambia meus lábios. Eu concordei, ele
era tão bom.
Eu fiquei tão perdida em seu abraço, no começo
eu não percebi que as pontas dos seus dedos
estavam no interior do cós do meu short.
Eu queria acreditar que ele me queria. Mas eu
temia que ele só precisasse de alguém no
momento. Se fosse Raleigh aqui, será que ele
queria? Isto era apenas uma distração e eu era
simplesmente a menina disponível?
Senti uma dor no meu peito com o
pensamento. Eu não queria ser apenas uma
distração. Ele significava muito para mim para que
isso fosse tudo o que eu era para ele. Mas como é
que eu iria dizer não quando ele estava sofrendo
tanto?
"West", eu botei pra fora, e ele congelou. Isso
chamou sua atenção rapidamente.
Ele baixou a cabeça no meu ombro e respirou
fundo. Ele não moveu a mão. "Ninguém me faz
sentir da maneira que você faz, Maggie."
Eu não tinha ninguém para comparar isto, mas
eu duvidava que alguém fosse me fazer sentir a
maneira West fazia.
Ele continuou em um sussurro rouco, "Estar
com você... tê-la... Eu sonho com isso. É algo que
não posso explicar e nem posso perder. "
Era isso. O que eu precisava ouvir.
"Ok", eu respondi, sabendo que me
arrependeria disso com ele.
Ele levantou a cabeça, e aqueles olhos azuis
brilharam com calor. Eu estava tremendo, mesmo
antes de sua mão deslizar para longe.
"Confia em mim?" Sua voz era grossa e rouca.
Eu apenas assenti. Eu não podia falar.
Meu coração estava batendo tão alto, que eu
poderia ouvi-lo. Meu corpo estava em chamas,
prestes a quebrar em um belo esquecimento.
Eu disse que ia ser tudo o que ele precisava. Eu
faria o que ele precisava que eu fizesse.
Agora eu sabia que eu estava certa.
Ele lentamente levantou a cabeça e olhou para
mim. "Eu preciso de você. Não, eu quero você. Só
você. Eu não preciso ou quero qualquer outra
coisa." Quando ele abriu os olhos, eles estavam
vidrados, e eu podia ver a emoção que ele estava
segurando.
"O que você quer de mim?", Perguntei.
"Eu preciso muito de você. Eu te quero tanto.
Você é... eu apenas... Você é a única coisa que faz a
dor ir embora, Maggie."
Ele estava tentando sobreviver. Eu estava
dando a ele uma razão para sobreviver. Ele estava
tirando de mim. Mas eu queria dar-me a ele.
Corri minhas mãos sobre seu cabelo e tentei
confortá-lo. Eu sabia que ele não estava pronto para
ouvir-me dizer-lhe que o amava. Eu não tinha
certeza se ele iria querer ouvir isso. Mas eu tinha
que dizer-lhe uma pequena parte da verdade.
"Eu quero isso. Eu também quero você. Não se
desculpe. O que você está tomando, eu estou
dando-lhe de bom grado."
Ele não respondeu a princípio. Quando ele
finalmente levantou a cabeça, vi o calor em seus
olhos quando ele olhou para a mim. "Eu quero mais.
Mais do que eu mereço. "
Eu não poderia imaginar que, a partir de agora,
eu olharia para trás e me arrependeria desta noite.
Mesmo se isso não funcionasse, eu estaria
completamente conectada com West. Pode ser uma
maneira de ajudá-lo com a sua dor, mas também
ajudaria com a minha. Observando-o perder seu pai
trouxe tanta dor de cabeça e perda para mim. Os
momentos que compartilhamos me fez sentir viva.
Mais viva do que eu senti em muito tempo.
"Eu quero mais também", eu respondi.
Meu coração começou a se agitar com a idéia, e
ingestão aguda da respiração de West me disse que
entendia exatamente o que eu estava dizendo a ele.
"Eu não quero ser um arrependimento para
você. Nunca, " ele disse, me olhando rasgado.
"E eu não quero ser um arrependimento para
você. Nunca, " eu repeti de volta para ele. Eu queria
que ele valorizasse essa memória apenas como eu
faria. Eu queria ser mais para ele. Algo que ele
nunca esquecesse.
"Nada sobre qualquer momento que eu passei
com você será um arrependimento." A ferocidade
em seu rosto me fez estremecer. Eu me senti
especial. Ele me fez sentir desse jeito.
Somente. Para. Mim.
Capítulo 34
WEST
Nada na vida tinha me preparado para isso.
Meu coração parecia que ia bater para fora do meu
corpo.
Eu peguei minhas roupas para tomar um
preservativo do bolso. Eu estava tão nervoso,
minhas mãos tremiam enquanto eu colocava-o.
Quando eu abaixei meu corpo sobre o dela,
meu peito apertou. Finalmente aqueles olhos que eu
sonhava levantaram para encontrar os meus. Havia
uma confiança tranqüila. A confiança que eu
apreciava. Uma que eu não podia perder.
Com cuidado, entrei nela, e ela se agarrou a
mim. Nunca tirando os olhos dos meus.
****
Mais tarde, quando ela enrolou-se contra mim
na caminhonete e eu a segurei enquanto eu olhava
para as luzes de Lawton abaixo de nós, eu deixei a
primeira lágrima cair.
Por tudo o que eu havia perdido.
Por tudo o que eu tinha encontrado.
Por tudo que eu não podia perder agora, mas
temia perder.
No dia seguinte, voltei para a escola. A mãe de
minha mãe estaria chegando hoje, e eu não queria
estar lá. Por que a minha mãe a chamou e pediu-lhe
para vir, eu não sabia. Ela nunca foi muito próxima
de nós antes.
Claro que eu também queria ver Maggie.
Levando-a para sua casa ontem à noite, eu
estava com tanto medo de perdê-la que estava
morrendo em silêncio. Muito silenciosamente.
Mais do que meus próprios pensamentos,
minha preocupação deveria ser Maggie. Eu corrigiria
isso hoje à noite.
A única coisa que eu não queria enfrentar era
as pessoas me dizendo que lamentavam saber
sobre o meu pai. Eu não queria pensar nisso. Eu
também não os queria olhando para mim com pena.
Então eu ignorei todos quando passei pelas portas e
fui direto para o meu armário.
Maggie estava lá, seu livro perto de seu peito,
esperando. Um calor se espalhou através de mim
que só Maggie poderia causar, e corri pela multidão
para chegar até ela. Quando ela me viu, seus lábios
se curvaram em um pequeno sorriso. Ele dizia
tantas coisas. Era para mim. Ela não dava aquele
sorriso para mais alguém.
Eu gostava disso. Eu gostava muito, porra.
"Bom dia," Eu disse quando cheguei a ela e
puxei-a para perto de mim antes de pressionar um
beijo naqueles lábios que estavam sorrindo só para
mim.
Ela ficou tensa no início, mas rapidamente
derreteu em mim e me deixou ter um gosto. Eu não
queria que ninguém mais visse como ficavam
aqueles lábios inchados, então, eu me afastei depois
que tive o suficiente para ir à primeira aula. Ainda
assim, eu mantive a minha mão nas costas dela e
apertei-a para perto de mim.
"Ah, bom dia", ela respondeu, olhando confusa.
Sorrindo, dei um beijo em seu nariz. "Deus,
você é sempre tão malditamente bonita", eu disse.
Suas bochechas coraram, e ela abaixou a
cabeça como um sorriso espalhado em seus lábios.
"Eu pensei que você não viria hoje", disse ela
enquanto olhava para mim.
Eu também não. Até que eu tinha acordado
pensando nela. Maggie estava aqui, e era onde eu
queria estar. Com ela.
"Você está aqui", eu admiti. Ela precisava saber
como eu me sentia. Mesmo se eu não tivesse
certeza exatamente do que era.
"West", disse ela, sem fôlego, e estendi a mão
para colocar uma mecha de cabelo atrás da sua
orelha. "Eu gostaria que tivéssemos aulas juntos. "
Assim eu faria. No próximo semestre eu teria
certeza de que tivéssemos. Eu odiava não vê-la,
exceto no almoço e nos corredores.
"Você está falando." A voz de Brady nós
assustou.
Os olhos de Maggie se arregalaram quando ela
olhou para mim. Ela não estava se virando para
olhá-lo. Havia um pânico nas profundezas verdes
dos seus olhos, e um protecionismo veio sobre mim.
Eu a puxei para perto de mim e ligeiramente para
trás quando eu enfrentei Brady.
"Não com você. Não com mais ninguém. Então
recue, e mantenha-se de boca fechada. " Eu segurei
seu olhar e deixei-o ver o que diabos ele quisesse.
Porque eu não diria a ele. Todo mundo precisava
saber que ela era minha agora. Incluindo Brady.
"O quê... mas ela não fala. Se ela pode falar ou
está falando de novo, então- "
"Só para mim, Brady. Aceite isso. Somente.
Para. Mim."
Ele olhou para ela, e eu podia ver a frustração
lá, mas eu também sabia que ele era meu melhor
amigo.
Eu tinha enterrado o meu pai ontem. Ele tinha
que me dar alguma folga. Por agora. Eu sabia que
teríamos de lidar com ele eventualmente.
Ele finalmente soltou um suspiro de frustração.
"Bem. Mas os outros vão notar. Eu notei."
Então ele se virou e saiu. Maggie não se moveu
de onde eu a tinha escondido atrás de mim.
Ele estava certo. Se ela não fosse cuidadosa, os
outros iriam vê-la. Como é que eu a protegeria?
Nem todo mundo iria recuar como Brady fez.
Especialmente seus pais.
Nós vamos deixar ou quê?
Capítulo 35
MAGGIE
Eu podia sentir Brady me observando durante
toda a manhã. Era um lembrete para não falar onde
eu poderia ser vista.
Mas ele me fez perguntar: O que aconteceria se
West não fosse à única pessoa com quem falava?
Poderia acabar? Será que ele se sentiria como se
não fosse uma parte especial de mim?
"Você deve estar transando com ele agora." Eu
reconheci a voz de Raleigh, mesmo antes de virar
para o rosto dela. Eu tinha ido ao banheiro para
lavar as mãos antes do almoço.
Olhei para o espelho para vê-la olhando para
mim com ódio. "Vai acabar quando ele sair do luto.
Ele está usando você para passar por isso do seu
pai. Você não fala então ele gosta. Agora que você
está transando com ele. Ele agora deve gostar de
suas meninas em silêncio quando ele as fode. "
Eu sequei minhas mãos em uma toalha de
papel, em seguida, me dirigi para a porta. Eu não ia
ficar lá e escutar isto.
"Quando ele acabar, quando ele não estiver
mais ferido por causa do seu pai, ele vai voltar para
mim. Nós temos algo. Ele me ama. Ele
simplesmente não podia lidar. "
Eu continuei ignorando-a, e abri a porta.
"Ele costumava dizer que me amava quando ele
estava me fodendo. Disse que eu o fazia se sentir
incrível. Que nada nunca seria tão bom. Aposto que
ele não diz que te ama, não é? ", Ela disse enquanto
caminhava para fora da porta.
Eu estava feliz por não estar de frente para ela
quando ela disse isso. Porque, então, ela teria visto
a resposta no meu rosto.
Tão maravilhoso como o meu tempo com o
West tinha sido na noite passada, ele nunca disse
que me amava. Ele não disse muito. Quando
acabou, ele me segurou com ele. Eu gostava de
ficar em seus braços. Quando ele tinha deixado uma
lágrima cair, eu acreditava que ele lidou com sua
dor.
Mas talvez tivesse mais coisa do que isso.
Talvez eu tivesse sido um erro.
"Aí está você." A voz de West sempre fazia meu
ritmo cardíaco acelerar. E especialmente agora,
comigo preocupada que talvez ele amasse Raleigh,
eu estava feliz que ele estava aqui.
Olhei para vê-lo andando na minha direção.
Uma carranca tocou seu rosto quando ele se
aproximou. "O que aconteceu? ", ele perguntou
quando me alcançou.
Sua mão segurou meu rosto. Eu adorava
quando ele fazia isso. Isso me fazia sentir segura.
Como se suas mãos grandes poderia me proteger.
A porta do banheiro se abriu atrás de mim, e eu
me senti tensa. Oh Deus, ele ainda sentia algo por
ela. Ele a amava. Eu não sabia se ele a amava. O
sentimento de segurança me deixou, e eu balancei
a cabeça em resposta à sua pergunta enquanto me
movia ao mesmo tempo para longe dela. Longe
dele. Longe das minhas emoções confusas.
"Você fez isso? Ela está chateada por que você
disse algo a ela? " West estava com raiva. Eu me
virei para vê-lo olhando para Raleigh da mesma
maneira que ela olhava para mim. Seu olhar era
apenas mais intenso. E assustador.
Raleigh deu de ombros e jogou o cabelo escuro
por cima do ombro como se nada tivesse
acontecido. "Eu estou em outra, West. Eu não me
importo com o que você faz ", ela virou-se e foi
embora. Eu sabia que ela não queria dizer isso, mas
ela era uma grande atriz.
"Ela disse algo para você", ele disse, fechando a
distância entre nós novamente.
Eu dei de ombros. "Nada de mais. Ela está só...
não era sobre você."
Ele deslizou a mão sobre meu quadril. "Tudo o
que ela disse, não dê ouvidos. Ela está tentando me
machucar, e ela descobriu que machucando você
vai me machucar. Isso é tudo."
Eu não acho que ele estava certo sobre isso,
mas eu não iria corrigi-lo. Em vez disso eu mudei de
assunto.
"Eu pensei que você estaria comendo agora",
eu disse.
Ele sorriu, então inclinou a cabeça para beijar
meus lábios uma vez. "Não sem você."
Oh. Eu não sabia o que pensar sobre isso. O
que nós éramos agora? A noite passada realmente
mudou a gente?
Ele colocou a mão nas minhas costas. "Vamos.
Vamos comer."
Eu fui. Porque eu não tinha idéia de como
perguntar o que éramos agora.
"Senti sua falta esta manhã", disse ele, sua
mão não me deixando.
"Nós mandamos mensagem." Eu o lembrei dos
muitos textos que ele me enviou ao longo aulas
esta manhã.
"Não é possível ver seu rosto em um texto", ele
respondeu.
Os pássaros em meu estômago acordaram.
Quando chegamos à porta da cafeteria, West
chegou à frente e abriu-a, e entramos juntos.
Todos os olhos no lugar estavam sobre nós...
ou parecia estar. Eu podia sentir as pessoas
olhando. Querendo saber o que tinha acontecido
com a gente. Por que a nossa amizade parecia mais
íntima agora. Olhei para sua mesa, e Brady, Asa e
Ryker estavam nos observando. Gunner era o único
que achava que não éramos entretenimento.
Ele estava muito ocupado olhando para o seu
telefone enquanto ele escrevia algo.
Eu não olhei para ninguém quando caminhamos
para a fila. O braço de West encontrou meus
ombros, e puxou-me para perto dele quando ele
colocava um beijo na minha têmpora. Surpresa, eu
olhei para ele, mas de repente ele estava olhando
para alguém com uma carranca. Seguindo seu
olhar, vi que Nash parou para nos assistir com a
bandeja nas mãos.
Nash olhou para mim, então balançou a cabeça
e caminhou em direção à mesa com os outros
caras. Eu estava certa de que eles perceberam a
interação West e Nash. Poderia Brady dizer-lhes que
West e eu estávamos... estávamos o quê?
"Ele está com raiva?", Eu sussurrei. Eu não
queria seus amigos chateados com ele. Ele
precisava de apoio agora.
"Não importa. Se ele estiver, ele vai superar
isso. "
Essa não era a resposta que eu estava
esperando.
Ele agarrou minha bandeja e a sua, e nós
caminhamos até a mesa e aos nossos lugares vagos
entre Brady e Nash.
West sentou-se ao lado de Nash, que era
normalmente onde eu estava sentada. Ele estava
fazendo uma declaração hoje. Eu só ainda não tinha
certeza do que era.
"Então, vocês estão juntos agora?" Gunner
perguntou, deixando cair seu telefone na mesa e
pegando seu refrigerante. "Pensei que ela estava
fora dos limites e essa merda."
"Não", disse Brady antes West pudesse reagir.
"Isso não tem nada a ver com você."
Gunner parecia mais divertido do que qualquer
coisa. Ele pegou a maçã e sorriu. "Certo então."
Então ele olhou para Nash antes de tomar uma
mordida sorrindo.
Eu queria estar em qualquer lugar, menos aqui.
"Eu estava pensando Maggie. Você já tem um
encontro para o baile? ", Perguntou Gunner.
"Gunner, merda cara." Ryker murmurou.
Eu não olhei para cima. Olhei as batatas fritas
que eu estava prestes a comer e fingi não ouvi-lo.
