Ética e Prontuário Médico: Fundamentos
Ética e Prontuário Médico: Fundamentos
1. Ética médica...........................................................................3
2. PRONTUÁRIO..............................................................................6
3. RELAÇÃO MÉDICO E PACIENTE........................................................8
4. BIOSSEGURANÇA........................................................................11
5. ANAMNESE...............................................................................14
6. ectoscopia.............................................................................18
7. FÁCIES...................................................................................23
8. sinais vitais.........................................................................29
9. EXAME FÍSICO DO TÓRAX...........................................................35
9.1 .exame do precórdio...........................................................38
9.2 .exame do sistema circulatório..........................................41
9.3. exame dos linfonodos.......................................................44
9.4 .exame do aparelho respiratório.........................................47
10 exame FÍSICO DO ABDOME.............................................................55
ETICA MEDICA
O QUE É ÉTICA? Reconhece os valores – reconhece
as necessidades materiais.
É aquilo que pertence ao caráter ou
modo de ser; é a conduta segundo a
MORAL, em que vê as atitudes pela
O QUE ACONTECE NA PRÁTICA DE UMA
RAZÃO.
MEDICINA RUIM?
Essas atitudes podem ser:
NEGLIGÊNCIA: omissão de atos
Conscientes – indivíduo
necessários;
Voluntárias – sociedade
IMPRUDÊNCIA: inobservância das
Valores que definem o que: precauções necessárias;
QUERO – POSSO – DEVO IMPERÍCIA: falta de capacitação;
Porque nem tudo que eu quero eu posso
O QUE É BIOÉTICA?
Nem tudo que eu posso eu devo;
“Bioética nada mais é do que os deveres
E nem tudo que eu devo eu quero. do ser humano para com o outro ser
humano e de todos para com a
O que é a moral? humanidade”. – André Conte-Sponville
É aquilo que é transmitido de geração
- é a reflexão sobre a adequação das
para geração (hábitos, costumes, ações que envolvem a vida e o viver:
tradições.. ), em que vê as atitudes pelos
VALORES. Ética: deveres, direitos, virtudes,
alteridade;
O QUE É ÉTICA MÉDICA? Moral: respeito à regra;
É a conduta médica centrada na pessoa Direito: legislação, costumes,
enferma. jurisprudência, ato negocial;
CÓDIGO PENAL
Decreto Lei n.2.848 de 07 de
dezembro de 1940
[Link]
Art. 282: exercer, ainda que a titulo [Link]
gratuito, a profissão de médico, dentista
ou farmacêutico, sem autorização legal
ou excedendo-lhe os limites:
Pena – detenção, de 6 meses a 2
anos.
[Link]
o/biblioteca_1622_ceem.pdf
5
Prontuario
O que é prontuário? Art.88: negar ao paciente ou à seu
representante legal, acesso ao seu
Conjunto de documentos padronizados, prontuário, deixar de lhe oferecer
ordenados, destinados ao registro de copia quando solicitada, bem como
informações geradas a partir de fatos, deixar de lhe dar explicações
acontecimentos e situações sobre a necessárias à sua compreensão, salvo
saúde do paciente e a assistência quando ocasionarem riscos ao seu
prestada a ele, de caráter legal, sigiloso próprio paciente ou a terceiros.
e científico, que possibilita a (sempre cai em prova).
comunicação entre membros da
equipe multiprofissional prestada pelos Art.89: liberar cópias do prontuário sob
serviços de saúde publica ou privada. – sua guarda exceto para atender a
CFM nº 1331/89 ordem judicial, ou para SUA PRÓPRIA
DEFESA, assim como quando
Sigilo autorizado por escrito pelo paciente.
O teor do prontuário do paciente é Art.90: deixar de fornecer cópia do
sigiloso, e as informações ali contidas prontuário médico de seu paciente
tem caráter confidencial, o que quando de sua requisição pelo CRM.
caracteriza o Segredo Profissional. –
(parecer do CFM nº 24) Principais documentos do prontuário
Ficha de referencia e contra
Código de ética medica - prontuário
referência;
(capitulo X) Laudo médico para emissão de
É vedado ao médico: AIH – anamnese e exame físico;
Termo de responsabilidade
Art.87: deixar de elaborar prontuário
Boletim de admissão;
legível para cada paciente.
6
Prescrição médica / observação Deixar folhas em branco.
de enfermagem e
multiprofissional;
OS 10 MANDAMENTOS DO PRONTUÁRIO
Folha de evolução clinica (diárias); 1. Fazer todo registro de maneira
Folha de pareceres; clara, objetiva e legível;
2. Fazer somente anotações que se
referem ao paciente;
OBRIGATÓRIEDADES 3. Todas as evoluções e
prescrições devem ser diárias,
o Preenchimento completo/correto;
com datas, hora, assinatura e
o Letra legível + assinatura/CRM;
carimbo;
o Clareza;
4. Caso não tenha o carimbo, o
o Carimbo profissional.;
nome do profissional e sua
o Relatório diário de enfermagem,
inscrição do conselho de classe
assinado;
devem estar escritos de forma
o Registro diário dos sinais vitais;
legível;
o Descrição do ato cirúrgico e
5. Todas as folhas devem ter a
anestésico (em cirurgia), assinado
identificação do paciente com a
e carimbado;
etiqueta ou por escrito;
o Deverá ser anexada ao
6. Todo procedimento deve ser
prontuário a comprovação do
registrado pelo profissional que o
resultado dos exames
realizou;
complementares.
