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Ética e Prontuário Médico: Fundamentos

O documento discute tópicos relacionados à ética médica, prontuário, relação médico-paciente e exames físicos. Aborda conceitos como deveres e proibições do médico, sigilo profissional, documentos do prontuário médico e exames como anamnese, sinais vitais e exame físico de tórax e abdome.

Enviado por

Sérgio Lopes
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Ética e Prontuário Médico: Fundamentos

O documento discute tópicos relacionados à ética médica, prontuário, relação médico-paciente e exames físicos. Aborda conceitos como deveres e proibições do médico, sigilo profissional, documentos do prontuário médico e exames como anamnese, sinais vitais e exame físico de tórax e abdome.

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sumario

1. Ética médica...........................................................................3
2. PRONTUÁRIO..............................................................................6
3. RELAÇÃO MÉDICO E PACIENTE........................................................8
4. BIOSSEGURANÇA........................................................................11
5. ANAMNESE...............................................................................14
6. ectoscopia.............................................................................18
7. FÁCIES...................................................................................23
8. sinais vitais.........................................................................29
9. EXAME FÍSICO DO TÓRAX...........................................................35
9.1 .exame do precórdio...........................................................38
9.2 .exame do sistema circulatório..........................................41
9.3. exame dos linfonodos.......................................................44
9.4 .exame do aparelho respiratório.........................................47
10 exame FÍSICO DO ABDOME.............................................................55
ETICA MEDICA
O QUE É ÉTICA?  Reconhece os valores – reconhece
as necessidades materiais.
É aquilo que pertence ao caráter ou
modo de ser; é a conduta segundo a
MORAL, em que vê as atitudes pela
O QUE ACONTECE NA PRÁTICA DE UMA
RAZÃO.
MEDICINA RUIM?
Essas atitudes podem ser:
NEGLIGÊNCIA: omissão de atos
 Conscientes – indivíduo
necessários;
 Voluntárias – sociedade
IMPRUDÊNCIA: inobservância das
Valores que definem o que: precauções necessárias;
QUERO – POSSO – DEVO IMPERÍCIA: falta de capacitação;
Porque nem tudo que eu quero eu posso
O QUE É BIOÉTICA?
Nem tudo que eu posso eu devo;
“Bioética nada mais é do que os deveres
E nem tudo que eu devo eu quero. do ser humano para com o outro ser
humano e de todos para com a
O que é a moral? humanidade”. – André Conte-Sponville
É aquilo que é transmitido de geração
- é a reflexão sobre a adequação das
para geração (hábitos, costumes, ações que envolvem a vida e o viver:
tradições.. ), em que vê as atitudes pelos
VALORES.  Ética: deveres, direitos, virtudes,
alteridade;
O QUE É ÉTICA MÉDICA?  Moral: respeito à regra;
É a conduta médica centrada na pessoa  Direito: legislação, costumes,
enferma. jurisprudência, ato negocial;

 Respeita a dignidade – reconhece PRINCIPIALISMO:


os sentimentos morais e religiosos;
3
 Justiça: distribuição de benefícios Art. 5: as atividades de graduação,
imparcial; baseadas no conhecimento, habilidades
 Beneficência: procurar fazer o e atitudes, tem por finalidade, preparar
bem; o estudante de medicina para o futuro
 Autonomia: decisão individual; exercício da profissão médica. Essas
 Não maleficência: evitar danos. atividades devem beneficiar o paciente,
o estudante, a inst. de ensino e a
IMPLICAÇÕES DO ATO MÉDICO
sociedade, guardando absoluto respeito
1. PROCESSO ADMINISTRATIVO pelo ser humano.
Hospital, secretaria de saúde 
Art.65: . .deve respeitar as normas das
advertência  exoneração
2. PROCESSO ÉTICO PROFISSIONAL
instituições onde é realizado seu
CRM/CFM: aprendizado, desde que estejam de
2.1. Advertência reservada em acordo com a legislação, não gerem
aviso confidencial; situações de opressão e
2.2. Censura reservada em aviso desfavorecimento, e não firam seus
confidencial; direitos.
2.3. Censura pública (periódico
Art.66: . .zelar pelo patrimônio material
CRM e jornal de circulação);
das instituições onde desempenha suas
2.4. Suspensão de exercício
atividades.
profissional (até 30 dias);
2.5. Cassação do exercício Art.67: . .responde civil, penal e
profissional. administrativamente pela instituição de
3. PROCESSO CRIMINAL ensino por danos causados ao paciente.
Cód. Penal  dano/homicídio 
multa ou restrição da liberdade Art.68: . .agir com solidariedade e
4. PROCESSO CIVIL respeito mútuo entre colegas,
Condenação indenizatória (danos professores, orientadores e outros
corporais, morais e existenciais) profissionais da instituição.

Princípios fundamentais (principais) Art. 69: . .a instituição deve assegurar


sempre condições dignas e adequadas
para o aprendizado de seus estudantes.
4
Art. 70: . . fica assegurado ao estudante Paragrafo único – se o crime é
de medicina o direito de reivindicar e praticado com o fim de lucro, aplica-se
exigir adequadas condições de ensino. também multa.

Lei das contravenções penais


Deveres e proibições (principais) Art. 47: exercer profissão ou atividade
econômica ou anunciar que a exerce,
É vedado ao estudante de medicina:
sem preencher as condições a que por
Art. 22: assinar receitas médicas, lei está subordinado o seu exercício:
prescrições ou fornecer atestados
Pena – prisão simples, de 15 a 3
médicos sem a supervisão e assinatura
meses, ou multa.
do médico que o orienta.
Art. 23: acumpliciar-se, de qualquer
forma, com aqueles que exercem Para ler:
ilegalmente a medicina.

CÓDIGO PENAL
Decreto Lei n.2.848 de 07 de
dezembro de 1940
[Link]
Art. 282: exercer, ainda que a titulo [Link]
gratuito, a profissão de médico, dentista
ou farmacêutico, sem autorização legal
ou excedendo-lhe os limites:
Pena – detenção, de 6 meses a 2
anos.
[Link]
o/biblioteca_1622_ceem.pdf

5
Prontuario
O que é prontuário? Art.88: negar ao paciente ou à seu
representante legal, acesso ao seu
Conjunto de documentos padronizados, prontuário, deixar de lhe oferecer
ordenados, destinados ao registro de copia quando solicitada, bem como
informações geradas a partir de fatos, deixar de lhe dar explicações
acontecimentos e situações sobre a necessárias à sua compreensão, salvo
saúde do paciente e a assistência quando ocasionarem riscos ao seu
prestada a ele, de caráter legal, sigiloso próprio paciente ou a terceiros.
e científico, que possibilita a (sempre cai em prova).
comunicação entre membros da
equipe multiprofissional prestada pelos Art.89: liberar cópias do prontuário sob
serviços de saúde publica ou privada. – sua guarda exceto para atender a
CFM nº 1331/89 ordem judicial, ou para SUA PRÓPRIA
DEFESA, assim como quando
Sigilo autorizado por escrito pelo paciente.
O teor do prontuário do paciente é Art.90: deixar de fornecer cópia do
sigiloso, e as informações ali contidas prontuário médico de seu paciente
tem caráter confidencial, o que quando de sua requisição pelo CRM.
caracteriza o Segredo Profissional. –
(parecer do CFM nº 24) Principais documentos do prontuário
 Ficha de referencia e contra
Código de ética medica - prontuário
referência;
(capitulo X)  Laudo médico para emissão de
É vedado ao médico: AIH – anamnese e exame físico;
 Termo de responsabilidade
Art.87: deixar de elaborar prontuário
 Boletim de admissão;
legível para cada paciente.

