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05-12-2011

ESCOLA BÁSICA SANTIAGO MAIOR Probabilidades Matemátca 9º ano Prof. Jorge Cruz

ESCOLA BÁSICA SANTIAGO MAIOR

ESCOLA BÁSICA SANTIAGO MAIOR Probabilidades Matemátca 9º ano Prof. Jorge Cruz

Probabilidades

ESCOLA BÁSICA SANTIAGO MAIOR Probabilidades Matemátca 9º ano Prof. Jorge Cruz

Matemátca 9º ano

Prof. Jorge Cruz

1. NOTA HISTÓRICA SOBRE TEORIA DAS PROBABILIDADES

• Desde a antiguidade grega e romana que são populares os jogos de azar.

• É atribuída a Júlio César a frase “Alea jacta est” que significa “A sorte está lançada”.

• A História das Probabilidades aparece inicialmente ligada a estes jogos ditos de azar.

• Terá sido António Gombard, mais conhecido por cavaleiro de Mérée, um célebre jogador a despertar o interesse dos matemáticos por esta nova área de estudos.

• Este cavaleiro era jogador assíduo e estava empenhado em descobrir de que forma seria mais conveniente apostar de modo a ter mais hipóteses de ganhar.

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1. NOTA HISTÓRICA SOBRE TEORIA DAS PROBABILIDADES

• Mérée queria saber quantas vezes teria que lançar dois dados para apostar com vantagem na saída de pelo menos um seis duplo e também como dividir o prémio de um jogo se este fosse interrompido.

• Colocou estes problemas a Pascal (matemático francês 1623 – 1662) que se interessou pelo tema. Pascal começou a trocar correspondência com Pierre Fermat (outro matemático francês 1601 – 1665) dando assim os primeiros passos para o aparecimento da Teoria das Probabilidades.

francês 1601 – 1665) dando assim os primeiros passos para o aparecimento da Teoria das Probabilidades.

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1. NOTA HISTÓRICA SOBRE TEORIA DAS PROBABILIDADES

• A primeira definição do conceito de Probabilidade deve-se a Laplace e só foi dada em 1774.

• Contrariamente ao que seria de supor este cálculo tem bastantes aplicações para além dos jogos que serviram para o seu despertar, pois na natureza lida-se diariamente com o acaso.

• Na reprodução de seres vivos, muitas das suas características não são possíveis de determinar exactamente através do conhecimento dos seus progenitores, podendo-se apenas determinar a maior ou menor probabilidade de determinada característica estar presente. Acerca das suas descobertas Laplace terá dito que

“O cálculo das probabilidades não é mais do que o senso comum convertido em números”.

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1. NOTA HISTÓRICA SOBRE TEORIA DAS PROBABILIDADES

• A Teoria das Probabilidades teve aperfeiçoamentos ao longo dos séculos tendo sido Borel e Lebesgue (séc. XIX) grandes impulsionadores desses estudos e finalmente Kolmogarov (séc. XX) que conseguiu transformar estes conhecimentos num ramo da Matemática devidamente organizado.

Azar (do árabe az-zahr) – acaso, sorte. Jogo de azar. Jogo em que a sorte ou o azar determinam o ganho ou a perda.

(in “Lello Universal”).

Aleatório (do latim aleatoriu) – que depende do acontecimento incerto; sujeito às contingências do futuro. A aposta é um contrato aleatório.

(in “Lello Universal”).

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2. EXPERIÊNCIAS ALEATÓRIAS E DETERMINISTAS.

• Neste tópico interessa-nos estudar a probabilidade de certos acontecimentos se realizarem em determinadas experiências.

• Logicamente não sabemos qual o resultado dessas experiências antes de as realizarmos, por isso chamamos-lhes Experiências Aleatórias.

• Exemplos:

• “Tirar uma carta à sorte de um baralho” Não sabemos que carta vai sair

• “Lançar um dado” Não sabemos que número vai calhar

• “Tirar uma bola de um saco com bolas coloridas” Não sabemos a cor da bola que vai sair

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2. EXPERIÊNCIAS ALEATÓRIAS E DETERMINISTAS.

• Pode concluir-se que, uma experiência é aleatória se:

i) conhecemos todos os seus possíveis resultados;

ii) cada vez que é efectuada não se conhece antecipadamente qual dos resultados possíveis vai ocorrer;

iii) pode ser repetida em condições análogas.

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2. EXPERIÊNCIAS ALEATÓRIAS E DETERMINISTAS.

• Se o resultado da experiência for conhecido mesmo antes desta se realizar esta chama-se Experiência Determinista.

• Exemplo:

• “Saber se um cubo de gelo se transforma em água a uma temperatura de 10ºC” Não é preciso esperar para ver porque temos a certeza que o gelo passa ao estado líquido a essa temperatura.

preciso esperar para ver porque temos a certeza que o gelo passa ao estado líquido a

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3. ESPAÇO DE RESULTADOS

O ESPAÇO DE RESULTADOS é o conjunto cujos resultados são os que se consideram possíveis de se dar quando se supõe uma experiência aleatória.

Se laço uma moeda ao ar o espaço de resultados é o conjunto constituído pelos acontecimentos FN (Face Nacional) e FC (Face Comum, também chamada Face Euro).

Se lanço um dado cúbico, numerado de 1 a 6 o espaço é constituído pelos acontecimentos: 1, 2, 3, 4, 5, 6.

Na extracção de uma carta de um baralho de 40 cartas o espaço é constituído por cada uma das 40 cartas que podem ser extraídas.

