MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

ENTOMOLOGIA VETERINARIA

APOSTILA DIDÁTICA Profa.Sílvia Maria Mendes Ahid

Mossoró - RN. 2009

Ficha catalográfica preparada pelo setor de classificação e catalogação da Biblioteca “Orlando Teixeira” da UFERSA. A285a Ahid, Sílvia Maria Mendes. Apostila Didática em Entomologia Veterinária/ Sílvia Maria Mendes Ahid. - Mossoró: UFERSA, 2009. 80 f. Apostila, Universidade Federal Rural do Semi-Árido.

1.Entomologia 2.Veterinária 3.Ectoparasitas. I. Titulo.

CDD 595.7

Bibliotecária: Keina Cristina Santos Sousa CRB/4 1254

Ahid, S.M.M., 2009, Apostila Didática em Entomologia Veterinária.

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DADOS BIOGRÁFICOS

Sílvia Maria Mendes Ahid, filha de Edimilson Santos Ahid e Astrogilda Mendes Ahid, nasceu em São Luis, Estado do Maranhão. Concluiu a graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) em 1984, o curso de especialização em Biologia Parasitária pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em 1986; o Mestrado em Medicina Veterinária, área de concentração em Acarologia Veterinária na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em 1990; o Doutorado em Biologia Parasitária, em 1999, área de concentração em Entomologia Médica pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ-RJ). Docente do ensino superior, especificamente, no Curso de Medicina Veterinária desde 1987. Atualmente, é docente adjunto dos cursos de Medicina Veterinária e de Zootecnia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

Imagens da Capa: Miíase bucal por larvas de Cochliomyia hominivorax em caprino; exemplar Calliphoridae macho. Em respeito à autora não faça a reprodução, por qualquer processo, sem a permissão expressa da mesma. 3ª Edição – 2009.

Ahid, S.M.M., 2009, Apostila Didática em Entomologia Veterinária.

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ÍNDICE
PREFÁCIO FILO ARTHROPODA CLASSE INSECTA Morfologia externa Morfologia interna Ciclo biológico Classificação ORDEM DIPTERA Morfologia externa e sistemática Subordem Brachycera infraordem Muscomorpha Subordem Brachycera infraordem Tabanomorpha Subordem Nematocera ORDEM PHTHIRAPTERA Piolhos mastigadores Subordem Amblycera Subordem Ischnocera Subordem Anoplura ORDEM SIPHONAPTERA ORDEM HEMIPTERA CLASSE ARACHNIDA: SUBCLASSE ACARI Morfologia externa Morfologia interna e fisiologia Família Ixodidae Família Argasidae Subordem Astigmata. Subordem Prostigmata Chave simplificada para a identificação dos gêneros sarcoptiformes REFERÊNCIAS. 5 6 6 7 9 11 12 12 12 14 23 26 31 32 33 36 40 44 51 54 54 57 58 64 66 69 71 72

Ahid, S.M.M., 2009, Apostila Didática em Entomologia Veterinária.

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PREFÁCIO Este material didático compreende uma motivação inovadora à qualidade ao ensino e representa esforços diretos e indiretos do Grupo de Pesquisa em Parasitologia Animal e Biologia Parasitária e. incorporando conteúdo atualizado em Entomologia Veterinária. -5- . suas características quanto à morfologia. 2009. Essa edição é uma fonte de informação atualizada com objetivo complementar as atividades didáticas nos Cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia.. aspectos da biologia. Ahid.M. patogenia e aspectos epidemiológicos pertinentes aos mesmos. todos que tem compartilhado no constante aprendizado da Parasitologia Animal. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. S. bem como a convivência profissional no estudo dos ectoparasitas.M.

peças bucais constituído por maxilas laterais. Ahid. controle e prevenção dos parasitos que acometem os animais domésticos.. Argasídeos. os ectoparasitas podem ser divididos em grupos conforme seu habitat: os ectoparasitos de campo apresentam vida livre em maior parte do seu desenvolvimento de vida (ex. São organismos semi-independentes. bem como um par de antenas. graças a um polissacarídeo .a quitina – secretado pela epiderme. da Classe Arachnida os adultos apresentarem o corpo fundido (cefalotórax e abdome) com quatro pares de patas e não possuem antenas. Os ectoparasitas terão maior atenção nessa edição considerando que são organismos que habitam a pele (ou derivados desta). respiração do tipo traqueal.M. Sistema circulatório aberto. formando anéis ou metâmeros: tergitos. tem considerável variação de forma. quitinoso. De simetria bilateral. com ênfase na morfologia. adaptadas a mastigação ou a sucção. ectoparasitos de hospedeiros são encontrados permanentes sobre o hospedeiro (ex. sendo totalmente dependentes de seus hospedeiros para sua sobrevivência. estima-se que mais de um milhão. Tubo digestivo completo. podendo ter efeito prejudicial na saúde destes (HOPLA et al. fisiologia. O estudo dos artrópodes constitui um capitulo importante na Parasitologia Animal. corpo geralmente segmentado e articulado exteriormente. sem esquecer a importância econômica e sanitária dos mesmos (GUIMARÃES et al. Sexos ordinariamente separados.INTRODUÇÃO A entomologia veterinária tem como objetivo o estudo dos insetos de importância da medicina veterinária. FIO ARTHROPODA Ao filo Artropoda pertencem mais de 80% de todas as espécies de animais invertebrados. Órgãos dos sentidos constituídos por antenas e pêlos sensitivos. podem ou não apresentar asas membranosas. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Exoesqueleto endurecido. São características da classe Insecta. aspectos biológicos. esternitos e pleuritos.. que está unida ao tórax pelo pescoço. “coração dorsal”. O corpo é formado pela justaposição de vários escleritos. em alguns insetos a partenogênese pode ocorrer. S. (1975).. com mudas periódicas. o tórax e o abdome. 2001). 2009. sacos pulmonares ou pelo tegumento. -6- . que não distribui “sangue” por artérias e veias aos tecidos. possuir três pares de patas. tórax e abdome distintos e. Da classe Arachnida trataremos apenas da ordem Acarina. os carrapatos moles). CLASSE INSECTA Também conhecida por Hexapoda. embora de igual importância à saúde pública. segundo Nelson et al. Excreção pelas glândulas coxais ou verdes mediante 2 ou vários tubos de Malpighi que se comunica com o tubo digestivo. Nesse material didático estaremos tratando apenas dos artrópodes parasitos ou vetores de doenças relacionadas à vida dos animais domésticos e de interesse econômico. os piolhos). Neste contexto apenas duas Classes serão estudadas: a Insecta e a Arachnida. de um organismo (hospedeiro) por determinado período de tempo. São insetos metazoários de simetria bilateral cujo corpo é dividido em três metâmeros (regiões) distintos: a cabeça. Phthiraptera. fecundação quase sempre interna. Cabeça. os carrapatos duros). olhos simples e compostos. Ixodídeos.M. ectoparasitos de ninhos são mais frequentemente encontrados nos ninhos de seus hospedeiros do que sobre o mesmo (ex. A cabeça. ovíparos ou ovovivíparos usualmente com uma a varias fases larvares e metamorfose graduais ou rápidas. tórax e abdome diferenciados ou fusionados. cabeça. Possuem três pares de patas. 1994). Sistema nervoso do tipo ganglionar.

i. Lateralmente e abaixo dos olhos compostos. na qual é formada por três camadas: a epicutícula.. Têm funções sensoriais e implantadas junto e adiante dos olhos. a gena. b. visto que elas se apresentam diferentes nos machos e nas fêmeas. d.epitélio dérmico. 2) se encontram os órgãos dos sentidos (olhos e as antenas).As antenas dos machos geralmente são mais desenvolvidas. Figura 2 . Um pescoço curto une a cabeça ao tórax. c. k. É possível o reconhecimento dos sexos de alguns insetos através das antenas. auditivos. As estruturas se modificam conforme o hábito alimentar. Tem sua estrutura formada por epitélio simples e membrana basal secretando a cutícula. gustativos e tácteis. Uma antena típica é formada por artículos: uma basal o escapo. geralmente longo e constituído de sub-segmentos.cerda simples. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. m. promove a forma do corpo e fornece base estrutural para os órgãos sensoriais.espinho. Na região bucal o clípeo. e a parte de trás. o.Esquema da cabeça de um artropoda. Tipo .abertura de glândula dérmica.Morfologia Externa O tegumento (Fig.escama. Na descrição morfológica da cabeça chama-se atenção para a parte alta.glândula dérmica unicelular.tufo palmado.Esquema do tegumento dos insetos: a. e.Há casos que os machos e as Ahid. na qual prende a antena na cabeça. -7- . jestruturas epicuticulares. Figura 1 . facúleo.membrana basal. g. 2009. 1) constitui o revestimento protetor e a base de sustentação para os órgãos.epicuticula. a exocutícula e a endocutícula. São apêndices moveis que podem funcionar como órgão olfativo. Tipos de apêndices cuticulares articulados: n. Para isso devem ser considerados: Tamanho . lneurônio sensorial.M. os órgãos de ingestão de alimentos (mandíbulas e maxilas) e o sistema nervoso central (coordenação nervosa e memória).exocutícula. o vértice.seta ou pêlo sensitivo. Possuem 2 antenas (díceros) e apresentam formas e tamanhos variáveis. q. S. h. Na cabeça (Fig. o occipício. pcerda em tufo.microtríquia. o segundo articulo o pedicelo e o terceiro o flagelo.M. Geralmente 1 par de antenas.endocutícula.

esternopleura. nos demais ou foram fundidos ou modificados.mesotorax. na fêmea são dicópticos. os olhos são separados. o mesotórax é o mais desenvolvido. A maioria dos insetos possui um par de olhos compostos. enquanto que nas fêmeas são filiformes. sob a forma de pêlos. piolhos de aves). Em alguns dípteros. dorsalmente. e. calcitrans).pré-escudo.M. 1A 1B Figura 3 . por exemplo.M. mosquitos e barbeiros). 6.Os apêndices articulados de todas as patas. f. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. cheopis). B. C – Pulga (X. Estes estão localizados atrás de cada olho ou agrupados no vértice da cabeça. pode-se distinguir o sexo pelo formato dos olhos compostos: no macho são holópticos. S. onde os olhos se tocam dorsalmente. segundo e terceiro par de patas. As peças bucais se modificam conforme o hábito alimentar e são classificados em: mastigador (ex.esterno. b. placas e depressões inervadas. O tórax tem funções essenciais de locomoção. mesotórax e metatórax. 2. possui três metâmeros: protórax. picador-sugador (ex. Por exemplo: nos machos de pernilongos as antenas são plumosas.Protorax. 1B. nos quais são formados pela união de centenas de omatídeos.Tórax de diferentes tipos de insetos: A. Encontra-se variadas estruturas sensoriais.hipopleura. esses podendo ter acessórios articulados que são os palpos maxilares e os palpos labiais. 2009. dois pares de maxilas. e os do tipo lambedor (ex.mesopleura.escudo. As peças bucais são muito variáveis em tamanho e forma..fêmeas possuem antenas de tipo diferentes. d. 4 –noto. h.escutelo.: 5pleura.Mosca (S.i – primerio. esses segmentos são facilmente identificados. Freqüentemente. na área do clípeo. c. mosca).mosquito (Culicídeo). Ahid. derivam de 3 pares de apêndices: 1 par de mandíbulas. 1.. Escleritos do Mesotórax: a. -8- . g. Nas pulgas. e dois ou três olhos simples ou ocelos. cada com um par de patas. 3 – metatórax.1A. Geralmente estão apoiadas na ponta da cabeça.

de acordo com sua origem embrionária: o Intestino anterior (estomodeu). sem auxílio da hemolinfa (sangue). -9- . R1 a R5. nervuras radiais. ao nível da cutícula. O sistema respiratório formado por de tubos e traquéias que se ramificam por todo o inseto. esôfago. a saída de CO2 e a perda de água. do qual partem duas cadeias de gânglios ventrais e destes numerosos filamentos nervosos que se ramificam por todo o corpo do inseto. sendo que os últimos adaptados para as funções reprodutoras. com nomenclatura das veias: C-costa. Nos demais insetos existem dois pares de asas. seguido por um tubo dirigido para o tórax denominado aorta. que circula do abdome para o tórax. Cba e Cbp. A respiração é controlada pelo sistema nervoso central. O intestino posterior é formado pelo intestino delgado. O sistema circulatório é aberto. nervuras medianas. M1 a M4. Cada um está adaptado a um tipo de alimento. nervuras cubitais. Figura 4 – Esquema teórico de uma asa de um díptero. apresentam também órgãos auditivos e quimioreceptores. relacionado com as funções de digestão e absorção dos nutrientes. o tergo ou noto. banhando todos os órgãos da cavidade geral ou hemocele. 4) se fixa no mesotórax e o posterior no metatórax. localizado no abdome. o médio (mesêntero) ou estômago.M. Nos dípteros. Esta ramificação é tão intensa de modo a permitir que as trocas gasosas sejam ao nível celular. a genitália é mais simples. o par posterior é atrofiado. nervuras anais. hemípteros e coleópteros. reduzidas a um par nos dípteros. O sistema sensorial é representado pelos olhos (simples e compostos). Morfologia Interna (Fig. São formadas por nervuras ou veias de sustentação e células. chamado de balancin. constituído por hemolinfa ou sangue do inseto. 5) Quase todos os materiais orgânicos são alimentos para os insetos. representada pelo ovipositor. através do bombeamento cardíaco. papo e proventrículo. O sistema nervoso: próximo ao esôfago existe um gânglio supra-esofagiano (cérebro). por exemplo.M. notamos os tubos de Malpighi. Em insetos ou larvas aquáticas ou que vivem em ambiente úmido. O sistema digestivo pode ser divido em 3 partes.Quando o inseto é alado. Ahid. As glândulas salivares abrem-se na boca. o par de asas anterior (Fig. A circulação da hemolinfa é feita por um tubo dorsal chamado coração. As asas podem faltar em alguns insetos como pulgas e piolhos.. e posterior (proctodeu). Scsubcosta. Estes apresentam um sistema de fechamento que regula a entrada de O2. No macho. O abdome habitualmente é formado pela união de 10 a 12 anéis. o ânus abre-se no último segmento. que é permeável: Os espiráculos respiratórios abrem-se lateralmente no tórax e abdome podendo existir 2 a 10 pares. Ao iniciar-se o intestino posterior. nas fêmeas. O primeiro é formado pela boca. Cada segmento torácico é formado por um arco dorsal. intestino grosso e pelo reto. As traquéias abrem-se para o exterior. além da respiração traqueal existem trocas gasosas através da cutícula. 2009. S. faringe. em diversos orifícios (espiráculos). e outro ventral o esterno. formando uma genitália complexa. os anéis estão adaptados para apreensão da fêmea durante a cópula. que são órgãos excretores. As partes laterais são chamadas de placas laterais ou pleuras. cerdas e antenas tácteis. An1 e An2. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. e dar equilíbrio ao inseto durante o vôo. O formato e posição das nervuras e células são extremamente importantes na classificação.

Dimorfismo Sexual (Dióicos): nos insetos os sexos são sempre separados.tubos de Malpighi. o tamanho menor.deutocérebro. cmceco do mesêntero. no tórax e nas pernas são caracteres que muitas vezes permitem distinguir o macho da fêmea. Fa. tM. S. formigas. . Lb.coração. a abundância de pilosidade sobre o corpo. lo.M.aorta.detalhes do gânglio supra-esofagiano. pulgões dos vegetais e alguns outros insetos.M. no qual os machos não interferem se verifica com as abelhas. após a cópula. t. a coloração mais viva e variada.gânglio supraesofagiano. com as setas indicando a direção de deslocamento da hemolinfa.aparelho digestivo. apesar de poder haver hemafroditismo e partenogênese. havendo em alguns casos dimorfismo sexual bastante acentuado. co. C. Bsistemas nervoso e circulatório. DSal.comissura do tritocérebro.protocérebro. inicia-se o ovipositor. a. os ovários se comunicam com a vagina por meio dos ovidutos. r.proventrículo. cadeia ganglionar ventral. cot.lábio.. gsb.sistema circulatório.comissura paraesofágica. 6). A fecundação das fêmeas se processa com a cópula.anus. Eo. Este fenômeno. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. os. d. O sistema reprodutor. e estas com o ducto ejaculatório que está ligado ao órgão copulador (edeago ou pênis). sendo pouco freqüente a reprodução a partir de fêmeas virgens (partenogênese).tritocérebro.ílio. terminando este na abertura genital.esôfago.gânglio subesofagiano. p-papo.Representação diagramática de anatomia interna de insetos: A.glândula salivar. junto desta a espermateca (reservatório de espermatozóides).olho composto.boca. C’. Tanto nos machos como nas fêmeas o conjunto de peças que forma o aparelho copulador recebe o nome de genitália (Fig. B’. Ahid.ostíolo.lóbulo óptico. mmesestero (estômago). 2009. i.Figura 5 . GS. Os machos possuem 1 par de testículos que se comunica pelos vasos deferentes com as vesículas seminais. ducto salivar.10 - .faringe. OC. a presença de estruturas aberrantes na cabeça. pi-piloro. pr. CSalcanal salivar. gs. Nas fêmeas. ao. VD.reto. Assim.detalhe da câmara do coração mostrando a direção da entrada da hemolinfa. pt. CGV. o método de reprodução usual é o cruzamento entre o macho e a fêmea.vaso dorsal. Na vagina se abrem os ductos das glândulas acessórias e do receptáculo seminal. cop. o.

pênis. portanto. k – ovaríolo maduro. isto é. Nestes casos são larvíparas. Os insetos que sofrem metamorfose. n. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. os mosquitos.glândula acessória. bissexuada. e se processa de duas maneiras: sem metamorfose (ametábolos) e com metamorfose (metábolos). A existência. costuma-se dar a estas a denominação de Lagartas). m – glândula acessória. o inseto sofre várias modificações complexas. às vezes. o inseto sofre depois que sai do ovo.oviduto..A – Aparelho reprodutor masculino de um inseto: a . f. Os insetos ametabólicos são aqueles que ao saírem do ovo já apresentam todos os caracteres da forma adulta. S.testículo. em que os ovos permanecem no interior do organismo materno até o embrião se achar bastante desenvolvido. entretanto. compreendem dois grandes grupos.M. eliminam a prole já em estado de larva e. h.M.vagina. vivem no mesmo ambiente e têm o mesmo hábito alimentar do adulto (ex: Hemiptera . c vesícula seminal. aqueles que sofrem metamorfose chamada incompleta (hemimetábolos) e aqueles que sofrem metamorfose chamada completa (holometábolos). porém as ninfas têm um desenvolvimento gradual. B . Nos insetos de metamorfose incompleta não existe estado pupal porque as mudanças de pele conduzem diretamente em forma adulta. e . pois as fêmeas em vez de eliminarem ovos. d . j – ovaríolo. caracteriza a metamorfose completa. em que as mudanças de pele conduzem a um estado pupal antes do adulto. mudando de pele apenas para crescer. na generalidade dos casos.pedicelo. as formas jovens são semelhantes aos adultos. A maioria das fêmeas é ovípara. em fase bastante adiantada.espermateca.Figura 6 . as abelhas. b . as pulgas.canal ejaculador. Todas as formas jovens dos insetos de metamorfose completa são chamadas de larvas (no caso das borboletas e mariposas. o que não se verifica no outro caso. No desenvolvimento pós-embrionário (Fig. a reprodução é. l. . As formas jovens dos insetos de metamorfose incompleta são chamadas de ninfas.canal deferente. i. Ciclo Biológico Entre os insetos.ovário. metabólicos. caracterizando por extraordinária fertilidade. as vespas. as moscas. reguladas por hormônios.11 - . Os besouros. Desde ovo até adulto. O formato dos ovos e o local escolhido para a ovipostura são tremendamente variáveis. 2009. ninfa e adulto. as borboletas e as mariposas são insetos de metamorfose completa. 7). Há ainda aqueles que sofrem metamorfose gradual (paurometabolia) quando os insetos passam pelas formas de ovo. Existem casos. Ahid.barbeiros). as formigas.Aparelho reprodutor feminino: g. de um estado pupal entre a fase de larva e de adulto.

com cabeça.8). mosquitos e mutucas de importância veterinária.M. que vivem das reservas acumuladas durante a fase larvar. Em alguns casos o aparelho bucal é atrofiado. enquanto em outras. rádio (R). conhecida como insetos. um par de antenas. . cúbito (Cu) e anal (A). Todas as espécies são holometabólicas. é o caso do Dermatobia hominis (mosca do Berne). exsudatos e material orgânico em decomposição. Cabeça distinta do tórax. Hemiptera (barbeiros). Os do tipo pungitivo são hematófagos ou entomófagos e classificados como sendo picador-sugador.. O tipo não-pungitivo o aparelho bucal destina-se apenas a sugar. um par de olhos compostos.M. Algumas são importantes por serem ectoparasitas. Ordem Diptera (moscas. um lobo acessório e dobrado sobre si mesmo. Morfologia externa e sistemática. Classificação simplificada das Classes e as Ordens de importância veterinária: Classe Insecta. vivendo de nectar de plantas. Compreende uma variedade de insetos de tamanho pequeno ou grande. as primarias chamadas de Costal (C). Mesotórax mais desenvolvido que o pró e metatórax. média (M). É onde estão situadas as patas e asas membranosas.12 - . Às vezes apresenta junto à base da asa. subcostal (Sc). cujas ramificações se conectam e formam áreas denominadas células.Tipos de ciclos evolutivos: Holometábolo e Hemimetábulo. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. no inseto adulto. tórax e abdome bem definidos providos de aparelho bucal de acordo com o habito alimentar (pungitivo ou não) e um único par de asas. ORDEM DIPTERA: Essa ordem de insetos contém todas as moscas. na parte posterior. Siphonaptera (pulgas). se caracterizam por possuírem um par de asas funcionais. tórax e abdome (Fig. As asas membranosas apresentam as estruturas chamadas veias. um a três ocelos e o aparelho bucal. S. são as larvas que parasitam os tecidos do hospedeiro ou por serem vetores de doenças. mosquitos e mutucas) Phthiraptera (piolhos). Classe Arachnida Acarina (carrapatos e ácaros). Adultos: corpo é dividido em três segmentos cabeça. a caliptra.Figura 7 . líquidos vegetais extraviados. 2009. Ahid.

com mais de seis artículos semelhantes exceto o escapo e o pedicelo. Asas geralmente longas e estreitas. Quase toda a superfície do tórax formada pelo escudo do mesotórax e este dividido em parte em duas partes.. Na maioria dos machos os olhos são holópticos e as fêmeas dicópticos. A subordem NEMATOCERA inclui os dípteros pequenos. 2009. Os ovos são postos na água ou próximos a ela. borrachudos e vários outros nematoceras. A maioria dos dípteros fêmea tem necessidade de receberem uma alimentação protéica antes de iniciar produção de ovos (anautógenas). Ahid. Entretanto. Em geral as larvas necessitam de ambientes úmidos e passam por 3 a 5 estádios antes de puparem.Tórax.Morfologia externa de Diptera Cyclorrhapha.13 - . Os adultos possuem antenas filiformes e longas (Fig. vista lateral (Adaptado de Pinto. apresentam cabeças distintas (eucéfalas) e pupas moveis. A infraordem Culicomorpha inclui os mosquitos. Classificação: é baseada em estudos filogenéticos nos DIPTERA desenvolvidos por Hennig (1973) reconhecendo duas subordens: NEMATOCERA e BRACHYCERA. com uma sutura transversal. quetotaxia. Phlebotominae. Biologia: são quase sempre ovíparos. O tórax composto pelos segmentos protórax. algumas famílias como a Sarcophagidae. 1938). mosquitos e borrachudos. Possuem um par de espiráculos respiratórios mesotorácico (anterior) e um par posterior metatorácico. uma anterior e outra posterior. Apenas as fêmeas são parasitas e possuem peças bucais do tipo picador-sugador. com três olhos simples. vista dorsal. B. Os adultos nascem como ortorrafos. cabeça bem definida nos Nematocera e reduzida na Brachycera. S. arranjados em triangulo. C.M. que são mosquitos pequenos com apenas uma subfamilia de importância veterinária. depositando seus ovos em substratos diversos. Esta subordem contém sete infraordens. Na Psychomorpha estão os Psychodidae. Aquelas fêmeas capazes de maturar os ovos sem uma alimentação inicial protéica são denominadas autógenas. podendo estar ausente em algumas famílias. A.Figura 8 . Apostila Didática em Entomologia Veterinária. As larvas são ápodas. Larvas são ágeis. quetotaxia. os ovos desenvolvem-se e eclodem no oviduto e a fêmea deposita larvas de primeiro estagio. As fêmeas com poucas cerdas nas antenas e machos com muitas cerdas. Atrás do escutelo encontra-se o escudo formado por um lobo convexo bem desenvolvido.cabeça. mesotórax e metatórax.M. 9).Tórax. duas das quais são hematófagas: Psychomorpha e Culicomorpha. . vista frontal. O desenvolvimento embrionário ocorre dentro do ovo.