6
 Prescrição médica / observação  Deixar folhas em branco.
de enfermagem e
multiprofissional;
OS 10 MANDAMENTOS DO PRONTUÁRIO
 Folha de evolução clinica (diárias); 1. Fazer todo registro de maneira
 Folha de pareceres; clara, objetiva e legível;
2. Fazer somente anotações que se
referem ao paciente;
OBRIGATÓRIEDADES 3. Todas as evoluções e
prescrições devem ser diárias,
o Preenchimento completo/correto;
com datas, hora, assinatura e
o Letra legível + assinatura/CRM;
carimbo;
o Clareza;
4. Caso não tenha o carimbo, o
o Carimbo profissional.;
nome do profissional e sua
o Relatório diário de enfermagem,
inscrição do conselho de classe
assinado;
devem estar escritos de forma
o Registro diário dos sinais vitais;
legível;
o Descrição do ato cirúrgico e
5. Todas as folhas devem ter a
anestésico (em cirurgia), assinado
identificação do paciente com a
e carimbado;
etiqueta ou por escrito;
o Deverá ser anexada ao
6. Todo procedimento deve ser
prontuário a comprovação do
registrado pelo profissional que o
resultado dos exames
realizou;
complementares.
7. Os espaços em branco devem
O QUE NÃO DEVE FAZER NO PRONTUÁRIO ser anulados com um traço;
8. É proibido usar lápis, fita e
 Escrever a lápis; corretivo;
 Rasurar / usar corretivo; 9. É proibido rasurar as anotações;
 Fazer anotações que não se 10. É proibido o uso de abreviações.
referem ao paciente;

7
Relacao medico-paciente
O que é?  Tentar manter a neutralidade;

É o vinculo que se estabelece entre As expectativas do paciente


o médico e as pessoas que o
o O paciente deseja ser ouvido;
procura, estando doentes ou não.
o O paciente é um todo, e não
Faz parte da essência da profissão
uma parte ou um diagnóstico;
médica.
o O paciente espera que o médico
seja competente;
o O paciente deseja não ser
Evolução da relação médico- abandonado;
paciente
Princípios do aprendizado da relação
 Paternalista/Autoritária:
médico-paciente
monopólio de conhecimentos
sobre doenças e tratamentos; 1. Considerar a condição humana
 Contratualista: reconhecimento do paciente;
de direitos e deveres, 2. Cuidado com palavras e atitudes;
possibilidades e limitações; 3. Todo paciente deve merecer a
mesma atenção;
Cuidados na relação médico-paciente 4. Disposição para ouvir;
 Preservar o sigilo médico; 5. Saber como dirigir-se aos
 Evitar juízo de valor sobre pacientes;
atitudes e comportamentos do 6. Conhecer os limites que pode
paciente; atuar;
 Ter paciência; 7. Aprimoramento contínuo.
 Usar suas habilidades de
Padrões e comportamentos médicos
comunicação;

8
 PATERNALISTA: “posição de pai”  ROTULADOR: “rótulo diagnóstico”
– tem atitude protetora, sabe que agrade o paciente – passa
ouvir, dá conselhos ou ordens – falsa decisões diagnósticas e
trata o paciente como criança. terapêuticas – encobre suas
 AUTORITÁRIO: “dono da deficiências.
verdade” - impõe suas decisões –  FRUSTRADO: “começa desde o
se ofende quando questionado. curso de medicina” – reconhece
 AGRESSIVO: “bode expiatório” – as limitações da medicina – tem
mau atendimento, frieza no visualização do futuro (trabalho
relacionamento, tom de voz indigno, alta jornada de trabalho.. ).
grosseiro – excesso de  SEM VOCAÇÃO: distanciamento
trabalho/baixas remunerações. do paciente – deve dedicar-se a
 INSEGURO: “conhecimento outra profissão.
insuficiente” – incapaz de fazer o
exame físico e têm duvidas na Padrões e comportamentos de pacientes
interpretação de exames e  ANSIOSO: inquieto, medroso,
prescrições. mãos frias e sudoreicas,
 TECNICISTA: “comportamento taquicardia e boca seca.  gaste
mecânico” - se interessa apenas + tempo com fatos não
na doença – não dá valor a relacionados a sua doença, pois
relação médico-paciente. reduz a tensão.
 OTIMISTA: “se sente o herói” –  DEPRIMIDO: desinteresse por si,
não vê dificuldade em nada e se isola, expressa tristeza, chora
nem reconhece a gravidade dos fácil, inapetência, perda de prazer
casos – transfere a culpa quando e interesse de viver  conquiste
dá errado. a atenção e confiança;
 PESSIMISTA: vê maior a demonstre sinceridade e
gravidade da doença do que o interesse em ajudar.
real – expressa desânimo e  QUE CHORA: mecanismo de
desesperança. alívio da tensão  deixe-o
chorar sem indagação e consolo;
9
leve toque na mão, um abraço  HIPOCONDRÍACO: “poliqueixoso”
ou um silêncio respeitoso.  ouvir com paciência e
 VERBORREICO: fala muito, compreensão – atitudes firmes.
tendente a descrições minuciosas  SURDO: buscar apoio da família
 recondução constante ao para melhores informações.
relato dos sintomas, pois tendem  EM ESTADO GRAVE: não quer
a divagar e fazer longos rodeios. ser perturbado por ninguém! 
 HOSTIL: agressivo contra o obter postura objetiva e coletar
médico ou estudante de medicina dados para diagnostico e exame
– doenças incuráveis ou direcionado.
estigmatizantes, história prévia de  PACIENTE TERMINAL: sem
complicações terapêuticas  possibilidade terapêutica curativa
tenha serenidade e autoconfiança. – neoplasias malignas avançadas,
 AGITADO: ansiedade, ingestão de DRC e SIDA – relação médico-
bebida alcoólica, drogas ilícitas, paciente difícil.
surtos psicóticos e insuficiência
NEGAÇÃO
F
hepática  se grave –
A RAIVA
contenção física e/ou uso de
S BARGANHA OU NEGOCIAÇÃO
antipsicóticos.
 EUFÓRICO: fala e movimentos E DEPRESSÃO

exagerados; pensamentos S
ACEITAÇÃO
rápidos – pode ser por bebida
alcoólica, drogas ilícitas ou fase
maníaca do transtorno bipolar. MORTE
 COM RETARDO MENTAL: DE
FACIL RECONHECIMENTO 
adotar raciocínio simples, com
perguntas diretas e palavras
corriqueiras.

10
BIOSSEGURANCA
DEFINIÇÃO  Manipulação de instrumentos e
materiais;
Conjunto de normas que visam a o Cirúrgicos;
segurança do trabalhador de saúde o Enfermarias / semi intensiva
exposto a risco potencial de acidentes
 Manipulação de materiais
 material ou instrumentos,
cortantes e de punção;
especialmente contaminados com
material biológico.

 Ambiente e equipamentos;
 Roupas e campos de uso;

 No ambiente HOSPITALAR há riscos  Vacinação.


como:
FISICOS – QUIMICOS –
BIOLÓGICOS
 Há normas que visam proteger:
Paciente – trabalhador de saúde
– acompanhante – meio
ambiente.

Precauções Padrão
 Lavagem das mãos;

11
Lavagem das mãos  Higienização Antisséptica Das
Mãos:
Medida mais simples e menos Promove a remoção de sujidades
dispendiosa para prevenir a e de microrganismos com auxilio
propagação das infecções. de antisséptico  procedimento
 Quando? (há 5 momentos): dura entre 40 a 60 segundos. Ex.:
1. Antes de tocar no paciente; antisséptico degermante
2. Antes de realizar (clorexidina a 2% ou PVPI 10%).
procedimento limpo/asséptico;
3. Após risco de exposição a
fluidos corporais;  Fricção Antisséptica Das Mãos
4. Após tocar no paciente; (Álcool Gel Ou Álcool
5. Após tocar superfícies Glicerinado):
próximas ao paciente. Reduz a carga microbiana das
mãos (não remove sujidades) 
 Higienização Simples Das Mãos: quando as mãos não estiverem
Lavagem rotineira das mãos com visivelmente sujas, utiliza-se o
sabão neutro  maior álcool gel 70% ou a solução
concentração bacteriana: pontas glicerinada.
dos dedos, meio dos dedos e
polegares.  Antissepsia Cirúrgica Ou Preparo
Pré-Operatório:
Utiliza-se antisséptico com ação
bactericida ou bacteriostática que
irá agir na flora residente da pele
 indicados para profissionais e
para pele ou mucosa do paciente
em áreas onde serão realizados
procedimentos invasivos ou
cirúrgicos.

12
 Principais antissépticos:
álcoois, clorexidina,
compostos de iodo,
iodóforos e triclosan..

Passo a passo da lavagem das mãos


 Não toque em nada após
lavar as mãos, apenas no
paciente;
 É fundamental seguir o
passo a passo à risca, pois
há a garantia de uma boa
limpeza das mãos,

 Importante!: no caso de
torneiras com contato
manual para fechamento,
sempre utilize papel toalha.

13
ANAMNESE
DEFINIÇÃO esquema mental básico
(estudante);
ANA  trazer de novo  Relato espontâneo das queixas +
MINESIS  memória condução objetiva.

