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2011

ROTEIRO PARA O DESENVOLVIMENTO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS
FACIERC
Orientações práticas ao desenvolvimento de Trabalhos Científicos na FACIERC

Prof. Thiago Francisco FACIERC 01/01/2011

APRESENTAÇÃO Desde a sua concepção, as sociedades ocidentais estão alicerçadas sobre uma base intelectual que se coaduna os objetivos sociais, os quais são dinâmicos e determinados de acordo com o contexto em que se vive. De fato, a contribuição da pesquisa se da no sentido de consolidar um cenário produtivo, orientando as práticas organizacionais, acadêmicas e, sobretudo, determinando uma nova percepção de mundo ao contexto educacional. Na Instituição de educação superior, independente de suas formações ideológicas, a criatividade, o talento e a produção literária se fazem determinantes à consolidação de uma nova realidade. Neste sentido, a instrumentação científica aparece como sendo uma ferramenta eficaz no sentido de promover a amplitude de conhecimentos neste ambiente. Parafraseando o Prof. Dr. Sebastião Salésio Herdt, Vice-Reitor da Universidade do Sul de Santa Catarina, a instituição de educação superior está imersa na sociedade do seu tempo e dela retira a matéria-prima de seus conhecimentos e pesquisas. Com efeito, ela absorve, estuda e elabora as principais tendências da nossa civilização e dos saberes por ela produzidos. E o faz de tal modo, que a universidade não apenas reflete e reproduz o conhecimento já existente, mas junta a este um valor agregado, perspectivas e deduções inéditas, que devem ser difundidas e compartilhadas com a comunidade científica e a sociedade em geral. É a este valor agregado que se dá o nome de “produção científica”. E o processo e o método que a garante como tal, se chama de “Ciência”. A produção científica, destarte, é um ato substantivo e criativo que é subsidiada pela relevante contribuição da instituição de educação superior que determina a difusão do saber por meio de práticas liberais e livres de ideologias. Espera-se, portanto, que este material seja útil no sentido de contribuir com a produção de trabalhos científicos e, com toda a certeza, à orientação de uma vida acadêmica consistente com os ensejos de uma sociedade que se posiciona na era do conhecimento. Sucesso! Prof. Thiago Francisco Metodologia da Pesquisa Científica

Disciplina Curso Professor Carga Horária Período E-mail Tel. 1. EMENTA

Trabalho de Conclusão de Curso Administração Thiago Francisco 72 H/A Noturno thiagofrancisco@fasc.com.br 48-3431-2029/ 48-9161-7521 PLANO DE ENSINO – 2011/2

A orientação à produção de trabalhos científicos com ênfase ao trabalho de conclusão de curso da FACIERC, implicando no estudo e conhecimento das técnicas de pesquisa e de instrumentação necessárias. 2. OBJETIVO GERAL Proporcionar ao acadêmico a orientação necessária ao aprofundamento dos conhecimentos técnicos aplicados à produção do trabalho de conclusão de curso. 3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Orientar a aplicação dos métodos científicos aos trabalhos de conclusão de curso.

Delimitar as formas de apresentação do trabalho de conclusão de curso, com as respectivas peculiaridades de cada tema.

• Consolidar os conhecimentos vinculados a instrumentação científica, determinando a construção relevante de um trabalho de conclusão de curso. 4. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

• • •
• •

Tipos de Trabalho de Conclusão de Curso; Orientações em Grupo e individuais Seminário de qualificação; Informações gerais sobre a produção de trabalhos científicos Artigo científico; Estrutura, organização. Redação e apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso; Orientação para apresentação dana Banca examinadora.

TCC métodos e técnicas. no máximo três (3) componentes e no mínimo dois (2) acadêmicos.P. Lousa e da Lousa Digital. Rio de Janeiro. ed. N. SOUZA. . 2010. 9. Leitura de capítulos de livro Atividades Práticas Orientadas 6. OTANI. Biblioteca. São Paulo: Atlas. LAKATOS. NE e PG. PD2. Internet.C. 7. MARCONI. Florianópolis: 2007. AVALIAÇÃO: PD1. Referências bibliográficas. desenvolvendo-o em equipe de. Haverá. 8. O trabalho deverá ser defendido perante a Banca que será composta por três (3) ou quatro (4) Docentes do corpo da Instituição. C. NBR6023. Eva Maria. 5. ainda. FIALHO. Fundamentos de metodologia científica. Marina de Andrade. A.A. GIL. Os acadêmicos matriculados na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso deverão construir um Trabalho de Conclusão de Curso sobre o tema escolhido. RECURSOS UTILIZADOS • • • • • Retroprojetor multimídia – Datashow. Biblioteca virtual e pesquisas empíricas em bases de dados. A. 5 ed. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ATENDIMENTO EXTRACLASSE Por e-mail e telefone a partir da necessidade dos acadêmicos. METODO DE ENSINO • • • • • • Orientações em grupo Atividades livres e práticas na biblioteca Aulas expositivas e dialogadas Leitura e reflexão de artigos e estudos de casos. um seminário de qualificação que determinará a consistência do trabalho e atividades práticas de orientação técnica dentro do cronograma a ser estipulado em conjunto com os acadêmicos.5. 2002. As orientações técnicas estão todas contidas no Manual do Trabalho de Conclusão de Curso.F. São Paulo: Atlas. 2005. Visualbooks. Como Elaborar Projetos de Pesquisa.

teses. A. _______. Resumos. 2002. ed. Rio de Janeiro.br www.org. Apresentação de livros. _______. São Paulo: Prentice Hall.bu.gov.br . 2002. NBR6029. NBR6028. 2002.br www. 2002. CERVO.usp. NBR10520. Rio de Janeiro.L.anped. 5. SITES INDICADOS www. Apresentação de citações em documentos.capes.ufsc._______. 10.br www. Rio de Janeiro. Metodologia científica.

.........2 1. Indução científica...........................1.... Subsídios para a Elaboração do Desenvolvimento...6............. Método fenomenológico..................................1...........1 3...............3 3.1......1..................3 QUESTÕES INERENTES À REALIZAÇÃO DO TCC.......... Análise estatística................1 4.......... Definição dos Objetivos.....................3 3........SUMÁRIO 1 1.................................. Pesquisa documental..........8 3.7........... A CONSTRUÇÃO LÓGICA DE UM TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO..........1......................4 1...........................1........6.....................................................................................2........1................................1....... Tipos de amostragem...................5....................................5 1.........1................. POSITION PAPER..................................................................................2 3.........................1 1..................................................1......................... Questionário...........................................................1 3.... Observação................ Calculo da amostra.6......................... A população da pesquisa....................................1........................ ARTIGO................1 1.........................2..........2 1...................... A ESCOLHA DO MÉTODO.....................................3 3..2 4..................... Codificação........2.................... Justificativa – Consolidação da Relevância do Estudo.......7..3 3...... Técnica de coleta de dados.............................1.......................2...............5 3........................................................... MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS..................1 3..1............................................. PLANEJAMENTO DA PESQUISA..... Conclusões e Considerações Finais.............4 3.......................................... Estrutura do Artigo......................... Delimitação do Tema....................3 1................................ 6 7 8 8 9 9 10 10 11 11 11 12 13 14 16 16 18 19 19 22 23 23 24 27 28 30 35 36 38 42 43 48 49 51 51 53 54 55 57 57 59 60 61 61 65 ............... Método dedutivo...........................1...2...................................1 1.1 3...... Formulação do Problema da Pesquisa..........1.............1......1...2.1....2 3..................................2 3................1................... Método dialético....... Entervista.....................................................2 3.... ESTRUTURA DO TCC.........1.............................................................................................................................. ELABORANDO A INTRODUÇÃO. TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO – MONOGRAFIA.............1......................6..................................1 3......1.............2.........1 4......1...............................................1......................6................1............. A pesquisa bibliográfica........6....................2..................1 1..1.....5 3.........................................................................1.6.6.............. Tabulação..........2............................................... Método indutivo.......1....................... Análise e Interpretação dos Dados.............................1.......2...1....... Indução formal........ Métodos de Abordagem... A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA.........................................1 1............2...........................2 3.2................1.... Procedimentos Metodológicos.................................................. Fundamentação teórica – revisão bibliográfica..................1.........................................................9 4 4..................................................1............2...................1 3....1...........7............7 3................................................... Método hipotético-dedutivo..................................................2............7........6......................... PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS E DELIMITAÇÃO DA TECNICA..................................................6..2..........2.......................................................................... Amostra..... Interpretação dos Dados.........................4 3.....................................1 3 3.................1 3..........4 3.....................6 3... Classificação............................3 2 2............................

.....5 4......3.............. 76 Detalhamento dos elementos textuais...........3........1 5......... 109 ..........................................................3.......................................3.........................3 5...........................1............................................4 5........3.............................................1. 86 REFERÊNCIAS........................8 4.........................3 4..4.................... 100 APÊNCIDES.............. 71 Dedicatória.......1................................................12 4........................................................................................1....6 4........................ 74 Abstract......................................1......3.3................. 73 Epígrafe....1.................................3........3........... 67 Folha de rosto......1......................................... 83 Citação Indireta...............................................3.......1....... 73 Resumo............................ 69 Ficha catalografica............ 72 Agradecimentos...........................4 4...........................10 4....................................................................................... 75 Lista de ilustrações e sumário..................2 4..........1...........................................................................2 5...........1.......1...............................................................1.1................... 70 Folha de aprovação.......................................13 5 5......1 5............1 4..................3.............................1...................................... 90 REGULAMENTO GERAL DO TRABALHO DE CONCLUSAO DE CURSO.......................................................3....... 81 CITAÇÕES E REFERÊNCIAS.......11 4................................. 85 Citação da Citação.............2 6 Formatação do Trabalho de Conclusão de Curso...................................... 85 Particularidades nas Citações............3............................. 66 Conteúdo...... 83 Citação Direta.........1....1........1 4...................................................3...7 4..................... 67 Capa e lombada............................................9 4...... 83 TIPOS DE CITAÇÃO.....................................................1............................................................. 77 Detalhamento dos elementos pós-textuais..................................

podem se destacar a pesquisa com ênfase à experimental. . histórica. é o fator preponderante para promover a compreensão de dados que comprovem a complexidade das ciências humanas e sociais. survey (levantamento). analise de informações de documentos (documental) e estudo de caso. no qual destacam-se os seguintes: • Quanto a sua classificação. Neste sentido. Nesta conjectura. descritivos ou explanatórios (causal). sob a orientação de alguns aspectos. • Apresentar formas de comunicação do conhecimento obtido. a pesquisa passa a se caracterizar de acordo com alguns pressupostos. Entre outros aspectos. para que se consolidem as estratégias de pesquisa em Ciências Sociais partem de algumas premissas e se constituem sob a orientação de algumas estratégias. Fialho e Otani (2007). do grau de controle que o pesquisador tem sobre os eventos e do foco temporal baseado na relação entre eventos contemporâneos e fenômenos históricos. pode-se afirmar que sempre em que se possui um conjunto de atividades que orientam a busca de um determinado conhecimento deve-se realizar uma investigação aprofundada no sentido de consolidar a coleta de dados que ampare os resultados. o método científico que consolida a construção do Trabalho de Conclusão de Curso. Neste caso. Estas. • Estar voltada para a realidade empírica. onde se destacam os seguintes: • Utilizar-se de método próprio.6 1 QUESTÕES INERENTES À REALIZAÇÃO DO TCC Uma das considerações iniciais relativas à construção de um Trabalho de Conclusão de Curso está no sentido de se compreender os modos e o momento no qual se faz a pesquisa. como evidenciam Souza. A pesquisa. • Aplicar técnicas específicas. A partir desta orientação. por meio do que se chama de “anarquia epistemológica” já que se utiliza de alguns caminhos que consolidam as estratégias de coleta de dados. Cada uma dessas estratégias pode ser utilizada para propósitos exploratórios. passam a depender do tipo de questão da pesquisa. A pesquisa científica parte de pressupostos evidenciados por Feyeraband (1979). por sua vez.

quadros e tabelas Lista de reduções (siglas e símbolos se houver) Elementos textuais Introdução Fundamentação teórica (corpo do trabalho – capítulos) Considerações finais – Conclusão Elementos pós-textuais Referências (obrigatório) Glossário (opcional) Apêndices (produzidos pelo próprio autor) Anexos: Cópia de outros: quadros ou tabelas. elementos textuais e pós-textuais. Elementos do Trabalho de Conclusão de Curso Capa Folha de rosto (anverso) Ficha catalográfica (verso da folha de rosto) Pagina de aprovação (Banca Examinadora Elementos Pré-textuais Dedicatória (opcional) Agradecimentos (opcional) Epígrafes (opcional) Resumo Sumário Lista de ilustrações. os quais são destacados no quadro 1. . textos de outros autores (opcional). sejam eles monografias de TCC. • Quanto as fontes de informação e. encontram-se na parte que versa sobre a pesquisa no âmbito do Trabalho de Conclusão de Curso. As explanações sobre os pressupostos elencados. 1. bem como suas respectivas definições. • Quanto aos objetivos.1 ESTRUTURA DO TCC Sob a orientação da ABNT (NBR. • Quanto a abordagem do problema. Quadro 1: Elementos do Trabalho de Conclusão de Curso Adaptado de: Sousa. Fialho e Otani 2007.724/2005) a estrutura dos Trabalhos de Conclusão de Cursos. • Quanto a natureza. Dissertações de Mestrado ou Teses de Doutorado é composta de elementos pré-textuais.7 • Quanto a técnica empregada.14. • Quanto aos procedimentos técnicos.

2 A ESCOLHA DO MÉTODO A palavra método (do grego: metá+odo) significa “além de + caminho”: pelo qual se chega a um determinado fim ou resultado. O pesquisador. passa a ser o agente principal nesta produção. Por meio destes pressupostos. determinada problemática. o método passa a regular previamente uma série de operações que se devem realizar. Fialho e Otani (2007). tal como elencado por Gil (1995). o Trabalho de Conclusão de Curso passa a se compor de procedimentos que qualifiquem a produção no sentido de permitir uma construção teórico-metodológica de acordo com as intenções da investigação. até mesmo. sendo responsável pela condução dos procedimentos e as demais etapas da proposta da pesquisa. Neste caso. tal como elenca Oliveira (1997). para que seus objetivos sejam atingidos. estes procedimentos devem se interar com os objetivos da pesquisa. em vista dos resultados ensejados com a pesquisa. . de modo ordenado. 1. Lakatos e Marconi (1991) destacam os principais métodos que orientam o desenvolvimento da pesquisa e que se apresentam a seguir 1. o método se configura como um conjunto de processos utilizados para conhecer uma determinada realidade.8 A partir destas orientações. neste contexto. apontando erros evitáveis. procedimentos ou. propondo soluções no contexto das ciências sociais. Tal como evidenciado por Souza. os quais dependem de procedimentos intelectuais e técnicos. Com base nestas evidências. comportamentos. o método científico é um instrumento que passa a ser utilizado para explicar.2. Neste sentido. o conhecimento científico é certificado por seus resultados consolidados por meio de instrumentação científica que são aceitos e validados por um grupo.1 Métodos de Abordagem Os métodos de abordagem partem de evidencias que consolidam a investigação científica. onde se utilizam determinados objetivos. A despeito deste aspecto.

na busca por uma definição operacional que permita uma observação controlada. formulação de uma hipótese. o raciocino dedutivo tem o objetivo de explicar o conteúdo das premissas em ordem decrescente. Estes . Fialho e Otani (2007). Fialho e Otani (2007).1. 1. tal como evidenciado por Souza. estudos pilotos. Hobbes. Spinoza e Leibniz. Observar.2. utiliza-se do silogismo da construção lógica para. Fialho e Otani 2007 Premissa maior Premissa menor Conclusão A partir deste conjunto de aspectos. Locke e Hume.2. a saber: identificação de um problema.1 Método dedutivo Nas bases propostas por Souza. teste de hipóteses. a partir das considerações de por Lakatos e Marconi (1993). o método dedutivo é uma proposta evidenciada por Descartes. o qual envolve uma série de passos seqüenciais. consiste na verificação empírica de um fenômeno. Neste sentido. Desse modo. o quadro 2 identifica o método a partir de um clássico exemplo do raciocínio dedutivo: Método Dedutivo Todo homem mortal Pedro é homem Logo. propondo uma conclusão específica e direcionada aos objetivos do trabalho. como evidenciam Hendrick e Vercruyssen.9 1. generalização e replicação. o método dedutivo.1. por meio das contribuições de Gil (1995). (1989) é um procedimento sistemático de investigação. por meio de duas premissas. Neste caso.2 Método indutivo O método indutivo. denominadas de conclusão. típico das ciências exatas. pressupondo que só a razão é capaz de levar ao conhecimento verdadeiro. Este método. obtenção de dados. seguida por uma generalização estatística. torna-se possível consolidar os objetivos principais de qualquer ciência. a saber: observar e explicar. é o método proposto pelos empiristas: Bacon. retirar uma terceira decorrente das duas primeiras. de análise do geral para o particular. Pedro é mortal Quadro 2: Método Dedutivo Adaptado de: Souza.

seu ponto de chegada é a elaboração de modelos que regem o comportamento dos fatos e dos pontos de observação. a indução científica ou incompleta..1 Indução formal Nas considerações de Souza. indutivos. Logo.2.2. Fialho e Otani (2007). 1. ora empíricos. Antonio. a lei que rege o ponto de chegada para a elaboração de um modelo expressa realmente a totalidade do comportamento dos fatos e fenômenos observados.1. ela não induz a compreensão de um determinado fenômeno a partir somente de alguns casos. João. mas não em todos os casos. No raciocínio indutivo. onde as constatações particulares levam à elaboração de generalizações. estabelecida por Galileu e aperfeiçoada por Francis Bacon. mas sim a observação dos fatos e dos fenômenos. a indução não é um raciocínio único. mas de todos os casos observados. e Carlos são homens.2.2 Indução científica Conforme as indicações de Souza. mas um conjunto de procedimentos. a qual não leva a novos conhecimentos. da realidade objetiva. a generalização deriva de observações de casos de realidade concreta.1.. Deste modo. mas substitui por um termo geral uma série de termos singulares.2. a lei não . não levando em consideração os princípios preestabelecidos. 1. como verifica-se no método dedutivo. Paulo. Um clássico exemplo pode ser identificado nas evidências do quadro 3: Método Indutivo Antonio é mortal João é mortal Paulo é mortal Carlos é mortal Ora. ou ainda. Neste caso.10 pensadores consideram que o conhecimento é fundamentado na experiência. Por outro lado. Fialho e Otani (20070. Neste sentido. ora lógicos. Na verdade. Fialho e Otani 2007 Nas bases propostas por Souza. consolida-se na causa ou na lei que rege os fenômenos ou fatos observados em um número significativo de casos. Quadro 3: Método Indutivo Fonte: Souza. (todos) os homens são mortais. a indução formal ou completa é aquela estabelecida por Aristóteles. o ponto de partida do método indutivo não são os princípios. Fialho e Otani (2007).