Eu não tinha pensado sobre o baile. Eu tinha visto
os cartazes e eu tinha ouvido os anúncios, mas eu
não estava pensando nisso. Eu nunca tinha ido a
um baile. Eu não esperava para ir neste.
"Ela está comigo, Gunner. Ela vai comigo. Em
todos os lugares." West respondeu. "Isso é
suficiente de um esclarecimento para você? "
Sua mão deslizou por cima do meu joelho e
apertou enquanto ele falava.
"Bem, claro." Asa disse com uma risada. "Nós
vamos deixar ou o quê?"
Olhei para Asa para ver com quem ele estava
falando. Seu olhar estava fixo em Brady.
Meu primo simplesmente assentiu. Nada mais
foi dito.
Começaram a falar de jogo de sexta-feira, e eu
finalmente relaxei o suficiente para comer meu
almoço.
Ela tinha se tornado meu tudo.
Capítulo 36
WEST
O treinador tinha dito que eu não precisava ir
ao treino esta semana. Embora, se eu quisesse, eu
ainda poderia jogar. Ele sabia que eles precisavam
de mim, e ele também sabia que meu pai gostaria
que eu jogasse. Então, eu jogaria.
Eu tinha perdido todas as outras práticas, mas
eu não ia perder essa. Minha avó estava na minha
casa agora, então eu sabia que minha mãe não
estava sozinha. Isso me deu um pouco de
liberdade, mas também me mantinha fora de casa.
Eu não queria aquela mulher lá. Ela nunca tinha
visitado, nenhuma vez durante toda a minha vida.
Nós sempre tínhamos que ir para a casa dela. Ela
raramente falava com meu pai ou o reconhecia.
Eu não sentia nada por ela.
Mas a minha mãe a amava.
Ninguém me questionou quando eu entrei no
vestiário para ter o meu equipamento para a
prática. Alguns assentiram, alguns me deram um
tapa na parte de trás, mas ninguém disse nada.
Isso era o que eu precisava. Se eu não podia ter
Maggie comigo o tempo todo, então esta era a única
outra maneira de manter minha mente livre de
merda.
Quando eu amarrei minhas chuteiras, eu me
levantei para ver Brady caminhando até mim. Ele
queria respostas, e eu não iria dar-lhes. O que eu
disse a ele esta manhã foi a sua resposta.
"Há quanto tempo ela esteve falando com
você?", Ele perguntou em voz baixa.
Peguei meu capacete e comecei a caminhar
para a porta. "Um período de tempo", eu respondi.
"Quanto tempo de 'um período'? Desde o
hospital... Ou antes?"
"Antes".
Brady foi para o meu lado. "É por isso que você
se ligou a ela tão rápido, não é? Ela tem ajudado
você lidar com as coisas. Ela esteve lá. "
Eu não respondi. Eu não sabia a resposta.
Talvez fosse por isso que eu tinha me ligado a ela
tão rapidamente.
Dor mudava você. Fazia você reagir de forma
diferente. Mas eu não quero dizer que eu não queria
ter Maggie se ela não tivesse falado comigo. Mas
será que eu teria?
"Você entende provavelmente melhor do que
ninguém o que ela passou. Se ela disse-lhe tudo, é
mais do que ela disse para qualquer um."
Ele estava certo. Ela tinha, mas eu não iria lhe
dizer isso.
"Ela precisa falar com outras pessoas",
acrescentou Brady.
Ele não ia deixar isso. Eu tinha que tira-lo do
caminho. Até que Maggie estivesse pronta para
falar, eu não ia deixar ninguém força-la.
Eu parei de andar e olhei para ele. "Ela não
está pronta. É como ela lida. Deixe-a lidar com as
coisas o jeito que ela precisa. Eu não vou deixar
ninguém empurrá-la. Nem mesmo você ", eu disse
a ele. Então eu andei em direção ao campo e deixei-
o lá.
****
Era quase meia-noite quando Maggie deixou
sua janela aberta para eu entrar. Eu tive treino até
tarde, em seguida, fui para o Bluff e sentei-me lá
por algumas horas. Quando minha mãe tinha
chamado para ir a casa comer, eu fui. Para ela. Em
seguida, minha avó tinha me perguntado sobre a
faculdade, e eu não respondi. Ela não tinha estado
lá para nós antes, e ela não tinha o direito de
interferir na minha vida agora.
Eu chamei minha mãe e disse-lhe para ir
dormir. Disse-lhe que estaria em casa logo, que eu
ia para a casa de Brady. Isso era verdade. Eu
estava lá. Eu simplesmente não estava aqui para
Brady. Eu acho que ela provavelmente sabia disso,
mas ela não perguntou.
Maggie ficou no meio de seu quarto em um par
de calças de moletom folgada amarrado na cintura e
uma regata. Seus longos cabelos estavam em um
nó bagunçado em cima de sua cabeça, e ela não
poderia parecer mais bonita. Eu senti saudades esta
tarde. Eu sempre sentia falta dela quando ela não
estava comigo.
Isso me assustava, se eu pensasse muito sobre
isso. Eu não queria perdê-la. Eu poderia perdê-la.
Não.
Eu não ia perder Maggie. Eu não deixaria isso
acontecer. Gostaria de fazê-la querer ficar comigo.
Eu seria o que ela precisasse que eu fosse.
"Ei," ela disse suavemente.
Eu sorri. "Ei."
Fechando a distância entre nós, eu estendi a
mão para ela e segurei-a perto de mim. "Senti sua
falta," Eu sussurrei antes de pressionar um beijo em
seus lábios. Ela tinha grandes lábios.
Ela riu contra o meu beijo. Eu amava esse som.
Ela não ria muitas vezes. Mas quando o fazia, era
como mágica. "O que é tão engraçado?" Eu
perguntei, incapaz de manter o sorriso
incrivelmente satisfeito de ouvi-la rir.
"Você só me viu há poucas horas", disse ela.
Eu balancei minha cabeça. "Não, eu vi você
nove horas atrás. Isso não é um pouco. É um longo
tempo de merda. "
Maggie apertou os lábios e seus olhos sorriram.
Ela não estava usando qualquer maquiagem. Seu
rosto estava lavado. Eu adorava que ela sabia que
eu estava chegando e não se arrumava.
Ela era apenas ela, e ela estava confortável
sendo apenas ela.
"Você realmente deveria estar dormindo. Você
tem o jogo amanhã à noite, " ela disse enquanto
colocava a mão no meu peito.
"Eu vou dormir. Aqui com você. Vou colocar o
meu alarme para me levantar às cinco, e eu vou
voltar para casa. Mas hoje eu quero te abraçar. "
Seus olhos brilhavam de prazer. Isso me fez
pensar sobre coisas. Coisas que eu não deveria
estar pensando. Não em sua casa. Não onde Boone
estava tão perto de nós.
Olhei para sua cama e podia ver que ela já
tinha estado hoje à noite. Eu não tinha mandado
uma mensagem para ela que eu estava vindo uma
hora atrás. Eu me perguntei se ela estava
dormindo. Vê-la desarrumada e saber que eu estava
tendo-a se aninhando contra mim durante a noite
fazia tudo o que sentia vazio desaparecer. Maggie
me fez sentir como um homem das cavernas. Eu
gostava de tê-la comigo.
Maggie enfiou a mão na minha, e eu tive aquele
sentimento familiar de paz que tinha chegado a
mim neste último mês. Quatro semanas. Amanhã
faria exatamente um mês desde que eu a beijei na
festa do campo. Ela veio em minha vida quando eu
pensei que ia me perder. Quando eu não tinha
certeza se tinha a força para fazê-lo. E ela me
mostrou que eu podia. Ela me lembrou que eu não
era a única pessoa no mundo a perder um pai.
Maggie puxou as cobertas de volta ao meu lado
depois de me arrastar para o lado dela para
endireitar seu lençol.
Vê-la assim, estar aqui com ela desse jeito, me
fazia querer coisas. Coisas que deveriam ficar para
mim e somente a mim. Por exemplo, eu nunca
queria outro cara a visse vestida assim nesta cama.
Somente eu. Eu não queria que ela nunca
escorregasse a mão na mão de outro cara. Nunca.
Só a minha.
"Você tem que ir dormir," Maggie sussurrou,
um sorriso brincalhão em seus lábios.
Ela tinha se tornado a minha salvação. Eu
queria ser a dela. Eu queria que ela sentisse assim
sobre mim também.
Eu subi na cama e deitei de costas com um
braço atrás da minha cabeça e o outro estendido
para Maggie, convidando-a a vir colocar a cabeça no
meu peito. Ela não precisava de instruções. Ela
sabia exatamente o que eu queria. Quando sua
cabeça estava exatamente onde eu gostava, eu
escorreguei minhas mãos em seu sedoso cabelo e
desamarrarei seu coque. Ela não protestou.
Estando ali em silêncio por alguns minutos,
enquanto eu brincava com seus cabelos e olhava
para o ventilador de teto. Minha cabeça era uma
mistura de emoções. Ela entrou em minha vida
quando eu mais precisava dela. Eu nunca esperava
isso. Ou ela. Mas agora que eu a tinha, eu não tinha
certeza de como eu tinha passado tanto tempo sem
ela.
Minha garota.
Capítulo 37
MAGGIE
Quando tia Coralee bateu na porta do meu
quarto para me acordar, eu tive um breve momento
de pânico até que vi que West não estava mais em
minha cama. Eu acho que eu não estava acordada
quando ele saiu.
Havia um bilhete sobre o travesseiro onde ele
tinha dormido. Eu esfreguei meus olhos do sono,
em seguida, abri o papel dobrado.
Bom dia, linda. Você estava dormindo tão
pacificamente quando eu saí. Eu não queria
acordar você. Mas hoje eu gostaria de ser o
único a leva-la para escola. Eu estarei aí às
sete e meia. Se Brady dificultar, me ligue e
passe o telefone para ele.
Ele queria me levar para a escola. Olhei para o
espelho do outro lado da minha cama e vi o sorriso
no meu rosto. Era um sorriso verdadeiro, um cheio
de emoção e esperança. Durante muito tempo esse
sorriso tinha sido estranho para mim. Agora eu
estava feliz.
Levantei, andei até o espelho, em seguida,
estendi a mão e toquei a menina lá. Ela era mais
velha do que aquela que eu conheci uma vez. Seus
olhos tinham mais força e maturidade. Mas ela
estava feliz. Era familiar.
"Você gostaria dele, mãe", eu sussurrei. "Ele é
maravilhoso."
Ela gostaria que eu a dissesse tudo sobre ele.
Ela teria gritado comigo quando eu dissesse a ela
sobre o nosso primeiro beijo. Ela gostaria de me
ouvir falar sobre ele e não se entediaria. Ela não foi
apenas a minha mãe; ela tinha sido a minha melhor
amiga. Saber que West a faria feliz me fazia sentir
ainda mais completa. O vazio que havia se tornado
parte de mim não era tão mais vazio. West tinha
preenchido.
A voz de Tia Coralee chamou quando o café da
manhã estava pronto me lembrando que eu tinha
pressa. Eu queria deixá-la saber que eu estava indo
com o West hoje. Era seu dia do jogo, e eu queria
surpreendê-lo com meu espírito escolar.
Eu só precisava pedir a Brady para me
emprestar uma camisa.
Quinze minutos mais tarde, eu estava vestida e
me dirigi para a cozinha. Eu tinha mandado uma
mensagem para Brady perguntando-lhe se poderia
emprestar uma camisa. Ele concordou e disse que
iria levar na cozinha para mim. Eu também tinha
um bloco em minha mão não para pedir, mais como
dizer, a tia Coralee que eu estava indo com o West
hoje.
Quando eu cheguei lá, Brady já estava na mesa
comendo um prato cheio de ovos e bacon. Ele
estava vestindo a camisa azul que ele iria vestir
esta noite. Havia outra azul dobrada em cima da
mesa que tinha seu número, mas parecia ter sido
mais usada.
"Aqui está. Você pode ficar com a minha camisa
do ano passado." disse ele, um sorriso puxando os
cantos de seus lábios.
Será que ele achava que era bobagem eu usá-
la? Era algo que ainda eu não deveria fazer?
"Bom dia, Maggie. Eu tenho o seu prato
aquecido. Deixe-me pegar. " Tia Coralee fez uma
pausa e olhou para a regata branca que eu estava
vestindo e franziu a testa. "Hum, eu não acho que
você pode usar isso na escola ".
"Oh, ela não vai. Ela vai usar minha camiseta
velha hoje ", ele respondeu.
Os olhos de tia Coralee se iluminaram, e ela
sorriu. "Bem, isso é tão doce! Não é, Brady? "
Brady continuou a olhar como se ele estivesse
prestes a cair na gargalhada a qualquer minuto.
"Claro que é," ele conseguiu dizer antes de
comer outra garfada de ovos.
Eu decidi ignorá-lo e passei a vestir a camisa
antes de entregar o meu bilhete para a tia Coralee.
Ela leu, em seguida, sorriu suavemente. "Claro,
querida. Isso é bom. Eu esperava por isso. "
Aliviada, peguei meu prato de comida das mãos
dela e fui para a mesa.
"O que você esperava?", Perguntou Brady.
"Que ela começasse a ir para a escola com o
West em breve." Brady sorriu novamente. "Então,
ela está indo com West hoje? "Eu concordei e tia
Coralee disse:" Sim ".
Brady estava estranho, então eu decidi ignorá-
lo. Eu estava animada sobre ir com West. Eu estava
animada para que ele me visse com a camiseta. Eu
também estava animada apenas por vê-lo.
Ele me deu uma razão para amar a vida
novamente. Eu não tinha realmente vivido em dois
anos, e eu finalmente percebi agora que eu tinha
perdido tanto. Não falar tinha me protegido de
muitas maneiras, mas também tinha me isolado. De
todo o mundo.
Quando tia Coralee subiu para o primeiro
andar, Brady olhou para mim. "O que eu avisei a
você sobre West ainda é algo que você precisa se
lembrar. Mas admito que ele esteja diferente com
você. Eu nunca o vi tratar ninguém como ele trata
você. Então talvez isso seja mais para ele do que
qualquer outro relacionamento foi. Só tenho medo
que você possa ser uma muleta para ajuda-lo a
lidar com a morte do seu pai. Quando alguém
aparecer, ele poderia deixa-la. Você seria
esquecida", disse ele, em seguida, ele se levantou.
"Guarde o seu coração. Ele não vai te
machucar. Mas no final, ele pode. "
Uma batida forte interrompeu Brady. Ele olhou
para a porta quando me levantei. Eu sabia que era
West. Eu levei meu prato para a pia antes de correr
para a porta.
Eu abri a porta. West sorriu no momento em
que nossos olhos se encontraram. Em seguida, o
sorriso vacilou quando ele olhou para a minha
camisa. "Você está vestindo a camisa de Brady",
disse ele enquanto seus olhos encontraram os meus
novamente.
Eu sorri e acenei. Eu queria que ele ficasse feliz
eu estava mostrando o meu apoio para o time, e
para ele.
Brady deixou escapar uma risadinha, e eu me
virei para vê-lo cobrindo a boca quando ele se virou
para caminhar até as escadas. Por que ele estava
rindo? Eu tinha feito algo errado?
Braço de West deu a volta da minha cintura, e
ele pegou minha mochila com a outra mão
enquanto olhava para Brady.
"Vamos", disse ele, parecendo menos do que
satisfeito.
"Eu fiz alguma coisa errada?", Perguntei,
sentindo-me mal no meu estômago. O sorriso feliz
de West tinha ido embora.
Ele não respondeu quando ele abriu a porta da
caminhonete e colocou a minha mochila. Então ele
me agarrou pela cintura e levantou-me como se eu
fosse uma criança e não podia entrar por mim
mesma.
Uma vez eu estava no banco, eu estava no
nível dos seus olhos. Ele se inclinou e me beijou.
Não foi doce, o beijo doce que eu estava
acostumada, mas era bom. Eu me senti como se
estivesse me marcando e tentando me deixar
bêbada tudo ao mesmo tempo. Ele me tinha
agarrado a ele e estava derretendo contra ele
quando ele se afastou.
"Você não pode vestir a camisa de Brady," ele
disse simplesmente, em seguida, fechou a porta e
se dirigiu para o lado do motorista.
Se eu não pudesse vestir a camisa de Brady,
então por que ele estava me levando para a escola
nela?
"Eu preciso mudar então", eu disse quando ele
abriu a porta e subiu dentro.
Ele balançou a cabeça em concordância.
"Aperte o cinto", ele me instruiu.
Eu fiz como me foi dito, e ele puxou para a rua
e se dirigiu para a escola. Eu esperava que ele
explicasse sobre a camisa, mas ele nunca disse
nada. Nada.
