0% acharam este documento útil (0 voto)
28 visualizações24 páginas

Linguagem Erudita em "Tempo de Amar"

Questões de LP

Enviado por

Jovir Filho
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
28 visualizações24 páginas

Linguagem Erudita em "Tempo de Amar"

Questões de LP

Enviado por

Jovir Filho
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Espaço

iSapiens
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.


Quem assiste a “Tempo de Amar” já reparou no português extremamente culto e correto que
é falado pelos personagens da novela. Com frases que parecem retiradas de um romance antigo,
mesmo nos momentos mais banais, os personagens se expressam de maneira correta e erudita.
Ao UOL, o autor da novela, Alcides Nogueira, diz que o linguajar de seus personagens é um
ponto que leva a novela a se destacar. “Não tenho nada contra a linguagem coloquial, ao contrá-
rio. Acho que a língua deve ser viva e usada em sintonia com o nosso tempo. Mas colocar um
português bastante culto torna a narrativa mais coerente com a época da trama. Fora isso, é uma
oportunidade de o público conhecer um pouco mais dessa sintaxe poucas vezes usada atual-
mente”.
O escritor, que assina o texto da novela das 18h ao lado de Bia Corrêa do Lago, conta que a
decisão de imprimir um português erudito à trama foi tomada por ele e apoiada pelo diretor ar-
tístico, Jayme Monjardim. Ele revela que toma diversos cuidados na hora de escrever o texto,
utilizando, inclusive, o dicionário. “Muitas vezes é preciso recorrer às gramáticas. No início, o
uso do coloquial era tentador. Aos poucos, a escrita foi ficando mais fácil”, afirma Nogueira, que
também diz se inspirar em grandes escritores da literatura brasileira e portuguesa, como Machado
de Assis e Eça de Queiroz.
Para o autor, escutar os personagens falando dessa forma ajuda o público a mergulhar na época
da trama de modo profundo e agradável. Compartilhou-lhe o sentimento Jayme Monjardim, que
também explica que a estética delicada da novela foi pensada para casar com o texto. “É uma
novela que se passa no fim dos anos 1920, então tudo foi pensado para que o público entrasse
junto com a gente nesse túnel do tempo. Acho que isso é importante para que o telespectador
consiga se sentir em outra época”, diz.
(Guilherme Machado. UOL. [Link] 15.11.2017. Adaptado)
01.
De acordo com o texto, entende-se que as formas linguísticas empregadas na novela
(A) correspondem a um linguajar que, apesar de ser antigo, continua em amplo uso na linguagem
atual.
(B) divergem dos usos linguísticos atuais, caracterizados pela adoção de formas mais coloquiais.
(C) estão associadas ao coloquial, o que dá mais vivacidade à linguagem e desperta o interesse
do público.
(D) harmonizam-se com a linguagem dos dias atuais porque deixam de lado os usos corretos e
formais.
(E) constituem usos comuns na linguagem moderna, porém a maior parte das pessoas não os
entende.
02.
As informações textuais permitem afirmar corretamente que
(A) a proximidade entre a literatura e as novelas exige que haja um senso estético aguçado em
relação à linguagem, por isso essas artes primam pelo erudito.
(B) a linguagem coloquial atrai sobremaneira os autores de novelas, como é o caso de Alcides
Nogueira, que desconhecia o emprego de formas eruditas.
(C) a linguagem erudita deixa de ser empregada na novela quando há necessidade de retratar os
momentos mais banais vividos pelas personagens.
(D) a opção por escrever uma novela de época implica a transposição de elementos visuais e
linguísticos para o tempo presente, modernizando-os.
(E) a harmonização entre a linguagem e a estética da novela contribui para que a caracterização
de uma época seja mais bem entendida pelo público.

2
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

03.
No texto, há exemplo de uso coloquial da linguagem na passagem:
(A) ... então tudo foi pensado para que o público entrasse junto com a gente nesse túnel do tempo.
(B) Com frases que parecem retiradas de um romance antigo, [...] os personagens se expressam
de maneira correta e erudita.
(C) Quem assiste a “Tempo de Amar” já reparou no português extremamente culto e correto...
(D) ... o autor da novela [...] diz que o linguajar de seus personagens é um ponto que leva a novela
a se destacar.
(E) Ele revela que toma diversos cuidados na hora de escrever o texto, utilizando, inclusive, o
dicionário.
04.
Considere as passagens:
• ... os personagens se expressam de maneira correta e erudita. (1o parágrafo)
• Compartilhou-lhe o sentimento Jayme Monjardim... (4o parágrafo)
• “... para que o telespectador consiga se sentir em outra época”... (4o parágrafo)
Os pronomes, em destaque, assumem nos enunciados, correta e respectivamente, os sentidos:
(A) recíproco, possessivo e reflexivo. (D) reflexivo, demonstrativo e enfático.
(B) recíproco, reflexivo e reflexivo. (E) reflexivo, enfático e possessivo.
(C) reflexivo, possessivo e reflexivo.
05.
Sem prejuízo de sentido ao texto, as passagens “Quem assiste a ‘Tempo de Amar’ já reparou no
português extremamente culto...” (1o parágrafo) e “Aos poucos, a escrita foi ficando mais fá-
cil”… (3o parágrafo) estão corretamente reescritas em:
(A) Quem assiste a “Tempo de Amar” já corrigiu o português excepcionalmente culto... / Segu-
ramente, a escrita foi ficando mais fácil.
(B) Quem assiste a “Tempo de Amar” já se deu conta do português agudamente culto... / Rapi-
damente, a escrita foi ficando mais fácil.
(C) Quem assiste a “Tempo de Amar” já percebeu o português muitíssimo culto... / Paulatina-
mente, a escrita foi ficando mais fácil.
(D) Quem assiste a “Tempo de Amar” já reconheceu o português ocasionalmente culto... / Curi-
osamente, a escrita foi ficando mais fácil.
(E) Quem assiste a “Tempo de Amar” já se aborreceu com o português sagazmente culto... /
Lentamente, a escrita foi ficando mais fácil.
Leia o texto para responder às questões de números 06 a 08.
Se determinado efeito, lógico ou artístico, mais fortemente se obtém do emprego de um subs-
tantivo masculino apenso a substantivo feminino, não deve o autor hesitar em fazê-lo. Quis eu
uma vez dar, em uma só frase, a ideia – pouco importa se vera ou falsa – de que Deus é simulta-
neamente o Criador e a Alma do mundo. Não encontrei melhor maneira de o fazer do que tor-
nando transitivo o verbo “ser”; e assim dei à voz de Deus a frase:
– Ó universo, eu sou-te,
em que o transitivo de criação se consubstancia com o intransitivo de identificação.
Outra vez, porém em conversa, querendo dar incisiva, e portanto concentradamente, a noção
verbal de que certa senhora tinha um tipo de rapaz, empreguei a frase “aquela rapaz”, violando
deliberadamente e justissimamente a lei fundamental da concordância.
A prosódia, já alguém o disse, não é mais que função do estilo.
A linguagem fez-se para que nos sirvamos dela, não para que a sirvamos a ela.
(Fernando Pessoa. A língua portuguesa, 1999. Adaptado)

