Mecatronica Facil 10
Mecatronica Facil 10
Músculos eletrônicos
esquadrão antibombas
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CljidAMOS dE SEU SERVidoR
PARA QUE VOCÊ pOSSA CUidAR dE SEUS NEqÓCÍOS.
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HoSpEdAqEM dE S ít e s
IP DEdicAdo
A c e s s o bANdA L a r ç a (Sp EEd y)
C o 4 o c a tío n
A c e s s o D is c A d o
CoM pA R TÍÜ lA M EN TO dE INTERNET
A c e s s o N a c ío n a I
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I NTERNET
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PROVI DER
|V| Rua Cantagalo, 2340 - c jt o s 2 / 4 - CEP 03319-002 - São Paulo - SP
Te1 * : C11) 61982526 / Fax: C ll ) 6198.3467 - www.si1icom .com .br
editorial
Saber Ltda.
Diretores
Hélio Fittipaldi A m ecatrônica vem
Thereza M. Ciampi Fittipaldi estando cada vez mais p re
sente nas escolas com o
i P M í l í É i k .
fo rm a de in tro d u zir a ^, J | ,| À:
Mecatrônica Fadi tecnologia no ensino e
Edito r e D iretor Responsável tam bém com o estím ulo I
Hélio Fittipaldi I
para que os alunos des- l *
Editor Assistente cubram outras form as de
Paulo Gomes dos Santos aprender ciências e outras
Publicidade disciplinas.
Eduardo Anion - Gerente O s p rim eiro s resultados disso pôde se r constatado na p ri
Ricardo Nunes Souza
m eira F E B R A C E (F e ira B ra sile ira de C iên cias e Engenharia) que
Caria de Castro Assis
Melissa Rígo Peixoto o co rreu em m arço, na U SR em São Paulo. Lá estavam expostos
cerca de 100 trabalhos de alunos de todo o Brasil desde a 8a sé rie
Conselho Editorial
Alexandre Capelli do ensino fundam ental ao 3o ano do ensino m édio e/ou técn ico .
Juliano Matias Estes trabalhos se distribuíam nas d iversas áreas onde os alunos
Newton C. Braga
e seus resp ectivos o rien tad o res buscaram tra z e r p rojetos inova
C olaboradores dores e criativo s cum prindo um dos p rincipais objetivos da feira
Ewaldo Luiz de M. Mehl além de aproxim ar as escolas públicas e privadas das u n iversi
José Frartcci Júnior
Julio Cesar F dos Passos dades. E a fim de estim u lar o d esp ertar de novos talen to s, um
Luís Henrique C. Bernardes dos crité rio s para escolha dos p ro jeto s foi a adequação do seu
Márcio José Soares
desenvolvim ento aos m étodos cien tífico e de engenharia que p er
Mauro Viana
Octávio Nogueira m eiam o avanço tecnológico atual e, com isso, o processo pelo
Sérgio Vieira quai o p rojeto foi feito torn ou -se m ais im portante até que sua
Wifson Roberto dos Santos
p ró p ria finalidade.
ASSINATURAS Foi gratificante para a ed ito ra apoiar a realização da feira e v e r
www. mecatron [Link]
o em penho dos alunos e dos seus orientado res, m uitos dos quais
Fone/Fax: (I 1)6195-5335
Atendimento das 8:30 às 17:30 h vieram de m uito longe para m o strar seus trabalhos e p ro var que
no Brasil há m uitos talentos e que som os capazes de produzir
Impressão
[Link] tecnologia.
E por faiar em talen to s, nesta edição vo cê vai acom panhar
Distribuição
tam bém alguns dos resu ltad o s do esfo rço do G rupo de A çõ es
Brasil: DINAP
Portugal: Midesa T á tica s Esp eciais da Polícia M ilitar de São Paulo (G A T E ) num tra
balho sério que vem sendo d esenvolvido pelo capitão Lucca e
M EC A T R Ò N IC A FÁ CIL
(ISSN - 1676-0980) é uma publicação da Editora pelo tenente G iovaninni colocando este grupo numa posição de
Saber Ltda. Redação, administração, edições ante destaque en tre as dem ais tro p as de e lite do m undo. Trabalho que
riores, publicidade e correspondência:
rendeu a aquisição de uma grande ferram enta para a m anipula
R. jacinto José de Araújo, 3 IS CER: 03087-020
São Paulo - SP - Brasil - TeL: ( I I ) 6195-5333 ção de explosivos e o u tro s artefato s perigosos sem co lo car em
risco nenhum a vida hum ana: o Vanguard M K I, que vo cê co nhe
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EDITORA SABER LTDA. cerá m elhor nas próxim as páginas.
Paulo Gomes dos Santos
Associado à:
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^ ín d ice.
Robô inseto
Leitor
Neste número, você aprenderá como montar um robô
que utiliza “ patas" para “andar” . O robô inseto, como foi
Notícias chamado, permitirá um aprendizado sobre um outro meio
de locomoção possível na Robótica. Como já é comum,
apresentaremos duas versões: uma feita com material
alternativo (sucata) e outra em plástico.
Futebol de robôs agita Porto
Alegre
Veja o que rolou no 14o Salão de Iniciação Científica e
SMA - Muscle Wire
na I I a Feira de Iniciação Científica da UFRGS. Conheça o músculo eletrônico e veja como ele pode
substituir os motores D C , de passo, solenóides, etc.
Polícia High-Tec
Conheça o novo reforço da polícia de São Paulo. Controlador de temperatura
com o Basic Step
Veja como fazer um controlador com limites mínimo e
máximo de temperatura e com indicação num display de
FEBRACE atinge objetivo de cristal líquido.
organizadores
Veja alguns dos projetos que agitaram a Feira Brasileira
de Ciências e Engenharia e a contribuição desta para a for Utilizando comandos de
mação de novos talentos. bitmaps
Faça um sistema de automação de fila semelhante aos
utilizados em clínicas médicas e bancos.
Automatizando o "Parafuso
de Arquimedes" Robô S-CARGO MV-936
Conheça o princípio de funcionamento e como cons
truí-lo para “abafar" na sua feira de ciências. Aprenda a construir o kit de um robô controlado pelo
som e veja várias dicas que servem também para outras
montagens.
Arquimedes
Conheça a história desse pensador que há mais de dois Trabalhando com bandejas
mil anos impressiona qualquer um que estude seus feitos. termoformadas
Não jogue fora suas bandejas de frios! Utilize-as para a
construção de chassis e outras peças mecânicas.
Maio - 2003
O -
G O
Os procedimentos no Basic Step são chamados Sou simpatizante de Robótica e fiquei contente quando a Editora Saber
de labei, por exemplo; lançou a revista Mecatrônica Fácil, mas confesso que achei que a abor
rotina principal dagem seria mais básica, pois tenho muita dificuldade de entender os
gosub escreva_a ‘ desvio para su-brotina assuntos abordados. Por que não promovem um curso básico dentro da
própria revista?
Arisval A. Bastos - Estudante de Engenharia Elétrica
escrevaa ‘sub-rotina Pretendemos publicar brevemente artigos mais básicos sobre ele
comandos do procedimento trônica. Mas, por enquanto, recomendamos o “Curso Básico de Eletrô
retum nica” escrito pelo nosso colaborador Newton C . Braga e que pode ser
adquirido pelo site [Link] ou pelo telefone 11
Assim é possível implementar sub-rotinas 6195-5333. Muitas das dificuldades encontradas em alguns artigos da
(procedimentos) no Basic Step. revista podem ser sanadas com este livro.
Moio - 2003
it Leitor
Simpósio em Bauru
O RM-I foi desenvolvido com servomotores, que operam de maneira
O Campus da Unesp de Bauru
diferente dos motores de passo. Nesta edição você encontra um artigo, da
(343 km a noroeste de São Paulo) rea
série PIC, sobre o controle de motores de passo. Além disso, na revista lizará, de 14 a 17 de setembro, o VI
Mecatrônica Fácil 8 foi publicado um artigo sobre o ADR-2 que utiliza motores Simpósio Brasileiro de Automação Inte
de passo controlados diretamente pela porta paralela através de drivers. ligente (SBAI). Haverá a exposição de
Estes artigos certamente o auxiliarão a fazer as adaptações desejadas. robôs móveis autônomos. Mais informa
ções: ( 14) 2 2 1-6116 c/ Marcelo Franchin
ou e-mail: visbai@[Link]
OGravador de PIC
In tern acionais
Estou bastante contente com o conteúdo de suas publicações, elas pos
Inglaterra
suem um conteúdo bastante fácil de ser entendido para pessoas sem muito
A Universidade de Plymouth, na
conhecimento como eu. As revistas de números 7 e 8 foram as que mais
Inglaterra, irá sediar no dia 14 de
me interessaram por tratar de assuntos importantes como os microcontro- Maio o Middle League SimuroSot Compe-
ladores PIC. Estou tentando montar o gravador, no entanto me deparei com titions - Competição de Robôs da Asso
algumas dúvidas e gostaria que me ajudassem. A lista de componentes apre ciação “SimuroSot” . Informações sobre
sentada na página 49, edição 7, é maior do que os componentes utilizados no o evento podem ser obtidas por e-mail:
diagrama da página 45. Gostaria de saber se este diagrama e o diagrama da probinson@[Link] com o pro
página 5 da edição 8 estão corretos e se o gravador funciona perfeitamente. fessor Paul Robinson.
Roberto Costa Silva - Doutor em Engenharia Mecânica
Eslovênia
De I a 5 de Junho acontecerá o FIRA
Geralmente, a lista de componentes é maior do que os elementos dos
European Championship 2003 - Cam
esquemas, pois estão descritos nela componentes diversos como placa, fios,
peonato da Federação Internacional de
soquetes, etc., que não aparecem diretamente no desenho do circuito. O
Robótica. Esse é um dos eventos mais
gravador funciona sim, mas não em máquinas de clock alto. Ele foi desenvol esperados do ano pela comunidade inter
vido para funcionar em máquinas de clock baixo, pois foi utilizado um “C ” nacional do ramo de Robótica. Brasi
freeware para fazer o programa, e que possui limitações em funções de tem leiros que foram campeões da Guerra
porização. Todos os testes foram feitos em um Pentium MMX 166 e num de Robôs no Brasil em 2003, na Uni-
K6II 350 e foram satisfatórios. Observe, porém, as erratas publicadas nas camp, deverão estar participando desse
edições 8 e 9. evento. Outras informações podem ser
obtidas com professor Drago Matko no
e-mail: [Link]@[Link]
China
Q Também em Junho (de 21 a 25)
acontecerá o The S'h Nationwide Robot
Editora Saber Ltda. As mensagens devem ter nome Soccer Competition in China - Campeo
Rua Jacinto José de Araújo, 3 15 completo, ocupação, cidade e nato Nacional de Robôs da China. O pro
CEP 03087-020 - São Paulo - SP estado. Por motivo de espaço, os fessor Hong Bingrong fala inglês e atende
Ou e-mails para: textos podem ser editados por pelo e-mail: hongbr@[Link]
a . le ito r. m e c a trô n ic a fa c il@ nossa equipe.
[Link]
Moio - 2003
O
notícias
<•>
B R A Ç O D E F E R R O R O B O T IC O P ELE DE ROBO
Os competidores de Braço de Ferro que se cuidem. Já Os cientistas Jonathan Engel, Jack Chen e Chang Liu,
se prevê para muito breve a construção de um braço robó- da Micro Actuators Sensors and Systems Group, Micro
tico, semelhante ao humano, mas com muito mais força. O and Nanotechnology Laboratory e da University of Illinois
cientista da NASA, Yoseph Bar-Cohen, está trabaJhando no em Urbana-Champaign, respectivamente, desenvolveram
desenvolvimento de músculos robóticos de alta potência uma matriz sensora táctil baseada em uma poliamida com
no Laboratório de Propulsão àjato de Pasadena, Califórnia. propriedades interessantes. Usando um óxido de silício
O s músculos em teste são feitos de polímeros especiais, térmico ou Pyrex® como substrato, eles trataram sua
que deverão ser usados também para reproduzir expres superfície com um radical OH para obter uma boa adesão
sões faciais em robôs, como as observadas em filmes de e depois borrifaram um filme de poliamida formando-se,
ficção científica como Star Wars. Na verdade, afima Bar- então, ligações de hidrogênio que poderiam ser quebra
Cohen, os filmes nos oferecem muitas inspirações para os das de forma seletiva. Com a quebra dessas ligações foi
modelos. possível obter dispositivos de baixo custo robustos com
David Hanson, um estudante graduado da Universidade filmes de polímeros.
do Texas, em Dallas, apresentou um protótipo de face Os sensores desenvolvidos contêm uma matriz de
humana artificial, conhecida como K-Bot, que é recoberta sensores tácteis (taxeis) na forma de membranas. Fabri
com um polímetro que simula cados com filme metálico fino e posicionados nos eixos
o funcionamento de 24 mús das membranas, observa-se uma variação da resistência
culos. Essa combinação possi de cada membrana quando submetidas a esforços mecâ
bilita que a face reproduza um nicos localizados. As experiências mostram que os senso
bom número de expressões, res são robustos o suficiente para possibilitar o contato
tais como um súbito sorriso, com humanos, objetos comuns e mesmo substâncias con-
levantar de sobrancelhas, care taminantes sem a necessidade de proteções especiais.
Graml challenge foi F \I’
tas e muito mais. ■\rni w rix tlin g w ith lim n ju Esses sensores, no futuro, poderão recobrir como
I uma pele partes dos robôs que devam ter "sensores tác
teis” .
R O B O EM D E S T A Q U E
F O R M IG A S R O B O T IC A S
O robô da foto é o Loudal, construído por Franta
Moravec, da República Tcheca. Ele se locomove usando
Baseado nas idéias de micro-robótica coletiva, Mc Lurkin
4 pernas e é equipado com sensores infravermelhos de
está focalizando seus esforços na simulação de um formigueiro
proximidade, um supervisor de energia e servos Hitec
de robôs, usando pequenos robôs de I polegada cúbica.
