0% acharam este documento útil (0 voto)
68 visualizações5 páginas

Sociologia e Filosofia do Corpo na Educação

O documento discute a sociologia do corpo, abordando como o corpo é uma construção social influenciada por fatores culturais e sociais. Apresenta três etapas das relações entre corpo e sociologia, desde visões implícitas até abordagens que estabelecem lógicas sociais. Também reflete sobre como a sociedade contemporânea constrói narrativas sobre o significado do corpo.

Enviado por

gustavograchel
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
68 visualizações5 páginas

Sociologia e Filosofia do Corpo na Educação

O documento discute a sociologia do corpo, abordando como o corpo é uma construção social influenciada por fatores culturais e sociais. Apresenta três etapas das relações entre corpo e sociologia, desde visões implícitas até abordagens que estabelecem lógicas sociais. Também reflete sobre como a sociedade contemporânea constrói narrativas sobre o significado do corpo.

Enviado por

gustavograchel
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Filosofia, Sociologia e Ética da Educação Física

5º Aula

Sociologia do Corpo

Olá caros(as) acadêmicos(os), bem-vindos(as) à nossa aula


de Sociologia do corpo. Nossa perspectiva irá abordar o corpo
e a sua relação com o contexto social e cultural, ou seja, iremos
refletir sobre a corporeidade enquanto fenômeno simbólico,
objeto de representações e imaginários. Em todos os aspectos
podemos considerar o caráter mediador da corporeidade. O
que o corpo nos sugere a pensar sobre a lógica da sociedade, ou
quais as narrativas que a sociedade contemporânea constrói ou
encontra sobre a verdade acerca do significado do corpo? São
essas questões que buscaremos responder no decorrer da aula.
Boa leitura!
Bons estudos!

Objetivos de aprendizagem

Ao término desta aula, vocês serão capazes de:

• perceber a relação entre a Antropologia e a Sociologia do corpo;