7. Os espaços em branco devem
O QUE NÃO DEVE FAZER NO PRONTUÁRIO ser anulados com um traço;
8. É proibido usar lápis, fita e
Escrever a lápis; corretivo;
Rasurar / usar corretivo; 9. É proibido rasurar as anotações;
Fazer anotações que não se 10. É proibido o uso de abreviações.
referem ao paciente;
7
Relacao medico-paciente
O que é? Tentar manter a neutralidade;
8
PATERNALISTA: “posição de pai” ROTULADOR: “rótulo diagnóstico”
– tem atitude protetora, sabe que agrade o paciente – passa
ouvir, dá conselhos ou ordens – falsa decisões diagnósticas e
trata o paciente como criança. terapêuticas – encobre suas
AUTORITÁRIO: “dono da deficiências.
verdade” - impõe suas decisões – FRUSTRADO: “começa desde o
se ofende quando questionado. curso de medicina” – reconhece
AGRESSIVO: “bode expiatório” – as limitações da medicina – tem
mau atendimento, frieza no visualização do futuro (trabalho
relacionamento, tom de voz indigno, alta jornada de trabalho.. ).
grosseiro – excesso de SEM VOCAÇÃO: distanciamento
trabalho/baixas remunerações. do paciente – deve dedicar-se a
INSEGURO: “conhecimento outra profissão.
insuficiente” – incapaz de fazer o
exame físico e têm duvidas na Padrões e comportamentos de pacientes
interpretação de exames e ANSIOSO: inquieto, medroso,
prescrições. mãos frias e sudoreicas,
TECNICISTA: “comportamento taquicardia e boca seca. gaste
mecânico” - se interessa apenas + tempo com fatos não
na doença – não dá valor a relacionados a sua doença, pois
relação médico-paciente. reduz a tensão.
OTIMISTA: “se sente o herói” – DEPRIMIDO: desinteresse por si,
não vê dificuldade em nada e se isola, expressa tristeza, chora
nem reconhece a gravidade dos fácil, inapetência, perda de prazer
casos – transfere a culpa quando e interesse de viver conquiste
dá errado. a atenção e confiança;
PESSIMISTA: vê maior a demonstre sinceridade e
gravidade da doença do que o interesse em ajudar.
real – expressa desânimo e QUE CHORA: mecanismo de
desesperança. alívio da tensão deixe-o
chorar sem indagação e consolo;
9
leve toque na mão, um abraço HIPOCONDRÍACO: “poliqueixoso”
ou um silêncio respeitoso. ouvir com paciência e
VERBORREICO: fala muito, compreensão – atitudes firmes.
tendente a descrições minuciosas SURDO: buscar apoio da família
recondução constante ao para melhores informações.
relato dos sintomas, pois tendem EM ESTADO GRAVE: não quer
a divagar e fazer longos rodeios. ser perturbado por ninguém!
HOSTIL: agressivo contra o obter postura objetiva e coletar
médico ou estudante de medicina dados para diagnostico e exame
– doenças incuráveis ou direcionado.
estigmatizantes, história prévia de PACIENTE TERMINAL: sem
complicações terapêuticas possibilidade terapêutica curativa
tenha serenidade e autoconfiança. – neoplasias malignas avançadas,
AGITADO: ansiedade, ingestão de DRC e SIDA – relação médico-
bebida alcoólica, drogas ilícitas, paciente difícil.
surtos psicóticos e insuficiência
NEGAÇÃO
F
hepática se grave –
A RAIVA
contenção física e/ou uso de
S BARGANHA OU NEGOCIAÇÃO
antipsicóticos.
EUFÓRICO: fala e movimentos E DEPRESSÃO
exagerados; pensamentos S
ACEITAÇÃO
rápidos – pode ser por bebida
alcoólica, drogas ilícitas ou fase
maníaca do transtorno bipolar. MORTE
COM RETARDO MENTAL: DE
FACIL RECONHECIMENTO
adotar raciocínio simples, com
perguntas diretas e palavras
corriqueiras.
10
BIOSSEGURANCA
DEFINIÇÃO Manipulação de instrumentos e
materiais;
Conjunto de normas que visam a o Cirúrgicos;
segurança do trabalhador de saúde o Enfermarias / semi intensiva
exposto a risco potencial de acidentes
Manipulação de materiais
material ou instrumentos,
cortantes e de punção;
especialmente contaminados com
material biológico.
Ambiente e equipamentos;
Roupas e campos de uso;
Precauções Padrão
Lavagem das mãos;
11
Lavagem das mãos Higienização Antisséptica Das
Mãos:
Medida mais simples e menos Promove a remoção de sujidades
dispendiosa para prevenir a e de microrganismos com auxilio
propagação das infecções. de antisséptico procedimento
Quando? (há 5 momentos): dura entre 40 a 60 segundos. Ex.:
1. Antes de tocar no paciente; antisséptico degermante
2. Antes de realizar (clorexidina a 2% ou PVPI 10%).
procedimento limpo/asséptico;
3. Após risco de exposição a
fluidos corporais; Fricção Antisséptica Das Mãos
4. Após tocar no paciente; (Álcool Gel Ou Álcool
5. Após tocar superfícies Glicerinado):
próximas ao paciente. Reduz a carga microbiana das
mãos (não remove sujidades)
Higienização Simples Das Mãos: quando as mãos não estiverem
Lavagem rotineira das mãos com visivelmente sujas, utiliza-se o
sabão neutro maior álcool gel 70% ou a solução
concentração bacteriana: pontas glicerinada.
dos dedos, meio dos dedos e
polegares. Antissepsia Cirúrgica Ou Preparo
Pré-Operatório:
Utiliza-se antisséptico com ação
bactericida ou bacteriostática que
irá agir na flora residente da pele
indicados para profissionais e
para pele ou mucosa do paciente
em áreas onde serão realizados
procedimentos invasivos ou
cirúrgicos.
12
Principais antissépticos:
álcoois, clorexidina,
compostos de iodo,
iodóforos e triclosan..
Importante!: no caso de
torneiras com contato
manual para fechamento,
sempre utilize papel toalha.
13
ANAMNESE
DEFINIÇÃO esquema mental básico
(estudante);
ANA trazer de novo Relato espontâneo das queixas +
MINESIS memória condução objetiva.
14
7. Obtidas as queixas, elaborar o Religião modo de enxergar a
desenrolar logico dos vida e os problemas.
acontecimentos = raciocínio
clinico; Componentes da anamnese
8. Dados de exames
1. QUEIXA PRINCIPAL (QP):
complementares não corrigem
O que motivou a consulta?
falhas/omissões da anamnese;
Por que o(a) me procurou?
9. Só a anamnese permite uma
visão de conjunto do paciente, O que o(a) senhor(a) está
indispensável para a medicina sentindo?
Ex.: “caganeira”; “dor no pé da
humana;
barriga”; “baldeando”..
10. O tempo dedicado a anamnese
NÃO É ACEITO ROTULOS
distingue o médico competente
DIAGNÓSTICOS! Ex.: “infarto”;
do incompetente.