3 Método hipotético-dedutivo Nas considerações de Gil (1995) este método consiste no raciocínio baseado em conhecimentos disponíveis. mas insuficientes.1. Este método.1. portanto. político e econômico. Neste caso. deduzem-se conseqüências que devem ser validades ou descartadas.11 exprime a totalidade. para concluir ou negar determinada proposição.5 Método fenomenológico Este método. o método dialético. onde as contradições se transcendem dando origem a novas contradições que passam a requere soluções. é um método de interpretação dinâmica e totalizante da realidade. 1. parte-se de premissas que julga-se verdadeiras. ao contrario do método dedutivo. são estabelecidas relações de correspondência entre os elementos de dois sistemas distintos.2.4 Método dialético A partir da contribuição de Gil (1995). procura evidencias empíricas para derrubar determinadas hipóteses pré-estabelecidas.2. aplicado sobretudo em pesquisas qualitativas. Confirma-se. considerando que os fatos não podem ser tratados fora de um contexto social. se fundamenta em uma proposta descrita por Hegel. A partir de um raciocínio dedutivo. No raciocínio indutivo busca-se alguma generalização ou abstração capaz de descrever um conjunto de dados. o fato de que o método hipotético-dedutivo. mas expressa uma parte dos fenômenos. sobre as quais aplicam-se regras fornecidas por alguma lógica. já que a realidade . em sua concepção. Com base nas preposições de Triviños (1994). proposto por Husserl.2. 1. os quais torna-se fatores geradores dos problemas. ele é empregado em pesquisa qualitativa e preocupa-se com a descrição direta da experiência tal como ela é. a partir da constituição das hipóteses. não é dedutivo nem indutivo. nos quais a observação de um ou mais fatos particulares pode-se induzir a compreensão de todos os fatos semelhantes. Já pelo raciocínio analógico.1. direcionados a compreensão de determinado assunto. 1.

roteiros de entrevista e o rol de palavras-chave. onde se destacam. . Neste caso. as diversas realidades passam a coexistir. descobrir e inventar. onde o sujeito é reconhecidamente importante no processo de construção do conhecimento. entre outros aspectos. os procedimentos metodológicos se consolidam no conjunto de métodos ou caminhos que devem ser estruturados e percorridos na busca pelo conhecimento.12 é construída socialmente e entendida como o compreendido. nas considerações de Oliveira (1997). Neste caso. 1. formulários. assim como suas interpretações e comunicações. possuindo um conjunto de normas utilizadas especificamente em cada área das ciências. os questionários. é a parte material e prática pela qual se desenvolve a habilidade de ensinar.3 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS E DELIMITAÇÃO DA TÉCNICA Os procedimentos metodológicos e as técnicas de pesquisa coadunam-se no sentido de promover a instrumentação científica inerente aos ensejos da pesquisa. interpretado e comunicado. tal como direciona Andrade (1999). Já a técnica. produzir.

com detalhes.13 2 A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA O projeto de pesquisa é um texto que define e mostra.Quanto?. Quem?. livros. um projeto básico de pesquisa deve apresentar os seguintes pontos: • Título (ou título provisório) do trabalho. Com quanto?). o planejamento do caminho a ser percorrido na construção de um trabalho científico de pesquisa. • Ser argüido por professores que estejam aptos a participar das bancas de apresentação dos trabalhos. O projeto de pesquisa. onde se destacam as seguintes: • Discussão das idéias com colegas e professores em reuniões apropriadas. Neste caso. Onde?. Nesta orientação. Neste caso. para que se trace uma perspectiva sobre o desenvolvimento do trabalho e evite a “queima de energias” em leituras ou no trato de materiais que nada tem a ver com o tema. dissertações e teses que tratem do assunto de interesse do estudo. . • Iniciar contatos com possíveis orientadores. Para que?. Quando?. mas não sendo necessária a apresentação de detalhes do trabalho. a criatividade torna-se imperativa. torna-se necessária a observância de algumas etapas. faz-se pertinente e substantivamente necessária a leitura de capítulos. • Apresentar trabalhos acadêmicos à disciplinas inerentes a produção do projeto. deve responder as questões norteadores de qualquer trabalho científico (O que?. É a construção de um planejamento que determina ao autor a ordem e disciplina para execução da pesquisa. • Participar de aulas e encontros de orientação. contendo as linhas básicas da pesquisa que se tem em mente. Por que?. Como? Com que?. qualificadamente mais detalhado que o anteprojeto. sobretudo dentro do tema e problema que serão abordados. Para quem?. Com a finalidade de consolidar e orientar a estruturação do projeto. • Participar de seminários e encontros científicos. artigos. • Delimitar os recursos para o desenvolvimento da pesquisa. consolidando prazos estabelecidos.

• Construção dos instrumentos da pesquisa (entrevista. • Metodologia (quais são os métodos e técnicas. • Teste dos instrumentos (teste piloto ou pré-teste) e procedimentos metodológicos. 2.14 • Delimitação do assunto (a qual problema se pretende responder). • Bibliografia Básica (obras referentes aos pressupostos do tema). • Objetivos (esclarecer o que se pretende). • Construção das hipóteses. instrumentos). • Levantamento bibliográfico ou revisão da bibliografia. • Delimitação do universo (amostragem). . • Hipótese (s). • Justificativa (por que foi escolhido o tema em questão). questionário ou formulário). • Formulação do problema. • Universo da pesquisa (sujeitos que serão investigados). A partir destas orientações deve-se fazer a distinção do projeto de pesquisa com o planejamento da pesquisa. há diferenças entre os conceitos de Projeto de Pesquisa e Planejamento da Pesquisa. diferentemente do projeto.1 PLANEJAMENTO DA PESQUISA Confirmando a premissa já delineada. consolidando a distinção que estes dois aspectos possuem e norteando de modo relevante a construção da pesquisa. O planejamento. • Cronograma (qual o tempo necessário). iniciando-se pela parte teórica e consolidando-se no plano de coleta de dados abrangendo os seguintes pontos: • Escolha do tema. consiste no detalhamento de todas as etapas da pesquisa. • Orçamento (estimativa dos custos quando este item for necessário). • Delimitação do assunto. • Seleção dos métodos e técnicas.

ao planejamento da pesquisa cabe uma orientação sistemática e prática no sentido de nortear a consecução dos objetivos. delineando operações pragmáticas no sentido de qualificar os resultados ensejados pelo trabalho. .15 Neste sentido.

dividindo-se em seções e subseções (capítulos) que variam em funções da abordagem do tema e do método e a conclusão (ou considerações finais) como parte final do texto. a ABNT (14. Neste caso. considera o desenvolvimento como a parte principal do texto e que contem a exposição pormenorizada do assunto. hipótese (s). ofertando maiores subsídios para a elaboração de cada um deles. Neste contexto. metodologia. a apresentação gráfica do trabalho pode se comprometer.16 3 A CONSTRUÇÃO LÓGICA DE UM TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Em termos de descrição da estrutura lógica de um Trabalho de Conclusão de Curso. O processo de materialização da Monografia também não se revela tarefa fácil aos acadêmicos com insuficiente preparo metodológico do ponto de vista da lógica da exposição. os objetivos. 3. julga-se importante extrapolar a condição de mera enumeração dos conteúdos integrantes da introdução.724/2005) contempla as partes fundamentais deste tipo de trabalho.1 ELABORANDO A INTRODUÇÃO A Introdução deve ser produzida no sentido de se constituir uma lógica de exposição dentro de uma perspectiva norteadora da compreensão do trabalho. Neste caso. nos termos da Monografia ou Dissertação. ela se constitui na apresentação dos tópicos básicos do trabalho. especificamente por falta de subsídios técnicos-teóricos direcionados a elaboração do trabalho. Um detalhe relevante à Introdução é o fato de que ela é a penúltima (a última parte que se redige é o resumo) parte que se escreve em um trabalho científico. os objetivos da pesquisa e outros elementos necessários para situar o tema do trabalho. a justificativa. contendo a caracterização do problema. e os tópicos-chave abordados em cada capítulo. na qual se apresentam as inferências correspondentes aos objetivos ou hipóteses. onde devem constar a delimitação do tema. A ABNT (14.724/2005) enuncia que a Introdução se constitui na parte inicial do texto. Neste sentido. já . sobretudo para aqueles cujo curso se constitui em iniciação ao processo de produção do conhecimento. Contudo a caracterização do conteúdo próprio de cada uma dessas subdivisões é insuficiente. desenvolvimento e conclusão do trabalho.

Em um trabalho científico. justificativa. • A formulação e a delimitação do assunto tratado. materiais e procedimentos. identificando os seguintes aspectos: • O modo pelo qual o pesquisador encontra-se com o seu problema – delimitação. uma visão holística do trabalho. portanto. • As informações sobre a natureza e a relevância do problema. com ênfase aos antecedentes da pesquisa e um breve histórico de sua trajetória.17 que engloba vários itens do corpo do trabalho. ainda. considerando uma síntese dos conceitos da literatura. Como a introdução se compõe da integração de vários conteúdos. expressando a opinião do pesquisador em relação aos achados da investigação. que pode estar ao longo do discursos. a Introdução deve representar a essência do se pensamento com relação ao assunto que se pretende estudar. • Como o pesquisador trabalhou para produzir a solução do problema metodologia. a partir da fundamentação teórica parafraseada. relevância do assunto. Deve considerar. torna-se essencial que sejam consideradas as orientações para a sistematização de cada um deles. • A finalidade que permita ao leitor compreender os antecedentes que justificam o trabalho. Em verdade. • Divisão de capítulos. . ou separadamente. • Idéia chave do trabalho. A Introdução deve conter. alguns aspectos importantes que se consolidam nos seguintes pontos: • Estabelecimento da relevância e das razões de ser do trabalho. • Os objetivos da pesquisa. em alguns parágrafos. • Como o pesquisador organizou a lógica da exposição do trabalho – parte da fundamentação teórica. mas sem se tornar prolongada. a ela se constitui em um discurso de abertura que o pesquisador oferta ao leitor. assim como enfocar o assunto a ser abordado por meio das idéias-chave de cada capítulo. • As limitações da pesquisa. constituindo-se de modo abrangente. • As relações com outros estudos sobre o mesmo assunto e. entre outros aspectos.

1 Delimitação do Tema A delimitação do tema da pesquisa consiste em decidir a extensão e a profundidade dos aspectos do tema que serão problematizados. indicando as circunstancias de tempo e local onde o trabalho será realizado. ainda. não apenas. de se proceder a uma análise profunda da teoria existente. isto é. analisando-se o estado da arte. Isto é uma imposição metódica para que a pesquisa não se perca em generalidades e superficialidades. delimitar significa fixar a extensão do tema. sustentado na sua leitura e interpretação realizar-se-á a revisão bibliográfica e a fundamentação teórica do trabalho. Desse modo. entre vários aspectos levantados. Em síntese. uma vez que. a delimitação do tema consiste na escolha. mas a um processo de raciocínio que o contextualize. apurar. A condição para que o processo de apuração do tema ocorra requer sua contextualização no âmbito do assunto que o encerra. Não trata-se. sugerindo a área de conhecimento a que pertence o assunto e contextualizando o tema no âmbito do argumento que o encerra. dentro de um assunto. mas de localizar os fundamentos que possibilitem a contextualização macro e micro do tema. tornam-se requisitos fundamentais a contextualização do tema os seguintes pontos: • A definição do assunto de interesse. Em epítome. em um título. • A realização da pesquisa bibliográfica – neste momento deve-se entrar em contato com a literatura disponível sobre o assunto eleito. a delimitação do tema significa. o que já se escreveu a respeito do assunto a que se pretende investigar. • O registro das fontes pesquisadas. os limites dentro dos quais ele será desenvolvido. identificando aspectos que particularmente interessam ao trabalho. abrindo mão dos aspectos adjacentes. a contextualização do tema e uma analise em profundidade que seria impossível de ser realizada com assuntos abrangentes. do termo que merece um estudo a uma investigação sistemática. resultando em um texto e. . Neste caso. garantindo o caráter monográfico do trabalho.1. então. Dentro desta orientação. mesmo que sejam interessantes.18 3. este exercício não pode se resumir ao título do trabalho.

3. portanto. Neste caso. Entre outros aspectos. os objetivos devem atender a alguns requisitos. as quais pretendam resolver.1. por ser necessária para situar o tema do trabalho e por determinar os objetivos. Neste sentido. problemas e situações que o tema envolve. deficiências. as principais vantagens decorrentes da formulação do problema são as seguintes: • Facilidade de se buscar o tipo de resposta/solução pretendida e necessária e.2 Formulação do Problema da Pesquisa Ao se tratar do problema da pesquisa. 3. que o último passo é ter uma ou mais hipóteses em torno da qual vai se desenvolver a pesquisa.3 Definição dos Objetivos O Objetivo é definido como alvo ou designo que se pretende atingir. nos quais se destacam os seguintes: • Devem ser realistas. a partir das perguntas. Neste caso. inovar ou tratar de modo significativo as considerações propostas pelo tema. considerando tempo e recursos para sua consecução. um dos critérios mais importantes na validação do trabalho final é a consecução dos objetivos propostos em suas bases propedêuticas. alterar. Pode-se afirmar. . a orientação é para que se constituam perguntas. eles orientam a fundamentação teórica e os procedimentos metodológicos do estudo. Desse modo.1. sugerir. pode-se afirmar que este significa a identificação de dificuldades. • Facilidade de construir roteiros para o inicio da coleta de dados. constroem-se afirmações iniciais e respostas provisórias que poderão ser corroboradas ou refutadas ao final do trabalho. Baseado nestes pressupostos. propor soluções.19 Pelo fato da formulação do problema da pesquisa ter sido entendida como um dos elementos que a ABNT indica (sem explicar) que também deve integrar a introdução. esta será abordada com maior relevância e propriedade a seguir. tornando-se os pontos centrais do desenvolvimento de um trabalho científico.

O quadro 4 apresenta uma relação de verbos que permitem consolidar os objetivo geral e específicos de um trabalho científico. os objetivos se consolidam como visões norteadoras do que está por acontecer. dando voz ao fluxo de operações que determina a resposta ao problema elencado. às vezes teórica. formas de visualizar o futuro. O Objetivo Geral define o propósito do estudo. os específicos. antes de tudo. Já os objetivos específicos devem qualificar. já que é preciso. Sua estruturação deve considerar um enunciado com verbos no infinitivo e que indique uma ação intelectual. para que se consolide o acesso aos dados. Os objetivos. Sem esta cooperação. Neste caso. detalhando as finalidades. operacionalizar e especificar o modo como se pretende atingir o objetivo geral. e devem se transformar em ações e práticas. ou do público-alvo da pesquisa. . torna-se impossível realizar o trabalho. . da instituição alvo. a partir da subdivisão de um problema intelectual expresso em um objetivo geral em tantas partes quantas sejam necessárias para que sua resolução se consolide. guiando o pesquisador nas direções ensejadas pelo trabalho.20 • Devem ser aderentes aos interesses da organização. a pesquisa deve possuir seu objetivo geral e. quantificar. neste sentido. configuram-se como marcos de referência no caminho para se atingir aos pressupostos elencados pelo problema da pesquisa. sua formulação deve ser abstrata. para que tenham validade junto aos stakeholders da pesquisa. por conseguinte. tornando-se amplo ao ponto de se consolidar como a espinha dorsal do trabalho. esta aderência. além de se colocarem como intenções sobre o propósito do trabalho. Na estruturação de um trabalho científico. Desse modo. propósitos.

identificando sua contribuição à consecução do objetivo geral e não extrapolando a proposta da pesquisa e.21 Taxonomia dos objetivos de um trabalho científico Compreensão Aplicação Análise Concluir Aplicar Analisar Deduzir Demonstrar Calcular Demonstrar Desenvolver Categorizar Derivar Dramatizar Combinar Descrever Empregar Comparar Determinar Esboçar Contrastar Diferenciar Estruturar Correlacionar Discutir Generalizar Criticar Estimar Ilustrar Debater Exprimir Interpretar Deduzir Extrapolar Inventariar Diferenciar Ilustrar Operar Discriminar Induzir Organizar Discutir Inferir Praticar Distinguir Interpolar Relacionar Examinar Localizar Selecionar Experimentar Modificar Traçar Identificar Narrar Usar Investigar Preparar Provar Prever Reafirmar Relatar Reorganizar Representar Revisar Traduzir Transcrever Menos Complexidade complexo intermediaria Quadro 4:Taxonomia dos objetivos de um trabalho científico Fonte: Primária 2011 Conhecimento Apontar Calcular Classificar Definir Descrever Distinguir Enumerar Enunciar Evocar Especificar Estabelecer Exemplificar Expressar Identificar Inscrever Marcar Medir Nomear Ordenar Reconhecer Registrar Relacionar Relatar Repetir Sublinhar Síntese Compor Comunicar Conjugar Construir Coordenar Criar Desenvolver Dirigir Documentar Escrever Especificar Esquematizar Exigir Formular Modificar Organizar Originar Planejar Prestar Produzir Propor Reunir Sintetizar Avaliação Argumentar Avaliar Comparar Contrastar Decidir Escolher Estimar Julgar Medir Precisar Selecionar Taxar Validar Valorizar Complexo Com base nestes aspectos. • Transformação de cada um dos aspectos escolhidos em um objetivo. estruturando-os de acordo com os seguintes pontos: • Levantamento dos aspectos que compõe a parte relevante do problema – exame do objetivo geral procurando divisões possíveis. • Verificação da suficiência dos objetivos específicos propostos. cada um dos objetivos específicos dará origem a uma parte distinta da redação do trabalho. antepondo um verbo que indique uma ação intelectual a cada enunciado. .

é o convencimento de que o trabalho de pesquisa é fundamental e passível de ser efetivado. . no sentido de que é sempre importante melhorar uma prática. um caminho para justificar a contribuição da pesquisa é recorrer aos seus objetivos. Neste caso.1. justificando-o segundo premissas que determinam a consolidação da pesquisa. como o próprio nome indica. é importante delinear os pontos que qualificam o trabalho dentro de um contexto relevante. Neste momento. justificando a necessidade imperiosa de levar a efeito tal empreendimento. ainda em nível de introdução do trabalho. respondendo ou concluindo o que vai ser investigado no trabalho de pesquisa. destacando os pontos que despertaram o interesse do pesquisador. política ou processo de trabalho.22 • Decisão quanto a melhor sequencia lógica dos objetivos e capítulos do trabalho. Desse modo. com o bem estar da comunidade acadêmica. Apesar de interligadas por muitos pontos. oportunidade e viabilidade. existem algumas distinções quanto a contribuição e a importância do projeto. torna-se adequado. Nesta orientação. deve-se exaltar a importância do tema a ser estudado. definindo a importância do projeto a partir do destaque para um questionamento específico: É importante para quem? As razões. além da razão (elementos objetivos). destacar a relevância do estudo. na grande maioria dos casos. estão relacionadas com os objetivos da instituição de educação superior. 3. a Justificativa. estruturando um marco conceitual e uma relação intrínseca entre cada conceito trabalhado. Neste caso.4 Justificativa – Consolidação da Relevância do Estudo Em uma perspectiva onde a ciência deve ser tecnicamente útil e socialmente responsável. envolve a descrição das causas da escolha do assunto. Na elaboração da Justificativa deve-se tomar o cuidado para não justificar a hipótese levantada. com a sociedade e com o ambiente no qual se realiza a pesquisa. A partir da orientação destes aspectos. o tema e as hipóteses escolhidas pelo pesquisador são de fundamental importância para os stakeholdes da pesquisa. parte-se do pressuposto de que justificar é apresentar as razões à própria proposta do estudo por meio da relevância. A Justificativa é um enfoque subjetivo que.

considerando que é por meio do processo de fundamentação teórica que se dá a identificação das bases teóricas que fundamentação o estudo. leitura e análise de textos relevantes ao tema/problema de estudo.1 Fundamentação teórica – revisão bibliográfica No processo de fundamentação teórica devem ser levantados os aspectos referentes ao tema em pauta. é necessário proceder ao fichamento do . sobretudo dissertações e teses.1. apresentação. ao final de cada capítulo sugere-se um parágrafo “link” com o capítulo seguinte. os resultados da pesquisa e as considerações finais. A fundamentação teórica não é uma etapa com inicio e fim. Assim sendo. mas que dificilmente serão utilizados no estudo final. o que geralmente acontece é o levantamento e o relato de uma série de textos com relaçao ao tema da pesquisa. Procedimentos metodológicos. à medida que novas idéias vão surgindo e o projeto vai sendo redirecionado. • Os pontos que servem para orientar o método do trabalho. garantindo a coerência interna do discurso.1. e portanto subsidiar a construção da estrutura do trabalho. Contudo. os instrumentos de investigação e os demais aspectos que tornam-se relevantes para o trabalho. De modo geral este item é integrado pela Fundamentação teórica. os instrumentos de pesquisa e os procedimentos de coleta e análise de dados: quais métodos e técnicas de pesquisa que mais se adaptam ao tema e aos objetivos propostos. artigos.5. novos textos são acrescentados. ou conclusões. a simples leitura das fontes selecionadas é insuficiente. Destarte. a fundamentação teórica implica a seleção. com destaque para os seguintes pontos: • Os aspectos que sejam relevantes e necessários aos esclarecimentos do tema/problema em estudo: textos. bem como os procedimentos metodológicos. livros. Neste caso.5 Subsídios para a Elaboração do Desenvolvimento As orientações metodológicas que seguem especificadas visam oferecer subsídios para a construção da parte do trabalho que genericamente é reconhecida como Fundamentação Teórica.23 3. análise e interpretação (discussão) dos dados coletados. 3. Mantendo-se a lógica da exposição. Na prática.