Então, a anamnese é trazer de volta Dez princípios da Anamnese


fatos relacionados a doença e o
1. Cumprimentar o paciente,
doente. Uma espécie de “entrevista” do
identificar-se e perguntar o nome
médico com o paciente.
dele; Demonstrar TOTAL
 Núcleo de desenvolvimento da atenção ao paciente, Identificar
relação médico-paciente; situações de dor, ansiedade, sono,
 Princípios éticos teóricos tornam- irritação e tristeza. (é nesse
se atitudes na prática; momento que estabelecemos a
 Tecnologia em medicina só é relação médico-paciente);
bem utilizada se há humanismo 2. Conheça e compreenda as
médico.. condições socioculturais;
3. Tato e perspicácia para
A anamnese se bem realizada 
obtenção de dados
decisões de diagnósticos e tratamentos
estigmatizantes ou distúrbios;
corretos.
4. Cuidado com ideias
Formas de conduzir uma Anamnese preconcebidas;
5. Sintomas bem investigados e
 Relato livre e espontâneo do bem compreendidos torna o
paciente sem interferência do exame físico mais objetivo;
médico; 6. A causa mais frequente de erro
 Condução objetiva, dirigida ou diagnóstico é uma história clinica
direcionada tecnicamente por mal concebida;

14
7. Obtidas as queixas, elaborar o  Religião  modo de enxergar a
desenrolar logico dos vida e os problemas.
acontecimentos = raciocínio
clinico; Componentes da anamnese
8. Dados de exames
1. QUEIXA PRINCIPAL (QP):
complementares não corrigem
 O que motivou a consulta?
falhas/omissões da anamnese;
 Por que o(a) me procurou?
9. Só a anamnese permite uma
visão de conjunto do paciente,  O que o(a) senhor(a) está
indispensável para a medicina sentindo?
Ex.: “caganeira”; “dor no pé da
humana;
barriga”; “baldeando”..
10. O tempo dedicado a anamnese
NÃO É ACEITO ROTULOS
distingue o médico competente
DIAGNÓSTICOS! Ex.: “infarto”;
do incompetente.
“derrame”; “pressão alta”..
Componentes essenciais da anamnese 2. HISTORIA DA DOENÇA ATUAL
(HDA):
 Nome  não utilizar rotulações  Não induzir respostas;
ou numerar os pacientes;  Apurar evolução, exames e
 Idade  cada grupo etário tem tratamentos realizados;
sua própria doença;  Ler a historia escrita para o
 Sexo  prevalência de
paciente, para que possa
determinadas doenças quanto ao confirmar ou corrigir algo,
gênero e raça; ou acrescentar nova
 Raça / etnia informação.
 Estado civil  outros.. união  SINTOMA GUIA:
estável, separados.. geralmente, a queixa
 Profissão  pode ter relação mais longa, ou sintoma
causal ou agravante da doença mais destacado (QP).
atual;
 ESQUEMA PARA
 Local de nascimento, ANALISE DE UM
procedência e moradia; SINTOMA:
15
i. Inicio  “quando a  Útil para reconhecer
dor surgiu?” enfermidades sem relação
ii. Característica do com o quadro
sintoma  “onde sintomatológico na HDA;
dói?”; “a dor  SISTEMATIZAÇÃO DO
anda?”; “quanto IS: sintomas gerais 
tempo dura?” febre; astenia; sudorese;
“como é essa calafrios; cãibras;
dor?”. alterações do peso..
iii. Fatores de  Pele e fâneros;
melhora e piora  Cabeça e
 “o que melhora pescoço;
a dor?”; “o que  Tórax;
piora a dor?”.  Abdome;
iv. Relação com  Sist.. geniturinário;
outras queixas   Sist.. hematolinfop.;
“você está  Sist.. endócrino;
tossindo?”; “você  Coluna vertebra,,
tem falta de ar?”. ossos, articulações
v. Evolução  “essa e extremidades;
dor mudou nos  Músculos;
últimos 3 dias?”  Artérias, veias,
vi. Situação atual  linfáticos e
“como está a dor microcirculação;
agora?”.  Sistema nervoso;
3. INTERROGATORIO  Exame psíquico e
SINTOMATOLOGICO (IS) avaliação das
 Complemento da HDA, condições
também denominada de emocionais.
Anamnese especial ou 4. ANTECEDENTES PESSOAIS E
revisão dos sistemas; FAMILIARES (APF):

16
 Considera a avaliação do  Hábitos, tais como:
estado de saúde passado e  Uso de tabaco;
presente pessoais e  Uso de bebidas alcoólicas;
familiares, que influenciam  Uso de anabolizantes e
no processo saúde-doença. anfetaminas.
 Investiga-se então: 6. CONDIÇÕES
 Gestação e SOCIOECONOMICAS E
nascimento; CULTURAIS:
 Desenvolvimento Avalia situação financeira, vínculos
psicomotor e neural; afetivos familiares, filiação religiosa e
 Desenvolvimento crenças espirituais do paciente, bem
sexual; como condições de moradia e grau de
 Doenças sofridas pelo escolaridade. Este item se desdobra
paciente; em:
 Alergias;
 Cirurgias;  Habitação;
 Traumatismos;  Condições socioeconômicas;
 Transfusões  Condições culturais;
sanguíneas;  Vida conjugal e relacionamento
 Historia obstétrica; familiar.
 Vacinas;
 Medicamentos em
PARA LER:
uso.
5. HABITOS DE VIDA (HV):
Neste item, investiga-se o estilo de vida
do paciente:
 Alimentação;
 Ocupação atual e ocupações
anteriores;
 Atividades físicas;
CAPÍTULO 4 – EXAME CLÍNICO (PORTO)
17
ectoscopia
O QUE É?
SOMATOSCOPIA ou ECTOSCOPIA, é em mudar de posição sem
a denominação que se dá à avaliação auxílio de outra pessoa
global do doente. É a primeira. etapa do  Postura antálgica: adotada
exame físico, devendo ser Iniciada ao para alívio de dor.
primeiro contato com o paciente. Seu 4. Higiene pessoal:
objetivo é a obtenção de dados gerais  Hálito do paciente; odor de
(independe da queixa do paciente). A secreções.
avaliação deve ser crânio-caudal. 5. Dependência:
 Se veio à consulta sozinho;
O que avaliar?
 acompanhado;
1. Estado geral:.  em cadeira de rodas;
 Bom estado geral  de muletas ou bengalas.
 Estado geral regular ou 6. Fala e linguagem:
levemente comprometido  Avaliar a voz, avaliar a lógica
 Estado geral ruim ou muito do discurso, se há distúrbios
comprometido de articulação das palavras,
2. Estado psíquico: de troca de letras ou se
 Bem orientado em tempo fala o nome dos objetos
e espaço; corretamente.
 Mal orientado em tempo e 7. Biótipo:
espaço.  Brevilíneo(endomorfo):
3. Postura: membros curtos, tórax
 Postura Ativa: é aquela alargado, estatura baixa;
assumida espontaneamente  Longilíneo(ectomorfo):
Boa Postura / Má postura tórax afilado e achatado,
 Postura passiva: membros longos e
impossibilidade do paciente musculatura delgada;
18
 Normolíneo(mesomorfo): o Hipotônico.
desenvolvimento do corpo, 11. Panículo adiposo:
musculatura e do panículo  Bem distribuído conforme
adiposo harmônicos. sexo e idade;
 Aumentado;
 Diminuído ou escasso
(localização).
12. Pele:
 Coloração:
o Normocorada;
8. Peso e altura: o Cianótica;
 Com auxilio de uma o Icterícia;
balança; o Palidez;
 Medida em centímetros o Vermelhidão ou
com paciente descalço e eritrose;
em posição ereta. o Albinismo.
9. Fácies:  Umidade:
 Fácies normal ou atípica; o Preservada;
 Fácies anormais ou típicas o Diminuída;
(Fácies leonina; mongolóide; o Aumentada..
hipocrática; etc.).  Textura:
10. Musculatura: o Preservada;
 Trofismo o Lisa ou fina;
(desenvolvimento): o Áspera;
o Eutrófico; o Enrugada.
o Hipertrófico;  Temperatura:
o Hipotrófico.. o Preservada;
 Tonicidade: (grau de o Diminuída;
contração muscular): o Aumentada..
o Eutônico;  Mobilidade:
o Hipertônico; o Preservada;
19
o Diminuída ou ausente; o Abdome;
o Aumentada. o Raiz dos membros
 Sensibilidade: superiores;
o Preservada; o Segmento cefálico..
o Alterada (como?).
 Elasticidade:
o Preservada conforme
a idade;
o Hiperelástica;
o Hipoelástica.
 Turgor:
o Preservado conforme 14. Fâneros:
a idade;  Cabelos:
o Diminuído (indica o Distribuição uniforme;
desidratação). o Alopecia (áreas
 Lesões elementares: desprovidas de pêlo);
o Máculas (hipo/, o Calvície parcial ou
hipercrômicas, Total.
acrômicas)  Pêlos:
localização e forma. o Bem implantados e
o Petéquias, pápulas, distribuídos de acordo
hematomas, bolhas, com o sexo e a
etc.. (especificar). idade;
 Cicatriz: o Mal implantados e/ou
o Cirúrgica ou não; distribuídos
o Indicar local, tamanho, (especificar).
coloração, forma. 15. Mucosas (conjuntival, lábiobucal,
13. Circulação colateral: lingual e gengival):
 Ausente ou presente;  Normocoradas;
 Localização:  Hipocoradas;
o . Tórax;  Hipercoradas;
20
 Úmidas;  Supraclaviculares;
Infraclaviculares;
 Secas..
 Axilares;
16. Escleras:  Inguinais.
 Ictérica ou Anictérica. o Classificação:
17. Edema:  Inflamatório;
 Ausente;  De drenagem;
 Metastáticos.
 Presente (caracterizar):
o Consistência:
o Sinal do Cacifo
 Fibroelástica;
positivo ou negativo.  Amolecida ;
 Pétrea..
o Superfície:
 Regular;
 Irregular com
nodulações;
 Lisa,
18. Extremidades (calor e alterações; o Tamanho ou volume
compressão da face digital): (aproximados).
 Aquecidas e Acianóticas o Mobilidade:
com boa perfusão tissular;  Móveis
 Aderente a planos
 Alteradas (especificar circunjacentes ou
temperatura – perfusão profundos.
tissular  cianose). o Sensibilidade:
19. Linfonodos:  Dolorosa á
 Não Palpáveis; palpação;
 Indolores.
 Palpáveis:
o Alterações da pele
o Localização:
(especificar).
 Periauriculares;
 Retroauriculares
 Cervicais Post.;
 Occipitais;
 Cervicais Ant.;
 Cervicais Lat.;
 Submandibulares;
21
 Limitação ou restrição
articular (onde e especificar
ângulo).