“derrame”; “pressão alta”..
Componentes essenciais da anamnese 2. HISTORIA DA DOENÇA ATUAL
(HDA):
Nome não utilizar rotulações Não induzir respostas;
ou numerar os pacientes; Apurar evolução, exames e
Idade cada grupo etário tem tratamentos realizados;
sua própria doença; Ler a historia escrita para o
Sexo prevalência de
paciente, para que possa
determinadas doenças quanto ao confirmar ou corrigir algo,
gênero e raça; ou acrescentar nova
Raça / etnia informação.
Estado civil outros.. união SINTOMA GUIA:
estável, separados.. geralmente, a queixa
Profissão pode ter relação mais longa, ou sintoma
causal ou agravante da doença mais destacado (QP).
atual;
ESQUEMA PARA
Local de nascimento, ANALISE DE UM
procedência e moradia; SINTOMA:
15
i. Inicio “quando a Útil para reconhecer
dor surgiu?” enfermidades sem relação
ii. Característica do com o quadro
sintoma “onde sintomatológico na HDA;
dói?”; “a dor SISTEMATIZAÇÃO DO
anda?”; “quanto IS: sintomas gerais
tempo dura?” febre; astenia; sudorese;
“como é essa calafrios; cãibras;
dor?”. alterações do peso..
iii. Fatores de Pele e fâneros;
melhora e piora Cabeça e
“o que melhora pescoço;
a dor?”; “o que Tórax;
piora a dor?”. Abdome;
iv. Relação com Sist.. geniturinário;
outras queixas Sist.. hematolinfop.;
“você está Sist.. endócrino;
tossindo?”; “você Coluna vertebra,,
tem falta de ar?”. ossos, articulações
v. Evolução “essa e extremidades;
dor mudou nos Músculos;
últimos 3 dias?” Artérias, veias,
vi. Situação atual linfáticos e
“como está a dor microcirculação;
agora?”. Sistema nervoso;
3. INTERROGATORIO Exame psíquico e
SINTOMATOLOGICO (IS) avaliação das
Complemento da HDA, condições
também denominada de emocionais.
Anamnese especial ou 4. ANTECEDENTES PESSOAIS E
revisão dos sistemas; FAMILIARES (APF):
16
Considera a avaliação do Hábitos, tais como:
estado de saúde passado e Uso de tabaco;
presente pessoais e Uso de bebidas alcoólicas;
familiares, que influenciam Uso de anabolizantes e
no processo saúde-doença. anfetaminas.
Investiga-se então: 6. CONDIÇÕES
Gestação e SOCIOECONOMICAS E
nascimento; CULTURAIS:
Desenvolvimento Avalia situação financeira, vínculos
psicomotor e neural; afetivos familiares, filiação religiosa e
Desenvolvimento crenças espirituais do paciente, bem
sexual; como condições de moradia e grau de
Doenças sofridas pelo escolaridade. Este item se desdobra
paciente; em:
Alergias;
Cirurgias; Habitação;
Traumatismos; Condições socioeconômicas;
Transfusões Condições culturais;
sanguíneas; Vida conjugal e relacionamento
Historia obstétrica; familiar.
Vacinas;
Medicamentos em
PARA LER:
uso.
5. HABITOS DE VIDA (HV):
Neste item, investiga-se o estilo de vida
do paciente:
Alimentação;
Ocupação atual e ocupações
anteriores;
Atividades físicas;
CAPÍTULO 4 – EXAME CLÍNICO (PORTO)
17
ectoscopia
O QUE É?
SOMATOSCOPIA ou ECTOSCOPIA, é em mudar de posição sem
a denominação que se dá à avaliação auxílio de outra pessoa
global do doente. É a primeira. etapa do Postura antálgica: adotada
exame físico, devendo ser Iniciada ao para alívio de dor.
primeiro contato com o paciente. Seu 4. Higiene pessoal:
objetivo é a obtenção de dados gerais Hálito do paciente; odor de
(independe da queixa do paciente). A secreções.
avaliação deve ser crânio-caudal. 5. Dependência:
Se veio à consulta sozinho;
O que avaliar?
acompanhado;
1. Estado geral:. em cadeira de rodas;
Bom estado geral de muletas ou bengalas.
Estado geral regular ou 6. Fala e linguagem:
levemente comprometido Avaliar a voz, avaliar a lógica
Estado geral ruim ou muito do discurso, se há distúrbios
comprometido de articulação das palavras,
2. Estado psíquico: de troca de letras ou se
Bem orientado em tempo fala o nome dos objetos
e espaço; corretamente.
Mal orientado em tempo e 7. Biótipo:
espaço. Brevilíneo(endomorfo):
3. Postura: membros curtos, tórax
Postura Ativa: é aquela alargado, estatura baixa;
assumida espontaneamente Longilíneo(ectomorfo):
Boa Postura / Má postura tórax afilado e achatado,
Postura passiva: membros longos e
impossibilidade do paciente musculatura delgada;
18
Normolíneo(mesomorfo): o Hipotônico.
desenvolvimento do corpo, 11. Panículo adiposo:
musculatura e do panículo Bem distribuído conforme
adiposo harmônicos. sexo e idade;
Aumentado;
Diminuído ou escasso
(localização).
12. Pele:
Coloração:
o Normocorada;
8. Peso e altura: o Cianótica;
Com auxilio de uma o Icterícia;
balança; o Palidez;
Medida em centímetros o Vermelhidão ou
com paciente descalço e eritrose;
em posição ereta. o Albinismo.
9. Fácies: Umidade:
Fácies normal ou atípica; o Preservada;
Fácies anormais ou típicas o Diminuída;
(Fácies leonina; mongolóide; o Aumentada..
hipocrática; etc.). Textura:
10. Musculatura: o Preservada;
Trofismo o Lisa ou fina;
(desenvolvimento): o Áspera;
o Eutrófico; o Enrugada.
o Hipertrófico; Temperatura:
o Hipotrófico.. o Preservada;
Tonicidade: (grau de o Diminuída;
contração muscular): o Aumentada..
o Eutônico; Mobilidade:
o Hipertônico; o Preservada;
19
o Diminuída ou ausente; o Abdome;
o Aumentada. o Raiz dos membros
Sensibilidade: superiores;
o Preservada; o Segmento cefálico..
o Alterada (como?).