Os ocelos localizam-se entre os olhos compostos e servem para dar a sensação de claro e escuro. S. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.estilo. Figura 11 .Características das antenas dos dípteros Brachycera Muscomorpha. A primeira possui as famílias Phoridae e Syrphidae de pouca importância veterinária. A subordem BRACHYCERA é enorme. tais como as mutucas. Es. A larva possui cabeça reduzida e retrátil. A-arista. A pupa pode ser móvel ou dentro de pupário. 10.Características das antenas dos dípteros Nematocera. Figura 10 .Figura 9 . uma estrutura chamada de arista. . Ahid. As famílias de importância veterinária encontram-se na infraordem MUSCOMORPHA e da infraordem TABANOMORPHA. Existem 2 tipos básicos de aparelho bucal nos Muscomorpha: o tipo lambador (mosca domestica e varejeira) e do tipo picador (mosca-dosestábulos e mosca-dos-chifres).M.anelações. P. apresentam dípteros de corpo robusto.escapo. An. 2009.M. É dividida em duas seções.Características das antenas dos dípteros Brachycera Tabanomorpha.pedicelo.flagelo. SUBORDEM BRACHYCERA MUSCOMORPHA (=Cyclorrhapha) A Muscomorpha inclui as moscas. Aschiza e Schizophora.14 - . As larvas acéfalas são moveis e vermiformes e desenvolvem o pupário (imóvel) de onde o adulto emerge.. 11). Suas partes constituintes: E. Os olhos compostos são grandes e nas fêmeas são dicópticos e dos machos holópticos. mosca-domestica e moscas-dos-estábulos. na qual os adultos possuem no terceiro articulo antenal. Os adultos de Schizophora apresentam uma sutura ptilineal e são classificados em duas subseções: Calyptratae e Acalyptratae. Nesta quando semelhante a uma pena é denominada de plumosa ou quando em forma de cerda é denominada de nua. F. palpos com um ou dois segmentos (Fig. As antenas geralmente possuem três segmentos.

escuras (Fig. 3notopleuras. 12. Oestridae.. 2. 10.pós-umerais. S. e os Oestroidea apresentam Calliphoridae.15 - . Cuterebridae e Gasterophilidae.A Calyptratae apresentam um sulco bem definido no segundo segmento antenal (pedicelo) e uma caliptra. Compreendem os gêneros de aparelho bucal funcional. 8. quatro faixas negras no mesonoto. A maioria das moscas de importância veterinária pertence a essa subseção. A família apresenta uma subfamília Muscinae com os gêneros de interesse a Musca domestica (mosca doméstica).supra-alares. Quarta nervura longitudinal da asa recurvada formando um cotovelo.mesopleurais.grupo de cerdas umerais. em ângulo reto. . L3). Possui reflexos amarelados no abdome. Ahid. 9acrosticais. Stomoxys calcitrans (mosca-dos-estábulos) e Haematobia irritans (mosca-dos-chifres). escudo e escutelo.pós-alares. Três estágios larvares.Mesonoto.metapleurais. B. 7. 6.M.pré-suturais. Hippoboscoidea e Oestroidea. Tórax com quatro listras longitudinais.escutelares. Abdome com uma grande área amarelada lateralmente. Aparelho bucal: com palpos médios. M1 geralmente curvada para a margem anterior da asa. labela com pseudotraquéias (liquefaz o alimento sólido). sendo que a larva é vermiforme e geralmente é esbranquiçada. 13). 5. Os Calyptratae de importância medico-veterinário. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.M. Figura 12 – Denominação de cerdas em tórax de mosca: A. subdividido em pré-escudo.dorsocentrais. Musca domestica: Não são parasitos obrigatórios. são divididos em 3 superfamílias Muscoidea. Fig. L2. Os adultos têm cerca de 5 mm de comprimento e possuem cor cinza. 12). 11. A larva. 2 ou 3 aberturas.esternopleurais. Arista nua ou plumosa. Antenas pretas com arista plumosa (cerdas dos dois lados. A Muscoidea contem 2 famílias Muscidae e Fannidae. mas se nutri de secreções e são atraídos por feridas.propleurais. Os Acalyptratae não tem um sulco no pedicelo e a caliptra pouco desenvolvida. apresenta pouca importância veterinária. 2009.interalares. 4. CALYPTRATAE: MUSCIDAE Inclui moscas de tamanho médio. 1q4hipopleurais e 15. corpo cinza a amarelo escuro. Abdome acinzentado. algumas de cor azul a verde metálica. de acordo com a fase larvar (L1. na extremidade anterior possui ganchos (para captar alimentos) e na posterior possui estigmas respiratórios com 1. 13.Aspecto lateral do tórax: 1. os Hippoboscoidea duas famílias Glossinidae e Hippoboscidae.

2) Hospedeiro intermediário de endoparasitos como Habronema em cavalos e Raillietina em aves. f. A postura é feita nas fezes ou em matéria orgânica em decomposição. É também veiculadora de ovos da Dermatobia hominis. sendo que em 25o a 35oC . disenteria. medem de 4 a 7 mm de comprimento.8 a 12 horas e 23o a 26oC .placa espiracular. c. As larvas cilíndricas são segmentadas e esbranquiçadas. são vetores de protozoários e helmintoses dos animais (Fig.espiráculo posterior.A postura é feita 4 dias após a cópula e são depositados 75 a 150 ovos por vez. De distribuição mundial. d. Os adultos são hematófagos. de picadas dolorosas. 2009. A incubação é de 24 horas. colocar esse fragmento sobre uma lâmina (pode ou não colocar lamínula) Importância: 1) Transporte forético de microorganismos que levam à febre tifóide. Abdome mais curto e mais largo que a mosca domestica. Para observar tais estruturas.3 a 4 dias. com a veia 4 formando um cotovelo. O período pupal é de 14 a 28 dias. e de protozoários como Entamoeba. em fezes humanas leva duas semanas e em lixo leva três semanas. Figura 13 – M. 14).espiráculo anterior. Figura 15 . S. pontiagudas e possuem um par de ganchos (Fig. cuja forma e estrutura dos estigmas têm abertura em forma de m (Fig. quando de suínos leva 7 dias para ir de L1 a L3. a. . 16).tubérculos anais.M. cólera e mastite bovina.papila cefálica.. 15). Com 4 faixas longitudinais no tórax. b. Stomoxys calcitrans: “mosca-dos-estábulos”. Asa. com três manchas escuras no segundo e no terceiro segmentos Ahid. Os três instares larvais nutrem-se de matéria em decomposição. e. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Figura 14 – larva de Musca domestica. deve-se: cortar com tesoura o último segmento larvar.M. Giardia e helmintos como Taenia sp e Dipylidium. mas no verão leva 4 a 5 dias. Na extremidade posterior observam-se os espiráculos respiratórios.área espinhosa ventral. domestica: Peças bucais sugadoras.16 - .Placas estigmáticas e respectivos estigmas respiratórios das larvas maduras de alguns muscoides importantes.

18). O aparelho bucal projetada para frente é suficiente para distinguir da M. S.M. As larvas de Musca e Stomoxys são distinguidas pelos espiráculos respiratórios.. são saprófagas. Haematobia irritans: são os menores mucideos hematófagos. calcitrans Importância: Durante a alimentação produzem ação irritativa devido aos pequenos dentes existentes na extremidade das peças bucais. Foi registrada no Brasil pela primeira vez em Roraima entre os anos de 1877 e 1978 (VALÉRIO & GUIMARAES. têm cerca de 4 mm de comprimento (Fig. Cada fêmea pode depositar de 60 a 800 ovos. preferem ambientes ensolarados e picam ao ar livre. Estima-se que as perdas de produção de leite e carne chegam de até 20% pela ação direta do parasitismo por Stomoxys.17 - . As moscas do chifre são de distribuição mundial e temos bovinos e bubalinos como principais hospedeiros. inclusive funciona como hospedeiro intermediário do helminto Habronema. 1983). A interrupção da alimentação facilita a transmissão mecânica de tripanossomos e outros patógenos. Figura 16 . mas também em ambientes fechados onde se encontram os animais estabulados. Ciclo: ambos os sexos são hematófagos e ingerem sangue varias vezes durante o dia.abdominais. . O transporte rodoviário de animais infestados foi o fator que mais contribuiu para a disseminação desta praga pelo território nacional. Asa membranosa.M.Peças bucais picador-sugador da mosca dos estábulos S. circundando um botão central. calcitrans e alargados apicalmente. A probóscida mantém-se para frente e os palpos são muito mais grossos do que da S. A perda de sangue devido ao Ahid. nos quais são depositados. As formas adultas emergem do pupário em torno de 30 dias (Fig. domestica. 2009. Figura 17 – Ciclo biológico da S. No hospedeiro fica na posição da cabeça para baixo. 17). com 3 aberturas em S. Os adultos vivem cerca de um mês. De cor cinza com diversas listras escuras no tórax. calcitrans. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Possuem três estágios larvais. São necessários em torno de 3 minutos para completar sua alimentação. espiráculos escuros. com postura media de 20 a 50 ovos cada. em matéria orgânica em decomposição e eclodem em quatro dias.

Arista plumosa (principalmente nos 2/3 basais). Cabeça. celula apical (R5) estreita.20). Figura 19 – Ciclo da Haematobia irritans. Seis a 8 dias inicia a emergência dos adultos e ficam sob os hospedeiros alimentando-se. de preferência pelo dorso. 19). 2009. Califorídeos de tamanho médio. 1999 ( GUIMARÃES et al. que devem ser diferenciadas por chaves dicotômicas segundo Guimaraes & Papavero. Quarta veia longitudinal (M) fortemente curvada distalmente. pós-escutelo ausente ou pouco desenvolvido. cor verde-metálico ou azul esverdeado.M.. Ahid. macellaria e C. hominivorax. de modo geral azulados. palpos filiformes. este gênero inclui a “moscas da bicheira”. Caliptra bem desenvolvida. eclodem em 20 a 24 horas e em 4 dias já podem iniciar a pupar (fora ou dentro do bolo fecal). “vareja” ou “mosca varejeira”.M. com reflexos metálicos. violáceos. Chrysomya e Calliphora são de importância veterinária por serem produtoras de miíases. esverdeados ou cúpreos. Abandona brevemente o hospedeiro para acasalar e realizar ovipostura. 12). Ovos são castanhos avermelhados e postos quase que exclusivamente em fezes frescas de bovinos. Escudo com três faixas pretas longitudinais bem visiveis. 2001). Os gêneros Cochliomyia.ataque dessas moscas é considerável.18 - . Esta familia é conhecida pelas moscas varejeiras. duas das quais são causadoras de miíases no homem e animais: C. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Cada fêmea pode produzir de 100 a 200 ovos (Fig. S. Lucilia. CALLIPHORIDAE Morfologia: dípteros de medio a pequeno porte. Escudo podendo apresentar tres faixas pretas longitudinais. Podem transmitir o filarídeo cutâneo dos bovinos (Stenofilaria stilesi). . Duas cerdas notopleurais (Fig. porém raramente fechada distalmente. com palpos e antenas amarela ou alaranjada. calcitrans (A) e da H. abdome e ao redor da cabeça. raramente três. Asas hialinas.Vista lateral da cabeça de fêmeas de S. nervura basicosta de cor preta e sem pêlos na base (Fig. Cochliomyia spp. Causam irritação e a ferida causada durante a sucção de sangue atrai outras moscas causadoras de miíases. Existem 5 espécies. irritans permanece sobre o hospedeiro dia e noite. irritans (B) A H. lado do tórax. Diferem dos Muscidae por apresentarem uma fila de cerdas merais e dos Sarcophagidae pela coloração metálica e por apresentarem 2 cerdas notopleurais. Figura 18 .

margem posterior do segmento 11 apresentando espinho ventralmente. são invasoras secundarias de ferimentos. mas poderá invadir orificios naturais e produzir miíases cavitárias (Fig. As larvas poderão ser identificadas através de uma combinação de características. alaranjado ou castanho. 22).M. Os troncos traqueais principais pigmentados de negro atingindo a distância de 3 a 4 segmentos. 2009.. geralmente cutânea. espiráculos posteriores pequenos. Ahid. A duração do periodo pulpar varia de 7 dias no verão e 3 semanas no inverno. hominivorax. . espiráculos posteriores maiores. margem posterior do segmento 11 com um anel completo de espinhos. separando-se destas por apresentarem os troncos traqueais com pigmentação intensa somente na proximidade dos espiráculos posteriores. C. lixo. Occipício das fêmeas geralmente vermelho. hominivorax.ciclo biologicos de algumas moscas verejeiras. 21). As moscas são ativas. cadáveres e outros tipos de materia orgânica em decomposição. isto é parasitam obrigatoriamente tecidos vivos. Semelhante a C.19 - . coloração verde-brilhante.Figura 20 – Asa de C. cabeça amarelo-alaranjada. Suas larvas são semelhantes as da C. As larvas são biontófagas. Abdome sem manchas laterais quando observada dorsalmente. C. A maior parte destas características pode ser observada e terceiro estádios. As fêmeas depositam de 200 a 300 ovos em massas compactas (a cada 3 dias) sobre a pele ao redor de feridas ou qualquer lesão. espiráculos anteriores geralmente com 7 a 9 digitos e parede ventral da faringe lisa. S. hominivorax possuem a coloração azulada ou azul-esverdeada e se distingue das demais do genêro por possuirem pêlos pretos na extremidade inferior da parafrontalia e esclerito subcostal preto. formando duas manchas visiveis sob a incidência de luz. quarto tergito abdominal com áreas laterais apresentando pilosidade clara. hominivorax. voando grandes distâncias a procura da materia orgânica animal em putrefação (Fig. em tecidos necrosados dos ferimentos (necrobiontófagas). As larvas se desenvolvem por 4 a 10 dias. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. macellaria: troncos traqueais principais claros. As fêmeas copulam uma única vez e depositam seus ovos em torno de 5 a 10 dias após sua emergência. abandona a ferida e vão pulpar no solo. não pigmentados. As fêmeas depositam seus ovos (40 a 250). Figura 21.M. instalando uma miíase primária. espiráculos anteriores geralmente com 8 a 11 digitos e parede ventral da faringe com estrias longitudinais.

eximia. Apresentam corpo largo. são ápteros e também não possuem balancins. 2 a 3 acrostais pós-suturais. antenas com 3 segmentos alojada me uma fosseta antenal. com as caracteristicas que a diferenciem da espécie anterior. As larvas se alimentam de tecido necrosado: L.fêmea (DE JAMES.macho.Figura 22 . foi registrada causando miíases em cães e gato doméstico no Brasil. Albiceps (AHID. Melophagus ovinus. De cor ferruginosa. C. escudo sem faixas transversais distintas. corpo peludo. São moscas sinantrópicas. A. com o pseudocéfalo à esquerda. megacephala). 24). S. proepisterno e prosterno pilosos. vista lateral: B – larva de C. albiceps) (23b) ou castanho (C. Segundo esquema. A fêmea deposita os ovos nos pêlos dos animais e o adulto emerge após 22 dias (Fig. esclerito subcostal sem pêlos.larva de C. hominivorax. macellaria.Vista dorsal dos segmentos posteriores da Larva III. cuprina e L. Lucilia (Phaenicia). palpo clavado. 23a). cabeça pequena e justaposta ao tórax. Chrysomya (Fig. os espiráculos anteriores (ea).. 2008) HIPPOBOSCIDAE São moscas hematófagas de aves e alguns mamíferos. responsaveis pelas miíaes nas ovelhas em todo o mundo. macellaria. Possuem espiráculos protorácico de cor branca (C. as larvas são saprófagas. As larvas eclodem dentro da fêmea e desenvolvem-se até a larva III e só a libera proxima a pupação. com reflexos metálicos. A especie L. antenas nua e não possuem arista. Ahid. 1948). algumas vezes causadoras de miíases primárias e secudárias. no segundo segmento e os espinhos (es) estão em destaques. B. A taxonomia desse gênero inclui chaves para adultos e larvas. Olhos vestigiais ou ausentes. 23b – Vista lateral de C. L.20 - . cabeça encaixada no torax. com pêlos curtos. tubérculo ocelar alcançando quase 1/3 da distância entre o vértice e a lúnula. arista com plumosidade longa. olhos nus.C. Apresenta cor bronze ou azul. achatado dorsalmente. são moscas picadoras. mostrando troncos traqueais não pigmentados. Os adultos são ectoparasitas permanentes e alimentam-se de sangue de ovinos e caprinos.C. escudo com 3 cerdas dorsocentrais pós-suturais. hominivorax. Figura 23a . são larvíparas. com fortes garras adaptadas para se fixar em pêlos ou penas dos hospedeiros. . Caliptras inferiores pilosas em toda sua extensão. Abdome sem cerdas dorsais e segmentos 4 e 5 com longas cerdas marginais. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.Cabeça de C. sericata. vista frontal: A. B. megacephala. eximia.M.M. mostrando troncos traqueais pigmentados. conhecidas com “falso carrapato dos ovinos”. olhos pequenos e ocelos ausentes. Pernas desenvolvidas. 2009.