3
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

06.
No texto, o autor defende que
(A) a transformação das formas de comunicação está restrita à linguagem oral, normalmente me-
nos formal que a escrita.
(B) a linguagem deve atender às necessidades comunicativas das pessoas, nem que para isso suas
regras tenham de ser violadas.
(C) o estilo dos escritores rompe com a tradição da linguagem, o que implica que eles, cada vez
mais, estão submissos a ela.
(D) os discursos lógicos e artísticos, para serem mais coerentes, têm evitado as violações linguís-
ticas a que poderiam recorrer.
(E) a forma como muitas pessoas se comunicam cotidianamente tem deturpado a essência da
língua, comprometendo-lhe a clareza.
07.
Assinale a alternativa em que, ao contrário da construção “aquela rapaz”, segue-se a lei funda-
mental da concordância, de acordo com a norma-padrão.
(A) Quando o despacho chegou, a primeira coisa que o advogado fez foi conferir os documentos
anexos.
(B) Era um dia ensolarado, e não se sabe como foi atropelado aquela mulher em uma avenida
tranquila.
(C) Parece-me que este ano está chovendo muito, mas ainda assim há menas chuvas do que em
anos anteriores.
(D) As crianças brincavam no jardim, colhendo flores colorida e presenteando-se num gesto emo-
cionante.
(E) Quando entraram na casa abandonada, uma cobra estava escondido ali. Assustaram-se, pois
era um bicho perigoso.
08.
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de colocação pronominal.
(A) A prosódia, já disse-o alguém, não é mais que função do estilo.
(B) Se consubstancia o transitivo de criação com o intransitivo de identificação na frase: – Ó
universo, eu sou-te.
(C) Tendo referido-me a Deus simultaneamente como o Criador e a Alma do mundo, recorri à
frase: – Ó universo, eu sou-te.
(D) Sirvamo-nos da linguagem para quaisquer efeitos, sejam eles lógicos ou artísticos.
(E) Para expressar minha ideia, juntariam-se o transitivo de criação com o intransitivo de identi-
ficação na frase.
Leia o texto para responder às questões de números 09 a 18.
Ai, Gramática. Ai, vida.
O que a gente deve aos professores!
Este pouco de gramática que eu sei, por exemplo, foram Dona Maria de Lourdes e Dona Nair
Freitas que me ensinaram. E vocês querem coisa mais importante do que gramática? La gram-
maire qui sait régenter jusqu’aux rois – dizia Molière: a gramática que sabe reger até os reis, e
Montaigne: La plus part des ocasions des troubles du monde sont grammairiens – a maior parte
de confusão no mundo vem da gramática.
Há quem discorde. Oscar Wilde, por exemplo, dizia de George Moore: escreveu excelente
inglês, até que descobriu a gramática. (A propósito, de onde é que eu tirei tantas citações? Sim-
ples: tenho em minha biblioteca três livros contendo exclusivamente citações. Para enfeitar uma

4
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

crônica, não tem coisa melhor. Pena que os livros são em inglês. Aliás, inglês eu não aprendi na
escola. Foi lendo as revistas MAD e outras que vocês podem imaginar).
Discordâncias à parte, gramática é um negócio importante e gramática se ensina na escola –
mas quem, professoras, nos ensina a viver? Porque, como dizia o Irmão Lourenço, no schola sed
vita – é preciso aprender não para a escola, mas para a vida.
Ora, dirão os professores, vida é gramática. De acordo. Vou até mais longe: vida é pontuação.
A vida de uma pessoa é balizada por sinais ortográficos. Podemos acompanhar a vida de uma
criatura, do nascimento ao túmulo, marcando as diferentes etapas por sinais de pontuação.
Infância: a permanente exclamação:
Nasceu! É um menino! Que grande! E como chora! Claro, quem não chora não mama!
Me dá! É meu!
Ovo! Uva! Ivo viu o ovo! Ivo viu a uva! O ovo viu a uva!
Olha como o vovô está quietinho, mamãe!
Ele não se mexe, mamãe! Ele nem fala, mamãe!
Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! Criança – não verás nenhum país como este!
Dá agora! Dá agora, se tu és homem! Dá agora, quero ver!
(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)
09.
No texto, o autor recorre a várias citações, com a finalidade de
(A) discutir a falta de necessidade do ensino de gramática, uma vez que seu domínio não implica
necessariamente saber usar a língua de forma adequada.
(B) enfatizar as discrepâncias quanto à necessidade da gramática para a vida, concluindo que ela
é inútil e só tem servido como atividade escolar.
(C) propor a obrigatoriedade do ensino da gramática dentro e fora da escola, possibilitando que
as pessoas usem melhor a língua materna.
(D) questionar a fascinação que grandes personalidades têm em relação à gramática, a qual, na
maioria das vezes, ultrapassa os limites do contexto escolar.
(E) mostrar diferentes perspectivas em relação à gramática, concluindo que ela é relevante e que
algumas de suas partes assemelham-se a fases da vida.
10.
Observe as passagens do texto:
• O que a gente deve aos professores! (1o parágrafo)
• ... mas quem, professoras, nos ensina a viver? (4o parágrafo)
Observando-se o contexto em que ocorrem e a pontuação nelas presentes, conclui-se que as frases
apontam, correta e respectivamente, para os seguintes sentidos:
(A) o narrador sente que está em dívida com os professores, por tudo o que aprendeu; o narrador
acredita que o papel da gramática no cotidiano é incompreendido.
(B) o narrador demonstra reconhecimento pelo que lhe foi ensinado pelos professores; o narrador
questiona qual é o papel da gramática na vida cotidiana das pessoas.
(C) o narrador ironiza a educação e os ensinamentos de seus professores; o narrador sugere que
a gramática não tem importância nenhuma na vida das pessoas.
(D) o narrador expressa certo descontentamento com o que os professores lhe ensinaram; o nar-
rador tem plena certeza de que a gramática transforma a vida das pessoas.
(E) o narrador questiona os ensinamentos gramaticais que recebeu dos professores; o narrador
discorda da ideia de que a gramática seja a disciplina mais importante.

5
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

11.
Quando o autor diz que a vida é pontuação e associa a infância à exclamação, seu objetivo é
mostrar que
(A) o pleno encantamento marca esse período da vida, e as emoções tendem a mostrar-se com
mais intensidade e espontaneidade.
(B) a percepção exagerada das crianças não tem como se justificar na relação que elas estabele-
cem com os adultos e o mundo.
(C) os adultos tendem a ficar incomodados com a forma como as crianças vão descobrindo os
segredos do mundo.
(D) os adultos têm dificuldade para atender o encantamento das crianças pelas suas descobertas
com o mundo que as circunda.
(E) as crianças normalmente descobrem o mundo sem reagir aos acontecimentos que marcam
essa etapa de seu desenvolvimento.
12.
O que Oscar Wilde afirma acerca de George Moore – escreveu excelente inglês, até que descobriu
a gramática – significa que
(A) George Moore passou a escrever em inglês popular somente depois que descobriu a riqueza
da gramática.
(B) a descoberta da gramática por George Moore surpreendeu a todos, pelo padrão de excelência
de sua obra.
(C) o fato de escrever com excelência em inglês não impediu George Moore de buscar linguagem
mais contemporânea.
(D) a gramática agiu, na obra de George Moore, para acentuar sua tendência a uma escrita de alta
qualidade técnica.
(E) o contato com a gramática ocasionou, na obra de George Moore, o comprometimento da
qualidade de sua escrita.
13.
Assinale a alternativa em que as frases da passagem Infância: a permanente exclamação expres-
sam as vivências infantis relacionadas à possessividade e à escolarização, respectivamente.
(A) Dá agora! Dá agora, se tu és homem! / Ele não se mexe, mamãe!
(B) Que grande! E como chora! / Ele nem fala, mamãe!
(C) Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! / Dá agora, quero ver!
(D) Me dá! É meu! / Ovo! Uva! Ivo viu o ovo! Ivo viu a uva! O ovo viu a uva!
(E) Claro, quem não chora não mama! / Olha como o vovô está quietinho, mamãe!
14.
Nas passagens “Porque, como dizia o Irmão Lourenço, no schola sed vita – é preciso aprender
não para a escola, mas para a vida.” (4o parágrafo) e “Ama com fé e orgulho a terra em que
nasceste! Criança – não verás nenhum país como este!” (penúltimo parágrafo), as conjunções
destacadas estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de
(A) conformidade e causa. (D) comparação e comparação.
(B) comparação e causa. (E) conformidade e conformidade.
(C) conformidade e comparação.
15.
Considere os trechos do texto:
• Há quem discorde. (3o parágrafo)
• Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor. (3o parágrafo)
• Vou até mais longe: vida é pontuação. (5o parágrafo)

