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Telecomunicações na Polícia Militar

Este documento trata de um curso sobre telecomunicações para policiais militares no estado de São Paulo. Ele discute os principais tópicos de telegrafia, telefonia, radiocomunicação, codificação e legislação relacionadas a telecomunicações. O documento fornece detalhes históricos sobre o desenvolvimento dessas tecnologias e seu uso na polícia militar de São Paulo.

Enviado por

Gabriel Santos
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Telecomunicações na Polícia Militar

Este documento trata de um curso sobre telecomunicações para policiais militares no estado de São Paulo. Ele discute os principais tópicos de telegrafia, telefonia, radiocomunicação, codificação e legislação relacionadas a telecomunicações. O documento fornece detalhes históricos sobre o desenvolvimento dessas tecnologias e seu uso na polícia militar de São Paulo.

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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO

DIRETORIA DE ENSINO
ESCOLA SUPERIOR DE SOLDADOS
“CORONEL PM EDUARDO ASSUMPÇÃO”

CURSO SUPERIOR DE TÉCNICO DE


POLÍCIA OSTENSIVA E PRESERVAÇÃO
DA ORDEM PÚBLICA

MATÉRIA 14: PREPARAÇÃO


BÁSICA DE POLÍCIA OSTE NSIVA
UD 03: TELECOMUNICAÇÕES

Departamento de Ensino e Administração


Divisão de Ensino e Administração
Seção Pedagógica
Setor de Planejamento

APOSTILA ATUALIZADA EM ABRIL DE 2009 PELO 1º TEN PM FARIAS DO CSM/M TEL.


ÍNDICE:

DESCRIÇÃO PAG.

DIVISÃO DE ENSINO E ADMINISTRAÇÃO ________________________________ _______________________ 1


a. PRINCÍPIOS DAS TELECOMUNICAÇÕES ________________________________ ___ 3
b. TELEGRAFIA ________________________________ ____________________________ 3
c. TELEFONIA ________________________________ _____________________________ 3
d. RADIOCOMUNICACÃO ________________________________ ___________________ 4
e. HISTÓRICO DA RÁDIOCOMUNICAÇÃO NA PMESP __________________________ 6
B) TELEFONIA ________________________________ ________________________________ _______________ 6
a. FENÔMENO BÁSICO DA TELEFONIA ________________________________ ______ 6
b. REGRAS DE COMUNICAÇÃO E ATENDIMENTO _____________________________ 7
c. PABX ________________________________ ________________________________ ___ 7
d. VANTAGENS DAS CENTRAIS PABX ________________________________ _______ 8
e. FAC-SÍMILE: ________________________________ ____________________________ 8
f. VOIP: VOZ SOBRE IP ________________________________ _____________________ 8
C) TELEMÁTICA ________________________________ ________________________________ _____________ 9
a. CONCEITO ________________________________ ______________________________ 9
b. CONCEITO DE REDES ________________________________ ____________________ 9
c. INTRANET ________________________________ _____________________________ 10
d. INTERNET ________________________________ _____________________________ 10
e. COMPUTAÇÃO EMBARCADA ________________________________ ____________ 11
D) RADIOCOMUNICAÇÃO ________________________________ ________________________________ ___ 12
a. CONCEITO ________________________________ _____________________________ 12
b. APRESENTAÇÃO DE UM TRANSCEPTOR ________________________________ __ 12
c. FUNCIONAMENTO ________________________________ ______________________ 12
d. FREQÜÊNCIA ________________________________ __________________________ 13
e. TIPOS DE MODULAÇÃO: ________________________________ ________________ 13
f. ESPECTRO DE FREQÜÊNCIA ________________________________ _____________ 14
g. TABELA DE EQUIVALÊNCIA ________________________________ _____________ 14
h. TIPOS DE SISTEMAS DE RÁDIOS DA PM ________________________________ __ 14
i. TIPOS DE ESTAÇÕES ________________________________ ____________________ 16
j. TÉCNICAS DE UTILIZAÇÃO E EXPLORAÇÃO DA REDE RÁDIO ______________ 16
E) CODIFICAÇÃO PM ________________________________ ________________________________ ________ 17
a. SIGLAS MAIS USADAS ________________________________ __________________ 17
b. CÓDIGO “Q”________________________________ ____________________________ 17
c. CÓDIGOS MAIS USUAIS NO SERVIÇO DE POLICIAMENTO __________________ 18
d. STATUS DE VIATURAS ________________________________ ___________________ 3
e. CÓDIGO DE OCORRÊNCIAS________________________________________________3
G) 5. LEGISLAÇÃO________________________________ ________________________________ ___________ 20
a. LEI Nº. 4.117, de 27Ago62 (CBT) ________________________________ ___________ 30
b. LEI Nº. 9.296, de 24Jul96 (Intercep. Telefônica), Regula o inciso XII do Art. 5º CF ____ 31
c. NOVA LEI GERAL DE TELECOMUNICAÇÕES ______________________________ 31
d. CÓDIGO PENAL ________________________________ ________________________ 32
e. BOLETIM GERAL PM Nº. 77, DE 22ABR96. (EXCLUSIVO PARA PM) ___________ 33
f. BOLETIM GERAL PM Nº. 163 DE 22AGO96 ________________________________ _ 33
a. PRINCÍPIOS DAS TELECOMUNICAÇÕES

Designação genérica das comunicações a longa distância que abrange a transmissão, emissão ou
recepção de sinais, sons ou mensagens por meio de fio metálico, rádio, eletricidade, meios ópticos
ou qualquer outro processo eletromagnético.

O processo que envolve a transmissão e a recepção de mensagens entre uma fonte emissora e um
destinatário receptor, no qual as informações, transmitidas por intermédio de recursos físicos (fala,
audição, visão etc.) ou de aparelhos e dispositivos técnicos, são c odificadas na fonte e decodificadas
no destino com o uso de sistemas convencionados de signos ou símbolos sonoros, escritos,
iconográficos, gestuais etc.

SINAL – é a representação apropriada de uma informação, de forma que esta possa ser transmitida.
MEIO DE TRANSMISSÃO – é o meio físico ou atmosférico, por onde o sinal é transportado.
TRANSMISSOR – fonte de onde se origina a informação. Transforma a informação em um sinal
adequado para trafegar no meio de transmissão.
RECEPTOR – é o destinatário da inform ação. Capta o sinal transmitido, transformando -o com, a
maior fidelidade possível, na informação original.

b. TELEGRAFIA

Samuel Morse (1791-1872) desenvolve o código que recebeu o seu nome.


Na verdade não é um código, mas sim um alfabeto cifrado em sons curtos
e longos. Morse também foi o inventor de um dispositivo que chamou de
telégrafo e, em 1844, enviou sua primeira mensagem com os dizeres
"What hath God wrought". A história de morse é muito interessante
porque, ao contrário do que se espera, a telegr afia deve-se a um artista e
não a um cientista.

c. TELEFONIA

Em 1876, um fato novo iria revolucionar as telecomunicações. Tratava -se


da recente invenção do TELEFONE. O físico britânico ALEXANDRE
GRAHAM BELL estava envolvido na busca de um aparelho para a
educação de deficientes auditivos, isso porque era professor de surdos -
mudos. Embora tivesse conhecimento muito limitado de eletricidade era de
uma inventividade fora do normal, disputando com dois notáveis de seu
tempo, ELISHA GRAY, co-fundador da empresa Western Electrie, e
THOMAS ALVA EDISON, ele ganhou a corrida inventando um aparelho
de uso prático. O seu microfone magneto -indutivo tinha pouca potência de
saída, porém mostrou-se esplêndido como receptor. Genericamente o
telefone é o equipamento que serve para as comunicações por fio. Inventado em 1876 por
Alexandre Graham Bell, hoje o telefone também usa o rádio formando “Links” de microondas ou o
satélite, a fim de facilitar as ligações à longa distância além de cabos submarinos ligando
continentes. Obs. (Em 1982 a EMBRATEL inaugurou o sistema “ATLANTIS” entre Recife e
Portugal, ampliando a comunicação telefônica e de telex entre a América do Sul e os países da
África e da Europa).
d. RADIOCOMUNICACÃO