M. 25). Ocorre em todo o Brasil. Causa Gasterofilose. Forma adulta não se alimenta e são abundantes durante o verão. Os adultos vivem de 14 a 20 dias. alimentando-se de secreções das glândulas acessórias do útero.M. claras e transparentes. onde ficam 3 a 4 semanas em galerias entre dentes molares. mas não evolui). uma miíase cavitária. A B Figura 25 – A . A L1 migra para a boca. Fronte e vértice largos. B. ocasionalmente humanos (L1 penetra na pele. Tem como hospedeiros os eqüinos. São importantes por transmitirem o hemoprotozoário de pombos Haemoproteus columbae. que evolui em 20 a 35 dias. Gasterophilus nasalis (Fig. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. (A) face dorsal do macho. Os adultos vivem em média 45 dias e sugam sangue 2 vezes em 24 horas.21 - . sofre ecdise para L2 que migram para faringe e são deglutidas. GASTEROPHILIDAE. Pupa no solo. cor escura e pilosa. possuem olhos pequenos separados nos dois sexos. vista dorsal. abdome castanho anterior. tórax castanho-escuro. Ciclo: Ovipostura (400 ovos durante a vida) nos dias mais quentes e feitas nos pêlos. Olhos compostos pequenos e ocelos ausentes. macho. As larvas desenvolvem-se no interior de fêmeas. elefantes. Pseudolynchia canariensis. Asas bem desenvolvidas.Figura 24 – ciclo biologico e exemplares da mosca dos ovinos. Ahid. com reflexos dourados dorsais. S.P. asas pequenas.M. preto com pilosidade. ovinus. A L3 abandona hospedeiro espontaneamente junto às fezes. Logo após a larviposição e pupam em terra seca. cabeça mais ou menos esféricas (Fig. rinocerontes. As fêmeas são larvíparas. Pernas anteriores e médias mais curtas que as posteriores. ficam presos em pêlos de 3 a 4 dias até eclodir. canariensis. asininos. 26). (B) asa. de coloração amarelo-castanha. 2009. Os ovos são operculados.. em seguida para L3 e ficam por 10 a 12 meses. preto mediano. Cria-se principalmente em pombos novos. .

intestinalis no cárdia. Antenas curtas. A mosca adulta não se alimenta e não vive mais que 30 dias. As larvas são parasitos obrigatórios de seios nasais de seus hospedeiros e se alimentam de secreção da mucosa inflamada. Tem as seguintes localizações habituais: G. possui peças bucais atrofiadas. . Larva III. extremidade anterior atenuada e a posterior truncada. cólica. com face dorsal convexa. Patogenia: No início da miíase não há sinal evidente. As larvas. Em infestação maciça pode cursar com alterações digestivas: apetite caprichoso e inconstante. Esfregar com escova ou pano com água a 50ºC as partes do corpo onde são depositados ovos a cada 4 dias. S. de 20 mm. prostração. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. No último segmento estão as placas estigmáticas em forma de D. Cada fêmea pode pôr até 500 larvas. Larvas no piloro podem obstruir ou dificultar passagem alimentar Profilaxia: Água aquecida (50ºC) provoca eclosão de larvas.. Com uma ou duas séries de espinhos por segmento (dep.Figura 26 – G. possuem cor esbranquiçada e abandonar em forma de L3 para pupar no solo.adulto. Causam a oestrose nos ovinos e caprinos. espiráculos posteriores com diferenciação pelos espinhos. Há migração subepitelial assintomática. cabeça larga. Figura 27 – Oestrus ovis. As moscas ao se aproximarem provocam correria e pânico – pode levar a fraturas. Estabular animais nas horas quentes. Paredes lavadas de 4 em 4 dias com água aquecida. e depositam suas larvas em vôos rápidos próximos as narinas. haemorrhoidalis pode fixar no reto.M. Abdome apresentando pêlos finos e longos na face ventral e extremidade distal. B-ovo aderido a um pêlo de eqüino. 2009. A. Célula apical fechada. B – larva. São larvíparas. emagrecimento. com região posterior avermelhada. C-larva. e o G. espécie). Permanecem na forma pupar por 20 a 35 dias e tem aspecto semelhante à larva. esôfago e estômago pode causar irritação local. Ahid. nasalis no piloro e duodeno. apresenta espinhos somente na face ventral e com faixa transversais escuras cada uma com várias séries de espinhos. As larvas de aspecto cilíndrico. C – placas estigmáticas. permanecem no hospedeiro por 1 mês ou ao longo do periodo do inverno. Inseticidas em pulverizações OESTRIDAE Oestrus ovis: mosca de tamanho médio (Fig.22 - . nasalis: A-fêmea.27). G. Eliminar ovos aderidos aos pêlos através de raspado ou tosquia (longe do ambiente onde eles ficam). D-placas estigmáticas. Migração pela faringe. Das pupas emergem os adultos em um período de 3 a 8 semanas. palidez de mucosa. amarelo-cera.M. arista nua.

É provocado pela larva dessa mosca. Abdome xadrezado. depreciação da pele e. são moscas robustas medindo de 0. 2009.23 - . O inseto vetor ao pousar em um animal acaba deixando alguns ovos da mosca do berne.6 a 3 cm. S. com 3º segmento alongado freqüentemente constituído de anéis não articulados entre si. além de postura de ovos pela C. pode levar a morte do animal. podem ocorrer infiltração bacteriana e formação de abcessos subcutâneos. sendo os bovinos e caninos os hospedeiros preferenciais. Somente as fêmeas são hematófagas e os machos (holópticos) desprovidos de mandíbulas se alimentam de néctar. geralmente com a porção basal alargada. SUBORDEM BRACHYCERA INFRAORDEM TABANOMORPHA São adultos dípteros com antenas mais curtas que o tórax. a mosca doméstica que pode carregar mais de 30 ovos aderidos ao seu abdome. stress.M. hominivorax. De cabeça semi-esférica. Célula apical da asa fechada. Antenas com 3 segmentos e o flagelo apresenta anelações que são projetadas para frente. apenas a família Tabanidae. trisegmentadas. em locais que tenham material animal em composição. cujas larvas ao eclodirem penetram no tecido subcutâneo permanecendo por um período como miíase furuncular.SARCOPHAGIDAE Moscas grandes. TABANIDAE São chamados de mutucas ou mosca do cavalo. Olhos desenvolvidos. As fêmeas são larviparas e podem pôr até 50 ovos de cada vez. e em feridas (necrobiontófagas) ocasionado miíases secundarias.. 28a). aparelho bucal do tipo lambedor e sugador (Fig. Larvas carnívoras vivem em material de origem animal em decomposição. Palpos com 1 ou 2 segmentos. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. A fêmea oviposita em outras moscas ou mosquitos que carregam seus ovos até o hospedeiro. Na subordem Brachycera. de cor cinza. em casos de alta infestação. Palpos com dois segmentos. Ocasionalmente. .M. por exemplo. de forma muito variável. Ahid. caliptras bem desenvolvidas. célula anal fechada ou contraindo-se antes da margem da asa. conhecidas como mutucas. A infestação dos animais por estes parasitos acarreta a perda de peso. o que determinar o estabelecimento de miíase primária. apresentam interesse veterinário. CUTEREBRIDAE Dermatobia hominis: O berne é um parasito de animais domésticos e silvestres e em alguns casos o próprio homem. Célula discal quase sempre presente. cadáveres (necrófagas). Presença ou não de ocelos afuncionais. tórax com três faixas longitudinais pretas e abdome xadrez preto e branco.

Asa com terceira nervura longitudinal bifurcada (R4 +5). . córregos e lagoas em troncos de árvores cheios de detritos vegetais. Escutelo sem espinhos. apresentam o corpo com sete segmentos e oito pernas falsas. A oviposição ocorre tanto em ambiente aquático como úmido (pantanoso e troncos podres). O período pupal é curto. Caliptra grande. coloração variando de castanho-cinza até preto-escuro. 31) são parecidas com a crisálida (pupário) das borboletas. de alguns dias ou semanas.adulto). 2009. vista dorsal.pupa . mesonoto desenvolvido. verde ou azul metálicas. As larvas ao eclodirem. As pupas (Fig. Na falta de alimento podem atacar animais e humanos. sendo que o desenvolvimento é bem variável.24 - . A pupação se dá no mesmo lugar das larvas. são carnívoras alimentando-se de pequenos animais ou de larvas de outros insetos (aparelho bucal mastigador). mostrando a morfologia geral Tórax grande. caem na água e completam o seu desenvolvimento no lodo do fundo d'água (se enterram). 28b). Após o repasto a fêmea põe lotes de várias centenas de ovos sobre plantas aquáticas.Figura 28a . S. Ahid. Em clima quente o ciclo dura 4 meses.M. Abdome largo com sete segmentos visíveis (Fig. clima e quantidade de alimento (L1 a L8 varia de 30 dias a 1 ano). pode apresentar padrões de faixas ou manchas. Passam por 8 estágios larvares. são consideradas pragas para os animais domésticos e homem (Fig. com espinhos na nervura costal da asa. 29).Cabeça. sobre o musgo que recobre as pedras marginais dos rios.. algumas podem ser amareladas. Figura 28b – Chrysops laetus: fêmea. Biologia: são holometábolos (ovo – larva .M. O número de ovos e período de incubação variável (PI = 10 dias a 8 meses). não encontrando alimentação suficiente tornam-se canibais. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Corpo sem cerdas. As larvas dos tabanídeos são acinzentadas e cilíndricas. As pupas são moveis de cor castanha segmentos torácicos e abdominais visíveis. Apresentam um sifão posterior. porém procuram locais menos encharcados. em função da espécie.

S. Figura 30 – Ciclo Biológico de Tabanídeo.Figura 29 – Larva de Tabanus: Ca . Surgem nos meses quentes. Subfamilia PANGONINAE (com ocelos. 30). São de hábito diurno e sua picada é bastante dolorida. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Figura 31 – Pupa móvel de Brachycera. São silvestres e raramente são encontrados nos domicílios.M. As fêmeas muitas vezes não conseguem terminar o repasto sangüíneo já que o animal ou pessoa se sente bastante incomodado e a retira do local onde estava sugando. 1º. esporão tibial) Tribo Chrysopsini (asas manchadas) Tribo Scionini (olhos pilosos) Subfamilia TABANINAE Tribo Tabanini Tribo Diachlorini (sem ocelos) (basicostas com cerdas) (basicostas nua) Figura 32 – Esquema geral de um tabanídeo. Ab .segmentos abdominais (Fig. .25 - . As fêmeas localizam sua presa pela visão e suas picadas são profundas e dolorosas.cabeça. 2009. porém precisam de sangue para a maturação dos ovos..M. As fêmeas também sobrevivem com néctar. Ahid. 2º e 3º segmentos torácicos.

probóscida raramente mais longa que altura da cabeça. São capazes de transmitir a anemia infecciosa eqüina. Asas geralmente longas e estreitas. presença de vestígios de ocelos. evansi em suínos). Antena longa. com esporão tibial na pata III. 3) Fitas escuras adesivas colocadas nos estábulos funcionam como armadilhas para capturar esses insetos. sempre maior que a altura da cabeça. S. com efeito. Olhos com padrão cromático complicado. terceiro artículo com o primeiro anel tão longo quanto os quatro seguintes reunidos. Controle: 1) Deve-se eliminar o habitat de criação de larvas.M. 33) e de tamanho pequeno (CHRYSOPSINI). semidomésticos e silvestres. onde o inseto leva ativamente o patógeno e inocula num outro. longas.Diferenças das asas das mutucas: Chrysops. sem manchas. Terceiro artículo das antenas formado de anéis justapostos sempre em número superior a cinco. com antena longa. Os mosquitos podem ser divididos em domésticos. Subfamília TABANINAE A basicosta (projeção próxima à base da nervura costal) com cerdas (TABANINI) ou sem cerdas (DIACHLORINI). Os semidomésticos entram nas habitações para alimentar-se de sangue. Chlototabanus. superfície dos olhos recoberta de fina pubescência. com incoordenação motora dos membros posteriores e T. Tribo DIACHLORINI: A basicosta de um modo geral sem setas. Palpos com 4 a 5 segmentos. contém um ou mais manchas transversais. etc. equinum. como terrenos mal drenados.26 - . sob Ahid. Asa manchada (Fig. Geralmente curta e robusta. sem que nesse tempo haja seu desenvolvimento. encontram-se os do gênero Aedes e Anopheles que vivem nas residências urbanas. probóscida estiletiforme. Tabanus sp. e suas larvas crescem nas águas paradas como vasos de flores e pneus velhos. geralmente são pequenos de corpo delgado e delicado. nos machos as manchas são mais extensas. causa o mal das cadeiras em eqüinos. Tribo SCIONINI Fidena: gênero numeroso.. Gênero Tabanus. com cerca de 86 espécies. Calo frontal às vezes indistinto. SUBORDEM NEMATOCERA Os dípteros Nematocera. Presença de ocelos funcionais. Ausência de ocelos funcionais. abriga-se em ocos de pau. por possuir vários segmentos articulados. Efeito direto pela picada (dor). peste suína. corpo coberto por curta pilosidade. Labelas esclerosadas. residual nos estábulos e nos animais. viroses. A forma de transmissão dos agentes patogênicos é mecânica. por isso necessita inseticida de contato.Subfamília PANGONINAE. Olhos pilosos e probóscida longa (SCIONINI) Tribo CHRYSOPSINI Chrysops raramente maiores que 10 mm. protozoários (T. . Sem esporão tibial na pata III. pois os adultos são encontrados nas regiões próximas ao desenvolvimento das larvas. e uma mancha apical. nunca maiores que 15 mm. 2) O controle químico é quase inviável porque os tabanídeos quase não se alimentam. a asas apresentam faixa preta transversomediana. Gênero: Diachlorus. Figura 33 .M. Entre os domésticos. 2009. Tribo TABANINI: A basicosta densamente revestidas de setas e labelas densamente pilosas. probóscida alongada. bacterioses. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.

com o gênero Anopheles e Culicinae que compõem quase todos os demais gêneros. somente as fêmeas são hematófagas. os palpos medem cerca de ¼ de comprimento da probóscida. em geral. enquanto os culicíneos pousam com o corpo quase paralelamente a este. São delgados e pequenos. C . Os machos apresentam o aparelho bucal reduzido. 35) deve-se observar a maneira como os adultos pousam no substrato. enquanto nas fêmeas de culicíneos. com escamas sem manchas. A necessidade de sugar sangue é que resulta na transmissão de diversas moléstias. B . Há três subfamílias Toxorhynchitinae.27 - . Ahid. a probóscida fica em linha reta com o ângulo da superfície. S. Os segmentos dos palpos diferem com os sexos e entre os culicíneos e anofelinos. etc.. causando vasodilatação local. possuem antenas plumosas. Culicidae e Psychodidae). de sangue. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.asa de Anophelini com escamas escuras formando manchas. 1 2 Figura 34 – 1: Peças bucais picador-sugador de mosquitos. Simulidae. A maioria dos nematoceras machos não se alimenta de sangue e apresentam o aparelho bucal pouco desenvolvido. 2: Mesonoto e asa de Culicidae: Amesonoto de Culicini e Aedini. com escutelo trilobado. nas frestas das paredes. sendo o sangue sugado por meio de bombas musculares. enquanto que as fêmeas possuem antenas com poucos pêlos.M. CULICIDAE Morfologia (Fig 34): Os verdadeiros mosquitos pertencem a esta família. com pernas longas. Os palpos e probóscida das fêmeas dos anofelinos são longos e retos. Nas duas últimas subfamílias estão incluídos os mosquitos que transmitem patógenos. não podendo perfurar a pele.folhas. D . mandíbula. Os anofelinos ao pousarem em superfície plana. es. visto que os machos se alimentam de suco de frutas e néctar das flores.escutelo. Os adultos dos mosquitos têm os hábitos mais variáveis. Alimentam-se.M. o labro. A estrutura do aparelho bucal é essencialmente semelhante em todas as famílias de nematóceros hematógagos (Ceratopogonidae. Só atacam o homem quando este invade as matas (Anopheles febre amarela silvestre).mesonoto de Anophelini. sendo mais alongada nos mosquitos. com escutelo simples.asa de Culinini e Aedini. com probóscida longa. maior do que a cabeça. A saliva é bombeada para baixo no meio da hipofaringe. Este hematofagismo obrigatório diz respeito apenas às fêmeas. que não se alimenta de sangue. Quando a fêmea escolhe o local na pele que vai se alimentar. Anophelinae. . 2009. enquanto a labela repousa na superfície dobrada no lábio parta trás. maxilas e hipofaringe penetram dentro da pele. Para identificar um culicíneo (Culex) de um anofelino (Anopheles) (Fig.

pa. Figura 36 – Ciclo biológico dos Culicídeos. Os ovos têm formato de botes flutuadores laterais característicos. responsável pela filariose humana e secundariamente pela transmissão do filarídeo canino. No caso dos Aedes.M. na superfície da água. Há casos que os ovos permanecem viáveis por mais de três anos. e nos culicíneos estão os Aedes transmissores do dengue.antena. esperam por uma quantidade de água para estimular a eclosão. formando jangadas. As larvas (Fig. não necessariamente sob água.M. S. Em todas as espécies de mosquitos as larvas passam por 4 estágios. transmissores da malaria. prprobóscida. em condições adequadas. que os impede de afundar. geralmente à noite. Ahid.Cabeças de Nematocera Culicídeos. Quando chegam à maturidade eclodem independentemente da presença de água. Biologia (Fig.28 - . 36): os mosquitos anofelinos depositam os ovos em pencas com cerca de 200 ovos por oviposição. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. . porém ao alcançarem à maturidade. a maioria deposita seus ovos de modo isolado em meios úmidos..Dentre os anofelinos estão os mosquitos Anopheles. As larvas dos mosquitos são sempre encontradas na água e não possuem pernas nem asas. febre amarela e a Dirofilaria immitis. Figura 35 . 37) eclodem 30 a 40 horas após a postura dos ovos. macho e fêmea: Culicini e Anopheli: an. 2009. os Culex.palpos.

algas. no qual se prende um par de trombas respiratórias. entre outros materiais orgânicos. Quando isso ocorre.A B Figura 37 – A: larva de um anofelino.M. em destaque (tp) tufos palmados. contribuírem para a flutuação das larvas. olhos. patas. 2009. fase intermediária entre as larvas e o adulto.Pupa de um anofelino. vive em ambiente diferente daquele onde se desenvolveram as larvas. asas. desertos. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. as larvas respiram o oxigênio do ar. alguns se adaptaram a regiões inóspitas como mangues. 38). enquanto aquelas desprovidas deste órgão dispõem-se horizontalmente à superfície. Duram de 1 a 7 dias. que é constituído de bactérias. a cabeça e o tórax são fusionados. S. Habitat: Forma adulta é terrestre.29 - . usando um par de escovas orais ou palatais. 38) As larvas dos anofelinos não apresentam sifão respiratório enquanto as larvas dos culicíneos apresentam. cerrados. e no horário característico começa a cópula. As que apresentam sifão situam-se quase que perpendiculares à superfície da água. Ahid. As larvas pequenas respiram através da cutícula e em algumas quando nas ultimas fases apresentam uma estrutura denominada sifão respiratório. matéria orgânica em decomposição ou no interior de vegetais. apresenta aspecto de vírgula. Esta característica permite uma rápida identificação do mosquito (Fig. antenas. rotíferos. B.. . esporos de fungos. Encontra-se com freqüência em descampados. Quando a água é perturbada as pupas se mexem. cavernas. onde se abrem os únicos espiráculos da pupa.M. O aparelho bucal das larvas é do tipo mastigador-raspador e alimentam-se filtrando microplâncton. florestas. São bastante moveis. sai e procura os abrigos. pernas do futuro inseto adulto já podem ser observados pelo tegumento transparente. necessitando chegar à superfície da água. Nessa fase de adulto ele é bastante vulnerável. 37). Nesta fase o mosquito não se alimenta e fica a maior parte do tempo parado em contato com a superfície da água (Fig. Apesar de serem aquáticas. As larvas de nematocera desenvolvem-se em água corrente ou estagnada. A pupa (Fig. pois acaba de sair do pupário e sua quitina ainda não endureceu. Figura 38 – Ciclos evolutivos comparativos da anofelídeos e culicídeos. folhagens.

Vive nos mangues e terrenos pantanosos. fêmea. o macho fica sob a fêmea fixando-a por meio de duas pinças laterais. Com pigmentos nas asas que se distribuem de maneira variada (asa enfuscada). Possuem asa com formato lanceolar e com nervuras longitudinais e paralelas. A Picada produz lesões eczematosas urticarianas. Só as fêmeas são hematófagas. no Anopheles. Figura 39 – Ciclo biológico de Culicoides sp. os 1s segmentos antenais parecem bolas. S. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. preferindo locais sombreados e ricos em matéria orgânica para fazer postura como tocas de animais. As fêmeas fazem a postura em pedras e pedaços de pau. Durante o dia ficam escondidos. Pouca capacidade de vôo. aí se efetuando a cópula. Um macho pode copular várias fêmeas e uma fêmea pode ser copulada por vários machos. Lutzomyia longipalpis transmite a leishmaniose visceral). CERATOPOGONIDAE: mosquito pólvora e maruins Culicoides: têm picada semelhante à de um fósforo aceso no braço. Quatro estágios larvais e com fase de pupa no mesmo local.. Figura 40 – Esquema de um flebotomíneo. Ovos postos em água doce ou salgada (Fig. aegypti. Palpos maiores que a probóscida. mostrando a organização externa e a venação típica da asa. vírus da língua azul para bovinos e ovinos. Transmite filária. Ahid. O mosquito palha é transmissor do agente causal da leishmaniose (ex. pois se desenvolvem em certo grau de salinidade. 40).30 - . manhã e/ou tarde). o ato dura 4 a 5 segundos. Há mesmo a chamada "dança nupcial" em que os mosquitos ficam voando em largos círculos. Cerdas longas pelo corpo.Nos mosquitos de hábitos crepusculares (anofelinos) a cópula se dá momentos antes de se dirigirem para as casa. . Causa dermatite em eqüinos.M. Bem pequeno. hábitos noturno (algumas espécies podem ter hábito diurno. 2009. com 14 segmentos com formato de contas de rosário. Hábitos diurnos. Asas manchadas. Peças bucais curtas. Os machos e as fêmeas saem dos criadouros e em geral copulam no ar e essa cópula ocorre de duas maneiras: No Ae. Características da família: as fêmeas são hematófagas. PSYCHODIDAE : Mosquito palha (Fig. com perda de pele. Tem atração por luz das casas. 39). macho e fêmea se prendem pela extremidade posterior. Antenas longas.M. ficando em linha.