HS-303. Além disso, é autônomo e tem como “cére
Trabalhando no projeto, ele já
bro” um microcontro-
conta com um Container cheio de
lador RISC AT90SI200.
robôs-formigas que agem entre
Se os sensores detectam
si realizando trabalhos coletivos e
algum objeto, o robô
interagindo com o meio ambiente
muda de direção. Sua
através de programação..
alimentação é feita a
Um projeto interessante que
partir de 3 baterias de
ele realizou em 2002, foi a orques
Nicad AA. Mais infor
tra de enxame de robôs onde
mações (em tcheco!)
um grupo de 20 a 30 robôs toca
podem ser obtidas no
ram em conjunto, organizando-se
endereço [Link]
espacialmente para obter uma sin
[Link], mas se os leitores quiserem escrever em
cronização temporal. Os robôs
inglês para o autor, o e-mail é:
da orquestra de McLurkin podem
moravec@[Link]
executar diversas músicas...
M aio - 2003
notícias
A U T O S U B - R O BÔ S U B M A R IN O
M E R P R O N T O PA R A I R AO E S P A Ç O
Maio - 2003
escola....
Alunos e pesquisadores foi realizado o primeiro “ Campeonato nhecimento que as disputas de Futebol
da Universidade Federal do Rio Grande Gaúcho de Futebol de Robôs” , na ver de Robôs são um mecanismo extrema
do Sul (UFRGS) promoveram uma série dade um desafio envolvendo a equipe mente eficiente para o desenvolvimento
de apresentações de Futebol de Robôs da UFRGS e um grupo de estudantes das atividades de robótica e servem
durante o 14° Salão de Iniciação Cientí da Fundação Universidade Federal da como elemento de incentivo à pesquisa
fica e a I Ia Feira de Iniciação Científica cidade de Rio Grande (FU R G ), também avançada em inteligência artificial, pro
da UFRGS. O evento foi realizado em do Rio Grande do Sul. cessamento de imagens e visão artifi
Porto Alegre de 2 a 6 de dezembro de Para tomar a atividade mais interes cial. Para incrementar as atividades de
2002, em um ginásio da Escola de Edu sante para os estudantes de colégios Futebol de Robôs no Brasil, os parti
cação Física da Universidade Federal e gaúchos que visitaram a Feira, foram cipantes do debate decidiram formar
teve como objetivo promover e divulgar conectados joysticks para controle uma comissão que terá como objetivo
a robótica móvel entre estudantes de pri remoto aos computadores, que pos realizar em 2003 um Campeonato Bra
meiro e segundo graus da capital gaúcha. sibilitavam movimentar dois robôs de sileiro de Futebol de Robôs, a se realizar
Foram utilizados oito robôs cons forma independente. Assim foram pro no segundo semestre em data e local a
truídos pelo Laboratório de Robótica movidos desafios entre as crianças, que serem definidos. Foi criada uma Lista
Inteligente da UFRGS, que são origi podiam comandar os "jogadores" e de Discussão da Confederação Brasi
nalmente destinados a pesquisas sobre vibraram com a brincadeira. leira de Futebol de Robôs, que terá
cooperação entre máquinas autônomas. No dia 4 de dezembro, à noite, foi como objetivo divulgar as regras da
Na quarta-feira, dia 4 de dezembro, promovido também um painel de deba competição. A idéia é adaptar as regras
tes sobre o Futebol de Robôs e suas internacionais da RoboCup, de modo
perspectivas para pesquisa e ensino na a introduzir facilidades para as equipes
área de robótica autônoma. Participa brasileiras com menos recursos partici
ram desse debate os estudantes da parem do campeonato. Haverá também
UFRGS e da FURG que participam jogos na categoria “controle remoto” ,
das equipes e os pesquisadores Dr. em disputas de robôs tele-comandados
Dante A. C . Barone e Dr. Eduardo dois a dois por operadores humanos,
do Valle Simõoes (U FRG S), Dra. Ana possibilitando a participação de equipes
Helena Reali Costa (USP) e D r. Ewaldo de escolas e colégios de todo o país.
Luiz de Mattos Mehi (U FPR). Foi extre
mamente valiosa a contribuição ao In fo rm a ç õ e s :_________________
debate da Professora Ana, que foi a - Laboratório de Robótica Inteligente
responsável pelo time de Futebol de da U F R G S
Robôs Guaraná, que em 1998 ficou em ■[Link]
segundo lugar no Campeonato Mundial
j - Lista de Discussão da Confederação
disputado em Paris (França). A princi j Brasileira de Futebol de Robôs
pal conclusão das discussões foi o reco | littpjwiístas.í[Link]/mailman/listinfo/cbfr-l
robótica
High-tech !
um robô da série Vanguard é o mais
novo aliado do Esquadrão de Bombas
do G A TE - Grupo de Ações Táticas
Especiais da Polícia Militar do Estado de
Sérgio Vieira
São Paulo.
Wilson Roberto dos Santos
Pintado na cor laranja, o que não o
• deixa passar despercebido, pesando 48
í
i kg e medindo 80 cm de altura, o Van
guard MK1 é fabricado pela empresa
i canadense EO D e distribuído no Brasil
Robôs são os novos companheiros do grupo de com exclusividade pelaG-Tecb, empresa
elite da Polícia M ilitar de São Paulo para comba especializada em consultoria e forneci
ter o crime. mento de materiais bélicos e táticos.
Este novo robô vai auxiliar o GATE na
desativação de bombas, recolhimento
de artefatos ou qualquer outra missão
que envolva material potencialmente
Vanguard MK1
Primeira câmera - é articulada e opera
em modo infravermelho.
explosivo e que possa colocar em risco ^ ^ C ase com controle remoto. Três microcâmeras permitem que o
a vida de um policial. operador escolha o campo visual mais
O MK1 é dotado de um sofisticado sis adequado para cada momento da ope
tema de controle. A chegada deste novo ração. Uma das câmeras está na parte
membro da equipe chamou a atenção posterior do equipamento, permitindo
de vários canais de televisão e jornais diá uma visão panorâmica do robô e do
rios que têm realizado reportagens sobre braço. É articulada, com liberdade de
a novidade. Entretanto, o detalhamento giro panorâmico de 356° e 120° de
técnico do robô você irá acompanhar liberdade no movimento vertical. Essa
apenas aqui na Revista Mecatrônica Fácil. câmera é mista, conectada a sensores
Com sistema de comando híbrido, de luminosidade. Assim, se houver ilu
seja por radiofreqüência (RF) ou cordão minação adequada, tem-se disponívef
umbilical, a transmissão de dados se uma câmera colorida com 370 linhas
dá entre os processadores centrais do horizontais de resolução. Já na ausência
robô e um computador que integra o de luz, os LED s infravermelhos de alta
case de comando remoto. são codificados por quatro microcon- emissão são automaticamente aciona
A (HM é composta por um joystick, troladores de modo que nenhuma onda dos e os sensores de imagem passam a
aceleradores e um laptop que comanda de freqüência semelhante possa interfe operar em modo infravermelho.
todas as funções do robô, exceto mano rir nos sinais do robô. São quatro fontes Uma segunda câmera localizada na
bra. de combinação simultâneas operando parte frontal, instalada entre as duas
Quando em operação por RF, os abaixo de 600 Mhz para troca de dados esteiras de locomoção do robô, per
sinais trocados entre o case e o robô e acima de 3,0 GHz para vídeo. mite ao operador observar o trajeto.
TT--
, Terceira câmera - permite ao operador apontar o objeto.
desviar de obstáculos, ou ajustar a que pode fornecer até 16 Ah. Os moto lhimento de bombas. O Grupo já traba-
máquina para que suba escadas, entre res são DC com contatos de metal Jha com_ym_robô fabricado pela Israel
embaixo de caminhões ou dentro de precioso e reduções planetárias, o que Military Industries (IM I), a mesma que
aeronaves. permite ao robô atingir velocidades de fabrica tanques de guerra e aviões para
A terceira câmera é a que dá visão até 16 metros por minuto. A unidade o exército de Israel.
para o operador coordenar a principal central do robô é composta por quatro Em breve, um terceiro robô também
função do robô: apanhar um objeto. Ela microcontroladores Atmel-AVR, fará parte das missões do G A TE. Dife
está instalada ao lado da garra e loco- rente dos dois existentes, esse será um
move-se junto com ela. Todas as três O MK1 também pode dar tiro robô de reconhecimento e assalto, para
câmeras possuem sistema de ilumina Bem, na verdade, não é um tiro uso como observador antes da entrada
ção fria. como o da arma de fogo. E um tiro que da equipe em locais de difícil acesso,
A estabilidade do MK1 é garantida tem por objetivo desmantelar bombas, locais dominados e em rebeliões ou
pelas esteiras emborrachadas que são por isso, atua como neutralizador de ocorrências com reféns.
acionadas por 12 eixos, sendo seis de uma ação que poderá ocorrer. Para que Exemplos de uso deste robô são
cada lado. esse tiro aconteça é preciso acoplar ao os veículos transportados por tropas
A garra é do tipo pantográfica, com robô um canhão que funciona com car americanas na Guerra do Iraque que,
as faces de contato com o objeto tucho especial e uma carga de água. controlados remotamente, são envia
sempre paralelas, montada em eixos O tiro que sai pelo canhão é de dos antes da tropa para reconhecer o
retificados e ajustados em mini-rola- água, mas pode perfurar alumínio, ferro terreno e verificar a existência de arma
mentos , pois não se permite folgas ou e madeira. Uma câmera acoplada pró dilhas, inimigos escondidos e também
vibrações durante o manuseio de explo xima ao canhão e dois conjuntos de mira as condições de um determinado
sivos. A pressão da garra é ajustável e a laser, auxiliam o operador no perfeito ambiente. Esse terceiro robô será mais
uma das características inteligentes do posicionamento e tiro. Vale lembrar que utilizado por outras equipes táticas do
robô é a sensibilidade. o braço manipulador é fabricado com GATE, inclusive a renomada equipe de
Quando a garra se fecha, segurando alumínio especial, com conexões basea negociação.
um objeto, a pressão de fechamento é das em rolamentos especiais e redu Medindo apenas 15 cm de altura e
suficiente apenas para segurar o objeto tores do tipo coroa e sem fim. Esse pesando mais de 40 kg, este robusto
e não esmagá-lo, mesmo que seja deli conjunto é suficientemente resistente novo membro da família high-tech da
cado como a mão de uma pessoa, uma para agüentar o “tranco” do disparo do Polícia de São Paulo, será equipado com
bomba ou um ovo. O braço articulado canhão. sistema híbrido de controle (rádio e
com quatro graus de liberdade pode cabo), podendo-se optar pelo mais ade
içar um objeto de até 8 kg e arrastar quado a cada operação. A eletrônica
objetos com mais de 20 kg. O U TRO S R O B Ô S DO GATE baseada em microcontroladores para
A alimentação elé O Vanguard não é o primeiro robô lelos e sistemas de reserva permitirá a
trica é garantida por do GATE para operações de operação em ambientes muito críticos.
uma bateria de 24 V, desarmamento e reco O protocolo de comunicação será
RS - 485 e a troca de dados será cripto
grafada em 64 bits. A tração será feita
por motores D C de alto torque impor
tados da Suíça e poderá ser equipado
com uma Unidade de Medida Inercial,
que permitirá a memorização do tra
jeto, tornando o robô autônomo em
caso de perda de contato com a
base.
A grande novi
dade é que esse
robô está sendo
fabricado por uma
empresa brasileira, a
Tecnomecânica do Brasil, com sede em
Campinas, interior de São Paulo, sob
encomenda do G ATE.
Todos os três robôs adquiridos pelo
GATE obedecem a rigorosos padrões
e normas internacionais para robôs de
manuseio de explosivos e artefatos peri
gosos. •
Sérgio Vieira
Maio - 2003
e u _escola
Robô-Desentopo
O objetivo desse robô é
retirar pequenos detritos de
tubulações para evitar entupi
mentos. Quando se depara com
detritos que não pode carre
gar, o robô envia um sinal para
o centro operacional de con
trole avisando da sua posição,
que fica sabendo o ponto exato para a perfuração de um esgoto. O IP-Robot
Robô-Desentopo é de autoria de André Mello, Flávio Zamperlini e A incorporação com o protocolo de comu
Guilherme Favaro, estudantes do Colégio Dante Alighieri. nicação TCP/IP é a principal novidade desse
robô. O protótipo da máquina serviu para
demonstrar a interação entre dispositivos
mecânicos e a Internet. De acordo com
Robô-Labirinto
Radamés da Silva e José Oswaldo Filho, o
Como o próprio nome diz, é um robô que foi projetado para
trabalho mais demorado do projeto consistiu
encontrar a saída de labirintos. Três sensores, emissores de luz,
em montar a parte de software do protótipo.
o auxiliam no seu deslocamento. De acordo com seus criadores
“ Mostramos que é possível acionar qualquer
Danilo de O liveira, Alberto Shintani e Leonardo Rafful, estudantes
dispositivo de uma casa através da Internet” ,
do Centro Cultural Itaim, a idéia foi desenvolver um robô para
disse Radamés. O projeto teve custo de R$
substituir o homem em locais pequenos como dutos de ar e soter
30,00 e levou três meses para ficar pronto.
ramentos.