20. Coluna Vertebral (cervical e


toracolombar):
 Anatômica;
 Não anatômica;
PARA LER:
 Cifose;
 Lordose;
 Escoliose (localização).

CAPITULO 7 – EXAME FISICO


GERAL

21. Articulações:
 Livres e funcionais;

22
FACIES
DEFINIÇÃO
É o conjunto de dados exibidos na Hipocrática
face do paciente, e a resultado dos
 Olhos fundos, parados e
traços anatômicos + a expressão
inexpressivos;
fisionômica. Não apenas os elementos
 Nariz afilado;
estáticos, mas, e principalmente, a
 Batimentos das asas do nariz;
expressão do olhar, os movimentos
das asas do nariz e aposição da boca.  Lábios entreabertos, delgados e
Certas doenças imprimem na face afilados;
traços característicos, e algumas vezes,  Discreta cianose labial;
o diagnostico nasce da simples  Palidez cutânea, suor;
observação do rosto do paciente. Os  Estado final de varias doenças.
principais tipos de fácies são:

Normal ou atípica
 Expressão individual;
 Não sugere distúrbio;
 Não há necessidade de
descrevê-las.

Renal
 Edema ao redor dos olhos;
 Palidez cutânea;
 Observada na Síndrome nefrótica
e na glomérulonefrite difusa
aguda;
 Redução acentuada de albumina.
23
 Hipertrofia das adenoides (dificulta
a respiração pelo nariz).

Leonina
 Pele espessa, nódulos de
tamanhos variados, confluentes;
 Supercílios caídos;
Parkinsoniana
 Nariz espessado e alargado;
 Lábios grossos e proeminentes;  Cabeça inclina-se para frente e
 Bochechas e mento deformados; permanece imóvel nessa posição;
 Barba escasseia ou desaparece;  Olhar fixo;
 Mal de Hansen.  Supercílios elevados;
 Fronte enrugada;
 Expressão de espanto;
 Fisionomia impassível (máscara);
 Indica doença de Parkinson.

Adenoidiana
 Nariz pequeno e afilado;
 Boca entreaberta;
24
Basedowiana
 Exoftalmia;
 Olhos brilhantes;
 Rosto magro;
 Expressão fisionômica de
vivacidade. Às vezes, tem um
aspecto de espanto e ansiedade;
 Presença de bócio;
Acromegálica
 Indica hipertireoidismo.
 Saliência das arcadas supra-
orbitárias;
 Proeminência das maçãs do
rosto;
 Maior desenvolvimento do
maxilar inferior;
 Aumento do nariz, lábios, língua e
orelhas;
 Extremidades aumentadas;
 Nesse conjunto de estruturas
Mixedematosa
hipertrofiadas, os olhos parecem
 Rosto arredondado; pequenos;
 Nariz e lábios grossos;  Indica hiperfunção hipofisária,
 Pele seca, espessada e com podendo ser constitucional.
acentuação dos sulcos;
 Pálpebras infiltradas e enrugadas;
 Supercílios escassos;
 Cabelos secos sem brilho;
 Expressão de desânimo, apatia;
 Indica hipotireoidismo ou
mixedema.
25
Cushingoide ou de lua-cheia:
 Rosto arredondado (congesto) e
levemente cianótico;
 Acompanha obesidade do tronco,
pescoço, abdome (estrias
atróficas);
 Acne;
 Síndrome de Cushing: De depressão
hiperfunção do córtex
 Cabisbaixo;
suprarrenal ou em uso de
corticoides.  Olhos pouco brilhantes;
 Olhos fixos em um ponto distante
ou voltados para o chão;
 Acentuação do sulco nasolabial;
 Cantos da boca rebaixados;
 Observados na Síndrome da
Depressão.

Mongoloide
 Epicanto (prega cutânea) torna
os olhos oblíquos, distantes um
do outro;
 Rosto redondo;
 Boca entreaberta;
 Expressão fisionômica de pouca Pseudobulbar
inteligência ou mesmo completa  Aspecto espasmódico da face;
idiotia;
 Hipomímia;
 Indica Síndrome de Down;
 Disfagia;
26
 Disartria;
 Aparece geralmente na paralisia
pseudobulbar;
 Esclerose múltipla;
 Doença neuronal motora.

Miastênica ou fácies de Hutchinson


 Ptose palpebral bilateral que
obriga o paciente a franzir a testa
e levantar a cabeça;
 Estrabismo;
 Expressão amímica;
Da paralisia facial periférica  Apresenta-se na Miastenia Grave.
 Assimetria da face;
 Impossibilidade de fechar as
pálpebras;
 Desvio da comissura labial
contralateral / Repuxamento da
boca para o lado saudável;
 Fissura palpebral alargada;
 Apagamento do sulco nasolabial;
 Queda do ângulo da boca
ipsilateral;
 Indica atrofia muscular
Do deficiente mental
progressiva.  Traços faciais apagados e
grosseiros;
 Boca entreaberta, às vezes com
salivação;
27
 Hipertelorismo (má malformação Esclerodérmica ou fácies de múmia:
craniofacial congênita
caracterizada pelo afastamento  Imobilidade facial;
excessivo dos olhos);  Pele endurecida e aderida aos
 Estrabismo; planos profundos;
 Olhar desprovido de objetivo;  Repuxamento dos lábios;
 Olhos não se fixam em algo;  Afilamento do nariz;
 Meio sorriso sem movimentação.  Imobilização das pálpebras.

Etílica: PARA LER:


 Olhos avermelhados;
 Face ruborizada;
 Sorriso indefinido;
 Olhos caídos.

CAPITULO 7 – EXAME FISICO GERAL

28
SINAIS VITAIS
O QUE SÃO?  Sempre que o paciente
apresentar desconforto
Os Sinais Vitais expressam o inexplicável.
funcionamento e as alterações dos
órgãos e/ou sintomas mais relacionados .......................Pulso.......................
com a manutenção de vida. São
Comumente usa-se o pulso Radial,
considerados Sinais Vitais: porém, pode-se usar o pulso
 Pulso; Carotídeo, femoral, entre outros.
 Pressão Arterial; Precisamos dar mais atenção para 2
 Ritmo e Frequência respiratória; características do pulso, são elas:
 Temperatura corporal.
 Ritmo: sequencia de pulsações e se
Quando é obrigatória a avaliação dos distingue em:
sinais vitais?  Pulso Regular: pulsações
com intervalos iguais;
 Pacientes com manifestações  Pulso Irregular: pulsações
clínicas indicativas de com intervalos ora longos
comprometimento de órgãos ora curtos. Traduz arritmia
vitais; cardíaca (arritmia sinusal,
 Antes e depois de qualquer extrassistolia, bloqueio
procedimento invasivo ou cardíaco e fibrilação
cirúrgico; arterial).
 Antes e depois de administrar  FREQUÊNCIA: deve-se contar as
medicamentos de interferem nas pulsações durante 1 minuto inteiro
funções cardíaca, respiratória e (pulso radial).. – em adultos normais,
cerebral; a freq.. é considerada de 60 a 100
 Sempre em que as condições bpm. As principais alterações da
clínicas do paciente apresentam frequência são:
piora inesperada;
29
 Taquicardia: + de 100 ausculta dos sons de
pulsações por minuto Korotkoff;
(exercícios, emoções,  Assegurar que o paciente NÃO:
gravidez, miocardites etc).  está com a bexiga cheia;
 Bradicardia: menor de 60  praticou exercícios físicos
pulsações por minuto nos últimos 60 minutos;
(bloqueio atrioventricular,  ingeriu bebidas alcoólicas;
icterícia, infecções virais  fumou ou usou cafeína nos
etc). últimos 60 minutos;
 está com alguma emoção
................Pressão arterial................ forte, dor ou stress;
Consiste na força exercida pelo sangue  utilizou medicamentos
sobre as paredes dos vasos – trabalho estimulantes adrenérgicos.
do coração – debito cardíaco – paciente deve ter repouso
elasticidade da parede dos grandes mínimo de 3 minutos antes de iniciar a
vasos – resistência periférica – volemia medida.