Habitam áreas de cachoeiras e rios. sem cerdas e curtas (Fig. detectável a olho nu. pois só se desenvolvem em águas correntes. embora sejam hospedeiro-específico.31 - . passado algum tempo dói bastante e ocorre prurido. ORDEM PHTHIRAPTERA A ordem compreende insetos nos quais são conhecidos como piolhos. medindo de 0. Transmite também o Leucocytozoon em aves.mosca dos banheiros SIMULIDAE: Mosquito borrachudo Gênero Simulium: fêmeas hematófagas. picadas não doem na hora. atacam em bandos. Apresentam pelos menos seis pares de estigmas respiratórios abdominais e um par torácico.3 a 11 mm de comprimento.M. O adulto apresenta asa com nervuras em apenas uma parte dela e a antena parece um chifre e tem segmentos de flagelos achatados. A falta de higiene e a superlotação têm sido os responsáveis pela presença de piolhos nos hospedeiros. a maioria sendo incapaz de sobreviver fora do hospedeiro por mais de um ou dois dias. pseudópodes (por isso é chamada de semifixa) e glândulas salivares que produzem um fio pegajoso do qual são tecidas as pupas. Possuem tegumento de coloração variando de amarelo esbranquiçado a castanho.Subfamília PHLEBOTOMINAE: mosquito palha:Gêneros: Phlebotomus (Europa) e Lutzomyia (Américas). Parece uma pequena mosca com antenas de com 11 segmentos. escova oral (para captar nutrientes rapidamente). Figura 41 – Ciclo biológico de Simulidae. Presente nos pêlos e pele. Patas robustas e garras adaptadas para fixar-se fortemente ao pêlo ou penas (Fig. Larvas e pupas ficam abaixo do nível das águas e as larvas apresentam ventosa posterior (para fixação).. A maioria das espécies de hospedeiros é parasitada pelo menos por uma espécie de piolho. As fêmeas geralmente são maiores que os machos e em maior número. A infestação por esse ectoparasita se chama pediculose. O controle pode ser feito povoando os rios com peixes que se alimentem deles e com o controle biológico com Bacillus thuringiensis. altamente adaptados para viverem como ectoparasitas permanentes de aves e mamíferos. Subfamília PSYCODINAE: Gênero: Psycoda . onchocercose). Apostila Didática em Entomologia Veterinária. As pupas são em forma de cones com filamentos traqueais (para absorção de O2). alguns podem tornar-se quase pretos após alimentação. 42). As patas dos piolhos terminam em Ahid. Transmitem doenças de filarídeos (elefantíase. hábitos diurnos (crepuscular). São caracterizados por possuírem corpo achatado dorsoventralmente. É altamente específico e permanentemente ectoparasita. 2009. transmissão direta.M. . S. ápteros. Tendem a parasitar áreas especificas do corpo do hospedeiro. Morfologia: são insetos pequenos. 41).

durante o qual produzem uma pequena quantidade de ovos. isoladamente ou em grupos. A ninfa eclode do ovo entre 1 a 2 semanas. Antenas diferentes nas duas subordens: Amblycera são clavadas.M. de 3 a 5 segmentos. secreções sebáceas e sangue. Ahid. São muito semelhantes aos adultos. sempre visíveis e possuem palpos. nos 2 sexos e escondidas em fossetas antenais. Figura 42 – Garras dos piolhos sugadores dos mamíferos e mastigadores de aves e mamíferos. Aparelho bucal mastigador. passando por 3 estádios ninfais (N1. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Classificação: considerada complexa e incerta. cada uma delas. A transferência entre hospedeiros se dar pelo contato direto entre os mesmos. 43). Os ovos são fortemente ornamentados.. dos mastigadores.32 - .garras. tradicionalmente os Phthiraptera são divididos em três subordens. a direita. nos quais ocorrem somente em mamíferos e os mastigadores: Amblycera e Ischnocera (descritos anteriormente como Mallophaga). 44). com projeções que ajudam a fixação ou respiração. ao passo que as dos piolhos das aves têm duas garras. Os piolhos chegam a sobreviver por mais de 1 a 2 dias fora do hospedeiro e tende a permanecer sobre o mesmo hospedeiro por toda a sua vida. nos pêlos ou penas por uma substância produzida pelas glândulas coletéricas. possuem a cabeça arredondada e grande. Os adultos vivem cerca de 30 dias. à esquerda. S. A fêmea dos piolhos chega a depositar de 50 a 100 ovos (lêndeas) por dia. facilmente detectada por serem encontrados cimentados.M. com 4 segmentos. de acordo com seus hábitos alimentares: os piolhos hematófagos ou Anoplura. Figura 43 . 2009. . N2 e N3) até alcançarem a fase adulta. mais larga do que o tórax. Ischnocera são cilíndricas. uma garra. SUBORDENS DOS PIOLHOS MASTIGADORES Os piolhos mastigadores (Malófagos) podem pertencer à subordem Amblycera ou Ischnocera. possui mandíbula. são mais claros e menores e alimentam-se de 1 a 3 semanas. semelhantes. A duração dos diferentes estágios do ciclo de vida varia de espécie para espécie e de acordo com a temperatura.Ciclo incompleto: Anoplura. partes das penas. tendo os dos mamíferos apenas. Biologia: são insetos hemimetábolos (Fig. olhos reduzidos ou ausentes (Fig. Todo o ciclo dura em media de 4 a 6 semanas. nos quais ocorrem em mamíferos e aves. Alimentam-se de descamação do tecido epitelial. em muitas espécies são diferentes nos 2 sexos.

O Menacanthus stramineus. o animal torna-se irritadiço. Biologia: As espécies que infectam aves são mais daninhas que aquelas ectoparasitas de mamíferos. 2009. espoja-se na terra. Menopon gallinae (Menoponidae). Alimentação: Os piolhos mastigadores se alimentam de fragmentos de pele. O desenvolvimento embrionário dura de 4 a 7 dias. Ahid. B – o piolho mastigador do gado. Possuem alta especificidade.palpo maxilar. O sistema traqueal representado por 2 principais troncos e comunica-se com o exterior por 7 pares de estigmas (1 torácico e 6 abdominais). com quatro tubos de Malpighi. tcl . geralmente curtos e largos. Ninfas são parecidas com os adultos. nos pêlos ou nas penas. mesentério grande com um par de cecos gástricos. por exemplo. Deslocamse rapidamente sobre as penas ou sobre os pêlos.M. . Entretanto podem sugar sangue de ferimentos na pele. Há certa especificidade para cada espécie. são fracos e delgados e terminam com uma ou duas garras.Pelo menos dois segmentos torácicos são visíveis. Anatomia interna: esclerito esofagiano ou faringe e hipofaringe bem desenvolvidos. Os piolhos mastigadores normalmente nascem e morrem no mesmo hospedeiro.M. sendo mais ativos os Amblycera. Figura 44 . de 15 a 20 dias. . mas o mesmo animal pode ser parasitado por várias espécies.N3). vista ventral da fêmea.N2. S. podendo esse número ser reduzido. não descansa normalmente. Há dois pares de glândulas salivares ou somente um par com os respectivos reservatórios.33 - . Damalinia bovis (Trichodectidae). adquire péssima aparência e pouco se reproduz. Não raro os piolhos das aves. exceto pela ausência de genitália no macho e gonopódios nas fêmeas. Algumas espécies. dependendo da espécie. Um mesmo hospedeiro pode ser parasitado por várias espécies de mastigadores. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Parasita de aves e mamíferos. proctodeo curto. às vezes porém quando dois animais ficam muito próximos passam de um animal para outro.garras tarsais.A – Piolho do frango. único par de estigmas torácico é encontrado ao lado ventral do mesotórax. pouco mais ou menos. Apresentam seis pares de espiráculos abdominais. geralmente após 3 ecdises (N1. nas regiões onde habitualmente se encontram os adultos. irrita a pele provocando descamação epitelial e afloramento de sangue do qual se alimentam. vista ventral da fêmea: ant – antena. Cerdas pelo corpo. pêlos e penas. Os ovos são postos nos animais. Maior quantidade de mastigadores no inverno e em aglomerações de indivíduos. mxp . eventualmente ingerem o sangue que aflora no tegumento ferido do hospedeiro. São mais ou menos adaptados a determinadas regiões do corpo. Quando a infestação é muito grande. Apresentam três pares de pernas. Tubo digestivo apresentando um papo representado por uma simples expansão esofagiana (Amblycera) ou constituída por um divertículo mais ou menos desenvolvido (Ischnocera). coçase muito..

cornutus. principalmente. MENOPONIDAE: É a maior família Amblycera. Abdome com nove segmentos. carnívoros e roedores (Fig. Abdome largo e sempre com reentrâncias laterais nas articulações dos diferentes segmentos. nas quais a MENOPONIDAE. Gallus gallus e Columba lívia. Colpocephalum turbinatum. com 4 a 5 segmentos semelhantes nos 2 sexos e escondidas em fosseta antenal. da família Gyropidae. de ocorrência mundial. A morte do parasito é principalmente pela falta do calor que irradia o animal parasitado. Algumas espécies cortam a com as mandíbulas a base de penas novas ou áreas finas da pele provocando hemorragia localizada. Alimentam-se de partículas encontradas na superfície da pele. contém os piolhos ectoparasitas mais importantes das aves Menacanthus e Menopon. Os Amblycera mostram-se adaptados para mover-se em superfície lisa. Não se conhece nenhum malófagos que tenha parasitado o homem. Antenas clavadas.M.Chelopistes meleagridis. 45). fêmea vista dorsal. S. As mandíbulas são paralelas à superfície ventral da cabeça e cortam no sentido horizontal. ingerindo o sangue que daí aflora. Encontrada. Existe 1 par de palpos maxilares. Ahid. aspecto dorsal da fêmea. aspecto dorsal da fêmea. medindo 2 mm de comprimento. M. As ninfas eclodem dos ovos.M. SUBORDEM AMBLYCERA (antena escondida). . Protórax e mesotórax fundidos. são transportados por moscas Hippoboscidae à outra ave. gallinae. com 2 a 5 segmentos. com os dois primeiros em destaque dos demais. abandonam as penas e caminham sobre a pele do hospedeiro. Fêmeas adultas depositam seus ovos em pencas na base da pena. Os Amblycera compreendem seis famílias. No Brasil algumas espécies foram identificadas parasitando galinhas: Menacanthus stramineus. Os adultos são de tamanho médio a grande de 2 a 3 mm de comprimento. Mesonoto separados por uma sutura visível. todas as espécies parasitam aves. M. dependendo da espécie. mas pode parasitar perus. C. patos. São ectoparasitas de aves. A. Olhos pequenos ou ausentes. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Seis pares de estigmas abdominais. Após a morte do hospedeiro os piolhos mastigadores não se conservam vivos por muito tempo.somente os Ischnocera. ao longo das hastes das penas do peito e coxas das galinhas. na presença de luz. Figura 45 . Espécie pequena de cor amarelopalida.Goniodes gigas.34 - . Os três pares de patas são fracos e delgados e terminam com uma (parasita de mamíferos) ou duas garras (a maioria parasita aves).Malófagos de aves. 46).M. passando por 3 estádios antes de atingirem a fase adulta. morrendo no fim de horas ou alguns dias (6 a 7 dias). Espécies dos gêneros Gyropus e Gliricola. A família BOOPIDAE contém a espécie Heterodoxus spiniger. São piolhos com duas garras. livre e horizontal. pombos e galinha-de-angola. Muito encontradas em galinhas. pallidulus e Menopon gallinae. Movem-se rapidamente e. Possuem a cabeça geralmente grande e arredondada.. 2009. marsupiais. B. que parasitam cobaias. Menopon gallinae: Chamado de “piolho da base das patas” (Fig.

margem lateral da cabeça. ventral. Espinhos gástricos visíveis. ausentes.. no lado ventral da cabeça. Faixa occipital fortemente castanho escuro ou preta. Figura 46 – M. em cada segmento. aspecto dorsal. S. Processos puntiformes. 1924). stramineus: piolho comum de aves. com numerosas cerdas curtas na superfície dorsal do Pterotorax (mesotórax e metatórax). Parasita de galinhas. Fronte provida de processos espiniformes recurvados para trás e para baixo. As infestações causam irritações severas. Abdome fusiforme. Tórax mais largo que abdome. aspecto dorsal. Espinhos gástricos presentes ao abdome. par – paramero (De Ferris. 2009. Cada segmento abdominal apresenta duas fileiras de cerdas dirigidas para trás. B – antena. Colpocephalum turbinatum É uma das 4 espécies piolhos mastigadores que parasitam pombos domésticos. pequenas ou de tamanho médio. Não possui processos espinhosos na fronte. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. gallinae.placa basal. Tufos de cerdas no 3º segmento abdominal. Menacanthus stramineus Piolho do corpo das aves domésticas (Fig. com duas fileiras de setas nas faces dorsal e ventral. produzindo inflamação na pele e Ahid. E um dos piolhos mais destrutivos na avicultura. Abdome alargado na extremidade posterior.Palpos pequenos e antenas clavadas com quatro segmentos. perus. à direita.idem. E. no lado ventral da cabeça. 47). ambos os sexos. Distingui-se do Menopon por apresentar atrás das antenas de cada lado.genitália do macho. faisões e excepcionalmente pombos. Tergitos abdominais III e IV. C . aspecto ventral. Mas pode parasitar galinhas. A – fêmea.35 - .M. D . simus orbital profundo. com uma fileira de cerdas dorsalmente. Figura 47 – M. Antenas com 4 segmentos. Lóbulos temporais grandes e às vezes sub-retangulares.M. cor amarelo-pálida. Adultos macho e fêmea com mais de 2 mm de comprimento. . bp . abdome genital da fêmea circundada por densa coroa de cerdas longas. macho: à esquerda.

e cortando no sentido vertical. com dois espinhos fortes. são mais específicos em relação ao seu hospedeiro que o Amblycera. tempo de vida do adulto. Os ovos são depositados na base das penas. A cabeça desse piolho apresenta dois longos e robustos espinhos dirigidos para trás. Apresentam duas famílias de importância veterinária: TRICHODECTIDAE e PHILOPTHERIDAE. alguns gêneros parasitam mamíferos. Os da família Trichodectidae parasita mamíferos. TRICHODECTIDAE Ocorre em todo o mundo. parasita grande variedade de aves. Com uma garra ligada ao hospedeiro. Felicola e Trichodectes. ectoparasitas de mamíferos. durante 13 a 14 dias. Seis pares de estigmas nas placas tergais. Trichodectes canis: Ahid. O tergo I esta fusionado com metanoto. todos os segmentos abdominais com placas pleurais. Tem somente uma fileira de cerdas longas e fortes em cada segmento abdominal.M. Abdome com tergitos e pleuritos bem quitinizados. em algumas espécies são dimorfismo sexual acentuado. .formação de crostas escamosas. Geralmente possuem o mesotórax e metatórax fundidos (pterotórax). Apresentam a extremidade do tarso com duas garras. em particular os marsupiais. Caracterizam-se por possuírem antenas com três segmentos em ambos os sexos. Têmporas sem lobos posteriores. Heterodoxus spiniger. Em contraste. S. passam por 3 estádios ninfas (cada um dura em torno de 3 dias). os Ischnocera são adaptados para caminharem em pêlos ou penas.M. podendo ser utilizadas como órgão de apoio no momento da apreensão da fêmea para a copula. Palpos maxilares ausentes. originalmente parasitam marsupiais australianos. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. É um dos ectoparasitas que serve de hospedeiro intermediário para o D. os representantes dessa família parasitam mamíferos. Lipeurus. Os malófagos da família Gyropidae são comuns nos cobaias. Os Ischnocera apresentam mandíbulas formando mais ou menos um ângulo reto em relação à cabeça. atraso no desenvolvimento até morte das mais jovens. Os gêneros Trichodectes. Estigmas do 2º ao 7º segmento (6 pares). Face superior do mesotórax visível. Produz redução do peso da ave. Facilmente distinguido dos demais que parasitam mamíferos por possuírem duas garras nos tarsos. como na região ventral.36 - . Damalinia e Felicola apresentam importância veterinária. delgado e amarelado.. Apresentam densa cobertura de setas longas ou médias. Conhecidos como parasito do cão doméstico (Canis familiaris). Têmporas estreitas. Laemobothriidae constituem pequeno grupo que parasita aves aquáticas e de rapina. Protórax livre. Na Philopteridae estão os gêneros Cuclotogaster. 2009. Os Trichodectidae contém os gêneros Damalinia (antigo Bovicola). enquanto o Trichodectidae apresentam apenas uma garra. particularmente ao redor do ventre. Fronte arredondada. BOOPIDAE Forma um grupo relativamente de piolhos pequenos. Têm preferência pelas áreas de poucas penas. Cabeça subtriangular. com 3 a 5 segmentos. expostas e visíveis. não salientes Parte inferior da cabeça com dois ganchos voltados para trás e implantados junto à base dos palpos maxilares. caninum e do nematoda Dipetalonema reconditum. As antenas são filiformes e cilíndricas. SUBORDEM ISCHNOCERA (antena livre). Piolhos grandes. Goniodes e Goniocotes parasitas de aves. Os Rinicidae parasitam aves passariformes e beija-flor. Os Philoptheridae. Alimentam-se de barbas e bárbulas da pena sendo encontrados preferencialmente sobre a pele do que sobre as penas. Palpos maxilares com 4 artículos. A fêmea produz de 1 a 2 ovos por dia. eclodem com 4 a 7 dias.

Cerdas abdominais curtas. bovis: face dorsal à direita e ventral a esquerda. Damalinia sp São ectoparasitas de ruminantes. Fêmea com gonapófises com margens lisas. 2009. É a única espécie desse gênero. É um piolho pequeno. Pode atuar como hospedeiro intermediário do D. possuem tarsos com única garra (Fig. com bandas transversas no abdome. mais curta que a pós-antenal.Tem seu nome popular de “piolho mastigador do cão”(Fig. com margens arredondadas em todos os segmentos contendo placas pleurais. Cabeça tão larga quanto longa. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. ovis é muito ativa pode espalhar-se por todo o corpo. O animal se coça. causando ao animal intensa irritação. S. 2007) Ahid. equi em cavalos e D. Adaptado de Werneck (1936). . Abdome fortemente oval. iguais e em filas transversais.37 - . bovis em bovinos. Antenas com três segmentos cilíndricos ou subcilíndricos. Cerdas abdominais curtíssimas iguais e em fileiras transversais. entre os quais encontramos D. D. em ovinos. fica irritado. subtriangular (hexagonal). ligeiramente mais longo que largo. Cabeça bem característica. B – fêmea. Edeago grande. com ou sem dimorfismo acentuado. C: D. com má aparência e podem aparecer infecções secundárias. que se estende de uma antena a outra (fronte arredondada). Manchas nos tergitos. É encontrado adulto. B: D. Têmporas sem lobos posteriores. A B C Figura 49 . É muito ativo e produz uma intensa irritação com descamação de pele e forte prurido. Ciclo evolutivo da espécie sobre seu hospedeiro.M. Cerdas abdominais numerosas. D. bovis coloração castanho-avermelhada. são morfologicamente muito semelhantes.M. com acentuado dimorfismo sexual. pescoço e cauda. Figura 48 – T. Equi. desconforto e interrupção alimentar. A espécie D.48). presos à base do pêlo da cabeça. mais larga que longa. não se alimenta bem. com a região pré-antenal limitada por borda arredondada e em geral.. caprae. pleuras e esternitos. ligadas ao lóbulo sub-genital por uma serie de cedas em arcos e implantadas em pedestais. ovis apresenta coloração testaceo-palida e D.A: D. Tórax normal. caprae (imagem de Ahid. Seu ciclo dura em media 3 semanas. oval. abdome largo. 49). em caprinos. caninum (através da ingestão do malófago contendo a larva do cestódeo). ninfas e ovos na pelagem. longas e contínuas nos esternitos. o macho possui o 1º articulo robusto. Tem a cabeça aproximadamente tão larga quanto longa. Cabeça arredondada com a "bochecha" repartida. D. canis: Vista dorsal: A – macho. Manchas nos tergitos. com a margem anterior em curva de grande raio. ovis.

estendendo-se para trás e terminando em estilete.Felicola subrostratus. pelo aspecto triangular e pontiagudo. Geralmente encontrado preso as bárbulas das grandes penas da asa próxima à base. B– macho. Vista dorsal. Antenas com 5 segmentos embricados nos dois sexos último segmento não clavado. Pll – palpo labial. PHILOPTERIDAE É a maior família de Ischnocera. sem dimorfismo sexual. Olhos atrás das antenas. Tem apêndices recurvos em gancho na frente. 2009. Md –mandibula. Abdome do macho com pequena saliência posterior formada pelo último segmento membranoso. Única espécie de piolho de interesse da veterinária que comumente parasita gatos doméstico (Fig. .M. Possuem uma projeção angular na cabeça. 52). Tarsos com duas garras. Lipeurus caponis: Piolho da asa de galinhas (Fig. Possui 2 cerdas longas nas extremidades laterais da cabeça. Apresenta antenas com cinco segmentos. Trb –trabecula.fêmea.38 - . Phy – esclerito esofagiano ou faríngeo. S. Abdome liso com poucas cerdas e muito curtas. mas parasita angola (Fig. Os ovos são depositados entre as bárbulas das grandes penas. Ahid.M. Animais com pêlos longos são os mais severamente atacados. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. A . lobos temporais agudamente angulados. Adaptado por Werneck (1948). Caracteriza-se por apresentar fronte larga. Columbicola columbae e Struthiolipeurus rheae. articulação das mandíbulas no plano vertical. O –olho. Lipeurus caponis. Comumente são observados imóveis firmemente presos com as mandíbulas nas partes inferiores das penas. em frente às antenas. Antenas com 3 segmentos. subrostratus: Ant – antena. 50). Placas tergais abdominais simples nos dois sexos. Chelopistes meleagridis: Principal hospedeiro é o peru. palpos ausentes e tarsos com duas garras para se fixar ao hospedeiro. Tem corpo e cabeça alongados. Slin – superlingua. gigas. Goniodes dissimilis e G. sem projeções laterais ou formações com ganchos. São menos propensos a abandonarem as aves após morte. sendo filiforme nas fêmeas. o terceiro filiforme. com o primeiro segmento alargado com apêndice curto e espessado. terminam em uma garra. característica da espécie. Peças bucais ventrais. Goniocotes gallinae. Antenas sexualmente dimórficas nos machos. 51).. Patas pequenas. Distingui-se dos demais piolhos mastigadores pela forma da cabeça. Cabeça em forma de chapéu. Ectoparasitas de aves domésticas. Mancha mediana no tórax. Têmporas arredondadas. Figura 50 – Característica da cabeça do F. As pernas são estreitas e o par posterior é duas vezes comprimento dos dois pares anteriores. com três pares de estigmas respiratórios. Cinco espécies de interesse veterinário: Chelopistes meleagridis.

