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2. Calculo de Condutores de Energia Eletrica

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CÁLCULO DE CONDUTORES DE ENERGIA ELÉTRICA Para calcular a secção transversal de condutores de energia elétrica de um circuito terminal utilizaremos como

exemplo os seguintes dados a seguir: a. Potência instalada P= 1.320 VA b. Condutores instalados em eletroduto embutido em alvenaria com dois outros circuitos terminais. c. Temperatura ambiente T= 350 C d. Condutores de cobre isolados, Pirastic Super Antiflan 450/750V e. Distância ao quadro terminal de luz L=25 metros f. Tensão de alimentação V=110 volts g. Queda de tensão máxima permissível segundo a NBR-5410/2004 da ABNT RESOLUÇÃO: Para o cálculo de qualquer secção de condutor de energia elétrica o projetista deve sempre fazê-lo por três critérios: 1o CRITÉRIO: - MÁXIMA CORRENTE PERMISSÍVEL a. CÁLCULO DA CORRENTE DE PROJETO I B. É acorrente que os condutores de um circuito, seja terminal ou de distribuição, deve suportar, levando em conta apenas as suas características nominais.

P ! V v IB

I B ! 1.320 VA

110 V

IB=12 A b. CÁLCULO DA CORRENTE FICTÍCIA DE PROJETO I¶ B Todos os fabricantes de cabos elétricos elaboram suas tabelas de capacidades de corrente elétrica a uma temperatura ambiente de referência (30 °C para linhas não subterrâneas e 20 °C para linhas subterrâneas, conforme as tabelas 36, 37, 38 e 39, pg. 101 a 105, NBR 5410/2004). Se os condutores forem instalados em ambiente cuja temperatura difira dos valores indicados nessas tabelas (30ºC para condutores não enterrados e de 20ºC para condutores enterrados), a NBR 5410/2004 define um fator de correção de temperatura (FCT) que divide o valor da corrente nominal, para a obtenção da corrente corrigida. Para tanto, aplica-se os fatores de correção dados na tabela 40, pg. 106, NBR 5410/2004. Anexo 2. Alguns fabricantes trabalham com temperaturas de referências diferentes do padronizado pela ABNT, nesses casos devem fornecer suas próprias tabelas de correções. Outro fator a ser levado em consideração para determinação da corrente fictícia é quanto ao número de circuitos diferentes em um mesmo eletroduto, a NBR 5410/2004 define um fator de correção de agrupamento (FCA) que divide o valor da corrente nominal pelo fator de agrupamento, para a obtenção da corrente corrigida. A Tabela 42 da NBR 5410/2004, pg. 117 , apresenta os fatores de agrupamento para Diversas Maneiras de Instalar os Condutores. Para o nosso exercício em questão utilizaremos a ³Referencia 1´ da ³Forma de agrupamento de condutores´ exibidos na tabela 42: "Feixe de cabos ao ar livre ou sobre superfície; cabos em condutos fechados". Anexo 3.

1

bitola do condutor (Área do cobre em mm²) Iz = 24 A. temperatura ambiente etc. etc. pagina 101. I µ B = 12A Em posse desse valor de corrente e consultando a tabela 36 (capacidade de corrente elétrica de condutores) da NBR 5410/2004 . 40) Fca = Fator de correção de agrupamento para condutores agrupados em feixe: ao ar livre ou sobre superfície. temos: ! Id   Fct = Fator de correção de temperatura.Continuando o exercício.94 (Tabela 40.5 mm 2.7 (tab. Norma NBR-5410/2004 (tab. Informações Importantes sobre Tabelas da NBR/2004: Toda vez ao examinarmos uma tabela de bitola de condutores sempre vamos nos deparar com algumas observações mais comuns como. por exemplo: maneira de instalar.. portanto temos: y Método de Instalação: Número 7 y Descrição: Condutores isolados ou cabos unipolares em eletroduto de seção circular embutido em alvenaria   I Fct v Fca onde. NBR 5410/2004 ou anexo 3) Portanto. ou se é uma instalação onde o condutor se encontra dentro de um eletroduto e se este eletroduto está ou não embutido etc. embutidos. tipo de Isolação. página 90 a 95. ³Tipos de Linhas Elétricas´ descreve a cada tipo de instalação em baixa tensão: Se é uma instalação aérea. para 3 circuitos (ele e mais dois) Fca = 0.42. capacidade de condução do condutor Podemos também utilizar as tabelas atualizadas de capacidade de condução de corrente elétrica dos fabricantes. C1. Maneira de Instalar refere-se à forma de instalar o condutor elétrico. A tabela 33 da NBR 5410/2004 . para dois condutores carregados encontramos a bitola do condutor e a capacidade de condução do condutor para o primeiro critério: S1 2. para T=35 °C Fct = 0. 0. número de condutores carregados. NBR 5410/2004 ou anexo 2) De acordo com os dados do item b. portanto vamos comentar um pouco mais a respeito. e referencia por uma letra (A1. B1.7 @ . em conduto fechado De acordo com os dados do item c.) Para o exercício em questão podemos utilizar o Anexo1 ou tabela 33 página 90 da NBR 5410/2004.94 v 0.