em função das necessidades didáticas. constituído de positons papers. enquanto no relatório final da pesquisa ela se apresenta nos próprios capítulos do trabalho. Sob estas orientações. deverão apresentar coerência com o conteúdo e uma qualidade decorrente da abrangência e da profundidade da pesquisa bibliográfica e dos objetivos específicos previamente determinados pela pesquisa.1.6 Procedimentos Metodológicos Os procedimentos metodológicos configuram-se como a explicação minuciosa. das bases teóricas anteriormente levantadas. Logo. classificações e abordagens já que. da divisão do trabalho. Esses dados também podem ser armazenados em um banco de dados. modelos. . de acordo com suas classificações. 3. detalhada. entrevista. Neste sentido. das formas de tabulação e tratamento dos dados e de tudo aquilo que se utiliza em um trabalho de pesquisa. rigorosa e exata de toda a ação desenvolvida no método do trabalho de pesquisa. fichas co dados considerados importantes pelo pesquisador. onde as referências passam a ser fonte de informação relevante para a construção de uma consistente base teórica. é importante organizar-se a partir de um fichário pessoal. além de resumos e resenhas relacionadas com os materiais pesquisados. tornase possível realizar um pequeno resumo do conteúdo de um artigo. É o detalhamento do tipo da pesquisa. Neste sentido. de um livro. sob esta nomenclatura. do tempo previsto. por sua vez. do instrumental utilizado (questionário.24 conteúdo de interesse da pesquisa. Estes dados serão necessários na abordagem das citações do corpo do trabalho e deverão ser relacionados ao final. utilizando o resultado deste procedimento como escopo fundamental das decisões elencadas no corpo do trabalho. ela deve aparecer apenas na estrutura formal do projeto. os quais podem se estruturar em frases chamativas em uma epígrafe temática. a fundamentação teórica trata da teorização do tema em termos de conceitos. nas Referências. Estes. entre outros). estes itens poderão diluir-se nos capítulos e subcapítulos. É importante ressaltar que a expressão “Fundamentação Teórica” apresentase como um designativo geral do conjunto de capítulos e sub-capítulos.

bem como a população objeto de estudo e o plano piloto que foi desenvolvido. observação participante. estatística. Na prática. entrevistas estruturadas. Entre outros aspectos. não estruturadas. experimental. os procedimentos e técnicas empregadas na investigação e as devidas explicações de como a pesquisa foi realizada e conduzida. coleta e analise de dados quantitativa. detalham-se os equipamentos utilizados. por exemplo. Conforme o caso. qualitativa. em uma pesquisa experimental. Considerando a necessidade da compreensão desta parte do trabalho. entrevistas. conteúdo. Neste momento. O questionamento que norteia a montagem dos procedimentos se refere a identificação das atividades concretas desenvolvidas pelo pesquisador para a obtenção das informações necessárias para o desenvolvimento de cada objetivo. deve-se apresentar a configuração da pesquisa e a classificação adotada. questionários. pesquisa documental. este processo realiza-se a partir da indicação das atividades de coleta que foram desenvolvidas – pesquisa bibliográfica. analise de discurso. entre outros métodos.25 É o momento no qual se justifica a abordagem metodológica adotada. estudo de caso. . utilizando-se. entre outras – tendo em vista a manutenção e a identificação dos objetivos específicos a que se vinculam. é importante salientar que em um mesmo estudo diversas técnicas quantitativas e qualitativas podem convergir para a consecução dos objetivos do trabalho. Desse modo. os quais estão destacados no quadro 5. destacando os métodos abordados. tornase importante conhecer as taxonomias dos métodos de pesquisa que podem ser empregados no decorrer do projeto. é possível também descrever os instrumentos utilizados na coleta de dados e. deve-se traduzir todas as atividades práticas necessárias para a aquisição dos dados com os quais foram desenvolvidos os raciocínios e que resultaram em cada parte do trabalho final. de levantamento.

em conjunto com o Professor Orientador. N.F.C. Fialho e Otani 2007 A partir do retrato elencado pelas classificações da pesquisa. . (Pags: 81 a 153). torna-se importante que o pesquisador. 35 a 43). com base nas orientações metodológicas designadas a consolidação do trabalho de pesquisa.A.B. torna-se importante conhecer o processo de delimitação da população da pesquisa. Florianópolis: 2007. TCC métodos e técnicas. Metodologia científica e da pesquisa para o curso de Administração. FIALHO.C. (Pags. 2007.K. Com a apropriação destas informações. Neste sentido. a orientação do Manual de Trabalho de Conclusão de Curso da FACIERC é para que os pesquisadores utilizem-se dos seguintes materiais: • • SOUZA. ZAPELINI. A.M. Faculdade Energia de Administração e Negócios. S.26 TAXONOMIA DA PESQUISA CIENTÍFICA Parâmetros de classificação Classificação da pesquisa Técnica empregada Natureza Objetivos Abordagem do problema Fontes de informação Procedimentos técnicos Tipos de Pesquisa Pesquisa acadêmica Pesquisa de Ponta Documentação indireta (fonte primária e secundária) Documentação direta Pesquisa básica Pesquisa aplicada Pesquisa exploratória Pesquisa descritiva Pesquisa explicativa Pesquisa qualitativa Pesquisa quantitativa Pesquisa quali-quantitativa Campo Laboratório Bibliografia Bibliográfica Etnográfica Documental Experimental Ex-post facto Estudo de corte Levantamento Estudo de campo Estudo de caso Pesquisa-ação Pesquisa participante Pesquisa Grounded Theory Pesquisa sistemática Quadro 5: Taxonomia da Pesquisa Científica Adaptado de : Souza. se aproprie das definições de cada ponto antes de transcrever seus procedimentos metodológicos para o documento final. ZAPELINI. M. OTANI. Apostila do curso de Administração.P. Visualbooks.

definido a partir do problema. que podem assumir quaisquer valores numéricos dentro de um intervalo. Comumente fala-se de população como referência ao total de habitantes de um determinado lugar. as faixas etárias. É importante observar que as características dos indivíduos podem ser tanto qualitativas quanto quantitativas: as primeiras não podem ser medidas em escalas numéricas. (GIL. de todos os elementos que compartilham algumas características comuns. já que estes poderão ser modificados a partir do que a população de fato apresenta como suas peculiaridades. segundo Rosental e Frémontier-Murphy (2002). a escolaridade é uma característica quantitativa. Todavia. Assim sendo. da pergunta. e variáveis descontínuas. ou a soma. Na formulação de Rosental e FrémontierMurphy (2002). dessa forma. não permitem valores intermediários. elas variam de um indivíduo para outro. no exemplo acima. Malhotra (2001. das hipóteses e/ou dos objetivos da pesquisa. elas também podem ser chamadas variáveis. o pesquisador deve ser cuidadoso na definição das características dos pesquisados. enquanto faixas etárias e de renda são características qualitativas. os operários filiados a um sindicato. Como essas características. 1995. Observar as características da população é essencial para definir instrumentos de coleta de dados. as faixas de renda. Na definição da população. 91-92). Numa formulação um pouco mais simples. p. como ocorre com as outras.1 A população da pesquisa Em linhas gerais. p. é possível assumir duas formas diferentes: variáveis contínuas. 301) conceitua população como “[. entre outros. que só podem assumir valores discretos. por exemplo.27 3. ou seja.. em termos estatísticos.. toda a produção de televisores de uma fábrica etc. consiste no universo a ser pesquisado.6.” Rosental e Frémontier-Murphy (2002) afirmam que a população consiste no conjunto sobre o qual incidem as observações. A população. todos os integrantes de um rebanho de determinada localidade.] agregado. devendo ser definida da forma mais precisa possível. a população pode ser entendida como Um conjunto definido de elementos que possuem determinadas características.1. uma população pode ser definida como o conjunto de alunos matriculados numa escola. Dentro das variáveis quantitativas. as características são os aspectos distintivos da população como. o total de indústrias de uma cidade. a escolaridade. .

Como a amostra consiste num subgrupo da população da pesquisa. é claro.36 – diferente. evitando valores que possam comprometer a qualidade da amostra. Uma boa amostra obedece a dois critérios essenciais. o que torna essencial para o sucesso da pesquisa planejar adequadamente a amostra a ser pesquisada. enquanto que a renda de uma pessoa pode assumir qualquer valor expresso em unidades monetárias: um indivíduo localizado na faixa de renda de R$ 380. de uma renda de R$ 545. o número de filhos de um casal não pode ser expresso continuamente (não se pode ter 2. Uma amostra pode ser constituída. O primeiro critério refere-se ao grau em que os vieses ficam de fora da amostra. Outro exemplo de amostra pode ser dado por determinado número de escolas que integram a rede estadual de ensino. Outros exemplos: uma quantidade definida de peixes retirados de determinado rio. 3.28 Por exemplo. essencial que a amostra tenha as características da população. dentro das considerações de Gil (1995). enquanto que a precisão admite previamente os erros e falhas da amostragem. por cem empregados de uma população de 4000 que trabalham em uma fábrica. entende-se o subconjunto do universo ou da população.1 Amostra Por amostra.00 pode possuir uma renda de R$ 544.1.00 a R$ 760.6.01. segundo Cooper e Schindler (2003): acuidade e precisão. por meio do qual se estabelecem ou se estimam as características desse universo ou população. que é definida como “coleção de elementos ou objetos que possuem a informação procurada pelo pesquisador e sobre as quais devem ser . por exemplo. é. as características qualitativas podem assumir diversas modalidades diferentes o que vem a ser o equivalente qualitativo dos valores das variáveis quantitativas. certo número de parafusos retirados do total da produção diária de uma indústria ou um cálice de vinho de um tonel.1. definindo assim o chamado erro padrão de estimativa. Por sua vez.5 filhos). por conseguinte. Este planejamento pode seguir o roteiro apresentado por Malhotra (2001): • Definição da população: a primeira etapa no processo de definição da amostra é simplesmente a definição da população-alvo do estudo.

ou arcabouço. se será usada a forma probabilística ou não. por exemplo). ou seja. apenas o departamento financeiro das filiais de Santa Catarina da empresa. • Determinação do tamanho da amostra: consiste na definição do número de elementos a serem incluídos no estudo. deve ser relevante. • Execução do processo de amostragem: a execução coroa o processo descrito até o momento. A população-alvo é definida a partir de uma série de aspectos:  Definição dos elementos: consiste em determinar a fonte de informação (o entrevistado. ou se a amostragem será bayesiana (em que os elementos são selecionados seqüencialmente.29 feitas inferências. o pesquisador avalia o .  Definição do alcance e do tempo: consiste nas fronteiras geográficas e temporais da unidade amostral (por exemplo. verificando se haverá reposição ou não. e somente os profissionais que têm mais de cinco anos de casa). a partir de informação prévia sobre parâmetros populacionais.  Definição da unidade amostral: diz respeito à unidade na qual pode ser encontrado o elemento (um departamento da empresa. uma lista de endereços de uma associação comercial. custos e probabilidades modificando a amostra à medida em que ela é feita) ou tradicional (planeja-se a amostra inteiramente antes de coletar os dados). Assim. • Determinação da estrutura amostral: a estrutura.” (p. a listagem dos profissionais empregados pela organização (obtida junto ao departamento de Recursos Humanos). • Escolha da(s) técnica(s) amostral (is): são as decisões a respeito de como será constituída a amostra. constituem exemplos de arcabouços amostrais. no qual trabalha o elemento. e será objeto de maior desenvolvimento no próximo subitem. deve ser capaz de fornecer as informações que o pesquisador deseja obter. A população da amostra. conforme lembram Cooper e Schindler (2003). amostral é uma listagem ou conjunto de instruções que permitem identificar a população-alvo. é um exemplo de unidade amostral). 302). Nesta etapa. a lista telefônica.

na região (alcance).2 Tipos de amostragem Há dois tipos de amostragem: probabilística e não-probabilística. durante o período da pesquisa (tempo).  Técnica de amostragem: amostragem por conveniência. enquanto que a probabilística confere maior . de acordo com a estratégia definida.  Execução: a primeira etapa será alocar a amostra entre as lojas.30 planejamento feito e o implementa. Os vendedores serão chamados um a um. efetuando a pesquisa junto aos elementos selecionados.1. o método será a conveniência em termos de horário. permite expressão da probabilidade matemática de se encontrar na população as características da amostra e é rigorosamente científica. o pesquisador pode iniciar o contato com os elementos a serem pesquisados dentro da população. com filiais em todo o estado:  População-alvo: todos os empregados com mais de um ano de casa (elemento).  Arcabouço amostral: listagem de empregados fornecida pelo departamento de Recursos Humanos da matriz. Por exemplo. a partir das definições feitas previamente. A partir destas orientações. aleatoriamente. confiando no julgamento deste para a produção de uma amostra fiel à população. Nesta fase.  Tamanho da amostra: 237 vendedores.1. ao passo que a segunda depende do critério do pesquisador. parte-se a compreensão do tipo de amostragem. Cada tipo tem suas vantagens e desvantagens: a amostra não-probabilística é mais rápida e mais barata. no setor de vendas (unidade amostral – o pesquisador irá ligar para as lojas durante o horário comercial).6. A forma de contato com os vendedores será a discagem para as lojas durante o horário comercial. procurando determinar aqueles que estejam disponíveis para atendimento do pesquisador – ou seja. 3. suponha uma pesquisa de clima organizacional com os empregados de uma grande empresa comercial. A primeira segue as leis da estatística. tal como indica May (2001) e Malhorta (2001).

é uma variação da aleatória simples. na medida em que. faixa etária. previamente conhecida e diferente de zero. Um outro aspecto importante refere-se ao fato de que numa amostragem probabilística é possível extrair conclusões que podem ser generalizadas para toda a população – algo que não se pode fazer na não-probabilística. Dentro da tabela de números obtidos. Alguns cuidados na definição do tipo de amostra são dadas por Cooper e Schindler (2003): • Deve ser impossível modificar a seleção feita previamente (isso é muito importante quando são empregados outros indivíduos para a coleta de dados). Já a amostragem sistemática. Dentre os vários tipos de amostragem . de acordo com Gil (1995) e Malhotra (2001). identificados por fichas de inscrição. para. por sexo. 344 e assim sucessivamente. • Somente os elementos da amostra original podem ser incluídos. classe social. e estas sejam obedecidas. da forma mais completa possível. A amostragem aleatória simples consiste em atribuir um número aleatório para cada membro da população. posição hierárquica). desconhecendo completamente a quem esses números são associados. e a partir do intervalo amostra. O primeiro passo na amostragem probabilística consiste em listar os elementos da população. Por exemplo. escolhe-se o número 44. que exige que cada elemento da população possa ser identificado de acordo com sua posição .31 confiabilidade aos resultados obtidos. onde o que May (2004) chama “moldura de amostragem”.o que só pode ser feito em caso de se poder identificar a posição de cada membro num sistema ordenado.000 candidatos aleatoriamente. de ser incluído na amostra. o acadêmico seleciona alguns números que comporão a amostra. 244. nesta. procura-se os candidatos 44. Na amostragem estratificada é preciso dividir a população em estratos ou subgrupos (por exemplo. a não ser que se prevejam regras claras para as mesmas. suponha uma amostra de 100 elementos dentro de 10. confirmados por Gil (1995). a partir dessa divisão. cada elemento da população possui a mesma probabilidade. como por exemplo o conjunto de candidatos a um concurso. identificar a amostra dentro de cada estrato. probabilística. • Deve ser impossível fazer substituições. 144.

Há duas formas de se efetuar a amostragem estratificada. em muitos subgrupos homogêneos (selecionados a partir da facilidade ou disponibilidade de acesso) com poucos elementos (heterogêneos). a proporcional. Por exemplo. A amostragem por conglomerados não deve ser confundida com a estratificada. espalhadas pelo país. e nãoproporcional. pressupondo-se que cada uma seja representativa do todo (o que nem sempre ocorre na prática). sendo feitas as amostras de cada departamento a partir da própria listagem de pessoas que nele trabalham. embora também se possa fazer a amostragem a partir do tamanho. em que se busca uma amostra similar à composição da população (por exemplo. na segunda etapa. se o estágio será realizado numa grande empresa. essa forma de amostragem é bastante útil. os conglomerados serão os diferentes departamentos. se entre os funcionários do departamento metade são mulheres. . O modo mais comum de se fazer amostragem por conglomerados é dividindo a população por áreas geográficas. enquanto que aquela. A primeira etapa consiste em distinguir a população em subpopulações mutuamente excludentes (os conglomerados). os elementos em cada conglomerado. o acadêmico poderia tomar amostras de departamentos e níveis hierárquicos em diferentes unidades produtivas. sendo que na estratificada os elementos dentro de cada subgrupo são selecionados aleatoriamente e na por conglomerados os subgrupos é que são selecionados aleatoriamente. uma amostra estratificada por sexo deve ser composta por 50% de mulheres). São tomadas amostras aleatórias em subdivisões. Por exemplo. pois esta divide a população em poucos subgrupos heterogêneos (selecionados por critérios relacionados às variáveis em estudo) com muitos elementos (homogêneos). em que não se observa a extensão dos estratos em relação à população.32 pesquisador utiliza normalmente a amostragem aleatória simples para selecionar cada elemento. Na amostragem por etapas normalmente se aplica aos casos em que a população está muito dispersa em uma grande área. o estágio será realizado numa empresa que possui diversas unidades de produção. A amostragem por conglomerados é utilizada em casos nos quais a população é muito extensa. não o total da empresa. selecionando-se estatisticamente. para se ter uma amostra geral da população.

finalmente. em que o pesquisador seleciona os elementos simplesmente porque eles são acessíveis. classifica-se a população conforme as propriedades consideradas relevantes para o fenômeno a ser estudado. pede-se a ele que apresente outras pessoas que também façam parte dela. os ouvintes de um programa religioso de rádio poderiam ser convidados a telefonar para a estação e dar sua opinião a respeito daquela religião. Essa forma é definida por Malhotra (2001) como amostragem por julgamento. • Amostragem por tipicidade: neste caso. de modo que cada elemento da pesquisa indicará outros elementos. seleciona-se um subgrupo da população. • Amostragem proposital: a amostra é selecionada de acordo com uma determinada • característica. o segundo passo consiste em determinar qual é a proporção da população a ser colocada em cada classe. a partir da idéia de que o pesquisador confia em seu juízo para definir quem será ou não apto a ser pesquisado. Não surpreenderia ninguém se essa opinião fosse favorável ao que o apresentador do programa divulgou. evidentemente. Esta amostra baseia-se na conveniência do pesquisador – o que nas palavras de Malhotra (2001) significa que o elemento da pesquisa se encontrava na hora certa e no local certo. e pressupõe que os mesmos sejam representativos. Encontrando-se um membro da população. • Amostragem “bola de neve”: é utilizada em casos em que a população se encontra muito distribuída ou é difícil de ser localizada. fazendo com que o processo de amostragem. • Amostragem por cotas: é um processo composto por três etapas: em primeiro lugar. que. definida previamente pelo pesquisador – por exemplo. ainda de acordo com Gil (1995) e May (2004). sendo portanto rápida e barata.33 Dentre os tipos de amostragem não-probabilística. só será possível por meio de profundo conhecimento da população.o que. encontram-se os seguintes: • Amostragem por acessibilidade: trata-se do processo menos rigoroso. é representativo da mesma . conquanto excessivamente limitada. fixa-se uma cota proporcional à . de acordo com as informações disponíveis a respeito desta.

maior a amostra. Esse tipo de amostragem exige que o pesquisador conheça de antemão as características da população. alguns princípios influenciam e ajudam a definir o tamanho da amostra. • Quanto menor a amplitude de intervalo. torna-se necessário um determinado cuidado com os aspectos vinculados ao seu tamanho. ele poderá ser reduzido sem que isso implique em perda de precisão.3 Calculo da amostra No tocante as formas utilizadas para selecionar os elementos da amostra. Neste sentido. maior a amostra.1. • Quanto maior o nível de confiança na estimativa. a amostra deve ser fidedigna. e são os seguintes: • Quanto maior a dispersão ou as variáveis da população. Já. Um exemplo pode ilustrar o calculo da amostra a partir da seguinte orientação: . • Quando maior a precisão desejada. Neste caso. a percentagem com que o fenômeno se verifica refere-se a uma estimativa prévia sobre como determinado fato ocorre na população. • Se o tamanho da amostra for maior do que 5% da população. maior a amostra. é estimado pela distribuição normal e se expressa de acordo com o número de desvios-padrão relativos à media.34 população para cada pesquisador. pelo nível de confiança. • Quanto maior o número de subgrupos de interesse na população. acima de 100.000 elementos. Já abaixo deste número. De acordo com as preposições de Gil (1995). maior a amostra. as dimensões do universo seguem uma regra simples. dentro deste contexto. compondo-se de um número suficiente de elementos e que seja determinado pelas dimensões do universo da pesquisa. o universo é considerado infinito e o número de amostra será sempre o mesmo. Por fim. quanto ao erro. normalmente se trabalha com estimativas de 3 a 5%. O nível de confiança. ele é finito do ponto de vista estatístico.1. ou seja. pelo erro máximo permitido e pela percentagem com a qual o fenômeno pesquisado se verifica.6. maior deve ser a amostra. 3. tal como elenca Gil (1995).

em número de desvios-padrão (2). . Neste caso.10.10.p.50. cada um dos valores teria o valor de 50%.q Substituindo-se os números na fórmula. portanto.50.02 -----------------------32.47 ----------------------32.q. o pesquisador deveria coletar os dados com aproximadamente 223 colaboradores para poder determinar quais seriam as principais causas do absenteísmo entre o corpo funcional da empresa.50.90 Partindo do pressuposto descrito. para tal. estimou o nível de confiança de cerca de 95% e um erro máximo de 3%. Dessa forma.90.50 Desse modo.500 = 222. o desconhecimento da freqüência exigiria a pesquisa com 345 pessoas.(N-1) + σ2. tem-se: n = 22.N ------------------------------------------------e2. identifica-se que: • n: tamanho da amostra. se o pesquisador considerar um erro de 5%.(500-1) + 22. • σ2 = nível de confiança escolhido. percebe-se que: n = 22. O pesquisador decide buscar as razões mais comuns para as ausências e.500 = 345. • p = porcentagem com a qual o fenômeno se verifica (10) • q = porcentagem complementar (90) • N = tamanho da população (500) • e2 = erro máximo permitido (3) A fórmula utilizada para o cálculo é a seguinte: n = σ2. Pesquisas prévias indicaram que cerca de 10% dos colaboradores faltam ao trabalho.35 Considere a situação em que uma empresa com 500 colaboradores deseja reduzir o nível de absenteísmo de seu quadro.(500-1) + 22. Caso não houvesse uma pesquisa previa que permitisse identificar as freqüências de p e q. mas não determinaram as causas deste fator. ao invés dos 3% calculados.p.