Maio - 2003
escola
Robô-Antibomba
Preocupados com a onda de violência que assola o país, Diocleciano Dantas e
Ayrton Cavalcanti de Andrade (Grupo Gênesis de Ensino) criaram um robô capaz
de desarmar bombas através de um alicate acoplado à frente do “veículo” . Além
do movimento para o corte, o alicate também faz os movimentos de subida e
descida. Podendo ser controlado via Internet ou rádio, o robô-antibomba teve
custo de R$ 600,00 para a montagem. Uma microcâmera transmite aos operado
res todo o campo visual do robô. Os comandos do robô podem ser acionados
pelo teclado do PC ou pelo joystick adaptado.
Robô-Aquático Robô-Perfuratriz
Também chamado de “ Resgate
Robô-Semáforo Com o objetivo de pesquisar recur
Aquático” , esse robô controla o movi Em vez de um guarda de trânsito, sos minerais, o Robô-Perfuratriz per
mento de uma ponte móvel para sal um robô poderia realizar as funções de corre terrenos pré-determinados e
vamento de motoristas presos em um semáforo para orientar o trânsito possui sistema de perfuração e sucção
ruas alagadas. O trabalho foi desenvol em dias de blecaute. para armazenar pequenas quantidades
vido em 2002 pelos alunos Luís Felipe O projeto foi desenvolvido com kits de água ou petróleo.
Amadio, Diogo de O liveira e Henry de montagem pelos alunos Marcelo Foi feito a partir de kits de monta
Hirschsfeld, do Colégio Dante Alighieri. Hosoido, Marcelo Barbosa e Evandro gem pelos alunos da unidade do SESI
O robô navegaria pelos rios Tietê e Buccini, todos, estudantes do Colégio de Santa Catarina e pode locomover-se
Pinheiros até encontrar um local de ala Dante Alighieri. em terrenos acidentados.
gamento. A máquina abriria, então, uma
espécie de extensão, que ligaria uma
margem à outra e permitiria aos moto
ristas o acesso a vias não alagadas.
Maio - 2003
montagem
Utilizando* ~ 0
para prototipagem
.. Mauro Viana
4D-
Garra Braço
Esta é formada por um tipo de viga em Ainda na base foi montada uma redução, porém utilizando
curva. Duas delas são fixas no braco, 5 • mas uma caixa de redução baseada numa rosca sem fim e uma engre
uma terceira é móvel e mantida normal nagem de 24 dentes. Além da redução ser de 1/24 com apenas
mente aberta por um elástico. Percebam uma transmissão, a principal vantagem neste caso é que a trans
o detalhe do elástico preso perto do eixo missão só ocorre num sentido. No caso do rotor, se o virarmos
rotação. Isso foi feito para que a pres manualmente, ele giraria se o motor do rotor não estivesse
são na viga móvel fosse pequena, para facili “ freado” . Porém, normalmente não existe nenhuma força deste
tar o fechamento da garra, não importando tipo atuando. No caso do braço, a gravidade tende a baixar o
muito se ela está fechada ou aberta. braço, o que poderia fazê-lo cair, caso a transmissão não usasse a
O fechamento se faz usando o princípio rosca sem fim.
da alavanca, através de uma corda elástica Outro detalhe é a viga na vertical conectando a base do rotor
ligada a um carretel controlado por um ter ao eixo de rotação do braço. Esta viga tem a função de reforçar a
ceiro motor. Dessa forma podemos controlar a estrutura, pois o peso do braço e os movimentos do motor têm
abertura e o fechamento da garra. uma tendência a soltar as peças do Lego, que são conectadas por
O carretel também utiliza a trans pressão. Em outros modelos, este tipo de técnica seria utilizado
missão com rosca sem fim, para para fixar os motores também, mas no nosso caso o stress apli
poder manter a pressão na garra. cado neles é baixo e mantivemos o modelo simples.
Base
Para a montagem da base, é importante termos uma
superfície lisa para que a parte superior possa deslizar com
pouco atrito. Para tal, utilizamos a lateral das vigas para obter
esta superfície. Porém, para montarmos o quadro da base, é
necessário ligar vigas na transversal. As peças de Lego
obedecem a uma geometria rígida. A largura mede 1
lu (lego unit) ao passo que a altura mede 1,2 lu. As
placas têm um terço de da altura, 0,4 lu. Para ligarmos
as vigas na transversal, é preciso casar os furos late
rais das vigas, que se distanciam de 1 lu. Reparem que
na junção das vigas transversais existem duas placas e
uma pequena viga de largura 2 . Isto cria uma distância
de 1,2 + 2 X 0,4 = 2, o que proporciona o perfeito casa
mento entre os furos. A estrutura final criada é forte e
robusta e com uma face superior lisa. Para completar,
foram adicionados uma engrenagem fixa na estrutura,
um eixo central e rodas de borracha para melhor fixa
ção na base, que pode ser uma mesa.
V-
montagem
Automatizando o
"Parafuso de Arquimed S
O parafuso de A rquim edes é uma eventuais forças dissipativas). Observe os contenha, a água tenderá sempre a
invenção bastante antiga. Apesar dela na figura I, a representação de um “descer” . Por isso, é importante que ao
ser atribuída a Arquimedes, que viveu plano inclinado e, na figura 2, uma girar o parafuso a ponta da mangueira
entre 287 a.C. e 212 a .C ., é provável forma de visualizar o plano inclinado no (embaixo) não fique sempre embaixo
que os egípcios já a conhecessem bem parafuso. da água, pois é preciso que entre por
antes desta época. Por outro lado, é No caso do parafuso de Arquime ela tanto o ar, como a água, pois é a
uma invenção que até hoje é utilizada des, este tem a finalidade de elevar água presença dos dois que vai fazer a água
para o transporte de inúmeros mate (ou outro líquido). O nosso foi constru subir. Para entendermos o que acon
riais, principalmente de grãos. ído utilizando-se material de fácil acesso tece, acompanhe o esquema mostrado
Este parafuso, assim como outros como madeira, mangueira plástica de na figura 3. Este desenho mostra uma
dispositivos que utilizam o mesmo chuveiro e tubo de PVC. No caso, a parte da mangueira que compõe o para
princípio, é constituído por um plano mangueira faz o papel de plano incli fuso num corte perpendicular ao eixo
inclinado disposto helicoidalmente nado, a qual foi enrolada ao redor de um do parafuso (acima) e num corte para
(“enrolado") em torno de um eixo cen cano de PVC para formar o parafuso. lelo ao eixo (abaixo).
tral. Os “planos inclinados” são conhe Para compreender seu funcionamento, Imagine uma certa “ bolsa de água”
cidos na Física como um dos tipos é preciso lembrar um importante con ocupando a região B da mangueira. Para
de máquinas simples, que servem para ceito de hidrostática. Como a água é
“ diminuir” a força necessária para uma mais densa que o ar, num sistema que
Movimento de uma bolsa de água
determinada ação. Porém esta dimi
no parafuso.
nuição não sai de “graça” , o que
Representação de
“ganhamos” em força, “ perdemos” em
um plano inclinado
distância, ou seja, o plano inclinado
permite que se eleve um determinado
objeto com menor força, porém será
necessário que este percorra uma dis
tância maior ao longo do plano do que se
ele fosse elevado, para a mesma altura,
verticalmente (desprezando, é claro,
Visualização do plano
inclinado no parafuso.
£ '8
I S
Maio - 2003
montagem
que isto ocorra, neste instante é preciso lelo com o relé ligamos um diodo de bobina, por sua vez, cria um campo ele
que as regiões A e C , estejam mais altas. modo que ele impeça o retorno da cor tromagnético que atrai a armadura do
Num instante posterior, após um giro rente. relé deixando fluir a corrente para acio
do parafuso, a região A sobe forçando a Os outros pólos da bobina do relé nar o parafuso.
bolsa de água ir para a região C , que se devem ser ligados no pólo positivo da
olharmos no corte transversal, aparen bateria. Para controlar o movimento do CO N C LU SÃ O
temente está descendo, mas se olhar parafuso iremos utilizar o contato nor- O princípio do parafuso de Arquime-
mos no corte paralelo veremos que a maJmente aberto do relé (N A ). des passou a ser aplicado em mecanis
região C é uma região mais alta no para Para identificação do contato nor mos de transporte de inúmeros outros
fuso. malmente aberto do relé, utilizaremos materiais, transformando-se no mais
E este movimento que faz com que um multímetro em sua escala de resis tradicional processo de elevação de
as sucessivas bolsas de água subam. E tência, colocando o positivo nos conta grãos. Mostrou grande utilidade na
muito importante que a construção do tos e negativo no pólo central do relé remoção de terra durante as operações
parafuso seja feita de maneira tal que como mostra a figura 6. de escavação e, em tamanhos menores,
isso aconteça. Observe que o ângulo do O negativo da bateria e o fio preto também para levar os alimentos até o
eixo do parafuso em relação ao chão a do motor (caixa de redução) devem ser triturador, nas máquinas de moer. Com
deve ser menor do que o ângulo de um aterrados no pino 19 do DB25. isso, dizemos que o parafuso de Arqui-
trecho reto da mangueira em relação medes foi um dos grandes inventos já
ao eixo do parafuso b (figura 4). Explicando o funcionamento presenciados pelo homem.
do circuito Veja nas páginas seguintes a monta
.............................
Quando acionamos o comando liga gem mecânica. •
i Relação de ângulos. ■
no PowerPoint, uma tensão de 5 V sai
do DB25 causando uma corrente que
passa pelo resistor e atinge a base do ^ o ftw a re ____________________________
transistor. Com isso, o transistor atua ' No site da revista ([Link]-
como uma chave fazendo com que a [Link]) está disponível para
corrente passe por ele, fechando o cir download um arquivo de PowerPoint
cuito. com apresentação de uma breve bio
Fechando o circuito, a corrente da grafia sobre Arquimedes e uma rápida
bateria flui sobre a bobina do relé. A explicação sobre este invento, que é o
foco principal deste artigo. Além das
MONTAGEM E LE T R Ô N IC A
informações, será possível controlar o
A figura 5 ilustra o circuito eletrô I Identificando os contatos do relé.
parafuso através da própria apresen
nico do parafuso. Os programas ligam tação. Dá para impressionar em qual
e desligam o DO (pino 2 do conector quer feira de ciências!
DB25 da im pressora). O pino 19 do
conector DB25 será usado como terra ^§§[Y^ões_I_mpo_rtantes__________
para todo circuito.
- A mangueira não deve estar totalmente
Neste circuito, um resistor deve ser
imersa, pois necessita de ar para que
ligado em paralelo com o pino 2 do
ocorra o seu funcionamento correto.
DB25 (DO) e outro resistor será ligado
- A distância de uma mangueira para
na base do transistor. O emissor do
outra deve ser igual.
transistor deve ser ligado no pino 19
- Quanto menos inclinação houver mais
do DB25 (terra), enquanto que o cole
liquido será transportado.
tor do transistor será conectado em um
- Muito cuidado no manuseio das ferra
dos pólos da bobina do relé. Em para
mentas!
Esquema
! elétrico e montagem do circuito.
1= 1 H J
1O f T 'ÍN4148
4-7 ÍJ BC337 [
Moio - 2003
No site da revista
Para a confecção da polia, corte um círculo (www, mecatronicafaci [Link]. br) está
de madeira de 8 cm de diâmetro por disponível a lista de materiais.
1 cm de espessura, utilizando uma serra
ou serrote (lembre-se que todo o cui
dado é pouco no manu Para o eixo central do para
seio de ferramentas fuso utilize um cano de PVC
cortantes). Para se com suas respectivas tampas. 1
fazer o sulco da
polia utilize o
estilete.
Escave 0,5 cm
de modo que o
elástico não escape
com facilidade da
polia. Após ter
concluído a polia, fure e fixe
a mesma no cabo de madeira da outra
tampa.
Colocando
o elástico.
A base que
irá ficar no
chão A montagem da base é feita com
deverá ter madeiras de pequeno porte. Com o
aproxima serrote ou serra corte um pedaço
damente de 39 cm de comprimento - este
37cm. Com será o pilar que irá sustentar o
os dois eixo central do parafuso. Com o
pedaços a estilete ou serra,
mão, pre- faça um “V"
gue-os de em uma das
modo que pontas da
formem madeira.
um ângulo
de 90 graus
entre si. Fixe, com cola de
madeira, um pequeno
pilar próximo ao de
sustentação para um
pequeno recipiente.
Com um serrote
ou serra corte dois
pedaços de cabo
de vassoura. Cada
pedaço deve ter
Fure as tampas com para aproximadamente
fuso auto-atarraxante de 5 cm de compri-^-
modo que o furo fique mento.
bem centralizado.
Com o ferro de
solda faça um
pequeno furo Este pequeno pedaço de
em ambos os PVC deverá ser fixado com
recipientes para cola no fundo do recipiente.
acoplar a mangueira.
/ ' A intenção é fazer com
que a água removida
retorne para o recipiente atra-
a mangueira.
ArquO
Paulo G . dos Santos
Controle de
motores de
passo com PIC Márcio José Soares
Maio - 2003
microcontroj odor©s
Step” ou “ Basic Stamp” é facilmente leitor tem um exemplo do refe
adaptado para o PIC. rido motor.
Todavia, existem alguns pontos nega Os motores de passo
tivos. O mais contundente sem dúvida são amplamente difun
alguma é a velocidade final proporcio didos no mundo da
nada ao código. Em sua maioria ela é eletrônica / mecatrô-
baixa, mas nada que afete o desenvol nica / micro-robó-
vimento de aplicações para fins pes tica. Sua precisão,
soais ou didáticos. Um outro ponto aliada a sua força
que merece destaque é o tamanho do (torque) fazem desse
código gerado, que também é grande, motor um excelente
Figura I - Aspecto do
não permitindo assim muitas linhas de “ posicionador” . Eles estão motor de passo.
programa. presentes em impressoras,
pequenos CN C s, mesas “ X Y ” , etc.