Guglielmo Marconi

Nasceu em Bolonha, na Itáli a, em 1874. Filho de pai italiano e mãe


irlandesa, sua família era bastante abastada. Estudou em Florença,
depois freqüentou o Instituto Tecnológico de Livorno, onde estudou
física. Ainda no Instituto, em 1894, leu um artigo que chamou sua
atenção. Heinrich Herz, que deu o nome às unidades hertz e megahertz,
descobriu e produziu pela primeira vez as ondas de rádio em 1888, o
referido artigo, sugeria a possibilidade de usar ondas de rádio na
comunicação sem fios. Marconi, fascinado pela idéia, começou a faze r
experiências em casa.Um ano após ele já havia enviado e recebido
sinais além do alcance da visão, inclusive ultrapassando um morro.
Alcançando distâncias cada vez maiores - chegou a enviar sinais
elétricos a mais de 3 km - em 1896 resolveu patentear o pr ocesso. O governo italiano não mostrou
interesse pela sua descoberta. A marinha britânica, no entanto, mostrou -se altamente interessada e
instalou o equipamento de rádio de Marconi em alguns de seus navios.
O alcance das transmissões tornou -se gradativamente maior até que, em 1899, Marconi conseguiu
enviar um sinal por cerca de 15 km através do canal de Bristol e por 50 km através do Canal da
Mancha até a França. Na primavera de 1899, Marconi observou que, ao contrário do esperado, a
recepção era possível além do horizonte. Sinais de um transmissor em Wimereaux foram recebidos
em Chelmsford, distantes 135 km. Em 1900, encorajado pelo sucesso, Marconi decidiu tentar o
impossível: uma transmissão transatlântica. O conhecimento da ionosfera e os mecanismos de
propagação eram absolutamente desconhecidos. Todas as análises dos experts da época levavam a
crer na impossibilidade deste feito. A maioria acreditava que a curvatura da Terra impediria a
transmissão dos sinais por mais de 300 km - Marconi provou que estavam todos equivocados.
Em Janeiro de 1901 conduziu alguns experimentos entre dois pontos da costa sul da Inglaterra,
distantes 300 km (Ilha de Wight -Cornualha). A altura das estações não excedia 100 m, quando a
altura deveria ser superior a 1.600m para evit ar a curvatura da Terra. Conforme Marconi "Os
resultados obtidos nestes testes... parecem indicar que as ondas eletromagnéticas, da forma que
adotei, poderiam ser capazes de se propagar apesar da curvatura da Terra, e, conseqüentemente,
mesmo entre grandes distâncias, como aquela entre a América e a Europa, o fator curvatura
poderia não constituir uma barreira intransponível para a telegrafia no espaço".
Marconi construiu em Poldhu (Cornualha) um transmissor de 15 KW derivado de um alternador
fornecendo 2.000 V em 50 Hz, com comprimento de onda 1.800m. O receptor foi colocado em
São João (Terra Nova) a uma distância de 3.684 km. Em 12 de dezembro de 1901, após inúmeras
tentativas, três sinais fracos foram detectados por Marconi. Retirando os fones de ouvido e
estendendo-os ao seu assistente Geoge Kemp, pediu uma confirmação: "Você consegue ouvir
algo, Senhor Kemp?". A resposta afirmativa inaugurava uma nova era e deixou o mundo atônito:
os três pontos (...) que correspondem à letra "S" no código Morse haviam sido transmitidos de
Poldhu (Inglaterra) até a Terra -Nova (Canadá), com uma antena de 120m (400 pés) conectada a
um coesor, cobrindo cerca de 3.500 km. Os grandes cientistas da época, inclusive Thomas A.
Edison, não pouparam elogios.
Iniciava-se assim, definitivamente, a era da comunicação sem fio. Em 1903, os Italianos
construíram uma estação para a radiocomunicação com Buenos Aires (8.000 km de distância). Em
12 de outubro de 1931, utilizando um telecomando em Roma, Marconi acionou a chave geral da
iluminação do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Marconi recebeu o Prêmio Nobel de Física em
1909, compartilhado com Ferdinand Braun. O rei da Itália nomeou -o, no mesmo ano, senador. Em
1929 recebeu o título de Marquês. Guglielmo Marconi faleceu em 1937.
Roberto Landell de Moura
Gaúcho, nascido em Porto Alegre, aos 21 de janeiro de 1861, na igreja do
Rosário, que anos mais tarde viria a ser seu vigário. Landell de Moura era
o quarto de quatorze irmãos, sendo seus pais o Sr. Ignácio José Ferreira
de Moura e Sara Mariana Landell de Moura, ambos descendentes de
tradicionais famílias rio-grandenses - o pai, descendente de portugueses e
a mãe de escoceses. Roberto Landell de Moura estudou com o pai as
primeiras letras. Freqüentou a Escola Pública do Professor Hilá rio
Ribeiro, no bairro da Azenha, a seguir entrou para o Colégio do Professor
Fernando Ferreira Gomes. Com 11 anos, em 1872, estudou no Colégio
Jesuíta de Nossa Senhora da Conceição, de São Leopoldo -RS, onde
concluiu o curso de Humanidades. Após seguiu par a o Rio de Janeiro,
onde foi cursar a Escola Politécnica. Em companhia do seu irmão
Guilherme, seguiu para Roma, onde ambos estudaram direito canônicos.
Em 22 de março de 1878 matriculou -se no Colégio Pio Americano, cursando simultaneamente
Física e Química na Universidade Gregoriana. Em 28 de outubro de 1886 foi ordenado Padre.
Em fevereiro de 1887 foi nomeado capelão da Igreja do Bonfim e professor de História Universal
no Seminário Episcopal de Porto Alegre. Em 1891 foi conduzido a vigário, por um ano, n a cidade
de Uruguaiana-RS. Em 1892 é transferido para o Estado de São Paulo, onde foi vigário em Santos,
Campinas e São Paulo capelão do Colégio Santana. Em julho de 1901 partiu para os Estados
Unidos da América do Norte. Retornou a São Paulo em 1905, diri gindo as Paróquias de Botucatu
e Mogi das Cruzes. Em 1908 voltou ao Rio Grande do Sul onde dirigiu a Paróquia do Menino
Deus e, em 1916, a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário.
Padre Landell foi um dos pioneiros na descoberta do telefone sem fio, ou rádio, como é hoje
conhecido, o precursor da radiotelefonia, o bandeirante da própria televisão, o descobridor das
Ondas Landellianas. Em 1893, muito antes da primeira experiência realizada por Guglielmo
Marconi, o gaúcho padre Landell de Moura realizava em São Paulo, do alto da Av. Paulista para o
alto de Sant'Ana, as primeiras transmissões de telegrafia e telefonia sem fio, com aparelhos de sua
invenção, numa distância aproximada de uns oito quilômetros em linha reta, entre aparelhos
transmissor e receptor, pre senciada pelo Cônsul Britânico em São Paulo, Sr. C. P. Lupton,
autoridades brasileiras, povo e vários capitalistas paulistanos.
Tratava-se da primeira radiotransmissão da qual se têm notícias. Só um ano depois foi que
Marconi iniciou as experiências com se u telégrafo sem fio. Em virtude do brilhante êxito de suas
experiências inéditas, em nível mundial, Landell obteve uma patente brasileira para um "aparelho
destinado à transmissão phonética à distância, com fio ou sem fio, através do espaço, da terra e do
elemento aquoso", patente nº. 3.279. Era o dia 09 de março de 1901. O mérito do Padre Landell é
ainda maior se considerarmos que desenvolveu tudo sozinho. Era dessas pessoas que, além do seu
lado místico, integrava em sua personalidade o gênio teórico e o lado prático para a construção de
seus aparelhos.
Réplica do primeiro radiotransmissor do mundo. Ele era o cientista, o engenheiro e o operário ao
mesmo tempo. Consciente de que suas invenções tinham real valor, o padre Landell partiu com
destino aos Estados Unidos da América, quatro meses depois, com o intuito de patentear os seus
aparelhos.
Obtêm três patentes em Washington, Estados Unidos:
"Transmissor de Ondas" - precursor do rádio, em 11 de
outubro de 1904, patente de nº. 771.917; "Telefone sem f io" e
"Telégrafo sem fio" em 22 de novembro de 1904, patentes de
nºs. 775.337 e 775.846.
Nas patentes agrega vários avanços técnicos como transmissão por ondas contínuas, por meio da
luz, princípio da fibra óptica e por ondas curtas; e a válvula de três e letrodos, peça fundamental no
desenvolvimento da radiodifusão e para enviar mensagens. Também em 1904 o Padre Landell
começa a projetar, de forma precursora, a transmissão da imagem, ou seja, televisão e de textos,
teletipo, à distância.
e. HISTÓRICO DA RÁDIOCOMUNICAÇÃO NA PMESP

1969 Criação do COPOM.


1971 Inauguração do COPOM
1969 a 1980 Extensão do serviço de radiopatrulha a centenas de municípios.
1986 Novo COPOM – implantação do SIOPM (Sistema Operacional da Polícia
Militar) e DVAC (Despacho de Viatura Assistido por Computador).
1988 Greve na PMESP – redes convencionais inoperantes.
1989 Sistema Trunking (Troncalizado) – projeto de implantação em duas fases:
1ª zona Central da Capital e
2ª região metropolitana.
1991 Inauguração da primeira fas e do sistema Trunking.
1992 CSM/MTel – aquisição de rádios VHF linha convencional avançada, para a
Capital e Interior.
1998 Ativação do SIOPM 2, aquisição de novas consoles de rádio -despacho, nova
central de telefonia para o COPOM e aquisição de repetid ora de alto tráfego
para os sítios de propagação do sinal de rádio.
2004 Implantação do Sistema Digital de radiocomunicação. Projeto piloto Vale do
Paraíba.
2005 Implantação do Sistema Digital na Região Metropolitana.
2006 Implantação do Sistema Digital na Capital e Ativação do SIOPM Corporativo
2007 Implantação do Sistema Digital em Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Piracicab a
2008 Implantação do Sistema Digital em Sorocaba e expansões em São José d os Campos
e Santos

b) TELEFONIA

a. FENÔMENO BÁSICO DA TELEFONIA

Transformação da energia acústica em elétrica e vice -versa, especialmente a voz humana.


Meio de transmissão mais comum – Linha discada (linha comum), na qual se pode trafegar
sinalização por pulso ou decádica (analógica) e por tom ou multifreqüencial (digital).

b. REGRAS DE COMUNICAÇÃO E ATENDIMENTO

A padronização de atendimento telefônico na Polícia Militar visa o melhor aproveitamento da


utilização das centrais telefônicas e o bem servir, tanto ao público externo quanto interno.

Para tal devem ser constantemente observadas as seguintes regras:

 Quando alguém realizar ligações telefônica à uma OPM para obter informações ou
transmitir uma ocorrência, deve ser atendido com rapidez, eficiênci a e cortesia;
 Ainda que o cidadão seja descortês (indelicado e grosseiro), irascível (propenso à
ira) e exagere na sua inquietação, o PM que escuta deve permanecer tranqüilo,
equânime (ponderado, equilibrado, justo ou imparcial) e solícito (dado a servir o s
outros, prestativo, zeloso e apreensivo);
 O PM deve falar com clareza e sua voz deve transmitir sinceridade, compreensão e
interesse em ajudar;
 Quando o telefone chama, o policial deve atendê -lo imediatamente, e se possível,
logo ao primeiro sinal (toque ), com as seguintes palavras: POLÍCIA MILITAR ÀS
SUAS ORDENS, bom dia, Sd PM...

c. PABX

(Private Automatic Branch Exchange) Central Privada de Comutação


Automática. A ANATEL denomina CPCT — Central Privada de Comutação
Telefônica.
1 - As ligações entre ramais são automáticas.
2 - Ligações externas:
a) Manuais: Telefonista (o usuário disca “9” e pede a ligação); e
b) Automáticas: disca-se um número padrão (normalmente “O” zero),
obtendo-se um tronco e recebendo o tom de linha, podendo então discar o número desejado.

O PABX, de acordo com o fabricante, pode oferecer uma série de serviços ou recursos como, por
exemplo:

1- Categoria de Ramais:
a)Ramal restrito: - somente se intercomunica com outros ramais.
b)Ramal semi-restrito: - pode também receber chamadas externas.
c)Ramal irrestrito: - pode fazer chamada externa e interna, receber chamada externa sem que
este passe pela telefonista (DDR).
2 - Transferência da Ligação para outro ramal (tecla “Flash”);
3 - Siga-me;
4 - Correio de Voz;
5 - DDR – (Discagem Direta à Ramal) É uma opção que algumas centrais telefônicas do tipo
PABX oferecem em que todas as suas comutações são feitas automaticamente, inclusive as
chamadas entrantes no sistema;
6 - Conferência;
7 – Re-chamada sobre ramal ou tronco ocupado;
8 - Bilhetagem e Tarifação; e
9 - Serviço Noturno e outros.

d. VANTAGENS DAS CENTRAIS PABX

1 - Economia quanto a:
a) Quantidade de linhas (troncos) da concessionária (Telefônica);
b) Quadro de distribuição Geral (QDG);
c) Cabeação interna; e
d) Pulsos Telefônicos (ramal a ramal).

2 - Otimização do uso de linhas externas.


3- Interligação com outros PABX, inclusive a longas distâncias.

e. FAC-SÍMILE:

Equipamento que reproduz e transmite via linha telefônica, imagens


e textos impressos em papeis.

O assinante origem “A” disca o número do assinante destino “B” e


recebe deste o tom do equipamento de fac -símile, indicado que “A”
pode introduzir o documento em seu equipamento para transmiti -lo a
“B”. As informações passadas por “A” são reprodu zidas em um
papel térmico existente no aparelho de “B”.
Este equipamento substituiu o antigo STM 400 e TELEX.

f. VOIP: VOZ SOBRE IP

O VoIP (Voice over Internet Protocol), objetiva utilizar -se da rede internet
ou intranet, que trafega dados para trafegar vo z no formato digital. O
conceito é razoavelmente simples: converter os pacotes de voz analógicos
provenientes de aparelhos telefônicos e PABX em pacotes digital, e fazê -lo
trafegar em uma rede pública (internet) ou privada (intranet)

Em decorrência destes conceitos apresentados, empresas podem "criar" uma rede de


telefonia privada a baixo custo de aquisição e baixo custo operacional. Vale a pena ressaltar
que então necessitamos de um plano de numeração (número de telefone), então com
raciocínio análogo ao de telefone, necessitamos de um número para se discar de um número
a outro. Na internet, existe um plano de numeração, que são chamados de número IP real,
válido e fixo na internet do tipo 200.147.234.124 (onde o número 200 significa que é no
Brasil). Fazendo uma analogia:
c) TELEMÁTICA

a. CONCEITO

A telemática pode ser definida, introdutoriamente, como o "conjunto das técnicas de informática e
das telecomunicações", assim apontada por MATHELOT. Essa definição é momentaneamente
satisfatória, e, embora lacuno sa, passiva e factível de questionamentos, cumprem um objetivo
primário, qual seja, delimitar inicialmente o objeto central do trabalho. Dentre as principais dúvidas
está a de ser o melhor conceito um simples conjunto ou, ao invés, o produto de uma adequad a
combinação de elementos, sendo aqui entendidos: combinação como o ato de ligar, unir ou fundir;
produto como resultado, conseqüência; e conjunto como reunião de partes que soma características
da informática, das telecomunicações e os novos atributos ger ados pela combinação apontada.
Embora não esteja configurada uma situação tão extremada como a da água, eis que as
características dos componentes originários estão integralmente presentes na telemática , a
constituição do seu conceito gera inovações, como , por exemplo, a internet..Então, é um pouco
mais satisfatória a definição da telemática como o conjunto e o produto da adequada combinação
das técnicas de informática e telecomunicações, no qual estão preservadas as características de
ambas bem como gerados novos atributos. É necessário, então, definir as aludidas técnicas, com o
cuidado de estabelecer um limite para a apresentação de definições acessórias, evitando um regresso
ao infinito, no qual vão sendo definidos os componentes dos componentes e assim sucessivamente.
Serão definidas informática e telecomunicações. Informática é uma palavra surgida da contração
das expressões informação e automática, geralmente creditada a DREYFUS, o qual a definiu como
a "ciência do tratamento automático e racional da informação, considerada como suporte dos
conhecimentos e das comunicações". Existem, igualmente, inúmeras polêmicas sobre os limites e
sentidos desse conceito, mas vamos deixá -las de lado, por ora, mesmo por que a legislação nacional
consagrou tal ponto de vista, através do artigo 3o. da Lei 7.232/84.