A partir das ações decorrentes da pesquisa. já que este é o responsável pela coleta. enquanto a técnica representa “por meio de que” se pesquisa. Desse modo. Por meio das considerações de Malhotra (2001). sem interpretação ou pronunciamentos. os questionários e os demais instrumentos relacionados. tornando-se a unidade básica do conhecimento a ser investigado. Praticamente todos os materiais de referencia entram nessa categoria. a distinção entre dados primários e secundários ocorre por meio do pesquisador.2 Técnica de coleta de dados Nas questões propedêuticas. Nas bases propostas por Triviños (1995). etapas ou métodos. • Dados secundários: são as interpretações dos dados primários. que representam uma opinião ou posição oficial. Neste sentido. dando ênfase aos indícios de Ruiz (1995) o método busca designar um significado traçado as etapas fundamentais da pesquisa. “dado” é a reunião de informações que o próprio pesquisador reúne para analisar e estudar determinado fenômeno social. As considerações de Soriano (2004) corroboram as definições de método apresentadas por Ruiz (1995) e salientam que o método passa também a representar como se pesquisa.1.36 3. torna-se fundamental considerar os métodos e técnicas que designam diversas realidades. seria a partir dos dados que o pesquisador tem a possibilidade de consolidar as informações que estruturam o conhecimento. mas geralmente são representados por índices. Ainda há um destaque para um terceiro elemento. • Dados terciários: São dados que originam-se da interpretação de uma fonte secundária. enquanto a técnica se relaciona com os procedimentos e a utilização dos recursos peculiares a cada objeto pesquisado em diferentes perspectivas. o pesquisador . os dados se apresentam de três formas: • Dados primários: os que se originam de trabalhos originais de pesquisa ou dados brutos. que seria o meio físico para se investigar. Um segundo conceito relevante e direcionado a compreensão da sistemática da investigação refere-se à definição de “dado”. onde se posicionam os roteiros de entrevista. bibliografias e outros auxiliares de busca. Dentro desta conjectura.6. tornando-se um sinônimo de material de pesquisa.

e por meio de pessoas que atuam na organização pesquisada. contratos. documentação interna. o período de tempo coberto por ela. considerando a documentação escrita. determina que seis fontes de evidência permitem a realização de pesquisas. observação direta e participante. Em verdade. ou se ainda requerem algum tratamento. a grande maioria das produções científicas de pesquisa realizadas no contexto das Ciências Sociais aplicadas consiste na utilização dos dados obtidos por meio de documentos escritos. a profundidade do tratamento. quanto as fontes de informação documentais e bibliográficas. onde se destacam os seguintes: • Objetivo: diz respeito à intenção do pesquisador quando da preparação do documento. editora. entrevistas. o que ocorre por meio da entrevistas e questionários. entre outros aspectos. o pesquisador participa de modo ativo na realidade da organização pesquisada. considerando relatórios. Desse modo. considerando os que foram coletados por outras pessoas com objetivos diferentes. Essas seis fontes permitem coletar dados para a realização de investigações de variados tipos. além dos artefatos físicos. deve utilizar fontes múltiplas. • Escopo: consiste em dimensões como a data da fonte. . requerendo um cuidado específico do pesquisador em termos de tratamento das fontes. arquivos. o pesquisador nunca deve confiar em apenas uma técnica de levantamento de dados e. definindo se são uteis ao propósito do pesquisador. Já Yin (1984). • Público-alvo: determinando para quem a fonte escrita é relevante e se a obra foi produzida por especialistas. portanto. da bibliografia pesquisada por ele. definindo se a fonte pesquisada apresenta informações completas. Cooper e Shindler (20030 destacam critérios aplicados às analises.37 indica os que são recolhidos pelo próprio pesquisador tendo por base os objetivos da investigação. atentando de modo importante a sua estrutura funcional. com atenção para uma premissa relevante: nas coletas de dados. • Formato: referindo-se à forma geral pela qual é apresentada a informação e a facilidade com que se consegue obtê-la. • Confiabilidade: as credenciais do autor. Por diversas vezes.

está na definição de algumas das principais técnicas de pesquisa que podem ser utilizadas pelo pesquisador na realização de seu trabalho. embora necessite de uma interação com o ambiente pesquisado. neste momento. considerando que duas. sem a necessidade de intermediários e sem a subjetividade na compreensão das ocorrências. a entrevista e o questionário. Contudo. definindo quais são os instrumentos de medição de cada uma delas e. Martins (2006) propõe procedimentos aplicados à definição de instrumentos de coleta de dados. • A escolha da técnica e a definição do instrumento de coleta de dados. tal como indica Gil (1995).2. • A revisão operacional das variáveis. consolidando as informações decorrentes do fenômeno de interesse do pesquisador. . já que o pesquisador percebe diretamente os fatos.1. identificando. a observação determina vantagens competitivas na construção da pesquisa. desde que se direcione a um objetivo previamente formulado e tenha sido sistematicamente planejada e registrada. pressupõem uma interação direta entre o pesquisador e o objetivo de estudo. enquanto técnica de pesquisa consiste na utilização dos sentidos para a aquisição de conhecimento científico. Dentro das considerações de Gil (1995). comportamentos e documentos disponibilizados e aderentes aos objetivos da pesquisa.1 Observação A observação. também deve gerar informações confiáveis e validas no sentido de esclarecer o ocorrido. • O pesquisador deve realizar a revisão dos conceitos e dos significados de cada uma das variáveis. Ela deve estar associada a proposições gerais e deve ser submetida a controles de validades e precisão. entre outros aspectos. De igual modo. A atenção.38 Neste caso. onde se destacam os seguintes: • O pesquisador deve preparar uma lista das variáveis que pretende pesquisar.6. 3. existem outras nas quais o pesquisador não participa diretamente das atividades.

os aspectos referentes à categorização da observação direta. a observação é uma capacidade inata do ser humano. é influenciada por uma séria de fatores. sobretudo para possuir uma melhor percepção de como as demais relações com o objeto pesquisado possam ser estudadas. possui uma base histórica. devendo complementá-lo com outras técnicas. . em hipótese alguma. Outra desvantagem. tais com o questionário e a entrevistas. pode-se afirmar que o pesquisador dificilmente terá dificuldade de realizar um trabalho que prescinda dos procedimentos de observação. com a presença do pesquisador. realizada por meios mecânicos. exigindo o conhecimento de regras científicas. Desse modo. observar cientificamente exige um roteiro ou guia previamente definido que permita ao observador concentrar sua atenção em uma finalidade pré-determinada. A observação. lingüística e não lingüística e espacial. que analisam apenas as estruturas. Neste sentido. a presença do pesquisador pode provocar alterações de comportamento nas pessoas. Em todo o caso. contudo. de condições físicas e de processos de atividades. como filmagens e fotografias. diminuindo as possibilidades do realismo e da construção do significado a pesquisa. dos dados e os processos de atividades. onde dificilmente a observação poderia ser realizada com o devido sucesso. da presença do pesquisador. dividem as observações em comportamentais. enquanto técnica de pesquisa. é preciso lembrar que. de acordo com Cooper e Schindler (2003). tal como elencado por Yin (1984) se refere ao fato de que o fenômeno a ser pesquisado. Com as bases na definição de Soriano (2004). devem conceber o conhecimento. e não comportamentais. subdividindo-se em análises de registro. onde o mais importante é a relação a ser estabelecida entre o pesquisador e o objeto de estudo. quando voltadas para a analise de comportamento e que é subdividida em analise não verbal. o pesquisador pode confiar exclusivamente na observação como instrumento de coleta de dados. Deve-se considerar.39 Por outro lado. provavelmente. e indireta. por parte dos indivíduos pesquisados. Cooper e Schindler (20030. no sentido da compreensão da observação enquanto técnica de pesquisa. Neste caso. que existem algumas classificações que são baseadas em diferentes critérios.

Observação participante: A observação participante consiste em um modo ativo. definindo-a como uma técnica em que o observador está fora do grupo observado. tornando-se uma espécie de espectador.40 A classificação dos estudos baseados em observação. pressupõe um relacionamento do observador com o grupo social. sendo adequada para casos em que os fatos são de conhecimento público. serve para verificar hipóteses e preparar uma observação melhor planejada. a natural. Observação Simples: Na observação simples. baseado na participação real do pesquisador na vida da comunidade. participando de suas manifestações sociais. tornando o primeiro uma parte ativa do segundo. do cenário – local no qual as pessoas se situam – e do comportamento social. classifica está técnica como sendo uma observação ordinária. envolvendo-se em suas práticas diárias. observando de maneira espontânea os fatos que ocorrem. com o propósito de desenvolver um entendimento científico da associação. onde o observador torna-se membro ativo do grupo. tal como destacada por Gil (1995) abrange três tipos: observação simples. Já Soriano (2004). existem duas formas de observação participante. o pesquisador permanece alheio a comunidade. A observação participante. grupo ou situação que pretende estudar. a observação participante é importante por permite ao investigador o estabelecimento de um relacionamento multilateral e de prazo relativamente longo. participante e sistemática. A partir das considerações de Gil (1995). fazendo com que o planejamento da observação se reduza de modo considerável. servindo em primeiro plano para verificar hipóteses e definir técnicas de coleta de dados. portanto. grupo ou situação determinada. é importante considerar a definição dos sujeitos – participantes da pesquisa . Essa técnica não prescinde de planejamento cuidadoso e da definição de objetivos da pesquisa.. em que o observador pertence a comunidade na qual a . e em segundo plano. Nas pesquisas em que se busca compreender a dinâmica de uma interação social ou de rotinas cotidianas. Com base nas exposições de Gil (1995).

sendo que algumas podem não ter muita utilidade. quando o pesquisador se integra a comunidade para realizar seu estudo. ou nada. deve-se observar que a presença de uma pessoa estranha no grupo acaba conduzindo a barreiras sociais que reduzem e limitam a qualidade das informações colhidas. esta técnica de pesquisa apresenta algumas características. sendo as principais vantagens as seguintes: • É pouco provável que o pesquisador tente impor suas próprias realidades ao mundo social pesquisado. • Obriga o pesquisador a manter relacionamento com pessoas com as quais pode não ter nenhuma finidade • Obriga a manter grande número de anotações. O problema maior que se pode identificar diz respeito à objetividade do pesquisador. • O pesquisador pode correr alguns riscos em seu trabalho de campo. • As analises do material coletado podem ser muito demoradas devido ao grande volume de informações e dados coletados. já que normalmente se toma nota de tudo o que se observa. existem situações em que o observador precisa se disfarçar. no entanto. • Permite entender melhor as ações e mudanças dos pesquisados. Contudo. também apresenta algumas desvantagens: • O pesquisador pode ser obrigado a ficar muito tempo em um contexto com o qual está pouco. fazendo com que o investigador tome partido e chegue a conclusões prévias. Com base nestes aspectos. e a artificial. envolvem-se diretamente com ele.41 pesquisa será realizada. Na observação artificial. ao invés de assumirem uma postura neutra e distante do objetivo de pesquisa. A observação participante distancia-se profundamente do positivismo. com influencias de determinadas ideologias. quando ele se insere em determinado grupo social. sem revelar sua condição de pesquisar. na medida em que os pesquisadores. Observação sistemática: . mas em qualquer dos casos. • Permite ao pesquisador compreender melhor o universo cultural e a linguagem dos pesquisados. familiarizado.

.42 Neste técnica. uma vez que o trabalho do pesquisador consiste basicamente em testar hipóteses a respeito do grupo ou comunidade. • Oferecem explicações padronizadas para certos tipos de problemas e. onde suas principais vantagens se colocam como sendo as seguintes: • Atingem com mais facilidade respondentes com um baixo nível intelectual. Desse modo. Neste caso. pois não é possível esconder-se entre os pesquisados. o pesquisador tem um conhecimento prévio dos fatos ou fenômenos que. coletando dados bem definidos e com precisão.6. tendo suas principais classificações descritas no quadro 6.2 Entrevista A entrevista. • Ajudam os agentes que possuem dificuldade de leitura e compreesão em relação ao questionário. o pesquisador planeja a coleta de dados e estabelece categorias de analise em relação às práticas que pretende observar.1. 3. Inicialmente. trata-se de um “quase-experimento”.2. a entrevista é utilizada em uma série de situações. realizando uma observação precisa. são relevantes para seus objetivos definidos. Nas ciências sociais aplicadas. dentro de um grupo ou comunidade. dada as categorias analíticas e os meios e instrumentos de registros. É preciso considerar que a relação entre o pesquisador e os membros do grupo precisa ser cuidadosamente planejada. com base nos expostos de Gil (1995) é uma forma de comunicação entre duas pessoas com o propósito de alcançar um objetivo. a qual também pode ser definida como uma técnica em que o pesquisador se coloca frente ao objeto de estudo e lhe formula perguntas de modo que ocorra uma interação social a partir de um dialogo assimétrico em função dos objetivos estabelecidos. • Impedem equívocos e mantém controle sobre a sequencia das questões.

ou perguntas fechadas. em que o entrevistador tem apenas o objetivo básico da pesquisa em sua mente. cabendo ao entrevistador somente apresentar as perguntas. fazendo umas poucas perguntas diretamente e concentrando-se no que o entrevistado vai falando. nas quais o entrevistador apresenta uma série de opções para o entrevistado. Entrevista focalizada É muito útil em casos em que se procura explorar com maior profundidade as experiências de alguém em relação a um determinado fato ou fenômeno. procurando manter-se na rota mesmo quando o entrevistado se desvia. mas. mantida fixa e invariável independentemente de quem quer que esteja sendo entrevistado. em que se encoraja a discussão entr os seus integrantes. a entrevista por pautas não pode ser considerada inteiramente estruturada. buscando obter a visão geral do entrevistado sobre o assunto Também se trata de uma técnica pouco estruturada. Apesar de ser mais formalizada que as anteriores. pressupõe-se que a repetição das mesmas perguntas produzam diferenças baseadas não na situação da entrevista. sem se envolver de modo algum com o entrevistado. Entrevistas por pautas O entrevistador prepara uma pauta de assuntos com antecedência. Entrevista estruturada O entrevistador prepara com antecedência uma relação de perguntas (um questionário). Refere-se à técnica em que o entrevistador prepara um grupo que será entrevistado simultaneamente. em que se admite ampla variedade de respostas. para explorar os assuntos à medida em que surgem.43 CLASSIFICAÇÃO DAS ENTREVISTAS Entrevista informal Entrevista menos estruturada possível. o entrevistador focaliza a conversa em um determinado assunto. para facilitar a tabulação dos dados. mas na pessoa entrevistada. Esse grupo pode assumir o formato de grupo focal (focus group. O grupo deve ser grande o bastante para que se possa obter Entrevista em grupo . a ser abordado com mais profundidade no decorrer desta unidade). Normalmente é utilizada quando há um grande número de entrevistados. Neste tipo de entrevista. Utilizam-se perguntas abertas. além de ter um objetivo de pesquisa. Ela possui caráter aberto e permite ao entrevistado responder tendo em mente seu próprio quadro de referência.

em seguida. reservando horários para a entrevista. que interessam à pesquisa. realize algumas atividades prévias. seguindo espontaneamente a linha de seu pensamento e de suas experiências dentro do foco principal colocado pelo investigador. • Planeje o tempo. Ainda considerando a entrevista.44 dados e informações úteis. seja lá qual classificação for utilizada. . • Avise aos superiores que estará realizando o procedimento no horário e local detalhado. reunindo informações e fatos que auxiliem na condição. Desta maneira. mas também precisa ser suficientemente pequeno para que o entrevistador possa estudar seu comportamento e todos tenham chance de participar e contribuir. • Antes do processo. apoiados em teorias e hipóteses. oferecem amplo campo de interrogativas. fruto de novas hipóteses que vão surgindo à medida que se recebem as respostas do informante. e que. começa a participar na elaboração do conteúdo da entrevista. • Faça um rascunho da entrevista. o informante. é importante considerar alguns aspectos. Neste caso. Quadro 6: Classificação das pesquisas Fonte: Zapelini e Zapelini 2007 No processo da entrevista. sendo que os principais são os seguintes: • Defina com clareza o propósito exato da entrevista. Entrevista semi-estruturada Aquela que parte de certos questionamentos básicos. o pesquisador assume o papel de moderador da pesquisa. considerada uma técnica utilizada por muitos pesquisadores com sucesso e que consiste em entrevistas em profundidade com um grupo de pessoas que trata de um assunto específico. definindo os comentários e perguntas que você venha a fazer. avisando o entrevistado com antecedência e reservando um local adequado e que proporcione a privacidade correta e necessária. é importante detalhar a contribuição do focus group. evitando marcá-la em períodos que venham a interromper as atividades do entrevistado. apresentando perguntas e mediando a interação entre os componentes do grupo.