  2 .

Números de Condutores Carregados refere-se ao número de condutores que efetivamente estão conduzindo corrente elétrica. funcionem de forma satisfatória. tabelas de números 36 a 39. O condutor de proteção (terra) não entra na contagem do numero de condutores carregados. Tipo de Isolação refere-se de como é constituída a sua isolação. no caso de transformador de propriedade da(s) unidade(s) consumidora(s). Anexo 04 ou Anexo 05.24 A) que é função da temperatura ambiente e do fator de agrupamento . Para que a instalação elétrica. em relação ao valor da tensão nominal da instalação: a) 7%. páginas de 101 a 105 da NB R 5410/2004. Temperatura Ambiente . Para contornar tal situação foi calculada a corrente fictícia (I¶B = 18. XLPE. se é de PVC (mais comum). pelo método da Máxima Queda de Tensão. y Conclusão do 1º critério: O valor de corrente real que é absorvido pela carga é IB = 12 A. portanto são dois condutores carregados que conduz corrente elétrica. Para o nosso caso em questão estamos trabalhando com 127 V. tais como: motores. é necessário que os condutores sejam dimensionados de tal maneira que limitem a queda aos valores estabelecidos pela norma NBR 5410/2004. ocorre uma queda de tensão devido às resistências dos condutores e equipamentos. aparelhos e equipamentos. porém. já mencionado no item b (cálculo da corrente fictícia de projeto) em que os valores das capacidades de correntes com suas respectivas bitolas são valores referenciados à uma temperatura de ensaio. de acordo com as condições propostas pelo exercício que são temperatura ambiente e o número de condutores em um mesmo eletroduto . calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/BT. é necessário que a tensão a que os equipamentos estão submetidos estejam dentro de limites pré-definidos. 2º CRITÉRIO: MÁXIMA QUEDA DE TENSÃO Introdução Teórica Um dos parâmetros mais importantes para o correto dimensionamento dos condutores é o cálculo da seção.Método de Referência: B1(utilizado na determinação da capacidade de condução de corrente na tabela 33 da NBR 5410/2004) ou Anexo 1.  PERMISSÍVEL 3 . Em virtude dessa queda de tensão. Durante o percurso entre o quadro geral ou a subestação até o ponto de utilização de um circuito terminal. produz uma redução real na capacidade de condução desse condutor. que geralmente é de 30 0C (NBR 5410/2004).circuito monofásico (fase e neutro). O valor de I¶B foi determinado somente para que pudesse ser dimensionada a correta bitola do condutor elétrico que tivesse a capacidade de conduzir a corrente de projeto IB mediante as condições propostas pelo exercício. EPR etc. Portanto o condutor dimensionado deve ter a capacidade de conduzir o valor da corrente IB.