• ampliar a reflexão sobre o corpo para além do saber médico;
• refletir sobre os aspectos sociais e filosóficos sobre o corpo.
31
Podemos nos questionar o que Durkheim e Max Weber
Seções de estudo pensam sobre o corpo? É possível encontrar uma Sociologia
do corpo nesses sociólogos? Inicialmente, é preciso
considerar que a inferência sobre a corporeidade aparece de
1 – As etapas das relações entre a Sociologia e o corpo modo implícito nesses autores. O primeiro autor considera a
2 – Por uma Antropologia filosófica do corpo dimensão corporal do homem dependente da organicidade.
O segundo desconsidera o corpo. Agora, podemos dar um
salto sobre essa visão implícita ou ausente sobre o corpo e
1 - As Etapas das Relações entre adentrar no universo da psicanálise. Qual a contribuição que
Corpo e Sociologia Freud nos oferece para pensar a corporeidade?
Freud é o pai da psicanálise, aquele que, no início do
FIGURA 1- CORPO SOCIAL
século XX, descobriu o inconsciente e que para explicar esse
dinamismo nos apresentou a metáfora da psique através do ID,
EGO e do SUPEREGO. Para ele, somos mais influenciados
pelo inconsciente do que pela consciência. Mas, o que é o
corpo nesse contexto? Freud rompe com uma percepção
meramente organicista do corpo, revelando assim, a sutileza
do inconsciente. Ele faz do corpo uma linguagem, no qual
se expressa as relações individuais e sociais, os protestos e os
desejos. Assim, podemos afirmar que Freud liberta, segundo
Breton (2021) a corporeidade do positivismo do século XIX,
tornando-a compreensível enquanto matéria modelada pelas
Fonte: Disponível em: https://topinfluencers.es/. Acesso em: 19 set. 2022.
relações e pela história pessoal do sujeito. A partir do momento
em que Freud introduz o relacional da corporeidade, ela a
Nossa aula será guiada pelo pensamento de David torna estrutura simbólica. Estamos diante de uma virada
Le Breton, professor de sociologia na Universidade de epistemológica no que diz respeito a percepção e a visão
Strasbourg e membro do laboratório “Culturas e sociedades sobre o corpo que antes era ligado exclusivamente ao âmbito
na Europa” e do Instituto Universitário da França, um dos anatômico e fisiológico e agora é visto enquanto linguagem,
mais conhecidos autores da corporeidade, com diversas obras enquanto espaço simbólico. O corpo é linguagem, mas como
publicadas, dentre as quais iremos consultar a Sociologia do compreender essa linguagem do corpo? No horizonte da
Corpo(1992) e a Antropologia do Corpo (1990). Sociologia, as narrativas do corpo são construídas a partir do
Breton (2021) destaca a existência de três momentos processo das relações culturais, sociais e de produção.
que sinalizam a trajetória da reflexão sobre a corporeidade na Nos deparamos com um marco histórico da Sociologia
Sociologia atual, a qual se evidencia primeiramente em uma do corpo, já que o homem não é produto do corpo, mas
percepção implícita, em seguida, fragmentada e em terceiro produz ele mesmo as qualidades do corpo na interação com
é possível encontrar uma abordagem que estabelece lógicas os outros, assim, admite-se que a corporeidade é socialmente
sociais e culturais. Analisaremos essas etapas que retratam a construída (BRETON, 2021, p. 19). Pare e pense: o corpo é
relação entre corpo e Sociologia. uma realidade objetiva ou se trata de uma construção social?
O corpo não é pensado apenas na perspectiva biológica, A Sociologia do corpo é o campo de investigação dos
mas como expressão da interação social. Em O Capital (1867), modos como nossos corpos são afetados pelas influencias
Marx apresenta uma análise da condição corporal do homem sociais, por isso, poderíamos pensar em diversas situações
no trabalho. Nesse contexto, a corporeidade não é vista como que afetam os nossos corpos tais como: a ansiedade, a
um objeto de estudo a parte, mas está ligada aos problemas depressão, o suicídio, o racismo, a violência doméstica, a ética
de saúde pública ou de relações específicas ao trabalho. O do cuidado, a visão de saúde, as doenças cardiovasculares, o
corpo inserido no contexto da Revolução Industrial, como sedentarismo, alcoolismo, as drogas, as desigualdades sociais,
salienta Breton (2021), revela a condição precária da classe a desigualdade de gênero e a desigualdade racial. Diante
trabalhadora. Afirma-se, assim, o corpo não enquanto em seus dessas realidades podemos perceber os impactos sociais,
aspectos biológicos ou fisiológicos, mas de forma implícita o psíquicos, culturais, econômicos e fatores políticos que afetam
corpo enquanto fato de cultura. o corpo e a própria visão sobre ele. O que o corpo revela
Outra abordagem contrária à anterior atribui primazia ao sobre a sociedade tecnológica? Como a tecnologia afeta a
aspecto biológico, o qual deve determinar a ordem do mundo. nossa visão sobre o corpo, no que se refere aos padrões de
Veja, aqui estamos diante de uma visão que ao invés de fazer beleza impostos socialmente? O corpo é negado para ser
da corporeidade um efeito da condição social do homem, faz construído? Que tipo de espaço simbólico o corpo ocupa
da condição social o produto direto do corpo (BRETON, na sociedade contemporânea? O alto índice de jovens que se
2021, p. 17). As características métricas do corpo determinam cortam com o objetivo de aliviar o sofrimento com a dor, o
as diferenças sociais e culturais. Não é o social que determina que isso diz sobre a sociedade e as relações? E a utilização de
as características do corpo, mas é “produto” do corpo. Visa- anabolizantes e os seus efeitos colaterais? O que o corpo diz
se naturalizar as diferenças de condições sociais a partir das sobre a sociedade e o que a sociedade diz sobre o corpo?