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3.1.6.2.3 Questionário O questionário consiste em uma técnica de investigação composta por um número consideravelmente elevado de questões apresentadas por escrito aos participantes do estudo e que tem por objetivo o conhecimento de opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas, entre outros aspectos. Nas bases de Roesch (1999), o instrumento é relevante na coleta de dados, já que procura mensurar alguma coisa, exigindo esforço prévio de planejamento no sentido de definir o problema a ser pesquisado. De acordo com Gil (1995), o questionário apresenta uma série de vantagens, permitindo que o pesquisador atinja um grande número de pessoas, mesmo dispersas, não exigindo gastos com treinamento de entrevistadores. Destaca-se, ainda, que a entrevista garante o anonimato dos respondentes, abrindo a possibilidade das pessoas responderem no momento mais conveniente, diminuindo o viés do pesquisador sobre o objeto de estudo e os pesquisados. Por outro lado, o questionário também apresenta desvantagens, as quais se relacionam com a exclusão de analfabetos da pesquisa e a impossibilidade de tirar dúvidas em relação ao instrumento. Neste caso, o pesquisador pouco, ou nada, sabe sobre o contexto em que o questionário foi respondido, não havendo garantia de que as pessoas o devolvam preenchido e com o devido comprometimento. Neste sentido, Gil (1995), destaca algumas regras práticas na elaboração do questionário, onde se destacam as seguintes: • As questões devem ser, preferencialmente, fechadas, mas com alternativas suficientemente exaustivas para abrigar a ampla gama de respostas possíveis; • Devem ser incluídas apenas as perguntas relacionadas ao problema proposto; • Não devem ser incluídas perguntas cujas respostas possam ser obtidas de forma mais precisa por outros procedimentos; • Deve-se levar em conta as implicações da pergunta com os procedimentos de tabulação e analise de dados;

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• Deve-se levar

em

consideração o sistema

de

referencia

do

entrevistado, bem como o nível de informação dos mesmos; • A pergunta deve possibilitar uma única interpretação; • A pergunta não deve sugerir respostas’ • As perguntas devem referir-se a uma única idéia de cada vez; • O número de perguntas deve ser limitado; • O questionário deve ser iniciado com perguntas mais simples e finalizado com as mais complexas; • As perguntas devem ser dispersas sempre que houver possibilidade de “contágio”; • Convém evitar as perguntas que provoquem respostas defensivas, estereotipadas ou socialmente indesejáveis, que acabam por encobrir sua real percepção acerca do fato; • Na medida do possível, devem ser evitadas as perguntas personalizadas, diretas, que geralmente se iniciam por expressões do tipo “o que você pensa a respeito de...”, ou ainda “na sua opinião...” • Deve ser evitada a inclusão, nas perguntas, de palavras estereotipadas, bem como a menção a personalidades de destaque, que podem influenciar nas respostas, tanto em sentido positivo ou negativo; • Cuidados especiais devem ser tomados em relação a apresentação gráfica do questionário, tendo em vista facilitar o seu preenchimento; • O instrumento deve contar uma introdução que informe acerca da entidade patrocinadora da pesquisa, ou das razões que determinam a realização da pesquisa e da importância das respostas para atingir aos objetivos propostos; • O questionário deve contar instruções acerca do preenchimento correto das questões, preferencialmente com caracteres gráficos diferenciados. O quadro 7 traz alguns outros aspectos que permitem desenvolver um questionário adequado ao teor da pesquisa:

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INSTRUÇÕES COMPLEMENTARES A ELABORAÇÃO DO QUESTIONÁRIO Forma das perguntas Há três formas de elaborar as perguntas do questionário, as abertas (sem qualquer restrição), as fechadas (na qual se apresenta uma escala de resposta) e as duplas (em que se coloca primeiro uma pergunta fechada e, no segundo momento, uma aberta - normalmente um "por quê"). Cada uma delas atende a um objetivo específico e portanto possui uma aplicação específica Conteúdo das perguntas As questões podem ser feitas sobre fatos concretos, crenças, sobre sentimentos, padrões de ação, comportamentos presentes ou passados, razões conscientes sobre crenças, sentimentos, padrões de ação ou comportamentos. Escolha das perguntas: Há algumas regras básicas, quais sejam, só se deve fazer perguntas sobre o problema pesquisado, não se deve incluir pergunta que possa ser melhor respondida por outro procedimento, deve-se tomar em consideração a tabulação dos dados, não se deve incluir questões que permitam dupla interpretação ou penetrem na intimidade do pesquisado; Formulação da perguntas É preciso cuidar da concisão, da apropriação da pergunta ao nível de informação do pesquisado, evitar a dupla interpretação, evitar dupla resposta, e as perguntas devem referir-se a uma só idéia por vez; Número de perguntas Questionários muito extensos diminuem as possibilidades de se obter respostas; Ordem das perguntas Deve-se evitar mudanças bruscas de tema, e também evitar o "efeito de contágio", em que a resposta de uma pergunta é influenciada pela de outra Prevenção de deformações Existem mecanismos de defesa social por parte das pessoas, que dificultam a aplicação do questionário. As pessoas muitas vezes reagem mal a perguntas pessoais, ou que envolvam preconceitos, estereótipos, mudanças, ou abram a possibilidade de julgamentos por parte do pesquisador. Também é preciso evitar incluir menções a personalidades destacadas, que possam induzir à resposta; Apresentação do questionário É preciso cuidar não somente de aspectos gráficos (papel, fonte, diagramação, espaço para as respostas), mas também das instruções do preenchimento, que devem ser claras e precisas, e da introdução do questionário, que apresente informações sobre quem está realizando a pesquisa, e porquê, bem como sublinhar a importância de questionários bem respondidos Quadro 7: Informações Complementares a elaboração do questionário Fonte: Zapelini e Zapelini 2007

3. se o entrevistado poderá fornecer as informações necessárias. pode ser identificado em uma pergunta do tipo “você já recebeu treinamento na empresa”. por meio da resposta. que esclarecem dúvidas que porventura surjam partir das respostas. Da mesma forma que a entrevista. De igual modo. .6. May (2004) afirma que os documentos passam a sedimentar práticas sociais e fornecem informações sobre as decisões tomadas por pessoas.1. e a introdução dada ao questionário.48 Com base nestas orientações. ou seja. busca identificar se o questionário foi bem elaborado em termos da clareza e precisão com que os termos são utilizados nas questões. Um exemplo. ou ainda. ou pré-teste. as variáveis introduzidas nas perguntas devem ser adequadamente operacionalizadas. devem ser definidas de modo que se possa identificá-las ou mensurá-las na resposta. sempre tomando-se o cuidado de apresentar as questões na mesma ordem em todos os questionários. bem como leituras particulares de eventos sociais que pode estar indisponíveis para o pesquisador. Desse modo. quando respondidas permitem aos pesquisadores decidir. um questionário deve estimular a memória do entrevistado. de modo que as perguntas não induzam a uma resposta e nem tragam dificuldades de interpretação. Um exemplo pode ser identificado no momento em que se busca verificar quantas vezes “o entrevistado passou por programas de treinamento na empresa”. podem existir as perguntas de controle. ambigüidades. a ordenação das questões. Neste sentido. no caso de uma pesquisa a respeito dos resultados do treinamento. visto que se constitui em uma preciosa fonte de informações. Essa prova preliminar. facilitando a tabulação das respostas.2.4 Pesquisa documental A investigação por meio de documentos disponíveis é uma técnica extremamente importante para o pesquisador. o questionário deve ser testado antes de aplicado. a forma pela qual elas são apresentada e se desmembram em perguntas adicionais. As considerações de May (2004) salientam que os questionários podem incluir “perguntas-filtro” que.

Por meio das contribuições de Yin (1984). fotografia. artigos. onde se destacam as seguintes: • Determinar os objetivos da pesquisa. atas e minutas de encontros e reuniões. 3. estudos e análises formais a respeito da mesma realidade que esta sendo pesquisada. Neste caso. Para o delineamento deste tipo de pesquisa. o pesquisador poderá . Uma segunda questão. arquivos particulares e fontes estatísticas. • Tratar os dados. publicações administrativas e documentações particulares. publicações parlamentares.2. Gil (1996) recomenda algumas etapas. • Localizar e obter as fontes. com destaque para: arquivos públicos. desenhos. além de clippings de imprensa e artigos de mídia sobre o objeto pesquisado. a pesquisa documental em ciências sociais aplicadas parte de pressupostos nos quais as informações estariam detalhadas nos seguintes documentos: memorandos. comunicados. vestuários e folclore em geral. agendas. documentos internos da administração.6. Marconi e Lakatos (1999) apresentam algumas fontes que podem contribuir. Independentemente deste processo. • Elaboração de um plano de trabalho. estampas). onde se destacam os seguintes: • Documentos escritos: documentos oficiais. documentos jurídicos.49 O primeiro passo para o desenvolvimento deste tipo de investigação é identificar quais tipos de documentos buscar. mas sim utilizá-los como reforço para o seu trabalho.5 A pesquisa bibliográfica Um trabalho de pesquisa precisa de uma fundamentação teórica que implica na exigência de consulta e investigação em livros. O delineamento deste tipo de pesquisa como investigação científica pode considerar o fato de que o pesquisador não vai se ater aos documentos relativos ao objeto de estudo.1. fontes estatísticas. canções folclóricas. • Outros tipos: iconografia (imagens. papers que abordem o tema da pesquisa. • Identificar as fontes de dados. diz respeito a onde encontrar estes documentos. objetos. • Partir para a redação do trabalho.

O delineamento da pesquisa bibliográfica. as principais fontes bibliográficas utilizadas são as seguintes: • Imprensa escrita. • A partir destas informações. é recomendável que a pesquisa bibliográfica nunca seja deixada para o final do trabalho. Marconi e Lakatos (1999) chamam tal etapa de identificação. • Material cartográfico. • Definir de que modo elas serão registradas. • Publicação. indicando sugestões de livros. • Por fim. tais como livros. delimitando-se o assunto. com base nos dados e informações obtidas – recomenda-se o fechamento dos textos. discutindo idéias desenvolvidas pelos autores e revisando o material produzido pelo acadêmico. • Meios audiovisuais. já que ela auxilia na definição dos resultados que podem ser esperados e das melhores técnicas para se atingir aos objetivos. teses. deve-se preparar um sumário do trabalho. com base nos expostos de Marconi e Lakatos (1999). como filmes. proposta ao desenvolvimento de um trabalho científico. o tema e o problema que serão trabalhados. dissertações. onde se realiza o reconhecimento do que for pertinente ao tema da pesquisa. na forma de jornais e revistas. • Selecionar fontes bibliográficas e os locais onde elas poderão ser obtidas. monográficas e publicações avulsas. . a seleção e a organização dos dados. Neste caso. pode-se proceder a leitura do material. Neste caso.50 necessitar deste método de investigação em diversos momentos diferentes na consolidação de seu trabalho. televisão. no qual seja feito um esquema provisório e complementado por um rascunho inicial a ser revisado em termos de conteúdo e de forma. deve seguir um roteiro definido por Macedo (1994). Convém lembrar que o orientador desempenha um papel relevante nesta fase da pesquisa. Neste caso. com destaque para os seguintes pontos: • Ter os parâmetros da pesquisa bem definidos. rádio.

por intermédio das considerações de Dencker (2000). assim como evidencia Dencker (2000). Neste caso.1. já que. • Tabulação e.7. considerando os dados quantitativos e qualitativos. • Análise estatística dos dados É sempre importante definir a forma de apresentação dos dados.1 Classificação O processo de classificação dos dados consiste em dividir o conjunto de dados coletados em partes ordenadas e colocadas em locais específicos. enquanto os qualitativos podem se consolidar por meio de uma análise descritiva. fazendo o elo entre o conhecimento já existente. pode-se afirmar que este processo refere-se a um esforço de sumarização dos dados para que haja a possibilidade de fornecimento das respostas ao problema proposto. além de dar um sentido amplo aos dados coletados. Neste caso. com destaque para as seguintes: • Classificação dos dados.7 Análise e Interpretação dos Dados A análise e interpretação dos dados caminham juntas na pesquisa. de modo que seja possível constituir respostas ao problema da pesquisa. algumas etapas são necessárias. Os processos de análise e interpretação de dados devem ser considerados como o resultado final da pesquisa. quadros e gráficos. o objetivo deste procedimento é reunir as observações de maneira coerente e organizada. 3. para facilitar sua visualização e sua compreensão por parte do leitor.51 3. • Codificação. Neste caso. configurando-se na construção do conhecimento com base nos objetivos propostos pela pesquisa. .1. os dados devem ser colocados de modo que se consolidem as categorias de análise que permitam uma compreensão significativa dos conhecimentos ensejados. Os quantitativos exigem a apresentação em tabelas. de maneira geral.

por exemplo. apresentando aos respondentes uma série de perguntas que permitem respostas em diversas categorias. o que Marconi e Lakatos (1999) colocam como sendo um aspecto relevante. • Idade. Este processo. • Sexo. tecnicamente. já que o número de categorias deve ser determinado pelas características significativas da realidade pesquisada. Os objetivos da pesquisa são um lembrete para a definição da categoria já que. a classificação é uma maneira de discriminação e seleção dos dados. Dentro da pergunta • Menos de 1 ano • 1 a 5 anos • 5 a 10 anos • 10 a 15 anos • 15 a 20 anos • Mais de 20 anos. facilitando a compreensão posterior. permite o melhor tratamento dos dados. • Cargo ocupado. nas quais os dados são colocados. Corroborase. tendo em mente os objetivos do sobre “tempo de serviço”. com o cuidado para que estas sejam mutuamente exclusivas. inicialmente deve-se estabelecer um principio de classificação. podem ser colocadas as seguintes classes ou categorias de análise: . portanto. as quais abrangem as seguintes informações: • Tempo de serviço. as categorias podem ser identificadas como “gavetas”. as quais devem ser diferentes e identificáveis. Um exemplo se configura quando o pesquisador estiver investigando o absenteísmo de uma empresa. além de metodologicamente rigorosa. sendo diferenciados de maneira que não se coloque o mesmo dado na mesma “gaveta”.52 Assim como descrito nas evidências de Gil (1995). com a meta de agrupá-los em classes. Em outros termos. • Nível de instrução. criando um conjunto exaustivo de categorias.

devendo ser sempre realizado após a definição das categorias de analise. destaca outros aspectos fundamentais à classificação: • Deve-se utilizar somente um critério para a classificação dos dados. com base nos expostos de Dencker (2000). baseando-se na presença ou ausência de uma determinada característica ou propriedade. focalizando uma grandeza ou quantidade do fator presente. 3. Como exemplo. a alocação de códigos para cada classe ou categoria permite a consolidação de uma síntese dos dados. • As classes devem ser excludentes.7. Rauen (2002). codificar é a organização dos dados em classes ou categorias. pode-se verificar o seguinte: • Tempo de serviço:  1-5 anos ( ) 01  6 – 10 anos ( ) 02  11 – 15 anos ( ) 04  16 – 20 anos ( ) 05 . adequadas ao problema investigado e interligadas. a otimização e a interpretação dos dados coletados. da aplicação do instrumento de coleta de dados.53 trabalho. Desse modo. de modo a facilitar a compreensão. De acordo com Gil (1995).1. este procedimento pode ser realizado antes. Neste sentido. Desse modo. Além destes princípios. • A soma das freqüências dos dados em cada categoria deve ser igual ao total da população ou amostra pesquisada. atribuindo a cada uma um símbolo específico de acordo com os objetivos da pesquisa. ou mesmo depois. também.2 Codificação Este processo pode ser definido como sendo a transformação de dados brutos em símbolos que permitem a tabulação. Podem. classificar-se de modo qualitativo. para Lakatos (1999) os dados podem ser classificados de modo quantitativo. • As classes não podem ser minuciosas ao ponto de não permitirem ao pesquisador uma visão do todo da população.

a tabulação cruzada descreve duas ou mais variáveis simultaneamente. Os números de 01 a 06 referem-se ao código de cada resposta.7. A tabulação simples. se configura a partir de um universo de 500 respondentes à questão sobre o tempo de serviço. e assim por diante. considerando a contagem de frequencias que ocorrem em dois ou mais conjuntos de categorias.54  Mais de 20 anos ( ) 06. Neste caso. São dois os tipos de tabulação. Tabulação Simples Tempo de serviço na empresa Menos de 1 ano 1 a 5 anos 6 a 10 anos 11 a 15 anos 16 a 20 anos Mais de 20 anos Total Quadro 8: Tabulação Simples Fonte: Zapelini e Zapelini 2007 Frequencia 35 105 200 120 30 10 500 O segundo tipo consiste na tabulação cruzada. não podendo relacionar outras alternativas de resposta. facilitando o processo de tabulação.1. configura-se no cruzamento das respostas . ou seja. Um exemplo. onde a operação essencial consiste na contagem para a determinação do número de casos das várias categorias. Contudo. devendo. combinando em uma só tabela as distribuições de freqüência de duas ou mais variáveis. é a contagem das freqüências das categorias de cada conjunto. 3. identificado no quadro 8. torna-se relevante mencionar que as respostas apresentadas às perguntas devem ser mutuamente exclusivas e exaustivas. além das já arroladas. a determinação da incidência das respostas em cada categoria. 105 para um a cinco anos. não permitindo a possibilidade de se marcar mais de uma resposta à determinada questão. Um exemplo. tendo um total de 35 respostas até um ano de serviço.3 Tabulação O processo de tabulação é aquele que permite agrupar e contar os casos que estão nas varias categorias de analise. tal como indica Malhorta (2001).

• As distribuições dentro do grupo em relação a determinadas variáveis. a amplitude.7. utilizando-se de programas estatísticos que permitem uma tabulação rápida e precisa. • A relação das diferentes variáveis entre si. distribuição na curva normal. mecânica e eletrônica. Tabulação Cruzada Tempo de serviço na empresa Menos de 1 ano 1 a 5 anos Quadro 9: Tabulação Cruzada Fonte: Zapelini e Zapelini 2007 Sexo Masculino Feminino Masculino Feminino Total Frequencia 8 27 43 63 140 A tabulação pode ser realizada de maneira manual. entre outros. Desse modo. ou com a pergunta que o pesquisador julgar necessária. 3. A análise condicional busca identificar os fatores que determinam a ocorrência de um fenômeno ou situação. o quartis. antes da tabulação cruzada. verificar cuidadosamente a existência de relações entre as variáveis. o desvio padrão. configuram-se dois tipos de análise. esclarecendo e descrevendo os dados levantados.55 obtidas na pergunta sobre tempo de serviço com as informações da pergunta sobre nível de escolaridade. • A descrição das diferenças entre dois ou mais grupos de indivíduos. Nestes casos. Neste caso é importante. de acordo com Dencker (2000). enquanto a funcional procura as relações . a mediana. correlação. permitindo vários graus de complexidade nas análises.1. tem como norte os seguintes aspectos: • A tipicidade de um grupo.4 Análise estatística Este método consiste na descrição dos dados e na avaliação das generalizações obtidas por meio dos dados. polígono de freqüência. O quadro 9 identifica um modelo deste tipo de tabulação. • A variação dentro do grupo. a análise lança mão das medidas estatísticas. a moda. tais como a média.

com base nos instrumentos apresentados. que muitos outros podem contribuir com qualquer trabalho de pesquisa. • Mediana: Representa o valor que divide exatamente ao meio a distribuição. que consiste na média quadrática dos desvios das observações em relação à média. utilizando-se testes estatísticos que permitam esta consolidação.56 que os vários fenômenos estabelecem entre si. • Extensão (amplitude): consiste na diferença entre o maior e o menor dentre os valores assumidos pela variável. Calculando-se a raiz quadrada da variância. Há de se salientar. a avaliação das generalizações obtidas com os dados passa a determinar se as conclusões obtidas com a pesquisa podem ser generalizadas. Porém. • Variância: é a média aritmética dos quadrados dos desvios das observações em relação a média aritmética. multiplicando o número observado na classe pela diferença entre o valor da classe e a média. permitindo a obtenção de uma visão mais adequada da distribuição da população. a definição do mais adequado deve ser uma ação conjunta entre o pesquisador e o professor orientador. realizada a partir do estudo das variáveis dentro dessa amostra. • Desvios médios: que consistem na média aritmética dos desvios das observações em relação a população total. dentro do contexto estudado e tendo como base o objeto de estudo e os objetivos traçados para elucidar a problemática. tal como elencam Zapelini e Zapelini (2007) consistem na avaliação e na generalização dos resultados obtidos a partir de uma amostra da população. . na amostra ou na população estudada. gerando conclusões sobre a população. deixando 50% acima e abaixo do valor encontrado. • Média: consiste no valor obtido. Desse modo. utilizando-se dos seguintes instrumentos: • Moda: Consiste no valor que surge com maior freqüência. dividindo-se a soma de todos os valores observados na característica definida para a análise da população total. tem-se o desvio padrão. As inferências estatísticas. • Quantis: representam a divisão da população total estudada em n grupos de efetivos exatamente iguais.