e viscosidade sanguínea.  Posicionamento do paciente:


 paciente sentado, com
encosto para as costas, pés
no chão descruzados e
apoiados no chão e
relaxado;
 braço na altura do
coração, apoiado, com a
palma da mão para cima;
 O Local para Medida da Pressão deve ser:
 observar se as roupas não
 calmo e confortável;
garroteiam o braço. Se sim,
 planejado para não
remover;
interferir no efeito do
 medir em pé, após 3
avental branco;
minutos da medida sentado
 silencioso, ou seja, sem
em pacientes suspeitos de
ruídos para não prejudicar
30
hipotensão ortostática 3. Colocar o manguito, sem deixar
(diabéticos, idosos, folgas, 2 a 3 cm acima da fossa
disautonômicos, em uso de cubital;
anti-hipertensivos e aqueles 4. Centralizar o meio da parte
com sintomas de pressão compressiva do manguito sobre
baixa); a artéria braquial;
 medir nos membros 5. Estimar o nível da PAS pela
inferiores, quando palpação do pulso radial;
impossibilidade de medir METODO PALPATÓRIO.
nos braços. 6. Palpar a artéria braquial na fossa
 Material: cubital e colocar o diafragma do
 aparelho de PA; estetoscópio sem compressão
 manguitos; excessiva;
 estetoscópio; 7. Posicionar o manômetro na altura
 cadeira com encosto para do olho;
as costas; 8. Inflar rapidamente até ultrapassar
 local para acomodação do 20 a 30 mmHg o nível estimado
braço; da PAS obtido pela palpação;
 para medida em perna, 9. Proceder à deflação lentamente
uma maca também é (velocidade de 2-4 mmHg por
necessária. segundo);
10. Determinar a PAS pela ausculta
Aparelho manual – Técnica do primeiro som (fase I de
Korotkoff) e, após aumentar
Auscultatória: ligeiramente a velocidade de
1. Determinar a circunferência do deflação;
braço no ponto médio entre 11. Determinar a PAD no
acrômio e olécrano; desaparecimento dos sons (fase
2. Selecionar o manguito de V de Korotkoff);
tamanho adequado ao braço; 11.1 Se sons de Korotkoff
estiverem fracos, faça o
paciente levantar o braço,
31
abrir e fechar a mão 5 a 10 Fases de Korotkoff:
vezes e inflar o manguito
rapidamente;  Fase I: surgimento dos
12. Auscultar cerca de 20 a 30 primeiros sons (pequena
mmHg abaixo do último som intensidade e alta freqüência).
para confirmar seu  Fase II: batimentos com sopro.
desaparecimento e depois Com a dilatação da artéria
proceder à deflação rápida e pressionada, a contracorrente
completa; reverbera e cria sopros na
13. Se os batimentos persistirem até parede dos vasos sanguíneos.
o nível zero, determinar a PAD  Fase III: desaparecimento do
no abafamento dos sons (fase IV sopro. Batimentos começam a
de Korotkoff) e anotar valores da ser mais audíveis e acentuados.
PAS/PAD/zero;  Fase IV: sons de baixa
14. Realizar pelo menos duas intensidade e abafados (níveis de
medições, com intervalo em pressão da bolsa discretamente
torno de um minuto. Medições > pressão diastólica).
adicionais deverão ser realizadas  Fase V: desaparecimento dos
se as duas primeiras tiverem sons.
5mmHg ou mais de diferença.
15. Aguardar 1-2 minutos entre as DETERMINAÇÃO DA P.A:
medidas no mesmo braço;  Pressão Arterial Sistólica:
16. Considerar a média das duas aparecimento do primeiro ruído
(fase I)
últimas medidas;
 Pressão Arterial Diastólica:
17. Informar o valor de PA obtido desaparecimento dos sons (fase V).
para o paciente; e anotar os
valores exatos sem
“arredondamentos”, o braço em ...RITMO E FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIOS...
que a PA foi medida, a posição Sucessão regular de movimentos
do paciente, o tamanho do respiratórios, com amplitude de
manguito e qualquer possível profundidade mais ou menos igual, em
interferente.
32
uma frequência de 16 a 20 respirações  Taquipneia: em adultos,
por minuto – em adultos, chamamos frequência respiratória acima de
de EUPNEIA. 20 rpm.
 Bradipneia: em adultos,
Alterações: frequência respiratória abaixo de
 Apneia: parada na respiração; 16 rpm..
 Dispneia: movimentos
respiratórios amplos e
desconfortáveis para o paciente;
 Ortopneia: dificuldade de
respirar na posição deitada, o que
obriga o paciente a ficar sentado
ou semissentado;
 Dispneia Periódica ou
Respiração de Cheyne-
Stokes: incursões respiratórias
que vão ficando cada vez mais
profundas até atingirem uma
amplitude máxima, seguindo-se
de respiração de amplitude
menor, podendo chegar à
apneia;
 Respiração de Kussmaul:
amplas e rápidas inspirações
interrompidas por curtos .........Temperatura Corporal.........
períodos de apneia – “peixe fora
 Valores normais:
d’água”;
 Temp. Axilar: 35,5 a
 Respiração de Biot:
37ºC, em média de 36 a
movimentos respiratórios de
36,5ºC.
diferentes amplitudes e com
 Temp. Bucal: 36 a
intervalos variáveis;
37,4ºC.
33
 Temp. Retal: 36 a 4. Colocar o termômetro na região
37,5ºC (0;5ºC maior que a axilar com o bulbo em contato
axilar). direto na pele do paciente
(comprimir o braço e colocá-lo
sobre o tórax);
 Alterações da temperatura 5. Retirar o termômetro após no
mínimo 5 minutos e realizar a
corporal:
leitura;
 Hipotermia: valores abaixo dos
6. Retirar o termômetro segurando
normais.
pelo lado oposto ao bulbo;
 Febre: valores acima dos
7. Realizar a leitura da temperatura;
normais.
8. Abaixar novamente a coluna de
 Hipertermia: valores acima
mercúrio.
dos normais com presença de
fatores ambientais (insolação,
vestimentas inadequadas para
temperatura ambiental, atividade
física extenuante).

Técnica para medição da


temperatura axilar
1. Realizar a desinfecção do
termômetro com algodão
Para ler:
umedecido com álcool a 70%;
2. Verificar se a coluna de mercúrio
está abaixo de 35ºC, em caso
negativo, agitar vigorosamente o
termômetro para que a coluna
de mercúrio desça;
3. Se necessário, enxugar a axila do
Capítulos – 13,
paciente;
14 e 21
34
EXAME FISICO DO TORAX
INTRODUÇÃO  No lado esquerdo – o lobo
inferior é partido pela
O exame físico do tórax compreende Cissura Oblíqua.
a avaliação das mamas, dos pulmões,
do coração e do mediastino, bem
como as estruturas que compõem a
caixa torácica, como pele, linfonodos,
panículo adiposo, musculatura entre
outros.

Projeção na parede torácica


 Posteriormente – o lobo inferior
1. Pulmões.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . se estende da T3 até a T10, ou
No hemitórax direito, até a T12 durante o ciclo
anteriormente, encontra-se o respiratório.
lobo superior direito e o lobo
médio. Posteriormente, projetam-
se os lobos superior e inferior,
sendo o lobo inferior, mais
predominante em ambos os
pulmões. Anteriormente:
 No lado direito – os lobos
superior e médio são 2. Coração.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
separados pela Cissura Sua área de projeção tem uma
Horizontal, correspondente forma mais ou menos oval.
à 4º costela, passando à 5º  Junção da 3º costela com o
costela, no seu cruzamento esterno forma uma linha que se
com a linha axilar média. estende para baixo em forma de
arco de convexidade, em direção
ao entrecruzamento do 4º ao 5º
35
espaço intercostal com a linha Designado Espaço Semilunar de
hemiclavicular esquerda. Do lado Traube – linha que acompanha a
direito, a projeção do coração reborda costal esquerda e uma
corresponde à borda esternal linha superior que se inicia na 5º
direita. ou 6º cartilagem costal e se
prolonga até o cruzamento da
linha axilar anterior com a 9ª ou a
10ª costela esquerda.

3. Figado.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
O limite superior acompanha o 5º
ou 6º espaço intercostal até a
linha axilar anterior (dependendo
do biótipo da pessoa); segue 5. Baço.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
horizontalmente até a interseção Na face lateral do hemitórax
da 6º ou 7º costela com a linha esquerdo, seu limite superior
axilar média. corresponde a uma linha curva,
onde o ápice situa-se no
cruzamento da linha axilar média
com a 9ª ou 10ª costela.

4. Fundo do Estômago.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

36
Pontos de referência anatômicos  Linha axilar posterior.
 Face Posterior:
 Costelas;  Linha médio espinhal.
 Ângulo de Louis;  Linhas escapulares.
 4ª vertebra torácica;
 7ª vertebra cervical;
Regiões torácicas
 Clavículas;
 Articulação xifoesternal;
 Ângulo de Charpy.