Elasticidade:
o Preservada conforme
a idade;
o Hiperelástica;
o Hipoelástica.
Turgor:
o Preservado conforme 14. Fâneros:
a idade; Cabelos:
o Diminuído (indica o Distribuição uniforme;
desidratação). o Alopecia (áreas
Lesões elementares: desprovidas de pêlo);
o Máculas (hipo/, o Calvície parcial ou
hipercrômicas, Total.
acrômicas) Pêlos:
localização e forma. o Bem implantados e
o Petéquias, pápulas, distribuídos de acordo
hematomas, bolhas, com o sexo e a
etc.. (especificar). idade;
Cicatriz: o Mal implantados e/ou
o Cirúrgica ou não; distribuídos
o Indicar local, tamanho, (especificar).
coloração, forma. 15. Mucosas (conjuntival, lábiobucal,
13. Circulação colateral: lingual e gengival):
Ausente ou presente; Normocoradas;
Localização: Hipocoradas;
o . Tórax; Hipercoradas;
20
Úmidas; Supraclaviculares;
Infraclaviculares;
Secas..
Axilares;
16. Escleras: Inguinais.
Ictérica ou Anictérica. o Classificação:
17. Edema: Inflamatório;
Ausente; De drenagem;
Metastáticos.
Presente (caracterizar):
o Consistência:
o Sinal do Cacifo
Fibroelástica;
positivo ou negativo. Amolecida ;
Pétrea..
o Superfície:
Regular;
Irregular com
nodulações;
Lisa,
18. Extremidades (calor e alterações; o Tamanho ou volume
compressão da face digital): (aproximados).
Aquecidas e Acianóticas o Mobilidade:
com boa perfusão tissular; Móveis
Aderente a planos
Alteradas (especificar circunjacentes ou
temperatura – perfusão profundos.
tissular cianose). o Sensibilidade:
19. Linfonodos: Dolorosa á
Não Palpáveis; palpação;
Indolores.
Palpáveis:
o Alterações da pele
o Localização:
(especificar).
Periauriculares;
Retroauriculares
Cervicais Post.;
Occipitais;
Cervicais Ant.;
Cervicais Lat.;
Submandibulares;
21
Limitação ou restrição
articular (onde e especificar
ângulo).
21. Articulações:
Livres e funcionais;
22
FACIES
DEFINIÇÃO
É o conjunto de dados exibidos na Hipocrática
face do paciente, e a resultado dos
Olhos fundos, parados e
traços anatômicos + a expressão
inexpressivos;
fisionômica. Não apenas os elementos
Nariz afilado;
estáticos, mas, e principalmente, a
Batimentos das asas do nariz;
expressão do olhar, os movimentos
das asas do nariz e aposição da boca. Lábios entreabertos, delgados e
Certas doenças imprimem na face afilados;
traços característicos, e algumas vezes, Discreta cianose labial;
o diagnostico nasce da simples Palidez cutânea, suor;
observação do rosto do paciente. Os Estado final de varias doenças.
principais tipos de fácies são:
Normal ou atípica
Expressão individual;
Não sugere distúrbio;
Não há necessidade de
descrevê-las.
Renal
Edema ao redor dos olhos;
Palidez cutânea;
Observada na Síndrome nefrótica
e na glomérulonefrite difusa
aguda;
Redução acentuada de albumina.
23
Hipertrofia das adenoides (dificulta
a respiração pelo nariz).
Leonina
Pele espessa, nódulos de
tamanhos variados, confluentes;
Supercílios caídos;
Parkinsoniana
Nariz espessado e alargado;
Lábios grossos e proeminentes; Cabeça inclina-se para frente e
Bochechas e mento deformados; permanece imóvel nessa posição;
Barba escasseia ou desaparece; Olhar fixo;
Mal de Hansen. Supercílios elevados;
Fronte enrugada;
Expressão de espanto;
Fisionomia impassível (máscara);
Indica doença de Parkinson.
Adenoidiana
Nariz pequeno e afilado;
Boca entreaberta;
24
Basedowiana
Exoftalmia;
Olhos brilhantes;
Rosto magro;
Expressão fisionômica de
vivacidade. Às vezes, tem um
aspecto de espanto e ansiedade;
Presença de bócio;
Acromegálica
Indica hipertireoidismo.
Saliência das arcadas supra-
orbitárias;
Proeminência das maçãs do
rosto;
Maior desenvolvimento do
maxilar inferior;
Aumento do nariz, lábios, língua e
orelhas;
Extremidades aumentadas;
Nesse conjunto de estruturas
Mixedematosa
hipertrofiadas, os olhos parecem
Rosto arredondado; pequenos;
Nariz e lábios grossos; Indica hiperfunção hipofisária,
Pele seca, espessada e com podendo ser constitucional.
acentuação dos sulcos;
Pálpebras infiltradas e enrugadas;
Supercílios escassos;
Cabelos secos sem brilho;
Expressão de desânimo, apatia;
Indica hipotireoidismo ou
mixedema.
25
Cushingoide ou de lua-cheia:
Rosto arredondado (congesto) e
levemente cianótico;
Acompanha obesidade do tronco,
pescoço, abdome (estrias
atróficas);
Acne;
Síndrome de Cushing: De depressão
hiperfunção do córtex
Cabisbaixo;
suprarrenal ou em uso de
corticoides. Olhos pouco brilhantes;
Olhos fixos em um ponto distante
ou voltados para o chão;
Acentuação do sulco nasolabial;
Cantos da boca rebaixados;
Observados na Síndrome da
Depressão.
Mongoloide
Epicanto (prega cutânea) torna
os olhos oblíquos, distantes um
do outro;
Rosto redondo;
Boca entreaberta;
Expressão fisionômica de pouca Pseudobulbar
inteligência ou mesmo completa Aspecto espasmódico da face;
idiotia;
Hipomímia;
Indica Síndrome de Down;
Disfagia;
26
Disartria;
Aparece geralmente na paralisia
pseudobulbar;
Esclerose múltipla;
Doença neuronal motora.