Neste caso. deve se encarar a interpretação dos dados como a busca de um sentido mais amplo aos resultados da pesquisa. enunciando os princípios que determinam as generalizações.1. . tentando criar conceitos explicativos. procurando estabelecer a continuidade dos resultados de uma investigação com os de outro. Este processo é. Contudo. como destaca Gil (1995). De igual modo. Dencker (2000) sugere ao pesquisador que ocorra a elaboração de modelos de análise de dados. onde os dados coletados são convenientemente tratados e analisados. 3. à resposta para a problemática elencada. portanto. dados empíricos coletados e a teoria subjacente aos mesmos. ao invés de se procurar formas prontas. abordando os pontos-chave do que se produziu em cada capitulo e realizando a articulação com o que se redigiu nas abordagens teóricas do trabalho. tal como elenca Dencker (2000). O principal aspecto que deve ser considerado neste processo é a ligação entre as informações. estes não podem ser consideradas como principal aspecto. uma vez que esta pode ser considerada como uma preparação à interpretação. Há de se salientar. o processo de interpretação determina que o pesquisador faça as ligações lógicas e comparações.57 3. já que estas são essenciais para o estabelecimento das generalizações.8 Interpretação dos Dados A interpretação dos dados consiste no processo de expressão do verdadeiro significado do material em termos de propósito do estudo. sobretudo. Neste sentido.9 Conclusões e Considerações Finais Neste momento são colocados os comentários e as reflexões que determinam a consecução dos objetivos do trabalho e. já que é preciso ter em mente que os construtos passam pelas inferências da interpretação da menta humana e podem apresentar falhas.1. contudo. a fase final da pesquisa. que este processo pode ser facilmente dissociado da analise.

deixando evidente uma consistência entre o objetivo e a conclusão resultante da análise dos dados. ou simplesmente a uma reformulação de conhecimentos já existentes. deve-se evitar citações de autores. determinando a originalidade vinculada a um conhecimento novo. Em linhas gerais. além de depoimentos pessoais. A conclusão deve ser baseada na proposta da pesquisa.58 Desse modo. limitações e dificuldades enfrentadas e recomendações de melhorias. . É o momento no qual a pesquisa ganha a marca do pesquisador. podendo incluir sugestões práticas para o problema estudado e que determinem a continuidade do estudo. valorizando a exposição do pesquisador sobre suas inferências e considerações sobre sua experiência com a pesquisa. este item apresenta os resultados alcançados pelo estudo.

os quais podem incluir aspectos adicionais nas produções. passa-se a identificar o padrão para a elaboração e apresentação dos principais tipos de trabalhos usualmente solicitados pelos professores da FACIERC. . respeitando os padrões mínimos exigidos dentro do contexto institucional. pautando as características e os objetivos que permitam uma visão geral da relevância de cada trabalho. buscando padronizar as exigências em termos de qualidade e conteúdo.59 4 MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS Neste momento. Entende-se. os objetivos andragógicos variam de acordo com a percepção de cada professor. que tal padronização é valiosa e relevante no sentido de evitar interpretações dúbias e trabalhos desnecessários. portanto. A partir do arcabouço determinado.

60 4. culturas. 1996. destacando aquelas que o próprio aluno acredita ser mais relevantes. organismos. recomenda-se a utilização de outros artigos/textos reconhecidos cientificamente. A partir do questionamento em termos de concordância e/ou discordância o aluno fundamenta o seu posicionamento. reflexiva e interpretativa do texto. tendo como base o trabalho de Morgan (1996) que permitem vê-las como máquinas. Antes de escrever. Gareth. 2 (duas) páginas. E-mail: Objetivo: no primeiro parágrafo do position paper o acadêmico deve deixar claro qual é o objetivo que pretende alcançar. Ciências Contábeis ou Sistemas de Informação). Um exemplo ilustrativo é: “Neste position paper procura-se discutir a abordagem sobre as organizações a partir de metáforas. Aqui se deve deixar claro como o objetivo do trabalho foi alcançado. O posicionamento não pode ficar no “achismo”. . Dica: usar verbos no infinitivo. Imagens da Organização. Referências MORGAN. prisões psíquicas. sugere-se que o aluno realize uma leitura exploratória. Desenvolvimento O position paper deve ser um texto com uma posição do aluno em relação aos argumentos apresentados sobre um determinado assunto.1 POSITON PAPER TÍTULO Acadêmico/a do curso de graduação em (Administração. identificando os termos chaves (contrutos) utilizados pelo autor e refletindo sobre qual é a sua própria posição em relação ao assunto. no máximo. tamanho 12. sistemas políticos. espaçamento simples. NÃO É uma descrição ou resumo do texto. Fonte Arial. Essa reflexão deve girar em torno da percepção da forma como o assunto foi apresentado pelo autor em termos de concordância e/ou discordância (o aluno pode concordar e/ou discordar em parte como pode concordar e/ou discordar na íntegra dos argumentos apresentados pelo autor). O aluno deve fundamentar seu ponto de vista. Conclusão (ou notas conclusivas) Nesta última seção devem-se apresentar as principais posições assumidas no transcorrer do trabalho. Pedagogia. Nesta parte do documento o aluno deve deixar claro qual é o seu posicionamento em relação aos conceitos/argumentos do autor do texto. por isso. O position paper deve conter. São Paulo: Atlas. cérebros. fluxos de transformação e instrumentos de dominação.

000 e 12. técnicas. Article Formatting.0 ou superior.0 cm e a lateral direita e inferior devem ter 2.1 Estrutura do Artigo Resumo O objetivo deste documento é apresentar o modelo de formatação de artigo como requisito parcial do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para os Cursos de PósGraduação da FACIERC. de acordo com a ABNT. As margens superior e esquerda devem ter devem ter 3. ele trata de um problema científico de pesquisa e é produzido como uma abordagem mais ou menos completa desse problema. Os artigos devem ser enviados em formato doc. com todas as letras maiúsculas e em espaçamento simples. FACIERC. 1 INTRODUÇÃO Os originais devem ser redigidos na ortografia oficial e digitados em folhas de papel tamanho A4. processos e resultados de uma área de conhecimento.2 ARTIGO Um artigo. Sugere-se a utilização deste arquivo para digitar o trabalho. métodos. Abstract The objective of this document is to present the model of article formatting as partial requirement of the Work of Conclusion of Course for the Courses of Masters degree of FACIERC.000 palavras. com tipo de fonte Arial.0 cm. FACIERC. Estes não devem ser enviados em formato pdf (Adobe). artigos em inglês devem ter título e subtítulo em . O artigo deve ser escrito no programa Word for Windows. em versão 6. Os trabalhos deverão conter entre 4. Como tal. Título e subtítulo: deve estar na primeira linha da primeira página. em negrito. Artigos em português devem ter título e subtítulo em português e inglês. ou constituir-se numa revisão de contribuições e informações já publicadas.2. incluindo as referências bibliográficas. significa que você possui a versão correta do programa. em posição centralizada. Formatação de Artigo. 4. Keywords: TCC. podendo trazer uma contribuição original ao desenvolvimento desses conhecimentos. Se você está lendo este documento.61 4. pode ser definido como um texto que apresenta de modo organizado e sistemático um conjunto de idéias. tamanho 14. Palavras-Chave: TCC.

Deve-se utilizar texto com fonte Arial. Nomes dos autores: o nome do primeiro autor deve vir duas linhas abaixo do título alinhado a direita. espaçamento simples. com todas as letras em minúscula. tamanho 12. separadas por ponto-e-vírgula. tamanho 12.1 Fatos Históricos 2. tamanho 12. destacando seus aspectos de maior relevância. com espaçamento entre linhas simples Títulos das sessões: os títulos das sessões devem ser posicionados à esquerda. devem ser informadas as palavras-chave. Key-words: imediatamente abaixo do abstract. com espaçamento entre linhas simples. O abstract consiste na apresentação concisa do texto. Utilize fonte tipo Arial. em no máximo 250 palavras. Otani (2007). em português. Para numerar as seções. Entre uma seção e outra. em negrito. em negrito. O título da primeira seção deve ser posicionado duas linhas abaixo das palavras chaves. justificado. Abstract: deve vir duas linhas abaixo do resumo.1. o resumo deve ser na própria língua do trabalho. O “Resumo” deste documento inclui a formatação correta do Resumo e das Palavras-chave. fonte Arial. tamanho 12. sugere-se o seguinte modelo: 1 INTRODUÇÃO 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. com espaçamento entre linhas . O nome dos demais autores (caso houver) deve constar na linha abaixo do primeiro autor. Não coloque ponto final nos títulos. Deve-se utilizar texto com fonte Arial. com espaçamento entre linhas simples.1. justificado. tamanho 12. Resumo: duas linhas abaixo do nome dos autores. Sugerem-se três palavras-chave no mínimo e cinco no máximo. com todas as letras em minúscula.1. com no máximo 250 palavras.1 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 2. tamanho 10. numerados com algarismos arábicos.1. fonte Arial. com espaçamento entre linhas simples. tamanho 12. Deve-se utilizar texto com fonte Arial. em inglês. justificado. justificado. Fialho. com primeira letra de cada nome em maiúscula e o restante em minúsculo. artigos em espanhol devem título e subtítulo em espanhol e inglês. considerar uma linha de intervalo.1 Modelos de Sistemas de Informação 2.1. Não devem ser utilizadas abreviaturas nos nomes dos autores. separadas por ponto-e-vírgula. justificado. Seção primária Seção primária Seção secundária Seção Terciária Seção Quaternária Seção Quinária Seção Primária Seção Primária Corpo do texto: o texto deve iniciar na linha abaixo do título das seções. com letra Arial.1. devem ser informadas as keywords.62 inglês e português. Palavras chave: imediatamente abaixo do resumo.1 A estrutura dos modelos 3 PRINCIPAIS RESULTADOS 4 CONCLUSÕES Quadro 10: Seções – numeração e recursos gráficos Fonte: Souza.

ou ainda a ilustração não retrate uma pesquisa de campo. Caso os dados da ilustração sejam inéditos e provenientes uma pesquisa de campo realizada pelos próprios autores do artigo. . também. As abreviaturas dos títulos dos periódicos citados deverão estar de acordo com as normas internacionais. apresentar título e fonte na parte inferior. ela receberá asterisco e não numeração. entrelinhas de quadros e tabelas e legendas das ilustrações. Itálico deverá ser utilizado apenas para palavras em língua estrangeira (for exemple). tamanho 10. É possível. mas nesta seqüência. frases ou símbolos. mas ainda assim. TABELAS E QUADROS As ilustrações. justificado. Notas: As notas devem ser reduzidas ao mínimo e digitadas em pé de página. As tabelas devem ser numeradas em algarismos arábicos. Conforme a metodologia adotada ou finalidade que se destina. O estilo “Alínea” constante deste documento pode ser usado para a aplicação automática da formatação correta de alíneas.63 simples. O último item de alínea termina com ponto. centralizado. seguido pelo ano do estudo essa especificação deve constar na Primária (2009). apresentar título na parte superior de modo centralizado e fonte na parte inferior alinhado a esquerda. fonte Arial. devem ser numerados em algarismos arábicos. 2 FORMATAÇÃO DE ILUSTRAÇÕES. As listas devem ser justificadas na direita e na esquerda. DIAGRAMAS. diagramas e quadros. o uso de alíneas. mas geralmente consiste em introdução.5 cm. o texto é estruturado de maneira distinta. que obedecem às seguintes indicações: Cada item de alínea deve ser ordenado alfabeticamente por letras minúsculas seguidas de parênteses com o mesmo parâmetro das listas . bem como ser referenciados no corpo do texto. referências. não necessariamente com esta divisão e denominação. numeradas a partir de 1. Se houver nota no título.Com recuo a esquerda de 2 cm e deslocamento de 0. desenvolvimento e conclusão. isso também ser especificado. deve-se usar o marcador que aparece no início desta frase – Com recuo a esquerda de 2 cm e deslocamento de 0. Todas as ilustrações devem obrigatoriamente conter legenda e fonte.5 cm Os itens de alínea são separados entre si por ponto-e-vírgula. Deve ser utilizada fonte tipo Arial tamanho 10 e espaçamento entre linhas simples em citações com mais de três linhas. As notas não devem ser utilizadas para referência bibliográfica. notas de rodapé. Negrito deve ser utilizado para dar ênfase a termos. No caso do uso de listas. Usar fonte 10. Arial. seja inédita e pertencente aos autores do próprio artigo. da mesma maneira que os trechos de corpo de texto. 3 CITAÇÕES E REFERÊNCIAS As citações devem obedecer ao sistema autor-data e estar de acordo com a norma NBR 10520 da ABNT.

estas devem ser referenciadas pelo último sobrenome do primeiro autor seguido da expressão et al. com fonte menor e com recuo de 4. 2008. a grafia deve ser em maiúsculo. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. 2008). Todas as referências citadas no texto. p. Para citar obras escritas por três ou mais autores. na seção Referências. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Quando estiver entre parênteses. REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. A exatidão das referências é de responsabilidade dos autores. Deve ser utilizada fonte tamanho 10 e sem as aspas. Caso o texto original já contenha aspas. p.64 Quando o autor citado estiver no corpo do texto. estas devem ser substituídas por aspa simples. terminando na margem direita. Deve-se utilizar um recuo de 4. Para citar obras escritas por dois autores no corpo do texto. Deve haver uma linha em branco antes e depois da citação (FULANO. 2002. Quando a citação de dois autores estiver entre parênteses. Rio de Janeiro. Para as citações com mais 03 linhas. deve-se citar Fulano e Beltrano (2008). As referências devem ser ordenadas alfabeticamente pelo sobrenome do autor. Para as referências. conforme ilustrado neste exemplo. 2005. A citação com mais de 03 linhas deve ser escrita sem aspas. NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. Exemplo: Toda citação direta com mais de 03 linhas é considerada uma citação direta longa. Em obras escritas por mais de três autores. devem ser incluídas ao final. a grafia deve possuir a primeira letra em maiúsculo e as seguintes em minúsculo. BELTRANO. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. pode ser caracterizado plágio” (FULANO. 150). estas devem ser transcritas em parágrafo distinto. ______. em parágrafo distinto. terminando na margem direita. estes devem ser separados por ponto-evírgula (FULANO. Exemplos: a) Fulano (2008. 10) afirma que “é importante a utilização das citações corretamente”.0 cm da margem esquerda. exatamente conforme aparece nas referências aleatórias incluídas a seguir. deve-se utilizar texto com fonte Arial. 20).0 cm na margem esquerda. p. As referências devem aparecer em ordem alfabética e não devem ser numeradas. 2008. 2008). e apenas estas. BELTRANO. Não se deve utilizar o caractere &. A citação deve vir logo abaixo texto que a antecede e a sucede por 12 pontos (ou uma linha). . tamanho 12. espaçamento simples. ______. Citações diretas de até 03 linhas acompanham o corpo do texto e se destacam com dupla aspa. seguido da expressão et al (FULANO et al. seguindo os padrões da norma NBR 6023 da ABNT. trabalhos em andamento e trabalhos não publicados não devem ser incluídos na lista de referências bibliográficas. 2003. prevendo 12 pontos (ou uma linha) depois de cada referência. mas citados em notas de rodapé. b) "Citar trechos de ‘outros autores’ sem referenciá-los. mencionar somente o primeiro autor. Comunicações pessoais.

até a dissertação de mestrado ou a tese doutoral. Neste caso. OTANI. Francisco Antonio Pereira. isso ocorrem com o propósito de definir e estruturar estes trabalhos acadêmicos. utilizadas em trabalhos de conclusão de curso de graduação ou de especialização. 2003. NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação. ______. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. ele aborda apenas um assunto por vez. Ed. pois a monografia deve ser detalhada ao ponto de atender aos objetivos institucionais. . Em sua estrutura. 2007. completa e rigorosa.3 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO/ MONOGRAFIA Os trabalhos de conclusão de curso na forma de monografias são os mais extensos e formais dos trabalhos acadêmicos. Existem muitas obras na forma de monográficas e. 1. 2003.65 ______. Florianópolis/SC: Visual Books. além de considerar a profundidade e a extensão. 4. Rio de Janeiro. é necessário e recomendável uma consulta a cada modelo com maior profundidade. TCC: métodos e técnicas. FIALHO. portanto. dissertando sobre o mesmo em diversos graus crescentes e de originalidade. SOUZA. 2002. Rio de Janeiro. tratando de um assunto particular de maneira sistemática. Isso ocorre em um continuum que vai da monografia propriamente dita. Antonio Carlos de. NBR 10520: informação e documentação: citações em documento apresentação. Nilo. Rio de Janeiro. ______.

• A folha deve apresentar margem de 3 cm superior e à esquerda. Não coloque ponto final nos títulos. • Títulos: os títulos devem ser posicionados à esquerda.3. Entre uma seção e outra. numerados com algarismos arábicos. em negrito. 3 cm 1 3 cm 2 cm 2 cm . • Espaço entrelinhas de 1. • A numeração das páginas deve ser arábica e aparecer no canto superior direito da página a partir da “Introdução”.1 Formatação do Trabalho de Conclusão de Curso Os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) na modalidade Monografia seguem as seguintes normas quanto à sua formatação: • Folha no formato A4 (210 x 297 mm). porém a contagem começa na Folha de Rosto. • O trabalho deve ter entre de 85 a 150 paginas.66 4. e 2 cm inferior e à direita.5 cm e os parágrafos iniciados com margem de 1.25 cm. considerar duas linhas de intervalo. Deve-se utilizar texto com fonte 12. • Fonte Arial do Microsoft Windows ou equivalente. • O tamanho da fonte deve ser 12 para o texto e para os títulos. Vide exemplos em “Sumário”. em negrito.

• Lombada: Deve constar na parte superior o termo TCC.1. Glossário. conforme exemplo.67 4. a área da Pós-Graduação e o titulo do trabalho. • CAPÍTULO 5: Conclusão. Abstract (obrigatório). Ficha catalográfica (obrigatória) Folha de aprovação (obrigatório). Agradecimentos (opcional). Pergunta de Pesquisa. • CAPÍTULO 4: Resultados da Pesquisa. o ano da defesa. Apêndices (opcional). 4. • Elementos Pós-Textuais: Referências (obrigatório). Listas de Tabelas/Ilustrações. Objetivo Geral.3. Objetivos Específicos. Resumo (obrigatório).2 Capa e Lombada • Capa: Devem constar os elementos essenciais necessários à identificação do documento. Justificativa da Escolha do Tema.3. Folha de rosto (obrigatório). Lista de reduções (siglas e símbolos se houver) • CAPÍTULO 1: Introdução. . No meio. A capa deve ser preta com letras douradas. (opcional). • CAPÍTULO 3: Procedimentos Metodológicos. Sumário (obrigatório). Epígrafe (opcional).1. Na parte inferior. • CAPÍTULO 2: Fundamentação Teórica.1 Conteúdo Em conformidade com a norma NBR 6029:2005 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) os relatórios de pesquisas científicas devem conter os seguintes elementos: • Elementos Pré-Textuais: Dedicatória Capa (obrigatório). Anexos (opcional). conforme exemplo.

FASC CURSO DE GRADUAÇÃO EM --------------- AUTOR (ES) TÍTULO DO TRABALHO ANO LOCAL. ANO .68 TCC FACULDADES DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DA REGIÃO CARBONÍFERA – FACIERC FACULDADES ASSOCIADAS DE SANTA CATARINA .

orientador: LOCAL.3 Folha de Rosto [AUTORES ] TÍTULO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Coordenação do Curso de xxxxxxxxxxxxxx para a obtenção do título de Bacharel em xxxxxxxxxxx Prof.69 4. ANO .3.1.

Prof.1. FACIERC.70 4.3.4 Ficha catolográfica A ficha catalografica deve estar no verso da folha de rosto. Orientador: Trabalho de Conclusão de Curso: Graduação em XXXXXX. Ano Referências: Paginas: Palavras-chave . Autores Título do trabalho/ autores/ Cidade/ Estado/ Instituição/ Ano/ Número de paginas.

3. [ Titulação e nome] Coordenador do Curso [_ Titulação e nome] Orientador Banca Examinadora [Titulação e nome] [Titulação e nome] [Titulação e nome] .71 4. Criciúma.5 Folha de aprovação [ Autores ] [ Título ] Este trabalho de conclusão de curso foi avaliado e aprovada para a conclusão do curso de Graduação em XXXXXXXXXXXXX pelas Faculdades de Ciências Econômicas da Região Carbonífera – FACIERC.1. [dia] [mês] de [ano].

72 4.6 Dedicatória Aos meus pais e irmãos .3.1.

......1.....................7 Agradecimentos Aos meus familiares pelo apoio durante estes anos de estudo.... AGRADECIMENTOS ......... 4................................ ........... ..8 Epígrafe “É a teoria que determina a forma como a qual entendemos o mundo” Albert Einstein ........... Aos meus colegas de classe pela constante troca de conhecimentos.3............................................1........ ...........................73 4... ............ ...... ..........3....... .. ....... AGRADECIMENTOS ..............................