Face anterior:
1. Região supraclavicular.
2. Região clavicular.
3. Região infraclavicular.
Linhas Torácicas 4. Região mamária.
5. Região inframamária.
6. Região supra-esternal.
7. Esternal superior.
8. Esternal inferior.

Face posterior:
1. Supra-escapular.
2. Supra-espinhosa.
3. Infra-espinhosa.
 Face Anterior:
4. Interescápular vertebral.
 Linha medioesternal.
5. Infra-escapulares.
 Linha hemiclavicular.
 Linha axilar anterior. Face lateral:
 Face Lateral:
1. Axilar.
 Linha axilar anterior.
2. Infra-axilar.
 Linha axilar média.
37
Exame do Precordio
Noções básicas ...............Inspeção...............
O precórdio é a área de apresentação  Acompanha junto à palpação,
cardíaca na parede torácica anterior de onde os achados se tornam mais
modo que: significativos;
• As cavidades cardíacas que se  Boa iluminação (de preferencia,
localizam no tórax anterior, são: o átrio luz natural);
D, ventrículo D, aurícula E, ventrículo E..  Paciente em decúbito dorsal, com
a musculatura relaxada e o tórax
• A ponta corresponde ao ventrículo E.
despido e visível.
• O VD, fica junto a borda esquerda do  Para pesquisar abaulamentos e
esterno, mas não faz parte do retrações, a inspeção se faz de
contorno.. modo tangencial e frontal.

Tangencial

Semiotécnica
O exame físico do coração inclui a
inspeção, Palpação e Ausculta.
Frontal

38
 O que investigar?
 Pele;
 Lesões elementares;
 Depressões;
 Tumorações;
 Abaulamentos;
 Cicatrizes.
Posição de Pachon
................Palpação...............
Ausculta
 Examinador posicionado à direita
do paciente com o tórax despido;  Ambiente silencioso;
 Localizar o Ictus Cordis  Paciente em decúbito dorsal,
(dependendo do biótipo do posição ortostática ou decúbito
paciente – 5º EIC / LHCE), lateral esquerdo;
região do foco mitral;  Instruir o paciente para que
 Colocar a mão sobre o ictus inspire profundamente e expire
cordis, e conforme for sentindo de modo forçado.
os batimentos, e tirando os dedos
(normalmente até 2 polpas =
2,5cm);  Focos De Ausculta:
 Colocar o paciente da posição de
pachon (decúbito lateral
esquerdo) - desvia ≤ 2 cm..

Mi A Per Ta
39
Para ler:
Manobras complementares:
Hand Grip – pede-se ao paciente
que este aperte dois dedos do
examinador, isso aumenta a resistência
vascular periférica, o que aumenta os
sopros gerados do lado esquerdo do
coração – FOCO MITRAL
Rivero carvalho – paciente em
decúbito dorsal, coloca-se o capitulo 16 – Exame Físico do Tórax
estetoscópio no FOCO TRICUSPIDE,
em seguida, solicita-se ao paciente
fazer uma inspiração profunda e
prender.

40
EXAME DO APARELHO
CIRCULATORIO
INTRODUÇÃO esquerdo do paciente e
vice-versa.
O aparelho circulatório e o próprio  A mão do paciente deve
funcionamento do coração podem ser repousar no leito com leve
avaliados pela analise de: supinação.
 Pulso Radial;  SEMPRE comparar com o
 Pulsos Periféricos; lado homólogo.
 Pulso Capilar;
 Pulso Venoso.

...............Pulso radial...............
 SEMIOTÉCNICA:
 A artéria radial se localiza
entre a apófise estiloide do
rádio e o tendão dos
 QUE CARACTERÍSTICAS
flexores.
ANALISAR?
 Para palpá-la, colocam-se as
 Estado da parede
polpas dos dedos indicador
arterial: (lisa, sem
e médio, colocando
tortuosidades e se deprime
compressão até obter o
facilmente)
pulso máximo, e seu
 Frequência: (contar o nº
polegar se fixa no dorso do
de pulsações durante 1 min
punho do paciente.
e comparar os valores com
 O examinador usa a mão
o nº de bpm)
direita para palpar o pulso

41
 Ritmo: (sequencia das  Cubital
pulsações – regular ou  Radial
irregular)  Aórtico abdominal
 Amplitude ou  Ilíaco
magnitude: (sensação  Femoral
captada em cada pulsação  Poplíteo
– ampla, media e pequena)  Tibial anterior
 Tensão ou dureza:  Tibial posterior
(compressão progressiva  Pedioso
da artéria – pulso mole ou
pulso duro)
 Tipos de onda: (apenas
com o treino é possível
reconhecer e diferenciar)
 Comparação com
lado homólogo:
(averigua a igualdade ou
desigualdade dos pulsos
palpando-os
simultaneamente.) (nem todos os pulsos estão representados nesta imagem)

...........Pulsos periféricos........... ..............Pulso capilar..............


A análise dos pulsos periféricos permite O pulso capilar é o rubor intermitente
a comparação das artérias homologas e sincrônico com o pulso radial que se
na ausência e presença de pulso. observa em determinadas regiões da
pele e mucosas.
 QUAIS PULSOS PALPAR?
 Carotídeo  SEMIOTÉCNICA
 Temporal superficial  Faz-se uma leve
 Subclávio compressão sobre a borda
 Axilar de uma unha até ver uma
 Braquial zona pulsátil que marca a
42
transição da cor rósea para
a pálida – normalmente é
discreta ou imperceptível..

Pulso venoso, turgência ou


Ingurgitamento jugular
 Paciente em decúbito dorsal,
eleva-se a cabeceira a 45º;
 Localiza-se o ângulo de Louis e Para ler:
coloca-se uma régua 90º com o
chão;
 Encontra-se a veia jugular, e com
outra régua, coloca-se no ponto
mais alto da veia que possui
pulsação;
 Acima de 5cm – patológico –
pode indicar insuficiência
ventricular direita. capitulo 13 – Exame dos Pulsos
Radial, Periféricos e Venoso

43
exame dos linfonodos
Introdução  Infraclaviculares
 Axilares
Os linfonodos organizam-se em grupos  Epitrocleanos
superficiais (localizados do tecido celular  Inguinais
subcutâneo) e os profundos (abaixo da  Poplíteos
fáscia dos músculos e dentro de varias
cavidades do corpo).
Tamanho normal: 0,5 – 2,5 cm
 CADEIAS DE LINFONODOS:
 Pré-auricular
 Retroauricular
 Occipital
 Submentoniano
 Submandibular
 Tonsilares
 Cervical anterior Inspeção
 Cervical posterior
 Supraclaviculares  Boa iluminação
 Área examinada despida
 Comparar lado contralateral
 Verificar possíveis adenomegalias
ou presença de sinais flogisticos.

44
Palpação  Os linfonodos retropeitorais e
epitrocleanos se palpam com as
 Realizada com as polpas digitais e mãos em “pinça”.
as faces ventrais do dedo  Na palpação dos linfonodos
indicador, médio e polegar. poplíteos, o paciente deve ficar
 Ajustar a cabeça do paciente em decúbito ventral e as pernas
para relaxar a musculatura pra semifletidas.
que se palpem melhor os
linfonodos da cabeça e pescoço.
 DESCREVER:
 Localização
 Tamanho
 Consistência
 Coalescência
 Sensibilidade
 Presença de sinais
 Para a palpação dos linfonodos flogísticos e fistulização.
axilares, retropeitorais e
epitrocleanos, o examinador se
coloca a frente do paciente,  LEMBRAR:
segurando seu braço e palpando  Linfonodo de Virchow
com a mão heteróloga. (supraclavicular esquerdo) – quando
 Os linfonodos axilares se palpam for visto na inspeção, é chamado de
com as mãos em “garra”. Sinal de Troisier.

45
 Linfonodo de Irish (axilar  Não depressível
esquerdo)  Frio
 Indolor
 Sem sinais flogisticos.

 Linfonodo Sister Mary-Joseph


(periumbilical)

Para ler:

 Linfonodo de Blummer
(prateleira retal)

 EDEMA Capítulo 12 – Exame dos Linfonodos


 Localizado
 Intensidade variável
 Duro
46
Exame do aparelho
respiratorio
Introdução  Presença ou não de
tiragem e expansibilidade
O exame do aparelho respiratório dos pulmões.
compreende Inspeção, palpação,  FORMA DO TÓRAX:
percussão e ausculta. o paciente deve
ficar sentado e o examinador
movimentando-se ao redor dele.