Queda de ensão a considerar ( aixa ensão) 4 & ' & $  © ¦ £ ©  £¦  ¨ §¦ ©©£ £ §¦£¤¥ ¤£ ¢ ¨ ¡ &   & imos de queda de tensão para os Iluminação e tomadas 5% Outros usos 5% 7% 7% 7% 7% . nos demais casos de ponto de entrega com fornecimento em tens o secundária de distribuiç o. calculados a partir do ponto de entrega. que $ ! ! ! ! possuam fonte a ela 1 ± Limites de queda de ensão ! Figura 1 . no caso de grupo gerador próprio.Queda de ensão a considerar (Alta ensão) Figura 2 . Instalaç es alimentadas diretamente por su estação transformadora.b) 7 c c s s m ss c s s m MT/ T m s s buidora de eletricidade. a partir de uma rede de distri uição pú lica de aixa tensão. quando o ponto de entrega for aí localizado. Em nenhum caso a queda de tens o nos circuitos terminais pode ser superior a 4 . d) 7 . calculados a partir dos terminais de saída do gerador. $ ! ipo da instalação Instalaç es alimentadas diretamente por um ramal de aixa tensão. Nota: Estes limites de queda de tens o s o válidos quando a tens o nominal dos equipamentos de utilizaç o previstos for coincidente com a tens o nominal da instalaç o. c) 5 . a partir de uma instalação de alta tensão. Instalaç es própria. #"    ©§¦£  ©§ £© §¦  §©¦¥   £ © ¡ ¡ ! % % % Na ta ela 1 estão listados os valores m diversos tipos de entrada.

cos O comprimento do circuito L (m) A tensão entre fases U (V) Com esses parâmetros pode-se calcular o valor da seção do condutor necessária à limitação da queda de tensão através da equação dada: ( A queda de tensão admissível para o caso. com o objetivo de que não sejam dimensionadas seções elevadas. é de interesse prático e econômico que se procure alternativas no projeto para limitar as distâncias entre os pontos de utilização. terminal e subestação.Para dimensionar os condutores é necessário conhecer anteriormente: Corrente de projeto. maior será a seção necessária do condutor para transmitir a mesma quantidade de energia. Portanto. Através deste critério. S = Área do condutor em [mm2] L = Distância em metros [m] do quadro terminal à carga considerada IB = Corrente de projeto [A] Cos =Fator de Potencia = Resistividade do cobre O número 2 presente nesta equação é referente a tensão de alimentação quando ou 220V (bifásica). IB (A) O fator de potência. que diminuam a distância entre os diversos pontos dos circuitos. voltemos a analisar o nosso exercício. L = distância em metros da carga considerada (L=25 m) IB = Corrente de projeto (12 A) V = Tensão da alimentação da carga (dado V=110 volts) V = Resistividade do cobre (V ! Para circuitos terminais 2 (NBR 5410/2004) Cos U ! 1 (quando não for dado adota-se igual a 1 resistivo) S2 ! 2 v 25. pode-se deduzir que o fator crucial para o dimensionamento é a distância do ponto de utilização ao Quadro Geral. em porcentagem ( ) Sendo que. analise o trabalho procurando caminhos alternativos. Para circuitos trifásicos esta for 110V (monofásica) . Quanto maior a distância. substituiremos por Com esses parâmetros. Por isso. ao verificar em seu projeto que a seção calculada foi elevada em razão da Queda de Tensão.

m v 12.

v mm 2 © 0.02 v 110.A v 1 ¨ .

v 57 © V m ª ) 1 . v mm 2 v 57 m ¸ ¹ ! 4.78 mm 2 ¹ º  5 .