6
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

De acordo com o sentido do texto e com a norma-padrão, os enunciados podem ser ampliados,
respectivamente, com as reescritas:
(A) Há quem discorde dessas opiniões. / Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor do que
uma citação. / Vou até mais longe, afirmando que vida é pontuação.
(B) Há quem discorde com essas opiniões. / Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor
como uma citação. / Vou até mais longe, afirmando de que vida é pontuação.
(C) Há quem discorde ante essas opiniões. / Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor do
que uma citação. / Vou até mais longe, afirmando em que vida é pontuação.
(D) Há quem discorde contra essas opiniões. / Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor
de que uma citação. / Vou até mais longe, afirmando que vida é pontuação.
(E) Há quem discorde nessas opiniões. / Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor que
uma citação. / Vou até mais longe, afirmando de que vida é pontuação.
16.
Nas frases “Simples: tenho em minha biblioteca três livros contendo exclusivamente citações.”
(3o parágrafo), “Vou até mais longe: vida é pontuação.” (5o parágrafo) e “A vida de uma pessoa
é balizada por sinais ortográficos.” (5o parágrafo), as expressões em destaque podem ser substi-
tuídas, sem prejuízo de sentido ao texto, correta e respectivamente, por:
(A) também; bem além; distinguida. (D) apenas; bem aquém; restrita.
(B) somente; bem além; limitada. (E) unicamente; bem afora; orientada.
(C) inclusive; bem adiante; orientada.
17.
De acordo com a norma-padrão, o trecho do 4o parágrafo “ … gramática é um negócio importante
e gramática se ensina na escola…” está corretamente reescrito em:
(A) Se ensina gramática na escola devido à sua importância.
(B) Gramática é um negócio importante cujo ensina-se na escola.
(C) Se ensina gramática na escola, devido a sua importância.
(D) Como a gramática é um negócio importante, a escola lhe ensina.
(E) Gramática é um negócio importante que se ensina na escola.
18.
Assinale a alternativa em que há expressão(ões) empregada(s) em sentido figurado.
(A) Oscar Wilde, por exemplo, dizia de George Moore: escreveu excelente inglês, até que des-
cobriu a gramática.
(B) Aliás, inglês eu não aprendi na escola. Foi lendo as revistas MAD e outras que vocês podem
imaginar.
(C) Este pouco de gramática que eu sei, por exemplo, foram Dona Maria de Lourdes e Dona Nair
Freitas que me ensinaram.
(D) Ora, dirão os professores, vida é gramática. De acordo. Vou até mais longe: vida é pontuação.
(E) Simples: tenho em minha biblioteca três livros contendo exclusivamente citações.
Leia o texto para responder às questões de números 19 a 24.
Ei-lo agora, adolescente recluso em seu quarto, diante de um livro que não lê. Todos os seus
desejos de estar longe erguem, entre ele e as páginas abertas, uma tela esverdeada que perturba
_______ linhas. Ele está sentado diante da janela, a porta fechada _______ costas. Página 48. Ele
não tem coragem de contar as horas passadas para chegar _______ essa quadragésima oitava
página. O livro tem exatamente quatrocentas e quarenta e seis. Pode-se dizer 500 páginas! Se ao
menos tivesse uns diálogos, vai. Mas não! Páginas completamente cheias de linhas apertadas
entre margens minúsculas, negros parágrafos comprimidos uns sobre os outros e, aqui e acolá, a
caridade de um diálogo – um travessão, como um oásis, que indica que um personagem fala

7
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

_______ outro personagem. Mas o outro não responde. E segue-se um bloco de doze páginas!
Doze páginas de tinta preta! Falta de ar! Ufa, que falta de ar! Ele xinga. Muitas desculpas, mas
ele xinga. Página quarenta e oito... Se ao menos conseguisse lembrar do conteúdo dessas primei-
ras quarenta e oito páginas!
(Daniel Pennac. Como um romance, 1993. Adaptado)
19.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectiva-
mente, com:
(A) as...às...a...a (B) às...às...à... à (C) as...às...à...à (D) às...as...a...a (E) as...as...à...à
20.
O texto relata que
(A) o livro cativa o adolescente, ansioso por terminar logo a leitura das quase 500 páginas.
(B) o xingamento do adolescente é inevitável, mas ele se arrepende e volta a ler o livro.
(C) o adolescente considera penosa a tarefa de ler um livro de 446 páginas.
(D) a recordação do conteúdo do livro ameniza o sofrimento do adolescente com a leitura.
(E) a história do livro desanima o adolescente, que pula páginas em busca de um diálogo.
21.
Nas passagens “Ei-lo agora, adolescente recluso em seu quarto, diante de um livro que não lê.”
e “negros parágrafos comprimidos uns sobre os outros”, os termos destacados têm como antô-
nimos, respectivamente:
(A) enclausurado e apertados. (D) solitário e espalhados.
(B) liberto e expandidos. (E) solto e limitados.
(C) apartado e ampliados.
22.
Com a passagem “O livro tem exatamente quatrocentas e quarenta e seis. Pode-se dizer 500 pá-
ginas!”, entende-se que a página “500” do livro seria a
(A) quinquagésima, minimizando a importância da obra.
(B) quinquagésima, questionando a importância da obra.
(C) quinhentésima, evidenciando o tamanho da obra.
(D) quingentésima, reforçando a extensão da obra.
(E) quingentésima, enaltecendo o conteúdo da obra.
23.
No texto, um dos trechos construídos com palavras e expressões em sentido próprio é
(A) “Se ao menos conseguisse lembrar do conteúdo dessas primeiras quarenta e oito páginas!”,
o qual revela o pensamento do adolescente e, ao mesmo tempo, sinaliza sua dispersão na
leitura.
(B) “Ele está sentado diante da janela, a porta fechada...”, o qual remete à ideia de que o adoles-
cente, tendo de realizar a tarefa de ler, fica circunspecto, analisando-se frente à situação im-
posta.
(C) “Todos os seus desejos de estar longe erguem, entre ele e as páginas abertas, uma tela esver-
deada que perturba...”, o qual remete à ideia de que o adolescente queria estar em outro lugar.
(D) “Páginas completamente cheias de linhas apertadas entre margens minúsculas, negros pará-
grafos comprimidos uns sobre os outros...”, o qual mostra a percepção objetiva que o adoles-
cente tem da leitura.
(E) “... e, aqui e acolá, a caridade de um diálogo – um travessão, como um oásis, que indica que
um personagem fala...”, o qual indica que, aos poucos, o adolescente vai se interessando pelo
livro.