b. CONCEITO DE REDES

Redes são sistemas organizacionais capazes de reunir indivíduos e instituições, de forma


democrática e participativa, em torno de objetivos e/ou temáticas comuns.
Estruturas flexíveis e cadenciadas, as redes se estabelecem por relações horizontais, interconexas e
em dinâmicas que supõem o trabalho colaborativo e participativo. As redes se sustentam pela
vontade e afinidade de seus integrantes, caracterizando -se como um significativo recurso
organizacional, tanto para as relações pessoais quanto para a estruturação social.
Na prática, redes são comunidades, virtual ou presencialmente constituídas. Essa identificação é
muito importante para a compreensão conceitual. As definições de Rede falam de células, nós,
conexões orgânicas, sistemas.tudo isso é essencial e até mesmo historicamente correto para a
conteituação, mas é a idéia de comunidade que permite a problematização do tema e,
conseqüentemente, o seu entendimento.
Uma comunidade é uma estr utura social estabelecida de forma orgânica, ou seja, se constitui a
partir de dinâmicas coletivas e historicamente únicas. Sua própria história e sua cultura definem
uma identidade comunitária. Esse reconhecimento deve ser coletivo e será fundamental para os
sentidos de pertencimento dos seus cidadãos e desenvolvimento comunitário.
A convivência entre os integrantes de uma comunidade, inclusive o estabelecimento de laços de
afinidade, será definida a partir de pactos sociais ou padrões de relacionamento.
Essa analogia conceitual se desdobra em algumas considerações que merecem pontuações, caso de
rede de computadores podemos concluir que para que exista uma rede é necessário mais de uma
máquina que estejam interligadas entre si compartilhando recursos e inf ormações.

c. INTRANET

É uma rede corporativa de computadores que disponibiliza e transmite informações através da WEB
para que os funcionários, colaboradores, administradores possam compartilhar informações e
expertise com uma velocidade próxima a da luz.

Para a que a Intranet consiga atingir o seu objetivo que é a disseminação do conhecimento e
agilidade nos processos informativos deve existir uma consciência corporativa do tratamento e
disponibilização do conhecimento.

Browser - é um software (programa ) usado para contatar e obter dados contidos em servidor WEB
de forma remota usando um protocolo de comunicação TCP/IP.

Vantagens:

1- Facilidade e rapidez para atualização de informações;


2- Banco de dados único para toda a corporação;
3- Maior facilidade de acesso às informações;
4- Diminui a burocracia e o papel;
5- Maior conhecimento e proximidade entre OPMs; e
6- Maior facilidade na Gestão do Conhecimento.

Para acessar a Intranet o usuário deve ter acesso a um equipamento que possibilite tal tarefa a lém
de um endereço IP que identifique sua máquina como sendo um cliente da rede válido. Tais
endereços são controlados pelo Centro de Processamento de Dados da PM.

O acesso a Intranet é de uso liberado a toda a organização até o nível de Companhia PM.

d. INTERNET

A rede mundial de computadores surge na década de 60, num panorama mundial cercado pela
Guerra Fria. O Departamento de Defesa norte -americano queria ter posse de um meio de
comunicação que não sofresse danos num suposto ataque nuclear da URSS aos EUA, que portanto
tivesse dentro das suas principais características, a descentralização, onde as informações poderiam
ser transmitidas por vários pontos do território americano, e mesmo que um deles fosse atingido,
esta rede ainda estaria funcionando.

Na década de 70 a rede foi apropriada pelas universidades e centros de pesquisa, e daí tornou -se um
meio não de troca de informações militares, mas de resultados científicos, recados e piadas; já se
iniciava uma apropriação mais popular da rede.
Em 1990 pesquisadores suíços desenvolveram a WWW (Wide World Web), para organizar de
maneira mais prática e simples os dados que transitam no ciberespaço através da Internet. A WWW
proporcionou a aplicação de interfaces gráficas bastantes funcionais (como os browsers ou
navegadores).

O acesso a Internet na Polícia Militar são de uso restrito a usuários autorizados e os acessos são
controlados pelo CPD por meio de configurações no Proxy e Firewall. A de se lembrar que o
usuário que tem acesso a Internet e possui e -mail estão sujeitos as instruções e regulamentações
contidas na I-30, I-31 e I-32 PM, sendo vedado uso diferente do necessário para o trabalho,
podendo ser passível até com a exoneração em decorrência do mau uso.

e. COMPUTAÇÃO EMBARCADA

Com a iminente mudanç a de tecnologia do sistema de radiocomunicação ora analogia e em


processo de digitalização é nosso dever trazer ao policial em treinamento as possibilidades e
prováveis tecnologias que ele estará utilizando no exercício de suas funções. A computação
embarcada é um recurso possível que trará ao COPOM a possibilidade de se dedicar
exclusivamente as ocorrências de cunho policial; solicitações com verificação de placas de veículos,
registros gerais, identificação por biometria, relação de caráter geral tudo iss o poderá ser consultado
e lançado no computador que estará instalado na viatura policial. Isso não é ficção e em vários
locais do mundo as forças de polícia já estão utilizando este recurso.
Dessa forma é de vital importância que o policial esteja familiar izado com conceitos de informática
para que possa utilizar as ferramentas de uma forma mais eficiente.
d) RADIOCOMUNICAÇÃO

a. CONCEITO

Radiocomunicação é a comunicação realizada por meio de ondas de rádio ou


eletromagnéticas.

b. APRESENTAÇÃO DE UM TRANSC EPTOR

Todo rádio usado na corporação tem os seguintes controles:


1 - Volume (liga – desliga – volume)
2 - Chave de freqüência (seletora de canais)
3 - Controle de Squelch (silenciador)

O Squelch é um ruído conhecido como randômico (qualquer sinal aba ixo de 0,3 microvolts),
gerado dentro do próprio rádio, que serve de referencial para que o rádio passe a captar sinais acima
dele, ou seja, sinais que possuam melhor qualidade de áudio. Portanto, a tecla de controle de
squelch funciona como um sintoniz ador de sinais, à medida em que queremos receber sinais abaixo
daquele ruído randômico gerado pelo rádio.

O rádio usado na corporação é composto por dois circuitos distintos, a saber:


Transmissor + receptor = transceptor .

c. FUNCIONAMENTO

Transmissor: em um transceptor, ao apertarmos a tecla do microfone (PTT - Push To Talk), o


aparelho passa a gerar e a propagar ondas através de sua antena. Quando falamos ao microfone, esse
transforma nossa voz, de freqüência de áudio em sinais elétricos, mandando -o para o transceptor,
que fará com que a onda portadora o transporte até o receptor.
Receptor: em um transceptor ligado e sintonizado para receber ondas portadoras de freqüências
igual ao que acima citamos, ocorre o recebimento da onda portadora através de uma ant ena. Essa
onda traz um sinal elétrico, que ao entrar no transceptor será transformado novamente em
freqüência de áudio (quando ouvimos o rádio).

d. FREQÜÊNCIA

Freqüência é a quantidade de repetições de uma onda completa em um


segundo. Assim, analisando o gráfico de uma onda, a vemos partindo do
ponto médio ao ponto mais alto ou (positivo) e em seguida ao mais baixo
(negativo) voltando novamente ao ponto inicial. As repetições dessa
mesma onda em um segundo seria então a freqüência.

Uma freqüência de 20 Hz contém então 20 ciclos ou repetições de uma


mesma onda sonora no espaço de tempo de um segundo. Pense agora em
uma freqüência de 20 kHz, seriam 20 mil ondas distintas, passando em um segundo.

Esse é a justamente o escopo da capacidade de audição humana . Ou seja, se um som tem menos de
vinte ou mais de vinte mil repetições por segundo, nós não conseguimos ouvi -lo.

e. TIPOS DE MODULAÇÃO:

AM – A modulação em AM é o tipo de transmissão na qual a informação esta contida na mudança


na amplitude da onda.

FM – A modulação em FM é o tipo de transmissão na qual a informação esta na modificação da


freqüência.

FSK (Frequency Shift Keying) A modulação FSK atribui freqüências diferentes para a portadora
em função do bit que é transmitido. Portanto, quando um bit 0 é transmitido, a portadora assume
uma freqüência correspondente a um bit 0 durante o período de duração de um bit. Quando um bit 1
é transmitido, a freqüência da portadora é modificada para um valor correspondente a um bit 1 e
analogamente, permanece nesta freqüência durante o período de duração de 1 bit.

MODULAÇÃO: é a técnica através da qual o equipamento associa a informação à freqüência da


portadora.

MODULADOR: dispositivo responsável pela translação (muda determinada freqüência para outra
freqüência) associando o áudio à portadora.

DEMODULADOR: recupera a informação original, retirando -a da portadora.


Transmissor de sinais (TX)
Receptor de sinais (RX)

f. ESPECTRO DE FREQÜÊNCIA

Frequência Banda Utilização


10 Hz a 30 kHz VLF Uso em projetos de laboratório
30 kHz a 300 kHz LF Marinha, radiodifusão, comum submarina, etc.
300 kHz a 3 MHz MF Radiodifusão em ondas médias, radioamador.
3 MHz a 30 MHz HF Ondas curtas, comuns à distância, radioamador.
30 MHz a 300 MHz VHF FM, TV, comum rádio móvel, aeronáutica, etc.
200 MHz a 3 GHz UHF FM, TV, Rádio Enlaces, etc.
3 GHz a 30 GHz SHF Microondas em visibilidade, radar, etc.
30 GHz a 300 GHz EHF Projetos de laboratório, microondas, etc.

g. TABELA DE EQUIVALÊNCIA

Grandezas Unidades Cíclicas


1Khz (Quilo Hertz) 103 Hz 1.000Hz
1Mhz (Mega Hertz) 106 Hz 1.000.000Hz
1Ghz (Giga Hertz) 109 Hz 1.000.000.000Hz

h. TIPOS DE SISTEMAS DE RÁDIOS DA PM

CONVENCIONAL

 Falta de Segurança
 Não consegue discriminar o ID (identificação digital) do tran sceptor;
 Não sabe quem está falando (somente se identificado).
 Interferência de canais (maior tendência a ruídos)

CONVENCIONAL AVANÇADO

 Possui maior segurança (inserção de protocolos digitais como: DPL (Digital Private Line) –
DHPL (Digital High Private Line) – Inibe Interferências)
 Identificação da unidade transmissora para os demais usuários da rede;
 Chamada de alerta;
 Chamada seletiva;
 Chamada de emergência.
 Utiliza “sinalização digital” junto com a comunicação, o que possibilita a transmissão de
sinalização de identificação do usuário e demais protocolos digitais, no momento em que o
usuário aperta o PTT.

