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Ponto 5

O documento discute as formas de estado, governo, sistemas de governo e regimes políticos. Ele define e explica os conceitos de estado unitário e composto, monarquia, república, presidencialismo, parlamentarismo e sistemas diretoriais. Também aborda os conceitos de democracia direta, indireta e semidireta.

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Ponto 5

O documento discute as formas de estado, governo, sistemas de governo e regimes políticos. Ele define e explica os conceitos de estado unitário e composto, monarquia, república, presidencialismo, parlamentarismo e sistemas diretoriais. Também aborda os conceitos de democracia direta, indireta e semidireta.

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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DE SANTO ÂNGELO

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II


CURSO: CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS – DIREITO – 3º PERÍODO
PROFESSOR: ADRIANO NEDEL DOS SANTOS.
PONTO 1 – FORMAS DE ESTADO, GOVERNO, SISTEMAS DE GOVERNO E REGIMES POLÍTICOS

1) FORMAS DE ESTADO (TIPOS DE ESTADO): Para estudarmos as formas de Estado, devemos, antes de mais
nada, falar de dois fenômenos: centralização e descentralização do poder. Conforme Ferreira Filho: “A descentralização
– note-se – é instrumento de eficiência governamental. Em geral, a centralização retarda as decisões que sobrevêm a
destempo, atrasadas. E não raro leva a decisões inadequadas. De fato, a centralização tende a distanciar o problema da
competência para decidi-lo, ou do poder para enfrentá-lo. Mas a descentralização é também uma fórmula de limitação do
poder. É geradora de um sistema de freios e contrapesos propício à liberdade. Em função da descentralização, distinguem-
se tipos (ou formas) de Estado”. (FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 31. ed. São
Paulo : Saraiva, 2005, p. 51)
Os Estados podem ser:
a) SIMPLES OU UNITÁRIO: É aquele em que todo o poder político emana de um só foco e do qual as
entidades descentralizadas (departamentos, províncias ou cantões) são meras dependências. Seu poder político é
único. Nesse tipo de estado, o poder para os departamentos são simples delegações. Pode ser centralizado ou
descentralizado. Ex: Portugal, França, Itália, etc.
CARACTERÍSTICAS:
 HÁ APENAS UM PODER CENTRAL
 NÃO HÁ AUTONOMIA PROVINCIAL OU MUNICIPAL
 PODE HAVER NOMEAÇÃO DOS DIRIGENTES PROVINCIAIS OU MUNICIPAIS.
b) ESTADO COMPOSTO OU COMPLEXO: “É aquele em que existe a união de diversos Estados, constituindo uma
unidade política a quem cabe exclusivamente o exercício da soberania externa” (CAVALCANTI, Themístocles Brandão.
Teoria do Estado. Rio de Janeiro : Borsoi, 1958, p. 176.)
b.1) FEDERAÇÃO: É aquele que se divide em províncias politicamente autônomas, possuindo duas fontes
paralelas de direito público, uma nacional e outra provincial.
CARACTERÍSTICAS:
 DECORRE DE UMA CONSTITUIÇÃO RÍGIDA.
 HÁ UM SUJEITO DE DIREITO EXTERNO E DIVERSOS DE DIREITO INTERNO
 OS ESTADOS-MEMBROS SÃO AUTÔNOMOS.
 IGUALDADE DE AUTONOMIA ENTRE OS ESTADOS-MEMBROS
 A FORMA QUE MAIS SE ADAPTA É O BICAMERALISMO.
 HÁ SUPREMACIA DA UNIÃO SOBRE OS DEMAIS ENTES DA FEDERAÇÃO.
 HÁ DIVISÃO DOS PODERES LEGISLATIVOS EM FEDERAL E ESTADUAL.
b.2) UNIÃO PESSOAL: “É uma forma própria da monarquia, que ocorre quando dois ou mais Estados são submetidos
ao governo de um só monarca”. (MALUF, Sahid. Teoria Geral do Estado. 12. ed. São Paulo : Sugestões Literárias,
1981. p. 175)
b.3) UNIÃO REAL: “É também uma forma tipicamente monárquica. Consiste na união íntima e definitiva de dois ou
mais Estados, conservando cada um a sua autonomia administrativa, a sua existência própria, mas formando uma só
pessoa jurídica de direito público internacional”. (MALUF, Sahid, op. Cit, p. 176)
b.4) UNIÃO INCORPORADA: “É uma união de dois ou mais Estados distintos para a formação de uma nova unidade.
Neste caso, os Estados se extinguem; são completamente absorvidos pela nova entidade resultante da incorporação..A
Grã-Bretanha é exemplo clássico de união incorporada. Os reinos, outrora independentes, Inglaterra, Escócia e Irlanda do
Norte, formaram união pessoal, depois real, e finalmente, fundiram-se formando um só Estado com a denominação Grã-
Bretanha”. (MALUF, Sahid. Op. Cit. p. 176)
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b.5) CONFEDERAÇÃO: “É uma reunião permanente e contratual de Estados independentes que se ligam para fins de
defesa externa e paz interna”. (Jellinek)
CARACTERÍSTICAS:
 A EXISTÊNCIA DE UMA ENTIDADE SUPRA-ESTATAL COM SUAS AUTORIDADES E
INSTITUIÇÕES
 A TEMPORARIEDADE
 OS ESTADOS CONFEDERADOS NÃO PERDEM A SUA INDIVIDUALIDADE NO ÂMBITO
INTERNACIONAL
 NÃO PERDEM A SOBERANIA
 A CONFEDERAÇÃO NÃO PODE IMISCUIR-SE NOS PROBLEMAS INTERNOS DE CADA
ESTADO.
 AS DECISÕES DA CONFEDERAÇÃO DEPENDERÃO DA APROVAÇÃO DE CADA ESTADO
SOBERANO.
 OS ESTADOS CONFEDERADOS PODERÃO SE RETIRAR DA CONFEDERAÇÃO A QUALQUER
MOMENTO.
2) FORMAS DE GOVERNO: Para Manoel Gonçalves Ferreira Filho, governo é “o complexo de estruturas e funções
centrais e superiores, em que se exerce no Estado o máximo poder político, atribuído conforme as normas da
Constituição” (op. Cit., p. 73.). Forma de governo, para este mesmo autor seria “a definição abstrata de um modo de
atribuição do poder. Corresponde a uma categoria pura, objeto da meditação do filósofo político” (op. cit. p. 75). São elas:
a) Concepção aristotélica: Divide as formas de governo em puras (legítimas) ou impuras (ilegítimas), de acordo com a
intenção dos governantes. São elas:
a.1) Formas puras (legítimas):
- Monarquia: Governo de um só em proveito de todos.
- Aristocracia: Governo de uma minoria – dos melhores ou mais capazes – em proveito geral)
- República (Democracia para alguns tradutores): Governo da maioria, mas em proveito de todos.
a.2) Formas impuras (ilegítimas):
- Tirania: Governo de um só, mas em benefício de uma minoria, ou do próprio tirano.
- Oligarquia: Governo da minoria no interesse próprio ou de poucos.
- Demagogia: Governo da maioria explorada pelos demagogos no interesse de alguns, em prejuízo da maioria)
b) Concepção moderna:

b.1) Monarquia: É a forma de governo, pela qual o governo se personifica no Rei. “A monarquia é o Estado dirigido por
uma vontade física” (Jellinek, Georg. Teoria General Del Estado. Buenos Aires : Julio César Faira, 2005, p. 809)
Características: Hereditariedade, Vitaliciedade e Irresponsabilidade
Divide-se em:
b.1.1) Monarquia absolutista (ilimitada)
b.1.2) Monarquia limitada: Divide-se em três espécies:
- Monarquia Limitada de Estamentos: O poder central, nas mãos do rei, é repartido entre integrantes da nobreza.
- Monarquia Limitada Constitucional: É a Monarquia em que o rei só exerce o Poder Executivo, ao lado dos Poderes
Legislativo e Judiciário.
- Monarquia Parlamentar: O rei, nesta forma de governo, é apenas Chefe de Estado, sendo que o Parlamento exerce a
função de Chefe de Governo. “o rei reina, mas não governa”
b.2) República: É a designação de uma coletividade política com características de coisa pública, ou seja, coisa do povo e
para o povo. “Para os romanos, res publica correspondia exatamente ao que os ingleses chamam commonwealth, e
designava exclusivamente o que é comum”. (JELLINEK, Georg. Teoria General Del Estado. Buenos Aires : Julio César
Faira, 2005, p. 855)
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Características: Eletividade, Temporariedade e Responsabilidade.