A viagem de cinco minutos de carro para
Lawton foi curta, e eu queria saber por que eu não
poderia usar a camiseta de Brady. Eu comecei a
abrir minha boca, quando West dirigiu passando do
estacionamento cheio para a casa do campo.
Ele iria me fazer tirá-la e deixá-la lá? Porque a
tia Coralee estava certa; Eu não poderia vestir esta
camiseta de alças na escola. Eu seria rapidamente
enviada para casa.
"O que estamos fazendo?", Perguntei quando
sua porta se abriu e ele saiu. Fechou-a e dirigiu-se
para meu lado sem me responder.
Quando ele abriu a minha porta, ele me
agarrou e me beijou novamente antes de pegar e
me colocar no chão. "Nós vamos arrumar a sua
camiseta," ele disse simplesmente. Em seguida,
pegou minha mão, e nós caminhamos dentro da
casa de campo.
Ele estava vazio, esta manhã, graças a Deus.
Eu não queria ver homens nus. Isso seria muito
embaraçoso. West levou-me a uma fileira de
armários, depois parou uma vez que ele chegou aos
maiores no fim. Eu vi o seu nome escrito acima de
um armário à direita antes que ele abrir.
"Tire isso," ele disse quando enfiou a mão no
armário para tirar uma camisa cuidadosamente
dobrada no topo prateleira.
Ele estava me dando sua camisa. Minha
frequência cardíaca acelerou quando eu
rapidamente tirei a camisa de Brady. West virou-se
para olhar para mim e parou. Em vez de entregar-
me a camisa, ele deu um passo em minha direção e
inclinou a cabeça para beijar minha clavícula
exposta antes de enterrar a cabeça no meu pescoço
e inalar profundamente.
Eu tremi, mas mantive-me. Eu estava com
medo se eu me movesse, quebraria o feitiço. Eu não
queria que ele parasse. Eu adorava tê-lo perto de
mim desse jeito.
Sua mão deslizou em volta da minha cintura, e
ele me segurou contra ele, quando sua língua
começou a tomar pequenas lambidas no meu
pescoço, seguido por beijos. Larguei a camisa de
Brady e agarrei os braços do West para manter
meus joelhos estáveis.
"Gosto tão bom, cheira tão bem", ele sussurrou
enquanto sua boca se movia mais abaixo, e ele
roçou os lábios entre os topos dos meus seios várias
vezes. Eu assisti em fascinação.
Ele levantou os olhos para olhar para mim
quando ele puxou minha blusa para baixo um pouco
para continuar a sua trilha de beijos.
"Eu preciso parar. Mas eu preciso de você para
me dizer para parar. " Sua voz era profunda. Eu não
queria que ele parasse. Chegaria na classe e teria o
banco traseiro para isso.
"Se eu for mais longe, eu vou querer mais. Mais
do que você precisa em um sujo vestiário. Jurei a
mim mesmo que a próxima vez que eu tocar em
você, vai ser em algum lugar especial ".
Ele tinha me roubado as palavras. Eu só fiquei
ali segurando seus braços enquanto ele segurava
um dos meus seios através da minha camisa e
beijou o topo do outro. Em seguida, ele grunhiu e
fechou os olhos com força antes de deixar cair as
mãos e se afastar. Senti frio quando ele se foi. Eu o
queria de volta.
"Levante os braços", disse ele quando pegou de
volta a camisa que ele tinha pegado do seu armário.
Eu fiz como me foi dito, e ele colocou-o sobre a
minha cabeça. Uma vez que ele estava feliz que eu
estava vestida corretamente, ele deu um passo para
trás e olhou para mim. "Apenas minha camisa,
Maggie. Ninguém mais. Nunca. Eu não quero a
camisa de ninguém tocando você, mas a minha.
Mantenha esta. Use-a qualquer maldito tempo que
quiser, mas nunca coloque a de Brady novamente."
Oh.
OK.
Oh meu.
Eu balancei a cabeça e resisti a vontade de
envolver meus braços em torno da camisa que eu
estava usando, e abraça-la. Cheirava a West. Eu
nunca ia querer lavá-la.
Ele sorriu. "Minha garota. Minha camisa do
caralho ".
Eu seria a sua escolha?
CAPÍTULO 38
WEST
Hoje à noite Maggie sentou-se com a minha
mãe no jogo. Cada chance que eu tinha, eu olhava
para elas. Maggie acenou a maior parte do tempo,
mas em seguida, às vezes eu a pegava conversando
com minha mãe. Meu peito se enchia, eu me
perguntei se ele poderia estourar.
Depois de cada touchdown eu olhava ver
Maggie de pé aplaudindo com um enorme sorriso
em seu rosto, minha camisa do caralho cobrindo
seu corpo. Deus, eu adorava isso. Todo mundo via
que ela era minha.
Quando eu a vi na camiseta de Brady, esta
manhã, eu queria tira-la de cima dela e queimá-la.
O sorriso divertido no rosto de Brady não tinha
ajudado. Ele sabia quando ela lhe pediu como eu
iria reagir.
O idiota tinha feito isso de propósito e teria um
ponta pé.
Quando ele andou pelo corredor e a viu em
minha camiseta, ele começou a rir. Ninguém, mas
três de nós sabia o que ele achava tão engraçado.
Maggie tinha sorrido e abaixado a cabeça com o
rosto corado. Ela estava tentando me agradar. Ela
só não tinha idéia de que uma menina vestindo a
camisa de um cara significava que ela era dele.
Família ou não, ela não iria vestir a porra da
camisa de Brady. Ou de qualquer outra pessoa.
Somente minha.
****
Vencemos por um touchdown. Gunner fez um
belo passe e correu para ganharmos o jogo no final
de três minutos. Tinha sido um jogo de alta
pontuação para ambas as equipes. Eu estava
preocupado que precisaríamos ir para a
prorrogação, mas Gunner resolveu.
Quando saí do vestiário, Maggie estava lá
esperando por mim. O sorriso dela quando nossos
olhos se encontraram aliviou a tristeza que eu
sentia quando saí e meu pai não estava lá.
"Você foi incrível.... Eu acho que. Eu não sei
muito sobre isso. Mas você parece realmente bom
naquelas calças ", disse ela em um sussurro quando
eu cheguei perto o suficiente para segurá-la.
Rindo, eu beijei sua testa, então seu nariz, e
finalmente sua boca.
"Vê-la lá em cima na minha camisa, parecendo
um anjo, ajudou. Vou precisar disso em que cada
jogo agora."
Ela sorriu. "Eu acho que posso fazer isso."
Hoje à noite eu estava levando-a para a festa
do campo. Embora ela tivesse ido para muitas, esta
noite ela na verdade ficaria. Ela iria comigo. Não
ficar escondida nos cantos escuros à espera de
Brady.
A idéia dele deixando-a lá fora, ainda me
irritava. Eu não gostava de pensar em como sozinha
ela tinha estado. Com ninguém lá para ela.
"Bom jogo, baby." Eu olhei para cima do meu
pequeno mundo privado com Maggie para ver
Raleigh ali de pé.
"Obrigado, mas eu não sou seu baby", eu
respondi, tentando faze-la sair.
Raleigh riu e mordeu o lábio inferior como se
achasse que era sexy. "Talvez não agora, mas você
vai ficar entediado com a menina muda e querer
alguma ação novamente. Eu estarei esperando. Eu
sempre estive lá para quando você precisou de
mim. Eu quero voltar, West. Eu sinto falta ", disse
ela em voz baixa que soou suplicante.
Eu odiava quando as pessoas incomodavam
Maggie. Eu tinha planejado para ser bom para
Raleigh quando a mandei em embora. Mas ela vinha
e dizia merda para me irritar.
"Eu posso falar. Eu só escolho com quem
conversar. Então, pare de tentar me chatear. Não
esta funcionando."
Eu fiquei ali olhando para Maggie quando ela
falou de forma tão clara e com naturalidade para
Raleigh.
"Então você fala. Huh. Será que Brady sabe
disso? ", Perguntou Raleigh, e eu dei um passo em
direção a ela, colocando me entre ela e Maggie. Mas
a mão de Maggie tocou meu braço quando ela se
agarrou e se mudou para ficar ao meu lado.
"Sim ele sabe. Agora você pode sair ", disse
Maggie, não recuando.
Fiquei olhando para ela. Não havia nada sobre
ela que não era perfeito? Ela ainda lidava com
minha ex-namorada sem ser dramática.
"Deus, você não pode nem mesmo parar de
olhar para ela", disse Raleigh em um tom de
desgosto.
Ela estava certa. Eu não podia.
Eu não olhei para cima, mas eu sabia que
Raleigh tinha saído uma vez que os ombros de
Maggie relaxaram e ela se virou para encontrar o
meu olhar.
"Eu decidi do que eu preciso para entrar no
mundo de novo. Atacar. Falar. Mas até eu contar a
minha tia e meu tio, eu não vou falar com ninguém.
Exceto você, é claro. "
Exceto eu. Beijei-a com força nos lábios e tentei
como o inferno não deixar que o medo de perdê-la
tirasse meu controle. Eu queria que ela falasse. Eu
queria que ela vivesse sua vida ao máximo. Eu só
não sabia se eu seria o suficiente para ela. Agora eu
estava no mundo dela, porque ela só falava comigo.
E minha mãe.
Quando ela falasse com as outras pessoas e
deixasse-os entrar... Será que ela ainda iria querer
ficar comigo?
****
Eu tinha a mão de Maggie encaixada na minha
enquanto caminhávamos em direção aos rapazes na
festa. Brady estacionou sua caminhonete aqui
novamente, agora que ele não tinha Maggie se
escondendo no escuro sozinha. Nash foi o primeiro
a nos notar, e ele me deu um sorriso tenso. Ele
ainda não tinha aquecido a ideia de mim com a
Maggie. Mas não era porque ele não gostava dela...
era o oposto.
Sabendo que ele a tinha visto vestindo minha
camisa durante todo o dia fez o monstro ciumento
dentro de mim voltar.
Assim que Nash tinha encontrado Maggie, ele
tinha reconhecido algo especial nela. Mesmo que eu
tivesse. Ele apenas não lidar com essa merda o fez
um idiota...
Sorte a minha, ela viu algo dentro de mim
também, esquecendo de que eu era um idiota.
"Você está pronta para isso?" Eu perguntei a
ela quando chegamos perto dos caras.
Ela inclinou a cabeça para trás para olhar para
mim e sorriu.
Isso era tudo que eu precisava.
"Bem-vinda à família, Maggie", disse Ryker,
segurando sua cerveja, um grande sorriso no rosto.
"Ótima hora para se juntar a nós ".
Olhei para Brady. Era sua culpa que ela não
tinha estado conosco desde o início. Ele deve se
sentir como merda já que ele tinha deixado ela lá
fora, sozinha. Mas o olhar em seu rosto aliviou
minha raiva. Ele não estava orgulhoso de si mesmo,
eu podia ver.
Ivy estava enrolada ao seu lado novamente
esta noite. Eu nunca sabia quando eles estavam
juntos novamente ou acabado.
Brady parecia tão distante dela. Ele estava
deixando-a ficar aqui porque ela queria. Não porque
ele a queria aqui.
"Três jogos. Três vitórias. Eu já posso provar
States, " Asa disse enquanto caminhava até o grupo
e sentava-se ao lado de Ivy e Brady na traseira.
Eu não queria compartilhar um assento com
ninguém. Apenas Maggie. Eu a levei até a palha de
feno que estava desocupada, e sentei-me com ela
puxando-a para baixo para sentar no meu colo.
Eu dei um beijo em sua orelha, em seguida,
sussurrei. "Você está com sede? Eu me esqueci de
te dar alguma coisa. "
Ela balançou a cabeça e se inclinou para mim.
Eu a abracei forte, sem prestar atenção nos outros,
até que ouvi Nash dizer o meu nome. Era difícil tirar
meus pensamentos de Maggie para responder.
Ela apenas era mais interessante do que ele.
"O quê?" Eu perguntei, virando minha atenção
para Nash.
"Você tem Tennessee recrutando você. Você
ainda vai, ou você vai para Bama? "
Futebol. Próximo ano. Algo que eu não tinha
pensado. Não queria pensar. Não com o pai não
estando aqui. Não com Maggie aqui.
Dei de ombros, porque eu não sabia a resposta.
Sim, Tennessee estava me observando. Eu apenas
não me importava.
"Todos nós temos decisões a tomar. Vamos
esperar até a temporada de futebol antes de
decidir. Hoje à noite nós precisamos falar dos pés
relâmpago de Gunner ", disse Brady, mudando de
assunto e deixando para lá.
Gunner ergueu a cerveja. "Por mim. Por ter
chutado a bunda deles! ", Ele gritou, e todo mundo
riu e ergueu seus copos.
Os ombros de Maggie sacudiram com um riso
silencioso, e deitou a cabeça no meu ombro
enquanto ela assistia-os. E eu a observava.
Você irá me possuir.
Capítulo 39
MAGGIE
Ouvindo West rir e conversar com seus amigos,
enquanto ele me segurava em seus braços era
perfeito. Era exatamente como eu queria que a
minha primeira experiência real na festa do campo
fosse. Eu não poderia imagina-la sendo de qualquer
outra forma agora.
Nós não ficamos tanto tempo quanto os outros.
Depois de uma hora mais ou menos West estava
pronto para ir. Eu sabia que ainda não iriamos para
casa, e eu estava feliz em ir com ele onde quer que
fosse. Argumentei com ele sobre o que era
considerada uma boa música quando nós dirigimos
até o Bluff. Ele gostava de música country de todos
os tipos, mas eu preferia rock clássico.
Quando ele finalmente estacionou em nosso
local, ele estendeu a mão e desligou o rádio antes
de cobrir meu rosto com as mãos e beijar-me como
se fosse algo precioso. Este era o meu tipo favorito
de beijo. Eu amava todos eles, mas quando ele fazia
isso, me fazia sentir como se nada pudesse me
tocar. Como se nada pudesse nunca me machucar
novamente.
Eu me perdi em seu toque, e não foi até que ele
quebrou o nosso beijo que eu abri meus olhos e
lembrei que não estava flutuando em uma nuvem.
"Você me quer com você, quando você contar a
sua tia e seu tio que você vai falar de novo?" Era
uma pergunta, mas eu ouvia a esperança em sua
voz. Ele queria estar lá comigo. Isso era importante
para ele.
E isso me fazia amá-lo ainda mais.
"Sim", eu respondi.
Ele soltou o suspiro que estava segurando.
"Bom. Eu me preocuparia com você, se eu não
estivesse lá. Eu quero estar lá para você, Maggie.
Eu não..." Ele parou e olhou em direção as luzes da
cidade abaixo de nós.
"Eu não quero que você se sinta como se você
sempre tenha que ser a minha força. Eu quero ser
para você, também." Ele mudou o seu olhar de
volta para mim. "Eu quero dizer para você o que
você significa para mim."
Isso não era um "eu te amo", mas era perto o
suficiente. Essa última frase dizia mais do que
sabia. Eu poderia dizer que ele estava preocupado
que ele não seria menos importante para mim uma
vez que começasse a falar com outras pessoas. Ele
não queria que perdêssemos a conexão que
tínhamos.
Neste momento eu estendi a mão e segurei o
rosto dele. "Antes, de você eu nunca sorria. Eu
nunca ria. Eu tinha esquecido como fazer. Eu estava
sozinha, e eu não sabia qualquer outro caminho.
Mas você me salvou. Você me fez sentir apreciada,
necessária, querida. Você me levou para fora, e
você me deu motivos para rir de novo. Somente ver
você me faz sorrir. Ninguém jamais poderia dizer-
me o que você significa para mim. "
West sorriu como um menino que tinha
ganhado o seu último desejo, e então ele me
segurou com tanta força, que eu mal podia respirar.
Eu não me queixei, mas quando ele aliviou, eu
respirei fundo.
Ele olhou para mim por alguns momentos antes
de sua mão deslizar entre as minhas coxas. "Como
você está... lá?", perguntou ele, segurando sua mão
perto o suficiente para começar fazer
formigamentos entre as minhas pernas, mas não
tão perto.
"Não está mais dolorido", eu respondi, sentindo
meu rosto ficar quente. Ele respirou fundo, e suas
narinas inflaram.
O calor nos olhos dele era o suficiente para ligar
todos os meus sentidos. "Eu não quero que você
pense que isso... que isso é... sobre o que somos.
Eu tive esse tipo de relacionamento, e ele era vazio.
E nós não. O que temos é mais. Eu quero que você
sempre saiba que você é mais. Então, se você quer
parar e não fazer isso novamente... Eu vou
entender. Eu estarei bem se apenas quiser que eu
te abrace."