Por essas e muitas outras razões, os Os valores iguais a “ I ” equivalem à
C O M P IL A D O R E S " P A S C A L " motores de passo também são utiliza bobina ligada e os valores iguais a “0" cor
Muitos desenvolvedores em lingua dos em pequenos e médios robôs. Na respondente à bobina desligada. A análise
gem Delphi se sentirão à vontade com revista Mecatrônica Fácil n° 9, aborda da tabela é feita do “passo I ” para o
compiladores Pascal, visto que o Delphi mos um robô (o ADR-2) que utilizava “passo 4” . A partir desse ponto a opera
origina-se da linguagem Pascal. Na Inter dois motores de passo para se loco ção é repetida para manter o motor em
net existem muitos compiladores da mover com precisão em uma sala. funcionamento. Lembrando que a maio
linguagem “PASCAL” para microcontro- Para operar um motor de passo, ria dos motores necessitam de mais de 70
ladores, especificamente desenvolvidos temos que “ligar” e “desligar” suas bobinas passos para uma volta completa, quanto
para trabalhar com processamentos de em uma seqüência correta. A freqüência mais passos para uma volta o motor exigir,
oito bits (microPascal). com que essas bobinas são “chaveadas" mais preciso o mesmo será.
A velocidade do código final gerado (liga/desliga) determinará a velocidade de Para fazer o motor girar em sentido
em sua maioria é boa, aproximando-se giro do motor. Para fazê-lo girar em contrário, devemos fazer a análise
muito da conseguida com compiladores sentido contrário deveremos inverter a inversa na tabela. O primeiro passo
"C ” . Uma outra vantagem é que a lin seqüência de chaveamento. Veja a tabela passa a ser o de número "4” e o último
guagem “ Pascal” é de “alto nível” favo I, nela descrevemos a seqüência para o de número “ I Essa operação é repe
recendo a interpretação do código e operar um motor de passo de seis fios tida até conseguirmos o número de
também sua portabilidade. (duas bobinas independentes). voltas desejado.
Para todos os compiladores apre Infelizmente não existe uma padro
sentados aqui, os fabricantes procuram T l Seqüência de operação de um motor de nização entre os fabricantes de moto
fornecer exemplos (Applications Notes), passo de seis fios.________________________ res de passo, que nos permita através
manuais para “download” e muitas Seqüência de Passos de um código de cores identificar as
outras informações que podem ser obti V ] 2 3 4 ...1... ligações de suas bobinas internamente.
das através dos endereços (links) apre Bobina 1 1 1 0 0 1 Para isso é necessário que o leitor de
sentados. 1 0
posse de um multímetro, na posição de
Bobina 2 0 0 1
Existem muitos outros compiladores leitura de resistências, faça uma análise
Bobina 3 1 0 0 1 1
das linguagens aqui citadas na Internet, de seu motor. A figura 2 demonstra
Bobina 4 0 1 1 0 0
assim como outros tipos de compi como isso é feito.
ladores para outras linguagens. Uma
busca pela W EB é sempre recomendá
vel. Utilize palavras chaves como “ PIC Identificando as bobinas de um motor de passo.
C com piler", “ PIC Basic com piler” e
muitas outras (preferencialmente em
língua inglesa).
C O N T R O L E D E M O TO R DE
PASSO
Como prática nesta edição, veremos
como controlar um motor de passo R/2
simples, tipo unipolar (não é necessário
R{ R/2
inverter a polaridade para girar nos dois
sentidos) com seis ou cinco fios, duas
bobinas independentes. Na figura I o
Maio - 2003
microcontroladores
« i
Circuito elétrico.
Vcc
9 (5 V)
PIC16F84
0 Cl j FtAO
330 Í1 VDD
14 RA1
RA2
MCLR RA3
RA4/TOCKI
RB 0/INT < I—
RB1
RB2
RB3
RB4
4 MHz RB5
16
OSC1/CLKIN RB6
J 5 OSC2/CLKOUT RB7
I "1
A I" 3 Co
c1—
33 pF 1 *33 pF
O PROGRAM A
Para compreender melhor o funcio
namento do programa, o leitor deve
observar o fluxograma apresentado na
figura 7.
Moio - 2003
dispositivos J9
Com todo o circuito montado e o SMA preso à base, J3
podemos iniciar nossos testes. Insira a pilha no suporte. Calculo da tcnsfto
Se o leitor estiver usando um suporte de duas pilhas, para operação
deverá providenciar um "curto" no lugar de uma das Resistência linear do Corrente recomendada = V x I ou r =
pilhas (qualquer uma). Veja a figura 19. Flexinol 150 = 50 para o R x I2
Pressione a chave para que a alavanca se eleve até que Ohms/metro Flexinol 150 = 400 mA ->
o SMA se retraia 5 mm. Não ultrapasse esse limite! Use 0,4 A Corrente = 0,4 A
o ponto “B” como referência. Solte a chave e aguarde o 10 cm = 0,1 m Tensão = 1.5 V
retomo natural da alavanca até a base. Resistência= 5 ohms
O leitor notará que apesar do SMA ter-se contraído Regra de três Corrente = 0,4 A P = V x l => P =
apenas 5 mm, a alavanca elevou-se 10 vezes isso, 50 mm! 1,5 x 0,4 = 0.6 W
Isso porque a distância entre os pontos A e C é 10 vezes 1,0 m--------- 50 ohms V = R x I = > V = 0.4 x Potência máxima
maior que a distância entre os pontos A e B. Temos então 0 ,1 m--------- x ohms 5 = 2 V recomendada=
a proporção de 10:1. Porém, a força exigida também x = ( 5 0 x 0 , 1 ) / I = 5 Voltagem de uma pilha — 0.8 W
é 10 vezes maior. Sendo assim, para cargas maiores, o 1,5 V
ponto B deve se aproximar do ponto C , porém a dis Então: 0 ,1m Flexinol Então, potência
tância percorrida pela alavanca será menor. Para cargas 150 = 5 ohms Selecionaremos apenas 0.6W dentro dos
menores, o ponto B pode ficar mais próximo do ponto uma pilha, para não exce limites.
A, com maior distância percorrida pela alavanca. der a voltagem máxima
Fica claro então que apesar da pouca contração calculada.
do SMA (para evitar danificar a fibra), é possível, utili
zando-se recursos da Física, aplicar maior ou menor força e CONCLUSÃO
realizar tarefas diversificadas. Nesta primeira abordagem o leitor recebeu as informa
ções necessárias à compreensão da operação e uso dos SMAs.
CÁLCULOS Recomendamos que o leitor, dentro do possível, estude o pre
Após a montagem e conclusão da experiência o leitor sente material. Nas próximas edições traremos mais alguns
poderá, agora, com o auxílio do que será apresentado, com pequenos projetos e informações sobre SMAs. Até lá e boa
preender melhor o que foi realizado. É importante que o leitura! .
leitor leia atentamente e compreenda o que será demons
trado para que no futuro possa calcular seus próprios projetos
com sucesso. TATO
Escolhemos para nossa experiência o Flexinol 150. Esta
escolha deve-se ao fato deste SMA ser considerado um ele
mento intermediário na família, podendo assim ser aplicado
0 Equipamentos Eletrônicos
Transformando idéias em realidade
em diversas experiências. Na tabela 3 o leitor encontrará os Tudo para microcontroladores BASIC Step
cálculos realizados para esta experiência. em um só lugar.
Curto adotado para substituir uma pilha.
“Músculo Eletrônico”
Maio - 2003
microcontrolcidores
Capacitores Capacitores
I - cristal 4 MHz
Diversos
I - motor de passo unipolar, 4 bobinas, 6 ou 5 fios - bobinas
12 V (veja texto)
3 - chaves "push-buttons” normalmente abertas I - Transformador 12+ 12V x 1000 mA (IA )
I - fonte de alimentação (veja texto)
1 - suporte para 4 pilhas pequenas (veja texto) Placa para montagem, chave liga/desliga, rabicho,
2 - suportes para 4 pilhas médias (veja texto) gabinete, cabos para ligação, plugs tipo "banana” (verm e
lho e preto), fios, etc.
Matriz de contato (pront-o-board), fios para ligação, etc
CF 110/8 PB 170
PB 065/2
RP 087
/////
CR 095
Soquete SQH8
SLC 33
Suporte p / Lampada Circular
Robo
trônicos". Estes últimos
pesquisam principalm ente
sua locomoção, e sua
m aneira de reconhecer
o am biente (sensores),
O C ir C U it O d O “ Robô Inseto”
pode ser visto na figura I . Como
o leitor pode notar, utilizamos o já
conhecido microcontrolador Basic Step
I, da Tato Equipamentos Eletrônicos
([Link]), e que também é
alvo de uma série de artigos nesta
Revista.
O Basic Step I realiza todo o pro
cessamento, controlando dois servos
comuns para aeromodelos,
uma chave “antena” (sensor)
e os dois LED s (complemen
tos visuais). Um dos servos
controla as patas "externas"
V dispositivos
F E R R A M E N T A S N E C E S S A R IA S serem soldadas. Lembram-se quando projetos podem parecer em um pri
Para trabalhar com SMAs não é falamos sobre a maneira de atuação? meiro momento um pouco difíceis de
necessário que o leitor possua ferra Aplicar um ferro de solda a um SMA se lidar. Mantenha a calma acima de
mentas somente encontradas em sofis o danificará irremediavelmente. Para tudo, afinal você está lidando com uma
ticados laboratórios de pesquisa como a prendê-los e ligá-los aos circuitos utiliza novidade! E necessário que o leitor leia
NASA. Ferramentas e materiais simples remos materiais simples como para atentamente o material (artigo), pro
encontrados dentro da casa do leitor, fusos, grampos, porcas, etc., que for curando sempre eliminar suas dúvidas.
podem e deverão ser utilizados. Lista marão pequenos conectores que serão Se necessário leia várias vezes. A cada
remos os principais. demonstrados em momento oportuno. leitura, pontos obscuros lhe parecerão
As ferramentas básicas como tesou mais claros.
ras, estiletes, alicates de bico e corte, Limite máximo de carga - Não
pinças, chaves de fenda tipo relojoeiro, devemos exigir de um SMA mais que
entre outras, vistas na figura 7, permi sua capacidade de carga. Isso diminui M ÉTO D O S D E C O N T R O L E E
tem o manuseio do fio. sua vida útil. Procure respeitar os dados A L IM E N T A Ç Ã O
Materiais como fios (finos e encapa passados nas tabelas I e 2.
dos), clipes de papel, fitas adesivas, colas, Limite máximo do “ Peso de Podemos controlar SMAs de várias
pequenos massores (pode-se utilizar Recuperação” - Um peso excessivo formas, vistas na figura i 0:
moedas de vários tamanhos), tachinhas, pode causar o “stress” do fio, dimi - Através de circuito manuais, geral
madeira, acrílico, papelão, grampos de nuindo sua vida útil além da capacidade mente construídos com chaves tipo liga/
papel, entre outros, permitirão cons de carga. desliga e “push-buttons”;
truir qualquer experimento didático Temperatura máxima de traba - Através de circuitos lógicos;
(figura 8). lho do fio - Não devemos aplicar uma - Através de microcontroladores
Entre as ferramentas avançadas, corrente maior que a permitida no fio (Basic STER PICs, etc);
podemos destacar o ferro de solda, e o tempo que esta corrente é aplicada - Através de nosso PC (computa
placas de circuito padrão, fontes de ali também deve ser controlado. Geral dor).
mentação, componentes eletrônicos, a mente, ele não deve ser maior que o
matriz de contato (pront-o-board), mul- necessário para que o movimento "pro As formas de alimentação para os
tímetros, etc. Porém, o leitor não deve gramado” seja executado. SMAs também são variadas (figura I I).
se preocupar em ter todas a mão, pois Limite de “parada” - Normal Em princípio utilizaremos pilhas, mas
não trabalharemos no início com estas. mente os projetos com SMA são feitos em breve falaremos sobre uma fonte
Elas serão utilizadas posteriormente em de maneira que o fio (ou fibra) realize de corrente, apropriada para o controle
futuros projetos e nenhuma delas foge um movimento até um ponto máximo de SMAs de vários diâmetros e de fácil
ao que o estudante / hobista em meca- determinado. Exceder este ponto pode construção.
trônica tem em sua bancada (figura 9). danificar o fio, pois ele realizará uma
força maior neste ponto.
Persistência e paciência - Estas P R O JE T O P R A T IC O
D IC A S D E U S O duas palavras devem ser utilizadas Como primeiro projeto prático,
A principal dica de uso sobre SMAs é sempre pelo leitor quando se tratar de faremos uma pequena experiência com
que elas não podem, de forma alguma, SMAs. Muitas técnicas, ferramentas e um pedaço de 10 cm de Flexinol 150.
Esta experiência visa demonstrar como
I Ferramentas básicas. proceder e realizar os cálculos necessá
rios no uso do SMA. Aconselhamos que
Materiais intermediários.
Moio - 2003
V projeto
solda, furadeira, estiletes, etc. Caso Desvio do robô inseto.
o leitor não possua experiência com
algumas das ferramentas a serem Sequência
empregadas, é recomendável pedir
ajuda a alguém mais experiente. Evite
___
u
acidentes!!! 1 2 3 4
Montagem eletrônica
Para montar a placa que conterá
v n / ru U VT
os componentes, o leitor poderá optar
pelo uso de uma placa padrão ou ■Patas com contato no solo
utilizar o “ lay-out”, disponível para □ Patas sem contato no solo
download no site da revista (www.
[Link]). A placa não
permite gravar o 8asic Step. Esta opera
ção deve ser feita fora da placa. Jplnserindo o Basic Step a placa.
O tamanho da placa foi dimensio
nado para ter exatamente o tamanho
da base do robô inseto. "Tome muito
cuidado ao soldar os LEDs, pois estes
componentes são polarizados. Para a
montagem do Basic Step, é altamente
recomendável o uso de um suporte.