B – fêmea. abdome largo e arredondado.5 mm de comprimento. Geralmente de pouca importância veterinária. gigas (Fig. O G. no Gallus gallus. A cabeça é quase circular. Ahid. Margens laterais do protórax estendidas. gigas. Goniocotes gallinae Piolho da pena. porém o terceiro segmento da antena do macho tem um processo lateral como um esporão (apendiculadas) que às vezes também ocorre no primeiro segmento. A espécie G.M.Figura 51 C. Primeiro segmento antenal. no macho. dissimilis é semelhante ao G. mais de regiões tropicais. . de coloração amarelo-pálida. é o maior piolho de galinha. Os ovos são depositados na base das penas no dorso da ave. apresentando nos lobos temporais paralelos com duas longas cerdas na margem posterior de cada lobo.macho. De Clay (1938). com 2 cerdas na margem posterior do lobo. S. especialmente a galinha-de-angola (Numida). Apresentam corpo de coloração castanha. Antena com cinco artículos. cabeça côncava posteriormente com projeções angulares bem visíveis nas margens posteriores: cabeça com cerdas que se projetam de cada lado de sua superfície dorsal. Goniodes sp: Piolho da penugem. 53) separando-se desta por apresentar fêmeas de tamanho menor. antenas filiformes. lobos temporais diferenciadas (o posterior mais desenvolvido). 2009. com 5 segmentos.. caponis: vista dorsal. próximo à pele. medindo de 1 a 1.M. A. lobos temporais quase iguais. meleagridis: vista dorsal de fêmea e ventral do macho. São piolhos grandes. Foi registrada parasitando. É o menor malófago das aves. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. com 3 longas cerdas na margem posterior de cada lobo. semelhantes aos do gênero Goniocotes.39 - . no Brasil. Fronte enorme. mais robusta. É parasito comum de galinhas em áreas temperadas. Figura 52 – L.

tíbia. suis: 1.5 mm) e grandes (8 mm). As fêmeas possuem ao final do abdome bifurcado e com dois pares de gonopódios laterais e os machos possuem genitália esclerotizada com extremidade posterior pontiaguda (Fig. 5. 6músculo flexor. Struthiolipeurus rheae Tem importância veterinária secundaria. que durante a alimentação são extrovertidos e ajudam o piolho a se fixar na pelo do hospedeiro. São considerados os piolhos mais avançados. S. 11 – tarso. 12. formado por conjunto de pequenas estruturas perfurantes: três estiletes. robustas. 7. Patas grandes. 54). 15 – músculo extensor da tíbia. à direita ventral. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Os segmentos torácicos de Anoplura são. 4.polex. Esse é revestido por finos dentes. contendo um esporão tibial. 14. mas acredita-se que infestações maciças podem danificar as aves. é uma das 4 espécies de Philopteridae que parasitam ema (Rhea americana. Parasitas. 9tendão do abductor (extensor) da garra.músculo extensor da garra. São usualmente grandes chegam a medir 5 mm de comprimento quando adulto.G. 2009.fêmur.M. Possuem seis pares espiráculos. Os estiletes são para perfurar a pele Ahid.garra tarsal. 8. situados numa bolsa ventral formando um conjunto de pequenas estruturas perfurantes. mais estreita que o protórax. Possuem apenas um par de estigmas no mesotórax.40 - . visíveis no adulto.Figura 53 . geralmente de alta especificidade em relação ao seu hospedeiro e restritos a mamíferos euterianos (não parasitando marsupiais ou monotremados).tendão do flexor da garra. gigas: à esquerda. única garra voltada para frente (Fig. pequena. tarsos com um segmento. A verdadeira boca (prestômio) se abre na extremidade anterior da bolsa ventral. Parasita pombos. de corpo mais ou menos deprimido e pernas tipicamente escansoriais.músculo flexor da tíbia. 16. mas há espécies pequenas (0. ao longo do lado de cada segmento existem uma placa esclerotizada (placa paratergal). 13. Columbicula columbae: clípeo armado com dois pares de espinhos sendo um par maior. . aspecto dorsal. liso e fortemente recurvado.tendão do flexor tibial.. Pouco se conhece sobre a importância econômica dessa espécie. E apresentam aparelho bucal picador-sugador. Figura 54 – Pata do H. Passam toda a vida agarrados ao hospedeiro. modificado para perfurar a pele dos hospedeiros. 2goteira de deslizamento da placa esta. 10 – placa estriada. no terceiro a oitavo segmentos abdominais.tendão do longo flexor femoral da garra.disco protactil. É talvez um dos piolhos mais delgados. 3. Nove segmentos abdominais. SUBORDEM ANOPLURA São os piolhos sugadores de sangue.M. geralmente. Rheiformes: Rheidae). A cabeça pontiaguda e terminal. fundidos e difíceis de serem distinguíveis. 55).

r. 18 e 21– canais deferentes. Figura 57 – Lêndea.e o sangue é sugado para dentro do prestômio através de bombas cibariais. 58).M.41 - . o – costela. 15 – gânglios nervosos. 1930) Aspectos da morfologia interna podem ser observados no esquema abaixo (Fig. 56).N2 . c. 16..mesotorax. 57). Quando não está em uso. Elas são operculadas. simulando a emergência da Ninfa 1. e. 7 e 8 – testículos. 5 – disco ventral do mesentero: 6. Figura 56 . 22 – ampola retal. o aparelho bucal fica retraído dentro da cabeça.estigma. bem quitinizado. m. b. qfaixas transversais.Aspecto dorsal: P. humanus. com cinco artículos. n –coxa.glândulas salivares anteriores. ipolex. 2009. j. A família Pediculidae parasita primatas: Pediculus humanus e Pthirus pubis. HAEMATOPINIDAE Ahid. Na subordem Anoplura. 23 – placa basal. dois gêneros são de interesse Linognathus e Solenopotes.protórax. São de metamorfose gradual – paurometabolicos (Ovo -Ninfa 1 . p. g.cova external. 20 – canal ejaculador. Olhos reduzidos ou ausentes. 12 – reto.fêmur.glândulas salivares posteriores. 1-6 estigmas abdominais. (De Keilin & Nuttall.placa pleural.dilator. 17 . 9 e 19– tubo de Malpighi. l. . (Keilin & Nuttall.trocanter. Fig. Os ovos são colocados aderidos aos pelos ou ás fibras e são conhecidos como lêndeas (Fig. Figura 55 . A primeira apresenta apenas um gênero pinus e a segunda. 4 – mesentero. 14 – canal excretor da glândula salivar.clípeo.tíbia.tarso.anus. h.linha correspondente a sutura epicraneana.N3 – Adulto.Macho de Pediculus dissecado: 1esôfago. 3 – divertículos anteriores. 11 – coração. 2 e 10 – aorta. Palpos ausentes. duas famílias são importantes na veterinária: HAEMATOPONIDAE (parasita de ungulados) e LINOGNATIDAE (parasita cães e ruminantes). de coloração branco-amarelada. macho: a . vesícula do pênis. 1930). 13 – anus. d. Antenas curtas. f.M. S.metatórax. k. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.

suis). apresenta atrás das antenas um processo angular proeminente chamado de lóbulo pós-antenal (tubérculo ocelar). 3 – fonte. Ahid. B. vista de cima: 1. Placas paratergais bem definidas e quitinizadas nos segmentos abdominais.A – H. Os adultos vivem em média 2 a 3 semanas (Fig. As ninfas alcançam a maturidade em 15 a 22 dias. Os entre 12 a 20 dias dos ovos emergem as ninfas. eurysternus. cabeça alargada posteriormente. Biologia: as fêmeas produzem de 1 a 6 ovos por dia. suis.2007). eurysternus (Nitzsch).M.M.H. S. Ahid. E – H. medindo de 4 a 6 mm de comprimento. bovinos (H. Piolhos grandes.Cabeça de H. H . vista ventral. placa genital do macho. . Adaptado de Furman & Catts (1982). F. placa genital do macho. Encontrado parasitando suínos (H. C – H.42 - . em forma de losango. placa external: B – H. – H.haustellum. eurysternus. Antenas com cinco artículos. 58. De nariz curto. G H.H. 2. um dos mais devastadores de animais domésticos. eurysternus e H. 2009. D . 5-antena. tuberculatus. A B Figura 59 – A .dentículos prestomais. suis: vista dorsal da fêmea. asini). 4 – lóbulo post-antenal.H. Cada segmento abdominal com uma só fileira de espinhos. quadripertusus). búfalos (H. Adaptado de Lima (1938). O gênero Haematopinus (Fig. 59) tem como característica a ausência dos olhos e as placas paratergais distintas. Placa external preta e desenvolvida. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. quadripertusus. suis (imagem do macho e da fêmea. Pernas de tamanhos semelhantes e com única garra forte. quadripertusus. colados ao pêlo dos animais.O único gênero de interesse de importância veterinária é o Haematopinus.. tuberculatus) e eqüídeos (H. asini. oposta a um esporão tibial. Olhos ausentes. 60). Figura 58.

eurysternus: é a menor espécie do gênero. chega a medir de 5 a 6. As fêmeas colocam um ovo por dia.5 mm de comprimento. predominante nas regiões tropicais e subtropicais. mas também zebuínos (B. asini: parasita de cavalos. com 2 ou 3 fileiras transversais de pêlos.. com uma ou mais espécies de piolhos. encontrados frequentemente ao redor da cauda e ainda em áreas tenras do copo como períneo e vulva. axilas. A espécie H. É comum nos bovinos do Brasil. Cosmopolita. O local de preferência é no interior do pavilhão auricular. cônica e arredondada anteriormente.M. Cabeça muito curta. porém são maiores do que o primeiro e terminam em uma garra forte. Pode haver infestações mistas. . Apostila Didática em Entomologia Veterinária. burros e jumentos. Única espécie parasita de suínos. São encontrados no topo da cabeça e ao redor dos olhos. Os hospedeiros mais comuns são bovinos da raça zebuína. São comumente encontradas parasitando ruminantes. Tórax pequeno e alongado. com pêlos longos na margem dos tergitos. o 2º e 3º par de patas com mesmo desenvolvimento. Tórax quadrangular e mais largo que a cabeça. com os pontos oculares proeminentes. H.M. 2009. B: ciclo evolutivo de H. Antenas alojadas em sinos profundos. Chega a viver em torno de 35 dias. dorso e superfície interna superiores das pernas. virilhas. Linognathus é o piolho de nariz longo. sobre o hospedeiro. Não permanece preso a pele. H. Em cavalos é mais comumente encontrado na cabeça. indicus). mais abundante no clima frio. Tórax pouco mais largo que longo.A B Figura 60 – A: Ciclo biológico do Anoplura: incubação do ovo – oito a nove dias – de ninfa 1 até adulto – mais 15 dias. A cabeça é mais alongada do que as dos outros Haematopinus encontrados em bovinos. nas partes superiores do pescoço e cauda. Parasita de bovinos europeu (Bos taurus). alargada ao nível das antenas. Tórax mais largo e mais curto que a cabeça. A maior espécie de Anoplura e do gênero que infesta animais domésticos. fronte curta e arredondada anteriormente. suis (Linnaeus): espécie cosmopolita. os tubérculos pós-antenais são alargados e dirigidos para frente. suis. Possui cabeça longa e robusta. Ahid. quadripertusus. facilmente encontrado nos pêlos dos bovinos. se alimentam a intervalos e se dispersa rapidamente no animal. LINOGNATHIDAE Não apresentam olhos ou pontos oculares. A fêmea inicia a ovipostura após 12 dias da copula. caprinos e cães. H. pescoço. pode localiza-se nos ombros. os macho medem 2 mm e as fêmeas 3 mm. Antenas com 5 artículos. H. Placa external ausente ou pouco desenvolvida. Cabeça arredondada e alongada anteriormente. as fêmeas põem seus ovos quase que exclusivamente nos pêlos da cauda (vassoura). Os dois gêneros de interesse: Linognathus e Solenopotes. S. macho menores que as fêmeas. não possuem placas paratergais no abdome. eurysternus.43 - . porém maiores. Cabeça estreita e alongada. quarto traseiro ou todo o corpo. semelhante à espécie anterior. Possuem abdome membranoso e arredondado. espécie próxima ao H. tuberculatus: parasita o corpo inteiro dos búfalos (Bubalus bubalis).

L. medem geralmente menos de 5 mm de comprimento e suas peças bucais são adaptadas para cortar a pele e sugar o sangue do hospedeiro. a maioria vive sobre a pele e pêlos de seus hospedeiros.Ahid. L. Cabeça região anterior as anenas (frente) nitidamente apontada (Fig. deixando-o após o repasto. adulto fêmea. vituli. C. Ahid. corpo endurecido (difícil de esmagar entre os dedos). 2007). Terceiro par de patas adaptadas para o salto fora e sobre o hospedeiro. 61). Apostila Didática em Entomologia Veterinária. vituli: vista dorsal. Cabeça curta e quase tão larga quanto longa. setosus: parasita o cão (macho com 1. .. Ectoparasitos obrigatórios periódicos. ORDEM SIPHONAPTERA São as pulgas. 61). quando então estreita dando aspecto abaulado. Tórax curto (Fig. 62). stenopsis de caprinos em Mossoró (RN) (Suassuna. os adultos permanecem no corpo do hospedeiro para a sucção do sangue. A B C Figura 61 – A: L.M. parasita bovinos (macho com 2mm e fêmea com 3 mm).Ciclo evolutivo. ápteros. mas visíveis a olho nu. São insetos pequenos.5 mm e fêmea com 2 mm).44 - . 2009. 63). Solenopotes capillatus Solenopotes comumente encontrados em bovinos. Corpo achatado lateralmente e de superfície lisa. adulto fêmea. L. o que facilita seu movimento entre os pêlos ou penas do hospedeiro (Fig. Ectoparasitos de aves e mamíferos. Cabeça estreita. é muito mais longo que os demais. Possuem a coloração castanho-escuro. Figura 62 – L.5 mm e fêmea 2 mm). stenopsis parasita ovinos e caprinos (macho 1. alargando-se posteriormente às antenas até quase o tórax. revestido de espessa quitina escorregadia e pêlos e cerdas voltadas para trás que auxiliam a pulga a deslizar entre penas e pêlos dos hospedeiros não permitindo que voltem. Placa external é distinta. Antenas robustas. S. Tórax pouco mais largo que a cabeça (Fig. cônica e arredondada anteriormente.B: L setosus:Vista ventral.M. Região frontal curta e arredondada.

utrocanter. tíbia e tarso (5 artículos). k. dirigidos para trás. As peças bucais são adaptadas para perfurar a pele e fazer a sucção de sangue.maxila.coxa.femur.M.pinça ou forceps (clasper). c– palpo maxilar. o. Os escleritos dorsais dos três segmentos torácicos são distintos e diferenciados: pronoto. g– olho. As pernas são formadas pela coxa.tergito (urotergito) do primeiro segmento abdominal. onde essa sutura não é completa. p. f.mesesterno. Os olhos quando presentes são simplesmente pontos escuros fotossensíveis. mesonoto e metanoto.45 - . e– ctenídeo genal. cuja função é permitir o alinhamento direcional das genitálias durante a copula e emitir ultra-som para comunicação. fêmur.palpo labial. é representada por uma região mais esclerotizada na sua parte superior chamada de falx. As antenas são curtas situadas no sulco antenal.sensílio ou pigídio (no 9º tergito).cerda antipigidial. Os três últimos altamente modificados constituindo a genitália. h– antena. fronte ou clípeo. jesternopleura do tórax. S. em ambos os sexos.. Figura 63 . Os segmentos de 2 a 7 possuem de cada lado um estigma. As placas laterais.M. pleuras. Em cada um dos segmentos pleurais existe um par de estigma respiratório. uma placa sensorial chamada de sensílio ou placa pigidial.tíbia. s. m– metanoto. Hematófago. Pode ter ctenídeo no pronoto e no metanoto. a exemplo da mesopleura. podem ser simples ou divididas. 64). 2009. q. esse último com um par de unhas. d. A anterior.8º esternito.A cabeça é imóvel e de forma variada. x.Morfologia externa de uma pulga (macho): a.ctenídeo pronotal recobrindo parcialmente o mesonoto. Na cabeça pode se encontradas fileiras de dentes ou espinhos fortes em forma de pentes. separada da porção posterior (occipício) por uma sutura antenal. i– occipício. podem saltar verticalmente uma altura de aproximadamente 18 cm e horizontalmente 33 cm.fronte. chamados de ctenídeos (Fig. v. inserida no 7º tergito.Cabeça de pulga com presença de ctenídeos genais e detalhes das peças bucais. z. lsutura mesopleural entre o mesepisterno (adiante) e o mesepímero (atrás). Figura 64 . Possuem palpos labiais. Em cada segmento torácico se insere a coxa do primeiro. Abdome: formado claramente por 10 segmentos (urômeros) regularmente imbricados. n. trocânter. A parte inferior da cabeça é denominada gena. t. Nas espécies. segundo e terceiro par de patas.garra. y– cinco segmentos tarsais. O nono metâmero apresenta. . b– mandíbula. Tórax: ausência de asas. Dorsalmente a essa região localizam-se cerdas longas e robustas conhecidas como cerdas ante- Ahid. Podem apresentar ctenídeos abdominais. r. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.

46 - . o. Realiza-se a copula com a fêmea cavalgando o macho. a vesícula seminal é pequena. i. pupa e adulto. Fêmeas inseminadas e impedidas de se alimentar permanecem sem ovipor.vagina. Segue o pênis. do macho.M. S. há um par de testículos fusiformes ou ovóides. larva (3 larvas). ou no chão. seguida da cavidade bucal. tendo função valvular (Fig. .M. A forma abdominal pode ser usada para distinguir os sexos.epifaringe. A copula realiza-se poucos dias após a saída do casulo pupal.pigidiais. Nos macho. l. Esta se comunica com uma estreita bolsa copuladora e por último com a espermateca.ovário. e– palpos maxilares. gesôfago.bolsa copuladora. 2009. O aparelho reprodutor feminino é formado por 1 par de ovários. De metamorfose completa. O sangue aspirado segue por um esôfago delgado até o proventrículo. ovidutos e vagina. b– palpos.A . c– mandíbula.intestino médio (esôfago). f. em seus ninhos. 65). forrado de cutícula revestida por espinhos quitinosos orientados para a abertura do esôfago. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. k. de complicada estrutura. as pinças (claspers) do edeago.intestino posterior (ampola retal). p– espermateca.faringe.anus. a faringe onde se inserem músculos dilatadores que participam da sucção. Figura 66 . mas suportam jejum prolongado. q. seu ciclo passa por 4 estágios: ovo. Tanto machos quanto fêmeas são hematófagos. depositados sobre o hospedeiro. 67). n– orifício genital. onde ocorre a digestão sangüínea e absorção dos materiais nutritivos. Nas fêmeas é arredondado e no macho a face ventral é voltada para cima (Fig.. ou edeago. B . j. m. O número varia com a espécie.Aparelho digestivo de uma pulga fêmea: a.em destaque o bloqueio do proventrículo (h) quando a pulga está parasitada pela Yersinia pestis Biologia e comportamento: as pulgas vivem parte da sua vida sobre o corpo do seu hospedeiro de que se alimentam de sangue e. na qual integram 4 a 8 ovaríolos.glândulas salivares. em geral chega a produzir centenas durante sua vida. Morfologia interna: o aparelho digestivo. A ovipostura é parcelada. h. outra parte . O intestino médio (estômago).tubos de Malpighi. em seu ninho. A larva L1 possui um espinho na cabeça que auxilia no Ahid.proventrículo. 66).Segmento terminal: da fêmea mostrando espermatecas. onde se dá o desenvolvimento dos ovos. A eclosão pode ocorrer de 1 a 3 dias. d. Figura 65 . os canais deferentes são finos e longos. Os ovos são esbranquiçados e ovais. Completa-se em aproximadamente 25 a 30 dias (Fig.

Isto ocorre porque a casa fica fechada sem hospedeiros (cães e gatos).47 - .rompimento da casca do ovo. Não sugam sangue. a maioria pode sugar várias espécies de animais. irritans pode viver até 513 dias e Xenopsylla cheopis 100 dias. os adultos ingerem mais sangue do que necessitam. Uma pulga pode alimentar-se 2 a 3 vezes ao dia e cada repasto dura de 10 a 15 minutos. ápodas. pois. constituída de substância aderente que permite que pequenas partículas do substrato se colem e camuflem o casulo. vermiformes. Cápsula cefálica bem desenvolvida. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. As larvas são brancas. possuem apêndices locomotores. e ao 3º estagio tece um casulo. A longevidade dos adultos varia de espécie para espécie. Por esta razão. As pupas podem ficar aderidas aos pêlos de animais. quanto fêmeas podem sobreviver de dois meses a um ano sem se alimentar. Períodos de sobrevivência: Pulga do homem Pulga do cão Pulga do rato Sem alimento 125 dias 58 dias 38 dias Com alimento 513 dias 234 dias 100 dias Em relação ao tempo de associação da pulga com seu hospedeiro se distingue três modalidades de parasitismo: 1. . A importância epidemiológica das pulgas deve ser destacada em 3 níveis: como parasito podem provocar alergias infecções permitindo contaminação por fungos e bactérias e pela exanguinação provocada pela infestação intensa. Às vezes. Assim que a família retorna. Algumas espécies dão preferência a uma única espécie de hospedeiro.. depende da temperatura. Em aproximadamente 5 a 14 dias as pulgas adultas emergem ou permanecem em repouso dentro do casulo até a detecção de alguma vibração. Em condições de laboratório. Após a eclosão. mas podem passar sem alimentação semanas. S. a larva alimenta-se das fezes das pulgas adultas. pêlo e penas). aí se alojam e se alimentam (Tunga).M. são cegas e evitam a luz. 2009. com circulo de cerdas voltadas para trás. só o procuram para se alimentar (Pulex). umidade e da freqüência com que a pulga se alimenta. 3 . encontram a residência infestada por pulgas. Seu alimento consiste de detritos orgânicos (fezes das pulgas adultas. As fêmeas adultas não conseguem depositar ovos sem uma refeição. P.Ciclo biológico. famílias que viajam por um período razoável de tempo. que pode ser ocasionada pelo movimento de um animal ou homem e quando um animal deita-se sobre ela. A B Figura 67 -A . corpo com 13 segmentos. 2 – as que vivem sobre o hospedeiro e se alimentam intermitentemente (Ctenocephalides). mas os adultos. B.as que penetram na pele dos hospedeiros.as que vivem fora do hospedeiro. poeira e outras sujeiras. barulho ou pela presença de dióxido de carbono que significa que uma fonte potencial de alimento está presente. pele. porém.Larva de pulga: com a extremidade cefálica voltada para a direita. ela é atacada pelas pulgas que nasceram no período. Poucos minutos após a eclosão as pulgas buscam sua fonte alimentar. tanto machos. como vetores atuam permitindo a multiplicação de Ahid. Sofrem 2 mudas. quando voltam. A emergência pode ser ocasionada também pelo calor. aparelho bucal diferencia do adulto por ser do tipo mastigador.M.

