INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE TECNOLOGIAS E
CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E TECNOLOGIAS
FÍSICA GERAL III
RELATÓRIO
EXPERIÊNCIA Nº 2
INSTRUMENTOS ÓPTICOS
INTEGRANTES DO GRUPO
ALEXANDRE GONÇALVES – 20221194
CLEITON GOMES ISSENGUEL – 20222045
ELINDO SACANJALA – 20211416
HELBER QUINTAS PANZO – 20220217
SÍLVIO ALBERTO ANTÓNIO JORGE – 20221635
CURSO: ENGENHARIA MECÂNICA DOCENTE: PASCOAL NAPOLEÃO
TURMA: EMC4-T2
Data de Realização: 17/05/2024
I. INTRODUÇÃO
Óptica Geométrica é a área da física que tem como objectivo estudar o
comportamento da luz. Isso engloba a forma como ela se propaga em um
meio, a classificação das superficies em relação ao comportamento delas em
relação à luz e os fenômenos que ocorrem quando a luz atinge as superfícies.
Dentro da óptica da geométrica encontramos uma infinidade de instrumentos
que servem de auxílio na visualização de determinados objectoos, que vão
desde seres minúsculos, como alguns tipos de batectérias, até enormes
planetas e estrelas. Dentre os infinitos instrumentos ópticos, podemos citar:
miscroscópico, telescópio, projetores, lupa, câmera fotográfica, óculos, lentes
etc. O microscópico e o telescópio foram os instrumentos base desse
experimento.
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I.I INSTRUMENTOS ÓPTICOS SIMPLES
I.II MICROSCÓPIOS E TELESCÓPIOS
Câmeras, lentes de óculos e lupas usam uma única lente para formar uma imagem. Dois
importantes dispositivos de ótica que empregam duas lentes são o microscópio e o
telescópio. Nesses dispositivos, uma lente primária, ou lente objetiva, forma uma imagem
real, e uma segunda lente, ou ocular, é usada como uma lupa para formar uma imagem
maior, virtual.
I.II.I MICROSCÓPIO
O microscópio é um instrumento utilizado para ampliar e observar estruturas pequenas
dificilmente visíveis ou invisíveis a olho nú. Ele é composto por dois jogos de lentes,
sendo elas a objetiva e ocular, montadas em extremos opostos de um tubo fechado. O
principal objetivo é criar uma imagem real do objeto examinado, quando se observa
através da lente ocular se vê uma imagem virtual aumentada da imagem real.
I.II.II TELESCÓPIO
O sistema ótico de um telescópio é semelhante ao de um microscópio composto. Em
ambos, a imagem formada pela objetiva é vista através de uma ocular. A diferença
essencial é que o telescópio é usado para ver objetos grandes situados a grandes distâncias,
e o microscópio é usado para ver objetos pequenos que estão próximos de nós. Outra
diferença é que muitos telescópios usam como objetiva um espelho curvo e não uma lente.
• Telescópio de Kepler: consiste de duas lentes convexas: uma objectiva com
distância focal grande ( f=300mm) que produz uma imagem invertida e uma ocular tipo
lipa com distância focal curta (f=50mm) que é utilizado para observar esta imagem.
• Telescópio de Galileu : neste telescópio é usada como ocular, uma lente côncova.
O efeito dessa lente pode ser resumido nos seguintes pontos:
- Feixes paralelos ao eixo óptico são desviados como se passassem no segundo ponto
focal da lente F´.
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- Feixes que passam o ponto central da lente não são desviados.
- O feixe focal que aponta ao primeiro ponto focal F fica paralelo ao eixo óptico depois
da passagem pela lente.
I.III PROJETOR
Um projetor digital, usado para exibir slides, fotos ou filmes, funciona de modo bastante
semelhante a uma câmera ao contrário. No tipo mais comum de projetor digital, os pixels
de dados a serem projetados são mostrados em uma tela de cristal líquido (LCD) pequena
e transparente, localizada no interior do projetor e atrás da lente de projeção. Uma
lâmpada ilumina a tela de LCD, que age como um objeto para a lente. A lente forma uma
imagem real, ampliada e invertida da tela de LCD. Como a imagem é invertida, os pixels
aparecem na tela de LCD de cabeça para baixo, de modo que a imagem apareça
corretamente sobre a tela de projeção.