8
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

24.
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal, de acordo com a norma-padrão.
(A) A página do livro cheia de linhas apertadas e negros parágrafos deixam o adolescente com
falta de ar.
(B) O adolescente está no quarto, sentado diante da janela. Passou as horas, e ele não tem coragem
de contá-las.
(C) Ao encontrar um diálogo, o adolescente espera que hajam longas conversas entre as perso-
nagens.
(D) O livro tem exatamente 486 páginas. É quase 500 páginas de leitura, e praticamente não
existe diálogos.
(E) O bloco de doze páginas provoca os xingamentos do adolescente, e logo são proferidas as
desculpas.
25.
Assinale a alternativa que apresenta erro de pontuação:
(A) Sem reforma, social, as desigualdades entre as cidades brasileiras crescerão sempre...
(B) No Brasil, a diferença social, é motivo de constante preocupação.
(C) O candidato que chegou atrasado fez um ótimo teste no IBGE.
(D) Tenho esperanças, pois a situação econômica não demora a mudar.
(E) Ainda não houve tempo, mas, em breve, as providências serão tomadas.
26.
Assinale a opção que apresenta o emprego correto do pronome, de acordo com a norma culta:
(A) O diretor mandou eu entrar na sala.
(B) Preciso falar consigo o mais rápido possível.
(C) Cumprimentei-lhe assim que cheguei.
(D) Ele só sabe elogiar a si mesmo.
(E) Após a prova, os candidatos conversaram entre eles.
27.
Considere o trecho “...se a queremos legítima.”. Das alterações feitas nesta passagem, a que tem
erro de flexão verbal é:
(A) ...se virmos sua legitimidade.
(B) ...se propormos sua legitimidade.
(C) ...se reouvermos sua legitimidade.
(D) ...se mantivermos sua legitimidade.
(E) ...se requerermos sua legitimidade.
28.
Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe”, a oração destacada
desempenha a mesma função que o termo destacado em:
(A) Camila é a pessoa mais calma da sala.
(B) Quando chegamos, constatamos a situação precária da escola.
(C) O professor sempre foi fiel aos seus propósitos.
(D) Quem trouxe a bolsa de livros foi Eliane.
(E) Todos estavam precisando de um tempo de descanso.
29.
Na frase “Disse ..... ela que não insistisse em amar ..... quem não ..... queria.”, completa-se cor-
retamente as lacunas com
(A) a - a - a (B) a - a - à (C) à - a - a (D) à - à - à (E) a - à - à

9
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

30.
Assinale a sequência correta dos sinais de pontuação que devem ser usados nas lacunas da frase
abaixo. Não cabendo qualquer sinal, O indicará essa inexistência:
Aos poucos .... a necessidade de mão-de-obra foi aumentando .... tornando-se necessária a aber-
tura dos portos .... para uma outra população de trabalhadores ..... os imigrantes.
(A) O - ponto e vírgula - vírgula - vírgula
(B) O - O - dois pontos - vírgula
(C) vírgula, vírgula - O - dois pontos
(D) vírgula - ponto e vírgula - O - dois pontos
(E) vírgula - dois pontos - vírgula - vírgula
31.
Assinale a alternativa em que há concordância inadequada:
(A) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução para o problema.
(B) A maioria dos conflitos, de acordo com os avaliadores, foram resolvidos.
(C) Deve haver bons motivos para a sua recusa.
(D) De casa à escola é três quilômetros.
(E) Nem uma nem outra questão é difícil.
32.
Considere as frases:
I. Assistimos à inauguração da piscina.
II. O governo assiste os flagelados.
III. Ele aspirava a uma posição de maior destaque.
IV. Ele aspirava o aroma das flores.
V. O aluno obedece aos mestres.
Assinale a alternativa que traz a sequência correta de pronomes que substituem os termos em
negrito em cada uma das frases.
(A) lhe, os, a ela, a ele, lhes (D) a ela, a eles, lhe, lhe, lhes
(B) a ela, os, a ela, o, lhe (E) lhe, a eles, a ela, o, lhes
(C) a ela, os, a, a ele, os
33.
Assinale a opção em que houve erro no emprego do pronome pessoal em relação ao uso culto da
língua:
(A) Não saia sem mim!
(B) Para mim, a leitura está fácil.
(C) Isto é para eu fazer agora.
(D) Ele entregou um texto para mim corrigir.
(E) Entre mim e ele há uma grande diferença.
34.
Assinale a alternativa em que o se é índice de indeterminação do sujeito na frase:
(A) Não se ouvia o sino.
(B) Assiste-se a espetáculos degradantes.
(C) Alguém se arrogava o direito de gritar.
(D) Perdeu-se um cão de estimação.
(E) Não mais se falsificará tua assinatura.

10
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

35.
Assinale a alternativa cuja frase está corretamente pontuada:
(A) O sol que é uma estrela, é o centro do nosso sistema planetário.
(B) Ele, modestamente se retirou.
(C) Você pretende cursar Medicina; ela, Odontologia.
(D) Confessou-lhe tudo; ciúme, ódio, inveja.
(E) Estas cidades se constituem, na maior parte de imigrantes alemães.
36.
Assinale o período em que foi empregado o pronome relativo de modo inadequado:
(A) O livro a que eu me refiro é Tarde da Noite.
(B) Ele é uma pessoa de cuja honestidade ninguém duvida.
(C) O livro em cujos dados nos apoiamos é este.
(D) A pessoa perante a qual comparecemos foi muito agradável.
(E) O moço de cujo lhe falei ontem é este.
37.
Assinale a alternativa que estiver incorreta quanto à flexão dos verbos:
(A) Ele teria pena de mim se aqui viesse e visse o meu estado.
(B) Paulo não intervém em casos que requeiram profunda atenção.
(C) O que nós propomos a ti, sinceramente, convém-te.
(D) Se eles reouverem suas forças, obterão boas vitórias.
(E) Não se premiam os fracos que só obteram derrotas.
38.
Entre as alternativas, assinale o texto de pontuação correta:
(A) Não sei se disse, que, isto se passava, em casa de uma comadre, minha avó.
(B) Eu tinha, o juízo fraco, e em vão tentava emendar-me: provocava risos, muxoxos, palavrões.
(C) A estes, porém, o mais que pode acontecer é que se riam deles os outros, sem que este riso
os impeça de conservar as suas roupas e o seu calçado.
(D) Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam muito dócil muito leve, como os
pedaços da carta de ABC, triturados soltos no ar.
(E) Conduziram-me à rua da Conceição, mas só mais tarde notei, que me achava lá, numa sala
pequena.
39.
Assinale a opção em que o A sublinhado deve receber acento grave indicativo de crase nas duas
frases:
(A) Fui a Lisboa receber o prêmio. / Paulo começou a falar em voz alta.
(B) Pedimos silêncio a todos. Pouco a pouco, a praça central se esvaziava.
(C) Esta música foi dedicada a ele. / Os romeiros chegaram a Bahia.
(D) Bateram a porta fui atender. / O carro entrou a direita da rua.
(E) Todos a aplaudiram. / Escreve a redação a tinta.
40.
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal:
(A) Soava seis horas no relógio da matriz quando eles chegaram.
(B) Apesar da greve, diretores, professores, funcionários, ninguém foram demitidos.
(C) José chegou ileso a seu destino, embora houvessem muitas ciladas em seu caminho.
(D) Fomos nós quem resolvemos aquela questão.
(E) O impetrante referiu-se aos artigos 37 e 38 que ampara sua petição.