Nos suínos os locais preferidos são as patas e o escroto. caninum. chiqueiros e praias. caracterizadas pela aparência no hospedeiro. Uma fêmea pode produzir de 150 a 200 ovos durante um período de 7 a 10 dias (Fig. tais como currais. O bicho-do-pé ou bicho-do-porco é uma pulga quando fecundadas tornam-se parasitos fixos. Das oito famílias de pulgas existentes no Brasil. como hospedeiros intermediários do Trypanosoma lewisi e do D. São espécies pequenas. . O abdome cheio de ovos inicia a eliminação pelo ovipositor. caracterizada por inchaços dolorosos localizados principalmente ao redor de onde o inseto penetrou sob as unhas do pé nas partes mais moles ou entre os dedos do pé. com suas partes bucais e aloja-se dentro do corpo do hospedeiro até que o último segmento abdominal esteja paralelo com a superfície da pele. 68). porco e outros mamíferos). TUNGIDAE: T. S. Figura 68 . mas geralmente adquire-se andando descalço em áreas infestadas.M. porém.Chave simplificada para a diferenciação das pulgas mais comuns de mamíferos e aves. segmentos torácicos curtos e ausência de cerdas ante-pigidiais e ctenídeos. O adulto possui coloração marrom avermelhada. Olho com pigmento preto. Algumas características morfológicas que permitem a identificação dessas espécies estão na chave simplificada para a diferenciação entre as pulgas comuns (Fig. apenas três apresentam espécies de importância medico veterinária. No entanto. Uma vez instalada inicia a sucção de sangue para o desenvolvimento dos ovos. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. 69).M. mal alcançam 1 mm de comprimento. 2009. dentro da pele do hospedeiro ocasionando a tungíase..agentes patogênicos a exemplo da riquetsia Bartonella e da bactéria Yersinia. Possuem palpos maxilares serrilhados. ficando estes na ponta de seu abdome. Provoca um intenso prurido.48 - . Biologia e comportamento: a fêmea adulta depois de fertilizada perfurar a derme do seu hospedeiro (homem. Ahid. pode-se pegar o bicho-do-pé em qualquer local do corpo. São as pulgas penetrantes dos mamíferos. penetrans. uma fêmea grávida pode chegar a medir o tamanho de uma ervilha.

ctenídeo pronotal e genal.fêmea penetrando na pele de seu hospedeiro.49 - . então fica murcha. As diferenças entre as espécies C. repleta de ovos. Esta pulga ataca vários hospedeiros. tais como. tais como chiqueiros e currais. Os bichos-do-pé só copulam no solo quando existe um animal hospedeiro. caninum). sendo encontradas em habitações de chão de terra. Pulga do cão (Ctenocephalides canis) Fêmea e macho possuem cabeça mais arredondada. e podem ser encontrados parasitando indistintamente cães e gatos. Encontrado. penetrans.M. Uma boa solução para diminuir a infestação é revolver aproximadamente 3 a 4 cm de terra dos locais infestados para possibilitar que o sol mate as larvas. felis e C. D – fêmea grávida. o gato e o cão. Apresenta olho. Pulga do cão e gato (C. Deve-se observar a seqüência das cerdas espiniformes na tíbia para auxiliar na diferenciação entre as duas espécies. 70). As larvas são de vida livre. É importante que o bicho-do-pé seja totalmente retirado de dentro da pele. O primeiro dente do ctenídeo genal é bem mais curto do que a da espécie C. penetrans: A – Larva. C. Tétano e gangrena podem resultar de infecções secundárias e existem registros de auto-amputação dos dedos dos pés. A pulga do gato serve como hospedeiro intermediário da tênia do cão (D.M. Cabeça mais alta no macho e mais baixa na fêmea. mas se não retirado pode ocasionar inflamação e úlceras localizadas. o homem. Apresenta olho. ctenídeo genal horizontal e ctenídeo pronotal vertical. B-macho. 2009. o rato. felis é a principal espécie de pulga que parasita cães. . Tratamento: o procedimento padrão para o tratamento do bicho-do-pé é removê-lo com uma agulha ou alfinete previamente esterilizado. Ambas podem parasitar o homem. felis felis. E – lesões no pé causadas pela fêmea grávida (bicho-do-pé) Após a postura total a fêmea. 2007) Ahid. além de alergia. Trate as áreas infestadas com inseticidas recomendados. È capaz de transmitir doenças ao homem.. Três ou quatro dias depois eclodem as larvas (apenas dois estágios) que se alimentam de matéria orgânica até puparem.Figura 69 – T. O adulto emerge em um período de 3 semanas. Sulco occipital mais acentuado no macho. que é transmitido ao animal quando este ingere uma pulga que contém o cisticercoide desse verme. Em certas regiões do Brasil. canis são proporcionadas pela quetotaxia do metepisterno (metapleura) e da tíbia posterior. felis felis). eventualmente parasitando caprinos e ovinos (SUASSUNA. mas sempre em locais sombreados. em solos arenosos e praias. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. O ataque pelo bicho-do-pé inicia com uma leve coceira. e é expulsa do hospedeiro sobre o solo. a C. S. Prevenção e Controle: evitar andar descalço ou ter contato direto com locais comumente infestados por T. O primeiro dente do ctenídeo genal é um pouco mais curto. PULICIDAE As Ctenocephalides são pulgas de carnívoros (Fig.

2. 2. mas não especificidade. mas não se alimenta (Fig. mais acelerado é o ciclo (pode ser de 21 a 150 dias). 4 .1. Deve-se tratar não só o animal. Quanto mais quente.1.2.2. canimum e as vezes está envolvida na dermatite por picada de pulga. Quetotaxia da tíbia posterior. mostrando a cabeça fortemente arredondada.M. 71). Ciclo Biológico: A oviposição é feita tanto no hospedeiro como no ambiente e nesse eclodem as larvas que permanecem no ambiente se alimentando de detritos e fezes das pulgas adultas (as larvas não são hematófagas). (Adaptação de Pratt & Stojanovic. As pulgas têm uma grande resistência à inanição.2).Figura 70 .C. 2009. entre os entalhes mediano e apical (3. como cães. Sua ocorrência é maior em casas muito velhas. quase tão longo. quanto o segundo espinho.C.. S.1.2. mas também o ambiente.1. Raramente é encontrada no rato. Ahid. com o primeiro espinho do ctenídeo genal. 3. felis: tíbia posterior mostrando única cerda dorsal forte.C.Ciclo biológico da Ctenocephalides spp. com uma cerda préocular colocada abaixo do olho e outra genal. Dela emergem os adultos (machos e fêmeas) que são hematófagos. 1960).C.50 - . Só fica no hospedeiro para se alimentar. Figura 71 . Não apresentam ctenídeo genal e pronotal.canis. a cerda espiniforme A pode estar ausente. . Pode estar envolvida na transmissão do D. Apesar de possuir o nome comum de pulga do homem ataca também outros hospedeiros. anteriormente.M. fortemente convexa anteriormente. sem tubérculos.canis: mostrando as duas cerdas dorsais fortes (A e B) entre os entalhes mediano e apical (3. cabeça em vista lateral. Uma única cerda longa na região pós-antenal (Fig 72). felis. gatos e porcos. durando cerca de 30 a 50 dias sem se alimentar e têm preferências. Mesopleura sem espessamento interno.). Fronte arredondada. Pulex irritans É uma espécie cosmopolita. cerca da metade do comprimento do segundo espinho. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. com o primeiro espinho do ctenídeo genal. As larvas produzem uma substância gosmenta que formará o pupário e essa pupa é o processo de transição de larva para adulto.

A maioria das espécies é terrestre. causar dor que podem durar alguns minutos. horas ou dias. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. destacando o pronoto e o escutelo. com 3 artículos na probóscida. encontram-se os percevejos do mato. ficam guardadas na bainha ou probóscida e. tais como.. Nessa ordem. Picadas no tornozelo e pernas podem. nas partes laterais da cabeça.1ºsegmento abdominal. . Estes últimos. tularemia e salmonelose). 75). Algumas pessoas sofrem uma reação severa resultante de infecções secundárias ocasionadas pelo ato de coçar a área irritada. Os hemípteros são achatados dorsa-ventralmente. 2009. transmitem viroses. as baratas d’água e os percevejos de cama. O abdome achatado dorsoventralmente pode distender-se durante a ingestão de volumes relativamente grande de sangue. O 1º par de asas é característico da ordem. B – Tunga penetrans. 74.1 2 Figura 72 – 1. mas também problemas de saúde. dermatites alérgicas.51 - . os barbeiros. este último como um triângulo dorsal situado entre a base das asas.tubérculo frontal. no entanto podem ser distinguidos dessa forma: a) entomófagos possuem a probóscida em arco. ORDEM HEMIPTERA Compreende insetos geralmente grandes e providos de aparelho bucal picador sugador. em algumas pessoas. cujos tarsos nunca possuem mais de 3 segmentos. C. o conexivo. irritans. onde se encontram todos os transmissores da doença de Chagas (Fig. 2: Observar a diferenciação morfológica entre Pulicidae e Tungidae. vermes e doenças causadas por bactérias (peste bubônica. quando fora do uso. que é pouco quitinizado (Fig. p. b) hematófagos. outros são entomófagos (sugam hemolinfa de outros insetos) e os hematófagos (que se alimentam de sangue de mamíferos e aves). dependendo da sensibilidade do indivíduo. uns fitófagos (se alimentam de seivas de plantas e possuem probóscida de 4 artículos). S. são peças pungitivas. Isto é possível graças às porções laterais do abdome. irritans: t: tórax. fa. Todos têm o tórax bem desenvolvido. possuem a probóscida retilínea. pois tem a parte anterior dura por ser coriácea e a parte posterior é membranosa (hemélitro). 73).T. A – P. No tórax estão implantadas as patas. mostrando o ovipositor. A reação típica da picada é a formação de uma pequena mancha dura. Cabeça da pulga P.M. ficam dobradas ventralmente. com 5 segmentos cada uma. penetrans: cabeça com peças bucais apresentando lacinias serrilhadas. avermelhada com um ponto em seu centro. Outra particularidade são as antenas com 3 a 5 artículos e estão implantadas em tubérculos anteníferos.M. onde os machos são distinguidos das fêmeas por possuir conexivo continuo na parte posterior e nas fêmeas é chanfrado. As pulgas não causam somente desconforto ao homem e seus animais domésticos. O dimorfismo sexual é facilmente confirmado. Ahid.

Figura 73 - Nomenclatura morfológica para a sistemática dos triatomíneos. A- adulto; B- Aspecto dorsal da cabeça; C- Aspecto lateral da cabeça; D- asa anterior; E- Aspecto dorsal do tórax;, em Triatoma; F- idem, em Eratylus. a- antena; b- clípeo; c- olhos compostos; d- região pós-ocular; elobo anterior do pronoto; f- lobo posterior do pronoto; g- escutelo; h- conexivo: i- asa (hemélitro); jocelo; k- tubérculo antenifero; l- juga; m- gena; n, o,p, 1º, 2º e 3º da probóscida; q- coreo; rmembranosa; s- espinho anterior do pronoto; u- tubérculos pronotais anteriores; v- carena; x- ângulo póstero-lateral do pronoto espinhoso; y- processo apical do escutelo.

A- Fitófago, aparelho bucal B- Predador, aparelho bucal reto e ultrapassa o 1º par de curto e curvo patas

C- Hematófago, aparelho bucal reto e não ultrapassa o 1º par de patas

Figura 74 - Diferenciação dos tipos de hemípteros segundo seu hábito alimentar: O ciclo de desenvolvimento destes insetos compreende a fase de ovo, ninfa (5 estágios) e adulto (Fig. 76). Na fase adulta após a primeira alimentação estes insetos já estão aptos ao acasalamento. A fêmea deposita seus ovos individualmente ou em grupos durante o seu período de vida, variando conforme a disponibilidade de alimento e condições ambientais.

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Rhodniusinserção das Panstrongylus- inserção das Triatomainserção das antenas na parte mais extrema antenas bem próxima aos antenas entre os olhos e ponta da cabeça olhos extrema da cabeça Figura 75 - Diferenciação dos três principais gêneros de triatomíneos. Algumas espécies estão bem adaptadas ao ambiente domiciliar humano sendo responsáveis por muitos casos de transmissão da doença. São conhecidos cerca de 100 espécies destes percevejos e o protozoário T. cruzi responsável pela doença de Chagas já foi encontrado infectando metade destas espécies, porém cerca de 12 espécies são epidemiologicamente importantes para o homem. Geralmente encontramos estes insetos em casas de "pau-a-pique" e de barro, as quais possuem muitas frestas para abrigarem estes insetos.

Figura 76 – Ciclo: Ovo - Ninfa 1, N 2, N 3, N 4, N 5, Adulto (fêmea ou macho). A cobertura destas casas também pode abrigar uma grande quantidade destes insetos hematófagos. O protozoário T. cruzi já foi constatado infectando naturalmente cerca de 200 espécies de mamíferos, como por exemplo, os morcegos, gambás, ratos, pacas, tatus, tamanduás, cães, gatos, raposas, cotias, preás, preguiças, macacos e coelhos dentre outros. Estes são reservatórios naturais do protozoário T. cruzi.

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CLASSE ARACHNIDA: SUBCLASSE ACARI
Esta classe compreende os artrópodes que não possuem antenas nem mandíbulas. Diferem da classe Insecta pelo fato do adulto ter quatro pares de patas e o corpo serem composto de cefalotórax e abdome. As peças bucais são modificadas e apresentam 2 pares de apêndices: quelíceras e palpos. A subclasse Acari, a qual pertence os carrapatos e outros ácaros, apresentando diversidade de hábitos e habitat. Os carrapatos são primariamente parasitos externos (ectoparasitas) e animais silvestres e a maioria dos vertebrados terrestres está sujeita ao seu ataque. Atualmente, são conhecidas cerca de 800 espécies de carrapatos em todo o mundo parasitando mamíferos, aves, répteis ou anfíbios. Os ácaros ectoparasitas de mamíferos e aves alimentam-se de sangue, linfa, resto de derme ou secreções sebáceas que ingerem ao perfurar a pele. Causam grande irritação ao homem e a outros hospedeiros, devido à dor produzida por suas picadas. A subordem Ixodides, dos carrapatos verdadeiros, compreende duas famílias: 1. IXODIDAE: os Ixodídeos, denominados "carrapatos duros", se caracterizam por possuírem o capitulo (= falsa cabeça), na extremidade anterior do corpo; pela presença do escudo dorsal e pela localização dos estigmas respiratórios após o IV par de patas. Neste grupo está incluída a maioria dos carrapatos de interesse medico-veterinário.

2. ARGASIDAE: os Argasídeos, também conhecidos como "carrapatos moles", recebem esta denominação porque não possuem escudo. Nesta família estão os carrapatos de aves.

Figura 77 – Esquema do Argasídeo. Morfologia externa: os carrapatos são os maiores acarinos e seu corpo é achatado dorsoventralmente, de contorno oval ou elíptico, a superfície dorsal ligeiramente convexa. É revestido por tegumento coreáceo e distensível, a fêmea aumenta consideravelmente de tamanho e peso. Em Ixodidae os machos são geralmente menores que as fêmeas e, mesmo após alimentação, aumentam pouco o peso; o dimorfismo sexual é acentuado. Em Argasidae, os machos têm tamanho semelhante aos das fêmeas e o dimorfismo sexual é discreto. Algumas estruturas que constituem o conjunto das peças bucais bem quitinizadas reunidas em uma estrutura única denominada capítulo ou gnatossoma. O capítulo estar inserido em uma depressão entalhada na borda anterior do corpo, no caso da família Ixodidae, porém localizado na face inferior do corpo, em adulto e ninfas da família Argasidae. Como não há um cefalotórax distinto, pois se funde ao abdome e aos demais segmentos em uma peça única, o Idiossoma (Fig. 78). O capítulo apresenta as seguintes partes: a base do capítulo, o hipostômio, as quelíceras e palpos (Figura 79). A base do capitulo apresenta contorno hexagonal ou quadrangular. E na face dorsal das fêmeas de Ixodidae duas áreas deprimidas, as áreas porosas. O hipostômio é situado abaixo das quelíceras, é um prolongamento da parede ventral do capitulo. Na porção apical do - 54 -

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hipostômio pode ter forma espatulada ou lanceolada, apresentando dentes recorrentes para manter-se fixo a pele.

B

Figura 78 - Morfologia simplificada dos carrapatos: A- Vista dorsal; B- Vista ventral. O Número de dentes e número de fileiras permite a utilização de uma fórmula dentária como característica taxonômica entre as espécies. Formam um sulco dorsal, para permitir o fluxo da saliva e do sangue do hospedeiro. As quelíceras são duas lâminas armadas com dígitos móveis adaptados para cortar. Cada quelícera é protegida por uma bainha. Os palpos são apêndices sensoriais com 4 artículos, situados lateralmente ao hipostômio (Fig. 79). Quando juntos, protegem a face posterior do hipostômio e quelíceras. Nos Argasideos os palpos são pequenos e têm a forma das pernas, e os segmentos são livres. Nos Ixodídeos são visíveis, os segmentos fusionados. Os carrapatos antes de se alimentarem caminham sobre o hospedeiro, e com auxílio dos palpos identificam a área corpórea onde cortam, dilaceram a pele com os dígitos das quelíceras e introduzem as quelíceras e o hipostômio. O hipostômio com auxílio dos dentes recorrentes, atua como órgão fixador do carrapato durante todo o tempo do ingurgitamento.

Figura 79 – Morfologia do Gnatossoma: Rhipicephalus (Boophilus) microplus: A: Vista dorsal; BVista interna; C- Vista ventral. (Guimarães et al, 2001). O Idiossoma (Fig 79b), de forma oval, achatado nos exemplares não alimentados e, globular nos ingurgitados. Face dorsal nas espécies da família Ixodidae, é caracterizada pela presença de um escudo dorsal (Fig. 80), que recobre quase toda a superfície dorsal nos machos, e nas fêmeas, ninfas e larvas, suas dimensões são menores, e ocupar somente a porção anterior do corpo. São
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No escudo dos Ixodidae encontram-se desenhos e ornamentações de valor taxonômico. sulco anal. . na lateral marginal do escudo. S. 2007). desenhos ou manchas ornamentando a superfície. etc. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Diversos sulcos podem ser observados na margem superior dorsal dando aspecto festonado a margem posterior do corpo de alguns gêneros. Ahid. de posição mediana anterior rodeando o orifício anal. de situação mediana posterior. Nos machos dos gêneros Rhipicephalus e Ixodes. Ahid. Figura 80 – Diferenças básicas entre capítulos e escudos dos principais gêneros de carrapatos. podendo contornar o ânus e adanais. de forma curva. Na família Argasidae não há escudo nos adultos e ninfas e vestigial nas larvas..M. triangular. situadas lateralmente ao ânus. depressões puntiformes. apresenta-se com uma abertura em fenda longitudinal entre 2 valvas quitinosas. Face ventral do idiossoma está implantada os pares de patas.56 - . São observados festões marginais dos Ixodidae (Fig. 2009. Figura 81 – Fêmea Ixodidae ingurgitada: C – vista dorsal.M. abertura genital. C. O ânus. Os olhos simples quando presentes situam-se. D – vista ventral. as placas estigmáticas. 81). em vírgula. A forma do espiráculo pode variar de redondo.Vista dorsal de macho de Rhipicephalus microplus. nos Ixodidae.observadas também. Vista ventral de Amblyoma parvum: B – com destaque para ao poro genital e orifício anal. na linha média encontra-se a abertura anal. e sulco ano-marginal. oval. próxima às bordas laterais.em destaque o peritrema estigmatico (Suaasuna. possuem placas ventrais: mediana. situados anteriormente a coxa IV nos Argasidae e após o IV coxa nos Ixodidae. anal. A B C Figura 79b – Idiossoma: A . Pode haver os sulcos genitais.

. Estes se distendem à medida que os carrapatos se alimentam até ocuparem todo o espaço interno do idiossoma. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.M. Na face dorsal dos tarsos do 1º par de patas dos Ixodídeos encontra-se uma depressão com cerdas sensoriais chamado de órgão de Haller. Figura 82 . i. longos e sinuosos.intestino médio. Após a fecundação.reto.57 - . gesôfago. cuja função é de detectar umidade e como órgão olfativo. e continua com a faringe fusiforme que funciona como um órgão de sucção do sangue durante a alimentação do carrapato.Aparelho digestivo de um carrapato: a. este coloca seu hipostômio e quelíceras na abertura genital da fêmea para permitir a entrada dos espermatozóides.intestino posterior. Nos acarinos parasitas permanentes. Os acessórios do sistema digestivo são as peças bucais e glândulas salivares em cachos (Fig. S. gênu. o espermatóforo. Sistema circulatório dos carrapatos não difere dos demais artrópodes.. O sistema respiratório dos acarinos de vida parasitaria temporário é do tipo traqueal.M. f. Na base das garras principalmente dos Ixodídeos se ver uma expansão em forma de disco. de acordo com acarino é realizado pelas glândulas cutâneas ou pelas glândulas coxais. Ao reto desembocam dois tubos de Malpighi. h. a respiração é cutânea. o ovário aumenta de volume considerável. proporcionalmente inverso quando na fase de ninfa e adulto. o pulvilo. e.divertículos posteriores. Como o macho não possui órgão copulador. d. como ocorre com o gênero Amblyomma. Sistema reprodutor (Fig.As pernas. cuja secreção é eliminada durante a alimentação e nos Argasideos tem a função de eliminar água e sais ingeridos com o sangue do hospedeiro. j. e os espermatozóides ficam em massas envolvidas por uma delicada membrana. os respectivos dutos ejaculadores e glândulas anexas. É seguida por um curto e delgado esôfago até o intestino médio (estômago). Durante a copula.divertículo retal. tíbia e tarso. Morfologia Interna e Fisiologia: Sistema digestivo: a cavidade bucal é limitada pelas peças bucais e sua cavidade. o macho e a fêmea se juntam através de suas respectivas faces ventrais. 84): são dióicos. cuja hemolinfa banha todos os órgãos. O tempo de oviposição varia com a quantidade de alimento ingerido Ahid. cada um com um par de gônadas. Quando larvas se alimentam mais de liquido intersticial que sangue e.glândula salivar. Cada um compreende: coxa. compreende um coração rudimentar e pequeno. Esta porção se caracteriza por apresentar vários divertículos. como dito anteriormente. Existem varias espécies que possuem a capacidade partenogenéticas. O intestino posterior retorna a situação de tubo delgado e mediano. 82). terminando em fundo cego. em número de 4 nos adultos e na ninfa.divertículos laterais. Entre o 1º e o 2º par de patas encontram-se as glândulas coxais. sexos separados. b.83. dilatando-se apenas para constituir o reto. fêmur. reduzem para 3 pares quando na fase de larva. k. e a medida que os ovos evoluem vão sendo eliminados. O material ingerido é diferente conforme a fase de vida. onde parte uma rede de traquéias ramificadas que se abre para o exterior através de 1 par de aberturas espiraculares situadas ventralmente em duas placas estigmáticas localizadas após o IV par de patas nos Ixodídeos e entre o III e IV par de patas nos Argasídeos.divertículos intestinais anteriores. Somente no interior do aparelho genital feminino é que os espermatozóides adquirem mobilidade e fertilizam os óvulos. O excretor onde ocorre a eliminação dos líquidos. 2009. na face ventral ou na face dorsal. c.faringe. trocânter. Na extremidade de cada uma tem um pedúnculo curto ou longo no qual estão inseridas duas garras.tubo de Malpighi. O sistema termina no ânus.

