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Resumo Direito Processual Penal

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INQUÉRITO POLICIAL – é o conjunto de diligências investigatórias realizadas pela polícia judiciária visando a apuração do crime e sua autoria.

É o
procedimento persecutório de caráter administrativo e natureza inquisitiva.
Procedimento – sequência de atos voltados a uma finalidade.
Persecutório – por ser a atividade estatal por meio da qual se busca a punição, começãndo oficialmente com a instauração do inquérito policial.
Visa a apuração da existência de infração penal e a respectiva autoria para fornecer ao titular da ação penal elementos mínimos para que possa ingrssar em juízo.
DELEGADO DE POLÍCIA – é a quem se atribui presidir o inquérito policial, sendo, esta última, fixada pelo lugar da consumação da infração ou pela sua
natureza. A autoridade policial, em regra, não poderá praticar qualquer ato fora dos limites de sua circunscrição, sendo necessário:
em outro país: carta rogatória;
em outra comarca: carta precatória;
no DF ou circunscrição diferente, mas dentro da mesma comarca: nenhuma carta é necessária.
FLAGRANTE – o flagrante deve ser lavrado no local em que se efetivou a prisão. Não havendo delegado, na circunscrição mais próxima. Concluído, o flagrante
será enviado ao juízo competente, ou seja, os atos subsequentes devem ser praticados pela autoridade do local em que o crime se consumou.
* Tem-se entendido que a falta de atribuiçõ de competência da autoridade policial não invalida os seus atos, pois, a Polícia, ao exercer suas atividades não se submete à
circunscrição jurisdicional.
INQUÉRITO EXTRAPOLICIAL – Excepcionalmente, há casos em que são presididos por outros que o Delegado. Ex:
Inquérito por crime falimentar (presidido pelo Juiz);
Comissões Parlamentares de Inquérito;
Crime cometido nas dependências da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;
Inquérito Civil Público (presidido pelo representante do M.P.; tem finalide de promover ação civil pública);
Inquérito policial militar.
VALOR PROBATÓRIO – o inquérito policial tem conteúdo informativo, visando apenas fornecer elementos necessários para a propositura da ação penal. Tem
valor probatório relativo, pois os elementos de informação não são colhidos sob a égide do contraditório e da ampla defesa, nem na presença do Juiz de direito.
DISPENSABILIDADE DO INQUÉRITO – o inquérito é uma peça útil, mas, não imprescindível para a persecução penal, podendo ser dispensado “sempre
que” (é uma condição) o M.P. ou ofendido tiver elementos suficientes para promover a ação penal. Qualquer um do povo poderá fornecer, por escrito, informações
sobre o fato e a autoria, indicando o tempo, o lugar, e os elementos de convição, demonstrando que, quando as informações forem suficientes, não é necessário o
inquérito.
CARACTERÍSTICAS:
escrito; indisponibilidade – uma vez instaurado, não pode ser arquivado pela autoridade policial;
sigiloso; autoritariedade – presidido por uma autoridade pública;
oficioso – a autoridade tem o dever de promover o inquérito; inquisitivo – não está sujeito ao princípio do contraditório, em que se apresentam acusação e
oficial – dirigido por ógãos públicos oficiais; defesa.
INCOMUNICABILIDADE – Mediante despacho somente decretado pelo juiz, a partir da representação da autoridade policial ou de requerimento do MP,
poderá ser decretada a incomunicabilidade do indiciado pelo prazo de até 3 dias, por conveniência da investigação ou interesse da sociedade.
NOTITIA CRIMINIS – é o conhecimento espontâneo ou provocado, de um fato aparentenmente delituoso pela autoridade policial.
 Notitia Criminis de cognição direta, imediata, espontânea – a autoridade toma conhecimento direto da infração penal por meio de suas atividades rotineiras.
Ex: policiamento, imprensa, delação anônima (Notitia Criminis inqualificada).
 Notitia Criminis de cognição indireta, mediata – toma conhecimento por meio de alguma comunicação oficial. Também é chamada de Notitia Criminis de
cognição provocada ou qualificada quando a autoridade policial toma conhecimento do fato por requisição do MP ou autoridade policial. Delactio crimini é
uma comunicação formal do delito, sendo um requerimento feito pela vítima ou qualquer um do povo, contendo a narração do fato com todas as
circunstâncias, a individualização do suspeito e a indicação das provas.
o Simples: só comunica o fato;
o Postulatória: além de comunicar o fato, postula providências.
 Notitia Criminis de cognição coercitiva – ocorre com a prisão em flagrante, em que a notícia ocorre com a apresentação do autor.
INÍCIO DO INQUÉRITO POLICIAL
 Nos crimes de ação pública incondicionada
o De ofício,mediante portaria ou por despacho do Delegado
o Por requisição do Juiz ou Promotor de justiça
o Por delactio criminis
 Nos crimes de ação pública condicionada
o Por representação do ofendido ou de seu representante legal
o Por requisição do Ministro da Justiça
 Nos crimes de ação privada

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