Ele estava preocupado que eu pensasse que ele
só queria sexo. Ele estava enrolando-se com tanta
força em volta do meu coração, eu temia que fosse
demais. Muito rápido. Mas eu não iria pará-lo.
"Eu quero que sejamos mais", eu respondi.
"Mas eu gosto disso também."
West soltou uma risada suave. "Você irá me
possuir."
Abaixei-me e peguei sua mão e a deslizei até
onde eu queria que fosse. "Eu quero mais disso com
você."
Dedos fortes de West moveram-se para meu
short tirando qualquer argumento.
Eu arqueei minhas costas e gemi de um súbito
prazer. Ele se agarrou a mim enquanto ele beijava o
meu pescoço, me dizendo o quão perfeita, linda, e
especial eu era. Ele nunca disse, eu te amo, mas
nem eu.
Horas mais tarde, eu estava deitada na cama,
quando West subiu pela minha janela. Abri os olhos
e vi quando ele tirou suas botas e jeans, em
seguida, subiu. Uma vez que ele me tinha enrolado
no seu peito, ele beijou o topo da minha cabeça.
"Um dia eu vou fazer amor com você em uma
cama", ele sussurrou.
Eu adormeci, pensando sobre West e eu
fazendo algo muito mais interessante do que
apenas dormindo na minha cama.
Quando acordei na manhã seguinte, West tinha
ido embora, e o sol estava através das minhas
janelas. Eu enterrei minha cabeça no travesseiro
que ele estava dormindo e respirei profundamente.
Eu adorava o cheiro dele.
Levantei-me e fui para colocar meu vestido
para que eu pudesse descer e tomar café. Além
disso, eu queria que a tia Corlaee soubesse que eu
queria falar com ela, tio Boone e Brady ainda hoje.
Quando ela dissesse que era um bom momento, eu
deixaria West saber.
Hoje era um grande dia para mim. Hoje eu iria
parar de me esconder. Eu faria relacionamentos
reais com a minha família. Eu estava animada com
isso. Mas eu também estava com medo. Com medo
do que eles me perguntassem. Aterrorizada que
eles quisessem que eu falasse sobre aquele dia. Eu
não quero descrever aquele dia novamente. Nunca.
Tendo West ao meu lado enquanto eu lhes
dissesse iria ajudar, e isso explicaria muita coisa
sobre o meu relacionamento com ele que eu sabia
que eles não entendiam. Mas eu precisava que
ficasse claro para ele que eu não falaria sobre
aquele dia com eles ou qualquer outra pessoa. Eu
nunca queria mencionar o meu pai novamente. Se
eles quisessem que eu falasse sobre a minha mãe e
boas lembranças, eu poderia fazer isso. Eu queria
agora.
Eu estava pronta para isso agora.
Brady estava sentado à mesa, com o cabelo
desarrumado para cima em lugares aleatórios,
vestindo apenas um par de calças de pijama xadrez
enquanto comia uma tigela de cereal e bebia uma
xícara de café. O jornal estava aberto na seção de
esportes, e ele estava lendo atentamente.
Tia Coralee estava no balcão na cozinha,
escrevendo uma lista. Para os mantimentos. Eu
conhecia a lista. Ela fazia isso todos os sábados. Ela
olhou para mim quando entrei, e sorriu um
brilhante, sorriso alegre.
"Bom dia. Tenho vergonha de dizer que eu não
fiz café da manhã. Está faltando quase tudo. Eu vou
correr para a loja esta tarde e conseguir o que
precisamos. Mas, por agora você vai ter que comer
cereais ou torradas. Acho que temos alguma fruta
fresca, também. "
Eu estava bem com uma tigela de cereais. Era
o que eu tinha comido durante meus dois anos com
Jorie. Ela não cozinhava nada. Mas ela também
raramente estava em casa. Eu vivia sozinha na
maioria do tempo.
Brady olhou para mim, em seguida, voltou a ler
o jornal e comer.
Fui até a tia Coralee e entreguei a nota que eu
tinha escrito sobre falar com eles hoje. Eu achei que
andar até aqui e anunciar que precisávamos discutir
o fato de que eu voltaria a falar novamente seria
uma surpresa. Eu também não iria ter a chance de
dizer-lhes que eu não estava disposta a falar sobre
o que eu não queria.
Eu não queria ir a um conselheiro, terapeuta,
ou o que você quiser chamá-los. Eu tinha ido a dez.
Nenhum deles me ajudou em nada. Eu não ia
voltar, e eles precisavam saber disso.
Tia Coralee leu a nota, em seguida, olhou para
mim com uma expressão preocupada. "Claro,
querida. Nós podemos falar agora, se quiser ", disse
ela.
Brady levantou a cabeça e olhou para nós.
"Falar sobre o quê?", Perguntou.
"Maggie quer falar com todos nós sobre algo",
disse ela, olhando para ele por um momento antes
olhando de volta para mim. "Aqui, você pode usar
minha caneta." Ela me entregou a caneta.
Eu balancei minha cabeça. Então eu apontei
para a parte na nota que dizia todos os três. Sua
carranca se aprofundou. "OK. Sim. Bem, deixe-me
ir buscar o seu tio Boone. Ele está lá fora, cortando
a grama. "
Ela bateu no meu braço e correu para a porta.
Ela não ia me dar muito tempo para chamar West
aqui. Eu não tentei mensagens de texto, caso ele
estivesse dormindo. Eu liguei.
Ele respondeu ao primeiro toque.
Ela é igualzinha a sua mãe.
Capítulo 40
WEST
Maggie estava esperando do lado de fora no
balanço da varanda quando eu cheguei. Ela me
ligou quando eu estava saindo do chuveiro. De
qualquer forma eu estava aqui em dez minutos.
Meu cabelo ainda estava molhado e eu não tinha
sido capaz de encontrar qualquer cueca, mas eu
achei.
Ela se levantou do balanço e caminhou até o
topo da escada. "Ei," eu disse, dando um beijo em
seus lábios. "Você está pronta para fazer isso?"
Eu podia ver a ansiedade em seus olhos quando
ela balançou a cabeça. Enfiei a mão sobre a dela.
Desta vez eu seria o único segurando-a. Ela tinha
que fazer isso. Eu não a deixaria ir.
"Eles estão esperando. Brady me ouviu chamá-
lo, e eu expliquei que eu estava esperando por você
para ter esta conversa. Mas eu acho que os
preocupei. Brady sabe, mas a tia Coralee e o tio
Boone olharam realmente preocupados. "
Inclinei a cabeça na direção da porta. "Vamos
fazer isso, então. Eu vou estar lá o tempo todo. "
Ela me deu um sorriso de alívio, e meu coração
bateu contra o meu peito. Ela me fazia sentir coisas
que eu tinha nunca sentido antes. Coisas que eu
queria mais. Coisas que eu não queria viver sem.
Eu a segui para dentro e, com certeza todos os
três Higgenses estavam sentados na sala de estar,
esperando.
Brady era o único que estava relaxado e parecia
entediado. Seus pais estavam nas bordas de seus
assentos. Havia um bloco de notas e um lápis sobre
a mesa na frente de Coralee. Eu me perguntei se
ela tinha trazido para esta discussão.
Maggie caminhou para ficar na frente de todos
eles, e eu apertei sua mão. Ela poderia fazer isso.
Eu faria certeza que ela podia.
"Eu quero falar de novo", ela disse em uma voz
suave que assustou tanto sua tia e tio. Eu nunca
tinha visto
Os olhos de Boone se arregalaram.
"Eu quero ser uma parte desta família. Eu estou
pronta para isso. Mas eu preciso que vocês
entendam algumas coisas ", ela disse-lhes, então
olhou para mim. A mão dela ainda estava na minha,
e eu acenei para tranqüilizá-la.
"Eu não quero falar sobre... aquele dia. Eu não
quero falar sobre ele. Eu não quero falar com um
terapeuta. Eu quero falar sobre a minha mãe. Boas
memórias. Eu gosto de pensar nela, e eu conversei
muito sobre ela com o West. Ele escuta, mas eu
gostaria de compartilhar memórias com outras
pessoas que as conheciam e amavam. Mas o
resto... Eu não posso. Parei de falar para me
proteger. De mim e de todos. É como eu sobrevivi.
" Ela parou e esperou.
Coralee levantou-se e as lágrimas brotaram em
seus olhos. "Nós não vamos fazer você falar sobre
qualquer coisa que você não quer, Maggie. Eu
prometo a você. Eu estou apenas- "Ela soltou um
pequeno soluço. "É bom ouvir a sua voz
novamente," ela finalmente disse antes de cobrir
sua boca e deixando escapar outro soluço.
Os ombros de Maggie relaxaram. Isso era o que
ela precisava ouvir.
Boone olhou para mim e depois para Maggie.
"Eu acho que ele é que fez você falar. Ele precisava
de você, e você sabia que poderia ajudá-lo, assim
você falou. Soa como algo que sua mãe teria feito. "
Ele moveu sua atenção de volta para mim. "Ela
é exatamente como sua mãe. Especial, amável,
doce. Mas forte também. Ela sobreviveu a um
monte de coisas. E se isto", disse ele, apontando
para os dois de nós," é mais do que amizade agora,
então tenha a certeza que está pronto para estimá-
la. Se você machuca-la, eu vou te machucar. Não
importa quem você é. "
Ele estava protegendo ela. Como um pai. Como
seu pai deveria ter feito. Eu sempre gostei de Boone
Higgens, mas ele tinha acabado de subir um degrau
aos meus olhos. Ele estava sendo o pai que Maggie
precisava. O que ela tinha havia destruído sua vida.
Agora Boone estava protegendo-a.
Eu balancei a cabeça. "Sim senhor. Eu sei como
ela é especial. Eu nunca iria machucá-la. Eu juro."
Ele não parecia convencido, mas ele olhou para
Maggie. "Eu amo você, menina. Eu amei a sua mãe.
Perdê-la mudou todas as nossas vidas, mas
especialmente a sua. Queremos ajudá-la a curar. Se
você nos deixar. "
Uma lágrima rolou pelo rosto de Maggie, e eu
tive que lutar contra o meu instinto de agarrá-la e
confortá-la. Ela precisava disso com eles. Eu não
poderia intervir agora.
"Obrigada. Eu... gosto daqui. Eu gosto desta
casa e todos vocês. Sinto-me segura, e tem sido um
longo tempo desde que eu me senti segura.
Obrigada por me dar uma casa."
Brady se levantou. "Estou feliz que você veio
para que eu pudesse finalmente ter meu quarto no
sótão", disse ele, em seguida, piscou para ela.
Maggie riu, e eu lutei com o pouco de ciúme por
alguém tê-la feito rir. Eu amava vê-la rir, mas
parecia que eu estava ficando possessivo.
Ela tinha uma família agora. Uma que ela iria
permitir em seu mundo.
Maggie não ficaria mais em silêncio.
Deixei Maggie com sua tia Coralee para ir fazer
as compras depois do almoço. Eu precisava ir para
casa, porque minha mãe queria que eu estivesse lá
para dizer adeus a minha avó hoje. Eu tinha
conseguido me esquivar da mulher na maioria das
vezes que ela estava lá. A única vez que minha mãe
não tinha estado com ela foi ao meu jogo de ontem
à noite.
Andando para dentro, parei quando vi várias
malas na porta da frente. Uma delas era da minha
mãe. Minha avó estava sentada no sofá, com as
costas retas e as mãos no colo como se ela
estivesse posando para uma foto. Era assustador
como o inferno.
"Mamãe?" Eu falei em vez de falar com aquela
mulher.
Minha mãe veio ao virar da esquina, com outra
mochila em seu braço. Ela parecia nervosa e
incerta. Meu estômago se atou. Eu não estava me
movendo. Não havíamos conversado sobre isso
ainda, mas eu com certeza não estava deixando
Lawton.
"O que está acontecendo?", Perguntei, com
medo de pisar mais longe para o quarto.
Mamãe me deu um olhar triste, em seguida,
colocou a mochila em cima de sua mala de viagem.
"Eu queria falar com você sobre isso antes que você
saísse esta manhã, mas você só foi. O que está
tudo bem. Você tem uma vida. Eu não quero que
sua vida mude. Eu apenas..." Ela olhou para sua
mãe depois de volta para mim. "Eu preciso de uma
pausa daqui. Estar em casa é difícil para mim. Eu
fico pensando que seu pai vai entrar pela porta a
qualquer minuto. Sinto falta dele, e estar aqui se
torna muito pior. Eu só preciso de uma pausa. Eu
adoraria que você viesse comigo, mas eu sei que
com o futebol e Maggie... Eu não esperava que você
viesse. Eu não vou embora, é apenas algumas
semanas. Por favor entenda. Eu não posso ficar aqui
o dia todo sozinha com a sua memória. "Seus olhos
se encheram com lágrimas e começaram a rolar
pelo seu rosto.
"Você quer ir para Louisiana?" Eu tinha estado
lá, e eu não conseguia entender por que alguém
optaria por visitar a casa da minha avó. Não seria
uma viagem inspiradora. Ela estaria no inferno com
essa mulher e naquela casa.
Ela assentiu com a cabeça e limpou o rosto.
"Foi a minha casa uma vez. Eu sei que você não
tem boas lembranças dela, mas eu tenho. Eu
preciso de algo para tirar da minha mente a dor. A
tristeza. "
Esta era sua escolha para fazer, e eu queria
que ela fosse feliz novamente. Eu odiava pensar
nela com dor e sofrendo aqui sozinha enquanto eu
ia para a escola e ao treino e passava um tempo
com Maggie. E eu sentiria falta dela, mas eu não
sairia de Lawton.
"Você tem dezoito anos. Você é um homem
agora. Você vai ficar bem aqui enquanto eu estiver
fora. Você tem seus amigos e Maggie. No momento
em que você precisar de mim, me chame e eu
estarei aqui. Mas eu tenho que ir embora, West. Eu
tenho."
Eu fiz a única coisa que eu poderia fazer.
Aproximei-me e abracei-a. Ambos perdemos o meu
pai. Eu tinha Maggie para me ajudar a lidar com a
dor. Ela não tinha ninguém. "Eu te amo, mamãe.
Entendo." Ela cheirou e me apertou com força em
torno da cintura. "Eu também te amo, e eu estou
tão orgulhosa de você."
Mas ela estava me deixando. Papai tinha
apenas nos deixado, e ela estava me deixando
também.
Ela estava prestando atenção em seu
país das maravilhas silencioso.
Capítulo 41
MAGGIE
Comprar mantimentos com a tia Coralee era
interessante. Ela conversava muito e perguntou
todos os tipos de perguntas. Eu não percebi o
quanto ela não sabia sobre mim ainda. Eu gostei
mais do que eu pensei que eu faria.
Quando chegamos em casa, Brady estava fora
jogando basquete com Asa, Gunner, Ryker e Nash.
Tia Coralee parou e jogou os Gatorades de um dos
sacos antes de ela ir pra dentro.
Cada um deles pegou um par de sacos
também, e o carro foi rapidamente descarregado.
Eu a ajudei a colocar as coisas para fora e tinha
acabado de começar a ir para o meu quarto quando
Gunner me parou.
"Ei, você vai conversar com a gente agora
também?"
Eu não tinha dito a Brady para não dizer nada a
seus amigos. Eles eram amigos de West também.
Mas agora que eles sabiam que eu estava falando,
eu não tinha certeza de como lidar com eles. Eu não
queria um milhão de perguntas deles também.
"Está tudo bem. Ele nos disse que você tem
limites. Venha e saia aqui com a gente ", gritou
Ryker como ele afundou no sofá, com um saco de
batatas fritas na mão.
Virei-me e voltei a descer os degraus. Se eu
quisesse caber no mundo de West, eu teria para
fazer isso.
"Você tem sussurrado para West por semanas.
Eu já vi isso ", disse Nash no seu banco. "Eu tentei
levá-la a falar comigo, mas nada. West curva seu
dedo, e você começar a conversar com ele. "
"Nash." O tom de Brady era um aviso.
Nash deu de ombros e sorriu para mim. "Está
tudo bem. Você pode falar comigo agora. "
"Pedi-lhe para ficar aqui e conversar com a
gente. Ela pode vir falar comigo," Ryker
argumentou.
Olhei para Brady, que deu de ombros e revirou
os olhos antes de pegar o controle remoto do Xbox
e sentar em um pufe.
O braço de Gunner repousava sobre meus
ombros, me assustando. "Ela quer falar comigo, não
quer, doce?", Ele disse, soando com sua habitual
arrogância.
"Vai conseguir que o seu braço seja arrancado
se West chegar." Asa avisou.
Gunner flexionou o braço que estava em volta
dos meus ombros. "Eu não estou com medo de
West. Ele não quer se machucar com estes
inestimáveis braços."