101 da NBR-5410/2004 ou Anexo 04: i. 6 . pg. Sobrecarga: É a parcela da potência absorvida de um circuito que excede a potência nominal do sistema. Corrente de Curto-Circuito: É quando ocorre uma ligação acidental entre dois condutores de potenciais diferentes. Seções nominais (mm²): A seção calculada foi de 4. Método de referência Para que o método de referência seja identificado primeiramente recorre-se à tabela 33 NBR-5410/2004 ± Tipos de Linhas ou Anexo 1: B1 . b. i. 3o CRITÉRIO: COORDENAÇÃO DA PROTEÇÃO COM A SECÇÃO TRANSVERSAL DO CONDUTOR DE ENERGIA ELÉTRICA PARA SOBRECARGAS Devemos sempre satisfazer as duas seguintes condições: a. o mais próximo (sempre para mais) na tabela é 6 mm2 que corresponde pela tabela a uma capacidade de corrente de I z= 41A Conclusão entre os dois Critérios Utilizados Comparando as duas secções calculadas o projetista SEMPRE deve adotar aquela que apresentou a MAIOR seção.45 v Iz (ver proteções elétricas) I. portanto S2 > S 1. IB e IN e IZ I 2 e 1.78 mm². proporcionando a sua interrupção. Número de condutores carregados: 2 condutores (1 fase + 1 Neutro) iii. Sobrecorrente: É quando a corrente de um circuito ultrapassa a máxima permitida para um sistema ou um equipamento. Fusíveis de Baixa Tensão Consideramos como elemento de proteção em baixa tensão os fusíveis que podem ser utilizados até uma tensão de 1kV em CA e 1.Voltemos novamente à análise da tabela 36.5 kV em CC. PROTEÇÕES ELÉTRICAS Antes de darmos seqüência ao nosso exercício vamos estudar algumas condições anormais que podem ocorrer em um circuito. Os fusíveis (figura 3) são os elementos mais frágeis que são propositadamente intercalados num determinado ponto do circuito elétrico para interromper corrente de sobrecargas violentas. São dispositivos usados com o objeti vo de limitar o efeito de uma perturbação. podendo ocorrer um grande aquecimento nos condutores.Condutores isolados ou cabos unipolares em eletroduto de seção circular embutido em alvenaria ± em acordo com os dados do exercício ii. ocorrendo uma corrente de grande intensidade.

A @ @ @ 9 4 4 3 5 7 8 3 4 6 0 0 7 . gM. A primeira letra indica a faixa de interrupção: Fusíveis tipo g . aM. eio extintor Esse material pode ser de areia de quartzo que tem como finalidade de retirar a energia calorífera do arco provocada pela fusão do elo fusível. a. mas existem também de papelão de vidro e de plástico) Serve para sustentar o elemento fusível . Terminais: São feitos de metal com robustez bastante para que não sofrer com a corrente que flui pelo fusível Fazem o contato do elemento fusível com o porta fusível. c. Fusíveis tipo a . cuja capacidade de interrupção varia com a tensão de tra alho chegando a 100 kA em 440 . Fus veis tipos NH e Diazed em portas fus veis e em diversos tamanhos. Porta fus vel: é um compartimento que fica fixo no circuito e serve de encaixe para o fusível. Característica de Desligamento Fusível de efeito r pi o: destina-se a circuitos em que a variação da corrente entre a partida e o regime normal de funcionamento é pequena (ex. Corpo: São feitos de material isolante (porcelana no caso dos industriais. b. 1 1 2 0 Figura 3.fusíveis de capacidade de interrupção em todafaixa.: motores).Os fus veis são indicados para proteção contra curtos -circuitos. interrompendo esta corrente. que com a passagem de corrente com valor acima do valor nominal do fus vel. provoca um aquecimento e este elo se funde em um meio extintor. sendo que sua proteção contra so recarga é pouco precisa. Faixa de interrupç o Os dispositivos fusíveis podem ser do tipo gG. o meio extintor e os terminais.fusíveis de capacidade de interrupção em faixaparcial. cargas que funcionam com semicondutores).: cargas resistivas. Principais Elementos que Constituem os Fusíveis de BT Elo fus vel ou elemento fus vel: É feito asicamente de co re reco erto com zinco. Fusível de efeito retar a o: destina-se a circuitos em que acorrente de partida é várias vezes superior à corrente nominal (ex.