diferenças corporais e biológicas. Segundo Mattos (2010), essas perguntas nos fazem
Filosofia, Sociologia e Ética da Educação Física 32
perceber que a nossa tarefa não é fazer apenas Sociologia ou seja, não partiremos da alma, não iremos percorrer a noção
do corpo, mas também Sociologia a partir do corpo, de psique ou alma desde o período arcaico em que a psique
considerando-o como organismo socializado e sensório de aparece no momento da morte, passando pelos pré-socráticos
construção social. que insere a alma na totalidade da natureza ou aprofundar os
Quando nos apropriamos do pensamento do filósofo filósofos clássicos tais como Sócrates, Platão que realizam
e sociólogo francês Gilles Lipovetsky em sua obra Era uma metáfora da alma apresentando um modelo unitário
do Vazio (2005), na qual apresenta as características da e tripartido da alma e Aristóteles que nega a visão dualista
hipermodernidade dentre as quais se destaca o narcisismo, platônica e reconhece a unidade entre corpo e alma. Iremos,
somos capazes de situar o culto ao corpo o qual substitui a contudo, captar na corporeidade diversos elementos que nos
transcendência. Segundo Mattos (2010), nessa sociedade fazem ir além das aparências.
na qual o sentimento de coletividade não fornece modelos Mas, qual método iremos utilizar para o nosso estudo
decisivos, o culto ao corpo torna-se um fim e si mesmo. dessa dimensão corpórea do ser humano? Quando olhamos
A própria atenção ao corpo é uma luta contra o seu para a história, percebemos que os filósofos aplicaram o
envelhecimento, um esforço para fugir do tempo. Diante método experimental para o estudo do corpo, porém, isso nos
disso, reflita: Como você percebe a relação que a sociedade leva a reduzir o corpo a uma máquina, com leis mecânicas.
estabelece com o corpo? Será que existe outros modos de se conhecer que seja legítimo
Vivemos em uma cultura da imagem, nesse cenário, o tanto quanto o valor da ciência? Para Husserl, Bergson e Max
ideal de corpo se transforma em escravidão do corpo. Isso faz Scheler, isso é possível. Nesse sentido, esses teóricos admitem
sentido? O que está por trás dessa sacralização social sobre o não apenas a consideração científica sobre o corpo, mas
corpo? Mattos (2010) aponta para o fato de que “essa paixão também a consideração fenomenológica que estuda o corpo,
crescente pelo cuidado corporal é uma consequência da como é sentido, experimentado e vivido. Isso se justifica,
estruturação individualista da sociedade moderna”. É como pois, além da realidade física, temos o vivido imediato da
se o indivíduo buscasse nele mesmo aquilo que a sociedade consciência. Nesse sentido, a Antropologia filosófica nos leva
não pode mais oferecer. a considerar uma dupla investigação sobre o corpo: a científica
e a fenomenológica.
Ao nos depararmos com a experiência, conseguimos
2 - Por uma Antropologia Filosófica perceber algumas diferenças no aspecto da corporeidade
do Corpo em relação aos animais e aos seres humanos. A postural
vertical é uma das características distintivas do homem, como
FIGURA 2- ANTROPOCENTRISMO também torna-se um ser especializado no cérebro. Para além
da estrutura da somaticidade, vamos perceber as funções
da corporeidade apresentadas por Batista Mondin (1980):
primeiro considera-se que o corpo é um elemento essencial
do homem, sem ele não podemos nos alimentar, reproduzir,
aprender, comunicar e divertir-se. É mediante o corpo que o
homem é um ser social.
Conforme os existencialistas (Heidegger, Sartre, Merleau-
Ponty), a somaticidade da corporeidade nos situa no mundo
das coisas e nos faz participantes de suas restrições espaciais.
Assim, evidenciamos que uma das funções do corpo é a de nos
“mundanizar”, de nos fazer “ser-no-mundo”. A corporeidade
faz do homem um ser-no-mundo.
Outra função evidenciada por Mondin (1980) é a
epistemológica, isso significa que o meu corpo determina o
centro do universo; é o ponto indivisível no qual se opera
a análise e a síntese de tudo. Não lemos o mundo somente
a partir da razão, mas mediante o corpo vivido. A partir do
pensamento cartesiano, ao reconhecer que o corpo é mediador
entre o meu “eu” e o mundo das coisas, a experiência vivida
Fonte: Disponível em: https://es.wikipedia.org/. Acesso em: 19 set. 2022.
pelo corpo supera o dualismo sujeito-objeto.
A expressão homo somaticus designa, ao longo da A função econômica ou de posse que o corpo possui,
história da Antropologia filosófica, a dimensão corpórea do consiste na afirmação de que ele é indispensável para possuir
homem. A própria reflexão filosófica sobre o corpo pode a existência. Ocorre uma dilatação do nosso corpo quando
ser encontrada em Platão, Aristóteles, Santo Agostinho, consideramos as coisas como prolongamentos do nosso
Santo Tomás, Descartes, Spinosa, Schopenhauer, Sartre, corpo: isso ocorre no trabalho em uma fábrica. O órgão
Merleau-Ponty, Marcel e tantos outros pensadores. Exceto os específico dessa função é a mão, com ela tomamos posse das
existencialistas, esses autores, segundo Mondin (1980), não coisas e transformamos e moldamos a realidade.
consideram o corpo em si mesmo, mas o vê em relação com a O corpo apresenta uma função ascética no que se refere
alma. Nossa abordagem não seguirá o pensamento tradicional, às virtudes e aos vícios. A experiência cotidiana nos mostra
33
que tanto o exercício da virtude como a prática de algum que o fenômeno do suicídio envolve diversos fatores, mas
vício são devidos aos hábitos que adquirimos com o nosso ele se manifesta enquanto negação do corpo, por mais que
corpo. Podemos mencionar os vícios do fumo e da bebida que seja a última alternativa que ele encontrou para lidar com o