(Ahid. espermioduto. 2008) Figura 84 – Estrutura de uma evolução de um carrapato Ixodídeo. Figura 83 – Aparelho genital: Feminino: l. Gnatossoma com base retangular. De acordo com a espécie o número de ninfas pode alterar. Ahid. causada pelo Rickettsia rickettsi. Peritremas com aspecto triangular com ângulos arredondados. A. Rostro longo. em qualquer fase de sua evolução. 2009. é um ixodídeo de rostro longo e com o segundo segmento do palpo pelo menos duas vezes mais longo do que largo. festões marginais presentes e escudo ornamentado.vagina. arredondado anteriormente e apresenta desenhos de cor castanho-avermelhado sobre um fundo mais claro.. órgão de Gené. devido a mancha prateada que os machos trazem no escudo.útero. que embora parecidas com os adultos. Festões marginais presentes. S. possuem um par de olhos simples. É a espécie de Amblyomma mais importante. por sua distribuição geográfica e por parasitar grande número de animais domésticos e silvestres.ovários. Cd. . o. Machos desprovidos de placas anais.pela fêmea. É o vetor da Babesiose eqüina no Brasil e da Febre Maculosa no homem. que se desenvagina no momento da ovipostura e produz uma substância aglutinante que impermeabiliza os ovos e os mantém próximos. Neste gênero. Constituído por 102 espécies no mundo.58 - . Imagem: Teleógina em ovipostura FAMÍLIA IXODIDAE O gênero Amblyomma. n.canal deferente. No Brasil é conhecido como Carrapato do Cavalo ou "Carrapato Estrela". A eclosão depende das condições do ambiente. na América Central. Esta espécie comumente ataca o homem em enormes quantidades nas estações secas e frias.M. O hospedeiro preferido da fase adulta é o cavalo e o boi. Spr. mas em torno de 40 dias emergem as larvas. Coxa I com dois espinhos desiguais. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Essa por sua vez possui uma glândula situada acima do capitulo.testículos. Masculino: T.glândula acessória. O escudo da fêmea é triangular. uma zoonose que circula entre carrapatos e hospedeiros vertebrados.M. não possuem os órgão reprodutores. 85). Escudo do macho com ornamento prateado. Colômbia e Brasil. contem os carrapatos maiores e mais ornamentados.ovidutos.orifício genital. p. que após alimentar-se mudam para ninfas. m. cajennense Carrapato de olhos brilhantes (Fig. q. Hipostômio com três fileiras de dentes de cada lado. no Brasil há 33 espécies.

S. durando esta fase de parasitismo aproximadamente 5 dias. 86). cai no chão e realiza a segunda muda. a ninfa se fixa e inicia um período de alimentação de aproximadamente 5 a 7 dias quando. se solta do hospedeiro.59 - . Seu período máximo de atividade é observado durante os meses de julho a outubro podendo também ocorrer durante o ano todo dependendo das condições ambientais do local onde está ocorrendo. cajennense necessita de três hospedeiros de espécies iguais ou diferentes para completar seu ciclo de vida.escudo. "carrapato pólvora" e "carrapatinho”. As larvas ou as ninfas desses carrapatos são denominadas de "micuins". 2009. Ahid. dependendo das condições climáticas. Ap – área porosa. que ocorre em um período médio de 25 dias. A ninfa pode aguardar em jejum pelo hospedeiro por um período estimado de até um ano.Figura 85 – A. completamente ingurgitada. Todas as mudas ocorrem no solo. Encontrando o segundo hospedeiro. para realizar uma muda para o estágio ninfal.M. as larvas desprendem-se do hospedeiro. Amblyomma O carrapato A.M. vista ventral do macho. Após este período. Es. Fe – festões marginais. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.. fêmea.Ciclo evolutivo de um carrapato de três hospedeiros. Figura 86 . As larvas podem permanecer no ambiente até 6 meses sem se alimentar (Fig. que pode variar de um a três anos. caem no chão e buscam abrigo no solo. OI – olhos. estas iniciam o repasto. . Após a fixação das larvas no hospedeiro. Vista dorsal de macho. cajennense.

lembrando dial de telefone (Fig. mostrando células caliciformes. Peritremas ovais salientes bem características. Os ovos são avermelhados. podendo. 88). Palpos curtos. encontram-se aptos a realizarem seu terceiro estádio parasitário. observada durante os meses de outubro a março no sudeste brasileiro. pode permanecer sem se alimentar. Hipostômio com 4 fileiras de dentes recorrente de cada lado. Escudo sem ornamentação. com presença de células caliciformes. Carrapato de único hospedeiro. agentes da babesiose eqüina. vista dorsal. olhos presentes. Os adultos copulam dois dias depois de sua emergência e assim permanecem (in cotu) até o desprendimento da fêmea. moderados em largura (Fig. As transformações de larva a adulto ocorrem sobre o mesmo hospedeiro. a fêmea se solta da pele e cai no solo onde inicia uma nova geração. Rhipicephalus sanguineus . De Diamant & Strickland. 87). Sulcos marginais ausentes nas fêmeas (Fig. S.. de coloração castanho-avermelhada. C– placa estigmática do macho. acasalam-se e a fêmea fertilizada inicia um processo de ingurgitamento que finda num prazo aproximado de 10 dias. ser encontrado em qualquer parte do corpo. (1965). Dermacentor (Anocentor) nitens: Carrapato da Orelha dos Eqüinos . Tem contorno arredondado nas fêmeas. também registrado em bovinos. coxas de tamanho crescente do primeiro ao quarto par de patas. caballi e B. Figura 87 – Gnatossoma: A– do macho.60 - . De Lopes & Macedo (1950). 2008). Quando isto acontece.M.M. Supurações predispõem ao parasitismo por miíases. Imagem de fêmea recém emergida (Ahid. Esta fase. em fortes infestações. Base do capitulo retangular. Esta ingurgita entre 9 a 23 dias e inicia a postura de 3 a 15 dias após a queda. fazem um repasto tissular e sanguíneo. machos e fêmeas fixam-se. equi. Após este período. nitens (Neumann): macho. O local preferido de infestação é a orelha e divertículo nasal. É a única espécie conhecida do gênero. por um período de até 24 meses. aguardando o hospedeiro. Figura 88 – A. ovelhas. cabras. vista dorsal. B– da fêmea. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Neste ambiente.Carrapatos em cães no Brasil Ahid.Após um período de aproximadamente 25 dias emergem um macho ou uma fêmea jovem que. completa o ciclo biológico da espécie e indica a ocorrência de uma geração anual da espécie. em 7 dias. onça pintada. no macho é de cor castanha escura. Parasita cavalos. Coxa I bífida em ambos os sexos. cervídeos e cão. É um dos principais vetores da B. asnos e mulas. . 87). 2009.

Uma seria através de tratamentos carrapaticidas diretamente no ambiente. ts – tarso. três a quatro aplicações com intervalo de 14 dias são suficientes. Espécie de grande importância veterinária. Esse é um carrapato típico de três hospedeiros (larvas. "Carrapato vermelho do cão". sanguineus. no pavilhão auricular e nos espaços interdigitais. tr – trocanter. apenas R.M. entre o coxim plantar e as orelhas do cão. espalhando-se pelas habitações. Quando não existem outras áreas infestadas por perto. ninfas e adultos vivendo em hospedeiros separados). sendo de difícil controle. Borda posterior com festões marginais. vista ventral. em altas infestações. incluindo os agentes da babesiose. sanguineus. Isto é viável para cães confinados em pequenas áreas. em qualquer fase de desenvolvimento. Sabendo-se que 95% da população de R. pescoço e patas. comuns em cães no nosso país. mesmo após diversas infestações. em grande número. o único vetor. . Hipostômio com três fileiras de dentes de cada lado. quase todas com origem na região Afrotropical. 89).M. Seu ataque causa grande irritação e desconforto nos animais. freqüentemente abrigando-se em frestas e forro dos canis. Na fase parasitária. é o R. sanguineus. também possam atingir níveis insuportáveis em pouco tempo. há duas formas de se atingir essa população. O fato de apresentarem de 2 a 3 gerações por ano e de poderem completar seu ciclo de vida tanto em ambiente domiciliar como peridomiciliar. cx . macho. ge – genu. sanguineus é vetor de diversos patógenos de importância para os cães. Base do gnatossoma hexagonal. O gênero Rhipicephalus abrange aproximadamente 70 espécies de carrapatos.61 - . ti – tíbia. fe – fêmur. Tanto os adultos como as formas imaturas são altamente específicas ao seu hospedeiro natural. comprovado cientificamente.R.Carrapato marrom do cão (Fig. encontra-se amplamente distribuído em todas as regiões zoogeográficas do mundo. da hemobartolenose. Os adultos preferem instalar-se na pele. larvas e ninfas são encontradas notadamente no pescoço e outras regiões anatômicas do cão e as fases adultas. O R. vista dorsal. são transmissores da Babesia e Erlichia. Com escudo sem ornamentação. debaixo de móveis e outros locais. Figura 89. única espécie do gênero nas Américas..coxa. faz com que as populações do parasito. Coxas I armadas de espinhos. encontrado com freqüência na orelha. o cão. Uma característica é a ausência de resistência de cães ao carrapato. Todavia. Os adultos têm uma forte tendência para escalar muros e cercas. Particularmente no que diz respeito a babesiose e à erliquiose. Escudo dorsal de cor castanha com margens esbranquiçadas. 2009. Estes produtos devem ser reaplicados com base nos períodos de eficácia Ahid. da hepatozoonose e da erliquiose. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Peritremas em forma de vírgula. as três fases evolutivas do carrapato podem estar presentes em quase todo o corpo do hospedeiro. no ambiente. No ambiente é visto nas frestas e buracos das instalações. Eles desprendem-se dos cães. De Pinto (1938). sanguineus encontra-se no ambiente e apenas 5% no animal. Machos com duas placas adanais triangulares e duas vezes mais longas que largas. comumente encontrado parasitando o cão e outros mamíferos e aves. encontrados às vezes em grandes números. Destas. com perdas de sangue. S.

o corpo termina em ponta aguda. pela: a) ingestão de sangue (uma fêmea pode ingerir até 2 mililitros de sangue durante sua alimentação sobre o hospedeiro) que. Figura 90 .M. bovis (babesiose) e Anaplasma marginale (anaplasmose). por causa das cicatrizes irreversíveis ocasionadas durante a alimentação. Os prejuízos à pecuária brasileira. em virtude das perdas econômicas que causa aos produtores. gatos. Espécie muito abundante. Placas peritrematicas circulares. burros. d) pela redução da qualidade do couro do animal. preguiças.preconizados. parasitando predominantemente os bovinos. nos bovinos. Aparelho bucal curto. dependendo do número de infestações. e b) quando as larvas oriundas de ovos dessa fêmea conseguem alcançar um hospedeiro suscetível. superam a um bilhão de dólares anualmente. principalmente. A fase não parasitária começa com a fêmea fecundada e alimentada.Carrapato de Bovinos Tem corpo pequeno. 2009. promovendo diversas alterações e conseqüências fisiológicas. cavalos. Tais prejuízos. Por exemplo. podendo infestar também búfalos. excepcionalmente ataca o homem.placas adanais. podem acarretar a morte de bezerros e mesmo de animais adultos. cães e porcos. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. suas larvas morrem sem alcançar um hospedeiro adequado. Imagem do macho (AHID. Pc – prolongamento caudal. Na -ânus. Capitulo hexagonal. S. cabras. e a parasitária.M. coelhos.sulco anal.. com destaque das placas adanais. b) pela inoculação de toxinas nos hospedeiros. cervos. sanguineus abrangem casas vizinhas medidas de controle entre os vizinhos devem ser tomadas em conjunto Rhipicephalus (Boophilus) microplus . caindo ao solo para realizar a postura. verificadas por ocasião de seu beneficiamento no curtume.Face dorsal do macho e da fêmea. Apesar de ser encontrado com freqüência e em altas infestações em determinados locais. pode comprometer a produção de carne e leite. Pa .orificiogenital. Ahid. Ciclo biológico: só utiliza um hospedeiro em seu ciclo evolutivo. capivaras. Hipostômio mais logo do que os palpos. veados campeiros. Machos com 4 placas adanais longas.62 - . se o produto apresenta um período de eficácia maior que 95% sobre o hospedeiro por 15 dias. Peperitrema. que se realiza no solo e na vegetação. O carrapato do bovino é um ectoparasita de enorme importância na pecuária nacional. camelos. são evidenciados. ausentes. realizada no corpo do hospedeiro. sem ornamentações (Fig. Face ventral do macho: Og. como a inapetência alimentar. Em infestações pesadas. . c) pela transmissão de agentes infecciosos. Quando as infestações por R. e apresenta duas fases: a de vida livre. então deve ser reaplicado a cada 15 dias. Sulco anal e festões marginais. ovelhas. ou ainda. 2008). principalmente da Tristeza Parasitária Bovina (TPB) causada pelos protozoários Babesia bigemina e B. 90). As . e termina em uma das alternativas: a) quando a fêmea morre antes da postura ou produz ovos inférteis.

as fêmeas depositam no ambiente. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. inicia-se com a fixação das larvas em hospedeiro susceptível e termina quando os adultos incluídas as fêmeas fecundadas e alimentadas. eclode a grande maioria das larvas. as fêmeas ingurgitam. Os machos permanecem no hospedeiro por várias semanas ou meses. introdução de espécies de gramíneas com poder de repelência e ou ação letal ao carrapato. desprendem-se desse hospedeiro. a perda de umidade e protegendo-se da incidência direta dos raios solares. dá origem às ninfas. A fase parasitária compreende menos de 10% da vida do carrapato e é adaptada para alimentação sangüínea no hospedeiro. até anos. permanecem inativas na vegetação do solo por vários dias enquanto sua cutícula endurece e então quando estão aptas a infestar os animais. podendo se alongar quando essas se tornam baixas. Muitos morrem antes mesmo de encontrar seus hospedeiros. originam-se os adultos. em torno de: Rhipicephalus (Boophilus) microplus 2000 a 3000 Amblyomma cajennense Cerca de 5000 Rhipicephalus sanguineus Cerca de 3000 Dermacentos (Anocentor) nitens Cerca de 3500 As larvas ao saírem do ovo já possuem um aspecto semelhante ao do carrapato adulto. dentro de cada espécie. aguardando a passagem dos hospedeiros. 2009. a quantidade de ovos desovados pelas fêmeas dos carrapatos. e procuram locais abrigados no solo dando início à fase de vida livre do ciclo biológico. CO2 e vibração do ar devido ao movimento dos animais hospedeiros. há Ahid. geralmente pequenos mamíferos e aves que habitam no solo. por sua vez. desprendem-se do hospedeiro. milhares de ovos dos quais. alteração de microclima. porque. em função da forma de crescimento e características específicas de cada uma. em geral. As larvas podem detectar odor. ninfa e adulto (estágios móveis e hematófagos). Após a última muda. em países tropicais. calor. Apesar de poderem detectar a proximidade do hospedeiro na vegetação. A maioria das espécies de carrapatos é silvestre e habita florestas e pastagens. Controle fora do hospedeiro. O tempo necessário para que o carrapato complete o seu ciclo biológico depende do tipo de ciclo e das condições climáticas. Na vegetação..M. Em média. Ao contrário dos insetos. fica agrupada evitando. são imaturas sexualmente.63 - . As fêmeas só se ingurgitam completamente após o acasalamento. Exceto para Ixodes. em países de clima frio. São necessários um ou mais hospedeiros para completar seu ciclo de vida que consiste em três fases: larva. também são muito resistentes e são capazes de passar longos períodos em jejum. estando sujeitos a predação e a condições climáticas adversas. Para compensar a restrição imposta à fase de vida livre do seu ciclo biológico. depende da temperatura. Em função do ciclo biológico. A quantidade de ovos postos por fêmea. Ainda que pouco utilizado. desse modo. iniciam o processo de subida e descida em direção ao ápice das plantas ao redor do local onde nasceu.M. está relacionada com o seu respectivo peso. Após uma muda. O tempo de duração deste período. Poucas espécies são encontradas em ambientes restritos. uso de agentes biológicos etc. Algumas espécies de forrageiras têm influência na sobrevivência das larvas nas pastagens. Biologia e Comportamento dos carrapatos. . existem duas alternativas para o controle: fora do hospedeiro e sobre o hospedeiro. podendo variar de alguns meses. até encontrar condições favoráveis ao parasitismo. é necessário que haja contato físico com o mesmo para que eles sejam transferidos e iniciem a fase parasitária. os carrapatos dispersam-se muito pouco percorrendo distâncias muito curtas. As larvas. pode ser realizados por meio de rotação de pastejo. S. Após o acasalamento. dentro de cada grupo de carrapato.A fase parasitária. com duração média de 23 dias. como ninhos e tocas de seus hospedeiros. algumas vezes acasalando-se com várias fêmeas. implantação de lavouras. parasitando várias espécies de animais hospedeiros. a cópula dos ixodídeos ocorre sempre no hospedeiro.

dorsal (pour-on e spot-on) ou injetável. A maioria das espécies. tipo de criação. quanto na freqüência de aplicação. A implantação de lavoura. A utilização dessa prática é uma alternativa viável no combate ao carrapato. Os adultos acasalam-se fora do hospedeiro e a fêmea realiza postura após cada repasto sanguíneo. galinheiros. destacam-se o capim-gordura. Nesse caso. deve-se proceder o teste de sensibilidade dos carrapatos aos carrapaticidas. A escolha e o uso correto. pode selecionar a mais resistente e/ou os animais mais resistentes dentro da mesma raça.M. o cruzamento entre raças e a seleção entre e dentro de raças. Vive nas frestas e buracos dos galinheiros e nos troncos de árvores. para a indicação correta de qual produto usar. sendo também encontrada em pombos. 91). Outras formas de controle. com o objetivo de recuperação de pastagens. hoje disponíveis. as formamidinas. A vacina disponível no mercado (GavacÒ ) é um antígeno recombinante.formação de um microambiente. os habitats dos argasídeos estão intimamente associados àqueles relacionados ao homem e animais domésticos: pocilgas. patos e pássaros silvestres. Além de parasitando galinhas. machos e fêmeas estéreis. pombais. a dose por animal. garantindo ainda a obtenção de alimentos saudáveis. A aplicação desses produtos é feita por meio de pulverização. tanto nas concentrações e na dose por animal. pela ausência de animais na área. 2009. denominado de "biocarrapaticidograma". aplicado de forma correta.. . imersão. o produtor. como a concentração. Em geral. número de animais. Carrapato de Galinha Argas miniatus É a espécie brasileira de carrapato de aves. S. A utilização da resistência natural do bovino ao carrapato tem por base as raças resistentes. os estilosantes (Stylosanthes spp. Recomendam-se aplicações com intervalos de 14 a 21 dias para os produtos convencionais (piretróides). com resultados satisfatórios na redução de até 65% do número de teleóginas dos animais. a carência para o abate e ordenha. disponível no mercado. ninfas e adultos alimenta-se muito rapidamente (cerca de 30 a 40 minutos). ou cabanas rústicas. Vários são os grupos químicos de carrapaticidas. Os produtos carrapaticidas constituem uma opção que melhor resultado oferece ao produtor no combate ao carrapato. como o uso de feromônios associados a substâncias tóxicas. enquanto as larvas fixam-se em seus hospedeiros por aproximadamente 7 a 10 dias. Controle sobre o hospedeiro É feito pelo uso de raças resistentes. ao explorar raças taurinas. ninfas (vários estágios) e adultos. saindo à noite para sugar os hospedeiros. larva. Cada método apresenta suas vantagens e desvantagens e a escolha depende da região geográfica. assim como a mudança de produto quando necessária. O ciclo de vida compreende ovo. são fatores preponderantes para a obtenção de resultados esperados.). entre outros fatores. que resulta em repelência ou morte das larvas. no caso das avermectinas.M. os piretróides e as avermectinas. como os organofosforados. O primeiro sinal do aparecimento da resistência é quando um produto. manejo. mecanismos genéticos. de uma vacina biológica GavacÒ. é uma prática que indiretamente auxilia o controle do carrapato. nas condições brasileiras em campo. Assim. podem alimentar-se no mesmo animal várias vezes ou em vários animais (da mesma espécie ou não) durante seu ciclo de vida e se reproduzem continuamente ao longo do ano. o andropógon. Para cada produto. e de químicos (carrapaticidas). Dentre estas. A maioria das espécies está associada às aves. Antes de cada muda ocorre um repasto sangüíneo salvo raras exceções em que pode ocorrer duas refeições em ninfas antes da ecdise. FAMÍLIA ARGASIDAE Família Argasidae (Fig. não causa a morte dos carrapatos. livres de resíduos e a preservação do ambiente. O Argas tem hábitos noturnos. devem-se respeitar as recomendações do fabricante. Os argasídeos que vivem em um habitat relativamente estável. voltando Ahid. Este gênero é mais abundante nas regiões áridas que apresentam longas estações secas.64 - . estão em fase de experimentação e ainda não constituem alternativas viáveis ao controle desse parasito. o capim-elefante. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.