"Mer-da," Asa falou lentamente, balançando a
cabeça e pegando o outro controle remoto do Xbox.
"Vocês desgrudem dela. Ela decidiu que quer
falar, e vocês irão fazê-la mudar de ideia ", Brady
resmungou sem tirar os olhos da tela.
"Eu só quero ouvi-la dizer alguma coisa", Nash
chamou do outro lado da sala.
Eu poderia ficar aqui em silêncio e deixá-los
falar e falar, ou eu poderia dizer alguma coisa e
começar deixar esse estranho momento para trás.
Sugando a coragem que eu precisava, eu me virei
para Nash. "O que você gostaria que eu dissesse? ",
perguntei.
A sala ficou em silêncio. Então, o rosto de Nash
abriu um sorriso. "Bem, inferno, Maggie. Até
mesmo sua voz é bonita."
"Eu estava pensando a mesma coisa," Gunner
acrescentou ainda envolto em torno de mim.
"Obrigada", eu respondi, sem saber o que dizer
sobre isso.
"Você é bem-vinda, doce", disse Gunner,
parecendo se divertir.
"Sério, tire o seu braço dela antes que West
chegue aqui", disse Nash, olhando para Gunner.
"Você não está preocupado com West. Você só
está com ciúmes. Você foi atrás dela desde que ela
apareceu. Mas você foi muito lento e você demorou,
você perdeu ", Gunner zombavam dele. Eu decidi
acabar com isso antes que ficasse ridículo.
Afastei-me de Gunner, levando-o a tirar o seu
braço.
"Eu não sou seu doce," Eu informei a ele. "E,
sério, se uma garota gosta de ser o seu 'doce', ela
precisa ter a cabeça avaliada. "
"E é assim que você queima a sua bunda",
disse Ryker através de seu riso.
"Todo mundo sabe que Gunner ama Gunner
mais do que ninguém. Uma menina seria ingênua se
pensasse diferente ", acrescentei.
Gunner riu desta vez. "Ela estava prestando
atenção em seu país das maravilhas silencioso."
"Isso não é realmente difícil de descobrir,
idiota," Asa disse com uma risada.
"Sem querer mudar de assunto, mas vocês
sabem que Riley Young está de volta na cidade?",
Perguntou Nash, olhando de Brady para Gunner
quase nervosamente.
O comportamento descontraído do Gunner
morreu. A frieza tomou conta do seu rosto como eu
nunca tinha visto antes. "Ela não vai ficar muito
tempo. Ninguém quer ela aqui ", disse ele enquanto
ia para a cozinha.
Uma vez que ele estava fora da sala, Brady
parou de jogar a tempo suficiente para disparar um
olhar irritado em Nash.
"Você tem que trazer essa merda? Todos nós
sabíamos que ela estava de volta. Não há razão
para indicá-lo. Eu a vi na festa de campo um par de
semanas atrás. Tenho a certeza que ela sabia que
não era desejada, e então eu disse a ele que a tinha
visto. "
"Você a viu em uma festa? Porra. Ela tem
atrevimento," Asa disse, parecendo surpreso.
"Ela não fica. Nunca a vi entrar na clareira. De
qualquer forma, ela saiu em seu carro. "
A menina de cabelos escuros que tinha
conduzido até aquela noite e que Brady tinha
encarado antes de sair.
Eu tinha esquecido sobre isso. Isso tinha que
ser de quem eles estavam falando. Mas por que
odiá-la?
"Riley Young não pertence aqui. Nós todos
vamos ter certeza que ela receba essa mensagem
se ela tentar voltar para Lawton. Ninguém a quer
aqui. E Gunner não precisa dela na sua cabeça ",
Brady disse como se ele pudesse controlar tudo.
Ela era bonita. Lembrei-me que era muito. E ela
parecia triste e solitária. Eu não podia imaginar que
a menina que eu tinha visto naquela noite tinha
feito algo tão horrível, todos eles tinham um motivo
para odiá-la. Especialmente Gunner.
Houve uma batida na porta da frente antes que
ela se abrisse. West entrou, e seus olhos
imediatamente focaram em mim. Eu esqueci tudo o
resto, e sorri. Ele me fazia sorrir. Eu não poderia
ajudá-lo.
Eu não posso ser sua muleta.
Capítulo 42
WEST
O fim de semana passou rápido. Muito rápido.
Eu não estava em casa o suficiente para notar que
minha mãe não estava lá. Mas então eu também
não ia para casa, porque era muito difícil. Eu dormia
no quarto de Maggie até cinco então escapava e ia
para minha casa para tomar banho, mudar e comer
antes de sair novamente. Eu simplesmente não
podia ficar lá.
Era o riso que me assombrava mais. Às vezes
quando eu corria para casa, animado com alguma
coisa e papai e mamãe estavam lá para me ouvir.
Os nossos jantares em família sempre vinham para
mim quando eu me sentava na mesa e comia
sozinho.
Segunda-feira, porém, eu estava focado em
Maggie. Ela estaria indo para a escola hoje sem a
segurança do silêncio. Sua tia estava indo com ela
esta manhã para falar com o diretor sobre a decisão
de Maggie falar. Também sobre a preferência de
Maggie por não ter de ver um conselheiro.
Eu queria pegá-la e levá-la, mas me contentei
em esperar fora do escritório até que Maggie e
Coralee saíssem. O sino tarde ainda não tinha
tocado, mas eu não estava preocupado com o
atraso. Eu estava preocupado com Maggie. Ela ia
ter que enfrentar o primeiro período sem mim.
Inferno, ela tinha todos os seus períodos sem mim.
Os olhos de Maggie se iluminaram quando ela
me viu em pé lá, e ela imediatamente veio para
mim e deslizou sua mão na minha. "Bom dia", eu
disse, amando que ela veio até mim tão facilmente.
"Bom dia", ela respondeu, então olhou de volta
para sua tia. "Vejo você depois da escola."
"Vocês, tenham um bom dia", Coralee falou
enquanto caminhávamos em direção aos nossos
armários.
"Não gostei de não trazê-la para a escola hoje",
eu disse logo que estávamos longe o suficiente de
Coralee.
"Eu também senti sua falta", ela respondeu,
com um sorriso em seus lábios doces.
"Queria ter todas as aulas com você. "
Ela apertou minha mão. "Eu vou ficar bem.
Prometo ".
Eu sabia que ela ficaria, mas isso não mudava o
fato de que eu queria estar segurando a mão dela.
Eu queria está lá, certificando-me se todos seriam
bons com ela. Que ninguém fosse bom para ela...
Não. Eu tinha que ter o controle de mim mesmo. Eu
não queria sufocá-la com minha possessividade. Ela
estava aprendendo a viver de novo, e eu tinha que
deixá-la respirar.
Foi só depois de terceiro período que o fato de
que ela estava falando com outras pessoas
realmente bateu em mim.
Vendo que Vance Young estava em seu armário
quando ela olhou para ele e falou com ele me fez
sentir como se minhas entranhas estivessem
fatiadas. Eu odiava isso. Ela era minha. Ela falava
só comigo. Eu não queria compartilhá-la.
Meu pai tinha ido embora. Minha mãe tinha me
deixado. E eu não iria perder Maggie.
"Cai fora, Young," Eu rosnei enquanto eu o
empurrei longe de Maggie e deslizei o braço em
volta da sua cintura, puxando-a contra mim.
"Que porra é essa, West?", Disse Vance,
olhando para mim. "Você está com raiva porque
minha irmã voltou? Vocês são um bando de filhos
da puta, você sabia? Você não sabe nada sobre o
que aconteceu. Sobre ela."
Isto não era sobre Riley. Essa era uma batalha
de Gunner, não minha.
"Eu não poderia saber se as merdas de Riley
estão na cidade ou não. Mas não fique perto de
minha garota novamente. "
Vance olhou para Maggie, em seguida, volta
para mim. "Eu pensei que vocês eram amigos. Isso
é o que Serena disse no último período. Eu não
sabia que ela era sua. "
"Ela é minha", eu disse não deixando qualquer
margem para dúvidas.
Vance deu de ombros e levantou as mãos.
"Desculpa. Pensei que ela estava solteira ".
Depois que ele saiu, eu olhei para Maggie. Ela
estava de pé muito quieta e olhando vagamente
para a parede em frente a nós. "Ei, o que há de
errado?"
Ela não respondeu à primeira vista, e eu estava
preocupado que ela estivesse tendo algum tipo de
ataque de pânico porque ela começou a falar com
todos. Mas, finalmente ela se virou e olhou para
mim. "Você vai ter que deixar as pessoas falarem
comigo, West. "
Sim, eu sabia disso.
"Você não pode empurrá-los longe e dizer que
eu sou sua. Isso não funciona dessa maneira. "
Espere... o quê? "Se outro cara está dando em
cima de você, então eu com certeza posso. Ele
precisava saber que você é minha."
Ela franziu a testa e inclinou a cabeça. O cabelo
escuro caiu sobre um dos ombros. "Você vai agir
dessa forma quando cada indivíduo falar comigo? "
Provavelmente. Sim. Eu dei de ombros.
Ela soltou um suspiro, e seus ombros caíram.
"O que nós somos, West? Porque eu não tenho
certeza. Você diz que eu sou sua, mas o que isso
significa? "
Ela estava brincando? Eu pensei que eu tinha já
isso muito claro algumas centenas de vezes.
"Você está comigo, Maggie. Eu não quero mais
ninguém. "
Ela me deu um sorriso triste, em seguida,
estendeu a mão para tocar meu rosto. "Mas se você
vai ficar chateado cada vez que um cara falar
comigo, você vai ser infeliz. Não é o suficiente eu
ser sua namorada e você confiar a mim? Eu nunca
faria nada para machucá-lo. "
"Eu confio em você, e você é muito mais do que
a minha namorada. Mas eu só preciso protegê-la. "
Ela soltou uma pequena risada. "Do mundo?
Porque você não pode. "
Ela não entendia. Ela era tudo que eu tinha. Ela
era a única pessoa que eu amava, que não tinha me
deixado.
"Sim, eu posso", eu respondi com o tom mais
áspero do que eu pretendia.
Maggie franziu a testa, e eu vi flash de
decepção em seus olhos. Eu não queria isso. Eu a
tinha visto me olhar assim antes, e eu odiava. Eu
nunca quis deixá-la para baixo. Eu só precisava que
ela aceitasse que eu não estava partilhando. Eu não
podia. Eu precisava dela.
"West, esta... coisa que temos. Isso." Ela
fechou os olhos e respirou fundo. "Eu estava lá para
você quando precisou de alguém. E talvez eu me
tornasse uma muleta para você. Você ficar com
raiva se alguém ficar perto de mim ou falar comigo,
e isso não é normal. Não é saudável. Eu nunca lhe
dei razão para ser tão possessivo. Essa coisa entre
nós não pode funcionar se você passar em cima de
mim como um louco. "
O que diabos isso significava? Eu só queria
mantê-la segura. Como eu estava tornando isso não
saudável?
Nós não tínhamos problemas. E, sim, eu estava
com ciúmes, mas isso era normal. Era normal para
eu ser ciumento. Eu estava apaixonado por ela. "Eu
não posso te perder. Eu não posso sobreviver... "Fiz
uma pausa. "Eu preciso de você para fazer isto."
Maggie soltou um suspiro quando ela deu um
passo para trás de mim. Lutei contra a vontade de
estender a mão e agarra-la e puxá-la para mim
novamente. A distância me aterrorizava.
"Isso não é o que um relacionamento é. Você
tem a força dentro de você para sobreviver. Você
não precisa mim para fazer isso." Ela fez uma pausa
e fechou os olhos com força, como se estivesse
lutando contra as lágrimas. Comecei a chegar para
ela e pedir desculpas. Qualquer coisa para fazer a
tristeza no rosto dela ir embora. Mas ela abriu a
olhos e olhou para mim com uma determinação que
ainda segurava as lágrimas não derramadas. "Eu
acho que é melhor se dermos um passo para trás.
Eu quero ser o ombro você pode se apoiar e aquele
que você pode conversar. Eu queria que você
tivesse tudo o que eu não tive. Mas agora eu vejo
que isso nos fez algo que nunca vai funcionar. Eu
não posso ser sua muleta. Isso não é justo para
nenhum de nós. "Ela estendeu a mão e limpou a
única lágrima que tinha deslizado pelo seu rosto,
em seguida, deu um passo um pouco mais para
atrás de mim. "Eu não queria que isso acontecesse.
Eu nunca signifiquei..." Ela parou e cobriu a boca
como um soluço. "Eu não posso fazer isso, West."
Eu ouvi as palavras dela, mas minha mente
estava gritando para ela parar. Ela não podia estar
dizendo o que soava. Mas antes que eu pudesse
dizer alguma coisa, ela virou e foi embora.
Deixando-me sozinho. Mais uma vez. Então ela se
virou e saiu correndo. Ela não olhou para trás.
Eu estava impotente e incapaz de reagir. O
vazio que tinha me assombrado antes estava
arranhando no meu peito para voltar e sugar a vida
de mim. Mas mais do que isso... Eu estava perdido
e quebrado.
A única pessoa que eu pensei que pudesse
confiar tinha acabado de me deixar.
Ele não estava sozinho. Eu estava.
Capítulo 43
MAGGIE
Sentada no meu quarto, sozinha era tudo que
eu queria fazer. Enfrentar como não saudável minha
relação com o West se tornou não foi fácil. Foi ainda
mais difícil afastá-lo. O que não dizia muito para
mim. O fato era que eu ainda queria ele. Ele não era
o único culpado aqui. Eu era. Eu criei isto. Eu tinha
o deixado tornar-se dependente de mim.
Isto não era o que eu pretendia que
acontecesse. Eu tinha imaginado encontrar uma
maneira para me curar também enquanto eu o
ajudava. Era uma maneira de me encontrar a paz.
Mas tornou-se algo mais.
Algo que eu nunca imaginei. Apaixonar-me por
West Ashby não foi parte do meu plano.
Tendo que enfrentar a verdade e deixá-lo ir era
um resultado de que a emoção estúpida que eu
tinha sido vítima. Amor. Mas West não me amava.
Ele precisava de mim só para passar por tudo. Um
dia, ele não precisaria mais de mim, e seria isso.
Não haveria fundamento para nós, exceto uma dor
compartilhada a partir de perder um pai.
Uma batida rápida na porta foi seguida pela
entrada de Brady antes mesmo que eu pudesse
convidá-lo para dentro.
A carranca gravada na testa me dizia que ele
sabia. West havia dito algo a ele. Eu não queria que
ele soubesse. Eu não queria falar sobre isso ainda.
"Você está bem?", Ele perguntou, me
estudando de perto.
Eu queria dizer-lhe que sim então ele iria sair,
seus deveres como primo estaria cumprido. Mas as
palavras não vinham. Dei de ombros.
Brady balançou a cabeça como se isso fizesse
sentido. "Ele não está bem também. Não acho que
você quer me falar sobre isso? "
Não, eu não queria. Verbalizar isso se tornava
real. Só de pensar nisso na minha cabeça não era
fácil.
"Ele está ligado a você. Eu nunca o vi assim por
ninguém o que ele faz sobre você. Honestamente,
estou preocupado. Você já passou por muito para
assumir mais em sua bagagem também. Ele precisa
perceber que ele pode sobreviver a isso sem
segurar você para cima. "
Isso fez soar como se eu tivesse abandonado
West. Eu não gostava de pensar nisso dessa forma.
Eu nunca faria isso. "Ele ficou furioso porque outro
cara falou comigo hoje", eu respondi. "Não é...
saudável. Ele me ver como eu sou fosse sua posse
para proteger de modo que ninguém pode me tocar.
Nós só estamos no ensino médio. Isso não é
normal."
Brady se aproximou e sentou-se na beira da
minha cama. "Eu concordo. Não é. Mas West
sempre teve um temperamento. Mesmo quando
éramos crianças. Eu acho que um pouco disso está
vindo agora. Não que isso seja bom. Isso não
acontece. Você é uma pessoa. Não pertencente a
alguém. "
"Exatamente," eu murmurei, sentindo-me
culpada por falar dele assim. Ele não estava aqui
para se defender, e eu estava dizendo a seu melhor
amigo coisas que eu não deveria.
"Ele queria vir. Eu lhe disse que não. Que ele
precisa dar-lhe tempo para trabalhar através de
qualquer coisa que você estiver lidando," Brady
explicou. "Você fez a coisa certa."
Mas West estava sozinho. Ele não tinha
ninguém lá com ele. "Ele está sozinho", eu disse,
sentindo a culpa pesar muito no meu coração já
dolorido.
Brady se levantou. "Estou indo para lá agora.