Fusível Rolha Fusível de baixa tensão em que um dos contatos é uma peçaroscada. gM indica fusíveis. porém não são admitidos pelas normas NBR devido a pouca ou nenhuma segurança. 8 . com capacidade de interrupção em toda a faixa. ainda facilmente encontrados no mercado. aM indica fusíveis.Fusível Cartucho Fusível de baixa tensão cujo elemento fusível é encerrado em um tubo protetor de material Isolante e pode conter cristais de sílica como elemento extintor. Os fusíveis cartuchos cujos invólucros são somente de papelão impregnado de verniz sem o meio extintor não são admitidos pela NBR Nota: De acordo com a forma dos contatos. D C B Figura 04 . e regiões de atuação. com capacidade de interrupção em faixa parcial para proteção de circuitos de motores. gG indica fusíveis. não faremos referências ao seu estudo. que se fixa no contato roscado da base correspondente. tempos e correntes convencionais.A segunda letra indica a ategoria de utili ação e define com precisão a característica tempo -corrente. com capacidade de interrupção em toda a faixa . a) Tipos de Fus veis a. b) fusível (cartucho) tipo faca.Fusível Cartucho tipo Virola e Fusível tipo Rolha b. para aplicação geral. este fusível é designado: a) fusível (cartucho) tipo virola. para proteção de circuitos de motores. com contatos nas extremidades fechando o tubo .

em uma elevada capacidade de interrupção em curto circuito de até 70 kA.Fus vel Tipo Virola Fus vel Tipo Faca Corrente Nominal (A) Corrente Nominal (A) 6 12 25 40 100 60 400 8 16 30 50 100 600 1 20 32 60 200 0 abela 1 ± Correntes Nominais dos Fusíveis Cartucho c.Fusível Diazed Os fusíveis Diazed são de alta confiabilidade e utilizadas em bases calibradas. e pode ser utilizados em circuitos cuja tensão nominal não ultrapasse 600 V. isto é. r pido e retardado sendo que o último é de uso exclusivo à proteção de motores. G 9 E E F F . Possui também um dispositivo indicador de fusão que se solta quando o elo se funde. em uma substituição somente poderá ser trocado por outro de mesmo valor nominal e podem ser encontrados em duas versões. Quando instalado fica em um invólucro completamente fechado não expondo partes vivas.

Possui elevada corrente de ruptura de curto circuito. é que os elos fusíveis podem ser renovados quando se fundem dando um sinal através de um pino indicador de fusão. chegando até 100kA.Corrente Nominal do Fusível (A) 2 4 6 10 16 20 25 Tabela 2 FUSÍVEL DIAZED Corrente Corrente Nominal Corrente Nominal Nominal da Base ( A ) do Fusível ( A ) da Base ( A ) 35 50 63 63 25 80 100 100 125 160 200 200 d.Fusível NH São fusíveis de alta confiabilidade. Uma das vantagens que possui em relação aos demais além de sua grande eficácia. porém mais caros. FUSÍVEIS Corrente Nominal do Fusível (A) 6 10 16 20 25 36 50 63 80 100 125 TIPO NH Corrente Nominal Corrente Nominal da Base (A) do Fusível ( A ) 36 50 63 80 100 125 160 200 224 250 300 355 400 425 500 630 800 1000 Corrente Nominal da Base ( A ) 250 125 400 630 1000 Tabela 3 10 . predomina em utilizações industriais onde suporta elevadas correntes de partida de motores elétricos.