dependem do hábito somático. Nesse sentido, constatamos sofrimento.
que o corpo possui uma função ascética, isto é, de exercício Em todo o caso, o corpo é morada do homem, possui
voltado para as virtudes como para o vício. em si mesmo uma ambiguidade e uma (in)coerência social,
Contudo, a partir da fenomenologia do corpo, Mondin revelando-se ao mesmo tempo a marca do indivíduo e da
(1980) faz as seguintes inferências: a) a somaticidade é um sociedade contemporânea na qual o narcisismo moderno é
componente essencial do ser homem; b) sou infinitamente uma ideologia do corpo.
mais do que me consente ser o meu corpo, já que eu posso
estar em um espaço por meio do pensamento enquanto o
meu corpo permanece imóvel; c) o corpo é epifania, ou seja, Retomando a aula
manifestação do mistério que é o homem; mesmo perdendo
uma parte do meu corpo, sinto-me essencialmente eu mesmo;
d) o corpo é dotado de uma unidade; e) o corpo humano
Chegamos, assim, ao final da nossa aula. Esperamos
evidencia a finitude, a contingência e indigência; f) o corpo
que tenha ficado mais claro entendimento de
também é motivo de ambiguidade e dissimulação, pode
vocês sobre as etapas das relações entre o corpo
ocultar as próprias ideias e intenções.
e a Sociologia e vice-versa, bem como o olhar da
David le Breton, um dos autores mais conhecidos sobre o
fenomenologia sobre a corporeidade. Vamos, então, recordar:
tema da corporeidade, afirma que o “corpo moderno implica
o isolamento em relação aos outros, é o recinto objetivo da
soberania do ego. Atualmente, as concepções sobre o corpo 1 – As etapas das relações entre a sociologia e o
estão relacionadas ao avanço do individualismo enquanto corpo
estrutura social (2021, p. 8).” Ao inserir a compreensão do
corpo no âmago da cultura individualista, o corpo se constitui Nesta seção, vimos que o corpo inserido no contexto
enquanto construção simbólica. Assim, apresentamos uma da Revolução Industrial, como salienta Breton (2021), revela
nova perspectiva sobre o corpo, que vai além do modelo a condição precária da classe trabalhadora; afirma-se assim,
biomédico. o corpo não enquanto em seus aspectos biológicos ou
Segundo Breton (2021, p. 101), o saber médico é fisiológicos, mas de forma implícita o corpo enquanto fato de
considerado “a representação oficial do corpo humano”, cultura. Também vimos que uma outra abordagem considera
saber esse que poucas pessoas possuem acesso, já que poucos que não é o social que determina as características do corpo,
reconhecem a localização dos órgãos. Em contrapartida, mas é o “produto” do corpo. Visa-se naturalizar as diferenças
existem os saberes populares do corpo, os quais o revestem de condições sociais a partir das diferenças corporais e
de uma dimensão simbólica. Mas, qual a diferença entre essas biológicas. Estudamos que Freud rompe com uma percepção
descrições sobre a corporeidade? Conforme Breton (2021), meramente organicista do corpo, revelando, assim, a sutileza
no saber médico há uma distinção entre o homem e o corpo, do inconsciente. Ele faz do corpo uma linguagem, na qual
porém os saberes populares não isolam o corpo do cosmos. O se expressa as relações individuais e sociais, os protestos e os
que se evidencia entre os conhecimentos tradicionais sobre o desejos. Assim, o corpo é linguagem.
corpo é o vínculo simbólico entre os homens e o meio. Quais
seriam esses saberes populares? Destaca-se a visão astrológica 2 – Por uma antropologia filosófica do corpo
do corpo, o magnetizador, o radiestesista que com o seu
pêndulo registra a energia liberada pelos tecidos; o benzedor. Nesta seção, vimos que a Antropologia filosófica nos leva
Todos eles apresentam elementos simbólicos sobre o corpo. a considerar uma dupla investigação sobre o corpo: a científica
A análise sobre o corpo pressupõe elementos oriundos e a fenomenológica. Aprendemos as funções da corporeidade
da história da Filosofia, da Antropologia e da Sociologia. apresentadas por Batista Mondin (1980): primeiro considera-
Isso nos faz ampliar a percepção sobre o fenômeno da se que o corpo é um elemento essencial do homem, sem ele,
corporeidade. Para isso, podemos exemplificar com o tema não podemos nos alimentar, reproduzir, aprender, comunicar
do envelhecimento do corpo. Materializa-se o significado, e divertir-se. É mediante o corpo que o homem é um ser
em seus aspectos sociais e antropológicos, já que, segundo social. A corporeidade faz do homem um ser-no-mundo.
Breton (2021), uma mulher idosa é reconhecida como “uma Vimos que outra função evidenciada por Mondin
velha pele” enquanto que do homem idoso se diz “ele tem (1980), é a epistemológica, isso significa que o meu corpo
presença.” Nessa perspectiva, a velhice sinaliza, no horizonte determina o centro do universo; é o ponto indivisível no qual
da Sociologia do corpo, a desigualdade no contexto social da se opera a análise e a síntese de tudo. A função econômica
mulher e do homem. Em uma cultura que cultua o corpo, ou de posse que o corpo possui consiste na afirmação de
saber envelhecer é um dos aprendizados que se impõe que ele é indispensável para possuir a existência. Também
na lógica do tempo. Do culto ao corpo podemos falar da compreendemos que o corpo apresenta uma função ascética
negação do corpo. Diante do problema do suicídio, um dado no que se refere às virtudes e aos vícios. A experiência
sociológico que retrata a morte do corpo, que imagem é essa cotidiana nos mostra que tanto o exercício da virtude como a
que a pessoa que morreu por suicídio quis eliminar? Claro prática de algum vício são devidos aos hábitos que adquirimos
Filosofia, Sociologia e Ética da Educação Física 34
com o nosso corpo.