Este pode ser construído a partir de um
soquete de Cls de 28 pinos, aprovei
tando somente um de seus lados. Os
servos podem ser soldados diretamente
na placa, porém o uso de terminais tipo
“ barra de pinos” evitará cortar os ter
minais dos mesmos. A base do robô foi montada em Construção das patas
A chave “antena” foi montada a compensado de 4 mm de espessura. As Precisamos de 4 patas externas e
partir de um mini “ push-button” e um furações são para servos comuns para 2 patas centrais. Estas foram feitas em
pedaço de arame de aço de 34 cm aeromodelos. O servo “ I ” , que con madeira com 3 mm de espessura e
de comprimento com 2 mm de espes trola as patas “externas”, fica a frente, 12 mm de largura. Todos os furos nas
sura. Para segurar o arame utiliza e o servo “2”, que controla as patas patas têm 1/8 de polegada de diâmetro,
mos um pedaço de plástico com um “centrais”, fica atrás. Foram utilizados exceto os que deverão ser feitos nas
furo no meio colada ao ponto móvel quatro pequenos pedaços de madeira patas centrais para fixação dos arames
do botão (chave). Também em pre com 20 mm de comprimento e 5 milí de controle, que devem ter a espessura
gamos dois pequenos pedaços de metros quadrados para apoiar os servos do arame a ser utilizado. Aqui também
“ cola quente” , cortadas com estilete, e permitir que os mesmos ficassem é recomendável o uso da cola tipo epóxi
para dar melhor apoio ao conjunto. na altura correta de operação. Outros para uma melhor resistência mecânica.
Observe a figura 5. quatro pedaços de madeira com 15 mm
Insira o Basic Step I na placa (figura de comprimento e 5 milímetros quadra Construção dos
6). Cuidado para não colocá-lo inver dos foram usados para construção do elementos de "transmissão"
tido!!! Para fixar o suporte de pilhas, suporte das patas centrais. "Iodas as Chamamos de elementos de “ trans
chave liga-desliga e a bateria à placa, furações na base possuem 1/8 de pole missão” todos os elementos necessá
o leitor poderá utilizar fita dupla face, gada de diâmetro. Para a colagem das rios à transferência dos movimentos
cola quente, arame ou o material que peças empregue, preferencialmente, dos servos às patas. Foram utilizados
melhor lhe convier. No nosso pro cola tipo epóxi para uma melhor resis dois pedaços de madeira de 175 x
tótipo usamos fita dupla face. Veja a tência mecânica. Na falta deste tipo de 1 0 x 3 milímetros (comprimento, lar
figura 7. cola, a cola branca ou o cianocrilato gura e espessura) para ligar as patas
(Super Bonder) podem ser utilizados. “externas” dianteiras e traseiras e um
Montagem mecânica pedaço de madeira de 93 x 1 0 x 3
Para a montagem mecânica, será 1?JrX ° rmações: _____________ milímetros (comprimento, largura e
preciso alguns retalhos de madeira e espessura) para ligar o servo “ I ” às
• No site da revista
parafusos. Na lista de componentes o patas "externas” . Este último elemento
(w w w .m e catro n ica [Link] m .b r)
leitor poderá ver a lista necessária para você encontra os desenhos das partes
deverá ser parafusado em um link de
tal. mecânicas para facilitar a montagem. servo, geralmente fornecido com o
Moio - 2003
projeto _ j g
Prendendo pilhas, chave e bateria a placa. Elementos externos prontos Elementos centrais prontos.
Moio - 2003
projeto
Moio - 2003
projeto
d
Transmissão central montada. Montando a alavanca de transmissão Prendendo a alavanca ao servo de
externa. controle externo.
TESTE E USO
A placa do Robô Inseto não permite
gravar o Bas/c Step. Esta operação deve
ser feita na Placa Step Lab ou em um
“ pront-o-board” , de acordo com o que
já é feito pelo leitor no uso de seu Basic
Step em sua bancada.
Com nosso robô pronto e montado
poderemos agora proceder nossos
testes. Programe o Basic Step com o
código- fonte I (disponível para down
load no s/te da revista) e insira-o nova
mente na placa. Ligue a chave S2 (as
pilhas e bateria devem estar instala
das). Este pequeno programa serve
apenas para centralizar os servos. Isso Montando a placa sobre conjunto ^
auxiliará no posicionamento correto mecânico.
dos mesmos. As “ patas” dos robôs
tanto “externas” como centrais devem
ficar “ centralizadas” . As patas “ exter
nas" não devem ficar nem à frente nem
atrás em nenhum dos lados. Ambas as
patas centrais devem ficar apoiadas no
chão. Realize todos os ajustes necessá
rios.
Feitos os ajustes, utilize o código-
fonte 2 (também disponível no site da
Maio - 2003
projeto
------------------- ------------
i Fluxograma do programa.
Maio - 2003
projeto _ . i 9
A estrutura de plástico
d°Robô Inseto
No projeto do “ Robô Inseto” comparação entre os diferentes méto
nos deparamos com a construção de dos construtivos empregados.
um mecanismo complexo com inúme As chapas de plástico estireno de I
ras peças móveis e com dois servo- e 2 mm foram empregadas na constru
motores para acioná-las. Projetos como ção, o que já é tradicional em nossos
esse e o Robô Manipulador (veja Meca- projetos. Notem os leitores que utiliza
trônica Fácil ano 2, n° 7) chegam aos mos para a fixação das “pernas” e barras
limites do que se pode obter com o de ligação alguns parafusos retirados de
plástico estireno e as ferramentas manu caixas de fitas de videocassete velhas.
ais. Os esforços e as tolerâncias implí Esses parafusos têm a rosca dimensio
citas exigem muitos testes e ajustes até nada especificamente para fixação em
tudo funcionar a contento. plástico. São excelentes e de fácil obten
Muitas vezes peças inteiras precisam ção.
ser reconstruídas ou redimensionadas, Os vários pontos de pivotagem das
pois afinal, estamos construindo protó peças móveis foram reforçados com
tipos e, como tais, eles se prestam a pequenos anéis de metal cortados de
experimentos e ensaios até a evolução antenas velhas, servindo de embucha-
do sistema definitivo para executar um mento e evitando o desgaste prematuro
determinado trabalho ou função inte do plástico, o que aumentaria a “ folga”
grando eletrônica, informática e mecâ prejudicando o ajuste e o movimento Parte inferior do chassi, notem os
nica. dos conjuntos mecânicos.
A construção do Robô Inseto de Uma grande quantidade de arrue
plástico seguiu os mesmos padrões de las de plástico precisou ser confec
soluções mecânicas do projeto original cionada, elas foram fixadas a um
criado pelo autor, Márcio José Soares, parafuso após o corte e “ torneadas”
com seu protótipo de madeira e aces em uma furadeira elétrica, padroni
sórios de aeromodelismo, inclusive com zando a medida e refinando o acaba
as mesmas dimensões básicas, dando mento. Vejamos as fig u ra s 1 a 15 a
aos leitores uma interessante base de seguir, para maiores detalhes. a
^ Robô Inseto completo sem pintura e sem Robô Inseto acabado mas ainda
os componentes eletrônicos. desprovido da eletrônica.
dispositivos
4 >
(^ r c io josé Soares
Moio - 2003
mícron (Flexinol 150) em carteia para
distribuição.
Com as informações contidas na
tabela I podemos dimensionar o tra
Múltiplos SMA’S aplicados balho de um pequeno pedaço de fio.
pl aumentar a força
Porém, atenção às unidades presentes
na tabela. Por exemplo, a resistência
linear é dada em metros e para calcular
mos a resistência de um pedaço de fio
de 10 cm teríamos que dividi-la por 10.
Os outros dados são fixos e não variam
com o tamanho adotado para o fio.
Podemos transformar o peso de
deformação (máxima carga a trabalhar)
em newtons usando a fórmula;
F = m.g
Exemplo de braço mecânico com SMA.
Com F em newtons (N), m em qui
não tóxicos e de custo baixo: chama quem a SMA em suas experiências, logramas e g a constante da aceleração
ram-na de Nitinol. Esta liga, composta passando mais esta “novidade” a seus da gravidade na Terra igual aproxima-
de Níquel e Titânio, tornou-se bastante alunos. Porém, não nos esqueceremos damdamente a 9,8 m/s2. Para simplifi
popular e muito aplicada na indústria de trazer “ luz" às possíveis aplicações car, basta multiplicar a massa em gramas
militar, centros de pesquisas espaciais, profissionais da fibra, permitindo ao por 0,0098 e teremos a força resultante
e outros. Muitos pesquisadores obtive leitor o conhecimento necessário para em newtons.
ram êxito ao aplicar o Nitinol em diver tratar a SMA no seu dia-a-dia e no Dependendo do projeto, a força
sas áreas. futuro. exercida por um único pedaço de fio
SMA pode ser insuficiente para o traba
lho. Mas é possível associá-los em para
A P L IC A Ç Õ E S C A R A C T E R ÍS T IC A S lelo, formando um “cabo" (não devemos
A partir desta edição, procurare T É C N IC A S trançar os fios) onde temos a somató-
mos trazer sempre informações e algu A SMA em forma de fio possui
mas aplicações interessantes para as diferentes diâmetros, que implicam em fclFIexinol 150.
SMAs. Demonstraremos como utilizá-la variações de força, temperatura de
na prática, já que esta fibra em forma uso, máxima variação de comprimento,
de fio pode ser adquirida no Brasil atra entre outras, e desrespeitar algumas das
vés da Tato Equipamentos Eletrônicos “regras” impostas pode, irremediavel
([Link]). mente, danificar a fibra.
As aplicações profissionais e didáti Na tabela I o leitor tem dados
cas são infinitas. Procuraremos sempre importantes da fibra como resistência,
falar das aplicações didáticas da fibra, corrente típica de aplicação, peso de
permitindo assim que professores de deformação e outras. Na figura 3 mos
Física, Eletrônica ou outras áreas apli tramos um exemplo do fio SMA 150
Moio - 2003
dispositivos
Moio - 2003
dispositivos
© Materiais intermediários.
Moio - 2003
dispositivos
4 )
Ferramentas avançadas. Formas de alimentação para SMA’s.
Rx
Vcc Corrente (I) SMA
Rx
I Vcc
Corrente (I)
SMA
( o—
s
um novo símbolo, ainda não utilizado No topo da coluna e em um dos pontos (
em nossos projetos. Ele representa o marcados da alavanca (ponto B). Para
SMA. Note que o circuito é composto prender o SMA ao fio que realizará o melhor resultado em nossos testes.
apenas por um suporte de duas pilhas contato siga o que descreveremos a Serão necessários os seguintes mate
pequenas tipo AA (usando apenas uma seguir. riais:
única pilha), uma chave tipo “push-but- Como foi dito anteriormente, o SMA
ton” normalmente aberta e um pedaço se contrai devido ao calor gerado pela
' Circuito elétrico.
de 10 cm de Flexinol 150 (SMA). corrente elétrica que atravessa a fibra.
No site da revista ([Link] Sendo assim, não é possível soldar a
[Link]), temos o lay-out de SMA em conectores, placas, e outras. O
um pequeno suporte que foi constru método mais utilizado é prender a SMA
ído em papelão. Corte a base, o apoio e a conectores apropriados ou mesmo 1,5 V SMA
a alavanca. Para unir o apoio ao centro aos “adaptados” . No mercado existem I (1 Pilha)
da base utilize cola branca ou mesmo muitos conectores para fios, em diver
fita adesiva. A alavanca deve ser fixada sos tamanhos e tipos. A adaptação que
) Suporte montado.
à coluna com o uso de “tachinhas” ou descreveremos foi a que proporcionou
SMA
</
dispositivos
Maio - 2003
dispositivos fgk
Com todo o circuito montado e o SMA preso à base, t «
podemos iniciar nossos testes. Insira a pilha no suporte. Calculo da tcnsÃo
Se o leitor estiver usando um suporte de duas pilhas, para operaçáo
deverá providenciar um "curto” no lugar de uma das Resistência linear do Corrente recomendada = V x I ou P =
pilhas (qualquer uma). Veja a figura 19. Flexinol 150 = 50 para o R x I2
Pressione a chave para que a alavanca se eleve até que Ohms/metro Flexinol 150 = 400 mA ->
o SMA se retraia 5 mm. Não ultrapasse esse limite! Use 0,4 A Corrente = 0,4 A
o ponto “B” como referência. Solte a chave e aguarde o 10 cm = 0 .1m Tensão = 1,5 V
retomo natural da alavanca até a base. Resistência = 5 ohms
O leitor notará que apesar do SMA ter-se contraído Regra de três Corrente = 0,4 A p = V x l => P =
apenas 5 mm, a alavanca elevou-se 10 vezes isso, 50 mm! 1,5 x 0.4 = 0.6 W
Isso porque a distância entre os pontos A e C é 10 vezes 1,0 m--------- 50 ohms V = R x l = > V = 0.4 x Potência máxima
maior que a distância entre os pontos A e B. Temos então 0 ,1 m--------- x ohms 5 = 2 V recomendada=
a proporção de 10:1. Porém, a força exigida também x = (50x0,1)/ I = 5 Voltagem de uma pilha = 0,8 W
é 10 vezes maior. Sendo assim, para cargas maiores, o 1,5 V
ponto B deve se aproximar do ponto C , porém a dis Então: 0 ,1m Flexinol Então, potência =
tância percorrida pela alavanca será menor. Para cargas 150 = 5 ohms Selecionaremos apenas 0,6W dentro dos
menores, o ponto B pode ficar mais próximo do ponto uma pilha, para não exce limites.