. Otobius megnini: carrapato espinhoso da orelha (Fig. As toxinas desses carrapatos podem determinar paralisia nos animais. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. O adulto não é parasito e vive em esconderijos. O ciclo (Fig. Infestações pesadas podem matar as aves por exanguinação. A – vista dorsal. por mais ou menos 6 meses. Após o acasalamento. Os adultos podem viver por vários anos. B – vista ventral. Figura 91 . O período de incubação dos ovos é em torno de 20 dias. S. assim no adulto passa ser vestigial. Fêmea.Argas miniatus (Koch). caninos. Estes não se alimentam e a após a copula. num total de 700 ovos por fêmea. a fêmea realiza de 8 a 10 posturas. a fêmea inicia postura parcelada. O estádio adulto possui uma constrição ao nível do IV par de patas dando-lhe um aspecto de violino. Podem atacar o homem e sua picada causa intensa dor.Ciclo de biológico: Argas sp. onde ocorre a copula. Não possuem olhos. Figura 92. Hipostômio bem desenvolvido e apical no estádio de larva e a medida que vai evoluindo vai regredindo e migra para a face ventral. 93). Parasita de ruminantes. Este carrapato é o vetor da Borrelia anserina e Aegyptanella pullorum entre as aves. e a fêmea pode realizar várias posturas sem nova cópula. cada postura é precedida de nova sucção. suínos. Quando na fase de larva e de ninfa parasitam a orelha permanecendo fixos nas áreas livres de pêlos. 92) envolve um estádio larval e pelo menos dois estádios ninfais. intercaladas com repastos sanguíneos.M. no solo. 2009. mas antes.aos esconderijos assim que ingurgitados. A cópula ocorre fora do hospedeiro.M. felinos. Ahid. De Pinto (1938). animais silvestres e o homem. eqüinos. .65 - . Tem o tegumento verrugoso quando adulto e espinhoso quando ninfa. Possuem dois estádios ninfas que permanecem na orelha e se transformam em adultos fora do hospedeiro. mesmo na ausência do seu hospedeiro ideal.

M.S. quatro pares de pernas em forma cônica. Todos os mamíferos domésticos e o homem. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. as larvas desenvolvem-se por 3 dias e ninfas por 8 dias. Na extremidade dos dois primeiros pares de pernas existem ventosas que estão fixas os apêndices pedunculados. O Ornithodorus brasiliensis é uma espécie desprovida de olhos. A ovipostura dura de 1 a 2 meses. S. Possui corpo circular e curto. Corpo oval. . B – Ornithodorus sp. A escabiose desenvolve-se em 15 a 17 dias após a Ahid.A Figura 93. Vista dorsal. Vista dorsal. megnini (Dugés). B– vista ventral do Macho..A – O. popularmente conhecida como “sarna” (Fig. Tegumento mamilonado.vista dorsal da fêmea. Possuem cinco estádios ninfas. Parasita mamíferos. Geralmente se alimento na área corpórea que está em contato com o solo. a maturidade sexual se dá em 2 dias. Ciclo biológico.66 - . eclosão dos ovos ocorre em três dias. O ácaro é cosmopolita. Os adultos estão sempre no solo. 2009.M. nunca ocorre eliminação dos parasitos sem tratamento.4 mm. Suas dimensões variam de 0. Hipostômio de varias formas. mas nunca escavado.2 a 0. Nos adultos. Idiossoma sem a face dorsal nitidamente separado da face ventral. Figura 94 . Ciclo biológico: O ciclo deste parasito é autoxênico. scabiei: A . caracteriza-se principalmente pela ausência de dentes no tarso do primeiro par de patas. podem gerar um milhão em 2 a 3 meses. pernas curtas. 2008 SUBORDEM ASTIGMATA (ACARIFORMES) SARCOPTIDAE Sarcoptes scabiei: ácaro causador da escabiose. com cutícula estriada contendo cerdas especializadas. algumas dezenas deles. 94). espessas e cônicas. ÁCAROS CAUSADORES DE SARNAS Ahid. As ninfas e larvas são hematófagas. possuem anus terminal.

ponta do nariz região submaxilar. o prurido intenso. dissemina-se para cauda e patas por contato quando o gato se limpa e dorme. ânus subterminal em posição dorsal e ausência de espinhos (Fig. mutans K. disseminação e linfadenomegalia. formação de tecido alveolar com câmaras repletas de ácaros. apódemas em forma de H. crostas nas bordas das orelhas e patas. 96). Distribuição Mundial. cujas fêmeas encontradas em aglomerados (ninhos). de evolução lenta e pouco pruriginosa. dos produtos do metabolismo dos parasitos aí depositados e da presença dos ovos.. coelho e rato. patas curtas e grossas. gallinae Ahid. na cabeça de felinos. prurido intenso. Os adultos perfuram galerias ou túneis na epiderme. Patogenia: Causa lesões escamosas secas (espessada).67 - . Figura 96 .M. cutícula circular.Ciclo biológico. Ciclo evolutivo: Semelhante ao Sarcoptes. hospedeiro aviário (Fig. . pombos. com corpo de formato circular. A doença causada pelo ácaro decorre da perfuração da epiderme. 95). Transmissão por contato direto. No diagnóstico deve ser considerado o hospedeiro envolvido. Tamanho menor.infestação. pernas curtas.Aspecto dorsal do acaro de aves Knemidokoptes . S. em volta dos olhos. Causam eriçamento e descamação da pele. A biologia é semelhante ao S. 2009. espessas e cônicas. esquilos selvagens. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. proliferação epidérmica com aumento de córneo. vesículas. em coelhos: lábios. levando à reação inflamatória. características e localização das lesões. Notoedres cati Tem o gato como principal hospedeiro. 96). escoriações. KNEMIDOKOPTIDAE Knemidokoptes mutans: são ácaros escavadores. angolas. crostas brancoacinzentadas farináceas e aderentes. Tem como hospedeiros as galinhas. scabiei (Fig.N. mas ocasionalmente o cão. Sinais clínicos: Prurido intenso.M. C. cati: A – face ventral do macho. perus. urticária. B – face dorsal da fêmea. com localização nas patas. Em ratos domésticos e silvestres costuma localizar-se no pavilhão auricular. estrias concêntricas. escoriações por arranhadura na cabeça e pescoço. faisões. C Figura 95. Ciclo do K.

97).da fêmea. dorso. Localização na base do bico.do macho. Ex: piretróide. tri segmentada. B. peças bucais pontiagudas. Figura 97. Tratamento para aves de criação comercial: tratar o lote com aplicação de acaricidas (pó ou spray). Tarso: A. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Pedicelos não articulados (Fig. Patas salientes e alongadas.Ciclo biológico do Chorioptes sp. aplicação de gotas de ivermectina a 1% sobre a lesão.C. faisões e gansos. ao redor do ventre e peito. Para aves domésticas ou ornamentais o tratamento individual.Hospedeiros: Galináceos. conservam-se grandes penas das asas e cauda.68 - . Os sinais clínicos: pequenas vesículas com exsudato seroso. Corpo oval. aplicação de ivermectina sistêmica e limpeza de gaiolas e puleiros. caprinos e eqüinos. B – de Psoroptes sp. bovis: Vista ventral. De distribuição Mundial. prurido. equi: esquerda. puleiros e ninhos. porém mais arredondadas. cuniculli (imagens de AHID. vista ventral da fêmea. ocasionalmente furões e raposa vermelha. De Hirst (1922). parte interna das asas e pernas e nas patas. patas com ventosas na extremidade (Fig. trechos de lã (ovelhas) mais clara e em grandes áreas. vista ventral do macho (FORTES). bovinos e eqüinos. papagaio. patas projetadas além da margem corpo. perda da lã em grandes áreas e perda de peso. 100). Otodectes cyanotis: o acaro da sarna otodécica de cães e gatos. trechos de lãs mais claras. Produz escavação nas hastes das penas. cacatua. 2008) Chorioptes bovis: tem como hospedeiros os ovinos. 2009.P. prurido. aves arrancam as penas. formato oval. Localização na pele próximo à base das penas. base da asa. cabeça. formato oval. A . Ahid. Os sinais clínicos são pequenas vesículas com exsudato seroso. Imagem esquerda: exemplares de Psoroptes. Ácaro não escavador. pele nua. Veja o ciclo na Figura 99.. pescoço. 98). bovinos. S. pombos. PSOROPTIDAE Psoroptes sp: acaro não escavador possui peças bucais pontiagudas. . prurido dor e irritação intensos.. Figura 98. Limpeza e pulverização do aviário. patas com ventosas na extremidade em forma de taças (Fig.M. K.de Chorioptes não penduculado. Parasito de ovinos. Figura 99 . galos são mais susceptíveis.M. pilae Hospedeiros: Periquito australiano. direita. com remoção das crostas com óleo mineral.

tegumento mole. São ácaros transmitidos por contato e por fomites. quelíceras em estiletes. direita. secos e sem brilho.69 - . . S.. Foi observado que cães sadios em contato com infestados não contraíram a sarna. Encontra-se aderidos a parte externa da haste. Orifício genital feminino ventral em fenda longitudinal. Banhos freqüentes com sabonetes alcalinos. Os trombiformes que possuem um par de estigmas próximos ao gnatossoma. Figura 100. Os gatos são muitos resistentes. O contágio é discutido. Nos suínos geralmente não é grave. Único gênero descrito Demodex.M. localizado entre as coxas I e II. Há quem discuta que seja induzido o contágio por queda de resistência. com escudo dorsal anterior distinto. Ahid.O. 101). palpos bem desenvolvidos. vista ventral da fêmea. descamação epitelial em forma de caspa. 102). Balanço freqüente da cabeça. altamente contagiosos. em função da placa de quitina no propodossoma. São fortemente estriados. cyanotis: esquerda vista dorsal do macho. SUBORDEM PROSTIGMATA (TROMBIDIFORME) Acarinos de corpo alongado. mau alimentação. 2005). possui boca modificada. em pelagens claras destacam-se como pontos castanhos. urticária. com variedades que parasitam o homem e vários mamíferos. 2009. áreas de alopecia. abdome alongado e estriado transversalmente. adultos com quatro pares de patas rudimentares (Fig. Ciclo: ovo – larva hexapoda – dois estádios ninfais octópodes – adultos.Produz exsudato com cerume acastanhado. Arranhaduras nas orelhas (prurido). Massas fétidas no canal auditivo e pus (infecção).M. arqueado dorsalmente. DEMODICIDAE: Corpo vermiforme. achatado lateralmente. que se torna crostoso. de forma irregular e descuidada (Ahid et al. proporcionando aspecto de “sal e pimenta” na pelagem. LISTROPHORIDAE Lynxacarus radovskyi: ácaro da pelagem de felinos. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. situado ao nível da coxa IV. pêlos quebradiços. Determina prurido. Localização nos folículos pilosos e glândulas sebáceas (Fig. Orifício genital masculino dorsal. outras doenças que predispõem a sarna demodécica.

vista dorsal. surge depois de alguns meses com o aumento das áreas afetadas que se tornam vermelhas e inflamadas. Segundo Hirst (1919). phylloides (hospedeiro suíno). cati. Pastor). na face interna das coxas e no focinho.) de importância veterinária. aspecto dorsal e ventral. 2009. Ahid. A pele torna-se rugosa e descamada.M. Antibioticoterapia. C e D – D. Ocorre invasão bacteriana surgindo pústulas e grandes abscessos no abdome. 2007) A transmissão se dar pelo contato prolongado da mãe com a ninhada. . ovis (ventral).70 - . Há tumefação e blefarite. 14/14 dias. S. Imagens: exemplar fêmea e ninfa de D. o terceiro momento é caracterizado pela generalização dos sintomas e é a forma pustular.5% e aplicar Amitraz (4mL/L água).. mas também de pelame longo (ex. B: capitulo do mesmo vista dorsal. O cão exala odor repulsivo típico (imagem abaixo). O Sistêmico: Ivermectina.Esquema do habitat de demodicídeos (Demodex spp. acompanhadas de prurido.A: D. Há três momentos clínicos distintos nesse tipo de sarna: o primeiro onde ocorre depilações e pequenas pápulas no cotovelo.Figura 101 . Figura 102 . Doberman). 2007). Milbemicina ou Moxidectina. o segundo. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. no jarrete e ao redor dos olhos. E: D.banho prévio c/ POB 2. O tratamento tópico: preparo do animal .M. Mais freqüente nos de pelame curto (ex. Cão com demodicose (imagem cedida por Kilder Dantas. canis (AHID.

2 Face dorsal com poucos espinhos. Fêmeas – 1.Margem posterior do idiossoma do macho desprovido de lobos abdominais (lobos opistossomais) Psoroptidae . 2 Machos sem lobos opistossomais. Knemidokoptes CARACTERIZAÇÃO GÊNEROS Sarcoptes CARACTERIZAÇÃO Face dorsal com muitos espinhos. 2. Curtas e espessas. 4 dorsal. e pouco acentuado em Otodectes. Machos – 1.Rostro curto e largo. 2. . Ânus Machos – 1. 2009. 3. Fêmeas – 1. 4 Fêmeas – ------ Ahid. no qual é dorsal. 71 . Longas e espessas.3.Rostro longo e cônico. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. 2. LOCALIZAÇÃO DAS VENTOSAS AMBULACRÁRIAS NAS PATAS Machos – 1. 4 simples. 2 Face dorsal sem espinhos.CHAVE SIMPLIFICADA PARA IDENTIFICAÇÃO DOS GÊNEROS DE SARCOPTIFORMES (FORTES.Patas posteriores. Fêmeas – 1. . 4 Fêmeas – 1. . .Corpo oval. . 4 Machos com lobos opistossomais.M. .Patas posteriores encaixadas total ou parcialmente no Notoedres idiossoma.Corpo globoso. . 2. . 2. pelo menos as do terceiro par. 3 e triarticulado. 2. .Ânus terminal com exceção do gênero Notoedres.Macho sem ventosas copuladoras adanais. 1997) FAMÍLIA Sarcoptidae . Psoroptes Ventosas ambulacrárias em pedicelo longo Machos – 1. . 3.Macho com ventosas copuladoras adanais para receber os Otodectes órgãos copuladores das fêmeas (tubérculos). 4 Machos com lobos opistossomais.. Ventosas ambulacrárias em pedicelo curto e Machos – 1. . Chorioptes .Ventosas ambulacrárias com pedicelo longo e triarticulado ou curto e simples.Ventosas ambulacrárias com pedicelo simples e longo. S. 2.Margem posterior do macho com lobos abdominais: lobos opistossomais em Psoroptes e Chorioptes. Fêmeas – 1.Ânus terminal. 4 simples.M. 2. Ventosas ambulacrárias em pedicelo curto e Machos – 1. salientes ao lado do idiossoma.

FOREYT. 1997. 1996. EPUB. 1998. DARCI.. 872p. Bras. AHID. 2005. 10ª ed. 501p. Princípios de Entomologia.Sci. AHID. VASCONCELOS. RJ. SP. M. 1999. 2000. Zool. 22. MARTINS. Parasitologia Animal: Animais de Produção. LIMA. PRADO. Manole. SLMA. RJ. 6. 3ª ed. S. ed. 16. AHID. 14. RL. GUIMARAES. 1982. Ocorrência de Lynxacarus radovskyi (Tenório. 17. 15. CELAD.. 5. RJ. Int. KEMP. 228p. 1991. Ed. SP. PM. HOPLA. PESSÔA S. JMM. 1983. 3ª. NEVES. 2003. 1975. 10. Off. 2009. REBÊLO. W. 7.M. S P. GUIMARÃES. PS. 2ª. JH. Ícone. NossoClínico. JE. SLOSS. R 2000. Sobre a ocorrência de uma nova praga. ROCHA. Ectoparasites and Classification. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. WJ. Rev. CARRERA. 331p. Parasitologia. Vector Competence of Culex quinquefasciatus Say from Different Regions of Brazil to Dirofilaria immitis. Guanabarakoogan. MW. São Paulo.. 19. DP.Laboratório de Parasitologia Animal do Instituto Biológico de São Paulo. SMM. 198p. 2001. Host-ectoparasite Relationships.. 218p. KEIRANS. RJ. 12. UFPR. et al. 21. AMARANTE.. ARMOUR. Parasitologia Veterinária: manual de referência. Dissertação de mestrado. 51p. Revista Caatinga. Biologia. SP. Carrapato: controle ou erradicação. 856p. CORVOVÉS. 240p FORTES. Parasitologia Clinica Veterinária. Rev. 13. 149p. 1983. Epiz. B. Bras. J. ZAJAC. 1(4): 417-418. SP. Insetos de Interesse Médico-veterinário. Vetor natural da Dirofilaria immitis (Nematoda) em MossoróRN. Parasitologia veterinária. PAPAVERO. ROCA. 23. AP. 3. Zool. DUCAN. 17 (2): 109-114. URQUAHART. L. Journal Med. FM. 2007. Guanabarakoogan. Parasitologia Veterinária. 2004. CO. 2003. monografia de conclusão do Curso de Medicina Veterinária da ESAM. 176p. SP. 20. Ahid. Bibliografia).12: 143-166. LARA. JR. JH. JL et al. SP. Rev. Pleide/FAPESP. 3a ed. GM.. ed. VALÉRIO. 95(6): 769-775. 84p. TCGO. AM. E. REY. SUASSUNA ACD. 2001. Bioecologia dos Triatomíneos Vetores da Doença de Chagas. N. UFMA. 273p. NELSON. Mestrado de Ciências Animais da UFERSA. AFT. GUIMARAES et al. 8.REFERENCIAS 1.ed. 4. 153p. Haematobia irritans no Brasil. 1(4): 239-416p. Atheneu. SP. Guaíba: Agropecuária. Textos publicados . 48: 56-60. Ectoparasitos em caprinos e ovinos na região Semi-Arida do Rio Grande do Norte. 2. Parasitologia Humana. 18. 72 . Mem Inst Oswaldo Cruz. 11. SMM et al. 2002. RJ. Ectoparasitas de Importância Veterinária. 9. 2000.. LOURENÇO-DE-OLIVEIRA. GS. Guanabarakoogan. As Miíases na Região Neotropical (Identificação. Ácaros causadores de sarna superficiais e profundas em cães (Canis familiaris) e gatos (Felis domestica) no município de Mossoró – RN. SIQUEIRA. SMM. A... Parasitologia Médica.M. 1992. 2005. 5ª ed.1994. 2ª. 1974) em gatos domésticos no município de Mossoró-RN. 6ª ed. Ícone. 3ª ed.. L.13 (4): 985-1017. Entomol.

6: Alimentação e digestão em um díptero hematófago Fig.M.M. 1: Morfologia interna de díptero. 3 e 4: Aves com sarnas por Knemidokoptes mutans. 3: Ovos e Ninfas de S. de caprino. Fig. demonstrando os troncos traqueais. Fig. 6: Brachycera (mutuca) fêmea. 1 e 2: Cão e gato com demodicose. Fig. Fig. Fig. 2009. 6: Ixodidae: Amblyomma sp. 1:Exemplar de Struthiolipeurus rheae. 5: Menacanthus stramineus. Fig. Fig. Fig. 5: Nematocera (mosquito) fêmea.PRANCHAS Prancha 1 Fig. 7: Macho de Pulex irritans. 3: Fêmea de Ctenocephalides felis. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. 1: Demodex canis Fig. 5: Cabeça: destaque aos olhos simples e compostos. 5: Exemplar de Hemiptera Fig. Fig. Fig. Fig. Fig. Fig. 4: Sistema respiratório. 4: Colpocephalum turbinatum Fig. Fig. 4: Foco da abertura anal do Notoedres cati. Fig. 2: Casal de Sarcoptes scabiei. Prancha 2 Prancha 3 Prancha 4 Prancha 5 Prancha 6 Prancha 7 Ahid. Fig. S. Fig. scabiei. 2: larva L3 de C. 5: Adultos de Psoroptes sp em copula. Fig. 6: Estruturas das peças bucais. 2: Diptera Stomoxys calcitrans. Fig. Fig. 3 Estigma de larva de mosca varejeira Fig. 4: Lipeurus caponis. Chave pictórica para identificação de carrapatos. Fig. 3: Sistema ganglionar. Fig. 2: Esquema do sistema circulatório. 5: Argasídeo: Argas persicus. 6: Lynxacarus radovskyi Fig. 6: Felicola subrostratus. 2: Linognathus stenopsis. 1: Pseudolynchia canariensis Fig. Fig. Fig. 1: Phthiraptera: Ischnocera: Damalinia caprae. 73 .. hominivorax. Fig.

Apostila Didática em Entomologia Veterinária.. 74 . S.PRANCHA 1 Ahid.M. 2009.M.

Apostila Didática em Entomologia Veterinária. 2009.. 75 .M. S.PRANCHA 2 Ahid.M.

Apostila Didática em Entomologia Veterinária. 76 . 2009. S..PRANCHA 3 Ahid.M.M.

2009. S..M. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.PRANCHA 4 Ahid.M. 77 .

S.M. 78 .. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.M. 2009.PRANCHA 5 Ahid.

M.M.. S. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.PRANCHA 6 Ahid. 2009. 79 .

PRANCHA 7 CHAVE PICTÓRICA PARA IDENTIFICAÇÃO DE CARRAPATOS Ahid. S. 2009.. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. 80 .M.M.

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