Eu já liguei para Nash, e ele deve estar lá a
qualquer minuto. Nós vamos ficar com ele. Você se
cuide. Este mês passado você fez avanços que
ninguém pensava que você poderia fazer. Você está
falando, Maggie. Isso significa que você está
curando. Concentre-se em você. Eu vou cuidar do
West ".
Meus olhos ardiam de lágrimas não derramadas
quando eu assenti. Ele estava certo. West tinha
alguém. Na verdade, ele tinha um grupo de amigos
que ficariam com ele por qualquer coisa. Ele não
estava sozinho.
Eu estava.
****
Quando eu finalmente caí no sono na noite
passada, Brady ainda não tinha retornado. Eu
estava aliviada. Sabendo que ele estava com o West
tinha ajudado a me acalmar o suficiente para
dormir. Hoje eu teria que enfrentar a escola. Eu
teria que encarar West. Eu teria que enfrentar a
minha escolha.
Levantar-me era mais difícil do que ir dormir.
Eu queria ficar escondida em meu quarto por
semanas. Até meu peito não doer mais. Eu sabia
desde o início que West Ashby poderia me
machucar se eu o deixasse entrar. Eu só não
esperava me sentir assim. Eu tinha imaginado ele
terminando comigo porque ele queria alguém. Ou
que ele estivesse entediado.
Isto era muito mais difícil. Eu era a única a
machucá-lo. Eu. O olhar em seu rosto não pararia
de me provocar. Lembrando-me do quanto tinha me
esmagado dizer-lhe essas palavras.
"Com fome? Fiz waffles," Tia Coralee disse
enquanto entrava na cozinha. Comer me fazia sentir
náuseas, mas ela tinha feito uma pilha de waffles, e
eu sabia Brady não estava aqui para comê-los.
"Brady não está aqui", eu disse, esperando que
ela já soubesse disso. Eu não queria deixa-lo em
apuros.
Ela me deu um sorriso triste e assentiu. "Eu sei.
Estava fazendo mais para eles. Uma casa cheia de
meninos precisa de comida. Falei com Brady trinta
minutos atrás." Ela andou até mim, colocou o braço
em volta dos meus ombros, e, em seguida, beijou o
topo da minha cabeça. "Você está bem?", Ela
perguntou em voz baixa.
Eu balancei a cabeça, simplesmente porque eu
não queria falar sobre isso.
Ela me apertou a ela. "Na vida, muitas vezes se
têm de tomar decisões que não são fáceis. Mas isso
não significa que elas não estão certas. "
"Mas e se elas estiverem erradas?", Eu
perguntei antes que eu pudesse me parar.
Ela me deixou e se mudou para me colocar um
prato. "Então o destino vem e corrige as coisas.
Você apenas tem que confiar nele. "
Eu não disse mais nada. Mas suas palavras
estavam na minha cabeça, e eu esperava que ela
estivesse certa.
Você vai perdê-la se você não fizer.
Capítulo 44
WEST
"Mamãe está trazendo waffles. " disse Brady
enquanto abria as cortinas no meu quarto e deixava
a luz do sol entrar. "Levante-se e tome um banho.
Nash ainda está dormindo no sofá. Eu vou trazer
um pouco de gelo sobre ele antes de sair. É a única
maneira que ele vai levantar. "
Nós tínhamos ficado a maior parte da noite. Os
caras tinham tentado manter minha mente
ocupada, mas não funcionou. Eles só fizeram isso
para que eu não estivesse sozinho. Se não, eu teria
terminado na janela de Maggie.
Mais de uma vez na noite passada eu me
perguntava se era por isso que Brady tinha vindo
com todos os caras. Manter-me longe de Maggie. Eu
queria me ressentir por isso, mas ele era o único
que poderia me manter são agora.
Ele me contou sobre falar com ela e como ele
realmente achava que ela precisava de tempo para
si mesma, para aceitar o quão longe ela chegou. Era
demais para ela, e eu a estava assustando com a
minha intensidade.
O fato era que eu não sabia como ser de outra
maneira com ela. Ela me fazia um pouco louco.
"Você vai levar Maggie à escola?" Eu perguntei
a ele, sabendo a resposta.
Ele não disse nada no começo, mas finalmente
ele me deu um pequeno aceno de cabeça. "Eu vou
comer na minha casa. O resto dos caras estão de pé
e vestidos, à espera de mamãe para vir com a
comida. Eu acho que eles deixaram água quente
para você. "
"Como posso lidar com isso hoje?" Eu perguntei
a ele antes que pudesse sair do quarto.
Ele se virou para olhar para mim. "Dê-lhe
espaço. Você tem que perceber que você pode
sobreviver sem ela para se apoiar, e você vai passar
por isso. "
Ele não entendia. Ele nunca tinha amado. O que
ele quis dizer com espaço? Que eu deveria ignorá-
la? Então eu lhe perguntei: "Como faço para dar-lhe
espaço?"
Ele deu de ombros. "Você sabe, apenas deixá-la
sozinha. Deixe-a respirar. "
"Ignorá-la?", Perguntei. Minha voz era dura e
irritada, mas eu não poderia ajudá-la.
Ele ergueu as sobrancelhas. "Sim. Acho que
sim."
Levantei-me e joguei meu travesseiro do outro
lado da sala. "Foda-se! Como diabos eu deveria
ignorá-la, Brady? Huh? Eu não posso ignorá-la. Eu
estou apaixonado por ela."
Eu nunca disse isso em voz alta antes. Nem
mesmo para ela.
"Se é assim, então você precisa encontrar uma
maneira de recuar. Você vai perdê-la se você não
fizer. "
"Eu já perdi." As palavras cortaram através de
mim, quando eu disse elas.
"Não, você não perdeu. Eu falei com ela.
Lembra-se? Eu sei o que ela está pensando. Tudo o
que você fez foi assusta-la. Ela acredita que é
apenas a sua muleta e nada mais. É por isso que
ela está fazendo isso. Posso assegurar, ela não tem
idéia de que você a ama. "
Eu deveria ter dito a ela. "Se eu disser..."
"Ela não vai acreditar em você. Ela vai pensar
que você está dizendo a ela o que for preciso para
recuperá-la. Você vai ter que deixá-la. "
Eu nunca seria capaz de deixá-la. Mas eu
poderia fingir que eu tinha, se é o que ela
precisava. Ela esteve lá para mim quando eu
precisava dela. Era a hora de fazer o que eu tivesse
para fazê-la feliz. E se fosse para voltar atrás, então
eu o faria.
Asa e Gunner permaneceram até eu sair de
casa, tentando andar com eles. Mas eu queria a
liberdade de ter a minha caminhonete. Quando eu
finalmente puxei para fora do carro e me dirigi para
a escola, eles seguiram atrás de mim. Era como se
eles tivessem que ter certeza de que eu iria para a
aula.
Eu tinha programado ir apenas quando o último
sinal tocasse. Agora estaríamos todos atrasados
para o primeiro período.
Mas eu não tinha pedido à eles para esperar
por mim. Eu simplesmente não conseguia lidar ir
para o meu armário e ver Maggie. Eu não seria
capaz de ignorá-la, e eu não confiava que eu não
iria começar pedindo-lhe ali na frente de todo o
mundo.
"Eu tenho o Sr. Tremble no primeiro período,"
Asa disse com um sorriso. "Ele não vai me deixar
entrar se estiver atrasado", acrescentou, passando
correndo por mim.
Gunner veio ao meu lado. "Nós não vamos
entrar, quer se apressar."
Eu não me importava de chegar atrasado em
troca de ficar fora da aula. Mas eu sabia que o
treinador me mataria após o treino se ele recebesse
a notícia de que eu estava atrasado. Esse era o
protocolo para um jogador não estar atrasado para
a escola.
"Eu preciso pegar meu caderno", eu disse para
Gunner.
Ele empurrou um caderno para mim. "Use este
e corra", disse ele antes de correr.
Eu fui atrás dele. Quando o treino acabasse, eu
queria ir para casa e ficar sozinho. Ontem à noite eu
não tinha tido espaço para pensar. Todos tinham
boas intenções, mas estar sozinho era o que eu
queria agora.
Gunner abriu a porta da nossa aula do primeiro
período e entrou. Sra. Sentle olhou para nós e
franziu a testa, em seguida, fez sinal para nós
termos um assento. "Que bom que vocês se
juntaram a nós, rapazes" foi tudo o que ela disse.
Sentei-me ao lado de Gunner, que encontrou a
primeira mesa vazia. Ele olhou para mim e sorriu.
"Te disse."
"Oi, West", uma loira que eu não conhecia disse
quando se virava para sorrir para mim.
Gunner riu ao meu lado. "A notícia é de que
você está solteiro."
Ignorei os dois. Se eu fosse provar a Maggie
que eu a amava, então meninas como estas não
iriam ajudar. Eu atirei a Gunner um olhar irritado.
Ele apenas riu mais. Idiota.
Eu não gosto de atenção.
Capítulo 45
MAGGIE
Isso era algo que eu tinha que enfrentar mais
cedo ou mais tarde. Eu não podia evitar West. Isso
não era possível ou justo.
Não ir para o meu armário nos três primeiros
períodos tinha sido difícil. Era hora deu enfrentar a
realidade. Embora, ele não iria realmente estar lá
agora por causa de sua grade horária, então eu
realmente não estava enfrentando nada ainda.
Movendo-me por entre a multidão, eu podia
sentir as pessoas me observando. Tinha sido assim
durante toda a manhã.
Várias meninas tinham me chamado de cadela
e prostituta. O consenso geral era de que eu era
uma pessoa horrível por terminar com o West logo
depois que ele perdeu seu pai. Parte de mim
concordava com eles.
Quando finalmente cheguei ao meu armário, eu
o abri rapidamente só para tê-lo fechado com força
por uma mão com longas unhas vermelhas. A porta
de metal prendeu a minha mão quando eu
empurrei-a de volta. "Você é ralé," uma voz
feminina sussurrou em meu ouvido. Eu conhecia
aquela voz. Eu esperava que ela me confrontasse
em algum momento hoje. Eu só não esperava que
ela iria fazer assim.
Virei-me para enfrentar Raleigh. Ela estava
olhando para mim com algo perto de triunfar.
"Você é uma cadela insensível", disse ela alto o
suficiente para todos ao nosso redor ouvir. As
pessoas ficaram em silencio, e eu sabia que
tínhamos uma platéia. Que ia tornar isso pior.
Eu não a respondi. Ela estava com raiva porque
ela se preocupava com West. Ela queria ficar furiosa
comigo e tinha o direito de estar. Esta era sua
chance.
"Nada a dizer? O quê? Você vai ficar em silêncio
de novo? ", ela perguntou, então me empurrou no
peito até eu cair para trás contra o armário atrás de
mim.
Ela apontou o dedo na minha cara, e me
perguntei se ela planejava me arranhar com ele.
"Você não era boa o suficiente para ele. Você é uma
aberração. Somente. Uma. Aberração.”
Justo quando sua unha pontuda tocou meu
rosto, ela foi empurrando para trás.
"Por que você não vai levar a sua demonstração
cadela louca pra outro lugar?", Disse Nash,
movendo-a longe de mim e colocando-se entre nós.
"Eu acho que Maggie tem visto o suficiente para
saber que você é realmente fodida. "
"Você está se doendo por ela? Você é amigo
dele!” Gritou Raleigh.
"Eu sou um de seus melhores amigos. E mesmo
que Maggie não fosse um dos meus amigos
também, eu estaria fazendo isso por ele. Porque
West perderia sua merda se tivesse visto isso.
Atacá-la não vai trazer ele de volta, Ray.”
"Ela o usou!" A voz de Raleigh ecoava pelo
corredor agora que todo mundo estava em silêncio
para assistir.
"Não, Raleigh. Ela o salvou. Quando ninguém
mais podia. Agora, fique longe dela antes que este
ataque louco só venha derrubar ele de novo. Porque
ele virá até Maggie, primeiro ver como ela tá. E
então, ele vai até você."
"Você está errado. Ele vai precisar de mim”,
disse ela, parecendo convencida.
Eu odiava que a ideia do West com ela ou com
qualquer garota fazia meu estômago torcer em nós.
Eu tinha sido a única a acabar com o que tínhamos.
Ele iria seguir em frente. E quando seguisse, eu
teria que lidar com isso.
Nash balançou a cabeça, em seguida, voltou-se
para me encarar. A preocupação em seus olhos
quase me fez chorar. Eu odiava chamar a atenção
para mim, mas hoje parecia que apenas respirar
trazia a atenção que eu não queria.
"Você está bem? A vadia é completamente
louca", disse Nash revirando os olhos.
Eu consegui dar um aceno de cabeça. Eu não
estava bem. Mas isso não era culpa de Raleigh.
"Você está pálida", disse ele, franzindo a testa.
"Eu não gosto de atenção", eu sussurrei -
pessoas receosas ainda estavam nos ouvindo.
Ele suspirou. "Bem, querida, você vai ter que
lidar com isso por um tempo. Eu ouvi o que todos
eles estão dizendo. É por isso que eu vim te
encontrar. Ver se você estava bem".
"Obrigada", eu disse através do nó na
garganta.
"Pegue suas coisas. Eu vou com você até sua
próxima aula. Vou deixar Brady saber que precisa
de uma escolta depois disto. Com nós dois,
conseguiremos manter você segura por enquanto.
Pelo menos até eles encontrarem outra coisa para
se concentrar.”
Eu queria dizer a ele que eu não precisava
disso. Que eu poderia cuidar de mim. Mas eu não
podia. Porque se ele não tivesse aparecido, Raleigh
ainda estaria com o dedo na minha cara, gritando
comigo enquanto todo mundo olhava.
"Ok", eu respondi, e me virei para meu
armário.
"Ele vai ficar furioso quando descobrir sobre
isso. Quando ele vier para encontrar você, saiba
que sua raiva não é para você. É porque ele acha
que causou isso á você. Ele quer te proteger. Ele
não vai aceitar isso.”
Uma lágrima escapou, e eu estendi a mão e
limpei rapidamente. Se apenas a sua necessidade
de me proteger fosse algo mais. Algo mais
profundo. Não simplesmente sua necessidade de me
ter ao seu lado para que ele pudesse lidar com as
coisas. Eu queria ser mais para ele do que alguém
para se apoiar.
"Pronto", eu disse quando eu agarrei meus
livros e segui os passos de Nash ao seu lado.
Ele não me fez perguntas ou mencionou West.
Caminhamos em silêncio para a minha próxima
aula. Quando chegamos, eu agradeci a ele e entrei.
Os olhares estavam fixos em mim, então deixei meu
olhar cair para os livros nos meus braços e
encontrei uma mesa na parte de trás. Se eu ia
enfrentar essa aula, eu precisava estar onde o
menor número de pessoas possíveis, pudessem me
ver.
Eu quero pertencer a você.
Capítulo 46
WEST
Nash entrou na aula, assim quando a
campainha tocou. Seus olhos percorreram a sala até
que eles me encontrarem. Sua carranca se
aprofundou quando ele foi para onde eu estava
sentado. Não havia uma cadeira vazia ao meu lado,
mas ele parou perto de um cara com cabelo
encaracolado e de óculos e convenceu-o a tomar
outro assento.
Olhei para ele, e ele voltou sua atenção para
mim. "Havia um... problema com os armários...
mas eu lidei com isso, e ela está bem”, sussurrou
Nash.
Meu peito apertou, e eu cerrei meus punhos.
"Explique", eu disse, não dando à mínima se alguém
me ouvisse.
Eu estava pronto para fugir e ir encontrar
Maggie. O fato de que ela deveria estar indo para
sua sala era a única coisa que me mantinha no meu
lugar.
"Raleigh tinha a encurralado em seu armário."
Eu não precisava ouvir mais nada. Levantei-me
e comecei a caminhar para a porta.
"Onde você pensa que vai, Mr. Ashby?",
perguntou o professor.
"Eu estou passando mal", eu respondi antes de
abrir a porta e espreitar para fora. Eu deveria ter
procurado saber mais de Nash. Como se Raleigh a
havia tocado. Mas meu instinto de ir encontrar
Maggie e ver como ela estava era mais forte.
Eu me dirigi à classe de Maggie quando a porta
atrás de mim foi reaberta.
"West espere." Nash chamou.
"Estou indo encontrar Maggie", eu respondi,
sem parar.
"Ela está bem. Cuidei dela. " Foi sua resposta.
"Será que Raleigh a tocou?", eu perguntei,
minha voz se elevando com o pensamento de
alguém ferir Maggie.
Nash não respondeu, e eu sabia que tinha a
minha resposta.
"Ela estava falando de você da forma louca
dela. As mulheres dessa escola chegaram à
conclusão de que Maggie é o inimigo, desde que ela
terminou com você. Certamente, você já ouviu a
conversa de hoje. Isto estava prestes a acontecer.