Criciúma. separadas por ponto final. Palavras–chaves: (3 a 5). no máximo. Trabalho de Conclusão de Curso. Thiago Henrique Almino.9 Resumo Acima do resumo e do abstract. 250 palavras. FACIERC.3. Curso de Administração. O texto deverá ser desenvolvido em espaço simples e sem parágrafos. Dar preferência pela voz ativa. Ana Paula de Oliveira. com uma RESUMO RESUMO linguagem impessoal. Pinheiro.74 4. Schenkel.1. tal como no exemplo que segue: Francisco. Resumo informativo em português com. deve-se constituir a referência do trabalho.171. A IDENTIFICAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS DA FACIERC COM BASE NA PERCEPÇÃO DE SEUS GESTORES. Janaína Rosa. sem a utilização de adjetivos. 2009. P. .

.1. A IDENTIFICAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS DA FACIERC COM BASE NA PERCEPÇÃO DE SEUS GESTORES. Key-words: (3 a 5).3.10 Abstract: (é o Resumo no idioma Inglês ou espanhol) Francisco.75 4. no máximo. Janaína Rosa. Schenkel. sem a utilização de adjetivos. FACIERC. 250 palavras. separadas por ponto final. Pinheiro. Thiago Henrique Almino. com uma linguagem impessoal. Curso de Administração. Ana Paula de Oliveira. Resumo informativo em inglês ou espanhol com.171. Dar ABSTRACT preferência ABSTRACT pela voz ativa. Criciúma. Trabalho de Conclusão de Curso. 2009. O texto deverá ser desenvolvido em espaço simples e sem parágrafos. P.

..1...1 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 2..... Para o sumário e consequentemente os títulos e subtítulos do corpo do TCC............................................. Lista de Figuras Figura 1 Título da Figura............................1......1 Modelos de Sistemas de Informação 2......1 Fatos Históricos 2..............76 4.......... Lista de tabelas Tabela 1 Título da tabela.... deve ser seguido o formato a seguir especificado................. Lista de Gráficos Gráfico 1 Título do gráfico......1. Fialho e Otani 2007 Seção primária Seção primária SEÇÃO SECUNDÁRIA Seção Terciária Seção Quaternária Seção Quinária .1 A estrutura dos modelos Quadro 11: Seções – numeração e recursos gráficos Fonte: Souza.............1...... enumera as partes do documento na mesma ordem em que se apresentam no texto. Lista de quadros Quadro 1 Título do quadro.... tabelas......................1....... fotos e demais ilustrações que compõem o trabalho........... Pag Pag Pag Pag O sumário.....1.. a partir do exemplo que seguem.................................................. 1 INTRODUÇÃO 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2............. Elas devem se posicionar antes do sumário e se posicionar em paginas diferentes e seqüenciais........... figuras..........1.11 Lista de ilustrações e sumário A lista de ilustrações elenca os quadros........3.....................

....................3............ ................................... Fundamentação Teórica Mostra-se......... .............................. .... ......................................... • Paráfrases: síntese das idéias de algum autor. ............................. .............................. ... por meio da compilação crítica e retrospectiva de várias publicações......................................................... o estágio de desenvolvimento do tema da pesquisa e estabelece um referencial teórico para dar suporte ao desenvolvimento do trabalho..... ........................................ . a introdução é primeira parte do trabalho.......................... .. .......... ................................................................................................................. ...... Neste item.... ............................................................. É a primeira pagina que será numerada no trabalho OBJETIVOS OBJETIVOS ............................................................................... argumentando a pertinência de seu estudo...........................................................................1................................................................................ ..................................................................... .................77 4. se justifica o que se vai fazer........................................................................... 8 8 INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO .............. ................ ........................................... ............................................................................................... ..................................................................................................... Deve ser mantida a fonte (autoria).... Apresenta o tema de pesquisa o problema a ser pesquisado e seus objetivos. ........... .... ....... ...................................................12 Detalhamento dos elementos textuais Como já visto anteriormente..................................................................... Aqui se deve fazer uso de paráfrases e citações literais (NBR 10520)....... ..................................................................................................................................

.1 [Sub-título] ............. .............................................................................. a partir da segunda linha da mesma referência........1 [Sub-título] 2.............................................. .... ...... [................................ • Citações com menos de 3 linhas: no corpo do trabalho entre aspas: “A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis”..................................78 • Citação literal (ibisis litteris): cópia fiel da frase ou parágrafo................................................................................................................................ • Paráfrase (3) Com 3 ou mais autores............. TÍTULO ..... (SILVA.................................1 [SUBTÍTULO] ......... ............................ ............... fonte 10..................... .................. este deve obedecer ao seguinte principio: Com base em Fulano (2009).......................... 21)....................................................... em espaço simples e separadas entre si por espaço duplo..................................... os nomes devem ser separados pela letra e: Com base em Fulano e Beltrano (2009)................ ....................... ......2 [SUBTÍTULO]] .......................................... 2002.. 3) 12 12 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA . • Paráfrase (1) Quando no decorrer do texto.... serão alinhadas...1....................................................... p...2 [SUB2............. .......]............... 2.................. ........................................ (NBR 6023............ ....................................................... deve-se usar a expressão et al: Com base nas contribuições de Fulano et al (2009)................... 2... . Quando aparecerem em notas de rodapé............ .... ...................... ..................... • Paráfrase (2) quando em mais de um autor................................... 2002....................... sem aspas... Deve ser mantida a fonte e a página de onde foi retirada a citação...... TÍTULO] .......1. .............1 [SUB2......... • Citações com mais de 3 linhas: reentrada com margem de 4cm.... p............ Deve estar situada duas linhas abaixo do texto As referências são alinhadas somente à margem esquerda do texto e de forma a se identificar individualmente cada documento.................. ...................... 2......... ...... ........................

................................................... ....................................................................................1....................... Deve mostrar como os dados foram tratados e como foram analisados.................. ....................... ..........79 Procedimentos Metodológicos Os procedimentos Metodológicos devem ser desenvolvidos de forma à: • • • • • • Fornecer o detalhamento da pesquisa... ..........1 SUB-TÍTULO 3............................................................. 3.................)..................... Indicar como foi selecionada a amostra e o percentual em relação à população estudada.......................... .... ................ ............................................................................1............................... . entrevista..1 SUB-TÍTULO .......2 SUB-TÍTULO 3............ ele terá como seguir os passos adotados.... Caso o leitor queira reproduzir a pesquisa................... Apontar os instrumentos de pesquisa utilizados (questionário..1 Sub-título 3.................. .......................... Apresentar todas as especificações técnicas materiais e dos equipamentos empregados........................................................... Esclarecer os caminhos que foram percorridos para chegar aos objetivos propostos.... etc............................ ....1 Sub-título .......... 3....................................................................................................... 73 73 3 PROCEDIMENTO METODOLÓGICOS 3 PROCEDIMENTO METODOLÓGICOS 3...................... .......2 SUB-TÍTULO ...... ....................................................................................

... .............................. A conclusão deve resgatar a consecução dos objetivos do trabaalho........ ........ ................................................. ................................. sugere-se um novo subitem.................... .........................1 SUGESTÕES PARA FUTUROS TRABALHOS TRABALHOS ....................... Podem-se apresentar sugestões sobre o tema abordado no trabalho................ ............................... ................. .......................80 Conclusão Apresenta a síntese interpretativa dos principais argumentos usados.. para isso............. EX1: 5.... ou EX2: SUGESTÕES PARA A EMPRESA 80 80 5 CONCLUSÃO 5 CONCLUSÃO .. onde será mostrado se os objetivos foram atingidos.............................. ............... .. .................................................................................. Nesta etapa não se deve introduzir novos argumentos................... .................................................................... .......1 SUGESTÕES PARA FUTUROS TRABALHOS........................... ........ ...... .................................................................................................. porém.......................................................................................................................................................... .................. ....................................................... Podem constar na conclusão uma recapitulação sintetizada dos capítulos e a autocrítica............................................1 SUGESTÕES PARA FUTUROS 5.................. onde você fará um balanço dos resultados obtidos pela pesquisa.............................. ....... 5.................................... apenas ater-se ao que já foi estudado e apresentado no trabalho.....................................

2001. AGIR.tomedison. 1992. René. LAKATOS.L. EDISON. 85 85 REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS ABBAGNANO. Acesso: fev. Edison Museum. Disponível em: <http://www. Metodologia científica. Paulo: Atlas. São Andrade. Edison Museum. VI. Nicola . Paulo: Martins Fontes. 2009. Thomas A. de 2009.paulofreire.. São DESCARTES. II. Paulo R. VII.81 4. Metodologia CERVO.5. Metodologia Científica em Ciências Sociais. 4a Edição. Paulo R. de em:<http://www. Instituto Paulo Freire. Metodologia Científica em Ciências DEMO. ABBAGNANO. 1995. & BERVIAN. 4a Edição. Metodologia do trabalho científico. Instituto Paulo Freire. 1.paulofreire. Pedro. História da Filosofia. Sociais. Presença. VII. N. A. de 2008. Metodologia do SEVERINO. A.1. Disponível FREIRE. Pedro.3. 1992. Antônio Joaquim. São Paulo: Atlas. CERVO. ________Fundamentos da Metodologia Científica. 2001. Thomas A. ________Fundamentos da Metodologia Científica. Acesso: fev. 2000..org >.. DESCARTES. DEMO. XI e XI.L. IV. Listam-se todas as obras citadas no texto que de alguma forneceram subsídios a sua elaboração da monografia.org >.org/>. HUHNE. São Paulo: McGraw-Hill. Metodologia do Trabalho Científico . Vol. HUHNE. São Paulo: Cortez. IV. Nicola História da Filosofia. 2002. 1996. Acesso: mar. A. V.tomedison. A. São Paulo: Atlas. 2002. FREIRE. 2008. São Paulo: Martins Fontes. AGIR. Discurso do Método. Leda Miranda. XI e XI. 2001. Eva Maria e MARCONI. René. V. & BERVIAN. P. III.. III. Eva Maria e MARCONI.13 Detalhamento dos elementos pós-textuais REFERÊNCIAS (centralizada e sem numeração) Elemento pós-textual onde são listadas as referências em ordem alfabética de sobrenome de autor com espaço entre linhas simples e entre referências. trabalho científico. P. 1999. 2001. VI. São Paulo: McGraw-Hill. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. Antônio Joaquim. Disponível em:<http://www. Metodologia do Trabalho Científico São Paulo: Atlas. Disponível EDISON. Discurso do Método. SEVERINO. Metodologia Cientifica. Vol. II. Presença. Metodologia Cientifica. São Paulo: Cortez. 1999. 1996.org/>. Leda Miranda. Marina de LAKATOS. Acesso: mar. N. 1995. de em: <http://www. Marina de Andrade. científica. 2000. .

que serve de fundamentação. É o documento elaborado pelo autor a fim de complementar sua argumentação. APÊNDICE A -.Questionário APÊNDICE A Questionário colaboradores da empresa x colaboradores da empresa x aplicado aplicado 88 88 aos aos . Exemplo: APÊNDICE A – Questionário aplicado aos colaboradores da empresa x APÊNDICE B – modelo de documento para os colaboradores ANEXO(S): Texto ou documento não elaborado pelo autor.82 APÊNDICE e ANEXO(S) As definições já foram tratadas anteriormente. Exemplo: ANEXO A – Mapa do setor de extrusão da empresa x ANEXO B – Quadro de horários de funcionários do setor de montagem da empresa x Para cada apêndice ou anexo deverá ser utilizada uma página nova. comprovação e ilustração.

no texto de um projeto de pesquisa. ou autor-data. sobretudo no sentido de contar com a contribuição da busca pelo estado da arte do conceito pesquisado. ela deve ser especificada entre parênteses com as informações de autoria. as citações são elementos adicionais ao texto e. devendo-se preservar o significado original pretendido pelo autor. de acordo com a proposta da NBR 10520:2002. comprovação de pontos de vista.83 5 CITAÇÕES E REFERÊNCIAS Com a intenção de consolidar o projeto de pesquisa. Desse modo. as citações tornam-se relevante já que permitem que ocorram contribuições de informações extraídas de outra fonte. quando se referem a uma transcrição literal – cópia fiel – do texto do autor consultado. . no caso da citação indireta. É natural. podem ser diretas. assim como salienta Vergara (2000). preservando a apresentação (conteúdo e forma) da fonte pesquisada. modificando-se o texto original com a manutenção das informações base da contribuição. pagina separados por vírgula.1 Citação Direta As citações diretas são as transcrições das informações citadas. quando a transcrição não é literal. ano. A autoria pode ser informada dentro ou fora do parênteses.1. que se tome o devido cuidado com a utilização das palavras. No sistema autor-data. apresentação de elementos adicionais para aumentar a força do argumento e valorizar os aspectos trabalhados ao longo da pesquisa. As citações. elementos principais. sendo obrigatório o uso de letras maiúsculas para a opção “dentro do parênteses” . podendo ser apresentada no sistema numérico. evitando a distorção do conteúdo. 5. Em um texto científico. as citações são utilizadas para apresentação de conceitos. jamais.1 TIPOS DE CITAÇÕES 5. ou indiretas.

17) “a condição da orientação a objetos desencoraja o desenvolvedor a pensar em uma aplicação de forma hierárquica [. identifica-se outra forma de se utilizar este método de citação: Para Fideli (2002. espaço entre linhas simples e sem aspas. 378). COURTÉS. em fonte 10.84 A citação direta pode se apresentar de duas maneiras: com até três (3) linhas. “a banana que o macaco tenta atingir é seu valor de base. 1979. respeitando-se rigorosamente a Lei dos Direitos Autorias. devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda. Entre o texto e a citação deve-se utilizar um espaço de 1.378) escrevem: “a banana que o macaco tenta atingir é seu valor de base. P. Já as citações com mais de três (3) linhas.]” Este tipo de citação também pode utilizar a autoria no final do texto entre parênteses. p. ou com mais de três (3) linhas. p. A citação com até três (3) linhas são destacadas no texto por aspas duplas (“ “). (GIL. Em outro exemplo. tal como no exemplo que segue: A este propósito. p. enquanto o galho que procura para atingir o seu objetivo será um valor de uso”.. pode-se observar o seguinte: A este propósito.5 cm... 17). enquanto o galho que procura para atingir o seu objetivo será um valor de uso” (GREIMES. . 2002. 76). p. 2002. Greimes e Courtês (1979. Em um exemplo de autoria indicada no texto.. teses e anais de congressos).. assim como no exemplo que segue: O Comut permite às comunidades acadêmica e de pesquisa o acesso a documento em todas as áreas do conhecimento (mediante cópias de artigos de revistas técnico-científicas. exclusivamente para fins acadêmicos e de pesquisa. Ou ainda: “A condição da orientação a objetos desencoraja o desenvolvedor a pensar em uma aplicação de forma hierárquica [.]” (FEDELI et al.

1995. Aqui. a indicação da pagina é suprimida. deve-se colocar na indicação da fonte a expressão latina apud.2 Citação Indireta A citação indireta se refere a referencia do contexto. as imobiliárias são internamente administradas em processos fragmentados e.3 Citação da Citação É a citação direta ou indireta de um texto em que não se teve acesso ao original. (INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS.85 5.1. Neste caso. Elas apresentam o sintoma típico de empresas que não acordam para o atendimento ao cliente. tal como no exemplo que segue: Segundo Almeida (2001).1. 5. 25). Ela pode ocorrer com a autoria indicada no texto. Neste caso. identifica-se a citação da seguinte forma: Na classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). tal como no exemplo que segue: . Ela pode aparecer com a autoria indicada no texto. tendo como base um texto na obra do autor consultado. sendo necessária apenas a data da fonte consultada. as estações ecológicas encontram-se agrupadas às categorias de manejo de uso indireto dos recursos. às vezes. Já em um exemplo de autoria no final do texto. Constata-se que ela é a exposição da idéia da fonte pesquisada escrita com as próprias palavras do autor do trabalho acadêmico. além da insatisfação dos incorporadores com os corretores imobiliários quanto ao aspecto de falta de conhecimento sobre as necessidades dos clientes. p. evitando utilizar os dois. não bem racionalizados. fica a recomendação para que o pesquisador escolha um dos modelos e utilize-o como referência em todo o trabalho.

até saber-se tudo de nada. No exemplo que segue há a possibilidade de identificar esta utilização “Para que um custo via rede [internet] seja desenvolvido. etc.” . tocar.” (SANTOS. sendo estas substituídas por aspas simples na citação direta com até três (3) linhas.” Mas pode aparecer. 1993 apud GIL. 1990. 2002. • Os colchetes [ ] são utilizados para acréscimo.4 Particularidades nas Citações No âmbito das citações existem algumas peculiaridades. até não se saber nada de tudo.1. 5. do mesmo modo que generalismo é saber-se cada vez mais. p. 53).86 James (1970 apud MEDINA. A ABNT trata algumas de modo específico.” (CHALMERS. 168). tal como identifica-se no exemplo que segue: “A ciência é baseada no que podemos ver. 1978. Opiniões ou preferências pessoais e suposições especulativas não têm lugar na ciência. é fundamental que seja feito previamente um plano instrucional detalhado do curso. tal como no exemplo que segue: “Se você for esperto perceberá que aquela ‘senhora’ não é quem ela diz ser. p. p. para indicar que houve erro de grafia no texto original. Também são utilizados com a expressão “sic” (assim mesmo). também. ou explicação necessária ao texto mencionado. ouvir. comentário. sendo as principais destacadas nos pontos que seguem: • As aspas simples – ‘exemplo’ devem aparecer quando constar no texto original frase ou palavras entre aspas duplas. 143) afirma que “especialismo é saberse cada vez mais de cada vez menos. no final do texto entre parênteses.

] qualidades pessoais do pesquisador no processo de criação científica. pode ser utilizado no inicio. Exemplo do grifo nosso ou grifo do autor: De acordo Gil (2002. Neste caso.. • Já no caso de erro de digitação.] são utilizados para supressão. o exemplo é o seguinte: “Todas as cazas [sic] daquela rua eram com certesa [sic] de Dom Joaquim Passos..] o cirurgiãodentista está relacionada não só ao trabalho de lesões decorridas de traumas bucofaciais [..] pode julgar-se pecador e identificar-se com seu pecado. 77). são diferenciadas pelo acréscimo de letras minúsculas após o ano.]bem como a disseminação de informações sobre traumatismos dentais em atletas [.. meio ou no fim da frase. 2001. Estes aspectos devem ser mencionados após a citação..... 1962.. como as de grifo do autor ou grifo nosso. 29). v. 4. grifo nosso) “[. 2005a) ou Pena (2005a) . assim como no exemplo que segue: De acordo com Cardoso (2003. em ordem alfabética crescente e sem espacejamento conforme a lista de referências. traduzido pelo autor. p.” (RAHNER. [. 203) a atividade do “[. p.]” • Os parênteses ( ) são utilizados para inclusão de expressões. p. 1943. 463.” (FERNANDES.... 18. • As citações de um mesmo autor. quando não se menciona o parágrafo todo. p. p.] desempenhado pelos recursos de que dispõe o pesquisador no desenvolvimento e na qualidade dos resultados da pesquisa.” Exemplo de tradução nossa: “Ao fazê-lo pode estar envolto em culpa. • Os colchetes e reticências [. tradução nossa).87 (KUNHEN. ódio de si mesmo [.. publicadas no mesmo ano. Um exemplo pode ser identificado a seguir: (PENA.. perversão.

estas devem ser inclusas na indicação da fonte. Alberto. seguida de reticências. p.88 (PENA. data da publicação e das paginas. “Tempos de dor estão por extinguir-se. 2001) (SILVA. 1990) (SILVA... Caso o título se inicie com palavra que seja artigo ou monossílaba.. Caso haja a coincidência nas letras iniciais dos prenomes. 2005b) ou Pena (2005b) • Quando houver a coincidência de autores com o mesmo sobrenome e data.. Álvaro. 2004. separadas por vírgula e entre parênteses. tal como no exemplo: “Os mecanismos serão implementados conforme detectada necessidade de mudanças no estabelecimento. deve-se acrescentar as iniciais de seus prenomes. tal como nos exemplos: (SOUZA. .. 2002) • Quando as citações diretas e indiretas de fonte sem indicação de autoria ocorrerem. p. 1977.. Antônio.. tempos de plenitude estão por chegar.” (SISTEMA.. Afonso. 34). 1990) (SILVA. 8).” (OS NOVOS. 2002) (SILVA. deve-se utilizar a primeira palavra do titulo. F. deve-se escrever os nomes por extenso. 2001) (SOUZA. J.