TRUNKING

 Maior segurança;
 Níveis de prioridade nas comunicações;
 Facilita o agrupamento de Unidades em situação de emergência;
 Cobertura total das áreas, através da eliminação das zonas de sombra;
 Inibição dos rádios roubados ou extraviados;
 Identificação do ID do transceptor;
 Configuração de grupos de conversação;
 Chamada de emergência (brevidades);
 Conversação privada;
 Protocolos digitais de prot eção;
 Interconexão telefônica;
 O Trunking pode ser conectado ao convencional avançado;

Sistema oriundo dos Sistemas Entroncados Telefônicos, que tem por função principal de reduzir o
número de freqüências-rádio, aumentando, conseqüentemente, o número de u suários;

DIGITA CONVENCIONAL

BENEFÍCIOS.
 Utilização de Protocolos Abertos
 Interoperabilidade entre Sistemas de diferentes fabricantes
 Assegurar a Competitividade Entre Fornecedores – menor preço.
 Não Exigir Alocação de Novo Espectro
 Aumento da eficiência espectral.
 Cobertura e Qualidade de áudio
 Compatibilidade com os Sistemas VHF existentes – pode conversar com o analógico
 Capacidade de migração futura para sistema troncalizado digital.
 Privacidade de Voz – Transmissões de voz são realizadas digitalmente, impedindo as
e sc uta s c la nde stina s.
 Melhor qualidade de voz codificada – Além de digitalizado, o sinal de voz digital também
podem ser codificadas, permitindo uma Comunicação Segura (Encriptação), oferecendo
segurança adicional, mas com a mesma qualidade de voz das transmissões não codificadas.

RECURSOS DE UM SISTEMA DIGITAL

 Identificação de Unidade PTT- ID


 Chamada Seletiva
 Chamada de Emergência
 Inibição Seletiva de Rádio
 M o n i t o ra ç ã o R e m o t a d e R á d i o
 V e ri f i c a ç ã o d e R á d i o e m O p e ra ç ã o
 Acesso a Repetidoras de Alto Desempenho (alto tráfego, alta sensibilidade, imunidade a
i n t e rf e rê n c i a s )
 O p e ra ç ã o D u a l M o d e
 Agrupamento de redes em situação de emergência.
i. TIPOS DE ESTAÇÕES

PORTÁTEIS M Ó V E IS FIXAS REPETIDORAS

ESTAÇÕES FIXAS (fx)


São aquelas instaladas em imóveis ocupados pela Policia Militar: Batalhão, Cia PM, destacamento,
PP, etc;

ESTAÇÕES MÓVEIS (mv)


São aquelas instaladas em viaturas de qualquer natureza: terrestre, aeronáutica, marítima/aquática.

ESTAÇÕES PORTÁTEIS (HT)


São aquelas que, em razão de seu tamanho e operacionalidade, podem ser portadas ou carregadas
pelo policial. Exemplo: HT (Hand Talkie).

ESTAÇÕES REPETIDORAS (RPTX)


São aquelas que repetem automaticamente sinais de rádio ficam normalmente instaladas em
contêiner e ficam em lugares altos para melhor repetição dos sinais.

j. TÉCNICAS DE UTILIZAÇÃO E EXPLORAÇÃO DA REDE RÁDIO

O microfone utilizado nos equipamentos da Policia Militar, é do tipo “PUSH TO TALK” (aperte
para falar) e possui um botão ou tecla que, quando acionada, des liga a parte de recepção do
equipamento e liga a transmissão. Entre o acionar da tecla PTT e o desligar do circuito de
recepção/ ligar circuito de transmissão há um pequeno lapso de tempo (quase um segundo), por isso
o operador não deve apertar a tecla PT T e falar imediatamente, para que o início da frase não seja
interrompida.

A fim de evitar interferência na transmissão de outrem, o operador deve escutar por algum tempo,
antes de iniciar uma transmissão, isto é, certificar -se de que a freqüência ou cana l está livre e
desocupado.

Devemos tomar todo o cuidado para não mantermos pressionada acidentalmente a tecla PTT (pela
colocação de pastas, prancheta sobre o microfone), pois, caso ocorra, o transmissor ficará acionado,
transmitindo para a rede tudo o que for falado no interior da viatura, além de interromper toda
operação da rede.

Fazer as transmissões tão breve quanto possíveis, com o máximo de abreviações (uso do código Q),
de forma a ocupar a freqüência ou canal pelo menor tempo possível.
Ser claro e preciso nas transmissões.

Responder sempre prontamente a qualquer chamado.

e) CODIFICAÇÃO PM

a. SIGLAS MAIS USADAS

CAD: Centro de Atendimento e Despacho


COP: Centro de Operações Policiais
COPOM: Centro de Operações da Policia Militar
CPD: Centro de Processamento de Dados
CSM/MTel: Centro de Suprimento e Manutenção de Material de Telecomunicações
DTEL: Diretoria de Telemática
DVC: Divisão de Vigilância e Captura (Polícia Civil)
SIOPM: Sistema de Informações Operacionais da Polícia Militar (SOFTWAR E)

b. CÓDIGO “Q”

O Código “Q” é utilizado nas comunicações via rádio, civil e militares, tendo como objetivo reduzir
o tempo de emissão, economizando assim canal de voz em cada mensagem, dando ao operador
maior rapidez e confiabilidade nas suas comunicaçõe s, além de prolongar a vida útil do
equipamento. Este código aprovado em 21/12/59 em Genebra, na Convenção Internacional de
Telecomunicações, da qual o Brasil é um dos países signatários, entrando em vigor em 1.º de maio
de 1961. Compreende os grupos de QA A à QZZ distribuídos em 4 séries a saber:

QAA - QNZ - Serviço Aeronáutico


QOA - QQZ - Serviço Marítimo
QRA - QUZ - Serviço Geral: Exército, PM, PC, Radioamadores e etc.
QVA - QZZ - Não distribuídos.

As abreviaturas constantes do código Q provêm do idioma Inglês. A letra Q, a qual serve para
designar o código, é inicial da palavra question, que significa pergunta. Essas abreviaturas podem
ser utilizadas numa pergunta, numa resposta, ou até incluídas numa frase; vejamos um exemplo:

1)”Qual é o seu QTH”? Ou seja, “Qual é o seu endereço”? (Pergunta).

2) “Meu QTH é ...”, ou seja, “Meu endereço é ...” (Resposta).


c. CÓDIGOS MAIS USUAIS NO SERVIÇO DE POLICIAMENTO

ABREVIATU PERGUNTA ABREVIATU PERGUNTA


RA RA

QAP Você está na escuta? QSJ Qual a taxa a ser cobrada?


(Dinheiro)
QRA Qual é o seu nome? QSL Pode acusar o recebimento?
(Entendido)
QRM Está sendo interferido? QSM Devo repetir a última mesangem?
(RPT)
QRT Devo cessar a transmissão? QSO Pode comunicar-se pessoalmente?
(Contato pessoal, via rádio ou via
fone)
QRU Tens algo para mim? QSP Quer transmitir via ponte?
(Novidades) (auxílio)
QRV Você está a disposição? QTA Devo cancelar a mensagem?
QRX Quando me chamará QTC Quantas mensagens você tem?
novamente? (aguarde)
QTH Qual é a sua posição? (Endereç o QTI Qual o seu rumo verdadeiro?
ou local)
QSA Qual é a intensidade dos meus QTR Qual é a hora certa?
sinais? QSA 1 - apenas
Notas: A abreviatura TKS não pertence ao código
perceptível
Q e seu significado é obrigado. Muitos dizem que
QSA 2 - muito fraco
o QTO é banheiro, conforme o diário oficial da
QSA 3 - um tanto fraca
união nº248 de 30/12/94 a abreviatura QTO quer
QSA 4 - bom
dizer: “Já saiu da baia(ou porto)? Ou já decolou?.
QSA 5 – ótima
QTO na verdade nunca foi banheiro (pronúncia de
vícios jargões e costumes).Quando alguém
perguntar seu QTH e se você estiver no banheiro
diga: “estou no WC (Water Closet)

ALFABETO FONÉTICO DA ONU

Nas comunicações radiotelefônicas, como sabemos a informação transmitida é a própria voz


humana. Dependo das co ndições em que se realiza um comunicado em fonia, o entendimento da
mensagem transmitida pode tornar -se bastante difícil; isto ocorre, por exemplo, nas situações que há
muitas interferências (QRM). Nestes casos os operadores de rádio normalmente utilizam o
alfabeto fonético, a fim de esclarecer uma palavra sempre que existam dúvidas sobre o modo de
escrevê-la.
O alfabeto fonético nada mais é do que o alfabeto comum, no qual cada letra é representada por
uma palavra que começa com essa letra.
Quando for necessário soletrar abreviatura de serviço e palavras, deverá ser usada a seguinte tabela
de ortografia:
LETR ESCRIT PRONÚNC LETR ESCRITA PRONÚNCI LETRA ESCRIT PRONÚNC
A A IA A A A IA
A ALFA AL-FA J JULIETT YU-LI-ET S SIERRA SI-E-RA
B BRAVO BRA-VO K KI-LO KI-LO T TANGO TAN-GO
C CHARLI CHAR-LI L LIMA LI-MA U UNIFO IU-NI-
RM FORM
D DELTA DEL-TA M MIKE MA-IK V VICTO VIC-TOR
R
E ECHO E-CO N NOVEMB NO-VEM- W WHISK UIS-KI
ER BER EY
F FOXTRO FOX- O OSCAR OS-CAR X X-RAY EX-REI
T TROT
G GOLF GOLF P PAPA PA-PA Y YAKEE IAM-QUI
H HOTEL HO-TEL Q QUEBEC QUE-BEK Z ZULU ZU-LU
I INDIA IN-DIA R ROMEU RO-MEO

LETRA ESCRITA PRONÚNCIA LETRA ESCRITA PRONÚNCIA


1 UNO U-NO 6 MEIA- MEIA-DÚZIA
DÚZIA
2 DOIS DO-IS 7 SETE SE-TE
3 TRÊS TRÊS 8 OITO OI-TO
4 QUATRO QUA-TRO 9 NOVE NO-VE
5 CINCO CIN-CO 0 ZERO ZE-RO
Fonte: DOU Nº248, 30/12/94 – 1ºSgt PM Gonsalves – PY2JGA

d. STATUS DE VIATURAS

Status 01 – Disponível: é a condição da viatura, operando em um ou vários subsetores de uma


subárea, pronta para o atendimento de ocorrência.
Status 02 – Manutenção Rápida: é a viatura que sai de qualquer status operacional para
pequenos reparos ou lavagens dentro da própria área de atuação.
Status 03 – Operação Especial: condição operacional da viatura empregada em determinada
subárea e sua atividade principal é o patrulhamento. Atenderá as ocorrências com as quais sua
guarnição deparar e, extraordinariamente, as irradiadas pelo COPOM ou CAD. Enquadram -se neste
Status: Força Tática, Ronda Escolar, Rota, Radiopatrulhamento Comunitário, viaturas empenh adas
em operações de polícia ostensiva.
Status 04 – Abastecimento: condição da viatura que, em prejuízo momentâneo de outro status
que ocupe (exceto 05), desloca -se com ciência do COPOM ou CAD, para abastecimento.
Status 05 – Atendimento de Ocorrência: condição da viatura que se encontra atendendo a
ocorrência de qualquer natureza, com numeração fornecida pelo COPOM ou CAD.
Status 06 – Assunção Manual: diz respeito somente ao COPOM quando o SIOPM deixa de
operar por qualquer circunstância.
Status 07 – Baixa por Equipamento Rádio: condição da viatura que permanece inoperante por
falta ou defeito no equipamento de rádio.
Status 08 – Baixa por Acidente de Viatura: condição da viatura que permanece inoperante por
ter sofrido acidente de qualquer natureza.
Status 09 – Reserva: viatura em condições de operação, que permanece inoperante, estacionada
em sua respectiva base de operação.
Status 10 – Rendição: é a condição da viatura durante o período de troca da guarnição nas sedes
respectivas.
Status 11 – Supervisão: condição da viatura destinada a atividade de gerenciamento de uma
determinada área de OPM. Enquadram -se neste caso: Supervisor Regional, Comandante da
Subárea, Rota Comando, Comando de Força Tática, CFP e CGP.
Status 12 – Baixa por Defeito Mecânico ou Elétrico: condição da viatura que permanece
inoperante em virtude de defeito na parte mecânica ou elétrica.
Status 13 – Viatura em processo de descarga: é a condição da viatura em processo de descarga.
Status 14 - Viatura em processo de troca de prefixo.

e. CÓDIGO DE OCORRÊNCIAS

(ANEXO XIV DA M-16-PM)

TABELA DE NATUREZAS DE OCORRÊNCIAS

ADVERTÊNCIAS:
1. A tabela de naturezas contempla, basicamente, os conceitos extraídos da legislação penal, até o
ponto em que isso se mostre adequado para os objetivos da cod ificação de ocorrências;
2. Nesta tabela encontram -se os fatos em suas formas mais simples e fundamental. As variações,
quando existirem, estarão descritas na Tabela de natureza mais complemento mais detalhamento
(anexo “XX”);
3. A denominação dos grupos t ambém procura acompanhar a denominação que recebem as divisões
do Código Penal. Entretanto, a estrutura do Código Penal serve apenas de referência, razão pela
qual não será todo e qualquer capítulo ou seção daquele código que dará origem a um grupo de
naturezas, nem tampouco se verá, num determinado grupo de naturezas, a representação – sob a
forma de ocorrência – de todos os crimes que o capítulo ou seção que serviu de base para o grupo
contém.