para tanto é necessário consultar a Tabela Fatores de Multiplicação de Corrente (K) que relaciona aos tempos de atuação de um determinado dispositivo de proteção (fusíveis e disjuntores). (satisfeito o item a). O projetista deve escolher IN.9 × IN 1.35 × I I > 25 N 1.25 × IN 1.5 × IN 1.45 IZ . Z I 2 e 1.05 × I I ” 63 N 1. IB = 12 A Iz = 41 A ( calculado ) ( Anexo 4 ) Substituindo os valores de IB e IZ na expressão IB e IN e IZ .3 × IN 1.5 × IN 1. Tipo Fusível gI Corrente nominal I (A) N Corrente convencional de não atuação I (A) NA Corrente convencional de atuação I (A) = I2 A I2 ” 4 4 < I2 ” 10 10 < I2 ” 25 25 < I2 ” 100 100 < I2 ” 1000 Todas Todas I ” 10 N 1. Recomenda-se que as facas se abram quando puxadas para baixo. Uma nova condição também deverá ser satisfeita I2 temos: 1.3 × I N N Todas 1.6 × I 1.25 × I 11 . corrente nominal do fusível.75 × IN 1.05 × I N 1. TABELA 4. portanto I 2 e 59. (tab.substituindo I = 41A na expressão dada.75 × I 1.45A O passo seguinte do projeto é calcular o valor da corrente I2.4 × I 1.35 × I N N I > 63 N N 1.2 × IN 1.2 × IN 1. portanto: 12A e 16A e 41A .5 × I 2. Na tabela o valor encontrado é de 16 A.Conclusão: seu valor de especificação de corrente deverá ser sempre maior que o do dispositivo fusível e sua tensão deverá ser sempre maior que a tensão da rede elétrica.6 × IN 1.45 v 41A .6 × IN 1.4 × IN 1.6 × IN 1. (continuação do exercício ± Utilizando o Fusível como Elemento de Proteção) Como a.6 × IN 1. 1 ou 2 dos Fusíveis) um valor que deve ser igual ou imediatamente superior a 12 A.9 × I Fusíveis gII Fusíveis gG Disjuntores em caixa moldada tipo L Disjuntores em caixa moldada tipo G Disjuntores em geral N N N N N N 10 < I ” 25 N 1. b.05 × I 1.1 × IN 1.

fusível = 1 v 16 A Como se trata de um circuito monofásico 110 V . utilizamos fusível somente para proteção da fase. Portanto I2 = 1.45A CONCLUSÃO FINAL: . (continuação do exercício Elemento de Proteção) ± Utilizando o Disjuntor como 12 . IZ = 41 A .45A (Satisfeito o item b) I 2 e 59. TIPO Fusíveis gI.A secção transversal dos condutores de energia elétrica do circuito terminal do problema será: 2 v # 6 mm2 .75 v16A I2 = 28A Como no item anterior encontramos que substituindo o valor de I2 encontrado temos que: (I2 28A) < 59. gII e gG Disjuntores CORRENTE CONVENCIONAL IN(A) IN  IN 160 IN 400 IN 1000 IN   IN   TEMPO CONVENCIONAL (h) 1 2 3 4 1 2 TABELA 5 Na TABELA 4 para fusíveis gI e IN = 16A (valor encontrado no item a). encontramos na coluna corrente Atuação I2 = 1.75 IN.Corrente Convencional de Não Atuação: Valor especificado pela corrente de um disjuntor ou fusível que pode ser suportado durante um tempo especificado (tempo convencional) Corrente Convencional de Atuação (I2): Valor especificado pela corrente de um disjuntor ou fusível que atua dentro de um tempo especificado (tempo convencional) I2 = If = k v IN A Tabela 5 mostra os tempos convencionais para os principais dispositivos de proteção contra sobrecorrentes de baixa tensão.

DISJUNTORES DISJUNTOR TIPO AMERICANO DISJUNTOR TIPO EUROPEU DISJUNTOR DE CAIXA MOLDADA DISJUNTOR DE ALTA TENSÃO Os disjuntores podem ser encontrados como monopolar. acima da corrente de operação (I). Quando por este dispositivo circular uma corrente superior à nominal. Esta corrente de operação (I) pode ser fixa ou ajustável (dentro de uma faixa).trata-se de um dispositivo eletromagnético cuja armadura encontra -se presa a uma mola . normalmente possuem dois sistemas de proteção : Proteção contra Sobrecorrente . mas para isto é necessário que o disjuntor já venha com tal dispositivo de ajuste.I. Proteção contra curto circuito . H I 13 . este se aquece curvando a lâmina e desarmando o disjuntor. ipolar e tripolar .trata-se de um dispositivo térmico (lâmina bimetálica) sensível às condições de sobrecarga. quando pelos fios da bobina circular uma corrente alta suficiente. capaz de vencer ação da mola a armadura então será tracionada pelo núcleo promovendo então abertu dos ra contatos desarmando o disjuntor.