II. OBJECTIVOS
• Familiarizar-se com os conceitos da óptica geométrica.
•Compreender o funcionamento de instrumentos ópticos simples tais como o
microscópio, o projetor e o telescópio.
• Treinar a utilização de equipamentos de óptica.
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III. PARTE EXPERIMENTAL
Experiências como essas, são montadas num banco óptico com 1,20 m de comprimento.
Uma lâmpada com a respectiva fonte de tensão serve como fonte de luz. Para formar
feixes paralelos uma lente com f = 50 mm é montada entre a lâmpada e o alvo. A lâmpada
fica no foco da lente. Assim, o alvo representa um objecto que emite luz. Os respectivos
feixes passam outra lente e formam ma imagem que é visível numa tela. O banco óptico
contém uma escala milimétrica que facilita a determinação das distâncias dos vários
dispositivos.
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III.I.PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
1. Montou-se um telescópio de Kleper utilizando uma lente objetivo f=+300mm e uma
lente ocular de f=+50 mm e observou-se um objeto distante, como foi indicado no
laboratório. Mediu-se a distância real entre as duas lentes quando observouse uma
imagem nítida.
2.Montou-se um telescópio de Galileu e observou-se um objecto distante como indicado
no laboratório, nesse caso, o objeto distante foram os pilares do refeitório. Utilizou-se
uma lente objetivoo de f=+300mm e una lente ocular f= -50mm. Foi medida a distância
real entre as duas lentes quando se observou a imagem nítida.
3. Montou-se um microscópio com uma lente objtivo de f =+200mm e uma lente
ocular de f= +50 mm e se observou um preparado duma pulga de de cão.
4. Por último, foi montado um projetor de diapositivos utilizando a lente convexa de
f=+100 mm. O objeto ( diapositivo do imperador Maximiliano) foi situdo a diferentes
distâncias da lente, procuramos uma imagem nítida e medimos a distância imagem.
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IV.RESULTADOS
IV.I Para o primeiro procedimento ( Telescópio de Kleper)
Experimentos d f1 f2
1.Experimento 31.4cm +300 +50mm
mm
2.Experimento 31.4 cm
3.Experimento 31.2 cm
Valores médios 31.33
cm
Cálculo da distância real (valor teórico):
d = f1 + f2 = +300mm + 50mm = 350mm= 35cm
•Cálculo do erro
•Cálculo da ampliação
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IV.II Para o segundo procedimento( telescópio de Galileu)
Experimentos d f1 f2
1.Experimento 20.5 cm +300mm -50 mm
2.Experimento 20.5 cm
3.Experimento 20.5 cm
Valores médios 20.5 cm
•Cálculo da distância real ( valor teórico) :
d = f1 - |f2 | = +300mm - |-50mm| = 250mm= 25cm
•Cálculo do erro
•Cálculo da ampliação
IV.III Para o terceiro procedimento( miscroscópio)
+20 mm=2cm +50mm=5cm 25cm 16.1 cm
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t = t´ - ( fob + foc) = 16.1 cm – ( 2cm + 5cm) =9.1cm
•Cálculo da ampliação
V.IIII Para o procedimento quatro (projetor)
d , cm g ,cm b ,cm B ,cm G,cm m=- m=-
b/g B/G
60 12.4 47.6 9.5 3.5 - 3.84 - 2.71
70 11.9 58.1 9.5 3.5 - 4.88 -2.71
80 11.14 68.6 9.5 3.5 - 6.16 -2.71
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VI. DISCUSSÃO
No primeiro procedimento, foi montado um telescópio de Kepler com uma lente objetiva
de f= +300mm e uma ocular de f=+50mm, e fomos ajustando o banco óptico para até se
encontrar uma imagem nítida dos pilares do refeitório e medirmos então uma distância
aproximada entre as duas lentes, repetimos o experimento três vezes e o valor médio
obtido foi tomado como a distância entre as duas lentes. Comparando o valor aproximado
com o valor da distância real, que foi obtida pela soma dos focos, verificamos que não
houve grande diferença entre os dois valores obtidos tendo assim uma distância
aproximada menor em relação a distância real, esta disparidade pode ser explicadas por
fatores como, posição do banco óptico, a perspectiva de cada estudante e os erros
humanos cometidos a cada experimento. E, por esses fatores e pelo fato de não haver tanta
disparidade entre os valores das distâncias, foi obtido um erro de aproximadamente 10%,
que é um valor considderavelmente aceite. E após calcularmos a distância entre as duas
lentes, calculou-se a ampliação em função da lente objectiva e a lente ocular.