GRUPO A - CONTRA A PESSOA E A VIDA


A01 HOMICÍDIO
Morte de alguém, provocada por conduta, intencional ou culposa, de outra pessoa.
A02 SUICÍDIO
Morte de alguém, provocada por conduta intencional dessa mesma pessoa.
A04 ABORTO
Interrupção da gravidez, com a conseqüente morte do feto, provocada pela gestante ou por ter ceira
pessoa, de maneira ilegal. Nos casos em que ficar claro que o aborto não foi provocado, mas
decorreu de causas naturais, deverá ser registrado como “Auxílio à Gestante” (R -02).
A05 LESÃO CORPORAL
Ofensa à integridade física ou à saúde de alguém, prat icada por outra pessoa. Classifica -se em leve,
grave, gravíssima e seguida de morte A agressão é a conduta, da qual resulta a lesão corporal.
A06 INFANTICÍDIO
Morte do recém-nascido, praticada pela mãe, em estado puerperal, durante ou logo após o parto.
Estado puerperal designa as alterações das condições físicas e psíquicas provocadas na mulher em
decorrência da gravidez.
A07 PERICLITAÇÃO DA VIDA
Exposição da vida ou da saúde de alguém a perigo direto e iminente (próximo). Esta natureza
abrange também o perigo de contágio de moléstia.
A08 ABANDONO DE INCAPAZ
Abandono de pessoa, incapaz de defender -se dos riscos resultantes do abandono (recém -nascido,
idoso, etc.), praticado por quem a tenha sob cuidado, guarda, vigilância ou autoridade.
A09 OMISSÃO DE SOCORRO
O deixar de prestar assistência, quando possível fazê -lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou
extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente (próximo) perigo,
ou não pedir nesses casos, o socorro da autoridade públ ica.
A10 AMEAÇA
Promessa de causar mal injusto e grave a alguém, praticada por outra pessoa, por palavra, escrito ou
gesto, ou qualquer outro meio simbólico.
A11 SEQUESTRO E CÁRCERE PRIVADO
Privação da liberdade de alguém, mediante seqüestro ou cárcere pri vado.
A12 VIOLAÇÃO DE DOMICÍLIO
Entrada ou permanência clandestina (às escondidas) ou astuciosa, ou contra a vontade expressa ou
tácita de quem de direito, em casa alheia ou em suas dependências. A expressão casa compreende:
qualquer compartimento habitado , aposento de habitação coletiva, compartimento não aberto ao
público, onde alguém exerce profissão ou atividade. Não se compreendem na expressão casa:
taverna, hospedaria, estalagem ou qualquer outra habitação coletiva enquanto aberta, e ainda, casa
de jogo ou outras do mesmo gênero.
A13 MAUS-TRATOS
Exposição da vida ou da saúde de alguém a perigo, praticado por quem a tenha sob sua autoridade,
guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, seja privando -a de
alimentação ou cuidados indispensáveis, seja sujeitando -a a trabalho excessivo ou inadequado, seja
ainda abusando de meios de correção ou disciplina.
A14 RACISMO
Discriminação de pessoa em decorrência da cor da sua pele, ou de sua religião, de seu sexo, de sua
condição econômica, ou qualquer outro motivo discriminatório, que resulte em impedimento ao
acesso a cargo da Administração Pública, em negação de emprego em empresa privada, em recusa
ou impedimento de acesso a estabelecimento comercial, em recusa ou impedimento de in scrição ou
ingresso em estabelecimento de ensino, em impedimento do acesso ou recusa de hospedagem em
hotel, pensão ou similares, em impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares,
confeitarias ou similares, ou em estabelecimentos esportivo s, casas de diversão, clubes abertos ao
público ou similares, ou em salões de cabeleireiros, barbearias, casa de massagem ou similares, em
impedir o acesso às entradas sociais de edifícios públicos ou residenciais e nas escadas e elevadores,
em impedir o acesso ou uso de transportes público, em impedir o acesso ao serviço de qualquer
ramo das Forças Armadas, em impedir o casamento ou convivência familiar e social.
A15 RIXA
Luta corporal entre no mínimo três pessoas, com violência física recíproca.
A16 CALÚNIA
Imputação falsa de fato definido como crime, dirigida a alguém.
A17 DIFAMAÇÃO
Imputação de fato ofensivo à reputação de alguém.
A18 INJÚRIA
Ofensa à dignidade ou ao decoro de alguém.
A19 CONSTRANGIMENTO ILEGAL
Constranger alguém, mediante violência ou g rave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por
qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que
ela não manda.
A20 PEDIDO DE SOCORRO
Pedido de ajuda partido de pessoa em situação de perigo.
A21 AFOGAMENTO EM CURSO
Risco de morte de pessoa, provocado por asfixia causada pela submersão acidental em líquido.
A22 TORTURA
Constrangimento provocado em alguém, com emprego de violência ou grave ameaça, causando -lhe
sofrimento físico ou mental, com o fim de obter informação, declaração ou confissão; ou provocar
ação ou omissão de natureza criminosa; por razão de discriminação racial ou religiosa. Constitui
tortura ainda o intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou
medida de caráter preventivo, provocado por alguém, com emprego de violência ou grave ameaça, à
pessoa que esteja sob sua guarda, poder ou autoridade.
A23 ABANDONO MATERIAL
Não-provimento, sem justa causa, da subsistência de cônjuge, ou do filho menor de 18 anos ou
inapto para o trabalho, ou de ascendente inválido ou valetudinário (aquele que está habitualmente
enfermo), não Ihes proporcionando os recursos necessários, ou faltando ao pagamento de pensão
alimentícia judicialmente acordada.
A24 ABANDONO INTELECTUAL
Não-provimento, sem justa causa, da instrução primária de filho em idade escolar.
A25 ENTREGA DE FILHO MENOR A PESSOA INIDÔNEA
Entrega de filho menor de 18 anos a pessoa com a qual saiba ou deva saber, que o filho estará moral
ou materialmente em perigo.
A26 SUBTRAÇÃO DE INCAPAZ
Subtração de menor de 18 anos ou interdito ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de
lei ou ordem judicial.

GRUPO B - CONTRA O PATRIMÔNIO


B01 FURTO
Subtração de coisa alheia móvel, para si ou para outrem.
B04 ROUBO
Subtração coisa alheia móvel, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência à pessoa
ou depois de havê-la por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência. Para
caracterização do roubo, a violência deve ser praticada contra a pessoa, e não contr a coisa.
B06 EXTORSÃO
Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para
outrem vantagem econômica indevida, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa.
B07 POSSE / INVASÃO DE PROPRIEDADE
Invasão de terreno ou edifício alheio, com violência à pessoa ou grave ameaça, ou mediante
concurso de mais de duas pessoas, para fim de esbulho possessório (desapossamento).
B08 DANO / DEPREDAÇÃO
Destruição, inutilização ou deterioração de coisa alheia (perte ncente à outra pessoa). Inclui -se neste
mesmo código a introdução ou abandono de animais em propriedade alheia e o dano em coisa de
valor artístico, arqueológico ou histórico; e os casos de arrombamento ou tentativa de
arrombamento, quando não estiver comp rovado o furto ou a tentativa de furto.
B09 APROPRIAÇÃO INDÉBITA
Apropriação de coisa alheia móvel, de que tem posse ou a detenção. O agente já tem posse da coisa
alheia que lhe foi confiada pela vítima, mas resolve inverter esta posse e passa a agir como se fosse
o dono do objeto.
B10 ESTELIONATO / FRAUDE
Obtenção de vantagem ilícita, para si ou para outrem, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo
alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.
B11 RECEPTAÇÃO
Aquisição, recebimento ou ocultação, em proveito próprio ou alheio, de coisa que sabe ser produto
de crime, ou influir para que terceiro, de boa fé, a adquira, receba ou oculte. O crime também ocorre
na forma culposa, quando alguém adquire ou recebe coisa que, por sua natureza ou pela
desproporção entre o valor e o preço, ou pela condição de quem a oferece, deve presumir -se obtida
por meio criminoso.
B12 LATROCÍNIO
Roubo qualificado pelo resultado morte, quando o agente mata a vitima para lhe subtrair os bens.
Embora haja no latrocínio o sacrifício de uma vida, ainda assim é um crime contra o patrimônio.
B13 ARRASTÃO
Série de roubos a um grande número de pessoas ou estabelecimentos comerciais, praticados por um
grande número de pessoas, em ação previamente ajustada e coo rdenada, que se servem do seu
número para saturar a área e facilitar a ação delituosa e o proveito do crime.
B14 ALARME DISPARADO
Aviso de alarme acionado em qualquer edificação, indicando a entrada não autorizada de pessoa ou
a prática de outros crimes.
B15 SAQUE
Série de furtos e/ou roubos a estabelecimentos comerciais, industriais ou a residências, praticados
por várias pessoas ao mesmo tempo, mediante violência e/ou destruição de barreiras físicas, durante
ou logo após tumulto, passeata ou manifestação pública. Distingue-se do arrastão porque as
condutas praticadas no saque (furtos e/ou roubos) não resultam de prévio ajuste entre as pessoas
envolvidas.
B16 AUTO LOCALIZADO
Localização de veículo produto de crime (furto, roubo, receptação).

