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Resumo Do Livro Popol Vuh

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ

CURSO DE BACHARELADO EM ARTES VISUAIS

HANYELY SILVA JESUS

RESUMO DO LIVRO: POPOL VUH


O ESPLENDOR DA PALAVRA ANTIGA DOS MAIAS-QUICHÉ

DOCENTE: PROF.ª FABRICIO VAZ NUNES

Curitiba
2024
Hanyely Silva Jesus

RESUMO DO LIVRO: POPOL VUH

Trabalho apresentado como


requisito parcial para avaliação no
primeiro bimestre da disciplina de
HABAL (História da Arte no Brasil e
América Latina 1), do Curso Superior
de Bacharelado em Artes Visuais, da
Universidade Estadual do Paraná –
UNESPAR – Campus I – Escola de
Música e Belas Artes do Paraná –
EMBAP.

Professor: Fabricio Vaz Nunes

Curitiba
2024

Bacharelado em Artes Visuais


Resumo do livro Popol Vuh:
O Popol Vuh, também conhecido como "O Livro do Conselho" ou "O Livro da
Comunidade", é uma das obras literárias mais importantes da cultura maia-quiché. Esta
narrativa é uma compilação de mitos, lendas e a história do povo maia-quiché, e foi escrita
em língua quiché com caracteres latinos após a conquista espanhola. O Popol Vuh revela
a cosmologia, a visão de mundo e as tradições dos maias, oferecendo uma visão profunda
de sua rica herança cultural. é uma compilação de mitos e lendas que ilustram a
cosmovisão dos antigos maias. Escrito originalmente em quiché com caracteres latinos
no período pós-conquista, o escrito oferece uma janela para o passado e as tradições
espirituais do povo maia.
O primeiro capítulo do Popol Vuh é fundamental, pois trata da criação do mundo
e dos primeiros seres humanos. Este capítulo estabelece o cenário para a narrativa
subsequente, introduzindo os deuses e suas tentativas de criar a humanidade.
No início do primeiro capítulo, o texto descreve um mundo em total escuridão,
sem forma e vazio. Não havia terra, apenas um mar tranquilo, e tudo estava em silêncio
e calmaria. Esta descrição inicial do mundo antes da criação é rica em simbolismo e
transmite uma sensação de potencial latente. Os deuses criadores, Tepeu e Gucumatz,
também conhecidos como o Progenitor e o Plumed Serpent, aparecem pela primeira vez.
Eles são retratados como entidades poderosas e sábias, capazes de imaginar e trazer à
existência todas as coisas.
A criação começa com a palavra dos deuses. Eles discutem e contemplam a
criação da terra, montanhas, vales, e todas as características geográficas. Este ato de
criação pela palavra destaca a importância da linguagem e do pensamento divino no
processo criativo.
A terra é formada a partir da escuridão, e as montanhas e vales emergem das
profundezas. Os deuses também criam árvores, plantas, e a diversidade da flora. A atenção
aos detalhes na descrição da natureza mostra o respeito e a veneração que os maias tinham
pelo mundo natural.
Os animais são os próximos a serem criados. Os deuses formam pássaros, veados,
leões, jaguares, cobras, e várias outras criaturas. Cada animal é designado a um habitat
específico, como florestas e rios, refletindo a ordem e a harmonia desejadas pelos deuses.
No entanto, os animais não conseguem falar nem adorar os deuses. Esta falha inicial
sublinha a importância da adoração e da comunicação para a cosmologia maia. Os deuses
esperavam que suas criações pudessem honrá-los e, quando os animais falham, isso leva
à próxima fase da criação.
Tentando corrigir essa falha, os deuses decidem criar seres que possam falar e
adorar. Eles fazem várias tentativas de criar humanos, cada uma com diferentes materiais
e métodos. Esta parte do capítulo destaca a persistência e a experimentação dos deuses.
A primeira tentativa de criação humana é feita de barro. Esses seres, embora possam falar,
são frágeis e se desmancham facilmente. Eles não têm a capacidade de se manter firmes,
refletindo a inadequação do material usado.

Bacharelado em Artes Visuais


Insatisfeitos com o resultado, os deuses decidem destruir esses seres de barro e
tentar novamente. Esta destruição é um tema recorrente que simboliza a busca pela
perfeição e a rejeição do que não atende às expectativas divinas, que também é um tema
recorrente na História de criação de outros povos e religiões, como o cristianismo e
hinduísmo.
A segunda tentativa envolve a criação de humanos de madeira. Esses seres são
mais resistentes e parecem bem-sucedidos a princípio. No entanto, eles são insensíveis e
incapazes de compreender ou adorar os deuses, faltando-lhes alma e consciência. Os
homens de madeira também são destruídos. O texto descreve como eles são inundados
por uma grande enchente e atacados pelos animais e objetos que criaram, como uma
punição por sua falha em adorar os deuses. Este evento sublinha a importância da relação
entre criador e criação.
Após essas tentativas frustradas, os deuses se retiram para deliberar novamente. A
reflexão contínua dos deuses sobre seus métodos e objetivos demonstra a seriedade com
que tratam a criação humana. A próxima tentativa dos deuses envolve a criação de
humanos a partir de milho, uma planta sagrada para os maias. O milho, simbolizando
sustento e vida, é escolhido por sua importância central na cultura maia.
Com a nova matéria-prima, os deuses conseguem criar humanos que são perfeitos
em sua forma. Estes novos seres têm consciência, são capazes de adorar os deuses e
expressar gratidão. Esta criação bem-sucedida marca um ponto de virada na narrativa.
Os primeiros quatro homens criados são Balam-Quitzé, Balam-Acab, Mahucutah,
e Iqui-Balam. Estes homens representam os ancestrais dos povos maias e são dotados de
grande sabedoria e entendimento.
Os deuses também criam esposas para esses homens, garantindo a continuidade
da humanidade. A criação das mulheres completa o ciclo de criação e estabelece as bases
para a sociedade humana.
A narrativa do primeiro capítulo enfatiza a importância do milho, não apenas
como alimento, mas como um elemento essencial da identidade e da existência humana.
Este simbolismo profundo está entrelaçado com a vida cotidiana e a espiritualidade dos
maias.
O primeiro capítulo do "Popol Vuh" é uma rica tapeçaria de mitos de criação que
estabelece o fundamento para toda a narrativa que se segue. Ele ilustra a busca dos deuses
pela criação perfeita e a importância da adoração e da comunhão entre os deuses e suas
criações. Através destas histórias, somos apresentados à visão de mundo dos maias-
quiché, onde a humanidade é intrinsecamente ligada ao divino e ao natural, refletindo
uma cosmologia onde todos os elementos estão interconectados.

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