28
SINAIS VITAIS
O QUE SÃO? Sempre que o paciente
apresentar desconforto
Os Sinais Vitais expressam o inexplicável.
funcionamento e as alterações dos
órgãos e/ou sintomas mais relacionados .......................Pulso.......................
com a manutenção de vida. São
Comumente usa-se o pulso Radial,
considerados Sinais Vitais: porém, pode-se usar o pulso
Pulso; Carotídeo, femoral, entre outros.
Pressão Arterial; Precisamos dar mais atenção para 2
Ritmo e Frequência respiratória; características do pulso, são elas:
Temperatura corporal.
Ritmo: sequencia de pulsações e se
Quando é obrigatória a avaliação dos distingue em:
sinais vitais? Pulso Regular: pulsações
com intervalos iguais;
Pacientes com manifestações Pulso Irregular: pulsações
clínicas indicativas de com intervalos ora longos
comprometimento de órgãos ora curtos. Traduz arritmia
vitais; cardíaca (arritmia sinusal,
Antes e depois de qualquer extrassistolia, bloqueio
procedimento invasivo ou cardíaco e fibrilação
cirúrgico; arterial).
Antes e depois de administrar FREQUÊNCIA: deve-se contar as
medicamentos de interferem nas pulsações durante 1 minuto inteiro
funções cardíaca, respiratória e (pulso radial).. – em adultos normais,
cerebral; a freq.. é considerada de 60 a 100
Sempre em que as condições bpm. As principais alterações da
clínicas do paciente apresentam frequência são:
piora inesperada;
29
Taquicardia: + de 100 ausculta dos sons de
pulsações por minuto Korotkoff;
(exercícios, emoções, Assegurar que o paciente NÃO:
gravidez, miocardites etc). está com a bexiga cheia;
Bradicardia: menor de 60 praticou exercícios físicos
pulsações por minuto nos últimos 60 minutos;
(bloqueio atrioventricular, ingeriu bebidas alcoólicas;
icterícia, infecções virais fumou ou usou cafeína nos
etc). últimos 60 minutos;
está com alguma emoção
................Pressão arterial................ forte, dor ou stress;
Consiste na força exercida pelo sangue utilizou medicamentos
sobre as paredes dos vasos – trabalho estimulantes adrenérgicos.
do coração – debito cardíaco – paciente deve ter repouso
elasticidade da parede dos grandes mínimo de 3 minutos antes de iniciar a
vasos – resistência periférica – volemia medida.
3. Figado.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
O limite superior acompanha o 5º
ou 6º espaço intercostal até a
linha axilar anterior (dependendo
do biótipo da pessoa); segue 5. Baço.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
horizontalmente até a interseção Na face lateral do hemitórax
da 6º ou 7º costela com a linha esquerdo, seu limite superior
axilar média. corresponde a uma linha curva,
onde o ápice situa-se no
cruzamento da linha axilar média
com a 9ª ou 10ª costela.
4. Fundo do Estômago.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
36
Pontos de referência anatômicos Linha axilar posterior.
Face Posterior:
Costelas; Linha médio espinhal.
Ângulo de Louis; Linhas escapulares.
4ª vertebra torácica;
7ª vertebra cervical;
Regiões torácicas
Clavículas;
Articulação xifoesternal;
Ângulo de Charpy.
Face anterior:
1. Região supraclavicular.
2. Região clavicular.
3. Região infraclavicular.
Linhas Torácicas 4. Região mamária.
5. Região inframamária.
6. Região supra-esternal.
7. Esternal superior.
8. Esternal inferior.
Face posterior:
1. Supra-escapular.
2. Supra-espinhosa.
3. Infra-espinhosa.
Face Anterior:
4. Interescápular vertebral.
Linha medioesternal.
5. Infra-escapulares.
Linha hemiclavicular.
Linha axilar anterior. Face lateral:
Face Lateral:
1. Axilar.
Linha axilar anterior.
2. Infra-axilar.
Linha axilar média.
37
Exame do Precordio
Noções básicas ...............Inspeção...............
O precórdio é a área de apresentação Acompanha junto à palpação,
cardíaca na parede torácica anterior de onde os achados se tornam mais
modo que: significativos;
• As cavidades cardíacas que se Boa iluminação (de preferencia,
localizam no tórax anterior, são: o átrio luz natural);
D, ventrículo D, aurícula E, ventrículo E.. Paciente em decúbito dorsal, com
a musculatura relaxada e o tórax
• A ponta corresponde ao ventrículo E.
despido e visível.
• O VD, fica junto a borda esquerda do Para pesquisar abaulamentos e
esterno, mas não faz parte do retrações, a inspeção se faz de
contorno.. modo tangencial e frontal.
Tangencial
Semiotécnica
O exame físico do coração inclui a
inspeção, Palpação e Ausculta.
Frontal
38
O que investigar?
Pele;
Lesões elementares;
Depressões;
Tumorações;
Abaulamentos;
Cicatrizes.
Posição de Pachon
................Palpação...............
Ausculta
Examinador posicionado à direita
do paciente com o tórax despido; Ambiente silencioso;
Localizar o Ictus Cordis Paciente em decúbito dorsal,
(dependendo do biótipo do posição ortostática ou decúbito
paciente – 5º EIC / LHCE), lateral esquerdo;
região do foco mitral; Instruir o paciente para que
Colocar a mão sobre o ictus inspire profundamente e expire
cordis, e conforme for sentindo de modo forçado.
os batimentos, e tirando os dedos
(normalmente até 2 polpas =
2,5cm); Focos De Ausculta:
Colocar o paciente da posição de
pachon (decúbito lateral
esquerdo) - desvia ≤ 2 cm..
Mi A Per Ta
39
Para ler:
Manobras complementares:
Hand Grip – pede-se ao paciente
que este aperte dois dedos do
examinador, isso aumenta a resistência
vascular periférica, o que aumenta os
sopros gerados do lado esquerdo do
coração – FOCO MITRAL
Rivero carvalho – paciente em
decúbito dorsal, coloca-se o capitulo 16 – Exame Físico do Tórax
estetoscópio no FOCO TRICUSPIDE,
em seguida, solicita-se ao paciente
fazer uma inspiração profunda e
prender.
40
EXAME DO APARELHO
CIRCULATORIO
INTRODUÇÃO esquerdo do paciente e
vice-versa.