GRUPO C - CONTRA A TRANQUILIDADE E OS MORTOS


C01 DESORDEM / PERTURBAÇÃO DE SOSSEGO PÚBLICO
Perturbação a alguém, trabalho ou sossego público, mediante: gritaria; algazarra; exercício de
profissão incômoda ou ruidosa em desacordo com as prescrições legais; abuso de instr umentos
sonoros ou sinais acústicos; provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal
de que tem guarda.
C02 CONDUTA INCONVENIENTE
Provocação de tumulto ou comportamento inconveniente ou desrespeitoso em solenidade, ato
oficial, assembléia ou espetáculo público. A infração ocorre quando a conduta do infrator gera
agitação, discórdia, alvoroço, movimento desordenado, em lugar de reunião de pessoas.
C03 EMBRIAGUEZ
Apresentar-se publicamente em estado de embriaguez, de modo que cause escândalo ou ponha em
perigo a segurança própria ou alheia.
C04 DESINTELIGÊNCIA
Desentendimento entre pessoas, gerando discussões e/ou agressão verbal, sem chegar a constituir
crime.
C05 AVERIGUAÇÃO DE ATITUDE SUSPEITA
Averiguação realizada em face de pessoa que ap resenta atitude sob fundada suspeita.
C06 PERTURBAÇÃO DE CERIMÔNIA FUNERÁRIA
Impedimento ou perturbação de enterro ou de cerimônia funerária.
C07 VIOLAÇÃO DE SEPULTURA
Violação ou profanação (desrespeito) de sepultura ou de urna funerária.
C08 CADÁVER
Qualquer ocorrência em que haja encontro de corpo humano sem vida, sem que as circunstâncias
permitam atestar se a morte se deu por causas naturais ou por conta de crime.
a.
b. GRUPO D - CONTRA OS COSTUMES
D01 ESTUPRO
Constrangimento de mulher à prática de conjunç ão carnal, mediante violência ou grave ameaça.
Exige-se que a vítima não consinta em praticar o ato sexual, não importando sua condição: honesta,
prostituta, virgem, menor ou maior de idade. A violência se presume quando a vítima é menor de 14
anos, é alienada ou débil mental ou não pode, por qualquer outra causa, oferecer resistência.
D02 ATO OBSCENO
Prática de ato obsceno em lugar público, aberto ou exposto ao público. Qualquer ato sexual ou
libidinoso praticado e percebido publicamente caracteriza o cri me.
D03 ESCRITO OU OBJETO OBSCENO
Fazer, importar, exportar, adquirir ou ter sob sua guarda para fim de comércio, distribuição ou
exposição pública, escrito, desenho, pintura, estampa ou qualquer objeto obsceno.
D04 ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR
Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a praticar ou permitir que com ele se
pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal.
D05 CORRUPÇÃO DE MENORES
Corromper ou facilitar a corrupção de pessoa maior de quatorze e menor de dezoito anos, com ela
praticando ato de libidinagem, diverso da conjunção carnal, ou induzindo -a a praticá-lo ou
presenciá-lo. Corromper significa perverter, ou seja, desvirtuar, afastar do que é virtuoso.
D06 RAPTO
Rapto de mulher honesta, mediante violência, grave ameaça ou fr aude, para fim libidinoso. Raptar
significa subtrair a vítima de sua esfera de proteção, dominando -a.
D07 EXPLORAÇÃO DO LENOCÍNIO
lnduzimento de alguém à satisfação da lascívia (sensualidade, libidinagem) de outra pessoa.
Favorecer a prostituição; manter c asa de prostituição ou lugar destinado a encontros libidinosos;
tirar proveito da prostituição alheia; induzir ou atrair alguém à prostituição, facilitá -la ou impedir
que alguém a abandone; promover ou facilitar o tráfico de mulheres. Todos os casos descri tos em
separado configuram crimes dessa natureza, pois o que é proibido é a exploração da prostituição e
não a prostituição em si.
D08 JOGO DE AZAR
Estabelecimento ou exploração de jogo de azar em lugar público ou acessível ao público, mediante
o pagamento de entrada ou não.
D09 VADIAGEM
Entregar-se habitualmente à ociosidade, sendo válido para trabalho, sem ter renda que lhe assegure
meios bastantes de subsistência, ou prover à própria subsistência mediante ocupação ilícita.
D10 MENDICÂNCIA
Mendigar, por ociosidade ou cupidez (cobiça).
D11 SERVIR BEBIDA ALCOÓLICA A INCAPAZ
Servir bebida alcoólica a menor de 18 anos, a quem se acha em estado de embriaguez, a pessoa que
o agente sabe ser sofredor das faculdades mentais ou estar judicialmente proibida de freqü entar
lugares onde se consome bebida de tal natureza.
D12 IMPORTUNAÇÃO OFENSIVA AO PUDOR
Importunar, assediar, incomodar, molestar alguém em lugar público ou acessível ao público de
modo ofensivo ao pudor.

GRUPO E - CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


NOTA: Considera-se funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função pública de
natureza civil ou militar, ainda que transitoriamente e sem remuneração.
E01 CONCUSSÃO
Exigência de vantagem indevida, praticada, direta ou indiretamente, por funcionário públic o, para si
mesmo ou para outra pessoa, ainda que feita fora da função ou antes de assumi -la, mas em razão
dela.
E02 CORRUPÇÃO
Passiva: solicitação ou recebimento de vantagem indevida por funcionário público, direta ou
indiretamente, para si mesmo ou para o utra pessoa, ainda que fora da função ou antes de assumi -la,
mas em razão dela, ou mesmo aceitação de promessa de tal vantagem. Ativa: oferecimento ou
promoção de vantagem indevida a funcionário público, para determiná -lo a praticar ou omitir ato de
ofício.
E04 DESOBEDIÊNCIA
Desobediência de ordem legal de funcionário público. Basta o não cumprimento da ordem legal,
sem a necessidade de agressão física ou moral ao funcionário público, que, se existirem,
configurarão outros crimes.
E05 DESACATO
Desacatar funcionário público no exercício à função ou em razão dela. É necessário para sua
caracterização a vontade deliberada de ofender, de afrontar a autoridade de alguém,
desconsiderando a sua obediência funcional, desde que praticado esse ato na sua presença.
E07 CONTRABANDO / DESCAMINHO
Importação ou exportação de mercadoria proibida ou elisão (omissão), total ou parcial, do
pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, saída ou consumo de mercadoria.
E08 ABUSO DE AUTORIDADE
Excesso, violência, arbitraried ade ou não cumprimento de determinação legal por parte de
funcionário público. Considera -se funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função
pública de natureza civil ou militar, ainda que transitoriamente e sem remuneração.
E09 PECULATO
Apropriação ou desvio, por parte de funcionário público, em proveito próprio ou alheio, de
dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que ele tem a posse em razão
do cargo.
E10 PREVARICAÇÃO
Retardar o funcionário público, ou deixar de pr aticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá -lo
contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.
E11 VIOLÊNCIA ARBITRÁRIA
Prática de violência no exercício de função ou a pretexto de exercê -la.
E12 USURPAÇÃO DE FUNÇÃO PÚBLICA
Exercício de função pública por alguém que não possua competência legal para exercê -la.
E13 RESISTÊNCIA
Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para
executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio.

GRUPO F - COM ENTORPECENTE


F01 OCORRÊNCIA COM ENTORPECENTE
Qualquer fato que envolva substância que determine dependência física ou psíquica, cujo uso seja
proibido ou controlado, nos termos da lei.

GRUPO G - COM PRESO E CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA


G01 OCORRÊNCIAS COM PRESO
Qualquer fato que envolva preso ou pessoa sob custódia do Estado.
G02 COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME / CONTRAVENÇÃO
Provocação da ação de autoridade, mediante a comunicação de ocorrência de crime ou de
contravenção que sabe não ter o corrido.

GRUPO H – CONTRA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO / MANIFESTAÇÃO PÚBLICA


H01 GREVE
Suspensão ou abandono coletivo do trabalho por motivos trabalhistas.
H02 PIQUETE
Grupo de grevistas reunidos com o propósito de provocar alastramento de greve ou impedir que
trabalhadores da mesma categoria, contrários à greve, exerçam sua função. Constituem crime os
atos de violência ou ameaça, que impeçam o direito de ir e vir dos demais trabalhadores, praticados
em piquete.
H03 TUMULTO
Perturbação da ordem pública prati cada em conjunto por várias pessoas, através de atos violentos
ou turbulentos.
H04 PASSEATA
Movimento de grande número de pessoas, unidas por interesse comum, que se deslocam por via
pública reivindicando, protestando, comemorando ou movidas por outros fin s.
H06 MANIFESTAÇÃO PÚBLICA
Reunião pública de grande número de pessoas, manifestando opiniões, protestando, comemorando
ou movidas por outros fins; se em movimento por vias públicas, constitui passeata.
H07 TRABALHO INFANTIL / JUVENIL
Trabalho de adolescente ou criança, em desconformidade com a legislação (que proíbe o trabalho
noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito anos ou qualquer trabalho aos menores de
dezesseis anos, salvo, a partir dos quatorze, na condição de aprendiz).
H08 EXERCÍCIO ILEGAL DE PROFISSÃO OU ATIVIDADE
Exercício de profissão ou de atividade econômica, ou anúncio de que a exerce, sem preenchimento
das condições que por lei sejam requisitos obrigatórios à profissão ou atividade.

GRUPO I - CONTRA O MEIO AMBIENTE


I01 INFRAÇÃO AMBIENTAL
Toda e qualquer conduta que constitua infração, administrativa ou penal, que causem prejuízo à
flora, à fauna ou ao meio-ambiente, capituladas na legislação ambiental.

GRUPO L - DE TRÂNSITO
L01 VEÍCULO
Refere-se a situações nas quais a ação poli cial decorre de uma ou mais das seguintes circunstâncias
que envolvem um veículo: abandonado, avariado, com pane mecânica ou elétrica, ou ainda
submerso.
L02 ACIDENTE DE TRÂNSITO
Todo evento não premeditado, de que resulte dano em veículo ou na sua carga e/ou lesões em
pessoas e/ou animais, em que pelo menos uma das partes está em movimento nas vias terrestres.
Pode originar-se, terminar ou envolver veículo parcialmente na via pública.
L03 DIREÇÃO DE VEÍCULO
Direção de veículo de forma perigosa ou sem habi litação.
L04 CONGESTIONAMENTO
Acúmulo de veículos em determinada via pública, provocado por aumento excessivo da quantidade
de veículos em circulação, ou pela existência de alguma interferência à livre circulação, com a
conseqüente diminuição da velocidade média normal para aquela via.
L05 INFRAÇÃO DE TRÂNSITO
Inobservância de qualquer preceito do Código de Trânsito Brasileiro, da legislação complementar
ou das Resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).
L06 INTERDIÇÃO DE VIA PÚBLICA
Bloqueio total da circulação de veículos ou pessoas em via pública, por ato da autoridade de trânsito
ou de seus agentes, ou ainda pela ação de quaisquer pessoas. Neste último caso, constitui também
infração de trânsito.