A, com maior distância percorrida pela alavanca. der a voltagem máxima
Fica claro então que apesar da pouca contração calculada.
do SMA (para evitar danificar a fibra), é possível, utili
zando-se recursos da Física, aplicar maior ou menor força e CO N CLU SÃ O
realizar tarefas diversificadas. Nesta primeira abordagem o leitor recebeu as informa
ções necessárias à compreensão da operação e uso dos SMAs.
C Á LC U L O S Recomendamos que o leitor, dentro do possível, estude o pre
Após a montagem e conclusão da experiência o leitor sente material. Nas próximas edições traremos mais alguns
poderá, agora, com o auxílio do que será apresentado, com pequenos projetos e informações sobre SMAs. Até lá e boa
preender melhor o que foi realizado. É importante que o leitura! .
leitor leia atentamente e compreenda o que será demons
trado para que no futuro possa calcular seus próprios projetos
TATO
0
com sucesso.
Escolhemos para nossa experiência o Flexinol 150. Esta
escolha deve-se ao fato deste SMA ser considerado um ele
Equipamentos Eletrônicos
mento intermediário na família, podendo assim ser aplicado Transformando idéias em realidade
em diversas experiências. Na tabela 3 o leitor encontrará os Tudo para microcontroladores BASIC Step
cálculos realizados para esta experiência. em um só lugar.
Curto adotado para substituir uma pilha.
“Músculo Eletrônico”
Kit de desenvolvimento
J?tade_ Materjaís_____________ para B A S IC Step 1
de baixo custo
| 10 cm - de Flexinol 150 (SMA)
| I - suporte para uma pilha pequena ou um suporte para
I duas pilhas pequenas (apenas uma será utilizada)
I - chave “push-button” tipo normalmente aberta
Diversos:
Fio fino encapado e flexível para ligação (23-24 AWG), Rua lpurinas,165 - Sâo Paulo - SP
conectores (veja texto), tachinhas (percevejos), grampos de Tel(11) 5506-5335 - Fax(11) 5506-2328
[Link]
papel, papelão, cola, fita adesiva, pilha pequena, etc.
Moio - 2003
^ ^ _ m i _ a o c q n t r o j o d o r© s__
Controlador
de temperatura
com o BASIC Step 1
Octávio Nogueira
Moio - 2003
Linguagem para Robótica e Automação - 10a parte
O IT P IO O C
u i i l n u -I
£ } u iz Henrique
E sse artigo m ostra com o fazer um sistem a |C . Bernardes
de autom ação de fila sem elhante aos uti
lizados em clínicas m édicas e bancos. Ao
m esm o tem po apresenta os recu rso s que
podem os utilizar com o s com andos de bit-
maps do LOGO.
anteriores desta mentos. Para isso criamos 10 arquivos a [Link] no diretório “C: \LO GO “
série, utilizamos os comandos de Win ([Link] a [Link]), sendo um e execute o comando na janela de
dows do Super LO G O que criavam para cada dígito (figura 3). Para criar comandos e pressione a tecla de
janelas, estáticos e outros controles. esses arquivos utilizamos o “ Paint” do enter:
Mas, nessas janelas não se podem adi Windows. Se o leitor desejar, poderá
cionar figuras e desenhos devido à limi fazer o download desses arquivos no s/te c a r r e g u e b itm a p " C \ \ L 0 G 0 \ \ D I G I T 0 5 . BMP
tação do próprio Super LOGO . Agora, da Mecatrônica Fácil (
vamos mostrar como utilizar a janela ) clicando sobre o
gráfica do LO G O para adicionar figu botão de downloads. Observe que você terá o mesmo
ras em bitmap (arquivos com extensão Entre no programa do Super Logo resultado exibido na figura 4, onde
BMP). Para que tenhamos um objetivo e pressione a tecla de “restaura janela mostra o dígito 5 no centro da tela.
prático, vamos utilizar esses comandos gráfica" na janela de comandos. Com Você pode fazer o mesmo procedi
em um projeto de sistema de automa isso, a tartaruga irá ficar no meio da tela mento para os outros arquivos para
ção de fila, muito utilizado em clínicas gráfica. certificar-se que todos os números
médicas e bancos dos grandes centros Através do comando “carreguebit- serão mostrados. Lembre-se de usar
urbanos. map <arquivo>” podemos inserir bit- duas barras invertidas em vez de uma
O nosso sistema é de inúmeros usuá maps na janela gráfica do Super LOGO. única barra. Isso se deve à sintaxe do
rios para um único atendente ou caixa, Então, coloque os arquivos [Link] LOGO .
conforme mostra a figura I .
O funcionamento é bem simples:
Esquema de um sistema onde um operador atende inúmeras pessoas.
o usuário quando entra, recebe uma
ficha com um número seqüencial e fica Monitor mostra
aguardando a sua vez na sala de espera. número chamado Atendente pressiona chave
3 para chamar usuário
O atendente pressiona um botão que Usuário retira
incrementa o número da ficha de cha ficha com número
mada e faz com que seja mostrada no
monitor a ficha que está sendo cha
mada.
B
O circuito do nosso projeto também
é simples: basta um botão e um conec
tor DB25 macho. A figura 2 ilustra o
esquema elétrico da montagem.
Para mostrar os números no moni Usuário aguarda
Usuário vê o seu número
tor, vamos utilizar figuras que irão ser chamado
no monitor e se encaminha
representá-los. Visualmente, escolhe pelo número no monitor
para ser atendido
mos números de display de sete seg
Esquema elétrico da montagem. Criando os dígitos no“ Paint".
.15------------- o "b -
Chave
DB25
macho
(-x.+y)
jr
i ................. (-x,+y)
(-x,-y)
T
lJ (+x,-y)
'
n ■ ■ 1IIH H aaH H H H aH B
|c ir m w > n » io "e t* s -{ ~ i r t « r v l a x '- e y ãteii
L y ■■■yffrg.-
acionada a chave. Note que temos um Executando o programa.
limitador de 100, ou seja, iremos contar A Supctlogo 3 0 • ( C NAiqwvoi dr pfogi«M!\SupetlogoVplM« LGO ) R R O
£fq«vo ftocedmenlo Modo ch Ex*cução fiínwp Fcxma>« Zoom Aydi
de 0 a 99. -d
Outra observação importante é
SAOCR
que desmembramos o contador em
unidade e dezena para mostrar no
display (veja os procedimentos
“mostra_unidade” e “m o stra d e-
zena”). Para desmembrar, utilizamos
o resultado inteiro da divisão do conta
dor por 10 como dezena e o resto da
divisão por 10 como unidade.
O procedimento “mostra_nu-
mero” irá posicionar corretamente a
tartaruga com o comando “ mudeposi-
cão” e chamar os procedimentos “mos-
tra_unidade” e “mostra dezena” . if1
Para não mostrar a tartaruga utili na ârea ajustada pelo comando "mudtindicebitmap*
Poderíamos limpar a tela gráfica com o comando ‘ t a r e escrever o número
zamos o comando “dt” (desapareçatat IpR i I M..
-> desapareça tartaruga) e para mini Desenhar » ^ G AutQfcrmas * \ □ O {§ ] -41 & * ' A ' = ^ S ® É
¥
0 a 1023). O comando “ colebitmap”
irá colar o bitmap armazenado na área
ajustada pelo comando “ mudeíndice-
bitmap” .
Poderíamos limpar a tela gráfica com
o comando “tat” e escrever o número
novamente, mas isso demoraria um ^jjp
certo tempo. Utilizando os comando
de recortar e colar bitmap, podemos
fazer animações mais rápidas mudando
rapidamente os bitmaps. Outro recurso
interessante que empregamos, para
fazer o programa entrar em loop,
foi utilizar o comando “enquanto
[ :flag_fim = I] [ve_chave]“. Isso sig
nifica que será executado o procedi
mento “v e ch a v e ” enquanto a variável
“flag fim ” estiver com o valor I . Essa
variável será alterada somente se for
pressionada alguma tecla com a janela
gráfica ativada (em foco) devido ao
comando “ativetecla” .
COMO USAR ^ lá r c io José Soares
A PLACA PADRÃO
Desde as primeiras edi Placa padrão apenas com ilhas. o projeto. E vivemos em um
ções, temos demonstrado alguns momento (que às vezes parece
projetos onde utilizamos placas eterno!) de contenção de despe
do tipo padrão na montagem. sas. Conhecer e saber utilizar este
Recebemos algumas cartas e tipo de placa pode muitas vezes,
e-mails, com dúvidas sobre o uso «fe-50^*.*..- ,«*-vV. fazer a diferença entre candida
deste tipo de placa. Neste artigo tos a uma vaga de emprego.
esclareceremos estas dúvidas, Empregar este tipo de placa
mostrando os "macetes" neces é uma questão de análise. Veri
sários e tam bém auxiliando na fique o tipo de projeto, a veloci
escolha da placa certa para cada dade necessária para se preparar
projeto. i Placa padrão com trilha unindo linhas. um protótipo, o am biente onde
Existem atualm ente no m er o protótipo será testado, custos,
cado muitos tipos de placa pa etc. O leitor verificará que em
drão, ou placa de protótipo como se tratando de protótipos, as
alguns preferem cham á-la. Estas placas tipo padrão são uma esco
placas possuem características lha razoável e às vezes lógica.
diferentes, como: número de
ilhas, presença (ou não) de trilhas
ligando estas ilhas, face simples VANTAGENS E DESVANTAGENS
ou dupla face (estas com furos As vantagens oferecidas por
metalizados), tam anho, etc. placas tipo padrão são:
Alguns modelos possuem Placa padrão tipo ‘‘matriz de contato”. O Velocidade de montagem.
apenas ilhas (figura 1) e as tri Estando uma vez familiarizado
lhas (ligações entre os compo com as técnicas necessárias, um
nentes) devem ser construídas. projeto pode ser montado e tes
Algumas placas possuem trilhas tado em poucas horas. Em placas
em apenas um sentido, unindo de circuito impresso, temos que
todas as ilhas de uma mesma somar o tem po para desenvol
linha, como mostra a figura 2. vimento do "layout" (PCB), que
Outros tipos possuem ilhas depende da complexidade da
e trilhas com ligações diversas. POR QUE USA-LAS? mesma, mais o tem po de con
Temos ainda um terceiro tipo de O leitor deve ter em mente fecção da placa que dependerá
placa que "im ita" as ligações pre que muitas empresas utilizam ainda do tipo de técnica utilizada
sentes numa m atriz de contato este tipo de placa para peque (quando confeccionada interna
(figura 3). nos, médios e até grandes "pro m ente) ou mesmo de uma
Há outros tipos e modelos, tótipos". O custo para se preparar empresa terceirizada contratada
mas os três citados acima são os um desenho da placa (layout ou para realizar o serviço (mais
mais comuns e mais simples de PCB) mais o custo da confecção custos!).
se encontrar no mercado espe de uma única placa para testes O Não existe limite de com
cializado. pode, muitas vezes, encarecer plexidade para montagens em
Moio - 2003
e
eletrônica
placa tipo padrão. Pequenos, m é to, o "design" exigido pela mesma, Todos os fabricantes de com
dios e complexos circuitos digitais além da necessidade da m onta ponentes, atualmente, distribuem
e analógicos podem ser "transfe gem de apenas um único protó gratuitam ente através da In te r
ridos" para placas tipo padrão. tipo. net os "Data Book's" (manuais
Como nem tudo "são flores", descritivos) de seus componen
existem também desvantagens tes através de seus respectivos
na aplicação deste tipo de placa. "sites". Grandes lojas com páginas
São elas: na In tern et tam bém o fazem. Um
w EMI ("Eletromagnetic In ter- exemplo é a Farnell Componen
ference" - Interferência Eletro tes. Através do endereço http:/
m agnética). Projetos digitais com / u k [Link] rn e ii.c o m /W e lc o m e
uso de microcontroladores podem / w e lc o m e -fra m e -u n re g ist
sofrer interferências em am bien [Link] é possível obter infor
tes muito ruidosos geralm ente mações de muitos componentes
compostos por muitas máquinas comercializados por este distribui
elétricas, solenóides, etc. dor. É necessário realizar o cadas
(am biente industrial). tro (gratuito). Todos os manuais
Problemas com EMI afetam , na estão em língua inglesa.
realidade, qualquer tipo de mon
tagem (padrão, circuito impresso,
ponte de terminais, etc.). Por MONTAGEM DE TRILHA COM
tanto, é necessário conhecer bem SOLDA
o am biente de testes. Assim, Esta técnica pode ser utilizada
podemos contornar problemas em placas com apenas "ilhas" e
futuros com nossos protótipos tam bém em placas com trilhas
empregando técnicas de controle em um único sentido. Primeira
da EMI. TÉCNICAS m ente, colocamos solda nas ilhas
O Tamanho. Uma placa Muitas são as técnicas em pre por onde a trilha "passará" de
de circuito impresso, pode ser gadas para se construir um cir maneira a preenchê-las (figura
até 7 0 % menor que uma placa cuito em uma placa padrão. 5). Depois, realizamos a ligação
padrão, porém devemos lem brar Exemplificaremos apenas as mais das ilhas preenchendo o espaço
que estamos falando de protó conhecidas. Porém, é necessário entre estas com solda (figura 6).
tipos e não de circuitos finais. que o leitor tenha em m ente que É necessário que a primeira liga
Geralm ente, nos protótipos indus para se m ontar um projeto com ção resfrie-se por completo para
triais, trabalhamos com compo este tipo de placa é necessário ter realizar a próxima. A figura
nentes em encapsulamento tipo todos os componentes da m onta 7 ilustra uma trilha já pronta.
DIP. As placas de produção uti gem em mãos. Somente assim, Um ponto importante nesta técni
lizarão componentes SMD (m on é possível calcular o "espaço" ca é que as trilhas devem ser
tagem de superfície). necessário e tam bém qual a feitas sempre se orientando por
3 Manutenção. Dependendo m elhor disposição para os compo
da quantidade dos componentes nentes. Esta anáiise é feita consi
presente na placa, o tipo de derando o gabinete do protótipo
m ontagem escolhida e outras, (se ele existir), os tipos de compo
a manutenção (troca de compo nentes escolhidos (existem com
nentes) pode se tornar difícil. ponentes com disposições dife
rentes para seus pinos), etc.