O aparelho circulatório e o próprio A mão do paciente deve
funcionamento do coração podem ser repousar no leito com leve
avaliados pela analise de: supinação.
Pulso Radial; SEMPRE comparar com o
Pulsos Periféricos; lado homólogo.
Pulso Capilar;
Pulso Venoso.
...............Pulso radial...............
SEMIOTÉCNICA:
A artéria radial se localiza
entre a apófise estiloide do
rádio e o tendão dos
QUE CARACTERÍSTICAS
flexores.
ANALISAR?
Para palpá-la, colocam-se as
Estado da parede
polpas dos dedos indicador
arterial: (lisa, sem
e médio, colocando
tortuosidades e se deprime
compressão até obter o
facilmente)
pulso máximo, e seu
Frequência: (contar o nº
polegar se fixa no dorso do
de pulsações durante 1 min
punho do paciente.
e comparar os valores com
O examinador usa a mão
o nº de bpm)
direita para palpar o pulso
41
Ritmo: (sequencia das Cubital
pulsações – regular ou Radial
irregular) Aórtico abdominal
Amplitude ou Ilíaco
magnitude: (sensação Femoral
captada em cada pulsação Poplíteo
– ampla, media e pequena) Tibial anterior
Tensão ou dureza: Tibial posterior
(compressão progressiva Pedioso
da artéria – pulso mole ou
pulso duro)
Tipos de onda: (apenas
com o treino é possível
reconhecer e diferenciar)
Comparação com
lado homólogo:
(averigua a igualdade ou
desigualdade dos pulsos
palpando-os
simultaneamente.) (nem todos os pulsos estão representados nesta imagem)
43
exame dos linfonodos
Introdução Infraclaviculares
Axilares
Os linfonodos organizam-se em grupos Epitrocleanos
superficiais (localizados do tecido celular Inguinais
subcutâneo) e os profundos (abaixo da Poplíteos
fáscia dos músculos e dentro de varias
cavidades do corpo).
Tamanho normal: 0,5 – 2,5 cm
CADEIAS DE LINFONODOS:
Pré-auricular
Retroauricular
Occipital
Submentoniano
Submandibular
Tonsilares
Cervical anterior Inspeção
Cervical posterior
Supraclaviculares Boa iluminação
Área examinada despida
Comparar lado contralateral
Verificar possíveis adenomegalias
ou presença de sinais flogisticos.
44
Palpação Os linfonodos retropeitorais e
epitrocleanos se palpam com as
Realizada com as polpas digitais e mãos em “pinça”.
as faces ventrais do dedo Na palpação dos linfonodos
indicador, médio e polegar. poplíteos, o paciente deve ficar
Ajustar a cabeça do paciente em decúbito ventral e as pernas
para relaxar a musculatura pra semifletidas.
que se palpem melhor os
linfonodos da cabeça e pescoço.
DESCREVER:
Localização
Tamanho
Consistência
Coalescência
Sensibilidade
Presença de sinais
Para a palpação dos linfonodos flogísticos e fistulização.
axilares, retropeitorais e
epitrocleanos, o examinador se
coloca a frente do paciente, LEMBRAR:
segurando seu braço e palpando Linfonodo de Virchow
com a mão heteróloga. (supraclavicular esquerdo) – quando
Os linfonodos axilares se palpam for visto na inspeção, é chamado de
com as mãos em “garra”. Sinal de Troisier.
45
Linfonodo de Irish (axilar Não depressível
esquerdo) Frio
Indolor
Sem sinais flogisticos.
Para ler:
Linfonodo de Blummer
(prateleira retal)
...................Inspeção..................
Inspeção estática:
Avalia o estado da pele e
das estruturas superficiais Tórax chato: mais
da parede torácica. comum em longilíneos, e
Compreende também, a não tem significado
forma do tórax e a patológico.
presença ou não de
abaulamentos e retrações.
Inspeção dinâmica:
Analisa-se tipo respiratório,
ritmo e frequência da
respiração;
Amplitude dos movimentos
respiratórios. Tórax em Tonel ou em
Barril: enfisema pulmonar
ou em pessoas idosas livres
47
de qualquer doença Tórax Cariniforme
pulmonar. (pectus carinatum):
“peito de pombo”, pode ser
congênito ou adquirido, e a
principal causa é o
raquitismo.
Tórax Infundibuliforme
(Pectus Excavatum): Tórax em Sino ou
pode ser congênito ou Piriforme: segue em
adquirido. A causa mais grandes
importante é o raquitismo; hepatoesplenomegalias e
quando mais acentuado, na ascite volumosa.
pode produzir distúrbio
pulmonar restritivo. E em
menores casos, pode
indicar deslocamento
cardíaco.
48
osteomielite, neoplasias ou
anomalias congênitas).
Tórax Instável
Traumático: fratura nas
Tórax escoliótico:
costelas onde há
anomalia congênita. movimentos torácicos
paradoxais.
ABAULAMENTOS E
DEPRESSÕES
Podem localizar-se em
qualquer região do tórax e
Tórax Cifoescoliótico: indicam alguma lesão que
congênito ou secundário ao aumentou ou reduziu uma
desvio lateral do segmento das estruturas da parede
torácico da coluna ou de órgãos intratorácicos.
vertebral.
TIPO RESPIRATÓRIO
Observa-se atentamente a
movimentação do tórax e
do abdome.
♀: costal superior
49
♂: toracoabdominal de diferentes amplitudes e
com intervalos variáveis;
Respiração de Kussmaul:
RITMO RESPIRATÓRIO amplas e rápidas
Respiração Dispneica: inspirações interrompidas
movimentos respiratórios por curtos períodos de
desconfortáveis para o apneia – “peixe fora
paciente; d’água”;
Platipneia: dificuldade para Respiração Suspirosa:
respirar na posição ereta, aquela na qual interrompe-
que se alivia na posição se uma sequequencia
deitada. regular da respiração por
Ortopneia: dificuldade para uma inspiração profunda
respirar na posição deitada. seguida de uma expiração
Trepopneia: paciente se demorada.
sente mais confortável
deitando em decúbito
lateral.