11
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

41.
Assinale a alternativa em que temos a colocação incorreta de pronome:
(A) Preciso que venhas ver-me. (D) Sempre negaram-me tudo.
(B) Procure não o desapontar. (E) As espécies se atraem.
(C) O certo é fazê-los sair.
42.
A palavra sublinhada “se” é conjunção integrante — por introduzir oração subordinada substan-
tiva objetiva direta — na alternativa:
(A) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão.
(B) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.
(C) O aluno fez-se passar por doutor.
(D) Precisa-se de operários.
(E) Não sei se o vinho está bom.
43.
No trecho “...trepado numa rede afavelada cujas varandas serviam-lhe de divisórias do case-
bre”, temos o correto emprego do pronome cujo, o que não acontece na alternativa
(A) Tenho um amigo cujos filhos vivem na Europa.
(B) Rico é o livro cujas páginas há lições de vida.
(C) Naquela sociedade, havia um mito cuja memória não se apagava.
(D) Eis o poeta cujo valor exaltamos.
(E) Afirmam-se muitos fatos de cuja veracidade se deve desconfiar.
44.
Assinale a sequência correta dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase
abaixo. Não havendo sinal, O indicará essa inexistência.
Na época da colonização ..... os negros e os indígenas escravizados pelos brancos ..... reagiram
..... indiscutivelmente ..... de forma diferente.
(A) O - O - vírgula - vírgula
(B) O - dois pontos - O - vírgula
(C) O - dois pontos - vírgula - vírgula
(D) vírgula - vírgula - O - O
(E) vírgula - O - vírgula - vírgula
45.
Considere o trecho “....... de exigências! Ou será que não ....... os sacrifícios que ....... por sua
causa?”. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.
(A) Chega - bastam - foram feitos (D) Chegam - basta - foram feitos
(B) Chega - bastam - foi feito (E) Chegam - bastam - foi feito
(C) Chegam - basta - foi feito
46.
Assinale a frase em que a colocação do pronome pessoal oblíquo não obedece às normas do
português padrão:
(A) Essas vitórias pouco importam; alcançaram-nas os que tinham mais dinheiro.
(B) Entregaram-me a encomenda ontem, resta agora a vocês oferecerem-na ao chefe.
(C) Ele me evitava constantemente!... Ter-lhe-iam falado a meu respeito?
(D) Estamos nos sentido desolados: temos prevenido-o várias vezes e ele não nos escuta.
(E) O Presidente cumprimentou o Vice dizendo: — Fostes incumbido de difícil missão, mas
cumpriste-a com denodo e eficiência.

12
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

47.
Na frase “São excelentes técnicos, ....... colaboração não podemos prescindir.”, deve-se preen-
cher corretamente a lacuna com
(A) cuja (B) de que a (C) de cuja (D) dos quais a (E) que a
48.
Deve-se inserir o sinal indicativo de crase no termo destacado em:
(A) Responda a todas as perguntas.
(B) Avise a moça que chegou a encomenda.
(C) Volte sempre a esta casa.
(D) Dirija-se a qualquer caixa.
(E) Entregue o pedido a alguém na portaria.
49.
Na frase “Os textos são bons e entre outras coisas demonstram que há criatividade.”, cabem, no
máximo:
(A) 3 vírgulas (B) 1 vírgula (C) 4 vírgulas (D) 5 vírgulas (E) 2 vírgulas
50.
Na frase “Ele não ..... viu.”, dentre as alternativas abaixo, aquela que não completa de forma
correta a lacuna é:
(A) nos (B) te (C) lhe (D) o (E) me
Leia o texto, para responder às questões de números 51 a 59.
Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no setor de tecnologia já tinham
feito – ele transferiu sua equipe para um chamado escritório aberto, sem paredes e divisórias.
Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele queria que todos estivessem juntos,
para se conectarem e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco tempo ficou claro que Nagele
tinha cometido um grande erro. Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove em-
pregados estavam insatisfeitos, sem falar do próprio chefe.
Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para o escritório aberto, Nagele transferiu
a empresa para um espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio espaço, com portas e tudo.
Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório aberto – cerca de 70% dos escritórios
nos Estados Unidos são assim – e até onde se sabe poucos retornaram ao modelo de espaços
tradicionais com salas e portas.
Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até 15% da produtividade, desenvolver pro-
blemas graves de concentração e até ter o dobro de chances de ficar doentes em espaços de tra-
balho abertos – fatores que estão contribuindo para uma reação contra esse tipo de organização.
Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele já ouviu colegas do setor de tecnologia
dizerem sentir falta do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita gente concorda – simples-
mente não aguentam o escritório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e é preciso levar
mais trabalho para casa”, diz ele.
É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso, mas algumas firmas estão
seguindo o exemplo de Nagele e voltando aos espaços privados.
Há uma boa razão que explica por que todos adoram um espaço com quatro paredes e uma
porta: foco. A verdade é que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo tempo, e peque-
nas distrações podem desviar nosso foco por até 20 minutos.
Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo, afirma Sally Augustin,
psicóloga ambiental e de design de interiores.
(Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem ser ruins para funcionários.” Disponível em:<[Link]-
[Link]>. Acesso em: 04.04.2017. Adaptado)

13
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

51.
Segundo o texto, são aspectos desfavoráveis ao trabalho em espaços abertos compartilhados
(A) a distração e a possibilidade de haver colaboração de colegas e chefes.
(B) o isolamento na realização das tarefas e a vigilância constante dos chefes.
(C) a dificuldade de propor soluções tecnológicas e a transferência de atividades para o lar.
(D) a impossibilidade de cumprir várias tarefas e a restrição à criatividade.
(E) a dispersão e a menor capacidade de conservar conteúdos.
52.
Assinale a alternativa em que a nova redação dada ao seguinte trecho do primeiro parágrafo apre-
senta concordância de acordo com a norma-padrão:
Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no setor de tecnologia já tinham feito.
(A) Faz exatamente quatro anos que Chris Nagele fez o que já tinham sido feitos por outros
executivos do setor.
(B) Muitos executivos já havia transferido suas equipes para o chamado escritório aberto, como
feito por Chris Nagele.
(C) Devem fazer uns quatro anos que Chris Nagele transferiu sua equipe para escritórios abertos,
tais como foi transferido por muitos executivos.
(D) Mais de um executivo já tinham transferido suas equipes para escritórios abertos, o que só
aconteceu com Chris Nagele fazem mais de quatro anos.
(E) O que muitos executivos fizeram, transferindo suas equipes para escritórios abertos, também
foi feito por Chris Nagele, faz cerca de quatro anos.
53.
É correto afirmar que a expressão – até então –, em destaque no início do segundo parágrafo,
expressa um limite, com referência
(A) temporal ao dia em que Nagele decidiu seguir o exemplo de outros executivos, e espacial ao
tipo de escritório que adotou.
(B) espacial ao novo tipo de ambiente de trabalho, e temporal às mudanças favoráveis à integra-
ção.
(C) espacial aos escritórios fechados onde trabalhava a equipe de Nagele antes da mudança para
locais abertos.
(D) temporal ao momento em que se deu a transferência da equipe de Nagele para o escritório
aberto.
(E) espacial ao caso de sucesso de outros executivos do setor de tecnologia que aboliram paredes
e divisórias.
54.
É correto afirmar que a expressão – contudo –, destacada no quinto parágrafo, estabelece uma
relação de sentido com o parágrafo
(A) anterior, introduzindo informações que se contrapõem à visão positiva acerca dos escritórios
abertos.
(B) posterior, contestando com dados estatísticos o formato tradicional de escritório fechado.
(C) posterior, expondo argumentos favoráveis à adoção do modelo de escritórios abertos.
(D) anterior, atestando a eficiência do modelo aberto com base em resultados de pesquisas.
(E) anterior, confirmando com estatísticas o sucesso das empresas que adotaram o modelo de
escritórios abertos.