2001. no final do texto.89 • Quando houverem citações diretas e indiretas de mais de um documento com a mesma autoria. identificadas nos exemplos que seguem: Exemplo de autoria. 2007). MARTIGNAGO. no final do texto. tornando as pessoas inclusivas na sociedade. entre parênteses: As novas tecnologias têm contribuído para o processo de aprendizagem no ensino a distância. 2005. indicada no texto: De acordo com Medeiros (2001. 2007) as novas tecnologias têm contribuído para o processo de aprendizagem no ensino a distância. 2002. Exemplo de autoria. 2005. • Quando houverem citações indiretas de mais de um documento com autoria diferente. 2007. tornando as pessoas inclusivas na sociedade. . estas devem ser separadas por ponto e virgula e ordenadas alfabeticamente. (MEDEIROS. Exemplo de autoria indicada no texto: De acordo com Machado (2007). Exemplo de autoria. 1999). assim como no exemplo que segue. entre parênteses: O hábito da leitura desenvolve a capacidade de reflexão. Martignago (2002) e Silva Júnior (1999) o hábito da leitura desenvolve a capacidade de reflexão. no final do texto. (MACHADO. existem duas formas. SILVA JÚNIOR.

• Livro no todo: AUTORIA (PESSOA. São Paulo: LTr. p. 2005. recrutamento e seleção de pessoal. As referências apresentam-se logo após a conclusão do trabalho. 5. Para as devidas consultas. [2009]. 4. Benedito Rodrigues. • Autoria repetida: Substitui-se a indicação da autoria por um traço sublinear equivalente a seis (6) underline. da ABNT. Cidade: Editora. segue-se o seguinte exemplo: Exemplo de citação no final do texto com data provável: (PHILIPPI. ano. onde as duvidas poderão ser dirimidas. ed. Título: subtítulo. alinhadas somente a margem esquerda. p. digitadas em espaço simples e separadas entre si por dois espaços simples. 9). Número da edição (quando houver). . ENTIDADE ou JURISDIÇÃO). há um CD nas dependências da biblioteca com os originais da NBR 6023.31). os quais são representados por meio de citações diretas ou indiretas. seguem-se os exemplos das principais referencias utilizadas em um trabalho de pesquisa. Fazem parte desta lista todos os documentos utilizados no trabalho. A palavra “referências” deve ser apresentada em letra maiúscula e em negrito.90 • Já nas citações diretas e indiretas sem data. não indicada na obra (PHILIPPI. [2009?]. Exemplo de citação no final do texto com data certa. com alinhamento centralizado. PONTES.2 REFERÊNCIAS A elaboração das referências segue as considerações da NBR 6023. A seguir. Planejamento.

Lei orgânica do município de Sombrio. Sombrio. São Paulo: Martin Claret. São Paulo: Atlas. São Paulo: Hucitec. Eva Maria. • Jurisdição (cidade. ______ (Org. • Coincidências de obras do mesmo autor e mesma data LAKATOS. 2. Secretaria de Tecnologia e Indústria. Marina de Andrade. São Paulo: FTD. BONJORNO. Fundamentos de metodologia científica. ed.). Antonio.91 CHRISTOFOLETTI. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. et al. MARCONI. • Livro sem autoria O PODER da PNL: (programa neurolingüística). São Paulo: E. Rio de Janeiro: Objetiva. 1995b. 2002 • Dicionário HOUAISS. c2001. 3. Geografia e meio ambiente no Brasil. 3. 2000. Antônio. SANTA CATARINA. 1987. Etanol: combustível e matéria-prima. Florianópolis: Imprensa Universitária. Blücher. Regina A. [199-?]. • Mais de três (3) autores – indicar o primeiro autor seguido da expressão et al. ed. Ministério da Indústria e do Comércio. • Livro em meio eletrônico . As leis da abolição. Secretaria da Educação. e ampl. ed. rev. Rio de Janeiro. 1 v. Câmara Municipal. São Paulo: Atlas. 1976. Física completa: ensino médio. Geomorfologia. ______. 2000. BRASIL. 1990. e ampl. rev. ed. Sociologia geral. 6. 1995a. estado ou país) SOMBRIO.

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Cidade: Editora. 6 REGULAMENTO GERAL DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO . Título: subtítulo. produtor. Diretor. A QUESTÃO dos paradigmas. AMÉRICA do Sul: mapa visográfico. Brasília. Jaqueline. 2000. Constituição (1988). Escala. • DVD TÍTULO: subtítulo. DF: Senado Federal. Cidade: Editora. Cidade. GONÇALVES. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO). ano. Florianópolis. 1 DVD. Especificação do suporte em unidades físicas. São Paulo : SIAMAR. Escala 1:7. Cidade. Título: subtítulo. Número da edição (quando houver). Apostila da disciplina de Didática do curso de Pedagogia da Unisul. • Mapa AUTORIA (PESSOA. BRASIL. 2006. [19-?]. Constituição da República Federativa do Brasil. São Paulo: Geomapas.000. 1 mapa.99 JURISDIÇÃO (PAÍS OU ESTADO). • Apostila AUTORIA (PESSOA. ano. Pedagogia das séries iniciais. Constituição (ano da promulgação). ano. Produção de Charthouse International Learning CO. ano.000. Número da edição (quando houver). 1988. Designação da quantidade e do tipo de material usado. Notas. Título: subtítulo. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO).

por meio da execução de projetos que levem ao desenvolvimento de produtos. três (3) acadêmicos do curso. ou de acordo com as indicações do Professor Orientador . por meio da execução de um projeto de pesquisa. • Estimular o espírito crítico e reflexivo no meio social onde está inserido. • Estimular a construção do conhecimento coletivo.O Trabalho de Conclusão de Curso é uma atividade obrigatória. 2º O TCC poderá ser desenvolvido em equipes de dois (2) a. • Despertar o interesse pela pesquisa como meio para a resolução de problemas. • Estimular a inovação tecnológica. obedecendo as normas estabelecidas pelo Roteiro para a elaboração de trabalhos científicos da Instituição. Art. • Desenvolver a capacidade de planejamento e disciplina para resolver problemas dentro das diversas áreas de formação.O TCC será caracterizado por uma pesquisa científica. • Intensificar a extensão acadêmica. os quais possam ser patenteados e/ou comercializados. no máximo. § 1º . • Estimular o espírito empreendedor. por intermédio da resolução de problemas existentes nos diversos setores da sociedade. • Estimular a interdisciplinaridade.1º . que constitui componente curricular obrigatório dos cursos de graduação da FACIERC e tem como objetivos: • Desenvolver a capacidade de aplicação dos conceitos e teorias adquiridas durante o curso de forma integrada. tecnológica aplicada.100 REGULAMENTO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA FACIERC CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS Art. • Estimular a formação continuada.

em consonância com o Professor Responsável. 3º . II – Providenciar. 4º . III . doravante denominado Professor Responsável. apresentação parcial e defesa final.É vedada a convalidação de TCC realizado em outro curso de graduação. CAPÍTULO II DAS ATRIBUIÇÕES Seção I – Do Coordenador de Curso Art. • Organizar e operacionalizar as diversas atividades de desenvolvimento e avaliação do TCC que se constituem na apresentação do projeto de pesquisa.8ª fase – dos cursos de Graduação da Instituição. Art.o . normas e instruções complementares no âmbito do seu curso.Compete ao Professor Responsável pelo TCC: • Apoiar a Coordenação de Curso no desenvolvimento das atividades relativas ao TCC. em consonância com o Professor Responsável. que se encarregará pelas ações do processo ensino-aprendizagem e orientações metodológicas do Trabalho de Conclusão de Curso. o credenciamento e a homologação dos Professores Orientadores do TCC.101 § 2º .Compete ao Coordenador de Curso I . .Homologar as decisões referentes ao TCC.Estabelecer.O TCC constitui-se de uma atividade desenvolvida com o apoio da disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso . 5. Seção II – Do Professor Responsável pelo TCC Art. IV . • Efetuar a divulgação e o lançamento das avaliações referentes ao TCC.Indicar o professor responsável pela disciplina de TCC.

102

• Promover reuniões de orientação e acompanhamento com os alunos que estão desenvolvendo o TCC. • Definir, juntamente com a Coordenação de Curso, as datas das atividades de acompanhamento e de avaliação do TCC. • Promover, juntamente com a Coordenação de Curso, a integração com a Pós-Graduação, empresas e organizações, de forma a levantar possíveis temas de trabalhos e fontes de financiamento.  Constituir as bancas de avaliação dos TCC. Seção III Do Professor Orientador Art. 6º - O acompanhamento dos alunos no TCC será efetuado por um Professor Orientador, com a anuência do Professor Responsável, observando-se sempre a vinculação entre a área de conhecimento na qual será desenvolvido o projeto e a área de atuação do Professor Orientador. • § 1º - O Professor Orientador deverá, obrigatoriamente, pertencer ao corpo docente da FACIERC, podendo existir coorientador(es).
• § 2.o - O(s) co-orientador(es) terá(ão) por função auxiliar no

desenvolvimento do trabalho, podendo ser qualquer profissional com conhecimento aprofundado e reconhecido no assunto em questão. Art. 7º - Será permitida substituição de orientador, que deverá ser solicitada por escrito com justificativa(s) e entregue ao Professor Responsável, até 60 (sessenta) dias antes da data prevista para o Seminário de Apresentação Final. Parágrafo único - Caberá ao Coordenador de Curso analisar a justificativa e decidir sobre a substituição do Professor Orientador. Art. 8º - Compete ao Professor Orientador:
• Orientar o(s) aluno(s) na elaboração do TCC em todas as suas fases,

do projeto de pesquisa até a defesa e entrega da versão final da monografia.
• Realizar reuniões periódicas de orientação com os alunos e emitir

relatório de acompanhamento e avaliações ao Professor Responsável. • Participar das reuniões com o Coordenador do Curso e/ou Professor Responsável.

103

• Participar da banca de avaliação final. • Orientar o aluno na aplicação de conteúdos e normas técnicas para a elaboração do TCC, conforme metodologia da pesquisa científica. • Efetuar a revisão dos documentos e componentes do TCC, e autorizar os alunos a fazerem as apresentações previstas e a entrega de toda a documentação solicitada. • Acompanhar as atividades de TCC desenvolvidas nas empresas ou em organizações.
• Indicar, se necessário, ao Professor Responsável a nomeação de

coorientador Seção IV – Dos Acadêmicos Art. 9º - São obrigações do(s) Aluno(s): • Ter cursado as disciplina pré-requisito do Trabalho de Conclusão de Curso no respectivo curso • Elaborar e apresentar o projeto de pesquisa e monografia do TCC em conformidade com este Regulamento. • Requerer a sua matrícula na Secretária Acadêmica nos períodos de matrícula estabelecidos no Calendário Acadêmico • Apresentar toda a documentação solicitada pelo Professor Responsável e pelo Professor Orientador. • Participar das reuniões periódicas de orientação com o Professor Orientador do TCC. • Seguir as recomendações do Professor Orientador concernentes ao TCC. • Participar das reuniões periódicas com o Professor Responsável pelo TCC. • Participar de todos os seminários referentes ao TCC.
• Entregar ao Professor Responsável pelo TCC a monografia corrigida

(de acordo com as recomendações da banca examinadora) nas versões impressa e eletrônica, incluindo arquivos de resultados experimentais, tais como: planilhas, gráficos, softwares e outros.

104

• Tomar ciência e cumprir os prazos estabelecidos pela Coordenação de Curso. • Respeitar os direitos autorais sobre artigos técnicos, artigos científicos, textos de livros, sítios da Internet, entre outros, evitando todas as formas e tipos de plágio acadêmico CAPÍTULO III DA MATRICULA E ACOMPANHAMENTO SEÇÃO I – Da Matrícula Art. 10º - A matrícula no TCC será operacionalizada pela Secretária Acadêmica conforme o disposto na instrução de matrícula descrita no Calendário Acadêmico. • § 1º - Somente apresentará seu trabalho nos seminários de avaliação de TCC o aluno efetivamente matriculado nesta atividade naquele período letivo. Art. 11º - Os alunos que pretendam desenvolver o TCC no exterior ou em instituição conveniada, dentro dos programas de intercâmbio institucional, deverão apresentar proposta de trabalho para prévia aprovação pela Coordenação.

§ 1º- A proposta de trabalho de que trata o caput deste artigo deverá ser acompanhada de parecer do Professor Orientador da instituição conveniada onde o estudante desenvolverá o trabalho.

§ 2º - Os trabalhos citados neste artigo, cujas propostas tenham sido aprovadas pela Coordenação e tenham sido defendidas na instituição conveniada, poderão ter seu crédito consignado, via processo de equivalência, após a entrega da documentação referente ao trabalho realizado, redigido em Língua Portuguesa, à Coordenação do Curso.

Seção II - DO ACOMPANHAMENTO

a composição de sua equipe. o(s) aluno(s) deverá(ao) comunicar por escrito. Art. 12º . § 2º .A defesa final constitui-se requisito obrigatório para aprovação e será realizada em forma de seminário público. § 1º . CAPÍTULO IV DO DESENVOLVIMENTO DA DISCIPLINA DE TCC Art. quando houver. 17º . o acompanhamento se dará por meio de relatórios bimestrais a serem enviados ao Professor Responsável. e a sugestão do Professor Orientador. Art.O tema para o TCC deverá estar inserido em um dos campos de atuação do curso do aluno. previamente agendadas entre orientador e .Para os alunos que desenvolverem o TCC em instituições conveniadas. 13º . com ciência do Professor Orientador da instituição conveniada.Quando da apresentação da proposta do Projeto de Pesquisa. 15 .o deverá conter a concordância do Professor Orientador proposto. Parágrafo único . 16 . o qual deverá ser assinado pelo(s) aluno(s) e orientador que os entregará na Secretária da FACIERC no período prédeterminado pela Instituição Art.A avaliação do Projeto de Pesquisa será organizada pelo Professor Responsável. 18º – São condições necessárias para aprovação na disciplina de TCC: • Freqüência maior ou igual a regimental nas atividades programadas pelo Professor Responsável e Professor Orientador.105 Art. Art. • Apresentação da monografia. 14 – A disciplina de TCC constitui-se atividade e condição obrigatória para a apresentação do trabalho final em banca de defesa. Art.O acompanhamento dos trabalhos será feito por meio de reuniões com periodicidade orientando(s).O documento citado no parágrafo 1.Após cada reunião de orientação deverá ser feito um relatório simplificado dos assuntos tratados na reunião. elaborada de acordo com os padrões da FACIERC mínima mensal. ao Professor Responsável. de acordo com o estabelecido em normas complementares.

o. elaborado de acordo com os padrões da FACIERC • Defesa e aprovação da Proposta do Projeto de Pesquisa. 19º .A conclusão. organizada pelo Professor Responsável e homologada pelo Coordenador de Curso. o aluno deverá entregar quatro (4) cópias do trabalho prévio no prazo estabelecido pelo Professor responsável da disciplina de TCC.São condições necessárias para aprovação na disciplina de TCC: • Freqüência igual ou superior a 75% nas atividades programadas pelo Professor Responsável e Professor Orientador. Art. • Apresentação de Projeto de Pesquisa por escrito. relevantes e constam na Bibliografia VI – Anexos e apêndices são adequados (Quando houver) VII .Os Projetos de Pesquisa serão avaliados com base nos seguintes critérios: I – Sequencia lógica. § 1º A avaliação final do TCC será feita por uma banca composta de pelo menos 3 (três) professores. em conjunto com a carta de autorização da defesa do final assinada pelo Professor Orientador. 21º . trazem sugestões e possibilidades para novas pesquisas VIII -Os procedimentos metodológicos enriqueceram o desenvolvimento do trabalho IX – O tema é relevante para a pesquisa X – O trabalho apresenta correção ortográfica e gramatical Art. 20 .Metodologia coerente ao exposto no manual metodológico da FACIERC III – Delimitação correta dos objetivos e conclusões IV – Continuidade de idéias V – Citações oportunas.Para participar do(s) Seminário(s) de Defesa Final do TCC . coerente e encadeada às partes do TCC II . ou considerações finais. incluindo o Professor Orientador. .106 • Defesa e aprovação no seminário público de defesa final do TCC. § 2.Em caso de impedimento do Professor Orientador. Art. a Coordenação do Curso indicará um professor substituto.

A FACIERC reserva-se o direito de disponibilizar as monografias em cópia material. junto com a autorização para a publicação do trabalho em meio eletrônico § 1º . organizada pelo Professor Responsável e homologada pelo Coordenador de Curso.107 • Defesa e aprovação em avaliação parcial. CAPÍTULO V DA DISPONIBILIZAÇÃO E DIVULGAÇÃO DOS TRABALHOS Art.Os trabalhos possuirão folha de aprovação na qual constarão. 23º . § 2º . em que se verificará a qualidade do trabalho desenvolvido até aquele momento e o cumprimento do cronograma proposto. § 2º Em caso de impedimento do Professor Orientador. quando houver. Art. estes não serão divulgados eletronicamente ou via trabalho disponibilizada na biblioteca e na Internet. ou por intermédio de mídias diversas. Parágrafo único . CAPÍTULO VI . no mínimo. • Comprovação de ter cursado com êxito conteúdos de metodologia científica e/ou ou correlatos.Quando da necessidade de sigilo em determinados dados ou resultados do trabalho. serão feitas por uma banca composta de pelo menos 3 (três) professores. as assinaturas dos membros da banca e do Coordenador do Curso.O trabalho deverá obrigatoriamente obedecer aos padrões pela FACIERC para apresentação de trabalhos estabelecidos acadêmicos. a Coordenação do Curso indicará um professor substituto.As avaliações da proposta do Projeto de Pesquisa e da avaliação parcial (quando houver). nas bibliotecas e na Internet. § 1º . incluindo o Professor Orientador. devidamente encadernados com capa dura preta e um CD. 22º – Após a defesa os acadêmicos deverão entregar ao Professor responsável duas (2) cópias do trabalho corrigido de acordo com as considerações da banca.

direitos e deveres das partes envolvidas. definindo as atribuições.108 DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. Art.Quando o TCC for realizado em parceria com empresas ou outras organizações. Art. 25º . Art.As coordenações de curso poderão estabelecer normas operacionais complementares para as atividades de TCC. inclusive a autorização da divulgação do nome da empresa na publicação do trabalho.Os casos omissos a este regulamento serão resolvidos pelos Coordenadores de Curso Apêndice A – AUTORIZAÇÃO PARA DEFESA . a critério do Coordenador. deverá ser formado termo de compromisso próprio. 23º .Poderão ser disponibilizados meios alternativos para acompanhamento e avaliação de alunos que desenvolvem o TCC fora da localidade onde o aluno estiver matriculado. 24º . 26º .

como professor orientador. ____________________ Prof. Orientador ____________________ Prof. submetendo esta declaração ao Professor da Disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso e ao Coordenador do Curso a qual pertencem os acadêmicos. Co-orientador (Se houver): Ademais. declaro que o Trabalho de Conclusão de Curso cujos dados seguem descritos está apto à participar da Banca de Defesa Pública. Sem mais. Orientador: Prof. da Disciplina de TCC ______________________ Prof. me coloco a disposição para os esclarecimentos que se fizerem pertinentes. Coordenador de Curso Apêndice B– CREDENCIAMENTO DE ORIENTADORES . Título do Trabalho: Equipe: Prof. a qual terá sua data marcada de acordo com o calendário prévio.109 FACULDADES DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DA REGIÃO CARBONÍFEIRA FACULDADES ASSOCIADAS DE SANTA CATARINA COORDENAÇÃO DE TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO DECLARAÇÃO Para os devidos fins e efeitos legais.

ou em data divulgada com antecedência pela Instituição. o Professor Orientador se compromete a tomar ciência de todas as orientações pertinentes a consecução dos objetivos do Trabalho de Conclusão de Curso na FACIERC. De igual modo. ____________________ Prof. Sem mais. o Professor Orientador está a disposição da Instituição para a participação das bancas de defesa que ocorrem na ultima semana de aula do semestre letivo. Orientador .* E-mail* Área de Atuação Texto inicial do Lattes Experiência Profissional *Contatos que serão disponibilizados aos acadêmicos A partir da oferta das informações descritas no documento.110 CREDENCIAMENTO DE ORIENTADORES Professor Titulação Disciplina Curso Tel. comprometendo-se a respeitar os indícios designados no Roteiro para trabalhos de pesquisa da Instituição e as demais orientações descritas no regulamento.

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