Respiração de Cheyne-
Stokes: ou dispneia
periódica, são incursões
respiratórias que vão se
tornando cada vez mais
profundas até atingirem
uma amplitude máxima; AMPLITUDE DA RESPIRAÇÃO
nesse momento, os Superficial: enquanto
movimentos começam estamos tranquilos,
diminuir, podendo chegar à dormindo.
apneia. Profunda: em esforços,
Respiração de Biot: emoções.
movimentos respiratórios
50
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA:
Eupneico (16 a 20 irpm)
Bradpneico (-16 irpm)
Taquipneico (+20 rpm)
Apneico (parada
respiratória)
.....................Palpação..................
ESTRUTURA DA PAREDE
TORÁCICA:
Investigar pele, tecido
celular subcutâneo,
músculos, cartilagens e
ossos.
EXPANSIBILIDADE OU
MOBILIDADE
Dos Ápices: o examinador
INSPEÇÃO DO PESCOÇO: se posiciona atrás do
deve-se perceber se a respiração é paciente, pousando ambas
auxiliada pela musculatura do das mãos sobre as regiões
pescoço (sinal de obstrução das vias que correspondem os
respiratórias). ápices, os polegares
levemente se encostam.
Solicita-se ao paciente que
51
respire mais fundo, FRÊMITO TORACOVOCAL
enquanto o examinador O examinador pousa as
observa a movimentação mãos sobre as regiões do
de suas mãos, pesquisa-se tórax ao mesmo tempo
diminuição ou ausência de em que o paciente
movimentos. pronuncia “trinta e três”.
Manobra de Rualt Paciente levanta os braços
para avaliação do frêmito
lateral.
Paciente “se abraça” para
avaliação do frêmito
posterior.
..................Percussão.................
Percutir todo o tórax
anteriormente, lateralmente e
52
posteriormente (C7 como Som traqueal: ruído respiratorio
referência). Começando de cima mais curto e brando; uma leve
para baixo, golpeando ora de um pausa e um ruído expiratório mais
lado, ora de outro. forte e prolongado.
SOM CLARO PULMONAR. Respiração brônquica: audível na
área de projeção dos brônquios
principais. Seu ruído expiratório é
um pouco menos intenso.
Murmúrio vesicular: ruído
inspiratório mais intenso e
duradouro que o ruído expiratório,
sem pausa.
.................AUSCULTA............... Respiração broncovesicular:
respiração brônquica + murmúrio
vesicular. Apresenta intensidade da
inspiração igual da expiração, sem
pausa.
53
tosse e não se modifica com áreas de condesação
a posição. ou cavidades.
Roncos: sons graves, ocorrem
durante toda a respiração,
com predominância na
........Síndromes brônquicas e.........
expiração. .............pleuropulmonares.............
Sibilos: som agudo, “miado de
gato”; ocorre na inspiração e
expiração.
AUSCULTA DA VOZ:
Presente em todo o
tórax, exceto nas
áreas do coração e
Ressonância fígado. Mais intensa
vocal normal nas regiões
interescapulovertebrais
e esternal supeior. Para ler:
Mais forte em
homens.
Ressonância Espessamento pleural;
vocal Derrame pleural;
diminuída Atelectasia por
oclusão brônquica;
Pneumotórax;
Enfisema pulmonar.
Ressonância Pneumonia;
vocal Infarto pulmonar;
aumentada Neoplasia pulmonar
(broncoscopia, Capitulo 16 – Exame do Tórax
pecterilóquia
fônica e
afônica)
Parte superior dos
Egofonia derrames pleurais e
54
Exame fisico do abdome
Introdução PROJEÇÃO DOS ÓRGÃOS NAS
PAREDES TORÁCICAS E
Reconhecer os pontos de referência ABDOMINAL
anatômicos, a divisão do abdome em 1. Fígado: seu limite superior é
quadrantes e a projeção de cada delimitado por percussão, desde
órgão dessa cavidade são essenciais todo o hemitórax direito de cima
para o estudo da propedêutica para baixo até encontar som
abdominal. maciço. Em condições normais,
no 5º ou 6º EICD. O limite inferior
PONTOS DE REFERÊNCIA:
Rebordas costais é dado pela palpação.
Ângulo de Charpy Normalmente, 1cm da reborda
Cicatriz umbilical costal.
Cristas e espinhas ilíacas 2. Baço: normalmente, o baço
anteriores não é percutível, pois se localiza
Ligamento inguinal ou de em uma área timpânica (espaço
Poupart de traube), também não palpável,
Sínfise púbica exceto em esplenomegalias, etc.
REGIÕES DO ABDOME
................Inspeção.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Inspeção estática:
Alterações na pele
Sinal de Cullen (equimose
periumbilical)
Sinal de Gray Turner
(equimose nos flancos)
Sinal de Fox (equimose na
região pubiana)
Indicam hemorragia
retroperitoneal. Sugestivo de
55
pancreatite aguda ou
gravidez ectópica
FORMA E VOLUME DO ABDOME:
hemorrágica.
Atípico ou normal
Circulação colateral
Distribuição de pêlos
Forma e simetria do abdome
Cicatrizes
Flanco direito: colecistectomia
Flanco esquerdo: colectomia
Fossa I.D.: apendicectomia, Globoso ou protuberante:
herniorrafia
gravidez avançada, ascite
Fossa I.E.: herniorrafia
Hipogástrio: histerectomia volumosa, obesidade, distensão
Linha media: laparotomia gasosa, tumores, etc.
Região lombar: nefrectomia
Linha vertebral: laminectomia
56
Em avental: obesidade.
Manobra de Smith-
Bates: pede-se ao paciente
levantar os MMII para contrair
a musculatura abdominal. Se a
massa desaparecer, ela está
Escavado: magreza, doenças abaixo da parede abdominal. E
consuntivas, neoplasias. se estiver palpável, é porque
pertence à parede abdominal.
Inspeção dinâmica
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ausculta.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Manobra de Valsalva:
aumenta a pressão intra- Sempre fazer primeiro que a
abdominal, e pode ajudar no palpação e percussão.
diagnostico de hérnias, Avalias presença de sopros
protusões e etc. arteriais e ruídos hidroaéreos.
Sempre avaliar em todos os
quadrantes, em ordem.
57
Normal: de 5 a 35
borborigmos por minuto.
Ausente: íleo paralitico
Investigam-se a sensibilidade,
resistência da parede, a
continuidade da parede
abdominal, as pulsações e
reflexo cutâneo-abdominal.