...................Inspeção..................
Inspeção estática:
 Avalia o estado da pele e
das estruturas superficiais  Tórax chato: mais
da parede torácica. comum em longilíneos, e
 Compreende também, a não tem significado
forma do tórax e a patológico.
presença ou não de
abaulamentos e retrações.
Inspeção dinâmica:
 Analisa-se tipo respiratório,
ritmo e frequência da
respiração;
 Amplitude dos movimentos
respiratórios.  Tórax em Tonel ou em
Barril: enfisema pulmonar
ou em pessoas idosas livres
47
de qualquer doença  Tórax Cariniforme
pulmonar. (pectus carinatum):
“peito de pombo”, pode ser
congênito ou adquirido, e a
principal causa é o
raquitismo.

 Tórax Infundibuliforme
(Pectus Excavatum):  Tórax em Sino ou
pode ser congênito ou Piriforme: segue em
adquirido. A causa mais grandes
importante é o raquitismo; hepatoesplenomegalias e
quando mais acentuado, na ascite volumosa.
pode produzir distúrbio
pulmonar restritivo. E em
menores casos, pode
indicar deslocamento
cardíaco.

 Tórax Cifótico: por


defeito de postura ou por
lesão de vertebras
torácicas (tuberculose,

48
osteomielite, neoplasias ou
anomalias congênitas).

 Tórax Instável
Traumático: fratura nas
 Tórax escoliótico:
costelas onde há
anomalia congênita. movimentos torácicos
paradoxais.

 ABAULAMENTOS E
DEPRESSÕES
 Podem localizar-se em
qualquer região do tórax e
 Tórax Cifoescoliótico: indicam alguma lesão que
congênito ou secundário ao aumentou ou reduziu uma
desvio lateral do segmento das estruturas da parede
torácico da coluna ou de órgãos intratorácicos.
vertebral.

 TIPO RESPIRATÓRIO
 Observa-se atentamente a
movimentação do tórax e
do abdome.
♀: costal superior
49
♂: toracoabdominal de diferentes amplitudes e
com intervalos variáveis;
 Respiração de Kussmaul:
 RITMO RESPIRATÓRIO amplas e rápidas
 Respiração Dispneica: inspirações interrompidas
movimentos respiratórios por curtos períodos de
desconfortáveis para o apneia – “peixe fora
paciente; d’água”;
 Platipneia: dificuldade para  Respiração Suspirosa:
respirar na posição ereta, aquela na qual interrompe-
que se alivia na posição se uma sequequencia
deitada. regular da respiração por
 Ortopneia: dificuldade para uma inspiração profunda
respirar na posição deitada. seguida de uma expiração
 Trepopneia: paciente se demorada.
sente mais confortável
deitando em decúbito
lateral.
 Respiração de Cheyne-
Stokes: ou dispneia
periódica, são incursões
respiratórias que vão se
tornando cada vez mais
profundas até atingirem
uma amplitude máxima;  AMPLITUDE DA RESPIRAÇÃO
nesse momento, os  Superficial: enquanto
movimentos começam estamos tranquilos,
diminuir, podendo chegar à dormindo.
apneia.  Profunda: em esforços,
 Respiração de Biot: emoções.
movimentos respiratórios
50
 FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA:
 Eupneico (16 a 20 irpm)
 Bradpneico (-16 irpm)
 Taquipneico (+20 rpm)
 Apneico (parada
respiratória)

 TIRAGEM: retração dos espaços


intercostais. Visível em pessoas
magras, ou com obstrução de
alguma das vias respiratórias..

.....................Palpação..................
 ESTRUTURA DA PAREDE
TORÁCICA:
 Investigar pele, tecido
celular subcutâneo,
músculos, cartilagens e
ossos.
 EXPANSIBILIDADE OU
MOBILIDADE
 Dos Ápices: o examinador
 INSPEÇÃO DO PESCOÇO: se posiciona atrás do
deve-se perceber se a respiração é paciente, pousando ambas
auxiliada pela musculatura do das mãos sobre as regiões
pescoço (sinal de obstrução das vias que correspondem os
respiratórias). ápices, os polegares
levemente se encostam.
Solicita-se ao paciente que

51
respire mais fundo,  FRÊMITO TORACOVOCAL
enquanto o examinador  O examinador pousa as
observa a movimentação mãos sobre as regiões do
de suas mãos, pesquisa-se tórax ao mesmo tempo
diminuição ou ausência de em que o paciente
movimentos. pronuncia “trinta e três”.
 Manobra de Rualt  Paciente levanta os braços
para avaliação do frêmito
lateral.
 Paciente “se abraça” para
avaliação do frêmito
posterior.

 Das Bases: ainda atrás do


paciente, os polegares do
examinador devem estar
próximos da 9ª e 10ª vtb torácica,
enquanto os demais dedos
devem abarcar a área das bases
pulmonares. Analisa-se a  FTV aumentado: consolidações
mobilidade das bases durante a (pneumonia e infarto pumonar).
respiração tranquila e também  FTV diminuído ou ausente:
profunda. derrame pleural, pneumotórax,
 Manobra de Roualt enfisema pulmonar, atelectasias e
espessamento pleural.

..................Percussão.................
 Percutir todo o tórax
anteriormente, lateralmente e
52
posteriormente (C7 como  Som traqueal: ruído respiratorio
referência). Começando de cima mais curto e brando; uma leve
para baixo, golpeando ora de um pausa e um ruído expiratório mais
lado, ora de outro. forte e prolongado.
 SOM CLARO PULMONAR.  Respiração brônquica: audível na
área de projeção dos brônquios
principais. Seu ruído expiratório é
um pouco menos intenso.
 Murmúrio vesicular: ruído
inspiratório mais intenso e
duradouro que o ruído expiratório,
sem pausa.
.................AUSCULTA...............  Respiração broncovesicular:
respiração brônquica + murmúrio
vesicular. Apresenta intensidade da
inspiração igual da expiração, sem
pausa.

 Paciente deve estar sentado com


o tórax totalmente descoberto.  SONS ANORMAIS:
 Estertores finos/crepitantes:
 Solicite ao paciente que respire
final da inspiração agudo, não
profundamente com os lábios
passa com a tosse e se
entreabertos.
modifica com a posição
 SONS NORMAIS:
adotada.
 Estertores
grossos/subcrepitantes: inicio
da inspiração e por toda a
expiração, grave; muda com a

53
tosse e não se modifica com áreas de condesação
a posição. ou cavidades.
 Roncos: sons graves, ocorrem
durante toda a respiração,
com predominância na
........Síndromes brônquicas e.........
expiração. .............pleuropulmonares.............
 Sibilos: som agudo, “miado de
gato”; ocorre na inspiração e
expiração.

 AUSCULTA DA VOZ:

Presente em todo o
tórax, exceto nas
áreas do coração e
Ressonância fígado. Mais intensa
vocal normal nas regiões
interescapulovertebrais
e esternal supeior. Para ler:
Mais forte em
homens.
Ressonância Espessamento pleural;
vocal Derrame pleural;
diminuída Atelectasia por
oclusão brônquica;
Pneumotórax;
Enfisema pulmonar.
Ressonância Pneumonia;
vocal Infarto pulmonar;
aumentada Neoplasia pulmonar
(broncoscopia, Capitulo 16 – Exame do Tórax
pecterilóquia
fônica e
afônica)
Parte superior dos
Egofonia derrames pleurais e
54
Exame fisico do abdome
Introdução  PROJEÇÃO DOS ÓRGÃOS NAS
PAREDES TORÁCICAS E
Reconhecer os pontos de referência ABDOMINAL
anatômicos, a divisão do abdome em 1. Fígado: seu limite superior é
quadrantes e a projeção de cada delimitado por percussão, desde
órgão dessa cavidade são essenciais todo o hemitórax direito de cima
para o estudo da propedêutica para baixo até encontar som
abdominal. maciço. Em condições normais,
no 5º ou 6º EICD. O limite inferior
 PONTOS DE REFERÊNCIA:
 Rebordas costais é dado pela palpação.
 Ângulo de Charpy Normalmente, 1cm da reborda
 Cicatriz umbilical costal.
 Cristas e espinhas ilíacas 2. Baço: normalmente, o baço
anteriores não é percutível, pois se localiza
 Ligamento inguinal ou de em uma área timpânica (espaço
Poupart de traube), também não palpável,
 Sínfise púbica exceto em esplenomegalias, etc.
 REGIÕES DO ABDOME

................Inspeção.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Inspeção estática:
 Alterações na pele
 Sinal de Cullen (equimose
periumbilical)
 Sinal de Gray Turner
(equimose nos flancos)
 Sinal de Fox (equimose na
região pubiana)
Indicam hemorragia
retroperitoneal. Sugestivo de
55
pancreatite aguda ou
gravidez ectópica
 FORMA E VOLUME DO ABDOME:
hemorrágica.
 Atípico ou normal
 Circulação colateral
 Distribuição de pêlos
 Forma e simetria do abdome
 Cicatrizes
 Flanco direito: colecistectomia
 Flanco esquerdo: colectomia
 Fossa I.D.: apendicectomia,  Globoso ou protuberante:
herniorrafia
gravidez avançada, ascite
 Fossa I.E.: herniorrafia
 Hipogástrio: histerectomia volumosa, obesidade, distensão
 Linha media: laparotomia gasosa, tumores, etc.
 Região lombar: nefrectomia
 Linha vertebral: laminectomia

 Em ventre de batráquio: ascite


em fase de regressão.
 Abaulamentos e depressões
 Sinal da irmã Maria José:
nódulo palpável na região da
cicatriz umbilical, resultado de
uma metástase de câncer
maligno no abdome.
 Movimentos
 Movimentos respiratórios  Pendular ou ptótico: flacidez do
 Peristalse visível – ondas abdome no período puerperal.
peristálticas de Kussmaul
(indica estenose pilórica ou
obstrução intestinal)

56
 Em avental: obesidade.
 Manobra de Smith-
Bates: pede-se ao paciente
levantar os MMII para contrair
a musculatura abdominal. Se a
massa desaparecer, ela está
 Escavado: magreza, doenças abaixo da parede abdominal. E
consuntivas, neoplasias. se estiver palpável, é porque
pertence à parede abdominal.

