AgInt no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 1983611 - MG
(2021/0290438-0)
RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES
AGRAVANTE : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO
MG
ADVOGADOS : BERNARDO WERKHAIZER FELIPE - MG077117
THAIS CALDEIRA GOMES - MG086859
AGRAVADO : VERONICA GONÇALVES DE FREITAS SANTOS
ADVOGADO : JULIANA JUNIA DOS SANTOS - MG154429
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICO. SUPOSTA OFENSA AO ART. 535 DO
CPC/1973. NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.
1. Quanto à alegada ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015, depreende-se dos autos que
o Tribunal de origem, de modo fundamentado, tratou da questão suscitada,
portanto, de modo integral a controvérsia posta.
2. Agravo interno não provido.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam
os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual
de 26/04/2022 a 02/05/2022, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos
termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Herman Benjamin, Og Fernandes e
Assusete Magalhães votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Mauro Campbell Marques.
Brasília, 02 de maio de 2022.
MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES
Relator
AgInt no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 1983611 - MG
(2021/0290438-0)
RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES
AGRAVANTE : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO
MG
ADVOGADOS : BERNARDO WERKHAIZER FELIPE - MG077117
THAIS CALDEIRA GOMES - MG086859
AGRAVADO : VERONICA GONÇALVES DE FREITAS SANTOS
ADVOGADO : JULIANA JUNIA DOS SANTOS - MG154429
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICO. SUPOSTA OFENSA AO ART. 535 DO
CPC/1973. NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.
1. Quanto à alegada ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015, depreende-se dos autos que
o Tribunal de origem, de modo fundamentado, tratou da questão suscitada,
portanto, de modo integral a controvérsia posta.
2. Agravo interno não provido.
RELATÓRIO
Trata-se de agravo interno apresentado contra decisão de minha relatoria da qual
se extrai:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SUBMISSÃO À
REGRA PREVISTA NO ENUNCIADO ADMINISTRATIVO 02/STJ.
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC/1973.
NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO CONHECIDO PARA NEGAR PROVIMENTO
AO RECURSO ESPECIAL.
Nas razões de agravo interno, o agravante sustenta que "Pleiteou, ao final, a
solução da lide “à luz dos princípios que regem a Administração Pública, especialmente
o da Autotutela e da Legalidade Administrativas, inexistindo, portanto, qualquer ato
abusivo, razão pela qual requer a reforma do julgado. com a consequente improcedência
da ação. Entretanto, sequer foram minimamente apreciadas as questões levantadas pelo
Estado de Minas Gerais a tempo e modo, configurando a nulidade do acórdão
recorrido." (fl. 207 e-STJ)
Pugna, por fim, a reconsideração da decisão, em juízo de retratação, ou a remessa
do presente recurso ao órgão colegiado.
É o relatório.
VOTO
O agravo não deve ser provido.
Sobre a suposta violação do art. 1.022 do CPC/2015, depreende-se dos autos que
o Tribunal de origem, de modo fundamentado, tratou da questão suscitada, resolvendo,
portanto, de modo integral a controvérsia posta.
Na linha da jurisprudência desta Corte, não há falar em negativa de prestação
jurisdicional, nem em vício quando o acórdão impugnado aplica tese jurídica
devidamente fundamentada, promovendo a integral solução da controvérsia, ainda que
de forma contrária aos interesses da parte.
Ressalta-se que, de comum sabença, cabe ao magistrado decidir a questão de
acordo com o seu livre convencimento, utilizando-se dos fatos, provas, jurisprudência,
aspectos pertinentes ao tema e da legislação que entender aplicável ao caso (c.f. AgRg no
AREsp 107.884/RS, Rel. Ministro Humberto Martins, DJe 16/05/2013), não estando
obrigado a rebater, um a um, os argumentos apresentados pela parte quando já
encontrou fundamento suficiente para decidir a controvérsia (c.f. EDcl no AgRg no
AREsp 195.246/BA, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, DJe 04/02/2014).
Nesse sentido:
ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO
RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 489, § 1º E 1.022, II, DO
CPC/15. ACÓRDÃO BASEADO EM FUNDAMENTAÇÃO EMINENTEMENTE
CONSTITUCIONAL MATÉRIA INSUSCETÍVEL DE SER EXAMINADA EM
RECURSO ESPECIAL.
1. Verifica-se não ter ocorrido ofensa aos arts. 489, § 1º e 1.022, II do CPC/15,
na medida em que o Tribunal de origem dirimiu, fundamentadamente, as
questões que lhe foram submetidas, apreciando integralmente a controvérsia
posta nos presentes autos.
2. A Corte de origem decidiu a controvérsia à luz de fundamentos
eminentemente constitucionais, circunstância que torna imprópria a análise
da insurgência pelo STJ em recurso especial.
3. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no REsp 1.630.265/RS,
Primeira Turma, Rel. Ministro Sérgio Kukina, julgado em 22/11/2016, DJe
6/12/2016).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno.
É como voto.
TERMO DE JULGAMENTO
SEGUNDA TURMA
AgInt no AREsp 1.983.611 / MG
Número Registro: 2021/0290438-0 PROCESSO ELETRÔNICO
Número de Origem:
024101990018 10024101990018001 10024101990018004 1990018672010 19900186720108130024 24101990018
Sessão Virtual de 26/04/2022 a 02/05/2022
Relator do AgInt
Exmo. Sr. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES
Presidente da Sessão
Exmo. Sr. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES
AUTUAÇÃO
AGRAVANTE : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO MG
PROCURADORES : BERNARDO WERKHAIZER FELIPE - MG077117
THAIS CALDEIRA GOMES - MG086859
AGRAVADO : VERONICA GONÇALVES DE FREITAS SANTOS
ADVOGADO : JULIANA JUNIA DOS SANTOS - MG154429
ASSUNTO : DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO -
SERVIDOR PÚBLICO CIVIL - SISTEMA REMUNERATÓRIO E BENEFÍCIOS -
ASSISTÊNCIA PRÉ-ESCOLAR
AGRAVO INTERNO
AGRAVANTE : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO MG
ADVOGADOS : BERNARDO WERKHAIZER FELIPE - MG077117
THAIS CALDEIRA GOMES - MG086859
AGRAVADO : VERONICA GONÇALVES DE FREITAS SANTOS
ADVOGADO : JULIANA JUNIA DOS SANTOS - MG154429
TERMO
A SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 26/04/2022 a 02/05
/2022, por unanimidade, decidiu negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Herman Benjamin, Og Fernandes e Assusete Magalhães
votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Mauro Campbell Marques.
Brasília, 03 de maio de 2022