para um disjuntor cuja corrente nominal ( I = 15A ) a faixa de atuação de seu N dispositivo eletromagnético é de 150 a 450 A. sendo que este último ao passar uma corrente superior a sua corrente de operação o seu disparo ocorrerá após um tempo de retardo ocasionado por um circuito temporizador. Q P i S A c mbin çã b bin m gnétic . evit n n n bimet l. Minidisjuntor tipo Americano (NEMA) É geralmente mais robusto.Temos dispositivos eletromagnéticos de disparo são cl ssificados em a três grupos: instantâneo. em e lt c rrente (curt -circuit ) c .C nt t móvel rc . lt eletivi e e ur bili e i junt r Tais disjuntores possuem boa confiabilidade na proteção contra sobrecargas devido o seu dispositivo térmico trabalhar próximo ao seu valor nominal de corrente. b. extra r pido e de retardo.ermin l inferi r .Lig .C nt t fix . Os disjuntores que operam em baixa tens o e geralmente trabalham com proteção térmica e eletromagnética são chamados de isjuntores termomagn ticos. seu dispositivo eletromagnético não é bobinado o que o torna sensível apenas a altas correntes de operaç o (I) de 10 a 30IN. portanto a estes vamos dedicar os nossos estudos.re p n ável pel i p r p r brec rg (térmic ) . o que o torna mais sensível a pequenos valores acima da corrente de operaç o (I). p V V U F t Ilu tr tiv TT 14 T V T V a TV T U T V V V UV V V V V Va aVa a V VU a T a a V V V T V a Ta a a VV V V aT V V V V T V Ta V T a a V V h T T T V VV WW T V Y dW T V TU T T V U T U T U V g aT T U T UV V TUV aVV T UT V T V T VV V V U T a V a T T V T T a UV V U T V T T V V U T TU T a T V V V V a a TV T f T TV T e U T T V U T V aU d a aV V V c T VU TV U T U T U V T b Ta V T VV ` a U V Y X V W V U a T T V R P rte Extern . sua caixa é de baquelite preta.b c n içõe e f lt . c nt t 8 . lt c p ci e e ruptur . Os minidisjuntores termomagnéticos de caixa moldada (caixa plástica hermeticamente fechada) com correntes nominais de 5 a 100A são para nós os mais empregados. term plá tic ermin l uperi r Câm r e extinçã e rc B bin re p n ável pel i p r in t ntâne (m gnétic ) Al v nc : . Minidisjuntores tipo Europeu (DIN) Possuem mecanismos de alta precisão.Clip p r fix çã n trilh DI - .Bimet l . Enquanto que o seu dispositivo eletromagnético opera dentro de uma faixa.Gui p r c nt t fix e rc re ult nte é gui móvel e f t p r câm r e extinçã . a. cujo valor inicial é superior ao valor de sobrecorrente e o seu valor final é o valor da capacdade de i interrupção do disjuntor. rc gui e câm r e extinçã e rc g r ntem r pi ez n e rme. sua caix não é de baquelite a e geralmente possui cor clara.De lig : ver e vi ível : vermelh vi ível I . Os minidisjuntores são divididos em duas classes: tipo europeu e tipo americano. isto é . O seu dispositivo eletromagnético é bobinado.