As placas padrão podem e Um outro ponto fundamental
devem ser utilizadas em protó é conhecer bem os componentes.
tipos e projetos que não serão Componentes como capacitores
reproduzidos mais que uma vez. eletrolíticos, diodos, transistores,
Não devemos usar este tipo de CIs e outros possuem polariza
placa para "produção" (industria ção. Aqui, como na montagem
lização). Na figura 4, vemos o de placas de circuito impresso
exemplo da placa montada para o confeccionadas, os cuidados são
robô ADR-2 (publicado da edição os mesmos. E caso o leitor não
n° 8). A escolha por este tipo de saiba como identificar os pinos
placa foi feita levando em consi de um determinado componente
deração a simplicidade do circui deve recorrer aos "Data Book's".
Maio - 2003
eletrônica
M IS T U R A N D O TU D O
O leitor pode e verá que, às
vezes se faz necessário o uso de
mais de uma técnica para m onta
em consideração sempre que tra gem de uma placa. Geralm ente,
eixos imaginários "X balhamos com muitos pontos e placas medianas exigem isso. As
devemos traçar trilhas na dia tam bém para que seja possível ligações mais longas são feitas
gonal. A figura 8 exemplifica "alinhar" tudo. Veja um exemplo com fio e as mais curtas com tri
isto. na figura 11. lhas feitas com solda.
Também é necessário te r em
mente que não devemos exage- Pontos |igados
rar na quantidade de solda apli- ^ a « » » A C A B A M EN TO E P R O T E Ç Ã O
cada, assim como tam bém no Em alguns casos acontece da
tempo de contato entre o ferro placa montada ser utilizada fora
de solda e a placa. Como nas de gabinetes e outros. Isso é
placas de circuito impresso, as muito comum em pequenos gra
ilhas podem se soltar. vadores de microcontroladores,
placas de teste onde precisamos
colher sinais em pontos diversos,
^pJOrientação das trilhas.
Fios “ arrumados" para melhor
e muitas outras. Nestas situa
acabamento. ções, estando todos os testes
Maio - 2003
eletrônica .<3
Acabamento com espuma de poliestireno.
Esquema elétrico.
100 kíí
r Protótipo montado. C O N C LU SÃ O
O mercado de trabalho hoje é
muito competitivo. Muitas vezes,
a diferença entre dois candidatos
P A C IÊ N C IA E P E R S E V E R A N Ç A
Toda "novidade" requer paci
c a uma vaga de em prego pode
ser medida pelo conhecimento
de cada um. É im portante que
ência no seu aprendizado. Muitas mesmo sem gostar de trabalhar
vezes, as primeiras tentativas não com placa "X" ou "Y", o leitor
são bem sucedidas. É necessário saiba e domine as técnicas aqui
perseverança. O leitor notará que apresentadas. Isso pode ajudar
a cada tentativa, seu trabalho na sua "empregabilidade futura".
ficará cada vez melhor, as técni Pratique sempre que puder e
cas lhe parecerão autom atizadas boas montagens!
e as dificuldades iniciais serão eli
minadas. ^l§ta_de_Mater|ais_________
E para praticar, o leitor poderá Sem ico n d u to res
utilizar o esquema fornecido na CIj^ - NE555 ou equivalente
figura 15. Trata-se de um peque LED1 LED comum redondo ver
no pisca-pisca com o integrado melho
NE555 que poderá, depois de R e sisto re s
montado, ser utilizado como "ale (todos 1/8 W )Rt, R2 - 100 kQ
goria" em um robô qualquer. (marrom, preto, amarelo)R3 - 1
No site da revista, estão dispo trico. Isso pode ser feito com um kí2 (marrom, preto, vermelho)
nibilizados a pinagem e aspectos teste de continuidade como o apre C ap acito res
dos componentes para facilitar a sentado na figura 17. Com todas Cx - 10 nF x 16V
montagem. as ligações checadas e confirm a (eletrolítico)C2 - 100 jiF x 16V
A figura 16 apresenta nosso das, é hora do teste final. Insira (eletrolítico)
protótipo com vista superior (lado as pilhas no soquete e verifi D iverso s
dos componentes) e vista inferior que o funcionamento do circuito. Placa padrão 10 cm x 10
(lado da solda). O leitor pode O LED deverá piscar, em uma fre cm (mínimo) para montagem- Fio
rá usar esta figura como exemplo qüência de aproxim adam ente 1,5 fino e encapado tipo wire-wrap-
para uma melhor orientação. Note Hz (período de 0 ,6 7 s). ping- Ferro de solda e solda- etc.
que utilizamos um suporte de cir
cuito integrado para o NE555.
Teste de continuidade.
Assim, evitamos queim á-lo com o LED
excesso de calor. Um outro ponto redondo Resistor 330 R
a ser cuidado é o distanciamento comum (laranja, laranja, marrom)|
dado aos componentes. A placa
J IL
poderia ficar mais compacta, mas
acreditamos que isso prejudicaria
Pontas de prova
o entendimento das ligações.
Após a m ontagem verifique
! Suporte para^
todas as ligações realizadas, duas pilhas pequenas
orientando-se pelo esquema elé-
montagem
r 1 î
Robô
S-CARGO
MV-936
Já pensou em montar um robô que execute, através de comandos
sonoros, três tarefas diferentes, que associadas entre si permitirão
o controle total de direção deste? Um robô que possa participar de
provas de obstáculos e outras? Este é o robô S-CARGO, disponível
através da Saber Publiddade.
* ....................
Circuito elétrico do robô.
montagem
-d
CIRCUITO DE
AMPLIFICAÇÃO
lit
T R 1 .2
CIRCUITO DE
I OO
INVERSÃO DE PULSO
MOTOR
TR3
ï
CIRCUITO
DECODIFICADOR
(CONTADOR)
T
CONTROLE
DO MOTOR
TR4-6
Maio - 2003
montagem
r®
Após a montagem dos componen MIC e a malha na legenda GN D. Para
Montagem dos circuitos integrados.
tes não polarizados, chegou a hora de fuse a chave utilizando os parafusos com
montar os capacitores eletrolrticos (C | , porcas tipo M3 fornecidos no kit.
C 4 e C 5) e transistores (TR| a TR 9). Após todas as ligações, confira aten
Observe que esses componentes são tamente se todos os componentes
polarizados. Os capacitores eletrolíticos foram ligados corretamente. Reveja as
possuem um terminal positivo e outro soldas atrás de possíveis curtos e ou
negativo, sendo que este último está soldas “frias” . Uma boa verificação nesse
identificado na placa com uma “ meia- momento poderá ajudá-lo a evitar pro
lua" preenchida. Os valores de C-| e C 4 blemas de funcionamento.
também são diferentes. Consulte a lista
de materiais para não trocá-los durante já podemos soldar os circuitos inte
a montagem. grados Cl-| e C I2 . Muita cautela para Montagem mecânica
Os transistores, além de polariza não invertê-los na placa. Use a marca no Assim como a montagem eletrônica,
dos, são fornecidos com códigos dife circuito integrado (meia-lua ou chanfro) a montagem mecânica não oferecerá
rentes. Na máscara, eles são marcados e a marca na máscara da placa (asseme grandes dificuldades se o leitor seguir
como se o leitor o observasse de cima. lha-se ao circuito integrado, visto por atentamente as dicas apresentadas aqui
Tome precaução para não inverter nada cima). Outro cuidado é para não trocar e no manual.
durante esta parte da montagem. Cl-| por C I2 e vice-versa. Eles têm o
mesmo número de pinos e se asseme
Destacando as peças.
lham bastante. Cl-j é um 4 0 13 e C I2 um
4081. Trocá-los fará com seu robô não
funcione. Tenha atenção neste ponto
(figura 7).
Monte o microfone conforme a
figura 8 . A malha do fio vai ligada ao
terminai do microfone que se conecta
à carcaça do mesmo. Monte também
os fios pretos à chave de liga/desliga do
robô (figura 9). Solde o fio do micro
fone a placa. A parte interna branca
deverá ser ligada no furo com a legenda
Maio - 2003
montagem
4 T
te - ----
, Unindo o motor a peça C . Finalizando a roda.
i
J * 1
1
:
Maio - 2003
montagem
BATERIA
PILHAS
r
Parafusando a placa e o
suporte do microfone.
MONTAGEM FINAL
No momento em que temos a base
e placa montadas, podemos unir as
partes. Coloque o suporte de pilhas e
o clipe para bateria de 9 V na base do
robô (figura 22). Passe os fios pelo furo
na placa e ligue-os na mesma, tomando
cuidado para não inverter nada. Afigura
23 poderá orientá-lo melhor com rela
ção as ligações.
PROVA E USO
Para testar o circuito, insira as pilhas
e bateria. Ligue o robô e use o “ SNAP”
fornecido com o kit. Uma dica impor
tante é a seguinte: ao apertar o SNAR
não o solte. Se isso acontecer, você
terá dois pulsos e o robô executará os
passos de maneira muito rápida e até
imperceptível. Lembre-se também que
o S-CARGO pode ser controlado pelo
estalar dos dedos, bater de palmas ou
até mesmo dos pés.
Um dique fará com que seu robô
ande para frente. Um outro clique fará
com ele pare. Mais um clique o colo
cará em giro, e um outro fará com ele
pare novamente. Esta é a seqüência de
controle de seu robô. Ela, apesar de
Moio - 2003
montagem
CONCLUSÃO
Como pudemos ver nesta matéria, é
possível aprender mesmo com a mon
tagem de um kit comercial. Após exe
cutá-la, as habilidades “ mecatrônicas”
do leitor estarão, sem dúvida alguma,
mais desenvolvidas e prontas para os
; No site [Link], próximos desafios. Boa montagem e
J estão disponibilizadas mais fotos para diversão!!
] auxiliar na montagem.
C O R T A N D O A B A N D EJA
Em geral, vamos cortar as bordas fora
para a utilização da parte central res
tante na forma de chapas medindo em
torno de 1 2 cm x 18 cm com espessu
ras que variam entre 2 mm a 5 mm,
excelentes para a execução de bases
e chassis ou coberturas, sendo muito
leves e resistentes.
O corte é feito com estilete de
uso comum ou uma faca bem afiada,
(figura 2 ).
n robótica
High-tech
um robô da série Vanguard é o mais
novo aliado do Esquadrão de Bombas
do GATE - Grupo de Ações Táticas
Especiais da Policia Militar do Estado de
Sérgio Vieira
São Paulo.
Wilson Roberto dos Santos
s Pintado na cor laranja, o que não o
I deixa passar despercebido, pesando 48
i
( kg e medindo 80 cm de altura, o Van
guard MK1 é fabricado pela empresa
canadense EOD e distribuído no Brasil
Robôs são os novos companheiros do grupo de com exclusividade pela G-Tech, empresa
elite da Polícia M ilitar de São Paulo para comba especializada em consultoria e forneci
te r o crime. mento de materiais bélicos e táticos.
Este novo robô vai auxiliar o GATE na
desativação de bombas, recolhimento
de artefatos ou qualquer outra missão
que envolva material potencialmente
Vanguard MK1
CIRCUITOS
INTELIGENTES
A finalidade básica de um robô, conform e as definições mais
com uns, é a de realizar tarefas que o s hum anos fazem . Para
consegu ir isso, além de p ossuírem órgãos sen soriais e efeto res
apropriados, os robôs tam bém devem ter algum grau de inte
ligência. Assim, em n o sso s dias, já ouvim os falar com muita
freqüência em inteligência artificial, red es neurais e ou tro s
re cu rso s que, uma vez im plem entados em robôs, podem dotá-
los de um com portam ento que, em princípio, nos perm ite a sso
ciar algum grau de inteligência. Para entender com o isso pode
s e r feito, inclusive de form as m uito sim ples em robôs exp eri
m entais de baixo custo, p recisa m o s antes de tudo definir o que
é inteligência e que p o d em o s u sa r circuitos eletrônicos para
reproduzi-la. E ss e é ju sta m e n te o assunto do décim o artigo
desta série.