Alguém ia confrontá-la.”
Isso me fez parar. "O quê?" Eu perguntei a ele,
incrédulo.
"O que quer dizer com 'o quê?' ?" Ele parecia
confuso. "O que estão dizendo?"
"As garotas?"
Eu balancei a cabeça.
"Merda sobre Maggie. Ela não responde; ela
está mantendo a cabeça baixa. Eu a levei para a
aula e mandei uma mensagem para Brady buscá-la
e depois levá-la para almoçar. A conversa vai
morrer logo."
"Espere." Eu o parei quando meu estômago se
revirou de raiva e pulsou através das minhas veias.
"Você esta falando que as pessoas têm falado
merda para Maggie durante todo o dia sobre isso?
Por causa de mim? " Nash concordou.
"Filhos da puta!", gritei e comecei a correr em
direção a classe de Maggie.
"Eu pensei que você já os tinha ouvido!" Nash
chamou.
Se eu os tivesse ouvido, eu teria acabado com
isso. O que ele acha que eu estava fazendo? Deixá-
los cercar Maggie? Sério? Será que meus próprios
amigos nem mesmo percebiam que eu estava
apaixonado por ela?
Parei na porta da sala de aula que ela estava e
respirei fundo. Minhas emoções estavam
descontroladas. Eu não tinha a intenção de lhe
causar alguma dor, mas isso era tudo que eu
parecia ser capaz de fazer. Ela tinha acabado
comigo porque eu tinha agido como um idiota. Eu
estava agarrado a ela e nem mesmo levei em
consideração o fato de que ela tinha seus próprios
demônios para enfrentar. Ela precisava de mim, e
tudo que eu tinha feito foi tirar dela.
Eu estava pronto para ser seu ombro para
chorar. Eu queria que ela se apoiasse em mim. Eu
queria mais.
Empurrando a porta aberta, eu procurei na sala
até que eu encontrei-a na parte de trás, parecendo
que ela estava pronta para rastejar debaixo de sua
mesa.
"Posso ajudá-lo, West?", Perguntou o Sr.
Banks.
"Eu preciso ver Maggie, por favor, senhor", eu
respondi, arrancando os olhos dela para olhar para
ele.
"Uh, bem, hum... OK. Mas, por favor, seja
rápido", ele respondeu.
Virei meu olhar de volta para ela. Se eu
pudesse pleitear com um olhar, eu estava fazendo
isso. Lentamente, ela levantou-se e fez seu caminho
em direção a mim. Seus olhos estavam no chão, e
suas mãos estavam juntas em punhos na frente
dela. Ela estava nervosa. Eu nunca quis deixá-la
nervosa.
Quando ela chegou até mim, eu dei um passo
para trás e a deixei sair para o corredor antes de
fechar à porta nos dando a privacidade que
precisávamos.
"Você está bem?", Perguntei, lutando contra o
desejo de estender a mão e puxá-la contra mim.
"Eu estou bem", ela respondeu em um
sussurro.
"Eu vou lidar com Raleigh. Ela não vai
incomodá-la novamente. Eu juro." eu disse
ferozmente.
Ela encolheu os ombros. "Ela se preocupa com
você. Ela estava defendendo você. "
Não. Raleigh se preocupava com ela mesma.
Isto não tinha sido sobre mim. Ela tinha visto uma
brecha para atacar Maggie, e ela tinha agarrado
isso. "Se ela se importasse comigo, ela não teria
tocado você. Pessoas que se preocupam comigo
iriam protegê-la. Como Nash. " Maggie ergueu o
olhar para encontrar o meu. Seus olhos refletiam as
muitas das mesmas emoções que eu estava
tentando lidar. "Eu não queria te machucar."
"Eu sei. Mas eu estava te machucando. Eu não
estava sendo o que você precisava. "
Ela quebrou o nosso contato com os olhos
quando ela olhou para o corredor. "Você acabou de
perder seu pai, West. Eu deveria ter sido mais
sensível. "
Estendi a mão e cobri a mão dela com a minha.
"Você estava certa. Eu estava usando você como
uma maneira de lidar. Eu não estava lhe dando
nada em troca. Eu estava obcecado por ter você do
meu lado. Sabendo que você era minha. Isso não
estava ajudando você. Essa foi a minha tentativa de
possuir você."
Ela não respondeu. Mas ela não tirou a mão
dela também.
"Nós começamos isso porque você podia ouvir e
entender o que eu estava lidando quando ninguém
mais podia. Sim, você se tornou a minha muleta. Eu
queria estar perto de você para ter essa sua incrível
força."
Ela fungou, mas não olhou para mim.
"As coisas mudaram, no entanto. Sim, você
tornou-se alguém que eu poderia me apoiar, mas
você também se tornou mais do que isso. Eu
ansiava ouvir sua voz, ver seu sorriso, e, Deus,
ouvir você rir. Eu amo o jeito que você ri. Todas
essas coisas tornaram-se coisas que eu amava. Eu
nunca teria..." Eu parei. O que eu precisava dizer
por que eu queria ter certeza que eu dissesse certo.
Eu não queria estragar tudo. Isto era importante.
Esta era a minha chance de consertar tudo o que eu
tinha desarrumado.
"Na noite... quando dormimos juntos. Maggie,
eu. " Eu precisava que ela olhasse para mim.
Estendendo a mão, eu deslizei um dedo sob o
queixo e virei seu rosto, até que seus olhos
encontraram os meus. "Maggie, eu então sabia que
amava você. Eu não te contei porque minhas
emoções estavam tão cruas naquela noite. Eu não
fiz amor com você porque eu precisava de conforto.
Eu fiz amor com você porque eu queria estar o mais
próximo possível de você. Porque, embora eu
tivesse perdido meu pai, eu queria estar com você.
Alguém que me fizesse sentir inteiro. Você me deu
uma razão para sorrir todos os dias. E eu deixei-me
ficar um pouco louco com a minha necessidade de
segurar você. Eu não quero te possuir, Maggie. Eu
quero lhe pertencer. Estou disposto a dar-lhe todo o
tempo que você precisa. Mas você tem que saber
que eu estou apaixonado por você.” Eu deixei cair
meu dedo por baixo do seu queixo e movi minha
mão longe dela.
Ela não disse nada com os olhos arregalados
cheios de lágrimas. Levou toda minha força de
vontade que eu tinha para deixá-la lá e ir embora.
Faça tudo de novo.
Capítulo 47
MAGGIE
Ele me amava.
Tudo o que ele disse foi mais... ouvir isso era o
que eu precisava. A tristeza e a dor que tinha
tomado residência permanente no meu coração
foram embora. West Ashby me amava. Eu não era
apenas alguém que ele precisava para ter através
de sua perda. Eu era mais do que isso.
"Espere," eu falei. Ele saiu atrás de mim, e eu
me virei para ver que ele tinha chegado a meio
caminho do final do corredor. Ele parou, e por um
segundo eu não tinha certeza se ele ia olhar para
mim. Quando ele finalmente fez, seus olhos tinham
esperança. Tanta esperança que eu poderia vê-lo de
onde eu estava.
Eu falei para ele novamente. "Eu não quero que
você acorde um dia e não precise mais de mim. Eu
não seria capaz de sobreviver a esse tipo de
desgosto. Eu quero mais. Eu estou apaixonada por
você, e isso me aterrorizou. "
Ele começou a caminhar de volta para mim,
seus passos largos determinados enquanto ele
mantinha os olhos presos nos meus.
Quando ele chegou a mim, ele segurou meu
rosto entre as mãos e olhou para mim. "Graças a
Deus", disse ele ferozmente antes que seus lábios
cobrissem os meus.
Agarrei-me a seus ombros enquanto lágrimas
felizes deslizavam pelo meu rosto. Seus polegares
me acariciavam enquanto nossas línguas colidiam e
nos seguramos um ao outro como se fosse a última
vez.
"Você não é bom realmente com essa coisa de
dá-la espaço, não é?" A voz de Brady me assustou,
e eu puxei para trás e olhei por cima do ombro do
West para ver o meu primo olhando mais divertido
do que qualquer coisa.
West sorriu, em seguida, deu um beijo na ponta
do meu nariz antes de deslizar seu braço em volta
de mim e girando para olhar para Brady.
"Aparentemente não," ele falou enquanto sorria
para o meu primo.
Brady riu e balançou a cabeça. "Enquanto ela
estiver feliz", ele respondeu. Então, seu olhar
encontrou o meu.
Ele estava procurando por uma afirmação
minha.
"Estou muito feliz", eu assegurei a ele.
Ele balançou a cabeça, em seguida, mudou-se a
olhar para West. "Mostre-me que você merece."
O braço de West apertou ao meu redor. "Eu
irei."
"Bom. Porque eu não posso chutar o traseiro de
Raleigh, mas o seu eu posso. " Desta vez fui eu
quem ri.
****
Hoje à noite eu tinha um encontro com West.
Um encontro real. O tipo que um casal vai. O tipo
que realmente nunca tivemos antes.
Foi só um pouco estranho quando o tio Boone
pediu a West para saber onde estávamos indo e
lembrou para cuidar bem de mim. Eu acho que eu
preferia sair escondida da minha janela. West não
pareceu incomodado por ele, embora; ele parecia
satisfeito mais do que qualquer coisa.
Quando nós dirigimos pela estrada, ele deu um
tapinha no assento ao meu lado. "Corra pra cá."
Eu fiz como me foi dito e, felizmente, movi para
sentar-me tão perto de West quanto possível.
"Você não perguntou para onde estamos indo,"
ele disse quando ele colocou a mão na minha perna.
"Porque eu não me importo, desde que eu
esteja com você."
Ele sorriu e apertou minha coxa. "Eu conheço
esse sentimento." Eu coloquei minha cabeça em seu
ombro. "Então me diga onde estamos indo. "
"Bem, eu tive várias idéias, mas nenhuma delas
parecia especial o suficiente para nosso primeiro
encontro oficial."
Isso não respondeu à minha pergunta. Não que
eu realmente me importava, mas eu estava ficando
curiosa agora. "Isso não me diz nada. "
Ele riu. "Não, eu acho que não."
Ele estava me provocando. "Por que eu sinto
como se tivesse levando essa conversa sem
realmente saber?"
West beijou minha cabeça. "Eu decidi dizer-lhe
para não fazê-lo soar tão bom como realmente é."
Quando ele virou a cabeça para baixo na
estrada que levava para a festa de campo, eu me
sentei e assisti. Não tinha festa do campo hoje à
noite. O que ele estava fazendo?
"Nós vamos para o campo?", Perguntei.
Ele não respondeu. Um pequeno sorriso puxou
em sua boca, mas isso era tudo que eu tive. Então
eu esperei.
Claro o suficiente, West tirou a caminhonete
para a clareira vazia e desligou o motor. Ele olhou
diretamente à frente por um momento, finalmente,
virou-se para mim.
"Foi aqui que eu te vi pela primeira vez. Eu
pensei que você era bonita. Mas eu poderia saber
disso. Vocês tinham-me com apenas um olhar. Mas
eu tinha deixado minha mãe em casa com o meu
pai doente, e eu estava preocupado. Eu me sentia
culpado por estar aqui. Eu estava com raiva porque
eu não poderia apenas estar aqui e me divertir. Meu
pai estava escapando de mim, e eu estava
apavorado." Ele parou e pegou minha mão.
"Naquela noite eu estava quebrado e perto de
partir. A dor estava ficando insuportável, e eu não
tinha ninguém... Então ali estava você."
Senti meus olhos arderem com lágrimas não
derramadas. Pensando no mês passado desde a
primeira vez que eu o conheci, tanta coisa havia
acontecido. Sua dor pode ter sido o que nos havia
tirado juntos, mas eu iria levá-la para longe em um
segundo se pudesse. Mesmo que isso significasse
não ter isso com ele agora.
"Eu tomei o que eu queria naquela noite. Você
era uma distração no início. Você estava linda, a
menina silenciosa que se escondia nas sombras. Eu
queria me perder em você. E por um breve
momento eu fiz exatamente isso. O sabor dos seus
lábios era mais doce do que qualquer coisa que eu
já tinha experimentado. Por um segundo eu esqueci
a minha dor. Meus medos. Minha raiva. E eu apenas
gostava de estar com você. " Ele pegou minha mão
e beijou meus dedos antes de virar e beijar minha
mão. "Eu não tinha ideia de quão preciosa você era.
Nenhuma ideia que eu tinha encontrado a única
para ficar ao meu lado, para me acalmar e me
ajudar a aprender e a me curar. Estou tão
agradecido que você se abriu para mim e falou.
Quando eu penso sobre não ter você, dói. Eu não
poderia ter enfrentado o que eu enfrentei sem
você."
Uma lágrima escorregou livre, e West moveu a
mão para pegá-la com o dedo. "Você se tornou a
parte mais importante da minha vida. Eu não quero
que você nunca pergunte isso. E eu gostaria de
fazer de novo a primeira noite nós nos
encontramos," disse ele com um sorriso.
Fazer de novo?
"O quê?", perguntei, confusa, enquanto abria a
porta da caminhonete.
Ele desceu em seguida, virou-se e pegou a
minha mão para me puxar para ele. "Eu quero fazer
tudo de novo", ele repetiu, então piscou para mim.
"A fim de fazer isso direito, eu preciso que você vá,
fique mais perto daquela árvore e pareça de tirar o
fôlego como de costume. Uma vez que você estiver
lá, estamos repetindo aquela noite. Mas em vez de
eu estar ferido e com raiva, eu vou ser o cara que
você precisa. O que você curou. Eu sou quem vai
tirar você dos seus pés tão rápido, você não vai
nem perceber. "
Desta vez eu ri quando outra lágrima caiu. Eu
balancei a cabeça e caminhei até a árvore onde eu
tive o meu primeiro beijo. Naquela noite eu estava
tão solitária até West tinha aparecido. Ele iluminou
meu mundo, e ele nem sequer percebeu isso. Ele
achava que ele precisava para fazê-lo mais.
Eu discordava. Mas eu me juntaria a ele.
West me deu um polegar para cima quando eu
estava exatamente onde ele tinha me visto naquela
primeira noite. Quando ele caminhou exatamente
como ele tinha feito, então, eu quis rir. Parecia
bobo, mas era doce. Eu daria isso a ele.
"Por que você está aqui sozinha? A festa é lá."
Ele acenou com a cabeça em direção à clareira.
Eu mordi de volta o meu sorriso. "Eu tenho que
falar ou ficar em silêncio? Eu não estava falando
naquela época." eu disse calmamente, tentando
manter uma cara séria.
West levantou uma sobrancelha para mim e
abaixou a cabeça até que seus lábios estavam
muito perto do meu.
"Você não é muito boa em fazer de novo, não
é?", Ele me perguntou.
Eu ri. "Você não fez essa parte clara!"
Ele beijou o canto da minha boca. "Vamos
começar da parte boa. Eu excluo esta cena." ele
sussurrou, em seguida, cobriu minha boca com a
sua.
Na primeira noite eu estava tão insegura. Tanta
coisa havia mudado desde então. Eu sabia
exatamente o que fazer agora.
Eu deslizei minhas mãos por seus braços,
amando o jeito que eles flexionavam sob o meu
toque, antes de segurar seus ombros.
Nossas línguas dançaram enquanto as mãos de
West moviam-se logo abaixo da parte inferior da
minha camisa e passava contra a minha pele. Isso
definitivamente não tinha acontecido naquela noite.
Mas hoje eu queria. Levantei minhas mãos e deixei
ao redor do seu pescoço, fazendo minha camisa
subir e tentando que West tocasse mais.
Ele fez.
Ambas as mãos moveram para cima e
seguraram meus seios com um pequeno gemido
que eu deixei escapar. Eu amava suas mãos sobre
mim e o jeito que fazia me sentir.
Muito de repente ele se afastou. "Se eu tivesse
feito isso naquela noite eu teria você de joelhos. ",
disse ele, respirando com dificuldade.
"Eu provavelmente teria desmaiado."
Ele manteve suas mãos em mim e roçou o
polegar sobre meus mamilos através do cetim do
meu sutiã. Eu estremeci e me contorci, tentando
conseguir mais.
"Nós não estamos prontos para esta parte da
nossa noite. Eu tenho um plano ", disse ele, com os
olhos cheios da mesma excitação que eu estava
sentindo.
"Eu pensei que este era o seu plano", eu disse,
fechando os olhos enquanto ele movia apenas as
pontas dos dedos dentro do cetim do meu sutiã.
"Não, mas é um inferno de muito melhor."
Leve o tempo que você precisar.
Capítulo 48
WEST
Duas semanas depois. . .