Muito bem, espero que essas considerações possam levá-los a uma nova
jornada de conhecimento sobre o imaginário do corpo. Bons Estudos!

Vale a pena

Vale a pena ler


GOMES, Lilian; Costa, Thais. Das condutas de risco ao
silêncio: entrevista com David Le Breton. Rev. Teoria e Cultura.
Vol. 13, nº 01. 2018. Disponível em: https://periodicos.ufjf.
br/index.php/TeoriaeCultura/article/view/12409. Acesso
em: 20 set. 2022.
MALUF, Sônia Weidner. Corpo e corporalidade nas culturas
contemporâneas: abordagens antropológicas. Esboços. Dossiê
Corpo e História. Disponível em: http://portfolio.unisinos.
br/OA12/pdf/sonia_maluf_artigo.pdf. Acesso em: 20 set.
2022.

Vale a pena acessar

Sociologia do Corpo- por David le Breton. Disponível


em: https://www.youtube.com/watch?v=Qudp2sQv1Qg.
Acesso em: 20 set. 2022.
A Sociologia do corpo. Disponível em: https://www.
youtube.com/watch?v=zh1Cmmam76c. Acesso em: 20 set.
2022. (Assista ao breve vídeo do Dr. Tulio Augustus. Ele
fala sobre padrões de beleza e transtornos alimentares, o
corpo humano é também objeto de estudo da sociologia.
Mais do que mero coadjuvante, ele é agente ativo e objeto
das experiências, regras e valores da vida em sociedade).
Pensar o corpo com David le Breton. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=pWV_XAfAAi8.
Acesso em: 20 set. 2022. (Assista ao vídeo da palestra
de David le Breton, pensando sobre o corpo em várias
perspectivas desde discussões sobre gênero, erotismo,
condutas de risco e outras).

Minhas anotações

Você também pode gostar