Newton C . Braga
Em artigo publicado nas cas sejam agregadas a máquinas como O Teste de Turing
primeiras edições desta revista, onde automatismos, robôs e muito mais. Alan Turing foi quem primeiramente
discorremos sobre a “ Biônica” , mos Isso já está acontecendo atualmente, imaginou um teste para saber se uma
tramos como a ciência pode imitar e o uso da palavra “ inteligente” para máquina é (ou não) dotada de inteligência.
a vida, criando órgãos artificiais que certos equipamentos vem sendo empre O teste de Turing é simples de entender:
se baseiam totalmente no comporta gado com certa freqüência, embora as Se colocarmos uma pessoa para
mento dos órgãos vivos e que podem pessoas ainda não tenham tomado cons testar uma máquina que se encontra em
até ser usados na sua substituição. ciência do verdadeiro significado desse um local distante de modo que elas se
Será que podemos ir além e pensar na atributo. comuniquem sem que a primeira saiba
possibilidade de a tecnologia também quem está do outro lado, a máquina
substituir a inteligência e até mesmo será considerada inteligente se a pessoa
a vida? INTELIGENCIA A R TIFICIA L não conseguir discernir, com certeza, se
Quando nos referimos às simples Não podemos dizer se uma máquina a que está do outro lado é uma máquina
partes que realizam funções mecânicas é (ou não) inteligente ou se o que vamos ou uma pessoa.
em um ser vivo como pernas, braços, agregar a um circuito é (ou não) inteli
ou ainda sensores comuns como de luz, gência, se não soubermos definir exata Inteligência por software
sons, etc., não temos muitas implica mente o que é inteligência. Basicamente, existem duas formas
ções de ordem filosófica. No entanto, Definir inteligência é algo bastante de se implementar inteligência em uma
quando adentramos no que se deno complexo, não obstante, sua presença em máquina: por software e por hardware.
mina “vida” e no que se denomina um ser vivo ou em um robô seja algo que Por software, o que fazemos é utili
“ inteligência”, as coisas se complicam. podemos perceber até intuitivamente. zar algum tipo de processador que possa
Os conflitos no sentido de se aceitar Conseqüentemente, aquilo que defi ser programado com algoritmos inteli
que máquinas construídas pelo próprio nimos como inteligência natural pode gentes, ou seja, que dotem a máquina
homem possam ter esses atributos são ser associado a três habilidades: a ser controlada por ele de atributos
inevitáveis. • Aprender com a exp eriên cia; que caracterizam a inteligência artificial,
Evidentemente que, para a ciência, • Tomar decisões lógicas b asea tais como a capacidade de aprendizado,
tudo pode ser reduzido, em última aná das na experiência; tomada de decisões, etc. (figura I).
lise, a teorias e fórmulas e isso também • G e ra r emoções. Há diversos tipos de programas que
é válido para a vida e para a inteligência. E claro que se tomarmos por base podem ser empregados com essa fina
Isso significa, por conseguinte, que se esses três itens nos depararemos com lidade e muitos deles são de uso relati
pudermos equacionar vida e inteligên algumas dificuldades adicionais como, por vamente simples como os que utilizam
cia, nada impede que essas característi exemplo, definir o que são “emoções”. lógica difusa ou lógica Fuzzy.
Maio - 2003
eletrônica
rEsquem a para implementação de inteligên É possível fazer tudo isso com cir descarregado, de modo que para chegar
cia por software. cuitos simples? E o que veremos. ao limiar da condução acionando a
carga, o pulso do sensor X , precisa ser
Algoritmo / [ = ; Sensores
inteüaente
CIRCUITOS PRÁTICOS mais demorado. E necessário carregar
m àL o capacitor pelo menos até a tensão de
Damos, a seguir, uma série de cir condução do transistor.
w A Decisões cuitos simples que podem ser usados Quando o sensor é desligado, o
4 inteligentes para agregar “inteligência” a um pro capacitor retém sua carga por algum
M icroprocessador
jeto. Esses circuitos podem ser com tempo, durante o qual a carga será acio
binados de diversas formas ou usados nada.
Inteligência por hardware em conjunto com outros projetos que Quando a carga desliga, o capacitor
Por outro lado, a inteligência por o próprio leitor criar, baseado nas con ainda retém certa carga, ou seja,
hardware usa circuitos que podem figurações dos artigos anteriores desta “ memoriza” o acionamento anterior.
aprender independentemente de pro série. Tudo depende da imaginação de Isso quer dizer que o pulso seguinte
gramação. Tais circuitos podem “se cada um. do sensor (para seu acionamento) pode
adaptar” ao tipo de estímulo enviado ser mais curto. O circuito terá "apren
por sensores e modificar seu compor a) Circuito que aprende dido” a responder ao estímulo.
tamento. Todavia, quando tratamos de Na figura 3 temos um circuito muito O sensor X 2 serve para fazer o cir
robótica e mecatrônica em um nível simples com dois sensores, que “aprende” cuito “esquecer” o que aprendeu, pois
mais simples, podemos ser mais abran e "esquece", retendo informações por um ele descarrega o capacitor.
gentes nas definições de inteligência intervalo de tempo que depende apenas Como a resistência de entrada de
artificial. da qualidade do capacitor usado. um MOSFET de potência é extrema
Assim, qualquer tipo de circuito, mente elevada, se usarmos um capaci
mesmo que tenha um simples sensor Circuito que aprende. tor de poliéster de boa qualidade entre
que atue sobre um mecanismo de • o +6 a 470 nF e 2,2 yL/F, é possível o circuito
mudança de direção, já pode ser consi _J ____ + 30 V reter as informações por intervalos de
derado um recurso “inteligente” . Atra 1 Míi Carga várias dezenas de minutos.
vés dele, o robô ou veículo é capaz -o Saída
de reagir diante de situações detecta b) Outro circuito de
das pelo sensor, mudando sua direção, S Íl °1 memória capacitiva
o que não deixa de ser um compor 2 IRF640 O circuito da figura 4 fornece uma
tamento inteligente, embora ainda em c L tensão de saída que é o resultado da
M B1
um nível “ de ameba”, conforme ilustra H a 1 0 tiF — integração dos pulsos aplicados em sua
a figura 2 . entrada. Em outras palavras, esse cir
Mas, se agregarmos diversos dispo cuito memoriza a quantidade de pulsos
sitivos sensores a um robô ou quaisquer de entrada, “esquecendo-a” vagarosa
automatismos e os interligarmos de uma A idéia básica adotada nesse circuito mente com o tempo.
forma que combine as suas informa é a de que o ponto em que um transistor Com um bom capacitor de poli
ções resultando em comportamentos conduz pode ser alterado de modo que éster, que apresente mínimas fugas, o
complexos, o que podemos chamar de ele seja mais facilmente disparado (ou circuito pode memorizar a quantidade
“inteligência” se torna mais evidente. não) em função de informação prévia de pulsos aplicados em sua entrada por
Mais ainda, se o comportamento do retida pelo uso. Um capacitor retém intervalos de tempo que chegam a algu
circuito puder mudar com o tempo, ou essa informação sob a forma de uma mas dezenas de minutos. A velocidade
de acordo com os estímulos enviados, carga, sendo que o circuito funciona da com que os pulsos são armazenados
teremos agregado um requisito muito seguinte forma: depende apenas do valor do resistor de
importante para que a definição de inte Quando ligado pela primeira vez, o entrada que, em conjunto com o capaci
ligência seja válida: o aprendizado. capacitor se encontra completamente tor, determina a constante de tempo do
Maio - 2003
eletrônica
circuito. A resistência de entrada extre O circuito funciona da seguinte Outros tipos de comparadores
mamente alta do amplificador opera maneira; quando se aplica um pulso de podem exigir o uso de diodos para que,
cional usado impede que o capacitor controle na comporta do transistor, ele quando uma saída for levada ao nível
se descarregue rapidamente, retendo se satura e deixa passar a tensão que se baixo, a outra (estando no nível alto)
assim sua carga, que é a informação. encontra na entrada para o capacitor. O possa levar o circuito a um curto-cir-
Podemos utilizar esse circuito para con capacitor se carrega com essa tensão, cuito, observe a figura 9.
trolar diretamente uma carga de alta “ memorizando-a". Quando o pulso de O funcionamento do comparador é
corrente, interfaceando-o com um regu controle desaparece, o capacitor se o seguinte:
lador de tensão LM350, veja a figura 5. mantém com a tensão memorizada, Colocamos nas entradas dos com
O circuito integrado LM350 pode mesmo que a tensão de entrada varie. paradores as tensões de referência V
controlar cargas de até 3 ampères. A A tensão memorizada aparece então na e V2 que determinarão os pontos em
tensão em sua saída depende dos pulsos saída do amplificador operacional, pronta que eles mudam de estado. Quando a
integrados pelo circuito de aprendizado. para ser usada como referência em um tensão de entrada se encontra abaixo
O resistor R, determina o tempo de circuito qualquer de acionamento ou de de V (, o comparador (I) tem sua saída
retenção da informação ou memoriza controle de algum dispositivo. Obvia saturada e com isso a saída do conjunto
ção, podendo ser eliminado. Quanto mente, o capacitor usado deve apresen é baixa. Quando a tensão de entrada
menor esse resistor, mais rapidamente tar uma fuga muito pequena. se encontra acima de V , o compara
o circuito “esquece” a quantidade de Esse tipo de circuito é muito utili dor (II) é que tem sua saída saturada e
pulsos aplicados em sua entrada. zado na digitalização de sinais analógicos da mesma forma a saída do circuito se
por amostragem, onde a freqüência dos mantém no nível baixo.
c) Circuito de amostragem pulsos de controle determina a veloci Por outro lado, se a tensão de
e retenção dade do processo de amostragem. entrada estiver entre V e V ,, as saídas
Um outro circuito que pode ser
usado como uma espécie de memória d) Comparador de janefa ---------------------------------
Esquema básico de um comparador de
para aprendizados em projetos inteli Uma configuração muito interes
gentes é o circuito de amostragem e sante para uso em circuitos inteligentes
retenção ou “sample & hold” , se ado é o comparador de janela, cujo esquema
tarmos seu nome em inglês. básico é mostrado na figura 7.
Na figura 6 temos um exemplo Dois comparadores de tensão são
de circuito de amostragem e retenção ligados com suas saídas em paralelo.
empregando um amplificador operacio O ideal é usar comparadores do tipo
nal e um transistor de efeito de campo LM339 que possuem saídas com coletor
de junção OFET). aberto. Na figura 8, a tensão de saída.
atO jiF
47 nF
a 1 nF
X v2o- \ W1
i^ 1 1
Vi v2
vent > w
_n_
Controle
eletrônica
(M
dos dois comparadores se mantêm no Um robô pode começar a operar com e) Aprendizado Digital
corte, e com isso o resistor de saída se uma curva de sensibilidade de um sensor Uma forma interessante de se agre
encarrega de manter a saída do circuito estreita, determinada por V ( e Vz e depois gar um circuito de aprendizado digital
no nível alto. Assim, conforme exibe a essa curva pode ir se alargando com a é exibida na figura 14. Nesse circuito,
fig u ra 1 0 , quando a tensão de entrada diminuição de V! e o aumento de V2. a tensão de referência, que pode ser
está entre V ( e V temos uma “janela” O robô pode ainda ser ensinado a usada para determinar o ponto de atu
de tensões altas de saída. procurar o “escuro” ou “claro” (usando ação de sensores, depende do número
E possível usar esse circuito de um LDR como sensor), deslocando-se de pulsos memorizados por um conta
modo a agregar inteligência a um pro a curva de resposta do circuito para o dor digital.
jeto de diversas formas. Uma delas é lado de V, ou V r O contador pode ser feito com
pela ligação dos circuitos de referência Uma outra maneira de usar um com- base em um circuito integrado CMOS
inteligentes com capacitor que vimos na parador de janela de "forma inteligente” 4 0 17 que dá 10 posições de “ memoriza
sua entrada para fornecer tensões que é ilustrada na figura 13. ção" ou aprendizado, mas nada impede
variam de acordo com o aprendizado, Colocamos LDRs para formar um que sejam empregados contadores com
observe a figura 11. divisor resistivo de referência de tensão maior número de posições. Esse cir
Usando esses circuitos, a largura e de modo que a posição de V, e V2 e cuito também possibilita que se planeje
posição da janela numa faixa de tensões a largura da faixa dependem da inten o escalonamento do aprendizado atra
pode ser variada, veja a figura 12. sidade da luz que incide nos sensores. vés dos valores dos resistores. Seu fun
O circuito poderá ser utilizado para se cionamento é o seguinte: à medida que
T i --------------------------------------- -
“Janela” de tensões altas de saída. projetar um robô que tenha compor o número de pulsos aplicados ao cir
tamentos diferentes em função da luz cuito aumenta, cresce também a tensão
ambiente, ou da iluminação de um alvo de referência. Se for usado um con
que ele deva procurar. tador regressivo, a tensão de referên-
11—o Saída
Entrada
d ---------------------------------
Variando a largura e posição da janela.
Maio - 2003
eletrônica
cia irá diminuir quando os pulsos forem * Configuração de um neurônio do tipo "integra-e-dispara".
contados. 10 kíí 1 nF 1 nF
E-j o—I-----1— a 100 nF|
f) Neurônio Eletrônico 10 kíl
e2 o—r~ n -
Uma possibilidade muito interes
10 kfl
sante para aqueles que gostam de lidar
E3 c M Z Z h
com inteligência artificial é pensar em
montar uma “rede neural” . INIBE
Essa rede nada mais é do que um
conjunto de circuitos que imitam neu
rônios e que são associados segundo
um padrão que imita a organização nem simples de se trabalhar. Uma alter Um pequeno “cérebro” de robô
dessas células nos seres vivos, conforme nativa mais simples de se fazer expe pode ser implementado empregando-se
mostra a figura 15. rimentos com neurônios consiste em alguns blocos como este.
Embora existam circuitos integrados montar essa configuração com compo
que já possuam neurônios eletrônicos nentes comuns. CONCLUSÃO
integrados, eles não são fáceis de obter Na figura 16 temos a configuração O que vimos até o momento
de um neurônio do tipo “ integra-e-dis- é apenas uma pequena mostra
( t ------------------------------ para” , que é formado por dois amplifi de como podemos implementar
“ Padrão de organização que imita o dos
cadores operacionais comuns. muitas coisas eletrônicas em proje
I neurônios.
Os pulsos de entrada são aplicados aos tos mecatrônicos. Esta série de arti
"dendritos” e, além disso, há uma entrada gos, que procurou oferecer idéias
de inibição que pode ser usada para “ para práticas de circuitos para os leito
lisar" o neurônio. Quando os pulsos atin res, está sendo finalizada por aqui.
gem um certo valor determinado pela Voltaremos, entretanto, com assun
constante de integração do circuito (dada tos de interesse relacionados com
por C ,). o bloco seguinte é disparado pro a eletrônica para a Mecatrônica em
Rede! neura!
duzindo uma saída no “axônio” . edições futuras. .
L IV R O S
E d it o r a S a b e r
monitwes de vídeo
M c c a t r o n ic a
tis-- I n d u s t r i a l
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Veja como fazer um controlador com limites
mínimo e máximo de temperatura e com
indicação num display de cristal líquido.
Utilizando LEGO para prototipagem