3) SISTEMAS DE GOVERNO (Regimes):


a) Presidencialismo: “É o sistema de governo que mais se aproxima da Monarquia, dela se afastando apenas porque o
presidente exerce um mandato temporário, e não vitalício, como o rei. Em, linhas gerais, caracteriza-se por acumular na
pessoa do presidente as funções de Chefe de Estado e chefe de governo”. (QUEIROZ, Ari Ferreira de. Direito
Constitucional. 12. ed. Goiânia : IEPC, 2001. p. 59)
CARACTERÍSTICAS:
- CHEFIA DE ESTADO E DE GOVERNO ATRIBUÍDAS A UMA SÓ PESSOA;
- ELEIÇÃO DIRETA OU INDIRETA;
- MANDATO TEMPORÁRIO;
- PARTICIPAÇÃO DO PODER EXECUTIVO NO PROCESSO LEGISLATIVO;
- SEPARAÇÃO DOS PODERES;
- RESPONSABILIDADE;
b) Parlamentarismo: “É o sistema de governo que apresenta a peculiaridade de ser um governo de dois órgãos, ou que
conta com a participação de dois órgãos, em que o chefe de Estado e o chefe de governo são pessoas diferentes”.
(QUEIROZ, Ari Ferreira de. Op. Cit, p. 61)
CARACTERÍSTICAS:
- A CHEFIA DE ESTADO É EXERCIDA PELO PRESIDENTE OU MONARCA; A CHEFIA DE GOVERNO É
EXERCIDA PELO PRIMEIRO-MINISTRO;
- CHEFIA DE GOVERNO COM RESPONSABILIDADE, PODENDO SER DESTITUÍDA PELA PERDA DA
MAIORIA DOS PARLAMENTARES OU PELA APROVAÇÃO DA MOÇÃO DE DESCONFIANÇA;
- POSSIBILIDADE DE DISSOLUÇÃO DO PARLAMENTO PELO CHEFE DE ESTADO, COM CONVOCAÇÃO DE
ELEIÇÕES GERAIS;
- INTERDEPENDÊNCIA ENTRE O EXECUTIVO E O LEGISLATIVO, POIS COMPETE AO PRÓPRIO
PARLAMENTO A ESCOLHA DO PRIMEIRO MINISTRO.
c) Sistema Diretorial ou Convencional: Há a absoluta subordinação do Poder Executivo ao Poder Legislativo.
“Consiste, basicamente, em atribuir-se ao Parlamento a função executiva para exercê-la por meio de uma junta
governativa, isto é, o Poder Legislativo exerce também o Poder Executivo, por meio daquela junta que lhe é subordinada”.
(QUEIROZ, Ari Ferreira de. Op. Cit. p. 63)

4) REGIMES POLÍTICOS: Regime, no sentido comum do termo significa modo de viver, de exercer uma atividade.
Juridicamente, significa, para alguns doutrinadores, a realização de uma concepção política fundamental nas instituições
jurídicas constitucionais de um Estado. Todavia, esta significação não é dinâmica, tal como a origem comum do termo
indica dever ser um regime. Portanto, José Afonso da Silva assevera: “o regime é um complexo estrutural de princípios e
forças políticas que configuram determinada concepção do Estado e da sociedade, e que inspiram seu ordenamento
jurídico”. (SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 24. ed. São Paulo : Malheiros, 2005. p. 124)
a) DEMOCRACIA: “A democracia é um processo de convivência social em que o poder emana do povo, há de ser
exercido, direta ou indiretamente, pelo povo e em proveito do povo”. (SILVA, José Afonso da. Op. Cit. p. 126). A
democracia pode ser:
a.1) Direta: Decisão tomada pelo próprio povo em Assembléias.
a.2) Indireta (representativa): As decisões são tomadas por representantes escolhidos pelo próprio povo.
a.3) Semidireta: Combina ambas as formas anteriores. É o regime adotado pela Constituição Federal de 1988 (art. 1º, §
único)
b) REGIMES NÃO-DEMOCRÁTICOS OU TOTALITÁRIOS: São regimes onde não prevalece a vontade popular.

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