14
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

55.
Iniciando-se a frase – Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo... (úl-
timo parágrafo) – com o termo Talvez, indicando condição, a sequência que apresenta correlação
dos verbos destacados de acordo com a norma-padrão será:
(A) retínhamos ... sentássemos (D) reteremos ... sentávamos
(B) retivemos ... sentaríamos (E) reteríamos ... sentarmos
(C) retivéssemos ... sentássemos
56.
O termo privado está em relação de sentido com público, seu antônimo, da mesma forma que
estão as palavras
(A) improvável e inaceitável. (D) distraídos e atentos.
(B) conectar e interligar. (E) tradicional e usual.
(C) insatisfeitos e desabonados.
57.
Na frase – É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso ... (7o parágrafo) –
a expressão em destaque tem o sentido de
(A) mereça sanção. (D) seja substituído.
(B) mostre-se alterado. (E) torne-se obsoleto.
(C) sofra censura.
58.
Assinale a frase do texto em que se identifica expressão do ponto de vista do próprio autor acerca
do assunto de que trata.
(A) Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele queria que todos estivessem juntos...
(2o parágrafo).
(B) É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso... (7o parágrafo).
(C) Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório aberto... (4o parágrafo).
(D) Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo, afirma Sally Augustin...
(último parágrafo).
(E) “Nunca se consegue terminar as coisas e é preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele. (6o
parágrafo).
59.
O trecho destacado na passagem – Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove
empregados estavam insatisfeitos, sem falar do próprio chefe.– tem sentido de:
(A) apesar do próprio chefe. (D) exceto o próprio chefe.
(B) portanto o próprio chefe. (E) até mesmo o próprio chefe.
(C) diante do próprio chefe.
Leia o texto dos quadrinhos, para responder às questões de números 60 a 63.

(Charles M. Schulz. Snoopy- Feliz dia dos namorados!)

15
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

60.
É correto afirmar que, na fala da personagem, no último quadrinho, está implícita a ideia de que
(A) sua causa está perdida de antemão, graças à ameaça que fez.
(B) o processo, para ela, não passa de um artifício para ganhar tempo.
(C) é irrelevante que seu advogado tenha a competência reconhecida.
(D) a garota se convence da opinião de quem ela quer processar.
(E) a representação de seu advogado é garantia de sucesso na ação.
61.
Assinale a alternativa que dá outra redação à fala dos quadrinhos, seguindo a norma-padrão de
regência, conjugação de verbos e emprego do sinal indicativo de crase.
(A) Caso você não me acuda quando eu fizer a lição de casa, apelarei à justiça.
(B) Espero que você nomeie à alguém que trata disso melhor do que seu advogado.
(C) Pergunto à você onde está seu advogado; não creio que ele resolva ao caso.
(D) Vou acionar à polícia se você não vir me ajudar com à lição de casa.
(E) Se você não se dispor em ajudar à fazer a lição de casa, vou processar você.
62.
A relação de sentido que há entre as partes sinalizadas no período – (I) Se você não me ajudar
com a lição de casa, (II) eu vou processar você – é:
(A) (I) expressa modo da ação já realizada; (II) expressa sua causa.
(B) (I) expressa uma ação possível; (II) expressa uma ação precedente realizada.
(C) (I) expressa uma condição; (II) expressa uma possível ação consequente.
(D) (I) expressa uma causa; (II) expressa o momento da ação.
(E) (I) expressa uma comparação; (II) expressa seu efeito futuro.
63.
Assinale a alternativa em que a frase baseada nas falas dos quadrinhos apresenta emprego e co-
locação de pronomes de acordo com a norma-padrão.
(A) Em resposta à menina, o garoto resolveu perguntá-la onde estava o advogado dela.
(B) O garoto respondeu à menina, perguntando-a onde estava o advogado dela.
(C) A menina ameaçou processar-lhe, caso o garoto não ajudasse-a com a lição de casa.
(D) A menina afirmou ao garoto que poderia processá-lo, se este não a ajudasse com a lição de
casa.
(E) A menina afirmou ao garoto que poderá processar ele, caso este não ajudar-lhe com a lição
de casa.
Leia o texto, para responder às questões de números 64 a 68.
O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em
algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos,
finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir
– era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.
E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do
motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! Como deixava a garganta seca.
A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrar
pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.
Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima,
e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos,
espreitando, farejando.
O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava...
o chafariz de pedra, de onde brotava num filete a água sonhada.

16
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz
de pedra, antes de todos.
De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente no orifício de onde jorrava a
água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga.
Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora
podia abrir os olhos.
Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de
uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água.
E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia
jorrado dessa boca, de uma boca para outra.
Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia-se intrigado. Olhou a estátua nua.
Ele a havia beijado.
Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo
todo estourando pelo rosto em brasa viva. (Clarice Lispector, “O primeiro beijo”. Felicidade clandestina. Adaptado)
64.
É correto afirmar que o texto tem como personagem um garoto, descrevendo
(A) a perda da inocência provocada pela gritaria dos companheiros.
(B) experiências sensoriais que o levam a provar a sensualidade.
(C) a confusão mental ocasionada pela sede não saciada.
(D) uma viagem de ônibus em que ele ficou indiferente ao que acontecia.
(E) o trajeto percorrido pela alma infantil em busca de amizade.
65.
Assinale a alternativa em que o pronome em destaque está empregado com o mesmo sentido de
posse que tem o pronome “lhe”, na passagem – Ele, um dos garotos no meio da garotada em
algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos...
(A) Não vá forçá-lo a assumir função para a qual não se acha preparado.
(B) Não esperávamos entregar-lhes nossos documentos naquele momento.
(C) Faça-a ver que ninguém está questionando sua atitude.
(D) Chegou-nos a notícia do desaparecimento do helicóptero.
(E) Pegou-me a mão, tentando encorajar-me a tomar uma decisão.
66.
Assinale a alternativa cuja frase contém apenas palavras empregadas em sentido próprio.
(A) ... deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos...
(B) ... e seus olhos saltavam para fora da janela, procurando a estrada, penetrando entre os arbus-
tos...
(C) Sofreu um tremor que [...] se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando
pelo rosto em brasa viva.
(D) Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar.
(E) O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em
algazarra...
67.
Na passagem do 4o parágrafo – Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da
água, pressentia-a mais próxima – as expressões destacadas trazem ao contexto, correta e respec-
tivamente, as ideias de
(A) comparação, dúvida e tempo. (D) modo, dúvida e lugar.
(B) modo, causa e lugar. (E) comparação, causa e tempo.
(C) modo, causa e intensidade.

17
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

68.
Redigida com base em passagem do texto, a frase que apresenta emprego da vírgula de acordo
com a norma-padrão é:
(A) Ele conseguiu ser, o primeiro a chegar antes de todos ao chafariz de pedra.
(B) Sentia-se intrigado intuitivamente confuso, na sua inocência.
(C) Antes tão boa a brisa fina, tornara-se quente e árida ao sol do meio-dia.
(D) No meio da balbúrdia dos amigos, a concentração no sentir era difícil.
(E) Do chafariz de pedra entre arbustos brotava num filete, a água sonhada.
Para responder às questões de números 69 e 70, observe a charge que retrata uma cena em que
uma família faz selfie ao lado de um corpo caído no chão.