GRUPO O - CONTRA A INCOLUMIDADE, A PAZ E A FÉ PÚBLICA


O03 FALSA IDENTIDADE
Atribuição de falsa identidade, praticada por pessoa em relação a si ou a outra pessoa, para obter
vantagem em proveito próprio ou alheio ou para causar dano a outrem. O fato se caracteriza quando
alguém falseia informação quan to ao seu estado civil ou sua condição social: nome, idade, filiação,
matrimônio, profissão, etc. ou ainda usa, como própria, identidade de outrem.
O04 USO DE DOCUMENTO FALSO
Uso de documento público, documento particular, ou atestado médico, que tenha sid o falsificado ou
alterado, ou ainda que contenha declaração falsa ou tenha omitido declaração que devesse constar.
O05 FALSIDADE IDEOLÓGICA
Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele deva constar, ou nele inserir ou
fazer inserir declaração falsa ou diversa da que deva ser escrita, com o fim de prejudicar direito,
criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.
O06 DETENÇÃO DE SUSPEITO
Condução de pessoa com surpreendida em atitude sob fundada suspeita, e com identificação
suspeita, à Delegacia de Polícia.
O07 SUBVERSÃO / TERRORISMO
Ato de violência dirigido à população em geral ou representantes das instituições oficiais, com o
objetivo de causar mudança institucional no país ou colaborar com esforço estrangeir o de guerra.
O08 CRIME CONTRA A ECONOMIA POPULAR
Todo abuso, desrespeito ou exploração praticados no comércio contra freguês, previstos como
infração na Lei da Economia Popular, como: recusa de prestação de serviços, ou venda, sonegar
mercadorias; fraudar pesos padronizados, vender produtos fora das especificações; deixar de
entregar nota fiscal; deixar de fixar tabelas em lugar visível e de fácil acesso. Toda infração que
consista em desrespeito às relações de consumo previstas especialmente no Código de Defesa do
Consumidor, tais como: deixar de anunciar a periculosidade do produto colocado à venda; fazer
afirmação falsa ou enganosa quanto a especificações do produto; empregar na reparação do produto,
componentes recondicionados sem autorização do consumi dor, fazer cobrança de dívidas de
maneira ameaçadora, constrangedora expondo ao ridículo ou perturbando seu trabalho, descanso ou
lazer, deixar de corrigir imediatamente dados de cadastro ou banco de dados sobre o consumidor,
etc. A economia popular é resu ltante do complexo de interesses econômicos domésticos, familiares
e individuais.
O09 ENVENENAMENTO DE ÁGUA POTÁVEL
Envenenamento de água potável, de uso comum ou particular, ou de substância alimentícia ou
medicinal tornando-as impróprias para o consumo o u nocivas à saúde.
O10 ARMA DE FOGO
Qualquer fato que tenha arma de fogo como elemento principal; se utilizada em outros crimes, a
natureza da ocorrência será determinada pelos crimes praticados.
O14 FALSIFICAÇÃO
Imitação ou alteração de qualquer papel púb lico (documento, selo, documento relacionado à
arrecadação de rendas públicas, bilhete de transporte, selo destinado à autenticação de atos etc.) ou
privado, com o objetivo de ludibriar a boa fé pública.
O15 FORMAÇÃO DE BANDO / QUADRILHA
Associação de mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para cometimento de crimes.
O16 OCORRÊNCIA COM EXPLOSIVOS
Qualquer acontecimento que envolva a presença de explosivos, ainda que não ocorra explosão. Se
identificada qualquer pessoa que tenha arremessado ou colocado qualquer explosivo ou artefato
explosivo, a ocorrência será de código O19 – PERIGO DE INCÊNDIO /EXPLOSÃO.
O17 OCORRÊNCIA COM MUNIÇÃO
Qualquer fato em que haja munição, ainda que não ocorra explosão; se utilizada em arma de fogo, a
natureza será O10 – ARMA DE FOGO.
O18 PERIGO DE DESABAMENTO
Conduta de quem, por ação ou omissão, tenha exposto a perigo a vida, a integridade física ou o
patrimônio de outrem, causando desabamento ou desmoronamento.
O19 PERIGO DE INCÊNDIO / EXPLOSÃO
Conduta de quem, por ação ou omissão, tenha exposto a perigo a vida, a integridade física ou o
patrimônio de outrem, causando incêndio, ou causando explosão, ou mesmo simplesmente
arremessando ou colocando explosivo em locais capazes de provocar os efeitos mencionados.
O20 SOLTURA DE BALÕES / FOGOS
Queima de fogos de artifício ou soltura de balão aceso em via pública ou em direção a ela, sem
licença da autoridade competente.

GRUPO R – DE AUXÍLIO AO PÚBLICO


R01 ACIDENTE PESSOAL
Todo evento não premeditado, de que resulte em lesão a alg uém, por fato ou ato por ela mesma
causado, por imprudência, negligência ou imperícia.
R02 AUXÍLIO A GESTANTE
Auxílio prestado a mulher gestante.
R03 DEMENTE
Qualquer fato envolvendo pessoa mentalmente desequilibrada, que põe em risco a sua segurança ou
a de terceiros, e não configure infração penal específica.
R04 MORTE NATURAL
Morte de pessoa por causas naturais.
R05 MAL SÚBITO
Qualquer distúrbio no correto funcionamento do organismo de alguém, que provoque perda da
consciência ou afetação grave das funçõ es orgânicas normais, exigindo socorro médico imediato.
R06 INDIGENTE
Qualquer fato relacionado com pessoa que vive nas ruas por carência econômica.
R07 OCORRÊNCIA COM PESSOA
Acontecimento que afete um a pessoa, cuja natureza não tenha previsão específica nesta tabela.
R08 AMEAÇA DE SALTO DE EDIFICAÇÃO
Circunstância em que uma pessoa se encontre na iminência de saltar de uma edificação ou estrutura
que lhe proporcione situar -se em plano elevado do solo.
R22 CHOQUE ELÉTRICO
Pessoa vitimada por descarga elétr ica.
R39 OCORRÊNCIA COM INSETO
Ocorrência com insetos perigosos ao homem e animais de criação, necessitando de intervenção
especializada para sua contenção.
R56 MERGULHO OU SALTO NA ÁGUA CAUSANDO TRAUMATISMO
Pessoa que se acidenta ao mergulhar, sofrendo tr aumatismo.
R61 OVERDOSE
Uso de substância médica ou entorpecente em quantidade superior ao prescrito ou suportável pelo
ser humano, exigindo socorro médico de urgência.
R63 INGESTÃO / INJEÇÃO DE SUBSTÂNCIA
Ingestão ou injeção de substância que, pela sua qu alidade ou quantidade, é nociva ao ser humano.
R64 INTOXICAÇÃO POR EXPOSIÇÃO A GASES
Pessoa intoxicada por exposição a gás.
R68 LESÃO POR EXPOSIÇÃO A PODUTO PERIGOSO (EXCETO EXPLOSIVO E FOGOS)
Ofensa à integridade física ou à saúde de alguém, causada por e xposição ou contato com produtos
perigosos. Se a exposição ou o contato com produtos perigosos tiver sido decorrente de ação ou
omissão de terceira pessoa, a ocorrência será A05 - LESÃO CORPORAL .
R71 QUEIMADURA
Pessoa vítima de queimadura. Se conseqüente de ação ou omissão de terceira pessoa, a ocorrência
será A05 - LESÃO CORPORAL .
R81 EMERGÊNCIA CARDÍACA
Pessoa vítima de problema cardíaco, necessitando socorro médico de urgência.
R83 PARADA CARDIO-RESPIRATÓRIA
Pessoa que sofre parada cardio -respiratória, necessitando socorro médico de urgência.
R84 CRISE CONVULSIVA
Pessoa vítima de convulsões, necessitando socorro médico imediato.
R85 EMERGÊNCIA CLÍNICA
Socorro médico de emergência.

GRUPO S – DE INCÊNDIO E SALVAMENTO


S01 INCÊNDIO
Presença de fogo em qualq uer substância, com riscos ao patrimônio, à vida ou à integridade física
das pessoas. Se o fato tiver sido causado por ação ou omissão de qualquer pessoa, a ocorrência será
O19 - PERIGO DE INCÊNDIO / EXPLOSÃO.
S02 EXPLOSÃO
Explosão indesejada de cilindro, caldeira ou qualquer recipiente que contenha produto de alta
combustão ou tenha sua pressão interna maior que a externa proporcionando rompimento do
recipiente, gerando expansão de gases.
S03 SUPERAQUECIMENTO DE EQUIPAMENTO
Superaquecimento indesejado de equipamento gerando calor excessivo, por ação mecânica (atrito),
reação química ou outra forma qualquer.
S10 VAZAMENTO
Ocorrência em que há vazamento de substância.
S12 ACIDENTE
Evento não premeditado, de que resulte dano a patrimônio público ou particula r e/ou lesões em
pessoas. Se ocorrido em via terrestre aberta à circulação, envolvendo veículos (ou pessoas e/ou
animais e veículos), a ocorrência será L02 - ACIDENTE DE TRÂNSITO .
S13 RISCO IMINENTE DE EXPLOSÃO DE RECIPIENTE
Recipiente que, por ação extern a ou interna indesejada, encontra -se na iminência de explodir.
S16 OCORRÊNCIA COM ÁRVORE
Qualquer situação em que uma ou mais árvores sejam objeto de uma ação, natural ou humana, que
apresente por conseqüência o surgimento de lesão ou perigo de lesão a dir eito alheio. Se o fato
configurar crime ambiental, a ocorrência será I01 – INFRAÇÃO AMBIENTAL .
S17 RUPTURA DE RECIPIENTE A VAPOR
Recipiente de máquina a vapor que se rompe.

S19 PRESSÃO DE RUPTURA, EXPLOSÃO, SUPERAQUECIMENTO DIVERSO


Recipiente que se encont ra na iminência de romper-se por pressão fora do comum.
S26 DESMORONAMENTO
Movimentos gravitacionais de massa, mobilizando o solo, a rocha ou ambos.
S28 DESABAMENTO
Acidente de queda de uma estrutura, ou parte de uma estrutura edificada, placas de propagan da,
painéis, etc.
S36 OCORRÊNCIA COM ANIMAL
Qualquer evento em que um ou mais animais sejam objeto de alguma ação, natural ou humana, que
lhe imponha dano ou perigo de dano, ou ainda sejam provocadores de lesão ou perigo de lesão a
bem ou integridade física de qualquer pessoa. Se o fato configurar crime ambiental, a ocorrência
será de I01 – INFRAÇÃO AMBIENTAL .
S44 OCORRÊNCIA COM OBJETO
Qualquer situação em que uma ou mais coisas sejam objeto de uma ação, natural ou humana, que
apresente por conseqüência o surgimento de lesão ou perigo de lesão a direito alheio.
S46 ENCHENTE
Alagamento de área por transbordamento de curso ou massa d´água, ou por acúmulo de águas
pluviais.
S54 QUEDA
Precipitação de pessoa ou objeto em direção ao solo. Se envolver veículo, em via pública, a
ocorrência será L02 – ACIDENTE DE TRÂNSITO .
S62 EMBARCAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RISCO
Embarcação em local de risco, incapaz de locomover -se por meios próprios no meio líquido para
local seguro.
S73 ODOR DE PRODUTO QUÍMICO
Ocorrência em que há odor de produto químico, indicando a possível existência de vazamento.

GRUPO T - DE APOIO
T01 APOIOS
Apoio prestado a policial militar ou outra instituição.

GRUPO Z - NÃO CADASTRADA


Z99 OCORRÊNCIA NÃO CADASTRADA
Ocorrência não prevista nos demais códigos.

f. LEGISLAÇÃO

a. LEI Nº. 4.117, de 27Ago62 (CBT)

Art. 55 É inviolável a telecomunicação nos termos desta lei.


Art. 56 Pratica crime de violação de telecomunicação quem, transgredindo lei ou regulamento,
exiba autógrafo ou qualquer documento do arquivo, div ulgue ou comunique, informe ou capte,
transmita a outrem ou utilize o conteúdo, resumo, significado, interpretação, indicação ou efeito de
qualquer comunicação dirigida a terceiro.

§ 1º Pratica, também, crime de violação de telecomunicações quem ilegalmen te receber,


divulgar ou utilizar, telecomunicação interceptada.
§ 2º Somente os serviços fiscais e das estações e postos oficiais poderão interceptar
telecomunicação.

Art. 57 Não constitui violação de telecomunicação:

I - A recepção de telecomunicação di rigida por quem diretamente ou como cooperação esteja


legalmente autorizado;
II - O conhecimento dado:
a) ao destinatário de telecomunicação ou a seu representante legal;
b) aos intervenientes necessários ao curso da telecomunicação;
c) ao comandante ou chefe, sob cujas ordens imediatas estiver servindo;
d) aos fiscais do Governo junto aos concessionários ou permissionários;
e) ao juiz competente, mediante requisição ou intimação deste.

Parágrafo único. Não estão compreendidas nas proibições contidas nest a lei as radiocomunicações
destinadas a ser livremente recebidas, as de amadores, as relativas a navios e aeronaves em perigo,
ou as transmitidas nos casos de calamidade pública.
(*) Art. 58 Nos crimes de violação da telecomunicação, a que se referem esta lei e o artigo 151 do
Código Penal, caberão, ainda, as seguintes penas:

I - Para as concessionárias ou permissionárias:

a) suspensão até 30 (trinta) dias se culpadas por ação ou omissão;


b) a aplicação de multa administrativa ou de pena de suspensão ou cassação não exclui a
responsabilidade criminal.

II - Para as pessoas:

a) 1 (um) a 2 (dois) anos de detenção ou perda de cargo ou emprego, apurada a


responsabilidade em processo regular, iniciado com o afastamento imediato do acusado
até decisão final;
b) para a autoridade responsável por violação de telecomunicação, as penas previstas na
legislação em vigor serão aplicadas em dobro.