Eu segurei a mão de Maggie enquanto
estávamos no túmulo de sua mãe. Ontem à noite,
depois do jogo que eu não tinha ido para o campo
para comemorar. Em vez disso, nós tínhamos as
nossas malas. Maggie não tinha ido a sepultura da
sua mãe desde o funeral que ela mal se lembrava.
Quando ela compartilhou isso comigo, eu queria
levá-la lá.
Eu visitei o túmulo de meu pai todos os
sábados de manhã para lhe dizer sobre o jogo na
noite anterior. Isto me ajudou a lidar. Isso me fez
sentir como se ele estivesse perto, mesmo que ele
não estivesse lá. Eu queria isso, para Maggie. Sua
pequena mão deslizou para fora da minha quando
ela se virou para olhar para mim. Brady estava
esperando por nós na caminhonete. Esta era a única
maneira de sua tia e tio aprovarem a nossa viagem
de noite.
"Eu quero falar com ela a sós", disse Maggie em
voz baixa.
Abaixei-me e dei um beijo no canto da sua
boca. "Leve o tempo que você precisar." Então eu
virei e deixei-a lá para enfrentar seu passado e sua
dor. Eu queria segurar a mão dela enquanto ela
fazia isso, mas eu não ia forçá-la. Eu só queria estar
lá quando ela precisava de mim.
Brady olhou para mim e franziu a testa quando
eu abri a porta do passageiro. "Você vai deixá-la
sozinha lá?"
"Ela pediu para ficar sozinha."
Ele suspirou e pegou seu telefone e, em
seguida, entregou-o para mim. "Só veja essa
mensagem do meu pai. Ele não ligou porque estava
com medo de Maggie ouvi-lo. Eles querem dizer a
ela."
Eu li o texto várias vezes com o meu estômago
revirando e meu coração ficando pesado.
Seu pai havia se enforcado em sua cela, esta
manhã. Não havia detalhes sobre como ele
conseguiu fazer isso. Maggie agiu como se ele já
estivesse morto, mas como isso afetaria a ela? Eu
me virei para olhar enquanto ela estava no túmulo
de sua mãe.
Ela havia enfrentado tanta coisa que eu odiava
adicionar mais. Eu gostaria de poder manter isso
dela, mas eu sabia que ela merecia saber. Vê-la
ferida era difícil.
"Eu liguei para meu pai. Ele disse que seu pai
deixou-lhe uma carta. Papai iria pegar e ler
primeiro. Nós não sabemos se ela deveria ler. Ela só
começou a falar e viver a vida novamente."
"Não diga a ela sem que eu esteja lá", eu disse
a ele.
"Nós não vamos", respondeu ele.
Um dia nós olharíamos para trás neste
momento, e a dor não estaria tão fresca. Eu queria
nesse dia tê-la aqui.
Eu chorei por mim.
Capítulo 49
MAGGIE
Eu tinha adormecido em algum ponto no
caminho para casa. Minha cabeça estava escondida
contra West e seu braço estava ao meu redor. Eu
podia sentir os dedos suavemente brincando com
meu cabelo. Ele me fazia sentir quente e segura. Eu
precisava disso depois de visitar minha mãe.
Eu não estava preparada. Sabendo que o corpo
dela estava no subsolo era uma coisa. Vendo a
sepultura real era outra. A mão do West na minha
me deu a força que eu precisava para enfrentá-lo.
Uma vez que eu tinha certeza que eu não estava
prestes a cair no chão em soluços, eu deixei-o ir
para que eu pudesse falar com ela.
Eu disse a ela tudo sobre a vida com o tio
Boone, tia Coralee e Brady. Eu tinha começado a
partir do dia em que eu tinha chegado, e eu tentei
dizer-lhe todas as coisas importantes.
Especialmente sobre West e seu pai. Quando eu
terminei, eu percebi que West estava certo. Falar
com ela tinha me feito sentir como se estivesse
perto de mim de alguma forma.
"O meu pai me mandou uma mensagem. Ele
quer dizer a ela esta noite ", disse a voz de Brady
em um sussurro.
Ela, eu? O que eles estavam falando?
West ficou tenso debaixo de mim, e eu ainda
fiquei de olhos fechados. "Ela precisa de um pouco
de tempo depois de ver a mãe dela hoje ", ele disse
em voz tão baixa, eu me perguntava se Brady podia
ouvi-lo.
Brady suspirou. "Eu concordo. Eu vou falar com
o papai. Casa da sua mãe de novo? Certo? Será que
ela não voltou para casa semana passada?"
A mãe de West estava em casa, mas ela estava
agindo de forma estranha. Eu sabia que ele estava
preocupado com ela. Ela foi tão abruptamente após
a morte de seu pai e tinha ido ficar com sua própria
mãe, deixando West para lidar com as coisas
sozinho. Não parecia com ela em tudo. Agora que
ela estava de volta, ela estava agindo estranho.
Esquecendo as coisas, queimando comida, dormindo
metade do dia.
"Sim, ela está em casa", ele respondeu. A
preocupação em sua voz era evidente. Eu queria
abraçá-lo e prometer-lhe que tudo estaria bem. Mas
eu não podia fazer isso porque eu não sabia com
certeza se ficaria.
Esperei para ver se eles diziam algo mais sobre
o que meu tio queria me dizer. Quando eles não o
fizeram depois de alguns minutos, eu me estiquei e
sentei-me lentamente.
"Já era hora de acordar. Você dormiu a maior
parte do caminho de casa, " Brady disse em um tom
de provocação.
West riu e me puxou para ele enquanto beijava
o topo da minha cabeça. "Deixe minha garota em
paz. Ela teve um longo dia."
West sabia o que meu tio Boone estava
querendo me dizer. Se eu lhe perguntasse, ele me
diria. Ele não esconderia de mim. Inclinei a cabeça
para olhar para ele. Ele inclinou a cabeça para baixo
para encontrar meu olhar.
"Obrigada", eu disse.
"Qualquer coisa", ele respondeu. Ele não tem
que dizer mais, porque eu sabia o que ele queria
dizer. Ele faria qualquer coisa que eu precisasse.
Qualquer coisa que eu lhe pedisse.
"Podemos parar com essa merda doce, por
favor? Vocês não estão sozinhos ", disse Brady.
West sorriu. Eu amava aquele sorriso.
Esperei até West ir para casa para verificar sua
mãe antes de descer para enfrentar meu tio Boone.
Brady e West sabiam algo que eu precisava saber,
mas ambos queriam me proteger. Como tanto
quanto eu apreciei isso, eu queria saber o que era.
Tio Boone estava sentado em sua cadeira, um
livro em suas mãos. Ele olhou para mim sobre seus
óculos de leitura. Eu vi um breve lampejo de
preocupação antes que ele disfarçar e sorrir para
mim.
"Você teve uma boa viagem?", Perguntou.
"Eu precisava disso. Vê-la, " eu disse a ele.
"Mas eu também preciso saber o que é que Brady e
West não querem que eu saiba ainda. "
Tio Boone franziu a testa e, em seguida,
colocou seu livro para baixo antes de tirar os óculos.
"Você passou por um monte hoje, Maggie."
Eu passei. Ele estava certo. Mas isso não muda
o fato de que eu tinha o direito de saber o segredo
que me afetava.
"Eu quero saber."
Ele fez sinal para eu me sentar em frente a ele
no sofá. Pensei em contar a ele que eu iria ficar de
pé, mas eu caminhei até o sofá e sentei. Ele
claramente não me queria dizer fosse o que fosse, e
eu sabia que tinha que ser algo a ver com meu pai.
Segurei minhas mãos firmemente no meu colo
e esperei.
Tio Boone me estudou por um momento antes
de falar. "É o seu pai..." ele começou. O pavor e
medo que veio quando essas poucas palavras
afundou em. "Ele está morto, Maggie. Encontraram-
no essa manhã. "
Ele está morto.
Duas palavras que devem significar tristeza,
devastação, dor, mas isso só me deu uma sensação
de vazio. Eu queria sentir alívio, mas eu não podia.
Ele tinha tirado minha mãe de mim. Tirou a sua vida
e arruinou tudo. Eu queria agradecer que ele tinha
foi embora. Que eu nunca veria seu rosto
novamente.
Mas eu não podia.
Em vez disso eu apenas fiquei lá, repetindo
essas duas palavras mais e mais na minha cabeça.
Tinha acabado. Ele está morto.
As boas lembranças que eu tinha dele não
ultrapassou o mau. Havia muitas ruins. Muitas
memórias tristes. Tantos arrependimentos.
Minha mãe tinha sido um objeto que ele queria
ter. No final, ele a tinha possuído, em seguida,
jogou-a fora como se fosse nada. Ela o amava. Eu
já via em seus olhos a maneira como ela queria
agradá-lo. No entanto, nada que ela fazia era bom o
suficiente. Ela não era o que ele esperava, ele ainda
não tinha sido capaz de libertá-la e deixá-la viver
sua vida. Ele tinha mantido apenas para destruí-la
no fim. Para destruir a todos nós.
Eu sempre acreditei que ele me amava. Eu tive
momentos em que ele me fez sentir querida e
preciosa. Eu me perguntei se minha mãe tivesse
sido a mesma. Se fosse por isso que ela o amava
tanto. Mas ele não tinha sido digno do nosso amor.
Eu o odiava. Eu queria que ele estivesse morto.
E agora ele estava.
Mas não havia apenas o vazio. Um vazio dentro
de mim.
"Maggie, eu sei que ele era seu pai. Não
importa o que-"
"Não", eu disse, parando tio Boone de dizer
mais. "Não. Ele não era meu pai. Ele deixou de ser
meu pai no dia em que tirou a minha mãe de mim.
Não me diga que sente muito pela minha perda.
Não diga isso que está tudo bem eu chorar por ele,
porque ele está morto para mim por dois anos. Isso
só acabou. "
Tio Boone não tentou dizer mais. Levantei-me e
corri de volta para o meu quarto. Onde eu poderia
estar sozinha. Onde eu não teria que falar.
Tia Coralee veio e bateu na minha porta alguns
minutos depois. Assegurei-lhe que eu estava bem e
queria ficar sozinha e não queria falar sobre isso.
Ela não discutiu comigo.
Uma hora mais tarde a janela do meu quarto se
abriu, e West entrou. Seu rosto estava gravado com
preocupação. Olhei para ele da cama onde eu
estava sentada com os joelhos dobrados debaixo de
mim. O vazio onde a dor deveria estar quebrou, e
as primeiras lágrimas saíram.
Ele estava na cama, puxando-me em seus
braços antes dos soluços começarem. Enquanto eu
estava dobrada com segurança contra ele, eu chorei
por tudo o que eu tinha perdido. Tudo o que eu
nunca teria. Eu chorei por minha mãe e como ela
tinha tragicamente morrido. Eu chorei por West e
seu pai. E eu chorei por mim.
Epílogo
WEST
Não foi até que estivéssemos sentados na casa
de Brady, olhando os álbuns de fotos antigas,
algumas semanas depois, que eu percebi quem ela
era.
Era o Natal que Brady e eu estávamos na
sétima série. Ele teve que ir para o Tennessee para
a festa de Natal da sua família, e ele implorou a sua
mãe para me levar com ele. Eu tinha ido e eu sabia
como chato que seria, mas ele era meu melhor
amigo. Então eu fui.
Nós sempre jogávamos futebol fora, na neve,
enquanto a festa continuava. A única vez que
entravamos era quando todo mundo ia comer. Não
havia quaisquer outras crianças, mas uma menina.
Eu a tinha visto há alguns anos, a última vez que vi,
mas eu não a tinha visto nesta visita. Não que eu
estivesse procurando.
Brady tinha ido para dentro para ajudar seu
pai, e eu decidi explorar a casa. Eu não tinha ido
muito longe antes de ouvir alguém chorando. Eu
hesitei antes de entrar no quarto, esperando que
quem quer que fosse não me notasse ali de pé na
soleira da porta. Mas ela levantou a cabeça, e os
olhos verdes mais bonitos que eu já vi olhou
diretamente para mim. Longos cabelos escuros
emolduravam seu rosto. O quarto rosa prateado
lembrou-me de algo de um conto de fadas.
Combinava com ela.
Ela fungou e continuou a olhar para mim. Eu
não tinha certeza se ela queria que eu a deixasse
sozinha ou para perguntar-lhe se eu poderia fazer
algo. Minha mãe não tinha me ensinado a fugir e
deixar uma menina chorando, então eu me
aproximei e sentei ao seu lado.
"Não pode ser tão ruim assim. É Natal ", eu
disse, na esperança de aliviar o clima. Eu não
mencionei o fato que ela me lembrava uma princesa
e eu nunca tinha visto um daqueles gritos na
televisão.
Ela fungou de novo e enxugou seu rosto. "Não
parece." ela sussurrou.
"Com toda a música de Natal e a forma como
esta casa está decorada com mais decorações do
que toda a cidade de Lawton? Como não pode
parecer o Natal? "
A garota olhou para longe de mim. Seu rosto
permaneceu triste. "Nem tudo é o que parece. Nem
todo mundo é o que aparenta ser. "
Quantos anos tinha essa garota? Ela falava
como se fosse mais velha. Mas ela não parecia mais
velha do que Brady e eu. "Um de seus amigos fez
algo errado?", Perguntei. Eu sabia sobre o drama de
menina. Acontecia na escola o tempo todo.
"Eu queria", ela sussurrou, não olhando para
mim.
Ela não era um livro aberto. Eu estava ficando
cansado de tentar animá-la, porque eu,
obviamente, estava sendo sugado. "Quem quer que
seja não vale o seu tempo, se eles estão fazendo
você triste assim."
Finalmente, ela olhou para mim. "Nós nem
sempre conseguimos escolher quem damos o nosso
tempo. Nós não escolhemos nossos pais, por
exemplo. E nós não tomamos decisões por eles.
Portanto, não é tão simples. Ele é meu pai. Eu amo
ele. Eu tenho que amá-lo. Mas ele machuca. Ela se
esforça para fazê-lo feliz, mas ele está sempre com
outra pessoa. Como hoje à noite. Ele deveria estar
aqui. Ele prometeu-lhe que estaria. "
Eu não sabia o que sentir. Meus pais se
amavam e eu nunca poderia imaginar o meu pai
machucando minha mãe. Mas parecia que esta
menina tinha uma vida muito diferente. Uma que eu
não estava com inveja. Até se a casa dela era maior
do que a igreja que eu ia no domingo. Ele era ainda
maior do que a casa em Lawton de Gunner, e era
grande.
"Então, sim, isso é uma merda", eu disse, não
sabendo mais o que dizer.
"Sim, é." Tinha sido sua única resposta.
Brady tinha chamado meu nome, então, porque
eu não sabia o que fazer ou o que dizer, deixei-a lá.
Quando ela veio comer, eu não pude fazer contato
visual com ela, porque eu me sentia culpado por
não ser capaz de ajudá-la. E por saber seus
segredos.
Nós dois estávamos na foto que havia sido
tirada naquela noite. Quando eu vi seu rostinho de
menina, as memórias vieram à tona. Eu tinha
esquecido completamente da menina e o que ela
me disse. Mas esse Natal lembrei-me de agradecer
a Deus por meus pais. Eu percebi que tinha sido
abençoado com bons.
"Essa era você", eu disse, olhando para ela
quando meu coração partiu pela menina que queria
voltar e segurar. Ela tinha compartilhado seus
segredos com um garoto estúpido que não tinha
feito nada para fazê-la se sentir melhor.
Ela franziu a testa, como se ela não soubesse o
que eu estava falando, e então seus olhos se
iluminaram com compreensão. "Oh meu Deus.
Esqueci... eu estava tão chateada naquela noite.
Mas era apenas uma das muitas noites da qual eu
me sentia assim", disse ela quando seu dedo roçou
suavemente sobre o meu rosto na foto.
"Você era a única pessoa com quem falei. Eu
me arrependo disso. Não dizer a ninguém meus
segredos. Eu poderia tê-la salvado se tivesse
falado," ela sussurrou, perdida em seus
pensamentos.
Puxei-a contra mim. Eu não ia deixá-la se
debruçar sobre seus arrependimentos. "Você era
uma criança. Nós dois éramos. Crianças confusas
que não sabiam a resposta certa para qualquer
coisa. Ele era seu pai. Você o amava. Não se culpe
por algo que você não pode controlar. "
Maggie deitou a cabeça no meu ombro e sua
mão no meu peito. "Obrigada." ela sussurrou.
Eu beijei sua cabeça. "Eu te amo."
"Eu também te amo", ela respondeu.
Eu sempre tinha dito que o meu futuro estava
no campo e eu poderia ser alguém bom. E eu queria
aquilo. Até que eu encontrei alguém que precisava
de mim. E eu percebi que a única pessoa que eu
queria ser bom era para ela.