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Instalações

Elétricas
Dimensionament
osBianchi Junior
Prof. Dr. Alberto
Dimensionamentos
 Condutores
 Proteção
Dimensionamento de
Condutores
 Corrente Admissível
 Queda de Tensão
 Curto-Circuito
Corrente Admissível
 Para a aplicação do critério da
capacidade de condução de corrente
ao dimensionamento de circuitos é
necessário conhecer:
 Corrente de projeto (IB)
 Tipo de condutor isolado
 Modo de instalação
 Temperatura ambiente
 Número de condutores carregados
 Condições de agrupamento
Corrente de Projeto (IB)
Corrente de Projeto (IB)
Tipo de Condutor Isolado
 Classe 1: condutores sólidos (fios)
 Classe 2: condutores encordoados,
compactados
 Classe 3: condutores encordoados não
compactados
 Classes 4, 5 e 6: condutores flexíveis com
graus de flexibilidade crescentes
Tipo de Condutor Isolado
Tipo de Condutor Isolado
Modo de Instalação
Modo de Instalação
Número de Condutores  IZ
Número de Condutores  IZ
Agrupamento  f1
Temperatura Ambiente  f3
Uso dos Fatores Correção
 Fator de correção de temperatura
ambiente, f1
 Fator de correção de agrupamento, f3
 A partir dos fatores de correção, define-
se a corrente fictícia de projeto IB´ =
IB/(f1*f3)

I´B ≤ IZ
Critério de corrente admissível:
Exemplo 1
 Circuito de distribuição c/ as seguintes
características:
 IB = 210 A
 Condutores de cobre isolados (PVC)

 Eletroduto embutido na parede

 Circuito trifásico a 3 condutores

 θ =30 °C
A

 Utilizando a Tabela 1, teremos o modo de


instalação B1. Tomando-se a Tabela 2
(isolação em PVC, 3 condutores de cobre
carregados) obtemos:
2
Exemplo 2
 Supondo uma temperatura ambiente, θA,
é igual a 45 °C e que no eletroduto
houvesse mais um circuito, qual seria o
condutor a ser utilizado?
 Teríamos:
 θA = 45 °C  Pela Tabela 5 teríamos f1 =
0,79
 2 circuitos  Pela Tabela 4 teríamos f =
3
0,80
 Assim, I´B = 210/(0,79*0,80) = 332,28 A

 Deste modo, pela Tabela 2 teríamos,


Critérios Adicionais
 As bitolas mínimas para condutores devem ser:
 iluminação...................................................................
................. 1.5 mm2
 tomadas de corrente em salas, quartos ou
similares.............. 1.5 mm2
 tomadas de corrente em cozinhas, área de serviço,
garagens ou
similares.................................................................
2.5 mm2
 aquecedores de água em
geral.................................................. 2.5 mm2
 máquina de lavar
roupa............................................................. 4.0
mm2

Critérios Adicionais
Queda de Tensão
 Além dos alimentadores e dos circuitos parciais
apresentarem a suficiente capacidade de
corrente para atender a sua carga, o
suprimento deve ser feito respeitando limites
adequados de tensão, estabelecidos por norma.
 Os limites máximos de queda de tensão, entre
a origem da instalação e qualquer ponto de
utilização deve ser inferior aos valores abaixo,
em relação a tensão nominal da instalação:
Queda de Tensão
Queda de Tensão
 A queda de tensão (∆U) em um circuito com
carga concentrada na extremidade (figura
abaixo) pode ser dada pela expressão:
Queda de Tensão
 Onde:
∆U  queda de tensão [V]
I  corrente de projeto do circuito [A]
B

cos ϕ  fator de potência da carga


r  resistência do condutor do circuito
[Ω/km]
x  reatância do condutor do
circuito [Ω/km]
l  comprimento do circuito [km]
t  = 2 (circuitos 1φ); √3 (circuitos 3φ)
Queda de Tensão
 Fazendo:

 Onde a tabela 8 dá, para as diversas seções


normalizadas de condutores, as quedas de
tensão unitárias, ∆U, em V/A.km, isto é:

 Assim, obtemos as quedas de tensão ∆U em V:

∆U = I B .l.∆U
Queda de Tensão
Exemplo 3
 Circuito de distribuição com as seguintes
características:
 IB = 210 A;
 Condutores isolados, cobre/PVC (Pirastic Super);
 Eletroduto embutido na parede;
 Circuito trifásico a 3 condutores, 220 V, cosϕ = 0,80;
 θA=30 °C;
 l = 100 m;
 Pelo critério de capacidade corrente, a seção do
condutor é de 120 mm2
 Da Tabela 8, eletroduto não-magnético, circuito
trifásico, cosϕ = 0,80  ∆U = 0,36 V/A.km
 Assim: ∆ U = 0,36 * 210 * 100 * 10-3 = 7,56 V  ∆
U% = 3,43%
Exemplo 4
 Para o circuito anterior, se limitarmos a queda
de tensão em 2%, deveremos ter:

2 * 220
∆U = 100 = 0,209 V / A.km
−3
210 *100 *10

 Pela Tabela 8, para as condições dadas,


obtemos uma queda de tensão unitária mais
próxima inferior a 0,19 V/A.km,
correspondente à seção de 400 mm2, que deve
ser adotada.
Queda de Tensão –
Circuitos com Cargas
Distribuídas
 Para circuitos com cargas distribuídas, com
mesmo condutor e mesmo fator de potência
(ver figura abaixo), tem-se:
Queda de Tensão –
Circuitos com Cargas
Distribuídas
Curto Circuito
 Em geral, os circuitos são dimensionados
pelos critérios de corrente admissível e
queda de tensão. Entretanto, há casos
onde a corrente de curto circuito deve ser
avaliada e a coordenação entre o tempo
de atuação das proteções e a duração
permitida de uma alta temperatura sobre
os condutores é de fundamental
importância. Deste modo, o cálculo das
correntes de curto circuito nos pontos
onde serão instalados dispositivos de
proteção é necessário.
Curto Circuito

U
I cc = i
i th
Z th
Proteção
 Devem ser previstos dispositivos de
proteção para cada um dos circuitos
parciais e cada um dos alimentadores, de
modo que níveis de correntes que
possam causar danos aos condutores
sejam interrompidos em período
adequado.
 Fundamentalmente, há duas condições
que devem provocar a atuação dos
dispositivos de proteção: sobrecargas e
curto circuito.
Proteção
 Os dispositivos de proteção pode ser
usualmente constituídos por disjuntores
termomagnéticos ou por fusíveis,
devendo apresentar funcionamento
adequado, garantido por convenientes
valores de:
 corrente nominal (In)

 corrente que assegura efetivamente a


operação do dispositivo (I2), durante
sobrecargas
 tempo de atuação do dispositivo (t),
Proteção
 A escolha do dispositivo de proteção
contra sobrecarga, para um determinado
circuito ou alimentador, se baseia em
critérios estabelecidos por norma, que
pressupõem o conhecimento de:
 corrente de projeto (I ), que é a
B
corrente máxima, que a carga pode
solicitar;
 capacidade máxima de condução do
condutor (IZ);
 o tipo de dispositivo que será utilizado
(fusível ou disjuntor);
Proteção
 A norma NBR 5410 impõe 3 condições
para a coordenação:
 a1) IB < = In, o que normalmente acontece,
pois a corrente de carga tem que
necessariamente ser inferior ou igual à
corrente máxima suportada pelo condutor.
 a2) In < = I , o que assegura que,
Z
potencialmente o dispositivo de proteção
atua antes que se atinja a corrente máxima
suportada pelo condutor.
 b) I < = 1.45 I , o que representa uma
2 Z
margem de segurança, que garanta que o
Proteção
 Quando se utiliza disjuntores é suficiente
que sejam verificadas as condições (a1) e
(a2), uma vez que I2 é menor que 1.45 In.
Entretanto nos fusíveis devem ser
verificadas as três condições, e pode ser
utilizada a seguinte regra para a
determinação de I2, em função da
corrente nominal In:
 para In < = 10 A I2 = 1.90 In
 para 10 A < In < = 25 A I2 = 1.75 In
Proteção

 Para assegurar que os condutores


também estejam protegidos contra
os efeitos danosos de um curto
circuito, é necessário que o
dispositivo de proteção tenha
capacidade de suportar e de
interromper a corrente de curto
circuito (capacidade disruptiva), em
um intervalo de tempo inferior
àquele que danifica o condutor.
Proteção
 Para tanto é necessário verificar se a
corrente de curto circuito (Icc), é
suficientemente inferior à corrente de
curto circuito e o tempo de atuação (t) do
dispositivo seja menor do que:
t < (k2 x S2) / Icc2
onde:
 k = 115 para condutores de cobre, com
PVC/70°C;
 k = 135 para condutores de cobre, com
XLPE/90°C;
 S é a seção do condutor em mm2;
Proteção
 Correntes nominais (A) dos disjuntores de
BT:
 5; 10; 15; 20; 25; 30; 35; 40; 50; 63;
70; 80; 90; 100; 125; 150; 175; 200;
225; 250; 275; 300; 320; 350; 400;
450; 500; 600; 700; 800; 1000; 1200;
1400; 1600; 1700; 1800; 2000; 2500;
3000; 4000; 4500; 5000.
Exercício
 Para os circuitos da tabela a seguir,
determinar os respectivos condutores e
os disjuntores que devem protegê-los
contra sobrecargas.
Circuito Descrição Vn (V) IB (A) l (m)

1 Iluminação 127 12,2 20

2 Iluminação 127 13 32

3 Iluminação 127 10 41

4 Tomadas de uso geral 127 17 25

5 Tomadas de uso geral 127 9 35

6 Tomada para ar condicionado 220 10 23

7 Tomada para ar condicionado 220 10 32

8 Tomada para ar condicionado 220 10 35

9 Tomada para chuveiro elétrico 220 27,3 26

10 Tomada para chuveiro elétrico 220 27,3 19

11 Tomada para torneira elétrica 220 18,2 8

12 Tomada para lava-louça 220 12,7 10

13 Tomada para secadora de roupa 220 22,7 9

14 Tomada para exaustor 220 1,4 10

15 Tomada para forno de microondas 127 9,4 13

16 Tomada para lavadora de roupa 127 6,1 9

17 Tomada para aquecedor de água central 220 10 8