menor será o valor da Icc neste quadro. Por exemplo.5 A a 75 A. 2. Desta forma. pois saibam que quanto maior a capacidade de ruptura. porém com preços diferentes. Quanto mais longe estiver o quadro elétrico do transformador da instalação. Se tais valores forem superados na ocorrência de um curto circuito. enquanto que para o tipo G a faixa de atuação varia de 105 A a 150 A. circuitos de iluminação e comando. pois o disjuntor tem que ser mais robusto. sendo indicados para proteção de circuitos nos quais existem cargas motrizes. Portanto para um disjuntor cuja corrente nominal seja 15A a faixa de atuação para tipo L varia de 52. o cálculo de Icc para cada quadro da sua instalação pode representar uma economia.de acordo com sua tabela de corrente nominal em função da temperatura. Tipo L: possuem os disparadores eletromagnéticos ajustados para atuar entre 3. Por normas . os disjuntores não 15 .Tais disjuntores são classificados em dois tipos: L e G 1. por exemplo. sendo indicados para proteção de instalações residenciais .9 A. A tabela 7 nos dá os valores das correntes convencionais dos principais dispositivos de proteção contra sobrecorrentes em acordo com as normas NBR. mas os demais podem exigir apenas 5KA/220VCA.5 e 5 vezes a corrente nominal. ao invés de manter a integridade da instalação poderá colar seus terminais mantendo a destruidora corrente de curto circuito ou. portanto não se trata de valores obtidos de tabelas de fabricante. isto faz com que a temperatura do quadro terminal suba por muitas vezes a valores superiores a 40 °C. etc. Uma vez que os disjuntores são calibrados a uma temperatura que não ultrapassa 40 oC é de se esperar então que passe a responder a valores de correntes inferior a sua capacidade nominal. "explodir´. CAPACIDADE DE RUPTURA: A capacidade de interrupção de um disjuntor representa o valor máximo da corrente de curto circuito (Icc) que o fabricante do disjuntor assegura que o mesmo pode suportar sem sofrer avarias. já que suportam a corrente de partida de motores que é da ordem de 6 IN. ou o que está no poste da Concessionária de energia elétrica) e do comprimento dos cabos desde o seu quadro elétrico até este transformador. o respectivo disjuntor de proteção. Nota: Quando se trata de instalações comerciais e industriais onde circuitos terminais de iluminação ficam ligados por mais de três horas. temos que à 50 oC o seu valor nominal cai para 14. A corrente de curto circuito depende do transformador que alimenta a instalação (ou o transformador da sua cabine primária. maior será o preço cobrado. 25KA/220VCA. O projetista encontrará vários disjuntores com a mesma corrente nominal e do mesmo fabricante. pois o seu quadro geral pode exigir. Tipo G: Possuem os disparadores eletromagnéticos ajustados para atuar entre 7 e 10 vezes a corrente nominal. um disjuntor monopolar da EATON de 16 A calibrado a uma temperatura ambiente de 40 oC . que pode variar de 5KA até 65KA. até mesmo.

primeira condição satisfeita 12A e I N e 41A IN (A) IN (A) IN (A) 5 30 63 10 35 70 16 40 80 20 45 90 25 50 100 TABELA 7 .Esta é uma tabela geral de valores de disjuntores sem especificar o fabricante. Análise para a segunda condição: I 2 e 1.6 80 74.0 85. portanto muitos fabricantes já fornecem uma tabela para escolha apropriado do disjuntor mediante a sua utilização em temperaturas diferentes das de calibração.Tabela de Correção de Temperatura (Disjuntores Eaton) TEMPERATURA a 40°C a 50°C a 50°C 16 14. portanto: 12A ” 16A ” 41A.0 CORRENTE NOMINAL (A) 32 29.45 v I Z Sabendo que I 2 e 1. IN =16A (tipo americano (NEMA) e tipo europeu (DIN)). temos: I 2 ! I A ! 1.45 v I Z IB e I N e IZ Análise para a primeira condição: Sendo: IB = 12 A (calculado) IZ = 41 A (Anexo 4) Analisando a tabela 7 encontramos um disjuntor de IN =16A (imediatamente superior ao valor calculado IB).0 Continuação do Exercício As condições anteriormente descritas para os fusíveis são também válidas para os disjuntores: 1a condição: a IB e I N e IZ 2 condição: I 2 e 1.4 68.6 53.45A Agora em posse da tabela 4 escolhemos que para os disjuntores de uso geral.35 v I N I2 = IA = corrente de atuação do disjuntor dentro de um tempo convencional T C.6 17.8 27.0 100 93.5 63 58.0 50 46.45 v 41A @ I 2 e 59.9 13.6 20 18.2 34. 16 .2 40 37.devem trabalhar a mais de 80% de sua capacidade nominal. TABELA 6 TABELA 6 .5 42.

temos: I 2 ! 1.45A A 2a condição também se verifica podemos então utilizar o disjuntor de 16A.60A e 59.35 v 16 @ I 2 ! 21.60A I 2 ! 21. 17 .Substituindo IN = 16A.

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