Inspeção dinâmica
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ausculta.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
 Manobra de Valsalva:
aumenta a pressão intra-  Sempre fazer primeiro que a
abdominal, e pode ajudar no palpação e percussão.
diagnostico de hérnias,  Avalias presença de sopros
protusões e etc. arteriais e ruídos hidroaéreos.
 Sempre avaliar em todos os
quadrantes, em ordem.

57
 Normal: de 5 a 35
borborigmos por minuto.
 Ausente: íleo paralitico

 Investigam-se a sensibilidade,
resistência da parede, a
continuidade da parede
abdominal, as pulsações e
reflexo cutâneo-abdominal.
.................PALPAÇÃO................  Pontos dolorosos:
 É realizada com o paciente em
decúbito dorsal, usando a técnica
da mão espalmada.
 EM HIPÓTESE ALGUMA
comece a palpação pelo lado da
dor. Sempre pergunte antes ao
paciente o local da dor, e realize
a palpação pelo outro lado,
deixando o local por ultimo.
 De acordo com as condições, há
outras técnicas palpatórias
diferentes.

Palpação superficial

Palpação profunda
58
 Manobra de Mathieu:
 Investiga-se massas palpáveis,
o Examinador voltado para os
tumorações, e os órgãos.
pés do paciente;
 Órgãos e massas palpáveis,
o Mãos em garra,
devem ser caracterizados quanto
coordenando a
à:
movimentação com a
 Localização
 Forma respiração do paciente.
 Volume  EXPIRAÇÃO: prepara!
 Sensibilidade  INSPIRAÇÃO: movimenta!
 Consistência
 Mobilidade
 Pulsatilidade  Manobra da Arranhadura:
o Coloca-se o estetoscópio
Palpação do fígado
na região epigástrica e
 Manobra de Lemos Torres: realiza-se movimentos
o Mão esquerda cima da loja lineares horizontais em
renal direita, forçando-a sentido ínfero-superior em
para cima; hemiabdome direito com
o Mão direita movimenta-se objeto de ponta romba.
tentando palpar o fígado,  Hepatimetria:
acompanhando a o Limite superior: 4º ou 5º
respiração do paciente. EICD (percussão maciça)
o Limite inferior: palpação
 Normal: 6-12cm
59
 Hepatomegalia >12  Sinal de Murphy: médico faz
Palpação do baço pressão sobre o ponto cístico do
paciente durante a INSPIRAÇÃO.
 Manobra de Mathieu Positivo quando o paciente
o Posição de Schuster interrompe a inspiração devido a
o Delimitar Espaço de Traube dor.
 Palpável: esplenomegalias
 Sinal de Courvoisier
Terrier: a vesícula encontra-se
dilatada, palpável e não dolorosa.
Indica câncer na cabeça do
pâncreas, quando associado à
icterícia.

Manobras especiais:
1. Manobra do Rechaço:
Com a palma da mão
Palpação da Vesícula biliar
comprime-se com certa
 Ponto cístico: palpar com os firmeza a parede abdominal, e
dedos indicador e médio a com a face ventral dos dedos
intersecção da borda lateral do e polpas digitais provoca-se
musculo reto do abdome direito um impulso rápido na parede,
com o rebordo costal direito. retornando-se os dedos à
posição inicial sem afrouxar a
compressão da parede
abdominal. Existe rechaço
quando, imediatamente após a
impulsão, percebe-se um
choque na mão que provocou
o impulso. Isso traduz a
presença de órgão ou tumor
60
sólido flutuando em um meio lado para o outro, ao
líquido, representado por mesmo tempo que se
ascite. procura ouvir ruídos
hidroaéreos nele
originados..
 Repousa-se a mão sobre
a região epigástrica e
executam-se rápidos
movimentos
compressivos com a
face ventral dos dedos e
2. Manobra da as polpas digitais, tendo-
descompressão súbita: se o cuidado de não
Comprime-se vagarosamente deslocar a palma da
e progressivamente um mão. Quando se ouvem
determinado local do abdome ruídos de líquidos
que durante a palpação geral sacolejando, diz que há
mostrou-se dolorido. Durante a vascolejo. Esta manobra
execução da manobra, o costuma-se ser chamada
examinador vai indagando e de patinhação.
observando as reações do
paciente. Diz-se que é positiva
se a dor apresentar nítida Manobras para apendicite
exacerbação no momento em  PONTO DE MCBURNEY:
eu se faz a descompressão. traçar uma linha entre a espinha
ilíaca anterossuperior e a cicatriz
3. Pesquisa do vascolejo: umbilical, e dividir partes. O ponto
Pode ser efetuada de duas é o encontro entre o terço distal
maneiras:
 Prende-se o estômago
com a mão direita,
movimentando-o de um
61
e médio.  Sinal do Iliopsoas: Dor à
extensão e abdução da coxa
direita com o paciente em
decúbito lateral esquerdo.
Presente no apêndice retrocecal.
 Sinal do Obturador: Dor
hipogástrica à flexão e rotação
interna do quadril. Presente no
apêndice pélvico.
 Sinal de Blumberg: Dor à
descompressão súbita no ponto
de McBurney.
...............Percussão...............
 Sinal de Rovsing:
compressão FIE e realizar A posição fundamental do paciente é o
deslocamento compressivo até a decúbito dorsal. Contudo, outras
FID. posições são necessárias na pesquisa
 Sinal de Lenander: de ascite. Podem ser encontradas os
Temperatura retal maior que a seguintes tipos de sons no abdome:
temperatura axilar em mais de 1º
 Timpânico: normal;
C.
 Hipertimpanismo: obstrução
 Sinal de Dunphy: Dor na FID
intestinal, meteorismo,
que piora com a tosse.
pneumotórax;
 Sinal de Lapinsky: Dor à
 Submacicez
compressão da FID enquanto se
 Macicez: ascites, massas, etc.
eleva o membro inferior direito
esticado. Presente no apêndice
retrocecal.
DETERMINAÇÃO DO LIMITE SUPERIOR DO
 Sinal de Aaron: Dor
epigástrica referida à palpação do FÍGADO
ponto de McBurney. Percute-se o hemitórax direito ao nível
da linha hemiclavicular direita desde sua
62
origem na clavícula até o 4º ou 5º esquerda no flanco do outro lado.
espaço intercostal; De início, obtém-se Passa-se então a golpear com o
som claro pulmonar. A seguir, em indicador a face lateral do
condições normais, na altura do 5º ou hemiabdome direito. Se houver
6º espaço intercostal, observa-se som líquido em quantidade suficiente
submaciço. Esse ponto corresponde ao na cavidade peritoneal, a mão
limite superior do fígado esquerda apta os choques das
ondas líquidas desencadeadas
 Sinal de Jobert: desaparecimento
pelos piparotes.
da macicez hepática, dando lugar
ao timpanismo decorrente de
pneumoperitônio que tem como
causa frequente a perfuração do
tubo gastrintestinal.

 Macicez móvel (médio vol.):


Coloca-se o paciente em
decúbito lateral direito e percute-
se todo o abdome; havendo
ascite, encontra-se timpanismo
no flanco esquerdo e macicez no
PESQUISA DE ASCITE flanco direito. A seguir, paciente
 Piparote (grande volume): adota o outro decúbito lateral,
paciente adota o decúbito dorsal percutindo-se de novo todo o
e ele próprio coloca a borda abdome.
cubital da mão sobre do abdome,
exercendo uma ligeira pressão
de modo a impedir a transmissão
pela parede abdominal do
impacto provocado pelo piparote.
O examinador repousa a mão
63
 Semicírculos de Skoda
(médio vol.): Percute-se o
abdome a partir do epigástrio,
radialmente em direção aos
limites do abdome. Observa-se a
transição entre o som timpânico
para o som submaciço e,
posteriormente para maciço, no
sentido craniocaudal. A junção de
pontos de transição formam
semicírculos

Bexigoma – concavidade para baixo


Ascite – concavidade para cima.

Para ler:

Capitulo 17 – Exame do Abdome

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