(João Montanaro. Disponível em:<[Link] em 21.04.2017)


69.
Assinale a alternativa que expressa ideia compatível com a situação representada na charge.
(A) A novidade tecnológica reforça a individualidade, levando as pessoas a ficar alheias à reali-
dade que as cerca.
(B) O verdadeiro sentido da solidariedade está em comover-se com o semelhante desamparado.
(C) Um fato violento corriqueiro não justifica a preocupação com a desgraça alheia.
(D) Hoje, a tecnologia leva a uma compreensão mais ética da realidade circundante.
(E) Não se pode condenar a postura ética das pessoas que se deixam encantar com os modismos.
70.
Assinale a alternativa contendo uma ideia implícita a partir dos fatos retratados na charge.
(A) O grupo familiar posa unido.
(B) A violência está banalizada.
(C) O pau de selfie permite fotografar várias pessoas.
(D) As pessoas sorriem para a câmera.
(E) O corpo está estendido no chão.
Leia o texto, para responder às questões de números 71 a 74.
O problema de São Paulo, dizia o Vinicius, “é que você anda, anda, anda e nunca chega a
Ipanema”. Se tomarmos “Ipanema” ao pé da letra, a frase é absurda e cômica. Tomando “Ipa-
nema” como um símbolo, no entanto, como um exemplo de alívio, promessa de alegria em meio
à vida dura da cidade, a frase passa a ser de um triste realismo: o problema de São Paulo é que
você anda, anda, anda e nunca chega a alívio algum. O Ibirapuera, o parque do Estado, o Jardim
da Luz são uns raros respiros perdidos entre o mar de asfalto, a floresta de lajes batidas e os
Corcovados de concreto armado.
O paulistano, contudo, não é de jogar a toalha – prefere estendê-la e se deitar em cima, caso
lhe concedam dois metros quadrados de chão. É o que vemos nas avenidas abertas aos pedestres,
nos fins de semana: basta liberarem um pedacinho do cinza e surgem revoadas de patinadores,

18
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

maracatus, big bands, corredores evangélicos, góticos satanistas, praticantes de ioga, dançarinos
de tango, barraquinhas de yakissoba e barris de cerveja artesanal.
Tenho estado atento às agruras e oportunidades da cidade porque, depois de cinco anos vivendo
na Granja Viana, vim morar em Higienópolis. Lá em Cotia, no fim da tarde, eu corria em volta
de um lago, desviando de patos e assustando jacus. Agora, aos domingos, corro pela Paulista ou
Minhocão e, durante a semana, venho testando diferentes percursos. Corri em volta do parque
Buenos Aires e do cemitério da Consolação, ziguezagueei por Santa Cecília e pelas encostas do
Sumaré, até que, na última terça, sem querer, descobri um insuspeito parque noturno com bastante
gente, quase nenhum carro e propício a todo tipo de atividades: o estacionamento do estádio do
Pacaembu.
(Antonio Prata. “O paulistano não é de jogar a toalha. Prefere estendê-la e deitar em cima.” Disponível
em:<[Link] Acesso em: 13.04.2017. Adaptado)
71.
É correto afirmar que, do ponto de vista do autor, o paulistano
(A) toma Ipanema como um símbolo daquilo que se pode alcançar, apesar de muito andar e andar.
(B) tem feito críticas à cidade, porque ela não oferece atividades recreativas a seus habitantes.
(C) sabe como vencer a rudeza da paisagem de São Paulo, encontrando nesta espaços para o lazer.
(D) se vê impedido de realizar atividades esportivas, no mar de asfalto que é São Paulo.
(E) busca em Ipanema o contato com a natureza exuberante que não consegue achar em sua
cidade.
72.
Assinale a alternativa que dá nova redação à passagem – O paulistano, contudo, não é de jogar a
toalha – prefere estendê-la e se deitar em cima, caso lhe concedam dois metros quadrados de
chão. – atendendo à norma-padrão de concordância.
(A) Para os paulistanos, não se joga a toalha – é preferível que seja estendida, para que possam
deitar-se sobre ela, caso lhes sejam dados dois metros quadrados de chão.
(B) A maior parte dos paulistanos, contudo, não são de jogarem a toalha – acha preferível elas
serem estendidas e deitar-se em cima, caso lhe seja dado dois metros de chão.
(C) Os paulistanos não jogam a toalha – acham preferíveis estendê-la e se deitar em cima, caso
lhes deem dois metros quadrados de chão.
(D) Cem por cento dos paulistanos não joga a toalha – acha preferível estendê-la para que se deite
sobre elas, caso seja dado a eles dois metros quadrados de chão.
(E) Mais de um paulistano não são de jogar a toalha – acham preferíveis estendê-la e se deitarem
em cima, caso se dê a eles dois metros de chão.
73.
Assinale a alternativa cuja frase contém palavras empregadas em sentido figurado, no contexto
em que se encontram.
(A) Lá em Cotia, no fim da tarde, eu corria em volta de um lago, desviando de patos...
(B) É o que vemos nas avenidas abertas aos pedestres, nos fins de semana...
(C) Corri em volta do parque Buenos Aires e do cemitério da Consolação...
(D) ... parque noturno com bastante gente, quase nenhum carro e propício a todo tipo de ativida-
des...
(E) O Ibirapuera, o parque do Estado, o Jardim da Luz são uns raros respiros perdidos entre o
mar de asfalto...

19
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

74.
Assinale a alternativa em que a substituição dos trechos destacados na passagem – O paulistano,
contudo, não é de jogar a toalha – prefere estendê-la e se deitar em cima, caso lhe concedam
dois metros quadrados de chão. – está de acordo com a norma-padrão de crase, regência e conju-
gação verbal.
(A) prefere estendê-la a desistir – põe a disposição.
(B) prefere estendê-la a desistir – ponham à disposição.
(C) prefere estendê-la do que desistir – põem a disposição.
(D) prefere mais estendê-la do que desistir – põe à disposição.
(E) prefere estendê-la à desistir – ponham a disposição.
75.
No período “Avistou o pai, que caminhava para a lavoura”, a palavra que classifica-se morfolo-
gicamente como:
(A) conjunção subordinativa integrante (D) partícula expletiva
(B) pronome relativo (E) conjunção subordinativa causal
(C) conjunção subordinativa final
76.
Entre as alternativas, a que não está na voz passiva é:
(A) “Esperavam-se manifestações de grupos radicais japoneses de esquerda e de direita... .”
(B) “Foram salvos pelo raciocínio rápido de um agente do serviço secreto... .”
(C) “Vocês se dão pouca importância nessa tarefa.”
(D) “Documentos inúteis devem ser queimados em praça pública.”
(E) “Devem-se estudar estas questões.”
77.
Das redações abaixo, assinale a que não está pontuada corretamente:
(A) Os candidatos, em fila, aguardavam ansiosos o resultado do concurso.
(B) Em fila, os candidatos, aguardavam, ansiosos, o resultado do concurso.
(C) Ansiosos, os candidatos aguardavam, em fila, o resultado do concurso.
(D) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do concurso, em fila.
(E) Os candidatos, aguardavam ansiosos, em fila, o resultado do concurso.
78.
Considere o trecho de texto “Diferentes são os tratamentos ....... se pode submeter o texto literá-
rio. Sempre se deve aspirar, no entanto, ....... objetividade científica, fugindo ....... subjetivismo.”
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas
(A) à que, a, do (B) a que, a, do (C) que, a, ao (D) a que, à, ao (E) à que, à, ao
79.
Assinale a alternativa que apresenta erro de colocação pronominal:
(A) Você não devia calar-se.
(B) Não lhe darei qualquer informação.
(C) O filho não o atendeu.
(D) Se apresentar-lhe os pêsames, faço-o discretamente.
(E) Ninguém quer aconselhá-lo.
80.
Na frase “A casa fica ..... direita de quem sobe a rua, ..... duas quadras da avenida do Cortorno.”,
completa-se corretamente as lacunas com
(A) à – há (B) à – a (C) a – à (D) à – à (E) a – há