Parágrafo único. A reincidência, no caso da alínea a, do item I será punida com pena em
dobro, acarretando sempre suspensã o ou cassação.

b. LEI Nº. 9.296, de 24Jul96 (Intercep. Telefônica), Regula o inciso XII do Art. 5º CF

Art. 1 A interceptação de comunicações telefônicas, de qualquer natureza, para a prova em


investigação criminal e em instrução processual penal, observará o disposto nesta Lei e dependerá
de ordem do juiz competente da ação principal, sob segredo de justiça.
Parágrafo Único O disposto nesta Lei aplica -se à interceptação do fluxo de comunicações em
sistemas de informática e telemática.
Art. 2 Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer qualquer das
seguintes hipóteses:
I – não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal;
II – a prova puder ser feita por outros meios disponíveis;
III – o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção.

Art. 10 Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou


telemática, ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não
autorizados em lei.
Pena – Reclusão, de dois a quatro anos, e multa.

c. NOVA LEI GERAL DE TELECOMUNICAÇÕES

Lei Federal n.º 9.472 de 16 julho 1997 que dispõe sobre a organização dos serviços de
telecomunicações e funcionamento de novo órgão regulador. Os Có digos Brasileiros de
telecomunicações, que era até então, a Lei Federal n.º 4.117/62, foi em parte derrogado,
expressamente por esta nova legislação. A grande novidade fica por conta da criação da ANATEL -
Agência Nacional de Telecomunicações - órgão da Administração Pública Federal, com função de
órgão regulador das telecomunicações.
O artigo 60 da referida Lei Federal coloca novos conceitos ou definições do que seja
telecomunicações e as verdadeiras fronteiras do que seja uma estação de telecomunicações, vejamos
os novos conceitos:
Artigo 60; parágrafo 1º: telecomunicação é a “transmissão, emissão ou recepção, por fios,
radioeletricidade, meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético, de símbolos,
caracteres, sinais escritos, sons ou informaçõe s de qualquer natureza”.
É pertinente relembrar-vos o sentido da palavra telecomunicações, fazendo uma análise etimológica
da palavra: o prefixo “tele”, significa distância, e o sufixo “comunicação” expressar -se, comunicar;
assim temos o sentido de telecom unicações como comunicação a distância; televisão como visão a
distância; telefonia como voz ou fonemas a distância ; teletransporte como transporte a distância ;
telegrafia como grafia (escrita) a distância e por ai afora.
Outras úteis e importantes defi nições são a que demonstram bem quais são as exatas fronteiras de
uma estação de telecomunicações, vejamos, Artigo 60; parágrafo 2º: “Estação de Telecomunicações
é o conjunto de equipamentos ou aparelhos, dispositivos e demais meios necessários à realizaçã o de
telecomunicações, seus acessórios periféricos, e, quando for o caso as instalações que os abrigam e
complementam, inclusive terminais portáteis”.

LEI Nº. 9.472, de 16Jul97 (Lei Geral de Telecomunicações)


CAPÍTULO II
Das Sanções Penais

Art. 183. Desenvolver clandestinamente atividades de telecomunicação:


Pena - detenção de dois a quatro anos, aumentada da metade se houver dano a terceiro,
e multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais).
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, direta ou indiretamente, co ncorrer
para o crime.

Art. 184. São efeitos da condenação penal transitada em julgado:


I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime;
II - a perda, em favor da Agência, ressalvado o direito do lesado ou de terceiros de
boa-fé, dos bens empregados na atividade clandestina, sem prejuízo de sua apreensão cautelar.
Parágrafo único. Considera -se clandestina a atividade desenvolvida sem a competente
concessão, permissão ou autorização de serviço, de uso de radiofreqüência e de
exploração de satélite.

Art. 185. O crime definido nesta Lei é de ação penal pública, incondicionada, cabendo
ao Ministério Público promovê -la.

d. CÓDIGO PENAL

Dos Crimes Contra A Inviolabilidade de Correspondência

Violação de Correspondência.

Art. 151 Devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada, dirigida a outrem:


Pena – detenção de um a seis meses, ou multa.
Parágrafo 1º Na mesma pena incorre:
I – quem se apossa indevidamente de correspondência alheia, embora não fechada e, no todo ou em
parte, a sonega ou destrói;
II – quem indevidamente divulga, transmite a outrem ou utiliza abusivamente comunicação
telegráfica ou radioelétrica dirigida a terceiro, ou conversação telefônica entre outras pessoas;
III – que impede a comunicação ou conversação refer idas no numero anterior;
IV – que instala ou utiliza estação ou aparelho radioelétrico, sem observância de disposição
legal.
Parágrafo 2º As penas aumentam -se da metade, se há dano para outrem.
Parágrafo 3º Se o agente comete o crime, com abuso de função em serviço postal, telegráfico,
radioelétrico ou telefônico:
Pena – detenção, de um a três anos.
Parágrafo 4º Somente se procede mediante representação, salvo nos casos do Parágrafo 1º., n.º IV e
do Parágrafo 3º..

e. BG Nº. 77, DE 22ABR96. (EXCLUSIVO PARA PM )

Determinações E Ordens

18 – Uso De Transceptor Particular – Proibição

1. Considerando a Lei Federal nº 4.117, de 27 de Agosto 1962, que instituiu o Código Brasileiro de
Telecomunicações;
2. Considerando o Decreto Federal nº 52.026, de 20 de Maio de 19 63, que aprovou o regulamento
geral para execução do Código Brasileiro de Telecomunicações;
3. Considerando a Norma nº 05/78, aprovada pela Portaria nº 848 do Ministério das Comunicações,
que estabeleceu os critérios para outorga do Serviço Limitado bem co mo as obrigações dos
permissionários;
4. Considerando que a Polícia Militar tem suas redes como permissionária do Serviço Limitado,
sujeita portanto ao cumprimento das normas legais elencadas;
5. Considerando que a legislação estabelece como infrações as s eguintes situações:
a. causar com a operação da estação ou equipamento, interferências, prejudicando outros
serviços de telecomunicações;
b. não portar a licença de funcionamento de estações, para fiscalização do equipamento;
c. instalar estação em local d iferente do autorizado;
d. utilizar equipamento diverso do autorizado ou instalar fora das especificações técnicas
constantes do Certificado de Aprovação que fazem parte do projeto ou da licença de
funcionamento da estação;
e. utilizar estação não constant e do Certificado de Aprovação do Projeto;
f. utilizar equipamento não homologado, autorizado pelo Ministério das Comunicações;
g. executar o serviço sem a respectiva licença de funcionamento de estação.
6. Considerando que a prática de infração na execução do Serviço Limitado, sujeita o
permissionário a multa, suspensão ou cassação, sendo certo que a cassação poderá ser aplicada
quando da utilização de equipamento não homologado, autorizado ou registrado, ou pela execução
de serviço sem a respectiva licença de funcionamento da estação;
7. Considerando que Policiais Militares utilizam equipamentos particulares nas redes de Serviço
Limitado, sem que se conheça a origem, as especificações técnicas dos mesmos, e a existência de
licença de funcionamento por parte dos usuários, provocando por várias vezes interferências nas
redes;
8. Considerando, finalmente, que pratica crime de violação de telecomunicações quem,
transgredindo lei ou regulamento, divulgue, comunique, informe, capte, transmita a outrem ou
utilize conteúdo de qualquer comunicação dirigida a terceiro, sendo que a autoridade que possibilite
a violação será apenada em dobro.
9. Proíbo o uso de equipamentos particulares de telecomunicações, que possam interferir nas redes
operacionais e administrativas d a Corporação, mesmo que o usuário seja possuidor da licença
expedida pelo ANATEL.

f. BOLETIM GERAL PM Nº. 163 de 22/08/96


DETERMINAÇÕES E ORDENS
17 - APARELHOS INTERCOMUNICADORES - USO - REGULAMENTAÇÃO
1. Considerando que:
a. o uso de serviços de telefonia celular está consubstanciado no Decreto nº. 39.994/95:
b. o RDPM não prevê o porte de equipamento intercomunicador em nenhum uniforme;
c. tais equipamentos cada vez mais se encontram ao alcance das pessoas, face às facilidades de
aquisição; e,
d. o uso dos aparelhos pode trazer embaraços ao serviço em determinadas situações
operacionais, especialmente quando em atividade de policiamento ostensivo, podendo d esviar a
atenção do policial militar no patrulhamento, bem como interromper o atendimento às partes de
uma ocorrência, dentre outras.
2. Determino:
Os aparelhos intercomunicadores ("bips", telefone celular, "pager", etc) somente poderão ser
portados quando sobrepostos aos uniformes B -3, B-4 e equivalentes ou aos uniformes
operacionais em geral, na seguinte conformidade:
a. com cinturão, deverão ser presos do lado oposto ao porta -revólver, ou peça equivalente;
b. sem cinturão, deverão ser presos ao cinto de lona, em posição à direita do usuário; e
3. Será proibido o porte:
a. durante a realização de quaisquer reuniões (de serviço, de atos sociais, de instrução, em salas
de aula, formaturas de tropa, etc);
b. durante a execução de serviço operacional, salvo m otivo de força maior, plenamente
comprovado e justificado, e em situações excepcionais, expressamente autorizadas pelo
respectivo Grande Comando.
(NOTA Nº PM4-007/2.1/96).

(NOTA Nº DSIST-002/340/96).
BIBLIOGRAFIA:

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Manual Básico de Policiamento Ostensivo (M -14-PM), publicado em anexo ao Bol
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anexo ao Bol G PM nº 232, de 13DEZ9 3;
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Aparelhos Intercomunicadores - Uso – Regulamentação, publicado no Bol G PM nº
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NGP- Serviço Radiocomunicação PX -PY;
Lei Federal nº 4.117, de 27AGO62 – institui o Código Brasileiro de
Telecomunicações, alterada pelas Leis Federais nº 5.535, de 20NOV68, 10.610, de 20DEZ02 e
Decretos-Lei nº 2.186, de 20DEZ84 e 236, de 28FEV67;
Decreto Federal nº 52.026, 20MAI63, Aprova o Regulamento Geral para Execução
da Lei nº 4.117, de 27AGO62;
Decreto Estadual nº 33.395, de 18JUN91, dispõe sobre o Sistema Integrado de
Telecomunicações Oficiais do Estado, define a estrutura e a organização do Conselho Estadual de
Telecomunicações;
Decreto Estadual nº 39.994 de 10MAR95, dis ciplina o uso de serviços de telefonia
móvel celular;
Decreto Estadual nº 40.006 de 17MAR95, dispõe sobre a otimização do uso dos
equipamentos que compõem o Sistema Integrado de Telecomunicações Oficiais do Estado e dá
providências correlatas;
Decreto Estadual nº 40.007 de 17MAR95, disciplina a utilização de linhas
telefônicas no âmbito do Estado de São Paulo e dá providências correlatas;
Lei Federal nº 9.472, de 16JUL97, dispõe sobre a organização dos serviços de
telecomunicações, a criação e funcionamento de um órgão regulador e outros aspectos
institucionais, nos termos da Emenda Constitucional nº 8, de 1995, alterada pela Lei Federal nº
9.986, de 18JUL00;
Decreto Federal nº 2.338, de 07OUT97, Aprova o Regulamento da Agência
Nacional de Telecomunicações e dá outras providências, alterado pelos Decretos Federais nº
4.037, de 29NOV01, 2.853, de 02DEZ98 e 3.873, de 18JUL01;
Lei Federal nº 9.691, de 22JUL98, altera a Tabela de Valores da Taxa de
Fiscalização da Instalação por Estação, objeto do ANEXO III da Le i no 9.472, de 16JUL97;
Decreto-Lei nº 2.848, de 07DEZ40 e suas alterações posteriores (Código Penal
Brasileiro) em seu artigo 151;
Nota de Instrução nº PM3-006/02/04, de 17DEZ04, disciplina a composição, forma
de emprego e outras particularidades das Equi pes de Telecomunicações (Eq Telecom) e do Serviço
de Telecomunicações (Sv de Telecom) das Organizações Policiais -Militares (OPM).

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