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Icterícia Neonatal: Causas e Tratamento

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A icterícia neonatal é considerada um dos problemas com maior frequencia no

período neonatal. Mais conhecido pela expressão clínica hioerbilirrubinemia, que é


definida como a concentração sérica de bilirrubina indireta (BI) maior que 1,3 a 1,5 mg/dl
ou bilirrubina direta (BD) superior a 1,5 mg/dl, desde que esta represente mais que 10%
da bilirrubina total (BT).
É um sinal referente a coloração amarelada da pele, escleras e mucosas devido a
impregnação dos tecidos por bilurrubina, a qual encontra- se em níveis elevados no
sangue. É causado pelo aumento sérico da bilirrubina, pigmento derivado principalmente
da degradação da hemoglobina. Só consegue ser detectada quando os níveis de
bilirrubina são maiores que 2mg/dl.

Durante o período neonatal, geralmente a icterícia decorre de um aumento da


fração indireta da bilirrubina e apresenta evolução benigna. Entretanto, existe um
pequeno numero de pacientes com níveis críticos elevados de BI que podem desenvolver
a encefalopatia bilirrubínica, que ao exame anatomo- patológico caracteriza- se pela
coloração amarelada dos núcleos de base, sendo denomidada Kernicterus, com evolução
inicial sintomática de hipotonia, debilidade de sucção, recusa alimentar e convulsões. Os
sintomas devem progredir dentro de 3 a 4 dias pra hipertonia, opióstono, hipertermia e
choro com tonalidade aguda. Nesta fase, aproximadamente 70% podem evoluir para óbito
devido parada respiratória. Nos sobreviventes ocorre a prgressão dos sintomas e em
curto período aparecem as sequelas definitvas: paralisia cerebral espástica, movimentos
atetóides, distúrbios de deglutição e fonação, surdez e deficiência mental leve a
moderada.
Possui maior risco para desenvolvimento da encefalopatia bilirrubínica os
portadores de doença hemolítica, prematuros e os que aopresentam fatores agravantes
da hiperbilirrunemia.
O termo Kernicterus é reservado a fase crônica da doença com sequelas clínicas
permantes da toxicidade da bilirrubina.
A icterícia fisiológica manifesta-se 48 a 72 horas após o nascimento, quando o nível
sérico de bilirrubina atinge um pico de 4 a 12 mg/dl em torno do 3° ao 5° dia após o
nascimento. Em média, o nível de bilirrubina aumenta 5 mg/dl ao dia e comumente
desaparece ao final do 7° dia.
Para detecção deve-se pesquisar na pele, conjuntivas, conjuntivas palpebrais,
palmas das mãos, lábios, palato duro e freio lingual. A bilirrubina tem alta afinidade pelo
tecido elástico.
Exames laboratoriais para diagnóstico e controle:
- Bilirrubina total com as fraçõs direta e indireta;
- Hemoglobina, hematócrito, morfologia de hemácias, reticulócitos e esferócitos;
- Tipagem sanguínea da mãe e recém nascido;
- Pesquisa de anticorpos anti-D (coombs indireto), se mãe RH negativo;
- Pesquisa de anticorpos maternos para antígenos irregulares (anti-C, anti-e, anti-E,
anti-Kell, entre outros), se mãe multigesta/ transfusão sanguínea anterior;
- Dosagem sanguínea quantitativa de glicose 6- fosfatodesidrogenase;
- Dosagem sanguínea de hormônio tireoidiano e TSH (exame do pezinho).
As terapeuticas mais utilizadas no tratamento da hiperbilirrunemia indireta
compreeendem em fototerapia e a exsanguíneotransfusão (troca lenta e sucessiva de
pequenas frações de sangue do recém nascido por sangue compatível) e, em alguns
casos imunoglobulina “standart” endovenosa.

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