20
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

81.
A frase em que a concordância nominal está em desacordo com a norma culta é:
(A) Há gritos e vozes trancados dentro do peito.
(B) Estão trancados dentro do peito vozes e gritos.
(C) Mantêm-se trancadas dentro do peito vozes e gritos.
(D) Trancada dentro do peito permanece uma voz e um grito.
(E) Conservam-se trancadas dentro do peito uma voz e um grito.
82.
A alternativa com pontuação correta é:
(A) Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir. Nossa capacidade de retenção é variável e muitas
vezes inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.
(B) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir: nossa capacidade de retenção é variável e, muitas
vezes, inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.
(C) Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir! Nossa capacidade de retenção é variável e muitas
vezes inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.
(D) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir; nossa capacidade de retenção, é variável e - muitas
vezes inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.
(E) Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir. Nossa capacidade de retenção é variável - e muitas
vezes inconscientemente - deturpamos, o que ouvimos.
83.
Das expressões sublinhadas abaixo, com as idéias de tempo ou lugar, a única que tem a função
sintática do adjunto adverbial é:
(A) “Já ouvi os poetas de Aracaju...”
(B) “...atravessar os subúrbios escuros e sujos...”
(C) “...passar a noite de inverno debaixo da ponte...”
(D) “Queria agora caminhar com os ladrões pela noite...”
(E) “...sentindo no coração as pancadas dos pés das mulheres da noite...”
84.
Considere a frase que segue: “Os encargos ....... nos obrigaram são aqueles ....... o diretor se
referia.” A alternativa que completa corretamente as lacunas é
(A) de que - que (B) a cujos - cujos (C) por que - que (D) cujos - cujo (E) a que - a que
85.
O pronome relativo está empregado corretamente na alternativa:
(A) É um cidadão em cuja honestidade se pode confiar.
(B) Feliz o pai cujos filhos são ajuizados.
(C) Comprou uma casa maravilhosa, cuja casa lhe custou uma fortuna.
(D) Preciso de um pincel delicado, sem o cujo não poderei terminar meu quadro.
(E) Os jovens, cujos pais conversei com eles, prometeram mudar de atitude.
86.
Há erro quanto à correspondência no emprego dos tempos verbais em:
(A) Porque arrumara carona, chegou cedo à cidade.
(B) Se tivesse arrumado carona, chegaria cedo à cidade.
(C) Embora arrume carona, chegará tarde.
(D) Embora tenha arrumado carona, chegou tarde.
(E) Se arrumar carona, chegaria cedo à cidade.

21
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

87.
Assinale a alternativa em que o texto esteja corretamente pontuado:
(A) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem cha-
péu trazendo pela mão, uma menina de quatro anos.
(B) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito, baixo, sem
chapéu, trazendo pela mão, uma menina de quatro anos.
(C) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo, sem cha-
péu, trazendo pela mão uma menina de quatro anos.
(D) Enquanto eu, fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem
chapéu, trazendo pela mão uma menina de quatro anos.
(E) Enquanto eu fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito baixo, sem
chapéu trazendo, pela mão, uma menina de quatro anos.
88.
No trecho “Aconselhei-o ..... que, daí ..... pouco, assistisse .... novela.”, completa-se com:
(A) a - à - a (B) à - à - a (C) a - a - à (E) à - a - à (E) a - a - a
89.
Transpondo para a voz ativa a frase: “Os ingressos haviam sido vendidos com antecedência.”,
obtém-se a forma verbal:
(A) venderam (B) haviam vendido (C) vendeu-se (D) havia vendido (E) venderam-se
90.
O que é pronome interrogativo na frase:
(A) Os que chegaram atrasados farão a prova?
(B) Se não precisas de nós, que vieste fazer aqui?
(C) Quem pode afiançar que seja ele o criminoso?
(D) Teria sido o livro que me prometeste?
(E) Conseguirias tudo que desejas?
91.
A classificação dos verbos sublinhados, quanto à predicação, foi feita corretamente em:
(A) “Não nos olhou o rosto. A vergonha foi enorme.” - transitivo direto e indireto
(B) “Procura insistentemente perturbar-me a memória. ” - transitivo direto
(C) “Fiquei, durante as férias, no sítio de meus avós. ” - de ligação
(D) “Para conseguir o prêmio, Mário reconheceu-nos imediatamente. ” - transitivo indireto
(E) “Ela nos encontrará, portanto é só fazer o pedido. ” - transitivo indireto
92.
Assinale a opção em que está corretamente indicada a ordem dos sinais de pontuação que devem
preencher as lacunas da frase: Quando se trata de trabalho científico .... duas coisas devem ser
consideradas .... uma é a contribuição que o trabalho oferece .... a outra é o valor prático que
possa ter.
(A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
(B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula
(C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula
(D) ponto e vírgula, dois pontos, ponto e vírgula
(E) ponto e vírgula, vírgula e vírgula
93.
As palavras ansioso, contemporâneo e misericordioso regem, respectivamente, as preposições:
(A) em - de - para (B) de - com - para com (C) de - a - de (D) com - a - a (E) por - com - de

22
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

94.
O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção:
(A) O cargo ............ aspiro depende de concurso.
(B) Eis a razão ........... não compareci.
(C) Rui é o orador ........... mais admiro.
(D) O jovem ............ te referiste foi reprovado.
(E) Ali está o abrigo ........... necessitamos.
95.
Considere a frase “O individualismo não a alcança.” A colocação do pronome átono está em
desacordo com a norma culta da língua, na seguinte alteração da passagem acima:
(A) O individualismo não a consegue alcançar.
(B) O individualismo não está alcançando-a.
(B) O individualismo não a teria alcançado.
(D) O individualismo não tem alcançado-a.
(E) O individualismo não pode alcançá-la.
96.
Na frase “Se você ......., e o seu amigo ......., talvez você ....... esses bens.”, preenche corretamente
as lacunas com as formas verbais
(A) requisesse - intervisse - reavesse (D) requeresse - interviesse - reavesse
(B) requeresse - intervisse - reavesse (E) requisesse - interviesse - reouvesse
(C) requeresse - interviesse - reouvesse
97.
Considere o trecho de texto: “Embora pobre e falto ..... recursos, foi fiel ..... ele, que ..... queria
bem com igual constância.”. Deve-se completar as lacunas corretamente com:
(A) em - a - o (B) de - a - lhe (C) em - para - o (D) de - para - lhe (E) de - para - o
98.
Assinale a alternativa em que o período proposto está corretamente pontuado:
(A) Neste ponto viúva amiga, é natural que lhe perguntes, a propósito da Inglaterra como é que
se explica, a vitória eleitoral de Gladstone.
(B) Neste ponto, viúva amiga, é natural que lhe perguntes, a propósito da Inglaterra, como é que
se explica a vitória eleitoral de Gladstone.
(C) Neste ponto, viúva amiga é natural que, lhe perguntes a propósito da Inglaterra, como é que
se explica a vitória eleitoral, de Gladstone?
(D) Neste ponto, viúva amiga, é natural, que lhe perguntes a propósito da Inglaterra, como é que,
se explica a vitória eleitoral de Gladstone.
(E) Neste ponto viúva amiga, é natural que lhe perguntes a propósito da Inglaterra como é, que
se explica, a vitória eleitoral de Gladstone?
99.
Assinale a alternativa que apresenta regência imprópria:
(A) Não o via desde o ano passado.
(B) Fomos à cidade pela manhã.
(C) Informou ao cliente que o aviso chegara.
(D) Respondeu à carta no mesmo dia.
(E) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago.

23
Espaço iSapiens – [Link] – 991073576 - 981112458

100.
Das alternativas, assinale a que não contiver erro em relação à crase:
(A) Rabiscava todos os seus textos à lápis para depois escrevê-los à máquina.
(B) Sem dúvida que, com novos óculos, ele veria a distância do perigo, aquela hora do dia.
(C) Referia-se com ternura ao menino, afeto às meninas e, com respeito, a várias pessoas menos
íntimas.
(D) Àquela distância, os carros só poderiam bater; não obedeceram as regras do trânsito.
(E) Fui à Maceió provar um sururu à região.

24

Você também pode gostar