No segundo procedimento, realizou-se o mesmo que no procedimento anterior tendo
como ponto de divergência, o objeto de estudo, nesse caso foi usado o telescópio de
Galileu com uma lente objetiva de f=+300mm e uma ocular de f=-50mm, nesse
procedimento obtivemos uma distância aproximada(distância entre as duas lentes) menor
em relação a distância real, o que pode ser explicado pela inexpereiência dos estudantes,
pois foi dificil obter a imagem nitida dos pilares do refeitório. Obtivemos um erro de
aproximadamente 18%, valor maior em relação ao obtido no telescópio de Kepler. E após
calcularmos a distância entre as duas lentes, calculou-se a ampliação em função da lente
objectiva e a lente ocular.
No terceiro procedimento, realizou-se o cálculo da ampliação de duas formas. Primeiro,
calculamos pela fórmula m e depois calculamos pela fórmula m= com o
intuito de se comparar os valores obtidos, obtivemos valores aproximados. Para a primeira
fórmula obtivemos uma ampliação de 22.5 e para a segunda fórmula foi obtido uma
ampliação 23.
No, último procedimento, calculou-se a ampliação em função de m= ; calculamos
também em função de m= . Para cada distância obtivemos ampliações diferentes
tendo a distância de 60cm as maiores ampliações, o que nos leva a concluir que quanto
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menor for a distância maior será a ampliação. A imagem obtida quando se usa um projetor
em invertida, o que faz jus as ampliaçãos negativas que foram obtidos pois, o sinal
negativo representa uma imagem invertida.
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VII. CONCLUSÃO
A Óptica Geométrica é a área da física que tem como objectivo estudar o comportamento
da luz, com esta prática compreendemos que os instrumentos ópticos, como o telescópio,
o microscópio e o projetor podem servir de auxilio para o estudo do comportamento das
imagens, podendo até mesmo serem usados no nosso cotidiano. Analisamos dois
telescópios, o telescópio de Kepler e de Galileu, concluimos que o telescópio de Kepler
pode ser mais preciso em relação ao de Galileu pelo fato de ter se obtido um erro menor,
de aproximadamente 10% em relação de Galileu que foi obtido um erro de
aproximadamente 18%.
Quanto ao cálculo das ampliações no terceiro procedimento, verificamos que a diferença
entre os valores obtidos pelas duas fórmulas pode ser considerada ínfima pois, os valores
aproximados obtidos foram aproximados o que comprova a veracidade das duas fórmulas,
a ampliação pode ser calculada usando uma ou outra.
Por último, constamos que a imagem obtida quando se utiliza um projetor é invertida
pois o cálculo da ampliação que foi realizada, resultou em um valor negatico indicando
assim que a imagem é invertida.
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VIII – BIBLIOGRAFIA
TIPLER, Paul A., MOSCA, Gene. Física para Cientistas e Engenheiros, Volume 2:
Eletricidade e Magnetismo, Ótica 6.Edição.
HALLIDAY, James, RESNICK, Robert, WALKER, Jearl.Fisica Fundamental, Volume ́
4: Ó ptica e Fisica Moderna, cap 34.Edíção14. John Wiley & Sons, Inc. 2011
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