.................PALPAÇÃO................ Pontos dolorosos:
É realizada com o paciente em
decúbito dorsal, usando a técnica
da mão espalmada.
EM HIPÓTESE ALGUMA
comece a palpação pelo lado da
dor. Sempre pergunte antes ao
paciente o local da dor, e realize
a palpação pelo outro lado,
deixando o local por ultimo.
De acordo com as condições, há
outras técnicas palpatórias
diferentes.
Palpação superficial
Palpação profunda
58
Manobra de Mathieu:
Investiga-se massas palpáveis,
o Examinador voltado para os
tumorações, e os órgãos.
pés do paciente;
Órgãos e massas palpáveis,
o Mãos em garra,
devem ser caracterizados quanto
coordenando a
à:
movimentação com a
Localização
Forma respiração do paciente.
Volume EXPIRAÇÃO: prepara!
Sensibilidade INSPIRAÇÃO: movimenta!
Consistência
Mobilidade
Pulsatilidade Manobra da Arranhadura:
o Coloca-se o estetoscópio
Palpação do fígado
na região epigástrica e
Manobra de Lemos Torres: realiza-se movimentos
o Mão esquerda cima da loja lineares horizontais em
renal direita, forçando-a sentido ínfero-superior em
para cima; hemiabdome direito com
o Mão direita movimenta-se objeto de ponta romba.
tentando palpar o fígado, Hepatimetria:
acompanhando a o Limite superior: 4º ou 5º
respiração do paciente. EICD (percussão maciça)
o Limite inferior: palpação
Normal: 6-12cm
59
Hepatomegalia >12 Sinal de Murphy: médico faz
Palpação do baço pressão sobre o ponto cístico do
paciente durante a INSPIRAÇÃO.
Manobra de Mathieu Positivo quando o paciente
o Posição de Schuster interrompe a inspiração devido a
o Delimitar Espaço de Traube dor.
Palpável: esplenomegalias
Sinal de Courvoisier
Terrier: a vesícula encontra-se
dilatada, palpável e não dolorosa.
Indica câncer na cabeça do
pâncreas, quando associado à
icterícia.
Manobras especiais:
1. Manobra do Rechaço:
Com a palma da mão
Palpação da Vesícula biliar
comprime-se com certa
Ponto cístico: palpar com os firmeza a parede abdominal, e
dedos indicador e médio a com a face ventral dos dedos
intersecção da borda lateral do e polpas digitais provoca-se
musculo reto do abdome direito um impulso rápido na parede,
com o rebordo costal direito. retornando-se os dedos à
posição inicial sem afrouxar a
compressão da parede
abdominal. Existe rechaço
quando, imediatamente após a
impulsão, percebe-se um
choque na mão que provocou
o impulso. Isso traduz a
presença de órgão ou tumor
60
sólido flutuando em um meio lado para o outro, ao
líquido, representado por mesmo tempo que se
ascite. procura ouvir ruídos
hidroaéreos nele
originados..
Repousa-se a mão sobre
a região epigástrica e
executam-se rápidos
movimentos
compressivos com a
face ventral dos dedos e
2. Manobra da as polpas digitais, tendo-
descompressão súbita: se o cuidado de não
Comprime-se vagarosamente deslocar a palma da
e progressivamente um mão. Quando se ouvem
determinado local do abdome ruídos de líquidos
que durante a palpação geral sacolejando, diz que há
mostrou-se dolorido. Durante a vascolejo. Esta manobra
execução da manobra, o costuma-se ser chamada
examinador vai indagando e de patinhação.
observando as reações do
paciente. Diz-se que é positiva
se a dor apresentar nítida Manobras para apendicite
exacerbação no momento em PONTO DE MCBURNEY:
eu se faz a descompressão. traçar uma linha entre a espinha
ilíaca anterossuperior e a cicatriz
3. Pesquisa do vascolejo: umbilical, e dividir partes. O ponto
Pode ser efetuada de duas é o encontro entre o terço distal
maneiras:
Prende-se o estômago
com a mão direita,
movimentando-o de um
61
e médio. Sinal do Iliopsoas: Dor à
extensão e abdução da coxa
direita com o paciente em
decúbito lateral esquerdo.
Presente no apêndice retrocecal.
Sinal do Obturador: Dor
hipogástrica à flexão e rotação
interna do quadril. Presente no
apêndice pélvico.
Sinal de Blumberg: Dor à
descompressão súbita no ponto
de McBurney.
...............Percussão...............
Sinal de Rovsing:
compressão FIE e realizar A posição fundamental do paciente é o
deslocamento compressivo até a decúbito dorsal. Contudo, outras
FID. posições são necessárias na pesquisa
Sinal de Lenander: de ascite. Podem ser encontradas os
Temperatura retal maior que a seguintes tipos de sons no abdome:
temperatura axilar em mais de 1º
Timpânico: normal;
C.
Hipertimpanismo: obstrução
Sinal de Dunphy: Dor na FID
intestinal, meteorismo,
que piora com a tosse.
pneumotórax;
Sinal de Lapinsky: Dor à
Submacicez
compressão da FID enquanto se
Macicez: ascites, massas, etc.
eleva o membro inferior direito
esticado. Presente no apêndice
retrocecal.
DETERMINAÇÃO DO LIMITE SUPERIOR DO
Sinal de Aaron: Dor
epigástrica referida à palpação do FÍGADO
ponto de McBurney. Percute-se o hemitórax direito ao nível
da linha hemiclavicular direita desde sua
62
origem na clavícula até o 4º ou 5º esquerda no flanco do outro lado.
espaço intercostal; De início, obtém-se Passa-se então a golpear com o
som claro pulmonar. A seguir, em indicador a face lateral do
condições normais, na altura do 5º ou hemiabdome direito. Se houver
6º espaço intercostal, observa-se som líquido em quantidade suficiente
submaciço. Esse ponto corresponde ao na cavidade peritoneal, a mão
limite superior do fígado esquerda apta os choques das
ondas líquidas desencadeadas
Sinal de Jobert: desaparecimento
pelos piparotes.
da macicez hepática, dando lugar
ao timpanismo decorrente de
pneumoperitônio que tem como
causa frequente a perfuração do
tubo gastrintestinal.
Para ler:
64