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4. PROBABILIDADE DE UM ACONTECIMENTO:

DEFINIÇÃO FREQUENCISTA E REGRA DE LAPLACE.

• Na linguagem comum, é frequente dizer-se que uma determinada situação é mais provável ou menos provável. Isto normalmente quer dizer que se a probabilidade é maior há mais esperança que esse acontecimento se dê. Se a probabilidade parece menor, há menor esperança que esse acontecimento se dê.

De forma intuitiva podemos dizer que

probabilidade de um acontecimento é uma medida da possibilidade de ocorrência de um acontecimento quando se realiza uma experiência aleatória.

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4. PROBABILIDADE DE UM ACONTECIMENTO:

DEFINIÇÃO FREQUENCISTA E REGRA DE LAPLACE.

• Com base na ideia anterior, pode estabelecer-se a definição empírica ou frequencista de probabilidade.

A probabilidade de um determinado acontecimento aleatório é a percentagem de vezes que se espera que ele aconteça, se se repetir a experiência, um grande número de vezes, nas mesmas condições.

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4. PROBABILIDADE DE UM ACONTECIMENTO:

DEFINIÇÃO FREQUENCISTA E REGRA DE LAPLACE.

• Probabilidade de um acontecimento (Lei ou Regra de Laplace) n º de casos favoraveis
• Probabilidade de um acontecimento (Lei ou Regra de Laplace)
n
º de
casos
favoraveis
p A
(
) =
n
º de
casos
possiveis

nº de casos favoráveis é o número de casos em que o acontecimento pretendido se pode dar (o que interessa).

nº de casos possíveis é o número total de casos que se podem dar (o que pode acontecer).

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4. PROBABILIDADE DE UM ACONTECIMENTO:

DEFINIÇÃO FREQUENCISTA E REGRA DE LAPLACE.

Exemplo: ncf 2 1 Experiência Aleatória: Lançar um dado com seis faces. p A (
Exemplo:
ncf
2
1
Experiência Aleatória: Lançar um
dado com seis faces.
p A
(
)
=
=
=
ncp
6
3
Acontecimento pretendido:
Sair um número maior que 4.
Nº de casos favoráveis:
Dois (os números 5 e 6)
Nº de casos possíveis:
R: A probabilidade de sair nº maior
que 4 é
1
.
Seis (os números 1; 2; 3; 4; 5 e 6)
3

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5. ACONTECIMENTOS: MUITO PROVÁVEL, POUCO PROVÁVEL, IMPOSSÍVEL, CERTO.

• Um acontecimento diz-se muito provável se a sua probabilidade é grande (mais de metade de casos favoráveis).

• Um acontecimento diz-se pouco provável se a sua probabilidade é pequena (menos de metade de casos favoráveis).

Experiência Aleatória: Lançar um dado com seis faces.

Acontecimento Um:

Acontecimento Dois:

Sair um número menor que 3.

Sair um número maior que 1.

há 2 casos favoráveis (menos de metade)

há 5 casos favoráveis (mais de metade)

Acontecimento pouco provável

Acontecimento muito provável

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5. ACONTECIMENTOS: MUITO PROVÁVEL, POUCO PROVÁVEL, IMPOSSÍVEL, CERTO.

• Se não existe nenhum caso favorável à realização do acontecimento, este diz-se impossível, pois não se pode realizar. Da Lei de Laplace conclui-se que a sua probabilidade é zero.

• Se todos os casos possíveis são favoráveis à realização do acontecimento este diz-se certo, pois realiza-se sempre. Da Lei de Laplace conclui-se que a sua probabilidade é um.

Experiência aleatória: Lançar um dado com seis faces.

Acontecimento um:

Acontecimento dois:

Sair o número 25. não há casos favoráveis

Sair um número menor que 10. há seis casos favoráveis

Acontecimento impossível

Acontecimento certo

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6. ESCALA DE PROBABILIDADES

6. ESCALA DE PROBABILIDADES Prof: Jorge Cruz

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7. ACONTECIMENTOS EQUIPROVÁVEIS

• Se dois acontecimentos têm a mesma probabilidade de se realizarem dizem-se equiprováveis.

• Experiência aleatória: Extrair uma carta de um baralho de 40 cartas.

Acontecimento A:

Sair uma carta de copas. há dez casos favoráveis (dez cartas de copas)

 

p

(

A

) =

ncf

ncp

=

10

40

= 0,25

Acontecimento B:

Sair uma carta de espadas. há dez casos favoráveis (dez cartas de espadas)

 

(

p B

) =

ncf

ncp

=

10

40

= 0,25

Acontecimentos equiprováveis

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8. ACONTECIMENTOS COMPLEMENTARES

• Dois acontecimentos são complementares se os casos favoráveis à realização de um deles não são favoráveis à realização do outro e vice versa. A soma das suas probabilidades é 1.

• Experiência aleatória: Extrair uma carta de um baralho de 40 cartas.

Acontecimento A:

Sair uma carta de copas. há dez casos favoráveis (dez cartas de copas)

p

(

A

) =

ncf

=

10

= 0,25

ncp

 

40

 

Acontecimento B:

(

p B

) =

ncf

ncp

=

30

40

= 0,75

Sair uma carta de espadas, ouros ou paus. há trinta casos favoráveis

 
 

p

(

A

)

+

(

p B

)

=

1

 
 

ou

p

(

A

)

=

1

(

p B

)

Acontecimentos complementares

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